Você está na página 1de 6

Regime de incapacidades

O estatuto do deficiente 13.146/2015 modificou profundamente isso. Os portadores


de transtorno mental saíram do rol de incapazes, e o art. 3º só preve agora incapazes os
menores de 16 anos.
Antes, a curatela era medida automática. Agora o portador passa a ser capaz e a
curatela passar a ser medida excepcional. Hoje não está necessariamente sujeito à curatela e
tem de ser proporcional às necessidades de cada caso. Art. 85 § 1º do estatuto. A curatela se
restringe aos aspectos patrimoniais. Não abrange interesses existenciais como corpo,
sexualidade, matrimônio, privacidade. É importante porque vem em consonância com a
despatrimonialização do Direito Civil. Esse fenômeno consiste, em síntese, na ênfase na
proteção aos interesses existenciais, em detrimento dos interesses partimoniais. Essa
despatrimonialização resulta da atenção maior conferida ao princípio da dignidade da pessoa
humana. No CC 16 o mais importante era a propriedade, a família. A partir da CF 88 passa a
preponderar a pessoa humana. O princípio da dignidade comporta 4 subprincipios: liberdade,
igualdade material, integridade psicofísica e solidariedade.
Há questão delicada: os art. 6 e 84 do estatudo deixam claro que, ainda que esteja
sujeito à curatela, o portador de transtoro mental permanece capaz. Na verdade, há, hoje,
curatela de pessoa capaz, fugindo à tradição do nosso Direito Civil. Dizia-se que a incapacidade
aviltava o portardor de transtorno mental.
A tendência hoje é estender ao portador de transtorno mental as normas de proteção
ao incapaz, ainda que ele não seja, em tese incapaz só por ter o transtorno. É possível dizer que
algumas normas protetivas sejam aplicadas a esse portador, ainda que capaz.
O art 4, III existia antes e estava no terceiro, mas agora veio por quarto. Passou a ser
relativamente incapaz. A doutirna critica muito: o regime passa a ser o de assitencia e não de
representação. O assistente é coadjuvante do assistido. É hipotese em que há discernimento
reduzido. N a representação não se leva em conta a vontade do representado. Nesse sentido, o
regime de assitência parece incompatível.
Enunciado 138 CJF vem no contexto de despatrimonialização ressaltando que or egime
de incapazidades é moldado em perspectiva patirmonilista, se monstrando insuficiente para a
tutela de interesses extrapatrimoniais. Ex: menor de 16 presume-se absolutamente incapaz.
Doutrina, hoje, diz que essa presunção absoluta é insuficiente para preservar interesses
extrapatrimoniais. A presunção absoluta é incompatível com a defesa do princípio da dignidade
da pessoa humana.
Direitos da Personalidade
Rol exemplificativo art 11 são irrenunciáveis ou indisponíveis. Se fossem efetivamente
irrenunciáveis e indisponíveis ninguém poderia posar nu ou lutyar MMA. Há enunciados 4 e
139 do CJF dizem que são disponíveis. Há espécie de limitação finalíostisa, havendo que se
fazer interpretação extrititva. Ex: atriz tinha autorizado divulgação de sua imgam de biquini. A
marca exibiu em outdoor, etc. A outra restrição do enunciado é que a disponibilizadade não é
ad eternum. Cessão vitalícia de imagem por exemplo é passível de revogaçlão, claro, com
consequencias patrimoniasi, mas não há como se negar a tutela extrapatrimonial. Scheinder
fala em limitação de intensidade e finalidade da renúncia. A renúncia tem de atender ao
interesse do próprio diponente, não se admitindo benefício exclusivamente de terceiro.
Art. 13 do CC trata da disposição do próprio corpo, em vida. Tem a ver com os trans. A
jurisprudência admite hoje independente da cirrugiua. O art. 13 diz “salvo por exigência
médica”. O Anderson Schiner critica dizendo que pode haver outros interesses constitucionais
que justifiquem isso: opção religiosa, costumes, como a circuncizão. O homem largato tem a
ver com isso.
Art. 20 CC. 12 é regra geral e o 20 é especial. Cuida da imagem de direitos autorais do
autor. A tutela da imagem é absoluta? STJ diz que não, como a própria redação. “pode ser
proibida, se lhe atinigirem a honra, boa fam, respeitabilidade ou se destinar a fins comerciais”.
Anderson Schinder tem posição diferente. Se a imagem só se protege quando for atignida a
honra, não se está protegendo a imagem, mas a honra. O que está se protegendo é o outro
intesse que está sendo atacado. É subversão da ordem: interpreta-se a CF à luz do CC e deveria
ser o contrário. STJ tyem s[umula dizendo que, se houver finalidade comercial, o dano é in re
ipsa.
Enunciado 279 CJF diz que é preciso ponderar a tutela da imagem e a liberdade de
imprensa. Dependendo da utilidade pública da informação, há que se dar mais peso à
liberdade de expressão. Resp 794.586. Biografias não autorizadas entram também. A redação
do art. 20 parece sugerir que não se admite sem o consentimento do próprio ou de seus
familiares. ADI 4815 reconheu a inconstitucionalidade dos arts. 20 e 21 pra esse tema. De
acordo com aquele julgado, o art. 20 traz hirarquização prévia e rígida entre os direitos da
personalidade, predefinindo que a proteção da imagem prepondera em detirmento do acesso
à informação. Isso não se justifica porque dvee ser analisado caso a caso, fazendo-se a
ponderação,. Barroso, no voto, defendeu que o acesso a informação e a livberdade de
imprensa seriam preferenciais, e o art. 20 faria o oposto, sendo, assim, incosntitucional.
Enunciado 613 CJF diz o contrário do que disse esse fundamento do voto. A liberdade
de expressão não goza de preferencia. (casa com a coibição do hate speech). O controle, enfim,
tem que vir a posteriro e pode vir com resp. civil, criminal, direito de resposta, retificação, etc.
Carmen Lúcia falou “cala boca já morreu”.

