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Aula 01 - Prof.

Sérgio Mendes

Curso: Noções de Gestão Pública p/ TJ-CE - Técnico Judiciário (Administrativa) - Com


videoaulas

Professores: Sérgio Mendes, Herbert Almeida


Noções de Gestão Pública p/ TJ-CE
Técnico Judiciário - Área Administrativa
Teoria e Questões Comentadas
Profs. Sérgio Mendes e Herbert Almeida Aula 01

AULA 1 - CICLO OU PROCESSO ORÇAMENTÁRIO


APRESENTAÇÃO DO TEMA
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO DO TEMA ........................................................................ 1
1. ELABORAÇÃO/PLANEJAMENTO .............................................................. 4
2. DISCUSSÃO/ESTUDO/APROVAÇÃO .......................................................13
3. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA ...........................................19
4. AVALIAÇÃO E CONTROLE ....................................................................21
MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - CESPE ............................30
MEMENTO I ...........................................................................................53
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA ......................................59
GABARITO.............................................................................................70

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

É com enorme alegria que tenho você como aluno e assim ter a satisfação de
que você inicialmente aprovou nossa aula demonstrativa, decidindo continuar o
curso. É sinal que você busca o crescimento, que corre atrás dos seus
objetivos, que põe em prática o sonho de alcançar o sucesso na aprovação de
um concurso público.

"Confiar, totalmente, em nossa boa vontade e na força em querer crescer já


significa o próprio crescimento." (Maria Luiza S. Teles)

Você verá que esse caminho rumo à aprovação pode ser prazeroso. No início é
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mais difícil, mas à medida que você for evoluindo nos estudos, terá satisfação
em perceber que está aprendendo a matéria e resolvendo aquelas questões do
CESPE que no início pareciam impossíveis. Depois de alcançar um bom ritmo e
uma rotina consistente de estudos, sentirá falta de estudar naquele dia que
não ler ao menos um pouquinho da matéria.

"O sucesso é uma jornada, não um ponto final. Metade do prazer


está em percorrer o caminho." (Gita Bellin)

Com dedicação, organização, disciplina e objetividade, estudaremos nesta aula


o ciclo (ou processo) orçamentário, o qual corresponde ao período de tempo
em que se processam as atividades típicas do orçamento público, desde sua
concepção até a apreciação final.

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É um processo contínuo, dinâmico e flexível, por meio do qual se


elabora/planeja, aprova, executa, controla/avalia a programação de dispêndios
do setor público nos aspectos físico e financeiro.

O exercício financeiro coincide com o ano civil, ou seja, inicia-se em 1.º de


janeiro e se encerra em 31 de dezembro de cada ano, conforme dispõe o art.
34 da Lei 4.320/1964.

O ciclo (ou processo) orçamentário não se


confunde com o exercício financeiro. Aquele
envolve um período muito maior, iniciando com o
processo de elaboração do orçamento, passando
por discussão, execução e encerramento com o
controle.

No nosso país identificam-se, basicamente, quatro etapas no ciclo ou processo


orçamentário:
 elaboração/planejamento da proposta orçamentária;
 discussão/estudo/aprovação da Lei de Orçamento;
 execução orçamentária e financeira; e
 avaliação/controle.

DISCUSSÃO/
ELABORAÇÃO ESTUDO/
APROVAÇÃO

CICLO
ORÇAMENTÁRIO 30464527480

AVALIAÇÃO/
EXECUÇÃO
CONTROLE

O processo orçamentário é dinâmico, entretanto, não autossuficiente, porque


a elaboração da proposta, primeira etapa do ciclo orçamentário, renova-se
anualmente e é resultante das definições da programação de médio prazo, que
por sua vez detalha o plano de longo prazo, para integrá-lo ao processo de
planejamento.

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1) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - ANP – 2013) O


processo orçamentário, com duração de um exercício financeiro,
evidencia as etapas de elaboração, discussão e aprovação da Lei
Orçamentária Anual.

O ciclo (ou processo) orçamentário não se confunde com o exercício


financeiro. O ciclo envolve um período muito maior, iniciando com o processo
de elaboração do orçamento, passando por discussão, execução e
encerramento com o controle.
Resposta: Errada

2) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - TRE/MS – 2013)


O exercício financeiro, no Brasil, não coincide com o ano civil: os
orçamentos anuais são executados no período de 1.º de fevereiro a 31
de dezembro de cada ano.

O exercício financeiro coincide com o ano civil, ou seja, inicia-se em 1.º de


janeiro e se encerra em 31 de dezembro de cada ano, conforme dispõe o art.
34 da Lei 4.320/1964.

Logo, os orçamentos anuais são executados no período de 1º de janeiro a 31


de dezembro de cada ano.
Resposta: Errada

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1. ELABORAÇÃO/PLANEJAMENTO

1.1 Iniciativas

Segundo o art. 165, I a III, da Constituição Federal de 1988:


Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I – o plano plurianual;
II – as diretrizes orçamentárias;
III – os orçamentos anuais.

De acordo com esse artigo, as leis do PPA, LDO e LOA são de iniciativa do
Poder Executivo: Presidente, Governadores e Prefeitos.

Na esfera federal, a Constituição Federal, em seu art. 84, XXIII, determina que
a iniciativa das leis orçamentárias é de competência privativa do Presidente
da República:
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
(...)
XXIII – enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de
diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta
Constituição.

No entanto, importantes doutrinadores consideram tal competência


exclusiva. A diferença que se faz é que a competência exclusiva é
indelegável e a competência privativa é delegável. O problema é que a
CF/1988 não é rigorosamente técnica neste assunto. No caso das leis
orçamentárias, seriam matérias de competência exclusiva do presidente da
República, porque são atribuições indelegáveis.

Vale ressaltar que, em regra, a apresentação de um projeto de lei é facultada


ao titular da iniciativa, ainda que a competência seja privativa. O titular pode
optar pelo momento da apresentação, não sendo imposto o cumprimento de
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prazos obrigatórios.
Contudo, em caráter excepcional, alguns projetos podem se submeter a
exigências constitucionais ou legais que determinem períodos para que seja
exercida tal iniciativa, tornando-a obrigatória. Nesses casos, considera-se que
a iniciativa é vinculada. É o que ocorre com os projetos de lei do PPA, da
LDO e da LOA, cuja iniciativa é privativa (ou exclusiva) do Chefe do Poder
Executivo, porém ao mesmo tempo vinculada pela obrigatoriedade de
cumprimento de prazos.

Segundo o art. 85 da CF/1988, constituem crime de responsabilidade os atos


do Presidente da República que atentem contra a lei orçamentária.

Consoante a LRF, o Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos


demais Poderes e do Ministério Público, no mínimo 30 dias antes do prazo

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final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias, os estudos e as


estimativas das receitas para o exercício subsequente, inclusive da corrente
líquida, e as respectivas memórias de cálculo.
Isso ocorre porque todos os Poderes (Legislativo, Judiciário e mais o Ministério
Público) elaboram suas propostas orçamentárias parciais e encaminham para o
Poder Executivo, o qual é o responsável constitucionalmente pelo envio da
proposta consolidada ao Legislativo.

Consoante o art. 99 da CF/1988, ao Poder Judiciário é assegurada


autonomia administrativa e financeira. O § 1º ressalta que os tribunais
elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados
conjuntamente com os demais Poderes na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Ainda, o encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais
interessados, compete (§ 2º):
I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos
Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais;
II - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos
Presidentes dos Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos
tribunais.
Se os órgãos referidos no § 2º não encaminharem as respectivas propostas
orçamentárias dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias,
o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta
orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente,
ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do § 1º deste artigo
(§ 3º).

De acordo com o art. 127, ao Ministério Público é assegurada autonomia


funcional e administrativa. O § 3º ressalta que o Ministério Público elaborará
sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na Lei de Diretrizes
Orçamentárias.

Finalmente, com base no art. 134, §§ 2º e 3º, da CF/1988, às Defensorias


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Públicas da União, Estaduais e do Distrito Federal são asseguradas as


autonomias funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária
dentro dos limites estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O art. 134
não concedia tal autonomia à Defensoria Pública da União, mas isso foi alterado
pela Emenda Constitucional nº 74, de 6 de agosto de 2013, a qual acrescentou
o § 3º ao art. 134, estendendo as mesmas prerrogativas à Defensoria
Pública da União (DPU) e do Distrito Federal.

3) (CESPE - Analista em Ciência e Tecnologia– Contabilidade – CAPES -


2012) A iniciativa de elaboração da proposta orçamentária anual é do
Poder Executivo.

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No art. 165 da CF/1988:


Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I – o plano plurianual;
II – as diretrizes orçamentárias;
III – os orçamentos anuais.

Resposta: Certa

4) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/RJ – 2012) A


apresentação da lei orçamentária anual no caso da União é de
iniciativa privativa do presidente da República, mas esse poder é
vinculado aos prazos determinados pela legislação e o não
cumprimento desses prazos constitui crime de responsabilidade.

Em caráter excepcional, alguns projetos podem se submeter a exigências


constitucionais ou legais que determinem períodos para que seja exercida tal
iniciativa, tornando-a obrigatória. Nesses casos, considera-se que a iniciativa é
vinculada. É o que ocorre com os projetos de lei do PPA, da LDO e da LOA,
cuja iniciativa é privativa (ou exclusiva) do Chefe do Poder Executivo, porém
ao mesmo tempo vinculada pela obrigatoriedade de cumprimento de prazos.

Segundo o art. 85 da CF/1988, constituem crime de responsabilidade os atos


do Presidente da República que atentem contra a lei orçamentária.
Resposta: Certa

5) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Em virtude


da independência dos poderes, o orçamento do Poder Judiciário é
incorporado a Lei Orçamentária Anual sem que haja fixação anterior de
limites para a elaboração da proposta.

Consoante o art. 99, caput, da CF/1988, ao Poder Judiciário é assegurada


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autonomia administrativa e financeira. Entretanto, o § 1.º ressalta que os


tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites
estipulados conjuntamente com os demais Poderes na Lei de Diretrizes
Orçamentárias.
Resposta: Errada

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1.2 Prazos

Na esfera federal os prazos para o ciclo orçamentário estão no § 2.o, I a III,


do art. 35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT):
§ 2.º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, §
9.º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas:
I – o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício
financeiro do mandato presidencial subsequente, será encaminhado até quatro
meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento da sessão legislativa;
II – o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito
meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa;
III – o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro
meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção
até o encerramento da sessão legislativa.

Nos estados e municípios os prazos do ciclo orçamentário devem estar,


respectivamente, nas Constituições Estaduais e nas Leis Orgânicas.

O prazo de encaminhamento corresponde à data limite para o Executivo enviar


ao Legislativo os projetos dos instrumentos de planejamento. Já o prazo de
devolução corresponde à data limite para o Poder Legislativo retornar os
projetos para a sanção.

PPA

Encaminhamento ao CN: até 4 meses antes do


PRAZOS encerramento do 1.° exercício financeiro (31.08).
Devolução para sanção: até o encerramento da sessão
legislativa (22.12).
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LDO

Encaminhamento ao CN: até 8 meses e 1/2 antes do


encerramento do exercício financeiro (15.04).
Devolução para sanção: até o encerramento do
primeiro período da sessão legislativa (17.07).

LOA

Encaminhamento ao CN: até 4 meses antes do


encerramento do exercício financeiro (31.08).
Devolução para sanção: até o encerramento da sessão
legislativa (22.12).

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Comentários sobre os prazos

Quando colocamos uma data (por exemplo, 31/08) é considerando a legislação


atual e, assim, está correto. Entretanto, repare que não está escrito que, por
exemplo, a LOA deve ser enviada até 31 de agosto e sim quatro meses antes do
exercício financeiro. Logo, podemos tirar algumas conclusões:
 se a legislação alterasse o exercício financeiro (por exemplo, se mudasse
de 01/08 para 31/07), as datas do ciclo também seriam alteradas;
 se o mandato presidencial fosse alterado (por exemplo, para cinco anos),
o tempo de duração do PPA também seria alterado (porque a duração é
até o final do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial
subsequente. Se o mandato aumentasse em um ano, a vigência também
seria acrescida em um ano).
 Em determinado período do ano, poderá haver duas LDOs vigendo
simultaneamente. Por exemplo, se estivéssemos em setembro de 2012,
estaria em vigor a LDO-2012 (elaborada e sancionada em 2011, para reger
a LOA-2012) e a LDO-2013 (elaborada e sancionada em 2012, para reger
a LOA 2013).

Diferença entre legislatura, sessão legislativa e período legislativo: a


legislatura, segundo a CF/1988, é o período de quatro anos. Cada legislatura
possui quatro sessões legislativas, que ocorrem anualmente de 2 de fevereiro
a 22 de dezembro. Por sua vez, cada sessão legislativa possui dois períodos
legislativos, o primeiro de 2 de fevereiro a 17 de julho e o segundo de 1.º de
agosto a 22 de dezembro. Em suma:

LEGISLATURA

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Legislatura 4 anos. Divide-se em 4 sessões legislativas anuais.

Sessão
Anual, de 02 Fev a 22 Dez. Divide-se em 2 períodos.
Legislativa

Período 1.º período: 02 Fev a 17 Jul


Legislativo 2.º período: 1.º Ago a 22 Dez

A Lei 4.320/1964 dispõe sobre o caso do Executivo não enviar no prazo a sua
proposta para apreciação do Legislativo:

“Art. 32. Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas


Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo
considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente”.

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Caso não receba a proposta orçamentária no prazo


fixado, caberá ao Poder Legislativo apreciar novamente
o orçamento vigente como se fosse uma nova
proposta! Ignora que diversos programas se exaurem
ao longo do exercício, mas essa é a única previsão Não envio do PLOA no
legal, já que a CF/1988 não traz nenhuma diretriz. prazo fixado

Quanto à rejeição das Leis Orçamentárias, há impossibilidade do Poder


Legislativo rejeitar o PPA e a LDO. A CF/1988 estabeleceu que ambas devem
ser devolvidas para a sanção, ficando afastada a possibilidade de rejeição.
Também a sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação da LDO.

Em relação à LOA, é permitida a rejeição, pois, segundo o § 8º do art. 166:


“§ 8º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do
projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes
poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou
suplementares, com prévia e específica autorização legislativa”.

O caso do Legislativo não devolver o PLOA para a sanção é tratado apenas nas
LDOs, que estabelecem regras para a realização de despesas essenciais até
que ele seja devolvido ao Executivo.

