Você está na página 1de 4

DESEQUILÍBRIOS

HIDROELETROLÍTICOS NOS DISTÚRBIOS RENAIS



Sobrecarga hídrica: aporte de líquido ultrapassa a capacidade dos rins de excretá-lo
Depleção do volume: aporte de líquidos inadequado + SS de volume de líquidos deficiente
*O peso serve para avaliar o limite diário de consumo, indica excesso/líquidos deficientes

- Equilíbrio hídrico documenta:
Quantidade de aporte de líquido (oral/parenteral);
Volume de urina excretado ou perdas hídricas (diarreia/vômito/sudorese)

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
­ Volume de liquido: Perda de peso aguda, ¯ do turgor, mucosa seca, oligúria/anúria, ­ ureia > creatina, Hipotermia
¯ Volume de liquido: Ganho do peso, Edema, Distensão da jugular, Estertores, Dispneia, ­ Ureia e hematócrito

­ Sódio: Mucosas secas e pegajosas, Sede, língua seca, Febre, inquietação, fraqueza
¯ Sódio: Náuseas, Mal-estar, Letargia, Cefaleia, Cólicas Abdominais, Apreensão e convulsões

­ Potássio: Diarreia, cólica, Náuseas, irritabilidade e fraqueza
¯ Potássio: Anorexia, Fraqueza muscular, Distensão abdominal, Íleo paralítico, ECG alterado e arritmias

­ Cálcio: dor óssea profunda, fraqueza muscular, constipação intestinal, náuseas, vômitos, confusão
¯ Cálcio: cólicas abdominais e muscular, espasmo, formigamentos dos dedos das mãos e alt. ECG

­ Bicarbonato: respirações deprimidas, hipertonia, formigamento de dedos e mãos
¯ Bicarbonato: cefaleia, confusão, sonolência, ­ frequência, náuseas, vômitos, rubor e hipertermia

¯ Proteína: perda de peso crônica, depressão emocional, palidez, fadiga, músculos flácidos e moles

­ Magnésio: sensação de calor, sonolência, fraqueza muscular, parada cardíaca
¯ Magnésio: disfagia, câimbra musculares, formigamentos dos dedos das mãos, arritmia, vertigem

