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0 ESTÁGIO DO PATRIARCADO

G ênesis 12— 50
I. A b raão................................................................. 22
II. Isaque................................................................... 37
III. Ja c ó ...................................................................... 40
IV. Jo s é ......................................................................47


I. Os problemas e os personagens do livro de Jó ...57
II. Os discursos de Elifaz.......................................... 57
III. Os discursos de Bildade...................................... 57
IV. Os discursos de Zofar.......................................... 57
V. O discurso de Eliú ............................................... 58
VI. As defesas e os diálogos de Jó .............................58
VII. Seu glorioso D eu s...............................................58
VIII. Passagens clássicas do livro de Jó .......................59
IX. Algumas razões para o sofrimento de Jó ........... 59
*‫־׳‬i > 22 ' - t ' '

INTRODUÇÃO AO ESTÁGIO DO 9. S o m o s a p re se n ta d o s, p ela p rim e ira vez, a u m rei


PATRIARCADO c h a m a d o M e lq u ised e q u e (G n 14) e c o n h e ce m o s
u m a c a v e rn a c h a m a d a M a c p e la (G n 2 3 ).
(Gênesis 12— 50; jó)
1 0 . N e ste e stá g io , o p rim e iro d o s trê s g ra n d e s c o n -
c e rto s b íb lico s é in s titu íd o .
1. O s h o m e n s im p o rta n te s q u e a p a re c e m d u r a n te a. O c o n c e rto a b ra â m ic o , q u e p ro m e te u m a
este e stá g io são : A b ra ã o , Isa q u e , J a c ó , Jo s é e j ó . te rra v isto sa (G n 15).
2 . N o e stá g io d a c ria ç ã o , D e u s lid o u c o m to d a a b. O c o n c e rto d a v íd ic o , q u e p ro m e te u m rei
te r r a . P o r e x e m p lo : G ê n e sis 1— 11 t r a t a d o g lo rio so (2 Sm 7).
m u n d o d o h o m e m c o m o u m to d o . M a s a g o ra , c. O n o v o c o n c e r to , q u e p ro m e te u m p o v o
n o e s tá g io d o p a tr ia r c a d o , a lu z a n te s in d ife- c h e io de fé (Jr 31 ).
r e n te m e n te d i f u n d id a c o n c e n tr a - s e e m u m
p o n to . N o s s a a te n ç ã o , a té e n tã o d iste n d id a so-
b re o m u n d o in te iro , a g o ra fo ca u m a n a ç ã o es- O ESTAGIO DO PATRIARCADO
p ecífica (Israel), em se g u id a , u m a trib o p a rtic u -
la r d e n tr o d e ssa n a ç ã o (Ju d á ), d e p o is d isso ,
u m a fa m ília d e te r m in a d a d e n tr o d e ssa trib o
ABRAÃO E SEUS DESCENDENTES
(Jessé) e, fin a lm e n te , u m a p e sso a d e n tr o dessa
(Gênesis 12—50)
fam ília (Jesus C risto ).
3 . E ste e stá g io c o b re u m p e río d o d e 3 5 0 a n o s . O s 3 9 c a p ítu lo s re sta n te s de G ên esis n a rr a m a vi-
4 . T e m o s, d u r a n te este e stá g io , u m c id a d e se n d o d a de A b r a ã o , a d e Isa q u e , a d e J a c ó e a de Jo sé. A in-
d e s tru íd a ju n to c o m to d a a c a m p in a o n d e fica- d a q u e p e rm a n e ç a m a lg u m a s la c u n a s , o s c a p ítu lo s
va (S o d o m a , G n 19). V em os ta m b é m u m g a ro - p o d e ria m ser e s b o ç a d o s d este m o d o :
to ser p o u p a d o so b re o m o n te (Isa q u e , G n 2 2 ). G ên esis 1 2 — 2 4 : A h istó ria de A b ra ã o
5 . N e s te e s tá g io , u m filho (Jacó ) d e s a p o n ta seu G ên esis 2 4 — 2 7 : A h istó ria de Isa q u e l
p a i (Isa q u e , G n 2 7 ) e é m a is ta r d e d e s a p o n ta d o G ên esis 2 8 — 3 6 : A h istó ria de J a c ó
p o r seus p ró p rio s filhos (os irm ã o s d e Jo sé ; G n G ên esis 3 7 — 5 0 : A h istó ria de Jo sé
^ 3 7 ). I. A b r a ã o (G n 1 2 — 2 4 ) (veja ta m b é m a s e ç ã o
6 . L em o s ta m b é m a c erc a d a p rim e ira e sp o sa esté- c o m as p e sso a s d o A n tig o T e sta m e n to ).
ril (S a ra , G n 16) e d a p rim e ira m ã e a m o rre r A. Deus da glória
Sua c o n v e rs ã o (A t 7 .2 ): O
d a n d o à luz (R a q u e l, G n 35 ). apareceu a Abraão, nosso pai, quando es-
7 . E ste e s tá g io re g istra c o m o u m a m ig o d e D eu s tava na Mesopotâmia [...].
(A b ra ã o ) c o n v e rsa c o m Ele a c erc a d e u m a ci- 1. A b rã o n a sc e u p o r v o lta d e 2 1 6 6 a .C .
d a d e (S o d o m a , G n 18) e c o m o u m in im ig o de N a d a sa b e m o s a re s p e ito d e su a v id a
D e u s (S a ta n á s) fala c o m Ele a c erc a d e u m sa n - p re g re ssa o u de c o m o ele foi lev a d o até
to (Jó; J ó 1— 2). D e u s. E sp e c u la -se q u e p o ssiv e lm e n te
8. Jeru sa lé m (um a figuração d o p araíso ) e o E gito J ó , Sem o u a té m e sm o M e lq u ise d e q u e
(u m a fig u ra çã o d o m u n d a n ism o ) sã o m en c io n a- te n h a m m o s tr a d o a ele o c a m in h o d a
d o s p ela p rim e ira vez neste e stá g io (G n 12— 14). s a lv a ç ã o . A im p o r tâ n c ia d a v id a de
O ESTÁGIO DO PATRiARCADO p o r to n o G o lfo P é rsic o , n a fo z d o rio
E u f ra te s , a a p r o x im a d a m e n te 1 9 k m
d o lu g a r o rig in a l d o ja r d im d o É d en .
A n tes d o te m p o d e A b rã o , U r e ra a ci-
d a d e m a is m a g n ífic a d o m u n d o : u m
c e n tr o d e m a n u f a tu r a s , a g ric u ltu ra e
c o m é rc io em u m a te rra de in crív eis ri-
q u e z a s e fe rtilid a d e , c o m c a ra v a n a s em
GÊNESIS 12— 50; JÓ to d a s as d ire ç õ es a c a m in h o d e te rra s
d is ta n te s , e e m b a r c a ç õ e s n a v e g a n d o
d a s d o c a s d e U r e a o lo n g o d o G o lfo
P érsico, c o m c a rre g a m e n to s d e c o b re e
p e d ra s p a ra c o n stru ç ã o . D u ra n te an o s,
o s c ético s rid ic u la riz a ra m a ex istê n cia
real de Ur. M a s, de 1 9 2 2 a 1 9 3 4 , C. L.
W oolley, d o m u seu b ritâ n ic o , e x p lo ro u
e x a u stiv a m e n te os seg red o s d a s ru ín a s
dessa cid ad e.
A c o n s tru ç ã o m a is n o tá v e l d a cid a-
d e n o s d ia s d e A b rã o e ra o Z ig u ra te o u
a to rr e d o T e m p lo , p ro v a v e lm e n te ar-
q u ite ta d a a p a r tir d o m o d e lo d a to rre
de B abel. E ssa to rr e e ra q u a d ra n g u la r
n a b a se, c o m te rra ç o s p ira m id a is c a d a
vez m e n o re s n a v e rtic a l e feita de tijo -
lo s. E m c a d a te rra ç o , p la n ta v a m -s e ár-
v o res e a rb u s to s . U r tin h a d o is te m p lo s
p r in c ip a is : u m d e d ic a d o a N a n n a , o
A b r a ã o é im e n su rá v e l. Ele é m e n c io n a - d e u s d a lu a , e o o u tr o , à su a e s p o sa ,
d o 3 0 8 vezes n a B íblia: 2 3 4 n o A n tig o N in g a l.
T e s ta m e n to e 7 4 n o N o v o . E ssas m en - (As in fo r m a ç õ e s s o b re U r f o ra m
çÕes e sp a lh a m -se p o r 2 7 livros: 16 n o p a rc ia lm e n te r e c o l h id a s da o b ra
A n tig o T e s ta m e n to e 11 n o N o v o . O Halley’s Bible Handbook. p. 8 8 ,8 9 .)
c o n c e rto d e D eu s c o m A b r a ã o foi a ra - B. Seu c h a m a d o (G n 1 1 .3 1 ; 1 2 .1 ; Js 2 4 .3 ; A t
z ã o p e la q u a l o re in o isra e lita d o sul foi 7 .2 ).
p o u p a d o d u r a n te to d o o te m p o em q u e Ele tev e d e d e ix a r a c id a d e de U r e a ca-
a ssim p e rm a n e c e u (veja 2 R s 1 3 .2 3 ). sa de seu p a i e p a r tir em d ire ç ã o a u m a ter-
O livro d o G ênesis c o b re u m p erío- r a q u e D e u s lhe m o stra ria .
d o de 2 .3 5 0 a n o s. O s p rim e iro s 11 ca- C. S uas c o m issõ es (G n 1 2 .2 ,3 ; A t 7 .3 ):
p ítu lo s — q u e d escrev em a c ria ç ã o d o 1. E u farei de ti u m a g ra n d e n a ç ã o .
u n iv erso , a q u e d a , o d ilú v io e a to rre de 2. E u te a b e n ç o a re i.
B ab el — c o n s titu e m u m te m p o de 3. E u f a r e i... g ra n d e o te u n o m e .
2 .0 0 0 an o s. 4. T u serás u m a b ê n ç ã o .
O s ú ltim o s 3 9 c a p ítu lo s t r a ta m de 5. E u a b e n ç o a re i a q u e le s q u e te a b e n ç o a -
A b rã o e de su a d e sc e n d ê n c ia . C o b re m rem .
3 5 0 a n o s . E m o u tr a s p a la v r a s , D e u s 6. E u a m a ld iç o a re i a q u e le s q u e te a m a i-
d e u -n o s m ais d e ta lh e s s o b re A b ra ã o d o d iç o a re m (veja o liv ro d e E ster).
q u e so b re a o rig e m d o u n iv erso ! 7. P o r in te rm é d io d e ti, to d a s as fam ílias
2. A b rã o n a sce u e fo i c ria d o n a c id a d e de d a te r r a s e rã o a b e n ç o a d a s (u m a refe-
U r d o s c a ld e u s . E ssa c id a d e e ra u m rê n c ia a C risto ; v eja M t 1.1).
A b rã o p o d e te r a c h a d o c o n fo rtá v e l fi-
As consequências da desobediência de
x a r‫־‬se ali p e rm a n e n te m e n te , m as D e u s in-
Abrão
te rv iu n o v a m e n te , e seu p a i, T era, m o rre u .
Ele entristeceu a Deus — 0 pecado de Abrão (e 0
D e p o is d iss o , A b r ã o r a p id a m e n te c o n ti-
nosso tam bém ) sempre entristece a Deus (veja
SI 78.40; 95.10; Mc 3.5, Ef4.30).
n u o u a jo rn a d a ! O n o m e Tera sig n ifica
“ a tr a s o ” . S o m e n te D eu s c o n h e ce o ta m a -
Ele enfraqueceu a própria fé — mais tarde, Abrão
n h o d a s m u ltid õ e s de c re n te s q u e d e ix a ra m
falhou com Deus no mesmo quesito, a mentira
U r e m d ire ç ã o a C a n a ã a p e n a s p a ra d e m o -
acerca de sua esposa (veja Gn 20). Depois de co-
meter um pecado, torna-se muito maisfácil co-
ra re m em H a r ã .
meter 0 segundo. E. S ua C a n a ã (G n 1 2 . 4 9 ‫)־‬.
1. Ele e n tr o u n a T e rra P ro m e tid a e a c a m -
Ele deu fraco testemunho a seu sobrinho e parte de
p o u p r ó x im o de S iq u ém , a p ro x im a d a -
seu mundanismo acabou por contaminar Ló. Os
resultados disso foram trágicos (veja Gn 13; 19). m e n te 5 0 k m a o n o rte d e Je ru sa lé m .
2. U m a vez m ais, D e u s a p a re c e u . A p rin -
Ele trouxe aflição à vida de Faraó (veja Gn 12.17).
c íp io , o S e n h o r h a v ia p r o m e tid o sim -
Ocasionalmente, as pessoas sofrem em razão
do pecado dos cristãos. Trata-se de uma situa- p le sm e n te m o s tr a r u m a te rra a A b rã o
ção lamentável quando um descrente repreen- q u a n d o e ste e s ta v a e m Ur. C o n tu d o ,
de um crente por uma ação errada, com o Faraó D e u s ta m b é m disse: A tua semente da-
fez com Abrão. rei esta terra (c o m p a re G n 12.1 e 1 2 .7 ).
Ele ficou com Agar, a serva egípcia (Gn 16.3), que 3. R e g istra -se a q u i o p rim e iro a lt a r q u e
depois se tornaria sua am ante e daria à luz Is- A b rã o c o n s tru iu .
mael, 0 pai dos atuais árabes. Assim, a agonia 4. E m se g u id a , ele d e slo c o u -se p a r a B etei,
do local mais atribulado do mundo, o Oriente u m lu g a r c u jo n o m e significa “ ca sa de
Médio, foi causada parcialmente pelo pecado D e u s ” , lo ca l q u e m a is ta r d e se to rn a r ia
de Adão, quase 39 séculos atrás. u m lu g a r m u ito s a g r a d o e m C a n a ã
Ele tam bém deu mal exemplo a seu filho, Isaque. (v eja G n 2 8 .1 - 2 2 ; 3 5 .7 ) . E m B etei,
Apesar de não ser nascido quando esse pecado A b rã o c o n s tru iu seu se g u n d o a lta r p a ra
foi cometido, certamente 0 filho de Abrão ou- o S enhor.
viu essa história quando jovem; e ele também
F. S ua c a rn a lid a d e (G n 1 2 .1 0 -2 0 ).
falhou com Deus ao mentir sobre sua esposa,
1. P o u c o d e p o is, a te r r a foi a tin g id a p ela
Rebeca (veja Gn 26).
fo m e . A té o m o m e n to , A b r ã o h a v ia
E para que não nos esqueçamos — nossos peca-
o b e d e c id o a D eu s e h a b ita v a v ito rio s a -
dos afetam os outros.
m e n te a T e rra P ro m e tid a . M a s e n tã o
v e io a te n ta ç ã o de S a ta n á s. H o u v e fo-
D. S u as h e s ita ç õ e s (G n 1 1 .3 1 ,3 2 ). m e n a q u e la te rra .
D e u s o r d e n a r a a A b rã o q u e d e ix a sse a 2. Ele d e ix o u a P a lestin a e foi p a ra o Egi-
c a sa de seu p a i e fosse em d ire ç ã o à te rra to . T r a ta -s e d a p r im e ir a m e n ç ã o d o
de C a n a ã . M a s o p a tr ia r c a d e so b e d e c e u às E g ito n a B íb lia. N a s E s c ritu ra s , essa
d u a s o rd e n s , p o is n ã o a p e n a s lev o u seu p ai n a ç ã o é d e sc rita c o m o a le g o ria o u sím -
c o n s ig o , m a s ta m b é m se p e rm itiu d e m o ra r b o lo d o m u n d a n is m o , u m e x e m p lo d a
in d e fin id a m e n te em H a r ã . H a r ã e ra o ú lti- d e p e n d ê n c ia a a lg u m tip o de a ju d a o u
m o p o s to c iv iliz a d o a n te s d o v a s to d e se rto re c u rso h u m a n o s e p a r a d o d e D eu s. O
a rá b ic o . E ssa c id a d e ficav a a a p ro x im a d a - p r ó p r io T o d o -p o d e ro s o n o s a le rta ria :
m e n te l.lO O k m a o n o r te d e U r e a q u a se Ai dos que descem ao Egito a buscar
lO O km d o rio E u fra te s. E e ra c ru z a d a p ela socorro, e[...] têm confiança em carros
p rin c ip a l e s tr a d a d e c a ra v a n a s , in te rlig a n - [...]e nos cavaleiros [...)e não atentam
d o as c id a d e s d o leste c o m D a m a sc o e co m para 0 Santo de Israel e não buscam ao
o E g ito . E ssa p o s iç ã o e ra c o n s id e r a d a es- Senhor (Is 31.1). E sp iritu a lm e n te fa-
tra té g ic a . H a r ã ta m b é m a d o ra v a o d e u s e la n d o , o c ris tã o “ d esce a o E g ito ” q u a n -
a d e u s a lu n a re s, c o m o fazia Ur. d o , p a ra g u ia r-se , d e p e n d e d e a lg u é m
o u d e a lg u m a o u t r a c o is a e m v ez de o u tr o s . D ific ilm e n te D e u s se d a ria ao
D e u s (leia c u id a d o s a m e n te P v 2 .6 ,8 ; t r a b a lh o de re g is tra r essa lu ta e n c a rn i-
3 .5 ,6 ; M t 6 .3 1 -3 3 ). ç a d a e n tre n o v e c id a d e s p a g ã s se n ã o
3. F a ra ó p la n e jo u casar-se c o m S arai, m as fosse p o r e sta s q u a tr o p e q u e n a s p a la -
foi fe rid o p o r D e u s c o m g ra n d e s p ra - v ra s: “ E eles p e g a ra m L ó ! ” . O s o b ri-
g a s e lo g o v iu -se f ru s tra d o c o m A b rã o . n h o d e A b rã o a in d a p e rte n c ia a D eu s,
O irr ita d o m o n a r c a c o rr e ta m e n te res- e m b o ra n ã o ag isse, n ã o p a re c e sse , n ã o
p o n s a b iliz o u A b rã o p o r a q u ilo . D ep o is falasse, n ã o v estisse e n e m c a m in h a s s e
d e e v e n to s e m b a ra ç o s o s , d e c e p c io n a n - c o m o tal. A in d a assim , D e u s sabe o q u e
tes e p e rig o so s , o p a tr ia r c a h e b re u re- é Seu (veja 2 T m 2 .1 9 ; 2 Pe 2 .7 ).
t o r n o u à P a le s tin a , de o n d e n u n c a de-
v e ria te r sa íd o . A paz na história da humanidade
G. Sua c o n d e sc e n d ê n c ia (G n 1 3 .1 -1 8 ). A Society of International Law em Londres apontou
1. A p ó s r e to r n a r à P a le s tin a , A b rã o a d o - a existência de 268 anos de paz durante os últimos
r o u n o v a m e n te o S e n h o r e m B etei — quatro mil anos de história humana, apesar da assi-
ju sta m e n te o local o n d e ele h a v ia a b a n - natura de mais de oito mil tratados distintos de paz.

d o n a d o a b ê n ç ã o de D e u s p a r a ir a o Na ONU, há uma inscrição que cita Miqueias 4.3: [...]

E g ito (veja Is 3 0 .1 5 ; A p 2 .4 ,5 ). E converterão os suas espadas em enxadas e as suas


2. O s e m p re g a d o s de A b rã o e de seu so- lanças em foices; uma nação não levantará a espada
contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.
b rin h o , L ó , c o m e ç a ra m a d is c u tir so b re
Certamente, isso será cumprido em um dia glorioso,
d ire ito s de p a s to r e io . O p a tr ia r c a he-
mas não até que o Príncipe da Paz venha reinar sobre
b re u ficou m u ito p r e o c u p a d o c o m tu -
a terra. Até lá, a ONU teria sido mais acurada se hou-
d o isso e g r a c io s a m e n te p e rm itiu a o vesse citado as palavras de Joel 3.9,10: Proclamai isso
h o m e m m ais n o v o a c h a n c e d e e sco lh e r entre as nações, santificai uma guerra; suscitai os va-
su a te r r a . D e m o d o to lo , L ó e sc o lh e u a lentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra.
á re a p e rto d e S o d o m a e d e ix o u a T e rra Forjai espadas das vossas enxadas e lanças das vossas
P ro m e tid a p a ra n u n c a m a is v o ltar. foices.{Cf. Isaías 2.2-4, p. 154 [em O milênio]; Apocalip-
3. D e u s re a p a re c e u p a r a A b r ã o p e la ter- se 19.11-21, análise, p. 699)
c e ira vez e re a ss e g u ro u -lh e su a p o d e ro -
sa p o s te rid a d e e seus d ire ito s re la tiv o s 3. A b rã o h a v ia a p re n d id o essa v e rd a d e e
à P a le stin a . im e d ia ta m e n te a rm o u seus 3 1 8 g u er-
H . Sua c o ra g e m (G n 1 4 . 1 1 6 ‫) ־‬. re iro s tr e in a d o s p a r a a b a ta lh a . E ssa
1. Esse c a p ítu lo re g is tra a p rim e ira guer- ú n ic a a ç ã o rev ela a lg u m a s co isa s s o b re
ra n a B íblia. o c a r á te r d o p a tr ia r c a h e b re u .
A p o c a lip s e 1 9 .1 1 - 2 1 d e s c re v e a a. Ele era u m h o m e m c o m p a ssiv o . Po-
p ro fe c ia d a ú ltim a g ra n d e b a ta lh a . A té d e ria te r p e n sad o : “ L ó m ere ce u esse
lá , as g u e rr a s h u m a n a s c o n tin u a r ã o . d e s tin o ” o u e n tã o “ L ó e stá c o lh e n -
T a n to D a n ie l (D n 9 .2 6 ) q u a n to J e su s d o o q u e p la n to u ” ; m a s n ã o fez is-
( M t 2 4 .6 ) a le r ta r a m s o b re a p e rm a - so. E sco lh eu d e m o n s tra r a v e rd a d e
n ê n c ia d o s c o n flito s b élico s. d a q u ilo q u e m ais ta r d e seria escrito
2. N o v e n a ç õ e s e n v o lv e r a m - s e n e s s a em M a te u s 7 .1 e em G á la ta s 6 .1 .
g u e rra . E la c o m e ç o u q u a n d o c in c o rei- b. Ele e sta v a p r e p a r a d o . A b rã o m a n -
n o s , lo c a liz a d o s p ró x im o s à re g iã o d o tev e -se p r o n t o , e s p ir itu a l, so c ia l,
m a r M o r to , re v o lta ra m -s e c o n tr a Q u e - m e n ta l e fis ic a m e n te . E c o m u m
d o rla o m e r, rei d e E lã o , e seus trê s alia- D e u s n ã o e m p r e g a r u m c r is tã o ,
d o s . A c o n fe d e r a ç ã o d o m a r M o r to , n ã o p o r q u e e ste e s tá e m p e c a d o ,
q u e in clu ía S o d o m a , foi d iz im a d a d u - m a s p o rq u e n ã o e stá p re p a ra d o . E
r a n te a b a ta lh a c a m p a l. L ó , q u e h a v ia a B íb lia te m m u ito a d iz e r s o b re
se m u d a d o p a ra u m a c id a d e ím p ia , foi p re p a ra ç ã o (veja 2 C r 1 2 .1 4 ; 1 9 .3 ;
feito p ris io n e iro ju n to c o m m ilh a re s de 2 7 .6 ; M t 3 .3 ; Lc 1 2 .4 7 ; 2 T m 2 .2 1 ).
4. D e p o is d e u m a m a rc h a n o tu r n a fo rç a - s id o d a d a . N o N o v o T e s ta m e n to ,
d a , A b rã o a lc a n ç o u -o s bem a o n o r te de a p re n d e m o s q u e n ã o a p e n a s u m déci-
D a m a s c o e d e r r o to u - o s c o m u m a ta - m o , m a s tu d o o q u e u m c ris tã o p o ssu i
q u e s u rp re sa . p e rte n c e a D e u s (veja 1 C o 6 .1 9 ,2 0 ). Is-
I. S ua c o m u n h ã o (G n 1 4 . 1 7 2 4 ‫)־‬. so in c lu í n o s s o tempo (SI 9 0 .1 2 ; E f
1. A o r e to r n a r d a v ito rio s a b a ta lh a co n - 5 .1 6 ), n o sso s talentos (R m 1 2 .6 ; 1 C o
tra Q u e d o rla o m e r, A b rã o e n c o n tro u -se 7 .7 ; 2 T m 1.6 ) e n o sso s tesouros (1 C o
c o m M e lq u ise d e q u e , rei de S além (Je- 1 6 .1 ,2 ; 2 C o 9 .7 ).
ru sa lé m ), u m s a c e rd o te d o D eu s A ltís-
s im o . Q u e m e ra esse m is te rio s o rei e Os três grandes ofícios no Antigo
sa c e rd o te ? H á trê s te o ria s p rin c ip a is: Testamento
a. Sem . Os ofícios de profeta, sacerdote e rei.
E ssa é a t r a d iç ã o h e b ra ic a . Se O profeta era aquele que representava Deus aos
fo r v e rd a d e , ele seria a p e sso a m ais homens (1 Rs 19.16).
id o sa a v iv e r n o m u n d o n a q u e la O sacerdote era aqueleque representava o homem
é p o c a . Sem m o rr e u c o m 6 0 0 a n o s. a Deus (Lv 8.12; SI 133.2).
b. C risto . O rei era aquele que, sob Deus, governava os ho-

T e ó lo g o s a firm a m que e sse m e n s(l Sm 10.1; 16.13).


