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ESCOLA DE APERFEIÇOAMENTO

DE OFICIAIS DA AERONÁUTICA

DIVISÃO DE ENSINO

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

A terceirização do suporte logístico de suprimentos das


aeronaves Super Puma do 3°/8°GAV
Título do Trabalho

A TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE SUPRIMENTO E MANUTENÇÃO DO


SISMA/SISMAB
LINHA DE PESQUISA

LEONARDO TELES GOMES - CAP AV


NOME

CAP 2/2014
Curso e Ano
PROJETO DE PESQUISA
(NÃO SE ESQUEÇA DE APAGATODAS ESTAS ORIENTAÇÕES EM VERMELHO
DE SEDOCUMENTO FINAL)
A terceirização do suporte logístico de suprimentos das
aeronaves Super Puma do 3°/8°GAV
Título do Trabalho

A TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE SUPRIMENTO E MANUTENÇÃO DO


SISMA/SISMAB
LINHA DE PESQUISA

LEONARDO TELES GOMES - CAP AV


NOME

EVERTON GERALDO CHÁCARA - MAJ AV


INSTRUTOR ORIENTADOR

17/NOVEMBRO/2014
DATA

CAP 2/2014

Curso e Ano

Este documento é o resultado dos trabalhos do aluno do Curso de


Aperfeiçoamento da EAOAR. Seu conteúdo reflete a opinião do autor, quando
não for citada a fonte da matéria, não representando, necessariamente, a
política ou prática da EAOAR e do Comando da Aeronáutica.
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1 CONTEXTUALIZAÇÃO

O Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3°/8° GAV), sediado


na Base Aérea dos Afonsos, Rio de Janeiro, que opera helicópteros H-34 Super
Puma, é responsável, entre outras missões, por busca e salvamento, resgate em
combate, evacuação aeromédica, transporte de autoridades e transporte aéreo
logístico, além de atuar nas principais catástrofes naturais ocorridas no Brasil. Em
virtude do cenário de disponibilidade das aeronaves abaixo da prevista e a grande
demanda de missões solicitadas, foi realizado em 2010 um contrato de terceirização
do suporte logístico de suprimentos. Esse contrato logístico visa atender todas as
necessidades de itens aplicados nos helicópteros, mais precisamente para as quatro
aeronaves pertencentes à Unidade Aérea (UAe).
Com o objetivo de elevar a disponibilidade das aeronaves, a Força Aérea
Brasileira (FAB) vem utilizando a terceirização como ferramenta de melhoria dos
processos logísticos, onde são transferidas para uma empresa competente ações e
responsabilidades que até então eram internamente despenhadas pela própria
Força. Segundo Kardec e Carvalho (2009), busca-se definir quais atividades podem
ser terceirizadas totalmente ou em partes, tendo especial cuidado com as atividades
fim e estratégicas. No caso da FAB dedicar-se especificamente à sua missão de
manter a soberania no espaço aéreo brasileiro com vistas à defesa da pátria.
A terceirização do suporte logístico vem se desenvolvendo e se
transformando de maneira a ocupar cada vez mais espaço na FAB. De acordo com
Novaes (2001, p. 318) “o crescimento desse setor é resultado da propensão cada
vez mais intensa das empresas terceirizarem serviços de maneira geral quando
antes os realizavam por conta própria”.
A terceirização logística da cadeia de suprimentos requer uma mudança
de mentalidade, aceitando que o tradicional pode ser substituído, e de postura,
passando somente a gerenciar as métricas do suporte logístico contratado, ao invés
de executar esse suporte. Segundo Kardec e Nascif (2010) nunca falaram tanto
nesse assunto como nestes últimos anos, na verdade uma forma nova para uma
prática bastante antiga nas relações empresariais.
Dentro dessa realidade, a terceirização com efetividade do serviço de
gestão logística da cadeia de suprimento permite que o Esquadrão concentre-se na
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atividade fim que é o cumprimento das missões aéreas. Já passados quatro anos da
implantação do suporte logístico contratado (CLS) e a experiência vivenciada pelo
3°/8° GAV, o trabalho de pesquisa deverá responder o seguinte problema: De que
forma a terceirização da gestão do suporte logístico de suprimentos pode influenciar
na disponibilidade das aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV?
A fim de responder ao problema proposto, foram elaboradas três questões
norteadoras (QN).
QN1) Qual a taxa de disponibilidade das aeronaves Super Puma do 3°/8°
GAV no período de 2006 a 2013?
QN2) Como o fator tempo de espera logística influencia na
disponibilidade?
QN3) Quais os conceitos devem ser observados ao terceirizar o suporte
logístico de suprimentos das aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV?
A presente pesquisa tem como objetivo geral analisar os aspectos da
terceirização da gestão do suporte logístico que impactam na disponibilidade das
aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV.
Para um direcionamento correto das ações de pesquisa foram
estabelecidos alguns objetivos específicos (OE) a seguir:
OE1) Identificar a taxa de disponibilidade das aeronaves no período de
2006 a 2009, antes da terceirização.
OE2) Identificar a taxa de disponibilidade das aeronaves no período 2010
a 2013, após a terceirização.
OE3) Identificar como o tempo de espera de paralisação influencia na
manutenibilidade.
OE4) Identificar as características que levam à uma terceirizacao com
efetividade.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

A terceirização originou-se nos Estados Unidos após o início da Segunda


Guerra Mundial como processo e técnica de gestão administrativa operacional
aplicada nos países industrialmente competitivos. As indústrias bélicas tinham como
meta concentrar-se na produção de armamento a serem usados contra as Forças do
4

Eixo, e por meio de contratações passaram algumas atividades de suporte às


empresas prestadoras de serviços.
Os processos de terceirização logística são uma realidade na Força
Aérea.
Dentre as possibilidades de suporte logístico, prevalecerá o aumento da
tendência de terceirização de serviços para empresas civis, tanto no país
quanto no exterior, razão pela qual especial atenção deverá ser dada ao
acompanhamento da execução dos Suportes Logísticos Contratados – CLS.
(PEMAER; BRASIL, 2010, p. 86).

Na terceirização do suporte de suprimentos dos helicópteros do 3°/8°


GAV ocorre uma relação de parceria com a contratada, tendo como objetivo trazer
bons resultados para as partes envolvidas. A empresa contratada gera vantagens
competitivas para o Esquadrão através de uma economia de escala, e também para
ela mesma através de uma maior especialização, comprometimento com os
resultados e autonomia gerencial.
Terceirizar não é simplesmente contratar atividades de menor importância e
que possam trazer alguma economia operacional para a empresa
contratante, nem tão pouco uma forma de contratar mão de obra mais
barata e sem maiores vínculos empregatícios. (KARDEC; CARVALHO,
2009, p. 42).

