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Conhecimentos Específicos p/ UFF (Psicólogo - Área Clínica) Com Videoaulas -


Pós-Edital

Professor: Marina Beccalli

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Marina Beccalli
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SUMÁRIO PÁGINA

1. Apresentação 02

2. Avaliação psicológica na clínica 04

3. Laudos, pareceres e relatórios psicológicos 12

3.1 Modalidade de documentos 22

4. Resolução de questões 33

5. Lista de questões 58

6. Gabarito 73

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AULA 00 - DEMONSTRATIVA

1.1 APRESENTAÇÃO

Caro aluno,

É com grande alegria que lhe dou boas-vindas a este curso de PSICOLOGIA específico para a UFF
Psicólogo Clínico que será composto por:

- curso escrito (em PDF), formado por 06 aulas em que explico o conteúdo teórico, além de
apresentar questões resolvidas.

- fórum de dúvidas, em que você pode entrar em contato direto conosco quando julgar necessário.

Em cada aula teremos a exposição da teoria seguida da resolução e comentários de questões


de provas sobre o assunto. Nos comentários, pode haver explicações novas. Dessa forma, teoria e
questões se complementam. Ao final, disponibilizarei a lista de questões trabalhadas na aula
seguidas do gabarito.

Caso haja alguma dúvida em relação ao conteúdo, você está convidado a compartilhá-la no
fórum de dúvidas. A possibilidade de interação com o professor é um dos diferenciais dos cursos em
PDF; portanto, não hesite em usá-la.

Você nunca estudou Psicologia para concursos? Não tem problema, este curso também é
para você. Isto porque você estará adquirindo um material bastante completo, onde você poderá
trabalhar em aulas escritas, e resolver exercícios, sempre podendo aprender com as resoluções das
questões e tirar dúvidas através do fórum. Mesmo sem ter estudado este conteúdo antes, você
pode conseguir um ótimo desempenho na sua prova. Se você se encontra nesta situação, será
preciso investir um tempo maior, dedicar-se bastante ao nosso curso.

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Dito isso, ressalto as características principais do curso:

• Conteúdo teórico completo e atualizado, apresentado de forma clara e objetiva;


• Questões resolvidas e comentadas;
• Contato direto com o professor via fórum para retirada de dúvidas;

Enfim, espero que você aproveite o curso, tire as suas dúvidas, estude bastante e, na hora da
prova, consiga ter um ótimo desempenho. Todo o esforço empregado nessa fase de preparação será
recompensado com a alegria que acompanha a aprovação, momento que esperamos compartilhar
com você!

Meu nome é Marina Beccalli e sou professora de Psicologia aqui do Estratégia Concursos. Sou
formada em Psicologia pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), tendo experiência de
atuação na área clínica em consultório particular, com ênfase na Psicanálise. Fui aprovada para o
cargo de Psicólogo Judiciário do Tribunal de Justiça de SP (TJ/SP) no concurso de 2017. Além disso,
a Psicologia Jurídica é a área da minha especialização e também sou psicóloga perita da Justiça
Federal, com ênfase em casos de sequestro internacional de crianças.

Espero que seja produtivo o nosso encontro e diálogo. Além disso, sei o quanto faz diferença
na preparação um material de qualidade, e o estudo para concurso exige ferramentas que sejam
confiáveis, que sejam elaboradas de forma objetiva, sintetizada e com foco no que é cobrado em
provas.

Para finalizar esta apresentação, quero que você tenha em mente que o primeiro passo para o
sucesso é entender que todo processo precisa de muita dedicação. Ao estudar para concursos, é
necessário escolher o melhor material de estudo, pois essa decisão, junto com seu esforço, é o que
vai determinar sua aprovação.

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Quer tirar alguma dúvida antes de adquirir o curso? Deixo abaixo meus contatos:

E-mail: marinapbeccalli@gmail.com

Facebook: Marina Beccalli

Instagram: @marinapbeccalli

2 AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA NA CLÍNICA

A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA CLÍNICA

A avaliação psicológica, tanto no Brasil quanto em outras culturas, possui uma história com altos e
baixos.

No Brasil

• os anos de 1980 representaram um período de forte crítica ao uso indiscriminado de testes,


dada a escassez de estudos de adaptação cultural e normatização para a população brasileira.
• Outro ponto negativo seria a formação profissional deficitária dos psicólogos que atuavam na
área.

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Desde anos de 1990, a área vem experienciando um expressivo crescimento, sendo a avaliação
psicológica agora parte da rotina do psicólogo em diversos contextos de atuação profissional,
especialmente aqueles que demandam atividades clínicas.

A avaliação psicológica na clínica se fundamenta não apenas em sua capacidade de


proporcionar informações psicológicas; ela também é capaz de trazer benefícios na
mudança de comportamento dos clientes/ pacientes.

Em alguns casos, a avaliação psicológica clínica pode até mesmo detectar mudanças mais específicas
do que testes médicos, como, por exemplo, tomografias (Butcher, 2006), assim como a avaliação
neuropsicológica pode detectar prejuízos específicos no funcionamento executivo não captados nos
exames médicos, sendo que tais prejuízos podem impactar nos relacionamentos sociais do paciente.

Frequentemente, a graduação não oferece um treinamento


adequado ao profissional que pretende atuar clinicamente, tanto do ponto de vista da avaliação
quanto da prática psicoterapêutica em si. Antes do psicólogo começar sua prática clínica, ele deve
se questionar se, de fato, possui os conhecimentos básicos necessários para exercer tais atividades
(Belar et al., 2001), como conceitos psicométricos (ex.: validade e fidedignidade), estabelecimento
de rapport, empatia e capacidade de formular hipóteses diagnósticas.

A avaliação psicológica na clínica abarca o julgamento clínico, a formulação de caso e a tomada de


decisão, muitas vezes baseada na hipótese diagnóstica (Wood, Garb, Lilienfeld & Nezworski, 2002).

Não basta o clínico saber utilizar instrumentos psicológicos, mas há necessidade do mesmo ter
treinamento específico para se utilizar da avaliação para criar hipóteses diagnósticas, formular o
caso e decidir sobre qual intervenção é mais adequada (Childs & Eyde, 2002).

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DEFINIÇÕES E PRÁTICAS DE AVALIAÇÃO CLÍNICA

A psicologia clínica é uma área da psicologia que tem como objetivo a prevenção, o
diagnóstico e o tratamento do comportamento psicopatológico. Sendo assim, os
psicólogos que atuam nessa área precisam ser habilitados em avaliação psicológica e
psicoterapia.

A avaliação clínica caracteriza-se pelo processo inicial diagnóstico,


momento no qual o psicólogo elabora suas hipóteses diagnósticas e confirma ou não, por meio das
técnicas utilizadas por ele. A psicoterapia, no entanto, se refere a uma variedade de intervenções
psicológicas que têm por objetivo aliviar os problemas emocionais e facilitar o funcionamento
efetivo das pessoas em sociedade (Nole-Hoeksema, Frerickson, Loftus & Wagennar, 2012).

Há ainda a avaliação interventiva, que consiste na integração simultânea dos processos de


avaliação e o terapêutico (Barbieri, Jacquemin & Alves, 2004). É um procedimento clínico que
possibilita realizar intervenções desde o momento das entrevistas e aplicação dos testes
psicológicos, sendo as devolutivas realizadas durante o processo de avaliação e não ao final dele
(Barbieri, 2009).

Em avaliação clínica, independentemente da abordagem teórica, o psicólogo vai se


utilizar da avaliação psicológica. A avaliação psicológica sempre será necessária, já que
qualquer tipo de queixa exige que o profissional avalie as características do cliente/
paciente, do contexto, da relação e do problema.

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A avaliação psicológica não pode ser vista como sinônimo de testagem psicológica (Baptista,
Argimon & Yoshida, 2012). A testagem psicológica ou seja, a utilização de testes pode ser um
complemento da avaliação psicológica; entretanto, esta demonstra ser algo muito maior do que
aquela, incluindo a compilação de todos os dados provindos de diferentes métodos que podem ser
empregados, tais como observação sistematizada, anamnese, entrevistas abertas, semiestruturadas
ou estruturadas, aplicação de métodos projetivos, testagem psicométrica, dentre outros.

Qualquer intervenção só é feita após uma avaliação clínica, mesmo que esteja embutida na
intervenção. Em psicologia clínica, as avaliações dos quesitos biológicos/ físicos, afetivos, cognitivos
e comportamentais são necessários para uma visão mais ampla dos problemas dos clientes/
pacientes.

São várias as visões sobre quais as principais etapas que fazem parte do processo de avaliação
psicológica no contexto clínico, mesmo porque a avaliação e utilização de métodos e instrumentos
específicos também dependerá de abordagens teóricas e preferências do clínico e/ ou avaliador
(Cohen, Swerdlik & Sturman, 2014).

Rangé e Silvares (2011) trazem uma visão mais cognitivista baseados em Aaron Beck sobre os pontos
mais importantes desse processo: o clínico deveria formular a conceitualização do caso, que
englobaria o relacionamento das queixas, hipóteses do porquê de o indivíduo ter desenvolvido o
problema, predições sobre melhora e idealização de um plano de trabalho.

Deve-se ter uma relação colaboradora, no sentido de motivar o cliente ao tratamento. A partir daí
o clínico deve:

• formular o problema (ou os problemas),


• estabelecer as metas necessárias para atuar na problemática,
• educar o paciente no modelo teórico abordado,
• realizar a intervenção,
• e se preocupar com a prevenção de recaída, a partir de folow up após a melhora e
alta.

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Pontos que devem ser abordados na avaliação clínica:

• a descrição objetiva do problema (quando, como e por que ocorrem),


• aspectos cognitivos, afetivos e orgânicos relacionados ao problema,
• variáveis contextuais e situacionais,
• fatores predisponentes,
• investigar a situação atual de vida (família, trabalho, relações afetivas, lazer etc.);
histórico do desenvolvimento do cliente (histórico familiar, escolar, social);
experiências traumáticas;
• histórico médico, psiquiátrico e psicoterapêutico,
• o status psicológico atual (aparência, atitude, comportamento, humor, processos
básicos psicológicos etc.);
• o grau de abertura e autorrevelação do cliente durante o processo;
• as metas que o mesmo possui no processo;
• perguntas e preocupações do cliente, para a partir daí o clínico conseguir uma
formulação preliminar do caso.

Belar e Deardorff (2009) abordam mais o processo de avaliação na psicologia na clínica da saúde,
com foco em entrevistas semidirigidas e/ ou com a utilização de escalas psicológicas. Os domínios
principais que o clínico deve se preocupar são biológicos/ físicos, familiares, relacionados aos
problemas físicos e socioculturais. As metas são:

• avaliar o status da saúde do cliente e seu acesso ao sistema de saúde (sintomas,


fatores constitucionais, história de doenças, procedimentos médicos anteriores,
acessibilidade ao sistema de saúde, medicamentos, profissionais de saúde e
• serviços especializados);
• características da dinâmica familiar (recursos econômicos e afetivos, tamanho da
família, pessoas mais próximas)

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• contexto sociocultural (suporte social, contexto laboral, recursos financeiros,


exposição a fatores de risco como violência, religiosidade etc.).

O PROCESSO DE AVALIAÇÃO EM PSICOLOGIA CLÍNICA

De forma geral, o processo se inicia com um pedido, um encaminhamento para avaliação do


cliente/ paciente, originado a partir de uma questão, que pode partir da família; da escola (professor,
diretor, coordenação); do juiz; do médico especialista (pediatra, neurologista, psiquiatra), dentre
outros (que são as fontes), indagando sobre o funcionamento psíquico do mesmo.

O primeiro passo:

• identificar quais são os objetivos da avaliação, o que a fonte (de onde se originou o pedido)
quer saber e o que o psicólogo avaliará.
• Esse primeiro passo, de identificar os objetivos, deve ser feito de forma clara e o mais realista
possível.
• Urbina (2007) é enfática ao dizer que, se os objetivos não forem claros e bem definidos, o
processo poderá não ser satisfatório e deixar de responder à questão de como é o
funcionamento psíquico do cliente/ paciente.
• Dessa forma, ao compreender a demanda ou queixa, os objetivos da avaliação são
estabelecidos e o psicólogo dará início ao seu protocolo de avaliação.

