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UNIC – UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

ENGENHARIA CIVIL

PAULO RODRIGUES DA SILVA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO:


CARACTERIZAÇÃO DE SOLOS

Cuiabá
2018
PAULO RODRIGUES DA SILVA

RELATÓRIO DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO:


CARACTERIZAÇÃO DE SOLOS

Relatório de Estágio apresentado ao Curso de


Engenharia Civil da Universidade de Cuibá, para a
disciplina de Estágio Curricular Obrigatório em
Caracterização de solos.
Coordenador de Curso: Fabricia Cristina Lemos Melo

Cidade
2018
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 3
2 CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE ESTÁGIO (escola e/ou empresa) ........ 4
3 ATIVIDADE DESENVOLVIDAS .............................................................................. 4
4 DISCUSSÕES .......................................................................................................... 5
4.1 LIMITES DE ATTERBERG ................................................................................... 6
4.2 PROCEDIMENTOS UTILIZADOS SEGUNDO AS NBRs................................... 10
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................... 12
REFERÊNCIAS BIBLIOFRÁFICAS ......................................................................... 14
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1 INTRODUÇÃO

O presente relatório tem por objetivo apresentar a metologia os procedimentos, e

os resultados do ensaio para determinação do IP, que para tal, foi feito a realiação do

ensaio do LL e do LP, feitos no laboratóio de solos da Universidadde de Cuiabá no

campus Barão do bloco “E” da Universidade de Cuiabá.

Primeiramente foram definidos que os ensaios seriam feitos e organizados em

grupos de aproximadamente 5 alunos, e para poder ser feito a coleta do material,

bem como todos os ensaios e cálculos pertinentes ao estágio.

Foram realizados a visita ao local da coleta, de onde foi feito a extração do

solo (material) a ser analisa (ensaido) suas caracteristicas. O solo extraído pertence

à região conhecida com baixada cuiana, s solos dessa região são geralmente rasos,

argilosos e argiloarenosos, amarelados e avermelhados, freqüentemente muito

cascalhentos, ricos em fragmentos de quartzo angulosos e, localmente, muito

laterizados, associados à crosta ferruginosa.

A proposta era foi de caracterizar os solos da região escolhida obtendo os

indices para os solos da baixada cuiabana com determinação de LL, LP e IP, e

realizar uma preve análise do solo.


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2 CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE ESTÁGIO (escola e/ou empresa)

A área de Atuação da empresa é o de ensino superior, atua no seguimente de


vendas e ministração de cursos superiores bem como, pós gradução em outros
niíveis. A Universidade de cuiabá possui como missão de melhorar a vida das
pessoas por meio da educação responsável e de qualidade. E sua visão de atuar de
forma inovadora e sustentável, para ser a melhor escolha para estudar e trabalhar.

O modelo preconizado pela UNIC está calcado num tipo de organização no


qual a produção de conhecimentos promove a interpenetração entre a pesquisa
básica e as práticas profissionais e entre estas e a sociedade. Foi esse modelo o
orientador do processo de planejamento e de prospecção institucional, na medida
em que representa uma dimensão política capaz de induzir e fomentar novos
comportamentos internos na Universidade, novos fluxos de ações governamentais
fortalecedores da instituição, inclusive em termos das dotações orçamentárias para
a geração de conhecimentos úteis para o desenvolvimento do país.

3 ATIVIDADE DESENVOLVIDAS

Os equipamentos utilizados neste ensaio de Determinação de Limite de


liquidez e Limite de Plasticidade foram os seguintes:

1 Balança de precisão para décimos de gramas.

1 Estufa para secagem completa para as analisados neste ensaio

1 Peneira 10

3 Recipiente de Porcelana

1 Estufa

1 Espátula

1 dosador de água
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1 Aparelho Casagrande

1 Cinzel

1 Placa de Vidro Esmerilhada

Cápsulas para a Determinação da Umidade

As atividades envolvem:

 Coleta de material (solo) nas proximidades da região conhecida como

baixada cuiabana.

 Preparação de Amostras para Ensaios Usuais de Caracterização Física.

 Determinação do Teor de Umidade

 Peso específico

 Peso Específico Aparente

 Peso Específico Aparente Seco

 Índice de vazios

 Análise granulométrica e curva granulométrica

 Determinação de LL, LP e IP;

 Material bibliográfico colocado à disposição para estudo, foi a NBR NBR

6457, 9813 dentre outras.

4 DISCUSSÕES

O tipo e a forma de orientação dada pelo supervisor de campo foi muito


eficiente com demostrações de prática com o “passo a passo” de cada ensaio e
descrição, o que foi vantajoso pelo fato de os ensaios possuirem muitos detalhes
normativos.