2.1 Processo de Terceirização

A estratégia de terceirização merece atenção dentro da organização, pois


segundo Kardec e Nascif (2010), pode ser comprometida caso não seja
implementada através de um planejamento específico.
Nesse momento são avaliados aspectos legais, financeiros, tecnológicos
e políticos com relacao às mudancas geradas pela terceirizacao. A definicao de
critérios gerais deve ser baseada na missão, na visão, nos princípios e no ambiente
no qual a Força está inserida. Além disso, os aspectos jurídicos também devem ser
verificados para amparar todas as linhas de ação e definir o que será exigido da
contratada.
Kardec e Carvalho (2009) apresentam algumas etapas para definir um
escopo eficaz em um processo de terceirização. Essas são as etapas:
1. Definir quais atividades que podem ser terceirizadas totalmente ou em
partes, tendo especial cuidado com as atividades fim e estratégicas.
2. Verificar a existência no mercado de empresas prestadoras de serviço ou
mesmo a possibilidade de serem desenvolvidas.
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3. Objetivar resultados de médio e longo prazo e não, simplesmente,


redução de custos no curto prazo.
4. Estabelecer relações de parceria.
5. Procurar melhoria contínua de resultados, com ganhos repartidos entre
as partes.
6. Estabelecer indicadores de resultados nas áreas de qualidade,
atendimento, custo, segurança, moral e meio ambiente.
7. Ter como premissa o crescimento tecnológico do prestador de serviço.
(KARDEC; CARVALHO, 2009, p. 47).

2.2 Suporte do Operador Logístico

Todas as necessidades de suprimentos para manutenção no 3°/8° GAV


são contempladas através do suporte logístico, que segundo Kardec e Nascif (2010)
é providenciar aquilo de que se necessita, no momento adequado e no local
apropriado, de modo que a disponibilidade do sistema seja mantida.
A logística trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem
que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição de matéria-
prima até o ponto de consumo final, bem como dos fluxos de informação
que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar
níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável. (BALLOU,
1993, p. 24).

O operador logístico é uma atividade especializada que busca agregar


competitividade nas empresas inseridas na cadeia de suprimento. Assim, a UAe
pode se dedicar as missões aéreas, estando certa que atividades como a gestão de
estoque e a entrega de itens serão cumpridas com o nível de serviço esperado.
Segundo Fleury (2003, p. 21), “operador logístico é um fornecedor de
serviços logísticos integrados capaz de atender a todas ou quase todas as
necessidades logísticas de seus clientes”. De acordo com essa definição, pode-se
perceber que um operador logístico não é um simples prestador de serviço, pois sua
atuação nas atividades terceirizadas pela organização está além da prestação de
serviços.
O gerenciamento das atividades logísticas após o desenvolvimento dos
equipamentos e o aumento da complexidade dos projetos torna-se cada vez mais
difícil, sendo um dos motivos para terceirização de atividades logísticas por algumas
empresas.
6

2.3 Contratos de Suporte Logístico – CLS

Quanto às características da contratada que devem sem consideradas,


Kardec e Nascif (2010) afirmam que a confiabilidade técnica e administrativa deve
ser atestada pela sua folha de serviços prestados no mercado, bem como pela
estabilidade empresarial e do seu corpo gerencial e técnico.
O contrato de suporte logístico é uma das ferramentas de gestão da
terceirização logística empregadas na cadeia de suprimentos, sendo considerada
por Novaes (2001) que o processo de implementação dessa parceria deve ser
conduzido, através da identificação das ferramentas de controle e das medidas de
desempenho a serem utilizadas na avaliação dos resultados. No 3°/8° GAV é
possível buscar dados para a análise de desempenho do CLS através da ferramenta
chamada Sistema Integrado de Logística de Materiais e Serviços (SILOMS). Por
meio dessa ferramenta as esperas por suprimento que causam parada nas
aeronaves são quantificadas e geram indicadores de indisponibilidade, utilizados
nessa análise.
A concepção do contrato deve ser direcionada em função das atividades a
serem contratadas, dos objetivos determinados pela Força e dos controles
realizados em parceria. Todos esses aspectos devem ser elaborados em
conformidade com os objetivos comuns da contratante e da contratada. Mesmo
dessa forma pode haver incertezas em relação aos resultados esperados,
reforçando a necessidade de que os níveis de serviços devem ser registrados com
clareza no contrato de suporte logístico.
O contrato logístico, segundo Novaes (2001), não significa uma simples
transferência de responsabilidade a terceiros. Ao contrário, pode significar uma
verdadeira parceria entre a contratante e o contratado. Desta maneira, se
considerado uma parceria, o processo pode resultar em sucesso.
Conforme Kardec e Nascif (2010) verificam-se três modalidades básicas
de contratação: por Mão de Obra, por Serviço e por Resultados.
A modalidade por Resultados é a aplicada na gestão da cadeia de
suprimento das aeronaves Super Puma, sendo a mais recente em terceirização de
serviços. Na contratação por Resultados, costuma-se estabelecer indicadores de
disponibilidade mínima de equipamentos estabelecidos em contrato, e um teto de
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recursos contratados de maneira coerente para ambas as partes. Nessa filosofia,


segundo Kardec e Carvalho (2009) o objetivo estratégico da contratação por
Resultados não é contratar serviços logísticos, e sim contratar soluções logísticas.

2.4 Tipos de Manutenção

Para facilitar a compreensão dos fatores que influenciam na


disponibilidade, faz-se necessário entender os tipos de manutenção realizadas nas
aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV, que são: Manutenção Corretiva Não
Planejada, Manutenção Corretiva Planejada, Manutenção Preventiva.
A Manutenção Corretiva, segundo Kardec e Nascif (2010), é a atuação
para a correção da falha ou do desempenho menor que o esperado. Esse tipo de
manutenção pode ser de forma planejada ou não. Quando ocorre de forma não
planejada não se tem tempo para preparar o serviço, e segundo kardec e Nascif
(2010) quebras aleatórias podem ter consequências bastante graves para o
equipamento. Como a falha nesse tipo de manutenção não é esperada, não é
possível prever qual item irá falhar, implicando na indisponibilidade por mais tempo.
Já a Manutenção Corretiva Planejada, conforme Kardec e Nascif (2010), é a
correção do desempenho menor do que o esperado ou correção da falha por
decisão gerencial. Uma manutenção quando planejada torna menor o custo e
aumenta a própria qualidade do serviço. Quando se consegue planejar o exato
momento da parada do helicóptero, além de separar todo o ferramental, a gestão de
suprimento pode agir de forma a disponibilizar o item para troca o mais rápido
possível e não impactar na disponibilidade das aeronaves da UAe.
Outra forma de manutenção existente é a Preventiva, sendo definida por
Kardec e Nascif (2010) como a atuação realizada de forma a evitar a falha ou queda
de desempenho, obedecendo a um plano previamente elaborado baseado em
intervalos definidos de tempo. Dessa forma, o fabricante da aeronave define de
forma mandatória a periodicidade dos planos de manutenção e o tempo de
execução, podendo ser baseadas em horas voadas no helicóptero ou em meses
passados. Esse tipo de manutenção proporciona um conhecimento prévio das ações
de gerenciamento das atividades, nivelamento de recursos, além da previsibilidade
do consumo de materiais e sobressalentes. Com essas características permite que
8

uma gestão de suprimento efetiva consiga disponibilizar todos os itens de troca


obrigatória previstos nos manuais de manutenção sem gerar indisponibilidade além
do tempo planejado.

