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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ – UESPI

CAMPUS POETA TORQUATO NETO


CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS – CCHL
COORDENAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA PLENA EM HISTÓRIA

THIAGO DE OLIVEIRA SOARES AGUIAR

O ENSINO DA ARTE DE CUIDAR: A ESCOLA IRMÃ MARIA ANTONIETA


BLANCHOT E A FORMAÇÃO DE AUXILIARES E TÉCNICOS EM ENFER-
MAGEM EM TERESINA (1958 E 1984)

TERESINA - PI.
2018
THIAGO DE OLIVEIRA SOARES AGUIAR

O ENSINO DA ARTE DE CUIDAR: A ESCOLA IRMÃ MARIA ANTONIETA


BLANCHOT E A FORMAÇÃO DE AUXILIARES E TÉCNICOS EM ENFER-
MAGEM EM TERESINA (1958 E 1984)

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade


Estadual do Piauí como requisito parcial para a conclusão do
curso de Graduação em Licenciatura Plena em História, sob a
orientação da Prof. Ma. Mayra Izaura de Moura.

TERESINA - PI.
2018
THIAGO DE OLIVEIRA SOARES AGUIAR

O ENSINO DA ARTE DE CUIDAR: A ESCOLA IRMÃ MARIA ANTONIETA


BLANCHOT E A FORMAÇÃO DE AUXILIARES E TÉCNICOS EM ENFER-
MAGEM EM TERESINA (1958 E 1984)

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade


Estadual do Piauí como requisito parcial para a conclusão do
curso de Graduação em Licenciatura Plena em História, sob a
orientação da Prof. Ma. Mayra Izaura de Moura.

Aprovada em: ______/______/______

BANCA EXAMINADORA

__________________________________________________
Professora Ma. Mayra Izaura de Moura
Orientadora

__________________________________________________
Professora Drª. Joseanne Zingleara Soares Marinho
Examinadora

_____________________________________________________
Professora Ma. Iêda Moura da Silva
Examinadora

_____________________________________________________
Professora Ma. Bárbara Bruma Rocha do Nascimento
Examinadora
Dedico esse trabalho à minha sobrinha e
afilhada Beatriz Aguiar Ferreira. No ano de seus
15 anos.
AGRADECIMENTOS

Nunca me esquecerei, que “meus primeiros passos toparam mais em espinhos que em rosas”.
E tomando por base, essa frase, me ponho na posição de quem, tem muito mais a agradecer,
do que a pedir.
Nestas poucas linhas, jamais caberão todos os agradecimentos, que desejo fazer, as pessoas,
que fizeram parte dessa trajetória sofrida, mais que me ensinou bastante.
Infinitamente grato a Deus, pois em todos os momentos, jamais deixei acreditar que seu amor,
força e bondade, me estimulavam a seguir.
À minha família, pelo apoio e compreensão, em todos os momentos, até mesmo, quando não
pude estar presente com eles, devido aos trabalhos de pesquisa e escrita, dentro das exigências
da academia.
Á minha orientadora Prfª. Msc. Mayra Izaura de Moura, por estar sempre ao meu lado, me
ajudando, incentivando, corrigindo e se tornando uma grande amiga á qual desejo ter para
toda vida.
À Profª. Dra. Joseane Zingleara Soares Marinho, por todo apoio que deu desde o meu
ingresso na Universidade. Por todas as palavras de incentivo e carinho, ao longo desta
trajetória. Inclusive aceitando o encargo de ser minha co-orientadora o que me enche de
alegria.
Á Prof.ª. Msc. Iêda Moura da Silva, por desde o primeiro momento, em que entrou em contato
com meu trabalho, ter me dado apoio, conselho, inclusive me cedendo material de sua autoria,
ou indicando outros autores, enriquecendo assim minha leitura.
Ás Técnicas de Enfermagem: Teresa de Jesus Soares e Maria do Livramento Pereira de
Novaes de Aguiar por tão gentilmente terem concedido parte do seu tempo, para as entrevistas
e colóquios, que muito contribuíram na formação desse trabalho.
Ao amigo Rafael Rabelo, por estar presente desde o inicio deste trabalho me ajudando,
abdicando muitas noites de sono.
Aos professores: Dr. Raimundo Nonato Barbosa, Sheila Borges, pelo carinho e amizade;
In memoriam de Marcone Caminha Aguiar Costa (Meu pai);
In memoriam de Maria do Socorro Caminha Aguiar Costa (Minha avó).
RESUMO

O presente trabalho tem como eixo central a análise da história do ensino de Enfermagem no
Estado do Piauí, especialmente no que se refere ao desenvolvimento e criação da primeira
Escola de formação de Auxiliares e Técnicos em Enfermagem no Piaui. A Escola Irmã Maria
Antonieta Blanchot. A partir de junho de 1958 e encerrando as suas atividades no ano de
1984, finalizando as duas últimas turmas da referida escola. Este trabalho fundamenta-se
teoricamente na relação entre a História da Saúde e a Memória do ensino de Enfermagem no
Piauí. Utiliza-se autores como: Lima (2006); Soares (2007); Peter Burke (1991/2014); Michel
de Certeau (2003), Jacques Le Goff (2003). Assim como o estudo baseado em autores
piauienses como: Anneth CardosoBasilio da Silva (2009), Iêda Moura da Silva (2013) e
Flávio Jordão Gomes de Carvalho (2017), JoseanneZingleara Soares Marinho (2018) cujos
trabalhos referenciam a historia da Saúde Publica no Piauí. Discutiu-se a formação de
Auxiliares/Técnicos em Enfermagem no Estado. Além da revisão bibliográfica, a pesquisa
apóia-se principalmente na análise de fontes documentais e na metodologia da História Oral.
As fontes escritas constituem-se em Decretos estaduais, Decretos da ABEN, fotografias,
diplomas, convites de formatura, entre outros; e as fontes orais, em entrevistas com ex -
alunas, das primeiras e últimas turmas. Assim, tornou-se possível identificar o pioneirismo
das primeiras Enfermeiras piauienses, além do trabalho das Irmãs Filhas da Caridade de São
Vicente de Paulo (Irmãs de Caridade), no trabalho assistencial e de formação das bases da
profissão de Enfermeiras (os) no Piauí, principalmente no que se refere à instalação e direção
da Escola de Auxiliares de Enfermagem Irmã Maria Antonieta Blanchot.

Palavras-chave: História. Memória. História da Saúde. Ensino de Enfermagem.


ABSTRACT

The present work has as central axis the analysis of the history of Nursing teaching in the
State of Piauí, especially with regard to the development and creation of the first School of
Training of Nursing Assistants and Technicians in Piaui. The School Sister Marie Antoinette
Blanchot. From June 1958 and ending its activities in the year 1984, finalizing the last two
classes of the said school. This work is theoretically based on the relationship between the
History of Health and the Memory of Nursing teaching in Piauí. Authors like: Lima (2006);
Soares (2007); Peter Burke (1991/2014); Michel de Certeau (2003), Jacques Le Goff (2003).
As well as the study based on Piauí authors such as: Anneth CardosoBasilio da Silva (2009),
Iêda Moura da Silva (2013) and Flávio Jordão Gomes de Carvalho (2017), JoseanneZingleara
Soares Marinho (2018) whose works refer to the history of Health Publishes in Piauí. The
training of Nursing Assistants / Technicians in the State was discussed. In addition to the bib-
liographic review, the research is mainly based on the analysis of documentary sources and
the Oral History methodology. The written sources are constituted in state decrees, decrees of
ABEN, photographs, diplomas, invitations to graduation, among others; and the oral sources,
in interviews with alumni, of the first and last classes. In this way, it became possible to iden-
tify the pio-neirism of the first Piaui Nurses, in addition to the work of the Sisters of Charity
of St. Vincent de Paul (Sisters of Charity), in assisting and training the foundations of the pro-
fession of Nurses in Piauí, mainly in what concerns the installation and direction of the
School of Nursing Assistants Sister Maria Antonieta Blanchot.

Keywords: History. Memory. History of Health. Nursing Education.


SUMÁRIO
1 - INTRODUÇÃO............................................................................................................... 9
2 INÍCIO E FORMAÇÃO DO ENSINO DE
ENFERMAGEM..................................................................12
2.1 A evolução da profissão e desenvolvimento do ensino de Enferma-
gem.........................................................................................................................................12
1.4 O ensinamento de Enfermagem no Brasil.....................................................................14
3 HISTÓRIA E MEMÓRIA DAS ENFERMEIRAS PIAUIENSES QUE AJUDARAM
NO ENSINO DE EN-
FERGEM...............................................................................................................................20
3.1 A opção pela profissão....................................................................................................20
3.2A formação das Enfermeiras piauienses e as suas atividades no Estado do
Piauí..............................................................................................................................................
.27
4 HISTÓRIA DO ENSINO DE ENFERMAGEM
..................................................................................................................................................29
4.1Contexto e História do ensino de enfermagem no
Piauí..............................................................................................................................................
..29
4.2 Escolas de enfermagem irmã Maria Antoniete Blanchot: princípio que constituiu as
raízes da educação de enfermagem no Piauí.
.................................................................................................................................................41
4.2.1 Criação e Corpo da Escola Maria Antoinette
Blanchot.......................................................................................................................................
..42
4.3. Primeiras mestras Enfermeiras da Escola de Enfermagem Antoinette Blanchot
.................................................................................................................................................. 44

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................49
ANEXOS................................................................................................................................51
9

1. INTRODUÇÃO

O estudo da História da Enfermagem possibilita compreender a Enfermagem como


parte do processo histórico, social, cultural, político, educativo e de gênero 1. O esclarecimento
dos dados históricos propicia outras visões, que são colocados nesta pesquisa, através da
trajetória do ensino da Enfermagem no Piauí. A história não ocorre exclusivamente quando
são reparados grandes experimentos que trazem resultados para o desenvolvimento e
melhoria, ou então, para a decadência da humanidade, mas também quando percorre as
práticas daqueles que ergueram, levantaram, perderam, lutaram e que viveram o passado ou
ainda se encontram entre nós, calaram ou comprovando o valor dos acontecimentos.
Este trabalho tem como eixo central a análise do Ensino da Enfermagem no Piauí.
Neste sentido, tem-se através da inauguração da Escola de Auxiliar de Enfermagem Maria
Antoinette Blanchot, em Junho de 1958, a análise sobre a dinâmica do ensino da prática da
enfermagem no Piauí. A escola teve o seu funcionamento até 1984, quando neste ano,
formaram-se as últimas duas turmas da instituição. Desta forma, para o desenvolvimento da
pesquisa levantou-se uma bibliografia que mostra a história ensino e da prática da
Enfermagem, como também, informações sobre as Enfermeiras Piauienses pioneiras no
desenvolvimento deste sistema de educação e a produção sobre a formação e melhoria do
ensino de Enfermagem no Estado.
Buscou-se, então, compreender a sua formação formal, que teve início com a
implantação da Escola de Auxiliar de Enfermagem Maria Antoinette Blanchot, em junho de
1958 ao encerramento das suas atividades em 1984. Assim, procurou-se entender e avaliar a
perspectiva histórica e o pensamento do atendimento e do ensino de Enfermagem no Brasil e
conhecer a apoio de Enfermeiras Piauienses no desenvolvimento deste ensino. Cabe ressaltar
que, quanto às origens, Certeau (2000, p.83) apresenta a tendência das minúcias em que se
refere: “Não se trata de fazer falar estes imensos setores adormecidos da documentação e dar
voz a um silêncio, ou efetividade a um possível. Significa transformar alguma coisa, que tinha
sua posição e seu papel, em alguma outra coisa que funcione diferente”.
Neste sentido, tornaram-se condutores desse trabalho alguns questionamentos: De que
forma iniciou-se o ensino formal da Enfermagem? Que práticas de ensino da Enfermagem
foram implementadas no Piauí, a partir, da criação da Escola Maria Antoinette Blanchot?
Quem foram às primeiras Enfermeiras Piauienses?

