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UNIVERSIDADE DE UBERABA

PATRICK RICHARD ANDRADE

RELATÓRIO: VISITA TÉCNICA EM LOTEAMENTO

UBERLÂNDIA – MG
2017
PATRICK RICHARD ANDRADE

RELATÓRIO: VISITA TÉCNICA EM LOTEAMENTO

Trabalho apresentado à Universidade de


Uberaba, como parte das exigências à
conclusão do componente Projeto de
Infraestrutura Urbana, da 9ª etapa, do
curso de Graduação em Engenharia Civil,
da UNIUBE, Campus Uberlândia.

Orientador: Prof. Carlos Barreiro

UBERLÂNDIA – MG
2017
RESUMO

Este relatório trata de uma visita técnica feita em um loteamento na cidade Uberlândia,
abordando principalmente detalhes práticos da execução de redes em loteamentos. Optou-se
descrever o caminhamento da obra na execução da rede pluvial do loteamento visto que desta
maneira podem ser privilegiados pontos mais relevantes, principalmente do ponto de vista
executivo, de todas as fases do empreendimento, desde a demarcação das galerias até a
recomposição da rede. Tem-se que com o acompanhamento da obra durante a visita
possibilitou-se o contato prático com uma área da engenharia de grande enfoque para
conclusão do curso, o que foi de grande valia para a formação profissional dos alunos.
LISTA DE FOTOGRAFIAS

Fotografia 1- Apresentação do projeto de redes do empreendimento........................................7

Fotografia 2- Canteiro de Obras.................................................................................................8

Fotografia 3- Marcação para escavação de valas para viga baldrame.......................................9

Fotografia 4- Vala pronta para viga baldrame..........................................................................10

Fotografia 5- Escavação para assentar tubos de rede pluvial....................................................11

Fotografia 6- Tubos para rede pluvial.......................................................................................11

Fotografia 7- Início de execução do poço de visita da rede pluvial..........................................12

Fotografia 8- Poço de visita da rede de esgoto.........................................................................13


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................6

2 METODOLOGIA..................................................................................................................7

2.1 Canteiro de obra..............................................................................................................8


2.2 Execução de viga baldrame...........................................................................................9
2.3 Execução da rede pluvial..............................................................................................10

3 REFERÊNCIAS.................................................................................................................14
1 INTRODUÇÃO

Os investimentos em infraestrutura urbana e melhorias em condições rodoviárias se destacou


em cenário nacional, quando programas de incentivo do governo federal fornecia
financiamentos e investimentos a fundo perdidos para a implantação de obras rodoviárias em
todo país, como é o caso do PAC 2, que até outubro de 2013 fez investimentos da ordem de
37 bilhões de reais. Além disso, como ressalta Magalhães (2013), o número de loteamentos
vem aumentando nos últimos anos, o que pode ser extrapolado para todo o Brasil, estando o
mercado de loteamentos aquecidos desde o ano de 2009.
Como pôde ser visto, atividades de infraestrutura urbana são extremamente importantes para o
desenvolvimento de uma cidade. Sem ela, as empresas não conseguem desenvolver
adequadamente seus negócios. Quando uma cidade apresenta uma Infraestrutura pouco
desenvolvida.
Durante a realização da visita, a unidade concedente da visita estava executando a
implantação de redes no novo empreendimento de Uberlândia. Sendo assim foram
acompanhadas as execuções em diferentes fases objetivando o crescimento do conhecimento
dos alunos de Engenharia Civil.
2 METODOLOGIA