A cada ano, as LDOs determinam que se o Projeto de Lei Orçamentária –


PLOA não for sancionado pelo Presidente da República até 31 de dezembro do
ano corrente, parte da programação dele constante poderá ser executada até
o limite de 1/12 do total de cada ação prevista no referido projeto de lei,
multiplicado pelo número de meses decorridos até a sanção da respectiva lei.
Por exemplo, se o PLOA não for sancionado até o fim de março (três meses)
do ano que deveria estar em vigor, algumas despesas consideradas inadiáveis
poderão ser executadas em 3/12 do valor original.
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No entanto, o limite previsto de 1/12 ao mês não se aplica ao atendimento de


algumas despesas, de acordo com o que determinar a LDO daquele ano. Por
exemplo, as despesas com obrigações constitucionais ou legais da União e o
pagamento de bolsas de estudos podem ser dispensadas da regra pela LDO e
serem executadas como se o PLOA já tivesse sido aprovado. Ainda, outro
grupo de ações não poderá sequer ser executado até a sanção da LOA.

Vale ressaltar que o calendário das matérias orçamentárias nos traz problemas
em virtude da não edição da lei complementar sobre o assunto. Temos que no
1º ano do mandato do Executivo é aprovada a LDO para o ano seguinte antes
do envio do PPA! Veja que incongruência, pois neste primeiro ano não há
integração. A LDO deveria sempre seguir o planejamento do PPA.
Ainda, nesse mesmo ano, o PPA é enviado e aprovado nos mesmos prazos da
LOA. Pode até mesmo ocorrer de a LOA ser aprovada no prazo correto e o PPA

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não. No entanto, a LOA do segundo exercício do mandato presidencial poderá


ser executada mesmo antes da aprovação do PPA.

6) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Para
garantir a continuidade dos programas governamentais, a Constituição
Federal de 1988 determina que o PPA tenha duração de cinco anos, um
ano a mais que o mandato presidencial.

Na esfera federal os prazos para o ciclo orçamentário estão no § 2.o, I a III, do


art. 35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT):
§ 2.º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, §
9.º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas:
I – o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício
financeiro do mandato presidencial subsequente, será encaminhado até quatro
meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento da sessão legislativa;
(...)

Assim, o PPA não se confunde com o mandato do chefe do Executivo. O PPA é


elaborado no primeiro ano de governo e entra em vigor no segundo ano. A
partir daí, tem sua vigência até o final do primeiro ano do mandato seguinte. A
ideia é manter a continuidade dos programas.
Resposta: Errada

7) (CESPE – Analista Administrativo - IBAMA – 2013) De acordo com a


legislação vigente, se o mandato do presidente da República fosse
alterado, o prazo de vigência do plano plurianual da União (PPA)
também seria alterado na mesma proporção.
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Na esfera federal os prazos para o ciclo orçamentário estão no § 2.o, I a III, do


art. 35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT):
§ 2.º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, §
9.º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas:
I – o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício
financeiro do mandato presidencial subsequente, será encaminhado até quatro
meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento da sessão legislativa;(...) Assim, se o mandato
presidencial fosse alterado (por exemplo, para cinco anos), o tempo de
duração do PPA também seria alterado (porque a duração é até o final do
primeiro exercício financeiro do mandato presidencial subsequente. Se o
mandato aumentasse em um ano, a vigência também seria acrescida em um
ano).

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Resposta: Certa

8) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013)


Consoante o atual ordenamento jurídico brasileiro, em determinado
período do ano, duas leis de diretrizes orçamentárias vigem
simultaneamente.

Em determinado período do ano, poderá haver duas LDOs vigendo


simultaneamente. Por exemplo, se estivéssemos em outubro de 2013, estaria
em vigor a LDO-2013 (elaborada e sancionada em 2012, para reger a LOA-
2013) e a LDO-2014 (elaborada e sancionada em 2013, para reger a LOA
2014).
Resposta: Certa

1.3 Lei Complementar (art. 165, § 9.º, da CF/1988)

Os incisos I e II do § 9.o do art. 165 Constituição Federal de 1988 dispõem


que:
§ 9.º Cabe à lei complementar:
I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual;
II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração
direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de
fundos.

Desde a Constituição de 1988 está prevista a edição de uma lei complementar


sobre finanças públicas e até o presente momento ela não foi editada, logo,
não existe um modelo legalmente constituído para organização, metodologia e
conteúdo dos planos plurianuais – PPAs, leis de diretrizes orçamentárias –
LDOs e leis orçamentárias anuais – LOAs. Assim, é ainda a Lei 4.320/1964,
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recepcionada com status de lei complementar, que estatui Normas Gerais de


Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da
União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Porém, ela não
atende mais às nossas necessidades. Desta forma, quem cumpre esse vácuo
legislativo e complementa a Lei 4.320/1964 é a LDO, uma lei ordinária, que
todo ano acaba tendo, entre suas diversas atribuições, que legislar como se
fosse a lei complementar prevista na CF/1988, o que a transforma num
“calhamaço” de artigos.

Repare que cabe à lei complementar dispor sobre o exercício financeiro, a


vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de
diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual. No entanto, cabe às leis
ordinárias a instituição desses instrumentos.

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Note, também, que os prazos dos instrumentos deveriam ser regulados pela
Lei Complementar. No entanto, na esfera federal, enquanto ela não for
editada, os prazos do ciclo orçamentário são regulados pelo Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT.

9) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) A


proposta de alteração de procedimento de elaboração, discussão,
aprovação e execução do orçamento público no Brasil deve ser
apresentada por meio de projeto de lei complementar.

Os incisos I e II do § 9.o do art. 165 Constituição Federal de 1988 dispõem


que:
§ 9.º Cabe à lei complementar:
I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual;
II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração
direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de
fundos.
Resposta: Certa

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2. DISCUSSÃO/ESTUDO/APROVAÇÃO

A fase de discussão corresponde ao debate entre os parlamentares sobre a


proposta, constituída por: proposição de emendas, voto do relator, redação
final e proposição em plenário.

Segundo o art. 166 da CF/1988:


Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes
orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados
pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às


diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos
créditos adicionais serão apreciados pelas duas
Casas do Congresso Nacional, na forma do
regimento comum.
Apreciação PPA, LDO e
LOA

A mensagem presidencial é o instrumento de comunicação oficial entre o


Presidente da República e o Congresso Nacional, com a finalidade de
encaminhar os projetos do PPA, da LDO e da LOA. A elaboração da mensagem
presidencial referente ao PPA é coordenada pela SPI/MP. Já a elaboração das
mensagens presidenciais referentes à LOA e à LDO é realizada sob a
coordenação da SOF/MP.
No Poder Legislativo Federal, os projetos dos instrumentos de planejamento e
dos créditos adicionais transitam por uma comissão mista permanente
composta por senadores e deputados, denominada de Comissão Mista de
Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Nos demais entes é uma comissão
permanente comum, pois possuem apenas uma casa legislativa, composta por
deputados nos estados e vereadores nos municípios.
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Consoante a CF/1988, caberá à Comissão mista permanente de Senadores e


Deputados:
“I – examinar e emitir parecer sobre os projetos relativos ao PPA, LDO, LOA,
créditos adicionais e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente
da República;
II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais,
regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento
e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões
do Congresso Nacional e de suas Casas criadas de acordo com a CF/1988”.

Quanto às emendas, serão apresentadas também na Comissão Mista que


emitirá seu parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas
casas do Congresso Nacional.

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As emendas são prerrogativas constitucionais que o Poder Legislativo possui


para aperfeiçoar as propostas dos instrumentos de planejamento e orçamento
enviadas pelo Poder Executivo. A emenda é instrumento essencial do Poder
Legislativo para influenciar a alocação de recursos públicos.

Cada parlamentar poderá apresentar emendas. As Comissões Permanentes do


Senado Federal e da Câmara dos Deputados, cujas competências estejam
direta e materialmente relacionadas à área de atuação pertinente à estrutura
da Administração Pública Federal, também poderão apresentar emendas.
Ainda, as bancadas estaduais no Congresso Nacional poderão apresentá-las,
desde que relativas a matérias de interesse de cada estado ou Distrito Federal.
Assim, as emendas podem ser individuais, de comissão e de bancada estadual.

Segundo o art. 63 da CF/1988, a regra é que não será admitido aumento da


despesa prevista nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da
República, ressalvadas as emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou
aos projetos que o modifiquem e as emendas ao projeto de lei de diretrizes
orçamentárias. Assim, não será admitido aumento da despesa prevista no
projeto de lei do Plano Plurianual.

Diferença entre sessão conjunta e sessão unicameral: quando ocorrem


as sessões conjuntas do Congresso Nacional, os parlamentares se reúnem no
mesmo espaço para apreciarem juntos os projetos, porém, havendo a fase de
votação, a maioria deve ser alcançada tanto no âmbito dos Senadores quanto
no âmbito dos Deputados Federais. A discussão é conjunta, mas, na hora
da votação, procede-se como se houvesse votação simultânea na
Câmara e no Senado. Na verdade, a sessão é conjunta, porém a votação é
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bicameral.

Ao contrário, na sessão unicameral, a votação é “por cabeça”. Considera-se


o todo, independentemente de o parlamentar ser Senador ou Deputado. Cada
parlamentar tem direito a um voto e a apuração é feita considerando que há
uma única votação. Por exemplo, se estiverem presentes os 594 congressistas
(senadores + deputados), a maioria será alcançada pela metade +1, não
importando se é voto de senador ou deputado. A votação unicameral
aconteceu na revisão constitucional.

A aprovação se dá por maioria simples, pois apesar do ciclo diferenciado, as


leis orçamentárias são leis ordinárias.

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As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão


ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.
As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que
o modifiquem somente podem ser aprovadas caso:
I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias;
II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito
Federal; ou
III – sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei (são chamadas de emendas
de redação, pois visam melhorar o texto, tornando-lhe mais claro e preciso).

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional


para propor modificação nos projetos a que se refere o art. 166 da CF/1988
(PPA, LDO, LOA e crédito adicionais) enquanto não iniciada a votação, na
comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

O Presidente da República poderá enviar


mensagem ao Congresso Nacional para propor
modificação nos projetos a que se refere o art.
166 da CF/1988 (PPA, LDO, LOA e crédito
adicionais) enquanto não iniciada a votação, na
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comissão mista (não é no Plenário), da parte


cuja alteração é proposta.

Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei


orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, poderão ser
utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares,
com prévia e específica autorização legislativa.

No afã de conseguir mais recursos para emendas, o Poder Legislativo poderia


tentar, sem embasamento técnico, reestimar os valores de receitas
apresentados pelo Poder Executivo. Para prevenir isso, o § 1º do art. 12 da
LRF determina:
“§ 1º Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida
se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal”.
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Atenção: a LRF é restritiva, porém admite reestimativa da receita pelo Poder


Legislativo se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

A sanção é a aquiescência do Chefe do Poder Executivo ao projeto de lei


aprovado no Legislativo. Ou seja, corresponde à concordância do Chefe do
Executivo com o que foi discutido e aprovado no Parlamento. Já o veto
corresponde à discordância do Executivo com o projeto aprovado no
Legislativo. Essa discordância pode ser de uma parte do texto (veto parcial) ou
com todo o projeto (veto total). Pode ocorrer caso o titular do Executivo
considere o projeto inconstitucional ou contrário ao interesse público. De
qualquer forma, ocorrendo o veto, ele deve ser apreciado pelo Parlamento,
podendo ser confirmado ou rejeitado.

A Constituição Federal dispõe que a sessão legislativa


não será interrompida sem a aprovação da LDO.

Aprovação da LDO Tal regra não se aplica à LOA ou ao PPA.

Ainda no que se refere às emendas, a Lei 4.320/1964 traz um artigo sobre o


tema. Segundo o art. 33 da Lei 4.320/1964, não se admitirão emendas ao
projeto de lei de orçamento que visem:
 Alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, salvo quando
provada, nesse ponto a inexatidão da proposta.
 Conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado
pelos órgãos competentes.
 Conceder dotação para instalação ou funcionamento de serviço que não
esteja anteriormente criado.
 Conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em
resolução do Poder Legislativo para concessão de auxílios e subvenções.
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10) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013)


Cabe ao Tribunal de Contas da União emitir parecer sobre as emendas
apresentadas ao projeto de Lei Orçamentária Anual.

Cabe à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização


emitir parecer sobre as emendas apresentadas ao projeto de Lei Orçamentária
Anual.
Resposta: Errada

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11) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – TRT/10 - 2013) As


emendas orçamentárias, que só podem ser aprovadas caso estejam de
acordo com o PPA e a LDO, constituem um importante instrumento do
Poder Legislativo para influenciar a alocação de recursos públicos.

As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o


modifiquem somente podem ser aprovadas caso, entre outros, sejam
compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.
As emendas são prerrogativas constitucionais que o Poder Legislativo possui
para aperfeiçoar as propostas dos instrumentos de planejamento e orçamento
enviadas pelo Poder Executivo. A emenda é instrumento essencial do Poder
Legislativo para influenciar a alocação de recursos públicos.
Resposta: Certa

12) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – Prova


cancelada - 2013) A Câmara dos Deputados deve analisar, na forma do
regimento comum, os projetos de lei relativos ao plano plurianual, as
diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual, que são elaborados
pelo Senado Federal.

As leis do PPA, LDO e LOA são de iniciativa do Poder Executivo: Presidente,


Governadores e Prefeitos.
Ainda, os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes
orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados
pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum
(art. 166 da CF/1988).
Resposta: Errada

13) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Caso o
Poder Executivo julgue necessária a realização de alteração no projeto
de lei do PPA, tendo este já sido enviado ao Congresso Nacional e
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iniciada a votação na comissão mista, o presidente poderá enviar


mensagem à comissão solicitando que sejam realizadas as mudanças
pretendidas.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional


para propor modificação nos projetos a que se refere o art. 166 da CF/1988
(PPA, LDO, LOA e crédito adicionais) enquanto não iniciada a votação, na
comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
Resposta: Errada

14) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – Prova


cancelada - 2013) Se a votação de determinado item do projeto da Lei
de Diretrizes Orçamentárias ainda não tiver sido iniciada na comissão

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mista do Congresso Nacional, o presidente da República poderá enviar


mensagem para propor modificação desse item.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional


para propor modificação nos projetos a que se refere o art. 166 da CF/1988
(PPA, LDO, LOA e crédito adicionais) enquanto não iniciada a votação, na
comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
Resposta: Certa

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3. EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA

Atenção: em outros momentos trataremos de execução orçamentária e


financeira. Vamos apenas contextualizar o tema dentro do ciclo orçamentário.

