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ABRIL 2006 Projeto NBR ISO 5167-1

Medição de vazão de fluidos por


dispositivos de pressão diferencial,
ABNT – Associação
Brasileira de
inseridos em condutos forçados de
Normas Técnicas seção transversal circular
Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 28º andar
CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro – RJ
Parte 1:Princípios e requisitos gerais
Tel.: PABX (021) 3974-2300
Fax: (021) 2220-6436
Endereço eletrônico:
www.abnt.org.br
Origem – ISO 5167-1, 2003 e NBR ISO 5167-1:1994
ABNT/CB-04 – Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos
CE-04:005.10 – Comissão de Estudo de Instrumentos de Medição de Vazão de
Fluidos.
NBR ISO 5167 – Mesurement of fluid flow by menas of pressure differential devices
inserted in circular cross section conduits runing full – part 1: General principles
Copyright © 2004, and requirements
ABNT–Associação Brasileira Descriptors: flow meter, orifice plate, nozzles, measurement instrument.
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil Esta Norma substitui a NBR ISO 5167-1:1994
Todos os direitos reservados

Palavras-chave: Medição de vazão, bocais, placa de 28 páginas


orifício, Venturi.

Sumário
Prefácio
Introdução
1.Objetivo
2. Referências Normativas
3. Termos e Definições
4. Símbolos e Subscritos
4.1 Símbolos
4.2 Subscritos
5. Princípio do método de medição e cálculo
5.1 Princípio do método de medição
5.2 Método de determinação da razão do diâmetro do dispositivo primário padrão selecionado
5.3 Cálculo de vazão
5.4 Determinação de massa específica, pressão e temperatura
6. Requisitos gerais para as medições
6.1 Elemento primário
6.2 Natureza do fluido
6.3 Condições de escoamento
7. Requisitos de instalação
7.1 Geral
7.2 Trechos retos mínimos a jusante e a montante
7.3 Requisitos gerais para condições de escoamento no elemento primário
7.4 Condicionadores de escoamento (consulte também o Anexo C)
8. Incertezas na medição de vazão
8.1 Definição de Incerteza
8.2 Cálculo prático da incerteza
2 NBR ISO 5167-1/2006

Anexo A (informativo) Cálculos Iterativos


Anexo B (informativo) Exemplos de valores de rugosidade equivalente uniforme, k, da parede de tubulação
Anexo C (informativo) Condicionadores e retificadores de escoamento
Bibliografia

Prefácio

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de
Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por
representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros
(universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS circulam para consulta
nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.

A NBR ISO 5167-1 foi elaborada pela Comissão de Estudos de medidores de vazão do Comitê Brasileiro de
equipamentos mecânicos (CB 04) da ABNT, tendo como base o texto original da norma ISO 5167-1: 2003 Mesurement
of fluid flow by means of pressure differential devices inserted in circular cross section conduits runing full – part 1:
General principles and requirements.

Esta segunda edição da NBR ISO 5167-1, cancela e substitui a primeira edição (NBR ISO 5167-1:1994).

A NBR ISO 5167 consiste nas seguintes partes, sob o título geral de Medição de vazão de fluidos por dispositivos de
pressão diferencial inseridos em condutos forçados de seção transversal circular:

– Parte 1: Princípios e Requisitos Gerais


– Parte 2: Placas de orifício
– Parte 3: Bocais e bocais Venturi
– Parte 4: Tubos Venturi

Introdução

A NBR ISO 5167, composta de quatro partes, abrange a geometria e o método de utilização (condições de instalação e
operação) de placas de orifício, bocais e tubos Venturi, quando inseridos em condutos forçados, para determinar a
vazão do fluido e sua respectiva incerteza.

A NBR ISO 5167 se aplica apenas a dispositivos de pressão diferencial em que o escoamento permanece subsônico na
seção de medição e onde o fluido pode ser considerado monofásico, mas não se aplica à medição de escoamento
pulsante. Esses dispositivos podem ser usados apenas dentro dos limites especificados de diâmetro do tubo e número
de Reynolds.

A NBR ISO 5167 trata de dispositivos com os quais foram feitos experimentos de calibração direta suficientes em
número, amplitude e qualidade para permitir, baseados em seus resultados, a aplicação de sistemas coerentes e
estabelecer coeficientes com determinados limites previsíveis de incerteza.

Os dispositivos inseridos na tubulação são chamados “elementos primários”. O termo elemento primário também inclui
as tomadas de pressão. Todos os outros instrumentos ou dispositivos necessários para a medição são conhecidos
1)
como “elementos secundários”. A NBR ISO 5167 abrange os elementos primários; os elementos secundários são
abordados apenas ocasionalmente.

A NBR ISO 5167 é composta de quatro partes:

a) A NBR ISO 5167-1 apresenta termos e definições gerais, símbolos, princípios e requisitos, bem como os métodos
de medição e de estimativa de incerteza que devem ser utilizados em conjunto com as partes 2 a 4 da NBR ISO
5167.
b) A Parte 2 da NBR ISO 5167 especifica as placas de orifício que podem ser usadas com tomadas de pressão no
2)
canto (corner taps), no raio (D e D/2 ) e no flange (flange taps).

1)
Consultar a ISO 2186, Fluid flow in closed conduits – Connections for pressure signal transmissions
between primary and secondary elements..
2)
Placas de orifício com tomadas de pressão de vena contracta não são consideradas na ISO 5167.
NBR ISO 5167-1/2006 3

c) A Parte 3 da NBR ISO 5167 especifica os bocais ISA 19323), bocais de raio longo e bocais Venturi, que diferem
entre si na forma e posição das tomadas de pressão.
d) A Parte 4 da NBR ISO 5167 especifica tubos Venturi clássicos4).

Aspectos de segurança não são abordados nas partes 1 a 4 da NBR ISO 5167. É responsabilidade do usuário garantir
que o sistema cumpra os regulamentos de segurança aplicáveis.

1. Objetivo

Esta parte da NBR ISO 5167 define os termos e símbolos e estabelece os princípios e métodos gerais de medição e
cálculo de vazão de fluidos utilizando-se dispositivos de diferencial de pressão (placas de orifício, bocais e tubos
Venturi) inseridos em um conduto forçado de seção transversal circular.

Esta parte da norma também especifica os requisitos gerais para os métodos de medição, instalação e estimativa de
incerteza de medição de vazão. Ela também especifica os limites gerais do diâmetro do tubo e número de Reynolds
aplicáveis a estes dispositivos de pressão diferencial.

A NBR ISO 5167 (todas as partes) se aplica apenas ao escoamento que permanece subsônico na seção de medição e
onde o fluido pode ser considerado como monofásico. Não se aplica a medição de escoamento pulsante.

2 Referências Normativas

Os documentos referidos a seguir são indispensáveis na aplicação desta norma. Para referências datadas, apenas a
edição citada se aplica. Para referências sem data, a última edição do referido documento (incluindo alterações) se
aplica.

ISO 4006:1991, Measurement of fluid flow in closed conduits – Vocabulary and symbols

NBR ISO 5167-2, Medição de vazão de fluidos por dispositivos de pressão diferencial inseridos em condutos forçados
de seção transversal circular – Parte 2: Placas de orifício

NBR ISO 5167-3 Medição de vazão de fluidos por dispositivos de pressão diferencial inseridos em condutos forçados
de seção transversal circular – Parte 3: Bocais e bocais Venturi

NBR ISO 5167-4, Medição de vazão de fluidos por dispositivos de pressão diferencial inseridos em condutos forçados
de seção transversal circular – Parte 4: Tubos Venturi

Nota: No momento da publicação desta norma as partes 2, 3 e 4 da norma ISO 51267:2003 estavam em processo de
versão para norma NBR ISO.

3. Termos e Definições

Para os propósitos deste documento se aplicam os termos e definições fornecidos na ISO 4006 e os apresentados a
seguir.

Nota: Apresentam-se a seguir apenas os termos e definições utilizados em algum sentido especial ou por considerar-
se útil enfatizar o significado.

3.1 Medição de Pressão

3.1.1 Tomada de pressão na parede: Rasgo anular ou furo circular perfurado na parede da tubulação de modo que a
borda do furo esteja nivelada com a superfície interna da tubulação.

3.1.2 Pressão estática de um fluido escoando em uma tubulação, p: Pressão que pode ser medida conectando um
instrumento de medição de pressão a uma tomada de pressão na parede.

Nota: Apenas o valor da pressão estática absoluta é considerado na NBR ISO 5167 (todas as partes).

3.1.3 Pressão diferencial, ∆p: Diferença entre as pressões estáticas medidas entre tomadas de pressão na parede a
montante e a jusante de um elemento primário (ou na garganta de um tubo ou bocal Venturi), inserido em um trecho

3)
ISA é a abreviatura para a Federação Internacional de Associações de Normas Internacionais, sucedida
pela ISO em 1946.
4)
Nos Estados Unidos, o tubo Venturi clássico é algumas vezes chamado de tubo Herschel Venturi.
4 NBR ISO 5167-1/2006

reto de tubulação no qual ocorre o escoamento, levando-se em conta as diferenças de altura entre as tomadas a jusante
e a montante.

Nota: Na NBR ISO 5167 (todas as partes) o termo "pressão diferencial" é usado apenas se as tomadas de pressão
estiverem nas posições especificadas para cada dispositivo primário padrão.