¯ Fósforo: dor óssea profunda, fraqueza e dor muscular, parestesia e convulsão

- Manejo do excesso
Diurético, restrição e dieta

- Manejo do déficit
Suplementar/hidratar VO ou parenteral e dieta

DISTÚRBIOS RENAIS: DOENÇA CRÔNICA RENAL INSUFICIÊNCIA RENAL: LESÃO RENAL AGUDA
Insuficiência renal: doença sistêmica ocorrida pela incapacidade do rim de remover os
Definição: lesão renal ou diminuição da taxa de filtração glomerular, 3 meses ou mais produtos de degradação de metabólicos do organismo ou de desempenhas funções
Fatores de risco: DC, DM (principal causa, 35% dos diabéticos), HAS e obesidade reguladores (endócrinas, metabólicas e excreção)
Causas: DM, HAS, glomerulonefrite, pielonefrite
DEFINIÇÃO DE LESÃO RENAL AGUDA
- Doença renal terminal (estágio final da insuficiência renal) Rápida perda da função renal, devido lesão dos rins; pode ser leve ou grave (fatal)
Complicação da DCR Elevação de 50% da creatina sérica (normal é 1mg/dl);
Retenção de produtos de degradação urêmicos Volume urinário pode estar normal ou oligúria/anúria
Necessidade de terapia de substituição renal, dialise ou transplante
FISIOPATOLOGIA
FISIOPATOLOGIA (não elucidada) Nem sempre conhecida, maioria das vezes é subjacente específica
Nos estágios iniciais podem haver lesão significativa, sem sinais e sintomas - Alguns fatores são reversíveis, se identificados cedo (sem comprometer a função renal):
Crônico ® não remove produtos metabolitos / degradação do corpo / sem função reguladora 1. Hipovolemia
Teoria: inflamação aguda prolonga 2. Hipotensão
3. Redução do débito cardíaco e insuficiência renal
- Estágios: 4. Obstrução renal/TGU por tumor, coágulo ou cálculo
2
1. Lesão com TFG normal: >90ml/1,73m 5. Obstrução de artérias e veias renais
2
3. Diminuição leve da TFG: até 60ml/1,73m * o tratamento dessas condições normaliza a creatinina, oligúria e ureia
2
4. Diminuição moderada da TFG: até 30ml/1,73m * cálculos renais aumentam o risco de LRA (ex. doenças hereditárias)
2
5. Diminuição intensa da TFG: até 15ml/1,73m
2
6. Doença Renal/ Insuficiência Renal Crônica <15ml/1,73m CLASSIFICAÇÃO
O termo lesão renal aguda substituiu o termo insuficiência renal aguda (+abrangente)
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Elevação da creatinina: doença renal subjacente (­ da creatina = ­ sintomas da DRC) - RIFLE, avaliação de 3 graus de gravidade e 2 Níveis resultantes da perda
Anemia: ¯ eritropoietina renal 1. Risco: ¯ TFG 25% ou ­ da creatina 1,5x + oligúria
Acidose metabólica 2. Lesão: ¯ TFG >25% ou ­ da creatina 2x + oligúria
Anormalidade de cálcio e fosforo 3. Falência: ¯TFG >75% ou ­ da creatina 3x + anúria
Edema, ICC: retenção hídrica ® hipertensão 1. Perda: IRA persistente com perda completa da função renal > 4 semanas
2. Doença renal terminal: > 3 meses
*TFG: quantidade de plasma filtrado pelos glomérulos por unidade
*creatinina: quantidade de creatinina depurada pelos rins em 24h CATEGORIAS
- Pré-renal: hipoperfusão do rim ® reduz a TFG
MANEJO CLÍNICO Causa: depleção do volume (ex. queimaduras), compl. cardíaca e vasodilatação (sepse e med)
Tratamento de causas subjacentes
Avaliação clinica/laboratorial regular para PA ¯ 130/80mmHg - Intra-renal: lesão efetiva do tecido renal)® reduz a TFG + desequilíbrio hidroeletrolítico
Encaminhamento precoce para substituição renal (depende do estado) Causa: nefrotóxicos, nefrite e necrose tubular aguda ou papilar (abuso de analgésico)
¯ risco vascular, tratar hiperglicemia, anemia, 0 tabagismo, ¯ peso, ­ exercícios
- Pós-renal: obstrução do fluxo urinário ® reduz a TFG
OBS Causa: obstrução distal (calculo, estenose, coagulo, hipertrofia prostática b. , gravidez etc)
Alterações da função renal são normais no envelhecimento: ­ idosos de DisR e IsuR




