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CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE SANTA CATARINA

DIRETORIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS - DAT

APOSTILA

SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP


(ADUÇÃO GRAVITACIONAL – RESERVATÓRIO SUPERIOR)
- MÉTODO SIMPLIFICADO -

SUMÁRIO

1. Fórmulas básicas
2. Roteiro para dimensionamento do SHP
3. Dimensionamento da Reserva Técnica de Incêndio

ANEXOS

A – Esquema isométrico
B – Tabelas de perda de carga

FLORIANÓPOLIS, SETEMBRO DE 2008

Apostila elaborada por: Engª. Rozeli de Sousa Matos Oliveira

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1. FÓRMULAS BÁSICAS

1.1 Vazão :
Q = 0,2046 × d2 × H
Onde :
Q = Vazão (litros / min)
H = Pressão dinâmica mínima (mca) – Ver Art. 65, das NSCI/94.
d = Diâmetro do requinte (mm) – Ver Art. 73, das NSCI/94

1.2 Perda de Carga :


J = 10,641 x Q1,85
C 1,85 x D 4,87
Onde :
J = Perda de carga unitária(em cada metro) - m/m
Q = Vazão - m³/s
C = Coeficiente de rugosidade (Art.68/NSCI/94)
p/tubulação C = 120 (adimensional) – (Cobre = 150 e PVC = 100)
p/mangueira C = 140 (adimensional)
D = Diâmetro da tubulação ou mangueira - m

Substituindo os valores nas fórmulas teremos as fórmulas reduzidas (Q em m3/s):

1.2.1 Para tubulação:


φ 2 ½ ” - Jt = 1065,88 x Q1,85
φ 3 ” - Jt = 455,98 x Q1,85
φ 4 ” - Jt = 112,33 x Q1,85
φ 5 ” - Jt = 37,89 x Q1,85
φ 6 ” - Jt = 15,59 x Q1,85

1.2.2 Para mangueira:


φ 1 ½ - Jm = 9399,38 x Q1,85
φ 2 ½ - Jm = 801,41 x Q1,85

1.3 CALCULO SIMPLIFICADO :

Qn= 0,2046 × d2 × H +(desnível entre H1 e o hidrante “n”)

d = diâmetro do requinte (Art.73) - mm


H = pressão dinâmica mínima (Art.65) - m.c.a
Qn = vazão no hidrante “n” - l/min
n = número do hidrante (varia de 2 a 4)
desnível = pé direito = altura entre os pisos = altura entre hidrantes (2,60m; 2,70m; 2,80m ....) –
dado retirado do projeto.

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2. Outras fórmulas:

X = PA + ∆htA-R (m) ou seja,

Onde:
PA = Pressão dinâmica no “Ponto A” (Ver esquema isométrico do sistema) –
(m.c.a.);
∆ht = Perda de carga total na tubulação, no trecho (no caso, trecho entre o
“Reservatório” e o “Ponto A”) – (m);
X = Desnível entre o fundo do reservatório e a tomada de água do hidrante mais
desfavorável hidraulicamente.

PA = H1 + ∆ht H1-A + ∆hm1 (m.c.a)

Onde:
H1 = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a. = medida no bocal do
esguicho (requinte) = 0,4 Kgf/cm² - Art 65
∆ht H1-A = perda de carga total no tubulação no trecho H1 até o ponto A;
∆ht m1 = perda de carga total na mangueira do hidrante nº 1.

∆ht H1-A = Lt x J1 (m)

Onde:
J1 = perda de carga unitária (perda de carga em cada metro de canalização)
– m/m – ver item 1.2.1 acima;
1.2.1 Para tubulação:
φ 2 ½ ” - J = 1065,88 x Q1,85
φ 3 ” - J = 455,98 x Q1,85
φ 4 ” - J = 112,33 x Q1,85
φ 5 ” - J = 37,89 x Q1,85
φ 6 ” - J = 15,59 x Q1,85

Lt = comprimento total da tubulação no trecho – m

Lt = Lr + Leq
Onde:
Lr = comprimento real = o que realmente tenho em canalização (tubo) – m
Leq = comprimento equivalente em conexões (o que tenho em conexões e vou
“transformar” em canalização (“tubo”) – m