3.1.4 Razão de pressão: razão entre a pressão (estática) absoluta na tomada de pressão a jusante e a pressão
(estática) absoluta na tomada de pressão a montante

3.2 Elementos primários

3.2.1 Garganta do orifício: Abertura de menor seção transversal de um elemento primário.

Nota: Como padrão, os orifícios de elementos primários são circulares e coaxiais com a tubulação.

3.2.2 Placa de orifício: Placa fina na qual foi usinada uma abertura circular.

Nota: Placas de orifício padronizadas são descritas como "placas finas" e "com borda quadrada de canto vivo", porque
a espessura da placa é pequena comparada com o diâmetro da seção de medição e porque a borda a montante do
orifício é quadrada e de canto vivo.

3.2.3 Bocal: Dispositivo que consiste em uma entrada convergente conectada a uma seção cilíndrica geralmente
conhecida como "garganta"

3.2.4 Bocal Venturi: Dispositivo que consiste em uma entrada convergente, que é um bocal padronizado pela ISA
1932, conectado a um trecho cilíndrico conhecido como "garganta", seguido de uma seção cônica de expansão
chamada "divergente" .

3.2.5 Tubo Venturi: Dispositivo que consiste em uma entrada cônica convergente conectada a um trecho cilíndrico
chamado "garganta", seguida de uma seção cônica de expansão chamada "divergente" .

3.2.6 Razão de diâmetros, β (de um elemento primário utilizado em um determinado tubo): Razão entre o diâmetro do
orifício ou garganta do elemento primário e o diâmetro interno da tubulação a montante do elemento primário.

Nota: Quando o elemento primário possui uma seção cilíndrica a montante com o mesmo diâmetro do tubo (como no
caso do tubo Venturi clássico), a razão de diâmetros é a razão entre o diâmetro da garganta e o diâmetro da seção
cilíndrica no plano dos tomadas de pressão a montante.

3.3 Escoamento

3.3.1 vazão, q: massa ou volume de fluido que passa pelo orifício (ou garganta) por unidade de tempo.

3.3.1.1 vazão em massa, vazão mássica, qm: massa de fluido que passa pelo orifício (ou garganta) por unidade de
tempo.

3.3.1.2 vazão de volume, vazão volumétrica, qv: volume de fluido que passa pelo orifício (ou garganta) por unidade de
tempo.

Nota: No caso da vazão volumétrica, é necessário estabelecer a pressão e temperatura em que se baseia o volume.

3.3.2 Número de Reynolds, Re: Parâmetro adimensional que expressa a razão entre a inércia e as forças viscosas

3.3.2.1 Número Reynolds do tubo, ReD: Parâmetro adimensional que expressa a razão entre a inércia e as forças
viscosas no tubo a montante do ponto de medição.

V1 D 4q m
Re D = =
v1 πµ1 D
3.3.2.2 Número Reynolds do orifício ou da garganta, Red: Parâmetro adimensional que expressa a razão entre a
inércia e as forças viscosas no orifício ou garganta do elemento primário

Re D
Re d =
β
3.3.3 Expoente isentrópico, k: Razão entre a variação relativa na pressão e a correspondente variação relativa na
massa específica, sob condições de transformação adiabáticas reversíveis (isentrópicas) elementares.
NBR ISO 5167-1/2006 5

Nota 1: O expoente isentrópico k aparece na fórmula diferente para o fator de expansão ε e varia com a natureza do
gás e com sua temperatura e pressão.

Nota 2: Existem muitos gases e vapores para os quais não foram publicados valores para k¸ especialmente para uma
faixa ampla de pressão e temperatura. Neste caso, para os propósitos da ISO 5167 (todas as partes), a razão entre o
calor específico a pressão constante e o calor específico a volume constante de gases ideais pode ser usada no lugar
do expoente isentrópico.

3.3.4 Coeficiente de Joule Thompson ou Coeficiente isentálpico de temperatura-pressão, µJT: Variação da


temperatura em relação à pressão a uma entalpia constante:

Ou

Onde

T é a temperatura absoluta;
p é a pressão estática de um fluido que escoa em uma tubulação;
H é a entalpia;
Ru é a constante universal dos gases;
Cm.p é calor específico molar à pressão constante;
Z é o fator de compressibilidade

Nota: O coeficiente Joule Thompson pode ser calculado e varia com a natureza do gás e sua temperatura e pressão.

3.3.5 Coeficiente de descarga, C: Coeficiente, definido para um escoamento de fluido incompreensível, que relaciona
a vazão real com a vazão teórica através de um elemento primário, e é determinado pela fórmula para fluidos
incompressíveis:

Nota 1: A calibração de elementos primários padrão por meio de fluidos incompressíveis (líquidos) mostra que o
coeficiente de descarga depende apenas do número Reynolds para um determinado elemento primário em uma
determinada instalação.

O valor numérico de C é o mesmo para instalações diferentes desde que estas instalações sejam geometricamente
semelhantes e que os escoamentos sejam caracterizados por números de Reynolds idênticos.

As equações para os valores numéricos de C apresentados na ISO 5167 (todas as partes) baseiam-se em dados
determinados experimentalmente.

A incerteza no valor de C pode ser reduzida por calibração em um laboratório adequado.

Nota 2: A quantidade 1/ 1 − β 4 é chamada “fator do perfil de velocidade”, e o produto

É chamado “coeficiente de vazão”.

3.3.6 Fator de expansão, ε: Coeficiente usado para levar em conta a compressibilidade do fluido.
6 NBR ISO 5167-1/2006

Nota: A calibração de um determinado elemento primário com fluido compressível (gás) mostra que a razão

depende do valor do número do Reynolds e também dos valores da razão de pressão e do expoente isentrópico do gás.

O método adotado para representar estas variações consiste em multiplicar o fator de expansão ε pelo coeficiente de
descarga C do elemento primário considerado, que é determinado pela calibração direta com líquidos para o mesmo
valor do número de Reynolds.

O fator de expansão ε é igual à unidade quando o fluido é considerado incompressível (líquido) e é menor que a
unidade quando o liquido é compressível (gasoso).

Este método é possível porque os experimentos mostram que ε é praticamente independente do número Reynolds e,
para uma determinada razão de diâmetros (β) de um determinado elemento primário, ε depende apenas da razão de
pressão (τ) e do expoente isentrópico (k).

Os valores numéricos de ε para placas de orifício previstos na ISO 5167-2 baseiam-se nos dados determinados
experimentalmente. Para bocais (ver ISO 5167-3) e tubos Venturi (ver ISO 5167-4) eles se baseiam na equação geral
termodinâmica aplicada à expansão isentrópica.

3.3.7 Desvio médio aritmético do perfil (rugosidade), Ra: Desvio médio aritmético da linha média do perfil que está
sendo medido

Nota 1: A linha média é tal que a soma dos quadrados das distâncias entre a superfície efetiva e a linha média seja
mínima. Na prática, o Ra pode ser medido com um equipamento padrão para superfícies usinadas mas só podem ser
estimados para as superfícies mais rugosas dos tubos. Consulte também a ISO 4288.

Nota 2: Para os tubos, a rugosidade equivalente uniforme k também pode ser usada. Este valor pode ser determinado
experimentalmente (consultar item 7.1.5) ou extraído das tabelas (ver Anexo B).

4. Símbolos e subscritos

4.1 Símbolos
Tabela 1 - Símbolos
a
Símbolo Grandeza Dimensão Unidade SI
C Coeficiente de descarga adimensional –
Cm.p Calor específico molar a pressão constante J/(mol.K)
Diâmetro do orifício ou garganta do elemento primário nas condições
d L m
de operação
Diâmetro interno do tubo a montante ou diâmetro a montante de um
D L m
tubo Venturi clássico nas condições de operação
H Entalpia J/mol
k Rugosidade equivalente uniforme L m
Coeficiente de perda de carga (razão entre perda de carga e a pressão
K 2 adimensional –
dinâmica, pV /2)
l Espaçamento da tomada de pressão L m
L Espaçamento relativo das tomada de pressão: L = l / D adimensional –
p Pressão estática absoluta do fluido Pa
qm Vazão mássica kg/s
qv Vazão volumétrica m3/s
R Raio L m
Ra Desvio médio aritmético do perfil (rugosidade) L m
Ru Constante universal dos gases J/(mol.K)
Re Número Reynolds Adimensional –
ReD Número Reynolds referente a D Adimensional –
Red Número Reynolds referente a d Adimensional –
0
t Temperatura do fluido C
T Temperatura absoluta (termodinâmica) do fluido K
U’ Incerteza relativa Adimensional –
NBR ISO 5167-1/2006 7

V Velocidade média axial do fluido no tubo m/s


Z Fator de compressibilidade Adimensional –
β Relação de diâmetros: β = d/D Adimensional –
b
γ Razão de calores específicos Adimensional –
c c
δ Incerteza absoluta
∆p Pressão diferencial Pa
∆pc Perda de carga no condicionador de escoamento Pa
∆ω Perda de carga no elemento primário Pa
ε Fator de expansão Adimensional –
b
κ Expoente isentrópico Adimensional –
λ Fator de atrito Adimensional –
µ Viscosidade dinâmica do fluido Pa.s
µJT Coeficiente Joule Thompson K/Pa
v Viscosidade cinemática do fluido: v = µ/ρ m2/s
Perda de carga relativa (razão entre a perda de carga e a pressão
ξ Adimensional –
diferencial)
-3
ρ Massa específica do fluido ML kg/m3
τ Relação de pressão: τ = p2/p1 Adimensional –
ø Ângulo total da seção divergente Adimensional rad
a
M = massa, L = comprimento, T = tempo, Θ = temperatura
b
γ é a relação entre o calor específico à pressão constate e o calor específico à volume constante. Para gases ideais, a relação
entre calores específicos e o expoente isentrópico tem o mesmo valor (ver item 3.3.3). Estes valores dependem da natureza do gás.
c
As dimensões e unidades são aquelas das grandezas correspondentes.