2.5 Manutenibilidade e Disponibilidade das Aeronaves

A manutenibilidade, segundo Kardec e Nascif (2010), pode ser


conceituada como sendo a característica de um equipamento ou instalação, permitir
um maior ou menor grau de facilidade na execução dos serviços de manutenção.
Outra definição é dada por Monchy (1989), como sendo a probabilidade de
restabelecer a um sistema suas condições de funcionamento específicas, em limites
de tempo desejados, quando a manutenção é conseguida nas condições e com
meios prescritos. Em resumo, é a probabilidade de que uma aeronave com falha
seja reparada dentro de um tempo t e regresse para a linha de voo disponível. Pode-
se definir pela expressão matemática a seguir:

-μt
M(t) = 1 – e

M(t) = a função manutenibilidade, que representa a probabilidade de que o


reparo comece no tempo t = 0 e esteja concluído, satisfatoriamente, no tempo t
(probabilidade da duração do reparo).
(1)
e = base dos logaritmos neperianos (e = 2,2718)..
µ = taxa de reparos ou número de reparos efetuados em relação ao total de
horas de reparo do equipamento.
t = tempo de parada do momento da falha até o retorno à operação.

O Somatório do tempo médio para reparos (TMPR) com os demais


tempos é chamado tempo médio de paralisações (TMP). Segundo Kardec e Nascif
(2010) normalmente os tempos relativos às ações que se sucedem entre a parada e
o retorno de um equipamento ou sistema à operação são os seguintes:
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Quadro 1 - Tempos Relativos às Ações


Tempo Ações ou ocorrências
t0 Instante em que ocorreu a falha
t1 Localização do defeito
t2 Diagnóstico
t3 Desmontagem
t4 Remoção
t5 Espera de sobressalentes
t6 Substituição de peças
t7 Montagem
t8 Ajustes e testes
tf Instante de retorno à operação
Fonte: Kardec e Nascif (2010, p.11)

Durante a pesquisa, o foco estará no impacto causado pelo t5, relativo ao


tempo de espera dos sobressalentes, pois quanto menor o tempo de espera, menor
o tempo t e maior a disponibilidade. Esse assunto será melhor abordado durante a
metodologia.
Considerando disponibilidade como sendo:
[...] a capacidade de um item estar em condições de executar uma certa
função em um dado instante ou durante um intervalo de tempo determinado,
levando-se em consideração os aspectos combinados de sua confiabilidade,
manutenibilidade e suporte de manutenção, supondo que os recursos
externos estejam assegurados. (KARDEC; NASCIF, 2010, p.112).

A disponibilidade é classificada de três formas: Disponibilidade Inerente,


Disponibilidade Técnica e Disponibilidade Operacional.
A disponibilidade adotada será a Disponibilidade Operacional. Nela o
tempo médio de paralisações (TMP) é constituído pelo:
[...] o TMPR e todos os demais tempos: esperas de sobressalentes, atrasos,
deslocamentos e outros que contribuem para que os equipamentos ou
sistemas fiquem indisponíveis ou fora da condição de operação. (KARDEC;
NASCIF, 2010, p.113).

Os tempos de paralisação são o foco da coleta de dados no SILOMS, o


qual possui o banco estatístico para auxiliar na realização da pesquisa.
A Disponibilidade Operacional é definida pela fórmula a seguir:
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Disponibilidade Operacional (%) = TMEM x 100


TMEM + TMP
(2)
TMEM = Tempo médio entre manutenções
TMP = Tempo médio de paralisações

3 METODOLOGIA

Durante a pesquisa, inicialmente buscou-se referências bibliográficas que


pudessem corroborar com o objetivo da pesquisa. Após verificar todo embasamento
teórico, segundo as teorias de Gil (2007), a pesquisa é classificada quanto aos
objetivos como descritiva, e quanto ao procedimento como documental. Descritiva
porque objetiva quantificar a influência na disponibilidade operacional, em função da
relação entre a terceirização do suporte logístico de suprimentos e o tempo de
parada das aeronaves. E documental porque serão analisados dados coletados em
documentos que não receberam tratamento analítico: históricos de manutenção,
bem como os dados do SILOMS contendo os tempos de manutenção, tempos de
espera de suprimento e relatórios estatísticos.
O universo de pesquisa envolve quatro helicópteros Super Puma do 3°/8°
GAV com as respectivas matrículas: FAB 8730, FAB 8733, FAB 8736 e FAB 8738.
Serão verificadas amostras de disponibilidade das aeronaves no período de 2006 a
2013, sendo os quatro anos iniciais sem a terceirização e os últimos quatro anos
com o serviço terceirizado.
Será realizado o levantamento das taxas da amostra especificada através
dos indicadores logísticos do SILOMS, sendo separada a amostragem em dois
períodos, o primeiro de 2006 a 2009, sem a terceirização do suporte logístico de
suprimento, e o segundo período de 2010 a 2013, com a terceirização, conforme
objetivos específicos 1 e 2.
Utilizando a ferramenta dos indicadores logísticos do SILOMS, será
possível verificar o tempo TMP das aeronaves da amostra. Esse tempo será
categorizado através dos tempos de parada por manutenção programada (II), não
programada (IN) e tempo de espera pelo suprimento (IS). Os tempos de parada por
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manutenção programada serão oriundos das manutenções corretivas planejadas e


preventivas, já os tempos de parada não programada serão originados das
manutenções corretivas não planejadas. Esses tempos serão empregados na
-μt
expressão M(t) = 1 – e apresentada no referencial teórico. Assim será calculada, a
partir do banco de dados do SILOMS, a disponibilidade operacional das aeronaves,
sendo assim possível identificar o impacto do fator tempo de espera da
manutenibilidade, conforme objetivo específico 3.
Com base no SILOMS temos que:
Disponibilidade operacional (%) + Indisponibilidade (%) = 100%
Indisponibilidade (%) = (IS + II + IN) (%)
Disponibilidade Operacional (%) = 100% - (IS + II + IN) (%)
Através desses cálculos serão verificados que quanto menor o tempo de
espera por suprimentos, menor será o indicador de IS no SILOMS e
consequentemente tenderá a aumentar a disponibilidade operacional. Com esse
raciocínio lógico, serão pesquisadas por meio dos indicadores logísticos do SILOMS
as taxas de indisponibilidade por IS, II e IN no período de 2006 a 2013. Vale
ressaltar que o fator de maior interesse da pesquisa serão as taxas de IS, pois a
variação das mesmas está diretamente ligada com uma maior ou menor efetividade
do contrato de suporte logístico de suprimento. Isso virá a refletir diretamente na
taxa de disponibilidade, já que o contrato por resultado define métricas contratuais
de disponibilidade a serem perseguidas. Contudo, não se pode desconsiderar as
taxas de II e IN, que também causam a parada da aeronave, definindo exatamente
quanto do percentual total cada indisponibilidade influencia no resultado final.
Com base no PEMAER o acompanhamento dos CLS já é uma realidade
na Força, sendo esse planejamento estratégico fundamental para a correta
execução do processo de terceirização. Esse processo visa aumentar a
disponibilidade, contudo somente ocorrerá através de ações dos operadores
logísticos em busca da diminuição dos indicadores de indisponibilidade por falta de
componentes. Vale ressaltar que o aumento da complexidade dos projetos torna
cada vez mais difícil o gerenciamento do suporte de suprimento, motivando assim a
terceirização dessa atividade. Portanto, com base no referencial teórico já
apresentado, algumas características observadas durante um processo de
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terceirização são determinantes como: capacitação da contratada, idoneidade da


contratada, custos do contrato, parceria entre a contratada e contratante e
indicadores logísticos. Esses aspectos são fundamentais para a efetividade do
processo, conforme objetivo específico 4.
Com base na análise dos dados obtidos através das ferramentas do
SILOMS, será possível quantificar a influência da terceirização do suporte logístico
de suprimentos na disponibilidade das aeronaves Super Puma do 3º/8º GAV.

