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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1

AÇOS
2010

Joana de Sousa Coutinho


 
ÍNDICE
TEÓRICAS AÇOS 

Introdução à disciplina 1
Generalidades 2
Classificação dos materiais 3
Materiais metálicos 4
O betão armado e pré‐esforçado na construção civil 7
Pontos importantes do filme da aula 1 14
A corrosão causa de degradação do betão armado 16
Armaduras: Definições e tipos 23
Fabrico, montagem e colocação 26
LNEC E 469 Espaçadores 32
História da Produção do Ferro 33
Introdução 34
Definição  actual de aço 35
Redução directa 37
Forja catalã e forno de reverbero 39
Alto Forno 40
Escórias de Alto Forno ‐ Aplicações 45
Forno eléctrico de arco voltaico‐ processo actual em Portugal 47
Fusão de sucata 48
Afinação em forno panela 49
Vazamento contínuo 51
Laminagem‐ aço natural (N) 53
Vantagens da substituição do alto forno por mini‐siderurgia  59
Resumo 62
Metais e Ligas Metálicas 64
Ensaios Mecânicos, Tipos 64
Ensaio de tracção 66
diagrama tensão‐extensão 66
provete proporcional 67
extensómetros 68
Lei de Hooke e módulo de Young 70
Elasticidade e plasticidade 74
Tensão limite convencional de proporcionalidade 80
Aço macio ‐ tensão e patamar de cedência 82
Tensão de rotura 83
Extensão total na força máxima 83
Outros parâmetros de Ductilidade. C. frágil e dúctil 84
Aço macio e duro para betão armado 93
Aço para pé‐esforço 94
Normalização referente a armaduras para betão armado ‐ Introdução 95
REBAP 95
Especificações do LNEC ‐ aço para betão armado 96
Classificação dos produtos siderúrgicos 98
Soldabilidade 99
Tratamentos dos aços 101
Tratamentos térmicos 104
Identificação visual dos aços para betão armado 108
Tratamentos mecânicos 111
Laminagem a quente 112
Laminagem a frio 116
Estiragem e Trefilagem 117
Armaduras para pré‐esforço ‐produção 119
ÍNDICE
TEÓRICAS AÇOS 

Normalização referente a armaduras para pré‐esforço 129
Efeitos dos tratamentos mecânicos 133
Envelhecimentos ou trabalho a frio 135
Ensaios Mecânicos‐continuação
Ensaio de dobragem 145
Normalização referente a dobragem  de armaduras 146
Os Eurocódigos 151
Normalização referente a armaduras para betão armado(cont.) e pré‐esforçado
1. Aço para betão armado
a) REBAP (tb. Para aço para betão pré‐esforçado) 153
b) E LNEC 161
c)EC2 ‐aço para betão armado 165
2. Aço para betão pré‐esforçado 175
b) E LNEC 452 Fios de aço para pré‐esforço 177
    E LNEC 453 e E LNEC 456 178
c) EC2 ‐ aço para betão pré‐esforçado 178
    EN 10138 Aço para pré‐esforço: fios, cordões e varões 180
Resistência à corrosão sob tensão 185
Normalização referente a aço para construção metálica 187
Ensaios Mecânicos‐continuação
Ensaios de dureza 193
Dureza de risco 194
Dureza de choque ou ressalto 195
Dureza de penetração 196
Dureza Brinnell 196
Dureza Meyer 199
Dureza Vickers 200
Dureza Rockwell 202
Ensaios Mecânicos‐continuação
Ensaio de fadiga 205
Fadiga por acções dinâmicas, cíclicas e repetidas 207
Ensaio de fadiga normalizado 209
Curvas S‐N 209
resistência e limite à fadiga 210
Normalização referente à fadiga para aço de betão armado 212
Normalização referente à fadiga para aço de betão pré‐esforçado 215
Normalização referente à fadiga em estruturas metálicas ‐EC3 218
Fadiga oligocíclica, de grande amplitude 219
Ensaios Mecânicos‐continuação
Fluência 222
Relaxação 226
Normalização referente à relaxação para aço de betão pré‐esforçado 227
E LNEC E 452, E 453 e E459 230
EC2 231
Degradação do betão armado ou pré‐esforçado por corrosão das armaduras 234
Passivação  241
Pilha galvânica 242
Produtos de corrosão e efeitos da corrosão  243
Aço Inovidável 245
classificação 245
resistência à corrosão e PREN 248
Reforço da Ponte Eiffel 249
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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
MIEC Mestrado Integrado Eng. Civil – 3º ano

Regentes:
Prof. M Lurdes Lopes Professora Catedrática 50%
Prof. Joana de Sousa Coutinho Professora Associada 50%
www.fe.up.pt/~jcouti

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

1. INTRODUÇÃO Joana Sousa Coutinho

2. METAIS E LIGAS METÁLICAS Joana Sousa Coutinho

3. AGREGADOS
Programa

Maria de Lurdes Lopes

4. CERÂMICOS Maria de Lurdes Lopes

5. POLÍMEROS Maria de Lurdes Lopes

6. MADEIRAS Joana Sousa Coutinho

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

2006/2007
Teórica
Aços 6,0
Cottação no exame

Madeiras 1,0
Agregados 4,0
Cerâmicos e outros materiais 3,0
,
Prática
Problema aço 3,0
Problema agregados 3,0

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Generalidades
Resistência de Materiais

Cálculo Mecânica
Permite Estática
determinar
tensões Teoria de Estruturas etc.
materiais Conhecimentos de
que resistem Materiais de Construção
projecto ás tensões

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Classificação dos materiais quanto a


Arranjo atómico Cristalinos metais; amorfos vidros
madeira (vegetal);
Origem Naturais pedra (mineral); Artificiais betão;gesso; plásticos

Tijolos,produtos
Forma Fixa laminados Não fixa Cimento; tintas; betões

Metálicos; poliméricos; cerâmicos;


Natureza compósitos; electrónicos

Tipo de aplicação de construção; ópticos; de embalagem; ...

Materiais de construção
Materiais ESTRUTURAIS
Materiais aglomerantes
Materiais auxiliares

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Materiais de construção
Materiais ESTRUTURAIS Cujas características mecânicas e de
d
durabilidade
bilid d lhes
lh conferem
f
capacidade para suportar acções
exteriores consideráveis
Aço; betão; pedra; madeira

Materiais aglomerantes Cimentos;; argamassas;


g ;
asfaltos; colas

Materiais auxiliares Utilizados nos revestimentos


vernizes; tintas etc.

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Classificação mais
generalizada
(natureza)
ferrosos
MATERIAIS METÁLICOS não ferrosos
ATERIAIS

MATERIAIS POLIMÉRICOS (ou plásticos)


MATERIAIS CERÂMICOS
MA

materiais compósitos
materiais electrónicos

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
ATERIAIS

ferrosos
MATERIAIS METÁLICOS não ferrosos
MA

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

AIS METÁLICOS Materiais metálicos ferrosos:

Exs: aços >> Fe


F
ferros fundidos

Materiais metálicos não ferrosos:

Exs:O alumínio Sem Fe ou


quase
MATERIA

o cobre
o zinco
o titânio
o níquel e LIGAS
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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS METÁLICOS aplicações

O motor de avião a jacto (PW2037) é feito Os materiais e tecnologias de fabrico tem


essencialmente de ligas metálicas. Neste estado associadas, ao longo dos últimos
motor são utilizadas as mais recentes ligas anos, ao aumento da eficiência dos
de níquel, resistentes a altas temperaturas
e com elevada resistência mecânica
motores de propulsão por turbina a gás

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS METÁLICOS na engenharia civil


Ponte D Maria Pia,
Seyrig, 1877
construída em 22 meses
pela empresa de G Eiffel
ff
1.600.000 kg de ferro
betão armado

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Ponte D. Luís I, no Porto


Seyrig, 1881-86

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Torre Eiffel
300m de altura
ferro forjado
construção 1887-89,
fundações realizadas em betão armado

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•Engenharia Civil
•Materiais de Construção
Principal MC
C betão armado

Betão armado =
betão+armadura

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betão pré-esforçado

baínha
Cordão de pré-
esforço 19

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Consumo de betão ± 1m3 /por


pessoa/ano
Em 2º lugar a seguir à água!

ITAIPU

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Volume de materiais
betão 12.3 milhões m3 ITAIPU
mov. terra 23.6 milhões m3
excavação
de rocha 32.0 milhões m3

Descarregador
Comprimento 483 m
caudal máximo 62 220 m3/s.

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1958/1959 Palácio do Desportos, Roma

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Nervi – percursor do ferrocimento (elementos prefabricados,


argamassa armada com redes)

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Palácio da Assembleia, Chandigarh, Punjab, India,


1957, Le Corbusier

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Oscar Niemeyer, Libano


obra inacabada (1966-1975…)

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Viaducto de Millau, França, Sir Norman Foster, 2005

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Casa da Música, Porto, Rem Koolhaas, 2006

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Pavilhão de Portugal, Siza Vieira, 1998

Betão pré-esforçado

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Pontos importantes
do filme passado na
aula 1

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BETÃO ARMADO Armadura SIM


Armadura não pode ficar à vista!
Tem de ser totalmente envolvida por betão. O betão
protege a armadura contra a corrosão. (MAS não
indefinidamente…)
BETÃO SIMPLES Armadura NÃO
Certas fundações,
muitos pavimentos, Porque é que é
certas barragens necessário
armadura numas
obras e noutras
não???

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
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BETÃO SIMPLES Resistente sobretudo a


Certas fundações,
muitos pavimentos, esforços de compressão
certas barragens
É necessário outro
MAS se for uma viga... material que
Tensões de compressão
absorva os
Tensões de tracção esforços de
tracção
Em geral AÇO

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Varão liso

Varão nervurado
alta aderência

Aderência BETÃO/ARMADURA: Na execução


Evitar lama, sujidade, óleo descofrante, ferrugem solta

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(MAS não indefinidamente…)

ARMADURA

CO2

O2
AGENTES AGRESSIVOS
-
Cl
2-
SO4

1.ª LINHA DE DEFESA

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Os problemas e patologais em
geral não se manifestam
enquanto o empreiteiro está
na obra!
Uma das causas das patologias e defeitos podem
ser o modo de execução e
as consequências surgem
só ao fim de alguns anos...

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Junho 2004

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Junho 2004

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degradação

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Agosto 2007

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Agosto 2007

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ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO:


Porque se DEGRADAM ???

Principais causas : Cuidados


recobrimento INSUFICIENTE na
execução

MÁ QUALIDADE do Prática corrente:


Adições
betão de recobrimento

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Cálculo exacto:

Localização e
Quantidade de armadura de aço

NOTA: existem outros materiais usados para absorver


os esforços de tracção, para “armar”: fibras
metálicas, fibras sintéticas, bambú, ...

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Materiais de Construção 1 23 of 250

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Definições
Armaduras para betão armado
Armaduras (reinforcement)
Armadura elementar (reinforcing unit)
Varão (bar)
Varão de aderência normal (low bond bar)
Varão de alta aderência (high bond bar)

Tipos de armaduras para betão armado


Nervurado
Indentado
liso

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Definições
Armaduras para betão armado
Armaduras
(reinforcement)
Conjunto de
armaduras
elementares
ligadas entre si e
pronto para ser
colocado em obra

Armadura elementar (reinforcing unit)


Fio, varão ou rede, depois de cortado e dobrado.

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Materiais de Construção 1 24 of 250

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Varão (bar) Material para armadura


de secção aproximadamente
circular fornecido em
comprimentos rectos, de valores,
em geral, especificados.
Varão de aderência normal
(low bond bar)
Varão cuja aderência ao betão não é
suficiente para que possa ser
considerado de alta aderência.
Varão de alta aderência (high bond bar)
Varão que realiza a aderência ao betão necessária para
que o seu emprego em betão armado, mesmo quando
trabalhe a tensões elevadas, se faça sem risco de
fendilhação inconveniente.

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Aderência (bond)
Propriedade pela qual as armaduras e o betão transmitem um ao
outro as forças a que estão submetidas.

Tipos de armaduras para betão armado (superfície)

nervurado
Varão (ou fio)

cuja superfície apresenta saliências

indentado cuja superfície apresenta reentrâncias

liso superfície sem rugosidades aparentes

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

nervurado cuja superfície apresenta saliências

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
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nervurado cuja superfície apresenta saliências

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O aço para betão armado

•Encomenda do material
•Transporte
•Armazenamento
• Fabrico das armaduras
• Montagem das armaduras
• Colocação

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Fabrico de armaduras:

conjunto de operações pelas quais a partir dos


varões e segundo os desenhos de projecto são
obtidas as armaduras a colocar em obra
•Corte e dobragem dos varões

Armaduras elementares
Montagem:
São reunidas de forma a obter as
ARMADURASpp\ ditas

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Em oficina ou
•Local
em estaleiro
Fabrico de armaduras:

•Corte
Serra para varões

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•Corte
Fabrico de armaduras:

Tesoura
portátil 2 a 6Kg
Tesoura portátil
eléctrica
Tesoura fixa
manual

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•dobragem Depois do corte os varões tem


de ser dobrados para terem a
forma pretendida e constituir as
armaduras elementares
Fabrico de armaduras:
Manual ou mecânica

Máquina de dobragem
Dobragem com chave de dobrar

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
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Montagem e colocação:
Armaduras elementares são reunidas de forma a
Montagem e colocação:

obter as ARMADURAS pp\ ditas

•Na oficina
local

•No estaleiro da obra


•Sobre a cofragem (lajes)
FIXADORES
ESTRIBOS DE MONTAGEM (chairs)
ESPAÇADORES

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Materiais de Construção 1 29 of 250

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Fixação das armaduras


elementares umas às outras por
Montagem e colocação:

meio de FIXADORES

Fios metálicos (de atar)+ corrente


FIXADORES Fios de atar pré-fabricados + eficaz
molas em aço ...

ESTRIBOS DE MONTAGEM (chairs)


ESPAÇADORES

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Fios metálicos (de atar)+ corrente


Montagem e colocação:
FIXADORES

•Arame
queimado
•Troços de 50
cm dobrados
ao meio
Montador munido de
ferro de atar (chave ou
agulha) realiza, com o
fio, laços (pontos)
envolvendo os varões
a ligar

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Materiais de Construção 1 30 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
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FIXADORES
Fios de atar pré-fabricados + eficaz
Montagem e colocação:

Feitos em máquinas específicas


Pode-se usar um
ferro de atar mecânico ar comprimido

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
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Montagem e colocação:

molas em aço ...


FIXADORES

Fixação por
mola em aço

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
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ESTRIBOS DE MONTAGEM (chairs)


O espaçamento necessário entre
camadas de armaduras é realizado por
Montagem e colocação:

ESTRIBOS DE MONTAGEM (chairs)

camadas
de varões

camadas de
varões na
vertical

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ESTRIBOS DE MONTAGEM (chairs)

Mais informação em
Montagem:

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
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Espaçamento necessário entre as armaduras e a


cofragem por
ESPAÇADORES para garantir o recobrimento
Colocação:

espaçadores de argamassa
espaçadores de plástico

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Especificação do
LNECE469-2006
Colocação:

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METAIS E LIGAS METÁLICAS

 História da produção do Ferro


 Produção de aço em Alto Forno
 Produção de aço em mini siderurgia eléctrica
 Ensaios mecânicos
Ensaio de tracção
Ensaio de dobragem
Ensaio de dureza
Ensaio de fadiga (solicitações cíclicas)
Ensaio de fluência
...

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HISTÓRIA DA PRODUÇÃO DO FERRO

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HISTÓRIA DA PRODUÇÃO DO FERRO


Redução Directa
Forno tipo poço fechado
Século XVIII → Forja catalã
Forno de REVERBERO (CEMENTAÇÃO)
ALTO FORNO
• Reacções
• Matérias primas (minério de Fe; carvão; fundente)
• Partes do Alto Forno (boca, cuba, ventre, cadinho)
• Fluxo de matérias primas
• Preparação das matérias primas
• Reacções no forno
• Produto→ gusa ou ferro fundido
• Subprodutos → escória de alto forno e gases
• Aplicações da escória

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Metalurgia ciência dos metais e ligas metálicas


Constituição
estuda

Estrutura
Propriedades
Processos de fabrico
Tratamentos posteriores
Alterações das propriedades dos metais causadas por tratamentos

Metalurgia do ferro SIDERURGIA sideros(ferro)+ergo (trabalho)


Produtos siderúrgicos gusa
Fe e aço
...
ligas de Fe
Ligas de alumínio
Ligas de cobre
4

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MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

gusa
Produtos siderúrgicos Fe e aço
...
ligas de Fe
AÇO

Liga de Fe + <<<%C % C até cerca de 2%

determina as propriedades do aço

Composição química é muito importante

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço (NP EN 10020)


•material que contém mais Fe do que qualquer outro elemento
•cuja % C é em geral inferior a 2% e que
Definição e classificação actuais

•contém outros elementos (que conferem determinadas propriedades ao aço)


Um número limitado de aços com Cr pode ter uma %C superior a 2%
2% é o teor limite corrente que separa o aço dos ferros fundidos

Classificação quanto à quantidade de carbono:

Aço de carbono ultra baixo < 0.01% Ex. chapa automóvel; rede de galinheiro
Aço de carbono extra baixo < 0.02% Ex. chapa automóvel; tubagem
Aço de baixo carbono 0.05-0.15% Ex. tubagem
Mild steel 0.10-0.25% Ex. aço laminado como varões para b. armado
Aço de carbono médio 0.25-0.5% Ex: máquinas; perfis caminhos Ferro
Aço de carbono elevado 0.5-0.9% Ex: máquinas; aço pre-esforço
Aço de ferramentas 0.9-1.7% Ex: ferramenta; molas (inox)

Ferro fundido

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Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

NP EN 10020

Aços não ligados


Em que nenhum dos
teores atinge os valores
limite do quadro
Aços inoxidáveis
Aços com pelo menos 10,5%
Aços ligados

de Cr e no máximo 1,2% C
Outros aços ligados
aços não conformes com a
definição de inoxidáveis nos
quais os teores atingem pelo
menos um dos valores limite
do quadro

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

História
Ao longo dos tempos a
principal fonte de Fe foi o
minério de ferro em geral os
óxidos, por ex.:
Hematite
magnetite

4
Materiais de Construção 1 37 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

hematite Fe2O3 50-60%


magnetite Fe3O4 45-70%
A técnica de “separar” o Fe tem sido por redução pelo CO

C + O2 do ar CO2 CO

FeO + CO Fe + CO2
9

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

PRODUÇÃO DO FERRO
Utilização desde a Pré-história Egipto, Mesopotâmia; Grécia; Roma;...
Armas e utensílios
No início REDUÇÃO DIRECTA
REDUÇÃO DIRECTA

fundido em fogueiras
10
PRODUÇÃO DO FERRO

Mais tarde FORNOS RUDIMENTARES a carvão

5
Materiais de Construção 1 38 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Mais tarde FORNOS RUDIMENTARES a carvão


REDUÇÃO DIRECTA

Forno tipo
PRODUÇÃO DO FERRO

poço fechado

Tfusão (Fe puro) = 1536ºC


Minérios de Fe essencialmente óxidos de Fe

C + O2 do ar CO2 CO

11

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

C+ O2 do ar CO2 CO
REDUÇÃO DIRECTA

CO reduz (retira; separa) o oxigénio do


CO2
PRODUÇÃO DO FERRO

minério formando
formando--se

FeO + CO Fe + CO2

Na REDUÇÃO DIRECTA
•Produto pastoso
•Metal não se liquefaz T insuficiente
•Muitas impurezas
•Produto maleável retirado do fundo do forno com vara metálica
•Posterior martelamento para retirar impurezas (expulsar escórias)
FERRO PUDELADO
12

6
Materiais de Construção 1 39 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Século XVIII Forja catalã


REDUÇÃO DIRECTA

• cuba com minério + combustível


mtº rico em Fe carvão
PRODUÇÃO DO FERRO

• fole para insuflar ar (oxigénio)