1
Perspectiva utilizada por Maria Alice Lima, a pesquisadora aborda o ensino da enfermagem moderna no Brasil.
10

Para esta análise, o trabalho fundamentou-se teoricamente na relação entre a História


da Saúde e a Memória do ensino de Enfermagem no Piauí. Utiliza-se autores como: Lima
(2006); Soares (2007); Peter Burke (1991/2014); Michel de Certeau (2003), Jacques Le Goff
(2003), Alessandro Portelli (1997). Assim como o estudo baseado em autores piauienses
como: Anneth Cardoso Basilio da Silva (2009), Iêda Moura da Silva (2013) e Flávio Jordão
Gomes de Carvalho (2017), Joseanne Zingleara Soares Marinho (2018), cujos trabalhos
referenciam a historia da Saúde Publica no Piauí.
Além da revisão bibliográfica, a pesquisa apóia-se principalmente na análise de fontes
documentais e na metodologia da História Oral2. As fontes documentais constituem-se em
Decretos estaduais, Decretos da ABEN, fotografias, diplomas, convites de formatura, entre
outros; e as fontes orais, em entrevistas com ex - alunas, das primeiras e últimas turmas.
Assim, tornou-se possível identificar as primeiras Enfermeiras piauienses, além do trabalho
das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo (Irmãs de Caridade), no trabalho
assistencial e de formação das bases da profissão de Enfermeiras (os) no Piauí, principalmente
no que se refere à instalação e direção da Escola de Auxiliares de Enfermagem Irmã Maria
Antonieta Blanchot. Com o objetivo de responder as questões de pesquisa, a monografia foi
dividida da seguinte forma:
O segundo capítulo, intitulado Início e Formação do Ensino de Enfermagem aborda-
se, através de um apanhado bibliográfico sobre o Ensino de Enfermagem no Brasil, o
histórico da profissão de Enfermagem, o crescimento das suas práticas, assim como a
construção do seu ensino, reforçando os elementos histórico-sociais, as fontes e a via de
atenção ao humano e a passagem destes ensinamentos.
O terceiro capítulo intitulado História e Memória das Enfermeiras Piauienses que
construíram o ensino de Enfermagem no Estado Neste capitulo faz-se a análise da
colaboração de Enfermeiras piauienses pioneiras na ascensão do método de ensino e estudo da
Enfermagem, conta-se as experiências profissionais que diversas passaram fora do Estado do
Piauí voltando depois para exercerem a profissão ou atuarem no ensino de Enfermagem.

2
A perspectiva de memória utilizada para dialogar com as entrevistas foi a proposta por Alessandro Portelli.
Segundo Alessandro Portelli (1997), a memória é um processo individual, assim as recordações podem ser
semelhantes, contraditórias ou sobrepostas, mas as lembranças de duas pessoas nunca são iguais, possuem suas
singularidades e é por isso que o autor considera que cada entrevistado é importante por ter uma história
diferente das outras para contar. [...] “Conseqüentemente aquilo que criamos é um texto dialógico de múltiplas
vozes e múltiplas interpretações: as muitas interpretações dos entrevistados, nossas interpretações e as
interpretações dos leitores.” (PORTELLI, 1997, p. 15).
11

Na construção do quarto capítulo que se intitulou A História do Ensino de


Enfermagem no Piauí buscou-se discutir o contexto da Educação e da Saúde no Estado do
Piauí na época da construção e evolução do ensino médio de Enfermagem com o início da
Escola de Auxiliar de Enfermagem Irmã Maria Antoinette Blanchot.
12

2. INÍCIO E FORMAÇÃO DO ENSINO DE ENFERMAGEM

Neste capítulo aborda-se, através de um apanhado bibliográfico sobre o Ensino de


Enfermagem no Brasil, o histórico da profissão de Enfermagem, o crescimento das suas
práticas, assim como a construção do seu ensino, reforçando os elementos histórico-sociais, as
fontes e a via de atenção ao humano e a passagem destes ensinamentos.

2.1. A evolução da profissão e desenvolvimento do ensino de Enfermagem

A Enfermagem, fora do campo científico, manteve-se dependendo de questões sócios -


políticas e econômicas, às quais, foi tradicionalmente vinculada. A maternidade, a segurança e
manutenção do conjunto deram a mulher um papel importante na assistência às deficiências
de saúde, agente pela dedicação aos mais instáveis e incorporando a Enfermagem ao atender
nas organizações primitivas.
A aplicação de saúde entrou à prática religiosa e a relação sacerdotal foi concebida por
séculos nos templos, chegaram escolas e então, os princípios iniciais de saúde vieram
instruídos e proliferados, com o aumento de estudos distintos no sentido do ensino da forma
do cuidar. As atenções que foram apresentadas há milhares de anos não cabiam a qualquer
prática ou trabalho particular, mas resultavam na transmissão de geração em geração e tais
processos foram sendo apurados, aprimorados, assumidos e estabelecidos com culturas e
tempos diversos.
O saber de saúde desenvolveu-se no interior dos claustros, onde ajuntamentos
religiosos, através dos séculos, os levaram a serem detentores deste conhecimento. As
conferências religiosas exigiam a criação de hospitais perto a mosteiros e a igrejas
direcionadas por religiosos, estes assumindo lideranças na gestão dos hospitais. A ausência de
indivíduos aptos a atuarem em tais ocupações provocou a aplicação por grupos que se doavam
a servir e colaborar aos mais pobres e doentes.
O surgimento das ordens religiosas, ao modo de ajuda e auxílio aos enfermos que não
tinham a quem apelar em situações de graves males, ajudou no crescimento da Enfermagem,
mesmo que, no início, estivesse desestruturada teve a ação de saúde vislumbrada previamente
como beatitude e sacerdotal, mas que conseguiu diferentes modelos e saberes, porém tais
experiências ficaram limitadas.
13

Ocorreu uma intervenção relevante do cristianismo estabelecido neste caso do cuidar,


pois diversos cristãos dedicavam-se a velar de desfavorecidos e enfermos em procura da
redenção eterna. Esses grupos construíram hospitais para realizarem atendimento. E então, as
primeiras experimentações tornaram-se suportes de ensino ao cuidar. O enlace por meio da fé,
a doação, a prática de cuidados que reduzissem o flagelo do próximo elevou as condições
positivas desta profissão.
No século XIX, a Enfermagem é colocada como um modo público institucionalizado e
próprio, dada de educação precisa, inspirada sob a perspectiva da filosofia da Escola
Nightingale, que conduziu, primeiramente, a formação, ação e a desenvolvimento do ensino
do trabalho de Enfermagem no exterior.
As preocupações em Enfermagem por meio de conhecimento na filosofia de Nightin-
gale apontavam as bases humanísticas da enfermagem enfatizadas pela presente ideia holística
que idealiza o ser humano como um mundo. A educação de Enfermagem tinha características
em um ensino profundo, com requisitos de valores morais. Essa educação constituía o caráter
regular, o valor do conceito estabelecidono meio e a escolha de candidatas por de minuciosos
fatores, também assim, as possibilidades de ensino.
O desenvolvimento do meio auxiliar da atenção, uma determinação de missão e
cuidado que, relacionada e incorporada aos progressos militares e religiosos, tiveram base na
educação e ajudaram para a sistemática da prática e a profissionalização dos primários
enfermeiros. Havia diferenças nas práticas da Enfermagem em nível particular e institucional.
As regiões indicadas à prática das ações e métodos de Enfermagem estavam em
diferentes condições e eram necessários à separação de capacidade e educação neste aten-
dimento, poucos cuidados domiciliários eram prestados experimentalmente. No nível
hospitalar as Santas Casas eram a parte mais apropriada para a prática destas atuações que
mesmo à época estavam supervisionados pelas religiosas que se asseguravama gestão destas
Instituições.
No final do século XIX, as ações antissépticas, a nutricionismo correto, a atendimento
feito antes e depois de os processos cirúrgicos, tornaram–se significativos e importantes para
explicar vidas e a Enfermagem permitiu início aos interesses apoiantes direcionados aos
doentes, quando a grupo médico limitava-se a visitantes periódicos.
O estabelecimento hospitalar, anteriormente negligenciado, e relacionado com o
pequeno nível de qualidade dos recursos de saúde, preocupou-se somente em distinguir a
população evidenciando os enfermos perigosos a coletividade, assim, tinha o objetivo de
14

proteger a saúde social das pessoas, a internação funcionava como um meio de afastamento e
segurança na transmissão de doenças.
De acordo com a reestruturação da prática hospitalar e o início da Enfermagem atual,
associados às propensões políticas, caracterizou-se uma reorganização na natureza regular do
atendimento de Enfermagem. As doenças infecciosas representaram uma relevante questão
econômica e social e o reconhecimento da presença de micróbios, tal como a manifestação da
transferência destas doenças provocou uma reforma nas ações de saneamento e higiene, as
quais acabaram contestadas e não consideradas pelas religiosas. Através do surgimento da
clínica, as religiosas acabaram afastadas, e a partir disso, as primeiras Escolas de Enfermagem
foram concebidas para formação de Enfermeiros.
A Enfermagem tinha consigo uma visão envolta por sinais de falta de capacidade e
técnicas não padronizadas, sendo necessária uma reforma com diferentes perspectivas para a
compreensão da pessoa e do meio ambiente, importância revolucionária a época e de com
acordo com as concepções humanísticas.
Nightingale considerava que as práticas eram fundamentais para o crescimento das
competências, como também, a obtenção de garantia nos métodos trabalhados na sua obra,
Notas sobre Enfermagem, que mostrava um estilo diferenciado, em sentido vivo, diferente,
espirituoso, inovador, levando modificações e alterações sobre das dificuldades de saúde da
época. Tal saber ganhou um respeito significativo na sociedade o que determinou as
numerosas interpretações e reedições. Ocorreu, ainda, o destaque em suas obras do triângulo
cuidar-educar-pesquisar, de acordo com práticas interligadas com fatores de correlação,
citando que para que ocorresse uma melhoria do paciente teria que ter circunstâncias
adequadas para que essa recuperação de fato houvesse.
Por meio deste raciocínio, pode-se ter um grande solo de pesquisas, tal como, a
alternativa de conhecer alguns aspectos históricos que sejam capazes dar cooperação para a
evolução dos métodos e dos princípios nas técnicas do atender. O trabalho de tratar de feridos
e enfermos já era realizado há anos, porém a elaboração, a estrutura e a capacitação destas
práticas desenvolveram a Enfermagem e possibilitou o desenvolvimento de conceitos
educativos e novas práticas.

2.2. O ensino de Enfermagem no Brasil

Em 1890, através do Decreto Federal n° 791, de 27 de setembro, do Governo


Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, instituiu-se a primeira escola para
15

formar Enfermeiros e Enfermeiras no Brasil, o método de profissionalização provocou a


obtenção de um conhecimento e atendimento mais específicos. O esforço aos pacientes
desenvolveu -se, também, pelas Religiosas de caridade, mesmo que os propósitos desta
irmandade não fossem conciliáveis com o tipo de pensadores modernos e com os
atendimentos a serem prestados. A saúde teve uma série de problemas econômicos e sociais e,
a política brasileira, por influências externas, teve a assistência à saúde por meio de a criação
de infra-estruturas variadas.

[...] Na literatura de Enfermagem, contudo, vários documentos apresentam a


Escola Anna Nery, fundada em 1923, como a primeira escola de
Enfermagem do Brasil. Isso é justificado por ter sido esta a primeira a
funcionar genuinamente sob a orientação e organização de enfermeiras [...]
diferentemente da Escola de Enfermeiros e Enfermeiras, cujo quadro
docente era composto por médicos e supervisores do Hospital a ela filiado.
(KLETEMBERG; SIQUEIRA, 2003, p.62)

A Divisão Nacional de Saúde Pública que foi fundada na década de 1920, tendo em
vista apontar a caso da higienização e dos déficits referentes aos problemas que se domina-
vam e manifestavam-se de forma frequente, como a tuberculose e a hanseníase. A primeira
escola de Enfermagem no Brasil entendida no padrão Nightingaleano foi a Escola de
Enfermagem Anna Nery (EAN), em que as profissionais se tornavam habilitadas a fazer ações
de grande evolução e dificuldade intelectuais.
O campo de estágio principal da EAN, desde sua fundação, era o Hospital São Fran-
cisco de Assis (HSFA). A formação de um corpo de enfermeiras diplomadas pela EAN
garantiu ao HSFA, a consolidação de um modelo de assistência de enfermagem de alto
padrão. Este modelo se manteve como referência até a década de 40, quando começaram a
surgir grandes hospitais públicos, de alta complexidade organizacional e tecnológica, mas que
sofreram a influência do serviço de enfermagem do HSFA, tanto institucional, como
profissional. A importância dessa contribuição deve ser ressaltada principalmente no que se
refere ao papel das enfermeiras-chefes de enfermarias, cargos reconhecidos como estratégicos
para a qualidade da enfermagem do hospital.
De acordo com o decreto 20.109 de 1931, as Escolas de Enfermagem deveriam corres-
ponder ao seu fundamentado padrão, a viabilização de emissão jurídica de registros. Na
época, o presidente Getúlio Vargas obteve aprovação religiosa porque a intimidade entre a
Igreja e o Governo era significativa, ampliando o número de religiosas que pretendiam a
16

aquisição de diploma de enfermagem. A Escola Carlos Chagas em Belo Horizonte foi à


primeira Escola a ordenar religiosas no Brasil.