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∆ht m1 = Lm1 x Jm1 (m)

Onde:
Lm1 = comprimento total da mangueira nº 1– dado retirado do projeto (m);
Jm1 = perda de carga unitária (perda de carga em cada metro de mangueira) – m/m

ROTEIRO TEÓRICO PARA DIMENSIONAMENTO DO SISTEMA


HIDRÁULICO PREVENTIVO:

Exemplo 1 – ver esquema isométrico - ANEXO A

OBJETIVO: Determinar o desnível entre o fundo do reservatório e a tomada de água


do hidrante mais desfavorável (eixo da canalização), para garantir a pressão dinâmica
mínima, no hidrante hidraulicamente menos favorável, medida no bocal do esguicho
(requinte), onde,

X = PA + ∆htA-R (m) ou seja,

Onde:
PA = Pressão dinâmica no “Ponto A” (Ver esquema isométrico do sistema) –
(m.c.a.);
∆htA-R = Perda de carga total na tubulação, no trecho (no caso, trecho entre o
“Reservatório” e o “Ponto A”) – (m);
X = Desnível entre o fundo do reservatório e a tomada de água do hidrante mais
desfavorável hidraulicamente.

Para que se possa determinar “X”, precisamos determinar primeiro, todas as perdas
de pressão (mais comumente denominada de “perda de carga”) no sistema, que é
devida a vários fatores.

1. Vamos determinar, então a pressão no Ponto A:

PA = H1 + ∆ht H1-A + ∆hm1 (m.c.a)

Onde:
H1 = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a. = medida no bocal do
esguicho (requinte) = 0,4 Kgf/cm² - Art 65
∆ht H1-A = perda de carga total na tubulação no trecho H1 até o ponto A;
∆ht m1 = perda de carga total na mangueira do hidrante nº 1.

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1.1 Pressão dinâmica mínima no hidrante (nº 1) hidraulicamente mais
desfavorável = H1

H1 = 4 m.c.a. – ver Art. 65

1.2 Perda de carga total da tubulação

A perda de carga total na tubulação, é dimensionada através da seguinte fórmula:

∆ht H1-A = Lt x J1 (m)

Onde:
J1 = perda de carga unitária (perda de carga em cada metro de canalização) – m/m
Lt = comprimento total da tubulação no trecho – m

1.2.1 Comprimento total da tubulação no trecho – Lt

Lt = Lr + Leq

Onde:
Lr = comprimento real = o que realmente tenho em canalização (tubo) – m
Leq = comprimento equivalente em conexões (o que tenho em conexões e vou
“transformar” em canalização (“tubo”) – m

1.2.2 Perda de carga unitária – J

J1 = 1065,88 x Q1 1,85, esta é uma fórmula reduzida aplicada para tubulação de aço ou
ferro com diâmetro de 2 ½”;

- Ver formulário básico” , onde Q = Vazão no hidrante nº 1 – l/min

Q1 = 0,2046 × d2 × H

Onde:
d = diâmetro do requinte = 13mm = Art 72;
H = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a = Art. 65

1.3 Perda de carga total na mangueira

A perda de carga total na mangueira, é dimensionada através da seguinte fórmula:

∆ht m1 = Lm1 x Jm1 (m)


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Onde:
Lm1 = comprimento total da mangueira nº 1– dado retirado do projeto (m);
Jm1 = perda de carga unitária (perda de carga em cada metro de mangueira) – m/m

1.3.1 Comprimento total da mangueira nº 1– dado retirado do projeto - Lm1

- ver esquema isométrico e/ou planta baixa do projeto.

