Você está na página 1de 39

Trabalho sobre correias transportadoras

Volta Redonda
2018
Trabalho sobre correias transportadoras

Volta Redonda
2018
História

As correias transportadoras são dos itens mais utilizados atualmente nos mais variados
tipos de indústria. No entanto sua utilização é registrada desde o século 17. Essas
correias têm sido utilizadas há séculos como esteiras para transporte. Utilizadas no
início em pequenas distâncias, sua principal aplicação estava ligada ao transporte de
grãos e materiais a granel.

Inicialmente o sistema era extremamente simples, formado por uma cama de madeira e
sobre ela um cinto. As correias transportadoras foram feitas de lona, couro ou borracha.
Este sistema de correias transportadoras, primitivo, era muito popular para transportar
artigos volumosos de um lugar para outro. No início do século 20, as aplicações de
correias transportadoras se tornaram mais amplas.

As correias transportadoras foram muito utilizadas em minas de carvão. Com todo o


material a ser transportado das minas, as correias eram a solução perfeita para o
transporte de carvão por trajetos que chegavam a 8 quilômetros. Eram compostas de
camadas de algodão e cobertura de borracha. Na segunda guerra mundial foi
introduzido o material sintético como item da composição das correias, devido à
escassez de materiais naturais. Desde então, correias transportadoras sintéticas
tornaram-se populares em vários campos.

Atualmente as correias transportadoras são fabricadas com uma grande variedade de


materiais. Essa variação é determinada principalmente por sua aplicação, em função de
atrito, distância e carga a ser aplicada.

Embora não se saiba a quem atribuir a invenção, as primeiras correias transportadoras


surgiram em 1795, portanto em plena Revolução Industrial. Foram referidas pela
primeira vez na literatura técnica em 1848, por Olivier Evans, no seu livro The Young
Mill Wright and Millers Guide, publicado em Filadélfia, USA.

Eram equipamentos rudimentares, construídos com couro ou telas, que deslizavam


sobre superfícies planas de madeira e destinavam-se ao transporte de cereais para o
interior de navios; a distância entre os pontos de carga e de descarga era relativamente
curta.

Em 1804, foi instalada pela British Navy uma correia transportadora acionada por uma
máquina a vapor. Estes rudimentares sistemas de transporte de materiais eram
particularmente utilizados nas padarias e nos matadouros. E o sistema foi
progressivamente aperfeiçoado e aplicado em várias atividades, em que uma rápida
movimentação de materiais proporcionava importantes economias de mão-de-obra e
aumentos de produtividade.

Em 1901 a empresa sueca Sandvik inventou as cintas transportadoras em aço, utilizadas


no transporte de areia, carvão vegetal e cana-de-açúcar. A introdução do aço inoxidável,
que ocorreu nos anos 20, veio alargar a utilização deste tipo de cintas transportadoras à
Indústria Alimentar.

Já no começo do século 20, o uso das correias transportadoras ganhou novos


empreendimentos. A primeira patente para o transporte de rolo foi de Goddard, da
Empresa Logan, em 1908. No entanto, o negócio não prosperou.
Em 1919, transportadores livres e alimentadores foram utilizadas na produção de
automóveis e, desta forma, as correias transportadoras acabaram se tornando populares
como opção para o transporte de mercadorias grandes e pesadas dentro das fábricas.
Quando a década de 1920 chegou, as correias transportadoras já eram itens comuns e as
mudanças começaram acontecer.

Nessa época, as correias transportadoras foram utilizados nas minas de carvão para
transportar para distâncias de mais de 8 km, e foram feitas usando camadas de algodão e
coberturas de borracha.

Um dos pontos de viragem na história de correias transportadoras, foi a introdução de


correias transportadoras sintéticas. Ele foi introduzido durante a Segunda Guerra
Mundial, principalmente devido à escassez de materiais naturais como a borracha,
algodão e lona. Desde então, correias transportadoras sintéticas tornaram-se populares
em vários campos.

