Você está na página 1de 280

FACULDADE DE CAMPINA GRANDE DO SUL FACSUL

MOLDPLAST INDÚSTRIA DE UTENSÍLIOS PLÁSTICOS DESCARTÁVEIS LTDA

CAMPINA GRANDE DO SUL

2013

FELIPE VELOSO BAZESTÃO KAMILA CRISTINA DA SILVA HILÁRIO RAFAEL DOS SANTOS PATRÍCIA INÁCIO CUSTÓDIO RONY ZOTTO CARTAXO

MOLDPLAST INDÚSTRIA DE UTENSÍLIOS PLÁSTICOS DESCARTÁVEIS LTDA

Trabalho apresentado à disciplina de Projeto II em Administração da Faculdade de Campina Grande do Sul FACSUL.

Professor: Antônio Carlos Banzzatto.

CAMPINA GRANDE DO SUL

2013

À Deus e aos nossos pais.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos primeiramente a Deus, por ter nos capacitado e por fazer que mais este sonho se realize. Aos nossos colegas de classe que nas horas difíceis nos deram força e nos incentivaram para que não desistíssemos no meio do caminho. Agradecemos aos nossos pais que compartilharam os nossos ideais e os alimentaram, incentivando-nos a prosseguir na jornada, fossem quais fossem os obstáculos; a vocês que mesmo distantes mantiveram-se sempre ao nosso lado lutando conosco, dedicamos a nossa conquista com a mais profunda admiração e respeito. Aos nossos professores que durante esses quatro anos de faculdade souberam nos passar muito de seus conhecimentos e experiências, que por consequência nos fizeram não apenas nos transformar em novos profissionais, mas, também nos ajudaram a amadurecer como pessoas. E um agradecimento especial ao professor, orientador e então diretor da FACSUL, Antônio Carlos Banzzatto, que contribuiu de forma eficaz para a realização desse projeto. Agradecemos em especial às pessoas que mais amamos namorados, namoradas, esposos, filhos, cunhados, amigos e avós pelo pouco tempo que dedicamos a vocês, pelas nossas ausências e pela enorme paciência que tiveram conosco durante esses quatro anos de graduação. Finalizamos agradecendo a nós mesmos, cinco integrantes dessa grande equipe, que passaram noites preocupados com o destino desse projeto, criando tabelas, gráficos e realizando diversas pesquisas. Após discussões, risos e muito esforço podemos afirmar com toda convicção que nos tornamos grandes Administradores.

A todos vocês o nosso muito obrigado!

Todas as vitórias ocultam uma abdicação (trade-off)”. (Simone de Beauvoir)

Não se preocupe com a perfeição - você nunca irá consegui-la.(Salvador Dalí)

“Talvez não tenha conseguido fazer o melhor, mas lutei para que o melhor fosse feito. Não sou o que deveria ser, mas Graças a Deus, não sou o que era antes”. (Marthin Luther King)

O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo. (Winston Churchill)

As pessoas costumam dizer que a motivação não dura sempre. Bem, nem o efeito do banho, por isso recomenda-se diariamente. . (ZigZiglar)

“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; Não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.” (Chico Xavier)

LISTA DE ABREVIATURAS

A.C - Antes de Cristo ABIPLAST - Associação Brasileira da Indústria do Plástico ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas AL-Alagoas ART - Artigo BRDE-Banco regional de desenvolvimento do extremo sul CBO - Código Brasileiro de Ocupações CCT - Convenção Coletiva de Trabalho CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas CNAE - Classificação Nacional de Atividades Econômicas CND - Certidão Negativa de Débitos CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Física CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Física COFINS-Contribuição para o financiamento da Seguridade Social CPF- Cadastro de Pessoas Físicas CPP-Código de processo penal CSLL-Contribuição Social sobre o lucro liquido CXS - Caixas DBE - Documento básico de entrada EIV - Estudo de Impacto de Vizinhança EPI - Equipamentos de Proteção Individual EPIA -Estudo Prévio de Impacto Ambiental EUA - Estados Unidos da América FCPJ - Ficha Cadastral de Pessoa Jurídica GO-Goiás IBGE-Instituto brasileiro de Geografia e estatística ICMS-Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços INMETRO- Instituto nacional de metrologia, qualidade e tecnologia IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados IPTU - Imposto Predial Territorial Urbano IRPJ - Imposto de renda Pessoa Jurídica ISS-Imposto sobre serviços de qualquer natureza

MLS -Mililitros MTE - Ministério do Trabalho e Emprego NR - Normas Regulamentadoras PA - Poliamidas PC - Policarbonatos PE - Polietileno PEAD - Polietileno de alta densidade PEDB - Polietileno de baixa densidade PET - Poliésteres PET - Polietileno Tereftalato PIA-Plano individual de atendimento PIS-Programa de Integração Social PP - Polipropileno PR-Paraná PS - Poliestireno PTFE - Politetrafluoroetireno PU - Poliuretanas PVC - Policloreto de vinila QSA- Quadro de sócios e administradores RG - Registro Geral RH - Recursos Humanos RICMS - Regulamento do imposto sobre circulação de mercadorias RIMA - Relatório de Impacto Ambiental RS-Rio grande do sul S.A - Sociedade Anônima SC-Santa Catarina SE-Sergipe SESI - Serviço Social da Indústria SIMPEP - Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado Do Paraná SINDESC - Sindicato das Indústrias dos Descartáveis Plásticos do Estado de Santa Catarina SSO - Segurança e Saúde Ocupacional STIQ - Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado do Paraná

LISTA DE QUADROS

QUADRO 01 - ALGUNS TIPOS DE POLÍMEROS E SUAS CARACTERÍSTICAS

22

QUADRO

02

FORNECEDOR

PIRAMIDAL

100

QUADRO

03

FORNECEDOR

UNIGEL

101

QUADRO

04

FORNECEDOR

PREMIX

101

QUADRO

05

FORNECEDOR

GLB

EMBALAGENS

101

QUADRO

06

FORNECEDOR

GLB EMBALAGENS

101

QUADRO

07

FORNECEDOR

GLB EMBALAGENS

102

QUADRO

08 FORNECEDOR

GLB EMBALAGENS

102

QUADRO 09 - QUANTIDADE INICIAL DE CARGOS, Nº DE SÓCIOS E

FUNCIONÁRIOS DA MOLD PLAST

109

QUADRO 10 DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO

110

QUADRO 11 DIRETOR DE COMPRAS

111

QUADRO 12 DIRETOR DE MARKETIING

111

QUADRO 13 DIRETOR DE RECURSOS HUMANO

112

QUADRO 14 DIRETOR DE PRODUÇÃO

112

QUADRO

15

AUXILIAR

DE PRODUÇÃO

113

QUADRO 16 OPERADOR DE MÁQUINA

QUADRO

18

MECÂNICO

114

QUADRO 17 AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS

115

116

QUADRO

19 OPERADOR LOGÍSTICO

117

QUADRO

20 REPRESENTANTE COMERCIAL

118

QUADRO 21 - DEFINIÇÃO DO NEGÓCIO MOLD PLAST:

163

172

QUADRO 22ANÁLISE SWOTDO AMBIENTE INTERNO

172

QUADRO 23 - AMEAÇAS E OPORTUNIDADES AMBIENTE EXTERNO:

174

QUADRO

24 CENÁRIOS MOLD PLAST:

179

QUADRO 25FINANCIAMENTO DE ATIVOS DA ÁREA INDUSTRIAL MOLD

185

PLAST

LISTA DE TABELAS

32

35

TABELA 03 PRODUÇÃO NACIONAL DE COPOS PLÁSTICOS DESCARTÁVEIS

42

TABELA 04 DESTINO DA PRODUÇÃO DAS PRINCIPAIS FÁBRICAS DE COPOS

POR EMPRESA, EM 2006

TABELA 02 DESPESAS DE ABERTURA DA EMPRESA

TABELA 01

CAPITAL SOCIAL

DESCARTÁVEIS DE SANTA CATARINA

45

TABELA 05 FORNECEDORES DE COPO POR DISTRIBUIDOR

48

TABELA 06 DIVISÃO DO MERCADO DE COPOS NA REGIÃO METROPLITANA

 

50

TABELA 07 FORNECEDORES DE PRATO POR DISTRIBUIDOR

51

TABELA 08 DIVISÃO DO MERCADO DE PRATOS NA REGIÃO

METROPOLITANA

 

52

TABELA 09 DEMANDA DE COPOS

54

TABELA 10 PRINCIPAIS VOLUMES (MLS) DE COPOS DO MERCADO

55

TABELA

11

- DEMANDA DE PRATOS

56

TABELA 12 PRINCIPAIS DIÂMETROS DE PRATOS DO MERCADO

57

TABELA 13 PERIODICIDADE DE COMPRAS DOS COPOS DESCARTÁVEIS

58

TABELA 14 PERIODICIDADE DE COMPRAS DE PRATOS DESCARTÁVEIS

59

TABELA 15 LOCALIZAÇÃO DAS FÁBRICAS CONCORRENTES DE COPOS

COM ATUAÇÃO NA REGIÃO METROPOLITANA

60

TABELA 16 FATORES DE ESCOLHA DO FORNECEDOR

61

TABELA 17 - SATISFAÇÃO COM FORNECEDOR ATUAL

63

TABELA

18

ACEITAÇÃO DE NOVO FORNECEDOR

64

TABELA 19 - PROBLEMAS COM FORNECEDOR DE COPOS

65

TABELA 20 CLIENTES DOS DISTRIBUIDORES

66

TABELA 21 ANÁLISE DOS FATORES QUALITATIVOS

74

74

TABELA 22 - RESULTADO DOS FATORES QUALITATIVOS

74

74

TABELA 23 DESPESAS ANUAIS COM INSTALAÇÕES

79

TABELA 24 CUSTOS COM MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

92

TABELA

25

MATERIAIS ADMINISTRATIVO

92

TABELA 26 PRODUÇÃO DO COPO 50 ML, 180 ML, 250 ML E PRATOS 15 CM,

18 CM E 21 CM EM CAIXAS ESTIMADA PARA OS PRIMEIROS 5 ANOS:

98

98

TABELA 27 INSUMOS E CONSUMO PARA PRODUÇÃO DA MOLD PLAST

(CENTO)

100

TABELA 28 INSUMOS DIRETOS PRODUÇÃO ANO 2014 (CENTO)

103

TABELA 29 CUSTOS DE MÃO DE OBRA DIRETA DA MOLD PLAST ANO 2014

 

103

TABELA 30 CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO CIF ANO 2014:

104

TABELA

31CUSTO DE PRODUTO (CENTO):

105

TABELA 32 RATEIO CUSTOS INDIRETOS DE FABRICAÇÃO

105

TABELA 34 ESTOQUE PARA 2014R$ 1,00

TABELA

33

RATEIO

MÃO DE OBRA DIRETA

105

107

TABELA35 ALOCAÇÃO DE PESSOAS:

119

119

TABELA 36 COMPARATIVO DE SALÁRIOS DA CONVENÇÃO TRABALHISTA

COM O SALÁRIO DE MERCADO R$ 1,00:

122

122

TABELA 37 PRÓ LABORE SÓCIOS DA MOLD PLAST JANEIRO A DEZEMBRO

2014

RS 1,00

126

FONTE: EQUIPE DO PROJETO

126

TABELA 38 PRÓ LABORE SÓCIOS DA MOLD PLAST 2015 A 2018 RS 1,00 126 TABELA 39 FOLHA DE PAGAMENTO DA MOLD PLAST DE DEZEMBRO DE

127

2013 A OUTUBRO 2014 R$ 1,00

TABELA 40 - FOLHA DE PAGAMENTO DA MOLD PLAST DE SETEMBRO 2014 A

127

AGOSTO 2015 COM REAJUSTE DE 6% EM SETEMBRO R$ 1,00

TABELA 41 - FOLHA DE PAGAMENTO DA MOLD PLAST DE SETEMBRO 2015 A

127

OUTUBRO 2016 COM REAJUSTE DE 6% EM SETEMBRO R$ 1,00

TABELA 42 - FOLHA DE PAGAMENTO DA MOLD PLAST DE SETEMBRO DE 2016

128

A OUTUBRO 2017 COM REAJUSTE DE 6% EM SETEMBRO R$ 1,00

TABELA 43 - FOLHA DE PAGAMENTO DA MOLD PLAST DE SETEMBRO DE 2017

128

A OUTUBRO 2018 COM REAJUSTE DE 6% EM SETEMBRO R$ 1,00

TABELA 44 - FOLHA DE PAGAMENTO DA MOLD PLAST DE SETEMBRO DE 2018

TABELA 45DESPESAS COM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

2014 RS 1,00

TABELA 46 DESPESAS COM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA

2014 RS 1,00

130

131

TABELA 47 INVESTIMENTOS COM MÓVEIS E EQUIPAMENTOS PARA O

SETOR ADMINISTRATIVO RS 1,00

132

TABELA 48 DESPESAS COM MATERIAL DE ESCRITÓRIO2014 - RS 1,00

132

TABELA 49 DESPESAS COM MATERIAL DE ESCRITÓRIO 2015 A 2018 RS

133

TABELA 50 DESPESAS COM MATERIAL DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO 2014

