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Sistema nervoso

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O sistema nervoso central humano e suas partes: (1) cérebro – (2) sistema nervoso
central – (3) espinha dorsal.

O sistema nervoso é o que monitora e coordena a atividade dos músculos, e a


movimentação dos órgãos, e constrói e finaliza estímulos dos sentidos e inicia ações de
um ser humano (ou outro animal). Os neurônios e os nervos são integrantes do sistema
nervoso, e desempenham papéis importantes na coordenação motora. Todas as partes do
sistema nervoso de um animal são feitas de tecido nervoso e seus estímulos são
dependentes do meio.

Índice
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 1 Definição
 2 Anatomia comparada
o 2.1 Platelmintos e nematoides
o 2.2 Artrópodes
o 2.3 Moluscos
o 2.4 Vertebrados
o 2.5 Sistema central (SNC)
 3 Referências
 4 Ver também
 5 Ligações externas

Definição[editar | editar código-fonte]


O sistema nervoso deriva seu nome de nervos, que são pacotes cilíndricos de fibras que
emanam do cérebro e da medula central, e se ramificam repetidamente para inervar
todas as partes do corpo.1 Os nervos são grandes o suficiente para serem reconhecidos
pelos antigos egípcios, gregos e romanos2 , mas sua estrutura interna não foi
compreendida até que se tornasse possível examiná-los usando um microscópio.3 Um
exame microscópico mostra que os nervos consistem principalmente de axônios de
neurônios, juntamente com uma variedade de membranas que se envolvem em torno
deles e os segrega em fascículos de nervos. Os neurônios que dão origem aos nervos
não ficam inteiramente dentro dos próprios nervos - seus corpos celulares residem no
cérebro, medula central, ou gânglios periféricos.1

Todos os animais mais avançados do que as esponjas possuem sistema nervoso. No


entanto, mesmo as esponjas, animais unicelulares, e não animais como micetozoários
têm mecanismos de sinalização célula a célula que são precursores dos neurônios.4 Em
animais radialmente simétricos, como as águas-vivas e hidras, o sistema nervoso
consiste de uma rede difusa de células isoladas.5 em animais bilaterianos, que compõem
a grande maioria das espécies existentes, o sistema nervoso tem uma estrutura comum
que se originou no início do período Cambriano, mais de 500 milhões de anos atrás.6

Anatomia comparada[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Anatomia comparada

Membros do filo dos celenterados, tais como águas-vivas e hidras, têm um sistema
nervoso simples destes quatro períodos de um ano para a orientação de rede neural. Ela
é formada por neurônios, ligados por sinapses ou conexões celulares. A rede neural é
centralizada ao redor da boca, mas não há um agrupamento anatômico de neurônios.
Algumas águas-vivas possuem neurônios sensoriais conhecidos como rhopalia, com os
quais podem perceber luz, movimento, ou gravidade.

Platelmintos e nematoides[editar | editar código-fonte]

Ver artigos principais: Platelmintos e Nematoda

Planárias, um tipo de platelminto, possuem uma corda nervosa dupla que percorre todo
o comprimento do corpo e se funde com a cauda. Estas cordas nervosas são conectadas
por nervos transversais, como os degraus de uma escada. Estes nervos ajudam a
coordenar os dois lados do animal. Dois grandes gânglios na extremidade da cabeça
funcionam de modo semelhante a um cérebro simplificado. Fotorreceptores nos ocelos
desses animais proveem informação sensorial sobre luz e escuridão. Porém, os ocelos
não são capazes de formar imagens. Os platelmintos foram os primeiros animais na
escala evolutiva a apresentarem um processo de cefalização. A partir dos platelmintos
até os equinodermos, o sistema nervoso é ganglionar ventral, com exceção dos
nematelmintos que possuem cordão nervoso peri esofágico.
Obs. : A centralização do sistema nervoso dos platelmintos representa um
avanço em relação aos cnidários, que têm uma rede nervosa difusa, sem nenhum
órgão integrador das funções nervosas.