A fase de execução orçamentária e financeira consiste na arrecadação das


receitas e na realização das despesas. É a transformação, em realidade, do
planejamento elaborado pelos Chefes do Executivo e aprovado pelo Legislativo.

Até 30 dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a
LDO, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma
de execução mensal de desembolso. Ainda, as receitas previstas serão
desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de arrecadação, com
a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à
evasão e à sonegação, da quantidade e valores de ações ajuizadas para
cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do montante dos créditos
tributários passíveis de cobrança administrativa. Tais metas bimestrais são
utilizadas como parâmetros para a limitação de empenho e movimentação
financeira prevista no art. 9º.

O § 3º do art. 165 da CF/1988 dispõe que o Poder Executivo publicará, até 30


dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução
orçamentária.

Segundo o art. 168 da nossa Constituição, os recursos correspondentes às


dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais,
destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério
Público e da Defensoria Pública, ser-lhes-ão entregues, em duodécimos, até
o dia 20 de cada mês. O artigo ainda ressalta que será na forma da lei
complementar, que ainda não foi editada.

A LRF trata do assunto “execução orçamentária e cumprimento das metas” nos


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seus arts. 8º e 9º. Até 30 dias após a publicação dos orçamentos, nos termos
em que dispuser a LDO, o Poder Executivo estabelecerá a programação
financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso.

Atenção: os recursos legalmente vinculados à finalidade específica serão


utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que
em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.

Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não


comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal
estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público
promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos 30 dias
subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os
critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. Logo, além do Poder

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Executivo, há a extensão da limitação de empenho aos Poderes Legislativo,


Judiciário e Ministério Público.

Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações


constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao
pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes
orçamentárias.

No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a


recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de
forma proporcional às reduções efetivadas.

No prazo de 90 dias após o encerramento de cada semestre, o Banco Central


do Brasil apresentará, em reunião conjunta das comissões temáticas
pertinentes do Congresso Nacional, avaliação do cumprimento dos objetivos e
metas das políticas monetária, creditícia e cambial, evidenciando o impacto e o
custo fiscal de suas operações e os resultados demonstrados nos balanços.

A LRF trata de previsão e arrecadação de receitas nos arts. 11 a 13.


Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a
instituição, a previsão e a efetiva arrecadação de todos os tributos da
competência constitucional do ente da Federação. No entanto, é vedada a
realização de transferências voluntárias para o ente que não institui, prevê e
efetivamente arrecadada todos os impostos.

A previsão da receita orçamentária ocorre no ano anterior à execução do


orçamento, durante o processo de elaboração. Assim, na execução
orçamentária, poderá haver frustração da arrecadação, tornando-se necessário
limitar as despesas para adequá-las aos recursos arrecadados.

As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão


os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do
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crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão


acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da
projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia
de cálculo e premissas utilizadas.

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4. AVALIAÇÃO E CONTROLE

4.1 Avaliação

A avaliação orçamentária é a parte do controle orçamentário que analisa a


eficácia e a eficiência dos cursos de ação cumpridos, e proporciona elementos
de juízo aos responsáveis da gestão administrativa para adotar as medidas
tendentes à consecução de seus objetivos e à otimização do uso dos recursos
colocados à sua disposição, o que contribui para realimentar o processo de
Administração Orçamentária. O propósito da avaliação é de contribuir para a
qualidade da elaboração de uma nova proposta orçamentária, reiniciando um
novo ciclo orçamentário. Esta definição traz dois critérios de análise, o de
eficiência e o de eficácia.

_ Análise da eficiência: é a medida da relação entre os recursos


efetivamente utilizados para a realização de uma meta para um projeto,
atividade ou programa frente a padrões estabelecidos. O teste da eficiência na
avaliação das ações governamentais busca considerar os resultados em face
dos recursos disponíveis.
_ Análise da eficácia: é a medida do grau de atingimento das metas fixadas
para um determinado projeto, atividade ou programa em relação ao previsto.
Procura considerar o grau em que os objetivos e as finalidades do progresso
foram alcançados dentro da programação de realizações governamentais.

Pelas formas modernas de estruturação dos orçamentos são possíveis as


análises da eficácia e da eficiência. A explicitação das metas físicas
orçamentárias e a classificação por programas e ações viabilizam os testes de
eficácia, enquanto a incorporação de custos estimativos no orçamento e
custos efetivos durante a execução auxilia as avaliações da eficiência.

A efetividade é a dimensão do desempenho que representa a relação entre os


resultados alcançados (impactos observados) e os objetivos (impactos
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esperados) que motivaram a atuação institucional. É a medida do grau de


atingimento dos objetivos que orientaram a constituição de um determinado
programa, expressa pela sua contribuição à variação alcançada dos indicadores
estabelecidos. Permite verificar se um dado programa produziu efeitos no
ambiente externo em que interveio, em termos econômicos, técnicos,
socioculturais, institucionais ou ambientais. Assim, define-se como a
capacidade de se transformar uma realidade a partir do objetivo
estabelecido e sua continuidade ao longo do tempo.

Para Alexandre Marinho e Luis Otávio Façanha, “no que diz respeito aos
questionamentos, é comum encontrar-se na literatura especializada de
avaliação referências a dimensões desejáveis de desempenho de organizações
e programas avaliados, que se traduzirá aqui por exigências de efetividade, de
eficiência e de eficácia dos programas de governo. No uso corrente, a

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efetividade diz respeito à capacidade de se promover resultados pretendidos;


a eficiência denotaria competência para se produzir resultados com dispêndio
mínimo de recursos e esforços; e a eficácia, por sua vez, remete a condições
controladas e a resultados desejados de experimentos, critérios que, deve-se
reconhecer, não se aplicam automaticamente às características e realidade dos
programas sociais.”

Como exemplo, vamos supor a vacinação em um posto de saúde. Se o


Governo preparou toda a logística (compra de vacinas, transporte, pessoal
etc.) com melhor custo-benefício, foi eficiente. Se o percentual de crianças
vacinadas foi atingido, a campanha foi eficaz, cumpriu a meta física. Se
conseguiu erradicar a paralisia infantil, foi efetivo, pois teve o impacto
esperado na sociedade, mudando uma realidade existente.

4.2 Controle

4.2.1 Considerações Iniciais

O orçamento surge como um instrumento de controle. Tradicionalmente, é


uma forma de assegurar ao Executivo (controle interno) e ao Legislativo
(controle externo) que os recursos serão aplicados conforme previstos e
segundo as leis. Atualmente, além desse controle legal, busca-se o controle
de resultados, em uma visão mais completa da efetividade das ações
governamentais.

Segundo a Lei 4.320/1964:


“Art. 75. O controle da execução orçamentária compreenderá:
I – a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a
realização da despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;
II – a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por
bens e valores públicos;
III – o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários
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e em termos de realização de obras e prestação de serviços.


(...)
Art. 81. O controle da execução orçamentária, pelo Poder Legislativo, terá por
objetivo verificar a probidade da administração, a guarda e legal emprego dos
dinheiros públicos e o cumprimento da Lei de Orçamento”.

De acordo com o art. 79 da Lei 4320/1964, ao órgão incumbido da


elaboração da proposta orçamentária ou a outro indicado na
legislação, caberá o controle estabelecido no inciso III acima.

A Lei 4.320/1964 determina a coexistência de dois sistemas de controle da


execução orçamentária: interno e externo. O controle interno é aquele
realizado pelo órgão no âmbito da própria Administração, dentro de sua

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estrutura. O controle externo é aquele realizado por uma instituição


independente e autônoma.

Da mesma forma, a CF/1988 trata dos dois sistemas de controle. Dispõe que a
fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da
União e das entidades da Administração direta e indireta, quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas,
será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e
pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada,


que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma
obrigações de natureza pecuniária.

A fiscalização contábil, financeira, orçamentária,


operacional e patrimonial da União e das entidades
da administração direta e indireta, quanto à
legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação
das subvenções e renúncia de receitas, será exercida
pelo Congresso Nacional, mediante controle
externo, e pelo sistema de controle interno de
cada Poder.

15) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – 2013) Ao


órgão incumbido de elaborar a proposta orçamentária, ou a outro
indicado por lei, caberá o controle do cumprimento do programa de
trabalho expresso em termos monetários e de realização de obras e
prestação de serviços.
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Segundo a Lei 4.320/1964:


“Art. 75. O controle da execução orçamentária compreenderá:
(...)
III – o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários
e em termos de realização de obras e prestação de serviços.
(...)

De acordo com o art. 79 da Lei 4320/1964, ao órgão incumbido da elaboração


da proposta orçamentária ou a outro indicado na legislação, caberá o controle
estabelecido no inciso III acima.
Resposta: Certa

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16) (CESPE – TFCE – TCU – 2012) O controle interno realizado pelo


Poder Executivo será feito sem prejuízo das atribuições do TCU,
devendo o Poder Legislativo, na realização do controle externo da
execução orçamentária, verificar a probidade da administração e o
cumprimento da lei orçamentária.

Na Lei 4320/1964:
Art. 76. O Poder Executivo exercerá os três tipos de controle a que se refere o
artigo 75 [legalidade, fidelidade funcional e cumprimento do programa de
trabalho], sem prejuízo das atribuições do Tribunal de Contas ou órgão
equivalente.
(...)
Art. 81. O controle da execução orçamentária, pelo Poder Legislativo, terá por
objetivo verificar a probidade da administração, a guarda e legal emprego dos
dinheiros públicos e o cumprimento da Lei de Orçamento.
Resposta: Certa

4.2.2 Controle Interno

Segundo o art. 74 da CF/1988, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário


manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade
de:
“I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a
execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;
II– comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e
eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e
entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos
públicos por entidades de direito privado;
III – exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como
dos direitos e haveres da União;
IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional”.
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Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima


para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o
Tribunal de Contas da União.

Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer


irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da
União, sob pena de responsabilidade solidária.

A verificação da legalidade dos atos de execução orçamentária será prévia,


concomitante e subsequente (art. 77 da Lei 4.320/1964).

Compete aos serviços de contabilidade ou órgãos equivalentes verificar a exata


observância dos limites das cotas trimestrais atribuídas a cada unidade

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orçamentária, dentro do sistema que for instituído para esse fim (art. 80 da Lei
4.320/1964).

17) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – 2013) A


execução orçamentária está sujeita a controle interno e externo. Uma
das atribuições do controle externo é verificar a exata observância dos
limites das cotas trimestrais atribuídas a cada unidade orçamentária,
no sistema instituído para tal fim.

Compete aos serviços de contabilidade ou órgãos equivalentes verificar a


exata observância dos limites das cotas trimestrais atribuídas a cada unidade
orçamentária, dentro do sistema que for instituído para esse fim (art. 80 da Lei
4.320/1964).
Resposta: Errada

18) (CESPE – Analista Legislativo – Arquiteto e Engenheiro – Câmara


dos Deputados – 2012) O controle interno deve, entre outras
finalidades, comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à
eficácia e eficiência, não apenas da gestão orçamentária, financeira e
patrimonial nos órgãos e nas entidades da administração federal, mas
também da aplicação de recursos públicos por entidades de direito
privado.

Segundo o art. 74 da CF/1988, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário


manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade
de:
I – avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução
dos programas de governo e dos orçamentos da União;
II – comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e
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eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e


entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos
públicos por entidades de direito privado;
III – exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como
dos direitos e haveres da União;
IV – apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
Resposta: Certa

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4.2.3 Controle Externo

No âmbito federal, consoante o art. 71 da CF/1988, o controle externo, a


cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de
Contas da União, ao qual compete:
“I – apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República,
mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar
de seu recebimento;
II– julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros,
bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as
fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as
contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de
que resulte prejuízo ao erário público;
III – apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de
pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações
para cargo de provimento em comissão, bem como a das concessões de
aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias posteriores que
não alterem o fundamento legal do ato concessório;
IV – realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de
natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas
unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e
demais entidades referidas no inciso II;
V – fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital
social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado
constitutivo;
VI – fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União
mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a
Estado, ao Distrito Federal ou a Município;
VII – prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer
de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização
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contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados


de auditorias e inspeções realizadas;
VIII – aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou
irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre
outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário;
IX – assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências
necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X – sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a
decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;
XI – representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos
apurados”.

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Vamos entender os incisos mais confusos:

No que se refere às contas do Executivo federal, compete privativamente ao


Presidente da República prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro
de 60 dias após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao
exercício anterior.

Note que compete ao TCU apreciar (e não julgar) as contas prestadas


anualmente pelo Presidente da República, mediante parecer prévio (inciso I).
Entretanto, é da competência exclusiva do Congresso Nacional julgar
anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os
relatórios sobre a execução dos planos de governo. Para os demais
administradores e responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos compete
ao TCU o julgamento das contas (inciso II).

Vale ressaltar também o inciso IV. De forma resumida: o aspecto


orçamentário está relacionado à arrecadação e à aplicação dos recursos
públicos, conforme os instrumentos de planejamento e orçamento previstos na
Constituição Federal; o aspecto operacional está relacionado à verificação do
cumprimento de metas, aos resultados, à eficácia e à eficiência da gestão dos
recursos públicos; o aspecto patrimonial está relacionado ao controle, à
salvaguarda, à conservação e à alienação de bens públicos; o aspecto
financeiro está relacionado ao fluxo de recursos administrados pelo gestor; e
o aspecto contábil está relacionado à aplicação dos recursos públicos
conforme as técnicas contábeis.

No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo


Congresso Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as
medidas cabíveis. No entanto, se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo,
no prazo de 90 dias, não efetivar as medidas cabíveis, o Tribunal decidirá a
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respeito.

Já no que tange à aplicação de recursos públicos, o controle abrange tanto as


instituições públicas como as entidades de direito privado.

As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão


eficácia de título executivo extrajudicial, usufruindo, assim, de atributo de
exequibilidade. A dívida passa a ser líquida e certa.
O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente,
relatório de suas atividades.

No âmbito dos demais entes, o controle externo é exercido de forma


semelhante, aplicando as disposições federais naquilo que couber. Nos
estados, é realizado pela Assembleia Legislativa, com auxílio do Tribunal de
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Contas do Estado. Nos municípios, é exercido pela Câmara Municipal, com


auxílio também do Tribunal de Contas do Estado ou do Tribunal de Contas do
Município (nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro) ou do Tribunal de Contas
dos Municípios (nos estados da Bahia, Ceará, Pará e Goiás). No Distrito Federal
é exercido pela Câmara Legislativa com o auxílio do Tribunal de Contas do
Distrito Federal.

