Você está na página 1de 37

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DETERMINAÇÃO DA VISCOSIDADE DE UMA


SOLUÇÃO DE SACAROSE UTILIZANDO-SE UM
VISCOSÍMETRO CAPILAR
BIANCA OLIVEIRA MEDEIROS

FERNANDA CARVALHO SANTOS

JOÃO VÍCTOR MAIA LEITE GARRIDO

JULIANE ARAUJO DE CARVALHO

RAQUEL ESTEVEZ ROCHA

SÃO CRISTOVÃO

2018
BIANCA OLIVEIRA MEDEIROS

FERNANDA CARVALHO SANTOS

JOÃO VÍCTOR MAIA LEITE GARRIDO

JULIANE ARAUJO DE CARVALHO

RAQUEL ESTEVEZ ROCHA

DETERMINAÇÃO DA VISCOSIDADE DE UMA


SOLUÇÃO DE SACAROSE UTILIZANDO-SE UM
VISCOSÍMETRO CAPILAR

Relatório para a disciplina de Laboratório de


Fenômenos de Transporte da turma 01 do curso
de Engenharia Química no período 2018.2.

PROFª. DR. MANOEL PRADO.

SÃO CRISTOVÃO

2018
Resumo:

A reologia é o estudo que descreve a deformação de corpos sob tensão. O parâmetro mais
importante na reologia é a viscosidade, que pode ser definida como a resistência de um
fluido a sofrer mudanças em seu volume quando é aplicada sobre ele uma tensão. O
equipamento utilizado para medidas de viscosidade é viscosímetro que, dentre diversos
tipos, destacam-se os viscosímetros capilares, que baseiam seu funcionamento na medida
de diferença de pressão do escoamento de um fluido ao longo de um tubo capilar. Sendo
assim, neste trabalho utilizou-se um viscosímetro capilar para medir experimentalmente
a viscosidade de uma solução a 20% de sacarose. As medidas foram realizadas em 12
pontos diferentes do aparato experimental em triplicata em cada uma delas, onde a vazão
mássica do fluido foi medida e a viscosidade foi encontrada indiretamente por meio
ajustes matemáticos. Além disso, também foi medida a massa específica da solução e
realizado um estudo para validar as hipóteses simplificadoras aplicadas a esse
experimento. A massa específica encontrada para a solução foi de 1,05830 𝑔/𝑚𝐿. A
viscosidade medida foi de 0,0010998 Pa.s, mostrando que o experimento foi bem-
sucedido por se aproximar muito do dado tabelado na literatura, que é de uma viscosidade
de é 0,00117 Pa.s. Ao final do experimento, ainda foi possível comprovar que as hipóteses
assumidas aplicação da Equação de Hagen-Poiseuille, que foram condições de
escoamento plenamente desenvolvido, regime permanente e fluido incompressível.

Palavras-chave: viscosidade, reologia, frasco de Mariotte, viscosímetro capilar,


picnometria.

3
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Dados obtidos a partir da picnometria da água..............................................22


Tabela 2 – Dados obtidos a partir da picnometria da sacarose.......................................22
Tabela 3 - Dados da diferença de pressão e vazão mássica para cada altura
experimetal......................................................................................................................23

Tabela 4 - Dados da vazão mássica aferida para a solução de sacarose..........................27

Tabela 5 - Dados para a determinação da viscosidade....................................................28

Tabela 6 – Dados para determinação do regime de escoamento e comprimento de entrada


da sacarose.......................................................................................................................31
Tabela 7 – Dados para determinação do regime de escoamento e comprimento de entrada
da água.............................................................................................................................32

4
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Comportamento reológico dos fluidos, em função da deformação devido a


tensão de cisalhamento (Fonte: Çengel & Cimbala, 2007)...............................................7

Figura 2 - Representação do experimento de Newton para análise da viscosidade (


Fonte: Bird et al., 2004).................................................................................................. 8

Figura 3 - Dois tipos de viscosímetros capilares (Fonte: Schramm)...............................11

Figura 4 - E Escoamento permanente laminar em um tubo redondo e longo (Fonte:


Çengel & Cimbala, 2007)................................................................................................13

Figura 5 - Comportamento do escoamento em placa plana (Fonte: Brunetti, 2008).......15


Figura 6 - Frasco de Mariotte (Fonte: site: www.laborquim.com)..................................16

Figura 7 - Representação do escoamento em um recipiente de Mariotte (Fonte:


www.profisica.cl)............................................................................................................17

Figura 8 - Aparelho de aferição de densidade Picnômetro (Fonte:


anselmo.quimica.ufg.br)..................................................................................................18

Figura 9 - Vista frontal do aparato para medição de viscosidade....................................20


Figura 10 - Gráfico da vazão mássica vs diferença de pressão.......................................26

Figura 11 - Gráfico da tensão de cisalhamento vs gradiente da


velocidade........................................................................................................................30

5
SUMÁRIO

1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................................... 7


1.1. Reologia................................................... ......................................................................... 7
1.2. Viscosidade........................................................................................................................ 8
1.2.1. Fluidos newtonianos e não-newtonianos..................................................................... 9
1.2.2. Fatores que influenciam na viscosidade..................................................................... 9
1.2.3. Viscosímetro................................................................................................................. 10
1.2.3.1. Viscosímetro Capilar................................................................................................ 10
1.3. Escoamento viscosos em dutos circulares..................................................................... 11
1.3.1. Comprimento hidrodinâmico..................................................................................... 14
1.4. Frasco de Mariotte......................................................................................................... 15
1.5. Picnometria .................................................................................................................... 17
1.6. Importância e Aplicações............................................................................................... 18
1.7. Objetivos...........................................................................................................................19
2. MATERIAIS E MÉTODOS ............................................................................................ 19
2.1. Equipamentos e Materiais............................................................................................. 19
2.2. Procedimento Experimental ........................................................................................ 20
2.2.1. Determinação da massa específica da solução de sacarose .................................... 21
2.2.2. Determinação da viscosidade da solução de sacarose ............................................. 21
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ..................................................................................... 21
3.1. Determinação da massa específica da sacarose a partir da picnometria................. 21
3.2. Determinação do Diâmetro do Capilar ..................................................................... 23
3.3.Determinação da Viscosidade da Solução de Sacarose............................................... 27
3.4. Validação das Hipóteses Simplificadoras.....................................................................31
4. CONCLUSÃO................................................................................................................... 34
5. REFERÊNCIAS................................................................................................................ 35

6
1. Fundamentação Teórica

1.1.Reologia

A reologia é o estudo que descreve a deformação de corpos, sólidos ou fluidos,


sob a influência de tensões (Çengel & Cimbala, 2007; Schramm, 2006).

Os corpos são classificados como ideais e reais. Os sólidos ideais são aqueles
que se deformam elasticamente, de forma a recuperar a energia utilizada na deformação
quando a tensão não mais se aplica. Já os fluidos ideais são os que deformam de modo
irreversível, em que a energia requerida se transforma em calor no processo de
deformação, mas a energia não é recuperada ao remover a tensão. Por outro lado, os
corpos reais, tanto sólidos como fluidos, não apresentam esse comportamento (Schramm,
2006).