Com o decreto 20.109/31 que reconheceu a EAN como “escola oficial


padrão”, o qual afirmava que só seriam reconhecidos como enfermeiros os
portadores de diploma fornecido ou revalidado por esta Escola, a Igreja
passou a procurar amparo legal para as religiosas que trabalhavam nos
hospitais, bem como se organizou para encaminhar as religiosas objetivando
a obtenção do diploma de enfermeiras, em virtude das mesmas não
possuírem tal título. Para isso, foi fundamental a aproximação de Laís Neto
dos Reys, diplomada da turma pioneira da EAN em 1925, com a Igreja
católica. Laís dirigiu e organizou a primeira escola a formar religiosas no
Brasil,a Escola de Enfermagem Carlos Chagas. Tal fato tornou-se
extremamente importante para defender o espaço da Igreja católica no
campo da enfermagem, além de possibilitar a criação de outras escolas de
enfermagem sob orientação católica. (GOMES; ALMEIDA; BAPTISTA,
2005, p 361-6)

A constituição Federal de 1934 permitiu um importante desenvolvimento ao ensino


religioso e incentivo às Escolas Católicas. O Decreto nº 22257 de dezembro de 1932, firmado
pelo presidente Getúlio Vargas, oportunizou as religiosas os particulares vantagens das
enfermeiras que conseguiam os seus diplomas desde que estivesse comprovada a
experimentação auxiliar de enfermagem por mais de seis anos, tal garantia específico somente
à área hospitalar.
Na década de 1940, observou-se a ausência de uma força de trabalho mais qualificada
e por meio de da Lei nº 775 de agosto de 1949, vira indispensável o ensino de Enfermagem
nas Universidades, voltado à época ao sistema hospitalar, de acordo com contextualização
social, econômica e política. As atividades e prerrogativas da enfermeira-chefe incluíam a
área ajudante, de ensino, as atividades administrativas e de gerenciamento e existiam
associadas e estavam planejadas constantemente e direcionadas a grupo de trabalho.
Fundamental frisarmos a criação em 1926 da Associação Nacional de Enfermeiras Di-
plomadas Brasileiras, atual Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), pelas primárias
enfermeiras formadas pela Escola Anna Nery. A Associação Brasileira de Enfermagem e as
suas regulamentações foram desenvolvidas, estabelecidas e estruturadas pelas primeiras
enfermeiras formadas nesta Escola, que saíram pioneiras.
A fundação da Associação Nacional de Enfermeiras Diplomadas Brasileiras, atual
ABEN (Associação Brasileira de Enfermagem), ocorreu em 1926, pelas primeiras enfermeiras
formadas pela Escola Anna Nery, sendo juridicamente registrado em 1928. Suas comissões
17

tiveram importante e relevante função no desenvolvimento da Enfermagem Brasileira, nos


aspectos primordialmente que concernem à legislação e à educação.
A educação religiosa foi uma das condições testemunhas nas expressões sociais e do
pensamento da ABEN. A Associação Nacional enfatizava, na época, a movimento destes
saberes, comportamentos e sentimentos, dando a conduta de enfermeiros. Esta situação atin-
giu depois em poucas diferenças de ideologia por meio de as enfermeiras diplomadas e as
enfermeiras religiosas. A ausência de indivíduos qualificados, aptos e treinados pro-
fissionalmente para o ato destas atividades oportunizou e permitiu à atividade de Enfermagem
um desenvolvimento gradativo, ampliação de concepções questionadoras, comentários, tendo
em vista um tratamento apoiante relacionado a um modo de estruturação que aos poucos foi
resultando. Diversos indivíduos conseguiram e constituem parte desta história, vários a
formaram, em testes árduos para edificá-la com uma construção ordenada.
Determinada reforma firma o início da distância das Irmãs de Caridade, tal como a
corte do vínculo entre a Igreja e o Estado, quando as irmãs foram convidadas a se retirarem de
suas atividades de “ajuda”. As carências sociais e humanas resultaram em força impulsiva
para as mudanças e o aumento no meio profissional da Enfermagem. O desenvolvimento e a
nova organização das técnicas de saúde originaram-se de tais necessidades, permitindo
habilidades e melhorias de estudo e técnicas mais peculiares
As estruturas do mundo social não são um dado objetivo, como não o são as categorias
intelectuais e psicológicas, aquelas são produzidas historicamente pelas práticas políticas,
sociais, discursivas, pois tais práticas direcionam significado ao mundo.
Na imagem abaixo, com datação de novembro de 1923, vemos o grupo precursor da
Escola de Enfermagem Anna Nery. É fundamental destacarmos quão incentivador como forte
é a interesse de restaurar o passado com a observação dos pormenores. As expressões, os
uniformes, a determinação, a postura. Esta foto foi capa do convite de formatura da turma que
se formou em 1973, por motivo do jubileu de ouro da Escola Anna Nery, em consideração aos
cinquenta anos de importância no seu ensino, é verificada na figura de representação da Cruz
Vermelha Brasileira, que foi organizada e estabelecida no Brasil em 1908.
18

1magem 1: O primeiro presidente da Cruz Vermelha foi o médico Oswaldo Cruz e esta organização foi destaque
por ocasião da primeira guerra mundial. (1914-1918). Turma pioneira da Escola de Enfermagem Anna Nery.
Alunas e representantes da Cruz Vermelha Brasileira em novembro de 1923. Fonte: Acervo de Maria do
Amparo Ferro.

Ao examinarmos sobre de umas opções mnemônicas, das condições culturais e sociais


vivenciados à época observamos que a carreira de Enfermagem foi estabelecida no contexto
do aumento e o crescimento humano, culturas, políticas e normas comportamentais são
designados de conhecimento com a época vivenciada. Os modos e a ética estavam orientadas
como importantes na profissão de enfermagem, estando alguns detalhes visualizados com
melhor expressão, quanto a expressão corporal, a limpeza dos corpos, os ações, a coordenação
corporal. Os traços corpóreos são enfatizados através do sentido do ensino e do trabalho.
A concepção de um corpo rígido, limpo, agradável, inodoro e sem prazer ainda faz
parte do ensino e do exercício da Enfermagem, por se tratar de uma profissão idealizada como
algo sublime, cujos valores maiores seriam a trilogia dedicação, abnegação e amor. A
consciência de que é necessário desmistificar essas interdições gera um melhor grau de
entendimento sobre o corpo. Um corpo emocionalmente sadio harmoniza o olhar, a expressão
do rosto, a posição da cabeça, a postura, o tônus dos músculos, o timbre da voz. O corpo nos
configura e nos define.
A cultura e os princípios, assim como as condições sociais e a época em que vivencia-
mos favorecem para a facilidade histórica dos fatos. Se há um controle do atual contexto
19

cultural, que atualmente é bastante favorável, mas que apresentaria surpreendente um


desenvolvimento antes em 1970, digamoseste é a história do corpo.
Até mesmo se destinaram bibliografia à história da higiene dos corpos, da dança, das
práticas, da tatuagem, da ação. A história da carne desenvolveu-se a começar da história da
medicina e os historiadores da arte e da literatura, tal como os antropólogos e sociólogos
também se participaram e alguns dos recentes estudos podem ser representados como testes
de exigir outras áreas para o historiador. A história do gesto é primeiro modelo claro, a
memória das mulheres, a história da questão sobre do corpo e o nutrimento como forma de
acesso, assim quanto à “vulnerabilidade do corpo novo” certo à imediata transmissão da
AIDS.
Existia a fundamental procura pela habilitação de competentes enfermeiros, porque as
escolas dispunham numerosas possibilidades para que as jovens que possuíssem o dom e
aceitassem seguir a área da saúde tivessem de totalmente uma natureza física, em que tinham
alcance a uma alimentação própria, níveis de conhecimentos, bibliotecas equipadas com as
bibliografias fundamentais para a educação destas profissionais interessadas. Havia, também,
a capacidade de ficarem internas.
Na Escola Paulista, na década de 1960, o curso de Enfermagem era executado em três
anos e tinha uma condição diferenciadora das outras Instituições. A acadêmica poderia fazer
uma especialização ainda estudando a Universidade e concluir tendo uma pós-graduação. As
áreas disponibilizadas estavam Obstetrícia e Saúde Pública. Existia a falta de profissionais
com capacidade e estudo a serem dedicados criteriosamente nesta área e inexistiam
enfermeiros que ficassem saber nesta área.
As experimentações que as alunas viviam através a prática do curso de Enfermagem
eram também aprimoradas por estágios ou serviços em hospitais, chances estas em que as
acadêmicas conheciam com a prática das práticas e com a evolução e especialização de suas
técnicas e auxiliares. As alunas recebiam não somente a estudo profissional, mas ganhavam
também a prática de vida, agregando e estabelecendo os seus dons e permitindo o sentido de
suas profissões. Salientamos que a enfermeira Nogueira terminou o curso de enfermagem na
Escola Paulista e foi à primeira coordenadora do curso de enfermagem do Estado do Piauí,
após da inclusão do curso de Enfermagem na Universidade Federal.
20

3. HISTÓRIA E MEMÓRIA DAS ENFERMEIRAS PIAUIENSES QUE AJUDARAM


NO ENSINO DE ENFERMAGEM

Neste capitulo faz-se a análise da colaboração de Enfermeiras piauienses pioneiras na


ascensão do método de ensino e estudo da Enfermagem, mostra-se as experiências
profissionais que diversas passaram fora do Estado do Piauí voltando depois para exercerem a
profissão ou atuarem no ensino de Enfermagem.

3.1. A opção pela profissão

O ensino de Enfermagem no Brasil, embora de tenha sido reconhecido devido a


controle sanitário, somente teve a sua fixação depois da modernização. Na década de 1930, a
saúde conseguiu modernas condições, passando a ser uma das garantias do Estado. O Estado
fez a proposta de ampliar o número de escolas, fato este que se fez prescrita, através da lei nº
775 de 6 de agosto de 1949, assim, a presença do ensino de Enfermagem apontado para a área
hospitalar, em todas as universidades ou pólos de faculdades de Medicina. Tal regulamento
determinava que as candidatas apresentassem o curso secundário, mas estes requisitos não
foram atendidos, devido ao mínimo número de alunas na época que tinham o mesmo. A Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº4024 de 1961 definiu como premissa para
qualquer carreira de nível superior, o curso secundário. (NUNES, 2004, p.16)
No Estado do Piauí, na década de 1940, poucas jovens mostraram o interesse de dispor
ao preocupar-se e estes necessidades eram ponderadas desde a infância, pois era um dom que
aparecia e que era desenvolvido ao longo do tempo apresentando o sentido vocacional. Várias
pessoas olhavam a entrega e a atenção com os cuidados aos enfermos e mais desfavorecidos e
tinham uma identidade com aquela ação útil, existia o surgir de um dom que as apontavam,
ainda que espontaneamente, aos primeiros passos para a direção da profissão.
Presentes nesta época, as atenções assistenciais de Enfermagem eram prestados pelas
irmãs de caridade, estes eram preparados no Pavilhão de tuberculosos, onde hoje fica o
Hospital Infantil Lucídio Portela. Na História do Colégio das Irmãs vê-se a inclusão da
Congregação das Irmãs dos pobres de Santa Catarina de Sena que começaram o externato em
1906 em que a sede ainda ficava localizada à Rua Bela, hoje Teodoro Pacheco e, apenas em
1907, a sede do colégio passa a operar na Avenida Frei Serafim.
21

O Colégio Sagrado Coração de Jesus tinha o finalidade não só de ensinar as moças


teresinenses, mas bem como de orientar os seus comportamentos, de formar uma mulher
religiosa, ligada aos valores cristãos e modelo de moral e valor para a sociedade. O exemplo a
ser assistido era o das distintas freiras, que constantemente estavam próximas e eram
testemunhos claros de renúncia, de virtudes, de sacrifícios em nome de um anseio maior.