• Produto pastoso
• Metal não se liquefaz c T insuficiente

• Muitas impurezas

• Produto maleável retirado do fundo do forno


• Posterior martelamento para retirar impurezas
FERRO PUDELADO

DIFERENÇA para Fe “absorve” algum c podendo obter-se

FERRO MACIO (<< % C ) ou


o forno fechado: AÇO 13
(>> % C)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Entretanto percebeu-se que:


Processo empírico
TÊMPERA

Se produto final
PRODUÇÃO DO FERRO

resfriado + duro
RAPIDAMENTE em água
de

Forja catalã
Fe “absorve” algum C podendo obter-se
FERRO MACIO (<< % C) ou
AÇO (>> % C) Ferro macio
envolvido em carvão
Forno de REVERBERO
CEMEN
TAÇÃO

a partir FERRO MACIO(<< % C)

AÇO (>> % C )
14

7
Materiais de Construção 1 40 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Forno de REVERBERO

CEMENTAÇÃO
FERRO MACIO (<< % C)
PRODUÇÃO DO FERRO

FERRO MACIO
+carvão vegetal
em pó
15 dias

arrefecimento +C
8 dias
AÇO (>> % C)

AÇO
• ligação Fe + C não uniforme
• rebatimento necessário
• nova fusão até homogeneização
15

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Alto Forno
PRODUÇÃO DO FERRO

Forno cuba ou forno chaminé


Europa Central
(fornos primitivos cada vez mais alto)
evolução

ar insuflado pela parte inferior


ferro fundido (canhões...)
...
1619 Inglaterra
uso de coque pela 1ª vez
±1800
aquecimento prévio do ar
vários aperfeiçoamentos

Alto Forno
16

8
Materiais de Construção 1 41 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

17

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Alto Forno
Seixal até há pouco tempo
PRODUÇÃO DO FERRO

Forno de grande altura


3 a 4,5%C
Minério de Fe gusa (liga Fe+C)
Reacções no forno
• combustão do carvão CC CO
• redução dos óxidos de Fe por acção do CO
Óxidos Fe Fe
• ligação do Fe com C origina gusa
Fe + C gusa
AFINAÇÃO na aciaria gusa aço 18

9
Materiais de Construção 1 42 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Alto Forno Matérias primas

1. minérios de ferro
hematite Fe2O3 50-60% + usado; + fácil redução

magnetite Fe3O4 45-70% +rico em Fe; - abundante


limonite 2Fe2O3.nH2O 20-60%
siderite FeCO3 30-42%
(pirite) FeS +usado como minério de S; + dispendioso retirar Fe
18
14

15
16

+30
17 19
19

21
Brasil Moncorvo e
+30

Alemanha Cercal
+30

Grã- Bretanha >> impurezas


Robinson Projection
24 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1
1996 MAGE LL AN GeographixSMSanta Barbara, CA 805 685-3100

s/ interesse
2. carvão económico
gusa

3. fundente 19

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Cadinho

10
Materiais de Construção 1 43 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

27

Preparação das matérias primas

minérios de ferro
Fluxo de matérias primas

fundente

carvão

11
Materiais de Construção 1 44 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Reacções no forno

combustão do carvão
com formação de CO
CO
monóxido de carbono

redução dos óxidos de Fe por acção


do monóxido de carbono (eftºredutor)

CO + Óxidos Fe Fe

carbonatação do Fe
ligação do Fe com C origina gusa
Fe + C gusa
± 800ºC
Acção do fundente
decomposição do CaCO3
gusa
Formação de escória resultante
da combinação do óxido de cálcio ( calcário)
com a ganga do minério e cinzas do carvão AFINAÇÃO na aciaria gusa32 aço

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Depois da saída do forno


Minério + coque + fundente
Panelas de escória

± 11m3
escória

gusa
misturadora

várias sangrias

Lingoteiras
Afinação
Ferro fundido 35 (Aciaria)

12
Materiais de Construção 1 45 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Panelas de escória

± 11m3 Arrefecimento
escória
brusco em
tanques
1. Lançamento em
tanques de água
estado amorfo
1500ºC Tamb
(>66%)arrefecimento rápido
granulado
escória
2. Peletização: a escória
fundida é expandida por
injecção de água, cai sobre
a roda dentada que a
projecta em partículas
arrefecidas por jactos de
água
36

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

escória de alto forno S

SiO2 ~ 30%

•SUB-PRODUTO da indústria do ferro Al2O3 10 a 22%


fundido CaO e MgO ~ 45%

•1 ton Fe 300kg escória FeO e MnO ~ 1 a 30%


+
•mistura de CaO + SiO2+ Al2O3+ MgO
proporções ≠ cimento portland ZnO
PbO2
S
•Escória MUITAS aplicações impurezas
37

13
Materiais de Construção 1 46 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

aplicações escória

•agregados para betão ou estradas


•agregados leves para betão (escórias expandidas)
•lã de escória para isolamentos térmicos
•indústria do cimento substitui parcialmente
o cimento P ou usado como Adição (durabilidade)

Na legislação actual (NP EN


197) escória de alto forno
38
S

14
Materiais de Construção 1 47 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Alto
gusa Afinação
Forno líquido
(Aciaria)

vazamento
Forno eléctrico de

laminagem
(mini-siderurgia)

arco voltaico
Afinação
Hoje em Portugal
Siderurgia eléctrica (mini-

Forno panela líquido

2. Afinação no
1.FUSÃO da sucata forno panela

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Produção de aço em Forno eléctrico de arco voltaico

Forno
Matéria prima: sucata
Estrutura de aço
Eléctrodos de grafite

•Ponte rolante transporta (electro-íman) a sucata para cestos


de sucata (800t cheio)
•Transporte dos cestos para o forno (3 cestos/carga)

1
Materiais de Construção 1 48 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Produção de aço em Forno eléctrico de arco voltaico

1.FUSÃO da sucata
•Eléctrodos de grafite
penetram na sucata,
sucessivamente
•Maia: Ø=55cm

•sucata+cal
•Lanças de óxigénio para auxiliar a fusão

• lança de coque (C torna escória + espumosa


protegendo paredes do forno)
•Arco (descarga eléctrica, ± 3000ºC) funde a sucata
Duração ± 1h

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

1.FUSÃO da sucata

Sangria
para
PANELAS

2
Materiais de Construção 1 49 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Saída de escória
(sobrenadante)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

2. Afinação no forno panela


•PANELAS são transportadas
para o forno de afinação
FORNO PANELA
•eléctrodos mais pequenos
Maia 3 eléctrodos, T~1600ºC
•Retiram-se amostras

•Determina-se a composição aprox. por


espectrometria (seg.) –C,Mn,Si,P,S
(valores limitados)
•Correcção com cal, calcário, ligas Fe-
Mn;Fe-Si; etc. (cal para reduzir Ox adicionado
pelas lanças)

3
Materiais de Construção 1 50 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Alto
gusa Afinação
Forno líquido
(Aciaria)

vazamento
Forno eléctrico de

laminagem
(mini-siderurgia)

arco voltaico
Afinação
Hoje em Portugal
Siderurgia eléctrica (mini-

Forno panela líquido

2. Afinação no
1.FUSÃO da sucata forno panela

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

vazamento
Vazado para a
PANELA DE
Mais usado hoje
VAZAMENTO
laminagem

CONTÍNUO
Aço líquido

moldado em lingotes
desuso em Portugal desde a década de 90

4
Materiais de Construção 1 51 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

vazamento
moldado em lingotes
desuso em Portugal desde a década de 90

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

vazamento

VAZAMENTO CONTÍNUO

4 saídas para
biletes

0,13x0,13

5
Materiais de Construção 1 52 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

6
Materiais de Construção 1 53 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Depois do vazamento:

Laminagem a quente
Aço Natural
Todo o aço usado na construção civil sofreu laminagem a
quente e a seguir sofrem (ou não) tratamentos posteriores
Exemplos:
A400 NR; A400 NR SD → laminagem a quente e t. térmico em água
b. armado

A500 NR; A500 NR SD → laminagem a quente e t. térmico em água


A500 ER→ laminagem a quente e depois laminagem a frio
esforçado

Y 1100 H 15 R → laminagem a quente e depois trefilagem com


b. pré-

arrefecimento acelerado e/ou estiragem e/o têmpera adicional

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Depois do vazamento: •Bilete entra ao rubro,


apanhado pelos cilindros
laminagem dos biletes
(ou lingotes) •É comprimido e estirado ao
passar entre os cilindros
Tratamento mecânico, em geral, a
pois h0>h1
quente que permite obter várias
formas e dimensões de
•Chapas
•Fios
Últimas
•varões etc. caixas 80-
120m/s!

•Diminuição progressiva da secção


•Aumento do seu comprimento
•Aumento da velocidade dos
cilindros nas caixas

7
Materiais de Construção 1 54 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Trem de laminagem – sucessão de caixas


laminagem com cilindros com calibres diversos até se
obter o perfil e dimensão desejados.
laminagem

Maia : mx
mx.. 19 caixas; última caixa: MARCAÇÃO
Por ex: Ø 10 mm — 19 caixas Ø 32 mm — 13 caixas

Calibres e cilindros de
laminagem para varões

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

laminagem

Laminador oblíquo Laminador para


para fabrico de fabrico de perfis
tubos sem costura especiais
Calibres e cilindros
de laminagem para
varões

8
Materiais de Construção 1 55 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Maia : mx. 19 caixas; última caixa: MARCAÇÃO


Por ex: Ø 10 mm — 19 caixas Ø 32 mm — 13 caixas
MARCAÇÃO de nervuras ou marcas

As nervuras ou marcas de
superfície nos varões para
construção são impostas na
última caixa de laminagem

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
•mecânicos

•Laminagem A quente

Trem de laminagem – sucessão de caixas com cilindros


com calibres diversos até se obter o perfil e dimensão
TRATAMENTOS DOS AÇOS

desejados.
Aqui a
quente

Últimas caixas
80-120m/s!

Maia : mx
mx.. 19 caixas; última caixa: MARCAÇÃO
Por ex: Ø 10 mm — 19 caixas Ø 32 mm — 13 caixas

9
Materiais de Construção 1 56 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Aumento do seu comprimento


•Aumento da velocidade dos
cilindros nas caixas
•Diminuição progressiva da secção

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
forno de Pré-aquecimento

Portanto,
depois
do

10
Materiais de Construção 1 57 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

11
Materiais de Construção 1 58 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Em fogueiras
PRODUÇÃO DO Fe \ aço

Fornos rudimentares a carvão :

Forno tipo poço fechado


Sec. XVIII Forja catalã
evolução

Forno de REVERBERO
...
Alto Forno
Fornos eléctricos Sobretudo
Sucata (mini-aciarias)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Alto
gusa Afinação
Forno líquido
(Aciaria)

Forno eléctrico de arco


Siderurgia eléctrica
(mini--siderurgia)

voltaico

Afinação
(mini

Forno panela líquido

vazamento
laminagem

12
Materiais de Construção 1 59 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Fornos elétricos
POR RAZÔES AMBIENTAIS
PRODUÇÃO DO AÇO

os altos-fornos estão a ser substituídos por


fornos a energia eléctrica
consomem SUCATA

EM PORTUGAL:
alto-forno Seixal (Paio Pires) substituído por forno de arco eléctrico

Siderurgia da Maia forno de arco eléctrico

Importávamos minério Importamos


agora
Importávamos carvão sucata

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

SIDERURGIA NACIONAL
MAIA

EMPRESA DE PRODUTOS
LONGOS, S.A.

A 400 NR
Varões para betão A 500 NR
armado
A 400 NR SD
ductilidade especial
A 500 NR SD Special Ductility

13
Materiais de Construção 1 60 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

SIDERURGIA NACIONAL
EMPRESA DE PRODUTOS
LONGOS, S.A.

•Produção 100-110t / dia


(Seixal cerca de 140t)
•Importação de sucata LEIXÕES
Rússia, Países de leste
e Reino Unido

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

SIDERURGIA NACIONAL
EMPRESA DE
PRODUTOS LONGOS,
S.A.

A 400 NR
A 500 NR
A 400 NR SD
A 500 NR SD

8 a 32mm

14
Materiais de Construção 1 61 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LISTA DE CLASSIFICAÇÃO de aços para armaduras de


betão armado em Portugal
http:/www-ext.lnec.pt/LNEC/DE/NCE/dc01_2001.html

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

15
Materiais de Construção 1 62 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Em resumo:

Em Portugal→
Produção de aço em mini siderurgia eléctrica
(desactivação do alto forno no Seixal por razões ambientais)
Fases:
1. FUSÃO → forno eléctrico de arco voltaico
Matéria-prima→sucata
Processo → Duração ± 1h
•Os 3 eléctrodos de grafite penetram na sucata sucessivamente.
•Dão-se descargas eléctricas entre os eléctrodos que provocam a
fusão da sucata.
•É adicionada cal.
Posicionam-se lanças que introduzem:
• óxigénio para auxiliar a fusão e
• coque (C torna escória + espumosa protegendo as paredes do forno)

16
Materiais de Construção 1 63 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

2.Sangria do aço b. para a panela e


transporte da panela
3. Fluxo da escória sobrenadante

4.AFINAÇÃO → da panela já no forno panela


•Os eléctrodos (mais pequenos) penetram na panela
•Retiram-se amostras que são ensaiadas por
espectrometria (em segundos) conhecendo-se a
composição aproximada (C,Mn,Si,P,S) que tem de
obedecer a valores limites.
•Correcção com cal, calcário, ligas Fe-Mn;Fe-Si; etc. (cal
para reduzir Oxigénio adicionado pelas lanças)
5.VAZAMENTO CONTÍNUO
6.LAMINAGEM COM
TRATAMENTO TÉRMICO

17
Materiais de Construção 1 64 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

METAIS E LIGAS METÁLICAS


 História da produção do Ferro
 Produção de aço em Alto Forno
 Produção de aço em mini siderurgia eléctrica
 Ensaios mecânicos
Ensaio de tracção
Ensaio de dobragem
Ensaio de dureza
Ensaio de fadiga (solicitações cíclicas)
Ensaio de fluência
...
1

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ENSAIOS MECÂNICOS

Permitem perceber como os materiais se comportam


ENSAIOS MECÂNICOS

quando lhes são aplicados esforços

Ensaios Destrutivos provocam a inutilização do material ensaiado


Tipos

2
Ensaios Não Destrutivos

1
Materiais de Construção 1 65 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Objectivo dos ensaios

Na indústria Para controlar a qualidade de produção


ENSAIOS MECÂNICOS

Na investigação Para comparar e seleccionar materiais

O procedimento de cada ensaio em geral está


normalizado.
normalizado
A norma de ensaio especifica o método correcto que torna os resultados
obtidos, para o mesmo material, reprodutíveis onde quer que se faça o ensaio
NP Norma Portuguesa NP EN European Norm
ASTM American Society for Testing Materials
DIN Deutches Institut für Norming
AFNOR Association Francaise de Normalisation
ISO International Organization for Standadization
BSI British Standards Institution

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
ENSAIOS MECÂNICOS

Ensaio de tracção
Ensaio de dobragem
Ensaio de dureza
Ensaio de choque
Ensaio de fadiga (solicitações cíclicas)
Ensaio de fluência

2
Materiais de Construção 1 66 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaio tracção de um aço macio (NP EN 10002-1)


O aço destina-se sobretudo a esforços de tracção
(a resistência à compressão é fraca devido à encurvadura)
Objectivo→ Conhecer a relação da tensão σ com a extensão ε
Tensão convencional

σ= força/secção inicial
Ensaio de tracção

ε = aumento de compto /compto inicial

600

500

400

o
300
Tensão
200

100

0
0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3
extensão

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MPa
Ensaio de tracção

600

500

400
o

300
Tensão

F F, ∆L 200

100

0
0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3
extensão adimensional
∆L

3
Materiais de Construção 1 67 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Provete → fragmento de material a analisar

•Tipos de Provete
não maquinados → cortados
Ensaio de tracção

directamente da amostra

maquinados → com formas especiais


de modo a se adaptarem mais
facilmente aos instrumentos
(produzidos propositadamente
para o ensaio)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Comprimento inicial entre referências L0


→ o provete deve ser inicialmente marcado
com referências distanciadas de L0
Ensaio de tracção

•Para provetes maquinados ou não :

não proporcionais

proporcionais

k = 5,65 Se
circular
L 0 = k S0 Lo > 20mm
L0=5Ø
(Se S0<<<→ k=11,3)

4
Materiais de Construção 1 68 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ISO 15630-1
Steel for the reinforcement and prestressing of
concrete — Test methods —Part 1:Reinforcing bars,
wire rod and wire
célula de carga ISO 6892
Metallic materials — Tensile testing at
ambient temperature

solicitar provete com uma força


de tracção uniaxial,
Ensaio de tracção

extensómetro
continuamente crescente até à
provete rotura

deformação no provete
Registo:
força e
Alongamento
com
instrumentação
apropriada
Máquina de tracção

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Extensão= ∆L/Le
Medição de
extensões
Como as extensões são muito
pequenas usam-se
extensómetros que ampliam as
célula de carga
deformações
Ensaio de tracção

extensómetro
provete
Le
F
extensómetros
medem a variação de comprimento
∆L (deformação) entre dois pontos
distanciados inicialmente dum valor,
designado por
∆L
base de medida, Le

5
Materiais de Construção 1 69 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Medição de extensões

extensómetros de pequena base Base~ dezenas cm


(laboratório)
Le
NP EN 10002-1: recomenda L0/2 < Le < L0
de grande base de base até alguns
Ensaio de tracção

metros; principalmente
Le
F nas obras

extensómetros mecânicos
extensómetros acústicos ou de corda vibrante
∆L extensómetros eléctricos de resistência
extensómetros ópticos
...

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

extensómetros

ampliação
relação entre a distância percorrida pela agulha
indicadora na escala do aparelho e a grandeza a medir
equivalente;
campo de medida
maior valor da grandeza a medir que se consegue
avaliar, com o aparelho
sensibilidade

menor valor da grandeza a medir que se pode detectar


com o aparelho. 12

6
Materiais de Construção 1 70 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Extensómetros mecânicos usados nas aulas

Elongâmetro de Amsler Extensómetro de


Huggenberger
Ensaio de tracção

A B

200mm

base de medida, Le distância AB

20mm

A B

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

célula de carga

Tensão convencional (NP EN


extensómetro
provete 10002-1:2006)

Diagrama tensão/extensão

∆L
Ensaio de tracção

F ε=
σ=R = L
S0 e
F Le
S0 área da secção inicial

Le compto de base do
deformação
∆L
extensómetro 14

7
Materiais de Construção 1 71 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Tensão convencional
célula de carga (NP EN 10002-1:2006)

F ∆L
σ= ε=
extensómetro
provete

S0 L
Por ex. e

C
Ensaio de tracção

Tensão D
(Força Unitária)
convencional
B’
B
A
F Le

∆L
O O'
Extensão
15

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

célula de carga

F ∆L
σ= ε=
extensómetro
provete

S0 L
e
forma e amplitude

composição,
Ensaio de tracção

do diagrama depende

tratamento térmico,
história anterior de deformação plástica,
velocidade de deformação,
temperatura e
estado de tensão.

