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CFP

Edição: Abril/2018

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contribuir para um mundo melhor.

Colaboração:
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2. Ao realizar a prova e identificar alguma questão ou assunto cobrado que não consta em
nossa apostila, por favor, envie um e-mail para o autor (cursos@edgarabreu.com.br) e
ajude outras pessoas também.

Bons estudos!

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Sumário

MÓDULO 1. PLANEJAMENTO FINANCEIRO............................................................................ 07


Questões – Módulo 1 ..................................................................................................... . 95
MÓDULO 2. GESTÃO DE ATIVOS E INVESTIMENTOS................................................................. 137
Questões – Módulo 2 ..................................................................................................... 233
MÓDULO 3. PLANEJAMENTO DE APOSENTADORIA...............................................................253
Questões – Módulo 3 ..................................................................................................... 271
MÓDULO 4. GESTÃO DE RISCOS E SEGUROS........................................................................281
Questões – Módulo 4 ..................................................................................................... 301
MÓDULO 5. PLANEJAMENTO FISCAL.....................................................................................309
Questões – Módulo 5 ..................................................................................................... 337
MÓDULO 6. PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO...........................................................................347
Questões – Módulo 6 ..................................................................................................... 365

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Módulo 1

CFP® – MÓDULO 1 – PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Nosso Comentário: É o módulo mais importante da prova completa, com o maior número
de questões. Esteja preparado para muitos cálculos junto com interpretação sobre cenário
econômico e de clientes.
Objetivos do Módulo: Um conhecimento do processo de planejamento financeiro do
profissional CFP e também um desenvolvimento de um plano financeiro estruturado para
o cliente, entendendo todas as características do cliente, seu perfil, cenário econômico e
também exigências de atuação do planejador financeiro.
Temas que Serão Estudados: Processo de Planejamento Financeiro do profissional CFP;
Matemática Financeira; Ambiente Econômico e Regulatório; Gestão Financeira; Operações
de Crédito e Investimentos.
Informações Sobre a Prova Modular:
•• Módulo I – Planejamento Financeiro e Ética
•• Duração: 2 horas e 40 minutos
•• Forma do Exame: 53 questões de múltipla escolha com 4 alternativas de respostas
•• Mínimo de Acertos: 37
Informações Sobre a Prova Completa:

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1. O PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO DO PROFISSIONAL CFP®

Um bom planejamento financeiro é o que permitirá para um indivíduo ou uma família a


realização dos seus objetivos, sejam de curto, de médio ou de longo prazo. Muitas vezes se
observam pessoas que têm uma renda alta, mas mesmo assim não conseguem ter organização
financeira, resultando em endividamento ou mesmo em situações onde não se tem o mínimo
de reservas, nem para uma eventual emergência.
No nosso país, infelizmente, são poucas as famílias/indivíduos que possuem um bom
planejamento financeiro, devido à baixa educação financeira que temos. O planejamento
financeiro deveria fazer parte da rotina de todos os indivíduos, independente da renda, pois
é ferramenta essencial na construção de patrimônio, organização financeira, construção de
reservas para emergências e, em última análise, gerador de qualidade de vida para quem o
realiza.

ETAPAS DO PROCESSO DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO


O profissional CFP® deve, obrigatoriamente, seguir as seis etapas abaixo para a construção de
um planejamento financeiro junto ao seu cliente:

1) Definir e Estabelecer o Relacionamento com o Cliente


Esse é a primeira etapa e nela o profissional CFP® irá demonstrar e explicar para o cliente o
processo de planejamento financeiro e também as competências do planejador financeiro. Após
um primeiro contato, é importante o planejador financeiro entender se tem as competências
para satisfazer as necessidades do cliente, isso porque nem sempre o profissional terá todo o
conhecimento necessário para a solução de uma determinada demanda trazida pelo cliente.
Nesse sentido, deve o profissional CFP encaminhar para outro profissional, caso não tenha a
capacidade mínima.

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Se identificar que possui a capacidade, deve-se então definir o escopo do relacionamento, ou


seja, o objetivo do trabalho, o tempo de duração do mesmo e também as responsabilidades de
cada um (planejador e cliente) na execução da demanda.
Entre as formas de remuneração do planejador financeiro estão:

São responsabilidades básicas do planejador financeiro:


•• Proteger os dados e informações do cliente (confidencialidade);
•• Analisar e respeitar o perfil de risco do cliente nas suas recomendações;
•• Evitar potenciais conflitos de interesses e quando haver, informar os mesmos ao cliente;
•• Ser claro, independente, objetivo e colocar sempre na frente os objetivos do cliente;
•• Fazer estudos e análises de todo o cenário e características antes de apresentar as
recomendações ao cliente.
São responsabilidades básicas do cliente:
•• Arcar com os custos do trabalho do planejador, conforme acordado;
•• Ser claro honesto com relação ao entendimento e conhecimento dos produtos e cenário
econômico;
•• Tentar seguir ao máximo as estratégias traçadas no planejamento financeiro;
•• Entender as limitações de resultados de acordo com a situação atual do seu patrimônio.

2) Coletar informações necessárias para elaboração de um plano financeiro e que


permitam uma visão completa do cliente.
Essa é a segunda etapa do planejamento financeiro e tem como objetivo que o planejador
consiga ter uma visão completa do cliente nos seguintes temas:
•• Gestão Financeira;
•• Ativos e Investimentos;
•• Seguros;
•• Aposentadoria;
•• Situação Fiscal;
•• Planejamento Sucessório.

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A partir dessa visão geral, deve estar identificado quais os objetivos pessoais e financeiros do
cliente, como comprar uma casa em alguns anos, viajar com a família, entre outros. Também
nessa etapa serão coletados dados quantitativos/documentos e também qualitativos (perfil de
investimento, por exemplo).

3) Analisar e avaliar a situação financeira do cliente


Após a coleta das informações, é o momento de o planejador financeiro realizar a análise e
avaliação da situação do cliente. Primeiro passo nessa etapa é a determinação da capacidade
de correr riscos por parte do cliente. Capacidade de correr riscos é uma medida técnica,
calculada a partir do quanto a carteira/cenário suporta de risco. Já a disposição para assumir
riscos é uma definição psicológica, a partir de cada investidor e como o mesmo lida com uma
eventual perda.
Importante:

CENÁRIO O QUE FAZER


Disposição menor ou igual à capacidade Respeitar a disposição
Disposição maior que a capacidade Respeitar a capacidade

•• Capacidade: Quanto o cliente pode correr de risco


•• Disposição: Quanto o cliente quer correr de risco
Naturalmente, em alguns casos não é possível atingir um determinado resultado financeiro com
uma carteira, de acordo com disposição/capacidade de correr risco do cliente. Nesse tipo de
situação, é papel do planejador financeiro orientar o cliente sobre a realidade e à readequação
de objetivos de acordo com o cenário. Os principais objetivos de acumulação de capital são:
•• Patrimônio
Envolve algum plano de aquisição em um prazo futuro de um imóvel, títulos, etc.
•• Geração de Renda
Envolve situação onde cliente deseja alguma renda no futuro para ele ou para um herdeiro.
Nesse caso o planejador precisa entender qual o percentual da carteira precisa ser alocado
para garantir a renda desejada pelo cliente.
•• Aposentadoria
Envolve situação onde o cliente deseja alguma renda/retorno específico para a sua
aposentadoria. Normalmente, é o percentual da carteira que será alocado em títulos com prazo
maior.
Também é importante avaliar e identificar se o cliente possui exposição a riscos (vida,
patrimônio, saúde, responsabilidade, etc). Nesses casos, usualmente, o planejador indica
contratação de seguros (de risco ou de acumulação) para mitigar esses riscos.

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4) Desenvolver as recomendações de planejamento financeiro e apresentá-las ao cliente


Antes de apresentar ao cliente, o planejador financeiro precisa desenvolver as estratégias do
planejamento financeiro. Com relação específica aos investimentos, a gestão pode ser de dois
tipos:
Ativa: Tem como objetivo performar acima de algum indicador de rentabilidade, por exemplo o
CDI ou Ibovespa. Ou seja, essa carteira pretende ter rentabilidade melhor do que a do mercado.
Passiva: Tem como objetivo performar “indexado” a algum indicador de rentabilidade. Se
escolhe o índice que se deseja seguir e a rentabilidade deverá estar atrelada a esse índice.
Obs.: Alguns autores também tratam de uma terceira forma de gestão, que seria a semiativa,
que seria uma forma menos arriscada que a gestão ativa, estando indexado também a um
índice, porém, com um peso maior da carteira em setores que se acredita que tenham um forte
potencial no futuro.

5) Implementar as recomendações de planejamento financeiro


Após apresentar as recomendações, é necessário executar as possíveis alterações na carteira
do cliente. Nesse sentido, a responsabilidade pela execução das ordens de compra e venda para
reposicionamento da carteira pode ser de responsabilidade do próprio planejador financeiro,
como administrador de carteira ou do cliente, sendo o profissional CFP® apenas um consultor.

6) Monitorar a situação do cliente


Mesmo com a implementação das eventuais mudanças, o trabalho do planejador financeiro
ainda não está concluído. Isso porque o último passo seria o monitoramento da situação do
cliente, após as alocações. Isso é importante por dois motivos, principalmente:
a) Os produtos escolhidos podem estar performando abaixo do que era a expectativa inicial
e/ou abaixo da necessidade definida anteriormente.
b) Houve alterações no perfil do cliente ou fatos novos (nascimento de um filho, perda de
emprego, etc) que irão impactar no balanceamento atual da carteira.
Via de regra, se aconselha a revisão do planejamento anualmente, mas nada impede que
revisões sejam feitas antes desse período, de acordo com fatos e acontecimentos novos que
possam surgir na realidade do cliente.

2. GESTÃO FINANCEIRA

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PESSOAIS: ORÇAMENTO E FLUXO DE CAIXA


Como montar um orçamento pessoal adequado:
Identifique onde vai parar seu salário todo o mês. Para isso, faça uma lista com todas as suas
despesas, das maiores até as mais corriqueiras;

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Faça uma fotografia detalhada de todas as suas receitas, despesas, dívidas e seus investimentos;
Junte a família e juntos avaliem os gastos. É fundamental que toda a família participe dos seus
planos financeiros. Desta forma, todos ficarão comprometidos com um mesmo objetivo;
Faça um orçamento. Ele deve ser simples, incluindo suas receitas e todas suas despesas. Um
orçamento lhe dará a exata dimensão de quanto ganha, e principalmente de quanto precisa
para realizar seus sonhos.
Agora você tem um panorama perfeito sobre sua vida financeira. O próximo passo é escolher o
caminho de seus investimentos.
Controle do Orçamento:
A ideia de ter um orçamento não é para nos deixar tristes porque vamos ver a situação real de
nossa saúde financeira. Ao contrário, a ideia de ter um orçamento é para nos deixar confiantes
de que estamos ficando cada vez mais perto de realizar nossos sonhos.
Nossos sonhos é que devem animar a rotina do planejamento financeiro de toda a família. Esse é
um começo para manter o controle de nossos orçamentos.
Para organizar suas contas é preciso separar as receitas das despesas. Faça uma lista dos ganhos e
das despesas que você tem.

Minhas Despesas:
Maioria das pessoas acaba tendo muitas despesas e poucas receitas. Água, luz, telefone,
condomínio, escola dos filhos, supermercado, entre outras. E as receitas, muitas vezes, se
resumem a apenas uma: o salário no fim do mês.
Por isso, é importante que você tenha listado todas as suas despesas, e saiba exatamente
quanto elas representam na sua renda. Esse exercício, apesar de parecer um desafio, permitirá
que você assuma o controle de sua vida financeira.
Lembre-se de que há dois caminhos para você aumentar seu fluxo de caixa: o primeiro é
aumentar sua renda, o que nem sempre é fácil. E o segundo, que pode ser mais simples e
depende basicamente de disciplina, é reduzir suas despesas.

Fluxo de Caixa:
Fluxo de caixa é uma avaliação (geralmente uma previsão) do comportamento das receitas
e despesas. Por exemplo, para um assalariado existe apenas uma entrada mensal e dezenas
de saídas. A diferença entre estes dois fluxos gera um resultado no final de mês, que pode ser
investido (quando há sobras) ou financiado (quando falta dinheiro para cobrir as despesas).
Como o extrato bancário que você recebe em casa, o fluxo de caixa informa quanto dinheiro
você tinha disponível no início do mês (quando seu salário foi depositado na conta) e quais
foram todas as saídas da sua conta e depósitos feitos ao longo do período e, por fim, o saldo
atual.

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ATENÇÃO:
Há despesas (ou receitas), no entanto, que não são registradas mês a mês. Um
planejamento financeiro um pouco mais complete deve também leva rem conta, além do
fluxo de caixa, a expectativa dessas depesas/receitas não recorrentes. Por exemplo, pagar
o IPVA, o IPTU ou a matrícula da escola pode gerar um furo no orçamento em determinado
mês.
Se fizer, porém, uma reserva (provisionamento) para cobrir estas despesas você pode diluir
o impacto dessas despesas no orçamento. Essa provisão deve estar registrada à razão de
1/12 por mês. Assim se tem uma ideia melhor da real situação financeira. Pense no caso
de um motorista de táxi. Se ele pensa apenas em termos de fluxo de caixa e não provisiona
para “pagar” a depreciação do seu carro, mais cedo ou mais tarde terá dificuldades para
comprar um novo carro, já que não terá recursos para substituir o anterior. Simples, não?

Por que ele é importante?


Ter um fluxo de caixa positivo é fundamental para construir um patrimônio. Observe que se
você conseguir investir uma parcela de sua sobra de caixa todo mês já está formando uma
carteira de investimento que poderá se transformar num belo patrimônio ao longo dos anos.
Se você não controla seu fluxo de caixa corre sério risco. Isso porque um fluxo de caixa
constantemente negativo poderá corroer todo o seu patrimônio, por maior que ele seja. Assim,
é fundamental que você se certifique de que seu fluxo de caixa estará sempre em equilíbrio e,
principalmente, que ele tenha sobras quando há objetivos a serem perseguidos.

Meu patrimônio:
Construir um patrimônio não é uma tarefa simples. Há muitas pessoas que chegam à
aposentadoria sem um tostão sequer e precisam viver à custa de favores de filhos e parentes.
Este é seu maior estímulo para você construir um patrimônio e poder chegar à aposentadoria
tendo conquistado sua independência financeira.
A primeira preocupação é formar um patrimônio que esteja a salvo da inflação. Não adianta
nada passar a vida economizando se você deixar que a inflação destrua seu patrimônio.
Patrimônio Líquido = totalidade de seus bens – compromissos financeiros.
Um processo de construção de patrimônio envolve os seguintes passos:
•• Ser realista;
•• Estabelecer metas;
•• Criar uma estratégia;
•• Ser flexível, seus objetivos podem mudar.

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Como seria um balanço pessoal:
Semelhante ao balanço de uma empresa, abaixo um exemplo dessa demonstração pessoal:

ATIVO PASSIVO + PL
Ativos de Alta Liquidez Passivo Curto Prazo
Ativos Investidos Passivo Longo Prazo
Bens de Utilização Patrimônio Líquido
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO + PL

Aprendendo a Investir – Como Escolher?


Sua principal preocupação hoje é acumular patrimônio? Ou seu objetivo atual é proteger o
patrimônio que você já acumulou? É importante entender que não existe a melhor opção, e
sim a mais adequada às suas necessidades e expectativas.
Há várias formas de você investir seu dinheiro: comprar um imóvel, aplicar em títulos de
renda fixa ou em ações são alguns exemplos. Um aspecto importante é definir qual a meta de
rentabilidade para a aplicação.
Se sua meta é acumular patrimônio você terá, necessariamente, de buscar aplicações
mais arrojadas. Esses investimentos têm maior potencial de ganho ao longo do tempo, e
consequentemente um maior grau de risco.
Mas, se você quer apenas proteger seu patrimônio, opte por aplicações mais conservadoras,
mas com uma taxa de retorno acima da inflação.
Ao escolher um investimento arrojado é importante que sua decisão seja baseada em seus
objetivos e tempo de aplicação, e sua tolerância ao risco de perda.

Acompanhar e Revisar os Investimentos


Há várias formas de você acompanhar o desempenho de seus investimentos. Todos os dias é
possível encontrar, nos principais jornais do país, informações sobre os fundos da indústria.
Valor da cota, rentabilidade diária e mensal, patrimônio líquido, entre outras, são informações
facilmente acessáveis por todos os investidores.
Além dessas informações comuns a todo investidor é preciso acompanhar sempre o
desempenho de seus investimentos especificamente, e avaliar periodicamente se ainda estão
de acordo com seus objetivos, estabelecidos na época da sua aplicação inicial.
Assim como tudo na vida, seus objetivos estão em constate evolução, seja por uma mudança
repentina de planos, ocorrida por uma doença na família ou a perda do emprego, por exemplo,
como também uma mudança em seus projetos pessoais (o carro novo do passado pode ter se
transformado na viagem de volta ao mundo do próximo ano). Com os investimentos a coisa
não é diferente.

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Deste modo, fique sempre de olho nas suas economias. Não é necessário, é claro, tomar decisões
baseadas em movimentos pontuais de mercado, mas não deixe de fazer sistematicamente uma
avaliação de seus investimentos e adequá-los a fase da vida em que se encontra, e ao que
pretende para seu futuro.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EMPRESARIAIS


O objetivo das demonstrações contábeis empresariais é fornecer informações sobre a posição
patrimonial e financeira, o resultado e o fluxo financeiro de uma determinada sociedade
jurídica.

Balanço Patrimonial
É a principal demonstração financeira de uma empresa. Por meio dele, a empresa consegue
demonstrar como está o seu patrimônio, detalhando a posição patrimonial atual da empresa. O
mais comum é sua divulgação no final do ano, acompanhando a evolução patrimonial anual da
empresa. Representa uma posição estática (posição ou situação patrimonial em determinada
data).

ATIVO PASSIVO
Ativo Circulante Passivo Circulante
Ativo Não Circulante Passivo Não Circulante
Patrimônio Líquido
TOTAL DO ATIVO TOTAL DO PASSIVO

•• Ativo Circulante: São os bens/direitos que serão realizados em até 1 ano;


•• Ativo Não Circulante: São os bens/direito que se tem expectativa de realização em prazo
superior a 1 ano;
•• Passivo Circulante: São as obrigações/dívidas que possuem vencimento em até 1 ano;
•• Passivo Não Circulante: São as obrigações/dívidas que possuem vencimento superior a 1
ano;
•• Patrimônio Líquido: Representa o capital próprio da empresa, já que é a diferença entre o
ativo e o passivo.

Demonstração de Resultado do Exercício – DRE


O DRE foi instituído pela Lei 6404/76 no Art. 187. Essa demonstração tem como objetivo
principal apresentar de forma vertical e resumida o resultado apurado em relação ao conjunto
de operações realizadas em um determinado período. O período mais utilizado é o de doze
meses.
Oferece um resumo, uma síntese econômica completa das atividades operacionais e não
operacionais da empresa, demonstrando claramente se houve lucro ou prejuízo. O relatório
utiliza a forma de contabilização por competência, ou seja, os valores são lançados na DRE,
mesmo se não forem efetivamente recebidos naquele período.

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Abaixo um modelo de uma DRE:

(+) RECEITA OPERACIONAL BRUTA

Venda de Produtos
Venda de Mercadorias
Prestação de Serviços

( – ) DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA

Devoluções de Vendas
Abatimentos
Impostos e Contribuições Sobre Vendas

( = ) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

( – ) CUSTOS DAS VENDAS

Custo dos Produtos Vendidos


Custo das Mercadorias
Custo dos Serviços Prestados

( = ) RESULTADO OPERACIONAL BRUTO

( – ) DESPESAS OPERACIONAIS

Despesas Com Vendas


Despesas Administrativas

( – ) DESPESAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS

Despesas Financeiras
( – ) Receitas Financeiras
Variações Monetárias e Cambiais Passivas
( – ) Variações Monetárias e Cambiais Ativas

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OUTRAS RECEITAS E DESPESAS

Resultado da Equivalência Patrimonial


Venda de Bens e Direitos do Ativo Não Circulante
( – ) Custo da Venda de Bens e Direitos do Ativo Não Circulante

( = ) RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA


CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E SOBRE O LUCRO

( – ) Provisão para Imposto de Renda e Contribuição Social Sobre o Lucro

( = ) LUCRO LÍQUIDO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES

( – ) Debêntures, Empregados, Participações de Administradores, Partes


Beneficiárias, Fundos de Assistência e Previdência para Empregados

( = ) RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

Custo Médio Ponderado de Capital – CMPC


Também conhecido como WACC (Weighted Average Cost of Capital) nada mais é do que a
média do custo dos recursos que estão alocados na empresa, ponderado por sua participação.
Para uma empresa operar, é necessário que se tenham recursos financeiros dentro da mesma.
Esses recursos podem ser dos próprios acionistas (Capital Próprio) ou recursos emprestados
(Capital de Terceiros). O capital de terceiros possui custo de juros e o capital próprio possui,
pelo menos, o custo de oportunidade.
A forma de obter o CMPC está na fórmula abaixo:

Onde:
•• Ke = Custo do Patrimônio Líquido (Capital Próprio)
•• Kd = Custo da Dívidas Após Impostos
•• Kps = Custo das Ações Preferenciais
•• E / (E + D + PS) = Proporção, em valor, de mercado, do patrimônio líquido em relação ao
valor do mix de financiamento

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•• D / (E + D + PS) = Proporção, em valor de mercado, da dívida em relação ao valor do mix de
financiamento
•• PS / (E + D + PS) = Proporção, em valor de mercado, das ações preferenciais em relação ao
valor do mix de financiamento
Exemplo:
Uma empresa possui Patrimônio Líquido (PL) de R$ 30.000 e dívidas de R$ 70.000. Considerando
que o custo da dívida é de 15% e o retorno requerido pelos acionistas é de 30%, calcule o CMPC
da empresa:
Resolução:
Primeiro passo é entender o percentual de dívida e de capital próprio. Nesse caso:
Dívida = 70%
Capital Próprio = 30%
Segundo passo é só aplicar a fórmula:
CMPC = (30% x 0,3) + (15% x 0,7) = 19,50%
O Custo Médio de Capital da empresa é de 19,50%.
O CMPC é muito importante, principalmente, para se analisar a viabilidade dos projetos da
empresa, isso porque, se um determinado projeto/investimento não tiver um retorno superior
ao CMPC, não é financeiramente viável.

ESTRATÉGIAS DE ALAVANCAGEM COM UTILIZAÇÃO DE RECURSOS DE TERCEIROS


E ADEQUAÇÃO DA MODALIDADE DE CRÉDITO PARA OS OBJETIVOS DO CLIENTE
Diversas modalidades e linhas de crédito estão disponíveis no sistema financeiro brasileiro
como possibilidade de alavancagem para a população. Saber as características de cada um dos
produtos e quando os utilizar é competência básica do planejador financeiro. Abaixo temos a
tabela e a seguir os detalhes dos produtos exigidos na sua prova:

Cheque Especial
Créditos Rotativos
Cartão de Crédito
Empréstimos Pessoais Livre Destinação dos Recursos
Crédito Direto ao Consumidor – CDC
Financiamentos
Leasing
Financiamento Imobiliário Aquisição de Imóvel
Repasses (BNDES) Financiados pelo BNDES
Conta Margem
Consórcio
Outros
Penhor
Linhas de Crédito Educacionais

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Créditos Rotativos: Cheque Especial e Cartão de Crédito


Os contratos de abertura de crédito rotativo são linhas de crédito abertas com um determinado
limite e que o cliente utiliza à medida de suas necessidades. Os encargos (juros e IOF) são
cobrados de acordo com a utilização dos recursos. O principal da dívida pode ser “rolado” e
até mesmo os juros poderão ser pagos com o próprio limite disponibilizado
O chamado cheque especial é um produto que decorre de uma relação contratual em que é
fornecida ao cliente uma linha de crédito para cobrir cheques que ultrapassem o valor existente
na conta. O banco cobra juros por esse empréstimo. Além dos juros cobrados pelos bancos,
normalmente taxas elevadas, também incide IOF sobre os recursos utilizados.
Por meio dos cheques especiais, os bancos emprestam dinheiro às pessoas. Assim, de acordo
com a renda de cada um, é estipulado um limite de crédito. A cobrança, que geralmente é feita
no primeiro dia útil de cada mês, é realizada pelo banco diretamente na conta do cliente. Essa
cobrança se refere aos juros sobre o valor e o período utilizado.
O cheque especial deve ser utilizado somente para emergências e em situações onde se
tem um cenário de curto prazo para honrar a dívida. Isso porque é uma linha de crédito que
apresenta uma alta taxa de juros.
As atividades de emissão de cartão de crédito exercidas por instituições financeiras estão
sujeitas à regulamentação baixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco
Central do Brasil.
Todavia, nos casos em que a emissão do cartão de crédito não tem a participação de instituição
financeira, não se aplica a regulamentação do CMN e do Banco Central
•• Vendedor:
•• Forte indutor do consumo;
•• Rebate no preço das vendas (tarifas e prazo).
•• Comprador:
•• Enquadramento das necessidades de consumo às disponibilidades de caixa;
•• Ganhos sobre a inflação;
•• Forte indutor do consumo.
•• Tipos:
•• Quanto ao usuário: pessoa física ou empresarial
•• Quanto à utilização: nacional ou internacional.
O dono do cartão recebe mensalmente a fatura, pelo correio ou por meio eletrônico, para
conferir e pagar as compras efetuadas. É possível optar pelo pagamento total, pelo valor
mínimo ou por algum valor intermediário.

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IMPORTANTE:
O valor mínimo da fatura de cartão de crédito a ser pago mensalmente não pode ser
inferior ao correspondente à aplicação, sobre o saldo total da fatura, dos seguintes
percentuais:
I. 15%, a partir de 1º de junho de 2011;

COMENTÁRIO:
O maior ganho das instituições financeiras e das administradoras de cartão de crédito
se dá no momento em que o cliente opta em não pagar o total de sua fatura no
mês correspondente, parcelando assim a sua dívida a uma taxa de juros geralmente
elevada.

Os bancos só podem cobrar cinco tarifas referentes à prestação de serviços de cartão de


crédito:
1. Anuidade;
2. emissão de segunda via do cartão;
3. tarifa para uso na função saque;
4. tarifa para uso do cartão no pagamento de contas;
5. tarifa no pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.
O contrato de cartão de crédito pode ser cancelado a qualquer momento. No entanto, é
importante salientar que o cancelamento do contrato de cartão de crédito não quita ou
extingue dívidas pendentes. Assim, deve ser buscado entendimento com o emissor do cartão
sobre a melhor forma de liquidação da dívida.
Existem dois tipos de cartão de crédito, conforme o Banco Central:

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ATENÇÃO:
As instituições financeiras são obrigadas a oferecer o cartão básico.

Empréstimos pessoais:
São modalidades de crédito não rotativo e que possuem livre destinação, ou seja, não estão
atrelados a aquisição de um bem ou serviço.
Principais modalidades:
•• Crédito Automático;
•• Crédito com Garantia;
•• Crédito Consignado.

Financiamentos
São operações de crédito que estão atreladas à aquisição de algum bem ou serviço por parte de
quem está adquirindo esse crédito.

CRÉDITO DIRETO A CONSUMIDOR (CDC)


Financiamento concedido por uma financeira a seus clientes, para a aquisição de bens ou
serviços, ou ainda, sem propósitos específicos.
Muito utilizado na compra de veículos, móveis e eletrodomésticos. Sempre que possível, o bem
adquirido com o financiamento fica vinculado em garantia à operação
Definição: CDC ou Crédito Direto ao Consumidor – São operações de crédito concedidas pelos
Bancos, ou pelas chamadas Financeiras, a pessoas físicas ou jurídicas, destinadas a empréstimos
sem direcionamento ou financiamentos de bens ou serviços.
Contratação: Depois de definido o limite, você pode acessar qualquer um dos Terminais de
Autoatendimento, internet, agências bancárias ou diretamente nos terminais POS das lojas,
dependendo da linha a ser utilizada.
Imposto: Gera cobrança de IOF.

LEASING
Arrendadora: É a empresa de leasing. As arrendadoras são empresas previamente autorizadas a
funcionar pelo Banco Central do Brasil, como também os Bancos com Carteira de Arrendamento
Mercantil.
Arrendatária: Cliente, que necessita de um bem e faz a escolha livremente

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Fornecedor: É quem você escolheu para lhe fornecer o bem, pelo preço que vocês ajustaram e
que lhe será entregue após a emissão da ordem de compra pela arrendadora.
Bens a serem arrendados: Bens imóveis e móveis, de produção nacional ou estrangeira, tais
como veículos, máquinas, computadores, equipamentos, entre outros

Fluxo de uma operação de leasing:

Parte do princípio de que o lucro vem da utilização do bem, e não da sua propriedade, sendo
portanto, uma forma de ter sem comprar.
Sua formalização é feita exclusivamente através de contrato.

Encargos do Leasing:
Taxas de abertura de crédito (VRG Antecipado): serve para diminuir o valor do arrendamento;
Taxa de Compromisso: valor cobrado durante o período de carência do leasing;
Contraprestação, aluguel ou taxa de arrendamento: mensalidade dedutível do lucro tributável.

Principais Vantagens:
Financiamento total do bem;
Liberação de recursos para o capital de giro;
Possibilidade de atualização dos equipamentos durante a vigência do contrato;
Não incidência do IOF;
Melhoria dos índices financeiros, ou conservação de linhas de crédito;
Dupla economia de Imposto de Renda.
Desvantagem: caso o arrendatário opte por liquidar antecipadamente o leasing, ele perde
todos os benefícios
OBS.: Apesar de não incidir IOF operações de leasing estão sujeitas a cobrança de ISS (Imposto
Sobre Serviço)

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Tipos de Leasing:
•• Operacional: não há a presença de uma instituição financeira;
•• Financeiro: existência de um intermediário entre o arrendador e o arrendatário, que é a
instituição financeira.
•• Tradicional;
•• Leasing Back;
•• Imobiliário;
•• Operações sindicalizadas.

LEASING FINANCEIRO LEASING OPERACIONAL


É a forma de leasing mais tradicional; Geralmente é praticado diretamente entre o
O Valor Residual Garantido (VRG) é diluído nas produtor e os usuários;
parcelas Geralmente o arrendador fica responsável pela
Em geral possibilita o arrendatário adquirir o manutenção/substituição do equipamento;
bem no final do contrato Os bens arrendados são produtos de alta
Três personagens: o produtor do bem, o tecnologia, com alto valor de revenda e mercado
arrendador e o arrendatário; secundário ativo;
Prazo mínimo de financiamento: entre 24 (até 5 Seus contratos não tem opção de compra no
anos de vida útil) e 36 meses para os demais; final. Caso o arrendatário deseja adquirir o bem,
terá que pagar o preço de mercado
Todas as despesas (seguro, ISS, registro do
contrato, etc.) correm por conta do arrendador Como não têm opção de compra, suas prestações
ou do arrendatário, dependendo do que estiver são menores;
escrito no contrato. Prazos dos contratos: mínimo de 90 dias, e
máximo de 75% da vida útil do bem.

ATENÇÃO:
É obrigado a apresentação do Custo Efetivo Total (CET), previamente à contratação da
operação de crédito e de arrendamento mercantil financeiro, bem como constar, de
forma destacada, dos respectivos contratos.

Financiamento Imobiliário
O Financiamento Imobiliário tem a finalidade de financiar a aquisição de imóvel novo ou usado,
podendo ser residencial ou comercial. Também pode ser obtido com a finalidade de construir
um imóvel e adquirir materiais de construção.
O imóvel é dado como garantia do financiamento, por esse motivo a instituição financeira exige
um Seguro Habitacional de Danos Físicos ao Imóvel – DFI, assim, não tem riscos de perder
a garantia do financiamento. Com relação ao risco de não pagamento do financiamento por
morte, invalidez ou perda de emprego, a instituição financeira mitiga esse risco com o Seguro
Prestamista.

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Seguro de Danos Físicos ao Imóvel – DFI
A cobertura de um seguro DFI abrange os riscos de incêndio, queda de raio, explosão,
inundação e alagamento, destelhamento, desmoronamento total e parcial e ameaça de
desmoronamento.

IMPORTANTE:
O limite máximo de garantia pelo seguro DFI é o valor de avaliação do imóvel no ato
da contratação do financiamento.
Quanto ao valor de indenização, será igual ao valor necessário para reposição dos
prejuízos.
A seguradora pode ainda, ofertar coberturas adicionais como: Seguro de conteúdo,
atendimento a emergências domésticas domiciliares (Assistência 24 horas), assistência
funeral, entre outras.

Seguro Prestamista
Tem como objetivo o pagamento de prestações ou a quitação do saldo devedor de bens ou
planos de financiamento adquiridos pelo segurado, em caso de morte, invalidez permanente,
invalidez temporária e desemprego. Este seguro configura-se como uma proteção financeira
para empresas que vendem a crédito, bem como ao segurado que fica livre da responsabilidade
em caso de sinistro.

Crédito Rural
Quem pode se utilizar do crédito rural?
•• produtor rural (pessoa física ou jurídica);
•• cooperativa de produtores rurais; e

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•• pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo produtor rural, se dedique a uma das
seguintes atividades:
•• pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas ou certificadas;
•• pesquisa ou produção de sêmen para inseminação artificial e embriões;
•• prestação de serviços mecanizados de natureza agropecuária, em imóveis rurais,
inclusive para a proteção do solo;
•• prestação de serviços de inseminação artificial, em imóveis rurais;
•• medição de lavouras;
•• atividades florestais.

ATENÇÃO:
Profissionais que se dedicam a exploração de pesca e aquicultura, com fins comerciais
não são mais beneficiados pelas linhas empréstimos de crédito rural.

Atividades financiadas pelo crédito rural:


•• custeio das despesas normais de cada ciclo produtivo;
•• investimento em bens ou serviços cujo aproveitamento se estenda por vários ciclos
produtivos;
•• comercialização da produção.

Recursos Controlados:
•• os recursos obrigatórios (decorrentes da exigibilidade de depósito à vista);
•• os das Operações Oficiais de Crédito sob supervisão do Ministério da Fazenda;
•• os de qualquer fonte destinados ao crédito rural na forma da regulação aplicável, quando
sujeitos à subvenção da União, sob a forma de equalização de encargos financeiros,
inclusive os recursos administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES);
•• os oriundos da poupança rural, quando aplicados segundo as condições definidas para os
recursos obrigatórios;
•• os dos fundos constitucionais de financiamento regional;
•• os do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Não controlados: todos os demais.


Para concessão do crédito rural, é necessário que o tomador apresente orçamento, plano ou
projeto, exceto em operações de desconto de Nota Promissória Rural ou de Duplicata Rural.

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Garantias aceitas:
•• penhor agrícola, pecuário, mercantil, florestal ou cédula;
•• alienação fiduciária;
•• hipoteca comum ou cédula;
•• aval ou fiança;
•• seguro rural ou ao amparo do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro);
(OBRIGATÓRIO a contratação para empréstimos contratados com recursos controlados e a
partir de Julho de 2014 após publicação da CMN 4.235);
•• proteção de preço futuro da commodity agropecuária, inclusive por meio de penhor de
direitos, contratual ou cedular;
•• outras que o Conselho Monetário Nacional admitir.

IMPORTANTE:
Alíquota de IOF para operações de crédito rural é de zero. O IOF cobrado em algumas
operações é o IOF adicional.
No caso de operação de comercialização, na modalidade de desconto de nota
promissória rural ou duplicata rural, a alíquota zero é aplicável somente quando o
título for emitido em decorrência de venda de produção própria.

Repasses do BNDES
Grande parte das operações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –
BNDES ocorre através de forma indireta (repasses), por meio de parceria com uma rede de
instituições financeiras autorizadas pelo BNDES.
Os recursos providos pelo BNDES devem ser utilizados pelo cliente em finalidades específicas,
tais como:
•• investimentos para implantação, expansão, modernização e/ou recuperação de
empreendimentos, infraestrutura, empresas e instituições públicas e privadas, incluindo
estudos, projetos, obras civis, instalações, treinamento, entre outros;
•• produção ou aquisição de máquinas e equipamentos novos (inclusive veículos utilitários,
ônibus, caminhões e aeronaves), de fabricação nacional e credenciados pelo BNDES;
•• bens novos, insumos, serviços, softwares;
•• capital de giro;
•• exportação de bens e serviços nacionais; e
•• aquisição de bens e serviços importados e despesas de internação (através de linhas e
condições específicas para esse fim), desde que haja comprovação de inexistência de
similar nacional.

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Quem pode se beneficiar dos repasses concedidos pelo BNDES:


•• empresas sediadas no Brasil;
•• empresários individuais (pessoa física ou jurídica)
•• microempreendedores individuais (pessoa jurídica);
•• entidades ou órgãos públicos, da administração direta e indireta, das esferas Federal,
Estadual, Municipal e do Distrito Federal;
•• fundações e associações de direito privado;
•• cooperativas;
•• pessoas físicas domiciliadas e residentes no país, desde que exerçam atividades econômicas
e sejam devidamente registradas, como por exemplo caminhoneiros e produtores rurais;
•• consórcios e condomínios que exerçam atividade produtiva; e
•• sindicatos e clubes.
O BNDES oferece produtos, linhas de financiamento e programas, cujas condições de apoio
refletem as prioridades e diretrizes da política de desenvolvimento do Governo Federal. Um
mesmo financiamento, que contemple mais de uma finalidade, poderá combinar diferentes
produtos, linhas e programas.
Produtos definem regras gerais de financiamento de acordo com cada finalidade. Cada
produto pode se dividir em linhas de financiamento permanentes, que atendem a tipos de
clientes e objetivos diferentes, com condições específicas (como taxa de juros e prazo de
pagamento). Por exemplo, o produto BNDES Finame oferece financiamento para máquinas e
equipamentos, possuindo linhas específicas para aquisição, outra para produção e mais uma
para modernização.
Programas têm caráter temporário e atendem a demandas ou segmentos específicos. O BNDES
Procult, por exemplo, é um programa criado para a cadeia produtiva da economia da cultura.
O Cartão BNDES é um produto destinado a micro, pequenas e médias empresas de controle
nacional, consistindo em um crédito rotativo e pré-aprovado de até R$ 2 milhões, por banco
emissor, para aquisição de produtos e serviços credenciados. Mais informações podem ser
obtidas no Portal de Operações do Cartão BNDES.
O BNDES também utiliza Fundos para complementar suas fontes de recursos, bem como oferecer
opções de apoio financeiro aos seus clientes. Os Fundos podem ter naturezas estatutárias ou
legais e são regidos por normas próprias, que definem suas condições específicas.

3. FUNDAMENTOS DE ECONOMIA

POLÍTICAS MACROECONÔMICAS: MONETÁRIA, FISCAL E CAMBIAL

Política Monetária COPOM


Em Junho de 1999 o Brasil passou a adotar as “Metas de Inflação” (definida pelo C.M.N). Índice
utilizado na meta: IPCA.

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É composto atualmente pela diretoria colegiada do BACEN.
É o Copom quem define a taxa de juros “Selic – Meta” e também a existência ou não do Viés.
Uma vez definido o viés, compete ao presidente do BACEN a tarefa de executar.
Reunião em dois dias (terças e quartas), sendo o primeiro dia reservado para apresentação de
dados e discussões e no segundo dia acontece a votação e definição da taxa de juros.
Calendário de reuniões (8 vezes ao ano) divulgado em até o fim de Outubro, podendo reunir-se
extraordinariamente, desde que convocado pelo Presidente do Banco Central. Divulgação da
ATA de reunião em 6 dias úteis em português e 7 em Inglês; Caso a Inflação (medida pelo IPCA)
ultrapasse a meta estipulada pelo C.M.N (somado o intervalo de tolerância), o Presidente do
Banco Central deve explicar os motivos do não cumprimento da meta através de uma Carta
Aberta ao Ministro da Fazenda.
Não confunda:
Determinar a Meta da taxa de Juros: COPOM
Determinar a Meta de inflação: CMN

POLÍTICA MONETÁRIA
Conjunto de medidas adotadas pelo Governo visando adequar os meios de pagamento
disponíveis às necessidades da economia do país, bem como, controlar da quantidade de
dinheiro em circulação no mercado e que permite definir as taxas de juros.
Instrumentos:
•• Depósito compulsório;
•• Operações de Redesconto;
•• Open Market (operações de mercado aberto).

DEPÓSITO COMPULSÓRIO
Representa uma parcela dos recursos depositados nos bancos que não pode ser aplicado,
devendo ser depositadas no banco central;
Limita a criação de moedas feita pelas instituições monetárias;
Atualmente existe 3 tipos de compulsórios: Compulsório sobre depósito à vista, depósito à
prazo e poupanças;

IMPORTANTE:
Uma elevação na alíquota do depósito compulsório provoca uma redução da liquidez
e uma elevação nas taxas de juros.

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OPERAÇÃO DE REDESCONTO
É a taxa de juros cobrada pelo Banco Central pelos empréstimos concedidos aos bancos; O
BACEN realiza operações de redesconto às instituições financeiras.

OPEN MARKET (MERCADO ABERTO)


É a compra e ou venda de T.P.F (Título Público Federal) executada pelo BACEN;
É o instrumento mais ágil e eficaz que o governo dispõe para fazer política monetária;
Comentário: É sem dúvida o melhor e, mais eficaz instrumento para fazer política monetária do
BACEN, por ter um resultado imediato e confiável.

CONSEQUÊNCIAS DA POLÍTICA MONETÁRIA

LIQUIDEZ INFLAÇÃO PIB

AUMENTAR (↑)
REDUZ REDUZ REDUZ
Compulsório e Redesconto ou
↓ ↓ ↓
VENDER T.P.F

REDUZIR (↓)
↑ ↑ ↑
Compulsório e Redesconto ou
AUMENTA AUMENTA AUMENTA
COMPRAR T.P.F

RELAÇÃO ENTRE JUROS E ATIVIDADE ECONÔMICA


→ Por que juros altos impactam na atividade econômica (PIB)?
Com um cenário de juros altos, o crédito fica mais caro (custo do dinheiro), com isso as
pessoas consomem menos (menos compras), resultando em uma atividade econômica menor
(indústrias produzem menos, pois a demanda está menor).
→ Por que não temos juros baixos para que a atividade econômica (PIB) cresça?
Em um cenário de juros baixos, o crédito fica mais barato (custo do dinheiro), com isso as
pessoas consomem mais (mais compras), resultando em uma atividade econômica maior.
Porém, esse aquecimento na demanda (procura por produtos/serviços) irá gerar um aumento
nos preços (lei da oferta e demanda), gerando muitas vezes inflação (que se estiver em um
nível muito alto não é positivo para o país).

Política Fiscal
Conjunto de medidas adotadas pelo Governo, dentro do orçamento do Estado, que visam obter
as rendas indispensáveis à satisfação das despesas públicas.

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Chamamos de política fiscal as decisões do governo sobre como e quando irá arrecadar de
tributos (impostos, taxas e contribuições) e sobre quanto e de que forma irá gastar os recursos
disponíveis.
Contas do Setor Público:

 
Despesas Superávit/
Receita não Déficit
Impostos financeiras Primário
 
Pagamento  de  juros  
sobre  a  dívida  pública  

Superávit  
Déficit  Nominal  

Política Cambial
Política federal que orienta o comportamento do mercado de câmbio e da taxa de câmbio:
O Brasil adota um regime de Política Cambial Flutuante SUJA sem Banda Cambial.
Em um regime de taxas perfeitamente flutuantes o Bacen não intervém no mercado,
permanecendo inalterado as reservas internacionais.

RESERVAS INTERNACIONAIS
As Reservas Internacionais de um país são formadas por ativos em moedas estrangeiras, como
Títulos, depósitos bancários, ouro, etc., que podem ser usados para pagamentos de dívidas
internacionais.
VALORIAÇÃO E DESVALORIZAÇÃO CAMBIAL

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TAXA DE CÂMBIO
Taxa de câmbio é o preço de uma unidade monetária de uma moeda em unidades monetárias
de outra moeda.
PTAX é a taxa que expressa à média das taxas de câmbio praticada no mercado interbancário.
Divulgada pelo BACEN.
TODAS as operações devem ter registro OBRIGATÓRIO no SISBACEN pelas instituições autoriza-
das por ele a atuar.
DÓLAR Spot: Taxa à vista
DÓLAR forward: Taxa negociada no mercado futuro (Contratos a termo)

Contas Externas:
É o registro das transações de um país com o resto do mundo. No Brasil, os valores são expressos
em dólares americanos, mesmo quando são efetuados com outros países que não os EUA. Duas
grandes contas formam o balanço de pagamentos de um país:

Conta Corrente:
Engloba os registros de três outras contas: a balança comercial, a conta de serviços e rendas e
as transferências unilaterais.

Balança comercial:
Registra o comércio de bens, na forma de exportações e importações. Quando as exportações
são maiores que as importações temos um superávit na Balança Comercial. Um déficit ocorre
quando as importações são maiores que as exportações.

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Conta de Serviços e Rendas:
Inclui os pagamentos/recebimentos relacionados com o comércio de bens, como fretes e
seguros, as receitas/despesas com viagens internacionais, o aluguel de equipamentos, os
serviços governamentais, a exportação e importação de serviços e o pagamento/recebimento
de juros e de lucros e dividendos.

Transferências Unilaterais:
Contabilizam o saldo líquido das remessas de recursos ou doações feitas entre residentes no
Brasil e residentes em outros países.

Conta de Capitais:
Registra o saldo líquido entre as compras de ativos estrangeiros por residentes no Brasil e a
venda de ativos brasileiros a estrangeiros.

Principais Indicadores Econômicos

PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO)


O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país
durante certo período. Isso inclui do pãozinho até um avião produzido pela Embraer, por
exemplo.
O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas
vezes. A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a
farinha de trigo usada não entra na contabilidade.
O PIB é obtido pela equação:
PIB = Consumo + Investimentos + Gastos do Governo + Saldo da Balança Comercial (Exportação
Importação)
Fórmula do PIB sob a ótica do Consumo = C + I + G + NX

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Onde:
C = Consumo
I = Investimentos
G = Gastos do Governo
NX = Exportações Líquidas (Exportações – Importações)
O cálculo do PIB deve considerar apenas o valor agregado, descontando sempre o valor dos
insumos, ou seja, imaginamos que uma indústria tem um custo de matéria prima de 1.000,00,
para produzir determinado produto e o vende 1.800,00, concluímos que esta indústria contribui
com R$ 800,00 para o PIB de cada produto vendido. (R$ 1.800,00 – R$ 1.000,00)
IPCA (ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO)
A ponderação das despesas das pessoas para se verificar a variação dos custos foi definida do
seguinte modo:

A ponderação das despesas das pessoas •• Índice Oficial de inflação do Brasil.


para se verificar a variação dos custos foi •• Calculado pelo IBGE.
definida do seguinte modo •• Divulgado mensalmente.
Tipo de Gasto Peso % do Gasto •• Utilizado como referência para META
de inflação definida pelo CMN para o
Alimentação 25,21 COPOM.
Transportes e •• População-objetivo do IPCA abrange
18,77
comunicação as famílias com rendimentos mensais
Despesas pessoais 15,68 compreendidos entre 1 (hum) e 40
(quarenta) salários-mínimos, qualquer
Vestuário 12,49
que seja a fonte de rendimentos, e
Habitação 10,91 residentes nas áreas urbanas das regiões
Saúde e cuidados metropolitanas de Belém, Fortaleza,
8,85 Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio
pessoais
de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto
Artigos de residência 8,09 Alegre, Brasília e município de Goiânia.
Total 100,00

IPC-FIPE
É calculado mensalmente pela USP/FIPE e mede a variação de preços para o consumidor na
cidade de São Paulo com base nos gastos de quem ganha de um a vinte salários mínimos.
Os grupos de despesas estão compostos de acordo com o POF (Pesquisas de Orçamentos
Familiares) em constante atualização.
O período de pesquisa das variações de preços ocorre a partir do primeiro ao último dia de
cada mês. A publicação dos índices ocorre em torno do dia dez do mês subsequente. A FIPE
divulga também as variações de preços das últimas quatro semanas imediatamente anteriores.

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IGP-M (ÍNDICE GERAL DE PREÇOS DO MERCADO)
Calculado pela FGV.
Divulgado mensalmente.
→ IGP-M/FGV é composto pelos índices:
•• 60% do Índice de Preços por Atacado (IPA);
•• 30% Índice de Preços ao Consumidor (IPC);
•• 10% Índice Nacional de Custo de Construção (INCC).
O índice que mais afeta o IGP-M é o IPA.

COMENTÁRIO:
O que difere o IGP-M/FGV e o IGP-DI/FGV é que as variações de preços consideradas
pelo IGP-M/FGV referem ao período do dia vinte e um do mês anterior ao dia vinte do
mês de referência e o IGP-DI/FGV refere-se a período do dia um ao dia trinta do mês
em referência.

PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS

SELIC META X SELIC OVER


A taxa Selic Over taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e
ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e
cursadas no referido Sistema na forma de operações compromissadas.
A taxa Selic Meta é Definida pelo Copom, com base na Meta de Inflação. É a Selic Meta que
regula a taxa Selic over assim como todas as outras taxas do Brasil.

COMENTÁRIO:
A Selic over pode ser alterada diariamente (dias úteis), pois se trata de uma média das
taxas de negociação dos TPF, enquanto a Selic Meta só é alterada pelo Copom, através
de reuniões ordinárias ou Extraordinárias.

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CDI (CERTIFICADO DE DEPÓSITO INTERFINANCEIRO)


•• Os Certificados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições
financeiras, que lastreiam as operações do mercado interbancário. Suas características
são idênticas às de um CDB, mas sua negociação é restrita ao mercado interbancário. Sua
função é, portanto, transferir recursos de uma instituição financeira para outra. Em outras
palavras, para que o sistema seja mais fluido, quem tem dinheiro sobrando empresta para
quem não tem.
•• A taxa média diária do CDI é utilizada como parâmetro para avaliar a rentabilidade
de fundos, como os DI, por exemplo. O CDI é utilizado para avaliar o custo do dinheiro
negociado entre os bancos, no setor privado e, como o CDB (Certificado de Depósito
Bancário), essa modalidade de aplicação pode render taxa de prefixada ou pós-fixada.

CDI X SELIC

TR (TAXA REFERENCIAL)
A TR representa a Taxa Básica Financeira (TBF), que é calculada em função da taxa média dos
CDB, deduzida de um redutor (R), da seguinte forma:

⎡ (1+ TBF ) ⎤
TR = ⎢ ⎥ −1
⎢⎣ R ⎥⎦

A TR é utilizada na remuneração dos títulos da dívida agrária (TDA), dos recursos das cadernetas
de poupança e do FGTS.
É competência do BACEN calcular e divulgar a TR.

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Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP
A TJLP é calculada com base em dois parâmetros: uma meta de inflação calculada pro rata para
os doze meses seguintes ao primeiro mês de vigência da taxa, inclusive, baseada nas metas
anuais fixadas pelo Conselho Monetário Nacional; e um prêmio de risco.
A TJLP é divulgada trimestralmente pelo Banco Central do Brasil até o último dia útil do trimestre
imediatamente anterior ao de sua vigência para as posições de 1º de janeiro, 1º de abril, 1º de
julho e 1º de outubro, sendo expressa em percentual ao ano.

ÓRGÃOS DE REGULAÇÃO, FISCALIZAÇÃO E AUTORREGULAÇÃO;


PARTICIPANTES DO MERCADO
O Sistema Financeiro Nacional tem o importante papel de fazer a intermediação de recursos
entre os agentes econômicos superavitários e os deficitários de recursos, tendo como
resultado um crescimento da atividade produtiva.

Organograma

Fonte: Livro Sistema Financeiro Nacional – Edgar Abreu e Lucas Silva

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Conselho Monetário Nacional – CMN


Órgão Máximo do Sistema Financeiro Nacional.
Composição: Ministro da Fazenda (Presidente do conselho); Ministro do Orçamento,
Planejamento e Gestão e o Presidente do Banco Central;
Principal atribuição: fixar as diretrizes e normas da Política Cambial, Monetária e de Crédito
Demais objetivos e competências:
•• Autorizar as emissões de Papel Moeda;
•• Fixar as diretrizes e normas da Política Cambial, Monetária e de Crédito, inclusive quanto à
compra e venda de ouro;
•• Disciplinar o Crédito em todas as modalidades;
•• Limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos, comissões entre outras;
•• Determinar o Percentual de recolhimento de compulsório;
•• Regulamentar as operações de redesconto;
•• Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeiras
que operam no País.

COMENTÁRIO:
Tente gravar as palavras chaves como: Autorizar, fixar, Disciplinar, Limitar, Regular.
Lembre-se que o CMN é um órgão NORMATIVO assim não executa tarefas.

OBS.: Cuidado com o verbo AUTORIZAR e REGULAMENTAR que também pode ser utilizado
para funções do Banco Central do Brasil.

Banco Central Do Brasil – BACEN


Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.
Diretoria colegiada composta de até 9 membros (Presidente + 8 Diretores), todos nomeados
pelo Presidente da República. Sujeito à aprovação no Senado.
Principal órgão executivo do sistema financeiro. Faz cumprir todas as determinações do CMN.
Principais atribuições e competências do BACEN:
•• Formular e executar as políticas monetárias e cambiais, de acordo com as diretrizes do
Governo Federal;
•• Executar as diretrizes e normas do CMN;
•• Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional;
•• Conduzir a política monetária;
•• Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e o meio circulante;
•• Emitir papel-moeda;
•• Receber os recolhimentos compulsórios dos bancos;

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•• Autorizar e fiscalizar o funcionamento das instituições financeiras, punindo-as, se for o
caso;
•• Controlar o fluxo de capitais estrangeiros;
•• Exercer o controle do crédito.

COMENTÁRIO:
Tente memorizar as palavras chaves como: conduzir, formular, regular, administrar,
emitir, receber, autorizar, fiscalizar, controlar e exercer. Lembre-se que o BACEN é quem
faz cumprir todas as determinações do CMN.

Comissão de Valores Mobiliários – CVM


Entidade autárquica, vinculada ao governo através do Ministério da Fazenda. O presidente e
seus diretores são escolhidos diretamente pelo Presidente da República.
Órgão normativo voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobiliários;
Principais títulos e valores mobiliários: ações, debêntures, fundos de investimentos, CRI, CRA,
bônus de subscrição, e opções de compra e venda de mercadorias.
Objetivos da CVM:
•• Estimular investimentos no mercado acionário;
•• Fixar e implementar as diretrizes e normas do mercado de valores mobiliários;
•• Assegurar o funcionamento das Bolsas de Valores e Mercado de Balcão Organizado;
•• Proteger os titulares contra a emissão fraudulenta, manipulação de preços e outros atos
ilegais;
•• Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas
sociedades anônimas de capital aberto;
•• Fortalecer o Mercado de Ações.

COMENTÁRIO:
A CVM é o BACEN do mercado mobiliário (ações, debêntures, fundos de investimento
entre outros).

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Superintendência de Seguros Privados – SUSEP


A Superintendência de Seguros Privados (Susep) é uma autarquia federal, vinculada ao
Ministério da Fazenda, órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro,
previdência privada aberta, capitalização e resseguro.
Apesar de ser uma entidade supervisora, a Susep também é responsável por regular os
mercados em que está inserida, sempre respeitando as diretrizes do órgão normativo – neste
caso, o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).
Compete também à Susep:
1. Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades
Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores,
na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;
2. Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das
operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro;
3. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados;
4. Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles
vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do
Sistema Nacional de Capitalização;
5. Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua expansão e o
funcionamento das entidades que neles operem;
6. Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado;
7. Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados
em bens garantidores de provisões técnicas;
8. Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem
delegadas;
9. Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP.

Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC


A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) é uma entidade
governamental autônoma, constituída sob a forma de autarquia especial vinculada ao
Ministério do Trabalho, tem como finalidade de fiscalizar e supervisionar as entidades
fechadas de previdência complementar e de executar políticas para o regime de previdência
complementar.
As suas principais competências estão definidas na lei nº 12.154, de 2009, em seu artigo 2º, e
são:
I. proceder à fiscalização das atividades das entidades fechadas de previdência complementar
e suas operações;
II. apurar e julgar as infrações, aplicando as penalidades cabíveis;

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III. expedir instruções e estabelecer procedimentos para a aplicação das normas relativas à sua
área de competência, de acordo com as diretrizes do Conselho Nacional de Previdência
Complementar – CNPC;
IV. autorizar: a constituição e o funcionamento das entidades fechadas de previdência
complementar, bem como a aplicação dos respectivos estatutos e regulamentos de planos
de benefícios; as operações de fusão, de cisão, de incorporação ou de qualquer outra forma
de reorganização societária, relativas às entidades fechadas de previdência complementar; a
celebração de convênios e termos de adesão por patrocinadores e instituidores, bem como
as retiradas de patrocinadores e instituidores; e as transferências de patrocínio, grupos
de participantes e assistidos, planos de benefícios e reservas entre entidades fechadas de
previdência complementar;
V. harmonizar as atividades das entidades fechadas de previdência complementar com as
normas e políticas estabelecidas para o segmento;
VI. decretar intervenção e liquidação extrajudicial das entidades fechadas de previdência
complementar, bem como nomear interventor ou liquidante, nos termos da lei;
VII. promover a mediação e a conciliação entre entidades fechadas de previdência
complementar e entre estas e seus participantes, assistidos, patrocinadores ou
instituidores, bem como dirimir os litígios que lhe forem submetidos na forma da lei nº
9.307, de 23 de setembro de 1996.

Agência Nacional de Saúde – ANS


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é a agência reguladora vinculada ao Ministé-
rio da Saúde responsável pelo setor de planos de saúde no Brasil.
A sede da ANS fica na cidade do Rio de Janeiro, na Avenida Augusto Severo, nº 84, no bairro da
Glória. O atendimento ao cidadão sobre planos de saúde é feito pela Central de Atendimento ao
Consumidor na internet, pelo Disque-ANS 0800 701 9656 e pelos Núcleos da ANS espalhados
pelo país.

O que é Regulação?
De forma simplificada, a regulação pode ser entendida como um conjunto de medidas e ações
do Governo que envolvem a criação de normas, o controle e a fiscalização de segmentos de
mercado explorados por empresas para assegurar o interesse público.

Missão
Promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde, regular as
operadoras setoriais – inclusive quanto às suas relações com prestadores e consumidores – e
contribuir para o desenvolvimento das ações de saúde no país.

Visão
Ser reconhecida como indutora de eficiência e qualidade na produção de saúde.

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Valores
A ANS tem por valores institucionais a transparência e ética dos atos, o conhecimento como
fundamento da regulação, o estímulo à inovação para busca de soluções e sustentabilidade
setorial e o foco no compromisso social.

BANCOS MÚLTIPLOS
Os bancos múltiplos surgiram a fim de racionalizar a administração das instituições financeiras.
Suas principais atividades são: underwriting, negociação e distribuição de títulos e valores
mobiliários; administração de recursos de terceiros; intermediação de câmbio e intermediação
de derivativos.

Para configurar a existência do banco múltiplo, ele deve possuir pelo menos duas das carteiras
mencionadas, sendo uma delas comercial ou de investimentos.
As Sociedades de Crédito Financiamento e Investimento, podem conceder empréstimos para
financiamento de capital de giro e capital fixo.
Um banco múltiplo deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo publicar um
único balanço.

Dica:
Os bancos múltiplos com carteira comercial são considerados instituições monetárias.

BANCOS DE INVESTIMENTO
•• São instituições criadas para conceder créditos de médio e longo prazos para as empresas.
•• Instituições de natureza privada, reguladas e fiscalizadas pelo BACEN e CVM.
•• Tipos de Crédito:

a. Podem manter contas correntes, desde que essas contas não sejam remuneradas e
não movimentáveis por cheques; resolução 2.624;

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b. Administração de fundos de investimentos;
c. Abertura de capital e subscrição de novas ações de uma empresa (IPO e underwriting);
d. Capital de Giro;
e. Capital Fixo (investimentos): sempre acompanhadas de projeto;
f. Captam recursos através de CDB/RDB ou venda de cotas de fundos;
g. Também podem captar recursos via emissão de Letra Financeira.

COMENTÁRIO:
Com o crescimento do Mercado de Capitais, cada vez mais torna-se importante a
presença dos bancos de Investimento.

DISTRIBUIDORAS E CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS E DE FUTUROS

ATENÇÃO:
Não existe mais diferença na área de atuação entre as CTVM e as DTVM desde a
decisão conjunta BACEN-CVM 17 de 02/03/2009.

Constituídas sob a forma de S.A, dependem da autorização do CVM para funcionar;


Típicas do mercado acionário, operando na compra, venda e distribuição de títulos e valores
mobiliários;
Especializadas em compra, venda e distribuição de títulos e valores mobiliários por conta e
ordem de terceiros.
Os investidores não operam diretamente nas bolsas. O investidor abre uma conta corrente
na corretora, que atua nas bolsas a seu pedido, mediante cobrança de comissão (também
chamada de corretagem, de onde obtém seus ganhos).
•• Uma corretora pode atuar também por conta própria;
•• Têm a função de dar maior liquidez e segurança ao mercado acionário.
•• Podem administrar fundos e clubes de Investimento.
•• Podem intermediar operações de Câmbio.

CÂMARAS DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA (Clearing Houses)


Principal objetivo de uma clearing house: Mitigar o risco de liquidação.

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Principais clearing houses:


•• SELIC: Títulos Públicos Federal.
•• CETIP: Títulos Privados (CDB, CRI, CPR e SWAP).
•• BM&FBovespa – Câmara de Ações: Ações e Derivativos (Opções, Futuro e Termo).

SELIC
•• O Selic é um sistema informatizado que se destina à custódia de títulos escriturais de
emissão do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à liquidação de operações com os
referidos títulos.
•• Liquidadas Brutos em Tempo Real – LBTR (Online).
•• Participantes do Selic: Bancos, caixas econômicas, SCTVM, SDTVM, BACEN; fundos;
entidades abertas e fechadas de previdência complementar, sociedades seguradoras,
resseguradores locais, operadoras de planos de assistência à saúde e sociedades de
capitalização outras entidades, a critério do administrador do Selic.
•• Por seu intermédio, é efetuada a liquidação das operações de mercado aberto e de
redesconto com títulos públicos, decorrentes da condução da política monetária. O
sistema conta ainda com módulos complementares, como o Ofpub e o Ofdealer, por meio
dos quais são efetuados os leilões, e o Lastro, para especificação dos títulos objeto das
operações compromissadas contratadas entre o Banco Central e o mercado.
•• Administrado pelo Banco Central do Brasil operado em parceria com a Anbima.
•• Seus centros operacionais (centro principal e centro de contingência) localizados na cidade
do Rio de Janeiro.
•• Das 6h30 às 18h30, todos os dias úteis.
•• Se a conta de custódia do vendedor não apresentar saldo suficiente de títulos, a operação
é mantida em pendência pelo prazo máximo de 60 minutos ou até 18h30, o que ocorrer
primeiro.

CETIP S.A
•• Cetip S.A. Balcão Organizado de Ativos e Derivativos.
•• Depositária principalmente de títulos de renda fixa privados, títulos públicos estaduais e
municipais. (estaduais e municipais emitidos posteriores a Janeiro de 1992).
•• Com poucas exceções, os títulos são emitidos escrituralmente, (eletrônicos).
•• As operações de compra e venda são realizadas no mercado de balcão.
•• Conforme o tipo de operação e o horário em que realizada, a liquidação é em D ou D+1.

Principais títulos liquidados e custodiados no CETIP:


Captação Bancária
•• CDB
•• RDB
•• DI

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•• DPGE
•• LF
Titulos Agrícolas
•• CPR
•• CRA
•• LCA
Títulos de Crédito
•• CCB
•• Export Note
Títulos Imobiliários
•• CRI
•• LCI
•• LH
Títulos Públicos
•• Públicos e Estaduais emitidos posteriores a Janeiro de 1992
Valores Mobiliários
•• Debêntures
•• Nota Comercial
Derivativos
•• Box de Duas Pontas (Tipo de Opções)
•• Contrato de Swap
•• Contrato a Termo de Moeda
•• Opções Flexíveis de Ações
•• Opções Flexíveis de Mercadorias
•• Opções sobre Taxas de Câmbio
•• Swap Fluxo de Caixa
•• Termo de Índice DI
•• Termo de Mercadoria
•• Termo de Moedas com Fluxo de Pagamentos
Outros
•• Cédula de Debêntures
•• Cotas de Fundos
•• LC

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BM&FBOVESPA – Câmara de Ações – (antiga CBLC)


A CBLC tem por objeto compensar, liquidar e controlar o risco das obrigações decorrentes de
operações à vista e de liquidação futura com qualquer espécie de valores mobiliários, títulos,
direitos e ativos realizadas na Bolsa de Valores de São Paulo S.A. (BM&FBOVESPA), em outras
Bolsas ou outros mercados;

Mercado Tipo de Operação Dia da Liquidação


D+0*
Título de renda fixa privada À vista
D+1

À vista D+3

A termo D+n, o dia do vencimento


Ações
Futuro D+3 do dia do vencimento
Opções** e futuros*** D+1
* Para ser liquidada em D+0 a operação deve ser especificada até as 13h.
** Liquidação dos prêmios negociados.
*** Liquidação dos valores referentes ao ajuste diário de posições.

SISTEMA DE PAGAMENTOS BRASILEIRO – SPB


•• Sistema de Pagamentos é o conjunto de regras, sistemas e mecanismos utilizados para
transferir recursos e liquidar operações financeiras entre empresas, governos e pessoas
físicas.
•• Anteriormente (até abril/2002): alto risco SISTÊMICO, devido a:
•• não existência de tratamento diferenciado para transferência de valores elevados;
•• o acerto das contas dos bancos só se procedia no dia seguinte;
•• Para evitar o colapso do sistema de pagamentos, o BACEN era obrigado a intervir no
sistema, sempre que um fato acontecia.
•• Surgimento da TED (Transferência Eletrônica Disponível), como alternativa para
a transferência, com liquidação no mesmo dia, de valores iguais ou superiores a
R$ 5.000,00;
•• Proibição da emissão de DOC’s de valores iguais ou superiores a R$ 4.999,99.
A criação do SPB trouxe ao sistema financeiro mais segurança, mais agilidade e uma redução do
risco sistêmico.
Atribuições e Restrições dos Agentes que Interagem Com o Cliente:
Junto ao trabalho do profissional CFP, que é um multiespecialista e atua como um consultor,
pode ser necessário, em algumas situações, a contratação e/ou indicação de um profissional
com conhecimento específico de alguma área.
Alguns dos profissionais que podem atuar juntamente com o planejador financeiro, podemos
citar:

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• Administrador de Carteira de Valores Mobiliários
• Consultor de Valores Mobiliários
• Operador de Mercado
• Agente Autônomo de Investimentos
• Analista de Mercado de Valores Mobiliários
• Corretor de Seguros
• Corretor de Imóveis

4. FUNDAMENTOS DE FINANÇAS

TAXA DE JUROS NOMINAL E TAXA DE JUROS REAL


Se considerarmos que um valor aplicado em certo fundo de investimento, obteve 15% de lucro
no ano de 2016. Se considerarmos também, que a inflação acumulada no ano de 2016 foi de
9%, assim o ganho REAL deste cliente foi inferior ao lucro NOMINAL (APARENTE).
Taxa nominal: 15% (com inflação)
Inflação: 9%
Para o cálculo da taxa Real, não podemos apenas subtrair a inflação e sim utilizar a fórmula de
Fisher.

⎡⎛ (1+ Taxa Nomin al) ⎞ ⎤


Taxa REAL = ⎢⎜ ⎟ − 1⎥ x100
⎣⎝ (1+ Inflação) ⎠ ⎦

Logo:
1,15
Taxa real: = 1,1055 = 5,5%
1,09

A taxa Real é um pouco INFERIOR a subtração da taxa nominal e da inflação. Pergunta: Em


uma aplicação financeira o ganho nominal pode ser igual ao ganho real?
Resposta: Sim, quando a inflação for igual a zero.
Pergunta: Em uma aplicação financeira o ganho real pode ser superior ao ganho nominal?
Resposta: Sim, quando a inflação for inferior a zero, ou seja, houver deflação.

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Capitalização Simples Versus Capitalização Composta


Definições:
•• Capitalização Simples: Juros incidem apenas sobre o capital. Não possui “juros sobre juros”.
•• Capitalização composta: Os juros incidem sobre o capital acrescido os juros de período
anterior. Existe a cobrança de “juros sobre juros”.
Fórmulas para calcular o montante:

JUROS SIMPLES:

FV = PV (1+ i x n)
Onde:
•• FV = Valor Futuro (Montante)
•• PV = Valor Presente (Capital)
•• i = taxa de juros
•• n = período que a taxa será capitalizada

Exemplo 1:
Qual o montante produzido por um investimento de R$ 10.000,00 aplicados a uma taxa de 1%
ao mês após 10 meses?

FV = 10.000(1+ 0,01x10)
FV = 11.000,00

Exemplo 2:
Qual o montante produzido por um investimento de R$ 10.000,00 aplicados a uma taxa de 12%
ao ano após 6 meses?

6
FV = 10.000(1+ 0,12 x )
12
FV = 10.600,00

JUROS COMPOSTO:

FV = PV (1+ i) n

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Onde:
•• FV = Valor Futuro (Montante)
•• PV = Valor Presente (Capital)
•• i = taxa de juros
•• n = período que a taxa será capitalizada
Exemplo:
Qual o montante produzido por um investimento de R$ 10.000,00 aplicados a uma taxa de 1%
ao mês após 10 meses?

FV = 10.000(1+ 0,01)10
FV = 11.046,22

Exemplo 2:
Qual o montante produzido por um investimento de R$ 10.000,00 aplicados a uma taxa de 12%
ao ano após 6 meses?

6
FV = 10.000(1+ 0,12)12
FV = 10.583,00

Comentário:
Compare o exemplo 1 de juros simples com o exemplo 1 de juros composto.
Conclusão: Quando estamos capitalizando a taxa de juros, juro composto é superior a juros
simples.
Compare agora o exemplo 2 de juros simples com o exemplo 2 de juros composto.
Conclusão: Quando estamos descapitalizando a taxa de juros, juro composto é inferior aos
juros simples.
Taxas equivalentes: Para a capitalização composta utiliza-se taxa equivalente.
Exemplo:   1% ao mês = 12,68% ao ano
Taxas proporcional: Para a capitalização simples utiliza-se taxa proporcional.
Exemplo:   1% ao mês = 12% ao ano

FLUXO DE PAGAMENTOS
•• Valor Presente (VP): É o valor investido em uma aplicação na data atual. Ou o valor de um
montante no futuro, descontado por alguma taxa de juros (trazido a valor presente).
•• Valor Futuro (FV): É o valor atual do investimento, acrescentado dos juros de determinado
período (descontando os pagamentos no meio desse período, se houver).

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•• Taxa de Desconto: É a taxa utilizada para determinar o valor do dinheiro na data de hoje
que será recebido somente em algum momento do futuro.
•• Cupom Zero: Tipo de título que não paga nenhum juro durante o seu prazo de duração. O
rendimento total, acrescido do valor principal que foi investido, será pago no vencimento
do título.
•• Taxa Interna de Retorno (TIR): É a taxa que visa determinar a rentabilidade de um
investimento. Um investimento é atrativo quando sua TIR é superior à taxa do Custo de
Oportunidade.

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO DE FINANCIAMENTOS: TABELA PRICE (SAF) E SAC


A principal diferença do SAF em relação ao SAC é o fato do SAC as prestações não serem
constante, no SAC as prestações são decrescentes.
Na maioria dos financiamentos bancários utilizamos o Sistema de Amortização Frances (tabela
Price).
Porém os bancos adotam o sistema de amortização conhecido como SAC é nos financiamentos
Habitacionais. Este sistema substituiu o SAF pelo fato da tabela Price cometer anatocismo
(cobrança de juros sobre juros).

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE

CARACTERÍSTICAS DE UM SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO CONSTANTE


•• Amortizações é constante.
•• As parcelas são decrescentes.
•• Juros decrescentes.
•• Saldo devedor decrescente.

FÓRMULAS:

CÁLCULO DA AMORTIZAÇÃO CÁLCULO DA PRESTAÇÃO

C
A= P = A+ J
t
CÁLCULO DOS JUROS

J1 = SD0 × i

CÁLCULO DA SOMA DAS PRESTAÇÕES


(P1 + Pn ) × n
Total Pago =
2

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Onde:
P = Valor da prestação
P1 = Primeira prestação
Pn = Última prestação
N = Total de prestações
C = Valor do Capital (Entrada, aplicação inicial)
J = Juros
t = Prazo
i = Taxa de Juros
SD0 = Saldo Devedor do período ANTERIOR
Vamos usar o mesmo exemplo citado no capitulo anterior, trocando o Sistema de Amortização
Francês pelo SAC.
Exemplo: Um cliente solicitou um empréstimo no valor de R$ 10.000,00 para pagar em 5
prestações mensais iguais e consecutivas, sendo que a primeira parcela tem seu vencimento 30
dias após a data da contratação. Sabendo que a taxa de juros cobrada pela financeira é de 10%
ao mês, calcule o valor da prestação e os juros e cota de amortização de cada mês considerando
que o banco utiliza o Sistema de Amortização Constante.
Passo 1: Como o valor emprestado é de 10.000,00 para ser liquidado em 5 prestações, podemos
calcular o valor da cota de amortização mensal.

C 10.000
A= → A=
t 5
A = 2.000,00

Assim vamos construir a tabela de amortização.

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- -------- – 10.000,00
1 2.000,00
2 2.000,00
3 2.000,00
4 2.000,00
5 2.000,00

Como sabemos que o Saldo Devedor é descontado apenas da amortização, podemos calcular o
saldo devedor após o pagamento de cada parcela:
•• 1ª parcela: 10.000,00 – 2.000,00 = 8.000,00
•• 2ª parcela: 8.000,00 – 2.000,00 = 6.000,00
•• 3ª parcela: 6.000,00 – 2.000,00 = 4.000,00

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•• 4ª parcela: 4.000,00 – 2.000,00 = 2.000,00


•• 5ª parcela: 2.000,00 – 2.000,00 = 0,00
Podemos também calcular o valor dos juros cobrados na primeira parcela:

J1 = SD0 × i
J1 = 10.000 × 0,10
J1 = 1.000,00

Agora vamos calcular o valor da primeira parcela.

P1 = A + J
P1 = 2.000 + 1.000
P1 = 3.000,00

Substituindo na tabela teremos:

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- -------- – 10.000,00
1 3.000,00 1.000,00 2.000,00 8.000,00
2 2.000,00 6.000,00
3 2.000,00 4.000,00
4 2.000,00 2.000,00
5 2.000,00 0

Continuando o mesmo raciocino acima, vamos calcular os juros e a parcela de cada mês:

J 2 = 8.000 × 0,10 → J 2 = 800,00


J 3 = 6.000 × 0,10 → J 3 = 600,00
J 4 = 4.000 × 0,10 → J 4 = 400,00
J 5 = 2.000 × 0,10 → J 5 = 200,00

Calculando o valor da parcela de cada período teremos:

P2 = 2.000 + 800,00 → P2 = 2.800,00


P3 = 2.000 + 600,00 → P3 = 2.600,00
P4 = 2.000 + 400,00 → P4 = 2.400,00
P5 = 2.000 + 200,00 → P5 = 2.200,00

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Substituindo os valores em nossa tabela, teremos:

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- -------- – 10.000,00
1 3.000,00 1.000,00 2.000,00 8.000,00
2 2.800,00 800,00 2.000,00 6.000,00
3 2.600,00 600,00 2.000,00 4.000,00
4 2.400,00 400,00 2.000,00 2.000,00
5 2.200,00 200,00 2.000,00 0

Observando a tabela acima, notamos que:


•• Amortizações é constante.
•• As prestações são decrescentes.
•• Juros decrescentes.
•• Saldo devedor decrescente.

SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO FRANCÊS – SAF (TABELA PRICE)

CARACTERÍSTICAS DE UM SISTEMA DE AMORTIZAÇÃO FRANCÊS


•• As parcelas são constantes.
•• Juros decrescentes.
•• Amortizações crescentes.
•• Saldo devedor decrescente.

FÓRMULAS:

SÉRIES PÓSTECIPADAS

CÁLCULO DA PRESTAÇÃO CÁLCULO DA PRESTAÇÃO


(UTILIZANDO O CAPITAL) (UTILIZANDO O MONTANTE)

⎧ (1+ i)t × i ⎫ ⎧ i ⎫
P=C×⎨ ⎬ P= M ×⎨ t ⎬
⎩ (1+ i) − 1 ⎭
t
⎩ (1+ i) − 1 ⎭
Para expoente negativo usar:

⎧ i ⎫ ⎧ (1+ i)−t × i ⎫
P=C×⎨ −t ⎬ P= M ×⎨ −t ⎬
⎩1− (1+ i) ⎭ ⎩1− (1+ i) ⎭

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OBS: (1 + i)-t é o Fator quando o expoente for negativo.


1
SÉRIES ANTECIPADA (com entrada): Basta multiplicar o valor da prestação por ou seja,
dividir por um mais a taxa de juros. (1+ i)

Onde:
P = Valor da prestação
C = Valor do Capital (Entrada, aplicação inicial)
M = Valor do Montante
i = Taxa de juros;
t = Prazo.
A prestação de uma série de pagamento é composta de duas partes, Juros e Amortização, ou
seja, Prestação = Juros + Amortização.

CONSIDERAÇÕES:
A maioria das questões de série de pagamento cobradas em concurso exige a utilização de
tabela para a sua resolução.
Mas é possível cobrar este conteúdo sem fornecer uma tabela para resolução.

TABELA DE AMORTIZAÇÃO DE UM SISTEMA FRANCÊS


Vamos ver um exemplo de como construir uma tabela de amortização de um sistema francês
(tabela price).
Exemplo: Um cliente solicitou um empréstimo no valor de R$ 10.000,00 para pagar em 5
prestações mensais iguais e consecutivas, sendo que a primeira parcela tem seu vencimento 30
dias após a data da contratação. Sabendo que a taxa de juros cobrada pela financeira é de 10%
ao mês, calcule o valor da prestação e os juros e cota de amortização de cada mês.
Como a primeira prestação vence 1 mês após a data da contratação do empréstimo, estamos
diante de uma série postecipada.
Dados:
C = 10.000,00
t = 5 meses
i = 10% ao mês
P = ???