4 CRONOGRAMA

CAP 2/2014 PERÍODO


MESES AGO SET OUT NOV
SEMANAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17
30 03 10 17 24 31 07 14 21 28 05 12 19 26 02 09 16
DIAS a a a a a a a a a a a a a a a a a
02 09 16 23 30 06 13 20 27 4 11 18 25 1 08 15 21

ETAPAS
Tema e
Problema
Contextualização
Pesquisa
Documental e
referencial
bibliográfico
Objetivos e
Metodologia
Ajustes e entrega
do Pré Projeto
Pesquisa na
base de dados
Ajustes após
orientações da
banca do Pré
Projeto
Análise
preliminar de
dados coletados
Redação final do
Projeto
Conferência
gramatical e
ortográfica
Entrega do
Projeto
Análise dos
dados
confrontando
com a
metodologia
Formular
conclusão
13

Edição do Artigo
Ajustes e
correções
Imprimir Artigo
/TCC
Montar
Exposição Oral
Entrega do
Artigo e
Exposição Oral

Entrega do Pré Projeto: 26/08/14


Entrega do Projeto: 13/10/14
Entrega do Artigo: 17/11/14

REFERÊNCIAS

BALLOU, R. H. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas, 1993.

BRASIL. Ministério da Defesa. Comando da Aeronáutica. Estado - Maior da


Aeronáutica. PEMAER: Plano Estratégico Militar da Aeronáutica 2010 – 2031.
Brasília, 2010.

FLEURY, P. F.; FIGUEIREDO, R. F.; WANKE, P. Logística e Gerenciamento da


Cadeia de Suprimento: Planejamento do Fluxo de produtos e dos Recursos. São
Paulo: Atlas, 2003.

GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

KARDEC, Alan; CARVALHO, Cláudio. Gestão Estratégica e Terceirização. 2. ed.


São Paulo: Qualitymark, 2009.

KARDEC, Alan; NASCIF, Júlio. Manutenção: função estratégica. 3. ed. Rio de


Janeiro: Qualitymark, 2010.

MONCHY, François. A Função Manutenção. São Paulo: Brasileira; Durban, 1989.

NOVAES, Antonio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição:


Estratégia, Operação e Avaliação. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
ARTIGO CIENTÍFICO
(05 a 15 páginas)
(NÃO SE ESQUE ORIENTAÇÕES EM VERMELHO DE SEU DOCUMENTO FINAL)
A terceirização do suporte logístico de suprimentos das
aeronaves Super Puma do 3°/8°GAV
Título do Trabalho

A TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS DE SUPRIMENTO E MANUTENÇÃO DO


SISMA/SISMAB
LINHA DE PESQUISA

LEONARDO TELES GOMES - CAP AV


NOME

EVERTON GERALDO CHÁCARA - MAJ AV


INSTRUTOR ORIENTADOR

17/NOVEMBRO/2014
DATA

CAP 2/2014

Curso e Ano

Este documento é o resultado dos trabalhos do aluno do Curso de


Aperfeiçoamento da EAOAR. Seu conteúdo reflete a opinião do autor, quando
não for citada a fonte da matéria, não representando, necessariamente, a
política ou prática da EAOAR e do Comando da Aeronáutica.
A terceirização do suporte logístico de suprimentos das
aeronaves Super Puma do 3°/8°GAV

RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo analisar os aspectos da terceirização da gestão do suporte
logístico que impactam na disponibilidade das aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV. A natureza do
artigo apresentou característica descritiva, à medida que se propôs a quantificar a influência na
disponibilidade operacional em função da relação entre a terceirização do suporte logístico de
suprimentos e o tempo de parada das aeronaves. A pesquisa apresentou aspectos que influenciam
no processo de terceirizacao do suporte logístico e o impacto das taxas de indisponibilidade por
suprimento na disponibilidade das aeronaves. A parte inicial desse trabalho contextualiza o cenário
que motivou a terceirizacao, bem como a importância da disponibilidade dos helicópteros em virtude
da relevância das atividades desenvolvidas. Foi apresentado ainda todo referencial teórico sobre os
aspectos relevantes que influenciam na terceirizacao com ênfase nas teorias de manutenibilidade e
disponibilidade afetadas pelos tempos de espera por suprimento. No desenvolvimento foi descrita a
metodologia utilizada na coleta de dados do Sistema Integrado de Logística de Materiais e Serviços
contendo os tempos de manutenção, tempos de espera de suprimento e relatórios estatísticos. Os
dados coletados foram tabulados e comparados verificando a disponibilidade da amostra de
aeronaves no período de 2006 a 2013, sendo os quatro anos iniciais sem a terceirização e os últimos
quatro anos com o serviço terceirizado. Concluiu-se que após o processo de terceirização efetivo da
gestão do suporte logístico de suprimento houve um aumento da disponibilidade operacional através
da diminuição dos tempos de espera por suprimento.

Palavras-chave: Terceirização. Aeronaves. Suporte logístico. Disponibilidade.

The outsourcing of logistical support for supply of Super Puma aircraft on


3°/8° GAV
ABSTRACT
The present paper aimed to analyze the aspects of outsourcing on the management of logistical
support that impact the availability of the Super Puma aircraft on 3 /8°GAV. The nature of the work
presented descriptive characteristic, as we aimed to quantify the influence on the operational
availability due to the relationship between the outsourcing of logistical support and supplies downtime
of aircrafts. The research presented aspects that influence the outsourcing of logistical support and
the impact of the outage rates for the supply of aircraft availability process. The initial part of this work
contextualizes the scenario that led to outsourcing, as well as importance of the helicopter' s
availability due to the relevance of the activities. Whole theoretical framework on relevant aspects that
influence the outsourcing with emphasis on theories of maintainability affected by the lead times for
supplies was also presented. In developing the methodology used in collecting data from the
Logistical Service and Material integrated System containing maintenance time, supply lead times and
statistical reports. The collected data were tabulated and compared by checking the sample
availability of aircraft in the period 2006 to 2013, with the initial four years without outsourcing and the
last four years with the outsourced service. We conclude that after the process of effectively
outsourcing the management of the logistics supply support an increase operational availability by
decreasing lead times for supply.

Keywords: Outsourcing. Aircraft. Logistical support. Availability.