A classificação básica no estudo da reologia se baseia no comportamento dos


corpos quando tensões são aplicadas sobre eles. Assim, define-se a viscosidade como a
resistência de um fluido a uma mudança irreversível do seu volume, quando está sobre
influência de uma tensão, tornando a viscosidade um parâmetro primordial no estudo da
reologia (Çengel & Cimbala, 2007; Schramm, 2006). Essa classificação, baseada no
comportamento, pode ser resumida no gráfico da Figura 1.

Figura 1 – Comportamento reológico dos fluidos, em função da deformação


devido a tensão de cisalhamento. Fonte: Çengel & Cimbala, 2007.

Na Figura 1, divide-se os fluidos em dois grandes grupos: newtonianos e não-


newtonianos. Este último engloba todos os fluidos com comportamento apresentados em
cinza.

7
Desse modo, nota-se a importância da viscosidade no comportamento reológico
dos fluidos.

1.2.Viscosidade

Para definir viscosidade de forma mais prática, faz-se necessário introduzir a Lei
de Viscosidade de Newton (Transporte molecular de momento).

Essa lei foi obtida experimentalmente por Sir Isaac Newton, fazendo uma
consideração sobre comportamento de um fluido em repouso limitado por duas placas
paralelas. O sistema de placas representado pela Figura 2, inicialmente em repouso, é
submetido a uma força de arraste na placa inferior, de forma a surgir uma velocidade
constante como consequência, e então um perfil de velocidade pode ser observado. No
estado final de regime permanente, uma força se faz necessária para garantir a
continuidade do escoamento, de forma que a força é proporcional à área (tensão de
cisalhamento τ) e a velocidade (u) e inversamente proporcional à distância (y) entre as
placas. A constante de proporcionalidade que surge dessa dependência consiste na
viscosidade (μ). A Equação (1) representa essa lei (Bird et al,2004; Fox et al., 2004;
Brunetti, 2008).

𝑑𝑢
𝜏 = 𝜇 𝑑𝑦 (1)

Figura 2 – Representação do experimento de Newton para análise da viscosidade


( Fonte: Bird et al., 2004).

8
1.2.1. Fluidos newtonianos e não-newtonianos

Os fluidos newtonianos são aqueles que seguem a Lei da Viscosidade de


Newton, fluidos em que a taxa de deformação é proporcional à tensão de cisalhamento de
forma linear. Nesse tipo de fluido, a viscosidade como parâmetro linear pode ser chamada
de viscosidade dinâmica ou absoluta. A maioria dos fluidos comuns podem ser
classificados como newtonianos, a exemplo a água, gasolina, ar e óleos (Çengel &
Cimbala, 2007; Fox et al., 2004).

Fluidos não newtonianos são aqueles que não seguem a proporcionalidade linear
entre taxa de deformação e tensão cisalhante. A viscosidade é observada como a
inclinação da curva do modelo que determina o comportamento desses fluidos,
conceituando-a como viscosidade aparente. Alguns exemplos de fluidos não newtonianos
comuns são sangue e pasta dental (Fox et al., 2004; Brunetti, 2008).

1.2.2. Fatores que influenciam na viscosidade


Os principais parâmetros independentes que podem afetar são a natureza físico-
química (S), a temperatura (T), a pressão (P), a taxa de cisalhamento (γ), o tempo (t) e o
campo elétrico (E) (Schramm, 2006; Machado, 2002).
A natureza físico-química influencia na estabilidade do sistema. Caso houver
alteração na composição do sistema, haverá variação na viscosidade. A influência do
tempo se refere ao histórico do fluido, se ele estava em repouso ou sobre cisalhamento
previamente. Já ao campo elétrico age fortemente sobre dispersões, em que as cargas
elétricas das partículas podem sofrer alteração na natureza e magnitude sobre
interferência de campo elétrico (Machado, 2002).
A influência da taxa de cisalhamento é mais expressiva quando consideramos
fluidos não newtonianos, estes têm comportamentos reológicos diversos ao se aplicar uma
tensão (Çengel & Cimbala, 2007 ). A ação desse fator para com a viscosidade pode ser
observada no gráfico da Figura 1.

É válido salientar a dependência da viscosidade com a temperatura, que aumenta


com a temperatura em gases e diminui com o aumento da temperatura para fluidos
líquidos (Fox et al., 2004). Esse parâmetro consiste em um dos mais importantes pela
força de atuação sobre a viscosidade. Alguns modelos podem ser citados como a Lei de
Arrenhius e a equação empírica de Amin-Maddox (Machado, 2002).

9
A pressão não se mostra um parâmetro tão expressivo quanto a temperatura,
principalmente em relação aos líquidos, que possuem fatores de compressibilidade
significativamente menores que o de gases (Schramm, 2006).

1.2.3. Viscosímetro
Viscosímetro consiste em um dispositivo que permite a medição da viscosidade,
de líquidos. Eles podem ser classificados como primários ou secundários.
Os viscosímetros primários são aqueles que se baseiam em medições diretas da
tensão e da taxa de deformação do fluido. Enquanto os grupos secundários inferem, de
forma indireta, a razão entre a tensão e a taxa de deformação aplicada (Apostila Nível e
Viscosidade da Unicamp).
Os tipos básicos desse instrumento são os viscosímetros rotacionais, os capilares,
os de orifício e os de “queda de bola”. Nos viscosímetros rotacionais, o sistema de
medição resulta do dobramento de duas placas paralelas formando um cilindro vazado, o
torque aplicado sobre o viscosímetro resulta em tensão, taxa de cisalhamento e assim,
viscosidade (Schramm, 2006).
Já o viscosímetro queda de bola, ou de Hoeppler, baseia-se na queda de uma bola
através de uma amostra fluida, ao se atingir o estado estacionário de velocidade, é obtido
um escoamento uniforme do líquido. Mede-se o tempo para que a bola passe entre dois
anéis, com os valores do tempo calcula-se a viscosidade. Bastante preciso para fluidos
transparentes e limitados a fluidos newtonianos. Os viscosímetros de orifício são um tipo
de viscosímetro capilar de força gravitacional para testar fluidos newtonianos (Schramm,
2006).
1.2.3.1.Viscosímetro Capilar
O viscosímetro capilar é um instrumento adequado para somente medições de
viscosidade, não adequados para medir propriedades elásticas. Seu funcionamento se
fundamenta na medida do gradiente de pressão de um escoamento laminar ao longo do
capilar (Schramm, 2006). A Figura 3 ilustra dois tipos de viscosímetros capilares.

10
Figura 3 – Dois tipos de viscosímetros capilares (Fonte: Schramm, 2006).

Sendo um tipo de viscosímetro secundário, os valores de viscosidade são obtidos


a partir de inferências. A viscosimetria capilar expressa estabelecer valor para o gradiente
de pressão e medir a vazão, ou estabelecer uma vazão e medir a pressão resultante. Com
essas variáveis, o valor do diâmetro do tubo e o comprimento do tubo, é possível aplicar
equações como a de Hagen Poseuilli, válida para líquidos newtonianos e escoamentos
hidrodinamicamente desenvolvidos (Apostila Nível e Viscosidade da Unicamp;
Schramm, 2006).