4.2 Subscritos

Subscrito Significado
1. plano da tomada de pressão a montante
2. plano da tomada de pressão a jusante

5. Princípio do método de medição e de cálculo

5.1 Princípio do método de medição

O princípio do método de medição baseia-se na instalação de um elemento primário (como uma placa de orifício, um
bocal ou tubo de Venturi) em uma tubulação completamente cheia na qual o fluido está escoando. A instalação do
elemento primário provoca uma diferença de pressão estática entre o lado a montante e a garganta ou o lado a jusante
do elemento. A vazão pode ser determinada a partir do valor medido dessa diferença de pressão, do conhecimento das
características do fluido que escoa, bem como das circunstâncias em que o elemento está sendo usado. Considera-se
que o elemento é geometricamente similar a um outro cuja calibração e que as condições tenha sido realizada nas
mesmas condições de uso (ver ISO 5167-2, ISO 5167-3 ou ISO 5167-4).

A vazão mássica pode ser determinada, uma vez que está relacionada à pressão diferencial dentro dos limites de
incerteza estabelecidos na ISO 5167, pela equação (1):

Da mesma forma, o valor da vazão volumétrica pode ser calculado pela Equação (2):

onde ρ é a massa específica do fluido na temperatura e volume para o qual o volume foi estabelecido.

5.2 Método de determinação da relação de diâmetros do elemento primário normalizado

Na prática, ao determinar a relação de diâmetros de um elemento primário a ser instalado em uma determinada
tubulação, C e ε usados na equação (1) são, em geral, desconhecidos. Portanto, os seguintes itens devem ser
selecionados a priori:
8 NBR ISO 5167-1/2006

– o tipo de dispositivo primário a ser usado; e


– a vazão e o respectivo valor da pressão diferencial.

Os valores de qm e ∆p são então inseridos na equação (1), reescrita como:

Onde a relação de diâmetros do elemento primário selecionado pode ser determinada por iteração (ver Anexo A).

5.3 Cálculo da vazão

O cálculo da vazão, que é um processo puramente aritmético, é efetuado pela substituição dos diferentes termos do
lado direito da equação (1) pelos seus valores numéricos.

Exceto no caso dos tubos Venturi, C pode depender de Re, que depende de qm. Nestes casos, o valor final de C, e
portanto de qm, se obtém por cálculo iterativo. Ver Anexo A para obter orientações sobre a escolha do procedimento de
iteração e estimativas iniciais.

Os diâmetros d e D mencionados nas equações são os valores dos diâmetros em condições de operação. Medições
feitas sob quaisquer outras condições devem ser corrigidas considerando-se possíveis expansões ou contrações do
elemento primário e do tubo devido aos valores da temperatura e pressão do fluido durante a medição.

É necessário conhecer a massa específica e a viscosidade do fluido nas condições de operação. No caso de um fluido
compressível, também é necessário conhecer o expoente isentrópico do fluido nas condições de operação.

5.4 Determinação de massa específica, pressão e temperatura

5.4.1 Geral

Qualquer método para determinação valores confiáveis da massa específica, pressão estática e temperatura do fluido é
aceitável desde que este não interfira com a distribuição do escoamento na seção transversal onde é feita a medição.

5.4.2 Massa específica

É necessário conhecer a massa específica do fluido no plano da tomada de pressão a montante. Esta pode ser medida
tanto diretamente quanto calculada por uma equação de estado apropriada obtida a partir da pressão estática absoluta,
temperatura absoluta e composição do fluido no local.

5.4.3 Pressão Estática

A pressão estática do fluido deve ser medida por meio de uma tomada de pressão individual, por várias tomadas
interconectadas, ou ainda por tomadas em anel piezométrico, se permitidas para a medição de pressão diferencial no
plano das tomadas de pressão para o elemento primário. (ver 5.2 na NBR 5167-2, 5.1.5 ou 5.3.3 na NBR 5167-3 ou 5.4
na NBR 5167-4).

Quando quatro tomadas de pressão são interconectadas para se tomar a pressão a montante, a jusante ou na garganta
do elemento primário, convém que elas estejam conectadas com “T triplos” como mostra a Figura 1. O “T triplo” é muito
usado para medições com tubos Venturi.

A tomada de pressão estática deve estar separada das tomadas de pressão diferencial.

É permitido conectar simultaneamente uma tomada de pressão a um dispositivo de medição de pressão diferencial e a
um dispositivo de medição de pressão estática, desde que se garanta que a conexão dupla não provoque distorções da
medição de pressão diferencial.

5.4.4 Temperatura

5.4.4.1 A medição de temperatura requer cuidados especiais. A temperatura do fluido deve ser medida, de
preferência, a jusante do elemento primário e o poço do termômetro deve ocupar o menor espaço possível. Quando o
poço for instalado a jusante, a distância entre o poço e o elemento primário deve ser de pelo menos 5D e no máximo
15D, quando o fluido for um gás.

No caso de um tubo Venturi esta distância é medida a partir do plano da tomada de pressão da garganta e o
termômetro também deve estar localizado 2D a jusante da extremidade de saída do difusor e em conformidade com os
valores estabelecidos pela NBR ISO 5167-2, NBR ISO 5167-3 ou NBR ISO 5167-4, dependendo do elemento primário,
se o sensor de temperatura estiver localizado a montante.
NBR ISO 5167-1/2006 9

a
Escoamento
b
Seção A-A (a montante) também comum para a seção B-B (a jusante)

Figura 1 – Disposição “T triplo”

Dentro dos limites de aplicação desta parte da NBR ISO 5167 pode-se assumir que as temperaturas a jusante e a
montante do fluido são as mesmas nas tomadas de pressão diferencial. Porém, se o fluido for um gás não ideal, se for
necessária uma exatidão maior e existir uma grande perda de pressão entre a tomada de pressão a montante e a local
onde está se medindo a temperatura, então é necessário calcular a temperatura a montante a partir da temperatura a
jusante, medida a uma distância de 5D a 15D do elemento primário, assumindo-se uma expansão isentálpica entre os
dois pontos.

Para efetuar o cálculo, a perda de pressão ∆ϖ deve ser calculada a partir dos itens 5.4 da NBR ISO 5167-2:2003,
5.1.8, 5.2.8 ou 5.3.6 da NBR ISO 5167-3:2003 ou 5.9 da NBR ISO 5167-4:2003, dependendo do elemento primário.
Assim, a queda de temperatura da tomada a montante para a local onde está se medidndo a temperatura a jusante,
∆T, pode ser avaliada utilizando o coeficiente Joule Thompson, µJT, definido no item 3.3.4:

Nota 1: Trabalhos experimentais[1] mostraram que este é um método apropriado para placas de orifício. Para verificar a
exatidão para outros elementos primários, seriam necessários trabalhos adicionais.

Nota 2: Embora se assuma que ocorre uma expansão isentálpica entre a tomada de pressão a montante e a tomada de
temperatura a jusante, isto não é inconsistente com o fato de que a expansão entre a tomada a montante e a vena
contracta ou garganta ser isentrópica.

Nota 3: Quando a velocidade do gas for maior que aproximadamente 50 m/s, a medição da temperatura pode ser
afetada de uma incerteza adicional associada à recuperação de temperatura.

5.4.4.2 Assume-se que a temperatura do elemento primário e a do fluido a montante do elemento primário são as
mesmas (ver 7.1.7).

6. Requisitos gerais para as medições

6.1 Elemento primário

6.1.1 O elemento primário deve ser fabricado, instalado e utilizado em conformidade com os requisitos apresentados na
NBR ISO 5167.

Quando as características de fabricação ou condições de uso dos elementos primários estiverem fora dos limites
estabelecidos na parte correspondente da NBR ISO 5167, pode ser necessário calibrar o elemento primário
separadamente nas condições reais de uso.
10 NBR ISO 5167-1/2006

6.1.2 A condição do elemento primário deve ser verificada após cada medição ou série de medições, para que a
conformidade com a parte correspondente da NBR ISO 5167 seja mantida.

Deve-se observar que até mesmo fluidos aparentemente neutros podem formar depósitos ou incrustações nos
elementos primários. Mudanças no coeficiente de descarga, que possam ocorrer ao longo do tempo, podem levar a
valores fora das incertezas estabelecidas na parte correspondente da ISO 5167.

6.1.3 O elemento primário deve ser fabricado de material cujo coeficiente de expansão térmica seja conhecido.

6.2 Tipo de fluido

6.2.1 O fluido pode ser compressível ou considerado incompressível.

6.2.2 O fluido deve ser fisica e termicamente homogêneo e monofásico. Soluções coloidais com alto grau de dispersão
(como leite), e apenas estas, são consideradas fluidos monofásicos.

