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ANAIS

EFICIÊNCIA, EFICÁCIA E EFETIVIDADE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA:


UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA SOBRE AS PUBLICAÇÕES EM
PERIÓDICOS CIENTÍFICOS

Fernando Sabino Silva


(Universidade Estadual do Rio Grande do Sul)

Pedro Henrique Muller Amorim


(Universidade Estadual do Rio Grande do Sul)

Rafael Rudolfo Kreutz


(Universidade Federal de Santa Maria)

Mauro Mastella
(Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre)

Resumo: Esta pesquisa analisa o perfil das publicações internacionais sobre


eficiência, eficácia e efetividade na Administração Pública, visando trazer reflexões
acerca dos avanços e limites dessa disciplina e tema A importância dos estudos
bibliométricos sustenta-se na necessidade de conhecer e avaliar a produtividade, bem
como a qualidade da pesquisa científica, permitindo-se detectar modelos de dispersão
e padrões de comportamento de citações. Além disso, possibilita identificar grupos e
áreas de excelência acadêmica. Deste modo, o presente trabalho teve como objetivo
mapear os artigos publicados em periódicos internacionais, que abordam os princípios
da eficiência, eficácia e efetividade na administração pública. A pesquisa foi
desenvolvida através da base de dados do Scopus. O período analisado foi de 2007
a 2017, sendo encontrado um total de 380 artigos. O estudo é delineado como
descritivo, de análise bibliométrica e quantitativa. Os resultados obtidos revelam que
o ano de 2011 teve a maior quantidade de trabalhos com a temática eficiência na
administração pública. No caso da eficácia, o ano de 2017 superou os anos anteriores
em quantidade de publicações. Já em relação à efetividade, o ano de 2013 concentrou
o maior volume de artigos publicados. A instituição de ensino mais prolífera variou
conforme o tema pesquisado. Os Estados Unidos foi o país que mais publicou sobre
os três temas abordados nessa pesquisa. Por fim, Public Administration Review e o
Journal Of Public Administration Research And Theory se destacaram como os
principais periódicos em número de publicações internacionais sobre eficiência,
eficácia e efetividade na administração pública.

Palavras-chave: eficiência, eficácia, efetividade, administração pública, artigos


científicos.

1 INTRODUÇÃO

Várias são as mudanças que ocorreram na gestão pública brasileira nos últimos
799
* A revisão gramatical, ortográfica, ABNT ou APA foi realizada pelos autores.
anos, principalmente no que se refere à adoção de um pensamento gerencial, voltado
para a modernização do setor público, em que se incorporaram conceitos como busca
contínua da qualidade, descentralização e avaliação dos serviços públicos pelos
cidadãos. Prova disso, é a inserção do princípio da eficiência na Constituição Federal,
surgindo, então, novas tendências na administração pública e uma postura diferente
dos servidores públicos, impondo a estes o dever de realizar suas atribuições com
presteza, perfeição e rendimento funcional.
Contudo, para entender-se a necessidade de uma gestão eficiente, eficaz e efetiva
é necessária uma análise desses conceitos, bem como conscientizar-se sobre a
importância de se fazer uma avaliação contínua e sistemática da administração pública
utilizando-se esses critérios. Além disso, a pressão para melhoria da qualidade e
economicidade dos serviços públicos ao longo dos últimos anos fez crescer o interesse
de pesquisadores para avaliar e medir desempenho de todos os setores, principalmente
com relação a aspectos de eficiência e eficácia. Essa discussão está intrinsecamente
relacionada à questão do desenvolvimento e podem ser limitadas quando os atores
envolvidos na gestão pública não estão comprometidos com estes conceitos (SANO e
MONTENEGRO FILHO, 2013)
Para Di Pietro (2006), o princípio da eficiência é conceituado sob dois aspectos: o
primeiro, em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor
desempenho possível de suas atribuições, a fim de atingir os melhores resultados na
prestação do serviço público; e, o segundo, no que concerne à estrutura e organização da
administração pública, também com o mesmo objetivo. Por outro lado, eficácia avalia a
extensão em que os múltiplos objetivos foram alcançados, não se importando com os
meios e mecanismos utilizados para atingir tais objetivos. Já efetividade, na área pública,
afere em que medida os resultados de uma ação trazem benefícios à população
(TORRES, 2004). Dito isso, tem-se que o problema que orienta o presente trabalho é: qual
o panorama de publicações internacionais sobre eficiência, eficácia e efetividade na
administração pública?
Para responder parcialmente essa questão de pesquisa, o objetivo geral foi verificar
a evolução dos temas através da publicação de artigos em periódicos internacionais sobre
o assunto no setor público, no período de 2007 a 2017. Para a realização da pesquisa
utilizou-se informações geradas pela base de dados do Scopus.
A acumulação do conhecimento no campo da Administração Pública é
prejudicada pela a falta de pesquisas consolidadas sobre determinadas questões e
pelo fato de que pesquisadores não verificam o que já foi produzido sobre suas
temáticas, ignorando os avanços já realizados sobre o assunto a ser pesquisado
(SILVA, 2013). Assim, estudos bibliométricos podem melhorar a coesão do campo da
administração pública, identificando periódicos, eventos e redes de pesquisas em que
artigos sobre determinada temática são mais publicados. Sendo a área da
administração pública um campo do conhecimento interdisciplinar, é natural supor que
suas temáticas centrais (como os conceitos de eficiência e eficácia na gestão pública)
sejam investigados em periódicos das mais diversas áreas do conhecimento.
De maneira geral, algumas pesquisas analisam o perfil de publicações
científicas no campo da administração pública no Brasil, sem direcionar a busca para
temáticas específicas. Silva (2013) procurou analisar o perfil geral dos principais
autores e veículos de divulgação no período de 2000 a 2010. Isso normalmente é
realizado criando-se categorias de autores com base na produção científica