No NovoTestamento, entretanto, esses três ofícios
e v e n to refere-se a u m a c ris to fa n ia
passaram às mãos de Jesus Cristo.
(u m a a p a riç ã o d o S a lv a d o r n o A n-
Ele foi um profeta (Seu ministério passado) (Mt
tig o T e s ta m e n to , a n te s d e B elém ).
21.11; Lc 7.16; Jo 1.18; 4.19; Hb 1.1,2).
A q u e le s q u e d e fe n d e m essa te o ria
Ele é um sacerdote (Seu ministério presente) (Rm
b a se ia m -se e m H e b re u s 7 . 1 4 ‫ ־‬p a ra 8.34; Hb 4.141 ;7.24,25 ;16‫־‬J0 1.1).
d e fe n d e r essa h ip ó te se . Ele será o Rei (Seu futuro ministério) (Ap 19.11 16‫)־‬.
c. O p rim e iro rei d e J e ru s a lé m regis-
tr a d o n a B íblia. 5. A b rã o re c u s o u a o fe rta m a te ria lis ta d o
M e lq u is e d e q u e significa litera l- ím p io rei d e S o d o m a , B era, q u e d eseja-
m e n te “ rei d a ju s tiç a ” , e S além é ti- va d o p a tr ia r c a a d iv isã o d a p ilh a g e m
d a c o m o o n o m e a n tig o de Je ru s a - a d q u ir id a n a b a ta lh a .
lém (veja SI 1 1 0 ; H b 5 .6 -1 0 ; 7 .1 ‫־‬ J. Seu c o n c e rto (G n 1 5 . 1 2 1 ‫)־‬.
22 ). 1. D eu s fa lo u c o m A b rã o em u m a v isã o e
2. M e lq u is e d e q u e t r o u x e p ã o e v in h o e Não temas, Abrão, eu sou o teu
disse:
a b e n ç o o u A b rã o . T ra ta -s e d a p rim e ira escudo, o teu grandíssimo galardão
m e n ç ã o a c e rc a d o p ã o e d o v in h o n a (G n 1 5 .1 ). L e m o s a q u i, p e la p rim e ira
B íb lia, o q u e r e t r a t a a f u tu r a o b r a de vez, e stas d u a s p e q u e n a s p a la v ra s m a-
C ris to n a c ru z . ra v ilh o sa s: Não temas. A b rã o p recisa-
3. E sse tre c h o t r a z ta m b é m a p rim e ira va d e ssa re a firm a ç ã o n a q u e le m o m e n -
o c o rrê n c ia d a p a la v r a sacerdote (veja to , p o is ele tin h a feito p o d e ro s o s in im i-
G n 1 4 .1 8 ). g o s c o m o c o n se q u ê n c ia d e su a s açõ es
4. D e p o is d e re c e b e r a b ê n ç ã o de M e lq u i- em G ên esis 14.
s e d e q u e , A b rã o d e u -lh e d íz im o s d e tu - 2. A b rã o “ le m b r o u ” a D e u s de q u e ele e
do 0 que tin h a . A lg u n s a c re d ita m q u e S arai a in d a n ã o h a v ia m tid o filhos e su-
a p r á tic a d o d íz im o (d a r u m a p o rç ã o g e riu q u e u m jo v em e m p re g a d o , c h a -
d o d in h e ir o p o s s u íd o a D e u s) se ria m a d o E liézer, d e D a m a s c o , fo sse seu
o b r ig a tó ria a p e n a s p a ra a n a ç ã o israe- h e rd e iro a d o tiv o . M a s essa s u g e s tã o
lita q u e vivia s o b a Lei e q u e , p o r ta n to , fo i r e c u s a d a . E sse r a p a z a ju d a r ia
ela n ã o n o s o b rig a a g o ra . M a s isso n ã o A b rã o m ais ta rd e , d e u m a o u tra m an ei-
é v e rd a d e . A b rã o d iz im o u m u ito a n te s ra (veja G n 2 4 .1 -4 ).
d e Isra e l to rn a r-s e u m a n a ç ã o e a p ro x i- 3. D e u s, m a is u m a v e z , p ro m e te u u m a
m a d a m e n te 4 0 0 a n o s a n te s d a Lei te r c ria n ç a a o Seu p rim e ir o se rv o , d e ssa
v e z , a d ic io n a n d o a s p a la v r a s : O lha, p o d e ría te r c e rte z a de q u e tu d o a q u ilo
agora, para os céus e conta as estrelas, seria v e rd a d e , e sp e c ia lm e n te a p ro m e s-
se as podes contar. E disse-lhe: Assim sa re la tiv a à te r r a , o T o d o -p o d e ro s o o r-
será a tua semente (G n 1 5 .5 ). Eis o u tra d e n o u -lh e q u e reu n isse a lg u n s a n im a is
p e q u e n a p ro v a d a B íblia c o m o P a la v ra e p á s s a ro s . O D r. D o n a ld B a rn h o u s e
d e D e u s. A tu a lm e n te , sa b e m o s q u e h á c h a m a n o ssa a te n ç ã o p a r a p e q u e n o s
p ro v a v e lm e n te ta n ta s e stre la s n o s céus d e ta lh e s q u e a ju d a m a e x p lic a r essa
q u a n to g rã o s de a re ia s n a s p ra ia s d o s re s p o s ta d e D eus:
m a re s d o m u n d o , m a s , n o te m p o de E ssa é u m a d a s m ais e s tra n h a s res-
A b rã o , os h o m e n s a c re d ita v a m q u e o p o s ta s já d a d a s a u m a p e rg u n ta . A in d a
n ú m e ro to ta l de e stre la s seria n ã o m ais a ssim , e ra a ú n ic a p o ssível. A q u e s tã o
d o q u e 1 .2 0 0 . e ra : “ C o m o p o s s o s a b e r se p o ssu ire i a
4. Q u a n d o D e u s te r m in o u , A b r ã o c re u T e rra P r o m e tid a ? ” . E a r e s p o s ta foi:
no Senhor, e foi-lhe imputado isto por “ T ra g a -m e u m a b e z e rra !” . A lg u é m p o -
justiça (G n 1 5 .6 ). E ssa é a p r im e ira d e p e n s a r q u e a s in to n ia d o r á d io es-
m e n ç ã o de trê s p a la v ra s fu n d a m e n ta is, c o rre g o u d e u m p ro g ra m a p a r a o u tro .
e c a d a u m a d e la s m erece n o ssa c o n si- A p e rg u n ta foi feita em u m a tra n s m is -
d e ra ç ã o . sã o de c o n se lh o s ju ríd ic o s, e a re s p o s ta
a. C re u . c h e g o u de u m a c o m u n ic a ç ã o feita p elo
(1) Isso n ã o significa q u e A b rã o foi d e p a rta m e n to d e a g ro p e c u á ria . M a s,
o p rim e iro h o m e m a a c re d ita r c o m o lo g o v e re m o s , t a n t o a h e ra n ç a
em D e u s, m as sim q u e su a fé se- c o m o a b e z e rra e s tã o ju n ta s n a m e n te
ria u m m o d e lo p a r a to d o s os d e D e u s. (Genesis. v o l. 1. p . 1 1 1 ,1 1 2 )
c re n te s d o f u tu r o (veja R m 4;
G1 3 .6 -9 ; H b 1 1 .8 -1 0 ,1 7 ,1 9 ). Os três concertos legais mencionados
(2) N ã o é d ito q u e A b rã o a g ra d o u na Bíblia
a D e u s o u a p a z ig u o u -o , m a s O concerto do sangue (Gn 15.10; Jr 34.18 1 9‫)׳‬.
sim q u e ele creu em D eu s. O concerto descalçando 0 sapato (Rt 4.7,8).
b. Im p u ta d o . O concerto de sal (Nm 18.19; 2 Cr 13.5).
N o N o v o T e s ta m e n to , essa p a -
la v r a t a m b é m é tra d u z id a p o r 6. A b rã o re u n iu as c ria tu r a s c o m o lhe fo-
“ i m p u t a r ” e sig n ific a a t r i b u i r a ra o rd e n a d o . E m n o s s a c u ltu r a a tu a l,
a lg u é m a c a u s a (v eja O que é a q u a n d o d u a s p a rte s d e c id e m faz e r u m
im putação ?, v o l. 2 , p . 2 2 2 ). a c o rd o , u m c o n tr a to é fe ito e a s s in a d o
c. Ju stiç a . p o r a m b a s. M a s, n a é p o c a d e A b rã o , is-
D e fin id a b re v e m e n te , essa p a la - so e ra u m p o u c o d ife re n te . N a q u e le
v ra sig n ific a “ v e s tu á r io a d e q u a - te m p o , as d u a s p a rte s iria m sa c rific a r
d o ” . A B íblia m o s tra q u e to d o s os a lg u n s a n im a is , e n ta lh á -lo s e d is p o r os
p e c a d o re s e s tã o n u s d ia n te de D eus p e d a ç o s em d u a s lin h a s . E m se g u id a ,
(G n 3 .1 0 ; H b 4 .1 3 ; A p 3 .1 7 ). A lgu- a m b a s as p a rte s d a ria m as m ã o s e ca-
m a s p e sso a s p e rc e b e m esse p ro b le - m in h a ria m so le n e m e n te p e lo m eio d a
m a e te n ta m c ria r o p r ó p r io c o n - v ia d isp o s ta . F a z e n d o isso , c e d ia m pe-
ju n to d e r o u p a s e s p ir itu a is , m a s n h o r d a in te n ç ã o d e c u m p r ir o s te rm o s
D eu s vê n e ssa s v e stim e n ta s a p e n a s d o c o n tr a to , m e sm o d ia n te d o sa n g u e,
t r a p o s s u jo s (Is 6 4 .6 ) . P o r ta n to , d o s o fr im e n to e d a m o rte . E sse foi o
q u a n d o n o ta e s ta r n u e c la m a pela p rim e iro d o s trê s tip o s de c o n c e rto le-
m ise ric ó rd ia d e D eu s, o p e c a d o r re- g al m e n c io n a d o s n a B íblia.
c eb e u m a n o v a ro u p a g e m (veja 2 7. P o u c o a n te s d a p re se n ç a física d e D eu s
C o 6 .7 ; E í 6 .1 4 ; A p 1 9 .7 ,8 ). e n tr a r nessa c en a (na fo rm a de u m for-
5. Q u a n d o A b rã o p e rg u n to u c o m o D eu s n o d e fu m a ç a e d e u m a to c h a d e fo g o ),
A b rã o tev e u m s o n o p r o fu n d o . En- h a b ita v a m a P alestin a p o r a p ro x im a d a -
q u a n to d o rm ia , a p re se n ç a d iv in a a tra - m e n te 4 0 0 a n o s. M a s D eu s a in d a iria
v esso u s o z in h a o s p e d a ç o s e n s a n g u e n - p e rm itir-lh e s o u tr o s 4 0 0 o u 5 0 0 a n o s
ta d o s , in d ic a n d o a ssim q u e as p ro m e s- a n te s d e d e stru í-lo s (veja Js 10). (Essa
sas d e Je o v á c o n c e rn e n te s à s a lv a ç ã o v e rd a d e ta m b é m é m e n c io n a d a p o r
de A b rã o e à p o sse d a P a le stin a e ra m P a u lo em R o m a n o s 2 .4 ,5 . Veja ta m b é m
in c o n d ic io n a is , c o m n e n h u m a o u tr a 2 C r 3 6 .1 5 ,1 6 ; 2 Pe 3 .1 -9 .) P o rta n to , se
im p o siç ã o d iv in a im p lic a d a . D esse m o - a p aciên cia e o p e rd ã o de D eus n ã o têm
d o , o c o n c e rto a b ra â m ic o — anuncia- lim ite d e profundidade (R m 5 .2 0 ), eles
do em G ên esis 1 2 .1 -4 e confirmado em têm efe tiv a m en te u m lim ite de extensão
G ên esis 1 3 .1 4 -1 7 ; 1 5 . 1 7 ‫ — ־‬foi e n tã o (Pv 2 7 .1 ).
ratificado a q u i, em G ên esis 1 5 .8 -1 8 . K. Seu c o m p ro m is s o (G n 1 6 . 1 1 5 ‫) ־‬.
8. E m G ên esis 1 5 . 1 3 1 6 ‫ ־‬, D e u s a n u n c ia a 1. S arai c o n v e n c e u A b rã o a g e ra r u m fi-
A b rã o u m a p ro fe c ia c o m sete a c o n te - lh o c o m a serva eg íp cia A gar. E m segui-
Todos eles iriam ocorrer no
c im e n to s. d a , S arai e A b rã o a d o ta r ia m a c ria n ç a
momento certo. c o m o se ela fosse filha deles m esm o s.
a. O s d e s c e n d e n te s de A b rã o se ria m
e s tra n g e iro s em u m a te rra d is ta n te O Anjo do Senhor
(veja G n 4 6 .2 -4 ).
Alguns teólogos acreditam que esse título encontra-
b. E les se ria m serv o s n essa te r r a (veja do no Antigo Testamento é efetivamente outro no-
Ê x 1 .7 -1 4 ). me do Senhor Jesus Cristo. De todo modo‫ ׳‬esse Anjo
c. E ssa se rv id ã o d u r a r ia 4 0 0 a n o s (ve- especial desem penha um papel importante na his-
ja Ê x 1 2 .4 0 ). tória dos israelitas.
d. O p r ó p r io D e u s, m ais ta r d e , julga- O Anjo do Senhor lutou contra Jacó (Gn 32.24-30).
ria a n a ç ã o q u e e sc ra v iz a ra o s isra- O Anjo do Senhor redimiu Jacó (Gn 48.16).
e lita s (veja E x 7— 12). O Anjo do Senhor falou com Moisés na sarça ar-
e. A b rã o se ria p o u p a d o d e tu d o isso dente (Êx 3.2).
(veja G n 2 5 .7 ,8 ). O Anjo do Senhor protegeu os israelitas no mar

f. D e p o is d e c o n s u m ir q u a tr o g e ra - Vermelho (Êx 14.19).


O Anjo do Senhor preparou os israelitas para aTer-
ç õ e s n o E g ito , o s is ra e lita s v o lta -
ra Prometida (Êx 23.20-23; SI 34.7; Is 63.9; 1 Co
ria m a C a n a ã (veja Ê x 6 .1 6 -2 0 . Le-
10.1-4).
vi, o t a ta r a n e to de A b rã o , fez p a rte
O Anjo do Senhor tranquilizou Josué (Js 5.13-15).
d a p rim e ira ; o filho d e L evi, C o a te ,
O Anjo do Senhor comissionou Gideâo (Jz 6.11)
r e p r e s e n to u a se g u n d a ; o filh o de O Anjo do Senhor ministrou para Elias (1 Rs 19.7).
C o a te , A n rã o , a te rc e ira , e o filho O Anjo do Senhor salvou Jerusalém (Is 37.36).
d e A n rã o , M o isé s, a q u a rta ). O Anjo do Senhor preservou três jovens hebreus
g. O s isra e lita s sa iria m d o E g ito c o m (Dn 3.25).
m u ita s riq u e z a s (veja Ê x 1 2 .3 5 ,3 6 ;
SI 1 0 5 .3 7 ). 2. A g ar ficou g ráv id a , e su a a titu d e a rro -
9. C o n tu d o , D e u s to m a r ia u m long uíssi- g a n te lo g o c a u so u p ro b le m a . C o n se-
m o te m p o p a ra c u m p rir tu d o isso, por- q u e n tem en te, Sarai m a n d o u q u e su a ser-
que a medida da injustiça dos amorreus v a fosse e m b o ra d a ca sa d a A b rã o . Essa
não está ainda cheia (G n 1 5 .1 6 ). Essa h istó ria desafia a c re n ç a d a q u e le s q u e
p a ssa g e m evoca o p rin c íp io já ex em p li- p ra tic a m a p o lig a m ia e q u e te n ta m jus-
ficad o em G ên esis 6 .3 . O p e c a d o acu- tific á -la p e la B íblia. P a re c e -n o s m ais
m u la-se a té o m o m e n to em q u e a fúria p re c iso a firm a r q u e D eus a p e rm itiu ,
e o ju lg a m e n to d iv in o e x p lo d e m c o n tra m as n u n c a a a p ro v o u (veja G n 2 .2 3 ; 1
ele. N e sse c a so , o s a m o rre u s e ra m os T m 3 .2).
ím p io s d e s c e n d e n te s d e C a n a ã (G n 3. A g a r foi e n c o n tr a d a p o r u m a n jo d o
1 0 .1 5 -1 8 ) q u e , n o s te m p o s de A b rã o , já S en h o r ao lad o de u m a fonte n o d eserto ,
e e ste lhe o r d e n o u q u e re to r n a s s e a 3. O n o m e d e le fo i e n tã o m u d a d o d e
A b rã o e S a ra i. O se x o e o n o m e d a A b r ã o , q u e sig n ifica “ p a i e x a l t a d o ” ,
c ria n ç a a in d a n ã o n a s c id a , Ism a e l, fo- p a ra A b ra ã o , q u e significa “ p a i de u m a
ra m p r o fe tiz a d o s p e lo a n jo . E ssa é a g ra n d e m u ltid ã o ” . À lu z d a s c o n d iç õ e s
p rim e ira m e n ç ã o b íb lica d o a n jo d o Se- d o p a tr ia r c a n a q u e le m o m e n to , o Dr.
n h o r. D o n a ld B a rn h o u s e im a g in o u a re a ç ã o
A g a r n ã o se sa iu bem n a B íb lia, m as d a q u e le q u e tev e se u n o m e a lte ra d o :
D eu s foi c o m p a ssiv o e e n v io u Seu m en-
sa g e iro a b e n ç o a d o p a ra a ju d á -la . Um breve sumário da circuncisão tal
4. Q u a n d o Ism ael n a sc e u , A b r ã o e sta v a como é encontrada na Bíblia
c o m 8 6 a n o s d e id ad e . Abraão foi o primeiro homem a ser circuncidado. Mais
L. S ua c irc u n c is ã o (G n 1 7 .1 -2 7 ). tarde, quando as tribos israelitas voltaram a praticar
1. N o té rm in o d o c a p ítu lo 16, A b rã o es- a circuncisão, submeter-se a ela era um verdadeiro
t a r a em seu m ais b a ix o p o n to e s p iritu - ato de fé, pois isso deixava todos os homens comple-

a l. Ele p e c a ra e e s ta v a a p a r t a d o d a tam ente indefesos no acampamento.


A circuncisão devia ser um selo (ou sinal) da promes-
a m iz a d e ta n to de D e u s c o m o d e su a fa-
sa de Deus, mas não a fonte.
m ília. O S e n h o r p a re c ia n u n c a d iscip li-
A fé na Palavra de Deus era a fonte.
n a r S ua c ria n ç a e rra n te . A b rã o c o n se-
A circuncisão da carne sem a circuncisão do coração
g u iria liv rar-se d isso tu d o ?
era algo absolutamente inútil. Anos mais tarde, Moi-
N ã o . A p a re n te m e n te , d e p o is d isso ,
sés lem brou essa verd ad e aos israelitas (veja Dt
o p a tr ia r c a s o fre u u m p e río d o de 13 10.12,16).
a n o s de silên cio d a p a rte d e D eu s. Ti- A circuncisão foi deixada de lado em Atos dos Após-
n h a 86 a n o s q u a n d o Ism ael n a sce u (G n tolos 15.1,2,28,29.
1 6 .1 6 ), m a s foi a p e n a s c o m 9 9 a n o s
q u e o T o d o - p o d e ro s o v o lto u a f a la r P o sso a p e n a s im a g in a r o q u e deve
co m ele. E ssa p a re c e te r sid o a d iscip li- te r a c o n te c id o q u a n d o A b r a ã o lev o u a
n a d iv in a im p o s ta s o b re A b rã o . O sal- n o tíc ia p a ra su a fam ília e p a ra seus em -
m ista id e n tific o u u m a c irc u n s tâ n c ia si- p re g a d o s , in fo rm a n d o -o s de q u e e sta -
m ila r a o e scre v e r s o b re a h is tó r ia d o s v a t r o c a n d o d e n o m e a ç ã o . T o d o s sa-
E ele satisfez-lhes o desejo,
isra e lita s: b ia m q u e seu a n tig o n o m e e ra A b rã o ,
mas fez definhar a sua alma (SI 1 0 6 .1 5 ). p a i de m u ito s , e c o m p re e n d ia m q u e es-
sa p a la v ra h a v ia sid o u m e sp in h o n a vi-
El-Shaddai d a dele. P o d e m o s a ssim s u p o r o alv o -
A palavra shadd refere-se ao seio da mãe lactante. A ro ç o de in teresse e c u rio s id a d e q u a n d o
palavra el significa ‫״‬aquele que é forte‫״‬. ele a n u n c io u : “ M u d a re i m e u n o m e ” .

Deus confortou Jacó com esse nome (Gn 35.10,11).


“ O v e lh o n ã o a g u e n ta m a is . A q u e le
Jacó abençoou José com esse nom e (Gn 49.25). n o m e fin a lm e n te a c a b o u c o m a p aciên -
Deus tranquilizou Moisés com esse nome (Êx 6.3). cia dele. A final, ele n ã o fo ra p a i de n in -
g u é m d u r a n te 8 6 a n o s e, d e p o is d isso ,
Esse título é mais encontrado no livro de Jó (31 vezes)
do que em qualquer outro do Antigo Testamento. E to rn o u -s e 0 p ai d e a p e n a s u m . E te r u m
0 sofredor patriarca carecia dele. O versículo do Sal- n o m e c o m o a q u e le — p a i d e m u ito s —
mo 91.1 tam bém 0 emprega: Aquele que habita no d e v ia tr a z e r c o n s ig o m o m e n to s d ifí-
esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente des- ceis. E p o r tu d o isso q u e ele m u d a r á o
cansará. p r ó p r io n o m e . A té im a g in o q u a l ele
a d o ta r á .” E m se g u id a , o id o so A b ra ã o
2. A p e s a r de tu d o , u m D e u s g ra c io s o a firm a : “A p a r tir de a g o ra , serei c h a -
e n tã o o p e rd o o u e re s ta u ro u (c o m p a re m a d o de A b r a ã o , o p a i d e m u ltid õ e s ” .
c o m SI 5 1 ) a a n tig a a m iz a d e . O Deus P o d e m o s q u a s e o u v ir o silê n c io d esse
todo-poderoso , e m h e b r a ic o , é El- e m b a r a ç o s o m o m e n to e m q u e a v er-
Shaddai. d a d e re v e lo u -s e a to d o s . P a i d e u m a
O Salém
Mais tarde, seria
conhecida como
^ ^ ierusalém.

Monte Moriá
Onde Isaque seria M anre ‫׳‬
sacrificado
(G n 2 2 .2 ).
• Hebrom
Onde Abraão viveu a
maior parte de sua
vida aaulta
·G e r a r (G n 1 3 .1 8;
O n d e A b raão 18.1 ;2 3 .1 9 ).
m en tiu sobre Sara
pela se g u n d a vez
(G n 2 0 .1 ).
• Berseba
O n d e A b raã o viveu a
>Sodoma
últim a parte d e sua vida.

m u ltid ã o ? L o g o d e p o is d isso , as risa - I 4. P ela q u a r t a v ez, D e u s , e n tã o , rea fir-


d a s d ev em te r ro m p id o a tr á s d a s p a re - j m o u o c o n c e r to r e la tiv o à te r r a e à
d es. O v e lh o deve te r fic a d o m a lu c o . I d e s c e n d ê n c ia de Seu a n tig o se rv o (ve-
Ele tev e u m filho c o m 86 a n o s e a g o ra , \ ja G n 1 2 .2 ,3 ,7 ; 1 3 .1 4 - 1 7 ; 1 5 .5 ). N a
c o m 9 9 , e s tá c o m e ç a n d o a te r d e sv a- I o c a s iã o a tu a l (G n 1 7 . 9 1 4 ‫) ־‬, o T o d o -
rio s. P ai de u m a m u ltid ã o ! H a v e ria al- : -p o d e r o s o o r d e n o u a A b r a ã o q u e cir-
g o m ais rid íc u lo p a ra a lg u é m c o m essa j c u n c id a s s e a si m e s m o , a to d o s o s m a-
id ad e? (God’s Remedy. vol. III. p. 3 1 6 ) ; c h o s d e su a c a sa e a c a d a filho m e n in o
q u e f u tu r a m e n te n a s c e s s e , n o o ita v o c h e g a n d o , p o r e x e m p lo , a c in c o ? A res-
d ia d e v id a. p o s ta p r o v á v e l é q u e A b r a ã o d e v ia
5. E n tã o , o n o m e d a e s p o sa d e A b r a ã o a c re d ita r h a v e r p e lo m e n o s d ez p esso as
m u d o u de S arai (c o n te n c io so ) p a ra Sa- ju sta s e m S o d o m a . A final, h a v ia L ó , a
ra (p rin cesa). e s p o sa d e L ó e su a s d u a s filhas. C e rta -
6. A b r a ã o so rriu d e a le g ria (R m 4 .1 9 -2 1 ) m e n te , ele d e v ia p e n s a r: o to ta l seria
a o im a g in a r seu h e rd e iro d e s a n g u e e m a is d e dez! E n tr e ta n to , o p a tr ia r c a
p e d iu as b ê n ç ã o s de D e u s p a ra Ism ael. h e b re u te ria seu c o ra ç ã o d e s p e d a ç a d o ,
7. D eu s p ro m e te u a b e n ç o a r Ism ael e e n tã o p o is a p a re n te m e n te a p e n a s L ó e su a fa-
o r d e n o u a A b r a ã o e a S ara q u e n o m e - m ília e ra m p e sso a s ju sta s.
a sse m o f u tu r o h e rd e iro d o c o n c e r to
d iv in o d e Isa q u e . O caminho do compromisso
8. A b r a ã o o b e d e c e u à o rd e m d iv in a de
Primeiro, Ló olhou para Sodoma com anseios (Gn
c irc u n c id a r to d o s o s m ac h o s.
13.10).
M . Sua c o m p a ix ã o . Em seguida, ele escolheu a terra perto daquela
1. A b ra ã o re c e b e u a v isita p e sso a l d o Se- cidade (Gn 13.11).
n h o r e d e d o is a n jo s . E n q u a n to ser- Depois disso, ele ergueu sua tenda na direção de
v ia -o s, D e u s n o v a m e n te lh e p ro m e te u Sodom a (Gn 13.12).
u m h e rd e iro e, d e ssa vez, d e te rm in o u Então, ele mudou-se para dentro da cidade (Gn
u m a d a ta (G n 1 8 .1 0 ,1 4 ). 14.12).

2. S a ra e n tr e o u v iu essa c o n v e rs a e riu Aofinal, ele entregou suasduasfilhasesuasener-


giasà Sodom a (Gn 19).
com d e scre n ç a. D eus rep reen d eu
A b r a ã o p e la fa lta de fé d e su a m ulher. Com certeza, as palavras do Novo Testamento apli-

E m se g u id a , S ara n e g o u q u e h o u v esse cam-se aqui: Vede quão grande bosque um pequeno

rid o (G n 1 8 . 1 0 1 5 ‫) ־‬. fogo incendeia (Tg 3.5). O pecado é com o a lepra ou


o câncer. Começa discretamente, mas pode terminar
3. D e u s d e s a fio u a fé d e S a ra e a d e
destruindo todos os órgãos vitais do corpo.
A b r a ã o (G n 1 8 .1 4 ). Havería coisa al-
No Novo Testa mento, 0 grande pecado de Simão Pe-
guma difícil ao S e n h o r ? (veja ta m b é m
dro foi amaldiçoar o Senhor Jesus. Esse pecado tam-
M t 1 9 . 2 3 2 6 ‫ ;־‬Lc 1 .2 6 -3 7 ).
bém começou discretamente e terminou quando ele
4. O s d o is a n jo s p a rtira m em m issão to tal-
aqueceu suas mãos no acam pam ento do inimigo (Lc
m e n te se c re ta , ru m o a S o d o m a . D eu s,
22.54-56).
e n tã o , revelou a A b ra ã o Sua in te n ç ão de
Pedro com eçou ostentando sua lealdade (Mc
d e s tru ir a c id a d e ím p ia (G n 1 8 .1 6 -2 2 ).
14.29).
5. A b ra ã o c o m e ç o u a im p lo ra r p o r S o d o ‫־‬
Depois disso, ele dormiu quando deveria ter ora-
m a. Foi u m a d a s o ra ç õ e s m a is persis- do (Mc 14.37).
te n te s e c o m p a ssiv a s em to d a a B íblia. Em seguida, ele seguiu Cristo, mas caminhando
a. Foi u m a o r a ç ã o d e c id id a . de longe (Mt 26.58).
b. Q u e m o s tro u rev erên cia. Ainda que Então, ele foi encontrado, associando-se com os
sou pó e cinza (G n 1 8 .2 7 ). inimigos de Cristo (Mt 26.69).
c. Não faria justiça
E stav a c h e ia d e fé. E, finalmente, acabou por amaldiçoar 0 Salvador

o Juiz de toda a terra f (G n 1 8 .2 5 ). (Mt 26.70-74).

