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Mylenne Paiva - Habilidades

(Roteiro DE Habilidades)
DESCREVER E DEMONSTRAR (BCFs, AFU e MANOBRAS DE LEOPOLD-ZWEIFEL)

1. Higienizar as mãos e levantar as mangas do jaleco


2. Apresentação para o professor e pct
 Para o professor: Boa tarde! Meu nome é Mylenne, sou aluna do 1º período de
medicina/Univasf e vou descrever e demonstrar a (as) ____.
 Para a gestante: Boa tarde! Meu nome é Mylenne e sou aluna do 1º período de Medicina da
Univasf.
- Posicionar corretamente a gestante sobre a maca (decúbito dorsal, MMII fletidos e com o
tronco um pouco elevado);
- Explicar o procedimento;
- Tranquilizar a gestante, pois trata-se de “um exame de rotina” com o objetivo de avaliar as
condições do feto;
- Pedir permissão para tocar a barriga e levantar as vestes;
 Informar que vai iniciar o procedimento.

Ausculta dos BCF

Examinador (a) posicionado (a) à direita da gestante

1. Uso do Pinard
 Após a 20ª semana de gestação;
 Deve-se perguntar à mãe qual é a região do abdome que ela sente mais os movimentos fetais
(também pode-se encontrar o dorso fetal por palpação);
 Por tentativa deve-se procurar os BCFs no lado oposto ao indicado pela gestante;
 Deve-se verificar o pulso da gestante para diferenciá-lo dos batimentos fetais;
 Após estabelecer a diferença, deve-se posicionar o Pinard de modo que ele esteja, apenas, em
contato com o ventre materno e o ouvido do examinador (o examinador não deve tocar em
nada, enquanto verifica os BCFs);
 Contar por 1 min e anotar;
 Agradecer à gestante.

2. Uso do Doppler
 A partir da 12ª semana de gestação;
 Deve-se perguntar à mãe qual a região do abdome que ela mais sente os movimentos fetais
(também pode-se encontrar o dorso fetal por palpação);
 Utilizar o sonar Doppler, colocando-se o gel sobre o abdome materno, no lado do dorso, e
pressionando levemente;
 O aparelho informa os BCFs;
 Agradecer a gestante.

Obs1: Os BCFs estão entre 120-160 bpm (média de 140 bpm).


Obs2: Informa vitalidade fetal, se o concepto está vivo ou morto.
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Altura do Fundo Uterino

Examinador (a) posicionado (a) perpendicularmente ao abdome da gestante

1. Técnica:
Gestante em decúbito dorsal, MMII fletidos e o tronco um pouco elevado. Posicionar a origem
da fita métrica na borda superior da sínfise púbica e levar a fita até o fundo do útero,
passando pela linha mediana e cicatriz umbilical. Delimita-se o fundo do útero com a borda
ulnar da mão.
Obs1: Segundo o professor é melhor posicionar a fita entre o 4º e o 5º metacarpos.
Obs2: A AFU é importante para acompanhar o crescimento fetal de acordo com a IG. Pode-se
também suspeitar de gemelaridade e excesso de líquido amniótico (polidramnio) após a
mensuração.
Obs3: Em média o útero cresce 4 cm por mês.

Manobras de Leopold-Zweifel

Gestante em decúbito dorsal, MMII fletidos e tronco superior um pouco elevado

1. Primeira manobra: Verifica-se a situação fetal


 Examinador (a) posicionado (a) do lado direito da gestante;
 Delimitamos o fundo do útero e ambas as mãos deprimem a parede abdominal com as bordas
ulnares. As mãos de dispõem encurvadas, procurando reconhecer, com a face palmar, o
contorno do fundo do útero e a parte fetal que o ocupa.
Na maioria dos casos, sente-se aí o pólo pélvico, com a característica de região mole e com
uma superfície irregular. No caso de ser o pólo cefálico verificaremos corpo de superfície
regular e rígido.
Obs1: situação longitudinal (pode sentir os pólos pélvico e cefálico), transversa (o examinador
não sente nada na região do fundo uterino) e oblíqua.
Obs2: Situação é o nome dado à relação entre o maior eixo fetal e o maior eixo do útero.

2. Segunda Manobra: Verifica-se a posição fetal


 Examinador (a) posicionado (a) ao lado direito da gestante;
 Procuramos deslizar as mãos, do fundo uterino, em direção ao pólo inferior do útero,
cuidando de sentir o dorso fetal e as pequenas partes ou membros, de um ou outro lado do
útero. Com uma mão estabiliza-se o abdome e com a outra se efetua a palpação, depois
alternamos. A região dorsal do feto apresenta-se como superfície resistente e contínua.
Obs1: posição fetal (dorso fetal à direita, esquerda, posterior ou anterior em relação ao abdome
materno).

3. Terceira Manobra: Verifica-se a apresentação fetal e altura da apresentação


 Examinador (a) posicionado (a) ao lado direito da gestante;
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 Visa a exploração da mobilidade do pólo que se apresenta em relação ao estreito superior.
Procura-se apreender o pólo, entre o polegar e o dedo médio da mão direita, imprimindo-lhe
movimento de lateralidade que indicam o grau de penetração da apresentação na pelve.
Quando ela está alta e móvel, esse pólo balança de um lado para o outro e diz-se que o feto
não está totalmente encaixado.

4. Quarta Manobra: Verifica-se o grau da insinuação fetal, confirma os achados anteriores


 O examinador volta suas costas para a cabeça da paciente (ou voltado para os pés da
gestante), colocando as mãos sobre as fossas ilíacas.
 Exploramos a escava em último lugar. Aí o pólo cefálico é frequentemente encontrado.

Referências

MONTENEGRO, C. A. B.; FILHO, J. R. Resende Obstetrícia Fundamental. 13ª ed. Rio de Janeiro:
Guanabara, 2015