1.3.2 Perda de carga unitária - Jm

Jm1 = 9399,38 x Q1 1,85, esta é uma fórmula reduzida aplicada para mangueira com
diâmetro de 1 ½”;

- Ver formulário básico” , onde Q = Vazão no hidrante nº 1 – l/min

Q1 = 0,2046 × d2 × H

Onde:
d = diâmetro do requinte = 13mm = Art 72;
H = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a = Art. 65

CONCLUSÃO: Podemos agora calcular a pressão no ponto A, pois já calculados as


perdas de carga totais na tubulação e na mangueira:

PA = H1 + ∆ht H1-A + ∆hm1 (m.c.a)

2) O próximo passo é determinar a VAZÃO dos demais hidrantes que estão em


uso simultâneo, pois precisamos saber qual a vazão total que passa no trecho
entre o Ponto A e o Reservatório, utilizando a fórmula para o cálculo
simplificado, ou seja:

Qn= 0,2046 × d2 × H +(desnível entre H1 e o hidrante “n”)

Vamos calcular tantas vazões quanto necessárias, de acordo com o previsto no Art.
66, ou seja:
– 1 Hidrante : quando instalado 1 hidrante ;
– 2 Hidrantes : quando instalados de 2 a 4 hidrantes ;
– 3 Hidrantes : quando instalados de 5 a 6 hidrantes ;
– 4 Hidrantes : quando instalados mais de 6 hidrantes.

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Podemos ter:

Q1= 0,2046 × 132 × 4 = 69,15 l/min (já calculada)


Q2= 0,2046 × d2 × H +(desnível entre H1 e o hidrante “2”)
Q3= 0,2046 × d2 × H +(desnível entre H1 e o hidrante “3”)
Q4= 0,2046 × d2 × H +(desnível entre H1 e o hidrante “4”)

Onde
d = diâmetro do requinte = 13mm = Art 72;
H = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a = Art. 65

3) E, finalmente podemos determinar o desnível entre o fundo do reservatório e


a tomada de água do hidrante mais desfavorável (eixo da canalização) - X, para
garantir a pressão dinâmica mínima, no hidrante hidraulicamente menos
favorável, medida no bocal do esguicho (requinte), onde,

X = PA + ∆ht A - R (m),

como já verificamos no inicio deste roteiro, sendo que já calculamos o PA,


faltando agora verificarmos as perdas de carga no trecho entre o ponto A e o
reservatório.

3.1 Pressão no Ponto A = PA

(Já está calculado)

3.2 Perda de carga total na tubulação (entre o ponto A e o Reservatório)

∆ht A-R = Perda de carga total na tubulação, no trecho (no caso, trecho entre o “Ponto
A” e o “reservatório ”) – (m);

Como já vimos, a perda de carga total na tubulação, é dimensionada através da


seguinte fórmula:

∆ht A-R = Lt A-R x J A-R (m)

Onde:
J A-R = perda de carga unitária (perda de carga em cada metro de canalização) – m/m;
Lt A-R = comprimento total da tubulação no trecho – m;

3.2.1 Comprimento total da tubulação no trecho – Lt

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Lt = Lr + Leq

Onde:
Lr = comprimento real = o que realmente tenho em canalização (tubo) – m, e neste
trecho, inclui o “X” que eu quero calcular e os trechos horizontais se houverem.
Leq = comprimento equivalente em conexões (o que tenho em conexões e vou
“transformar” em canalização (“tubo”) – m).

3.2.2 Perda de carga unitária – J

Neste exemplo, o diâmetro do trecho entre o Ponto A e o Reservatório é em 3” – Ver


Formulário básico

J A-R = 455,98 x Qt 1,85

Esta é uma fórmula reduzida aplicada para tubulação de aço ou ferro com diâmetro
de 3”, devendo ser verificado o diâmetro do trecho, que “geralmente” é um diâmetro
maior que o restante da canalização.

- Ver “formulário básico” , e neste trecho Qt = Σ da Vazão de todos os hidrantes


em uso simultâneo.

Qt = Q1 + Q2 + Q3 + Q4

Determinado a perda de carga total na tubulação, no trecho, podemos então aplicar


a fórmula:

X = PA + ∆ht (m)

E, finalmente determinar o valor de “X”.