16

8
Materiais de Construção 1 72 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

De facto…

aço de pré-esforço
Ensaio de tracção

F Le
aço duro

aço macio
deformação
∆L

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•zona inicial OA proporcionalidade entre as tensões e as extensões

σ = Eε lei de Hooke
Ensaio de tracção

C
módulo de
Tensão
elasticidade ou D
(Força Unitária)
B’
módulo de B
Young A

O O'
Extensão 18

9
Materiais de Construção 1 73 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

módulo de elasticidade ou C
D
(Força Unitária)
B’
B

módulo de Young A

•constante para cada metal ou liga metálica,


O O'
Extensão

•medida da rigidez do material, quanto maior for o módulo de


Ensaio de tracção

elasticidade, menor será a deformação elástica resultante da


aplicação de uma determinada tensão

•E depende das forças inter-atómicas

•Se num determinado tipo de aço, por exemplo, as resistências mecânicas


puderem aumentar apreciavelmente através de factores que afectem a sua
estrutura (tratamentos térmicos, pequenas adições de elementos de liga,
etc.), esses factores praticamente
19
não influem no módulo de elasticidade do material.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Metais Módulo Ligas Metálicas Módulo de


elasticidad elasticidade
e (MPa)
(MPa)
Ferro 210000 Aços-carbono e aços-ligados 210000
Níquel 350000 Aços inoxidáveis 196000
Ensaio de tracção

Molibdénio 119000 austeníticos 140000


Cobre 70000 Ferro fundido nodular 77000-119000
Alumínio 45500 Bronzes e Latões 105000
Magnésio 98000 Bronzes de Manganês 84000-133000
Zinco 101500 Bronzes de Alumínio 70000-74500
Zircónio 42000 Ligas de Alumínio 130000-182000
Estanho 257000 Monel (liga de Níquel) 189000-215000
Berílio 560000 Hastelloy (liga de Níquel) 140000
Ósmio 100000 Invar (liga de Níquel-ferro) 160000
Titânio 17500 Inconel (liga de Níquel) 187000
Chumbo 297500 Illium (liga de Níquel) 112000-121000
Ródio 105000 Ligas de Titânio 45500
Nióbio 78500 Ligas de Magnésio 51000-54000
Ouro, Prata 158000 Ligas de Estanho 14000-29500
20
Platina Ligas de Chumbo

10
Materiais de Construção 1 74 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•lei de Hooke só é válida até ao ponto A


• tensão limite de proporcionalidade
•tensão para a qual a extensão deixa
de ser proporcional ao esforço
C
aplicado Tensão
D
(Força Unitária)
Ensaio de tracção

B’
B
A
Em OA comportamento elástico
•deformação reversível, sempre
que se efectue uma descarga
O O'
Extensão

•A curva de descarga segue a


curva de carga
•sem deformação residual, ou
seja, o provete volta à forma e
dimensões originais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

tensão limite de elasticidade

máxima tensão que o material


pode suportar sem sofrer
deformação permanente C
Ensaio de tracção

Tensão D
(Força Unitária)
B’
B
A
•A linearidade termina em A
mas até B o material ainda
tem comportamento
elástico.
O O'
Extensão
Em geral, (Carbono baixo e médio)

A≡B
22
•B acima de A ou ao contrário

11
Materiais de Construção 1 75 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Depois de B, o aço entra no domínio plástico

C
Curva de Tensão
Ensaio de tracção

D
(Força Unitária)
descarga passa B
B’

A
a não coincidir
com a curva de
carga
O O'
Extensão

deformação residual permanente

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

C
Tensão
D
(Força Unitária)
B’
B
Extensão OO’’
Deformação/

A
TOTAL =
Ensaio de tracção

elástica+plástica

O O' Extensão
plástica
Extensão OO’
Deformação/

def. plástica
def. elástica

residual
permanente def. total
24

12
Materiais de Construção 1 76 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

comportamento comportamento
transição variável
elástico plástico

•alguns metais
Ensaio de tracção

•em particular aços <<C


•Exibem efeito de cedência
• ocorre uma
deformação plástica
sem aumento da força

Zona instável
deformação heterogénea

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Durante esta instabilidade linhas inclinadas de


cerca de 45º em
alterações superficiais relação ao eixo de
visíveis a olho nu tracção,
Ensaio de tracção

conhecidas como
bandas de Lüders

•ferro impuro
•aços de baixo teor de carbono,
•zinco, alumínio e suas ligas, molibdénio e titânio.
•aços ligados cádmio, com níquel e crómio.
(cedência praticamente sob tensão constante)

13
Materiais de Construção 1 77 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

comportamento Deformação permanente


plástico
Ensaio de tracção

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
Ensaio de tracção

A – Tensão convencional
B – Extensão
C – Efeito transitório inicial
23 - ReH Tensão de cedência superior 29
24 -ReL Tensão de cedência inferior

14
Materiais de Construção 1 78 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

tensão de cedência superior (ReH)


valor da tensão convencional no instante, em
que se observa a primeira queda da força;
Ensaio de tracção

tensão de cedência inferior (ReL)


menor valor da tensão convencional durante a
cedência, desprezando eventuais fenómenos
transitórios.

30

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

metais e ligas metálicas em


que não aparece nitidamente σ
o fenómeno da cedência aço de pré-esforço

o ponto de separação
Ensaio de tracção

das zonas elástica e


plástica (Re) ????
aço duro

aço macio

15
Materiais de Construção 1 79 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

metais e ligas metálicas em o ponto de separação


que não aparece nitidamente das zonas elástica e
o fenómeno da cedência plástica????

se interromper o Tensão A
Ensaio de tracção

ensaio de tracção
na fase plástica
R pη

deformação remanescente 0 Extensão


permanente, residual ou plástica
%

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

NP EN 10002-1:2006

extensão remanescente
Acréscimo do comprimento inicial entre referências do
provete após descarga de uma tensão expressa em
percentagem do comprimento inicial entre referências (Lo)
Ensaio de tracção

extensão remanescente extensométrica

Deformação extensométrica após


descarga de uma tensão convencional
especificada, expressa em percentagem
do comprimento de base do
extensómetro (Le).

16
Materiais de Construção 1 80 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

o ponto de separação
das zonas elástica e
plástica ?
método gráfico depois do ensaio
Tensão A
Ensaio de tracção

Tensão limite convencional de


proporcionalidade Rpŋ por ex Rp 0 ,2%

descarga
R pη
Procede-se à descarga a partir
de uma tensão até à obtenção
de uma
extensão permanente especificada, 0 Extensão
determinando-se o
Tensão limite convencional de %

elasticidade Rrŋ por ex Rr 0,2%

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

descarga

convencional
Tensão limite convencional
de elasticidade Rrŋ
Ensaio de tracção

Procede-se à descarga a
partir de uma tensão até à
obtenção de uma
extensão remanescente especificada η

η
extensão remanescente
Acréscimo do comprimento inicial entre
referências do provete após descarga de
uma tensão expressa em percentagem do
comprimento inicial entre referências (Lo)

17
Materiais de Construção 1 81 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Em geral

η = 0,2%
(0,002 por unidade de
comprimento)

ligas metálicas que se deformam relativamente η = 0,1%


pouco, de médio (0,001 por unidade de
e alto teor de carbono ou ligas não ferrosas duras comprimento)

η = 0,01%
aços para molas (0,0001 por unidade
de comprimento)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

tensão de rotura à tracção Rm Tensão convencional


correspondente à força máxima (Fm)

Fm força máxima
Rm =
S0 área secção inicial da zona útil do provete
Ensaio de tracção

Na
estricção a
secção real
vai
diminuindo
………

18
Materiais de Construção 1 82 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Tensão l
ea
sã or
Ten
Ensaio de tracção

B'
c io
onven nal
F B' c

σ=
são
Ten

Extensão

38

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço macio é um aço cujo diagrama


tensão/extensão apresenta patamar de
cedência.
Ensaio de tracção

Ae
Ae extensão no patamar de cedência (Ae)
deformação extensométrica entre o início da
cedência e o início da fase de encruamento.
NOTA: É expressa em % de Le

19
Materiais de Construção 1 83 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
T.de rotura

600

Rm 500

400
o

Re
T.de cedência

300
Tensão

200

100

0
0 0,05 0,1 0,15
extensão
Agt 0,2 0,25 0,3

Extensão total na força máxima


Indicador da
Indicadores da resistência ductilidade 40

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

20
Materiais de Construção 1 84 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Rm →Tensão de rotura à tracção


Ag →Extensão permanente na força máxima
Ag t→ Extensão total na força máxima

Tensão
Ensaio de tracção

Rm

0 Extensão

Ag

A gt (εmax)

At

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ductilidade
Capacidade de um aço se deformar plasticamente
sem romper, depois de ultrapassado o limite elástico

Pode ser caracterizado por vários parâmetros:


1. Agt Extensão total na força máxima
2. Rm/Re relação entre a tensão de rotura e tensão de cedência
3. A Extensão após rotura

4. Z Coeficiente de estricção

5. ET Tenacidade corresponde à capacidade do material de


se deformar plasticamente e absorver energia antes
da rotura
44
6. Id Índice de tenacidade

21
Materiais de Construção 1 85 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

1. Agt Extensão total na força máxima


2. Rm/Re relação entre a tensão de rotura e tensão de cedência
T.de rotura

600

Rm 500

400
o

Re
T.de cedência

300
Tensão

200

100

0
0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3
extensão

Agt
45
Extensão total na força máxima

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

22
Materiais de Construção 1 86 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

3. A Extensão após rotura


4. Z Coeficiente de estricção

extensão após rotura A


(2 dos)indicadores
Ensaio de tracção

da ductilidade
coeficiente de estricção Z
comportamento dúctil
rotura é precedida de uma deformação
plástica bastante intensa Exs. Os aços com
C <<<, o cobre, o alumínio, o chumbo e o ouro

comportamento frágil
apresenta pequena deformação plástica
dúctil frágil antes da rotura isto é, a rotura dá-se
muito próximo do limite de elasticidade
Exs. açosde médio e alto teores de carbono e 47
alguns tipos de ferros fundidos.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

3. Extensão após rotura A

(L u − L 0 )
A= ×100
L0
Ensaio de tracção

Lu comprimento final entre referências


:

L0 comprimento inicial entre referências

0 frágil dúctil 1

Como considerar L0 ?? 48

23
Materiais de Construção 1 87 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Comprimento inicial entre referências L0


→ o provete deve ser inicialmente marcado
com referências distanciadas de L0
Ensaio de tracção

•Para provetes maquinados ou não :

não proporcionais

proporcionais

k = 5,65 Se
circular
L 0 = k S0 Lo > 20mm
L0=5Ø
(Se S0<<<→ k=11,3)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

4. coeficiente de estricção Z

(S o − S u ) Frágil Z <
Z= ×100
S0
Ensaio de tracção

S0 área da secção inicial do provete Dúctil Z >


Su área da secção final do provete

Dúctil Z > Frágil Z <

24
Materiais de Construção 1 88 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

5. ET Tenacidade corresponde à capacidade do material se


deformar plasticamente e absorver energia antes da
rotura

6. Id Índice de tenacidade
Ensaio de tracção

Tenacidade (ET)
(
corresponde à capacidade Tensão
do material de se deformar
plasticamente e absorver
energia antes da rotura
ET=EE+EP

resiliência (ou energia


elástica) EE EE 53

Extensão

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

resiliência (ou energia elástica) capacidade de um


metal absorver energia quando se deforma elasticamente,
devolvendo essa energia após a descarga do esforço que
provocou a deformação (EE)
Ensaio de tracção

Tensão

R R - Tensão de cedência
superior ou tensão limite
convencional de proporcionalidade

EE
Extensão

25
Materiais de Construção 1 89 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

tenacidade (ET) corresponde à


capacidade do material de se deformar
plasticamente e absorver energia antes da
rotura. (ET=EE+EP)
Módulo de tenacidade
Ensaio de tracção

(ou simplesmente
tenacidade))
tenacidade Tensão

energia absorvida até à


rotura, por unidade de
rotura,
volume do material (Ur)
Módulo de tenacidade
(ou simplesmente
tenacidade))
tenacidade
energia absorvida até à
carga máxima,
máxima, por
unidade de volume do Extensão 55
material (ET)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Módulo de
Re MPa Rm MPa Agt % Ur mm×N/mm3
tenacidade (ou
Aço 178 370 44 121
simplesmente
(0,13%C)
tenacidade)
Aço 302 521 36 148
energia (0,25%C)
absorvida até à Aço
rotura, por (0,53%C)
590 919 11 82
Ensaio de tracção

unidade de
Aço 892 1234 9 30
volume do (1,2%C)
material (Ur)
1%C
Módulo de
tenacidade (ou Tensão 0,7%C
simplesmente 0,55%C
tenacidade))
tenacidade
0,23%C
energia
absorvida até à
0,11%C
carga máxima,
por unidade de
volume do
material (ET)
56
0 Extensão

26
Materiais de Construção 1 90 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Variação com o teor em C

1%C

Tensão 0,7%C
Ensaio de tracção

0,55%C

0,23%C

0,11%C

0 Extensão
57

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Módulo de
tenacidade (ou
simplesmente Ur Unidades???
tenacidade) (área no diagrama)
energia
mm×N/mm3 tensão×extensão
absorvida até à MPa×sem unidades=MPa
rotura, por
Ensaio de tracção

unidade de
volume do
material (Ur)

Módulo de
tenacidade (ou
simplesmente
tenacidade))
tenacidade

energia
absorvida até à
carga máxima,
por unidade de
volume do
material (ET)

27
Materiais de Construção 1 91 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Tenacidade corresponde a um modo de avaliar a ductilidade


• importante para projecto de peças que podem estar sujeitas
a tensões na zona plástica sem atingir a rotura Exs
Exs::
engrenagens, engates, molas, correntes, e também armaduras de betão.

Índice de tenacidade ET EE + EP
Variável adimensional
Id = =
EE EE

Tenacidade pode ser determinada


pela energia absorvida num ensaio
pg44 Sergio Souza de choque 59

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

> resiliência
Ensaio de tracção

< resiliência

60

28
Materiais de Construção 1 92 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

< tenacidade
> tenacidade
Ensaio de tracção

material frágil tem uma


maior resiliência e
menor tenacidade que
o material dúctil.

61

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Variação com o tratamento térmico

3
Tensão
Ensaio de tracção

0 Extensão

29
Materiais de Construção 1 93 of 250

em resumo…

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço macio

600
Rm 500
Re 400
o
Ensaio de tracção de um aço macio

300
Tensão

200

100

0
0 0,05 0,1 0,15 Agt 0,2 0,25 0,3
extensão

Características mecânicas e de ductilidade:


Rm Tensão de rotura
Re Tensão de cedência
Rm/Re
Agt Extensão total na força máxima
( L − L0 )
A Extensão após rotura A= u ×100
Lu comprimento final entre referências L0
L0 comprimento inicial entre referências ( S − S )
Z Coeficiente de estricção Z= o u
× 100
S0 área da secção inicial do provete S0
Su área da secção final do provete
E Módulo de elasticidade

30
Materiais de Construção 1 94 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço macio Aço duro


Aço macio (N) Aço duro (E)

Rm Rm

Re R0,2%

Agt Agt

Características mecânicas e de ductilidade:


Rm Tensão de rotura
R0,2% Tensão limite convencional de proporcionalidade
Rm/R0,2%
Agt Extensão total na força máxima
( L − L0 )
A Extensão após rotura A= u × 100
Lu comprimento final entre referências L0
L0 comprimento inicial entre referências (S − Su )
η = 0,2% Z Coeficiente de estricção Z= o ×100
S0 área da secção inicial do provete S0
Su área da secção final do provete
E Módulo de elasticidade

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
2000
Aço pré-esforço
Aço macio
Características (N) e de ductilidade:
mecânicas Aço duro (E) 1800
Rm Tensão de rotura
R0,1% Tensão limite convencional de proporcionalidade
1600
Agt Extensão total na força máxima
A Extensão após rotura
E Módulo de elasticidade 1400

1200
Ensaio de tracção

tensão MPa

η = 0,1%
1000

800

Rm Rm 600

Re R0,2%
400

200

0
0 1 2 3 4 5

extensão %
Aço macio Agt Aço duro Agt

31
Materiais de Construção 1 95 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Varões de aço para betão armado


ARMADURAS ORDINÁRIAS

REBAP – Regulamento de Estruturas de Betão


Ensaio de tracção

Armado e Pré-esforçado, Decreto-Lei 349-C/83

•Especifica os tipos de armaduras


•Especifica as principais características de
cada tipo de armadura
•Estipula a obrigatoriedade da sua prévia
CLASSIFICAÇÃO pelo LNEC
71

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP Quadro V - Tipos correntes de varões

Designa- Processo de Configur Caracter Características mecânicas


ção fabrico ação da ísticas de
Tracção (1) Dobragem (2)
superfíci aderênci
e a Tensão de Tensão Extensão Dobr Dobragem-desdobragem
cedência ou t. de após agem (5)

limite rotura rotura (3) simpl


12<Ø≤18
18<Ø≤25
25<Ø≤32
32<Ø≤40

convencional de fsuk εsuk es (4)


proporcionalidad MPa %
e a 0,2%
fsyk ou fs0,2k
MPa
A235NL Laminado a Lisa Normal 235 360 24 2φ - - - -
quente
Rugosa Alta 2φ (6) 5φ 7φ 8φ 10φ
A235NR
A400NR Laminado a Rugosa Alta 400 460 14 3φ(6) 6φ 8φ 10φ 12φ
quente
A400ER Endurecido a Rugosa Alta 400 460 12 3φ(6) 6φ 8φ 10φ 12φ
frio
A400EL Endurecido a Lisa Normal
frio c/ torção
A500NR Laminado a Rugosa Alta 500 550 12 4φ(6) 8φ 10φ 12φ 14φ
quente
A500ER Endurecido a Rugosa Alta 500 550 10 4φ(6) 8φ 10φ 12φ 14φ
frio
72
A500EL( Lisa Normal 4φ - - - -
7)

32
Materiais de Construção 1 96 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Agora
ISO 15630-1 e ISSO 6892
NP EN 10002-1

(1)Ensaio segundo a Norma Portuguesa NP 105. Para os aços endurecidos,


estas características devem ser determinadas após envelhecimento artificial
(30 min a 250oC e arrefecimento à temperatura ambiente).
(2)Os valores indicados no quadro designam os diâmetros dos mandris,
sendo φ o diâmetro dos varões.
φ.
(3)Comprimento de referência inicial igual a 5φ
(4)Ensaio segundo a Norma Portuguesa NP 173, com ângulo de dobragem de
180º.
(5)Dobragem a 90º segundo a Norma Portuguesa NP 173, seguida de
aquecimento durante 30 min a 100oC, arrefecimento à temperatura ambiente
e posterior desdobragem de 20º.
(6)Somente exigido para varões com diâmetro igual ou menor que 12 mm.
(7)Somente sob a forma de redes electrossoldadas. 73

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP – Regulamento de Estruturas de Betão


Armado e Pré-esforçado, Decreto-Lei 349-C/83

MAS: Devido à evolução da normalização internacional incluindo o Eurocódigo 2


o LNEC publicou uma série de especificações em que se apresentam as condições a
que os varões devem obedecer com vista à classificação pelo LNEC.

ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 449 VARÕES DE AÇO A400NR PARA ARMADURAS DE


BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação. 2008
ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 450 VARÕES DE AÇO A500NR PARA ARMADURAS DE
BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação. 2008
ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 455 VARÕES DE AÇO A400NR DE DUCTILIDADE ESPECIAL
PARA ARMADURAS DE BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação. 2008
ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 456 VARÕES DE AÇO A500ER PARA ARMADURAS DE
BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação. 2008
ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 460 VARÕES DE AÇO A500NR DE DUCTILIDADE ESPECIAL
PARA ARMADURAS DE BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação. 2008

33
Materiais de Construção 1 97 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

76

34
Materiais de Construção 1 98 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Classificação dos produtos siderúrgicos


FERRO FORJADO AÇO FERRO FUNDIDO
0,05%duro ~2% cast iron 5%
(Fe macio) wrought iron pré-esforço
macio
%C
Maleável
Maleável.. Não temperável Maleável
Maleável.. Temperável Frágil. Resistente à corrosão
Temp
Temp.. de fusão
fusão:: 1500 a 1600
1600ºC
ºC Temp.. de fusão
Temp fusão:: 1350
1350ºC
ºC Temp
Temp.. de fusão: 1100º-1250ºC
Terminologia

Aço de carbono ultra baixo < 0.01% Ex. chapa automóvel; rede de galinheiro
Aço de carbono extra baixo < 0.02%
(flexível)

Ex. chapa automóvel; tubagem


Aço de baixo carbono 0.05-0.15% Ex. tubagem
Aço macio 0.10-0.25% Ex. aço laminado como varões para b. armado
Aço de carbono médio 0.25-0.5% Ex: máquinas; perfis caminhos Fe
Aço de carbono elevado 0.5-0.9% Ex: máquinas; aço pre-esforço
Aço de ferramentas 0.9-1.7% Ex:ferramenta; molas (inox)

Relativamente moles e podem ser trabalhados a frio por serem dúcteis e moldáveis; soldáveis

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço de carbono ultra baixo < 0.01% Ex. chapa automóvel; rede de galinheiro
Aço de carbono extra baixo < 0.02% Ex. chapa automóvel; tubagem
Aço de baixo carbono 0.05-0.15% Ex. tubagem
Aço macio 0.10-0.25% Ex. aço laminado como varões para b. armado
Aço de carbono médio 0.25-0.5% Ex: máquinas; perfis caminhos Fe
Aço de carbono elevado 0.5-0.9% Ex: máquinas; aço pre-esforço
Aço de ferramentas 0.9-1.7% Ex:ferramenta; molas (inox)

Relativamente moles e podem ser trabalhados a frio por serem dúcteis e moldáveis; soldáveis

A 400 NR, A400 NR SD, Todos a mesma


composição!
A500 NR, A500 NR SD, A500 ER
Análise C% P% S% N(1) % Ceq (2) %
vazamento 0,22 0,050 0,050 0,012 0,50
Produto final 0,24 0,055 0,055 0,013 0,52

1
Materiais de Construção 1 99 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Mas as propriedades das ligas de Ferro e


do aço são determinadas por:

A quantidade de Carbono é muito importante mas…


Teor de C

Mas também por:


Teor de Silício
Elevada resistência mecânica
Manganês
Níquel
Vanádio Elevada resistência e
tenacidade
Molibdénio
Elevada resistência corrosão
Crómio (aços inoxidáveis: 10,5% de Crómio)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Soldabilidade

2
Materiais de Construção 1 100 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

A400 NR A400 NR SD
A500 NR Soldabilidade A500 NR SD
ductilidade alta ductilidade especial

Estes aços apresentam aptidão para qualquer tipo de soldadura


devido à sua composição química, com reduzido teor em carbono e
baixos teores de outros elementos prejudiciais à soldadura. O teor em
carbono equivalente é: % Cequiv ≤ 0,52 %

Análise C% P% S% N(1) % Ceq (2) %


vazamento 0,22 0,050 0,050 0,012 0,50
Produto final 0,24 0,055 0,055 0,013 0,52

De acordo com
Mn Cr + Mo + V Cu + Ni
Ceq = C + + + EN10080 e portanto
EC2
6 5 15

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Soldabilidade

•Aço para betão armado


•Aço para pré-esforço

3
Materiais de Construção 1 101 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

TRATAMENTOS DOS AÇOS

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

TRATAMENTOS DOS AÇOS


• Reduzir/eliminar tensões internas
• Conferir determinadas propriedades
A
P •Laminagem a quente Se
Ó Aços naturais TRATAMENTOS Aços tratados
•Arrefecimento ao ar
S posteriores

TRATAMENTOS DOS AÇOS

Laminagem a quente (hot rolling) •mecânicos


Operação efectuada a uma temperatura
superior à de recristalização do aço •térmicos
e pela qual se transforma o bilete/lingote
(metal vazado) em varões. •termo
termo--mecânicos
•termo
termo--químicos
•superficiais

4
Materiais de Construção 1 102 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

processos de deformação
•mecânicos a Quente ou a Frio
melhoram propriedades mecânicas
processos de aquecimento e arrefecto
TRATAMENTOS DOS AÇOS

modificam a sua estrutura


•térmicos
melhorando características mecânicas
sem alterar composição química

t. térmicos + mecânicos
termo-
termo- em determinada fase de produção
mecânicos
melhoram muito resistência

termo- químicos
termo-

superficiais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•mecânicos

•térmicos
•termo
termo--mecânicos
TRATAMENTOS DOS AÇOS

p. térmicos + químicos
modificam composição química
•termo
termo-- químicos
de uma película superficial

processos que originam


•superficiais depósitos na superfície
melhoram qualidades
superficiais

5
Materiais de Construção 1 103 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Tem como objectivo originadas por arrefecimento


desigual, etc.
remoção das tensões internas
aumento ou diminuição da dureza
melhoria da ductilidade
aumento da resist. à tracção e ao
desgaste melhoria das condições de
TRATAMENTOS DOS AÇOS

fabrico melhoria da resistência à corrosão


melhoria da resistência ao calor melhoria
das prop. eléctricas e magnéticas

melhoria de uma prejudica outras


Ex: aumento da resistência (tratamento mecânico a frio)
conduz geralmente a uma diminuição ductilidade

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Laminagem A quente > Trecristalização mas < Tfusão


•mecânicos
A frio <Trecristalização

+importantes •Trefilagem e Estiragem


TRATAMENTOS DOS AÇOS

•térmicos
•TEMPCORE
Recozimento, Normalização,
Têmpera e Revenido …

•termo-
termo-
mecânicos

termo- químicos
•termo-

•superficiais

6
Materiais de Construção 1 104 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

TRATAMENTOS TÉRMICOS

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•térmicos Recozimento, Normalização, Têmpera e Revenido, Tempcore

TEMPCORE
Caixa de
Após a última caixa de laminagem Arrefecimento
Tanque

•Caudal regulável 15 m
•Temperatura regulável
Passagem mtº rápida
arrefecimento superficial do varão que se torna cinzento
Logo depois o varão volta ao rubro por aquecimento da
superfície pelo núcleo interior
arrefece depois lentamente até à temperatura ambiente

7
Materiais de Construção 1 105 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Térmicos TEMPCORE A 400N e


A500N só
previsto R
(REBAP)
Varões para A 400 NR SD
ductilidade especial
betão armado
A 500 NR SD Special
Ductility
A 400 NR SD e A 500...

•a mesma composição química


A 500...
comparando

•a mesma laminagem
•tratamento térmico efectuado em diferentes
A 400 NR e

condições: diferente grau de arrefecimento


através da regulação do caudal de água da caixa
de arrefecimento.
O t. térmico é que diferencia estes 4 tipos de aço

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

O t. térmico é que diferencia estes 4 tipos de aço


A400NR A400NR SD A500NR A500NR SD

•A mesma composição química


•O mesmo tipo de laminagem
•Tratamento térmico diferente
Produtos
diferentes

Em termos de resistência
A400NR A400NR SD

Em termos de ductilidade A500NR A500NR SD

8
Materiais de Construção 1 106 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

O tratamento térmico é que


diferencia estes 4 tipos de
aço!
Em termos de resistência e
em termos de ductilidade

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Por ex:
A400 NR Agt>5%
alta ductilidade
A400NR SD Agt>8%
ductilidade especial

600

500
Diferenças na ductilidade
400
Tensão MPa

300

200

100

0
0 Agt>5% Agt>8%
extensão Mpa

9
Materiais de Construção 1 107 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

A400 NR A400 NR SD
A500 NR Diferenças na A500 NR SD
ductilidade
ductilidade alta ductilidade especial
Características mecânicas mínimas A400 NR (E449 2008)
Re (1) MPa Rm(1) Agt(2) Rm/Re(2)
400 460 5% 1,08
(1) Valores característicos referentes ao quantilho de 5%
(2) Valores característicos referentes ao quantilho de 10%

Características mecânicas A400 NR SD (E455 2008)

Re (1)MPa Re /400(3) Agt (2) Rm/Re (2) Rm/Re(3)


400 1,20 8% 1,15 1,35
(1) Valor característico mínimo referente ao quantilho de 5%
(2) Valor característico mínimo referente ao quantilho de 10%
(3) Valor característico máximo referente ao quantilho de 90%

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•mecânicos
TRATAMENTOS DOS AÇOS

•TEMPCORE
•térmicos Recozimento, Normalização,
Têmpera e Revenido …

•termo-
termo-
mecânicos

termo- químicos
•termo-

•superficiais

10
Materiais de Construção 1 108 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

IDENTIFICAÇÃO VISUAL
A400 NR
A400NR SD

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

600
A 400 NR 500
A 400 NR SD
400
Tensão MPa

300

200

100

0
0
extensão Mpa

Todos os aços N
(Natural ou laminado a quente
Com diferentes afastamentos Com afastamentos iguais
ou macio)
(c1≠c2 ) nos dois lados do (c) e a mesma inclinação
varão. nos dois lados
2 séries de nervuras
Na mesma série as nervuras
transversais 29
têm a mesma inclinação.

11
Materiais de Construção 1 109 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

para betão armado (mais usados)


A500 NR A500 NR SD Por ex:
Alta ductilidade Ductilidade especial
A500 NR Agt>5%
LNEC E 450-1998 LNEC E 460-2002

500 MPa 500 MPa


alta ductilidade
Re/500 ≤ 1,20 (90%)
550MPa 550MPa
A500NR SD Agt>8%
1,08 1,15 ductilidade especial
- 1,35

5% 8%

Sim pois Ceq <0,52 * Sim pois Ceq <0,52 *


6 8 10 12 16 20 25 32 40 6 8 10 12 16 20 25 32 40
500 MPa

Diferenças na ductilidade
Tensão MPa

0 Agt>5% Agt>8%
extensão

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

IDENTIFICAÇÃO VISUAL
A500 NR
A500NR SD

12
Materiais de Construção 1 110 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

A 500 NR A 500 NR SD

500 MPa

Uma série com nervuras com


Todos os aços N
a mesma inclinação e
(Natural ou laminado a quente Cada das 2 séries
afastamento
ou macio) constituída por duas
A outra série contêm duas
subséries de nervuras com o subséries de inclinações
2 séries de nervuras diferentes e uniformemente
mesmo afastamento mas de
transversais espaçadas
inclinações diferentes (β2≠β3)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
e como de diferenciam visualmente?????

A400 NR A400NR SD
RESUMO

13
Materiais de Construção 1 111 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

A400 NR A400NR SD
e como se identificam ?????
RESUMO

A500 NR A500NR SD

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

TRATAMENTOS MECÂNICOS

14
Materiais de Construção 1 112 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Laminagem A quente > Trecristalização mas < Tfusão


•mecânicos
A frio <Trecristalização

+importantes
TRATAMENTOS DOS AÇOS

•Trefilagem e Estiragem

processos de deformação do aço que melhoram as


propriedades mecânicas
Impõe-se aumento da tensão de rotura por tracção
deformação
permanente aumento da tensão limite de elasticidade

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
•mecânicos

•Laminagem
TRATAMENTOS DOS AÇOS

15
Materiais de Construção 1 113 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1 2009


Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

laminagem dos biletes


(ou lingotes) •Bilete entra ao rubro,
Tratamento mecânico, em geral, a apanhado pelos cilindros
quente que permite obter várias •É comprimido e estirado ao
formas e dimensões de passar entre os cilindros
•Chapas Fios varões etc. pois h0>h1

Calibres e cilindros de
laminagem para perfis

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Maia : mx
mx.. 19 caixas; última caixa: MARCAÇÃO
laminagem Por ex: Ø 10 mm — 19 caixas Ø 32 mm — 13 caixas

Trem de laminagem – sucessão


de caixas com cilindros com
calibresdiversos até se obter o
perfil e dimensão desejados.

Laminador oblíquo Laminador para


para fabrico de fabrico de perfis
tubos sem costura especiais
Calibres e cilindros
de laminagem para
varões

16
Materiais de Construção 1 114 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•mecânicos

•Laminagem
A quente
temperatura > Trecristalização mas < Tfusão
TRATAMENTOS DOS AÇOS

Bilete entra ao rubro e é


apanhado pelos cilindros
É comprimido e estirado ao
passar entre os cilindros Calibres e cilindros de
laminagem para varões

•Diminuição progressiva da secção Últimas caixas


•Aumento do seu comprimento 80-120m/s!

•Aumento da velocidade dos cilindros nas caixas

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

tratamento mecânico a frio pode ser


•Laminagem A frio <Trecristalização
•mecânicos

seguido por t. térmico para permitir o


desaparecimento das tensões internas
TRATAMENTOS DOS AÇOS

Matéria prima:
aço laminado a quente
Trem de laminagem a frio:
4 ou 5 caixas de laminagem
Emulsão
refrigerante/lubrificante
para:
•Eliminar o calor produzido
durante a laminação
•Manter o atrito reduzido
•Evitar desgaste excessivo
dos cilindros

17
Materiais de Construção 1 115 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•mecânicos

•Laminagem A frio <Trecristalização

Matéria prima:
aço laminado a quente
TRATAMENTOS DOS AÇOS

Trem de laminagem a frio:


4 ou 5 caixas de laminagem

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Laminagem A frio <Trecristalização


•mecânicos

Trem de laminagem a frio:


4 ou 5 caixas de laminagem
TRATAMENTOS DOS AÇOS

Última caixa com impressão das nervuras

Por ex:

A500 ER

18
Materiais de Construção 1 116 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•mecânicos

•Laminagem A frio <Trecristalização


TRATAMENTOS DOS AÇOS

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

aço para A400NR A400NR SD


betão A500NR A500NR SD
armado
•Laminagem A quente
•mecânicos A frio A500ER
TRATAMENTOS DOS AÇOS

•Estiragem e Trefilagem

19
Materiais de Construção 1 117 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

e como de diferenciam visualmente?????

A400NR A400NR SD
A500NR A500NR SD A500ER

Todos os aços N
(Natural ou laminado a Aço E
quente ou macio) (endurecido a frio)
2 séries de nervuras transversais 3 séries de nervuras transversais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Laminagem
A quente
•mecânicos A frio

•Trefilagem e Estiragem
TRATAMENTOS DOS AÇOS

Estiragem aplicação de tracção às barras ou fios


fios.. Tem o inconveniente dos
materiais não ficarem homogéneos, tanto em dimensões como no alongamento
que tiveram, apresentando variações da secção em diferentes zonas

Trefilagem consiste na estiragem


através de fieiras:: o metal é forçado a
passar por orifícios de moldagem - a fieira
- sendo simultaneamente traccionado

20
Materiais de Construção 1 118 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Trefilagem consiste na estiragem através de fieiras fieiras:: o metal é forçado a passar


por orifícios de moldagem - a fieira - sendo simultaneamente traccionado

•As passagens sucessivas nas fieiras vão diminuir o


diâmetro do fio até à dimensão pretendida.
•Obtêm-se fios bem calibrados com prop. + homogéneas
(menos inconvenientes que estiragem).
fieira
•Processo utilizado para armaduras pré-
pré-esforçadas
esforçadas.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Laminagem A quente
TRATAMENTOS DOS AÇOS

•mecânicos A frio

•Estiragem e Trefilagem

MATÉRIA PRIMA para Laminagem a frio


aço laminado a quente Estiragem e trefilagem

21
Materiais de Construção 1 119 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Laminagem A quente
•mecânicos A frio

•Estiragem e Trefilagem
TRATAMENTOS DOS AÇOS

Estiragem aplicação de tracção às barras ou fios. Tem o


inconveniente dos materiais não ficarem homogéneos, tanto em
dimensões como no alongamento que tiveram, apresentando variações
da secção em diferentes zonas
Trefilagem consiste na estiragem através
de fieiras: o metal é forçado a passar por
orifícios de moldagem - a fieira - sendo
simultaneamente traccionado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

1
Materiais de Construção 1 120 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Matéria prima – aço laminado a quente com alto teor em C (por ex. 0,8%)

Decapagem

Fosfatação

Trefilagem

Estabilização

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

eliminar óxidos de laminagem (carepa)


Decapagem produzidos a altas temperaturas e a película de
oxidação atmosférica. Ex: solução de ácido clorídrico

2
Materiais de Construção 1 121 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Fosfatação

tratamento superficial que assegura


através da aplicação de um
revestimento na superfície do Fio
Laminado, uma eficaz lubrificação
durante a trefilagem. Ex:fosfato de zinco

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Trefilagem

Tratamento efectuado em máquinas com várias fieiras


consecutivas que reduzem o diâmetro do fio, aumentando a
sua resistência por sucessivas deformações a frio

O fio é “alongado” na fieira

3
Materiais de Construção 1 122 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré - esforço

Trefilagem

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré - esforço

Trefilagem

fieira

4
Materiais de Construção 1 123 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Estabilização

O tratamento de estabilização é um processo termomecânico de


envelhecimento que consiste em aplicar um esforço de tracção em
simultâneo com um aquecimento a ≈ 400º
400º C.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Estabilização
Tracção (última trefilagem) + trat. térmico

Tracção (última trefilagem


trefilagem)) + trat
trat.. Témico

5
Materiais de Construção 1 124 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Estabilização

•Elimina as tensões residuais (induzidas Tracção (última trefilagem) + trat


trat.. Térmico
durante o processo de trefilagem)
•Reduz relaxação (forno)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Estabilização

•Maior tensão de ruptura


•Maior tensão limite convencional de proporcionalidade
•Maior relação Rp0.1/Rm
Tracção (última trefilagem) + trat
trat.. Témico
•Muito menor relaxação
(arrefecimento)

6
Materiais de Construção 1 125 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Estabilização

Combinada ou não com a indentagem dos fios com dispositivo apropriado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Estabilização

7
Materiais de Construção 1 126 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Um material submetido a um tratamento


de estabilização correcto apresenta-se
sem memória de enrolamento, isto é,
quando estendido livremente, auto
endireita, sem apresentar curvatura
significativa. Tendo em atenção este
efeito, a flecha é um indicador
Estabilização correlacionado com o grau de
estabilização do arame

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

Decapagem

Fosfatação

Trefilagem

Estabilização

8
Materiais de Construção 1 127 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

9
Materiais de Construção 1 128 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para pré-


pré-esforço

10
Materiais de Construção 1 129 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Texto de apoio:

Especificação do LNEC

E452 - FIOS DE AÇO PARA


PRÉ-ESFORÇO Características e Ensaios

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Normalização:
E452-2006 FIOS DE AÇO PARA PRÉ-ESFORÇO
Características e Ensaios
E453-2003 CORDÕES DE AÇO PARA PRÉ-ESFORÇO
Características e Ensaios
E459-2002 VARÕES DE AÇO PARA PRÉ-ESFORÇO
Características e Ensaios

REBAP – Regulamento
prEN 10138-1 desteels
– Prestressing Estruturas
– Part de Betão armado e
1: General
requirements (projecto de norma harmonizada)
Pré-esforçado
prEN 10138-2 – Prestressing steels – Part 2: Wire (projecto de
NP ENV 1992-1.1 1998 – Eurocódigo 2: Projecto de
norma harmonizada)
estruturas
prEN 10138-3 – de betão – Parte
Prestressing 1.1:
steels Regras
– Part gerais
3: Strand e
(projecto
regras para edifícios
de norma harmonizada)
prEN 10138-4 – Prestressing steels – Part 3: Bars (projecto de
norma harmonizada)

11
Materiais de Construção 1 130 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

E452-2002 FIOS DE AÇO PARA PRÉ-


ESFORÇO Características e Ensaios
Ø nominal mm
Designações: (4, 5, 6, 7, 9,4)

Y 1770 C 5,0 I
C fio trefilado
Aço de Nº de 4
pré- algarismos é a (S cordão,...)
esforço tensão de rotura I indentado
em MPa M marcado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

indentado cuja superfície apresenta reentrâncias


marcado cuja superfície apresenta marcas

Dimensões das marcas e indentagens (mm)


Diâmetro Profundidade, a Comprimento Passo
mm l p
marcado indentado

4,0 ; 5,0 0,05 ± 0,02 0,12 ± 0,04 3,5 ± 0,5 5,5 ± 0,5

5,0 ; 7,0 ; 0,07 ± 0,03 0,15 ± 0,04 5,0 ± 0,5 5,0 ± 0,5
9,0

12
Materiais de Construção 1 131 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Laminagem A quente
TRATAMENTOS DOS AÇOS

•mecânicos A frio

•Estiragem e Trefilagem

MATÉRIA PRIMA para Laminagem a frio


aço laminado a quente Estiragem e trefilagem

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

aço para A400NR A400NR SD


betão A500NR A500NR SD
armado
•Laminagem A quente
TRATAMENTOS DOS AÇOS

•mecânicos A frio A500ER

•Estiragem e Trefilagem

aço para betão pré-esforçado

13
Materiais de Construção 1 132 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
Works identification Works identification number

SN Maia - Siderurgia Nacional, S.A.