Com a demanda crescente no mercado, muitos polímeros sintéticos e tecidos passou a


ser usado na fabricação de correias transportadoras. Hoje, o algodão, lona, EPDM,
couro, neoprene, nylon, poliéster, poliuretano, poliuretano, PVC, borracha de silicone e
aço são comumente utilizados em correias transportadoras. Atualmente, o material
usado para fazer uma correia transportadora é determinada pela sua aplicação.

Tipos de Correias Transportadoras

As correias transportadoras podem ser comparadas aos meios de transporte, por sua
tamanha importância em algumas aplicações específicas. Entretanto, como em qualquer
outra solução industrial, é necessária uma criteriosa análise sobre a aplicação desejada
para a correta decisão sobre o tipo de correia a ser utilizada.

As correias Transportadoras podem apresentar se nos seguintes tipos:

Correias transportadoras lisas: São correias transportadoras que possuem as superfícies


dos revestimentos lisas. Este tipo de correias opera em modo plano, abaulado, em U ou
em tubular. As correias que operam em modo plano ou abaulado normalmente não
excedem inclinações de 20º. As correias em U e as correias tubulares não excedem
ângulos de 35º.

Correias com Nervuras, Travessas ou Bordos de Contenção: São correias


transportadoras que possuem nervuras, travessas ou bordos de contenção, de modo a
facilitar o transporte dos materiais, a evitar o retorno ou mesmo perda dos materiais
transportados e aumentar a capacidade de carga. Operam com ângulos de inclinação
compreendidos entre 35º e 45º.

Correias em Sanduíche: É um conjunto de duas correias que operam paralelamente,


sendo o material a transportar conduzido entre elas. Operam também com elevados
ângulos de inclinação (65º a 90º) e podem considerar-se um tipo particular de correias
elevadoras.
Correias Elevadoras: As correias elevadoras mais utilizadas são as de alcatruzes. São
correias que operam quase verticalmente, normalmente com ângulos de inclinação
superiores a 85º.

Correias Deslizantes: Em muitas operações de transporte é de toda a vantagem reduzir-


se o atrito entre a correia transportadora e o elemento ou elemento de suporte. Neste
caso, não existe qualquer revestimento de borracha na contra face e a correia apresenta
tela à vista.

Correia roletes: Os roletes para correia transportadora são componentes de sistemas, ou


conjuntos de roletes, utilizados em esteiras transportadoras. Os roletes para a correia
transportadora são essenciais para o funcionamento dessas esteiras e, dessa forma, são
fundamentais para os sistemas de movimentação e transferência de materiais em geral.
Os roletes para correia transportadora são massivamente utilizados em vários processos
industriais, dada sua importância em linhas de produção, visto que são empregadas na
maior parte das fábricas nos dias de hoje.
Aplicações das correias transportadoras

As correias transportadoras nunca estiveram tão em alta como ultimamente. Com o


crescimento industrial e consequente aumento nas exportações, a utilização de correias
transportadoras em todas as etapas de produção, desde a fabricação até a movimentação
e transporte de cargas, tem aumentado a demanda por esse item.

Industria de vidro: As correias sincronizadoras para indústria de vidro são correias


dentadas, que transmitem o movimento da tração de uma engrenagem a outra. Por causa
de grandes alterações de velocidades, temperaturas ou de grande exigência de
sustentação de peso sobre essas correias, devem ser revestidas com materiais como APL
ou AVAFAC, protegendo-as de intempéries. São recomendadas quando se necessita o
funcionamento das correias em baixas velocidades, rotações de transmissão exata e/ou
altos torques.
Indústria de produção: são usadas em várias indústrias para transportar materiais em
várias unidades do processo. Retira ainda os produtos de fabricados para fora das
unidades de processamento. São usadas em plantas de processamento de comida para
transportar materiais culinários, selar os produtos e finalmente embalá-los. Visto que
essas correias são usadas para todas as finalidades de transporte, ajuda a poupar imenso
tempo e esforço.

Indústrias pesadas: Estas correias de borracha são também usadas em várias indústrias
pesadas para carregar materiais brutos de uma área para outra. Isto ajuda a reduzir as
lesões dos trabalhadores de forma considerável. Podendo transportar materiais em linha
reta ou através de elevação e mudanças de direções.
Carregamento e transporte de produção: As correias transportadoras são também
usadas em fábricas e empresas para carregar caminhões ou descarregar materiais
pesados dos caminhões.