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4 – Cálculo do volume da Reserva Técnica de Incêndio

“Art. 81 - A reserva técnica de incêndio será dimensionada de tal forma que forneça ao
sistema uma autonomia mínima de 30 minutos.
§ 1º - No dimensionamento da reserva técnica de incêndio, deverão ser consideradas as
seguintes vazões:
a) Risco Leve - A vazão no hidrante mais favorável, acrescido de 2 minutos por hidrante
excedente a quatro:
b) Risco Médio e Risco Elevado - As vazões nos hidrantes mais desfavoráveis,
considerando em uso simultâneo:
1) 1 Hidrante : quando instalado 1 hidrante;
2) 2 Hidrantes: quando instalados de 2 a 4 hidrantes;
3) 3 Hidrantes: quando instalados 5 ou 6 hidrantes;
4) 4 Hidrantes: quando instalados mais de 6 hidrantes; e acrescer 2 minutos por hidrantes
excedente a quatro.
§ 2º - Em edificações de risco leve, a RTI mínima deve ser de 5000 L.
§ 3º - A RTI, quando em reservatório subterrâneo, será o dobro da previsão para a do
reservatório elevado, para todas as classes de risco.”

VRTI = Qn x ∆ T
Onde:
VRTI = Volume de água para a Reserva Técnica de Incêndio
Q = Vazão no hidrante hidraulicamente mais favorável (nº “n”) – l/min
∆ T = Tempo de funcionamento do sistema (ver Art 81)

4.1 Calculo da vazão no hidrante hidraulicamente mais favorável

Q”n”= 0,2046 x d2 \/¯y

Onde
d = diâmetro do requinte = 13 mm
Y = altura estática entre o fundo do reservatório e o hidrante hidraulicamente mais
favorável.

4.2 Cálculo do tempo de funcionamento do sistema

∆ T = 30min + 2min x nº hidrante excedente a 4

4.3 Cálculo da altura do reservatório

4.3.1 Reservatório de forma retangular → Volume = Área x Altura

V=A.h → h=V÷ A

4.3.2 Caso o reservatório seja em fibra:


V = ( ( Π x h) ÷ 3 ) x (R² + r² + R x r))

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EXEMPLO – VER ANEXO A
Dados:

Exemplo 1: Edifício com 10 pavimentos, ocupação residencial privativa


multifamiliar, risco de incêndio classe LEVE, canalização em ferro galvanizado,
diâmetro do trecho do ponto “A” ao fundo do reservatório em 3”
(Ver esquema do Anexo A)

X = PA + ∆htA-R (m) ou seja,

Onde:
PA = Pressão dinâmica no “Ponto A” (Ver esquema isométrico do sistema) –
(m.c.a.);
∆htA-R = Perda de carga total na tubulação, no trecho (no caso, trecho entre o
“Reservatório” e o “Ponto A”) – (m);
X = Desnível entre o fundo do reservatório e a tomada de água do hidrante mais
desfavorável hidraulicamente.

Para que se possa determinar “X”, precisamos determinar primeiro, todas as perdas
de pressão (mais comumente denominada de “perda de carga”) no sistema, que é
devida a vários fatores.

1) Vamos determinar, então a pressão no Ponto A:

PA = H1 + ∆ht H1-A + ∆hm1 (m.c.a)

Onde:
H1 = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a. = medida no bocal do
esguicho (requinte) = 0,4 Kgf/cm² - Art 65
∆ht H1-A = perda de carga total na tubulação no trecho H1 até o ponto A;
∆ht m1 = perda de carga total na mangueira do hidrante nº 1.

1.1 Pressão dinâmica mínima no hidrante (nº 1) hidraulicamente mais


desfavorável = H1

H1 = 4 m.c.a. – ver Art. 65

1.2 Perda de carga total da tubulação

A perda de carga total na tubulação, é dimensionada através da seguinte fórmula:

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∆ht H1-A = Lt x J1 (m)

Onde:
J1 = perda de carga unitária (perda de carga em cada metro de canalização) – m/m
Lt = comprimento total da tubulação no trecho – m

1.2.1 Comprimento total da tubulação no trecho – Lt

Lt = Lr + Leq

Onde:
Lr = comprimento real = o que realmente tenho em canalização (tubo) – m
Leq = comprimento equivalente em conexões (o que tenho em conexões e vou
“transformar” em canalização (“tubo”) – m