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Para Cohen (2012), o psicólogo clínico que trabalha em hospital,


clínica particular ou outro contexto semelhante, frequentemente utilizará instrumentos de avaliação
para esclarecer o problema psicológico, fazer o diagnóstico, e/ ou criar um plano de intervenção e
tratamento. Mas o teste psicológico é apenas uma técnica que faz parte de um processo de
avaliação, ou seja, existem vários métodos e técnicas que compõem tal processo. A escolha do
método depende sempre do objetivo e do propósito da avaliação, bem como da habilidade e do

conhecimento do clínico, não sendo possível dizer que existe um método melhor que o outro, pois
cada um tem suas forças e fraquezas.

Dentre os métodos e as técnicas utilizados no processo de avaliação clínica tem-se a entrevista, que
certamente é o método mais comum e mais utilizado pelo profissional. Para Cohen et al. (2014), a
entrevista é definida como um método para obter informação por intermédio da comunicação
direta envolvendo troca recíproca, além disso, devem ser levadas em consideração também as
respostas não verbais. Tem como objetivo conhecer a história atual e vivida do cliente/ paciente,
nos domínios físico, afetivo, cognitivo, relações familiares e interpessoais, saúde e desenvolvimento
sociocultural.

Há também o autorrelato e dados observacionais como uma forma de obter informações


sobre o cliente/ paciente, membros da família, aspectos significativos da vida, emprego, e cuidados
de saúde (Belar & Deardoff, 2009). Uma entrevista pode ser conduzida, em diversas situações
clínicas, para se chegar a um diagnóstico, apontando assim qual ou quais áreas devem ser tratadas
na psicoterapia.

No momento em que a entrevista é realizada, o psicólogo aprende sobre o cliente/ paciente, não
somente pelo o que eles dizem, mas como dizem e como se apresentam durante a entrevista. A
entrevista difere quanto ao conteúdo e à estrutura. Dessa forma, pode ser estruturada,
semiestruturada ou de livre estruturação.

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Na entrevista estruturada, as perguntas são preparadas


antecipadamente.

Nas semiestruturadas, o clínico tem clareza das informações que são necessárias para atingir seu
objetivo e consegue elucidar questões que ficaram obscuras, ampliando o questionamento (Cohen
et al., 2012).

Um exemplo de entrevista semiestruturada é a anamnese, que tem como objetivo o levantamento


do histórico desenvolvimental biopsicossocial do cliente/ paciente. Esse tipo de entrevista
(anamnese) é mais comum na clínica de crianças e adolescentes, e deve ser considerada uma
importante ferramenta na detecção de problemas desenvolvimentais (Tavares, 2007).

Para Tavares (2007), a entrevista estruturada é de pouca utilidade na clínica, pois, por ter um
caráter de levantamento de informações já definidas, pode muitas vezes desconsiderar a demanda
individual do cliente/ paciente. Cohen et al. (2014) possuem uma visão diferente, pois afirmam que
esse tipo de entrevista possibilita uma exploração e avaliação uniforme e podem, muitas vezes, ser
utilizadas como uma medida de pré e pós-tratamento terapêutico, com objetivo de avaliar o
progresso da intervenção.

Belar e Deardoff (2009) chamam atenção para o fato de que alguns pacientes não são
entrevistáveis; o motivo, muitas vezes, pode estar relacionado com a agitação, falta de atenção,
desejo de não cooperar. Nesses casos, o clínico deve buscar outras formas de avaliação.

O passo posterior à obtenção dos dados por meio de entrevistas e observação será a aplicação dos
testes psicológicos. Após a formulação de suas hipóteses diagnósticas, o psicólogo clínico buscará
confirmação ou não das hipóteses levantadas por meio da utilização de instrumentos de medidas.

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Para Urbina (2007), esse passo da seleção dos instrumentos de medida deve estar de acordo com o
objetivo e as hipóteses formuladas. Além disso, a aplicação, a correção e a interpretação dos
resultados devem ser feitas de forma bastante cuidados.

Os instrumentos podem ser utilizados para elucidar questões referentes ao funcionamento mental
atual e comparar o seu funcionamento com outra pessoa da mesma idade, buscando assim,
conhecer os aspectos cognitivos e emocionais do cliente, paciente e a partir daí estabelecer um
plano de intervenção e ou encaminhamento.

O agrupamento de testes que serão administrados na avaliação é chamado de bateria de testes ou


protocolo de testes. Dessa forma, muitos psicólogos clínicos possuem uma bateria padrão de testes
psicológicos, ou seja, um grupo de testes que geralmente avaliam a personalidade e de acordo com
a queixa buscarão compor a bateria de testes que avaliem construtos que investiguem melhor a
queixa. A escolha por um teste psicométrico e ou projetivo deve estar pautada na experiencia e
conhecimento do material.

As avaliações devem ainda lançar mão de outros níveis e ou fontes de informação quando
necessário, tais como informações de membros da família e amigos, além de aspectos do contexto
sociocultural, prontuários, outros profissionais (professores, psiquiatras e médicos). Por exemplo,
muitas vezes, o paciente pode trazer uma informação completamente diferente daquela trazida por
seus familiares. Integrar essas diferenças peças de informação é o que vai garantir uma visão mais
completa do cliente paciente, revelando as interações entre todas as instâncias envolvidas.

Mesmo que o clínico se utilize majoritariamente de testes psicológicos, algumas perguntas devem
ser feitas antes da escolha dessas ferramentas. A escolha de um teste deve responder algumas
questões.

• qual é o propósito do instrumento utilizado?


• que tipo de restrições o teste tem em relação à avaliação que está sendo feita?

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• o cliente paciente possui um nível mínimo de alfabetização para responder aos


itens ou tarefas propostas?
• o instrumento possui estudos psicométricos suficientes para mensurar aquilo que
se propõe?
• como fazer a interpretação dos resultados, não só quantitativa mas também
qualitativamente?
• quanto tempo o profissional tem para fazer a avaliação e a devolutiva?
• é apropriado o uso de um método que demanda mais tempo, como um teste
projetivo ou uma entrevista semiestruturada?

É importante também se atentar para o treinamento que o profissional tem sobre o método
utilizado. Se for aplicar testes, o psicólogo deve ter conhecimentos de psicometria, deve ter
conhecimento de diagnóstico, importante observar se o teste está aprovado pelo Satepsi e ter
noções básicas sobre a apresentação de laudos de acordo com o manual do CFP.

A junção de todas as informações reunidas no processo da avaliação, como as observacionais, de


entrevistas, interpretação dos escores alcançados nos instrumentos utilizados, resultarão em um
relatório psicológico. Para Cohen e al. 2014, a parte fundamental do processo de avaliação na
clínica é a comunicação dos resultados. Para eles, os altos índices de precisão e validade de um teste
psicológico e a entrevista bem-feita podem ser desconsiderados se o relatório não for escrito de
forma clara e organizada, explicitando os resultados de forma legível.

É importante ressaltar que os relatórios psicológicos podem variar de acordo com o objetivo da
avaliação e o seu destinatário, ao passo que os resultados também são comunicados ao cliente
paciente. No momento da devolutiva, o cliente paciente é comunicado sobre a avaliação, quais
foram as forças e as fraquezas encontradas, qual será o encaminhamento e ou planejamento
psicoterapêutico, bem como o prognóstico. O Código de Ética traz que a devolutiva é um direito do
cliente d dever do psicólogo.

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA ENTREVISTA CLÍNICA E DE INSTRUMENTOS DE AUTORRELATO

Não existem métodos de avaliação psicológica que sejam perfeitos para a prática clínica.

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A ferramenta básica de trabalho do psicólogo clínico é a entrevista, e toda entrevista clínica bem
conduzida deve iniciar por um rapport e um contrato, estabelecendo um diálogo empático, para
então prosseguir investigando a queixa e as demandas do paciente.

Muitas vezes o paciente não possui uma demanda, mas está sendo submetido à avaliação em
função de um encaminhamento, seja por outro profissional, seja pelo RH de uma empresa ou pela
Justiça. Nesses casos, existem aspectos definidos a priori que devem ser investigados, em lugar de
uma queixa trazida ao consultório pelo cliente. Em todos os casos, a flexibilidade da entrevista
clínica a faz ser uma ferramenta extremamente útil na maioria dessas situações.

As entrevistas clínicas tendem a ser semiestruturadas, constituídas


por protocolos investigativos que fazem um mapeamento dos principais domínios de interesse.
Algumas entrevistas podem ser direcionadas a aspectos específicos do funcionamento
psicopatológico. Uma vantagem desse tipo de entrevista é que por sua maneira sistemática e
padronizada de investigação, favorecem a concordância entre as conclusões obtidas por diferentes
profissionais.

Apesar de a entrevista ser fundamentada no julgamento clínico subjetivo, esses recursos, quando
padronizados, possibilitam que diferentes profissionais estabeleçam inferências muito semelhantes
a respeito de um mesmo paciente. Uma desvantagem seria a influência da personalidade do clínico
ao julgar a severidade dos sinais e sintomas observados.

Por exemplo na escala para avaliar a personalidade psicopática. Por ser uma escala com 20 itens em
escala Likert de três pontos são pontuados a partir dos conteúdos de uma entrevista
semiestruturada e da consulta a fontes externas de informação. A pontuação acaba sendo
influenciada pela personalidade do psicólogo avaliador que pontua os itens. Os profisisonais mais
empáticos tendem a atribuir menores escores aos pacientes. Isso não significa que o julgamento
clínico baseado na entrevista não é fidedigno, mas apenas que a personalidade do clínico pode
constituir uma fonte de viés.

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Os instrumentos de autorrelato também são muito comuns, sendo aqueles em que o próprio
paciente ou cliente atribui um escore a si mesmo em uma série de critérios, com base em suas
percepções. Uma vantagem é que a informação vem da fonte primária de interesse, do paciente,
que tende a ser quem mais sabe a respeito das próprias vivências, e por isso o autorrelato propicia
informações sem tanta interferência subjetiva do clínico. além disso, economiza tempo e recursos.

Dentre suas limitações, podemos citar o fato de ser sensível a estilos de resposta do paciente ou
cliente às contingências da situação de testagem. As pessoas tendem a conscientemente ou não
oferecerem respostas em inventários de autorrelato, que produzam uma descrição ou
caracterização mais socialmente favorável de si mesmas, as respostas socialmente desejáveis. o
fenômeno tende a ser mais explícito quando o cliente está fazendo a avaliação como parte de uma
demanda judicial ou organizacional.

Pacientes com diagnóstico psiquiátrico: cada vez mais cresce a utilização de escalas psicométricas
e terapias que incentivas o treinamento do paciente em monitoras e discriminar os sintomas para
autogerenciamento.

Além disso, em determinados diagnóstico, como por exemplo na depressão, os pacientes com
sintomas predominantemente afetivos podem se beneficiar mais de intervenções psicoterápicas
quando comparados com aqueles que possuem mais sintomas somáticos, sendo que estes últimos
podem se beneficiar mais de intervenções medicamentosas. No entanto, as intervenções
combinadas geram resultados mais precoces e de maior duração. Há a escala Baptista de Depressão
(EBADEP_A), ajudando o clínico a ter informações mais precisas sobre os sintomas e podendo tomar
decisões mais acertadas.

Mas as informações da escala não devem constituir a única fonte de informação, o clínico deve
possuir usar sua capacidade de observação, perguntas pontuais, investigação ampla,
relacionamento entre eventos e sintomas, etc. Um relacionamento terapêutico depende não só do
clínico e do paciente mas da sua relação também. O clínico deve ter avaliação dos próprios
procedimentos, habilidades e competências, além de ser aconselhável que o mesmo possa usufruir
de supervisão.

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Muitas situações de avaliação na clínica exigem que seja produzido um documento, laudo ou
parecer, descrevendo as questões que motivaram a avaliação, a escolha das ferramentas técnicas,
os resultados, sua interpretação e suas implicações.

Em perícias psicológicas, há os quesitos formulados pelo juiz que devem ser respondidos. não
importa a situação, o documento produzido pela avaliação clínica deve ser equilibrado e ponderado,
e sempre levar em consideração os limites possíveis de inferência considerando os dados e as
informações coletadas.

A avaliação clínica é sempre um processo descritivo das forças e


fraquezas de um indivíduo. Além disso, o psicólogo somente deve usar instrumentos com parecer
favorável do SATEPSI. Sobre a comunicação dos resultados, depende do tipo de avaliação. Mas o
parâmetro geral deve ser zelar pelo bem-estar e pela dignidade do cliente ou paciente, jamais o
expondo desnecessariamente. O sigilo deve ser respeitado e o destinatário das informações deve
ser explicitado pelo profissional ao cliente quando do contrato e do rapport estabelecido.

