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31/10/2018

Célia M. Antunes
AULA 4 – CICLO DE KREBS

Oxidação de
glicose

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Destinos do piruvato:
entrada no ciclo de Krebs
Citoplasma 2Pyruvate
NAD+
Mitocôndria - Matriz
NADH2

No citoplasma

Degradação
Oxidativa de
nutrientes
Respiração celular: 3 etapas
1- produção de Acetil-CoA

2- oxidação de Acetil-CoA e
produção de equivalentes
redutores NADH e FADH2 Na mitocôndria
3- Transferência de e- para o
O2 e produção de ATP
(fosforilação oxidativa)

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Ciclo de Krebs ou
Ciclo do Ácido Cítrico ou
Ciclo dos ácidos tricarboxílicos

O acetil-CoA produzido através de piruvato, amino


ácidos e ácidos gordos é oxidado no ciclo de
Krebs a CO2, obtendo-se como produtos NADH,
FADH2 e GTP (ATP).

Paralelamente a esta oxidação, o ciclo de Krebs


produz compostos utilizados como precursores
para biossíntese.

Como é um ciclo, uma molécula de oxalacetato


poderia, em principio, oxidar uma quantidade
indefinida de acetil CoA.

Dois complexos multi-enzimáticos


Os dois são membros da família de 2-cetoácido
desidrogenases

- Piruvato desidrogenase
(Piruvato => acetil CoA)

-cetoglutarato desidrogenase
(-cetoglutarato => succinil CoA)

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Degradação oxidativa de nutrientes


1. Complexo multi-enzimático piruvato
desidrogenase

2. Ciclo de Krebs
1. Regulação do ciclo de Krebs
2. Reações anabólicas e transporte
de metabólitos

Oxidação de Acetil-CoA e o Ciclo de Krebs

A oxidação de
acetil-CoA
fornece 8 e-
para a redução
de 3 NAD+ e de
1 FAD

3 NAD+ + FAD +GDP + Pi + acetil CoA +2 H2O 3 NADH + 3H+ + FADH2 +GTP + HS-CoA + 2CO2

O potencial redutor gerado será usado na cadeia transportadora de e- para gerar um


gradiente eletroquímico através da membrana da mitocôndria => Teoria quimiosmótica

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Descarboxilação do piruvato

H3C- + H+
Piruvato Coenzima A Acetil-CoA

1. Redução de 1 NAD+
2. Formação de Acetil-CoA

Síntese de Acetil-CoA:
1-Descarboxilação oxidativa do piruvato

A acetil-CoA é formada a partir da descarboxilação oxidativa do piruvato,


realizada sequencialmente pela piruvato desidrogenase – PDH (complexo
multienzimático de 3 enzimas), na matriz mitocondrial:
Desidrogenase pirúvica (grupo prostético TPP)
Dihidrolipoiltranscetilase (grupo prostético Lipoamida)
Dihidrolipoildesidrogenase (grupo prostético FAD)
– …e 5 coenzimas:
Tiamina pirofosfato (TPP) – reage com o piruvato
Lipoamida – aceita grupo acetil e transfere-o para o CoA
CoA – aceita grupo acetil
FAD – aceita equivalentes redutores
NAD+ – aceita equivalentes redutores

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Acetil-CoA
(acetil-coenzima A)

A hidrólise da ligação de tioester (rico em energia; delta G0´= -34 KJ/mol)

ATP AMP + PPi


CH3-COO- + CoASH CH3-CO-SCoA

O complexo multi-enzimático de piruvato desidrogenase:


Formação de acetil-CoA

Piruvato + coenzima A + NAD+ AcetilCoA + NADH + CO2


Piruvato desidrogenase (E1)

Transferência do grupo
hidroxietil para E2 e oxidação
do hidroxietil carboniono para
um grupo acetil.

E3 reducido é
oxidado por NAD+
Diidrolipoil transacetilase (E2)

Dihidrolipoil
desidrogenase (E3)

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Reacção
global:

Ciclo de Krebs

Os reagentes que iniciam o ciclo de Krebs são acetyl-


CoA e oxalacetato.