800
(continuantes, entrantes, retirantes, one-timmers, dentre outras...), listando-se a
quantidade de artigos publicados em cada evento e periódico por ano e identificando-
se os autores mais prolíficos. Esta estrutura também é adotada em recentes estudos
na área de Políticas Públicas, como em Trottmann et al. (2017) na área de
Administração Pública, como em Da Silva Smolski (2017). Já Fadul, Da Silva e
Cerqueira (2011) realizam uma análise do campo da Administração Pública utilizando
a produção científica publicada nos anais dos Encontros de Administração Pública e
Governança (EnAPGs), entre 2004 e 2010, identificando que a produção não se
desenvolve de modo contínuo e sistemático sobre determinados conceitos, recortes
teóricos ou objetos de pesquisa. Os autores consideram preocupante a ausência de
discussão e aprofundamento teóricos mais efetivos e sistemáticos.
Ainda em uma visão retrospectiva é possível ver que outras pesquisas
direcionam seus esforços para diferentes temáticas específicas, utilizando-se de
diversos bancos de dados para busca dos artigos. Kock et al. (2017) analisaram o
perfil das publicações sobre políticas públicas para inovação dentro Portal da CAPES.
Na mesma base de artigos científicos, Lorenzett, Neuhaus e De Oliveira (2016)
focaram nas publicações sobre gestão pública e gestão governamental entre 2010 e
2015. O perfil da publicação sobre o tema inovação no setor público já havia sido alvo
da investigação de Brandão e De Fátima Bruno-Faria (2013) tanto em periódicos
nacionais como em internacionais abrangendo o período entre 2000 e 2010. Outro
tema de interesse bibliométrico é produção científica sobre custos no setor público,
abordada na pesquisa de De Freitas Carneiro et al. (2012), no período de 2000 a 2010,
nos anais eletrônicos dos eventos brasileiros da Associação Nacional de Pós-
Graduação e Pesquisa em Administração (ANPAD), da Associação Brasileira de
Custos (ABC) e do Congresso de Controladoria e Contabilidade da Universidade de
São Paulo (USP).
O estudo bibliométrico aqui realizado direciona seus esforços para o estudo do
perfil da publicação sobre os temas da eficiência, eficácia e efetividade na
administração pública em periódicos internacionais.
O artigo tem sua sequência organizada de maneira que na próxima seção é
apresentada uma breve fundamentação teórica com definições de eficiência, eficácia e
efetividade, bem como exposto uma parte do campo de pesquisa sobre estes temas, com
o propósito de trazer alguns conceitos e características do tema abordado sob o ponto de
vista de alguns autores. Em seguida, apresentam-se os procedimentos metodológicos,
base de artigos consultada e período de coleta de dados. Após são apresentados os
resultados obtidos e, por fim, na última seção, são apresentadas as considerações finais
sobre o assunto.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

Essa seção busca trazer alguns conceitos, autores e trabalhos acerca do tema
estudado, a fim de que o leitor possa compreender de forma mais aprofundada o que
está sendo discutido e para que o mesmo possa realizada uma comparação com os
resultados encontrados com outras pesquisas. A mesma está dividida em três blocos,
em que o primeiro aborda a eficiência na administração pública, o segundo a eficácia
na administração pública e, por fim, a efetividade na administração pública.