1.3.Escoamento viscosos em dutos circulares

Segundo Çengel & Cimbala (2007), viscosidade se define como uma


propriedade de resistência interna do fluido ao movimento ou à fluidez. Sob repouso, não
existe tensão de cisalhamento em um fluido. Logo, para um fluido em repouso não se
pode observar o efeito da viscosidade (Fox et al., 2004).

A equação de Hagen Poseuilli, segundo Bird et al., 2004 é usada juntamente


com dados experimentais de vazão e de queda de pressão modificada para determinar a
viscosidade de fluidos em um viscosímetro capilar.

11
Para obtê-la é preciso resolver a equação de Navier Stokes em coordenadas
cilíndricas. O uso da equação de Navier Stokes é de grande complexidade para casos
gerais, para o caso em questão deve-se aplicar algumas hipóteses. Entre elas considera-se
o escoamento laminar, em regime permanente, incompressível, fluido newtoniano e um
tubo longo (R= D/2).

A Equação da continuidade em coordenadas cilíndricas (𝑟, 𝜃, 𝑧) é dada pela


Equação (2):

ρ 1 
  ρrvr   1   ρvθ     ρv z   0
t r r r θ z (2)

A Equação de Navier-Stokes em coordenadas cilíndricas (𝑟, 𝜃, 𝑧), é dada pelas


Equações (3), (4) e (5):

Em r:

  1  v 
P
rv r   12  v2r  22 θ   v2r  
2 2
  ρg r  μ  
r  r  r r  r θ r θ z 

 v v r vθ v r vθ2 v r 
 ρ r  v r    vz 
 t r r θ r z 
(3)

Em 𝜃:

1 P   1   2 vθ 2 v r  2 vθ 
  ρg θ  μ   rvθ   12   
r θ  r  r r  r θ 2 r 2 θ z 2 

 v vθ v vθ v v vθ 


 ρ θ  v r  θ  r θ  vz 
 t r r θ r z  (4)

Em z:

P  1   v z  1  2vz  2vz 
  ρg z  μ  r  2   
z  r r  r  r θ 2 z 2 

 v z v z v v z v z 
 ρ  vr  θ  vz 
 t r r θ z  (5)

Para um escoamento em um duto de um fluido newtoniano representado na


Figura 4 que segue as hipóteses supracitadas, tem-se a equação da continuidade, dada
pela Equação (6):

12
1 𝜕(𝑟𝑢) 1 𝜕(𝑢) 𝜕(𝑢)
+𝑟 + (6)
𝑟 𝜕𝑟 𝜕 𝜕𝑥

Figura 4 - Escoamento permanente laminar em um tubo redondo e longo (Fonte:


Çengel & Cimbala, 2007).

Devido ao fato do escoamento ser paralelo (ou seja, a componente ur é zero) e


por ser um campo de velocidade assimétrico, tem-se da equação da continuidade que
𝜕(𝑢)/𝜕𝑥 = 0. Assim, a velocidade é uma função de r apenas.

Logo, da equação de Navier-Stokes é dada pela Equação (7):

𝜕(𝑢) 𝜕(𝑢) 𝑢 𝜕(𝑢) 𝜕(𝑢) 𝜕𝑃 1 𝜕 𝜕𝑢 1 𝜕2 𝑢 𝜕2 𝑢


𝜌( + +𝑟 +u ) = 𝜕𝑥 + 𝜌𝑔𝑥 + 𝜇(𝑟 𝜕𝑟 (𝑟 𝜕𝑟 ) + + ) (7)
𝜕𝑡 𝜕𝑟 𝜕𝜃 𝜕𝑥 𝑟 2 𝜕𝜃2 𝜕𝑥 2

Simplificando a Equação (7) através das hipóteses de escoamento permanente,


assimétrico, escoamento paralelo e utilizando a informação obtida da equação da
continuidade resulta na Equação (8):

1𝑑 𝑑𝑢 1 𝜕𝑃
(𝑟 𝑑𝑟 ) = 𝜇 (8)
𝑟 𝑑𝑟 𝜕𝑥

Como todo o lado esquerdo da equação é zero, implicando que as partículas do


fluído não estão acelerando de forma nenhuma nesse escoamento, temos que 𝜕𝑃/𝜕𝑟 = 0
e, portanto, P = P(x).

Resolvendo a equação (8) através da integração, obtemos a Equação (9) após a


primeira e a Equação (10) após a segunda integração:

𝑑𝑢 𝑟 2 𝑑𝑃
𝑟 𝑑𝑥 = 2𝑢 𝑑𝑥 + 𝐶1 (9)

13
𝑟 2 𝑑𝑃
𝑢 = 4𝜇 𝑑𝑥 + 𝐶1 ln 𝑟 + 𝐶2 (10)

Onde C1 e C2 são constantes de integração

Condições de contorno: A primeira condição de contorno vem da condição de


não-escorregamento na parede do tubo (em que r=R e v=0), já a segunda condição de
contorno vem da simetria do eixo central do tubo (logo r=0 e dr/dt=0):

0= 0 + C1

𝑅 2 𝑑𝑃
𝑢= + 0 + 𝐶2 = 0
4𝜇 𝑑𝑥

𝑅 2 𝑑𝑃
C2= − 4𝜇 𝑑𝑥

Substituindo a constante C2 em (10), obtemos a Equação (11):

1 𝑑𝑃
𝑢 = 4𝜇 𝑑𝑥 (𝑟 2 − 𝑅 2 ) (11)

Como a velocidade máxima ocorre no centro do tubo onde r=0, obtém-se a


Equação (12):

𝑅 2 𝑑𝑃
𝑢𝑚𝑎𝑥 = − 4𝜇 𝑑𝑥 (12)

Para determinar a vazão volumétrica basta integrar a Equação (11) na área da


seção transversal do tubo, obtém-se a Equação (13):

2𝜋 𝑅 𝑅
𝜋𝑅 2 𝑑𝑃
𝑄= ∫ ∫ 𝑢𝑟 𝑑𝑟 𝑑𝜃 = ∫ ( 𝑟 2 − 𝑅 2 )𝑟 𝑑𝑟 = (13)
0 0 0 8𝜇 𝑑𝑥

Pode-se determinar a velocidade axial média utilizando a vazão volumétrica e a


área da seção, dada pela Equação (14):

𝑄 𝜋𝑅 2 𝑑𝑃 1
𝑉𝑚𝑒𝑑𝑖𝑎 = = (14)
𝐴 8𝜇 𝑑𝑥 𝜋𝑅 2

A equação (14) representa o famoso resultado do escoamento de Hagen-


Poiseuille.

1.3.1. Comprimento hidrodinâmico

Considerando na Figura 5 uma placa de espessura pequena em um escoamento


uniforme e de regime permanente. Ao entrar em contato com a placa o fluido sente a

14
influência da parede em um determinado ponto no sentido vertical o fluido comporta-se
como se a placa não existisse e escoa com sua velocidade uniforme. A medida que afasta-
se do bordo de ataque os pontos verticais onde a influência da placa atua estão mais
distantes da placa. Esses pontos fornecem uma linha que será o lugar geométrico dos
pontos onde a velocidade é constante e uniforme (Brunetti, 2008).

