Você está na página 1de 83

PROJETO DE BARRAGEM DE TERRA

1. INFORMAÇÕES GERAIS
1.1 Coordenadas do barramento (UTM-SIRGAS 2000): E: 327649.78 N: 7788717.65
1.2 Finalidades de uso pretendidas para a barragem:
X Regularização de vazão X Reservação de água
1.3 Dados do empreendedor responsável pela barragem
Nome/Razão social: Edna Luxinger Bausen
CPF/CNPJ: 092626677-28 RG/Inscrição estadual:1.788.860-SSP/ES
Endereço de correspondência:
Córrego Recreio – São Sebastião de Recreio- bairro rural. Santa Maria de Jetibá
Telefone:27 9 9625 8597 E-mail:
1.4 Dados da propriedade
Nome da propriedade: Sitio Lux
Coordenadas da sede do imóvel (UTM-SIRGAS2000): E: 327649.78 N: 7788717.65
Localidade/Distrito: Rio Nove /distrito da
Município: Santa Maria de Jetibá
Sede
Roteiro para localização: Saindo de Santa Maria de Jetibá, sentido Recreio, após ao comercial
Thom, entrar a esquerda antes da subida, seguimos quatro quilômetros e seguindo encontramos
sede da Escola de Rio Nove, um quilometro a frente avistaremos o Sitio Lux.

1.5 Dados do responsável técnico elaborador do projeto


Nome: Antônio Francisco Marins de Albuquerque
CPF: 489143477-53 RG: 202658-SSPES
Endereço de correspondência: Rua Germano Henrique Emílio Roose sn . São Sebastião do
Meio. Santa Maria de Jetibá

Telefone:27 9 9746 8301/ 9 9524 6332 E-mail: afma1952@hotmail.com


Formação: Engenheiro Agrônomo
Número do registro/visto profissional no Crea-ES: CREAES-2589/D
1.6 Dados do responsável técnico pela execução da barragem
Nome: Antônio Francisco Marins de Albuquerque
CPF: 489143477-53 RG: 202658-SSPES
Endereço de correspondência: Rua Germano Henrique Emílio Roose sn . São Sebastião do
Meio. Santa Maria de Jetibá
Telefone:27 9 9746 8301/ 9 9524 6332 E-mail: afma1952@hotmail.com
Formação: Engenheiro Agrônomo
Número do registro/visto profissional no Crea-ES: CREAES-2589/D
2. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PRELIMINARES
Nome do curso hídrico: “Rio Nove”: córrego afluente do Córrego Valão de São Pedro
Nome da bacia/sub-bacia hidrográfica:Bacia Hid. Do rio Santa Maria de Vitória/Córrego Novo
Área da bacia de contribuição (km²): 0,57
Caracterização do uso e ocupação do solo na bacia de contribuição (descrever):
Vegetação do entorno da barragem: jardins, bananeiras, hortas, capins, capoeiras, lavouras, cafezal.
Estruturas existentes imediatamente a jusante do barramento (casas, secador de café, ponte ,entre outras.):
casas, lavouras, tanques hídricos, estrada de acesso, postes e manilhas no córrego.

Histórico de precipitação na região da bacia (descrever):

Com base em dados coletados no Sistema de Informações Hidrológicas da Agência Nacional de Águas
(ANA) para a estação meteorológica mais próxima de código 02040047,em 2010 ocorreram chuvas
máximas no dia 10/01/2010, uma precipitação para o total do dia de 192,6 mm
fonte:
Intensidade máxima média de precipitação (mm/h):mm/h
Fonte dos dados: Cálculo da Intensidade de Chuva- intensidade máxima média da chuva
𝑖=em que: = intensidade máxima média da chuva, mm h-1; T = período de retorno, anos; t = tempo de
duração da chuva, (em min.); k, a, b, c = coeficientes de ajustamento específicos para cada localidade; estes
coeficientes foram calculados online com o Programa Plúvio 2.1

Período de retorno (em anos): 10


Coeficiente de escoamento: 0,6
Fonte dos
dados:
o valor
encontrado
foi escolhido
devido a
grande
inclinação do
terreno e
presença de
estradas
inclinadas
que drenam
as águas para
a barragem e
nos lados da
mesma.
Tempo de concentração (em minutos): 1,2
Fórmula utilizada:  L3 
0 , 385