801
2.1 Eficiência na administração pública

Dentre os princípios constitucionais da administração pública brasileira, o


princípio da eficiência é o mais recente, sendo levado a nível constitucional pela
Emenda nº 19, de 04 de junho de 1998, estando expressamente inserido no artigo 37
da Constituição Federal. Segundo Chiavenato (1994), a eficiência é uma relação entre
custos e benefícios, estando voltada para o melhor método em fazer as coisas,
utilizando-se os recursos disponíveis da forma mais racional possível.
Na perspectiva de Bergue (2010) a Administração Pública tem utilizado o termo
eficiência como um princípio que serve de instrumento para a análise e o redesenho
de processos administrativos e finalísticos e para racionalização com ênfase nos
prazos. Na visão de Justen Filho (1997), a eficiência é o desempenho de atividades
que satisfaçam as necessidades dos usuários, da forma menos onerosa possível. Em
complemento, Grotti (2003), explica que a eficiência é um conceito econômico, relativo
ao ótimo aproveitamento dos recursos para alcançar ao máximo os resultados
desejados, ou seja, extrair dos recursos empregados a maior qualidade na sua
prestação.
Sob esse prisma, salienta-se que o conceito de eficiência apresenta contornos
diferenciados para o setor público e para o setor privado, uma vez que nas
organizações privadas o interesse financeiro através da maximização dos lucros é o
que predomina, porém, na seara pública o que deve prevalecer é o interesse público,
por meio da satisfação das necessidades dos cidadãos.
Especificamente, no campo da administração pública, Moraes (1999) explica
que:
Princípio da eficiência é aquele que impõe à administração pública direta e
indireta e a seus agentes a persecução do bem comum, por meio do exercício
de suas competências de forma imparcial, neutra, transparente, participativa,
eficaz, sem burocracia e sempre em busca da qualidade, primando pela
adoção dos critérios legais e morais necessários para a melhor utilização
possível dos recursos públicos, de maneira a evitar-se desperdícios e
garantir-se uma maior rentabilidade social.
A própria definição de eficiência já traz consigo uma imposição à administração
pública e a seus agentes quanto ao dever de desempenhar suas funções com rapidez,
perfeição e rendimentos compatíveis de modo a satisfazer o interesse público
(GOMES, 2012). Nessa mesma linha de pensamento, Di Pietro (2006), entende que
o princípio da eficiência impõe ao agente público um modo de atuar que produza
resultados favoráveis à consecução dos fins que cabem ao Estado atingir. Em
complemento ao tema, Rodrigues (2012), afirma que o princípio da eficiência busca a
produtividade, economicidade, qualidade, celeridade, presteza, desburocratização e
flexibilização da administração pública. Em suma, é uma mensuração de sua
produtividade (ARAGÃO, 1997; CAMÕES, PANTOJA, BERGUE, 2010). Portanto, é
desejável que a eficiência se apresente como um meio eficiente e ágil, com a intenção
de solucionar as necessidades da população (SILVA, 2007).
Tendo em vista a crescente escassez de recursos e os gastos em uma
tendência de elevação no setor público, Francisco Pedraja e Javier Salinas (2005)
consideram natural a preocupação com a maior eficiência na administração pública,
de modo a conseguir um maior output com os mesmos recursos, ou pelo menos, o
mesmo output com menos recursos. De forma semelhante, para Caiden e Caiden

802
(2001) a eficiência é a relação entre os insumos e os resultados, sendo exemplos a
utilização do mínimo de insumos para produzir um determinado resultado ou a
obtenção de máximos resultados para um determinado nível de insumos. A eficiência
pode ser medida por meio dos resultados, da produtividade e dos custos.
Depreende-se, portanto, que a administração pública não mais poderá se
justificar por não ter atingido um resultado favorável aos interesses coletivos com o
argumento de que utilizou todos os recursos legais disponíveis para a execução das
atividades. Além da legalidade de seus atos, deve demonstrar que buscou a eficiência
nos resultados e que escolheu os meios mais adequados para o caso (MUNIZ, 2007).