Direito ao esquecimento
É correlato. Xuxa, ex-detentos, a própria vítima. Há sempre colisão de interesse porque
pode haver interesse público coletivo na divulgação. Shcneider fala da utilizade informatiova na
divulgação da notícia. Riscos da recordação do fato para a pessoa envolvida. Se o fato é ou não
genuinamente hgistórico (se for histórico, enfraquece-se o direito ao esquecimento).
Necessidade da veiculação do nome para informar. Resp. 1.335.153 e 1.334.097. resp. 1.631.
329.
Informativo 628 resp 1.660.168 admite excepcionalmente o direito ao esquecimento
em detrimento ao provedor de busca, e não do conteúdo. Impondo ao provbedor de busca a
desinvinculação àquele resultado.

Pertenças
Art. 93 e 94. São sucedâneo dos antigos bens imóveis por acessão intelectual. No CC 16
tinha aquela categoria (tudo que não era parte integrante do imóvel, mas se destinavam ao
uso, serviço do imóvel). No CC 2002 isso foi suprimido. Enunciado 11 do CJF textuamente
asserta isso. A definição dos antigos imóveis por acessão intelctual é a de pertenças do art. 93.
São sinônimos? Não são. Se encaixam, mas a definição de pertença é mais abrangente. O 93
não restringe, nada impedindo que o bem possa ser móvel. Qual a relevacia disso? Art. 94. Pra
grande maioria da doutrina a pertença tem natureza acessória. Porque não é parte integrante,
mas serve a outro bem. O art. 94 no entanto, seria exceção ao princípio da gravitação jurídica.
A presunção relativa do código vem no sentido de que a obrigação de dar o principal não
abrange as pertenças. Informativo 629 resp 1.667.227 no caso de propriedade fiduciária, a
hipotese era de um equipamento de monitoramento acoplado. STJ disse que era pertença e no
caso de consolidação da propriedade em favor do credor fiduciário, o fiduciante pode tirar. É
predominante, no entanto, que tem status de bem acessório.

Benfeitoria necessária
Tereza Negreiros trabalha o paradigma da essencialidade. Em sintese, a mairo ou menr
ingerência do estado nas relações privadas varia de acordo com a essencialidade dos interesses
jurídicos envolvidos. Função social do contrato, por exemploo: saúde, educaçãio, moradia são
uito mais sensíveis que o contrato pra comprar picolé na esquisna. A boa fé obetiva está
associdada à eticidade, que independe de interesse socialmente relevante. Esses dois
caminham lado a lado, mas não sempre. É decisivo pra diferenciar eficacia interna da função
social e deveres anexos da boa fe objetiva.
Teresa diz que o regime das benfeitorias é o exmeplo mais marcante do paradigma da
essencialidade (necessária, úties e voluptuária) trazendo porteções ditintas de acordo com a
essencialidade delas. A necessária lemrba conservação. Hoje é preciso ressaltar que a
conservação pode ser estática ou dinâmica. Estática é física ou jurídica: quanto tem benfeitoria
pra evitar ruína ou crescimento; jurídica quando busca evitar a perda juridica do bem, pagando
iptu, remindo hipoteca, etc. A conservação dinamica buysca viabilizar a normal exploração
economica do bem. Ex da psicina: é benfeitoria voluptuária? Depende. Em esocla de natação é
benfeitoria necessária porque busca viabilizar a normal exploração do bem. A função social da
posse e da prorpeirdade vem em harmonia com a perspectiva da conservação dinâmica.
Súmula 619 STJ da questão de ocupação irregular d ebem público. predominante o
entendimento de que não cabe posse de bem público, havendo mera detenção, não sendo
aquele que ocupa beneficiado pelo art. 219 (possuidor de boa fé tem direito a ser indenizado
por benffeitoriasw). A súmula diz que não tem que pagar nada. A defensoria argumenta
dizendo que ao menos quanto às benfeiotrias necssária caberia indenização para evitar o
enriquecimento sem causa. Art. 886 CC preve aplicação subsidirária da vedação ao
enriquecimento sem causa, deixando claro que ganha maior relevancia quando não mhouver
mecanismo específico de reparação previsto em lei. Ex: terreno baldio em que se ingressa,
limpa-se e anuncia-se. A indenização não é resp. civil porque não há dano. O que justifica a
remunreção é a vedação ao enriquecimento sem causa.
Tepedino defende a possibilidade de posse na concessão de uso especial para fins de
moradia. Diz que pode ser posse ad interdicta. Resp 1.484.304 e 1.582.176. Ocupação irregular
de bem público confere mecanismos de proteção? Há discussão de que pode caber posse. O
detentor, no entanto, tem tutela possessória em face de terceiros, por exemplo. seria uma das
exceções. Nelson Rosenvald defende queé medida excepcional que se estende ao detentor.
Quer dizer, há detenção e caberia, ao mesmo tempo, proteção possessória, nesse caso de
entenddo a excpeiconalidade contra ato de terceiro.

