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ORIENTAÇÃO

AO TCC
(TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO)

Luci Carlos de Andrade

1ª Edição | Novembro | 2012


Impressão em São Paulo/SP
ORIENTAÇÃO AO TCC (TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO)

COORDENAÇÃO GERAL
Nelson Boni

COORDENAÇÃO DE PROJETOS
Grisiela Reis

PROFESSOR RESPONSÁVEL
Luci Carlos de Andrade

REVISÃO ORTOGRÁFICA
Célia Ferreira Pinto

COORDENADORA PEDAGÓGICA DE CURSOS EAD


Eleonora Altruda de Faria

PROJETO GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E CAPA


Janine Lopes

1ª EDIÇÃO: NOVEMBRO DE 2012


Impressão em São Paulo/SP

Copyright © EaD Know How 2012


Nenhuma parte desta publicação pode
ser reproduzida por qualquer meio sem
a prévia autorização desta instituição.

A553o Andrade, Luci Carlos de.


Orientação ao TCC: trabalho de conclusão de curso. /
Luci Carlos de Andrade. – São Paulo : Know How, 2012.
128 p. : 21 cm.
Inclui bibliografia
ISBN : 978-85-8065-209-3
1. Metodologia científica. 2. Pesquisa monográfica. 3. Conclusão de
curso. 4. Trabalho monográfico. I. Título.

CDD – 344.046

Catalogação elaborada por Glaucy dos Santos Silva - CRB8/6353


Apresentação
PARABÉNS!
Você está recebendo o livro-texto da disciplina Trabalho
de Conclusão de Curso (TCC), construído especialmente
para este curso, baseado no seu perfil e nas necessidades
da sua formação. A finalidade deste livro é disponibili-
zar aos alunos da EAD conceitos e exercícios referentes
ao trabalho que se elabora no final de curso, no caso o
TCC ou a monografia, bem como os caminhos para tal
pesquisa e a estruturação do trabalho como um todo.
Estamos, constantemente, atualizando e melho-
rando este material, e você pode nos auxiliar, encami-
nhando sugestões e apontando melhorias, via monitor,
tutor ou professor. Desde já, agradecemos a sua ajuda
Lembre-se de que a sua passagem por esta discipli-
na será também acompanhada pelo Sistema de Ensino
EaD Know How, seja por correio postal, fax, telefone,
e-mail ou Ambiente Virtual de Aprendizagem. Entre
sempre em contato conosco quando surgir alguma dú-
vida ou dificuldade. Participe dos bate-papos (chats)
marcados e envie suas dúvidas pelo Tira-Dúvidas.
Toda equipe está à disposição para atendê-lo (a).
Seu desenvolvimento intelectual e profissional é o nos-
so maior objetivo.
Acredite no seu sucesso e tenha bons momentos
de estudo!

EQUIPE EAD KNOW HOW.


Sumário

07 Carta do Professor

09 Plano de Estudos

11 Unidade 1
O CONHECIMENTO CIENTÍFICO

31 Unidade 2
A PESQUISA:
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

49 Unidade 3
TCC: A PESQUISA MONOGRÁFICA

69 Unidade 4
TCC: O TRABALHO MONOGRÁFICO

85 Unidade 5
ESTRUTURA DA MONOGRAFIA

115 Unidade 6
PÓS-TEXTUAIS

127 Gabarito

133 Referências Bibliográficas


Carta do Professor
PREZADO (A) ALUNO (A),
É com grande satisfação que apresentamos a referida
disciplina como forma de colaborar, com uma forma-
ção cada vez mais sólida e condizente com o mercado
de trabalho, tendo em vista a preparação e o aprimo-
ramento dos estudos para uma aplicabilidade eficiente
na sua área de atuação profissional.
O mundo atual exige novos profissionais conec-
tados com a diversidade e a realidade globalizada, em
que possam atuar com competência e objetividade.

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Assim, os estudos direcionados à pesquisa ganham es-
paço cada vez maior nas instituições de ensino, como
meio de investigação para solução de problemas edu-
cacionais. A disciplina sobre Trabalho de Conclusão de
Curso (TCC) visa, principalmente, instrumentalizar o
aluno pesquisador a desenvolver o trabalho monográfi-
co como exigência para a finalização do curso.
O Trabalho de Conclusão de Curso é uma disci-
plina que nos leva ao campo do conhecimento sobre
pesquisa trazendo considerações que auxiliam o aluno
a compreender como se dá o processo de investigação,
os objetivos, a finalidade e os elementos que compõem
o caminho de busca em uma determinada temática.
Apresenta também as especificidades sobre o trabalho
monográfico, como subsídios para o pesquisador reali-
zar com êxito a sua pesquisa, nos moldes da monografia.
Nosso objetivo é proporcionar às atividades aca-
dêmicas os subsídios necessários para o enfrentamento
dos desafios profissionais. Esperamos que obtenham
êxito e sucesso nos estudos e que juntos possamos al-
cançar as metas propostas pela disciplina.

Atenciosamente,
Prof.ª Luci Carlos de Andrade

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Plano de Estudos

CONTEÚDO
O conteúdo da disciplina concentra-se no estudo
teórico sobre o TCC. Apresentamos considerações
sobre o conhecimento científico e a importância
da pesquisa. Discutimos os elementos básicos que
devem constar em um processo de investigação, em
que explicitamos o conceito da pesquisa tipo Mo-
nografia, complementando com estudos explicati-
vos sobre a estrutura para elaboração do trabalho
monográfico. Faremos uso de textos e exercícios
como recursos didáticos.

COMPETÊNCIAS
Ao término desta disciplina o aluno deverá ser capaz
de compreender o processo de produção da ciência
e a importância da pesquisa nesse contexto. Deverá
também conhecer as especificidades do TCC, ou da
monografia, ampliando sua visão sobre importantes
considerações que irão servir de subsídios no mo-
mento da investigação, bem como, inteirar-se dos
aspectos que envolvem a estrutura do TCC.

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Unidade 1.
O CONHECIMENTO CIENTÍFICO
Caro(a) aluno(a),
Nesta unidade, estudaremos, inicialmente, as bases
do conhecimento do senso comum, para posterior-
mente conhecermos os princípios do conhecimento
científico e sua importância no contexto da produ-
ção da ciência e a universidade como espaço para a
construção do saber científico.

BOM ESTUDO!

13
1.01.
A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO
CIENTÍFICO
Podemos considerar que toda a vida intelectual da ci-
ência tem como base o conhecimento. Pois, o homem
é um ser posto no mundo para viver a sua existên-
cia. Como ser existencial, é preciso interpretar a si e
ao mundo em que vive, atribuindo-lhes significações.
Cria, intelectualmente, representações com diversos
significados da realidade. A essas representações cha-
mamos conhecimento. (INÁCIO FILHO, 2007).
Temos, então, o conhecimento, que, dependendo
da forma pela qual se chega a essa representação por
meio de significados, pode ser, em linhas gerais, clas-
sificado em diversos tipos: mítico, ordinário, artístico,
filosófico, religioso e científico.
No entanto, as duas formas que estão mais presen-
tes e que mais interferem nas decisões da vida diária do
homem são o conhecimento do senso comum e o cientí-
fico. Por isso, são objeto para análise nessa unidade.
O homem utiliza a forma mais usual para inter-
pretar a si mesmo, o seu mundo e o universo como
um todo, produzindo e construindo interpretações sig-
nificativas, isto é, o conhecimento do senso comum,
também chamado de conhecimento ordinário, comum
ou empírico.

15
1.02.
SENSO COMUM:
CONHECIMENTO SUPERFICIAL
Falemos, então, do conhecimento do senso comum.
Esse conhecimento surge como consequência da ne-
cessidade de resolver problemas imediatos, que apare-
cem na vida prática e decorrem do contato direto com
os fatos e fenômenos, que vão acontecendo no dia a
dia do homem, percebidos principalmente através da
percepção sensorial, ou das sensações humanas. Na
idade pré-histórica, observamos que o homem soube
fazer uso das cavernas para abrigar-se das intempéries
e proteger-se da ameaça dos animais selvagens. Grada-
tivamente, foi aprendendo a dominar a natureza, inven-
tando a roda, meios mais eficazes de caça e de pesca,
tais como lanças, redes e armadilhas, canoas para nave-
gar nos lagos e rios, instrumentos para o cultivo do solo
e tantos outros.
Alguns exemplos mostram a evolução histórica
do homem na busca e produção de um conhecimento
útil gerado pela necessidade de produzir soluções para
os seus problemas de sobrevivência: O carro puxado
por animais, o uso de remédios caseiros utilizando er-
vas hoje classificadas como medicinais, os instrumentos
artesanais utilizados para a construção de moradias e

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para a confecção de tecidos e do vestuário, a fabricação
de utensílios domésticos, o estabelecimento de normas
e leis que regulamentavam a convivência dos indivíduos
no grupo social.
Desse modo, o conhecimento do senso comum,
sendo resultado da necessidade de resolver os proble-
mas diários não é programado ou planejado de forma
antecipada. Ele se desenvolve, seguindo a ordem na-
tural dos acontecimentos, na medida em que a vida
acontece. Nesse tipo de conhecimento, há uma tendên-
cia de manter o sujeito que o elabora como um espec-
tador passivo da realidade, atropelado pelos fatos. É
nesse sentido, que o conhecimento do senso comum
caracteriza-se por ser elaborado de forma espontânea
e instintiva, marcas fundamentais do conhecimento do
senso comum.
O conhecimento do senso comum estabelece-se
num nível superficialmente consciencial, não tem um
aprofundamento crítico e racionalista. Ao considerá-
lo como um viver sem conhecer significa que o senso
comum, quando busca informações e elabora soluções
para os seus problemas imediatos, não apresenta e nem
especifica as razões ou fundamentos teóricos que de-
monstram ou justificam seu uso, sua confiabilidade, por
não compreender e não saber explicar as relações que
há entre os fenômenos. Observemos o que diz Inácio
Filho, sobre o conhecimento do senso comum:

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“É um conhecer e um representar a realidade tão
colado, tão solidário à própria realidade, que o ho-
mem quase não se distancia dela; é quase pura vida,
de modo que, tomado isolado do processo da vida
de quem o elaborou, resulta incôngruo, descabido,
a-lógico. É um viver sem conhecer. Isso demonstra
que esse conhecimento é, na maioria das vezes, vi-
vencial e, por isso, ametódico.” (1995, p. 46)

Então, no senso comum por ser um conhecimento


produzido de forma espontânea e instintiva, não pos-
sui métodos. Utiliza, geralmente, conhecimentos que
funcionam razoavelmente bem na solução dos proble-
mas imediatos, apesar de não se compreender ou de se
desconhecer as explicações a respeito de seu sucesso.
Assim, esses conhecimentos, pelo fato de darem cer-
to, transformam-se em convicções, em crenças que vão
sendo repassadas de um indivíduo para o outro e de
uma geração para a outra.
Um exemplo dessa verdade é o caso das ervas
medicinais para a cura de doenças. Usa-se há séculos,
mas se perguntar às pessoas que as usam, quais as pro-
priedades, que componentes químicos estão presentes
e como eles atuam no organismo, que doses devem ser
ingeridas, que possíveis efeitos colaterais podem advir,
com o seu uso indiscriminado, dificilmente se obterá
respostas. Apenas, sabem que faz bem, mas não sabem
o porquê. Somente, se alguém tiver obtido alguma in-

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formação de fonte científica, sabe dizer por que as er-
vas medicinais curam.
Geralmente, as pessoas conhecem apenas os efei-
tos benéficos do seu uso. No caso, da plantação se-
guindo as fases da lua, em que se mantém a tradição
e somente informações pertinentes ao seu uso, com
base unicamente na percepção sensorial do homem,
sem fundamentação científica. Muitos outros exemplos
poderiam ser citados caracterizando o senso comum
como conhecimento baseado principalmente na intui-
ção das pessoas.
Desse modo, a objetividade no conhecimento do
senso comum é muito superficial e limitada, pois está
demasiadamente preso à vivência, à ação e à percepção
orientadas apenas pelo interesse prático imediatista e
pelas crenças pessoais. Nessa perspectiva, os aspectos
da realidade ou dos fatos que não se enquadram den-
tro desse enfoque de interesse inteiramente utilitário, na
maioria das vezes são excluídos, acarretando uma visão
fragmentada e, até distorcida da realidade. Agora, conhe-
ceremos as bases em que se ancoram o conhecimento
científico e os princípios que diferem do senso comum.

