Você está na página 1de 25

O carvão mineral ainda é a fonte de energia mais utilizada para a geração de energia

elétrica no mundo. O grande problema disso é que, além de se tratar de um recurso finito, o
carvão mineral é altamente poluente.

Nesse sentido, as políticas globais relacionadas à adequação da matriz energética mundial


às políticas de redução de gases que provocam o efeito estufa foram intensificadas. E desde
a assinatura do Acordo de Paris, em 2016, as pressões políticas em torno da utilização de
energias limpas têm aumentado.

Para que você seja pioneiro no próspero mercado de energia solar e comece com o pé
direito, elaboramos este relatório do mercado solar com tudo que você precisa saber a
energia fotovoltaica. A seguir, confira quais são as informações mais relevantes sobre o setor
de energia solar, além das previsões para a energia solar e políticas que estimulam seu uso.
Vamos lá!
Previsões para o
mercado de energia solar
As pesquisas do World Energy Council estimam que, até
2060, a demanda por energia elétrica mundial vai dobrar.
Logo, mais do que nunca, é impraticável continuar
avançando com uso de energias poluentes.

Nesse contexto, surge uma alternativa cujo crescimento tem


surpreendido: a energia solar. Gerada por placas
equipadas com células fotovoltaicas, ela vem se
consolidando como a predileta entre as fontes de energia
limpa. Além de limpa, a energia fotovoltaica é
economicamente viável, apropriada para qualquer tipo
de região ou país e vem sendo barateada
progressivamente.
Embora ainda corresponda a apenas 2% da energia utilizada no mundo, a Agência
Internacional de Energia (IEA) prevê que, até 2050, a energia fotovoltaica avance e passe
a assumir pelo menos 11% da proporção global de energia elétrica. A Agência Internacional
de Energias Renováveis (Irena) apresentou uma previsão ainda mais otimista que aponta
que, até 2030, a energia solar corresponderá 13% da parcela de energia elétrica no mundo.

Até meados de 2018 o setor de energia solar brasileiro possuía registro de 30.686 sistemas
de energia solar instalados. A capacidade de geração desses sistemas somada às usinas
solares no Brasil totaliz am cerca de 1,5 GW de capacidade de geração instalada.

A estimativa é que até 2024 esse número pule para pelo menos 885 mil sistemas On Grid no
território brasileiro. Além disso, as políticas e incentivos que facilitam e barateiam a energia
solar são cada vez mais numerosas.
Energia solar já é um dos
setores que mais geram empregos
O mercado de energia solar tem sido um dos que mais geram empregos em
vários países, inclusive no Brasil. Dentro do setor de energia, a energia
fotovoltaica já é a maior geradora de empregos. Dentro do setor de energia,
o solar fotovoltaico é também o maior gerador de empregos, à cada
megawatt produzido, de 25 a 30 empregos diretos são gerados.

Apenas em 2016 o setor de energia solar produziu 17 vezes mais emprego


do que a média do país. Já nos Estados Unidos da América (EUA), segundo
dados do Departamento de Energia Americano, a energia solar já emprega
43% de toda a força de trabalho do setor de energia. Todos os combustíveis
fósseis juntos empregam cerca de 22% do setor de energia.

Esse cenário é extremamente favorável para empreendedores, investidores e


profissionais que desejam mudar o rumo das suas carreiras. São diversas
oportunidades, para os mais variados perfis e bolsos. Os leilões de usinas
solares, por exemplo, alavancaram o setor tanto no setor público quanto
privado.
Neles são leiloadas licitações para novos projetos de energia solar. Os preços competitivos e quase
sempre inferiores ao das fontes sujas e não renováveis de energia têm atraído muitas empresas e
investidores. Até mesmo a Petrobrás anunciou (em julho de 2018) que, em parceria com a empresa francesa
Total, investirá em usinas solares e eólicas.

Além disso, a geração distribuída, que é caracterizada pelos sistemas comerciais e residenciais vem
crescendo em curva acentuada desde 2014. E especialistas antecipam que o crescimento deve continuar
alto.