RS 1,00

133

TABELA 51 DESPESAS COM MATERIAL DE LIMPEZA E MANUTENÇÃO 2015 A

1,00:

2018

RS 1,00

133

TABELA 52 OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS 2014 RS 1,00

134

TABELA 53OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS 2015 A 2018 RS 1,00 .134

TABELA 54 - DESPESA COM FRETE PARA O ANO DE 2014

150

150

TABELA 55 ESTIMATIVA DE FATURAMENTO EM R$ PARA OS ANOS DE 2015,

150

TABELA 56 DESPESA COM FRETE PARA OS ANOS DE 2015, 2016, 2017 E

2018

TABELA 57 PREÇO DE VENDAS PARA PRATOS E COPOS DESCARTÁVEIS

150

2016, 2017 E 2018 DE PRODUTOS MOLD PLAST

MOLD PLAST:

152

TABELA 58 PREÇO PRATICADO PELO CONCORRENTE (COPAZA)

152

TABELA 59 PREÇO PRATICADO PELO CONCORRENTE (COPOBRAS):

153

TABELA 60 PREÇO PRATICADO PELO CONCORRENTE (KERO COPO):

153

TABELA 61 - INTENÇÃO DE VENDAS MENSAL - COPOS (ANO 2014)

157

TABELA 62 - INTENÇÃO DE VENDAS MENSAL - PRATOS (ANO 2014)

157

TABELA 63 - INTENÇÃO VENDAS ANUAIS (2015, 2016,2017 E 2018) PARA

CAIXAS DE COPOS DESCARTÁVEIS

TABELA 64 - INTENÇÃO VENDAS ANUAIS (2015, 2016, 2017 E 2018) PARA

158

158

CAIXAS DE PRATOS DESCARTÁVEIS

TABELA 65- INTENÇÃO DE VENDAS MENSAL FATURAMENTO (R$) COPOS E

TABELA 66- INTENÇÃO DE VENDAS MENSAL FATURAMENTO (R$) COPOS E

PRATOS (ANOS: 2015, 2016, 2017 E 2018):

159

159

TABELA 67 APROPRIAÇÕES FINANCEIRAS DO PLANO MERCADOLÓGICO /

CUSTOS PARA O 1º ANO (2014):

TABELA 68 APROPRIAÇÕES FINANCEIRAS DO PLANO MERCADOLÓGICO /

161

CUSTOS (2015 / 2016 /2017 E 2018):

162

TABELA

69

USO E FONTES:

183

TABELA 71 CALCULO DO FINANCIAMENTO:

TABELA

70

DESPESAS PRÉ-OPERACIONAIS:

184

185

TABELA 72 FLUXO DE CAIXA ANO FISCAL 2014 REAL (R$ 1,00)

189

TABELA 73 FLUXO DE CAIXA ANO FISCAL 2014 OTIMISTA (R$ 1,00)

190

TABELA 74 FLUXO DE CAIXA ANO FISCAL 2014 PESSIMISTA (R$ 1,00)

191

TABELA 75 PREÇO DE VENDA POR CENTO (R$ 1,00)

193

TABELA 76 PREÇO DE VENDA POR CAIXAS

194

TABELA 77 ESTIMATIVA DE FATURAMENTO NO PRIMEIRO ANO:

195

TABELA 78 ESTIMATIVA DE FATURAMENTO ANOS SEGUINTES:

196

TABELA 79 NECESSIDADE REAL DE CAPITAL DE GIRO (R$ 1,00)

196

TABELA 80 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO EM CENTO

197

TABELA 81 DEMOSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCICIO REAL (R$ 1,00)

198

TABELA 82 DEMOSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCICIO OTIMISTA (R$

198

TABELA 83 DEMOSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCICIO PESSIMISTA

1,00)

(R$ 1,00)

199

TABELA

84

BALANÇO PATRIMONIAL

REAL

200

TABELA

85

BALANÇO PATRIMONIAL

OTIMISTA

200

TABELA

86

BALANÇO PATRIMONIAL

PESSIMISTA

200

TABELA87 PONTO DE EQUILIBRIO OPERACIONAL E FINANCEIRO:

201

TABELA 88 CALCULO DO VPL

 

202

TABELA 89 LIQUIDEZ CORRENTE

203

TABELA 90 LIQUIDEZ GERAL

204

LISTA DE GRÁFICOS

GRAFICO 1 PRINCIPAIS PRODUTORES MUNDIAIS DE PLÁSTICOS (2010), EM

MILHÕES DE TONELADAS

37

GRÁFICO 02 PROCESSOS NA TRANSFORMAÇÃO DO PLÁSTICO

38

GRÁFICO 03 FORNECEDORES DE COPOS POR DISTRIBUIDOR

49

GRÁFICO 04 DIVISÃO DO MERCADO DE COPOS NA REGIÃO

METROPOLITANA

50

GRÁFICO 05 FORNECEDORES DE PRATOS POR DISTRIBUIDOR

51

GRÁFICO 06 DIVISÃO DO MERCADO DE PRATOS NA REGIÃO

METROPOLITANA

53

GRÁFICO 07 DEMANDA DE COPOS

54

GRÁFICO 08 PRINCIPAIS VOLUMES (MLS) DE COPOS DO MERCADO

55

GRÁFICO 09 DEMANDA DE PRATOS

56

GRÁFICO 10 PRINCIPAIS DIÂMETROS DE PRATOS DO MERCADO

57

GRÁFICO 11 PERIODICIDADE DE COMPRAS DE COPOS DESCARTÁVEIS

58

GRÁFICO 12 PERIODICIDADE DE COMPRAS DE PRATOS DESCARTÁVEIS

59

GRÁFICO 13 LOCALIZAÇÃO DAS FÁBRICAS CONCORRENTES DE COPOS

COM ATUAÇÃO NA REGIÃO METROPOLITANA

60

GRÁFICO 14 FATORES DE ESCOLHA DO FORNECEDOR

62

GRÁFICO 15

SATISFAÇÃO

COM FORNECEDOR ATUAL

63

GRÁFICO 16 ACEITAÇÃO DE NOVO FORNECEDOR

64

GRÁFICO 17 PROBLEMAS COM FORNECEDOR DE COPOS

65

GRÁFICO 18 CLIENTES DOS DISTRIBUIDORES

67

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 01 MAPA ÀREA DA MOLD PLAST FIGURA 02 MAPA DELOCALIZAÇÃO NO ESTADO

FIGURA 01 – MAPA ÀREA DA MOLD PLAST FIGURA 02 – MAPA DELOCALIZAÇÃO NO ESTADO

73

75

FIGURA 03 MAPA DO JARDIM PAULISTA NA MALHA URBANA MICRO

LOCALIDADE

 

76

FIGURA

04

TERMOFORMADORA

HF-

550:

81

FIGURA

05

TERMOFORMADORA

HF-

400:

82

FIGURA

06

VACUMMCENTER:

82

FIGURA

07

VACUMMCENTER/PRENSA DE CORTE:

83

FIGURA

08

EXTRUSORA

84

FIGURA

09

MOINHO:

84

FIGURA

10

COMPRESSOR

85

FIGURA

11

EMPILHADEIRA

86

FIGURA

12

- CHILLER GELADEIRA INDUSTRIAL

87

FIGURA

13

BALANÇA ELETROMECÂNICA

89

FIGURA

14

- BALANÇA ELETRÔNICA

90

FIGURA

15

CAIXA FERRAMENTAS TRAMONATINA

91

FIGURA 16 - ORGANOGRAMA DEPARTAMENTALIZADO DA MOLD PLAST

119

FIGURA 17 – MIX DE MARKETING (4P’s)

 

141

FIGURA

18

COPOS DESCARTÁVEIS MOLD PLAST

143

FIGURA

19

PRATOS DESCARTÁVEIS MOLD PLAST

143

FIGURA

20

CICLO DE VIDA DO PRODUTO

144

FIGURA

21

LOGOMARCA MOLD PLAST

147

FIGURA

22

ANÁLISE SWOT

172

FIGURA 23 - CINCO FORÇAS DE PORTER

 

176

LISTA DE ANEXOS

212

ANEXO II PESQUISA DE NOME COMERCIAL NA JUNTA COMERCIAL DO

ANEXO I PESQUISA DE NOME NA JUNTA COMERCIAL DO PARANÁ

PARANÁ RECIBO

213

ANEXO III - PROCEDIMENTOS CONSULTA DE NOME EMPRESARIAL

214

ANEXO IV CONSULTA PRÉVIA DE ALVARÁ

215

ANEXO V CONTRATO SOCIAL

216

ANEXO VI FICHA NACIONAL DE CADASTRO DE EMPRESAS 01

220

ANEXO VII FICHA NACIONAL DE CADASTRO DE EMPRESAS02

221

ANEXO VIII CADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA

PROCEDIMENTOS

222

ANEXO IX FICHA CADASTRAL DA PESSOA JURÍDICA

224

ANEXO XCADASTRO NACIONAL DA PESSOA JURÍDICA

225

ANEXO XI PROCEDIMENTO PARA CADASTRO ESTADUAL

226

ANEXO

XII - ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO PROCEDIMENTOS

227

ANEXO XIII PROCEDIMENTOSPARA LICENÇAS DO CORPO DE BOMBEIROS

228

ANEXO XIV ALVARÁ DO CORPO DE BOMBEIROS FICHA DE

REQUERIMENTO

229

ANEXO XV ALVARÁ DO CORPO DE BOMBEIROS

230

ANEXO XVI LEI Nº 17/96- INCENTIVOS MUNICIPAIS

231

ANEXO XVII - DECRETO Nº 630/2011 INCETIVOS ESTADUAIS

236

ANEXO XVIII ANÁLISE DOS CONCORRENTES DA MOLD PLAST

243

ANEXO XIX QUESTIONÁRIO MOLD PLAST

244

ANEXO XX CONCORRENTES NO MERCADO DE COPOS DESCARTÁVEIS

245

ANEXO XXI CONCORRENTES NO MERCADO DE PRATOS DESCARTÁVEIS

246

ANEXO XXII - CONTRATO VENDEDOR EXTERNO COMISSIONADO 12 MESES

247

ANEXO XXIII CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONTÁBEIS .250

(JOSÉ E PEDRO):

ANEXO XXIV CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE VIGILÂNCIA

257

ANEXO XXV CONTRATO DE LOCAÇÃO DE IMÓVEL

260

ANEXO XXVI LAUDO TÉCNICO LEVANTAMENTO MAQUINÁRIO E PEÇAS

263

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

21

1 HISTÓRIA DO PLÁSTICO

23

1.1 POLIESTIRENO (PS)

25

1.2 POLIPROPILENO (PP)

26

1.3 DESENVOLVIMENTO DOS POLÍMEROS

 

27

1.3.1

Propriedades dos polímeros

28

1.4

CARACTERIZAÇÃO DO SETOR DE PLÁSTICOS

 

23

1.4.1 Plásticos na Construção Civil

23

1.4.2 Setor de plásticos no Brasil

24

1.4.3 Os plásticos e o meio ambiente

 

24

1.5 HISTÓRIA DOS

COPOS PLÁSTICOS

26

1.6 PRATOS NA HISTÓRIA

26

1.7 DESCARTÁVEIS

27

1.7.1 Desenvolvimento dos descartáveis pelo mundo

 

27

1.7.2 Patentes do copo descartável

28

1.7.3 Descartáveis no Brasil

29

2 ASPECTOS LEGAIS

31

2.1 IDENTIFICAÇÃO

DA EMPRESA

31

2.2 CONTRATO SOCIAL

31

2.3 RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL

 

32

2.4 RELATÓRIO

DE IMPACTO

DE VIZINHANÇA

32

2.5 INCENTIVOS/ISENÇÕES

34

2.5.2

Tributação pelo Simples Nacional

 

34

3 ESTUDO DE MERCADO

36

3.1 PESQUISA DE DADOS SECUNDÁRIOS

36

3.1.1

Mercado Consumidor

38

3.1.1.1 Principais Compradores de Utensílios Plásticos

39

3.1.2

Mercado Concorrente

39

3.1.2.1 Principais Empresas Brasileiras na Produção de Copos/ Pratos

3.1.2.2 Distribuição de vendas no Brasil dos Produtores de Santa Catarina

 

44

 