19
1.03.
O CONHECIMENTO CIENTÍFICO:
PRINCÍPIOS E VISÃO DA REALIDADE
Com a necessidade do homem assumir uma posição
mais ativa em relação aos fenômenos, com um poder
maior de ação sobre os mesmos, surge o conhecimento
científico, que capacita o homem no uso da sua racio-
nalidade, propondo uma forma sistemática, metódica e
crítica na função de desvelar o mundo e os fenômenos,
compreendê-los, explicá-los e dominá-los.
A necessidade, então, de compreender a cadeia de
relações que se esconde por trás das aparências sen-
síveis dos objetos, fatos ou fenômenos, captadas pela
percepção sensorial e analisadas de forma superficial,
subjetiva e a crítica pelo senso comum, impulsiona o
homem a produzir ciência. O produzir ciência signifi-
ca ir além da realidade imediatamente percebida para
descobrir os princípios explicativos que servem de base
para a compreensão da organização, classificação e or-
denação da natureza, na qual o homem está inserido.
Os princípios explicativos, ou a teoria sustentam e ca-
racterizam o conhecimento científico somadas à orga-
nização ou classificação (INÁCIO FILHO, 2007).
Mediante tais princípios a realidade passa a ser
percebida sob a luz da ciência não mais de forma de-

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sordenada, esfacelada ou fragmentada, como ocorre no
senso comum. Sob as bases de um critério orientador,
de um princípio explicativo fundamenta-se a compreen-
são do tipo de relação que se estabelece entre os fatos,
coisas e fenômenos, integrando a visão de mundo. As-
sim, o conhecimento científico expressa-se sob a forma
de enunciados e tratados que explicam as condições e
as determinações da ocorrência dos fatos e dos fenô-
menos relacionados a um problema, evidenciando os
esquemas e sistemas de dependência que existem entre
suas propriedades (LAKATOS E MARCONI, 2003).

1.03.1.
INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA

Através da investigação científica temos o conhecimen-


to científico. Além de buscar soluções para problemas
de ordem prática da vida diária, marcas do conhecimen-
to do senso comum, busca também explicações siste-
máticas que possam ser testadas e criticadas através de
provas empíricas, ou seja, através de experiências palpá-
veis e de princípios explicativos. A investigação científi-
ca procura alcançar um conhecimento seguro, por meio
de um problema de investigação, ou das experiências
e crenças do senso comum, cujos fatos ou fenômenos
podem estar além da experiência vivencial imediata.

21
Quando se percebe que os conhecimentos exis-
tentes que têm origem nas crenças do senso comum,
das religiões ou da mitologia, ou das teorias filosóficas
ou científicas, são insuficientes e impotentes para ex-
plicar os problemas e as dúvidas que surgem, aparece a
investigação científica. Ao reconhecer a ineficácia dos
conhecimentos existentes, que não respondem com
consistência aos questionamentos levantados, ocorre a
investigação científica como meio de construir um sa-
ber estruturado, criterioso e metódico, pautado em fun-
damentações teóricas.
É quando reconhecemos as limitações existentes
no saber já estabelecido e verificamos a necessidade de
encontarar respostas que possam esclarecer e propor-
cionar a compreensão de uma dúvida. Dessa forma, se-
gundo Lakatos e Marconi (2003) iniciar uma investiga-
ção científica é reconhecer a crise de um conhecimento
já existente com o objetivo de tentar modificá-lo, am-
pliá-lo ou substituí-lo, criando um novo conhecimento
que responda à questão proposta.
A dúvida ou questão, ainda sem resposta, é por-
tanto o marco inicial da investigação científica, em que
se reconhece no conhecimento existente a insuficiên-
cia ou meio inadequado para esclarecer uma dúvida. O
conhecimento científico, ao pretender construir uma
resposta segura e viável para responder às dúvidas exis-
tentes, propõe-se atingir o ideal da racionalidade e o
ideal da objetividade.

22
O conhecimento científico propõe um encadea-
mento de enunciados que tendem necessariamente a
ser coerentes entre si em um processo lógico e racional.
Ligando o pensamento com a realidade, na busca de
uma correspondência desses enunciados com a realida-
de dos fenômenos. O conhecimento científico é o pro-
duto, o resultado desse encadeamento (MOLES, 1971).

1.03.2.
CONHECIMENTO CIENTÍFICO:
FUNDAMENTOS SÓLIDOS

A base da ciência é a ligação da teoria com os dados


empíricos (ou pesquisa de campo), como mecanismos
utilizados para justificar a aceitabilidade de uma teo-
ria, o que não garante a objetividade do conhecimento
científico. Embora, a ciência trabalhe com dados e pro-
vas fatuais, está também sujeita a erros de interpretação
dessas provas. Pois, a ideologia, a visão de mundo, a
sua formação, os elementos culturais e o momento his-
tórico sempre influenciam o cientista, o investigador,
quando nas suas buscas por explicações.
No conhecimento científico, a teoria é o marco
teórico da investigação, proporcionando uma solidifi-
cação para a pesquisa e um sentido único, consensual
e universal. Os conceitos definidos através das bases

23
teóricas transformam-se em construtos, ou seja, em
conceitos com significação única construídos conven-
cionalmente e aceitos universalmente pela comunidade
científica (LAKATOS E MARCONI, 2003).
O fazer científico é ancorado no que se denomina
de método científico, que é o conjunto de procedimen-
tos, geralmente não padronizados que serão utilizados
pelo investigador, cujas orientações pautadas por pos-
turas e atitudes críticas devem ser adequados à natureza
de cada problema investigado. A estruturação metodo-
lógica de uma pesquisa, ou o método escolhido para a
investigação irá proporcionar rigor e cientificidade na
fundamentação da pesquisa garantindo solidez a pes-
quisa empírica, em consonância com a teoria.

1.04.
A UNIVERSIDADE E A INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Em pesquisas recentes, têm-se observado um baixo ní-


vel intelectual dos ingressantes nas Instituições de En-
sino Superior. Assim, a questão da Iniciação Científica,
ou o início do processo de pesquisar para acadêmicos
que adentram no curso superior fica complicada quan-
do se depara com um público que mal sabe ler e escre-
ver, que mal consegue entender o conteúdo de artigos

24
de jornal, ou mesmo o significado de termos corriquei-
ros, vem-nos a seguinte pergunta: é possível promover
a iniciação científica nos cursos de graduação (licencia-
tura e bacharelado)? (INÁCIO FILHO, 2007)
Considerando que todo saber é histórico, ao lem-
brarmos que o que os gregos produziram era reflexo
de seu tempo e de sua cultura, assim ocorreu com os
romanos e quaisquer outros povos. Essa historicidade
na verdade valida o aspecto de cientificidade do conhe-
cimento, pois nos permite observar que sempre o saber
está ligado a realidade objetiva.
E embora, a ciência seja considerada moderna, a
universidade é uma instituição criada no período me-
dieval para atender às necessidades da sociedade feudal.
Foi se adequando, mais tarde, às necessidades do mun-
do burguês, introduzindo a pesquisa empírica, tornan-
do-se um centro de pesquisa desde então.
A universidade é considerada o lócus para a pro-
dução da ciência. É o espaço que promove a incursão
do acadêmico no campo da pesquisa. A produção do
conhecimento científico dá-se a partir das necessidades
e problemas emergentes da sociedade, que carecem de
respostas e soluções em todas as áreas. O saber, ou o
conhecimento científico, é assim construído no sentido
de atender aos desafios e apelos do mundo atual, e os
projetos de Iniciação Científica nas universidades são
os primeiros passos em direção a instrumentalização do
acadêmico para os caminhos da pesquisa.

25
Quando falamos da universidade brasileira ob-
servamos que não possui tanta história, mas apesar de
ser uma instituição recente, esteve integrada na luta pela
conquista ou consolidação de uma sociedade moderna.
Teve influência na construção e consolidação da de-
mocracia, no entanto é atingida pela crise do modelo
econômico, base de seu financiamento. Além do mais,
a sua produção ainda está voltada para responder a an-
tigos desafios, alguns até superados.
Para Inácio Filho (2007) é preciso repensar o papel
da universidade no contexto da pesquisa, como campo
de produção da ciência. Torna-se necessário estimular
a avaliação de projetos que contemplem a intervenção
na realidade, no atendimento a problemas reais e atu-
ais. Trabalhar técnicas de redação, normas científicas.
Estimular a elaboração de planos de estudos e de diag-
nósticos através da mensuração estatística, da situação
estudada e utilizar metodologias alternativas, como pes-
quisa-ação, pesquisa-participante.
Assim, verifica-se que a principal mudança no
que se refere a iniciação científica na graduação diz res-
peito ao professor. A própria vivência do professor na
pesquisa contribui para estimular os iniciantes. É preci-
so começar e envolver outros professores e alunos, do
próprio curso e depois de outros cursos e departamen-
tos, institutos ou faculdades.
Nos cursos de graduação em ciências humanas
especificamente, sejam licenciaturas ou bacharelados,

26
existe a possibilidade de realizar pesquisa bibliográfi-
ca, quando se trata da iniciação à pesquisa do aluno de
graduação, o que não exige custos elevados nem finan-
ciamento externo. É importante dizer que nada subs-
titui a pesquisa quando se trata de iniciação científica
na graduação. “Considerado isto, de pouco ou de nada
adianta ter uma disciplina denominada metodologia
científica ou métodos e técnicas de pesquisa ou qual-
quer outro nome, se os professores de graduação não
realizam pesquisa” (INÁCIO FILHO, 2007, p. 48).
O exercício da pesquisa inicia-se fundamentalmen-
te na graduação e deve continuadamente percorrer tra-
jetória no decorrer da formação do aluno. A busca, a
investigação é um processo e deve estar engajada nos
anseios e nos interesses do pesquisador. A vivência nos
caminhos da pesquisa pode promover tanto nos alu-
nos de graduação quanto de especialização, o gosto pela
atividade de pesquisar, o que demanda principalmente,
disciplina, estudo e persistência na busca em prol da
produção da ciência para o bem da humanidade.

27
Exercícios Propostos

1. Em sua opinião, como poderíamos definir o conhe-


cimento do senso comum?

2. Observe o trecho: “o senso comum, quando busca


informações e elabora soluções para os seus problemas
imediatos, não apresenta e nem especifica as razões ou
fundamentos teóricos que demonstram ou justificam seu
uso, sua confiabilidade...” Inácio Filho (2007) comple-
menta esta questão. Esclareça o pensamento do autor.

3. Comente sobre a importância da Iniciação Científica


para o futuro pesquisador.

4. Para Inácio Filho (2007) é preciso repensar o papel


da universidade no contexto da pesquisa, como cam-
po de produção da ciência. Comente esta afirmação de
acordo com a sua opinião.

5. Aponte a base fundamental do conhecimento científi-


co, que o diferencia do conhecimento do senso comum.

29
Unidade 2.
A PESQUISA:
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
Caro(a) aluno(a),
Nesta unidade, trataremos da pesquisa, seus concei-
tos, importância e finalidades. O estudo trata tam-
bém dos elementos necessários para realizar uma
investigação e dos aspectos principais de um projeto
de pesquisa.

BOM ESTUDO!