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Aplicando a formula temos:

⎧ (1+ i)t × i ⎫ ⎧ (1+ 0,10)5 × 0,10 ⎫


P=C×⎨ t ⎬ → P = 10.000 × ⎨ 5 ⎬
⎩ (1+ i) − 1 ⎭ ⎩ (1+ 0,10) − 1 ⎭

⎧ (1,10)5 × 0,10 ⎫ ⎧1,61× 0,10 ⎫


P = 10.000 × ⎨ ⎬ → P = 10.000 × ⎨ ⎬
⎩ 1,61− 1 ⎭
5
⎩ (1,10) − 1 ⎭

⎧ 0,16105 ⎫
P = 10.000 × ⎨ ⎬ → P = 10.000 × 0,26402
⎩ 0,61 ⎭

P = 2.640,18

OBS: O cálculo de (1,10)5 exige tabela ou terá seu valor dado no exercício.
Agora vamos preencher a tabela de amortização com os dados que já conhecemos.

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- -------- – 10.000,00
1 2.640,18
2 2.640,18
3 2.640,18
4 2.640,18
5 2.640,18

Toda informação que temos até agora é que o empréstimo será liquidado em 5 parcelas
consecutivas de R$ 2.640,18 (valor encontrado acima).
Para completar a tabela temos que ter os seguintes conceitos definidos:
•• Os juros da parcela n é cobrado sobre o saldo devedor após o pagamento da parcela (n –
1), ou seja, o juros da 2ª parcela é cobrado sobre o saldo devedor após o pagamento da
primeira parcela e assim sucessivamente.
•• O valor da prestação é os juros somado com a amortização, podemos também concluir que
a amortização é igual a prestação menos os juros.
•• Somente a amortização reduz o saldo devedor, os juros não impactam no saldo devedor do
empréstimo.
Agora vamos calcular os juros da 1ª parcela: (considerando uma taxa de juros de 10% = 0,10)

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J1 = i × SD0 → J1 = 0,10 × 10.000


J1 = 1.000,00

Podemos calcular a amortização da primeira parcela como a diferença entre a prestação e os


juros

A1 = P − J1 → A1 = 2.640,80 − 1.000
A1 = 1.640,80

O novo saldo devedor será dado por:

SD1 = SD0 − A1 → SD1 = 10.000,00 − 1.640,80


SD1 = 8.359,20

Completando a tabela teremos:

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- -------- – 10.000,00
1 2.640,18 1.000,00 1.640,80 8.359,20
2 2.640,18
3 2.640,18
4 2.640,18
5 2.640,18

Vamos repetir todos os processos anteriores para completar a linha 2.


Agora vamos calcular os juros da 2ª parcela:

J 2 = i × SD1 → J 2 = 0,10 × 8.359,20


J 2 = 835,92

Podemos calcular a amortização da segunda parcela como a diferença entre a prestação e os


juros.

A2 = P − J 2 → A2 = 2.640,80 − 835,92
A1 = 1.804,88

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O novo saldo devedor será dado por:

SD2 = SD1 − A2 → SD2 = 8.359,20 − 1.804,88


SD2 = 6.554,32

Completando a tabela teremos:

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- -------- – 10.000,00
1 2.640,18 1.000,00 1.640,80 8.359,20
2 2.640,18 835,92 1.804,88 6.554,32
3 2.640,18
4 2.640,18
5 2.640,18

Agora é só repetir o processo para as próximas 3 linhas e encontrar os seguintes valores.

Saldo devedor após


N Prestação Juros Amortização
pagamento da parcela
0 ------- ------- -------- – 10.000,00
1 2.640,18 1.000,00 1.640,80 8.359,20
2 2.640,18 835,92 1.804,88 6.554,32
3 2.640,18 655,43 1.984,75 4.569,57
4 2.640,18 456,95 2.183,23 2.386,34
5 2.640,18 238,63 2.401,55 15,21

OBSERVAÇÃO: O saldo devedor após pagamento da última parcela deve ser sempre igual a
zero. Neste exemplo encontramos R$ 15,21 pelo fato de termos feito alguns arrendamentos
quando calculamos o valor das parcelas.

JUROS COMPOSTOS COM USO DA HP 12C.


Assim como o Excel, a HP 12c diferencia dados de entrada de dados de saída, através do sinal.
Caso o leitor tente resolver algum problema, onde ele utilize PV e FV e ao buscar a resposta
encontrar Erro 5, significa que utilizou o mesmo sinal nas duas variáveis, neste caso é necessário
alternar o sinal de uma das variáveis.
Teclas que serão utilizadas:

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Tecla Significado
N Prazo
I Taxa
PV Valor Presente
FV Valor Futuro
CHS Trocar o sinal
F FIN Limpa a memória financeira
F REG Limpa a memória de todos registradores

Antes de começar qualquer cálculo, verifique se em sua calculadora consta a letra “c” no visor.
Caso não possua, ative através do comando STO EEX (aperte uma tecla e depois a outra).
Quando a HP 12C estiver a tela a letra “c” significa que ela está preparada para utilizar a
Convenção Exponencial, que é a que utilizamos no Brasil.
Vejamos como calcular juros compostos com utilização da HP 12c.

EXEMPLO
a) Qual o montante que renderá uma aplicação de R$ 1.500,00, durante 6 meses, em um
Fundo de investimento, cuja taxa bruta mensal é de 1,4% ao mês?

Pressionar Objetivo Visor


F REG Limpa memória do registrador 0,00
1500 PV Introduz o valor aplicado 1.500,00
6 N Introduz o prazo da aplicação 6,00
1.4 I Introduz a taxa bruta 1,40
FV Solicita o valor do montante – 1.630,49
Não se esqueça que o resultado obtido não é negativo! O sinal serve apenas para
diferenciar dado de entrada (aplicação) de dado de saída (resgate).

b) Qual o montante líquido que o cliente resgatou, considerando uma alíquota de Imposto de
Renda de 20%?
Neste caso a resposta será:
R$ 130,49 (lucro) – 20% = R$ 104,55 (lucro líquido) + R$ 1.500,00 (valor da aplicação) = 1.604,55
(Resgate Liquido ou Montante Liquido).

EXEMPLO:
Um cliente aplicou em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) R$ 2.500,00 pelo prazo
de 135 dias. Sabendo que resgatou um valor de R$ 2.673,24 determine a taxa mensal desta
operação.

www.edgarabreu.com.br 57
Lembre-se de que neste caso está trabalhando com dados de entrada (PV) e dados de Saída
(FV), portanto se faz necessário o uso de sinal negativo em uma das variáveis!

Pressionar Objetivo Visor


F REG Limpa memória do registrador 0,00
2500 CHS Muda o sinal do valor e introduz o valor – 1.500,
PV – 2.500,00 na variável PV – 1.500,00
135 enter 135,00
Transforma o prazo de dias para mensal (pois o
30 ÷ 4,50
exercício solicita taxa mensal) e introduz na variável n
n 4,50 4,50
2.673,24
Introduz o valor 2.673,24
FV
i Solicita a taxa mensal desta operação 1,50
Resposta, 1,50% ao mês.

5. FUNDAMENTOS DE ESTATÍSTICA

MEDIDAS DE POSIÇÃO CENTRAL

MÉDIA
A principal vantagem do cálculo da média é o cálculo do retorno esperado de um investimento.
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um
determinado mês:
1º → + 3%
2º → + 4%
3º → − 2%
4º → − 1%
5º → + 1%
Assim podemos calcular o “retorno médio” deste ativo, calculando a média destes valores.

3+ 4 + (−2)+ (−1)+1 5
X= = = 1%
5 5
O que acontece com a média se somou “X” em cada um dos retornos? Vamos somar 3% em
cada um dos retornos acima e tentar identificar o que vai acontecer com a média.
1º → + 3% + 3% = 6%
2º → + 4% + 3% = 7%

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3º → − 2% + 3% = 1%
4º → − 1% + 3% = 2%
5º → + 1% + 3% = 4%
Assim podemos calcular o novo “retorno médio” deste ativo, calculando a nova média:
6 + 7 +1+ 2 + 4 20
X= = = 4%
5 5

Ou seja, notamos que a média é de 4%, exatamente 3% maior que a média anterior.
Coincidência? Não, como somamos o mesmo valor em TODOS os retornos, é de se esperar
que a média sofra o mesmo ajuste, porém o desvio padrão não se altera.

MODA
É o valor que ocorre com maior frequência em uma série de valores. Exemplo:
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um
determinado mês:
1º → + 3%
2º → + 4%
3º → − 2%
4º → − 2%
5º → + 1%
A Moda é − 2%.
Um conjunto de resultado pode apresentar uma moda ou mais, sendo classificado como:
•• 1 moda = unimodal
•• 2 modas = bimodal
•• 3 ou mais = multimodal

MEDIANA
É o valor que divide o conjunto em dois subconjuntos, onde estes subconjuntos formados terão
exatamente a mesma quantidade de elementos.
Exemplo para amostra ímpar
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um
determinado mês:
1º → + 3%
2º → + 4%
3º → − 2%
4º → − 3%
5º → + 1%

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OBS.: Para encontrar a mediana é necessário colocar as oscilações em ordem:
− 3%;  − 2%;  + 1%;  3%;  4%
Assim a Mediana = + 1%

Exemplo para amostra Par


Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um
determinado mês:
1º → + 3%
2º → + 4%
3º → + 2%
4º → + 6%
Colocando as oscilações em ordem:
+ 2%;  + 3%;  + 4%;  + 6%
Mediana será a média entre os valores centrais:
3+ 4
mediana = = 3,5%
2

MEDIDAS DE DISPERSÃO

VARIÂNCIA
Mede o grau de dispersão de um conjunto de dados é dado pelos desvios em relação à média
desse conjunto.
Cálculo da variância:
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um
determinado mês:
1º → + 3%
2º → + 5%
3º → + 7%
4º → − 2%
5º → + 2%
Primeiro efetuar o cálculo da média:

3+ 5+ 7 + (−2)+ 2 15
X= = = 3%
5 5

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Calcular agora a variância:

∑(X i
− X )2
i=1
(n − 1)

(3− 3)2 + (5− 3)2 + (7 − 3)2 + (−2 − 3)2 + (2 − 3)2


o2x =
4

O + 4 +16 + 25+1 46
o2x = = = 11,5%
4 4

Assim a Variância é de 11,5%.


1. Sabendo a variância é possível determinar o desvio padrão, extraindo a sua raiz quadrada.
2. Quanto maior for a variância maior será o desvio padrão e consequentemente, maior
será o risco.
3. Ativos com retornos constantes possuem variância nula.

DESVIO PADRÃO
A variância possui um problema de construção como medida de dispersão de dados: ela
apresenta uma unidade de medida igual ao quadrado da unidade de medida dos dados originais.
Esse problema é resolvido extraindo-se a raiz quadrada da variância, o que chamamos de
desvio-padrão.
No mercado financeiro, em geral é esse o valor que é chamado de VOLATILIDADE de um ativo e
utilizado como principal medida de risco de se investir em determinado ativo.
Quais dos dois ativos abaixo possuem maior risco?

Data PETR4 VALE5 Cálculo da média para PETR4:


07/07 − 4% − 2% (−4)+ (−3)+1+ 6 + (−5) −5
X =PETR4 = = = −1%
08/07 − 3% − 1% 5 5
09/07 + 1% + 1% Cálculo da média para VALE5:
10/07 + 6% − 2% (−2)+ (−1)+1+ (−2)+ (−1) −5
X = VALE5 = = = −1%
11/07 − 5% − 1% 5 5

Ou seja, o retorno esperado nas duas carteiras são os mesmos. Qual ação escolher então?
Um investidor racional, diante de dois ativos similares com mesmo retorno, irá escolher o de
menor risco, para isso devemos calcular o Desvio Padrão de cada ativo.
Cálculo do Desvio padrão para PETR4:

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(−4 − (−1))2 + (−3− (−1))2 + (1− (−1))2 + (6 − (−1))2 + (−5 − (−1))2
σ X2 =
4

9 + 4 + 4 + 49 + 16 82
σ X2 = = = 20,5 = 4,52%
4 4

Cálculo do Desvio padrão para VALE5:

(−2 − (−1))2 + (−1− (−1))2 + (1− (−1))2 + (−2 − (−1))2 + (−1− (−1))2
σ =
2
X
4
1+ 0 + 4 + 1+ 0 6
σ X2 = = = 1,5% = 1,22%
4 4

Assim podemos afirmar que a ação da PETR4 possui um RISCO MAIOR para o investidor, por
apresentar um desvio-padrão maior.
Neste caso o investidor racional irá optar em comprar ações da VALE5
Em alguns casos é possível identificar “visualmente” qual o ativo é mais volátil. Olhe o exemplo
abaixo:

Jan Fev Mar Abr


Fundo A: 0,5% 2,3% – 4% – 2,9%
Fundo B: – 0,9% 1,2% 0,45% – 0,25%

Percebemos que Fundo A possui maior risco, volatilidade, variância e desvio padrão do que o
Fundo B.

MEDIDAS DE ASSOCIAÇÃO ENTRE DUAS VARIÁVEIS

COVARIÂNCIA
Em geral, observa-se que quando os juros sobem, os preços das ações caem. Este
comportamento sugere que há uma covariância negativa entre as variáveis taxa de juros e
preços de ações.
A covariância é uma medida que avalia como as variáveis X e Y se inter-relacionam de forma
linear, ou seja, como Y varia em relação a uma determinada variação de X.
Quando a covariância é positiva, duas variáveis tendem a variar na mesma direção; isto é, se
uma sobe, a outra tende a subir e vice-versa. Quando a covariância é negativa, duas variáveis
tendem a variar em direções opostas; isto é, se uma sobe a outra tende a cair e vice-versa.
Quanto mais próxima de zero for a covariância, menor a possibilidade de se identificar um
comportamento interdependente entre as variáveis.

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CORRELAÇÃO
A covariância busca mostrar se há um comportamento de interdependência linear entre Duas
variáveis. Porém, a covariância é uma medida dimensional, sendo afetada pelas unidades de
medida das séries X e Y. Para corrigir esse problema da covariância, chegou-se a medida de
correlação que é um número adimensional que varia entre – 1 e 1 (inclusive).
A correlação (ou coeficiente de correlação linear de Pearson) é dada pela fórmula.

COV XY
ρ X ,Y =
σ X ×σY

O coeficiente de correlação mostra se há relação linear entre duas séries de dados X e Y. Se o


coeficiente de correlação for igual a 1, significa que existe relação linear perfeita entre X e Y, de
tal forma que se X aumenta, Y aumenta na mesma proporção também.
Se o coeficiente de correlação for igual a – 1 significa que existe relação linear perfeita entre X e
Y, de tal forma que se X aumenta, Y diminui na mesma proporção também.
Quando a correlação é zero, não existe relação de linearidade entre as variáveis X e Y.

Exemplo de Correlação entre dois ativos

RESUMO DE COVARIÂNCIA E CORRELAÇÃO


Ambas medidas são utilizadas para quantificar o grau de diversificação de uma carteira.
Mensura a inter-relação entre duas variáveis. Como uma variável explica a outra.
Ao calcular a correlação ou covariância, podemos encontrar um número:
•• Positivo: Indica que as duas variáveis oscilam no mesmo sentido;
•• Negativo: indica que as duas variáveis oscilam em direções opostas;

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•• Zero: indica que não é possível determinar o grau de diversificação entre os ativos.
A Correlação é um valor que sempre oscila de – 1 a 1 e quanto menor o índice, maior o grau de
diversificação.

DICAS DO PROFESSOR:
Não confunda Variância com Covariância.
Para calcular a Variância e o Desvio Padrão, precisamos apenas dos dados históricos
de um único ativo.
Conhecendo a Variância de um ativo é possível determinar o Desvio Padrão, apenas
extraindo a Raiz Quadrada.
Para calcular a Covariância e a Correlação são necessários os dados históricos de dois
ativos, já que esta medida mensura o comportamento entre duas variáveis.
Conhecendo a Covariância entre dois ativos é possível determinar a Correlação entre
eles.

COEFICIENTE DE DETERMINAÇÃO
O coeficiente de determinação (R2) mostra quanto da variação de Y é explicada pela variação
de X e quanto da variação de Y é devida a fatores aleatórios.
O coeficiente de determinação (R2) está relacionado com o coeficiente de correlação, pois a
correlação mostra se os pontos estão alinhados sobre a reta ou se estão dispersos. A fórmula
do coeficiente de determinação é:

Portanto, o coeficiente de determinação é o quadrado do coeficiente de correlação.

MODELOS PROBABILÍSTICOS

DISTRIBUIÇÃO NORMAL
A Distribuição Normal explica a probabilidade de um evento ocorrer.
A importância de se saber a média e o desvio-padrão, está em conhecer a probabilidade
dos eventos ocorrerem. As probabilidades de se afastar da média uma certa quantidade de
desvios-padrão já estão calculadas pelos estatísticos.

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Para obter-se exatamente 95% da população, é necessário utilizarmos 1,96 desvios padrões.

Aplicação da distribuição normal em um investimento:


Considere que um fundo de investimento em ações tenha média dos retornos igual a 4% e
um risco (desvio padrão) de 3%, então é de se esperar que os futuros retornos destes ativos
estejam entre:

Cálculo para um desvio padrão:


•• 4% (média) – 3% (um desvio padrão) = 1%
•• 4% (média) + 3% (um desvio padrão) = 7%
Assim é de se esperar que os retornos deste fundo estejam entre:
1% a 7% → Com aproximado 68% de confiança.

Cálculo para dois desvios padrão:


•• 4% (média) – 6% (dois “desvios padrão”) = – 2%
•• 4% (média) + 6% (dois “desvios padrão”) = 10%
Assim é de se esperar que os retornos deste fundo estejam entre:
– 2% a 10% → Com aproximado 95% de confiança.

Cálculo para três desvios padrão:


•• 4% (média) – 9% (três “desvio padrão”) = – 5%
•• 4% (média) + 9% (três “desvio padrão”) = 13%
Assim é de se esperar que os retornos deste fundo estejam entre:
– 5% a 13% → Com aproximado 99% de confiança.

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6. MÉTODOS DE ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

Custo de Oportunidade
É o quanto o investidor deixa de ganhar por optar por um outro investimento. Ao escolher por
outra opção, está deixando de ganhar uma taxa na primeira opção que o mesmo possuía.

Taxa Livre de Risco


Os diversos ativos onde o investidor pode aplicar seu dinheiro possuem risco. Isso significa que
o preço e as taxas de todos os ativos possuem volatilidade.
Alguns ativos possuem alta volatilidade outros possuem baixa volatilidade, portanto são de alto
risco ou de baixo risco respectivamente.
No Brasil, os participantes do mercado aproximam a taxa DI ou a taxa SELIC como sendo a taxa
livre de riscos, apesar de sua volatilidade não ser desprezível.

Custo Ponderado de Capital (wacc)


Uma empresa capta recursos financeiros basicamente através de dois mecanismos: emissão de
dívida (capital de terceiros) ou emissão de ações (Capital próprio).
Os acionistas, a princípio, correm os maiores riscos dentro da empresa porque os detentores
dos títulos e contratos de dívida possuem preferência no recebimento de seus créditos contra a
empresa. Desta forma podemos esperar que a rentabilidade exigida pelo acionista seja maior do
que a rentabilidade paga aos outros credores.
Porém, por outro lado, quanto mais dívida emitida mais arriscada fica a empresa, pois a dívida
cria a obrigação forte de pagamento de juros e principal, o que pode levar a empresa à falência
caso esses compromissos não sejam honrados.
O custo médio ponderado de capital, conhecido também por WACC (weighted-average cost of
capital) é:

WACC = custo médio ponderado de capital


CP = capital próprio avaliado a preços de mercado
CT = capital de terceiros avaliado a preços de mercado
iCP = custo do capital próprio (remuneração do acionista)
iCT = custo do capital de terceiros (remuneração dos credores)
T = alíquota de imposto de renda

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Taxa Interna de Retorno (TIR): yield to maturity


Define-se como a taxa de desconto em que o Valor Presente do fluxo de caixa futuro de um
investimento se iguala ao custo do investimento.
É calculada mediante um processo de tentativa e erro.
Quando os valores presentes líquidos do custo e dos retornos se igualam a zero, a taxa de
desconto utilizada é a TIR.
Se essa taxa excede o retorno exigido – chamada taxa de atratividade – o investimento é
aceitável. Pode haver mais de uma TIR para determinado conjunto de fluxos de caixa.

A Taxa Mínima de Atratividade (TMA):


É uma taxa de juros que representa o mínimo que um investidor se propõe a ganhar quando faz
um investimento, ou o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando faz um
financiamento.

O valor presente líquido (VPL):


Também conhecido como valor atual líquido (VAL) ou método do valor atual, é a fórmula
matemático-financeira de se determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados a
uma taxa de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial. Basicamente, é o cálculo de
quanto os futuros pagamentos somados a um custo inicial estaria valendo atualmente. Temos
que considerar o conceito de valor do dinheiro no tempo, pois, exemplificando, R$ 1 milhão
hoje, não valeria R$ 1 milhão daqui a um ano, devido ao custo de oportunidade de se colocar,
por exemplo, tal montante de dinheiro na poupança para render juros.
Current yield: O termo Current Yield pode ser traduzido como rendimento corrente de um
título de renda fixa, ou seja, o rendimento não levando em consideração o prazo do título em
questão. É calculado dividindo a taxa de juros do cupom pelo preço do título. Por exemplo, se
um título está sendo vendido a um preço de 100,00 com um cupom de 10,00% ele oferece um
current yield de 10,00%. Caso esse título estivesse cotado a 80,00 o seu current yield seria de
12,50%.

CÁLCULO VALOR DA PRESTAÇÃO COM HP-12C

EXEMPLO
Um cliente deseja adquirir um veículo no valor de R$ 50.000. Dá uma entrada no valor de
R$ 15.000 e deseja financiar o resto em 9 parcelas, pagando juros de 1,5% a.m. De quanto será
o valor da parcela que o cliente pagará?
Considerando a entrada temos que o valor financiado será de 50.000 – 15.000 = 35.000,00

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Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
35.000 CHS Muda o sinal do valor e introduz o valor
– 35.000,00
PV – 35.000,00 na variável PV

9 N Introduz o valor de 9 parcelas 9,00


1,5 i Introduz a taxa de 1,5% ao mês 1,5
PMT Pergunta qual o valor da prestação R$ 4.186,34

Resposta, R$ 4.186,34 por mês.


OBS: Como o valor dado como entrada é diferente das demais prestações, a série de pagamento é
postecipada e não antecipada. Assim a sua calculadora HP-12c NÃO pode estar com o “Begin” ativado
na tela. Para ativar e desativar o Begin utilize G7 e G8 respectivamente.

CÁLCULO TAXA INTERNA DE RETORNO COM HP-12C


EXEMPLO
Uma empresa fez uma captação no valor de 50.000,00, e se comprometeu em fazer o pagamento
em 3 vezes, com pagamento sequenciais de 25.000,00, 20.000,00 e 15.000,00, para cada mês
seguinte ao da captação, qual foi a taxa de juros paga por esta empresa?
Devemos criar um fluxo de pagamento e colocar as informações na calculadora HP. Fluxo de
caixa:
TEMPO VALOR
0 – R$ 50.000,00
1 R$ 25.000,00
2 R$ 20.000,00
3 R$ 15.000,00

Agora utilizando a Calculadora HP 12C:

Pressionar Objetivo Visor


F REG Limpa memória do registrador 0,00
50.000 CHS G CF0 Introduz o valor do investimento no momento 0 – 50.000,00
25.000 G  CFJ Introduz retorno do primeiro mês 25.000,00

20.000 G  CFJ Introduz retorno do segundo mês 20.000,00

15.000 G  CFJ Introduz retorno do terceiro mês 15.000,00


F  IRR Solicita a Taxa Interna de Retorno 10,65%
Resposta, 10,65% ao mês.

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CFP® | Módulo 1

EXEMPLO
Um imóvel no valor de R$ 280.000,00 para compra à vista, pode ser adquirido direto com a
construtora na seguinte condição:
I. Entrada de R$ 50.000,00 no ato.
II. 24 parcelas mensais de R$ 5.000,00 a vencer a primeira 1 mês após compra.
III. 4 parcelas semestrais como reforço no valor de R$ 10 mil reais, vencendo a primeira 1
semestre após a data da compra.
IV. 2 parcelas anuais de 10 mil reais cada, vencendo a primeira 1 ano após a compra.
Calcule a taxa de retorno deste investimento. Colocando tudo em um único fluxo de caixa
temos:

Mês Parcela Mensal Semestral Anual Total


0 R$ 280.000,00 – R$ 50.000,00 = R$ 230.000,00 (saldo devedor)
1 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
2 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
3 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
4 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
5 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
6 R$ 5.000,00 R$ 10.000,00 R$ 0,00 R$ 15.000,00
2 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
.
12 R$ 5.000,00 R$ 10.000,00 R$ 10.000,00 R$ 25.000,00

Repetir todo o processo por mais um ano.


Agora vamos informar este fluxo para a Calculadora HP 12c

Pressionar Objetivo Visor


F REG Limpa memória do registrador 0,00
Introduz o valor do imóvel no momento 0 (à
230.000 CHS G CF0 – 230.000,00
vista)
5.000 G  CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
Introduz quantas parcelas seguidas teremos do
5 G  NJ 5,00
valor anterior
Introduz valor da parcela mensal somado
15.000 G  CFJ 15.000,00
parcela semestral
5.000 G  CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00

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Introduz quantas parcelas seguidas teremos do
5 G  NJ 5,00
valor anterior
Introduz valor da parcela mensal somado
25.000 G  CFJ 25.000,00
parcela semestral e com parcela anual
5.000 G  CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
Introduz quantas parcelas seguidas teremos do
5 G  NJ 5,00
valor anterior
Introduz valor da parcela mensal somado
15.000 G  CFJ 15.000,00
parcela semestral

5.000 G  CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00

Introduz quantas parcelas seguidas teremos do


5 G  NJ 5,00
valor anterior
Introduz valor da parcela mensal somado
25.000 G  CFJ
parcela semestral e somado com parcela anual 25.000,00

F IRR Solicita a Taxa Interna de Retorno 1,72%

Resposta, 1,72% ao mês.


OBS: Quando temos uma parcela que não se repete em sequência, não é necessário informar o valor
de NJ, automaticamente a HP preenche o valor da memória com 1. Quando esta sequência de parcela
for superior a 1, usar o NJ nos dar maior agilidade e evita ter que digitar uma a uma as parcelas.

7. CONDUTA PROFISSIONAL E RESPONSABILIDADES FIDUCIÁRIAS

CÓDIGO DE ÉTICA DA PLANEJAR


O Código consiste em quatro seções:
•• Seção I – Princípios
•• Seção II – Regras
•• Seção III – Procedimentos Disciplinares
•• Seção IV – Melhores Práticas de Relacionamento entre Profissionais CFP® e Clientes
Os Princípios expressam em termos gerais a postura ética profissional esperada dos
Profissionais CFP®, que devem persegui-los em suas atividades profissionais. Os Princípios, mais
do que uma aspiração, constituem as bases de conduta do Profissional CFP®. Os comentários
que acompanham cada Princípio explicam mais detalhadamente os seus significados. Desse
modo, as Regras determinam os padrões éticos derivados dos dogmas contidos nos Princípios.
Assim sendo, as Regras clarificam os padrões de conduta ética e responsabilidade profissional
que devem ser observados e perseguidos em determinadas situações. As Regras aqui definidas
se aplicam ao campo de atuação de um Profissional CFP®, e são aplicáveis às atividades afins.

70 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 1

Um Profissional CFP® deve verificar quais são as suas responsabilidades em cada relacionamento
profissional, incluindo, por exemplo, aquelas relacionadas à confidencialidade e confiança que
ele possa ter de seus clientes, sendo sua obrigação cumpri-las.
O Código é estruturado de tal forma que a apresentação das Regras seja paralela à apresentação
dos Princípios. Por exemplo, as Regras relacionadas ao Princípio 2 – Integridade, são numeradas
de 200 a 299, enquanto aquelas Regras relacionadas ao Princípio 3 – Objetividade, são
numeradas de 300 a 399.
São 8 princípios que são a base de atuação do Planejador Financeiro:
1. Cliente em Primeiro Lugar
Colocar os interesses do cliente em primeiro lugar.
2. Integridade
Fornecer serviços profissionais com integridade.
3. Objetividade
Fornecer serviços profissionais de forma objetiva.
4. Probidade
Ser justo e imparcial nos relacionamentos profissionais.
5. Conduta Profissional
Agir com postura profissional exemplar.
6. Competência
Manter e desenvolver as habilidades e os conhecimentos necessários para fornecer serviços
profissionais de forma competente.
7. Confidencialidade
Proteger a confidencialidade de todas as informações do cliente.
8. Diligência
Fornecer serviços profissionais de forma diligente.
Abaixo um Resumo dos Princípios e Regras do Código de Ética do CFP e suas regras:

Princípio Cliente em Primeiro Lugar


Regras Não há regras

Princípio Integridade
1) Não fornecer informações falsas
2) Não omitir do cliente potenciais benefícios do planejador
Regras 3) Não incorrer em conduta desonesta
4) Interesses pessoais do CFP não devem afetar os serviços prestados ao cliente
5) Exercer julgamento adequado ao prestar serviço

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Princípio Objetividade
1) Comunicar todos os fatos relevantes
2) Recomendar e implementar recomendações adequadas ao cliente – “Suitability”
3) Profissional CFP deve fazer análise dos produtos a serem recomendados ao
Regras cliente ou valer-se da análise de terceiros de reputação comprovada
4) Profissional CFP e cliente devem concordar sobre o serviço
5) Profsional CFP deve tomar medidas necessárias para que o cliente compreenda
as recomendações

Princípio Probidade
Regras 1) Segregar patrimônio do profissional e do cliente
2) Devolver documentos ou bens do cliente mediante solicitação do cliente ou
conforme prazo acordado

Princípio Conduta Profissional


1) Não deverá tomar dinheiro emprestado do cliente (exceto se for parente até
segundo grau, cônjuge ou companheiro ou se o cliente for uma Instituição
Financeira)
2) Não deverá emprestar dinheiro para o cliente (exceções idem regra número 1)
3) Deverá realizar os serviços observando a lei, normas e o código de ética
4) Deve ser respeitado as regras para o uso da marca
5) Deve respeitar as determinações da Planejar
Regras
6) Profissional CFP que tiver condenação criminal deve comunicar a Planejar em
até 30 dias úteis
7) Informações de contato devem ser informadas a Planejar em até 30 dias úteis
8) Profissional CFP não deve se engajar em conduta que possa impctar
negativamente a sua integridade
9) Profissional CFP deve conhecer os padrões de prática do Planejamento Financeiro
da Planejar

Princípio Competência
1) Profissional CFP deve somente orientar o cliente naquelas áreas que possui
competência e repassar para outros profissionais quando o trabalho não for de
Regras competência do mesmo
2) Manter conhecimentos atualizados e satisfazer as exigências da Planejar da
educação continuada

Princípio Confidencialidade
1) Informações do cliente não devem ser divulgadas, exceto para demandas
judiciais ou responder processos legais
Regras
2) Profissional CFP deve agir com prudência para proteger a segurança das
informações

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CFP® | Módulo 1

Princípio Diligência
1) Exercer juízo razoável e prudente ao fornecer serviços
2) Sempre que aplicável, documentar e identificar os ativos sobre os quais tenha
poder discricionário para dispor
3) Supervisionar ou direcionar de forma prudente e responsável qualquer
Regras
subordinação ou delegação
4) Profissional CFP deve realizar o serviço profissional adequado respeitando o
prazo e o objetivo
5) Profissional CFP deve respeitar o presente código

Procedimentos Disciplinares
O eventual descumprimento dos Princípios e Regras contidos neste Código será objeto de
apuração pela Planejar, seja de ofício ou mediante o recebimento de denúncia, devendo
o respectivo procedimento disciplinar ser conduzido de acordo com o estabelecido no
Anexo – Procedimentos Para Apuração de Descumprimentos às Regras do Código de Ética e
Responsabilidade Profissional da Planejar.
Serão assegurados, na condução do procedimento disciplinar, a ampla defesa e o contraditório,
sendo observados também os princípios da celeridade, da razoabilidade e da informalidade. Na
hipótese de reconhecimento da irregularidade atribuída ao Profissional CFP®, serão aplicadas
as penalidades também previstas no Anexo deste Código.

Melhores Práticas de Relacionamento entre Profissionais CFP e Cliente


As Melhores Práticas de Relacionamento entre Profissionais CFP® e Clientes constituem reco-
mendações, não sendo, dessa forma, de observância obrigatória. A sua não observância, por-
tanto, não acarreta a instauração de procedimento disciplinar, o que só poderá ocorrer se, ao
descumprir uma destas recomendações, o Profissional CFP® descumprir também alguma Regra
ou Princípio a elas relacionados.
1. Ao prestar serviços de planejamento financeiro ou que contenham elementos importantes
do processo de planejamento financeiro, o Profissional CFP® deverá fornecer as seguintes
informações para o cliente:
A. Descrição objetiva e clara das obrigações e responsabilidades acordadas entre as partes
com relação à definição dos objetivos do cliente, suas necessidades e prioridades;
B. Descrição objetiva e clara da remuneração pelo serviço. Tal descrição deve incluir
informações relativas às formas e fontes de remuneração para o Profissional CFP® e/ou
para o empregador do Profissional CFP®;
C. Descrição objetiva e clara dos custos e dos eventuais fatores ou termos que determinem
outros custos para o cliente;
D. Descrição de possíveis conflitos de interesse entre o cliente e o Profissional CFP®, o
empregador do Profissional CFP®, quaisquer familiares ou terceiros;

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E. Informações sobre o Profissional CFP® ou empregador do Profissional CFP® que possam
afetar a decisão do cliente de contratar o Profissional CFP®;
F. Informações que o cliente possa querer saber ao determinar o escopo e a natureza do
relacionamento, incluindo áreas de especialidade do Profissional CFP®;
G. Informações completas de contato do Profissional CFP® e, se aplicável, do empregador
do Profissional CFP®;
H. As condições nas quais o Profissional CFP® irá utilizar produtos e/ ou serviços próprios
e/ou de terceiros para atender a qualquer uma das obrigações acordadas;
I. Os termos e condições para estabelecimento, continuidade e rescisão do relaciona-
mento.
O Profissional CFP® deverá, de forma continuada, informar ao cliente quaisquer alterações
das informações acima. O cliente deverá ser informado que a Planejar é o canal oficial para
reclamações contra o Profissional CFP®.

ANEXO I

PROCEDIMENTOS PARA APURAÇÃO DE DESCUMPRIMENTOS ÀS REGRAS DO CÓDIGO DE


ÉTICA E RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL DA PLANEJAR
Art. 1º No curso do procedimento disciplinar previsto neste Anexo será assegurada a apresentação
de defesa escrita e, no julgamento, sustentação oral, mas a falta de manifestação das partes
interessadas não impedirá o andamento do procedimento disciplinar.
Parágrafo único. A interpretação das normas deste Anexo será feita de forma a garantir o
atendimento dos objetivos da Planejar, vedada a aplicação retroativa de nova interpretação.
Art. 2º São direitos do interessado no procedimento disciplinar, sem prejuízo de outros previstos
neste Anexo:
I – ser comunicado acerca do início da apuração de eventual infração, podendo ter vista e obter
cópias dos autos;
II – formular alegações e apresentar documentos tanto durante a apuração de eventual
infração, quanto após a instauração do procedimento disciplinar; e
III – fazer-se representar, facultativamente, por advogado.
Parágrafo único. Para fins deste Anexo, são considerados interessados no procedimento
disciplinar os Profissionais CFP® contra os quais seja instaurado procedimento disciplinar nos
termos deste Anexo.
Art. 3º São deveres do interessado no procedimento disciplinar:
I – expor os fatos conforme a verdade;
II – prestar as informações que lhe forem solicitadas; e

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III – colaborar para o esclarecimento dos fatos.


Art. 4º Sem prejuízo do disposto neste Anexo, as competências dos componentes organizacionais
da Planejar no âmbito dos procedimentos disciplinares são as seguintes:
I – Staff Planejar, composto por integrantes designados pela Diretoria da Planejar: supervisão,
acompanhamento e verificação da adequação dos documentos e condutas relativas às
disposições deste Código, apurando eventuais irregularidades verificadas de ofício ou em razão
do recebimento de denúncias formuladas na forma do presente Anexo e, ainda, a elaboração
do relatório previsto no art. 9 deste Anexo; 14 Código de Ética e Responsabilidade Profissional
II – Comitê de Sindicância, composto por quatro membros, sendo um deles membro do
Conselho de Normas Éticas, conforme definido abaixo, e que será o coordenador do Comitê
e os outros três Profissionais CFP® voluntários, escolhidos a exclusivo critério da Planejar:
condução dos trabalhos do Staff Planejar na busca da realidade dos fatos e aprovação dos
relatórios por ele elaborados, decidindo pela instauração ou não de procedimento disciplinar, e
encaminhando, se for o caso, para apreciação do Conselho de Normas Éticas; e
III – Conselho de Normas Éticas, composto por 5 (cinco) membros eleitos conforme o Estatuto da
Planejar: apreciação dos procedimentos disciplinares instaurados pelo Comitê de Sindicância,
conduzindo eventuais audiências, decidindo sobre a celebração de termos de compromisso e
impondo, se for o caso, as penalidades previstas no presente Anexo.
Art. 5º O Staff Planejar analisará eventuais descumprimentos ao Código, inclusive aqueles de que
tiver ciência por meio de denúncia ou de condenações definitivas em processos administrativos
instaurados por autoridades regulatórias.
Parágrafo único. Para que a denúncia de que trata o caput seja considerada eficaz, esta deverá
ser feita por instrumento escrito, com a identificação inequívoca do denunciante, contendo a
descrição da prática objeto da denúncia e, sempre que possível, acompanhada dos documentos
que a fundamentem.
Art. 6º Caso encontre, em sua análise técnica ou por meio de denúncia, indícios de descumprimento
das normas do Código, o Staff Planejar notificará, por escrito, o Profissional CFP®, indicando, de
maneira resumida, os fatos abrangidos pela apuração.
§ 1º A apuração será arquivada caso o Staff Planejar conclua que não há indícios de violação.
§ 2º O Profissional CFP® deverá apresentar suas alegações, por escrito, em até 20 (vinte) dias
úteis, contados do recebimento da notificação prevista no deste artigo.
§ 3º Caso julgue necessário, durante o curso da apuração, o Staff Planejar poderá:
I – requerer informações e esclarecimentos, por escrito, aos interessados no procedimento
disciplinar;
II – requerer o comparecimento dos interessados no procedimento disciplinar, para prestação
de esclarecimentos verbais;
III – requerer vista e cópia de documentos que estejam em poder dos interessados no
procedimento disciplinar, resguardados os sigilos legal e contratual; 15 Código de Ética e
Responsabilidade Profissional.

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IV – contratar assessoria técnica ou jurídica externa para colaborar nas investigações, desde
que previamente autorizada pela Diretoria da Planejar; e
V – aditar a notificação mencionada no caput deste artigo para incluir fatos novos, pertinentes
ao caso, não conhecidos por ocasião de seu envio.
§ 4º O prazo para o cumprimento dos requerimentos previstos nos incisos I a III, do parágrafo
3º deste artigo, será de 10 (dez) dias úteis, a contar do seu recebimento pelos interessados
no procedimento disciplinar, podendo este prazo ser prorrogado uma única vez, a critério do
Comitê de Sindicância. Outra prorrogação, pelo mesmo prazo, somente poderá ser concedida
pelo Presidente do Conselho de Normas Éticas, apenas uma única vez.
§ 5º A negativa injustificada ou o silêncio quanto aos requerimentos de que tratam os incisos
I a III do parágrafo 3º deste artigo, implicarão confissão quanto aos fatos apurados em tais
requerimentos.
Art. 7º O Staff Planejar procederá à análise técnica das alegações apresentada nos termos do art.
6º, acima e, caso conclua que não há indícios de violação, a apuração será arquivada e o Profissional
CFP® será informado a este respeito.
Art. 8º Caso entenda que há indícios de violação ao Código, ou ainda, caso o Profissional CFP®
não apresente suas alegações dentro do prazo mencionado no art. 6º, o Staff Planejar elaborará
relatório sobre o caso e o encaminhará ao Comitê de Sindicância.
Art. 9º Caberá ao Comitê de Sindicância analisar o relatório elaborado pelo Staff Planejar, sendo-
lhe facultado determinar diligências adicionais.
Parágrafo único. Deverão constar obrigatoriamente do relatório:
I – nome e qualificação dos interessados no procedimento disciplinar;
II – narração circunstanciada dos fatos investigados contendo, no mínimo, a fonte da
informação sobre a suposta infração, as datas e o conteúdo resumido das comunicações feitas
ao interessado e das respectivas respostas e demais elementos que indiquem a ocorrência de
infrações, bem como a indicação da regra do Código supostamente infringida; e
III – indicação do(s) responsável(is) pela suposta infração, com informações em relação à
conduta de cada um deles, fazendo-se referência às provas que demonstrem sua participação
nos fatos relatados.
Art. 10. O Comitê de Sindicância, após análise do relatório elaborado pelo Staff Planejar e da
realização de eventuais diligências adicionais, poderá determinar a instauração de procedimento
disciplinar contra o Profissional CFP®.
Parágrafo único. Caso entenda que não há indícios de violação ao Código, o Comitê de
Sindicância poderá arquivar a apuração, devendo o Profissional CFP® ser informado pela
Planejar a este respeito no prazo de até 10 (dez) dias úteis a contar da respectiva decisão.
Art. 11. Quando a infração verificada importar em pequeno potencial de dano e for de fácil
reparabilidade, o Staff Planejar poderá expedir carta de recomendação aos interessados no
procedimento disciplinar, com a concordância do Coordenador do Comitê de Sindicância e do
Presidente do Conselho de Normas Éticas, na qual proporá a adoção de medidas visando ao ajuste
de conduta aos preceitos estabelecidos no Código.

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CFP® | Módulo 1

Parágrafo único. A adoção das medidas propostas na carta de recomendação, no prazo


assinalado, sana a eventual irregularidade cometida, extinguindo, por conseqüência, a
punibilidade pela infração.
Art. 12. Caso decida pela instauração de procedimento disciplinar na forma do caput do art. 11,
o Comitê de Sindicância encaminhará o relatório elaborado pelo Staff Planejar ao Conselho de
Normas Éticas.
§ 1º O procedimento disciplinar será distribuído, mediante sorteio, a um dos membros do
Conselho de Normas Éticas, que atuará como seu relator e o conduzirá até o competente
julgamento.
§ 2º Na instauração do procedimento disciplinar deverá haver clara indicação do fato
considerado irregular, da regra do Código infringida, das penalidades aplicáveis e do suposto
autor da infração.
Art. 13. O Conselho de Normas Éticas determinará ao Staff Planejar, no prazo de até 10 (dez)
dias úteis, a contar da instauração do procedimento disciplinar, a notificação dos interessados no
processo, para apresentarem defesa.
Art. 14. O Profissional CFP® deverá apresentar sua defesa por escrito, em até 20 (vinte) dias úteis da
data do recebimento da competente notificação.
Parágrafo único. Em caso de ausência de resposta ou omissão do Profissional CFP®, o Conselho
de Normas Éticas levará o caso a julgamento, e cientificará o Profissional CFP® de sua decisão.
Art. 15. Se apresentada tempestivamente, a defesa referida no caput do art. 14 será encaminhada
à apreciação do Conselho de Normas Éticas, que conduzirá audiência para apreciação da matéria.
As audiências serão sempre realizadas na cidade onde está sediado a Planejar.
§ 1º O relator do procedimento disciplinar, por solicitação expressa da parte interessada, poderá
conceder prazo, de até 20 (vinte) dias úteis, para a apresentação de documentos e pareceres de
interesse da defesa.
§ 2º Fica facultado ainda aos interessados no procedimento disciplinar apresentarem até 3
(três) testemunhas, cabendo ao relator definir as datas para que seus respectivos depoimentos
sejam colhidos.
§ 3º A audiência de testemunhas, em número superior ao previsto no parágrafo anterior,
dependerá de aprovação do Conselho de Normas Éticas.
§ 4º Após o recebimento da defesa, é facultado ao relator determinar a realização de outras
diligências além daquelas realizadas durante o período de apuração da infração.
§ 5º As diligências ou manifestações eventualmente determinadas na forma do parágrafo
anterior serão notificadas aos interessados no procedimento disciplinar com antecedência
mínima de 10 (dez) dias úteis, sendo concedido aos mesmos prazo de 10 (dez) dias úteis após a
realização de tais diligências ou manifestações para que, querendo, aditem a defesa.
Art. 16. Após cumpridas as etapas previstas no artigo anterior, o relator elaborará relatório do
qual deverá constar, pelo menos, a descrição da infração supostamente cometida e das razões de
defesa, as regras do Código que definem a infração e as penalidades aplicáveis. Na elaboração do
relatório será admitida a remissão, quando pertinente, ao conteúdo do relatório previsto no art. 9
deste Anexo.

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Parágrafo único. O relatório de que trata o caput deste artigo será colocado à disposição
dos demais integrantes do Conselho de Normas Éticas e dos interessados no procedimento
disciplinar no mínimo 10 (dez) dias úteis antes da data marcada para o respectivo julgamento.
Art. 17. A sessão de julgamento será presidida pelo Presidente do Conselho de Normas Éticas ou,
na ausência deste, por seu Vice-Presidente e serão realizadas sempre na cidade onde está sediado
a Planejar.
§ 1º Os interessados no procedimento disciplinar serão informados sobre a data, hora e local
da sessão de julgamento com, no mínimo, 10 (dez) dias úteis de antecedência.
§ 2º O quorum mínimo de instalação da sessão de julgamento será de pelo menos 4 (quatro)
membros do Conselho de Normas Éticas.
§ 3º Não atingido o quorum de que trata o parágrafo anterior, o Presidente da sessão de
julgamento designará nova data para a realização do julgamento.
Art. 18. A sessão de julgamento será iniciada com a chamada do procedimento disciplinar, sendo
dispensada a leitura do relatório, salvo se requerida pela defesa. Em seguida, caso o relator do
procedimento disciplinar julgue necessário, a assessoria jurídica manifestar-se-á, por até 15 (quinze)
minutos, acerca dos aspectos formais do processo. Após a manifestação da assessoria jurídica, cada
um dos interessados no procedimento disciplinar, por si ou por seus advogados, também terá 15
(quinze) minutos para sustentar oralmente as razões de sua defesa.
Art. 19. Ouvida a defesa, a sessão prosseguirá sem a presença dos interessados no procedimento
disciplinar ou de seus advogados e representantes, quando então o relator e os demais membros
do Conselho de Normas Éticas, nesta ordem, proferirão os respectivos votos, sempre observado o
quorum estabelecido no parágrafo 2º do art. 17 deste Anexo.
§ 1º O Presidente do Conselho de Normas Éticas não votará, exceto na hipótese prevista no
parágrafo seguinte.
§ 2º A decisão proferida na sessão de julgamento será tomada pela maioria dos votos dos
presentes, cabendo o voto de desempate, se for o caso, ao Presidente da sessão.
§ 3º Quando mais de duas soluções distintas forem propostas para o processo, a decisão
será adotada mediante votações sucessivas, partindo-se das duas mais gravosas e assim
sucessivamente até que reste uma única, que será aplicada.
Art. 20. Os membros do Conselho de Normas Éticas estarão impedidos de votar se tiverem interesse
direto ou indireto na matéria, podendo ainda, por razões de foro íntimo, declarar sua suspeição.
Tanto o impedimento quanto a suspeição devem ser comunicados ao Presidente do Conselho de
Normas Éticas, abstendo-se o conselheiro, em ambos os casos, de atuar no procedimento e de
participar do julgamento do caso em que esteja impedido ou em que tenha declarado suspeição.
Parágrafo único. Caso algum interessado no procedimento disciplinar alegue o impedimento
ou suspeição de algum conselheiro, caberá ao Conselho de Normas Éticas decidir sobre tal
alegação, sem o voto do conselheiro supostamente impedido ou suspeito.
Art. 21. Os membros do Conselho de Normas Éticas podem pedir vistas do procedimento disciplinar
uma única vez, antes de iniciada a votação, devendo devolver os autos em até 10 (dez) dias úteis.

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CFP® | Módulo 1

Art. 22. Concluído o julgamento, o procedimento disciplinar será encaminhado ao relator para
lavratura da competente ata, dando-se ciência da decisão aos interessados no processo, no prazo
de até 5 (cinco) dias úteis contados a partir do encerramento da sessão de julgamento.
Parágrafo único. A decisão deverá conter:
I – o relatório elaborado pelo relator do processo;
II – a fundamentação da decisão que, se condenatória, conterá as eventuais circunstâncias
agravantes e atenuantes;
III – a conclusão, com indicação da sanção imposta, quando for o caso;
IV – os nomes dos conselheiros participantes da sessão de julgamento; e
V – as assinaturas do relator, do Presidente do Conselho de Normas Éticas e, caso tenha
acompanhado o procedimento, da assessoria jurídica.
Art. 23. O Profissional CFP® será informado da decisão do Conselho de Normas Éticas que será
soberana, não havendo possibilidade de recurso de tal decisão.
Art. 24. Na hipótese de reconhecimento da irregularidade atribuída aos interessados no
procedimento disciplinar, serão aplicadas, pelo Conselho de Normas Éticas, as penalidades previstas
neste Anexo.
§ 1º A reparação dos danos eventualmente causados pela infração ao Código poderá, a critério
do Conselho de Normas Éticas, excluir a aplicação da pena, mas será, no mínimo, atenuante
para a pena a ser aplicada. Também atenuarão a pena o arrependimento posterior e a confissão
espontânea.
§ 2º A aplicação das penas definidas pelo Conselho de Normas Éticas competirá ao Staff
Planejar.
Art. 25. O Profissional CFP® que descumprir os Princípios e Regras estabelecidos no Código estarão
sujeitas à imposição das seguintes penalidades:
I – advertência privada do Conselho de Normas Éticas, através de reprimenda por escrito, não
publicada, mas apontada nos registros da Planejar e enviada diretamente ao profissional CFP®;
II – advertência pública do Conselho de Normas Éticas, a ser divulgada nos meios de
comunicação da Planejar;
III – proibição temporária, divulgada nos meios de comunicação da Planejar, do uso das
Marcas; III. revogação do direito de uso das Marcas e exclusão do quadro de Profissionais CFP®
certificados, divulgada nos meios de comunicação da Planejar.
Art. 26. Quando o resultado do julgamento de um procedimento disciplinar envolver assunto de
interesse geral para a atividade regulada pelo Código, o Conselho de Normas Éticas, observado o
quorum de instalação previsto no parágrafo 2º do art. 17 deste Anexo, poderá editar súmulas que
indicarão o entendimento da Planejar a respeito da matéria.
Parágrafo único. As súmulas aprovadas pelo Conselho de Normas Éticas serão publicadas no
site da Planejar na rede mundial de computadores (internet).

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Art. 27. A Planejar deve anular os atos processuais quando eivados de qualquer vício ou erro. Em
nenhum caso, contudo, será admitida a reforma da decisão, com agravamento da pena aplicada.
Art. 28. Os prazos de que tratam os dispositivos deste Anexo começam a correr a partir do primeiro
dia útil após a ciência dos interessados e encerram-se no dia do vencimento.
§ 1º A contagem de todos os prazos será suspensa no período compreendido entre os dias 20
de dezembro e 6 de janeiro.
§ 2º Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o vencimento cair em feriados
bancários, sábados, domingos ou em dia em que não houver expediente na Planejar ou este for
inferior ao normal.
Art. 29. O prazo para instauração do procedimento disciplinar prescreve em 1 (um) ano, contado
da data da prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver
cessado.
§ 1º Interrompe-se a prescrição referida no caput deste artigo, sendo reiniciada uma nova
contagem, na data em que o fato tenha chegado ao conhecimento da Planejar.
§ 2º O prazo para encerramento do procedimento disciplinar será de até 1 (um) ano, contado
a partir da decisão de sua instauração, podendo ser prorrogado uma única vez, a critério do
Conselho de Normas Éticas.
Art. 30. Todos os componentes organizacionais da Planejar mencionados no presente Anexo,
deverão guardar absoluto sigilo sobre informações e documentos a que tenham acesso em razão
de suas funções.
Art. 31. A comunicação dos atos e termos processuais poderá ser feita mediante correspondência
registrada com aviso de recebimento, por correio eletrônico ou por qualquer outro meio de
comunicação, sendo que a vista ou qualquer manifestação no procedimento disciplinar pelos
interessados supre a falta de comunicação.
Parágrafo único. Para que seja reputada como válida, a comunicação por correio eletrônico
deverá ser encaminhada para endereço previamente informado à Planejar pelo interessado,
especificamente para este fim.
Art. 32. Os autos do procedimento disciplinar deverão ter suas páginas numeradas seqüencialmente
e rubricadas.
Art. 33. Cabe ao interessado no procedimento disciplinar a prova dos fatos que alegar.
Art. 34. Todas as manifestações previstas neste Anexo devem ser apresentadas por quem
comprovadamente possua poderes para tanto.
Art. 35. Os procedimentos disciplinares que, na presente data, já tenham sido instaurados,
prosseguirão com o rito previsto neste Anexo, aproveitando-se, contudo, os atos processuais até
então praticados.
Parágrafo único. Em nenhum caso as disposições do presente Anexo retroagirão para alterar os
atos processuais praticados sob o amparo do rito vigente à época de sua realização.

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PREVENÇÃO E COMBATE A LAVAGEM DE DINHEIRO OU OCULTAÇÃO DE


BENS, DIREITOS E VALORES
Lavagem de dinheiro é o processo pelo qual o criminoso transforma, recursos obtidos através de
atividades ilegais, em ativos com uma origem aparentemente legal.
Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro realiza-se
por meio de um processo dinâmico que requer: primeiro, o distanciamento dos fundos de sua
origem, evitando uma associação direta deles com o crime; segundo, o disfarce de suas várias
movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e terceiro, a disponibilização
do dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido suficientemente movimentado
no ciclo de lavagem e poder ser considerado “limpo”.
Há mais de 20 anos percebeu-se a necessidade da adoção de um esforço internacional conjunto
para combater a lavagem de dinheiro, envolvendo não só os Governos dos diversos países, mas
também o setor privado, especialmente o sistema financeiro. Mais recentemente, os atentados
terroristas em diversas partes do mundo revigoraram a necessidade desse esforço global com o
objetivo de buscar a eliminação das fontes de financiamento ao terrorismo.
Os mecanismos mais utilizados no processo de lavagem de dinheiro envolvem teoricamente
essas três etapas independentes que, com frequência, ocorrem simultaneamente.

Pena
•• Reclusão de três a dez anos e multa
Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou
valores provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo:
I – os converte em ativos lícitos;
II – os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito,
movimenta ou transfere;
III – importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.
A multa pecuniária, aplicada pelo COAF, será variável não superior:
a) ao dobro do valor da operação;
b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da
operação;
c) ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais);

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IMPORTANTE:
A pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime
aberto, podendo o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos,
se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades,
prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua
autoria ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime. A pena será
aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos na lei forem cometidos de
forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.

Principais operações que são indícios de crimes de lavagem de dinheiro


I. aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou jurídica, sem
causa aparente, em especial se tais depósitos são posteriormente transferidos, dentro de
curto período de tempo, a destino anteriormente não relacionado com o cliente.
II. troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande valor.
III. proposta de troca de grandes quantias em moeda nacional por moeda estrangeira e vice-
versa.
IV. compras de cheques de viagem e cheques administrativos, ordens de pagamento ou outros
instrumentos em grande quantidade – isoladamente ou em conjunto -, independentemente
dos valores envolvidos, sem evidencias de propósito claro.
V. movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras.
VI. movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a
ocupação profissional e a capacidade financeira presumida do cliente.
VII. numerosas contas com vistas ao acolhimento de depósitos em nome de um mesmo cliente,
cujos valores, somados, resultem em quantia significativa.
VIII. abertura de conta em agencia bancaria localizada em estação de passageiros – aeroporto,
rodoviária ou porto – internacional ou pontos de atração turística, salvo se por proprietário,
sócio ou empregado de empresa regularmente instalada nesses locais.
IX. utilização de cartão de credito em valor não compatível com a capacidade financeira do
usuário.

Fases da lavagem do dinheiro


1. Colocação – a primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômico.
Objetivando ocultar sua origem, o criminoso procura movimentar o dinheiro em países
com regras mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal.

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A colocação se efetua por meio de:


•• depósitos,
•• compra de instrumentos negociáveis
•• compra de bens
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas
sofisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como:
•• fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro.
•• utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em
espécie.
2. Ocultação – a segunda etapa do processo consiste em
dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos.
O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a
possibilidade da realização de investigações sobre a
origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-
lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para
contas anônimas – preferencialmente, em países
amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando
depósitos em contas “fantasmas”.
3. Integração – nesta última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema
econômico. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que
facilitem suas atividades – podendo tais sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez
formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.
Alguns exemplos:

FASE Exemplo
1. Comprar uma propriedade rural com dinheiro do crime.
Colocação 2. Ir em uma casa de câmbio e fazer remessa de recursos ilícitos para uma conta
no exterior.

Ocultação 1. Enviar recursos proveniente de crimes para paraísos fiscais.


(estratificação) 2. Fazer câmbio de notas oriundas de um crime, por moeda de outro país.

1. Comprar hotéis, restaurantes, negócio, com dinheiro oriundo de contas no


exterior sem procedências.
Integração
2. Compra de bens com doações originárias de contas fantasmas, empresas de
“fachadas” e etc.

Identificação dos clientes


A lei sobre crimes de “lavagem” de dinheiro, exige que as instituições financeiras entre outros:
•• identifiquem seus clientes mantendo cadastro atualizado; inclusive dos proprietários e
representantes das empresas clientes;

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•• mantenham registro das transações em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores
mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em
dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de
instruções por esta expedidas;
•• atendam no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo
COAF, que se processarão em segredo de justiça.
Arquivem por cinco anos os cadastros e os registros das transações.

Comunicação ao coaf
De acordo com a Circular 2852/98, Carta-Circular 2826/98 e a complementação da Carta-
Circular 3098/03, as instituições financeiras deverão comunicar ao Banco Central:
•• as operações suspeitas envolvendo moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores
mobiliários, metais ou qualquer outro ativo passível de ser convertido em dinheiro de valor
acima de R$ 10.000,00;
•• as operações suspeitas que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo,
em um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o
valor de R$ 10.000,00;
•• depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provisionamento para saque, de
valor igual ou superior a R$100.000,00, independentemente de serem suspeitas ou não.
Toda a operação realizada por uma instituição financeira acima de R$ 10 mil deve ficar registrada
no banco. A operação que for igual ou acima de R$ 10 mil e SUSPEITA deve ser reportada ao
COAF, através do SISCOAF.

Coaf – conselho de controle de atividades financeiras


Órgão máximo no combate à lavagem de dinheiro. O COAF está vinculado ao Ministério da
Fazenda e tem como finalidade disciplinar, aplicar penas administrativas, receber, examinar
e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas na Lei, sem prejuízo da
competência de outros órgãos e entidades.
Porém, para que as atividades do COAF sejam bem-sucedidas, é importante que, todas
as instituições visadas, no que diz respeito à lavagem de dinheiro, proveniente do crime,
mantenham em registro, todas as informações de relevância sobre seus clientes e suas
operações.
Além dos bancos, devem combater a lavagem de dinheiro empresas e instituições que
trabalham com a comercialização de joias, metais preciosos e obras de arte.

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Convenção de Viena
Convenção contra o tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV da
Constituição, e considerando que a Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e
Substâncias Psicotrópicas, foi concluída em Viena, a 20 de dezembro de 1988;
Considerando que a referida Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional, pelo Decreto
Legislativo nº 162, de 14 de junho de 1991;

UTILIZAÇÃO INDEVIDA DE INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS


Informação privilegiada: Representa toda e qualquer informação relevante, fora do domínio
público, que se venha a obter no exercício das funções diárias de qualquer profissional.
“Insider trader”: O Insider Trader é o indivíduo que, tendo acesso a informações privilegiadas,
as usam em seu próprio benefício ou em benefício de terceiros.
“Front runner”: O Front Runner é o indivíduo ou instituição que se utiliza de ordens de clientes
para o seu próprio benefício, realizando antes para si próprio a operação ordenada pelo cliente.

8. PERFIL DE COMPETÊNCIAS DO PLANEJADOR FINANCEIRO

MATRIZ DE CAPACIDADES DO PLANEJADOR FINANCEIRO


O Financial Planning Standards Board (FPSB) gerencia, desenvolve e opera programas
de certificação, educação e programas relacionados para organizações de planejamento
financeiro, possibilitando que estas se beneficiem e protejam a comunidade global mediante
o estabelecimento, a manutenção e o fomento, no mundo todo, de padrões profissionais de
planejamento financeiro.
O compromisso do FPSB com a excelência é representado pelas marcas de diferenciação
profissional CFP®, CERTIFIED FINANCIAL PLANNER e a logomarca CFP®.
Segundo o FPSB, são capacidades do planejador financeiro:
•• Coleta:
Coletar as informações (quantitativas e qualitativas) necessárias para elaborar um plano
financeiro.
•• Análise:
Considerar oportunidades e restrições potenciais e avaliar informações para formular
estratégias.
•• Síntese:
Sintetizar as informações para formular e avaliar estratégias para elaborar um plano financeiro.

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Habilidades Profissionais

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FINANÇAS COMPORTAMENTAIS
A decisão do investidor na perspectiva das Finanças Comportamentais.
Como são tomadas as suas decisões na vida? Será que é sempre de maneira racional?
comportamentos e experiências passadas, será que não influenciam em nossas decisões?
Em investimentos também sofremos influência do nosso comportamento na hora de tomar
decisões. Vejamos alguns exemplo quando isso acontece:
1. Investir em poupança pelo simples motivo de ser a aplicação que os nossos pais sempre
utilziaram.
2. Comprar uma ação por determinado valor, acordar um belo dia com uma notícia trágida
dessa companhia, envolvida em esquema de corrupção, onde tudo aponta para uma
grande crise no curto e médio prazo e mesmo assim não optar em vender, pelo fato do
valor atual da ação ser inferior ao valor de compra (realizar prejuízo).
3. Investir em CDB somente de grandes bancos. Evitar aplciar em bancos pequenos, que em
geral oferecem taxas mais atrativas e para valores até R$ 250 mil estão cobertos pelo FGC.
4. Aplicar em um fundo de ações em um momento ruim de mercado, resgatar após as
primeiras quedas e nunca mais reaplicar nesse tipo de investimento.
5. Ler uma reportagem em uma revista ou jornal, sobre determinado ativo financeiro ou
institição financeira e em seguida decidir investir nesse ativo ou I.F anunciado(a).
As Finanças Comportamentais têm como principal objetivo identificar e compreender as ilu-
sões cognitivas que fazem com que pessoas cometam erros sistemáticos de avaliação de valo-
res, probabilidades e riscos. Consideram que os indivíduos nem sempre agem racionalmente,
pois estão propensos aos efeitos das ilusões cognitivas.
As Finanças Comportamentais não negam que a maioria das decisões econômicas é tomada
de forma racional e deliberada. Mas consideram que, se não forem levadas em conta também
as decisões emocionais e automáticas, os modelos econômicos serão falhos para explicar o
funcionamento dos mercados.

Razão: Teoria de seleção de Portifólio Emoção: Teoria do Prospecto Daniel


Harry Markowitz 1952 (Nobel em Kahneman 1979 (Nobel em economia
economia 1990) 2002)

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A teoria de finanças tradicional, com base no postulado da racionalidade, assume que os


indivíduos processam corretamente as informações quando tomam decisões. A abordagem das
finanças comportamentais, ao contrário, postula que os indivíduos, ao tomarem decisões, se
fiam em diversas estratégias simplificadoras ou regras práticas conhecidas como heurísticas.

Algumas das Heurísticas


As heurísticas são regras de bolso (atalhos mentais) que agilizam e simplificam a percepção
e a avaliação das informações que recebemos. Por um lado, elas simplificam enormemente a
tarefa de tomar decisões; mas, por outro, podem nos induzir a erros de percepção, avaliação e
julgamento que escapam à racionalidade ou estão em desacordo com a teoria da estatística.
Esses erros ocorrem de forma sistemática e previsível, em determinadas circunstâncias, e são
chamados de vieses.

Disponibilidade:
Decisões influenciadas por ocorrências e eventos recentes na memória do investidor.
Experiências mostraram que exemplos de categorias mais numerosas são recordados mais
rapidamente do que categorias menos numerosas, que ocorrências prováveis são mais fáceis
de imaginar do que ocorrências improváveis e que conexões associativas são fortalecidas
quando dois eventos freqüentemente ocorrem simultaneamente.
Vieses cognitivos que emanam da heurística da Disponibilidade:
•• Facilidade de lembrança: Os indivíduos julgam que os eventos mais facilmente recordados
na memória, com base em sua vividez ou ocorrência recente, são mais numerosos do que
aqueles de igual frequência cujos casos são menos facilmente lembrados.
•• Capacidade de recuperação: Os indivíduos são enviesados em suas avaliações da frequência
de eventos, dependendo de como suas estruturas de memória afetam o processo de busca.
Exemplos aplicados a investimentos:
1. Comprar ações da empresa X após ler em uma revista que o lucro da mesma bateu récorde.
2. Vender ou não comprar ação de uma companhia aérea após ser noticiado a queda de uma
aeronáve.

Representatividade:
Decisões a partir de associações com estereótipos formados e desprezo de informações
relevantes para a tomada de decisão. As pessoas julgam os eventos pela sua aparência e
semelhança, não pela probabilidade deles acontecerem.
Vieses cognitivos que emanam da heurística da representatividade:
•• Falta de sensibilidade à proporções da base: Os indivíduos tendem a ignorar as proporções
da base na avaliação da probabilidade de eventos, quando é fornecida qualquer outra
informação descritiva, mesmo se esta for irrelevante.

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•• Falta de sensibilidade ao tamanho da amostra: Os indivíduos, frequentemente, não são
capazes de apreciar o papel do tamanho da amostra na avaliação da confiabilidade das
informações da mesma.
•• Concepções errôneas sobre o acaso: Os indivíduos esperam que uma sequência de dados
gerados por um processo aleatório pareça ser “aleatória”, mesmo quando for demasiado
curta para que aquelas expectativas sejam estatisticamente válidas.
•• Regressão à média: Os indivíduos tendem a ignorar o fato de que eventos extremos tendem
a regredir à média nas tentativas subsequentes.
•• A falácia da conjunção: Os indivíduos julgam erradamente que as conjunções (dois
eventos que ocorrem em conjunto) são mais prováveis do que um conjunto mais global de
ocorrências do qual a conjunção é um subconjunto.
Exemplos aplicados a investimentos:
1. Desistir de investir em ações porque teve experiências negativas anterioremente.
2. Acreditar que as grandes empresas são bons investimentos. Podem não ser, se estiverem a
transacionar a preços acima do seu valor justo, mas não pelo fato de serem grandes.

Ancoragem
A heurística da Ancoragem faz com que a exposição prévia a uma informação nos leve a
considerá-la fortemente na tomada de decisão ou na formulação de estimativas, independente
de sua relevância para o que é decidido ou estimado.
A ancoragem se deve principalmente a um mecanismo relacionado à forma como a nossa
mente funciona: o priming. O priming é o efeito decorrente da enorme capacidade associativa
da nossa mente, que faz com que palavras, conceitos e números evoquem outros similares, um
após o outro, numa reação em cadeia. Ou seja, uma palavra é mais rapidamente lembrada, e
se torna mais disponível na nossa mente, se tiver conexão com outras vistas/ouvidas em um
momento recente. É também o processo pelo qual experiências recentes nos predispõem, de
forma automática, a adotar determinado comportamento. É muito comum a ancoragem se
basear em valores.
Da heurística da ancoragem emanam três vieses:
•• Ajuste insuficiente da âncora: preconiza que as pessoas desenvolvem estimativas partindo
de uma âncora inicial, com base em qualquer informação que seja fornecida, a qual é
ajustada até produzir uma resposta final. Uma conseqüência importante da utilização dessa
heurística é que o ajuste geralmente é insuficiente, ou seja, a resposta final freqüentemente
fica próxima dessa âncora.
•• Vieses de eventos conjuntivos e disjuntivos: estudos indicam que as pessoas tendem a
superestimar a probabilidade de eventos conjuntos (eventos que devem ocorrer em
conjunção com um outro) e subestimar a probabilidade de eventos disjuntivos (eventos
que ocorrem independentemente). “Esse viés fornece explicações importantes para os
problemas de cronograma de projetos que requerem planejamento multiestágio, pois
a tendência geral de superestimar a probabilidade de eventos conjuntivos leva a um
injustificado otimismo na avaliação da propensão de que planos serão bem sucedidos ou
que projetos serão finalizados no prazo”.

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•• Excesso de confiança: em análise de decisão, especialistas freqüentemente são requisitados


a expressar suas crenças em relação a uma quantidade, tal como o valor médio do índice
da Bolsa de Valores em um determinado dia, na forma de distribuição de probabilidade.
“Tal distribuição é geralmente construída por meio da solicitação para que as pessoas
selecionem valores que correspondam a percentis específicos na sua distribuição de
probabilidade subjetiva”.
Exemplos aplicados a investimentos:
1. um investidor que compra a ação da companhia A que cursta R$ 80, tende a achar barata a
ação da companhia B, cotada a R$ 20, ainda que as duas empresas não tenham nenhuma
correlação.
2. Investidor aplica em um fundo de investimento um valor de 100.000,00 e a bolsa começa a
cair. Ele decide não se desfazer do investimento, independemete de qual seja a perspectiva
futura do preço e da economia, enquanto não “recuperar” o valor investido inicialmente.
3. Comprar ação de uma companhia que está custando R$ 5,00, justificando a decisão de
investimento pelo fato do valor dessa mesma ação já ter chegado a R$ 30,00 a meses atrás.

Aversão à perda
A aversão a perda não é uma heurística, como trata o edital da certificação, e sim um víes
comportamental. A Aversão a Perda (loss aversion, em Inglês) é um viés que nos faz atribuir
maior importância às perdas do que aos ganhos, nos induzindo frequentemente a correr mais
riscos no intuito de tentar reparar eventuais prejuízos.
Alguns estudos sugerem que isso se dá porque, do ponto de vista psicológico, a dor da perda é
sentida com muito mais intensidade do que o prazer com o ganho.
Em investimento sisso acontece quando decidmors maneter investimentos não lucrativos e
vender investimentos com ganho.
Exemplos aplicados a investimentos:
1. Investir em caderneta de poupança, mesmo não estando satisfeito com o retorno, guiado
principalmente pelo medo de se expor a riscos maiores.
2. Ter dificuldades financeiras, investir todo dinheiro em ações em busca de recuperar poder
de compra e de fazer uma poupança.
3. Não olhar o saldo de sua aplicação em fundo de ações após o índice Ibovespa sofrer uma
perda siginficativa.

Efeitos de estruturação
De acordo com essa abordagem, a maneira como um problema é estruturado ou a forma como a
informação é apresentada exerce um impacto importante no processo decisório. É a nfluência na
decisão de investimento da forma como as alternativas ou o problema é apresentado (framing).

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Exemplos aplicados a investimentos:
Fazer uma operação no mercado de derivativos que te garanta o dobro do valor investido com
80% de chance. Qual a sua propensão em investir?
E se anunciasse esse mesmo investimento como algo que lhe oferecesse uma probabildiade
de 20% de perder todo seu investimento. Qual a sua nova propensão a investir nesse mesmo
ativo?

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Questões | Módulo 1

1. (21.000) Sr. Jose recebeu uma herança de R$ 35.000.000,00, sendo esse o seu único patrimônio.
Investiu 70% em um projeto para daqui a 15 anos e o restante colocou em um Fundo com
Liquidez diária com rentabilidade de 0,80% ao mês (líquido de impostos). Com a rentabilidade
desse investimento do fundo garantiu para a sua família uma renda mensal de R$ 120.000,00.
Por quantos meses a família terá essa renda garantida?
a) 140.
b) 152.
c) 80.
d) 250.

2. (21.001) Alberto é casado com Luiza e possui 3 filhos. Para garantir uma tranquilidade financeira
para a família, Alberto precisa de R$ 3.000,00 mensais. Ele deseja trabalhar até ter a quantia
suficiente em um fundo de investimento que renda esse montante mensalmente. O fundo
disponível atualmente tem rentabilidade de 1,25% ao mês e a inflação projetada é de 0,25% ao
mês. Qual o valor que Alberto deverá acumular para garantir a necessidade mensal da família
de forma vitalícia?
a) R$ 240.000,00.
b) R$ 300.000,00.
c) R$ 1.200.000,00.
d) R$ 300.751,88

3. (21.002) Seu cliente fez um aporte de R$ 1.250.000,00 e após 170 meses resgatou um valor
bruto de R$ 6.775.000,00. Considerando que haverá imposto de renda de 15% no ato do
resgate, qual foi o retorno anualizado líquido do seu cliente?
a) 15,20%.
b) 16,40%.
c) 12,09%.
d) 11,64%.

4. (21.003) Uma aplicação possui retorno bruto de 0,68% ao mês. Fica aplicado por 5 anos e tem
um rendimento total de 50,17%. Qual a taxa anual de retorno dessa aplicação?
a) 8,47%.
b) 8,16%.
c) 10,03%.
d) 11,47%.

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5. (21.004) Sr. José quer garantir uma renda vitalícia mensal de R$ 4.500,00 para a saua família.
Ele estima uma rentabildiade de 1,10% ao mês. Qual o valor que Sr. José precisa ter disponível?
(Desconsiderar inflação e tributação):
a) R$ 409.090,91.
b) R$ 450.000,00.
c) R$ 481.283,23.
d) R$ 500.000,00.

6. (21.005) Júlio possui as características abaixo:


•• 35 anos, solteiro e prefere não correr riscos elevados.
•• Promovido pouco tempo atrás para Gerente de Projetos.
•• Sem empréstimos.
•• Renda anual: R$ 325.000,00.
•• Despesas anuais: R$ 130.000,00.
•• Possui uma carteira de ativos financeiros no valor de R$ 1.400.000,00.
•• Inflação: 4% a.a / Taxa do Ativo Livre de Risco: 8,16% a.a / I.R: 15%.
Com essa situação acima, determine qual a definição para a disposição de correr risco de Júlio:
a) Alta, pois está em evolução na fase profissional.
b) Alta, pois consegue ser superavitário.
c) Baixa, pois não possui dívidas.
d) Média, pois informa que não deseja correr riscos elevados.

7. (21.006) Júlio possui as características abaixo:


•• 35 anos, solteiro e prefere não correr riscos elevados.
•• Promovido pouco tempo atrás para Gerente de Projetos.
•• Sem empréstimos.
•• Renda anual: R$ 325.000,00.
•• Despesas anuais: R$ 130.000,00.
•• Possui uma carteira de ativos financeiros no valor de R$ 1.400.000,00.
•• Inflação: 4% a.a / Taxa do Ativo Livre de Risco: 8,16% a.a / I.R: 15%.
Com a situação acima, indique qual a melhor definição para a capacidade de correr risco de
Júlio:
a) Baixa, pois o mesmo disse que não quer correr riscos elevados.
b) Média, pois o mesmo disse que não quer correr riscos elevados.
c) Alta, pois possui um valor baixo de despesas.
d) Alta, pois consegue poupar recursos e também um horizonte de longo prazo de
investimentos para seus recursos.

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8. (21.007) Júlio possui as características abaixo:


•• 35 anos, solteiro e prefere não correr riscos elevados.
•• Promovido pouco tempo atrás para Gerente de Projetos.
•• Sem empréstimos .
•• Renda anual: R$ 325.000,00.
•• Despesas anuais: R$ 130.000,00.
•• Possui uma carteira de ativos financeiros no valor de R$ 1.400.000,00.
•• Inflação: 4% a.a / Taxa do Ativo Livre de Risco: 8,16% a.a / I.R: 15%.
A fase de vida de um indivíduo depende do momento que esse está passando. Com relação a
fase de vida de Júlio, trata-se da fase de:
a) Proteção, onde os investimentos necessitam de operações de hedge.
b) Distribuição, onde o indivíduo está acumulando recursos para seu futuro financeiro.
c) Acumulação, onde o indivídio está com despesas maiores do que as receitas.
d) Acumulação, onde o indivíduo está na fase de aumento do patrimônio financeiro.

9. (21.008) Júlio possui as características abaixo:


•• 35 anos, solteiro e prefere não correr riscos elevados.
•• Promovido pouco tempo atrás para Gerente de Projetos.
•• Sem empréstimos .
•• Renda anual: R$ 325.000,00.
•• Despesas anuais: R$ 129.500,00.
•• Possui uma carteira de ativos financeiros no valor de R$ 1.400.000,00.
•• Inflação: 4% a.a / Taxa do Ativo Livre de Risco: 8,16% a.a / I.R: 15%.
Júlio foi até sua agência e o informou que deseja que a sua carteira de ativos financeiros
tenha rentabilidade suficiente para cobrir todas as suas despesas fixas. Qual o retorno anual,
considerando a inflação, que a carteira precisa ter (desconsidere tributação):
a) 13,62%.
b) 9,28%.
c) 16,02%.
d) 12,49%.

10. (21.009) Sr. Airton possui 67 anos e quer se aposentar em 5 anos. Possui sua carteira alocada
conforme abaixo:
50% em LFT
50% em ações da Petrobrás
Seu objetivo é preservar o seu patrimônio para, posteriormente, realizar a distribuição do
mesmo para seus herdeiros. Ele aceita correr algum risco.
Nesse caso, qual sua indicação de carteira para o mesmo?

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a) Não faria qualquer alteração.
b) 15% renda variável e 85% renda fixa.
c) 30% renda fixa e 70% em renda variável.
d) 100% em renda fixa.

11. (21.010) Sr. José possui 50 anos e quer se aposentar em 10 anos. Seu objetivo nesse período é
a preservação de capital e o mesmo deseja correr o mínimo risco possível com a carteira, que
atualmente possui o valor de R$ 1.000.000,00 distribuído da seguinte forma:
70% em ações da Vale
30% em Títulos Públicos Federais
Nesse caso, qual sua indicação de carteira para o mesmo?
a) Não faria qualquer alteração.
b) Migrar todo o investimento para as ações da Vale.
c) Equilibrar a carteira com 50% em ações de Vale e 50% em Títulos Públicos.
d) Migrar todo o valor para Títulos Públicos Federais.