Lr = 0,20m
Leq = 1 redução de 63 x 38mm = 0,60m
1 registro de ângulo aberto (2 ½”) = 10,00
1 tê bilateral (2 ½”) = 4,30
Leq = 14,90m

Lt = 0,20 + 14,90 = 15,10m

1.2.2 Perda de carga unitária – J

J1 = 1065,88 x Q1 1,85, esta é uma fórmula reduzida aplicada para tubulação de aço ou
ferro com diâmetro de 2 ½”;

- Ver formulário básico” , onde Q = Vazão no hidrante nº 1 – l/min

Q1 = 0,2046 × d2 × H

Onde:
d = diâmetro do requinte = 13mm = Art 72;
H = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a = Art. 65

Q1 = 0,2046 × 132 × 4
Q1 = 0,2046 x 169 x 2 = 69,15 l/min = 0,0011525 m3/s

Sunstituindo: J1 = 1065,88 x Q1 1,85


J1 = 1065,88 x (0,0011525)1,85
J1 = 1065,88 x 0,000003664

J1 = 0,003906106 = 0,0039 m/m


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(podemos trabalhar com 4 casas após a vírgula)

Substituindo novamente,
∆ht H1-A = Lt x J1 (m)

∆ht H1-A = 15,10 x 0,0039 = 0,05889 = 0,0589 m

1.3 Perda de carga total na mangueira

A perda de carga total na mangueira, é dimensionada através da seguinte fórmula:

∆ht m1 = Lm1 x Jm1 (m)

Onde:
Lm1 = comprimento total da mangueira nº 1– dado retirado do projeto (m);
Jm1 = perda de carga unitária (perda de carga em cada metro de mangueira) – m/m

1.3.1 Comprimento total da mangueira nº 1– dado retirado do projeto - Lm1

- ver esquema isométrico e/ou planta baixa do projeto.

Lm1 = 30 metros

1.3.2 Perda de carga unitária - Jm

Jm1 = 9399,38 x Q1 1,85, esta é uma fórmula reduzida aplicada para mangueira com
diâmetro de 1 ½”;

- Ver formulário básico” , onde Q = Vazão no hidrante nº 1 – l/min

Q1 = 0,2046 × d2 × H

Onde:
d = diâmetro do requinte = 13mm = Art 72;
H = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a = Art. 65

Q1 = 0,2046 × 132 × 4
Q1 = 0,2046 x 169 x 2 = 69,15 l/min = 0,0011525 m3/s

Sunstituindo: Jm1 = 9399,38 x Q1 1,85


Jm1 = 9399,38 x (0,0011525)1,85
Jm1 = 9399,38 x 0,000003664
Jm1 = 0,034445693 = 0,0344 m

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Substituindo novamente,

∆ht m1 = Lm1 x Jm1 (m)

∆ht m1 = 30 x 0,0344 = 1,032 = 1,03 m

CONCLUSÃO: Podemos agora calcular a pressão no ponto A, pois já calculados as


perdas de carga totais na tubulação e na mangueira:

PA = H1 + ∆ht H1-A + ∆hm1 (m.c.a)


PA = 4 + 0,0589 + 1,03

PA = 5,0889 = 5,09 m.c.a.

2) O próximo passo é determinar a VAZÃO dos demais hidrantes que estão em


uso simultâneo, pois precisamos saber qual a vazão total que passa no trecho
entre o Ponto A e o Reservatório, utilizando a fórmula para o cálculo
simplificado, ou seja:

Qn= 0,2046 × d2 × H +(desnível entre H1 e o hidrante “n”)

Onde,

Onde
d = diâmetro do requinte = 13mm = Art 72;
H = pressão dinâmica mínima no hidrante nº 1 = 4 m.c.a = Art. 65

Vamos calcular tantas vazões quanto necessárias, de acordo com o previsto no Art.
66, ou seja:
– 1 Hidrante : quando instalado 1 hidrante ;
– 2 Hidrantes : quando instalados de 2 a 4 hidrantes ;
– 3 Hidrantes : quando instalados de 5 a 6 hidrantes ;
– 4 Hidrantes : quando instalados mais de 6 hidrantes.

