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Contabilidade

e Finanças
Material Teórico
Avaliação de Estoques

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Ms. Jose Carlos Pereira Almeida

Revisão Textual:
Profa. Esp. Vera Lídia de Sá Cicaroni
Avaliação de Estoques

• Avaliação de Estoques

• Método PEPS

• Método UEPS

• Avaliação de Estoques: Método do Custo


Médio Ponderado

· Nesta unidade vamos aprender como apurar e controlar os


estoques das entidades, um assunto muito importante que a
contabilidade coordena.
· Imagine uma indústria com muitas peças para revender.
Com certeza é muito necessário esse controle e
apuração, pois é através desse cálculo que as empresas
apuram sua lucratividade.
· Vamos fazer muitos exercícios também; temos que praticar a
contabilidade para aprender cada vez mais.

Estamos em nossa penúltima unidade! Como passa rápido, não é?


Você vai gostar muito do assunto abordado na quarta unidade; falaremos dos métodos de
apuração dos estoques e vamos conversar sobre o:
 PEPS, que é o método para cálculo do estoque que orienta que o primeiro a entrar
deve ser o primeiro a sair;
 UEPS, que orienta o contrário, ou seja, o último que entra deve ser o primeiro a sair;
 Custo Médio, que determinada a apuração de uma média calculada.

Está achando tudo meio esquisito?.... Calma! Acesse o material, faça a leitura do conteúdo
teórico para entender melhor esses assuntos.
Teremos também exercícios práticos que vão auxiliá-lo no treino para a aplicação de todos
esses métodos.
Lembre-se: em caso de dúvida, poste seus questionamentos no ambiente virtual.

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Unidade: Avaliação de Estoques

Contextualização
Como toda e qualquer profissão, a contabilidade possui jargões próprios. No intuito de você
se familiarizar com esses termos contábeis, peço, a seguir, que leia o texto da Equipe do Portal
de Contabilidade, que traz uma série de vocábulos utilizados no dia a dia da contabilidade.
Boa leitura! Prof. José Carlos

Glossário de termos Contábeis

Compilado pela Equipe do Portal de Contabilidade

AMORTIZAÇÃO: Representa a conta que registra a diminuição do valor dos bens intangíveis
registrados no ativo permanente; é a perda de valor de capital aplicado na aquisição de direitos
de propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros, com existência ou exercício de
duração limitada.

ATIVO: São todos os bens, direitos e valores a receber de uma entidade. Contas do ativo têm
saldos devedores, à exceção das contas retificadoras (como depreciação acumulada e provisões
para ajuste ao valor de mercado).

ATIVO CIRCULANTE: Dinheiro em caixa ou em bancos; bens, direitos e valores a receber no


prazo máximo de um ano, ou seja, realizável a curto prazo (duplicatas, estoques de mercadorias
produzidas, etc.); aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte.

ATIVO DIFERIDO: Subgrupo de contas de despesas pré-operacionais e os gastos de


reestruturação que contribuiriam, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um
exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na
eficiência operacional.

ATIVO PERMANENTE: Grupo de contas que englobavam recursos aplicados em todos os


bens ou direitos de permanência duradoura, destinados ao funcionamento normal da sociedade
e do seu empreendimento, assim como os direitos exercidos com essa finalidade. O Ativo
Permanente era composto de subgrupos: Investimentos, Imobilizado, Intangível e Diferido. A
partir de 04.12.2008, tal terminologia foi extinta pela MP 449/2008, passando a integrar o Ativo
Não Circulante.

ATIVO NÃO CIRCULANTE: São incluídos neste grupo todos os bens de permanência
duradoura, destinados ao funcionamento normal da sociedade e do seu empreendimento,
assim como os direitos exercidos com essa finalidade. O Ativo Não Circulante será composto
dos seguintes subgrupos:

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Ativo Realizável a Longo Prazo
Investimentos
Imobilizado
Intangível

BALANÇO: É um quadro (mapa, gráfico, etc.) no qual se demonstra a situação econômica/


financeira da empresa na data a que o balanço diz respeito. O balanço avalia a riqueza, isto é,
o valor da empresa, mas não demonstra o seu resultado; apenas o apresenta em valor total,
sendo a sua demonstração feita num outro documento chamado "demonstração de resultados".
O balanço é composto por duas partes, que se encontram sempre em equilíbrio. O Ativo é igual
ao Passivo mais o Patrimônio Líquido.

BALANÇO PATRIMONIAL: É a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa


e quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da Entidade.

BENS: Tudo que pode ser avaliado economicamente e que satisfaça às necessidades humanas.

BENS DE CONSUMO: São bens não duráveis ou que são gastos ou consumidos no processo
produtivo - depois de consumidos, representam despesas, tais como: combustíveis e lubrificantes,
material de escritório, material de limpeza, etc.

BENS DE RENDA: Não destinados aos objetivos da empresa (imóveis destinados à renda
ou aluguel).

BENS FIXOS OU IMOBILIZADOS: Representam os bens duráveis, com vida útil superior a
1 ano, como imóveis, veículos, máquinas, instalações, equipamentos, móveis e utensílios.

BENS INTANGÍVEIS: Não possuem existência física, porém representam uma aplicação de
capital indispensável aos objetivos sociais, como marcas e patentes, fórmulas ou processos de
fabricação, direitos autorais, autorizações ou concessões, ponto comercial e fundo de comércio.

CAPITAL DE TERCEIROS: Representam recursos originários de terceiros utilizados para a


aquisição de ativos de propriedade da entidade. Corresponde ao passivo exigível.