12. (21.011) Seu cliente pediu uma posição da carteira e você passou a descrição abaixo:
Valor total: R$ 2.000.000,00
Composição: 63% em NTN-B
22% em CDI pos fixado
15% em Poupança
Neste caso, qual seria o fator que mais iria prejudicar a rentabilidade da carteira:
a) Aumento do IPCA.
b) Redução do CDI e também da taxa Selic.
c) Redução do IGP-M.
d) Redução do IPCA.

13. (21.012) Imagine uma carteira com a seguinte composição:


Valor Total: R$ 2.000.000,00
Distribuição: 50% em NTN-B
15% em Poupança
35% em CDI
Nesta situação, qual seria o fator que mais afetaria positivamente a rentabiladide da carteira:
a) Alta da Selic.
b) Queda da Selic.
c) Aumento do IPCA.
d) Aumento da taxa de captação entre os bancos.

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14. (21.013) Seu cliente possui a seguinte carteira:


Valor total: R$ 2.000.000,00
Distribuição: CDB Pré – R$ 400.000,00
LTN – R$ 500.000,00
LFT – R$ 500.000,00
CDB Pos – R$ 250.000,00
NTN – B – R$ 350.000,00
Pesquisa FOCUS divulgada hoje aponta que o mercado está prevendo um aumento significativo
da inflação nos próximos 12 meses. Pensando em proteger seu patriônio, o que você indica
para esse cliente:
a) Vender CDB Pré e a LTN e comprar LFT.
b) Vender LFT e comprar CDB Pré e LTN.
c) Vender NTN-B e CDB Pos e comprar LTN.
d) Vender somente LTN e comprar LFT.

15. (21.014) Seu cliente possui a seguinte carteira:


Valor total: R$ 2.000.000,00
Distribuição: CDB Pré – R$ 400.000,00
LTN – R$ 500.000,00
LFT – R$ 500.000,00
CDB Pos – R$ 250.000,00
NTN – B – R$ 350.000,00
Pesquisa FOCUS divulgada hoje aponta que o mercado está prevendo uma desaceleração muito
forte na inflação para os próximos 12 meses. Nesse cenário, o que você indica para o mesmo?
a) Vender LTN e CDB Pré e comprar LFT.
b) Vender LFT e comprar CDB Pós.
c) Vender CDB Pós e comprar NTN-B.
d) Vender NTN-B e LFT e comprar LTN.

16. (21.015) A empresa ABCX divulgou os seguintes dados na última apresentação de resultados:
P.L: R$ 1.600.000,00
Dívidas Totais: 400.000,00
A remuneração requerida pelos acionistas é de 18% e o custo da dívida é de 12%. Calcule o
CMPC:
a) 16,80%.
b) 18,70%.
c) 12,15%.
d) 15,00%.

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17. (21.016) A empresa ABCX divulgos os seguintes dados na última apresentação de resultados:
P.L: R$ 94.000,00
Dívida: R$ 6.000,00
Remuneração requerida pelos acionistas: 30%
Custo da dívida: 10%
Calcule o valor aproximado do CMPC:
a) 29%.
b) 20%.
c) 35%.
d) 40%.

18. (21.017) “Determinar os objetivos, prioridades pessoais financeiras e demais necessidades do


cliente”. Trata-se de etapa de planejamento financeiro conhecida como:
a) Análise e avaliação das condições financeiras dos clientes.
b) Desenvolvimento e sugestão de alternativas para o cliente.
c) Implementação das recomendações.
d) Obtenção de informações, dados e também dos objetivos do cliente.

19. (21.018) Na fase de planejamento financeiro conhecida como “Monitoramento das


Recomendações” se executa qual tipo de ação?
a) Acompanhamento do retorno dos ativos da carteira frente ao objetivo do cliente.
b) Apresentação das recomendações do planejamento.
c) Obtenção de informações acerca do cliente.
d) Definição da forma de relacionamento entre planejador e cliente.

20. (21.019) As etapas do planejamento financeiro, em ordem cronológica de acontecimentos são:


I – Monitorar a rentabilidade da carteira do cliente
II – Identificar junto ao cliente quais são os seus objetivos
III – Realizar um plano financeiro de acordo com os objetivos do cliente
IV – Analisar e avaliar as informações sobre o cliente
V – Desenvolver estratégias financeiras, planos e produtos de acordo com o perfil/necessidade
do cliente
a) II, IV, III, V e I.
b) I, II, III, IV e V.
c) I, III, IV, II e V.
d) II, III, IV, V e I.

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21. (21.020) João Inteligente é um planejador financeiro que foi até um cliente novo que foi
indicado por um outro cliente que o mesmo presta consultoria. Nesse primeiro momento, na
visita, definiram que o serviço de consultoria de João será pelo período de 2 anos. A etapa
descrita acima do planejamento financeiro é conhecida como:
a) Obtençao de informações.
b) Análise das condições do cliente.
c) Definição de forma de relacionamento.
d) Desenvolvimento de alternativas de investimento.

22. (21.021) João Inteligente é um planejador financeiro e em uma visita a um cliente entregou a
esse um relatório com algumas recomendações de investimentos. A descrição acima se refere a
que fase do planejamento financeiro:
a) Implementação das Recomendações.
b) Desenvolvimento/Sugestão das Alternativas de Investimento.
c) Monitoramento das Recomendações.
d) Obtenção das informações/dados.

23. (21.022) Das duas ações citadas abaixo:


Indicar ações para serem adquiridas e Questionar quantos dependentes o cliente possui.
Pertencem, respectivamente a quais estágios do planejamento financeiro?
a) Recolhendo informações e Sugestão de Alternativas.
b) Implementação de Recomendações e Monitoramento das Recomendações.
c) Implementação de Recomendações e Definição de forma de relacionamento.
d) Sugestão de Alternativas de Investimento e Recolhendo Informações.

24. (21.023) Quanto a fase do planejamento financeiro conhecida como “Implementação das
Recomendações”, indique uma ação que seja dessa etapa:
a) Compra de ações de uma determinada empresa.
b) Informar para o cliente que seja feita a compra de ações de uma determinada empresa.
c) Relatório indicando compra de ações de acordo com a análise do planejador financeiro.
d) Verificação da rentabilidade das ações de uma empresa após 12 meses da compra.

25. (21.024) Você tem um cliente que possui um patrimônio financeiro de R$ 500.000,00.
Atualmente está todo investido em um produto conservador que rende 0,80% ao mês. O
cliente possui as seguintes despesas fixas: R$ 2.000,00 com educação e mais R$ 1.200,00 com
demais gastos. Ele deseja investir em produtos mais agressivos, porém quer garantir uma renda
mínima no produto conservador para honrar suas despesas fixas. Qual o percentual máximo
que ele pode resgatar da renda fixa?
a) 10%.
b) 15%.

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c) 20%.
d) 25%.

26. (21.025) Você é consultor de investimentos e seu cliente possui a seguinte situação:
•• R$ 2.000.000,00 de investimentos financeiros
•• Nenhuma dívida nem imóvel
•• Custo fixo mensal de R$ 18.700,00
•• Retorno do investimento atual de 1,10% ao mês
•• Não possui renda
Ele precisa ajudar a sua mãe que está em um tratamento médico e terá que sacar um valor
da sua reserva financeira. Qual o valor máximo que o mesmo pode resgatar de modo que o
investimento continue cobrindo as suas despesas fixas?
a) R$ 400.000,00.
b) R$ 420.000,00.
c) R$ 380.000,00.
d) R$ 300.000,00.

27. (21.026) Você é planejador financeiro e entre a carteira de clientes que atende possui um que
está nesse momento com 50 anos de idade, formado em ciências contábeis, 2 filhos e é casado.
Possui um patrimônio total de R$ 1.200.000,00, sendo que R$ 700.000,00 em investimento
financeiro e o restante em imóveis (um de utilização e outro para renda). Por conta da crise
econômica o mesmo está desempregado há algum tempo e sem perspectiva de conseguir uma
nova oportunidade. Ao analisar a carteira desse cliente, o objetivo dos investimentos para ele
deve ser:
a) Ganho de capital com especulações de curto prazo para aumentar o valor do patrimônio.
b) Evolução patrimonial.
c) Geração de Renda e preservação do capital existente, evitando maiores riscos.
d) Especulação em mercados de alto risco.

28. (21.027) Você é planejador financeiro e entre os seus clientes existe um jovem de 23 anos,
solteiro e sem filhos. Possui atualmente um patrimônio financeiro de R$ 1.200.000,00, não
possui dívidas e sua despesa fixa é totalmente coberta pelo seu salário de diretor de uma
empresa de tecnologia que o mesmo trabalha. No seu API ainda informa que o mesmo gosta de
investimentos de alto risco. Nesse cenário, qual poderia ser o objetivo de investimento dessa
carteira?
a) Especulativo e Crescimento.
b) Geração de Renda e Crescimento.
c) Preservação de Capital.
d) Preservação de Capital e Geração de Renda.

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29. (21.028) Analise os itens abaixo:


I – Definir o prazo estimado do trabalho entre planejador financeiro e cliente
II – Determinar, junto com o cliente, os objetivos e necessidades do mesmo
III – Enviar relatório com indicações de aplicações financeiras
IV – Monitorar o retorno da carteira se está de acordo com a necessidade do cliente
V – Realizar trocas na carteira, caso seja verificado que a mesma não está aderente ao objetivo
inicialmente definido
Fazem parte do que engloba a fase 1 (Definir Relacionamento) até a fase 3 (Análise das
Condições do Cliente) do planejamento financeiro:
a) I, II e III.
b) I, II, IV e V.
c) I e II.
d) Todas os itens.

30. (21.029) Com relação a etapa 6 do planejamento financeiro (Monitoramento das


Recomendações), assinale a alternativa correta:
a) É sempre responsabilidade apenas do planejador financeiro essa etapa.
b) As responsabilidades do monitoramento serão definidas por ambos (profissional e cliente)
e devem estar claras para as duas partes.
c) É sempre responsabilidade apenas do cliente essa etapa, já que é o maior interessado que
a carteira dê um bom retorno.
d) Não se trata de uma etapa do planejamento financeiro, pois essa é uma etapa posterior ao
trabalho do planejador financeiro.

31. (21.030) Em uma relação entre consultor e cliente:


I – O consultor deve sempre garantir a rentabilidade dos produtos
II – É responsabilidade do consultor cumprir com todas as obrigações tributárias do seu cliente
III – O consultor deve fazer uma análise cuidadosa de todos os dados importantes para a
consultoria antes de executar as recomendações, bem como análise de cenário econômico e
de produtos.
IV – É papel do consultor um acompanhamento constante dos produtos e da carteira de ativos
do seu cliente
Está correto o que se afirma em:
a) III e IV.
b) I, II e III.
c) II, III e IV.
d) Todas as alternativas.

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32. (21.031) Em uma relação de consultor x cliente:
a) Desde que estando em contrato, o consultor é co-responsável perante a receita federal
com relação ao recolhimento dos tributos.
b) Não pode existir remuneração através de taxa de performance nesse tipo de serviço.
c) É papel do cliente entender as limitações de rentabilidade/financeiras por conta de valor
investido, cenário econômico e objetivos do mesmo.
d) A responsabilidade pelo recolhimento dos tributos da carteira do cliente é sempre do
consultor.

33. (21.032) Um importante passo para um planejamento financeiro bem sucedido é o de definição
do perfil do cliente. Com relação a essa etapa são fatores importantes a serem considerados:
I – Tamanho do Patrimônio
II – Renda, despesas fixas e variáveis
III – Prazo disponível de aplicação
IV – Objetivos financeiros de curto, médio e longo prazo
Está correto o que se afirma em:
a) I, somente.
b) II somente.
c) I, III e IV.
d) Todas as alternativas.

34. (21.033) Com relação a determinação do perfil do investidor, assinale a alternativa correta:
a) Em geral, quanto maior a idade do cliente, maior será sua aceitação ao risco.
b) Se um cliente possui um cenário de superávit mensal, existe uma tendência de que aceite
menos riscos nos seus investimentos.
c) Em geral, quanto maior a idade do cliente, menor será sua aceitação ao risco.
d) Em geral, quanto maior for o patrimônio de um cliente, menor a tendência de aceitação ao
risco.

35. (21.034) Com relação aos planos de previdência, examine as características abaixo:
I – Possui tributação semestral
II – Possbilidade de escolha na forma de resgate no momento da aposentadoria
III – É uma alternativa de investimento interessante para o curto prazo
IV – É possível que o plano seja estendido a qualquer beneficiário indicado pelo investidor
Está correto o que se afirma em:
a) I e III.
b) II e III.
c) III e IV.
d) II e IV.

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36. (21.035) Assinale a alternativa correta comr relação aos planos de Previdência Complementar:
a) A grande vantagem desse produto é a manutenção do padrão de vida, mesmo depois do
final da época produtiva, através da distribuição de lucro.
b) Somente pode ser contratado por quem realiza contribuições para a Previdência Oficial.
c) Trata-se de uma boa alternativa de investimento para o longo prazo, muito pela vantagem
tributária que o produto possui.
d) Tipo de aplicação que conta com garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC.

37. (21.036) Com relação ao planejamento da liquidez dos investimentos, é correto o que se afirma
em:
a) Um planejamento financeiro eficaz envolve uma “Reserva de Emergências” que deve
cobrir um período de até 12 meses, para ser utilizado, por exemplo, em casos de perda de
emprego.
b) Um planejamento financeiro eficaz envolve uma “Reserva de Emergências” que deve
cobrir um período de até 24 meses, para ser utilizado, por exemplo, em casos de perda de
emprego.
c) Um planejamento financeiro eficaz envolve uma “Reserva de Emergências” que deve
cobrir um período de até 36 meses, para ser utilizado, por exemplo, em casos de perda de
emprego.
d) Um planejamento financeiro eficaz envolve uma “Reserva de Emergências” que deve
cobrir um período de até 48 meses, para ser utilizado, por exemplo, em casos de perda de
emprego.

38. (21.037) Com relação ao planejamento da liquidez dos investimentos, é correto o que se afirma
em:
a) Clientes com baixa necessidade de liquidez de curto prazo possuem, por consequência
baixa capacidade de assumir risco na sua carteira.
b) Clientes com baixa necessidade de liquidez de curto prazo possuem, por consequência uma
baixa disposição para assumir riscos na sua carteira.
c) As necessidades de liquidez podem ser imediatas, correntes ou planejadas.
d) As necessidades correntes podem ser satisfeitas somente por caixa.

39. (21.038) Você é consultor e seu cliente necessita um auxílio para a construção do orçamento
doméstico. São passos que você deve seguir:
I – Comparação entre as despesas reais (efetuadas) e as que foram projetadas no orçamento
II – Identificação das despesas fixas e variáveis
III – Desconsiderar impacto da inflação nas despesas
IV – Levar em consideração as despesas que sofrem com sazonalidade
Está correto o que se afirma em:
a) Apenas I e II.
b) Apenas I e III.

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c) I, II e III.
d) I, II e IV.

40. (21.039) Com relaçao as despesas sazonais no momento de construção de um orçamento,


assinale a alternativa correta:
a) Devem ser sempre consideradas.
b) Só devem ser consideradas nos orçamentos que estão em momento deficiário.
c) Só devem ser consideradas nos orçamentos que estão em momento superavitário.
d) Não devem ser consideradas.

41. (21.040) Assinale a alternativa correta que faz parte do planejamento financeiro:
a) Obter informações, dados e, a partir de uma entrevista identificar quais são os objetivos do
cliente.
b) Analisar as condições financeiras e patrimoniais do cliente somente nos casos em que o
cliente tiver um patrimônio superior a R$ 10 milhões.
c) Fazer uma recomendação de alocação de carteira antes de levantar os dados do cliente.
d) Desconsiderar o perfil do cliente para fazer as recomendações de investimentos.

42. (21.041) Sr. Alberto faleceu e deixou o seguinte patrimônio para a sua ex esposa (50%) e 2
filhos (50%):
•• R$ 8 milhões – Casa onde a família reside atualmente
•• R$ 4 milhões – Aplicação em CDB que rende líquido 0,8% ao mês
•• R$ 2 milhões – Em 2 carros importados
•• R$ 3 milhões – Em imóveis para locação que rendem líquido 0,75% ao mês
Sabendo-se que a ex exposa tem um custo de vida de R$ 32.250,00 por mês e não quer se
desfazer de nenhum bem, qual será a redução de custo que a mesma terá que fazer para se
adaptar à essa nova realidade?
a) R$ 3.000,00.
b) R$ 4.500,00.
c) R$ 0,00.
d) R$ 5.000,00.

43. (21.042) Sr. Alberto faleceu e deixou o seguinte patrimônio para a sua ex esposa (50%) e 2
filhos (50%):
•• R$ 8 milhões – Casa onde a família reside atualmente
•• R$ 4 milhões – Aplicação em CDB que rende líquido 0,8% ao mês
•• R$ 2 milhões – Em 2 carros importados
•• R$ 3 milhões – Em imóveis para locação que rendem líquido 0,75% ao mês
Considerando somente os ganhos financeiros com os investimentos acima descritos, qual seria
o custo máximo de vida que cada filho poderia ter?

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a) R$ 13.625,00.
b) R$ 27.250,00.
c) R$ 35.000,00.
d) R$ 32.000,00.

44. (21.043) Sr. Alberto faleceu e deixou o seguinte patrimônio para a sua ex esposa (50%) e 2
filhos (50%):
•• R$ 8 milhões – Casa onde a família reside atualmente
•• R$ 4 milhões – Aplicação em CDB que rende líquido 0,8% ao mês
•• R$ 2 milhões – Em 2 carros importados
•• R$ 3 milhões – Em imóveis para locação que rendem líquido 0,75% ao mês
Sabendo-se que a ex exposa tem um custo de vida de R$ 32.250,00 e que não quer se desfazer
de nenhum bem, a mesma decide então aumentar o aluguel dos imóveis para cobrir esse
déficit. Qual o percentual ao mês que a mesma deverá passar a cobrar aproximadamente?
(desconsidere tributação):
a) 0,90%.
b) 1,25%.
c) 1,45%.
d) 1,08%.

45. (21.044) Sr. Alberto faleceu e deixou o seguinte patrimônio para a sua ex esposa (50%) e 2
filhos (50%):
•• R$ 8 milhões – Casa onde a família reside atualmente
•• R$ 4 milhões – Aplicação em CDB que rende líquido 0,8% ao mês
•• R$ 2 milhões – Em 2 carros importados
•• R$ 3 milhões – Em imóveis para locação que rendem líquido 0,75% ao mês
Em uma reunião de família, a ex esposa e os 2 filhos decidem vender todos os ativos
não financeiros da família e aplicar no CDB que já possuem. Com essa atitude, qual será
a rentabilidade que a ex esposa receberá mensalmente e também cada um dos filhos,
respectivamente?
Os carros foram vendidos com deságio de 15% e os imóveis com deságio de 10%.
a) R$ 62.400,00 e R$ 62.400,00.
b) R$ 31.200,00 e R$ 62.400,00.
c) R$ 62.400,00 e R$ 31.200,00.
d) R$ 31.200,00 e R$ 31.200,00.

46. (21.045) Sr. Alberto faleceu e deixou o seguinte patrimônio para a sua ex esposa (50%) e 2
filhos (50%):
•• R$ 8 milhões – Casa onde a família reside atualmente
•• R$ 4 milhões – Aplicação em CDB que rende líquido 0,8% ao mês

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•• R$ 2 milhões – Em 2 carros importados
•• R$ 3 milhões – Em imóveis para locação que rendem líquido 0,75% ao mês
A família decidiu vender a casa onde reside, colocar o valor no CDB onde já possui valor aplicado
e alugar um outro imóvel com custo mensal de R$ 30.000,00. Qual o valor mensal excedente
que a família receberá de rentabilidade com essa alteração?
a) R$ 30.000,00.
b) R$ 34.000,00.
c) R$ 64.000,00.
d) R$ 25.000,00.

47. (21.046) Seu cliente o procura dizendo que deseja uma renda mensal vitalícia de R$ 4.720,00.
Ele imagina uma inflação de 0,7% ao mês e tem disponível uma aplicação com rentabilidade
real de 1,3% ao mês. Qual o valor necessário para realizar a aplicação que garanta essa renda
ao seu cliente?
a) R$ 792.212,16.
b) R$ 363.076,92.
c) R$ 786.666,67.
d) R$ 472.000,00.

48. (21.047) Seu cliente o procura dizendo que deseja uma renda vitalíca de R$ 4.720,00. Ele
imagina uma inflação de 0,70% ao mês e tem disponível uma aplicação com rentabilidade
nominal de 1,3% ao mês. Qual o valor necessário para realizar a aplicação que garanta essa
renda ao seu cliente?
a) R$ 792.212,16.
b) R$ 363.076,92.
c) R$ 786.666,67.
d) R$ 472.000,00.

49. (21.048) Sr. José poupador tem 26 anos e quer se aposentar com 60 anos com uma renda
mensal vitalícia de R$ 7.000,00. A taxa de juros real no período de aposentadoria é de 12% ao
ano. No período de acumulação a taxa real de juros é de 10% ao ano. O mesmo quer fazer um
depósito único hoje, qual deve ser o valor, aproximadamente?
a) R$ 25.647,26.
b) R$ 35.647,85.
c) R$ 101.252,27.
d) R$ 28.875,29.

50. (21.049) Sr. João tem 48 anos e quer se aposentar aos 70 anos com uma renda mensal vitalícia
de R$ 2.000,00. A taxa de juros real do período de acumulação é de 0,80% ao mês e no período
de aposentadoria é de 0,70%. Possui R$ 10.000,00 atualmente e deseja saber qual valor precisa
poupar mensalmente para chegar no seu objetivo:
a) R$ 1.000,00.

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b) R$ 226,54.
c) R$ 385,47.
d) R$ 771,81.

51. (21.050) Uma carteira no valor de R$ 1.000.000,00 possui a seguinte divisão de portfólio:
•• 30% em CDB prefixado com taxa de 10%
•• 15% em ações da Petrobrás que valorizam 10% ao ano e pagam dividendos de 7% ao ano
•• 30% em imóveis que valorizam 35% ao ano e rendem 10% ao ano de aluguel
•• 25% em debêntures que pagam 15% ao ano
Qual será o rendimento máximo dessa carteira ao ano?
a) 11,95%.
b) 13,15%.
c) 10,45%.
d) 10,80%.

52. (21.051) Seu cliente quer se aposentar com 72 anos e quer ter uma renda de R$ 10.000,00
por mês até os 90 anos. Considerando uma taxa de 0,7% ao mês, qual valor o mesmo deve
acumular aos 72 anos?
a) R$ 1.000.000,00.
b) R$ 2.007.325,27.
c) R$ 1.352.125,45.
d) R$ 1.111.952,90.

53. (21.052) Seu cliente deseja obter renda vitalícia mensal no valor de R$ 9.000,00 quando se
aposentar. Atualmente ele está com 50 anos e quer se aposentar com 60 anos. A taxa real de
juros do período todo é de 0,8% a.m e a inflação é 0,4% a.m. Qual o valor mensal que o mesmo
precisa poupar?
a) R$ 5.618,89.
b) R$ 11.237,78.
c) R$ 3.650,08.
d) R$ 7.850,09.

54. (21.053) Seu cliente deseja obter renda vitalícia mensal no valor de R$ 9.000,00 quando se
aposentar. Atualmente ele está com 50 anos e quer se aposentar com 60 anos. A taxa real
de juros do período todo é de 0,8% a.m e a inflação é 0,4% a.m. Com 55 anos ele recebe um
aumento na empresa e passa a poupar R$ 9.000,00 por mês. A partir desse novo cenário, em
quantos meses conseguirá o seu objetivo?
a) 110.
b) 75.
c) 40.
d) 47.

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55. (21.054) É um tipo de seguro normalmente utilizado nas operações de crédito para cobrir o
risco de não pagamento por morte ou invalidez do tomador do crédito:
a) Seguro contra terceiros.
b) Seguro pessoal.
c) Seguro prestamista.
d) Seguro de responsabilidade civil.

56. (21.055) Você é gerente comercial de uma agência bancária e está realizando uma operação de
crédito para um cliente seu no valor de R$ 60.000,00. Que tipo de seguro pode ser contratado
para diminuir o risco dessa operação?
a) Seguro Prestamista.
b) Seguro de Quitação.
c) Seguro de Lucros Cessantes.
d) Seguro do Construtor.

57. (21.177) Quando um investidor é “avesso a perdas”:


a) Comprará ações perdedoras.
b) Venderá ações perderoras.
c) Manterá ações ganhadoras.
d) Manterá ações perdedoras.

58. (21.057) Você é atualmente Agente Autônomo de Investimentos credenciado junto à ANCORD.
Porém, deseja mudar de ramo dentro da sua área e trabalhar como administrador de carteira,
abrir uma consultoria ou analista de valores mobiliários. Para registrar-se na CVM nessa nova
função, você:
a) Precisa solicitar a suspensão do seu credenciamento como Agente Autônomo de
Investimento.
b) Não precisa solicitar a suspensão, pois, as duas atividades podem ser realizadas de forma
simultânea.
c) Apenas precisa solicitar a suspensão se não desejar mais trabalhar como Agente Autônomo
de Investimentos.
d) A solicitação de suspensão de Agente Autônomo de Investimento nesse caso apenas é
obrigatório para quem atende investidores qualificados.

59. (21.058) Em um cenário de inflação alta:


a) A população não é afetada por problemas financeiros.
b) Os riscos das aplicações são diminuídos.
c) Os recursos dos aplicadores passam a ser ilimitados .
d) O poder de compra da população diminui.

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60. (21.059) Quanto à inflação, assinale a afirmativa correta:


a) Todos os investidores estão protegidos contra a mesma.
b) Um investidor que está 100% com sua carteira alocada em NTN-B está protegido da inflação
oficial.
c) O poder de compra da moeda aumenta em um cenário de inflação alta.
d) Inflação significa que os bens e serviços, de uma maneira geral, sofreram uma redução nos
seus valores médios

61. (21.060) Em um momento de baixa atividade econômica, o governo através da sua política
fiscal poderia realizar qual das ações abaixo:
a) Aumentar a liquidez da economia para incentivar o consumo.
b) Diminuir a liquidez da economia para reduzir o consumo.
c) Aumentar o depósito compulsório dos bancos.
d) Reduzir as despesas do governo.

62. (21.061) Trata-se do conjunto de medidas que o Governo adota pelas quais arrecada receitas e
realiza despesas de modo a cumprir três funções: estabilização macroeconômica, redistibuição
de renda e a alocação de recursos:
a) Política Fiscal.
b) Política Monetária.
c) Política de Rendas.
d) Política Econômica.

63. (21.062) Em um momento em que o PIB está em queda, o governo pode adotar medidas de
política monetária. Entre as quais, qual seria a mais adequada:
a) Diminuir as despesas do governo.
b) Reduzir os impostos para incentivar o consumo.
c) Vender títulos no mercado através do Open Market.
d) Comprar títulos no mercado através do Open Market.

64. (21.063) Uma Política Monetária expansionista se caracteriza por:


a) Venda de títulos no mercado através do Open Market.
b) Redução do depósito compulsório das Instituições Financeiras.
c) Aumento da taxa de redesconto.
d) Aumento da taxa Selic.

65. (21.064) Analise os itens abaixo:


I – Compra de títulos através de Open Market
II – Aumento do depósito compulsório
III – Aumento da alíquota do IRPF

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Refere-se a política fiscal:
a) I e II.
b) II e III.
c) Somente a III.
d) Todas as alternativas.

66. (21.065) “Governo quer permissão para rombo fiscal de até R$ 170,5 bilhões em 2016” (Fonte: G1)
A afirmação acima refere-se a:
a) Política Monetária.
b) Política Cambial.
c) Política Fiscal.
d) Política Monetária contracionista.

67. (21.066) “Analistas estimam que PIB brasileiro terá retração de 3,25% para 2016”. (Fonte: G1)
Para tentar melhorar o cenário acima descrito, ou seja, estimular o crescimento, através da
Política Monetária o que o governo poderia fazer?
a) Comprar títulos no mercado através do Open Market.
b) Aumentar o depósito compulsório.
c) Aumentar os gastos do governo para gerar mais consumo.
d) Aumentar a taxa Selic.

68. (21.067) “BC prevê estouro da meta em 2016”. (Fonte: G1)


São medidas que ajudariam para evitar a afirmativa acima:
I – Aumento do depósito compulsório
II – Redução da Taxa Selic
III – Venda de títulos através de Open Market
IV – Aumento da Taxa Selic
Está correto:
a) I e II.
b) II e III.
c) I, II e III.
d) I, III e IV.

69. (21.068) “Dólar sobe com força após ação do BC”. (Fonte: G1)
Nesse cenário:
a) As exportações serão beneficiadas assim como as importações.
b) As importações serão beneficiadas e as exportações sofrerão negativamente.

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c) As exportações serão prejudicadas assim como as importações.


d) As exportações serão beneficiadas e as importações serão prejudicadas.

70. (21.069) Em um cenário onde as exportações são maiores que as importações:


a) Existe uma tendência de a balança comercial ter um superávit.
b) Existe uma tendência de a balança comercial ter um déficit.
c) Não afeta a balança comercial.
d) Afeta positivamente a conta de serviços e rendas.

71. (21.070) Quanto à Taxa Referencial – TR, assinale a afirmativa correta:


a) É taxa referência que atualiza todos os depósitos a prazo dos bancos.
b) É calculada com base em amostra constituída das 20 maiores instituições financeiras
do País, assim consideradas em função do volume de captação efetuado por meio de
certificados e recibos de depósito bancário (CDB/RDB), com prazo de 30 a 35 dias corridos,
inclusive, e remunerados a taxas prefixadas.
c) É a taxa de juros utilizada nas operações de crédito do BNDES.
d) É calculada com base em amostra constituída das 30 maiores instituições financeiras
do País, assim consideradas em função do volume de captação efetuado por meio de
certificados e recibos de depósito bancário (CDB/RDB), com prazo de 30 a 35 dias corridos,
inclusive, e remunerados a taxas prefixadas.

72. (21.071) Com relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, assinale a
afirmativa correta:
a) É muito influenciado pela variação de preços no varejo.
b) É muito influenciado pela variação de preços no atacado.
c) É calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV.
d) É formado por 4 outros subíndices.

73. (21.072) “Real se valoriza frente ao dólar em quase 3%”. Fonte: G1


Esse cenário causa na economia:
a) A conta turismo sofrerá um déficit.
b) A conta turismo sofrerá um superávit.
c) Ocorrerá um aumento nas margens de exportação.
d) A conta turismo não sofrerá impacto.

74. (21.073) Com relação ao Banco Central – BACEN, assinale a alternativa que descreve uma
função dessa entidade:
a) É uma autarquia federal que tem como função principal a de fiscalizar o mercado aberto de
títulos.
b) É um banco privado que tem como função principal gerenciar o sistema financeiro.

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c) Fiscalizar e disciplinar as operações com valores mobiliários.
d) É uma autarquia federal que tem como função principal a de gerenciar o sistema financeiro.

75. (21.074) É uma função da Comissão de Valores Mobiliários – CVM:


a) Fiscalizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários, bem como as empresas de
sociedade limitada.
b) Fiscalizar o sistema financeiro nacional.
c) Fiscalizar e disciplinar o mercado de valores mobiliários.
d) Executar a política cambial do país.

76. (21.075) É uma tarefa de um Banco de Investimento:


a) Conceder crédito de curto e médio prazo para as pessoas físicas.
b) Operar com múltiplas carteiras, otimizando assim a sua operação.
c) Canalizar recursos de médio e longo prazo para empresas.
d) Administrar planos de previdência privada.

77. (21.076) Uma empresa do setor imobiliário decide captar recursos no mercado através da
emissão de debêntures. Essa emissão será coordenada por um:
a) Banco Comercial.
b) Banco Múltiplo com carteira Comercial e de Crédito Imobiliário.
c) Banco de Investimento.
d) Sociedade de Crédito Imobiliário.

78. (21.077) Responsável por fixar as diretrizes das políticas monetária, cambial e creditícia do
Brasil:
a) Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
b) Banco Central do Brasil – BCB.
c) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.
d) Conselho Monetário Nacional – CMN.

79. (21.078) Orgão máximo do Sistema Financeiro Nacional:


a) Conselho Monetário Nacional – CMN.
b) Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP.
c) Conselho Nacional de Previdência Complementar – CNPC.
d) Banco Central do Brasil – BCB.

80. (21.079) Analise as funções abaixo:


I – Regular o valor interno e externo da moeda
II – Emitir Papel Moeda
III – Coordenar política monetária

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IV – Recolher depósito compulsório


Refere-se ao CMN o que se afirma em:
a) Apenas I.
b) I, II e III.
c) II e IV.
d) I e III.

81. (21.080) Com relação ao “Papel-Moeda”, assinale a alternativa correta:


a) Quem autoriza a sua emissão é o CMN, porém quem emite é o BACEN.
b) O BACEN autoriza a sua emissão e a Casa da Moeda do Brasil emite.
c) O CMN autoriza a emissão e o BACEN executa a impressão.
d) O BACEN autoriza a emissão e a Casa do Moeda do Brasil executa a impressão.

82. (21.081) É o órgão através do qual, principalmente, o Estado intervém na economia:


a) Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
b) Bacen.
c) Conselho Monetário Nacional – CMN.
d) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.

83. (21.082) Trata-se de uma função do Banco Central do Brasil – BACEN:


a) Autorizar a emissão de papel moeda.
b) Fiscalizar as instituições financeiras.
c) Coordenar a política monetária.
d) Coordenar a política cambial.

84. (21.083) Dois ativos possuem coeficiente de correlação conforme abaixo:


I) A x B = + 0,24
II) B x C = + 0,71
III) C x D = – 0,85
IV) D x A = – 0,15
Para um maior nível de diversificação, o investidor deveria escolher qual das quatro
combinações:
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.

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85. (21.084) Para uma diversificação de carteira, o ideal é que se encontre ativos com correlação:
a) –1
b) +1
c) 0
d) + 0,50

86. (21.085) Seu cliente possui duas ações na carteira com correlação -1 e gostaria de saber como,
provavelmente será o comportamento desses dois ativos:
a) As duas ações se movem sem relação de dependência.
b) As duas ações se movem na mesma direção.
c) As duas ações se movem em direção oposta.
d) Não é possível fazer nenhuma projeção.

87. (21.086) Imagine uma carteira composta por 2 ações conforme abaixo:
AAAA3
BBBB4
As duas ações possuem correlação +1. Em um dia qualquer a ação AAAA3 cai 6%. O movimen-
tção esperado para a ação BBBB4 no mesmo dia será:
a) Alta de 6% no seu preço de negociação.
b) Queda de 3% no seu preço de negociação.
c) Não é possível prever o que ocorreria com a segunda ação.
d) Queda de 6% no seu preço de negociação.

88. (21.087) Seu cliente possui uma carteira que teve os rendimentos abaixo descritos:
Mês 1: 1,10%
Mês 2: 1,05%
Mês 3: 0,70%
Mês 4: 0,28%
Qual o desvio padrão dessa carteira:
a) 0,45
b) 0,70
c) 0,25
d) 0,38

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89. (21.088) Observe as duas carteiras abaixo:

Carteira A Carteira B
Mês Retorno Mês Retorno
1 0,80 % 1 0,90 %
2 0,90 % 2 0,95 %
3 1,00 % 3 0,85 %

Qual oferece o maior risco para o investidor?


a) Carteira A.
b) Carteira B.
c) As duas oferecem o mesmo risco.
d) Não é possível identificar.

90. (21.089) Uma carteira apresenta os seguintes retornos:

Mês 1 Mês 2 Mês 3 Mês 4 Mês 5 Mês 6


10% 8% -10% 3% 0% 12%

Calcule o desvio padrão e a variância, respectivamente, dessa carteira:


a) 8,10% e 0,6561%.
b) 12% e 0,7870%.
c) 7% e 0,07%.
d) 10% e 0,035%.

91. (21.090) Uma ação possui valor nesse momento de R$ 20,00 e desvio padrão de R$ 2,00. Com
qual percentual de confiança podemos afirmar que a ação irá oscilar no intervalo entre R$
16,08 e R$ 23,92?
a) 95%
b) 68%
c) 99%
d) 50%

92. (21.091) Qual será o intervalo de oscilação de uma ação com valor atual de R$ 10,00 e desvio
padrão De R$ 1,00 com índice de confiança de 68%?
a) R$ 8,00 e R$ 12,00.
b) R$ 9,00 e R$ 11,00.
c) R$ 7,00 e R$ 13,00.
d) R$ 5,00 e R$ 15,00.

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93. (21.092) Seu cliente possui a carteira descrita abaixo:

Ativo Retorno Esperado Peso na Carteira


A 8% 40%
B 10% 25%
C 12% 20%
D 16% 15%

Qual o retorno esperado dessa carteira?


a) 16,54%
b) 14,70%
c) 19,40%
d) 10,50%

94. (21.093) Seu cliente possui uma carteira com a seguinte composição:

Ativo Retorno Esperado Peso na Carteira


A 10% 45%
B 12% 25%
C 8% 20%
D 10%

Qual deve ser o retorno esperado do ativo “D” se o retorno desejado da carteira como um todo
deve ser de 10,70%?
a) 16%
b) 20%
c) 10%
d) 8%

95. (21.094) Lavagem de dinheiro é um processo pelo qual um criminoso faz com que um recurso de
origem ilícita passe a ter uma origem aparentemente lícita. Esse processo ocorre, normalmente,
em três fases em ordem conforme abaixo:
a) Ocultação, Colocação e Integração
b) Integração, Ocultação e Colocação
c) Colocação, Integração e Ocultação
d) Colocação, Ocultação e Integração

96. (21.095) É a fase da lavagem de dinheiro onde o recurso retorna para a economia com origem
aparentemente lícita:
a) Ocultação.

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b) Integração.
c) Colocação.
d) Sonegação.

97. (21.096) São ativos custodiados no Sistema Especial de Liquidação e Custódia – SELIC:
I – Títulos Púbicos Federais
II – Certificados de Depósitos Bancários
III – Certificados de Depósitos Interbancários
IV – Títulos de empresas públicas
Está correto o que se afirma em:
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e IV.
d) Todas as alternativas.

98. (21.097) São títulos custodiados na CETIP:


a) Títulos Públicos Federais e Ações.
b) Ações e CDB’s.
c) CDB’s e Cotas de fundos de investimentos.
d) CDB’s e Títulos Públicos Federais.

99. (21.098) É uma característica muitas vezes presente em um cenário de crescimento econômico:
a) Crescimento da inflação.
b) Diminuição das importações.
c) Aumento do desemprego.
d) Diminuição do valor dos salários.

100. (21.099) Entre os ciclos de um negócio, existe uma fase que normalmente apresenta como
característica uma inflação alta. Essa fase é denominada como:
a) Recessão.
b) Crescimento.
c) Fundo.
d) Pico Econômico.

101. (21.100) Entre os ciclos de um negócio, existe uma fase que normalmente apresenta como
característica uma inflação decrescente. Essa fase é denominada como:
a) Fundo.
b) Pico Econômico.
c) Contração.
d) Crescimento.

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102. (21.101) Um capital de R$ 12.000,00 foi aplicado a juros simples de 15% ao ano, durante 4
anos e meio. Quanto essa aplicação renderá de juros:
a) R$ 20.100,00.
b) R$ 8.100,00.
c) R$ 22.507,00.
d) R$ 10.507,00.

103. (21.102) Uma aplicação de R$ 10.000,00 pelo prazo de 6 meses rendeu juros de R$ 300,00.
Qual é a taxa de juros simples ao mês dessa aplicação?
a) 1%
b) 3%
c) 0,25%
d) 0,50%

104. (21.103) Alberto emprestou R$ 80.000,00 para seu amigo pelo prazo de 5 anos. A taxa de juros
cobrada foi de 0,7% ao mês. Qual será o valor devido ao final do prazo do empréstimo?
a) R$ 33.600,00.
b) R$ 113.600,00.
c) R$ 127.000,00.
d) R$ 145.850,00.

105. (21.104) Uma dívida de R$ 20.000,00 para ser quitada ao final de 2 anos com taxa de juros
simples de 10% ao ano foi quitada por engano com juros compostos. Qual foi a diferença de
juros que foi pago?
a) R$ 400,00.
b) R$ 4.200,00.
c) R$ 4.000,00.
d) R$ 200,00.

106. (21.105) A qual taxa de juros ao período, através de capitalização simples, deve ser aplicado
um capital de R$ 20.000,00 durante 3 anos, para que o mesmo possa gerar um juros de R$
6.000,00?
a) 30%
b) 10%
c) 15%
d) 20%

107. (21.106) Um certo capital foi aplicado a taxa de juros simples de 15% ao ano, por 2 anos,
gerando um total de juros de R$ 500,00. Qual foi o valor aplicado?
a) R$ 1.500,00.

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b) R$ 150,00.
c) R$ 1.666,67.
d) R$ 1.857,69.

108. (21.107) Determine o prazo aproximado de uma aplicação que rendeu R$ 400,00 de juros,
sabendo que o valor investido foi de R$ 10.000,00 e a taxa de juros é de 16% ao ano.
a) 12 meses.
b) 10 meses.
c) 9 meses.
d) 3 meses.

109. (21.108) Um recurso ficou aplicado por 8 meses a juros simples. O valor aplicado foi de R$
1.000,00 e rendeu juros de R$ 600,00. Sabendo-se que a taxa de juros mensal foi igual durante
todo o período, se a aplicação ficar mais 2 meses, qual será o valor dos juros excedente?
a) R$ 1.600,00.
b) R$ 800,00.
c) R$ 150,00.
d) R$ 500,00.

110. (21.109) Qual será o montante gerado em uma aplicação de R$ 10.000,00 pelo prazo de 36
meses com juros compostos de 1% ao mês?
a) R$ 13.605,07.
b) R$ 10.360,00.
c) R$ 14.580,64.
d) R$ 14.307,69.

111. (21.110) Seu cliente toma um empréstimo de R$ 20.000,00 em um banco que cobra juros
compostos de 2,79% ao mês para um pagamento único daqui a 2 anos. Qual o montante total
que o cliente deverá desembolsar para quitar a dívida?
a) R$ 38.712,46.
b) R$ 40.581,13.
c) R$ 34.558.78.
d) R$ 39.664,08.

112. (21.111) Qual o montante gerado por um capital de R$ 15.000,00 que foi aplicado pelo período
de 2 anos com taxa de juros de 6% ao semestre?
a) R$ 3.937,15.
b) R$ 3.225,45.
c) R$ 18.225,45.
d) R$ 18.937,15.

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113. (21.112) Seu cliente precisa comprar um carro que custará R$ 23.000,00 daqui a 3 anos. Irá
aplicar hoje o valor em uma aplicação que rende 8% ao semestre. Qual o valor que o mesmo
precisa depositar hoje?
a) R$ 16.690,25.
b) R$ 14.493,90.
c) R$ 13.680,47.
d) R$ 19.666,59.

114. (21.113) Seu cliente precisa comprar um bem que custará R$ 20.000,00 daqui a 20 meses. Irá
aplicar hoje o valor em uma aplicação que rende 6% ao semestre. Qual o valor que o mesmo
precisa depositar hoje?
a) R$ 18.125,54.
b) R$ 13.690,85.
c) R$ 6.455,94.
d) R$ 16.455,94.

115. (21.114) Você é consultor de um cliente que adquiriu um determinado bem 6 anos atrás pelo
preço de R$ 10.000,00 e esse bem se valorizou a uma taxa de 5% ao ano. Qual o valor desse
bem na data de hoje?
a) R$ 13.000,00.
b) R$ 13.400,96.
c) R$ 18.504,47.
d) R$ 15.404,63.

116. (21.115) Qual o percentual acumulado de valorização, após o prazo de 8 anos, de um bem que
se valoriza 3% ao ano?
a) 26,69%
b) 24,00%
c) 31,00%
d) 27,00%

117. (21.116) Um investimento de R$ 20.000,00 com taxa de 15% ao ano e ficou aplicado pelo
prazo de 14 meses. Qual será o valor retirado, considerando 15% de imposto de renda:
a) R$ 23.010,74.
b) R$ 23.542,04.
c) R$ 23.898,75.
d) R$ 27.663,07.

118. (21.117) Qual a taxa equivalente de 2 anos para a taxa de 6% a.s?


a) 24%

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b) 26,25%
c) 27,45%
d) 28,04%

119. (21.118) Seu cliente fez uma aplicação de R$ 150.000,00 em um produto de que rende 2% a.m
com capitalização mensal. Após 8 meses qual será o valor de juros que o mesmo irá resgatar?
a) R$ 18.550,00.
b) R$ 28.390,00.
c) R$ 25.755,00.
d) R$ 20.000,00.

120. (21.119) Seu cliente aplicou R$ 18.000,00 em uma aplicação que rende 16% ao ano. O valor
ficou aplicado pelo prazo de 8 meses. Qual o valor líquido resgatado, considerando tributação
de 15%?
a) R$ 19.637,91.
b) R$ 19.872,13.
c) R$ 18.590,33.
d) R$ 19.591,31.

121. (21.120) Por qual prazo ficou aplicado um capital de R$ 400.000,00 com taxa de 2% ao mês,
sabendo que esse capital rendeu juros de R$ 50.464,97.
a) 8 meses.
b) 6 meses.
c) 7 meses.
d) 10 meses.

122. (21.121) Foi investido em um título de renda fixa o valor de R$ 200.000,00 pelo prazo de 26
dias úteis (34 dias corridos) a uma taxa de juros de 15% a.a. Qual será o valor bruto resgatado
pelo cliente?
a) R$ 203.807,14.
b) R$ 202.657,45.
c) R$ 202.904,87.
d) R$ 230.467,04.

123. (21.122) Seu cliente fez um investimento de R$ 100.000,00 em um título que remuera 15% ao
ano. O valor ficou na aplicação por 44 dias úteis (61 dias corridos) e o I.R incide a alíquota de
15% sobre os rendimentos. Qual foi o valor de resgate líquido?
a) R$ 102.470,31.
b) R$ 102.099,76.
c) R$ 103.441,01.
d) R$ 104.597,49.

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124. (21.123) Um investidor deixou recurso aplicado em um fundo de investimento pelo prazo de
200 dias úteis e obteve rentabilidade de 16%. A taxa mensal de rentabilidade dessa aplicação
foi?
a) 1,85%
b) 1,65%
c) 1,90%
d) 2,05%

125. (21.124) Uma aplicação pelo prazo de 18 dias úteis rendeu 0,90%. Qual é a taxa anual
equivalente para essa operação?
a) 16,85%
b) 19,25%
c) 18,00%
d) 13,36%

126. (21.125) Seu cliente, dono de uma empresa de exportação faz um empréstimo no seu banco
no valor de R$ 400.000,00 para pagamento em 11 prestações mensais com juros de 21% ao
ano. Porém, o seu banco concede 1 ano de carência para pagamento da primeira prestação.
Determine os valores das prestações que o seu cliente irá pagar após o período de carência:
a) R$ 48.335,69.
b) R$ 50.550,14.
c) R$ 39.946,85.
d) R$ 52.334,07.

127. (21.126) Seu cliente contratou um empréstimo no valor de R$ 300.000,00 com taxa de juros
anual de 26% e pagamento em 10 parcelas mensais e antecipadas. Qual será o valor da
parcela?
a) R$ 29.479,87.
b) R$ 32.659,60.
c) R$ 40.558.97.
d) R$ 33.293,20.

128. (21.127) Seu cliente é empresário e precisa comprar uma máquina nova para a sua linha de
produção. Existe recurso para compra de apenas uma das máquinas abaixo. Sabendo que a
taxa de mercado é de 8% ao ano, qual a melhor alternativa de aquisição?

Máquina Valor de Compra Caixa Gerado/Ano Vida Útil Valor de Revenda


A R$ 15.000 R$ 3.000 10 anos R$ 500
B R$ 17.000 R$ 3.500 10 anos R$ 500

a) A máquina “A” pois tem um VPL de R$ 6.716,88.

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b) A máquina “B”, pois tem um VPL de R$ 5.361,84.


c) A máquina “A”, pois tem um VPL de R$ 5.361,84.
d) A máquina “B”, pois tem um VPL de R$ 6.716,88.

129. (21.128) Seu cliente é empresário e precisa comprar uma máquina nova para a sua linha de
produção. Existe recurso para compra de apenas uma das máquinas abaixo. Sabendo que a
taxa de mercado é de 8% ao ano, qual a melhor alternativa de aquisição?

Máquina Valor de Compra Caixa Gerado/Ano Vida Útil Valor de Revenda


A R$ 15.000 R$ 3.000 10 anos R$ 500
B R$ 17.000 R$ 3.500 10 anos R$ 500

a) A máquina “A” pois tem uma TIR de 16,04%.


b) A máquina “B” pois tem uma TIR de 15,31%.
c) A máquina “B” pois tem uma TIR de 16,04%.
d) A máquina “A” pois tem uma TIR de 15,31%.

130. (21.129) Seu cliente obteve um empréstimo em um banco no valor de R$ 20.000,00 para ser
pago em 10 parcelas iguais, mensais e a primeira a ser paga no ato da liberação do valor. A taxa
de juros é de 3%. Ao pagar a sétima prestação ele faz a proposta de amortizar R$ 7.000,00 e
reparcelar o saldo em três prestações com juros de 1%. Qual será o valor das novas prestações?
a) R$ 2.442,08.
b) R$ 3.140,28.
c) R$ 2.180,29.
d) R$ 2.004,97.

131. (21.130) Um eletrodoméstico é negociado pela loja com valor parcelado e taxa de juros de
5,4% a.m. O mesmo pode ser comprado por uma entrada de R$ 400,00 mais 3 parcelas de
igual valor. Qual o preço à vista desse eletrodoméstico?
a) R$ 1.405,30.
b) R$ 1.081,19.
c) R$ 1.650,15.
d) R$ 1.230,94.

132. (21.131) Um carro pode ser adquirido por R$ 45.000,00 à vista ou a prazo nas seguintes
condições:
•• Entrada de R$ 10.000,00
•• 2 prestações mensais de R$ 7.000 e mais 3 prestações mensais de R$ 8.000
A taxa de juros do mercado é de 2,5% a.m. Nesse cenário, qual a melhor alternativa para
adquirir o carro:

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a) A prazo, pois o comprador pagará R$ 239,21 a mais no bem.
b) À vista, pois o comprador pagará R$ 239,21 a mais no bem.
c) A prazo, pois o comprador pagará R$ 239,21 a menos no bem.
d) À vista, pois o comprador pagará R$ 239,21 a menos no bem.

133. (21.132) Seu cliente quer se aposentar em 6 anos e precisa de uma reserva financeira de
R$ 1.100.000,00. A taxa de juros nominal anual é de 12% e a inflação projetada é de 3,70%.
Qual o valor anual que o mesmo deve depositar?
a) R$ 149.946,93.
b) R$ 138.839,75.
c) R$ 141.334,61.
d) R$ 157.493,81.

134. (21.133) Seu cliente quer se aposentar em 6 anos e precisa de uma reserva financeira de
R$ 1.100.000,00. A taxa de juros nominal anual é de 12% e a inflação projetada é de 3,70%.
Sabendo que o mesmo fará o primeiro depósito hoje, qual o valor anual que o mesmo deve
depositar?
a) R$ 149.946,93.
b) R$ 138.839,75.
c) R$ 141.334,61.
d) R$ 157.493,81.

135. (21.134) Um cliente irá depositar mensalmente R$ 100,00 na poupança para seu filho que
acabou de nascer. O plano é realizar esses depósitos até os 20 anos do seu filho. Sabendo que
a Taxa Selic prevista para todo o período é de 12% a.a, calcule o valor que será acumulado aos
20 anos do filho:
a) R$ 35.554,97.
b) R$ 46.204,09.
c) R$ 50.660,49.
d) R$ 46.435,11.

136. (21.135) Um cliente irá depositar mensalmente R$ 100,00 na poupança (rendimento de 0,5%
a.m) durante 20 anos. O mesmo quer saber qual a diferença no valor acumulado futuramente
ao optar entre parcelas antecipadas ou postecipadas?
a) R$ 46.204,09.
b) R$ 46.435,11.
c) R$ 231,02.
d) R$ 215,64.

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CFP® | Módulo 1

137. (21.136) Um empresário está estudando a compra de uma máquina que possui custo de
R$ 6.800,00. A máquina irá gerar um fluxo para a empresa anual de R$ 1.000,00 nos primeiros
4 anos e de R$1.500,00 do ano 5 ao 7. Ao final do período a máquina pode ser vendida por
R$ 300,00. A taxa de juros do mercado é de 8%. Nesse caso:
a) O empresário deveria comprar a máquina, pois a mesma apresenta VPL positivo de
R$ 471,46.
b) O empresário não deveria comprar a máquina, pois a mesma apresenta VPL negativo de
R$ 471,46.
c) O empresário deveria comprar a máquina, pois a mesma apresenta VPL positivo de
R$ 567,17.
d) O empresário não deveria comprar a máquina, pois a mesma apresenta VPL negativo de
R$ 567,17.

138. (21.137) Um empresário está estudando a compra de uma máquina que possui custo de
R$ 6.800,00. A máquina irá gerar um fluxo para a empresa anual de R$ 1.000,00 nos primeiros
4 anos e de R$1.500,00 do ano 5 ao 7. Ao final do período a máquina pode ser vendida por
R$ 300,00. A taxa de juros do mercado é de 8%. Qual a TIR desse investimento:
a) 8,16%
b) 8,00%
c) 6,15%
d) – 2,80%

139. (21.138) Uma máquina foi adquirida por R$ 10.000,00. Em um cenário onde a taxa de retorno
exigida é de 8% a.a e sabendo que os fluxos gerados foram os seguintes:
Ano 1: R$ 6.000  Ano 2: R$ 3.000  Ano 3: R$ 1.000  Ano 4: R$ 4.000
Qual o período de payback desse equipamento?
a) 1 ano
b) 2,5 anos
c) 3 anos
d) 4 anos

140. (21.139) Uma máquina foi adquirida por R$ 10.000,00. Em um cenário onde a taxa de retorno
exigida é de 8% a.a e sabendo que os fluxos gerados foram os seguintes:
Ano 1: R$ 6.000  Ano 2: R$ 3.000  Ano 3: R$ 1.000  Ano 4: R$ 4.000
Qual o período de payback descontado desse equipamento?
a) 2,5 anos.
b) 3 anos.
c) 3,36 anos.
d) 4,25 anos.

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141. (21.140) Uma máquina foi adquirida por R$ 10.000,00. Em um cenário onde a taxa de retorno
exigida é de 8% a.a e sabendo que os fluxos gerados foram os seguintes:
Ano 1: R$ 6.000  Ano 2: R$ 3.000  Ano 3: R$ 1.000  Ano 4: R$ 4.000
Qual o VPL e TIR aproximados do projeto?
a) VPL: R$ 1.861,52 e TIR: 13,45%.
b) VPL: R$ 1.861,52 e TIR: 10,75%.
c) VPL: R$ 1.650,85 e TIR: 17,47%.
d) VPL: R$ 1.861,52 e TIR: 17,47%.

142. (21.141) Ao adquirir um imóvel de R$ 300.000, seu cliente ofereceu 20% de entrada e o
restante financiou em 20 anos pela Tabela Price com taxa de juros de 1,25% a.m. Qual será o
valor aproximado da prestação?
a) R$ 3.950,37.
b) R$ 3.160,30.
c) R$ 3.121,28.
d) R$ 3.350,49.

143. (21.142) Seu cliente está financiando um imóvel no valor de R$ 600.000,00 e dará entrada de
20%. O saldo irá financiar em 20 anos através da Tabela SAC com taxa de juros de 1,2% a.m.
Qual o valor da 11ª prestação?
a) R$ 3.478,95.
b) R$ 6.580,00.
c) R$ 7.520,00.
d) R$ 9.650,47.

144. (21.143) Seu cliente está financiando um imóvel no valor de R$ 600.000,00 e dará entrada
de 20%. O saldo irá financiar em 20 anos através da Tabela SAC com taxa de juros de 1,2%
a.m. Após pagar 10 anos seu cliente decide fazer uma amortização em parcela única de
R$ 80.000,00. Após esse pagamento e se o valor de amortização for mantido, por quanto
tempo o seu cliente ainda irá pagar o financiamento?
a) 90 meses.
b) 60 meses.
c) 70 meses.
d) 80 meses.

145. (21.144) Seu cliente está financiando um imóvel no valor de R$ 600.000,00 e dará entrada de
20%. O saldo irá financiar em 20 anos através da Tabela SAC com taxa de juros de 1,2% a.m. Após
pagar 10 anos seu cliente decide fazer uma amortização em parcela única de R$ 80.000,00.
Após esse pagamento e se o valor ele quiser manter o prazo inicial do financiamento, qual será
o valor de primeira parcela após a amortização?

128 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 1

a) R$ 3.540,08.
b) R$ 3.253,33.
c) R$ 3.870,99.
d) R$ 4.004,25.

146. (21.145) Seu cliente está financiando um imóvel no valor de R$ 600.000,00 e dará entrada de
20%. O saldo irá financiar em 20 anos através da Tabela SAC com taxa de juros de 1,2% a.m.
Qual é o valor de juros e de amortização, respectivamente, da penúltima parcela:
a) R$ 48,00 e R$ 2.000.
b) R$ 2.000 e R$ 48,00.
c) R$ 1.500 e 60,00.
d) R$ 1.900 e 80,00.

147. (21.146) Seu cliente contratou um financiamento no valor de R$ 200.000,00 pela tabela Price
com taxa de juros de 5% a.m em 4 parcelas mensais e consecutivas.
Qual o valor de juros que serão pagos na 4ª prestação?
a) R$ 5.243,76.
b) R$ 2.685,83.
c) R$ 10.000,00.
d) R$ 7.679,88.

148. (21.147) Seu cliente contratou um financiamento no valor de R$ 200.000,00 pela tabela Price
com taxa de juros de 5% a.m em 4 parcelas mensais e consecutivas.
Qual o saldo devedor após o pagamento da primeira parcela?
a) R$ 200.000,00.
b) R$ 53.716,53.
c) 153.597,63.
d) 136.558,02.

149. (21.148) Seu cliente quer foi condenado a pagar uma pensão vitalícia para uma outra pessoa.
Deverá pagar R$ 15.000,00 à vista e mais R$ 3.000,00 mensalmente de forma vitalícia. Se a
taxa de juros é de 2% ao mês, qual o valor presente desse fluxo hoje:
a) R$ 165.000,00.
b) R$ 180.000,00.
c) R$ 120.000,00.
d) R$ 150.000,00.

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150. (21.149) Seu cliente é empresário e está analisando a possibilidade de abrir uma nova filial
em outro estado. Esse novo projeto terá investimento de R$ 200.000 e irá gerar de receita
adicional R$ 70.000 no primeiro ano, R$ 40.000 no segundo ano, R$ 110.000 no terceiro ano,
dará um prejuízo de R$ 10.000 no quarto ano (manutenção da filial) e no quinto ano a filial
será revendida por R$ 40.000. Sabendo-se que o custo de oportunidade é de 12% a.a, o seu
cliente:
a) Deve abrir a filial na situação atual.
b) Só deve fazer o investimento se o custo de oportunidade for de 25% a.a.
c) Só deve fazer o investimento se o custo de oportunidade for de 30% a.a.
d) Não deve abrir a nova filial na situação atual.

151. (21.150) Analise os itens abaixo:


I – Possuir ensino superior completo
II – Comprovar 5 anos de experiência profissional na área financeira
III – Aderir ao Código de Ética dos Profissionais CFP®
Para qualificação do canditato para se tornar um CFP® é obrigatório o que se afirma em:
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Apenas III.

152. (21.151) Com relação ao exame prestado pelo profissional para se tornar um CFP®, assinale a
alternativa correta:
a) É obrigatório realizar o exame em apenas 1 dia.
b) Se optar pela prova completa, o candidato não terá um percentual mínimo de acertos em
cada módulo, precisando apenas alcançar 70% de acerto na média geral.
c) A aprovação no exame (completo ou modular) já habilita o profissional a utilizar a marca
CFP®.
d) A certificação CFP® conta com o conceito dos 4 E’s: Exame, Educação, Experiência
Profissional e Ética.

153. (21.152) Analise as afirmativas abaixo sobre os objetivos do Financial Planning Standards
Board:
I – Controlar a utilização da marca CFP® na América do Norte
II – Impulsionar o processo de planejamento financeiro no mundo apenas para os planejadores
financeiros já habilitados
III – Impulsionar o processo de planejamento financeiro no mundo para os profissionais,
sociedade e demais interessados
IV – Aplicar os exames para os profissionais CFP®
Está correto o que se afirma em:

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a) Apenas I.
b) I e IV.
c) Apenas III.
d) Todas as afirmativas.

154. (21.153) Você é um profissional CFP® e está assessorando um cliente da sua carteira para
investimentos em imóveis. Porém, você também atua como corretor de imóveis, informação
que não foi divulgada para seu cliente. Nesse sentido:
a) Essa atitude não viola nenhum princípio do Código de Ética e Responsabilidade Profissional
do IBCPF.
b) Essa atitude viola o princípio ético da competência, pois não foi informado para o cliente
um potencial conflito de interesses.
c) Essa atitude viola os princípios da Probidade e Conduta Profissional.
d) Essa atitude viola os princípios da Probidade e Objetividade.

155. (21.154) Você foi contratado para prestar assessoria para um novo cliente. Ao examinar os
dados desse cliente percebe que o mesmo possui um advogado que o auxilia. Você percebe
uma série de erros desse advogado e então decide entrar em contato com o advogado antes
do seu cliente. Nesse caso, você:
a) Agiu de forma correta, pois foi contratado para prestar assessoria.
b) Agiu de forma errada, pois deveria primeiramente ter falado com seu cliente e depois com
o advogado.
c) Agiu de forma errada, pois deve somente informar a situação para o seu cliente.
d) Agiu de forma correta, pois o mais importante é a solução do erro.

156. (21.155) Trata-se de uma violação ao Princípio da Integridade:


a) Omitir informações sobre o serviço prestado.
b) Misturar os interesses do cliente com os do planejador.
c) Não seguir regulamentos e legislação.
d) Oferecer um serviço sem ter capacidade para o mesmo.

157. (21.156) Trata-se de uma violação ao Princípio da Probidade:


a) Deixar de obedecer algum regulamento ou norma.
b) Não entregar algum serviço dentro do prazo acordado.
c) Implementar recomendações inadequadas com o perfil do cliente.
d) Misturar interesses e patrimônio do cliente com o do profissional.

158. (21.157) Você é funcionário de um banco e já possui a certificação CFP®. Foi trabalhar um
certo dia sob forte efeito de álcool. São princípios éticos que você violou:
I – Objetividade
II – Conduta Profissional

www.edgarabreu.com.br 131
III – Competência
IV – Probidade
Está correto o que se afirma em:
a) I somente.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

159. (21.158) Com relação ao princípio da Diligência, assinale a alternativa correta:


a) Não se pode delegar as responsabilidades para os subordinados.
b) As responsabilidades podem ser delegadas e não precisam ser supervisionadas.
c) As responsabilidades podem ser delegadas e devem ser devidamente supervisionadas.
d) Um determinado investimento, depois de analisado, deve ser recomendado para todos os
clientes.

160. (21.159) Ao garantir para seu cliente uma determinada rentabilidade acima do benchmarking,
você está violando qual princípio ético?
a) Diligência.
b) Objetividade.
c) Competência.
d) Integridade.

161. (21.160) Você, profissional CFP® é gerente de uma grande instituição financeira e atende uma
carteira com 250 clientes. Você percebe que um desses clientes está envolvido em atividades
de crime organizado. De acordo com o Princípio da Confidencialidade, o comportamento mais
correto do profissional seria:
a) Contatar as Polícia Federal.
b) Contatar a área de Compliance da sua instituição.
c) Contatar o IBCPF.
d) Não contatar ninguém, pois isso iria violar o Princípio da Confidencialidade.

162. (21.161) Você fez um trabalho de assessoria com um cliente e realizou a implementação das
recomendações. Seis meses depois, não satisfeito com a rentabilidade, o cliente faz contato
com você e pede para alterar a composição da carteira, aumentando em 50% a exposição para
renda variável. Nesse caso você:
a) Não executa a ação, pois a melhor composição de carteira foi a inicialmente concebida.
b) Executa a ação e depois explica para os clientes as eventuais consequências negativas e
positivas dessa mudança.
c) Pede autorização do IBCPF para realizar a alteração.

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CFP® | Módulo 1

d) Explica as possíveis consequências dessa alteração, faz a análise do perfil do cliente e


compara com o novo perfil da carteira e depois faz a implementação, caso o cliente entenda
e esteja de acordo com o novo cenário.

162. (21.161) Você é um profissional CFP® e possui na carteira pessoal de investimentos ações
da empresa XYZ, que foram adquiridas 5 anos atrás. Hoje pela manhã você indica a compra
de ações dessa empresa para uma cliente sua, porém, não comenta que possui XYZ na sua
carteira. Nesse caso você:
a) Violou o código de ética, pois não pode ser recomendada compra de ações que o
profissional possui na carteira pessoal.
b) Não violou o código de ética, pois a carteira pessoal do profissional não precisa ser
divulgada.
c) Não violou o código de ética, pois a compra das ações na carteira pessoal do profissional
ocorreu um longo tempo atrás.
d) Violou o código de ética, pois, deveria esclarecer que possui as ações na sua conta pessoal.

163. (21.162) Você é um profissional CFP® e um dos seus clientes irá realizar um processo de
inventário e está realizando a etapa de cotação de preço com alguns advogados. Você tem um
amigo que é advogado e está começando carreira na área de sucessão. Você passa o contato
do cliente para seu amigo. Nesse caso:
a) Não se trata de uma violação ao código de ética, pois a cliente precisa de auxílio de um
advogado.
b) Trata-se de uma violação ao Princípio da Competência.
c) Trata-se de uma violação ao Princípio da Diligência.
d) Trata-se de uma violação ao Princípio da Confidencialidade.

164. (21.163) Você é um profissional CFP® e decide abrir um escritório de consultoria financeira.
Após dois anos de trabalho você já possui uma carteira de clientes e passa a coletar os dados
dos novos clientes através de um formulário de questionário pessoal. Após o preenchimento
desse formulário por parte do cliente você encaminha para a sua secretária (que não é um
profissional CFP®) para que a mesma coloque os dados dos novos clientes no sistema. Nesse
caso:
a) Não se trata de uma violação ao código de ética, pois os dados podem ser coletados dessa
forma e o trabalho pode ser repassado, desde que supervisionado.
b) É uma violação ao código de ética, pois o profissional não protegeu os dados pessoais do
cliente.
c) É uma violação ao código de ética, pois não podem ser coletados dados pessoais nesse tipo
de sistema.
d) É uma violação de ética pelo motivo de a secretária não ser um profissional CFP®.

www.edgarabreu.com.br 133
165. (21.164) Em uma situação onde o profissional CFP® tenta influenciar seu cliente a adquirir um
certo produto ou tomar uma certa decisão, qual princípio ético está sendo violado?
a) Competência.
b) Probidade.
c) Objetividade.
d) Diligência.

166. (21.165) “Conhecer as limitações do profissional e apenas atuar nas áreas em que detém
conhecimento”. Trata-se de qual princípio ético:
a) Probidade.
b) Competência.
c) Objetividade.
d) Conduta Profissional.

167. (21.166) Com relação ao COAF, analise as afirmativas abaixo:


I – Fiscalizar as Instituições Financeiras com relação as regras de Basileia
II – Disciplinar, punir, examinar e identificar ocorrências suspeitas de lavagem de dinheiro
III – É o órgão responsável por investigar os crimes de lavagem de dinheiro no Brasil
IV – Está vinculado ao Ministério da Fazenda
Está correto o que se afirma em:
a) Apenas I.
b) II e III.
c) II e IV.
d) II, III e IV.

168. (21.167) Com relação as operações suspeitas de lavagem de dinheiro:


a) Devem ser comunicadas as autoridades somente depois da comunicação ao cliente.
b) Devem ser comunicadas somente para as autoridades.
c) Devem ser comunicadas somente para os clientes envolvidos.
d) Devem ser comunicadas para as autoridades e depois para os clientes.

169. (21.168) Com relação a fase de lavagem de dinheiro conhecida como “ocultação”, caracteriza-
se por:
a) Não pagamento de impostos.
b) Dificultar o rastreamento do recurso, transformando um valor maior em valores menores
em nome de terceiros.
c) Fazer o dinheiro ser depositado em um banco, através dos caixas.
d) Fazer com o que o recurso volte para o sistema financeiro com origem aparentemente
lícita.

134 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 1

170. (21.169) Um cliente que mesmo com as ações em queda, decide por manter esses ativos está
apresentando o viés denominado:
a) Ancoragem.
b) Excesso de confiança.
c) Representatividade.
d) Aversão à perda.

171. (21.170) Um investidor investe faz mais de 20 anos em uma mesma empresa. E mesmo que
analistas indiquem outras alternativas, o mesmo continua comprando sempre o mesmo ativo.
Qual a heurística presente nesse comportamento?
a) Ancoragem.
b) Representatividade.
c) Disponibilidade.
d) Aversão à perda.

172. (21.171) Analise as sentenças abaixo:


I – Aversão a riscos
II – Expectativa com viés
III – Segregação dos ativos
IV – Integração dos ativos
Com relação a concepção tradicional de finanças, está correto o que se afirma em:
a) I e IV.
b) I e II.
c) I e II.
d) II e IV.

173. (21.172) Analise as sentenças abaixo:


I – Aversão a riscos
II – Expectativa com viés
III – Segregação dos ativos
IV – Integração dos ativos
Com relação a escola de Finanças Comportamentais, está correto o que se afirma em:
a) I e IV.
b) I e II.
c) II e III.
d) II e IV.

www.edgarabreu.com.br 135
174. (21.173) Com relação ao “Efeito Manada”, assinale a alternativa correta:
a) É quando o investidor faz uma ação que os demais investidores estão tomando, sem avaliar
a situação.
b) É quando o investidor atribui a ele mesmo o crédito por situações ocorridas no passado.
c) É quando um investidor vende rapidamente ações com ganho.
d) É um tipo de comportamento que não atinge os investidores.

175. (21.174) Um investidor possuía uma ordem de compra de ações da empresa XYZ que foi
colocada 6 meses atrás. Ontem, porém, ao ler no jornal que a referida empresa estava sob
investigação de um processo de desvio de dinheiro, ele decide cancelar a ordem de compra.
Qual a heurística presente nessa decisão:
a) Representatividade.
b) Ancoragem.
c) Auto Atribuição.
d) Disponibilidade.

176. (21.175) Você possui um cliente jovem, superavitário, com perfil arrojado e que apresenta o
viés de “status quo”. Ele recebe uma carteira de ações de herança do seu pai que está alocado
em ações com beta menor que 1. O que seria uma ação esperada desse investidor em relação
a essa carteira?
a) Venderia todas as ações e compraria ações com beta maior que 1.
b) Venderia todas as ações e compraria em renda fixa.
c) Não venderia as ações e manteria a carteira exatamente como está.
d) Venderia metade da carteira e compraria em ações com beta maior que 1.

177. (21.176) Um investidor que afirma: “Irei comprar Ação XXZZ quando a mesma voltar ao
patamar dos R$ 10,00”, está apresentando mais claramente o viés de:
a) Aversão a perdas.
b) Ancoragem.
c) Disponibilidade.
d) Representatividade.

Gabarito: 1. B 2. D 3. D 4. A 5. A 6. D 7. D 8. D 9. A 10. B 11. D 12. D 13. C 14. A 15. D 16. A 
17. A 18. D 19. A 20. A 21. C 22. B 23. D 24. A 25. C 26. D 27. C 28. A 29. C 30. B 31. A 32. C 
33. D 34. C 35. D 36. C 37. A 38. C 39. D 40. A 41. A 42. D 43. A 44. D 45. C 46. B 47. B 48. A 49. D 
50. B 51. D 52. D 53. A 54. D 55. C 56. A 57. D 58. A 59. D 60. B 61. D 62. A 63. D 64. B 65. C 66. C 
67. A 68. D 69. D 70. A 71. B 72. B 73. A 74. D 75. C 76. C 77. C 78. D 79. A 80. D 81. A 82. B 83. B 
84. C 85. A 86. C 87. D 88. D 89. A 90. A 91. A 92. B 93. D 94. A 95. D 96. B 97. A 98. C 99. A 100. D 
101. C 102. B 103. D 104. B 105. D 106. A 107. C 108. D 109. C 110. D 111. A 112. D 113. B 114. D 115. B
116. A 117. A 118. B 119. C 120. D 121. B 122. C 123. B 124. B 125. D 126. A 127. B 128. D 129. C 130. A
131. B 132. D 133. A 134. B 135. B 136. C 137. B 138. C 139. C 140. C 141. D 142. B 143. C 144. D 145. B
146. A 147. B 148. C 149. A 150. D 151. D 152. D 153. C 154. C 155. C 156. A 157. D 158. B 159. C 160. D
161. B 162. D 163. D 164. A 165. C 166. B 167. D 168. B 169. B 170. D 171. B 172. A 173. C 174. A 175. D
176. C 177. B

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Módulo 2

CFP® – MÓDULO 2 – GESTÃO DE ATIVOS E INVESTIMENTOS

Nosso Comentário: É o segundo módulo mais importante da prova completa. Conhecer os


produtos de investimentos, sua tributação, seus riscos e também conceitos de alocação de
carteira serão tratados.
Objetivos do Módulo: Avaliar a capacidade do profissional de medir e gerenciar os riscos
e retornos dos ativos individuais de renda fixa e variável, bem como de carteiras de títulos.
Também capacitar para entender os investimentos no exterior e também do mercado
imobiliário.
Temas que Serão Estudados: Investimentos em ativos financeiros, títulos e valores
mobiliários. Investimentos em imóveis. Tipos de riscos dos investimentos. Gestão e
mensuração dos risco e retorno dos investimentos. Teoria moderna de carteiras. Alocação de
ativos e rebalanceamento.
Informações Sobre a Prova Modular:
•• Módulo II – Gestão de Ativos e Investimentos
•• Duração: 1 hora e 20 minutos
•• Forma do Exame: 27 questões de múltipla escolha com 4 alternativas de respostas
•• Mínimo de Acertos: 18
Informações Sobre a Prova Completa:

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1. INVESTIMENTOS: ATIVOS FINANCEIROS, TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS

INSTRUMENTOS DE RENDA FIXA

TÍTULOS DE RENDA FIXA – CONCEITO


•• CUPOM: Fração destacável de um título, impresso com valor a pagar periodicamente,
utilizado por alguns tipos de títulos de investimento, para pagamento de rendimentos,
exercício de direitos etc. Alguns títulos fazem pagamentos periódicos, que são definidos no
momento da sua emissão.
Eles são pagos com base em um percentual fixo sobre o valor do principal no vencimento.
Para os papéis pós-fixados, como os valores do fluxo (inclusive o valor do principal) são
corrigidos pelo indexador, o pagamento de cupom também é.
•• SEM CUPOM: Obrigação sem cupom de juros. Negociada com deságio em relação ao valor
de face.
•• Os títulos que não possuem pagamento de cupom são conhecidos como bullet.
•• VALOR DE FACE: Valor principal de uma obrigação. Valor impresso no título. Valor certo de
resgate de um título de crédito.
•• AO PAR: Negociação ou cotação de um ativo, título ou valor mobiliário, pelo mesmo preço
do valor nominal.
•• ÁGIO: Prêmio obtido na troca de um valor por outro. Diferença a mais, entre o valor venal e
o valor nominal de títulos e valores mobiliários.
•• DESÁGIO: Diferença a menos entre o valor venal e o valor nominal de títulos e valores
mobiliários. Diferença entre o valor de mercado de um título valor e seu valor como
garantia.
•• PREÇO DE MERCADO: é o preço que equilibra a demanda e a oferta por um título
específico. Reflete com mais fidedignidade o real preço de um título. É também conhecido
como “preço MTM”, pois é utilizado nos procedimentos de marcação a mercado.
•• PREÇO DA CURVA: é aquele alcançado por intermédio de uma operação de desconto,
segundo o critério exponencial de descapitalização do fluxo de caixa do título em questão. A
taxa de desconto, em cada saída ou entrada do fluxo, deve ser equivalente à taxa calculada
a partir da estrutura a termo em relação à data do vencimento do papel.
•• PREÇO DE CARREGAMENTO: é aquele obtido por meio da atualização do valor
efetivamente pago no ato da compra do título. O fator de atualização deve ser igual ao
custo de financiamento da compra do título no mercado de reservas bancárias. Em geral,
o custo do carregamento é medido pela taxa Selic. O preço de carregamento equivale ao
conceito de custo de oportunidade.

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RENDA FIXA
Renda fixa é uma obrigação cujo rendimento (taxa de juros) é determinado no momento da
compra do título. Esse rendimento pode ter sua remuneração prefixada ou pós-fixada.

DEFINIÇÕES
Rentabilidades:
•• Pré-Fixada: Um título é prefixado quando o valor dos rendimentos é conhecido no início da
operação.
•• Pós Fixada: Um título é pós-fixado quando o valor dos juros somente é conhecido no
momento do resgate.
PU: preço unitário do título, ou seja, o preço de negociação calculado em uma determinada
data.
O cálculo do PU é o valor presente dos fluxos futuros de pagamento do título.
O valor do PU de um título prefixado é INVERSAMENTE proporcional a taxa de juros, ou seja,
quanto maior a taxa de juros menor será o PU do título.
Quanto maior o PU de um título menor será a sua rentabilidade (seu retorno).

TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS


A dívida pública federal interna e externa é composta, em sua maior parte, por títulos
mobiliários que diferem entre si conforme o contexto e a finalidade da emissão.
Os TPF são títulos de Renda fixa que é uma obrigação cujo rendimento (taxa de juros) é
determinado no momento da compra do título. Esse rendimento pode ter sua remuneração
prefixada ou pós-fixada. Para os títulos pós-fixados, por exemplo, tem-se diferentes indexadores,
que variam conforme o tipo. Existem também aqueles que não possuem indexadores, os
chamados títulos prefixados.
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) aperfeiçoou o Programa Tesouro Direto para deixá-
lo mais atraente, simples e acessível aos investidores. Dentre as mudanças estão a recompra
diária.
Com a recompra diária, os investidores poderão vender seus títulos ao Tesouro Nacional todos
os dias, ampliando a liquidez e a flexibilidade da aplicação. Antes, a recompra só ocorria às
quartas-feiras.
Uma das mudanças está na nomenclatura dos títulos públicos que antes eram definidos por
suas siglas, passaram a ser mais simples, conforme tabela a seguir:

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TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS
Nome Anterior Nome Atual Rentabilidade
Títulos sem LTN Tesouro Prefixado
Deságio sobre o valor
CUPOM, ou seja, nominal (prefixado)
com pagamento de LFT Tesouro Selic SELIC (pós-fixado)
juros somente no
vencimento. NTN – B (Principal) Tesouro IPCA Juros + IPCA
Tesouro IPCA com
NTN-B Juros + IPCA
Juros Semestrais
Títulos com CUPOM
Tesouro Prefixado com Deságio sobre o valor
NTN-F
Juros Semestrais nominal (prefixado)

TODOS os Títulos Públicos Federais são liquidados e custodiados no SELIC (Sistema Especial de
Liquidação e Custódia).
Entendendo como funciona o Cálculo do Preço Unitário – PU de uma Tesouro Prefixado (LTN):
Fluxo:

IMPORTANTE:
Quando uma Tesouro Selic (LFT) é negociada com deságio terá rendimento SUPERIOR à
taxa Selic e inferior a Selic se for negociada com ágio.

Quantidade adquirida: 1,0 título


Preço do título na data da compra: R$ 789,71
Data de vencimento: 01/01/2020
Dias úteis entre a data da liquidação (inclusive) e a data de vencimento (exclusive): 641
Aplicando o esquema do fluxo de pagamentos ao exemplo, temos:

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Para calcular a rentabilidade bruta da aplicação, basta usar a seguinte fórmula, válida para
todos os títulos que não fazem pagamento de cupom de juros:

⎛ preço decompra ⎞
Re ntabilidade = ⎜ −1
⎝ preço devenda ⎟⎠

⎛ 1.000 ⎞
Re ntabilidade = ⎜ − 1 = 26,62% (no período)
⎝ 789,71⎟⎠

Logo, a taxa efetiva que indica a rentabilidade bruta do investidor foi de 26,63% para todo o
período em que o investidor ficou com o título, 641 dias úteis. Esta taxa equivale a 9,71% ao ano.
Um aumento na taxa de juros de mercado em relação à taxa que foi comprada pelo investidor
provocará uma queda no preço do título. Já uma diminuição na taxa de juros proporciona o
efeito contrário.
Vamos agora analisar o caso de um investidor que decida vender o mesmo título acima
antecipadamente, ou seja, antes de sua data de vencimento, nas seguintes condições:
•• Título: Tesouro Prefixado (LTN)
•• Data da venda: 12/06/2018 (liquidação em 20/01/2020)
•• Preço do título na data da venda: R$ 906,05
•• Data de vencimento: 20/01/2020
•• Dias úteis entre a data da liquidação (inclusive) e a data de vencimento (exclusive): 252
Para calcular a rentabilidade obtida no caso de venda antecipada, basta efetuar o seguinte
cálculo, de acordo com a fórmula apresentada anteriormente:

⎛ 906,05 ⎞
Re ntabilidade = ⎜ − 1 = 14,73% (no período)
⎝ 789,71⎟⎠

Equivalente a 12,93% ao ano.

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Neste exemplo o título foi negociado com ÁGIO, mas poderia também ter sido negociado com
DESÁGIO, depende do comportamento da taxa de juros.
Outra maneira de visualizar a diferença da rentabilidade obtida com o título no caso de venda
antecipada ou na data de vencimento nos exemplos acima é graficamente.

A linha azul apresenta o comportamento do preço do papel supondo que a taxa contratada
no momento da compra, 12,46% a.a., se mantenha inalterada até o vencimento do papel. Em
termos técnicos, ela representa a evolução do preço do título na curva, ou seja, a apropriação
natural de juros até a data de vencimento. A linha vermelha, por sua vez, mostra o preço de
mercado do título. Nos momentos em que a linha vermelha está acima da linha azul, o investidor
obteria rentabilidade maior à contratada caso vendesse antecipadamente. Nas datas onde a
linha azul está acima da vermelha, a rentabilidade do investidor seria menor que a contratada
no caso de venda antecipada.
Caso um fundo de investimento adquira este papel, terá que marcar a mercado diariamente
este papel.
A marcação a mercado deve ser feita pelo preço de mercado (curva em vermelho) e não pela
curva do papel (em azul), a fim de evitar distribuição de riquezas entre cotistas.

Cálculo do PU de um título Pré-Fixado


O Preço Unitário é o resultado da multiplicação da cotação vezes o Valor de Face. Assim, o
preço unitário do título é:

⎛ Valor de Face ⎞
PU = Cotação x ⎜ ⎟⎠
⎝ 100

Na maioria dos títulos públicos federais o Valor de Face (Valor Nominal) é igual a R$ 1.000,00.

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Cotação: É o valor presente do fluxo do título, descontado pela taxa de juros informada ou pelo
prêmio de deságio. A cotação é o valor presente do fluxo do título, descontado pela taxa de
juros ou pelo prêmio de deságio.
Para títulos sem cupom (zero cupom) como LTN e LFT, basta trazer a valor presente o valor do
vencimento.

⎛ ⎞
100
Cotação= ⎜ D.U

⎜ ⎟
⎝ (1+ TAXA) 252 ⎠

Qual o P.U de uma Tesouro Prefixado (LTN) (010107) que tem seu Valor de Face igual a
R$ 1.000,00 que foi resgatada antecipadamente em 31-03-05 a LTN há 440 dias úteis do
vencimento e com 19,00% de taxa de juros ao ano?

⎛ ⎞
⎜ 1000 ⎟
P.U = 440
= 738,06
⎜ ⎟
⎝ (1+ 0,19) ⎠
252

NA HP – 12 C
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
1000 FV Introduz o valor de face, vencimento do título. 1.000,00
440 Enter
Introduz o prazo da liquidação do título até o seu
252 Divide vencimento (em dias úteis) dividido por 252 (um ano, 1,7460
dias úteis)
Teclar “N”
19 I Introduz a taxa 19,00
PV Solicita o valor do montante – 738,06
Não se esqueça que o resultado obtido não é negativo! O sinal serve apenas para diferenciar
dado de entrada (aplicação) de dado de saída (resgate).
OBS: Caso tenha obtido como resultado 736,00, você deve ativar o modo de convenção exponencial
em sua calculadora, com as teclas STO seguida de EEX. Após isto, refazer o calcula.

NEGOCIAÇÃO COM TÍTULOS DE RENDA FIXA

CONCEITOS
Dealer: credenciado em títulos federais é uma instituição financeira especializada na negociação
desses títulos. A lista dos “dealers” está publicada no site do BC.

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Dalers PRIMÁRIOS – Até 12 instituições, direcionadas para as colocações primárias de títulos
públicos federais.
Dalers ESPECIALISTAS – Até 10 instituições, direcionadas para a negociação no mercado
secundário de títulos públicos federais.
Operações compromissadas: são operações de empréstimo de recursos (reservas bancárias)
com garantia em títulos. Nestas operações existe um compromisso de recompra com
vencimento em data futura, anterior ou igual à do vencimento do título objeto.

MERCADO PRIMÁRIO
As colocações primárias serão feitas por intermédio de ofertas públicas, pela STN (ou Banco
Central) que divulgará com antecedência mínima de 1 (um) dia útil, os editais (portarias/
comunicados) contendo as condições específicas de cada Leilão, com acesso direto exclusivo
para as instituições financeiras integrantes do SELIC e o respectivo crédito à conta do Tesouro
Nacional. Antes de cada Leilão, o Banco Central poderá divulgar a intenção do volume a ser
colocado junto ao mercado, reservando-se a parcela restante, quando houver.
Tipos de ofertas públicas no mercado primário de Títulos Públicos Federais: Participantes:
bancos, corretoras e distribuidoras;
Fundos: não podem participar;
Frequência: uma vez por semana (3ª feira, em geral).

MERCADO SECUNDÁRIO
Títulos: Os títulos constantes da carteira do Banco Central (ou das instituições participantes)
são oferecidos para venda (ou compra);
Oferta: a oferta ocorre por meio de leilão informal (go-around);
Participantes: somente dealers credenciados.

CADERNETA DE POUPANÇA
É a aplicação mais popular;
Possui total liquidez, porém com perda de rentabilidade. Remunera sobre o menor saldo do
período.
Aplicações realizadas até o dia 03 de Maior de 2012: Rentabilidade: (6% ao ano + TR)
1. Mensal (pessoas físicas): TR + 0,5%;
2. Trimestral (pessoas jurídicas): TR + 1,5%;
Nova rentabilidade das aplicações realizadas posterior ao dia 03 de maio de 2012.

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A poupança passa a render 70% da Selic mais a TR, sempre que essa taxa básica de juros estiver
em 8,5% ao ano ou menos.
Aplicações realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês, terão como data de aniversário o dia 01
do mês subsequente.
Aplicações em cadernetas de poupança realizadas através de depósito em cheque, tem como
data de aniversário o dia do DEPÓSITO e não o dia da compensação do mesmo.

IMPORTANTE:
1. Aplicações em cadernetas de poupança estão cobertas pelo Fundo Garantidor de
Crédito – FGC até o limite vigente que atualmente é de R$ 250.000,00.
2. Investidores Pessoa Física estão isento da cobrança de imposto de renda.

CERTIFICADO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (CDB)


O CDB É um título privado para a captação de recursos de investidores pessoas físicas ou
jurídicas, por parte dos bancos.
O CDB pode ser emitido por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos múltiplos,
com pelo menos uma destas carteiras descritas.
•• Rentabilidade
•• Pré-Fixada
•• Pós-Fixada
•• Flutuante (CDI e Taxa Selic)

ATENÇÃO:
Tanto o CDB Pré Fixado como o Pós Fixado são exemplo de títulos privados de RENDA
FIXA e não de RENDA VARIÁVEL.

•• Prazos mínimos e indexadores:


•• 1 dia: CDBs pré-fixados ou com taxa flutuante (taxa DI e taxa Selic).
•• 1 mês: indexados a TR ou TJLP.
•• 2 meses: indexado a TBF.
•• 1 ano: indexado a índice de preços (IGPM e IPCA).

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•• Os CDBs NÃO podem ser indexados à variação cambial. Para atrelar a rentabilidade de um
CDB a variação cambial é necessário fazer um swap.
•• Liquidez:
O CDB pode ser negociado no mercado secundário. O CDB também pode ser resgatado antes
do prazo final caso o banco emissor concorde em resgatá-lo. No caso de resgate antes do prazo
final, devem ser respeitados os prazos mínimos.
•• Garantias:
Os CDBS estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite de R$ 250.000,00 por
CPF e conglomerado financeiro.

RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO (RDB)


O CDB É um título privado para a captação de recursos de investidores pessoas físicas ou
jurídicas, por parte dos bancos.
O RDB pode ser emitido por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos múltiplos,
com pelo menos uma destas carteiras descritas.
•• Rentabilidade
•• Pré-Fixada
•• Pós-Fixada
•• Flutuante (CDI e Taxa Selic)

ATENÇÃO:
Um RDB possui as mesmas características de um CDB, porém, não admite negociação
antes do seu vencimento, ou seja, não possui liquidez, já que se trata de um título não
transferível. Em casos de exceção, pode ser resgatado antes do seu vencimento, com
concordância da instituição emissora, porém, nesse caso só pode ser devolvido o valor
principal, sem os juros.

•• Garantias:
Os CDBS estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite de R$ 250.000,00 por
CPF e conglomerado financeiro.

DEPÓSITO A PRAZO COM GARANTIA ESPECIAL – DPGE


O DPGE é um título de renda fixa representativo de depósito à prazo criado para auxiliar
instituições financeiras – bancos comerciais, múltiplos, de desenvolvimento, de investimento,
além de sociedades de crédito, financiamento e investimentos e caixas econômicas – de porte

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pequeno e médio a captar recursos. Assim, confere ao seu detentor um direito de crédito
contra o emissor.
Os DPGEs podem remunerar a taxas pré ou pós-fixadas. O prazo de resgate é determinado
no momento da contratação, mas não pode ser inferior a 6 meses nem superior a 36. Uma
característica importante é a não poder resgatar antecipadamente nem parcialmente.

IMPORTANTE:
O total de créditos de cada pessoa contra a mesma instituição associada ao FGC, ou
contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro, relativo a
investimento em DPGE, será garantido até o valor máximo de R$ 20.000.000,00 (vinte
milhões de reais).

CERTIFICADO DE OPERAÇÕES ESTRUTURADAS – COE


O Certificado de Operações Estruturadas – COE é um novo investimento que passa a ser
disponibilizado ao mercado brasileiro. É instrumento inovador e flexível, que mescla elementos
de Renda Fixa e Renda Variável.
Traz ainda o diferencial de ser estruturado com base em cenários de ganhos e perdas
selecionadas de acordo com o perfil de cada investidor.
A Emissão desse instrumento poderá ser feita em duas modalidades:
1. Valor nominal protegido: com garantia do valor principal investido.
2. Valor nominal em risco: em que há possibilidade de perda até o limite do capital investido.
Emitido por bancos e registrados na CETIP.
Flexibilidade de atrelar seus rendimentos aos mais diversos ativos, como:
•• Ações ou índices de bolsas do Brasil e do exterior;
•• Moedas – dólar e euro;
•• Juros – CDI, libor e índices de inflação;
•• Commodities – índices, metais preciosos, agrícolas, petróleo e outros metais.
Principais características:
•• Possibilidade de regaste antecipado sujeito à marcação a mercado e, portanto, sem
garantia do principal investido;
•• Obriga a assinatura do termo de ciência de risco: assinado uma única vez pelo investidor,
dando ciência dos riscos do COE;
•• Não conta com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC;
•• Tributação de acordo com tabela regressiva de Renda Fixa.

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LETRA DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO – LCI
•• Emissão: Título emitido por bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira de crédito
imobiliário, a Caixa Econômica Federal, sociedades de crédito imobiliário, associações de
poupança e empréstimo, companhias hipotecárias e demais espécies de instituições que
venham a ser expressamente autorizadas pelo Banco Central.
•• Lastro: É lastreado por créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação
fiduciária de coisa imóvel, conferindo aos seus tomadores direito de crédito pelo valor
nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária nelas estipulados.
•• Obrigações: A letra conterá o nome da instituição emitente e as assinaturas de seus
representantes; número de ordem, o local e a data de emissão; a denominação “Letra de
Crédito Imobiliário”; o valor nominal e a data de vencimento; a forma, a periodicidade e
o local de pagamento do principal, dos juros e, se for o caso, da atualização monetária;
os juros, fixos ou flutuantes, que poderão ser renegociáveis, a critério das partes; a
identificação dos créditos caucionados e seu valor; o nome do titular; e a cláusula à ordem,
se endossável.
•• Garantias: Além de possuir garantia real as LCI Estão cobertas pelo Fundo Garantidor de
Crédito.
•• A LCI poderá ser garantida por um ou mais créditos imobiliários, mas a soma do principal
das LCI emitidas não poderá exceder o valor total dos créditos imobiliários em poder da
instituição emitente.
•• A LCI poderá ser atualizada mensalmente por índice de preços, desde que emitida com
prazo mínimo de trinta e seis meses.
•• É vedado o pagamento dos valores relativos à atualização monetária apropriados desde
a emissão, quando ocorrer o resgate antecipado, total ou parcial, em prazo inferior ao
estabelecido na lei, da LCI emitida com previsão de atualização mensal por índice de preços.
•• A LCI não poderá ter prazo de vencimento superior ao prazo de quaisquer dos créditos
imobiliários que lhe servem de lastro.

IMPORTANTE:
Os rendimentos auferidos em aplicações em LCI feito por pessoa física são ISENTOS de
IMPOSTO DE RENDA.

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LETRA DE CÂMBIO

IMPORTANTE:
A Letra de Câmbio não possui NADA em comum com o câmbio, moeda estrangeira.

A palavra “Câmbio” refere-se a possibilidade de “trocar” a nota e não ao comércio internacional.


A letra de câmbio é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo e é criada através de um ato
chamado de saque.

CONCEITO:
É uma ordem dada por escrito a uma pessoa para que se pague a um beneficiário ou à sua
ordem determinada quantia em dinheiro.

REMUNERAÇÃO:
•• Pré-Fixada
•• Pós-Fixada

LETRA DE CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO – LCA


•• São títulos de crédito representativos de promessa de pagamento em dinheiro, de execução
extrajudicial, emitidos com base em lastro em recebíveis originados de negócios realizados
com produtores rurais e cooperativas, relacionados com a produção, comercialização,
beneficiamento ou industrialização de produtos ou insumos agropecuários ou de máquinas
e implementos utilizados na atividade agropecuária.
•• Título de crédito representativo de uma promessa de pagamento em dinheiro, este título só
pode ser emitido por bancos e por cooperativas de crédito (instituição financeira pública
ou privada).
•• Os recebíveis vinculados ao LCA deverão ser registrados em sistemas de registro e
liquidação financeira de ativos e custodiados em instituição autorizada.
Tributação:
•• IOF: alíquota zero aplicável sobre as operações realizadas com LCA.
•• IR: os rendimentos são isentos de IR, quando a LCA for emitida em favor de pessoa física e
mantidos em aplicação até o vencimento do título.

www.edgarabreu.com.br 149
LETRAS FINANCEIRAS (LF)
QUEM PODE EMITIR:
•• Bancos Comerciais, Investimento e Múltiplo;
•• Sociedades de crédito, financiamento e investimento;
•• Caixas econômicas;
•• Companhias hipotecárias;
•• Sociedades de crédito imobiliário;
•• BNDES.
A LF terá prazo mínimo de 24 meses para o vencimento, vedado o resgate, total ou parcial,
antes do vencimento pactuado.
A LF não pode ser emitida com valor nominal unitário inferior a R$ 1.000.000,00 (Um Milhão
de Reais).
REMUNERAÇÃO:
•• Prefixada
•• Pós fixada
•• Flutuantes
OBS.: É vedada a emissão com cláusula de variação cambial.
É admitido o pagamento periódico de rendimentos em intervalos de, no mínimo, 180 dias.

IMPORTANTE:
LF não está coberta pelo FGC

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FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO


FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que administra o mecanismo de proteção
aos depositantes e investidores no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, até os limites
estabelecidos pela regulamentação, contra instituições financeiras a ele associadas, em caso
de intervenção e liquidação extrajudicial e reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do
estado de insolvência de instituição associada.
O FGC não exerce qualquer função pública, inclusive por delegação.

São associados ao FGC:

Para garantir uma cobertura em caso de liquidação, o FGC exige de seus associados uma
contribuição mensal ordinária que atualmente é de 0,0125% (cento e vinte e cinco décimos de
milésimos por cento) do montante dos saldos das contas referentes aos instrumentos cobertos
pelo fundo.
São objeto da garantia ordinária proporcionada pelo FGC os créditos representados pelos
seguintes instrumentos financeiros:
I. depósitos à vista (conta corrente) ou sacáveis mediante aviso prévio, depósitos de
poupança e depósitos a prazo, com (CDB) ou sem (RDB) emissão de certificado.
II. depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques, destinadas ao registro e
controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários,
vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
III. Letras: de câmbio (LC), imobiliária (LI), hipotecária (LH), de crédito imobiliário (LCI) e de
crédito do agronegócio (LCA);
IV. Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos, após 8 de março de
2012, por empresa ligada.
Importante salientar que não estão cobertos pelo FGC as aplicações realizadas em Letras
Financeiras, Fundos de Investimentos, Depósitos Judiciais entre outros.

www.edgarabreu.com.br 151
O limite atual de cobertura do FGC depende do tipo de garantia, dividindo-se em dois tipos de
garantias, ordinária e especial.
1. Garantia Ordinária: O total de créditos de cada pessoa (seja física ou jurídica) contra a
mesma instituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo
conglomerado financeiro, será garantido até o valor de R$ 250.000,00 (duzentos e
cinquenta mil reais).
2. Garantia Especial: O total de créditos de cada pessoa contra a mesma instituição associada
ao FGC, ou contra todas as instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro,
relativo aos DPGE, será garantido até o valor máximo de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões
de reais).
Nas contas conjuntas, a garantia ordinária está limitada mesmo valor de 250 mil reais, ou
ao saldo da conta, quando inferior a esse limite, dividido pelo número de titulares, sendo o
crédito do valor garantido feito de forma individual.
Em novembro de 2013 o Bacen criou o FGCoop, Fundo Garantidor do Cooperativismo de
Crédito (FGCoop) desvinculando os depósitos realizados pelas cooperativas singulares de
crédito e nos bancos cooperativos (Bancoob e Banco Sicredi), que antes eram vinculadas ao
FGC e após a publicação da resolução CMN 4.284 passaram a ter um fundo específico. Tantos
os ativos cobertos quanto ao valor da garantia ordinária são as mesmas do FGC.
Exemplo prático com caso de conta conjunta em uma mesma instituição:
EXEMPLO 1:
Conta conjunta de 2 titulares:
João + Maria = saldo de R$ 300.000,00
Valor garantido = R$ 250.000 / 2 = R$ 125.00 para cada titular

EXEMPLO 2:
João possui 4 contas conjuntas, conforme abaixo:
Conta 1: João + Zé = saldo de R$ 400.000
Conta 2: João + Paulo = saldo de R$ 400.000
Conta 3: João + Antônio = saldo de R$ 400.000
Conta 4: João + Pedro = saldo de R$ 400.000
Valor de garantia por conta = R$ 400.000/2 = R$ 200.000 por titular
Valor que cada titular irá receber:
João = R$ 250.000 (limite do FGC)
Zé = R$ 200.000
Paulo = R$ 200.000
Antônio = R$ 200.000
Pedro = R$ 200.000

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NOTAS PROMISSÓRAS (COMMERCIAL PAPER)


Quem pode emitir: SA Aberta e SA Fechada
São vedadas as ofertas públicas de notas promissórias por instituições financeiras, sociedades
corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades de arrendamento
mercantil. Dessa forma, as Notas Promissórias dessas instituições não são valores mobiliários.
A venda de nota promissória comercial necessita obrigatoriamente de uma instituição
financeira atuando como agente colocador, podendo ser uma distribuidora ou corretora. Pode
ser resgatada antecipadamente (o que implica na extinção do título) caso o prazo mínimo de
30 dias seja cumprido, e que o titular (investidor) da NP concorde.
A nota promissória comercial não possui garantia real, por isso é um instrumento para
empresas com bom conceito de crédito.
•• Prazo
O prazo mínimo da NP é de 30 dias.
O prazo máximo da NP é de 180 dias para S.A. de capital fechado e 360 dias para S.A. de capital
aberto.
A NP possui uma data certa de vencimento.
•• Rentabilidade
•• Pré-Fixada
•• Pós-Fixada
•• A nota promissória não pode ser remunerada por:
Índice de Preços: Como o prazo máximo de uma NP é de 360 dias, e a remuneração de ativos
por índice de preços exige prazo mínimo de um ano, uma NP não pode ser remunerada por
índice de preços. Ou seja, uma NP emitida com prazo de 1 ano teria um pouco mais de 360 dias,
pois teria 365 ou 366 dias.

DEBÊNTURES
O Objetivo da emissão de uma debênture é de captação de recursos de médio e longo prazo
para sociedades anônimas (S.A.) não financeiras de capital aberto.
As sociedades de arrendamento mercantil e as companhias hipotecárias estão também
autorizadas a emitir debêntures.
Não existe padronização das características deste título. Ou seja, a debênture pode incluir:
•• Qualquer prazo de vencimento;
•• Amortização (pagamento do valor nominal) programada na forma anual, semestral,
trimestral, mensal ou esporádica, no percentual que a emissora decidir;
•• Remunerações através de correção monetária ou de juros;
•• Remunerações através do prêmio (podendo ser vinculado à receita ou lucro da emissora).

www.edgarabreu.com.br 153
Direito dos debenturistas: além das três formas de remuneração, o debenturista pode gozar
de outros direitos/atrativos, desde que estejam na escritura, com o propósito de tornar mais
atrativo o investimento neste ativo:
•• Conversão da debênture em ações da companhia (debênture conversível);
•• Garantias contra o inadimplemento da emissora.
Como regra geral, o valor total das emissões de debêntures de uma empresa não poderá
ultrapassar o seu capital social.
Resgate Antecipado: as debêntures podem ter na escritura de emissão cláusula de resgate
antecipado, que dá ao emissor (a empresa que está captando recursos) o direito de resgatar
antecipadamente, parcial ou totalmente as debêntures em circulação.

IMPORTANTE:
Aplicação em debêntures não estão cobertas pelo FGC.

AGENTE FIDUCIÁRIO
A função do agente fiduciário é proteger o interesse dos debenturistas exercendo uma
fiscalização permanente e atenta, verificando se as condições estabelecidas na escritura da
debênture estão sendo cumpridas.
Entende-se por relação fiduciária a confiança e lealdade estabelecida entre a instituição
participante (administradora, gestora, custodiante, etc.) e os cotistas.
A emissão pública de debêntures exige a nomeação de um agente fiduciário. Esse agente deve
ser ou uma pessoa natural capacitada ou uma instituição financeira autorizada pelo Banco
Central para o exercício dessa função e que tenha como objeto social a administração ou a
custódia de bens de terceiros (ex.: corretora de valores).
O agente fiduciário não tem a função de avalista ou garantidor da emissão.
O Agente Fiduciário poderá usar de qualquer ação para proteger direitos ou defender
interesses dos debenturistas, sendo-lhe especialmente facultado, no caso de inadimplemento
da emitente:
•• executar garantias reais, receber o produto da cobrança e aplicá-lo no pagamento, integral
ou proporcional dos debenturistas;
•• requerer falência da emitente, se não existirem garantias reais;
•• representar os debenturistas em processos de falência, concordata, intervenção ou
liquidação extrajudicial da emitente, salvo deliberação em contrário da assembleia dos
debenturistas;
•• tomar qualquer providência necessária para que os debenturistas realizem os seus créditos.

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CFP® | Módulo 2

GARANTIA DEBÊNTURES
A debênture poderá, conforme dispuser a escritura de emissão, ter garantia real, garantia
flutuante, garantia sem preferência (quirografária), ou ter garantia subordinada aos demais
credores da empresas ordem hierárquica das garantias são:
1. GARANTIA REAL: fornecida pela emissora pressupõe a obrigação de não alienar ou onerar
o bem registrado em garantia, tem preferência sobre outros credores, desde que averbada
no registro. É uma garantia forte.
2. GARANTIA FLUTUANTE: assegura à debênture privilégio geral sobre o ativo da companhia,
mas não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo. Ela marca lugar na fila
dos credores, e está na preferência, após as garantias reais, dos encargos trabalhistas e
dos impostos. É uma garantia fraca, e sua execução privilegiada é de difícil realização, pois
caso a emissora esteja em situação financeira delicada, dificilmente haverá um ativo não
comprometido pela companhia.
3. GARANTIA QUIROGRAFÁRIA: ou sem preferência, não oferece privilégio algum sobre
o ativo da emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores
quirografários (sem preferência), em caso de falência da companhia.
4. GARANTIA SUBORDINADA: na hipótese de liquidação da companhia, oferece preferência
de pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.

CROSS DEFAULT
Quer dizer que se uma dívida do emissor vencer e ele ficar inadimplente, as debêntures
também estarão vencidas automaticamente. O contrário é verdadeiro, ou seja, se ele não pagar
a debênture, ou os juros, as outras dívidas podem ser declaradas vencidas automaticamente. É
como se fosse um “bloco único” de obrigações inter-relacionadas.

ESCRITURA
É o documento legal que declara as condições sob as quais a debênture foi emitida. Especifica
direitos dos possuidores, deveres dos emitentes, todas as condições da emissão, os pagamentos
dos juros, prêmio e principal, além de conter várias cláusulas padronizadas restritivas referentes
as garantias (se a debênture for garantida).

EBÊNTURES INCENTIVADAS – DI
A emissão do título destina-se ao financiamento de projetos voltados para a implantação,
ampliação, manutenção, recuperação ou modernização, entre outros, do setor de logística e
transporte, o qual está inserido o segmento portuário.
Principais diferenças de uma debênture comum:
1. prazo médio ponderado mínimo de 4 anos;
2. Isenção de Imposto de Renda para pessoa física;
3. Menor alíquota de imposto de renda para investidor pessoa jurídica (15%).

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NOTA PROMISSÓRIA X DEBÊNTURES1

DEBÊNTURES NOTA PROMISSÓRIA


O que é Títulos de Dívidas
Objetivo captar recursos
Capital Fixo Capital de Giro
para financiar
Prazo Longo Prazo Curto Prazo
1
Quem pode emitir S.A Abertas S.A Abertas e Fechadas
Prazo Mínimo para resgate 1 ano 30 dias
Prazo máximo de S.A Aberta: 360 dias
Não tem
vencimento S.A Fechada: 180 dias
OBS Pode ser conversível em ações -------------------

CERTIFICADOS DE RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIO (CRI)


São títulos de renda fixa de longo prazo emitidos exclusivamente por uma companhia
securitizadora, com lastro em um empreendimento imobiliário que pagam juros ao investidor.
Os lastros mais comuns de um CRI são os créditos decorrentes de contratos de compra e venda
com alienação fiduciária do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
A oferta pública de distribuição de CRI só pode ser iniciada após a concessão de registro e
estando o registro de companhia aberta da companhia securitizadora atualizado junto a CVM.
Os CRI’s representam uma ótima opção de investimento para pessoas físicas, bancos, fundações
e fundos de investimento.

IMPORTANTE:
Somente CRI com valor nominal mínimo de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) pode
ser objeto de distribuição pública.

Algumas das vantagens de se investir em CRI’s:


•• Investimento de longo prazo com rentabilidade acima dos títulos públicos;
•• Possuem garantia real, porém não estão cobertos pelo FGC;
•• Isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas;
•• Substitui os investimentos imobiliários, reduzindo os custos administrativos de vacância e
reformas.

1 Aplicação em debêntures não estão cobertas pelo FGC.

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IMPORTANTE:
Investimento em CRI não estão cobertos pelo FGC.

CERTIFICADO DE RECEBÍVEIS DO AGRONEGÓCIO – CRA


Podem emitir CRA as companhias securitizadoras de direitos creditórios do agronegócio,
ou seja, instituições não financeiras constituídas sob a forma de sociedade por ações com a
finalidade de aquisição e securitização desses direitos e de emissão e colocação de Certificados
de Recebíveis do Agronegócio no mercado financeiro e de capitais.
O CRA deverá conter, no mínimo, os requisitos exigidos na legislação aplicável ao título.
Pode ser distribuído publicamente e negociado na Bolsa, bem como em mercados de balcão
organizados autorizados a funcionar pela Comissão de Valores Mobiliários.
Garantias: CRA não está coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC.
Tributação: os rendimentos são isentos de IR, quando a CRA for emitida em favor de pessoa
física.

Índices do Mercado de Renda Fixa


ÍNDICE DE MERCADO ANBIMA
IMA (Índice de Mercado ANBIMA): O IMA representa uma família de índices de renda fixa,
composto pelos títulos públicos que são precificados pela Associação.

www.edgarabreu.com.br 157
IDkA (Índice de Duração Constante ANBIMA): O IDKA representa uma série de índices de renda
fixa que reflete o comportamento de ativos sintéticos com prazos fixos oriundos das curvas de
juros de títulos públicos prefixados e indexados ao IPCA.
IHFA (Índice de Hedge Fundos ANBIMA): Índice representativo da indústria de hedge funds,
integrado por uma carteira teórica de fundos da classe multimercados representativos do
segmento.
IDA (Índice de Debêntures ANBIMA): O IDA é um conjunto de índices, composto pelas
Debêntures que são precificadas pela Associação.

Ações
Ação representa a menor “fração” do capital social de uma empresa, ou seja, a unidade do
capital nas sociedades anônimas. Quem adquire estas “frações” é chamado de acionista que
vai ter uma certa participação na empresa, correspondente a quantas destas “frações” ele
detiver.

TIPO DE AÇÕES
•• Ordinárias (ON): Garante o direito a voto nas assembleias aos acionistas;
•• Preferenciais (PN):
•• Tem preferência no recebimento de dividendos em relação as ordinárias.
•• Não tem direito a voto.
•• Recebem 10% a mais de dividendos em relação a ordinárias.
•• Caso a companhia fique 3 anos sem distribuir dividendos passa a ter direito a voto.
OBS: Empresas que abrem seu capital deverão ter no mínimo 50% de suas ações sendo do tipo
ordinária. (½ e ½).

BÔNUS DE SUBSCRIÇÃO
Bônus de subscrição são títulos negociáveis emitidos por sociedades por ações, que conferem
aos seus titulares, nas condições constantes do certificado, o direito de subscrever ações do
capital social da companhia, dentro do limite de capital autorizado no estatuto.
Os bônus de subscrição podem ser atribuídos, como vantagem adicional, aos subscritores de
emissões de ações e debêntures. No entanto, a emissão pode também ser alienada, em que o
investidor terá que pagar um preço por esse direito, para que, em futuras emissões, possa ter a
preferência na subscrição.

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AGO E AGE

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA – AGO


Anualmente, nos 4 (quatro) primeiros meses seguintes ao término do exercício social, deverá
haver 1 (uma) assembléia-geral para:
I. tomar as contas dos administradores, examinar, discutir e votar as demonstrações
financeiras;
II. deliberar sobre a destinação do lucro líquido do exercício e a distribuição de dividendos;
III. eleger os administradores e os membros do conselho fiscal, quando for o caso;
IV. aprovar a correção da expressão monetária do capital social.
A assembleia-geral é ordinária quando tem por objeto as matérias acima citadas, e
extraordinária nos demais casos.
A companhia deverá enviar à CVM edital de convocação da assembleia geral ordinária, em até
15 (quinze) dias antes da data marcada para a sua realização ou no mesmo dia de sua primeira
publicação, o que ocorrer primeiro. Deverá enviar também todos os documentos necessários
ao exercício do direito de voto nas assembleias gerais ordinárias. Além disso, disponibilizará
o sumário das decisões tomadas na assembleia, no mesmo dia da sua realização, e ata da
assembleia geral ordinária, em até 7 (sete) dias úteis de sua realização.

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA – AGE


A assembléia-geral extraordinária que tiver por objeto a reforma do estatuto somente se
instalará em primeira convocação com a presença de acionistas que representem 2/3 (dois
terços), no mínimo, do capital com direito a voto, mas poderá instalar-se em segunda com
qualquer número.
OBS.: assembleia-geral ordinária e a assembleia-geral extraordinária poderão ser, cumulativa-
mente, convocadas e realizadas no mesmo local, data e hora, instrumentadas em ata única.

DIREITOS DOS ACIONISTAS


Dividendos: Distribuição de parte do lucro aos seus acionistas. Por lei as empresas devem
dividir no mínimo 25% do seu lucro líquido.

#FICADICA:
O valor distribuído em forma de dividendos é descontado do preço da ação.

Juros sobre o Capital Próprio: São proventos pagos em dinheiro como os dividendos, sendo,
porém dedutíveis do lucro tributável da empresa.

www.edgarabreu.com.br 159
Bonificações: Correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas, em função
do aumento do capital. Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em
dinheiro.
Direito de Subscrição: Direito aos acionistas de aquisição de ações por aumento de capital,
com preço e prazos determinados. Garante a possibilidade do acionista manter a mesma
participação no capital total.
OBS: O direito de subscrição assemelha-se ao direito de um titular de uma opção de compra
(call), ou seja, ambos possuem o direito de comprar uma determinada quantidade de ações
com prazos e condições pré-estabelecidos.

PRINCIPAIS DIREITOS DO ACIONISTA MINORITÁRIO


I. Participar nos lucros sociais, recebendo dividendos, juros sobre o capital e bonificações;
II. Comparecer às assembleias e, conforme a espécie da ação, votar;
III. Ter acesso às demonstrações financeiras da companhia, às informações eventuais (e.g.
fatos relevantes) e periódicas (como o Formulário de Referência) e aos seus atos societários;
IV. Fiscalizar, na forma da Lei das Sociedades por Ações, a gestão dos negócios sociais;
V. Receber extratos de sua posição acionária;
VI. Exercer eventuais direitos de subscrição;
VII. Participar do acervo da companhia, em caso de liquidação;
VIII. Dispor dos meios e procedimentos legais para fazer assegurar os seus direitos, que não
podem ser afastados pelo estatuto.

ACIONISTA CONTROLADOR
Pessoa natural ou jurídica, ou grupo de pessoas vinculadas por acordo de acionistas, que possui
a maioria dos votos (Ações Ordinárias) nas deliberações da assembleia geral e o poder de
eleger a maioria dos administradores da companhia, e usa efetivamente seu poder para dirigir
as atividades sociais e orientar o funcionamento da companhia.

“TAG ALONG”
Quando há mudança de controle de companhia aberta, os demais acionistas detentores de
ações com direito a voto devem receber uma oferta pública de compra de suas ações pelo
mesmo valor pago pelas ações do controlador e os acionistas preferenciais, quando for o caso,
deverão receber uma oferta de, no mínimo, 80% do valor pago por ação com direito a voto,
integrante do bloco de controle.

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Oferta Primária e Secundária OPERAÇÃO DE UNDERWRITING

AGENTES UNDERWRITER
Bancos de Investimento, Bancos Múltiplos com carteira de Investimento, Sociedade Distribui-
dora de Títulos e Valores Mobiliários (SDTVM) e Sociedade Corretora de Títulos e Valores Mo-
biliários.

MERCADO PRIMÁRIO
Colocação de títulos resultantes de novas emissões. Empresas utilizam o mercado primário
para captar os recursos necessários ao financiamento de suas atividades.

MERCADO SECUNDÁRIO
Negociação de ativos, títulos e valores mobiliários em mercados organizados, onde investidores
compram e vendem em busca de lucratividade e liquidez, transferindo, entre si, os títulos
anteriormente adquiridos no mercado primário.

NEGOCIAÇÃO DE AÇÕES (MERCADO SECUNDÁRIO)

#FICADICA:
A liquidação na compra e venda de ações acontecem em D + 3.

www.edgarabreu.com.br 161
As compras e vendas de ações são intermediadas por uma CTVM ou DTVM. Quando essa
negociação é realizada pela internet, utiliza-se o home broker. O principal objetivo do mercado
secundário é fornecer liquidez para os ativos. Em geral, as ações são negociadas em lote-
padrão.
•• Home broker: É um moderno canal de relacionamento entre os investidores e as sociedades
corretoras, que torna ainda mais ágil e simples as negociações no mercado acionário,
permitindo o envio de ordens de compra e venda de ações pela Internet, e possibilitando o
acesso às cotações, o acompanhamento de carteiras de ações, entre vários outros recursos.
•• Liquidez: Maior ou menor facilidade de se negociar um título, convertendo-o em dinheiro.
•• Lote-padrão: Lote de títulos de características idênticas e em quantidade prefixada pelas
bolsas de valores.

CUSTO DA OPERAÇÃO
•• Corretagem: Custo pago para corretoras pelas operações executadas.

Financeiro no dia Valor Fixo % volume


De R$ 0,01 a R$ 135,07 R$ 2,70 0,00 %
De R$ 135,08 a R$ 498,62 R$ 0,00 2,00 %
De R$ 498,63 a R$ 1.514,69 R$ 2,49 1,50 %
De R$ 1.514,70 a R$ 3.029,38 R$ 10,06 1,00 %
A partir de R$ 3.029,39 R$ 25,21 0,50 %
Informação adicional: na prova não é cobrado esses valores

•• Emolumentos: Os emolumentos são cobrados pelas Bolsas por pregão em que tenham
ocorrido negócios por ordem do investidor. A taxa cobrada pela Bolsa é de 0,035% do valor
financeiro da operação.
•• Custódia: Uma espécie de tarifa de manutenção de conta, cobrada por algumas corretoras.

S.A ABERTA X S.A FECHADA


Abertas:
•• Negociação em bolsas de valores ou mercado de balcão;
•• Divisão do capital entre muitos sócios (pulverização);
•• Cumprimento de várias normas exigidas pelo agente regulador (bolsas de Valores e CVM).

Fechadas:
•• Negociação no balcão das empresas, sem garantia;
•• Concentração do capital na mão de poucos acionistas.

162 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 2

Comentário: Uma empresa quando abre o capital está também abrindo a sua contabilidade
para o mercado, devendo assim possuir uma gestão transparente publicando balanços
periódicos entre outras exigências feitas pela CVM.
É uma indicação do número de anos que se levaria para se reaver o capital aplicado na compra
de uma ação, por meio da distribuição de dividendos.

ANÁLISE TÉCNICA (GRÁFICA)


A Análise Técnica, ou gráfica estabelece projeções para os preços das ações baseadas na
observação do comportamento passado: sua demanda e oferta e a evolução passada dos
volumes negociados e os preços das ações.
Em resumo, a análise técnica estuda as movimentações nos preços passados e, a partir daí,
explica a sua evolução futura.
Os instrumentos utilizados para esta análise são gráficos de acompanhamento, gráficos ponto-
figura e gráficos de barras.

ANÁLISE FUNDAMENTALISTA
Afirma que há um valor para cada ação baseado no desempenho econômico-financeiro da
empresa, comparando empresas do mesmo setor, setores diferentes e análises conjunturais,
considerando variáveis internas e externas à empresa e suas influências sobre o valor da ação.
Portanto, a análise Fundamentalista utiliza-se de informações quanto à empresa, ao setor a que
ela pertence, ao mercado de ações e à conjuntura econômica.

Impactos sobre os preços e quantidades das ações do investidor

GRUPAMENTO (INPLIT)
Reduzir a quantidade de ações aumentando o valor de cada ação; (Objetivo: Menor risco)

DESDOBRAMENTO (SPLIT)
Aumenta a quantidade de ações reduzindo o valor da ação; (Objetivo: Maior liquidez)

IMPORTANTE:
Tanto no processo de split como o de inplit, o capital social do investidor, assim como o
seu montante investido, não se altera. Já quando uma companhia distribui dividendos
ou pagamentos de Juros sobre o Capital próprio, o valor distribuído é descontado do
preço da ação.

www.edgarabreu.com.br 163
Governança Corporativa:
Governança corporativa é o conjunto de práticas que tem por finalidade alinhar os objetivos da
administração da companhia aos interesses dos acionistas.
Para tanto, estabelece um sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas,
envolvendo os relacionamentos entre investidores (acionistas/cotistas), Conselho de
Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. A análise das práticas de
governança corporativa aplicada ao mercado de capitais envolve, principalmente: transparência,
equidade de tratamento dos acionistas, prestação de contas e responsabilidade corporativa.
Boas práticas de governança corporativa logram aumentar o valor de uma companhia, facilitar
seu acesso ao capital e contribuir para sua perenidade.
Governança corporativa é o conjunto de mecanismos de incentivo e controle que visam
assegurar que as decisões sejam tomadas em linha com os objetivos de longo prazo das
organizações. Entre os mecanismos de governança, destacam-se a existência de:
I. Conselho de administração ativo e que atue com independência;
II. Maioria obrigatória de conselheiros independentes, todos com excelente reputação no
mercado, experiência e firme compromisso de dedicação ao Conselho;
III. Comitê de Auditoria composto exclusivamente por membros independentes.

SEGMENTOS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA

NÍVEL 1: PRINCIPAIS EXIGÊNCIAS


•• Realização de reuniões públicas com analistas e investidores, ao menos uma vez por ano.
•• Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações, representando 25% (vinte e
cinco por cento) do capital social da companhia.

NÍVEL 2: PRINCIPAIS EXIGÊNCIAS


•• Divulgação de demonstrações financeiras de acordo com padrões internacionais IFRS ou US
GAAP.
•• Conselho de Administração com mínimo de 5 (cinco) membros e mandato unificado de
até 2 (dois) anos, permitida a reeleição. No mínimo, 20% (vinte por cento) dos membros
deverão ser conselheiros independentes.
•• Extensão para todos os acionistas detentores de ações ordinárias das mesmas condições
obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia e de, no mínimo,
80% (oitenta por cento) deste valor para os detentores de ações preferenciais (tag along).

164 www.edgarabreu.com.br
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NOVO MERCADO: PRINCIPAIS EXIGÊNCIAS


•• Transparência maior na gestão e na publicação;
•• 100% das ações devem ser ordinárias;
•• 100% tag along
•• IPO de no mínimo 10 milhões;
•• Manter no mínimo 25% das ações em circulação;
Comentário: Nem todas as empresas de capitais abertos que operam na Bovespa, encaixa em
um dos níveis de governança coorporativa citada acima.

RESUMO NÍVEIS DE GOVERNANÇA

NOVO
TRADICIONAL NÍVEL 1 NÍVEL 2
MERCADO
Percentual
mínimo de ações
Não há 25% 25% 25%
em circulação
(free float)
Ordinárias (ON)
Ordinárias (ON) e Ordinárias (ON) e SOMENTE
Tipo de ações e Preferenciais
Preferenciais (PN) Preferenciais (PN) ORDINÁRIAS (ON)
(PN)
Mínimo 5 Mínimo 5
membros, onde membros, onde
Conselho de Mínimo 3 Mínimo de 3
pelo menos 20% pelo menos 20%
Administração membros. membros
são membros são membros
independentes independentes
Padrão de
Demonstrações Facultativo Facultativo US GAAP ou IFRS US GAAP ou IFRS
Financeiras
100% para ON e
Tag Along Facultativo Facultativo 100%
100% para PN
Adoção de
Câmara de Facultativo Facultativo Obrigatório Obrigatório
Arbitragem

PRINCIPAIS ÍNDICES DE MERCADO

IBOVESPA
Mais utilizado e mais importante índice brasileiro;

www.edgarabreu.com.br 165
Composto pelas ações de maior liquidez da bolsa de valores dos últimos 12 meses; A carteira
é revista ao final de cada quadrimestre; (jan – abril; maio – ago; set – dez). As ações para
participarem do Ibovespa devem obrigatoriamente:
•• apresentar, em termos de volume, participação superior a 0,1% do total;
•• ter sido negociada em mais de 80% do total de pregões do período.

IBrX
Assim como o Ibovespa, é composto pelas 100 empresas com o maior número de operações e
volume negociado na Bovespa nos últimos 12 meses.
O que diferencia do Ibovespa, é o fato do IBrX considerar apenas as ações disponíveis no
mercado, desconsiderando assim as ações em posse dos controladores.

IBrX – 50
Adota os mesmo critérios do Índice IBrX, mas é composto apenas pelas 50 ações de maior
liquidez;

ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial


Ferramenta para análise comparativa de performance das empresas listadas na BM&FBovespa
sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada na eficiência econômica, no equilíbrio
ambiental, na justiça social e na governança corporativa.
A metodologia do índice foi desenvolvida pela Escola de Administração de Empresas de São
Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP, e reuniu inicialmente 28 empresas.

IGC – Índice de Ações com Governança Corporativa


Índice que mede o desempenho de um carteira teórica composta por ações de empresas
comprometidas com programas de governança corporativa. Calculado pela Bolsa de Valores de
São Paulo.

Índice Mid-Large Cap – MLCX e Índice Small Cap – SMLL


Criados pela BM&FBOVESPA, o Índice BM&FBOVESPA Mid Large Cap (MLCX) e o Índice
BM&FBOVESPA Small Cap (SMLL) têm por objetivo medir o comportamento das empresas
listadas na Bolsa de modo segmentado, sendo que o índice Mid Large medirá o retorno de
uma carteira composta pelas empresas listadas de maior capitalização, e o índice Small Cap
medirá o retorno de uma carteira composta por empresas de menor capitalização. As ações
componentes serão selecionadas por sua liquidez, e serão ponderadas nas carteiras pelo valor
de mercado das ações disponíveis à negociação.

166 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 2

Índice de Energia Elétrica – IEE


Primeiro índice setorial da BM&FBOVESPA, o Índice de Energia Elétrica (IEE) foi lançado em
agosto de 1996 com o objetivo de medir o desempenho do setor de energia elétrica. Dessa
forma, constitui-se em um instrumento que permite a avaliação da performance de carteiras
especializadas nesse setor.

ÍNDICES DE BOLSA DE VALORES NO EXTERIOR

S&P 500
Índice composto por 500 ações qualificadas, devido ao seu tamanho de mercado, liquidez e
também representação de grupo industrial. Trata-se das 500 ações mais importantes do
mercado norte americano, chamadas de Large Caps (empresas com alto valor de mercado).

Dow Jones
É o índice mais importante da Bolsa da Nova York. É baseado na cotação das 30 maiores e mais
importantes empresas dos Estados Unidos, formado por grandes empresas líderes de cada
setor. Apenas composto por ações “blue chips”.

NASDAQ
É o segundo índice mais importante dos EUA. Mede a performance de todas as ações listadas
no Nasdaq. O Nasdaq se caracteriza por reunir empresas de alta tecnologia em eletrônica,
informática, telecomunicações, etc.

MSCI World
Índice divulgado e calculado pela Morgan Stanley, e é formado por 1.650 ações mundiais de 23
países considerados “desenvolvidos”. É revisado a cada quatro meses.

MSCI Emerging Markets


Criado em 1988 também pela Morgan Stanley contava apenas com 10 países “emergentes”.
Atualmente conta com 24 países que representam 10% da capitalização mundial. Países que
compões o índice atualmente: Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, República Tcheca, Egito,
Hungria, Polônia, Catar, Rússia, África do Sul, Turquia, Emirados Árabes, China, Índia, Indonésia,
Coréia, Malásia, Paquistão, Filipinas, Taiwan e Tailândia.

Euro Stock
Composto pelas 50 maiores empresas com liquidez do Mercado europeu. Formada apenas por
“blue chips”.

www.edgarabreu.com.br 167
Estratégia de Investimentos em Ações
Algumas das estratégias possíveis com ações são:
•• Compra à vista
•• Compra e venda a termo
•• Compra com uso de margem
•• Venda à vista
•• Venda descoberta
•• Aluguel de ações
•• Long and Short

→ Compra à vista
É a compra tradicional de uma ação. O investidor mantém um recurso em conta, junto a uma
corretora, para honrar a liquidação da operação, que ocorre em D+3.
→ Compra e venda a termo
Corresponde a uma compra ou venda de uma determinada quantidade de ações a ser liquidada
em uma data futura (entre 16 até 999 dias). Para mais informaçoes, veja o conteúdo de
“derivativos – Mercado a Termo”.
→ Compra com uso de Margem
A conta margem funciona como uma “linha de crédito” que o investidor possui junto à bolsa
de valores. A carteira serve como garantia e o investidor consegue alavancar a sua carteira, ao
adquirir ações com recursos de terceiros.
→ Venda à vista
É a venda tradicional de uma ação. O investidor recebe o recurso financeiro na sua conta na
corretora na data da liquidação, que ocorre em D+3.
→ Venda descoberta
Ocorre quando o investidor realiza a venda de uma ação mesmo não a possuindo em sua
carteira (descoberta). Se o fechamento da operação ocorrer no mesmo dia (day trade), o
investidor não precise realizar o aluguel de ação. Se for superior a 1 dia, é necessário alugar
a ação para realizar a entrega física do ativo. O objetivo é no futuro recomprar a ação por um
valor mais baixo e obter lucro com essa diferença.
→ Aluguel de ações
Através da Câmara de Ações é possível disponibilizar ativos para que terceiros aluguem, ou
alugar ativos de terceiros. Isso permite que se obtenha resultados com oscliações de ações,
mesmo não sendo o proprietário das mesmas.
→ Long & Short
Operação no Mercado onde se compra (long) uma ação que está com tendência de valorização
e se vende (short) outra com tendência de desvalorização e se aluga para realizar a liquidação

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física. Com o valor da venda, se realiza a compra, se caracterizando como uma operação “não
financeira”, pois não há desembolso. Além disso, o investidor atua com as oscilações nos dois
lados do Mercado: alta e queda.

Modelo de Precificação de Ações

Capital Asset Pricing Model (CAPM)


O CAPM é uma equação que expressa o retorno requerido por um ativo/investimento em
função do beta desse ativo. Utilizado para definir se um ativo está supervalorizado (caro) ou
subvalorizado (barato) no momento da sua negociação no mercado.
A fórmula do CAPM é:

Re = Rf + ® X(Rm −Rf )

Re = Retorno Esperado
Rf = Risk Free (Taxa livre de risco)
B = Beta do ativo
Rm = Retorno do mercado

IMPORTANTE:
Ao se diminuir o “Risk Free” (Taxa livre de risco) da taxa de retorno de mercado se tem
o “Prêmio de Risco”. Atentar, pois muitas vezes a prova já informa o “Prêmio de Risco”,
não sendo necessário diminuir o “Risk Free”.

Exemplo de cálculo de retorno esperado utilizando o CAPM:


•• Risk Free: 10%
•• Retorno do Mercado: 28%
•• Beta do Ativo: 0,4

Qual o retorno esperado ao se investir nesse ativo, segundo o CAPM:


Re = 0,10 + 0,4 x (0,28 – 0,10)
Re = 0,1720

Ou seja, o retorno esperado nesse ativo é de 17,20%.


O modelo CAPM é um modelo de formação de preços de ativos que equaciona a relação básica
entre risco e retorno, presente em todos os tipos de decisões financeiras.
O modelo CAPM equaciona a relação entre risco não diversificável e o retorno exigido para o
conjunto de ativos.

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Uma vez que o risco diversificável não interessa para o investidor, pois é passível de eliminação,
será utilizada uma nova medida de mensuração do risco não diversificável.
Segundo o CAPM, o custo de capital corresponde à taxa de rentabilidade exigida pelos
investidores como compensação pelo risco de mercado ao qual estão expostos. O CAPM
considera que, num mercado competitivo, o prêmio de risco varia proporcionalmente ao β. Na
sua forma simples o modelo prevê que o prêmio de risco esperado, dado pelo retorno esperado
acima da taxa isenta de risco, é proporcional ao risco não diversificável, o qual é medido pela
covariância do retorno do ativa com o retorno do portfólio composto por todos os ativo no
mercado ou pelo β, que mede a contribuição do ativa para a variância dos retornos do portfólio
de mercado. Todos os investidores têm idênticas expectativas quanto às médias, variâncias
e covariâncias dos retornos dos diferentes ativo no fim do período, isto é, têm expectativas
homogêneas quanto á distribuição conjunta dos retornos.
As premissas do modelo CAPM são:
•• os investidores são indivíduos com aversão ao risco e que maximizam a utilidade esperada
da sua riqueza.
•• os investidores são tomadores de preço e têm expectativas homogêneas sobre o retorno
dos ativos os quais possuem uma distribuição normal conjunta.
•• existe uma taxa livre de risco na qual os investidores podem captar e aplicar quantidades
ilimitadas de recursos.
•• as quantidades de ativos são fixas.
•• todos os ativos são comercializáveis e perfeitamente divisíveis.
•• os mercados não têm fricção e a informação é gratuita e simultaneamente disponível a
todos os investidores.
•• não existem imperfeições de mercado como impostos, regulamentações e restrições a
vendas a descoberto.
Preocupações quanto ao CAPM: Questionamentos dos pressupostos.
•• As restrições ao ato de tomar emprestado na taxa livre de risco.
•• A impossibilidade da medição do verdadeiro portfólio de mercado.
•• Considerações sobre expectativas heterogêneas.
•• Considerações sobre custos de transação.
•• Considerações sobre impostos.
•• Considerações sobre a liquidez dos ativos negociados.

ARBITRAGE PRICING THEORY – ATP


O modelo APT surgiu como uma alternativa ao CAPM, representando uma generalização deste
na medida em que possibilita a relação do retorno de um ativo com múltiplos fatores de riscos
e não apenas ao retorno do portfólio de mercado.

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APT parte da hipótese de não-existência de oportunidades de arbitragem (mercados


competitivos e sem fricção) e estabelece uma relação aproximada dos retornos esperados com
um número de fatores não-identificados. O processo gerador dos retornos é considerado como
sendo:
R = a + Bf + ε
Sistema de equações em que: R e a são vetores (Nx1), sendo R o vetor de retornos dos ativos
em análise e a o vetor de constantes; f é um vetor de fatores (Kx1); B é uma matriz (NxK) de
cargas fatoriais; e ε um vetor de termos aleatórios não correlacionados entre ativos. Este é o
modelo chamado irrestrito.

APT X CAPM
Duas suposições específicas do APT e ausentes no CAPM:
•• Os investidores concordam sobre fatores importantes.
•• Não há oportunidades de ganhos de arbitragem sem risco.
•• APT é mais amplo por considerar mais fatores de riscos em seus cálculos.

CÁLCULO DO ÍNDICE DE LUCRO POR AÇÃO – LPA


O índice ilustra o benefício auferido por ação emitida pela empresa, ou seja, o resultado líquido
obtido em determinado período. A quantidade de ações emitida pode ser determinada pelo
numero de ações que compõem o capital social da companhia ao final do exercício social, ou
em função de sua quantidade média calculada no período. O índice LPA representa a parcela do
lucro líquido pertencente a cada ação, sendo que sua distribuição aos acionistas é definida pela
política de dividendos adotada pela companhia.
LPA = Lucro Líquido / Número de Ações Emitidas

CÁLCULO DO ÍNDICE PREÇO/LUCRO DE UMA EMPRESA – (P/A)


O índice Preço/Lucro de uma ação (também conhecido por múltiplo de lucros ou P/LPA) é um
índice usado para medir quão baratos ou caros os preços das ações estão. É provavelmente
o mais consistente indicador de ressalva quanto ao otimismo excessivo no mercado. Serve
também como um marcador de problemas e de oportunidades de negócio. Relacionando o
preço e os lucros por ação de uma companhia, pode-se analisar a avaliação de mercado das
ações de companhias relativa à riqueza que a companhia está criando realmente. O índice P/L
é calculado da seguinte forma:

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DERIVATIVOS
•• O que são os derivativos: Ativos financeiros cujos valores e características de negociação
estão amarrados aos ativos que lhes servem de referência. A palavra derivativo vem do fato
que o preço do ativo é derivado de outro ativo. Ex.: Opção de Telebrás, o preço desta opção
é derivado do ativo “ação da Telebrás”.
•• Como surgiu: Da necessidade do produtor rural garantir um preço mínimo para sua safra.
•• Derivativos agropecuários: têm como ativo-objeto commodities agrícolas, como café,
boi, milho, soja e outros.
•• Derivativos financeiros: têm seu valor de mercado referenciado em alguma taxa ou
índice financeiro, como taxa de juro, taxa de inflação, taxa de câmbio, índice de ações
e outros.
•• Derivativos de energia e climáticos: têm como objeto de negociação energia elétrica,
gás natural, créditos de carbono e outros.
•• Tipos de transações no Mercado Futuro:
•• Mercado de Opções; (negociado na Bovespa e na BM&F)
•• Mercado Futuro;
•• Mercado a Termo;
•• Mercado de Swap.
•• PARTICIPANTES:
•• Hedger: opera nesse mercado buscando proteção contra oscilações de preços dos
ativos;
OBS: Possui o determinado bem ou ativo financeiro.
•• Especulador: assumem o risco da operação com o objetivo de auferir ganhos com a
oscilação dos preços;
OBS: Entra e sai rapidamente no mercado fazendo “apostas”
•• Arbitrador: obtém vantagens financeiras em função de distorções nos preços do ativo nos
mercados diferentes;
OBS: Monitora todos os mercados em busca de distorções a fim de lucrar sem correr riscos.
Comentário: Os três agentes citados acima são de suma importância para o mercado, pois são
eles os responsáveis por garantir liquidez e evitar distorções.

MERCADO DE OPÇÕES
•• O que é um mercado de Opções?
•• Mercado em que são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações,
com preços e prazos de exercício preestabelecidos.

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•• Lançador: Aquele que vende uma opção, assumindo a obrigação de, se o titular exercer,
vender ou comprar o lote de ações – objeto a que se refere.
•• Titular de opção: Aquele que tem o direito de exercer ou negociar uma opção.
•• Prêmio: Preço de negociação, por ação-objeto, de uma opção de compra ou venda pago
pelo comprador de uma opção.
•• Exercício de opções: Operação pela qual o titular de uma operação exerce seu direito de
comprar o lote de ações-objeto, ao preço de exercício.
•• Pó (Virar Pó): Gíria utilizada pelos profissionais do mercado financeiro, significando título
e/ou investimento que perdeu totalmente o seu valor no mercado. Ex.: “meu investimento
naquela ação virou pó.

Formas de exercer o direito de opção:


•• Americana: durante a vigência do contrato, a qualquer momento;
•• Europeia: apenas na data de vencimento do contrato de opções.
Opção de Compra: CALL
Opção de Venda: PUT
Comentário: Os contratos de opções podem ser negociados tanto na Bovespa, como na BM&F
(contrato de opções de índices).
A relação do preço do ativo com o preço da opção determina se a opção é dita como In-The-
Money (dentro do dinheiro); At-The-Money (no dinheiro), ou Out-of-The-Money (fora do
dinheiro).
Opção de Compra (call) In-The-Money (ITM): Preço do ativo subjacente é superior ao preço de
exercício da opção.

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Opção de Compra (call) Out-of-The-Money (OTM): Preço do ativo adjacente é inferior ao preço
de exercício da opção.
Opção de Venda (put) In-The-Money (ITM): Preço do ativo adjacente é inferior ao preço de
exercício da opção.
Opção de Venda (put) Out-of-The-Money (OTM): Preço do ativo adjacente é superior ao preço
de exercício da opção.
Opção de Compra (call) ou Opção de Venda (put) At-The-Money (ATM): Preço do ativo
subjacente é igual ao preço de exercício da opção.

OBSERVAÇÃO:
Se uma ação-objeto, durante o período de vigência da opção, distribuir dividendos,
juros sobre o capital próprio ou qualquer outro provento em dinheiro, o valor
líquido recebido será deduzido do preço de exercício da série, a partir do primeiro
dia de negociação ex-direito. Exemplo: se o preço de exercício é de $ 200,00, e ocorre a
distribuição de juros sobre o capital próprio no montante líquido de $ 20,00, o preço de
exercício será ajustado para $ 180,00.

VALOR INTRÍNSECO DE UMA CALL:


Valor Intrínseco = Preço corrente (à vista) – Preço de Exercício
Prêmio = Valor Intrínseco + Valor Tempo
O valor intrínseco de uma opção não pode ser menor que zero.

VALOR INTRÍNSECO DE UMA PUT:


Valor Intrínseco = Preço de Exercício – Preço corrente

GARANTIAS
Para o titular de Opções: O titular no Mercado de Opções está isento de prestar garantias, pois
o risco máximo que pode correr é ele não exercer sua posição e perder o prêmio pago.
Para o Lançador de Opções: Somente das posições lançadoras é exigida a prestação de
garantias, e a finalidade da garantia é assegurar o cumprimento da obrigação assumida.
•• Lançador Coberto: Deposita os títulos relativos a Opção.
•• Lançador Descoberto: Deposita margem em dinheiro ou os mesmos ativos aceitos no
mercado a termo, conforme cálculo efetuado pela Clearing. A margem depositada é o
resultado da soma dos seguintes componentes: margem de prêmio (prêmio de fechamento
do dia) e margem de risco (maior prejuízo potencial projetado para o dia seguinte).

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OPERAÇÃO DE FINANCIAMENTO
Também conhecido como lançamento coberto. É uma operação realizada em duas etapas:
O investidor compra uma quantidade de ações de uma determinada empresa no mercado
à vista e, simultaneamente, vende o equivalente no mercado de opções. Ao fechar esta
transação, o investidor está comparando a diferença entre o desembolsado hoje com o que irá
receber no vencimento das opções.
Com isso, o titular da ação ou lançador da opção se compromete a vender o ativo objeto da
opção pelo preço de exercício da opção (strike) até a data limite da série lançada (sempre a
terceira segunda feira do mês – salvo exceções definidas pela Bovespa). Para clarificar a
operação vou exemplificar abaixo.
•• Compra: 1000 VALE5 @ R$ 50,00 = R$ 50.000,00
•• Venda: 1000 VALED52 @ R$ 0,50 = R$ 500,00
Custo para montagem do trade: R$ 49.500,00
Ao fazer isso, me comprometo com o comprador das opções a vender as 1000 VALE5 até a data
do vencimento da série D por R$ 52,00 / ação que da um total de R$ 52.000,00.
Lucro apurado caso a opção seja exercida: R$ 52.000,00 – R$ 49.500,00 = R$ R$ 2.500,00 ou
5,05%.

OPERAÇÃO DE BOX 4 PONTAS


Estratégia envolvendo 4 posições no mercado de opções (uma titular de opção de compra
e lançadora de opção de venda com o mesmo preço de exercício; uma lançadora de opção
de compra e titular de opção de venda com o mesmo preço de exercício), sobre o mesmo
ativo-objeto, mesma quantidade e mesma data de vencimento. As séries de opções devem
apresentar sempre o mesmo lote-padrão.
Exemplo:
C 1 PETRF98 + V 1 PETRR98 + C 1 PETRR96 + V 1 PETRF96
Compra 1 Lote PETRE PN 19,91 + Venda 1 Lote PETRE PN 19,91 + Compra 1 Lote PETRE PN
37,91 + Venda 1 Lote PETRE PN 37,91

STRADDLE
Estratégia envolvendo a compra ou venda simultânea de duas séries do mesmo número de
opções de compra e de venda sobre o mesmo ativo-objeto, com o mesmo preço de exercício
e mesma data de vencimento. O straddle comprador é a combinação de posições titulares em
opções de compra e de venda, enquanto que a straddle vendedor é a combinação de posições
lançadoras em opções de compra e de venda. As séries de opções devem apresentar sempre o
mesmo lote-padrão.

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Exemplos:
•• Compra de Straddle
C 1 PETRF77 + C 1 PETRR77
Compra 1 Lote PETRE PN 38,50 + Compra 1 Lote PETRE PN 38,50
•• Venda de Straddle
V 1 PETRE74 + V 1 PETRQ74
Venda 1 Lote PETRE PN 38,50 + Venda 1 Lote PETRE PN 38,50

STRANGLE
Estratégia envolvendo a compra ou venda simultânea de duas séries do mesmo número de
opções de compra e de venda sobre o mesmo ativo-objeto, com preços de exercício diferentes
e mesma data de vencimento. O strangle comprador é a combinação de posições titulares em
opções de compra e de venda, enquanto que strangle vendedor é a combinação de posições
lançadoras em opções de compra e de venda. As séries de opções devem apresentar sempre o
mesmo lote-padrão.
Exemplos:
•• Compra de Strangle
C 1 PETRF44 + C 1 PETRR46
Compra 1 Lote PETR PN 44,00 e Compra 1 Lote PETRE 46,00
•• Venda de Strangle
C 1 PETRF44 + C 1 PETRR46
Venda 1 Lote PETR PN 44,00 e Venda 1 Lote PETRE 46,00

CAP’s
Funciona como uma espécie de seguro. A empresa paga um prêmio ao banco (vendedor) para
limitar um teto para a flutuação da taxa de juros a da dívida contratada. A empresa, então,
desfruta de todas as quedas das taxas de juros internacionais que ocorrem e, caso haja alta,
estará protegida pela taxa mínima fixada (strike rate ou taxa de exercício). A diferença para maior
entre essa taxa e a flutuante de mercado serão pagas pelo banco. O cap pode ser estabelecido
usando-se um contrato de opção, sendo normalmente utilizadas as opções europeias (não
podem ser exercidas antes de seu vencimento, ao contrário das americanas, que podem ser
exercidas a qualquer tempo).
Assim, em resumo, o cap garantiria o pagamento, pelo banco, da diferença entre o valor da taxa
estabelecida como máxima e o valor da taxa que ocorrer acima desse limite, calculado sobre o
valor do empréstimo.

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FLOOR
É o mecanismo mais utilizado por investidores que possuem papeis vinculados a taxas flutuantes
de juros. O investidor fixa, então um patamar mínimo para a rentabilidade de seus papéis.
Um floor de taxas de juros é o oposto de um cap, já que é um produto que oferece proteção
contra baixas nas taxas de juros. Nele, o banco (vendedor), mediante o recebimento de um
prêmio, se compromete a pagar à empresa (comprador, investidor) o diferencial de taxas
a menor entre uma taxa mínima pré-acordada (strike rate do floor) e uma taxa flutuante do
mercado. É um produto que pode ser considerado um seguro contra baixa na taxas de juros

OPÇÕES EXÓTICAS
Opções que representam variações sobre os tipos básicos. Dão ao portador o direito, após
determinado período de tempo, escolher se ela será uma put (venda) ou uma call (compra).

PRECIFICAÇÃO DE OPÇÕES – MODELO BINOMIAL


O Modelo Binomial parte do pressuposto de que, no último instante para exercício, o valor
tempo da opção é zero, como não poderia deixar de ser. Considera-se que naquele momento, a
opção está dentro ou fora-do-dinheiro, tem valor intrínseco ou não vale nada, ou seja, o prêmio
de risco do último instante na vida de uma opção é zero.
A formulação matemática será:
C = Max {0, S} – E ou P = Max {0, E – S}
onde:
max = o maior dentre;
C = valor da opção de compra (call);
S = valor do objeto no último instante para o exercício da opção; E = preço de exercício da
opção;
P = valor da opção de venda (put); Tem-se que fazer algumas considerações:
1) o modelo pressupõe que o mercado não tem tendência;
2) ignoraram-se os custos de transação;
3) desconsidera-se a inflação;
4) considera-se que o mercado é eficiente;
Uma das desvantagens do modelo na prática é a lentidão no processamento das fórmulas,
devido ao número de períodos a serem considerados para um resultado confiável, porém com
os equipamentos de informática modernos, isto tende a ser solucionado.

PRECIFICAÇÃO DE OPÇÕES – BLACK-SCHOLES


O modelo de Black-Scholes do mercado para um ativo faz as seguintes suposições explícitas:

www.edgarabreu.com.br 177
•• É possível emprestar e tomar emprestado a uma taxa de juros livre de risco constante e
conhecida.
•• O preço segue um movimento Browniano geométrico com tendência (drift) e volatilidade
constantes.
•• Não há custos de transação.
•• A ação não paga dividendos (veja abaixo para extensões que aceitem pagamento de
dividendos).
•• Não há restrições para a venda a descoberto.
•• O modelo trata apenas opções europeias.
A partir dessas condições ideais no mercado para um ativo (e para a opção sobre o ativo), os
autores mostram que o valor de uma opção (a fórmula de Black-Scholes) varia apenas com o
preço da ação e com o tempo até o vencimento.
Assim é possível criar uma posição protegida, consistindo em uma posição comprada na ação e
uma posição vendida nas opções de compra da mesma ação, cujo valor não depende do preço
da ação.

VENCIMENTOS DE UMA OPÇÃO


As opções têm seus vencimentos uma vez por mês, sempre na terceira segunda feira de cada
mês.

Opção Vencimento
Compra Venda
A M Janeiro
B N Fevereiro
C O Março
D P Abril
E Q Maio
F R Junho
G S Julho
H T Agosto
I U Setembro
J V Outubro
K W Novembro
L X Dezembro

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GRÁFICOS DE UMA OPÇÃO:

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Ao comprar uma opção a expectativa do titular é:
•• Opção de compra (call): Que o valor da Ação suba.
•• Opção de venda (put): Que o valor da Ação caia.

MERCADO A TERMO
Compra-se ou vende-se um ativo com vencimento em determinada data futura (mínimo:
16 e máximo de 999 dias corridos), por um preço previamente estabelecido em mercado,
resultando em um acordo/contrato entre as partes.
O preço a termo, que é fixado na abertura do negócio, é formado pelo preço à vista mais uma
taxa de juros, que varia conforme o prazo da transação.

FORMAS DE LIQUIDAÇÃO
1. Por decurso de prazo;
2. Antes do decurso: os compradores podem solicitar o encerramento antes do decurso, mas
isso não alterará o valor do preço;
DIREITOS E PROVENTOS: Os direitos e proventos distribuídos às ações-objeto do contrato a
termo pertencem ao comprador e serão recebidos, juntamente com as ações objeto, na data
de liquidação ou segundo normas específicas da BM&FBovespa – Câmara de Ações.
Os direitos a recebimento de dividendo, bonificação em dinheiro ou qualquer outro provento
em dinheiro e à subscrição de valores mobiliários não alterarão o respectivo preço do contrato.
Contudo, o vendedor repassará o valor equivalente ao provento devido em dinheiro, na data da
efetiva distribuição.

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GARANTIAS:
São exigidas de ambos os participantes:
•• Vendedor: Cobertura, que é o depósito da totalidade dos títulos objeto da operação;
Comprador: Margem, que é o depósito de numerário e/ou ativos autorizados, em um valor
estabelecido pela Bovespa e BM&FBovespa – Câmara de Ações. A liquidação de uma operação
a termo, no vencimento do contrato ou antecipadamente, se assim o comprador o desejar,
implica a entrega dos títulos pelo vendedor e o pagamento do preço estipulado no contrato
pelo comprador.
Comentário: Os contratos NÃO são padronizados.

MERCADO FUTURO
•• Além de mercadorias, são negociados ativos financeiros;
•• A liquidação dos contratos pode ser física ou financeira. Predomina a liquidação financeira
(apenas 2% dos contratos são liquidados com a entrega física do ativo negociado);
•• Os contratos são PADRONIZADOS (quantidade, peso, vencimento, local de entrega). Por
isso, são menos flexíveis que os contratos no mercado a termo;
•• Ajustes diários: agregam maior garantia às operações;
•• Exige uma “Margem de Garantia”;
•• Negociação em Bolsa de Valores;
•• Possibilidade de liquidação antes do prazo de vencimento;
•• Risco da Contraparte é da BOLSA DE VALORES.

AJUSTE DIÁRIO

AJUSTE DIÁRIO
Preço de ajuste de hoje 3,55
Preço de ajuste de ontem 3,75
Diferença – 0,20
Investidores “comprados” pagam 0,20 por unidade de contrato
Investidores “vendidos” recebem 0,20 por unidade de contrato

Exemplo: Contrato de venda de 100 sacas de milho a R$ 50,00 cada, no dia 19/11/07 com
liquidação prevista em 19/11/08. Investimento de R$ 5.000,00.

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Comprador paga R$ 5.000 + R$ 1.000,00 Ajustes Feitos em D + 1
Comentário: Lembre-se que no mercado a termo, pode haver a entrega física do objeto
negociado em alguns casos, apesar desse tipo de negócio pouco acontecer, é PERMITIDO.

PRINCIPAIS CONTRATOS FUTUROS NEGOCIADOS:

Boi Gordo
Tipo: bovinos machos, castrados, bem acabados (carcaça convexa), em pasto ou confinamento.
Peso: vivo individual entre o mínimo de 450 quilos e o máximo de 550 quilos, verificado na
balança do local de entrega.
Idade máxima: 42 meses.
Unidade de negociação: 330 arrobas líquidas.
Meses de vencimento: Todos os meses.

Açúcar Cristal Especial


Objeto de negociação: Açúcar cristal especial, com mínimo de 99,7 graus de polarização,
máximo de 0,08% de umidade.
Cotação: Dólares dos Estados Unidos da América por saca de 50 quilos líquidos, com duas casas
decimais, livres de quaisquer encargos, tributários ou não.
Unidade de negociação: 270 sacas de 50 quilos líquidos.
Meses de vencimento: Fevereiro, abril, julho, setembro e novembro.
Número de vencimentos em aberto: No mínimo sete, conforme autorização da Bolsa.

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Café arábica
Objeto de negociação: Café cru, em grão, de produção brasileira, coffea arábica, tipo 4-25 (4/5)
ou melhor, bebida dura ou melhor, para entrega no Município de São Paulo, SP, Brasil.
Cotação: Dólares dos Estados Unidos da América por saca de 60 quilos líquidos, com duas casas
decimais. Variação mínima de apregoação US$0,05 (cinco centavos de dólar dos Estados Unidos
da América) por saca de 60 quilos líquidos.
Unidade de negociação: 100 sacas de 60 quilos líquidos ou 6.000 quilos líquidos.
Meses de vencimento: Março, maio, julho, setembro e dezembro.

Milho
Objeto de negociação: Milho em grão a granel, amarelo, de odor e aspectos normais, em bom
estado de conservação, livre de bagas de mamona, bem como de outras sementes prejudiciais,
e de insetos vivos, duro ou semiduro, proveniente da última safra e de produção brasileira, em
condições adequadas de comercialização e próprio para consumo animal.
Cotação: Reais por saca de 60 quilos líquidos, com duas casas decimais, livres de ICMS. Unidade
de negociação: 450 sacas de 60 quilos líquidos cada, correspondentes a 27 toneladas métricas
de milho em grão a granel.
Meses de vencimento: Janeiro, março, maio, julho, agosto, setembro e novembro.

Soja
Objeto de negociação: Soja brasileira, tipo exportação. A metodologia para classificação
e análise dos grãos atenderá às estipulações do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento.
Cotação: Dólares dos Estados Unidos da América por saca de 60 quilos, com duas casas
decimais. A cotação é livre de quaisquer encargos, tributários ou não-tributários.
Unidade de negociação: 27 toneladas métricas ou 450 sacas de 60 quilos de soja em grão a
granel.
Meses de vencimento: Março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro e novembro.

Etanol
Objeto de negociação: Álcool anidro carburante (etanol).
Cotação: Dólares dos Estados Unidos da América por metro cúbico (1.000 litros) de etanol,
conforme as especificações definidas no item 2, com duas casas decimais, livres de quaisquer
encargos, tributários ou não-tributários.
Unidade de negociação: 30 metros cúbicos (30.000 litros) a 20°C (Celsius).
Meses de vencimento: Todos os meses.

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Índice – IBOVESPA
Objeto de negociação: O Ibovespa.
Cotação: Pontos de índice, sendo cada ponto equivalente ao valor em reais estabelecido pela
BM&F.
Unidade de negociação (tamanho do contrato): Ibovespa futuro multiplicado pelo valor em
reais de cada ponto, estabelecido pela BM&F.
Meses de vencimento: Meses pares. A BM&F poderá, a seu critério, quando as condições de
mercado assim exigirem, autorizar a negociação de vencimentos em meses ímpares.

Câmbio
Objeto de negociação: Taxa de câmbio de reais por dólar dos Estados Unidos da América,
para entrega pronta, contratada nos termos da Resolução 3265/2005, do Conselho Monetário
Nacional.
Cotação: Reais por US$ 1.000,00, com até três casas decimais.
Tamanho do contrato: US$ 50.000,00.
Meses de vencimento: Todos os meses.