Figura 5 – Comportamento do escoamento em placa plana (Fonte: Brunetti,


2008).

A equação que representa o comprimento hidrodinâmico em escoamentos


laminares é dada pela Equação (15), e o turbulento pela Equação (16) .

𝐿ℎ,𝑙𝑎𝑚𝑖𝑛𝑎𝑟 = 0,05𝑅𝑒𝐷 (15)

1⁄
𝐿ℎ,𝑡𝑢𝑟𝑏𝑢𝑙𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1,359𝐷𝑅𝑒 4 (16)

O comprimento a partir do qual o perfil de velocidade não muda de forma


tornando-se parabólico é chamado de comprimento de entrada. (Barbosa, 2012).

1.4.Frasco de Mariotte

O frasco de mariotte é um instrumento muito utilizado quando se deseja obter a


descarga de um líquido com sua vazão contínua. É um recipiente simples que consiste em
um frasco com gargalo estreito e curto, este é fechado por uma rolha e é atravessado por
um tubo aberto nas extremidades que desce no interior do frasco e é colocado do nível
que for desejado. Há também três pequenos furos laterais (geralmente com cerca de
2mm), dessa forma os únicos locais em contato com exterior são os orifícios e a
extremidade superior do tubo. Na base há um registro que permite que a vazão seja
constante. A Figura 6 mostra uma imagem de um frasco de Mariotte.

15
Figura 6 - Frasco de Mariotte (Fonte: site: www.laborquim.com).

Para explicar seu funcionamento a partir das leis físicas, se faz necessário
relembrar conceitos como a lei de Torricelli. Supõe-se um sistema em que há um
recipiente com água de densidade 𝜌 e nele existe um furo na lateral da base por onde o
fluído escoa com velocidade v1. Logo a equação de Bernoulli pode ser expressa na forma
da Equação (17):

1 1
P0 + 𝜌𝑔ℎ2 + 𝜌v2 2 = P0 + 𝜌𝑔ℎ1 + 𝜌v1 2 (17)
2 2

Eliminando P0 em ambos os lados, dividindo por 𝜌 e como v2 é muito menor do


que v1 devido ao tamanho do orifício em 1, pode-se desprezar este termo, resultando na
Equação (18):

1
𝜌𝑔ℎ2 = + 𝜌𝑔ℎ1 + 𝜌v1 2 (18)
2

Obtém-se assim a equação de Torricelli, dada pela Equação (19):

V1= √2𝑔(ℎ2 – h1) (19)

Que por sua vez, demonstra que a velocidade depende da coluna de fluido h, ou
seja, a medida que o nível do líquido cai, a velocidade diminui. Já que a pressão em um
fluído aumenta com a profundidade.

Para explicar por sua vez como o frasco de Mariotte consegue ter uma velocidade
de saída constante mesmo diminuindo o volume de liquído no seu interior, se faz
necessário a análise da Figura 7.
16
Figura 7 - Representação do escoamento em um recipiente de Mariotte (Fonte:
www.profisica.cl).

À medida que o líquido cai, a densidade do ar que se encontra na parte superior


diminui. Assim a pressão nessa área é suficiente para garantir que na extremidade inferior
do tubo a pressão seja igual à atmosférica. Logo pequenas bolhas de ar sobem através do
tubo para alcançar o espaço superior e mantendo assim a pressão constante no ponto B.
No ponto A como a pressão é menor que a atmosférica, as bolhas de ar começam a fluir
através deste orifício e funciona como se o ar estivesse entrando na garrafa.

De acordo ainda com a Figura 7, pode-se perceber que enquanto o nível


permanece acima do ponto B, a altura h entre os pontos B e C não muda e sendo a pressão
em B constante, a velocidade do jato em C é contínuo e uniforme.

1.5.Picnometria

A densidade, representada por d, é a relação entre a massa específica do fluido e


a massa específica de um fluido padrão de referência, usualmente o ar (para gases) e a
água a 4°C (para líquidos), pode ser expressa pelas Equações (20) e (21) (White, 2011):
𝜌𝑔á𝑠 𝜌𝑔á𝑠
𝑑 (𝑔á𝑠) = (20)
𝜌𝑎𝑟 1,205 𝑘𝑔/𝑚3

𝜌𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝜌
𝑑(𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜) = = 1000𝑙𝑖𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 (21)
𝜌á𝑔𝑢𝑎 𝑘𝑔/𝑚3

Segundo Carvalho et al., a picnometria é uma técnica que permite determinar a


densidade de um líquido ou sólido. Baseia-se na utilização de picnômetros, pequenos
frascos de vidro que podem ser cheios sucessivas vezes com volume de líquido
exatamente iguais. Isso é possível porque os picnometros têm um colo muito estreito, o
qual permite deletar grandes mudanças no nível do líquido quando ocorrem mudanças

17
ínfimas no volume deste. Alguns picnómetros têm um traço de referência em seu colo
para permitir que o volume de líquido introduzido seja sempre o mesmo; quando o
picnómetro não dispõe de traço de referência, deve ser completamente cheio de liquido,
evitando a formação de bolhas de ar em seu interior. (Apud Oliveira e Souza, 1997). A
Figura 8 apresenta uma foto de um picnômetro.

Figura 8 - Aparelho de aferição de densidade Picnômetro (Fonte:


anselmo.quimica.ufg.br).

Para calcular a densidade relativa a partir da utilização do picnômetro, utiliza-se


a Equação (22):

𝑚(𝑝𝑖𝑐𝑛ó𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜+𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜)−𝑚(𝑝𝑖𝑐𝑛ó𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜)
𝑑= (22)
𝑚(𝑝𝑖𝑐𝑛ó𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜+á𝑔𝑢𝑎)−𝑚(𝑝𝑖𝑐𝑛ó𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜)

A calibração do picnómetro faz-se com um líquido de volume molar conhecido,


que se toma como referência, determinando a quantidade de substância (ou a massa de
liquido) necessária para encher o aparelho até ao traço, a cada temperatura (Lobo, 2006).

1.6.Importância e Aplicações

É de extrema necessidade no âmbito industrial que propriedades e


comportamentos de fluidos de trabalho sejam definidos e estudados afim de assegurar um
melhor desempenho destes nos fins destinados. No que se refere aos fluidos não
newtonianos devem ser melhor compreendidos seus comportamentos para que sua
aplicabilidade aumente, visto que o uso do mesmo significa melhorias em vários
segmentos industriais.

18
Na indústria petrolífera por exemplo, fluidos são utilizados desde a perfuração
de poços, sendo assim para a otimização dos procedimentos e para evitar custos
desnecessários é importante que as características reológicas dos fluídos analisados sejam
conhecidas.

Outro exemplo importante é o processamento de mineral, durante algumas


etapas há a mistura de minério fino com uma fase líquida e as operações que se seguem
são influenciadas pela viscosidade dessa suspensão. Na indústria de tintas a determinação
da tixotropia de tintas e revestimentos é importante para aplicação de produtos e qualidade
do produto final.