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3 LAUDOS, PARECERES E RELATÓRIOS PSICOLÓGICOS


Aqui vamos transcrever trechos literais da resolução CFP Nº007/2003, que institui o Manual de
Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação
psicológica.

Considerações iniciais

A avaliação psicológica é entendida como o processo técnico-científico de coleta de dados, estudos


e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos, que são resultantes da
relação do indivíduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratégias psicológicas
métodos, técnicas e instrumentos.

Os resultantes das avaliações devem considerar e analisar os condicionantes históricos e sociais e


seus efeitos no psiquismo, com a finalidade de servirem como instrumentos para atuar não somente
sobre o indivíduo, mas na modificação desses condicionantes que operam desde a formulação da
demanda até a conclusão do processo de avaliação psicológica.

O referido Manual tem como objetivos orientar o profissional psicólogo na confecção de


documentos decorrentes das avaliações psicológicas e fornecer os subsídios éticos e técnicos
necessários para a elaboração qualificada da comunicação escrita.

Princípios norteadores da elaboração de documentos

O psicólogo, na elaboração de seus documentos, deverá adotar como princípios norteadores as


técnicas da linguagem escrita e os princípios éticos, técnicos e científicos da profissão.

Princípios técnicos da linguagem escrita

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O documento deve, na linguagem escrita, apresentar uma redação bem estruturada e definida,
expressando o que se quer comunicar. Deve ter uma ordenação que possibilite a compreensão por
quem o lê, o que é fornecido pela estrutura, composição de parágrafos ou frases, além da correção
gramatical pela estrutura, composição de parágrafos ou frases, além da correção gramatical.

O emprego de frases e termos deve ser compatível com as expressões próprias da linguagem
profissional, garantindo a precisão da comunicação, evitando a diversidade de significações da
linguagem popular, considerando a quem o documento será destinado. A comunicação deve ainda
apresentar como qualidades: a clareza, a concisão e a harmonia.

A clareza se traduz, na estrutura frasal, pela sequência ou


ordenamento adequado dos conteúdos, pela explicitação da natureza e função de cada parte na
construção do todo.

A concisão se verifica no emprego da linguagem adequada, da palavra exata e necessária. Essa


uilíbrio que evite uma redação lacônica
ou exagero de uma redação prolixa. Já a harmonia se traduz na correlação adequada das frases, no
aspecto sonoro e na ausência de cacofonias.

Princípios éticos

Na elaboração de documento, o psicólogo baseará suas informações na observância dos princípios


e dispositivos do Código de Ética Profissional do Psicólogo. Enfatizamos aqui os cuidados em relação
aos deveres do psicólogo nas suas relações com a pessoa atendida, ao sigilo profissional, às relações
com a justiça e ao alcance das informações identificando riscos e compromissos em relação à
utilização das informações presentes nos documentos em sua dimensão de relações de poder.

Torna-se imperativo a recusa, sob toda e qualquer condição, do uso dos instrumentos, técnicas
psicológicas e da experiência profissional da Psicologia na sustentação de modelos institucionais e
ideológicos de perpetuação da segregação aos diferentes modos de subjetivação.

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Sempre que o trabalho exigir, sugere-se uma intervenção sobre a própria demanda e a construção
de um projeto de trabalho que aponte para a reformulação dos condicionantes que provoquem o
sofrimento psíquico, a violação dos direitos humanos e a manutenção das estruturas de poder que
sustentam condições de dominação e segregação.

Deve-se realizar uma prestação de serviço responsável pela execução de um trabalho de qualidade
cujos princípios éticos sustentam o compromisso social da Psicologia. Dessa forma, a demanda, tal
como é formulada, deve ser compreendida como efeito de uma situação de grande complexidade.

O processo de avaliação psicológica deve considerar que os objetos deste procedimento (as
questões de ordem psicológica) têm determinações históricas, sociais, econômicas e políticas,
0
sendo as mesmas os elementos constitutivos no processo de subjetivação. O documento, portanto,
deve considerar a natureza dinâmica, não definitiva e não cristalizada do seu objeto de estudo.

Os psicólogos, ao produzirem documentos escritos, devem se basear exclusivamente nos


instrumentos técnicos (entrevistas, testes, observações, dinâmicas de grupo, escuta, intervenções
verbais) que se configuram como métodos e técnicas psicológicas para a coleta de dados, estudos e
interpretações de informações a respeito da pessoa ou grupo atendidos, bem como sobre outros
materiais e grupo atendidos e sobre outros materiais e documentos produzidos anteriormente e
pertinentes à matéria em questão.

Esses instrumentais técnicos devem obedecer às condições mínimas requeridas de qualidade e de


uso, devendo ser adequados ao que se propõem a investigar. A linguagem nos documentos deve ser
precisa, clara, inteligível e concisa, ou seja, deve-se restringir pontualmente às informações que se
fizerem necessárias, recusando qualquer tipo de consideração que não tenha relação com a
finalidade do documento específico. Deve-se rubricar as laudas, desde a primeira até a penúltima,
considerando que a última estará assinada, em toda e qualquer modalidade de documento.

Vejamos algumas questões sobre os assuntos.

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(MP/SC FEPESE 2014) O Manual de Elaboração de Documentos decorrentes de avaliações


psicológicas instituído pela Resolução CFP nº 007/2003 objetiva orientar o profissional
psicólogo na:

(A) Consulta a documentos decorrentes das avaliações psicológicas e no fornecimento dos


subsídios necessários para a compreensão do teor desses documentos.

(B) Confecção de documentos decorrentes das avaliações psicológicas e no fornecimento


dos subsídios éticos e técnicos necessários para a elaboração qualificada da
comunicação escrita.

(C) Confecção de documentos decorrentes do processo psicodiagnóstico e na definição da


terminologia adequada para utilização quando da realização da entrevista devolutiva.

(D) Pesquisa em documentos decorrentes de processos psicodiagnósticos anteriores e na


construção dos subsídios teóricos e técnicos para fundamentar a intervenção
subsequente.

(E) Busca por documentos decorrentes das avaliações psicológicas e na interpretação e


registro de resultados quantitativos obtidos nessas avaliações.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. O manual tem o objetivo de fornecer informações para padronizar a


estrutura e a linguagem de documentos escritos pelo psicólogo, especialmente quanto
a avaliações psicológicas. O objetivo é padronizar a escrita de documentos, e não há
referência à consulta de documentos.

(B) CORRETA. A afirmativa se aproxima bastante do que diz o manual. O objetivo é


sistematizar a escrita de documentos.

(C) INCORRETA. O objetivo do manual é trazer as informações que devem constar nos
diversos documentos para padronizar a comunicação escrita, não se restringindo
apenas a situações de psicodiagnóstico.

(D) INCORRETA. Não é objetivo do manual ser fonte de pesquisa documental ou teórica.

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(E) INCORRETA. O manual não em objetivo de trazer informações específicas relativas a


avaliações psicológicas. O objetivo é padronizar a escrita de documentos relativos ao
processo.

(SESA/ES CESPE 2013) São princípios norteadores que deverão ser observados psicólogo na
elaboração de documentos os princípios:

(A) Subjetivos e técnicos da linguagem escrita.

(B) Sociais e históricos.

(C) Técnicos da linguagem escrita e oral.

(D) Éticos e técnicos.

(E) Teóricos e éticos.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. São importantes a serem considerados, mas fazem parte dos princípios
éticos e técnicos estabelecidos pelo Conselho Federal de Psicologia.

(B) INCORRETA. São importantes a serem considerados, mas fazem parte dos princípios
éticos e técnicos estabelecidos pelo Conselho Federal de Psicologia.

(C) INCORRETA. São importantes a serem considerados, fazem parte dos princípios éticos
e técnicos estabelecidos pelo Conselho Federal de Psicologia.

(D) CORRETA. Esses princípios são trazidos Manual de Elaboração de Documentos


Decorrentes de Avaliações Psicológicas, publicado pelo Conselho Federal de Psicologia.

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3.1 MODALIDADE DE DOCUMENTOS

• Declaração

• Atestado psicológico

• Relatório/laudo psicológico

• Parecer psicológico

A Declaração e o parecer psicológico não são documentos decorrentes da avaliação psicológica,


embora muitas vezes apareçam desta forma. Por isso, fique atento a questões de concurso que
apresentam a declaração e o parecer como decorrentes de avaliação psicológica. Estão
INCORRETAS.

Declaração

É um documento que visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionadas ao


atendimento psicológico, com a finalidade de declarar:

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1. Comparecimentos do atendido e/ou do seu acompanhante, quando necessário;

2. Acompanhamento psicológico do atendido;

3. Informações sobre as condições do atendimento (tempo de acompanhamento, dias ou


horários)

Neste documento não deve ser feito o registro de sintomas,


situações ou estados psicológicos.

Estrutura da declaração

a) Ser emitida em papel timbrado ou apresentar na subscrição do documento o carimbo, em que

psicólogo/nº da inscrição)

b) A declaração deve expor:

• Registro do nome e sobrenome do solicitante;

• Finalidade do documento (por exemplo, para fins de comprovação);

• Registro de informações solicitas em relação ao atendimento (por exemplo: se faz


acompanhamento psicológico, em quais dias, em qual horário)

• Registro do local e da data da expedição da declaração; registro do nome completo


do psicólogo, sua inscrição no CRP e/ou carimbo com as mesmas informações;

• Assinatura do psicólogo acima de sua identificação ou do carimbo.

Atestado psicológico

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É um documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou estado
psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de quem, por
requerimento, o solicita, com fins de:

• Justificar faltas e/ou impedimentos do solicitante;


• Justificar estar apto ou não para atividades específicas, após realização de um
processo de avaliação psicológica, dentro do rigor técnico e ético que subscreve
esta Resolução;
• Solicitar afastamento e/ou dispensa do solicitante, subsidiado na afirmação
atestada do fato, em acordo com o disposto na Resolução CFP nº015/96.

Estrutura do atestado

A formulação do atestado deve restringir-se à informação solicitada pelo requerente, contendo


expressamente o fato constatado. Embora seja um documento simples, deve cumprir algumas
formalidades:

• Ser emitido em papel timbrado ou apresentar na subscrição do documento o carimbo, em que


conste o nome e sobrenome do psicólogo, acrescido de sua inscrição profissional (nome do
psicólogo/nº da inscrição)

• O atestado deve expor:

i. Registro do nome e sobrenome do cliente;

ii. Finalidade do documento;

iii. Registro da informação do sintoma, situação ou condições psicológicas que justifiquem o


atendimento, afastamento ou falta podendo ser registrado sob o indicativo do código da
Classificação Internacional de Doenças em vigor;

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iv. Registro do local e data da expedição do atestado;

v. Registro do nome completo do psicólogo, sua inscrição no CRP e/ou carimbo com as mesmas
informações;

vi. Assinatura do psicólogo acima de sua identificação ou do carimbo.

Os registros deverão estar transcritos de forma corrida, ou seja, separados apenas pela pontuação,
sem parágrafos, evitando, com isso, riscos de adulterações. No caso em que seja necessária a
utilização de parágrafos, o psicólogo deverá preencher esses espaços com traços. O atestado emitido
com a finalidade expressa no item 2.1, alínea b, deverá guardar relatório correspondente ao
processo de avaliação psicológica realizado, nos arquivos profissionais do psicólogo, pelo prazo
estipulado nesta resolução.

Relatório/Laudo psicológico

O relatório ou laudo psicológico é uma apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições
psicológicas e suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo
de avaliação psicológica (Resolução CFP nº007/2003).

Como todo documento, deve ser subsidiado em dados colhidos e analisados à luz de um
instrumental técnico (entrevistas, dinâmicas, testes psicológicos, observação, exame psíquico,
intervenção verbal), consubstanciado em referencial técnico-filosófico e científico adotado pelo
psicólogo (Resolução CFP nº 007/2003).

A finalidade do relatório psicológico será a de apresentar os procedimentos e conclusões gerados


pelo processo da avaliação psicológica, relatando sobre o encaminhamento, as intervenções, o
diagnóstico, o prognóstico e evolução do caso, orientação e sugestão de projeto terapêutico, bem
como, caso necessário, solicitação de acompanhamento psicológico, limitando-se a fornecer
somente as informações necessárias relacionadas à demanda, solicitação ou petição (Resolução CFP
nº007/2003).