O ciclo renova o oxaloacetato.


A concentração de oxaloacetato determinaa velocidade do
ciclo;

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Os passos
do ciclo de
Krebs

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-cetoglutarato desidrogenase complexo multi-


enzimático funciona como o complexo piruvato
desidrogenase
-cetoglutarato desidrogenase (E1) Piruvato desidrogenase (E1)

•Di-hidrolipoil transuccinilase (E2) Di-hidrolipoil transacetilase (E2)

•Di-hidrolipoil desidrogenase (E3) Di-hidrolipoil desidrogenase (E3)

Reações
reversíveis
do ciclo de
Krebs

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As reações exergónicas fornecem a energia para catalisar reaçõesendergónicas

1. Aumento da concentração de
citrato

2.
K ([produto/reagente]) longe do
equilíbrio e reação acontece

3.

Diminuição da concentração de
isocitrato (formação de -
cetoglutarato)

Regulação da velocidade do ciclo de Krebs


O ciclo de Krebs está acoplado à reoxidação do
NADH e FADH2, ao consumo de O2 e à
produção de ATP.

A cadeia de transporte de e- está diretamente


acoplada ao ciclo de ácido cíclicoKrebs.

Há 3 reações exergónicas (Go´ negativos), catalisadas por:


 Citrato sintase
 Isocitrato desidrogenase
 -cetogluatarato desidrogenase

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Regulação da velocidade do ciclo de Krebs

4 enzimas regulam a velocidade do


ciclo de Krebs:
1. Piruvato desidrogenase
2. Citrato sintase
3. Isocitrato desidrogenase
4. -cetoglutarato desidrogenase

1. Disponibilidade de substratos
Velocidade regulada por disponibilidade de acetil-CoA, oxaloacetato e
NAD+; a atividade citrato sintase varia proporcinalmente à
concentração real dos substrates (concentração dos substratos
limitante: <KM)

2. Inibição da reação pelo produto da reação


O produto da reação catalisada pela citrato sintase, o citrato, é um
inibidor competitive; compete com a ligação do oxalacetato ao centro
catalítico da enzima.

Regulação da 3. Regulação alostérea


A atividade da isocitrato desidrogenase é regulada pela razão
velocidade do ATP/ADP; concentração elevada de ATP inibe enquanto o ADP é um
efetor positivo.
ciclo de Krebs:
4. Inibição do tipo “feed-back”
5 mecanismos O succinil-CoA (“downstream” no ciclo) compete com acetil-CoA
para ligação ao centro catalítico da piruvato desidrogenase; A
acumulação de succinil-coA provoca diminuição da atividade do
complexo.

5. Fosforilação / desfosforilação
O complexo de piruvato desidrogenase é inativado quando
fosforilado. A fosforilação pode ser regulada por Ca2+
A contração do músculo é induzida pelo aumento da
concentração de cálcio intracelular. O cálcio ativa uma
fosfatase que desfosforila o complexo piruvato
desidrogenase, ativando-o.

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Regulação da atividade da piruvato desidrogenase por


fosforilação / desfosforilação

Ativa

Inativa

Inativa

Resumo
1. O complexo multienzimático de piruvato desidrogenase que contém três
enzimas e cinco cofatores que produz acetil-CoA a partir do piruvato.

2. O grupo acetato da acetil-CoA é oxidado a duas moléculas de CO2,


com geração de 3 NADH, 1 FADH2 e 1 GTP. A energia liberada
quando as coenzimas são reduzidas é armazenada na forma de ATP
com redução do oxigênio.

3. O ciclo é regulado nas 3 enzimas que catalisam reações exergónicas:


citrato sintase, isocitrato desidrogenase, e a-cetoglutarato desidrogenase.
(disponibilidade de substrato; inibição da reação enzimática pelo
produto).