De acordo com o art. 82 da Lei 4.320/1964, o Poder Executivo, anualmente,


prestará contas ao Poder Legislativo, no prazo estabelecido nas Constituições
ou nas Leis Orgânicas dos Municípios. As contas do Poder Executivo serão
submetidas ao Poder Legislativo, com Parecer prévio do Tribunal de Contas ou
órgão equivalente. Quando, no Município não houver Tribunal de Contas ou
órgão equivalente, a Câmara de Vereadores poderá designar peritos
contadores para verificarem as contas do prefeito e sobre elas emitirem
parecer.

19) (CESPE – Analista Legislativo – Material e Patrimônio – Câmara


dos Deputados – 2012) Cabe ao Congresso Nacional, como órgão
titular do controle externo, julgar, em caráter definitivo, as contas dos
administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores
públicos.

É da competência exclusiva do Congresso Nacional julgar anualmente as


contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a
execução dos planos de governo. Para os demais administradores e
responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos compete ao TCU o
julgamento das contas (art. 71, II, da CF/1988,).
Resposta: Errada
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20) (CESPE – Analista Legislativo – Arquiteto e Engenheiro – Câmara


dos Deputados – 2012) O Tribunal de Contas da União (TCU) poderá
realizar — por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal, de comissão técnica ou de inquérito — inspeções e auditorias
de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário.

No âmbito federal, consoante o art. 71, IV, da CF/1988, o controle externo, a


cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de
Contas da União, ao qual compete, entre outros, realizar, por iniciativa própria,
da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de Comissão técnica ou de
inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos
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Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas no


inciso II.
Resposta: Certa

Ciclo Orçamentário Ampliado

Tradicionalmente, o ciclo orçamentário é considerado como o período de tempo


em que se processam as atividades típicas do orçamento público. É um
processo contínuo, dinâmico e flexível, por meio do qual se elabora/planeja,
aprova, executa, controla/avalia a programação de dispêndios do setor público
nos aspectos físico e financeiro. Dessa forma, o ciclo orçamentário possui
quatro fases.

Entretanto, existe também o que pode ser denominado como ciclo


orçamentário ampliado. Tal termo designa o ciclo, em conjunto, do plano
plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária. Dessa
forma, o ciclo orçamentário possui oito fases.

Segundo Sanches1, o ciclo orçamentário ampliado desdobrar-se em oito fases,


quais sejam:
_ formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo;
_ apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo;
_ proposição de metas e prioridades para a administração e da política de
alocação de recursos pelo Executivo;
_ apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo;
_ elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo;
_ apreciação, adequação e autorização legislativa;
_ execução dos orçamentos aprovados;
_ avaliação da execução e julgamento das contas.
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Ainda segundo o autor, tais fases são insuscetíveis de aglutinação, dado que
cada uma possui ritmo próprio, finalidade distinta e periodicidade definida. O
plano plurianual, por exemplo, não pode ser aglutinado à fase de elaboração
do orçamento, porquanto constitui instrumento superordenador daquela, como
evidenciado pelo cenário institucional articulado pela Constituição de 1988.

Repare que o artigo é de 1993, não é uma novidade. Entretanto, era raríssimo
aparecer em provas das bancas mais tradicionais. Isso vem mudando. A partir
de agora, considere as duas interpretações válidas para o ciclo orçamentário:
quatro (tradicional) ou oito fases (ampliado).

1
SANCHES, Osvaldo Maldonado: O ciclo orçamentário: uma reavaliação à luz da Constituição de
1988: Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro: FGV, v. 27, n.4, pp. 54-76, out./dez. 1993
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MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - CESPE

21) (CESPE – Analista Judiciário - Administrativa – STF – 2013) Nos


termos da CF, o ciclo orçamentário desdobra-se em oito fases, cada
uma com ritmo próprio, finalidade distinta e periodicidade definida.

Nos termos da CF/1988, o ciclo orçamentário ampliado desdobrar-se em oito


fases, quais sejam:
_ formulação do planejamento plurianual, pelo Executivo;
_ apreciação e adequação do plano, pelo Legislativo;
_ proposição de metas e prioridades para a administração e da política de
alocação de recursos pelo Executivo;
_ apreciação e adequação da LDO, pelo Legislativo;
_ elaboração da proposta de orçamento, pelo Executivo;
_ apreciação, adequação e autorização legislativa;
_ execução dos orçamentos aprovados;
_ avaliação da execução e julgamento das contas.

Tais fases são insuscetíveis de aglutinação, dado que cada uma possui ritmo
próprio, finalidade distinta e periodicidade definida.
Resposta: Certa

22) (CESPE – Juiz - TJ/BA – 2012) O presidente da República dispõe


de competência para enviar mensagem ao Congresso Nacional
propondo modificação nos projetos de lei relativos ao plano plurianual,
às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual enquanto não
iniciada a votação, no plenário das duas casas legislativas, da parte do
projeto a ser alterada.
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O presidente da República dispõe de competência para enviar mensagem ao


Congresso Nacional propondo modificação nos projetos de lei relativos ao
plano plurianual, às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual enquanto
não iniciada a votação, na comissão mista, da parte do projeto a ser
alterada.
Resposta: Errada

23) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Após o envio dos projetos de lei
relativos ao PPA, às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual ao
Congresso Nacional, o presidente da República não poderá apresentar
proposta de modificação desses projetos.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional


para propor modificação nos projetos a que se refere o art. 166 da CF/1988

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(PPA, LDO, LOA e crédito adicionais) enquanto não iniciada a votação, na


Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
Resposta: Errada

24) (CESPE – Técnico Científico – Administração – Banco da Amazônia


- 2012) Dada a autonomia financeira e administrativa conferida ao
Banco da Amazônia, o presidente dessa instituição poderá encaminhar
mensagem ao Congresso Nacional para propor modificações no
orçamento de investimento do banco enquanto não for iniciada a
votação da proposta de lei orçamentária na Comissão Mista do
Orçamento.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional


para propor modificação nos projetos a que se refere o art. 166 da CF/1988
(PPA, LDO, LOA e crédito adicionais) enquanto não iniciada a votação, na
Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
Resposta: Errada

25) (CESPE – Analista Judiciário - Contabilidade – TRT/17 – 2013) Se o


projeto de lei orçamentária anual não for sancionado até 31 de
dezembro, será possível adotar a prática, autorizada em cada lei de
diretrizes orçamentárias, de execução contínua de algumas despesas
constantes da proposta, o que, no caso de despesas correntes
consideradas inadiáveis, não poderá exceder, a cada mês, um
duodécimo do valor previsto de cada ação.

A cada ano, as LDOs determinam que se o Projeto de Lei Orçamentária –


PLOA não for sancionado pelo Presidente da República até 31 de dezembro do
ano corrente, parte da programação dele constante poderá ser executada até
o limite de 1/12 do total de cada ação prevista no referido projeto de lei,
multiplicado pelo número de meses decorridos até a sanção da respectiva lei.
Por exemplo, se o PLOA não for sancionado até o fim de março (três meses)
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do ano que deveria estar em vigor, algumas despesas consideradas inadiáveis


poderão ser executadas em 3/12 do valor original.
Resposta: Certa

26) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Os cidadãos são partes


legítimas para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o
Tribunal de Contas da União.

Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima


para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o
Tribunal de Contas da União (art. 74, § 2º, da CF/1988)
Resposta: Certa

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27) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) O controle interno da execução


orçamentária é exercido pelos Poderes Legislativo, Executivo e
Judiciário, com o auxílio do tribunal de contas.

Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada,


sistema de controle interno.
Entretanto, é o controle externo, a cargo do Congresso Nacional, que será
exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União.
Resposta: Errada

28) (CESPE – Promotor – MPE/RR – 2012) O PPA e os orçamentos


anuais serão estabelecidos por leis de iniciativa do Poder Executivo; as
diretrizes orçamentárias, por sua vez, podem ser determinadas por
decreto do Poder Executivo, atendidos os critérios definidos na lei que
estabelece o PPA.

Segundo o art. 165, I a III, da Constituição Federal de 1988:


Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:
I – o plano plurianual;
II – as diretrizes orçamentárias;
III – os orçamentos anuais.

Logo, as diretrizes orçamentárias não podem ser determinadas por decreto do


Poder Executivo.
Resposta: Errada

29) (CESPE - Analista em Ciência e Tecnologia– Contabilidade – CAPES


- 2012) A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do
projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei


de diretrizes orçamentárias (art. 57, § 2º, da CF/1988).
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Resposta: Certa

30) (CESPE - Analista em Ciência e Tecnologia– Contabilidade – CAPES


- 2012) O Congresso Nacional só poderá entrar em recesso após a
aprovação da lei de diretrizes orçamentárias, ao final de cada exercício
financeiro.

A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação da LDO. Assim, o


Congresso Nacional só poderá entrar em recesso após a aprovação da lei de
diretrizes orçamentárias. Entretanto, o recesso a que se refere é o de julho e
não do final do exercício financeiro.
Resposta: Errada

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31) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) A


não aprovação do plano plurianual até o final do primeiro exercício do
mandato do titular do Poder Executivo impede o recesso do Poder
Legislativo.

A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação da LDO.


Entretanto, a não aprovação do PPA até o final do primeiro exercício do
mandato do titular do Poder Executivo não impede o recesso do Poder
Legislativo.
Resposta: Errada

32) (CESPE - Analista em Ciência e Tecnologia– Contabilidade – CAPES


- 2012) Cabe à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e
Fiscalização examinar e emitir parecer sobre o projeto de lei do
orçamento, do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e de
créditos adicionais.

Consoante a CF/1988, caberá à Comissão mista permanente de Senadores e


Deputados:
“I – examinar e emitir parecer sobre os projetos relativos ao PPA, LDO, LOA,
créditos adicionais e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente
da República;
II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais,
regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento
e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões
do Congresso Nacional e de suas Casas criadas de acordo com a CF/1988”.

Resposta: Certa

33) (CESPE – Promotor – MPE/RR – 2012) Antes de ser apreciado pela


Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, o projeto de lei relativo
ao orçamento anual, entre outros projetos, será objeto de exame por
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uma comissão mista permanente de senadores e deputados, à qual


caberá a emissão de parecer.

No Poder Legislativo Federal, os projetos dos instrumentos de planejamento e


dos créditos adicionais transitam por uma comissão mista permanente
composta por senadores e deputados, denominada de Comissão Mista de
Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Consoante a CF/1988, caberá à Comissão mista permanente de Senadores e


Deputados:
I – examinar e emitir parecer sobre os projetos relativos ao PPA, LDO, LOA,
créditos adicionais e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente
da República;
II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais,

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regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento


e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões
do Congresso Nacional e de suas Casas criadas de acordo com a CF/1988.

Resposta: Certa

34) (CESPE – Promotor – MPE/RR – 2012) A CF admite emendas ao


projeto de lei orçamentária anual ou aos projetos que o modifiquem,
desde que provenientes da anulação de despesas relacionadas ao
serviço da dívida e às transferências tributárias para os estados, o DF
e os municípios, mas não da anulação de despesas que incidam sobre
dotações para pessoal e respectivos encargos.

As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o


modifiquem somente podem ser aprovadas caso:
I – sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes
orçamentárias;
II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito
Federal; ou
III – sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Logo, a CF/1988 admite emendas ao projeto de lei orçamentária anual ou aos


projetos que o modifiquem, desde que provenientes da anulação de despesas
não relacionadas a dotações para pessoal e respectivos encargos, tampouco
ao serviço da dívida e às transferências tributárias para os estados, o DF e os
municípios. 30464527480

Resposta: Errada

35) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/RJ – 2012) Se


o presidente da República desejar alterar a proposta orçamentária
enquanto ela estiver em tramitação no Congresso Nacional, ele não
precisará utilizar nenhum dos créditos adicionais previstos na
legislação vigente.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional


para propor modificação nos projetos a que se refere o art. 166 da CF/1988
(PPA, LDO, LOA e crédito adicionais) enquanto não iniciada a votação, na
Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
Logo, nesse momento, não precisará utilizar nenhum dos créditos adicionais
previstos na legislação vigente.

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Resposta: Certa

36) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A CF não estabelece limites


ao Congresso Nacional no que se refere à aprovação de emendas ao
projeto de LDO, já que referida lei, por sua própria natureza, admite
alteração independentemente do conteúdo do PPA.

As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser


aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.
Resposta: Errada

37) (CESPE – Auditor de Controle Externo – Direito - TCE/ES – 2012)


Cabe aos tribunais, órgãos do Poder Judiciário, no exercício de sua
autonomia administrativa e financeira, elaborar suas propostas
orçamentárias, observados os limites estipulados conjuntamente com
os demais poderes na lei de diretrizes orçamentárias.

Consoante o art. 99 da CF/1988, ao Poder Judiciário é assegurada autonomia


administrativa e financeira. O § 1.º ressalta que os tribunais elaborarão suas
propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os
demais Poderes na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Resposta: Certa

38) (CESPE – Promotor – MPE/TO – 2012) Em razão de sua autonomia


funcional e administrativa, assegurada pela CF, o MP não é obrigado a
elaborar sua proposta orçamentária dentro dos parâmetros definidos
pela lei de diretrizes orçamentárias.

De acordo com o art. 127, § 2º, da CF/1988, ao Ministério Público é


assegurada autonomia funcional e administrativa. Entretanto, o § 3.º ressalta
que o Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos
limites estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
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Resposta: Errada

39) (CESPE – Defensor Público – DPE/AC – 2012) Às DPEs e à DPU é


assegurada a iniciativa para elaboração de sua proposta orçamentária,
observados os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.

Com base no art. 134, §§ 2º e 3º, da CF/1988, às Defensorias Públicas da União,


Estaduais e do Distrito Federal são asseguradas as autonomias funcional e
administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites
estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O art. 134 não concedia tal
autonomia à Defensoria Pública da União, mas isso foi alterado pela Emenda
Constitucional nº 74, de 6 de agosto de 2013, a qual acrescentou o § 3º ao
art. 134, estendendo as mesmas prerrogativas à Defensoria Pública da União
(DPU) e do Distrito Federal.

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Na época, o item estava errado. Atualmente, está correto.


Resposta: Certa

40) (CESPE – Promotor – MPE/TO – 2012) O Congresso Nacional se


reúne, anualmente, na capital federal. Cada legislatura tem a duração
de quatro anos, compreendendo oito sessões legislativas, que podem
ser interrompidas, ainda que esteja pendente a aprovação do projeto
de lei de diretrizes orçamentárias.