De modo geral, para um melhor entendimento destes fluidos se faz necessário


um estudo detalhado de suas características em diversos tipos de escoamento e modelos
matemáticos adequados que possam representa-los.

1.7.Objetivos

O objetivo geral do experimento foi encontrar a viscosidade de uma solução


sacarose 20%, utilizando um viscosímetro capilar. Para tanto, definiram-se objetivos
específicos como encontrar o diâmetro desconhecido do capilar, validar as hipóteses para
aplicação da equação de Hagen Poseuilli em escoamentos em capilares, tais quais o
escoamento de um fluido newtoniano e hidrodinamicamente desenvolvido. Além disso,
foi proposto medir a densidade da solução pelo método da picnometria.

2. Materiais e métodos

2.1.Equipamentos e Materiais
Foram utilizados neste experimento:

 Picnômetro de 25mL;
 Balança analítica;
 Termômetro de mercúrio graduado;
 Cronômetro digital;
 Água destilada;
 Solução de sacarose a 20%.
 Aparato para medição de viscosidade.

A Figura 9 mostra o aparato para medição de viscosidade em detalhes.

19
Figura 9 – Vista frontal do aparato para medição de viscosidade.

Os equipamentos e materiais enumerados na Figura 9 são:

1) Frasco de Mariotte;
2) Suporte de madeira;
3) Bastão com marcações graduadas e com um suporte de altura ajustável para o
tubo capilar;
4) Tubo capilar de diâmetro a ser determinado;
5) Béquer.

2.2.Procedimento Experimental
O procedimento experimental foi dividido em duas etapas: determinação da
massa específica da solução de sacarose e, posteriormente, a determinação da sua
viscosidade.
20
2.2.1. Determinação da massa específica da solução de sacarose

A massa específica da solução de sacarose foi aferida pelo método de


piconometria.

Primeiramente, foi realizada a calibração do picnômetro com água destilada. A


vidraria foi pesada seca, depois preenchida com água e então pesada novamente. O
procedimento foi realizado em triplicata. A temperatura da água foi então medida com a
finalidade de buscar-se sua massa específica na tabela correspondente. Assim, com a
massa específica da água, foi possível calcular o volume real do picnômetro. Após a
calibração, o mesmo procedimento foi realizado com a solução de sacarose, também em
triplicata.

2.2.2. Determinação da viscosidade da solução de sacarose


Para a determinação da viscosidade da solução de sacarose, foi utilizado o
aparato experimental esquematizado na Figura 9.

Em um primeiro momento, foi necessário descobrir o diâmetro do capilar


utilizado. Para tanto, o frasco de Mariotte foi preenchido com água destilada, cuja
temperatura foi medida com a finalidade de se buscar sua massa específica e sua
viscosidade. O tubo capilar foi posicionado com a ajuda do suporte em 12 alturas
diferentes a partir de sua conexão com o frasco: 5 cm, 10 cm, 15 cm, 20 cm, 25 cm, 30
cm, 35 cm, 40 cm, 45 cm, 50 cm, 55 cm e 81,9 cm (distância máxima). Para cada altura,
a vazão mássica da água foi calculada em triplicata cronometrando-se um determinado
tempo de escoamento do fluido através do capilar e aferindo-se a massa de água que
escoou pela diferença entre os pesos do béquer antes e depois do procedimento. Essa
mesma metodologia foi realizada para a solução de sacarose.

3. Resultados e Discussão
3.1.Determinação da massa específica da sacarose a partir da picnometria

Utilizou-se a técnica de picnometria para determinar a massa específica da solução


de sacarose. Antes, fez-se necessário calcular o real volume do picnômetro para uma
maior confiabilidade dos cálculos. Para isso utilizou-se a água cujas propriedades são
definidas e tabeladas pela literatura. A Tabela 1 apresenta os dados obtidos a partir do
método picnométrico para a água realizado em triplicata.

21
Tabela 1 - Dados obtidos a partir da picnometria da água

Medida Massapic seco (g) Massapic seco+água (g) Massaágua (g) Massamédia da água (g)

I 40,881 25,445

II 15,436 40,919 25,483 25,478

III 40,942 25,506

O valor utilizado para a massa específica da água à temperatura de 25,5°C,


aferida no experimento, foi de 0,9969 g/mL (Handbook of chemistry and physics, 1985).
O volume real do picnômetro é dado pela equação (23):

𝑀𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑚é𝑑𝑖𝑎
𝑉𝑝𝑖𝑐𝑛ô𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 = (23)
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑒𝑠𝑝𝑒𝑐í𝑓𝑖𝑐𝑎

Através dos dados dispostos na Tabela 1 e da massa específica da água é possível


calcular o volume real do picnômetro.

25,478
𝑉𝑝𝑖𝑐𝑛ô𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 =
0,9969

𝑉𝑝𝑖𝑐𝑛ô𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 = 25,557 mL

A Tabela 2 dispõe os dados referentes à picnometria da solução de sacarose realizados


em triplicata.

Tabela 2 - Dados obtidos a partir da picnometria da sacarose

Medida Massapic seco (g) Massapic seco+sacarose (g) Massasacarose (g) Massamédia da sacarose (g)

I 45,047 27,048

II 17,999 45,043 27,044 27,047

III 45,047 27,048

Utilizando a massa média da sacarose apresentada na Tabela 2 e o volume real


do picnômetro calculado é possível determinar a massa específica da solução a partir da
Equação (23):

22
27,047
𝜌=
25,557

𝜌 = 1,05830 𝑔/𝑚𝐿

Portanto a massa específica da solução de sacarose é de 1,058 g/mL.

3.2.Determinação do Diâmetro do Capilar

Devido ao capilar possuir um diâmetro muito pequeno, a sua determinação de


forma direta através dos instrumentos de medição, como o paquímetro, se torna inviável.
Portanto a determinação do diâmetro será dada de forma indireta, através da utilização da
água, como mencionado anteriormente, um fluido que possui suas características físicas
tabeladas.

A Tabela 3 apresenta os dados obtidos através do experimento realizado no


viscosímetro capilar descrito no item 2.2.2.