Memorial de cálculos: t c  57 


 H 
 0,9003 
0 , 385
 0,729 
0 , 385
 HL3 
 0,005607692307692307
0 , 385
69230769230769 
0 , 385

   57   57 t c  57   


 130   130     H 130 
57( 4,3136094674556213017751479289941e - 5) 0, 385
57 x 0,02086477554603307313995544641386  1,1892922061238851689774604455902  1,2minutos
L= 900m = 0,9km; = 130m; assim: = 57 x

Vazão máxima de cheia (vazão de enchente) (m³/s):13,87

Fonte dos dados: Q=CiA/360,Q=CIA/360=0,6x146x57/360=4993,2/360=13,87m³/s


Tipo e caracterização do dispositivo de vazão mínima: Tubo plástico de PVC, com curva e regulagem da
vazão, com rebaixamento do nível de água da área inundada pelo controle da altura da entrada do tubo, e
saída por baixo do barramento, pela tubulação de PVC

Tipo, caracterização e revestimento do dispositivo de vazão máxima:


Vertedouros construídos sobre solo compacto, com secção trapezoidal, e constituídos pelas estradas
laterais ao barramento. Assim será construído um vertedouro de cada lado do barramento, com dimensões mínimas
de 7m de cada lado, com altura de 1,0m , a largura será de pelo menos 5m.
Caracterização do material a ser utilizado no corpo do barramento:
Solo proveniente do horizonte B de Latossolo Vermelho Amarelo
Coordenadas da área de empréstimo (UTM-SIRGAS2000): 327652.46m E e 7788744.53m S
Coordenadas da área de bota-fora (UTM-SIRGAS2000): 327667.6 m E e 788712.7 m S
Coordenadas do canteiro de obras (UTM-SIRGAS2000): 327649.7 m E e 7788717.6m S
Caracterização do solo da área do barramento e do reservatório: (Tipologia, textura, permeabilidade do
solo, etc): Trata-se de um solo aluvial. Formado pelo colúvio proveniente das encostas formadas por
Latossolo Vermelho Amarelo, com textura areno-argilosa. Possui permeabilidade média na parte mais
arenosa - aluvial. Sendo nas laterais do reservatório, um solo coeso, devido a maior presença de argila e
matéria orgânica, e assim sua presença , diminue a infiltração de água pelos horizontes do solo.
fonte: http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap3/index.php

3. DIMENSIONAMENTO PROJETADO
Altura do barramento: 2,5m Comprimento do barramento: 12m
Largura da crista: 3,0m Largura total da base do barramento: 13m
Inclinação dos taludes de montante e jusante: 2:1
Profundidade média de operação: 0,5 Profundidade máxima de operação: 1,0
Folga de segurança (mínimo de 1 m): 1,5m
Profundidade máxima na cota de vertimento: 1,2m
Volume armazenado na cota de vertimento (m³): 900
Área inundada na cota de vertimento (ha): 0,0900

Dimensões do dispositivo de vazão mínima com descrição e memorial de cálculos:

Descrição: Tubo de PVC com diâmetro interno de 20 cm=0,2m

DIMENSIONAMENTO DE CONDUTOS

Memorial de cálculos: Equação da Continuidade

Q = A.V

Q  A.K .R 2 / 3 .J 1 / 2

ou
R 2 / 3 .J 1 / 2 . A
Onde: Q
n
Q = Vazão ( m3/s );

A = Área da seção molhada ( m2);

K = Coeficiente de rugosidade de Strickler;

n = Coeficiente de rugosidade de Manning ( tubo PVC rígido com 200mm de secção) = 0,008

fonte: https://www.abtc.com.br/site/download/historia_coeficiente_manning.pdf

V = Velocidade de escoamento ( m/s );

R = Raio hidráulico ( m ) → R = A / P ( P = Perímetro molhado );


J = Declividade do fundo ( m/m ).
Com estes dados vamos determinar a Vazão, a profundidade normal da água durante a passagem no
conduto e a Velocidade deste tipo de conduto:

envolvendo condutos livres:

CASO I :

Dados: K, A, R , J Deseja-se conhecer: Q ou V

“Há 3 fatores que afetam o fluxo da água nos canais: declividade do fundo (I), rugosidade das paredes (n) e forma da
seção transversal (A).”
Para dois canais com um mesmo material de fabricação (rugosidade), a mesma área molhada e igual declividade,
quanto menor a extensão da seção transversal em contato com a água (perímetro molhado), maior será a velocidade
média do escoamento e, em consequência, maior será também a vazão ou descarga. E essa vantagem, só a seção
transversal de formato circular nos propicia.
VARIEDADE DE APLICAÇÕES
A facilidade de usarmos tubos comerciais, principalmente os de PVC rígidos – por serem lisos, leves, resistentes,
baratos e duráveis – para transportar água por gravidade (o que justifica o termo “canais”) no meio rural, enseja uma
gama variada de aplicações