CAPITAL PRÓPRIO: São os recursos originários dos sócios ou acionistas da entidade ou


decorrentes de suas operações sociais. Corresponde ao patrimônio líquido.

CAPITAL SOCIAL: É o valor previsto em contrato ou estatuto que forma a participação (em
dinheiro, bens ou direitos) dos sócios ou acionistas na empresa.

CAPITAL TOTAL À DISPOSIÇÃO DA EMPRESA: Corresponde à soma do capital próprio


com o capital de terceiros. É também igual ao total do ativo da entidade.

CONTABILIDADE: É a ciência que estuda e controla o patrimônio, objetivando representá-


lo graficamente, evidenciar suas variações, estabelecer normas para sua interpretação, análise
e auditagem e servir como instrumento básico para a tomada de decisões de todos os setores,
direta ou indiretamente, envolvidos com a empresa.

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Unidade: Avaliação de Estoques

CONTABILIDADE CIVIL: É exercida pelas pessoas que não têm como objetivo final o lucro,
mas sim o instituto da sobrevivência ou bem-estar social.

CONTABILIDADE PRIVADA: Ocupa-se do estudo e registro dos fatos administrativos das


pessoas de direito privado, tanto as físicas quanto as jurídicas, além da representação gráfica de
seus patrimônios, dividindo-se em civil e comercial.

CONTABILIDADE PÚBLICA: Ocupa-se com o estudo e registro dos fatos administrativos das
pessoas de direito público e da representação gráfica de seus patrimônios, visando a três sistemas
distintos: orçamentário, financeiro e patrimonial, para alcançar os seus objetivos, ramificando-
se, conforme a sua área de abrangência, em federal, estadual, municipal e autarquias.

CONTAS DE RESULTADO: Registram as receitas e despesas, permitindo demonstrar o


resultado do exercício.

CONTAS PATRIMONIAIS: Representam os elementos ativos e passivos (bens, direitos,


obrigações e situação líquida).

CONTAS RETIFICADORAS DO ATIVO: São contas redutoras classificadas no ativo, tendo


saldos credores, por isso são demonstradas com o sinal (-).

DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA (DFC): Relaciona o conjunto de ingressos


e desembolsos financeiros da empresa em determinado período. Procura-se analisar todo
deslocamento de cada unidade monetária dentro da empresa.

DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS/ PREJUÍZOS ACUMULADOS (DLPA): Tem por


objetivo demonstrar a movimentação da conta de lucros ou prejuízos acumulados, ainda não
distribuídos aos sócios titulares ou aos acionistas, revelando os eventos que influenciaram a
modificação do seu saldo. Essa demonstração deve, também, revelar o dividendo por ação do
capital realizado.

DEMONSTRAÇÃO DE MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (DMPL): Fornece a


movimentação ocorrida durante os exercícios nas contas componentes do Patrimônio Líquido;
faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra além de indicar a origem de cada acréscimo
ou diminuição no PL.

DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR): Tem


por objetivo a demonstração contábil destinada a evidenciar, num determinado período, as
modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da Entidade e apresentar
informações relacionadas a financiamentos (origens de recursos) e investimentos (aplicações de
recursos) da empresa durante o exercício; esses recursos são os que afetam o capital circulante
líquido (CCL) da empresa.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE): Destina-se a evidenciar a


formação de resultado líquido do exercício, diante do confronto das receitas, custos e despesas
apurados segundo o regime de competência.

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DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO (DVA): Evidencia, de forma sintética, os
valores correspondentes à formação da riqueza gerada pela empresa em determinado período
e sua respectiva distribuição.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS (OU CONTÁBEIS): Representação monetária


estruturada da posição patrimonial e financeira em determinada data e das transações realizadas
por uma entidade no período findo nessa data.

DEPRECIAÇÃO ACUMULADA: Representa o desgaste de bens físicos registrados no ativo


permanente, pelo uso, por causas naturais ou por obsolescência.

DESPESAS ANTECIPADAS: Compreende as despesas pagas antecipadamente que serão


consideradas como custos ou despesas no decorrer do exercício seguinte. Ex: seguros a vencer,
aluguéis a vencer e encargos a apropriar.

DESPESAS: São gastos incorridos para, direta ou indiretamente, gerar receitas. As despesas
podem diminuir o ativo e/ou aumentar o passivo exigível, mas sempre provocam diminuições
na situação líquida.

DIREITOS: Valores a serem recebidos de terceiros, por vendas a prazo, ou valores de nossa
propriedade que se encontram em posse de terceiros.

DISPONÍVEL: Composto pelas disponibilidades imediatas, representadas pelas contas de


caixa, bancos conta movimento, cheques para cobrança e aplicações no mercado aberto.

DUPLICATA: Título de crédito cuja quitação prova o pagamento de obrigação oriunda de


compra de mercadorias ou de recebimentos de serviços. É emitida pelo credor (vendedor
da mercadoria) contra o devedor (comprador), e deve ser remetida por aquele para este
último a fim de que este a assine (ACEITE), reconhecendo seu débito. Este procedimento é
denominado aceite.

EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA CONTABILIDADE: Ativo = Passivo Exigível +


Patrimônio Líquido.

ESTOQUES: Representam os bens destinados à venda e que variam de acordo com a atividade
da entidade. Ex: produtos acabados, produtos em elaboração, matérias-primas e mercadorias.

EXAUSTÃO: É o esgotamento dos recursos naturais não renováveis, em virtude de sua


utilização para fins econômicos, registrados no ativo permanente.

