Você está na página 1de 4

A demonstração de alterações no capital próprio

Esta é certamente a menos conhecida de todas as demonstrações financeiras. Quando se


fala do balanço e da demonstração de resultados, toda a gente entende.
A demonstração de alterações no capital próprio detalha os movimentos nas contas de
capital próprio durante o ano. Esta demonstração não apresenta informação nova. Todo o
seu conteúdo é derivado do balanço e da demonstração de resultados.
A regra geral diz que sempre que o capital próprio duma entidade aumentar, sem que os
accionistas tenham injectado fundos durante o ano, significa que houve lucro. Da mesma
forma, quando houver uma redução no capital próprio, sem que tenha havido distribuição
de dividendos, implica que houve prejuízo naquele ano. Por isso, tradicionalmente, o
objectivo desta demonstração é mostrar a natureza das alterações no capital próprio
durante o ano.
Existem duas opções de apresentação da demonstração de alterações no capital próprio.
 A primeira é apresentar todas as alterações no capital próprio durante o ano. Esta é
a opção mais fácil, mas menos preferida nos dias correntes. É a opção mais lógica,
porque reconcilia facilmente com o balanço, mostrando, claramente, os saldos
iniciais de todas as contas do capital próprio, depois detalhando os movimentos,
incluindo transacções com accionistas e, finalmente, apresentando os saldos finais
de cada conta.
 A outra opção é apresentar somente os itens de rendimentos e gastos
reconhecidos, directamente, no capital próprio, segundo os requisitos de outras
normas. A demonstração passa a ostentar o nome de Demonstração de
Rendimentos e Gastos Reconhecidos (DRGR). Esta opção é mais apropriada para
grandes empresas, geralmente cotadas, que têm transacções complexas. Por
exemplo, os ajustamentos no valor de instrumentos financeiros podem, às vezes,
ser reconhecidos directamente no capital próprio. Nas empresas mais pequenas,
raramente haverá itens de rendimento e gasto reconhecidos directamente no
capital próprio, com a excepção do excesso de reavaliação de activos fixos tangíveis.