Colégio Sagrado Coração de Jesus, fundado em 1906, com a perspectiva


de contrapor o ensino católico com o ensino leigo, provavelmente foi cri-
ado como um espaço para a absorção do alunado feminino oriundo das
camadas abastadas de Teresina ou do interior do Estado. ( QUEIROZ,
2008,p.67)

Tanto as Irmãs de Caridade São Vicente de Paulo, que faziam assistência aos enfermos
nos Hospitais como essas que estavam envolvidas com a educação eram imbuídas e ficavam
unidas no objetivo de contribuir com a minimização do pesar de pessoas carentes e que
necessitavam de ajuda por situação de seus problemas. Almeida (2007, p.15) ao relatar que “a
religião se insere na cultura de uma sociedade ao edificar regras e valores, ditando hábitos e
costumes, normatizando corpos e esculpindo mentes (...) e modela uma teia inconsútil nas
relações entre homens e mulheres,” enfatiza, que a mulher em sua realidade educacional
detém um entrelaçamento de destinos entre a educação e a religiosidade.
A Escola de Enfermagem Carlos Chagas foi inaugurada em julho de 1933. A adminis-
tração e a gestão desta Escola foram executadas pela Enfermeira Laís Netto dos Reys. 34 Foi
a primeira Escola a graduar religiosas no Brasil. A História, porém, recebeu grande evolução
com a procura em se desenvolver o papel e o estudo social de fatos antecedentes,
significativas para o desenvolvimento profissional, assim como, com a atenção de
consideração e soluções de casos locais. O pensamento eleva os experimentos de vida e
destaca o avanço da formação.
A função de recordação que contém as lembranças à sequência de uma vida está como
uma esforço de articular-se às experimentações contadas é feito sob o curso de educação ao
longo da vida e de sua processo, demonstrando as experiência formativas próprios a um
programa escolar, profissional e a outras fundamentos organizadas, contendo aí as ensaios de
vida que deixaram a sua modelo formadora.
O curso de Enfermagem desempenhado pela enfermeira piauiense Maria dos Aflitos
Miranda na Escola Carlos Chagas em Belo Horizonte teve início em 1956 e finalizou em1958,
com a sua formatura. Em 1968, por meio de da Reforma Universitária, ocorreu a desejo de se
alterar os programas mínimos dos cursos, sendo uma modernização do Ensino Superior, isso
22

foi reproduzido e formalizado pela decisão nº 163/72 e Resolução 4/72 do Conselho Federal
de Educação.
O aprofundamento estava introduzido no curso de graduação em poucas universidades
e isso permitia que o profissional de saúde completasse o curso tendo um aperfeiçoamento. A
importância das Universidades tinha o propósito de proporcionar a educação e trazer alunas
para a área da Enfermagem.
Os especialistas Enfermeiros eram escassos para a necessidade, e até mesmo, a
procura por especialistas qualificados que conseguissem apresentar de forma segura a ação de
práticas assistenciais, foi fundamental. Tais chances chegaram bem consideras, pois diversos
alunos entendiam este possibilidade como uma forma facilitada para o desenvolvimento
pessoal e profissional. Enquanto o curso de Enfermagem na UFPI, somente seria criado em
1973, as alunas que apresentavam tal orientação ao zelar e à assistência, procuravam estes
experiência fora do Estado.
Diversas Enfermeiras Piauienses atuaram em Hospitais afastados do Estado, vivendo
no próprio Hospital, faziam qualificações e práticas, representando o valor da assistência e
transferindo os princípios aos colaboradores de Enfermagem que estavam em parte pouco
relevantes na década de 1960. Pela inviabilidade de formar o curso de Enfermagem no Estado
do Piauí, algumas moças resolveram por estudar fora do Estado.
Faziam numerosas práticas com as parteiras da área com o objetivo de aperfeiçoá-las
profissionalmente, então ainda como prestavam cursos para os colaboradores de Enfermagem
que eram poucos. Para os Enfermeiros, quase não existia cursos de especialização, mas
estavam ativamente dos congressos. A graduação trazia os serviços de Enfermagem, com
dinamicidade, procurando desenvolver os conhecimentos. A relação com a Enfermagem e o
próprio caráter multidisciplinar ajudou para que estas profissionais encontrassem um mundo
diferenciado, com diversas culturas, conhecimentos e discursos determinados pela procura
contínua da educação, direcionando-as em jornada ao conhecimento
Esta procura de informações propicia transações de experiências enriquecedoras e me-
moráveis. O demonstrar e o saber estão relacionados e têm estrutura na ciência que liga os
laços culturais, alternam de interpretação dos textos os resultados linguísticos em qualquer
cultura e atravessa o desenvolvimento do ser em desenvolvimento.A carreira de Enfermagem
e a sua procura pela capacidade racional de uma assistência intitulada e orientada ao cuidado
são observadas em narrativas de experimentos profissionais, mostrando a cuidado dos
profissionais na época em se ficarem melhorados e abertos às alterações que o ensino
conseguisse garantir.
23

O esforço pelas orientações da profissão já havia existente à época, os esforços


assistenciais da profissão eram normatizados e as alunas podiam diferenciá-los, e mais da
falta de gestões próprios, as condições ligadas e a definição da profissão de Enfermagem
viviam vislumbradas e enfatizadas.
A Enfermagem teve importantes personagens que a destacaram no correr do tempo,
incentivando-a a ampliar em sua própria natureza, assim quanto uma atenção com a preparada
e a elaboração do profissional e a determinação de seu comportamento. Importante ressaltaas
alterações curriculares visualizadas no passar do desenvolvimento do ensino de Enfermagem
ao analisarmos o programa do Curso de Enfermagem de 1956 a 1958, da Escola de
Enfermagem Carlos Chagas, em que a enfermeira piauiense Miranda completou o curso de
Enfermagem.
O Curso da Escola Carlos Chagas perdurava somente três anos e as alunas assistiam
aulas de Técnicas de Enfermagem e disciplinas como: Drogas e resultados, técnica de
ataduras, salubridade pessoal, limpeza. Estudavam, também, no primeiro ano, as
metodologias de Anatomia, Fisiologia, Química biológica, Microbiologia, Farmacologia,
dentre outras. Fundamental referirmos algumas disciplinas alguns cursadas na época como
Tisiologia, Clínica ortopédica, Enfermagem urológica, Fisioterapia e massagens, Clínica
otorrinolaringologia e Enfermagem oftalmológica.
As mudanças na transformação do ensino levaram significativas como o aumento ao
curso de diversas disciplinas importantes à graduação e durante das novas orientações
decorrentes posteriormente a reforma dos cursos superiores, tal como as modificações
curriculares oriundas das novas Diretrizes Curriculares Nacionais.

O estágio era praticado desde o primeiro ano, a nossa quantidade horária


produzia quase cinco mil horas. Nós havíamos oito horas (8 h) de serviços
diárias, em três anos, com férias em Julho e no final do ano. Pela manhã, os
estágios e à tarde, as aulas. Os três primeiros meses eram apenas teóricos.
Nós ficávamos em regime de internato, e era um atrativo na época para
poder um recrutamento para melhorar o número de Enfermeiros no Brasil. O
número era incapaz. O uniformizar era exemplar. Havia uma touca que era
uma miniatura do chapéu das irmãs.

Na imagem seguinte vemos um grupo de acadêmicas de enfermagem da Escola Carlos


Chagas com a Irmã orientadora, aumentando a descrição do respeito do controle religiosa. A
maneira e os roupas perfeitos apresentavam a rigidez e as normas, às quais eram submetidas
às alunas na época.
24

Figura 02: Alunas da Escola Carlos Chagas em Belo Horizonte em 1956. Fonte: Acervo da Enfermeira Maria
dos Aflitos Miranda.

A reestruturação de representações, consciência e conceitos durante da história é im-


portante para a renovação dos conhecimentos. A ideia de informações, situações, tentativas
específicos nos possibilitam ver como necessário é a pensamento para a nossa história. As
alunas de Enfermagem da Escola reuniam-se geralmente para a ação de pesquisas em grupo,
assim e como para divertimentos.
A relação entre as alunas estabeleceu uma participação necessária no modo de
desenvolvimento das alunas. A reestruturação de imagens, sentidos e definições por meio de
da história é importante para a reforma dos estudos. A memória de informações, situações,
experimentos próprios nos possibilitam ver quão necessário é a história para a finalmente
história. As alunas de Enfermagem da Escola reuniam-se geralmente para a ação de estudos
em grupo, assim também quanto para ocasiões. A unidade entre as alunas mostrou um acordo
fundamental no método de educação das alunas.
25

Figura 03: Alunas da Escola de Enfermagem Carlos Chagas em Belo Horizonte em 1956. Acervo da Enfermeira
Maria dos Aflitos Miranda

A Enfermagem teve um suporte necessário, insaciável por uma organização própria de


sistemática. Não podemos esquecer que as primeiras “damas da lâmpada” como cita Oguisso
(2005, p.65) chegaram visitas em domicílio, normalizando o primeiro conjunto composto a
atender pacientes e prestar-lhes apoio.
No meio da linguagem que chegaram escolhidos para a importância da Enfermagem,
existe a lâmpada, com a chamado ligada em seu centro, mostrando a atenção, a assistência, a
ser e importante valor da evidência nas particularidades dos métodos. O modelo da lâmpada
foi um tributo a Nightingale que conseguia controles noturnos utilizando-a, indicando a valor
do trabalho e da assistência justa aos doentes.
Fundamental destacar que este modelo virou parte reconhecida da profissão, pois nas
formaturas antigas de Enfermagem estavam ocorridas cerimônias com “a dama da lâmpada”
que se representava pela alternativa de uma das alunas da classe para oferecer o símbolo à
outra classe que estaria se formar ou criar a eloquência.
A influência da história faz com que consideremos a natureza dos registros que a pas-
sam, assim, vemos tal capacidade em um certificado de 1958 da Escola de Enfermagem
Carlos Chagas. A Escola de Enfermagem Carlos Chagas era anexa à Escola de Medicina da
Universidade de Minas Gerais, em Belo Horizonte. O título de Enfermeiro que data de 1958
era bem diverso dos certificados novos, estavam grandes e possuíam também o modelo da
26

Faculdade de Medicina. Um caminho ao passado nos é propiciada ao virmos tal registro que
mostra como relevante é a história e o seu sentido para a organização e orientação da História
da Enfermagem.
As simbologias utilizadas à Enfermagem são muitas para o curso superior e os cursos
de nível médio. Para o nível superior a desempenho é a lâmpada com a cobra e cruz com
dados à ciência, o nível médio é indicado pela lâmpada à seringa destacando a prática,
tratamento, saúde.
A festividade de formatura em Enfermagem pela Escola Carlos Chagas, da Enfermeira
Piauiense Miranda, foi na cidade de Belo Horizonte, em dezembro de 1958. A Dirigente Irmã
Emília Clarízia havia presente, assim como o reitor da Universidade, o Dr. Pedro Paulo
Penido39. Ocorreu ao longo de a solenidade de formatura, algo que mostrou para sempre a
espírito da enfermeira, um acontecimento memorável, a entrega da lâmpada como a sequência
da cooperação de Enfermagem. A lâmpada era dada como expressão a uma das alunas da
turma que havia começado.

Figura 4: Formatura na Escola de Enfermagem Carlos Chagas em 1958. Fonte: Arquivo particular da
Enfermeira Miranda.

Vemos nesta imagem a simbologia colocada na carreira de Enfermagem com o padrão


da transmissão da lâmpada nas cerimônias antigas de formatura. Este protocolo era freqüente
nas Escolas de Enfermagem da época representando a sucessão da assessoria que a profissão
de Enfermagem fazia própria a fazer. As alunas que encerravam o curso ofereciam a lâmpada
27

como símbolo à turma que começava. Quando isso, muitas gentes sentiram-se estimuladas a
se incluírem nesta profissão que aos poucos se conduzia, com aplicação, a procedimentos a
cada momento. Várias Enfermeiras Piauienses concluíram o seu superior em outro Estado,
pois a educação superior em Enfermagem no Piauí somente seria constituída na década de
1970.
O cuidado colocado no serviço representava à ética e a atenção repassada de forma
fundamentada às alunas através o curso de Enfermagem. O grupo de Enfermeiras que se criou
em 1958, pela Escola Carlos Chagas em Belo Horizonte, apresenta o caráter feminino da
profissão à época e a aplicação da comemoração como concebemos em imagem
disponibilizada pela Enfermeira Miranda. A perspectiva de ver além do existente através desta
fonte indica a dimensão do passado e das particularidades importantes que podem ser
vislumbrados: Uma acadêmica era eleita para a execução do protocolo da entrega da lâmpada
a a classe posterior, simbologia esta que foi feita através vários anos nas Escolas de
Enfermagem em qualquer o nação, estando este protocolo também usado na primeira escola
de Enfermagem de nível médio do Estado do Piauí, Escola de Enfermagem Irmã Maria
Antoinette Blanchot3.