Tabela 3 – Dados da diferença de pressão e vazão mássica para cada altura


experimental
Tempo Massabéquer+ Massaágua Vazão Vazão
∆h (cm) ∆P (Pa)
(s) água (g) (g) (g/s) média (g/s)
20,41 23,152 6,783 0,33
5 20,42 22,027 5,658 0,28 0,30 488,98
20,32 22,036 5,667 0,28
20,31 27,081 10,712 0,53
10 20,38 26,635 10,266 0,50 0,52 977,96
20,37 26,868 10,499 0,52
20,37 30,384 14,015 0,69
15 20,78 30,635 14,266 0,69 0,68 1466,94
20,37 30,201 13,832 0,68
20,43 34,78 18,411 0,90
20 20,48 32,978 16,609 0,81 0,87 1955,92
20,46 34,979 18,61 0,91
20,4 38,3 21,931 1,08
25 20,47 38,407 22,038 1,08 1,08 2444,90
20,32 38,368 21,999 1,08
30 20,43 40,898 24,529 1,20 1,20 2933,88

23
20,44 41,037 24,668 1,21
20,41 40,541 24,172 1,18
20,44 44,075 27,706 1,36
35 20,33 43,243 26,874 1,32 1,34 3422,86
20,49 44,174 27,805 1,36
20,46 46,603 30,234 1,48
40 20,4 47,37 31,001 1,52 1,51 3911,84
20,37 47,783 31,414 1,54
20,48 50,415 34,046 1,66
45 20,4 49,009 32,64 1,60 1,63 4400,82
20,55 49,802 33,433 1,63
20,46 52,772 36,403 1,78
50 20,41 52,902 36,533 1,79 1,79 4889,79
20,48 53,446 37,077 1,81
20,5 56,176 39,807 1,94
55 20,48 56,244 39,875 1,95 1,96 5378,77
20,37 56,904 40,535 1,99
20,45 73,993 57,624 2,82
81,9 20,48 76,523 60,154 2,94 2,89 8009,48
20,45 76,034 59,665 2,92

A massa do Béquer pesada previamente foi de 16,369 g, e com esta foi possível
obter a massa de água presente no béquer. Utilizou-se a equação (24) para o cálculo da
vazão mássica de escoamento. Em cada altura experimental foi feito a pesagem da massa
que escoava por um determinado período de tempo, medidas estas realizadas em
triplicata, assim a tabela 3 apresenta as vazões e suas médias para cada altura.

𝑚
𝑤= (24)
𝑡

Onde m é a massa de água que escoa em um intervalo de tempo t.

A diferença de pressão foi calculada através da equação (25):

∆𝑃 = 𝜌𝑔ℎ (25)

24
Onde ρ é a massa específica da água, g é a aceleração da gravidade adotada como 9,81
m2/s e h é a altura experimental apresentada na tabela 3.

Em posse da diferença de pressão e da vazão mássica para cada altura


experimental, o diâmetro do capilar pode ser determinado através de uma regressão linear
da equação (26).

𝜌𝜋𝐷4
𝑤= ∆𝑃 (26)
128𝐿𝜇

É importante salientar que só é possível utilizar essa equação pois as condições


de escoamento atendem às restrições para seu uso, o escoamento é incompressível,
laminar, regime permanente e os efeitos de bordo são desprezíveis. A validação dessas
hipóteses serão feitas num tópico mais à frente.

Observando a equação (26) é possível ver a semelhança com a equação da reta


𝜌𝜋𝐷 4
y = Ax. Onde w é a variável dependente, ∆𝑃 a variável independente e é o
128𝐿𝜇

coeficiente angular.

Com o auxílio do software SciDAVis o gráfico da vazão mássica versus a


diferença de pressão foi plotado e a regressão linear foi realizada como ilustra a Figura
10.

25
Figura 10 – Gráfico da vazão mássica vs diferença de pressão

O parâmetro estimado a partir da regressão linear foi de A = 3,3065x10-7.


Igualando ao coeficiente angular da Equação (26), rearranjado a equação e substituindo
os valores:

4 128𝜇𝐿𝐴
𝐷= √
𝜌𝜋

4 128 × 0,892 × 10−3 × 81,9 × 10−2 × 3,3065 × 10−7


𝐷= √
996,9 × 𝜋

𝐷 = 1,77 𝑚𝑚

Portanto diâmetro do capilar estimado por esse método gráfico foi de D=1,77 mm.

26
3.3.Determinação da Viscosidade da Solução de Sacarose

Análoga à Tabela 3, a Tabela 4 mostra os dados obtidos em triplicata para tempo,


massa da solução de sacarose e vazão desta.

Tabela 4 - Dados da vazão mássica aferida para a solução de sacarose

Tempo Massabéquer+ sacarose Massasacarose vazão


∆h (cm)
(s) (g) (g) (g/s)
10,37 18,443 2,074 0,20
5 10,62 18,455 2,086 0,20
9,94 18,259 1,89 0,19
10,25 20,435 4,066 0,40
10 10,28 20,4 4,031 0,39
10,43 20,372 4,003 0,38
10,36 22,493 6,124 0,59
15 10,27 22,111 5,742 0,56
10,28 22,13 5,761 0,56
10,36 23,769 7,4 0,71
20 10,26 23,661 7,292 0,71
10,24 23,675 7,306 0,71
10,28 25,225 8,856 0,86
25 10,29 25,098 8,729 0,85
10,2 25,249 8,88 0,87
10,47 27,465 11,096 1,06
30 10,34 27,828 11,459 1,11
10,45 26,492 10,123 0,97
10,44 28,042 11,673 1,12
35 10,41 28,396 12,027 1,16
10,11 28,254 11,885 1,18
10,35 29,861 13,492 1,30
40 10,46 28,84 12,471 1,19
10,45 29,389 13,02 1,25
10,32 30,872 14,503 1,41
45
10,46 30,825 14,456 1,38

27
10,49 30,976 14,607 1,39
10,36 32,075 15,706 1,52
50 10,29 32,325 15,956 1,55
10,45 32,885 16,516 1,58
10,43 33,135 16,766 1,61
55 10,28 33,56 17,191 1,67
10,49 33,711 17,342 1,65
10,4 39,392 23,023 2,21
81,9 10,39 41,755 25,386 2,44
10,48 40,882 24,513 2,34

Supondo a solução de sacarose como um fluido newtoniano, ou seja, que segue


a Equação (1) em que a tensão de cisalhamento varia diretamente proporcional com o
gradiente de velocidade, podemos calcular a viscosidade dessa solução através desta
equação, uma vez que é possível calcular a tensão de cisalhamento na parede e o gradiente
de velocidade por equações pré-estabelecidas. Para cada altura do aparato experimental
foram calculados estes parâmetros, como mostra a Tabela 5.

Tabela 5 - Dados para a determinação da viscosidade

∆h (cm) ∆P (Pa) Q (m³/s) dVz/dr 𝒔−𝟏 τ (Pa)

5 488,98 1,85E-07 341,01 0,2642

10 977,96 3,69E-07 681,72 0,5284

15 1466,94 5,39E-07 994,51 0,7926

20 1955,92 6,74E-07 1243,25 1,0568

25 2444,90 8,13E-07 1500,15 1,3210

30 2933,88 9,88E-07 1823,60 1,5852

35 3422,86 1,09E-06 2005,15 1,8493

40 3911,84 1,18E-06 2175,36 2,1135

45 4400,82 1,32E-06 2430,03 2,3777

28
50 4889,79 1,46E-06 2701,71 2,6419

55 5378,77 1,55E-06 2867,88 2,9061

81,9 8009,48 2,20E-06 4067,33 4,3275

Para fins de cálculo, a tensão de cisalhamento foi obtida pela equação (1):

∆𝑃
𝜏= ×𝐷
4×𝐿

488,98
𝜏= × 0,00177
4 × 0,819

𝜏 = 0,2642 Pa

E para o gradiente de velocidade, pôde-se obter os valores dispostos na Tabela 5


pela Equação (27):

𝑑𝑉𝑧 4𝑄
− = (27)
𝑑𝑟 𝜋 × 𝑅3

𝑑𝑉𝑧 4 × 1,85 × 10−7


− =
𝑑𝑟 𝜋 × 0,0008853

𝑑𝑉𝑧
− = 341,01 𝑠 −1
𝑑𝑟

29
Com os dados da Tabela 5 foi plotado o gráfico de regressão linear para a
determinação da viscosidade da solução de sacarose, como mostra a figura 2:

Figura 11 – Gráfico da tensão de cisalhamento vs gradiente da velocidade


Da equação (1), sabemos que a tensão de cisalhamento varia linearmente com o
gradiente de velocidade, então:

𝑑𝑣𝑧
𝜏𝑟𝑧 = −𝜇 𝑑𝑟

Comparando com o modelo Y=A*X, temos que o coeficiente angular da reta é


a viscosidade dinâmica do fluido.

