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Assentador de Forro de Gesso

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SENAI-PE

Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco


Presidente
Jorge Wicks Côrte Real

Departamento Regional do SENAI de Pernambuco


Diretor Regional
Antônio Carlos Maranhão de Aguiar

Diretor Técnico
Uaci Edvaldo Matias

Diretor Administrativo e Financeiro


Heinz Dieter Loges

Ficha Catalográfica

693.64 SENAI.DR.PE. Assentador de Forro de Gesso.


S474a Recife, SENAI.PE/DITEC/DET, 2000.
1. INDÚSTRIA DO GESSO
2. GESSO - TECNOLOGIA
I. Título

Reformulado em Agosto de 2003.


Direitos autorais de propriedade exclusiva do SENAI. Proibida a reprodução parcial ou total, fora do
Sistema, sem a expressa autorização do Departamento Regional de Pernambuco.

SENAI – Departamento Regional de Pernambuco


Rua Frei Cassimiro, 88 – Santo Amaro
50100-260 - Recife – PE
Tel.: (81) 3416-9300
Fax: (81) 3222-3837

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SUMÁRIO

Introdução 05

Tecnologia do Gesso 06

Componentes do Forro de Gesso 11

Recebimento e Estocagem dos Materiais 15

Ferramentas e Equipamentos 17

Condições para Início de Montagem 19

Etapas de Montagem 20

Higiene e Segurança no Trabalho 24

Levantamento e Transporte Manual de Peso 30

Bibliografia 33

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INTRODUÇÃO

O Sistema Construtivo – Forro com placas de Gesso é um processo destinado


as vedações horizontais (rebaixamento de teto), aplicado internamente nas
edificações residenciais, comerciais, industriais, escolas e hospitais. Tem como
componentes de gesso, as placas, o gesso de fundição e a junta de dilatação.

Trata-se de um sistema fácil e pratico de montar, possibilitando desta forma


uma maior produtividade no processo de vedações horizontais com baixo
custo.

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TECNOLOGIA DO GESSO

A PRODUÇÃO DO GESSO

O gesso é um dos três aglomerantes minerais mais utilizados na construção


civil, os outros dois são o cimento e a cal. Quanto a sua composição química,
o gesso é caracterizado como sulfato de cálcio hemi-hidratado

(CaSO4 . ½ H20)

O gesso é normalmente obtido pela calcinação da Gipsita, segundo a reaçao


representada pela equação 01.

Eq. 01 - Desidratação da Gípsita

CaSO4 . 2H20 + Calor CaSO4 . ½ H20 + 3 ½ H20


(Gipsita) (gesso) (água)

A gipsita, matéria-prima para produção do gesso, é um mineral compacto, de


baixa dureza (riscado pela unha), pouco solúvel em água e muito solúvel em
ácido clorídico (HCl).

Os depósitos mais importantes de gipsita no Brasil estão localizados em


Pernambuco, na região do Araripe, situada no limite dos Estados de
Pernambuco, Ceará e Piauí, onde se localiza o Pólo Gesseiro do Araripe.

Mineração

Os depósitos de gipsita do Araripe são os mais importantes do país porque


apresentam uma reserva em cerca de 400 milhões de toneladas, de alta
pureza, e grandes horizontes. A espessura do corpo mineral e a relação
minério estéril permite uma extração bastante lucrativa.

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A extração do minério na Região do Araripe é realizada a céu aberto e em


forma de bancadas.

Na operação de desmonte, são normalmente utilizados marteletes para


perfuração, explosivos de média potência, bombas d'água, caminhões, pás
carregadeiras, etc.

Após o desmonte da bancada, os blocos maiores são fragmentados de modo a


ficar com o peso próximo a 40 kg.

Esses fragmentos de minério, matacões, são então transportados para o pátio


de estocagem das calcinadoras onde sofrem o beneficíamento de acordo com
o processo de produção de cada uma.

Calcinação

O processo de calcinação da gipsita depende do tipo de forno utilizado. De


uma forma geral, os blocos de minério passam por diversas fases, a saber:

• britagem (britadores de mandíbulas e de martelos);


• calcinação;
• moagem (moinhos de martelos);
• embalagem.