6.3 Condições do escoamento

6.3.1 Nenhuma parte da NBR ISO 5167 prevê a medição em escoamentos pulsantes, que é o assunto da ISO/TR 3313.
A vazão deverá ser constante ou, na prática, variar pouco e lentamente com o tempo.
2]
O escoamento é considerado não pulsante quando:

onde
∆p é o valor médio da pressão diferencial no intervalo de tempo;
∆p ' é o componente flutuante da pressão diferencial;
∆p' rms é a média quadráticados valores de ∆p’.

Só pode se medir corretamente o ∆p’rms utilizando-se um sensor de pressão diferencial de resposta rápida; além disso,
todo o sistema secundário deve estar em conformidade com as recomendações de projeto especificadas na ISO/TR
3313. Normalmente não é necessário verificar se esta condição é satisfeita.

6.3.2 As incertezas especificadas na parte correspondente da NBR ISO 5167 são válidas apenas quando não houver
mudança de fase através do elemento primário. O aumento do diâmetro do orifício ou da garganta do elemento primário
reduz a pressão diferencial, o que pode evitar mudança de fase. Para líquidos, a pressão na garganta não deve cair
abaixo da pressão de vapor do liquido, senão pode ocorrer cavitação.

Para gases, só é necessário calcular a temperatura na garganta se o gás estiver perto de seu ponto de orvalho. A
temperatura do fluido na garganta pode ser calculada assumindo-se uma expansão isentrópica a partir das condições a
montante do elemento primário (pode ser necessário calcular temperatura a montante utilizando-se a equação
apresentada em 5.4.4.1). A temperatura e a pressão na garganta devem ser tal que o fluido esteja na condição
monofásica.

6.3.3 Se o fluido for um gás, a razão de pressão definida no item 3.1.4 deve ser maior ou igual a 0,75.

7. Condições para instalação

7.1 Generalidades

7.1.1 O processo de medição se aplica somente a fluidos que escoam através de uma tubulação de seção transversal
circular.

7.1.2 Na seção de medição a tubulação deve estar completamente preenchida pelo fluido em escoamento.

7.1.3 O elemento primário deve ser fixado entre dois trechos retos de tubulação cilíndrica de diâmetro constante e com
comprimento mínimo especificado, nos quais não existam obstruções ou derivações que não as especificadas no item
6 da NBR ISO 5167-2:2003 , NBR ISO 5167-3 ou NBR ISO 5167-4:2003, conforme o caso, para cada elemento primário
em particular.

A tubulação é considerada retilínea quando o desvio de uma linha reta não ultrapassa 0,4 % ao longo de toda sua
extensão. Uma inspeção visual normalmente é suficiente. É permitida a instalação de flanges em seções retas de tubos
a jusante e a montante do dispositivo primário. Os flanges devem estar alinhados de forma que não provoquem desvios
NBR ISO 5167-1/2006 11

de mais de 0,4 % em relação a uma linha reta. Os comprimentos retos mínimos de tubulação necessários para uma
instalação em particular, conforme o requisito acima, variam com o tipo e a especificação do elemento primário e com
os tipos de conexões envolvidas.

7.1.4 A tubulação deve ser circular em todo seu trecho reto mínimo necessário. A seção transversal pode ser
considerada circular se tiver esta aparência por inspeção visual. A circularidade da parte externa do tubo pode servir
como uma orientação, exceto nas proximidades imediatas (2D) do elemento primário, onde condições especiais devem
ser observadas de acordo com o tipo de elemento primário utilizado.

Tubos com costura podem ser utilizados contanto que o cordão interno de solda seja paralelo ao eixo da tubulação em
todo o seu comprimento e satisfaça os requisitos de instalação para o elemento primário utilizado. Qualquer cordão de
solda não deve ter altura maior que a variação permitida no diâmetro. A menos que seja utilizada uma tomada de
o
pressão do tipo rasgo anular, a costura não pode estar situada em qualquer setor de ± 30 centrado em qualquer
tomada de pressão individual. Se for utilizada uma tomada de pressão tipo rasgo anular, a localização da costura não é
significantiva. Se for utilizado um tubo com costura em espiral, ele deve ser usinado para que se obtenha uma seção
interna lisa.

7.1.5 O interior do tubo deve estar sempre limpo. Resíduos ou defeitos metálicos (descascamentos) que possam se
desprender da parede interna da tubulação devem ser removidos.

O valor aceitável de rugosidade do tubo depende do elemento primário. Em cada caso há limites no valor do desvio
médio aritmético do perfil de rugosidade, Ra (ver 5.3.1 da NBR ISO 5167-2:2003, 5.1.2.9, 5.1.6.1, 5.2.2.6, 5.2.6.1,
5.3.1.9 e 5.3.4.1 da NBR ISO 5167-3:2003 OU 5.2.7 a 5.2.10 e 6.4.2 da NBR ISO 5167-4:2003). A rugosidade da
superfície interna do tubo deve ser medida aproximadamente nas mesmas posições axiais que as utilizadas para
determinar e verificar o diâmetro interno da tubução. Devem ser feitas, no mínimo, quatro medições de rugosidade para
definir a rugosidade da superfície interna da tubulação. Ao se medir Ra, deve-se utilizar um rugosímetro eletrônico que
meça rugosidade média que tenha um valor de limite de medição de não menos que 0,75 mm e uma faixa de trabalho
suficiente para medir valores de Ra encontrados no tubo a ser utilizado. A rugosidade pode mudar com o tempo como
descrito no item 6.1.2, e isto deve ser levado em consideração ao estabelecer a freqüência de limpeza do tubo ou
verificando o valor de Ra.

O valor aproximado de Ra pode ser obtido assumindo-se que Ra é igual a k/π, onde k é a rugosidade equivalente
uniforme como definido no diagrama Moody (ver referência [3] na bibliografia). O valor de k é obtido executando-se um
ensaio de perda de carga em uma amostra de tubo, aplicando-se a equação Colebrook-White (ver 7.4.1.5) para calcular
o valor de k a partir do valor medido do coeficiente de atrito. Valores aproximados de k para materiais diferentes
também podem ser obtidos de diversas tabelas apresentadas na literatura de referência. A tabela B.1 apresenta valores
de k para vários materiais.

7.1.6 A tubulação pode possuir orifícios de dreno e/ou respiro para permitir a remoção de depósitos sólidos e fluidos
aprisionados. Não pode haver, porém, escoamento pelos orifícios de dreno e respiro durante o processo de medição.

Os orificios de dreno ou respiro não devem estar localizados próximos ao elemento primário. Quando não for possível
atender a este requisito, os orificios devem ter diâmetro menor que 0,08D e a sua localização deve ser tal que a
distância, medida em linha reta a partir de cada um desses orificios até a tomada de pressão do elemento primário no
mesmo lado dos orifícios, seja maior que 0,5D. A linha de centro de uma tomada de pressão e a linha de centro de um
orifício de dreno ou respiro devem estar defasadas de pelo menos 30o em relação ao eixo da tubulação.

7.1.7 Pode ser necessário fazer o isolamento do trecho em casos de diferenças significativas entre a temperatura
ambiente e a temperatura do fluido escoando considerando-se a incerteza da medição requerida, o que ocorre
especialmente no caso de medição com fluidos escoando perto de seu ponto crítico, onde pequenas mudanças de
temperatura resultam em grandes mudanças de massa específica. O isolamento da tubulação pode também ser
importante em vazões baixas, onde efeitos de transferência de calor podem causar perfis de temperatura distorcidos,
como por exemplo estratificação de camadas de temperatura de cima para baixo. Também pode haver mudanças no
valor da temperatura média a montante e a jusante do trecho de medição.

7.2 Trechos retos mínimos a jusante e a montante

7.2.1 O elemento primário deve ser instalado na tubulação em uma posição tal que as condições de escoamento
imediatamente a montante se aproximam daquelas de um perfil totalmente desenvolvido e livre de movimentos
rotacionais. As condições que cumprem este requisito são especificadas no item 7.3.

7.2.2 Os trechos retos mínimos entre o elemento primário e singularidades instaladas a montante e a jusante
dependem do elemento primário. Para algumas singularidades comumente utilizadas, como as especificadas no item 6
da NBR ISO 5167-2:2003, NBR ISO 5167-3:2003 ou NBR ISO 5167-4:2003, os trechos retos mínimos de tubulação
indicados nessas normas podem ser utilizados. Porém, um condicionador de escoamento como descrito no item 7.4
permite o uso de trechos retos de tubulações a montante bem menores. O condicionador de escoamento deve ser
instalado a montante do elemento primário onde não houver trecho reto suficiente para obter o nível desejado de
incerteza.
12 NBR ISO 5167-1/2006

7.3 Requisitos gerais para condições de escoamento no elemento primário

7.3.1 Requisitos

Se as condições especificadas previstas no item 6 das normas NBR ISO 5167-2:2003, NBR ISO 5167-3:2003 ou NBR
ISO 5167-4:2003 não puderem ser cumpridas, a parte aplicável da NBR ISO 5167 permanece válida se for possível
comprovar que as condições de escoamento no elemento primário estão em conformidade com o escoamento
totalmente desenvolvido e livre de movimentos rotacionais (como definido nos itens 7.3.2 e 7.3.3) em toda a faixa do
número de Reynolds do processo de medição.