EXERCÍCIO SOCIAL: É o espaço de tempo (12 meses), findo o qual as pessoas jurídicas
apuram seus resultados; ele pode coincidir, ou não, com o ano-calendário, de acordo com o que
dispuser o estatuto ou o contrato social. Perante a legislação do imposto de renda, é chamado
de período-base (mensal ou anual) de apuração da base de cálculo do imposto devido.

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO: Até 04.12.2008, classificavam-se como exigibilidades com


vencimento após o encerramento do exercício subsequente. A partir dessa data, tais exigibilidades
são denominadas "Passivo Não Circulante".

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Unidade: Avaliação de Estoques

FATOS ADMINISTRATIVOS: São os fatos que provocam alterações nos elementos do


patrimônio ou do resultado. Por essa razão, também são denominados fatos contábeis.

FATOS MISTOS OU COMPOSTOS: São os que combinam fatos permutativos com


fatos modificativos, logo podem ser aumentativos (combinam fatos permutativos com fatos
modificativos aumentativos), ou diminutivos (combinam fatos permutativos com fatos
modificativos diminutivos).

FATOS MODIFICATIVOS: São os que provocam alterações no valor do patrimônio


líquido (PL) ou situação líquida (SL). Podem ser aumentativos (quando provocam acréscimos
no valor do patrimônio líquido) ou diminutivos (quando provocam reduções no valor do
patrimônio líquido).

FATOS PERMUTATIVOS: São os que não provocam alterações no valor do patrimônio


líquido (PL) ou situação líquida (SL), mas podem modificar a composição dos demais
elementos patrimoniais.

FUNÇÕES DA CONTABILIDADE: Registrar, organizar, demonstrar, analisar e acompanhar


as modificações do patrimônio em virtude da atividade econômica ou social que a empresa
exerce no contexto econômico.

IMOBILIZADO: Bens e direitos destinados às atividades da empresa: terrenos, edifícios,


máquinas e equipamentos, veículos, móveis e utensílios, obras em andamento para uso
próprio, etc.

INVESTIMENTOS: Recursos aplicados em participações em outras sociedades e em direitos


de qualquer natureza que não se destinam à manutenção da atividade da empresa. O conceito
principal é que a empresa não deve usar os bens nas suas atividades rotineiras; são as ações,
patentes, obras de arte, imóveis destinados ao arrendamento, imóveis não utilizados.

LUCROS ACUMULADOS: Resultado positivo acumulado da entidade. Enquanto não


distribuídos ou capitalizados, consideram-se como reservas de lucros.

NOTA PROMISSÓRIA: Título de dívida líquida e certa pelo qual a pessoa se compromete a
pagar a outra uma certa quantia em dinheiro em um determinado prazo. Por se tratar de título
emitido pelo devedor a favor do credor, dispensa a formalidade do aceite.

NOTAS EXPLICATIVAS (NE): Visam fornecer as informações necessárias para esclarecimento


da situação patrimonial, ou seja, de determinada conta, saldo ou transação, ou de valores
relativos aos resultados do exercício, ou para menção de fatos que podem alterar futuramente tal
situação patrimonial, ou ainda, poderá estar relacionada a qualquer outra das Demonstrações
Financeiras, seja a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos, seja a Demonstração
dos Lucros ou Prejuízos Acumulados.

OBRIGAÇÕES: São dívidas ou compromissos de qualquer espécie ou natureza assumidos


perante terceiros, ou bens de terceiros que se encontram em nossa posse.

PASSIVO A DESCOBERTO: Quando o total de ativos ( bens e direitos ) da entidade é


menor do que o passivo exigível (obrigações).

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PASSIVO CIRCULANTE: Obrigações ou exigibilidades que deverão ser pagas no decorrer
do exercício seguinte; duplicatas a pagar, contas a pagar, títulos a pagar, empréstimos bancários,
imposto de renda a pagar, salários a pagar.

PASSIVO EXIGÍVEL: São as obrigações financeiras para com terceiros. Contas do passivo
exigível têm saldos credores.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO: Valor que os proprietários têm aplicado. Contas do patrimônio


líquido têm saldos credores. Divide-se em: Capital social; Reservas de capital; Reservas de
reavaliação, Reservas de lucros; e Lucros/Prejuízos acumulados.

PASSIVO NÃO CIRCULANTE: Obrigações da entidade, inclusive financiamentos para


aquisição de direitos do ativo não-circulante, quando vencerem após o exercício seguinte.

PERMANENTE: Até 04.12.2008, relacionava-se com bens e direitos classificáveis nos


investimentos, imobilizado, diferido e intangível. Após essa data, este grupo passou a denominar-
se Ativo Não Circulante, extinguindo-se também o subgrupo do diferido.

PREJUÍZOS ACUMULADOS: Conta que registra as perdas acumuladas da entidade, já


absorvidas pelas demais reservas ou lucros acumulados.

PRINCÍPIOS CONTÁBEIS: Regras que passaram a ser seguidas e aceitas, constituindo-


se na teoria que fundamenta a Ciência Contábil. No Brasil, os princípios contábeis são os
estabelecidos pela Resolução CFC 750/93 e estão sendo utilizados na formação deste glossário.

PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA: Existe em função do fato de que a moeda


– embora universalmente aceita como medida de valor – não representa unidade constante
de poder aquisitivo. Por consequência, sua expressão formal deve ser ajustada, a fim de que
permaneçam substantivamente corretos – isto é, segundo as transações originais – os valores
dos componentes patrimoniais e, via de decorrência, o Patrimônio Líquido.

PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA: É o Princípio que se estabelece quando um determinado


componente deixa de integrar o patrimônio para transformar-se em elemento modificador do
Patrimônio Líquido.

PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE: Afirma que o patrimônio da Entidade, na sua composição


qualitativa e quantitativa, depende das condições em que, provavelmente, se desenvolverão as
operações da Entidade. A suspensão das suas atividades pode provocar efeitos na utilidade
de determinados ativos, com a perda, até mesmo integral, de seu valor. A queda no nível de
ocupação pode também provocar efeitos semelhantes.

PRINCÍPIO DA ENTIDADE: Reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e


afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular
no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um
conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com
ou sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com
aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.

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Unidade: Avaliação de Estoques

PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE: Refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à


integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de
imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.

PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA: Determina a adoção do menor valor para os componentes


do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente
válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o Patrimônio Líquido.

PRINCÍPIO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL: Determina que os componentes do


patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das transações com o mundo exterior,
expressos em valor presente na moeda do País, que serão mantidos na avaliação das variações
patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem agregações ou decomposições no
interior da Entidade.

PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS: Conta que registra as perdas verificadas


em períodos anteriores num determinado valor para cobertura das duplicatas que venham a ser
consideradas incobráveis.

REALIZÁVEL À LONGO PRAZO: Direitos realizáveis após o término do exercício subsequente;


direitos derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou
controladas, acionistas, diretores ou participantes do lucro (não constituem negócios usuais).

RECEITAS: São entradas de elementos para o ativo da empresa, na forma de bens ou direitos
que sempre provocam um aumento da situação líquida.

REGIME DE CAIXA: Quando, na apuração dos resultados do exercício, são considerados


apenas os pagamentos e recebimentos efetuados no período. Só pode ser utilizado em entidades
sem fins lucrativos, onde os conceitos de recebimentos e pagamentos muitas vezes identificam-
se com os conceitos de receitas e despesas.

REGIME DE COMPETÊNCIA: Quando, na apuração dos resultados do exercício, são


consideradas as receitas e despesas, independentemente de seus recebimentos ou pagamentos.
É obrigatório nas entidades com fins lucrativos.
RESERVAS DE CAPITAL: São contribuições recebidas por proprietários ou de terceiros, que
nada têm a ver com as receitas ou ganhos.

RESERVAS DE LUCROS: São obtidas pela apropriação de lucros da companhia ou da


empresa por vários motivos, por exigência legal, estatutária ou por outras razões.

RESERVAS DE REAVALIAÇÃO: Indicavam acréscimo de valor ao custo de aquisição de


Ativos já corrigidos monetariamente, baseado no mercado, até 31.12.2007. A possibilidade de
formação de tais reservas foi extinta pela Lei 11.638/2007.

RESULTADO DE EXERCÍCIO FUTURO: Compreende as receitas recebidas antecipadamente


(receita antecipada) que, de acordo com o regime de competência, pertence a exercício futuro,
deduzido das respectivas despesas e custos. Este grupo foi extinto pela MP 449/2008.

RESULTADO OPERACIONAL: lucro ou prejuízo operacional - representa o resultado das


atividades, principais ou acessórias, que constituem objeto da pessoa jurídica.

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Avaliaçào de Estoques

Inventário periódico e permanente

As empresas podem controlar seus estoques utilizando diversas técnicas. O regime de


Inventário Periódico, por exemplo, é aquele cujos estoques são apurados ao final de cada
período ou exercício, mediante averiguação física das mercadorias disponíveis para venda, feita
essa apuração, pode-se determinar o custo das mercadorias que foram vendidas no período
através da seguinte fórmula:

CMV = EI + C - EF

em que:
• CMV = Custo das Mercadorias Vendidas
• EI = Estoque Inicial
• C = Compras
• EF = Estoque Final

O Regime Permanente de avaliação dos estoques, ao contrário do regime periódico, exige


um controle mais rígido das quantidades estocadas. Esse controle é feito através de fichas de
controle de estoque, que são abertas individualmente para cada mercadoria que a empresa
revende, pois a quantificação das mercadorias existentes deve ser feita a cada operação, seja
ela de entrada ou de saída de mercadorias, devido à necessidade de maior acompanhamento
e controle dos estoques.
Para calcular e controlar a saída das mercadorias, vamos utilizar a fórmula do CMV, ou seja,
a cada operação de saída de mercadorias, faremos o registro contábil do Custo da Mercadoria
Vendida. Podemos dizer que esse regime é mais utilizado nas médias e grandes empresas, que
necessitam de um maior controle de seus estoques.
A apuração dos estoques nesse regime é feita através de três métodos diferentes. São eles:
o PEPS – O Primeiro a Entrar é o Primeiro a Sair , o UEPS – O Último a Entrar é o
Primeiro a Sair , e finalmente o Custo Médio Ponderado.
Vamos iniciar os nossos estudos pelo método PEPS.

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Unidade: Avaliação de Estoques

Método PEPS

O primeiro a entrar é o primeiro a sair

Esse método consiste em apurar o valor das mercadorias em estoque pelo valor das últimas
aquisições, enquanto o Custo das Mercadorias Vendidas é apurado tomando-se por base o
valor das aquisições mais antigas, conforme indica o próprio nome do método. Vamos entender
um pouco melhor o que foi dito acima?
Toda vez que a empresa efetuar vendas de mercadorias, teremos que baixar o estoque
(apuração do CMV) com base no preço da primeira aquisição. Vejamos:

Exemplo:
Vamos imaginar que determinada empresa efetue as seguintes operações com mercadorias:

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista.