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Estrutura

O relatório psicológico é uma peça de natureza e valor científicos, devendo conter narrativa
detalhada e didática, com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível e compreensível ao
destinatário. Os termos técnicos devem, portanto, estar acompanhados das explicações e/ou
conceituação retiradas dos fundamentados téorico-filosóficos que os sustentam (Resolução CFP
nº007/2003).

O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 itens:

1. Identificação

2. Descrição da demanda

3. Procedimento

4. Análise

5. Conclusão

Identificação

É a parte superior do primeiro tópico do documento com a finalidade de identificar:

• O autor/relator quem elabora;

• O interessado quem solicita;

• O assunto/finalidade qual a razão/finalidade.

No identificador autor/relator deverá ser colocado o nome do psicólogo que realizará a avaliação,
com a respectiva inscrição no Conselho Regional.

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No identificador interessado, o psicólogo indicará o nome do autor do pedido (se a solicitação foi da
Justiça, se foi de empresas, entidades ou do cliente).

No identificador assunto, o psicólogo indicará a razão, o motivo do pedido (se para


acompanhamento psicológico, prorrogação de prazo para acompanhamento ou outras razões
pertinentes a uma avaliação psicológica).

Descrição da demanda

Esta parte é destinada à narração das informações referentes à problemática apresentada e dos
motivos, razões e expectativas que produziram o pedido do documento. Nesta parte, deve-se
apresentar a análise que se faz da demanda de forma a justificar o procedimento adotado.

Procedimento

A descrição do procedimento apresentará os recursos e instrumentos técnicos utilizados para


coletar as informações (número de encontros, pessoas ouvidas, etc) à luz do referencial teórico-
filosófico que os embasa. O procedimento adotado deve ser pertinente para avaliar a complexidade
do que está sendo demandado.

Análise

É a parte do documento na qual o psicólogo faz uma exposição descritiva de forma metódica,
objetiva e fiel dos dados colhidos e das situações vividas relacionados à demanda em sua
complexidade. Conforme apresentado nos princípios técnicos (Resolução CFP nº007/2003):

os objetos deste procedimento (as


questões de ordem psicológica) têm determinações históricas, sociais, econômicas e políticas,

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sendo as mesmas, elementos constitutivos no processo de subjetivação. O documento, portanto,


deve considerar a natureza dinâmica, não definitiva e não cristalizada

Nessa exposição, deve-se respeitar a fundamentação teórica que sustenta o instrumental técnico
utilizado, bem como princípios éticos e as questões relativas ao sigilo das informações. Somete deve
ser relatado o que for necessário para o esclarecimento do encaminhamento, como disposto no
Código de Ética Profissional do Psicólogo.

O psicólogo, ainda nesta parte, não deve fazer afirmações sem sustentação em fatos e/ou teorias,
devendo ter linguagem precisa, especialmente quando se referir a dados de natureza subjetiva,
expressando-se de maneira clara e exata.

Conclusão

Na conclusão do documento, o psicólogo vai expor o resultado e/ou considerações a respeito de


sua investigação a partir das referências que subsidiaram o trabalho.

As considerações geradas pelo processo de avaliação psicológica devem transmitir ao solicitante a


análise da demanda em sua complexidade e do processo de avaliação psicológica como um tempo
(Resolução CFP nº 007/2003).

Vale ressaltar a importância de sugestões e projetos de trabalho que contemplem a complexidade


das variáveis envolvidas durante todo o processo. Após narração conclusiva, o documento é
encerrado, com indicação do local, data de emissão, assinatura do psicólogo e o seu número de
inscrição no CRP.

Parecer

É um documento fundamentado e resumido sobre uma questão


focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo. Tem como finalidade

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apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico, através de uma


-
interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a uma consulta, que exige de quem responde
competência no assunto.

Estrutura

O psicólogo parecerista deve fazer a análise do problema apresentado, destacando os aspectos


relevantes e opinar a respeito, considerando os quesitos apontados e com fundamento em
referencial teórico-científico.

Havendo quesitos, o psicólogo deve responde-los de forma sintética e convincente, não deixando
nenhum quesito sem resposta. Quando não houver dados para a resposta ou quando o psicólogo
não puder ser categórico, deve-se utilizar a expressão Se o quesito
estiver mal formulado, pode-
acordo com a Resolução CFP n 007/2003).

O parecer é composto de 4 itens:

1. Identificação

2. Exposição de motivos

3. Análise

4. Conclusão

Identificação

Consiste em identificar o nome do parecerista e sua titulação, o nome do autor da solicitação e sua
titulação.

Exposição de motivos

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Destina-se à transcrição do objetivo da consulta e dos quesitos ou à apresentação das dúvidas


levantadas pelo solicitante. Deve-se apresentar a questão em tese, não sendo necessária, portanto,
a descrição detalhada dos procedimentos, como os dados colhidos ou o nome dos envolvidos
(Resolução CFP nº007/2003).

Análise

A discussão do parecer psicológico se constitui na análise minuciosa da questão explanada e


argumentada com base nos fundamentos necessários existentes, seja na ética, na técnica ou no
corpo conceitual da ciência psicológica. Nesta parte, deve respeitar as normas de referências de
trabalhos científicos para suas citações e informações (Resolução CFP nº 007/2003).

Conclusão

Na parte final, o psicólogo apresentará seu posicionamento, respondendo à questão levantada. Em


seguida, informa o local e data em que foi elaborado e assina o documento.

Validade dos conteúdos dos documentos

O prazo de validade do conteúdo dos documentos escritos, decorrentes das avaliações psicológicas,
deverá considerar a legislação vigente nos casos já definidos. Não havendo definição legal, o
psicólogo, onde for possível, indicará o prazo de validade do conteúdo emitido no documento em
função das características avaliadas, das informações obtidas e dos objetivos da avaliação.

Ao definir o prazo, o psicólogo deve dispor dos fundamentos para a indicação, devendo apresenta-
los sempre que solicitado.

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Guarda dos documentos e condições de guarda

Os documentos escritos decorrentes de avaliação psicológica, bem como todo material que os
fundamentou, deverão ser guardados pelo prazo mínimo de 5 anos, observando-se a
responsabilidade por eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação
psicológica.

Esse prazo poderá ser ampliado nos casos previstos em lei, por determinação judicial, ou ainda em
casos específicos em que seja necessária a manutenção da guarda por maior tempo.

Vejamos como esses assuntos já apareceram em provas.

(TJ/PR UFPR 2017) A respeito da Resolução CFP nº 007/2003, a qual institui o Manual de
Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação
psicológica, destaca-se que:

O referido Manual dispõe sobre os seguintes itens: Princípios Norteadores; Modalidades de


Documentos; Conceito/Finalidade/Estrutura; Validade dos documentos; Guarda dos
documentos.

Considerando esses aspectos abordados na normativa, assinale a alternativa CORRETA.

(A) O parecer psicológico é um documento que visa a informar a ocorrência de fatos ou


situações objetivas relacionadas ao atendimento psicológico realizado.

(B) Ao definir o prazo de validade do conteúdo dos documentos, o psicólogo deve dispor dos
fundamentos para tal indicação, devendo apresentá-los sempre que solicitado.

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(C) Os documentos escritos decorrentes da avaliação psicológica, bem como todo o material
que os fundamentou, deverão ser guardados pelo prazo máximo de 5 anos, observando-se a
responsabilidade por eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação
psicológica.

(D) O documento produzido pelo psicólogo deve apresentar redação bem estruturada,
compatível com as expressões próprias da linguagem coloquial.

(E) Justificar estar apto ou não para atividades específicas, após realização de um processo de
avaliação psicológica, é uma das finalidades do relatório psicológico.

COMENTÁRIOS:

INCORRETA. Trata-se da definição de declaração.

CORRETA. De acordo com as recomendações do CFP.

INCORRETA. Deverão ser guardados pelo prazo mínimo de 5 anos os documentos escritos e o
material que os fundamentou.

INCORRETA. O documento deve evitar o uso de linguagem coloquial.

INCORRETA. Trata-se do objetivo do atestado psicológico.

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4 RESOLUÇÃO DE QUESTÕES

1.(ALBA FGV 2014) Sobre as normas para a elaboração de documentos escritos, segundo o
Conselho Federal de Psicologia, assinale a alternativa correta.

(A) Os documentos escritos compreendem as declarações, os atestados e os laudos psicológicos.

(B) As declarações devem incluir dados relativos à frequência às sessões, período de atendimento
e motivos ou sintomas do comparecimento do solicitante.

(C) O laudo psicológico objetiva responder a uma questão específica.

(D) Os termos técnicos utilizados no laudo psicológico devem incluir explicações retiradas dos
fundamentos teórico-filosóficos que os sustentam.

(E) Os documentos escritos, bem como o material que os fundamentaram, devem ser guardados
por um período mínimo de 10 anos.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. Os documentos são as declarações, os atestados, os relatórios/laudos e o


parecer psicológico.

(B) INCORRETA. Devem constar nas declarações apenas fatos ou situações objetivas relacionadas
ao atendimento psicológico. Sintomas, situações ou estados psicológicos não podem estar
presentes em uma declaração.

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(C) INCORRETA. O objetivo do laudo é trazer dados gerais sobre a avaliação psicológica e não
focar em uma questão específica. Devem constar procedimentos e conclusões trazendo
aspectos ligados a encaminhamento, intervenções, diagnóstico, prognóstico, evolução do
caso e sugestões.

(D) CORRETA. Por ser uma peça científica, os fundamentos teóricos e filosóficos que basearam a
leitura dos fenômenos precisam ser apresentados.

(E) INCORRETA. Devem ser guardados por no mínimo de 5 anos.

2.(ALBA FGV 2014) Com o objetivo de auxiliar em uma decisão, foi solicitada a um psicólogo
especialista em famílias, a elaboração de um parecer psicológico. A esse respeito, analise as
assertivas a seguir.

I. O parecer deve responder a quesitos específicos.

II. O parecer deve começar por uma ampla avaliação sobre o problema que motivou a
solicitação.

III. O parecer deve atender às orientações do CFP para a elaboração de laudos psicológicos.

Assinale:

(A) Se somente a assertiva I estiver correta.

(B) Se somente a assertiva II estiver correta.

(C) Se somente a assertiva III estiver correta.

(D) Se somente as assertivas I e III estiverem corretas.

(E) Se todas as assertivas estiverem corretas.

I. CORRETA. É um documento que apresenta informações fundamentadas e resumidas


acerca de aspectos específicos.

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II. INCORRETA. O documento que apresenta uma ampla avaliação do problema que motivou
a solicitação é o laudo ou relatório.

III. INCORRETA. O manual do CFP apresenta informações específicas para a elaboração do


parecer, que é diferente de orientações relativas ao laudo/relatório.

RESPOSTA: A

3.(SESACRE FUNCAB 2014) A declaração é um dos documentos produzidos por psicólogos.


Marque a alternativa que indica o que NÃO pode ser registrado no referido documento.

(A) O acompanhamento psicológico do atendido.

(B) Sintomas, situações ou estados psicológicos.

(C) Informações sobre as condições do atendimento.

(D) Comparecimento do atendido e/ou acompanhante.

(E) Ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionadas ao atendimento psicológico.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. Podem constar em uma declaração.

(B) CORRETA. Sintomas, situações ou estados psicológicos não fazem parte da declaração.

(C) INCORRETA. Podem constar em uma declaração.

(D) INCORRETA. Podem constar em uma declaração.

(E) INCORRETA. A alternativa traz os principais objetivos de uma declaração, de acordo com
o Manual de Elaboração de Documentos Decorrentes de Avaliações Psicológicas.

4. (TRT 18º REGIÃO FCC 2013) No Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos
pelo psicólogo (Resolução CFP nº 007/2003) consta que, no relatório psicológico, deve ser colocado
no identificador autor/relator:

(A) A razão e o autor da solicitação da avaliação.

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(B) O nome do autor do pedido de avaliação.

(C) O motivo do pedido de avaliação.

(D) O nome do psicólogo que realizou a avaliação.

(E) O documento de identificação do avaliado.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. A razão da solicitação deve aparecer no corpo do documento.

(B) INCORRETA. O identificador autor/relator refere-se ao profissional que vai realizar a avaliação
psicológica e não a quem solicitou o atendimento.

(C) INCORRETA. O motivo do pedido da avaliação deverá aparecer no corpo do relatório.

(D) CORRETA. O identificador autor/relator refere-se ao profissional que vai realizar a avaliação.

(E) INCORRETA. O identificador autor/relator não se refere ao paciente, mas sim ao profissional
responsável pelo atendimento.