33
2.01.
PESQUISA: CONCEITOS, APLICABILIDADE E
ELEMENTOS PRÓPRIOS DE UMA PESQUISA
Ao pensarmos em pesquisa, podemos defini-la como
o procedimento racional e sistemático, cujo objetivo é
proporcionar respostas aos problemas de interesse a
serem solucionados e que são propostos pelo pesqui-
sador. Busca-se através da pesquisa elementos e res-
postas, quando não se dispõe de informação suficiente
para responder a um problema, ou então quando a in-
formação disponível não apresenta uma estrutura ade-
quadamente relacionada ao problema.
Gil (2002) apresenta de forma clara algumas con-
siderações importantes sobre pesquisa. É interessante
iniciar conceituando a pesquisa, que se dá por meio de
conhecimentos disponíveis e a utilização criteriosa de
métodos, técnicas e outros procedimentos científicos.
Além disso, a pesquisa desenvolve-se por meio de pro-
cesso composto por inúmeras fases, que começa funda-
mentalmente pela formulação do problema percorren-
do caminhos até chegar na apresentação dos resultados.

35
2.02.
POR QUE FAZER PESQUISA?
Existem basicamente dois grandes grupos que deter-
minam a realização de uma pesquisa: por questões e
interesses de ordem intelectual e de ordem prática. Ou
seja, no primeiro caso, o pesquisador envolve-se com
a investigação simplesmente pela própria satisfação de
conhecer. Nas questões práticas, existem interesses em
conhecer e aprofundar assuntos que possam contribuir
com melhoras e soluções em todas as áreas para bene-
fícios à sociedade de um modo geral.
Pode-se dizer que as pesquisas originadas desses dois
grupos são conhecidas como “puras” e “aplicadas” e
discuti-las como se fossem mutuamente exclusivas e
tanto o conhecimento em si mesmo, quanto as contri-
buições práticas resultantes desse conhecimento são de
interesse da ciência (GIL, 2002).
Pode ocorrer de em uma pesquisa sobre proble-
mas práticos resultar em princípios científicos, bem
como uma pesquisa pura pode fornecer conhecimentos
passíveis de aplicação prática imediata. É importante
refletir sobre estratégias e táticas de pesquisa adequadas
aos objetivos tanto das pesquisas “puras” quanto das
“aplicadas”. Desse modo, daremos atenção aos estu-
dos básicos tanto das pesquisas acadêmicas, quanto das
pesquisas elaboradas para a solução de problemas.

36
2.03.
ELEMENTOS NECESSÁRIOS PARA FAZER
UMA PESQUISA
Em um sentido geral, apontamos questões a serem es-
tudadas ao elaborar-se um projeto de pesquisa, que en-
globam qualquer investigação na sua totalidade. Alguns
itens são importantes e devem fazer parte do perfil de
um pesquisador, o que resultará no êxito ou não da pes-
quisa. Por exemplo:
a) conhecimento do assunto a ser pesquisado;
b) curiosidade;
c) criatividade;
d) integridade intelectual;
e) atitude autocorretiva;
f) sensibilidade social;
g) imaginação disciplinada;
h) perseverança e paciência;
i) confiança na experiência.

Todos esses itens devem ser levados em conta no


percurso de uma pesquisa ou nas práticas de investi-
gação. O pesquisador deve estar imbuído de objetivos
que o levem a persistir no sentido de alcançar as metas
propostas para a pesquisa. É preciso o máximo de rigor
em todas as etapas da pesquisa e estar consciente de

37
que não é um trabalho fácil. Demanda tempo, disponi-
bilidade e empenho para enfrentar as dificuldades, que
certamente surgem em todo percurso investigativo.

2.03.1.
OS RECURSOS HUMANOS, MATERIAIS E
FINANCEIROS
De acordo com Gil (2002), o pesquisador tem papel
fundamental no processo de produção científica, no
entanto, é preciso pensar também nas questões relacio-
nadas aos recursos de que dispõe o pesquisador no de-
senvolvimento e na qualidade dos resultados da pesqui-
sa. Isso indica que no campo da ciência não devemos
associar invenções e descobertas como exclusividade
da genialidade do cientista. A organização com amplos
recursos tem maior probabilidade de ser bem sucedida
num empreendimento de pesquisa, que outra cujos re-
cursos sejam deficientes.
Para ser bem sucedido, qualquer empreendimento
de pesquisa, deverá levar em consideração a questão dos
recursos disponíveis. É necessário pensar nos equipa-
mentos e materiais necessários ao desenvolvimento da
pesquisa. Estar atento aos gastos que possam ocorrer na
trajetória da investigação. Por isso, o pesquisador deve ter
noção do tempo a ser utilizado. Em um projeto de pes-
quisa, é preciso prever e considerar os recursos humanos,
materiais e financeiros necessários a sua efetivação.

38
2.04.
ELEMENTOS NECESSÁRIOS PARA FAZER
UMA PESQUISA
Toda pesquisa precisa ser devidamente planejada. O pla-
nejamento, portanto, é a primeira fase, que deve com-
por: a formulação do problema, a especificação dos ob-
jetivos, a construção de hipóteses e a operacionalização
dos conceitos. No planejamento, deve constar também
os aspectos referentes ao tempo a ser despendido, os
recursos humanos, materiais e financeiros necessários
para sua realização.
Existe uma concepção de planejamento sustenta-
da por quatro elementos necessários a compreensão do
pesquisador: processo, eficiência, prazos e metas. En-
tão, podemos conceber o planejamento como um pro-
cesso sistematizado, cuja base pode dar mais eficiência à
investigação, para que em um determinado prazo alcan-
ce o conjunto das metas estabelecidas. O planejamento
de uma pesquisa fica assim explicitado por Gil:

“O planejamento da pesquisa concretiza-se median-


te a elaboração de um projeto, que é o documento
explicitador das ações a serem desenvolvidas ao lon-
go do processo de pesquisa. O projeto deve, portan-
to, especificar os objetivos da pesquisa, apresentar a
justificativa de sua realização, definir a modalidade

39
de pesquisa e determinar os procedimentos de cole-
ta e análise de dados. Deve, ainda, esclarecer acerca
do cronograma a ser seguido no desenvolvimento
da pesquisa e proporcionar a indicação dos recursos
humanos, financeiros e materiais necessários para
assegurar o êxito da pesquisa.” (2002, p. 19)

O projeto de pesquisa apresenta o roteiro das


ações a serem desenvolvidas ao longo de seu desenvol-
vimento. Esse projeto constitui documento fundamen-
tal para a investigação proposta. A elaboração de um
projeto é que possibilita, em muitos casos, organizar e
relacionar os tipos de atividades, experiências e estraté-
gias de investigação.

2.05.
ELEMENTOS DE UM PROJETO DE
PESQUISA
Para a elaboração de um projeto de pesquisa não exis-
tem regras específicas. A estrutura do projeto é deter-
minada principalmente pelo tipo de problema a ser pes-
quisado. Basicamente, é preciso que o projeto descreva
como se processará a pesquisa, esclarecendo quais as
etapas que serão desenvolvidas e os recursos que devem

40
ser viabilizados para atingir os objetivos. O projeto pre-
cisa estar detalhado para proporcionar a avaliação do
processo de pesquisa.
Na base de um projeto de pesquisa devem constar
os seguintes itens:
a) formulação do problema;
b) construção de hipóteses ou especificação dos obje-
tivos;
c) identificação do tipo de pesquisa;
d) operacionalização das variáveis;
e) seleção da amostra;
f) elaboração dos instrumentos e determinação da es-
tratégia de coleta de dados;
g) determinação do plano de análise dos dados;
h) previsão da forma de apresentação dos resultados;
i) cronograma da execução da pesquisa;
j) definição dos recursos humanos, materiais e financeiros
a serem alocados (LAKATOS E MARCONI, 2003, p. 20).

Alguns fatores influenciam na elaboração de um


projeto de pesquisa. Em primeiro lugar e o mais impor-
tante deles refere-se à natureza do problema. No caso
de uma pesquisa, cujo objetivo é investigar as intenções
de voto em determinado momento, a elaboração do
projeto é bastante simples. É possível, nesse exemplo,
determinar com precisão as ações necessárias, assim
como seus custos. Porém, em uma pesquisa que pre-
tende conhecer os fatores que determinam os níveis de

41
participação política de uma população, a elaboração do
projeto torna-se bastante complexo, pois é difícil deter-
minar com precisão os procedimentos que serão adota-
dos para a obtenção de respostas significativas.
É possível que, nesse caso, seja necessário elabo-
rar um anteprojeto, que deverá passar por alterações
significativas para se chegar à elaboração definitiva do
projeto. Outros inúmeros casos semelhantes devem ser
analisados (GIL, 2002).
O problema da pesquisa precisa estar bem defini-
do, para que se proceda a elaboração do projeto. Tam-
bém, é preciso ter clareza dos objetivos e da metodolo-
gia a ser utilizada.

2.06.
O PROBLEMA NA PESQUISA
Um problema ou uma indagação é o início de toda pes-
quisa. O que Gil (2002) nos coloca é que nem todo pro-
blema é passível de tratamento científico. Então, para
realizar uma pesquisa é necessário, em primeiro lugar,
verificar se o problema levantado pode se inserir na ca-
tegoria de científico.

“Com base nessas considerações, pode-se dizer que

42
um problema é de natureza científica quando en-
volve variáveis que podem ser tidas como testáveis:
“Em que medida a escolaridade determina a prefe-
rência político-partidária?” “A desnutrição determi-
na o rebaixamento intelectual?” Todos esses proble-
mas envolvem variáveis suscetíveis de observação
ou de manipulação. É perfeitamente possível, por
exemplo, verificar a preferência político-partidária
de determinado grupo, bem como seu nível de es-
colaridade, para depois determinar em que medida
essas variáveis estão relacionadas entre si.” (GIL,
2002, p. 24)

Considerando que um problema de pesquisa pode


ser determinado por razões de ordem prática ou de
ordem intelectual, conforme já dissemos anteriormen-
te, inúmeras razões de ordem prática podem conduzir
à formulação de problemas. Um problema pode ser
formulado tendo em vista a necessidade de subsidiar
determinada ação. Exemplo em dois casos: um candi-
dato a cargo eletivo pode estar interessado em verificar
como se distribuem seus potenciais eleitores, com vistas
a orientar sua campanha. Ou, uma empresa pode estar
interessada em conhecer o perfil do consumidor de seus
produtos para decidir sobre a propaganda a ser feita.
Os interesses práticos relacionados aos interesses
intelectuais estão também no contexto das pesquisas
desenvolvidas no âmbito dos cursos universitários de
graduação. De acordo com Gil (2002, p. 25): “É fre-

43
quente professores sugerirem aos alunos a formulação
de problemas com o objetivo de treiná-los na elabora-
ção de projetos de pesquisa”.
Existe uma diversidade de interesses em pesquisas
de ordem intelectual que levam à formulação de proble-
mas de pesquisa, principalmente quando um pesquisa-
dor volte sua atenção para um objeto pouco conhecido.
Freud, por exemplo, destacou-se quando pesquisou so-
bre o inconsciente, uma área pouco explorada.
Áreas já exploradas, também, são de interesse de
pesquisadores, cuja finalidade é aprofundar a temática,
abordando novos aspectos, com o objetivo de determi-
nar ou especificar melhor as condições em que certos
fenômenos ocorrem, ou como podem ser influenciados
por outros.
Um pesquisador pode também se interessar em
testar uma teoria específica. Gil (2002) aponta um
exemplo nesse sentido: Wardle (1961) um pesquisa-
dor estudou crianças que frequentavam uma clínica de
orientação infantil e constatou que os que furtavam, ou
apresentavam outros comportamentos anti-sociais, pro-
vinham, com frequência significativa, de lares desfeitos,
observou que apresentavam incidência mais elevada de
separação da mãe e com maior frequência tinham pais
que provinham também de lares desfeitos.
O interesse de um pesquisador pode residir apenas
na descrição de determinado fenômeno. Exemplo: veri-
ficar as características socioeconômicas de uma popula-

44
ção ou traçar o perfil do adepto de determinada religião.
Diversos fatores influenciam na escolha de problemas
de pesquisa. Contudo, não é fácil formular um problema
científico. Lakatos reconhece: “Para alguns, isso implica
mesmo o exercício de certa capacidade que não é muito
comum nos seres humanos. Todavia, não há como dei-
xar de reconhecer que o treinamento desempenha papel
fundamental nesse processo”. (2010, p. 53)
O exercício da pesquisa possibilita aos pesquisa-
dores um domínio na elaboração de regras práticas que
auxiliam na formulação de problemas científicos. São
“dicas” simples e objetivas que direcionam o pesqui-
sador na formulação do problema de pesquisa, quais
sejam:
a) o problema deve ser formulado como pergunta;
b) o problema deve ser claro e preciso;
c) o problema deve ser empírico;
d) o problema deve ser suscetível de solução;
e) o problema deve ser delimitado a uma dimensão viá-
vel. (LAKATOS, 2010, p. 135)

É preciso ressaltar que para formular o problema


na pesquisa que se tem a intenção de averiguar é preciso
em primeiro lugar ter clareza e relação com o objeto
da investigação. Isto é, um objeto, uma inquietação, um
questionamneto que faça parte da vivência do pesqui-
sador. Além disso, é importante o minucioso estudo da
literatura existente sobre a temática e discussão com

45
pessoas, que acumulam muita experiência prática no
campo de estudo.
Em linhas gerais, as considerações sobre a pes-
quisa serviram de base para tratarmos em seguida das
questões ou elementos específicos e próprios, em que
teremos a oportunidade de observar as especificidades
de uma pesquisa monográfica.