Data de emissão do relatório: 23/04/2018

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Nome: Barragem de Terra

Técnico: ANTÔNIO FRANCISCO MARINS DE ALBUQUERQUE Estado: ES

DADOS DE ENTRADA

INCÓGNITA DO PROBLEMA: Profundidade Normal

RESULTADOS

Área: 0,0084 m2 Largura da Superfície: 0,185 m Número de Froude: 1,794 Velocidade: 1,194 m/s

RELATÓRIO Dimensionamento de Canais Circulares

Vazão: 0,01 m3/s Profundidade Normal: 0,062 m Declividade: 0,0100 m/m Coeficiente de Rugosidade:
0,0090 Diâmetro: 0,20

Empresa: EDNA LUXINGER


BAUSEN Local: RIO NOVE - STA.
MARIA DE JETIBÁ Data: 23/04/2018

Perímetro Molhado: 0,237 m


Profundidade Crítica: 0,085 m Regime
de Escoamento: Supercrítico

Dimensões do dispositivo de vazão máxima com descrição e memorial de cálculos:


Fonte: UFV - GPRH

Data de emissão do relatório: 23/04/2018

IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

Nome: Barragem de Terra

Técnico: ANTÔNIO FRANCISCO MARINS DE ALBUQUERQUE Estado: ES

DADOS DE ENTRADA

INCÓGNITA DO PROBLEMA: Vazão

RESULTADOS

RELATÓRIO Dimensionamento de Canais Trapezoidais

Vazão: 13,90 m3/s Profundidade Normal: 1,000 m Declividade: 0,0100 m/m Coeficiente de Rugosidade:
0,0310 Folga: 0,01 m Comprimento do Canal: 10,0 m Inclinação do Talude: 0,25 Largura da Base: 5,00

Empresa: EDNA LUXINGER


BAUSEN Local: RIO NOVE -
STA. MARIA DE JETIBÁ
Data: 23/04/2018

Área: 5,2500 m2 Perímetro Molhado: 7,062 m Largura da Superfície: 5,500 m Profundidade Crítica: 0,909
m Número de Froude: 0,865 Regime de Escoamento: Subcrítico Velocidade: 2,647 m/s Energia Específica:
1,357 m Movimentação de Terra: 53,050 m3

Fonte:
4. OUTRAS INFORMAÇÕES
Descrição dos mecanismos de prevenção de processos erosivos; implantação de calhas e dissipadores de energia de
água pluvial; etc.:

Justificativa:

fonte: Manual do BNB – Banco do Nordeste do Brasil

Na concepção e dimensionamento, na implantação e na operação da barragem, o


empreendedor deve adotar medidas no sentido de evitar e atenuar impactos ambientais
negativos decorrentes desta atividade, sendo alguns detalhados a seguir: mudança na
capacidade de uso do solo, transformação do meio hídrico, decomposição da biomassa
submergida, alterações na composição da fauna e deslocamento de animais durante o
enchimento.

Recomendações de Medidas Atenuantes:

Parte da área de empréstimo de materiais utilizados na construção da barragem, deve


,dentro das possibilidades, localizar-se na zona que futuramente será inundada, evitando
impactos negativos sobre a paisagem. Para se prevenir problemas de qualidade da água
do reservatório deve-se limpar a área a ser inundada, promovendo a eliminação da
vegetação desta área e de outras fontes de nutrientes. A legislação brasileira – Lei Nº
3824, de 23 de novembro de1960 – obriga a destoca e consequente limpeza das bacias
hidráulicas dos açúdes, represas ou lagos artificiais, permitindo apenas a reserva de
áreas com vegetação necessária à proteção da ictiofauna e das reservas indispensáveis
à garantia da piscicultura.
A conservação da biodiversidade pode ser implementada mediante a manutenção de
espécies importantes para a regulação dos ecossistemas e dão importantes benefícios
diretos e indiretos (polinização, nidificação).
Para a recuperação das áreas de empréstimo, torna-se necessária a remodelação do
terreno, eliminando bacias de estagnação de água, atenuando taludes íngremes e
reordenando a configuração do terreno, de forma a reintegrar o local à paisagem,
evitando , ao mesmo tempo, o desenvolvimento de processos erosivos. O recobrimento
da superfície com solos férteis, utilizando-se para isso aqueles inicialmente removidos da
primeira raspagem das jazidas, cheios de matéria orgânica e contendo a camada
superficial da terra, também é medida fundamental. A camada de recobrimento precisa
ter espessura suficiente para abrigar a vegetação que ali se reintroduzirá. Entre as
espécies que devem ser introduzidas estão as variedades que formam a cadeia de
sucessão vegetal naquela região.
Nº ART de elaboração do projeto: 0820180034586
Nº ART de execução da Barragem: : 0820180034964
Observações:

5. ANEXOS
ART de elaboração do projeto.
ART de execução da Barragem.
Croqui georreferenciado demonstrando a localização do barramento, área alagada, área de preservação
permanente estabelecida no entorno do reservatório, monge, vertedouro, dentre outras estruturas de
interesse.
Levantamento planialtimétrico na cota de vertimento.
Planta baixa, corte longitudinal e corte transversal do barramento e dos dispositivos de vazão mínima e
máxima.
Laudo da sondagem (para barragens tipo III e IV).
Relatório fotográfico.

Croqui georreferenciado demonstrando a localização do barramento, área alagada, área de preservação


permanente estabelecida no entorno do reservatório, monge, vertedouro, dentre outras estruturas de
interesse.

Name: área inundação


Shape Type: Polygon
"Number of Points" : 6
Area (Sq Meters): 599,96
Perimeter/Length (Meters): 96
Centroid/Mid-Point (UTM): 24K 327656mE 7788700mN
Bounding Box Maximum (UTM): 24K 327669mE 7788717mN
Bounding Box Minimum (UTM): 24K 327642mE 7788683mN
Memorial Descritivo

900m²
Centroid

Shape Type Polygon


Number of Points 4
Polygon Area 0.09 hectares
Perimeter 131 meters

UTM
Centroid 24K 327658mE 7788694mN
Bounding Box Maximum 24K 327677mE 7788718mN
Bounding Box Minimum 24K 327643mE 7788666mN

Decimal Degrees
Centroid -19.9907538, -40.6472715
Bounding Box Maximum -19.9905449, -40.6470875
Bounding Box Minimum -19.9910112, -40.6474209
900m²
Point 1 of 4
Direction to Point 4: 166 degrees. 49 Meters
Direction to Point 2: 71 degrees. 12 Meters

UTM
Coordinates 24K 327642mE 7788713mN

Decimal Degrees
Latitude, Longitude -19.9905813, -40.6474209
900m²
Point 2 of 4
Direction to Point 1: 251 degrees. 12 Meters
Direction to Point 3: 137 degrees 34 Meters

UTM
Coordinates 24K 327654mE 7788717mN

Decimal Degrees
Latitude, Longitude -19.9905449, -40.6473082

900m²
Point 3 of 4

Direction to Point 2: 317 degrees.


34 Meters

Direction to Point 4: 220 degrees.


35 Meters

UTM
Coordinates 24K 327677mE 7788693mN

Decimal Degrees
Latitude, Longitude -19.9907689, -40.6470875
900m²
Point 4 of 4

Direction to Point 3: 40 degrees.


35 Meters

Direction to Point 1: 346 degrees.


49 Meters

UTM
Coordinates 24K 327655mE 7788666mN
Decimal Degrees
Latitude, Longitude -19.9910112, -40.6473053

Levantamento planialtimétrico na cota de vertimento.

Levantamento plani-altimétrico
O levantamento tem por objetivo um melhor conhecimento da área onde se vai
construir a barragem. Normalmente utiliza-se o levantamento do eixo da barragem e de
seções intermediárias transversais ao eixo, com levantamento de curvas de nível
(normalmente de metro por metro) em toda a área a ser inundada pela represa.

Em que:
V – volume
acumulado
(m3);
S0 – área da
curva de
nível de
ordem 0
(m2);
Sn – área da
curva de
nível de
ordem n (m2);
h – diferença
de cota entre duas curvas de nível (m).
Levantamento planialtimétrico expedito:

CONCEITO

O levantamento expedito, como o próprio nome sugere, consiste de operações rápidas de medida no campo; de
precisão grosseira, tem apenas a finalidade de oferecer informações de caráter geral do terreno.

locação dos pontos e níveis de enchente


margeando o córrego - talweg do vale área mais alta - menores profundidades = +/- 0,3m Local fora da área inundável- sangradouro

Planta baixa, corte longitudinal e corte transversal do barramento e dos dispositivos de vazão mínima e
máxima