𝜇 = 0,0010998 ± 0,000026 Pa.s

Importante salientar que o sinal negativo no coeficiente angular é devido ao fato


que a quantidade de momento é transferida na direção de velocidade decrescente. Portanto
para manter o resultado da tensão de cisalhamento positivo (já que não existem tensões
negativas) o sinal negativo faz-se necessário.

Como o parâmetro (R^2) se aproximou bastante de 1, os dados foram bem


ajustados pela reta de análise e podemos afirmar que o fluido tem comportamento
newtoniano.

30
Segundo a literatura (Bringhan, et al., 1919), A viscosidade de uma solução 20%
de sacarose à 25°C é 0,00117 Pa.s, com base nesse dado, e fazendo o erro percentual
temos:

0,00117 − 0,001098
𝐸𝑟𝑟𝑜 = × 100
0,001098

𝐸𝑟𝑟𝑜(%) = 6,56 %

O erro relativo é consideravelmente baixo, sendo menor que 10% da medida.


Não houve mudanças na natureza físico-química nem alteração da composição do líquido,
fatores estes que podem modificar a viscosidade do fluido. (Machado, 2002)

Porém o erro pode ter sido ocasionado por fatores como aumento da temperatura
durante o procedimento, que provoca uma redução na viscosidade do fluido. Este é
resultado da dissipação viscosa, que é considerável em tubos capilares.

3.4. Validação das Hipóteses Simplificadoras

Como já citado anteriormente, a equação de Hagen-Poiseuille é baseada na


simplificação de escoamento laminar, regime permanente, fluido incompressível e efeitos
de borda desprezíveis. Para validação dessas hipóteses as Tabelas 6 e 7 apresentam o
número de Reynolds e tipo de escoamento para as diferentes alturas, além do
comprimento de entrada hidrodinâmica.

Tabela 6 - Dados para determinação do regime de escoamento e comprimento de


entrada da sacarose.

Regime de
∆h (cm) Q (m³/s) V (m/s) Reynolds Lh (m)
Escoamento

5,0 1,81E-07 0,08 136,22 Laminar 0,012055

10,0 3,62E-07 0,15 255,90 Laminar 0,022647

15,0 5,28E-07 0,22 375,31 Laminar 0,033215

20,0 6,60E-07 0,27 460,61 Laminar 0,040764

25,0 7,97E-07 0,33 562,97 Laminar 0,049823

30,0 9,68E-07 0,40 682,39 Laminar 0,060392

31
35,0 1,06E-06 0,44 750,63 Laminar 0,066431

40,0 1,16E-06 0,48 818,87 Laminar 0,072470

45,0 1,29E-06 0,54 921,22 Laminar 0,081528

50,0 1,43E-06 0,59 1006,52 Laminar 0,089077

55,0 1,52E-06 0,63 1074,76 Laminar 0,095116

81,9 2,16E-06 0,90 1535,37 Laminar 0,135880

Tabela 7 - Dados para determinação do regime de escoamento e comprimento de


entrada da água.

Regime de
∆h (cm) Q (m³/s) V (m/s) Reynolds Lh (m)
Escoamento

5 2,97E-07 0,12 238,77 Laminar 0,0211311

10 5,22E-07 0,21 419,32 Laminar 0,0371098

15 6,87E-07 0,28 552,00 Laminar 0,0488520

20 8,77E-07 0,36 704,72 Laminar 0,0623677

25 1,08E-06 0,44 869,36 Laminar 0,0769384

30 1,20E-06 0,49 965,47 Laminar 0,0854441

35 1,35E-06 0,55 1084,43 Laminar 0,0959721

40 1,51E-06 0,62 1217,65 Laminar 0,1077620

45 1,63E-06 0,66 1314,23 Laminar 0,1163094

50 1,80E-06 0,73 1446,02 Laminar 0,1279728

55 1,97E-06 0,80 1580,19 Laminar 0,1398468

81,9 2,90E-06 1,18 2331,17 Turbulento 0,0167142

32
Segundo Çengel & Cimbala (2007) o escoamento é classificado como Laminar
para Re ≤ 2300 e Turbulento para Re ≥ 4000. Entre esses valores o escoamento é dito em
transição.

Utilizando os valores calculados anteriormente da massa específica, diâmetro do


capilar, viscosidade da sacarose além da velocidade do escoamento ilustrado nas tabelas
acima, o número de Reynolds foi calculado substituindo esses valores para cada altura
experimental na Equação (28). Para a água o cálculo foi análogo.

𝜌𝑣𝐷
𝑅𝑒 = (28)
𝜇

1058 × 0,08 × 0,00177


𝑅𝑒 =
0,0010998

𝑅𝑒 = 136,22

Para a maior distância ∆h de 81,9 cm o regime de escoamento da água foi


turbulento e para a sacarose o regime se deu laminar. Isso deve ser atribuído à maior
viscosidade da solução de sacarose, que faz com que as forças viscosas predominem sobre
seu escoamento.

Diferentemente do escoamento da água o qual nesse ponto houve


predominância das forças inerciais, observando que o significado físico de Reynolds é
𝑓𝑜𝑟ç𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑒𝑟𝑐𝑖𝑎𝑖𝑠
. Tendo em vista que o diâmetro do capilar não mudou, isso significa dizer
𝑓𝑜𝑟ç𝑎𝑠 𝑣𝑖𝑠𝑐𝑜𝑠𝑎𝑠

que o produto da massa específica com a velocidade de escoamento é maior que a


viscosidade da água. Essa análise é feita de forma similar para a sacarose.

Devido a esse último ponto da Tabela 7 ter o regime de escoamento turbulento,


o mesmo não foi utilizado para a plotagem do gráfico da Figura 10, já que não obedece à
hipótese requerida de escoamento laminar para o uso da equação. Os demais pontos
atendem às restrições admitidas na dedução da equação de Hagen-Poiseuille.