7.3.2 Condições livres de movimentos rotacionais

Considera-se que existem condições livres de movimentos rotacionais quando o ângulo do rotacional em todos os
pontos da seção transversal da tubulação for menor que 2º.

7.3.3 Condições aceitáveis de escoamento

Considera-se que existem condições aceitáveis para o perfil de velocidades quando, em cada ponto na seção
transversal da tubulação, a relação entre a velocidade axial no ponto e a velocidade axial máxima na seção transversal
não diferir mais que 5% da relação que seria obtida com um escoamento livre de movimentos rotacionais, na mesma
posição radial, em uma seção transversal localizada na extremidade de um trecho reto muito longo (maior que 100D)
em uma tubulação similar (escoamento totalmente desenvolvido).

7.4 Condicionadores de escoamento (consulte também o anexo C)


7.4.1 Teste de conformidade

7.4.1.1 Contanto que o condicionador de escoamento tenha passado no teste de conformidade nos itens 7.4.1.2 ao
7.4.1.6 para um determinado elemento primário, o condicionador pode ser utilizado com o mesmo tipo de elemento
primário, com relação de diâmetros até 0,67, a jusante de qualquer singularidade. Não é necessário aumentar a
incerteza do coeficiente de descarga por influência da instalação, se a distância entre o condicionador de escoamento e
o elemento primário e aquela entre a singularidade e o condicionador estiverem em conformidade com o item 7.4.1.6 e o
comprimento do trecho reto a jusante estiver em conformidade com os requisitos para tal elemento primário (coluna 14
da Tabela 3 da NBR ISO 5167-2:2003, coluna 12 da Tabela 3 da NBR ISO 5167-3:2003 ou a Tabela 1 da NBR ISO
5167-4:2003).

7.4.1.2 Ao se utilizar um elemento primário com relação de diâmetros de 0,67, o coeficiente de descarga não deve
diferir mais que 0,23% do obtido em um longo trecho reto, se o condicionador de escoamento for instalado em cada
uma das situações abaixo:

a) em boas condições de escoamento;


b) a jusante de uma válvula gaveta 50% fechada (ou uma placa de orifício segmental);
c) a jusante de uma singularidade que produz movimentos rotacionais intensos (considera-se intenso quando a
singularidade produz um ângulo rotacional de pelo menos 24º a uma distância de 18D a jusante, ou de pelo menos
20º a uma distância de 30D a jusante da singularidade). O movimento rotacional pode ser gerado por um
dispositivo turbilhonador ou por outros meios. Um exemplo deste dispositivo é o turbilhonador Chevron, como
mostra a Figura 2.

A montante das singularidades citadas em b) e c), deve existir um trecho reto de tubulação suficientemente longo de
modo que o elemento primário não seja afetado por quaisquer singularidades que não as definidas em b) ou c).

Nota: Estes testes são necessários para assegurar que o condicionador do escoamento:

– não tenha efeito negativo nas boas condições do escoamento,


– seja eficiente em um escoamento altamente assimétrico, e
– seja eficiente em um escoamento intensamente rotacional, como encontrado a jusante de um coletor (header).

A aplicação deste teste não implica que a medição de vazão deva ser realizada a jusante de uma válvula gaveta
parcialmente fechada; o controle de vazão deve ser feito a jusante do elemento primário. Para se obter informações
sobre o trabalho no qual este teste se baseia e o turbilhonador Chevron, consulte as referências [4] e [5] na Bibliografia.
NBR ISO 5167-1/2006 13

a
Escoamento
Figura 2 – Turbilhonador Chevron

7.4.1.3 Ao utilizar um elemento primário com relação de diâmetros 0,4, o coeficiente de descarga não deve diferir
mais que 0,23% do obtido em um longo trecho reto, quando o condicionador de escoamento é instalado a jusante da
mesma singularidade do item 7.4.1.2 c).

Nota: Este teste deve ser incluído, caso ainda haja movimento rotacional a jusante do condicionador. O movimento
rotacional pode ter mais efeito no coeficiente de descarga de β = 0,4 do que de β = 0,67.

7.4.1.4 Para estabelecer a aceitabilidade da instalação de teste e do elemento primário com o qual o teste está
sendo aplicado, os coeficientes de descarga para cada elemento primário, medidos em um longo trecho reto, devem
estar dentro dos limites de incerteza do coeficiente de descarga para um elemento primário não calibrado, como
calculado pelas equações apresentadas em:

– 5.3.2.1 e 5.3.3.1 da NBR ISO 5167-2:2003 para uma placa de orifício;


– 5.1.6.2 e 5.1.7.1 da NBR ISO 5167-3:2003 para um bocal ISA 1932;
– 5.2.6.2 e 5.2.7.1 da NBR ISO 5167-3:2003 para um bocal de raio longo;
– 5.3.4.2 3 5.3.5.1 da NBR ISO 5167-3:2003 para um bocal Venturi;
– 5.5.2 e 5.7.1 da NBR ISO 5167-4:2003 para um tubo Venturi com uma seção convergente fundida em bruto;
– 5.5.3 e 5.7.2 da NBR ISO 5167-4:2003 para um tubo Venturi com uma seção convergente usinada; ou
– 5.5.4 e 5.7.3 da NBR ISO 5167-4:2003 para um tubo Venturi com uma seção convergente em chapa soldada em
bruto.

Para estes testes, primeiramente deve ser eliminado o movimento rotacional para depois estabelecer um trecho reto
suficiente a montante do elemento primário. Para uma placa de orifício, um comprimento de 70D seria suficiente.

7.4.1.5 Para o condicionador de escoamento ser aceitável em qualquer número Reynolds, é necessário que ele não
só atenda aos requisitos dos itens 7.4.1.2 e 7.4.1.3 para um número de Reynolds, mas também que atenda aos
requisitos dos itens a) ou b) ou c) do item 7.4.1.2 para um segundo número de Reynolds. Se os dois números de
Reynolds forem Rebaixo e Realto, então eles devem atender aos seguintes critérios:

104 ≤ Relow ≤ 106 e Rehigh ≥ 106

λ(Relow) – λ(Rehigh) ≥ 0,003 6


14 NBR ISO 5167-1/2006

onde λ é o fator de atrito do tubo (consultar Referência [3] na Bibliografia), que pode ser obtido graficamente através do
diagrama de Moody ou da equação de Colebrook-White

Considerando-se k como π Ra.

Se apenas for desejado usar o condicionador do fluxo para ReD > 3 x 106, é suficiente realizar o teste do item 7.4.1.2
para um único valor de ReD maior que 3 x 106.

Para que o condicionador de escoamento seja aceitável para qualquer diâmetro de tubulação, é necessário que ele não
só esteja em conformidade com os itens 7.4.1.2 e 7.4.1.3 para um diâmetro de tubulação, mas também que esteja em
conformidade com os itens a) ou b) ou c) do item 7.4.1.2 para um segundo diâmetro de tubulação. Se os dois diâmetros
da tubulação forem Dsmall e Dlarge, eles devem estar em conformidade com os seguintes critérios:

Dsmall ≤ 110 mm (4 polegadas nominal) e Dlarge ≥ 190 mm (8 polegadas nominal).

Nota 1: Os requisitos do fator de atrito são determinados de modo que ocorra uma mudança suficiente no perfil de
velocidade para que o coeficiente de descarga varie pelo menos o dobro da máxima alteração permitida para o
coeficiente de descarga devido à instalação, para uma placa de orifício. A partir das referências [6] e [7] da Bibliografia,
o efeito das mudanças no fator de atrito é fornecido por:

Considerando-se C igual a 0,6 e a mudança mínima necessária em C como 1,26 β – 0,384 % para β ≥ 0,67, obtém-se:

Nota 2: Embora para um bocal o efeito de ∆λ em C seja diferente de seu efeito em uma placa de orifício, os valores
especificados do número de Reynolds para o teste de conformidade são considerados apropriados.

Visto que apenas uma pequena faixa do número de Reynolds é permitida na NBR ISO 5167-3 ou NBR ISO 5167-4 para
um bocal Venturi e um tubo Venturi, um condicionador de escoamento é aceitável nesta faixa se tiver passado no teste
de conformidade para um único número Reynolds.

7.4.1.6 As distâncias entre o condicionador de escoamento e o elemento primário e entre a singularidade a


montante e o condicionador de escoamento, consideradas nos testes, determinam as distâncias aceitáveis quando o
medidor estiver em operação. As distâncias devem ser expressas em termos do número de diâmetros do tubo.

7.4.1.7 Se for preciso realizar um teste de conformidade para um condicionador de escoamento para β maior que
0,67, o condicionador deve estar primeiramente em conformidade com os itens 7.4.1.2 a 7.4.1.5. Então, o teste descrito
nos itens 7.4.1.2, 7.4.1.4 e 7.4.1.5 deve ser conduzido para um valor máximo de β (βmax ) no qual o condicionador será
usado e a variação permitida no coeficiente de descarga é aumentada para (0,63 βmax - 0,192)%.