 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.
 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.
 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

Com base nas informações acima, qual o CMV a ser considerado no ato de cada venda?

Verifique que ocorreram duas aquisições de mercadorias, uma de 60 unidades, a


R$ 100,00 cada, e outra de 80 unidades, a R$ 120,00 cada. Dissemos, anteriormente,
que, pelo regime permanente, é necessário o uso de fichas de controle dos estoques.
Que tal usarmos o modelo abaixo?

Ficha de controle de estoques


Método:
Descrição do Produto
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total

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Ótimo, a partir de agora, todas as nossas operações com mercadorias serão registradas em
uma ficha igual a essa. Vamos entendê-la um pouco mais.
• Coluna Data: devemos registrar a data da ocorrência, seja ela entrada ou saída de
mercadorias.
• As colunas “ENTRADAS , SAÍDAS e SALDO” estão subdivididas em “Quant.,
Unitário e Total”, espaços em que lançaremos a quantidade das mercadorias que
entraram, saíram ou restaram no estoque, o seu valor unitário em Reais e o valor total
em Reais.
Vale aqui ressaltar que, nessa ficha, somente utilizaremos valores de custo das mercadorias;
jamais lançaremos aí, valores de venda. Por acaso essa observação fez você se lembrar do
Princípio do Custo como Base de Valor?. Acho que sim.

Agora vamos, passo a passo, lançar aquelas operações na nossa ficha de estoque:

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista.

Ficha de controle de estoques

Método:PEPS
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria

Data Entrada Saida Saldo


Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00

 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.


Ficha de controle de estoques

Método:PEPS
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria

Data Entrada Saida Saldo


Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/X7 80 120,00 9.600,00 80 120,00 9.600,00

Total 140 220 15.600,00 140 220 15.600,00

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Unidade: Avaliação de Estoques

Observe que, quando da primeira aquisição das mercadorias, o saldo em estoque era de 60
unidades, a R$ 100,00 cada, e totalizava R$ 6.000,00. Com a aquisição da segunda remessa de
mercadorias, o estoque ficou controlado da seguinte maneira: 60 unidades, a R$ 100,00 cada,
e 80 unidades, a R$ 120,00, totalizando R$ 15.600,00. Você entendeu? Podemos continuar?

 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.

Ficha de controle de estoques


Método:PEPS
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/X7 80 120,00 9.600,00 80 120,00 9.600,00
140 220 15.600,00

05/05/x7 30 100,00 3.000,00 30 100,00 3.000,00


80 120,00 9600,00
Total 110 220,00 12.600,00

Perceba que, ao vendermos 30 unidades de mercadorias, fizemos a baixa da mercadoria


cujo custo é de R$ 100,00 cada, por ter sido a primeira mercadoria a entrar no estoque
da empresa, e o saldo de mercadorias em estoque ficou da seguinte maneira: 30 unidades, a R$
100,00, e 80 unidades, a R$ 120,00, totalizando R$ 12.600,00. Ficou claro para você? Então
vamos continuar a lançar as demais operações listadas acima:

 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

Ficha de controle de estoques


Método:PEPS
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/X7 80 120,00 9.600,00 80 120,00 9.600,00
140 220 15.600,00

05/05/x7 30 100,00 3.000,00 30 100,00 3.000,00


80 120,00 9600,00
07/05/x7 30 100,00 3.000,00
15 120,00 1.800,00 65 120,00 7.800,00

Total 45 4.800,00 65 120,00 7.800,00

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Verifique que, para o registro dessa última movimentação (venda de 45 unidades), fizemos a
baixa da seguinte maneira: 30 unidades das que haviam sobrado da aquisição de 60 unidades
e 15 unidades da segunda aquisição de 80 unidades, totalizando, assim, a quantidade vendida
que foi de 45 unidades. Está claro para você? Pois é isso mesmo, no método PEPS devemos
baixar o valor do primeiro que entrou.
Fique calmo, você terá oportunidade de treinar bastante esse método nos exercícios que
teremos no nosso ambiente virtual. Assim, efetuando as atividades, colocará em pratica todo o
conteúdo exposto aqui.
Você não esqueceu a pergunta que fizemos antes de iniciar o preenchimento das fichas,
esqueceu? Era a seguinte: “Com base nas informações acima, qual o CMV a ser
considerado no ato de cada venda?”
Ora, o CMV a ser considerado no ato de cada venda é o valor registrado na coluna Total
do item saídas da nossa ficha de registro. Como já sabemos, nessa coluna baixamos as nossas
mercadorias vendidas pelo preço de custo, não é?
Aqui vai outra pergunta: Qual o valor total do CMV das operações acima?
Claro que, para sabermos o valor do CMV apurado no período acima, deveremos somar o
valor do CMV de cada saída do período. Assim, teremos:

CMV = (R$ 3.000,00 + R$ 4.800,00), que totaliza R$ 7.800,00.

Vamos, agora, ver como fica o registro contábil das operações acima, sem esquecer
que, conforme dissemos anteriormente, no regime permanente de avaliação dos estoques,
registraremos o CMV a cada operação de venda de mercadorias. Vamos aos registros contábeis
(Lançamentos)?

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista,


pagos com cheque.

D- MERCADORIAS ................................ 6.000,00


C- BANCOS CONTA MOVIMENTO.......... 6.000,00

 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.

D- MERCADORIAS ................................. 9.600,00


C- DUPLICATAS A PAGAR ...................... 9.600,00

17
Unidade: Avaliação de Estoques

 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.