O Congresso Nacional se reúne, anualmente, na capital federal, Brasília. Cada


legislatura tem a duração de quatro anos, entretanto, compreende quatro
sessões legislativas e oito períodos legislativos:

QUADRO: LEGISLATURA

Legislatura 4 anos. Divide-se em 4 sessões legislativas anuais.

Sessão
Anual, de 02 Fev a 22 Dez. Divide-se em 2 períodos.
Legislativa

Período 1.º período: 02 Fev a 17 Jul


Legislativo 2.º período: 1.º Ago a 22 Dez

Ainda, a sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação da LDO.


Resposta: Errada

41) (CESPE – Técnico – FNDE – 2012) A Lei de Orçamento vigente para


determinado exercício poderá ser tomada, pelo Poder Legislativo,
como proposta para o exercício subsequente.

Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou


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nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como


proposta a Lei de Orçamento vigente (art. 32 da Lei 4320/1964).
Resposta: Certa

(CESPE – Técnico Administrativo – ANTT – 2013) O ciclo orçamentário


corresponde ao período de tempo em que se processam as atividades
típicas do orçamento público, desde sua concepção até a apreciação
final. Com relação ao processo do ciclo orçamentário, julgue os itens a
seguir.
42) O presidente da República deve encaminhar o PPA e a LDO ao
Congresso Nacional até quatro meses antes do encerramento do
primeiro exercício financeiro. A devolução do PPA e da LDO para
sanção deverá ocorrer até o encerramento da sessão legislativa.

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O presidente da República deve encaminhar o PPA ao Congresso Nacional até


quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro. A
devolução do PPA para sanção deverá ocorrer até o encerramento da sessão
legislativa.
No caso da LDO, o presidente da República deve encaminhá-la ao Congresso
Nacional até oito meses e meio antes do encerramento do exercício
financeiro. A devolução da LDO para sanção deverá ocorrer até o
encerramento do primeiro período da sessão legislativa.
Resposta: Errada

43) No Brasil, o ciclo orçamentário se divide em duas etapas: a


elaboração/planejamento da proposta orçamentária e a execução
orçamentária/financeira.

No Brasil, o ciclo orçamentário se divide em quatro etapas: a


elaboração/planejamento da proposta orçamentária, a
discussão/estudo/aprovação, a execução orçamentária/ financeira e a
avaliação/controle.
Resposta: Errada

44) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) De acordo com a CF, os


responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de
qualquer irregularidade ou ilegalidade, devem comunicá-la ao tribunal
de contas, sob pena de responsabilidade subsidiária.

Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer


irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da
União, sob pena de responsabilidade solidária.
Resposta: Errada

45) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) As leis


orçamentárias podem ser de iniciativa do Poder Legislativo.
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As leis orçamentárias são sempre de iniciativa do Poder Executivo.


Resposta: Errada

46) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da


Integração - 2013) Cabe ao Poder Legislativo exercer o controle da
execução orçamentária com o objetivo de verificar a probidade da
administração, a guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos e o
cumprimento da lei de orçamento.

O controle da execução orçamentária, pelo Poder Legislativo, terá por objetivo


verificar a probidade da administração, a guarda e legal emprego dos dinheiros
públicos e o cumprimento da Lei de Orçamento (art. 81 da Lei 4320/1964).
Resposta: Certa

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47) (CESPE – Analista Administrativo - IBAMA – 2013) O projeto de Lei


Orçamentária Anual (LOA) deve ser aprovado em sessões ordinárias
ou extraordinárias separadas, primeiramente no plenário da Câmara
dos Deputados, em seguida no plenário do Senado Federal.

Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao


orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas
do Congresso Nacional, na forma do regimento comum (art. 166 da
CF/1988). A sessão é conjunta e não separada como afirma o item.
Resposta: Errada

48) (CESPE – Contador - TJ/RR – 2012) De acordo com a Constituição


Federal de 1988, o projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) da União
será encaminhado ao Congresso Nacional até quatro meses antes do
encerramento do exercício de sua elaboração, prazo que também deve
ser observado pelos estados para a remessa de seus PPAs às
respectivas assembleias legislativas.

Na esfera federal os prazos para o ciclo orçamentário estão no § 2.o, I a III,


do art. 35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT):
§ 2.º Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, §
9.º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas:
I – o projeto do plano plurianual, para vigência até o final do primeiro exercício
financeiro do mandato presidencial subsequente, será encaminhado até quatro
meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para
sanção até o encerramento da sessão legislativa;
(...)

Entretanto, nos estados e municípios os prazos do ciclo orçamentário


devem estar, respectivamente, nas Constituições Estaduais e nas Leis
Orgânicas. 30464527480

Resposta: Errada

49) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – CNJ - 2013)


Assegurado pela autonomia administrativa do Poder Judiciário, o
presidente do CNJ poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional
contendo proposta de alterações no projeto de Lei Orçamentária
Anual, na parte relativa às despesas previstas para o pagamento de
pessoal da instituição, desde que não tenha sido iniciada a votação, na
comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

Em que pese ser assegurada autonomia administrativa e financeira ao Poder


Judiciário (art. 99 da CF/1988), é o Presidente da República que poderá
enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos
a que se refere o art. 166 da CF/1988 (PPA, LDO, LOA e crédito adicionais)

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enquanto não iniciada a votação, na comissão mista, da parte cuja alteração é


proposta.
Resposta: Errada

50) (CESPE - Especialista – Contador - SESA/ES - 2011) O Poder


Judiciário exerce o controle da legalidade dos atos de que resultem a
arrecadação da receita ou a realização da despesa, ficando a cargo do
Poder Executivo o controle da fidelidade funcional dos agentes da
administração, responsáveis por bens e valores públicos.

Segundo o art. 75 da Lei 4.320/1964, o controle da execução orçamentária


compreenderá:
I – a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a
realização da despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;
II – a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por
bens e valores públicos;
III – o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários
e em termos de realização de obras e prestação de serviços.
Não há a divisão de incisos entre os Poderes.
Resposta: Errada

51) (CESPE - Analista de Orçamento - MPU - 2010) As principais


etapas do ciclo orçamentário são: elaboração da proposta
orçamentária; discussão, votação e aprovação da lei orçamentária;
execução orçamentária e controle e avaliação da execução
orçamentária.

No nosso país identificam-se, basicamente, quatro etapas no ciclo ou processo


orçamentário: elaboração/planejamento da proposta orçamentária;
discussão/estudo/aprovação da Lei de Orçamento; execução orçamentária e
financeira; e avaliação/controle.
Resposta: Certa 30464527480

(CESPE – Analista Legislativo – Contabilidade – ALCE – 2011) De


acordo com o disposto na Lei n.º 4.320/1964, julgue os itens a seguir
acerca da elaboração da proposta orçamentária.
52) Desde que aprovada pelos órgãos competentes, é admitida
emenda ao projeto de lei de orçamento para conceder dotação
superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder
Legislativo para a concessão de auxílios e subvenções.

Segundo o art. 33 da Lei 4.320/1964, não se admitirão emendas ao projeto de


lei de orçamento que visem:
 Alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, salvo quando
provada, nesse ponto a inexatidão da proposta.

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 Conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado
pelos órgãos competentes.
 Conceder dotação para instalação ou funcionamento de serviço que não
esteja anteriormente criado.
 Conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados
em resolução do Poder Legislativo para concessão de auxílios e
subvenções.

Resposta: Errada

53) (CESPE – Técnico Legislativo – ALES – 2011) Se o Poder Executivo


não apresentar a proposta orçamentária no prazo legal, a prerrogativa
de iniciativa legal é transferida ao Poder Legislativo.

Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou


nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como
proposta a Lei de Orçamento vigente (art. 32 da Lei 4320/1964).

A iniciativa constitucional do Poder Executivo não é transferida ao Poder


Legislativo.
Resposta: Errada

54) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da


Integração - 2013) O processo orçamentário é visto como
autossuficiente, já que a primeira etapa do ciclo se renova anualmente
a partir de resultados e definições constantes de uma programação de
longo prazo.

O processo orçamentário é dinâmico, porém, não autossuficiente, pois a


elaboração da proposta orçamentária, primeira etapa do ciclo, se renova
anualmente e é resultante das definições da programação de médio prazo, que
por sua vez detalha o plano de longo prazo, para integrá-lo ao processo de
30464527480

planejamento.
Resposta: Errada

55) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) De acordo com a


Constituição Federal de 1988, o Congresso Nacional pode entrar em
recesso sem que tenha sido aprovado o projeto de lei de diretrizes
orçamentárias.

A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação da LDO. Logo, o


Congresso Nacional não poderá entrar em recesso sem que tenha sido
aprovado o projeto de lei de diretrizes orçamentárias.
Resposta: Errada

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56) (CESPE – AUFC – TCU – 2009) Cabe a uma comissão mista


permanente de senadores e deputados o exercício do
acompanhamento e da fiscalização orçamentária, sem prejuízo da
atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas casas.

Consoante a CF/1988, caberá à Comissão mista permanente de Senadores e


Deputados, entre outros, examinar e emitir parecer sobre os planos e
programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e
exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da
atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas criadas
de acordo com a CF/1988.
Resposta: Certa

57) (CESPE – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) Ao examinar


o projeto de lei relativo ao orçamento anual da União, os deputados
federais podem apresentar emendas modificando os recursos
destinados de dotações para pessoal e serviço da dívida. Já os
senadores podem aprovar emendas modificando a dotação
orçamentária referente às transferências tributárias constitucionais
para estados, municípios e Distrito Federal.

Ao examinar o projeto de lei relativo ao orçamento anual da União, tanto os


Deputados Federais como os Senadores podem apresentar emendas. No
entanto, não poderão anular os recursos destinados às dotações para pessoal,
ao serviço da dívida e às transferências tributárias constitucionais para
estados, municípios e Distrito Federal.
Resposta: Errada

58) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) Não será admitido aumento


da despesa prevista nos projetos de iniciativa de governador, salvo se
aprovado por maioria absoluta da assembleia legislativa estadual.
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Segundo o art. 63 da CF/1988, a regra é que não será admitido aumento da


despesa prevista nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da
República, ressalvadas as emendas ao projeto de lei do orçamento
anual ou aos projetos que o modifiquem e as emendas ao projeto de
lei de diretrizes orçamentárias.

O mesmo se aplica às Constituições Estaduais.


Resposta: Errada

59) (CESPE - Analista de Controle Interno - MPU - 2010) Segundo a Lei


n.º 4.320/1964, o controle da execução orçamentária compreende as
seguintes modalidades de controle: legalidade, fidelidade funcional
dos agentes da administração e cumprimento do programa de
trabalho.

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Segundo o art. 75 da Lei 4.320/1964, o controle da execução orçamentária


compreenderá:
I – a legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a
realização da despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações;
II – a fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis
por bens e valores públicos;
III – o cumprimento do programa de trabalho expresso em termos
monetários e em termos de realização de obras e prestação de serviços.
Resposta: Certa

60) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) O controle da


execução orçamentária, como item do ciclo orçamentário, é executado
apenas pelo controle interno, consoante previsão constitucional.

O controle da execução orçamentária, como item do ciclo orçamentário, é


executado tanto pelo controle interno como pelo controle externo, consoante
previsão constitucional.
Resposta: Errada

61) (CESPE – Analista – Contabilidade - ECB – 2011) As propostas


orçamentárias dos Poderes Legislativo e Judiciário devem ser
encaminhadas diretamente, pelos respectivos poderes, ao Congresso
Nacional, respeitados os prazos atribuídos ao Poder Executivo.

Todos os Poderes (Legislativo, Judiciário e mais o Ministério Público) elaboram


suas propostas orçamentárias parciais e encaminham para o Poder
Executivo, o qual é o responsável constitucionalmente pelo envio da
proposta consolidada ao Legislativo.
Resposta: Errada

62) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) O ciclo


30464527480

orçamentário compreende um período de tempo que se inicia antes do


exercício correspondente àquele em que o orçamento deve entrar em
vigor, sendo necessariamente superior a um ano.

O ciclo orçamentário não se confunde com o exercício financeiro. Aquele


envolve um período muito maior, iniciando com o processo de elaboração do
orçamento, passando por discussão, execução e encerramento com o controle.
Resposta: Certa

63) (CESPE – Analista Judiciário – Administração - TRE/BA – 2010) O


processo orçamentário é autossuficiente: cada etapa do ciclo
orçamentário envolve elaboração e aprovação de leis independentes
umas das outras.

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As Leis que compõem o ciclo orçamentário (PPA, LDO e LOA) são interligadas
e dependentes.
Resposta: Errada

64) (CESPE – Analista Legislativo – Administração – ALCE – 2011)


Após iniciada a análise do projeto de lei orçamentária anual na
comissão mista de orçamento, o presidente da República não poderá
mais enviar mensagem ao Congresso Nacional propondo modificações
no projeto.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional


para propor modificação nos projetos a que se refere o art. 166 da CF/1988
(PPA, LDO, LOA e crédito adicionais) enquanto não iniciada a votação, na
comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

Logo, após iniciada a análise do projeto de lei orçamentária anual na comissão


mista de orçamento, o presidente da República poderá enviar mensagem ao
Congresso Nacional propondo modificações no projeto. O que não pode ter sido
iniciada é a votação.
Resposta: Errada

65) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) As emendas ao


projeto de lei do orçamento anual somente serão aprovadas se forem
compatíveis com o PPA e com a LDO.

As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o


modifiquem somente podem ser aprovadas caso sejam compatíveis com o
PPA e a LDO; indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os
provenientes de anulação de despesa (excluídas as que incidam sobre
dotações para pessoal e seus encargos; serviço da dívida; transferências
tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal) ou sejam
relacionadas com a correção de erros ou omissões; ou com os dispositivos do
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texto do projeto de lei.


Resposta: Certa

66) (CESPE – Analista Administrativo – Direito - ANTT – 2013) Ao


analisar as contas da ANTT, o Tribunal de Contas da União pratica ato
de controle interno.

O controle interno é aquele realizado pelo órgão no âmbito da própria


Administração, dentro de sua estrutura. O controle externo é aquele realizado
por uma instituição independente e autônoma. Assim, ao analisar as contas da
ANTT, o Tribunal de Contas da União pratica ato de controle externo.
Resposta: Errada

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67) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) O PPA da União será


elaborado em um mandato presidencial e terá sua vigência estendida
até o primeiro ano do mandato subsequente.