3.2 A Formação das Enfermeiras piauienses e as suas atividades no Estado do Piauí

Poucas Enfermeiras Piauienses atingiram exponenciais, não apenas para o Estado, mas
deram o movimento, a produção de seus trabalhos e a seu desenvolvimento pelo país. Várias
profissionais ampliaram pela força de interesse, pelos saberes obtidos, pela força, coragem e
força. A relevância da natureza profissional estimulando a episódio das situações quando estes
devem ocorrer. As narrações detêm uma força, provocam os confrontos, aparecem forma de
vida e apontam, por meio de do tempo, as experimentações. Diferentes profissionais capazes,
do nosso Estado, realizaram a sua história em outras áreas, marcaram outras áreas, aguerridas,
determinadas, fortes. Outras, retornaram, surgiram visualizar, de junto, a verdade, a evolução
do Estado do Piauí.
A professora e enfermeira Melo foi uma das mais fundamentais mestras da Universi-
dade Federal do Piauí (UFPI). Em seu respeito, o auditório da Divisão de Enfermagem herdou
3
Fundada e regulada pelas Irmãs de caridade, orientada primeiramente pela Freira Abrahide Alvarenga, religiosa
superiora e enfermeira graduada pela Escola Anna Nery, para capacitar os atendentes de Enfermagem que
trabalhavam na profissão em uns hospitais da capital, no entanto que exigiam de uma melhoria de suas maneiras
procedimentais.
28

o seu nome, pelo seu considerado empenho ao curso de Enfermagem, de a sua instituição em
1973. A Enfermeira Carlota Melo é, no Estado do Piauí, um importante modelo de entrega e
vitalidade. Esteve ativamente da luta trilhada pela primeira classe de Enfermagem da UFPI
por vez da dificuldade da gestão de grade curricular para a sequência e organização do curso
de Enfermagem. Engajou-se em diversos planos na área de Saúde pública e criou setores
hospitalares tanto para estágios na área da Medicina como na área de Enfermagem. Até
anteriormente da implantação do curso de Enfermagem na UFPI, já exercia como professora
ligada ao serviço de Medicina. Celebrada, por diferentes turmas de Enfermagem, pela seu
zelo, luta e determinação pela profissão, resultou para a História do Ensino de Enfermagem
no Piauí um grande exponencial.
As Enfermeiras Miranda e Melo, formadas em Minas Gerais, atividades e
efetivamente em procura de evolução e desenvoltura profissional, contribuindo juntas de um
Congresso Brasileiro de Enfermagem, fato mostrado em foto posterior.
Poucas Enfermeiras, hoje, participantes no Estado Piauiense, estudaram na Escola de
Enfermagem Anna Nery, no Rio de Janeiro. A Escola Anna Nery, na época, era a melhor
opção para quem resolvesse pela profissão.Um dos padrões a relação com a presença ao
cuidar é a enfermeira Maria Ligia Almendra que, estimulada pela prima piauiense Dinalva
Sepúlveda, formada por esta Escola, foi de Teresina para fazer o vestibular rio de janeiro, em
1969. Olhamos que as alternativas responsáveis, então, como os conhecimentos de dons, po-
dem ter o apoio no aumento de experiências vivenciadas e o desenvolvimento do dom pode
haver quando há a procura para que o direito seja obtido.
A Maternidade São Vicente ficou no tempo onde hoje está estabelecido o Ambulatório
Lineu Araújo. Antes do início da Maternidade, estava uma base na que estava determinada o
Departamento Nacional da Criança, local no que se pretendia instalar um Hospital para
processo de crianças. Dr. Ursulino Martins, presidente do Instituto de Assistência Hospitalar
do Estado e diretor do Hospital Getúlio Vargas estava convencido de que o trabalho de
obstetrícia deste hospital devia de ampliar nunca havia tempo para que isso ocorresse e
atingiu junto ao governador em trabalho na época que fosse atual a Maternidade São Vicente
no dia 2 de fevereiro de 1954, após as mudanças apropriadas, direcionando o serviço nesta
ocasião. (RAMOS, 2003, p.158).
A ajuda que a Escola Normal lançou para a vida das mulheres no Estado do Piauí foi
importante porque as tornavam aptas ao campo técnico, mais contribuindo para avanços
decorrentes. A atividade de Enfermagem mantém-se feminina, depois de análise justa com
informações conjunto aos Conselhos Federais de Enfermagem. A prova da força feminina,
29

também com inserção gradual e estável do gênero masculino, viabiliza a falta de buscar e
pensar conhecimentos para a produção de recursos de desenvolvam este domínio do sexo
feminino, pois ao contrário de um passado vivenciado pela imposição do cuidado,
resguardado por condições a direito que apresentavam as mulheres a cada posição hierárquica
inferior, o era ligado por pessoas trabalhadoras, caracterizando mulheres com amplo acesso ao
espaço público e de acordo com traços definidos de inúmeras e iguais obras.

4. HISTÓRIA DO ENSINO DE ENFERMAGEM NO PIAUÍ

Neste capítulo trata-se o contexto da Educação e da Saúde no Estado do Piauí na


época da construção e evolução do ensino médio de Enfermagem com o início da Escola de
Auxiliar de Enfermagem Irmã Maria Antoinette Blanchot e as marcas na evolução do ensino
de Enfermagem no Estado.

4.1. O contexto do desenvolvimento em Enfermagem no Piauí

No Estado do Piauí, através a República, o afastamento político por cerca de dois


séculos depois de a colonização, a indiferença histórica pelo Estado, o relevante afastamento,
e a intervenção discriminatória oferecida pelo Governo Federal ajudaram para a falta já
integral de organizações e instituições hospitalares, tal como de meios para operações e
esforços assistenciais no campo da saúde.
O avanço e o crescimento da sociedade piauiense resumiam-se em uma duplicidade
natureza da época, uma pequena menoridade mantinha um acúmulo de rendimento
importante, como o resto do público subsistia com o mínimo, era uma massa em sua base
essencialmente agrária e com um poder sócio-político muito concreto
As informações eram realizadas durante de envolvimentos telegráficas e assim a
público comunicava-se com o interior do Estado. A coletividade transformava-se aos poucos
mais estava as alternativas da modernização, como evidencia a participação dos cinemas,
jornais, produções literárias e uma distinta luz teatral com poucos espetáculos que orientavam,
raramente, a vida de poucos.
O ensino no Brasil conseguia receber às novas dificuldades, ao interesse gradual, não
só da alta mais também dos grupos médias que desenvolvessem o seu nível de conhecimento.
30

A educação iniciava a se estabelecer como um valor positivo e de importante valor na


sociedade brasileira. A instrução feminina na cidade de Teresina no início do século XX
seguia a ser empregada. A vida feminina direcionava-se a o matrimônio e às mulheres
estavam destinadas serviços como a disciplina das crianças, deixando
De acordo com a época e a região, a dilema social inter-relaciona condições raciais,
locais e culturais, junto com os financeiros e políticos construindo a grande trama de
diferenças e divergências de significação fundamental.
No Brasil, com a participação dos militares no poder, período este entendido entre
1964 e 1985, em que a ditadura havia estabelecido em um sistema centralizador em associa-
ção aos Estados, Este sistema financeiro era concentrador de produto o que criou o
desenvolvimento das diferenças sociais e a geral do público foi privada dos direitos destas
mudanças.
O sentido do Ensino como um aspecto de aumento passa a ser sentido pelos efeitos or-
ganizações do Brasil no início da década de 60, mas as alterações no processo didático só
foram implementadas a partir de 1968, quando as mudanças na vida social e no controle
chegaram mais significativas e afundas.
O Ensino Piauiense obteve uma importância fundamental haja vista a importante mu-
dança no setor necessário a queda do conhecimento pública. Evidenciamos a força e
importância da política, pois “o estar capaz e ser capaz” de ensinar os aspectos reguladores
não se apresentavam tão principais, pois a comunicação política e o respeito eram
preferenciais para o trabalho da profissão, evidenciando, também, a forma absoluta e a
extrema poder que tinha a contato professor-aluno na época. Diferentes profissionais
dedicavam-se ao magistério, para permanecerem ou quanto trabalho adicional, apresentando a
redução do salario.
Neste período, o ensino fundamental foi conhecido pelo sexo feminino, quando o
auxiliar estava sob a razão, em sua geral, dos professores. As professoras, “preferencial-
mente”, deveriam ser donzelas ou viúvas, e se tivessem casamento deixariam seus trabalhos e
seriam diretamente substituídas. O celibato tornou-se uma condição, pois a atenção feminina
teria que ser individual e a mulher estaria totalmente entregue ao ofício de ser mestre, algo
que jamais era exigido ao sexo masculino que seria capaz estar apta a produção de numerosas
práticas.
Além do magistério como trabalho assalariada, o jornalismo, os serviços manuais e
manuais, a enfermagem era também um trabalho muito permitido às mulheres. No início do
31

século XX, o conhecimento médico necessitava maiores preparação e melhor competência


por parte das Enfermeiras.
O olhar de pessoas enfermas representava uma grande dificuldade e consumo à socie-
dade, necessário às questões desenvolvidas em sua maior parte pelos portadores de problemas
infecto-contagiosas que eram na época necessária a contribuição de interesses serem feita, na
sua comum, em domicílio, nem a atendimento própria e importante..
Existiam pessoas que trabalhavam na área, mas que não se estavam conforme
desenvolvidas e aptas para a prática de objetivos recursos assistenciais. Para a ação de poucos
cargosera grandes educação própria, permitindo a falta de desenvolvimento e capacidade
profissional.
Compromisso ao definido gestão social, o que havia possível não era a irradiação das
luzes do estudo mais a educação e a educação de ações que impedissem a interesse, a
obtenção e o desenvolvimento de estudo. Raras são as obras memorialísticas que inter-
relacionam a construção histórica, social e as relações de gênero. A educação no Piauí foi
elevada pela cultura alcançada e originada por séculos de prática e educação como a saúde,
misticismo e impulsiva desenvolveram-se aos poucos considerando prática da natureza, na
independente análise e reflexão de fenômenos.
A saúde foi a ser uma dificuldade socioeconômica para o governo brasileiro que apre-
senta a apoio durante da criação de serviços públicos, do cuidado e da gestão, incluindo uma
formação sanitária. O estudo de dados que passou a história da proteção de Enfermagem no
Piauí , assim como , a construção do seu ensino permite a oportunidade de conhecer espaços e
mostrar condições secretas, para que a história desta história e destes princípios consiga ser
responsáveis e considerados no seu sistema de desenvolvimento.
A face da história verbal destaca a interesse da escrituração, da classificação e da aná-
lise da documentação obtida por entrevistas e opiniões, além da integração de histórias e
alternativas, antes não fortunas, não reveladas, evitadas por qualquer época ou por indivíduos
e classes de forma única, dando demanda a diferenças de perspectivas específicas, não
oficiais, mas que estão parte da sociedade. As condições verbais estão sendo usadas para fazer
um novo sentido à vista apenas documental como observamos na descrição do autor:

Depois de um novo olhar para a história oral, minorias culturais e discri-


minadas, têm obtido espaço para que as suas palavras sejam estruturadas
e alcancem um lugardiferente através das experiências vivenciadas ,
além de adquirirem maior sentido social, caracterizando lugares para as-
32

pectos ocultos em determinadas manifestações.(BOM MEIHY,


1998,p.31)

O sentido humano e o período têm a capacidade de humanizar que tem a história


verbal, tão ignorada previamente através de instituições e macroestruturas. Discutimos a capa-
cidade da história verbal e quais as informações desta para com aqueles que não têm história,
que também não foram observados, relacionados, considerados, “a história visualizada de
baixo” caracterizada da “grande história” que teria consideradas resultados com importantes
estudos registrais.

Somos um verdadeiro laboratório vivo de cruzamentos culturais, ainda


não considerados analiticamente – com largo índice de experiências mul-
tiétnicas, religiosas, de trabalho- e como espaço cultural (...). Não pode-
mos esquecer da essência de possibilidades e pontes que suscitam as tra-
jetórias experienciais individuais e coletivas. (BURKE, 1992, p.12)

A importância por estudos históricos apresenta a importante procura pelas situações e


quantos estes apontaram o tipo desenvolvido dos recursos auxiliares e do ensino de En-
fermagem no Estado do Piauí. Momento memorável de apreciação a uma fala da Revista
Piauiense Presença, voltada ao Monsenhor Chaves, culto e venerado historiador do Piauí, por
vez da celebração dos seus 90 anos de idade, pouco tempo antes de seu óbito, quando foi
perguntado sobre do vínculo entre a sua fé e as mudanças que a Igreja estava ocorrendo.
O sentimento, as recordações, a sentido da capacidade, a análise, fortalecem as
histórias e tais memórias estão a constituir as condições vivenciadas, e este estudo seguinte
pode causar na redescoberta de particularidades abandonados, não visualizados e que devem
estar do presente, durante do passado lembrado. Nunes (2003) ao pensar a memória e a
história do conhecimento em seus recursos e expressões representa o valor do fato
mnemônico.
A história fica em um revestimento de consideração, projetos, presentes, estruturas,
sucessos, perdas, conflitos, aquisições dos lugares, onde são observados novos estudos e
consideração do passado, destacando a desenvolvimento de principais recursos de ensino e
interesses de Enfermagem.
Em 1854 é fundado em Teresina o Hospital de caridade indicado à assistência de
militares e servidores públicos, seguida pela início da Santa Casa de Misericórdia52, em
1860, hospital filantrópico, que apenas a partir de 1890 passa a receber a toda a público.

Em 8 de dezembro de 1860 inaugura-se a Santa Casa de Misericórdia de


Teresina, sob a invocação de Nossa Senhora das Dores. Era governador
33

da província Manuel Antonio Duarte de Azevedo. Os atendimentos inici-


ais prestados pela Santa Casa eram procedimentos de ação humanística,
os atendimentos à população eram prestados pelo Hospital de caridade,
posteriormente, com aprovação da lei orçamentária de subvenção mensal,
ficou disponível a verba de socorro público e a Santa Casa de Misericór-
dia estendeu.

