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Execução de Alimentos - Prisão - 2017

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 1xxxx VARA DE


FAMÍLIA DA COMARCA DE... – ESTADO DO...

Autos do Processo nº...

..., brasileira, menor impúbere, neste ato, representada por seu genitora..., brasileira,
promotora de venda, portadora do RG nº.., inscrita no CPF nº..., residente e domiciliada
na Rua..., jardim Floresta, Cascavel-PR, CEP:..., vêm respeitosamente à presença de
Vossa Excelência, por seu advogado e bastante procurador com endereço profissional
impresso no rodapé, com fundamentos no artigo 5º, LXVII, CF, e artigos 528 e
seguintes, do Código de Processo Civil propor:

CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE ALIMENTOS COM PEDIDO DE


PRISÃO

em face de GENITOR, brasileiro, solteiro, pintor predial, residente e domiciliado na ...,


nº..., Bairro Brasmadeiras, CEP:..., Cascavel – PR, portador da cédula de identidade
RG nº desconhecido, inscrito no CPF nº desconhecido, pelos motivos a seguir expostos:

PRELIMINARMENTE

Como se trata o requerente de pessoa pobre, desta forma, não tendo condições de arcar
com custas processuais e honorárias advocatícios, dê o benefício da Assistência
Judiciária Gratuita, de acordo com o artigo 98 e seguintes do Código de Processo
Civil, atestado de pobreza em anexo.

I - DOS FATOS

No dia... No o juízo de Direito da 1ª Vara de Família da comarca de Cascavel – PR, nos


autos nº em epígrafe, de Ação de Alimentos proferiu decisão de alimentos provisórios
no importe de R$238,92 (duzentos e trinta e oito reais e noventa e dois centavos)
mensais, equivalentes a 33% do salário mínimo vigente a época, a serem pagos até o dia
10 (dez) de cada mês, a contar da intimação do requerido que ocorreu no mês de
fevereiro.

No dia 24/02/2014 foi realizada audiência de conciliação que restou prejudicada tendo
em vista de que o Requerido, ora Executado, não compareceu na audiência, pois não foi
devidamente citado pelo oficial de justiça, assim concedeu o MM. Juiz o prazo de 10
(dez) dias para indicar novo endereço do réu.

Logo após, no dia 26/05/2014, data em que foi redesignada a audiência de conciliação,
que restou frutífera, o mesmo juízo homologou acordo entre as partes, onde o valor dos
alimentos foi fixado em 34,20% (do salário mínimo vigente a época, que deveriam ser
reajustados conforme índice do mesmo, depositados a partir do dia 15 de cada mês, na
conta nº 00293839-2, agencia 0568, operação 013, de titularidade da mãe da menor.
Ocorre que o exequente não vem cumprindo com sua obrigação legal, visto que na
maioria dos meses não depositou o valor integral, assim se faz necessárias a presente
demanda.

II – DO DIREITO

Com fulcro no artigo 5º, LXVII, da Constituição Federal, é obrigação dos pais o
sustento dos filhos tanto é assim, que a própria Constituição Federal, abriu exceção para
viabilizar a prisão civil daquele que descumpre sua obrigação de prestar alimentos e
encontra-se em mora.

O pedido formulado pela representante legal do exequente encontra fundamento no


artigo 528 e seguintes do Código de Processo Civil/2015, que dispõe sobre a execução
de sentença que condena ao pagamento de prestação alimentícia, bem como as
consequências de seu descumprimento:

“Art. 528. No cumprimento de sentença que condene ao pagamento de prestação


alimentícia ou de decisão interlocutória que fixe alimentos, o juiz, a requerimento do
exequente, mandará intimar o executado pessoalmente para, em 3 (três) dias, pagar o
débito, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo.

(...)

§ 3o Se o executado não pagar ou se a justificativa apresentada não for aceita, o juiz,


além de mandar protestar o pronunciamento judicial na forma do § 1o, decretar-lhe-á a
prisão pelo prazo de 1 (um) a 3 (três) meses.

§ 5o O cumprimento da pena não exime o executado do pagamento das prestações


vencidas e vincendas. ”

Dessa maneira é o entendimento legal de que uma vez não cumprida voluntariamente, a
obrigação, impõe-se ao judiciário a incumbência de fazer valer os preceitos
constitucionais, com base no que encontramos no artigo 528, § 3º, além de mandar
protestar o pronunciamento judicial, será decretada a prisão pelo prazo de 1 (um) a 3
(três) meses.

No mesmo sentido é o que dispõe o artigo 528, parágrafo 7º, do Novo Código de
Processo Civil:

“O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que compreende até
as 3 (três) prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no
curso do processo”.

A tabela a seguir corresponde ao demonstrativo dos valores atualizados até o mês de


fevereiro de 2017, devidos pelo executado ao menor:

(((((((tabela com valores atualizados))))))))))


TOTAL atualizado e corrigido:

R$945,67

Logo, o executado deve efetuar o pagamento da quantia de R$945,67 (novecentos e


quarenta e cinco reais e sessenta e sete centavos) devido a exequente até a presente
data que referem as 3 (três) ultimas parcelas em atraso, que deverá ser atualizado até a
data do efetivo pagamento, sob pena das medidas expostas no ordenamento legal.

III - DOS PEDIDOS

À vista do exposto, é de se requerer a Vossa Excelência:

a) A concessão do benefício da justiça gratuita para o Requerente que é pobre na


acepção jurídica do termo, não tendo condições de arcar com as custas judiciais e
honorários advocatícios sem prejuízo de seu sustento, conforme declaração de pobreza
em anexo;

b) A intimação do ilustre representante do Ministério Público, nos termos do artigo 698,


do Código de Processo Civil, para que intervenha no feito até o final;

c) A citação do requerido no endereço constante do preâmbulo desta, para que, em 3


(três) dias pague a dívida referente a 3 (três) prestações da pensão alimentícia atualizada
no importe de R$ 932,97 (novecentos e trinta e dois reais e noventa e centavos, sob
pena de prisão civil, de protesto do pronunciamento judicial e em consonância com o
artigo 528, caput e §§ 1º e 3º, do Código de Processo Civil, bem como inscrição do
nome do executado nos cadastros de inadimplentes, conforme recentemente decidido
pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça e art. 782, § 3 º, do Código de
Processo Civil;

d) Que seja oficiado o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, requerendo


informações acerca da existência de vínculos empregatícios em nome do executado.
Havendo notícia de vínculo, que seja oficiado o empregador para que seja descontado
diretamente da folha de pagamento do devedor o valor devido a título de alimentos,
tanto vencidos quanto vincendos, evitando novos inadimplementos com base no artigo
529, § 3º, do Código de Processo Civil;

e) A condenação do Executado ao pagamento de custas processuais e honorários


advocatícios, no importe de 30% (vinte por cento) do valor atualizado da causa, nos
termos do artigo 85, § 1º, do Código de Processo Civil.

Dá-se a causa o valor de R$945,67 (novecentos e quarenta e cinco reais e sessenta e


sete centavos).

Termos em que,

pede deferimento.
Cascavel,... De março de 2017.

ADVOGADO

OAB/PR Nº...