2

1 CONTEXTUALIZAÇÃO

O Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3°/8° GAV), sediado


na Base Aérea dos Afonsos, Rio de Janeiro, que opera helicópteros H-34 Super
Puma, é responsável, entre outras missões, por busca e salvamento, resgate em
combate, evacuação aeromédica, transporte de autoridades e transporte aéreo
logístico, além de atuar nas principais catástrofes naturais ocorridas no Brasil. Em
virtude do cenário de disponibilidade das aeronaves abaixo da prevista e a grande
demanda de missões solicitadas, foi realizado em 2010 um contrato de terceirização
do suporte logístico de suprimentos. Esse contrato logístico visa atender todas as
necessidades de itens aplicados nos helicópteros, mais precisamente para as quatro
aeronaves pertencentes à Unidade Aérea (UAe).
Com o objetivo de elevar a disponibilidade das aeronaves, a Força Aérea
Brasileira (FAB) vem utilizando a terceirização como ferramenta de melhoria dos
processos logísticos, onde são transferidas para uma empresa competente ações e
responsabilidades que até então eram internamente despenhadas pela própria
Força. Segundo Kardec e Carvalho (2009), busca-se definir quais atividades podem
ser terceirizadas totalmente ou em partes, tendo especial cuidado com as atividades
fim e estratégicas. No caso da FAB dedicar-se especificamente à sua missão de
manter a soberania no espaço aéreo brasileiro com vistas à defesa da pátria.
A terceirização do suporte logístico vem se desenvolvendo e se
transformando de maneira a ocupar cada vez mais espaço na FAB. De acordo com
Novaes (2001, p. 318) “o crescimento desse setor é resultado da propensão cada
vez mais intensa das empresas terceirizarem serviços de maneira geral quando
antes os realizavam por conta própria”.
A terceirização logística da cadeia de suprimentos requer uma mudança
de mentalidade, aceitando que o tradicional pode ser substituído, e de postura,
passando somente a gerenciar as métricas do suporte logístico contratado, ao invés
de executar esse suporte. Segundo Kardec e Nascif (2010) nunca falaram tanto
nesse assunto como nestes últimos anos, na verdade uma forma nova para uma
prática bastante antiga nas relações empresariais.
Dentro dessa realidade, a terceirização com efetividade do serviço de
gestão logística da cadeia de suprimento permite que o Esquadrão concentre-se na
3

atividade fim que é o cumprimento das missões aéreas. Já passados quatro anos da
implantação do suporte logístico contratado (CLS) e a experiência vivenciada pelo
3°/8° GAV, o trabalho de pesquisa deverá responder o seguinte problema: De que
forma a terceirização da gestão do suporte logístico de suprimentos pode influenciar
na disponibilidade das aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV?
A fim de responder ao problema proposto, foram elaboradas três questões
norteadoras (QN).
QN1) Qual a taxa de disponibilidade das aeronaves Super Puma do 3°/8°
GAV no período de 2006 a 2013?
QN2) Como o fator tempo de espera logística influencia na
disponibilidade?
QN3) Quais os conceitos devem ser observados ao terceirizar o suporte
logístico de suprimentos das aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV?
A presente pesquisa tem como objetivo geral analisar os aspectos da
terceirização da gestão do suporte logístico que impactam na disponibilidade das
aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV.
Para um direcionamento correto das ações de pesquisa foram
estabelecidos alguns objetivos específicos (OE) a seguir:
OE1) Identificar a taxa de disponibilidade das aeronaves no período de
2006 a 2009, antes da terceirização.
OE2) Identificar a taxa de disponibilidade das aeronaves no período 2010
a 2013, após a terceirização.
OE3) Identificar como o tempo de espera de paralisação influencia na
manutenibilidade.
OE4) Identificar as características que levam à uma terceirizacao com
efetividade.

2 REFERENCIAL TEÓRICO

A terceirização originou-se nos Estados Unidos após o início da Segunda


Guerra Mundial como processo e técnica de gestão administrativa operacional
aplicada nos países industrialmente competitivos. As indústrias bélicas tinham como
meta concentrar-se na produção de armamento a serem usados contra as Forças do
4

Eixo, e por meio de contratações passaram algumas atividades de suporte às


empresas prestadoras de serviços.
Os processos de terceirização logística são uma realidade na Força
Aérea.
Dentre as possibilidades de suporte logístico, prevalecerá o aumento da
tendência de terceirização de serviços para empresas civis, tanto no país
quanto no exterior, razão pela qual especial atenção deverá ser dada ao
acompanhamento da execução dos Suportes Logísticos Contratados – CLS.
(PEMAER; BRASIL, 2010, p. 86).

Na terceirização do suporte de suprimentos dos helicópteros do 3°/8°


GAV ocorre uma relação de parceria com a contratada, tendo como objetivo trazer
bons resultados para as partes envolvidas. A empresa contratada gera vantagens
competitivas para o Esquadrão através de uma economia de escala, e também para
ela mesma através de uma maior especialização, comprometimento com os
resultados e autonomia gerencial.
Terceirizar não é simplesmente contratar atividades de menor importância e
que possam trazer alguma economia operacional para a empresa
contratante, nem tão pouco uma forma de contratar mão de obra mais
barata e sem maiores vínculos empregatícios. (KARDEC; CARVALHO,
2009, p. 42).

2.1 Processo de Terceirização

A estratégia de terceirização merece atenção dentro da organização, pois


segundo Kardec e Nascif (2010), pode ser comprometida caso não seja
implementada através de um planejamento específico.
Nesse momento são avaliados aspectos legais, financeiros, tecnológicos
e políticos com relacao às mudancas geradas pela terceirizacao. A definicao de
critérios gerais deve ser baseada na missão, na visão, nos princípios e no ambiente
no qual a Força está inserida. Além disso, os aspectos jurídicos também devem ser
verificados para amparar todas as linhas de ação e definir o que será exigido da
contratada.
Kardec e Carvalho (2009) apresentam algumas etapas para definir um
escopo eficaz em um processo de terceirização. Essas são as etapas:
1. Definir quais atividades que podem ser terceirizadas totalmente ou em
partes, tendo especial cuidado com as atividades fim e estratégicas.
2. Verificar a existência no mercado de empresas prestadoras de serviço ou
mesmo a possibilidade de serem desenvolvidas.
5

3. Objetivar resultados de médio e longo prazo e não, simplesmente,


redução de custos no curto prazo.
4. Estabelecer relações de parceria.
5. Procurar melhoria contínua de resultados, com ganhos repartidos entre
as partes.
6. Estabelecer indicadores de resultados nas áreas de qualidade,
atendimento, custo, segurança, moral e meio ambiente.
7. Ter como premissa o crescimento tecnológico do prestador de serviço.
(KARDEC; CARVALHO, 2009, p. 47).

2.2 Suporte do Operador Logístico

Todas as necessidades de suprimentos para manutenção no 3°/8° GAV


são contempladas através do suporte logístico, que segundo Kardec e Nascif (2010)
é providenciar aquilo de que se necessita, no momento adequado e no local
apropriado, de modo que a disponibilidade do sistema seja mantida.
A logística trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem
que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição de matéria-
prima até o ponto de consumo final, bem como dos fluxos de informação
que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar
níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável. (BALLOU,
1993, p. 24).

