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UNIDADE 3

Argumentar e Interpretar a
Contemporaneidade
1. GLOBALIZAÇÃO

2. NEOLIBERALISMO

3. SUSTENTABILIDADE

4. CRISES ECONÔMICAS
1. GLOBALIZAÇÃO

O termo Globalização é normalmente utilizado a propósito de um


conjunto de transformações socioeconómicas que vêm atravessando
as sociedades contemporâneas.

Há um caráter multidimensional no processo:


• Há uma dimensão económica da Globalização associada ao modo
de produção capitalista e à ideologia neoliberal;
• Nas dimensões política ou cultural entende-se tratar de processo
conduzido por homens e mulheres, enquanto motor de um
processo civilizacional, deixando implícita a sua naturalidade e
inevitabilidade.
Embora sejam múltiplas as abordagens e definições de Globalização são
alguns aspectos comuns:
- trata-se de um processo à escala mundial, ou seja, transversal ao
conjunto dos Estados-Nação que compõem o mundo;
- - uma dimensão essencial da globalização é a crescente interligação e
interdependência entre Estados, organizações e indivíduos do mundo
inteiro, não só na esfera das relações económicas, mas também ao nível
da interacção social e política. Ou seja, acontecimentos, decisões e
actividades em determinada região do mundo têm significado e
consequências em regiões muito distintas do globo.
- - uma característica da Globalização é a desterritorialização, ou seja, as
relações entre os homens e entre instituições, sejam elas de natureza
económica, política ou cultural, tendem a desvincular-se das
contingências do espaço;
- - os desenvolvimentos tecnológicos que facilitam a comunicação entre
pessoas e entre instituições e que facilitam a circulação de pessoas, bens
e serviços, constituem um importante centro nevrálgico da
Globalização.
PRINCIPAIS DEFINIÇÕES DE GLOBALIZAÇÃO
• Propomos que a palavra designe o alargamento a todo o planeta:
i) de um modo de produção (o capitalismo, na sua fase de
capitalismo financeiro); ii) de uma ideologia e de uma forma de
governo (o neoliberalismo); iii( da dominação cultural,
comercial e, se necessário, militar, pelos países ocidentais.
(Academia Sindical Europeia (ASE, 2004)
• É uma força condutora central por trás das rápidas mudanças
sociais, políticas e económicas que estão a remodelar as
sociedades modernas e a ordem mundial. O conceito de
Globalização implica primeiro e acima de tudo um alongamento
das actividades sociais, políticas e económicas através
fronteiras, de tal modo que acontecimentos, decisões e
actividades numa região do mundo podem ter significado para
indivíduos e actividades em regiões distintas do globo (David
Held, 1999)
PRINCIPAIS DEFINIÇÕES DE GLOBALIZAÇÃO
• Falar de mundialização é evocar a dominação de um sistema
económico, o capitalismo, sobre o espaço mundial. A mundialização é
também, e sobretudo, um processo de contornar, atenuar e, por fim,
desmantelar as fronteiras físicas e regulares que constituem
obstáculo à acumulação do capital à escala mundial. (Jacques Adda,
1996)
• Fundamentalmente, é a integração mais estreita dos países e dos
povos que resultou da enorme redução dos custos de transportes e de
comunicação e a destruição de barreiras artificiais à circulação
transfronteiriça de mercadorias, serviços, capitais, conhecimentos e
(em menor escala) pessoas. (Joseph Stiglitz, 2004)
• A globalização é uma continuação de tendências postas em
movimento pelo processo de modernização que teve início na Europa
do século XVII (Giddens, 1990, 1999)
• Essa globalização não vai durar. Primeiro, ela não é a única possível.
Segundo, não vai durar como está porque como está é monstruosa,
perversa. Não vai durar porque não tem finalidade (Milton Santos,
1994)
GLOBALIZAÇÃO COMO FÁBULA E DISTOPIA

A globalização como fábula é imposta principalmente pelos meios de


comunicação a todos que procura enfatizar o planeta em que vivemos
como um amplo espaço e que podemos sim explorá-lo com o consumo.
Como a padronização cultural, onde as pessoas são atraídas pelas mesmas
coisas, mesmos hábitos, mesmos costumes e que ainda disfrutam de uma
mesma rede que nós conhecemos como internet que fez com que nós
ficamos presos numa gigante aldeia global, sem ter pra onde ir. Mas ao
mesmo tempo nos dá uma importante noção de que o mundo está dentro
da nossa casa, o capitalismo nos devorando e nós nem percebemos graças
à globalização como fábula. Um descaso com o estado que aparentemente
ficou distanciado das demandas sociais, pois ele o estado precisa se
apequenar as grandes corporações que hoje detém o poder sobre o
próprio estado. Percebemos que vivemos em um único mundo, um mundo
voltado a atender as necessidades das grandes empresas, vivenciamos
uma nova tendência mundial de mercado.
GLOBALIZAÇÃO COMO NOVO PARADIGMA TÉCNICO-ECONÓMICO

No essencial, o chamado novo paradigma técnico-económico consiste na


crescente possibilidade de segmentar os processos produtivos,
distribuindo espacialmente as suas diferentes fases (estudo, concepção e
produção) em função dos diferentes níveis de qualificação (e custo) de
mão-de-obra em cada região.