No caso do item 7.4.1.5:

Desta forma, se o condicionador passar nos testes de conformidade citados, pode-se considerar que ele passou no
teste para β ≤ βmax., As distâncias aceitáveis entre o condicionador de escoamento e o elemento primário e entre a
singularidade a montante e o condicionador de escoamento são determinadas como mostra o item 7.4.1.6.

7.4.2 Teste Específico

Se um teste de conformidade não tiver sido realizado para permitir o uso de um condicionador de escoamento a jusante
de qualquer singularidade, pode ser necessário realizar um teste específico. É considerado satisfatório se o teste na
instalação mostrar uma variação menor que 0,23% no coeficiente de descarga, em relação à obtida com um longo tubo
reto.

A variação permitida no coeficiente de descarga pode ser aumentada para (0,63β – 0,192)% para 0,67 < β ≤ 0,75 (ou
0,67 < β ≤ 0,8 no caso de um bocal ou 0,67 < β ≤ 0,775 no caso de um bocal Venturi). Nesta situação, não é necessário
aumentar a incerteza do coeficiente de descarga para levar em conta a instalação.
NBR ISO 5167-1/2006 15

8. Incertezas da medição de vazão

Nota: Informações abrangentes sobre o cálculo de incerteza de uma medição de vazão com exemplos são fornecidas
1
na ISO/TR 5168:1998 .

8.1 Definição de Incerteza

8.1.1 Para os propósitos da NBR ISO 5167 (todas as partes), a incerteza é definida como um intervalo sobre o
resultado de uma medição que se espera que abranja aproximadamente 95% da distribuição dos valores que poderiam
ser razoavelmente atribuídos ao mensurando.

8.1.2 A incerteza na medição de vazão deve ser calculada e fornecida sob este nome sempre que uma medição é
feita em conformidade com a parte aplicável da NBR ISO 5167.

8.1.3 A incerteza pode ser expressa em termos absolutos ou relativos e o resultado da medição da vazão pode ser
fornecido por uma das seguintes formas:

– vazão = q ± δq

– vazão = q (1 ± U’q)

– vazão = q dentro de (100U’q) %

onde a incerteza δq deve ter as mesmas dimensões que q, enquanto U’q = δq/q é adimensional.

8.1.4 Por conveniência, é feita uma distinção entre as incertezas decorrentes de medições feitas pelo usuário e
aquelas ligadas às grandezas especificadas na parte aplicável da NBR ISO 5167. Estas últimas incertezas são sobre o
coeficiente de descarga e o fator de expansão; elas informam a incerteza mínima que pode afetar a medição, uma vez
que o usuário não tem controle sobre estes valores. As incertezas ocorrem porque são permitidas pequenas variações
na geometria do instrumento e porque as experiências nas quais se baseiam estes valores podem ter sido feitas com
uma certa incerteza, sob condições não “ideais”.

8.2 Cálculo prático da incerteza

8.2.1 Incertezas dos componentes

A partir da Equação (1), o cálculo da vazão mássica qm é dado por:

De fato, as diversas grandezas que aparecem no lado direito desta equação não são independentes, de modo que não
é correto calcular a incerteza de qm diretamente a partir das incertezas destas grandezas.

Por exemplo, C é uma função de d, D, V1, v1 e ρ1 e ε é uma função de d, D, ∆p, p1 e κ.

8.2.1.1 Todavia é suficiente para a maior parte dos propósitos práticos assumir que as incertezas de C , d, ε, ∆p e ρ1
são independentes entre si.

8.2.1.2 Uma equação prática de trabalho para δqm pode então ser derivada, levando-se em consideração a inter-
dependência de C em d e D que entra no cálculo como uma conseqüência da dependência de C em β. Nota-se que C
também pode ser dependente do número de Reynolds ReD. Todavia, os desvios de C devido a estas influências são de
segunda ordem e estão incluídos na incerteza de C.

Similarmente, os desvios de ε que se devem às incertezas no valor de β, à relação de pressão e ao expoente


isentrópico também são de segunda ordem e estão incluídos na incerteza de ε. A contribuição para a incerteza devido
aos termos de covariância pode ser considerada desprezível.

8.2.1.3 As incertezas que devem ser incluídas em uma equação prática de trabalho para δqm são, portanto, aquelas
das grandezas C, ε, d, ∆p e ρ1.

1
A norma ISO/TR 5168:1998 foi substituída em 2005 por uma nova versão, conciliada com a ISO GUM (Guide of
Uncertainty Measurement), e o conteúdo apresentado neste item da norma deve ser considerado com restrições. A ISO
5168:2005 está no momento em fase de implentação como NBR ISO 5168.
16 NBR ISO 5167-1/2006

8.2.2 Equação prática de trabalho

8.2.2.1 A equação prática de trabalho para a estimativa de incerteza, δqm, da vazão mássica é dada pela Equação (3)
a seguir:

Na Equação (3), algumas das incertezas, tais como aquelas do coeficiente de descarga e fator de expansão, são
fornecidas nos itens 8.2.2.2 e 8.2.2.3, enquanto outras devem ser determinadas pelo usuário (consultar itens 8.2.2.4 e
8.2.2.5).

8.2.2.2 Na Equação (3), os valores de δC/C e δε/ε devem ser tomados da parte aplicável da NBR ISO 5167.

8.2.2.3 Quando os trechos retos forem tais que uma incerteza adicional de 0,5% tenha que ser considerada, esta
incerteza adicional deve ser somada aritmeticamente de acordo com os requisitos previstos nos itens 6.2.4 da NBR ISO
5167-2:2003, NBR ISO 5167-3:2003, e não quadraticamente com as outras incertezas na equação dada anteriormente.
Outras incertezas adicionais (consultar 6.4.4 e 6.5.3 da NBR ISO 5167-2:2003 e 6.4.4 da NBR ISO 5167-3:2003) devem
ser somadas aritmeticamente da mesma forma.

8.2.2.4 Na Equação (3), os valores máximos de δD/D e δd/d, obtidos das especificações dadas nos itens 6.4.1 da
NBR ISO 5167-2:2003, 6.4.1 da NBR ISO 5167-3:2003 e 5.2.2 da NBR ISO 5167-4:2003, e 5.1.8 da NBR ISO 5167-
2:2003, 5.1.2.5, 5.2.2.3 e 5.3.1.6 da NBR ISO 5167-3:2003 e 5.2.4 da NBR ISO 5167-4:2003 respectivamente, podem
ser adotados ou, alternativamente, podem ser calculados pelo usuário valores mínimos reais (O valor máximo para
δD/D pode ser tomado como 0,4%, enquanto que o máximo para δd/d pode ser tomado como 0,1%).

8.2.2.5 Os valores de δ∆p/∆p e δρ1/ρ1 devem ser determinados pelo usuário, porque a parte aplicável da NBR ISO
5167 não especifica em detalhes o método de medição das grandezas de ∆p e ρ1. As incertezas na medição de ambas
as grandezas podem incluir componentes estabelecidos pelos fabricantes como uma porcentagem de fundo de escala.
O cálculo da incerteza em porcentagem inferior ao fundo de escala deve refletir esta incerteza aumentada.

8.2.2.6 Para fornecer uma incerteza geral de qm com um nível de confiança de aproximadamente 95%, as incertezas
determinadas pelo usuário também devem ser obtidas com um nível de confiança de aproximadamente 95%.
NBR ISO 5167-1/2006 17

Anexo A
(informativo)

Cálculos Iterativos

Um procedimento de cálculo iterativo é necessário quando um problema não puder ser resolvido através de métodos de
cálculo direto (ver 5.3).

No caso das placas de orifício, por exemplo, são sempre necessários procedimentos iterativos para calcular:

– a vazão qm para valores dados de µ1, ρ1, D, ∆p e d,


– o diâmetro do orifício d e β para valores dados de µ1, ρ1, D, ∆p e qm,
– a pressão diferencial ∆p para valores dados de µ1, ρ1, D, d e qm, e
– os diâmetros D e d para valores dados de µ1, ρ1, β, ∆p e qm.

O princípio é reagrupar em um membro todos os valores conhecidos da equação básica da vazão (3):

e os valores não conhecidos em outro membro.

O membro que contém todos os valores conhecidos é chamado de “invariante” (denominado “An” na tabela A.1) do
problema.

Um primeiro valor tentativo X1 é introduzido no membro desconhecido e resulta em uma diferença δ1 entre os dois
membros. Repete-se o processo, estimando-se um outro valor X2 e calculando-se uma nova diferença δ2.

Os valores X1, X2, δ1 e δ2 são então introduzidos em um algoritmo linear que calcula X3 ... Xn e δ3 ... δn até que ‫ ׀‬δn ‫ ׀‬seja
menor do que um determinado valor, ou até que dois valores sucessivos de X ou de δ sejam considerados “iguais” para
uma determinada precisão.

Um exemplo de um algoritmo linear com convergência rápida é

Se os cálculos forem realizados com uma calculadora numérica programável, o uso de um algoritmo linear reduz
apenas levemente os cálculos resultantes por meio de sucessivas substituições, no caso dos cálculos encontrados em
aplicações relacionadas a esta parte da NBR ISO 5167.

Notar que os valores de d, D e β a serem introduzidos nos cálculos são aqueles das “condições de trabalho” (ver item
5.3).

Para as placas de orifício, se a placa e a tubulação forem feitas de materiais diferentes, é possível que não seja
desprezível a variação em β devido à temperatura de trabalho.