A ideologia do trabalho das Santas Casas de Misericórdia no fim do século XIX visava
prioritariamente o trabalho de caridade e misericórdia do que mesmo um processo ajudante
médico-hospitalar. No governo de Gregório Taumaturgo de Azevedo, que realizou a função
de 1889 a 1890, engenheiro e bacharel em direito, fundador da Cruz Vermelha Brasileira
(TITO FILHO, 1975, p.40), passou a prática de muitas atividades de saúde pública também
um acordo de acordo com a Santa Casa de Misericórdia. Na Santa Casa havia uma enfermaria
chamada Enfermaria São João, proposta e acompanhada pelo Médico Agenor Barbosa de
Almeida, que seria após o primeiro diretor do HGV.
A Santa Casa de Misericórdia dava assistência àqueles que mais precisavam de
proteção humana, após quando o Estado chegou à saúde, esta apoio foi a ser voltada a toda a
público.

O atendimento médico era garantido graças a boa vontade e dedicação


médica, irmãs de caridade e servidores, porém muito longe de atingir as
reais condições para alcançar o desejado tratamento médico-hospitalar
almejado pela população. (RAMOS, 2003, p.28)

No ambiente é necessário destacarmos algumas diferenças nas ações sanitárias na Ca-


pital do Estado, a estruturação de esgotos sanitários (1894) e a instalação de luz elétrica em
Teresina (1911). Em 14 de julho de 1937 é aprovada lei para a criação do Hospital do Estado,
mais tarde intitulado de Hospital Getúlio Vargas. No período o governador do Estado em
prática era o médico e professor Leônidas de Castro Melo e em seu governo foi a publicação
da recente constituição do Estado (18.07.1935) tal como o fato do golpe de Estado de Getúlio
Vargas em 1937, com a formação do Estado Novo. Outras práticas de saúde pública foram
executadas neste período no Estado do Piauí.

No curso dos anos de 1937 e 1938, o então interventor Federal do Estado


do Piauí, o médico Leônidas de Castro Melo, concebeu e idealizou a
construção de um Hospital para substituir a Santa Casa de Misericórdia
de Teresina, um hospital moderno com feição de Instituição de Ensino e
Pesquisa (...) planejou também construir Escolas, reformar as existentes,
criar e instalar postos de Saúde, proporcionar substancial desempenho no
processo educacional, fomentar e melhoraro atendimento médico – as-
sistencial e sanitário do Estado. (RAMOS, 2003, p.27)
34

A implantação do HGV foi em 6 de abril de 1941 em que o governo do Piauí


apresenta a proteção médica da público, mas o seu objetivo trabalho apenas teve começo em
setembro deste ano, quando a assistência médica e hospitalar foi afinal transferida da Santa
Casa de Misericórdia para o Hospital recém estruturado.
A condição da saúde na década de 1940 estava desmontada em ambiente hospitalar, a
escassez de política de saneamento e higiene e a necessidade de educação e qualidade de
qualificação e habilidades deram para que o Estado se necessário afornecer resultados
imediatas e emergenciais. A Santa Casa de Misericórdia foi desativada em que o Hospital
Getúlio Vargas começou as suas ações, pois os meios eram mínimos e as situações
inadequadas para um movimento que permitisse uma assistência composta e fundamentada.
Instituição Hospitalar carente de recursos materiais e estrutura física adequada para
que pudesse oferecer segurança aos procedimentos e ações assistenciais necessárias a um bom
funcionamento hospitalar. O equipe de pessoal importantes à campo de saúde na época se
representava pela existência de algum médicos. A presença de Enfermagem era marcada pela
participação das irmãs de caridade que conseguiam a controle e os atividades propostos à
gestão e por funcionários de nível médio que conseguiam a geral dos processos auxiliares de
Enfermagem.

No dia 14 de julho de 1937, sancionou-se a lei nº 148 para a sua constru-


ção com a denominação de Hospital do Estado e tal lei fixavao quadro de
funcionários técnicos com 14 médicos, 01 farmacêutico e 10 enfer-
meiros. O Hospital Getúlio Vargas foi inauguradono dia 3 de maio de
1941. O seu efetivo funcionamento veio a acontecer, realmente, em mea-
dos de outubro; Houve, então, a transferência da assistência médico-hos-
pitalar da Santa Casa para o Hospital Getúlio Vargas. (RAMOS, 2003,
p65)

No todo o Brasil, na época, na maior parte das organizações da saúde os esforços


apoiadores de Enfermagem eram produzidos pelas Irmãs de caridade, tal como os aspectos
das Organizações de ensino desta atividade. As irmãs que chegaram para Teresina construir e
melhorar esta assistência interessava à Congregação das filhas do Coração Imaculado de
Maria, chamadas de Cordimarianas. O atendimento de Enfermagem prestada à época ficava
identificado pelo exercício no ambiente administrativo, destacando a compromisso da higiene
e limpeza hospitalar quanto uma das vantagens fundamentais da Enfermagem, assim quanto a
reflexão dos elementos dispositivos e das medicações.
35

A foto subsequente representa a base preliminar do Hospital Getúlio Vargas, sem as


modificações ainda, com uma beleza parque adornando a acesso do hospital

Figura 5: Hospital Getúlio Vargas quando foi construído e inaugurado na década de 1940.

O projeto e construção do Hospital Getúlio Vargas, surgiu com uma formato determi-
nada desde a formação a ser acadêmica, resultando uma melhor contextualização com a
formação da Faculdade de Medicina, em 1965 e do curso de Enfermagem, em 1973.

O HGV se fez criança, apareceu no cenário Piauiense, com a sua fronte


voltada para o norte, emergindo no centro de uma floresta de fícus, escul-
pidos em forma de pássaros e animais da fauna brasileira, com duas alas
laterais, a Leste e Oeste, dando-lhe uma forma de U, delimitando um jar-
dim interno salpicados com roseiras e outras flores naturais cultivadas na
região. (RAMOS, 2003, p. 130)

Por meio de base no Decreto Lei Nº 374 de 24 de maio de 1941, considerou a institui-
ção das normas para o regime interno do Hospital Getúlio Vargas que representava no
conjunto quanto um hospital policlínico que recebia condições emergenciais, imediatos e
médicos. Em ponto setorial considerava de acordo com os trabalhos de Pronto Socorro,
através de hospitais, salas de operação e setor de internação. Havia um serviço de triagem e
hospitais ambulatórios e cirúrgicos. As enfermarias estavam destinadas às espaços de
36

obstetrícia, pediatria, tisiologia, urologia, dermatologia, doenças infectocontagiosas no meio


de outras.
As atividades de fisioterapia e odontologia também estavam estabelecidas e eram
feitas no hospital. Os serviços de roupagem, tal como o trabalho funeral e os trabalhos com a
capela eram feitos pela Congregação das filhas do coração Imaculado de Maria, formada por
abadessa local, definido por acordo em ênfase. As atividades de Enfermagem existiam
autorizadas no artigo 14° do Regimento interno do Hospital.

Art14º Ao Enfermeiro do Serviço do Pronto Socorro compete: a) Estar


presente e pronto para os serviços do seu cargo, quando e onde lhe for
determinado em escala; b) Auxiliar médicos com dedicação, cumprindo
as ordens que lhe forem dadas, tanto para o transporte como para o trata-
mento de doentes; c) Empregar todo o cuidado possível em benefício do
doente, qualquer que seja a sua condição social; d) Zelar pela
conservação do instrumental e material existentes no Serviço, sendo
responsável pelos prejuízos que, por desleixo ou imprudência; e) Zelar
pelo asseio das dependências do serviço; f) Ter sob sua guarda e
responsabilidade o material e medicamentos das caixas de socorro.

O HGV não tinha áreas próprias para internação de doenças infecciosas tal como o tifo
e a tuberculose tão assistentes na época o que representava um forte obstáculo de mo-
nitoramento de contaminação hospitalar. Não havia na construção deste Hospital um sector
individual para a obstetrícia, não existia um pavilhão único em que ficasse a maternidade.
Na década de 1950, o dirigente e médico do Hospital Getúlio Vargas, Ursulino Veloso
de Souza Martins, encontrava-se certo de que a obstetrícia que ainda servia no HGV teria que
ser expandida e não existia área em que esta construção viesse feita, pois, pediu juntamente ao
governador em atividade, Pedro de Almendra Freitas, a implantação de uma maternidade.A
idéia tornou-se seguida e com as mudanças apropriadas, a construção ficou fixada no área em
que atualmente permanece o Ambulatório Lineu Araújo. A maternidade foi inaugurada em
1954, com a denominação de Maternidade São Vicente, ajudando para o desenvolvimento e
aumento no âmbito de obstetrícia e nos preocupações apoiadores de Enfermagem prestados à
mulher e à infantil.
A política de Saúde que vinha estabelecida na época do Estado Novo não afirmava
acordos protocolares com a sociedade, ficava orientada mais para os núcleos hospitalares,
com alguns interesses com os elementos coletivos e com as exigências básicas das pessoas.
No Estado novo foram desenvolvidos os Setores de Saúde Publica, mas umas chegaram as
seus procedimentos no Estado do Piauí.
37

O primeiro dirigente do HGV, o médico ginecologista Agenor Almeida57, confrontou-


se com numerosos dificuldades associados a dados oficiais, artísticos e políticos no pla-
neamento organizacional da organização Hospitalar que orientava. Dentre eles uma questão
cometeu alto atuação no atendimento de Enfermagem concebida à época pelas Irmãs de
Caridade que foram transferidas da Santa Casa de Misericórdia para o Hospital Getúlio
Vargas. (RAMOS, 2003, p. 137).
No campo da saúde, a Companhia das Irmãs de Caridade foi uma das primárias
congregações a exercer cuidados de enfermagem em casa, aprimorou a sistema hospitalar, di-
ferenciando leitos e instituindo os distintos cuidados de limpeza dos hospitais franceses. As
práticas de atenção foram estando construídos em uma organização direcionada para o modo
do zelar, resultando o que resultariam as formas de enfermagem.
Por razão da fundação e criação das ações no Hospital Getúlio Vargas, as superioras
encarregados pelo trabalho, organizaram diretrizes que deveriam ser precisamente realizadas
referentes aos técnicas de Enfermagem, níveis estes que ficariam distintos do como era
passado na Santa Casa de Misericórdia.Devido a diferenças frequentes e dúvidas, que diversas
vezes resultavam em contradições com as religiosas, o diretor do Hospital Getúlio Vargas
admitiu uma Enfermeira de nível superior, Dagmar Rodrigues de Oliveira, natural de Juiz de
Fora, interior de Minas Gerais, formada na Escola Anna Nery no Rio de Janeiro.
No regulamento interno do HGV, que estabelece sobre os serviços de Enfermagem,
tem a elaboração do cargo de enfermeira superior. A Enfermeira- superior recém-estabelecida,
tal que chegou o cargo, mostrou abundantes necessidades no trabalho, também na produção
dos processos e no atendimento de Enfermagem. Referido diretor do Hospital Getúlio Vargas
e presidente do Instituto de Assistência do Estado do Piauí, doutor, adotou o hospital com os
serviços de estabelecer os ambulatórios e serviços do Hospital em total atividade e estabelecer
o Instituto de Assistência Hospitalar do Piauí com práticas administrativas em inteiro o
Estado.
A observação da ausência de práticas levou-a a produção de um formação de melhoria
de poucos atendentes, este curso cumpriu ao dado no regime interno que levava que, quando
não ocorresse uma Escola Oficial de Enfermagem agente por estes progressos, o Hospital
Getúlio Vargas faria esta habilidade com o determinado de ensinar os especialistas para o
atividade da profissão. A inicial equipe de Enfermagem feita pela Enfermeira Dagmar era
criada por 6 atendentes de Enfermagem que chegaram remanejados da Santa Casa e
modificados para o HGV e os 30 atendentes de Enfermagem que vieram instruídos no mesmo
setor Hospitalar.
38

Numerosos foram as dificuldades enfrentados pela enfermeira superior e o diretor do


Hospital com as freiras transferidas da Santa Casa para o Hospital Getúlio Vargas, pontos
culturais e administrativas, tal também quanto os ações e as práticas assistenciais de
Enfermagem, dando uma caso heterogêneo. Alguns processos de enfermagem que estavam
feitos pelo grupo de atendentes de enfermagem antes do início no hospital da enfermeira –
chefe possibilitaram de ser feitos porque a enfermeira composta pela Escola Anna Nery, bem
severa e cautelosa em seus política de ensino capacitado atual e caracterizada, pretendia
estabelecer variados normas, que jamais chegaram consideras pelas Religiosas que além de
não cumpri-las, resistiam a execução das mesmas.
Dagmar Oliveira era bastante dura, resistente e rígido sobre suas posições e definições,
era segura de que os ensinamentos que lhes vieram conferidos na sua escola de formação não
conseguiriam ser impugnados; desta forma, não considerava negociações e opiniões que
fossem contrários às suas formas e padronizações, fora ou à linha dos definidos conceitos que
conseguira em sua desenvolvimento profissional na Escola Anna Nery no Rio de Janeiro.As
Irmãs de Caridade sustentadas em seus concepções cristãos não abriam sentido de suas ideias
e não compartilhavam com o diferente caráter de Enfermagem que a gestão precisava
estabelecer e constituir. Poucas práticas como injeções endovenosas, sondagens nasogástricas
e vesicais eram realizados à época pelos enfermeiros práticos e a Enfermeira Oliveira fazia a
premissa que estas práticas fossem executadas pelo médico, certo ao que tinha instruído na
Escola de Enfermagem Anna Nery.
No Estado do Piauí na década de 1940, não havia Escolas de Enfermagem que desen-
volvessem capacitações aos trabalhadores que atuavam na área de saúde. A originária escola
seria fundada nas dependências do HGV, na década de 1950.
Estes motivos trouxeram reais problemas e conflitos na área médica e com as irmãs
cordimarianas que não seguiam estas normas, que entendiam que os atendentes de En-
fermagem trabalhavam capacitados à ação destes procedimentos pela prática e anos de
atenção ao serviço. Os clínicos eram bondosos às freiras e partilhavam com as mesmas que
tais ações deveriam ficar sendo feitos pelos atendentes. As Irmãs vivenciaram a se sentir
incomodadas e responderam estreitamente juntamente à administração do Hospital mostrando
que o acordo celebrado com a Congregação havia sendo desconceituado. Este fato foi
causador pela ausência das religiosas do HGV, como vemos no texto a perceber.