O PPA é elaborado no primeiro ano de governo e entrará em vigor no segundo


ano. A partir daí, terá sua vigência até o final do primeiro ano do mandato
seguinte.
Resposta: Certa

68) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) Emendas ao projeto de LOA


terão de ser apresentadas pelo parlamentar no plenário da assembleia
legislativa estadual.

No âmbito federal, as emendas serão apresentadas na Comissão Mista que


emitirá seu parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas
casas do Congresso Nacional.

O mesmo se aplica às Constituições Estaduais, com a ressalva que não há uma


comissão mista de Senadores e Deputados e sim uma comissão composta
apenas de deputados estaduais.

Logo, emendas ao projeto de LOA terão de ser apresentadas pelo parlamentar


à comissão e não diretamente ao plenário.
Resposta: Errada

69) (CESPE - Analista de Controle Interno - MPU - 2010) A CF


estabelece que os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário devem
manter, de forma integrada, o sistema de controle interno da execução
orçamentária e financeira.

Segundo o art. 74 da CF/1988, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário


manterão, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade
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de, entre outros, avaliar o cumprimento das metas previstas no plano


plurianual, a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;
e comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência,
da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da
administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por
entidades de direito privado.
Resposta: Certa

70) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Se a lei


orçamentária anual não for aprovada ate o final do exercício anterior
ao da sua vigência, o Poder Executivo estará autorizado a executar as
dotações constantes da proposta apresentada ao Poder Legislativo, ate
o limite de um doze avos por mês.

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A cada ano, as LDOs determinam que se o Projeto de Lei Orçamentária – PLOA


não for sancionado pelo Presidente da República até 31 de dezembro do ano
corrente, parte da programação dele constante poderá ser executada até o
limite de 1/12 (um doze avos) do total de cada ação prevista no referido
Projeto de Lei, multiplicado pelo número de meses decorridos até a sanção da
respectiva lei. No entanto, o limite previsto de 1/12 ao mês não se aplica ao
atendimento de algumas despesas, de acordo com o que determinar a LDO
daquele ano.
Resposta: Errada

71) (CESPE - Analista de Contabilidade - MPU - 2010) A vedação da


aprovação de emendas ao projeto de LOA sem a indicação dos recursos
necessários, admitindo os provenientes de anulação de despesas,
reforça o princípio do equilíbrio.

O princípio do equilíbrio visa assegurar que as despesas autorizadas não serão


superiores à previsão das receitas. A vedação da aprovação de emendas ao
projeto de LOA sem a indicação dos recursos necessários evita que haja
despesas sem receitas correspondentes, reforçando o princípio do equilíbrio.
Resposta: Certa

72) (CESPE – Promotor – MPE/RN – 2009) O MP, apesar de dotado de


autonomia financeira, não é obrigado a elaborar sua proposta
orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes
orçamentárias.

De acordo com o art. 127 da CF/1988, ao Ministério Público é assegurada


autonomia funcional e administrativa. Entretanto, o § 3.º ressalta que o
Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites
estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Resposta: Errada
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73) (CESPE – Analista Administrativo – Contábeis - ANTT – 2013) De


competência privativa do Poder Executivo, a LOA especifica a receita,
as despesas e as metas da administração pública federal para o
período de sua vigência.

Coloquei essa questão nesta aula porque cita a competência privativa do Poder
Executivo para a elaboração da LOA. Está correto.

Entretanto, apesar da LOA tratar de receitas e despesas, as metas da


administração pública federal estarão no PPA (diretrizes, objetivos e metas)
para quatro anos ou na LDO (metas e prioridades) para um ano.
Resposta: Errada

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74) (CESPE - Analista Administrativo - MPU – 2010) O projeto de lei


orçamentária deve ser encaminhado, pelo Congresso Nacional, para
sanção presidencial, até o dia 31 de agosto do ano anterior à sua
aplicação.

O projeto da Lei Orçamentária Anual deverá ser encaminhado ao Legislativo


quatro meses antes do término do exercício financeiro (31 de agosto), e
devolvido ao executivo, para a sanção presidencial, até o
encerramento da sessão legislativa (22 de dezembro) do exercício de
sua elaboração.
Resposta: Errada

75) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) De acordo com a


LRF, o projeto de lei do PPA deve ser enviado ao Poder Legislativo até
oito meses e meio antes do término do exercício financeiro.

De acordo com o ADCT, o projeto de lei da LDO deve ser enviado ao Poder
Legislativo até oito meses e meio antes do término do exercício financeiro.
Resposta: Errada

76) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) É atribuição constitucional do


tribunal de contas apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos
de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração direta e
indireta, incluídas as nomeações para cargos de provimento em
comissão.

No âmbito federal, consoante o art. 71 da CF/1988, o controle externo, a cargo


do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da
União, ao qual compete:
(...)
III – apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de
pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as
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fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as


nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das
concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as melhorias
posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório.

Resposta: Errada

77) (CESPE – Oficial Técnico de Inteligência – Administração - ABIN –


2010) Ao Poder Executivo é permitido propor modificações no projeto
de lei orçamentária, enquanto não iniciada a votação, pela comissão
mista de senadores e deputados a que se refere o art. 166 da
Constituição Federal, da parte cuja alteração é proposta.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional

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para propor modificação nos projetos a que se refere o art. 166 da CF/1988
(PPA, LDO, LOA e crédito adicionais) enquanto não iniciada a votação, na
Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
Resposta: Certa

78) (CESPE – Administrador - Correios - 2011) O plano plurianual é um


modelo de planejamento estratégico utilizado pelo governo federal.
Sua duração, por este motivo, coincide com o mandato do presidente
da República.

O PPA não se confunde com o mandato do chefe do Executivo. O PPA é


elaborado no primeiro ano de governo e entra em vigor no segundo ano. A
partir daí, tem sua vigência até o final do primeiro ano do mandato seguinte.
Resposta: Errada

79) (CESPE – AUFC – TCU - 2011) Considerando que o orçamento


público se tornou peça fundamental no planejamento da ação dos
governos em todo o mundo, particularmente no Brasil, após a
promulgação da CF, julgue o item subsequente.
A exigência de compatibilidade entre o PPA e a LOA não se aplica ao
primeiro ano de mandato do chefe do Poder Executivo, quando os
respectivos projetos são analisados simultaneamente pelo Poder
Legislativo.

Ainda que no primeiro ano de mandato do chefe do Poder Executivo os


projetos de PPA e LOA sejam analisados simultaneamente pelo Poder
Legislativo, exige-se a compatibilidade entre tais instrumentos. Essa
compatibilidade deve ser buscada durante a elaboração de tais instrumentos.
Resposta: Errada

80) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da


Integração - 2013) O projeto de lei do plano plurianual (PPA) é
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elaborado anualmente e encaminhado pelo presidente da República ao


Congresso Nacional para aprovação até o final da última sessão
legislativa do ano.

O projeto de lei orçamentária anual é elaborado anualmente e


encaminhado pelo presidente da República ao Congresso Nacional para
aprovação até o encerramento da sessão legislativa, ou seja, até o final do
segundo período legislativo do ano.
Resposta: Errada

81) (CESPE – Oficial Técnico de Inteligência – Administração - ABIN –


2010) A comissão mista permanente de senadores e deputados a que
se refere o art. 166 da CF encerra sua participação no ciclo
orçamentário com a aprovação de parecer ao projeto de lei

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orçamentária e seu encaminhamento ao plenário das duas Casas do


Congresso Nacional.

Consoante a CF/1988, caberá à Comissão mista permanente de Senadores e


Deputados examinar e emitir parecer sobre os projetos relativos ao PPA, LDO,
LOA, créditos adicionais e sobre as contas apresentadas anualmente pelo
Presidente da República; e examinar e emitir parecer sobre os planos e
programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição e
exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo
da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas
criadas de acordo com a CF/1988.
Logo, a Comissão mista permanente de Senadores e Deputados não encerra
sua participação no ciclo orçamentário com a aprovação de parecer ao projeto
de lei orçamentária e seu encaminhamento ao plenário das duas Casas do
Congresso Nacional.
Resposta: Errada

82) (CESPE - Técnico de Controle Interno - MPU - 2010) Em caráter


excepcional e mediante decreto do presidente da República, o
exercício financeiro para a administração pública pode ser diferente do
ano civil.

Conforme dispõe o art. 34 da Lei 4.320/1964, o exercício financeiro coincide


com o ano civil. Logo, somente por lei tal disposição poderá ser alterada.
Resposta: Errada

83) (CESPE - Analista de Controle Interno - MPU - 2010) O projeto de


lei contendo a proposta orçamentária para o próximo ano deve ser
encaminhado até três meses antes do encerramento do exercício
corrente.

O projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses


30464527480

antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o


encerramento da sessão legislativa.
Resposta: Errada

84) (CESPE – Analista Técnico Administrativo – DPU – 2010) A


competência para rejeição do projeto de lei de diretrizes
orçamentárias é do Congresso Nacional, que pode entrar em recesso
por ocasião da sua aprovação ou rejeição.

Quanto à rejeição das Leis Orçamentárias, há impossibilidade do Poder


Legislativo rejeitar o PPA e a LDO. A CF/1988 estabeleceu que ambas devem
ser devolvidas para a sanção, ficando afastada a possibilidade de rejeição.
Também a sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação da LDO.
Resposta: Errada

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85) (CESPE – Analista Técnico Administrativo – DPU – 2010) A rejeição


ao projeto de lei orçamentária anual é inadmissível, devendo as
deliberações continuar até a sua aprovação.

Em relação à LOA, é permitida a rejeição, pois, segundo o § 8.o do art. 166:


§ 8.º Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do
projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes
poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante créditos especiais ou
suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

Logo, PPA e LDO não podem ser rejeitadas pelo Legislativo. Em relação à LOA,
é permitida a rejeição.
Resposta: Errada

86) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Durante o processo


de apreciação do plano plurianual (PPA), devem ser observadas as
mesmas regras de alteração do projeto pelo Poder Executivo válidas
para a Lei Orçamentária Anual (LOA), que somente permitem
modificação por meio de mensagem presidencial enquanto não iniciada
a votação, na Comissão Mista de Orçamento, da parte cuja alteração é
proposta.

De acordo com o § 5º do art. 166 da CF/1988, o Presidente da República


poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos
projetos a que se refere este artigo (PPA, LDO, LOA e crédito adicionais)
enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é
proposta.
Resposta: Certa

87) (CESPE – Procurador Federal – AGU – 2010) Nos projetos


orçamentários de iniciativa exclusiva do presidente da República são
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admitidas, em caráter excepcional, emendas parlamentares que


impliquem aumento de despesas.

Segundo o art. 63 da CF/1988, a regra é que não será admitido aumento da


despesa prevista nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da
República, ressalvadas as emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou
aos projetos que o modifiquem e as emendas ao projeto de lei de diretrizes
orçamentárias. Assim, não será admitido aumento da despesa prevista no
projeto de lei do Plano Plurianual. Relembro que a iniciativa das leis
orçamentárias pode ser considerada tanto exclusiva como privativa.
Logo, são admitidas nos projetos orçamentários de iniciativa exclusiva do
presidente da República, em caráter excepcional, emendas parlamentares que
impliquem aumento de despesas.
Resposta: Certa

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88) (CESPE - Analista Técnico - Administrativo – Min Saúde – 2010) A


competência para propor o orçamento anual é concorrente do chefe do
poder executivo e do presidente do congresso nacional.

A iniciativa para propor o orçamento anual é apenas do chefe do Poder


Executivo.
Resposta: Errada

89) (CESPE – Contador – IPAJM – 2010) Caberá ao Poder Legislativo


elaborar o projeto de lei orçamentária, na hipótese de o Poder
Executivo não enviá-lo ao Poder Legislativo.

Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou


nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como
proposta a Lei de Orçamento vigente.
Resposta: Errada

90) (CESPE – Auditor de Controle Externo – Direito - TCE/ES – 2012)


Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais de
desenvolvimento previstos na CF devem ser compatíveis com o plano
plurianual e ainda, ser apreciados pela comissão do Poder Legislativo
competente para deliberar sobre as leis orçamentárias.

Os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta


Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e
apreciados pelo Congresso Nacional (art. 165, § 4º, da CF/1988).

Consoante também a CF/1988, caberá à Comissão mista permanente de


Senadores e Deputados:
I – examinar e emitir parecer sobre os projetos relativos ao PPA, LDO, LOA,
créditos adicionais e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente
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da República;
II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais,
regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento
e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões
do Congresso Nacional e de suas Casas criadas de acordo com a CF/1988.

Resposta: Certa

91) (CESPE – Técnico Administrativo – IBAMA - 2012) O projeto de lei


de diretrizes orçamentárias do governo federal para o exercício de
2013, elaborado em 2012, só poderá ser submetido à análise da
Comissão Mista de Orçamento em janeiro de 2013.

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Em janeiro de 2013, a LDO do exercício já estará em vigor. A apreciação da


Comissão Mista deve ocorrer entre a data de envio do projeto ao Poder
Legislativo (que deve ocorrer até 15/04/2012) e o período de devolução ao
Poder Executivo (que deve ocorrer até o recesso do 1º período, em
17/07/2012).
Resposta: Errada

92) (CESPE – Contador – IPAJM – 2010) O orçamento do segundo


exercício do mandato presidencial só pode ser executado após a
aprovação do plano plurianual (PPA).

A LOA do segundo exercício do mandato presidencial poderá ser executada


mesmo antes da aprovação do PPA.
Resposta: Errada

93) (CESPE – Oficial Técnico de Inteligência – Administração - ABIN –


2010) O Poder Executivo deve encaminhar ao Poder Legislativo, até 31
de agosto de cada ano, o projeto de lei orçamentária para o exercício
financeiro seguinte e, nos termos da Lei n.º 4.320/1964, caso o Poder
Executivo não cumpra o prazo fixado, o Poder Legislativo considerará,
como proposta, a lei orçamentária em vigor.

O ADCT determina que o Poder Executivo deva encaminhar ao Poder


Legislativo, até 31 de agosto de cada ano, o projeto de lei orçamentária para o
exercício financeiro seguinte. De acordo com o art. 32 da Lei 4320/1964, se
não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou nas
Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a
Lei de Orçamento vigente.
Resposta: Certa

94) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) De


acordo com a legislação vigente, é objeto da LDO instituir normas de
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gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem


como estabelecer condições para a instauração e o funcionamento de
fundos.

Cabe à lei complementar (art. 165, § 9º, da CF/1988):


I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei
orçamentária anual;
II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração
direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de
fundos.