Podemos ter:

Q1 = 0,2046 × 132 × 4 = 69,15 l/min (já calculada)

Q2 = 0,2046 × d2 × H +(desnível entre H1 e o hidrante “2”)

Q2 = 0,2046 × 132 × 4 +(2,80) = 0,2046 x 169 x 6,80 = 0,2046 x 169 x 2,61 =


90,25 l/min

Q3 = 0,2046 × 132 × H +(2,80 = 0,2046 × 169 ×


+2,80) 9,60)

Q3= 107,13 l/min

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Q4 = 0,2046 × d2 × 4 +(2,80 +2,80 +2,80)

Q4= 0,2046 × 132 × 12,40


Q4 = 121,76 l/min

Qt = Q1 + Q2 + Q3 + Q4
Qt + 69,15 + 90,25 + 107,13 = 121,76
Qt = 388,29 l/min = 0,0064715 + 0,0065 m3/s

3) E, finalmente podemos determinar o desnível entre o fundo do reservatório e


a tomada de água do hidrante mais desfavorável (eixo da canalização) - X, para
garantir a pressão dinâmica mínima, no hidrante hidraulicamente menos
favorável, medida no bocal do esguicho (requinte), onde,

X = PA + ∆ht A - R (m),

como já verificamos no inicio deste roteiro, sendo que já calculamos o PA,


faltando agora verificarmos as perdas de carga no trecho entre o ponto A e o
reservatório.

3.1 Pressão no Ponto A = PA

(Já está calculado)

3.2 Perda de carga total na tubulação (entre o ponto A e o Reservatório)

∆ht A-R = Perda de carga total na tubulação, no trecho (no caso, trecho entre o “Ponto
A” e o “reservatório ”) – (m);

Como já vimos, a perda de carga total na tubulação, é dimensionada através da


seguinte fórmula:

∆ht A-R = Lt A-R x J A-R (m)

Onde:
J A-R = perda de carga unitária (perda de carga em cada metro de canalização) – m/m;
Lt A-R = comprimento total da tubulação no trecho – m;

3.2.1 Comprimento total da tubulação no trecho – Lt

Lt = Lr + Leq

Onde:

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Lr = comprimento real = o que realmente tenho em canalização (tubo) – m, e neste
trecho, inclui o “X” que eu quero calcular e os trechos horizontais se houverem.
Leq = comprimento equivalente em conexões (o que tenho em conexões e vou
“transformar” em canalização (“tubo”) – m).

Lr = 6,0 + X
Leq = 1 entrada normal (3”) = 1,10
1 cotovelo 90º (3”) = 2,50
1 Tê bilateral (3”) = 5,20
2 Registro de gaveta (3”) = (0,50) = 1,00
1 Válvula de retenção do tipo pesada (3”) = 9,70
1 redução 75 x 63 mm = 0,90
Leq = 20,40 m

Substituindo:
Lt = Lr + Leq

Lt = (6,0 + X) + 20,40 = 26,40 + X

3.2.2 Perda de carga unitária – J

Neste exemplo, o diâmetro do trecho entre o Ponto A e o Reservatório é em 3” – Ver


Formulário básico

J A-R = 455,98 x Qt 1,85

Esta é uma fórmula reduzida aplicada para tubulação de aço ou ferro com diâmetro
de 3”, devendo ser verificado o diâmetro do trecho, que “geralmente” é um diâmetro
maior que o restante da canalização.

- Ver “formulário básico” , e neste trecho Qt = Σ da Vazão de todos os hidrantes


em uso simultâneo.