6. A p rin c íp io , A b r a ã o p e d iu a D eu s q u e
p o u p a s se a c id a d e c a so 5 0 p e sso a s jus- N. S ua p a re n te la c o rr u p ta (G n 1 9 .1 -3 8 ).
ta s fo ssem lá e n c o n tra d a s . O T o d o -p o - 1. A n a r r a ç ã o d a d e s tru iç ã o de S o d o m a é
d e ro s o c o n c o r d o u c o m o p e d id o . Em o s e g u n d o de d o is a c o n te c im e n to s d o
s e g u id a , o re q u e rim e n to se fez em no - A n tig o T e sta m e n to re fe rid o s p o r n o sso
m e d e 4 5 ju sto s; d e p o is, 4 0 ; e n tã o , 3 0 ; S e n h o r c o m o ilu s tra ç õ e s d o d ia v in -
m ais u m p o u c o , e ra m 2 0 e, fin a lm e n te , d o u r o d o ju íz o . O p rim e iro a c o n te c i-
d e z . C o n t u d o , A b r a ã o p a r o u n e sse m e n to foi o d ilú v io à é p o c a de N o é (ve-
p o n to . P o r q u e ele n ã o in sistiu m ais, ja Lc 1 7 . 2 6 3 0 ‫)־‬.
2. O s a n jo s e n c o n tr a r a m L ó à s p o r ta s de é f re q u e n te m e n te m e n c io n a d o n a Bí-
S o d o m a . P ro v a v e lm e n te , ele e ra u m ti- b lia p a r a in d ic a r p u n iç ã o e d e s tru iç ã o
p o de c o n se lh e iro d a c id a d e , c o m a u to - (D t 2 9 .2 3 ; J ó 1 8 .1 5 ; SI 1 1 .6 ; Is 3 0 .3 3 ;
rid a d e s d e le g a d a s . E le e s ta v a e n tã o Ez 3 8 .2 2 ; Lc 1 7 .2 9 ; A p 9 .1 7 ). A lg u n s
c o m p le ta m e n te c o n d e sc e n d e n te . a c re d ita m q u e se t r a t a d e u m a refe rê n -
L ó fez u m a c e le b ra ç ã o p a r a esses c ia a o s ú lfu r. G ê n e s is 1 4 .1 0 a firm a
d o is a n jo s e p re p a ro u -lh e s p ã o sem fer- q u e o v a le a o r e d o r d e S o d o m a e s ta v a
m e n to . Esse a to su g ere d o is fato s: p ri- cheio de poços de betume (o u p o ç o s
m e iro , ele re c o n h e c e u a id e n tid a d e de d e a s fa lto ).
seu s c o n v id a d o s c e le stia is; s e g u n d o , 10. A e sp o sa d e L ó o lh o u p a ra trá s e tra n s -
p o r d e ix a r a o m a rid o a ta re fa d e pre- fo rm o u -se em u m p ila r de sal. E m L ucas
p a r a r o s p ã e s, a m u lh e r d e L ó d e m o n s- 1 7 .3 2 , Je su s a d m o e s to u to d o s os h o -
tro u d e sp re z o p e la c o n d iç ã o d o m a rid o m ens a lem b ra re m -se d a esp o sa de Ló.
e p e la s c o isa s d e D eu s. E n ó s ta m b é m d ev em o s fazer o m esm o .
3. O s a n jo s c o n ta r a m a L ó a c erc a d a im i- A v id a d e la c o m p r o v a a a firm a ç ã o :
n e n te d e s tru iç ã o d e S o d o m a . A s itu a - “ V ocê p o d e tir a r o m e n in o d a faz e n d a ,
ç ã o d a c id a d e e s ta v a tã o c o rr o m p id a , m a s n ã o p o d e tir a r a fazen d a d o m eni-
q u e eles fo ra m fo rç a d o s a c e g a r a lg u n s n o ” . N o c a so d ela, o p ro v é rb io se a tu a -
p e rv e rtid o s se x u a is q u e c e rc a ra m a ca- liz a ria assim : “ V ocê p o d e tir a r u m a pes-
sa d e L ó o n d e esses a n jo s e sta v a m . A s so a m u n d a n a d o m u n d o , m as n ã o p o d e
p e sso a s d a c id a d e n ã o tin h a m a b s o lu - tir a r o m u n d o d a p e sso a m u n d a n a ” .
ta m e n te re s p e ito a lg u m p e lo r e n u n - Deus se lembrou de Abraão e tirou
c ia n te s o b rin h o d e A b ra ã o . Ló do meio da destruição (G n 1 9 .2 9 ).
4. E L ó h a v ia se to r n a d o tã o c a rn a l, q u e U m D eu s g ra c io s o p ro m e te u esq u ecer-
te n to u a p a z ig u a r o s s o d o m ita s o fere - -se d o s p e c a d o s c o n fe ssa d o s p o r to d o
c e n d o -lh e s su a s d u a s filhas v irg en s. Ele c ris tã o (H b 8 .1 2 ), m a s, a lé m d isso , em
ta m b é m se re fe riu a o s s o d o m ita s c o m o S ua fid e lid a d e , Ele le m b ra -se d e , p elo
“ irm ã o s ” (veja 3 J o 1 .1 0 ,1 1 ). m e n o s, d u a s coisas:
5. E le d e s p e rd iç o u o r e s to d a n o ite em a . A s o ra ç õ e s d e u m ju s to (v eja G n
te n ta tiv a s v ãs e fre n é tic a s p a ra c o n v e n - 18.23; A p 5.8).
c e r o s n o iv o s de su a s filh as e fu g ire m b. As o b ra s d o c ris tã o (H b 6 .1 0 ).
d a c id a d e ju n to c o m ele. P o r isso, L ó foi salv o p elas o ra -
6. C o m o r a i a r d o d ia , o s a n jo s litera l- ções c h e ia s d e fé feitas p o r A b ra ã o .
m e n te a rr a s ta r a m L ó , su a e sp o sa e suas T alv ez, J u d a s tiv esse L ó em m en te
d u a s filhas p a r a fo ra d e S o d o m a , dizen- q u a n d o , m a is ta rd e , escreveu:
d o -lh e s q u e fu g issem p elas m o n ta n h a s . E apiedai-vos de alguns que es-
7. L ó c o m e ç o u a re c la m a r, im p lo ra n d o tão duvidosos; e salvai alguns, arre-
a o s a n jo s q u e , e m vez d o re fú g io n a s batando-os do fogo;tende deles mi-
m o n ta n h a s , d e ix a sse m -n o s fixar-se em sericórdia com temor, aborrecendo
u m a p e q u e n a c id a d e n o s a rr e d o re s , até a roupa manchada da carne.
c h a m a d a Z o a r. J u d a s 1 .2 2 ,2 3
8. A fam ília de L ó re c e b e u u m ú ltim o avi- 11. T e rriv e lm e n te a m e d r o n ta d o , L ó p a s-
so (G n 1 9 .2 2 ). A d e s tru iç ã o de S o d o m a s o u p o r Z o a r e refu g io u -se em u m a ca-
é u m p re n ú n c io d a trib u la ç ã o v in d o u - v e rn a c o m su a s d u a s filhas. N e sse lu-
ra (veja 2 Ts 2 .6 ,7 ), e a p a rtid a d e L ó gar, e x p ô s-se ra d ic a lm e n te o a lto p re ç o
p o d e ser d e sc rita c o m o u m s ím b o lo d o d a v id a b a ix a q u e a fa m ília d e L ó leva-
a r r e b a ta m e n to d e to d o s o s c ristã o s . v a. S uas d u a s filh as, te m e n d o n u n c a se
9. fez chover enxo-
E m s e g u id a , o S e n h o r c a sa re m , e m b e b e d a ra m o p r ó p rio p a i e
fre e fogo [...] desde os céus, sobre Sodo- tiv e ra m re la ç õ e s se x u a is c o m ele. A s
ma e Gomorra (G n 1 9 .2 4 ). O e n x o fre d u a s fic a ra m g rá v id a s.
1. Conversão em Ur (Gn 11.31; 12.1-4; Js 24.3; At 7.2) 8. Abrão com 99 anos (Gn 17)
Profecia com sete promessas Alguns novos nomes
1 Eu farei d e ti um a g ran d e nação. 1. A b rã o troca d e n o m e para A b raã o (pai d e nações).
2. Eu te ab en çoarei. 2. Sarai troca d e n o m e para Sara (princesa).
3. Eu farei g ran d e o teu nom e. 3. D eus apresenta-se co m El-Shaddai (aq uele q u e dá frutos).
4. Tu serás u m a bênção. Um novo selo: a circuncisão torna-se 0 sinal do concerto de Deus.
5. Eu ab e n ço are i aq u eles q u e te ab ençoarem .
9. Boas e más notícias (Gn 18— 19)
6. Eu am ald iço arei aq u eles q u e te am ald içoarem .
Abraão é visitado pelo Senhor e por mais dois anjos.
7. Por in te rm é d io d e ti, tod as as fam ílias da terra serão aben-
A boa notícia: seu herdeiro, há tanto tem po prometido, nascería
çoadas.
na primavera seguinte.
2. Em Harã(Gn 11.31,32) Amá notícia: Deus planejou destruir Sodoma, a cidade de Ló.
Obediência parcial: ele leva seu pai consigo e segue até Harã. Sodoma é destruída. Apenas Ló e suas duas filhas sobrevivem.
3. Chegada em Canaã (Gn 12.4-9) 10. Abraão na Filístia (Gn 20)
Ele constrói um altar e tem a Terra Prom etida para si. Durante outro período de fome, Abraão deixa novam ente Canaã

4. Viagem ao Egito (Gn 12.10-20) e mente sobre Sara.

Motivo: uma fom e em Canaã. 11.0 herdeiro do concerto (Gn 21)


Pecado: dúvida (relativa a Deus) e mentira (relativa à Sarai). Isaque nasce.
Símbolo: 0 Egito é um símbolo do mundanismo. Agar e Ismael são expulsos.
Consequências: as trágicas consequências foram sete.
12. Prenúncios do Calvário (Gn 22)
1. Ele en tristeceu a Deus.
0 símbolo:
2. E n fraq u eceu a própria fé.
1. Sacrifício d e Isaque.
3. E n fraq u eceu a fé d e Sarai.
2. U m substituto para Isaque.
4. D eu um te s te m u n h o terrível a seu sobrinho Ló.
0 local: monte Moriá, prenunciando 0 Gólgota.
5. C ausou aflições a Faraó.
A revelação: um novo nome para Deus, Jeová-Jiré ("0 Senhor pro-
6. T om ou Agar, a serva egípcia.
verá").
7. D eu um m al ex em p lo a seu fu tu ro filho, Isaque.
13. Morte de Sara (Gn 23)
5. Encontro com Melquisedeque (Gn 13— 14)
Sara morre com 127 anos e é enterrada na cova de Macpela.
Contexto: Abraão havia vencido a batalha e resgatado seu sobrinho.
Identidadede Melquisedeque: Cristo? Sem ? Sacerdote desconhe- 14. Comandando seus empregados (Gn 24)
cido? O comando de Abraão: buscar uma noiva para Isaque.
Importância do encontro: primeiro registro de quatro fatores. A oração do empregado: mostra-me a moça certa.
1. Primeira comunhão (p ão e vinho). A resposta do Senhor: Rebeca é a escolhida.
2. Prim eira m e n ç ã o da cidade santa (Salém ). Os símbolos bíblicos: esse é 0 capítulo mais preenchido por sím-
3. Prim eira m e n çã o d e um sacerdote. bolos na Bíblia.
4. Prim eiro ex e m p lo de dízimo. 1. A b rã o sim boliza D eus Pai.
2. Isaque sim boliza D eus Filho.
6. Ratificação do concerto (Gn 15)
3. O em p re g a d o sim boliza D eus Espírito Santo.
Contexto: esse concerto fora:
4. R eb eca sim boliza a Igreja.
1. A n u n c ia d o e m G ênesis 12.1 -4.
2. C o n firm ad o e m G ênesis 13.14-17; 15.1-7. 15. Seu casamento com Quetura (Gn 25.1 6‫)־‬
3. R atificad o e m G ênesis 1 5 .8 1 8 ‫ ־‬. Ela concebeu mais seis filhos para Abraão.
Método empregado: um pacto de sangue. 0 quarto filho dela chamou-se Midiã, pai dos midianitas.
Concessões: uma terra (Canaã) e um povo (Israel). 16. A morte de Abraão (Gn 2 5 .7 1 0 ‫ ;־‬Hb 11.8-10)
Termos: incondicionais, sem qualquer obrigação. Idade: 175 anos.
Linguagem: três palavras-chave: creu, imputado, justiça. Local do túmulo: cova de Macpela.
Profecia implicada: os 400 anos de cativeiro egípcio e a libertação Epitáfio: Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lu-
do povo israelita. gar que havia de receberpor herança;e saiu, sem saber pa-
7. Casamento com Agar (Gn 16) ra onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em
0 plano de Sarai. terra alheia, morando em cabanas com Isaque eJacó, her-
0 apuro de Agar. deiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a ci-
0 auxílio do anjo. dadequetem fundamentos, da qual0 artífice econstrutor
0 nascimento de Ismael. éD eus( Hb 11.8-10).

[PELA FÉ, ABRAÃO... PELA FÉ, ABRAÃO... PELA FÉ


A filh a m ais v e lh a c h a m o u seu filho Q. Seu “ C a lv á rio ” (G n 2 2 .1 -2 4 ).
d e M o a b e (pai d o s m o a b ita s ), e a m ais 1. D e u s “ te n t o u ” A b ra ã o , o rd e n a n d o -lh e :
n o v a d e u à su a c ria n ç a o n o m e de Ben- Toma agora o teu filho, 0 teu único fi-
-A m i (p a i d o s a m o n ita s ). E ssa s d u a s Iho, Isaque, a quem amas, e vai-te à ter-
n a ç õ e s c ria ria m m u ito s p ro b le m a s p a- ra de Moriá; e oferece-o ali em holo-
ra o p o v o isra e lita p o s te rio rm e n te (ve- causto [...] (G n 2 2 .2 ). N a v e rd a d e , tra -
j a G n 1 9 .3 0 -3 8 ). ta v a ‫־‬se d e u m teste p a ra a ju d a r A b ra ã o
O. S ua c a rn a lid a d e (G n 2 0 .1 -1 7 ). a c re sc e r e s p iritu a lm e n te (c o n tra ste G n
1 . A b r a ã o c o m e te u a q u i o m e sm o tip o de 2 2 .2 c o m T g 1 .1 3 ).
p e c a d o q u e c o m e te ra a n te s a o d ire c io - 2. A te r r a d e M o riá e ra a q u e le d is trito em
n a r-se p a r a o E g ito . L o g o , ele m u d o u - to r n o d e J e ru s a lé m o n d e m ais ta r d e 0
-se p a r a a te rra d o s filisteus e m e n tiu a te m p lo seria c o n s tru íd o (veja 2 C r 3 .1 ).
A b im e le q u e s o b re S a ra, d o m e sm o jei- M a s o que D eus o rd en o u a A b ra ã o a
to q u e m e n tira a n te s a F a ra ó . ser feito a Isa q u e ? (d e p o is, em Lv 1 .1 ‫־‬
2. E m u m s o n h o , D e u s a le rto u A b im ele- 9 , M o isé s rec e b e in stru ç õ e s s o b re o h o -
q u e a n ã o to c a r e m S ara. lo c a u s to ).
3. A b im e le q u e r e p r e e n d e u A b r a ã o p o r a. A o fe rta d e v e ria ser c o n s titu íd a de
m en tir. u m a n im a l m a c h o e sem m a n c h a .
4. A b r a ã o o r o u , p a r a q u e as b ê n ç ã o s de b. E la d e v e ria se r o fe re c id a p o r seu
D e u s c a ísse m s o b re A b im ele q u e. d o n o v o lu n ta ria m e n te .
c. E la se ria m o rta e te ria seu sa n g u e
Vale realmente a pena servir a Deus? e s p a lh a d o .
Abraão já havia sido abençoado por Deus de muitas d. E m se g u id a , seria c o rta d a em p e d a -
formas. ço s.
Salvação eterna (Gn 15.6) e. F in a lm e n te , ela seria la v a d a e q u ei-
Orientação (Gn 12.1) m ada.
Coragem (Gn 14.15)
E in c e rto o q u a n to d e ssa s reco -
Bênçãos espirituais (Gn 14.19)
m e n d a ç õ e s e ra m c o n h e c id a s p o r
Necessidades terrenas (Gn 13.2)
A b r a ã o . M a s o p a tr ia r c a e fe tiv a -
Segurança social (Gn 15.15)
m e n te sa b ia isto : D e u s lh e o rd e n a -
Perdão (Gn20.17)
ra m a ta r o seu p ró p rio filho a m a d o .
Teve um filho quando já estava em idade avança-
da (Gn 21.3) 3. E les c h e g a ra m a o lo cal e sta b e le c id o n o
Proteção contínua (Gn 15.1) te rc e iro d ia . A b r a ã o p a r tiu u m d ia de-
A promessa de uma cidade celestial (Hb 11.10) p o is d e D e u s o rd e n a r-lh e e d e m o r o u
trê s d ia s p a r a c h e g a r a M o r iá , to ta li-
P. S u a c e le b ra ç ã o (G n 2 1 .1 -3 4 ). z a n d o a ssim q u a tr o d ia s. Isso c o rre s -
1. T al c o m o D eu s h av ia p ro m e tid o , Isaq u e p o n d e p e rfe ita m e n te a Ê x o d o 1 2 .3 ,6 ,
n asceu . O n o m e d ele significa “ r is o ” . e m q u e o c o rd e iro d a P á sc o a d e v e ria
2. U m a g r a n d e c e le b ra ç ã o fo i fe ita p a ra se r m a n tid o p o r q u a tr o d ia s a n te s d e
m a r c a r o d e sm a m e de Isa q u e . ser m o rto (veja G n 2 2 .3 ,4 ).
3. A g a r e seu filho de 14 a n o s , Ism a e l, fo- 4. A b r a ã o e n tã o in s tru iu seus e m p re g a -
r a m e x p u lso s d a c a sa d e A b ra ã o , p o r- d o s a e s p e ra re m a té q u e ele e Isa q u e re-
q u e ele z o m b a ra d o b eb ê d u r a n te a ce- to rn a s s e m d a a d o ra ç ã o (G n 2 2 .5 ). T e-
le b ra ç ã o (veja G 1 4 .2 2 -3 1 ). m os aq u i um v is lu m b r e d a fé d e
4. D e u s g ra c io s a m e n te m in is tro u a A g a r A b r a ã o . C o n s id e re ele a firm a n d o a o s
e a Ism ael d e p o is q u e eles p e rd e ra m -se h o m e n s q u e t a n t o ele p r ó p r io c o m o
n o d e s e rto d e B erseb a, le v a n d o -o s a té seu filho r e to rn a ria m . A ssim , a in d a q u e
u m a fo n te d e á g u a fre sc a. Ism a e l, m ais tiv esse re a lm e n te a in te n ç ã o de sacrifi-
ta r d e , c a so u -se c o m u m a m o ç a eg íp cia c a r I s a q u e , A b r a ã o a c r e d ita v a q u e
e to rn o u -s e u m ó tim o a rq u e iro . D eu s ressu sc ita ria seu filho d o s m o rto s!
Eis, p o r ta n to , o s d o is p o n to s a lto s da U m A b r a ã o a g ra d e c id o o b e d e c e u e n o -
v id a desse g ra n d e p a tria rc a : m e o u a q u e le lu g a r de Je o v á -Jiré .
a. A c re d ita r em D e u s em re la ç ã o a o 9. O titulo Jeová-Jiré é u m d o s g ra n d e s n o -
n a s c im e n to s o b re n a tu ra l d e seu fi- m es d e D e u s n o A n tig o T e s ta m e n to e
lh o (R m 4 .1 8 -2 1 ). significa litera lm e n te “ o S e n h o r p ro v e-
b. A c r e d ita r em D e u s em r e la ç ã o à rá ”.
re s s u rre iç ã o s o b re n a tu ra l d e seu fi- 10. A n te s d e te rm in a r esse c a p ítu lo , n o te -
lh o (H b 1 1 .1 7 -1 9 ). m o s a lg u m a s in c rív e is s im ila rid a d e s
5. Isa q u e e n tã o p e rg u n to u : Eis aqui o fo- e n tre A b ra ã o , o p a i, e D eu s Pai:
go e a lenha, mas onde está o cordeiro a . A m b o s tin h a m u m filho a m a d o (M t
para o holocausto? (G n 2 2 .7 ) . T ra ta -se 3 .1 7 ; 1 7 .5 ). O s filhos d o s d o is n as-
de u m a q u e s tã o a in d a s e n d o feita a tu - c e ra m m ira c u lo s a m e n te (Lc 1 .3 5 ).
a lm e n te p e lo c o n fu s o m u n d o c o n te m - b. A m b o s tin h a m filhos q u e e s ta v a m
p o râ n e o . O n d e e stá esse c o rd e iro ? O n - d is p o s to s a se re m s a c rific a d o s (Jo
de e n c o n tr a r e m o s n o ssa s a lv a ç ã o ? O 1 0 .1 8 ).
m u n d o faz a p e rg u n ta c e rta , m as p ro - c. A m b o s o fe re c e ra m seu s filh o s (Jo
Quais
c u ra a s r e s p o s ta s e rr a d a s (veja 3 .1 6 ; a m b o s n o m e sm o lu g ar).
são algumas das falsas esperanças de d. A m b o s r e c e b e ra m se u s filh o s d e
salvação?, v ol. 2 , p. 2 0 9 ). v o lta c o m g ra n d e a le g ria (SI 2 4 .7 ‫־‬
6. O p a tr ia r c a , c o m c o ra ç ã o p a rtid o , res- 10).
Deus
p o n d e u g e n tilm e n te a seu filho: N o ta : a lg u n s a c re d ita m q u e esse
proverá para si o cordeiro para 0 holo- s a lm o re fe re -se a o r e to r n o d o Se-
causto, meu filho (G n 2 2 .8 ). E ssa ú n ica n h o r Je su s a o s cé u s d e p o is de Sua
frase sin te tiz a o o b je tiv o p rim á rio d a - m o rte e re ssu rre iç ã o .
d o à E sc ritu ra p o r D eus. e. A m b o s p r e p a r a ra m c u id a d o s a m e n -
T e o lo g ic a m e n te , p o d e m o s d a r a es- te o c a s a m e n to d e seus filh o s. E m
sa re s p o s ta d u a s in te rp re ta ç õ e s : G ê n e sis 2 4 , A b r a ã o e n v ia u m fiel
a . D e u s p ro v e rá a si m e sm o u m co r- e m p re g a d o em b u sc a d e u m a n o iv a
d e iro , o u se ja , o c o r d e ir o v irá de p a ra Isaq u e. N o N o v o T e sta m e n to ,
D eus. a
Je su s c o m p a r a o R e in o d o s C é u s
b . D eus d a rá a si m e sm o c o m o c o rd e i- um certo rei (D e u s P ai) que ceie-
ro , o u seja, o c o rd e iro o fe re c id o se- br ou as bodas de seu filho (M t
rá D eus. 22 . 1, 2 ).
A s d u a s in te r p r e ta ç õ e s e s tã o 1 1 . 0 a n jo d o S e n h o r a n u n c io u n o v a m e n te
c o r r e ta s , p o is seus d o is s e n tid o s as c o n cessõ es d o c o n c e rto a b ra â m ic o .
c u m p re m -se n o N o v o T e sta m e n to . 12. A o r e to r n a r p a r a c a sa , A b r a ã o rec e b e u
7. A b ra ã o c o n s tru iu u m a lta r e a m a r ro u u m a m e n s a g e m q u e lhe tr a z ia n o v a s
seu p r ó p rio filho nele. Essa a firm a ç ã o n o tíc ia s re la tiv a s a se u irm ã o , N a o r,
d im in u ta fala m u ito so b re Isa q u e , pois c o m q u e m a p a r e n te m e n te n ã o se en -
ele n ã o e ra u m g a ro tin h o ta l c o m o ge- c o n tr a v a d e sd e q u e d e ix a r a Ur. N a o r
ra lm e n te im a g in a m o s , m a s e ra p ro v a - m u d a ra -s e p a ra H a r ã , e D e u s o h a v ia
v e lm e n te u m h o m e m já a d u lto . A in d a a b e n ç o a d o ju n to c o m su a e sp o sa , M il-
a s sim , ele v o lu n ta r ia m e n te p e rm itiu ca, d a n d o -lh e s o ito filhos. O q u in to fi-
q u e seu p a i a m a rra s s e -0 e p re n d e s s e -0 lh o , B etuel, será im p o r ta n te n a se q u ê n -
a o a lta r d a m o rte (G n 2 2 .9 ). cia d a h istó ria b íb lica a o te r u m a filha
8. A b r a ã o e s te n d e u o c u te lo p a r a m a ta r c h a m a d a R eb eca e u m filh o c h a m a d o
seu filho (G n 2 2 .1 0 ) . C o n tu d o , a n te s L a b ã o . S a b e m o s q u e R e b e c a se c a s a rá
q u e p u d e sse fazê-lo , D eu s m o stro u -lh e c o m Isa q u e . J á as filhas d e L a b ã o , R a-
u m c a rn e iro e o r d e n o u q u e esse a n im a l q u el e L eia, s e rã o , n o fu tu ro , as esp o sa s
fo sse sa c rific a d o n o lu g a r d e Isa q u e . de J a c ó (G n 2 2 .1 9 -2 4 ).
d a s m a is n o tá v e is o ra ç õ e s e m t o d a a
Símbolos do Antigo Testamento
B íb lia, n ã o a p e n a s p o r su a g r a n d e fé,
As pessoas desse capítulo podem ser consideradas
m a s ta m b é m p o r q u e re c e b e u s u a res-
símbolos que descrevem realidades espirituais.
p o s ta a n te s m e sm o de te rm in a r d e orar.
Abraão é 0 símbolo perfeito do Pai celestial. O e m p re g a d o c la m o u a D e u s q u e lhe
É o pai que está planejando um casamento pa-
m o stra sse a m o ça q u e Ele d e seja v a co -
ra seu filho amado (veja Mt 22.2).
m o e s p o sa p a r a Is a q u e , le v a n d o -a a
Isaque é um símbolo perfeito do Senhor Jesus
o fere c er-lh e u m p o u c o d e á g u a e ta m -
Cristo.
b é m a seus se d e n to s c a m e lo s.
Isaque, como Jesus, é oferecido como sacrifício
E sucedeu que, antes que ele acabas-
(compare Gn 22 com Mt 27) e busca sua espo-
sa. Isaque, como Cristo, herda tudo 0 que per-
se de falar; eis que Rebeca, que havia
tence ao pai (compare Gn 24.36 com Fp 2.9,10).
nascido a Betuel, filho de Milca, mu-
Por fim, Isaque, como Cristo, ama sua noiva ter- lher de Naor, irmão de Abraão, saía
namente (compare Gn 24.67 com Ef 5.25). com o seu cântaro sobre o seu ombro.
Eliézer é 0 símbolo perfeito do Espírito Santo. G ên esis 2 4 .1 5
O servo de Abraão dirige-se à M esopotâm ia 3. Sem saber, R eb eca c u m p riu a q u e la o ra -
por um único motivo — buscara noiva de Isa- ç ã o a o o fe re c e r á g u a t a n t o a o e m p re -
que. Séculos depois (Atos dos Apóstolos 2), 0 g a d o q u a n to a o s seus c a m e lo s. Esse é o
Espírito Santo desceu no Pentecostes para um p rim e iro de m u ito s e n c o n tr o s im p o r-
único propósito— reunira esposa para 0 Filho. ta n te s q u e , n a B íblia, o c o rre m p ró x i-
Se, na Mesopotâmia, Eliézer honrou o pai e 0 m o s a fo n te s o u a p o ç o s de á g u a (veja
filho durante todo o tem po, hoje, 0 Espírito G n 2 9 .1 -2 0 ; Ê x 2 .1 5 ; J o 4 .6 ,7 ).
Santo cum pre esse papel da mesma forma
4. O e m p re g a d o foi a p re s e n ta d o à m ã e e
(veja Jo 15.26).