No quadro da crescente internacionalização das actividades


económicas, assiste-se a uma dupla estratégia por parte do capital:
implementação de ganhos de produtividade (através da inovação
organizacional e tecnológica) e procura de zonas de salários baixos
(quer pela flexibilização do emprego e dos custos sociais que lhe estão
associados nos países mais desenvolvidos, quer através da
deslocalização de segmentos do processo produtivo para os países
menos desenvolvidos). A GLOBALIZAÇÃO SE ENCAIXA NO PROJETO
NEOLIBERAL.
2. NEOLIBERALISMO

O neoliberalismo constitui uma doutrina que se inspira nos elementos


mais radicais do liberalismo clássico (século XVIII) acentuando os seus
ideais económicos (defender a liberdade de empreender e lucrar) em
detrimento das vertentes política e social (defender as liberdades dos
cidadãos). Assim, o neoliberalismo opõe-se, por exemplo, às políticas que
promovem a lógica do Estado Providência, defendendo a privatização dos
sectores tradicionalmente geridos pelo Estado, como a saúde, a educação,
as pensões e as reformas, e opõe-se genericamente à intervenção do Estado
na economia, defendendo o livre funcionamento do mercado como
instrumento regulador e defendendo o livre funcionamento da economia
como instrumento redistribuidor da riqueza.
Um dos principais princípios heurísticos (interpretativos/explicativos) do
neoliberalismo é a suposta tendência para o equilíbrio que resulta do livre
funcionamento dos mercados. No plano da teoria económica, as principais
criticas ao neoliberalismo incidem justamente sobre este princípio
(tendência para o equilíbrio do livre funcionamento dos mercados). No
essencial, sublinha-se a não transparência dos mercados e, portanto, as
diferentes condições de mobilidade e de acesso a informação sobre os
mercados.
NEOLIBERALISMO COMO ESGOTAMENTO DO
KEYNESIANISMO

O estágio intensivo do capitalismo entra em crise após a


exaustão do 'boom' da reconstrução pós-guerra no final
da década de 1960. Neoliberalismo é a resposta à crise do
capitalismo decorrente da expansão da intervenção do
Estado
CARACTERÍSTICAS DO NEOLIBERALISMO - 1

• mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;


• pouca intervenção do governo no mercado de trabalho; - política
de privatização de empresas estatais;
• livre circulação de capitais internacionais e ênfase na
globalização;
• abertura da economia para a entrada de multinacionais;
• adoção de medidas contra o protecionismo econômico; -
desburocratização do estado: leis e regras econômicas mais
simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades
econômicas;
• diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente;
CARACTERÍSTICAS DO NEOLIBERALISMO - 2

• posição contrária aos impostos e tributos excessivos;


• aumento da produção, como objetivo básico para atingir o
desenvolvimento econômico;
• contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do
estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para
regular os preços;
• a base da economia deve ser formada por empresas privadas;
• defesa dos princípios econômicos do capitalismo.
CRÍTICAS AO NEOLIBERALISMO

Os críticos ao sistema afirmam que a economia neoliberal só


beneficia as grandes potências econômicas e as empresas
multinacionais. Os países pobres ou em processo de
desenvolvimento (Brasil, por exemplo) sofrem com os resultados
de uma política neoliberal. Nestes países, são apontadas como
causas do neoliberalismo: desemprego, baixos salários, aumento
das diferenças sociais e dependência do capital internacional.
APOLOGIAS AO NEOLIBERALISMO

Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema é


capaz de proporcionar o desenvolvimento econômico e social de
um país. Defendem que o neoliberalismo deixa a economia mais
competitiva, proporciona o desenvolvimento tecnológico e, através
da livre concorrência, faz os preços e a inflação caírem.
EXEMPLOS DE GOVERNOS NEOLIBERAIS

- No Brasil: Fernando Collor de Melo (1990 - 1992) e Fernando


Henrique Cardoso (1995 - 2003)
- No Chile: Agustp Pinochet (1976-1990), Eduardo Frei (1994 - 2000),
Ricardo Lagos (2000 - 2006)
- Nos Estados Unidos: Ronald Reagan (1981 - 1989), George Bush
(1989 - 1993) e George W. Bush (2001- 2009)
- No México: Vicente Fox Quesada (2000 - 2006)
- No Reino Unido: Margaret Thatcher (1979 - 1990)
3. SUSTENTABILIDADE

