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Câmara Municipal de Nova Friburgo do Estado do Rio de Janeiro

NOVA FRIBURGO-RJ
Adjunto Legislativo
Edital de Concurso Público Nº 001/2017

JH006-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Câmara Municipal de Nova Friburgo do Estado do Rio de Janeiro

Cargo: Adjunto Legislativo

(Baseado no Edital de Concurso Público Nº 001/2017)

• Língua Portuguesa
• Noções de Informática
• Conhecimentos Gerais
• Lei Orgânica Municipal
• Regimento Interno
• Conhecimentos Específicos

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Suelen Domenica Pereira

Capa
Rosa Thaina dos Santos

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
SUMÁRIO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

Compreensão e interpretação de textos;........................................................................................................................................................ 01


Denotação e conotação;........................................................................................................................................................................................ 07
Figuras;.......................................................................................................................................................................................................................... 12
Coesão e coerência;................................................................................................................................................................................................. 15
Tipologia textual;...................................................................................................................................................................................................... 18
Significação das palavras;...................................................................................................................................................................................... 33
Emprego das classes de palavras;...................................................................................................................................................................... 34
Sintaxe da oração e do período;......................................................................................................................................................................... 70
Pontuação;................................................................................................................................................................................................................... 81
Concordância verbal e nominal;......................................................................................................................................................................... 84
Regência verbal e nominal;................................................................................................................................................................................... 90
Estudo da crase;........................................................................................................................................................................................................ 96
Semântica e estilística...........................................................................................................................................................................................101
Redação Oficial........................................................................................................................................................................................................102

Noções de Informática

Conhecimentos básicos de microcomputadores PC – Hardware. ....................................................................................................... 01


Sistemas Operacionais. ......................................................................................................................................................................................... 23
MS-DOS. ..................................................................................................................................................................................................................... 23
Sistemas de Windows. ........................................................................................................................................................................................... 23
Processador de texto MS-Word para Windows. ......................................................................................................................................... 47
Planilha de cálculo MS-Excel. .............................................................................................................................................................................. 81
Banco de dados. ....................................................................................................................................................................................................106
Comunicação de dados. .....................................................................................................................................................................................106
Conceitos Gerais de Equipamentos e Operacionalização. ....................................................................................................................118
Conceitos básicos de Internet...........................................................................................................................................................................118

Conhecimentos Gerais

Domínio de tópicos relevantes de diversas áreas, tais como: política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia,
relações internacionais, desenvolvimento sustentável, segurança, artes e literatura e suas vinculações históricas a nível
municipal, regional, nacional e internacional..........................................................................................................................................................01

Lei Orgânica Municipal

Domínio de tópicos relevantes de diversas áreas, tais como: política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia,
relações internacionais, desenvolvimento sustentável, segurança, artes e literatura e suas vinculações históricas a nível
municipal, regional, nacional e internacional..........................................................................................................................................................01

Regimento Interno

Regimento Interno da Câmara de Nova Friburgo: Das disposições preliminares; Dos órgãos da Câmara Municipal; Das Ses-
sões da Câmara. Das Proposições; Da apreciação das Proposições; Da participação da sociedade civil; Da Administração e
da Economia Interna;.........................................................................................................................................................................................................01
SUMÁRIO

Conhecimentos Específicos

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO: Noções de organização administrativa: Administração direta e indireta. Autar-
quias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. .......................................................................................... 01
Princípios Administrativos..................................................................................................................................................................................... 03
Ato administrativo: Conceito, requisitos, atributos, classificação e espécies. Agentes públicos. Cargo, emprego e função
pública. ........................................................................................................................................................................................................................ 08
Poderes administrativos: Hierárquico, disciplinar, regulamentar e de polícia. Uso e abuso do poder. ................................ 11
Licitação: Princípios; Contratação direta: dispensa e inexigibilidade; Modalidades; Tipos......................................................... 12
Controle da administração pública. Controle legislativo. ........................................................................................................................ 16
Improbidade Administrativa. .............................................................................................................................................................................. 22
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL: Direitos e Garantias Fundamentais................................................................................ 23
Poder legislativo. Do Processo Legislativo. Do Município. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E O LEGISLATIVO MUNICIPAL:
Maioria e a minoria; O princípio do pluralismo político; O princípio do contraditório e da ampla defesa; Princípios da
administração pública aplicáveis à atividade legislativa; Princípios específicos do direito parlamentar. AS FUNÇÕES DO
PODER LEGISLATIVO: A função representativa; A função legislativa; A função socializadora/controladora e seus instru-
mentos. A função de orientação política. A função comunicativa. A função informativa; A função educativa. ................ 60
NOÇÕES DE RECURSOS HUMANOS: Políticas de administração de Recursos Humanos. Planejamento estratégico de Recursos
Humanos. Recrutamento e seleção de recursos humanos; Aplicação: desenho, descrição e análise de cargos; .........................63
Avaliação de desempenho; .................................................................................................................................................................................. 72
Desenvolvimento: treinamento e desenvolvimento de pessoal;........................................................................................................... 72
Remuneração e proteção: salários e benefícios........................................................................................................................................... 73
Ética profissional....................................................................................................................................................................................................... 74
LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e interpretação de textos;........................................................................................................................................................ 01


Denotação e conotação;........................................................................................................................................................................................ 07
Figuras;.......................................................................................................................................................................................................................... 12
Coesão e coerência;................................................................................................................................................................................................. 15
Tipologia textual;...................................................................................................................................................................................................... 18
Significação das palavras;...................................................................................................................................................................................... 33
Emprego das classes de palavras;...................................................................................................................................................................... 34
Sintaxe da oração e do período;......................................................................................................................................................................... 70
Pontuação;................................................................................................................................................................................................................... 81
Concordância verbal e nominal;......................................................................................................................................................................... 84
Regência verbal e nominal;................................................................................................................................................................................... 90
Estudo da crase;........................................................................................................................................................................................................ 96
Semântica e estilística...........................................................................................................................................................................................101
Redação Oficial........................................................................................................................................................................................................102
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação – na semântica (significado das palavras)


COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS; incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e cono-
tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua-
gem, entre outros.
- Capacidade de observação e de síntese e
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, - Capacidade de raciocínio.
a preocupação com a interpretação de textos. Por isso, vão
aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de Interpretar X compreender
responder às questões relacionadas a textos.
Interpretar significa
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio- - Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
nadas entre si, formando um todo significativo capaz de - Através do texto, infere-se que...
produzir interação comunicativa (capacidade de codificar e - É possível deduzir que...
decodificar ). - O autor permite concluir que...
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Contexto – um texto é constituído por diversas frases.
Compreender significa
Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente
se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições
está escrito.
para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa - o texto diz que...
interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que o rela- - é sugerido pelo autor que...
cionamento entre as frases é tão grande que, se uma frase - de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
for retirada de seu contexto original e analisada separada- - o narrador afirma...
mente, poderá ter um significado diferente daquele inicial.
Erros de interpretação
Intertexto - comumente, os textos apresentam referên- É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência
cias diretas ou indiretas a outros autores através de citações. de erros de interpretação. Os mais frequentes são:
Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. - Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do con-
texto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma in- conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.
terpretação de um texto é a identificação de sua ideia prin- - Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
cipal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou fun- apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um con-
damentações, as argumentações, ou explicações, que levem junto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova. entendimento do tema desenvolvido.
- Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias con-
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivo-
cadas e, consequentemente, errando a questão.
- Identificar – é reconhecer os elementos fundamen-
tais de uma argumentação, de um processo, de uma época Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova
definem o tempo). de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
que o autor diz e nada mais.
- Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
de diferenças entre as situações do texto.
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si.
Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
- Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono-
uma realidade, opinando a respeito. me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
vai dizer e o que já foi dito.
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun- OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia
dárias em um só parágrafo. -a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e
do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do
- Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras. verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer
também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
Condições básicas para interpretar semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante-
Fazem-se necessários: cedente.
- Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros li- Os pronomes relativos são muito importantes na inter-
terários, estrutura do texto), leitura e prática; pretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coe-
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do são. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe
texto) e semântico; um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:

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LÍNGUA PORTUGUESA

- que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo
mas depende das condições da frase. reduzido no qual o menino detém sua atenção é
- qual (neutro) idem ao anterior. (A) fresta.
- quem (pessoa) (B) marca.
- cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois (C) alma.
o objeto possuído. (D) solidão.
- como (modo) (E) penumbra.
- onde (lugar)
quando (tempo) Texto para a questão 2:
quanto (montante)
DA DISCRIÇÃO
Exemplo:
Falou tudo QUANTO queria (correto) Mário Quintana
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
aparecer o demonstrativo O ). Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
Dicas para melhorar a interpretação de textos
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também...
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
(http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade)
assunto;
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
a leitura; 2-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU-
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) De acordo com o
menos duas vezes; poema, é correto afirmar que
- Inferir; (A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade
- Voltar ao texto quantas vezes precisar; é algo ruim.
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do (B) amigo que não guarda segredos não merece res-
autor; peito.
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor (C) o melhor amigo é aquele que não possui outros
compreensão; amigos.
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada (D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado.
questão; (E) entre amigos, não devem existir segredos.
- O autor defende ideias e você deve percebê-las.
3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SE-
Fonte: CRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – AGENTE PENITEN-
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu- CIÁRIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder à
gues/como-interpretar-textos questão.

QUESTÕES Casamento

1-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014 Há mulheres que dizem:


- ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão, considere Meu marido, se quiser pescar, pesque,
o texto abaixo. mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
A marca da solidão
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
ele fala coisas como “este foi difícil”
testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
penumbra na tarde quente. “prateou no ar dando rabanadas”
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, dentro e faz o gesto com a mão.
de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com pe- O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
drinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas atravessa a cozinha como um rio profundo.
plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é capaz Por fim, os peixes na travessa,
de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca vamos dormir.
da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta. Coisas prateadas espocam:
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja- somos noivo e noiva.
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) (Adélia Prado, Poesia Reunida)

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LÍNGUA PORTUGUESA

A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar que 6-) (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMI-
(A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não NISTRAÇÃO – AOCP/2010) “A carga foi desviada e a via-
gostam que os maridos frequentem pescarias, pois acham tura, com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona
difícil limpar os peixes. norte de São Paulo.”
(B) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulhe- Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar
res que não gostam de limpar os peixes, embora valori- que, em sua estrutura sintática, houve supressão da ex-
zem os esbarrões de cotovelos na cozinha. pressão
(C) há mulheres casadas que não gostam de ficar so- a) vigilantes.
zinhas com seus maridos na cozinha, enquanto limpam b) carga.
os peixes. c) viatura.
(D) as mulheres que amam valorizam os momentos d) foi.
mais simples do cotidiano vividos com a pessoa amada. e) desviada.
(E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noi-
te, para limpar, abrir e salgar o peixe. 7-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
Um carteiro chega ao portão do hospício e grita:
4-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- — Carta para o 9.326!!!
PE/2012) Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a em
totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con- branco, e um outro pergunta:
cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mun- — Quem te mandou essa carta?
do, que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. — Minha irmã.
É, de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, — Mas por que não está escrito nada?
em todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação — Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando!
do mundo. Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o adaptações).
Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo:
Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações). O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto
acima decorre
Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente tex- A) da identificação numérica atribuída ao louco.
tual “O riso”. B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a
(...) CERTO ( ) ERRADO carta no hospício.
C) do fato de outro louco querer saber quem enviou
5-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- a carta.
PE/2010) D) da explicação dada pelo louco para a carta em bran-
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que co.
atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele.
surge uma explicação oficial satisfatória para o corte
abrupto e generalizado de energia no final de 2009. 8-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elé- Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
trica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa es- — Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
tatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de — O senhor tem hora?
900 km que separam Itaipu de São Paulo. O sujeito olha para o relógio e diz:
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de — Sim. São duas e meia.
investimentos e também erros operacionais conspiraram — Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente.
para produzir a mais séria falha do sistema de geração e — O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me
distribuição de energia do país desde o traumático racio- paga o aluguel do consultório...
namento de 2001. Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adapta- adaptações).
ções).
No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas homem para saber se ele
do texto acima apresentado, julgue os próximos itens. A) verificou o horário de chegada e está sob os cuida-
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em dos do dr. Pedro.
18 estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo. B) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o paga-
(...) CERTO ( ) ERRADO mento do aluguel.
C) tem relógio e sabe esperar.
D) marcou consulta e está calmo.
E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cui-
dados do dr. Pedro.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO DA 10-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC-
FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010 - ADAPTADA) Atenção: As NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O texto deixa
questões de números 09 a 12 referem-se ao texto abaixo. claro que
Liderança é uma palavra frequentemente associada a (A) a importância do líder baseia-se na valorização de
feitos e realizações de grandes personagens da história e da todo o grupo em torno da realização de um objetivo comum.
vida social ou, então, a uma dimensão mágica, em que al- (B) o líder é o elemento essencial dentro de uma orga-
gumas poucas pessoas teriam habilidades inatas ou o dom nização, pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta
de transformar-se em grandes líderes, capazes de influenciar ou objetivo.
outras e, assim, obter e manter o poder. (C) pode não haver condições de liderança em algumas
Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a equipes, caso não se estabeleçam atividades específicas
maioria das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos para cada um de seus membros.
desenvolver consideravelmente as suas capacidades de lide- (D) a liderança é um dom que independe da participa-
rança. ção dos componentes de uma equipe em um ambiente de
Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns trabalho.
que aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjun-
to, formam uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias 11-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
algumas habilidades, mas elas podem ser aprendidas tanto CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O fenômeno da
através das experiências da vida, quanto da formação volta- liderança só ocorre na inter-relação ... (4º parágrafo)
da para essa finalidade. No contexto, inter-relação significa
O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en- (A) o respeito que os membros de uma equipe devem
volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades demonstrar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por
para serem atendidas ou objetivos para serem alcançados, resultarem em benefício de todo o grupo.
que requerem a interação cooperativa dos membros envol- (B) a igualdade entre os valores dos integrantes de um
vidos. Não pressupõe proximidade física ou temporal: pode- grupo devidamente orientado pelo líder e aqueles propos-
se ter a mente e/ou o comportamento influenciado por um tos pela organização a que prestam serviço.
escritor ou por um líder religioso que nunca se viu ou que (C) o trabalho que deverá sempre ser realizado em
viveu noutra época. [...] equipe, de modo que os mais capacitados colaborem com
Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação os de menor capacidade.
do poder de influência do líder, implica dizer que parte desse (D) a criação de interesses mútuos entre membros de
poder encontra-se no próprio grupo. É nessa premissa que uma equipe e de respeito às metas que devem ser alcan-
se fundamenta a maioria das teorias contemporâneas sobre çadas por todos.
liderança.
Daí definirem liderança como a arte de usar o poder 12-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
que existe nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) Não pressupõe
fazerem o que se requer delas, da maneira mais efetiva e proximidade física ou temporal ... (4º parágrafo)
humana possível. [...] A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que
(Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza (A) a presença física de um líder natural é fundamen-
Pinto. Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na tal para que seus ensinamentos possam ser divulgados e
Administração pública do Estado de São Paulo, org. Lais Ma- aceitos.
cedo de Oliveira e Maria Cristina Pinto Galvão, Secretaria de (B) um líder verdadeiramente capaz é aquele que sem-
Gestão pública, São Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p. 290 e 292, pre se atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de
com adaptações) autores diversos.
(C) o aprendizado da liderança pode ser produtivo,
09-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI- mesmo se houver distância no tempo e no espaço entre
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) De acordo com o aquele que influencia e aquele que é influenciado.
texto, liderança (D) as influências recebidas devem ser bem analisadas
(A) é a habilidade de chefiar outras pessoas que não e postas em prática em seu devido tempo e na ocasião
pode ser desenvolvida por aqueles que somente executam mais propícia.
tarefas em seu ambiente de trabalho.
(B) é típica de épocas passadas, como qualidades de 13-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR –
heróis da história da humanidade, que realizaram grandes FGV PROJETOS/2010)
feitos e se tornaram poderosos através deles.
(C) vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até Painel do leitor (Carta do leitor)
mesmo adquirida, de conseguir resultados desejáveis da-
queles que constituem a equipe de trabalho. Resgate no Chile
(D) torna-se legítima se houver consenso em todos os
grupos quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
mobilizar esses grupos em torno de seus objetivos pes- salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
soais. de uma mina de cobre e ouro no Chile.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Um a um os mineiros soterrados foram içados com 15-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO
sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cum- – VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar
primentando seus companheiros de trabalho. Não se pode que, assim como seus amigos, a autora viaja para
esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos, (A) visitar um lugar totalmente desconhecido.
Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamen- (B) escapar do lugar em que está.
to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E, (C) reencontrar familiares queridos.
também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demons- (D) praticar esportes radicais.
trando coragem e desprendimento, desceram na mina para (E) dedicar-se ao trabalho.
ajudar no salvamento.
(Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – pai- 16-) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde,
nel do leitor – 17/10/2010) “à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como
um bosque” (último parágrafo), a autora sugere que viajará
Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex- para um lugar
pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor (A) repulsivo e populoso.
diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem (B) sombrio e desabitado.
ser encontradas nos trechos a seguir, EXCETO: (C) comercial e movimentado.
A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...” (D) bucólico e sossegado.
B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma (E) opressivo e agitado.
mina de cobre e ouro no Chile.”
C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...” 17) (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSUL-
D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.” PLAN/2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão.
E) “... demonstrando coragem e desprendimento, des-
ceram na mina...”
(DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO –
VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às
questões de números 14 a 16.

Férias na Ilha do Nanja

Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as


malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo
faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
as fissuras, as pedras soltas e as barreiras... (Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1.
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de Porto Alegre: L&PM, 1976. p. 95.)
tanto trabalho; de tanta luta com os motoristas da contra-
mão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunis-
numa grande cidade, isto que já está sendo a negação da ta mineiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar
própria vida. que o tema apresentado é
E eu vou para a Ilha do Nanja. (A) a oposição entre o modo de pensar e agir.
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as (B) a rapidez da comunicação na Era da Informática.
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio (C) a comunicação e sua importância na vida das pes-
cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já es- soas.
tou vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a (D) a massificação do pensamento na sociedade mo-
moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra derna.
ilha.
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. Adap- RESOLUÇÃO
tado)
1-)
*fissuras: fendas, rachaduras Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
14-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABA- do cabe numa fresta.
LHO – VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descre-
ver a maneira como se preparam para suas férias, a autora RESPOSTA: “A”.
mostra que seus amigos estão 2-)
(A) serenos. Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informa-
(B) descuidados. ção contida na alternativa: revelar segredos para o amigo
(C) apreensivos. pode ser arriscado.
(D) indiferentes.
(E) relaxados. RESPOSTA: “D”.

5
LÍNGUA PORTUGUESA

3-) 10-)
Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a autora O texto deixa claro que a importância do líder baseia-
narra um momento simples, mas que é prazeroso ao casal. se na valorização de todo o grupo em torno da realização
de um objetivo comum.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “A”.
4-)
Vamos ao texto: O riso é tão universal como a seriedade; 11-)
ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos relacio- Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresenta-
nam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”. das, a que está coerente com o sentido dado à palavra “in-
ter-relação” é: “a criação de interesses mútuos entre mem-
RESPOSTA: “CERTO”. bros de uma equipe e de respeito às metas que devem ser
alcançadas por todos”.
5-)
Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo
RESPOSTA: “D”.
menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por “o
qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (oração su-
bordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula, temos 12-)
uma adjetiva explicativa (generaliza a informação da oração Não pressupõe proximidade física ou temporal = o
principal. A construção seria: “do apagão, que atingiu pelo aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se
menos 1800 cidades em 18 estados do país”); quando não houver distância no tempo e no espaço entre aquele que
há, temos uma adjetiva restritiva (restringe, delimita a infor- influencia e aquele que é influenciado.
mação – como no caso do exercício).
RESPOSTA: “C”.
RESPOSTA: “CERTO’.
13-)
6-) Em todas as alternativas há expressões que represen-
“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes, aban- tam a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da
donada em Pirituba, na zona norte de São Paulo.” Trata-se Terra / Não se pode esquecer / gesto humanitário que só
da figura de linguagem (de construção ou sintaxe) “zeugma”, enobrece / demonstrando coragem e desprendimento.
que consiste na omissão de um termo já citado anteriormen-
te (diferente da elipse, que o termo não é citado, mas facil- RESPOSTA: “B”.
mente identificado). No enunciado temos a narração de que
a carga foi desviada e de que a viatura foi abandonada. 14-)
“pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
RESPOSTA: “D”. fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos en-
tre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar
7-) nessas coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah, RESPOSTA: “C”.
porque nós brigamos e não estamos nos falando”.
15-)
RESPOSTA: “D”.
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta
da própria autora!
8-)
“O senhor tem hora? (...) Não, não... Eu quero saber se o
senhor é paciente” = a recepcionista quer saber se ele mar- RESPOSTA: “B”.
cou horário e se é paciente do Dr. Pedro.
16-)
RESPOSTA: “E”. Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.

9-) RESPOSTA: “D”.


Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar à
conclusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter-rela- 17-)
ção; envolve duas ou mais pessoas e a existência de necessi- Questão que envolve interpretação “visual”! Fácil. Basta
dades para serem atendidas ou objetivos para serem alcan- observar o que as personagens “dizem” e o que “pensam”.
çados, que requerem a interação cooperativa dos membros
envolvidos = equipe RESPOSTA: “A”.

RESPOSTA: “C”.