3.1.2.3

Influências externas do setor de descartáveis

45

3.2

ESTUDO DE

DADOS PRIMÁRIOS

46

3.2.1

Pesquisa de mercado

46

3.2.1.1 Limitações da pesquisa

46

3.2.1.2 Delineamento da Pesquisa

47

3.2.1.3 Plano de Coleta de Dados

47

3.2.1.4 Elaboração do Questionário

47

3.2.1.5 Aplicação do Questionário Pesquisa Mercado

47

3.2.1.6 Cálculo amostral

48

3.2.2 Tratamento de dados

 

48

3.2.3 Análise da

Concorrência

67

3.2.4 Conclusão do Mercado

69

4 DESCRIÇÃO DO PRODUTO

71

5 CRONOGRAMA DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO

72

6 LOCALIZAÇÃO DA

EMPRESA

73

6.1

JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO LOCAL PELOS FATORES

QUALITATIVOS

 

73

7 PRODUÇÃO

77

7.1

DEFINIÇÃO DAS INSTALAÇÕES

77

7.1.1

Área administrativa

77

7.1.1.1 Sala de administração

77

7.1.1.2 Cozinha

77

7.1.1.3 Vestiários

77

7.1.2

Área da produção

78

7.1.2.1

Logística

78

7.1.2.1

Qualidade

78

7.1.2.2

Recebimento

78

7.1.2.3

Expedição

78

7.1.2.4

Estoque

Produto Acabado

78

7.1.2.5

Estoque de Matéria-Prima

78

7.2

DESPESAS COM

INSTALAÇÕES

79

7.4

MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

81

 

7.4.1

Investimento com máquinas/equipamentos da produção

91

7.5

DESCRIÇÃO DO PROCESSO PRODUTIVO

93

7.5.1

Fluxograma produtivo da MOLD PLAST

95

7.6

LAYOUT PRODUTIVO DA MOLD PLAST:

96

7.7

PLANEJAMENTO E CONTROLE DE PRODUÇÃO

97

8.8

DEMOSTRATIVO DO PLANEJAMENTO E CONTROLE DA CAPACIDADE 97

7.9

CONTROLE DE QUALIDADE NO PROCESSO

98

7.10

INSUMOS PARA PRODUÇÃO

99

7.12

POLÍTICA DE COMPRA DE SUPRIMENTOS

106

7.12.1 Estoque mínimo

 

106

7.11.2 Sistema

de

armazenamento e estocagem

108

7.11.3 Sistema de distribuição física

108

8

RECURSOS HUMANOS

 

109

8.1 DEFINIÇÃO DE CARGOS

109

8.2 DESCRIÇÃO DE CARGOS

109

8.3 ALOCAÇÃO DE PESSOAS

118

8.3.1 CONTRATOS COM TERCEIROS

119

8.4.1

Relações Trabalhistas

121

8.4.1.1

Jornada de Trabalho

121

8.4.1.3

Fechamento de Folha de Pagamento

121

8.5

POLÍTICAS DE RECOMPENSAS

122

8.5.1 Remuneração Salarial

122

8.5.2 Convenção Trabalhista

122

8.5.3 Legislação Trabalhista

123

8.5.4 Treinamento e Desenvolvimento

123

8.5.5 Plano de Cargos e Salários

124

8.5.5.1 Avaliação de Desempenho

124

8.6

QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

124

8.6.1

Acidente de trabalho

124

8.6.2

NR’s que se enquadram na organização

125

8.7

CUSTOS/DESPESAS COM RECURSOS HUMANOS

126

9.1

ESTRATÉGIAS DE VENDAS /PLANO DE VENDAS

135

9.2.1 Produto

141

9.2.1.1

Características do Produto

141

9.2.1.2

Ciclo de vida

144

9.2.1.3

Marcas | Embalagens

146

9.2.1.4

Projeção de novos produtos

147

9.3

PRAÇA

147

9.3.1

Sistema de Distribuição

148

9.4

PREÇO

151

9.4.1 Equivalência Concorrencial

152

9.4.2 Condições de Pagamento

153

9.5

PROMOÇÃO

153

9.5.1 Estratégias das ações Promocionais

153

9.5.2 Mecanismos de comunicação (Propaganda e Publicidade)

154

9.6 PROJEÇÃO DE VENDAS

155

9.7 APROPRIAÇÕES FINANCEIRAS DO PLANO MERCADOLÓGICO CUSTOS

 

160

9.8 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

162

9.9 A EMPRESA

163

9.9.1 Definição da empresa

163

9.9.2 Negócio/Atividade

163

9.9.2.1 Produtos/Serviços

164

9.9.1

Missão

164

9.9.2

Valores

164

9.9.4

Visão

165

9.9.5

Objetivos

165

9.9.6

Objetivos (Geral / Específicos)

165

9.9.6.2 Objetivos específicos de Marketing

166

9.9.7 Políticas de Parcerias

166

9.9.8 Estrutura Organizacional

167

9.10

AMBIENTES

DA EMPRESA

168

9.10.1 Pesquisa Ambiente Demográfico

168

9.10.2 Pesquisa Ambiente Econômico

168

9.10.4

Pesquisa - Ambiente Natural

169

9.10.5 Aspectos ambientais

9.10.6 Análise SWOT

170

171

9.10.6.1 Forças e Fraquezas

172

9.10.6.2 Ameaças e Oportunidades

173

9.11

ESTRATÉGIAS

174

9.11.1 Estratégia

Organizacional Corporativa

175

9.11.2 Estratégia de Negócio

175

9.11.2.1 Análise competitiva

175

9.11.2.2 Estratégias Genéricas de “Porter”

177

9.11.3 Construção de cenários estratégias futuras

178

9.11.4 Propostas de inovação e Vantagem Competitiva

179

9.12

CONSIDERAÇÕES FINAIS QUANTO AO PLANO ESTRATÉGICO

180

10

ASPECTOS FINANCEIROS

181

10.1

INVESTIMENTO FIXO/DEPRECIAÇÃO

182

10.1.1

Depreciação

182

10.2

Uso e Fontes

182

10.2.1 Capital Próprio

182

Capital de

10.2.2 Terceiros

183

10.2.3 Pré-Operacionais

Despesas

183

10.2.4 Recursos Captados Terceiros

184

10.3 FINANCIAMENTOS

185

10.4 FLUXO DE CAIXA

187

10.5 FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA

192

10.6 ESTIMATIVAS DE FATURAMENTO

195

10.7 NECESSIDE DE CAPITAL DE GIRO

196

10.8 MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

197

11

ANÁLISE FINANCEIRA

198

11.1

DRE DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS DO EXERCICIO (3

CENARIOS)

198

11.2 BALANÇO PATRIMONIAL

199

11.3 EQUILIBRIO OPERACIONAL FINANCEIRO

201

11.4 PAY BACK (PB)

201

11.6

LIQUIDEZ CORRENTE

202

11.7 ÍNDICE DE LIQUIDEZ GERAL

203

11.8 TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR)

204

11.9 RENTABILIDADE DO PROJETO

204

12

CONCLUSÃO

205

REFERÊNCIAS

207

21

INTRODUÇÃO

O presente trabalho é sobre a empresa MOLD PLAST Indústria de Utensílios Plásticos Descartáveis LTDA, situada em Campina Grande do Sul PR. Com este trabalho pode-se verificar e analisar os diferentes aspectos que envolvem toda e qualquer organização, como por exemplo o Marketing, Recursos Humanos, Produção e o Financeiro. Abordou-se temas relacionados ao ramo de descartáveis plásticos, tanto no Brasil como no mundo, começando a partir da história dos plásticos, os aspectos legais da MOLD PLAST, estudo de mercado (dados primários e secundários, com estatísticas e análise de gráficos), descrição dos produtos que serão fabricados (pratos e copos plásticos), cronograma de implementação do projeto e localização da empresa (incluindo a análise dos fatores qualitativos). A parte de produção da MOLD PLAST também será vista, relacionando os tópicos que vão desde as instalações da empresa até o maquinário utilizado, estoques, sistemas de distribuição e custos de produção, bem como mencionaremos todos os itens e atividades necessárias para a implantação dos Recursos Humanos da MOLD PLAST, com a descrição de todos os cargos e salários, todos os incentivos e benefícios concedidos aos colaboradores, custos/despesas com o RH, como por exemplo, o pró labore e também diversos investimentos com relação a empresa. O Marketing, como sendo a parte responsável por angariar recursos para a empresa, será abordado de forma clara e objetiva, ressaltando principalmente como serão realizadas as estratégias da empresa, juntamente com o plano de vendas, feito detalhadamente conforme a intenção de vendas que a MOLD PLAST deseja obter para os próximos cinco anos. As ações promocionais, análise dos preços dos concorrentes e mecanismos de comunicação também serão mencionados, bem como fatores importantes que constituem a organização como, a missão, valores, objetivos, forças e fraquezas, oportunidades e ameaças, entre muitos outros fatores essenciais para a formação e a realização das atividades da MODL PLAST. Já o financeiro será visto com todos os seus custos e despesas, financiamentos, depreciação, uso e fontes, fluxo de caixa, estimativas de faturamento, como também a análise financeira sobre o demonstrativo da DRE, balanço patrimonial, o cálculo da liquidez, para ver se a empresa terá como honrar

22

seus compromissos e pagar todas as suas contas e também ataxa interna de retorno (TIR) para verificar se a empresa terá um retorno quanto ao investimento realizado na MOLD PLAST. O maior objetivo ao realizarmos este Trabalho, foi analisar e verificar se há condições reais, ou não, da implantação deste projeto, ou seja, se ele é viável, em termos de rentabilidade para com os sócios, ou se o investimento feito não supera o retorno desejado e os prejuízos se acumulem.

23

1 HISTÓRIA DO PLÁSTICO

Os recursos naturais são fontes finitas, a escassez e necessidade impulsionaram o homem a uma incessante busca por novas tecnologias, criou-se então o primeiro conceito de material sintético, que desde então vem sendo aperfeiçoado e atendendo determinados fins, nas mais diversas atividades do ser humano. Os plásticos são matérias formadas por grandes cadeias moleculares, denominados polímeros. Nos humanos convivemos com os polímeros desde sempre, uma vez que existem em nosso organismo e natureza polímeros naturais, os polímeros sintéticos (plásticos), são macromoléculas, produzidos pela junção de muitas moléculas pequenas e semelhantes, que são obtidos por reações químicas (polimerização), ao quais produzem propriedades especiais e permitem ao homem criar diversos objetos, com objetivo de atender demanda do

É difícil imaginar o mundo atual sem o uso dos plásticos, o plástico se tornou rapidamente um dos maiores fenômenos da era industrial, a base de todas as pesquisas iníciou-se em 1860, quando o inglês Alexander Parkers, começou seus estudos com nitrato de celulosa, material solido e flexível, em 1862, apresentou as primeiras amostras da qual consideramos antecessor da matéria plástica, ponto de uma grande família de polímeros que hoje a centenas de componentes. Neste cenário aparece o americano John WesleHyatt, que em 1870, aperfeiçoou a celulóide, nascendo assim à primeira matéria plástica

Em 1909, Baekeland dedicou-se a desenvolver um projeto ao qual permitia variar calor e pressão combinado fenol com formaldeído para fabricar uma resina plástica, a fusão das matérias gerou uma resina totalmente sintética, a Baquelita, que substituiu inúmeras matérias naturais, Em 1949 foi inaugurada a primeira fabrica de poliestireno, a Bakol S.A, que ganha força na década de 60, trabalhando diretamente com processo de moldagem de poliestireno em escala de

A nanotecnologia é a mais nova e avançada tecnologia que vem surpreendendo, vista como poderosa arma para o desenvolvimento de novas aplicações para a indústria do plástico, a nanotecnologia conta com uma escala

24

nano métrica, a qual permite que uma determinada estrutura plástica seja modificada e adquira propriedades diferentes da original, que consagram produtos

com vantagens, como; alta resistência a impactos, elevados níveis de temperaturas,

anti-bactericidas.

produtos

2013).