5. (TRT 15º REGIÃO FCC 2013) Segundo a Resolução CFP nº 007/2003 que instituiu o Manual de
Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação
psicológica, o laudo psicológico pode ser também denominado por:

(A) Relatório psicológico e corresponde a uma peça de natureza e valor científicos.

(B) Parecer psicológico e corresponde a um documento legal de valor jurídico.

(C) Necropsia psicológica e corresponde a um documento diagnóstico e de pesquisa.

(D) Inspeção psicológica e corresponde a uma peça de valor técnico.

(E) Inventário psicológico e corresponde a um instrumento de avaliação conclusivo.

COMENTÁRIOS:

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(A) CORRETA. Laudo e relatório se referem a um mesmo documento, que possui natureza
científica.

(B) INCORRETA. O parecer psicológico é diferente de laudo.

(C) INCORRETA. A necropsia psicológica refere-se a um processo e não a um documento


escrito.

(D) INCORRETA. A inspeção psicológica refere-se a um processo, enquanto o laudo


psicológico refere-se a um documento com valor científico.

(E) INCORRETA. Inventários referem-se a testes psicológicos.

6. (MPE/AM FCC 2013) Consta no Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos


pelo psicólogo (Resolução CFP nº 007/2003) que a declaração e o atestado devem expor registro do
nome completo do psicólogo, sua inscrição no CRP e/ou carimbo com as mesmas informações,
sendo que a assinatura do psicólogo deve ficar:

(A) Abaixo do carimbo.

(B) Em qualquer posição desde que próxima ao carimbo.

(C) À direita do carimbo.

(D) À esquerda do carimbo.

(E) Acima de sua identificação ou do carimbo.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. A assinatura deve ficar acima do carimbo.

(B) INCORRETA. A assinatura deve ficar acima do carimbo.

(C) INCORRETA. A assinatura deve ficar acima do carimbo.

(D) INCORRETA. A assinatura deve ficar acima do carimbo.

(E) CORRETA. Essa é a orientação correta segundo o manual.

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7. (PREFEITURA DE CUIABÁ/MT FUNCAB 2013) O M E D


D A P CFP :

(A) O emprego de expressões ou termos deve ser compatível com as expressões próprias da
linguagem leiga, garantindo a precisão da comunicação.

(B) O processo de avaliação psicológica deve considerar que os objetos deste procedimento
(as questões de ordem psicológicas) têm determinações estruturais, históricas e sociais.

(C) Os psicólogos devem se basear exclusivamente nos instrumentais técnicos (entrevistas,


testes, observações, dinâmicos de grupo, escuta e intervenções verbais.

(D) Em um documento escrito categorizado c


e finalidade, não deve ser feito o registro de sintomas, situações ou estados psicológicos.

(E) O laudo é um documento que certifica determinada situação/estado psicológico, tendo


como finalidade justificar faltas e/ou impedimentos do solicitante.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. A linguagem deve ser profissional e a comunicação precisa.

(B) INCORRETA. O processo deve considerar os determinantes estruturais, históricos e sociais


do sujeito avaliado.

(C) INCORRETA. Devem se basear, além disso, na complexidade da demanda apresentada, e


também levar em conta que os fenômenos psicológicos têm determinações históricas,
sociais do sujeito avaliado.

(D) CORRETA. Caracterização correta da declaração.

(E) INCORRETA. O Documento com esse objetivo é o atestado.

8. (TJ/PE FCC 2012) A Resolução do Conselho Federal de Psicologia de número 007/2003 instituiu
o Manual de Documentos Escritos produzidos por psicólogos. O relatório psicológico é:

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(A) Um documento produzido pelo psicólogo no enquadre pericial judiciário e que deve
obedecer aos parâmetros científicos na elucidação dos termos técnicos.

(B) Uma peça de natureza e valor científicos, devendo conter a narrativa detalhada e didática,
com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível e compreensível ao destinatário.

(C) Um documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou
estado psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicopatológicas de
quem, por requerimento, o solicita.

(D) Similar ao atestado emitido por psicólogo, já que deve estar acompanhado das explicações
e/ou conceituação retirados dos fundamentos teórico-filosóficos que o sustentam.

(E) Um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo


psicológico, cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. O relatório psicológico não tem como objetivo elucidar termos técnicos, mas
sim apresentar o processo de uma avaliação psicológica de maneira contextualizada.

(B) CORRETA. O relatório ou laudo psicológico traz a apresentação contextualizada de um


processo de avaliação psicológica, devendo sua escrita trazer harmonia, concisão e
clareza.

(C) INCORRETA. Essa descrição se refere a um atestado.

(D) INCORRETA. O relatório não é parecido com o atestado. No atestado, não devem constar
explicações sobre os fenômenos psicológicos, e nem trazer os fundamentos teórico-
filosóficos que serviram de embasamento.

(E) INCORRETA. Essa descrição refere-se a um parecer.

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9. (TJ/RJ FCC 2012) A Resolução CFP nº 007/2003 que institui o Manual de Elaboração de
Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo estabeleceu que, quanto à guarda dos documentos
e condições de guarda, os documentos escritos decorrentes de avaliação psicológica, bem como
todo o material que os fundamentou, deverão ser guardados, observando-se a responsabilidade por
eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação psicológica, pelo prazo
mínimo de:

(A) 2 anos, salvo os casos em que os pais confirmem o interesse em realizar novas avaliações
e obter relatórios psicológicos futuros, para verificarem a progressão das questões
apontadas.

(B) 3 anos, salvo os casos em que os responsáveis pelo menos dispensem a guarda do laudo
psicológico, situação em que o psicólogo pode se desfazer dos documentos, sem
preocupação.

(C) 5 anos, salvo os casos em que o prazo poderá ser ampliado nos casos previstos por lei, por
determinação judicial ou em casos específicos em que seja necessária a manutenção da
guarda por maior tempo.

(D) 4 anos, salvo os casos que tratam de avaliação psicológica para determinação de guarda
de filhos, destituição de pátrio poder ou interdição.

(E) 10 anos, salvo os casos em que o laudo psicológico tenha sido entregue
concomitantemente aos responsáveis pelo menor e ao Poder Judiciário, que manterá o
documento arquivado nos autos, no Tribunal de Justiça.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. O prazo mínimo é de 5 anos e é obrigação do psicólogo a guarda do material.

(B) INCORRETA. O prazo mínimo é de 5 anos e é obrigação do psicólogo a guarda do material.

(C) CORRETA. É a orientação do CFP.

(D) INCORRETA. O prazo mínimo é de 5 anos e é obrigação do psicólogo a guarda do material.

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(E) INCORRETA. O prazo mínimo é de 5 anos e é obrigação do psicólogo a guarda do material.

10. (SESA/ES CESPE 2013) No que concerne a fenômenos psicológicos, o processo técnico
científico que se utiliza de métodos, técnicas e instrumentos para coleta, estudo e interpretação de
dados e informações é denominado:

(A) Testagem psicológica.

(B) Processo psicoterápico.

(C) Avaliação psicológica.

(D) Investigação psíquica.

(E) Parecer psicológico.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. A testagem psicológica refere-se a aplicação e análise de testes. É uma etapa
da avaliação psicológica.

(B) INCORRETA. O processo psicoterápico é um tratamento que poderá ou não utilizar


instrumentos científicos para a coleta de dados.

(C) CORRETA. A descrição está conforme a Cartilha elaborada pelo Conselho Federal de
Psicologia.

(D) INCORRETA. A investigação psíquica está ligada a Psicologia Jurídica.

(E) INCORRETA. O parecer psicológico é um documento escrito pelo psicólogo no qual


esclarece um problema apresentado, a partir de sua competência técnica.

11. (TJ/PR UFPR 2017) A Resolução CFP nº 007/2003, a qual institui o Manual de Elaboração de
Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica, estabelece

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alguns parâmetros para a construção de quatro modalidades de documentos. A esse respeito, avalie
as proposições a seguir, considerando o texto da referida resolução.

I. Documento que certifica uma determinada situação ou estado psicológico, tendo como finalidade
afirmar sobre as condições psicológicas de quem, por requerimento, o solicita.

II. Deve ser subsidiado em dados colhidos e analisados, à luz de instrumental técnico,
consubstanciado em referencial técnico-filosófico e científico adotado pelo psicólogo.

III.O item Descrição da Demanda é destinado à narração das informações referentes à problemática
apresentada e dos motivos, razões e expectativas que produziram o pedido do documento.

IV. Apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico, por meio de uma
-problema", visando a dirimir dúvidas que estão
interferindo na decisão.

V. Deve conter narrativa detalhada e didática, com clareza, precisão e harmonia, tornando-se
acessível e compreensível ao destinatário.

É CORRETO o que se afirma sobre o Relatório/Laudo Psicológico em

(A) II, III e V.

(B) I, III e IV.

(C) I, IV e V.

(D) I, II e III.

(E) III, IV e V.

COMENTÁRIOS:

I INCORRETA: Trata-se da definição do atestado psicológico.

II CORRETA. Os dados levantados no processo devem ser analisados a partir de instrumental


técnico adequado.

III CORRETA. De acordo com o Manual.

IV INCORRETA. Trata-se da definição de parecer psicológico.

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V CORRETA. São aspectos que devem ser observados na confecção do relatório/laudo.

RESPOSTA: A

12. (TJ/PR UFPR 2017) Sobre os conhecimentos de avaliação psicológica, assinale a alternativa
CORRETA.

(A) Os resultados das avaliações psicológicas têm grande impacto para as pessoas, os grupos e a
sociedade. Essa afirmativa está relacionada à dimensão técnica da avaliação psicológica.

(B) A elaboração de um contrato de prestação de serviços é dispensável, principalmente ao


considerar que essa ação pode interferir no estabelecimento do vínculo profissional.

(C) São considerados passos essenciais para a realização de uma avaliação psicológica: levantamento
dos objetivos; coleta de informações; integração das informações e desenvolvimento das hipóteses
iniciais; indicação das respostas à situação que motivou o processo de avaliação e comunicação
cuidadosa dos resultados.

(D) A elaboração e a entrega de um documento com os resultados do processo de avaliação


psicológica é facultativa.

(E) O acompanhamento acerca dos instrumentos considerados favoráveis para uso pelo CFP não é
de responsabilidade do psicólogo, visto que a lista de instrumentos pode ser atualizada
constantemente, sendo portanto inviável esse acompanhamento.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. O impacto da avaliação psicológica não está ligado a sua dimensão técnica,
mas sim a capacidade do psicólogo em apresentar os resultados de forma contextualizada,
para que os receptores consigam compreender os dados dentro de um contexto.

(B) INCORRETA. A elaboração de um contrato de prestação de serviços é imprescindível.

(C) CORRETA. São etapas da avaliação psicológica.

(D) INCORRETA. A elaboração e a entrega dos resultados é obrigatória.

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(E) INCORRETA. É de responsabilidade do psicólogo o acompanhamento dos instrumentos


aprovados pelo CFP e que estejam liberados para uso.

13. (TRT 1º REGIÃO FCC 2011) Um psicólogo do Tribunal foi nomeado para avaliar um indivíduo
e, após concluir um processo psicodiagnóstico, deve redigir o relatório psicológico. Considerando o
Manual de Elaboração de Documentos Escritos (Resolução CFP no 007/2003), este documento deve
conter a seguinte estrutura mínima:

(A) 3

C iscussão dos
resultados, levantamento de hipóteses e sugestão de futuros procedimentos.

E
encaminhamentos futuros.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 itens: Identificação, Descrição da
demanda, Procedimento, Análise, Conclusão.

(B) CORRETA. O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 itens: Identificação, Descrição da
demanda, Procedimento, Análise, Conclusão.

(C) INCORRETA. O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 itens: Identificação, Descrição da
demanda, Procedimento, Análise, Conclusão.

(D) INCORRETA. O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 itens: Identificação, Descrição da
demanda, Procedimento, Análise, Conclusão.

(E) INCORRETA. O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 itens: Identificação, Descrição da
demanda, Procedimento, Análise, Conclusão.