46
Exercícios Propostos

1. Descreva com suas palavras o conceito de pesquisa.

2. Aponte as dicas que segundo Lakatos (2010) podem


direcionar o pesquisador na formulação do problema da
pesquisa.

3. Um problema de pesquisa pode ser determinado


por razões de ordem prática ou de ordem intelectual.
Esclareça.

4. De que forma Gil (2002) orienta para a elaboração


de um projeto de pesquisa?

5. É importante refletir sobre estratégias e táticas de pes-


quisa adequadas aos objetivos tanto das pesquisas “pu-
ras” quanto das “aplicadas”. Comente.

47
Unidade 3.
TCC: A PESQUISA MONOGRÁFICA
Caro(a) aluno(a),
Nesta unidade, estudaremos os conceitos e as espe-
cificidades de uma monografia. Os objetivos e fina-
lidades dos TCCs, complementando com considera-
ções sobre a pesquisa bibliográfica, base teórica de
uma monografia.

BOM ESTUDO!

51
3.01.
O TRABALHO MONOGRÁFICO
Iniciando nossa conversa e estudos, nesta unidade, jul-
gamos interessante compreender primeiramente a ex-
pressão Monografia. Situando-a historicamente. A pala-
vra monografia surgiu no final do século XVIII através
do autor Frederico Le Play. Etimologicamente mónos
quer dizer um só e graphein, escrever (SALOMON,
2004, p. 254).
Trata-se de um trabalho científico em que se apre-
sentam os resultados da pesquisa desenvolvida. Um
documento, cujo estudo minucioso discorre sobre um
determinado assunto. Existem vários tipos de mono-
grafias. São trabalhos acadêmicos em geral que englo-
bam o Trabalho de Graduação Interdisciplinar - TGI e
o TCC contendo então a “monografia”. Isto é, a descri-
ção de um determinado assunto, que não exige um es-
tudo completo e exaustivo, pois se trata de um requisito
para complementação de cursos em graduação e pós-
-graduação. Diferenciam-se quanto ao nível de inves-
tigação do assunto proposto. No caso das dissertações
científicas de mestrados e teses de doutorados, que são
estudos mais aprofundados. (HABERMANN, 2009)
O estudo ou pesquisa monográfica é exigida tanto
no nível da graduação, como no da pós-graduação. “Re-

53
fere- se, geralmente, ao trabalho de término de curso
ou de unidade de programa de uma disciplina, como
atividade de desempenho escolar a ser avaliada”. (SA-
LOMON, 2004, p. 261)

3.02.
MONOGRAFIA: CONCEITOS

Na conceituação da Associação Brasileira de Normas


Técnicas (ABNT), os trabalhos acadêmicos ou similia-
res são: documentos que representam o resultado de es-
tudo, e que devem expressar, conhecimento do assunto
escolhido: “deve ser obrigatoriamente emanado da dis-
ciplina, módulo, estudo independente, curso, programa
e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação
de um orientador”. (NBR 14724,2005, p.3)
A dissertação exigida em mestrados, para se obter
o grau de mestre, é um outro exemplo de monografia.
No entanto, é um documento que representa o resul-
tado de um trabalho experimental ou exposição de um
estudo científico retrospectivo, mais aprofundado, de
tema único e bem delimitado em sua extensão, com o
objetivo de reunir, analisar e interpretar informações.
O referido estudo deve necessariamente evidenciar o
conhecimento de literatura existente sobre o assunto e
a capacidade de sistemação do aluno. É feito sob a co-

54
ordenação de um orientador (doutor), e visa à obtenção
do título de mestre. (NBR 14724,2005)
Com base nestas considerações, compreende-
se que: as monografias são estudos investigativos que
cumprem importante papel didático-pedagógico. Pois,
oferecem ao estudante universitário a oportunidade de
descobrir, iniciar na produção da ciência e conhecer
gradativamente os métodos para desenvolvê-la.
Compreendemos, então, que não há diferença
específica quanto ao termo monografia e TCC, e sim
quanto ao estilo de pesquisa, profundidade, nível de in-
vestigação e originalidade do tema abordado, os quais
classificam o grupo dos trabalhos científicos desenvol-
vidos. (SALOMON, 2004)
A monografia é um trabalho, que reúne a síntese de
leituras, observações, reflexões e críticas, desenvolvidas
de forma metódica e sistemática. Os relatos são feitos
por um pesquisador sobre um determinado escrito, re-
sultado de suas investigações. O que se investiga em uma
monografia, inicia-se com as inquietações acadêmicas.
Como todo trabalho de investigação ou trabalho
científico, a monografia inicia-se por uma dúvida ou
problema. Ao buscar os meios para resolver essa proble-
mática, o pesquisador levanta dados em fontes específi-
cas do conhecimento. Ou seja, busca fontes teóricas que
dizem respeito ao assunto em questão. A revisão crítica
de todos os achados serão somados, ou não, a uma pes-
quisa empírica (de campo). Da busca, da reflexão crítica

55
resulta a monografla, que deverá colher mais fatos que
opiniões. Esta é uma caracterização de monografia:

“Localizamos, na origem histórica da monografia,


aquilo que até hoje caracteriza essencialmente esse
tipo de trabalho científico: a especificação, ou seja,
a redução da abordagem a um só assunto, a um só
problema. Mantém-se o sentido etimológico: mónos
(um só) e graphein (escrever): dissertação a respeito
de um assunto único...”

“É preciso atentar (...) para o uso escolar da palavra


monografia. Embora, tenha de comum com o em-
prego científico o caráter de tratamento de um tema
bem delimitado, difere na qualidade da tarefa: o ní-
vel de investigação que a precede. As “monografias”
de término de seminários ou atividades semelhantes
não merecem a rigor a classificação que se lhes atri-
bui, pois não são, em geral, autênticos trabalhos de
investigação científica, mas apenas de iniciação na
investigação.” (SALOMON, 2004, p. 219)

A estruturação ou a preparação sistematizada de


um trabalho científico, no caso a monografia, pressu-
põem as seguintes etapas: 1) determinação do tema-
-problema do trabalho (dúvida, questão, problema);
2) levantamento da bibliografia referente a esse tema
(fontes); 3) leitura e documentação (tratamento com a
bibliografia); 4) reflexão crítica; 5) construção lógica do
trabalho e 6) redação do texto (monografia).

56
O trabalho monográfico é muito comum nas uni-
versidades, fazendo parte da rotina das referidas insti-
tuições. É uma forma de associar concretamente o en-
sino e a pesquisa. Muitos cursos exigem monografias
como trabalhos de conclusão de curso. Martins (2002)
complementa: “A monografia é um documento que
descreve um estudo minucioso sobre um tema relativa-
mente restrito. Frequentemente é solicitada como “Tra-
balho de Formatura” ou “Trabalho de Final de Curso”
(p. 19)”. As dissertações de mestrado e teses de douto-
ramento também são trabalhos monográficos.

3.03.
A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA:
BASE DA MONOGRAFIA

Ao caracterizar um trabalho monográfico fica evidente a


estruturação sistematizada desse documento, tendo como
base a pesquisa bibliográfica, como parte fundamental da
monografia. Pois, o levantamento ou revisão bibliográfi-
ca é parte fundamental e inicial em uma monografia.
A pesquisa bibliográfica é sempre realizada para
fundamentar teoricamente o objeto de estudo de uma
monografia. Apresenta elementos que subsidiam a aná-
lise dos dados e imprime o aspecto teórico, com base na
comprensão crítica do pesquisador. (MINAYO, 2001)

57
Através do pensamento de Lakatos (2010), com-
preendemos a pesquisa bibliográfica como aquela que
se realiza a partir do registro disponível, decorrente de
pesquisas anteriores, em documentos impressos, como
livros, artigos, teses etc. É uma pesquisa que busca os
dados ou as categorias teóricas, já trabalhadas por ou-
tros pesquisadores e devidamente registradas. Assim, as
contribuições dos autores tornam-se fontes para novos
temas a serem pesquisados.
Ao considerar que a pesquisa bibliográfica é utili-
zada basicamente em todos os trabalhos científicos, é
importante evidenciar que essa pesquisa tem como fi-
nalidade colocar o pesquisador em contato direto com
tudo que foi escrito sobre determinado assunto, com o
objetivo de permitir ao cientista uma sustentação para a
análise de sua investigação ou na manipulação das suas
informações. Contribui com informações e pesquisas
baseadas em acervos de diversos autores, que já estuda-
ram sobre o tema em questão.
Existem pesquisas produzidas somente a partir de
fontes bibliográficas. Pois, é uma pesquisa que cobre
uma imensa gama de fenômenos, oferecendo grande
vantagem ao pesquisador. Isso é fundamental no caso
de uma grande demanda de dados ou da complexidade
do tema, para solucionar o seu problema de pesquisa.
Para Severino (2007) e Lakatos (2010) existem na
pesquisa bibliográfica oito fases distintas:

58
a) escolha do tema;
b) elaboração do plano de trabalho;
c) identificação;
d) localização;
e) compilação;
f) fichamento;
g) análise e interpretação;
h) redação.

3.04.
ESCOLHA DO TEMA
O tema é o assunto que se deseja provar ou desenvol-
ver. É uma dificuldade ou problema que se deseja solu-
cionar. Escolher um tema significa levar em considera-
ção fatores internos e externos.
Os internos consistem em:
a) selecionar um assunto de acordo com as inclinações,
as aptidões e as tendências de quem se propõe a elabo-
rar um trabalho científico;
b) optar por um assunto compatível com as qualifica-
ções pessoais;
c) encontrar um objeto que mereça ser investigado cien-
tificamente e tenha condições de ser formulado e deli-
mitado em função da pesquisa.

59
Os externos requerem:
a) a disponibilidade do tempo para realizar uma pesqui-
sa completa e aprofundada;
b) a existência de obras pertinentes ao assunto em nú-
mero suficiente para o estudo global do tema;
c) a possibilidade de consultar especialistas da área, para
uma orientação, tanto na escolha, quanto na análise e
interpretação da documentação específica. (LAKA-
TOS, 2010, p. 26-27)

Pode-se ter como fontes para a escolha do assunto,


a própria experiência pessoal ou profissional, de estudos
e leituras, da observação. O passo seguinte a escolha do
assunto é sua delimitação. Nesse sentido, é interessante
pensar que o sujeito é a realidade, a respeito da qual se
deseja saber alguma coisa. É o universo de referência.
Que pode ser constituída de objetos, fatos, fenômenos
ou pessoas. O objeto de um assunto é o tema propria-
mente dito, está relacionado àquilo que se deseja saber
ou realizar a respeito do sujeito.