Hoje em dia é normal chamar nosso tempo em era do plástico, ao decorrer das pesquisas o plástico evoluiu e substituiu com vantagens uma serie de matérias- primas utilizadas pelo homem há milhares de anos, aos primórdios as únicas substâncias que podiam ser moldadas eram a argila e o vidro, mas eram pesados e frágeis, exigindo certos cuidados. Algumas substâncias naturais, como látex de seringueira e borracha, eram viscosas e moldáveis, mas não era útil para armazenar, a necessidade de substituir matérias naturais envolveu tempo e avançados estudos até a descoberta de materiais que quando aquecidos podem ser moldados e permanecem em seu formato após resfriamento, atendendo as expectativas inexistentes na época. Hoje os produtos de plásticos podem ser moldados em vários processos fabris como, processos mecânicos de moldagem, onde as diversas resinas poliméricas em formato de grânulos, matéria-prima, depois de aquecidas podem ser processadas pelos métodos de que a como:

Extrusão: A matéria-prima amolecida é expulsa através de uma matriz instalada no equipamento a extrusora, produzindo um produto que conserva a sua forma ao longo de sua extensão. Injeção: A matéria-prima amolecida pelo calor e sob pressão é injetada através de pequenos orifícios do molde, modelo do produto a ser fabricado, instalado num equipamento denominado injetora. Sopro: A matéria-prima amolecida pelo calor é expulsa através de uma matriz, formando uma mangueira quando o molde fecha sobre esta mangueira é introduzido uma agulha onde o ar é soprado, que força o material a ocupar a parede oca do molde, sendo moldada a peça e extraída após resfriamento. Injeção e sopro pré-forma: É um processo conjugado de injeção e sopro. Desenvolvido para moldar a matéria-prima PET. A resina Pet tem características muito peculiares, onde o produto pode ser moldado em dois processos distintos, sem comprometer suas características de resistência e transparência. A matéria-

25

prima Pet é injetada mantendo o formato de uma embalagem, sem nenhum ar internamente, denominado pré-forma. Rotomoldagem: A matéria-prima fluída e sob rotação modela os produtos. Este processo é muito utilizado nas resinas elastoméricas (emborrachado) para produzir peças ocas e rígidas de alta complexidade na extração do molde. Fundição: É um processo para baixa produção, quase sempre utilizado protótipos. Consiste em despejar a resina líquida adicionada a outras substâncias enrijecedoras dentro de um molde. Na fundição podem ser utilizadas tanto resinas termoplásticas como resinas termorrígidas, mesmo que termofixas, não é empregado aquecimento ou pressão. Termoformagem: Moldagem de produtos a partir do aquecimento de uma chapa de resina termoplástica, que introduzida no molde fixado em uma prensa e acionado molda o produto. A moldagem pode ser feita com a utilização de ar quente, o qual suga a chapa dentro da cavidade ou aquecimento do molde, moldando a chapa sem utilização de ar. Laminação: Este processo com superposição de materiais como papel, papelão, metais, previamente tratados com resina termoplástica, forma um “sanduíche” que é prensado com aquecimento, proporcionando a aderência total das camadas, resultando em produtos altamente resistentes.

1.1 POLIESTIRENO (PS)

O poliestireno, polímero originário da reação do etileno com benzeno na presença de cloreto de alumínio, sua comercialização iniciou-se em 1938, seu baixo custo de produção e a facilidade de operação industrial justificam seu emprego disseminado, é utilizado na produção de copos devido a sua versatilidade e economia. Representado química CH2CHC6H5, o resultado desta cadeia é um material frágil e transparente, mas que permite várias combinações que o transformam em PS- CRISTAL GPPS, sendo transparente e rígido e o PS- ALTO IMPACTO HIPS é translúcido e resistente ao impacto. A densidade do PS é aproximadamente 1,04 a 1,08 g/cm³.

26

Propriedades PS:

Baixo custo;

Elevada resistência química e a solventes;

Macio e flexível;

Fácil processamento;

Excelentes propriedades isolantes;

Baixa permeabilidade à água;

Atóxico;

Inodoro.

Fácil processamento por moldagem a quente

Fácil coloração

Semelhante ao vidro

Elevada resistência a álcalis e ácidos

Baixa densidade e absorção de umidade

Baixa resistência a solventes orgânicos, calor e intempéries.

1.2 POLIPROPILENO (PP)

O polipropileno, polímero origina-se de uma resina protoplasmática produzida a partir do gás propileno que é um subproduto da refinação do petróleo. Sua comercialização iníciou-se em 1957, se destaca devido baixo custo e fácil usinagem. Representado pela química C3H6X, o resultado desta cadeia é uma resina que em seu estado natural é semi-translucida e leitosa de excelente coloração, podendo ser adtivada ou pigmentada, sua maior vantagem pode ser soldada, permitindo a fabricação de materiais mais precisos e resistentes. A densidade do PP é aproximadamente 0,85 a 0,91 g/cm³.

Principais propriedades do PP:

Baixo custo

Elevada resistência química e a solventes;

Fácil moldagem;

Alta resistência à fratura por flexão ou fadiga;

27

Boa resistência ao impacto acima de 15 o C;

Boa estabilidade térmica;

Soldável e Moldável

Comprovadamente atóxico

Fácil usinagem

Leveza 0,92 o mais leve dos plásticos

Antiaderente

Alta tenacidade

Opera até 115° C.

1.3 DESENVOLVIMENTO DOS POLÍMEROS

O desenvolvimento e o uso de materiais poliméricos estão associados ao desenvolvimento cientifico tecnológico e cultural da humanidade, sendo ao longo dos tempos com recursos naturais que há aproximadamente 3.000 anos o primeiro registro do uso formal dos polímeros foi a partir da descoberta de uma seiva da árvore “RHUS VERNIFICFLUA”, pelos chineses. A descoberta do “ÂMBAR” registra-se no século I A.C, uma resina termoplástica moldável por compressão e proveniente de árvores fossilizadas, desenvolveu-se naquela época técnicas de confecção e moldagem para produção de utensílios. Segundo Wiebeck e Harada:

O desenvolvimento de fontes naturais ocorreu de forma lenta e sem grandes expressões até 1550 quando se desenvolveu na America Central a borracha natural a partir do Látex extraído da seringueira. Em 1839, Charles Goodyear desenvolveu uma borracha mais forte, resistente que é aprimorada com processo de vulcanização que agrega enxofre na estrutura molecular da borracha, em 1845, é inventado o pneu por Willian Thompson, o qual motivou o desenvolvimento da borracha sintética em meados do século XX. (2005, p. 103).

O avanço nos estudos da química orgânica vem agregando força, e incrementando o desenvolvimento de polímeros sintéticos a partir da década de

28

1830, na produção de substancias capazes de substituir produtos naturais como madeira, couro e fibras. Christian Frederick desenvolveu em 1846, o primeiro polímero sintético, nitrato de celulose, produzido industrialmente em 1862 por Alexander Parks, e no ano de 190, Leo Baekeland desenvolveu um polímero denominado por baquelita que é ainda utilizado na atualidade (BOWER, 2002, p.28). Na década de 1920, contribuição cientifica proporcionaram o desenvolvimento do conceito das macromoléculas, a indústria petroquímica ampliou a fonte de matéria prima e fortaleceu estudos de novos polímeros que associados a tecnologias de equipamentos para suas devidas transformações. Em 1930, na Alemanha começa a se desenvolver a primeira produção do Poliestireno, que tem como material base o eteno e o benzeno, em seguida no ano de 1939 a produção do PVC, nos E.U.A, em 1941 é desenvolvido o Poliéster poli (PET) e também os Poliuretanos, pela Alemanha, em 1950 surge as Poliolefinas. Em 1950, no Brasil a produção industrial de Polímeros iniciou-se no estado de São Paulo, aonde se importava a matéria prima o estireno para a produção do Poliestireno, e demais produtos como Polietileno, Fibras de NaylonePoliester(TORRES, 1997, p. 49). Em 1954 Giulio Natta produz Polipropileno (PP), em 1960 é produzido o Policarbonato, e nos anos de 1970 e 1980 são marcados pelo desenvolvimento de Blendas Poliméricas (BOWER, 2002, p. 133). Os registros históricos dos polímeros nos apontam que ouve enumeras descobertas e transformações ao longo dos tempos, a evolução de toda matéria até chegar ao desenvolvimento dos polímeros na atualidade, ao qual concentra tecnologias para produção e descoberta de novos polímeros.

1.3.1 Propriedades dos polímeros

As propriedades especiais peculiares aos polímeros são consequência principalmente de sua alta massa molecular, quanto maior sua massa molecular, melhores são suas propriedades mecânicas. Os Polímeros são constituídos de moléculas formadas pelo encadeamento de milhares e milhões de átomos, está é a razão da grande resistência mecânica dos

29

polímeros, o que possibilita que sejam usados para a confecção de inúmeros objetos, com propriedades como resistência mecânica, elétrica, térmica, estabilidade

a substâncias químicas. Polietileno PE: É um dos plásticos mais conhecidos e utilizados, obtido através da polimerização do etileno, que aprimorado gera solido compacto e de alta resistência chamado PEAD, polietileno de alta densidade ou PEDB, polietileno de baixa densidade, que é flexível. Polipropileno PP: É produzido a partir da polimerização do gás propileno, este plástico apresenta propriedades com excepcional resistência a rupturas, boa resistência a impactos, propriedades elétricas, a resina quando reforçada é mais resistente e bastante utilizadas na indústria autopeças. Poliacrilicos: São derivados dos ácidos acrílicos e metacrílico, materiais caracterizados pela transparência, brilho e alta resistência a impactos. São usados na fabricação de janelas, painéis de sinalização, objetos de decoração. Flouroplásticos: Estes polímeros apresentam propriedades como resistência térmica e elétrica, baixa tensão superficial e não propagam chamas, porem apresenta desvantagem devido ao alto custo e dificuldade de processamento. Politetrafluoroetireno PTFE: Conhecido como teflon, este plástico apresenta como principais propriedades a inércia química,não reage com facilidade,seu uso é mais comum em difusão na fabricação de frigideiras antiaderentes. Poliésteres PET: Poliéster de grande consumo, devido ao seu uso na fabricação de garrafas para refrigerantes, excelente resistência a deformações, baixo nível de absorção de umidade e baixo custo tornam o PET um dos plásticos mais consumidos no mundo. Poliuretanas PU: Utilizadas como espumas macias na fabricação de colchões

e estofados, são produtos de reação de condensação de um disocianato orgânico com um poliálcool, suas características dependerão dos compostos usados na preparação. Policarbonatos PC: São semelhantes ao vidro por serem transparentes, com

a vantagem de serem mais resistentes a impactos, são utilizados na fabricação de janelas de avião e outras peças.

21

Acrílico

Polimetacrilato de metila ou PMMA. É um polímero termoplástico vítreo de alta transparência.

Amorfo

Os polímeros amorfos são aqueles que tem seus arranjos moleculares desordenados, por ex.: PMMA, PC, PS e outros, portanto são transparentes.

Colágeno

Proteína encontrada em tecidos animais, tais como pele, ossos, cartilagens e outros. É uma molécula de alto peso molecular, é um polímero natural.

Cristalino

Ao contrário dos polímeros amorfos, estes tem seus arranjos moleculares ordenados ou direcionados, portanto são opacos.

Elastomeros

São polímeros que apresentam um estado elástico na temperatura ambiente, são popularmente conhecidos como borrachas, onde estes tem capacidade de esticar e voltar ao seu estado normal de partida.

Monodispersos

São polímeros cujas as cadeias são de mesmo tamanho, somente são encontrados na natureza, como por exemplo: couro, celulose, borracha natural etc

Polimerização

Existem vários tipos de polimerizações, mas de forma geral é o processo que transforma um ou vários monômeros em polímeros, basicamente através de temperatura, pressão e catalizadores

22

Poliolefinas

São termoplásticos semi-cristalinos sintetizados a partir das olefinas (originários de monômeros de hidrocarboneto alifático insaturado), que podem ser transformados por quase todos os processos convencionais, e com facilidade. Tem baixo preço comercial, boa resistência química e bom isolamento elétrico, portanto ampla utilização no mundo dos plásticos, dentre os principais estão o PE e PP.

Tempo de

Também conhecido como tempo de permanência, este é o tempo que o polímero fica exposto às fontes de calor no canhão de in jeção, desde a dosificação até a injeção

Residência

Variotherm

É um processo de moldagem por injeção, onde o molde é aquecido a altas temperaturas e resfriado após injeção. Utilizado em moldes com muitas e pequenas cavidades.

Vulcanização

É o processo químico que confere à borracha estabilidade, elasticidade, resistência mecânica, reduzindo a sensibilidade ás variações de temperaturas.

QUADRO 01 - ALGUNS TIPOS DE POLÍMEROS E SUAS CARACTERÍSTICAS FONTE: WWW.ECOPOLIMEROS.COM.

23

1.4 CARACTERIZAÇÃO DO SETOR DE PLÁSTICOS

O plástico surgiu em 1862 na Inglaterra e, a partir dessa data, as indústrias petroquími-plásticas (que transformam as matérias-primas em plástico e outros componentes) estão inseridas na terceira geração. Já na terceira geração já estão às matérias plásticas, que vieram dos termoplásticos. A única diferença entre estes termoplásticos e termo fixos é que estes não se fundem com o aquecimento, já aqueles podem ser resfriados e serem fundidos novamente, pois não sofrem alteração em sua estrutura química durante o aquecimento. É nas terceira geração que ocorrem os principais processos de produção como a extrusão, injeção e o sopro.