Resposta: Errada

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E assim terminamos a aula 1.

Na próxima aula estudaremos os Princípios Orçamentários.

Forte abraço!

Sérgio Mendes

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MEMENTO I

É um processo contínuo, dinâmico e flexível, por meio do qual se elabora/planeja,


aprova, executa, controla/avalia a programação de dispêndios do setor público nos
aspectos físico e financeiro.

O ciclo orçamentário não se confunde com o exercício financeiro.

ELABORAÇÃO

O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais Poderes e do


Ministério Público, no mínimo trinta dias antes do prazo final para encaminhamento
de suas propostas orçamentárias, os estudos e as estimativas das receitas para o
exercício subsequente, inclusive da corrente líquida, e as respectivas memórias de
cálculo.

Todos os poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário e mais o Ministério Público)


elaboram suas propostas orçamentárias e encaminham para o Poder Executivo.

Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se


comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

PRAZOS

PPA:
Encaminhamento ao CN: até 4 meses antes do encerramento do 1.° exercício
financeiro (31.08).
Devolução para sanção: até o encerramento da sessão legislativa (22.12).

LDO:
Encaminhamento ao CN: até 8 meses e 1/2 antes do encerramento do exercício
financeiro (15.04).
Devolução para sanção: até o encerramento do 1º período da sessão legislativa
(17.07). 30464527480

LOA:
Encaminhamento ao CN: até 4 meses antes do encerramento do exercício
financeiro (31.08).
Devolução para sanção: até o encerramento da sessão legislativa (22.12).

LEI COMPLEMENTAR

Cabe à lei complementar prevista no § 9.º do art. 165 da CF e ainda não


editada:

I – dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a


organização do PPA, LDO e LOA;

II – estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e


indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.

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A LRF não é a Lei Complementar do § 9.º do art. 165.

Na ausência dessa Lei, quem cumpre esse vácuo legislativo a cada ano é a LDO.

Porém na esfera federal os prazos para o ciclo orçamentário estão no ADCT.

Na forma da Lei Complementar, os recursos correspondentes às dotações


orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, destinados aos
órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria
Pública, ser-lhes-ão entregues, em duodécimos, até o dia 20 de cada mês.

DISCUSSÃO

Os projetos de lei relativos ao PPA, LDO, LOA e créditos adicionais serão apreciados
pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

COMISSÃO MISTA

Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados:

I – examinar e emitir parecer sobre os projetos relativos ao PPA, LDO, LOA, créditos
adicionais e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República;

II – examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais e


setoriais previstos na Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização
orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional
e de suas Casas criadas de acordo com a CF/1988.

O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para


propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a
votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

EMENDAS NA CF/1988

Serão apresentadas também na Comissão Mista que emitirá seu parecer, e


apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas casas do Congresso
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Nacional.

As emendas ao projeto da LDO não poderão ser aprovadas quando incompatíveis


com o PPA.

As emendas ao PLOA ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser


aprovadas caso:

I – sejam compatíveis com o PPA e LDO;

II – indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação


de despesa, excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e DF; ou

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III – sejam relacionadas:


a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do PLOA, ficarem sem


despesas correspondentes poderão ser utilizados, conforme o caso, mediante
créditos especiais ou suplementares, com prévia e específica autorização legislativa.

EMENDAS NA LEI 4320/1964

Não se admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem a:

 alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, salvo quando provada,


nesse ponto a inexatidão da proposta;
 conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado pelos
órgãos competentes;
 conceder dotação para instalação ou funcionamento de serviço que não esteja
anteriormente criado;
 conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução
do Poder Legislativo para concessão de auxílios e subvenções.

CONTROLE

O controle da execução orçamentária compreenderá:

I. A legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a realização da


despesa, o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações.

II. A fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis por bens e


valores públicos.

III. O cumprimento do programa de trabalho expresso em termos monetários e em


termos de realização de obras e prestação de serviços.

Segundo a CF/1988, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário


manterão, de forma integrada, sistema de CONTROLE INTERNO com a
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finalidade de:

Avaliar o cumprimento das metas previstas no PPA, a execução dos programas de


governo e das LOAs da União;

Comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência, da


gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da
administração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de
direito privado;

Exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como dos
direitos e haveres da União;

Apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

Segundo a CF/1988, o CONTROLE EXTERNO, a cargo do Congresso Nacional,

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será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual


compete:

Apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República, mediante


parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu
recebimento;

Julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e


valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e
sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles
que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao
erário público;

Apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a


qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas
e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento
em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões,
ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato
concessório;

Realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de


Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades administrativas dos
Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário;

Fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a


União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do tratado constitutivo;

Fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante


convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao DF ou a
Município;

Prestar as informações solicitadas pelo CN, por qualquer de suas Casas, ou por
qualquer das respectivas Comissões, sobre a fiscalização contábil, financeira,
orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções
realizadas;
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Aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de


contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras cominações,
multa proporcional ao dano causado ao erário;

Assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao


exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

Sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à


Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;

Representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.

Ainda segundo a CF/1988:

A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e

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das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade,


economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo
Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle
interno de cada Poder.

As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia


de título executivo extrajudicial, usufruindo, assim, de atributo de exequibilidade. A
dívida passa a ser líquida e certa.

Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na


forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas
da União.

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Complemento do aluno

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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - ANP – 2013) O processo


orçamentário, com duração de um exercício financeiro, evidencia as etapas de
elaboração, discussão e aprovação da Lei Orçamentária Anual.

2) (CESPE - Analista Administrativo – Administrador - TRE/MS – 2013) O


exercício financeiro, no Brasil, não coincide com o ano civil: os orçamentos
anuais são executados no período de 1.º de fevereiro a 31 de dezembro de
cada ano.

3) (CESPE - Analista em Ciência e Tecnologia– Contabilidade – CAPES - 2012)


A iniciativa de elaboração da proposta orçamentária anual é do Poder
Executivo.

4) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/RJ – 2012) A


apresentação da lei orçamentária anual no caso da União é de iniciativa
privativa do presidente da República, mas esse poder é vinculado aos prazos
determinados pela legislação e o não cumprimento desses prazos constitui
crime de responsabilidade.

5) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Em virtude da


independência dos poderes, o orçamento do Poder Judiciário é incorporado a
Lei Orçamentária Anual sem que haja fixação anterior de limites para a
elaboração da proposta.

6) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade


Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Para garantir a continuidade dos
programas governamentais, a Constituição Federal de 1988 determina que o
PPA tenha duração de cinco anos, um ano a mais que o mandato presidencial.

7) (CESPE – Analista Administrativo - IBAMA – 2013) De acordo com a


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legislação vigente, se o mandato do presidente da República fosse alterado, o


prazo de vigência do plano plurianual da União (PPA) também seria alterado na
mesma proporção.

8) (CESPE – Administrador – Ministério da Integração - 2013) Consoante o


atual ordenamento jurídico brasileiro, em determinado período do ano, duas
leis de diretrizes orçamentárias vigem simultaneamente.

9) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) A proposta


de alteração de procedimento de elaboração, discussão, aprovação e execução
do orçamento público no Brasil deve ser apresentada por meio de projeto de
lei complementar.

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10) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) Cabe ao


Tribunal de Contas da União emitir parecer sobre as emendas apresentadas ao
projeto de Lei Orçamentária Anual.

11) (CESPE – Técnico Judiciário – Administrativa – TRT/10 - 2013) As emendas


orçamentárias, que só podem ser aprovadas caso estejam de acordo com o
PPA e a LDO, constituem um importante instrumento do Poder Legislativo para
influenciar a alocação de recursos públicos.

12) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – Prova cancelada -


2013) A Câmara dos Deputados deve analisar, na forma do regimento comum,
os projetos de lei relativos ao plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e ao
orçamento anual, que são elaborados pelo Senado Federal.

13) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em


Propriedade Industrial – Gestão Financeira - INPI – 2013) Caso o Poder
Executivo julgue necessária a realização de alteração no projeto de lei do PPA,
tendo este já sido enviado ao Congresso Nacional e iniciada a votação na
comissão mista, o presidente poderá enviar mensagem à comissão solicitando
que sejam realizadas as mudanças pretendidas.

14) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – Prova cancelada -


2013) Se a votação de determinado item do projeto da Lei de Diretrizes
Orçamentárias ainda não tiver sido iniciada na comissão mista do Congresso
Nacional, o presidente da República poderá enviar mensagem para propor
modificação desse item.

15) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – 2013) Ao órgão


incumbido de elaborar a proposta orçamentária, ou a outro indicado por lei,
caberá o controle do cumprimento do programa de trabalho expresso em
termos monetários e de realização de obras e prestação de serviços.
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16) (CESPE – TFCE – TCU – 2012) O controle interno realizado pelo Poder
Executivo será feito sem prejuízo das atribuições do TCU, devendo o Poder
Legislativo, na realização do controle externo da execução orçamentária,
verificar a probidade da administração e o cumprimento da lei orçamentária.

17) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TRT/10 – 2013) A execução


orçamentária está sujeita a controle interno e externo. Uma das atribuições do
controle externo é verificar a exata observância dos limites das cotas
trimestrais atribuídas a cada unidade orçamentária, no sistema instituído para
tal fim.

18) (CESPE – Analista Legislativo – Arquiteto e Engenheiro – Câmara dos


Deputados – 2012) O controle interno deve, entre outras finalidades,
comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência,

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não apenas da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e nas


entidades da administração federal, mas também da aplicação de recursos
públicos por entidades de direito privado.

19) (CESPE – Analista Legislativo – Material e Patrimônio – Câmara dos


Deputados – 2012) Cabe ao Congresso Nacional, como órgão titular do
controle externo, julgar, em caráter definitivo, as contas dos administradores e
demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos.

20) (CESPE – Analista Legislativo – Arquiteto e Engenheiro – Câmara dos


Deputados – 2012) O Tribunal de Contas da União (TCU) poderá realizar — por
iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, de comissão
técnica ou de inquérito — inspeções e auditorias de natureza contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial nas unidades
administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

21) (CESPE – Analista Judiciário - Administrativa – STF – 2013) Nos termos da


CF, o ciclo orçamentário desdobra-se em oito fases, cada uma com ritmo
próprio, finalidade distinta e periodicidade definida.

22) (CESPE – Juiz - TJ/BA – 2012) O presidente da República dispõe de


competência para enviar mensagem ao Congresso Nacional propondo
modificação nos projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes
orçamentárias e ao orçamento anual enquanto não iniciada a votação, no
plenário das duas casas legislativas, da parte do projeto a ser alterada.

23) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Após o envio dos projetos de lei
relativos ao PPA, às diretrizes orçamentárias e ao orçamento anual ao
Congresso Nacional, o presidente da República não poderá apresentar proposta
de modificação desses projetos.

24) (CESPE – Técnico Científico – Administração – Banco da Amazônia - 2012)


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Dada a autonomia financeira e administrativa conferida ao Banco da Amazônia,


o presidente dessa instituição poderá encaminhar mensagem ao Congresso
Nacional para propor modificações no orçamento de investimento do banco
enquanto não for iniciada a votação da proposta de lei orçamentária na
Comissão Mista do Orçamento.

25) (CESPE – Analista Judiciário - Contabilidade – TRT/17 – 2013) Se o projeto


de lei orçamentária anual não for sancionado até 31 de dezembro, será
possível adotar a prática, autorizada em cada lei de diretrizes orçamentárias,
de execução contínua de algumas despesas constantes da proposta, o que, no
caso de despesas correntes consideradas inadiáveis, não poderá exceder, a
cada mês, um duodécimo do valor previsto de cada ação.

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26) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) Os cidadãos são partes legítimas para
denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da
União.

27) (CESPE - Advogado – AGU – 2012) O controle interno da execução


orçamentária é exercido pelos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, com
o auxílio do tribunal de contas.

28) (CESPE – Promotor – MPE/RR – 2012) O PPA e os orçamentos anuais serão


estabelecidos por leis de iniciativa do Poder Executivo; as diretrizes
orçamentárias, por sua vez, podem ser determinadas por decreto do Poder
Executivo, atendidos os critérios definidos na lei que estabelece o PPA.

29) (CESPE - Analista em Ciência e Tecnologia– Contabilidade – CAPES - 2012)


A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei
de diretrizes orçamentárias.

30) (CESPE - Analista em Ciência e Tecnologia– Contabilidade – CAPES - 2012)


O Congresso Nacional só poderá entrar em recesso após a aprovação da lei de
diretrizes orçamentárias, ao final de cada exercício financeiro.

31) (CESPE – Auditor Substituto de Conselheiro – TCE/ES – 2012) A não


aprovação do plano plurianual até o final do primeiro exercício do mandato do
titular do Poder Executivo impede o recesso do Poder Legislativo.

32) (CESPE - Analista em Ciência e Tecnologia– Contabilidade – CAPES - 2012)


Cabe à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização
examinar e emitir parecer sobre o projeto de lei do orçamento, do plano
plurianual, das diretrizes orçamentárias e de créditos adicionais.

33) (CESPE – Promotor – MPE/RR – 2012) Antes de ser apreciado pela Câmara
dos Deputados e pelo Senado Federal, o projeto de lei relativo ao orçamento
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anual, entre outros projetos, será objeto de exame por uma comissão mista
permanente de senadores e deputados, à qual caberá a emissão de parecer.

34) (CESPE – Promotor – MPE/RR – 2012) A CF admite emendas ao projeto de


lei orçamentária anual ou aos projetos que o modifiquem, desde que
provenientes da anulação de despesas relacionadas ao serviço da dívida e às
transferências tributárias para os estados, o DF e os municípios, mas não da
anulação de despesas que incidam sobre dotações para pessoal e respectivos
encargos.

35) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa - TRE/RJ – 2012) Se o


presidente da República desejar alterar a proposta orçamentária enquanto ela
estiver em tramitação no Congresso Nacional, ele não precisará utilizar
nenhum dos créditos adicionais previstos na legislação vigente.

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36) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) A CF não estabelece limites ao


Congresso Nacional no que se refere à aprovação de emendas ao projeto de
LDO, já que referida lei, por sua própria natureza, admite alteração
independentemente do conteúdo do PPA.

37) (CESPE – Auditor de Controle Externo – Direito - TCE/ES – 2012) Cabe aos
tribunais, órgãos do Poder Judiciário, no exercício de sua autonomia
administrativa e financeira, elaborar suas propostas orçamentárias, observados
os limites estipulados conjuntamente com os demais poderes na lei de
diretrizes orçamentárias.