Aeroportos: Hoje em dia a maior parte dos aeroportos também usa correias de borracha
para entregar bagagem aos clientes e carregar bagagens para o interior dos aviões.
Centros comerciais: Também têm várias aplicações em centros comerciais pois são
usadas em passadeiras ou passadeiras móveis. A passadeira é também encontrada na
maior parte dos aeroportos para transportar pessoas de um lugar para outro.

Padarias e mercearias: Correias de transporte lento são usadas em padarias para


movimentar comida através do forno para finalidades culinárias. São também usadas em
mercados para movimentar os itens para a caixa no momento de efetuar o pagamento.

Escadas rolantes: Uma das utilidades mais usadas desta correia de borracha é em
escadas rolantes. É bastante usada na maior parte das lojas de departamentos para
movimentar as pessoas de um piso para outro.
Construção de túneis: Durante o processo de escavação de túneis, os materiais depois
de britados são removidos da câmara através de um transporte em espiral. Durante a
construção de túneis, os transportes em espiral funcionam como um parafuso de
Arquimedes. O material que a correia transporta da escavação do túnel é retirada pelo
parafuso e sobre a correia transportadora é transportada para pequenas caçambas de
trabalho. Enquanto se perfura em áreas com proximidade de água, o material escavado e
uma transportadora em espiral continuamente preenchida assegura-se que a pressão na
câmara de escavação seja mantida.

Transportador de areia: Para dinamizar os processos das industrias de construção


civil e engenharias, as correias transportadoras de areia são fundamentais no transporte
de materiais, por ofereceram vantagens como agilidade, economia, segurança na
operação e confiabilidade. Com isso, maneira mais eficaz de transportar areia em
grandes quantidades e em pouco tempo de um lugar para o outro, é por meio
das correias transportadoras de areia.

COMPONENTES TRANSPORTADOR DE CORREIA

Um transportador de correia envolve uma serie de elementos que devem ser bem
analisados, pois todos tem fundamental importância para o coreto funcionamento do
equipamento. Onde os principais componentes do transportador de correia são:
● Estrutura;
● Conjunto de acionamento;
● Tambor;
● Correia;
● Roletes;
● Conjunto de alimentação;
● Conjunto de descarga;
● Dispositivos de segurança;
● Esticador
● Acessórios de limpeza;

A figura abaixo apresenta um desenho esquemático de um transportador de correia onde


podemos visualizar cada componente que o compõem.

Imagem X: Esquemático de um transportador de correia

Estruturas de Suporte

Compreende todos os elementos que sustentam a correia e os demais componentes. Sua


definição deve ser feita em função de toda a carga a ser suportada, levando em conta os
demais componentes assim como a carga transportadas. Essa capacidade deve ser
considerada não apenas para suportar o peso, mas também para que o faça de forma
idônea, ou seja, sem inclinações ou variações que possam comprometer o transporte de
alguns tipos de cargas.
Apesar de não ser objeto de destaque, a estrutura de suporte tem papel fundamental em
todo o processo, não apenas em sua funcionalidade, mas na conservação e
prolongamento da vida útil dos demais componentes. Sistemas desalinhados tendem a
forçar rolamentos e demais componentes móveis, desgastando as peças de modo
antecipado, gerando calor desnecessário e consequente prejuízo aos demais
componentes.

Imagem X: Estrutura de um transportador de correia.


Conjunto de Acionamento
Acoplado ao(s) tambor (es) motriz (es), tem a função de promover a movimentação do
transportador e o controle de sua velocidade de trabalho.

É constituído de um motor elétrico, acoplamentos hidráulicos (para potencias superiores


a 75HP), tambores, dispositivos de segurança e uma transmissão (redutor) e são
projetados de acordo com o tipo de transporte e a potência transmitida.

Podem ser instalados em três posições: na cabeceira do transportador, no centro e no


retorno. Para o seu dimensionamento deve ser analisados o perfil do transportador, o
espaço disponível para sua instalação e operação, a potência transmitida, o sentido da
correia e as tensões que nela atuam.
Imagem X: Conjunto de acionamento de um transportador de correias.