Primeiramente foi apresentada aos alunos de engenharia civil da Universidade de Uberaba a


planta do projeto de infraestrutura do empreendimento pelo engenheiro responsável da obra,
para tomar conhecimento dos materiais, cotas, os diferentes tipos de redes e outros dados para
executar o projeto, onde após a apresentação os alunos se dirigiram ao canteiro de obra com
informações que ajudou no entendimento no procedimento do serviço.
Na apresentação foi discutido também como funciona o dimensionamento das tubulações,
bem como inclinação das tubulações, profundidade dos poços de visitas, caixas de quedas, de
ligação e a importância da topografia nesse serviço. Não são muitas etapas para execução do
projeto, mais é necessário cuidado em cada umas delas, um erro pode prejudicar a rede de
todo o empreendimento, acarretando prejuízo para empresa concertar, pois o retrabalho é
imenso.
Fotografia 1- Apresentação do projeto de redes do empreendimento

2.1 Canteiro de obra

Em seguida os alunos foram para o canteiro de obra, onde foi mostrado o almoxarifado e
ferramentaria, área para estoque de material bruto, central de armação, central de fôrmas, área
de estoque de material beneficiado, laboratório de solo e concreto e área de vivência para os
colaboradores, formando a área de apoia e execução da obra. Foram reconhecidos os materiais
utilizados para a execução do projeto onde havia um lugar com os materiais estocados.
Reconhecimento dos equipamentos e equipes utilizados, como escavadeira hidráulica,
compactador de solo, equipe de topografia (utilizando a estação total de marca desconhecida
para marcação das valas, como alinhamento e cota). Foi informado aos alunos que alguns dos
insumos são comprados de acordo com o andamento da obra, tem o responsável por isso, para
que não ocorra falta dos mesmos na obra, acarretando atraso no serviço.

Fotografia 2- Canteiro de Obras

2.2 Execução de viga baldrame


Primeira etapa para execução de uma viga baldrame é a marcação topográfica, conhecida
como gabarito. Trata-se de uma fase fundamental da construção onde não se pode errar.
A materialização da marcação exigirá um elemento auxiliar que poderá ser constituído por
simples piquetes, por cavaletes ou pela tabeira (que também pode ser denominado tapume,
tábua corrida ou gabarito). Observe-se que se a locação ocorrer pela face, sempre existirá o
risco de haver confusão na obra, pois não se pode saber qual face foi locada inicialmente, de
onde se iniciou as medidas, se a espessura do revestimento foi ou não considerada nas cotas.
Seja qual for o método de locação empregado, é de extrema importância que ao final de cada
etapa de locação sejam devidamente conferidos os eixos demarcados, procurando evitar erros
nesta fase. A conferência pode ser feita com o auxílio dos equipamentos de topografia ou
mesmo de maneira simples, através da verificação do esquadro das linhas que originaram
cada ponto da locação. Esses gabaritos servem para demarcar o alinhamento e o nivelamento
que deve ficar a escavação, procurando seguir corretamente a inclinação da rede.

Fotografia 3- Marcação para escavação de valas para viga baldrame

Após a escavação é feita a compactação do fundo da vala e uniformizada, para que não ocorra
nenhuma deformações caso venha sofrer alguma tensão vertical. Em seguida, piquetes são
cravados ao longo de sua extensão - eles servirão de referência para que o lastro de concreto
fique nivelado e uniforme.
Fotografia 4- Vala pronta para viga baldrame

Na sequência, é jogada uma camada de 10 cm de brita no fundo da vala, que será bastante
socada, até que penetre na terra.
Paralelamente, é montada a armadura, posicionando os estribos, que ficam amarrados em
barras horizontais com arame recozido, no espaçamento determinado pelo projetista. As
fôrmas da sapata também são preparadas, com tábuas, sarrafos e desmoldante.
Depois de posicionar a armadura na vala, começa a concretagem, adensando bem o concreto
com barra de aço após o lançamento de cada lata. Para eliminar bolhas de ar, utilize um
vibrador e alise a superfície com uma colher de pedreiro.
No dia da visita não conseguimos fotos da etapa de concretagem, pois na hora da visita não
tinha frente de serviço realizando esse tipo de trabalho.