4. Ativação e inibição alostérea (NAD, NADH, ADP, ATP e cálcio).

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Formação dos metabolitos do ciclo


de Krebs

1. Aumento da concentração de oxaloacetato, aumento da velocidade, mais NADH + H+ e


FADH2 produzidos, porém mais ganho de ATP.
2. Metabolitos utilizados para síntese de compostos de armazenamento de energia.
3. Síntese de elementos estruturais da célula, como ácidos nucleícos.

Funções anfibólicas do ciclo de Krebs

Vias anapleróticas
fornecem
intermediários ao
ciclo.

Vias catapleróticas
removem
intermediários do
ciclo para síntese de
glicose, ácidos gordos,
aminoácidos e
porfirinas.

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Aumento da concentração dos


reagentes do ciclo
• Piruvato carboxilase - converte piruvato para oxaloacetato
Piruvato + CO2 +ATP oxaloacetato + ADP + P i

• PEP carboxiquinase (nomusculo)


Piruvato + CO2 + GDP oxaloacetato + ADP + Pi

• PEP (fosfoenolpiruvato) carboxilase - converte PEP para


oxaloacetato (em plantas )
Fosfoenolpiruvato + CO2 oxaloacetato + Pi

• Enzima málica converte piruvato para malato


Piruvato + CO2 +NAD(P)H +H+ malato + NAD(P)+

Aumento da concentração de oxaloacetato

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Aproveitamento do
Lactato no ciclo de
Krebs e na
gliconeogénese

Ciclo de Krebs / Membrana mitocondrial (interna) Glicólise / gliconeogénese /


 -oxidação Síntese de ácidos gordos

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Energética da oxidação da glicose:


produção de equivalentes ATP em condições
aeróbicas
Citoplasma Mitocôndria – Matriz

FADH2
2 ATP NADH
2 NADH VaivémMalato-Aspartato
2Pyruvate
2 GTP
NAD+
8 NADH
NADH2
2 FADH2

mGDH
Glicerol-3-fosfato
desidrogenase mitocondrial:

1NADH citoplasmático é
oxidado a NAD+;

produção de 1 FADH2

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Vaivém
malato-
aspartato
Este vaivém acopla o funcionamento
de 2 trocadores mitocondriais: O
trocador malato/a-ceto-glutarato
(2); O trocador
aspartate/glutamateo (5)

O oxaloacetate é reduzido a malato


no citoplasma à custa da oxidação
do NADH (1); O malato atravessa a
membrana em toca com a-
cetoglutarato; na matriz
mitochondrial o malato volta a ser
oxidado a oxaloacetate acoplado à
redução de 1 NAD+ a NADH (3);

O aspartate passa para o citoplama


em troca com glutamate;

O ciclo é mantido pelas


transaminases (4) e (6) que
garantem a interconversão dos
aaem ácidos carboxílicos e vice- https://images.search.yahoo.com/search/images;_ylt=AwrBT73.rOBW67AAI8JXNyoA;_ylu=X3oDMTEyYm
hrdDd1BGNvbG8DYmYxBHBvcwMxBHZ0aWQDQTAyMDBfMQRzZWMDc2M-
versa; ?p=Shuttle+Mitochondria&fr=mcafee_uninternational#id=60&iurl=http%3A%2F%2Fwww.nature.com%2Fnature%2Fjournal%2Fv414%2F
n6862%2Fimages%2F414450ad.2.jpg&action=click

Rendimento energético da Glicólise /


EQUAÇÃO GERAL DA GLICÓLISE
Glicose + Consumo de 2 ATP

2 Ácidos Pirúvicos (2C3H4O3) + 4H+ + produção de 4ATP

4e- + 2H+ são transportados pelo NAD que passa para o estado
reduzido de NADH
Obs: Consumo de 2 ATP e Produção de 4 ATP

(RENDIMENTO ENERGÉTICO: 2 ATP)

C6H12O6 + 2ADP + 2Pi + 2 NAD = 2C3H4O3 + 2ATP + 2NADH

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EQUAÇÃO GERAL DA
RESPIRAÇÃO CELULAR