Artrópodes[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Artrópodes

Os artrópodes possuem um sistema nervoso constituído de uma série de gânglios


conectados por uma corda nervosa ventral feita de conectores paralelos que correm ao
longo da barriga. Tipicamente, cada segmento do corpo possui um gânglio de cada lado,
embora alguns deles se fundam para formar o cérebro e outros grandes gânglios.7

O segmento da cabeça contém o cérebro, também conhecido como gânglio


supraesofágico. No sistema nervoso dos insetos, o cérebro é anatomicamente dividido
em protocérebro, deutocérebro e tritocérebro. Imediatamente atrás do cérebro está o
gânglio supraesofágico que controla as mandíbulas. Muitos artrópodes possuem órgãos
sensoriais bem desenvolvidos, incluindo olhos compostos para visão e antenas para
olfato e percepção de feromônios. A informação sensorial destes órgãos é processada
pelo cérebro.

Moluscos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Moluscos

A maioria dos Moluscos, tais como Bivalves e lesmas, têm vários grupos de neurônios
intercomunicantes chamados gânglios. O sistema nervoso da lebre-do-mar (Aplysia)
tem sido utilizado extensamente em experimentos de neurociência por causa de sua
simplicidade e capacidade de aprender associações simples.

Os cefalópodes, tais como lulas e polvos, possuem cérebros relativamente complexos.


Estes animais também apresentam olhos sofisticados. Como em todos os invertebrados,
os axônios dos cefalópodes carecem de mielina, o isolante que permite reação rápida
nos vertebrados. Para obter uma velocidade de condução rápida o bastante para
controlar músculos em tentáculos distantes, os axônios dos cefalópodes precisam ter um
diâmetro avantajado nas grandes espécies de cefalópodes. Por este motivo, os axônios
da lula são usados por neurocientistas para trabalhar as propriedades básicas da ação
potencial.

Vertebrados[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal:


Vertebrados
Organização do sistema nervoso dos vertebrados

Somático
Periférico
Autônomo Simpático
O sistema nervoso dos animais
Parassimpático
vertebrados é frequentemente
dividido em Sistema nervoso Entérico
central (SNC) e Sistema nervoso
periférico (SNP). O SNC consiste Central / Principal
do encéfalo e da medula espinhal.
O SNP consiste de todos os
outros neurônios que não estão no SNC. A maioria do que comumente se denomina
nervos (que são realmente os apêndices dos axônios de células nervosas) são
considerados como constituintes do SNP. O sistema nervoso periférico é dividido em
sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo.

O sistema nervoso somático é o responsável pela coordenação dos movimentos do


corpo e também por receber estímulos externos. Este é o sistema que regula as
atividades que estão sob controle consciente.

O sistema nervoso autónomo é dividido em sistema nervoso simpático, sistema nervoso


parassimpático e sistema nervoso entérico. O sistema nervoso simpático responde ao
perigo iminente ou stress, e é responsável pelo incremento do batimento cardíaco e da
pressão arterial, entre outras mudanças fisiológicas, juntamente com a sensação de
excitação que se sente devido ao incremento de adrenalina no sistema. O sistema
nervoso parassimpático, por outro lado, torna-se evidente quando a pessoa está
descansando e sente-se relaxada, e é responsável por coisas tais como a constrição
pupilar, a redução dos batimentos cardíacos, a dilatação dos vasos sangüíneos e a
estimulação dos sistemas digestivo e genitourinário. O papel do sistema nervoso
entérico é gerenciar todos os aspectos da digestão, do esôfago ao estômago, intestino
delgado e cólon.

Sistema central (SNC)[editar | editar código-fonte]

O sistema central é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal. Todas as partes do
encéfalo e da medula estão envolvidas por três membranas de tecido conjuntivo - as
meninges. O encéfalo, principal centro de controle, é constituído por cérebro, cerebelo,
tálamo, hipotálamo e bulbo.