2.3 Execução da rede pluvial

Primeiramente são feitas as marcações topográficas, eles são marcadas com estacas com
afastamento do eixo da rede, porque deve-se trabalhar com folga para que na escavação por
motivo de segurança deve ser escavado de forma que fique talude e não um corte vertical por
perigo de desmoronamento na execução do serviço com algum funcionário da equipe dentro
da vala. Geralmente as vala ultrapassam uma profundidade bastante relativa, que facilita no
desmoronamento. As contas escritas nas estacas que deve ser acompanhadas para nivelamento
são contas da linha da água. A escavação é feita por uma escavadeira hidráulica pela agilidade
de abrir frente para equipe e pela profundidade, a escavadeira é um equipamento que pode
escavar até 3,50 metros de profundidade.
O material escavado deve ser depositado em lugares onde é fácil acesso e não pode ser
escavado com chuva, pois é preciso um material sem excesso de umidade para recompor a
rede.

Fotografia 5- Escavação para assentar tubos de rede pluvial

Após a escavação é dada uma uniformizada no fundo da vala e feita a compactação,


topográfica marcará com piquetes no fundo para regularização do berço, pois o berço deve
ficar nivelado de acordo com as contas da topográfica acompanhando a inclinação do projeto,
para não prejudicar o dimensionamento da galeria.
O berço geralmente é feito por uma camada de brita, e a espessura é especificada no projeto
de acordo com o dimensionamento da rede.
Fotografia 6- Tubos para rede pluvial

Conforme a tubulação é assentada, são executadas as bocas de lobo, caixas de ligação, os


poços de visita e as caixas de queda seguindo as recomendações do projeto, contudo, as bocas
de lobo não são concluídas nesta fase, elas são finalizadas após a execução do meio-fio, até lá
estas ficam com tampas provisórias, o mesmo ocorre com os poços de visitas que tem suas
chaminés de acesso edificadas quando se está executando a base.
Durante o assentamento de tubos e durante a execução das caixas deve-se também tomar
muito cuidado com relação à estabilidade das paredes das valas para que se evitem
desmoronamentos. Não se deve trabalhar nestes locais em dias com o solo com umidade
muito elevada e não é permitido por questões de segurança que os maquinários trafeguem ao
lado das valas em situação alguma. Estes são serviços de alto risco para os funcionários é
responsabilidade do engenheiro tomar todas as medidas possíveis a fim de garantir a
estabilidade da região onde se está trabalhando.
Fotografia 7- Início de execução do poço de visita da rede pluvial

Os poços de visita e caixas de passagem são dispositivos localizados em pontos convenientes


do sistema de drenagem que permitem mudanças de direção, mudança de declividade,
mudança de diâmetro e inspeção e limpeza das canalizações.
Após a confecção das galerias com todos seus componentes devem ser reaterradas com
materiais sem excesso de umidade, sendo que, 70% do volume de reaterro não recebe
compactação enquanto o volume que compõem o trecho superior da vala (30% do volume
total) deve ser compactado em camadas não superiores a 30 cm de altura de material não
compactado. Para a realização dessa compactação trafega-se a máquina utilizada no
assentamento sobre a vala, de maneira que uma das esteiras fique centralizada a vala a ser
compactada.
Na extremidade das galerias de águas pluviais deve ser construído um emissário com
dissipador de energia a fim de evitar que a água canalizada ocasione erosões no leito do rio
em que está sendo realizado o lançamento do volume de água coletado.
Fotografia 8- Poço de visita da rede de esgoto

3 REFERÊNCIAS

http://www.fazfacil.com.br/reforma-construcao/tabeira-gabarito-como-fazer/

http://www.gerec.ct.utfpr.edu.br/estagioemprego/relatoriofinal/1060635_579.pdf

http://www.gerec.ct.utfpr.edu.br/estagioemprego/relatoriofinal/1060554_534.pdf

http://cmd.mg.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/Memorial.pdf