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Escola Básica Integrada de Mões

2016 – 2017
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AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOCENTE

Relatório de autoavaliação
Documento de acordo com o previsto no Artigo 19.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012, de 21 de fevereiro

Identificação do Avaliado

Nome: Estela Maria Ferreira Esteves


Departamento Curricular Expressões Grupo de Recrutamento: 910
Situação Profissional: Professora Contratada

a) Prática letiva
No presente ano letivo desempenhei funções neste Agrupamento de Escolas, como docente de Educação Especial
num horário de 22 horas letivas. Procurei conhecer os documentos orientadores do Agrupamento e estabelecer
diálogos com todos os intervenientes no processo educativo, para desta forma desenvolver um trabalho em
articulação com todos.
Prestei apoio a sete alunos, dois do primeiro ciclo e três alunas do segundo e dois do terceiro ciclo, com
Necessidades Educativas Especiais de carácter permanente. Dos alunos do primeiro ciclo um apresenta atraso global
do Neurodenvolvimento de predominio na fala e na visuoperceção, hemiparesia esquerda sequelar e acidente
isquémico cerebral (AVC), afetenado os membros superior e inferior esquerdos e outro apresenta e uma menina
com Curriculo Especifico Individual que apresenta um atraso global de desenvolvimento relacionado com
microcefalia evolutiva e hiperatividade com défice de atenção e concentração. Dificuldades motoras com fraco
domínio corporal (distonia muscular e falta de força muscular). Capacidade de aprendizagem muito comprometida
em todas as áreas, nomeadamente cognitivas, de linguagem e retenção de informação.
Do segundo ciclo uma aluna do quinto ano com Curriculo Espcifico Individual que apresenta um défice cognitivo
grave, epilepsia e grave défice de atenção/concentração. Com um perfil de funcionalidade muito deficitário, elevado
grau de dependência em atividades da vida diária, fraca autonomia e incapacidade na gestão e controlo do
comportamento. Estas caraterísticas imputam-lhe limitações acentuadas a vários níveis: nas áreas cognitivas,
psicossociais e da personalidade. Revela também grandes dificuldades psicomotoras. Do sexto ano uma aluna com
défice cognitivo apresenta algumas dificuldades de concentração e atenção. Ao nível da aprendizagem revela
grandes dificuldades, nomeadamente no cálculo, na compreensão/interpretação de ideias, na utilização do
raciocínio lógico abstrato, no desenvolvimento de destrezas de cálculo mental e escrito, na compreensão de novos
conceitos e na sua posterior aplicação. Outra com dificuldades especificas de aprendizagem apresenta ao nível da
linguagem e da escrita (Dislexia/disortografia), que comprometem seriamente os seus desempenhos académicos.
No terceiro ciclo dois alunos com Curriculo Especifico Individual, uma aluna de sétimo ano que aresenta uma
Paralesia Cerebral e um aluno com défice cognitivo grave decorrente de um funcionamento intelectual geral muito
inferior, a que se associa uma deficiência moderada ao nível das funções da articulação.
No intuito de melhor conhecer os alunos, comecei por consultar cuidadosamente o Processo Individual de cada
um, ouvir os seus encarregados de educação, os técnicos e os professores titulares de turma.
No que concerne ao desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, este foi centrado no perfil de
funcionalidade dos alunos.
A preparação/planificação das minhas atividades foi realizada em articulação com os professores titulares de
turma e teve sempre em conta o intuito dos alunos atingirem os objetivos pré-estabelecidos nos seus Programas

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Educativos Individuais e no Currículo Específico Individual de forma articulada, usando estratégias e recursos
adequados aos diferentes discentes e contextos. Assim, dado que cada aluno é diferente do outro, tornou-se
necessário construir respostas diferenciadas para conseguir responder às necessidades de cada um. Mantive sempre
um estreito contacto/interação com os docentes da turma com vista a saber quais as áreas académicas em que o
aluno revelava maiores dificuldades (áreas fracas) e em que itens dentro dessas áreas as dificuldades eram mais
expressas, com vista a que as mesmas fossem superadas.
A relação pedagógica que estabeleci com os alunos foi positiva e compensatória, pois teve por base uma
educação centrada nos valores e na afetividade, incentivando-os a valorizarem e a acreditarem nas suas
capacidades, a criarem e a desenvolverem estratégias para o sucesso das suas aprendizagens.
Tentei sempre desenvolver um trabalho apelativo e motivador para os alunos. Visto serem crianças com
Necessidades Educativas Especiais, diversifiquei as atividades tentando sempre ir ao encontro das suas necessidades
reais, levando-os a sentirem-se aptas e capazes de superar com sucesso as atividades propostas, tornando-se assim
mais motivadas e autónomas.
Cumpri todo o serviço letivo, que me foi atribuído, de forma positiva. Os tempos de serviço não letivo foram
ocupados em apoio aos alunos e uma para articulação. Fui sempre pontual e assídua, nunca recusando as
responsabilidades que me foram investidas, mantendo sempre um bom relacionamento com toda a comunidade
escolar. Foi sempre minha preocupação exercer as funções atribuídas da forma mais competente e correta possível
seguindo as orientações e normas do Agrupamento de Escolas.
Realizei todas as vigilâncias que me foram atribuídas até ao momento.