Rebeca é 0 símbolo perfeito da Igreja. ISAQUE___________ __


Antes de qualquer pessoa poder entrar na ver-
dadeira Igreja de Deus, ela deve primeiro res- O filho subm isso (Gn 22.1 -4)
ponder afirmativamente à pergunta feita pelo • Ele é oferecido com o sacrifício por seu pai, Abraão.
servo do Pai: E chamaram Rebeca e disseram- O noivo gentil (Gn 24.62(67‫־‬
-lhe: Irás tu com este varão? Ela respondeu: Irei ‫ ״‬Encontra Rebeca pela primeira vez.
(Gn 24.58) (veja tam bém Que símbolos são
O pai em oração (Gn 25.1926‫)־‬
usados na Bíblia para a Igreja?, vol. 2, p. 284).
• Ele ora, para que Deus abençoe-o com filhos.
• Rebeca dá à luz gêmeos — EsaúeJacó.

R. S ua c o v a (G n 2 3 .1 -2 0 ). O im itador (Gn 26.1 11‫)־‬


• Como seu pai, Abraão, Isaque deixa Canaã durante um perí-
1. S ara m o rre u c o m 1 2 7 a n o s de id a d e . O
o d od efom e.
N o v o T e s ta m e n to c h a m a a te n ç ã o p a ra
• Como seu pai, Abraão, Isaque mente sobre sua esposa.
S a r a , c o n s id e r a n d o - a u m a m u lh e r
O trabalhador disposto (Gn 26.1733‫)־‬
e x e m p la r (veja 1 Pe 3 .1 -6 ).
• Alguns filisteus invejosos haviam ench id o os poços de
2. A b r a ã o c o m p r o u u m a c o v a em M a c -
Abraão com entulhos.
p ela p o r 4 0 0 p e ç as de p r a ta e lá e n ter-
• Isaque cava novamente e limpa esses poços.
r o u su a a m a d a e sp o sa . M a is ta r d e , ele
O pai frustrado (Gn 27.1 45‫)־‬
foi s e p u lta d o n o m e sm o lugar.
• Com 97 anos, Isaque pressente que a morte está próxima.
S. Seu c o m a n d o (G n 2 4 .1 -6 7 ).
• Esaú é instruído a preparar uma refeição para 0 pai, a fim de
1. A b r a ã o o r d e n o u a u m e m p re g a d o de
receber a bênção patriarcal.
c o n fia n ç a (p ro v a v e lm e n te E liézer, G n • Rebeca arruma um meio de enganar seu marido quase ce-
1 5 .2 ) q u e fo sse a H a r ã e e sc o lh e sse go ao fazer Jacó substituir seu irmão Esaú.
u m a e s p o sa p a r a Isa q u e . • Jacó recebe a bênção patriarcal planejada para Esaú.
2. A n te s d e c h e g a r a o seu d e s tin o , o em - • Rebeca manda Jacó embora, para que ele possa escapar da
p r e g a d o a jo e lh o u -s e fo ra d a c id a d e e vingança de Esaú.
o r o u p o r s a b e d o r ia . T ra ta -s e d e u m a
a o irm ã o de R e b e c a , L a b ã o . Ele in fo r- 3. Ism a e l m o r r e u c o m 1 3 7 a n o s (G n
m o u -lh e s a c e rc a d e seus p ro p ó s ito s e 2 5 .1 7 ).
ta m b é m lhes rev e lo u a in crív el resp o s- 4. Isa q u e o r o u , p a ra q u e D eu s desse filhos
ta d a d a à su a o ra ç ã o . à su a e sp o sa e a ele (G n 2 5 .2 1 ).
5. R e b e c a c o n c o rd o u em ir co m o e m p re - 5. R e b e c a d e u à lu z filhos g ê m e o s, q u e re-
g a d o e to rn a r-s e e sp o sa d e Isaq u e. c e b e ra m os n o m e s d e E saú e J a c ó (G n
6. Isa q u e e sp e ra v a a n s io s a m e n te su a es- 2 5 .2 4 -2 6 ).
p o sa em u m c a m p o p e rto de H e b ro m . C. E m u m a c a sa filisteia (G n 2 6 . 1 1 4 ‫) ־‬. O imi-
Eles to rn a r a m -s e m a rid o e m u lh er. tador.
T. Sua Q u e tu ra (G n 2 5 .1 -6 ). 1. Isa q u e re p e tiu o p e c a d o q u e seu p a i co-
1. A b ra ã o c a so u -se c o m u m a m u lh e r ch a- m e te ra m u ito s a n o s a n te s (veja 1 C o
m a d a Q u e tu r a , q u e lhe d e u seis filhos. 1 0 .1 3 ).
2. O filh o m a is im p o r ta n te foi M id iã , o a . E m te m p o d e fo m e, ele d e ix o u a Pa-
q u a r to , q u e se to rn o u o p ai d o s m id ia- lestin a e m u d o u -s e p a ra a re g iã o fi-
n ita s , u m a n a ç ã o q u e c a u s a ria m u ita s liste ia (ta l c o m o A b r a ã o h a v ia se
d o re s a o s isra e lita s te m p o s d e p o is. m u d ad o p a ra 0 E gito).
U. Sua c id a d e (G n 2 5 .7 -1 0 ; H b 1 1 .8 -1 0 ). b. Ele m e n tiu a o rei A b im e le q u e , afir-
Porque esperava a cidade que tem fun- m a n d o - lh e q u e R e b e c a e ra s u a ir-
damentos, da qual o artífice e construtor é m ã.
Deus. 2. M a s A b im e le q u e d e s c o b riu a v e rd a d e
H e b re u s 1 1 .1 0 e re p re e n d e u u m Isa q u e to ta lm e n te en -
II. Isa q u e (G n 2 5 — 2 7 ) (veja ta m b é m a se çã o c o m v e rg o n h a d o c o m su a m e n tira .
as p e sso a s d o A n tig o T e sta m e n to ). 3. A p e sa r d a c a rn a lid a d e de Isa q u e , D eu s
Isaque é freq u en tem en te d escrito c o m o o filho re a firm o u -lh e o c o n c e rto a b ra â m ic o e
insignificante de u m g ra n d e p ai, A b ra ã o , e c o m o a b e n ç o o u -o g ra n d e m e n te em re la ç ã o a
o pai insignificante de u m g ran d e filho, Ja có . O s b ens m a te ria is.
p rin cip ais ev en to s de su a vida o c o rre ra m em cin- D. A o la d o de fo n te s d e á g u a n o d e s e rto (G n.
co lug ares: em u m a m o n ta n h a , em u m c a m p o , 2 6 .1 5 -3 4 ). O trabalhador disposto.
em u m a casa filisteia, a o la d o de fontes de ág u a 1. O s filisteus lo g o fic a ra m c o m in v eja de
n o d eserto e so b re u m a m esa de refeições. seu g ra n d e su cesso m a te ria l e p re ju d i-
c a ra m - n o , c o b rin d o c o m te r r a a lg u n s
Cinco orações bíblicas por um filho a n tig o s p o ç o s de á g u a o u tr o r a c a v a d o s
registradas na Bíblia p e lo p a i d ele, A b r a ã o . Isa q u e g a s to u
A oração de Abraão (Gn 15.2) m u ito te m p o p a r a lim p a r o s e n tu lh o s
A oração de Isaque (Gn 25.21) d a s fo n te s d e á g u a e n tu p id a s .
A oração de Raquel (Gn 30.1,22) O jo v em m in istro de D eu s p ô d e tira r
A oração de Ana (1 Sm 1.10,11; 2.1-10) lições im p o rta n te s desses versículos. A o
A oração de Zacarias (Lc 1 5 1 7 ‫־‬7,13‫) ־‬
lo n g o d a h istó ria , n o sso s a n te p a s s a d o s
esp iritu a is c a v a ra m fu n d o na P alav ra de
A. E m u m a m o n ta n h a em J e ru s a lé m (G n D e u s, se m p re c o m p a c iê n c ia e aleg ria.
2 2 .1 -1 4 ). O filho submisso. Eles c o n s e g u ira m le v a r-n o s g ra c io s a -
Isa q u e m a n s a m e n te a c e ita ser o fe re c id o m e n te às fo n te s d e á g u a lim p a , fria e
c o m o sacrifício . fresca, d o n a sc im e n to d a virg em , d a vi-
B. E m u m c a m p o em H e b r o m (G n 2 4 .6 1 -6 7 ; d a sem p ec ad o s d o C risto , d a S ua m o r-
2 5 .9 -1 1 ,1 9 -2 6 ). O noivo gentil. te, re ssu rre iç ã o e a sc e n sã o , b em c o m o
1. Ele e n c o n tro u -s e c o m R e b e c a p e la p ri- de Sua seg u n d a v in d a. M a s, u ltim a m en -
m e ira vez (G n 2 4 .6 1 -6 7 ). te, essas fo n te s têm sid o e n tu p id a s n a
2. E le e Ism ael, seu irm ã o , e n te r ra r a m seu m e n te d e m u ito s em r a z ã o d e a ç õ es
p a i, A b r a ã o (G n 2 5 .9 ), q u e v ivera m ais o d io sa s de falsos crítico s. P o rta n to , a tu -
3 8 a n o s a p ó s a m o rte d e S ara. a lm e n te , a p rin c ip a l ta re fa de u m jo v em
h o m e m de D eu s é lim p a r essas fo n tes, Esaú, meu irmão, é z*7rào cabeludo, e
p a ra q u e aq u eles fluidos ca p az e s d e fa- ew, t‫׳‬j r à o //so (G n 2 7 .1 1 ).
zer viver p o ssa m n o v a m e n te satisfazer 5. Sua m ãe tra n q u iliz o u ‫־‬o: M e « filho, so-
o c o ra ç ã o re sse q u id o d a h u m a n id a d e . b re ra /ra se /0 tua maldição (G n 2 7 .1 3 ,
2. Isa q u e e n tr o u em p a c to de n ã o ag re s- v eja M t 2 7 .2 4 ,2 5 ). Ela p re p a ro u Ja c ó
sã o c o m o rei A b im ele q u e, tal c o m o seu p a ra su a a ç ã o e n g a n a d o r a a o c o z in h a r
p a i o u tr o r a fizera (Pv 1 6 .7 ). u m a refe iç ã o sim ila r à q u e la so lic ita d a
3. D eu s a p a re c e u a Isa q u e n o v a m e n te . a E saú p o r Isa q u e . E m se g u id a , vestiu
4. Is a q u e e R e b e c a e s ta v a m tris te s p o r J a c ó c o m as r o u p a s ru d e s d o irm ã o
c a u sa d o c a s a m e n to d e E saú , q u e se ca- m a is v e lh o e, com as peles dos cabritos,
s a ra a o s 4 0 a n o s d e id a d e c o m u m a cobriu as suas mãos e a lisura do seu
m oça pagã. pescoço (G n 2 7 .1 6 ).
E. S o b re u m a m esa de refeiçõ es em su a p ró -
p ria ca sa (G n 2 7 .1 -4 6 ). O
1.
pai frustrado.
Isa q u e , c o m 13 7 a n o s , p re sse n tiu a che-
g a d a d e su a m o rte . C o m e fe ito , ele vi-
p
m
Três beijos traiçoeiros na Bíblia
Jacó beijou Isaque para enganá-lo (Gn 27.27).
Joab e beijou Amasa para matá-lo (2 Sm 20.9).
v e ria m a is 4 3 a n o s a in d a e c h e g a ria à Judas beijou Cristo para traí-lo (Mt 26.49).

id a d e de 1 8 0 a n o s (G n 3 5 .2 8 ). O irm ã o
%
>. yJ
d ele, Ism a e l, h a v ia m o r r id o c o m 1 3 7 6. E m se g u id a , J a c ó a p re s e n to u -s e a Isa-
( G n 2 5 .1 7 ) ,e isso talv ez tivesse influen- q u e , fin g in d o ser E saú . Q u a n d o foi per-
c ia d o seu s p e n s a m e n to s . A lém d isso , g u n ta d o c o m o a c h a ra tã o ra p id a m e n te
ele e sta v a p a rc ia lm e n te cego. Porque o Senhor,
a c a ç a , J a c ó m e n tiu :
2. Ele in stru iu E saú a m a ta r a lg u m a caça teu Deus, a mandou ao meu encontro
e p re p a ra r-lh e u m g u isa d o . Isa q u e dis- (G n 2 7 .2 0 ).
se-lhe q u e, a p ó s c o m e r a refe iç ã o , ab en - 7. A p ó s a lg u m a s d ú v id a s iniciais re la tiv a s
ç o a ria E sa ú a n te s q u e m o rre ss e . N o à id e n tid a d e d o h o m e m a o seu la d o ,
m o m e n to m esm o d e su a m o rte (a o m e- Isa q u e c o n c e d e u s u a b ê n ç ã o .
n o s , ta l c o m o ele a im a g in a v a ), o s últi- 8. E J a c ó b e ijo u seu p ai.
m o s p e n s a m e n to s d o filho d e A b r a ã o 9. T ã o lo g o J a c ó sa iu , E sa ú c h e g o u , e a
d e d ic a v a m -se a o e stô m a g o ! A p a re n te - fra u d e fo i d e s c o b e rta . O irm ã o m a is
m en te , su a c o n d iç ã o e sp iritu a l h a v ia se- v e lh o b r a d o u em a lto so m su a g ra n d e
ria m e n te d e te rio ra d o (veja F p 3 .1 8 ,1 9 ). d e c e p ç ã o (H b 1 2 .1 6 ,1 7 ) e d e c id iu m a-
3. R e b e c a e n tre o u v iu a c o n v e rsa d e Isa- t a r J a c ó a p ó s o fu n e ra l d e seu p ai (G n
q u e e E saú e im e d ia ta m e n te c o n s p iro u 2 7 .4 1 ).
com Ja có p a ra en g a n ar 0 m a r id o , de 10. R e b e c a s o u b e d a s in te n ç õ e s de E saú e
m o d o q u e seu filho m a is n o v o , J a c ó , p e d iu a Isa q u e q u e J a c ó fosse e n v ia d o
p u d e sse o b te r a b ê n ç ã o d o p a i. R eb eca a E la rã em b u s c a d e u m a e s p o s a . O
e sta v a c e rta a o c o n c lu ir q u e D eu s dese- p r o p ó s ito p rin c ip a l d e la , c o n tu d o , e ra
jav a d ire c io n a r as b ê n ç ã o s a J a c ó (G n s a lv a r a v id a d o filho m ais n o v o .
2 5 .2 3 ), m as e rra v a c o m p le ta m e n te a o 11. Isa q u e c h a m o u J a c ó , a b e n ç o o u -o e en-
te n ta r re so lv e r o p ro b le m a c o m su a s Não tomes
v io u -o a H a r ã , d iz e n d o :
p ró p ria s m ã o s. O fim n u n c a ju stifica os mulher de entre as filhas de Canaã (G n
m eio s. N u n c a é c o rre to fazer a lg o e rra - 2 8 .1 ). A p a r tir desse v e rsíc u lo , Isa q u e
d o e s p e ra n d o q u e o c e rto o c o rra c o n - n ã o a p a re c e m ais n a h is tó r ia b íb lic a ,
s e q u e n te m e n te (veja R m 3 .8 ). m e sm o te n d o v iv id o m a is 4 3 a n o s . Es-
4. J a c ó p re sse n tiu q u e o p la n o de R eb eca se n ã o foi u m h o m e m q u e teve m u ito s
n ã o f u n c io n a r ia . A p e s a r de p a rc ia l- so n h o s o u c o n q u is to u c o n tin e n te s . U m
m e n te ceg o , o r a p a z sa b ia q u e seu p ai re s u m o d e su a v id a ro tin e ira e p o u c o
d e se ja ria p ô r as m ã o s nele e, p o r isso, e x c e p c io n a l, lis ta n d o ta n to s os p o n to s
c o lo c o u o se g u in te p ro b le m a : Eis que fo rte s c o m o os fra c o s, in clu iría:
JACÓ

O irmão conspirador (Gn 25.2734‫)־‬ 0 em pregado cheio de iniciativa (Gn 30.25— 31.55)
• Ele pressionou Esaú a negociar seu direito de primogenitura. • Jacótinha negócios com Labãoe tornou-se um homem mui-
to próspero.
O filho enganador (gn 27.629‫)־‬
• Ao receber ordens de Deus para retornar à terra natal, ele le-
• Jacó enganou seu pai, para que este lhe desse a bênção des-
vantou seu acam pam ento sem contar para Labão.
tinada a Esaú.
• Labão foi atrás dele e acusou-o de, entre outras coisas, rou-
O peregrino sonhador (Gn 28.10-22) bar os deuses de sua casa.
• Em Betei, Ele viu uma escada que subia da terra aos céus. • Mas, porfim, Labãoe Jacó chegaram a um acordo e construí-
• Anjos desciam e subiam por essa escada. ram uma coluna de pedras como memória de seu concerto.
• Deus confirmou-lhe o concerto abraâmico.
O lutador determ inado (Gn 32.1— 33.20)
• Ao acordar do sonho, ele ungiu a pilha de rochas e fez votos
• Jacó chegou a saber que Esaú estava a caminho para encon-
de servira Deus.
trá-lo e que trazia consigo 400 homens.
O pretendente golpeado pelo amor (Gn 29.1 20‫)־‬ • Tomado pelo medo, Jacó lutou com Deus durante toda a noi-
• Ele encontrou Raquel, sua prima e futura esposa, ao lado de te, próximo ao vau de Jaboque.
uma fonte. • Ele foi tranquilizado peloTodo-poderoso, e seu nome foi mu-
• Com eçou então uma das maiores histórias de am or já re- dado de Jacó para Israel.
gistradas. • Em seguida, o encontro de Israel e Esaú foi muito amistoso.
• Jacó prometeu trabalhar para o pai de Raquel, Labão (seu tio
O pai enfurecido (Gn 34.1 30 ‫־‬31; 35.22; 38.1 ‫)־‬
e futuro sogro), durante sete anos, em troca da mão da filha
• Com 0 pecado de assassinato com etido por Levi e Simeão:
em casamento.
1. Os dois rapazes en g a n aram um g ru po de hom ens do
O homem de família frustrado (Gn 29.21—30.24) d eserto (cujo líder seduzira Diná, a irm ã deles), levan-
• Na noite de núpcias após seu casamento, Jacó foi enganado do-os a circuncid ar‫־‬se.
por seu tio Labão, que secretamente substituiu Raquel por 2. No terceiro dia, q u a n d o estavam indefesos em razão
sua irmã mais velha, Leia. d esu asfe rid asau to infligidas,esseshom ensforam cha-
• Jacó ficou furioso, mas concordou em trabalhar mais sete cin ad os co m o anim ais pelos dois filhos de Jacó.
anos para obterá mão de Raquel em casamento. • Com o pecado de adultério cometido por Rúben:
• Ele então passou a ter duas esposas e teria ainda mais duas, E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e
pois tanto Raquel com o Leia trouxeram suas servas pessoais deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel soube-o.
para 0 marido, no intuito de gerar e criar os filhos. Essas qua- Gênesis 35.22
tro mulheres dariam 2 ‫ ו‬filhos e uma filha a Jacó. • Com 0 pecado de adultério cometido por Judá:
1. Tamar, nora de Ju d á , para vingar-se d este (q u e se recu-
Esposa Leia Bila Zilpa Raquel sava a c u m p rir um a prom essa q u e lhe fizera), disfar-
(serva de (serva de çou-se d e prostituta e, co m in tenções sexuais, seduziu
Raquel) Leia) seu sogro a entrar em sua tenda.

Filhos 1. R úb en
2. T a m a re n g ra v id o u ,e Ju d á deu ordens para q ueelafos-