O laboratório de solos da UNIC campus Barão possui bom espaço e as


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ferramentas apropriados para execução dos ensaios. O estagio proposrcionou ver


na prática os conhecimentos aguiridos de forma conceitual e normativo, o que fez,
com que os alunos verificassem os pormenores e os cuidados essenciais para a
correta execusão em campo.

Todos os precedimentos feitos foram baseados em normas regulamentadoras


padronizada, seguindo os crétérios técnicos recomendados, pelas mesmas.

4.1 LIMITES DE ATTERBERG

Por volta de 1911, o agrônomo sueco Atterberg, dividiu os valores de umidade


que uma argila pode apresentar em limites correspondentes ao estado aparente do
material, figura 01.

Figura 1 - Relação entre volume e umidade

Os limites definidos foram os de contração (LC), plasticidade (LP) e liquidez


(LL), correspondentes à transição entre os estados sólido, em que não há mais
variação de volume, plástico, em que o volume varia com a umidade, e líquido.
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Atterberg sugeriu que a diferença, em percentagem, entre os limites de


plasticidade e liquidez, denominada índice de plasticidade (IP), informa quanto à
amplitude da faixa de plasticidade, e que este índice poderia ser empregado para
classificar os solos. A equação correspondente é:

IP = LL – LP
O assunto foi abordado mais tarde por Casagrande, que projetou um
equipamento para a realização do ensaio para a determinação do limite de liquidez
(Fig. 02), o qual é empregado em todo o mundo e padronizado no Brasil pela ABNT
NBR 6459.

Figura 2 - Aparelho de Casagrande para a determinação do limite de liquidez

O ensaio consta inicialmente do destorroamento e da homogeneização de


uma amostra de solo, determinando-se sua umidade w. Em seguida, a amostra é
colocada no recipiente do aparelho (Fig. 03), fazendo-se então um sulco longitudinal
com o auxílio do cinzel.
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Figura 3 - Determinação do limite de liquidez

O recipiente contendo a amostra é deixado cair de uma altura padrão, batendo sobre
a base do aparelho, e o número de golpes necessário para provocar o fechamento
desse sulco é registrado. Adicionando água à amostra, vai-se repetindo tal
procedimento, com várias umidades. Os resultados são plotados conforme indicado
na Fig. 04, determinando-se o valor do LL correspondentes a 25 golpes como
mostrado.
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Figura 4 - Gráfico do número de golpes × umidade para


determinação do limite de liquidez

O ensaio de limite de plasticidade, padronizado pela ABNT NBR 7180, consta


da determinação da umidade correspondente ao início do fraturamento de uma
amostra cilíndrica de 3 mm de diâmetro (Fig. 05). A amostra é rolada com a mão, em
um movimento de vaivém, determinando-se a umidade na qual ela começa a se
partir, (Fig. 06).

Figura 5 - Ensaio de Plasticidade parte a

Figura 6 - Ensaio de Plasticidade parte b


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4.2 PROCEDIMENTOS UTILIZADOS SEGUNDO AS NBRs

a. Procedimentos segundo a NBR 6459/84 – Limite de Liquidez

 Coloca-se parte da amostra de solo no recipiente de porcelana e aos


poucos adiciona-se água a fim de se obter uma perfeita
homogeneização da mistura, que deverá apresentar-se como uma
massa plástica.
 Passa-se para a concha do aparelho de Casagrande, uma certa
quantidade dessa massa plástica de solo, espalhando-a, de modo que
a mesma ocupe aproximadamente 2/3 da superfície as concha.
 Alisa-se com a espátula a massa de solo, até que esta se apresente
aproximadamente com 1 cm de espessura máxima (parte central da
concha). È importante salientar que é necessário se empregar o menor
número possível de passadas da espátula para evitar formação de
bolhas de ar no interior da massa.
 Faz-se com o cinzel uma ranhura no meio da massa de solo, segundo
o plano de simetria do aparelho de Casagrande e no sentido de maior
comprimento do aparelho.
 Gira-se a manivela a uma velocidade de duas voltas por segundo,
contando o número de golpes até que se constate o fechamento da
ranhura num comprimento de 1.2 cm, quando se deve parar a
operação.
 Retira-se uma pequena quantidade de material no local onde as bordas
da ranhura de tocaram para a determinação da umidade.
 Tranfere-se o material de volta ao recipiente de porcelana, adiciona-se
mais um pouco d’água e repete-se o processo por mais quatro vezes,
no mínimo.
 Objetiva-se neste procedimento obter massas de solo com
consistências que permitam pelo menos uma determinação do número
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de golpes em cada um dos intervalos de nº. de golpes: 25 – 35, 20 – 30


e 15 – 25.

