Você está na página 1de 4
AA
AA

Alho - fevereiro de 2010

Situação da comercialização

A evolução da quantidade comercializada pela central atacadista de São Paulo – Ceagesp,

está na Tabela 1, a seguir.

Tabela1:Evoluçãodacomercializaçãodealhodejaneirode2005afevereirode2010-Ceagesp(t)

Anos

 

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

total

 

total

940

586

816

807

785

807

1.510

864

913

2.299

1.933

1.421

13.684

2004

nacional

207

162

138

177

242

139

377

371

317

310

872

216

3.528

argentino

722

423

669

624

526

465

648

328

110

241

672

942

6.370

 

chinês

12

1

8

7

3

204

75

165

276

149

389

248

1.537

 

total

972

1.329

1.366

1.217

1.720

1.369

1.695

2.642

1.550

1.636

954

1.309

17.759

2005

nacional

155

175

274

534

736

339

603

750

622

714

660

618

6.180

argentino

739

995

827

495

299

167

164

69

0

22

46

249

4.071

 

chinês

78

59

265

103

557

863

406

1.353

538

853

248

442

5.766

 

total

1.153

1.352

1.001

822

935

1.008

1.045

1.359

1.449

1.552

1.435

1.769

14.880

2006

nacional

484

553

435

407

401

370

533

503

573

555

375

516

5.705

argentino

158

273

246

218

120

96

128

56

4

0

86

451

1.835

 

chinês

511

527

321

197

414

542

384

799

871

854

974

802

7.197

 

total

1.175

893

1.149

1.192

1.490

1.462

1.419

2.142

1.036

1.563

1.194

1.388

16.103

2007

nacional

376

375

321

326

384

315

401

542

523

484

371

306

4.724

argentino

497

495

538

294

208

228

172

241

3

3

118

349

3.146

 

chinês

246

24

217

525

627

802

797

1.217

429

1.048

647

484

7.061

 

total

1.555

1.799

1.903

2.269

3.018

2.206

1.872

1.789

1.985

1.801

1.527

1.584

23.308

2008

nacional

260

357

334

260

330

282

500

353

597

538

460

516

4.786

argentino

458

460

335

117

233

230

129

71

117

0

59

211

2.421

 

chinês

662

918

1.153

1.746

2.300

1.534

1.073

1.309

1.105

1.177

950

755

14.681

 

total

2.159

1.536

1.974

1.445

1.601

1.358

2.167

2.004

1.720

2.159

1.749

1.763

21.636

2009

nacional

457

483

577

363

324

432

975

717

485

468

318

247

5.845

argentino

320

415

654

412

429

255

106

26

0

13

14

64

2.708

 

chinês

1.309

452

573

470

538

522

928

1.126

1.232

1.652

1.360

1.452

11.614

 

total

1.785

1.587

                   

3.372

2010

nacional

347

280

                   

626

argentino

309

269

                   

578

 

chinês

1.100

972

                   

2.072

Fonte: Ceagesp

A quantidade de alho nacional comercializada em fevereiro significou decréscimo de 42%

em relação a fevereiro de 2009 e -19,3%, em relação a janeiro de 2010. Nota-se que, em contrapartida com a queda na comercialização do produto nacional têm-se um aumento expressivo

na comercialização do alho chinês que, em 2010, atinge o ápice da série neste período.

O alho argentino teve o menor peso na comercialização – 16,9%, contra 61,2% de alho chinês e 17,6% de alho nacional

Os dados consolidados relativos ao mês de fevereiro de 2010 – Tabela 2 -, indicam um aumento de 16,8% em relação a janeiro do mesmo ano e 21,6% em relação a fevereiro de 2009; foram importadas 13.447 toneladas em fevereiro, sendo 6.844 da Argentina e 6.502 da China. O alho importado da China teve um acréscimo de 5,31% em relação a janeiro de 2010 e aumento de mais de 320% de compararmos com fevereiro do ano passado. Este aumento nas importações induzem a uma projeção do volume importado para o ano de 2010 de 182,8 mil toneladas, o que significa um acréscimo de 20,5% em relação a 2009. Projeta-se aumento nas importações da Argentina – 27,7% em relação a 2009 e da China – 28,9% em relação a 2009.

Tabela 2: Evolução da importação brasileira de alho de janeiro de 2004 a fevereiro de 2010 (t)

Total

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

total

2004

8.652

11.343

10.180

7.088

6.998

5.885

7.350

6.866

7.545

7.154

9.277

12.825

101.164

2005

10.776

11.989

12.060

12.094

11.324

12.551

8.165

13.184

13.184

7.210

8.099

16.456

137.093

2006

8.012

10.938

13.497

8.410

12.939

6.437

11.586

10.457

12.203

5.907

7.878

12.302

120.565

2007

12.328

12.745

14.656

10.561

15.414

12.132

10.958

12.774

5.363

7.499

6.385

12.270

133.085

2008

13.512

15.214

14.149

14.187

16.297

14.401

10.550

9.168

8.429

7.827

8.233

13.844

145.811

2009

11.873

11.058

13.513

10.983

14.067

12.968

14.996

12.725

11.928

13.114

12.753

11.741

151.720

2010

11.511

13.447

                   