2. Sim e ã o
se m orta por im oralidade, m as m u d o u de ideia quan-

3. Levi d o descobriu q u em era o pai da criança.

4. Ju d á O patriarca obediente (Gn 35.1 15‫)־‬


• Deus ordenou a Jacó que retornasse a Betei.
5. Dã
• Ao preparar-se para viagem, Jacó instruiu os em pregadosde
6. Nafta-
sua casa a destruírem os ídolos deles e a prepararem seus co-
li
rações.
7. G ade
• Ele construiu um altar em Betei e o chamou de "El-Betel"—
8. Aser
o Deus da casa de Deus.
9. Issacar
O santo aflito (Gn 3 5 . 1 6 3 5 ‫־‬20; 37.31 ‫)־‬
10. Z e b u lo m
• Ele perdeu sua amada esposa Raquel quando esta deu à luz.
1 ‫ו‬. Jo s é • Enterrou seu pai, Isaque.
12. B enjam im • Foi levado a acreditar que José havia sido morto e devorado
por um animal selvagem.
Filha Diná
a. Ele fo i u m filho su b m isso . b. A s responsabilidades q u e o p rim o -
(1) E steve d isp o s to a ser sacrifica- g ê n ito d e v e ria a s su m ir c o n c e rn ia m
d o (G n 2 2 .7 -1 0 ). à lid e ra n ç a e s p ir itu a l d a fa m ília .
(2) E steve d isp o s to a a c o lh e r a es- Ele ta m b é m d e v e ria p ro v e r c o m i-
p o s a q u e lh e fo sse e s c o lh id a d a , v e s tu á rio e o u tr a s n e c essid ad e s
(G n 24 ). m a te ria is à su a m ã e , a té q u e ela
b. Ele e ra u m h o m e m c a rn a l. m o rre sse , b em c o m o a to d a s as su-
(1) T al c o m o A b im e le q u e te ste m u - as irm ã s , a té q u e e la s se c a sassem .
n h o u - o (G n 2 6 .8 ). desprezou Esaú a sua
E, c o n tu d o ,
(2) E ta m b é m d e m o n s tr a d o p o r primogenitura (G n 2 5 .3 4 ; veja H b
se u a n s e io p o r c o m id a (G n 1 2 .1 6 ).
2 7 .1 -4 ). 5. C o m to d o s esses e le m e n to s em m en te ,
c. Ele fo i u m p a i e m a rid o in d u lg e n te . p o d e m o s jo g a r lu z s o b re o c a r á te r de
(1) T eve p o u c a in flu ê n c ia s o b re E sa ú , a q u e le q u e n e g lig e n cio u seu s di-
E sa ú , q u e se c a s o u c o m d u a s re ito s d e n a s c im e n to .
m o ç a s p a g ã s (G n 2 6 .3 4 ). a . E sa ú a p a re n te m e n te n ã o se in teres-
(2) E tev e ta m b é m p o u c a in flu ên - sa v a p o r n a d a d e su a p o r ç ã o d u p la
cia s o b re R e b e c a , q u e se se n tiu d a h e ra n ç a d e seu p a i. E n q u a n to
à v o n ta d e p a ra e n g a n á - lo Isa q u e c o n tin u a v a a a c u m u la r ri-
q u a n d o q u is (G n 2 7 . 5 1 3 ‫) ־‬. q u e z as (G n 2 6 .1 2 - 1 4 ), o filh o m ais
(3) P o r fim , tin h a ta m b é m p o u c a v e lh o p a re c ia te r m u ito p o u c o p a ra
in flu ên cia s o b re J a c ó , q u e tin h a si d u r a n te esses p rim e iro s a n o s . De
a m ãe — e n ã o o pai — p o r au- m o d o g e ra l, E saú n ã o p a re c ia in te-
to rid a d e (G n 2 7 .1 3 ). re s s a d o n a s v a n ta g e n s m a te ria is de
d . A p e sa r d e tu d o isso , Isa q u e fo i fre- su a p rim o g e n itu ra .
q u e n te m e n te u m h o m e m d e fé (G n b. C o m c e rte z a , E sa ú n ã o tin h a in te-
2 2 .7 -1 0 ; 2 8 .1 -4 ; H b 1 1 .2 0 ). resse e m m a n te r q u a lq u e r re sp o n -
III. Ja c ó (G n 2 5 ; 2 7 — 3 6 ; 38) (veja ta m b é m a seção s a b ilid a d e e s p iritu a l e n e m e sta v a
c o m as p e s so a s d o A n tig o T e sta m e n to ). p r e o c u p a d o c o m as p ro v is õ e s de
A. U m irm ã o c o n s p ir a d o r (G n 2 5 .2 7 -3 4 ). su a m ã e , p o is d e v ia te r p e rc e b id o
1. J a c ó foi o m ais n o v o d o s filh o s g ê m e o s as afe içõ e s esp eciais d e la p o r }acó
d e Isa q u e e R e b e c a (G n 2 5 .2 5 ,2 6 ) . (G n 2 5 .2 8 ).
2. O s d o is m e n in o s tiv e ra m a m esm a cria- c. A s a ç õ e s d e E sa ú refletem u m c a rá -
ç ã o , m a s u m c re sc e u p a ra a m a r a D eu s, te r c a rn a l, p o is ele e ra u m a p e sso a
e n q u a n to o o u tr o d e sp re z o u as co isa s c o n c u p is c e n te e p r o f a n a d o r a (H b
e sp iritu a is. 1 2 .6 ). O te rm o concupiscente refe-
3. E sa ú to rn o u -s e u m c a ç a d o r h a b ilid o s o re-se à im o r a lid a d e d e E s a ú , en-
e o filho fa v o rito d e Isa q u e , e n q u a n to q u a n to a p a la v r a profanadora re-
J a c ó tra n s fo rm o u -s e em u m tip o cala- v ela o seu d e sp re z o p elas c o isa s es-
d o e q u e e sta v a se m p re c o m a m ãe. p iritu a is . Profano significa lite ra l-
4 . J a c ó c o n s p iro u p a ra lev a r seu irm ã o fa- m e n te “ a lg u é m fo ra d o te m p lo ” .
m in to a v e n d e r seu d ire ito d e p rim o g e - B. O filho e n g a n a d o r (G n 2 7 .1 -4 6 ).
n itu r a . E sse d ire ito d a v a c e rta s v a n ta - 1. R e b e c a e n tre o u v iu o s p la n o s d e Isa q u e
g en s, p riv ilég io s e re s p o n s a b ilid a d e s a o p a r a c o n c e d e r as b ê n ç ã o s p a tria rc a is a
filh o m a is v e lh o d u r a n te a h is tó ria is- E saú.
ra e lita d o A n tig o T e sta m e n to . 2. E la im e d ia ta m e n te c o n s p iro u c o m J a c ó
a. A s vantagens e p riv ilé g io s to r n a - p a r a o b te r ta is b ê n ç ã o s p a r a o filh o
v a m o p rim o g ê n ito o b je to d e espe- m ais n o v o .
ciai a fe iç ã o e c o n c e d ia m -lh e legal- 3. J a c ó e n g a n o u Isa q u e e rec e b e u a b ên -
m e n te o d o b r o d a h e ra n ç a p a te rn a . ç ã o d e s tin a d a a E saú.
4. E saú d e s c o b riu a fra u d e e ju ro u vin- ta m b é m foi feita a o s d isc íp u lo s de Je -
g a n ç a . P o d e -se p e r g u n t a r p o r q u e su s a n te s de o S e n h o r a sc e n d e r a o s céu s
E sa ú , q u e h o u v e ra d e s p re z a d o su a p ri- (M t 2 8 .2 0 ) e n o s é c o n firm a d a h o je ,
m o g e n itu r a , a g o ra ficava tã o p re o c u - a q u i, a g o ra (H b 1 3 .5 ,6 ). (B A R N H O U -
p a d o c o m a b e n ç ã o . A re s p o s ta p a rece SE, D o n a ld . Genesis. v o l. 2. p. 86)
resid ir n a n a tu re z a d as d u a s co isas. C o- 5. J a c ó a c o rd o u e fez u m v o to (G n 2 8 .2 0 -
m o foi p e rc e b id o , E saú n ã o se in teres- 2 2 ). A p e sa r d a s c o n d iç õ e s d e g ra d a n te s
sav a em a s su m ir as re s p o n s a b ilid a d e s d a tã o c a rn a l o r a ç ã o de J a c ó , u m D eu s
e s p iritu a is de su a p r im o g e n itu ra . M a s s o b e ra n o e sco lh e u g ra c io s a m e n te res-
a b ê n ç ã o p a tr ia r c a l e ra a lg o d ife re n te , p o n d e r-lh e .
p o is ela c a rr e g a v a c o n s ig o p ro fe c ia s D. O p r e te n d e n te g o lp e a d o p e lo a m o r (G n
b en éficas e r o b u s ta s p a ra o fu tu ro . 2 9 .1 -2 0 ).
C. O p e re g rin o s o n h a d o r (G n 2 8 .1 -2 2 ). 1. J a c ó c h e g o u a H a r ã e e n c o n tr o u -s e
1. J a c ó d e ix o u B erseb a e d e slo c o u -se em c o m s u a p r im a (e f u tu r a e sp o sa ) R a -
d ire ç ã o a H a r ã . D e p o is d e u m a viagem q u e l. A p ó s e m p u r r a r u m a p e s a d a ro -
lo n g a e d ifíc il, ele c h e g o u a B etei, c h a d a fo n te , q u e p e rm itiu à m o ç a d a r
a p r o x im a d a m e n te 6 5 k m d is ta n te de á g u a p a r a su a s o v e lh a s , o filh o m ais
B erseb a. n o v o d e Is a q u e a p r e s e n to u - s e (G n
2. U s a n d o u m a p e d ra c o m o tra v e s se iro , 2 9 .1 - 1 2 ). F o i o s e g u n d o d o s sete en-
J a c ó lo g o c a iu em s o n o p r o fu n d o . c o n tro s fu n d a m e n ta is d a h istó ria bíb li-
3. A o d o rm ir, ele tev e u m so n h o : E eis era c a o c o rr id o s a o la d o d e u m p o ç o de
posta na terra uma escada cujo topo á g u a (veja G n 2 4 .1 - 2 7 ; Ê x 2 .1 5 ; J o
tocava nos céus; e eis que os anjos de 4 .6 ,7 ).
Deus subiam e desciam por ela (G n 2. E m s e g u id a , J a c ó e n c o n tr o u -s e c o m
2 8 .1 2 ). D e a c o rd o c o m H e b re u s 1 .1 4 , L a b ã o , seu tio e f u tu r o so g ro . Ele c o n -
o s a n jo s sã o o s e sp írito s q u e m in is tra m c o r d o u em t r a b a l h a r se te a n o s p e la
p a r a o s h e rd e iro s d a s a lv a ç ã o . O a v ô m ã o d e R a q u e l em c a s a m e n to (G n
d e J a c ó , A b ra ã o , re c e b e u o m in is té rio 2 9 .1 8 - 2 0 ). E ra o c o m e ç o d e u m a d a s
a b e n ç o a d o d eles (G n 1 8 .1 -1 6 ), a ssim m a io re s h is tó ria s d e a m o r d e to d o s os
c o m o L ó (G n 1 9 .1 ). A g o ra , seria a vez te m p o s.
de J a c ó c o m p a r tilh a r essa e x p e riê n c ia . E. O hom em de f a m ília fru s tra d o (G n
4. N o a lto d a e s c a d a , J a c ó n o to u a p re- 2 9 .2 1 — 3 0 .2 4 ).
sen ça d o p r ó p rio D eu s e (pela p rim e ira 1. J a c ó foi e n g a n a d o n a n o ite d e n ú p c ia s
vez) o u v iu a v o z d o S e n h o r lh e confir- d e seu c a s a m e n to p o r u m a rd ilo s o L a-
m a r o c o n c e r to a b r a â m ic o (veja G n b ã o , q u e s e c re ta m e n te s u b s titu iu R a -
2 8 .1 -1 5 ). S ão e sp e c ia lm e n te e le triz a n - q u e l, a filha m a is n o v a , p o r L eia, a filha
tes as p a la v ra s porque te não deixarei m a is v e lh a (G n 2 9 .1 6 - 2 4 ). D essa vez,
(G n 2 8 .1 5 ). J a c ó , o e n g a n a d o r, foi o e n g a n a d o .
A p re se n ç a d o S e n h o r é a m ais p re- 2. J a c ó ficou fu rio so , m as c o n c o rd o u em
c io sa d e to d a s as p ro m e ssa s. A q u i, ela tr a b a lh a r m a is se te a n o s p o r R a q u e l.
é feita a J a c ó , p e la p u ra g ra ç a . Ela ta m - L a b ã o p e rm itiu q u e ele se c a sa sse c o m
b ém foi feita a M o isé s e v aleu p o r to d o su a filha m ais n o v a n a se m a n a seg u in -
p o v o isra e lita a n te s q u e ele c ru z a sse o te , c o n q u a n to o s sete a n o s d e tr a b a lh o
rio J o r d ã o ju n to c o m J o s u é (D t 3 1 .6 ); fo ssem p a g o s (G n 2 9 .2 5 -3 0 ).
d e p o is , fo i fe ita a o p r ó p r i o J o s u é , 3. E n tã o , J a c ó fico u c o m d u a s e s p o sa s e
q u a n d o ele a ssu m iu a lid e ra n ç a d e Is- o b te r ia m a is d u a s em s e g u id a , p o is
rael e viu-se d ia n te d a b a ta lh a (Js 1.5 ,8 ). L eia e R a q u e l a p r e s e n ta r a m - lh e su a s
E m s e g u id a , a S a lo m ã o , a q u e m foi servas pesso ais, p a ra q u e seus filhos fos-
a trib u íd a a ta re fa de c o n s tru ir o te m p lo sem g e ra d o s. E ssas q u a tr o m u lh e res d a -
(1 C r 2 8 .2 0 ) . E ssa m e sm a p ro m e s s a ria m à luz a filha e o s 12 filhos d e Ja có .
a. D e Leia: d. D e p o is d e seus q u a tr o p rim e iro s fi-
(1) R ú b e n ( “ eis u m f ilh o ” ), seu lh o s, L eia ficou te m p o r a r ia m e n te
p rim e iro filho (G n 2 9 .3 2 ). esté ril e te n to u e s tim u la r seu ven-
(2) S im e ã o (“ o u v i n d o ” ), seu se- tre c o m e n d o m a n d r á g o ra s — u m a
g u n d o filho (G n 2 9 .3 3 ). p la n ta f r o n d o s a c o n s u m id a p e la s
(3) Levi (“ j u n t o ” ), seu te rc e iro fi- c a m p o n e s a s n o a n ti g o O r ie n te
l h o ( G n 2 9 .3 4 ). M é d io (o c a s io n a lm e n te , essas
(4) J u d á (“ lo u v o r ” ), seu q u a r to fi- p la n ta s e ra m c h a m a d a s d e m a ç ã s
lh o (G n 2 9 .3 5 ). d e a m o r) — , a c re d ita n d o q u e essa
(5) Iss a c a r (“ ele tr a z g a la r d õ e s ” ), a lim e n ta ç ã o a a ju d a r ia a e n g ra v i-
seu n o n o filho (G n 3 0 .1 8 ). d ar. E m o u tr a s p a la v ra s , L eia ten -
(6) Z e b u lo m (“ r e s id ê n c ia ” ), seu ta v a g e ra r u m filho c o m a a ju d a de
d é c im o filho (G n 3 0 .2 0 ). m é to d o s a rtific ia is . O f r u to d a
(7) D in á , su a filha (G n 3 0 .2 1 ). m a n d r á g o ra , ta l c o m o a q u i e m p re -
b. D e Bila (serva d e R a q u e l): g a d o , é u m d o s v á rio s a rtifíc io s
(1) D ã (“ j u iz ” ), se u q u in to filho q u e d e s o n r a m a C r is to , m e s m o
(G n 3 0 .6 ). q u e e m p re g a d o s p a r a e n c h e r a ca-
(2) N a fta li (“ l u ta ” ), seu se x to filho sa d e D e u s c o m m a is p e s s o a s . Fi-
(G n 3 0 .8 ). lh o s hum anos nascem apenas
c. D e Z ilp a (serva d e L eia): q u a n d o o n o iv a te m c o n ta to c o m
(1) G a d e (“ t r o p a ” ), seu sé tim o fi- seu n o iv o . O m e sm o a c o n te c e c o m
lh o (G n 3 0 .1 1 ). a s a lm a s . C ris to a b e n ç o a q u a n d o
(2) A ser (“ a le g r ia ” ), seu o ita v o fi- S ua n o iv a , a Ig re ja , faz a o r a ç ã o de
lh o (G n 3 0 .1 3 ). R aquel — Dá-me filhos, senão
d . D e R a q u e l: morro (G n 3 0 .1 ).
(1) Jo sé (“ q u e a d ic io n a ” ), seu dé- F. O e m p r e g a d o c h e io d e in ic ia tiv a (G n
c im o p rim e iro filho (G n 3 0 .2 4 ). 3 0 .2 5 — 3 1 .5 5 ).
(2) B e n ja m im ( “ filh o d e m in h a 1. D e p o is d o n a s c im e n to d e seu s filh o s,
d e s tr a ” ), seu d é c im o s e g u n d o J a c ó q u is r e to r n a r à te rra n a ta l, m a s foi
filho (G n 3 5 .1 8 ). p e rs u a d id o p o r L a b ã o a p e rm a n e c e r
4. A fam ília de J a c ó e sta v a c h e ia de p ro - u m p o u c o m ais (G n 3 0 . 2 5 2 8 ‫)־‬.
b le m a s, m a s ta m b é m de p o te n c ia is: 2. J a c ó c o n c o rd o u so b a c o n d iç ã o de q u e
a . M e ta d e d o s filh o s d e J a c ó h a v ia te r ia seu p r ó p r i o r e b a n h o , f o r m a d o
n a s c id o d a m e sm a e s p o sa (L eia) p o r to d a s as c a b ra s m a lh a d a s o u salp i-
c o m q u e m o p a i n ã o h a v ia o rig i- c a d a s , b em c o m o p o r to d o s os c a rn e i-
n a lm e n te tid o n e n h u m a in te n ç ã o ro s m o re n o s (G n 3 0 .2 9 -3 6 ).
o u c iê n c ia d e casar-se. E n tre eles: 3. E m se g u id a , o filho m ais n o v o d e Isa-
(1) Levi — c u ja tr ib o f o rm a ria fu- q u e te n to u a u m e n ta r o n ú m e ro d e seu
t u r a m e n t e to d o s o s s a c e rd o - r e b a n h o , r e m o v e n d o as c a sc a s d e al-
tes. g u n s tip o s de g a lh o e c o lo c a n d o -o s n a
(2) J u d á — d e cu ja tr ib o o S e n h o r á re a u sa d a p elo s a n im a is p a ra se aca-
Je su s d e sc e n d e ría . s a la re m (G n 3 0 .3 7 -3 9 ).
b. L eia d e u a J a c ó a su a ú n ic a filha a 4. D e p o is de seis a n o s , J a c ó to rn o u -s e u m
se re g is tra r n a B íblia. O n o m e d ela h o m e m m u ito p r ó s p e r o . Ele rec e b e u
e ra D in á (G n 3 0 .2 1 ). o rd e n s de D e u s p a ra r e to r n a r à P ales-
c. F in a lm e n te , R a q u e l d e u -lh e seus tin a (G n 3 0 .4 3 ; 3 1 .3 ).
d o is filh o s m a is n o v o s e fa v o rito s. 5. R a p i d a m e n te , J a c ó d e sarm o u seu
N a se q u ê n c ia d a h is tó r ia , é c la ro , a c a m p a m e n to e sa iu d e lá, sem n em
Jo sé se to r n a r ia o m a is fa m o s o de m e sm o in fo r m a r a L a b ã o (G n 3 1 .1 7 -
to d o s. 21 ).
6. A o s a b e r d a fu g a d e J a c ó trê s d ia s de- O D r. D o n a ld B a rn h o u s e p r o c u r a
p o is, L a b ã o sa iu em p e rse g u iç ã o e o al- c o r r ig ir u m a p o s s ív e l in te r p r e ta ç ã o
c a n ç o u d e p o is d e u m a se m a n a d e jor- e q u iv o c a d a desse v ersícu lo :
n a d a , p ró x im o à m o n ta n h a d e G ilead e. A le itu ra d e s c u id a d a d a P a la v ra de
D e u s já h a v ia p re v e n id o o fu rio s o so- D e u s to r n o u essa a firm a ç ã o h a b itu a l...
g ro a n ã o fe rir J a c ó (G n 3 1 . 2 2 2 5 ‫)־‬. em u m a in te rp re ta ç ã o in te ira m e n te fal-
7. L a b ã o re p re e n d e u J a c ó p o r sa ir fu rti- sa ... ela n ã o ev o c a b ê n ç ã o , c o m u n h ã o
v a m e n te e sem se d e sp e d ir. A c u s o u -o o u a m iz a d e , m a s, sim , a rm istíc io , sep a-
ta m b é m d e r o u b a r a lg u n s d e u se s de ra ç ã o , a m e a ç a e p re c a u ç ã o . C o m efei-
su a c a sa (G n 3 1 . 2 6 3 0 ‫)־‬. The New Sco- to , o p ila r d e M is p a significav a: “ Se vo-
field Bible e x p lic a o q u e esses d e u ses cê a tra v e s s a r p a ra o m e u la d o d essa li-
d o m éstic o s re p re se n ta v a m p a ra L ab ão : n h a , e u o m a ta r e i! ” . A q u e le q u e q u e -
E sc a v a ç õ e s em N u z i, a o n o r te d a b ra s s e o c o n c e r to p re c is a ria d e D eu s
M e s o p o tâ m ia , n a re g iã o o n d e L a b ã o p a ra c u id a r de si, p o is o o fe n d id o v iría
v iv eu , m o s tra m q u e p o s s u ir o s d eu ses p a ra m a tá -lo ! (Genesis. v o l. 2 . p . 110)
d o m é stic o s d o so g ro e ra a p ro v a legal G. O lu ta d o r d e te r m in a d o (G n 3 2 .1 — 3 3 .2 0 ).
e a c eitá v e l d e q u e o g e n ro h a v ia se to r- 1. J a c ó foi n o v a m e n te a u x ilia d o p o r a n -
n a d o seu p rin c ip a l h e rd e iro ... N ã o p o r jo s em seu c a m in h o d e v o lta à su a te rra
a c a s o , J a c ó ficou m u ito e n ra iv e c id o a o n a ta l, ta l c o m o re c e b e ra a u x ílio q u a n -
se r a c u s a d o de te r r o u b a d o esses d e u - d o d e ix a v a su a c a sa 2 0 a n o s a n te s (ve-
ses. C o n tu d o , L a b ã o e J a c ó c h e g a ra m ja G n 2 8 .1 2 e c o m p a re c o m G n 3 2 .1 ,2 ).
a u m a c o rd o e fix a ra m u m a lin h a q u e N e sse p o n to , J a c ó fa lo u p e la p rim e ira
n ã o d e v e ria ser a tra v e s s a d a , d e m o d o vez n a B íb lia a c e rc a d a s fo rç a s d o s
q u e u m n ã o o fe n d e s s e o o u tr o . J a c ó c é u s. E ra m a e la s q u e J a c ó re fe ria -s e
n u n c a fez u so d a s im a g e n s q u e R a q u e l c o m o te r m o exército de Deus. Esse
h a v ia r o u b a d o , m a s o r d e n o u q u e elas e x é rc ito e ra c o m p o s to p o r a n jo s .
fo s s e m e n te r r a d a s e m S iq u é m (G n
3 5 .2 -4 ). (The New Scofield Bible. p. 46) O exército divino em ação
8. J a c ó n e g o u f u rio s a m e n te te r r o u b a d o
Josué recebeu a visita de um capitão desse exér-
essas im a g e n s (sem s a b e r d a s a ç õ es de
cito (Js 5.14).
R a q u e l) e fez u m d isc u rs o c o n tr a L a- Eliseu e seu moço foram encorajados por esse po-
b ã o , a c u s a n d o -o de te r sid o ru d e m e n te deroso exército (2 Rs 6.1317‫)־‬.
in c o n siste n te e de te r lhe d a d o u m tra - O Salvador afirmou a Pedro que podería convo-
ta m e n to d e s u m a n o d u r a n te os 2 0 a n o s caro exército divino para salvá-lo da cruz, caso
em q u e t r a b a lh a r a p a r a o s o g ro (G n assim desejasse. Mas, graças a Deus, Ele não
3 1 .3 6 -4 2 ). escolheu fazer assim (veja Mt 26.52,53, em que

9. Esses íd o lo s, e sco n d id o s n a a lb a rd a do Jesus afirma poderfacilm ente convocar 12 le-


giões celestiais. Isso representaria 72 mil an-
c am elo de R a q u e l, n u n c a fo ra m desco-
jos!).Tal como Davi escrevería no Salmo 34.7:
b erto s. Ela p e rm a n ec e u se n ta d a d u ra n te
O anjo do S enhor acampa-se ao redor dos que 0
a b u sc a, d izen d o : Não posso levantar-
temem, e os livra.
-me diante da tua face; porquanto tenho
o costume das mulheres (G n 3 1 .3 5 ).
10. P o r su g e stã o de L a b ã o , o s d o is h o m e n s 2. A essa a ltu r a , ele rec e b e u n o tíc ia s ter-
in s titu íra m u m c o n c e r to c o n s tr u in d o ríveis: Seu irm ã o E sa ú a p ro x im a v a -s e
u m p ila r d e r o c h a s e c h a m a n d o -o de c o m 4 0 0 h o m e n s. J a c ó fico u p a ra lis a -
M is p a o u “ a to rre de v ig ia ” . A p ó s ter- d o . M a s, e m se g u id a , fez trê s co isas:
m in á -lo , L a b ã o e n u n c io u as seg u in tes a. D iv id iu s u a c o m p a n h ia e m d o is
p a la v ra s: Atente o Senhor entre mim e Se Esaú vier a
g r u p o s , a firm a n d o :
ti , quando nós estivermos apartados um bando e o ferir; o outro bando
um do outro (G n 3 1 .4 9 ). escapará (G n 3 2 .8 ).
b. Ele c la m o u a D e u s e m o r a ç ã o (G n m a is v e lh o , J a c ó c rio u d e sc u lp a s u sa n -
3 2 .9 -1 1 ). N e sse m o m e n to , J a c ó re- d o seus filhos (G n 3 3 .1 3 ).
c o n h e c e u , talv e z , p e la p rim e ira vez: 8. C o n tu d o , ele p ro m e te u e n c o n tr a r E saú
Menor sou eu que todas as benefi- e m Seir. N o v a m e n te isso foi u m a m en -
cências e que toda a fidelidade que tir a c la ra e d e s a v e r g o n h a d a . J a c ó se-
tiveste com teu servo (G n 3 2 .1 0 ). g u ia p a ra S u c o te, em d ire ç ã o a o n o ro -
P a u lo ta m b é m te s te m u n h a r ia e ste , e n q u a n to S eir e s ta v a a s u d e ste .
essa v e rd a d e (veja 1 T m 1 .1 2 -1 5 ). P o d e m o s im a g in a r o q u e E saú p e n s o u
c. E e n v io u u m p re se n te p a r a a c a lm a r a c e rc a de m ais esse b rilh a n te te ste m u -
E sa ú , o q u a l e ra c o n s titu íd o p o r n h o d a g ra ç a de D eu s d a d o p o r J a c ó a o
5 5 0 a n im a is (G n 3 2 .1 3 -2 1 ). p e rc e b e r te r sid o e n g a n a d o p o r seu ir-
3. E n tã o , veio a q u e la n o ite em q u e u m d o s m ã o n o v a m e n te (veja G n 3 3 .1 4 -1 7 ).
e v e n to s m a is m iste rio so s e m a ra v ilh o - Η . O p a i e n fu re c id o (G n 3 4 .1 -3 1 ; 3 8 . 1 3 0 ‫)־‬.
sos de to d a a B íblia a c o n te c e ra m p ró x i- 1. J a c ó se en fu re c eu c o m Levi e S im eão , q u e
m o s a o ria c h o J a b o q u e (G n 3 2 .2 4 -2 9 ). c o m e te ra m h o m ic íd io (G n 3 4 .1 -3 1 ).
4. N ã o im p o r ta a te o lo g ia q u e se r e tire a . J a c ó p e rm itiu q u e su a filha D in á se
d esses e s tr a n h o s v e rsíc u lo s, n o s q u a is p e rd e s s e . C o n s e q u e n te m e n te , ela
D e u s e o h o m e m lu ta m u m c o n tr a o foi se d u z id a p o r S iq u é m , filh o d o
o u tr o d u r a n te u m a n o ite in te ira , d o is rei d o s h e v e u s c h a m a d o H a m o r.
fa to s e m e rg e m c la ra m e n te : J a c ó , a ssim c o m o seu p a i Is a q u e ,
a. O nom e do hom em m u d a de Jacó sa b ia m u ito p o u c o a c e rc a d a s co i-
(o t o r t u o s o a p a n h a d o r d o c a lc a - sa s q u e seu s filh o s fa z ia m o u d a s
n h a r) p a r a Isra e l, p a la v ra q u e sig- p e sso a s c o m q u e m c o n v iv ia m . E ra
n ifica lutaste com Deus e com os u m a p re m iss a c o m u m e n te a c e ita
homens e prevaleceste (G n 3 2 .2 8 ). e n tre e g íp c io s e c a n a n e u s q u e m u -
b. D e p o is d e seu c o m b a te c o m D e u s, lh e re s s o lte ira s e d e s a c o m p a n h a -
J a c ó n u n c a m ais c a m in h o u d a m es- d a s fo ssem c o n s id e ra d a s p re s a s le-
m a fo rm a (G n 3 2 .3 1 ,3 2 ). g ítim a s (v e ja G n 1 2 .1 4 ; 2 0 .2 ;
5. N a se q u ê n c ia , J a c ó c h a m o u o lu g a r d a - 2 6 .7 ). D in á tin h a a p ro x im a d a m e n -
q u e la lu ta d e P eniel (a face de D eu s). O te 14 a n o s n e ssa é p o c a .
T o d o -p o d e ro s o to c a r a o c o ra ç ã o dele b. S iq u é m e s ta v a d e c id id o a c a sa r-se
e m B e te i, m a s e n tã o , n a q u e le lu g a r, c o m D in á e p e d iu a J a c ó a p e rm is-
D e u s h a v ia re iv in d ic a d o a v id a de Ja c ó . s ã o n e c e ssá ria . C o m e fe ito , o s he-
Se o p rim e iro lo ca l v ira a c o n v e rs ã o e veus su g e rira m a J a c ó : Aparentai-
s a lv a ç ã o d o filho m ais n o v o de Isa q u e , -vos conosco , dai-nos as vossas fi-
o s e g u n d o te s te m u n h a ra su a c o n s a g ra - lhas e tomai as nossas filhas para
ç ã o e sa n tific a ç ã o . O p r im e ir o h a v ia vós; e habitareis conosco; e a terra
lhe introduzido a p a z de D eu s; o segun- estará diante da vossa face; habitai,
d o concedeu-lhe g r a c io s a m e n te essa e negociai nela, e tomai possessão
m e s m a p a z . L o g o , J a c ó p o s s u ía n ã o nela( G n 3 4 .9 ,1 0 ).
a p e n a s a v id a, m a s a v id a em a b u n d â n - Essa lin h a de rac io cín io é c e rta-
c ia (veja J o 1 0 .1 0 ; R m 5 .1 , F p 4 .7 ). m en te u m a d as tá tic a s fa v o rita s de
6. J a c ó , a jo e lh a n d o - s e e tr e m e n d o , en - S atan ás. O c ristã o é lev ad o a elev ar
c o n tr o u ‫־‬se c o m E sa ú . P a ra su a su rp re - seu nível de to le râ n c ia e a re b a ix a r
sa e im e n so a lív io , seu irm ã o m ais ve- seus p a d rõ e s, de m o d o a a p a z ig u a r
lh o o a b ra ç o u (G n 3 3 .1 -4 ). su a c a rn e e a a b a n d o n a r sua fé (co-
7. E sa ú q u e ria q u e J a c ó o a c o m p a n h a s s e m o resp o sta a essa sed u çã o satân ica,
a té a te r r a de Seir. Isso e s ta v a m u ito veja 1 C o 6 .1 5 -2 0 ; 2 C o 6 .1 4 -1 8 ).
lo n g e d o s p la n o s d e J a c ó , m a s, em vez c. O s irm ã o s de D in á ferv iam raiv o sa -
de d ize r isso a b e rta m e n te a seu irm ã o m e n te p o r d e n tr o e e n g a n a r a m
c ru e lm e n te S iq u é m a o m e n tir q u e M e s m o n e ssa id a d e a v a n ç a d a ,
c o n c o rd a ria m c o m o c a s a m e n to d a J a c ó p a re c ia te r a lg u m a s p rio rid a -
irm ã d e sd e q u e , c o n tu d o , to d o s os d es e q u iv o c a d a s:
m a c h o s h e v e u s se c irc u n c id a s se m (1 ) Ele n ã o e x p rim iu tris te z a alg u -
(G n 3 4 .1 3 -2 4 ). m a a o s a b e r d a v io la ç ã o de su a
d. N o te rc e iro d ia , q u a n d o as ferid as ú n ic a filha, D in á .
e s ta v a m in fla m a d a s e d o ía m a ca- (2 ) E le n ã o d e m o n s tr o u r e m o r s o
d a m o v im e n to , L evi e S im e ã o in- a lg u m d ia n te d o e x te rm ín io de
v a d ir a m a tr e v id a m e n te o a c a m p a - u m a c id a d e in te ira .
m e n to h e v e u e c h a c in a r a m to d o s (3 ) A p a re n te m e n te , J a c ó n ã o tin h a
o s h o m e n s , in c lu siv e S iq u é m e seu p re o c u p a ç ã o a lg u m a a c e rc a d o
p a i. E m s e g u id a , eles p ilh a r a m a q u e D e u s e s ta v a a c h a n d o de
c id a d e e le v a ra m to d o s o s seu s es- tu d o a q u ilo .
p ó lio s , n ã o d e ix a n d o d e la d o n em (4 ) A p rin c ip a l (talv ez a ú n ica ) p re-
a s v iú v a s , n e m o s ó r f ã o s (G n o c u p a ç ã o q u e ele tin h a e ra a
3 4 .2 5 ‫ ־‬3 0 ). d e ser fe rid o p o r c a u sa d e seus
e. J a c ó ficou fu rio so e re p re e n d e u se- filh o s. E ele n ã o a ssu m iu res-
v e ra m e n te seus d o is filh o s assassi- p o n sa b ilid a d e alg u m a p o r aq u e-
n o s (G n 3 4 .3 0 ). les terríveis aco n te c im e n to s.