O operador logístico é uma atividade especializada que busca agregar


competitividade nas empresas inseridas na cadeia de suprimento. Assim, a UAe
pode se dedicar as missões aéreas, estando certa que atividades como a gestão de
estoque e a entrega de itens serão cumpridas com o nível de serviço esperado.
Segundo Fleury (2003, p. 21), “operador logístico é um fornecedor de
serviços logísticos integrados capaz de atender a todas ou quase todas as
necessidades logísticas de seus clientes”. De acordo com essa definição, pode-se
perceber que um operador logístico não é um simples prestador de serviço, pois sua
atuação nas atividades terceirizadas pela organização está além da prestação de
serviços.
O gerenciamento das atividades logísticas após o desenvolvimento dos
equipamentos e o aumento da complexidade dos projetos torna-se cada vez mais
difícil, sendo um dos motivos para terceirização de atividades logísticas por algumas
empresas.
6

2.3 Contratos de Suporte Logístico – CLS

Quanto às características da contratada que devem sem consideradas,


Kardec e Nascif (2010) afirmam que a confiabilidade técnica e administrativa deve
ser atestada pela sua folha de serviços prestados no mercado, bem como pela
estabilidade empresarial e do seu corpo gerencial e técnico.
O contrato de suporte logístico é uma das ferramentas de gestão da
terceirização logística empregadas na cadeia de suprimentos, sendo considerada
por Novaes (2001) que o processo de implementação dessa parceria deve ser
conduzido, através da identificação das ferramentas de controle e das medidas de
desempenho a serem utilizadas na avaliação dos resultados. No 3°/8° GAV é
possível buscar dados para a análise de desempenho do CLS através da ferramenta
chamada Sistema Integrado de Logística de Materiais e Serviços (SILOMS). Por
meio dessa ferramenta as esperas por suprimento que causam parada nas
aeronaves são quantificadas e geram indicadores de indisponibilidade, utilizados
nessa análise.
A concepção do contrato deve ser direcionada em função das atividades a
serem contratadas, dos objetivos determinados pela Força e dos controles
realizados em parceria. Todos esses aspectos devem ser elaborados em
conformidade com os objetivos comuns da contratante e da contratada. Mesmo
dessa forma pode haver incertezas em relação aos resultados esperados,
reforçando a necessidade de que os níveis de serviços devem ser registrados com
clareza no contrato de suporte logístico.
O contrato logístico, segundo Novaes (2001), não significa uma simples
transferência de responsabilidade a terceiros. Ao contrário, pode significar uma
verdadeira parceria entre a contratante e o contratado. Desta maneira, se
considerado uma parceria, o processo pode resultar em sucesso.
Conforme Kardec e Nascif (2010) verificam-se três modalidades básicas
de contratação: por Mão de Obra, por Serviço e por Resultados.
A modalidade por Resultados é a aplicada na gestão da cadeia de
suprimento das aeronaves Super Puma, sendo a mais recente em terceirização de
serviços. Na contratação por Resultados, costuma-se estabelecer indicadores de
disponibilidade mínima de equipamentos estabelecidos em contrato, e um teto de
7

recursos contratados de maneira coerente para ambas as partes. Nessa filosofia,


segundo Kardec e Carvalho (2009) o objetivo estratégico da contratação por
Resultados não é contratar serviços logísticos, e sim contratar soluções logísticas.

2.4 Tipos de Manutenção

Para facilitar a compreensão dos fatores que influenciam na


disponibilidade, faz-se necessário entender os tipos de manutenção realizadas nas
aeronaves Super Puma do 3°/8° GAV, que são: Manutenção Corretiva Não
Planejada, Manutenção Corretiva Planejada, Manutenção Preventiva.
A Manutenção Corretiva, segundo Kardec e Nascif (2010), é a atuação
para a correção da falha ou do desempenho menor que o esperado. Esse tipo de
manutenção pode ser de forma planejada ou não. Quando ocorre de forma não
planejada não se tem tempo para preparar o serviço, e segundo kardec e Nascif
(2010) quebras aleatórias podem ter consequências bastante graves para o
equipamento. Como a falha nesse tipo de manutenção não é esperada, não é
possível prever qual item irá falhar, implicando na indisponibilidade por mais tempo.
Já a Manutenção Corretiva Planejada, conforme Kardec e Nascif (2010), é a
correção do desempenho menor do que o esperado ou correção da falha por
decisão gerencial. Uma manutenção quando planejada torna menor o custo e
aumenta a própria qualidade do serviço. Quando se consegue planejar o exato
momento da parada do helicóptero, além de separar todo o ferramental, a gestão de
suprimento pode agir de forma a disponibilizar o item para troca o mais rápido
possível e não impactar na disponibilidade das aeronaves da UAe.
Outra forma de manutenção existente é a Preventiva, sendo definida por
Kardec e Nascif (2010) como a atuação realizada de forma a evitar a falha ou queda
de desempenho, obedecendo a um plano previamente elaborado baseado em
intervalos definidos de tempo. Dessa forma, o fabricante da aeronave define de
forma mandatória a periodicidade dos planos de manutenção e o tempo de
execução, podendo ser baseadas em horas voadas no helicóptero ou em meses
passados. Esse tipo de manutenção proporciona um conhecimento prévio das ações
de gerenciamento das atividades, nivelamento de recursos, além da previsibilidade
do consumo de materiais e sobressalentes. Com essas características permite que
8

uma gestão de suprimento efetiva consiga disponibilizar todos os itens de troca


obrigatória previstos nos manuais de manutenção sem gerar indisponibilidade além
do tempo planejado.

2.5 Manutenibilidade e Disponibilidade das Aeronaves

A manutenibilidade, segundo Kardec e Nascif (2010), pode ser


conceituada como sendo a característica de um equipamento ou instalação, permitir
um maior ou menor grau de facilidade na execução dos serviços de manutenção.
Outra definição é dada por Monchy (1989), como sendo a probabilidade de
restabelecer a um sistema suas condições de funcionamento específicas, em limites
de tempo desejados, quando a manutenção é conseguida nas condições e com
meios prescritos. Em resumo, é a probabilidade de que uma aeronave com falha
seja reparada dentro de um tempo t e regresse para a linha de voo disponível. Pode-
se definir pela expressão matemática a seguir:

-μt
M(t) = 1 – e

M(t) = a função manutenibilidade, que representa a probabilidade de que o


reparo comece no tempo t = 0 e esteja concluído, satisfatoriamente, no tempo t
(probabilidade da duração do reparo).
(1)
e = base dos logaritmos neperianos (e = 2,2718)..
µ = taxa de reparos ou número de reparos efetuados em relação ao total de
horas de reparo do equipamento.
t = tempo de parada do momento da falha até o retorno à operação.