D- DUPLICATAS A RECEBER .................. 7.500,00


C- VENDAS DE MERCADORIAS .............. 7.500,00

D- CMV ................................................... 3.000,00


C- MERCADORIAS.................................. 3.000,00

 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

D- CAIXA .............................................. 12.150,00


C- VENDAS DE MERCADORIAS ........... 12.150,00

D- CMV ................................................... 4.800,00


C- MERCADORIAS.................................. 4.800,00

Os dois lançamentos referentes à aquisição das mercadorias não despertaram curiosidade em


você, porque já eram do seu conhecimento, não é?

Agora, quanto aos dois últimos lançamentos de venda, temos a novidade do registro do
CMV no ato da venda, conforme convencionamos acima. Lembra-se de que, no regime
periódico, esse registro era feito somente no final do período, fosse ele mensal, anual ou
outro qualquer? Temos que mudar esse conceito: de agora em diante, sempre registraremos
o CMV no ato da venda.

Dando continuidade ao conteúdo em estudo, vamos aprender o Método UEPS, que é


exatamente o inverso do PEPS.

Por esse método, temos que baixar os nossos estoques, levando-se em conta a última
mercadoria que entrou. Vamos ver como funciona?

18
Método UEPS

O último a entrar é o primeiro a sair

Devemos utilizar, para controlar os nossos estoques por esse método, os procedimentos
inversos aos utilizados no tópico anterior, ou seja, quantificaremos os nossos estoques pelo
valor em Reais equivalente à mercadoria mais antiga. Portanto o CMV será apurado pelo valor
da mercadoria mais recente, pois, como o próprio nome do método indica: último que entra
é o primeiro que sai, o que significa que o valor das baixas por saídas de mercadorias deverá
ser considerado tomando-se por base as últimas aquisições.
Vamos, agora, utilizar as mesmas operações para escriturar as nossas entradas e saídas por
esse método. Será que vamos perceber alguma diferença no valor do CMV apurado tanto nas
operações individuais, quanto no total do período? Vamos ver?

Exemplo:
Nossas operações são:

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista.


 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.
 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.
 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

Com base nas informações acima, qual o CMV a ser considerado no ato de
cada venda?
Vamos efetuar os registros nas fichas de estoque?

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista.

Ficha de controle de estoques


Método: UEPS
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00

Total 0 - 0 - -

19
Unidade: Avaliação de Estoques

 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.

Ficha de controle de estoques


Método: UEPS
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/x7 80 120,00 9.600,00 80 120,00 9.600,00

Total 140 220,00 15.600,00

Observe que, até aqui, não há qualquer diferença em relação aos registros efetuados no
método PEPS, ou seja, quando da primeira aquisição das mercadorias, o saldo em estoque
era de 60 unidades, a R$ 100,00 cada uma, e totalizava R$ 6.000,00. Ao adquirir a segunda
remessa de mercadorias, o estoque ficou controlado da seguinte maneira: 60 unidades, a R$
100,00 cada, e 80 unidades, a R$ 120,00, totalizando R$ 15.600,00. Podemos continuar?

 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.

Ficha de controle de estoques


Método: UEPS
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/x7 80 120,00 9.600,00 80 120,00 9.600,00

05/05/x7 30 120,00 3.600,00 60 100,00 6.000,00


50 120,00 6.000,00
Total 30 120,00 110 220,00 12.000,00

Agora começaram as mudanças! Verifique que, ao vendermos 30 unidades de mercadorias,


fizemos a baixa pelo custo de R$ 120,00, por ter sido o valor da última mercadoria a entrar
no estoque da empresa, e o saldo de mercadorias em estoque ficou da seguinte maneira: 60
unidades, a R$ 100,00 (referente à primeira aquisição), e 50 unidades, a R$ 120,00, totalizando
R$ 12.000,00. Ficou claro para você?

20
 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

Ficha de controle de estoques


Método: UEPS
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/x7 80 120,00 9.600,00 80 120,00 9.600,00

05/05/x7 30 120,00 3.600,00 60 100,00 6.000,00


50 120,00 6.000,00

07/05/x7 45 120,00 5.400,00 60 100,00 6.000,00


5 120,00 600,00
Total 45 120,00 5.400,00 65 220,00 6.600,00

Verifique que, para o registro dessa última movimentação (venda de 45 unidades),


continuamos a fazer a baixa pelo valor das mercadorias adquiridas por último, ou seja, ao custo
de R$ 120,00 cada uma. Está claro para você que, neste método, baixamos as mercadorias
vendidas sempre pelo custo da última aquisição?
Novamente, sugiro praticar com os exercícios, facilitando, assim, o entendimento
deste método.
Precisamos responder à questão inicial da explicação do UEPS: “Com base nas informações
acima, qual o CMV a ser considerado no ato de cada venda?”
Ora, o CMV a ser considerado no ato de cada venda continua sendo o valor registrado na
coluna Total do item saídas da nossa ficha de registro. Como já sabemos, nessa coluna baixamos
as mercadorias vendidas pelo preço de custo, não é?
Iniciamos o preenchimento das fichas de estoque com o seguinte questionamento: será que
vamos perceber alguma diferença no valor do CMV apurado tanto nas operações
individuais quanto no total do período?
Já sabemos que, para obtermos o valor do CMV apurado no período acima, deveremos
somar o valor do CMV de cada saída totalizada. Assim teremos: CMV = (R$ 3.600,00 +
R$ 5.400,00), que totaliza R$ 9.000,00, e, analisando esses números (R$ 9.000,00), temos a
resposta para a pergunta que fizemos acima: há mudanças, sim, no valor do CMV.

