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Universidade Técnica de Lisboa

Instituto Superior Técnico


Solid-State Welding
Group @ IST

Tecnologia da Soldadura
Conceitos Fundamentais
Evolução Histórica
Soldadura no Estado Sólido

Porquê Soldar Materiais Sólidos por Fusão?


... Quando é Mais Eficiente e Produtivo ...
Soldar no Estado Sólido!

Enquadramento Tecnológico
Técnicas de Ligação

Tecnologia Ligações
d Adesivos
dos Ad i Processos Mecânicas
M â i
(Por exemplo: (Rebites; Parafusos;
Epóxidos; Fenólicos; Tecnológicos de Clinching)
Poliuretanos;
Acrílicos; Nitrilos; etc...) Ligação de
Materiais

SOLDADURA

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Enquadramento Tecnológico
Técnicas Híbridas de Ligação

Processos Híbridos de Ligação de Materiais

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Enquadramento Tecnológico
Soldadura por Fusão – Mecanismos de Ligação

Material de Material de
Estado Físico do Cordão de Base Adição
Soldadura Durante o
Processamento Líquido
Líquido
(se existir)

Solidificação
Epitaxial

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Enquadramento Tecnológico
Soldadura por Brasagem – Forte e Fraca

Material de Material de
Estado Físico do Cordão de Base Adição
Soldadura Durante o
Processamento Sólido Líquido

Difusão
Dif ã Superficial
S fi i l
(ligação atómica)
e
Encastramento

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Enquadramento Tecnológico
Soldadura no Estado Sólido – Mecanismos de Ligação

Material de Material de
Estado Físico do Cordão de ase
Base Adição
d ção
Soldadura Durante o
Processamento Sólido
Sólido
(se existir)

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Enquadramento Tecnológico
Soldadura no Estado Sólido – Mecanismos de Ligação

Aproximação a
Distâncias Interatómicas
de Equilíbrio

Interdifusão

Mistura
Mi t d M
dos Materiais
t i i com
Ligações Atómicas

Encastramento (Clinching)

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Enquadramento Tecnológico
Principais Vantagens da Soldadura no Estado Sólido

Diminuição dos Custos de Fabrico


Redução do consumo de energia
(gasta menos e tem uma eficiência energética superior)
Ausência (ou quase) de consumíveis (p.e.: mat. de adição, gases)
Equipamentos relativamente simples e facilmente automatizados
que não necessitam de operadores especializados
Elevada produtividade, com resultados facilmente reproduzíveis
Permitem soldar materiais difíceis ou mesmo impossíveis de
soldar por fusão
f resultando em cordões com excelentes
propriedades mecânicas (muito próximas do material de base)
Tipicamente tratam-se de processos ambientalmente limpos
(p.e.: sem emissão de fumos ou radiação)
Em meios agressivos para o ser humano, permitirem a operação e
controlo do processo de forma remota
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Enquadramento Tecnológico
Conceitos Fundamentais na Soldadura

Formas de Activação Energética dos Mecanismos de Ligação:


Soldadura
Soldad ra por pressão com interface liq
liquidefeita:
idefeita
Alta Frequência; Faiscamento

Pressão
Aplicação a Frio Fusão com Pressão
de Pressão (soldadura por pressão
com núcleo fundido):
Resistência
Fricção;
Ultra-sons; Aplicação de
Explosão;
Difusão
Calor

Fusão sem Pressão:


MIG ; TIG ; Laser ...

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Enquadramento Tecnológico
Soldadura no Estado Sólido – Mecanismos de Ligação

Ligação
Atómica Difusão + Ligação Atómica
Aplicação (Interfacial) (Volúmica com Deformação
em Fluxo Visco-Plástico)
de Pressão

Difusão
(Interfacial)

Aplicação de
Calor

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Enquadramento Tecnológico
Soldadura no Estado Sólido – Mecanismos de Ligação

Limpeza
p
Pressão Fricção
Superficial
a Frio • Convencional
Aplicação • Linear
Faiscamento
de Pressão • Stich e Spot
Alta-Frequência
Explosão
Ultra-Sons