Comentava-se, afirmava-se e confirmava-se junto à Congregação e à po-


pulação que as freiras tinham sido expulsas do HGV. A decisão do diretor
39

de afastar ou expulsar as freiras do Hospital foi muito dura para a opinião


pública, dramática em si mesma, radical talvez, traumática para o Go-
verno, desprestigiando a Congregação religiosa e pouco entendida pela
população. (RAMOS, 2003, p.139)

Havia um Acordo de contrato entre o Governo e o Palácio Episcopal para a atuação da


Congregação na gestão do Hospital, direção esta que seria feita pelas religiosas, no
atendimento de Enfermagem, tal como no campo oficial que continha as atividades de
roupagem, cuidado hospitalar e verificação de equipamentos e medicações. Enquanto a
implantação do Hospital foi elaborada, desenvolvida e regulada uma área especial para que as
Irmãs ficassem no Hospital e que usaria de residência para as mesmas, Enquanto ocorreu à
criação do HGV, queriam a participação de Enfermeiras, e precisavam estas, de origem
Francesa, e que estavam anunciando as Escolas de Enfermagem no Brasilpor que as que
chegaram possuíam a conhecimento de terem iniciado a Escola de Fortaleza e a de Recife.
Não exigiriam para vir as expoentes se não estivesse por uma causa necessário e um objetivo
preciso. Crendo que não tenha considerado situações para que isto ocorresse.
Elas preparavam, não obrigatoriamente realizavam as aulas, trabalhavam à frente,
estavam mais na área da Gestão. Irmã Catarina Cola, por exemplo, tinham a finalidade de
gerar uma Escola de Enfermagem. O governador foi ao Rio de Janeiro, discutiu com as irmãs
e elas levaram algumas condições até mesmo, a construção da área que hoje é a dermatologia,
foi feito para satisfazer as religiosas, a escada de mármore. Estas religiosas chegaram para
Teresina, com o objetivo de formar um curso de Enfermagem.
Entre do cenário também é necessário falarmos a peso que o influência religioso tinha
vista a público, vários incertezas foram produzidos por situação da exclusão das religiosas do
HGV e sobre do violação deste acordo de compromisso, especialmente em consequências
relacionados ao sentido artístico, comum e ao campo de saúde.
A Enfermeira Oliveira não durou às pontos conflitantes em nível de ações, afirmava a
conhecimento dos profissionais distintos habilitados, considerava que possuíam a capacidade
para contribuir no ato destas atividades, mas não se predispunha que eles fossem autores por
estes condições ligados no hospital
Após de muitas diferenças, ela resolveu por não seguir no trabalho e inclinou-se por
voltar ao Rio de Janeiro, ocorrendo à chefia de Enfermagem do Hospital Getúlio Vargas a
estar desorientada por certo período. Em sequência, a atividade do cargo foi feita e desta feita
por uma Enfermeira realmente Piauiense, Maria Otávia Poty, com formação superior na
Escola Anna Néri. A Enfermeira Poty tentou dar curso às mesmos hábitos e normas
empregadas primeiramente pela Enfermeira Oliveira, porém, com uma natureza de maior
40

tolerância. Todas as pessoas gostavam bastante dela, era bonita, correta, séria e com grande
conhecimento de trabalho, sua participação era marcada e sentida em todos os aspectos do
Hospital por meio de sua imagem, de ato em riste solicitando quietude.
Lamentavelmente não continuou maior tempo na Gestão de Enfermagem do Hospital
Getúlio Vargas, pois faleceu jovem, produzindo uma falta considerável tenha vista a
relevância das práticas que estava fazendo em nível assistencial no Hospital. O Governo
permitiu que a retirada das religiosas antecedentes não resultasse em avanço importante na
assistência hospitalar, estando considerados que alguns âmbitos ficaram desmontados e sem
uma programação e gestão apropriados e sistematizados.
A Irmã Margarida em sua história no atendimento de Enfermagem no Hospital Getúlio
Vargas também conseguiu alguns debates com a área médica que resultaram com a sua
partida do Hospital e volta para Fortaleza. Era protetora da equipe de Enfermagem e em que
estes possuíam direito ela ficava ao lado deles, evidenciando assim a caracterização de um
acompanhamento regular nos princípios morais, discernimento, capacidade e igualdade.
Devido a saída da Irmã Margarida, as religiosas organizaram-se no interior do Hospital e da
sociedade e conservaram, além do o suporte da pessoas, a cooperação dos médicos e também
dos funcionários. Eventualidade que observou verdadeiramente a vida religiosa à época era
um canto magnífico que era executado por elas, além das preces da Ave Maria todos os dias
às 18 h na Capela do Hospital Getúlio Vargas.
No pensarmos como as memórias de poucas pessoas que estiveram nos transmitem,
podemos considerar quanto fundamental e necessários são os fatos ocorridos e como podemos
interpretá-los em relação com a nossa existência atual e compreendemos que “O passado é
revisitado em uma fúria, em um pensamento que não consegue partir de pensar o objetivo ou
a história própria.Aquela que relembra o passado sem propósito utilitário: é necessário dar
importância à visão, é necessário vontade sonhar.
O passado não representa somente etapas de sentimento, tal como também casos de
significado social que explicam o caráter cultural da época como a discriminação. Categorias
sociais estavam exigidas do sexo feminino para que as moças fossem aptas ao exercício.

Para trabalhar no HGV, a mulher tinha de ser solteira sem filhos ou ca-
sada. Se uma mulher que trabalhasse no Hospital Getúlio Vargas ficasse
grávida, sem o comprovado casamento (papel passado), ou se casava ou
era demitida. Esta postura administrativa implantada no Hospital foi in-
troduzida e mantida pelas tradições e costumes sócias das congregações
religiosas provenientes da Santa Casa de Misericórdia em Teresina e em
ouras regiões do Brasil.(RAMOS, 2003, p.215)
41

Os acordos de comprometimento produzidos através de o governo do Estado e as Con-


gregações freiras, mesmo que capazes à formação e gestão hospitalar, havia importante
severidade e rigor. Os corretivos, punições e penas, ou seja, as reduções nos rendimentos
também eram feitos, tal como era evidente uma clara intolerância racial. Na época não era
raramente que os técnicos que praticavam com a enfermagem não conseguissem elaborar com
percepção, então, o discriminação era visto neste âmbito, por vez da introdução no hospital ou
através o serviço na área hospitalar. Existia na década de 1960, uma quantidade notável de
atendentes de enfermagem leigos, assim e como algumas Religiosas que ainda usavam o
lusitano arcaico do século XVIII.
As Escolas de Enfermagem de nível médio ajudaram bastante para o desenvolvimento
da educação e para a melhoria da atividade, pois oportunizou a diferentes atendentes do
campo a obtenção de dados estudiosos para que estes fossem agregados juntamente à
capacidade técnica.

4.2 Escolas de enfermagem irmã Maria Antoniete Blanchot: princípio que constituiu as
raízes da educação de enfermagem no Piauí.

Na década de 1950, no Estado do Piauí, o serviço da Saúde ficava concentrado e


orientado a as Entidades de Previdência Social. Nos fatores governamentais e oficiais, tudo
decorria sem conflitos e alterações. A Escola de Enfermagem Anna Nery, no Rio de Janeiro,
educou uma classe com doze freiras da Companhia das Irmãs de Caridade, das quais somente
10 religiosas colaram grau em 1942, dentre elas a irmã Abrahide Alvarenga, que veio para o
Piauí em 1956.
Irmã Alvarenga, um espírito aventado, uma mulher de importante perspectiva, muito
eficiente, correta, justa, instituiu um processo novo no hospital, buscou incentivar todos os
profissionais de enfermagem a atuarem orientados para o evolução da enfermagem, estando
muito eficiente decidiu após promover a assistência de enfermagem e aperfeiçoá-la com a
criação de cursos de competência. A Enfermagem científica e sistematizada foi, pois,
composta na Companhia das Irmãs de Caridade no Brasil, que adiante do trabalho dirigido
para o auxílio nos hospitais, direcionava-se ainda aos princípios prudentes das técnicas
procedimentais de enfermagem, permitindo a formação de muitas escolas neste campo da
saúde, de natureza religioso, em diferentes estados do país.
42

A continuidade das irmãs no Hospital Getúlio Vargas por um algum tempo fez com
que estas percebessem as janelas e as dificuldades nos procedimentos aplicadas pela pessoal
de enfermagem o que explicitou a exigência de execução de treinamentos próprios o que
resultou sucessivamente na fundação da primeira Escola de Auxiliar de Enfermagem Irmã
Maria Antoinette Blanchot em 1958, domiciliada primeiramente nas dependências do HGV.
Esta escola foi fundada em área cedido pelo Estado e com a aplicação e interesse da Irmã
Abrahide que com poucos benefícios e verbas construiu a estrutura e apontou o ensino de
enfermagem no Piauí. Adiante disso, como as Irmãs de caridade viviam exponenciais no
ensino de enfermagem no Brasil, a ABEN- PI foi criada neste período com a proteção e
movimento da Irmã Alvarenga. A formação da ABEN-PI ocorreu em março de 1959 nas
dependências do HGV, incluindo como dirigente a mesma.
Umas atas da ABEN-PI que chegaram escritas na época mostram dados sobre de legis-
laturas para o ensino médio de enfermagem, tal como a vontade da formação de uma Escola
de nível superior no Estado. A maior parte dos componentes da Associação Brasileira de
Enfermagem no Piauí era ainda professores da Escola Blanchot e assim, temerosos com o
ensino e com a jurisprudência do mesmo. Em diferentes autos que datam da década de 1960
são interpelações que representam a falta de uma Escola de Enfermagem de grau superior, que
as enfermeiras diplomadas na época eram algumas e a necessidade relevante de atividades,
havendo e, por participação do Governo do Estado um importância em estabelecer um Curso
Superior em enfermagem.
O governante do Piauí em atividade na época era Jacob Manoel Gayoso e Almendra,
militar e historiador, promotor de diversas transformações administrativas, construiu novas
unidades discentes, estando mais tarde sucedido por Chagas Rodrigues que desempenhou o
cargo até 1962, e em período observou-se a ampliação da cadeia de ensinocomplementar e
normal, tal como a atenção no campo saúde com o avanço da assistência de Enfermagem.
No fim da década de 1950 e princípio da década de 1960, reconhecemos que a
enfermagem piauiense desenvolveu com a organização e educação de funcionários com
capacidade para o serviço hospitalar. Vemos que um dos elementos fundamentais deste
desenvolvimento estrutural e direcionador do ensino e do atendimento foram a aparecimento
das Irmãs de Caridade no Piauí que reconheceram limitações nas técnicas assistenciais cá
executadas e dedicaram-se à esforço para que estas necessidades fossem sanadas por meio de
da realização de apoio para a inclusão de cursos para o aperfeiçoamento das aptidões de
enfermagem.
43

4.2.1. Criação e Corpo da Escola Maria Antoinette Blanchot


O Hospital Getúlio Vargas arquitetou o trabalho original da Escola de Enfermagem
Maria Antoinette Blanchot em suas dependências também a sua transição para a matriz
própria estabelecida na Rua Olavo Bilac, 2335, sul, em Teresina. A Escola de desenvol-
vimento de colaboradores de Enfermagem ficava ligada à Associação de São Vicente de
Paulo em Fortaleza, estabelecida na Avenida Desembargador Moreira, 2211, no Estado do
Ceará. A formação de auxiliar de enfermagem criada, formada e produzida pelas Irmãs
estimulou o aprendizado e a habilidade de forma a orientar uma preocupação assistencial
tanto mais prudente.