O sistema nervoso é responsável pela maioria das funções de controle em um


organismo, coordenando e regulando as atividades corporais. O neurônio é a unidade
funcional deste sistema.

Neurônio
O neurônio é a unidade funcional do sistema nervoso. Os neurônios comunicam-se
através de sinapses; por eles propagam-se os impulsos nervosos. Anatomicamente o
neurônio é formado por: dendrito, corpo celular e axônio. A transmissão ocorre apenas
no sentido do dendrito ao axônio.
Neurônio

O sistema nervoso é divido em Sistema Nervoso Central e Sistema Nervoso


Periférico.

Sistema Nervoso Central

Principais componentes do Sistema Nervoso Central:

Medula espinhal

A medula espinhal é o centro dos arcos reflexos. Encontra-se organizada em segmentos


(região cervical, lombar, sacral, caudal, raiz dorsal e ventral). É uma estrutura
subordinada ao cérebro, porem pode agir independente dele.
Cérebro

O cérebro está relacionado com a maioria das funções do organismo como a recepção
de informações visuais nos vertebrados, movimentos do corpo que requerem
coordenação de grande número de partes do corpo. O cérebro encontra-se protegido
pelas meninges: pia-máter, dura-máter e aracnóide.

O encéfalo dos mamíferos é dividido em: telencéfalo (cérebro), diencéfalo (tálamo e


hipotálamo), mesencéfalo (teto), metencéfalo (ponte e cerebelo) e mielencéfalo (bulbo).

Bulbo ou medula oblonga

O bulbo tem a função relacionada com a respiração e é considerado um centro vital.


Também está relacionado com os reflexos cardiovasculares e transmissão de
informações sensoriais e motoras.

Cerebelo

O cerebelo é responsável pelo controle motor. A organização básica do cerebelo é


praticamente a mesma em todos os vertebrados, diferindo apenas no número de células
e grau de enrugamento. Pesquisas recentes sugerem que a principal função do cerebelo
seja a coordenação sensorial e não só o controle motor.

Ponte

A função da ponte é transmitir as informações da medula e do bulbo até o córtex


cerebral. Faz conexão com centros hierarquicamente superiores.

O córtex sensorial coordena os estímulos vindos de várias partes do sistema nervoso. O


córtex motor é responsável pelas ações voluntárias e o córtex de associação está
relacionado com o armazenamento da memória.

Principais divisões do Sistema Nervoso Periférico


O SNP pode ser divido em voluntário e autônomo.

Sistema Nervoso Voluntário

Está relacionado com os movimentos voluntários. Os neurônios levam a informação do


SNC aos músculos esqueléticos, inervando-os diretamente. Pode haver movimentos
involuntários.

Sistema Nervoso Autônomo

Está relacionado com os movimentos involuntários dos músculos como não-estriado e


estriado cardíaco, sistema endócrino e respiratório.

É divido em simpático e parassimpático. Eles têm função antagônica sobre o outro. São
controlados pelo SNC, principalmente pelo hipotálamo e atuam por meio da adrenalina
e da acetilcolina. O mediador químico do SNA simpático é a acetilcolina e a adrenalina,
enquanto do parassimpático é apenas a acetilconlina.

Arco reflexo
Os atos reflexos são reações involuntárias que envolvem impulsos nervosos,
percorrendo um caminho chamado arco reflexo.

Um exemplo muito conhecido de arco reflexo é o reflexo patelar. O tendão do joelho é


o órgão receptor do estímulo. Quando recebe o estímulo (ex. uma pancada) os dendritos
dos neurônios ficam excitados. O impulso é transmitido aos neurônios associativos por
meio de sinapses, que por sua vez transmitem o impulso aos neurônios motores.

Os neurônios associativos levam a informação ao encéfalo e os neurônios motores


excitam os músculos da coxa, fazendo com que a perna se movimente.