São basicamente quatro os tipos de fornos utilizados pelas indústrias gesseiras


no Araripe:

• panela;
• marmita;
• rotativo tubular;
• marmitas rotativos.

Fornos Tipo Panela

Esses fornos, em processo de extinção no Araripe, caracterizam-se pela forma


de panelões de aço, são circulares, abertos, de grande diâmetro, e de pequena
altura. Esses equipamentos normalmente estão assentados sobre uma
fornalha de alvenaria, onde se utiliza lenha para combustão.

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Nos fornos panela, as pás agitadoras homogeneizam a calcinação e, os


controles de temperatura e do tempo de residência do material no forno são
realizados empiricamente, através da observação visual.

Fornos Tipo Marmita

Esses equipamentos caracterizam-se pela forma de panelões fechados


(cubas), onde o calor gerado na parte inferior é conseguido com a queima de
óleo BPF ou da lenha.

Nestes fornos a temperatura pode ser controlada através de pirômetros. Um


sistema de palhetas internas, na cuba, garante a homogeneidade do material.

Fornos Tipo Rotativo

Esses fornos caracterizam-se por terem a forma de um tubo giratório, são de


aço e material refratário, de grande extensão e com uma pequena inclinação.

Nestes equipamentos, o minério moído entra em contato direto com a chama,


que sai de um maçarico, no lado da alimentação. O minério sendo calcinado
percorre, por gravidade, toda a extensão do forno e o tempo de residência é
controlado pela velocidade de rotação do tubo.

Fornos Tipo Marmita Giratórios

Tem a forma de um tubo giratório, são de aço e material refratário, com


extensão dependendo do volume de produção. Em alguns casos, tem seus
controles automatizados que seguem rigorosamente as instruções
preestabelecidas através de gerenciamento por computadores e em outros são
operados empiricamente.

Nestes equipamentos, o minério moído não entra em contato direto com a


chama, em alguns casos o forno tem controle de tempo, de temperatura e de
perda de massa. Alguns destes fornos podem apresentar o controle da
pressão interna. O material permanece na cuba e sua descarga é intermitente.

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Características e Propriedades do Gesso

Algumas propriedades específicas do gesso garantem um excelente


desempenho quando este material é utilizado como aglomerante:

• elevada plasticidade da pasta;


• pega e endurecimento rápido;
• finura equivalente ao cimento;
• pequeno poder de retração;
• estabilidade volumétrica.

A propriedade de absorver e liberar umidade confere aos revestimentos e


paredes em gesso uma elevada capacidade de promover, no ambiente, um
adequado equilíbrio higroscópico, além de funcionar como inibidor de
propagação de chamas, liberando moléculas d'água quando em contato com o
fogo.

Por outro lado, devido a solubilidade do gesso e seus derivados (1,8 g/l), a
utilização destes materiais ficam restritos a ambientes interiores e onde não
haja contato direto e constante com água (áreas molhadas) e desde que se
considere aspectos relevantes como:

• alto poder oxidante do gesso quando em contato com componentes


ferrosos;

• alto poder expansivo das moléculas de etringita, formadas pela associação


do gesso com o cimento em fase de hidratação;

• diminuição da resistência, dos pré-moldados de gesso, com o grau de


umidade absorvida;

• a solubilidade e lixiviação com a percolação de água constante.

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A PRODUÇÃO DE PRÉ-MOLDADOS DE GESSO

Os pré-moldados de gesso como blocos, placas e painéis são produzidos a


partir do gesso fundição e água.

Os pré- moldados são produzidos pelo processo de fundição da pasta de gesso


em matizes de aço inox e liga de alumínio. A pasta é preparada a partir da
mistura do gesso com a água, em misturadores eletromecânicos ou
manualmente.

Após a moldagem os pré-moldados são secados naturalmente e estocados. A


garantia de qualidade dos pré-moldados de gesso é conseguida pelo controle
da qualidade do gesso, e da água utilizadas na preparação da pasta.