Taxa de Juros – CDI


Objeto de negociação: A taxa de juro efetiva até o vencimento do contrato, definida para
esse efeito pela acumulação das taxas diárias de DI no período compreendido entre a data de
negociação, inclusive, e o último dia de negociação do contrato, inclusive.
Cotação: Taxa de juro efetiva anual, base 252 dias úteis, com até três casas decimais.
Unidade de negociação (tamanho do contrato): PU multiplicado pelo valor em reais de cada
ponto, estabelecido pela BM&F.
Meses de vencimento: Os quatro primeiros meses subsequentes ao mês em que a operação
for realizada e, a partir daí, os meses que se caracterizarem como de início de trimestre.

MERCADO A TERMO X MERCADO FUTURO

184 www.edgarabreu.com.br
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SWAP
•• SWAP = troca, ferramenta de hedge;
•• Consiste em operações que envolvem a troca de:
•• Moedas;
•• Índices;
•• Taxas de Juros.
•• Exemplo 1: Aplicação em CDB com rendimentos atrelados ao dólar ou a variação do
índice da poupança. Na verdade, o cliente adquiriu um CDB Pré-fixado e trocou o índice
de remuneração.
•• Os contratos de Swap são registrados na CETIP.
•• Os contratos de swap são liquidados em D + 1.
•• A melhor data para renovar um contrato de Swap, para que o investidor não fique nenhum
dia desprotegido é um dia antes do seu vencimento (D – 1).
Comentário: Quem faz uma operação de swap está procurando se proteger contra surpresas
do mercado financeiro.

RESUMO DERIVATIVOS

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FUNDOS DE INVESTIMENTOS

FUNDO DE INVESTIMENTO E FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS


A principal diferença entre fundos de investimento e fundos de investimento em cotas está na
política de investimento.
Fundos de Investimento: compram ativos como títulos públicos, CDB’s, ações, debêntures e
etc.
Fundos de Investimento em cotas: compram cotas de fundos. São uma espécie de investidor
(cotista) de fundos de investimento.

CONDOMÍNIO
Fundo de Investimento = Condomínio
Comunhão de recursos sob a forma de condomínio onde os cotistas têm o mesmo interesse e
objetivos ao investir no mercado financeiro e de capitais.
A base legal dos fundos de investimento é o condomínio, e é desta base que emerge o seu
sucesso, pois, o capital investido por cada um dos investidores cotistas, é somado aos recursos
de outros cotistas para, em conjunto e coletivamente, ser investido no mercado, com todos os
benefícios dos ganhos de escala, da diversificação de risco e da liquidez das aplicações.

COTA
As cotas do fundo correspondem a frações ideais de seu patrimônio, e sempre são escriturais e
nominativas. A cota, portanto, é menor fração do Patrimônio Líquido do fundo.
Como é calculado o valor da cota?

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Valor da cota = Patrimônio Líquido/Número de cotas

PROPRIEDADE DOS ATIVOS DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS – EXCLUINDO FUNDOS


IMOBILIÁRIOS
A propriedade dos ativos de um fundo de investimento é do condomínio e a cada um cabe a
fração ideal representada pelas cotas.

REGISTRO DOS FUNDOS


O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos e informações:
I – regulamento do fundo, elaborado de acordo com as disposições da Instrução CVM 555;
II – declaração do administrador do fundo de que o regulamento do fundo está plenamente
aderente à legislação vigente;
III – os dados relativos ao registro do regulamento em cartório de títulos e documentos;
IV – nome do auditor independente; V – inscrição do fundo no CNPJ; e
VI – lâmina de informações essenciais, elaborada de acordo com a exigência da instrução
CVM 555, no caso de fundo aberto que não seja destinado exclusivamente a investidores
qualificados.

SEGREGAÇÃO ENTRE GESTÃO DE RECURSOS PRÓPRIOS E DE TERCEIROS

(CHINESE WALL) – Barreira de Informação


As instituições financeiras devem ter suas atividades de administração de recursos próprios
e recursos de terceiros (Fundos), totalmente separadas e independentes de forma a prevenir
potenciais conflitos de interesses.

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As aplicações ou resgates realizados nos fundos de investimento por meio de distribuidores
que estejam atuando por conta e ordem de clientes devem ser efetuadas de forma segregada,
de modo que os bens e direitos integrantes do patrimônio de cada um dos clientes, bem como
seus frutos e rendimentos, não se comuniquem com o patrimônio do distribuidor.

ASSEMBLEIA GERAL DE COTISTAS (COMPETÊNCIAS E DELIBERAÇÕES)


É a reunião dos cotistas para deliberarem sobre certos assuntos referentes ao Fundo.
Compete privativamente à Assembleia Geral de cotistas deliberar sobre:
I – as demonstrações contábeis apresentadas pelo administrador;
II – a substituição do administrador, gestor ou custodiante do fundo;
III – a fusão, a incorporação, a cisão, a transformação ou a liquidação do fundo;
IV – o aumento da taxa de administração, da taxa de performance ou das taxas máximas de
custódia;
V – a alteração da política de investimento do fundo;
VI – a emissão de novas cotas, no fundo fechado;
VII – a amortização e o resgate compulsório de cotas, caso não estejam previstos no
regulamento; e
VIII – a alteração do regulamento, exceto quando:
a) decorrer exclusivamente da necessidade de atendimento a exigências expressas da CVM
ou de adequação a normas legais ou regulamentares;
b) for necessária em virtude da atualização dos dados cadastrais do administrador ou dos
prestadores de serviços do fundo, tais como alteração na razão social, endereço, página na
rede mundial de computadores e telefone;
c) envolver redução da taxa de administração ou da taxa de performance.

•• Convocação
A convocação da Assembleia Geral deve ser feita por correspondência encaminhada a cada
cotista, com pelo menos 10 dias de antecedência em relação à data de realização.
A presença da totalidade dos cotistas supre a falta de convocação.
Além da assembleia geral, o administrador, o gestor, o custodiante ou o cotista ou grupo de
cotistas que detenha, no mínimo, 5% (cinco por cento) do total de cotas emitidas, podem
convocar a qualquer tempo assembleia geral de cotistas, para deliberar sobre ordem do dia de
interesse do fundo ou dos cotistas.
A Assembleia Geral é instalada com a presença de qualquer número de cotistas.

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•• Assembleia geral ordinária (ago) e assembleia geral extraordinária (age)


AGO é a Assembleia convocada anualmente para deliberar sobre as demonstrações contábeis
do Fundo. Deve ocorrer em até 120 dias após o término do exercício social. Esta Assembleia
Geral somente pode ser realizada no mínimo 30 dias após estarem disponíveis aos cotistas
as demonstrações contábeis auditadas relativas ao exercício encerrado. Quaisquer outras
Assembleias são chamadas de AGE.

DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS CONDÔMINOS


→ O cotista deve ser informado:
•• Do objetivo do fundo;
•• Da política de investimento do fundo e dos riscos associados a essa política de
investimentos;
•• Das taxas de administração e de desempenho cobradas, ou critérios para sua fixação, bem
como das demais taxas e despesas cobradas;
•• Das condições de emissão e resgate de cotas do fundo e quando for o caso, da referência
de prazo de carência ou de atualização da cota;
•• Dos critérios de divulgação de informação e em qual jornal são divulgadas as informações
do fundo;
•• Quando for o caso, da referência a contratação de terceiros como gestor dos recursos.
Sempre que o material de divulgação apresentar informações referentes à rentabilidade
ocorrida em períodos anteriores, deve ser incluída advertência, com destaque, de que:
•• Os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador ou por qualquer
mecanismo de seguro ou, ainda, pelo fundo garantidor de crédito;
•• A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura.
Para avaliação da performance do fundo de investimento, é recomendável uma análise de
período de, no mínimo, 12 meses.

→ O cotista deve ter acesso:


•• Ao Regulamento e ao Formulário de Informação Complementar;
•• Ao valor do patrimônio líquido, valor da cota e a rentabilidade no mês e no ano civil;
•• A composição da carteira do fundo (o administrador deve colocá-la disposição dos cotistas).

→ O cotista deve receber:


•• Mensalmente extrato dos investimentos;
•• Anualmente demonstrativo para Imposto de Renda com os rendimentos obtidos no ano
civil, número de cotas possuídas e o valor da cota.

→ Obrigações dos cotistas:


O cotista deve ser informado e estar ciente de suas obrigações, tais como:

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•• O cotista poderá ser chamado a aportar recursos ao fundo nas situações em que o PL do
fundo se tornar negativo;
•• O cotista pagará taxa de administração, de acordo com o percentual e critério do fundo.
•• Observar as recomendações de prazo mínimo de investimento e os riscos que o fundo
pode incorrer;
•• Comparecer nas assembleias gerais;
•• Manter seus dados cadastrais atualizados para que o administrador possa lhe enviar os
documentos.

INFORMAÇÕES RELEVANTES (DISCLAIMERS)


Divulgar, diariamente o valor do patrimônio líquido e da cota.
Mensalmente, remeter aos cotistas um extrato com as seguintes informações:
•• nome do Fundo e o número de seu registro no CNPJ;
•• nome, endereço e número de registro do administrador no CNPJ;
•• nome do cotista;
•• saldo e valor das cotas no início e no final do período e a movimentação ocorrida ao longo
do mesmo;
•• rentabilidade do Fundo auferida entre o último dia útil do mês anterior e o último dia útil
do mês de referência do extrato;
•• data de emissão do extrato da conta; e
•• o telefone, o correio eletrônico e o site.
Anualmente, colocar as demonstrações financeiras do Fundo, incluindo o Balanço, à
disposição de qualquer interessado que as solicitar.
Obrigações dos Administrador de um fundo de investimento:
•• remeter aos cotistas dos fundos não destinados exclusivamente a investidores qualificados
a demonstração de desempenho do fundo, até o último dia útil de fevereiro de cada ano;
•• divulgar, em lugar de destaque na sua página na rede mundial de computadores e sem
proteção de senha, o item 3 da demonstração de desempenho do fundo relativo:
a) aos 12 (doze) meses findos em 31 de dezembro, até o último dia útil de fevereiro de cada
ano; e
b) aos 12 (doze) meses findos em 30 de junho, até o último dia útil de agosto de cada ano.

REGRAS GERAIS SOBRE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO


A. As informações divulgadas pelo administrador relativas ao fundo devem ser verdadeiras,
completas, consistentes e não induzir o investidor a erro.
B. Todas as informações relativas ao fundo devem ser escritas em linguagem simples, clara,
objetiva e concisa.

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C. A divulgação de informações sobre o fundo deve ser abrangente, equitativa e simultânea


para todos os cotistas.
D. As informações fornecidas devem ser úteis à avaliação do investimento.
E. As informações relativas ao fundo não podem assegurar ou sugerir a existência de garantia
de resultados futuros ou isenção de risco para o investidor.
F. Informações factuais devem ser diferenciadas de interpretações, opiniões, projeções e
estimativas.
•• Informações factuais devem vir acompanhadas da indicação de suas fontes.
G. As regras se aplicam ao Formulário de Informações Complementares – FIC, à lâmina e a
qualquer outro material de divulgação do fundo.
H. Caso as informações divulgadas apresentem incorreções ou impropriedades que possam
induzir o investidor a erros de avaliação, a CVM pode exigir:
•• a cessação da divulgação da informação; e
•• a veiculação, com igual destaque e por meio do veículo usado para divulgar a informação
original, de retificações e esclarecimentos, devendo constar, de forma expressa, que a
informação está sendo republicada por determinação da CVM.

SEGREGAÇÃO DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES:


•• ADMINISTRADOR: Responsável legal pelo funcionamento do fundo. Controla todos os
prestadores de serviço, e defende os interesses dos cotistas. Responsável por comunicação
com o cotista.
•• CUSTODIANTE: Responsável pela “guarda” dos ativos do fundo. Responde pelos dados e
envio de informações dos fundos para os gestores e administradores.
•• DISTRIBUIDOR: Responsável pela venda das cotas do fundo. Pode ser o próprio
administrador ou terceiros contratados por ele.
•• GESTOR: Responsável pela compra e venda dos ativos do fundo (gestão) segundo política
de investimento estabelecida em regulamento. Quando há aplicação no fundo, cabe ao
gestor comprar ativos para a carteira. Quando houver resgate o gestor terá que vender
ativos da carteira.
•• AUDITOR INDEPENDENTE: Todo Fundo deve contratar um auditor independente que
audite as contas do Fundo pelo menos uma vez por ano.

TIPOS DE FUNDOS
•• OS FUNDOS ABERTOS:
Nestes, os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas a qualquer tempo. O número
de cotas do Fundo é variável, ou seja: quando um cotista aplica, novas cotas são geradas e o
administrador compra ativos para o Fundo; quando um cotista resgata, suas cotas desaparecem,
e o administrador é obrigado a vender ativos para pagar o resgate. Por este motivo, os Fundos
abertos são recomendados para abrigar ativos com liquidez mais alta.

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•• FUNDOS FECHADOS
O cotista só pode resgatar suas cotas ao término do prazo de duração do Fundo ou em
virtude de sua eventual liquidação. Ainda há a possibilidade de resgate destas cotas caso haja
deliberação neste sentido por parte da assembleia geral dos cotistas ou haja esta previsão no
regulamento do Fundo.
Estes Fundos têm um prazo de vida pré-definido e o cotista, somente, recebe sua aplicação de
volta após haver decorrido este prazo, quando então o Fundo é liquidado. Se o cotista quiser
seus recursos antes, ele deverá vender suas cotas para algum outro investidor interessado em
ingressar no Fundo.
O material de divulgação de distribuição de cotas do fundo fechado deve conter pelo menos as
seguintes informações:
I. nome do fundo;
II. nome e endereço do administrador e gestor, se houver;
III. nome e endereço das instituições responsáveis pela distribuição;
IV. política de investimento, público alvo e principais características do fundo;
V. mercado onde as cotas do fundo são negociadas;
VI. condições de subscrição e integralização;
VII. data do início e encerramento da distribuição;
VIII. os dizeres, de forma destacada: “A concessão do registro da presente distribuição
não implica, por parte da CVM, garantia de veracidade das informações prestadas ou
julgamento sobre a qualidade do fundo, de seu administrador ou das cotas a serem
distribuídas”.
•• FUNDOS RESTRITOS
Já os Fundos classificados como “Restritos” são aqueles constituídos para receber investimentos
de um grupo restrito de cotistas, normalmente os membros de uma única família, ou empresas
de um mesmo grupo econômico.
•• Também são muito comuns fundos restritos a investidores qualificados.
•• Os fundos exclusivos são sempre restritos a investidores profissionais.

•• FUNDOS EXCLUSIVOS
Os Fundos classificados como “Exclusivos” são aqueles constituídos para receber aplicações
exclusivamente de um único cotista. Somente investidores profissionais podem ser cotistas
de Fundos exclusivos.
Marcação a mercado é facultativa.

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FUNDOS DE INVESTIMENTO COM CARÊNCIA


O regulamento do fundo pode estabelecer prazo de carência para resgate, com ou sem
rendimento. Os fundos com Carência têm resgate após o término da carência.
OBS.: Resgate de cotas em Fundos com carência, antes do término da carência estabelecida
no Formulário de Informações Complementares – FIC, terá incidência de cobrança de IOF a
alíquota de 0,5% ao dia.

FUNDOS DE INVESTIMENTO SEM CARÊNCIA


Resgates a qualquer momento, isto é, liquidez diária.

TAXA DE ADMINISTRAÇÃO
Percentual pago pelos cotistas de um fundo para remunerar todos os prestadores de serviço. É
uma taxa expressa ao ano calculada e deduzida diariamente.
A cobrança de taxa de administração afeta o valor da cota.
A rentabilidade divulgada pelos fundos de investimento é sempre liquida de taxa de
administração.

TAXA DE PERFORMANCE
Percentual cobrado do cotista quando a rentabilidade do fundo supera a de um indicador de
referência. Nem todos os fundos cobram taxa de performance.
Cobrança após a dedução de todas as despesas, inclusive da taxa de administração.
Linha d’agua: Metodologia utilizada para cobrança de taxa de performance.
Periodicidade: Semestral.

TAXA DE INGRESSO OU DE SAÍDA


As taxas de ingresso e saída não são tão comuns, mas também podem ser cobradas dependendo
do fundo de investimento que você escolher. Elas são cobradas na aquisição de cotas do fundo
ou quando o investidor solicita o resgate de suas cotas.
A taxa de saída normalmente é cobrada quando existe um prazo para resgate das cotas, mas o
investidor não quer (ou não pode) esperar este tempo para receber o dinheiro.

DESPESAS
De acordo com a Instrução CVM 409 são encargos do Fundo de Investimento, além da Taxa de
Administração, os impostos e contribuições que incidam sobre os bens, direitos e obrigações
do fundo, as despesas com impressão expedição e publicação de relatórios, formulários
e informações periódicas, previstas no regulamento, as despesas de comunicação aos
condôminos, os honorários e despesas do auditor, os emolumentos e comissões nas

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operações do fundo, despesas de fechamento de câmbio vinculadas as suas operações, os
honorários de advogados e despesas feitas em defesa dos interesses do fundo, quaisquer
despesas inerentes a constituição ou liquidação do fundo ou a realização de assembleia geral
de condôminos, e as taxas de custodia de valores do fundo.

DOCUMENTOS DOS FUNDOS


Regulamento: Documento que estabelece as regras de funcionamento e operacionalização de
um fundo de investimento, segundo legislação vigente.
O regulamento deve dispor sobre a taxa de administração, que remunerará todos os serviços
do fundo, podendo haver remuneração baseada no resultado do fundo (taxa de performance),
bem como taxa de ingresso e saída.
Formulário de Informações Complementares – FIC: Divulga a atual Política de Divulgação
Informações do fundo e fornecer informações complementares, tais como descrição
da tributação, taxas riscos e etc. O FIC é um documento de natureza virtual e deve ser
disponibilizado no site do administrador e do distribuidor.
Lâmina: A lâmina do fundo reúne, de maneira concisa, em uma única página, as principais
características operacionais da aplicação, além dos principais indicadores de desempenho da
carteira. No documento você encontra o resumo dos objetivos e da política de investimento,
os horários de aplicação e resgate, os valores de mínimos de movimentação e as taxas de
administração e performance.
Todo cotista ao ingressar no fundo deve atestar, mediante formalização de termo de adesão e
ciência de risco, que:
I – teve acesso ao inteiro teor:
a) do regulamento;
b) da lâmina, se houver; e
c) do formulário de informações complementares;
II – tem ciência:
a) dos fatores de risco relativos ao fundo;
b) de que não há qualquer garantia contra eventuais perdas patrimoniais que possam ser
incorridas pelo fundo;
c) de que a concessão de registro para a venda de cotas do fundo não implica, por parte da
CVM, garantia de veracidade das informações prestadas ou de adequação do regulamento
do fundo à legislação vigente ou julgamento sobre a qualidade do fundo ou de seu
administrador, gestor e demais prestadores de serviços; e se for o caso, de que as estratégias
de investimento do fundo podem resultar em perdas superiores ao capital aplicado e a
consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do
fundo.

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LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS


O administrador de fundo aberto que não seja destinado exclusivamente a investidores
qualificados deve elaborar uma lâmina de informações essenciais. É facultado ao administrador
de fundo formatar a lâmina livremente desde que:
I. a ordem das informações seja mantida;
II. o conteúdo seja igual ao anexo da instrução CVM 555;
III. os logotipos e formatação não dificultem o entendimento das informações; e
IV. quaisquer informações adicionais:
a) sejam acrescentadas ao final do documento;
b) não dificultem o entendimento das informações contidas na lâmina; e
c) sejam consistentes com o conteúdo da lâmina e do Formulário de Informações
Complementares – FIC.
A lâmina deve ser atualizada mensalmente até o dia 10 (dez) de cada mês com os dados
relativos ao mês imediatamente anterior.
O administrador do fundo deve enviar a lâmina à CVM, por meio de sistema eletrônico
disponível na página da CVM na rede mundial de computadores, sempre que esta for atualizada,
na mesma data de sua atualização.
O administrador deve:
I – entregar a lâmina para o futuro cotista antes de seu ingresso no fundo; e
II – divulgar, em lugar de destaque na sua página na rede mundial de computadores e sem
proteção de senha, a lâmina atualizada.

PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS DE GESTÃO

APLICAÇÃO DE RECURSOS
Quando o cotista aplica recursos em um fundo (compra de cotas), o gestor deverá comprar
ativos para a carteira do fundo (com o recurso que o cotista aplicou).

RESGATE DE RECURSOS
Quando o cotista resgata recursos de um fundo (venda de cotas), cabe ao gestor do fundo
vender ativos para conseguir recursos para honrar o resgate e pagar o cotista.
Na emissão das cotas do fundo deve ser utilizado o valor da cota do dia ou do dia seguinte ao
da data da aplicação, segundo o disposto no regulamento.
Em casos excepcionais de iliquidez dos ativos componentes da carteira do fundo, inclusive em
decorrência de pedidos de resgates incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam
implicar alteração do tratamento tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo

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destes últimos, o administrador poderá declarar o fechamento do fundo para a realização de
resgates, e caso o fundo permaneça fechado por período superior a 5 (cinco) dias consecutivos
será obrigatória a convocação de Assembleia Geral Extraordinária, no prazo máximo de 1 (um)
dia, para deliberar, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data do fechamento para resgate,
sobre as seguintes possibilidades:
I. substituição do administrador, do gestor ou de ambos;
II. reabertura ou manutenção do fechamento do fundo para resgate;
III. possibilidade do pagamento de resgate em títulos e valores mobiliários;
IV. cisão do fundo; e
V. liquidação do fundo.

FUNDOS PASSIVOS (FUNDO INDEXADO)


Os fundos passivos são aqueles que buscam acompanhar um determinado “benchmark” e por
essa razão seus gestores têm menos liberdade na seleção de Ativos.

FUNDOS ATIVOS
São considerados ativos aqueles em que o gestor atua buscando obter melhor desempenho,
assumindo posições que julgue propícias para superar o seu “benchmark”.

FUNDO ALAVANCADO
Um fundo é considerado alavancado sempre que existir possibilidade (diferente de zero) de
perda superior ao patrimônio do fundo, desconsiderando-se casos de default nos ativos do
fundo.

PRINCIPAIS BENCHMARKS
Renda fixa:
1. DI: As negociações entre os bancos (lastro em títulos privados) geram a Taxa DI, referência
para a maior parte dos títulos de renda fixa ofertados ao investidor. É hoje o principal
benchmark do mercado.
2. SELIC: Taxa de juros calculada com base nas negociações entre os bancos, quando o lastro é
títulos públicos.
3. IPCA: Principal Índice de Inflação do país. Utilizado no sistema de metas do COPOM.
Calculado e divulgado pelo IBGE.
4. IGP-M: Índice Geral de Preços do Mercado: calculado pela FGV, esse índice origina-se de
média ponderada de índices que medem a inflação dos preços ao atacado, ao consumidor
e da construção civil [respectivamente, o IPA-M (60%), do IPC-M (30%) e do INCC-M (10%)].

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5. IMA Geral: O IMA (Índice de Mercado ANBIMA) é uma família de índices de renda fixa que
representam a dívida pública por meio dos preços a mercado de uma carteira de títulos
públicos federais. Os subíndices do IMA são determinados pelos indexadores aos quais os
títulos são atrelados:
a. IRF-M (prefixados)
b. IMA-B (indexados pelo IPCA)
Renda Variável:
1. Ibovespa: Índice que acompanha a evolução média das cotações das ações negociadas na
Bolsa. É o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica de ações, integrada pelas
ações que, em conjunto, representaram 80% do volume transacionado (maior liquidez) à
vista nos doze meses anteriores à formação da carteira.
2. IBrX: Índice Brasil de Ações – composto por uma carteira teórica por 100 ações selecionadas
na Bovespa em ordem decrescente por liquidez em termos de seu índice de negociabilidade
(número de negócios e volume financeiro medidos nos últimos doze meses).
3. ISE: Índice de Sustentabilidade Empresarial é utilizado para análise comparativa de
performance das empresas listadas na BM&FBovespa sob o aspecto da sustentabilidade
corporativa, baseada na eficiência econômica, no equilíbrio ambiental, na justiça social e
na governança corporativa.

PRINCIPAIS MODALIDADES DE FUNDOS DE INVESTIMENTO


Segundo a instrução normativa CVM 555, os fundos de investimento, quanto a sua política de
investimento, são classificados em:
1. Fundos Renda Fixa
a. de Curto Prazo
b. Referenciado
c. Simples
d. Dívida Externa
2. Fundos de Ações
3. Fundos Cambiais
4. Fundos Multimercado

FUNDOS DE RENDA FIXA


Investem no mínimo 80% de seu Patrimônio Líquido em ativos de renda fixa expostos a
variação da taxa de juros ou a um índice de preços, ou ambos.
Sua carteira é composta por títulos que rendem uma taxa previamente acordada. Estes fundos
se beneficiam em um cenário de queda de juros, mas tem risco de taxa de juros e eventualmente
crédito.

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Estes Fundos podem ser adicionalmente classificados como “Longo Prazo”, quando o prazo
médio de sua carteira superar 365 dias. Neste caso, não poderá ser utilizada a “Cota de
Abertura”.
É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo destinado a
investidor qualificado.

FUNDO DE RENDA FIXA DE CURTO PRAZO


São Fundos que têm por objetivo proporcionar a menor volatilidade possível dentre os Fundos
disponíveis no mercado brasileiro.
O fundo classificado como “Renda Fixa” que aplique seus recursos exclusivamente em títulos
públicos federais ou privados (de baixo risco de crédito), pré-fixados ou indexados à taxa SELIC
ou a outra taxa de juros, ou títulos indexados a índices de preços, com prazo máximo a decorrer
de 375 (trezentos e setenta e cinco) dias, e prazo médio da carteira do fundo inferior a 60
(sessenta) dias devem incluir, à sua denominação, o sufixo “Curto Prazo”.
Podem utilizar-se de estratégia com derivativos somente para proteção da carteira.
É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo destinado a
investidor qualificado.

FUNDOS DE RENDA FIXA REFERENCIADOS


O fundo classificado como “Renda Fixa” cuja política de investimento assegure que ao menos
95% (noventa e cinco por cento) do seu patrimônio líquido esteja investido em ativos que
acompanham, direta ou indiretamente, determinado índice de referência deve incluir, à sua
denominação, o sufixo “Referenciado” seguido da denominação de tal índice.
Além disso esses fundos devem ter 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio
líquido representado, isolada ou cumulativamente, por títulos da dívida pública federal ou por
ativos financeiros de renda fixa considerados de baixo risco de crédito pelo gestor.
Esses fundos tem a sua atuação restrita a respectiva atuação nos mercados de derivativos à
realização de operações com o objetivo de proteger posições detidas à vista (hedge).
É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo destinado a
investidor qualificado.

FUNDOS DE RENDA SIMPLES


O fundo classificado como “Renda Fixa” que tenha 95% (noventa e cinco por cento), no
mínimo, de seu patrimônio líquido representado, isolada ou cumulativamente, por títulos
da dívida pública federal ou títulos de renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições
financeiras que possuam classificação de risco atribuída pelo gestor, no mínimo, equivalente
àqueles atribuídos aos títulos da dívida pública federal, esses fundos devem incluir em sua
denominação, o sufixo “Simples”.
É vedado ao fundo simples a:

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1. cobrança de taxa de performance;


2. realização de investimentos no exterior;
3. concentração em créditos privados;
4. transformação do fundo em fundo fechado.
A lâmina de informações essenciais do fundo de que trata o caput deve comparar a performance
do fundo com a performance da taxa SELIC.
Dispensa do termo de adesão e ciência de risco;

FUNDOS DE RENDA FIXA DE DIVIDA EXTERNA


O fundo classificado como “Renda Fixa” que tenha 80% (oitenta por cento), no mínimo,
de seu patrimônio líquido representado por títulos representativos da dívida externa de
responsabilidade da União, deve incluir, à sua denominação, o sufixo “Dívida Externa”.
É a forma mais fácil de investir em papéis brasileiros negociados no mercado internacional.
Somente Fundos de Dívida Externa podem adquirir títulos representativos da dívida externa de
responsabilidade da União.
Podem cobrar taxa de performance.

FUNDO CAMBIAL
Os fundos classificados como “Cambiais” devem ter como principal fator de risco de carteira a
variação de preços de moeda estrangeira ou a variação do cupom cambial. No mínimo 80%
(oitenta por cento) da carteira deve ser composta por ativos relacionados diretamente, ou
sintetizados via derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe.
Os Fundos Cambiais Dólar são os mais conhecidos. A aplicação é feita em R$ (reais), e sua
carteira é composta por papéis que buscam acompanhar a variação da moeda norte americana.
Comentário: ATENÇÃO, ele não acompanha a cotação do dólar podem cobrar taxa de
performance.

FUNDO DE AÇÕES
Investe no mínimo 67% do seu Patrimônio Líquido em ações negociadas no mercado à vista de
bolsa de valores.
A performance destes fundos está sujeita à variação de preço das ações que compõem sua
carteira. Por isso, são mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.
Fundos de ações cuja política de investimento preveja que, no mínimo, 2/3 (dois terços) do
seu patrimônio líquido seja investido em ações de companhias listadas em segmento de
negociação de valores mobiliários, voltado ao mercado de acesso, instituído por bolsa de
valores ou por entidade do mercado de balcão organizado, que assegure, por meio de vínculo
contratual, práticas diferenciadas de governança corporativa devem usar, em seu nome, a
designação “Ações – Mercado de Acesso”.

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ESTRATÉGIA DE ALOCAÇÃO DE RECURSOS EM FUNDOS DE AÇÕES
•• Market timing: alguns Fundos de ações permitem o aumento ou diminuição da exposição
à bolsa. Este movimento, quando acertado, é um poderoso instrumento para bater o
benchmark. Assim, se o gestor avaliar que a bolsa tem perspectivas ruins, ele pode expor o
Fundo em, por exemplo, 80% do seu PL à variação da bolsa.
•• Stock picking: aposta em ações com maior potencial de retorno. Esta aposta se dá,
geralmente, em relação às ações que fazem parte do benchmark. Por exemplo, se
Petrobrás representa 20% da carteira do Ibovespa, e o administrador acredita que seja
uma boa alternativa de investimento, pode comprar 25% para a carteira do Fundo. Se o
administrador estiver correto, estes 5% extras ajudarão a ultrapassar o benchmark.
•• Arbitragem: comprar e vender o mesmo ativo, com características ligeiramente diferentes,
ganhando o diferencial do preço. Por exemplo, compra de uma ação ON e venda de uma
ação PN do mesmo emissor. Nesse caso, o administrador não está fazendo aposta com
relação à direção da bolsa, mas apenas com relação ao diferencial de preços entre esses
dois ativos.
Podem cobrar taxa de performance.

FUNDOS MULTIMERCADOS
Os Fundos classificados como “Multimercado” devem possuir políticas de investimento que
envolva vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em
especial ou em fatores diferentes das demais classes previstas na instrução. Ou seja, este tipo
de Fundo pode aplicar em DI/SELIC, índices de preços, taxas de juros, câmbio, dívida externa e
ações.
Podem usar derivativos para alavancagem. Podem cobrar taxa de performance.

NORMAS RELATIVAS À CONCENTRAÇÃO EM CRÉDITOS PRIVADOS


O fundo de investimento que realizar aplicações em quaisquer ativos ou modalidades
operacionais de responsabilidade de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado ou de
emissores públicos outros que não a União Federal que, em seu conjunto, exceda o percentual
de 50% (cinquenta por cento) de seu patrimônio líquido, deverá observar as seguintes regras,
cumulativamente àquelas previstas para sua classe:
I – na denominação do fundo deverá constar a expressão “Crédito Privado”;
II – o regulamento, o Formulário de Informações Complementares – FIC e o material de venda
do fundo deverão conter, com destaque, alerta de que o fundo está sujeito a risco de perda
substancial de seu patrimônio líquido em caso de eventos que acarretem o não pagamento
dos ativos integrantes de sua carteira, inclusive por força de intervenção, liquidação, regime
de administração temporária, falência, recuperação judicial ou extrajudicial dos emissores
responsáveis pelos ativos do fundo.

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FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO


O fundo de investimento em cotas de fundos de investimento deverá manter, no mínimo, 95%
(noventa e cinco por cento) de seu patrimônio investido em cotas de fundos de investimento
de uma mesma classe, exceto os fundos de investimento em cotas classificados como
“Multimercado”, que podem investir em cotas de fundos de classes distintas.
Os restantes 5% (cinco por cento) do patrimônio do fundo poderão ser mantidos em depósitos
à vista ou aplicados em:
I. títulos públicos federais;
II. títulos de renda fixa de emissão de instituição financeira;
III. operações compromissadas (Operação envolvendo títulos de renda fixa.) , de acordo com a
regulação específica do Conselho Monetário Nacional – CMN.
Deverá constar da denominação do fundo a expressão “Fundo de Investimento em Cotas
de Fundos de Investimento” acrescida da classe dos fundos investidos de acordo com
regulamentação específica.

FUNDOS DE INVESTIMENTO EM ÍNDICE DE MERCADO – FUNDOS DE ÍNDICE


Esses fundos também conhecido como ETF – Exchange Traded Funds.
O fundo é uma comunhão de recursos destinado à aplicação em carteira de títulos e valores
mobiliários que vise refletir as variações e rentabilidade de um índice de referência, por prazo
indeterminado. Da denominação do fundo deve constar a expressão “Fundo de Índice” e a
identificação do índice de referência.
O fundo é regido por esta Instrução e pelas disposições constantes do seu regulamento,
sendo seu principal meio de divulgação de informações a sua página na rede mundial de
computadores.
Fundo deve manter 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, de seu patrimônio aplicado
em valores mobiliários ou outros ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção
em que estes integram o índice de referência, ou em posições compradas no mercado futuro
do índice de referência, de forma a refletir a variação e rentabilidade de tal índice.

FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO (FII)


Os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) destinam-se ao desenvolvimento de
empreendimentos imobiliários, tais como construção de imóveis, aquisição de imóveis
prontos, ou investimentos em projetos visando viabilizar o acesso à habitação e serviços
urbanos, inclusive em áreas rurais, para posterior alienação, locação ou arrendamento.
Estes Fundos destinam-se a investidores que procuram imóveis como uma forma de
diversificação de sua carteira de investimentos, e esperam ganho de capital moderado e
rendimentos em forma de aluguel.
Os Fundos imobiliários são comercializados na forma de Fundos fechados, que podem ter
duração determinada ou indeterminada.

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Estes Fundos devem distribuir, no mínimo, 95% do lucro auferido, apurados segundo o regime
de caixa.
Uma vez constituído e autorizado o funcionamento do Fundo, admite-se que 25% de seu
patrimônio, no máximo e temporariamente, seja investida em cotas de FI e/ou em Títulos de
Renda Fixa.
Esta parcela pode ser maior se expressamente autorizado pela CVM, mediante justificativa do
administrador do Fundo.
É vedado ao Fundo operar em mercados futuros ou de opções.

FUNDOS DE INVESTIMENTO EM DIREITOS CREDITÓRIOS (FIDC E FIC-FIDC)


São Fundos constituídos por títulos de crédito originários de operações realizadas nas
instituições financeiras, na indústria, arrendamento mercantil, hipotecas, prestação de serviços
e outros títulos que possam ser admitidos como direito de crédito pela CVM.
Desta forma, as operações de crédito originalmente feitas podem ser cedidas aos Fundos
que assumem estes direitos creditórios. Esta operação permite aos bancos, por exemplo,
que cedam (vendam) seus empréstimos aos FIDC, liberando espaço para novas operações, e
aumentando a liquidez deste mercado.
Estes Fundos podem ser:
•• Abertos: quando os cotistas podem solicitar resgate das cotas, de acordo com o estatuto
do Fundo.
•• Fechados: quando as cotas podem ser resgatadas somente ao término do prazo de duração
do Fundo, ou no caso de sua liquidação.
Benefícios dos FIDC:
•• Para quem cede os direitos creditórios: diminuição dos riscos de crédito e “liberação de
espaço no balanço”.
•• Para as empresas: mais liquidez no mercado de crédito.
•• Para os investidores: uma alternativa de investimento que tende a oferecer uma
rentabilidade maior do que a renda fixa tradicional.
Tipos de Cotas:
•• cota sênior: aquela que não se subordina às demais para efeito de amortização e resgate;
•• cota subordinada: aquela que se subordina à cota sênior ou a outras cotas subordinadas,
para efeito de amortização e resgate;
Riscos:
O principal risco para o investidor em FIDC é o crédito da carteira de recebíveis. Ou seja, o
retorno está diretamente ligado ao nível de inadimplência dos recebíveis que formam o lastro
da carteira.
Os FIDC podem operar no mercado de derivativos (bolsas e balcão com sistema de registro)
somente para proteger suas posições à vista.

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No caso de Fundo aberto, o Fundo será liquidado ou incorporado a outro se mantiver PL médio
inferior a R$500.000 durante 3 meses consecutivos, ou 3 meses após a autorização da CVM.
•• Os cotistas dos FIDC somente podem ser investidores qualificados.
•• O valor mínimo para aplicação deve ser de R$25.000.
•• O FIDC deve ter, no mínimo, 50% de seu patrimônio em direitos creditórios.

FUNDOS DE INVESTIMENTO EM PARTICIPAÇÕES – FIP


O Fundo de Investimento em Participações (FIP) é uma comunhão de recursos destinados
à aplicação em companhias abertas, fechadas ou sociedades limitadas, em fase de
desenvolvimento. Cabe ao administrador constituir o fundo e realizar o processo de captação
de recursos junto aos investidores através da venda de cotas.
O FIP é um investimento em renda variável constituído sob a forma de condomínio fechado,
em que as cotas somente são resgatadas ao término de sua duração ou quando é deliberado
em assembleia de cotistas a sua liquidação.
Os FIPs devem manter, no mínimo, 90% de seu patrimônio investido em ações, debêntures
simples, bônus de subscrição ou outros títulos e valores mobiliários conversíveis ou
permutáveis em ações de emissão de companhias abertas ou fechadas, bem como em títulos
ou valores mobiliários representativos de participação em sociedades limitadas. A exceção são
as debentures simples, cujo limite máximo é de 33% do capital subscrito do fundo.

FUNDOS OFF-SHORE
Os fundos Off-Shore investem recursos no exterior, sendo sua sede formalmente localizada no
exterior, porém o gestor localiza-se no Brasil.

IOF EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS


Alíquota regressiva.
Até 29 dias, pode incidir IOF. 30 dias ou mais, todas as aplicações financeiras estão isentas de
IOF.
IOF incide sempre ANTES do Imposto de Renda.
O IOF é cobrado sobre os RENDIMENTOS.

IMPORTANTE:
Isenção de I.O.F para fundo de ações.

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EXCEÇÃO DE IOF EM FUNDOS DE RENDA FIXA
Os fundos de investimento de renda fixa estão sujeitos à cobrança de IOF pela tabela regressiva,
que é zerado com resgate de prazo igual ou superior a 30 dias.
Quando se tratar de um fundo de investimento com carência, no resgate de suas cotas, antes
de completado o prazo de carência para crédito de rendimentos, a alíquota aplicada é de 0,5%
ao dia, sempre limitado ao rendimento do investidor.

IMPOSTO DE RENDA EM FUNDOS IMOBILIÁRIOS


ALÍQUOTA: Inclusive pessoa jurídica isenta, sujeitam-se à incidência do imposto sobre a renda
na fonte à alíquota de 20% (vinte por cento).
RECOLHIMENTO: Até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de
apuração.
INCIDÊNCIA: Os ganhos de capital e Rendimentos.
COMPENSAÇÃO DE PERDAS: Perdas incorridas na alienação de cotas de fundo de investimento
imobiliário só podem ser compensadas com ganhos auferidos na alienação de cotas de fundo
da mesma espécie.
RESPONSÁVEL PELO RECOLHIMENTO: Administrador do Fundo.
ISENÇÃO: Ficam isentos do imposto sobre a renda na fonte e na declaração de ajuste anual
das pessoas físicas, os rendimentos distribuídos pelos fundos de investimento imobiliário cujas
cotas sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de
balcão organizado.
I. será concedido somente nos casos em que o fundo de investimento imobiliário possua, no
mínimo, 50 (cinquenta) cotistas;
II. não será concedido ao cotista pessoa física titular de cotas que representem 10% (dez por
cento) ou mais da totalidade das cotas emitidas pelo fundo de investimento imobiliário
ou cujas cotas lhe derem direito ao recebimento de rendimento superior a 10% (dez por
cento) do total de rendimentos auferidos pelo fundo.

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IMPOSTO DE RENDA EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS

ALIQUOTA
FATOR
TIPO DE FUNDO RESPONSÁVEL SEMESTRAL ALIQUOTA RESGATE
GERADOR
(COMECOTAS)
RENDA FIXA
Resgate ou 1 – 180 dias = 22,5%
CURTO PRAZO Administrador
Semestral (Maio e 20%
(PRAZO MÉDIO do Fundo
Novembro) 181 ou mais = 20%
ATÉ 365 DIAS)
RENDA FIXA 1 – 180 dias = 22,5%
LONGO PRAZO Resgate ou 181 – 360 dias = 20%
Administrador
(PRAZO MÉDIO Semestral (Maio e 15%
do Fundo 361 – 720 dias = 17,5%
SUPERIOR A Novembro)
365 DIAS) 721 dias ou mais = 15%

RENDA
VARIÁVEL
Administrador
AÇÕES (MAIS Somente Resgate Não tem 15%
do Fundo
DE 67% EM
AÇÕES)
Administrador Ganhos de capital
IMOBILIÁRIO Não tem 20%
do Fundo e Rendimentos

CARTEIRA ADMINISTRADA
O que é: A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profissional de
recursos ou valores mobiliários, sujeitos à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários,
entregues ao administrador, com autorização para que este compre ou venda títulos e valores
mobiliários por conta do investidor.
Gestão discricionária: Permite-lhe delegar a gestão da totalidade ou de parte dos seus ativo
numa equipa profissional e experiente.
Gestão Não Discricionária: Mesmo que um fundo ou recursos de uma carteira seja administrado
por terceiros, o investidor é o gestor dos recursos, tomando todas as decisões de acordo com
sua vontade.

CARTEIRA ADMINISTRADA X FUNDO DE INVESTIMENTO


Carteira Administrada: Para quem tem maior volume de recursos e menos tempo disponível.
Se você é um investidor com um volume considerável de recursos para investir, mas não possui
tempo hábil para monitorar seus investimentos no mercado de forma regular, uma boa opção
são as carteiras administradas. O investimento varia de corretora para corretora e de banco
para banco, mas, em geral, o mínimo vai de R$ 300 mil a R$ 1 milhão.

www.edgarabreu.com.br 205
Outro ponto positivo das carteiras administradas é que, por conta da grande quantia envolvida
na operação, existe uma liberdade maior de diversificação dos investimentos, o que aumenta as
possibilidades de ganhos. “Dependendo da quantia que o investidor possui, nós conseguimos
alocar uma parte na renda fixa, outra parte em ações defensivas, outra parte em ações blue
chips, outra parte em oportunidades do mercado.
Fundos de Investimento: Para quem tem menos recursos e mais familiaridade com o mercado.
Se você é um investidor que possui um volume de recursos mais reduzido, mas que tem uma
maior familiaridade com o mercado financeiro, então, a opção mais indicada é o fundo de
investimento. Atualmente existem diversas de opções de fundos para investir, atraentes para
aqueles investidores que já investem individualmente, mas desejam ampliar seus ganhos no
médio e longo prazos.

CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA FUNDOS


DE INVESTIMENTO
OBJETIVO: Estabelecer parâmetros pelos quais as atividades das Instituições Participantes,
relacionadas à constituição e funcionamento de fundos de investimento (“Fundos de
Investimento”), devem se orientar, visando, principalmente, a estabelecer:
I. a concorrência leal;
II. a padronização de seus procedimentos;
III. a maior qualidade e disponibilidade de informações sobre Fundos de Investimento,
especialmente por meio do envio de dados pelas Instituições Participantes à ANBIMA;
IV. a elevação dos padrões fiduciários e a promoção das melhores práticas do mercado.
O presente Código não se sobrepõe à legislação e regulamentação vigentes, ainda que venham
a ser editadas normas, após o início de sua vigência, que sejam contrárias às disposições ora
trazidas. Caso haja contradição entre regras estabelecidas neste Código e normas legais ou
regulamentares, a respectiva disposição deste Código deverá ser desconsiderada, sem prejuízo
das demais regras neste contidas.
Para o registro dos Fundos de Investimento na ANBIMA, deve ser encaminhado pedido
específico acompanhado dos seguintes documentos:
I. Lâmina de Informações Complementares do Fundo de Investimento, quando for o caso
(“Lâmina de Informações Complementares”);
II. regulamento do Fundo de Investimento (“Regulamento”);
III. comprovante de pagamento da taxa de registro;
IV. formulário de cadastro.

LÂMINA DE INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES


As Instituições Participantes devem tomar providências para que sejam disponibilizados aos
investidores, quando de seu ingresso nos Fundos de Investimento, Lâmina de Informações
Complementares atualizados e compatíveis com o Regulamento dos Fundos de Investimento.

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O Lâmina de Informações Complementares deve conter as principais características do Fundo


de Investimento, dentre as quais as informações relevantes ao investidor sobre políticas de
investimento, riscos envolvidos, bem como direitos e responsabilidades dos cotistas.
Na capa dos Lâmina de Informações Complementares dos Fundos de Investimento
administrados pelas Instituições Participantes, que sejam elaborados em conformidade com
todos os requisitos estabelecidos neste Código, deve ser impressa a logomarca da ANBIMA,
acompanhada de textos obrigatórios:
Quando for o caso, dependendo dos fatores de risco do fundo:
I. “este fundo utiliza estratégias que podem resultar em significativas perdas patrimoniais
para seus cotistas.”; ou
II. “este fundo utiliza estratégias que podem resultar em significativas perdas patrimoniais
para seus cotistas, podendo inclusive acarretar perdas superiores ao capital aplicado e a
consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do
fundo”.
Devem ainda ser impressos, com destaque na capa, na contracapa ou na primeira página do
Lâmina de Informações Complementares, os seguintes avisos ou avisos semelhantes com o
mesmo teor:
I. O investimento do fundo de investimento de que trata esta lâmina de informações
complementares apresenta riscos para o investidor;
II. Ainda que o gestor da carteira mantenha sistema de gerenciamento de riscos, não há
garantia de completa eliminação da possibilidade de perdas para o fundo de investimento
e para o investidor;
III. O fundo de investimento de que trata este lâmina de informações complementares
não conta com garantia do administrador do fundo, do gestor da carteira, de qualquer
mecanismo de seguro ou, ainda, do fundo garantidor de créditos – fgc;
IV. A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura;
V. As informações contidas nessa lâmina de informações complementares estão em
consonância com o regulamento do fundo de investimento, mas não o substituem.
VI. É recomendada a leitura cuidadosa tanto desta lâmina de informações complementares
quanto do regulamento, com especial atenção para as cláusulas relativas ao objetivo e à
política de investimento do fundo de investimento, bem como às disposições do lâmina de
informações complementares e do regulamento que tratam dos fatores de risco a que o
fundo está exposto.

MARCAÇÃO A MERCADO
Este conceito diz que o Fundo deve reconhecer todos os dias, o valor de mercado de seus
ativos.
A marcação a mercado faz com que o valor das cotas de cada fundo reflita, de forma atualizada,
a que preço o administrador dos recursos venderia cada ativo a cada momento (mesmo que ele
o mantenha na carteira). Ainda de acordo com a legislação, devem ser observados os preços do
fim do dia, após o fechamento dos mercados. Já para a renda variável, a legislação determina
que observe o preço médio dos ativos durante o dia.

www.edgarabreu.com.br 207
I. O Objetivo de marcar a mercado é evitar transferência de riqueza entre cotistas;
II. Os ativos que fazem parte da carteira de responsabilidade do administrador devem ter um
preço único;
III. O administrador deve divulgar no mínimo uma versão simplificada da marcação a mercado.

DIVULGAÇÃO DE RENTABILIDADE
É expressamente vedada:
•• divulgação, em qualquer meio, de qualificação, premiação, título ou análise que utilize
dados de menos de 12 (doze) meses;
•• divulgação de rentabilidade do fundo com menos de 6 meses de registro na CVM;
•• divulgação de comparação entre Fundos que tenham classificação ANBIMA diferentes,
sem qualificá-los e sem apresentar justificativa consistente para a comparação.

CLASSIFICAÇÃO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO ANBIMA – NÍVEIS 1, 2 E 3.


A ANBIMA agrupa fundos de investimento com as mesmas características, identificando-
os pelas suas estratégias e fatores de risco. Esse agrupamento facilita a comparação de
performance entre os diferentes fundos e auxilia o processo de decisão de investimento, além
de contribuir para aumentar a transparência do mercado.
A Classificação de Fundos ANBIMA, os investimentos estão divididos em três níveis sendo:
•• 1º Nível: Classes de Ativos
•• 2º Nível: Riscos
•• 3º Nível: Estratégias de investimento

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Subdivisões para os fundos de Renda Fixa.

Subdivisões para os fundos de Ações.

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Subdivisões para os fundos de Multimercado.

Subdivisões para os fundos Cambiais: Não possui subdivisões. Sendo apenas Cambial nos três níveis.

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CLUBES DE INVESTIMENTO
O Clube de Investimento é um condomínio constituído por no mínimo 3 pessoas e no
máximo 50 pessoas físicas, para aplicação de recursos em títulos e valores mobiliários, sendo
administrado por corretoras, distribuidoras e bancos de investimento. Quando se tratar de
empregados de uma mesma empresa, o número de condôminos pode ser maior.
A carteira é composta por 67% no mínimo em ações, sendo o restante em renda fixa e
derivativo.
O máximo que um único investidor pode ter de um clube de investimento é de 40% sobre o
patrimônio do clube.

INVESTIMENTOS NO EXTERIOR

TÍTULOS DO TESOURO AMERICANO – TREASURIES


•• O QUE SÃO: Obrigações de dívida negociáveis do governo norte-americano que são
emitidas com vários prazos. Podemos dividir os Treasuries em três grupos, de acordo com
o prazo:
•• Treasury Bills (até um ano), Treasury Notes (de um a dez anos) e Treasury Bonds (dez
anos ou de prazo mais longo). Os Treasuries são considerados dentre os investimentos
mais seguros do mundo, e são constantemente usados como referência para outros
investimentos.

Treasury Bill
Obrigações de dívida do governo americano de curto prazo, com prazo de um ano, ou menos,
e emitidas com desconto sobre o seu valor de face (não paga cupom, ou seja é do tipo zero
cupom). A compra e venda de Treasury Bills é o principal instrumento que o Fed, banco central
norte-americano, usa para regular a oferta de moeda da economia. Muitos empréstimos de
juros variáveis e hipotecas têm as suas taxas de juros em linha com essas obrigações.

Treasury Bond
Obrigações de dívida de longo prazo do governo norte-americano (pelo menos 10 anos), que
são emitidas através do sistema de leilão em datas determinadas, e que normalmente efetuam
pagamento de cupom semestral e têm preço de emissão próximo ao par (100). O prazo mais
comum é o de 10 anos.

Treasury Bond de 30 anos


Obrigações de dívida de longo prazo (30 anos), emitidas pelo governo norte-americano.
Também conhecido no mercado internacional como “Long Bond”.

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Treasury Note
Obrigações de dívida do governo norte-americano com prazo entre um e dez anos, que são
emitidas através do sistema de leilão em datas determinadas, normalmente com pagamento
de cupom semestral e preço de emissão próximo ao par (100). Os prazos mais comuns são 2 e
5 anos.

Treasury Inflation Protected Securities (TIPS)


Dívida do governo norte-americano protegidos da inflação. O valor do título é ajustado pelas
variações do Consumer Price Index (CPI). Os juros são semestrais (Título com Cupom).

2. INVESTIMENTO EM IMÓVEIS

RISCOS ENVOLVIDOS
Quando se decide realizar o investimento em imóveis existem alguns riscos envolvidos, assim
como os investimentos em outros ativos. Os principais riscos são:
1. Risco de Liquidez
2. Risco de Mercado
3. Risco de Vacância
Abaixo a explicação sobre cada um desses riscos:

1. Risco de Liquidez
Talvez o principal risco comentado, sempre que se trata de investimento em imóveis é o risco
de liquidez, que pode ser definido como a dificuldade em converter em dinheiro o bem imóvel
do investidor. Em uma eventual necessidade de recursos, que está alocado em um imóvel, não
se sabe o tempo que irá demorar para se conseguir o recurso.

2. Risco de Mercado
É o risco associado à oscilação do valor do imóvel. Por condições de mercado, de oferta e
demanda por esse tipo de investimento, o valor dos imóveis acaba sofrendo alterações, assim
como outros ativos financeiros.

3. Risco de Vacância
O imóvel após adquirido se ficar sem ser alugado, é como um investimento que não está
rendendo. Então, uma alternativa para rentabilizar o imóvel é alugar o mesmo. Porém, nem
sempre se consegue achar um interessado, ficando portanto o imóvel como não ocupado, um
risco que é conhecido como risco de vacância.

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ESTRATÉGIAS DE INVESTIMENTO
Basicamente o investimento em imóvel pode ter 2 objetivos:

Aspectos Tributários para a Pessoa Física e Jurídica (Holding)


Para se reduzir a carga tributária a ser paga no investimento em imóveis, existe a opção de o
investidor realizar esse investimento através de uma Pessoa Jurídica (Holding) e não através de
sua pessoa física. Abaixo as duas vantagens ao se realizar o investimento através de um PJ:

1) Não incidência do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis – ITBI


Ao transmitir o seu imóvel que está em nome da pessoa física para a pessoa jurídica, o sócio
pessoa física está isento do recolhimento do ITBI.
A exceção da isenção ocorre no caso em que a atividade preponderante da empresa for
imobiliária.

2) Tributação dos Rendimentos


Quando a pessoa física possui imóveis, o rendimento do aluguel é tributado em até 27,5%,
conforme a renda tributável total do contribuinte. Esse rendimento pode sofrer uma tributação
menor, dependendo do tipo de regime tributário e objeto social da Holding (PJ).

Índices do Mercado Imobiliário


Os principais índices do mercado imobiliário são:
•• IFIX
•• FIPE ZAP
•• IGMI-C
Abaixo entenderemos os detalhes de cada um desses índices:

www.edgarabreu.com.br 213
IFIX
O IFIX é o resultado de uma carteira teórica de ativos, elaborada de acordo com os critérios
estabelecidos nesta metodologia. Os índices da BM&FBOVESPA utilizam procedimentos e
regras constantes do Manual de Definições e Procedimentos dos Índices da BM&FBOVESPA.
O objetivo do IFIX é ser o indicador do desempenho médio das cotações dos fundos
imobiliários negociados nos mercados de bolsa e de balcão organizado da BM&FBOVESPA. O
IFIX é composto pelas cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários listados nos mercados
de bolsa e de balcão organizado da BM&FBOVESPA.

FIPE ZAP
Funciona para os imóveis assim como a tabela FIPE para os carros. O Índice FipeZap de Preços
de Imóveis Anunciados é o primeiro indicador com abrangência nacional que acompanha os
preços de venda e locação de imóveis no Brasil. O índice é calculado pela Fipe com base nos
anúncios de apartamentos prontos publicados na página do ZAP Imóveis e em outras fontes da
Internet, formando uma base de dados com mais de 500.000 anúncios válidos por mês.
É divulgado mensalmente.

IGMI-C
O IGMI-C – Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial foi desenvolvido, em 2011,
pelo Instituto Brasileiro de Economia  (Ibre/FGV) e tem a BM&FBOVESPA como um de seus
patrocinadores. É o primeiro indicador de rentabilidade do setor imobiliário brasileiro e tem
como objetivo tornar-se referência de rentabilidade de imóveis comerciais (escritórios, hotéis,
shoppings e outros), contribuindo para que os investidores obtenham mais transparência em
relação à formação dos preços de compra, venda e locação.
O IGMI-C é calculado com base em informações fornecidas voluntariamente por um grupo de
participantes envolvendo investidores institucionais e empresas ligadas ao setor imobiliário,
tais como entidades de classe, consultores, administradores e gestores de carteiras imobiliárias,
incorporadores e outros. A série histórica dessa divulgação iniciou em 2000 e tem atualização
trimestral.

3. TIPOS DE RISCOS DOS INVESTIMENTOS

Risco pode ser definido como a probabilidade de perda ou ganho numa decisão de investimento.
Grau de incerteza do retorno de um investimento. Normalmente, o risco tem relação direta
com o nível de renda do investimento: quanto maior o risco, maior o potencial de renda do
investimento.

RISCO VERSUS RETORNO


Considerando que os investidores são racionais, concluímos que os mesmos só estarão
dispostos a correrem maior risco em uma aplicação financeira para ir em busca de maiores
retornos.

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Segundo o princípio da dominância, entre dois investimentos de mesmo retorno, o investidor


prefere o de menor risco e entre dois investimentos de mesmo risco, o investidor prefere o de
maior rentabilidade.

DIVERSIFICAÇÃO: VANTAGENS E LIMITES DE REDUÇÃO DO RISCO


INCORRIDO
•• Risco sistemático: é a parte da volatilidade do ativo que tem sua origem em fatores co-
muns a todos os ativos do mercado.
•• Por exemplo, determinado resultado das eleições presidenciais afeta, em maior ou menor
grau, todos os ativos do mercado.
•• Risco não sistemático ou específi-
co: é a parte da volatilidade do ati-
vo que tem sua origem em carac-
terísticas específicas do ativo.
•• Por exemplo, se uma plataforma
da Petrobrás sofre um acidente, a
princípio somente as ações desta
empresa recebem um impacto
negativo.
A diversificação, no mundo dos investimentos, é como o investidor divide sua poupança nos
diversos ativos financeiros e reais, como: colocar 10% de seu dinheiro na poupança, 50% em
fundos de renda fixa, 20% em fundo imobiliário e 20% em ações.
A diversificação ajuda a reduzir os riscos de perdas. É o velho ditado: “não coloque todos os
ovos numa única cesta”. Desta forma, quando um investimento não estiver indo muito bem, os
outros podem compensar, de forma que na média não tenha perdas mais expressivas.
A diversificação consegue reduzir APENAS o risco NÃO SISTEMÁTICO (específico). O risco
sistemático não pode ser reduzido, nem mesmo com uma excelente diversificação.

www.edgarabreu.com.br 215
RISCO DE LIQUIDEZ
Trata-se da impossibilidade de vender um
determinado ativo pelo preço e no momento
desejado. A realização da operação, se ela for
possível, implica numa alteração substancial
nos preços do mercado.
Caracteriza-se quando o ativo possui muitos
vendedores e poucos compradores.
Investimento em imóveis é um exemplo de
uma aplicação com alto risco de liquidez.

RISCO DE CRÉDITO
Risco de crédito está associado a possíveis perdas que um credor possa ter pelo não
pagamento por parte do devedor dos compromissos assumidos em uma data acertada, seja
este compromisso os juros (cupons) ou o principal. Há vários tipos de risco de crédito: um
investidor, ao comprar um título, sempre estará incorrendo em um ou mais destes tipos de
risco de crédito.
As empresas contratam as agências especializadas como Standard & Poor’s e Moody’s para
que elas classifiquem o risco de crédito referente às obrigações que vão lançar no mercado
(e que serão adquiridas por investidores), como debêntures (bonds), commercial papers,
securitizações, etc.
O rating depende da probabilidade de inadimplência da empresa devedora, assim como das
características da dívida emitida.
Quando uma empresa emite debêntures e não consegue honrar seus pagamentos, seus
investidores estão sujeitos a terem perdas financeiras devidas o risco de crédito existente.

IMPORTANTE:
Aplicação em ações NÃO possuem RISCO DE CRÉDITO.

RISCO PAÍS
O risco país tem sua origem na possibilidade de um país não honrar seus compromissos, ou
seja, não ter capacidade de gerar recursos para o pagamento de suas obrigações com credores
externos.
O risco país também pode ser gerado pelo risco político ou soberano quando se criam restrições
ao livre fluxo de capitais, impondo controles cambiais que Impossibilitam a remuneração dos
investidores externos.

216 www.edgarabreu.com.br
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Golpes militares, políticas econômicas, resultado de novas eleições entre outros podem trazer
este tipo de restrição.

DURATION DE MACAULAY
A duration de Macaulay é o prazo médio ponderado do título de renda fixa.
O prazo médio calculado pela duration de Macaulay permite supor um título sintético que
possua apenas um cash flow no futuro com prazo de vencimento igual à própria duration.
Em geral, quanto maior a duration mais cairá o preço do título, se a taxa de juros aumentar.

COMO CALCULAR O DURATION DE UM TÍTULO


OBS: não é cobrado cálculo na prova do CPA 20, apenas o conceito.
Como exemplo, vamos considerar um título com prazo de seis anos, preço de $ 1.000 e cupom
anual de 10%.

Tempo (N) Fluxo (VF) VP VR N x VR


1 100,00 90,90 0,0909 0,090
2 100,00 82,64 0,0826 0,165
3 100,00 75,13 0,0751 0,225
4 100,00 68,30 0,0683 0,273
5 100,00 62,09 0,0620 0,310
6 1.100,00 620,92 0,6209 3,725
TOTAL 1.000,00 1 4,788

VP: Valor presente, descontado na calculadora HP – 12C a taxa de 10%


VR: Valor obtido dividindo a coluna “VP” pelo valor do investimento, neste caso 1.000
T x VR: Multiplicando a coluna Tempo pelo VR. O somatório desta coluna é o duration do título
em questão.
Assim o valor do Duration deste título é de 4,788 anos.

RESUMO DURATION
Títulos do tipo zero cupom: Duration é igual ao vencimento do título.
Títulos com cupom: Duration é inferior ao vencimento.

www.edgarabreu.com.br 217
CONVEXIDADE
Por si só, a duration não possibi-
lita a estimativa precisa por não
modelar precisamente a curva-
tura existente entre a variação
percentual do valor da carteira e
a variação percentual da taxa de
juros de mercado.
Quanto maior a convexidade de um título, menor será seu efeito de mudanças em seu preço
decorrente de variações da taxa de juros e vice-versa.

4. GESTÃO E MENSURAÇÃO DOS RISCO E RETORNO DOS INVESTIMENTOS

GESTÃO E MENSURAÇÃO DE RISCO

Gestão de Risco de Carteiras


Graças ao conceito de distribuição normal, é possível determinar a perda máxima de uma
carteira, com uma certa probabilidade de ocorrer.
Exemplo: se uma carteira possui média dos retornos igual a 3% e desvio padrão de 2%, logo
é de se esperar que em 95% dos casos seu retorno oscile entre – 1% (média menos 2 desvios
padrões) a 7% (média mais dois desvios padrões).
Nesse caso, mantendo-se a média e o desvio padrão, pode-se garantir para o investidor que a
sua perda máxima será de 1% em 95% das perdas ocorridas pelo fundo.
Alguns fundos prometem isso para o cliente no Formulário de Informações Complementares
(antigo prospecto), gerando todo um trabalho de gestão e controle dos riscos. Para isso é
necessária adoção às práticas como as que veremos em seguida.

VALUE AT RISK
O cálculo do Valor em Risco (ou VAR) é um método de se obter o valor esperado da máxima
perda (ou pior perda) dentro de um horizonte de tempo com um intervalo de confiança.
Exemplo de um fundo de investimento que possui em sua Lâmina de Informações Complemen-
tares:
“VAR de 1% para 1 dia e 95% de confiança”
Significa que, para o dia seguinte, há 95% de chances de o valor da perda da carteira não ser
maior que 1% do Patrimônio Líquido do fundo.
O valor real da perda pode ser maior que 1%, pois há 5% de chances de a estimativa ser
ultrapassada.

218 www.edgarabreu.com.br
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BACK TESTING
Qualquer modelo de VAR deve ser testado para aferir a sua precisão. O Back Testing é uma
ferramenta utilizada para este teste. Ou seja, o modelo é alimentado com dados históricos, e o
número de violações (ocorridas no passado) do limite de VAR é medido, de modo a verificar se
estão dentro do nível de confiança estabelecido.
Normalmente o Back Testing é utilizado para testar modelos derivados através de simulações.

STOP LOSS
O Stop Loss é a ferramenta utilizada quando os limites de VAR são ultrapassados. Por exemplo,
seja um Fundo que tenha um limite, definido em estatuto, de VAR de 1% em um dia, com 95%
de confiança. Ou seja, o gestor deste Fundo não pode posicionar sua carteira de modo que
possa perder mais que 1% do seu valor em um dia, com 95% de chances.
Digamos que, em determinado momento, a volatilidade dos mercados aumente de maneira
generalizada. Utilizando esta nova volatilidade, o gerente de risco descobre que o Fundo está
correndo o risco de perder 2% em um dia, com 95% de chances.
Neste momento, o gestor é obrigado a se desfazer de posições, de modo que o risco de perdas
diminua para 1% em um dia, com 95% de chances. A este movimento de reversão de posições
para diminuição do risco chamamos Stop Loss.
Portanto, no contexto do VAR, o stop loss não necessariamente “corta” um prejuízo, mas apenas
diminui posições de risco.

STRESS TEST
O VAR estará correto 95% do tempo, e errado 5% das vezes (outros graus de confiança são
possíveis). Como podemos avaliar qual a perda máxima que uma instituição financeira ou um
fundo de investimento pode sofrer?
O VAR não fornece a informação de quanto pode chegar a perda máxima. Por exemplo, quando
dizemos que o VAR é de 1%, não conseguimos imaginar se a perda máxima, que pode acontecer
com probabilidade menor do que de 5%, será 2%, 10% ou 50%.
Para saber até onde a perda de valor de uma carteira pode chegar temos que usar a técnica
chamada de stress test.
O stress test mede quanto um Portfólio pode perder em uma situação hipotética de Stress
macroeconômico, chamado Cenário de Stress.
O Stress Test normalmente é utilizado como um complemento do VAR, com o objetivo de
medir as perdas quando o grau de confiança (normalmente 95%) é ultrapassado. São, em
geral, situações de stress de mercado, conhecidas como fat tail (cauda grossa), que é uma
referência à “ponta” da distribuição normal dos retornos, e que pode assumir valores muito
altos, imprevisíveis se apenas o VAR for utilizado.

www.edgarabreu.com.br 219
PROCESSO DE GESTÃO DE RISCO DA CARTEIRA

Já o Stress Test é realizado somente quando o gestor deseja saber o tamanho das perdas
da carteira em cenários além do limite do VaR. Nesse caso, ele deverá executar um teste de
estresse na carteira.

TRACKING ERROR
Tracking error é uma medida de quão aproximadamente um portfólio replica o seu benchmark.
O tracking error mede o desvio-padrão da diferença entre os retornos do portfólio e os do
benchmark. Para um fundo que visa replicar um índice (passivo), o tracking error deverá ser tão
próximo quanto possível de zero.
Ou seja, o tracking error é dado pelo desvio-padrão das diferenças entre os retornos de um
fundo e os retornos do seu benchmark em um determinado período. Quanto mais “volátil”
forem estas diferenças, maior será o tracking error.

ERRO QUADRÁTICO
Mede o desvio médio das variações das cotas do fundo em relação as variações de seu
indicador de referência, ou benchmark. Quanto menor o EQM, melhor – maior a aderência
das cotas do fundo ao benchmark. Usado para analisar a performance dos fundos de gestão
passiva.
O Erro Quadrático Médio, por sua vez, é dado pela seguinte equação:

Ou seja, o erro quadrático médio é calculado pela média das diferenças ao quadrado entre os
retornos de um fundo e os retornos de seu benchmark.

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O Erro Quadrático Médio será sempre um número positivo ou igual a zero (quando o retorno
do fundo foir igual ao retorno do seu benchmark), porém, o mesmo não pode ser negativo.

Risco x Retorno
Considerando que o retorno esperado pode ser obtido pela média dos retornos e que o risco
do ativo é calculado pelo desvio padrão, podemos efetuar escolhas de forma racional. Qual a
melhor opção de investimento, comparando dois ativos semelhantes, de mesmo administrador,
mesmas características e regime tributário.
Para isso, vamos utilizar o princípio da dominância, que afirma que os investidores desejam
sempre:
•• Retornos: Maximizar.
•• Risco: Minimizar.

RELAÇÃO RISCO X RETORNO

EXEMPLO 1
Retorno Risco
Se o investidor tiver que escolher um dos dois fundos, a melhor
Fundo A 22% 3% opção será o fundo A, já que possui o mesmo retorno que B,
porém tem menor risco.
Fundo B 22% 5%

EXEMPLO 2
Retorno Risco
Se o investidor tiver que escolher um dos dois fundos, a melhor
Fundo A 18% 3% opção será o fundo B, já que possui o mesmo risco que A,
porém tem maior retorno.
Fundo B 22% 3%

EXEMPLO 3
Retorno Risco
Se o investidor tiver que escolher um dos dois fundos, a melhor
Fundo A 18% 3% opção será o fundo B, já que, além de ter menor risco que A,
também possui maior retorno.
Fundo B 22% 2%

O princípio da dominância diz que na avaliação de dois investimentos com um mesmo patamar
de riscos, escolheremos o que oferecer o maior retorno e que para a escolha entre dois
investimentos com o mesmo patamar de retorno, escolheremos o que promover o menor risco.

ÍNDICE DE SHARPE
Calcula a rentabilidade de um ativo, considerando o seu risco. (Risco x Retorno)

www.edgarabreu.com.br 221
O índice sharpe se faz necessário em decisões quando estamos comparando investimentos
similares e uma das opções possui maior retorno enquanto a outra possui menor risco, como
o exemplo a seguir:

EXEMPLO 4
Retorno Risco Nesse exemplo, nenhum dos ativos domina o outro, já que um
possui maior retorno e o outro menor risco. Para definirmos qual a
Fundo A 23% 5%
melhor opção de investimento é necessário calcular o
Fundo B 20% 3% Índice Sharpe.

Mede quanto de prêmio é recebido por risco assumido:

Onde,
•• E(Rrisco): rentabilidade esperada de um investimento com risco maior que zero.
•• Rsem risco: rentabilidade de um investimento sem risco.
•• σrisco: volatilidade ou desvio-padrão do investimento com risco.
Calculando o Índice Sharpe, considerando uma taxa livre de risco de 13% (Selic):

Assim, para cada 1% de risco assumido no ativo A, tem-se 2% de retorno, enquanto esse mesmo
1% de risco assumido no ativo B, retorna 2,33%. Logo, a melhor relação risco retorno é de B.
Quanto maior o Índice Sharpe, melhor a relação risco x retorno e melhor o desempenho do
fundo. Quanto menor o Índice Sharpe, pior é a relação risco x retorno e pior o desempenho
fundo.
Existe também o Índice Sharpe Modificado, em que a única diferença está em considerar o
benchmark do fundo ao invés da taxa livre de risco.

IMPORTANTE:
O Índice Sharpe não pode assumir valor negativo.

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Aplicação do Índice Sharpe em gráfico de risco x retorno:

A e B possuem o mesmo retorno, porém B possui menor risco que A, logo:


Índice Sharpe de B é maior que o Índice Sharpe de A.
A e C possuem o mesmo risco, porém A possui maior retorno que C, logo:
Índice Sharpe de A é maior que o Índice Sharpe de C.

ÍNDICE DE TREYNOR
Se considerarmos que uma carteira de ações possui diversas ações de diversos segmentos,
logo chegamos a conclusão que a mesma é bem diversificada, eliminando o seu risco não
sistemático, sobrando apenas o risco sistemático. Nesse caso, talvez seja mais interessante
utilizar como medida de risco o coeficiente beta da carteira ao invés do desvio padrão.
Por esse motivo foi criado o índice Treynor, que é uma medida similar ao Índice de Sharpe, com
a diferença de que, em vez de usar como medida de risco o desvio-padrão ou semi-desvio, usa
o coeficiente Beta. Além disso, ela é uma medida de excesso de retorno em relação ao risco
sistemático. O risco de ativos individuais ou de um pequeno grupo de ativos pode ser melhor
descrito pelo seu co-movimento com o mercado (Beta). Assim, o Índice de Treynor parece ser
particularmente útil para essa tarefa, quando a carteira do investidor é uma de muitas carteiras
incluídas num grande fundo.

RESUMO SHARPE X TREYNOR

INDÍCES CÁLCULO
Retorno Fundo-Taxa livre risco (Selic)
ÍNDICE SHARPE
Desvio Padrão do Fundo
Retorno Fundo-Benchmark do fundo
ÍNDICE SHARPE MODIFICADO
Desvio Padrão do Fundo
Retorno Fundo-Taxa livre risco (Selic)
ÍNDICE TREYNOR
Coeficiente beta da carteira

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ÍNDICE DE MODIGLIANI
O índice de Modigliani é uma medida de retorno ajustado pelo risco usado na análise de
carteiras de investimento, no qual o retorno do fundo é ajustado para sua volatilidade. Ao
contrário do índice de Sharpe, ele utiliza o retorno absoluto do fundo e não o retorno relativo
à taxa livre de risco. O índice é calculado da seguinte forma: Índice Modigliani = (Retorno do
Fundo/Desvio padrão do Retorno do Fundo).

BETA ( β )
Em relação ao coeficiente Beta ( β ), este tornou-se uma medida popular de risco, pois simplifica
o problema quando relaciona a variabilidade do retorno da carteira a do retorno da carteira de
mercado. Beta é a volatilidade da performance média relativa ao mercado.

Uma carteira de mercado, Ibovespa ou IBrX por exemplo, possui diversas ações de diversos
setores diferentes. Logo, presumimos que a mesma não sofre com riscos não sistemáticos,
por ser diversificada. Como as suas oscilações são afetadas apenas pelo risco sistemático,
assumimos que suas oscilações representam 100% desse risco, logo, o coeficiente beta dessa
carteira será sempre igual a 1. (100% = 100/100 = 1)
Já o Beta de uma ação pode assumir vários valores, como:

•• Se b > 1, a carteira de ativos oscila mais que a carteira de mercado, ou seja, tem um risco
maior se comparada ao risco do mercado. Então, se o mercado está em alta, o retorno da
carteira de ativos é maior do que o retorno da carteira de mercado. Se o mercado está em
baixa, o retorno da carteira de ativos é menor do que o retorno da carteira de mercado. Em
outras palavras, ou o ativo “sobe mais” ou “cai mais”. O ativo também se caracteriza por ser
agressivo.
•• Se b = 1, a carteira de ativos tem o mesmo risco que a carteira de mercado.

224 www.edgarabreu.com.br
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•• Se b < 1, a carteira de ativos é menos arriscada do que a carteira de mercado e o ativo se


caracteriza por ser defensivo.
Caso o investidor deseje obter um retorno próximo ao Ibovespa ou ao IBr-X sem precisar
comprar todas as ações da carteira, deverá procurar ações que façam parte do índice e que
tenham o coeficiente beta próximo de 1.
O coeficiente β é usado para medir o risco não-diversificável.

PRECIFICAÇÃO DE TÍTULOS DE RENDA FIXA


Taxa Interna de Retorno (TIR): yield to maturity
Define-se como a taxa de desconto em que o Valor Presente do fluxo de caixa futuro de um
investimento se iguala ao custo do investimento.
É calculada mediante um processo de tentativa e erro.
Quando os valores presentes líquidos do custo e dos retornos se igualam a zero, a taxa de
desconto utilizada é a TIR.
Se essa taxa excede o retorno exigido – chamada taxa de atratividade – o investimento é
aceitável. Pode haver mais de uma TIR para determinado conjunto de fluxos de caixa.

A Taxa Mínima de Atratividade (TMA):


É uma taxa de juros que representa o mínimo que um investidor se propõe a ganhar quando faz
um investimento, ou o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando faz um
financiamento.

O valor presente líquido (VPL):


Também conhecido como valor atual líquido (VAL) ou método do valor atual, é a fórmula
matemático-financeira de se determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados
a uma taxa de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial. Basicamente, é o cálculo
de quanto os futuros pagamentos somados a um custo inicial estaria valendo atualmente.
Temos que considerar o conceito de valor do dinheiro no tempo, pois, exemplificando, R$ 1
milhão hoje, não valeria R$ 1 milhão daqui a um ano, devido ao custo de oportunidade de se
colocar, por exemplo, tal montante de dinheiro na poupança para render juros.
Current yield: O termo Current Yield pode ser traduzido como rendimento corrente de um
título de renda fixa, ou seja, o rendimento não levando em consideração o prazo do título em
questão. É calculado dividindo a taxa de juros do cupom pelo preço do título. Por exemplo, se
um título está sendo vendido a um preço de 100,00 com um cupom de 10,00% ele oferece um
current yield de 10,00%. Caso esse título estivesse cotado a 80,00 o seu current yield seria de
12,50%.

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CÁLCULO VALOR DA PRESTAÇÃO COM HP-12C
EXEMPLO
Um cliente deseja adquirir um veículo no valor de R$ 50.000. Dá uma entrada no valor de
R$ 15.000 e deseja financiar o resto em 9 parcelas, pagando juros de 1,5% a.m. De quanto será
o valor da parcela que o cliente pagará?
Considerando a entrada temos que o valor financiado será de 50.000 – 15.000 = 35.000,00

Pressionar Objetivo Visor


F REG Limpa memória do registrador 0,00
35.000 CHS Muda o sinal do valor e introduz o valor
– 35.000,00
PV – 35.000,00 na variável PV

9 N Introduz o valor de 9 parcelas 9,00


1,5 i Introduz a taxa de 1,5% ao mês 1,5
PMT Pergunta qual o valor da prestação R$ 4.186,34
Resposta, R$ 4.186,34 por mês.
OBS: Como o valor dado como entrada é diferente das demais prestações, a série de pagamento é
postecipada e não antecipada. Assim a sua calculadora HP-12c NÃO pode estar com o “Begin” ativado
na tela. Para ativar e desativar o Begin utilize G7 e G8 respectivamente.