Na realidade, a geração distribuída só terá sua demanda (crescente) atendida por meio de empresas e
instaladores segmentados. Isso porque são esses profissionais e empresas que também atenderão a alta e
distribuída demanda e oferecerão suporte ou qualquer eventual manutenção.

De acordo com dados divulgados pelo Greenpeace, mesmo se não houverem novos incentivos serão
gerados pelo menos 700 mil novas vagas de trabalho até 2030 no setor de energia solar. Já caso
o cenário prospere (e é o mais provável que aconteça devido às pressões internacionais), até 2030
podem surgir quase 4 milhões de novos empregos apenas no setor de energia fotovoltaica. Além disso, o
total de sistemas espalhados pelo Brasil promete ultrapassar os 8 milhões e o setor movimentar mais de 561
bilhões de reais.
Panorama global da energia solar
Quem assume a liderança quando o assunto é avanço
da energia solar hoje em dia é a China.

China
Dos 127 bilhões de dólares destinados ao setor (somente em
2017) à inauguração da maior fazenda de energia solar do
mundo em 2018 (que possui capacidade para gerar 850
megawatts e garantir o abastecimento de pelo menos 200.000
residências), a China tem se consolidado como a potência
global da energia renovável.

Junto aos estadunidenses, os chineses foram um dos


principais responsáveis pelo crescimento de 50% da
capacidade solar fotovoltaica mundial registrada em
2017.
Alemanha
Até alguns anos atrás à liderança estava nas mãos da Alemanha
com a sua política “energiewende” (expressão que em tradução livre
significa “virada energética”). O plano dos alemães é aumentar em
46% a parcela de energia gerada por fontes de energia
renováveis até 2025. Além disso, o plano pretende também diminuir
40% das emissões de gás carbônico até 2020 e eliminar 100% das
emissões de gás carbônico até 2050.

Para possibilitar tudo isso, o principal foco dos alemães é o


investimento na microgeração de energia por meio da instalação de
painéis solares em empresas e residências. Hoje quase 50% da
capacidade de geração de energia na Alemanha é oriunda da
geração dos próprios cidadãos em cooperativas.
Reino Unido
Todavia, o Reino Unido tem avançado mais rapidamente e,
em 2017, realizou mais instalações do que a Alemanha.
Segundo o governo britânico, quase a metade da
eletricidade gerada no Reino Unido (que inclui
Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales e
Irlanda do Norte) é gerada por fontes de energia com
baixa (ou nenhuma) emissão de carbono.

Em 2017, o Reino Unido bateu recordes mundiais ao


instalar 14,8 novos megawatts de potência solar
fotovoltaica, atingindo 42,2 gigawatts no total de
capacidade. Segundo a Solar Energy Industries Association
(Seia), o montante é o bastante para abastecer cerca de
8,3 milhões de residências.
Estados Unidos
Nos EUA a energia fotovoltaica expande exponencialmente. Para se
ter uma ideia, somente a indústria de energia criou 1 de cada 50
novos postos de trabalho nos EUA em 2017.

Além disso, a Califórnia aprovou em 2018 lei que tornará


obrigatória a energia solar em todas as novas residências
construídas.

Austrália
A Austrália é campeã no uso de energia solar residencial. Os
incentivos governamentais oferecidos no país gerou um boom na
construção de imóveis equipados com placas solares. Com isso,
atualmente uma a cada cinco casas na Austrália possui um sistema
de microgeração de energia solar fotovoltaica, o que torna o país
com o maior índice de uso de painéis solares residenciais.
Brasil
No último ano o Brasil atingiu a marca de 1 gigawatt de potência
instalada. A potência foi possibilitada pelo aumento da demanda
dos sistemas residenciais e comerciais, além da entrega de usinas
contratadas nos leilões que vem acontecendo desde 2014.

Esse aumento foi, sem dúvida, muito significativo. Para se ter uma
ideia, até o final de 2016 o Brasil possuía apenas 80 megawatts de
potência de energia fotovoltaica instalada. Contudo, essa marca
ainda é ínfima próxima ao potencial do mercado brasileiro de
energia solar.