As operações unitárias envolvidas no processo de produção dos pré-


moldados, consistem basicamente em:

• preparação da pasta;
• fundição;
• secagem;
• seleção;
• estocagem.

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COMPONENTES DO FORRO DE GESSO

Para montagem do Forro com placas de Gesso são necessários os seguintes


materiais:

• Placa de Gesso 60x60 ou 65x65


• Gesso de Fundição
• Juntas de dilatação
• Bucha de Sisal/Estopa
• Tirantes
• Pino de Fixação

Placa de Gesso

As placas são fabricadas por processo de moldagem, apresentando superfícies


lisas ou decoradas e encaixe tipo macho e fêmea.

As placas devem atender as especificações técnicas segundo a NBR 12.775.

Especificações Técnicas:

Elemento de
fixação Reforço lateral

Região central

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DETERMINAÇÕES FISÍCAS/MECÂNICAS UNIDADES EXIGÊNCIAS DE NORMA


Dimensões mm 600 ± 2,0; 650 ± 2,0.
Largura do reforço lateral mm > 25
Espessura do reforço lateral mm 3,0 ± 1,0
Espessura da região central mm 12,0 ± 2,0
Massa específica Kg/m3 > 950
Resistência à flexão MPa > 3,0
Resistência do elemento de fixação N > 260
Deflexão diagonal mm < 1,0
Folga nos encaixes mm <0,5
Peso Kg 6,0 ± 0,5 ; 6,5 ± 0,5.

Gesso de Fundição

Gesso de pega rápida utilizado para o chumbamento entre as placas e


acabamento das juntas de encontro.

O gesso para construção civil de fundição atende as características e


desempenho especificado pela NBR 13.207.

Classificação Início da pega Fim da pega Módulo de Finura


Gesso fino para 4 – 10 min 20 – 45 min < 1,10
fundição

Preparação:

Água 1,0 litro Polvilha o Repouso 1,5min Mistura Pasta para uso
Gesso 1,1 kg gesso 10 a 15 min

Utilizar recipiente limpo para a mistura da pasta de gesso e lavar logo após o
uso.

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Nunca preparar uma nova mistura em recipiente com resíduos da mistura


anterior.

Bucha de Sisal/Estopa

Fibra utilizada na junção das placas (chumbamento).

Tirante

Os tirantes devem ser metálicos que não sofram corrosão, podendo ser de
arame de aço ou alumínio, fios de cobre revestidos, entre outros, colocados de
tal forma que permitam regulagem para nivelamento.

Os tirantes de aço devem apresentar diâmetro mínimo de 1,25mm (nº 18), nos
demais materiais, deve-se determinar o diâmetro equivalente de modo a
garantir a mesma resistência a tração especificada para o aço.

Pinos de Fixação

Os pinos são fixados na laje de concreto armado e servem de suporte para o


tirante, garantindo a sustentação do forro.

Perfis ou Juntas de dilatação

Componente pré-moldado de gesso ou perfil de alumínio utilizado entre a


parede e o forro que atuam como junta de dilatação para evitar o aparecimento
de trincas no forro quando houver acomodação da estrutura de sustentação ou
da estrutura como um todo.
A junta de dilatação deve permitir que o forro fique solto da parede e pode ser
fabricado de acordo com o projeto arquitetônico.

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Existem diferentes tipos de juntas de dilatação, tais como:

Junta de dilatação tipo L


Parede (pré moldado de gesso)

Composto fibroso

Placa de gesso

Composto fibroso
Junta de dilatação tipo L
(pré moldado de gesso)

Parede

Placa de gesso

Placa de gesso

Parede
Junta de dilatação rodateto
(pré-moldado de gesso)

Placa de gesso
Parede
Pefil L de alumínio

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RECEBIMENTO E ESTOCAGEM DOS MATERIAIS

RECEBIMENTO

PLACA DE GESSO

Verificar os seguintes itens no recebimento das placas de Gesso de acordo


com o especificado na norma técnica:

1. Placa seca.
2. Elemento de Fixação de alumínio.
3. Deflexão diagonal (empeno)
4. Esquadro
5. Dimensões (60x60/ 65x65).
6. Folga nos encaixes macho/fêmea.
7. Peso
8. Acabamento da face plana.
9. Resistência mecânica.
10. Contaminação com ferrugem.