b) As atividades promovidas
Respeitante às atividades realizadas, participei e dinamizei, de forma ativa e empenhada, em todos os projetos
que me foram propostos, no âmbito das diversas estruturas de coordenação educativa do Agrupamento; procurei
ter uma postura interventiva e colaborante em todas as atividades. Participei em reuniões gerais, reuniões de
Conselho de Docentes, reuniões de Grupo Disciplinar, nas quais dei o meu contributo.
Observei e cumpri todas as orientações emanadas dos órgãos de direção executiva e das estruturas de gestão
pedagógica da escola. Desta forma, ainda que não tenha participado de forma direta nos órgãos de gestão,
considero que contribuí, positivamente, para o bom funcionamento da escola.
Durante o ano letivo, contribuí para a dinamização das atividades desenvolvidas e organizadas pelo Grupo
Disciplinar e que faziam parte integrante do Plano Anual de Atividades, que passo a enunciar: Feira de Outono, dia
Internacional da Pessoa com deficiência....

c) A análise dos resultados obtidos


As medidas contempladas nos PEI’s, dos alunos que apoiei, revelaram-se eficazes. Todos os alunos, apesar de
se encontrarem em níveis diferentes, conseguiram evoluir e melhorar os seus resultados escolares de uma forma
positiva. O apoio por mim dado visou o preenchimento de algumas lacunas, bem como a consolidação das
aprendizagens para que assim, e nelas, conseguissem obter um maior nível de sucesso. Considero que os resultados
foram muito positivos, quer no que respeita à evolução individual dos alunos, quer na relação estabelecida entre
todos os intervenientes no processo educativo. As áreas constantes no CEI foram avaliadas de Suficiente ou Bom.
Todos os alunos que apoiei evoluíram à medida das suas capacidades, ultrapassando algumas dificuldades e
mostrando-se muito motivados para a aprendizagem. Fizeram aquisições propostas nos seus Programas Educativos
Individuais e Curriculo Especifico Individual. Os relatórios circunstanciados dos alunos referem as aquisições, as
dificuldades específicas e perspetivam o ano seguinte, bem como as atas de avaliação dos conselhos de turma e
conselh de docente.
Relativamente à avaliação das aprendizagens dos alunos, esta foi feita de acordo com os critérios de avaliação
definidos em grupo disciplinar e aprovados em Conselho Pedagógico, a qual ficou registada nos respetivos relatórios
trimestrais e nos relatórios circunstanciados. Tendo em vista a superação das dificuldades dos discentes, adotei
várias estratégias e diversifiquei os instrumentos de avaliação, tais como: fichas de avaliação diagnóstica e
formativa, fichas informativas (adaptadas à sua problemática) e todo o tipo de materiais facilitadores e

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potenciadores da aprendizagem para os alunos e que me foram permitindo uma melhor adequação da minha prática
lectiva, no tratamento e explicitação dos conteúdos.
É de realçar a importância de ter havido, ao longo do ano, uma notável cooperação por parte dos docentes, para
o esclarecimento de dúvidas, para apoio em situações mais delicadas, pois, só assim foi possível o sucesso escolar
dos alunos que apoiei. O trabalho em cooperação entre os diferentes intervenientes no processo educativo e entre
os docentes do grupo de Educação Especial valoriza o trabalho individual de cada um, logo melhora a atividade e
participação dos nossos alunos. Consequentemente valoriza o trabalho de todo o grupo e a imagem do
Agrupamento de Escolas na sociedade.
Todavia, é relevante referir que o aumento do número de horas de apoio traria um nível de sucesso mais elevado
no patamar das aprendizagens, atendendo à complexidade de algumas situações.

d) O contributo para os objetivos e metas fixadas no Projeto Educativo do Agrupamento


Ao longo do ano letivo colaborei na elaboração e desenvolvimento dos Planos deTurma com
sugestões/informações com vista ao sucesso e à verdadeira inclusão dos alunos. Procurei respeitar as orientações
oficiais, tomando em consideração e simultaneamente rentabilizando as particularidades do meio escolar e
educativo.
Participei na elaboração dos PEI’s e relatórios circunstanciados e contribuí para a elaboração de vários
documentos para o grupo de Educação Especial.
Considero que consegui dar um contributo individual significativo para a prossecução dos objetivos e metas
da escola. Envolvi-me conscientemente na construção do conhecimento profissional e no seu uso na melhoria das
minhas práticas, promovi o desenvolvimento integral dos meus alunos, investi na qualidade das suas aprendizagens
e promovi o trabalho colaborativo e o apoio aos colegas.
Assim, penso ter contribuído de forma positiva para a realização dos objetivos e metas do Projeto Educativo
e do Plano Anual de Atividades.

e) Formação realizada e o seu contributo para a melhoria da ação educativa

A atualização científica e pedagógica é uma preocupação que está sempre presente, porque considero que
esta é necessária ao meu bom desempenho. Assim, tomei iniciativas para o desenvolvimento de processos de
aquisição e atualização do meu conhecimento profissional, nomeadamente participando em ações de formação na
minha área profissional.
No decorrer do período de avaliação participei ainda nas “III Jornada”, ação de curta duração acreditada, levada
a cabo pelo grupo de Educação Especial deste Agrupamento de Escolas, da qual aguardo a avaliação.

Agrupamento de Escolas de Castro Daire, 23 de junho de 2017


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(Estela Esteves)