LUGARES IMPORTANTES NA HISTÓRIA DE JACÓ, ISAQUEE JOSÉ


2. J a c ó se e n fu re c e u c o m J u d á , q u e c o m e - I. O p a tr ia r c a o b e d ie n te (G n 3 5 .1 -7 ).
te u a d u lté rio (G n 3 8 .1 -3 0 ). 1. D e u s n o v a m e n te le m b ro u J a c ó d e Sua
E m b o ra o n o m e de J a c ó n ã o a p a re - o rd e m a n te rio r, p a ra q u e ele re to rn a s s e
ça n esse c a p ítu lo , p o d e m o s p re s u m ir a B etei (G n 3 5 .1 , v e ja ta m b é m G n
q u e ele esteve c ie n te d o s trá g ic o s fato s 3 1 .1 1 - 1 3 ). O p a tr i a r c a v iv ia em Si-
n ele n a rr a d o s e q u e o s d e s a p ro v o u . q u é m h á dez a n o s , e Betei ficava a p e n a s
a . J u d á , o q u a r to filho de J a c ó , c a so u - a 5 0 k m dali.
-se c o m u m a m o ç a c a n a n e ia , q u e Q u ã o tra g ic a m e n te fácil é m o v er-se
lh e d e u trê s filhos: Er, O n ã e Selá em d ire ç ã o à re d e n ç ã o a p e n a s p a ra c a ir
(G n 3 8 .1 -5 ). p o u c o a n te s d e c h e g a r lá (v eja H b
b. O filho m ais v elh o de J u d á , Er, ca- 4 .1 ,9 ,1 1 ).
so u -se c o m u m a m o ç a c h a m a d a 2 . J a c ó in stru iu to d o s em su a c a sa a d es-
T am ar. C o n tu d o , D e u s lo g o o m a- tru íre m seus íd o lo s, a p u rific a re m -se e
to u d e v id o a a lg u m a to n ã o regis- a v estirem r o u p a s n o v a s em p re p a ra ç ã o
tr a d o de im p ie d a d e . A ssim , d e p o is p a ra a jo rn a d a a té Betei. E m seg u id a, os
d a m o rte de Er, J u d á o r d e n o u a seu íd o lo s e a rre c a d a s fo ra m c o le ta d o s e en-
s e g u n d o filh o , O n ã , q u e se c a sasse te rra d o s d e b a ix o de u m c a rv a lh o p ró x i-
c o m a m e sm a m o ç a . E esse seg u n - m o a S iquém . Esse foi o p rim e iro reav i-
d o filh o ta m b é m lo g o fo i m o r to v a m e n to re g istra d o n a P a la v ra de D eus.
p o r im p ie d a d e . 3. J a c ó c h e g o u a B etei e lá c o n s tru iu u m
c. J u d á p ro m e te u a T a m a r d a r-lh e seu a lta r, c h a m a n d o - o d e E l-B etel. Betei
filh o m a is n o v o , S elá, n o te m p o significa “ c a sa d e D e u s ” (veja a a n á lise
c e rto , a in d a q u e se c re ta m e n te n ã o de G ên esis 1 2 .4 -9 , p. 2 4 ), m a s El-Betel
tivesse in te n ç ã o de c u m p r ir ta l p ro - significa “ O D e u s d a c a sa de D e u s ” . A
m essa (G n 3 8 .1 1 ,1 2 ). d ife re n ç a e n tre esses d o is c o n c e ito s é a
d. D e p o is de u m te m p o , T a m a r p e rc e - m e sm a q u e e x iste e n tre c o n h e c e r a P a-
b e u q u e e s ta v a s e n d o e n g a n a d a . la v ra de D e u s e c o n h e c e r o D e u s d a Pa-
E la e n tã o se d isfa rç o u de p ro s titu ta lav ra ! D e v e m o s le r as páginas d a q u e le ,
e, c o m in te n ç õ e s s e x u a is , se d u z iu p a ra que possam os conhecer a Pessoa
J u d á a e n tr a r em su a te n d a . C o m o d e ste (G n 3 5 .7 ).
p e n h o r p e lo p a g a m e n to , ela ex ig iu J. O s a n to a flito (G n 3 5 .8 -2 9 ).
e o b te v e se u se lo , seu len ç o e seu 1. E m u m a su c e ssã o r á p id a d e e v e n to s ,
c a ja d o (G n 3 8 .1 3 - 1 9 ) .T a m a r ficou J a c ó p e rd e u trê s p e sso a s a m a d a s .
g rá v id a d e p o is d essa re la ç ã o . a . S ua a n tig a b a b á , Débora (G n 3 5 .8 ),
e. A p r o x im a d a m e n te trê s m eses de- m u lh e r c u ja p rim e ira m e n ç ã o se
p o is, J u d á ficou in d ig n a d o d ia n te faz nesse v e rsíc u lo e q u e p ro v áv e l-
d a g ra v id e z d e T a m a r e o r d e n o u m e n te fo ra v iv er c o m J a c ó d e p o is
q u e ela fosse q u e im a d a a té a m or- d e m o rte de su a s e n h o ra , R e b e c a ,
te . A m o ç a e n tã o lh e m o s tr o u seu m ã e de J a c ó .
selo , seu len ç o e seu c a ja d o . O filho b. S u a e s p o s a a m a d a , Raquel, que
de Jacó lib e r to u ‫־‬a , m o s tr a n d o - s e m o rre u d a n d o à luz seu s e g u n d o fi-
a rre p e n d id o e c e rta m e n te e n v e rg o - lh o e o d é c im o s e g u n d o de J a c ó ,
n h a d o (G n 3 8 .2 4 -2 6 ). c h a m a d o B e n ja m im , “ filh o d e m i-
f. T a m a r te v e g ê m e o s e o s c h a m o u de n h a d e s tr a ” (G n 3 5 .1 6 -2 0 ).
P e re z e Z e r á . P e la m a r a v ilh o s a c. Seu p a i Isaque (G n 3 5 .2 7 -2 9 ) m o r-
g ra ç a d e D e u s, t a n t o a p r o s titu ta re u c o m 1 8 0 a n o s e fo i e n te r ra d o
c a n a n e ia c o m o seu p r im e ir o filho a o la d o de A b ra ã o , n a co v a de M a c -
ile g ítim o se ria m m ais ta r d e in clu í- p e la , em H e b r o m , p o r E sa ú e J a c ó .
d o s n a s a g ra d a g e n e a lo g ia d o Se- 2. D o is te m a s im p o rta n te s a p a re c e m p ela
n h o r Je su s C risto ! (veja M t 1.3). p rim e ira vez nesses v ersícu lo s.
a . A o fe rta d e lib a ç ã o te m su a p rim e i- 2 5 k m de S iq u ém e a lO O km de H e -
ra m e n ç ã o b íb lica (G n 3 5 .1 4 ). b ro m .
b. Belém tem ta m b é m su a p rim e ira re- 2. A c ru e ld a d e d e seus irm ã o s
ferê n c ia (G n 3 5 .1 9 ). a . O s d e z ir m ã o s d e J o s é o b s e rv a -
E m B elém , R a q u e l m o rre d a n d o r a m - n o à d is tâ n c ia e d e c id ira m
à luz o filho d a d e s tra de J a c ó . M u i- m a tá -lo (G n 3 7 .1 8 ).
to s sé c u lo s d e p o is , n e ssa m e sm a b. M a s R ú b e n , o p rim o g ê n ito d e J a c ó
B elém , u m a jo v e m v irg e m d a r á à (G n 2 9 .3 2 ) , p a re c ia te r s e g u n d a s
luz o u tr o filho. Esse b eb ê se rá o Fi- in te n ç õ e s, p o is su g e riu a to d o s q u e
lh o d e D eu s e se rá ta m b é m c o n h e - s im p le s m e n te jo g a s s e m J o s é em
c id o c o m o a d e s tra d o T o d o -p o d e - u m a c o v a e o d e ix a s s e m lá p a r a
ro so . m o rre r. Ele p la n e ja v a d e v o lv e r seu
TV. J o s é (G n 3 7 ; 3 9 — 50 ) (veja ta m b é m a se çã o irm ã o m a is n o v o a o p a i s e c re ta -
c o m as p e sso a s d o A n tig o T e sta m e n to ). m e n te (G n 3 7 .2 1 ,2 2 ).
A. O filh o fa v o rito (G n 37 ).
1. O s s o n h o s de José.
a. O s c a p ítu lo s r e s ta n te s d o G ên esis
O filho favorito (Gn 37)
p a s sa m a n a r r a r a v id a de Jo sé , o
• Os sonhos de José
s e g u n d o filho m a is n o v o d e J a c ó , o
• A crueldade de seus irmãos
p rim e iro n a s c id o d e su a a m a d a es-
• 0 desespero de seu pai
p o s a , R a q u e l (G n 3 0 .2 4 ).
O adm inistrador fiel (Gn 39)
b. Jo sé a tr a iu p a r a si a fú ria d e seus
• Suas obras
d ez m e io s -irm ã o s . T rê s f a to re s le-
• Seu autocontrole
v a ra m a essa s itu a ç ã o .
• Seus sofrimentos
(1) Jo sé re la ta v a a seu p a i a lg u m a s
O servidor esquecido (Gn 40)
d a s c o isa s ru in s q u e o s o u tro s
dez fa z ia m (G n 3 7 .2 ).
• José foi jogado na mesma cela onde 0 copeiro e o padeiro
de Faraó tam bém estiveram aprisionados.
(2) Jo sé to rn a r a - s e o filho fa v o rito
• Esses dois homens tiveram sonhos estranhos, e José inter-
d e J a c ó . P a r a d e m o n s tr a r su a
pretou 0 significado de ambos, predizendo que, dentro de
a fe iç ã o e s p e c ia l, seu p a i d eu -
três dias, 0 copeiro seria libertado pelo rei, mas executariam
-lh e u m a tú n ic a m u ltic o lo rid a o padeiro.
d e m a n g a lo n g a (G n 3 7 .3 ). • Tudo isso se mostrou verdadeiro. Contudo, após ser liberto,
(3) Jo sé tin h a s o n h o s e s tra n h o s . o copeiro esqueceu-se de José.
(a) E m u m d e sse s s o n h o s , to -
O célebre estadista (Gn 41 — 44)
d o s o s filh o s de J a c ó e sta - • A revelação de José
v a m n o c a m p o ju n ta n d o • A exaltação de José
feixes q u a n d o , d e re p e n te , • A frustração dos irmãos de José
o feixe d e Jo sé ficou d e p é,
O santo perdoador (Gn 45— 48)
e o s fe ix e s d e seu s irm ã o s
• José e seus irmãos
re u n ira m -s e a o r e d o r e a jo - • José e seu pai
e lh a ra m -se d ia n te dele. • José e seus filhos
(b) E m o u t r o s o n h o , ele v iu o
A árvore frutífera à som bra (Gn 49— 50)
so l, a lu a e as e stre la s ajo e-
• José recebeu as bênçãos de seu pai.
lh a n d o -s e d ia n te d e le (G n
José é um ramo frutífero [‫״‬.]junto à fonte; seus ramos correm so-
3 7 .9 ). bre 0 muro [...] os braços de suas mãos foram fortalecidos [...] pe-
c. Jo sé foi e n v ia d o d e su a c a sa em H e - 10 [...] Todo-poderoso, 0 qual te abençoará com bênçãos dos céus
b ro m p a ra S iq u ém , o n d e v erificaria de cima.
seus m e io s -irm ã o s e seus re b a n h o s Gênesis 49.22-25
p a s ta n d o . A o fin a l, ele o s e n c o n - • Ele conduziu o corpo de seu falecido pai até Canaã.
tro u em D o tã , a a p ro x im a d a m e n te
c. A ssim , o s irm ã o s a rr a n c a r a m a tú - 1. S uas o b ra s .
n ica d e Jo s é e jo g a ra m -n o em u m a a. J o s é fo i v e n d id o c o m o e s c ra v o a
c o v a (G n 3 7 .2 3 ,2 4 ). P o tifar, u m oficial d a g u a rd a d o p a-
d. A o ig n o ra r o s c la m o re s d e Jo sé p o r lácio d o F a ra ó e g íp c io (G n 3 7 .3 6 ;
c le m ê n c ia (G n 4 2 .2 1 ), o s cru é is ir- 3 9 .1 ).
m ã o s s e n ta ra m -s e p a r a com er. Foi b. S o b as b ê n ç ã o s de D e u s, J o s é rap i-
q u a n d o u m a c a r a v a n a ism a e lita d a m e n te o b te v e a c o n fia n ç a p a r a
a p a re c e u , d irig in d o -se a o E g ito . O s a d m in is tra r to d a a c a sa d e P o tifa r
n o v e irm ã o s d e c id ira m p r o n ta e (G n 3 9 . 2 6 ‫)־‬.
im p ie d o s a m e n te v e n d e r Jo sé c o m o 2. Seu a u to c o n tro le .
e sc ra v o a o s is m a e lita s (gn 3 7 .2 5 ‫־‬ a . Jo sé foi te n ta d o p ela e sp o sa d e P o-
2 7 ). A p a re n te m e n te , R ú b e n n ã o es- tif a r a c o m e te r im o ra lid a d e s , m as
ta v a p re s e n te nesse m o m e n to , e J u - re c u so u to d o s o s a v a n ç o s d e la (G
d á foi q u e m lid e ro u essa in fa m e ne- 3 9 .7 ‫ ־‬1 0 ).
g o c ia ç ã o . b. B u sc a n d o v in g a n ç a , ela a c u s o u J o -
sé de e s tu p r o (G n 3 9 . 1 1 1 8 ‫) ־‬.
Retribuição na Bíblia 3. Seus so frim e n to s.
A lei imutável da retribuição, vigente de modo sem- J o s é fo i jo g a d o n a p r is ã o (G n
pre muito forte ao longo da Bíblia (veja Gl 6.7), é cia- 3 9 .1 9 ,2 0 ).
ramente observável em Gênesis 37. Jacó, que outro- C. O s e rv id o r e sq u e c id o (G n 4 0 ).
ra enganou seu pai usando a pele de cabrito (Gn
1. C o m o P o tifa r, o c a rc e re iro lo g o reco -
27.16), agora é ele próprio enganado por seus filhos,
n h e c e u o c a r á te r g ra c io s o e ta le n to s o
que se utilizam do mesmo artifício. Outros exemplos
de Jo sé , e n c a rre g a n d o ‫־‬o d a a d m in is tra -
de retribuição:
ç ã o d e to d a a p ris ã o (G n 3 9 . 2 1 2 3 ‫)־‬.
Faraó, que orquestrou a destruição dos israelitas,
intentando cercá-los diante do mar Vermelho, 2. P o r a lg u m m o tiv o , a fú ria d e F a ra ó le-
foi ele próprio afogado nessas mesmas águas v a n to u ‫־‬se ta n to c o n tr a o seu p rin c ip a l
(compare Êx 14.5 com Êx 14.28). p a d e ir o c o m o c o n tr a o seu p rin c ip a l
Corá, que causara divisão na congregação israe- c o p e iro . A m b o s fo ra m e n v ia d o s à p ri-
lita, foi engolido por uma cisão na terra (com- s ã o o n d e Jo s é e s ta v a (G n 4 0 . 1 4 ‫)־‬.
pareNm 16.1-3 com Nm 16.31,32). 3. E n q u a n to e sta v a m n a p ris ã o , esses d o is
Hamã, que construiu a forca para executar um h o m e n s tiv e ra m s o n h o s m is te rio s o s .
piedoso hebreu, foi mais tarde executado nes-
D e u s d e u a Jo sé a h a b ilid a d e de in ter-
sa mesma forca (compare Et 5.14 com Et 7.10).
p r e t a r c o r r e ta m e n te c a d a u m d esses
so n h o s .
e. Jo sé foi v e n d id o p o r 2 0 m o e d a s de a. O s o n h o d o c o p e iro .
p r a ta (o v a lo r m é d io d e u m escra- (1) Detalhes: ele v iu u m a v in h a
vo) e le v a d o a o E g ito (G n 3 7 .2 8 ). c o m trê s g a lh o s q u e c o m e ç a -
R ú b e n v o lto u e ficou tra n s to r n a d o r a m a b ro ta r, a florescer, e lo g o
c o m a q u ilo q u e seu s irm ã o s h a- fru tific a ra m c a c h o s de u v a m a-
v ia m fe ito (G n 3 7 .2 9 ). d u r a . E m seu s o n h o , o c o p e iro
3. O d e se sp e ro d e seu p ai. e sp re m ia o su c o d a s u v a s d en -
P a ra e s c o n d e r esse h o rrív e l c rim e , t r o d o c o p o d e v in h o re a l e o
o s irm ã o s to m a r a m a tú n ic a de Jo sé e serv ia a F a ra ó (G n 4 0 . 9 1 1 ‫)־‬.
a tin g ir a m c o m s a n g u e d e c a b r ito . (2) Significado: o s trê s g a lh o s re-
C o m isso, c o n s e g u ira m e n g a n a r J a c ó , p re s e n ta v a m os trê s d ias d e p o is
le v a n d o -o a a c r e d ita r q u e seu a m a d o d o s q u a is F a r a ó l ib e r ta r i a o
filh o m ais n o v o h a v ia sid o m o rto e co- c o p e iro e o r e to r n a r ia à su a a n -
m id o p o r u m a f e ra s e lv a g e m (G n tig a fu n ç ã o . Jo sé p e d iu a o co-
3 7 .3 1 ‫ ־‬3 5 ). p e iro q u e m e n c io n a s s e seu ca-
B. O a d m in is tra d o r fiel (G n 39 ). so a F a r a ó , p a r a q u e e ste se
le m b ra s s e d a s in ju s tiç a s q u e c o m a s e s p ig a s m a g ra s d ev o -
h a v ia m sid o c o m e tid a s c o n tra r a n d o as e s p ig a s c h e ia s (G n
Jo s é (G n 4 0 .1 2 -1 5 ). 4 1 .5 ‫ ־‬7 ).
b. O s o n h o d o p a d e iro . b. D e s e ja n d o s a b e r o sig n ificad o des-
(1) Detalhes: ele se viu c a rre g a n d o ses s o n h o s , F a r a ó c o n s u lto u seus
trê s c e sto s b r a n c o s , c o n te n d o a d iv in h a d o re s n a m a n h a seg u in te,
m a n ja re s p a r a F a r a ó . C o n tu - m as estes n ã o c o n seg u iram a ju d á -lo
d o , d e re p e n te , v iera m p á ssa ro s (G n 4 1 .8 ).
e c o m e r a m as ig u a r ia s re a is c. O c o p e iro e n tã o se le m b ro u d o in-
(G n 4 0 .1 6 ,1 7 ). crív el ta le n to de Jo sé e re la to u a Fa-
(2) Significado: o s o n h o d izia q u e , r a ó o s e v e n to s q u e h a v ia m o c o rri-
d e n tr o d e trê s d ia s , F a r a ó ar- d o n a p ris ã o d o is a n o s a n te s (G n
ra n ç a r ia a c a b e ç a d o p a d e iro e 4 1 .9 -1 3 ).
p e n d u ra r ia o c o rp o dele so b re d . Jo sé fo i lim p o , b a r b e a d o e lev a d o
u m p o ste . O s p á s sa ro s v iria m e a té F a ra ó . D e p o is d e o u v ir o c o n te -
c o m e r ía m a s u a c a r n e (G n ú d o d o s s o n h o s , o s isra e lita inter-
4 0 .1 8 ,1 9 ). p r e to u - o s im e d ia ta m e n te , d a n d o
4. T rês d ia s d e p o is , em seu a n iv e r s á r io , g ló ria s a D e u s p o r a q u e le feito .
F a ra ó lid o u c o m o p a d e iro e c o m o co- D e a c o rd o c o m Jo sé , o s d o is so-
p e iro e x a ta m e n te c o m o Jo sé h a v ia pre- n h o s tin h a m o m e sm o sig n ificad o
d ito . M a s o lib e r ta d o c o p e iro se esq u e- (G n 4 1 .1 4 -2 5 ).
ceu d e m e n c io n a r a o líd e r eg íp cio q u a l- (1) A s sete v a c a s g o r d a s e as sete
q u e r in fo rm a ç ã o ac erc a d o israelita q u e e sp ig as ch e ia s de g rã o significa-
in te r p re ta r a seu s o n h o (G n 4 0 . 2 0 2 3 ‫)־‬. v a m sete a n o s de p ro s p e rid a d e
D. O c é le b re e s ta d ista (G n 4 1 — 44). à fre n te (G n 4 1 .2 6 ).
1. A re v e la ç ã o de Jo sé . (2) A s sete v a c a s m a g ra s e as sete
a. D o is a n o s d e p o is, c e rta n o ite , F a ra ó e sp ig a s secas sig n ificav am sete
teve d o is s o n h o s m iste rio so s. a n o s de fo m e q u e se se g u iría m
( 1 ) 0 p rim e iro so n h o . a p ó s o s se te a n o s d e f a r tu r a
F a ra ó e sta v a às m a rg e n s d o (G n 4 1 .2 7 ).
rio N ilo q u a n d o , de re p e n te , se- e. Jo sé e n tã o a c o n se lh o u F a r a ó a de-
te v a c a s g o r d a s e f o r m o s a s s ig n a r u m a d m in is tra d o r c a p a z de
a p ro x im a ra m -s e d o rio e co m e- c o n d u z ir u m a fa z e n d a d o ta m a n h a
ç a ra m a p a s ta r n o p r a d o . Em d a n a ç ã o in te ira e a d iv id ir o p aís
se g u id a , sete o u tr a s v a c a s a p a - e m c in c o d is tr ito s . O s o fic iais de
re c e ra m , m as elas e ra m m u ito c a d a d is trito d e v e ría m , lo g o , ju n ta r
m a g ra s , c o m to d a s as c o ste la s em a rm a z é n s rea is to d o o e x ced en -
visíveis. E m u m in sta n te , as va- te d a s c o lh e ita s d o s p ró x im o s sete
cas m a g ra s c o m e ra m as v a c as a n o s (G n 4 1 .3 3 -3 6 ).
g o rd a s (G n 4 1 . 1 4 ‫)־‬. 2. A e x a lta ç ã o de Jo sé ( G n .4 1 .3 7 -5 7 ).
(2) O s e g u n d o so n h o . a. N a q u e le m e s m o m o m e n to , F a ra ó
N esse se g u n d o s o n h o , F a ra ó d e sig n o u Jo sé p a ra a a lta fu n ç ã o de
viu sete espigas d e g rã o em u m a a d m in is tra d o r. C o m essa p o s iç ã o , o
m e sm a h a ste . T o d a s as sete ti- isra e lita a d q u iriu m u ita s h o n ra ria s :
n h a m o m io lo b e m fo rm a d o e (1) Jo sé rec e b e u o a n el d e sin e te d o
c h e io . E m se g u id a , a p a re c e ra m p r ó p rio F a ra ó .
o u tra s sete e sp ig as so b re a m es- (2) Ele ta m b é m foi v e stid o c o m be-
m a h a s te , m a s e s ta s e s ta v a m las ro u p a s .
m u rc h a s e secas e m r a z ã o d o (3) F o i a d o r n a d o c o m o c o la r de
v e n to leste. O s o n h o te rm in a v a o u r o real.
(4) J o s é re c e b e u a c a rr u a g e m d o e sp io n a g e m . O s a s s u s ta d o s irm ã o s
se g u n d o n a c a d eia de c o m a n d o . m ais v e lh o s te n ta r a m c o n v e n c e r o
(5) F a r a ó d e c re to u q u e to d o s o s a d m i n is t r a d o r d o E g ito d e q u e
o u t r o s d e v e ría m a jo e lh a r - s e e ra m in o c e n te s (G n 4 2 .7 -1 3 ).
d ia n te d e Jo sé. d . Jo sé os jo g o u n a p ris ã o p o r trê s d ias
(6) E ta m b é m m u d o u o n o m e de e, d e p o is d isso , lib e rto u a to d o s , ex-
Jo sé p a ra Z a fe n a te -P a n e ia , q u e c e to S im eão , q u e foi m a n tid o c o m o
significa “ a q u e le q u e fo rn e c e o re fé m , p a r a q u e eles v o lta s s e m à
s u s te n to d a t e r r a ” . H e b r o m e d e p o is r e to r n a s s e m a o
(7) F a ra ó p re s e n te o u Jo sé c o m u m E gito ju n to c o m B e n ja m im , tal co -
e sp o sa , A se n a te , filha d e P otífe- m o h a v ia sid o o r d e n a d o p o r J o s é
ra , sa c e rd o te d e O m . P o d e m o s (G n 4 2 .1 4 -2 0 ).
a firm a r q u e Jo sé c a so u -se c o m e. O s irm ã o s, a te r ro r iz a d o s , re c o n h e -
u m a fa m ília d a a lta n o b r e z a , c e ra m e n tre eles q u e o p re s e n te in-
p o is seu so g ro e ra m e m b ro im - f o r tú n io c e r ta m e n te f o ra c o n s e -
p o r ta n te d a p o lític a e d a reli- q u ê n c ia d o p e c a d o te rrív e l c o m e ti-
g iã o eg íp cia. d o c o n tr a Jo sé ; c o n tu d o , eles n ã o
b. Jo sé tin h a a g o ra 3 0 a n o s d e id ad e p e rc e b ia m q u e o p r ó p r io J o s é e sta -
(G n 4 1 .4 6 ). v a a li, e n tr e eles, c o m p r e e n d e n d o
E m u m ú n ic o d ia , Jo sé sa iu da cada p a la v r a que d iz ia m (G n
p ris ã o e fo ra e x a lta d o n o p a lá c io . 4 2 .2 1 -2 3 ).
M a s 13 a n o s se p a s s a ra m a n te s q u e f. A p ó s d e ix a r a sala p a ra c h o ra r, Jo sé
D e u s o tira sse de p o siç õ e s su b a lte r- o rd e n o u a seus e m p re g a d o s q u e en-
n a s, p ois Jo sé h a v ia c h e g a d o a o Egi- chessem o s sacos d o s h e b re u s co m
to c o m 1 7 a n o s (veja SI 1 0 5 .1 7 -2 1 ). trig o e c o m a re stitu iç ã o d o d in h ei-
c. A e sp o sa d e Jo sé d e u à luz d o is m e- ro q u e h a v ia m d a d o p ela c o m id a .
n in o s. O p rim e iro c h a m o u ‫־‬se M a - E n tã o , o s nove h o m en s p a rtira m em
n a ssé s (cu jo n o m e sig n ifica “ feito d ire ç ã o à te rra n a ta l (G n 4 2 .2 4 -2 6 ).
p a ra e s q u e c e r ” ), e o s e g u n d o , g. N o c a m in h o p a r a c a s a , u m deles
E f ra im ( “ f r u t í f e r o ” ) (v e ja Gn d e s c o b riu o p a g a m e n to em seu sa-
4 1 .5 0 -5 2 ). co . Q u a n d o c h e g a ra m a H e b ro m ,
d. C o m o Jo sé p re d isse ra , a o s sete a n o s to d o s d e s c o b rira m o s g rã o s e o di-
d e a b u n d â n c ia se s e g u ira m sete n h e iro , fic a n d o c h e io s de te m o r pe-
a n o s de fo m e , o q u e lev o u as pesso- la se g u ra n ç a d e S im eão . A p e s a r de
as d e o u tra s n a ç õ e s a c o m p ra re m a seu s p e d id o s s in c e ro s , J a c ó rec u -
c o m id a e s to c a d a n o E g ito (G n so u -se a p e rm itir q u e B e n ja m im
4 1 .5 3 ‫ ־‬5 7 ). a c o m p a n h a s s e o r e s ta n te d e seu s
3. A f r u s tr a ç ã o d o s irm ã o s d e J o s é (G n irm ã o s e m u m a f u tu r a v iag e m ao
4 2 — 4 4 ). E g ito (G n 4 2 . 2 7 3 8 ‫)־‬.
a. P a ra c o m p r a r c o m id a , J a c ó e n v io u h. A fo m e in te n sific o u -se em H e b ro m ,
seus d ez filhos m ais v e lh o s d e H e - e J a c ó foi fo rç a d o a d e ix a r B enja-
b ro m a té o E g ito (G n 4 2 . 1 5 ‫)־‬. m im ir c o m o s irm ã o s a o E g ito , p a -
b. E les c h e g a r a m a o E g ito e c u rv a - ra q u e eles c o m p r a s s e m c o m id a .
ra m -se d ia n te de Jo sé , m a s n ã o re- J u d á re s p o n sa b iliz o u -s e p ela segu-
c o n h e c e ra m seu irm ã o m ais n o v o . r a n ç a d o irm ã o m a is n o v o (G n
N a q u e le m o m e n to , e le s in c o n s - 4 3 .1 -1 4 ).
c ie n te m e n te c u m p r ira m o s o n h o i. N o v a m e n te , o s irm ã o s a p re s e n ta -
d o jo v em Jo sé (G n 4 2 .6 ). ra m -s e d ia n te d e J o s é , q u e o s le-
c. J o s é n ã o se re v e lo u a p r in c íp io e, v o u a o seu p a lá c io p a r a u m b a n -
a lé m d isso , a c u so u seus irm ã o s de q u e te . Eles te n t a r a m c o n v e n c e r o
a d m in is tr a d o r d a c a sa d e J o s é de fo m e já v iv id o s se e s te n d e ría m p o r
q u e n ã o h a v ia m r o u b a d o o p a g a - m ais c in c o . Ele o s in c ito u a tra z e r
m e n to n a v in d a a n te rio r. S im e ã o J a c ó , a ssim , to d o s p o d e ría m faz e r
foi lib e rta d o e ju n to u -s e a o g ru p o . p la n o s p a r a v iv er ju n to s n o E g ito
P ela p rim e ira vez, em 2 0 a n o s , os (G n 4 5 .4 -1 5 ).
12 ir m ã o s e s ta v a m ju n to s , m a s c. Jo sé tra n q u iliz o u seus irm ã o s (ain -
a p e n a s u m deles tin h a ciên cia d isso d a em c h o q u e ), d iz e n d o q u e n ã o ti-
(G n 4 3 . 1 5 2 5 ‫)־‬. n h a r a n c o r d o p a s s a d o , p o is acre-
j. O s irm ã o s a lim e n ta ra m -s e em u m a d ita v a q u e D e u s h a v ia s o b re p u ja d o
m esa s e p a ra d a d a q u e la e m q u e es- a q u e la c o n s p ir a ç ã o c ru e l q u e fize-
ta v a Jo sé . M a s, p a ra a s u rp re s a de- r a m te m p o s a tr á s , e m p re g a n d o -a
les, o a d m in is tra d o r d o E g ito os fez p a r a g a r a n tir q u e Isra e l fosse efeti-
s e n ta r n a o r d e m d e su a s id a d e s , v a m e n te u m a g r a n d e n a ç ã o (G n
d a n d o a B e n ja m im c in c o vezes 4 5 .5 -8 ).
m a is c o m id a d o q u e a o s o u tr o s d. F a r a ó a le g ro u -s e c o m a r e s ta u r a -
(G n 4 3 .3 3 ,3 4 ). ç ã o d a fa m ília d e J o s é e c o n v id o u
k . A n tes q u e seus irm ã o s re to rn a s s e m o c lã in te ir o a v iv er n o E g ito (G n
n a m a n h ã se g u in te , Jo sé n o v a m e n - 4 5 .1 6 ‫ ־‬2 0 ).
te e s c o n d e u o d in h e ir o d o p a g a - 2. Jo sé e seu pai.
m e n to n a sa co la de c a d a u m e co- a. O v elh o p a tria rc a , J a c ó , a p rin c íp io ,
lo co u u m c o p o de p r a ta ju n to co m n ã o c o n se g u iu c o m p re e n d e r as ex -
as co isa s d e B en jam im (G n 4 4 .1 ,2 ). c ita n te s n o v id a d e s re la tiv a s a Jo sé,
l. A ssim q u e os irm ã o s d e ix a ra m a ci- m a s d e p o is a c r e d ito u n o r e la to e
d a d e , f o ra m p re s o s (a m a n d o de p la n e jo u su a v iag e m a o E g ito (G n
Jo sé) e a c u sa d o s de r o u b a r a q u e le 4 5 .2 6 -2 8 ).
c o p o de p r a ta (G n 4 4 . 4 6 ‫)־‬. b. N o c a m in h o , q u a n d o p a s s a v a p o r
m. Im e d ia ta m e n te , to d o s n e g a ra m B e rse b a , J a c ó o u v iu d e D e u s q u e
a q u e la a c u s a ç ã o e c o n c o r d a r a m Ele c o n tin u a ria a a b e n ç o á -lo , m es-
em s e rv ir c o m o e s c r a v o s , c a s o m o n o E g ito . O S e n h o r re v e lo u
q u a lq u e r ite m r o u b a d o fo sse en - ta m b é m q u e ele m o rre ría em te rra s
c o n tr a d o ju n to c o m eles. U m a rá- e g íp c ias e q u e f u tu r a m e n te t r a r ia
p id a b u sc a re v e lo u o c o p o d e p ra - seus d e sc e n d e n te s d e v o lta à P ales-
ta n a s a c o la d e B e n ja m im (G n tin a (G n 4 6 .1 -4 ).
4 4 .7 ‫ ־‬1 2 ). N o ta : é c o n tr o v e rs o s a b e r se a
n. D ia n te d e Jo sé, p e la te rc e ira vez, Ju - v iag em de J a c ó a o E g ito e x p rim iría
d á foi à fre n te e im p lo ro u p a ra q u e a v o n ta d e p e rfe ita d e D e u s o u a
a v id a d ele fosse a c e ita n o lu g a r de Sua v o n ta d e p e rm issiv a . U m b en e-
B e n ja m im . C o m lá g rim a s, ele lem - fício, c o n tu d o , se ria o fa to d e q u e o
b ro u a Jo sé q u e seu v e lh o p a i J a c ó E g ito e ra u m a n a ç ã o o n d e o s d es-
sim p le sm e n te m o rr e ría c a so a lg u - c e n d e n te s d e J a c ó se ria m fo rç a d o s
m a c o isa a c o n te c e sse c o m B enja- a p e rm a n e c e r c o m o u m p o v o sep a-
m im (G n 4 4 .1 3 -3 4 ). r a d o e d is tin to , d a d o q u e o s he-
E. O s a n to p e r d o a d o r (G n 4 5 — 48). b re u s e ra m p a s to r e s , e p a s to r e s
1. Jo sé e seus irm ã o s. e ra m u m a a b o m in a ç ã o a o s e g íp -
a. Jo sé n ã o p ô d e m ais se c o n te r e re- cio s (G n 4 3 .3 2 ; 4 6 .3 4 ). D esse m o -
v e lo u su a id e n tid a d e a seus irm ã o s d o , n ã o h a v e ría c a s a m e n to s in te r-
(G n 4 5 . 1 3 ‫)־‬. -ra c ia is. E m C a n a ã , isso já e s ta v a
b. D e p o is d o m o m e n to d essa re u n iã o a c o n te c e n d o , ta n to q u e S im e ã o se
c h e ia d e lá g rim a s, Jo sé in fo rm o u a c a s a ra c o m u m a m u lh e r c a n a n e ia
se u s ir m ã o s q u e o s d o is a n o s de (G n 4 6 .1 0 ).
c. J a c ó e n tr o u n o E g ito c o m t o d o 0 lhes a sse g u ro u u m a p a rte ig u al em
seu clã. seu leg a d o (G n 4 8 . 3 9 ‫)־‬.
T rê s c o n ta g e n s d ife re n te s s ã o b. J a c ó p o u s o u su a m ã o d ire ita s o b re
re g is tra d a s n a B íblia: a c a b e ç a de E fra im e seu b ra ç o es-
(1) S essen ta e seis (G n 4 6 .2 6 ). q u e r d o s o b re a d e M a n a s s é s . Jo sé
Esse seria o n ú m e ro de pes- n ã o se a g r a d o u c o m isso e t e n to u
so a s q u e f o ra m a o E g ito , in - in v e r te r a s it u a ç ã o , l e m b r a n d o
c lu in d o seus d e sc e n d e n te s, m as q u e esse e ra m a is v e lh o d o q u e
n ã o as e sp o sa s d e seu s filhos. a q u e le e, p o r t a n t o , d e v e ria t e r a
(2) S e ten ta (G n 4 6 .2 7 ). m ã o d ire ita s o b re s u a c a b e ç a (G n
E sse se ria o n ú m e r o a n te - 4 8 .1 0 - 1 8 ).
rio r m ais o p r ó p r io J a c ó , Jo sé e c. J a c ó re c u s o u -se a t r o c a r as m ã o s ,
seu s d o is filh o s, E fra im e M a - c o n tu d o , p o is p re v iu q u e a trib o de
n assés. E fra im seria m u ito m a io r d o q u e a
(3) S e ten ta e c in c o (A to s d o s A p ó s- d e M a n a s s é s (G n 4 8 . 1 9 2 2 ‫)־‬.
to lo s 7 .1 4 ). F. A á rv o re fru tífe ra à s o m b ra (G n 4 9 — 5 0 ).
N e sse v e rsíc u lo , E stê v ã o re- 1. Jo sé rec e b e u as b ê n ç ã o s d e seu p a i (G n
fere-se à “ p a r e n te la ” , u m a p ro - 4 9 ; v eja ta m b é m H b 1 1 .2 1 ). E n tã o , J a -
vável refe rê n c ia às c in c o e sp o - c ó re u n iu seus 12 filhos a o r e d o r d e seu
sas d o s filhos d e J a c ó q u e a in d a le ito , p o u c o a n te s d e m o rre r, e disse:
e s ta v a m vivas. Anunciar-vos-ei o que vos há de acon-
d. Jo sé e J a c ó e n c o n tra ra m -s e em G ó - tecer nos derradeiros dias (G n 4 9 .1 ). A
sen p e la p rim e ira vez e m 2 2 a n o s. The New Scofield Bihle in te rp re ta a ex-
O filho e n tã o e sta v a c o m 3 9 a n o s e p r e s s ã o derradeiros dias d o s e g u in te
o p a i, c o m 1 3 0 (G n 4 6 .2 8 -3 0 ). m odo:
e. Jo sé a p re s e n to u seu p a i a F a ra ó , e T ra ta -s e d a p rim e ira o c o rrê n c ia d as
J a c ó g a n h o u a c h a n c e de e sc o lh e r p a la v ra s derradeiros dias, u m c o n c e ito
u m a te r r a p a ra v iv er (G n 4 7 . 1 1 2 ‫) ־‬. d e fu n d a m e n ta l im p o r tâ n c ia n a p ro fe -
f. C o m a c o n tin u a ç ã o d a fo m e , F a ra ó cia b íb lica . E las g e ra lm e n te in d ic a m o
e n riq u e c e u m a is e m a is , e a sá b ia p e río d o final d a h istó ria d e u m g ru p o
a d m i n i s t r a ç ã o a g r íc o la d e J o s é d e p e sso a s o u de u m a n a ç ã o p a rtic u la r,
s a lv o u m ilh a r e s d e p e s s o a s n ã o q u a n d o o p ro p ó s ito q u e D e u s lhes a tri-
m e n c io n a d a s d a fo m e t o t a l (G n b u iu e stá p a ra ser c u m p r id o (p. 6 8 ).
4 7 .1 3 ‫־‬2 6 ). J a c ó , e n tã o , p ro fe tiz o u o fu tu ro de
g. A p o p u la ç ã o isra e lita em G ó se n ex- c a d a u m d e seus filhos:
p a n d iu -s e ra p id a m e n te , a p e s a r d a a . R ú b e n (G n 4 9 .3 ,4 ).
fo m e em to d o s o s o u tr o s lu g a re s (1) Ele e ra in d is c ip lin a d o c o m o as
(G n 4 7 .2 7 ). o n d a s fu rio sa s d o m ar. P o r ser
h. C o m 1 4 7 a n o s , J a c ó p e rc e b e u q u e o p rim o g ê n ito , a ele seria reser-
seu te m p o e s ta v a p e r to d o fim e, v a d o o d o b r o d a h o n r a e d o le-
p o r isso, c h a m o u seu a m a d o filho g a d o d e seu p a i (D t 2 1 .1 7 ) ,
Jo sé e seus n e to s fa v o rito s , E fra im m a s J a c ó o d e s c o n s id e ro u em
e M a n a s s é s (G n 4 8 .1 ). r a z ã o d e su a im o ra lid a d e c o m
i. Jo sé p ro m e te u a seu p a i q u e n ã o o B ila, c o n c u b in a d o p r ó p rio Ja -
e n te r ra r ia n o E g ito (G n 4 7 .2 9 -3 1 ). có (G n 3 5 .2 2 ).
3. J o sé e seus filhos. (2) O s ru b e n ita s , m a is ta rd e , fixa-
a. O s d o is filhos d e J o s é fic a ra m d ia n - ra m -se a leste d o rio J o r d ã o
te d e seu a v ô , e s p e ra n d o p e la b ên - (ju n to c o m a tr ib o de G a d e e
ç ã o dele. O v e lh o p a tr ia r c a o s a d o - c o m m e ta d e d a tr ib o d e M a -
to u c o m o seus p r ó p r io s filh o s e n assés, veja Js 1 . 1 2 1 6 ‫) ־‬.
JOSÉ...
UM PRENUNCIO DO SALVADOR