3.04.1.
ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO

É interessante elaborar o Plano de Trabalho antes do


fichamento. Na elaboração do plano, deve-se observar a
estrutura de todo o trabalho científico: introdução, de-

60
senvolvimento e conclusão.
a) Introdução. Formulação clara e simples do tema, sua
delimitação, importância, caráter, justificativa, metodo-
logia empregada e apresentação sintética da questão.
b) Desenvolvimento. Fundamentação lógica do trabalho,
cuja finalidade é expor e demonstrar suas principais
ideias.
c) Conclusão. Consiste no resumo completo, mas sinteti-
zado, da argumentação desenvolvida na parte anterior.
Devem constar da conclusão a relação existente en-
tre as diferentes partes da argumentação e a união das
ideias e, ainda, a síntese de toda a reflexão. (LAKATOS,
2010, p. 28)

3.04.2.
IDENTIFICAÇÃO
É a identificação das obras ou a fase de reconhecimento
do assunto pertinente ao tema em estudo. Deve-se par-
tir, inicialmente, pela procura de catálogos onde se en-
contram as relações das obras. Essas obras podem ser
publicados pelas editoras, com a indicação dos livros
e revistas editados, ou pertencer a bibliotecas públicas,
com a listagem por título dos trabalhos. Existem, ainda,
os catálogos específicos de alguns periódicos, com o rol
dos artigos publicados anteriormente.

61
Em seguida, seria o levantamento, pelo Sumário
ou Índice, dos assuntos nele abordados. Outra fonte de
informações refere-se aos resumos das obras que ofere-
cem elementos para identificar o trabalho.

3.04.3.
LOCALIZAÇÃO
Após o levantamento bibliográfico, com a identificação
das obras que interessam, é preciso partir para a locali-
zação das fichas bibliográficas nos arquivos das bibliote-
cas públicas, nos de faculdades oficiais ou particulares e
outras instituições. É um trabalho que demanda tempo,
mas que posteriormente facilita a busca do pesquisador.

3.04.4.
COMPILAÇÃO

É o apanhado geral de todo o material selecionado, ou a


reunião sistemática do material contido em livros, revis-
tas, publicações avulsas ou trabalhos mimeografados.
Esse material pode ser obtido por meio de fotocópias,
xerox ou vídeos, microfilmes etc.

62
3.04.5.
FICHAMENTO
São as anotações e registros em forma de resumos das
leituras realizadas com base no material selecionado. O
pesquisador após minuciosa leitura transcrever resumi-
damente o pensamento dos autores lidos.
De posse das fontes de referência, o pesquisador deve
transcrever os dados em fichas ou não, com o máximo
de exatidão e cuidado. Pode-se utilizar fichas que levam
o indivíduo a pôr em ordem no seu material. Possibilita,
ainda, uma seleção constante da documentação e de seu
ordenamento.

3.04.6.
ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO

Essa fase é importante, pois o pesquisador terá condi-


ções de verificar criticamente o material coletado para
utilizá-lo ou não na elaboração do seu trabalho. A pri-
meira fase da análise e da interpretação é a crítica do
material bibliográfico, sendo considerado um juízo de
valor sobre determinado material científico. De acordo
com Salomon (2004, p. 115), é preciso analisar:

63
a) crítica do texto: averiguar se o texto sofreu ou não alte-
rações, interpolações e falsificações ao longo do tempo.
Investigar, principalmente, se o texto é autógrafo (escri-
to pela mão do autor) ou não; em caso negativo, se foi
ou não revisto pelo autor; se foi publicado pelo autor
ou outra pessoa o fez; que modificações ocorreram de
edição para edição;
b) crítica da autenticidade: determina o autor, o tempo, o
lugar e as circunstâncias da composição;
c) crítica da proveniência: investiga a proveniência do tex-
to. Varia conforme a ciência que a utiliza. Em História,
tem particular importância o estudo de onde provie-
ram os documentos; em Filosofia, interessa muito mais
discernir até que ponto uma obra foi mais ou menos
decalcada sobre outra.

3.04.7.
REDAÇÃO

A redação da pesquisa bibliográfica varia de acordo


com o tipo de trabalho científico que se deseja apresen-
tar. Pode ser uma monografia, uma dissertação ou uma
tese. No caso da monografia, é interessante que o autor
tenha certo conhecimento sobre o que irá escrever e
uma leitura apurada do material a ser pesquisado.
A redação, na monografia exige cuidados necessários a
todo trabalho científico:

64
a) Clareza - não deixa margem a interpretações
diversas; não utiliza linguagem rebuscada, ter-
mos desnecessários ou ambíguos; evita falta de
ordem na apresentação das ideias;
b) Precisão - cada palavra traduz exatamente o
que o autor transmite;
c) Comunicabilidade - abordagem direta e simples
dos assuntos; lógica e continuidade no desenvol-
vimento das ideias; uso criterioso da pontuação;
d) Consistência - de expressão gramatical; de ca-
tegoria, equilíbrio existente nas seções de um
capítulo ou subseções de uma seção; de sequên-
cia, ordem na apresentação de capítulos, seções e
subseções do trabalho.
(SALOMON, 2004 E MARTINS, 2002)

No texto devem constar citações e suas respec-


tivas referências bibliográficas, indicando as leituras
existentes e devidamente fundamentadas em um texto
apresentável. A coerência e articulação entre as partes
são fundamentais, a introdução, o desenvolvimento e
a conclusão devem estar correlacionadas para melhor
compreensão do trabalho como um todo.

65
Exercícios Propostos

1. Na sua compreensão, o que é um estudo monográfico?

2. Para Severino (2007) e Lakatos (2010) existem na


pesquisa bibliográfica, oito fases distintas. Aponte-as e
comente cada uma delas.

3. Esclareça a função da pesquisa bibliográfica em um


trabalho científico.

4. De acordo com Salomon (2004), é preciso ter cuida-


do ao elaborar a redação em um trabalho monográfico.
Aponte-os.

5. Esclareça aspectos importantes a serem considerados


na escolha do tema de uma monografia.

67
Unidade 4.
TCC: O TRABALHO MONOGRÁFICO
Caro(a) aluno(a),
Nesta unidade, estudaremos itens relevantes para a ela-
boração de uma monografia. Complementando com
considerações sobre as normas da ABNT e informa-
ções sobre a formatação do trabalho monográfico.

BOM ESTUDO!

71
4.01.
O TRABALHO MONOGRÁFICO
Um trabalho científico requer disponibilidade do pes-
quisador em buscar todo aparato para que torne pos-
sível a realização da pesquisa. Demanda tempo, dedi-
cação e organização, para que na medida do possível
e mediante a clareza e objetividade da investigação, o
pesquisador obtenha êxito na sua produção científica,
seja ela qual for.
Em princípio, realizar leituras de revistas especiali-
zadas da área a ser estudada e a participação em cursos de
especialização, extensão e aperfeiçoamento, em seminá-
rios e congressos científicos muito contribuem, no mo-
mento, em que se busca investigar um determinado tema.
Outra questão importante em um projeto de pes-
quisa é o interesse por algo , por uma questão que se
queira investigar. Certamente, que só se conhece, só se
é levado a investigar à medida que se precisa encontrar
solução ou respostas a questionamentos ou dificuldades
na área específica da temática.

73
4.02.
CRITÉRIOS PARA ELABORAÇÃO DE UMA
MONOGRAFIA
Além disso, alguns outros pontos merecem atenção,
quando se propõe uma investigação. São critérios que
servem para reflexão do pesquisador. Pensar na pesqui-
sa a ser realizada nos seguintes aspectos: originalidade,
importância, viabilidade e conhecimento do assunto.
É necessário pensar na originalidade do trabalho
para evitar que se pesquise sobre um assunto já conhe-
cido e, portanto, não se acrescente nada com o traba-
lho de investigação. Mesmo uma pesquisa bibliográfica,
quando se utiliza de outros autores, dispensando a pes-
quisa de campo, é possível somar grande contribuição
para a ciência no preenchimento de lacunas deixadas
pelas pesquisas publicadas sobre o assunto. (INÁCIO
FILHO, 2007)
Um tema deve levar em conta também a sua im-
portância. Refletir sober a relevância do trabalho para
a comunidade científica e mesmo para a sociedade. A
viabilidade é outro item que não se pode desconsiderar,
pois o pesquisador pode correr o risco de perder tempo
e recurso. O pesquisador deve atentar para realizar uma
pesquisa sobre um determinado assunto, que ainda não
foi objeto de estudos e publicações. Essa reflexão com

74
base em estudos requer também muita observação so-
bre as produções já realizadas.
Essa observação feita com base em leituras irá
auxiliar o pesquisador para que tenha o conhecimento do
assunto a ser estudado. Desse modo, terá condições de
propor problemas relevantes no seu projeto de pesquisa.
A Fundamentação teórica é outra questão impor-
tante em qualquer elaboração científica, pois consiste
em explicitar e embasar os conceitos fundamentais
na utilização de procedimentos para as análises, assim
como as categorias e os pressupostos teóricos, que sus-
tentarão todo o desenvolvimento da pesquisa.
Para Inácio Filho (2007), todo esse conjunto de
categorias, conceitos e pressupostos deve constituir-se
num todo articulado dentro do trabalho científico. O
conhecimento sobre a estrutura da pesquisa também
deve fazer parte do interesse do pesquisador, no senti-
do de estruturar o trabalho dentro dos padrões exigidos
para elaboração de um trabalho científico.
Além de buscar um conhecimento sobre o assunto
a ser pesquisado, fazendo um levantamento das obras
já apresentadas sobre a temática, é necessário também
que o pesquisador tenha acesso à estrutura do trabalho
e à questão da normatização das elaborações científicas.
Toda pesquisa deve atender as exigências da normas,
para que seja aceito pela comunidade científica.
Logo abaixo, seguem algumas considerações sobre
as normas da ABNT, para que você pesquisador, possa

75
inteirar-se de forma breve de normas que regulam a ela-
boração científica, sem contudo deixar de pesquisá-las
e estudá-las de maneira mais criteriosa, para o êxito do
seu trabalho, no caso a monografia.

4.03.
AS NORMAS DA ABNT
Todo trabalho científico exige uma formatação com
base nas normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas. É um padrão nacional de normas, que vale
para todos as produções científicas. É interessante ter
acesso a estas normas para formatar de forma prática
e objetiva seus próprios trabalhos e, principalmente, a
monografia.
Nesse sentido, Habermann (2009) traz colabora-
ções, que esclarecem questões importante relacionadas
às normas, e que são na maioria das vezes, motivo de
dificuldades na elaboração de trabalhos, por parte de
pesquisadores.
A ABNT foi fundada no ano de 1940. Trata-se de
uma entidade privada de políticas públicas, sem fins lu-
crativos, reconhecida por Lei, como órgão de utilidade
pública dirigida por membros de um conselho delibe-
rativo, conselho fiscal, conselho técnico e a diretoria
executiva.

76
Pode-se dizer que é o único órgão responsável de
normalização técnica no Brasil, e é a única e exclusi-
va representante no país de entidades internacionais,
como: a ISO - International Oganization For Standar-
dization, da qual é membro fundadora, bem como da
COPANT - Comissão Pan-Americana de Normas Téc-
nicas e da AMN - Associação MERCOSUL de Norma-
lização. Também é representante da IEC - International
Eletrotechnical Commission.
Quando se refere aos trabalhos acadêmicos o co-
mitê responsável pela elaboração e alteração é o da in-
formação e documentação - ABNT/CB-14. A ABNT
tem como finalidade promover o desenvolvimento tec-
nológico nacional e, neste caso, padronizar a forma de
apresentação dos trabalhos acadêmicos, para que todos
os trabalhos apresentados pelos alunos sigam o mesmo
padrão. (HABERMANN, 2009)
A ABNT apresenta várias normas que são referen-
dadas com números chamados de NBR, que significa
Normas Brasileiras, as quais estão sujeitas a revisões pe-
riodicamente. O acadêmico precisa estar atento às mu-
danças das normas por ocasião da elaboração do seu
trabalho, considerando as constantes adequações que a
ABNT processa.
Abaixo, apresentamos as normas mais utilizadas
em trabalhos acadêmicos:
- ABNT NBR 6023:2002, que referencia sobre a elaboração
das referências;

77
- ABNT NBR 6024:2003, que referencia sobre a numera-
ção progressiva das seções de um documento escrito;
- ABNT NBR 6027:2003, que referencia sobre o sumário;
- ABNT NBR 6028:2003, que referencia sofre o resumo de
trabalho;
- ABNT NBR 6034:1989, que referencia sobre o índice de
publicações;
- ABNT NBR 10520:2002, que referencia sobre as citações
em documentos;
- ABNT NBR 12225:2004, que referencia sofre a lombada e;
- ABNT NBR 14724:2005, que referencia sobre a forma-
tação dos trabalhos acadêmicos como: a capa, página
de rosto, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, dentre
outros itens. A formatação básica para elaborar um tra-
balho acadêmico deve ser baseada nos princípios gerais
da NBR 14724:2005.