Para os pontos cujo escoamento é laminar o comprimento de entrada foi obtido


pela equação (15):

𝐿ℎ,𝑙𝑎𝑚𝑖𝑛𝑎𝑟 = 0,05𝑅𝑒𝐷

𝐿ℎ,𝑙𝑎𝑚𝑖𝑛𝑎𝑟 = 0,05 × 136,22 × 0,00177

33
𝐿ℎ,𝑙𝑎𝑚𝑖𝑛𝑎𝑟 = 0,012055 𝑚

Já para a última altura da Tabela 7 cujo escoamento é turbulento, foi usado a


equação (16):

1⁄
𝐿ℎ,𝑡𝑢𝑟𝑏𝑢𝑙𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1,359𝐷𝑅𝑒 4

1⁄
𝐿ℎ,𝑡𝑢𝑟𝑏𝑢𝑙𝑒𝑛𝑡𝑜 = 1,359 × 0,00177 × 2331,17 4

𝐿ℎ,𝑡𝑢𝑟𝑏𝑢𝑙𝑒𝑛𝑡𝑜 = 0,0167142 𝑚

Os comprimentos de entrada calculados para a sacarose e a água foram todos


abaixo do comprimento nominal do capilar que é de 81,9 cm, logo conforme Çengel &
Cimbala (2007), pode-se afirmar que os escoamentos não sofreram o efeito de bordo e a
equação de Hagen Poiuselle pode ser aplicada.

Para a análise da compressibilidade do fluido, temos que o escoamento é dito


incompressível se a densidade permanecer aproximadamente constante em todos os
lugares. E não há variação da densidade em escoamento de líquidos, portanto o seu
escoamento é tipicamente incompressível. (Çengel & Cimbala, 2007). Dessa forma como
o experimento foi realizado com líquidos, o seu escoamento é dito incompressível e a
hipótese é satisfeita.

A hipótese de regime permanente é satisfeita pois não há variação das


propriedades do fluido com o passar do tempo.

4. Conclusão

Neste trabalho, realizou-se a determinação da viscosidade de uma solução a 20%


de sacarose, concluindo o objetivo principal fixado.

Primeiramente, determinou-se a massa específica da solução a partir do método


da picnometria, resultando em valor de 1,05830 𝑔/𝑚𝐿.

Posteriormente, o aparato experimental foi utilizado para determinar o diâmetro


do tubo capilar utilizado no experimento, obtendo-se um valor de 1,77 mm.

A análise da viscosidade da solução de sacarose a 20% resultou em um valor de


0,0010998 Pa.s. Comparando com os dados tabelados da literatura, um erro relativo de

34
6,56% foi encontrado. Como o erro é menor que 10%, é seguro dizer que o experimento
não apresentou desvios significativos e teve uma execução satisfatória.

Por fim, as hipóteses para a aplicação da Equação de Hagen-Poiseuille foram


testadas e confirmadas. Os comprimentos hidrodinâmicos laminar e turbulento,
respectivamente, 0,012055 𝑚 e 0,0167142 𝑚, são menores que o comprimento do
capilar, atestando que os escoamentos estudados neste trabalho encontram-se plenamente
desenvolvidos. Além disso, as hipóteses de escoamento incompressível e regime
permanente também foram confirmadas pela natureza do fluido e do experimento
realizado.

5. Referências

Apostila da Unicamp. Medição de nível, interface e viscosidade de líquidos.


Disponível em: <http://www.fem.unicamp.br/~instmed/Nivel_Viscosidade.htm>.
Acesso em: 27 de novembro de 2018.

Barbosa, R. M. S. Estudo numérico do comprimento de entrada para escoamento


de fluidos newtonianos e viscoelasticos entre placas paralelas. Dissertação (Mestrado em
engenharia mecânica) - Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Porto, p.5.
2012. Disponível em:
<https://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&rct=j&url=http://periodicos.ufes.br
/lajer/article/download/12798/pdf&ved=2ahUKEwiHueLz0PreAhVEjpAKHWgWDpw
QFjADegQIChAB&usg=AOvVaw2uBMYDe1t7pp--Nd_U2kGz> Acesso em: 27 de
novembro de 2018

Bird, R. B.; Stewart, W. E.; Lightfoot, E. N. Fenômenos de Transporte. Rio de


Janeiro: LTC, 2004, 2ª ed, 49 p.

Bringhan, E. C.; Jackson, R.F. International Critical Tables. Bur Standart Bul.
1919. CRC Handbook of chemistry and physics (CRC handbook). Edited by R.C. WEST,
M.J. ASTLE, W.H. BEYER. CRC Press, Inc. Boca Raton, Florida, 1985.

Brunetti, F. Mecânica dos Fluidos. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008, 2ª ed.,
420 p.

Carvalho, P. S; Souza, S. A; Paiva, J; Ferreira, J. A. Ensino Experimental das


ciências :Um guia para professores do ensino secundário. São Paulo: U. Porto Editorial.

35
2012, 1ª ed, 207 p. Disponível em:
<https://books.google.com.br/books?id=Pse9KJv2Ni0C&pg=PA217&dq=tecnica+de+p
icnometria&hl=pt-
BR&sa=X&ved=0ahUKEwj9xsWZyPXeAhVGDJAKHa9SDogQ6AEIIzAB#v=onepag
e&q=tecnica%20de%20picnometria&f=false> Acesso em: 27 de novembro de 2018

Çengel, Y. A.; Cimbala, J. M. Mecânica dos fluidos – Fundamentos e aplicações.


São Paulo: McGraw-Hill, 2007, 816 p.

Costa, M. C; Naccache, F. M; Varges, P. Caracterização Reológica de Fluidos


Complexos. Rio de Janeiro: Departamento de Engenharia Mecânica; 2017. Disponível
em: <http://www.puc-rio.br/pibic/relatorio_resumo2017/relatorios_pdf/ctc/MEC/MEC-
Camila%20Moreira%20Costa.pdf> Acesso em: 25 de novembro de 2018

Ferreira, E. E; Brandão, P. R. G.; Klein, B; Peres, A. E. C. Reologia de Suspensões


Minerais: Uma revisão. REM: R. Esc. Minas, Ouro Preto, 58(1): 83-87, jan. mar. 2005.

Fox, R. W.; Mcdonald, A. T.; Pritchard, P. J.; Leylegian, J. C. Introdução à


Mecânica dos Fluídos. Rio de Janeiro: LTC, 2014, 8ª ed

Frasco Mariotte.Disponível em: <https://www.laborquimi.com.br/frasco-mariotte


> Acesso em: 25 de novembro de 2018.

Lobo, L. Q. Termodinâmica e propriedades termofísicas. Coimbra: Imprensa da


Universidade, 2006, pg. 49.

Machado, J. C. V. Reologia e escoamento de fluidos – Ênfase na Indústria de


Ptróleo. Rio de Janeiro: Editora Interciência, 2002.

Pinochet, J. I. El Frasco de Mariotte. Universidad Católica de Chile, 2012.


Disponível em: <http://www.profisica.cl/fisica-en-lo-cotidiano/fisica-bien-
condimentada/259-el-frasco-de-mariotte.html> Acesso em: 25 de novembro de 2018.

Schramm, G. Reologia e Reometria – Fundamentos Teóricos e Práticos. São


Paulo: Artliber Editora, 2006, 232p

Viscosidade e medição da viscosidade. Disponível em:


<https://www.malvernpanalytical.com/br/products/measurement-type/viscosity> Acesso
em: 25 de novembro de 2018

36
White, F. M. Mecânica dos Fluidos. Porto Alegre: AMGH, 2011, 6ª ed., 880 p.

37