PRINCIPAIS ELEMENTOS DE UMA BARRAGEM DE TERRA


Conceitos básicos sobre barragens:
 Aterro: parte encarregada de reter a água (estrutura);
 Altura: distância vertical entre a superfície do terreno e a parte superior
do aterro (crista);
 Base do maciço: Consiste na projeção da crista e dos taludes, de montante
e de jusante, sobre a superfície do terreno.
 Borda livre ou Folga: distância vertical entre o nível da água e a crista do
aterro;
 Desarenador: tem a função de eliminar os depósitos do fundo e
esvaziamento do reservatório.
 Taludes: faces laterais, inclinadas em relação ao eixo do aterro; O talude a
montante fica em contato com a água enquanto que o talude a jusante não
tem contato com a água. A inclinação do talude a montante deve ter maior
que a jusante para dar maior estabilidade ao aterro.
 Crista do aterro: parte superior do aterro;
 Espelho d’água: área da represa; superfície d’água acumulada no
reservatório;
 Base ou saia do aterro: projeção dos taludes sobre a superfície do
terreno;
 Cut-off: trincheira, alicerce ou fundação; construído no eixo da barragem;
 Maciço: é a estrutura da barragem. Construída transversalmente ao curso
d’água é a parte responsável por reter a água.
 Núcleo: muitas vezes, para efeito de segurança e com o objetivo de
diminuir a infiltração, usa-se colocar no centro do aterro um núcleo de
terra argilosa, como se fosse um muro (diminuir o caminhamento da água no
corpo do aterro);
 Sangradouro: estrutura construída para dar escoamento ao excesso de
água ou enxurrada durante e após a ocorrência de chuvas (extravasor,
vertedouro e ladrão); tem a função de proteger a barragem.
 Tomada de água: serve para a captação da água represada.
 Dreno de pé: construído no talude de jusante para drenar a água do aterro
Figura. Vista superior do maciço, espelho d’água e canal extravasador

Figura. Elementos básicos de uma pequena barragem de terra


Figura. Elementos básicos de uma pequena barragem de terra

Vista

do perfil da bacia hidráulica


Planta com o perfil da
barragem indicando a
inclinação dos taludes de
montante e de jusante
Cálculo do volume de terra
É de grande importância o conhecimento
do volume total de aterro da barragem,
pois o custo da obra se baseia,
principalmente, em gastos com horas-
máquinas que são utilizadas na
escavação, transporte, movimentação e
compactação da terra que será utilizada
na construção da barragem. Um método bastante utilizado é o método expedito.

- Método expedito:
Neste método calcula-se a largura média transversal do aterro e multiplica-se pela área da seção do local onde será construído o
aterro.

O volume total
será dado por:
Em que, B é a largura da projeção da base; c = largura da crista; e A é a área da seção.

Extravasor
O extravasor é um dispositivo de segurança, que tem a finalidade de eliminar o excesso de água quando a vazão assumir valores que
tornem perigosa a estabilidade da barragem ou impedir que o nível de água suba acima de uma certa cota.
O extravasor deve ter capacidade suficiente para permitir o escoamento máximo que pode ocorrer na seção considerada. A vazão de
imensionamento deve ser igual à máxima vazão do curso de água, o que ocorre por ocasião das cheias.
Os passos para o dimensionamento do extravasor são:
- Delimitar a bacia de contribuição;
- Determinar o coeficiente de escoamento superficial;
- Com base no tempo de retorno e no tempo de concentração da bacia, determinar a intensidade de precipitação;
- Pela fórmula racional, calcular a vazão máxima de escoamento superficial;
- Determinar as dimensões do extravasor para transportar a vazão máxima.
Na determinação das dimensões do extravasor não esquecer dos limites da velocidade de escoamento.

Tabela. Velocidade limite da água em função do material do canal

Figura. Aterro com canal exterior


Dispositivo de vazão máxima (sangradouro) a ser construído

Secção

BASE MAIOR :7,0 m

PROFUNDIDADE :
1m

BASE MENOR: 5,0m

Relatório Fotográfico .
Local de construção do barramento
Área a ser inundada, vegetada por capim Brachiaria sp.