Nesse sentido, o governo criou o Plano Decenal de Expansão de


Energia cujas previsões apontam que, até 2014, a energia solar
fotovoltaica passe a representar pelo menos 4% da matriz elétrica
brasileira. Com isso, a previsão é que pelo menos 23 milhões de
empregos diretos sejam criados pelo mercado fotovoltaico, sem
falar nos indiretos.
Nesse contexto, diversas instituições financeiras têm criado programas
para financiar sistemas de energia solar, tanto para pessoas físicas
quanto jurídicas. Alguns exemplos de bancos que oferecem financiamento
para energia solar:

-Banco do Brasil;
-Caixa Econômica Federal;
-Santander;
-BNDES;
-Banco Nordestino.

Além disso, buscando incentivar as fontes de energia limpa e


desencorajar as fontes poluentes, o BNDES aprovou financiamento de até
80% de projetos de energia solar. Além disso, a instituição financeira
também cortou o seu apoio em taxas de juros a longo prazo para óleo
a combustível e térmicas a carvão.

A ANEEL prevê que até 2021 serão pelo menos 8 bilhões de reais de
investimentos em energia solar e 100 bilhões de reais até 2030 para
sistemas de microgeração de energia solar. Esse aumento do setor
evitará a emissão de mais de 29 milhões de toneladas de gás carbônico
na atmosfera brasileira.
Os custos da energia solar
O custo da produção de energia fotovoltaica vem sendo reduzido
vertiginosamente por todo o planeta. Segundo dados divulgados pela
Bloomberg New Energy Finance, a energia solar fotovoltaica não-subsidiada
está superando o carvão e o gás natural em escala histórica.

Das fontes de energia renováveis, a solar fotovoltaica tem se consolidada


como a mais acessível e de fácil implementação. Ela custa menos do que os
projetos eólicos em geral. E as vantagens vão além: de acordo com a
Agência Internacional de Energia Renovável, os custos para construir uma
usina de energia solar são muito próximos e por vezes até mais baratos do
que os custos das fontes de geração de energia poluentes/tradicionais.

A agência indica, ainda, que o custo dos sistemas fotovoltaicos reduza de


1,8 dólar por watt para apenas 0,79 centavos de dólar até 2025. Para se
ter um parâmetro as usinas termelétricas movidas a gás natural ou carvão
custam, respectivamente, 1,3 e 3 dólares por watt.
Instalações residenciais e
comerciais
A maior parte dos novos postos de microgeração de energia solar fotovoltaica é residencial,
totalizando aproximadamente 84% dos sistemas instalados no Brasil. Na sequência, confira quais
são os tamanhos médios dos sistemas solares fotovoltaicos no Brasil:
Até 6 kW 60 kW a 75 kW

6 kW a 15 kW mais que 75 kW

15 kW a 30 kW

30 kW a 45 kW

45 kW a 60 kW

O tamanho médio dos sistemas comerciais é bem maior dos modelos residenciais.
Ademais, a diferença de distribuição de energia solar fotovoltaica entre comercial e
residencial é de cerca de 20 MW.
Distribuição de energia solar por estado
O potencial de geração de energia fotovoltaica é grande em praticamente toda a extensão territorial
brasileira. Todavia, a expansão da tecnologia fotovoltaica não é distribuída proporcionalmente por todas
as regiões do país. A seguir, confira quais são os estados que atualmente mais investem na energia solar
fotovoltaica:

Ranking dos estados que mais investem na tecnologia fovoltaica:

6.167 sistemas
instalados
5.850 sistemas
instalados
3.680 sistemas
instalados

RIO GRANDE SÃO MINAS


DO SUL PAULO GERAIS
O potencial de geração de energia fotovoltaica é grande em praticamente toda a extensão territorial
brasileira.Todavia, a expansão da tecnologia fotovoltaica não é distribuída proporcionalmente por todas as
regiões do país. A seguir, confira quais são os estados que atualmente mais investem na energia solar
fotovoltaica:

Ranking dos estados que mais investem na tecnologia fovoltaica:

62,38
megawatts
41,23
megawatts
36,86
megawatts

SÃO RIO GRANDE MINAS


PAULO DO SUL GERAIS
Desafios e avanços da Energia Solar no Brasil
O Brasil está ainda nos seus primeiros passos na utilização de fontes limpas
de energia. O grande potencial da energia fotovoltaica está sendo, aos
poucos, aproveitado pelos brasileiros, tanto para uso próprio quanto como
mercado e potencial lucrativo.