Qt = Q1 + Q2 + Q3 + Q4
Substituindo:
Qt + 69,15 + 90,25 + 107,13 = 121,76
Qt = 388,29 l/min = 0,0064715 + 0,0065 m3/s

Então:

J A-R = 455,98 x (0,0065) 1,85


J A-R = 455,98 x 0,000089926
J A-R = 0,041004876 = 0,0410 m

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Substituindo:
∆ht A-R = Lt A-R x J A-R (m)
∆ht A-R = (26,40 + X) x 0,0410 (m)

∆ht A-R = 0,0410 X + 1,08 (m)

Determinado a perda de carga total na tubulação, no trecho, podemos então aplicar a


fórmula:

X = PA + ∆ht (m)

E, finalmente determinar o valor de “X”.

X = 5,09 + 0,0410 X + 1,08


X – 0,0410 X = 5,09 + 1,08
0,959 X = 6,17
X = 6,15 ÷ 0,959

X = 6,43 m

RESERVA TÉCNICA DE INCÊNDIO


Exemplo 1:

Calcular o Volume da Reserva Técnica de Incêndio para o Exemplo 1 – ver


esquema isométrico - ANEXO A

Quando o edifício possuir mais de 4 (quatro) hidrantes o ∆ T deverá ser


acrescido em 2 minutos para cada hidrante excedente a quatro.

Como ∆ T(mínimo)= 30 minutos, e o prédio possui 10 hidrantes na prumada,


teremos:

VRTI = Qn x ∆ T
Onde:
VRTI = Volume de água para a Reserva Técnica de Incêndio
Q = Vazão no hidrante hidraulicamente mais favorável (nº “n”) – l/min
∆ T = Tempo de funcionamento do sistema (ver Art 81)

4.1 Calculo da vazão no hidrante hidraulicamente mais favorável

16/23
Q”n”= 0,2046 x d2 \/¯y

Onde
d = diâmetro do requinte = 13 mm
Y = 31,61m = altura estática entre o fundo do reservatório e o hidrante
hidraulicamente mais favorável - ( y = 9 x 2,80 + 6,43 = 31,63).

Q10 = 0,2046 x 132 \/¯31,63 = Q10 = 194,47 l / min

4.2 Cálculo do tempo de funcionamento do sistema

∆ T = 30min + 2min x nº hidrante excedente a 4

∆ T = 30 + 2 x 6

Onde ”6” = número de hidrantes excedente a 4

∆ T = 42 min

VRTI = Qn x ∆ T
VRTI= 194,47 x 42
VRTI= 8167,74 l/min
Adotaremos:
V = 8200 litros ou 8,2m³

4.3 Cálculo da altura do reservatório

4.3.1 Reservatório de forma retangular → Volume = Área x Altura

V=A.h → h=V÷ A

4.3.2 Caso o reservatório seja em fibra:


V = ( ( Π x h) ÷ 3 ) x (R² + r² + R x r))

Dimensões do Reservatório retangular: 3,40 x 2,95 x 1,20 metros

Área = 3,40 x 2,95 = 10,03 m² ≅ 10 m²

Volume da RTI = 8,2 m³

17/23
Reservatório de forma retangular → VOLUME = ÁREA X ALTURA

V=A.h → h=V÷ A

Altura para RTI:

h = 8,2 ÷ 10
h = 0,82 metros

Caso o reservatório seja em fibra: D = 3,19 m; d = 2,40m e h = 3,59m

V = ( ( Π x h) ÷ 3 ) x (R² + r² + R x r))

8,2 = ((Π x h) ÷ 3 ) x (1,59² + 1,20² + 1,59 x 1,20))

8,2 = ((Π x h) ÷ 3 ) x ( 2,53 + 1,44 + 1,91))

8,2 = ((Π x h) ÷ 3 ) x (5,88))

8,2 x 3 = (Π x h) x 5,88

24,6 = 3,14 x h x 5,88

24,6 = 18,47 x h h = 1,33 metros

________________________________________________________♦
ANEXOS

18/23
ANEXO A
ESQUEMA ISOMÉTRICO - EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

19/23
ANEXO B
TABELAS DE PERDA DE CARGA

20/23
ANEXO C
CANALIZAÇÃO EM FERRO GALVANIZADO

21/23
ANEXO D

TUBULAÇÃO EM COBRE OU PVC

22/23
ANEXO E
GRÁFICO (REDUÇÕES)

23/23