1.4.1 Plásticos na Construção Civil

De acordo com o Instituto do PVC, o plástico mais recomendável para uso na construção civil é o PVC, pois, é um material anti-chama e auto extinguível devido a sua composição de cloro, sendo recomendado até pela ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas. A demanda de PVC está concentrada na fabricação de tubos e conexões. Em relação a tubos para redes de água, estes produtos têm 80% das aplicações e quando falamos nas redes de esgoto a porcentagem é ainda maior, chegando ao patamar e 95% das aplicações.

Desde 1998 até hoje houve um crescimento bastante significativo na demanda de tubos e conexões de redes de água esgoto. Neste ano de 1998 o crescimento foi de 8,1% ao ano e juntamente com os forros e as portas de PVC, representam um grande nicho de mercado em constante crescimento. Com a descoberta de todas as transformações que podem ser feitas com o plástico, além dos tubos e conexões mais também janelas, portas sanfonadas, pisos, cercas, decks, coberturas de piscinas entre outros, cada vez mais vem se conquistando sua aplicação no mercado e eliminando as restrições ao seu uso na

24

construção civil.

1.4.2 Setor de plásticos no Brasil

Foi a partir nos anos 90, com a abertura comercial do plano real, que se elevou o consumo de plásticos e também da concorrência no Brasil, porém, desde a década de 50 esse setor já existia na indústria brasileira. Segundo Klug (2001), isto leva a uma diminuição na participação de empresas pouco produtivas e que não dispõem da qualidade desejada, já que à medida que o mercado é mais globalizado os preços das matérias-primas tornam-se mais homogêneos e assim, o nível tecnológico e a qualificação dos trabalhadores são os agentes definidores da competitividade da indústria. Isso faz com que as empresas tenham que investir mais em tecnologia de produção, diversificação de produtos, logística entre outras coisas para ampliar ou manter seu mercado nacional e também internacional. Segundo dados da revista "Plástico Moderno" (2002 p. 05), atualmente o Brasil exporta em média 90 mil toneladas de produtos acabados por ano, cerca de 3% da produção, e importa quase o dobro. Dados fornecidos pela Abipalst (2000) demonstram que o consumo médio brasileiro de produtos plásticos ainda é bem inferior ao dos países como Japão, EUA e até mesmo da Argentina, o que dá a certeza que o setor nacional ainda não está saturado. Enquanto o Brasil tem apenas 19,8 % de consumo de plástico por habitante, a Argentina tem 46,6%, o Japão tem 117% e os EUA 157,7% por habitante. Isso nos mostra que o setor de plásticos no Brasil tem possibilidade de expansão tanto pelo relativo crescimento econômico do país, como pela maior utilização do plástico em vários segmentos da economia.

1.4.3 Os plásticos e o meio ambiente

Uma das razoes as quais fazem os plásticos serem materiais de uso cada vez mais difundidos é a sua durabilidade, que lhes oferece resistência aos diversos tipos de degradação (fotodegradação, quimiodegradação e biodegradação). Alguns tipos de plásticos demoram séculos para se degradar. Portando a durabilidade dos plásticos é uma vantagem, porem representa um sério problema ecológico, os itens produzidos através do plástico são descartáveis e apresentam atualmente o segundo constituinte mais comum de lixo, após o papel.

25

Mas deixar de utilizar materiais produzidos com o plástico seria inviável, pois substituir objetos plásticos por matérias tais como: papel, madeira, vidro e metais, implicarão o aumento de volume e peso de lixo, consequentemente, aumentando diversos custos. Ecologistas vêm apresentando argumentos bastante convincentes de que, para se resolver o problema do lixo gerado pelos plásticos, teremos que adotar novas atitudes, que envolvam redução no consumo, reutilização de materiais e reciclagem, com todas essas ideias haverá um desenvolvimento sustentável, traz vantagens como redução do uso de matéria-prima, uma vez que a maioria dos plásticos é proveniente do petróleo e gás natural. A reciclagem de plásticos pós-consumo no Brasil é de 17,5%, um percentual muito positivo em comparação a Europa que gira em torno de 22%, o que é particularmente importante, a reciclagem em nosso país tem crescido 15% ao ano. A reciclagem pode ocorrer dentro da própria empresa, aonde ela pode aproveitar resíduos plásticos, tais como aparas, rebarbas, sobras de matéria-prima fora de especificação. Esses resíduos são considerados “nobre”, pois não estão misturados a outros e não precisam passar por etapas de separação e lavagem.

Para facilitar o processo de reciclagem, asindústrias colocam símbolos padronizados pela ABNT para identificar os tipos de plásticos, assim tornando mais fácil a realização de triagens. Um dos processos de reciclagem do plástico é a Pirólise, por meio deste processo o plástico é aquecido e SUS moléculas rompem dando início á sua transformação em óleo e gases. A reciclagem mecânica consiste na conversão do plástico em grânulos que podem ser utilizados na produção de outros artigos como sacos de lixo, solados, pisos, mangueiras, etc. Os plásticos biodegradáveis são elementos que tem capacidade de se degradar sob a ação de elementos vivos, micro-organismos.No Brasil estão sendo desenvolvidos plásticos biodegradáveis que se dissolvem em contato com água ou terra, são plásticos produzidos com resinas provindas da cana-de-açúcar, milho, trigo e batata, esses novos plásticos derivados desses compostos apresentados deverão ser utilizados para confeccionar produtos de consumo rápido como talheres,

26

pratos, copos, pentes entre outros, entretanto, a produção de matérias com plástico biodegradável se mostra com um custo elevado que os plásticos convencionais.

1.5 HISTÓRIA DOS COPOS PLÁSTICOS

Os copos “plásticos” começaram a ser fabricados em 1908, pela DIXIE CUP, que apostou que a invenção foi um grande feito e avanço para a saúde publica, aonde adotou lei que proibia uso de copos de vidro para incentivar o uso dos copos descartáveis que naquela época obtinha um formato diferente e composição de papel, a qual na época evitava contaminação e minimizava as doenças, a ideia foi aprovada e a mais de 100 anos vem sendo amadurecida e hoje chegamos ao conceito de produto indispensável em termos de praticidade e comodidade visando às questões ecológicas.

1.6 PRATOS NA HISTÓRIA

Fabricados na antiguidade em cerâmica, madeira, metal, ou pasta de vidro, os pratos, ou bacias, confundem-se com a história da humanidade. A designação “prato”, no sentido de vasilha individual, surgiu no Século XVI, substituindo a tábua, ou travessa, usada na era medieval para ajudar a cortar alimentos, que normalmente tinha o formato de placa redonda, ou quadrada, que também era fabricada em metal ou vidro, e sobre a qual colocava-se o pão, a fim de absorver o caldo de alimentos sobre ele colocados. De acordo com relatos históricos, o prato individual (mazarine) foi introduzido na França pelo Cardeal Mazarine (1653), sendo este homenageado pela novidade, que passara a ser referida com seu nome. Existem registros, devido à pesquisa arqueológica em todo mundo de civilizações do passado, que confirmam terem sido os primeiros pratos fabricados em estanho, prata ou ouro, sendo destinados aos nobres e reis, cabendo ao povo comer em caçarolas. O prato era considerado símbolo de luxo. A faiança e porcelana foram difundidas, juntamente com as demais peças de serviço de mesa, no reinado de Luis XV.

27

No final do Século XVIII, os pratos popularizaram-se como utensílio na mesa. Em 1750, apareceram os pratos cobertos por cima com tampa em forma de sino, ainda notado nos dias de hoje, em restaurantes de alto luxo, dessa forma, outorgando ao prato em questão, e à refeição, um ar de pompa e refinamento inigualável. Atualmente no século XXI, fazemos uso de pratos de vidro no dia a dia, porém em ocasiões familiares, festas, churrascos entre outros utilizamos o prato descartável de plástico, devido a sua leveza, praticidade e rapidez, pois após o uso como o próprio nome sugere, o mesmo é descartado.

1.7 DESCARTÁVEIS

Denomina-se descartável um "produto" concebido para prazo curto de uso, em vez de médio e longo prazo de durabilidade, a maioria dos produtos descartáveis são destinados apenas para uma utilização. Na verdade, os materiais poliméricos não são novos eles têm sido usados desde a Antiguidade. Contudo, nessa época, somente eram usados materiais poliméricos naturais. A síntese artificial de materiais poliméricos é um processo que requer tecnologia sofisticada, pois envolve reações de química orgânica, ciência que só começou a ser dominada a partir da segunda metade do século XIX. Nessa época começaram a surgir polímeros modificados a partir de materiais naturais. Somente no início do século XX os processos de polimerização começaram a ser viabilizados, permitindo a síntese plena de polímeros a partir de seus meros. Tais processos estão sendo aperfeiçoados desde então, colaborando para a obtenção de plásticos, borrachas e resinas cada vez mais sofisticados e baratos, graças à uma engenharia molecular cada vez mais complexa.

1.7.1 Desenvolvimento dos descartáveis pelo mundo

Os copos e pratos plásticos se mostram presentes em nosso dia a dia, tanto nas empresas, estádios de futebol, piqueniques, churrascos quando servir em

28

descartáveis é mais simples e prático do que tirar toda a louça do armário, ambientes domésticos, fast-foods, lanchonetes entre outros, o que nos permite citar que o mundo não seria o mesmo sem descartáveis. Em 1908 a empresa americana DIXIE (Dixie Cup) se mostrará percursora no segmento de copos plásticos, sendo a primeira fabricante do produto a nível mundial. Com a grande demanda dos copos plásticos na época, a Dixie Cup percebeu que estava mudando a forma com que a população estava consumindo as bebidas. Esse fato ocorreu, pois antes da introdução dos copos plásticos, as pessoas em geral consumiam bebidas em copos compartilhados, copos esses que muitas vezes não eram desinfetados, ou se quer lavados para o uso de um próximo indivíduo. Além dos copos, a população compartilhava barris ou garrafas de água na qual levavam consigo e, a partir dos quais, se tornavam suscetíveis aos germes e doenças dos outros. Aproximadamente em 1960 os copos plásticos foram introduzidos na sociedade, mas antes de sua invenção, as pessoas usavam copos de papel de forma similar. Esses copos continham uma pequena cobertura de cera no interior que evitava o vazamento, mas como dito, eram feitos de papel. Os Dixie Cups foram um sucesso desde sua introdução. As ferrovias, que anteriormente usavam barris de água nos quais os passageiros mergulhavam seus próprios copos, mudaram para copos descartáveis. Não muito depois, os hospitais também mudaram para estes copos, isso prevenia a contaminação cruzada e evitava que doenças se espalhassem entre seus pacientes, pois dividir o mesmo copo trás um potencial risco para saúde pública. Estes mesmos grupos adotaram os copos de isopor após sua invenção, mas depois escolheram o plástico, por ser menos prejudicial para o meio ambiente. Os pratos plásticos descartáveis vieram por consequência e um bom tempo depois dos copos.

1.7.2 Patentes do copo descartável

Na década de 1960, a primeira patente do copo de plástico nos Estados Unidos foi emitida para um grupo conhecido apenas como Price ET al. A patente era apenas para um copo e foi emitida em 1964. Antes disso, um homem de nome

29

Caine patenteou sua ideia de um contêiner de plástico de paredes finas. Esse contêiner era essencialmente o copo de plástico, mas ao não se listar como tal ele abriu as portas para que outros registrassem e patenteassem suas próprias versões. A década de 1990 viu mais patentes registradas de copos de plástico do que qualquer outra década. Em 1996, a Wilson patenteou a ideia de um copo e um copão feitos de plástico e reforçados com nervuras. Estas peças eram mais pesadas e mais duráveis que os copos de plástico descartáveis. Em 1997, a Willbrandt registrou a patente de um copo de plástico que cabia dentro do suporte de copos de um carro, e em 1999 duas patentes foram registradas para copos de plástico: a Jarvis registrou um copão com "covinhas" e a Hou registrou um copão de bebidas. De acordo com as pesquisas, podemos perceber que a invenção e introdução dos copos plásticos descartáveis se deram como forma de evitar a proliferação de doenças, sendo assim considerou de certo modo que a introdução do copo descartável foi um grande feito e avanço para saúde pública. Nos Estados Unidos, em alguns estados para que os copos descartáveis fossem bem aderidos entre a população foram criadas leis que baniam o uso dos copos convencionais, e mesmo em locais onde não foram banidos, os copos tradicionais começaram a serem trocados pelos descartáveis.