FASES (4 fases) INSUFICIÊNCIA RENAL: DOENÇA RENAL TERMINAL ou IR CRÔNICA
1. Início: agressão inicial até a oligúria
2. Oligúria ( <400ml/24h): ­ substancia secretadas pelo rim; sintomas urêmicos; fatal (­K) DEFINIÇÃO
3. Diurese: aumento gradual do debito urinário, função normal alterada + sintoma urêmicos Lesão renal sustentada o suficiente para exigir substituição renal (> 5 estágio da DRC)
* pode ocorrer desidratação
4. Recuperação: melhora da função renal, pode durar de 3-12 meses FISIOPATOLOGIA
¯ função renal ® acumulo de produtos finais do metabolismo no sangue ® uremia
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS a progressão está relacionada a HAS, proteinúria, e distúrbio adjacente
Falência dos mecanismos reguladores renais ­ proteinúria ® ­ progressão da DRT
Cliente crítico ou letárgico
Pele e mucosas secas (desidratação) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
SS do SNC: sonolência, cefaleia, contração musculares e convulsões Atinge todos os órgãos, a gravidade depende do comprometimento renal e origem e idade
Doença cardiovascular
ACHADOS DIAGNÓSTICOS Neuropatia periférica
Débito urinário escasso a normal, as vezes hematúria Dor intensa e desconforto
Incapacidade de concentração da urina Pulmonares: dispneia, pneumonite urêmica, escarro espeço
Azotemia pré-renal: ¯ sódio na urina e sedimento urinário normal Gi: hálito urêmico, sangramento e constipação
* Azotemia: ­ureia e creatinina sanguínea Hematológicos: trombocitopenia e anemia
USG/TC/RM podem investigar as estruturas anatômicas Síndrome das pernas inquietas e sensação de queimação nos pés
Hiperpotassemia: arritmias, taquicardia e parada
Acidose metabólica: tamponamento falho AVALIAÇÃO E ACHADOS DIAGNÓSTICOS
Taxa de filtração glomerular: ® ­ azotemia e
PREVENÇÃO Retenção de sódio e de agua: edema, IC e HAS (­aldosterona)
¯ Exposição aos nefrotóxicos (analgésicos, antibióticos, nefropatia por exames) Acidose:
Limitação a exposição a agentes de contraste. Anemia: ¯ eritropoietina ® anemia profunda
Desequilíbrio do cálcio e do fosforo: doença óssea e calcificação de vasos
MANEJO CLÍNICO
Tratamento LRA ® eliminar a causa subjacente ® manter o equilíbrio hídrico ® evitar o COMPLICAÇÕES
excesso de liquido ® instituir uma terapia renal substitutiva quando indicado, hemo ou Hiperpotassemia: devido acidose, catabolismo e ­ aporte de dieta, med e líquidos
diálise peritoneal Hipertensão: devido retenção de sódio, agua e disfunção do sistema renina-angio-aldo
Pericardite/derrame pericárdico e tamponamento pericárdico: por uremia
- Farmacológico Anemia: ¯ eritropoietina, ulceras e perda de sangue
­ potássio: altera ECG/irritabilidade, diarreia, hipotonia ® adm troca catiônica (Na+ por H+) Doença óssea e calcificação metástica e vasculares: retenção de fosforo, ¯ cálcio, ¯vit. D
Acidose grave: gasometria para monitorar o bicarbonato
MANEJO CLÍNICO
- Nutricional - Terapia farmacológica:
repor proteínas dietéticas (¯ sinas uremicos) , ­ de carboidratos e 0 líquidos Agentes de ligação de cálcio e fosfato,
Agentes anti-hipertensivos e cardiovasculares,
MANEJO DE ENF Agentes anticonvulsivantes e eritropoietina.
Monitoramento do equilíbrio hidroeletrolítico, Debito urinário, função cardíaca, estado musculo Terapia nutricional.
esquelético (sinais de hiperpotassemia), repouso no leito, atenção a função pulmonar, Dialise.
prevenção de infecção (cateteres invasivos), cuidado cutâneo, e apoio psicossocial (o cliente
pode precisar de dialise)



DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM
Risco de infecção
Fatores de risco/relacionados: procedimento invasivo, desnutrição, doença renal, hipertensão arterial, trauma, queimadura, mecanismo regulador comprometido
Intervenção: promoção contra infecção, controle de infecção, manutenção do acesso de dialise

Volume de líquidos excessivo
Fatores relacionados: hemoglobina e hematócrito diminuído, desequilíbrio eletrolítico, Oligúria, edema, ingestão maior que a eliminação, ruídos respiratórios
Intervenção: controle da hipervolemia, controle hídrico, controle do peso e monitorar os líquidos

Troca de gases prejudicada
Fatores relacionados: pH arterial anormal, cianose, taquicardia, hipercapnia
Intervenção: fisioterapia respiratória, monitorização da respiração

Risco de sangramento
Fatores relacionados: trauma, funções GI anormais
Intervenção: redução do sangramento, precaução contra sangramentos, administração de hemoderivados

Integridade da pele prejudicada
Fatores de risco: mecânico, circulação prejudicada, nutrição inadequada, alteração de líquidos
Intervenção: posicionamento, cuidados com lesões, prevenção de ulcera por pressão, supervisão da pele