O Somatório do tempo médio para reparos (TMPR) com os demais


tempos é chamado tempo médio de paralisações (TMP). Segundo Kardec e Nascif
(2010) normalmente os tempos relativos às ações que se sucedem entre a parada e
o retorno de um equipamento ou sistema à operação são os seguintes:
9

Quadro 1 - Tempos Relativos às Ações


Tempo Ações ou ocorrências
t0 Instante em que ocorreu a falha
t1 Localização do defeito
t2 Diagnóstico
t3 Desmontagem
t4 Remoção
t5 Espera de sobressalentes
t6 Substituição de peças
t7 Montagem
t8 Ajustes e testes
tf Instante de retorno à operação
Fonte: Kardec e Nascif (2010, p.11)

Durante a pesquisa, o foco estará no impacto causado pelo t5, relativo ao


tempo de espera dos sobressalentes, pois quanto menor o tempo de espera, menor
o tempo t e maior a disponibilidade. Esse assunto será melhor abordado durante a
metodologia.
Considerando disponibilidade como sendo:
[...] a capacidade de um item estar em condições de executar uma certa
função em um dado instante ou durante um intervalo de tempo determinado,
levando-se em consideração os aspectos combinados de sua confiabilidade,
manutenibilidade e suporte de manutenção, supondo que os recursos
externos estejam assegurados. (KARDEC; NASCIF, 2010, p.112).

A disponibilidade é classificada de três formas: Disponibilidade Inerente,


Disponibilidade Técnica e Disponibilidade Operacional.
A disponibilidade adotada será a Disponibilidade Operacional. Nela o
tempo médio de paralisações (TMP) é constituído pelo:
[...] o TMPR e todos os demais tempos: esperas de sobressalentes, atrasos,
deslocamentos e outros que contribuem para que os equipamentos ou
sistemas fiquem indisponíveis ou fora da condição de operação. (KARDEC;
NASCIF, 2010, p.113).

Os tempos de paralisação são o foco da coleta de dados no SILOMS, o


qual possui o banco estatístico para auxiliar na realização da pesquisa.
A Disponibilidade Operacional é definida pela fórmula a seguir:
10

Disponibilidade Operacional (%) = TMEM x 100


TMEM + TMP
(2)
TMEM = Tempo médio entre manutenções
TMP = Tempo médio de paralisações

3 METODOLOGIA

Durante a pesquisa, inicialmente buscou-se referências bibliográficas que


pudessem corroborar com o objetivo da pesquisa. Após verificar todo embasamento
teórico, segundo as teorias de Gil (2007), a pesquisa é classificada quanto aos
objetivos como descritiva, e quanto ao procedimento como documental. Descritiva
porque objetiva quantificar a influência na disponibilidade operacional, em função da
relação entre a terceirização do suporte logístico de suprimentos e o tempo de
parada das aeronaves. E documental porque serão analisados dados coletados em
documentos que não receberam tratamento analítico: históricos de manutenção,
bem como os dados do SILOMS contendo os tempos de manutenção, tempos de
espera de suprimento e relatórios estatísticos.
O universo de pesquisa envolve quatro helicópteros Super Puma do 3°/8°
GAV com as respectivas matrículas: FAB 8730, FAB 8733, FAB 8736 e FAB 8738.
Serão verificadas amostras de disponibilidade das aeronaves no período de 2006 a
2013, sendo os quatro anos iniciais sem a terceirização e os últimos quatro anos
com o serviço terceirizado.
Será realizado o levantamento das taxas da amostra especificada através
dos indicadores logísticos do SILOMS, sendo separada a amostragem em dois
períodos, o primeiro de 2006 a 2009, sem a terceirização do suporte logístico de
suprimento, e o segundo período de 2010 a 2013, com a terceirização, conforme
objetivos específicos 1 e 2.
Utilizando a ferramenta dos indicadores logísticos do SILOMS, será
possível verificar o tempo TMP das aeronaves da amostra. Esse tempo será
categorizado através dos tempos de parada por manutenção programada (II), não
programada (IN) e tempo de espera pelo suprimento (IS). Os tempos de parada por
11

manutenção programada serão oriundos das manutenções corretivas planejadas e


preventivas, já os tempos de parada não programada serão originados das
manutenções corretivas não planejadas. Esses tempos serão empregados na
-μt
expressão M(t) = 1 – e apresentada no referencial teórico. Assim será calculada, a
partir do banco de dados do SILOMS, a disponibilidade operacional das aeronaves,
sendo assim possível identificar o impacto do fator tempo de espera da
manutenibilidade, conforme objetivo específico 3.
Com base no SILOMS temos que:
Disponibilidade operacional (%) + Indisponibilidade (%) = 100%
Indisponibilidade (%) = (IS + II + IN) (%)
Disponibilidade Operacional (%) = 100% - (IS + II + IN) (%)
Através desses cálculos serão verificados que quanto menor o tempo de
espera por suprimentos, menor será o indicador de IS no SILOMS e
consequentemente tenderá a aumentar a disponibilidade operacional. Com esse
raciocínio lógico, serão pesquisadas por meio dos indicadores logísticos do SILOMS
as taxas de indisponibilidade por IS, II e IN no período de 2006 a 2013. Vale
ressaltar que o fator de maior interesse da pesquisa serão as taxas de IS, pois a
variação das mesmas está diretamente ligada com uma maior ou menor efetividade
do contrato de suporte logístico de suprimento. Isso virá a refletir diretamente na
taxa de disponibilidade, já que o contrato por resultado define métricas contratuais
de disponibilidade a serem perseguidas. Contudo, não poderão desconsiderar as
taxas de II e IN, que também causam a parada da aeronave, definindo exatamente
quanto do percentual total cada indisponibilidade influencia no resultado final.
Com base no PEMAER o acompanhamento dos CLS já é uma realidade
na Força, sendo esse planejamento estratégico fundamental para a correta
execução do processo de terceirização. Esse processo visa aumentar a
disponibilidade, contudo somente ocorrerá através de ações dos operadores
logísticos em busca da diminuição dos indicadores de indisponibilidade por falta de
componentes. Vale ressaltar que o aumento da complexidade dos projetos torna
cada vez mais difícil o gerenciamento do suporte de suprimento, motivando assim a
terceirização dessa atividade. Portanto, com base no referencial teórico já
apresentado, algumas características observadas durante um processo de
12

terceirização são determinantes como: capacitação da contratada, idoneidade da


contratada, custos do contrato, parceria entre a contratada e contratante e
indicadores logísticos. Esses aspectos são fundamentais para a efetividade do
processo, conforme objetivo específico 4.
Com base na análise dos dados obtidos através das ferramentas do
SILOMS, será possível quantificar a influência da terceirização do suporte logístico
de suprimentos na disponibilidade das aeronaves Super Puma do 3º/8º GAV.

4 DISCUSSÕES E ANÁLISES

Inicialmente foi realizada uma coleta de dados estatísticos no SILOMS da


disponibilidade das aeronaves Super Puma do 3º/8º GAV no período de 2006 a 2013
conforme figura a seguir:

Gráfico 1 – Disponibilidade Média Anual

DISPONIBILIDADE MÉDIA ANUAL


100
DISPONIBILIDADE (% )

3 3
43 58,
8 1 62,
55, 02
51,
50
1 0
32, 45
97 26,
5 4 29,
23,

0
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013

ANO
Fonte: SILOMS (2014).