1.7.3 Descartáveis no Brasil

Assim como em outros países, no Brasil o uso dos descartáveis (copos/ pratos) é intenso. Não foram encontrados registros do primeiro copo e prato descartável produzido no país, porém a empresa que introduziu os copos descartáveis no mercado mundial (DIXIE CUP) montou sua primeira unidade fabril no país em 1968 em São Paulo, e tinha como desafio revolucionar o mercado de copos descartáveis no Brasil que, até então, eram feitos somente de papel parafinado (são aqueles usados para dar durabilidade). O primeiro produto foi um copo para café produzido em Poliestireno (PS), que teve que vencer um tabu para começar a fazer sucesso, já que até aquele momento o café era servido apenas em xícaras de porcelana. Em 1972 a televisão começou a noticiar um surto de Meningite no Brasil, e entre os cuidados obrigatórios de todas as famílias estava a higiene dos utensílios domésticos. Nesse ano a Dixe vinculou em rede nacional a sua primeira

30

propaganda, que teve como tema “O CAFÉ DE UM BEIJO SÓ”, salientando a qualidade de seus produtos, no qual se incluíam: pratos descartáveis, copos, talheres descartáveis, potes, tampas entre uma infinidade de produtos e principalmente a higiene resultante em se optar pelos copos descartáveis de plástico, é claro que isso foi uma grande estratégia utilizada pela empresa, porém de certa forma a Dixie tinha toda razão em sua propaganda, pois como já mencionado a probabilidade de se contaminar com a doença da época (meningite) através de copos compartilhados vinha a ser muito maior que o uso dos descartáveis de plástico. Em pouco tempo a Dixie alcançou a venda de mais de 800 toneladas de copos, algo até então impensável no mercado brasileiro, e por consequência, a venda dos demais utensílios descartáveis também aumentou. Em 1975 migrou dos EUA para o Brasil a febre dos fast-foods e a Dixie por sua vez, se beneficiou do Know-how invejável em copos e pratos impressos da empresa no exterior para atender ás primeiras redes que se instalaram no Brasil. Nesta época a Dixie cresce e alcança um enorme espaço no país, desenvolvendo copos de Prolipropileno (PP), fazendo com que o consumo de copos e pratos descartáveis no Brasil Triplicassem.

31

2 ASPECTOS LEGAIS

Para a abertura de uma empresa existem diversos procedimentos que devem ser realizados, atendendo as legislações federais, estaduais e municipais. Abaixo estão descritas os procedimentos legais necessários para a abertura da MOLD PLAST Indústria se Utensílios Plásticos.

2.1 IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

A Razão Social:MOLD PLAST INDÚSTRIA DE UTENSÍLIOS PLÁSTICOS DESCARTÁVEIS LTDA Nome: MOLD PLAST CNPJ: 00.000.0000/0001-00 Inscrição Estadual: 000.000.000-00 Endereço:Rua Pedro Pasa Nº 914 no Bairro Jardim Paulista no município de Campina Grande do Sul, CEP: 83430-000

2.2 CONTRATO SOCIAL

Segundo o Código Civil de 2002 no Artigo 997, a sociedade constitui-se mediante contrato escrito, particular ou público. O contrato social define as condições de como a empresa irá funcionar, ou seja, regula as relações entre os sócios e deve ser assinado pelos mesmos. Entre as definições que constam no contrato social (anexo V) está o tipo de sociedade. A MOLD PLAST será uma sociedade Ltda com responsabilidade solidária perante integralização do capital social.

32

TABELA 01 CAPITAL SOCIAL

SÓCIO

Nº DE COTAS

%

VALOR R$

Felipe Veloso Bazestão

100.000

20

100.000,00

Kamila Cristina da Silva Hilário

100.000

20

100.000,00

Patricia Inácio Custódio Rocha da Silva

100.000

20

100.000,00

Rafael dos Santos

100.000

20

100.000,00

Rony Zotto Cartaxo

100.000

20

100.000,00

TOTAL

100%

500.000,00

FONTE: CONTRATO SOCIAL (ANEXO V)

2.3 RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL

Impacto ambiental é qualquer transformação significativa causada ao ambiente ou a seus componentes naturais pelo homem. Para se avaliar as consequências da implantação de qualquer empreendimento, é realizado

inicialmente um estudo prévio de impacto ambiental, para que haja a possibilidade de intervenção no caso dos impactos ser negativos.

O Relatório Prévio de Impacto Ambiental (EPIA) é um documento técnico que

visa justificar a solicitação de licenciamento. Nele deve conter as informações de

viabilidade ambiental do empreendimento. Com base no Relatório Prévio de Impacto Ambiental (EPIA) é realizado o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) que mostra de forma simples e objetiva os dados contidos no primeiro documento.

2.4 RELATÓRIO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA

O impacto de vizinhança é a repercussão ou interferência que gere impacto

no sistema viário, infra-estrutura, meio ambiente e sociedade, causada pelo empreendimento em suas atividades, que provoque deteriorações das condições de vida da população vizinha, requerendo estudos especiais de localização, que

poderão proibir o funcionamento.

O estudo prévio de impacto a vizinhança (EIV) é o documento que apresenta

os estudos e informações técnicas relativas à identificação, avaliação, prevenção,

33

mitigação e compensação dos impactos na vizinhança de um empreendimento ou atividade.

O EIV deve incluir a análise dos seguintes aspectos, quando couber:

I - caracterização da atividade ou do empreendimento proposto;

II - delimitação e caracterização da área de influência direta e indiretamente atingida pelo empreendimento ou atividade;

III - caracterização e análise da morfologia urbana do sítio de intervenção sem

e com o projeto, bem como dos efeitos diretos e indiretos de sua implantação na

impactos

área

relacionados, pelo menos, aos seguintes temas:

de

influência,

orientada

para

a

identificação

e

avaliação

de

a) adensamento populacional;

b) equipamentos urbanos e comunitários;

c) uso

implantação do empreendimento e à estrutura urbana;

e ocupação do solo, inclusive a adequação do uso à zona

de

d) valorização e desvalorização imobiliária no entorno da área de intervenção;

e) geração de tráfego e demanda por estacionamento e transporte público;

f) índice de pavimentação e impacto no sistema de drenagem;

g) ventilação e iluminação;

h) paisagem urbana e patrimônio natural e cultural;

i) qualidade ambiental urbana, incluindo aspectos como poluição sonora, do ar, visual e hídrica, vegetação e arborização urbana;

j) transformações urbanísticas induzidas pelo empreendimento, inclusive

quanto ao sistema viário;

k)

benefícios, ônus e problemas futuros relacionados com a implantação da

atividade

ou

empreendimento,

inclusive

os

custos

de

redimensionamento ou

urbanização de equipamentos que se tornem necessários em função do projeto;

e operação do

empreendimento ou atividade, inclusive sobre os empreendimentos e as atividades instaladas;

l) impactos

esperados

nas

fases

de

implantação

m) propostas de adequação do projeto;

n) impacto socioeconômico na população residente ou atuante no entorno;

o) empregos gerados com o empreendimento;

p) medidas de recuperação, mitigação e compensação de danos em função

dos efeitos dos impactos gerados;

34

q) custos das medidas mitigadoras, cronograma, responsabilidade pela sua implantação e, quando necessário, planos ou programas de monitoramento; r) parte conclusiva onde devem ser apresentadas, de forma objetiva e de fácil compreensão, as vantagens e desvantagens associadas à implantação do projeto, em confronto com o diagnóstico realizado sobre a área de intervenção e proximidades e as medidas, acaso necessárias, para adequar o empreendimento às condições do local e do entorno e viabilizar sua inserção em harmonia com o local pretendido. (Anexo

2.5 INCENTIVOS/ISENÇÕES

Na legislação do município de Campina Grande do Sul existe a lei 17/1996 (anexo XVI) que se refere ao incentivo empresarial, visando à geração de emprego e renda. No Paraná com o objetivo do aumento do PIB que estava em declínio entre os anos de 2003 a 2009 o estado criou através do Decreto nº 630/2011(anexo XVII) o Programa Paraná Competitivo que estabelece nova política fiscal como redução de ICMS e novos prazos para pagamento.

2.5.2 Tributação pelo Simples Nacional

A opção de tributação da MOLD PLAST é o Simples Nacional, regime no qual se enquadram Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP), que estejam de acordo com: Lei Complementar n° 123/06, Lei Complementar nº 127, de 14 de agosto de 2007, Lei Complementar nº 128, de 19 de dezembro de 2008,Lei Complementar nº 133, de 28 de dezembro de 2009 e alterações na Lei Complementar 139/11. O CNAE da MOLD PLAST é o 2229-3/01 para o qual não há impedimento no uso deste regime tributário. O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, onde ocorre a unificação do recolhimento de impostos mensais, onde se utiliza um único documento de arrecadação de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica(IRPJ), Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

35

(CSLL),Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social(COFINS), Código do Processo Penal(CPP) para seguridade social, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços(ICMS) e Imposto sobre Serviços de qualquer natureza (ISS). As facilidades nesse sistema tributário são muitas, como pagamento de uma menor tributação, mais facilidade para atender a legislação tributária, simplificação do pagamento, em licitações, será assegurada como critério de desempate, a preferência por microempresas e empresas de pequeno porte, existem regras especiais para protesto de títulos entre outras vantagens.

TABELA 02 DESPESAS DE ABERTURA DA EMPRESA

Pesquisa Junta Comercial

ISENTO

Taxas de abertura da empresa Junta Comercial

R$ 55,00

Reconhecimento de assinaturas no cartório

R$ 30,90

Cópias autenticadas

R$ 70,00

Requerimento do Alvará

R$ 520,00

Corpo de Bombeiros

R$ 80,00

Licença de IAP

R$ 50,00

Contador

R$ 800,00

Estudo de impacto de vizinhança

R$ 480,00

Alvará da Prefeitura

R$ 150,00

TOTAL

R$ 2.235,90

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013)

36

3 ESTUDO DE MERCADO

Conforme cita Kotler & Armstrong (1998, p. 145), “mercado é o conjunto de compradores reais e potencias de um produto ou serviço”. O mercado é uma relação de troca que envolve oferta (pessoas ou empresas que desejam vender bens e serviços) e procura (compreende as pessoas ou empresas que querem comprar bens ou serviços), e quando se decide abrir uma empresa se trabalha nessa relação, oferta x procura, atuando na oferta e você deve estar ciente dos fatores que imperam no mercado para estar em sintonia com seu mercado consumidor. Para isso devem-se buscar informações nos mercado consumidor, mercado concorrente e no mercado fornecedor, através de diferentes técnicas para coletas de dados, caracterizando o estudo de mercado, antes de executar essa parte importante na elaboração do negócio, muitos empreendedores, tem uma visão superficial sobre seu negócio, baseada na sua própria opinião ou de amigos e familiares, vendo o que apenas gostariam de ver, para saber o interesse do mercado tem que ser consultado o cliente, concorrência e fornecedores, sendo que esses dois últimos afetam diretamente as possibilidades de sucesso do negócio, além de ser necessário uma descrição detalhada do seu negócio, tendo todas essas informações em mãos, poderá ser traçada as estratégia de atuação no mercado, “estratégias de marketing”.

3.1 PESQUISA DE DADOS SECUNDÁRIOS

Dados secundários são todos aqueles que já se encontram reunidos em livros, publicações, sites da Internet e anuários estatísticos. É preciso encontrá-los e escolher aqueles que mais se alinham às nossas necessidades.

37

37 GRAFICO 1 – PRINCIPAIS PRODUTORES MUNDIAIS DE PLÁSTICOS (2010), EM MILHÕES DE TONELADAS. FONTE: PLASTICS

GRAFICO 1 PRINCIPAIS PRODUTORES MUNDIAIS DE PLÁSTICOS (2010), EM MILHÕES DE TONELADAS. FONTE: PLASTICS EUROPE PLASTICS THE FACTS 2011.(2010)

Conforme o gráfico acima se verificou que em 2010 o maior produtor de plásticos do mundo era a China com 23,5% da fatia de mercado, seguida pelos EUA, Canadá e México, com 20,5% do mercado mundial. O Brasil teria somente 2% da parcela de produtores mundiais.

38

38 GRÁFICO 02 – PROCESSOS NA TRANSFORMAÇÃO DO PLÁSTICO FONTE: ABIPLAST A PARTIR DE INFORMAÇÕES DA

GRÁFICO 02 PROCESSOS NA TRANSFORMAÇÃO DO PLÁSTICO FONTE: ABIPLAST A PARTIR DE INFORMAÇÕES DA PIA PRODUTO / IBGE (2010)

No Brasil, o processo de produção dos transformados plásticos é liderado pela extrusão com 54%, seguido pela injeção 32%. A termoformagem, que seria o processo utilizado pela nossa empresa MOLD PLAST representa somente 3%.