Jo sé Note as incríveis similaridades entre os dois Jesus

Gênesis 37.3 Amados por seus pais. M t3.17

37.2 Consideravam-se pastores. Jo 10.1114‫־‬

37.13,14 Enviados por seus pais até seus irmãos. Lc 20.13; Hb2.12

37.4,5,8 Odiados por seus irmãos sem motivo. Jo 1.11 ;7.5 ; 15.25

37.20 Seus irmãos conspiraram contra eles. Jo 11.53

39.7 Severamente tentados. Mt4.1

37.26 Levados ao Egito. M t 2.14,15

37.23 Tiveram suas vestes arrancadas. Jo 19.23,24

37.28 Vendidos pelo preço de um escravo. M t 26.15

39.20 Presos. M t27.2

39.20 Permaneceram em silêncio e não ofereceram resistência. Is 53.7

39.16-18 Acusados falsamente. M t 26.59,60

39.2,21,23 Sentiam a presença de Deus em tudo. Jo 16.32

39.21 Respeitados por seus carcereiros. Lc 23.47

40.2,3 Colocados junto a mais dois prisioneiros, um deles sendo perdido, e 0 outro, Lc 23.32
salvo.

41.46 Ambos estavam com aproximadamente 30 anos quando começaram seus Lc 3.23
ministérios.

41.41 Ambos foram altamente exaltados após seus sofrimentos. Fp 2.911‫־‬

42.7,8 Ambos estiveram perdidos para seus irmãos durante algum tempo. Rm 1 0 .1 1 1 .7 ,8 ;3‫־‬

45.1‫־‬15 Ambos perdoaram e restauraram seus irmãos arrependidos. Zc 12.1012‫־‬

41.57 Ambos foram visitados e honrados por todas as nações da terra. Is 2.2; 3; 49.6

(3) I n v o lu n ta ria m e n te , o s ru b e n i- (4) M a is ta rd e , o s ru b e n ita s recu sa-


ta s q u a se c a u s a ra m u m a g u e rra ra m ‫־‬se a a u x ilia r os e x é rc ito s is-
civil a o c o lo c a r u m g ra n d e m o - ra e lita s — lid e ra d o s p o r B a ra -
n u m e n to n a m a rg e m o c id e n ta l q u e e D é b o ra — n a g u e rra c o n -
d o r io J o r d ã o (Js 2 2 .1 0 ). tra u m p a g ã o c h a m a d o S ísera e
G u ia d e W il l m in g t o n p a r a a B íb l ia [■■— .... — ‫■״‬- -------------------------------------- M ÉTO D O C R O N O LÓ G IC O

s u a s 9 0 0 c a rr u a g e n s d e fe rro (2) S a n sã o v eio d a trib o d e D ã (Jz


(veja Jz 4 .1 -3 ; 5 .1 5 ,1 6 ). 1 3 .2 ,2 4 ).
b. S im eao e Levi (G n 4 9 . 5 7 ‫)־‬. g. G a d e (G n 4 9 .1 9 ).
(1) H o m e n s de v io lên cia e in ju sti- G a d e seria 0 o p o s to de Issa c a r e
ça. fre q u e n te m e n te lu ta ria c o m b rav e -
C h a c in a r a m o s h a b ita n te s za p o r lib e rd a d e (veja 1 C r 5 .1 8 ;
d e S iq u é m d e p o is d e e n g a n á - 1 2 .8 ‫ ־‬1 5 ).
-lo s (G n 3 4 .2 5 ). J a c ó ta m b é m h. A ser (G n 4 9 .2 0 ).
os d e sc o n sid e ro u . A ser p r o d u z ir ía c o m id a s d eli-
(2) O s d e s c e n d e n te s d e S im e à o e c io sa s, a d e q u a d a p a ra reis.
L evi fic a ria m e s p a lh a d o s p o r A n a fo i d a tr ib o d e A se r (Lc
Is ra e l. Isso sig n ific a v a q u e eles 2 .3 6 ).
n ã o te r ia m te r r a s fix a s, a ssim i. N a f ta l i( G n 4 9 .2 1 ).
c o m o a s tr ib o s d e seu s o u tr o s Ele se to r n a r ia c o n h e c id o p o r
irm ã o s . O s le v ita s h a b ita r ia m su a m o b ilid a d e e leveza (tal c o m o
e m v á ria s c id a d e s d a P a le s ti- u m a c e rv a so lta) e p o r su a e lo q u ê n -
n a , e o s s im e o n ita s tiv e ra m de cia c o m as p a la v ra s.
d iv id ir a p o r ç ã o d e te r r a d a d a j. Jo sé (G n 4 9 .2 2 -2 6 ).
a J u d á (v e ja N m 1 8 .2 4 ; Js (1) Ele seria u m a á rv o re fru tífera a o
1 9 .1 -9 ). la d o d e u m a fo n te , e seus g alh o s
c. J u d á (G n 4 9 . 8 1 2 ‫) ־‬. fa ria m so m b ra so b re 0 m u ro .
(1) O s o u tr o s irm ã o s lo u v a r ia m (2) E s e ria a m a r g a m e n te fe rid o
J u d á e se a jo e lh a r ia m d ia n te p o r a rq u e iro s v icio so s, m as as
dele. a rm a s deles se ria m d e s tru íd a s
(2) J u d á d e s tru iría seus in im ig o s e Valente de ]acó> 0 Pastor e
p e lo
n ã o se ria d e s a fia d o , ta l c o m o a Pedra de Israel.
u m jo v em leão. (3) J a c ó p red isse e a n u n c io u a Jo sé
(3) 0 c e tro n ã o sa iria de J u d á a té a b ê n ç ã o d iv in a m a is v a lio s a
q u e S iló (C ris to ) v iesse (veja d e n tre to d o s o s d o z e (ex c e ç ão
N m 2 4 .1 7 ; A p 5 .5 ). C o m a un - feita a J u d á ).
ç ã o d e D av i (1 Sm 1 6 .1 3 ; 2 Sm k. B e n ja m im (G n 4 9 .2 7 ).
7 .1 3 ; 1 C r 2 8 .4 ; 5 .2 ), isso se (1) Ele seria c o m o u m lo b o p e ra m -
c u m p riu . b u la n te .
d. Z e b u lo m (G n 4 9 .1 3 ). (2) Ele d e v o ra ria seus in im ig o s de
(1) Ele h a b ita ria p ró x im o a o m ar. m a n h ã e d iv id iría seus d e sp o -
(2) S uas fro n te ira s se e s te n d e ría m jo s à ta rd e . E x e m p lo s d e ssa ca-
a té S idom . ra c te rístic a p o d e m ser lid o s em
e. Issa c a r (G n 4 9 .1 4 ,1 5 ). Ju iz e s 2 0 .
(1) E le se ria u m a fo rte b e s ta de (3) S aul (1 Sm 9 .1 ,2 ) e S a u lo (Fp
c a rg a . 3 .5 ) e ra m a m b o s d a tr ib o de
(2) E d e s is tiría d a lib e rd a d e p e la B en jam im .
se g u ra n ç a . 2. Jo s é c o n d u z iu 0 c o rp o d e seu p a i a té
í. D ã ( G n 4 9 .1 6 -1 8 ). su a te rra n a ta l (G n 5 0 ).
(1) D ã se t o r n a r i a u m a s e rp e n te a. J a c ó m o r r e u c o m 1 4 7 a n o s (G n
q u e p ic a o s c a lc a n h a r e s d o s 4 7 .2 8 ; 4 9 .3 3 ).
c a v a lo s n a e s t r a d a , f a z e n d o b. O c o rp o d ele foi e m b a ls a m a d o n o
c o m q u e os c a v a le iro s ca ísse m . E g ito d u r a n te u m a p r e p a r a ç ã o de
U m a t r a d iç ã o a n tig a a firm a v a 4 0 d ia s (G n 5 0 .2 ,3 ).
que 0 a n ti c r i s to s a ir ia d e ssa c. T o d o 0 E g ito ficou d e lu to p o r J a c ó
trib o . d u r a n te 7 0 d ias (G n 5 0 .3 ).
d. O c o rp o d ele foi c a rre g a d o à P ales- a. A e sp o sa d e J ó , q u e b a seia seus co n -
tin a p o r seus filhos e d e p o is foi en- selh o s em e v id e n te d e sc re n ç a (veja
te r r a d o a o la d o de A b ra ã o e de Isa- J ó 2 .9 ).
q u e , n a c a v e rn a d e M a c p e la (G n b. E lifaz, q u e fu n d a su a s p a la v ra s em
5 0 .1 3 ). e x p e r iê n c ia s p e s s o a is (v e ja J ó
e. J o sé g a r a n tiu a seu s p r e o c u p a d o s 4 .8 ,1 2 ‫ ־‬1 6 ; 5 .3 ,2 7 ; 1 5 .1 7 ).
irm ã o s q u e a s itu a ç ã o a m ig á v el en- E lifa z e ra u m d e s c e n d e n te de
tre eles c o n tin u a ria (G n 5 0 .1 5 ‫־‬2 1 )‫״‬ E saú (veja G n 3 6 .1 0 ,1 1 ).
Vós
G e n tilm e n te , ele d isse -lh e s: c. B ild ad e , q u e b a seia su a s re c o m e n -
bem intentastes mal contra mim, d a ç õ e s n a tra d iç ã o (veja J ó 8 . 8 1 0 ‫; ־‬
porém Deus o tornou em bem, pa- 1 8 . 5 2 0 ‫)־‬.
ra fazer como se vê neste dia, para B ild ad e e ra u m d e sc e n d e n te de
conservar em vida a um povo gran- A b ra ã o e Q u e tu ra (veja G n 2 5 .2 ).
de (G n 5 0 .2 0 ). d . Z o fa r, q u e fu n d a m e n ta seu s co n se-
f. lo sé m o r r e u c o m 1 1 0 a n o s (G n lh o s em p u r o d o g m a tis m o (veja J ó
5 0 .2 6 ). 1 1 .6 ; 2 0 .4 ).
Z o f a r e ra d a te r r a d o s n a a m a ti-

Jó (Jó 1—42) tas.


e. E liú , q u e p a re c e ju stific a r su a s o b -
1. Esse é u m d o s liv ro s m a is a n tig o s de to - se rv a ç õ e s a p e n a s em su a ju v e n tu d e
d a a B íblia. (veja J ó 3 2 . 6 1 0 ‫) ־‬.
A s e v id ê n c ia s d isso são: E liú e ra d e s c e n d e n te d e N a o r,
a. As a lu s õ e s h is tó ric a s a n tig a s , p o r irm ã o d e A b r a ã o (veja G n 2 2 .2 1 ).
e x e m p lo , a c erc a d a s p irâ m id e s (Jó 7. A s a firm a ç õ e s desses m u ito s “ a m ig o s ”
3 .1 4 ), d a s c id a d e s n a s p lan íc ie s (Jó d e J ó n ã o p o d e m ser e m p re g a d a s p a ra
1 5 .2 8 ) e d o d ilú v io (Jó 2 2 .1 6 ). p r o p ó s ito s d o u tr in a is , p o is e s tã o fre-
b. A o m is s ã o d a h is tó r ia d e Isra e l. q u e n te m e n te e rra d a s .
N ã o h á refe rê n c ia a lg u m a à Lei, a o a . D eus o s re p re e n d e u p o r n ã o falarem
E x o d o , à tra v e ssia d o m a r V erm e- a v e rd a d e so b re J ó (veja J ó 4 2 .7 ).
lh o , à C a n a ã o u a q u a lq u e r u m d o s b. Eles ta m b é m e s ta v a m e r r a d o s a o
reis de Israel. c o n s id e ra r J ó u m h ip ó c rita (veja J ó
2. J ó foi u m p e rs o n a g e m h istó ric o , m en - 8 .1 3 ; 1 5 .3 4 ; 2 0 .5 ; 3 4 .3 0 ) . D e u s,
c io n a d o p o s te rio rm e n te ta n to p o r Eze- c o n tu d o , n ã o h a v ia e n c o n tr a d o ne-
q u iel (Ez 1 4 .1 4 ,2 0 ) e c o m o p o r T ia g o nhuma falha e m J ó (veja J ó 1 .8 ;
(T g 5 .1 1 ). 2 .3 ).
3. A S e p tu a g in ta (tra d u ç ã o g reg a d o A n- 8. O liv ro de J ó seria u m c o m e n tá rio es-
tig o T e sta m e n to ) id en tifica J ó a J o b a - te n d id o d e L u c a s 2 2 .3 1 ,3 2 e d e H e -
be, 0 segundo rei d e E d o m (G n 3 6 .3 3 ). b re u s 1 2 . 7 1 1 ‫ ־‬.
4. E p o ssível q u e a te r r a d e U z te n h a sid o 9. Eis o q u e a lg u n s h o m e n s cé le b re s dis-
lo c a liz a d a a n o rd e s te d o lag o d a G ali- se ra m so b re o liv ro d e Jó :
leia, n a d ire ç ã o d o rio E u fra te s (veja a. V ito r H u g o : “ O liv ro de J ó talv e z
G n 3 6 .2 8 ; L m 4 .2 1 ). seja a m a io r o b r a - p r im a d a m e n te
5. A d o e n ç a de J ó p o d e te r sid o le p ra e hum ana”.
talv ez te n h a sid o c o m p lic a d a p o r u m a b. T h o m a s C arly le: “ C o n sid e re e ste li-
e le fa n tía se , u m a d a s d o e n ç a s m ais d o - v ro ... u m a d a s m a io re s co isa s já es-
lo ro s a s e r e p u g n a n te s c o n h e c id a s n o c rita s. N ã o h á n a d a e sc rito , p e n s o ,
m u n d o d a q u e la é p o c a . q u e te n h a igual m é rito lite r á rio ” .
6. O s s o frim e n to s d e J ó s ã o in ten sificad o s c. L o rd A lfre d T e n n y s o n : “ O m a io r
p o r su a e s p o sa a m a r g a , p o r trê s falsos p o e m a , seja d a lite r a tu r a a n tig a o u
a m ig o s e p o r u m jo v e m im p e tu o so . m o d ern a” .
m
As terríveis provações de Jó 5. Amigos falsos (12.2; 13.4; 16.2; 19.3).
6. “Se eles estivessem em meu lugar“ (16.4,5).
Natureza das provações (caps. 1—2)
7. Vizinhos, colegas e empregados mentirosos (1 9 .1 3 3 0 .1 ,9 ,1 0 ;22‫)־‬.
1. Bois e jum entos são roubados, e seus em pregados rurais são assas-
8. Respostas (28.1228‫)־‬.
sinados.
9. Deus (23.8,9).
2. Ovelhas e pastores são queim ados pelo fogo.
3. Camelos são roubados, e seus trabalhadores são mortos. 10. A carne (7 .5 ,1 3 3 0 .1 7 ,1 8 ,3 0 ;14‫)־‬.