Entretanto, para que esse cenário otimista seja consolidado (especialmente


em tempos de recessão) ainda será necessário driblar alguns desafios e
estabilizar os avanços já conquistados. Na sequência abordaremos os
principais. Acompanhe!
Isenção do ICMS sob geração excedente
de energia fotovoltaica

Desde abril de 2015, o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ)


por meio do Convênio ICMS 16, abriu a prerrogativa para que os estados
isentassem a tributação do ICMS na eletricidade gerada por sistema de
energia fotovoltaica e injetada na rede das distribuidoras de energia elétrica.

Com esse convênio, quem adere a energia fotovoltaica consegue reduções


enormes na conta de luz. Todavia, a participação de cada estado é
voluntária e requer manifestação independente.
Atualmente todos os estados brasileiros fazem parte do convênio CONFAZ. Porém
para Santa Catarina e Paraná a isenção do ICMS sob geração excedente de energia
fotovoltaica atualmente está com validade de apenas quarenta e oito (48) meses de
acordo com suas respectivas legislações estaduais. Veja quais são os estados
participantes do convênio permanentemente:
Redução dos tributos para os sistemas fotovoltaicos
Além da isenção do ICMS, no Brasil todos (sejam pessoas físicas ou jurídicas) que possuem sistema de
geração de energia distribuída, como é o caso do sistema fotovoltaico on-grid, possuem direito a
isenção de PIS e CONFINS sobre a energia compensada na conta de energia elétrica. O benefício
decorre da lei federal nº 13.169, de 06 de outubro de 2015.

Para que a tecnologia fotovoltaica avance ainda mais rapidamente, seria de extrema importância que
houvesse também isenção do IPI e ICMS para produtos como inversores de frequência. Desse modo, o setor de
energia solar cresceria ainda mais aceleradamente e a geração de empregos conquistaria uma expansão
histórica.

Liberação do FGTS para aquisição de Sistemas Solares


Atualmente o saque do benefício do FGTS só é permitido em situações específicas, como doenças específicas,
catástrofes naturais e aquisição da primeira residência. Entretanto, existem alguns projetos de lei que pretendem
liberar o FGTS também para o financiamento de sistemas solares.
Iniciativa empreendedora
Segundo pesquisa realizada pelo Datafolha em parceria com o Greenpeace,
72% da população brasileira adquiriria sistema de energia solar se
houvesse financiamento a baixos juros.

Alguns bancos como BNDES, Banco do brasil, Caixa Econômica Federal, Banco
Santander e Banco Nordestino já oferecem esse tipo de financiamento.
Todavia, é importante que autoridades políticas sejam cobradas no sentido
de aumentar os incentivos que citamos acima. E para além disso, o futuro do
mercado de energia solar é e continuará sendo moldado especialmente pelos
profissionais, empreendedores e investidores do setor.

O mercado de energia solar é muito mais do que um setor lucrativo ou um dos


maiores potenciais para a próxima década, é um caminho concreto para a
preservação do planeta. A sustentabilidade já perdeu sua conotação
meramente ideológica e se tornou uma imposição política, econômica e
mercadológica.
Logo, qualquer um que queira fazer parte desse mercado e levar a energia limpa, renovável e torná-la
mais acessível para os brasileiros, tem no agora o momento ideal para revolucionar a própria carreira.
E o melhor: ajudando o planeta e toda a sociedade brasileira ao disseminar uma forma de energia
não poluente e mais barata.