4425-514 S. PEDRO DE FINS – MAIA 32
Portugal

CODIMETAL – Comércio e Indústria de Aços e Metais, S.A.


Lugar das Formas (à Barra Cheia)
CCI Nº13602 33
2950 QUINTA DO ANJO
Portugal
SN Seixal - Siderurgia Nacional, S.A.
2840-996 PAIO PIRES – SEIXAL 34 and 60(*)
Portugal
ACAIL, Indústria e Comércio de Ferro e Aços, Lda
Apartado 707
4524-906 SOUTO VFR 35
Portugal

SOCITREL, Sociedade Industrial de Trefilaria, S.A.


Apartado 7
4746-908 SÃO ROMÃO CORONADO 36
Portugal

FAPRICELA – Indústria de Trefilaria, S.A.


Apartado 5
Manga da Granja 38
3050 – ANÇÃ
Portugal

INFERCHAPA – Indústria de Ferro e Chapa, S.A.


Apartado 375
Vale de Grou 39
3754-909 ÁGUEDA
Portugal

(*) nº 34 for hot rolled products and nº 60 for cold worked products

14
Materiais de Construção 1 133 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Laminagem A quente
TRATAMENTOS DOS AÇOS

•mecânicos A frio

•Estiragem e Trefilagem

MATÉRIA PRIMA para Laminagem a frio


aço laminado a quente Estiragem e trefilagem

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Sem nunca
atingir o ponto
de fusão i. e. No
•mecânicos estado sólido

processos de deformação
a Quente ou a Frio
melhoram propriedades mecânicas
TRATAMENTOS DOS AÇOS

aumento da tensão limite de elasticidade


deformação
permanente aumento da tensão de rotura por tracção

1
Materiais de Construção 1 134 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Sem nunca
atingir o ponto
de fusão i. e. No
•mecânicos estado sólido

processos de deformação
a Quente ou a Frio
melhoram propriedades mecânicas
TRATAMENTOS DOS AÇOS

aumento da tensão limite de elasticidade


deformação
permanente
aumento da tensão de rotura por tracção

?
Como???????

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
PRÁTICAS Joana de Sousa Coutinho

Este fenómeno é aproveitado para


melhorar certas características do
aço: endurecimento a frio
Por ex: A400N→A500E

Por ex: A400 NR Por ex: A500 ER Por ex: aço pré-esforço

Os grãos alongam-se menos (laminado a frio) ou mais (estirado))

Deformação permanente (zona plástica)→ “endurece” o aço

2
Materiais de Construção 1 135 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1 2010


PRÁTICAS AÇOS Joana de Sousa Coutinho

Deformação permanente (zona plástica)→ “endurece” o aço

Ou designado por Trabalho a frio


1. ENDURECIMENTO POR TORÇÃO
Processo em desuso Modificações imediatas
Equipamento de torção a •Aumento da tensão de rotura
comprimentos constante •Diminuição da ductilidade
AULAS PRÁTICAS

2. ENDURECIMENTO POR TRACÇÃO •Aumento do limite elástico


•Descarga na zona plástica •Diminuição da ductilidade
• Ensaio à tracção imediato

3. ENDURECIMENTO POR TRACÇÃO


•Aumento do limite elástico
•Descarga na zona plástica
•Aumento da tensão de rotura
• Ensaio à tracção posterior •Diminuição da ductilidade

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
PRÁTICAS Joana de Sousa Coutinho

1. ENDURECIMENTO POR TORÇÃO


Processo em desuso

Antigamente eram
utilizados processos
como a TORÇÃO :

Equipamento de torção a
comprimentos constante

3
Materiais de Construção 1 136 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
PRÁTICAS AÇOS Joana de Sousa Coutinho

1. ENDURECIMENTO POR TORÇÃO


Processo em desuso
25

20

15

torcido com 5 voltas


10 tracção normal
torcido com 15 voltas

0
-2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

-5

Deformação permanente por torção (tratamento em desuso)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
PRÁTICAS AÇOS Joana de Sousa Coutinho

2. ENDURECIMENTO POR TRACÇÃO


•Descarga na zona plástica
• Ensaio à tracção imediato
16

14

12

10

8
endurecido
tracção normal
6

0
-2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20

-2

Descarga na zona plástica e nova carga imediata

4
Materiais de Construção 1 137 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
PRÁTICAS AÇOS Joana de Sousa Coutinho

2. ENDURECIMENTO POR TRACÇÃO


carga imediata a seguir à descarga Passados dias

20

3. ENDURECIMENTO POR TRACÇÃO


18

carga temporalmente posterior


16

14

12
Força (kN)

10

2 Aço macio
Endurecimento por tracção
0
0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20
Deslocamento (mm)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
PRÁTICAS Joana de Sousa Coutinho

HOJE:
Trabalho a frio
(endurecimento) é
realizado com
tratamentos mais eficazes
e mais simples de realizar
por ex.
laminagem a frio

5
Materiais de Construção 1 138 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

No ensaio de tracção se se proceder a uma descarga na zona plástica, por ex. em M

e imediatamente a seguir se proceder a nova carga


esta retoma o diagrama Souza,
pg. 33
cedência
Rm2~Rm1
comportamento plástico

Re2> Re1
ε2 <ε1
Re2
Re1

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

descarga em T e
Se se continuar a carregar e se se proceder a uma nova

se se deixar em repouso algum tempo (dias)


comportamento plástico

6
Materiais de Construção 1 139 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço descarregado em
repouso
algum tempo (dias)
Ou menos tempo mas a
determinada temperatura;
por ex.
150ºC só algumas horas

Artificial se por
Envelhecimento aquecimento

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Se se proceder a nova carga em R


O novo aço é mais “duro”: Mais resistente mas menos ductil
comportamento plástico

Rm3> Rm2
Re3 > Re2
< ductilidade
<resistência à corrosão

endurecimento a frio
E

7
Materiais de Construção 1 140 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Este fenómeno é aproveitado para


melhorar certas características do
aço: endurecimento a frio
E

Por ex: A500 NR Por ex: A500 ER Por ex: aço pré-esforço

Os grãos alongam-se menos (laminado a frio) ou mais (estirado))

Porquê mais duro?

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Porquê mais duro?


Na deformação ocorrem movimentos das imperfeições
cristalinas, principalmente discordâncias, ao longo dos
planos de deslizamento
A interacção das
discordâncias com outras
discordâncias é muito mais
frequente e estas tem então
mais dificuldade em se
movimentar.
Os contornos dos grãos são
exemplos de barreiras à
106 a 108 cerca 1012 movimentação de discordâncias
que se empilham nesses
discordâncias contornos.
pela mesma unidade de área

8
Materiais de Construção 1 141 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Grãos e contornos dos grãos

Aço: estrutura
policristalina em que cada
grão é um cristal

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Formação dos grãos

• Os grãos resultam da
nucleação aleatória no líquido
• A estrutura dos grãos em
sólidos pode ser modificada
por:
deformação
recristalização

Nucleação de grãos durante a


200 µm solidificação de um líquido

9
Materiais de Construção 1 142 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Contornos dos grãos

• A interface entre cristais


adjacentes ou grãos é o
contorno do grão

O contorno do grão apresenta


muitas “imperfeições” que
impedem que as discordâncais
se movimentem

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Deslocações = Discordância (dislocation)

• deslocações são imperfeições


na rede atómica
Ex: meio plano extra de
atómos
m. electrónico

100nm

1 nm deslocação

10
Materiais de Construção 1 143 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Porquê mais duro?


Num aço deformado (endurecido a frio), durante a
deformação as deslocações
•multiplicam-
multiplicam-se e conduzindo a um
•interactuam umas com aumento da resistência
as outras,
outras mecânica do material

A desordem (de discordâncias) é tal


que se torna mais difícil o escorregamento posterior,
posterior
sendo necessário para que se verifique escorregamento,
fornecer mais energia – o aço é

mais resistente

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

macio

11
Materiais de Construção 1 144 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

resistência à rotura

tensão de cedência

estricção

extensão após rotura

Redução de secção por trabalho a frio, %

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
A quente
A frio

tratamento mecânico a frio pode ser seguido por t. térmico


para permitir o desaparecimento das tensões internas

12
Materiais de Construção 1 145 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ENSAIOS MECÂNICOS
Permitem perceber como os materiais se comportam
quando lhes são aplicados esforços
Ensaios Destrutivos provocam a inutilização do material ensaiado
Tipos

Ensaios Não Destrutivos

Ensaio de tracção
Ensaio de dureza
Ensaio de dobragem
Ensaio de fadiga (solicitações cíclicas)
Ensaio de fluência
1

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

dobragem Depois do corte os varões tem


de ser dobrados para terem a
forma pretendida e constituir as
armaduras elementares

O aço resiste à dobragem


?
1
Materiais de Construção 1 146 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaios de dobragem destrutivos


OBJECTIVO determinar a capacidade dos
materiais para suportar a
deformação plástica imposta por
dobragem
Informação complementar sobre a
ductilidade dos materiais - informação qualitativa

Largamente utilizados para a avaliação do


comportamento de:
•armaduras para a construção civil,
•juntas soldadas,
•tubos e
•arames.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

E 450 A500NR 2008


E 460 A500NR SD 2008
E 449 A400NR 2008
E 455 A400NR SD 2008

2
Materiais de Construção 1 147 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

E 449 A400NR 2008


E 455 A400NR SD 2008

E 450 A500NR 2008


E 460 A500NR SD 2008

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EN ISO 15630-
15630-1 Steel for the reinforcement and prestressing of
concrete — Test methods —Part 1: Reinforcing bars, wire rod and wire

T influência o resultado do ensaio


T entre 10 e 35ºC
Dobragem simples

φ≤ 12mm

180º

3
Materiais de Construção 1 148 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

φ> 12mm
Dobragem desdobragem

90º

min 20º

ou

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Resultado dos ensaio de dobragem

Ensaio de dobragem satisfatório na ausência de fissuras


na parte convexa do provete

4
Materiais de Construção 1 149 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2

5
Materiais de Construção 1 150 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2

20

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

normalização

AÇO PARA BETÃO ARMADO


Armaduras ordinárias (REBAP, Artº21)

PERFIS E CHAPAS DE AÇO PARA EDIFÍCIOS


REAE Norma NP EN 10025 Euro Código 3
Elementos de aço para estruturas de aço em
edifícios e obras análogas
AÇO PARA BETÃO ARMADO
EC2 Eurocódigo 2

6
Materiais de Construção 1 151 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

NORMALIZAÇÃO
No futuro apenas:

Os Eurocódigos
estruturais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

9 Códigos estruturais desenvolvidos para a CEN

Objectivo: harmonizar os requisitos de projecto

1
Materiais de Construção 1 152 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

A estrutura dos ECs


• ECs são publicados em partes, divididas em:
• Capítulos e anexos
Secções {N.n}
Claúsulas {N.n.n} and subcláusulas {N.n.n.n}
Parágrafos {N.n.n.n.(p)}

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

a) REBAP
1.Aço para betão armado
b) E LNEC

2.Aço para betão pré-esforçado


c) EC2
Presentemente

3.Aço para construção metálica

Perfis, chapas, etc. d) REAE

e) EN 10025

f) EC3

2
Materiais de Construção 1 153 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

1. Aço para betão armado

2. Aço para betão pré-esforçado

a) REBAP Regulamento de estruturas de betão armado e pré-esforçado

b) Especificações do LNEC

c) EC2 Eurocódigo 2

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

a) REBAP
a) REBAP
1. Aço para betão armado

3
Materiais de Construção 1 154 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Varões de aço para betão armado


ARMADURAS ORDINÁRIAS

REBAP
a) REBAP

Regulamento de Estruturas de
Betão Armado e Pré-esforçado
1. Aço para betão armado

Decreto-Lei 349-C/83
•Especifica os tipos de armaduras
•Especifica as principais características de
cada tipo de armadura
•Estipula a obrigatoriedade da sua prévia
CLASSIFICAÇÃO pelo LNEC

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP
Regulamento de Estruturas de
Betão Armado e Pré-esforçado
a) REBAP

AÇO PARA BETÃO ARMADO


Armaduras ordinárias (REBAP, Artº21 a 25º)
PROCESSO DE FABRICO
1. Aço para betão armado

CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS
CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS
CARACTERÍSTICAS DE DOBRAGEM
CARACTERÍSTICAS DE SOLDABILIDADE
CARACTERÍSTICAS DE ADERÊNCIA

4
Materiais de Construção 1 155 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP
PROCESSO DE FABRICO
a) REBAP

laminado a quente (N)


endurecido a frio (E)
CARACTERÍSTICAS GEOMÉTRICAS
1. Aço para betão armado

varões nervurados Ø (mm)


dimensões
Forma e

6, 8, 10, 12, 16, 20, 25, 32, 40


fios (varões lisos) Ø (mm) 6 a 16
redes electrossoldadas
(A500) Ø (mm): 3 a 12
Configuração lisa (L)
da superfície rugosa (R)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

SIDERURGIA NACIONAL
EMPRESA DE
PRODUTOS LONGOS,
S.A.

A 400 NR
A 500 NR
A 400 NR SD
A 500 NR SD

8 a 32mm
11

5
Materiais de Construção 1 156 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP
CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS
a) REBAP

(valores característicos)

tensão de cedência fsyk ou


tensão limite convencional de proporcionalidade f0,2k
1. Aço para betão armado

tensão de rotura (valor característico) fsuk

extensão após rotura εsuk

classes de resistência ( ft k /fy k ) > 1,05


A235 A400 A500

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para betão armado


simbologia do EC2
a) REBAP
1. Aço para betão armado

Aço laminado a quente Aço endurecido a frio

6
Materiais de Construção 1 157 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP
a) REBAP

CARACTERÍSTICAS DE DOBRAGEM
CARACTERÍSTICAS DE SOLDABILIDADE
CARACTERÍSTICAS DE ADERÊNCIA
1. Aço para betão armado

varões lisos - aderência normal;


varões rugosos - alta aderência

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ENSAIOS DE DOBRAGEM PARA TIPOS


CORRENTES DE ARMADURAS ORDINÁRIAS
segundo o REBAP - Artº 22.1 Quadro V
DOBRAGEM SEGUNDO A NORMA NP173 (1996)
a) REBAP

Dobragem simples a 180º


aplicável aos aços
→com superfície lisa (L) e
1. Aço para betão armado

→com superfície rugosa (R) com Ø ≤ 12mm


Dobragem - desdobragem
aplicável aos aços
→ com superfície rugosa (R) com Ø > 12mm
a) dobragem a 90º
b) aquecimento durante 30 min a 100º e arrefecimento à T ambiente
c) desdobragem de 20º

7
Materiais de Construção 1 158 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP
a) REBAP

CARACTERÍSTICAS DE DOBRAGEM
CARACTERÍSTICAS DE SOLDABILIDADE
CARACTERÍSTICAS DE ADERÊNCIA
1. Aço para betão armado

varões lisos - aderência normal;


varões rugosos - alta aderência

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP
SOLDABILIDADE
a) REBAP

Varão soldável:
soldável:
Equivalente de carbono
tem de satisfazer os limites especificados
(A500: Ceq ≤ 0,52)
1. Aço para betão armado

M n Cr + M o + V N i + Cu
C eq = C + + +
6 5 15
Malhas soldadas
as juntas de soldadura devem suportar :
força de corte ≥ 30% fyk × área nominal da secção transversal

8
Materiais de Construção 1 159 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP
a) REBAP

CARACTERÍSTICAS DE DOBRAGEM
CARACTERÍSTICAS DE SOLDABILIDADE
CARACTERÍSTICAS DE ADERÊNCIA
1. Aço para betão armado

varões lisos - aderência normal;


varões rugosos - alta aderência

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
a) REBAP
1. Aço para betão armado

19

9
Materiais de Construção 1 160 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
REBAP Quadro V - Tipos correntes de varões
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Designa- Processo de Configur Caracterí Características mecânicas


ção fabrico ação da sticas de
Tracção (1) Dobragem (2)
superfície aderência
Tensão de Tensão Extensão Dobra Dobragem-desdobragem
cedência ou t. de após gem (5)

limite rotura rotura (3) simpl

12<Ø≤18
18<Ø≤25
25<Ø≤32
32<Ø≤40
convencional de fsuk εsuk es (4)
proporcionalidade MPa %
a 0,2%
fsyk ou fs0,2k
a) REBAP

MPa
A235NL Laminado a Lisa Normal 235 360 24 2φ - - - -
quente
A235NR Rugosa Alta 2φ(6) 5φ 7φ 8φ 10φ

A400NR Laminado a Rugosa Alta 400 460 14 3φ(6) 6φ 8φ 10φ 12φ


quente
1. Aço para betão armado

A400ER Endurecido a Rugosa Alta 400 460 12 3φ(6) 6φ 8φ 10φ 12φ


frio
A400EL Endurecido a Lisa Normal
frio c/ torção
A500NR Laminado a Rugosa Alta 500 550 12 4φ(6) 8φ 10φ 12φ 14φ
quente
A500ER Endurecido a Rugosa Alta 500 550 10 4φ(6) 8φ 10φ 12φ 14φ
frio
A500EL(7) Lisa Normal 4φ - - - -

Designação contem tensão de cedência

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
a) REBAP

(1) Os valores indicados no quadro designam os diâmetros dos mandris,


sendo φ o diâmetro dos varões.
φ.
(2) Comprimento de referência inicial igual a 5φ
(3) Ensaio segundo a Norma Portuguesa NP 173, com ângulo de dobragem
de 180º.
1. Aço para betão armado

(4) Dobragem a 90º segundo a Norma Portuguesa NP 173, seguida de


aquecimento durante 30 min a 100oC, arrefecimento à temperatura ambiente
e posterior desdobragem de 20º.
(5) Somente exigido para varões com diâmetro igual ou menor que 12 mm.
(6) Somente sob a forma de redes electrossoldadas.
(7) Ensaio segundo a Norma Portuguesa NP 105. Para os aços endurecidos,
estas características devem ser determinadas após envelhecimento artificial
(30 min a 250oC e arrefecimento à temperatura ambiente).
21
Designação contem tensão de cedência

10
Materiais de Construção 1 161 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP – Regulamento de Estruturas de Betão


Armado e Pré-esforçado, Decreto-Lei 349-C/83

MAS: Devido à evolução da normalização internacional incluindo o Eurocódigo 2


o LNEC publicou uma série de especificações em que se apresentam as condições a
que os varões devem obedecer com vista à classificação pelo LNEC.
ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 449 VARÕES DE AÇO A400NR PARA ARMADURAS DE
BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação.

ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 450 VARÕES DE AÇO A500NR PARA ARMADURAS DE


BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação.
ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 455 VARÕES DE AÇO A400NR DE DUCTILIDADE
ESPECIAL PARA ARMADURAS DE BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação.

ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 460 VARÕES DE AÇO A500NR DE DUCTILIDADE


ESPECIAL PARA ARMADURAS DE BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação.