saída do vertedouro da margem esquerda da barragem a jusante a que será construída, tem histórico de funcionamento seguro ,
desempenhando seu papel de desviar as enxurradas para locais seguros.
estrada a margem direita da futura barragem que não lançará mais suas águas no córrego e na barragem
estrada marginal a barragem a jusante da que será construída, onde águas do vertedouro serão lançadas para alcançar o vertedouro
desta barragem evitando galgamentos
área da futura barragem atualmente ocupada por capim invasor e exótico : Brachiaria sp.
estrada vicinal municipal a margem direita da futura represa
Baixada a ser inundada e ao fundo plantio de chuchu na área de contribuição
local do vertedouro no umbral direito as margens da estrada vicinal municipal que terá suas caixas secas reformadas sendo
desassoreadas
esta saída de enxurrada será fechada para não assorear a barragem e o córrego
plantas que não serão atingidas pela obra: eucaliptos sp. , Pteridium aquillinum
VERTEDOURO em construção da barragem vizinha e a montante da que será construída, e vertera na área inundada da nova
barragem
local do vertedouro de vazão máxima (sangradouro) DA MÁRGEM E UMBRAL DIREITO local do início de um dos vertedouros de
vazões máxima vegetada com capim exótico e invasor
margens da futura barragem
área a ser inundada na baixada
barragem a montante e vegetação da área de contribuição
\barragem a montante da que será construída, onde se observa que a vegetação de taboas se recuperou após a recente construção
da barragem
córrego a ser barrado
vista do córrego e nascente há mais de 50m da barragem. Esta vegetação será conservada nas margens da barragemvegetação da
área de contribuição ao fundo e da área a ser inundada , abaixo na foto
estas plantas não serão inundadas ficando a margem do espelho d’água
Painas das infrutescências de taboas utilizadas por beija-flores na confecção de ninhos
margarida dos brejos lançando sementes , manterão a sobrevivência desta espécie nas margens úmidas da barragem
\plantas que vivem em áreas alagadaschapéu de couro, serão conservadas a margem da área inundada
local de passagem de um dos córregos contribuintes Local do bota fora

ANEXO

Legislação:

Código das Águas

Art. 80. O proprietário ribeirinho tem o direito de fazer na margem ou no álveo da corrente as obras necessárias ao uso das águas.

Art. 81. No prédio atravessado pela corrente, o seu proprietário poderá travar estas obras em ambas as margens da mesma.

Art. 82. No prédio simplesmente banhado pela corrente, cada proprietário marginal, poderá fazer obras apenas no trato do álveo que lhe pertencer.

Parágrafo único. Poderá ainda este proprietário travá-las na margem fronteira, mediante prévia indenização ao respectivo proprietário.

Art. 83. Ao proprietário do prédio serviente, no caso do parágrafo anterior, será permitido aproveitasse da obra feita, tornando-a comum, desde que
pague uma parte da despesa respectiva, na proporção do benefício que lhe advier.

CAPÍTULO V

Nascentes

Art. 89. Considera-se "nascentes", para os efeitos deste Código, as águas que surgem naturalmente ou por indústria humana, e correm dentro de um
só prédio particular, e ainda que o transponham, quando elas não tenham sido abandonadas pelo proprietário do mesmo.

Art. 90. O dono do prédio onde houver alguma nascente, satisfeitas as necessidades de seu consumo, não pode impedir o curso natural das águas
pelos prédios inferiores.

Art. 91. Se uma nascente emerge em um fosso que divide dois prédios, pertence a ambos.

Art. 95. A nascente de uma água será determinada pelo ponto em que ela começa a correr sobre o solo e não pela veia subterrânea que a alimenta.

TÍTULO V

Águas pluviais

CAPÍTULO ÚNICO

Art. 102. Consideram-se águas pluviais as que procedem imediatamente das chuvas.

Art. 103. As águas pluviais pertencem ao dono do prédio onde caírem diretamente, podendo o mesmo dispor delas à vontade, salvo existindo direito
em sentido contrário.

Parágrafo único. Ao dono do prédio, porém, não é permitido:


1º . desperdiçar essas águas em prejuízo dos outros prédios que delas se possam aproveitar, sob pena de indenização aos proprietários dos mesmos;

TÍTULO VII

Servidão legal de aqueduto

CAPÍTULO ÚNICO

Art. 117. A todos é permitido canalizar pelo prédio de outrem as águas a que tenham direito, mediante prévia indenização ao dono deste prédio:

a. para as primeiras necessidades da vida;


b. para os serviços da agricultura ou da indústria;

c. para o escoamento das águas superabundantes;

d. para o enxugo ou bonificações dos terrenos.

Art. 118. Não são passíveis desta servidão as casas de habitação e os pátios, jardins, alamedas ou quintais, contíguos às casas.