2.2 Eficácia na administração pública

Eficácia, segundo André (1993), é o grau em que as metas estipuladas para um


lapso temporal foram efetivamente atingidas. Em síntese, é escolher certo o que fazer,
selecionando os objetivos adequados e os melhores meios de alcançá-los. Já Dalf
(1999), afirma que eficácia é o grau em que a organização realiza seus objetivos,
levando em consideração um leque de variáveis tanto do nível organizacional quanto
departamental.
É oportuno advertir, nesse passo, que o conceito de eficiência não se confunde
com o de eficácia, conforme preconiza a doutrina:
Esta última é a concreção dos objetivos desejados por determinada ação do
Estado, não sendo levados em consideração os meios e os mecanismos
utilizados para tanto. Assim, o Estado pode ser eficaz em resolver o problema
do analfabetismo no Brasil, mas pode estar fazendo isso com mais recursos
do que necessitaria. Na eficiência, por sua vez, há clara preocupação com os
mecanismos que foram usados para a obtenção do êxito na atividade do
Estado. Assim, procura-se buscar os meios mais econômicos e viáveis, para
maximizar os resultados e minimizar os custos. Em síntese: é atingir o
objetivo com o menor custo e os melhores resultados possíveis (TORRES,
2004).
A própria Constituição reconhece a diferença entre eficiência e eficácia,
conforme se extrai da leitura do inciso II, do artigo 74 da Constituição Federal de 1988,
que trata de um sistema de controle interno integrado entre os Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário: “comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à
eficácia e eficiência da gestão orçamentária (...)”.
Cumpre, por oportuno, salientar que eficiência e eficácia são fundamentais para
qualquer organização, seja pública ou privada. Ambas são vitais para o planejamento:
determinar os objetivos certos para em seguida escolher os melhores meios de atingi-
los é fundamental (ALCÂNTARA, 2010).

2.3 Efetividade na administração pública

Atualmente, a literatura incorporou um conceito mais complexo que eficiência


e eficácia. Trata-se da efetividade, válida não apenas para a área privada, mas
também para a administração pública, a qual afere em que medida os resultados de
uma ação trazem benefícios à sociedade. Verifica-se, nesse sentido, que o conceito
de efetividade é mais abrangente que o da eficácia, ao passo que esta indica se o
objetivo foi alcançado, enquanto aquela mostra se tal objetivo trouxe melhorias à
população visada (DALF, 1999).
803
Para Torres (2004), efetividade:
É o mais complexo dos três conceitos, em que a preocupação central é
averiguar a real necessidade e oportunidade de determinadas ações estatais,
deixando claro que setores são beneficiados e em detrimento de que outros
atores sociais. Essa averiguação da necessidade e oportunidade deve ser a
mais democrática, transparente e responsável possível, buscando sintonizar
e sensibilizar a população para a implementação das políticas públicas. Este
conceito não se relaciona estritamente com a ideia de eficiência, que tem uma
conotação econômica muito forte, haja vista que nada mais impróprio para a
administração pública do que fazer com eficiência o que simplesmente não
precisa ser feito.
Dessa forma, percebe-se que diferentemente da eficiência, que tem foco na
relação custo-benefício, a efetividade preocupa-se com a qualidade do resultado, bem
como com a necessidade de certas ações públicas. Efetividade é aqui entendida como
o grau em que se atingiu o resultado esperado (OSBORNE, GAEBLER, 1994). Não
se trata, pois, de um conceito econômico, como o da eficiência, mas de avaliação
qualitativa dos serviços públicos, com o entendimento de que o governo deve, acima
de tudo, prestar bons serviços.
Nessa perspectiva, Motta (1990) traz a sua contribuição afirmando que a
efetividade se refere à relação entre os resultados alcançados e os objetivos
pretendidos, ao longo do tempo, sendo descrita como uma dimensão qualitativa do
resultado, isto é, do valor social do produto. Complementa, ainda, destacando que há
três dimensões básicas da efetividade: adequação, equidade e propriedade política.
A primeira verifica se os resultados apresentados correspondem às necessidades de
que deram origem à ação; a segunda investiga se a ação implementada e os
resultados obtidos permitiram uma distribuição mais justa dos recursos e dos
benefícios e, por fim, a última verifica se houve a satisfação das exigências e
demandas da sociedade.
Para as organizações públicas, a efetividade torna-se especialmente
importante, porque permite constituir um objetivo mais importante do que o de
desempenho das funções desenvolvimentistas para as quais foram criadas, levando-
se em conta, nesse sentido, o desenvolvimentismo econômico e social (CASTRO,
2006). A efetividade seria, então, a conjunção entre eficiência e eficácia, ou seja, para
que haja a efetividade é necessário que os bens e serviços resultantes de determinada
ação tenham alcançado os resultados mais benéficos para a sociedade (MATIAS-
PEREIRA, 2010).
No Brasil, Sano e Montenegro Filho (2013) apresentam sete propostas de
utilização de indicadores de eficiência (processo), eficácia (resultados) e efetividade
(transformação) na gestão pública, visando o desenvolvimento das políticas sociais.
De maneira similar, na recente pesquisa de Pinto e Coronel (2017) encontram-se
proposições de modelos quantitativos de análise conjunta de eficiência e de eficácia
aplicáveis a realidade das pesquisas em administração. Os autores ressaltam que é
de grande importância compreender e analisar os dois conceitos em conjunto, embora
na literatura a mensuração desses dois temas seja pouco explorado. A pesquisa
bibliométrica desenvolvida neste artigo, visa colaborar neste sentido.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