ESPECIFICAÇÃO DO LNEC E 456 VARÕES DE AÇO A500ER PARA ARMADURAS DE


BETÃO ARMADO. Características, ensaios e marcação.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP

presentemen E LNEC são “obrigatórias” :


te
Diário da República, 1.ª série —
N.º 237 — 10 de Dezembro de
2007
“… de forma que fiquem sujeitos a
EC2 certificação obrigatória, todos os
estruturas de produtos em aço utilizados como
betão (armado armaduras em betão”
e pré-
esforçado) Diário da República, 1.a série—
N.o 30—12 de Fevereiro de 2007
O aço de pré-esforço ,…,só
pode ser colocado no mercado após ter
sido certificado
EC3 construção por organismo acreditado …
metálica

11
Materiais de Construção 1 162 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

1. Aço para betão armado

2. Aço para betão pré-esforçado

a) REBAP Regulamento de estruturas de betão armado e pré-esforçado

b) Especificações do LNEC

c) EC2 Eurocódigo 2

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Textos
Joana de Sousa de
Coutinho
apoio

E LNEC
b) Especificações LNEC
1. Aço para betão armado

25
Designação contem tensão de cedência

12
Materiais de Construção 1 163 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
b) Especificações LNEC

E LNEC

A400 NR A400 NR SD
A500 NR soldabilidade A500 NR SD
ductilidade alta ductilidade especial
Estes aços apresentam aptidão para qualquer tipo de soldadura
devido à sua composição química, com reduzido teor em carbono e
baixos teores de outros elementos prejudiciais à soldadura. O teor em
carbono equivalente é: % Cequiv ≤ 0,52 %
1. Aço para betão armado

Análise C% P% S% N(1) % Ceq (2) %


vazamento 0,22 0,050 0,050 0,012 0,50
Produto final 0,24 0,055 0,055 0,013 0,52

De acordo com
Mn Cr + Mo + V Cu + Ni
Ceq = C + + + EN10080 e portanto
EC2
6 5 15

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
conteúdos
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

E LNEC
b) Especificações LNEC
1. Aço para betão armado

27
Designação contem tensão de cedência

13
Materiais de Construção 1 164 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

E LNEC
b) Especificações LNEC
1. Aço para betão armado

28

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

1. Aço para betão armado

2. Aço para betão pré-esforçado

a) REBAP Regulamento de estruturas de betão armado e pré-esforçado

b) Especificações do LNEC

c) EC2 Eurocódigo 2

14
Materiais de Construção 1 165 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2
1. Aço para betão armado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2
pré-esforçado EC2
aço para betão

remete para EN
10138
betão armado
EC2 remete para
aço para

EN 10080

15
Materiais de Construção 1 166 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2
AÇO PARA BETÃO ARMADO e
AÇO PARA BETÃO PRÉ-
PRÉ-ESFORÇADO
EC2 Eurocódigo 2

aço para betão armado aço para betão pré-esforçado


EC2 remete para EN 10080 EC2 remete para EN 10138

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2
Betão armado
Betão pré-esforçado

16
Materiais de Construção 1 167 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

TIPOS DE ARMADURAS (ordinárias)


varões, fios e redes electrossoldadas
Norma EN 10080 (Steel for the reinforcement of concrete) – métodos
1. Aço para betão armado

de produção, características, métodos de ensaio e critérios para verificação


de conformidade

IDENTIFICAÇÃO
tensão de cedência, fyk
resistência à tracção, ftk
relação entre a resistência à tracção e a tensão de cedência, ftk /fyk
extensão para a carga máxima, εu
área relativa das nervuras, fR

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Armaduras para betão armado


aço para betão armado
c) eurocódigo 2

EC2 remete para EN 10080


1. Aço para betão armado

Aço laminado a quente Aço endurecido a frio

17
Materiais de Construção 1 168 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

CLASSIFICAÇÃO

· Qualidade: Resistência fyk (N/mm2)


· Classe (indicando características de ductilidade)
· Dimensões (diâmetro e área da secção nominal)
· Características de superfície
1. Aço para betão armado

- valor da área relativa das nervuras, fR (altura da


nervura, espaçamento, inclinação e área projectada)
varões lisos - aderência normal
varões nervurados - alta aderência:
0,039 < fR <0,056 e Ø>6mm
outros (indentados)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

PROPRIEDADES FÍSICAS
• Densidade 7850 kg/m3;
• Coef. de dilatação térmica 10-5/ºC (-20º e 200ºC )

PROPRIEDADES MECÂNICAS
1. Aço para betão armado

RESISTÊNCIA
CLASSES DE DUCTILIDADE
SOLDABILIDADE
RESISTÊNCIA À FADIGA

18
Materiais de Construção 1 169 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2
1. Aço para betão armado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2
1. Aço para betão armado

19
Materiais de Construção 1 170 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2
1. Aço para betão armado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2
1. Aço para betão armado

20
Materiais de Construção 1 171 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

Anexo
nacional
NA
Pgs
256/257
1. Aço para betão armado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

RESISTÊNCIA
PROPRIEDADES MECÂNICAS
1. Aço para betão armado

fyk - valor característico da tensão de cedência ou da tensão


limite convencional de proporcionalidade a 0,2% (kN/mm2)
ftk - valor característico da resistência à tracção
ftk / fyk - relação entre a resistência à tracção e a
tensão de cedência, (v. característicos) ftk / fyk ≥ 1,05

MÓDULO DE ELASTICIDADE Es = 200 kN/mm2 (200 GPa)

21
Materiais de Construção 1 172 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

CLASSES DE DUCTILIDADE
PROPRIEDADES MECÂNICAS
1. Aço para betão armado

• A εuk ≥ 2,5% e ( ft / fy ) k ≥ 1,05


• B εuk ≥ 5% e ( ft / fy ) k ≥ 1,08
• C εuk ≥ 7,5% e ( ft / fy ) k ≥ 1,15 e < 1,35
• εuk - valor característico da extensão para a carga máxima
• Varões de alta aderência com Ø < 6mm não devem
ser considerados de alta ductilidade.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

SOLDABILIDADE
c) eurocódigo 2

Remete para EN 10080


PROPRIEDADES MECÂNICAS

Equivalente de carbono
Mn Cr + M o + V N i + Cu
C eq = C + + +
1. Aço para betão armado

6 5 15

(A500: Ceq ≤ 0,52)

Varão soldável:
soldável: tem de satisfazer os limites
especificados no quadro

22
Materiais de Construção 1 173 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

SOLDABILIDADE
EC2 remete para EN 10080
c) eurocódigo 2

Estes aços apresentam aptidão para qualquer tipo de soldadura


devido à sua composição química, com reduzido teor em carbono e
baixos teores de outros elementos prejudiciais à soldadura. O teor em
carbono equivalente é: % Cequiv ≤ 0,52 %
1. Aço para betão armado

Análise C% P% S% N(1) % Ceq (2) %


vazamento 0,22 0,050 0,050 0,012 0,50
Produto final 0,24 0,055 0,055 0,013 0,52

De acordo com
Mn Cr + Mo + V Cu + Ni
Ceq = C + + + EN10080 e portanto
EC2
6 5 15

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

PROPRIEDADES MECÂNICAS
1. Aço para betão armado

54

23
Materiais de Construção 1 174 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

E LNEC

55

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2
Betão armado
Betão pré-esforçado

24
Materiais de Construção 1 175 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

1. Aço para betão armado

2. Aço para betão pré-esforçado

a) REBAP Regulamento de estruturas de betão armado e pré-esforçado

b) Especificações do LNEC

c) EC2 Eurocódigo 2

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
betão armado pré-esforçado EC2
aço para betão

remete para EN
10138
EC2 remete para
aço para

EN 10080

25
Materiais de Construção 1 176 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Já vimos que
b) E LNEC

Fio de Aço para pré-esforço


2. Aço para betão pré-esforçado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Fio de aço para para pré-esforço


Decapagem

Fosfatação

Trefilagem

Estabilização

26
Materiais de Construção 1 177 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Fio de aço para pré-


pré-esforço
b) E LNEC
2. Aço para betão pré-esforçado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
b) E LNEC

E452-2006 FIOS DE AÇO PARA PRÉ-


ESFORÇO Características e Ensaios
Ø nominal mm
Designações: (4, 5, 6, 7, 9,4, …)
2. Aço para betão pré-esforçado

Y 1770 C 5,0 I
C fio trefilado
Aço de Nº de 4
pré- algarismos é a (S cordão,H I indentado
esforço tensão de rotura varão) M marcado
em MPa liso
62

27
Materiais de Construção 1 178 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
b) E LNEC

Texto de apoio:
Especificação do LNEC
E452-2006 FIOS DE AÇO PARA

acordo com
pré-esforçado

PRÉ-ESFORÇO Características e

EN 10138
Ensaios
Especificação do LNEC
E453 2003 CORDÕES DE AÇO PARA
E453-2003

prE
De a
2. Aço para betão p

PRÉ-ESFORÇO Características e Ensaios


Especificação do LNEC
E456-2002 VARÕES DE AÇO PARA
PRÉ-ESFORÇO Características e Ensaios

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
urocódigo 2
c) eu
Betão pré-esforçado

fios e varões são não-soldáveis


pré-esforçado
B
2. Aço para betão p

EC2 remete para EN 10138

28
Materiais de Construção 1 179 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço para pré-esforço


c) eurocódigo 2

pré-esforçado EC2
aço para betão

remete para EN
2. Aço para betão pré-esforçado

10138

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço para pré-esforço


c) eurocódigo 2

Notações
fp Resistência à tracção do aço das armaduras de pré-esforço.
2. Aço para betão pré-esforçado

fpk Valor característico da resistência à tracção do aço das


armaduras de pré-esforço
fp0,1 Tensão limite convencional de proporcionalidade
a 0,1% do aço das armaduras de pré-esforço
fp0,1k Valor característico da tensão limite convencional
de proporcionalidade a 0,1% do aço das
armaduras de pré-esforço
εu Extensão do aço das armaduras de pré-esforço na carga
máxima
εuk Valor característico da extensão do aço das armaduras de
pré- esforço na carga máxima

29
Materiais de Construção 1 180 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

Fios
varões e
cordões
2. Aço para betão pré-esforçado

utilizados como armaduras de pré-esforço em estruturas de betão


Os métodos de produção,
as características especificadas,
os métodos de ensaio e
os métodos de controlo de conformidade
são os definidos

na EN 10138 e
noutras Normas apropriadas aplicáveis
a materiais de pré-esforço pr ex LNEC
E 452

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

EN 10138 Prestressing steels


prEN 10138-1 – Prestressing steels – Part 1: General requirements
(projecto de norma harmonizada)
2. Aço para betão pré-esforçado

prEN 10138-2 – Prestressing steels – Part 2: Wire


(projecto de norma harmonizada)
prEN 10138-3 – Prestressing steels – Part 3: Strand
(projecto de norma harmonizada)

prEN 10138-4 – Prestressing steels – Part 4: Bars


(projecto de norma harmonizada)

30
Materiais de Construção 1 181 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

2 fios

7 fios
2. Aço para betão pré-esforçado

3 fios

7 fios compactado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2
2. Aço para betão pré-esforçado

fios

31
Materiais de Construção 1 182 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2
2. Aço para betão pré-esforçado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

prEN 10138-1 – Prestressing fio Cordão de 7 fios


steels – Part 1: General
requirements
(projecto de norma harmonizada)
prEN 10138-2 – Prestressing
steels – Part 2: Wire
2. Aço para betão pré-esforçado

(projecto de norma harmonizada)


prEN 10138-3 – Prestressing
steels – Part 3: Strand
(projecto de norma harmonizada)
prEN 10138-4 – Prestressing
steels – Part 3: Bars
(projecto de norma
harmonizada)
varão

32
Materiais de Construção 1 183 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2
2. Aço para betão pré-esforçado

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Table A.1 – Defines the product families for products defined in Parts 2 – 4 of this European Standard
c) eurocódigo 2

SurfaceConfiguration
Types of Product Products in the product family EN 10138-1 Plain Indented Ribbed
prestressing steel family
Number
Steel name Nominal diameter (mm)
Cold drawn wire 1 Y 1860 C 3,0 - 4,0 - 5,0 X X
2 Y 1770 C 3,0 - 3,2 - 4,0 - 4,5 - 5,0 - 5,5 - 6,0 X X
Fio trefilado 3 Y 1670 C 5,0 - 5,5 - 6,0 - 6,5 - 6,9 - 7,0 - 7,5 - 8,0 X X
4 Y 1570 C 7,0 - 8,0 - 8,5 - 9,4 - 9,5 - 10,0 - 10,5 - 11,0 X X
3 – wire strand 7 Y 1960 S3 4,8 – 5,2 – 6,5 X X
2. Aço para betão pré-esforçado

8 Y 1860 S3 4,5 – 4,85 – 6,5 – 6,8 – 7,5 – 8,6


Cordão de 3 fios 5 Y 2160 S3 5,2 – 6,85 X X
6 Y 2060 S3 5,2
7 - wire strand 12 Y 1860 S7 6,9 - 7,0 - 8,0 - 9,0 - 9,3 - 9,6 - 11,0 - 11,3 - 12,5 - 12,9 - 13,0 - 15,2 - 15,7 - 16,0 X X
13 Y 1770 S7 6,0 - 9,0 - 9,3 - 9,6 - 11,0 - 12,5 - 12,9 - 15,2 - 15,3 - 15,7 - 16,0 - 17,7 - 18,0
Cordão de 7 fios
9 Y 2160 S7 6,85
10 Y 2060 S7 6,4 - 6,85 - 7,0 - 8,6 - 11,3 X X

11 Y 1960 S7 6,85 - 9,0 - 9,3


18 Y 1670 S7 15,2
7 - wire strand 14 Y 1860 S7G 12,7 - 15,2 X
compacted
15 Y 1820 S7G 15,2
Cordão de 7 fios
compactado 16 Y 1700 S7G 18,0
Bars 18 Y 1100 H 15,0 and 20,0 X X
19 Y 1030 H 25,0 - 26,5 - 32,0 - 36,0 - 40,0 - 50,0 - 75,0
varão 76
17 Y 1230 H 26,0 to 40,0

33
Materiais de Construção 1 184 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Nominal Nominal* Specified


Diameter1 Mass0
c) eurocódigo 2

Cross- Tensile Permitted Characteristic Maximum value Characteristic


D sectorial strengthbc M deviation value of of maximum value of 0,1%
Steel name Steel area Rm on nominal maximum force force proof force
number Sn mass Fm Fm,max Fp0,1
mm g/m kN kN
mm2 MPa % kN
3,0 7,07 55,2 13,1 15,0 11,7
4,0 12,57 98,1 23,4 26,5 21,0
5,0 19,63 1860 153,0 ±2 36,5 41,8 32,5
Y1860C 1.1353
3,0
3,2 8,04 62,5 14,2 16,2 12,6
4,0 1770 ± 2
Y1770C 1.1352
4,5
5,0 19,63 153,0 34,8 39,5 29,9
5,5
2. Aço para betão pré-esforçado

6,0 28,27 221,0 50,0 56,9 44,0


5,0
5,5
6,0 1670 ±2
Y1670C 1.1351
6,5
6,9 37,39 292,0 62,4 71,0 55,5
7,0 38,48 301,0 64,3 73,0 57,0
7,5 44,18 345,0 73,8 83,8 65,7
8,0 50,27 39,3 83,9 95,5 75,0
7,0
8,0
8,5 1570 ±2
Y1570C 1.1350
9,4 69,4 542,0 109,0 124,0 97,0
9,5 70,88 554,0 111,0 126,0 98,8
10,0 78,54 613,0 123,0 140,0 109,5
10,5
11,0
a
The modulus of elasticity may be taken by convention as equal to 205 GPa (kN/mm2).
b
1 MPa = 1 N/mm2.
c
The nominal tensile strength is calculated from the cross-sectional area and a density value of 7,81 kg/dm3.
e
For wires larger than 8 mm the specified characteristic Fp0,1 is approximately 83% of the specified characteristic maximum force. For wires of 8 MM and smaller the corresponding
value is 86% of the specified characteristic maximum force. In both cases tha maximum value of this relationship shall be 95%.

Property MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO


Specification 1
Metais
Total minimum percentage elongation at e ligas metálicas 3,5 % Joana de Sousa Coutinho
maximum force, Agt, with Lo ≥ 100 mm
Reduction in area at break Ductile break visible to the unaided eyea
Reverse bend
c) eurocódigo 2

Nominal wire diameter under test in mm Bend radius in mm


3,0 7,5
3,2 and 4,0 10
5,0 and 6,8 15
6,9 to 9,3 20
9,4 to 10,0 25
Minimum number of - for plain wire 4
reverse bends - for indented 3
2. Aço para betão pré-esforçado

wire
Maximum relaxation at For initial force 2,5 % c
1000 hb corresponding to 4,5 % c
70 % Fma
80 Fma
Fatigue forcerange Fl - for plain wire 200 MPa × Snc
with upper limit - for indented 180 MPa × Snc
Fup according to 80% wire
actual max force (Fma)b
Stress corrosion with NH4SCN Minimum Median
2h 5h
Ruptures in “cup and cone” are prohibited. In case of dispute the percentage reduction of area
shall be determined and the value shall be ≥ 20% for indented wire.
b For specific applications the requirement may be varied by agreement between supplier and

purchaser.
c The requirement for 70% F is mandatory. Values for 80% F may be agreed between
m m
supplier and purchaser.
d 1 MPa = 1 N/mm2.

34
Materiais de Construção 1 185 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
c) eurocódigo 2

Característica importante do aço de pré-esforço

Resistência à corrosão sob tensão


Tem de estar de acordo com EN 10138
2. Aço para betão pré-esforçado

O ensaio consiste em mergulhar o provete de ensaio


numa solução de tiocianeto de amónio NH4SCN (200g de
tiocianeto dissolvido em 800ml de água destilada), à
temperatura de 50ºC, traccionado a tensão constante,
medindo-se o tempo ao fim do qual se produz a rotura.

Fios mínimo 2h; mediana 5h (EN10138-2)

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2
Betão armado
Betão pré-esforçado

35
Materiais de Construção 1 186 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP REBAP

EC2 EC2
+ +
EN 10080 EN 10138
+ +
E LNEC E LNEC
(por ex. E 456) (por ex. E 452)

aço para betão


aço para betão armado pré-esforçado

REBAP
•Aço para betão armado
E LNEC

•Aço para betão pré-esforçado


EC2

•Aço para construção metálica

Perfis, chapas, etc. REAE

EN 10025

EC3

36
Materiais de Construção 1 187 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
Remete para NP 1729 (1981)
PRODUTOS SIDERÚRGICOS Aços de construção de
uso geral. Definição, classificação, características e
condições de recepção

REAE Regulamento de estruturas de aços para edifícios

NP EN 10025
EC3 Eurocódigo 3

•Aço para construção metálica


Perfis, chapas, etc.
Elementos de aço para estruturas de aço em
edifícios e obras análogas

88

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios

Elementos de aço laminado a quente para estruturas


de aço em edifícios e obras análogas:
exemplos
Perfis e chapas

Parafusos
Metal de adição para soldadura
Disposições de projecto etc.
Rebites

37
Materiais de Construção 1 188 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REAE Regulamento de estruturas de aços para edifícios


Regulamento de Estruturas
REAE de Aços para Edifícios

aços laminados a quente


CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS
Designação Tracção Dobragem (diâmetro dos mandris)

fsyk fsuk εxuk ≤3


e≤ 3 ≤ e≤
≤ 63 ≤ e≤
63≤ ≤ 100
(MPa) (MPa) (%) (mm) (mm) (mm)

Fe 360 235 360 21-26% 0,5 e 1e 1,5 e


Fe 430 275 430 18-22% 2e 2,5 e 3e
Fe 510 355 510 18-22% 2e 2,5 e 3e
Comprimento de referência inicial igual a 5 vezes a espessura (e)
90
Designação contem tensão de rotura

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
Remete para NP 1729 (1981)
PRODUTOS SIDERÚRGICOS Aços de construção de
uso geral. Definição, classificação, características e
condições de recepção

REAE Regulamento de estruturas de aços para edifícios

NP EN 10025 1994
EC3 Eurocódigo 3

•Aço para construção metálica


Perfis, chapas, etc.
Elementos de aço para estruturas de aço em
edifícios e obras análogas

91

38
Materiais de Construção 1 189 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Tensão de cedência
NP EN 10125 1994

93
Designação contem tensão de cedência

39
Materiais de Construção 1 190 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

NP 4379 1999 Sistemas de designação dos aços.


Símbolos adicionais para os nomes dos aços.

