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“O homem da época burguesa sente não apenas a obrigação, mas a

vontade de trabalhar, pois uma vida sem trabalho não lhe parece digna de
ser vivida, ela lhe parece vã”

Karl Löwith (1897–1973), filósofo alemão.

"O verdadeiro tolo, de quem os deuses zombam e a quem tentam destruir, é aquele que não conhece a si
próprio"

"O sofrimento é o nosso meio de vida porque é o único meio através do qual temos consciência de existir,
a lembrança dos sofrimentos passados nos é necessária como um testemunho, uma prova de que
continuamos a manter a nossa identidade"

"Os erros mais terríveis da vida do homem não acontecem porque ele é um ser irracional - um momento
de irracionalidade pode tornar-se o mais belo momento da vida -, mas porque ele é um ser lógico"

"Os pecados da carne não têm nenhuma importância: só os pecados da alma são vergonhosos. São
enfermidades cuja cura - se é que devam ser curados - cabe aos médicos"

"As coisas mais importantes da vida são exatamente aquilo que parecem ser e por essa razão, embora
talvez isso lhe pareça estranho, são muito difíceis de interpretar. Mas as pequenas coisas são símbolos e
é através delas que recebemos mais facilmente as lições mais amargas"

"Lamentar as experiências vividas é uma forma de impedir o próprio desenvolvimento. Negá-las é colocar
uma mentira nos lábios da própria vida. É nem mais nem menos do que a negação da alma."

"Não há verdade que se compare ao sofrimento. Há momentos em que esta me parece ser a única
verdade. Outras coisas podem ser ilusões dos olhos ou do apetite, feitas para cegar um e saciar o outro,
mas é o sofrimento que tem construído os mundos, há sempre dor no nascimento de uma criança ou de
uma estrela."

"Em cada instante da nossa vida, somos sempre tanto aquilo que iremos ser quanto aquilo que já fomos"

"In this world there are only two tragedies. One is not getting what one
wants, and the other is getting it."
Oscar Wilde
“Neste mundo há apenas duas tragédias. Uma é não conseguir o que se quer, e a outra é
conseguir.” Oscar Wilde

"Every moment some form grows perfect in hand or face; some tone on the hills or the sea
is choicer than the rest; some mood of passion or insight or intellectual excitement is
irresistibly real and attractive for us, – for that moment only."

― Pater, Walter, "Conclusion", The Renaissance

“Cada quién tiene que seguir su camino, puesto que el error más grande que se puede
cometer es de querer seguir un modelo. Vale la pena mil veces más malograr todo
conservando lo que uno es, que triunfar adoptando un camino de alguien más. La derrota es un
triunfo, si es nuestra derrota. Sucumbamos con orgullo”. Emil Cioram
“O homem da época burguesa sente não apenas a obrigação, mas a
vontade de trabalhar, pois uma vida sem trabalho não lhe parece digna de
ser vivida, ela lhe parece vã”

Karl Löwith (1897–1973), filósofo alemão.

“A arte livra-nos ilusoriamente da sordidez de sermos.


Enquanto sentimos os males e as injúrias de Hamlet, príncipe
da Dinamarca, não sentimos os nossos — vis porque são
nossos e vis porque são vis.
O amor, o sono, as drogas e intoxicantes, são formas
elementares da arte, ou, antes, de produzir o mesmo efeito
que ela. Mas amor, sono, e drogas têm cada um a sua desilusão.
O amor farta ou desilude. Do sono desperta-se, e,
quando se dormiu, não se viveu. As drogas pagam-se com a
ruína de aquele mesmo físico que serviram de estimular.
Mas na arte não há desilusão porque a ilusão foi admitida
desde o princípio. Da arte não há despertar, porque nela não
dormimos, embora sonhássemos. Na arte não há tributo ou
multa que paguemos por ter gozado dela.
O prazer que ela nos oferece, como em certo modo não
é nosso, não temos nós que pagá-lo ou que arrepender-nos
dele.
Por arte entende-se tudo que nos delicia sem que seja
nosso — o rasto da passagem, o sorriso dado a outrem, o
poente, o poema, o universo objetivo.
Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é
extrair de uma coisa a sua essência.

BERNARDO SOARES, Livro do Desassossego.