GESSO DE FUNDIÇÃO

No recebimento inspecionar:
1. Condições da embalagem.
2. Se o material está petrificado.
3. Contaminação de ferrugem / areia.
4. Peso da embalagem X produto.
5. Tempo de pega (trabalhabilidade).
6. Validade do produto.

As placas de gesso e o gesso de fundição devem ser armazenados em local


seco, protegido contra intempéries na forma recomendada pelo fabricante para
preservação de sua qualidade.

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PLACA DE GESSO

Estocar em local seco, protegido contra intempéries.

Empilhamento máximo 03 placas de altura, sobre estrados de madeira ou ripas


de madeira, na posição vertical com o encaixe macho para cima.

Entre uma camada e outra colocar ripas de madeira para evitar desgaste/
quebra do encaixe macho da camada de baixo.

GESSO DE FUNDIÇÃO

Estocar em local seco, protegido contra intempéries, sobre paletes de madeira.

Empilhamento máximo 10 sacos ou conforme recomendações do fabricante.

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FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS

Para marcação e fixação dos pinos

Linha de naylon
Esquadro

Lápis de carpinteiro
Nível de Mangueira

Martelo
Trena

Andaimes Pistola finca pino (fixação à pólvora)

Nível Laser

Linha de Bater

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Para colocação das placas

Balde de Borracha Bacia de borracha

Serrote
Régua de alumínio

Alicarte de corte

Martelo

Desempenadeira de aço Nível de bolha

Espátula de Aço /PVC Perfurador

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CONDIÇÕES PARA INÍCIO DE MONTAGEM

ETAPAS DA PRÉ-EXECUÇÃO DO FORRO DE GESSO

1º Passo
Verificar a estrutura efetiva de sustentação de modo a preservar a paginação
prevista em projeto e o tipo de fixação de forma a garantir o desempenho
adequado do sistema.

2º Passo
Verificar se as paredes estão revestidas e no prumo, caso não providenciar as
correções necessárias. No caso de forros bisotados (frisados) conferir o
esquadro.

3º Passo
Verificar a conclusão das instalações que serão embutidas.

4º Passo
Proteger o piso cerâmico, caso já esteja assentado.

5º Passo
Preparar os andaimes (cavaletes).

6º Passo
Verificar as dimensões da área a ser forrada.

7º Passo
Definir a altura do forro conforme projeto, utilizando a trena e o nível de
mangueira ou nível laser.

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ETAPAS DE MONTAGEM

ETAPAS DA EXECUÇÃO DO FORRO DE GESSO

1º Passo
Análise do Projeto Arquitetônico e de instalações.

2º Passo
Modulação do forro de modo a utilizar o maior número possível de placas
inteiras.

3º Passo
Marcar o nível do forro de acordo com a altura definida.

Utilizar a linha de bater:

• Esticar a linha (uma pessoa em cada ponta da linha), colocando na altura


definida.
• Segurar no meio de linha esticada, puxar e soltar a linha para que a marca
fique na parede, definindo a altura do forro.

4º Passo
Definir e demarcar os pontos de fixação no teto e/ou estrutura auxiliar.
• Os pontos de colocação dos pinos devem ser marcados em função da
quantidade de placas a serem colocadas.
• Colocar um pino para cada placa inteira que compõe a vedação.
• Fixar os pinos com a pistola finca pino nos locais previamente demarcados.
e amarrar os tirantes (arame de suporte) enlaçados em duas voltas para
tornar possível a regulagem da altura da placa.
• Observar a distância entre os pinos.

Nas estruturas auxiliares, de madeira ou metálicas, utilizam-se os arames


amarrados nos caibros ou perfis.
Na estrutura de madeira, as peças devem ficar distanciadas de acordo com a
dimensão das placas que serão utilizadas.