804
A abordagem metodológica foi desenvolvida sob a perspectiva de uma
pesquisa bibliométrica, isto é, por meio de um estudo que mede e avalia a produção
científica já pesquisada (SILVA et al., 2012). As técnicas de bibliometria permitiram
estabelecer tendências em termos do número de publicações e citações ao longo do
tempo, principais autores e obras. Para Guedes e Borschiver (2005), a bibliometria é
uma ferramenta que aplica métodos matemáticos e estatísticos para mapear e gerar
diferentes indicadores de tratamento da gestão da informação e do conhecimento.
Logo, é possível utilizar essa técnica para realizar um mapeamento da produtividade
científica de periódicos e representação da informação (CAFÉ e BRÄSCHER, 2008).
Assim, torna-se possível verificar também a evolução da literatura sobre o
assunto no decorrer dos anos (ARAUJO et al., 2000). Dessa forma, optou-se pelo
método bibliométrico devido ao interesse de verificar-se as atividades de produção no
campo das temáticas, eficiência, eficácia e efetividade na administração pública.
No que concerne à abordagem, observa-se que a pesquisa se caracteriza como
quantitativa, uma vez que os dados coletados foram analisados, classificados e
transpostos em informações e números. Segundo Diehl (2004), a pesquisa
quantitativa caracteriza-se pelo uso da quantificação, tanto na coleta quanto no
tratamento das informações, por meio do uso de técnicas estatísticas, objetivando
resultados que evitem possíveis distorções na análise e interpretação e,
consequentemente, uma maior margem de segurança.
Segundo Sampieri et al. (2006), o enfoque quantitativo utiliza a coleta e análise
de dados para responder às questões de pesquisa, estabelecidas previamente, e
confia na medição numérica, na contagem e frequentemente no uso de estatísticas
para estabelecer com exatidão padrões de comportamento de uma população. A
opção por um enfoque quantitativo sustenta-se no fato de que o presente estudo
busca analisar qual o panorama e tendência das publicações científicas sobre o tema
abordado com base em dados estatísticos através da base de dados do Scopus. Além
disso, foi utilizada a pesquisa bibliográfica em livros e artigos científicos, entre outros,
a fim de embasar a fundamentação teórica do trabalho.
Quanto às etapas de coleta de dados, pode-se destacar que o procedimento
foi realizado por meio de uma pesquisa de artigos científicos publicados em periódicos
internacionais. Esse processo de busca foi desenvolvido em novembro de 2017, na
base de dados do Scopus. Foram utilizadas as palavras-chave de busca “Public
Administration AND efficiency”;“Public Administration AND efficacy” e “Public
Administration AND effectiveness”, nesta ordem, entre aspas, para pesquisar o termo
por inteiro, e não as palavras em separado, que deveriam constar no título, resumo
ou palavras-chave dos artigos.
Além disso, utilizou-se o filtro para tipo de documentos “Article” e estabeleceu-
se uma restrição temporal de 2007 a 2017. Ainda, a consulta foi feita nas subáreas:
“Business, Management e Accounting”. Com a aplicação dos filtros relacionados a
esses parâmetros da pesquisa, foram encontrados 151 artigos sobre eficiência na
administração pública, 42 artigos sobre eficácia na administração pública e 187 artigos
sobre efetividade na administração pública, totalizando, então, 380 artigos. Na
sequência, os dados relativos a cada tema foram tabulados no software Excel, de
forma a evidenciar quais as principais características das publicações científicas mais
citadas. No que se refere à análise das publicações por ano, por periódico, por
instituição, e por país, utilizou-se as ferramentas de tabulação que eram ofertadas, no

805
momento da pesquisa, pela própria base de dados do Scopus.
Por fim, com o objetivo de verificar os temas mais abordados pelos artigos
utilizou-se o método de nuvem de palavras. As etapas do processo metodológico são
demonstradas na figura a seguir.