CÁLCULO TAXA INTERNA DE RETORNO COM HP-12C


EXEMPLO
Uma empresa fez uma captação no valor de 50.000,00, e se comprometeu em fazer o
pagamento em 3 vezes, com pagamento sequenciais de 25.000,00, 20.000,00 e 15.000,00, para
cada mês seguinte ao da captação, qual foi a taxa de juros paga por esta empresa?
Devemos criar um fluxo de pagamento e colocar as informações na calculadora HP. Fluxo de
caixa:

TEMPO VALOR
0 – R$ 50.000,00
1 R$ 25.000,00
2 R$ 20.000,00
3 R$ 15.000,00

Agora utilizando a Calculadora HP 12C:

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Pressionar Objetivo Visor


F REG Limpa memória do registrador 0,00
50.000 CHS G CF0 Introduz o valor do investimento no momento 0 – 50.000,00
25.000 G  CFJ Introduz retorno do primeiro mês 25.000,00
20.000 G  CFJ Introduz retorno do segundo mês 20.000,00
15.000 G  CFJ Introduz retorno do terceiro mês 15.000,00
F  IRR Solicita a Taxa Interna de Retorno 10,65%
Resposta, 10,65% ao mês.

EXEMPLO
Um imóvel no valor de R$ 280.000,00 para compra à vista, pode ser adquirido direto com a
construtora na seguinte condição:
I. Entrada de R$ 50.000,00 no ato.
II. 24 parcelas mensais de R$ 5.000,00 a vencer a primeira 1 mês após compra.
III. 4 parcelas semestrais como reforço no valor de R$ 10 mil reais, vencendo a primeira 1
semestre após a data da compra.
IV. 2 parcelas anuais de 10 mil reais cada, vencendo a primeira 1 ano após a compra.
Calcule a taxa de retorno deste investimento. Colocando tudo em um único fluxo de caixa
temos:

Mês Parcela Mensal Semestral Anual Total


0 R$ 280.000,00 – R$ 50.000,00 = R$ 230.000,00 (saldo devedor)
1 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
2 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
3 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
4 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
5 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
6 R$ 5.000,00 R$ 10.000,00 R$ 0,00 R$ 15.000,00
2 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
.
12 R$ 5.000,00 R$ 10.000,00 R$ 10.000,00 R$ 25.000,00

Repetir todo o processo por mais um ano.


Agora vamos informar este fluxo para a Calculadora HP 12c

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Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
Introduz o valor do imóvel no momento 0
230.000 CHS G CF0 – 230.000,00
(à vista)
5.000 G  CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
Introduz quantas parcelas seguidas teremos
5 G  NJ 5,00
do valor anterior
Introduz valor da parcela mensal somado
15.000 G  CFJ 15.000,00
parcela semestral
5.000 G  CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
Introduz quantas parcelas seguidas teremos
5 G  NJ 5,00
do valor anterior
Introduz valor da parcela mensal somado
25.000 G  CFJ 25.000,00
parcela semestral e com parcela anual
5.000 G  CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
Introduz quantas parcelas seguidas teremos
5 G  NJ 5,00
do valor anterior
Introduz valor da parcela mensal somado
15.000 G  CFJ 15.000,00
parcela semestral

5.000 G  CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00

Introduz quantas parcelas seguidas teremos


5 G  NJ 5,00
do valor anterior
Introduz valor da parcela mensal somado
25.000 G  CFJ parcela semestral e somado com parcela 25.000,00
anual

F IRR Solicita a Taxa Interna de Retorno 1,72%

Resposta, 1,72% ao mês.


OBS: Quando temos uma parcela que não se repete em sequência, não é necessário informar o valor
de NJ, automaticamente a HP preenche o valor da memória com 1. Quando esta sequência de parcela
for superior a 1, usar o NJ nos dar maior agilidade e evita ter que digitar uma a uma as parcelas.

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5. TEORIA MODERNA DE CARTEIRAS

FRONTEIRA EFICIENTE
A fronteira eficiente poderia ser obtida, representando-se, num gráfico de retorno esperado
“versus” desvio-padrão, todas as combinações de ativos e reconhecendo que os investidores
são racionais, ou seja, sempre preferirá mais riqueza a menos riqueza, para o mesmo nível de
risco.

TAXA LIVRE DE RISCO


Os diversos ativos onde o investidor pode aplicar seu dinheiro possuem risco. Isso significa que
o preço e as taxas de todos os ativos possuem volatilidade.
Alguns ativos possuem alta volatilidade outros possuem baixa volatilidade, portanto são de alto
risco ou de baixo risco respectivamente.
No Brasil, os participantes do mercado aproximam a taxa DI ou a taxa SELIC como sendo a taxa
livre de riscos, apesar de sua volatilidade não ser desprezível.
A taxa livre de risco é muito importante para tomada de decisão do investidor, o investidor
somente irá aplicar recursos em títulos de maior risco quando lhe for oferecido remuneração
superior à taxa livre de risco.

6. ALOCAÇÃO DE ATIVOS E REBALANCEAMENTO

ASSET ALLOCATION
Expressão utilizada pelos profissionais do mercado para referência à escolha dos ativos que
comporão as carteiras. Trata-se justamente da seleção dos ativos que serão parte integrante de
uma carteira de investimentos e em que quantidade.
Estabelecer um “mix” de ativos é um processo dinâmico e um dos mais importantes para
conhecermos a relação risco e retorno de nossas carteiras. Seus objetivos como investidor
devem estar bem representados no “mix” de ativos da sua carteira.

www.edgarabreu.com.br 229
Alocação Estratégica de Ativos
O asset allocation estratégico emprega aquilo que poderíamos chamar de “política básica de
mix de ativos”. Essa mistura proporcional de ativos é baseada nos rendimentos esperados
para cada classe de ativos no longo-prazo. Por exemplo, se as ações tem conseguido obter um
rendimento de 10% ao ano no longo-prazo e a Renda Fixa 5%, para uma carteira com 50% de
Renda Fixa e 50% de ações é razoável supor no longo-prazo um retorno esperado de 7,5% ao
ano.

Alocação de Ativos com pesos constantes


Uma Alocação de Ativos estratégica normalmente se limita a comprar-e-guardar, mesmo
sabendo que inevitavelmente haverá uma variação nos preço dos ativos da carteira que farão
com que nos desviemos da política básica de “mix” que estabelecemos originalmente. Por este
motivo, os investidores podem preferir optar por uma alocação de ativos com pesos constantes
aonde o percentual de cada ativo é rebalanceado constantemente para manter nossa política
original de alocação. Por exemplo, se uma classe de ativos tiver caído de preço, o investidor
poderia comprar um pouco mais dela por avaliar que esteja relativamente “barata”, e se essa
classe de ativo subir de preço, poderia ser vendida por ter se tornado “cara”.
Não existem regras rígidas para ajustarmos nossas carteiras dentro das orientações estratégicas
e de pesos constantes. Talvez, uma boa ideia muito empregada seja rebalancear o “mix”
original quando uma das classes de ativo se desviarem mais de 5% do percentual originalmente
estabelecido.

Alocação Tática de Ativos


No longo prazo, adotar uma alocação estratégica de ativos pode se tornar muito rígida.
Ocasionalmente, um investidor pode achar interessante adotar uma visão de curto-prazo dentro
do “mix” originalmente estabelecido, de maneira a conseguir tirar proveito de oportunidades
de investimento difíceis de ocorrer ou de oportunidades excepcionais. Situações como essas
acrescentam uma componente de market timing à nossa carteira, permitindo que tiremos
proveito de determinadas condições econômicas que são mais favoráveis a uma determinada
classe de ativos do que a outras.
A alocação tática de ativos pode ser considerada uma estratégia moderadamente ativa, uma
vez que o “mix” estratégico deva ser restabelecido logo que se obtenha os resultados de curto-
prazo desejados. Esta estratégia requer bastante disciplina do investidor ou administrador de
carteira, por que ele deve ser o primeiro a perceber que seus objetivos de curto-prazo foram
atingidos para poder restabelecer sua alocação de ativos de longo-prazo.

Alocação Dinâmica de Ativos


É a forma de alocação de ativos, em que o “mix” de ativos é ajustado dinamicamente de acordo
com a subida ou descida da Bolsa ou com o fortalecimento ou enfraquecimento da economia.
Esta é uma estratégia completamente oposta à estratégia do peso constante, exatamente por
que ela vende os ativos que estão caindo e compra os que estão subindo. Por exemplo, em uma
estratégia dinâmica, se a Bolsa está aparentando fraqueza, as ações são vendidas rapidamente

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ou fazemos uma diminuição de nossa alocação em ações. Por outro lado, se o mercado torna-
se forte as ações são imediatamente recompradas em antecipação aos ganhos futuros do
mercado.

Alocação de Ativos Garantida


Numa alocação de ativos garantida, não permitimos que a carteira caísse abaixo de um valor
pré-determinado. Quando a carteira atingir um resultado acima de uma base pré-estabelecida,
empregamos a administração ativa buscando obter o maior retorno possível. Porém, se a
carteira cair abaixo de determinado valor, todos os ativos são investidos em ativos livres de
risco de forma a não se perder o valor base. Nesse ponto o investidor deveria conversar com
seu consultor sobre sua alocação de ativos e, talvez, mudar toda a estratégia de investimentos.
Uma estratégia de alocação de ativos garantida pode ser implementada tanto por fórmulas de
investimento como pelo seguro de carteira. As Fórmulas de investimento são de implementação
gradual: quando a carteira for caindo vão sendo adicionados mais ativos livres de risco de
forma que quando ela atingir o valor base só existirão ativos livre de risco na carteira. O seguro
de carteira emprega opções de venda e/ou contratos futuros para preservar o capital base.
Ambas são consideradas estratégias de administração ativas. Quando o valor base é atingido é
adotado então uma sistemática passiva.
A estratégia de alocações de ativos garantida pode ser adequada à investidores avessos ao
risco, investidores que desejam um determinado grau de administração ativa nas suas carteiras
mas gostam também da segurança de poder estabelecer um piso mínimo abaixo do qual não
é permitido a carteira cair. Por exemplo, um investidor que deseja conseguir um determinado
padrão mínimo de vida depois de se aposentar, pode achar ideal a estratégia de alocação de
ativos garantida para seus objetivos de investimento.

Alocação Integrada de Ativos


A Alocação integrada de ativos garante que ambas as expectativas, tanto econômicas como
de aversão ao risco sejam consideradas ao estabelecer-se um “mix” de ativos. Embora todas
as estratégias citadas acima levem em consideração as expectativas de retorno futuras dos in-
vestidores, nem todas levam em consideração a nossa aversão ao risco. Na alocação de ativos
integrada são levados em consideração tanto as perspectivas de resultados, como as possibili-
dades de alterações no Mercado como a tolerância ao risco do investidor. A Alocação de ativos
integrada é uma estratégia mais ampla, embora só possa ser aplicada para um caso: ou para
estratégia de pesos constantes ou para a dinâmica – É claro que um investidor não pode querer
adotar em conjunto duas estratégias que estão competindo claramente uma com a outra.

Estratégias dinâmicas de Rebalanceamento


Um gestor de um fundo ou mesmo um investidor pode ter várias formas de fazer gestão da
carteira de ativos. Três dos tipos de estratégias utilizadas são:
•• Buy and Hold
•• Constant Mix
•• CPPI (Constant Proportion Portfolio Insurance)

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Buy and Hold:
A estratégia de buy and hold é aquela em que o gestor adota uma posição mais passiva quanto
à movimentação da carteira, ou seja, ele compra e aguarda nessa posição por um determinado
período, “compra e aguarda”. Na prática é uma estratégia em que o gestor apenas compra os
ativos, não há alterações dinâmicas na estratégia, não sendo necessário um rebalanceamento.

Constant Mix:
Essa estratégia tem como definição a de manter sempre o mesmo percentual de cada ativo no
mix total da carteira.
Exemplo:
Imagine que você possui uma carteira com um valor de R$ 100.000 e está alocada em 50% em
ações e 50% em renda fixa, ou seja R$ 50.000 em cada classe de ativo.
Caso as ações tenham uma alta muito forte e valorizem 100%, a carteira ficaria com a seguinte
composição:
R$ 50.000 em Renda Fixa
R$ 100.000 em Ações
Total da carteira = R$ 150.000
Porém, agora as ações representam 66,6% do portfólio e a renda fixa represente 33,3%.
Como a estratégia é de manter sempre o mesmo percentual de cada ativo no mix total da
carteira, se deve vender ações e comprar renda fixa, até atingir novamente o patamar de 50%
para cada classe de ativo.
Ou seja, nesse tivo de estratégia o mix inicial de portfólio é constante.

CPPI (Constant Proportion Portfolio Insurance)


Nessa estratégia o gestor ou investidor define um “piso” de segurança para a carteira, ou seja,
um valor mínimo, em que se as ações caírem, a carteira teria, pelo menos, o valor de segurança,
que ficará em uma renda fixa. O gestor só irá alocar uma proporção do excedente (Acima do
piso) em ações.

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Questões | Módulo 2

1. (22.001) Um título negociado com ágio, terá os seguintes indicadores:


a) Taxa do cupom > Current Yield > Yield to Maturity.
b) Current Yield = Yield to Maturity = Taxa do cupom.
c) Yield to Maturity > Current Yield > Taxa do cupom.
d) Current Yield > Taxa do cupom > Yield to Maturity.

2. (22.002) Um cliente extremamente conservador busca a alternativa com menor risco dentre
algumas que lhe foram apresentadas para a aplicação de dois milhões de reais. Você como
planejador financeiro, recomendaria qual delas:
a) Poupança.
b) LF Pós-fixada.
c) LFT.
d) CDB Pós-fixado.

3. (22.003) A respeito de duration, considere as seguintes afirmações:


I – a taxa de juros tem relação direta com a duration
II – em um título sem cupom, a duration é a própria maturidade
III – a duration de Macaulay é apresentada em percentual (%)
Está certo o que se afirma em:
a) I, II e III.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) I e II.

4. (22.004) Considere o que se afirma em relação a Lei das S.A.s, está correto o que se afirma em:
a) Em caso de cinco exercícios sem distribuição de dividendos, o acionista preferencial passa a
ter direito a voto.
b) A partir da Lei 10.303/2001 as novas emissões devem conter pelo menos 50% de ações
ordinarias.
c) Todos os acionistas preferenciais têm direito a 100% de tag along.
d) Nenhuma das anteriores.

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5. (22.005) Considerando debêntures sem opções embutidas, com opção de call embutida e com
opção de put embutida, quais seriam respectivamente os títulos de menor e maior preço?
a) Sem opção embutida; Com opção de call embutida.
b) Sem opção embutida; Com opção de put embutida.
c) Com opção de call embutida; Com opção de put embutida.
d) Com opção de put embutida; Com opção de call embutida.

6. (22.006) Considere os dados abaixo e encontre retorno requerido pelo mercado para a ação
conforme o modelo de Gordon:
Dividendos esperados para a companhia = R$ 2,00
Crescimento anual de dividendos = 2%
Valor atual da ação = 40,00
a) 2,0%
b) 8,0%
c) 8,1%
d) Não é possível afirmar.

7. (22.007) O IMA-GERAL é um índice que tem relação com:


a) IPCA.
b) Títulos públicos pós-fixados.
c) Títulos públicos pré-fixados.
d) Todos os títulos públicos.

8. (22.008) O IMA-S é um índice que tem relação com:


a) IPCA.
b) Títulos públicos pós-fixados.
c) Títulos públicos pré-fixados.
d) Todos os títulos públicos.

9. (22.009) Considere dois títulos, um com duration de 2 anos e outro com duration de 7 anos.
Para um investidor que tem objetivos claros para 3 anos, qual seria a ponderação entre os dois
títulos para imunizar a carteira.
a) 100,00% título A e 00,00% título B.
b) 80,00% título A e 20,00% título B.
c) 60,00% título A e 40,00% título B.
d) 50,00% título A e 50,00% título B.

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CFP® | Módulo 2

10. (22.010) Como é a ponderação do índice Bovespa?


a) Exclusivamente por capitalização das companhias.
b) Exclusivamente por liquidez.
c) Considera o preço das ações.
d) Pelo valor de mercado do free float, com limite de participação baseado na liquidez.

11. (22.011) Assinale a alternativa incorreta: Um investidor que queira tomar como base em suas
decisões a análise gráfica, deve se utilizar de:
a) Bandas de Bollinger.
b) Médias móveis.
c) Índice de força relativa.
d) Fluxo de caixa.

12. (22.012) Sobre os T.Bills – títulos de dívida norte-americanos, assinale a alternativa correta:
a) São títulos de prazos superiores a 10 anos.
b) Têm como característica principal o pagamento periódico de cupom de juros.
c) São os mais voláteis e menos líquidos títulos soberanos daquele país.
d) São títulos que não pagam cupom de juros.

13. (22.013) Dado que o índice de dividend payout de uma ação é de 0,40 e a empresa tem histórico
de 8% de retorno sobre o patrimônio líquido, marque a taxa de crescimento de dividendos
dessa empresa:
a) 3,2%
b) 4,8%
c) 8,0%
d) Não é possível afirmar.

14. (22.014) Uma empresa que deseja proteger o seu passivo em dólar deverá:
a) comprar uma call ou vender dólar futuro.
b) comprar uma put ou vender dólar futuro.
c) vender uma put ou comprar dólar futuro.
d) comprar uma call ou comprar dólar futuro.

15. (22.015) Considere um Swap para um ano onde a ponta ativa seja 100% do CDI e a ponta
passiva seja 10% a.a. pré-fixado. Se o CDI acumulado do período for 14%, qual será o resultado
do Swap?
a) 14%
b) 10%
c) + 4%
d) – 4%

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16. (22.016) Considere uma carteira de ações de beta 0,77 no valor de R$ 1.040.000,00 e um índice
Bovespa em 80000 pontos. Caso o gestor queira fazer um hedge total da carteira por meio de
mercado futuro, ele deve – aproximadamente:
a) Comprar 13 contratos de Ibovespa.
b) Vender 13 contratos de Ibovespa.
c) Comprar 10 contratos de Ibovespa.
d) Vender 10 contratos de Ibovespa.

17. (22.017) Considerando fundos para investidores não qualificados, podem cobrar taxa de
performance os seguintes fundos nas situações:
a) Fundo Multimercado com rentabilidade relativa melhor que benchmark, porém
rentabilidade absoluta negativa.
b) Fundo de Ações com rentabilidade relativa melhor que benchmark, porém rentabilidade
absoluta negativa.
c) Fundo Referenciado DI Longo Prazo com rentabilidade relativa melhor que benchmark e
rentabilidade absoluta positiva.
d) Fundo Renda Fixa Longo Prazo com rentabilidade relativa melhor que benchmark e
rentabilidade absoluta positiva.

18. (22.018) É considerada uma característica dos fundos de investimentos imobiliários:


a) os rendimentos e ganhos de capital são isentos de tributo para pessoa física.
b) aceita novos aportes no fundo a qualquer momento, como um típico fundo aberto.
c) segue a tabela regressiva de tributação de imposto de renda, similar aos demais fundos
exceto fundos de investimentos em ações.
d) tem como política a distribuição de no mínimo 95% dos lucros auferidos.

19. (22.019) Considere os dados abaixo e selecione a alternativa correta:

Desvio Padrão Beta


Ativo A 2,50% 1,05
Ativo B 2,20% 1,20

a) O ativo A é preferido ao ativo B pois tem menor risco total.


b) O ativo A é preferido ao ativo B pois tem menor risco sistêmico.
c) O ativo B é preferido ao ativo A pois tem menor risco sistêmico.
d) O ativo B é preferido ao ativo A pois tem maior volatilidade.

20. (22.020) A respeito de diversificação, considere a resposta correta:


a) Com uma diversificação adequada, é possível eliminar todos os riscos de uma carteira.
b) A melhor correlação entre um par de ativos para maior diversificação de risco é a correlação
próxima a zero.

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c) Para maiores benefícios de diversificação, deve-se buscar pares de ativos com correlação
próxima a – 1.
d) Ativos com correlação maior que 0,80 apresentam grandes efeitos de diversificação.

21. (22.021) Um gestor que queira diminuir a exposição a risco sistêmico da carteira de um fundo,
deveria ter preferência por qual dos ativos abaixo?

Desvio Padrão Beta Retorno Taxa Livre de Risco


Ativo A 2,50% 1,05 12%
Ativo B 2,20% 1,20 10%
8%
Ativo C 2,80% 0,65 11%
Ativo D 0,80% 1,02 6%

a) Ativo A.
b) Ativo B.
c) Ativo C.
d) Ativo D.

22. (22.022) Utilizando os dados da questão anterior (22.021), qual dos ativos apresenta a melhor
relação risco/retorno conforme a teoria de William Sharpe?
a) Ativo A
b) Ativo B
c) Ativo C
d) Ativo D

23. (22.023) Ainda utilizado os dados da questão 22.021, se o indicador de risco/retorno for Índice
de Treynor, qual seria o melhor ativo nesse quesito?
a) Ativo A.
b) Ativo B.
c) Ativo C.
d) Ativo D.

24. (22.024) Sobre os T.Notes – títulos de dívida norte-americanos, assinale a alternativa correta:
a) São títulos de prazos inferiores a 1 ano.
b) Têm como característica o pagamento periódico de cupom de juros.
c) São os mais voláteis e menos líquidos títulos soberanos daquele país.
d) São títulos que não pagam cupom de juros.

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25. (22.025) Dentre as possíveis garantias para uma debênture, qual modalidade tende a ter uma
menor taxa de emissão?
a) Garantia Quirografária.
b) Garantia Real.
c) Garantia Flutuante.
d) Garantia Subordinada.

26. (22.026) Considere duas debêntures, a primeira com Rating BB+ e a segunda com Rating CCC.
Dado que ambas foram emitidas juntamente, no mesmo mercado, e que a primeira foi emitida
com taxa de 110% do CDI, o esperado é que a segunda tenha sido emitida em uma taxa:
a) Maior que 110% do CDI, pois o rating CCC é mais confiável que o BB+.
b) Menor que 110% do CDI, pois o rating BB+ é mais confiável que CCC.
c) Maior que 110% do CDI, pois o rating CCC é menos confiável que BB+.
d) Maior que 110% do CDI, pois o rating BB+ é menos confiável que CCC.

27. (22.027) Qual dos indicadores abaixo citados não é permitido como correção de uma nota
promissória:
a) CDI.
b) Taxa pré-fixada.
c) IPCA.
d) Nenhuma das alternativas.

28. (22.028) Um investidor que queira tomar decisão de compra de uma ação baseado na análise
fundamentalista, deve considerar:
a) gráficos passados.
b) MACD.
c) médias móveis.
d) balanço da companhia.

29. (22.029) Investidor que esteja receoso com a alta de juros no país, deve preferir:
a) CDB Pré.
b) LTN.
c) NTN-B.
d) LFT.

30. (22.030) Considere uma LTN (tesouro pré-fixado), a 530 dias úteis do seu vencimento, que
esteja com um preço unitário de R$ 780,50. Qual será aproximadamente, a rentabilidade desse
ativo até o vencimento?
a) 12,51% a.a.
b) 28,12% a.a.

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c) 18,33% a.a.
d) 13,37% a.a.

31. (22.031) Para que um investidor seja indiferente entre uma LTN de taxa 10,60% a.a. (tesouro
préfixado) e uma NTN-B de taxa 5,00% de mesmo prazo, é necessário que o:
a) IGP-M seja equivalente a 5,33%.
b) IGP-M seja equivalente a 5,60%.
c) IPCA seja equivalente a 5,33%.
d) IPCA seja equivalente a 5,60%.

32. (22.032) Analisando o coeficiente beta da carteira de mercado, temos que:


a) deve ser aproximadamente – 1.
b) deve ser aproximadamente 0.
c) deve ser aproximadamente 1.
d) deve estar entre – 1 e + 1.

33. (22.033) Dadas duas carteiras, CA com retorno de 13% e desvio padrão de 3,00% e CB com
retorno de 14% e desvio padrão de 3,10%. Considerando taxa livre de risco de 8%, podemos
afirmar que:
a) o índice de Treynor da CA será menor pois tem retorno inferior à CB.
b) o índice de Treynor da CA será maior pois tem menor risco total que a CB.
c) a carteira CB tem mais risco sistêmico que a carteira CA.
d) Nenhuma das alternativas acima podem ser afirmadas.

34. (22.034) Em um momento de aversão a risco nos mercados, a SML (Security Market Line) tende
a ter o comportamento de:
a) Aumentar a inclinação.
b) Reduzir a inclinação.
c) Aumentar a base/posição sem mudar a inclinação.
d) Reduzir a base/posição sem mudar a inclinação.

35. (22.035) É uma evolução da teoria do portfolio de Markowitz, pois a ela foi adicionada a taxa
livre de risco e traçada uma reta que tangencia a fronteira eficiente. A frase se refere a/ao:
a) SML.
b) CML.
c) CAPM.
d) APT.

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36. (22.036) Está correto o que se afirma em:
a) O modelo CAPM considera desvio padrão como fator de risco.
b) O modelo CAPM é considerado uma evolução ao modelo da teoria do portfolio do
Markowitz pois considera na sua precificação o risco total e não apenas o sistêmico.
c) A SML é a reta que tangencia a fronteira eficiente, tendo como origem a Taxa Livre de Risco.
d) O modelo da teoria do portfolio de Markowitz considera que o mercado é eficiente.

37. (22.037) Para que a ação abaixo caracterizada esteja na SML, ela deve ter um coeficiente beta
de:
Retorno esperado = 12,00%
TLR = 10%
Esperado IBOVESPA = 11,50%
a) Beta 0,80.
b) Beta 1,00.
c) Beta 1,33.
d) Beta 1,50.

38. (22.038) Empresa emitiu uma debênture de 8 anos, com cupom anual de 10%. Essa debênture
está hoje sendo negociada a R$ 1.000,00. Sendo assim:
a) CY está maior que YTM pois o título está ao par.
b) CY está maior que YTM pois o título está com deságio.
c) YTM está igual ao CY pois o título está ao par.
d) YTM está igual ao CY pois o título está com ágio.

39. (22.039) Considere debênture de 12 anos, com preço unitário de R$ 980,00, cupons semestrais
de 10% a.a. e boa liquidez. Qual o YTM desse título?
a) 5,03%
b) 5,15%
c) 10,31%
d) 10,56%

40. (22.040) Ainda com os dados do exercício anterior (22.039), pode-se afirmar que a debênture
citada:
a) está com ágio, portanto Taxa de Cupom < YTM.
b) está com deságio, portanto Taxa de Cupom > YTM.
c) está com ágio, portanto Taxa de Cupom > YTM.
d) está com deságio, portanto Taxa de Cupom < YTM.

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41. (22.041) Seguindo com a debênture da questão 22.039, qual a duration do referido título?
a) 14,64 anos.
b) 12,00 anos.
c) 7,32 anos.
d) 7,29 anos.

42. (22.042) Caso o título referido nos exercícios anteriores (22.039 a 22.041) não tivesse cupom
de juros, qual seria o efeito esperado sobre a duration anteriormente calculada na questão
22.041?
a) nada mudaria.
b) a duration reduziria.
c) a duration aumentaria em aproximadamente 10%.
d) a duration igualaria a maturidade do título.

43. (22.045) Sobre os T.Bonds – títulos de dívida norte-americanos, assinale a alternativa correta:
a) São títulos de prazos inferiores a 5 anos.
b) Têm como característica o pagamento periódico de cupom de juros.
c) São os mais utilizados como Risk-Free Rate.
d) São títulos que não pagam cupom de juros.

44. (22.046) Assinale a alternativa que mais se enquadra em um Hedge Fund:


a) Apresentam retornos absolutos, sem benchmark.
b) São amplamente regulamentados pela SEC.
c) Sempre tem um benchmark como referencial.
d) São alternativas bastante líquidas e pouco voláteis de aplicação.

45. (22.047) Considerando um mercado de alta nos preços de ações, classifique em ordem
crescente de potencial de rentabilidade as três estratégias abaixo:
a) long&short; short biased; long biased.
b) short biased; long&short; long biased.
c) long biased; long&short; short biased.
d) short biased; long biased; long&short.

46. (22.048) Em caso de liquidação de uma companhia nos EUA, classifique na ordem de
preferência:
a) preferred stocks; common stocks; bonds.
b) preferred stocks; bonds; common stocks.
c) bonds; preferred stocks; common stocks.
d) bonds; common stocks; preferred stocks.

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47. (22.049) Considere os dados abaixo e selecione a alternativa correta:

Desvio Padrão Beta Retorno Taxa Livre de Risco


Ativo A 2,50% 1,05 12% 8%
Ativo B 2,20% 1,20 10%

a) O ativo B é preferido ao ativo A pois tem melhor Índice de Treynor.


b) O ativo A é preferido ao ativo B pois tem melhor Índice de Sharpe.
c) O ativo B é preferido ao ativo A pois tem melhor retorno absoluto.
d) O ativo A é preferido ao ativo B pois tem menor volatilidade.

48. (22.050) Para que um investidor seja indiferente entre uma LTN de taxa 8,60% a.a. (tesouro
préfixado) e uma NTN-C de taxa 4,00% de mesmo prazo, é necessário que o:
a) IGP-M seja equivalente a 4,42%.
b) IGP-M seja equivalente a 4,60%.
c) IPCA seja equivalente a 4,42%.
d) IPCA seja equivalente a 4,60%.

49. (22.051) Dado que houve um aumento no nível de juros de um país, qual movimento esperado
para a SML (Security Market Line)?
a) Aumentar a inclinação.
b) Reduzir a inclinação.
c) Aumentar a base/posição sem mudar a inclinação.
d) Reduzir a base/posição sem mudar a inclinação.

50. (22.052) Para que a ação abaixo caracterizada esteja na SML, qual deve ser o seu retorno
esperado?
Beta = 1,80
TLR = 10%
Retorno Esperado IBOVESPA = 13,00%
a) 10,00%.
b) 13,00%.
c) 15,40%.
d) 18,00%.

51. (22.053) Considere debênture de 10 anos, com preço unitário de R$ 1.120,00, cupons
semestrais de 8% a.a. e boa liquidez. Qual o YTM desse título?
a) 3,11%.
b) 3,18%.
c) 6,31%.
d) 6,46%.

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52. (22.054) Ainda com os dados do exercício anterior (22.053), pode-se afirmar que a debênture
citada:
a) está com ágio, portanto Taxa de Cupom < YTM.
b) está com deságio, portanto Taxa de Cupom > YTM.
c) está com ágio, portanto Taxa de Cupom > YTM.
d) está com deságio, portanto Taxa de Cupom < YTM.

53. (22.055) Seguindo com a debênture da questão 22.053, qual a duration do referido título?
a) 14,22 anos.
b) 10,00 anos.
c) 7,11 anos.
d) 7,08 anos.

54. (22.056) Investidor que deseja acompanhar a alta de um determinado ativo, mas sem comprar
o ativo-objeto, pode dentre outras alternativas:
a) Comprar uma PUT desse ativo.
b) Vender uma PUT desse ativo.
c) Comprar uma CALL desse ativo.
d) Vender uma CALL desse ativo.

55. (22.057) Investidor preocupado com a recente volatilidade no mercado de bolsa quer se
proteger de possíveis quedas nos preços, porém sem se desfazer de sua carteira acionária. Qual
das alternativas abaixo é a mais recomendada para essa proteção?
a) Comprar índice futuro de Ibovespa.
b) Comprar opções de venda.
c) Vender opções de compra.
d) Vender opções de venda.

56. (22.058) Importador que tenha recebíveis em dólar precisa de proteger da volatilidade do
câmbio. Qual a alternativa mais adequada?
a) Comprar contrato futuro.
b) Vender contrato futuro.
c) Vender opção de venda.
d) Vender opção de compra.

57. (22.059) A duration de Macaulay de uma NTN-B Principal com vencimento para 20 anos, deverá ser:
a) levemente inferior a 20 anos.
b) exatamente 20 anos.
c) levemente superior a 20 anos.
d) não é possível afirmar sem conhecer a taxa de juros.

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58. (22.060) Caso um investidor deposite na poupança um cheque de outra praça, na data de
31/01/2018 – quarta-feira, qual será o primeiro evento de juros pagos nessa poupança?
a) 01/02/2018 – quinta-feira.
b) 28/02/2018 – quarta-feira.
c) 01/03/2018 – quinta-feira.
d) 02/03/2018 – sexta-feira.

59. (22.061) Um investidor tem a seguinte posição atual concentrada em apenas uma instituição
financeira:

CDB R$ 65.000,00
Letra de Câmbio R$ 85.000,00
Conta Corrente R$ 18.000,00
Fundo de Ações R$ 25.000,00
Ações R$ 80.000,00
Fundo Renda Fixa Curto Prazo R$ 100.000,00

Em relação ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), qual o valor que ele estaria coberto?
a) R$ 250.000,00.
b) R$ 248.000,00.
c) R$ 168.000,00.
d) R$ 83.000,00.

60. (22.062) Cliente adquiriu um COE (Certificado de Operação Estruturada) que tinha a seguinte
premissa:
I. Caso PTAX no vencimento estiver acima de 3,50, ganho de 200% do CDI
II. Caso PTAX no vencimento estiver acima de 3,20 e abaixo de 3,50, ganho de 120% do CDI
III. Caso PTAX no vencimento estiver abaixo de 3,20, capital protegido
Dado que a PTAX iniciou a estratégia em 3,40 e teve queda de 10% no período, considerando
IPCA do período em 4,5% e CDI em 10%, qual foi o ganho real desse COE?
a) – 4,31%
b) 0,00%
c) – 4,50%
d) 7,18%

61. (22.063) Considere as premissas abaixo:


Taxa livre de risco = 10%
Beta da ação A = 1,2
Preço esperado para a ação A = 60,00

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Dividendos esperados para a ação A = 2,00


Retorno de mercado = 14%
Qual seria o preço atual que fizesse com que essa ação estivesse exatamente na SML (Security
Market Line)?
a) R$ 52,26.
b) R$ 54,01.
c) R$ 60,00.
d) Não é possível afirmar pois para calcular o ativo na SML é necessário conhecer o desvio
padrão.

62. (22.064) Considerando apenas ativos na fronteira eficiente, o Ativo A tem risco de 2,00% e
retorno de 10,00%. Considere taxa livre de risco em 8% e encontre o retorno de um ativo com
3,00% de risco.
a) 9,00%
b) 10,00%
c) 11,00%
d) Não é possível afirmar com os dados em tela.

63. (22.065) Dentro dos conceitos de SML (Security Market Line), está correto o que se afirma em:
a) Quanto mais a direita da SML o ativo estiver, maior será o seu risco total.
b) O ponto da SML que intercepta o eixo y é a Taxa Livre de Risco.
c) Os ativos acima da SML são considerados caros ou supervalorizados e não devem ser
comprados.
d) A SML é oriunda da adição do ativo livre de risco à fronteira eficiente.

64. (22.066) Dentro dos conceitos de CML (Capital Market Line), assinale a alternativa correta:
a) A CML está plotada em um gráfico que utiliza em seu eixo x o coeficiente beta.
b) Os ativos acima da CML são ativos com risco, enquanto que abaixo da SML são ativos livres
de risco.
c) O ponto onde a CML tangencia a fronteira eficiente é conhecida como carteira de mercado
(Market Portfolio).
d) A difereça entre CML e a SML é o indicador de risco, onde a segunda utiliza-se de desvio
padrão.

65. (22.067) Considere os títulos abaixo:

Título Vencimento Taxa


LTN 252 d.u. 8,00%
LTN 504 d.u. 8,80%

www.edgarabreu.com.br 245
Qual é a taxa a termo entre os dias 252 (du) e 504 (du)?
a) 8,00%
b) 8,30%
c) 8,80%
d) 9,61%

66. (22.068) Ainda utilizando os dados da questão anterior (22.067), a taxa a termo para o período
entre 200 (d.u.) e 300 (d.u.) é:
a) 3,39%
b) 8,77%
c) 8,80%
d) 9,61%

67. (22.069) Qual a taxa spot (à vista) de um ano, considerando que uma LTN de 3 anos paga hoje
16% a.a. e que a taxa a termo para o período entre ano 1 e ano 3 está em 18%?
a) 12,10%
b) 13,10%
c) 16,85%
d) 22,10%

68. (22.070) Tomando como base os dados da questão anterior (22.069), qual seria a taxa spot (à
vista) de um ano se a taxa a termo entre o ano 1 e ano 3 fosse 16,80%?
a) 12,10%
b) 13,42%
c) 14,42%
d) 16,85%

69. (22.071) Dentre as operações abaixo citadas, qual teria mais ganho com o mercado de ações
em baixa?
a) Compra de ação a termo.
b) Venda de opção de venda.
c) Venda de índice futuro de Bovespa.
d) Compra de opção de compra.

70. (22.072) Considere as alternativas abaixo e indique qual teria mais potencial de retorno com o
mercado em tendência de alta:
a) Compra de ação à vista combinada com venda de opção de compra.
b) Venda a descoberto de opção de compra.
c) Compra de ação combinada com compra de índice futuro de Bovespa.
d) Venda de ação à vista combinada com compra de ação a termo.

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71. (22.073) Considere as quatro posições em opções abaixo citadas e assinale a que traz maior
risco de perda para o investidor:
a) titular de opção de compra.
b) titular de opção de venda.
c) lançador de opção de compra.
d) lançador de opção de venda.

72. (22.074) Considere uma PUT (opção de venda) que tenha exercício (strike) de R$ 34,00.
Considerando que o ativo-objeto está hoje em R$ 36,00, essa opção está:
a) OTM (out of the money).
b) ATM (at the money).
c) ITM (in the money).
d) Não é possível afirmar apenas com esses dados.

73. (22.075) Considere uma CALL (opção de compra) que tenha exercício (strike) de R$ 48,00.
Considerando que o ativo-objeto está hoje em R$ 62,00, essa opção está:
a) OTM (out of the money).
b) ATM (at the money).
c) ITM (in the money).
d) Não é possível afirmar apenas com esses dados.

74. (22.076) Tipo de ordem que funciona como um “gatilho”condicional; para que a ordem seja
colocada no mercado, o ativo deve atingir um determinado preço:
a) Ordem a mercado.
b) Ordem limitada.
c) Ordem casada.
d) Ordem stop.

75. (22.077) Sobre duration, está incorreto o que se afirma em:


a) quanto maior a taxa de juros de mercado, menor a duration.
b) quanto maiores os cupons de juros, menor a duration.
c) quanto mais longo o prazo do título, maior a duration.
d) a duration modificada é medida em anos.

76. (22.078) Assinale a alternativa correta em relação ao índice VIX:


a) É um dos mais utilizados índices para a volatilidade dos mercados.
b) Representa quantos pontos de prêmio os países emergentes devem pagar sobre os títulos
soberanos norte-americanos.
c) É utilizado como risk free rate dos mercados globais.
d) Tem relação direta com o otimismo dos mercados globais.

www.edgarabreu.com.br 247
77. (22.079) Investidor que deseja ter 100% da sua carteira com a proteção do FGC (Fundo
Garantidor de Crédito), deve considerar os seguintes ativos:
a) LFT, LC, CDB e Fundo de Renda Fixa.
b) LFT, LC, CDB e LCI.
c) LC, CDB, LCI e CRI.
d) CDB, LCI, LCA e LH.

78. (22.080) Qual dos títulos abaixo citados não tem garantia do FGC – Fundo Garantidor de
Crédito:
a) CDB
b) LCI
c) LC
d) CRI

79. (22.081) Considere a seguinte carteira: 10% CDB a 98% CDI; 60% LTN; 30% NTN-C. O movimento
de mercado que traria maior impacto negativo à carteira seria:
a) Queda do IPCA.
b) Alta do IGP-M.
c) Queda de juros.
d) Alta de juros.

80. (22.082) Considere uma LCI a 88% do CDI em comparação a um CDB Pré-fixado de 11,40%
no período – ambos com vencimento de 360 dias. Para que os títulos tenham a mesma
rentabilidade líquida, a variação do índice no período deverá ser de aproximadamente:
a) 10,03%
b) 10,36%
c) 10,69%
d) 11,40%

81. (22.083) Qual dos fundos abaixo terá tributação exclusivamente no resgate?

Fundo Carteira
I 30% Títulos Públicos + 10% Caixa + 60% Ações
II 15% Títulos Públicos + 10% Caixa + 75% Ações
III 15% Títulos Públicos + 5% Caixa + 60% Ações + 20% BDR
IV 40% Títulos Públicos + 10% Caixa + 50% Ações

a) Apenas II.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) Todos os citados.

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82. (22.084) É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando destinado a investidores
qualificados. Essa frase se aplica aos fundos:
a) renda fixa longo prazo.
b) renda fixa curto prazo.
c) multimercado estratégia específica.
d) multimercado juros e moedas.

83. (22.085) Investidor tem objetivo de retorno de 10% a.a.. Dentre as alternativas abaixo citadas,
assinale qual a melhor composição de carteira para esse investidor?

Ativo Retorno
LTN 8% a.a.
Fundo Multimercado 11% a.a.

a) 20% LTN + 80% Fundo.


b) 25% LTN + 75% Fundo.
c) 30% LTN + 70% Fundo.
d) 35% LTN + 65% Fundo.

84. (22.086) Observe os dados abaixo, com a rentabilidade em quatro períodos distintos de um
fundo multimercado e seu referencial. Em qual(is) período(s) o fundo poderia cobrar taxa de
performance?

1 2 3 4
Fundo 1,40% – 0,54% 1,98% – 0,20%
Benchmark 1,20% – 0,20% 1,85% – 0,40%

a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) I e III.
d) I, III e IV.

85. (22.087) Investidor preocupado com a alta de preços no varejo deve procurar qual tipo de ativo
financeiro?
a) Debênture atrelada ao IGP-M.
b) Debênture atrelada a T.R.
c) LTN.
d) NTN-B.

www.edgarabreu.com.br 249
86. (22.088) Em um cenário de elevação da taxa básica de juros, qual seria o investimento mais
adequado desconsiderando um possível efeito secundário:
a) LTN.
b) NTN-D.
c) LFT.
d) CDB Pré-fixado.

87. (22.089) Um investidor que havia comprado uma ação a R$ 20,00 quer se desfazer de sua
posição. Dentre várias ofertas recebidas, a melhor delas estava na faixa dos R$ 14,00. Qual
pode ser apontado como o principal fator de risco para essa perda?
a) Risco de liquidez.
b) Risco de mercado.
c) Risco de crédito.
d) Risco operacional.

88. (22.090) Estratégia dinâmica de rebalanceamento de ativos que visa manter a carteira no longo
prazo, sem vendas/compras constantes:
a) Constant Mix.
b) Arbitrage Pricing Theory.
c) Buy and Hold.
d) Constant Proportion Portfolio Insurance.

89. (22.091) Considere um título de maturidade quatro anos, com cupom anual de 8%, vendido
ao par. Conforme os conceitos de duration modificada, caso a curva de juros recue 50 bps o
comportamento esperado para esse título seria, aproximadamente:
a) alta de 1,66%.
b) queda de 1,66%.
c) alta de 1,79%.
d) queda de 1,79%.

90. (22.092) Considere a seguinte carteira: 50% NTN-B; 20% LTN; 30% Ações. O movimento de
mercado que traria maior impacto negativo à carteira seria:
a) Queda do IGP-M.
b) Alta do IPCA.
c) Queda de juros.
d) Alta de juros.

91. (22.093) Considere uma LCI a 91% do CDI em comparação a uma NTN-B Principal com juros de
6,00% a.a. – ambas com vencimento de 756 dias úteis. Para que os títulos tenham a mesma
rentabilidade líquida, dado que o CDI acumulado do período foi de 12% a.a., a variação do IPCA
no período deverá ser de aproximadamente:

250 www.edgarabreu.com.br
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a) 4,50%
b) 4,74%
c) 6,37%
d) 6,70%

92. (22.094) Considere os dados abaixo, com a rentabilidade de um Fundo Renda Fixa Referenciado
DI, destinado a investidores pessoa física em geral, em quatro períodos distintos. Em qual(is)
período(s) o fundo poderia cobrar taxa de performance?

1 2 3 4
Fundo 1,03% 1,00% 1,04% 0,98%
Índice 1,02% 1,00% 1,02% 0,99%

a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) I e II.
d) Nenhum dos períodos.

93. (22.095) Considere um fundo de investimento que cobra 2,00% a.a. de taxa de administração
e tem um patrimônio líquido de R$ 14.500.000,00 e 100.000 cotas. Se no próximo dia útil o
fundo tiver uma rentabilidade bruta da carteira de 0,10%, mais outras despesas na ordem de
R$ 300,00, qual será o valor da cota?
a) R$ 145,1306.
b) R$ 145,1336.
c) R$ 145,1339.
d) R$ 145,1369.

94. (22.096) Dado um fundo de investimento com VaR de R$ 200 mil com 95% de confiança,
considere as afirmações abaixo:
I – Em 95% dos casos o fundo irá perder no mínimo R$ 200 mil
II – Em 1 a cada 20 dias o fundo poderá perder mais do que R$ 200 mil
III – Em 95% dos casos o fundo irá perder até R$ 200 mil
Conforme o modelo de VaR, está(ão) correta(s) as afirmações:
a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) I e II.
d) II e III.

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95. (22.097) Dado que uma debênture foi emitida a 106% do CDI com Rating de emissão AA+.
Considerando que a empresa teve seu rating rebaixado para BBB+, qual o comportamento mais
provável para esse título?
a) reajustar a sua taxa de mercado para menos do que 106% do CDI.
b) reajustar o seu preço unitário negativamente.
c) reajustar o seu preço unitário positivamente.
d) nenhum ajuste esperado.

96. (22.098) Considere um mercado em tendência de alta de longo prazo. Considerando que uma
carteira foi montada no início dessa tendência. Qual teria sido a estratégia mais rentável?
a) Constant Mix.
b) Arbitrage Pricing Theory.
c) Buy and Hold.
d) Constant Proportion Portfolio Insurance.

97. (22.099) Um investidor que havia comprado uma ação a R$ 18,00 quer se desfazer de sua
posição. A melhor oferta foi na faixa dos R$ 15,00, sendo o próximo melhor comprador no
patamar de R$ 9,00. Qual pode ser apontado como o principal fator de risco para essa perda?
a) Risco de liquidez.
b) Risco de mercado.
c) Risco de crédito.
d) Risco operacional.

98. (22.100) Investidor preocupado com a alta de preços no atacado deve procurar qual tipo de
ativo financeiro?
a) Debênture atrelada ao IGP-M.
b) Debênture atrelada a T.R.
c) LTN.
d) NTN-B.

Gabarito: 1. A 2. C 3. B 4. B 5. C 6. C 7. D 8. B 9. B 10. D 11. D 12. D 13. B  14. D 15. C 16. D 17. D
18. D 19. B 20. C 21. C 22. A 23. C 24. B 25. B 26. C 27. C 28. D 29. D 30. A 31. C 32. C 33. D 34. A
35. B 36. D 37. C 38. C 39. C 40. D 41. C 42. D 43. B 44. A 45. B 46. C 47. B 48. A 49. C 50. C 51. C
52. C 53. C 54. C 55. B 56. B 57. B 58. C 59. C 60. A 61. A 62. C 63. B 64. C 65. D 66. B 67. A 68. C
69. C 70. C 71. C 72. A 73. C 74. D 75. D 76. A 77. D 78. D 79. D 80. B 81. C 82. B 83. C 84. A 85. D
86. C 87. B 88. C 89. A 90. D 91. C 92. D 93. A 94. D 95. B 96. D 97. A 98. A

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Módulo 3

CFP® – MÓDULO 3 – PLANEJAMENTO DE APOSENTADORIA

Nosso Comentário: Faz parte do grupo dos módulos em que o número de questões é o de
menor peso na prova completa. É um módulo de média dificuldade, onde, na maioria das
vezes o tema é da rotina do profissional.
Objetivos do Módulo: Avaliar o conhecimento do profissional em relação aos fundamentos
da previdência social e às principais características e também dos planos de previdência
privada abertos e fechados.
Temas que Serão Estudados: Planejamento de aposentadoria, Previdência social, Previdência
aberta e fechada complementares e avaliação e seleção de planos de previdência privada.
Informações Sobre a Prova Modular:
•• Módulo III – Planejamento de Aposentadoria
•• Duração: 55 minutos
•• Forma do Exame: 18 questões de múltipla escolha com 4 alternativas de respostas
•• Mínimo de Acertos: 12
Informações Sobre a Prova Completa:

www.edgarabreu.com.br 253
1. PLANEJAMENTO DA APOSENTADORIA:
IDADE, NÍVEL DE RENDA NECESSÁRIA NA APOSENTADORIA

DEFINIÇÃO DA IDADE PARA INICIAR O PERÍODO DE APOSENTADORIA


Na aposentadoria complementar (privada) a definição da idade para ocorrer a aposentadoria
é do próprio contribuinte, pois, depende somente dele o montante total que será acumulado
durante a fase de acumulação. Essa definição é importante, pois, naturalmente quanto maior o
tempo que irá se acumular um capital para aposentadoria, menor deverá ser o esforço mensal
(contribuição) para se formar esse montante final.
Por exemplo:
Ao se definir que irá se aposentar com 60 anos, o contribuinte que começar a poupar recursos
mensalmente aos 25 anos, terá que depositar uma quantia menor do que alguém que decida
começar a poupar aos 40 anos.

TÁBUA BIOMÉTRICA/ATUARIAL
Vamos imaginar o exemplo abaixo:
João tem 20 anos e deseja se aposentar com 60 anos. Ele vai até uma seguradora e diz que quer
receber uma renda vitalícia (até o fim da sua vida) de R$ 1.000 a partir da data de aposentadoria.
Nesse caso, a seguradora precisa entender qual o tamanho do risco que ela está assumindo, ou
seja, após os 60 anos, quantos anos mais o João irá sobreviver (expectativa de vida). Isso é vital,
pois, será a base de cálculo para se chegar no montante que João precisa acumular até os 60
anos.
Para chegar a esse valor, é utilizado um estudo de expectativa de vida, chamado de tábua
atuarial (tábua de mortalidade/tábua de vida). A tábua atuarial é o conjunto de fatores
utilizados pelo governo, no caso da previdência social, planos de previdência privada ou de
planos de vida, para calcular a expectativa de vida de um grupo específico ou da população
de determinado lugar – influenciando com isso, diretamente, na taxa de juros que regerá o
benefício.
Dois exemplos da tábua atuarial:

Tábua Atuarial AT-83 AT-2000


Expectativa de Vida Menor Maior
Esforço de Contribuição do Participante Menor Maior

Observe que no caso da tábua AT-83, a expectativa de vida da população era menor, então,
utilizando o exemplo acima, João viveria pouco tempo após os 60 anos. Portanto, sua renda
vitalícia não seria paga por muito tempo. Ou seja, o risco da seguradora era menor. Sendo
assim, a seguradora exigia que João depositasse um montante também menor durante a fase
de contribuição.

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CFP® | Módulo 3

Identificação da renda necessária para a fase inativa


A definição do valor do benefício a ser recebido no período de aposentadoria é um tema
subjetivo e que depende de vários fatores de cada cliente.
Algumas questões que precisam ser respondidas:
1. Existirá renda da previdência oficial a ser complementada?
2. Os custos atuais (período ativo) se manterão iguais?
3. Há patrimônio a ser liquidado?
4. Existem investimentos que serão utilizados como reserva para aposentadoria?
5. Qual o saldo atual em previdência?
6. Existe algum tipo de renda extra? Dividendo, aluguel, etc?
7. Terá algum trabalho esporádico como fonte de renda?
Após esses questionamentos básicos (podem existir outros, de forma subjetiva), se faz pode-se
chegar ao valor de renda mensal que o cliente necessita na sua aposentadoria.
Com isso, se deve calcular o valor mensal ou aporte que o mesmo precisa fazer atualmente
para que se chegue no montante capaz de gerar a renda necessária.
Para definir se o montante poupado será suficiente para atender a necessidade do cliente ao se
aposentar, é importante atentar para alguns temas, entre eles:
a) Qual percentual dos custos atuais serão mantidos na fase inativa
b) Qual a expectativa de vida
c) Taxa de inflação para o período inativo
d) Verificar se existe renda extra disponível no período inativo

A importância da taxa de juros real nas projeções


Existe um conceito em finanças que é muito importante nesse momento que é o de taxa de
juros nominal e real.
Se considerarmos que um valor aplicado em certo fundo de investimento, obteve 15% de lucro
no ano de 2016. Se considerarmos também, que a inflação acumulada no ano de 2016 foi de
9%, assim o ganho REAL deste cliente foi inferior ao lucro NOMINAL (APARENTE).
Taxa nominal: 15% (com inflação)
Inflação: 9%
Para o cálculo da taxa Real, não podemos apenas subtrair a inflação e sim utilizar a fórmula de
Fisher.

⎡⎛ (1+ Taxa Nominal) ⎞ ⎤


Taxa REAL = ⎢⎜ ⎟ −1⎥ x100
⎢⎣⎝ (1+Inflação) ⎠ ⎥⎦

www.edgarabreu.com.br 255
Logo:
1,15
Taxa real: = 1,1055 = 5,5%
1,09

A taxa Real é um pouco INFERIOR a subtração da taxa nominal e da inflação.


Isso é importante porque se considerarmos somente a taxa de juros nominal para o período,
termos uma ideia distorcida do poder de compra do montante acumulado no futuro. Por esse
motivo, é importante considerar a inflação nas projeções, utilizando-se de uma taxa real, ou
seja, com o desconto da inflação.
Exemplo:
Júlio irá poupar R$ 300,00 mensalmente pelos próximos 30 anos e deseja saber qual o montante
que será acumulado, descontado da inflação após esse período. Considere uma taxa de juros
média anual de 6% e uma inflação média anual de 2%.
Qual será o montante final (após inflação) acumulado por Júlio?
Solução:
Para se fazer esse cálculo, primeiro precisamos ter a taxa de juros real:
6% = taxa nominal
2% = taxa de inflação
Taxa Real = 3,92% (lembre-se da fórmula de Fischer)

Sendo assim, na HP-12C:


500 CHS PMT
360 n (30 anos x 12 meses)
0,32 i (taxa ao mês equivalente de 3,92% ao ano)
FV?
Valor do montante final após inflação = R$ 338.376,31

RISCO DE SOBREVIDA: COMO TRANSFERIR


Um dos principais fatores que colocam em risco uma organização financeira de aposentadoria
é o de sobrevida. Isso porque se tem uma ideia (expectativa) de quantos anos de vida ainda se
terá após a aposentadoria. Mas, naturalmente, não há como ter certeza desse número.
Uma modalidade que pode ser contratada junto a uma seguradora, que elimina esse risco é o
de uma renda vitalícia (as vantagens e desvantagens serão tratadas mais adianta neste módulo
ainda).

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CFP® | Módulo 3

2. A PREVIDÊNCIA OFICIAL OU SOCIAL

NOTA DOS PROFESSORES:


Historicamente não são cobradas questões de previdência oficial na sua prova do CFP.
O foco é muito mais na previdência privada, que é a realidade da grande maioria dos
clientes que serão atendidos por você, futuro CFP!

Previdência Social é aquela referente ao benefício pago pelo INSS aos trabalhadores. Ela
funciona como um seguro controlado pelo governo, garantindo que o trabalhador continue a
receber uma renda quando se aposentar, mas que também não fique desamparado em caso
de gravidez, acidente ou doença.
Previdência Privada, como o próprio nome sugere, é uma opção do indivíduo. Também
chamada de Previdência Complementar, ela estabelece a formação de uma reserva a ser usada
tanto para complementar a renda recebida pelo INSS, quanto para realizar um projeto de vida,
como o pagamento da faculdade dos filhos ou investir em um negócio próprio.

Regime Geral da Previdência Social – RGPS


O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) tem suas políticas elaboradas pela Secretaria de
Previdência do Ministério da Fazenda e executadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário.
Este Regime possui caráter contributivo e de filiação obrigatória. Dentre os contribuintes,
encontram-se os empregadores, empregados assalariados, domésticos, autônomos,
contribuintes individuais e trabalhadores rurais.
Todo trabalhador com carteira assinada é automaticamente filiado à Previdência Social. Quem
trabalha por conta própria precisa se inscrever e contribuir mensalmente para ter acesso aos
benefícios previdenciários. São segurados da Previdência Social os empregados, os empregados
domésticos, os trabalhadores avulsos, os contribuintes individuais e os trabalhadores rurais.
Até mesmo quem não tem renda própria, como as donas-de-casa e os estudantes, pode se
inscrever na Previdência Social. Para se filiar é preciso ter mais de 16 anos.
O trabalhador que se filia à Previdência Social é chamado de segurado.

www.edgarabreu.com.br 257
ABAIXO OS PRINCIPAIS BENEFÍCIOS CONCEDIDOS PELA PREVIDÊNCIA SOCIAL:

Aposentadoria por idade


É o benefício concedido ao segurado da Previdência Social que atingir a idade considerada
risco social. Têm direito ao benefício os trabalhadores urbanos do sexo masculino a partir dos
65 anos e do sexo feminino a partir dos 60 anos de idade. Os trabalhadores rurais podem pedir
aposentadoria por idade com cinco anos a menos: a partir dos 60 anos, homens, e a partir dos
55 anos, mulheres. Para solicitar o benefício, os trabalhadores urbanos inscritos na Previdência
Social a partir de 25 de julho de 1991 precisam comprovar 180 contribuições mensais. Os rurais
têm de provar, com documentos, 180 meses de atividade rural.

Aposentadoria por tempo de contribuição


A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional. Para ter direito
à aposentadoria integral, o trabalhador homem deve comprovar pelo menos 35 anos de
contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos. Para requerer a aposentadoria proporcional,
o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e idade mínima. Os
homens podem requerer aposentadoria proporcional aos 53 anos de idade e 30 anos de
contribuição, mais um adicional de 40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de 1998
para completar 30 anos de contribuição.

Regra 85/95 progressiva


•• Não há idade mínima
•• Soma da idade + tempo de contribuição
•• 85 anos (mulher)
•• 95 anos (homem)
•• 180 meses efetivamente trabalhados, para efeito de carência

Regra com 30/35 anos de contribuição


•• Não há idade mínima
•• Tempo total de contribuição
•• 35 anos de contribuição (homem)
•• 30 anos de contribuição (mulher)
•• 180 meses efetivamente trabalhados, para efeito de carência

Regra para proporcional


•• Idade mínima de 48 anos (mulher) e 53 anos (homem)
•• Tempo total de contribuição
•• 25 anos de contribuição + adicional (mulher)
•• 30 anos de contribuição + adicional (homem)
•• 180 meses efetivamente trabalhados, para efeito de carência

258 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 3

Aposentadoria por invalidez


Benefício concedido aos trabalhadores que, por doença ou acidente, forem considerados pela
perícia médica da Previdência Social incapacitados para exercer suas atividades ou outro tipo
de serviço que lhes garanta o sustento. Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao
se filiar à Previdência Social, já tiver doença ou lesão que geraria o benefício, a não ser quando
a incapacidade resultar no agravamento da enfermidade. A aposentadoria deixa de ser paga
quando o segurado recupera a capacidade e volta ao trabalho. Para ter direito ao benefício, o
trabalhador tem que contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12 meses, no caso de
doença. Se for acidente, esse prazo de carência não é exigido, mas é preciso estar inscrito na
Previdência Social.

Aposentadoria especial
Benefício concedido ao segurado que tenha trabalhado em condições prejudiciais à saúde ou
à integridade física. Para ter direito à aposentadoria especial, o trabalhador deverá comprovar,
além do tempo de trabalho, efetiva exposição aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos
ou associação de agentes prejudiciais pelo período exigido para a concessão do benefício (15, 20
ou 25 anos). A aposentadoria especial será devida ao segurado empregado, trabalhador avulso
e contribuinte individual, este somente quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou
de produção. Para ter direito à aposentadoria especial, é necessário também o cumprimento
da carência, que corresponde ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para
que o segurado faça jus ao benefício.

Auxílio doença
É o benefício concedido ao segurado impedido de trabalhar por doença ou acidente por mais
de 15 dias consecutivos. No caso dos trabalhadores com carteira assinada, os primeiros 15 dias
são pagos pelo empregador, exceto o doméstico, e a Previdência Social paga a partir do 16º dia
de afastamento do trabalho. Para os demais segurados inclusive o doméstico, a Previdência
paga o auxílio desde o início da incapacidade e enquanto a mesma perdurar. Para concessão de
auxílio-doença é necessária a comprovação da incapacidade em exame realizado pela perícia
médica da Previdência Social. Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem de contribuir
para a Previdência Social por, no mínimo, 12 meses (carência).

Auxílio Acidente
É o benefício pago ao trabalhador que sofre um acidente e fica com seqüelas que reduzem
sua capacidade de trabalho. É concedido para segurados que recebiam auxílio-doença. Têm
direito ao auxílio-acidente o trabalhador empregado, o trabalhador avulso e o segurador
especial. O empregado doméstico, o contribuinte individual e o facultativo não recebem o
benefício. Para concessão do auxílio-acidente não é exigido tempo mínimo de contribuição,
mas o trabalhador deve ter qualidade de segurado e comprovar a impossibilidade de continuar
desempenhando suas atividades, por meio de exame da perícia médica da Previdência Social.
O auxílio-acidente, por ter caráter de indenização, pode ser acumulado com outros benefícios
pagos pela Previdência Social exceto aposentadoria. O benefício deixa de ser pago quando o
trabalhador se aposenta.

www.edgarabreu.com.br 259
Auxílio Reclusão
É um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período
em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Não cabe concessão de auxílio-
reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo
pena em regime aberto. Há situações em que os segurados ficam um período sem contribuir
e, mesmo assim, têm direito aos benefícios previdenciários, enquanto mantiverem a qualidade
de segurado.

Pensão por Morte


Benefício pago à família do trabalhador quando ele morre. Para concessão de pensão por
morte, não há tempo mínimo de contribuição, mas é necessário que o óbito tenha ocorrido
enquanto o trabalhador tinha qualidade de segurado. Se o óbito ocorrer após a perda da
qualidade de segurado, os dependentes terão direito a pensão desde que o trabalhador tenha
cumprido, até o dia da morte, os requisitos para obtenção de aposentadoria pela Previdência
Social ou que fique reconhecido o direito à aposentadoria por invalidez, dentro do período
de manutenção da qualidade do segurado, caso em que a incapacidade deverá ser verificada
por meio de parecer da perícia médica do INSS com base em atestados ou relatórios médicos,
exames complementares, prontuários ou documentos equivalentes.
Resumo dos benefícios e quem não possui direito aos mesmos:

Segurado que
BENEFÍCIO RESUMO
NÃO tem direito
Benefício por atingir a idade
Aposentadoria por Idade Não há restrições
mínima de aposentadoria
Aposentadoria por Benefício por contribuir pelo
Não há restrições
Contribuição período mínimo exigido
Benefício concedido para quem está
Aposentadoria por Invalidez Não há restrições
impossibilitado de exercer atividade
Segurado que tenha trabalhado em
Aposentadoria Especial condições prejudiciais à saúde ou à Não há restrições
integridade física
Benefício concedido ao segurado
Auxílio Doença impedido de trabalhar por mais de Não há restrições
15 dias seguidos

Benefício concedido ao segurado NÃO TÊM DIREITO:


que sofre acidente e fica com •• Empregado Doméstico
Auxílio Acidente
sequelas que reduzem a capacidade •• Contribuinte Individual
de trabalho •• Contribuinte Facultativo
Benefício devido aos dependentes
Auxílio Reclusão Não há restrições
do segurado que for preso
Benefício pago à família do
Pensão por Morte Não há restrições
segurado quando esse morre

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3. A PREVIDÊNCIA PRIVADA ABERTA


(EAPC – ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR)

FASE DE CONTRIBUIÇÃO E FASE DE BENEFÍCIOS


Um plano de previdência pode ser dividido em duas etapas:
1) Fase de Acumulação
2) Fase de Benefício

IMPORTANTE:
Se mesmo após a idade de aposentadoria escolhida, o participante optar por continuar
com o plano e realizar resgates programados ou eventuais, NÃO se caracteriza como
fase de benefício, pois nesse caso o mesmo não contratou nenhum benefício junto à
seguradora.

Para a fase de benefícios, o participante pode optar por alguns benefícios, conforme abaixo:

Renda Vitalícia Pagamento de uma renda mensal por toda a vida ao participante.
Renda Vitalícia Pagamento de uma renda mensal por toda a vida ao participante. Caso
com Prazo Mínimo ocorra o seu falecimento, a renda é revertida ao beneficiário indicado
Garantido até o cumprimento do prazo garantido.
Renda Vitalícia Pagamento de uma renda mensal por toda a vida ao participante. Após o
Reversível ao seu falecimento, um percentual da renda, será revertida ao beneficiário
Beneficiário indicado.

www.edgarabreu.com.br 261
Pagamento de uma renda mensal ao participante, durante o prazo
Renda Temporária
definido.

Pensão Prazo Certo Pagamento mensal ao beneficiário indicado durante o prazo definido.

Pagamento de uma renda mensal por toda a vida, ao beneficiário


Pensão ao Cônjuge
indicado pelo participante, caso ocorra o seu falecimento.
Pagamento de uma renda mensal ao beneficiário menor indicado (até
Pensão aos Menores
que complete 21 anos), caso ocorra o falecimento do participante.
Pagamento de uma renda mensal por toda a vida ao participante, no
Renda por Invalidez
caso de invalidez total e permanente. Caso ocorra o seu falecimento, a
com Prazo Mínimo
renda é revertida ao beneficiário indicado até o cumprimento do prazo
Garantido garantido.
Pagamento único ao beneficiário indicado, em decorrência da morte do
Pecúlio por Morte
segurado.

4. A PREVIDÊNCIA PRIVADA FECHADA


(EFPC – ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR)

As EFCP são Sociedade limitada ou fundação, sem fins lucrativos, com objeto social de instituir
planos privados de concessão de pecúlios ou de rendas, de benefícios complementares ou
assemelhados aos da previdência social, mediante contribuição de seus participantes, dos
respectivos empregadores ou de ambos.
São acessíveis exclusivamente aos empregados de uma só empresa ou de um grupo de
empresas, as quais são denominadas patrocinadoras.
A constituição, organização e funcionamento dependem de prévia autorização do Governo
Federal, através da PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar.
Os recursos garantidores dos planos de benefícios da entidade fechada de previdência
complementar devem ser alocados em quaisquer dos seguintes segmentos de aplicação:
•• segmento de renda fixa;
•• segmento de renda variável;
•• segmento de imóveis; ou
•• segmento de empréstimos e financiamentos.

PREVIDÊNCIA FECHADA PATROCINADA E MULTIPATROCINADA


A empresa patrocinadora é aquela que permite aos seus funcionários que tenham acesso
ao fundo de pensão. Porém, muitas vezes uma empresa sozinha não consegue arcar com os
custos desse fundo, então existe a possiblidade de se juntar com uma outra empresa, inclusive
não pertencente ao mesmo grupo, e formar um fundo multipatrocinado, onde os funcionários
de ambas as empresas terão acesso ao fundo.

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Fundo Patrocinado:

Fundo Multipatrocinado:

O fundo multipatrocinado é uma modalidade que permite a empresas sem qualquer vínculo
societário, unir-se com o propósito de ofertar a seus colaboradores planos de previdência
complementar à previdência oficial.
Importante ressaltar que existe a individualização de contas e responsabilidades das empresas
patrocinadoras.

BENEFÍCIO DEFINIDO (BD), CONTRIBUIÇÃO VARIÁVEL (CV) E


CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA (CD)

Benefício Definido (BD)


Nesse tipo de plano, o benefício a ser recebido pelo participante já está definido desde o início.
Ou seja, o participante já sabe quanto irá ganhar quando se aposentar. Normalmente está
relacionado com um percentual do salário final do colaborador/participante. Essa característica
faz com que as contribuições aumentem ao final do período de acumulação do plano,
correlacionando-se com o aumento natural do salário.

www.edgarabreu.com.br 263
Em um plano BD, o patrimônio do fundo não pertence de forma individual ao colaborador,
ou seja, o patrimônio de todo o fundo serve como cobertura para todas as obrigações, com o
conceito de coletividade e não de individualidade.
As contribuições são variáveis e aumentam o tanto quanto forem necessárias para honrar as
obrigações do fundo (constituição de reservas).

MUITO IMPORTANTE:
Um plano BD pode ter risco de déficit atuarial, ou seja, não ter reservas suficientes
para honrar os compromissos com os seus benefícios. Nesse caso, a responsabilidade
pelo ajuste e pagamento é da própria EAPC ou da empresa patrocinadora + seus
colaboradores, em caso de uma EFPC.

Contribuição Variável (CV)


É um misto do BD e do CD, pois durante a fase de acumulação tem a característica de um
contribuição definida, já que não sofrem alterações e quando o benefício é concedido apresenta
a característica de um BD, já que o benefício mantém o mesmo valor, sendo reajustado pela
inflação somente.

Contribuição Definida (CD)


Nesse tipo de plano o valor a ser recebido no futuro (benefício) é variável, porém a contribuição
que é realizada durante a fase de acumulação é fixa. O valor que será recebido no futuro como
benefício depende, basicamente, do desempenho (rentabilidade) do fundo de investimento e
também das contribuições, naturalmente.
Nesse caso, ao contrário da modalidade “BD”, a conta é individual e o beneficiário receberá o
resultado das suas contribuições acrescida de juros.

5. AVALIAÇÃO E SELEÇÃO DE PLANOS DE PREVIDÊNCIA

Ao optar por investir em um plano de previdência, o seu cliente precisará em um primeiro


passo definir se essa aplicação será realizada em um Plano Gerador de Benefícios Livres – PGBL
ou em um Vida Gerador de Benefícios Livres – VGBL.
Entender as diferenças dos 2 e saber as suas vantagens e desvantagens, fará com que o
investidor consiga ter benefícios fiscais na hora da sua aplicação. Principais características dos
dois produtos:

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PLANO GERADOR DE BENEFÍCIOS LIVRES (PGBL)


O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é mais vantajoso para aqueles que fazem a
declaração do imposto de rend’a pelo formulário completo. É uma aplicação em que incide
risco, já que não há garantia de rentabilidade, que inclusive pode ser negativa. Ainda assim,
em caso de ganho, ele é repassado integralmente ao participante.
O resgate pode ser feito no prazo de 60 dias de duas formas: de uma única vez, ou transformado
em parcelas mensais. Também pode ser abatido até 12% da renda bruta anual do Imposto
de Renda e tem taxa de carregamento. É comercializado por seguradoras. Com o PGBL, o
dinheiro é colocado em um fundo de investimento exclusivo, administrado por uma empresa
especializada na gestão de recursos de terceiros e é fiscalizado pelo Banco Central.

VIDA GERADOR DE BENEFÍCIOS LIVRES (VGBL)


O VGBL, ou Vida Gerador de Benefício Livre, é aconselhável para aqueles que não têm renda
tributável, já que não é dedutível do Imposto de Renda, ainda que seja necessário o pagamento
de IR sobre o ganho de capital.
Nesse tipo de produto, também não existe uma garantia de rentabilidade mínima, ainda que
todo o rendimento seja repassado ao integrante. O primeiro resgate pode ser feito em prazo
que varia de dois meses a dois anos. A partir do segundo ano, também pode ser feita a cada
dois meses. Possui taxa de carregamento.

PGBL X VGBL

PGBL VGBL
Permite abater da base de cálculo do
IR os aportes realizados anualmente ao Não permite abater do IR os aportes ao
Dedução de IR
plano até um limite máximo de 12% (*) plano.
da renda bruta tributável do investidor.
Essa dedução não significa que os
aportes feitos na Previdência são O IR incidirá apenas sobre os rendimen-
Incidência de IR isentos de IR. Haverá incidência do IR tos do plano e não sobre o total acumu-
sobre o valor total do resgate ou da lado.
renda recebida quando eles ocorrerem.
Indicado para quem usa a declaração
Indicado para as pessoas que optam simplificada ou é isento ou para quem
Perfil Investidor pela declaração completa do Imposto já investe em um PGBL, mas quer
de Renda. investir mais de 12% de sua renda bruta
em previdência privada.

www.edgarabreu.com.br 265
FUNDO PROGRAMADO DE APOSENTADORIA INDIVIDUAL (FAPI)
É um fundo voltado a aposentadoria, que também permite dedução de até 12% da base de
cálculo do I.R, assim como o PGBL. É constituído sob a forma de condomínio aberto e oferecido
por bancos múltiplos, banco comercial, caixa econômica, banco de investimento, corretoras/
distribuidoras e seguradoras.
Uma diferença em relação ao PGBL, é que o FAPI não possibilita a contratação de benefícios
adicionais de aposentadoria, sendo somente um fundo resgatável. Além disso, os recursos
investidos em um FAPI passam por processo de transmissão de bens de forma ordinária, ou
seja, com incidência de ITCMD e necessidade de inventário.

Modelos de Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física


Os modelos possíveis para a Pessoa Física declarar os seus rendimentos anuais são:
1) Modelo Completo
2) Modelo Simplificado

Modelo Completo* Modelo Simplificado


•• Indicado para quem possui muitas despesas
dedutíveis.
•• Indicado para quem não possui muitas
•• Necessário informar todos os gastos dedutí- despesas para deduzir.
veis que a PF teve.
•• Não é necessário informar as despesas
•• Principais Deduções: dedutíveis.
•• R$ 3.561,50 (Educação) •• Se utiliza um abatimento padrão de 20%
•• R$ 2.275,08 (Dependente) sobre a receita tributável, limitado a
R$ 16.754,34.
•• PGBL até 12% de Renda Tributável
•• Despesas Médicas sem Limite
*Valores de 2017

Em resumo: Se o valor total das deduções autorizadas por lei for superior ao valor máximo de
dedução do modelo simplificado, é mais vantajoso optar pelo modelo completo.
Importante lembrar, que somente é permitido o abatimento das contribuições para o PGBL
para quem opta pelo modelo completo de declaração do I.R

Previdência: Benefício Fiscal e Redução de Custos de Sucessão


Dois benefícios de um investimento em previdência são sempre levantados quando o tema
é discutido: O benefício fiscal do PGBL e a possiblidade de transmissão de patrimônio com
menores custos. A seguir veremos a descrição de ambas as vantagens:

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CFP® | Módulo 3

Benefício Fiscal:
Para aqueles que declaram o I.R pelo modelo completo, é permitido a dedução de até 12% da
renda tributável para se realizar a aplicação em um PGBL. Em última análise, isso representa
um menor custo de imposto de renda no momento da aplicação (o imposto deve ser pago no
ato do resgate conforme regime tributário escolhido, veja mais adiante).

Diminuição dos Custos de Sucessão


Principalmente para os clientes de alta renda, cada vez mais a Previdência vem sendo utilizada
como estratégia de sucessão. Isso porque os valores que estão em um plano de previdência
podem ser destinados aos beneficiários escolhidos pelo participante, sem a necessidade de
um processo de inventário e também sem a incidência do ITCMD (Imposto de transmissão).
Com isso se tem uma economia de custos tributários e também advocatícios, além do ganho de
tempo com o processo que é rapidamente pago pela seguradora.

Escolha do Regime de Tributação

REGIME DE TRIBUTAÇÃO REGRESSIVO


É facultada aos participantes que ingressarem a partir de 1º de janeiro de 2005 em planos de
benefícios de caráter previdenciário, estruturados nas modalidades de contribuição definida
ou contribuição variável, das entidades de previdência complementar e das sociedades
seguradoras, a opção por regime de tributação no qual os valores pagos aos próprios
participantes ou aos assistidos, a título de benefícios ou resgates de valores acumulados,
sujeitam-se à incidência de imposto de renda na fonte às seguintes alíquotas:

Período de aportes Alíquota de IR


Até 2 anos 35%
de 2 a 4 anos 30%
de 4 a 6 anos 25%
de 6 a 8 anos 20%
de 8 a 10 anos 15%
Mais de 10 anos 10%

REGIME DE TRIBUTAÇÃO PROGRESSIVO


Do mesmo modo que o anterior: é sobre os lucros, no caso do VGBL, e sobre o valor total
acumulado, no caso do PGBL.

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Porém, segue a tabela progressiva do Imposto de Renda:

Base de cálculo anual em R$ Base de Cálculo Mensal (R$) Alíquota (%)


Até 22.847,76 Até 1.903,98 0
De 22.847,88 até 33.919,80 De 1.903,99 a 2.826,65 7,5
De 33.919,92 até 45.012,60 De 2.826,66 a 3.751,05 15
De 45.012,72 até 55.976,16 De 3.751,06 a 4.664,68 22,5
Acima de 55.976,16 Acima de 4.664,68 27,5

Ao escolher entre a tributação regressiva você não pode alterar mais o tipo de tributação.
Pode-se dizer que o regime de tributação regressiva é indicado para quem planeja poupar em
plano de previdência por mais tempo, ou seja, cultivando a visão do longo prazo. Afinal, quanto
maior o período em que o dinheiro ficar aplicado no plano, menor a alíquota do Imposto de
Renda.
Já a opção pela tabela progressiva é mais indicada em duas situações:
1. Se o investidor tem a intenção de sair do fundo em um prazo mais curto;
2. Se o investidor estiver poupando com o objetivo de receber uma renda mensal que fique
na faixa de isenção do IR ou próxima a essa, cuja alíquota não ultrapasse os 7,5%.

CLASSIFICAÇÃO DOS FUNDOS

CLASSIFICAÇÃO SUSEP

Classificação Ativos que compra


Renda Fixa (Soberano) Títulos Públicos Federais
Ativos de Renda Fixa do Governo Federal
Renda Fixa Crédito Privado
e também de emissores privados
Multimercado Pode investir até 49% do P.L do fundo em Renda Variável

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CFP® | Módulo 3

CLASSIFICAÇÃO ANBIMA

Classificação Ativos que compra


•• Investimentos em Renda Fixa
Renda Fixa •• Risco de Juros e/ou Índice de Preços
•• Não admite alavancagem
•• Investe em diversas classes de ativos
Balanceados – Até 15% •• No máximo 15% em Renda Variável
•• Não admite alavancagem
•• Investe em diversas classes de ativos
Balanceados – de 15 a 30% •• No mínimo 15 e no máximo 30% em Renda Variável
•• Não admite alavancagem
•• Investe em diversas classes de ativos
Balanceados – acima de 30% •• Acima de 30% em Renda Variável
•• Não admite alavancagem
•• Não tem um “mix” de ativos definido de forma explícita
Multimercados
•• Não admite alavancagem
•• Buscam retorno em uma data de referência
Data-Alvo •• Não tem um “mix” de ativos definidos de forma explícita
•• Não admite alavancagem
•• Deve possuir no mínimo 67% da sua carteira em ativos de
Ações
Ações, Bônus de Subscrição, DR’s

CUSTOS DOS PARTICIPANTES DE UM PLANO DE PREVIDÊNCIA

Taxas de Administração
Refere-se às despesas com a gestão financeira do fundo, contratada a uma empresa
especializada. A cobrança ocorre durante toda a fase de contribuição e incide sobre o capital
total, incluindo o rendimento. Esse custo é regulamentado pelo Banco Central e pela Comissão
de Valores Mobiliários (quando o fundo tiver aplicações em renda variável).
O percentual da taxa tem que ser aprovado pela Susep e constar do contrato. Nos planos VGBL
e PGBL, o custo varia de 0,5% a 4% ao ano, em geral sendo cobrada diariamente.
É cobrada pela tarefa de administrar o dinheiro do fundo de investimento exclusivo, criado para
o seu plano, e pode variar de acordo com as condições comerciais do plano contratado. Os que
têm fundos com investimentos em ações, por serem mais complexos, normalmente têm taxas
um pouco maiores do que aqueles que investem apenas em renda fixa.