“Feliz quem não exige da vida mais do que ela espontaneamente


lhe dá, guiando-se pelo instinto dos gatos, que
buscam o sol quando há sol, e quando não há sol o calor,
onde quer que esteja. Feliz quem abdica da sua personalidade
pela imaginação, e se deleita na contemplação das vidas
alheias, vivendo, não todas as impressões, mas o espetáculo
externo de todas as impressões. Feliz, por fim, esse que abdica
de tudo, e a quem, porque abdicou de tudo, nada pode
ser tirado nem diminuído.”

BERNARDO SOARES, Livro do Desassossego.

“— Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto,


e uma traição a nós próprios (importa soberanamente
que não amemos).”

BERNARDO SOARES, Livro do Desassossego.


“O homem da época burguesa sente não apenas a obrigação, mas a
vontade de trabalhar, pois uma vida sem trabalho não lhe parece digna de
ser vivida, ela lhe parece vã”

Karl Löwith (1897–1973), filósofo alemão.

“Considero a vida uma estalagem onde tenho que me demorar


até que chegue a diligência do abismo. Não sei onde
ela me levará, porque não sei nada. Poderia considerar esta
estalagem uma prisão, porque estou compelido a aguardar
nela; poderia considerá-la um lugar de sociáveis, porque aqui
me encontro com outros. Não sou, porém, nem impaciente
nem comum. Deixo ao que são os que se fecham no quarto,
deitados moles na cama onde esperam sem sono; deixo ao
que fazem os que conversam nas salas, de onde as músicas e
as vozes chegam cômodas até mim. Sento-me à porta e embebo
meus olhos e ouvidos nas cores e nos sons da paisagem,
e canto lento, para mim só, vagos cantos que componho enquanto
espero.”

BERNARDO SOARES, Livro do Desassossego.

“Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam


perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os
seus maiores a haviam tido — sem saber por quê. E então,
porque o espírito humano tende naturalmente para criticar
porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens
escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus. Pertenço,
porém, aquela espécie de homens que estão sempre na margem
daquilo a que pertencem, nem vêem só a multidão de
que são, senão também os grandes espaços que há ao lado.
Por isso nem abandonei Deus tão amplamente como eles,
nem aceitei nunca a Humanidade. Considerei que Deus,
sendo improvável, poderia ser; podendo pois dever ser adorado;
mas que a Humanidade, sendo uma mera idéia biológica,
e não significando mais que a espécie humana, não era
mais digna de adoração do que qualquer outra espécie animal.
Este culto da Humanidade, com seus ritos de Liberdade
e Igualdade, pareceu-me sempre uma revivescência dos cultos
antigos, em que animais eram como deuses, ou os deuses
tinham cabeças de animais.
Assim, não sabendo crer em Deus, e não podendo crer
numa soma de animais, fiquei, como outros da orla das gen-
tes, naquela distância de tudo a que comumente se chama a
Decadência. A Decadência é a perda total da inconsciência;
porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração,
se pudesse pensar, pararia.”

BERNARDO SOARES, Livro do Desassossego.


“O homem da época burguesa sente não apenas a obrigação, mas a
vontade de trabalhar, pois uma vida sem trabalho não lhe parece digna de
ser vivida, ela lhe parece vã”

Karl Löwith (1897–1973), filósofo alemão.

“A ideologia de Ayn Rand dirige-se em primeiro lugar aos “dominantes”. Ela os conforta na idéia
vantajosa de que se fazem por si mesmos e lhes permite pôr em segundo plano o que são na realidade:
pessoas para quem o principal é pertencer a redes de poder e que se esforçam para achar seu lugar
nelas. Mas tal ideologia se dissemina igualmente bem – e eis sua grande força – entre os que ocupam
posições mais modestas. Estes estão provavelmente mais isolados, o que constitui para eles causa de
dificuldades, mas o modelo proposto por Howard Roark ou John Galt lhes propicia, na medida em que se
identifiquem com ele, uma compensação imaginária. E lhes permite serem fiéis ao que, na realidade,
constitui sua fraqueza. Pois, como a fé no indivíduo se baseia no exemplo dos que são bem-sucedidos,
para aqueles que permanecem na base da pirâmide social, o fracasso é sempre atribuído a uma falta de
qualidades pessoais.”