Figura 1- Três passos de análise

Coleta dos dados Análise qualitativa


Nuvem de palavras
Scopus dos dados

Fonte: Desenvolvida pelos autores

4 RESULTADOS

A seção a seguir tem como objetivo discutir os resultados das análises


conduzidas a partir da amostra obtida na base de dados do Scopus, para que seja
possível demonstrar um panorama geral das publicações relativas à eficiência,
eficácia e efetividade na administração pública.

4.1 Resultados sobre eficiência na administração pública

Pode-se verificar no gráfico 1 que as publicações relacionadas à temática


eficiência na administração pública tiveram uma tendência crescente, no período de
2007 a 2009, porém, em 2010 houve um acentuado declínio, sendo que no ano
seguinte, 2011, o número de publicações atingiu o seu ápice. Contudo, em 2012
ocorreu, novamente, uma considerável diminuição no número de publicações.
Somente a partir de 2014 o número de publicações começou a aumentar,
permanecendo-se estável no decorrer dos anos de 2015 e 2016. Todavia, para o ano
de 2017, o gráfico aponta um leve decrescimento no número de publicações. O total
de artigos publicados no período foi de 151.

806
Gráfico 1 – Número de publicações de artigos por ano de 2007 a 2017

Fonte: Scopus (2017)

No Gráfico 2 são apresentados os oito principais periódicos em número de


publicações sobre o tema. Os resultados demonstram um comparativo das
publicações relacionadas às suas fontes, quantidade de artigos e aos anos de suas
publicações.
Gráfico 2 – Número de publicações de artigos por ano e por periódico

Fonte: Scopus (2017)

Conclui-se que os dois periódicos internacionais referências sobre eficiência na


administração pública são os Public Administration Review, com 30 artigos publicados,
e o Journal Of Public Administration Research And Theory, com 14 publicações.O
Gráfico 3 traz uma representação gráfica sobre o número de publicações por
instituições de filiação dos autores, indicando, assim, quais foram aquelas mais
produtivas nos últimos onze anos sobre o tema pesquisado.

807
Gráfico 3 – Número de publicações de artigos por instituição

Fonte: Scopus (2017)

Destaca-se que são apresentadas apenas as dez instituições principais em


número de publicações. Como pode ser observado, as instituições Universitatea din
Bucuresti, City University of Hong Kong, Yonsei University, Universita degli Studi di
Palermo, George Mason University, University of Ilinois at Chicago e The University Of
Georgia, com 03 artigos cada, são as que mais publicaram sobre o tema eficiência na
Administração Pública no período em análise. Na sequência, com 02 artigos
publicados tem-se a German University of Administrative Sciences Speyer, Florida
State University e Ohio State University. Percebe-se, portanto, que os Estados Unidos
são a sede de três das instituições que mais publicaram sobre o tema. Conforme
indicado no gráfico 4, o país que mais publicou artigos sobre o tema eficiência na
Administração Pública foram os Estados Unidos com 51 artigos, seguido pela Itália
com 15 artigos, e, na sequência, pela Romênia com 11 artigos. Cabe destacar aqui
que o Brasil aparece em oitavo lugar com quatro publicações.
Gráfico 4 – Número de publicações de artigos por país de 1997 a 2017

Fonte: Scopus (2017)

808
4.2 Resultados sobre eficácia na administração pública

No gráfico 5 são apresentados os resultados quanto ao número de publicações


por ano com a temática eficácia na administração pública. O número total de artigos
publicados sobre o tema, no período analisado, foi de 42.

Gráfico 5 – Número de publicações de artigos por ano

Fonte: Scopus (2017)

Observa-se que no ano de 2007 houve apenas uma publicação, em 2008 esse
número triplicou, porém, no ano seguinte reduziu para duas publicações. A partir de
2010 e pelo próximo triênio houve uma regularidade no número de artigos, com 4
publicações anuais.
Contudo, em 2014, o número de publicações, que até então permanecia
constante, sofreu uma redução de 50%. Já no ano seguinte, esse cenário modificou-
se exponencialmente, uma vez que foram publicados 6 artigos. Em 2016 ocorreu uma
leve redução, contando com 5 publicações, porém, no ano de 2017 verificou-se
aumento no número de publicações, dispondo de 7 artigos.
No gráfico 6 apresenta-se os oito principais periódicos em número de
publicações sobre o tema. Os resultados demonstram um comparativo das
publicações relacionadas às suas fontes, quantidade de artigos e aos anos de suas
publicações.