Figura 6: Fachada da Escola Escola de Enfermagem Maria Antoinette Blanchot. Acervo de Maria Aparecida
Ferro

Por meio de uma portaria de 4 de março de 1959, o Ministro de Estado da Educação


de decisão com o determinado no artigo 10 da lei nº 775, de 6 de agosto de 1949, foi per-
mitida a consentimento para o exercício do Curso de auxiliar de Enfermagem Irmã Maria
Antoinette Blanchot, mantida pela Associação de São Vicente de Paulo.
44

O ministro de Estado da Educação e cultura, no uso de suas atribuições


resolve: Conceder a autorização para o funcionamento do curso de auxi-
liar de Enfermagem da Escola de Auxiliar de Enfermagem Maria Antoi-
nette Blanchot, mantida pelaAssociação de São Vicente de Paulo e situ-
ada em Teresina, capital do Piauí- De acordo com o disposto no art. 10º
da lei n 775, de 6 de agosto de 1949 e em vista do que consta no processo
nº 122.210.57 ( PORTARIA DE 4 DE MARÇO DE 1959)

O Governador do Estado do Piauí, em atividade na época, Francisco das Chagas


Caldas Rodrigues, declarou através da lei nº 1972, de 10 de agosto de 1960, como se tornando
de valor público a Escola de auxiliar de Enfermagem Irmã Maria Antoinette Blanchot.Em
1960, a Prefeitura Municipal de Teresina, ainda, considerando em atividade o prefeito
Petrônio Portela Nunes na posição constatou a utilidade pública da Escola de Enfermagem
Antoinette Blanchot, por meio de da lei nº 730 de 17 de agosto de 1960.O presidente Jânio
Quadros, em Brasília, por meio de Decreto Lei nº 51.157 de 7 de agosto de 1961 dá o
certificação do curso de Auxiliar de Enfermagem Irmã Maria Antoinette Blanchot.

4.3. Primeiras mestras Enfermeiras da Escola de Enfermagem Antoinette Blanchot

Por motivo da implantação da Escola de Auxiliar de Enfermagem Irmã Maria


Antoinette Blanchot ocorreu a dever de recrutamento de Enfermeiras que conseguissem
ensinar as disciplinas fundamentais ao desenvolvimento do curso na Escola.Poucas Enfermei-
ras que estavam terminando o curso de Enfermagem fora no Estado foram convidadas pela
Irmã Abrahide Alvarenga, madre superiora diretora, sobre a capacidade de voltarem ao
Estado do Piauí e participarem para o desenvolvimento da Enfermagem local.A Enfermeira
Piauiense Maria dos Aflitos Miranda assim que terminou o curso de Enfermagem pela Escola
Carlos Chagas em 1958, em Belo Horizonte, resolveu vir para o Piauí, a ser professora da
Escola de Enfermagem Irmã Maria Antoinette Blanchot.
A Enfermeira Miranda após concluir o Curso de Enfermagem em Belo Horizonte
começou os seus serviços como mestres da escola Blanchot já na primeira classe para minis-
trar ensinamentos teóricos e para observar estudantes no ensino de Enfermagem que era
elaborada no Hospital Getúlio Vargas.
Na conjunção sócio- econômico e cultural, na década de 60, no campo Brasileiro,
olhamos uma grande alteração política necessária às solicitações e conflitos de classe, im-
portantes para a obtenção de benefícios. Necessário discutirmos que a profissional Piauiense
apresentou o interesse de ajudar para o desenvolvimento da profissão de Enfermagem no
45

Estado, pois estavam muitas indivíduos que realizavam as práticas de Enfermagem sem a base
teórica e as adaptações técnicas que eram normatizadas e padronizadas pela atividade.
A Enfermeira Miranda tornou-se educadora da Clínica Médica, segundo destacado em
exposição emitida pela Irmã Abrahide Alvarenga, em 23 de fevereiro de 1960. A parte em que
foi emitida a afirmação da professora e enfermeira ainda tinha a questão da antiga Avenida
Presidente Vargas. Na imagem abaixo, tem-se uma fotografia da Enfermeira Piauiense
Miranda, que se formou com 19 anos, na sua colação de grau em Belo Horizonte pela Escola
de Enfermagem Carlos Chagas.

Figura 7: Maria dos Aflitos Miranda em sua formatura em 1958, aos 19 anos de idade, pouco tempo antes de vir
trabalhar na Escola Blanchot, em Teresina. Acervo da Enfermeira Miranda.

A partir dos anos de 1970, a Escola de Auxiliares de Enfermagem Irmã Maria


Antonieta Blanchot, vive seu maior apogeu, no que se refere à estrutura de prédio, e corpo do-
cente, que na sua maioria, era composto de leigos, cabendoas irmãs o papel de diretoras
administrativas. Muitos Jovens provenientes do interior do estado, e já morando na capital
além dos aqui nascidos, viam na Escola de Auxiliares de Enfermagem Irma Maria Antonieta
Blanchot, a oportunidade de ascensão social, com a obtenção do titulo de auxiliares, e ou
técnicos em enfermagem.
46

Uma vez que esses alunos eram absorvidos pelo mercado de trabalho, que aqui em Te-
resina, carência de mão de obra técnica/auxiliar, tanto, para a rede publica, quanto para a rede
privada de saúde. Conforme nos relata a técnica de enfermagem Maria do Livramento4:
“Quando eu comecei a trabalhar eu ainda estava na escola, como bolsista, aí
quando eu casei, tive meus filhos, eu já trabalhava no HDIC, o ultimo filho
que tive, eu já trabalhava na UBS Novo Horizonte” (LIVRAVENTO, Maria,
2018).

Ao ser transferida para o prédio, onde hoje, encontra-se a Faculdade de Ciências


Medicas – FACIME/UESPI.

Figura 8: Prédio da Faculdade de Ciências Médicas do Piauí. Prédio onde funcionou a Escola de formação de
Auxiliares e técnicos em Enfermagem Irmã Maria Antonieta Blanchot. Acervo Pessoal.

A Escola Blanchot assume uma posição bem centralizada, localizava-se perto de onde
os primeiros hospitais particulares, como por exemplo, o Hospital Santa Maria. A Escola
Blanchot, preservava a sobriedade, que se exige das enfermeiras, desde o tempo de Florence
Nightgalle (Precursora da enfermagem moderna). As vestes, a maquiagem e cabelos das
alunas conservavam-se sempre sóbrios, Livramento (2018) diz: “[...] a famosa maquiagem

4
Depoimento da técnica em enfermagem Maria do Livramento Pereira de Novaes de Aguiar condido a Thiago
Oliveira Soares Aguiar em 13 de setembro de 2018.
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não era usada..um pozinho, ou um batonzinho bem clarinho. Inclusive era ensinado para a
gente”
A escola “Blanchot”, por ser neste período a única escola de formação de auxiliares e
técnicos de enfermagem, tinha como requisito para o ingresso, uma espécie de “pequeno
vestibular”, muito concorrido, assemelhando-se a um concurso para uma vaga de trabalho
bastante concorrida. “[...] Então, quando a gente foi fazer esse teste seletivo, tinha muita
gente. Eu disse ”Meu Deus é muita gente é demais!
Observa-se, portanto, que estudar na escola “Blanchot’’, constituía, um sinônimo de
respeito e de expectativas, no que se refere ao mercado de trabalho Teresinense que atraía
tantos jovens, como para esta formação, que tinha, como nos dias de hoje, um tempo máximo
de 2 anos. Era também, uma escola pautada na ética e nos fundamentos, que regem a
educação e a enfermagem, e porque não a própria religião, uma vez que a escola era ate sua
extinção, dirigida pelas freiras da Congregação da Filhas de São Vicente de Paulo, conhecidas
como de caridade.
A técnica em enfermagem Teresa de Jesus Soares, quando chegou de Pedro II-PI,
estudou o ginasial na escola Henrique Couto, em 1970, ingressa na escola “Blanchot’’, es-
tudando à tarde na Unidade Escolar Henrique Couto, e a noite na escola de auxiliares de
enfermagem. Vinda de família humilde, ao ingressar no curso de auxiliar de enfermagem, via
a possibilidade de poder cursar o ensino superior em enfermagem ou medicina. “[...] Quando
entrei para a “Blanchot”, tinha esperança de não parar ali, queria mais! Fiz vestibular para
enfermagem e medicina, mas nunca passei, era pra ser assim né?” 5
O que de fato não veio a concretizar-se. Ela ao terminar o curso, foi contratada pelo
hospital Santa Maria, e posteriormente foi trabalhar na Maternidade Dona Evangelina Rosa
onde esta ate os dias de hoje, tendo trabalhado nos diversos setores, da mesma. As formaturas
da escola de auxiliares de enfermagem Irma Maria Antonieta Blanchot, eram sempre bem
prestigiadas, com a presença de autoridades civis e religiosas.

Me lembro, que tinha muita gente importante, lembro dos rostos (aqui ela
fica pensativa), acredito que era prefeito, ou governador (pensativa). Sei que
foi muito privilegiada, foi no teatro né... Foi no teatro 7 de
setembro,...emocionante. Lembro que minha família estava lá, presente.
(SOARES, Teresa de Jesus, 2018).

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Depoimento de Teresa de Jesus Soares concedido a Thiago Oliveira Soares Aguiar em 14 de setembro de 2018.
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No ano de 1984, a escola Blanchot, faz seu ultimo teste seletivo composto por
questões de gramatica e matemática. Como nos é narrado pela técnica em enfermagem Maria
do Livramento Pereira de Novaes de Aguiar (2018) “[...] O teste tinha gramática e
matemática. Será que vou passar, será que vou estudar na Blanchot? com três dias, sai o
resultado, eu ia estudar lá, era uma alegria”
Para as estudantes, a Irmã Osmina, da Congregação das Filhas da Caridade de São
Vicente de Paulo, bem como as demais irmãs, constituíam um exemplo de ética e zelo
profissional. Em 1984, o curso que tem a duração de 02 anos, teve que ser encurtado para 1
ano, a escola ao final daquele ano seria extinta, entretanto o zelo da ultima diretora Irmã Os-
minda, não permitiu que os alunos ficassem prejudicados, e a solução para tudo isto, seria os
alunos terem aula em tempo integral. Conforme nos relata a técnica em enfermagem Maria do
Livramento.

Quando a gente foi receber o resultado, ela (a irmã Osminda, diretora), abriu
o portão da escola disse: Meus filho esse é o ultimo ano, ultima turma, por
isso vamos ter que funcionar em dois turnos, pra dar tempo terminar o curso
(LIVRAMENTO, Maria, 2018).

Constituía-se também uma oportunidade para estreitarem laços de amizade entre os


alunos e o corpo gestor, sendo a ultima turma penalizada em sua formatura, não tendo havido
nenhuma cerimonia, como nas turmas anteriores. Chegava ao fim, à escola de auxiliares de
enfermagem irmã Maria Antonieta Blanchot. Tinha ao longo de sua historia formado vários
profissionais na área de saúde. Marcando a historia da saúde publica do estado do Piaui.
Muitos dos profissionais formadores pela escola “Blanchot”, ainda encontram-se em pleno
desenvolvimento de suas atividades, como é o caso das entrevistadas. Relembrar a escola
“Blanchot” é manter viva a memoria das primeiras enfermeiras, auxiliares e técnicas em
enfermagem do estado do Piaui.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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colaborativo. São Paulo: Artmed,2005
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DE CARVALHO, Flávio Jordão Gomes. O câncer em Teresina: medo, morte e estigma na
década de 1990.
ENTREVISTAS
SOARES, Teresa de Jesus. Depoimento oral. Entrevista concedida ao pesquisador Thiago de
Oliveira Soares Aguiar. Setembro/2018.
DE AGUIAR, Maria do Livramento Pereira de Novaes. Depoimento oral. Entrevista
concedida ao pesquisador Thiago de Oliveira Soares Aguiar. Setembro/2018.
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ANEXOS

Foto do convite de formatura da primeira turma da Escola deEnfermagem de Auxiliares de Enfermagem Irmã
Maria Antonieta Blanchot, acervo da Professora Doutora Francisca Neusa de Almeida Farias. Cedidas ao
Pesquisador: Thiago de Oliveira Soares Aguiar.

Foto do convite de formatura da primeira turma da Escola deEnfermagem de Auxiliares de Enfermagem


Irmã Maria Antonieta Blanchot, acervo da Professora Doutora Francisca Neusa de Almeida Farias. Cedidas
ao Pesquisador: Thiago de Oliveira Soares Aguiar
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