A tabela A.1 mostra exemplos de esquemas completos para cálculos iterativos.


18

Tabela A.1 – Esquemas para cálculo iterativo

Em determinados valores de

Encontrar

Invariante “An”

Equação de iteração

Variável no algoritmo linear

Critério de precisão (onde n é


escolhido pelo usuário)

C = 0,606 (placa de orifício),


Primeira suposição C = 1 (outros dispositivos
(se nos furos do flange)
primários)

Resultados
Se o fluido é um líquido, ∆p é
obtido no primeiro circuito
NBR ISO 5167-1/2006
NBR ISO 5167-1/2006 19

Anexo B
(informativo)

Exemplos de valores de rugosidade equivalente uniforme, k,da parede da tubulação

Tabela B.1 – Valores de k

Valores em milímetros
Material Condição k Ra
Latão, cobre, alumínio,
Liso, sem sedimentos < 0,03 < 0,01
plástico, vidro
Novo, não oxidado < 0,03 < 0,01
Novo, trefilado a frio sem costuras < 0,03 < 0,01
Novo, trefilado a quente sem costuras

Novo, laminado sem costura ≤ 0,10 ≤ 0,03


Novo, soldado longitudinalmente
Aço Novo, soldado helicoidalmente 0,10 0,03
Levemente enferrujado 0,10 a 0,20 0,03 a 0,06
Enferrujado 0,20 a 0,30 0,06 a 0,10
Incrustado 0,50 a 2 0,15 a 0,6
Muito incrustado >2 >0,6
Betumado, novo 0,03 a 0,05 0,01 a 0,015
Betumado, normal 0,10 a 0,20 0,03 a 0,06
Galvanizado 0,13 0,04
Novo 0,25 0,08
Enferrujado > 1,5 0,3 a 0,5
Ferro fundido
Incrustado 1,0 a 1,5 >0,5
Betumado, novo 0,03 a 0,05 0,01 a 0,015
Revestido e não revestido, novo < 0,03 < 0,01
Cimento amianto
Não revestido, normal 0,05 0,015
k
Nota: Neste caso, Ra foi calculado com base em Ra ≈ .
π
20 NBR ISO 5167-1/2006

Anexo C
(informativo)

Condicionadores e Retificadores de Escoamento

C.1 Geral

Os condicionadores de escoamento podem ser classificados como condicionadores de escoamento verdadeiros ou


retificadores de escoamento. Na NBR ISO 5167 (todas as partes), que não neste anexo, o termo “condicionador de
escoamento” é utilizado para descrever os condicionadores de escoamento verdadeiros e retificadores de escoamento.

A inclusão neste anexo não significa que um condicionador ou retificador de escoamento tenha passado no teste de
conformidade no item 7.4.1 com qualquer elemento primário especifico em qualquer local específico. Dispositivos que
passaram no teste de conformidade previsto no item 7.4.1 com qualquer elemento primário específico são mostrados
nas partes relevantes da NBR ISO 5167.

Não se pretende que as descrições de retificadores e condicionadores de escoamento aqui apresentadas limitem o uso
de outros projetos que foram testados e provados para propiciarem pequenas mudanças no coeficiente de descarga
quando comparadas com os coeficientes de descarga obtidos em um longo trecho reto.

Produtos adequados disponíveis no mercado são dados como exemplos de condicionadores ou retificadores de
escoamento neste Anexo (ver C.2.2 e C.3.2). Estas informações são oferecidas para a conveniência dos usuários desta
parte da NBR ISO 5167 e não constitui endosso destes produtos pela NBR ISO.

C.2 Retificadores de escoamento

C.2.1 Descrição Geral

Um retificador de fluxo é um dispositivo que remove ou reduz significativamente o turbilhonamento, mas pode não
produzir simultaneamente as condições de fluxo especificadas no item 7.3.3.

Exemplos de retificadores de escoamento são os retificadores de feixe de tubos, os retificadores AMCA e os


retificadores Étoile.

C.2.2.1 Exemplos

C.2.2.1 Retificador de escoamento de feixe de tubos

O retificador de escoamento de feixe de tubos consiste em um feixe de tubos paralelos e tangenciais, unidos e mantidos
fixos rigidamente à tubulação (ver Figura C.1). É importante garantir que os diversos tubos estejam paralelos entre si e
ao eixo da tubulação; se estes cuidados não forem observados, o próprio retificador pode introduzir perturbações no
escoamento.

Deve haver pelo menos 19 tubos. Seu comprimento deve ser maior ou igual a 10dt , onde o diâmetro do tubo dt é
apresentado na Figura C 1. Os tubos devem ser montados juntos e o feixe deve ser fixado à tubulação.

Um caso especial [o retificador de feixe de 19 tubos (1998)] é descrito detalhadamente no item 6.3.2 da NBR ISO 5167-
2:2003.
NBR ISO 5167-1/2006 21

Legenda:

1. folga minimizada
2. parede da tubulação
3. espessura da parede do tubo (que é menor que 0,025D)
4. opções do espaçador centralizador – tipicamente 4 locais
a
O comprimento, L, dos tubos deve estar entre 2D e 3D, de preferência o mais próximo possível de 2D.
b
Df = retificador de escoamento fora do diâmetro, e 0,95D ≤ Df ≤ D.

Figura C.1 – Exemplos de retificadores de escoamento de feixe de tubos

O coeficiente de perda de carga, K, para o retificador de escoamento de feixe de tubos depende do número de tubos e
da espessura de sua parede, mas para o retificador de fluxo de feixe de 19 tubos (1998) o coeficiente é de
aproximadamente 0,75, onde K é dado pela seguinte equação:

onde:
∆pc é a perda de carga no retificador ou condicionador de escoamento;
V é a velocidade média axial do fluido na tubulação.
22 NBR ISO 5167-1/2006

Um projeto alternativo do retificador de feixe de tubos tem os tubos fixados no aro exterior de um flange que é
levemente projetado para dentro da tubulação.

C.2.2.2 O retificador AMCA

O retificador AMCA consiste em uma colméia com malhas quadradas, cujas dimensões são apresentadas na Figura
C.2. As aletas devem ser tão finas quanto possível, mas devem ser fortes o suficiente.

O coeficiente de perda de carga, k, para o retificador AMCA é de aproximadamente 0,25.

Figura C.2 – O retificador AMCA

C.2.2.3 O retificador Étoile

O retificador Étoile consiste de oito aletas radiais com igual espaçamento angular com comprimento igual a duas vezes
o diâmetro da tubulação (ver Figura C.3). As aletas devem ser tão finas quanto possível, porém devem ser
suficientemente fortes.

O coeficiente de perda de carga, K, para o retificador Étoile é de aproximadamente 0,25.

Figura C.3 – O retificador Étoile

C.3. Condicionadores de Escoamento

C.3.1. Descrição Geral


Um condicionador de escoamento é um dispositivo que, além de cumprir os requisitos de remover ou reduzir
significativamente o turbilhonamento, é projetado para redistribuir o perfil de velocidades para produzir condições
próximas às previstas no item 7.3.3.

Muitos condicionadores de escoamento são ou incluem uma placa perfurada. Muitos desses dispositivos são descritos
na literatura técnica e geralmente são mais fáceis de fabricar, instalar e acomodar do que o retificador de escoamento
de feixe de tubos. Eles têm a vantagem de ter espessura de aproximadamente D/8, comparada ao comprimento de pelo
NBR ISO 5167-1/2006 23

menos 2D para o feixe de tubos. Além disso, visto que eles podem ser perfurados em uma peça única e não fabricados,
pode-se produzir um dispositivo mais robusto, oferecendo um desempenho repetitivo.

Nestes dispositivos, o turbilhonamento é reduzido e o perfil é simultaneamente redistribuído por uma disposição
adequada de orifícios e profundidade da placa. Alguns projetos diferentes estão disponíveis como indicado no anexo B
da NBR ISO 5167-2:2003. A geometria da placa é essencial para determinar o desempenho, a eficácia e a perda de
carga através da placa.

São exemplos de condicionadores de escoamento: Gallagher, K-Lab NOVA, NEL (Spearman), Sprenkle, e Zanker.

C.3.2 Exemplos

C.3.2.1 O condicionador de escoamento Gallagher


O condicionador de escoamento Gallagher é protegido por uma patente. Ele consiste de um dispositivo anti-
turbilhonamento, uma câmara de estabilização e um dispositivo para ajuste do perfil de velocidades, conforme
apresentado nas Figuras C.4 e C.5.

O coeficiente de perda de carga, K, para o condicionador de escoamento Gallagher depende da especificação de sua
fabricação; é aproximadamente igual a 2.