809
Gráfico 6 – Número de publicações de artigos por ano e por periódico

Fonte: Scopus (2017)

Pode-se concluir que os Public Administration Review e Journal Of Public


Administration Research And Theory são os periódicos internacionais que mais
publicam sobre eficácia na administração pública com 8 e 5 artigos, respectivamente.
Pelo gráfico 7 constata-se que a City University of New York e University of
Ilinois at Chicago são as instituições com o maior número de publicações, ambas com
duas.

Gráfico 7 – Número de publicações de artigos por instituição

Fonte: Scopus (2017)

Quanto as demais instituições listadas entre as dez principais em publicações


sobre o tema, evidencia-se que todas ficaram empatadas com apenas uma publicação
cada.
810
O gráfico 8 observa-se novamente que os Estados Unidos são o país com o
maior número de publicações na temática eficácia na administração pública,
possuindo sete vezes mais publicações do que a segunda colocada, Coreia do Sul.
No que se refere ao tema eficácia, o Brasil aparece em quarto lugar com duas
publicações.
Gráfico 8 – Número de publicações de artigos por país

Fonte: Scopus (2017)

4.3 Resultados sobre efetividade na administração pública

O gráfico a seguir apresenta o número de publicações em periódicos por ano


sobre o tema efetividade na administração pública. Pode-se verificar que houve um
total de 187 artigos publicados no período.

Gráfico 9 – Número de publicações de artigos por ano de 2007 a 2017

Fonte: Scopus (2017)


811
O gráfico revela que em 2007 foram publicados 12 artigos com o tema
efetividade na administração pública, sendo que em 2008 esse número diminuiu para
9 publicações, contudo, o ano seguinte, 2009, registrou 16 publicações. No ano de
2010, novamente, houve redução no número de publicações, 10 artigos. Por outro
lado, em 2011 ocorreu um significativo aumento no número de publicações, com 22
artigos, ou seja, mais que o dobro do ano anterior. O ano de 2012 contabilizou 20
publicações; em 2013, 23 publicações; 2014, 20 artigos publicados, sendo que em
2015 esse número reduziu para 15 publicações. Todavia, nos dois anos seguintes,
2016 e 2017, houve aumento no número de artigos publicados, 18 e 22,
respectivamente. No Gráfico 10 apresenta-se o número de artigos publicados pelas
dez instituições com maior destaque sobre o tema efetividade na administração
pública.

Gráfico 10 – Número de publicações de artigos por instituição

Fonte: Scopus (2017)

Os resultados indicam que a University of Wiscosin Madison é a instituição que


mais publicou artigos sobre o tema efetividade na administração pública. Em segundo
lugar está a Texas A and M University empatada com a Indiana University. Além disso,
as demais instituições publicaram a mesma quantidade de artigos, isto é, 3 artigos.
Mais uma vez Estados Unidos e Itália figuram como os países que mais
publicam artigos sobre o tema efetividade na administração pública, com substancial
vantagem para o primeiro, conforme pode ser verificado pelo Gráfico 11.

812
Gráfico 11 – Número de publicações de artigos por país

Fonte: Scopus (2017)

No gráfico fica evidente a massiva superioridade dos Estados Unidos no


número de publicações sobre o tema com 73 publicações. Em segundo lugar destaca-
se a Itália com 14, seguida pelo Brasil em terceiro lugar com 10.
Por fim, pela leitura do gráfico 12 constata-se que, assim como ocorreu nas
temáticas de eficiência e eficácia na administração pública, a Public Administration
Review e o Journal Of Public Administration Research And Theory, são as principais
fontes internacionais sobre efetividade na administração pública.
Gráfico 12 – Número de publicações de artigos por ano e por periódico

Fonte: Scopus (2017)

813
A Public Administration Review se destacou com uma ampla vantagem como a
principal instituição em publicações sobre o tema ficando com 32 artigos publicados.
Já o Journal Of Public Administration Research And Theory, que ficou em segundo
lugar, apresentou 12 publicações.

4.4 Método de nuvem de palavra

A terceira etapa de análise desta pesquisa foi desenvolvida através da


utilização do método de nuvem de palavras. Utilizou-se essa técnica com o objetivo
de verificar quais os temas mais abordados nas pesquisas realizadas e que foram
mais citadas. Para tanto utilizou-se as palavras chaves dos 10 artigos mais citados de
cada temática. Para a eleboração da nuvem de palavras foi utilizado o Word Art. As
palavras na figura são posicionadas aleatoriamente de forma que as mais frequentes
aparecem maiores que as outras, demonstrando, assim, seu destaque nas pesquisas.