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14. (TRT 1º REGIÃO FCC 2011) Consta na Resolução CFP no 007/2003, que ao redigir um parecer,
o psicólogo deve responder aos quesitos, quando houver, de forma sintética e convincente, não
deixando nenhum quesito sem resposta, sendo que quando não houver dados para a resposta ou
quando o psicólogo não puder ser categórico, deve-se utilizar a expressão

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. Havendo quesitos, o psicólogo deve responde-los de forma sintética e convincente,
não deixando nenhum quesito sem resposta. Quando não houver dados para a resposta ou quando
o psicólogo não puder ser categórico, deve-
Se o quesito estiver mal formulado, pode-
R CFP

(B) INCORRETA. Havendo quesitos, o psicólogo deve responde-los de forma sintética e convincente,
não deixando nenhum quesito sem resposta. Quando não houver dados para a resposta ou quando
o psicólogo não puder ser categórico, deve-
Se o quesito estiver mal formulado, pode- sem elementos ou aguarda
R CFP

(C) INCORRETA. Havendo quesitos, o psicólogo deve responde-los de forma sintética e convincente,
não deixando nenhum quesito sem resposta. Quando não houver dados para a resposta ou quando
o psicólogo não puder ser categórico, deve-
Se o quesito estiver mal formulado, pode-
R CFP 03).

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(D) CORRETA. Havendo quesitos, o psicólogo deve responde-los de forma sintética e convincente,
não deixando nenhum quesito sem resposta. Quando não houver dados para a resposta ou quando
o psicólogo não puder ser categórico, deve-se utilizar a express
Se o quesito estiver mal formulado, pode-
R CFP

(E) INCORRETA. Havendo quesitos, o psicólogo deve responde-los de forma sintética e convincente,
não deixando nenhum quesito sem resposta. Quando não houver dados para a resposta ou quando
o psicólogo não puder ser categórico, deve-
Se o quesito estiver mal formulado, pode-se afir rejudicado, sem elementos ou aguarda
R CFP

15. (MPE/AL COPEVE/UFAL 2012) A duração de um Psicodiagnóstico constitui uma estimativa


do tempo em que pode operacionalizar as tarefas implícitas pelo plano de avaliação, bem como
completar as tarefas subsequentes até a comunicação dos resultados. Para tanto, torna-se
imprescindível nesse processo o contrato de trabalho, ou seja, o estabelecimento de termos em que
o Psicodiagnóstico vai desenvolver-se. Sobre o contrato de trabalho, é incorreto afirmar:

A) deve priorizar no processo do Psicodiagnóstico a realização de um cronograma de atividades


entre profissional e paciente de modo a facilitar o início das entrevistas e a aplicação dos testes,
instrumentos centrais na consecução de uma avaliação correta.

B) envolve um comprometimento de ambas as partes no cumprimento das obrigações formais.

C) deve envolver certo grau de flexibilidade, devendo ser revisto sempre que o desenvolvimento do
processo tiver de sofrer modificações.

D) o momento mais propício para o estabelecimento de um contrato de trabalho é variável, pois


depende da precisão das questões iniciais e dos objetivos, bem como da experiência do psicólogo.

E) a definição de papéis, as obrigações e responsabilidades mútuas compõem o centro de um


contrato de trabalho.

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COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. A execução das atividades não faz parte do momento do estabelecimento do
contrato de trabalho.

(B) CORRETA. De acordo com a literatura.

(C) CORRETA. De acordo com a literatura.

(D) CORRETA. De acordo com a literatura.

(E) CORRETA. De acordo com a literatura.

16. (MPE/AL COPEVE/UFAL 2012) Quanto aos documentos decorrentes de avaliação psicológica
abaixo elencados,

I. Atestado psicológico

II. Declaração

III. Parecer Psicológico

IV. Relatório/laudo psicológico

verifica-se que estão corretos

A) I e IV, apenas.

B) I, III e IV, apenas.

C) II e III, apenas.

D) III e IV, apenas.

E) I, II, III e IV.

COMENTÁRIOS:

Assertiva I: O atestado é decorrente de avaliação psicológica.

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Assertiva II: A declaração não é documento decorrente de avaliação.

Assertiva III: O parecer não necessariamente decorre de avaliação.

Assertiva IV: O relatório/laudo é documento decorrente de avaliação.

RESPOSTA: A.

17. (DPE/AM FCC 2018) O Psicodiagnóstico é um processo que tem como objetivo identificar
forças e fraquezas no funcionamento psíquico, com um foco na existência ou não de psicopatologia.
Desse modo,

(A) antes de iniciar o processo diagnóstico, o psicólogo precisa entender as razões do


encaminhamento para que possa responder às especificidades da solicitação e demanda.

(B) o aspecto preventivo é colocado em questão, já que a solicitação de um psicodiagnóstico tem


como objetivo a nomeação da disfunção já existente.

(C) nem sempre será necessário traçar um plano de avaliação, uma vez que as hipóteses iniciais
podem estar obscuras.

(D) no diagnóstico interventivo a entrevista devolutiva tem o intuito de informar o paciente sobre
os resultados obtidos com a avaliação, como acontece nos trabalhos de psicodiagnósticos
tradicionais.

(E) há uma limitação temporal dos resultados, pois as técnicas e métodos se renovam e invalidam
as conclusões anteriores.

COMENTÁRIOS:

(A) CORRETA. De acordo com Jurema Cunha (2000), o psicodiagnóstico é um processo que visa a
identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico, com um foco na existência ou não de
psicopatologia. Quando o paciente chega por encaminhamento, deve-se esclarecer quem o
encaminhou, em que circunstância ocorreu o encaminhamento e quais as questões propostas para
a investigação de modo a realizar um psicodiagnóstico cujos resultados são pertinentes às

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necessidades da fonte de solicitação e que permita adequar seus dados de forma que seus
resultados tenham o impacto que merecem.

(B) INCORRETA. Há sim o aspecto preventivo, não envolve apenas nomear uma disfunção.

(C) INCORRETA. É sempre necessário traçar um plano de avaliação.

(D) INCORRETA. Há também a apresentação de uma proposta de intervenção para o caso, de acordo
com os resultados encontrados.

(E) INCORRETA. Há uma limitação de tempo, mas não invalidam as conclusões anteriores.

18. (FUNDAÇÃO CASA VUNESP 2013) No Brasil, ao escolher técnicas de avaliação psicológica, o
psicólogo deverá ter o cuidado de selecionar apenas instrumentos:

(A) reconhecidos em nível internacional, conforme recomendado pelo Conselho Federal de


Psicologia

(B) com alto nível de fidedignidade, a fim de que sua validade esteja assegurada.

(C) recomendados pela Associação Brasileira de Avaliação Psicológica.

(D) que considere adequados para a finalidade em questão, com base em sua própria experiência.

(E) aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia, que exige estudos psicométricos com amostras
brasileiras.

COMENTÁRIOS

(A) INCORRETA. Os instrumentos precisam ser aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia, mas
não reconhecidos internacionalmente.

(B) INCORRETA. É um quesito importante, mas precisam ser aprovados pelo CFP.

(C) INCORRETA. A Associação recomenda critérios para os instrumentos, mas somente o Conselho
pode valida-los.

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(D) INCORRETA. É necessária a aprovação do Conselho.

(E) CORRETA. Para a utilização de um instrumento ele precisa ser reconhecido pelo Conselho Federal
de Psicologia, bem como ter estudos/amostras no território brasileiro, já que o instrumento será
utilizado no Brasil.

19. (EBSERH AOCP 2017) De acordo no Manual de Elaboração de Documentos Decorrentes de


Avaliações Psicológicas, instituído na Resolução CFP nº 007/2003, assinale a alternativa correta.

(A) Declaração é um documento que visa informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas
relacionadas ao atendimento psicológico. Nesse documento, deve ser feito o registro de sintomas,
situações ou estados psicológicos para que ele esteja mais completo.

(B) O relatório psicológico é uma peça de natureza e valor científicos, devendo conter narrativa
sucinta e didática, com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível e compreensível ao
destinatário, evitando-se os termos técnicos.

(C) Os documentos escritos decorrentes de avaliação psicológica, bem como todo o material que os
fundamentou, deverão ser guardados pelo prazo mínimo de 6 meses, observando-se a
responsabilidade por eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação
psicológica.

(D) Atestado psicológico é um documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada
situação ou estado psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de
quem, por requerimento, solicita-o.

(E) Por ser um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo
psicológico, o parecer apresenta em sua estrutura apenas dois itens: exposição de motivo e
conclusão.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. Não deve ser feito o registro de sintomas.

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(B) INCORRETA. A narrativa não deve ser sucinta.

(C) INCORRETA. Prazo mínimo de 5 anos.

(D) CORRETA. Definição correta do atestado.

(E) INCORRETA. O aparecer apresenta também a identificação e a análise.

20. (EBSERH AOCP 2017) I - é um documento que visa informar a ocorrência de fatos ou
situações objetivas relacionados ao atendimento psicológico, II é um documento fundamentado
e resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou
conclusivo e III é uma apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e
suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliação
psicológica.

De acordo com algumas das modalidades de documentos psicológicos, assinale a alternativa que
apresenta corretamente as definições apresentadas.

(A) I parecer; II relatório e III declaração.

(B) I declaração; II atestado e III parecer.

(C) I atestado; II parecer e III relatório.

(D) I relatório; II declaração e III parecer.

(E) I declaração; II parecer e III relatório.

I Definição de declaração.

II Definição de parecer.

III Definição de relatório.

RESPOSTA: E.

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21. (EBSERH AOCP 2017) Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. A
utilização dos testes psicológicos na organização ocorre no processo de seleção de pessoal e no
auxílio ao desenvolvimento profissional. No entanto, na escolha dos testes psicológicos, deve-se
considerar os seguintes aspectos:

I. se os testes apresentam condições de validade científica.

II. se eles oferecem condições de sensibilidade, ou seja, adequado ao profissional que será
examinado.

III. se os testes são de fácil interpretação, dando rapidez no processo.

IV. se eles são precisos, ou seja, coerentes entre si e constantes na medida.

(A) Apenas II e III.

(B) Apenas I e IV.

(C) Apenas II, III e IV.

(D) Apenas I, II e III.

(E) Apenas I, II e IV.

COMENTÁRIOS:

A única incorreta é a III, pois ser de fácil interpretação não é um dos aspectos que devem ser
considerados.

RESPOSTA: E.

22. (EBSERH AOCP 2016) Em relação à Avaliação Psicológica, assinale a alternativa correta.

(A) Avaliação psicológica é um processo técnico e científico, podendo também ser denominada
testagem psicológica.

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(B) Por ser um processo avaliativo em que o psicólogo deve ser imparcial, o planejamento e a
elaboração devem ser feitos por outro profissional, cabendo ao psicólogo apenas a aplicação.

(C) A avaliação psicológica não se torna eficaz quando aplicada a um grupo de pessoas, sendo o
processo individual o mais indicado.

(D) A avaliação psicológica é um processo mecânico que visa avaliar determinadas características,
sendo rápida e fácil sua aplicação, já que os testes psicológicos são utilizados como instrumentos
facilitadores.

(E) A avaliação psicológica é dinâmica e se constitui em fonte de informações de caráter explicativo


sobre os fenômenos psicológicos, com a finalidade de subsidiar os trabalhos nos diferentes campos
de atuação do psicólogo, dentre eles, saúde, educação, trabalho e outros setores em que ela se fizer
necessária.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. Avaliação e testagem não são sinônimos.

(B) INCORRETA. Todas as etapas são feitas pelo mesmo profissional.

(C) INCORRETA. O processo em grupo é tão eficaz quanto o individual.

(D) INCORRETA. É um processo dinâmico e não mecânico.

(E) CORRETA. São as indicações do CFP sobre avaliação.

23. (EBSERH AOCP 2016) O documento que constitui uma manifestação técnica fundamentada
e resumida, tendo como finalidade apresentar respostas esclarecedoras, no campo da psicologia,
visando à eliminação de dúvidas que possam interferir em uma decisão, diz respeito

(A) à declaração.

(B) ao laudo.

(C) ao parecer.

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(D) ao atestado.

(E) ao relatório.

COMENTÁRIOS:

Definição do parecer.

RESPOSTA: C.

24. (TJ/PI FGV 2015) Relacione os documentos psicológicos com suas respectivas definições e
finalidades, conforme estabelecido pela RESOLUÇÃO CFP N.º 007/2003:

1. Declaração.

2. Atestado.

3. Relatório.

4. Parecer.

( ) Documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou estado
psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de quem, por
requerimento, o solicita. A formulação deve restringir-se à informação solicitada pelo requerente,
contendo expressamente o fato constatado.

( ) Documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo
resultado pode ser indicativo ou conclusivo. É uma resposta a uma consulta, que exige de quem
responde competência no assunto.