6
LÍNGUA PORTUGUESA

Polissemia e ambiguidade
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO;
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto na
interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado pode
ser ambíguo, ou seja, apresenta mais de uma interpreta-
Consideremos as seguintes frases: ção. Essa ambiguidade pode ocorrer devido à colocação
Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja! específica de uma palavra (por exemplo, um advérbio) em
Vamos! Coloque logo a mão na massa! uma frase. Vejamos a seguinte frase: Pessoas que têm uma
As crianças estão com as mãos sujas. alimentação equilibrada frequentemente são felizes. Neste
Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi. caso podem existir duas interpretações diferentes. As pes-
soas têm alimentação equilibrada porque são felizes ou são
Chegamos à conclusão de que se trata de palavras idên- felizes porque têm uma alimentação equilibrada.
ticas no que se refere à grafia, mas será que possuem o mes- De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, ela
mo significado? pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma inter-
Existe uma parte da gramática normativa denominada pretação. Para fazer a interpretação correta é muito impor-
Semântica. Ela trabalha a questão dos diferentes significados tante saber qual o contexto em que a frase é proferida.
que uma mesma palavra apresenta de acordo com o contex- Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabo-
to em que se insere. la, que por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser de-
Tomando como exemplo as frases já mencionadas, ana- finida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma
lisaremos os vocábulos de mesma grafia, de acordo com seu língua, juntamente com a ideia associada a este conjunto.
sentido denotativo, isto é, aquele retratado pelo dicionário.
Na primeira, a palavra “mão” significa habilidade, efi- Sentido Próprio e Figurado das Palavras
ciência diante do ato praticado. Nas outras que seguem o
significado é de: participação, interação mediante a uma Pela própria definição acima destacada podemos per-
tarefa realizada; mão como parte do corpo humano e por ceber que a palavra é composta por duas partes, uma delas
último simboliza o roubo, visto de maneira pejorativa. relacionada a sua forma escrita e os seus sons (denominada
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo perce- significante) e a outra relacionada ao que ela (palavra) ex-
bemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de algo. pressa, ao conceito que ela traz (denominada significado).
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdivi-
Possibilidades de várias interpretações levando-se em con-
dem-se assim:
sideração as situações de aplicabilidade.
Há uma infinidade de outros exemplos em que pode-
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o senti-
mos verificar a ocorrência da polissemia, como por exemplo:
do comum que costumamos dar a uma palavra.
O rapaz é um tremendo gato.
O gato do vizinho é peralta.
- Sentido Figurado - é o sentido “simbólico”, “figura-
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
do”, que podemos dar a uma palavra.
Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua so-
brevivência Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes
O passarinho foi atingido no bico. contextos:
1. A cobra picou o menino. (cobra = réptil peçonhento)
Polissemia e homonímia 2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagra-
dável, que adota condutas pouco apreciáveis)
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante 3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que co-
comum. Quando a mesma palavra apresenta vários signi- nhece muito sobre alguma coisa, “expert”)
ficados, estamos na presença da polissemia. Por outro lado, No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido co-
quando duas ou mais palavras com origens e significados mum (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado
distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos uma ho- em sentido figurado.
monímia. Podemos então concluir que um mesmo significante
A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode (parte concreta) pode ter vários significados (conceitos).
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não é
polissemia porque os diferentes significados para a palavra Denotação e Conotação
manga têm origens diferentes, e por isso alguns estudiosos
mencionam que a palavra manga deveria ter mais do que - Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra
uma entrada no dicionário. com o seu significado primitivo e original, com o sentido
“Letra” é uma palavra polissêmica. Letra pode significar do dicionário; usada de modo automatizado; linguagem
o elemento básico do alfabeto, o texto de uma canção ou a comum. Veja este exemplo: Cortaram as asas da ave para
caligrafia de um determinado indivíduo. Neste caso, os dife- que não voasse mais.
rentes significados estão interligados porque remetem para Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
o mesmo conceito, o da escrita. próprio, comum, usual, literal.

7
LÍNGUA PORTUGUESA

MINHA DICA - Procure associar Denotação com Di- As palavras destacadas que expressam ideia de tem-
cionário: trata-se de definição literal, quando o termo é uti- po são:
lizado em seu sentido dicionarístico. (A) algo, especialmente e Quando.
(B) Desde, especialmente e algo.
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra (C) especialmente, Quando e depois.
com o seu significado secundário, com o sentido amplo (ou (D) Desde, Quando e depois.
simbólico); usada de modo criativo, figurado, numa lingua- (E) Desde, algo e depois.
gem rica e expressiva. Veja este exemplo:
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes 4-) (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
que seja tarde demais. A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para o movi-
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma fi- mento cordelista pode ser comparada à de outros dois gran-
gurada, fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de des nomes...
ações; disciplina, limitação de conduta e comportamento. Sem qualquer outra alteração da frase acima e sem pre-
juízo da correção, o elemento grifado pode ser substituído
Fonte: por:
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de- (A) contrastada.
justica-tjm-sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figu- (B) confrontada.
rado-das-palavras.html (C) ombreada.
(D) rivalizada.
Questões sobre Denotação e Conotação (E) equiparada.

1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- 5-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) O NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) No verso – Não te
sentido de marmóreo (adjetivo) equivale ao da expressão abras com teu amigo – o verbo em destaque foi empregado
de mármore. Assinale a alternativa contendo as expressões em sentido figurado.
Assinale a alternativa em que esse mesmo verbo “abrir”
com sentidos equivalentes, respectivamente, aos das pala-
continua sendo empregado em sentido figurado.
vras ígneo e pétreo.
(A) Ao abrir a porta, não havia ninguém.
(A) De corda; de plástico.
(B) Ele não pôde abrir a lata porque não tinha um abri-
(B) De fogo; de madeira.
dor.
(C) De madeira; de pedra.
(C) Para aprender, é preciso abrir a mente.
(D) De fogo; de pedra.
(D) Pela manhã, quando abri os olhos, já estava em casa.
(E) De plástico; de cinza.
(E) Os ladrões abriram o cofre com um maçarico.
2-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- 6-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – FCC/2014
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 - - ADAPTADA) Atenção: Para responder à questão, considere
ADAPTADO) Para responder à questão, considere a seguin- o texto abaixo.
te passagem: Sem querer estereotipar, mas já estereotipando:
trata-se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% A marca da solidão
das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e a
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda de
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela. penumbra na tarde quente.
(C) adotar como referência de qualidade. Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den-
(D) julgar de acordo com normas legais. tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando pequenas
plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é capaz
3-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a marca
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013 da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
- ADAPTADA) Para responder a esta questão, considere as (SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja-
palavras destacadas nas seguintes passagens do texto: neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47)
Desde o surgimento da ideia de hipertexto...
... informações ligadas especialmente à pesquisa aca- No primeiro parágrafo, a palavra utilizada em sentido
dêmica, figurado é
... uma “máquina poética”, algo que funcionasse por (A) menino.
analogia e associação... (B) chão.
Quando o cientista Vannevar Bush [...] concebeu a ideia (C) testa.
de hipertexto... (D) penumbra.
... 20 anos depois de seu artigo fundador... (E) tenda.

8
LÍNGUA PORTUGUESA

7-) (UFTM/MG – AUXILIAR DE BIBLIOTECA – VU- 2-)


NESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder à Classificar conforme regras conhecidas, mas não con-
questão. firmadas se verdadeiras.

RIO DE JANEIRO – A Prefeitura do Rio está lançando a RESPOSTA: “E”.


Operação Lixo Zero, que vai multar quem emporcalhar a ci-
dade. Em primeira instância, a campanha é educativa. Equi- 3-)
pes da Companhia Municipal de Limpeza Urbana estão per- As palavras que nos dão a noção, ideia de tempo são:
correndo as ruas para flagrar maus cidadãos jogando coisas desde, quando e depois.
onde não devem e alertá-los para o que os espera. Em breve,
com guardas municipais, policiais militares e 600 fiscais em RESPOSTA: “D”.
ação, as multas começarão a chegar para quem tratar a via
pública como a casa da sogra. 4-)
Imagina-se que, quando essa lei começar para valer, os Ao participar de um concurso, não temos acesso a
recordistas de multas serão os cerca de 300 jovens golpistas dicionários para que verifiquemos o significado das pala-
que, nas últimas semanas, se habituaram a tomar as ruas, vras, por isso, caso não saibamos o que significam, deve-
pichar monumentos, vandalizar prédios públicos, quebrar mos analisá-las dentro do contexto em que se encontram.
orelhões, arrancar postes, apedrejar vitrines, depredar ban- No exercício acima, a que se “encaixa” é “equiparada”.
cos, saquear lojas e, por uma estranha compulsão, destruir
lixeiras, jogar o lixo no asfalto e armar barricadas de fogo RESPOSTA: “E”.
com ele.
É verdade que, no seu “bullying” político, eles não estão 5-)
nem aí para a cidade, que é de todos – e que, por algum mo- Em todas as alternativas o verbo “abrir” está empre-
tivo, parecem querer levar ao colapso. gado em seu sentido denotativo. No item C, conotativo
Pois, já que a lei não permite prendê-los por vandalismo, (“abrir a mente” = aberto a mudanças, novas ideias).
saque, formação de quadrilha, desacato à autoridade, resis-
tência à prisão e nem mesmo por ataque aos órgãos públicos, RESPOSTA: “C”.
talvez seja possível enquadrá-los por sujar a rua.
(Ruy Castro, Por sujar a rua. Folha de S.Paulo, 21.08.2013. 6-)
Adaptado) Novamente, responderemos com frase do texto: seu
rosto formando uma tenda.
Na oração – ... parecem querer levar ao colapso. – (3.º
parágrafo), o termo em destaque é sinônimo de RESPOSTA: “E”.
(A) progresso.
(B) descaso. 7-)
(C) vitória. Pela leitura do texto, compreende-se que a intenção
(D) tédio. do autor ao utilizar a expressão” levar ao colapso” refere-
(E) ruína. se à queda, ao fim, à ruína da cidade.

8-) (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN- RESPOSTA: “E”.


DES/2012) Considere o emprego do verbo levar no trecho:
“Uma competição não dura apenas alguns minutos. Leva 8-)
anos”. A frase em que esse verbo está usado com o mesmo No enunciado, o verbo “levar” está empregado com o
sentido é: sentido de “duração/tempo”
(A) O menino leva o material adequado para a escola. (A) O menino leva o material adequado para a escola.
(B) João levou uma surra da mãe. = carrega
(C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo. (B) João levou uma surra da mãe. = apanhou
(D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. (C) A enchente leva todo o lixo rua abaixo. = arrasta
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar (D) O trabalho feito com empenho leva ao sucesso. =
a prova. direciona
(E) O atleta levou apenas dez segundos para terminar
RESOLUÇÃO a prova = duração/tempo

1-) RESPOSTA: “E”.


Questão que pode ser resolvida usando a lógica ou as-
sociação de palavras! Veja: a ignição do carro lembra-nos
fogo, combustão... Pedra, petrificado. Encontrou a resposta?

RESPOSTA: “D”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Sinônimos Questões sobre Significação das Palavras


São palavras de sentido igual ou aproximado: alfa-
beto - abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar 01. Assinale a alternativa que preenche corretamente
- abolir. as lacunas da frase abaixo:
Observação: A contribuição greco-latina é responsá- Da mesma forma que os italianos e japoneses _________
vel pela existência de numerosos pares de sinônimos: ad- para o Brasil no século passado, hoje os brasileiros ________
versário e antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e para a Europa e para o Japão, à busca de uma vida melhor;
hemiciclo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e internamente, __________ para o Sul, pelo mesmo motivo.
diálogo; transformação e metamorfose; oposição e antítese. a) imigraram - emigram - migram
b) migraram - imigram - emigram
- Antônimos c) emigraram - migram - imigram.
São palavras de significação oposta: ordem - anarquia; d) emigraram - imigram - migram.
soberba - humildade; louvar - censurar; mal - bem. e) imigraram - migram – emigram
Observação: A antonímia pode originar-se de um pre-
fixo de sentido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; Agente de Apoio – Microinformática – VUNESP – 2013
simpático e antipático; progredir e regredir; concórdia e dis- - Leia o texto para responder às questões de números 02
córdia; ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e an- e 03.
ticomunista; simétrico e assimétrico.
Alunos de colégio fazem robôs com sucata eletrônica
O que são Homônimos e Parônimos:
- Homônimos Você comprou um smartphone e acha que aquele seu
a) Homógrafos: são palavras iguais na escrita e diferen- celular antigo é imprestável? Não se engane: o que é lixo
tes na pronúncia: para alguns pode ser matéria-prima para outros. O CMID
rego (subst.) e rego (verbo); – Centro Marista de Inclusão Digital –, que funciona junto
colher (verbo) e colher (subst.);
ao Colégio Marista de Santa Maria, no Rio Grande do Sul,
jogo (subst.) e jogo (verbo);
ensina os alunos do colégio a fazer robôs a partir de lixo
denúncia (subst.) e denuncia (verbo);
eletrônico.
providência (subst.) e providencia (verbo).
Os alunos da turma avançada de robótica, por exem-
plo, constroem carros com sensores de movimento que
b) Homófonos: são palavras iguais na pronúncia e di-
respondem à aproximação das pessoas. A fonte de energia
ferentes na escrita:
vem de baterias de celular. “Tirando alguns sensores, que
acender (atear) e ascender (subir);
precisamos comprar, é tudo reciclagem”, comentou o ins-
concertar (harmonizar) e consertar (reparar);
cela (compartimento) e sela (arreio); trutor de robótica do CMID, Leandro Schneider. Esses alunos
censo (recenseamento) e senso ( juízo); também aprendem a consertar computadores antigos. “O
paço (palácio) e passo (andar). nosso projeto só funciona por causa do lixo eletrônico. Se
tivéssemos que comprar tudo, não seria viável”, completou.
c) Homógrafos e homófonos simultaneamente: São Em uma época em que celebridades do mundo digital
palavras iguais na escrita e na pronúncia: fazem campanha a favor do ensino de programação nas
caminho (subst.) e caminho (verbo); escolas, é inspirador o relato de Dionatan Gabriel, aluno da
cedo (verbo) e cedo (adv.); turma avançada de robótica do CMID que, aos 16 anos, já
livre (adj.) e livre (verbo). sabe qual será sua profissão. “Quero ser programador. No
início das aulas, eu achava meio chato, mas depois fui me
- Parônimos interessando”, disse.
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: coro (Giordano Tronco, www.techtudo.com.br, 07.07.2013.
e couro; cesta e sesta; eminente e iminente; osso e ouço; sede Adaptado)
e cede; comprimento e cumprimento; tetânico e titânico; au-
tuar e atuar; degradar e degredar; infligir e infringir; deferir 02. A palavra em destaque no trecho –“Tirando al-
e diferir; suar e soar. guns sensores, que precisamos comprar, é tudo recicla-
gem”... – pode ser substituída, sem alteração do sentido
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-an- da mensagem, pela seguinte expressão:
tonimos,-homonimos-e-paronimos A) Pelo menos
B) A contar de
C) Em substituição a
D) Com exceção de
E) No que se refere a

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LÍNGUA PORTUGUESA

03. Assinale a alternativa que apresenta um antônimo 07. Assinale o único exemplo cuja lacuna deve ser preen-
para o termo destacado em – …“No início das aulas, eu chida com a primeira alternativa da série dada nos parênteses:
achava meio chato, mas depois fui me interessando”, disse. A) Estou aqui _______ de ajudar os flagelados das enchen-
A) Estimulante. tes. (afim- a fim).
B) Cansativo. B) A bandeira está ________. (arreada - arriada).
C) Irritante. C) Serão punidos os que ________ o regulamento. (inflin-
D) Confuso. girem - infringirem).
E) Improdutivo. D) São sempre valiosos os ________ dos mais velhos.
(concelhos - conselhos).
04. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- E) Moro ________ cem metros da praça principal. (a cerca
NESP – 2013). Analise as afirmações a seguir. de - acerca de).
I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituí- 08. Assinale a alternativa correta, considerando que à di-
do, sem alteração do sentido do texto, por “faz”. reita de cada palavra há um sinônimo.
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser a) emergir = vir à tona; imergir = mergulhar
reescrita da seguinte forma – Todo preso aspira à liberta- b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país)
ção. c) delatar = expandir; dilatar = denunciar
III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma dife- d) deferir = diferenciar; diferir = conceder
rente aqui no presídio devido ao bom comportamento. – e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação
pode-se substituir a expressão em destaque por “em razão
do”, sem alterar o sentido do texto. GABARITO
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
está correto o que se afirma em 01. A 02. D 03. A 04. A
A) I, II e III. 05. D 06. E 07. E 08. A
B) III, apenas.
RESOLUÇÃO
C) I e III, apenas.
D) I, apenas.
1-) Da mesma forma que os italianos e japoneses imi-
E) I e II, apenas.
graram para o Brasil no século passado, hoje os brasileiros
emigram para a Europa e para o Japão, à busca de uma
05. Leia as frases abaixo:
vida melhor; internamente, migram para o Sul, pelo
1 - Assisti ao ________ do balé Bolshoi;
mesmo motivo.
2 - Daqui ______ pouco vão dizer que ______ vida em
Marte. 2-) “Com exceção de alguns sensores, que precisamos
3 - As _________ da câmara são verdadeiros programas comprar, é tudo reciclagem”...
de humor.
4 - ___________ dias que não falo com Alfredo. 3-) antônimo para o termo destacado : “No início das au-
las, eu achava meio chato, mas depois fui me interessando”
Escolha a alternativa que oferece a sequência correta “No início das aulas, eu achava meio estimulante, mas
de vocábulos para as lacunas existentes: depois fui me interessando”
a) concerto – há – a – cessões – há;
b) conserto – a – há – sessões – há; 4-)
c) concerto – a – há – seções – a; I. Em – Há sete anos, Fransley Lapavani Silva está preso
d) concerto – a – há – sessões – há; por homicídio. – o termo em destaque pode ser substituído,
e) conserto – há – a – sessões – a . sem alteração do sentido do texto, por “faz”. = correta
II. A frase – Todo preso deseja a libertação. – pode ser reescri-
06. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- ta da seguinte forma – Todo preso aspira à libertação. = correta
NESP – 2013-adap.). Considere o seguinte trecho para res- III. No trecho – ... estou sendo olhado de forma diferente
ponder à questão. aqui no presídio devido ao bom comportamento. – pode-se
Adolescentes vivendo em famílias que não lhes trans- substituir a expressão em destaque por “em razão do”, sem
mitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não alterar o sentido do texto. = correta
lhes impuseram limites de disciplina.
O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse 5-)
trecho, é: 1 - Assisti ao concerto do balé Bolshoi;
A) de desprendimento. 2 - Daqui a pouco vão dizer que há (= existe)
B) de responsabilidade. vida em Marte.
C) de abnegação. 3 – As sessões da câmara são verdadeiros pro-
D) de amor. gramas de humor.
E) de egoísmo. 4- Há dias que não falo com Alfredo. (=
tempo passado)

11
LÍNGUA PORTUGUESA

6-) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes Comparação


transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e Consiste em atribuir características de um ser a outro,
não lhes impuseram limites de disciplina. em virtude de uma determinada semelhança.
O sentido contrário (antônimo) de altruísticos, nesse O meu coração está igual a um céu cinzento.
trecho, é de egoísmo O carro dele é rápido como um avião.
Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado
nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações Prosopopeia
de um indivíduo beneficiam outros. É sinônimo de filan- É uma figura de linguagem que atribui características
tropia. No sentido comum do termo, é muitas vezes per- humanas a seres inanimados. Também podemos chamá-la
cebida, também, como sinônimo de solidariedade. Esse de PERSONIFICAÇÃO.
conceito opõe-se, portanto, ao egoísmo, que são as incli- O céu está mostrando sua face mais bela.
nações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou O cão mostrou grande sisudez.
coletivas).
Sinestesia
7-) Consiste na fusão de impressões sensoriais diferentes
A) Estou aqui a fim de de ajudar os flagelados das (mistura dos cinco sentidos).
enchentes. (afim = O adjetivo “afim” é empregado para in- Raquel tem um olhar frio, desesperador.
dicar que uma coisa tem afinidade com a outra. Há pessoas Aquela criança tem um olhar tão doce.
que têm temperamentos afins, ou seja, parecidos)
B) A bandeira está arriada . (arrear = colocar Catacrese
arreio no cavalo) É o emprego de uma palavra no sentido figurado por
C) Serão punidos os que infringirem o regulamen- falta de um termo próprio.
to. (inflingirem = aplicarem a pena) O menino quebrou o braço da cadeira.
D) São sempre valiosos os conselhos dos mais ve- A manga da camisa rasgou.
lhos; (concelhos= Porção territorial ou parte administrativa
de um distrito). Metonímia
E) Moro a cerca de cem metros da praça principal. É a substituição de uma palavra por outra, quando
(acerca de = Acerca de é sinônimo de “a respeito de”.). existe uma relação lógica, uma proximidade de sentidos
que permite essa troca. Ocorre metonímia quando
8-) empregamos:
b) emigrar = entrar (no país); imigrar = sair (do país) =
significados invertidos - O autor pela obra.
c) delatar = expandir; dilatar = denunciar = signifi- Li Jô Soares dezenas de vezes. (a obra de Jô Soares)
cados invertidos
d) deferir = diferenciar; diferir = conceder = signifi- - o continente pelo conteúdo.
cados invertidos O ginásio aplaudiu a seleção. (ginásio está substituindo
e) dispensa = cômodo; despensa = desobrigação = os torcedores)
significados invertidos
- a parte pelo todo.
Vários brasileiros vivem sem teto, ao relento. (teto
FIGURAS; substitui casa)

- o efeito pela causa.