4.04.
SOBRE A FORMATAÇÃO DA MONOGRAFIA
Ainda, em Habermann (2009), apresentamos basica-
mente os padrões a serem seguidos na formatação de
uma monografia, devendo-se considerar que a forma-
tação básica para elaborar um trabalho acadêmico deve
ser baseada nos princípios gerais da NBR 14724:2005:

78
• PAPEL: deve ser branco, formato A4 e o texto deve ser
digitado no anverso da folha, ou seja, na frente, exceto
para a folha de rosto que deverá conter a ficha catalo-
gráfica, impressos na cor preta, podendo utilizar outras
cores apenas para ilustrações;
• MARGENS: a margem deverá obedecer 3 cm de borda
superior e esquerda e 2 cm de borda inferior e direita;
• ESPACEJAMENTO ENTRELINHAS: deve ser de 1,5 cm em
todo o trabalho, exceto para as citações com mais de
três linhas, notas de rodapé, referências, legendas das
ilustrações e das tabelas, ficha catalográfica, natureza do
trabalho, nome da instituição e área de formação, que
devem ser redigidos em espaçamento simples;
• PARÁGRAFO: 1,25 cm em todo o trabalho, exceto para
as citações;
• TEXTO: deve ser justificado em todo o trabalho, exceto
para as referências no final do trabalho e notas de ro-
dapé, as quais deverão estar alinhadas à esquerda. Se no
decorrer do texto utilizar termos de origem estrangeira,
recomenda-se o uso de itálico;
• FONTE E TAMANHO: é facultado ao acadêmico utilizar-
se de qualquer tipo de fonte, porém as mais indicadas
são a Arial ou Times New Roman, até mesmo a Courier
New, pois o formato da letra contribui para que a leitura
seja menos cansativa. O tamanho exigido é 12, exceto
para citações com mais de 3 linhas, notas de rodapé,
paginação e legendas das ilustrações e tabelas, devendo
ser redigidas em tamanho menor e uniforme. Nestes

79
casos, o tamanho indicado é 10;
• PAGINAÇÃO: deve ser contada a partir da folha de rosto
continuamente, mas não numeradas, só deve aparecer o
número de páginas a partir da primeira folha da parte
textual, ou seja, da introdução, em algarismos arábicos,
no canto superior direito da folha a 2cm da borda supe-
rior. Se por ventura, o trabalho for em dois volumes, o
número de páginas continua de onde parou o primeiro
volume. Se houver apêndices e anexos, estes deverão
ser numerados sequencialmente após a conclusão;
• TÍTULOS DAS SEÇÕES E SUBSEÇÕES: trata-se dos elemen-
tos textuais, que devem seguir o indicativo numérico,
alinhado à esquerda separado por um espaço de carac-
teres, destacados em letras maiúsculas, negrito, itálico
ou sublinhado, devendo o texto iniciar após dois espa-
ços de 1,5 cm entrelinhas;
• TÍTULOS DAS SUBSEÇÕES: segue a mesma formatação
dos títulos das seções, porém é opcional redigir em le-
tras maiúsculas ou minúsculas, desde que seja padrão
em todo o trabalho. (HABERMANN, 2009, p. 22)

Vale ressaltar que nos elementos pré-textuais e


pós-textuais, não se utiliza a indicação numérica de-
vendo ser redigidos em letras maiúsculas, centraliza-
das, em negrito, itálico ou sublinhado, com exceção da
dedicatória e epígrafe, as quais não deverão conter os
títulos e indicativo numérico conforme dispõe a NBR
6024:2003.

80
Além da formatação básica do trabalho acadêmico,
é necessário compreender a divisão da estrutura desse
trabalho. Ou seja, os elementos pré- textuais, textuais e
pós-textuais descritos abaixo.

4.05.
ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS
Nos elementos pré-textuais devem constar:
- Capa;
- Folha de rosto;
- Folha de aprovação;
- Dedicatória(s);
- Agradecimento(s);
- Epígrafe;
- Resumo na língua vernácula;
- Resumo em língua estrangeira;
- Lista de ilustrações;
- Lista de tabelas;
- Lista de abreviaturas e siglas;
- Lista de símbolos;
- Sumário.

Nestes elementos, estão os de caráter obrigatório e os


de caráter opcional, que poderão ser melhor identifica-
dos na unidade 5.

81
4.06.
ELEMENTOS TEXTUAIS
Nos elementos textuais, configura-se o corpo do traba-
lho, e deve constar:
- Introdução;
- Objetivo Geral;
- Objetivo Específico;
- Método;
- Resultado;
- Discussão;
- Conclusão.

4.07.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
Esta é a última parte da estrutura do trabalho e deve
constar:
- Referências (obrigatório);
- Apêndice (opcional);
- Anexo (opcional);
- Glossário (opcional).

82
Exercícios Propostos

1. Comente os critérios a serem pensados para a elabo-


ração de uma monografia.

2. O que deve constar nos elementos pré-textuais de


uma monografia?

3. No corpo da monografia existe o item - Títulos das


seções e subseções. Esclareça.

4. Todo trabalho científico exige uma formatação com


base nas normas da Associação Brasileira de Normas
Técnicas. Justifique esta afirmação.

5. Comente o pensamento de Inácio Filho (2007):


“todo esse conjunto de categorias, conceitos e pressu-
postos deve constituir-se num todo articulado dentro
do trabalho científico. O conhecimento sobre a estrutu-
ra da pesquisa também deve fazer parte do interesse do
pesquisador, no sentido de estruturar o trabalho dentro
dos padrões exigidos para elaboração de um trabalho
científico”.

83
Unidade 5.
ESTRUTURA DA MONOGRAFIA
Caro(a) aluno(a),
Nesta unidade, será apresentada a estrutura da mo-
nografia com todos os elementos necessários para
a formatação do trabalho monográfico de forma
explicativa para melhor visualização do pesquisador.

BOM ESTUDO!

87
5.01.
ESTRUTURA DA MONOGRAFIA:
ELEMENTOS FUNDAMENTAIS
Nesta unidade, apresentamos de forma explicativa,
item a item da estrutura da monografia com a descrição
de cada parte, para que o acadêmico identifique os ele-
mentos na própria apresentação da estrutura projetada
para melhor visualização do pesquisador. É um material
elaborado por nós, por ocasião de trabalhos realizados
com orientações de TCCs em cursos de graduação e
especialização, cujo objetivo é oferecer ao aluno as con-
dições visuais para a formatação correta de um trabalho
científico, ou de uma monografia.
Vale ressaltar que, embora tenhamos este padrão
básico para a formatação de uma monografia, cada
instituição pode proceder a adequações ou mudanças
que julgar necessária, sempre afirmando que este é
um modelo padrão de estrutura e formatação de uma
monografia. O aluno deverá inteirar-se da formatação
exigida pela sua instituição tomando como base este
modelo para observar se existem elementos a serem
modificados ou não. Estudar, também, as normas vi-
gentes da ABNT, considerando as constantes mudan-
ças nessa padronização.

89
5.02.
A COMPOSIÇÃO ESTRUTURAL DA
MONOGRAFIA
É importante observarmos que toda a Monografia ou
TCC devem ser compostas, de acordo com a ABNT/
NBR 14724:2002, das seguintes partes:

90
PRÉ-TEXTUAIS
Capa Obrigatório
Folha de rosto Obrigatório
Folha de aprovação Obrigatório
Dedicatória Opcional
Agradecimentos Opcional
Epígrafe Opcional
Resumo Obrigatório
Sumário Opcional
Lista de ilustrações Opcional
Lista de tabelas Opcional
Lista de abreviaturas
Opcional
e siglas
Lista de símbolos Obrigatório
TEXTUAIS
Introdução Obrigatório
Desenvolvimento Obrigatório
Conclusão ou
Obrigatório
Considerações finais
PÓS-TEXTUAIS
Referências Obrigatório
Glossário Opcional
Apêndice (s) Opcional
Anexo (s) Opcional

91
5.03.
DISCRIMINAÇÃO DAS PARTES

1.1. CAPA

Deve conter:
a) nome da Instituição e do autor ao alto da folha, em
fonte 14, em letras maiúsculas e sem negrito;
b) título do trabalho ao centro em fonte 16, em letras
maiúsculas e com negrito;
c) parte inferior com o nome da cidade e o ano de apre-
sentação, em fonte 12, apenas as iniciais são maiúsculas
e não todas as letras das palavras, e sem negrito.

92
UNAES - FACULDADE DE CAMPO GRANDE
LUCI CARLOS DE ANDRADE

MATERIALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE
MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO
FUNDAMENTAL DE MATO GROSSO DO SUL
NOS ANOS DE 1993 A 2002

Campo Grande
2005

93
1.2. FOLHA DE ROSTO

Após a capa, aparece:


a) nome do autor ao alto da folha, em fonte 14, em le-
tras maiúsculas e sem negrito;
b) título do trabalho ao centro em fonte 16, em letras
maiúsculas e com negrito;
c) logo abaixo, da metade da folha, à direita, aparece uma
explicação rápida mais clara acerca dos objetivos institu-
cionais, seguida da instituição, a que se destina a pesquisa;
d) parte inferior, o nome da cidade e o ano de apresen-
tação, em fonte 12, apenas as iniciais são maiúsculas e
não todas as letras das palavras, e sem negrito.

94
LUCI CARLOS DE ANDRADE

MATERIALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE
MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO
FUNDAMENTAL DE MATO GROSSO DO SUL
NOS ANOS DE 1993 A 2002

Monografia apresentada como exigência


parcial para a obtenção do título de
Especialista em Gestão e Políticas Públicas da
Educação, apresentada à Banca Examinadora
da UNAES – Faculdade de Campo Grande,
MS, sob a orientação da Prof.ª MSc. Liliana
Gonzaga de Azevedo Martins.

Campo Grande
2005

95
1.3. FOLHA DE APROVAÇÃO

Deve conter o título completo da monografia ou TCC,


nome completo do autor, nome do título, nota que ob-
teve no trabalho, nome completo dos membros da ban-
ca examinadora e local para assinatura dos membros e
data de aprovação.

96
TERMO DE APROVAÇÃO

A monografia intitulada: MATERIALIZAÇÃO DA POLÍTICA


DE MUNICIPALIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL
DE MATO GROSSO DO SUL NOS ANOS DE 1993 A 2002,
apresentada por LUCI CARLOS DE ANDRADE como exigência
parcial para a obtenção do título de Especialista em Gestão e
Políticas Públicas da Educação à Banca Examinadora da UNAES,
Campo Grande, MS, obteve nota _______, para aprovação.

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________________
Prof.ª MSc. Liliana Gonzaga de Azevedo Martins (UNES)
ORIENTADORA

_________________________________________________
Prof.ª MSc. Zaira de Andrade Lopes (UNAES)
CONVIDADA

_______________________________________________
Prof. PhD. Francisco Trindade Leite (UNIDERP)
CONVIDADO

97
1.4. PRÉ-TEXTUAIS

São as páginas que antecedem ao sumário. Podem ser


incluídas as seguintes partes, devendo constar cada uma
em página separada.

a) Dedicatória: essa folha não é obrigatória, mas contém


texto, geralmente curto, no qual o autor dedica seu tra-
balho a alguém.

b) Agradecimentos: visa agradecer a pessoas que tenham


contribuído para o sucesso do trabalho, prestar home-
nagem aos que não estiveram diretamente relacionadas
com sua realização e entes queridos.

c) Epígrafe: trata-se de um pensamento de algum autor


de preferência, que revele o objeto estudado, mas não,
necessariamente, tenha alguma relação com o tema.

d) Resumo: síntese dos pontos relevantes do texto, em


linguagem clara, concisa, direta, com o mínimo de 200
e o máximo de 500 palavras.