Difusão

Limpeza
Aplicação de
Superficial
Calor

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Soldadura por Pressão a Frio


Conceito de Funcionamento, Peças, Máquina e Juntas

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Soldadura por Pressão a Frio
Interfaces e Formação de Intermetálicos Frágeis

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Soldadura por Pressão a Frio


Soldadura Topo-a-Topo: Método Offset-Flash

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Pressão c/Aquecimento Oxigás
Parâmetros e Equipamento

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Soldadura por Alta-Frequência


…por Contacto e por Indução

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Soldadura por Alta-Frequência
Diversas Configurações Possíveis

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Soldadura por Difusão


Parâmetros e Equipamento

Autoclave (Forno)

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Soldadura por Difusão
Conceito de Funcionamento

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Soldadura por Difusão


Aplicações e Interfaces de Soldadura

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Soldadura por Ultra-Sons
Conceito de Funcionamento

Ciclo de Histeresis
(em domínio elástico)

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Soldadura por Ultra-Sons


Conceito de Funcionamento – Metalurgia

Interfaces na Soldadura por Ultra-Sons

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Soldadura por Ultra-Sons
Soldabilidade, Resistência Mecânica e Parâmetros

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Soldadura por Ultra-Sons


Equipamentos - Antigos

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Soldadura por Ultra-Sons
Equipamentos - Modernos

Robust Table Unit

Easy to Use, Welding according to


Standard Values
Sequence Welding

Safe and Easy Processing of Large Cross


Sections up to 50 mm²

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Soldadura por Ultra-Sons


Aplicações em Cablagens para Indústria Automóvel

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Soldadura por Ultra-Sons
Exemplo de Aplicações Industriais

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Soldadura por Explosão


Conceito de Funcionamento e Soldabilidade

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Soldadura por Explosão
Interfaces

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Soldadura por Explosão


Aplicações

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Processamento por Fricção
Tecnologias de Soldadura Baseadas na Fricção

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Soldadura por Fricção


A Origem do Atrito Sólido

μ = μ ad + μ plast + μ elast + μ part

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Soldadura por Fricção
Desenvolvimento Axissimétrico

Patente Internacional
de 2/1956 (A.I.Chudikov)
( )

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Soldadura por Fricção


Desenvolvimento Axissimétrico – Transmissão Directa

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Soldadura por Fricção
Desenvolvimento Axissimétrico – Transmissão Directa

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Soldadura por Fricção


Desenvolvimento Axissimétrico – Transmissão Directa

Variantes no arranjo entre as peças a soldar (juntas)

Com movimento
angular alternativo

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Soldadura por Fricção
Desenvolvimento Axissimétrico – Transmissão Directa

Influência dos parâmetros do processo

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Soldadura por Fricção


Desenv. Axissimétrico – Transmissão por Roda de Inércia

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Soldadura por Fricção
Desenv. Axissimétrico – Transmissão por Roda de Inércia

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Soldadura por Fricção


Desenv. Axissimétrico – Transmissão por Roda de Inércia

Influência
dos
parâmetros
do
processo

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Soldadura por Fricção
Ensaios de Caracterização dos Cordões

Cordão realizado por Soldadura por Fricção com Transmissão por


Roda de Inércia entre: CuOFHC / AA4043

Acabado de soldar Ensaio de tracção com Ensaio de flexão sem


ruptura bem fora da zona precipitação de fissuras
do cordão

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Soldadura por Fricção


Caixas de Retenção p/ a Rebarba Resultante do Processo

... Evita-se assim, o custo e diminuição de


produtividade associada ao processo de
extracção da rebarba.

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Soldadura por Fricção
Questões a Propor para Discussão...

Quais os parâmetros do processo com transmissão directa?