Quadro 2 – Disponibilidade Média de Quatro Anos

MÉDIA 4 MÉDIA 4
ANO 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
ANOS ANOS
DISP.
(%)
55,43 32,10 23,97 26,54 34,51 29,45 51,02 58,81 62,33 50,40
Fonte: SILOMS (2014).
13

Durante a pesquisa foram coletados dados dos anos de 2006 a 2009, período
que não havia terceirização do suporte logístico de suprimento. Após foram
coletados dados dos anos de 2010 a 2013, período com o a terceirização ativa. Foi
identificado que no ano de 2006 havia uma disponibilidade acima da meta anual
prevista de 45%, porém fruto da “canibalização” das demais aeronaves existentes. A
prática de retirar itens de uma aeronave para outra é algo muito comum para se
tentar manter a disponibilidade alta. Em curto prazo os problemas como a falta de
componentes são resolvidos, contudo a médio e longo prazo, a disponibilidade é
levada para uma situação crítica. Como consequência da “canibalização”, em 2009 a
falta de itens em estoque juntamente com uma gestão inadequada do suporte
logístico de suprimento levaram o projeto a níveis de disponibilidade inaceitáveis,
comprometendo o cumprimento das missões aéreas pelo 3º/8º GAV. Após a
contratação do suporte logístico para atender às aeronaves Super Puma do 3º/8º
GAV, foi identificado um aumento gradual da disponibilidade a partir de 2010. Esse
cenário pode ser justificado, pois no início do contrato de terceirização, mesmo com
uma empresa idônea, existiam muitos componentes necessitando de reparo parados
nos armazéns de suprimento aguardando para sofrerem inspeção pela empresa e
regressarem para uso. Os resultados desse processo só passaram a ocorrer a partir
do segundo ano em vigor do contrato de terceirização do suporte logístico de
suprimentos.
Contudo, somente identificar que houve um aumento na disponibilidade não
respondeu ao problema da pesquisa. Dessa forma, ainda foram coletados dados do
SILOMS no período de 2006 a 2013 das taxas de indisponibilidade IS, II e IN,
divididos de 2006 a 2009 com o suporte logístico de suprimento terceirizado e de
2010 a 2013 sem a terceirização conforme gráficos a seguir:
14

Gráfico 2 – Estatística 2006 a 2009

ESTATÍSTICA 2006 A 2009


7,03%

34,51% 22,29% DI
IS
II
IN

36,17%

Fonte: SILOMS (2014).

Gráfico 3 – Estatística 2010 a 2013

ESTATÍSTICA 2010 A 2013


5,38%

20,16%
DI
IS
II
50,40%
IN

24,06%

Fonte: SILOMS (2014).

O foco da análise desses dois gráficos foi justamente o impacto em


percentual de indisponibilidade do tempo por suprimento definido como IS. Durante
a análise dos períodos se indentificou que houve uma diminuição 12,11% no tempo
de espera por suprimentos após a terceirização, colaborando com o aumento da
disponibilidade. Quando foram comparados os tempos representados em taxas de
15

indisponibilidade II e IN indetificaram somente pequenas diminuições, que


influenciaram pouco na disponibilidade.
Os resultados obtidos através dos indicadores logísticos deixaram clara a
importância que um processo de terceirização onde foram consideradas
características determinantes como a capacitação da contratada, idoneidade da
contratada, custos do contrato, parceria entre a contratada e contratante e
indicadores logísticos. Esse processo efetivo na cadeia de suprimento permitiu um
aumento de 15,89% na disponibilidade e 12,11% de diminuição na taxa de espera
por suprimento.

5 CONCLUSÃO

Este artigo científico teve como objetivo analisar os aspectos da terceirização


da gestão do suporte logístico que impactam na disponibilidade das aeronaves
Super Puma do 3°/8° GAV, utilizando as Teorias da Manutenibilidade e
Disponibilidade.
Com base nos indicadores e taxas extraídas do SILOMS foi possível
responder ao problema proposto: De que forma a terceirização da gestão do suporte
logístico de suprimentos pode influenciar na disponibilidade das aeronaves Super
Puma do 3°/8° GAV?
A resposta a questão foi que as melhorias da gestão através da terceirização
influencia diretamente em menores tempos de espera dos suprimentos necessários
tornando possível aumentar a manutenibilidade e consequentemente a
disponibildade. Esse tempos medidos durante os períodos de 2006 a 2009 sem a
terceirizacao e de 2010 a 2013 com a terceirizacao deixou claro a grande relevância
que a gestão efetiva da cadeia de suprimentos tem no aumento da disponibilidade
das aeronaves H-34 Super Puma do 3°/8° GAV. Com a diminuição dos tempos de
espera por suprimentos as aeronaves regressam para linha de voo em menor
tempo, permitindo assim que a UAe atenda sua demanda de missões solicitadas.
Dessa maneira os objetivos específicos puderam ser alcançados quando: 1.
Foi identificada a taxa de disponibilidade das aeronaves no período de 2006 a 2009,
antes da terceirização; 2. Foi identificada a taxa de disponibilidade das aeronaves no
período 2010 a 2013; 3. Foi identificado como o tempo de espera de paralisação
16

influencia na manutenibilidade; 4. Foi identificada as características que levam à


uma terceirizacao com efetividade.
Este trabalho não teve a intenção de esgotar o assunto, se não elaborar uma
base para que novos pesquisadores possam construir artigos que colaborem com o
entendimento do assunto. Dessa forma outras perspectivas podem ser analisadas
no que diz respeito ao impacto da terceirização da gestão do suporte suprimento na
motivação e na qualidade dos serviços dos militares de manutenção e qual o efeito
gerado na disponibilidade das aeronaves.
Alinhado com o PEMAER, esse trabalho pôde contribuir positivamente para a
FAB, quando demonstrou como a existência de um suporte logístico de suprimento
terceirizado de forma efetiva pode influenciar diretamente na disponibilidade das
aeronaves. Vale ressaltar, que essa metodologia pode ser adotada em outros
projetos possibilitando a análise de outros contratos de suporte logístico de
suprimento no que diz respeito ao impacto dos tempos de espera por suprimento na
disponibilidade, podendo ser empregada como ferramenta na assessoria do
processo de decisório de renovação de um contrato de suporte logístico na FAB.

REFERÊNCIAS

BALLOU, R. H. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas, 1993.

BRASIL. Ministério da Defesa. Comando da Aeronáutica. Estado - Maior da


Aeronáutica. PEMAER: Plano Estratégico Militar da Aeronáutica 2010 – 2031.
Brasília, 2010.

FLEURY, P. F.; FIGUEIREDO, R. F.; WANKE, P. Logística e Gerenciamento da


Cadeia de Suprimento: Planejamento do Fluxo de produtos e dos Recursos. São
Paulo: Atlas, 2003.

GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.

KARDEC, Alan; CARVALHO, Cláudio. Gestão Estratégica e Terceirização. 2. ed.


São Paulo: Qualitymark, 2009.

KARDEC, Alan; NASCIF, Júlio. Manutenção: função estratégica. 3. ed. Rio de


Janeiro: Qualitymark, 2010.

MONCHY, François. A Função Manutenção. São Paulo: Brasileira; Durban, 1989.

NOVAES, Antonio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição:


Estratégia, Operação e Avaliação. Rio de Janeiro: Campus, 2001.