Tambor

Construídos normalmente em aço, têm como função principal tracionar a correia para o
funcionamento do transportador, sendo neste caso, papel exercido pelo tambor motriz,
onde está acoplada a motorização.

Com a movimentação da correia movem-se também os demais componentes e o tambor


movido, que promove o seu apoio. Os tambores possuem também outras funções no
transportador, tais como a de efetuar desvios e dobras na correia. Sendo assim, podemos
ter a seguinte classificação para os tambores:

Acionamento - utilizado na transmissão de torque, pode estar localizado na cabeceira,


no centro ou no retorno.

Retorno – efetua o retorno da correia a sua posição inicial e em alguns transportador de


correia são responsáveis pelo tensionamento da correia, esta localizado na extremidade
oposta ao terminal de descarga;

Esticador – utilizado para manter a tensão ideal para o funcionamento do transportador;

Dobra – utilizado para desviar o curso da correia;


Aletado – este tipo de tambor tem uma configuração especial, de modo a não permitir
que o material transportado ao cair no lado do retorno, seja pressionado contra correia
danificando-a. Pode ser aplicado como tambor de retorno ou de esticamento nos
esticadores automáticos verticais;

Magnético – Este tambor é aplicado nos transportadores, comumente localizados no


terminal de descarga e sua função é separar elementos magnéticos do material
transportado;
Encosto – utilizado para aumentar o ângulo de contato com o tambor de acionamento.

Imagem X: Tambores de acionamento e retorno com revestimento e sem revestimento.


De acordo com sua montagem, os tambores podem se apresentar sendo lisos ou
revestidos e de três formas diferentes:

Planos – utilizados para aplicações em geral;


Abaulados – utilizados onde seja necessário melhorar o alinhamento da Correia;
Nervurados – utilizados para o transporte de materiais muito abrasivos ou granulados,
que podem aderir à correia.

A estrutura de um tambor possui os seguintes componentes principais:


1. Corpo;
2. Discos laterais;
3. Discos centrais;
4. Cubos;
5. Elementos para transmissão de torque;
6. Eixo;
7. Mancais;
8. Revestimento;
Imagem X: Esquemático de um tambor

Correia

Tida como a parte principal do transportador, por ser o componente que estará em
contato direto com o material transportado, e que corresponde a um valor de 30 a 40 %
(confirmado com o engenheiro Caribe, J. Macedo) do valor total do transportador. A
correia tem a sua seleção baseada nos seguintes aspectos:
● Características do material transportado;
● Condições de serviço;
● Tipos de roletes;
● Largura (determinada por cálculo);
● Tensão máxima (determinada por cálculo);
● Tempo de percurso completo;
● Temperatura do material;

Uma correia transportadora é constituída basicamente de dois elementos: carcaça e


coberturas, sendo que cada parte é especificada para o tipo transporte solicitado.
A carcaça é o elemento de força da correia, pois dela depende a resistência para suportar
a carga, a resistência para suportar as tensões e flexões e toda a severidade a que é
submetida à correia na movimentação da carga. As fibras têxteis são os elementos mais
comumente usados na fabricação dos tecidos integrantes das carcaças, porem elas
também pode ser construído por cabos de aço.

Imagem X: Correia constituída com alma de fibras têxteis


Imagem X: Correia constituída com alma de cabos de aço
As coberturas das correias são designadas para proteger a carcaça contra o ataque do
material transportado.
As correias podem ter suas coberturas lisas ou não lisas. As correias com coberturas
lisas atendem ao transporte do material em plano horizontal e podem também operar em
plano inclinado, contanto que não ultrapassem os ângulos especificados pelos
fabricantes. As com correias com cobertura não lisa são utilizadas no transporte de
produtos em inclinações que podem atingir até 45º, motivo pelo qual são fabricados em
vários relevos.

Imagem X: Correia tipo lisa.

Imagem X: Correia tipo com relevo.