Sistema nervoso central


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Um diagrama mostrando o SNC:


1. Cérebro
2. Sistema nervoso central
(cérebro e medula espinhal)
3. Medula espinhal.

Em anatomia, chama-se sistema nervoso central (SNC), ou neuroeixo, ao conjunto do


encéfalo e da medula espinhal dos vertebrados. Forma, junto com o sistema nervoso
periférico, o sistema nervoso, e tem um papel fundamental no controle do corpo.

É no SNC que chegam as informações relacionadas aos sentidos (audição, visão, olfato,
paladar e tato) e é dele que partem ordens destinadas aos músculos e glândulas.

O desenvolvimento embrionário

O zigoto é portador do material genético fornecido pelo espermatozóide e pelo óvulo.


Um vez formado o zigoto irá se dividir muitas vezes por mitose até originar um novo
indivíduo. Assim, todas as células que formam o corpo de um indivíduo possuem o
mesmo patrimônio genético que existia no zigoto.

Apesar disso, ao longo do desenvolvimento embrionário as células passam por um


processo de diferenciação celular em que alguns genes são “ativados” e outros são
“desativados”, sendo que somente os “ativados” coordenam as funções das células.

Surgem dessa maneira tipos celulares com formatos e funções distintos, que se
organizam em tecidos. Conjuntos de tecidos reunidos formam os órgãos. Os grupos de
órgãos formam os sistemas que, por sua vez, formam o organismo.

Células – tecidos – órgãos – sistemas – organismos

A ciência que estuda esse processo de desenvolvimento do indivíduo a partir do zigoto é


a Embriologia.

Fases do desenvolvimento embrionário

Os animais apresentam grande diversidade de desenvolvimento embrionário, mas, de


modo geral, em praticamente todos ocorrem três fases consecutivas: segmentação,
gastrulação e organogênese.

Na segmentação, mesmo com o aumento do número de células, praticamente não há


aumento do volume total do embrião, pois as divisões celulares são muito rápidas e as
células não têm tempo para crescer.
Na fase seguinte, que é a gastrulação, o aumento do número de células é acompanhada
do aumento do volume total. Inicia-se nessa fase a diferenciação celular, ocorrendo a
formação dos folhetos germinativos ou folhetos embrionários, que darão origem aos
tecidos do indivíduo.

No estágio seguinte, que é a organogênese, ocorre a diferenciação dos órgãos.

Vamos analisar cada uma dessas fases para os animais em geral e depois comentar o
desenvolvimento embrionário humano.

Índice
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 1 Anatomia Comparada
o 1.1 Sistema cérebro-espinhal do ser humano
o 1.2 Sistema autônomo ou vegetativo
 2 Ligações externas
 3 Referências
 4 Neuroanatomia

Anatomia Comparada[editar | editar código-fonte]


Ver artigo principal: Sistema nervoso

A forma mais simples de sistema nervoso se encontra no filo dos celenterados, do qual
fazem parte as hidras, as medusas e os pólipos. Esses animais possuem células nervosas
distribuídas por todo o organismo, formando uma espécie de rede1 .

Nos vermes menos evoluídos, platelmintos e nematelmintos, o sistema nervoso ainda é


primitivo, mas já existe um certo grau de polarização, além de gânglios cerebróides e
fibras nervosas longitudinais. O sistema nervoso central é constituido pelo encéfalo e
medula espinal. A medula espinal comunica-se em diferentes orgãos do corpo e dos
membros ao 31 pares de nervos raquidianos.

Os anelídeos se situam no estágio seguinte da escala evolutiva. O sistema nervoso


desses animais consta de um par de gânglios cerebróides unidos por um anel
periesofágico aos gânglios metaméricos. Ocorrem também nervos laterais. Os
artrópodes, quanto ao sistema nervoso, não diferem muito dos anelídeos a partir dos
quais evoluíram.