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Taxas de Carregamento
Corresponde às despesas administrativas das instituições financeiras com pessoal, emissão de
documentos e lucro. É cobrada logo na entrada do plano e a cada depósito ou contribuição que
você faz. Isso quer dizer que, se esse custo for de 5%, a cada R$ 100,00 investidos só R$ 95,00
vão ser creditados efetivamente no seu plano. Em outras palavras, quanto maior o percentual,
menor a fatia da contribuição ou depósito feita por você que vai “engordar” o seu capital.
As instituições financeiras têm liberdade de cobrar taxas de até 10% nos planos VGBL e PGBL,
com aprovação da Susep, mas a concorrência forte impede a imposição desse limite.
Ela serve para cobrir despesas de corretagem e administração. Na maioria dos casos, a cobrança
dessa taxa não ultrapassa 5% sobre o valor de cada contribuição que você fizer. No mercado há
três formas de taxa de carregamento, dependendo do plano contratado. São elas:
1. Antecipada: incide no momento do aporte. Esta taxa é decrescente em função do valor
do aporte e do montante acumulado. Ou seja, quanto maior o valor do aporte ou quanto
maior o montante acumulado, menor será a taxa de carregamento antecipada.
2. Postecipada: incide somente em caso de portabilidade ou resgates. É decrescente em
função do tempo de permanência no plano, podendo chegar a zero. Ou seja, quanto maior
o tempo de permanência, menor será a taxa.
3. Híbrida: a cobrança ocorre tanto na entrada (no ingresso de aportes ao plano), quanto na
saída (na ocorrência de resgates ou portabilidades). Como você pode ver, existem produtos
que extinguem a cobrança dessa taxa após certo tempo de aplicação. Outros atrelam esse
percentual ao saldo investido: quanto maior o volume aplicado, menor a taxa. Nos dois
casos, não deixe de pesquisar antes de escolher seu plano de previdência.

Portabilidade
É a transferência, parcial ou total, do saldo acumulado entre fundos do plano contrato, ou
para outros planos, outra seguradora ou Entidade Aberta de Previdência Complementar –
EAPC, durante o período de acumulação, por vontade do titular.
As características do plano são mantidas, por exemplo: tempo atual com relação ao regime
tributário.
Apenas é permitido portabilidade de VGBL para VGBL e de PGBL para PGBL.
O prazo de carência de movimentação de um plano após realizar uma portabilidade é de 60
dias.

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Questões | Módulo 3

1. (23.000) Sobre os planos do tipo Benefício Definido – BD, assinale a alternativa correta:
a) É um tipo de plano onde não se sabe quanto irá receber no futuro, mas se sabe o valor a ser
contribuído mensalmente.
b) É um tipo de plano onde as contribuições sempre serão maiores no início do plano e
menores quanto mais perto do período de aposentadoria.
c) É um tipo de benefício onde o contribuinte já sabe quanto irá receber quando se aposentar.
d) É um tipo de benefício onde as contribuições são fixas.

2. (23.001) Em relação ao plano de Contribuição Definida – CD, assinale a alternativa correta:


a) O valor da contribuição é fixo, assim como o valor do benefício.
b) Possui somente o valor de benefício fixo.
c) A contribuição é fixa e o valor a ser recebido como benefício depende justamente do
montante final das contribuições acrescidas da rentabilidade.
d) Esse tipo de plano não é mais vendido no mercado.

3. (23.002) Trata-se de um benefício da Previdência Social:


a) Auxílio Doença.
b) VGBL.
c) PGBL.
d) Bolsa Família.

4. (23.003) Sobre planos de Benefício Definido – BD e Contribuição Definida – CD, assinale a (s)
alternativa (s) correta (s):
I – No plano BD, provavelmente haverá um maior esforço de contribuição no final da carreira do
beneficiário
II – No plano CD, a empresa e os colaboradores participam do custeio do plano, ao contrário do
plano BD, onde a empresa normalmente assume todos os custos do plano
III – Os planos CD beneficiam mais os colaboradores de mais idade
IV – Os planos BD tradicionais não são mais comercializados pelas seguradoras
a) I e II.
b) I e III.
c) I, II e III.
d) I, II e IV.

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5. (23.004) Seu cliente fez um aporte de R$ 10.000 em um plano de Previdência que cobra taxa
de carregamento antecipada de 3%. O aporte ficou no plano de previdência pelo período de 5
anos e teve rendimento líquido (já descontado o imposto de renda) de 53%. Qual será o valor
do resgate desse cliente:
a) R$ 14.841.
b) R$ 15.300.
c) R$ 81.325.
d) R$ 13.870.

6. (23.005) Seu cliente fez um aporte de R$ 10.000 em um plano de Previdência que cobra taxa
de carregamento postecipada de 3%. O aporte ficou no plano de previdência pelo período de 5
anos e teve rendimento líquido (já descontado o imposto de renda) de 53%. Qual será o valor
do resgate desse cliente:
a) R$ 14.841.
b) R$ 15.300.
c) R$ 15.000.
d) R$ 13.870.

7. (23.006) Seu cliente fez um aporte único de R$ 10.000 em um plano de previdência e o


mesmo teve rentabilidade de 9% no período de 1 ano. Se o plano cobra Taxa de Administração
Financeira (TAF) de 1%, qual será o valor líquido (desconsidere I.R) que o seu cliente terá ao
final do ano:
a) R$ 10.791.
b) R$ 10.891.
c) R$ 10.900.
d) R$ 11.000.

8. (23.007) Assinale a alternativa correta:


a) Uma das principais vantagens da previdência é o abatimento das contribuições realizadas
para qualquer plano para se chegar na base de cálculo do I.R, com o limite de até 12% da
renda tributável total do contribuinte.
b) Ao optar pelo regime tributário progressivo, o contribuinte nunca terá imposto retido na
fonte ao resgatar recursos.
c) Ao optar pelo regime tributário regressivo é possível alterar o mesmo para o progressivo.
d) Ao optar pelo regime regressivo, postergar a data de um resgate é uma estratégia para
diminuir a carga tributária incidente sobre esse resgate.

9. (23.008) É possível se realizar uma portabilidade entre:


a) VGBL para PGBL.
b) VGBL para VGBL.
c) VGBL para FAPI.
d) PGBL para Previdência Social.

272 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 3

10. (23.009) Após realizar uma portabilidade, qual prazo de carência deve ser respeitado para uma
nova movimentação no fundo:
a) 30 dias.
b) 180 dias.
c) Não há carência, afinal o plano é do próprio contribuinte.
d) 60 dias.

11. (23.010) Seu cliente investe R$ 10.000 em um PGBL com regime regressivo de I.R pelo prazo
de 15 anos (180 meses). Esse plano teve rentabilidade mensal de 0,40%. Qual será o valor de
resgate líquido do mesmo:
a) R$ 19.463,36.
b) R$ 20.514,85.
c) R$ 18.331,07.
d) R$ 18.463,33.

12. (23.011) Seu cliente investe R$ 10.000 em um VGBL com regime regressivo de I.R pelo prazo
de 15 anos (180 meses). Esse plano teve rentabilidade mensal de 0,40%. Qual será o valor de
resgate líquido do mesmo:
a) R$ 19.463,36.
b) R$ 20.514,85.
c) R$ 18.331,07.
d) R$ 18.463,33.

13. (23.012) Seu cliente investe R$ 1 milhão em um VGBL com regime progressivo de I.R pelo prazo
de 15 anos (180 meses). Esse plano teve rentabilidade mensal de 0,40%. Qual será o valor de
imposto de renda retido na fonte no ato do resgate:
a) R$ 289.158,32.
b) R$ 157.722,72.
c) R$ 461.584,42.
d) R$ 153.861,25.

14. (23.013) Seu cliente investe R$ 10.000 em um PGBL com regime regressivo pelo prazo de 15
anos. No ato do resgate, o fundo performou negativamente e o saldo atual é de R$ 7.000. Nesse
caso, qual será o seu resgate líquido:
a) R$ 6.300,00.
b) R$ 10.000,00.
c) R$ 9.300,00.
d) R$ 7.000,00.

www.edgarabreu.com.br 273
15. (23.014) Sr. João é seu cliente e acumulou R$ 2 milhões em um PGBL durante 40 anos. Ele
decidiu transformar esse PGBL em uma renda vitalícia de R$ 10.000,00 mensais. Após 3 meses
recebendo essa renda vitalícia, o mesmo morre, deixando a esposa e três filhos. Nesse caso:
a) A renda será direcionada para a esposa.
b) A renda será direcionada para os filhos.
c) A renda será direcionada para esposa e filhos.
d) A renda deixará de ser paga e o valor será patrimônio da seguradora.

16. (23.015) Seu cliente possui um PGBL com um saldo atual de R$ 3 milhões de uma contribuição
única realizada 1 ano atrás. A escolha foi pela tributação regressiva. Seu cliente morre e o
valor será repassado para o beneficiário indicado. Nesse caso qual será o valor líquido a ser
repassado:
a) R$ 1.950.000,00.
b) R$ 3.000.000,00.
c) R$ 1.500.000,00.
d) R$ 2.250.000,00.

17. (23.016) Seu cliente possui um VGBL onde a escolha foi pela tabela progressiva. O mesmo
aplicou R$ 1 milhão e o saldo hoje está em R$ 1.420.000,00. Ele decide transformar em renda
vitalícia de R$ 3.000,00. Qual o valor líquido de renda mensal que o mesmo receberá:
a) R$ 3.000,00.
b) R$ 2.550,00.
c) R$ 2.866,80.
d) R$ 2.570,30.

18. (23.017) Seu cliente possui um plano PGBL do seu banco e deseja realizar uma reclamação
sobre esse produto. O mesmo pode procurar:
a) BACEN.
b) CVM.
c) PREVIC.
d) SUSEP.

19. (23.018) Seu cliente possui um plano de previdência fechado e deseja realizar uma reclamação
sobre esse produto. O mesmo pode procurar:
a) BACEN.
b) PREVIC.
c) SUSEP.
d) CVM.

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CFP® | Módulo 3

20. (23.019) Sr. José possui um plano de previdência VGBL e aplicou o valor de R$ 500.000, optando
pelo regime progressivo. O plano cobra taxa de carregamento de 1%. O tempo de permanência
no plano foi de 6 anos (rentabilidade de 8% ao ano). Qual o valor do resgate líquido que Sr. João
recebeu na sua conta:
a) R$ 742.677,37.
b) R$ 749.421,59.
c) R$ 706.989,52.
d) R$ 573.417,04.

21. (23.020) Em uma hipótese de um cliente ter feito um aporte em um PGBL ou um VGBL e se
suicida 1 ano após a realização do aporte. Nesse caso:
a) Os beneficiários não receberão os valores, pois trata-se de suicídio.
b) Os beneficiários receberão somente parte do valor, pois trata-se de suicídio.
c) Os beneficiários receberão todo o valor, diminuindo-se a tributação.
d) Os beneficiários receberão todo o valor sem incidência de tributação.

22. (23.021) Seu cliente já contribuiu com o limite de 12% da renda tributável total e deseja fazer
um aporte extra em previdência. A projeção é a de retirar esse valor daqui a 3 anos. Nesse caso,
você deveria indicar:
a) PGBL com regime regressivo.
b) VGBL com regime regressivo.
c) PGBL com regime progressivo.
d) VGBL com regime progressivo.

23. (23.022) A aplicação em um PGBL é mais indicado para:


a) Quem declara o I.R pelo modelo completo.
b) Quem declara o I.R pelo modelo simplificado.
c) Quem é isento da cobrança do I.R.
d) Aquele cliente que já contribuiu com 12% da sua renda para um PGBL.

24. (23.023) Você é consultor de investimentos e seu cliente possui 3 alternativas de planos de
previdência para investir. Será um aporte único de R$ 1 milhão e as 3 alternativas possuem
a mesma rentabilidade projetada (7% ao ano). O investimento será realizado por 20 anos.
Considerando a tabela abaixo, qual plano ele deveria escolher:

Banco X Banco Y Banco Z Banco W


Taxa
10% 7% 5% 3%
Carregamento
Tx Adm 1% 2% 3% 4%

www.edgarabreu.com.br 275
a) Banco X.
b) Banco Y.
c) Banco Z.
d) Banco W.

25. (23.024) Com relação ao risco existente em um VGBL e PGBL, assinale a alternativa correta:
a) Existe somente risco de mercado.
b) Existe risco de mercado e de crédito da seguradora.
c) Não existe risco de mercado.
d) Não existe risco de mercado, muito menos risco de crédito da seguradora, já que o FGC
garante esses títulos.

26. (23.025) Seu cliente possui hoje 50 anos e quer se aposentar aos 60 anos. Após a aposentadoria
ele estima uma expectativa de vida de 30 anos. O mesmo possui uma renda anual de R$
120.000 atualmente e deseja manter esse padrão de vida na aposentadoria (em termos reais),
projetando uma inflação de 3% ao ano desde agora até o fim da sua vida. Nesse sentido, qual o
valor necessário para garantir essa renda ao seu cliente:
a) R$ 2.828.560,99.
b) R$ 2.478.667,80.
c) R$ 2.997.447,17.
d) R$ 1.554.672,64.

27. (23.026) Considerando uma taxa de juros de 0,40% ao mês, seu cliente deseja uma renda mensal
vitalícia no valor de R$ 5.000 e deseja saber qual o valor necessário para isso se concretizar:
a) R$ 1.435.125,04.
b) R$ 1.200.000,00.
c) R$ 1.250.000,00.
d) R$ 1.097.250,04.

28. (23.027) Sobre as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), analise as


afirmações abaixo:
I – É uma sociedade anônima com fins lucrativos
II – Seus planos podem ser adquiridos por qualquer pessoa física
III – São fiscalizados pela PREVIC
Está (ão) correto (s):
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Apenas a III.

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CFP® | Módulo 3

29. (23.028) Sobre as Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC), analise as


afirmações abaixo:
I – É uma sociedade anônima com fins lucrativos
II – Seus planos devem ser oferecidos somente para um grupo restrito de pessoas
III – São fiscalizados pela SUSEP
Está (ão) correto (s):
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

30. (23.029) Um cliente possui aplicação em um PGBL e aplica mensalmente (até hoje) o valor de
R$ 1.000. Já fez um total de 144 contribuições (12 anos). O regime de tributação escolhido
foi o Regime Regressivo. Ele faz um resgate de R$ 1.000 hoje, 12 anos depois da primeira
contribuição, mas pouco tempo depois da última contribuição. Qual será a alíquota de I.R desse
resgate:
a) 35%
b) 30%
c) 25%
d) 10%

31. (23.030) Seu cliente fez na data de ontem um aporte em um fundo de previdência. A partir
de quantos dias desse aporte ele pode solicitar a portabilidade desses recursos para outra
instituição:
a) Hoje mesmo.
b) 180 dias.
c) 30 dias.
d) 60 dias.

32. (23.031) Para quem não possui despesas dedutíveis e declara o I.R pelo modelo simplificado, é
indicado que tipo de plano de previdência:
a) VGBL.
b) PGBL.
c) Fundo de Ações.
d) EFPC.

33. (23.032) Com relação ao PGBL, assinale a alternativa correta:


a) O I.R incide sobre a rentabilidade, somente.
b) Possui rentabilidade garantida.

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c) Possibilidade de dedução de até 12% da renda bruta para cálculo do I.R.
d) Não permite portabilidade.

34. (23.033) Com relação a taxa de carregamento dos plano de previdência:


a) A base de cálculo é sempre a contribuição.
b) Pode ser cobrado somente no aporte.
c) Incide somente sobre a rentabilidade.
d) Nunca pode ser reduzida de acordo com o prazo de permanência no plano.

35. (23.034) Seu cliente possui 30 anos e quer criar uma reserva para aposentadoria. Possui 2
dependentes, despesas escolares e renda tributável total acima de R$ 200.000. Possuirá
aposentadoria pelo INSS aos 65 anos. Nesse caso, o plano mais adequado, poderia ser:
a) PGBL com tabela progressiva.
b) PGBL com tabela regressiva.
c) VGBL com tabela regressiva.
d) VGBL com tabela progressiva.

36. (23.035) São coberturas passíveis de contratação junto a um plano de previdência, exceto:
a) Pecúlio por morte ou invalidez.
b) Pensão por morte.
c) Renda por invalidez.
d) Acidente Pessoal.

37. (23.036) Seu cliente possui um plano de previdência que cobra taxa de carregamento
antecipado de 10%. O mesmo faz um aporte mensal de R$ 1.000. Nesse caso qual o valor do
aporte mensal líquido:
a) R$ 900.
b) R$ 1.000.
c) R$ 1.100.
d) R$ 950.

38. (23.037) Seu cliente possui um plano de previdência que cobra taxa de carregamento
postecipado de 10%. O mesmo faz um aporte mensal de R$ 1.000. Nesse caso qual o valor do
aporte mensal líquido:
a) R$ 900.
b) R$ 1.000.
c) R$ 1.100.
d) R$ 950.

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CFP® | Módulo 3

39. (23.038) Um cliente fez um aporte único em um PGBL no valor de R$ 100.000 e optou pela
tabela regressiva. A taxa de rentabilidade do fundo foi de 7% ao ano. O resgate foi realizado 7
anos após o aporte. Qual o valor líquido do resgate:
a) R$ 160.578,15.
b) R$ 128.462,52.
c) R$ 148.462,52.
d) R$ 154.667,31.

40. (23.039) Seu cliente faz dois aportes em um plano de previdência do tipo PGBL e depois de
algum tempo resgata todo o valor (em uma única vez) conforme tabela abaixo:

Depósito Tempo Permanência Valor Resgatado


R$ 100.00 12 anos R$ 230.000
R$ 30.000 1 ano R$ 32.000

Considerando que o regime tributário escolhido foi o regressivo, qual o valor total do resgate
líquido:
a) R$ 259.300.
b) R$ 235.800.
c) R$ 227.800.
d) R$ 247.700.

Gabarito: 1. C 2. C 3. A 4. C 5. A 6. C 7. A 8. D 9. B 10. D 11. D 12. A 13. B 14. D 15. D 16. D 17. A
18. D 19. B 20. A 21. C 22. D 23. A 24. A 25. B 26. A 27. C 28. D 29. C 30. D 31. D 32. A 33. C 34. A
35. C 36. D 37. A 38. B 39. B 40. C

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Módulo 4

CFP® – MÓDULO 4 – GESTÃO DE RISCOS E SEGUROS

Nosso Comentário: Possui também o mesmo peso de questões que o módulo 3. Da mesma
forma, é um módulo sem grandes dificuldades, porém, muitas vezes um pouco menos
distante da rotina do aluno, o que pode se tornar um desafio.
Objetivos do Módulo: Fazer com que o profissional entenda e consiga analisar os riscos aos
quais o cliente está exposto, visando indicar a solução de seguro mais adequada, priorizando
as necessidades de gestão de riscos dos clientes.
Temas que Serão Estudados: Avaliação de Riscos e Planejamento de Aquisição de Seguros,
Fundamentos Básicos de Risco e Seguros, Aspectos Legais do Seguro, Características dos
Principais Seguros do Mercado e Aspectos Tributários dos Seguros.
Informações Sobre a Prova Modular:
• Módulo IV – Gestão de Riscos e Seguros
• Duração: 45 minutos
• Formato do Exame: 15 questões de múltipla escolha com 4 alternativas
• Acerto mínimo para aprovação no módulo: 10 questões = 67% das questões do Módulo
Informações Sobre a Prova Completa:

www.edgarabreu.com.br 281
1. ASPECTOS LEGAIS DOS SEGUROS

COMPONENTES BÁSICOS DE UM SEGURO

Seguro é uma operação pela qual um segurado transfere determinado risco para uma
seguradora, que recebe um prêmio por assumir esse risco.

Glossário de Seguro:
•• PROPOSTA
Documento pelo qual o proponente (futuro segurado) caracteriza a sua intenção em efetivar
um contrato de seguro. Nela estarão todas as informações/características do bem/importância
a ser segurada.
•• APÓLICE
Documento que formaliza o contrato de seguro, estabelecendo os direitos e as obrigações da
sociedade seguradora e do segurado e discriminando as garantias contratadas.
•• ENDOSSO
Documento, emitido pela seguradora, por intermédio do qual são alterados dados e condições
de uma apólice, de comum acordo com o segurado.
•• AVERBAÇÕES
É utilizada a averbação para incluir outros bens em uso do segurado na cobertura de alguma
apólice em vigor.
•• RESCISÃO
O contrato de seguro pode ser rescindido a qualquer momento, mediante acordo entre as
partes.
•• RESSARCIMENTO
Reembolso dos prejuízos suportados pela Seguradora ao indenizar dano causado por terceiros.

282 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 4

•• SEGURADO
Pessoa física ou jurídica que, tendo interesse segurável, contrata o seguro em seu benefício
pessoal ou de terceiro.
•• SEGURADOR
Empresa autorizada pela SUSEP a funcionar no Brasil e que, recebendo o prêmio, assume os
riscos descritos no contrato de seguro.
•• RISCO
Evento futuro e incerto, de natureza súbita e imprevista, independente da vontade do Segurado,
cuja ocorrência pode provocar prejuízos de natureza econômica.
•• PRÊMIO
Importância paga pelo Segurado ou estipulante/proponente à Seguradora para que esta
assuma o risco a que o Segurado está exposto.
•• INDENIZAÇÃO
Valor que a sociedade seguradora deve pagar ao segurado ou beneficiário em caso de sinistro
coberto pelo contrato de seguro.
•• BENEFICIÁRIO
Pessoa física ou jurídica à qual é devida a indenização em caso de sinistro. 

PARTICIPANTES DO SISTEMA NACIONAL DE SEGUROS

CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS – CNSP

www.edgarabreu.com.br 283
ORGÃO MÁXIMO do mercado de: Seguros Privados
Previdência Aberta
Capitalização
Resseguro

Composição:
1) Ministro da Fazenda (Presidente)
2) Superintendente da SUSEP (Vice-Presidente)
3) Representante do Ministério da Justiça
4) Representante do BACEN
5) Representante do Ministério da Previdência e Assistência Social
6) Representante da CVM

ATENÇÃO!
Como todos os “Conselhos” do Sistema Financeiro Nacional, o CNSP NÃO EXECUTA
NADA! É um órgão 100% normativo!

Atribuições:
•• Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados;
•• Regular a constituição, organização, funcionamento e fiscalização dos que exercem
atividades subordinadas ao Sistema Nacional de Seguros Privados, bem como a aplicação
das penalidades previstas;
•• Fixar as características gerais dos contratos de seguros, previdência privada aberta e
capitalização;
•• Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro;
•• Prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de Previdência
Privada Aberta e de Capitalização, com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas
operações;
•• Disciplinar a corretagem do mercado e a profissão de corretor.

284 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 4

SUPERINTENDÊNCIA DE SEGUROS PRIVADOS – SUSEP

Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.


É o supervisor para o mercado de: Seguros
Previdência Aberta
Capitalização
Resseguro
É quem executa as diretrizes do CNSP.

ATENÇÃO!
A SUSEP está para o mercado de seguros assim como o BACEN está para o mercado
bancário.

Atribuições da SUSEP:
1. Fiscalizar a constituição, organização, funcionamento e operação das Sociedades
Seguradoras, de Capitalização, Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores,
na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP;
2. Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das
operações de seguro, previdência privada aberta, de capitalização e resseguro;

www.edgarabreu.com.br 285
3. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados;
4. Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles
vinculados, com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do
Sistema Nacional de Capitalização;
5. Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição, assegurando sua expansão e o
funcionamento das entidades que neles operem;
6. Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado;
7. Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades, em especial os efetuados
em bens garantidores de provisões técnicas;
8. Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este
forem delegadas;
9. Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP.

Sociedades Seguradoras
São empresas constituídas sob a forma de sociedades anônimas, especializadas em assumir
riscos, e que cobram um prêmio por assumir esse risco. Não podem ter outras atividades a
não ser as listadas abaixo:
•• Comercialização de seguros;
•• Comercialização de Planos de Previdência;
•• Comercialização de Planos de Capitalização.

Corretores de Seguros
É um profissional do ramo securitário certificado, no Brasil, pela Escola Nacional de Seguros e
com registro na SUSEP (Superintendência de Seguros Privados). Pode atuar como autônomo,
pessoa física, quanto com uma pessoa jurídica, em uma corretora de seguros, e seu trabalho
é analisar os custo e benefícios relacionados à situação do segurado, indicar o produto mais
adequado às suas necessidades, e mediar a relação entre este e a seguradora.
É um intermediário entre a seguradora e o segurado.

Resseguradoras
A operação de Resseguro é o “seguro do seguro”, ou seja, a seguradora que anterior-
mente assumiu um risco do seu segurado, repassa esse risco, porém agora para uma
resseguradora. Existe a possiblidade de essa resseguradora também repassar esse risco
para uma outra resseguradora, nume operação que se chama de retrocessão.

286 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 4

Exemplo de Resseguro:

Existem três tipos de resseguradores:


•• Ressegurador local: companhia com sede no Brasil, constituído sob a forma de sociedade
anônima, que tenha por objeto a realização de operações de resseguro e retrocessão;
•• Ressegurador admitido: ressegurador sediado no exterior, com escritório de representação
no País, que, tenha sido cadastrado como tal na Superintendência de Seguros Privados –
SUSEP, para realizar operações de resseguro e retrocessão;
•• Ressegurador eventual: empresa resseguradora estrangeira sediada no exterior, sem
escritório de representação no País, tenha sido cadastrada como tal na SUSEP, para realizar
operações de resseguro e retrocessão;
Até o ano de 2007 a prática de Resseguro no Brasil era monopolizada pelo Instituto de
Resseguros Brasil – IRB, empresa que era de economia mista e de controle do Governo
Federal. Nesse ano, através da Lei Complementar Nº 126 de 15 de Janeiro de 2007 o
mercado de resseguro no Brasil passou a ser aberto para outros concorrentes e o IRB
passou a ser um ressegurador local.

www.edgarabreu.com.br 287
2. CARACTERÍSTICAS DOS PRINCIPAIS SEGUROS DO MERCADO

Nesse tópico iremos estudar as principais características dos seguros mais populares do
mercado brasileiro, conforme figura abaixo:

SEGUROS DE VIDA
Existem 2 modalidades de seguro de vida:

1) Individual
É aquele tipo de seguro que envolve duas partes: O segurado e o segurador. Tem como objetivo
o de manter, por exemplo, o padrão de vida de uma família no caso de morte do (a) gerador (a)
de renda da família.

2) Coletivo
É aquele tipo de seguro em que uma apólice cobre o risco de uma série de vidas. Nesse tipo
de seguro aparece o “estipulante”, que é o representante dos segurados, por exemplo: uma
empresa que contrata um seguro de vida em grupo para seus funcionários.

RISCOS PASSÍVEIS DE COBERTURA PELO SEGURO DE VIDA


MORTE Indenização em caso de falecimento
INVALIDEZ Indenização em caso de invalidez
SOBREVIVÊNCIA Valor pago em caso de sobreviver ao prazo estipulado

Seguro de Vida Inteira


Como o próprio nome diz, é um seguro que não tem data final de vigência, ou seja, é válido
para o resto da vida do segurado, após a contratação. O mesmo não pode ser cancelado pela
seguradora, a não ser que o segurado deixe de pagar ou que ocorra fraude.

Seguro Temporário
Oferece cobertura por um período específico conforme necessidade do segurado. Por exemplo:
Pai quer contratar um seguro de vida para o filho até ele completar 18 anos.

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CFP® | Módulo 4

Seguro de Incapacidade Física e Substituição de Renda


Tipo de seguro que garante a substituição de renda de um profissional no caso de ele estar
incapacitado de exercer a sua profissão e gerar sua renda. Por exemplo: Você é um profissional
autônomo e precisará ficar 10 dias afastado da sua atividade por necessidade médica. Nesse
caso, se o seguro tiver essa cobertura irá arcar com a renda até o limite de cobertura contratado.

Seguro de Doenças Críticas


Tipo de plano/cobertura que garante uma indenização ou renda no caso de o segurado contrair
alguma doença grave, conforme estipulado nas condições do seguro.

Seguro de Vida Resgatável


De acordo com o contrato firmado com a empresa seguradora, o cliente tem direito de resgatar
parte do dinheiro investido a partir de um determinado período de contribuição. O tempo,
chamado de período de carência, é estabelecido de acordo com cada empresa.

Seguro Viagem
Destinado para quem necessita de proteção durante um período específico e/ou uma viagem.
Coberturas obrigatórias:
•• Morte acidental;
•• Invalidez total ou parcial por acidente.
Coberturas opcionais:
•• Despesas médicas, hospitalares, etc;
•• Despesas por atraso de voo, perda de bagagens, entre outros.

Dotal Misto e Dotal Puro


O termo “dotal” tem a ver com “dote”, ou seja, o pagamento. Portanto, o que diferencia o dotal
misto do dotal puro é a forma de pagamento para o segurado, conforme abaixo:

•• Cobertura por Morte e Sobrevivência


Dotal Misto •• Se titular sobreviver até a data acordada, recebe o valor acumulado
•• Se não sobreviver, beneficiário recebe uma parte do valor
•• Indenização só ocorre se o segurado sobreviver ao período estipulado no
Dotal Puro
contrato

www.edgarabreu.com.br 289
Seguro Educacional
Tem como objetivo a continuidade dos estudos do descendente ou dependente até a sua
conclusão em caso de morte, invalidez ou perda de renda dos responsáveis.

SEGURO DE ACIDENTES PESSOAIS


O seguro contra acidentes pessoais cobre eventos externos, súbitos e involuntários que
causam lesão física ao segurado. Ou seja, garante indenização no caso de acidentes que
resultem em morte ou invalidez permanente, total ou parcial.
O valor deste seguro é reduzido em relação ao de vida pois não cobre causas naturais, como
doenças, ou complicações resultantes da realização de cirurgias, tratamentos ou exames, por
exemplo.
O valor também não muda de acordo com a idade do segurado, como acontece no seguro de
vida.
Pode ser contratado na modalidade individual ou coletivo.
Coberturas possíveis:
•• Morte;
•• Invalidez Permanente, Parcial ou Total;
•• Despesas Médicas/Hospitalares;
•• Diárias de Incapacidade Temporária.
Entende-se por acidente: O evento com data caracterizada, exclusivo e diretamente externo,
súbito, involuntário, violento, e causador de lesão física, que, por si só e independente de toda
e qualquer outra causa, tenha como consequência direta a morte, ou a invalidez permanente,
total ou parcial, do segurado, ou que torne necessário tratamento médico.

SEGURO DE AUTOMÓVEL

Coberturas Básicas
1) Cobertura Total ou Compreensiva: Colisão, incêndio ou roubo.
2) Cobertura de Incêndio ou Roubo: Só cobre colisão quando for decorrente de furto ou
roubo do veículo, estará coberta por essa cobertura.
3) Cobertura de Incêndio

Coberturas Adicionais
1) Assistência 24 horas
Serviço de assistência ao veículo em caso de acidente ou pane do mesmo.

290 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 4

2) Acessórios
Cobre riscos que não estão cobertos pela cobertura básica. Por exemplo: Rádio, Antena, etc.
3) Equipamentos
Equipamentos que possam ser transportados pelo veículo.
4) Extensão de Perímetro
Tem como objetivo estender a cobertura do seguro para outros países.
5) Despesas extraordinárias
Por exemplo para arcar com custos de documentação do veículo, em caso de indenização
integral.
6) Valor de novo
Nos casos em que ocorrer um sinistro em até 6 ou 12 meses após adquirir um veículo novo, o
seguro garante o valor de novo ao invés do valor de mercado.

Bônus do Segurado
O bônus é um desconto progressivo concedido para o segurado, de acordo com o tempo que o
mesmo possui o seguro e não o utiliza. Abaixo a tabela de bônus:

Tempo Sem Sinistro (anos) Classe Desconto (%)


1 I 10
2 II 15
3 III 20
4 IV 25
5 V 30
6 VI 35

IMPORTANTE:
Em caso de sinistro, o segurado perde apenas uma classe de bônus e não todo o seu
histórico.

www.edgarabreu.com.br 291
Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V)
O Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V) é um seguro opcional que visa reparar
danos a terceiros, por conta disso também ficou conhecido como seguro contra terceiros.
Ele pode ser contratado por pessoas físicas ou por empresas que buscam uma proteção extra
para os veículos.
Ele pode fazer parte da cobertura oferecida pela seguradora contando na apólice ou ser
contratado a parte. Mas nos dois casos garantirá irá cobrir colisões em outros carros que não
sejam o segurado.
•• Divide-se em Danos Materiais e Danos Corporais:

Acidentes Pessoais Passageiros (APP)


Tem como objetivo indenizar as vítimas (passageiros e motorista) contra acidentes ocorridos
com o veículo segurado durante as 24 horas do dia 7 dias da semana.
Coberturas: O Seguro APP tem cobertura de Morte Acidental, Invalidez Permanente por aci-
dente e Despesas Médicas/Hospitalares e Odontológicas (opcional) para todos os ocupantes
do veículo segurado independente se estiver a trabalho ou lazer, 24 horas por dia e em qual-
quer lugar do Brasil.

Valor de Mercado (VMR) de Valor Determinado (VD)


Existem 2 modalidades com relação ao pagamento da indenização em caso de sinistro, para o
Seguro de Automóveis:

Modalidade Descrição
É a modalidade mais comum entre os seguros de veículos, é aquele onde
Valor de Mercado
em caso de sinistro se recebe um valor de mercado (Tabela FIPE, por
Referenciado (VMR)
exemplo). Esse valor se ajusta ao mercado e é variável
Valor Determinado Independentemente do valor de mercado do veículo, o valor a ser pago já
(VD) está fixado na proposta.

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SEGURO RESIDENCIAL
É a proteção destinada a residências individuais (casas ou apartamentos) utilizados como
moradia habitual ou de veraneio.
Cobertura Básica: Seguro Contra Incêndio
O seguro contra incêndio cobre a reconstrução do imóvel e seu conteúdo em caso de incêndio,
queda de raio ou explosão de quaisquer aparelhos, substâncias ou produtos existentes no
imóvel.
Construção = Paredes, Vidros, Acabamentos
Conteúdo = Móveis, Utensílios, Eletrodomésticos

IMPORTANTE:
Para o cálculo da indenização, NÃO é considerado o valor do terreno.

Outras Coberturas:
•• Perda de Pagamento de Aluguel
Em caso de incêndio do imóvel, essa cobertura ressarce para o proprietário o valor que o mesmo
está deixando de receber em caso de imóvel que estava alugado. Ou garante o pagamento de
aluguel nos casos em que o proprietário era morador da residência e necessita de uma moradia
alugada de terceiros para morar durante o reparo do imóvel principal.
•• Danos Elétricos
Garante a reposição ou conserto de aparelhos elétricos que sofreram danos por incidentes
elétricos.
•• Quebra de Vidros
Indenização pela quebra de vidros da residência segurada, por ato de terceiros ou por questões
naturais.
•• Roubo ou Furto de Bens
Garante o ressarcimento de bens e indenização de perdas decorrentes de roubo e/ou furto
qualificado no local de risco descrito na apólice.
•• Ventos Fortes
Garante indenização de perdas e danos causados ao imóvel por vendaval.

SEGURO SAÚDE
No Brasil existem atualmente quatro tipos de planos de assistência à saúde:

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Abaixo as principais características de cada modalidade:

1) Autogestão
Assistência com administração própria, feita pela empresa que oferta o plano para seus
próprios colaboradores. Por exemplo, a CASSI do Banco do Brasil. Plano de saúde administrado
pelo próprio banco e ofertado para seus colaboradores.
Também pode existir nessa situação, os chamados Planos de Administração, onde outras
empresas administram planos de saúde de outras instituições, numa espécie de terceirização.

2) Cooperativa Médica
Modalidade amplamente conhecida, como principal exemplo: Unimed. O médico cooperado
atende ao paciente, vinculado ao plano e recebe um valor por esse atendimento. É um sistema
sem a intermediação de terceiros.

3) Medicina em Grupo
São as empresas ou entidades que operam Planos Privados de Assistência à Saúde, excetuando-
se aquelas classificadas nas modalidades de administradora, cooperativa médica, autogestão
ou instituição filantrópica. É a modalidade predominante no país. São exemplos: Amil, Golden
Cross.

4) Seguro Saúde
Modalidade na qual o segurado possui liberdade de escolha de médicos e hospitais e tem essas
despesas reembolsadas posteriormente. Já na modalidade de plano de saúde, não oferece o
reembolso, mas sim acesso a uma rede credenciada para atendimento.

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Coberturas do Seguro Saúde:


Assim como nos demais seguros, no seguro saúde se tem coberturas básicas e acessórias
conforme abaixo:

Garantias Básicas:
•• Despesas Hospitalares
Pagamento de despesas de diárias em hospitais, equipamentos e medicamentos necessários
para realização de procedimentos cobertos pelo plano/seguro.
•• Despesas Médicas
Pagamento de despesas de profissionais necessários para a realização de procedimentos
cobertos pelo plano/seguro.
•• Pequenas Cirurgias
Aquelas que dispensam internação e são realizadas com anestesia local.
•• Tratamento Ambulatorial
Procedimentos que não são necessários a realização de internação.
•• Remoções
Quando o paciente precisa ser transferido para outra unidade, por solicitação do médico.

Cálculos Dos Prêmios


O prêmio é o custo do seguro, do ponto de vista do segurado. Do ponto de vista da seguradora é
a fonte de renda da mesma e precisa ser o montante necessário para cobrir todos os riscos dos
quais a seguradora está correndo, cobrir os seus custos de operação, os tributos e a margem de
lucro requerida.

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Calcular o prêmio de um seguro de vida não é uma tarefa simples e o mesmo varia para cada
tipo de contratação do seguro, conforme abaixo:

Tipo de Plano Principais Riscos Analisados


Faixa etária do titular e dependentes incluídos na apólice, análise de saúde
Individual
dos mesmos.
Familiar ou de Grupo Faixa etária dos componentes do grupo que forma a apólice.
Empresarial Distribuição por faixa etária dos colaboradores, atividade fim da empresa.

Com relação à reavaliação dos prêmios, a correção dos mesmos pode ocorrer em três situações:
1. Pela mudança da faixa etária do segurado;
2. Pela alteração dos custos assistenciais;
3. Por reavaliação do plano.
Importante ressaltar que os planos individuais somente podem ter 1 aumento por ano, com
autorização da ANS (Agência Nacional de Saúde) e outra por mudança de faixa etária. Já os
planos coletivos não têm essa restrição.

Carência
Carência é o prazo pelo qual o contratante não pode utilizar-se de alguns serviços oferecidos
pelo plano.
O tempo de carência máximo permitido para os planos é de 180 dias, com as seguintes
exceções:
a) Parto: 300 dias
b) Emergências e urgências: 24 horas
c) Doenças e lesões preexistentes: 24 meses

SEGUROS EMPRESARIAIS
Seguro de Lucros Cessantes
Para os casos em que a empresa sofre um sinistro coberto por seguro, o seguro de lucros
cessantes tem o objetivo de garantir a estabilidade financeira da empresa.
Imagine que uma fábrica de automóveis sofre um incêndio em uma de suas plantas. Certamente
levará algum tempo até conseguir se reconstruir a unidade e voltar a ter retorno financeiro.
Nesse período o seguro de lucros cessantes pode auxiliar com as seguintes coberturas:

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SEGURO DE RESPONSABILIDADES
Um seguro de responsabilidade tem como função a de garantir ao segurado a indenização por
danos, não intencionais, corporais e/ou materiais causados a terceiros.
Por exemplo: Imagine que você possui dois filhos e que os amigos deles, todos menores de idade,
estão passando um final de semana na sua casa. Um dos amigos cai na escada e se machuca e
a família dele decide processar você, pois o filho deles estava sob sua responsabilidade. Nesse
caso, o seguro de responsabilidade irá arcar com todas as despesas financeiras oriundas desse
processo (até o limite da garantia).
São elementos básicos de um seguro de responsabilidade:

Algumas Modalidades de Seguros de Responsabilidade Civil


•• Responsabilidade Civil Familiar
Reembolsa para o segurado os valores que o mesmo tenha que pagar por ser civilmente
responsável por danos involuntários pessoais e/ou materiais causados nas seguintes situações:
1. Pelo próprio segurado, cônjuge ou filhos menores;
2. Por seus animais domésticos;

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3. Por empregados domésticos, quando em serviço;
4. Por queda ou lançamento de objetos do imóvel do segurado.
•• Responsabilidade Civil Danos Morais
Reembolsa despesas que o segurado venha a ter no caso de ser civilmente responsável por
danos morais a terceiro.
•• Responsabilidade Civil Empregados Domésticos
Garante indenização para empregado doméstico em caso de morte ou invalidez permanente
decorrente de acidente sofrido pelos empregados no desempenho das suas funções.
•• Responsabilidade Civil Riscos Ambientais
Cobertura para reparação de danos causados ao meio ambiente por responsabilidade do
segurado. Por exemplo: Caminhão com combustível com vazamento na estrada.
•• Responsabilidade Civil Administradores e Diretores
Seguro D&O – Directors and Officers é contratado pela empresa em nome de seus executivos,
voltado a cobrir custas judiciais e indenizatórias que os profissionais possam ter que arcar pelo
desempenho de suas funções frente à empresa. Atualmente os diretores/administradores das
empresas podem ser pessoalmente responsabilizados por atos realizados frente a empresa.
Nesse sentido, o seguro Directors and Officers oferece muitas coberturas. Abaixo algumas
delas:
I. Responsabilidade Civil
II. Reembolso à companhia por reclamações no âmbito do mercado de capitais
III. Reclamações contra conselheiros e diretores
IV. Procedimentos extrajudiciais
V. Coberturas para multas e penalidades civis
VI. Custos de defesa
VII. Responsabilidade por erros e omissões na prestação de serviços
•• Responsabilidade Civil de Profissionais
Contratado principalmente por profissionais autônomos (dentistas, médicos, etc) para proteção
na execução de seu exercício profissional. Cobre eventuais falhas que o segurado venha a
cometer e que seja responsabilizado civilmente.

SEGURO RURAL
O Seguro Rural é uma forma de proteção para o produtor rural frente aos riscos decorrentes da
sua atividade, principalmente de fenômenos climáticos adversos.
A tabela abaixo, das modalidades do seguro rural e suas características foi tirada do site da
Susep:

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MODALIDADE O QUE COBRE


Este seguro cobre as explorações agrícolas contra perdas decorrentes principal-
mente de fenômenos meteorológicos. Cobre basicamente a vida da planta, desde
Agrícola sua emergência até a colheita, contra a maioria dos riscos de origem externa, tais
como, incêndio e raio, tromba d’água, ventos fortes, granizo, geada, chuvas exces-
sivas, seca e variação excessiva de temperatura.
Este seguro tem por objetivo garantir o pagamento de indenização em caso de
morte de animal destinado, exclusivamente, ao consumo, produção, cria, recria,
engorda ou trabalho por tração. Os animais destinados à reprodução por monta
Pecuário natural, coleta de sêmen ou transferência de embriões, cuja finalidade seja, exclu-
sivamente, o incremento e/ou melhoria de plantéis daqueles animais menciona-
dos no parágrafo anterior, estão também enquadrados na modalidade de seguro
pecuário.
Este seguro tem o objetivo de garantir pagamento de indenização pelos prejuízos
Florestas causados nas florestas seguradas, identificadas e caracterizadas na apólice, desde
que tenham decorrido diretamente de um ou mais riscos cobertos.
O Seguro de Penhor Rural tem por objetivo cobrir perdas e/ou danos causados
aos bens, diretamente relacionados às atividades agrícola, pecuária, aqüícola ou
florestal, que tenham sido oferecidos em garantia de operações de crédito rural.
Penhor Rural
Observada a natureza da instituição financeira, o Seguro de Penhor Rural se divide
em dois ramos distintos: Penhor Rural – Instituições Financeiras Públicas e Penhor
Rural – Instituições Financeiras Privadas.

3. ASPECTOS TRIBUTÁRIOS DOS SEGUROS

IOF NOS CONTRATOS DE SEGURO


O contratante do seguro (Pessoa Física ou Jurídica) é o contribuinte do IOF. A seguradora/
instituição financeira que realiza a cobrança do prêmio é quem deve recolher o imposto e
repassar para o Tesouro Nacional.
Abaixo temos as alíquotas de IOF para os contratos de seguro:

Tipo de Seguro Alíquota


Resseguro | Seguro Obrigatório do Financiamento Imobiliário |
0%
Seguro de Crédito à Exportação | VGBL
Seguros de Vida 0,38%
Seguro Saúde 2,38%
Demais Seguros 7,38%

O valor do IOF incide sobre o valor do prêmio comercial.

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IMPOSTO DE RENDA NAS OPERAÇÕES DE SEGURO
O imposto de renda nos contratos de seguro é cobrado conforme tabela abaixo:

Evento Alíquota de Imposto de Renda


Recebimento de indenização por parte de um beneficiário Isento
Resgates parciais ou totais de seguro por sobrevivência Tabela Regressiva ou Progressiva de I.R

Para os planos de seguros do tipo dotal, que paga por sobrevivência (previdência, por exemplo),
o participante pode optar pela forma de tributação, entre regime progressivo e regime
regressivo, conforme abaixo:

1) Tabela Regressiva do I.R para Planos de Previdência:

Tempo de Permanência Alíquota de I.R


Até 2 anos 35%
2 até 4 anos 30%
4 a 6 anos 25%
6 a 8 anos 20%
8 a 10 anos 15%
Mais que 10 anos 10%

2) Tabela Progressiva do I.R para Planos de Previdência


Nesse tipo de tributação, a seguradora/instituição financeira irá reter 15% a título de antecipação
de imposto de renda. E o contribuinte deve declarar o rendimento na sua Declaração Anual
de Ajuste de Imposto de Renda, podendo ser tributado em até 27,50%, conforme tabela de
“Rendimentos Pessoa Física”.

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Questões | Módulo 4

1. (24.000) Seu cliente contratou um seguro de vida e o mesmo deseja fazer uma reclamação
sobre o produto. Ele deve procurar qual órgão?
a) PREVIC.
b) SUSEP.
c) BACEN.
d) ANS.

2. (24.001) Sobre prêmio de um seguro, assinale a alternativa correta:


a) A importância segurada não influencia no valor do prêmio.
b) Prêmio Comercial é o valor total que foi para para a segurador por parte do segurado.
c) Carregamento comercial é o lucro da companhia seguradora.
d) Denomina-se por “prêmio bruto” o valor que efetivamente foi pago para a seguradora.

3. (24.002) Sobre “Dano Moral”, assinale a alternativa correta:


a) Trata-se de perdas ou danos causados a coisas ou objetos.
b) Trata-se de lesões físicas.
c) Trata-se de sofrimento, injúria, lesão com cicatrizes, difamação, entre outros similares.
d) Tipo de risco que não existe cobertura segurável.

4. (24.003) É uma competência da SUSEP:


a) Criar diretrizes para o mercado de seguro e cosseguro.
b) Realizar a comercialização de apólices de seguros.
c) Treinar os profissionais do mercado de seguro.
d) Autorizar o funcionamento das instituições seguradoras.

5. (24.004) Sobre o corretor de seguros, assinale a alternativa correta:


a) Somente podem operar como tal os brasileiros.
b) Somente podem operar como tal as pessoas físicas.
c) É a SUSEP, como órgão fiscalizador que é, a responsável pela habilitação dos corretores.
d) Pessoa física ou jurídica pode ser corretor de seguros.

6. (24.005) São documentos de um seguro, exceto:


a) Proposta.
b) Endosso.
c) Apólice.
d) Borderô.

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7. (24.006) Com relação ao seguro prestamista, assinale a alternativa correta:
a) Tipo de seguro que garante a quitação de um financiamento em caso de morte do
financiado.
b) Tipo de seguro que garante uma indenização ao segurado caso ele sobreviva a um
determinado tempo de vida.
c) O beneficiário desse seguro é sempre uma pessoa física.
d) Pode possuir cobertura de roubo como “cobertura básica”.

8. (24.007) Seu cliente é empresário e possui uma empresa com 8 diretores. Ele deseja um seguro
para proteger a empresa contra ações judiciais dos acionistas minoritários contra eventuais
ações dos seus diretores. Nesse caso, você recomenda qual tipo de seguro:
a) Residencial.
b) Risco Operacional.
c) Responsabilidade Civil.
d) Seguro empresarial.

9. (24.008) Seu cliente contratou um seguro de vida e deseja saber em que situações o mesmo
(ou beneficiários) poderá receber o benefício, você explica que são:
a) Morte, apenas.
b) Morte e acidente pessoal.
c) Acidente pessoal somente.
d) Morte, Invalidez e também por sobrevivência.

10. (24.009) As cooperativas médicas têm uma modalidade de seguro que:


a) É uma forma de seguro sem a intermediação de terceiros para a realização da prática
profissional.
b) É um plano de administração própria através de empresas públicas ou privadas adminis-
trando o seu próprio plano de saúde.
c) Não é permitido pela legislação brasileira.
d) É também conhecida como sistema de autogestão.

11. (24.010) Seu cliente possui um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão. Ocorre o falecimento
do mesmo, porém, ao verificar a questão financeira, se observou que o pagamento do prêmio
estava atrasado a 10 dias. Nesse caso, os beneficiários:
a) Não receberão valor algum.
b) Receberão apenas metade do valor.
c) Receberão todo o valor.
d) Receberão o valor total, descontado do valor do prêmio em atraso.

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CFP® | Módulo 4

12. (24.011) Seu cliente possui esposa e 1 filho e fez um seguro de vida no valor de R$ 3 milhões.
Em uma viagem, ocorre um acidente de carro e os três morrem. Não há mais herdeiros legais.
Nesse caso, o valor de R$ 3 milhões ficará com:
a) Herdeiros necessários.
b) Seguradora.
c) As pessoas indicadas no testamento.
d) Instituição de caridade.

13. (24.012) Você, profissional CFP possui um cliente com 64 anos que não está mais trabalhando,
mas possui 4 dependentes. A renda advém da sua aposentadoria, portanto. Esse cliente o
procura querendo sua opinião sobre qual (is) seguro (s) deveria contratar. Você indica:
a) Seguro residencial e seguro de acidentes pessoais.
b) seguro saúde de vida inteira.
c) seguro de acidentes pessoais.
d) seguro de responsabilidade civil.

14. (24.013) Para o seguro de veículos, é considerado perda total quando o valor que irá ser gasto
para conserto do carro não ultrapasse a um determinado limite do seu valor de mercado. Esse
limite é:
a) 80%
b) 50%
c) 60%
d) 75%

15. (24.014) Com relação ao seguro de carro:


a) É transferível para um terceiro, assim como a classe de bônus.
b) É transferível para um terceiro, porém a classe de bônus não.
c) Não é transferível, somente a classe de bônus.
d) Não é transferível, assim como a classe de bônus.

16. (24.015) Seu cliente possui classe de bônus máxima, pois nunca teve sinistro no seu carro. Se
houver um sinistro, o que irá ocorrer com a sua classe de bônus:
a) Volta somente uma classe.
b) Retorna ao início da tabela da classe de bônus.
c) Não sofre alteração.
d) Apenas sofre alteração se ocorrer perda total no veículo.

17. (24.016) Se tratando de seguro de automóvel, a franquia simples é aquela em que:


a) A seguradora realiza o pagamento integral do sinistro, caso esse seja superior ao valor da
franquia.

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b) A seguradora não precisa arcar com os custos de sinistro em nenhuma hipótese.
c) O segurado irá dividir com a seguradora os custos do sinistro.
d) Esse tipo de franquia não está mais autorizado a ser praticado.

18. (24.017) Com relação ao seguro de lucros cessantes, são coberturas básicas do mesmo, exceto:
a) Roubo.
b) Lucro Bruto.
c) Despesas Fixas.
d) Lucro Líquido.

19. (24.018) Seu cliente faleceu e tinha um seguro de vida de R$ 1 milhão que foi deixado para a
única beneficiária, sua ex esposa. Com relação ao I.R dessa indenização:
a) Pagará I.R de 27,5%.
b) Terá que pagar I.R de 15%.
c) O I.R a ser recolhido dependerá do tipo de regime tributário escolhido pelo contratante do
seguro quando ainda estava vivo.
d) É isento.

20. (24.019) Seu cliente contratou um seguro de automóvel com as seguintes coberturas e valores
de prêmio:
Roubo: R$ 1.500 | Incêndio R$ 1.000 | Colisão: R$ 1.000 | Vidros: R$ 200
Considerando que o IOF é de 7,38%, que a apólice possui custo de emissão de R$ 100,00 e que
a taxa de comissão é de 10%, qual o valor total que seu cliente pagará pelo prêmio:
a) R$ 4.470,37.
b) R$ 4.477,75.
c) R$ 4.420,07.
d) R$ 4.443,06.

21. (24.020) Imagine que seu cliente fez uma contratação de um seguro de acidentes pessoais com
carência de 6 meses. Ao final do quarto mês, sofre um acidente e fica inválido permanentemente.
Nesse caso, a seguradora:
a) É obrigada a pagar o valor total da indenização.
b) É obrigada a pagar somente o valor proporcional da indenização referente ao tempo que
faltava da carência.
c) Não possui obrigação nenhuma de pagamento.
d) É obrigada a pagar o valor, porém para os beneficiários do segurado.

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22. (24.021) Seu cliente possui uma filha de 2 anos e ele quer garantir que aos 18 anos ela tenha
dinheiro suficiente para entrar na faculdade, estando ele ainda vivo ou não. Entre os tipos de
seguros abaixo, qual você indicaria:
a) Seguro de acidentes pessoais.
b) Seguro de vida inteiro.
c) Dotal puro.
d) Dotal misto.

23. (24.022) Com relação aos seguros de vida, o chamado prazo de incontestabilidade da apólice é
de:
a) 2 anos.
b) 5 anos.
c) 7 anos.
d) 10 anos.

24. (24.023) “Seguro realizado por empresa seguradora, no qual o segurador se responsabiliza,
total ou parcialmente, pelo risco de uma operação já coberta por outro segurador”.
O conceito acima está tratando de:
a) Seguro.
b) Co-seguro.
c) Resseguro.
d) Apólice.

25. (24.024) Tipo de seguro que visa garantir a situação financeira da empresa em uma situação de
sinistro por risco coberto, é:
a) Lucros Cessantes.
b) Seguro Directors & Officcers.
c) Seguro residencial.
d) Seguro empresarial.

26. (24.025) Com relação ao prêmio puro/estatístico, assinale a alternativa correta:


a) Tem como objetivo cobrir o custo estimado dos eventuais prejuízos.
b) É a soma do prêmio bruto com o carregamento comercial.
c) É sempre maior que o prêmio bruto.
d) É o lucro da companhia seguradora.

27. (24.026) Tipo de operação onde duas ou mais seguradoras dividem o risco de uma apólice:
a) Resseguro.
b) Co-seguro.
c) Seguro.
d) Prazo de Carência.

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28. (24.027) Analise as afirmações abaixo:
I – É possível fazer 2 seguros para o mesmo bem
II – Não existe um limite máximo de benefício para seguros de pessoas
III – Para seguros de bens, é possível receber da seguradora um valor maior do que o do bem
segurado
Está (ão) correto (s):
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

29. (24.028) Sobre prêmio:


a) É o pagamento realizado pelo segurado ou estipulante para a seguradora.
b) É o pagamento realizado pela seguradora para o segurado ou beneficiários.
c) É o valor garantido pela seguradora na hipótese de um sinistro.
d) É quando existe a contratação de uma apólice coletiva de seguros.

30. (24.029) São classificações possíveis de uma cobertura de seguro:


I – Básica
II – Adicional ou Acessória
III – Especial
IV – Extraordinária
Está (ão) correta (s):
a) Somente I.
b) I e II.
c) I, II e III.
d) Todas as alternativas.

31. (24.030) Seu cliente fez um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão e comete suicídio 1 ano
depois da contratação. Nesse caso:
a) Os beneficiários receberão o valor total da indenização.
b) Os beneficiários receberão metade do valor da indenização.
c) Os beneficiários receberão o valor proporcional de 1 ano da indenização.
d) Os beneficiários não irão receber nada.

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32. (24.031) Seu cliente contratou um seguro de automóvel e optou pela modalidade de Valor
Determinado – VD. Nessa modalidade, em um eventual sinistro:
a) O segurado recebe um valor fixo, independente do valor de mercado na época do sinistro.
b) O segurado recebe o valor de mercado do automóvel na época do sinistro.
c) O segurado recebe um valor fixo acrescido de uma taxa de juros pré determinada.
d) Sempre nessa modalidade o prêmio do seguro será mais baixo.

33. (24.032) Seu cliente comprou um terreno por R$ 300 mil e construiu uma casa, gastando um
total de R$ 1 milhão na construção. Após pronta, o imóvel foi avaliado por R$ 2 milhões para
uma eventual venda, sendo que R$ 400 mil referente ao terreno. Seu cliente decide então
fazer um seguro residencial e contrata uma cobertura contra incêndio de R$ 2 milhões. Em um
eventual sinistro, esse cliente receberá:
a) R$ 2 milhões.
b) R$ 1.600.000.
c) R$ 1.000.000.
d) R$ 1.300.000.

34. (24.033) Seu cliente contratou um plano de saúde e após 6 meses o plano envia uma carta
informando que um dos hospitais deixou de fazer parte da rede credenciada. Essa situação:
a) Não é permitida por lei, pois reduz a oferta de serviços para o segurado.
b) É permitido somente se o plano de saúde substituir por outro prestador de serviço
equivalente e que tenha a anuência da ANS.
c) É permitido somente com a anuência do segurado.
d) É permitido somente em casos em que o hospital não cumpre regras legais ou sanitárias.

35. (24.034) Quando um beneficiário de um seguro de vida recebe o valor pela morte do segurado:
a) Esse valor é tributado pelo I.R à alíquota de 15%.
b) Esse valor é isento de I.R e por esse motivo não é necessário declarar para a Receita Federal.
c) Esse valor é tributado pelo I.R conforme a renda do beneficiário, podendo chegar até a
alíquota de 27,5%.
d) Esse valor é isento de I.R, porém precisa ser declarado para a Receita Federal.

36. (24.035) São estratégias para determinar o valor de um seguro de vida para uma pessoa:
I – Método do valor da vida humana
II – Método da avaliação das necessidades
III – Método de avaliação salarial
Está (ão) correto (s) o que se afirma em:
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

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37. (24.036) Se um cliente que contrata um seguro de automóvel ficar 6 anos ou mais sem sinistro,
atinge o nível mais alto da classe de bônus. Nesse caso, o seu desconto será de:
a) 35%
b) 25%
c) 30%
d) 50%

38. (24.037) São situações que garantem recebimento de indenização por parte da seguradora no
caso de seguro de veículos, exceto:
a) Perda Total ou Parcial por colisão.
b) Incêndio do veículo.
c) Furto ou Roubo com veículo não encontrado por mais de 30 dias.
d) Furto ou Roubo com veículo não encontrado por mais de 15 dias.

39. (24.038) Seu cliente fez um financiamento e comprou um carro no valor de R$ 100.000, sendo
que financiou 30% desse total. Fez um seguro desse veículo e em um acidente ocorreu sinistro
com perda total.
Valor de mercado do carro: R$ 90.000
Valor da dívida atual: R$ 35.000
Nesse caso:
a) A seguradora irá pagar os R$ 90.000 para o segurado, que irá quitar o financiamento.
b) A seguradora irá quitar o financiamento e o saldo excedente repassar para o segurado.
c) A seguradora não irá pagar o sinistro, pois o carro está financiado.
d) A seguradora irá pagar somente o valor atual da dívida.

40. (24.039) Seu cliente comprou um carro por R$ 40.000 e fez um seguro do mesmo optando pela
modalidade de Valor de Mercado Referenciado com franquia de R$ 3.000. Depois de 1 ano o
carro teve perda total por furto e seu valor de mercado na data do sinistro era de R$ 43.000.
Nesse caso, o segurado irá receber:
a) R$ 40.000.
b) R$ 37.000.
c) R$ 45.000.
d) R$ 43.000.

Gabarito: 1. B 2. D 3. C 4. D 5. D 6. D 7. A 8. C 9. D 10. A 11. D 12. B 13. B 14. D 15. B 16. A 17. A
18. A 19. D 20. D 21. C 22. D 23. B 24. C 25. A 26. A 27. B 28. B 29. A 30. C 31. D 32. A 33. B 34. B
35. D 36. B 37. A 38. D 39. B 40. D

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Módulo 5

CFP® – MÓDULO 5 – PLANEJAMENTO FISCAL

Nosso Comentário: É um dos módulos com menor participação na prova completa, sendo
maior somente do que o módulo VI. Não é um tema de grande complexidade, pois boa parte
do que será estudado já faz parte da rotina do profissional.
Objetivos do Módulo: Capacitar o profissional para compreender e avaliar a interferência
de impostos e tributos sobre as diversas atividades exercidas pelas pessoas físicas e jurídica,
assim como suas repercussões sobre suas posições financeiras e o resultado final de
transações financeiras em geral.
Temas que Serão Estudados: Normas tributárias básicas, Planejamento Tributário, Imposto
de Renda Pessoa Física, Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social sobre Lucro
Líquido (CSLL), Tributação das Operações no Mercado Financeiro e de Capitais, Tributação no
Exterior, IOF e Penalidades pelo Descumprimento das Obrigações Perante Receita Federal e
BACEN.
Informações Sobre a Prova Modular:
•• Módulo V – Planejamento Fiscal
•• Duração: 45 minutos
•• Formato do Exame: 14 questões de múltipla escolha com 4 alternativas
•• Acerto mínimo para aprovação no módulo: 9 questões = 64% das questões do Módulo
Informações Sobre a Prova Completa:

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1. NORMAS TRIBUTÁRIAS BÁSICAS

CONCEITO DE TRIBUTO
Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa
exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade
administrativa plenamente vinculada É a obrigação imposta às pessoas físicas e pessoas
jurídicas de recolher valores ao Estado, ou entidades equivalentes.
Divide-se em três espécies:
•• Impostos: Imposto de Renda; ICMS; IPI.
•• Taxas: Taxa de Lixo, Taxa de emissão de documentos públicos.
•• Contribuições de Melhoria:

PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS
Os princípios tributários são normas básicas, regras, que se deve seguir para instituir um
determinado tributo. São de extrema importância, principalmente para trazer maior proteção
para o contribuinte, já que esses princípios trazem limitações ao poder de tributar.
Antes de estudarmos os princípios é importante lembrarmos de alguns conceitos?

CONCEITO DESCRIÇÃO EXEMPLO


Um fato que cria a obrigação de Em um CDB =
Fato Gerador
pagamento de um tributo Resgate ou Vencimento
Grandeza econômica sobre a qual se
Em um CDB =
Base de Cálculo aplica a alíquota para calcular a quantia
Valor da Rentabilidade Positiva
de tributo a pagar

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Percentual ou valor fixo que será


Em um CDB com resgate de até 6
Alíquota aplicado sobre a base de cálculo para
meses = 22,50% de I.R
pagamento do tributo
Pessoa Física ou Jurídica que tem a
Contribuinte obrigação de realizar o pagamento do Em um CDB = titular do investimento
tributo

IMPORTANTE:
No exemplo acima (CDB), o contribuinte é a Pessoa Física ou Jurídica que realizou
a aplicação, porém, a responsabilidade do recolhimento do I.R/IOF é da Instituição
Financeira que emitir o CDB.

Princípio da Legalidade Tributária


Estabelece que não haverá instituição ou majoração de tributo sem lei que o estabeleça. Desta
forma, para que uma determinada exação seja criada ou tenha seu valor majorado, é necessária
a promulgação de uma lei.

Princípio da Anterioridade
Estabelece que não haverá cobrança de tributo no mesmo exercício fiscal da lei que o instituiu.
Assim sendo, um tributo só poderá ser cobrado pelo Fisco no ano seguinte àquele em que a lei
que o criou fora promulgada.

Princípio da Irretroatividade
Estabelece que não haverá cobrança de tributo sobre fatos que aconteceram antes da entrada
em vigor da lei que o instituiu.

Princípio da Isonomia ou Igualdade


Estabelece que não haverá tratamento desigual entre contribuintes que se situam em condição
de igualdade jurídica.

Princípio da Competência
Em nosso país, o poder de tributar é dividido entre seus entes, União, Estados, Distrito Federal e
Municípios, que, atendendo aos limites constitucionais e mediante edição de leis, cobram seus
respectivos tributos. Essa divisão de poder, devidamente delimitada e normatizada, atribuída
aos entes dotados de poder legislativo, que restringem sua atividade de tributar à matéria que
lhes foi destinada, é chamada de competência tributária.

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Tabela de Impostos de competência de cada ente:

UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS


•• Imposto sobre exportação e importação
•• I.R •• ITCMD •• ISS
•• IPI •• IPVA •• IPTU
•• IOF •• ICMS •• ITBI
•• Imposto sobre grandes fortunas

Princípio da Capacidade Contributiva


É baseado em um conceito econômico e de justiça fiscal. Tem como alicerce a busca de uma
sociedade mais justa e igualitária, impondo uma tributação mais onerosa para aqueles de
detêm uma maior concentração de riquezas.

2. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO

CONCEITO DE PLANEJAMENTO
Como sabemos, o Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo. Muitas vezes,
esse peso acaba, inclusive, inviabilizando operações e negócios de grandes empresas. Todos
nós, direta ou indiretamente, sofremos com esse pesado fardo tributário. Sendo assim, um
bom planejamento pode ajudar para que tenhamos menos custos tributários.
Uma definição de planejamento tributário poderia ser como um conjunto de sistemas legais
que visam diminuir o pagamento de tributos. O contribuinte tem o direito de estruturar o
seu negócio da maneira que melhor lhe pareça, procurando a diminuição dos custos de seu
empreendimento, inclusive dos impostos. Se a forma celebrada é jurídica e lícita, a fazenda
pública deve respeitá-la.
Alguns conceitos importantes:
•• Evasão Fiscal:
Evasão fiscal é a mesma coisa de sonegação fiscal. Nada mais é o uso de meios ilícitos para
evitar o pagamento de taxas, impostos e contribuições. Entre os métodos usados para evadir
tributos, estão a omissão de informações, as falsas declarações e a produção de documentos
que contenham informações falsas ou distorcidas, como a contratação de notas fiscais, faturas,
duplicatas etc.
Na evasão fiscal tenta-se evitar o pagamento do tributo após o acontecimento do fato gerador.
•• Elisão Fiscal:
Diferente da evasão fiscal, na elisão fiscal, através do planejamento, evita-se a ocorrência do
fato gerador. Configura-se num planejamento que utiliza métodos legais para diminuir o peso
da carga tributária num determinado orçamento.

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3. IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA

IMPORTANTE:
É muito comum em prova apresentar um contribuinte e pedir para o candidato
calcular, com os dados fornecidos, todo o IRPF a ser pago, uma espécie de declaração
de imposto de renda. Esteja pronto para esse exercício e atento aos tipos de despesas
dedutíveis ou não.

QUEM DEVE REALIZAR A DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA

Pessoas obrigadas a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do IRPF 2018


De acordo com a Instrução Normativa RFB nº 1.794, de 23 de fevereiro de 2018, está obrigada
a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física referente ao
exercício de 2018, a pessoa física residente no Brasil que, no ano-calendário de 2017:

Critérios Condições
•• recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração,
cuja soma anual foi superior a R$ 28.559,70;
Renda
•• recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados
exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00.
•• obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou
direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em
bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
Ganho de capital e •• optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o
operações em bolsa de ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo
valores produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis
residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta)
dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do
art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005.
•• relativamente à atividade rural:
a) obteve receita bruta anual em valor superior a R$ 142.798,50;
Atividade rural
b) pretenda compensar, no ano-calendário de 2017 ou posteriores,
prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário
de 2017.
•• teve a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2017, de
Bens e direitos bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a
R$ 300.000,00.
Condição de residente •• passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa
no Brasil condição se encontrava em 31 de dezembro de 2017.

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AVISO:
O contribuinte que, no ano-calendário de 2017, recebeu rendimentos tributáveis sujeitos ao
ajuste na declaração, cuja soma anual foi superior a R$ 10 milhões, rendimentos isentos e não
tributáveis, cuja soma foi superior a R$ 10 milhões, rendimentos tributados exclusivamente na
fonte, cuja soma foi superior a R$ 10 milhões, realizou pagamentos de rendimentos a pessoas
jurídicas, quando constituam dedução na declaração, ou a pessoas físicas, quando constituam,
ou não, dedução na declaração, cuja soma foi superior a R$ 10 milhões, em cada caso ou no
total, deve transmitir a Declaração de Ajuste Anual com a utilização de certificado digital.

RENDIMENTOS TRIBUTÁVEIS RECEBIDOS DE PESSOA JÚRÍDICA

Trabalho Assalariado:
O pagamento recebido pelo trabalhador com vínculo empregatício, o salário, deve ter o
Imposto de Renda Pessoa Física retido na fonte pela empresa pagadora, que irá repassar esse
valor para o Tesouro Nacional.
O valor de imposto que deve ser retido pelo empregador deve ser calculado com base na tabela
progressiva do Imposto de Renda, informada abaixo:

IMPORTANTE:
Não se preocupe em decorar essa tabela, a mesma estará na sua prova.

Base de cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R$)


Até 1.903,98 – –
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
Acima de 4.664,68 27,5 869,36

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Alíquotas do IRRF 2018:


•• Quem recebe até R$ 1.903,98 não precisa pagar Imposto retido na fonte;
•• Para quem recebe de R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 mensais, paga 7,5% de alíquota e tem
dedução de R$ 142,80.
•• Para quem recebe de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05, alíquota de 15% e dedução de R$ 354,80.
•• Para quem recebe de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68, alíquota de 22,5% e R$ 636,13 de
dedução.
•• Acima de R$ 4.664,68 a alíquota vai para 27,5% e dedução de R$ 869,36.

Trabalho Sem Vínculo Empregatício


Importâncias pagas por pessoa jurídica à pessoa física, a título de comissões, corretagens,
gratificações, honorários, direitos autorais e remunerações por quaisquer outros serviços
prestados, sem vínculo empregatício, inclusive as relativas a empreitadas de obras
exclusivamente de trabalho e as decorrentes de fretes e carretos em geral.
A tabela utilizada para a retenção do I.R é também a tabela progressiva do Imposto de Renda.

Aluguéis e Royalties Pagos a Pessoa Física


Rendimentos mensais de aluguéis ou royalties, tais como:
•• Aforamento; locação ou sublocação; arrendamento ou subarrendamento; direito de
uso ou passagem de terrenos, de aproveitamento de águas, de exploração de películas
cinematográficas, de outros bens móveis, de conjuntos industriais, invenções; direitos
autorais; direitos de colher ou extrair recursos vegetais, pesquisar e extrair recursos
minerais; juros de mora e quaisquer outras compensações pelo atraso no pagamento de
royalties; o produto da alienação de marcas de indústria e comércio, patentes de invenção e
processo ou fórmulas de fabricação; importâncias pagas por terceiros por conta do locador
do bem ou do cedente dos direitos (juros, comissões etc.);importâncias pagas ao locador
ou cedente do direito.
A tabela utilizada para a retenção do I.R é também a tabela progressiva do Imposto de Renda.

Resgate de Planos de Previdência e FAPI


O resgate de um plano de previdência ou FAPI, por desligamento do plano ou do fundo, será
tributado de acordo com a tabela progressiva do Imposto de Renda.

RENDIMENTOS RECEBIDOS DE PESSOAS FÍSICAS


Os rendimentos recebidos de Pessoa Jurídica (item anterior) devem ser retidos pela própria
fonte pagadora.

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Já no caso de recebimentos de rendimentos por parte de uma Pessoa Física, o recebedor que é
o responsável pelo recolhimento através do carnê leão do I.R, utilizando da tabela progressiva
de I.R.
Exemplo:

RECEITA Aluguel de Imóvel Aluguel de Imóvel


Inquilino PJ PF
Responsabilidade pelo
Pagador do Aluguel Recebedor do Aluguel
Recolhimento do I.R

RENDIMENTOS RECEBIDOS DO EXTERIOR


Aplica-se a mesma regra dos rendimentos citados anteriormente com relação a tabela utilizada,
ou seja, utiliza-se a tabela progressiva do Imposto de Renda, e deve ser recolhido pela própria
Pessoa Física através do carnê leão do I.R
Terá, ainda nesse módulo, um item específico tratando sobre o tema “Tributação dos
Investimentos Realizados por Brasileiros no Exterior” para dar maiores detalhes sobre o tema.

1. Momento da Tributação:
O momento em que o tributo deve ser pago pela Pessoa Física é o da disponibilização do
rendimento no exterior. Ou seja, mesmo sem ter trazido para o Brasil, o valor já deve ser
tributado.

2. Compensação de Imposto Pago no Exterior:


Para essa situação, existem 2 possibilidades:
a) Países em que o Brasil não tenha Tratado de Bitributação nem Tratamento Recíproco: se a
renda tiver sido tributada no país de origem, será tributada aqui novamente, ocasionando
em bitributação
b) Países em que o Brasil tenha Tratado ou Tratamento Recíproco: Nesse caso o imposto
cobrado no país de origem pode ser abatido ou parcialmente abatido, de acordo com cada
acordo ou reciprocidade entre os países.

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RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS

Indenização por Rescisão de Contrato de Trabalho


Importante ressaltar que não é todo o valor que o empregador recebe em uma rescisão que é
isento do Imposto de Renda. Somente a indenização e o aviso prévio recebidos pelo empregado
que está sendo desligado.

Lucro de Alienação de Bens ou Direitos de Pequeno Valor


Também são isentos os ganhos de capital (valor de venda maior do que o valor de compra) de
bens e direitos de pequeno valor conforme abaixo:
•• Ações: Até R$ 20.000
•• Demais bens: Até R$ 35.000

ATENÇÃO:
O valor do limite acima é para o acumulado dentro de 1 mês do calendário. Por
exemplo, no caso de 2 vendas de ações, não pode ultrapassar o valor total de R$
20.000 de venda para se ter a isenção.

Lucro de Alienação de Imóvel Único


Venda de imóvel único de até R$ 440.000,00 não possui incidência de I.R, desde que não tenha
sido realizada a alienação de outro imóvel no período de 5 anos.

Lucros e Dividendos Recebidos


Tome cuidado com esse tema, pois lucros e dividendos recebidos de empresas no Brasil são
isentos, porém, lucros e dividendos recebidos do exterior, são tributados através da tabela
progressiva e pagamento com o carnê leão do I.R.

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Aposentadoria, Reserva Remunerada, Pensão ou Pecúlio
•• Aposentadoria Acima de 65 anos: Até o valor mensal de R$ 1.903,98 estão isentos os
recebimentos por aposentadoria (privada ou INSS), proventos ou pensão.
•• Pecúlio: São isentos os valores recebidos em parcela única (Seguros) recebido pelo
beneficiário ou participante por meio de uma entidade de previdência privada em caso de
morte ou invalidez permanente do participante.

Doença Grave ou Acidente de Trabalho


Os portadores de doenças graves ou que sofreram acidente do trabalho são isentos do Imposto
de Renda referente à aposentadoria/pensão.

RENDIMENTOS SUJEITOS A TRIBUTAÇÃO EXCLUSIVA OU DEFINITIVA


São rendimentos que a tributação é realizada de forma definitiva no momento do seu
pagamento, não sendo necessário nenhuma complementação posterior na data da declaração
anual de ajuste do Imposto de Renda.
Abaixo os rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva:
•• 13º salário
•• Rendimentos de Aplicações Financeiras
•• Juros Sobre Capital Próprio
•• Prêmios em Loterias, Sorteios e Títulos de Capitalização
•• Alienações a Prazo
•• Alienações de Bens e Direitos Adquiridos em Moeda Estrangeira
•• Ganho de Capital Líquido em Operações de Renda Variável
•• Ganho de Capital na Alienação de Bens e Direitos

DECLARAÇÃO ANUAL DE AJUSTE DO IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA


A pessoa física precisa realizar anualmente a sua declaração de ajuste do Imposto de Renda,
para verificar se é preciso fazer um pagamento adicional do imposto que já foi retido ou
para, eventualmente, restituir junto ao governo, para os casos em que o imposto já pago
antecipadamente durante o ano for superior ao imposto devido.
A declaração do imposto de renda leva em consideração o ano base anterior de 1° de janeiro
até 31 de dezembro.
Existem duas formas possíveis de o imposto ser antecipado durante o ano:

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Abaixo as duas tabelas progressivas do Imposto de Renda (mensal e anual):

Tabelas de incidência mensal


A partir do mês de abril do ano-calendário de 2015:

Base de cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R$)


Até 1.903,98 - -
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
De 2.826,66 até 3.751,05 15 354,80
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
Acima de 4.664,68 27,5 869,36

Tabelas progressivas anuais


A partir do exercício 2017, ano-calendário de 2016:

Base de cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R$)


Até 22.847,76 - -
De 22.847,77 até 33.919,80 7,5 1.713,58
De 33.919,81 até 45.012,60 15 4.257,57
De 45.012,61 até 55.976,16 22,5 7.633,51
Acima de 55.976,16 27,5 10.432,32

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O contribuinte deve escolher entre as duas formas possíveis para declarar o seu imposto de
renda:
•• Declaração Simplificada; ou
•• Declaração Completa

DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA
Como sugere o próprio nome, trata-se de uma forma mais simples de se realização a declaração
do Imposto de Renda. Nesse caso, ao invés de descrever todas as despesas dedutíveis, o
contribuinte tem o direito de abater 20% do total das suas receitas tributáveis (limitado a R$
16.754,34).

Esse tipo de declaração é indicado para aqueles contribuintes que possuem poucas despesas
dedutíveis, já que nesse caso a receita já autoriza uma dedução de 20% do total da receita
tributável para ser deduzido como despesa (até o limite citado acima).