Imagem X: Correia com aletas

Roletes
São conjuntos de rolos, geralmente cilíndricos, e seus respectivos suportes. Estes rolos
podem efetuar livre rotação em torno de seus próprios eixos e são instalados com o
objetivo de dar suporte à movimentação da correia e guiá-la na direção de trabalho.
Podem ser encontrados montados com um único rolo, com rolos múltiplos, e são
encontrados em vários tipos.

Roletes de impacto

Roletes localizados no ponto de descarga do material sobre o transportador, destinando-


se a suportar o impacto deste material sobre a correia. São constituídos de vários anéis
de borracha montados sobre um tubo de aço e são montados com pequenos
afastamentos entre os rolos.

Imagem X: Roletes de impacto

Roletes de carga

Estes roletes em geral são localizados no lado superior do transportados e sua função é
suportar a correia transportadora, bem como a carga que esta sendo movimentada por
ela. Os roletes de carga podem ter as seguintes configurações: planos, duplos, triplos,
em catenária com 3 ou 5 rolos ou espiralados. Os roletes duplos, triplos e em catenária
têm maior capacidade de carga que o plano, devido ao acamamento que proporcionam à
correia.

Imagem X: Roletes de carga

Roletes de retorno

Roletes no qual se apóia o trecho de retorno da correia. Possui a montagem com maior
espaçamento entre si. São constituídos de anéis de borracha separados por
distanciadores e montados sobre um tubo de aço.

Imagem X: Roletes de retorno

Roletes auto-alinhante (carga e retorno)

Conjunto de rolos dotado de mecanismo giratório acionado pela correia transportadora


de modo a controlar o deslocamento lateral da mesma, usualmente utilizados tanto no
trecho carregado quanto no de retorno.

Esse tipo de rolete pode possuir dois braços laterais que avançam paralelos a correia,
porem em sentidos opostos ao seu movimento. Na extremidade desses braços são
colocados rolos que ficam a 90º da correia. Por qualquer circunstância que a correia
tenha desalinhado sua borda tocará no rolo vertical, provocando um movimento
giratório do conjunto, formando um certo ângulo em relação à correia. Esse desvio
angular cria uma força que obriga a correia à procura seu centro original, reinstituindo
assim o alinhamento.
Imagem X: Rolete auto-alinhante.

Roletes de transição

Esses roletes têm por finalidade acompanhar gradativamente a mudança de concavidade


da correia ao se aproximar dos tambores de descarga ou na saída do tambor de retorno.
Em geral, estes roletes são providos de rolos laterais reguláveis que proporcionam à
correia uma mudança de planos suave e sem desequilíbrio de tensões.

Rolete de retorno com anéis

Tipo de roletes de retorno onde os rolos são constituídos de anéis de borracha, de modo
a evitar o acumulo do material no rolete e promover o desprendimento do material
aderido à correia.

Imagem X: Rolete de retorno com anéis.

Rolete em espiral

Tipo de rolete de retorno onde o rolo tem forma de espiral, destinado a promover o
desprendimento do material aderido à correia.

Imagem X: Rolete em aspiral


Rolete em catenária

Conjunto de rolos suspensos dotados de interligações articulados entre si permitindo o


deslocamento longitudinal ou transversal ao transportador e adaptando-se ao formato da
correia.

Imagem X: Rolete em catenária

Roletes guias

Estes rolos dispostos verticalmente em relação às bordas da correia são fixos e sua
função é guiar a correia, principalmente na entrada dos tambores, evitando que a mesma
seja jogada contra estrutura. Este tipo de rolo só deve ser usado em ultima instância,
pois provoca uma autodestruição das bordas da correia e consequente cisalhamento das
lonas da carcaça.

Imagem X: Rolete guia.


Classificação de roletes

Abaixo uma tabela com as classificações de rolos para cada aplicabilidade.

Tabela X: Tabela de rolos – CEMA

Estrutura de roletes

A estrutura dos roletes tem os seguintes componentes principais conforme imagem


abaixo.