4. Filhos e filhas morrem em um vento poderoso. 11. "Desejo nunca ter nascido"( 3 . 3 1 0 . 1 8 ;11,16‫)־‬.

5. O próprio J ó é ferido com tumores. 12. "Desejo morrer" (6.8,9; 7.15,16).


13. "N ão tenho esperança" (10.20-22).
Contexto das provações
14. "Apesar de tudo, confiarei em Deus" (13.15; 16.19; 23.10).
Os motivos de Jó para adorar a Deus haviam sido questionados por Satanás
durante uma confrontação nos céus.
O glorioso Deus de Jó
Subitamente, de um furacão veio a poderosa voz de Deus. 0 lamurioso Jó
E, nessa confrontação, um Deus soberano permitiu cinco provações.
é então submetido a um interrogatório:
Sua esposa cheia de lamúrias Primeira série das questões feitas por Deus: Jó 38—39_______________
Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus
1. Jó 38.4: Onde estavas tu quando eu fundava a terra ? Faze-mo saber,
e morre(Jó 2.9). se tens inteligência.
Seus inconstantes amigos 2. Jó 38.18: Com o teu entendimento chegaste às larguras da terra?
Elifaz Faze-mo saber, se sabes tudo isto.
Seus sermões: caps. 4,5,15 e 22. 3. Jó 38.19: Onde está o caminho da morada da luz? E, quanto às tre-
Autoridade de seus sermões: experiência pessoal (4.8,1216‫)־‬. vas, onde está o seu lugar?
Conclusão de seus sermões:‫״‬Vocêestá sofrendo porque pecou!“(4.73; 15.16). 4. Jó 38.24: Onde está o caminho em que se reparte a luz, e se espalha
1. Você enganou os pobres (22.6). o vento oriental sobre a terra?
2. Você não alim entou os famintos (22.7). 5. Jó 38.28: A chuva, porventura, tem pai? Ou quem gera as gotas do
3. Você destratou viúvas e órfãos (22.9). orvalho?
4. Você é um punhado de vento (15.2). 6. Jó 40.2: Porventura, 0 contender contra o Todo-Poderosoé ensinar?
"Meu conselho: arrependa-se e volte para Deus!"(22.21 28‫)־‬. Quem assim argúia Deus, que responda a estas coisas.
A resposta de Jó: 40.4,5
Bildade
Segunda série das questões feitas por Deus: Jó 40.6—41,34__________
Seus sermões: caps. 8,18 e 25.
Autoridade de seus sermões: tradição (8.810‫)־‬. 1. Jó 40.15: Contempla agora o beemote, que eu fiz contigo, que come
Conclusão de seus sermões:"Você está sofrendo, porque pecou!8.20)‫)״‬. erva como o boi.
"Meu conselho: arrependa-se e volte para Deus!8.5,6)‫)״‬. 2. Jó 41.1: Poderás pescar com anzol o leviatã ou ligarás a sua língua
com a corda?
Zofar
Nota: essas duas criaturas podem muito bem referir-se a um dinos-
Seus sermões: caps. 11 e20. sauro da terra e a um dinossauro do mar.
Autoridade de seus sermões: dogmatismo (11.6; 20.4). A resposta de Jó: 42.1 6‫־‬
Conclusão de seus sermões:"Você está sofrendo porque pecou!6 ‫ (״‬11.4‫־‬:
As bênçãos abundantes de Jó (Jó 42.7-17)
20.4,5).
Jófoi submetido a cinco provações terríveis e participou de cinco debates do-
"Meu conselho: arrependa-se e volte para Deus!15‫ (״‬11.13‫)־‬.
lorosos, mas depois recebeu das mãos de Deus um conjunto de dez bênçãos:
Eliú 1. Ele pôde ver a glória de Deus.
Seus sermões: caps. 32— 37 2. Ele vi u a si mesmo, tal como Deus o vê (e isso é sempre uma bênção).
Autoridade de seus sermões: Eliú acreditava ser a resposta de Deus ao 3. Foi defendido por Deus diante dos olhos de seus três amigos críticos.
problema de jó (33.6). 4. Descobriu a alegria de orar por esses três amigos.
Conclusão de seus sermões: 5. Sua antiga saúde foi totalm ente restaurada.
1. Você é culpado por dizer tolices ( 3 4 . 3 5 3 6 . 1 6 ;37‫)־‬. 6. Foi confortado por seus irmãos e irmãs.
2. Você é culpado d e falsa justiça (35.2). 7. Recebeu o dobro d e suas antigas riquezas.
3. Considere a glória e a grandeza de Deus (37.14-24). 8. Teve mais sete filhos e mais três filhas.
As defesas e os diálogos de Jó 9. Viveu para desfrutar da com panhia de seus netos e bisnetos.
O patriarca, em sofrimento, responde a seus acusadores em nove discursos 10. Teve mais 140 anos devida, o dobro do número geralm ente atri-
separados. buíd oa um hom em (veja SI 90.10).
Um caps. 3 Quatro caps. 12—14 Sete caps. 21 Algumas razões para o sofrimento de Jó
Dois caps. 6—7 Cinco caps. 16—17 Oito caps. 23—24 1. Com isso, Satanás foi silenciado ( 1 . 9 2 . 4 , 5 ;11‫)־‬.
Três caps. 9—10 Seis caps. 19 Nove caps. 26— 31 2. Ele pôde ver a glória de Deus (42.5).
Durante esses nove discursos, Jó discute 14 tópicos. São eles: 3. Ele pôde ver a si próprio (40.4; 42.6).
1. Justiça e sofrimento (27.6; 31.1 40‫)־‬. 4. Os amigos de Jó aprenderam a não julgar (42.7).
2. Boas obras (29.12-17; 30.25). 5. Jó aprendeu a orar por seus críticos e a não entrar em conflito con-
3. Saúde, prosperidade e respeito (29.1-11,2025‫)־‬. traeles (42.10).
4. Pu n içõ es injustas (9.16,17,30-33; 10.2,7,8; 13.26,27; 1 9.6 11 ‫; ־‬ 6. Ficou dem onstrado que os planos de Deus para Seus filhos aca-
30.20,21). bam por ter finais felizes (42.10).
I. O s p ro b le m a s e os p e rso n a g e n s d o liv ro de Jó p o e m a . E lifaz p re g a trê s d essas o ito m en -
(veja ta m b é m a seção c o m as p e sso a s d o A n ti- sa g en s (Jó 4 — 5; 15; 2 2 ); B ild ad e , m ais trê s
go T e sta m e n to ). (Jó 8; 18; 2 5 ), e Z o fa r, s e n d o m e n o s p ro li-
A. As terrív e is p ro v a ç õ e s de J ó (Jó 1— 2). x o , o u tra s d u a s (Jó 11; 2 0 ). C o n tu d o , tã o
1. N a tu re z a d a s p ro v a ç õ e s. lo g o esse tr io e x a u stiv o te r m in a , a fa la ç ã o
a. P rim e ira p ro v a ç ã o : seus b o is e ju- é re to m a d a n o v a m e n te p o r u m jo v e m “ p re-
m e n to s fo ra m r o u b a d o s , e seus em - g a d o r m ir im ” c h a m a d o E liú, q u e ta g a re la
p r e g a d o s r u ra is f o ra m a s sa s s in a - p o r m a is seis c a p ítu lo s (Jó 3 2 — 3 7 ).
d o s em u m a ta q u e d o s sa b e u s. T alvez n ã o h a ja a lg u m a o u tra c o n fe rê n -
b. S e g u n d a p ro v a ç ã o : su a s o v e lh a s e cia b íb lica n a h is tó ria em q u e ta n to s p re g a -
seus p a s to re s fo ra m q u e im a d o s pe- d o re s p re g a ra m p a r a u m a c o n g re g a ç ã o tã o
10 fogo. p e q u e n a , q u e te n h a a p ro v e ita d o tã o p o u c o
c. T erceira p ro v a ç ã o : seus c a m e lo s fo- d o q u e foi p re g a d o !
ra m r o u b a d o s , e seus tr a b a lh a d o - A b a ix o , d escrev e-se u m b rev e s u m á rio
re s f o ra m m o r to s em u m a ta q u e d o s d is c u rs o s d e sse s v á rio s p re g a d o r e s ,
d o s c a ld e u s. b em c o m o d a defesa d e J ó .
d. Q u a r ta p ro v a ç ã o : seus filh o s e fi- II. O s d isc u rso s d e E lifaz (Jó 4 — 5; 15; 2 2 ).
lh as m o rre ra m em u m v e n to p o d e - A. Ele a firm o u q u e J ó e sta v a so fre n d o p o r te r
ro so . p e c a d o (Jó 4 .7 ,8 ; 1 5 .6 ).
e. Q u in ta p ro v a ç ã o : o p r ó p rio J ó foi D e p o is , E lifa z fez q u a t r o a c u s a ç õ e s
a ta c a d o p o r u m a d o e n ç a q u e o dei- c o n tr a Jó :
x o u c h e io de tu m o re s. 1. Ele te ria e n g a n a d o o s p o b re s (Jó 2 2 .6 ).
2. A s raz õ e s p a r a essas p ro v a ç õ e s. 2. Ele te ria n e g a d o p ã o a o s fa m in to s (Jó
N o s c éu s, D e u s e S a ta n á s c o n v e rsa - 2 2 .7 ).
ra m so b re Jó . O z o m b e te iro d ia b o a cu - 3. Ele te ria d e s tr a ta d o v iú v a s e ó rfã o s ( fó
s o u J ó d e a d o r a r a D e u s a p e n a s em 2 2 .9 ).
fu n ç ã o de b en efício s e g o ísta s: 4. Ele seria a p e n a s u m p u n h a d o de v e n to
a . P o rq u e D e u s d e u a Seu se rv o m ui- (Jó 1 5 .2 ).
ta s riq u e z a s. B. Ele b a s e o u su a s c o n c lu s õ e s em e x p e riê n -
b . P o rq u e D e u s d e u a Seu s e rv o b o a c ia s p e s so a is (veja J ó 4 .8 ,1 2 - 1 6 ; 5 .3 ,2 7 ;
sa ú d e . 1 5 .1 7 ).
S a ta n á s a rg u m e n to u q u e , se p u - C. E lifaz ta m b é m re la to u su a “ h istó ria d e fan -
d e sse t ir a r d e le e ssa s d u a s p ro v i- t a s m a ” , r e tira d a d e su a s visõ es d a n o ite (Jó
sõ es, J ó a m a ld iç o a ria D e u s d ia n te 4 .1 2 -1 7 ).
d a p r ó p ria face d iv in a . A ssim , p a ra D. E le e x o r to u J ó a a rre p e n d e r-s e e a v o lta r
c a la r a b o c a d o d ia b o , o T o d o -p o - p a r a D e u s (Jó 2 2 .2 1 -2 8 ).
d e r o s o d e u -lh e p e r m is s ã o p a r a III. O s d isc u rso s d e B ild ad e (Jó 8; 1 8 ; 2 5 ).
r o u b a r ta n to a riq u e z a c o m o a saú- A. Ele a firm o u q u e J ó e sta v a so fre n d o p o r te r
de d e J ó . A p a r t i r desse e x e m p lo , p e c a d o (Jó 8 .2 0 ).
a c re d ita m o s q u e S a ta n á s n ã o p o d e B. B ild ad e o rie n to u su a s c o n c lu sõ e s em to rn o
te n ta r u m c re n te sem a p e rm issã o d a tra d iç ã o (Jó 8 .8; veja ta m b é m J ó 8 .9 ,1 0 ).
e x p líc ita de D eu s. C. Ele e x o r to u J ó a a rre p e n d e r-s e e a v o lta r
B. S ua e sp o sa c h e ia de la m ú ria s (Jó 2 .9 ,1 0 ). p a r a D eu s (Jó 8 .5 ,6 ).
C. Seus in c o n s ta n te s a m ig o s (Jó 4— 37). IV. O s d isc u rso s d e Z o f a r (Jó 11; 2 0 ).
T em sid o a p o n ta d o q u e os a m ig o s de Jó A. Ele a firm o u q u e J ó e sta v a so fre n d o p o r te r
a p a re c e ra m p a r a c o n s o lá -lo , m a s p e rm a - p e c a d o (Jó 1 1 .4 -6 ; 2 0 .4 ,5 ).
n e c e ra m p a ra c ritic á -lo . D e to d o m o d o , os B. Z o f a r b a s e o u su a s c o n c lu s õ e s em p u r o
trê s “ a m ig o s ” de J ó tra n s m ite m o ito m en - d o g m a tis m o (Jó 11.6; 2 0 .4 ).
sa g e n s b e m c la r a s a o d e s v e n tu r a d o p a - C. E e x o rto u J ó a a rre p e n d e r-se e a v o lta r p a -
t r ia r c a , to d a s e la s c o m trê s tó p ic o s e u m ra D eu s (Jó 1 1 . 1 3 1 5 ‫) ־‬.
V. O d isc u rs o d e E liú (Jó 3 2 — 3 7 ). G . A té m e s m o m e u s v iz in h o s , a s s o c ia d o s e
A. P o r c a u sa de su a ju v e n tu d e , E liú a g u a rd o u e m p r e g a d o s v i r a r a m ‫־‬se c o n tr a m im (Jó
u m p o u c o a n te s de fa la r (Jó 3 2 . 4 7 ‫)־‬. 1 9 .1 3 -2 2 ; 3 0 .1 ,9 ,1 0 ).
B. C o n tu d o , tã o lo g o c o m e ç o u a falar, ele sen- H . E u g o s ta ria m u ito de e n c o n tr a r re s p o s ta s
t iu ‫־‬se c o n fia n te e q u a lific a d o p a ra e n d ire i- p a r a isso tu d o (Jó 2 8 . 1 2 2 8 ‫)־‬.
t a r J ó , ta l c o m o o s trê s a m ig o s a n te rio r- I. E u g o s ta ria d e m e e n c o n tr a r c o m D eu s (Jó
m e n te tin h a m feito . C o m e fe ito , E liú suge- 2 3 .8 ,9 ).
Eis
riu se r a q u e le a q u e m J ó p r o c u r a v a ! J. M in h a c a rn e e s tá d e te r io r a n d o (Jó 7 .5 ;
que vim de Deus, como tu; do lodo tam- 3 0 .1 7 ,1 8 ,3 0 ).
bém eu fui formado (Jó 3 3 .6 ). K. E u g o s ta ria d e n u n c a te r n a s c id o (Jó 3 .3 ‫־‬
C. E liú e s ta v a fu rio s o c o m to d o s o s q u a tr o ; 1 1 ,1 6 ; 1 0 .1 8 ).
c o m J ó , p o r este p e rm a n e c e r ju stific a n d o a L. E u g o s ta r ia d e e s ta r m o r t o (Jó 6 .8 ,9 ;
si m e s m o , e c o m o s trê s a m ig o s , porque, 7 .1 5 ,1 6 ).
não achando que responder, todavia, con- M . E u n ã o te n h o e sp e ra n ç a s (Jó 1 0 . 2 0 2 2 ‫)־‬.
denavam a ]ó (Jó 3 2 .3 ). N . A p e sa r d e tu d o isso, eu c o n fio em D e u s (Jó
D. Ele a c u so u J ó ta n to de fa la r to la m e n te (Jó 1 3 .1 5 ; 1 6 .1 9 ; 2 3 .1 0 ).
3 4 . 3 5 3 5 . 1 6 ;3 7 ‫ )־‬c o m o d e p re te n d e r u m aV II. Seu g lo rio s o D eu s (Jó 3 8 — 41).
falsa ju stiç a (Jó 3 5 .2 ). S u b ita m en te , a p o d e ro sa vo z de D eu s saiu d o
E. E liú e x o r to u J ó a c o n s id e r a r a g ló ria e a m eio d o fu ra c ã o . O la m u rio s o J ó foi e n tã o su b -
g ra n d e z a d e D e u s (Jó 3 7 . 1 4 2 4 ‫)־‬. m e tid o a u m in te rro g a tó rio c o m seis p e rg u n ta s .
V I. A s d efesas e os d iá lo g o s de Jó . A. P rim e ira série d e q u e stõ e s feitas p o r D eu s
O p a tr ia r c a s o fre d o r re s p o n d e u a seus a cu - (Jó 3 8 .1 — 4 0 .2 ).
s a d o re s em n o v e d isc u rso s d istin to s: 1. Onde estavas tu quando eu fundava a
A. P rim e iro : J ó 3. terra* Faze-mo saber, se tens inteligên-
B. S eg u n d o : J ó 6— 7. cia (Jó 3 8 .4 ).
C . T erceiro : J ó 9— 10. 2. Ou com o teu entendimento chegaste
D. Q u a r to : J ó 1 2 — 14. às larguras da terra* Faze-mo saber, se
E. Q u in to : J ó 1 6 — 17. sabes tudo isto (Jó 3 8 .1 8 ).
F. S ex to: J ó 19. 3. Onde está o caminho da morada da
G . S étim o : J ó 2 1 . luz? E, quanto às trevas, onde está o
H . O ita v o : J ó 2 3 — 2 4 . seu lugar* (Jó 3 8 .1 9 ).
I. N o n o : J ó 2 6 — 31. 4. Onde está o caminho em que se repar-
P elo m e n o s 14 te m a s d e s e n v o lv e m -s e a o te a luz, e se espalha o vento oriental
lo n g o d esses n o v e d isc u rso s d e Jó . sobre a terra* (Jó 3 8 .2 4 ).
A. E u so u ju sto e, p o r ta n to , n ã o e s to u se n d o 5. A chuva, porventura, tem pai* Ou quem
p u n id o p o r a lg u m p e c a d o (Jó 2 7 .6 ; 3 1 .1 - gera as gotas do orvalho? (Jó 3 8 .2 8 ).
3 0 ). 6. Porventura, o contender contra o To-
B. N o p a s sa d o , realizei m u ita s b o a s o b r a s (Jó do-Poderoso é ensinari Quem assim
2 9 .1 2 ‫ ־‬1 7 ; 3 0 .2 5 ). argúi a Deus, que responda a estas coi-
C. A h! Q u e lin d o s d ia s fo ra m a q u e le s e m q u e sas (Jó 4 0 .2 ).
g o zei d e b o a s a ú d e , de riq u e z a s e d e resp ei- B. A re s p o s ta d e J ó (Jó 4 0 .4 ,5 ).
t o (Jó 2 9 . 1 2 5 ‫ ־‬1 1 ,2 0 ‫) ־‬. J ó p e rc e b e u o q u ã o p o u c o sa b ia .
D. M a s a g o ra e s to u s e n d o in ju s ta m e n te p u n i- C. S e g u n d a série d a s q u e s tõ e s d e D e u s ( ló
d o p o r D e u s (Jó 9 . 1 6 , 1 7 , 3 0 1 0 . 2 , 7 , 8 ;3 3 ‫;־‬ 4 0 .6 — 4 1 .3 4 ).
1 3 .2 6 ,2 7 ; 1 9 . 6 3 0 . 2 0 , 2 1 ;1 1 ‫) ־‬. 1. Contempla agora o beemote, que eu fiz
E. M e u s trê s p re te n s o s a m ig o s sã o p éssim o s contigo, que come erva como o boi (Jó
c o n fo rta d o re s (Jó 1 2 .2 ; 1 3 .4 ; 1 6 .2 ; 1 9 .3 ). 4 0 .1 5 ).
F. Se eles estiv essem em m eu lugar, eu os a ju - 2. Poderás pescar com anzol o leviatã ou
d a r ia e n ã o o s a c u s a r ia in ju s ta m e n te (Jó ligarás a sua língua com a corda? (Jó
1 6 .4 ,5 ). 4 1 .1 ).
N o ta : a lg u n s a c re d ita m q u e o s n o - m e d ia d o r. N o N o v o T e sta m e n to , Je su s
m es d e ssa s d u a s c ria tu r a s p o d e m refe- se to rn a r ia esse m e d ia d o r. V eja 1 T im ó -
rir-se a o s d in o ss a u ro s. te o 2 .5 .
D. R e s p o s ta de J ó (Jó 4 2 . 1 6 ‫)־‬. 4. J ó 1 4 .1 ,2 .
Ele re c o n h e c e u a g ra n d e z a de D eu s. 5. J ó 1 6 .1 0 ,1 1 .
E. D e u s a b e n ç o a J ó a b u n d a n te m e n t e (Jó E ssa p a s sa g e m é p a r a f r a s e a d a n o s
4 2 .7 -1 7 ). S alm o s 2 2 .6 ,7 ,1 2 ,1 3 ; 3 5 .2 1 e refere-se
J ó foi s u b m e tid o a c in c o p ro v a ç õ e s ter- a o s so frim e n to s d e C ris to n a cru z.
ríveis e p a rtic ip o u de c in c o d e b a te s d o lo ro - 6. J ó 1 6 .1 9 .
so s, m a s d e p o is re c e b e u d a s m ã o s de D eu s 7. J ó 2 3 .1 0 .
u m c o n ju n to de dez b ê n ç ão s: 8. J ó 2 6 .7 .
1. Ele p ó d e v er a g ló ria d e D eu s. 9. Jó 2 3 .3 .
2. Ele v iu a si m e sm o , ta l c o m o D e u s o vê A c a r ê n c ia d e J ó p o r e n c o n tr a r
(e isso é se m p re u m a b ê n ç ã o ). D eu s fo i sa tisfe ita p e la encarnação de
3. F oi d e fe n d id o p o r D e u s d ia n te d o s C ris to (veja J o ã o 1 .1 8 ,4 5 ).
o lh o s d e seus trê s a m ig o s c rític o s. 1 0 . J ó 2 5 .4 .
4. D e s c o b riu a a le g ria d e o r a r p o r esses A c a rê n c ia de Jó p o r in o c ê n c ia a o s
trê s a m ig o s. o lh o s de D e u s fo i sa tisfe ita p e la morte
5. Sua a n tig a s a ú d e foi to ta lm e n te re sta u - d e C risto (veja R m 4 .2 4 ,2 5 ; 5 .1 ).
ra d a . 11. J ó 1 4 .1 4 .
6. F oi c o n fo r ta d o p o r seus irm ã o s e irm ã s. A c a rê n c ia d e J ó p o r v id a a p ó s a
7. R ec e b eu o d o b r o de su a s a n tig a s riq u e - m o rte fo i sa tisfe ita p e la ressurreição de
zas. C risto .
8. Teve m ais sete filh o s e m a is trê s filhas. 12. J ó 1 9 .2 5 ,2 6 .
9. V iveu p a r a d e s fr u ta r d a c o m p a n h ia de IX . A lg u m a s ra z õ e s p a r a o s o frim e n to de J ó .
seus n e to s e b isn e to s. 1. C o m isso , S a ta n á s fo i s ile n c ia d o (Jó
1 0 . T eve m a is 1 4 0 a n o s d e v id a , o d o b r o 1 .9 -1 1 ; 2 .4 ,5 ).
d o n ú m e ro g e ra lm e n te a tr ib u íd o a u m 2. Ele p ô d e v e r a g ló ria d e D e u s (Jó 4 2 .5 ).
h o m e m (veja SI 9 0 .1 0 ). 3. Ele p ô d e v er a si p ró p rio (Jó 4 0 .4 ; 4 2 .6 ).
V III. P assag en s c lássicas d o liv ro de ló . 4. O s a m ig o s d e J ó p u d e ra m a p re n d e r a
1. J ó 5 .1 3 . n ã o ju lg a r (Jó 4 2 .7 ).
C ita d o p o r P a u lo em 1 C o r ín tio s 5. J ó a p re n d e u a o r a r p o r seus c rític o s e a
3 .1 9 . n ã o e n tr a r e m c o n flito c o n tr a eles (Jó
2. J ó 5 .1 7 . 4 2 .1 0 ).
C ita d o em H e b re u s 1 2 .5 ,6 . 6. F ic o u d e m o n s tra d o q u e o s p la n o s de
3. J ó 9 .3 3 . D eu s p a r a Seus filh o s a c a b a m p o r te r
A p a la v r a árbitro re fe re -se a u m finais felizes (Jó 4 2 .1 0 ).