Legenda

1. dispositivo anti-turbilhonamento
2. dispositivo de ajuste do perfil de velocidades
a
Dnom = diâmetro nominal da tubulação
b
comprimento aumentado em relação ao diâmetro
c
3,2 mm para Dnom entre 50 mm e 75 mm (tipo tubo)
6,4 mm para Dnom entre 100 mm e 450 mm (tipo tubo)
12,7 mm para Dnom entre 500 mm e 600 mm (tipo tubo)
12,7 mm para Dnom entre 50 mm e 300 mm (tipo aleta)
17,1 mm para Dnom entre 350 mm e 600 mm (tipo aleta)
d
3,2 mm para Dnom entre 50 mm e 75 mm
6,4 mm para Dnom entre 100 mm e 450 mm
12,7 mm para Dnom entre 500 mm e 600 mm
e
Direção do escoamento

Figura C.4 – Arranjo típico de um condicionador de escoamento Gallagher


24 NBR ISO 5167-1/2006

Legenda
1. dispositivo anti-turbilhonamento – opção tipo tubo: feixe concêntrico uniforme de 19 tubos (pode ser montado em
pinos)
2. dispositivo anti-turbilhonamento – opção tipo aletas: 8 aletas com comprimento de 0,125D a 0,25D, concêntrica com
a tubulação (o dispositivo pode ser colocado na entrada do trecho de medição)
3. dispositivo de ajuste de perfil de velocidade: padrão 3-8-16 (ver Nota)

Nota: O padrão 3-8-16 para um dispositivo de ajuste de perfil de velocidade é:

– 3 orifícios com centros sobre uma circunferência, concêntrica à placa, de diâmetro entre 0,15D e 0,155D; os
diâmetros dos orifícios são tais que a soma de suas áreas é de 3% a 5% da área da tubulação;
– 8 orifícios com centros sobre uma circunferência, concêntrica à placa, de diâmetro entre 0,44D e 0,48D; os
diâmetros dos orifícios são tais que a soma de suas áreas é de 19% a 21% da área da tubulação;
– 16 orifícios com centros sobre uma circunferência, concêntrica à placa, de diâmetro entre 0,81D a 0,85D; os
diâmetros dos orifícios são tais que a soma de suas áreas é de 25% a 29% da área da tubulação.

Figura C.5 – Componentes Típicos (imagens frontais) de um condicionador de escoamento Gallagher

C.3.2.2 Projeto NOVA de condicionador de escoamento de placa perfurada K-Lab

O projeto NOVA de placa perfurada K-Lab, conhecido como condicionador de escoamento K-Lab NOVA, é protegido
por uma patente. Consiste de uma placa com 25 orifícios dispostos em um padrão circular simétrico como mostra a
Figura C.6. A espessura da placa perfurada, tc¸ é 0,125D ≤ tc ≤ 0,15D. A espessura do flange depende da aplicação; o
diâmetro externo e a superfície da face do flange dependem do tipo de flange e da aplicação. As dimensões dos
orifícios são função do diâmetro interno da tubulação, D, e dependem do número de Reynolds da tubulação.

Considerando ReD ≥ 8 x 105 , existe:

– um orifício central de 0,186 29D ± 0,000 77D de diâmetro;


– um anel de 8 orifícios de 0,163D ± 0,000 77D de diâmetro sobre uma circunferência concêntrica de 0,5D ± 0,5 mm
de diâmetro, e
– um anel de 16 orifícios de 0,120 3D ± 0,000 77D de diâmetro sobre uma circunferência concêntrica de 0,85D ± 0,5
mm de diâmetro.

Considerando 8 x 105 > ReD ≥ 105 , existe:


– um orifício central de 0,226 64D ± 0,000 77D;
– um anel de 8 orifícios de 0,163 09D ± 0,000 77D de diâmetro sobre uma circunferência concêntrica de 0,5D ± 0,5
mm de diâmetro, e
– um anel de 16 orifícios de 0,124 22D ± 0,000 77D de diâmetro sobre uma circunferência concêntrica de 0,85D ± 0,5
mm de diâmetro.
NBR ISO 5167-1/2006 25

O coeficiente de perda de carga, K, para o condicionador de escoamento K-Lab NOVA é aproximadamente igual a 2.

Figura C.6 – Condicionador de escoamento K-Lab NOVA

C.3.2.3 O Condicionador de escoamento NEL (Spearman)

A Figura C.7 mostra o condicionador de escoamento NEL (Spearman). As dimensões dos furos são função do diâmetro
interno da tubulação, D. Existem:

a) um anel de 4 orifícios (d1) de 0,10D de diâmetro sobre uma circunferência concêntrica de 0,18D de diâmetro;
b) um anel de 8 orifícios (d2) de 0,16D de diâmetro sobre uma circunferência concêntrica de 0,48D de diâmetro, e
c) um anel de 16 orifícios (d3) de 0,12D de diâmetro sobre uma circunferência concêntrica de 0,86 de diâmetro.

A espessura da placa perfurada é 0,12D.

O coeficiente de perda de carga, K, para o condicionador de escoamento NEL (Spearman) é de aproximadamente 3,2.

Figura C.7 – Condicionador de escoamento NEL (Spearman)

C.3.2.4 Condicionador Sprenkle

O condicionador Sprenkle consiste em três placas perfuradas em série com trecho de comprimento igual a D ± 0,1D
entre placas sucessivas. Os orifícios devem, de preferência, ser chanfrados a 45o a montante para reduzir a perda de
pressão, e a área total dos orifícios em cada placa deve ser maior que 40% da área da seção transversal da tubulação.
A relação entre a espessura da placa e o diâmetro do orifício deve ser de pelo menos 1 e o diâmetro dos orifícios deve
ser menor ou igual a 0,05D (ver Figura C.8).

As três placas devem ser unidas por barras ou pinos, que devem ser localizadas ao longo da periferia da tubulação, e
devem ter o menor diâmetro possível, porém o suficiente para proporcionar a resistência mecânica necessária.
O coeficiente de perda de carga, K, para o condicionador Sprenkle é aproximadamente 11 se houver chanfro de entrada
ou 14 se não houver chanfro de entrada.
26 NBR ISO 5167-1/2006

1 placas perfuradas
a
direção do escoamento
Figura C.8 – Condicionador Sprenkle

C.3.2.5 Condicionador Zanker


O condicionador de escoamento Zanker consiste de uma placa perfurada com orifícios de diâmetros especificados
seguidos de alguns canais (um para cada orifício) formados pela interseção das placas (ver Figura C.9). As diferentes
placas devem ser tão finas quanto possível, desde que proporcionem resistência mecânica.

O coeficiente de perda de carga, K, para o condicionador de escoamento Zanker é aproximadamente igual a 5.

a
4 orifícios de diâmetro 0,141D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,25D,
concêntrica à placa;
b
8 orifícios de diâmetro 0,139D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,56D,
concêntrica à placa;
c
4 orifícios de diâmetro 0,136 5D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,75D,
concêntrica à placa;
d
8 orifícios de diâmetro 0,11D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,85D,
concêntrica à placa;
e
8 orifícios de diâmetro 0,077D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,90D,
concêntrica à placa;
f
direção do escoamento
Figura C.9 – Condicionador de escoamento Zanker
NBR ISO 5167-1/2006 27

C.3.2.6 Placa condicionadora de escoamento Zanker

A placa condicionadora de escoamento Zanker é um desenvolvimento do condicionador Zanker descrito em C.3.2.5. A


placa condicionadora de escoamento Zanker possui a mesma distribuição dos orifícios mas não a colméia fixada na
placa; ao invés disto a espessura da placa foi aumentada para D/8.

A Figura C.10 ilustra a placa condicionadora de escoamento Zanker e consiste em 32 orifícios dispostos em um padrão
circular simétrico. Os diâmetros dos orifícios são função do diâmetro interno do tubo D, da seguinte forma:

a) Um anel de 4 orifícios centrais de diâmetro 0,141D ± 0,001D, com centros igualmente espaçados sobre uma
circunferência de diâmetro 0,25D ± 0,002 5D, concêntrica à placa;
b) Um anel de 8 orifícios de diâmetro 0,139D ± 0,001D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de
diâmetro 0,56D ± 0,005 6D, concêntrica à placa;
c) Um anel de 4 orifícios de diâmetro 0,136 5D ± 0,001D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência
de diâmetro 0,75D ± 0,007 5D, concêntrica à placa;
d) Um anel de 8 orifícios de diâmetro 0,11D ± 0,001D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de
diâmetro 0,85D ± 0,008 5D, concêntrica à placa;
e) Um anel de 4 orifícios de diâmetro 0,077D ± 0,001D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de
diâmetro 0,90D ± 0,009D, concêntrica à placa;

A tolerância do diâmetro de cada orifício é ± 0,1 mm para D < 100 mm.

A espessura da placa perfurada, tc, é tal que 0,12D ≤ tc ≤ 0,15D. A espessura do flange depende da aplicação; o
diâmetro externo e as superfícies da face do flange dependem do tipo do flange e da aplicação.

a
4 orifícios de diâmetro 0,141D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,25D,
concêntrica à placa;
b
8 orifícios de diâmetro 0,139D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,56D,
concêntrica à placa;
c
4 orifícios de diâmetro 0,136 5D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,75D,
concêntrica à placa;
d
8 orifícios de diâmetro 0,11D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,85D,
concêntrica à placa;
e
8 orifícios de diâmetro 0,077D, com centros igualmente espaçados sobre uma circunferência de diâmetro 0,90D,
concêntrica à placa;

Figura C.10 – Placa condicionadora de escoamento Zanker

O coeficiente de perda de carga, K, para a placa condicionadora de escoamento Zanker é aproximadamente igual a 3.
28 NBR ISO 5167-1/2006

Bibliografia

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[10] ISO 5168: 2003 , Measurement of fluid flow – Evaluation of uncertainties

[11] ISO/TR 9464:1998, Guidelines for the use of ISO 5167-1:1991