Imagem X: Componenetes de roletes e exemplo de vista em corte de um roletes

Conjuntos de Alimentação

Chute

É um dispositivo afunilado destinado a receber o material transportado e dirigi-lo


convenientemente à correia transportadora de modo a carregá-la equilibradamente e sem
transbordamento da carga.
São utilizados como elementos de ligação nos sistemas integrados de transportadores
contínuos, como por exemplo, para ligar a saída de um bocal de um silo até a descarga
sobre o transportador. Podem ser encontrados nas seguintes configurações:
● Chute com cascata;
● Chute com caixa de pedra;
● Chute telescópico;
● Chute espiral;
● Chute com comporta regulável;
● Chute para transferência de material fino;
● Chute com peneiramento.

Imagem X, X e X: Chute com caixa de pedra, chute telescópio e com comporta


regulável.

Alimentadores

São dispositivos responsáveis por regular a distribuição de material em toda extensão da


correia, já que em TC com fluxo irregular de carga, ocorrem de setores da correia ter
falta de material, enquanto em outros setores ocorre sobrecarga; provocando assim
queda de produto da correia o que influencia na capacidade projetada do equipamento.
Os alimentadores em geral estão localizados sob pilhas de estocagem ou sob depósitos
do material, que caindo sobre os alimentadores tem o fluxo regulado para a correia.

Conjunto de Descarga

O meio mais comum de descarga do material da correia é através do tambor de cabeça,


derrubando e empilhando-o no local pré-determinado. Porem se no terminal de descarga
for instalado um chute adequado o material poderá ser estocado em silos laterais ao
sistema ou então transferi-lo para outra correia a fim de ser estocado e m outra área.

Quando o projeto visa descarregar o material em diversos locais ao longo do sistema


transportador é recomendável o uso de trippers ou desviadores.

Desviadores simples

São fabricados com chapas ou barras em formatos variados (normais ou em “V”) e que
agem sobre a correia provocando a saída lateral de todo o material transportado ou de
apenas uma parte dele. Podem ser fixos na estrutura do transportador ou montados em
dispositivos giratórios, dando uma característica retrátil ao desviador.

Tripper

Dispositivo móvel instalado sobre trilhos que, provocando uma modificação no


deslocamento da correia, consegue efetuar descargas do material transportado em
qualquer ponto intermediário lateral do transportador. São utilizados em casos onde a
descarga do material deve ser feita em pontos diferentes ou ao longo de todo o percurso
de transporte, e podem ser de dois tipos:

Manual – utilizado para pequenas descargas e em alturas baixas, desloca-se sobre o


transportador através de manivelas e sua construção é bastante simplificada.

Imagem X: Tripper acionado por cabo

Motorizado – tripper de maior porte que trabalha de maneira automatizada, em


descargas de alta capacidade. Podem ser controlados remotamente e possuem
dispositivos de segurança (chaves fim-de-curso) e parada (freios).

Imagem X: Tripper motorizado


Dispositivos de segurança

Freios

São utilizados para evitar a continuidade de descarga do transportador após o seu


desligamento, em situações de emergência ou em caso de controle de aceleração para a
partida.

Imagem X: Sistema de disco de freio para transportador de correia

Contra-recuos

Possuem o mesmo princípio dos freios e são encontrados em transportadores montados


em aclive, para que não ocorra o retrocesso do transportador em caso de desligamento.

Imagem X: Contra recuos


Esticador de correia

Tem como principal função garantir a tensão conveniente para o acionamento da


correia,e,além disso, absorver as variações no comprimento da correia causadas pelas
mudanças de temperatura, oscilações de carga, tempo de trabalho e etc.

Automático por gravidade

Funciona através de um tambor que recebe uma força contínua aplicada por um
contrapeso. Pode ser instalado em qualquer ponto do ramo frouxo da correia, próximo a
um dos tambores principais.

Imagem X: Esticador de correia por gravidade


Parafuso

Funciona através da montagem de duas roscas ligadas ao eixo do tambor do esticador,


nas quais deve ser aplicado um torque para promover o deslocamento do eixo e,
conseqüentemente, promover o esticamento da correia.
Deve ser montado exclusivamente no tambor traseiro do equipamento.

Imagem X: Esticador de correia por parafuso

Acessórios de limpeza

São considerados equipamentos indispensáveis ao funcionamento dos transportadores


de correia, principalmente nos que transportam materiais abrasivos ou pegajosos,
aumentando a vida útil da correia e dos tambores. São determinados pelos raspadores,
limpadores simples, limpadores por jato d’água e viradores de correia.