24.958

Arg

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

total

2004

6.887

8.897

8.963

6.132

6.492

5.052

5.570

2.554

276

326

4.349

9.724

65.222

2005

7.311

9.273

8.706

5.294

5.118

5.081

4.226

1.354

44

44

3.287

7.466

57.202

2006

5.145

7.219

9.771

5.865

5.251

4.454

4.321

1.685

0

72

2.687

10.220

56.690

2007

10.125

11.397

12.374

5.994

7.073

5.248

5.746

3.299

698

41

2.909

9.796

74.698

2008

10.166

9.278

7.982

5.560

5.102

4.806

4.817

2.063

104

0

1.174

7.162

58.214

2009

7.847

9.326

10.134

7.528

6.681

5.107

2.630

221

23

0

714

4.688

54.898

2010

5.337

6.844

                   

12.181

Chin

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

total

2004

1.391

2.446

1.217

956

502

833

1.775

3.946

6.267

5.577

4.013

2.089

31.011

2005

3.048

2.250

2.853

6.592

5.474

6.951

2.387

3.530

8.453

7.119

1.383

8.991

59.030

2006

2.867

3.685

3.703

2.446

7.638

1.923

6.922

8.772

12.104

5.695

5.100

2.053

62.907

2007

2.165

1.342

2.286

4.487

8.331

6.819

5.122

9.458

4.592

7.422

3.414

2.349

57.786

2008

3.309

5.924

5.998

8.589

11.106

9.548

5.601

7.105

8.275

7.724

7.047

6.675

86.899

2009

4.026

1.546

3.356

3.456

7.385

7.578

10.822

11.280

11.654

12.258

11.659

6.897

91.916

2010

6.174

6.502

                   

12.676

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior

Preços

As Tabelas 3, 4 e 5 retratam os preços por atacado na Ceagesp.

Tabela3:Evoluçãoreal dospreçosporatacado-Alhonacional

R$/kg

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

 

2004

 

2005

 

2006

 

2007

 

2008

 

2009

 

2010

                   

Fonte:Ceagesp

Tabela 4: Evolução real dos preços por atacado - Alho argentino

R$/kg

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

 

2004

 

2005

 

2006

 

2007

 

2008

 

2009

 

2010

                   

Fonte: Ceagesp

Tabela5: Evoluçãoreal dospreçospor atacado- Alhochinês

R$/kg

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

 

2004

 

2005

 

2006

 

2007

 

2008

 

2009

 

2010

                   

Fonte: Ceagesp

No mercado atacadista, houve aumentos nos preços reais do alho nacional e argentino e chinês. O aumento na quantidade comercializada exerceu pressão de demanda pelo alho. O preço do alho argentino é menor do que o preço do alho nacional e em janeiro também foi o menor que o chinês.

No que se refere ao varejo, a Tabela 6, mostra que há um aumento real de 6,7% quando se compara fevereiro com janeiro de 2010; o aumento anual, isto é, entre fevereiro de 2009 e fevereiro de 2010, foi de 53,5%. O varejo continua bem ofertado, em função principalmente do volume importado no mês de fevereiro.

Tabela 6: Evolução real dos preços no varejo - Alho

R$/kg

jan

fev

mar

abr

mai

jun

jul

ago

set

out

nov

dez

 

2004

 

2005

 

2006

 

2007

 

2008

 

2009

 

2010

                   

Fonte: Procon/Dieese

Evolução dos preços reais

No gráfico 1 tem-se a evolução dos índices reais de variação de preços do alho nos diferentes níveis, partindo-se da base de janeiro de 2004. A variação mais suave de preços é a relativa ao alho chinês no atacado, com excessão de fevereiro onde não foi informado o valor. Os índices de preços que denotam maior volatilidade são os recebidos pelo produtor e os do alho nacional.

O alho chinês é responsável por 50% do alho consumido; o Brasil importa cerca de

O alho chinês é responsável por 50% do alho consumido; o Brasil importa cerca de 1 milhão de caixas de alho, algumas empresas importadoras de alho têm obtido isenção do pagamento da taxa antidumping, imposto que protege os produtos brasileiros das mercadorias de outros países que são comercializadas no Brasil abaixo do preço de custo. Os produtores tem reclamado que está mais rentável importar alho que plantá-lo tendo em vista que a Argentina cultiva alho em solos muito mais férteis - com altos níveis de fósforo; além disso, utilizam água proveniente do degelo que chegam aos campos de alho sem custo de bombeamento. Já na China a mão de obra é em sua maioria familiar o que também torna o custo de produção bem mais barato que o brasileiro, onde os insumos e mão de obra são os maiores gastos

Bruna Bucchianeri Analista de Mercado Tel : (61) 3312-2236 Fax: (61) 3321-2029 E-mail: bruna.bucchianeri@conab.gov.br