( ) Documento que visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionados ao


atendimento psicológico. Não deve ser feito o registro de sintomas, situações ou estados
psicológicos.

( ) Apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas determinações


históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliação psicológica.

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A sequência correta é:

(A) 1, 2, 3 e 4;

(B) 1, 2, 4 e 3;

(C) 1, 4, 2 e 3;

(D) 2, 3, 1 e 4;

(E) 2, 4, 1 e 3.

COMENTÁRIOS:

Assertiva I: Definição de atestado psicológico.

Assertiva II: Definição de parecer.

Assertiva III: Definição de declaração.

Assertiva IV: Definição de relatório/laudo psicológico.

RESPOSTA: E.

25. (TJ/GO FGV 2014) A Resolução CFP Nº 007/2003 institui o Manual de Elaboração de
Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica, tendo como
objetivo orientar o profissional na confecção de documentos e fornecer os subsídios éticos e técnicos
necessários para a elaboração qualificada da comunicação escrita. Nela, encontram-se as finalidades
distintas entre relatório e parecer, sendo que:

(A) o primeiro visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionados ao


atendimento psicológico, e o segundo visa a relatar sobre o encaminhamento, as intervenções, o
diagnóstico, o prognóstico e a evolução do caso;

(B) o primeiro visa a apresentar os procedimentos e conclusões gerados pelo processo da avaliação
psicológica, e o segundo visa a declarar o acompanhamento psicológico do atendido e as
informações sobre as condições do atendimento;

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(C) o primeiro visa a fundamentar sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado
pode ser indicativo ou conclusivo, e o segundo visa a fornecer as informações necessárias
relacionadas à demanda, solicitação ou petição;

(D) o primeiro visa a relatar sobre o encaminhamento, as intervenções, o diagnóstico, o prognóstico


e a evolução do caso, e o segundo, fornecer esclarecimento, de forma focal, sobre orientação e
sugestão de projeto terapêutico;

(E) o primeiro visa a apresentar os procedimentos e conclusões gerados pelo processo da avaliação
psicológica, e o segundo visa a apresentar resposta esclarecedora de uma questão problema,
visando a dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão.

COMENTÁRIOS:

(A) INCORRETA. A assertiva traz primeiro a descrição de uma declaração e a segunda diz respeito ao
relatório psicológico.

(B) INCORRETA. A assertiva traz as definições de relatório psicológico e declaração,


respectivamente.

(C) INCORRETA. A alternativa traz as definições de parecer e atestado, respectivamente.

(D) INCORRETA. A alternativa traz a descrição do relatório e tenta confundir em relação à definição
de parecer, mas ele não tem como objetivo responder de forma focal em relação a um projeto
terapêutico.

(E) CORRETA. As duas definições estão corretas.

26. (UFF UFF 2010) Na Resolução do CFP que dispõe sobre a obrigatoriedade do registro
documental decorrente da prestação de serviços psicológicos, há orientações específicas sobre
prontuário. O IV item do Artigo 5º define que a guarda dos registros de atendimento individual ou
de grupo é de responsabilidade do profissional psicólogo ou responsável técnico e obedece ao
disposto no Código de Ética Profissional e à Resolução CFP nº:

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(A) 007/2003, que institui o Manual de Documentos Escritos, produzidos pelo psicólogo, decorrente
de avaliação psicológica;

(B) 010/1999, que institui o Manual de Conduta do psicólogo em relação à discriminação racial;

(C) 018/2005, que institui o Código de Conduta dos profissionais de saúde;

(D) 001/2009 que institui o Manual de Conduta do psicólogo em relação à orientação sexual; (

E) 001/1962 que institui o reconhecimento da psicologia como profissão.

COMENTÁRIOS:

A resolução do CFP que trata sobre os documentos produzidos pelo psicólogo é a 007/2003.

RESPOSTA: A.

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5 LISTA DE QUESTÕES

1.(ALBA FGV 2014) Sobre as normas para a elaboração de documentos escritos, segundo o
Conselho Federal de Psicologia, assinale a alternativa correta.

(F) Os documentos escritos compreendem as declarações, os atestados e os laudos psicológicos.

(G) As declarações devem incluir dados relativos à frequência às sessões, período de atendimento
e motivos ou sintomas do comparecimento do solicitante.

(H) O laudo psicológico objetiva responder a uma questão específica.

(I) Os termos técnicos utilizados no laudo psicológico devem incluir explicações retiradas dos
fundamentos teórico-filosóficos que os sustentam.

(J) Os documentos escritos, bem como o material que os fundamentaram, devem ser guardados
por um período mínimo de 10 anos.

2.(ALBA FGV 2014) Com o objetivo de auxiliar em uma decisão, foi solicitada a um psicólogo
especialista em famílias, a elaboração de um parecer psicológico. A esse respeito, analise as
assertivas a seguir.

IV. O parecer deve responder a quesitos específicos.

V. O parecer deve começar por uma ampla avaliação sobre o problema que motivou a
solicitação.

VI. O parecer deve atender às orientações do CFP para a elaboração de laudos psicológicos.

Assinale:

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(F) Se somente a assertiva I estiver correta.

(G) Se somente a assertiva II estiver correta.

(H) Se somente a assertiva III estiver correta.

(I) Se somente as assertivas I e III estiverem corretas.

(J) Se todas as assertivas estiverem corretas.

3.(SESACRE FUNCAB 2014) A declaração é um dos documentos produzidos por psicólogos.


Marque a alternativa que indica o que NÃO pode ser registrado no referido documento.

(F) O acompanhamento psicológico do atendido.

(G) Sintomas, situações ou estados psicológicos.

(H) Informações sobre as condições do atendimento.

(I) Comparecimento do atendido e/ou acompanhante.

(J) Ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionadas ao atendimento psicológico.

4. (TRT 18º REGIÃO FCC 2013) No Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos
pelo psicólogo (Resolução CFP nº 007/2003) consta que, no relatório psicológico, deve ser colocado
no identificador autor/relator:

(F) A razão e o autor da solicitação da avaliação.

(G) O nome do autor do pedido de avaliação.

(H) O motivo do pedido de avaliação.

(I) O nome do psicólogo que realizou a avaliação.

(J) O documento de identificação do avaliado.

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5. (TRT 15º REGIÃO FCC 2013) Segundo a Resolução CFP nº 007/2003 que instituiu o Manual de
Elaboração de Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação
psicológica, o laudo psicológico pode ser também denominado por:

(F) Relatório psicológico e corresponde a uma peça de natureza e valor científicos.

(G) Parecer psicológico e corresponde a um documento legal de valor jurídico.

(H) Necropsia psicológica e corresponde a um documento diagnóstico e de pesquisa.

(I) Inspeção psicológica e corresponde a uma peça de valor técnico.

(J) Inventário psicológico e corresponde a um instrumento de avaliação conclusivo.

6. (MPE/AM FCC 2013) Consta no Manual de Elaboração de Documentos Escritos produzidos


pelo psicólogo (Resolução CFP nº 007/2003) que a declaração e o atestado devem expor registro do
nome completo do psicólogo, sua inscrição no CRP e/ou carimbo com as mesmas informações,
sendo que a assinatura do psicólogo deve ficar:

(F) Abaixo do carimbo.

(G) Em qualquer posição desde que próxima ao carimbo.

(H) À direita do carimbo.

(I) À esquerda do carimbo.

(J) Acima de sua identificação ou do carimbo.

7. (PREFEITURA DE CUIABÁ/MT FUNCAB 2013) O M E D


D A P CFP :

(F) O emprego de expressões ou termos deve ser compatível com as expressões próprias da
linguagem leiga, garantindo a precisão da comunicação.

(G) O processo de avaliação psicológica deve considerar que os objetos deste procedimento
(as questões de ordem psicológicas) têm determinações estruturais, históricas e sociais.

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(H) Os psicólogos devem se basear exclusivamente nos instrumentais técnicos (entrevistas,


testes, observações, dinâmicos de grupo, escuta e intervenções verbais.

(I) Em um documento escrito categorizado c


e finalidade, não deve ser feito o registro de sintomas, situações ou estados psicológicos.

(J) O laudo é um documento que certifica determinada situação/estado psicológico, tendo


como finalidade justificar faltas e/ou impedimentos do solicitante.

8. (TJ/PE FCC 2012) A Resolução do Conselho Federal de Psicologia de número 007/2003 instituiu
o Manual de Documentos Escritos produzidos por psicólogos. O relatório psicológico é:

(F) Um documento produzido pelo psicólogo no enquadre pericial judiciário e que deve
obedecer aos parâmetros científicos na elucidação dos termos técnicos.

(G) Uma peça de natureza e valor científicos, devendo conter a narrativa detalhada e didática,
com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível e compreensível ao destinatário.

(H) Um documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou
estado psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicopatológicas de
quem, por requerimento, o solicita.

(I) Similar ao atestado emitido por psicólogo, já que deve estar acompanhado das explicações
e/ou conceituação retirados dos fundamentos teórico-filosóficos que o sustentam.

(J) Um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo


psicológico, cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.

9. (TJ/RJ FCC 2012) A Resolução CFP nº 007/2003 que institui o Manual de Elaboração de
Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo estabeleceu que, quanto à guarda dos documentos
e condições de guarda, os documentos escritos decorrentes de avaliação psicológica, bem como
todo o material que os fundamentou, deverão ser guardados, observando-se a responsabilidade por

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eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação psicológica, pelo prazo
mínimo de:

(F) 2 anos, salvo os casos em que os pais confirmem o interesse em realizar novas avaliações
e obter relatórios psicológicos futuros, para verificarem a progressão das questões
apontadas.

(G) 3 anos, salvo os casos em que os responsáveis pelo menos dispensem a guarda do laudo
psicológico, situação em que o psicólogo pode se desfazer dos documentos, sem
preocupação.

(H) 5 anos, salvo os casos em que o prazo poderá ser ampliado nos casos previstos por lei, por
==0==

determinação judicial ou em casos específicos em que seja necessária a manutenção da


guarda por maior tempo.

(I) 4 anos, salvo os casos que tratam de avaliação psicológica para determinação de guarda
de filhos, destituição de pátrio poder ou interdição.

(J) 10 anos, salvo os casos em que o laudo psicológico tenha sido entregue
concomitantemente aos responsáveis pelo menor e ao Poder Judiciário, que manterá o
documento arquivado nos autos, no Tribunal de Justiça.

10. (SESA/ES CESPE 2013) No que concerne a fenômenos psicológicos, o processo técnico
científico que se utiliza de métodos, técnicas e instrumentos para coleta, estudo e interpretação de
dados e informações é denominado:

(F) Testagem psicológica.

(G) Processo psicoterápico.

(H) Avaliação psicológica.

(I) Investigação psíquica.

(J) Parecer psicológico.

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11. (TJ/PR UFPR 2017) A Resolução CFP nº 007/2003, a qual institui o Manual de Elaboração de
Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica, estabelece
alguns parâmetros para a construção de quatro modalidades de documentos. A esse respeito, avalie
as proposições a seguir, considerando o texto da referida resolução.

I. Documento que certifica uma determinada situação ou estado psicológico, tendo como finalidade
afirmar sobre as condições psicológicas de quem, por requerimento, o solicita.

II. Deve ser subsidiado em dados colhidos e analisados, à luz de instrumental técnico,
consubstanciado em referencial técnico-filosófico e científico adotado pelo psicólogo.

III.O item Descrição da Demanda é destinado à narração das informações referentes à problemática
apresentada e dos motivos, razões e expectativas que produziram o pedido do documento.

IV. Apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico, por meio de uma
-problema", visando a dirimir dúvidas que estão
interferindo na decisão.

V. Deve conter narrativa detalhada e didática, com clareza, precisão e harmonia, tornando-se
acessível e compreensível ao destinatário.

É CORRETO o que se afirma sobre o Relatório/Laudo Psicológico em

(A) II, III e V.

(B) I, III e IV.

(C) I, IV e V.

(D) I, II e III.

(E) III, IV e V.

12. (TJ/PR UFPR 2017) Sobre os conhecimentos de avaliação psicológica, assinale a alternativa
CORRETA.

(A) Os resultados das avaliações psicológicas têm grande impacto para as pessoas, os grupos e a
sociedade. Essa afirmativa está relacionada à dimensão técnica da avaliação psicológica.

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(B) A elaboração de um contrato de prestação de serviços é dispensável, principalmente ao


considerar que essa ação pode interferir no estabelecimento do vínculo profissional.