Suou muito para conseguir a casa própria. (suor substitui
Segundo Mauro Ferreira, a importância em reconhecer o trabalho)
figuras de linguagem está no fato de que tal conhecimento,
além de auxiliar a compreender melhor os textos literários, Perífrase
deixa-nos mais sensíveis à beleza da linguagem e ao É a designação de um ser através de alguma de suas
significado simbólico das palavras e dos textos. características ou atributos, ou de um fato que o celebrizou.
Definição: Figuras de linguagem são certos recursos A Veneza Brasileira também é palco de grandes
não--convencionais que o falante ou escritor cria para dar espetáculos. (Veneza Brasileira = Recife)
maior expressividade à sua mensagem. A Cidade Maravilhosa está tomada pela violência.
(Cidade Maravilhosa = Rio de Janeiro)
Metáfora
É o emprego de uma palavra com o significado de outra Antítese
em vista de uma relação de semelhanças entre ambas. É Consiste no uso de palavras de sentidos opostos.
uma comparação subentendida. Nada com Deus é tudo.
Minha boca é um túmulo. Tudo sem Deus é nada.
Essa rua é um verdadeiro deserto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Eufemismo Anacoluto
Consiste em suavizar palavras ou expressões que são Consiste numa mudança repentina da construção
desagradáveis. sintática da frase.
Ele foi repousar no céu, junto ao Pai. (repousar no céu Ele, nada podia assustá-lo.
= morrer)
Os homens públicos envergonham o povo. (homens - Nota: o anacoluto ocorre com frequência na linguagem
públicos = políticos) falada, quando o falante interrompe a frase, abandonando
o que havia dito para reconstruí-la novamente.
Hipérbole
É um exagero intencional com a finalidade de tornar Anáfora
mais expressiva a ideia. Consiste na repetição de uma palavra ou expressão
Ela chorou rios de lágrimas. para reforçar o sentido, contribuindo para uma maior
Muitas pessoas morriam de medo da perna cabeluda. expressividade.
Cada alma é uma escada para Deus,
Ironia Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Consiste na inversão dos sentidos, ou seja, afirmamos o Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
contrário do que pensamos. Para Deus e em Deus com um sussurro noturno.
Que alunos inteligentes, não sabem nem somar. (Fernando Pessoa)
Se você gritar mais alto, eu agradeço.
Silepse
Onomatopeia Ocorre quando a concordância é realizada com a ideia
Consiste na reprodução ou imitação do som ou voz e não sua forma gramatical. Existem três tipos de silepse:
natural dos seres. gênero, número e pessoa.
Com o au-au dos cachorros, os gatos desapareceram. - De gênero: Vossa excelência está preocupado com as
Miau-miau. – Eram os gatos miando no telhado a noite notícias. (a palavra vossa excelência é feminina quanto à
toda. forma, mas nesse exemplo a concordância se deu com a
pessoa a que se refere o pronome de tratamento e não
com o sujeito).
Aliteração
- De número: A boiada ficou furiosa com o peão e
Consiste na repetição de um determinado som
derrubaram a cerca. (nesse caso a concordância se deu com
consonantal no início ou interior das palavras.
a ideia de plural da palavra boiada).
O rato roeu a roupa do rei de Roma.
- De pessoa: As mulheres decidimos não votar em
determinado partido até prestarem conta ao povo. (nesse
Elipse
tipo de silepse, o falante se inclui mentalmente entre os
Consiste na omissão de um termo que fica subentendido participantes de um sujeito em 3ª pessoa).
no contexto, identificado facilmente.
Após a queda, nenhuma fratura. Fonte:http://juliobattisti.com.br/tutoriais/josebferraz/
figuraslinguagem001.asp
Zeugma
Consiste na omissão de um termo já empregado São conhecidas pelo nome de figuras de pensamento
anteriormente. os recursos estilísticos utilizados para incrementar o
Ele come carne, eu verduras. significado das palavras no seu aspecto semântico.
São oito as figuras de pensamento:
Pleonasmo 1) Antítese
Consiste na intensificação de um termo através da sua É a aproximação de palavras ou expressões de sentidos
repetição, reforçando seu significado. opostos. O contraste que se estabelece serve para dar uma
Nós cantamos um canto glorioso. ênfase aos conceitos envolvidos, o que não ocorreria com
a exposição isolada dos mesmos. Exemplos:
Polissíndeto Viverei para sempre ou morrerei tentando.
É a repetição da conjunção entre as orações de um Do riso se fez o pranto.
período ou entre os termos da oração. Hoje fez sol, ontem, porém, choveu muito.
Chegamos de viagem e tomamos banho e saímos para
dançar. 2) Apóstrofe
É assim denominado o chamamento do receptor
Assíndeto da mensagem, seja ele de natureza imaginária ou não. É
Ocorre quando há a ausência da conjunção entre duas utilizada para dar ênfase à expressão e realiza-se por meio
orações. do vocativo. Exemplos:
Chegamos de viagem, tomamos banho, depois saímos Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?
para dançar. Pai Nosso, que estais no céu;
Ó meu querido Santo António;

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LÍNGUA PORTUGUESA

3) Paradoxo Podemos afirmar que assim se denominam em virtude


É uma proposição aparentemente absurda, resultante de apresentarem algum tipo de modificação na estrutura
da união de ideias que se contradizem referindo-se ao da oração, tendo em vista os reais e já ressaltados objetivos
mesmo termo. Os paradoxos viciosos são denominados da enunciação (do discurso) – sendo o principal conferir
Oxímoros (ou oximoron). Exemplos: ênfase a ela.
“Menino do Rio / Calor que provoca arrepio...” Assim sendo, comecemos entendendo que, em termos
“Amor é fogo que arde sem se ver; / É ferida que dói e convencionais, a estrutura sintática da nossa língua se perfaz
não se sente; / É um contentamento descontente; / É dor que de uma sequência, demarcada pelos seguintes elementos:
desatina sem doer;” (Camões)
SUJEITO + PREDICADO + COMPLEMENTO
4) Eufemismo
Consiste em empregar uma expressão mais suave, (Nós) CHEGAMOS ATRASADOS À REUNIÃO.
mais nobre ou menos agressiva, para atenuar uma verdade
Temos, assim, um sujeito oculto – nós; um predicado
tida como penosa, desagradável ou chocante. Exemplos:
verbal – chegamos atrasados; e um complemento,
“E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir Deus
representado por um adjunto adverbial de lugar – à reunião.
lhe pague”. (Chico Buarque).
Quando há uma ruptura dessa sequência lógica,
paz derradeira = morte
materializada pela inversão de termos, repetição ou até
mesmo omissão destes, é justamente aí que as figuras em
5) Gradação questão se manifestam. Desse modo, elas se encontram
Na gradação temos uma sequência de palavras que muito presentes na linguagem literária, na publicitária e
intensificam a mesma ideia. Exemplo: na linguagem cotidiana de forma geral. Vejamos cada uma
“Aqui... além... mais longe por onde eu movo o passo.” delas de modo particular:
(Castro Alves).
Elipse
6) Hipérbole Tal figura se caracteriza pela omissão de um termo na
É a expressão intencionalmente exagerada com o oração não expresso anteriormente, contudo, facilmente
intuito de realçar uma ideia, proporcionando uma imagem identificado pelo contexto. Vejamos um exemplo:
emocionante e de impacto. Exemplos:
“Faz umas dez horas que essa menina penteia esse Rondó dos cavalinhos
cabelo”. [...]
Ele morreu de tanto rir.
Os cavalinhos correndo,
7) Ironia E nós, cavalões, comendo...
Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, O Brasil politicando,
pela contradição de termos, pretende-se questionar Nossa! A poesia morrendo...
certo tipo de pensamento. A intenção é depreciativa ou O sol tão claro lá fora,
sarcástica. Exemplos: O sol tão claro, Esmeralda,
Parece um anjinho aquele menino, briga com todos que E em minhalma — anoitecendo!
estão por perto. Manuel Bandeira
“Moça linda, bem tratada, / três séculos de família, /
Notamos que em todos os versos há a omissão do verbo
burra como uma porta: / um amor.” (Mário de Andrade).
estar, sendo este facilmente identificado pelo contexto.
8) Prosopopeia ou Personificação
Zeugma
Consiste na atribuição de ações, qualidades ou
Ao contrário da elipse, na zeugma ocorre a omissão
características humanas a seres não humanos. Exemplos: de um termo já expresso no discurso. Constatemos: Maria
Chora, viola. gosta de Matemática, eu de Português.
A morte mostrou sua face mais sinistra. Observamos que houve a omissão do verbo gostar.
O morro dos ventos uivantes.
Anáfora
Essa figura de linguagem se caracteriza pela repetição
Figuras de construção ou sintaxe integram as intencional de um termo no início de um período, frase ou
chamadas figuras de linguagem, representando um verso. Observemos um caso representativo:
subgrupo destas. Dessa forma, tendo em vista o padrão não A Estrela
convencional que prevalece nas figuras de linguagem (ou
seja, a subjetividade, a sensibilidade por parte do emissor, Vi uma estrela tão alta,
deixando às claras seus aspectos estilísticos), devemos Vi uma estrela tão fria!
compreender sua denominação. Em outras palavras, por Vi uma estrela luzindo
que “figuras de construção ou sintaxe”? Na minha vida vazia.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Era uma estrela tão alta! Observação importante: O pleonasmo utilizado sem
Era uma estrela tão fria! a intenção de conferir ênfase ao discurso, torna-se o que
Era uma estrela sozinha denominamos de vício de linguagem – ocorrência que deve
Luzindo no fim do dia. ser evitada. Como, por exemplo: subir para cima, descer
[...] para baixo, entrar para dentro, entre outras circunstâncias
Manuel Bandeira linguísticas.

Notamos a utilização de termos que se repetem


sucessivamente em cada verso da criação de Manuel COESÃO E COERÊNCIA;
Bandeira.

Polissíndeto
Figura cuja principal característica se define pela Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a ca-
repetição enfática do conectivo, geralmente representado pacidade que temos de pensar. Por meio do pensamento,
pela conjunção coordenada “e”. Observemos um verso elaboramos todas as informações que recebemos e orien-
extraído de uma criação de Olavo Bilac, intitulada “A um tamos as ações que interferem na realidade e organização
poeta”: “Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!” de nossos escritos. O que lemos é produto de um pensa-
mento transformado em texto.
Assíndeto Logo, como cada um de nós tem seu modo de pen-
Diferentemente do que ocorre no polissíndeto, sar, quando escrevemos sempre procuramos uma maneira
manifestado pela repetição da conjunção, no assíndeto organizada do leitor compreender as nossas ideias. A fina-
ocorre a omissão deste. Vejamos: Vim, vi, venci (Júlio César) lidade da escrita é direcionar totalmente o que você quer
Depreendemos que se trata de orações assindéticas, dizer, por meio da comunicação.
justamente pela omissão do conectivo “e”. Para isso, os elementos que compõem o texto se sub-
dividem em: introdução, desenvolvimento e conclusão. To-
Anacoluto dos eles devem ser organizados de maneira equilibrada.
Trata-se de uma figura que se caracteriza pela
interrupção da sequência lógica do pensamento, ou seja, Introdução
em termos sintáticos, afirma-se que há uma mudança na
Caracterizada pela entrada no assunto e a argumen-
construção do período, deixando algum termo desligado
tação inicial. A ideia central do texto é apresentada nessa
do restante dos elementos. Vejamos:
etapa. Entretanto, essa apresentação deve ser direta, sem
Essas crianças de hoje, elas estão muito evoluídas.
rodeios. O seu tamanho raramente excede a 1/5 de todo o
Notamos que o termo em destaque, que era para
texto. Porém, em textos mais curtos, essa proporção não é
representar o sujeito da oração, encontra-se desligado dos
equivalente. Neles, a introdução pode ser o próprio título.
demais termos, não cumprindo, portanto, nenhuma função
Já nos textos mais longos, em que o assunto é exposto
sintática. em várias páginas, ela pode ter o tamanho de um capítulo
ou de uma parte precedida por subtítulo. Nessa situação,
Inversão (ou Hipérbato) pode ter vários parágrafos. Em redações mais comuns, que
Trata-se da inversão da ordem direta dos termos da em média têm de 25 a 80 linhas, a introdução será o pri-
oração. Constatemos: Eufórico chegou o menino. meiro parágrafo.
Deduzimos que o predicativo do sujeito (pois se trata
de um predicado verbo-nominal) encontra-se no início da Desenvolvimento
oração, quando este deveria estar expresso no final, ou
seja: O menino chegou eufórico. A maior parte do texto está inserida no desenvolvi-
mento. Ele é responsável por estabelecer uma ligação entre
Pleonasmo a introdução e a conclusão. É nessa etapa que são elabo-
Figura que consiste na repetição enfática de uma ideia radas as ideias, os dados e os argumentos que sustentam
antes expressa, tanto do ponto de vista sintático quanto e dão base às explicações e posições do autor. É carac-
semântico, no intuito de reforçar a mensagem. Exemplo: terizado por uma “ponte” formada pela organização das
Vivemos uma vida tranquila. ideias em uma sequência que permite formar uma relação
O termo em destaque reforça uma ideia antes equilibrada entre os dois lados.
ressaltada, uma vez que viver já diz respeito à vida. Temos O autor do texto revela sua capacidade de discutir um
uma repetição de ordem semântica. determinado tema no desenvolvimento. Nessa parte, ele
A ele nada lhe devo. se torna capaz de defender seus pontos de vista, além de
dirigir a atenção do leitor para a conclusão. As conclusões
Percebemos que o pronome oblíquo (lhe) faz referência são fundamentadas a partir daqui.
à terceira pessoa do singular, já expressa. Trata-se, portanto, Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o
de uma repetição de ordem sintática demarcada pelo que escritor já deve ter uma ideia clara de como vai ser a con-
chamamos de objeto direto pleonástico. clusão. Por isso a importância do planejamento de texto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Em média, ocupa 3/5 do texto, no mínimo. Já nos tex- A maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o au-
tos mais longos, pode estar inserido em capítulos ou tre- tor fizer um esboço de todas as suas ideias. Essa técnica é
chos destacados por subtítulos. Deverá se apresentar no um roteiro, em que estão presentes os planejamentos. Nele
formato de parágrafos medianos e curtos. devem estar indicadas as melhores sequências a serem utili-
Os principais erros cometidos no desenvolvimento são zadas na redação. O roteiro deve ser o mais enxuto possível.
o desvio e a desconexão da argumentação. O primeiro está Fonte: http://producao-de-textos.info/mos/view/Carac-
relacionado ao autor tomar um argumento secundário que ter%C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/
se distancia da discussão inicial, ou quando se concentra
em apenas um aspecto do tema e esquece o seu todo. O Não basta conhecer o conteúdo das partes de um tra-
segundo caso acontece quando quem redige tem muitas balho: introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de
ideias ou informações sobre o que está sendo discutido, saber o que se deve (e o que não se deve) escrever em cada
não conseguindo estruturá-las. Surge também a dificul- parte constituinte do texto, é preciso saber escrever obe-
dade de organizar seus pensamentos e definir uma linha decendo às normas de coerência e coesão. Antes de mais
lógica de raciocínio. nada, é necessário definir os termos: coerência diz respeito
à articulação do texto, à compatibilidade das ideias, à lógica
Conclusão do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere-se à expressão
linguística, ao nível gramatical, às estruturas frasais e ao em-
Considerada como a parte mais importante do texto, prego do vocabulário.
é o ponto de chegada de todas as argumentações elabo-
radas. As ideias e os dados utilizados convergem para essa Coerência e coesão relacionam-se com o processo de
parte, em que a exposição ou discussão se fecha. produção e compreensão do texto. A coesão contribui para
Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta
brecha para uma possível continuidade do assunto; ou coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente
seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve ser coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em
outras palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem
encerrada com argumentos repetitivos, sendo evitados na
construído, com frases bem estruturadas, vocabulário cor-
medida do possível. Alguns exemplos: “Portanto, como já
reto, mas apresentar ideias sem nexo, sem uma sequência
dissemos antes...”, “Concluindo...”, “Em conclusão...”.
lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um
Sua proporção em relação à totalidade do texto deve
texto pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas,
ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa é uma das
sem que no plano da expressão as estruturas frasais sejam
características de textos bem redigidos.
gramaticalmente aceitáveis: há coerência, mas não coesão.
Os seguintes erros aparecem quando as conclusões fi-
A coerência textual subjaz ao texto e é responsável pela
cam muito longas: hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela tem ori-
gem nas estruturas profundas, no conhecimento do mundo
→ O problema aparece quando não ocorre uma ex- de cada pessoa, aliada à competência linguística. Deduz-se
ploração devida do desenvolvimento. Logo, acontece uma que é difícil ensinar coerência textual, intimamente ligada
invasão das ideias de desenvolvimento na conclusão. à visão de mundo, à origem das ideias no pensamento. A
→ Outro fator consequente da insuficiência de funda- coesão, porém, refere-se à expressão linguística, aos pro-
mentação do desenvolvimento está na conclusão precisar cessos sintáticos e gramaticais do texto.
de maiores explicações, ficando bastante vazia. O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão:
→ Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no
texto em que o autor fica girando em torno de ideias re- Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo
dundantes ou paralelas. de um texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa
→ Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeita- adequada relação semântica, que se manifesta na compati-
mente dispensáveis. bilidade entre as ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa
→ Quando não tem clareza de qual é a melhor con- com coisa” ou “uma coisa bate com outra”).
clusão, o autor acaba se perdendo na argumentação final. Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo
Em relação à abertura para novas discussões, a con- do texto, numa linha de sequência e com os quais se es-
clusão não pode ter esse formato, exceto pelos seguintes tabelece um vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo
fatores: coesivo faz-se via gramática, fala-se em coesão gramatical.
Se se faz por meio do vocabulário, tem-se a coesão lexical.
→ Para não influenciar a conclusão do leitor sobre te-
mas polêmicos, o autor deixa a conclusão em aberto. Coerência
→ Para estimular o leitor a ler uma possível continuida- - assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do
de do texto, ou autor não fecha a discussão de propósito. texto;
→ Por apenas apresentar dados e informações sobre - situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão
o tema a ser desenvolvido, o autor não deseja concluir o conceitual;
assunto. - relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o
→ Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o au- todo, com o aspecto global do texto;
tor enumera algumas perguntas no final do texto. - estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Coesão “Ir de encontro” significa divergir, não concordar.


- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal; “Ir ao encontro” quer dizer concordar.
- situa-se na superfície do texto, estabelece conexão se-
quencial; “Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de
- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as ideias” significa a liberdade não é ameaça;
partes componentes do texto; “Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das ideias”, isto é, a liberdade fica ameaçada.
frases.
Quanto à regência verbal, convém sempre consultar um
Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibilida- dicionário de verbos, pois muitos deles admitem duas ou
de ou compreensão do texto. Um texto bem redigido tem três regências diferentes; cada uma, porém, tem um signifi-
parágrafos bem estruturados e articulados pelo encadea- cado específico. Lembre-se, a propósito, de que as dúvidas
mento das ideias neles contidas. As estruturas frasais devem sobre o emprego da crase decorrem do fato de conside-
ser coerentes e gramaticalmente corretas, no que diz respei- rar-se crase como sinal de acentuação apenas, quando o
to à sintaxe. O vocabulário precisa ser adequado e essa ade- problema refere-se à regência nominal e verbal.
quação só se consegue pelo conhecimento dos significados Exemplos:
possíveis de cada palavra. Talvez os erros mais comuns de
redação sejam devidos à impropriedade do vocabulário e ao O verbo assistir admite duas regências:
mau emprego dos conectivos (conjunções, que têm por fun- assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar as-
ção ligar uma frase ou período a outro). Eis alguns exemplos sistência (O médico assiste o doente):
de impropriedade do vocabulário, colhidos em redações so- Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti ao
bre censura e os meios de comunicação e outras. jogo da seleção).