Raspadores

Atuam em contato com o lado sujo da correia, após o tambor de descarga do material e
fazendo com que o material raspado caia na calha de descarga, para evitar danos aos
tambores de desvio e aos roletes de retorno. Encontramos os seguintes tipos:
● Raspador de lâmina dupla com contra peso;
● Raspador de lâminas simples – com contrapesos ou com mola;
● Raspador de lâminas múltiplas – com contrapesos ou com molas;
● Raspador de lâmina seccionada com contrapesos;
● Raspador de lâminas articuladas por molas;
● Raspador rotativo de escovas;
● Raspador rotativo de lâminas;
Imagem X: Raspador de laminas por molas

Limpadores simples

Atuam em contato com o ramo limpo da correia, antes dos tambores de esticamento e de
retorno, para evitar que o material chegue a cair deste lado da correia e acabe por
danificar a correia, os tambores e os roletes de carga.
São constituídos de uma estrutura de aço reta ou em “V”, com uma lâmina de
borracha encaixada e agindo sobre a correia por força de seu próprio peso.

Imagem X: Limpador simples

Limpadores por jato d’água

Atuam no lado sujo da correia, no trecho de retorno da correia para desgrudar as


partículas aderidas à correia, por meio de esguicho de água que age diretamente sobre a
sujeira.

Viradores de correia

Através do uso de tambores de giro provoca-se uma rotação de 180º na correia após a
sua passagem pelo tambor de cabeceira e próximo ao tambor de retorno ela é
rotacionada novamente em 180º no sentido oposto. Deste modo o lado sujo da correia
não entra em contato com os roletes de retorno. Deve-se considerar bastante à distância
de giro que é feito na correia para evitar o surgimento de tensões excessivas em suas
bordas.
Imagem X: Virador de correia

Guias laterais

Utilizadas nos casos onde há vibração e onde existe a tendência do material derramar da
correia. Sua aplicação também é indicada na zona de carregamento, como
prolongamento da tremonha.

Coberturas

Superior – Protege o material transportado contra as intempéries, bem com a correia


evitando o ressecamento pela ação do sol.

Inferior – Protege que materiais da parte superior da correia, sujeira ou qualquer corpo
estranho caiam no lado limpo da correia.
Manutenção
ESTRUTURA:

Deverá estar em perfeito alinhamento e nivelada transversalmente. Nos transportadores


curtos, este alinhamento pode ser verificado com o auxílio de um barbante esticado de
uma extremidade à outra. Em transportadores longos, o barbante deve ser esticado por
partes, em dado trecho da estrutura, ou com o auxílio de um teodolito.

TAMBORES

1. Proceder à limpeza dos pontos onde serão fixados os tambores.


2. Os tambores deverão girar macia e livremente a um toque de mão, sem arranhar, ou
fazer ruído.
3. Todos os tambores devem estar alinhados em 90° com a linha de centro dos
transportadores.
ROLETES

Seus rolos deverão girar macia e livremente a um toque de mão, sem arranhar ou fazer
ruído, todos roletes deverão estar alinhados a 90° com a linha dos centros dos
transportadores, Durante a montagem, não se deve apertá-los de maneira definitiva, mas
de tal modo que se possa ajustá-los posteriormente. Isto facilita o alinhamento da
correia, No retorno, todas as correias devem estar suficientemente elevadas do piso para
facilitar a inspeção, manutenção e limpeza
CORREIA

A primeira providência a se tomar é a colocação da correia simultaneamente no centro


dos tambores de acionamento e retorno.
O alinhamento deve ser iniciado com o transportador vazio, a partir do retorno da
correia passando, em seguida, à parte superior da mesma.
O melhor lugar para se iniciar o alinhamento, no retorno, é o tambor de acionamento. Se
houver tambor de encosto no retorno, este poderá ajudar o alinhamento da correia no
tambor e no trecho de retorno, através de pequenos deslocamentos no referido trecho.