(C) São considerados passos essenciais para a realização de uma avaliação psicológica: levantamento
dos objetivos; coleta de informações; integração das informações e desenvolvimento das hipóteses
iniciais; indicação das respostas à situação que motivou o processo de avaliação e comunicação
cuidadosa dos resultados.

(D) A elaboração e a entrega de um documento com os resultados do processo de avaliação


psicológica é facultativa.

(E) O acompanhamento acerca dos instrumentos considerados favoráveis para uso pelo CFP não é
de responsabilidade do psicólogo, visto que a lista de instrumentos pode ser atualizada
constantemente, sendo portanto inviável esse acompanhamento.

13. (TRT 1º REGIÃO FCC 2011) Um psicólogo do Tribunal foi nomeado para avaliar um indivíduo
e, após concluir um processo psicodiagnóstico, deve redigir o relatório psicológico. Considerando o
Manual de Elaboração de Documentos Escritos (Resolução CFP no 007/2003), este documento deve
conter a seguinte estrutura mínima:

(A) 3

C iscussão dos
resultados, levantamento de hipóteses e sugestão de futuros procedimentos.

E
encaminhamentos futuros.

14. (TRT 1º REGIÃO FCC 2011) Consta na Resolução CFP no 007/2003, que ao redigir um parecer,
o psicólogo deve responder aos quesitos, quando houver, de forma sintética e convincente, não

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deixando nenhum quesito sem resposta, sendo que quando não houver dados para a resposta ou
quando o psicólogo não puder ser categórico, deve-se utilizar a expressão

15. (MPE/AL COPEVE/UFAL 2012) A duração de um Psicodiagnóstico constitui uma estimativa


do tempo em que pode operacionalizar as tarefas implícitas pelo plano de avaliação, bem como
completar as tarefas subsequentes até a comunicação dos resultados. Para tanto, torna-se
imprescindível nesse processo o contrato de trabalho, ou seja, o estabelecimento de termos em que
o Psicodiagnóstico vai desenvolver-se. Sobre o contrato de trabalho, é incorreto afirmar:

A) deve priorizar no processo do Psicodiagnóstico a realização de um cronograma de atividades


entre profissional e paciente de modo a facilitar o início das entrevistas e a aplicação dos testes,
instrumentos centrais na consecução de uma avaliação correta.

B) envolve um comprometimento de ambas as partes no cumprimento das obrigações formais.

C) deve envolver certo grau de flexibilidade, devendo ser revisto sempre que o desenvolvimento do
processo tiver de sofrer modificações.

D) o momento mais propício para o estabelecimento de um contrato de trabalho é variável, pois


depende da precisão das questões iniciais e dos objetivos, bem como da experiência do psicólogo.

E) a definição de papéis, as obrigações e responsabilidades mútuas compõem o centro de um


contrato de trabalho.

16. (MPE/AL COPEVE/UFAL 2012) Quanto aos documentos decorrentes de avaliação psicológica
abaixo elencados,

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I. Atestado psicológico

II. Declaração

III. Parecer Psicológico

IV. Relatório/laudo psicológico

verifica-se que estão corretos

A) I e IV, apenas.

B) I, III e IV, apenas.

C) II e III, apenas.

D) III e IV, apenas.

E) I, II, III e IV.

17. (DPE/AM FCC 2018) O Psicodiagnóstico é um processo que tem como objetivo identificar
forças e fraquezas no funcionamento psíquico, com um foco na existência ou não de psicopatologia.
Desse modo,

(A) antes de iniciar o processo diagnóstico, o psicólogo precisa entender as razões do


encaminhamento para que possa responder às especificidades da solicitação e demanda.

(B) o aspecto preventivo é colocado em questão, já que a solicitação de um psicodiagnóstico tem


como objetivo a nomeação da disfunção já existente.

(C) nem sempre será necessário traçar um plano de avaliação, uma vez que as hipóteses iniciais
podem estar obscuras.

(D) no diagnóstico interventivo a entrevista devolutiva tem o intuito de informar o paciente sobre
os resultados obtidos com a avaliação, como acontece nos trabalhos de psicodiagnósticos
tradicionais.

(E) há uma limitação temporal dos resultados, pois as técnicas e métodos se renovam e invalidam
as conclusões anteriores.

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18. (FUNDAÇÃO CASA VUNESP 2013) No Brasil, ao escolher técnicas de avaliação psicológica, o
psicólogo deverá ter o cuidado de selecionar apenas instrumentos:

(A) reconhecidos em nível internacional, conforme recomendado pelo Conselho Federal de


Psicologia

(B) com alto nível de fidedignidade, a fim de que sua validade esteja assegurada.

(C) recomendados pela Associação Brasileira de Avaliação Psicológica.

(D) que considere adequados para a finalidade em questão, com base em sua própria experiência.

(E) aprovados pelo Conselho Federal de Psicologia, que exige estudos psicométricos com amostras
brasileiras.

19. (EBSERH AOCP 2017) De acordo no Manual de Elaboração de Documentos Decorrentes de


Avaliações Psicológicas, instituído na Resolução CFP nº 007/2003, assinale a alternativa correta.

(A) Declaração é um documento que visa informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas
relacionadas ao atendimento psicológico. Nesse documento, deve ser feito o registro de sintomas,
situações ou estados psicológicos para que ele esteja mais completo.

(B) O relatório psicológico é uma peça de natureza e valor científicos, devendo conter narrativa
sucinta e didática, com clareza, precisão e harmonia, tornando-se acessível e compreensível ao
destinatário, evitando-se os termos técnicos.

(C) Os documentos escritos decorrentes de avaliação psicológica, bem como todo o material que os
fundamentou, deverão ser guardados pelo prazo mínimo de 6 meses, observando-se a
responsabilidade por eles tanto do psicólogo quanto da instituição em que ocorreu a avaliação
psicológica.

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(D) Atestado psicológico é um documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada
situação ou estado psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de
quem, por requerimento, solicita-o.

(E) Por ser um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo
psicológico, o parecer apresenta em sua estrutura apenas dois itens: exposição de motivo e
conclusão.

20. (EBSERH AOCP 2017) I - é um documento que visa informar a ocorrência de fatos ou
situações objetivas relacionados ao atendimento psicológico, II é um documento fundamentado
e resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou
conclusivo e III é uma apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e
suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliação
psicológica.

De acordo com algumas das modalidades de documentos psicológicos, assinale a alternativa que
apresenta corretamente as definições apresentadas.

(A) I parecer; II relatório e III declaração.

(B) I declaração; II atestado e III parecer.

(C) I atestado; II parecer e III relatório.

(D) I relatório; II declaração e III parecer.

(E) I declaração; II parecer e III relatório.

21. (EBSERH AOCP 2017) Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. A
utilização dos testes psicológicos na organização ocorre no processo de seleção de pessoal e no
auxílio ao desenvolvimento profissional. No entanto, na escolha dos testes psicológicos, deve-se
considerar os seguintes aspectos:

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I. se os testes apresentam condições de validade científica.

II. se eles oferecem condições de sensibilidade, ou seja, adequado ao profissional que será
examinado.

III. se os testes são de fácil interpretação, dando rapidez no processo.

IV. se eles são precisos, ou seja, coerentes entre si e constantes na medida.

(A) Apenas II e III.

(B) Apenas I e IV.

(C) Apenas II, III e IV.

(D) Apenas I, II e III.

(E) Apenas I, II e IV.

22. (EBSERH AOCP 2016) Em relação à Avaliação Psicológica, assinale a alternativa correta.

(A) Avaliação psicológica é um processo técnico e científico, podendo também ser denominada
testagem psicológica.

(B) Por ser um processo avaliativo em que o psicólogo deve ser imparcial, o planejamento e a
elaboração devem ser feitos por outro profissional, cabendo ao psicólogo apenas a aplicação.

(C) A avaliação psicológica não se torna eficaz quando aplicada a um grupo de pessoas, sendo o
processo individual o mais indicado.

(D) A avaliação psicológica é um processo mecânico que visa avaliar determinadas características,
sendo rápida e fácil sua aplicação, já que os testes psicológicos são utilizados como instrumentos
facilitadores.

(E) A avaliação psicológica é dinâmica e se constitui em fonte de informações de caráter explicativo


sobre os fenômenos psicológicos, com a finalidade de subsidiar os trabalhos nos diferentes campos

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de atuação do psicólogo, dentre eles, saúde, educação, trabalho e outros setores em que ela se fizer
necessária.

23. (EBSERH AOCP 2016) O documento que constitui uma manifestação técnica fundamentada
e resumida, tendo como finalidade apresentar respostas esclarecedoras, no campo da psicologia,
visando à eliminação de dúvidas que possam interferir em uma decisão, diz respeito

(A) à declaração.

(B) ao laudo.

(C) ao parecer.

(D) ao atestado.

(E) ao relatório.

24. (TJ/PI FGV 2015) Relacione os documentos psicológicos com suas respectivas definições e
finalidades, conforme estabelecido pela RESOLUÇÃO CFP N.º 007/2003:

1. Declaração.

2. Atestado.

3. Relatório.

4. Parecer.

( ) Documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou estado
psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de quem, por
requerimento, o solicita. A formulação deve restringir-se à informação solicitada pelo requerente,
contendo expressamente o fato constatado.

( ) Documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo
resultado pode ser indicativo ou conclusivo. É uma resposta a uma consulta, que exige de quem
responde competência no assunto.

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( ) Documento que visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionados ao


atendimento psicológico. Não deve ser feito o registro de sintomas, situações ou estados
psicológicos.

( ) Apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas determinações


históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliação psicológica.

A sequência correta é:

(A) 1, 2, 3 e 4;

(B) 1, 2, 4 e 3;

(C) 1, 4, 2 e 3;

(D) 2, 3, 1 e 4;

(E) 2, 4, 1 e 3.

25. (TJ/GO FGV 2014) A Resolução CFP Nº 007/2003 institui o Manual de Elaboração de
Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica, tendo como
objetivo orientar o profissional na confecção de documentos e fornecer os subsídios éticos e técnicos
necessários para a elaboração qualificada da comunicação escrita. Nela, encontram-se as finalidades
distintas entre relatório e parecer, sendo que:

(A) o primeiro visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionados ao


atendimento psicológico, e o segundo visa a relatar sobre o encaminhamento, as intervenções, o
diagnóstico, o prognóstico e a evolução do caso;

(B) o primeiro visa a apresentar os procedimentos e conclusões gerados pelo processo da avaliação
psicológica, e o segundo visa a declarar o acompanhamento psicológico do atendido e as
informações sobre as condições do atendimento;

(C) o primeiro visa a fundamentar sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado
pode ser indicativo ou conclusivo, e o segundo visa a fornecer as informações necessárias
relacionadas à demanda, solicitação ou petição;

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(D) o primeiro visa a relatar sobre o encaminhamento, as intervenções, o diagnóstico, o prognóstico


e a evolução do caso, e o segundo, fornecer esclarecimento, de forma focal, sobre orientação e
sugestão de projeto terapêutico;

(E) o primeiro visa a apresentar os procedimentos e conclusões gerados pelo processo da avaliação
psicológica, e o segundo visa a apresentar resposta esclarecedora de uma questão problema,
visando a dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão.

26. (UFF UFF 2010) Na Resolução do CFP que dispõe sobre a obrigatoriedade do registro
documental decorrente da prestação de serviços psicológicos, há orientações específicas sobre
prontuário. O IV item do Artigo 5º define que a guarda dos registros de atendimento individual ou
de grupo é de responsabilidade do profissional psicólogo ou responsável técnico e obedece ao
disposto no Código de Ética Profissional e à Resolução CFP nº:

(A) 007/2003, que institui o Manual de Documentos Escritos, produzidos pelo psicólogo, decorrente
de avaliação psicológica;

(B) 010/1999, que institui o Manual de Conduta do psicólogo em relação à discriminação racial;

(C) 018/2005, que institui o Código de Conduta dos profissionais de saúde;

(D) 001/2009 que institui o Manual de Conduta do psicólogo em relação à orientação sexual; (

E) 001/1962 que institui o reconhecimento da psicologia como profissão.

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6 GABARITO
1. D
2. A
3. B
4. D
5. A
6. E
7. D
8. B
9. C
10. C
11. A
12. C
13. B
14. D
15. A
16. A
17. A
18. E
19. D
20. E
21. E
22. E
23. C
24. E
25. E
26. A

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