“Nosso direito é frisado na Constituição.” Pedir o =n(transitivo direto) significa solicitar, pleitear
Nosso direito é assegurado pela Constituição. = correta (Pedi o jornal do dia).
Pedir que =,contém uma ordem (A professora pediu que
“Estabelecer os limites as quais a programação deveria fizessem silêncio).
estar exposta.” Pedir para = pedir permissão (Pediu para sair da clas-
Estabelecer os limites aos quais a programação deveria se); significa também pedir em favor de alguém (A Diretora
estar sujeita. = correta pediu ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos,
pedir algo a alguém (para si): (Pediu ao colega para aju-
“A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.” dá-lo); pode significar ainda exigir, reclamar (Os professores
A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias sensacio- pedem aumento de salário).
nalistas ou punir os meios de comunicação que veiculam tais
notícias. = correta O mau emprego dos pronomes relativos também pode
levar à falta de coesão gramatical. Frequentemente, empre-
“Retomada das rédeas da programação.” ga-se no qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo da
Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no que clareza do texto; outras vezes, o emprego é desnecessário
diz respeito à programação. = correta ou inadequado.
“Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para
O emprego de vocabulário inadequado prejudica mui- mim no qual estava sem remetente”. (Chegou com um en-
tas vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redi- velope que (o qual) estava sem remetente).
gir, empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo
enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conhecimen- “Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da
tos linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o sig- sensibilidade...”
nificado de determinada palavra, mas não sabe empregá-la Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade
adequadamente, isso ocorre frequentemente com o empre- delas (palavras cheias de sensibilidade).
go dos conectivos (preposições e conjunções). Não basta
saber que as preposições ligam nomes ou sintagmas nomi- Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação
nais no interior das frases e que as conjunções ligam frases das frases, aconselha-se levar em conta as seguintes suges-
dentro do período; é necessário empregar adequadamente tões para o emprego correto dos articuladores sintáticos
tanto umas como outras. É bem verdade que, na maioria das (conjunções, preposições, locuções prepositivas e locuções
vezes, o emprego inadequado dos conectivos remete aos conjuntivas).
problemas de regência verbal e nominal. - Para dar ideia de oposição ou contradição, a articu-
Exemplos: lação sintática faz-se por meio de conjunções adversativas:
mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto. Podem
“Estar inteirada com os fatos” significa participação, in- também ser empregadas as conjunções concessivas e locu-
teração. ções prepositivas para introduzir a ideia de oposição aliada
“Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento à concessão: embora, ou muito embora, apesar de, ainda
dos fatos, estar informada. que, conquanto, posto que, a despeito de, não obstante.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- A articulação sintática de causa pode ser feita por - expõe um fato, relaciona mudanças de situação,
meio de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, aponta antes, durante e depois dos acontecimentos (ge-
como, por isso que, visto que, uma vez que, já que. Também ralmente);
podem ser empregadas as preposições e locuções prepo- - é um tipo de texto sequencial;
sitivas: por, por causa de, em vista de, em virtude de, devido - relato de fatos;
a, em consequência de, por motivo de, por razões de. - presença de narrador, personagens, enredo, cenário,
- O principal articulador sintático de condição é o “se”: tempo;
Se o time ganhar esse jogo, será campeão. Pode-se também - apresentação de um conflito;
expressar condição pelo emprego dos conectivos: caso, - uso de verbos de ação;
contanto que, desde que, a menos que, a não ser que. - geralmente, é mesclada de descrições;
- O emprego da preposição “para” é a maneira mais - o diálogo direto é frequente.
comum de expressar finalidade. “É necessário baixar as ta-
xas de juros para que a economia se estabilize” ou para a Texto Descritivo - um texto em que se faz um retrato
economia estabilizar-se. “Teresa vai estudar bastante para por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um
fazer boa prova.” Há outros articuladores que expressam objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produção
finalidade: a fim de, com o propósito de, na finalidade de, é o adjetivo, pela sua função caracterizadora. Numa abor-
com a intenção de, com o objetivo de, com o fito de, com o dagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou
intuito de. sentimentos. Não há relação de anterioridade e posterio-
- A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio ridade. É fazer uma descrição minuciosa do objeto ou da
dos articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto, personagem a que o texto refere. Nessa espécie textual as
pois, por isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso. coisas acontecem ao mesmo tempo.
Para introduzir mais um argumento a favor de determina- - expõe características dos seres ou das coisas, apre-
da conclusão emprega- senta uma visão;
-se ainda. Os articuladores aliás, além do mais, além - é um tipo de texto figurativo;
disso, além de tudo, introduzem um argumento decisivo, - retrato de pessoas, ambientes, objetos;
cabal, apresentado como um acréscimo, para justificar de - predomínio de atributos;
forma incontestável o argumento contrário. - uso de verbos de ligação;
- Para introduzir esclarecimentos, retificações ou de- - frequente emprego de metáforas, comparações e
senvolvimento do que foi dito empregam-se os articu- outras figuras de linguagem;
ladores: isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A - tem como resultado a imagem física ou psicológica.
conjunção aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o de-
senvolvimento do discurso, pois acrescenta uma informa- Texto Dissertativo - a dissertação é um texto que ana-
ção nova, um dado novo, e se não acrescentar nada, é pura lisa, interpreta, explica e avalia dados da realidade. Esse
repetição e deve ser evitada. tipo textual requer reflexão, pois as opiniões sobre os fatos
- Alguns articuladores servem para estabelecer uma e a postura crítica em relação ao que se discute têm grande
gradação entre os correspondentes de determinada esca- importância. O texto dissertativo é temático, pois trata de
la. No alto dessa escala acham-se: mesmo, até, até mesmo; análises e interpretações; o tempo explorado é o presente
no plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo. no seu valor atemporal; é constituído por uma introdução
onde o assunto a ser discutido é apresentado, seguido por
uma argumentação que caracteriza o ponto de vista do au-
tor sobre o assunto em evidência. Nesse tipo de texto a
TIPOLOGIA TEXTUAL; expressão das ideias, valores, crenças são claras, evidentes,
pois é um tipo de texto que propõe a reflexão, o debate
de ideias. A linguagem explorada é a denotativa, embora o
uso da conotação possa marcar um estilo pessoal. A obje-
TIPOLOGIA TEXTUAL tividade é um fator importante, pois dá ao texto um valor
universal, por isso geralmente o enunciador não aparece
Tipo textual é a forma como um texto se apresenta. porque o mais importante é o assunto em questão e não
As únicas tipologias existentes são: narração, descrição, quem fala dele. A ausência do emissor é importante para
dissertação ou exposição, informação e injunção. É im- que a ideia defendida torne algo partilhado entre muitas
portante que não se confunda tipo textual com gênero pessoas, sendo admitido o emprego da 1ª pessoa do plural
textual. - nós, pois esse não descaracteriza o discurso dissertativo.
- expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
Texto Narrativo - tipo textual em que se conta fatos - é um tipo de texto argumentativo.
que ocorreram num determinado tempo e lugar, envol- - defesa de um argumento: apresentação de uma tese
vendo personagens e um narrador. Refere-se a objeto do que será defendida; desenvolvimento ou argumentação;
mundo real ou fictício. Possui uma relação de anteriori- fechamento;
dade e posterioridade. O tempo verbal predominante é o - predomínio da linguagem objetiva;
passado. - prevalece a denotação.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Texto Argumentativo - esse texto tem a função de Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por ver-
persuadir o leitor, convencendo-o de aceitar uma ideia im- bos de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar
posta pelo texto. É o tipo textual mais presente em manifes- e pelos substantivos que nomeiam as personagens, que são
tos e cartas abertas, e quando também mostra fatos para os agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as
embasar a argumentação, se torna um texto dissertativo- ações expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria
-argumentativo. história contada.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta
Texto Injuntivo/Instrucional - indica como realizar a história.
uma ação. Também é utilizado para predizer acontecimen-
tos e comportamentos. Utiliza linguagem objetiva e simples. Elementos Estruturais (I):
Os verbos são, na sua maioria, empregados no modo impe-
rativo, porém nota-se também o uso do infinitivo e o uso - Enredo: desenrolar dos acontecimentos.
do futuro do presente do modo indicativo. Ex: Previsões do - Personagens: são seres que se movimentam, se rela-
tempo, receitas culinárias, manuais, leis, bula de remédio, cionam e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Reve-
convenções, regras e eventos. lam-se por meio de características físicas ou psicológicas. Os
personagens podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos
Narração sociais (trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos huma-
nos (o medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou anti-he-
A Narração é um tipo de texto que relata uma histó- róis, protagonistas ou antagonistas.
ria real, fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto - Narrador: é quem conta a história.
narrativo apresenta personagens que atuam em um tempo e - Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
em um espaço, organizados por uma narração feita por um - Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o
narrador. É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tem-
tempo, tendo mudança de um estado para outro, segundo po interior, subjetivo.
relações de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos
como na descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, Elementos Estruturais (II):
os conflitos e as ligações afetivas entre esses indivíduos e o
mundo, utilizando situações que contêm essa vivência. Personagens - Quem? Protagonista/Antagonista
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), Acontecimento - O quê? Fato
o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e Tempo - Quando? Época em que ocorreu o fato
com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração Espaço - Onde? Lugar onde ocorreu o fato
predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações; Modo - Como? De que forma ocorreu o fato
assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo Causa - Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
de texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que Resultado - previsível ou imprevisível.
compõem o texto narrativo, ou seja, a história que é contada Final - Fechado ou Aberto.
nesse tipo de texto recebe o nome de enredo.
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pe- Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se
las personagens, que são justamente as pessoas envolvidas de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamen-
no episódio que está sendo contado. As personagens são te, como simples exemplos de uma narração. Há uma rela-
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substan- ção de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e
tivos próprios. verossimilhança à história narrada. Quanto aos elementos da
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo narrativa, esses não estão, obrigatoriamente sempre presentes
sem querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as no discurso, exceto as personagens ou o fato a ser narrado.
ações do enredo foram realizadas pelas personagens. O lu-
gar onde ocorre uma ação ou ações  é chamado de espaço, Exemplo:
representado no texto pelos advérbios de lugar.
Além de contar onde, o narrador também pode esclare- Porquinho-da-índia
cer “quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento
da narrativa é o tempo, representado no texto narrativo atra- Quando eu tinha seis anos
vés dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios Ganhei um porquinho-da-índía.
de tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: Que dor de coração me dava
é ele que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
A história contada, por isso, passa por uma introdução Levava ele pra sala
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo Pra os lugares mais bonitos mais limpinhos
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente Ele não gostava:
dita, o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de Queria era estar debaixo do fogão.
trama) e termina com a conclusão da história (é o final ou Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
epílogo). Aquele que conta a história é o narrador,  que - O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
pode ser pessoal (narra em 1ª pessoa: Eu...) ou impessoal Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira. 4ª ed.
(narra em 3ª pessoa: Ele...). Rio de Janeiro, José Olympio, 1973, pág. 110.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observe que, no texto acima, há um conjunto de trans- Tipos de Personagens:


formações de situação: ganhar um porquinho-da-índia é
passar da situação de não ter o animalzinho para a de tê- Os personagens têm muita importância na constru-
-lo; levá-lo para a sala ou para outros lugares é passar da ção de um texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser
situação de ele estar debaixo do fogão para a de estar em principais ou secundários, conforme o papel que desem-
outros lugares; ele não gostava: “queria era estar debaixo penham no enredo, podem ser apresentados direta ou in-
do fogão” implica a volta à situação anterior; “não fazia diretamente.
caso nenhum das minhas ternurinhas” dá a entender que A apresentação direta acontece quando o personagem
o menino passava de uma situação de não ser terno com aparece de forma clara no texto, retratando suas caracterís-
ticas físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se
o animalzinho para uma situação de ser; no último verso
dá quando os personagens aparecem aos poucos e o leitor
tem-se a passagem da situação de não ter namorada para
vai construindo a sua imagem com o desenrolar do enredo,
a de ter. ou seja, a partir de suas ações, do que ela vai fazendo e do
Verifica-se, pois, que nesse texto há um grande con- modo como vai fazendo.
junto de mudanças de situação. É isso que define o que se
chama o componente narrativo do texto, ou seja, narra- - Em 1ª pessoa:
tiva é uma mudança de estado pela ação de alguma per-
sonagem, é uma transformação de situação. Mesmo que Personagem Principal: há um “eu” participante que
essa personagem não apareça no texto, ela está logica- conta a história e é o protagonista. Exemplo:
mente implícita. Assim, por exemplo, se o menino ganhou
um porquinho-da-índia, é porque alguém lhe deu o ani- “Parei na varanda, ia tonto, atordoado, as pernas bam-
malzinho. Assim, há basicamente, dois tipos de mudança: bas, o coração parecendo querer sair-me pela boca fora.
aquele em que alguém recebe alguma coisa (o menino Não me atrevia a descer à chácara, e passar ao quintal vi-
passou a ter o porquinho-da índia) e aquele alguém per- zinho. Comecei a andar de um lado para outro, estacando
de alguma coisa (o porquinho perdia, a cada vez que o para amparar-me, e andava outra vez e estacava.”
menino o levava para outro lugar, o espaço confortável de (Machado de Assis. Dom Casmurro)
debaixo do fogão). Assim, temos dois tipos de narrativas:
de aquisição e de privação. Observador: é como se dissesse: É verdade, pode
acreditar, eu estava lá e vi. Exemplo:
Existem três tipos de foco narrativo:
“Batia nos noventa anos o corpo magro, mas sempre
teso do Jango Jorge, um que foi capitão duma maloca de
- Narrador-personagem: é aquele que conta a his- contrabandista que fez cancha nos banhados do Ibirocaí.
tória na qual é participante. Nesse caso ele é narrador e Esse gaúcho desabotinado levou a existência inteira a
personagem ao mesmo tempo, a história é contada em cruzar os campos da fronteira; à luz do Sol, no desmaiado
1ª pessoa. da Lua, na escuridão das noites, na cerração das madru-
- Narrador-observador: é aquele que conta a história gadas...; ainda que chovesse reiúnos acolherados ou que
como alguém que observa tudo que acontece e transmite ventasse como por alma de padre, nunca errou vau, nunca
ao leitor, a história é contada em 3ª pessoa. perdeu atalho, nunca desandou cruzada!...
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o (...)
enredo e as personagens, revelando seus pensamentos e Aqui há poucos – coitado! – pousei no arranchamento
sentimentos íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, mui- dele. Casado ou doutro jeito, afamilhado. Não no víamos
tas vezes, aparece misturada com pensamentos dos per- desde muito tempo. (...)
sonagens (discurso indireto livre). Fiquei verdeando, à espera, e fui dando um ajutório
na matança dos leitões e no tiramento dos assados com
Estrutura: couro.
(J. Simões Lopes Neto – Contrabandista)
- Apresentação: é a parte do texto em que são apre-
- Em 3ª pessoa:
sentados alguns personagens e expostas algumas cir-
cunstâncias da história, como o momento e o lugar onde Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira
a ação se desenvolverá. pessoa. Exemplo:
- Complicação: é a parte do texto em que se inicia
propriamente a ação. Encadeados, os episódios se suce- “Devia andar lá pelos cinco anos e meio quando a fan-
dem, conduzindo ao clímax. tasiaram de borboleta. Por isso não pôde defender-se. E
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge saiu à rua com ar menos carnavalesco deste mundo, mor-
seu momento crítico, tornando o desfecho inevitável. rendo de vergonha da malha de cetim, das asas e das an-
- Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas tenas e, mais ainda, da cara à mostra, sem máscara piedosa
ações dos personagens. para disfarçar o sentimento impreciso de ridículo.”
(Ilka Laurito. Sal do Lírico)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história __Você desempregado, quem é que fazia roça?
como sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo: __ Isso naquele tempo. O hominho aqui se espalhava.
Fui jogado na estrada, doutor. Desde onze anos estou no
Festa mundo sem ninguém por mim. O céu lá em cima, noite e
dia o hominho aqui na carroça. Sempre o mais sacrificado,
Atrás do balcão, o rapaz de cabeça pelada e avental está bom?
olha o crioulão de roupa limpa e remendada, acompanha- __ Se ficar doente, Severino, quem é que o atende?
do de dois meninos de tênis branco, um mais velho e outro __ O doutor já viu urubu comer defunto? Ninguém
mais novo, mas ambos com menos de dez anos. morre só. Sempre tem um cristão que enterra o pobre.
Os três atravessam o salão, cuidadosamente, mas reso- __ Na sua idade, sem os cuidados de uma mulher...
lutamente, e se dirigem para o cômodo dos fundos, onde __ Eu arranjo.
há seis mesas desertas. __ Só a troco de dinheiro elas querem você. Agora tem
O rapaz de cabeça pelada vai ver o que eles querem. O dois cavalos. A carroça e os dois cavalos, o que há de me-
homem pergunta em quanto fica uma cerveja, dois guara-
lhor. Vai me deixar sem nada?
nás e dois pãezinhos.
__ Você tinha amula e a potranca. A mula vendeu e a
__ Duzentos e vinte.
potranca, deixou morrer. Tenho culpa? Só quero paz, um
O preto concentra-se, aritmético, e confirma o pedido.
__Que tal o pão com molho? – sugere o rapaz. prato de comida e roupa lavada.
__ Como? __ Para onde foi a lavadeira?
__ Passar o pão no molho da almôndega. Fica muito __ Quem?
mais gostoso. __ A mulata.
O homem olha para os meninos. (...)
__ O preço é o mesmo – informa o rapaz. (Dalton Trevisan – A guerra Conjugal)
__ Está certo.
Os três sentam-se numa das mesas, de forma canhes- Discurso Indireto: o narrador conta o que o persona-
tra, como se o estivessem fazendo pela primeira vez na gem diz, sem lhe passar diretamente a palavra. Exemplo:
vida.
O rapaz de cabeça pelada traz as bebidas e os copos e, Frio
em seguida, num pratinho, os dois pães com meia almôn-
dega cada um. O homem e (mais do que ele) os meninos O menino tinha só dez anos.
olham para dentro dos pães, enquanto o rapaz cúmplice Quase meia hora andando. No começo pensou num
se retira. bonde. Mas lembrou-se do embrulhinho branco e bem
Os meninos aguardam que a mão adulta leve solene feito que trazia, afastou a idéia como se estivesse fazendo
o copo de cerveja até a boca, depois cada um prova o seu uma coisa errada. (Nos bondes, àquela hora da noite, po-
guaraná e morde o primeiro bocado do pão. deriam roubá-lo, sem que percebesse; e depois?... Que é
O homem toma a cerveja em pequenos goles, obser- que diria a Paraná?)
vando criteriosamente o menino mais velho e o menino Andando. Paraná mandara-lhe não ficar observando
mais novo absorvidos com o sanduíche e a bebida. as vitrines, os prédios, as coisas. Como fazia nos dias co-
Eles não têm pressa. O grande homem e seus dois me- muns. Ia firme e esforçando-se para não pensar em nada,
ninos. E permanecem para sempre, humanos e indestrutí- nem olhar muito para nada.
veis, sentados naquela mesa. __ Olho vivo – como dizia Paraná.
(Wander Piroli)
Devagar, muita atenção nos autos, na travessia das
ruas. Ele ia pelas beiradas. Quando em quando, assomava
Tipos de Discurso:
um guarda nas esquinas. O seu coraçãozinho se apertava.
Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamen- Na estação da Sorocabana perguntou as horas a uma
te para o personagem, sem a sua interferência. Exemplo: mulher. Sempre ficam mulheres vagabundeando por ali, à
noite. Pelo jardim, pelos escuros da Alameda Cleveland. Ela
Caso de Desquite lhe deu, ele seguiu. Ignorava a exatidão de seus cálculos,
mas provavelmente faltava mais ou menos uma hora para
__ Vexame de incomodar o doutor (a mão trêmula na chegar em casa. Os bondes passavam.
boca). Veja, doutor, este velho caducando. Bisavô, um neto (João Antônio – Malagueta, Perus e Bacanaço)
casado. Agora com mania de mulher. Todo velho é sem-
-vergonha.
__ Dobre a língua, mulher. O hominho é muito bom. Só
não me pise, fico uma jararaca.
__ Se quer sair de casa, doutor, pague uma pensão.
__ Essa aí tem filho emancipado. Criei um por um, está
bom? Ela não contribuiu com nada, doutor. Só deu de ma-
mar no primeiro mês.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala abolição, incentivou-se a imigração de europeus”, temos
do personagem e a fala do narrador. É um recurso relati- um texto dissertativo, que, no entanto, apresenta um com-
vamente recente. Surgiu com romancistas inovadores do ponente narrativo, pois contém uma mudança de situação:
século XX. Exemplo: do não incentivo ao incentivo da imigração européia.
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos
A Morte da Porta-Estandarte de texto, o que é narração?
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três carac-
Que ninguém o incomode agora. Larguem os seus terísticas:
braços. Rosinha está dormindo. Não acordem Rosinha. - é um conjunto de transformações de situação (o tex-
Não é preciso segurá-lo, que ele não está bêbado... O céu to de Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vi-
baixou, se abriu... Esse temporal assim é bom, porque Ro- mos, preenche essa condição);
sinha não sai. Tenham paciência... Largar Rosinha ali, ele - é um texto figurativo, isto é, opera com personagens
não larga não... Não! E esses tambores? Ui! Que venham... e fatos concretos (o texto “Porquinho-da-índia” preenche
É guerra... ele vai se espalhar... Por que não está malhando também esse requisito);
em sua cabeça?... (...) Ele vai tirar Rosinha da cama... Ele está - as mudanças relatadas estão organizadas de maneira
dormindo, Rosinha... Fugir com ela, para o fundo do País... tal que, entre elas, existe sempre uma relação de anterio-
Abraçá-la no alto de uma colina... ridade e posterioridade (no texto “Porquinho-da-índia” o
(Aníbal Machado) fato de ganhar o animal é anterior ao de ele estar debai-
xo do fogão, que por sua vez é anterior ao de o menino
Sequência Narrativa: levá-lo para a sala, que por seu turno é anterior ao de o
porquinho-da-índia voltar ao fogão).
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas vá-
rias: uma coordena-se a outra, uma implica a outra, uma Essa relação de anterioridade e posterioridade é sem-
subordina-se a outra. pre pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: linear da temporalidade apareça alterada. Assim, por exem-
- uma em que uma personagem passa a ter um que- plo, no romance machadiano Memórias póstumas de Brás
rer ou um dever (um desejo ou uma necessidade de fazer Cubas, quando o narrador começa contando sua morte para
algo); em seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modi-
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma ficada. No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as
competência para fazer algo); relações de anterioridade e de posterioridade.
- uma em que a personagem executa aquilo que queria Resumindo: na narração, as três características expli-
ou devia fazer (é a mudança principal da narrativa); cadas acima (transformação de situações, figuratividade e
- uma em que se constata que uma transformação se relações de anterioridade e posterioridade entre os episó-
deu e em que se podem atribuir prêmios ou castigos às dios relatados) devem estar presentes conjuntamente. Um
personagens (geralmente os prêmios são para os bons, e texto que tenha só uma ou duas dessas características não
os castigos, para os maus). é uma narração.

Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata narrativo:
a realização de uma mudança é porque ela se verificou, e
ela efetua-se porque quem a realiza pode, sabe, quer ou - Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o
deve fazê-la. Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um que aconteceu, quando e onde.
apartamento: quando se assina a escritura, realiza-se o ato - Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos
de compra; para isso, é necessário poder (ter dinheiro) e personagens.
querer ou dever comprar (respectivamente, querer deixar - Desenvolvimento: detalhes do fato.
de pagar aluguel ou ter necessidade de mudar, por ter sido - Conclusão: consequências do fato.
despejado, por exemplo).
Algumas mudanças são necessárias para que outras se Caracterização Formal:
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar
um bambu ou outro instrumento para derrubá-la. Para ter Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspec-
um carro, é preciso antes conseguir o dinheiro. to narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetivi-
dade, porquanto a criação e o colorido do contexto estão
Narrativa e Narração em função da individualidade e do estilo do narrador. De-
pendendo do enfoque do redator, a narração terá diver-
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narra- sas abordagens. Assim é de grande importância saber se
tividade é um componente narrativo que pode existir em o relato é feito em primeira pessoa ou terceira pessoa. No
textos que não são narrações. A narrativa é a transforma- primeiro caso, há a participação do narrador; segundo, há
ção de situações. Por exemplo, quando se diz “Depois da uma inferência do último através da onipresença e onis-
ciência.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação Descrição


dos acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, trans-
gredindo o aspecto linear e constituindo o que se deno- É a representação com palavras de um objeto, lugar,
mina “flashback”. O narrador que usa essa técnica (carac- situação ou coisa, onde procuramos mostrar os traços
terística comum no cinema moderno) demonstra maior mais particulares ou individuais do que se descreve. É
criatividade e originalidade, podendo observar as ações qualquer elemento que seja apreendido pelos sentidos
ziguezagueando no tempo e no espaço. e transformado, com palavras, em imagens. Sempre que
se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa ou uma
Exemplo - Personagens paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não é
necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista
“Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr. do observador varia de acordo com seu grau de percepção.
Amâncio não viu a mulher chegar. Dessa forma, o que será importante ser analisado para um,
- Não quer que se carpa o quintal, moço? não será para outro. A vivência de quem descreve também
Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face influencia na hora de transmitir a impressão alcançada so-
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa bre determinado objeto, pessoa, animal, cena, ambiente,
do passado, os olhos).” emoção vivida ou sentimento.