VULCANIZAÇÃO
A vulcanização de correias transportadoras consiste na união e / ou junção de pedaços
rompidos das correias, por meio de produtos químicos, ou calor, aliados a ferramentas
especiais e técnicas apropriadas. A principal missão da vulcanização de correias
transportadoras, é reparar uma área que sofreu um dano, e minimizar o tempo de parada
do equipamento, evitando custos elevados e perda de lucro para seu empreendimento.
As correias transportadoras se tornaram essenciais em todas as etapas de um processo
industrial, desde a produção até o transporte de cargas. Quando as correias se rompem é
necessário repará-las rapidamente para não atrapalhar a logística fabril, por meio
da vulcanização de correias transportadoras.
A vulcanização de correias transportadoras consiste em emendar por meio de calor e
pressão, (processo quente) ou com auxílio de produtos químicos, (procedimento frio),
pedaços danificados das correias têxteis. Para garantir um resultado eficiente, é
necessário contar com uma empresa especializada, com equipamento de alto padrão que
permitam diminuir os tempos de execução das emendas.

VULCANIZAÇÃO A FRIO
VULCANIZAÇÃO A QUENTE
ESTICADOR

O esticador deve manter a correia sob a tensão mínima necessária, quando o


transportador estiver em operação permanente.
O tambor esticador deve estar ortogonal à linha de centro do transportador
MOTOR

1. Deve ser assentado em base limpa e bem nivelada.


2. Antes de se fazer qualquer acoplamento, verificar se o motor está girando livremente.
3. O eixo do motor e o de entrada do redutor devem estar perfeitamente alinhados.

RASPADORES E LIMPADORES
Seus pontos de articulação deverão estar livres de sujeira e lubrificados, para permitir a
livre oscilação dos mesmos.
Suas lâminas de borracha, poliuretano, cerâmica, ou qualquer outro tipo de material
deverão estar bem posicionadas, pressionando a correia pela ação das forças exercidas
pela molas ou contrapeso.

REDUTOR

Verificar se os eixos de entrada e de saída do redutor estão devidamente alinhados com


os eixos do motor e do tambor de acionamento.
Verificar se os eixos do motor e do redutor estão posicionados paralelamente e se os
tambores a eles acoplados estão num mesmo plano.

MANUTENÇÃO CORRETIVA - PROBLEMAS


1. DESALINHAMENTO DA CORREIA
2. A correia se desvia para um lado, num mesmo ponto.
3. Causa: os roletes, ou tambores, não estão dispostos com angulação de 90° (fora do
esquadro) em relação à linha de centro do transportador.
4. Correção: adiantar os roletes no sentido do deslocamento da correia, no lado em que
ocorre o desvio, colocando os tambores no esquadro.
Desvio ao longo de um grande trecho
1. Causa: os roletes, ou tambores, não estão posicionados com angulação de 90% (fora do
esquadro) em relação à linha de centro do transportador.
2. Correção: adiantar os roletes no sentido do deslocamento da correia, no lado em que
ocorre o desvio, colocando os tambores no esquadro.
A correia trabalha irregularmente, desviando-se de um lado para outro, ao longo do seu
percurso.
1. Causa: correia pouco flexível, não se acomodando bem nos roletes.
2. Correção: usar roletes auto-alinhantes e correia mais flexível, verificando, no catálogo
do fabricante, tanto a largura, quanto o número máximo e mínimo de lonas, e inclinar os
roletes 2° para a frente, no sentido do movimento da correia.
Desgaste excessivo da correia, ou quebra de suas bordas
1. Causa: as bordas tocam estruturas próximas ou, muito fortemente, os rolos-guia.
2. Correção: corrigir o desalinhamento da correia conforme orientações anteriores, instalar
ou regular as chaves de alinhamento, verificando se, ao longo da estrutura do
transportador, há arestas que possam danificar a correia, redefinindo a posição dos
suportes dos rolos guia, caso os mesmos estejam muito próximos das correias.
Queda de material ao longo do transportador
1. Causa: correia desalinhada.
2. Correção: verificar se há rolos de carga travados, inspecionando também os rolos auto-
alinhantes (quantidades, localização e condições). Recomenda-se também o
alinhamento dos tambores (principalmente o traseiro, localizado antes do chute).

Você também pode gostar