S nnn …
Tensão de cedência em MPa
Aço estrutural

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
EC3 Eurocódigo 3

40
Materiais de Construção 1 191 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC3 Eurocódigo 3

96
Designação contem tensão de cedência

http://www.constructalia.com/pt

41
Materiais de Construção 1 192 of 250

REBAP
•Aço para betão armado
E LNEC

•Aço para betão pré-esforçado


EC2

Só para aço b.a.

Designação contem tensão de cedência


•Aço para construção metálica

Perfis, chapas, etc.


REAE

EN 10025

EC3

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios

Elementos de aço laminado a quente para estruturas


de aço em edifícios e obras análogas:
exemplos
Perfis e chapas

Parafusos
Metal de adição para soldadura
Disposições de projecto etc.
Rebites

42
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 193 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ENSAIOS MECÂNICOS
Permitem perceber como os materiais se comportam
quando lhes são aplicados
q p esforços
ç

Ensaios Destrutivos provocam a inutilização do material ensaiado


Tipos

Ensaios Não Destrutivos

Ensaio de tracção
Ensaio de dobragem

Ensaio de dureza
Ensaio de fadiga
Ensaio de fluência

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaios de dureza não destrutivos


Dureza de um material Resistência à penetração ou à
deformação permanente da
sua superfície
Muito usado em engenharia e na indústria:
•Fácil execução
•Baixo custo de equipamentos

Objectivos:
Controlo de qualidade
Verificação das condições de fabrico,
dos tratamentos térmicos,
uniformidade dos materiais

1
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 194 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaios de dureza não destrutivos

1. Dureza de risco Escala de Mohs


e ENSAIOS de

2. Dureza de choque ou ressalto Dureza Shore


UREZA

Dureza Brinell
DU
TIPOS de

Dureza Meyer
3. Dureza de penetração
Dureza Vickers

Dureza Rockwell

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Sobretudo em Escala de Mohs


1. Dureza de risco minerais -
possibilidade de
TIPOS de ENSAIOS de

se riscarem
mutuamente
1-10
DUREZA

indicação essencialmente qualitativa


por comparação com outros minerais
(qualquer mineral da escala risca os que o precedem e é
riscado pelos seguintes).
T

É pouco utilizada nos metais


(dureza entre 4
4--8)

2
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 195 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

2. Dureza de choque ou ressalto Dureza Shore


•Ensaio dinâmico que produz a impressão no
TIPOS de ENSAIOS de

provete por meio de um penetrador que bate na


sua superfície plana
DUREZA

•Mede-se altura de ressalto de um pêndulo com


um penetrador na ponta, quando se deixa cair de
uma dada altura sobre a superfície do material a
ensaiar.
•A
A altura do ressalto é medida por um ponteiro
T

numa escala graduada ( perda de energia cinética


do peso absorvida pelo corpo - energia de
deformação plástica) e é tomada como a dureza
do material.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

2. Dureza de choque ou ressalto Dureza Shore


Escleroscópio de Shore apenas
TIPOS de ENSAIOS de

comparativo de
número de Dureza Shore materiais
0 a 140 (ressalto)
DUREZA

relação não linear Dureza Brinell


da dureza Shore com
(alguns aços) Rm
Vantagens:
T

Equipamento portátil de fácil utilização em


estaleiro.
Possibilidade de medir a dureza de peças de
grandes dimensões que não podem ser colocadas
em máquinas de dureza de penetração.
A impressão Shore é pequena e é utilizada para
medir durezas em peças já acabadas.

3
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 196 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

3. Dureza de penetração Dureza Brinell


Os ensaios de penetração baseiam-se em
Dureza Meyer
produzir uma deformação permanente na
TIPOS de ENSAIOS de

superfície
fí i d
de um metal
t l pela
l aplicação
li ã dde
uma carga, durante um determinado Dureza Vickers
DUREZA

intervalo de tempo, através de um


Dureza Rockwell
penetrador.
T

São os ensaios mais utilizados actualmente

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Hardness
Dureza Brinell é designada por: Brinell

ensaio com esfera de aço ‐ utilizada para 
HBS
metais de dureza Brinell < 350
metais de dureza Brinell < 350

HBW ensaio com esfera de metal duro ‐ utilizada 


para metais de dureza Brinell < 650

é proporcional ao quociente da força de ensaio pela área de impressão

4
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 197 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

NP EN 10 003-
003-1 Materiais metálicos. Ensaio de dureza
Dureza Brinell Brinell. Método de Ensaio (Substitui NP 106)

aço
ç temperado
p
Brinell (Suécia) ou de aço duro
F
Técnica de ensaio
Fazer penetrar lentamente na
superfície do metal uma esfera
de diâmetro D, sob a acção de
uma força F aplicada durante
um intervalo de tempo fixado
impressão (calote esférica) de
diâmetro d que será tanto menor
quanto maior for a dureza do
material 9

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Dureza Brinell
Força deensaio( N )
HBS  cons tan te 
Area dacaloteimpressa pelaesfera no provete( mm 2 )

Área da calote: A = Dh d‐ diâmetro médio da


impressão (mm)
Constante: 1/g = 1/ 9,860665 = 0,102

HBS  0,102 
F
 0,102
2F d1  d 2
Dh  D( D  D  d )
2 2 d 
2

d2

d1

10

5
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 198 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Dureza Brinell Resultado
duração de aplicação 
XXX HBS 
XXX HBS DD / 
/ FF / 
/ tt
da força
da força 

diâmetro da esfera em 
mm
Força de 
ensaio (em 
Kgf)

Exemplo: 350 HBS 1/30/20
‐ dureza Brinell igual a 350, obtida num ensaio com uma esfera de aço de 1mm de 
diâmetro, força de ensaio de  294,2N  durante 20 segundos

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Dureza Brinell Resultado
Através do conhecimento da dureza é estimada a 
XXX HBS D / F / t resistência à tracção (empírico)

HB ≈ 2,78 Rm
c\ Rm em kg/mm2 
ou

2,78
HB (S ouW) ≈  Rm
9,81
Portanto c\ Rm em MPa

Rm ~ 3,5 × HB(S ou W)

6
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 199 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Dureza Brinell

Dureza Meyer
3 Dureza de penetração
3.
Dureza Vickers

Dureza Rockwell

Dureza Meyer 1908 Em vez da área da calote


impressa
Idêntica à Dureza Brinell mas a definição de
Hardness dureza é diferente:
Meyer é utilizada a área da calote projectada no
plano da superfície do provete
DUREZA MEYER - HM é definida como a
pressão média na área projectada

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

DUREZA MEYER - HM é definida como


a pressão média na área projectada
1 F 4F
HM   0,102 (N/mm2)
gr  d 2
 d2
4

Importante:
O ensaio
i de
d HB e o ensaio
i de
d HM
são realizados na zona do diagrama
de comportamento do aço
correspondente à zona plástica.

7
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 200 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Dureza Brinell

Dureza Meyer
3 Dureza de penetração
3.
Dureza Vickers

Dureza Rockwell

Dureza Vickers HV (Smith e Sandland 1925)


Utiliza um penetrador de
Hardness di
diamantet em forma
f de
d
Vickers pirâmide quadrangular com
ângulo entre as faces de
136º
136º..
Este ângulo produz valores de
impressões semelhantes à dureza
Brinell.
25

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
Dureza Vickerrs HV (Smith e Sanddland 1925)

Penetrador de diamante: praticamente


indeformável, todas as impressões são
semelhantes entre si:
para materiais homogéneos o número de
dureza Vickers é o mesmo qualquer que
seja a carga

136º
2 Fsen
1 Força de ensaio 1 2  0,102 1,854 F ( N / mm 2 )
HV   2
g r área da sup erfície piramidal g r d d2

d – média das diagonais da impressão (mm)

8
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 201 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

DUREZA VICKERS:
Dureza Vickers HV (Smith e Sandlaand 1925)

Norma NP-711 (1968) METAIS Ensaio de dureza Vickers


Norma NP 741 (1969) METAIS Números de dureza Vickers
Força de ensaio: entre 1 e 100 kgf usual: F = 30 kgf
Duração de aplicação: 10 a 15s

ERROS DE ENSAIO:
anomalias possíveis das impressões obtidas nos métodos HB eHV
impressões defeituosas
impressão perfeita afundamento aderência

27

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Dureza Vickers HV Vantagens/ limitações

- escala contínua de dureza


- impressões muito pequenas que não inutilizam a peça
Vantagens

- grande precisão de medida: aplicação na investigação


- aplicação a toda a gama de durezas encontradas nos
diferentes materiais
- deformação nula do penetrador
- aplicação em qualquer espessura do material,
podendo portanto medir durezas superficiais
limitações

- grande morosidade
- exige preparação cuidadosa da superfície para tornar
nítida a impressão
- processo muito caro

9
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 202 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Dureza Brinell

Dureza Meyer
3 Dureza de penetração
3.
Dureza Vickers

Dureza Rockwell

Dureza Rockwell HR (1922)


cone de diamante (ângulo de abertura
penetradores
s

Hardness 120º) terminado em calote esférica (D=0,2mm)


Rockwell
esfera de aço
temperado polido de
D= 1,58 mm

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
penettradores

HR =f( t)
ell HR (1922)

Esfera de aço ou cone de diamante


Carga de impressão
t profundidade de indentação
Dureza Rockwe

Dureza Rockwell HR
é função de t
30

10
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 203 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

NP EN 141 (1958) METAIS Ensaio de dureza Rockwell


Utiliza duas forças de ensaio:
- ajuste F1 ((=10kg)
10kg)
Durezza Rockwell HR

- impressão F2 (=90 ou 140 kg)


Utiliza dois tipos de penetradores:
- cone de diamante (ângulo de

enetradores
abertura 120º) terminado em
calote esférica (D=0,2mm)
- esfera de aço temperado polido

pe
D= 1,58 mm

A recuperação elástica do materias – subida do


penetrador – é medida na escala da máquina. Por
diferença de um valor de referência determina-se o
acréscimo remanescente de penetração.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Dureza Rockwell HR Vantagens/ limitações


-elimina o tempo necessário para a
medição da impressão: o resultado é
lido directamente e automaticamente
na máquina de ensaio HR
antagens

- ensaio rápido e livre de erros de


operadores
-utiliza penetradores pequenos –
impressões reduzidas (utilização em peças acabadas)
Va

-grande utilização em laboratório e na


indústria: em linhas de produção,
para verificação de tratamentos
térmicos ou superficiais - processo
universalmente mais utilizado

11
MC1 Dureza
Materiais de Construção 1 204 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Resistência à tracção
de certos metais
pode-se estimar a
partir da dureza

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaios de dureza não destrutivos

1. Dureza de risco Escala de Mohs


e ENSAIOS de

2. Dureza de choque ou ressalto Dureza Shore


UREZA

Dureza Brinell
DU
TIPOS de

Dureza Meyer
3. Dureza de penetração
Dureza Vickers

Dureza Rockwell

12
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 205 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ENSAIOS MECÂNICOS
Permitem perceber como os materiais se comportam
quando lhes são aplicados esforços

Ensaios Destrutivos provocam a inutilização do material ensaiado


Tipos

Ensaios Não Destrutivos


Ensaio de tracção
E
Ensaio
i dde dobragem
d b
Ensaio de dureza
Ensaio de fadiga

Ensaio de fluência

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaio de fadiga

Fadiga (Rodin)
Vimos que o aço não atinge a
rotura se: R < Rm
Mas isto com esforços estáticos!
Se os ensaios são dinâmicos –
repetidos
p ou flutuantes
FADIGA

O aço pode atingir a rotura com uma carga


bem inferior à de rotura em ensaios
estáticos!
Carga no domínio plástico!!

1
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 206 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Os ensaios de fadiga consistem em aplicar a


um provete cargas e descargas cíclicas com o
j
objectivo de compreender
p qual o
q
comportamento desse material em condições
semelhantes, integrado numa estrutura real
FADIGA

Fadiga provocada por acções


s de

dinâmicas, cíclicas e repetidas


p
F

ensaioss
Dois tipos

Fadiga oligóciclica – fadiga de


grande amplitude

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Fadiga provocada por acções dinâmicas, cíclicas e repetidas


• high–cycle fatigue (HCF) (frequências elevadas de cargas/descargas)
• milhões de ciclos durante a vida útil da estrutura
Exs: passagem de veículos numa ponte
Dois tipos de ensaios
s

passagem de peões
Acção do vento
Passagem carris numa ponte rolante
Vibrações de uma máquina ou motor

Fadiga oligóciclica, de grande amplitude ou de ciclo de histerese


• low–cycle fatigue (LCF)
• poucos ciclos
i l
Simulam as condições de componentes sujeitas a deformações plásticas
cíclicas induzidas térmica ou mecanicamente
e que podem causar rotura ao fim de poucos ciclos
Exs: acção sísmica
ignição de motores de avião

2
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 207 of 250

Fadiga provocada por acções


dinâmicas, cíclicas e repetidas

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

FADIGA acções dinâmicas,


Fadiga (Rodin)

cíclicas e repetidas

Definições:
Dano numa peça estrutural por propagação
gradual de fissuras provocadas por variações
EC3

repetidas de tensões
Fenómeno de diminuição da resistência em
consequência da repetição muito frequente de
REBAP

acções - para efeitos práticos, considera-se necessário ter em


conta este problema quando o número de repetições puder exceder
cerca de 5  105 durante a vida da estrutura.

3
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 208 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Rotura repentina da peça (frágil)


dinâmicas, cíclicas e repetidas )

•Porque a rotura ocorre a uma tensão


menor do que a correspondente a uma
carga estática
R < Rm
e
Fadiga (acções d

•não se geraram deformações plásticas


importantes …

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
dinâmicas, cíclicas e repetidas )

Fractura por fadiga


•Nucleação da fissura
•Propagação da fissura

Quando o
comprimento da
fissura é tal que a
secção útil da peça
passa a não resistir à
Fadiga (acções d

carga instalada dá-se


a:
Rotura repentina
da peça (frágil)

4
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 209 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
dinâmicas, cíclicas e repetidas )

Ensaio de fadiga normalizado: submeter o


aço a um esforço axial, cíclico e controlado
entre um valor máximo, σmáx Ambos
e um valor
l mínimo
í i σmin > 0

Nº ciclos que
provoca
p o oca a rotura
otu a
Fadiga (acções d

depende de
σmáx.

σmáx.
Amplitude (σmáx– σmin )=2σa

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
dinâmicas, cíclicas e repetidas )

Nº ciclos que σmáx.


provoca a rotura
depende de Amplitude (σmáx. – σmin. )=2σa

Ensaios
Resultados típicos:
• Número de ciclos N até
à rotura por fadiga em
Fadiga (acções d

função da
• amplitude (variação) da
tensão 2σa
Curvas S-N

5
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 210 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
dinâmicas, cíclicas e repetidas )

Curvas S-N Stress-Number of cycles ou


Curvas de Wöhler
S (=2σa) (logaritmica, semi log ou não)

resistência à fadiga tensão


mx.(flutuação-variação) suportada
para N ciclos sem romper
Fadiga (acções d

Resistência à fadiga (N) “limite de fadiga” tensão


(flutuação-variação) abaixo
Limite de fadiga (N infinito)
da qual suporta um nº ciclos
infinito, sem romper
106 ciclos N
Log ciclos até à rotura

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
dinâmicas, cíclicas e repetidas )

Curvas S-N Stress-Number of cycles ou


Curvas de Wöhler
(l
(logaritmica,
it i semii llog ou não)
ã )

Cada metal tem um “limite de fadiga”


correspondente a uma tensão (flutuação-
variação) abaixo da qual suporta um nº
ciclos
i l infinito,
i fi it sem romper
Fadiga (acções d

6
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 211 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

resistência à fadiga
Fadiga (solicitações cíclicass)

Sérgio
Souza,pgs
.172-177

Curvas
S-N

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
dinâmicas, cíclicas e repetidas )

Mas a Variabilidade destas propriedades é


muito grande:
Todas as propriedades


apresentam
variabilidade……

Qual é a resistência à
fadiga deste aço?
Fadiga (acções d

“Qual a probabilidade
de rotura por fadiga
deste aço?”
Mas algumas propriedades
são mais variáveis do que Curvas S-N para probabilidade de
rotura por fadiga
outras…

7
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 212 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

REBAP
dinâmicas, cíclicas e repetidas )

nte à
presente E LNEC são
mente “obrigatórias”
obrigatórias :
Normalização referen

Diário da República, 1.ª série —


N.º 237 — 10 de Dezembro de
EC2 2007
estruturas de “… de forma que fiquem sujeitos a
betão (armado certificação obrigatória, todos os
produtos em aço utilizados como
e pré-
armaduras em betão”
esforçado)
Fadiga (acções d

FADIGA
A

Diário da República, 1.a série—


N.o 30—12 de Fevereiro de 2007
O aço de pré-esforço ,…,só
EC3 pode ser colocado no mercado após
construção ter sido certificado
metálica por organismo acreditado …

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

E LNEC são “obrigatórias” : fadiga


dinâmicas, cíclicas e repetidas )

Diário da República, 1.ª série — N.º 237 — 10 de Dezembro de 2007


Diário da República, 1.a série—N.o 30—12 de Fevereiro de 2007

LNEC E 449:2008 – Varões de aço A400 NR


para armaduras de betão armado.
Características, ensaios e marcação.
LNEC E 450:2008 – Varões de aço A500 NR
betão armado

para armaduras de betão armado.


Características, ensaios e marcação.
LNEC E 455:2008– Varões de aço A400 NR de
ductilidade especial para armaduras de betão
armado. Características, ensaios e marcação.
LNEC E 460:2008 – Varões de aço A500 NR de
Fadiga (acções d

ductilidade especial para armaduras de betão


armado. Características, ensaios e marcação.
betão pré-
esforçado

LNEC E 452:2006 – Fios de aço para pré-esforço


LNEC E 453:2002 – Cordões de aço para pré-esforço
LNEC E 459:2002 – Varões de aço para pré-esforço

8
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 213 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 449; E 450; E 455; E 460 →Varões para armaduras de betão


dinâmicas, cíclicas e repetidas )
Fadiga (acções d

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 449:2008 – Varões de aço A400 NR A400 NR


dinâmicas, cíclicas e repetidas )

para armaduras de betão armado.


Características, ensaios e marcação. A400 NR SD
LNEC E 455:2008– Varões de aço A400 NR de
ductilidade especial para armaduras de betão
armado. Características, ensaios e marcação.
Fadiga (acções d

9
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 214 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 449:2008 – Varões de aço A400 NR para armaduras


dinâmicas, cíclicas e repetidas )

de betão armado. Características, ensaios e marcação


LNEC E 455:2008– Varões de aço A400 NR de ductilidade
especial para armaduras de betão armado. Características,
ensaios e marcação.

O produto deve resistir a


pelo menos 2x106 ciclos
Fadiga (acções d

•com t max = 240 MPa


•Com t min= 90 MPa
•com frequência 1-200 Hz

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 450:2008 – Varões de aço A500 A500 NR


dinâmicas, cíclicas e repetidas )

NR para armaduras de betão armado. A500 NR SD


Características, ensaios e marcação.
LNEC E 460:2008 – Varões de aço A500 NR
de ductilidade especial para armaduras de
betão armado
armado. Características,
Características ensaios e marcação
marcação.
Fadiga (acções d

10
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 215 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 450:2008 – Varões de aço A500 NR para armaduras


dinâmicas, cíclicas e repetidas )

de betão armado. Características, ensaios e marcação


LNEC E 460:2008– Varões de aço A500 NR de ductilidade
especial para armaduras de betão armado. Características,
ensaios e marcação.