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Laje

Pino

58 a 63 mm 58 a 63 mm

Tirante em
duas voltas

Obs: Os tirantes para permitirem uma perfeita amarração devem ter um


comprimento de 20 cm superior a distância entre a laje/estrutura auxiliar e o
nível superior do forro.

5º Passo
Colocar as juntas de dilatação (quando aplicável) segundo o tipo e sistema de
fixação adotado para juntas de dilatação fixadas na plaxa de gesso:
• Colocar pregos 3x8 ou pinos nas paredes obedecendo à altura do forro,
para apoiar as juntas.
• Colocar as juntas apoiadas nos pregos/pinos.
• Conferir o alinhamento e nivelamento.
• Chumbar a junta de dilatação na placa, utilizando gesso de fundição e
bucha ou sisal.

Obs: Utilizar apenas sisal lavado para evitar o aparecimento de manchas no


forro.
Composto fibroso (GESSO + BUCHA ou SISAL)

PLACA DE GESSO

Prego 3/8 ou pino


Parede

Junta de dilatação tipo L

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6º Passo
Colocar as placas de gesso:
• Esticar uma linha de naylon para alinhamento da primeira fileira,
amarrando-a nos pinos da parede.
• Cortar a placa de forma a deixar o elemento de fixação aparente, quando
necessário. O corte deve ser feito no sentido transversal apenas
descobrindo a parte mais alta do elemento de fixação.
• Montar as placas começando pelos cantos, apoiando-as nos pregos/pinos
previamente fixados ou chumbando na dilatação (perfil L de gesso) e
amarrando-as nos tirantes.
• Cortar o encaixe macho do lado que encontrar com a junta de dilatação.
• Passar o tirante por dentro do elemento de fixação da placa fazer um
transpasse (média 10 cm) garantindo a amarração.
Laje

10 cm (transpasse)

Os tirantes devem estar o mais esticados possíveis na vertical.

• Placas montadas junto às paredes. A primeira placa é montada com 4


tirantes, as demais placas são montadas com dois tirantes.

Laje

• Conferir a altura e o nivelamento do forro.


• Caso necessário, ajustar a altura do forro com o auxílio de um dispositivo
adequado colocado entre as duas voltas do tirante, girando até atingir a
altura desejada.
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• Fazer o chumbamento aplicando a pasta de gesso com sisal/bucha


(composto fibroso) na parte de superior da placa unindo a placa à junta de
dilatação ou no encontro entre as placas.

7º Passo
Retirar os pregos/pinos que foram colocados para sustentação da dilatação,
após a secagem.

8º Passo
Execução da última peça do Forro (fechamento):
• Faz-se o corte na peça em formato de triângulo e retira-se o pedaço.
• Faz-se a fixação da peça através da abertura que ficou.
• Fecha-se a placa com o pedaço retirado (triângulo) usando-se o Gesso de
Fundição.

9º Passo
Aplicar a pasta de gesso no friso proveniente da junção das placas, no caso de
forro liso ou manter os frisos (bisotes) entre as placas, retirando o excesso de
gesso.

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HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

CUIDADOS COM A HIGIENE PESSOAL

Pessoal
Higiene pessoal conserva a saúde e proporciona bem-estar.
• Escove os dentes pela manhã, à noite e após as refeições;
• Enxugue bem os pés entre os dedos e use meias para trabalhar;
• Tome banho após o trabalho.

• Conserve sua roupa de trabalho limpa. Lave-a quando necessário.

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• Mantenha os cabelos limpos e penteados;


• Mantenha as unhas aparadas e limpas;
• Evite o contato das mãos com a boca, olhos, nariz e ouvidos;
• Beba somente água potável, em copo individual ou no bebedouro.

No alojamento
• Guarde sua roupa no armário;
• Conserve o alojamento limpo;
• Não feche a ventilação do local;
• Não guarde calçado ou roupa molhados, no armário;
• Não fume deitado.