3.1.1 Mercado Consumidor

Mercado consumidor é formado por todas as pessoas ou empresas interessadas nos produtos ou serviços que seu empreendimento oferece e, dessa forma, dela se tornam clientes. É no mercado consumidor que se encontra a fonte de receitas de qualquer negócio

39

3.1.1.1 Principais Compradores de Utensílios Plásticos

O copo plástico descartável é um produto muito consumido pela população, devido à sua praticidade e ao seu baixo custo para o consumidor (INMETRO, 2004), além de ser preferência do que produtos que são reutilizados, visto que, seu grau de higiene é bem maior. Considerando isso, empresas, comércio, varejo e atacado utilizam há muitos anos estes produtos descartáveis. Segundo um estudo realizado pelos Recursos Humanos do Hospital Divino Providência no estado do Rio Grande do Sul RS, foi constatado que no hospital o consumo de produtos descartáveis de plástico é de 200 mil por mês e que, somente no refeitório, são consumidos 19% deste total, ou seja, aproximadamente 38.000 copos por mês. Outro exemplo é de uma Faculdade de Tecnologia/UFAM, que fica no Estado do Amazonas. No restaurante da Faculdade são utilizados por dia cerca de 550 copos descartáveis dos mais variados tamanhos (180, 300 e 500 ml) e que por ano, estima-se por volta de 132.000 copos utilizados no local e um custo aproximado de 3.936 reais. Isso nos mostra uma pequena porção do quanto esses produtos de plásticos descartáveis são utilizados em nossa sociedade, com base em apenas um hospital e uma Faculdade pode-se então ter uma ideia do quanto é consumido em todo o Brasil e ainda no mundo todo. Conforme pesquisas realizadas pelo grupo, os maiores compradores de utensílios descartáveis no Brasil são redes de fast-food e varejo. As empresas também são compradores potenciais, porém, só compram em grandes quantidades e direto da fábrica, pois assim seria mais viável e econômico, já que o consumo é muito grande.

3.1.2 Mercado Concorrente

Mercado concorrente é aquele composto por pessoas empresas que oferecem mercadorias ou serviços iguais ou semelhantes àqueles que serão oferecidos por empresa, onde você deve estar atento a fatores como: qualidade, preço, acabamento, durabilidade, funcionalidade, embalagem, tamanho, qualidade

40

no atendimento, facilidade de acesso, forma de apresentar a mercadoria, muitas vezes você pode experimentar o produto concorrente a fim de verificar pontos fortes e fracos buscando melhoras em seu produto ou serviço.

3.1.2.1 Principais Empresas Brasileiras na Produção de Copos/ Pratos Plásticos

Pouco se sabe sobre o segmento de descartáveis no Brasil. Levantamentos realizados há alguns anos atrás mostraram que existem poucas empresas deste ramo no país (cerca de 25), sendo que sua maioria se mostra presente na região Sul de Santa Catarina (participação de aproximadamente 80% na produção nacional de copos no ano de 2006), cuja representação compete à Associação Brasileira de Descartáveis e ao Sindicato das Indústrias dos Descartáveis Plásticos do Estado de Santa Catarina (SINDESC). Segundo o Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul(BRDE), no ano de 2006,a indústria de descartáveis gerou em média 10 mil empregos diretos e moveu cerca de R$ 600 milhões anualmente na economia brasileira, sendo que, o Brasil produziu uma média anual de 96 mil toneladas de copos plásticos descartáveis, produção esta, destinada apenas para o mercado nacional, pois a exportação de copos plásticos descartáveis é inexpressiva buscando praticidade e comodidade a população em geral passou a usufruir com mais frequência copos descartáveis, de acordo com pesquisas do setor o consumo de copos plásticos descartáveis no Brasil cresce entre 4% a 6% anualmente.

os%20plasticos%20descartaveis.pdf> 2013) Já no ano de 2013, o ramo de plásticos teve um crescimento de 2,6% de Janeiro até Outubro, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABPLAST) com previsão de um aumento para o próximo ano. Gerou em torno de 7,6 mil empregos e teve um faturamento de R$ 66,31 bilhões neste mesmo período.

2013)

O mercado desses utensílios inicialmente considerados tão básicos, porém que auxiliam muito no dia-a-dia de seus consumidores é altamente competitivo no país sendo que o diferencial estratégico muitas vezes utilizado é a redução de

41

preços com relação aos concorrentes, o que leva o consumidor a mudar várias vezes de empresa fornecedora. O estado de Santa Catarina é o maior produtor de copos descartáveis do Brasil, produzindo cerca de 4.550 toneladas /mês, equivalente a 54.600toneladas /ano. No ano de 2006 Santa Catarina possuía cerca de 80% da produção nacional. Podemos analisar através de tabela a seguir o ranking das empresas produtoras de copos no Brasil, liderados pelas empresas da região Sul e demais regiões, bem como sua produção mensal e anual.

42

TABELA 03 PRODUÇÃO NACIONAL DE COPOS PLÁSTICOS DESCARTÁVEIS POR EMPRESA, EM 2006.

DE COPOS PLÁSTICOS DESCARTÁVEIS POR EMPRESA, EM 2006. FONTE: BRDE (2006). No Brasil a empresa líder

FONTE: BRDE (2006).

No Brasil a empresa líder na produção de copos plásticos descartáveis é a Copobras localizada na cidade de São Ludgero em Santa Catarina, produz em média 1.400 toneladas/mês de copos descartáveis, gerando aproximadamente 16.800 toneladas de copos plásticos descartáveis por ano. Logo em seguida encontramos a Copasa, empresa também Catarinense produz cerca de 14.400 toneladas/ ano de copos plásticos descartáveis no Brasil. Como já mencionado, o

43

estado de Santa Catarina mais especificamente região Sul é um dos maiores polos industriais de utensílios descartáveis do Brasil. As oito maiores empresas do país nesse segmento se encontram nessa localidade. Além da Copobras e Copasa se situam em Santa Catarina Icopp (Içara/SC), Zanatta (Criciúma/SC), Belplast (Orleans/SC), Coposan (Orleans/SC), Tamplat/Coposul (Içara/SC) e Minaplast (Urussanga/SC). Em São Paulo as maiores produtoras são as Fábricas Altacopos (400 toneladas por mês, cerca de 4.800 toneladas de copos plásticos descartáveis por ano) e Danúbio (250 toneladas por mês, cerca de 3.000 toneladas de copos por ano). Logo em seguida temos Maratta (Sergipe/SG), Dixie Toga (Curitiba/PR), Termoporte (Goiania/GO), Copocentro (Goiás/ GO) e Ultracopos (Maceió /AL).

Em termos de produção mundial, os Estados Unidos é o país que mais produz copos plásticos descartáveis, muitos afirmam que isso se deve ao grande segmento de fast-foods espalhados pelo país, onde predomina uma grande demanda de refrigerantes, e esses por sua vez são vendidos em copos plásticos descartáveis (personalizados ou não). Em seguida encontramos a China, o Brasil na 3ª posição, logo depois o Japão e Alemanha. A indústria brasileira de copos plásticos descartáveis por vezes destina seu produto acabado a grandes distribuidoras que por fim revendem a população em geral, ou então reduzem os preços para revenderem os mesmo diretamente para indústrias em geral. Segundo dados levantados, empresas de porte médio (com cerca de 150 funcionários) com uma atividade de 8 horas diárias totalizando 40 horas de jornada de trabalho semanal, gasta em torno de 10.000 copos plásticos descartáveis mensalmente (tomando água a todo instante, pausas para cafezinhos, suco em horário de almoço entre outros), visto isso é compensatório para algumas empresas reduzirem um pouco do valor final de seu produto e revendê-lo diretamente as fábricas que por sua vez economizam também, pois não terá o valor mais elevado oferecido pelas distribuidoras. Outro comprador insaciável desse produto são os grandes fast-foods, que adquirem copos descartáveis para servir refrigerantes e sucos a seus clientes. Na região de Campina Grande do Sul não existe nenhuma empresa especializada na confecção de copos plásticos, sendo que a empresa mais próxima Dixie Toga se localiza na região de Pinhais. A Dixie Toga é uma das maiores

44

fabricantes de embalagens da América Latina, multipackaging que atua nos segmentos de embalagens cartonadas, flexíveis (filmes para os mercados de alimentos, bebidas, cosméticos, médico-hospitalar etc.), laminadas, descartáveis (linha completa de copos, potes, tampas, pratos e travessas para fast-food, festas etc.), rígidas e rótulos (potes, copos e tampas para os mercados de alimentos e bebidas etc.).

Verificando o segmento desse negócio (copos plásticos descartáveis) conseguimos captar que para engrenar no mercado é preciso ter uma visão competitiva e não se acomodar, vendendo copos descartáveis com melhores preços para o seu público-alvo, com qualidade e ainda com a capacidade de reter toda a clientela, estando sempre por dentro das novas tendências do mercado neste ramo para aumentar a produção e saída dos produtos fabricados.

3.1.2.2 Distribuição de vendas no Brasil dos Produtores de Santa Catarina

Devemos notar também que embora a produção ocorra em um estado em particular, ele pode ser vendido em outros, como é o caso das empresas brasileiras na produção de utensílios descartáveis, por isso a produção pode ser mais acirrada. Podemos ver na tabela a seguir o destino da produção de cada empresa de Santa Catarina em todas as regiões do Brasil.

45

TABELA 04 DESTINO DA PRODUÇÃO DAS PRINCIPAIS FÁBRICAS DE COPOS DESCARTÁVEIS DE SANTA CATARINA

FÁBRICAS DE COPOS DESCARTÁVEIS DE SANTA CATARINA FONTE: BRDE (2006). 3.1.2.3 Influências externas do setor

FONTE: BRDE (2006).

3.1.2.3 Influências externas do setor de descartáveis

A concorrência externa dos países como, por exemplo, a China (uma das maiores produtoras de produtos descartáveis do mundo) é inexpressiva, pois os copos e pratos descartáveis têm como principal fator de concorrência o baixo custo unitário e quando tratamos de produtos estrangeiros, falamos também do valor de transporte que é agregado ao produto, tornando-se assim irrelevante as importações, pois seriam mais onerosas, ou seja, o custo do transporte é maior do que o próprio produto. Já as exportações também são inviáveis, elas correspondem a menos de 3% das vendas, sendo que os principais países de destino são o Chile, Paraguai, Cuba, Angola e Bolívia.

46

3.2 ESTUDO DE DADOS PRIMÁRIOS

Os dados primários são aqueles obtidos a partir de informações das próprias organizações estudadas, ao passo que os dados secundários provêm de outras fontes.

3.2.1 Pesquisa de mercado

A pesquisa de mercado foi realizada com os futuros clientes, via telefone através de questionários. Foi recebida na maioria dos contatos a atenção dos compradores responsáveis pela aquisição dos copos e pratos descartáveis, estes ajudando com informações para a efetivação do resultado de nosso questionário.

Para aplicação do questionário, os principais potenciais clientes que a MOLD PLAST focará, serão as empresas e distribuidoras de produtos de higiene e limpeza

e também embalagem. Sendo que localizamos estes através dos sites “Guia Mais”,

“Hagah”, “Telelistas” no ano de 2013 onde foram encontradas 53 empresas de Curitiba e região metropolitana, como, Campina Grande do Sul, Araucária, Campo Largo, Colombo, Pinhais e São José dos Pinhais. Optamos pela escolha de classificar esses distribuidores entre grandes,

médios e pequenos, adotando o seguinte critério, cliente que comprem até 300 caixas de copos mensalmente são pequenos, de 301 á 600 caixas, médios e

clientes com compras superiores a 600 caixas de copos, grandes, para os pratos não realizam essa classificação, nos baseamos mais nos copos descartáveis que é

o carro chefe. (Anexo XVIII)

3.2.1.1 Limitações da pesquisa

Ocorreram limitações em algumas das entrevistas via telefone, muitas vezes os entrevistados não disponham de tempo naquele momento e tínhamos que retornar mais tarde ou até no dia seguinte, na maioria dos casos fomos bem atendidos, mas em algumas vezes tratados com hostilidade e tivemos duas situações que não conseguimos retorno na pesquisa, sendo então consideradas para levantamento dos dados 51 distribuidoras das 53 que eram o universo e pretendiam-se aplicar o questionário.

47

3.2.1.2 Delineamento da Pesquisa

O nosso publico alvo serão todas as distribuidoras de produtos de higiene e

limpeza e distribuidora de embalagens de Curitiba e Região Metropolitana, como, Campina Grande do Sul, Araucária, Campo Largo, Colombo, Pinhais e São José dos Pinhais. Procurou-se obter informações a respeito da viabilidade da implantação deste tipo de empresa na região, assim como analisar o perfil do cliente suas necessidades.

3.2.1.3 Plano de Coleta de Dados

A pesquisa de dados será feita de forma quantitativa e qualitativa, através de

questões abertas e fechadas a fim de levantar informações sobre o mercado de copos e pratos descartáveis.