98
DEDICATÓRIA

Dedico à minha mãe, por tudo o que ela representa na


minha vida.
Ao meu marido, por me fazer feliz.
Ao meu pai, por me mostrar o caminho do perdão.
Aos meus irmãos, pelo apoio nas horas que precisei.
Aos meus filhos, por serem pessoas tão belas.

99
AGRADECIMENTOS

A realização deste trabalho só foi possível graças ao auxílio de


professores e à compreensão de um grupo de apoio, aos quais
manifesto valorosa gratidão.

À Prof.ª Éster Senna, pela paciência, confiança e orientação segura,


pela amizade e compreensão que me dispensou, principalmente
nos meus momentos de ansiedade.

À minha sobrinha Paula, pelo apoio no levantamento de material


para o desenvolvimento da pesquisa, pela montagem de quadros,
pela sua inteligência e habilidade em informática, especialmente
pela paciência.

À Profª. Regina Tereza Cestari de Oliveira, pelo estímulo, pela


segurança, pela solidariedade, pelas críticas valiosas e pelo
sorriso, com o qual sempre me acolheu.

À Profª. Vera Maria Vidal Peroni, por aceitar fazer parte da


minha banca e pelas contribuições no exame de qualificação, pela
disposição ao atender-me, várias vezes, por telefone, pelo respeito
à minha pessoa e ao meu trabalho.

Ao Prof. David Victor-Emamnuel Tauro, pelas suas aulas


maravilhosas e pela sua efetiva contribuição.

Ao Prof. Antonio Carlos do Nascimento Osório, figura forte que


nos impulsiona a continuar.

À Tatiana e à Jacqueline, pela amizade, paciência, carinho e


cuidado com todos os mestrandos, principalmente, na hora de
resolver problemas.

100
Os homens fazem sua própria história, mas
não a fazem como querem; não a fazem
sob circunstâncias de sua escolha e sim
sob àquelas com que se defrontam direta-
mente, legadas e transmitidas pelo passa-
do. A tradição de todas as gerações mortas
oprime como um pesadelo o cérebro dos
vivos. E justamente quando parecem em-
penhados em revolucionarem-se a si e às
coisas, em criar algo que jamais existiu,
precisamente nesses períodos de crise re-
volucionária, os homens conjuram ansio-
samente em seu auxílio os espíritos do pas-
sado, tomando-lhes emprestado os nomes,
os gritos de guerra e as roupagens, a fim de
apresentar e nessa linguagem emprestada.

(Karl Marx, 1814)

101
RESUMO

O objeto de investigação é a materialização da política de descen-


tralização, via municipalização do ensino fundamental no Estado
de Mato Grosso do Sul, no período 1993 a 2002, cujo processo
de municipalização iniciou-se em 1993 no governo de Pedro Pe-
drossian (1991/1994), através Lei n.º 1.331, de 11 de dezembro de
1992 que efetivou a parceria entre o Estado e os Municípios, con-
forme o artigo 1.º, que instituía o Programa de Descentralização
e Fortalecimento do Ensino de 1.º Grau (hoje ensino fundamen-
tal). Elegeu-se como objetivo geral investigar a concretização da
política de municipalização do ensino fundamental desenvolvida
no Estado de Mato Grosso do Sul, no período 1993 a 2002, para
analisar o movimento da descentralização, via municipalização
do Estado de Mato Grosso do Sul. A pesquisa documental foi
realizada a partir de textos oficiais enviados à Assembleia Legis-
lativa desde 1980, Diários Oficiais, Relatórios de Gestão dos anos
1992 a 2002, Decretos, Resoluções, Leis, Convênios assinados,
projetos, programas e propostas dos governos: Pedro Pedrossian
(1991/1994), Wilson Barbosa Martins (1995/1998) e José Orcírio
Miranda (1999/2002). Foram realizadas nove entrevistas semi-es-
truturadas, gravadas em fita cassete, com representantes da socie-
dade política e sociedade civil. As categorias selecionadas foram:
a de totalidade, a qual nos indica que a descentralização, por meio
da municipalização precisa ser analisada numa perspectiva de re-
lacionamento e multicausalidade, com destaque para o modo de
produção da vida material; a de mediação indica que as relações
no processo de municipalização da educação se estabelecem reci-
procamente e não podem ser compreendidas por si mesmo, numa
única direção determinista.

Palavras-chave: Municipalização. Descentralização. Política


pública. Gestão da Educação.

102
e) Lista de ilustrações: relação de tabelas, gráficos, fórmu-
las, lâminas, figuras (desenhos, gravuras, mapas, foto-
grafias, esquemas, fluxogramas, quadros etc), na mesma
ordem em que são citadas no TCC, com indicação da
página, onde estão localizadas.

Lista de tabelas: elaborado de acordo com a ordem


apresentada no texto, com cada item designado por seu
nome e acompanhado da página.

f) Listas de abreviaturas e siglas: relações alfabéticas das


abreviaturas e siglas, utilizadas na publicação, seguidas
das palavras a que correspondem, escritas por extenso.

g) Lista de símbolos: deve ser elaborado de acordo com a


ordem que aparece no texto.

h) Sumário: as divisões do trabalho, os capítulos e seções


com a indicação das páginas. Não se deve confundir
com índice, para designar esta parte.

103
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

QUADRO 1.1 - Estrutura de Financiamento da Educação por


Unidade da Federação...............................................................41

QUADRO 1.2 - Recursos públicos para financiar a Educação


no projeto original.....................................................................48

QUADRO 1.3 - Organização do Sistema Municipal de


Educação – LDB 9394/96..........................................................52

104
LISTA DE TABELAS

TABELA 3.4 – EVOLUÇÃO DE MATRÍCULAS DA REDE


ESTADUAL.............................................................................116

TABELA 3.5 – EVOLUÇÃO DAS MATRÍCULAS DO


ENSINO FUNDAMENTAL.................................................. 216

105
LISTAS DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ADCT – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias


APM – Associação de Pais e Mestres
BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento
BM – Banco Mundial
BIRD - Banco Internacional para a Reconstrução e o
Desenvolvimento
CENESP - Centro Nacional de Educação Especial
CF – Constituição Federal
COAGRI - Coordenação Nacional de Ensino Agropecuário
DF – Distrito Federal
DIPLAN – Diretoria de Planejamento
FETEMS – Federação dos Trabalhadores em Educação do
Estado de Mato Grosso do Sul.
FMI – Fundo Mundial de Investimentos
FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento Educacional
FPE – Fundo de Participação dos Estados
FPM – Fundo de Participação do Município
FUMPE - Fundo de Manutenção de Prédios Escolares
FUNDEF - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e Valorização do Magistério.

106
LISTAS DE SÍMBOLOS

% - Porcentagem
@ - Arroba
R$ - Real

107
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO
2. MUNICIPALIZAÇÃO NO ESTADO
BRASILEIRO.......................................................................... 22
2.1. ESTADO E A
MUNICIPALIZAÇÃO..............................................................23
2.2. MUNICIPALIZAÇÃO NO BRASIL APÓS A DÉCADA
DE 1980.................................................................................... 29
2.2.1. MUNICIPALIZAÇÂO E A CONSTITUIÇÂO FEDERAL
DE 1988.................................................................................... 34
3. MUNICIPALIZAÇÃO NO ESTADO DE MATO GROSSO
DO SUL.................................................................................... 56
3.1. GESTÃO DE HARRY AMORIM COSTA E A
MUNICIPALIZAÇÃO............................................................. 57
3.2. GESTÃO DE MARCELO MIRANDA SOARES ............64
3.2.1.MUNICIPALIZAÇÂO NO MARCELO MIRANDA
SOARES ...................................................................................70
REFERÊNCIAS........................................................................81
ANEXOS...................................................................................82

108
1.5. TEXTUAIS

A organização do texto dos trabalhos científicos deve


obedecer à sequência: Introdução, Desenvolvimento,
que se dividindo em seções e subseções, conforme a
natureza do assunto, e Conclusão.

a) Introdução: conforme ABNT/NBR 14724 – 4.2.1:


Parte inicial do texto, onde devem constar a delimita-
ção do assunto tratado, objetivos da pesquisa e outros
elementos necessários para situar o tema do trabalho.

b) Desenvolvimento: de acordo com ABNT/NBR 14724


- 4.2.2: Parte principal do texto, que contém a exposição
ordenada e pormenorizada do assunto. Divide-se em
seções e subseções, que variam em função da aborda-
gem do tema e do método.

c) Conclusão: conforme ABNT/NBR 14724 – 4.2.3.


Conclusão: parte final do texto, na qual se apresentam
conclusões correspondentes aos objetivos ou hipóte-
ses. NOTA: é opcional apresentar os desdobramentos
relativos à importância, síntese, projeção, repercussão,
encaminhamento e outros.

110
INTRODUÇÃO

Esta pesquisa tem como objeto de investigação ...


Parte-se do pressuposto que ...
O processo de municipalização do Estado de Mato Grosso do
Sul, originou-se ...
Centralização dos programas educacionais nos últimos anos
ganhou mais destaque por sua relevância como política
educacional...
A elaboração desta pesquisa justifica-se em razão ...
Elegeu-se como objetivo geral ...
A pesquisa documental foi realizada a partir de textos oficiais
...
Foram realizadas nove entrevistas semi-estruturadas, gravadas
em fita cassete com representantes da sociedade civil: ...
Para investigar a política de municipalização do ensino
fundamental do Estado de Mato Grosso do Sul, na etapa
de fundamentação teórica alguns trabalhos trouxeram sua
relevância sobre a temática discutida, a exemplo de Rocha
(1992) que apresenta um estudo sobre a gestão pública no
Estado de Mato Grosso do Sul, no período de 1979 a 1990,
Para ordenar esse rol de informações, este trabalho foi
composto em três seções: na primeira ...
Na segunda seção abordou-se ...
Na terceira e última apresentou-se análise das medidas ...

111
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo teve como objetivo investigar a concretização


da política de municipalização do ensino fundamental, de
Mato Grosso do Sul, no período de 1993 a 2002, que está
associada ao debate sobre as políticas sociais, principalmente
sobre a Reforma do Estado, alicerçadas nas orientações do
MARE (1995) que conduziu as políticas sociais, alicerçadas
em três pilares: focalização; privatização e descentralização,
determinando mecanismos de negociação nos campos político-
institucional e econômico-financeiro,
De fato, a análise da municipalização no período
estabelecido demonstrou pelos documentos produzidos pela
Secretaria de Estado de Educação e pela fala dos atores
envolvidos neste processo, que esta política caminhou
muito mais na direção da linha historicamente construída do
descompromisso e a desresponsabilização e não na realização
de um processo de democratização.
Na prática, verificou-se que o processo de endividamento
do Estado de Mato Grosso do Sul, já estava em andamento
desde a sua criação e a falta de recursos para a área da
Educação, foi decisivo para ...
Dos nove entrevistados, sete acreditam que ...
Na época em que foi dada a largada para a municipalização
do ensino fundamental, em 1993, a realidade educacional era
outra: ...

112
EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Qual a sua compreensão sobre o seguinte trecho do


texto: “O aluno deverá inteirar-se da formatação exi-
gida pela sua insituição tomando como base este mo-
delo para observar se existem elementos a serem mo-
dificados ou não. Estudar também as normas vigentes
da ABNT, considerando as constantes mudanças nessa
padronização”.

2. Comente sobre a diferença entre Apêndice e Anexos.

3. Esclareça os elementos que compõem a parte textu-


al da monografia.