CONDUTA PESSOAL

• Não traga qualquer tipo de arma para a obra;


• Não faça algazarra, ela pode causar acidente;
• Seja educado, respeite seus colegas;
• Evite brincadeiras no horário de trabalho;
• Não desvie a atenção de quem está trabalhando;
• Mantenha e incentive clima de paz e harmonia.
• Não tome bebidas alcoólicas e não use drogas; elas são prejudiciais à
saúde.
• Realize suas refeições somente no refeitório.
• Esquente sua marmita na estufa.
• Não use a fiação elétrica para pendurar roupas;
• Respeite o descanso dos colegas.

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No refeitório
• Lave as mãos e o rosto antes das refeições;
• Mantenha o refeitório limpo.

• Use talher para se alimentar;


• Use copo individual;
• Devolva seu prato ou bandeja no local indicado;
• Lave sua marmita em local apropriado.

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INSTALAÇÕES SANITÁRIAS

• Lave as mãos antes e após usar o banheiro;


• Use papel higiênico e coloque o papel usado no respectivo depósito;
• Dê descarga após usar a bacia sanitária.

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EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO

• Mantenha limpo seu calçado de segurança, suas luvas e máscara;


• Limpe diariamente seu capacete, principalmente a carneira;
• Lave as botas de borracha ao término do trabalho.

E.P.I. – USO PERMANENTE

O canteiro de obras apresenta risco de acidente para a cabeça e para os pés,


permanentemente.
• Use sempre capacete e botas;
• Solicite a substituição do E.P.I., quando não estiver em condições de uso.
• Guarde e conserve seu E.P.I.

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MANUTENÇÃO DE E.P.C.

Os equipamentos de proteção coletiva preservam sua vida.

• Não retire a madeira da proteção para usá-la em suas tarefas;


• Recoloque a proteção ao final dos serviços;
• Informe a existência de qualquer local desprotegido;
• Participe e colabore com a CIPA.

FERRAMENTAS MANUAIS

Essas são as suas ferramentas de trabalho.


“Conserve-as em bom estado”.

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LEVANTAMENTO E TRANSPORTE MANUAL DE PESO

Considerações Preliminares

Antes de qualquer ação, deve-se verificar:

1. O tamanho, a forma e o volume da carga para estudar a maneira mais


segura de levantá-la;
2. O peso da carga, para verificar se não ultrapassa sua capacidade individual
de levantamento de peso;
3. A existência de pontas ou rebarbas, para não se acidentar;
4. A necessidade de utilizar equipamentos de proteção individual (EPI), como
luvas, máscaras, aventais, sapatos de segurança com biqueiras de aço;
5. O caminho a ser percorrido, observando se o mesmo está desimpedido,
limpo, não escorregado, e a distância a ser transportada.

Capacidade Individual

Adultos de 18 anos a 35 anos Homens 40 Kg, Mulheres 20 kg

De 16 anos a 18 anos Homens 16 kg, Mulheres 8 kg

Menores de 16 anos Proibido

Procedimentos

Com um pé mais à frente que o outro, para aumentar sua base de sustentação;

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Abaixar-se dobrando os joelhos e mantendo a cabeça e as costas em linha


reta;

Segurar a carga, usando a palma das mãos e todos os dedos;

Levantar-se usando somente o esforço das pernas e mantendo os braços


estandidos;

Aproximar bem a carga do corpo;

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SENAI-PE

Manter a carga centralizada em relação às pernas durante o percurso.

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BIBLIOGRAFIA

NBR 12.775 – PLACAS LISAS DE GESSO PARA FORRO. Dez/1992


Determinação das dimensões e propriedades físicas

PN 02:002-40-008 - PLACAS LISAS DE GESSO PARA FORRO


Especificação. Nov/2000.

PN 02:002-040-013 – Execução de Forro suspenso autoportante em placas de


Gesso. Nov/2000.

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SENAI-PE

Elaboração
Maria Aparecida Inojosa de O. C. Souza
Otto Aires de Mendonça e Silva
Renivaldo dos Santos Amaral

Diagramação
Anna Daniella C. Teixeira

Editoração
Divisão de Educação e Tecnologia – DET

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