Quais os parâmetros do processo com transmissão por roda de inércia?
De que forma é que a preparação das superfícies a soldar influência o
processo?
Qual a dificuldade na soldadura por fricção de peças com geometria
não-axissimétrica?
Quais as medidas a tomar na soldadura de peças com diferentes
resistência mecânicas?
Quais as medidas a tomar na soldadura de peças com diferentes
diâmetros?
Quais as medidas a tomar na soldadura de peças de grande diâmetro?
Na soldadura de um perno a uma placa, qual a relação entre o diâmetro
do perno e a espessura da placa, de forma a obter um fluxo de calor
semelhante para ambos os componentes?
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Soldadura por Fricção


Exemplos de Aplicação na Indústria

... Redução
ç de custos na
construção de um veio de
transmissão, por soldadura
por fricção com transmissão
por roda de inércia.

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Soldadura por Fricção
Exemplos de Aplicação na Indústria

Fabrico de Varas para Prospecção Terrestre

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Soldadura por Fricção


Exemplos de Aplicação na Indústria

Fabrico de próteses

Antes...

...Depois

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Soldadura por Fricção
Exemplos de Aplicação na Indústria

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Soldadura por Fricção


Aplicações na Indústria Automóvel, em detalhe...

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Soldadura por Fricção
Variantes com Simetria Axial

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Soldadura por Fricção


Aplicações da Variante por Hidro-carga com Simetria Axial

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Soldadura por Fricção
Variantes com Movimento Linear

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Soldadura por Fricção


Resultados da Variante de Revestimento Superficial

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Soldadura por Fricção Linear
O Maior Desenvolvimento da Soldadura na Última Década

Wayne M. Thomas: “Friction


Stir Butt Welding”,
Patente Internacional de
Aplicação
Nº PCT/GB92/02203 de 6 de
Dezembro de 1991
@The Welding Institute (TWI),
Cambridge, GB

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Soldadura por Fricção Linear


Conceitos Básicos
Processamento no estado sólido
Ferramenta não-consumível
não consumível

Fenómenos tecnológicos:
Extrusão
Forjagem
Mistura caótica
Calor dissipado por atrito:
Interface ferramenta/material
Deformação visco-plástica
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Soldadura por Fricção Linear
Características Metalúrgicas

(Exemplo: AA7075 ; espessura=6mm)

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Soldadura por Fricção Linear


Características Metalúrgicas

Retrocesso Avanço

(AA2024-T3 ; espessura=4.8mm)

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Soldadura por Fricção Linear
Resultados de Ensaios de Resistência Mecânica

AA5083-O

AA6082-T6

AA2014A-T6

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Soldadura por Fricção Linear


Parâmetros
Força e tempo de indentação do pino
Aceleração de avanço linear no início e fim do cordão
Ângulo de ataque e de concordância (p.e.: tailor-blanks)
Material (c/ T.T.) e Geometria da Ferramenta (Base e Pino)

TWI®

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Soldadura por Fricção Linear
Parâmetros (diferentes conceitos para a ferramenta)

A-SkewTM (TWI)
Retracted-Pin
Retracted Pin Tool (NASA)

ToolTM (GKSS)
Bobin-Tool
Bobin

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Soldadura por Fricção Linear


Configurações Possíveis para as Juntas

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Soldadura por Fricção Linear
Fenómeno Acoplado: Térmico/Estrutural/Metalúrgico

Materials
Deformaçãoplastic flow
visco-
pand deformation
plástica do material

Movimento
Movement daofferramenta
the tool
Superficial
Aparênciaappearance
superficial
Defective
Defeitos nasjoints
juntas
Heat dissipation
Dissipação viscosabydo Mechanical properties
Propriedades mecânicas
Interfacialp Friction
Atrito superficial intern
calorfriction (viscous)
((atrito interno)
) ofdas
thediferentes
different regiões
regions
(material/ferramenta)
(material / tool)

Heat Generation
Geração de calor Metallurgic structure
Alterações da estrutura
changes (dynamic
metalúrgica (p.e., a
recrystallization of the
formação do Nugget)
Nuget)

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Conclusões
Vantagens Específicas da Soldadura por Fricção Linear

☺ Distorção+Tensões Residuais ≈ Nulas


☺ Baixo-Custo da SFL de Alumínio

☺ Garantia Total de Qualidade

☺ A SFL pode ser utilizada em Ligas de Alumínio


com Espessuras compreendidas entre 1 a 75mm,
utilizando Velocidades de Soldadura entre
5000mm/min até 5mm/min