No filo dos moluscos, a estrutura nervosa é muito diferenciada e atinge seu mais alto
grau de evolução na classe dos cefalópodes (lulas, polvos, náutilos etc). Nesses animais,
os diferentes gânglios se fundem para constituir a massa cerebral, na qual se distingue
uma parte encarregada da função visual e outra a qual compete regular o funcionamento
das brânquias, das vísceras, etc.

Nos vertebrados, o sistema nervoso se divide em central (cérebro e medula espinhal) e


periférico (nervos cranianos e raquidianos, além do sistema nervoso autônomo ou
vegetativo). O encéfalo se divide em três regiões: o prosencéfalo, ou encéfalo anterior; o
mesencéfalo, ou porção média; e o rombencéfalo, ou parte posterior. O segmento
anterior pode dividir-se ainda em telencéfalo (integrado pelos lóbulos da olfação e os
hemisférios cerebrais) e diencéfalo (do qual fazem parte o epitálamo, o tálamo e o
hipotálamo). A seção intermediária contém os lóbulos ópticos; a posterior também
diferencia-se em metencéfalo (do qual faz parte o cerebelo) e mielencéfalo (constituído
pelo bulbo raquidiano, que se liga à medula espinhal).

A complexidade anatômica do encéfalo está relacionada com o enorme número de


funções e processos sensitivos por ele regulados. Geralmente, observa-se nos peixes um
menor desenvolvimento do cérebro em benefício dos órgãos olfativos. À medida que se
avança na escala evolutiva, as dimensões do cérebro aumentam até alcançarem o
tamanho máximo nos primatas e no homem, em que ocorrem circunvoluções e
separação do cérebro em hemisférios.

A porção intra-raquidiana do sistema nervoso é a medula espinhal, a partir da qual


surgem os pares de nervos raquidianos que inervam os diferentes músculos, glândulas e
vísceras. Nos vertebrados quadrúpedes observam-se na medula as intumescências
cervical e lombar, que correspondem à emergência de nervos que se destinam aos
membros anteriores e posteriores. O sistema nervoso autônomo é uma unidade
funcional complementar, constituída pelos sistemas simpático e parassimpático, dos
quais depende o equilíbrio da vida orgânica. A função do sistema nervoso nos animais
superiores é complementada pela ação do sistema endócrino, encarregado de regular a
secreção hormonal.

Sistema cérebro-espinhal do ser humano[editar | editar código-fonte]

No homem, a estrutura dos nervos é diferenciada em duas áreas. Uma delas corresponde
ao sistema nervoso central, constituído pelo encéfalo e a medula espinhal, que se aloja
no conduto crânio-raquidiano, protegido pelas meninges e pelas vértebras. A outra
forma o sistema nervoso periférico, que consta de um conjunto de nervos distribuídos
por todo o organismo. Parte do sistema periférico integra o sistema nervoso autônomo,
ou vegetativo, que regula o funcionamento das vísceras e glândulas.

No sistema nervoso central, o encéfalo humano mantém a tripla divisão em


prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo, característica da evolução embrionária dos
vertebrados, embora organicamente se estabeleça preferencialmente a distinção entre
cérebro, cerebelo, ponte de Varólio (ou protuberância), pedúnculos cerebrais e bulbo
raquidiano (ou medula oblonga). O cérebro é o elemento principal, para o qual são
dirigidos os impulsos recebidos pelo sistema nervoso. Seu peso médio, quando atingido
o desenvolvimento máximo, é de aproximadamente 1.400g nos homens e 1.260g nas
mulheres. Na morfologia cerebral distingue-se uma primeira separação em dois grandes
hemisférios cortados por uma linha profunda, a fissura sagital. Na superfície de cada um
desses hemisférios existem dois outros cortes, a fissura de Sylvius, ou sulco lateral, e a
de Rolando, ou sulco central. Ficam assim delimitados quatro lobos em cada bissecção:
frontal, parietal, temporal e occipital.
A cavidade interna do cérebro é irrigada pelo líquido cefalorraquidiano, que flui
também na medula espinhal e constitui um elemento de extrema importância no
diagnóstico de muitas doenças e alterações metabólicas. De dentro para fora,
distinguem-se a substância branca, formada pelos axônios recobertos de mielina,
material lipoproteico que envolve as fibras e aumenta a velocidade de transmissão dos
impulsos nervosos; e a substância cinzenta, que forma o envoltório ou córtex cerebral.
A massa cerebral é recoberta por três membranas de proteção, as meninges, que
separam o córtex dos ossos cranianos. São elas a pia-máter (mais interna), aracnoide
(intermediária) e dura-máter (mais externa).