113
Unidade 6.
PÓS-TEXTUAIS
Caro(a) aluno(a),
Nesta unidade, veremos os elementos que devem ser
considerados pós-elaboração de material, chamados
elementos pós-textuais.

BOM ESTUDO!

117
6.01.
ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS
a) Referências: conforme ABNT/NBR 6023:2002: é a
listagem, em ordem alfabética, das publicações utiliza-
das para elaboração do trabalho.

b) Apêndices e Anexos: são documentos complementa-


res ou comprobatórios do texto, com informações es-
clarecedoras, tabelas ou dados colocados à parte, para
não quebrar a sequência lógica da exposição. De acordo
com a ABNT/NBR 14724:2002, tanto os Apêndices
quantos os Anexos são elementos opcionais que são
identificados por letras maiúsculas consecutivas, tra-
vessão e pelos respectivos títulos. Excepcionalmente,
utilizam-se letras maiúsculas dobradas na identificação
dos Apêndices e Anexos, quando esgotadas as 23 letras
do alfabeto.

118
REFERÊNCIAS

ABRANCHES, S. H; SANTOS, W. G; COIMBRA, M. A.


Política social e combate à pobreza. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 1987.

AFONSO, J. R; RAIMUNDO, J. C. BNDES (mimeo),


Rio de Janeiro, 1998. In: RODRIGUES, V. Financiamento
da Educação e políticas públicas: o FUNDEF e a política
de descentralização. Caderno CEDES, n.º 55. Campinas:
UNICAMP, 2001.

ARELARO, L. R. G. A Municipalização do ensino no Estado


de São Paulo: antecedentes históricos e tendências. In:
OLIVEIRA C., et al. A Municipalização do Ensino no Brasil.
Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

BRASIL. Compromisso nacional de educação para todos. In:


Plano decenal de educação para todos – 1993/2003. Versão
acrescida. Brasília: MEC, 1993.

______. Constituição (1988). Constituição da República


Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

MATO GROSSO DO SUL (Estado). Mensagem à Assembleia


Legislativa de Mato Grosso do Sul. Governador Pedro
Pedrossian, 1980.

______. Mensagem à Assembleia Legislativa de Mato Grosso


do Sul. Governador Pedro Pedrossiam, 1981 [as páginas do
documento não apresentam numeração].

119
b.1) Apêndices: são documentos da autoria de quem re-
digiu o trabalho. No alto da página a indicação APÊN-
DICE A, em letras maiúsculas, fonte 16, sem negrito,
seguida de travessão e o título. No corpo de texto ou
em nota de rodapé, devem ser citados entre parênteses
(cf. APÊNDICE A).

b.2) Anexos: incluem documentos que não são do autor


que redigiu o trabalho (lei, mapas, decretos, gráficos, ta-
belas etc). No alto da página, a indicação ANEXO A, em
letras maiúsculas, fonte 16, sem negrito, seguida de tra-
vessão e o título. No corpo de texto ou em nota de roda-
pé, devem ser citados entre parênteses (cf. ANEXO A).

120
APÊNDICE A - Programa de descentralização e
fortalecimento do ensino de 1.º grau

Cidade Escola Decreto Data Diário Oficial


E.E. Ramiro
Ponta Porã 7696 21.03.94 22.03.94; p. 3
Noronha
E.E. Marechal
Naviraí 7697 21.03.94 22.03.94; p. 3
Rondon
Glória de E.E. Joaquim
7698 21.03.94 22.03.94; p. 3
Dourados Fernandes da Silva
Extensão da E.E.
Juti 7699 21.03.94 22.03.94; p. 3
31 de Março
E.E. Prof. Sideney
Ivinhema 7700 21.03.94 22.03.94; p. 3
Carlos Costa
Ladário E.E. Farol do Norte 7701 21.03.94 22.03.94; p. 3
Aparecida
E.E. São Jeronimo 7885 02.08.94 03.08.94; p. 4
do Taboado
Cassilândia E.E. Antonio Paulino 7886 02.08.94 03.08.94; p. 4

121
ANEXO A – Emenda Constitucional n.º
14, de 12 de setembro de 1996.

EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 14, DE 12 DE


SETEMBRO DE 1996

Modifica os artigos 34, 208, 211 e 212 da Constituição Federal e dá


nova redação ao artigo 60 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias.

As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos


do § 3.º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte
emenda ao texto constitucional:
Art. 1.º. É acrescentada no inciso VII do art. 34, da Constituição
Federal, a alínea “e”:
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos
estaduais, compreendida a proveniente de transferência, na manutenção
e desenvolvimento do ensino.
Art. 2.º. É dada nova redação aos incisos I e II do art. 208 da
Constituição Federal:
I - ensino fundamental obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive,
sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade
própria;
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito;
Art. 3.º. É dada nova redação aos §§ 1.º e 2.º do art. 211 da
Constituição Federal e nele são inseridos mais dois parágrafos:
Art.211.........
§ 1.º. A união organizará o sistema federal de ensino e o dos Territorios,
financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em
matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a
garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo
de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos
estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.

122
MEDIDAS DE FORMATAÇÃO DA
MONOGRAFIA E DO TCC
As medidas padrões para a formatação de cada
lauda da Monografia e do TCC são:
a) Margem superior: 3 cm;
b) Margem inferior: 2 cm;
c) Margem direita: 2 cm;
d) Margem esquerda: 3,0 + 0,5 cm de medianiz;
e) Citações longas: 4 cm de recuo (justificando à
direita, sem aspas, sem itálico, com Fonte 11);
f) Entrelinhas (espaço): 1,5 cm; g) Fonte: 12;
h) Tipo: Times New Roman ou Arial (a UNAES
prefere Times New Roman).
Formato de papel: A4.

123
MODELO DE FICHA CATALOGRÁFICA

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação


(CIP)

Gestão de organizações e sistemas educacionais:


descentralização, qualidade e política pública / Organização
de Francisco Trindade Leite, Nadia Bigarella e Regina Sueiro
de Figueiredo. Campo Grande, MS: Ed. da UNIDERP,
2005, p. 163.
ISBN: 85-87392-9.

1. Educação. 2. Política educacional. 3. Administração e


organização. 4. Sistema Educacional. I Leite, Francisco
Trindade. II Nadia Bigarella. III Figueiredo, Regina Sueiro.
IV. Título.

124
EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Aponte e comente os elementos obrigatórios do tra-


balho monográfico.

2. Todo trabalho científico deve estar estruturado e for-


matado de acordo com as normas da ABNT. Comente.

125
Gabarito
UNIDADE 1

1. Resposta pessoal.

2. É um conhecer e um representar a realidade tão colado, tão


solidário à própria realidade, que o homem quase não se dis-
tancia dela; é quase pura vida, de modo que, tomado isolado
do processo da vida de quem o elaborou, resulta incôngruo,
descabido, alógico. É um viver sem conhecer. Isso demonstra
que esse conhecimento é, na maioria das vezes, vivencial e, por
isso, ametódico.

3. Resposta Pessoal.

4. Resposta Pessoal.

5. No conhecimento científico, a teoria é o marco teórico


da investigação, proporcionando uma solidificação para a
pesquisa e um sentido único, consensual e universal. Os con-
ceitos definidos através das bases teóricas transformam-se
em construtos, ou seja, em conceitos com significação úni-
ca construídos convencionalmente e aceitos universalmente
pela comunidade científica.

127
UNIDADE II

1. Resposta Pessoal.

2. a) o problema deve ser formulado como pergunta;


(b) o problema deve ser claro e preciso;
(c) o problema deve ser empírico;
(d) o problema deve ser suscetível de solução;
(e) o problema deve ser delimitado a uma dimensão viável.

3. Resposta Pessoal.

4. O planejamento da pesquisa concretiza-se mediante a


elaboração de um projeto, que é o documento explicitador
das ações a serem desenvolvidas ao longo do processo de
pesquisa. O projeto deve, portanto, especificar os objetivos
da pesquisa, apresentar a justificativa de sua realização, defi-
nir a modalidade de pesquisa e determinar os procedimentos
de coleta e análise de dados.

5.Resposta Pessoal.

UNIDADE III

1. Resposta Pessoal.

128
2. a) escolha do tema;
b) elaboração do plano de trabalho;
e) identificação;
d) localização;
e) compilação;
f) fichamento;
g) análise e interpretação;
h) redação.

3. Resposta Pessoal.

4. a) Clareza - não deixar margem a interpretações diversas;


não utilizar linguagem rebuscada, termos desnecessários ou
ambíguos; evitar falta de ordem na apresentação das ideias;
b) Precisão - cada palavra traduz exatamente o que o autor
transmite; c) Comunicabilidade - abordagem direta e sim-
ples dos assuntos; lógica e continuidade no desenvolvimento
das ideias; uso criterioso da pontuação; d) Consistência - de
expressão gramatical; de categoria, equilíbrio existente nas
seções de um capítulo ou subseções de uma seção; de sequ-
ência, ordem na apresentação de capítulos, seções e subse-
ções do trabalho.

5. Resposta Pessoal.

129
UNIDADE IV

1. Resposta Pessoal.
2. - Capa;
- Folha de rosto;
- Folha de aprovação;
- Dedicatória(s);
- Agradecimento(s);
- Epígrafe;
- Resumo na língua vernácula;
- Resumo em língua estrangeira;
- Lista de ilustrações;
- Lista de tabelas;
- Lista de abreviaturas e siglas;
- Lista de símbolos;
- Sumário.

3. Resposta Pessoal.

4. Resposta Pessoal

5. Resposta Pessoal.

130
UNIDADE V

1. Resposta pessoal.

2. Resposta pessoal.

3. Resposta pessoal.

UNIDADE VI

1. Resposta pessoal.

2. Resposta pessoal.

131
Referências
Bibliográficas

ANDRADE, Luci Carlos. Estrutura e formatação de


uma monografia. Campo Grande – MS. UNAES – Centro
Universitário de Campo Grande, 2005.

BASTOS, Lília et al. Manual para elaboração de projetos


e relatórios de pesquisa, teses, dissertações e monogra-
fias. 5.ªed. Rio de Janeiro: LTC, 2000.

BEAUD, Michel. Arte da tese: como preparar e redigir


uma tese de mestrado, uma monografia ou qualquer
outro trabalho universitário. Rio de Janeiro: Bertrand
Brasil, 1997.

GIL, Antonio Carlos, 1946. Como elaborar projetos de


pesquisa. 4.ª Ed. – São Paulo: Atlas, 2002.

HABERMANN, Josiane Conceição Albertini. As normas


da ABNT em trabalhos acadêmicos: TCC, Dissertação
e Tese: métodos práticos e ilustrações com exemplos

133
dos elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. São
Paulo: Globus, 2009.

INÁCIO FILHO, Geraldo, 1951. A monografia na uni-


versidade. São Paulo: Campinas, Papirus, 2007.

LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia


científica/Maria de Andrade Marconi, Eva Maria Lakatos.
7.ªed. – São Paulo: Atlas, 2010.

LAKATOS, Eva M. e Marconi, Marina A. Metodologia


Científica. Editora Atlas S.A. São Paulo SP. 2003.

LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do


saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências
humanas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

LUDWIG, Antonio Carlos Will. Fundamentos e prática


da metodologia científica. Petrópolis RJ. Vozes, 2009.

MARCONI, Marina de Andrade. Técnicas de pesquisa.


Marina de Andrade Marconi/Eva Maria Lakatos. 7.ªed. –
São Paulo: Atlas, 2008.

MARTINS, Gilberto de Andrade. Manual para elabora-


ção de Monografias e dissertações. 3.ªed. – São Paulo:
Atlas, 2002.

134
MINAYO, M. C. Ciência, técnica e arte: o desafio da
Pesquisa Social. In: (Org.) Pesquisa social: teoria, método e
criatividade. Petrópolis: Vozes, 2001, p. 09-30.

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monogra-


fia. 11.ªed. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho


científico / Antônio Joaquim Severino. 23.ªed. São Paulo:
Cortez 2007.

TORRES, Rita de Cássia Furtado. Manual de Metodolo-


gia Científica. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de
Porto Alegre, 2005.

135

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