Comparando-se os dois métodos, temos um valor maior de custo no método UEPS, porém
esse assunto será discutido mais adiante.

21
Unidade: Avaliação de Estoques

Vamos, agora, ver como fica o registro contábil das operações acima, sem esquecer
que, conforme dissemos anteriormente, no regime permanente de avaliação dos estoques,
registraremos o CMV a cada operação de venda de mercadorias. Vamos aos registros
contábeis (Lançamentos)?

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista,


pagos com cheque.

D- MERCADORIAS ..................................6.000,00
C- BANCOS CONTA MOVIMENTO........... 6.000,00

 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.

D- MERCADORIAS ................................. 9.600,00


C- DUPLICATAS A PAGAR ...................... 9.600,00

 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.

D- DUPLICATAS A RECEBER .................. 7.500,00


C- VENDAS DE MERCADORIAS ............. 7.500,00

D- CMV ................................................... 3.600,00


C- MERCADORIAS.................................. 3.600,00

 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

D- CAIXA .............................................. 12.150,00


C- VENDAS DE MERCADORIAS ........... 12.150,00

D- CMV ................................................... 5.400,00


C- MERCADORIAS.................................. 5.400,00

22
Para finalizar, esclarecemos que, no Brasil, não é permitida a utilização, para fins fiscais, do
método UEPS de avaliação de estoques, no entanto nada impede o seu uso para tomada de
decisões gerenciais. Mas isso é assunto para outros semestres do nosso curso. Ok?

Para finalizar, vamos ver o último método de avaliação dos estoques previsto para esta fase
do nosso curso, o Custo Médio Ponderado.

Diferente dos métodos anteriormente vistos (PEPS e UEPS), este toma por base, para
quantificar o estoque de mercadorias, a média do custo das entradas do período. Vamos lá!

Avaliação de Estoques: Método do Custo Médio Ponderado

Este é o mais utilizado pelas empresas e será também o utilizado em nossas atividades a partir
de agora, após treinarmos os métodos PEPS e UEPS.
A avaliação de estoques pelo método do custo médio ponderado, como o próprio nome já
indica, é feita tomando-se por base o custo médio das entradas de mercadorias em função de
sua quantidade nos estoques.
O benefício da utilização desse método é exatamente a facilidade de controle do custo das
mercadorias. Você se lembra de que, nos métodos anteriores, o controle era feito de acordo com
o “lote” da entrada da mercadoria em função do seu preço, não lembra?
Pois bem, já no custo médio, vamos utilizar uma média ponderada entre a quantidade e o
preço de aquisição da mercadoria. Que tal fazermos uns exemplos, utilizando-nos das mesmas
operações anteriores? Topam? Ótimo, vamos lá!

Exemplo, utilizando as mesmas operações:

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista.


 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.
 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.
 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

A pergunta que não quer calar: qual o CMV a ser considerado no ato de cada venda?
Igualmente, vamos registrar as operações na ficha de estoques.

23
Unidade: Avaliação de Estoques

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista.

Ficha de controle de estoques


Método:Custo Médio Ponderado
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00

Total 0 - 0 - -

 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.

Ficha de controle de estoques


Método:Custo Médio Ponderado
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/x7 80 120,00 9.600,00 140 111,43 15.600,00

Total 200 211,43 21.600,00

Aqui, já percebemos a diferença em relação aos registros efetuados nos métodos anteriores
(PEPS e UEPS). Vamos ver:

Quando da primeira aquisição das mercadorias, o saldo em estoque era de 60 unidades,


a R$ 100,00, e totalizava R$ 6.000,00. Ao adquirir a segunda remessa de mercadorias, o
estoque físico passou a ser de 140 unidades e o valor total das mercadorias adquiridas nas
duas operações foi de R$ 15.600,00 (R$ 6.000,00 + R$ 9.600,00). Então, por este método de
avaliação, podemos concluir que, até essa operação, o custo médio de nossas mercadorias
é de R$ 111,43, que é o resultado do seguinte cálculo: R$ 15.600,00 divididos por 140
unidades (R$ 15.600,00 / R$ 140,00 = R$ 111,43).

Vale dizer que sempre utilizaremos somente duas casas decimais para quantificar o
custo unitário de nossas mercadorias, não importando possíveis diferenças de ajuste.
Podemos continuar?

24
 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.

Ficha de controle de estoques


Método: Custo Médio Ponderado
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/x7 80 120,00 9.600,00 140 111,43 15.600,00

05/05/x7 30 111,43 3.342,90 110 111,43 12.257,30

Total 30 111,43 3.342,90 110 111,43 12.257,30

Agora verifique que, ao saírem 30 unidades de mercadorias, fizemos a baixa da mercadoria


pelo custo médio das aquisições anteriores e o saldo de mercadorias em estoque ficou da
seguinte maneira: 110 unidades a R$ 111,43, totalizando R$ 12.257,10. Ficou claro para você?

 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

Ficha de controle de estoques


Método: Custo Médio Ponderado
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/x7 80 120,00 9.600,00 140 111,43 15.600,00

05/05/x7 30 111,43 3.342,90 110 111,43 12.257,30


07/05/x7 45 111,43 5.014,35 65 111,43 7.242,95

Em nossa última movimentação de venda de 45 unidades, continuamos a fazer a baixa pelo


custo de R$ 111,43, pois esse é o custo médio das mercadorias em nosso estoque.