b. Procedimentos segundo a NBR 7180/84 – Limite de Plasticidade

 Coloca-se parte da amostra de solo no recipiente de porcelana e


adiciona-se água até se obter uma massa bem homogeneizada,
misturando-a continuamente com a espátula.
 Com a pasta de solo obtida, molda-se uma pequena quantidade da
massa em forma elipsoidal, rolando-a sobre a placa de vidro, com
pressão suficiente da mão para lhe dar a forma de cilindro, até que
fissure em pequenos fragmentos quando esta massa cilíndrica atingir
dimensões de 3 mm de diâmetro e 10 cm de comprimento.
 Ao se fragmentar o cilindro, coletam-se alguns fragmentos fissurados
desta massa de solo para a determinação da umidade.
 Repete-se o processo, no mínimo por mais quatro vezes, até que se
obtenham três valores que não difiram da respectiva média em mais de
5%.
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5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estagio foi muito satisfatório, pois a prática de laboratório agregou valor aos
conhecimentos teóricos, e a ajudou a promover o desenvolvimento do trabalho em
equipe.
É bom ressaltar que deveriam ser abordados outros ensaios como o CBR,
que é um ensaio muito importante, para os futuros engenheiros.

 Refletir e avaliar acerca do período de estágio e atividades realizadas.


 Destacar os aspectos positivos e os negativos, e o que considera relevante à
sua vida profissional;
 Concluir objetivamente, com fundamentação teórica e prática, elucidando os
resultados obtidos com a realização das atividades; e
 Incluir as possíveis contribuições do estágio para a área de formação do
estagiário e vice-versa.

Os valores obtidos nos Ensaios de Limite de Liquidez e Limite de Plasticidade


são necessários para obter-se o Índice de Plasticidade (IP), qual classifica a amostra
de solo. Segundo a NBR 7180 para calcular o IP utiliza-se da fórmula a baixo.

IP = LL – LP
IP = 26,5% - 21,14%
IP = 5,35%

Os limites de liquidez e de plasticidade dependem, geralmente, da quantidade


e do tipo da argila presente no solo. O índice de plasticidade, entretanto, é
unicamente dependente da quantidade de argila. Na prática, pode-se caracterizar o
solo por seu índice de plasticidade e seu limite de liquidez, como mostrado na tabela
a seguir.
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Tabela 1 - Classificação dos solos em função dos índices de plasticidade (CRATerre, 1979)

Tipo de solo IP (%) LL (%)

Arenoso 0 a 10 0 a 30

Siltoso 5 a 25 20 a 50

Argiloso >20 > 40

O resumo dos levantamentos para os esaios se encontram no quadro


apresentado a seguir e em anexo.

DETERMINAÇÃO DO LIMITE DE LIQUIDEZ


RECIPIENTE Nº 125 41 117 68
NÚMERO DE GOLPES 48 29 17 12
PESO DA AMOSTRA + TARA + ÁGUA 31,00 27,99 25,69 21,08
PESO DA AMOSTRA + TARA 28,15 24,71 22,98 19,80
TARA 13,90 12,34 13,92 12,78
PESO DA ÁGUA 2,85 3,28 2,71 2,18
PESO DO SOLO SECO 14,25 12,37 9,06 7,01
TEOR DE UMIDADE 20,59 26,51 29,91 30,128

DETERMINAÇÃO DO LIMITE DE PLASTICIDADE


RECIPIENTE Nº 124 2 4 66
PESO DA AMOSTRA + TARA + ÁGUA 16,06 15,79 16,5 17,03
PESO DA AMOSTRA + TARA 15,63 15,29 16,02 16,5
TARA 13,52 13,04 13,74 13,97
PESO DA ÁGUA 0,43 0,5 0,48 0,53
PESO DO SOLO SECO 2,11 2,25 2,28 2,53
TEOR DE UMIDADE 20,37 22,22 21,05 20,94

Entendemos que é de suma importância realizar ensaios para uma boa


elaboração da obra, pois mesmo que as porcentagens de problemas sejam
pequenas em ralação as quantidades analisadas, pode-se, acabar fazendo a
escolha errada e adquirindo um material de baixa qualidade e prejudicando boa
parte da obra.
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REFERÊNCIAS BIBLIOFRÁFICAS

ALMEIDA, G. C. P. De. Caracterização Física e Classificação dos Solos.


JUIZ DE FORA: UFJF, 2005, p. 145.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Norma Brasileira


Regulamentadora – 6459/1984 – Determinação do Limite de Liquidez de Solos.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Norma Brasileira


Regulamentadora – 7180/1988 – Determinação do Limite de Plasticidade de Solos.

ORTIGÃO, J. A. R. Introdução à Mecânica dos Solos dos Estados


Críticos. ed. 3. Curitiba: Terratk, p. 24-29, 2007.