A definição mais aceita para desenvolvimento sustentável é o


desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração
atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades
das futuras gerações. É o desenvolvimento que não esgota os
recursos para o futuro. Essa definição surgiu na Comissão
Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas
Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois
objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação
ambiental.
SUSTENTABILIDADE COMO DESAFIO À ECONOMIA
GLOBALIZADA

Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de


planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais
são finitos. Esse conceito representou uma nova forma de
desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.
Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento
econômico, que depende do consumo crescente de energia e
recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser
insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos
quais a humanidade depende. O desenvolvimento sustentável
sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do
uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e
da reciclagem.
O DILEMA DAS ANTIGAS E ATUAIS PERIFERIAS
GEOPOLÍTICAS

O desenvolvimento econômico é vital para os países mais pobres,


mas o caminho a seguir não pode ser o mesmo adotado pelos
países industrializados. Mesmo porque não seria possível. Caso as
sociedades do Hemisfério Sul copiassem os padrões das sociedades
do Norte, a quantidade de combustíveis fósseis consumida
atualmente aumentaria 10 vezes e a de recursos minerais, 200
vezes. Ao invés de aumentar os níveis de consumo dos países em
desenvolvimento, é preciso reduzir os níveis observados nos países
industrializados. Embora os países do Hemisfério Norte possuam
apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro
quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia,
75% dos metais e 85% da produção de madeira mundial.
A INICIATIVA ‘ECONOMIA VERDE’
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma)
promove nos últimos três anos uma série de projetos que se
enquadram no que vem chamando de Iniciativa de Economia
Verde (IEV). Este projeto define uma economia verde como o
resultado de melhorias no bem-estar humano e na equidade social,
ao mesmo tempo que se reduzem os riscos ambientais e a escassez
ecológica. O Pnuma sustenta que o manejo eficiente dos recursos
ambientais oferece oportunidades econômicas importantes.
Finalmente, afirma que uma economia verde deve ser baixa no uso
de combustíveis fósseis e socialmente includente. Esta retórica
pode dar uma boa impressão. Mas a realidade é que a iniciativa do
Pnuma sofre de grandes defeitos que, ao final das contas, anulam
o que poderia aparecer como bons desejos. O que fica é um
disfarce mal armado para dar uma cara amável ao neoliberalismo
do ponto de vista ambiental.
ECONOMIA VERDE COMO DISFARCE DO NEOLIBERALISMO

O primeiro grande problema da IEV é a incapacidade de examinar as causas da


destruição ambiental. Nenhuma das forças econômicas que provocam a deterioração
ambiental é objeto de uma análise cuidadosa. Nem a concentração do poder
econômico em centros corporativos, nem os processos de acumulação de terras em
grandes regiões da África e América Latina, nem o efeito da especulação financeira
sobre produtos básicos, nem o peso enorme da dívida dos países mais pobres do
mundo são temas importantes para o Pnuma. Em contraste, abunda a retórica sobre
instrumentos de política baseados no mecanismo de mercado e a necessidade de
estimular os investimentos privados. O Pnuma também ignora as causas da feroz
desigualdade, que é o traço dominante na economia mundial. Parece que esta caiu do
céu, como se se tratasse de um fenômeno meteorológico. Assim, a IEV fala da
necessidade de aliviar e, inclusive, de eliminar a pobreza. Mas sempre que faz, o faz
em referência ao potencial que oferece o bom manejo dos recursos. Nunca se
menciona a necessidade de corrigir a marcada tendência contra os salários reais. A
desigualdade também está fortemente ancorada em uma política fiscal regressiva.
Contudo, quando se trata de recomendações em matéria de política fiscal, o
documento do Pnuma sugere que o melhor marco fiscal para o crescimento deve
descansar nos impostos indiretos e nas baixas taxas tributárias para o setor
corporativo. Isto deve ir acompanhado de maior eficiência no gasto público, o que no
jargão neoliberal se traduz em maiores ajustes e geração de um superávit primário
para pagar encargos financeiros. Claro, as referências do Pnuma são a OCDE, o
Banco Mundial e a consultoria PriceWaterhouseCoopers. Isto sim, alerta sobre os
riscos de impor cargas ao capital financeiro.
4. AS CRISES ECONÔMICAS