Que tal efetuarmos mais uma aquisição e uma venda de mercadorias para vermos o
comportamento do custo por este método de apuração? OK! Vamos lá!

 10/07/X7 – Aquisição de 85 unidades de mercadorias à vista por R$ 140,00


cada uma.
 12/05/X7 – Venda de 42 unidades de mercadorias à vista por R$ 200,00 cada uma.

25
Unidade: Avaliação de Estoques

Vamos aos lançamentos na ficha de estoques:

 10/05/X7– Aquisição de 85 unidades de mercadorias à vista por R$ 140,00 cada uma.

Ficha de controle de estoques


Método: Custo Médio Ponderado
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/x7 80 120,00 9.600,00 140 111,43 15.600,00

05/05/x7 30 111,43 3.342,90 110 111,43 12.257,30


07/05/x7 45 111,43 5.014,35 65 111,43 7.242,95

10/05/x7 85 140,00 11.900,00 150 127,62 19.142,95

Com essa nova aquisição, o nosso estoque ficou composto por 150 unidades (65 que já
existiam mais 85 adquiridas) a um valor total de R$ 19.142,75 (R$ 7.242,75 que já tínhamos
mais R$ 11.900,00 que foram adquiridos).
Portanto, após essa aquisição, o custo médio de nossas mercadorias passou a ser de R$
127,61, que é o resultado da divisão do valor total em Reais do estoque pela quantidade de
mercadorias existentes (R$ 19.142,75 / 150 = R$ 127,61). Você percebeu que a cada aquisição
o preço do estoque varia?.
Vamos continuar?

 12/05/X7 – Venda de 42 unidades de mercadorias à vista por R$ 200,00 cada uma.


Ficha de controle de estoques
Método: Custo Médio Ponderado
Descrição do Produto: Qualquer Mercadoria
Data Entrada Saida Saldo
Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total Quant. Unitário Total
02/05/X7 60 100,00 6.000,00 60 100,00 6.000,00
03/05/x7 80 120,00 9.600,00 140 111,43 15.600,00

05/05/x7 30 111,43 3.342,90 110 111,43 12.257,30


07/05/x7 45 111,43 5.014,35 65 111,43 7.242,95

10/05/x7 85 140,00 11.900,00 150 127,62 19.142,95

12/05/x7 42 127,62 5.360,04 108 127,62 13.782,92

26
Nessa nova operação, baixamos as mercadorias vendidas pelo custo unitário de R$ 127,61,
que foi o custo encontrado pela média ponderada na operação de compra do dia 10/05/X7.
Vamos, agora, ver como fica o registro contábil das operações acima, sem esquecer
que, conforme dissemos anteriormente, no regime permanente de avaliação dos estoques,
registraremos o CMV a cada operação de venda de mercadorias. Vamos aos registros contábeis
(Lançamentos)?

 02/05/X7 Aquisição de 60 unidades de mercadorias por R$ 100,00 cada uma à vista,


pagos com cheque.

D- MERCADORIAS ................................. 6.000,00


C- BANCOS CONTA MOVIMENTO.......... 6.000,00

 03/05/X7 Aquisição de 80 unidades de mercadorias por R$ 120,00 cada uma a prazo.

D- MERCADORIAS ................................. 9.600,00


C- DUPLICATAS A PAGAR ...................... 9.600,00

 05/05/X7 Venda de 30 unidades de mercadorias por R$ 250,00 cada uma a prazo.

D- DUPLICATAS A RECEBER .................. 7.500,00


C- VENDAS DE MERCADORIAS ............. 7.500,00

D- CMV ................................................... 3.342,90


C- MERCADORIAS.................................. 3.342,90

 07/05/X7 Venda de 45 unidades de mercadorias a R$ 270,00 cada uma à vista.

D- CAIXA .............................................. 12.150,00


C- VENDAS DE MERCADORIAS ........... 12.150,00

D- CMV ................................................... 5.014,35


C- MERCADORIAS.................................. 5.014,35

27
Unidade: Avaliação de Estoques

 10/07/X7 – Aquisição de 85 unidades de mercadorias à vista por R$ 140,00 cada uma.

D- MERCADORIAS ............................... 11.900,00


C- DUPLICATAS A PAGAR .................... 11.900,00

 12/05/X7 – Venda de 42 unidades de mercadorias à vista por R$ 200,00 cada uma.

D- CAIXA ................................................ 8.400,00


C- VENDAS DE MERCADORIAS ............. 8.400,00

D- CMV ................................................... 5.359,62


C- MERCADORIAS.................................. 5.359,62

Muito interessante o assunto tratado nesta aula, concorda?


A melhor maneira para não ficar com dúvida sobre o que você aprendeu hoje é praticando,
por isso acesse as atividades e mãos à obra!

28
Material Complementar

Saiba mais sobre o Critério Fiscal de Avaliação de Estoques em

• http://www.portaltributario.com.br/guia/avaliacao-de-estoques-criterio-fiscal.htm

Sobre Procedimentos de Inventários de Estoque visite a página

• http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/investoque.htm

29
Unidade: Avaliação de Estoques

Referências

IUDICIBUS, S. ContabilidadeIntrodutória: Equipe de Professores da Faculdade de


Economia, Adm. 10 ed. São Paulo – Atlas, 2008.

OSNI Moura Ribeiro. ContabilidadeGeral Fácil – Atualizado Conforme Lei 11.638/2007


e MP 449/2008. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

PADOVESE, Clovis Luis. Manual de Contabilidade Básica, 7 ed. São Paulo: Atlas, 2009

30
Anotações

31
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