3.2.1.4 Elaboração do Questionário

O questionário para coleta de dados primários foi elaborado, com 12 (doze)

perguntas objetivas, sendo elas abertas e fechadas, as quais tinham o intuito de descobrir quais os principais concorrentes, já visualizados nos dados secundários, mas podendo haver outros que não seriam de nosso conhecimento, qual o volume de compra de nossos potenciais clientes, diferenciais que são importantes para eles em termos de qualidade, preço entre outros. (Anexo XIX) Outras informações que foram coletadas, diz respeito a política de estoque, saída de vendas, a aceitação de uma nova marca que é muito importante para a empresa.

3.2.1.5 Aplicação do Questionário Pesquisa Mercado

Foi definido que consideraríamos os distribuidores grandes como universo assim como os distribuidores de médio e pequeno porte também, onde temos 16 considerados grandes, 16 médios e 21 pequenos.

48

3.2.1.6 Cálculo amostral

Devido ao mercado alvo ser focado na região de Curitiba e Metropolitana, onde existem 53 empresas, número pequeno de clientes alvo e definiram-seestas como universo para a aplicação do questionário e levantamento dos dados, sendo desnecessáriorealizar o calculo amostral.

3.2.2 Tratamento de dados

A coleta de dados deu-se através de questionário de pesquisa de mercado, onde o público alvo foram Distribuidoras de Produtos de Higiene e Limpeza e também Embalagens a fim de verificar a inserção de nosso produtos no Mercado:

PERGUNTA: 01) Qual é seu fornecedor de copos e pratos(marca)? (ANEXO XIX)

TABELA 05 FORNECEDORES DE COPO POR DISTRIBUIDOR

Copos

Distribuidores

Qtde

%

Possui 1 Fornecedor

22

43%

Possui 2 Fornecedor

18

35%

Possui 3 Fornecedor

11

22%

 

51

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

49

49 GRÁFICO 03 – FORNECEDORES DE COPOS POR DISTRIBUIDOR FONTE: TABELA 5 (2013). Analisando o gráfico

GRÁFICO 03 FORNECEDORES DE COPOS POR DISTRIBUIDOR FONTE: TABELA 5 (2013).

Analisando o gráfico acima constata-se que o número de fornecedores de copos atuantes dentro das distribuidoras, são no máximo 3 (três) empresas, onde em sua maioria existe apenas uma inserida, 43% dos casos, esse fato ocorre principalmente nas empresas de menor porte, que devido ao volume de compra não possuem a necessidade de possuir mais de um fornecedor, já nas média e grandes empresas existe mais de uma, totalizando 57%, pois preferem não depender só de um fornecedor, afim de não deixar seu cliente desabastecido caso ocorra algum problema.

50

PERGUNTA: 01) Qual é seu fornecedor de copos e pratos(marca)?(ANEXO XIX)

TABELA 06 DIVISÃO DO MERCADO DE COPOS NA REGIÃO METROPLITANA

 

Copos

 

Em quantas distribuidoras estão presentes

 

Concorrentes

%

Altacopos

23

25%

Copobras

20

22%

Rosso

14

15%

Copaza

10

11%

Zanatta

9

10%

Cristal Copos

8

9%

Copomais

4

4%

Copozan

1

1%

Minaplast

1

1%

Dixie Toga

1

1%

 

91

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

1%   91 100% FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013). GRÁFICO 04 – DIVISÃO DO MERCADO DE

GRÁFICO 04 DIVISÃO DO MERCADO DE COPOS NA REGIÃO METROPOLITANA FONTE: TABELA 6 (2013).

51

Conforme disposição do gráfico nota-se que duas empresas dominam praticamente metade do mercado na Região Metropolitana de Curitiba, Altacopos de São Paulo e Copobrás de Santa Catarina vale destacar que a Rosso tem uma fatia considerável, pois é um fornecedor de Curitiba, tendo vantagem logística devido a proximidade, fator que pretendemos considerar como diferencial de entrada nesse mercado.

PERGUNTA: 01) Qual é seu fornecedor de copos e pratos(marca)? (ANEXO XIX)

TABELA 07 FORNECEDORES DE PRATO POR DISTRIBUIDOR

Pratos

Distribuidores

Quantidade

%

Possui 1 Fornecedor

27

82%

Possui 2 Fornecedor

5

15%

Possui 3 Fornecedor

1

3%

Possui 4 Fornecedor

0

0%

 

33

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

0%   33 100% FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013). GRÁFICO 05 – FORNECEDORES DE PRATOS POR

GRÁFICO 05 FORNECEDORES DE PRATOS POR DISTRIBUIDOR FONTE: TABELA 7 (2013)

52

Observando o gráfico nota-se que uma grande parte das distribuidoras optam por um fornecedor somente de pratos, pois o volume de venda em relação aos copos são muito inferiores, não necessitando assim de mais de uma fonte de abastecimento.

PERGUNTA: 01) Qual é seu fornecedor de copos e pratos (marca)?(ANEXO XIX)

TABELA

METROPOLITANA

08

DIVISÃO

DO

MERCADO

DE

Copos

 

Concorrentes

Quantidade

%

Zanatta

11

28%

Copobras

7

18%

StrawPlast

6

15%

Copaza

5

13%

PlastLine

4

10%

TrikTrik

3

8%

Copozan

2

5%

Cristalcopo

1

3%

Minaplast

1

3%

 

40

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

PRATOS

NA

REGIÃO

53

53 GRÁFICO 06 – DIVISÃO DO MERCADO DE PRATOS NA REGIÃO METROPOLITANA FONTE: TABELA 8 (2013).

GRÁFICO 06 DIVISÃO DO MERCADO DE PRATOS NA REGIÃO METROPOLITANA FONTE: TABELA 8 (2013).

Conforme gráfico verifica-se que assim como no mercado de copos, nos pratos existe também três empresas com maior destaque, nesse caso a Zanatta, Copobras e StrawPlast ambas de Santa Catarina, com domínio de 61% do mercado. Não muito longe da StrawPlast temos a Copaza e PlastLine com fatias do mercado da Região Metropolitana de Curitiba muito próximas. Restando TrikTrik,Copozan, Cristal Sul e Minaplast com 19% do mercado. Em relação ao mercado dos copos este tem uma divisão um pouco maior, no que se tira os maiores fornecedores, fato interessante já que não teremos uma produção pequena de pratos, onde uma pequena parcela do mercado já nos será suficiente.

54

PERGUNTA: 2) Qual a quantidade de copos que você compra? (ANEXO XIX)

TABELA 09 DEMANDA DE COPOS

Distribuidor

Quantidade

%

1 até 300 caixas

20

39%

300 até 600 caixas

15

29%

acima de 600 caixas

16

31%

 

51

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

31%   51 100% FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013). GRÁFICO 07 – DEMANDA DE COPOS FONTE:

GRÁFICO 07 DEMANDA DE COPOS FONTE: TABELA 9 (2013).

Conforme gráfico, podemos fazer uma divisão dos potenciais cliente, os classificando em grandes, médios e pequenos, onde os grandes que possuem volume de compra acima de 600 caixas de copos mês e são 31% do mercado, médios com volume de compra de 301 até 600 caixas, são 29% do mercado e os pequenos com compras inferiores as 300 caixa totalizam a maioria 39% do mercado. A divisão entre grandes, médios e pequenos está bem distribuída, fato interessante nos permitindo a entrada em ambos.

55

PERGUNTA: 2) Qual a quantidade de copos que você compra? (ANEXO XIX)

TABELA 10 PRINCIPAIS VOLUMES (MLS) DE COPOS DO MERCADO

Volumes Copos

Quantidade

%

50 ml

8660

26%

180

ml

17080

51%

250

ml

4475

13%

300

ml

3455

10%

 

33670

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

  33670 100% FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013). GRÁFICO 08 – PRINCIPAIS VOLUMES (MLS) DE COPOS

GRÁFICO 08 PRINCIPAIS VOLUMES (MLS) DE COPOS DO MERCADO FONTE: TABELA 10 (2013).

Observando o gráfico nota-se que o copo de 180 ml, tradicional copo de água corresponde a 51% do mercado de copos descartáveis, metade do mercado, logo em seguida temos o copos de cafezinho de 50 ml, muito utilizado em escritórios, concessionárias, hospitais, com abrangência de 26% do mercado. O copo de 250 ml vem logo em seguida com 13% do mercado, copo utilizado em lanchonetes, escolas, casa de sucos, e por ultimo com uma fatia de 10% vem os

56

copos de 300 ml, classificado no gráfico como outros, que seria um item que pode- se considerar como expansão futuramente.

PERGUNTA: 3) Qual a quantidade de pratos que você compra? (ANEXO XIX)

TABELA 11 - DEMANDA DE PRATOS

Distribuidor

Quantidade

%

Não Comercializa

17

33%

Até 150 caixas

25

49%

151 até 300 caixas

1

2%

acima de 300 caixas

8

16%

 

51

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013)

16%   51 100% FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013) GRÁFICO 09 – DEMANDA DE PRATOS FONTE:

GRÁFICO 09 DEMANDA DE PRATOS FONTE: TABELA 11 (2013).

57

Com base no gráfico observa-se que quase metade do mercado das distribuidoras compram até 150 caixas mes e 33% delas não trabalha com pratos, apenas com copos, que é o que tem mais volume de compra. Pequena parte do mercado, 2%compram entre 151 até 300 caixas mensalmente e 16% comercializa mais de 300 caixas. È um bom mercado para o volume de produção que teremos.

PERGUNTA: 3) Qual a quantidade de pratos que você compra? (ANEXO XIX)

TABELA 12 PRINCIPAIS DIÂMETROS DE PRATOS DO MERCADO

Diâmetro pratos

Quantidade

%

15

cm

3396

52%

18

cm

2035

31%

21

cm

1159

18%

 

6590

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

18%   6590 100% FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013). GRÁFICO 10 – PRINCIPAIS DIÂMETROS DE PRATOS

GRÁFICO 10 PRINCIPAIS DIÂMETROS DE PRATOS DO MERCADO FONTE: TABELA 12 (2013).

58

Analisando o gráfico, assim como os copos de 150 ml eram donos de uma fatia de metade do mercado, nos pratos o grande destaque são os pratos com 15 cm de diâmetro com participação de 52% do mercado. As outras duas referencias de tamanho são o de 18 cm com participação de 31% e o de 21 cm com 18 % de participação de mercado.

PERGUNTA: 4) Qual sua periodicidade de compra para copos? (ANEXO XIX)

TABELA 13 PERIODICIDADE DE COMPRAS DOS COPOS DESCARTÁVEIS

Periodicidade

Distribuidores

%

Quinzenal

3

6%

Mensal

48

94%

 

51

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

94%   51 100% FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013). GRÁFICO 11 – PERIODICIDADE DE COMPRAS DE

GRÁFICO 11 PERIODICIDADE DE COMPRAS DE COPOS DESCARTÁVEIS FONTE: TABELA 13 (2013).

Com base no gráfico verifica-se que praticamente todas as distribuidoras fazem a compras de seus copos descartáveis uma vez por mês, fazendo as vendas das quantidades compradas dentro do mês também, foi observado na pesquisa

59

também caso o estoque acabe dentro do mês será feita nova compra, mas a periodicidade de aquisição é mensal. Em 6% dos casos a compra é quinzenal, as empresas optam pela compra á cada 15 dias para ter menor valor em estoque. Na ultima questão de nosso questionário foi relato que tudo o que é comprado é vendido dentro do mês.

PERGUNTA: 5) Qual sua periodicidade de compra para pratos? (ANEXO XIX)

TABELA 14 PERIODICIDADE DE COMPRAS DE PRATOS DESCARTÁVEIS

Periodicidade

Distribuidores

%

Quinzenal

2

6%

Mensal

31

91%

Semestral

1

3%

 

34

100%

FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013).

3%   34 100% FONTE: EQUIPE DO PROJETO (2013). GRÁFICO 12 – PERIODICIDADE DE COMPRAS DE

GRÁFICO 12 PERIODICIDADE DE COMPRAS DE PRATOS DESCARTÁVEIS FONTE: TABELA 14 (2013).

Com base no gráfico verifica-se que praticamente todas as distribuidoras fazem as compras de seus pratos descartáveis uma vez por mês, pois costumam

60

fazer seus pedidos junto com os copos, as vendas são feita dentro de um mês, sendo colocado novo pedido. Em 6% dos casos a compra é quinzenal, as empresas optam pela compra a cada 15 dias para ter menor valor em estoque e em 3% dos casos a compra do distribuidor é semestral, pois trata-se de distribuidor pequeno com volume de venda baixa e que tem baixa procura no mercado.

PERGUNTA: 6) Em qual região de localiza seu fornecedor? (ANEXO XIX)

TABELA 15 LOCALIZAÇÃO DAS FÁBRICAS CONCORRENTES DE COPOS COM ATUAÇÃO NA REGIÃO METROPOLITANA

Estado

Distribuidores

%

Paraná

15