Vamos a um exemplo prático:


Maria possui renda tributável total (RTT) de R$ 50.000 e faz a opção pela declaração simplificada
de I.R. Qual será o valor total de imposto de renda que a mesma irá pagar em um determinado
ano?
1. Observe que para calcular o I.R através do modelo simplificado não interessa quais
despesas dedutíveis o contribuinte teve, devemos aplicar somente a alíquota de 20% sobre
o rendimento tributável, atentando ao limite máximo (teto) de desconto.
Sendo assim:

RTT R$ 50.000
50.000 x 20%
Despesas
R$ 10.000
Base de Cálculo para o I.R R$ 40.000

Olhando na tabela progressiva anual, para uma renda de R$ 40.000 sem tem a alíquota de
22,50% e parcela a deduzir de R$ 7.633,51.

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Portanto:

40.000 x 22,5%
Imposto Devido
R$ 9.000
( – ) Parcela a Deduzir do I.R – R$ 7.633,51
I.R Devido R$ 1.366,49

IMPORTANTE:
Para um exemplo de um contribuinte que tenha uma RTT de R$ 100.000,00 e faça
a opção pelo modelo simplificado, o valor da dedução para a base de cálculo do I.R
NÃO será de R$ 20.000,00 (20% de R$ 100.000,00), pois deve-se respeitar o teto de
desconto permitido pela receita federal.

DECLARAÇÃO COMPLETA

Ao optar pelo formulário completo de Imposto de Renda, o contribuinte precisa informar para
a receita todas as suas despesas dedutíveis, ao contrário do modelo simplificado onde apenas
é aplicado uma alíquota de dedução. Importante salientar que não se pode deduzir qualquer
despesa, mas somente aquelas permitidas pela Receita Federal e conforme os limites definidos
pela mesma.

ATENÇÃO:
Esse tema é muito importante para a sua prova!

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São despesas dedutíveis autorizadas:

Despesas Dedutíveis – Formulário Completo


Despesa Valor
Dependente R$ 2.275,08 por dependente
Educação (infantil, fundamental, médio, técnico,
R$ 3.561,50 por dependente
superior, pós-graduação)
INSS De acordo com limite do INSS
Despesas Médicas Sem Limite
Contribuição Patronal do INSS R$ 1.171,81
Previdência Privada – PGBL Até 12% da Renda Tributável
Pensão Alimentícia
Sem limite
(somente homologado judicialmente)
Se for proprietário de imóvel alugado, pode
Imóveis locados abater do rendimento recebido pelo aluguel, as
despesas como condomínio, impostos, taxas

Somente as despesas descritas acima podem ser aplicadas para deduzir a base de cálculo do
Imposto de Renda.

Vamos a um exemplo prático:


Maria possui rendimento tributável total de R$ 100.000,00 e possui as seguintes despesas
durante o ano:
1) Dependentes: 2
2) Tratamento Médico: R$ 15.000,00
3) Desconto INSS: R$ 7.452,36
4) Aplicação PGBL: R$ 12.000,00
5) Gastos com Advogados: R$ 10.000,00

Qual o I.R devido no ajuste anual:

RTT R$ 100.000
Despesas Dedutíveis
Dependentes (x2) – 4.550,16
Saúde – 15.000
INSS – 7.452,36
PGBL – 12.000

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Base de Cálculo para o I.R 60.997,48

Alíquota de I.R 27,50%


Parcela a deduzir R$ 10.432,32

I.R Devido 16.774,31


( – ) Parcela a Deduzir – 10.432,32
I.R a Pagar R$ 6.341,99

DECLARAÇÃO DE BENS E DIREITOS


Além de declarar o que recebeu de rendimentos durante o ano anterior, o contribuinte também
é obrigado a declarar a sua posição patrimonial (bens e direitos) na data de 31 de dezembro.
Essa obrigatoriedade é a de descrever, detalhadamente, todos os bens e direitos (mesmo que
fração desses) do contribuinte e também de seus dependentes.
Conforme instrução da Receita Federal:
A pessoa física deve relacionar na sua Declaração os bens e direitos que, no Brasil ou no
exterior, constituíram, em 31 de dezembro de 2016 e de 2017, seu patrimônio e o de seus
dependentes relacionados na declaração, bem como os bens e direitos adquiridos e alienados
no decorrer do ano-calendário de 2017.
Devem também ser informados as dívidas e os ônus reais do declarante e de seus dependentes
relacionados na Declaração de Ajuste Anual, bem como os constituídos e os extintos no
decorrer do ano-calendário de 2017.
Não é necessário declarar, em relação a valores existentes em 31 de dezembro de 2017:
•• Saldos de contas correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valor unitário
não exceda R$ 140,00 (cento e quarenta reais);
•• Bens móveis e direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5.000,00 (cinco
mil reais) exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves;
•• Conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de
valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição seja
inferior a R$ 1.000,00 (um mil reais); e
•• Dívidas e ônus reais, cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

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4. I.R PESSOA JURÍDICA E CSLL DE INSTITUIÇÕES NÃO FINANCEIRAS

O pagamento dos tributos e suas alíquotas para as empresas, depende, basicamente do regime
de tributação em que a mesma está enquadrada. Para a sua prova, são cobradas três regimes
de tributação e o entendimento dos impostos nesses três regimes, que são:
•• Simples Nacional (Supersimples)
•• Lucro Presumido
•• Lucro Real

SIMPLES NACIONAL (SuperSimples)


O Simples Nacional é um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de
tributos aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte.
Abrange a participação de todos os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e
Municípios).
Para o ingresso no Simples Nacional é necessário o cumprimento das seguintes condições:
•• Enquadrar-se na definição de microempresa ou de empresa de pequeno porte;
•• Cumprir os requisitos previstos na legislação; e
•• Formalizar a opção pelo Simples Nacional.
Características principais do Regime do Simples Nacional:
•• Ser facultativo;
•• Ser irretratável para todo o ano-calendário;
•• Recolhimento dos tributos abrangidos mediante documento único de arrecadação – DAS;
•• Apresentação de declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais;
•• Prazo para recolhimento do DAS até o dia 20 do mês subsequente àquele em que houver
sido auferida a receita bruta;
Abrange os seguintes tributos: IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para
a Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica (CPP);

Limite de Faturamento para Adesão ao Simples:


A partir de 2018, para fins de opção e permanência no Simples Nacional, poderão ser
auferidas em cada ano-calendário receitas no mercado interno até o limite de R$ 4.800.000,00
(quatro milhões e oitocentos mil reais) e, adicionalmente, receitas decorrentes da exportação
de mercadorias ou serviços para o exterior, desde que as receitas de exportação também não
excedam R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais).

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LUCRO PRESUMIDO
O lucro presumido é uma forma de tributação simplificada para as empresas, do Imposto de
Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Em uma analogia é como o modelo
simplificado do I.R para as pessoas físicas.
Para as empresas que adotarem o regime do Lucro Presumido, o Imposto de Renda (IRPJ) e a
Contribuição Social sobre o Lucro (CSL) têm por base uma margem de lucro pré-fixada pela lei.
Essa foi uma forma de simplificar a apuração destes dois impostos.
Desta forma, mesmo que a empresa tenha obtido uma margem de lucro maior, a tributação
recairá apenas sobre a margem pré-fixada.
Mas, atenção: se a margem de lucro efetiva for inferior à pré-fixada, os impostos serão
calculados sobre a margem presumida.
Abaixo um perfil médio das empresas do Lucro Presumido.
•• Margens de lucro acima dos limites de presunção;
•• Poucos custos operacionais;
•• Pouca participação nas despesas de folha salarial
•• Transacionar com mercadorias com redução da base de cálculo (incentivo fiscal);
•• Possuir mercadorias no regime de Substituição Tributária;
•• Ter o faturamento até R$ 78 Milhões.
O percentual da margem de lucro depende da atividade, e é pré fixada conforme tabelas
abaixo:

IMPOSTO DE RENDA – % DE MARGEM DE LUCRO PRÉ FIXADA

Atividade % de Margem de Lucro


Revenda de Combustível 1,6%
•• Venda de Mercadorias
•• Transporte de Cargas
•• Atividades Imobiliárias 8%
•• Serviços Hospitalares
•• Atividades Rurais
Serviço de Transporte (exceto carga) 16%
•• Serviços (em geral)
•• Intermediação de Negócios 32%
•• Administração, Locação de bens imóveis

www.edgarabreu.com.br 325
CSLL – % DE MARGEM DE LUCRO PRÉ FIXADA

Atividade % de Margem de Lucro


•• Indústria
•• Comércio
32%
•• Transporte de Carga
•• Serviços Hospitalares
•• Serviços (em geral)
•• Intermediação de Negócios 32%
•• Administração, Locação de bens imóveis

IMPORTANTE:
O que está descrito nas tabelas acima é o percentual de margem de lucro, que será a
base para calcular os impostos devidos.

Os impostos serão pagos com as seguintes alíquotas (calculadas em cima da margem de lucro
pré fixada):

TRIBUTO ALÍQUOTA
CSLL 9%
15% (alíquota básica)
IRPJ + 10% de adicional sobre a parcela da base de cálculo que
exceder R$ 20.000 mensal do período de apuração
PIS 0,65% (sobre a receita bruta)
COFINS 3,65% (sobre a receita bruta)

LUCRO REAL
Nesse tipo de regime, a tributação do IRPJ e do CSLL são determinadas pela apuração do Lucro
Líquido da Empresa de forma periódica, sendo assim o valor de apuração pode variar de acordo
com os resultados da empresa, podendo até a empresa ficar sem ter apuração a pagar para o
Governo, se ela apurar um prejuízo no exercício.
É importante mencionar que no Lucro Real as empresas possuem alguns custos adicionais de
operação, pois precisam manter um controle contábil financeiro adequado e possuem mais
informações a transmitir ao fisco.
O Lucro Real normalmente é vantajoso para empresas com reduzidas margens de lucro ou
com prejuízo, tais como, grandes indústrias ou empres’as que possuem muitas despesas como
matéria prima, energia elétrica e alugueis, pois estas recebem crédito de PIS/COFINS no regime
não cumulativo, além de calcular o IRPJ e CSLL sobre a baixa margem de lucro.

326 www.edgarabreu.com.br
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Normalmente o perfil destas empresas é:


•• Margens de lucro baixa ou prejuízo;
•• Custos de operação alto com alugueis, fretes, matéria prima e energia elétrica;
•• Transacionar com mercadorias com redução da base de cálculo (incentivo fiscal);
•• Possuir mercadorias no regime de Substituição Tributária;
•• Ter faturamento acima de R$ 78 Milhões.
Algumas empresas são obrigadas a optar pelo regime de Lucro Real por causa da atividade que
exercem (como instituições financeiras, por exemplo) ou por possuírem receita bruta superior
a R$ 78 milhões.
Abaixo temos as alíquotas para o cálculo dos tributos a serem pagos no Lucro Real:

TRIBUTO ALÍQUOTA
CSLL 9%
15% (alíquota básica)
+ 10% de adicional sobre a parcela da base de
IRPJ
cálculo que exceder R$ 20.000 mensal do período
de apuração
PIS 1,65% (sobre a receita bruta)
COFINS 7,6% (sobre a receita bruta)

5. TRIBUTAÇÃO DAS OPERAÇÕES NO MERCADO FINANCEIRO E DE CAPITAIS

TRIBUTAÇÃO EM ATIVOS DE RENDA FIXA

IOF
Alíquota regressiva, conforme tabela abaixo:

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Até 29 dias, pode incidir IOF. 30 dias ou mais, todas as aplicações financeiras estão isentas de
IOF.
O IOF é cobrado sobre os RENDIMENTOS.
IOF incide sempre ANTES do Imposto de Renda.

OBSERVAÇÃO:
O IOF para ativos de Renda Fixa foi eliminado em 12/2010 e voltou a ser cobrado
em 05/2011. Hoje existe a cobrança de IOF para títulos de renda fica como CDB,
Debêntures entre outros.

IMPOSTO DE RENDA EM ATIVOS DE RENDA FIXA

Aplicações:
•• CDB
•• DPGE
•• LF
•• Debêntures
•• Cadernetas de Poupança
•• CRI, CRA, LCA, LCI, CCI, CPR, CCB.
•• Nota Promissória (commercial papers)
•• Títulos Públicos Federais: Tesouro Selic (LFT), Tesouro Prefixado (LTN), etc..

Alíquota:
•• 22,5% → aplicações de até 180 dias
•• 20,0% → aplicações de 181 a 360 dias
•• 17,5% → aplicações de 361 até 720 dias
•• 15,0% → aplicações acima de 720 dias
→ Cobrança: no resgate
→ Responsável pelo Recolhimento: A Instituição Financeira ou pessoa jurídica que efetuar o
pagamento dos rendimentos. Exemplo: Banco, Corretora, distribuidora e etc.

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IMPORTANTE:
Aplicações em CRI, CRA, LCA, LCI, CCI, CPR e Cadernetas de Poupança, Pessoa Física
é ISENTO da Cobrança de Imposto de Renda.

TRIBUTAÇÃO EM ATIVOS DE RENDA VARIÁVEL

IMPOSTO DE RENDA EM AÇÕES


A alíquota cobrada na compra e venda de ações depende do tipo de operação, se é uma compra
e venda normal ou se a operação é do tipo Day-Trade.
•• Day trade: Combinação de operação de compra e de venda realizadas por um investidor
com o mesmo título em um mesmo dia.

Ações
•• Operação NORMAL: 15% (Fonte: 0,005% sobre o valor de alienação)
•• Day Trade: 20% (Fonte: 1% sobre os rendimentos)

IMPORTANTE:
Vendas de ações no mercado à vista de bolsas de valores realizadas por pessoa física,
exceto em operações de day-trade, em um mês com um valor igual ou inferior a
R$ 20.000,00 não incorrerão em recolhimento de IR.

As operações normais de venda passarão a ter incidência de IR na fonte, na alíquota de 0,005%.


Devido a possível isenção de imposto para pessoa física em vendas de até R$ 20.0000,00 dentro
de um mês, não é feita a retenção na fonte, quando o valor apurado (0,005% sobre o valor de
alienação) for igual ou inferior a R$ 1,00.
As operações de day-trade tem recolhimento de IR na fonte, na alíquota de 1%. Como não tem
isenção, esse valor sempre é retido (havendo lucro).
•• Cobrança: no resgate
•• Responsável pelo Recolhimento: O Investidor deverá pagar o Imposto de Renda devido,
recolhendo através de um Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF) até
o último dia útil do mês subsequente ao da alienação de suas ações. (Banco, Corretora,
Agente Fiduciário...)

www.edgarabreu.com.br 329
COMPENSAÇÃO DE IMPOSTO
1. É permitida a compensação de perdas com ganhos em operações de renda variável?
Sim. Para fins de apuração e pagamento do imposto mensal sobre os ganhos líquidos, as perdas
incorridas nas operações de renda variável nos mercados à vista, de opções, futuros, a termos
e assemelhados, poderão ser compensadas com os ganhos líquidos auferidos, no próprio mês
ou nos meses subsequentes, em outras operações realizadas em qualquer das modalidades
operacionais previstas naqueles mercados, operações comuns.
2. O resultado negativo ou perda apurado em um mês pode ser compensado com ganho
auferido em meses anteriores?
Não se pode compensar resultados negativos de um mês com ganhos auferidos em meses
anteriores, pois a base de cálculo do imposto é apurada mensalmente.

SÃO IMUNES DO IMPOSTO DE RENDA:


a) os templos de qualquer culto.
b) os partidos políticos, inclusive suas fundações, e as entidades sindicais de trabalhadores,
sem fins lucrativos.

QUADRO RESUMO IMPOSTO DE RENDA ATIVOS DE RENDA VARIÁVEL

ALÍQUOTA
OPERAÇÃO RESPONSÁVEL AJUSTE ISENÇÃO
FONTE
→ Pessoa Física,
0,005% sobre o
COMPRA E Próprio investidor, 15% sobre os alienação de até
valor de alienação
VENDA através de DARF
(venda)
rendimentos R$ 20.000,00 em
um único mês

Próprio investidor, 1% sobre os 20% sobre os


DAY–TRADE → Não tem
através de DARF rendimentos rendimentos

TRIBUTAÇÃO EM DERIVATIVOS
De maneira geral, derivativos são tributados nos mesmo modelo de ações (renda variável),
salvo as exceções abaixo.

DERIVATIVOS TRIBUTADO COMO RENDA FIXA


São também tributados como aplicações financeiras de renda fixa os rendimentos auferidos:

330 www.edgarabreu.com.br
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I – nas operações conjugadas que permitam a obtenção de rendimentos predeterminados,


tais como as realizadas:
a) nos mercados de opções de compra e de venda em bolsas de valores, de mercadorias e de
futuros (box);
b) no mercado a termo nas bolsas de que trata a alínea “a”, em operações de venda coberta e
sem ajustes diários;
c) no mercado de balcão;

TRIBUTAÇÃO SWAP

ALÍQUOTA:
1. 20% (vinte por cento) sobre o resultado positivo auferido na liquidação do contrato de
swap. (Para valores aplicados até 31/12/2004).
2. Contratos realizados após esta data são tributados como ativos de Renda Fixa, ou seja,
conforme o prazo de permanência. (22,5%, 20%, 17,5% ou 15%).
RESPONSABILIDADE/RECOLHIMENTO: O imposto será retido pela pessoa jurídica que efetuar
o pagamento do rendimento, na data da liquidação ou cessão do respectivo contrato.
PRAZO DE RECOLHIMENTO: Até o terceiro dia útil da semana subsequente à da ocorrência do
fato gerador.
Não é permitida a de compensação de perdas incorridas em operações de swap com os
ganhos líquidos obtidos em outras operações de renda variável.

IOF EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS


Alíquota regressiva.
Até 29 dias, pode incidir IOF. 30 dias ou mais, todas as aplicações financeiras estão isentas de
IOF.
IOF incide sempre ANTES do Imposto de Renda.
O IOF é cobrado sobre os RENDIMENTOS.

IMPORTANTE:
Isenção de I.O.F para fundo de ações.

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EXCEÇÃO DE IOF EM FUNDOS DE RENDA FIXA
Os fundos de investimento de renda fixa estão sujeitos à cobrança de IOF pela tabela regressiva,
que é zerado com resgate de prazo igual ou superior a 30 dias.
Quando se tratar de um fundo de investimento com carência, no resgate de suas cotas, antes
de completado o prazo de carência para crédito de rendimentos, a alíquota aplicada é de 0,5%
ao dia, sempre limitado ao rendimento do investidor.

IMPOSTO DE RENDA EM FUNDOS IMOBILIÁRIOS


ALÍQUOTA: Inclusive pessoa jurídica isenta, sujeitam-se à incidência do imposto sobre a renda
na fonte à alíquota de 20% (vinte por cento).
RECOLHIMENTO: Até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de
apuração.
INCIDÊNCIA: Os ganhos de capital e Rendimentos.
COMPENSAÇÃO DE PERDAS: Perdas incorridas na alienação de cotas de fundo de investimento
imobiliário só podem ser compensadas com ganhos auferidos na alienação de cotas de fundo
da mesma espécie.
RESPONSÁVEL PELO RECOLHIMENTO: Administrador do Fundo.
ISENÇÃO: Ficam isentos do imposto sobre a renda na fonte e na declaração de ajuste anual
das pessoas físicas, os rendimentos distribuídos pelos fundos de investimento imobiliário cujas
cotas sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de
balcão organizado.
I. será concedido somente nos casos em que o fundo de investimento imobiliário possua, no
mínimo, 50 (cinquenta) cotistas;
II. não será concedido ao cotista pessoa física titular de cotas que representem 10% (dez por
cento) ou mais da totalidade das cotas emitidas pelo fundo de investimento imobiliário
ou cujas cotas lhe derem direito ao recebimento de rendimento superior a 10% (dez por
cento) do total de rendimentos auferidos pelo fundo.

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IMPOSTO DE RENDA EM FUNDOS DE INVESTIMENTOS

ALIQUOTA
FATOR
TIPO DE FUNDO RESPONSÁVEL SEMESTRAL ALIQUOTA RESGATE
GERADOR
(COMECOTAS)
RENDA FIXA
Resgate ou
CURTO PRAZO Administrador 1 – 180 dias = 22,5%
Semestral (Maio e 20%
(PRAZO MÉDIO do Fundo
Novembro)
181 ou mais = 20%
ATÉ 365 DIAS)
RENDA FIXA
1 – 180 dias = 22,5%
LONGO PRAZO Resgate ou
Administrador 181 – 360 dias = 20%
(PRAZO MÉDIO Semestral (Maio e 15%
do Fundo 361 – 720 dias = 17,5%
SUPERIOR A Novembro)
721 dias ou mais = 15%
365 DIAS)
RENDA
VARIÁVEL
Administrador
AÇÕES (MAIS Somente Resgate Não tem 15%
do Fundo
DE 67% EM
AÇÕES)
Administrador Ganhos de capital
IMOBILIÁRIO Não tem 20%
do Fundo e Rendimentos

6. TRIBUTAÇÃO DOS INVESTIMENTOS REALIZADOS POR BRASILEIROS


NO EXTERIOR

Os investimentos realizados por brasileiros no exterior também sofrem impacto dos tributos
cobrados aqui no Brasil, mesmo sendo feita a aplicação fora do país. A seguir veremos as
principais características cobradas nas provas sobre o tema.

REGIME DE TRIBUTAÇÃO DE RENDIMENTOS AUFERIDOS NO EXTERIOR


Existem duas formas de se realizar investimentos no exterior:
1. Como Pessoa Física investindo diretamente no exterior

www.edgarabreu.com.br 333
2. Através de uma Pessoa Jurídica que irá investir no exterior

Para entender as vantagens de se realizar um investimento no exterior através de uma PJ,


é importante lembrar que o fato gerador do imposto para o investidor brasileiro é a efetiva
disponibilização do recurso no exterior, e não a transferência do recurso para o Brasil.
Ou seja, se o rendimento ou o ganho de capital está disponível no exterior para ser transferido
pelo investidor brasileiro, já é o fato gerador para recolhimento do imposto.
Outra questão importante é que os rendimentos e ganhos de capital de uma pessoa física no
exterior não podem ser compensadas entre elas, conforme exemplo abaixo:

INVESTIDOR LUCRO/PREJUÍZO PAÍS


Pessoa Física + R$ 100.000 Inglaterra
Pessoa Física – R$ 400.000 Holanda
Pessoa Física + R$ 200.000 Espanha

Lucro/Prejuízo Total – R$ 100.000

Nesse caso, mesmo tendo prejuízo no total das operações, o investidor deverá recolher I.R com
alíquota de 27,50% utilizando com base de cálculo a soma das duas posições que teve lucro
(R$ 300.000 de Inglaterra e Espanha), pois, conforme citado acima as perdas não podem ser
compensadas.
Isso se alteraria se o investimento fosse em nome de uma Pessoa Jurídica, pois, a mesma iria
consolidar os resultados e seria tributada somente sobre o resultado final. Além disso, a pessoa
física detentora da empresa somente é tributada quando da disponibilização dos resultados
para o investidor e não quando se realizam as operações pela empresa.
A estrutura mais utilizada para essas situações e para se obter essa postergação do pagamento
de imposto são as Private Investment Companies – PIC, que são empresas criadas para
estruturas os investimentos das pessoas físicas em uma PJ.

GANHOS OU PERDAS DE CAPITAL AUFERIDO EM INVESTIMENTOS NO


EXTERIOR
Ganho de Capital é quando determinado bem (ou grupo de bens da mesma natureza) for
vendido, doado ou transferido por valor superior ao preço de custo. Então a diferença positiva
do preço de venda, doação, transferência em relação ao custo é o Ganho de Capital.

334 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 5

GANHO DE CAPITAL Alíquota de I.R definitiva = 15%

Para se chegar no valor da base de cálculo tributável no Brasil é preciso fazer a conversão para
a moeda brasileira. Para o ganho de capitais, se utiliza a cotação do dia em que foi recebido o
valor. Para rendimentos, se utiliza a cotação do último dia útil da primeira quinzena do mês
anterior ao recebimento.
Algumas situações específicas em relação à origem do recurso utilizado para adquirir bens no
exterior e como a Receita Federal trata cada uma delas:

BASE DE CÁLCULO PARA


ORIGEM DO RECURSO SITUAÇÃO
GANHO DE CAPITAL
Aplicações no Exterior Diferença entre o valor de
Originalmente em Reais Adquiridos com recursos que alienação em reais e o valor de
eram originalmente reais aquisição, também em reais
Bens adquiridos originalmente
Diferença entre o valor de
Rendimentos Gerados em com rendimentos auferidos
alienação em dólar e o valor de
Moeda Estrangeira originalmente em moeda
aquisição também em dólares
estrangeira
Alienação de Moeda
Independe Estrangeira Mantida em Valor Correspondente em Reais
Espécie

DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA PARA O BACEN E RECEITA FEDERAL


Para aqueles investidores brasileiros que possuem recursos no exterior, é obrigatória a
prestação de contas para o Banco Central e também para a Receita Federal.

Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) – BACEN


A CBE possui duas modalidades:
•• Declaração anual
Obrigatória para residentes no País, detentores de ativos (participação no capital de empresas,
títulos de renda fixa, ações, depósitos, imóveis, dentre outros) contra não residentes, que
totalizem montante igual ou superior ao equivalente a US$100.000,00 (cem mil dólares dos
Estados Unidos) no último dia de cada ano.
•• Declaração trimestral
Obrigatória para residentes no País, detentores de ativos (participação no capital de empresas,
títulos de renda fixa, ações, depósitos, imóveis, dentre outros) contra não residentes, que
totalizem montante igual ou superior ao equivalente a US$100.000.000,00 (cem milhões de
dólares dos Estados Unidos) no último dia de cada trimestre.

www.edgarabreu.com.br 335
Declaração de Bens e Direitos e Declaração de Ajuste Anual – Receita Federal
Os investidores brasileiros que possuem recursos no exterior devem realizar duas declarações
para a receita federal.
1. Declaração de Ajuste Anual:
Objetivo de fazer um “acerto de contas” e verificar o que já foi pago de imposto a título de
antecipação e verificar se há saldo a pagar.
2. Declaração de Bens e Direitos:
Objetivo de acompanhar a evolução patrimonial do cidadão brasileiro no exterior.

7. PENALIDADES PELO DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES PERANTE A


RECEITA FEDERAL E O BACEN

No quadro resumo abaixo se tem as principais punições no caso de descumprimento das


exigências quanto as informações prestadas para o BACEN e também à Receita Federal:

EVENTO PUNIÇÃO
Atraso ou Não pagamento de I.R Multa + Acréscimos Legais
Não fornecimento de informações relativas a
Multa de até R$ 250.000
capitais brasileiros no exterior
Crimes Contra Ordem Tributária 2 a 5 anos de reclusão + multa
Lavagem de Dinheiro 3 a 10 anos de reclusão + multa

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Questões | Módulo 5

1. (25.000) Seu cliente possui ações de uma empresa listada na bolsa de valores. O mesmo recebe
dividendos semestralmente. Com relação à tributação desse valor recebido:
a) É isento de I.R independente se o investidor for pessoa física ou pessoa jurídica.
b) Sofre tributação de 15% de I.R se o investidor for pessoa jurídica.
c) Sofre tributação e 15% de I.R se o investidor for pessoa física.
d) Sofre tributação com a tabela progressiva do I.R.

2. (25.001) Seu cliente possui ações de uma empresa listada em bolsa de valores. O mesmo recebe
juros sobre capital próprio semestralmente. Com relação à tributação desse valor recebido:
a) É isento de I.R.
b) Sobre tributação na fonte com a alíquota de 15%.
c) Deve ser pago I.R com alíquota de 15%, que será recolhido pelo próprio investidor através
do carnê leão.
d) É tributado de acordo com a tabela progressiva do I.R.

3. (25.002) Seu cliente foi contratado como gerente comercial em uma empresa e o seu salário
bruto será de R$ 15.000. O mesmo deseja saber quanto será o seu salário líquido. Você informa
a ele que será:
a) R$ 11.045,79.
b) R$ 11.123,32.
c) R$ 11.467,94.
d) R$ 11.294,11.

4. (25.003) Suponha que seu cliente tenha um salário bruto de R$ 30.000,00. Qual será o valor
líquido que o mesmo irá receber mensalmente:
a) R$ 22.169,11.
b) R$ 23.664,94.
c) R$ 22.647,37.
d) R$ 22.047,83.

5. (25.004) Numa hipótese em que um sócio decide emprestar recursos para a sua empresa, com
relação à tributação:
a) Incide IOF, somente.
b) Incide IOF e I.R.
c) Incide somente I.R sobre o valor total.
d) Incide somente I.R e sobre o valor dos juros.

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6. (25.005) Em uma situação onde ocorre a doação de um imóvel no valor de R$ 500.000, com
relação à tributação:
a) Incidirá I.R e também ITCMD.
b) Incidirá somente ITBI.
c) Incidirá ITCMD somente sobre o ganho de capital existente na operação.
d) Incidirá ITCMD sobre o valor total do bem doado.

7. (25.006) Seu cliente recebeu um imóvel em doação 4 anos atrás pelo valor de R$ 500.000.
Decide hoje vender o mesmo pelo valor de R$ 700.000 e não reaplicar o valor em qualquer
outro imóvel. Nesse caso em relação à tributação:
a) Incidirá I.R à alíquota de 15% utilizando como base de cálculo somente o ganho de capital.
b) Incidirá I.R à alíquota de 15% utilizando como base de cálculo o valor total da venda.
c) Incidirá I.R e a alíquota será conforme a tabela progressiva do I.R.
d) Incidirá somente ITBI.

8. (25.007) Seu cliente possui uma empresa no exterior que concentra os investimentos da pessoa
física do mesmo. Ele decide fazer um resgate (ainda no exterior) de parte do valor da empresa.
Nesse caso, em relação à tributação:
a) Não incidirá I.R, pois o valor ainda está no exterior.
b) Incidirá I.R sobre ganho de capital, pois o valor estará disponível no exterior.
c) É isento, pois trata-se de retorno oriundo de pessoa jurídica.
d) Incidirá I.R somente se o valor disponível for superior a R$ 1 milhão, já convertidos em reais.

9. (25.008) Analise as afirmações abaixo sobre o regime tributário através do Lucro Real para
empresas:
I – O I.R e a CSLL são calculados com base no resultado real da empresa, diminuindo assim
eventuais distorções
II – Requer um rigoroso controle contábil
III – Pode ser escolhido a forma de apuração anual ou trimestral do I.R
Está (ão) correta (s):
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

10. (25.009) Com relação ao regime tributário de lucro presumido para as pessoas jurídicas, analise
as afirmações abaixo:
I – É uma forma de contabilização muito mais simples do que o lucro real
II – É vantajoso para empresas que possuam margem de lucro inferior ao da presunção

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CFP® | Módulo 5

III – Possui alíquotas de PIS e COFINS iguais ao lucro real


Está (ão) correta (s):
a) Somente I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

11. (25.010) Você profissional CFP pretende abrir uma consultoria de investimentos para atender a
seus clientes pessoas jurídicas. Nesse caso, para reduzir a carga tributária sobre os valores que
você irá receber, você deveria:
a) Receber através de pagamento a autônomo, na pessoa física, pois é onde a carga tributária
será mais baixa, com alíquota máxima de 22,5%.
b) Receber através de uma pessoa jurídica e optando pela tributação no lucro presumido.
c) Receber através de pessoa física, pois a tributação é de no máximo 15%.
d) Receber através de uma pessoa jurídica e optando pela tributação no lucro progressivo.

12. (25.011) Sobre o princípio tributário da irretroatividade, assinale a alternativa correta:


a) É o que veda o Estado de instituir um tributo sem a respectiva lei.
b) É o que diz que todos são iguais perante a lei.
c) É o que considera a capacidade de pagamento do contribuinte.
d) É o que veda a cobrança de um fato gerador anterior à criação do tributo.

13. (25.012) São rendimentos sujeitos à tributação exclusiva:


I – Juros Sobre Capital Próprio
II – 13º salário
III – Salário ordinário
IV – Pró labore
V – Dividendos
Está correto o que se afirma em:
a) I e II.
b) I, III e IV.
c) I, II, III e V.
d) Todas as alternativas.

14. (25.013) É um imposto de competência federal:


a) ITBI.
b) ICMS.
c) I.R.
d) ITCMD.

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15. (25.014) Quando um cliente realiza um investimento em uma operação de renda fixa, a base de
cálculo para o I.R se dá a partir da:
a) Diferença positiva entre o valor de venda, após a cobrança do IOF, e o valor de compra.
b) Diferença positiva entre o valor de venda, antes da cobrança do IOF, e o valor de compra.
c) Pela soma da diferença positiva entre o valor de venda e o valor de compra, acrescido do
valor do IOF.
d) Pela soma da diferença positiva entre o valor de venda e o valor de ganho que o investidor
teve com os ativos de renda variável.

16. (25.015) Com relação à tributação nos produtos de renda fixa, analise as afirmações abaixo:
I – O I.R retido na fonte deve ser compensado na declaração anual de ajuste do I.R
II – O responsável pelo recolhimento é o investidor que recebe os juros
III – A alíquota para o prazo de até 6 meses de aplicação é de 22,5%
Está (ão) correta (s):
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Apenas III.

17. (25.016) Seu cliente pessoa física comprou ações por R$ 30.000 e as vendeu por R$ 40.000
após 3 meses. O custo de corretagem total foi de R$ 200,00. Qual o valor de I.R devido:
a) R$ 1.470.
b) R$ 1.500.
c) R$ 6.000.
d) R$ 0,00.

18. (25.017) Seu cliente pessoa física comprou ações por R$ 30.000 e as vendeu no mesmo dia por
R$ 33.000. O custo de corretagem total foi de R$ 200,00. Qual o valor de I.R devido:
a) R$ 600.
b) R$ 0,00.
c) R$ 6.600.
d) R$ 560.

19. (25.018) Seu cliente pessoa física comprou ações por R$ 13.000 e as vendeu após 4 meses pelo
valor de R$ 19.000. O custo de corretagem foi de R$ 200,00. Qual o valor de I.R devido:
a) R$ 900.
b) R$ 870.
c) R$ 0,00.
d) R$ 1.200.

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CFP® | Módulo 5

20. (25.019) Quando uma pessoa física faz aplicação em renda variável, com relação ao imposto de
renda devido, analise as afirmações abaixo:
I – A alíquota depende do prazo da aplicação
II – O I.R pode ser compensado na declaração anual de ajuste do I.R
III – O recolhimento é feito pelo próprio investidor
Está correto o que se afirma em:
a) Somente I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

21. (25.020) Uma pessoa física teve as seguintes operações mensais com devidos resultados:

Mês Lucro/Prejuízo
Janeiro – 30.000
Fevereiro – 40.000
Março – 10.000
Abril + 95.000

Com relação ao Imposto de Renda:


a) Deverá ser pago até o final de maio com a alíquota de 15% e a base de cálculo para o I.R
será de R$ 95.000.
b) Deverá ser pago até o final de maio com alíquota de 15% e a base de cálculo para o I.R será
de R$ 15.000.
c) Não precisará ser pago, pois o lucro consolidado ficou abaixo de R$ 20.000 e trata-se de
investidor pessoa física.
d) Deverá ser pago até o final de maio com alíquota de 20% e a base de cálculo para o I.R será
de R$ 15.000.

22. (25.021) A antecipação semestral do imposto de renda que ocorre nos fundos de investimentos,
acontece nos meses de:
a) Maio e Novembro.
b) Junho e Dezembro.
c) Abril e Outubro.
d) Janeiro e Junho.

23. (25.022) Seu cliente fez uma aplicação em um fundo de renda fixa curto prazo e resgatou após
3 anos. Qual será a alíquota de I.R no resgate:
a) 17,50%
b) 15%

www.edgarabreu.com.br 341
c) 20%
d) 22,50%

24. (25.023) A alíquota do “come-cotas” de um fundo de investimento curto prazo é:


a) 17,50%
b) 20%
c) 15%
d) 22,50%

25. (25.024) A alíquota do “come-cotas” de um fundo de investimento em ações é:


a) 0%
b) 15%
c) 20%
d) 17,50%

26. (25.025) A alíquota do “come-cotas” de um fundo de investimento longo prazo é:


a) 17,50%
b) 15%
c) 20%
d) 22,50%

27. (25.026) Seu cliente pessoa física possui investimento em um fundo imobiliário. Com relação
ao imposto de renda:
a) Ganho de capital: Isento; Dividendos: Isento.
b) Ganho de capital: 15%; Dividendos: Isento.
c) Ganho de capital: Isento; Dividendos: 15%.
d) Ganho de capital: 20%; Dividendos: Isento.

28. (25.027) Seu cliente fez uma aplicação em um CDB (título de renda fixa). Assinale a alternativa
correta quanto à responsabilidade pelo recolhimento do imposto e o momento de recolher:
a) Instituição Financeira que emitiu o título; Semestral.
b) Instituição Financeira que emitiu o título; No resgate.
c) Próprio Investidor; No resgate.
d) Próprio Investidor; Semestral.

29. (25.028) Assinale a alternativa que possua somente investimentos com isenção de I.R para
pessoa física:
a) LCI, LCA, Debêntures e Poupança.
b) LCI, LCA, CRI, CRA, Debênture Incentivada.
c) LCI, LCA, CRI, CRA, Poupança, Ações.
d) Debênture Incentivada, LH, CDB até R$ 250.000.

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30. (25.029) Seu cliente pessoa física comprou R$ 10 milhões em LCI e resgatou 4 anos depois.
Sobre os ganhos:
a) São isentos de I.R.
b) São tributados a alíquota de 20%.
c) São tributados a alíquota de 15%, por conta do valor da aplicação.
d) São tributados a alíquota de 17,50%.

31. (25.030) Seu cliente investiu no mercado futuro e comprou 30 contratos do índice Ibovespa
que estava com 70 mil pontos. Após 10 dias, o seu cliente fecha a operação e o Ibovespa estava
em 75 mil pontos. Nesse caso, quanto será o I.R retido e o I.R total devido pelo cliente:
a) R$ 7,50 e R$ 22.500.
b) R$ 1.500 e R$ 30.000.
c) R$ 1.500 e R$ 22.500.
d) R$ 7,50 e R$ 30.000.

32. (25.031) Seu cliente fez um investimento no valor de R$ 30.000 em um fundo de ações pelo
período de 5 meses com as seguintes rentabilidades:
Mês 1: + 0,25%
Mês 2: + 0,30%
Mês 3: + 0,98%
Mês 4: – 0,75%
Mês 5: – 0,25%
No momento do resgate, após os 5 meses, qual será o valor líquido que o cliente irá receber:
a) R$ 30.156,81.
b) R$ 30.133,28.
c) R$ 30.125,45.
d) R$ 30.113,69.

33. (25.032) Seu cliente pessoa física faz as seguintes alienações de ações, todas com lucro:

Dia Valor Total de Venda


01/04 R$ 10.000
12/04 R$ 7.000
28/04 R$ 4.000

Com relação ao I.R:


a) Está isento.
b) Deve ser recolhido com alíquota de 20%.
c) Deve ser recolhido com alíquota de 15%.
d) Deve ser recolhido com alíquota de 22,50%.

www.edgarabreu.com.br 343
34. (25.033) Nos investimentos em ações e fundos de ações, é responsável pelo imposto de renda,
respectivamente:
a) Próprio investidor e próprio investidor.
b) Corretora de Valores e Administrador do Fundo.
c) administrador do fundo e administrador do fundo.
d) próprio investidor e administrador do fundo.

35. (25.034) Seu cliente deseja repassar através de testamento as cotas de um fundo para seu filho.
Nesse caso, o filho será cobrado por qual tipo de tributo:
a) Imposto de Renda e ITCMD.
b) ITCMD e ITBI.
c) ITBI somente.
d) ITCMD somente.

36. (25.035) Imagine que seu cliente possui ações de uma empresa no valor de R$ 180.000 e deseja
realizar uma doação para seu filho dessas ações. As mesas foram compradas pelo valor de R$
450.000. Nesse caso o ITCMD de 4% será no valor de:
a) R$ 18.000.
b) R$ 7.200.
c) R$ 10.800.
d) R$ 12.000.

37. (25.036) Em relação a tributação de valores mantidos no exterior, em contas não remuneradas,
assinale a alternativa coreta:
a) São tributados como ganho de capital com alíquota que pode chegar até 27,50%.
b) São tributados como ganho de capital com a alíquota de 15%.
c) Os mesmos são isentos de tributação, mesmo que ocorra uma alteração cambial positiva
do dólar em relação ao real.
d) Somente são tributados se o investidor tiver residência fora do país.

38. (25.037) Com relação a compensação de imposto pago no exterior por um brasileiro, para evitar
que pague novamente o imposto aqui no brasil, sobre a mesma operação, assinale a alternativa
correta:
a) Só é possível com países em que o Brasil tenha tratado ou países que concedam o mesmo
tratamento com relação aos impostos pagos aqui.
b) Só é possível com países em que o Brasil tenha tratado.
c) Só é possível com os Estados Unidos.
d) Não existe a possiblidade dessa compensação.

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CFP® | Módulo 5

39. (25.038) Com relação a tributação para o investidor estrangeiro, analise as afirmações abaixo:
I – Isenção para ganhos na bolsa de valores
II – Alíquota de 15% para os ganhos com operações de renda fixa
III – Isenção para todos os produtos de renda fixa e variável
IV – Possui a mesma tributação do investidor brasileiro
Está (ão) correto (s):
a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) I e II.
d) Apenas a IV.

40. (25.039) Quando um investidor brasileiro recebe rendimentos de uma ADR, qual a alíquota
máxima do Imposto de Renda:
a) 15%.
b) 22,50%.
c) 20%.
d) 27,50%.

Gabarito: 1. A 2. B 3. D 4. A 5. D 6. D 7. A 8. B 9. D 10. A 11. A 12. D 13. A 14. C 15. B 16. D 17. A
18. D 19. C 20. C 21. B 22. A 23. C 24. B 25. A 26. B 27. D 28. B 29. B 30. A 31. A 32. B 33. C 34. D
35. D 36. B 37. C 38. A 39. C 40. D

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Módulo 6

CFP® – MÓDULO 6 – PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO

Nosso Comentário: É o módulo com menor participação de questões na prova com a


modalidade completa. É um módulo um pouco mais complicado, pois trata de um tema que
é menos rotineiro na vida dos profissionais do mercado financeiro, já que iremos falar muito
mais de Direito do que Investimentos.
Objetivos do Módulo: Capacitar o profissional para analisar os impactos jurídicos das
alternativas de planejamento sucessório, fundamentando as decisões que devem ser
tomadas pelos clientes para preparar seus sucessores e a transmissão de seus bens após sua
morte.
Temas que Serão Estudados: Aspectos Familiares e Sucessórios, Aspectos Societários, Trusts
e Fundações, Regras na Sucessão e Aspectos Tributários na Sucessão
Informações Sobre a Prova Modular:
•• Módulo VI – Planejamento Sucessório
•• Duração: 40 minutos
•• Formato do Exame: 13 questões de múltipla escolha com 4 alternativas
•• Acerto mínimo para aprovação no módulo: 9 questões = 69% das questões do Módulo
Informações Sobre a Prova Completa:

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1. ASPECTOS FAMILIARES E SUCESSÓRIOS

A DINÂMICA DA SUCESSÃO
O assunto “sucessão” muitas vezes é evitado pelos investidores/clientes. Isso porque nem
sempre se lida bem com a morte. Porém, todos iremos morrer, apenas não sabemos quando
isso irá acontecer. Quando existem bens para se realizar uma transmissão para os herdeiros
e essa situação não passou por um planejamento prévio, pode se tornar em um verdadeiro
transtorno e causar grandes problemas familiares, tributários e econômicos.
Um Planejamento Sucessório é uma série de estratégias e ferramentas que se realiza para
facilitar a transmissão dos bens e direitos de uma pessoa para os seus herdeiros, realizando essa
transferência com menor custo de impostos, da forma mais rápida e menos onerosa possível.
Um Planejamento Sucessório se faz importante para que se possa entender a dinâmica da
sucessão a partir dos seus principais aspectos, conforme ilustrado abaixo:

REGIMES DE CASAMENTO
Entender os tipos possíveis de regime de casamento é conhecimento fundamental para a sua
prova. Prepare-se para responder algumas questões sobre o tema.

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CFP® | Módulo 6

SEPARAÇÃO TOTAL DE BENS


•• Depende de pacto antenupcial;
•• NÃO há comunicação entre os patrimônios de cada cônjuge, nem aqueles adquiridos
durante o casamento.

SEPARAÇÃO TOTAL DE BENS (Resumo)

COMUNHÃO PARCIAL DE BENS


•• É o regime legal quando os cônjuges não elegem espontaneamente algum regime;
•• Independe de pacto antenupcial;
•• Bens adquiridos durante o casamente se comunicam.
São exemplos de bens incomunicáveis (excluídos da comunhão):
•• Os bens que cada cônjuge já possuía antes da data de casamento;
•• Bens adquiridos após o casamento, porém com recursos de origem de apenas um dos
cônjuges;
•• Bens recebidos em doação ou herança por um dos cônjuges.

COMUNHÃO PARCIAL DE BENS (Resumo)

COMUNHÃO TOTAL DE BENS


•• Depende de pacto antenupcial;
•• Todos os bens de ambos os cônjuges se comunicam, mesmo os adquiridos antes do
casamento;
•• Cada cônjuge passa a ter 50% do patrimônio do casal;
•• Cônjuges não podem formar sociedade, já que não possuem mais patrimônio pessoal.

www.edgarabreu.com.br 349
COMUNHÃO TOTAL DE BENS (Resumo)

PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQUESTOS


De acordo com o Direito Civil, os aquestos são todas as propriedades ou bens materiais
que o casal acumulou durante e a partir do momento em que estabelecem um contrato de
convivência matrimonial.
Esse regime se assemelha ao da comunhão parcial, porém, garante aos cônjuges mais
liberdade e autonomia na administração de seus bens, assim como, individualmente quanto à
responsabilidade pelas obrigações contraídas durante o casamento.
Nesse regime, cada cônjuge mantém patrimônio próprio, comunicando-se tão somente os bens
adquiridos pelo casal, a título oneroso (mediante pagamento), durante a constância da união.
No caso de dissolução da sociedade conjugal, deverão ser divididos apenas os bens adquiridos
durante o casamento, excluindo-se aqueles que já pertenciam exclusivamente a cada um dos
consortes.
Conclui-se, então, que, no casamento por esse regime, cada cônjuge mantém patrimônio
distinto, administrando-o com maior liberdade e respondendo individualmente pelas dívidas
que contrair.
No entanto, por ocasião de divórcio, dividirá o produto do patrimônio adquirido na constância
da união, por isso denominado participação final nos aquestos.

PARTICIPAÇÃO NOS AQUESTOS (Resumo)

UNIÃO ESTÁVEL
União estável é um contrato firmado entre duas pessoas que vivem em relação de convivência
duradoura e estabilizada, e com o intuito de firmar um núcleo familiar.
De acordo com o Novo Código Civil (2002), não é delimitado um tempo mínimo de convivência
entre o casal para que seja requerida a união estável.

350 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 6

A união estável é um direito garantido para todos os cidadãos, independente da orientação


sexual.
Na união estável prevalece o regime da comunhão parcial de bens, mas pode haver um
contrato entre as partes sobre os bens dos companheiros com a mesma flexibilidade admitida
no pacto antenupcial.

UNIÃO ESTÁVEL (Resumo)*

*Considerando o regime de comunhão parcial. Lembre-se que pode existir pacto antenupcial
definindo um outro regime.

IMPORTANTE:
Desde 2002, com o Novo Código Civil, é permitida a alteração do regime de
casamento, com anuência dos dois cônjuges e com autorização judicial.

MEAÇÃO E HERANÇA
A diferença entre meação e herança é muito importante para se entender e resolver questões
práticas que irão ser cobradas na sua prova. Então, vamos as explicações:

1) Meação
Mear é dividir. A meação é a metade ideal do patrimônio comum do casal, ou seja, a parte igual
que faz jus a cada uma das partes em um casamento. Na comunhão universal de bens, todos
os bens adquiridos antes e depois do casamento fazem parte da meação (salvo em exceções,
como cláusulas restritivas). Na comunhão parcial, apenas contam os bens adquiridos após o
casamento. A meação irá dividir os bens comuns ao casal.

2) Herança
Herança diz respeito à sucessão de bens que ocorre com o falecimento de alguém que possui
bens. A herança necessária é um direito dos ascendentes, dos descendentes e do cônjuge,
se houver. Neste sentido, meação e herança não se confundem, pois a herança sempre diz
respeito à parte que cabia ao falecido de determinado patrimônio, enquanto a meação diz
respeito à definição desta metade.

www.edgarabreu.com.br 351
Pessoa que, em função do regime de comunhão que é estabelecido em determinada
Meeiro relação conjugal, tem direito à metade do patrimônio entendido como conjunto, de
acordo com os termos deste regime.
Pessoa em condição completamente distinta, que tem direito à herança deixada pelo
proprietário deste patrimônio em sua morte. O herdeiro poder ter o direito à herança
Herdeiro
de apenas um ou dos dois meeiros de uma relação matrimonial, mas recebe apenas
a herança da pessoa que faleceu, quando esta falecer.

IMPORTANTE:
Dependendo do regime de casamento, um cônjuge pode ser meeiro e também
herdeiro.

ORDEM PARA SUCESSÃO


Para a sucessão da legítima (conforme a lei) conforme Código Civil, deve ser seguido a ordem
abaixo:

ORDEM DESCRIÇÃO
Descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com
o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens;
I
ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens
particulares.
II Ascendentes, em concorrência com o cônjuge.
III Cônjuge sobrevivente.
IV Colaterais.

ATENÇÃO:
A ordem de herdeiro mais próxima exclui a próxima ordem. Ou seja, se uma pessoa
possuía filhos (descendentes) e cônjuge, não se passa para a ordem de número 2.

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CFP® | Módulo 6

HERANÇA LEGÍTIMA E DISPONÍVEL

•• Representa 50% do patrimônio;


•• NÃO pode ser deixada livremente para quem quiser;
HERANÇA LEGÍTIMA
•• Deve ser seguido o que determina a lei (legítima);
•• Ocorre em casos de herdeiros necessários.
•• Representa os 50% restantes do patrimônio;
HERANÇA
•• NÃO precisa seguir determinação da lei;
DISPONÍVEL
•• Pode ser direcionada livremente para quem quiser.

HERDEIROS NECESSÁRIOS
São aqueles que NÃO podem ser afastados do testamento. São aqueles que têm direito a parte
legítima da herança.
São herdeiros necessários:
•• Descendentes
•• Ascendentes
•• Cônjuge

IMPORTANTE!
O cônjuge é um herdeiro necessário e concorre com os descendentes quando o
regime de casamento for:
1) Separação Total de Bens;
2) Participação Final dos Aquestos;
3) Comunhão Parcial (quando o falecido tiver deixado bens particulares).

Lembre-se: Herança é diferente de Meação!


Quando o cônjuge concorre à herança com filhos comuns do falecido, a cota do
cônjuge sobrevivente tem de ser de pelo menos ¼ da herança.

www.edgarabreu.com.br 353
ASCENDENTES, DESCENDENTES E COLATERAIS

Vamos a dois exemplos práticos para ilustrar:


Exemplo 1:
João morreu e tinha R$ 800.000 e 4 filhos (vivos) como herdeiros. Sua esposa já havia falecido.

Exemplo 2:
João morreu e tinha R$ 800.000 e 4 filhos (3 vivos e 1 morto com 2 filhos) como herdeiros.
Sua esposa já havia falecido.

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DOAÇÃO
A doação pode ser uma forma de se adiantar em vida uma futura partilha dos bens.
Segundo o código civil: “Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade,
transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra.”
Quando a doação for para um ascendente, descendente ou cônjuge, será classificado como
adiantamento de legítima.
Para proteção do patrimônio, o doador pode realizar a mesma com cláusulas de proteção:

COLAÇÃO DA DOAÇÃO
Os descendentes que concorrerem à sucessão do ascendente comum são obrigados, para
igualar as legítimas, a conferir o valor das doações que dele em vida receberam, sob pena de
sonegação.
A colação tem por fim igualar, na proporção estabelecida neste Código, as legítimas dos
descendentes e do cônjuge sobrevivente, obrigando também os donatários que, ao tempo do
falecimento do doador, já não possuírem os bens doados.
São dispensadas da colação as doações que o doador determinar saiam da parte disponível,
contanto que não a excedam, computado o seu valor ao tempo da doação.

COMPRA E VENDA ENTRE ASCENDENTES E DESCENDENTES


O principal objetivo dessa proibição é o de evitar fraudes, onde poderiam famílias realizar a
sucessão em vida por valores abaixo dos que realmente valem esses ativos.
É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge
do alienante expressamente houverem consentido.
Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de bens for o da
separação obrigatória.

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REVERSÃO E REVOGAÇÃO
Uma doação pode ser não definitiva, já que o Código Civil prevê situações onde a mesma pode
ser revertida ou revogada.
Podem ser revogadas por ingratidão as doações:
I. Se o donatário atentou contra a vida do doador ou cometeu crime de homicídio doloso
contra ele;
II. Se cometeu contra ele ofensa física;
III. Se o injuriou gravemente ou o caluniou;
IV. Se, podendo ministrá-los, recusou ao doador os alimentos de que este necessitava.
Também pode estar no documento de doação uma cláusula de reversão onde os bens doados
voltem ao seu patrimônio, se sobreviver ao donatário (quem recebe a doação). Não é permitido
cláusula de reversão em favor de terceiro.

USUFRUTO
Usufruto nada mais é do que a utilização do bem. São os casos em que se deseja fazer a doação
de um imóvel, por exemplo, mas se quer continuar residindo no mesmo, mantendo somente o
seu usufruto.
O usufruto pode recair em um ou mais bens, móveis ou imóveis, em um patrimônio inteiro, ou
parte deste, abrangendo-lhe, no todo ou em parte, os frutos e utilidades.
O usuário usará da coisa e perceberá os seus frutos, quanto o exigirem as necessidades suas e
de sua família.
O usufruto extingue-se, cancelando-se o registro no Cartório de Registro de Imóveis:
I – pela renúncia ou morte do usufrutuário;
II – pelo termo de sua duração;
III – pela extinção da pessoa jurídica, em favor de quem o usufruto foi constituído, ou, se ela
perdurar, pelo decurso de trinta anos da data em que se começou a exercer;
IV – pela cessação do motivo de que se origina;
V – pela destruição da coisa;
VI – pela consolidação;
VII – por culpa do usufrutuário, quando aliena, deteriora, ou deixa arruinar os bens, não lhes
acudindo com os reparos de conservação, ou quando, no usufruto de títulos de crédito, não dá
às importâncias recebidas a aplicação prevista no parágrafo único do art. 1.395;
VIII – Pelo não uso, ou não fruição, da coisa em que o usufruto recai.

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Constituído o usufruto em favor de duas ou mais pessoas, extinguir-se-á a parte em relação a


cada uma das que falecerem, salvo se, por estipulação expressa, o quinhão desses couber ao
sobrevivente.

TESTAMENTO
Toda pessoa capaz pode dispor, por testamento, da totalidade dos seus bens, ou de parte
deles, para depois de sua morte.
A legítima dos herdeiros necessários NÃO poderá ser incluída no testamento.
São válidas as disposições testamentárias de caráter não patrimonial, ainda que o testador
somente a elas se tenha limitado.
O testamento é ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo.
Extingue-se em cinco anos o direito de impugnar a validade do testamento, contado o prazo da
data do seu registro.
Além dos incapazes, NÃO podem testar os que, no ato de fazê-lo, não tiverem pleno
discernimento.
Podem testar os maiores de dezesseis anos.
Formas do Testamento:

CLÁUSULAS RESTRITIVAS DO TESTAMENTO


Assim como visto no tema “doação”, um testamento também pode conter cláusulas de
proteção ao patrimônio que está sendo testado.
A seguir relembramos:

www.edgarabreu.com.br 357
INCAPACIDADE
Incapacidade é a restrição imposta por lei ao exercício de atos da vida de um cidadão. Nesse
sentido, o incapaz não pode praticar atos, sendo considerados como nulos no caso que os
realizar.

Para os incapazes absolutos, é proibido totalmente a prática dos atos da vida civil.
Para os incapazes relativos, é permitido a prática de atos civis, desde que assistido por seu
representante.

2. ASPECTOS SOCIETÁRIOS

Uma forma de se realizar um planejamento sucessório mais ágil e com menores custos
tributários e de sucessão é organizar o patrimônio da família em forma de empresa. Nesse
caso, ao invés de os bens estarem em nome das pessoas físicas, os mesmos estão em nome de
Pessoa Jurídica.
Na sua prova, são cobrados dois tipos de sociedades de Pessoa Jurídica:

358 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 6

SOCIEDADE POR AÇÕES (S.A)


Tipo de sociedade onde o capital da empresa é dividido em ações, e a responsabilidade de
cada sócio/acionista é limitado ao valor dessas ações. Pode ser uma companhia aberta (com
ações negociadas em bolsa) ou fechada (sem ações negociadas em bolsa), característica mais
comum para empresas médias e pequenas.
Possui como característica, em geral, de livre cessão das ações, ou seja, permite uma saída
mais ágil dos sócios da sociedade. É composta de, no mínimo, 2 sócios (PF ou PJ).

SOCIEDADE LIMITADA (Ltda)


Na sociedade empresária limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas
quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.
A sociedade limitada rege-se, nas omissões, pelas normas da sociedade simples.
Entretanto, admite-se que o contrato social estabeleça a regência supletiva da sociedade
limitada pelas normas da sociedade anônima.
O capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio.
Esse formato de sociedade permite que a empresa tenha um administrador que não pertence
ao quadro de sócios, desde que tenha o consentimento desses.

RESUMO S.A X LTDA

LTDA S.A
Dividida por cotas dos sócios
Capital Social definidas previamente em Dividida em ações
contrato social
Responsabilidade Subsidiaria e limitada ao valor da
Limitado ao preço da ação
dos Sócios cota integralizada
Todos têm direito Somente os que possuem ações
Direito a Voto
proporcional às cotas ordinárias podem votar.

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HOLDING e HOLDING IMOBILIÁRIA
Uma holding é uma empresa que detém/concentra participações de outras empresas
operacionais para facilitar a administração e consolidação de resultados dessas empresas.

Nesse sentido, existem as holdings imobiliárias, que possui o objetivo de concentrar todos os
imóveis da família dentro da estrutura de um CNPJ ao invés de ficar no patrimônio de cada
pessoa física.
Isso ocorre principalmente pelos motivos abaixo:
1) No caso de aluguel de imóvel, a tributação na PJ é inferior ao da PF.
2) No caso de transmissão para herdeiros, fica mais fácil de se realizar um inventário de algo
que está concentrado em um único CNPJ.
3) Segregar o patrimônio de investimento daquele de empresa “operacional” da família.

3. TRUSTS E FUNDAÇÕES

O termo “trust” se for traduzido do inglês, significa “confiança”. Na prática é um contrato onde
o investidor repassa os seus bens para uma empresa, para que essa administre esses bens
conforme interesse do investidor. Note que os bens passam a ser da Trust, por isso é essencial a
confiança na empresa que está recebendo esses bens.

360 www.edgarabreu.com.br
CFP® | Módulo 6

Termos importantes:
•• Trustor ou Settlor: Pessoa que transfere o patrimônio.
•• Trustee: Instituição Financeira que irá receber o patrimônio e passa a ter a propriedade
desses ativos, além de ficar responsável por sua gestão.
→ Passo 1: Por meio de um contrato as partes estabelecem as regras gerais da prestação de
serviço.
→ Passo 2: O settlor escreve uma “carta de desejos” orientando o que deve ser feito com os
recursos que estão sendo transferidos.
→ Passo 3: De acordo com os acontecimentos descritos na “carta de desejos”, a Trust realiza os
pagamentos/distribuições.
A principal característica positiva desse tipo de contrato é para se realizar uma sucessão menos
onerosa e mais ágil, isso porque como os bens são de propriedade da Trust, não passa pelo rito
ordinário de sucessão.

4. REGRAS NA SUCESSÃO

RESTRIÇÃO AOS PODERES DOS ADMINISTRADORES


O cargo de diretor/administrador de uma companhia (Sociedade por ações ou Ltda) deve ser
exercido por uma pessoa física que tenha domicílio residencial em nosso país.
Para diminuir os riscos dentro da administração, algumas ações Dependem da deliberação dos
sócios, além de outras matérias indicadas na lei ou no contrato:
I – A aprovação das contas da administração;
II – A designação dos administradores, quando feita em ato separado;
III – A destituição dos administradores;
IV – O modo de sua remuneração, quando não estabelecido no contrato;
V – A modificação do contrato social;
VI – A incorporação, a fusão e a dissolução da sociedade, ou a cessação do estado de liquidação;
VII – A nomeação e destituição dos liquidantes e o julgamento das suas contas;
VIII – O pedido de concordata.
Esta lista de restrições pode ser maior quando estiver estabelecido no contrato social ou
resultar de outra decisão social e assim o administrador deve agir de acordo com a maioria.
A violação de limitações legais e contratuais é sancionada pela responsabilidade civil do
mandatário social diante da existência de prejuízos causados a sociedade e aos sócios.

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O administrador age com culpa não respeitando as limitações contratuais dos seus poderes
porque essas limitações lhe são oponíveis, podendo ser retirado da administração e ver
comprometida sua responsabilidade quando seu comportamento vier a causar prejuízos a
sociedade.
POSSIBILIDADE DE RETIRADA
Se retirar da sociedade (seja por ações ou limitada) é um direito assegurado ao sócio por lei. Seja
pelo motivo que for, a pessoa física tem o direito de não desejar mais fazer parte da sociedade
ora instituída, desde que comunique com antecedência prevista em legislação e também siga a
lei com relação aos cálculos dos valores a serem pagos ou recebidos no ato da retirada.

5. ASPECTOS TRIBUTÁRIOS NA SUCESSÃO

ITCMD – IMPOSTO DE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS OU DOAÇÃO


O Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação (ITCMD) é um imposto brasileiro de
competência dos Estados e do Distrito Federal, que incide quando da transmissão não onerosa
de bens ou direitos, tal como ocorre na herança (causa mortis) ou na doação (inter-vivos).
O fato gerador do ITCMD ocorre quando da transmissão ‘‘causa mortis’’ ou doação a qualquer
título ou pelo domínio útil de bens imóveis e de direitos a ele relativos, como os bens móveis,
títulos e créditos, inclusive direitos a eles relativos.
Os contribuintes do imposto são:
•• Em caso de herança: os herdeiros ou legatários.
•• Em caso de doação: pode ser tanto o doador como o donatário.
A alíquota utilizada varia de acordo com uma tabela progressiva, que determina a alíquota de
acordo com a soma do valor venal dos bens doados ou transmitidos.
A base de cálculo é o valor venal dos bens, dos títulos ou dos créditos transmitidos ou doados.

Importante:
O ITCMD incide sobre “herança” e não sobre “meação”.

Atualmente os Estados do Ceará, Bahia e Santa Catarina têm as maiores alíquotas do país, 8%.

PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO: Transferência de Residência


A alíquota de ITCMD que o contribuinte deve pagar é daquele estado onde o mesmo possui
residência. Então, se uma pessoa que será beneficiaria de uma doação ou herança mudar
efetivamente a sua residência, pode ter uma economia desse imposto, conforme exemplo a
seguir:

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Estado Alíquota de ITCMD


SP 8%
AM 2%

ITBI – IMPOSTO SOBRE TRANSMISSÃO INTER VIVOS DE BENS MÓVEIS


Esse imposto é de competência Municipal e tem como fato gerador os itens citados abaixo:
I – A transmissão, a qualquer título, da propriedade ou do domínio útil de bens imóveis por
natureza ou por acessão física, como definidos na lei civil;
II – A transmissão, a qualquer título, de direitos reais sobre imóveis, exceto os direitos reais de
garantia;
III – A cessão de direitos relativos às transmissões referidas nos itens I e II.
A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos.
Como se trata de um imposto municipal, muito difícil sua prova cobrar maiores detalhes sobre
esse tema como alíquota, isenções, momento de pagar, etc.

IR – IMPOSTO DE RENDA
O Imposto de Renda é um imposto de competência federal, que incide sobre o ganho de capital
(vender um bem/direito acima do seu valor de aquisição).
É cobrado na alíquota de 15% sobre o ganho de capital.

SUCESSÃO NAS CONTINGÊNCIAS TRIBUTÁRIAS DO “DE CUJUS”


Conforme o Código Civil Brasileiro, o herdeiro não pode herdar dívidas do “de cujus” se
essas forem superiores ao valor recebido em herança. Essa premissa é base para proteger o
patrimônio pessoal do herdeiro.
Ou seja, as dívidas somente serão herdadas até o valor recebido em herança.

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Questões | Módulo 6

1. (26.000) Seu cliente é casado em comunhão parcial e possui um patrimônio comum de


R$ 300.000. Possui 3 filhos com a esposa e o filho mais novo está se casando. Os pais decidem
então realizar uma doação de R$ 50.000. Nesse caso:
a) A esposa precisa, obrigatoriamente participar também da doação.
b) Os outros dois filhos precisam autorizar essa doação.
c) O filho mais velho precisa autorizar essa doação.
d) Somente pode fazer essa doação se sair do parte disponível.

2. (26.001) Seu cliente não possui filhos, seus pais já morreram e seus avós também. Aos 50 anos
decide se casar com uma mulher que já possui 2 filhos de um relacionamento anterior. Com
relação à herança:
a) Os 2 filhos da mulher serão herdeiros, necessariamente.
b) A esposa será herdeira de toda herança, obrigatoriamente.
c) A esposa será herdeira de toda a herança, exceto se houver um testamento.
d) A esposa não receberá nada de herança.

3. (26.002) Seu cliente possui quatro irmãos, não possui filhos e seus pais e avós já faleceram. Aos
50 anos decide se casar com uma mulher que já possui 2 filhos de um relacionamento anterior.
Com relação à herança:
a) Os quatro irmãos serão herdeiros, necessariamente.
b) A esposa será herdeira de toda herança, obrigatoriamente.
c) A esposa será herdeira de toda a herança, exceto se houver um testamento.
d) Os 2 filhos da mulher são herdeiros, obrigatoriamente.

4. (26.003) Sobre regimes de casamento analise as afirmações abaixo:


I – Se o casamento é em regime de separação total de bens, é necessária a autorização do
cônjuge para alienação de bens
II – Se o casamente é em regime de separação parcial de bens, é necessária a autorização do
cônjuge para alienação de bens
III – Se o casamento é em regime de participação final nos aquestos, é necessária a autorização
do cônjuge para alienação de bens
Está (ão) correta (s):
a) Apenas II.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

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5. (26.004) Seu cliente possui 70 anos e decide se casar. Nesse caso, você o orienta que:
a) Ele pode escolher por qualquer regime de casamento disponível.
b) Ele é obrigado a se casar com o regime de separação de bens.
c) Ele é obrigado a se casar no regime de separação parcial de bens.
d) Ele é obrigado a se casar no regime de participação final nos aquestos.

6. (26.005) Sobre a alteração do regime de casamento escolhido pelo casal:


a) Após a escolha não é mais possível alterar a escolha.
b) Pode ser alterado a qualquer momento por vontade de uma das partes.
c) Pode ser alterado, desde que por solicitação da justiça.
d) Pode ser alterado, desde que autorizado pela justiça.

7. (26.006) Analise as afirmações sobre o regime de comunhão parcial de bens:


I – Em uma eventual dissolução, se divide tudo que foi adquirido onerosamente durante o
casamento
II – Os bens que cada cônjuge possuía antes de casar não entram na divisão dos bens
III – Bens de uso pessoal, livros e instrumentos de profissão não entram na divisão dos bens
Está (ão) correto (s) o que se afirma em:
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

8. (26.007) Seu cliente se casou em comunhão parcial de bens e não possuía nenhum bem. Após
o casamento, o casal compra uma casa no valor de R$ 500.000. Após a compra da casa, o seu
cliente recebe uma doação no valor de R$ 300.000. Em uma eventual dissolução do casamento,
o valor a ser dividido, será de:
a) R$ 400.000.
b) R$ 250.000.
c) R$ 300.000.
d) R$ 0,00.

9. (26.008) Com relação à união estável:


a) Obrigatoriamente terá como regime de bens o de separação total.
b) Obrigatoriamente terá como regime de bens o de separação parcial.
c) Obrigatoriamente terá como regime o de participação final nos aquestos.
d) Se não houver opção clara, o regime adotado será o de separação parcial.

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10. (26.009) São regimes de casamento onde o pacto Antenupcial é obrigatório, exceto:
a) Comunhão parcial.
b) Participação Final nos Aquestos.
c) Separação Total de Bens.
d) Comunhão Universal.

11. (26.010) Seu cliente era casado sob o regime de comunhão universal. No falecimento, a sua ex
cônjuge:
a) Não será meeira, porém será herdeira necessária.
b) Será meeira e também herdeira necessária.
c) Será meeira, porém não será herdeira necessária.
d) Não será meeira e nem herdeira necessária.

12. (26.011) Tipo de regime de casamento onde os cônjuges convivem como uma separação total
na constância do casamento, porém na dissolução, ocorre como se fosse uma separação parcial.
O conceito trata de:
a) Participação final nos aquestos.
b) União estável.
c) Comunhão parcial.
d) Pacto Antenupcial.

13. (26.012) É obrigatório o regime de separação de bens para:


I – Pessoas que contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do
casamento.
II – da pessoa maior de 70 (setenta) anos.
III – de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial.
Está (ão) correto (s):
a) Apenas I.
b) I e II.
c) I e III.
d) Todas as alternativas.

14. (26.013) Seu cliente casou com uma mulher em regime de comunhão parcial de bens. Antes de
casar ele possuía um imóvel de R$ 500.000. Atualmente esse imóvel está alugado por R$ 2.000
por mês. Nesse caso, esse valor do aluguel:
a) Fazem parte da comunhão para uma eventual dissolução.
b) Não fazem parte da comunhão para uma eventual dissolução.
c) Tanto o imóvel quanto o valor recebido em aluguel faz parte da comunhão.
d) Somente o imóvel faz parte da comunhão.

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15. (26.014) Com relação ao regime de comunhão universal, analise as afirmações:
I – Independe de pacto antenupcial
II – Todos os bens, adquiridos antes ou depois ficam comuns, sem exceção
III – Cada cônjuge passa a ter 50% do patrimônio do casal
Está (ão) correto (s):
a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) Somente III.

16. (26.015) No regime de separação de bens:


a) Não depende de pacto antenupcial.
b) Há comunicação entre os bens dos cônjuges.
c) Todos os bens são incomunicáveis, inclusive aqueles que forem adquiridos durante o
casamento.
d) É obrigatório para pessoas acima de 80 anos.

17. (26.016) São herdeiros necessários:


a) Irmãos e primos.
b) Ascendentes e irmãos.
c) Cônjuge, descendentes e ascendentes.
d) Ascendentes e descendentes, somente.

18. (26.017) Com relação as dívidas anteriores ao casamento, assinale o tipo de regime onde pode
haver comunicação:
a) Comunhão total.
b) Separação total.
c) União estável.
d) Comunhão parcial.

19. (26.018) Percentual da parcela do patrimônio chamada de “disponível” que é passível de


testamente:
a) 100%
b) 80%
c) 60%
d) 50%

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20. (26.019) Quando um patrimônio é levado a sucessão, irá ocorrer incidência de qual (is) tributo
(s):
a) ITCMD e ITBI.
b) TCMD, somente.
c) ITCMD e I.R.
d) ITBI e I.R.

21. (26.020) São tipos possíveis de testamento, exceto:


a) Público.
b) Cerrado.
c) Concordado.
d) Particular.

22. (26.021) Seu cliente possui patrimônio total de R$ 3 milhões, possui esposa e 3 filhos. O mesmo
contratou um seguro de vida no valor de R$ 1 milhão e colocou como beneficiário o seu amigo
de infância. Em caso de falecimento, o valor do seguro:
a) Não será pago para o amigo, pois o mesmo não é um herdeiro necessário.
b) Entrará no valor total do patrimônio do de cujus para formar a partilha.
c) O valor será considerado como adiantamento de legítima.
d) O valor de R$ 1 milhão será pago ao amigo, conforme apólice do seguro.

23. (26.022) Seu cliente possui R$ 10 milhões em patrimônio, tudo alocado em um plano de
previdência privada. Em caso de morte, qual imposto irá incidir sobre a sucessão:
a) Nenhum.
b) ITCMD.
c) ITBI.
d) I.R.

24. (26.023) Assinale a alternativa correta em relação as trusts:


a) Tipo de contrato onde o investidor transfere seu patrimônio para poder de um terceiro.
b) O trustee é uma instituição financeira de atuação regional, que o investidor conhece e por
isso confia.
c) O trustee que recebe o patrimônio irá gerir o mesmo para seu próprio proveito.
d) Tipo de contrato considerado como crime de lavagem de dinheiro pela legislação brasileira.

25. (26.024) Com relação ao regime de comunhão parcial, assinale a alternativa correta:
a) Bens adquiridos onerosamente antes do casamento se comunicam.
b) Bens recebidos em doação ou em herança se comunicam.
c) Bens adquiridos onerosamente após o casamento não se comunicam.
d) Dívidas anteriores ao casamento não se comunicam.

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26. (26.025) Seu cliente casou com separação total e faleceu. Ele possuía R$ 300.000 de patrimônio,
deixou uma esposa e 2 filhos.
Qual valor que cada um receberá:
a) Cônjuge: R$ 150.000 e cada filho: R$ 75.000.
b) Cônjuge: R$ 100.000 e cada filho: R$ 100.000.
c) Cônjuge: R$ 0,00 e cada filho: R$ 150.000.
d) Cônjuge: R$ 300.000 e cada filho: R$ 0,00.

27. (26.026) Seu cliente era casado no regime de comunhão parcial de bens e não possuía bens
particulares. Faleceu e deixou uma esposa e 2 filhos. Nesse caso como fica a divisão do
patrimônio:
a) Meação de 50% para esposa e 25% de herança para cada filho.
b) Meação de 50% para esposa e 33% da herança para a esposa e cada um dos filhos.
c) 33% do total do patrimônio para a esposa e cada um dos filhos.
d) 50% do patrimônio total para cada um dos filhos.

28. (26.027) João, recentemente falecido, tinha união estável há dois anos com Maria. Maria tem
dois filhos de um relacionamento anterior. João não deixou filhos, apenas pai e mãe vivos.
Considerando que João tinha um apartamento de 1 milhão antes da união com Maria, além de
um patrimônio financeiro de 500 mil que juntos construíram nos últimos dois anos, como fica a
sucessão de João aproximadamente?
a) R$ 667 mil para Maria e R$ 417 mil para cada um de seus pais.
b) R$ 583 mil para Maria e R$ 458 mil para cada um dos filhos.
c) 1,5 milhão para Maria.
d) 1,5 milhão para os pais de João.

29. (26.028) Joana e Francisco, pais de dois filhos, são casados no regime de separação total
de bens. Francisco antes de casar-se tinha acumulado R$ 2 milhões de patrimônio. Após o
matrimônio, aumentou o patrimônio em R$ 4 milhões. No caso de falecimento de Francisco,
qual será o valor da meação em favor de Joana?
a) zero.
b) R$ 2 milhões.
c) R$ 3 milhões.
d) Não é possível afirmar.

30. (26.029) Maria tem quatro filhos com Pedro, com quem casou-se em 1990 no regime legal.
Pedro antes do matrimônio tinha R$ 300 mil de patrimônio, Maria R$ 400 mil. Juntos,
construíram R$ 200 mil de patrimônio. Em caso de falecimento de Pedro, qual valor cada filho
receberá aproximadamente?
a) R$ 25 mil.
b) R$ 56 mil.
c) R$ 81 mil.
d) R$ 85 mil.

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31. (26.030) Mario, solteiro, veio a óbito recentemente sem deixar filhos. Como parentes vivos,
tem sua mãe e um irmão. Das alternativas abaixo, qual a verdadeira:
a) o patrimônio de Mario deve ser igualmente dividido entre mãe e irmão.
b) todo o patrimônio de Mario deve ser distribuído a sua mãe.
c) 2/3 do patrimônio de Mario é da mãe e 1/3 do irmão.
d) caso Mario tenha deixado testamento em favor do irmão, 100% do patrimônio irá para o
irmão.

32. (26.031) Valter, pai de três filhos do primeiro casamento, é marido de Joana no regime de
participação final nos aquestos. Antes do atual matrimônio, Valter tinha um patrimônio de R$ 3
milhões. Ao longo do último relacionamento junto com Joana arrecadou mais R$ 4 milhões. No
caso da falta de Valter, qual seria a base de cálculo para ITCMD?
a) R$ 7 milhões.
b) R$ 5 milhões.
c) R$ 3 milhões.
d) R$ 2 milhões.

33. (26.032) Sr. Alberto, sem filhos, pais já falecidos, tem como parente um irmão e um tio. Ele
procura um planejador financeiro pois tem planos de deixar o máximo que a lei permitir para
uma associação de caridade. Você então informa Sr. Alberto que:
a) ele pode direcionar 100% do seu patrimônio para a associação, via testamento.
b) ele pode direcionar 50% do seu patrimônio para a associação, via testamento, pois tem que
respeitar a legítima.
c) ele pode direcionar 50% do seu patrimônio para a associação, via inventário extrajudicial,
pois tem que respeitar a legítima.
d) ele pode direcionar 100% do seu patrimônio para a associação, via inventário extrajudicial.

34. (26.033) Raquel é casada com Fabricio no regime de comunhão universal de bens. Raquel tem
dois filhos do primeiro casamento. Juntos, tem patrimônio na faixa de R$ 500 mil, referente a
um apartamento e uma poupança. No caso do falecimento de Raquel, como ficará a distribuição
do patrimônio?
a) 50% Fabricio, 25% para cada filho.
b) 33% para cada um dos três herdeiros.
c) 50% para cada um dos filhos.
d) depende se o patrimônio foi construído antes ou depois do casamento.

Gabarito: 1. A 2. C 3. C 4. A 5. B 6. D 7. D 8. B 9. D 10. A 11. C 12. A 13. D 14. A 15. D 16. C 17. C
18. A 19. D 20. B 21. C 22. D 23. A 24. A 25. D 26. B 27. A 28. A 29. A 30. C 31. B 32. B 33. A 34. A

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