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Conclusões
Desvantagens Específicas da Soldadura Fricção Linear

As peças a soldar devem


devem-se se encontrar rigidamente constrangidas
contra uma base de apoio, com excepção da utilização de
ferramentas portáteis do tipo Bobbin-Tool
No final dos cordões de SFL remanesce um furo, denominado por
key-hole que corresponde ao diâmetro do pino, e que necessitando
de ser preenchido, pode ser rebitado ou sujeito ao Processamento
em Hidro-Carga por Fricção. No entanto, este key-hole é uma
garantia da penetração total da espessura a soldar
Cada espessura a soldar corresponde a uma geometria precisa do
pino e aproximada para o diâmetro da base da ferramenta de SFL

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Soldadura por Fricção Linear


Investigação e Desenvolvimento – GKSS ResearchCenter@Germany

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Soldadura por Fricção Linear
Investigação e Desenvolvimento – GKSS ResearchCenter@Germany

πD 2
L= mm + 2.5mm
4d
L – Comprimento do ponto
D – Diâmetro do ponto
Convencional (por resistência)
D – Diâmetro do pino

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Soldadura Fricção por Pontos


RIFTEC@GKSS, Hamburgo

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Soldadura por Fricção Linear
Investigação e Desenvolvimento – iSTIR Group@Portugal

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Soldadura por Fricção Linear


Investigação e Desenvolvimento – iSTIR Group@Portugal

Medição Experimental
Formulação Analítica/ Empírica
do Campo Térmico
Processo Iterativo

OUTPUT

Potência Térmica,
Parâmetros de SFL
qtherm

⎛Ω ⎞ ⎛ q ⎞
ηtherm ⎜ ; Fz ⎟ = ⎜⎜1 − therm ⎟⎟ × 100%
⎝v ⎠ ⎝ qmech ⎠

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Soldadura por Fricção Linear
Investigação e Desenvolvimento – iSTIR Group@Portugal

⎛Ω ⎞ ⎛ q ⎞
ηtherm ⎜ ; Fz ⎟ = ⎜⎜1 − therm ⎟⎟ × 100%
Potência Térmica do Processo de SFL para Todos os Ensaios

450

400 ⎝v ⎠ ⎝ qmech ⎠
Potência Térmica [w]

350

300 Correlações para a Eficiência Térmica

250
92.5
200 y = -0.1864x 2 + 1.7264x + 88.138
Quente Intermédia Fria 92

Forging Force, Fz=11kN Forging Force, Fz=14kN 91.5

Efici ência Térmica [%] 91


Entrega Térmica do Processo de SFL para Todos os Ensaios
90.5
250
90
mm]

200
Entrega Térmica [J/m

89 5
89.5
150
89 y = -0.198x2 + 1.9928x + 86.036
100
88.5
50
88
0
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
Quente Intermédia Fria
Omega[rpm]/v[mm/min]
Forging Force, Fz=11kN Forging Force, Fz=14kN

[w ]× 60
Fz=11kN Fz=14kN Correlação (Fz=11kN) Correlação (Fz=14kN)

E t [J/mm ] = therm
q
v[mm/min ]
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Soldadura por Fricção Linear


Investigação e Desenvolvimento – iSTIR Group@Portugal

Modelação Numérica
Elastic - Plastic Viscous - Plastic
Analysis of the plates remote from tool Analysis near the tool
HAZ and Base Material Nugget and TMHAZ

FE Mesh Same nodes


Abaqus at interfaces Fluent
Structural Mechanics Integra 3D Updated at interface : Fluid Dynamics
Approach - Pressure - Temperature Approach
- Temperature - Pressure

Results: Results:
• Residual Stress Field • Material Flow for different
• Residual Deformation tool geometries
• Thermal History of the HAZ • Thermal History at the
vicinity of the tool

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Técnicas de Controlo não destrutivo (NDT):
Estado da Arte
Ultra-Sons Correntes de Eddy

ToFD

Acção

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Outros Processamentos
Baseados no Conceito da SFL

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