(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Exemplos:


Mercado Aberto, p. 5O)
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redon-
Exemplo - Espaço da. Mas a penumbra dos ramos cobria o atalho.
Considerarei longamente meu pequeno deserto, a re- Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores,
dondeza escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado
de algum rio. Não havia, em todo o caso, como negar-lhe pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha
o meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zu-
a insipidez.”
nido de abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais,
(Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann.
grande demais.”
Porto Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lis-
pector)
Exemplo - Tempo
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
“Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembra-
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas
-se: a mulher lhe pediu que a chamasse cedo.” em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cin-
(Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4) quenta minutos; vencia com o tempo o que não podia fa-
zer logo com o cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai.
Tipologia da Narrativa Ficcional: Era uma criança fina, pálida, cara doente; raramente estava
alegre. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes.
- Romance O mestre era mais severo com ele do que conosco.
- Conto (Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed.
- Crônica São Paulo, Ática, 1974, págs. 31-32.)
- Fábula
- Lenda Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do pro-
- Parábola fessor da escola que o escritor frequentava. Deve-se notar:
- Anedota - que todas as frases expõem ocorrências simultâneas
- Poema Épico (ao mesmo tempo que gastava duas horas para reter aqui-
lo que os outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Rai-
Tipologia da Narrativa Não-Ficcional: mundo tinha grande medo ao pai);
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser
- Memorialismo considerada cronologicamente anterior a outra do ponto
- Notícias de vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na
- Relatos escola é cronologicamente anterior a retirar-se dela; no ní-
- História da Civilização vel do relato, porém, a ordem dessas duas ocorrências é
indiferente: o que o escritor quer é explicitar uma caracte-
Apresentação da Narrativa: rística do menino, e não traçar a cronologia de suas ações);
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-
- visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em -se), todas elas estão no pretérito imperfeito, que indica
quadrinhos) e desenhos. concomitância em relação a um marco temporal instalado
- auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e no texto (no caso, o ano de 1840, em que o escritor fre-
discos. quentava a escola da rua da Costa) e, portanto, não denota
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas. nenhuma transformação de estado;

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LÍNGUA PORTUGUESA

- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não A característica fundamental de um texto descritivo é


correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica essa inexistência de progressão temporal. Pode-se apre-
- poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro sentar, numa descrição, até mesmo ação ou movimento,
lugar e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais desde que eles sejam sempre simultâneos, não indicando
severo com ele do que conosco. Entrava na escola depois progressão de uma situação anterior para outra posterior.
do pai e retirava-se antes... Tanto é que uma das marcas linguísticas da descrição é o
predomínio de verbos no presente ou no pretérito imper-
Evidentemente, quando se diz que a ordem dos enuncia- feito do indicativo: o primeiro expressa concomitância em
dos pode ser invertida, está-se pensando apenas na ordem cro- relação ao momento da fala; o segundo, em relação a um
nológica, pois, como veremos adiante, a ordem em que os ele- marco temporal pretérito instalado no texto.
mentos são descritos produz determinados efeitos de sentido. Para transformar uma descrição numa narração,
Quando alteramos a ordem dos enunciados, precisamos bastaria introduzir um enunciado que indicasse a passa-
fazer certas modificações no texto, pois este contém anafó- gem de um estado anterior para um posterior. No caso do
ricos (palavras que retomam o que foi dito antes, como ele,
texto II inicial, para transformá-lo em narração, bastaria di-
os, aquele, etc. ou catafóricos (palavras que anunciam o que
zer: Reunia a isso grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-
vai ser dito, como este, etc.), que podem perder sua função
-se desse medo...
e assim não ser compreendidos. Se tomarmos uma descri-
ção como As flores manifestavam todo o seu esplendor.
O Sol fazia-as brilhar, ao invertermos a ordem das frases, Características Linguísticas:
precisamos fazer algumas alterações, para que o texto pos-
sa ser compreendido: O Sol fazia as flores brilhar. Elas O enunciado narrativo, por ter a representação de um
manifestavam todo o seu esplendor. Como, na versão ori- acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela tem-
ginal, o pronome oblíquo as é um anafórico que retoma flo- poralidade, na relação situação inicial e situação final, en-
res, se alterarmos a ordem das frases ele perderá o sentido. quanto que o enunciado descritivo, não tendo transforma-
Por isso, precisamos mudar a palavra flores para a primeira ção, é atemporal.
frase e retomá-la com o anafórico elas na segunda. Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintá-
Por todas essas características, diz-se que o fragmento tico-semânticas encontradas no texto que vão facilitar a
do conto de Machado é descritivo. Descrição é o tipo de compreensão:
texto em que se expõem características de seres concretos - Predominância de verbos de estado, situação ou in-
(pessoas, objetos, situações, etc.) consideradas fora da rela- dicadores de propriedades, atitudes, qualidades, usados
ção de anterioridade e de posterioridade. principalmente no presente e no imperfeito do indicativo
(ser, estar, haver, situar-se, existir, ficar).
Características: - Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que
é descrito;
- Ao fazer a descrição enumeramos características, com-
parações e inúmeros elementos sensoriais; Exemplo:
- As personagens podem ser caracterizadas física e psi-
cologicamente, ou pelas ações; “Era alto, magro, vestido todo de preto, com o pescoço
- A descrição pode ser considerada um dos elementos entalado num colarinho direito. O rosto aguçado no quei-
constitutivos da dissertação e da argumentação; xo ia-se alargando até à calva, vasta e polida, um pouco
- É impossível separar narração de descrição; amolgado no alto; tingia os cabelos que de uma orelha à
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes,
outra lhe faziam colar por trás da nuca - e aquele preto
mas sim a capacidade de observação que deve revelar aque-
lustroso dava, pelo contraste, mais brilho à calva; mas não
le que a realiza.
tingia o bigode; tinha-o grisalho, farto, caído aos cantos
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exem-
plo: “(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais ve- da boca. Era muito pálido; nunca tirava as lunetas escuras.
lha pelo desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, Tinha uma covinha no queixo, e as orelhas grandes muito
sanguínea e fogosa, era um desses exemplares excessivos despegadas do crânio.”
do sexo que parecem conformados expressamente para es- (Eça de Queiroz - O Primo Basílio)
posas da multidão (...)” (Raul Pompéia – O Ateneu)
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, - Emprego de figuras (metáforas, metonímias, compa-
não existe relação de anterioridade e posterioridade entre rações, sinestesias). Exemplo:
seus enunciados.
- Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, “Era o Sr. Lemos um velho de pequena estatura, não
que se usem então as formas nominais, o presente e o pre- muito gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês.
tério imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência Apesar de seu corpo rechonchudo, tinha certa vivacidade
aos verbos que indiquem estado ou fenômeno. buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz e ca-
- Todavia deve predominar o emprego das compara- sava perfeitamente com os olhinhos de azougue.”
ções, dos adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido (José de Alencar - Senhora)
ao texto.

24
LÍNGUA PORTUGUESA

- Uso de advérbios de localização espacial. Exemplo: “Nas ocasiões de aparato é que se podia tomar pulso
ao homem. Não só as condecorações gritavam-lhe no pei-
“Até os onze anos, eu morei numa casa, uma casa ve- to como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! Aristarco
lha, e essa casa era assim: na frente, uma grade de ferro; todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos, calmos,
depois você entrava tinha um jardinzinho; no final tinha eram de um rei...”
uma escadinha que devia ter uns cinco degraus; aí você (“O Ateneu”, Raul Pompéia)
entrava na sala da frente; dali tinha um corredor comprido
de onde saíam três portas; no final do corredor tinha a “(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou ou-
cozinha, depois tinha uma escadinha que ia dar no quintal tra esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único ho-
e atrás ainda tinha um galpão, que era o lugar da bagun- mem, par-de-frança, capaz de tomar conta deste sertão
ça...” nosso, mandando por lei, de sobregoverno.”
(Entrevista gravada para o Projeto NURC/RJ) (Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
Recursos:
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos ele-
mentos descritivos:
- Usar impressões cromáticas (cores) e sensações tér-
micas. Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da
alegre do sol.
- Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, progressão temporal, a ordem dos enunciados na descri-
exatas, concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam ção é indiferente, uma vez que eles indicam propriedades
um céu sereno, uma pureza de cristal. ou características que ocorrem simultaneamente. No en-
- As sensações de movimento e cor embelezam o po- tanto, ela não é indiferente do ponto de vista dos efeitos
der da natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde de sentido: descrever de cima para baixo ou vice-versa, do
transparente que deslumbrava e enlouquecia qualquer detalhe para o todo ou do todo para o detalhe cria efeitos
um. de sentido distintos.
- A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Pró-
do texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. prio”, de Bocage:
O pessoal, muito crente.
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
A descrição pode ser apresentada sob duas formas: bem servido de pés, meão de altura,
triste de facha, o mesmo de figura,
Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a nariz alto no meio, e não pequeno.
passagem são apresentadas como realmente são, concre-
tamente. Exemplo: Incapaz de assistir num só terreno,
mais propenso ao furor do que à ternura;
“Sua altura é 1,85m. Seu peso, 70kg. Aparência atléti- bebendo em níveas mãos por taça escura
ca, ombros largos, pele bronzeada. Moreno, olhos negros, de zelos infernais letal veneno.
cabelos negros e lisos”.
Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão, 1968, pág.
Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. 497.
Exemplo:
O poeta descreve-se das características físicas para as
“A casa velha era enorme, toda em largura, com por-
características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não
ta central que se alcançava por três degraus de pedra e
seria o mesmo, pois as características físicas perderiam
quatro janelas de guilhotina para cada lado. Era feita de
qualquer relevo.
pau-a-pique barreado, dentro de uma estrutura de cantos
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a
e apoios de madeira-de-lei. Telhado de quatro águas. Pin-
tada de roxo-claro. Devia ser mais velha que Juiz de Fora, visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato
provavelmente sede de alguma fazenda que tivesse fica- de um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas carac-
do, capricho da sorte, na linha de passagem da variante terísticas exteriores, facilmente identificáveis (descrição
do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois objetiva), ou suas características psicológicas e até emo-
a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de cionais (descrição subjetiva).
esguelha e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de ad-
(Pedro Nava – Baú de Ossos) jetivos, também denominado adjetivação. Para facilitar o
aprendizado desta técnica, sugere-se que o concursando,
Descrição Subjetiva: quando há maior participação após escrever seu texto, sublinhe todos os substantivos,
da emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a pai- acrescentando antes ou depois deste um adjetivo ou uma
sagem são transfigurados pela emoção de quem escreve, locução adjetiva.
podendo opinar ou expressar seus sentimentos. Exemplo:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Descrição de objetos constituídos de uma só parte: Descrição de pessoas (II):


- Introdução: primeira impressão ou abordagem de
- Introdução: observações de caráter geral referentes à qualquer aspecto de caráter geral.
procedência ou localização do objeto descrito. - Desenvolvimento: análise das características físicas, as-
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) - formato (com- sociadas às características psicológicas (1ª parte).
paração com figuras geométricas e com objetos semelhan- - Desenvolvimento: análise das características físicas, as-
tes); dimensões (largura, comprimento, altura, diâmetro sociadas às características psicológicas (2ª parte).
etc.) - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) - material, peso, caráter geral.
cor/brilho, textura.
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É
sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o uma estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais pre-
objeto como um todo. dominam. Porque toda técnica descritiva implica contempla-
Descrição de objetos constituídos por várias partes: ção e apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao
- Introdução: observações de caráter geral referentes à descrever, precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim
procedência ou localização do objeto descrito. como o pintor capta o mundo exterior ou interior em suas
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentá- telas, o autor de uma descrição focaliza cenas ou imagens,
rios das partes que compõem o objeto, associados à expli- conforme o permita sua sensibilidade.
cação de como as partes se agrupam para formar o todo.
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser
todo (externamente) - formato, dimensões, material, peso, não-literária ou literária. Na descrição não-literária, há
textura, cor e brilho. maior preocupação com a exatidão dos detalhes e a pre-
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a cisão vocabular. Por ser objetiva, há predominância da de-
sua utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o notação.
objeto em sua totalidade.
Textos descritivos não-literários: A descrição técnica
Descrição de ambientes: é um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando
- Introdução: comentário de caráter geral. uma linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usa-
- Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura glo- do para descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças
bal do ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, lumi- que os compõem, para descrever experiências, processos,
nosidade e aroma (se houver). etc. Exemplo:
- Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a
objetos lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, Folheto de propaganda de carro
esculturas ou quaisquer outros objetos.
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira Conforto interno - É impossível falar de conforto sem
no ambiente. incluir o espaço interno. Os seus interiores são amplos, aco-
modando tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat
Descrição de paisagens: e o Passat Variant possuem direção hidráulica e ar condicio-
- Introdução: comentário sobre sua localização ou nado de elevada capacidade, proporcionando a climatização
qualquer outra referência de caráter geral. perfeita do ambiente.
- Desenvolvimento: observação do plano de fundo (ex- Porta-malas - O compartimento de bagagens possui ca-
plicação do que se vê ao longe). pacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500
- Desenvolvimento: observação dos elementos mais litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
próximos do observador - explicação detalhada dos ele- Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
mentos que compõem a paisagem, de acordo com deter- plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras,
minada ordem. para evitar a deformação em caso de colisão.
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluin-
do acerca da impressão que a paisagem causa em quem Textos descritivos literários: Na descrição literária pre-
a contempla. domina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de as-
sociações conotativas que podem ser exploradas a partir de
Descrição de pessoas (I): descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambien-
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de tes; situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos
qualquer aspecto de caráter geral. também podem ocorrer tanto em prosa como em verso.
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso,
cor da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas). Dissertação
- Desenvolvimento: características psicológicas (perso-
nalidade, temperamento, caráter, preferências, inclinações, A dissertação é uma exposição, discussão ou interpreta-
postura, objetivos). ção de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de tema. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, ra-
caráter geral. ciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um

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LÍNGUA PORTUGUESA

planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão. São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvi-
É em função da capacidade crítica que se questionam pon- mento / Conclusão.
tos da realidade social, histórica e psicológica do mundo e
dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu Introdução: em que se apresenta o assunto; se apre-
significado diz respeito a um tipo de texto em que a expo- senta a ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu de-
sição de uma ideia, através de argumentos, é feita com a senvolvimento. Tipos:
finalidade de desenvolver um conteúdo científico, doutri-
nário ou artístico. Exemplo: - Divisão: quando há dois ou mais termos a serem dis-
cutidos. Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consi-
Há três métodos pelos quais pode um homem chegar go: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de
a ser primeiro-ministro. O primeiro é saber, com prudência, fora para dentro...”
como servir-se de uma pessoa, de uma filha ou de uma - Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona
irmã; o segundo, como trair ou solapar os predecessores; e a um fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início
o terceiro, como clamar, com zelo furioso, contra a corrup- no começo dos anos 80, com os conhecidos altos índices
ção da corte. Mas um príncipe discreto prefere nomear os de inflação que a década colecionou, agravou vários dos
que se valem do último desses métodos, pois os tais faná- históricos problemas sociais do país. Entre eles, a violência,
ticos sempre se revelam os mais obsequiosos e subservien- principalmente a urbana, cuja escalada tem sido facilmente
tes à vontade e às paixões do amo. Tendo à sua disposição identificada pela população brasileira.”
todos os cargos, conservam-se no poder esses ministros - Proposição: o autor explicita seus objetivos.
subordinando a maioria do senado, ou grande conselho, - Convite: proposta ao leitor para que participe de al-
e, afinal, por via de um expediente chamado anistia (cuja guma coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na
natureza lhe expliquei), garantem-se contra futuras pres- sua”? Quer se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não
tações de contas e retiram-se da vida pública carregados entre pelo cano! Faça parte desse time de vencedores des-
com os despojos da nação. de a escolha desse momento!
Jonathan Swift. Viagens de Gulliver. - Contestação: contestar uma idéia ou uma situação.
Ex: “É importante que o cidadão saiba que portar arma de
São Paulo, Abril Cultural, 1979, p. 234-235.
fogo não é a solução no combate à insegurança.”
- Características: caracterização de espaços ou aspec-
Esse texto explica os três métodos pelos quais um ho-
tos.
mem chega a ser primeiro-ministro, aconselha o príncipe
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex:
discreto a escolhê-lo entre os que clamam contra a cor-
“Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com
rupção na corte e justifica esse conselho. Observe-se que:
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realida-
de aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo,
de com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um
existem no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar
homem particular e do que faz para chegar a ser primeiro- programas) e 2.624 repetidoras (que apenas retransmitem
-ministro, mas do homem em geral e de todos os métodos sinais recebidos). (...)”
para atingir o poder); - Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- existe mudança de situação no texto (por exemplo, a - Citação: opinião de alguém de destaque sobre o as-
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da sunto do texto. Ex: “A principal característica do déspota
corte no momento em que se tornam primeiros-ministros); encontra-se no fato de ser ele o autor único e exclusivo das
- a progressão temporal dos enunciados não tem im- normas e das regras que definem a vida familiar, isto é, o
portância, pois o que importa é a relação de implicação espaço privado. Seu poder, escreve Aristóteles, é arbitrário,
(clamar contra a corrupção da corte implica ser corrupto pois decorre exclusivamente de sua vontade, de seu prazer
depois da nomeação para primeiro-ministro). e de suas necessidades.”
- Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos
Características: que compõem o texto.
- Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é faz a pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entu-
temático; siasmo pelo futebol não é uma prova de alienação?”
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de si- - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
tuação; curiosidade do leitor.
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de - Comparação: social e geográfica.
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não - Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à
têm maior importância - o que importa são suas relações distância, velocidade, comunicação, linha de montagem,
lógicas: analogia, pertinência, causalidade, coexistência, triunfo das massas, Holocausto: através das metáforas e
correspondência, implicação, etc. das realidades que marcaram esses 100 últimos anos, apa-
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos rece a verdadeira doença do século...”
de redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística pos- - Narração: narrar um fato.
suem características próprias a cada tipo de texto.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial, Não é uma utopia?!


de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais Um exemplo vivo são os bóias-frias que trabalham na
importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias colheita da cana de açúcar que devido ao avanço tecno-
formas: lógico e a lei do governador Geraldo Alkmin, defendendo
o meio ambiente, proibindo a queima da cana de açúcar
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova para a colheita e substituindo-os então pelas máquinas,
com este tipo de abordagem. desemprega milhares deles. (D)
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar Em troca os sindicatos dos trabalhadores rurais dão
a idéia principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a cursos de cabeleleiro, marcenaria, eletricista, para não per-
definição. derem o mercado de trabalho, aumentando, com isso, a
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar si- classe de trabalhos informais.
tuações distintas. Como ficam então aqueles trabalhadores que passa-
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta ram à vida estudando, se especializando, para se diferen-
pontos favoráveis e desfavoráveis. ciarem e ainda estão desempregados?, como vimos no úl-
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato timo concurso da prefeitura do Rio de Janeiro para “gari”,
ou descrever uma cena. havia até advogado na fila de inscrição. (E)
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados es- Já que a Constituição dita seu valor ao social que to-
tatísticos. dos têm o direito de trabalho, cabe aos governantes desse
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para país, que almeja um futuro brilhante, deter, com urgência
prováveis resultados. esse processo de desníveis gritantes e criar soluções efi-
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve cazes para combater a crise generalizada (F), pois a uma
apresentar questionamento e reflexão. nação doente, miserável e desigual, não compete a tão
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: concei- sonhada modernidade. (G)
tos, valores, juízos.
- Causa e Consequência: estruturar o texto através 1º Parágrafo – Introdução
dos porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética. A. Tema: Desemprego no Brasil.
- Exemplificação: dar exemplos. Contextualização: decorrência de um processo histó-
rico problemático.
Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fe-
chamento integrado de tudo que se argumentou. Para ela 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
convergem todas as ideias anteriormente desenvolvidas.
B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
- Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. remetem a uma análise do tema em questão.
- Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro
pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão dado da realidade.
de quem lê. D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade
de quem propõe soluções.
Exemplo: E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.

Direito de Trabalho 7º Parágrafo: Conclusão


F. Uma possível solução é apresentada.
Com a queda do feudalismo no século XV, nasce um G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
novo modelo econômico: o capitalismo, que até o século modernidade.
XX agia por meio da inclusão de trabalhadores e hoje pas-
sou a agir por meio da exclusão. (A) É bom lembrarmos que é praticamente impossível
A tendência do mundo contemporâneo é tornar todo opinar sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos
o trabalho automático, devido à evolução tecnológica e a é um dos recursos que permite uma segurança maior no
necessidade de qualificação cada vez maior, o que provoca momento de dissertar sobre algum assunto. Debater e
o desemprego. Outro fator que também leva ao desempre- pesquisar são atitudes que favorecem o senso crítico, es-
go de um sem número de trabalhadores é a contenção de sencial no desenvolvimento de um texto dissertativo.
despesas, de gastos. (B)
Segundo a Constituição, “preocupada” com essa cri- Ainda temos:
se social que provém dessa automatização e qualificação,
obriga que seja feita uma lei, em que será dada absoluta Tema: compreende o assunto proposto para discus-
garantia aos trabalhadores, de que, mesmo que as empre- são, o assunto que vai ser abordado.
sas sejam automatizadas, não perderão eles seu mercado Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo
de trabalho. (C) discutido.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Argumentação: é um conjunto de procedimentos lin- Exemplo:


guísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É for- 1- O adolescente moderno está se tornando obeso por
necer argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma várias causas: alimentação inadequada, falta de exercícios
determinada tese. sistemáticos e demasiada permanência diante de compu-
Estes assuntos serão vistos com mais afinco posterior- tadores e aparelhos de Televisão.
mente.
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é gran-
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: de o número de emissoras que dedicam parte da sua pro-
gramação à veiculação de programas religiosos de crenças
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessi- variadas.
dade de pleno domínio do assunto e habilidade de argu-
mentação; 3-
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao - A Santa Missa em seu lar.
tema;
- Terço Bizantino.
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
- Despertar da Fé.
- impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- Palavra de Vida.
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstra- - Igreja da Graça no Lar.
ção do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural,
original, nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve 4-
ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa). - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o
governo brasileiro diante de tantos desmatamentos, dese-
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apre- quilíbrios sociológicos e poluição.
sentar: uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) - Existem várias razões que levam um homem a enve-
e uma ou mais frases que explicitem tal ideia. redar pelos caminhos do crime.
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada - A gravidez na adolescência é um problema seríssimo,
(ideia central) porque oculta os problemas sociais realmen- porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
te graves. (ideia secundária)”. - O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua so-
Vejamos: brevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser comba- - O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas
tida urgentemente. em várias categorias.

Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver
combatida urgentemente, pois a alta concentração de ele- através da comparação, que confronta ideias, fatos, fenô-
mentos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, menos e apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
sobretudo daquelas que sofrem de problemas respirató- Exemplo:
rios:
“A juventude é uma infatigável aspiração de felicida-
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem de; a velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e
levado muita gente ao vício. persistente sentimento de dor, porque já estamos nos con-
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comuni- vencendo de que a felicidade é uma ilusão, que só o sofri-
cação criados pelo homem.
mento é real”.
- A violência tem aumentado assustadoramente nas ci-
(Arthur Schopenhauer)
dades e hoje parece claro que esse problema não pode ser
resolvido apenas pela polícia.
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes,
atualmente. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a (fato motivador) e, em outras situações, um segmento in-
sociedade brasileira. dicando consequências (fatos decorrentes).
Exemplos:
O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:
- O homem, dia a dia, perde a dimensão de humanida-
Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma de que abriga em si, porque os seus olhos teimam apenas
série de coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam.
características, funções, processos, situações, sempre ofe-
recendo o complemente necessário à afirmação estabele- - O espírito competitivo foi excessivamente exercido
cida na frase nuclear. Pode-se enumerar, seguindo-se os entre nós, de modo que hoje somos obrigados a viver
critérios de importância, preferência, classificação ou alea- numa sociedade fria e inamistosa.
toriamente.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora
temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos. deve aparecer de forma muito mais convincente, uma vez
Exemplos: que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da
dissertação (um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sin-
Tempo - A comunicação de massas é resultado de uma tética, o objetivo proposto na instrução, a confirmação da
lenta evolução. Primeiro, o homem aprendeu a grunhir. De- hipótese ou da tese, acrescida da argumentação básica em-
pois deu um significado a cada grunhido. Muito depois, in- pregada no desenvolvimento.
ventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou
à comunicação de massa. Texto Argumentativo
Espaço - O solo é influenciado pelo clima. Nos climas
úmidos, os solos são profundos. Existe nessas regiões uma Texto Argumentativo é o texto em que defendemos uma
forte decomposição de rochas, isto é, uma forte transfor- ideia, opinião ou ponto de vista, uma tese, procurando (por
mação da rocha em terra pela umidade e calor. Nas regiões todos os meios) fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite-
temperadas e ainda nas mais frias, a camada do solo é pouco -a, creia nela. Num texto argumentativo, distinguem-se três
profunda. (Melhem Adas) componentes: a tese, os argumentos e as estratégias ar-
gumentativas.
Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se con-
ceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
Tese, ou proposição, é a ideia que defendemos, neces-
compreensíveis.
sariamente polêmica, pois a argumentação implica diver-
Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue provenien-
te do coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão um- gência de opinião.
bilical e na ligação entre os pulmões e o coração, todas as Argumento tem uma origem curiosa: vem do latim Ar-
artérias contém sangue vermelho-vivo, recém oxigenado. Na gumentum, que tem o tema ARGU, cujo sentido primeiro é
artéria pulmonar, porém, corre sangue venoso, mais escuro e “fazer brilhar”, “iluminar”, a mesma raiz de “argênteo”, “ar-
desoxigenado, que o coração remete para os pulmões para gúcia”, “arguto”. Os argumentos de um texto são facilmente
receber oxigênio e liberar gás carbônico”. localizados: identificada a tese, faz-se a pergunta por quê?
Exemplo: o autor é contra a pena de morte (tese). Por que...
Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve (argumentos).
delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser Estratégias argumentativas são todos os recursos (ver-
enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é bais e não-verbais) utilizados para envolver o leitor/ouvinte,
a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das para impressioná-lo, para convencê-lo melhor, para persua-
seguintes ideias: di-lo mais facilmente, para gerar credibilidade, etc.

- A violência contra os povos indígenas é uma constante A Estrutura de um Texto Argumentativo


na história do Brasil.
- O surgimento de várias entidades de defesa das popu- A argumentação Formal
lações indígenas.
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio A nomenclatura é de Othon Garcia, em sua obra “Comu-
brasileiro. nicação em Prosa Moderna”. O autor, na mencionada obra,
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. apresenta o seguinte plano-padrão para o que chama de
argumentação formal:
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, Proposição (tese): afirmativa suficientemente definida e
deve fazer a estruturação do texto. limitada; não deve conter em si mesma nenhum argumento.
Análise da proposição ou tese: definição do sentido
A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
da proposição ou de alguns de seus termos, a fim de evitar
mal-entendidos.
Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvol-
Formulação de argumentos: fatos, exemplos, dados
vida (geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do tex-
to, por isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção estatísticos, testemunhos, etc.
para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do Conclusão.
desenvolvimento. Contém a proposição do tema, seus limi-
tes, ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida. Observe o texto a seguir, que contém os elementos re-
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fun- feridos do plano-padrão da argumentação formal.
damentar a ideia principal que pode vir especificada através
da argumentação, de pormenores, da ilustração, da causa e da Gramática e desempenho Linguístico
consequência, das definições, dos dados estatísticos, da orde-
nação cronológica, da interrogação e da citação. No desenvol- Pretende-se demonstrar no presente artigo que o es-
vimento são usados tantos parágrafos quantos forem neces- tudo intencional da gramática não traz benefícios signifi-
sários para a completa exposição da ideia. E esses parágrafos cativos para o desempenho linguístico dos utentes de uma
podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima. língua.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Por “estudo intencional da gramática” entende-se seria, indubitavelmente, pouco significativa; uma pequena
o estudo de definições, classificações e nomenclatura; a melhora, talvez, na gramática da frase, mas o problema de
realização de análises (fonológica, morfológica, sintáti- coesão, de coerência, de informatividade - quem sabe os
ca); a memorização de regras (de concordância, regência mais graves - haveriam de continuar. Quanto mais não seja
e colocação) - para citar algumas áreas. O “desempenho porque a gramática tradicional não dá conta dos mecanis-
linguístico”, por outro lado, é expressão técnica definida mos que presidem à construção do texto.
como sendo o processo de atualização da competência na Poder-se-á objetar que a ilustração de há pouco é ape-
produção e interpretação de enunciados; dito de maneira nas hipotética e que, por isso, um argumento de pouco
mais simples, é o que se fala, é o que se escreve em condi- valor. Contra argumentar-se-ia dizendo que situação como
ções reais de comunicação. essa ocorre de fato na prática. Na verdade, todo o ensino
A polêmica pró-gramática x contra gramática é bem de 1° e 2° graus é gramaticalista, descritivista, definitório,
antiga; na verdade, surgiu com os gregos, quando surgi- classificatório, nomenclaturista, prescritivista, teórico. O re-
ram as primeiras gramáticas. Definida como “arte”, “arte sultado? Aí estão as estatísticas dos vestibulares. Valendo
de escrever”, percebe-se que subjaz à definição a ideia da 40 pontos a prova de redação, os escores foram estes no
sua importância para a prática da língua. São da mesma vestibular 1996/1, na PUC-RS: nota zero: 10% dos candida-
época também as primeiras críticas, como se pode ler em tos, nota 01: 30%; nota 02: 40%; nota 03: 15%; nota 04: 5%.
Apolônio de Rodes, poeta Alexandrino do séc. II a.C.: “Raça Ou seja, apenas 20% dos candidatos escreveram um texto
de gramáticos, roedores que ratais na musa de outrem, que pode ser considerado bom.
estúpidas lagartas que sujais as grandes obras, ó flage- Finalmente pode-se invocar mais um argumento, lem-
lo dos poetas que mergulhais o espírito das crianças na brando que são os gramáticos, os linguistas - como es-
escuridão, ide para o diabo, percevejos que devorais os pecialistas das línguas - as pessoas que conhecem mais a
versos belos”. fundo a estrutura e o funcionamento dos códigos linguís-
Na atualidade, é grande o número de educadores, fi- ticos. Que se esperaria, de fato, se houvesse significativa
lólogos e linguistas de reconhecido saber que negam a influência do conhecimento teórico da língua sobre o de-
relação entre o estudo intencional da gramática e a me- sempenho? A resposta é óbvia: os gramáticos e os linguis-
lhora do desempenho linguístico do usuário. Entre esses tas seriam sempre os melhores escritores. Como na prática
isso realmente não acontece, fica provada uma vez mais a
especialistas, deve-se mencionar o nome do Prof. Celso
tese que se vem defendendo.
Pedro Luft com sus obra “Língua e liberdade: por uma
Vale também o raciocínio inverso: se a relação fosse
nova concepção de língua materna e seu ensino” (L&PM,
significativa, deveriam os melhores escritores conhecer -
1995). Com efeito, o velho pesquisar apaixonado pelos
teoricamente - a língua em profundidade. Isso, no entan-
problemas da língua, teórico de espírito lúcido e de larga
to, não se confirma na realidade: Monteiro Lobato, quan-
formação linguística, reúne numa mesma obra convincen-
do estudante, foi reprovado em língua portuguesa (muito
te fundamentação para seu combate veemente contra o
provavelmente por desconhecer teoria gramatical); Macha-
ensino da gramática em sala de aula. Por oportuno, uma
do de Assis, ao folhar uma gramática declarou que nada
citação apenas: havia entendido; dificilmente um Luis Fernando Veríssimo
“Quem sabe, lendo este livro muitos professores talvez saberia o que é um morfema; nem é de se crer que todos
abandonem a superstição da teoria gramatical, desistindo os nossos bons escritores seriam aprovados num teste de
de querer ensinar a língua por definições, classificações, Português à maneira tradicional (e, no entanto eles são os
análises inconsistentes e precárias hauridas em gramáti- senhores da língua!).
cas. Já seria um grande benefício”. Portanto, não há como salvar o ensino da língua, como
Deixando-se de lado a perspectiva teórica do Mestre, recuperar linguisticamente os alunos, como promover um
acima referida suponha-se que se deva recuperar linguis- melhor desempenho linguístico mediante o ensino-estudo
ticamente um jovem estudante universitário cujo texto da teoria gramatical. O caminho é seguramente outro.
apresente preocupantes problemas de concordância, re-
gência, colocação, ortografia, pontuação, adequação vo- Gilberto Scarton
cabular, coesão, coerência, informatividade, entre outros.
E, estimando-lhe melhoras, lhe fosse dada uma gramática Eis o esquema do texto em seus quatro estágios:
que ele passaria a estudar: que é fonética? Que é fonolo-
gia? Que é fonemas? Morfema? Qual é coletivo de borbo- Primeiro Estágio: primeiro parágrafo, em que se
leta? O feminino de cupim? Como se chama quem nasce enuncia claramente a tese a ser defendida.
na Província de Entre-Douro-e-Minho? Que é oração su- Segundo Estágio: segundo parágrafo, em que se de-
bordinada adverbial concessiva reduzida de gerúndio? E finem as expressões “estudo intencional da gramática” e
decorasse regras de ortografia, fizesse lista de homônimos, “desempenho lingüístico”, citadas na tese.
parônimos, de verbos irregulares... e estudasse o plural de Terceiro Estágio: terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo
compostos, todas regras de concordância, regências... os e oitavo parágrafos, em que se apresentam os argumentos.
casos de próclise, mesóclise e ênclise. E que, ao cabo de - Terceiro parágrafo: parágrafo introdutório à argu-
todo esse processo, se voltasse a examinar o desempenho mentação.
do jovem estudante na produção de um texto. A melhora - Quarto parágrafo: argumento de autoridade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Quinto parágrafo: argumento com base em ilustração A esta altura, adotando tal entendimento, estaria insti-
hipotética. tucionalizada a insegurança social, sendo que não haveria
- Sexto parágrafo: argumento com base em dados es- mais qualquer garantia, na medida em que tudo estaria ao
tatísticos. sabor dos humores e amores do juiz de plantão.
- Sétimo e oitavo parágrafo: argumento com base em De nada adiantariam as eleições, eis que os represen-
fatos. tantes indicados pelo povo não poderiam se valer de sua
Quarto Estágio: último parágrafo, em que se apresenta maior atribuição, ou seja, a prerrogativa de editar as leis.
a conclusão. Desapareceriam também os juízes de conveniência e
oportunidade política típicos dessas casas legislativas, na
A Argumentação Informal medida em que sempre poderiam ser afastados por uma
esfera revisora excepcional.
A nomenclatura também é de Othon Garcia, na obra já A própria independência do parlamento sucumbiria
referida. A argumentação informal apresenta os seguintes integralmente frente à possibilidade de inobservância e
estágios: desconsideração de suas deliberações.
- Citação da tese adversária. Ou seja, nada restaria, de cunho democrático, em nos-
- Argumentos da tese adversária. sa civilização.
- Introdução da tese a ser defendida.
Já o Poder Judiciário, a quem legitimamente compete
- Argumentos da tese a ser defendida.
fiscalizar a constitucionalidade e legalidade dos atos dos
- Conclusão.
demais poderes do Estado, praticamente aniquilaria as
Observe o texto exemplar de Luís Alberto Thompson atribuições destes, ditando a eles, a todo momento, como
Flores Lenz, Promotor de Justiça. proceder.
Nada mais é preciso dizer para demonstrar o desacer-
Considerações sobre justiça e equidade to dessa concepção.
Entretanto, a defesa desse entendimento demonstra,
Hoje, floresce cada vez mais, no mundo jurídico a aca- sem sombra de dúvidas, o desconhecimento do próprio
dêmico nacional, a ideia de que o julgador, ao apreciar os conceito de justiça, incorrendo inclusive numa contradictio
caos concretos que são apresentados perante os tribunais, in adjecto.
deve nortear o seu proceder mais por critérios de justiça e Isto porque, e como magistralmente o salientou o in-
equidade e menos por razões de estrita legalidade, no in- superável Calamandrei, “a justiça que o juiz administra é,
tuito de alcançar, sempre, o escopo da real pacificação dos no sistema da legalidade, a justiça em sentido jurídico, isto
conflitos submetidos à sua apreciação. é, no sentido mais apertado, mas menos incerto, da con-
Semelhante entendimento tem sido sistematicamente formidade com o direito constituído, independentemente
reiterado, na atualidade, ao ponto de inúmeros magistrados da correspondente com a justiça social”.
simplesmente desprezarem ou desconsiderarem determi- Para encerrar, basta salientar que a eleição dos meios
nados preceitos de lei, fulminando ditos dilemas legais sob concretos de efetivação da Justiça social compete, funda-
a pecha de injustiça ou inadequação à realidade nacional. mentalmente, ao Legislativo e ao Executivo, eis que seus
Abstraída qualquer pretensão de crítica ou censura pes- membros são indicados diretamente pelo povo.
soal aos insignes juízes que se filiam a esta corrente, alguns Ao Judiciário cabe administrar a justiça da legalidade,
dos quais reconhecidos como dos mais brilhantes do país, adequando o proceder daqueles aos ditames da Constitui-
não nos furtamos, todavia, de tecer breves considerações ção e da Legislação.
sobre os perigos da generalização desse entendimento. Luís Alberto Thompson Flores Lenz
Primeiro, porque o mesmo, além de violar os preceitos
dos arts. 126 e 127 do CPC, atenta de forma direta e frontal Eis o esquema do texto em seus cinco estágios;
contra os princípios da legalidade e da separação de pode-
res, esteio no qual se assenta toda e qualquer ideia de de-
Primeiro Estágio: primeiro parágrafo, em que se cita
mocracia ou limitação de atribuições dos órgãos do Estado.
a tese adversária.
Isso é o que salientou, e com a costumeira maestria, o
insuperável José Alberto dos Reis, o maior processualista Segundo Estágio: segundo parágrafo, em que se cita
português, ao afirmar que: “O magistrado não pode sobre- um argumento da tese adversária “... fulminando ditos di-
por os seus próprios juízos de valor aos que estão encarna- lemas legais sob a pecha de injustiça ou inadequação à
dos na lei. Não o pode fazer quando o caso se acha previs- realidade nacional”.
to legalmente, não o pode fazer mesmo quando o caso é Terceiro Estágio: terceiro parágrafo, em que se intro-
omisso”. duz a tese a ser defendida.
Aceitar tal aberração seria o mesmo que ferir de morte Quarto Estágio: do quarto ao décimo quinto, em que
qualquer espécie de legalidade ou garantia de soberania se apresentam os argumentos.
popular proveniente dos parlamentos, até porque, na lúcida Quinto Estágio: os últimos dois parágrafos, em que
visão desse mesmo processualista, o juiz estaria, nessa si- se conclui o texto mediante afirmação que salienta o que
tuação, se arvorando, de forma absolutamente espúria, na ficou dito ao longo da argumentação.
condição de legislador.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Texto Injuntivo/Instrucional as orientações por itens ou de modo coeso, por meio de


períodos. Alguns textos instrucionais possuem subtítulos
No texto injuntivo-instrucional, o leitor recebe orien- separando em tópicos as instruções, basta reparar nas bu-
tações precisas no sentido de efetuar uma transformação. las de remédios, manuais de instruções e receitas. Pelo fato
É marcado pela presença de tempos e modos verbais que de o espaço destinado aos textos instrucionais geralmente
apresentam um valor diretivo. Este tipo de texto distingue- não ser muito extenso, recomenda-se o uso de períodos.
-se de uma sequencia narrativa pela ausência de um sujei- Leia os exemplos.
to responsável pelas ações a praticar e pelo caráter dire-
tivo dos tempos e modos verbais usado e uma sequência Texto organizado em itens:
descritiva pela transformação desejada.
Nota: Uma frase injuntiva é uma frase que exprime Para economizar nas compras
uma ordem, dada ao locutor, para executar (ou não exe-
cutar) tal ou tal ação. As formas verbais específicas destas Quem deseja economizar ao comprar deve:
frases estão no modo injuntivo e o imperativo é uma das - estabelecer um valor máximo para gastar;
formas do injuntivo. - escolher previamente aquilo que deseja comprar an-
tes de ir à loja ou entrar em sites de compra;
Textos Injuntivo-Instrucionais: Instruções de monta- - pesquisar os preços em diferentes lojas e sites, se
gem, receitas, horóscopos, provérbios, slogans... são tex- possível;
tos que incitam à ação, impõem regras; textos que forne- - não se deixar levar completamente pelas sugestões
cem instruções. São orientados para um comportamento dos vendedores nem pelos apelos das propagandas;
futuro do destinatário. - optar pela forma de pagamento mais cômoda, sem
se esquecer de que o uso do cartão de crédito exige certa
Texto Injuntivo - A necessidade de explicar e orien- cautela e planejamento.
tar por escrito o modo de realizar determinados proce- Do mais, é só ir às compras e aproveitar!
dimentos, manipular instrumentos, desenvolver atividades
lúdicas e desempenhar algumas funções profissionais, por Texto organizado em períodos:
exemplo, deu origem aos chamados textos injuntivos, nos
quais prevalece a função apelativa da linguagem, criando- Para economizar nas compras
-se uma relação direta com o receptor. É comum aos tex-
tos dessa natureza o uso dos verbos no imperativo (Abra Para economizar ao comprar, primeiramente estabe-
o caderno de questões) ou no infinitivo (É preciso abrir o leça um valor máximo para gastar e então escolha pre-
caderno de questões, verificar o número de alternativas...). viamente aquilo que deseja comprar antes de ir à loja ou
Não apresenta caráter coercitivo, haja vista que apenas entrar em sites de compra. Se possível, pesquise os preços
induz o interlocutor a proceder desta ou daquela forma. em diferentes lojas e sites; não se deixe levar completa-
Assim, torna-se possível substituir um determinado pro- mente pelas sugestões dos vendedores nem pelos apelos
cedimento em função de outro, como é o caso do que das propagandas e opte pela forma de pagamento mais
ocorre com os ingredientes de uma receita culinária, por cômoda: não se esqueça de que o uso do cartão de crédito
exemplo. São exemplos dessa modalidade: exige certa cautela e planejamento.
- A mensagem revelada pela maioria dos livros de au- Do mais, aproveite as compras!
toajuda;
- O discurso manifestado mediante um manual de ins- Observe que, embora ambos os textos tratem do mes-
truções; mo assunto, o segundo é uma adaptação do primeiro:
- As instruções materializadas por meio de uma receita tanto o modo verbal quanto a pontuação sofreram alte-
culinária. rações; além disso, algumas palavras foram omitidas e ou-
tras acrescentadas. Isso ocorreu para que o aspecto instru-
Texto Instrucional - o texto instrucional é um tipo de cional, conferido pelos itens do primeiro exemplo, não se
texto injuntivo, didático, que tem por objetivo justamente perdesse no segundo texto, o qual, sem essas adaptações,
apresentar orientações ao receptor para que ele realize de- passaria a impressão de ser um mero texto expositivo.
terminada atividade. Como as palavras do texto serão trans-
formadas em ações visando a um objetivo, ou seja, algo de-
verá ser concretizado, é de suma importância que nele haja
clareza e objetividade. Dependendo do que se trata, é im- SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS;
prescindível haver explicações ou enumerações em que es-
tejam elencados os materiais a serem utilizados, bem como
os itens de determinados objetos que serão manipulados.
Por conta dessas características, é necessário um título ob- “CARO CANDIDATO, O TÓPICO ACIMA FOI
jetivo. Quanto à pontuação, frequentemente empregam-se ABORDADO NA ÍNTEGRA EM: DENOTAÇÃO E CONO-
dois pontos, vírgulas e pontos e vírgulas. É possível separar TAÇÃO;”

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LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão dos adjetivos


EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS;
O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Gênero dos Adjetivos


Adjetivo
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
característica do ser e se relaciona com o substantivo. substantivos, classificam-se em:
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, per- Biformes - têm duas formas, sendo uma para o mas-
cebemos que, além de expressar uma qualidade, ela pode culino e outra para o feminino. Por exemplo: ativo e ativa,
ser colocada ao lado de um substantivo: homem bondoso, mau e má, judeu e judia.
moça bondosa, pessoa bondosa. Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no fe-
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qua- minino somente o último elemento. Por exemplo: o moço
lidade, não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: ho- norte-americano, a moça norte-americana.
mem bondade, moça bondade, pessoa bondade. Bondade, Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino
Morfossintaxe do Adjetivo: como para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher
feliz.
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito político-social.
ou do objeto).
Número dos Adjetivos
Adjetivo Pátrio (ou gentílico)
Plural dos adjetivos simples
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Ob-
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo
serve alguns deles:
com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
substantivos simples. Por exemplo: mau e maus, feliz e feli-
Estados e cidades brasileiros:
zes, ruim e ruins boa e boas
Alagoas alagoano
Amapá amapaense Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
Aracaju aracajuano ou aracajuense função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra
Amazonas amazonense ou baré que estiver qualificando um elemento for, originalmente,
Belo Horizonte belo-horizontino um substantivo, ela manterá sua forma primitiva. Exemplo:
Brasília brasiliense a palavra cinza é originalmente um substantivo; porém, se
Cabo Frio cabo-friense estiver qualificando um elemento, funcionará como adje-
Campinas campineiro ou campinense tivo. Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos
cinza.
Adjetivo Pátrio Composto Veja outros exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro Paredes musgo (mas: paredes brancas).
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, eru- Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
dita. Observe alguns exemplos:
África afro- / Cultura afro-americana Adjetivo Composto
Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor-
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses malmente, esses elementos são ligados por hífen. Apenas
China sino- / Acordos sino-japoneses o último elemento concorda com o substantivo a que se
Espanha hispano- / Mercado hispano-português refere; os demais ficam na forma masculina, singular. Caso
Europa euro- / Negociações euro-americanas um dos elementos que formam o adjetivo composto seja
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas um substantivo adjetivado, todo o adjetivo composto fica-
Grécia greco- / Filmes greco-romanos rá invariável. Por exemplo: a palavra rosa é originalmente
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemen-
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa to, funcionará como adjetivo. Caso se ligue a outra pala-
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras vra por hífen, formará um adjetivo composto; como é um
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro ficará
invariável. Por exemplo:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Camisas rosa-claro. Superlativo


Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros. O superlativo expressa qualidades num grau muito ele-
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. vado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser ab-
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. soluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:

Obs.: - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qual- Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade
quer adjetivo composto iniciado por cor-de-... são sempre de um ser é intensificada, sem relação com outros seres.
invariáveis. Apresenta-se nas formas:
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha
têm os dois elementos flexionados. Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de pa-
lavras que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exem-
Grau do Adjetivo plo: O secretário é muito inteligente.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acrésci-
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a inten-
mo de sufixos. Por exemplo: O secretário é inteligentíssimo.
sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
o comparativo e o superlativo.
Observe alguns superlativos sintéticos:
Comparativo benéfico beneficentíssimo
bom boníssimo ou ótimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica atri- comum comuníssimo
buída a dois ou mais seres ou duas ou mais característi- cruel crudelíssimo
cas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de difícil dificílimo
igualdade, de superioridade ou de inferioridade. Observe doce dulcíssimo
os exemplos abaixo: fácil facílimo
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade fiel fidelíssimo
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de
quão. um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres.
Essa relação pode ser:
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Supe-
rioridade Analítico De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de superioridade analítico, entre os
dois substantivos comparados, um tem qualidade supe- De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
rior. A forma é analítica porque pedimos auxílio a “mais...do
que” ou “mais...que”. Note bem:
1) O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
O Sol é maior (do) que a Terra. = Comparativo de Supe- dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
rioridade Sintético etc., antepostos ao adjetivo.
2) O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de su- duas formas : uma erudita, de origem latina, outra popular,
perioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São eles:
de origem vernácula. A forma erudita é constituída pelo
bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/superior,
radical do adjetivo latino + um dos sufixos -íssimo, -imo
grande/maior, baixo/inferior.
Observe que: ou érrimo. Por exemplo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo. A
a) As formas menor e pior são comparativos de supe- forma popular é constituída do radical do adjetivo portu-
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais mau, res- guês + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
pectivamente. 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, preca-
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas riíssimo, necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual,
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações fei- as formas seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o
tas entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve- desagradável hiato i-í.
se usar as formas analíticas mais bom, mais mau,mais gran-
de e mais pequeno. Por exemplo: Advérbio
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois ele-
mentos. O advérbio, assim como muitas outras palavras exis-
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de tentes na Língua Portuguesa, advém de outras línguas.
duas qualidades de um mesmo elemento. Assim sendo, tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica
a ideia de proximidade, contiguidade. Essa proximidade
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In- faz referência ao processo verbal, no sentido de caracte-
ferioridade rizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias em que esse
Sou menos passivo (do) que tolerante. processo se desenvolve.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, provavel-
sentido de caracterizar os processos expressos por ele. mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
Contudo, ele não é modificador exclusivo desta classe
(verbos), pois também modifica o adjetivo e até outro de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, efe-
advérbio. Seguem alguns exemplos: tivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, indubi-
Para quem se diz distantemente alheio a esse assunto, tavelmente (=sem dúvida).
você está até bem informado.
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
adjetivo alheio, representando uma qualidade, caracte- mente, simplesmente, só, unicamente
rística.
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
O artista canta muito mal.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” mo-
difica outro advérbio de modo – “mal”. Em ambos os
de designação: Eis
exemplos pudemos verificar que se tratava de somente
uma palavra funcionando como advérbio. No entanto,
de interrogação: onde? (lugar), como? (modo), quan-
ele pode estar demarcado por mais de uma palavra, que do? (tempo), por quê? (causa), quanto? (preço e intensidade),
mesmo assim não deixará de ocupar tal função. Temos para quê? (finalidade)
aí o que chamamos de locução adverbial, representada
por algumas expressões, tais como: às vezes, sem dúvida, Locução adverbial
frente a frente, de modo algum, entre outras.
Dependendo das circunstâncias expressas pelos ad- É reunião de duas ou mais palavras com valor de advér-
vérbios, eles se classificam em distintas categorias, uma bio. Exemplo:
vez expressas por: Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às
pressas, às claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondi- Há locuções adverbiais que possuem advérbios corres-
das, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, pondentes. Exemplo: Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu
em geral, frente a frente, lado a lado, a pé, de cor, em apressadamente.
vão, e a maior parte dos que terminam em -”mente”: cal- Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de
mamente, tristemente, propositadamente, pacientemente, modo são flexionados, sendo que os demais são todos in-
amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosa- variáveis. A única flexão propriamente dita que existe na
mente, generosamente categoria dos advérbios é a de grau:

de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quan- - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
to, quão, tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, inconstitucionalissimamente, etc.;
quase, de todo, de muito, por completo.
Diminutivo: diminui a intensidade. Exemplos: perto -
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora, pertinho, pouco - pouquinho, devagar - devagarinho.
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
Artigo
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já,
enfim, afinal, breve, constantemente, entrementes, ime-
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo,
diatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessiva-
indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
mente, às vezes, à tarde, à noite, de manhã, de repente, indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o
de vez em quando, de quando em quando, a qualquer gênero e o número dos substantivos.
momento, de tempos em tempos, em breve, hoje em dia
Classificação dos Artigos
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, Artigos Definidos: determinam os substantivos de ma-
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhu- neira precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
res, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo, ex-
ternamente, a distância, à distancia de, de longe, de perto, Artigos Indefinidos: determinam os substantivos de
em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu matei
um animal.
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum

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LÍNGUA PORTUGUESA

Combinação dos Artigos - O artigo também é usado para substantivar palavras


oriundas de outras classes gramaticais: Não sei o porquê de
É muito presente a combinação dos artigos definidos tudo isso.
e indefinidos com preposições. Veja a forma assumida por - Nunca deve ser usado artigo depois do pronome re-
essas combinações: lativo cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Preposições Artigos Este é o autor cuja obra conheço.
o, os - Não se deve usar artigo antes das palavras casa ( no
a ao, aos sentido de lar, moradia) e terra ( no sentido de chão firme),
de do, dos a menos que venham especificadas.
em no, nos Eles estavam em casa.
por (per) pelo, pelos Eles estavam na casa dos amigos.
a, as um, uns uma, umas Os marinheiros permaneceram em terra.
à, às - - Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
da, das dum, duns duma, dumas
na, nas num, nuns numa, numas - Não se emprega artigo antes dos pronomes de trata-
pela, pelas - - mento, com exceção de senhor(a), senhorita e dona: Vossa
excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com
o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhe- - Não se une com preposição o artigo que faz parte do
cida por crase. nome de revistas, jornais, obras literárias: Li a notícia em O
Estado de S. Paulo.
Constatemos as circunstância
os em que os artigos se manifestam: Morfossintaxe
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas
numeral “ambos”: Ambos os garotos decidiram participar
relações com o substantivo. Assim, nas orações da língua
das olimpíadas.
portuguesa, o artigo exerce a função de adjunto adnominal
do substantivo a que se refere. Tal função independe da
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso
função exercida pelo substantivo:
do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza,
A existência é uma poesia.
A Bahia...
Uma existência é a poesia.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem.
Conjunção
- No caso de nomes próprios personativos, denotando
a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
do artigo: O Pedro é o xodó da família. ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por
exemplo:
- No caso de os nomes próprios personativos estarem A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, amiguinhas.
os Incas, Os Astecas...
Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o amiguinhas
artigo), o pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
(qualquer classe)
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa- mostrou 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
cultativo: A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”.
As palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ter Observe: Gosto de natação e de futebol.
é uns vinte anos. Nessa frase as expressões de natação, de futebol são
partes ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra
“e” está ligando termos de uma mesma oração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Morfossintaxe da Conjunção - CONFORMATIVAS


Principais conjunções conformativas: como, segundo,
As conjunções, a exemplo das preposições, não exer- conforme, consoante
cem propriamente uma função sintática: são conectivos. Cada um colhe conforme semeia.
Classificação Expressam uma ideia de acordo, concordância, confor-
- Conjunções Coordenativas midade.
- Conjunções Subordinativas
- CONSECUTIVAS
Conjunções coordenativas Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”,
Dividem-se em: “tanto”, “tão”, “tamanho”).
Falou tanto que ficou rouco.
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Ex. Gos-
to de cantar e de dançar. - FINAIS
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas tam- Expressam ideia de finalidade, objetivo.
bém, não só...como também. Todos trabalham para que possam sobreviver.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, por-
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de opo- que (=para que),
sição, de compensação. Ex. Estudei, mas não entendi nada.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contu- - PROPORCIONAIS
do, todavia, no entanto, entretanto. Principais conjunções proporcionais: à medida que,
quanto mais, ao passo que, à proporção que.
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância. À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
- TEMPORAIS
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora,
Principais conjunções temporais: quando, enquanto,
quer...quer, já...já.
logo que.
Quando eu sair, vou passar na locadora.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às ora-
ções. Ex. Estudei muito, por isso mereço passar.
Diferença entre orações causais e explicativas
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais
(OSA) e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos de-
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. paramos com a dúvida de como distinguir uma oração
É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá causal de uma explicativa. Veja os exemplos:
fora. 1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (an- atropelado”:
tes do verbo), porquanto. a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificati-
va ou uma explicação do fato expresso na oração anterior.
Conjunções subordinativas b) As orações são coordenadas e, por isso, independen-
tes uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as ora-
- CAUSAIS ções que vêm marcadas por vírgula.
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
uma vez que, como (= porque). Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Ora-
Ele não fez o trabalho porque não tem livro. ção Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela
será explicativa.
- COMPARATIVAS Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo im-
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão... perativo)
como, mais...do que, menos...do que. 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra ci-
Ela fala mais que um papagaio. dade porque não havia cemitério no local.”
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordina-
- CONCESSIVAS da (parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-la é
mesmo que, apesar de, se bem que. colocá-la no início do período, introduzida pela conjunção
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
fato inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de os mortos em outra cidade.
estar cansada) b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
Apesar de ter chovido fui ao cinema. dependentes uma da outra.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Interjeição 2) Sintetizar uma frase apelativa


Cuidado! Saia da minha frente.
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções, As interjeições podem ser formadas por:
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre - simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
o interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento - palavras: Oba!, Olá!, Claro!
sem que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas - grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!,
linguísticas mais elaboradas. Observe o exemplo: Ora bolas!
Droga! Preste atenção quando eu estou falando! A ideia expressa pela interjeição depende muitas ve-
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. zes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode
Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga! Ele poderia ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido. Por
ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou sim- exemplo:
plesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga! Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contra-
As sentenças da língua costumam se organizar de for- riedade)
ma lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
os distribui em posições adequadas a cada um deles. As in-
terjeições, por outro lado, são uma espécie de “palavra-fra- Classificação das Interjeições
se”, ou seja, há uma ideia expressa por uma palavra (ou um
conjunto de palavras - locução interjetiva) que poderia ser Comumente, as interjeições expressam sentido de:
colocada em termos de uma sentença. Veja os exemplos: - Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Bravo! Bis! Atenção!, Olha!, Alerta!
bravo e bis: interjeição = sentença (sugestão): “Foi mui- - Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
to bom! Repitam!” - Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé... ai: interjeição = senten- - Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
ça (sugestão): “Isso está doendo!” ou “Estou com dor!” - Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!,
Eia!, Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em - Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!,
que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como Boa!
são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um - Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação - Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!,
particular, um momento ou um contexto específico. Exem- Safa!, Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!,
plos: Ora!
Ah, como eu queria voltar a ser criança! - Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição - Desculpa: Perdão!
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! - Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição Oh!, Eh!
O significado das interjeições está vinculado à maneira - Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!,
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que Epa!, Ora!
dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contex- - Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!,
to de enunciação. Exemplos: Quê!, Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!,
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expres- Hein?, Cruz!, Putz!
são na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te - Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!,
chamando! Ei, espere!” Raios!, Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
Psiu! = contexto: alguém pronunciando essa expressão - Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
em um hospital; significado da interjeição (sugestão): “Por - Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
favor, faça silêncio!” Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio! me, Deus!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia - Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte! - Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções: Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto
é, não sofrem variação em gênero, número e grau como
1) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, os nomes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto
tristeza, dor, etc. e voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
Você faz o que no Brasil? gumas interjeições sofrem variação em grau. Deve-se ter
Eu? Eu negocio com madeiras. claro, neste caso, que não se trata de um processo natural
Ah, deve ser muito interessante. dessa classe de palavra, mas tão só uma variação que a
linguagem afetiva permite. Exemplos: oizinho, bravíssimo,
até loguinho.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Locução Interjetiva Numeral

Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma ex- Numeral é a palavra que indica os seres em termos nu-
pressão com sentido de interjeição. Por exemplo : Ora bo- méricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
las! Quem me dera! Virgem Maria! Meu Deus! Ó em determinada sequência.
de casa! Ai de mim! Valha-me Deus! Graças a Deus! Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
Alto lá! Muito bem! [quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
Observações: Eu quero café duplo, e você?
- As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. ...[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
Por exemplo: Ué! = Eu não esperava por essa!, Perdão! = A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
Peço-lhe que me desculpe. ...[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência
- Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o de “fila”]
seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que
gramaticais podem aparecer como interjeições. os números indicam em relação aos seres. Assim, quando
Viva! Basta! (Verbos) a expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se
Fora! Francamente! (Advérbios) trata de numerais, mas sim de algarismos.
- A interjeição pode ser considerada uma “palavra-fra- Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
se” porque sozinha pode constituir uma mensagem. Ex.: ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala-
Socorro!, Ajudem-me!, Silêncio!, Fique quieto! vras consideradas numerais porque denotam quantidade,
proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, dú-
- Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitati- zia, par, ambos(as), novena.
vas, que exprimem ruídos e vozes. Ex.: Pum! Miau! Bumba!
Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. Classificação dos Numerais

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número bá-


- Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com
sico: um, dois, cem mil, etc.
a sua homônima “oh!”, que exprime admiração, alegria,
tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série
e não a fazemos depois do “ó” vocativo.
dada: primeiro, segundo, centésimo, etc.
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!” (Olavo Bilac)
Oh! a jornada negra!” (Olavo Bilac)
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a di-
- Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
visão dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas
no diminutivo ou no superlativo: Calminha! Adeusinho! Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Obrigadinho! seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumenta-
da: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Interjeições, leitura e produção de textos
Leitura dos Numerais
Usadas com muita frequência na língua falada informal,
quando empregadas na língua escrita, as interjeições cos- Separando os números em centenas, de trás para frente,
tumam conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquiali- obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
dade. Além disso, elas podem muitas vezes indicar traços início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjun-
pessoais do falante - como a escassez de vocabulário, o tos usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
temperamento agressivo ou dócil, até mesmo a origem 1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e
geográfica. É nos textos narrativos - particularmente nos vinte e seis.
diálogos - que comumente se faz uso das interjeições com 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
o objetivo de caracterizar personagens e, também, graças à
sua natureza sintética, agilizar as falas. Natureza sintética e Flexão dos numerais
conteúdo mais emocional do que racional fazem das inter-
jeições presença constante nos textos publicitários. Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du-
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ zentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatro-
morf89.php centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam
em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais
são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço e con-
seguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas do
medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
partes
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de senti-
do. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

Emprego dos Numerais

*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são lar-
gamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
comunitárias de seu bairro.
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

Preposição

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normal-
mente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.

Tipos de Preposição

1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com, contra,
de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.

2. Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições: como, durante,
exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.

3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas:
abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

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LÍNGUA PORTUGUESA

A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto Dicas sobre preposição


pode unir-se a outras palavras e assim estabelecer concor-
dância em gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por 1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome
+ a = pela. pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a”
Vale ressaltar que essa concordância não é caracterís- seja um artigo, virá precedendo um substantivo. Ele servirá
tica da preposição, mas das palavras às quais ela se une. para determiná-lo como um substantivo singular e femi-
Esse processo de junção de uma preposição com outra nino.
palavra pode se dar a partir de dois processos: A dona da casa não quis nos atender.
Como posso fazer a Joana concordar comigo?
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. - Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
preposição a + artigos definidos o, os termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
a + o = ao Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
preposição a + advérbio onde Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para pro-
a + onde = aonde curar um tratamento adequado.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
Preposição + Artigos
lugar e/ou a função de um substantivo.
De + o(s) = do(s)
Temos Maria como parte da família. / Nós a temos como
De + a(s) = da(s)
De + um = dum parte da família
De + uns = duns Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
De + uma = duma Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
De + umas = dumas
Em + o(s) = no(s) 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio
Em + a(s) = na(s) das preposições:
Em + um = num Destino = Irei para casa.
Em + uma = numa Modo = Chegou em casa aos gritos.
Em + uns = nuns Lugar = Vou ficar em casa;
Em + umas = numas Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
A + à(s) = à(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Por + o = pelo(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
Por + a = pela(s) Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o tra-
Preposição + Pronomes tamento.
De + ele(s) = dele(s) Instrumento = Escreveu a lápis.
De + ela(s) = dela(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + este(s) = deste(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + esta(s) = desta(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + esse(s) = desse(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + essa(s) = dessa(s) Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
De + aquele(s) = daquele(s) Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
De + aquela(s) = daquela(s) Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
De + isto = disto Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
De + isso = disso
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
De + aquilo = daquilo
Fonte:
De + aqui = daqui
http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/
De + aí = daí
De + ali = dali
De + outro = doutro(s) Pronome
De + outra = doutra(s)
Em + este(s) = neste(s) Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou
Em + esta(s) = nesta(s) a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o
Em + esse(s) = nesse(s) de alguma forma.
Em + aquele(s) = naquele(s)
Em + aquela(s) = naquela(s) A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
Em + isto = nisto [substituição do nome]
Em + isso = nisso
Em + aquilo = naquilo A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
A + aquele(s) = àquele(s) [referência ao nome]
A + aquela(s) = àquela(s) Essa moça morava nos meus sonhos!
A + aquilo = àquilo [qualificação do nome]

43
LÍNGUA PORTUGUESA

Grande parte dos pronomes não possuem significados Os pronomes retos apresentam flexão de número, gêne-
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro ro (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a prin-
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên- cipal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos forma, o quadro dos pronomes retos é assim configurado:
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro- - 1ª pessoa do singular: eu
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes - 2ª pessoa do singular: tu
têm por função principal apontar para as pessoas do dis- - 3ª pessoa do singular: ele, ela
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação - 1ª pessoa do plural: nós
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, - 2ª pessoa do plural: vós
os pronomes apresentam uma forma específica para cada - 3ª pessoa do plural: eles, elas
pessoa do discurso.
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. Atenção: esses pronomes não costumam ser usados
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] como complementos verbais na língua-padrão. Frases como
“Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se na língua formal escrita ou falada. Na língua formal, devem
fala] ser usados os pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na
rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem Obs.: frequentemente observamos a omissão do prono-
se fala] me reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as pró-
prias formas verbais marcam, através de suas desinências,
as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras boa viagem. (Nós)
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme-
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência Pronome Oblíquo
através do pronome seja coerente em termos de gênero
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen-
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
tença, exerce a função de complemento verbal (objeto dire-
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado.
to ou indireto) ou complemento nominal.
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos-
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
sa escola neste ano.
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma va-
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
riante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica
adequada]
a função diversa que eles desempenham na oração: prono-
[neste: pronome que determina “ano” = concordância
me reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca
adequada] o complemento da oração.
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor- Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
dância inadequada] a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou
tônicos.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. Pronome Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
Pronomes Pessoais são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica
fraca: Ele me deu um presente.
São aqueles que substituem os substantivos, indicando O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con-
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve figurado:
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, - 1ª pessoa do singular (eu): me
“vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e - 2ª pessoa do singular (tu): te
“ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
ou às pessoas de quem fala. - 1ª pessoa do plural (nós): nos
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- - 2ª pessoa do plural (vós): vos
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
ou do caso oblíquo.
Observações:
Pronome Reto O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se apre-
senta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen- pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompa-
tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. nhar diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce
Nós lhe ofertamos flores. sempre a função de objeto indireto na oração.