Parágrafo único. Esta restrição, porém, não prevalece no caso de concessão por utilidade pública, quando ficar demonstrada a impossibilidade
material ou econômica de se executarem as obras sem a utilização dos referidos prédios.

Art. 119. O direito de derivar águas nos termos dos artigos antecedentes compreende também o de fazer as respectivas represas ou açudes.

TÍTULO VII

Servidão legal de aqueduto

Art. 137. Sempre que as águas que correm em benefício de particulares, impeçam ou dificultem a comunicação com os prédios vizinhos ou
embaracem as correntes particulares, o particular beneficiado deverá construir as pontes, canais e outras obras necessárias para evitar este
inconveniente.

CAPÍTULO ÚNICO

Art. 117. A todos é permitido canalizar pelo prédio de outrem as águas a que tenham direito, mediante prévia indenização ao dono deste prédio:

a. para as primeiras necessidades da vida;


b. para os serviços da agricultura ou da indústria;

c. para o escoamento das águas superabundantes;

Informações básicas para a execução das Obras de Construção da Barragem

TIPOS DE BARRAGENS
A construção deste tipo de barragem requer grande volume de terra que deve estar disponível próximo ao local da obra. O tipo de
construção está condicionado, portanto à qualidade e quantidade do material disponível. Compete ao engenheiro procurar otimizar os recursos locais,
que podem variar entre os permeáveis (pedras soltas e areias) e os impermeáveis (argilas).
- BARRAGEM SIMPLES:

- BARRAGEM COM NÚCLEO:

PROCESSO DE

CONSTRUÇÃO

Construção da fundação de uma barragem

Na fase de seleção de local de construção da barragem é preciso fazer sondagens para descrever o perfil transversal da área e assim, indicar a
profundidade do núcleo impermeável. A sondagem pode ser feita com trados, sondas a percussão, abertura de trincheiras e por ensaios de resistência
do solo. Se possível, a trincheira deve ser feita sobre toda a base do maciço e deve abranger uma profundidade até a rocha ou estrato impermeável. A
trincheira deve ser preenchida com terra de boa qualidade devidamente compactada
Etapas da construção do maciço da barragem

Recomendação de inclinação de taludes

Término da construção da crista da


barragem
A largura da crista pode ter a seguinte relação com a altura da barragem: C = H/5 + 3, onde C = largura da crista da barragem, em metros;
H é a altura da barragem, em metros. Já a base do maciço pode ser calculado pela seguinte expressão: B = C + (Zm + Zj).H, sendo: B = base, em
metros; C = largura da crista; Zm = projeção horizontal no talude montante, em metros; Zj = projeção horizontal no talude de jusante, em metros; e H
= altura da barragem, em metros.

Espelho d’água em pequena barragem e em barragem de porte médio

Bordas livres ou folga em duas pequenas barragens


.
Dreno Horizontal conjugado com um dreno de pé

Os drenos são construídos para que a linha de saturação esteja abaixo do pé de uma barragem de terra. São construídos no terço final do
talude jusante. A estrutura de drenagem deve permitir que as águas de infiltração saiam sem causar erosão.

Figura. Tipos de extravasador

O projeto de uma barragem requer a análise de dois itens relevantes relacionados à sua segurança: o estudo hidrológico e o estudo hidráulico. No
estudo hidrológico se estima a vazão máxima de cheia e o volume de armazenamento necessário a regulação da vazão. O estudo hidráulico faz-se o
dimensionamento do sistema extravasor (eliminar o excesso de água e dissipar a energia), do desarenador (eliminação dos depósitos do fundo e/ou
esvaziamento do reservatório) e da tomada de água.

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS
Para o correto dimensionamento de uma barragem é importante que o engenheiro realize o estudo das características hidrológicas do
local. Informações importantes tais como as características da bacia de contribuição, o regime do curso d’água e a intensidade de precipitação devem
ser lavados em consideração no dimensionamento. As informações sobre as vazões máximas são relevantes para o dimensionamento do extravasador
e as vazões médias estão relacionadas ao volume de regulação do reservatório.

- Bacia de contribuição: Toda a área onde as águas de chuva descarregam ou são drenadas para uma seção do curso d’água. Além da delimitação da
bacia é importante se conheçam as suas características (relevo, solo e cobertura vegetal).
Figura. Bacias de contribuição

- Regime dos cursos d’água: A preocupação principal no estudo do regime de um curso d’água é a obtenção das vazões máximas que podem ocorrer.
Esse excesso de água é proveniente do escoamento superficial.