PREMISSA: Todas as sociedades tiveram crises econômicas. Contudo, as


crises das formações pré-capitalistas eram causadas por fatores externos ao
processo econômico: guerras, epidemias, condições climáticas, fenômenos da
natureza - estas crises eram de subprodução, produzia-se menos do que o
necessário
HIPÓTESES:
A) Clássica: Os economistas do liberalismo clássico tratavam as crises
como uma questão sem grande importância, para eles, o capitalismo
tende ao equilíbrio e a auto-regulação. Adam Smith falava de uma
“mão invisível” que tudo resolvia na sociedade mercantil, pois o
liberalismo defendia o "laissez faire, laissez passer”, o Estado deveria
garantir a propriedade privada, as condições gerais do capitalismo, um
ensino mínimo e a ordem pública.
B) CRÍTICA: O circuito da produção e circulação capitalista já contém a
possibilidade de crise- a troca mercantil se divide em duas fases: a
compra e a venda. O circuito pode não se realizar plenamente: quem
produz pode não vender e quem vende pode não mais comprar ou
investir o dinheiro acumulado; se isso acorre, tem-se uma quebra do
circuito mercantil
CAUSAS DAS CRISES

• ANARQUIA DA PRODUÇÃO: o capitalista só tem controle sobre a


sua empresa, desconhece a quantidade de mercadorias produzidas
por outros capitalistas e a demanda necessitada pelos mercados
• QUEDA DA TAXA DE LUCRO: a concorrência leva os capitalistas a
inovar e aplicar a técnica à produção, para aumentar a
produtividade do trabalho, produzir mais e baixar o preço das
mercadoria, ganhar a concorrência, máquina não produz mais-valia,
que é a base do lucro
• SUBCONSUMO DAS MASSAS: a aplicação da técnica mais
moderna significa aumento do capital constante e diminuição do
capital variável, ou seja, mais desempregados e mercados mais
curtos, os salários cada vez mais baixos levam ao subconsumo, a
concorrência entre os grandes conglomerados econômicas e
potências pelos mercados se intensifica
RACIONALIZAÇÃO DAS CRISES

Schumpeter (Business Cycles - 1939) definiu quatro fases para


um ciclo econômico:

(i) boom;
(ii) recessão;
(iii) depressão;
(iv) recuperação

Alternância de períodos de crescimento relativamente rápido do


produto (recuperação e prosperidade), com períodos de relativa
estagnação ou declínio (contração ou recessão).
OS CICLOS E AS CRISES

a)Ciclos Kitchin: 3 – 4 anos: Associados com os movimentos nos estoques,


empréstimos bancários e preços no atacado – portanto, curto prazo
b) Ciclos de Juglar: 7 – 10 anos: Quando se analisa o comportamento dos
gastos com equipamentos e estruturas, nota-se que estes têm uma duração
maior do que o de estoques, ativos e passivos bancários.
c) Ciclos de Kuznets: 15-20 anos: é o ciclo de construção e transporte. Os
Ciclos Kuznets conectam oscilações nos processos demográficos, em
particular com entradas de imigrantes / saídas e as mudanças, com
intensidade da construção. As oscilações de Kuznets foram também
interpretadas como ciclos de investimento de infra-estrutura
d) Ciclos de Kondratiev: flutuações cíclicas de longo prazoA duração de
cada ciclo de onda longa varia entre 47 e 60, durante os quais um período
de elevado crescimento, em que os períodos de prosperidade são mais
marcados e duradouros seguidos por um período de crescimento
relativamente lento e as crises são depressões mais fortes e longas. As
oscilações estão relacionadas às mudanças tecnológicas - a duração e o
tempo de maturação dos equipamentos de capital é que explicariam a
duração dos ciclos econômicos
CONSEQUÊNCIAS DAS CRISES

• Para o capital significa a falência de uma parte com a


concentração de riqueza, há quebras, mas alguns setores se
beneficiam com a concentração de capital
• Para os trabalhadores significa mais desemprego, perda de
direitos, imposição de acordos, rebaixamento dos salários – COMO
NO NEOLIBERALISMO / GLOBALIZAÇÃO
A CRISE MUNDIAL ATUAL
BOLHA DA INTERNET (2000) + ATENTADOS DE 11.09
(2001)
QUEDA DE JUROS PARA AUMENTAR CRÉDITO

AUMENTO DO CONSUMO IMOBILIÁRIO; ALTA DE PREÇOS;


HIPOTECAS

ALTA LIQUIDEZ DE EMPRÉSTIMOS – CONCESSÃO À CLIENTES SUBPRIME

CRESCIMENTO DA INADIMPLÊNCIA – CRISE DE LIQUIDEZ – RETRAÇÃO DO


CRÉDITO

SUBDEMANDA DE IMÓVEIS – ABSORÇÃO DOS PREJUÍZOS PELOS BANCOS

JUROS ALTOS – INADIMPLÊNCIA – MENOS LIQUIDEZ – SUBCONSUMO – QUEDA NO LUCRO –


AUMENTO DE DESEMPREGO