Bem de família
Cabe renúncia à impenhorabildiade do bem de familia legal? 1ª corrente diz que não
cabe porque está associada á tutela do direito social á moraida e dignidade da pessoa humana.
2ª corrente diz o oposto: admite-se a renúncia desde que o renunciante tenha plena ciencia e
exigindo-se que a sua vontade seja livre e consciente. A invocação da impenhoabildiade que
havia sido renunciada viola a boa-fé objetiva (venire contra factum proprium). É tema
controvertido.
A 8009 excepciona o fiador em contrato de locação de bem imóvel. A súmula 549
afirma que é válida a penhora. O STF já vinha dizendo ser inconstitucional porque violaria o
direito social à moradia. A crítica é que estar-se-ia botando o fiador na rua por interesse
patrominial. Sgeundo, o locatário, que tem dbeito e repsonsbailidade, fica com seus bens,
enquanto o fiador, que so tem responsabildiade, e vai pra rua e não pode sequer, quando
subrogado nos direios de crédito, penhorar a tv etc. A súmula se justifica soba aótica da analise
economia do direto: se se privilegiar sempre a funcção social do contrato, ninguém aluga mais
pro velho inadimplente e o efeito é o contrário.
STF julgou que esse dispositivo não se aplica à locação comercial, nesse caso,
contrariamente ao argumento da análise economica do direito. A função social da empresa
também está em jogo, em logica keynesiana.
Abuso do direito é ato ilícito? Art. 187 sugere que sim. Há autores que afirmam que
não é tão simnples. Ato ilícito lato sensu se subdivide em ato stricto e ato antijurídico. O stritco
sensu é o art. 186, o resto seria o antijurídico, como o absudo do direito do art. 187. O que
justifica isso é que no stricto sensu ocorre violação dos limties formais impostos pelo legislador.
No antijurídico há violação dos limites axiológicos normativos do ordenamento jurídico. São os
limites valorativos, que lembra os princípios do sistema. Não é limitação de direto positivo, mas
decorre dos valores do sistema jurídico.
O art. 187 não adotou a teoria dos atos emulativos. Por essa teoria só há abuso se
houver intenção de prejudicar outrem. O 187 não subordina o abuso do direto a qusalquer
elemento subjetivo. Um exemplo disso é a teoria do adimplemento substancial. Enucniado 361
CJF c/c art. 475 CC. Cláusla resolutiva tácita. A vítima do inadimpleento pode optar pela
exigencia da prestação inadimplida ou a resolução. Direito potestativo do lesado. A tonica do
adimpleento substancial é que aquele que recebe quase tudo não pode optar pela resolução
do contrato. So resta exigir a parcela remanescente. Isso não tá escrito e por isso é abuso de
direito, ato antijurídico. O princípio da conversação dos atos e negócios juridicos inspira o
adimplemento substancial.
Esse exmeplo demonstra que mesmo o direito potestativo se submete a um crivo
axiológico. O art. 314 diz que o credor não é obrigado a receber por partes, se não for
convencionado. Há quem diga que há mora do credor quando isso acontece tendo em vista
situação de adimplemento substancial. É inaplicável no caso do DL 911/69, fundado no sentido
de que a restituição do valor se subordina ao pagamento integral. Resp 1.622.555. outro afasta
nas obrigações alimentares informativo 632 STJ HC 439.973, sob fundamento de que a decisão
que estabelece alimentos já leva em conta o mínimo devido, não cabendo nesse caso a teoria
do adimplemento. Pode haver compensação, diz o STJ (por exmeplo, se pagou o condominio),
mas o STJ mitigou o art. 372 dizendo que cabe a compensao, fundada na dignidade da pessoa
humana.
Anderson Schneider tem posição particular difeendendo que o adimpleento
substancial não pode ser só quantitativo, mas qualitativo. Tem que se ponderar entre a
utilidade da extinção da relação obrigacional para o credor com os prejuízos da resolução para
o devedor e terceiros. Defende que se preserve o contrato, buscando-se outra alternativa.
Privilegia o princípio da conservação.