- Conjunto de suas características hidrológicas (vazão em função do tempo):


 EFÊMEROS: ocorre durante e imediatamente após as precipitações
 INTERMITENTES: duração coincidente com a época de chuvas
 PERENES: flui todo o tempo

A) Determinação da vazão máxima: A vazão máxima é importante porque auxilia no dimensionamento do extravasador. O extravasador
superdimensionado pode inviabilizar a construção de uma barragem pelos seus custos, já o subdimensionado oferece risco de ruptura da represa.
Existem diversos métodos para a determinação da vazão máxima, dentre eles destacam-se: o método estatístico (histórico das vazões) e a fórmula
racional.

Fórmula racional: Através da fórmula racional pode-se estimar a vazão em função de dados de precipitação. É o método mais utilizado, devido à
facilidade de uso e também por falta de dados1 para o uso de outros métodos. Esta fórmula considera que a precipitação ocorre com a intensidade e
volume uniforme em toda a área da bacia e durante um período igual ou superior ao tempo de concentração. Devido a estas considerações, a fórmula
racional só deve ser utilizada em áreas pequena (menores que 60 ha).

Onde;
Q = vazão máxima (m3/s)
C = Coeficiente de escoamento superficial
Imáx = Intensidade máxima de chuva durante o tempo de concentração, capaz de ocorrer com freqüência do tempo de retorno desejado (5, 10, 25
anos), mm/h.
A = Área de bacia, em ha

- Coeficiente de escoamento superficial (C): Fração da chuva que escorre até atingir o fim da área, dado em função da topografia, cobertura e tipo de
solo.

Tabela. Coeficiente de escoamento superficial

Uma fonte relevante de informação sobre as vazões mínimas, médias e máximas é o programa
1

HIDROTEC. Este programa oferece dados detalhados e atualizados sobre as bacias hidrográficas de
Minas Gerais e permite fazer consultas georreferenciada e informativa via internet.
- Tempo de Concentração: tempo necessário para que toda a bacia esteja contribuindo para o escoamento superficial na seção considerada.

Tabela. Tempos de concentração, baseados na extensão da área, para bacias que possuam um comprimento aproximadamente o dobro da largura
média e de topografia ondulada (5% de declividade média).

Correção p/
declividade:

Correção p/
a forma da
bacia:

- Intensidade
máxima de
precipitação:
O valor da
precipitação a ser utilizado na determinação da vazão máxima, deve ser de acordo com o tempo de concentração da bacia de contribuição (Tc) e o
tempo de retorno da precipitação (TR). A determinação da intensidade de precipitação é realizada através do estudo das séries históricas locais, ou
quando disponível, através de equações que relacionam intensidade de precipitação com Tempo de Concentração e Tempo de Retorno para a
localidade em estudo. As equações dispostas abaixo são fórmulas empíricas para estimar as intensidades máximas e precipitação nas regiões de
Lavras e Belém, respectivamente.

- Tempo de
retorno: É o
período, dado em
anos, necessário
para que uma
precipitação seja
igualada ou
superada pelo
menos uma vez.
Na prática, leva-se
em consideração a vida útil da obra, a facilidade de reparos e o perigo oferecido à vida humana. Normalmente para projetos agrícolas de drenagem e
construção de barragens adota-se um tempo de retorno entre 10 e 25 anos.
B) Estimativa do volume de armazenamento para garantir uma vazão a ser regularizada:
O regime hídrico apresenta variabilidade espacial e temporal. A variabilidade especial diz respeito à disponibilidade de água entre as diferentes
regiões enquanto que a temporal considera a disponibilidade no tempo. Normalmente existem temporadas de maior precipitação onde há excesso de
recursos hídricos e temporadas mais secas, onde pode haver carência do recurso. Neste caso, a finalidade dos reservatórios é acumular parte das
águas disponíveis nos períodos chuvosos, para compensar as deficiências nos períodos de estiagens, exercendo um efeito regularizador das vazões
naturais.
O dimensionamento de represa parte dos estudos das ofertas e das demandas hídricas. A oferta é determinada pelas precipitações e condições
climáticas, por isso requer estudos hidrológicos, e a demanda está em função do uso da represa. Existem diversos métodos de dimensionamento de
reservatórios. Aqui, apresenta-se o método da curva das diferenças, que garante uma descarga máxima regularizada. O método considera o principio
de conservação de massas, que pode ser descrito como: o armazenamento inicial do açude (S 0) mais a soma dos deflúvios em N intervalos de tempo
(t) é igual demanda média de água (X) em N intervalos de tempo (t) mais o armazenamento final de água (S f).