O produto deve resistir a


pelo menos 2x106 ciclos
Fadiga (acções d

•com t max = 300 MPa


•Com t min= 150 MPa
•com frequência 1-200 Hz

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 452; E 453; E 459→Fios, cordões e varões para pré-esforço


dinâmicas, cíclicas e repetidas )
Fadiga (acções d

11
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 216 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 459:2002 – Varões de aço para


LNEC E 452:2006 – Fios de aço para pré-
pré-esforço
dinâmicas, cíclicas e repetidas )

esforço
Fadiga (acções d

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 453:2002 – Cordões de aço para pré-


esforço
dinâmicas, cíclicas e repetidas )
Fadiga (acções d

12
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 217 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

LNEC E 452:2006 – Fios de aço para pré-esforço


dinâmicas, cíclicas e repetidas )

LNEC E 453:2002 – Cordões de aço para pré-esforço


LNEC E 459:2002 – Varões de aço para pré-esforço

Determinar Fm →força
ç máxima de rotura de um p
provete da mesma amostra

O produto deve resistir a pelo menos 2x106 ciclos

•com Fmax(up)= 0,70Fm

•com amplitude (AN→secção transversal)


AN x 200MPa→lisos
Fadiga (acções d

AN x 180MPa→varões
180MP õ nervurados ou fios
fi marcados;identados;
AN x 190MPa→cordões
•com frequência <120 Hz
•com frequência <20 Hz
•Comprimentos livre do provete: ver em cada E

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC3 Estruturas metálicas

13
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 218 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC3 Estruturas
dinâmicas, cíclicas e repetidas )
fadiga
RESISTÊNCIA À FADIGA metálicas
Duração à fadiga
fadiga:: número de ciclos de variação das tensões
que se prevê
ê provoquem a rotura
t por fadiga
f di

Estruturas ou elementos estruturais sujeitos a acções


repetidas de tensões:
Em edifícios:
• elementos que suportem equipamentos de elevação ou cargas
móveis;
Fadiga (acções d

• elementos sujeitos a ciclos repetidos de tensões provocadas


por vibrações de máquinas;
• elementos sujeitos a oscilações provocadas pelo vento;
• elementos sujeitos a oscilações provocadas por pessoas.

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

DIMENSIONAMENTO DE UMA ESTRUTURA AO


ESTADO LIMITE DE FADIGA – EuroCódigo 3
Fadiga (solicitações cíclicass)

Consiste em:
• assegurar, com nível aceitável de probabilidade,
que durante o tempo de vida útil previsto a
estrutura não entre em colapso por fadiga ou
não necessite de reparações
provocadas por fadiga.
• Nível de segurança necessário: é obtido
aplicando coeficientes parciais de segurança
apropriados

14
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 219 of 250

Fadiga oligocíclica, de grande amplitude

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

As estruturas em zonas sísmicas devem ser dimensionadas


amplitude

de modo a dissipar energia histerética em zonas


especificamente projectadas para esse efeito.
O aço, nas zonas críticas da estrutura, deverá resistir á
Fadiga oligocícclica, de grande a

fadiga de grande amplitude ou oligocíclica:


Ensaio de carga cíclica (ou ciclo
de histerese) num provete de
aço:
•Tracção até se obter determinada def. plástica
•Descarregar a tracção
•Submeter a compressão até se obter def. idêntica
À anterior mas de sinal contrário
•Descarregar a compressão

•Prosseguir até completar 10 ciclos

RESULTADO:
Satisfatório se não houver rotura

15
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 220 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

amplitude
nte à
E LNEC são
“obrigatórias”
obrigatórias :
Normalização referen

Fadiga oligocícclica, de grande a


presente Diário da República, 1.ª série —
mente N.º 237 — 10 de Dezembro de
2007
“… de forma que fiquem sujeitos a
certificação obrigatória, todos os
produtos em aço utilizados como
armaduras em betão”
Diário da República, 1.a série—
N.o 30—12 de Fevereiro de 2007
O aço de pré-esforço ,…,só
pode ser colocado no mercado após
ter sido certificado
por organismo acreditado …

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaio de carga cíclica


amplitude

(ou ciclo de histerese) num provete de aço:


Fadiga oligocícclica, de grande a

Descarregar Tracção até


compressão def. plástica, ε

10 ciclos
Submeter a
Descarregar
compressão
tracção RESULTADO:
até se obter -ε
Satisfatório se
não houver
rotura

16
MC1 Fadiga
Materiais de Construção 1 221 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

SIDERURGIA NACIONAL

MAIA
EMPRESA DE PRODUTOS

M
LONGOS, S.A.

A 400 NR
Varões para betão A 500 NR
armado
A 400 NR SD
ductilidade especial
A 500 NR SD Special Ductility

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

A 400 NR
varões de aço
laminados a quente A 500 NR
nervurados
soldáveis e de alta A 400 NR SD
aderência, de
acordo com o A 500 NR SD
REBAP.
ductilidade especial
Special Ductility
Diferenças entre NR e NR SD

Características de resistência a acções cíclicas:


1.O ensaio consiste em submeter um provete de varão a 10 ciclos
completos de histerese tracção-compressão,
tracção compressão simétricos
simétricos, nas
condições seguintes:
- deformação máxima:  2,5%
- frequência: < 3Hz
- comprimento livre do provete: 10 .

2. Diferenças e Rm/Re e Agt (maiores nos SD)

17
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 222 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ENSAIOS MECÂNICOS
Permitem perceber como os materiais se comportam
quando lhes são aplicados esforços

Ensaios Destrutivos provocam a inutilização do material ensaiado


Tipos

Ensaios Não Destrutivos


Ensaio de tracção
E
Ensaio
i dde dureza
d
Ensaio de dobragem
Ensaio de fadiga

Ensaio de fluência e relaxação

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaio de fluência e relaxação


deformação
ç (p(plástica)) de um material
Fluência sob tensão constante (ou quase) em
creep função do tempo
depende

Temperatura
T
Tensão
ã aplicada
li d ao material
t i l
Fluência
a

σm

Velocidade de deformação
Tempo

1
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 223 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

eformação ε
de

tempo t

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Temperatura
depende

σm Tensão aplicada
p ao material
Fluência
a

Velocidade de deformação
Tempo

Quanto > σm >
Para determinada T
dt

2
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 224 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

TIPOS de Ensaios (não são de rotina) e que envolvem


as 4 variáveis Temperatura
σm Tensão aplicada ao material

Velocidade de deformação
Tempo

Ensaios de fluência mantem-se constante


a carga (ou a tensão) e a T
MEDE-SE a deformação ao longo do t
Ensaios de rotura por fluência Até à rotura MEDE-SE t

Mantendo a deformação
Ensaios de relaxação
invariável ao longo do t
Aço de pré-esforço, parafusos e
materiais de ligação e a T; MEDE-SE a queda de σ

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaios de fluência mantem-se constante


a carga (ou a tensão) e a T
Muito demorados
MEDE-SE a deformação ao longo do t
Ensaios de rotura por fluência Até à rotura MEDE-SE t
Menos demorados pois usam-se cargas >>

Balança estática para


ensaios de fluência

3
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 225 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaio de fluência
deformação (plástica) de um material
Fluência sob
b tensão
t ã constante
t t (ou( quase)) em
função do tempo
EVOLUÇÃO DA
DEFORMAÇÃO NO
TEMPO

Curva típica de um
ensaio de Fluência
Carga Konst.
dε Velocidade de T Konst.
deformação ou
dt de fluência
1 mês a 1 ano! Muitas vezes 1000h

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

3 estágios
creep test

εs Fluência
terciária - até à
ocorrência da rotura
: a velocidade de
deformação
Ensaio de ffluência

aumenta com o
tempo – grande
movimentação das
discordâncias.

ε = εp+εεs+εεt
ε p Fluência primária ou transitória:
transitória a velocidade de deformação
diminui com o tempo (endurecimento do material)

εs Fluência secundária ou estacionária: a velocidade de deformação é sensivelmente


constante no tempo (processo de recuperação – deslizamento de contornos do grão do
material; para altas temperaturas esta fase é mais curta)

4
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 226 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

DIAGRAMA DE DESCARGA DURANTE O ENSAIO


creep test

DE FLUÊNCIA

εtot=εel+εpl
Ensaio de ffluência

A deformação por fluência - deformação que se processa no tempo –


pode ser decomposta em duas:
- deformação elástica εel - recuperável no tempo
- deformação plástica εpl - não recuperável.
recuperável

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaio de relaxação

Mantendo a deformação
Ensaios de relaxação
invariável ao longo do t
Fenómeno importante em Armaduras de pré-
esforço e Parafusos materiais de ligação e a T; MEDE-SE a queda de σ
Mantem-se a deformação constante a uma certa T,
por ex., mantem-se o comprimento do provete constante medindo-se a REDUÇÂO DE
TENSÃO
1000 a 2000h
Perda de tensão
Tensão limite no tempo sob
de relaxação – comprimento
tensão para a qual constante
deixa de se verificar
relaxação

5
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 227 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

A Relaxação depende:
1. Tensão inicial
2 Temperatura
2. relaxação
3. Tipo de aço desprezável
1. Efeito da tensão inicial
Para fp  0,5 fpuk

2 Efeito da temperatura
2.

Quanto > T

> relaxação

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ENSAIOS PARA DETERMINAÇÃO DA


RELAXAÇÃO

normalização

REBAP
Regulamento de Estruturas de
Betão Armado e Pré-esforçado
EC2 Eurocódigo 2

6
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 228 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aços de pré-esforço
 Tensão inicial: 0
0,6
6 0
0,7
7 ou 00,8
8 × fpuk
 Duração: 1000 horas
 Temperatura 20ºC
REBAP

A determinação pode ser feita apenas ao


fim de 120 horas, fazendo-se a
extrapolação para as 1000 horas, desde
que se tenha já estabelecido a correlação
entre a relaxação às duas idades:

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Estimativa dos valores da relaxação ao fim de um tempo t2

a partir de valores correspondentes a um tempo t1


∆σpt2,r - perda de tensão ao fim do tempo t2
∆σpt1,r - perda de tensão ao fim do tempo t1
β - expoente que depende:
- do tipo de aço
- da tensão inicial
BAP

0,15 < β < 0,25 em geral β = 0,2


t2 [(1000/t2)β]
[( -1
REB

 pt1,r
100 0,631
t
 ( 1 )
1000 1,000

 pt 2,r
10000 1,585
t2 100000 2,512

Para estimar a relaxação a tempo infinito: t2 = 105 horas


(na expressão)

7
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 229 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

 pt1,r t t2 [(1000/t2)β] -1

 ( 1 ) 100 0,631
 pt 2,r t2 1000 1,000
10000 1,585
,
∆ σ pt2, r =∆ σ pt1, r X [(1000/t2)β] -11
para t1=1000h 100000 2,512

perda de tensão por relaxação supondo


∆σpt1,r =8% e ∆σpt1,r =2,5% (t1=1000h)

100

95
90 t1=8%
%

85 t1=2,5%

80

75
0 20000 40000 60000 80000 100000
tempo, h

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aços de pré-esforço
Classificação segundo o REBAP:
Para uma tensão inicial = 0,7×fpuk da tensão de
rotura a relaxação a tempo infinito é:
REBAP

• Aços de relaxação normal .... 15%


• Aços de baixa relaxação ...... 6%
Quando não se dispõe de
resultados
esu tados experimentais:
e pe e ta s fpuk
Para valores da t. inicial < 0,8 ×fpuk
pode estimar-
estimar-se a relaxação de 0,8 fpuk
modo simplificado: admite-se que
0,5 fpuk
a relaxação é nula para t. inicial =0,5 fpuk e
que varia linearmente
entre 0,8 ×fpuk e 0,5 fpuk relaxação

8
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 230 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Só no aço de pré-esforço
nte à
Normalização referen

presentemente E LNEC são


“obrigatórias” :
relaxação

Diário da República, 1.a série—


N.o 30—12 de Fevereiro de 2007
O aço de pré-esforço ,…,só
pode ser colocado no mercado após
ter sido certificado
por organismo acreditado …

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

E 452 Fios ∆Fr 1000h< 2,5%


E 453 Cordões ∆Fr 1000h< 2,5%
∆Fr 1000h< 4%
E 452 Varões

9
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 231 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Ensaio de relaxação (de tensão) isotérmica

> 1000mm
∆Fr t
Fr t

Fr t→ força residual no provete no instante t no ensaio de relaxação


∆Fr t→ perda de força no provete no instante t no ensaio de relaxação

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2 Eurocódigo 2
ρ1000=8%

ρ1000=2.5%

ρ1000=4%

10
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 232 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2
tensão considerando a perda por relaxação supondo:
ρ1000=8%classe 1; 2,5%classe 2; 4%classe 3
×σpi

1
0,95
0,9
0,85
0,8
0,75
0 20000 40000 60000 80000 100000
tempo, h

classe 2 - baixa relaxação, fios ou cordões


classe 1-relaxação normal, fios ou cordões
classe 3 - barras laminadas a quente comtratamento complementar

11
MC1 Fluencia e Relaxação
Materiais de Construção 1 233 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

EC2
perdas de pré-esforço devido à relaxação
%
15
perda %

10

0
0 20000 40000 60000 80000 100000
tempo, h

classe 1-relaxação normal, fios ou cordões


classe 2 - baixa relaxação, fios ou cordões
classe 3 - barras laminadas a quente comtratamento complementar

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

12
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 234 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

degradação

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

1
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 235 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

2
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 236 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Os problemas e patologais em
geral não se manifestam
enquanto o empreiteiro está
na obra!
Uma das causas das patologias e defeitos podem ser o
modo
d de
d execução
ã e
as consequências surgem
só ao fim de alguns anos...

3
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 237 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Junho 2004

4
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 238 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Junho 2004

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Agosto 2007

5
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 239 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Agosto 2007

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ESTRUTURAS DE BETÃO ARMADO:


Porque se DEGRADAM ???
Principais causas :

recobrimento INSUFICIENTE

MÁ QUALIDADE do
betão de recobrimento

6
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 240 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ARMADURA

CO2

O2
AGENTES AGRESSIVOS
-
Cl

SO42-

1.ª LINHA DE DEFESA

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Betão são

passivaçãop
passivação
ç

Betão são

passivação
Despassivação

SE:
O2,humidade.. corrosão das
armaduras

7
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 241 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Betão são pH > 12,5

ã passivação
passivação
i passivação
i ã

Betão são

•solução nos poros do betão contem: hidróxido de cálcio e + hidróxidos


• forte alcalinidade do betão são: pH > 12,5
•forma-se
forma se à superfície da armadura uma película microscópica
~(10 nm)
•Protecção NATURAL das armaduras no BETÃO Passivação

impede a dissolução do ferro

Despassivação
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

passivação
SE:
corrosão das
O2,humidade.. armaduras
.
passivação

• decréscimo do pH do betão (para <8 a 9,5):


por acção do CO2 : carbonatação
sas de

(tb por lixiviação de álcalis)

•Penetração de cloretos até às armaduras se [ Cl


Cl-]] > Cr
Caus
desp

valor crítico

8
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 242 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Degrradação ba
Ácidos

ento
SO4,
gelo/degelo

de
do betão d
r álcalis/agregado
r.álcalis/agregado

recobrime
física
fí i
deterioração química
biológica

Corrosão das armaduras


CO2
Cl-

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

H2O O2

1/2O2
2(OH)-

Fe 2+
CÁTODO 2e- ANODO

meio húmido
CÁTODO 2e- ANODO
dissolução do ferro
Fe  Fe2+ + 2e-reacção anódica
electrões deslocam-se pela armadura até ao
Cátodo onde se combinam com oxigénio e água formando iões oxidrilo
1/2 O2 + H2O + 2e-  2(OH)-
reacção catódica
ANODO
2(OH-)+Fe2++... ferrugem
Oxidrilos reagem com o ferro, produzindo-se ferrugem

9
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 243 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ÂNODO reacções secundárias


reacção principal Fe  Fe2+ + 2e- Fe + 3H2O  Fe (OH)3 + 3H+ + 3e-
3Fe + 4H2O  Fe2 O4 + 8H + 8e-
Fe + 2H2O  Fe O(OH-) + 3H+ + 3e-
FeO(OH-) + O2  Fe3 O4 ou Fe (OH)2

Produtos de corrosão

ÊNCIAS
SÃO??
redução da secção
da armadura

DA CORROS
CONSEQUÊ fissuração do betão
envolvente

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

10
MC1 Corrosão
Materiais de Construção 1 244 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho
ÊNCIAS
OSÃO??
CONSEQUÊ

fendilhação descamação
DA CORRO

delaminação efeito nos cantos

11
MC1 Aço Inox
Materiais de Construção 1 245 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

degradação

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Aço inoxidável (EN 10088-1)


Composição química diferente do aço (sobretudo Cr, Ni, Mo,C ...)
Cr > 10,5% C <1,2%

classificado de acordo
aço inoxidável

com a microestrutura
Ferrítico Cada categoria com características
categorias

mecânicas e de resistência à
Martensítico corrosão específicas

Austenítico►
uste t co► 30
304 3
316
6 Estas 2 categorias
g são +
adequadas para armaduras de
Austenítico-ferrítico (duplex) betão armado

•Os aços de estrutura austenítica são ligados com Cr e Ni


•Apresentam elevada resistência à corrosão
•Alta resistência mecânica e elevada ductilidade

1
MC1 Aço Inox
Materiais de Construção 1 246 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ROLDAN S.A.
“MATERIAL PARA LA CONSTRUCCIÓN”

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

ELEVADA resistência à
corrosão→→→ →→→ →→→

As características mecânicas
dos varões de aço inoxidável são
aço inoxidável

idênticas ás armaduras
ordinárias para betão armado:
•Tensão de rotura, Rm
•Tensão
Tensão limite convencional de
proporcionalidade a 0,2%, Rp 0,2%
•Relação Rm/ Rp 0,2%
•Extensão após rotura, A5
•Extensão total na força máxima

2
MC1 Aço Inox
Materiais de Construção 1 247 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

AISI EN PREN
aço inoxidável

304L 14307 20,6

316L 14404 24,4

duplex 14462 36,2

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

•Varões nervurados de aço inox apresentam a mesma


aderência que o aços corrente pelo que os critérios de
emendas e amarrações são os correntes
aço inoxidável

•Verificação da segurança das estruturas para os estados


limites últimos, a utlização de varões de aço inox não
introduz altreações nos processos de cálculo agora
utilizados
•Cuidados no transporte, armazenamento, corte e
montagem das armaduras, por ex. Arame de atar
inoxidável

3
MC1 Aço Inox
Materiais de Construção 1 248 of 250

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Tipos mais adequados nas diferentes condições de


agressividade (Neuhart, 1998):

Cl
Classe Cl
Classe Cl
Classe Níveis de corrosão:
resistência
X
resistência
Y
resistência Z A – meio salino ligeiro e moderado
B – meio altamente salino, com gelo/desgelo
aço inoxidável

Nível 304L 304LN, 316LN, AISI450,


de corrosão AISI240, AISI240 C – instalações costeiras, frequentemente
A 316LN
exposto a água do mar
Nível 316L 304LN, 318, AISI450
de corrosão 316LN,
D – instalações costeiras, zona de salpicos e
B AISI 240 de marés, severa exposição à água do mar
Nível
de corrosão
316L, 317L 316LN,317
L/M/N,
AISI318, AISI209 Níveis de resistência:
C AISI209 X –tensão de cedência: 207-380 MPa
Nível
de corrosão
316L,, 317L 318,,
316LN,
318,, AISI 209,,
Super duplex
Y – tensão de cedência: 380-621
380 621 MPa
D 317L/M/N Z – tensão de cedência: > 621 MPa

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 1
Metais e ligas metálicas Joana de Sousa Coutinho

Segundo Sandberg
Cr aço inox podem ser 2 a 3 vezes superiores nos aços
ferríticos e 8 vezes superiores nos aços austeníticos,
relativamente aos teores críticos nos aços não ligados
ligados.
aço inoxidável

Resistência à corrosão dos aços inox


Nº equivalente da resistência à corrosão por picadas PREN:

PREN = % Cr + 3,3 %Mo + 16 % N

Em geral, qto maior PREN mais resistente à corrosão


mas mais elevado é o seu custo pelo que há que
optimizar estes dois parâmetros, tendo em conta a
agressividade da exposição.

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MC1 Aço Inox
Materiais de Construção 1 249 of 250

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aço inoxidável

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Reforço da Ponte Eiffel


Projecto A2P

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