Figura 13 – Nuvem de palavras artigos mais citados sobre eficiência

Fonte: Desenvolvido pelo autor com base no Word Art (2017)

A figura 13 mostra a nuvem gerada para o tema eficiência no setor público


referente à amostra dos 10 artigos mais citados. Destaca-se que todos os artigos
selecionados apresentavam palavras chaves, logo nenhum foi excluído da amostra
para a nuvem de palavras.
Pode-se evidenciar que as palavras que obtiveram maior destaque formam
Public, Management e Administration. Logo, o resultado parece indicar que as
pesquisas de maior representatividade no meio acadêmico, e que se referem ao tema
aqui estudado, tem direcionado a maior parte do foco para temas voltados ao
gerenciamento da administração pública.

814
Figura 14 – Nuvem de palavras artigos mais citados sobre eficácia

Fonte: Desenvolvido pelo autor com base no Word Art (2017)

A figura 14 mostra a nuvem gerada para o tema eficácia no setor público


referente à amostra dos 10 artigos mais citados. Cinco dos artigos da amostra não
foram considerados porque não continham palavras chaves. Nessa temática é
possível verificar que as palavras que obtiveram maior destaque formam Public,
Social, Administration e Effectiveness. Os resultados parecem indicar que as
pesquisas mais representativas sobre o tema têm seu foco em gestão pública efetiva
com participação social.

Figura 15 – Nuvem de palavras artigos mais citados sobre efetividade

Fonte: Desenvolvido pelo autor com base no Word Art ( 2017)

Na figura 15 é apresentado a nuvem de palavras sobre a efetividade no setor


público referente à amostra dos 10 artigos mais citados. Novamente cinco artigos não
apresentaram palavras chaves, logo não foram considerados na nuvem de palavras.
Essa temática teve como palavras de maior destaque Performance, Public, Use

815
e Management, as quais parecem indicar que a maior representatividade das
pesquisas, no que se refere à efetividade, estão focadas na gestão e performance
adequada da administração pública.

5 CONCLUSÕES

Este estudo buscou apresentar um mapeamento da produção científica no


domínio da eficiência, eficácia e efetividade na administração pública, através de uma
proposta de mineração de textos científicos publicados em periódicos internacionais
através da base de dados do Scopus. A fim de atingir o objetivo da pesquisa utilizou-
se o método bibliométrico. O estudo bibliométrico teve como pretensão conhecer qual
o cenário quanto ao número de publicações às temáticas no setor público com relação
ao período, periódicos e instituições e países que mais publicam, bem como identificar
quais os temas mais abordados nos artigos de maior relevância em nível de citações.
Os resultados deixam evidente que existe uma tendência em ascendência, pois
o número de publicações relacionadas às temáticas em estudo tem apresentado uma
elevação com o passar dos anos. No entanto, os trabalhos que versam sobre eficácia
na administração pública são bastante reduzidos apresentando apenas 42
publicações, o que demonstra um menor interesse dos pesquisadores pelo tema,
contudo, nos últimos dois anos tem-se verificado um incremento no número de
publicações nessa área. Por outro lado, constata-se um maior volume de publicações
com a temática efetividade na administração pública com 187 artigos publicados. Isso
parece indicar que há um maior interesse dos pesquisadores por esse tema frente aos
demais. Considerando-se os três temas pesquisados, no topo da lista dos países que
mais produziram publicações estão os Estados Unidos com 145 produções. Os
resultados parecem indicar que o tema efetividade e eficiência na administração
pública apresentam já certa consolidação em nível internacional. Já o tema eficácia
carece de mais pesquisas uma vez que foram poucos os estudos encontrados.
Destaca-se que o Brasil figura na lista dos países com publicações em posições
ainda incipientes, o que indica uma necessidade de maior aprofundamento do assunto
em âmbito nacional. Evidencia-se, também, que os dois periódicos que tiveram
destaque como o de maiores números de publicações sobre os três temas em estudo
foram a Public Administration Review e o Journal Of Public Administration Research
And Theory. Pode-se concluir, dessa forma, que esses dois periódicos são as revistas
referências internacionais em publicações de artigo sobre os assuntos em pesquisa.
Como sugestão para trabalhos futuros, indica-se a ampliação do período
analisado e o número de bases utilizadas, não se atendo somente ao Scopus, mas,
sim, utilizando outras plataformas de pesquisa.

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