Na região póstero-inferior do cérebro, situa-se o cerebelo, órgão responsável pela


coordenação motora formado por uma parte mediana, o verme, e dois lobos ou
hemisférios. A ponte de Varólio, também denominada protuberância anular, liga o
cérebro, o cerebelo e o bulbo, e está situada na parte inferior do encéfalo. Compõe-se de
diferentes planos de fibras nervosas longitudinais e transversais. O bulbo faz a transição
entre o encéfalo e a medula. Nele se entrecruzam as fibras nervosas que atingirão o
cérebro, razão pela qual as funções reguladoras do lado direito do corpo são controladas
pelo lobo cerebral esquerdo, e as correspondentes ao lado esquerdo, pelo lobo direito.

Do bulbo nasce a medula espinhal ou raquidiana, cordão nervoso cilíndrico que se


prolonga pelo interior da coluna vertebral até o extremo do osso sacro. O cordão
medular consta de um núcleo central de substância cinzenta, com característica
disposição em forma de X, envolto numa massa cilíndrica de substância branca. A
substância cinzenta se ramifica a partir da medula para formar as raízes dos nervos
raquidianos. Ao longo de toda a sua extensão, a medula raquidiana é protegida
externamente, como o encéfalo, pelas três meninges e, em seu canal interno, por uma
membrana denominada epêndima.

Os nervos representam a unidade fisiológica fundamental do sistema nervoso periférico.


Eles se originam nos dois componentes básicos do sistema nervoso central: o cérebro e
a medula espinhal. Os 12 pares de nervos cranianos são os seguintes1 :

Par I: olfativo

Par II: óptico

Par III: óculo-motor

Par IV: troclear

Par V: trigêmeo

Par VI: óculo-motor externo

Par VII: facial

Par VIII: vestíbulo-coclear

Par IX: glossofaríngeo


Par X: vago

Par XI: acessório

Par XII: hipoglosso

Outros 31 pares formam o conjunto de nervos raquidianos, dos quais dependem a


recepção de impulsos periféricos, sua transmissão aos centros fundamentais do sistema
nervoso e o envio de sinais aos músculos.

Sistema autônomo ou vegetativo[editar | editar código-fonte]

A regulação das funções dos órgãos internos, de forma involuntária e autônoma, é


executada pelo sistema nervoso vegetativo, unidade fisiológica integrada por dois
sistemas diferenciados, o simpático e o parassimpático, com atividades opostas. A
motilidade intestinal, por exemplo, é estimulada por um nervo do sistema simpático e
inibida por outro do sistema parassimpático. As unidades funcionais do sistema
vegetativo são as fibras e os gânglios.

O sistema simpático é integrado por uma dupla cadeia de gânglios dispostos em ambos
os lados da coluna vertebral. A condução dos impulsos nervosos às vísceras é feita por
dois neurônios: o pré-ganglionar parte da medula e forma no gânglio uma sinapse com o
neurônio pós-ganglionar, que prossegue para inervar um órgão periférico. O segundo
componente do sistema nervoso autônomo é o parassimpático, formado pelas fibras
nervosas autônomas que emergem do sistema nervoso pelos nervos cranianos e pelos
segmentos sacrais. Embora seus componentes obedeçam ao padrão geral da via efetora
autônoma formada de dois neurônios, o parassimpático se caracteriza por ter o gânglio
muito próximo da víscera que inerva