C6H12O6 + ?ADP + 1GDP + ?Pi = 6CO2 + 6H2O + ?ATP + 1GTP

ATP NADH FADH2


Glicólise 2 2
Piruvato 2
desidrogenase
Ciclo de Krebs 2 GTP 6 2
Total

Fosforilação ao Fosforilação
nível do substrato oxidativa

Pela ATPsintase
FOSFORILAÇÃOOXIDATIVA

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Energética da oxidação dos equivalentes


redutores NADH e FADH2: Fosforilação oxidativa

-53kcal(-222kJ/mol[1])

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosforila%C3%A7%C3%A3o_oxidativa

Energia libertada na respiração celular


2H2 + O2 => H2O ---- reação exergónica explosiva
No caso da respiração celular:
os e- são transferidos para o O2 formando O22- seguindo-se a captação
dos H+, originado como produto final H2O,
Porém, este processo não é direto; Ocorre em múltiplas etapas, onde a
cadeia transportadora de e- durante várias etapas, num movimento em
cascata de uma molécula para a seguinte, processa uma série de reações
redox, libertando pequenas quantidade de energia em cada etapa, até
alcançarem o O2, que é o aceitador final de e-
Isso permite que parte da energia libertada possa ser utilizada na
produção de ATP e apenas parte seja libertada na forma de calor.

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A força motriz protónica:


Teoria Quimiosmótica
Peter Mitchell (1920-1992) foi o responsável por
uma das mudanças em termos de paradigma mais
consideráveis na bioquímica. O seu trabalho
trouxe a hipótese da quimiosmótica, que ligou o
transporte biológico de eletrões à síntese do ATP.

A quimiosmose envolve a força motriz protónica.


Prémio Nobel,
Esta pode ser descrita como o armazenamento de 1978: Bioquímico
energia sob a forma de um gradiente combinado teórico, apesar de
de protões e potencial eléctrico através de uma ter gerado dados
membrana. O resultado é então umgradiente experimentais para
apoiar sua teoria.
de pH e um gradiente eléctrico (o gradiente é
então de -200 mV quando medido no interior): Um
POTENCIALELECTROQUÍMICO de protões.

A síntese de ATP utiliza a energia livre do


gradiente eletroquímico de protões

A ATP sintase precisa de pelo


menos 50 kJ/mol para produzir
ATP, que são fornecidos pela
força motriz protónica

ADP + Pi +4H+citoplasma ATP+ H2O + 4H+matriz

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Energética da oxidação dos equivalentes


redutores NADH e FADH2: Fosforilação oxidativa
-53 kcal
-222 kJ/mol[1]

1NADH = 2,5 ATP


1FADH2 = 1,5ATP

https://pt.wikipedia.org/wiki/Fosforila%C3%A7%C3%A3o_oxidativa

Oxidação da glicose: reação global da


respiração celular

Glicose + 36/38 ADP + 36/38 Pi -----------> 6 CO2+ 36/38 ATP+ 6 H2O

ATP NADH (3) FADH2 (2)


Glicólise 2 2 (6)
Piruvato 2 (6)
desidrogenase
38 ATP
Ciclo de Krebs 2 GTP 6 (18) 2 (4)
Total 4 10 (30) 2 (4)

http://www.ebah.pt/content/ABAAABdd0AB/fosforilacao-oxidativa#

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Oxidação da glicose: reação global da


respiração celular

Glicose + 36/38 ADP + 36/38 Pi -----------> 6 CO2+ 36/38 ATP+ 6 H2O

ATP NADH (3) FADH2 (2)


Glicólise 2 2 (4)
Piruvato 2 (6)
desidrogenase 36 ATP
Ciclo de Krebs 2 GTP 6 (18) 2 (4)
Total 4 10 (24) 2 (8)

http://www.ebah.pt/content/ABAAABdd0AB/fosforilacao-oxidativa#

A energia química ganha na oxidação da glicose é utilizada para


reações endergónicas de síntese de moléculas estruturais da célula

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