38) (CESPE – Promotor – MPE/TO – 2012) Em razão de sua autonomia


funcional e administrativa, assegurada pela CF, o MP não é obrigado a elaborar
sua proposta orçamentária dentro dos parâmetros definidos pela lei de
diretrizes orçamentárias.

39) (CESPE – Defensor Público – DPE/AC – 2012) Às DPEs e à DPU é


assegurada a iniciativa para elaboração de sua proposta orçamentária,
observados os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.

40) (CESPE – Promotor – MPE/TO – 2012) O Congresso Nacional se reúne,


anualmente, na capital federal. Cada legislatura tem a duração de quatro anos,
compreendendo oito sessões legislativas, que podem ser interrompidas, ainda
que esteja pendente a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

41) (CESPE – Técnico – FNDE – 2012) A Lei de Orçamento vigente para


determinado exercício poderá ser tomada, pelo Poder Legislativo, como
proposta para o exercício subsequente.

(CESPE – Técnico Administrativo – ANTT – 2013) O ciclo orçamentário


corresponde ao período de tempo em que se processam as atividades típicas
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do orçamento público, desde sua concepção até a apreciação final. Com


relação ao processo do ciclo orçamentário, julgue os itens a seguir.
42) O presidente da República deve encaminhar o PPA e a LDO ao Congresso
Nacional até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício
financeiro. A devolução do PPA e da LDO para sanção deverá ocorrer até o
encerramento da sessão legislativa.

43) No Brasil, o ciclo orçamentário se divide em duas etapas: a


elaboração/planejamento da proposta orçamentária e a execução
orçamentária/financeira.

44) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) De acordo com a CF, os responsáveis


pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou

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ilegalidade, devem comunicá-la ao tribunal de contas, sob pena de


responsabilidade subsidiária.

45) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) As leis orçamentárias


podem ser de iniciativa do Poder Legislativo.

46) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da Integração -


2013) Cabe ao Poder Legislativo exercer o controle da execução orçamentária
com o objetivo de verificar a probidade da administração, a guarda e o legal
emprego dos dinheiros públicos e o cumprimento da lei de orçamento.

47) (CESPE – Procurador de Contas – TCE/ES – 2009) O Poder Legislativo


municipal deve elaborar lei orçamentária provisória, caso não receba a
proposta orçamentária no prazo fixado na lei orgânica do respectivo município.

48) (CESPE – Contador - TJ/RR – 2012) De acordo com a Constituição Federal


de 1988, o projeto de lei do Plano Plurianual (PPA) da União será encaminhado
ao Congresso Nacional até quatro meses antes do encerramento do exercício
de sua elaboração, prazo que também deve ser observado pelos estados para
a remessa de seus PPAs às respectivas assembleias legislativas.

49) (CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – CNJ - 2013) Assegurado


pela autonomia administrativa do Poder Judiciário, o presidente do CNJ poderá
enviar mensagem ao Congresso Nacional contendo proposta de alterações no
projeto de Lei Orçamentária Anual, na parte relativa às despesas previstas
para o pagamento de pessoal da instituição, desde que não tenha sido iniciada
a votação, na comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.

50) (CESPE - Especialista – Contador - SESA/ES - 2011) O Poder Judiciário


exerce o controle da legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da
receita ou a realização da despesa, ficando a cargo do Poder Executivo o
controle da fidelidade funcional dos agentes da administração, responsáveis
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por bens e valores públicos.

51) (CESPE - Analista de Orçamento - MPU - 2010) As principais etapas do


ciclo orçamentário são: elaboração da proposta orçamentária; discussão,
votação e aprovação da lei orçamentária; execução orçamentária e controle e
avaliação da execução orçamentária.

(CESPE – Analista Legislativo – Contabilidade – ALCE – 2011) De acordo com o


disposto na Lei n.º 4.320/1964, julgue o item a seguir acerca da elaboração da
proposta orçamentária.
52) Desde que aprovada pelos órgãos competentes, é admitida emenda ao
projeto de lei de orçamento para conceder dotação superior aos quantitativos
previamente fixados em resolução do Poder Legislativo para a concessão de
auxílios e subvenções.

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53) (CESPE – Técnico Legislativo – ALES – 2011) Se o Poder Executivo não


apresentar a proposta orçamentária no prazo legal, a prerrogativa de iniciativa
legal é transferida ao Poder Legislativo.

54) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da Integração -


2013) O processo orçamentário é visto como autossuficiente, já que a primeira
etapa do ciclo se renova anualmente a partir de resultados e definições
constantes de uma programação de longo prazo.

55) (CESPE - Analista Administrativo - MPU - 2010) De acordo com a


Constituição Federal de 1988, o Congresso Nacional pode entrar em recesso
sem que tenha sido aprovado o projeto de lei de diretrizes orçamentárias.

56) (CESPE – AUFC – TCU – 2009) Cabe a uma comissão mista permanente de
senadores e deputados o exercício do acompanhamento e da fiscalização
orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso
Nacional e de suas casas.

57) (CESPE – Consultor do Executivo – SEFAZ/ES – 2010) Ao examinar o


projeto de lei relativo ao orçamento anual da União, os deputados federais
podem apresentar emendas modificando os recursos destinados de dotações
para pessoal e serviço da dívida. Já os senadores podem aprovar emendas
modificando a dotação orçamentária referente às transferências tributárias
constitucionais para estados, municípios e Distrito Federal.

58) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) Não será admitido aumento da


despesa prevista nos projetos de iniciativa de governador, salvo se aprovado
por maioria absoluta da assembleia legislativa estadual.

59) (CESPE - Analista de Controle Interno - MPU - 2010) Segundo a Lei n.º
4.320/1964, o controle da execução orçamentária compreende as seguintes
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modalidades de controle: legalidade, fidelidade funcional dos agentes da


administração e cumprimento do programa de trabalho.

60) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) O controle da execução


orçamentária, como item do ciclo orçamentário, é executado apenas pelo
controle interno, consoante previsão constitucional.

61) (CESPE – Analista – Contabilidade - ECB – 2011) As propostas


orçamentárias dos Poderes Legislativo e Judiciário devem ser encaminhadas
diretamente, pelos respectivos poderes, ao Congresso Nacional, respeitados os
prazos atribuídos ao Poder Executivo.

62) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) O ciclo orçamentário


compreende um período de tempo que se inicia antes do exercício

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correspondente àquele em que o orçamento deve entrar em vigor, sendo


necessariamente superior a um ano.

63) (CESPE – Analista Judiciário – Administração - TRE/BA – 2010) O processo


orçamentário é autossuficiente: cada etapa do ciclo orçamentário envolve
elaboração e aprovação de leis independentes umas das outras.

64) (CESPE – Analista Legislativo – Administração – ALCE – 2011) Após


iniciada a análise do projeto de lei orçamentária anual na comissão mista de
orçamento, o presidente da República não poderá mais enviar mensagem ao
Congresso Nacional propondo modificações no projeto.

65) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) As emendas ao projeto de


lei do orçamento anual somente serão aprovadas se forem compatíveis com o
PPA e com a LDO.

66) (CESPE – Analista Administrativo – Direito - ANTT – 2013) Ao analisar as


contas da ANTT, o Tribunal de Contas da União pratica ato de controle interno.

67) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) O PPA da União será


elaborado em um mandato presidencial e terá sua vigência estendida até o
primeiro ano do mandato subsequente.

68) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) Emendas ao projeto de LOA terão de


ser apresentadas pelo parlamentar no plenário da assembleia legislativa
estadual.

69) (CESPE - Analista de Controle Interno - MPU - 2010) A CF estabelece que


os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário devem manter, de forma
integrada, o sistema de controle interno da execução orçamentária e
financeira.
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70) (CESPE – Auditor de Controle Externo – TCE/ES – 2012) Se a lei


orçamentária anual não for aprovada ate o final do exercício anterior ao da sua
vigência, o Poder Executivo estará autorizado a executar as dotações
constantes da proposta apresentada ao Poder Legislativo, ate o limite de um
doze avos por mês.

71) (CESPE - Analista de Contabilidade - MPU - 2010) A vedação da aprovação


de emendas ao projeto de LOA sem a indicação dos recursos necessários,
admitindo os provenientes de anulação de despesas, reforça o princípio do
equilíbrio.

72) (CESPE – Promotor – MPE/RN – 2009) O MP, apesar de dotado de


autonomia financeira, não é obrigado a elaborar sua proposta orçamentária
dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.

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73) (CESPE – Analista Administrativo – Contábeis - ANTT – 2013) De


competência privativa do Poder Executivo, a LOA especifica a receita, as
despesas e as metas da administração pública federal para o período de sua
vigência.

74) (CESPE - Analista Administrativo - MPU – 2010) O projeto de lei


orçamentária deve ser encaminhado, pelo Congresso Nacional, para sanção
presidencial, até o dia 31 de agosto do ano anterior à sua aplicação.

75) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) De acordo com a LRF, o


projeto de lei do PPA deve ser enviado ao Poder Legislativo até oito meses e
meio antes do término do exercício financeiro.

76) (CESPE – Procurador – ALES – 2011) É atribuição constitucional do tribunal


de contas apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de
pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as
nomeações para cargos de provimento em comissão.

77) (CESPE – Oficial Técnico de Inteligência – Administração - ABIN – 2010)


Ao Poder Executivo é permitido propor modificações no projeto de lei
orçamentária, enquanto não iniciada a votação, pela comissão mista de
senadores e deputados a que se refere o art. 166 da Constituição Federal, da
parte cuja alteração é proposta.

78) (CESPE – Administrador - Correios - 2011) O plano plurianual é um modelo


de planejamento estratégico utilizado pelo governo federal. Sua duração, por
este motivo, coincide com o mandato do presidente da República.

79) (CESPE – AUFC – TCU - 2011) Considerando que o orçamento público se


tornou peça fundamental no planejamento da ação dos governos em todo o
mundo, particularmente no Brasil, após a promulgação da CF, julgue o item
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subsequente.
A exigência de compatibilidade entre o PPA e a LOA não se aplica ao primeiro
ano de mandato do chefe do Poder Executivo, quando os respectivos projetos
são analisados simultaneamente pelo Poder Legislativo.

80) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo – Ministério da Integração -


2013) O projeto de lei do plano plurianual (PPA) é elaborado anualmente e
encaminhado pelo presidente da República ao Congresso Nacional para
aprovação até o final da última sessão legislativa do ano.

81) (CESPE – Oficial Técnico de Inteligência – Administração - ABIN – 2010) A


comissão mista permanente de senadores e deputados a que se refere o art.
166 da CF encerra sua participação no ciclo orçamentário com a aprovação de

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parecer ao projeto de lei orçamentária e seu encaminhamento ao plenário das


duas Casas do Congresso Nacional.

82) (CESPE - Técnico de Controle Interno - MPU - 2010) Em caráter


excepcional e mediante decreto do presidente da República, o exercício
financeiro para a administração pública pode ser diferente do ano civil.

83) (CESPE - Analista de Controle Interno - MPU - 2010) O projeto de lei


contendo a proposta orçamentária para o próximo ano deve ser encaminhado
até três meses antes do encerramento do exercício corrente.

84) (CESPE – Analista Técnico Administrativo – DPU – 2010) A competência


para rejeição do projeto de lei de diretrizes orçamentárias é do Congresso
Nacional, que pode entrar em recesso por ocasião da sua aprovação ou
rejeição.

85) (CESPE – Analista Técnico Administrativo – DPU – 2010) A rejeição ao


projeto de lei orçamentária anual é inadmissível, devendo as deliberações
continuar até a sua aprovação.

86) (CESPE - Técnico de Orçamento - MPU - 2010) Durante o processo de


apreciação do plano plurianual (PPA), devem ser observadas as mesmas regras
de alteração do projeto pelo Poder Executivo válidas para a Lei Orçamentária
Anual (LOA), que somente permitem modificação por meio de mensagem
presidencial enquanto não iniciada a votação, na Comissão Mista de
Orçamento, da parte cuja alteração é proposta.

87) (CESPE – Procurador Federal – AGU – 2010) Nos projetos orçamentários


de iniciativa exclusiva do presidente da República são admitidas, em caráter
excepcional, emendas parlamentares que impliquem aumento de despesas.

88) (CESPE - Analista Técnico - Administrativo – Min Saúde – 2010) A


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competência para propor o orçamento anual é concorrente do chefe do poder


executivo e do presidente do congresso nacional.

89) (CESPE – Contador – IPAJM – 2010) Caberá ao Poder Legislativo elaborar


o projeto de lei orçamentária, na hipótese de o Poder Executivo não enviá-lo
ao Poder Legislativo.

90) (CESPE – Auditor de Controle Externo – Direito - TCE/ES – 2012) Os


planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento
previstos na CF devem ser compatíveis com o plano plurianual e ainda, ser
apreciados pela comissão do Poder Legislativo competente para deliberar sobre
as leis orçamentárias.

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91) (CESPE – Técnico Administrativo – IBAMA - 2012) O projeto de lei de


diretrizes orçamentárias do governo federal para o exercício de 2013,
elaborado em 2012, só poderá ser submetido à análise da Comissão Mista de
Orçamento em janeiro de 2013.

92) (CESPE – Contador – IPAJM – 2010) O orçamento do segundo exercício do


mandato presidencial só pode ser executado após a aprovação do plano
plurianual (PPA).

93) (CESPE – Oficial Técnico de Inteligência – Administração - ABIN – 2010) O


Poder Executivo deve encaminhar ao Poder Legislativo, até 31 de agosto de
cada ano, o projeto de lei orçamentária para o exercício financeiro seguinte e,
nos termos da Lei n.º 4.320/1964, caso o Poder Executivo não cumpra o prazo
fixado, o Poder Legislativo considerará, como proposta, a lei orçamentária em
vigor.

94) (CESPE – Analista - Planejamento e Orçamento - MPU – 2013) De acordo


com a legislação vigente, é objeto da LDO instituir normas de gestão financeira
e patrimonial da administração direta e indireta bem como estabelecer
condições para a instauração e o funcionamento de fundos.

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GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
E E C C E E C C C E
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
C E E C C C E C E C
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
C E E E C C E E C E
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
E C C E C E C E C E
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
C E E E E C E E E E
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
C E E E E C E E C E
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
E C E E C E C E C E
71 72 73 74 75 76 77 78 79 80
C E E E E 30464527480
E C E E E
81 82 83 84 85 86 87 88 89 90
E E E E E C C E E C
91 92 93 94
E E C E

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