44
LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos Atenção: Há construções em que a preposição, apesar
diretos como objetos indiretos. de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o
objetos diretos. verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pro-
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combi- nome, deverá ser do caso reto.
nar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; Não vá sem eu mandar.
no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Obser-
ve o uso dessas formas nos exemplos que seguem: - A combinação da preposição “com” e alguns prono-
- Trouxeste o pacote? mes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
- Sim, entreguei-to ainda há pouco. conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos fre-
- Não contaram a novidade a vocês? quentemente exercem a função de adjunto adverbial de
- Não, no-la contaram. companhia.
No português do Brasil, essas combinações não são Ele carregava o documento consigo.
usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
é muito raro. por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais
são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas todos, ambos ou algum numeral.
especiais depois de certas terminações verbais. Quando o Você terá de viajar com nós todos.
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma Estávamos com vós outros quando chegaram as más no-
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal tícias.
é suprimida. Por exemplo: Ele disse que iria com nós três.
fiz + o = fi-lo
fazeis + o = fazei-lo Pronome Reflexivo
dizer + a = dizê-la
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome as- nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito
sume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo: da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação
viram + o: viram-no
expressa pelo verbo.
repõe + os = repõe-nos
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
retém + a: retém-na
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tem + as = tem-nas
Eu não me vanglorio disso.
Pronome Oblíquo Tônico
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com.
Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de Assim tu te prejudicas.
objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte. Conhece a ti mesmo.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim con-
figurado: - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo Guilherme já se preparou.
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo Ela deu a si um presente.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco - 1ª pessoa do plural (nós): nos.
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco Lavamo-nos no rio.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tô- Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As - 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.
- As preposições essenciais introduzem sempre pro-
nomes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do A Segunda Pessoa Indireta
caso reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso
da língua formal, os pronomes costumam ser usados des- A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se
ta forma: quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem
Não há mais nada entre mim e ti. nosso interlocutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados prono-
Não há nenhuma acusação contra mim. mes de tratamento, que podem ser observados no quadro
Não vá sem mim. seguinte:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação
à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratar-
mos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado suposta-
mente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na
3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)

Pronomes Possessivos

São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa pos-
suída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

NÚMERO PESSOA PRONOME


singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)

Note que: A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento difícil.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observações: No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar refere ao ano presente.
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
seu José. refere a um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam pos- está se referindo a um passado distante.
se. Podem ter outros empregos, como:
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
invariáveis, observe:
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
anos. la(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem lá
seus defeitos, mas eu gosto muito dela. - Também aparecem como pronomes demonstrativos:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
trouxe sua mensagem? Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela
que te indiquei.)
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi- - mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas que
vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e o procuraram ontem.
anotações. - próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram
o problema.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblí- - semelhante(s): Não compre semelhante livro.
quos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-lhe - tal, tais: Tal era a solução para o problema.
os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Note que:
Pronomes Demonstrativos
- Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
Os pronomes demonstrativos são utilizados para expli-
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
citar a posição de uma certa palavra em relação a outras
salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela,
ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de
essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. Des-
espaço, no tempo ou discurso.
frutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
No espaço:
- O pronome demonstrativo neutro ou pode represen-
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o
tar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso
carro está perto da pessoa que fala.
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o em que aparece, geralmente, como objeto direto, predi-
carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da cativo ou aposto: O casamento seria um desastre. Todos o
pessoa que fala. pressentiam.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que - Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo
quem falo. fazer, chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que
faz as vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo ela o fizesse.
quanto por meio de correspondência, que é uma moda- - Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa
lidade escrita de fala), são particularmente importantes o mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em
este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram
emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este
pode causar ambiguidade. solteiro, aquele casado]
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da univer- - O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
sidade destinatária). irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Reafirmamos a disposição desta universidade em partici- - Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em
par no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universida- com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta,
de que envia a mensagem). disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no
= naquilo)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronomes Indefinidos Indefinidos Sistemáticos

São palavras que se referem à terceira pessoa do dis- Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, per-
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando cebemos que existem alguns grupos que criam oposição
quantidade indeterminada. de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sen-
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém tido afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido
-plantadas. negativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmati-
va, e nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa;
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa alguém/ninguém, que se referem à pessoa, e algo/nada,
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma que se referem à coisa; certo, que particulariza, e qualquer,
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- que generaliza.
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- Essas oposições de sentido são muito importantes na
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu- vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin- pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações
guém, outrem, quem, tudo. de que fazem parte:
Algo o incomoda? Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
Quem avisa amigo é. prático.
Czrávamos no exterior.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser - Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade lavras:
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). - como (= pelo qual): Não me parece correto o modo
Cada povo tem seus costumes. como você agiu semana passada.
Certas pessoas exercem várias profissões. - quando (= em que): Bons eram os tempos quando po-
díamos jogar videogame.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, - Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
ora pronomes indefinidos adjetivos: numa só frase.
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), O futebol é um esporte.
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, O povo gosta muito deste esporte.
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. - Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
Menos palavras e mais ações. ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
Alguns se contentam pouco. gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
riáveis e invariáveis. Observe: Pronomes Interrogativos

Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne- referem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual
algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, (e variações), quanto (e variações).
outras, quantas. Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
algo, cada. preferes.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quan-
São locuções pronominais indefinidas: tos passageiros desembarcaram.

cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), Sobre os pronomes:
quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele
(que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
uma ou outra, etc. de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
Cada um escolheu o vinho desejado. quando desempenha função de complemento. Vamos en-
tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na
frase e que função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
lhe ajudar.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” - Preposição seguida de gerúndio:


exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” indicado à pesquisa escolar.
exercendo função de complemento, e, consequentemente,
é do caso oblíquo. - Conjunção subordinativa:
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se Ênclise
devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta
Importante: Em observação à segunda oração, o em- não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos áto-
prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do ver- nos. A ênclise vai acontecer quando:
bo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo Amem-se uns aos outros.
principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio. Sigam-me e não terão derrotas.
Eu desejo lhe perguntar algo. - O verbo iniciar a oração:
Eu estou perguntando-lhe algo. Diga-lhe que está tudo bem.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou Chamaram-me para ser sócio.
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
diferentemente dos segundos que são sempre precedidos - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da pre-
de preposição. posição “a”:
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
estava fazendo. Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o
que eu estava fazendo. - O verbo estiver no gerúndio:
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreo-
Colocação Pronominal cupada.
Despediu-se, beijando-me a face.
A colocação pronominal é a posição que os pronomes
pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no
me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. mesmo instante.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
na oração em relação ao verbo:
1. próclise: pronome antes do verbo Mesóclise
2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado
no futuro do presente ou no futuro do pretérito:
Próclise A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela
se realizará)
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
- Palavras com sentido negativo: proposta a você)
Nada me faz querer sair dessa cama.
Não se trata de nenhuma novidade. Questões sobre Pronome
- Advérbios:
Nesta casa se fala alemão. 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012).
Naquele dia me falaram que a professora não veio. Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
está claro até onde pode realmente chegar uma política ba-
- Pronomes relativos: seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono
e da água faça em si diferença, as companhias não podem
- Pronomes indefinidos: suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por
Quem me disse isso? tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto,
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém
encontrou até agora uma maneira de quantificar adequada-
- Pronomes demonstrativos: mente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas
Isso me deixa muito feliz! de crescimento verde sempre será a segunda opção.
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, re- (D) O homem se indignou quando propuseram-lhe que
ferem- -se, respectivamente, a abrisse a bolsa que encontrara.
(A) dúvidas e preços. (E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma ten-
(B) dúvidas e insumos básicos. dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
(C) companhias e insumos básicos.
(D) companhias e preços do carbono e da água. 07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013).
(E) políticas de crescimento e preços adequados. Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ-
tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- prazo.
adap.). Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho gri- Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta
fado está corretamente substituído por um pronome em: e respectivamente, considerando a norma culta da língua.
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo A) a que … acaba … à
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo- B) com que … acabam … à
lhes desalentado C) de que … acabam … a
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de D) em que … acaba … a
conhecê-lo? E) dos quais … acaba … à
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não
parecia ser-lhe 08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP – 2013-
E) incomodaram o general... − incomodaram-no adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e res-
pectivamente, as lacunas do trecho.
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). ______alguns anos, num programa de televisão, uma jo-
A substituição do elemento grifado pelo pronome cor- vem fazia referência______ violência______ o brasileiro estava
respondente, com os necessários ajustes, foi realizada de sujeito de forma cômica.
modo INCORRETO em: A) Fazem... a ... de que
A) mostrando o rio= mostrando-o. B) Faz ...a ... que
C) Fazem ...à ... com que
B) como escolher sítio= como escolhê-lo.
D) Faz ...à ... que
C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes.
E) Faz ...à ... a que
D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam = nada
lhes acrescentariam.
09. (TRF 3ª região- Técnico Judiciário - /2014)
E) viu uma dessas marcas= viu uma delas.
As sereias então devoravam impiedosamente os tripu-
lantes.
04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale a
... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a cabe-
alternativa em que o pronome destacado está posicionado ça...
de acordo com a norma-padrão da língua. ... e fez de tudo para convencer os tripulantes...
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta. Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
(B) A menina tinha distanciado-se muito da família. grifados acima foram corretamente substituídos por um
(C) A garota disse que perdeu-se dos pais. pronome, na ordem dada, em:
(D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha. (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
(E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança. (B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes
(C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2011). Assinale a alterna- (D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
tiva cujo emprego do pronome está em conformidade com (E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los
a norma padrão da língua.
(A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos. 10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013-
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está aba- adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos
lada. estabelecimentos felizmente comprovam os acontecimen-
(C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks. tos, e testemunhas vão ajudar a polícia na investigação.
(D) Conformado, se rendeu às punições. – de acordo com a norma-padrão, os pronomes que subs-
(E) Todos querem que combata-se a corrupção. tituem, corretamente, os termos em destaque são:
A) os comprovam … ajudá-la.
06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale B) os comprovam …ajudar-la.
a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de C) os comprovam … ajudar-lhe.
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
(A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que E) lhes comprovam … ajudá-la.
eles sejam sempre trazidos junto ao corpo.
(B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situa- GABARITO
ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
(C) Nos sentimos impotentes quando não conseguimos 01. C 02. E 03. C 04. D 05. C
restituir um objeto à pessoa que o perdeu. 06. A 07. C 08. E 09. A 10. A

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 9-)
devoravam - verbo terminado em “m” = pronome oblí-
1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primei- quo no/na (fizeram-na, colocaram-no)
ro, não está claro até onde pode realmente chegar uma impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto;
política baseada em melhorar a eficiência sem preços ade- “lhe” é para objeto indireto
quados para o carbono, a água e (na maioria dos países convencer - verbo transitivo direto = pede objeto direto;
pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos “lhe” é para objeto indireto
preços do carbono e da água faça em si diferença, as com- (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
panhias não podem suportar ter de pagar, de repente, di-
gamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer 10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabeleci-
preparação. Portanto, elas começam a usar preços-som- mentos felizmente comprovam os acontecimentos, e teste-
bra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- munhas vão ajudar a polícia na investigação.
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos. felizmente os comprovam ... ajudá-la
E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde (advérbio)
sempre será a segunda opção.
Substantivo
2-)
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Subs-
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los tantivo é a classe gramatical de palavras variáveis, as quais
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os denominam os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos,
desalentado os substantivos também nomeiam:
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
conhecê-las ? -sentimentos: raiva, amor...
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não -estados: alegria, tristeza...
parecia sê-lo -qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las
Morfossintaxe do substantivo
4-)
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em ge-
(B) A menina tinha se distanciado muito da família. ral exerce funções diretamente relacionadas com o verbo:
(C) A garota disse que se perdeu dos pais. atua como núcleo do sujeito, dos complementos verbais
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança (objeto direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ain-
da funcionar como núcleo do complemento nominal ou do
5-) aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do objeto ou
(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos. como núcleo do vocativo. Também encontramos substan-
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está aba- tivos como núcleos de adjuntos adnominais e de adjuntos
lada. adverbiais - quando essas funções são desempenhadas por
(D) Conformado, rendeu-se às punições. grupos de palavras.
(E) Todos querem que se combata a corrupção.
Classificação dos Substantivos
6-) 1- Substantivos Comuns e Próprios
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação
Observe a definição: s.f. 1: Povoação maior que vila, com
de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
muitas casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Bra-
(C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos
sil, toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma
restituir um objeto à pessoa que o perdeu. cidade (em oposição aos bairros).
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que
abrisse a bolsa que encontrara. Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma ten- edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada cidade.
dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino, ho-
produtos de que não necessitam e acabam tendo mem, mulher, país, cachorro.
de pagar tudo a prazo. Estamos voando para Barcelona.

8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma O substantivo Barcelona designa apenas um ser da es-
jovem fazia referência à violência a que o brasileiro pécie cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Pró-
estava sujeito de forma cômica. prio: é aquele que designa os seres de uma mesma espécie
Faz, no sentido de tempo passado = sempre no singular de forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2 - Substantivos Concretos e Abstratos Substantivo coletivo Conjunto de:


assembleia pessoas reunidas
LÂMPADA MALA alcateia lobos
acervo livros
Os substantivos lâmpada e mala designam seres com antologia trechos literários selecionados
existência própria, que são independentes de outros seres. arquipélago ilhas
São substantivos concretos. banda músicos
bando desordeiros ou malfeitores
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que banca examinadores
existe, independentemente de outros seres. batalhão soldados
Obs.: os substantivos concretos designam seres do cardume peixes
mundo real e do mundo imaginário. caravana viajantes peregrinos
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, cacho frutas
Brasília, etc. cáfila camelos
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas- cancioneiro canções, poesias líricas
ma, etc. colmeia abelhas
chusma gente, pessoas
Observe agora: concílio bispos
Beleza exposta congresso parlamentares, cientistas.
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. elenco atores de uma peça ou filme
esquadra navios de guerra
O substantivo beleza designa uma qualidade. enxoval roupas
falange soldados, anjos
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que fauna animais de uma região
dependem de outros para se manifestar ou existir. feixe lenha, capim
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser flora vegetais de uma região
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa frota navios mercantes, ônibus
ou coisa que seja bela. A beleza depende de outro ser para girândola fogos de artifício
se manifestar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo horda bandidos, invasores
abstrato. junta médicos, bois, credores, examinadores
Os substantivos abstratos designam estados, qualida- júri jurados
des, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser legião soldados, anjos, demônios
abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida (estado), leva presos, recrutas
rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade (sentimento). malta malfeitores ou desordeiros
manada búfalos, bois, elefantes,
3 - Substantivos Coletivos matilha cães de raça
molho chaves, verduras
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra multidão pessoas em geral
abelha, mais outra abelha. ninhada pintos
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. nuvem insetos (gafanhotos, mosquitos, etc.)
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. penca bananas, chaves
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne- pinacoteca pinturas, quadros
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, quadrilha ladrões, bandidos
mais outra abelha... ramalhete flores
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. rebanho ovelhas
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no sin- récua bestas de carga, cavalgadura
gular (enxame) para designar um conjunto de seres da repertório peças teatrais, obras musicais
mesma espécie (abelhas). réstia alhos ou cebolas
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. romanceiro poesias narrativas
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mes- revoada pássaros
mo estando no singular, designa um conjunto de seres da sínodo párocos
mesma espécie. talha lenha
tropa muares, soldados
turma estudantes, trabalhadores
vara porcos

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação dos Substantivos Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes

Substantivos Simples e Compostos Substantivos Biformes (= duas formas): ao indicar no-


mes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a relacionado ao sexo do ser, havendo, portanto, duas for-
terra. mas, uma para o masculino e outra para o feminino. Obser-
O substantivo chuva é formado por um único elemento ve: gato – gata, homem – mulher, poeta – poetisa, prefeito
ou radical. É um substantivo simples. - prefeita
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam
Substantivo Simples: é aquele formado por um único uma única forma, que serve tanto para o masculino quanto
elemento. para o feminino. Classificam-se em:
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos: a
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é composto. fêmea.
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pes-
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou soas: a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio,
mais elementos. Outros exemplos: beija-flor, passatempo. o ídolo, o indivíduo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pes-
Substantivos Primitivos e Derivados soas por meio do artigo: o colega e a colega, o doente e a
doente, o artista e a artista.
Meu limão meu limoeiro,
meu pé de jacarandá... Saiba que: Substantivos de origem grega terminados
em ema ou oma, são masculinos: o fonema, o poema, o
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de sistema, o sintoma, o teorema.
nenhum outro dentro de língua portuguesa. - Existem certos substantivos que, variando de gênero,
variam em seu significado: o rádio (aparelho receptor) e a
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de rádio (estação emissora) o capital (dinheiro) e a capital (ci-
nenhuma outra palavra da própria língua portuguesa. O dade)
substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
da palavra limão. Formação do Feminino dos Substantivos Biformes

Substantivo Derivado: é aquele que se origina de ou- - Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno -
tra palavra. aluna.
- Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
Flexão dos substantivos masculino: freguês - freguesa
- Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- três formas:
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
exemplo, pode sofrer variações para indicar: - troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
Plural: meninos Feminino: menina -troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Aumentativo: meninão Diminutivo: menininho
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão -
Flexão de Gênero sultana
- Substantivos terminados em -or:
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar - acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, há - troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao gênero
masculino os substantivos que podem vir precedidos dos - Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: cônsul
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: - consulesa / abade - abadessa / poeta - poetisa / duque -
O velho e o mar duquesa / conde - condessa / profeta - profetisa
Um Natal inesquecível - Substantivos que formam o feminino trocando o -e
Os reis da praia final por -a: elefante - elefanta

Pertencem ao gênero feminino os substantivos que po- - Substantivos que têm radicais diferentes no masculino
dem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
A história sem fim
Uma cidade sem passado - Substantivos que formam o feminino de maneira es-
As tartarugas ninjas pecial, isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré

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LÍNGUA PORTUGUESA

Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata, a
cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a libido,
Epicenos: a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
- São geralmente masculinos os substantivos de ori-
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
para indicar o masculino e o feminino. telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, o
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o traco-
para designar os dois sexos. Esses substantivos são cha- ma, o hematoma.
mados de epicenos. No caso dos epicenos, quando houver Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se palavras
macho e fêmea. Gênero dos Nomes de Cidades:
A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A histórica Ouro Preto.
Sobrecomuns:
A dinâmica São Paulo.
Entregue as crianças à natureza.
A acolhedora Porto Alegre.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo mas- Uma Londres imensa e triste.
culino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
o artigo nem um possível adjetivo permitem identificar o
sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja: Gênero e Significação:
A criança chorona chamava-se João.
A criança chorona chamava-se Maria. Muitos substantivos têm uma significação no masculi-
no e outra no feminino. Observe: o baliza (soldado que, que
Outros substantivos sobrecomuns: à frente da tropa, indica os movimentos que se deve realizar
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa em conjunto; o que vai à frente de um bloco carnavalesco,
criatura. manejando um bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de marca um limite ou proibição de trânsito), o cabeça (che-
Marcela faleceu fe), a cabeça (parte do corpo), o cisma (separação religiosa,
dissidência), a cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza
Comuns de Dois Gêneros: (a cor cinzenta), a cinza (resíduos de combustão), o capital
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. (dinheiro), a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a
coma (cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? coro), a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usa-
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma do na administração da crisma e de outros sacramentos), a
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. crisma (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a cura
A distinção de gênero pode ser feita através da análise (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe (vasta
do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substanti- planície de vegetação), o guia (pessoa que guia outras), a
vo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; um jovem guia (documento, pena grande das asas das aves), o gra-
- uma jovem; artista famoso - artista famosa; repórter fran- ma (unidade de peso), a grama (relva), o caixa (funcionário
cês - repórter francesa
da caixa), a caixa (recipiente, setor de pagamentos), o lente
- A palavra personagem é usada indistintamente nos
(professor), a lente (vidro de aumento), o moral (ânimo), a
dois gêneros.
moral (honestidade, bons costumes, ética), o nascente (lado
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada pre-
ferência pelo masculino: O menino descobriu nas nuvens os onde nasce o Sol), a nascente (a fonte), o maria-fumaça
personagens dos contos de carochinha. (trem como locomotiva a vapor), maria-fumaça (locomoti-
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: va movida a vapor), o pala (poncho), a pala (parte anterior
O problema está nas mulheres de mais idade, que não acei- do boné ou quepe, anteparo), o rádio (aparelho receptor), a
tam a personagem. rádio (estação emissora), o voga (remador), a voga (moda,
popularidade).
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte. Flexão de Número do Substantivo
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
Em português, há dois números gramaticais: o singular,
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, que
(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o indica mais de um ser ou grupo de seres. A característica
maracajá, o clã, o hosana, o herpes, o pijama, o suéter, o do plural é o “s” final.
soprano, o proclama, o pernoite, o púbis.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Plural dos Substantivos Simples - Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
- Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per-
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – feitos
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural). Exceção: cânon adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
- cânones. numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
- Os substantivos terminados em “m” fazem o plural
em “ns”: homem - homens. - Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plu- formados de:
ral pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raí- verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
zes. palavra invariável + palavra variável = alto-falante e
Atenção: O plural de caráter é caracteres. alto- -falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
- Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexio-
nam-se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quin- - Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
tais; caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e ma- formados de:
les, cônsul e cônsules. substantivo + preposição clara + substantivo = água-
de-colônia e águas-de-colônia
- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de substantivo + preposição oculta + substantivo = cava-
duas maneiras: lo-vapor e cavalos-vapor
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis substantivo + substantivo que funciona como determi-
nante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, bomba
-relógio - bombas-relógio, notícia-bomba - notícias-bomba,
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas homem-rã - homens-rã, peixe-espada - peixes-espada.
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
- Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de - Permanecem invariáveis, quando formados de:
duas maneiras: verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os sa-
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o ca-rolhas
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Casos Especiais
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam inva- o louva-a-deus e os louva-a-deus
riáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. o bem-te-vi e os bem-te-vis
o bem-me-quer e os bem-me-queres
- Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural o joão-ninguém e os joões-ninguém.
de três maneiras.
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações Plural das Palavras Substantivadas
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
classes gramaticais usadas como substantivo, apresentam,
- Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: no plural, as flexões próprias dos substantivos.
o látex - os látex. Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
Plural dos Substantivos Compostos Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou
-A formação do plural dos substantivos compostos de- “z” não variam no plural: Nas provas mensais consegui mui-
pende da forma como são grafados, do tipo de palavras tos seis e alguns dez.
que formam o composto e da relação que estabelecem
entre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam- Plural dos Diminutivos
se como os substantivos simples: aguardente/aguarden-
tes, girassol/girassóis, pontapé/pontapés, malme- Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final
quer/malmequeres. e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
O plural dos substantivos compostos cujos elementos pãe(s) + zinhos = pãezinhos
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e animai(s) + zinhos = animaizinhos
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos

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LÍNGUA PORTUGUESA

colhere(s) + zinhas = colherezinhas Particularidades sobre o Número dos Substantivos


flore(s) + zinhas = florezinhas
mão(s) + zinhas = mãozinhas - Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o
papéi(s) + zinhos = papeizinhos norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas - Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
funi(s) + zinhos = funizinhos as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes.
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos - Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do sin-
pai(s) + zinhos = paizinhos gular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probidade, bom
pé(s) + zinhos = pezinhos nome) e honras (homenagem, títulos).
pé(s) + zitos = pezitos - Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
sentido de plural:
Plural dos Nomes Próprios Personativos Aqui morreu muito negro.
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas improvisadas.
sempre que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados. Flexão de Grau do Substantivo
As Raquéis e Esteres.
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
Plural dos Substantivos Estrangeiros variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es- normal. Por exemplo: casa
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (exce- - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho
to quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts, os do ser. Classifica-se em:
jazz.
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjeti-
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acor- vo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
do com as regras de nossa língua: os clubes, os chopes, os
jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indica-
os réquiens. dor de aumento. Por exemplo: casarão.
Observe o exemplo:
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho
Este jogador faz gols toda vez que joga.
do ser. Pode ser:
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo
que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Plural com Mudança de Timbre
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indica-
dor de diminuição. Por exemplo: casinha.
Certos substantivos formam o plural com mudança de
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato Verbo
fonético chamado metafonia (plural metafônico).
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pes-
Singular Plural soa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
corpo (ô) corpos (ó) processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
esforço esforços ocorrência (nascer); desejo (querer).
fogo fogos O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os
forno fornos seus possíveis significados. Observe que palavras como cor-
fosso fossos rida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de
imposto impostos alguns verbos mencionados acima; não apresentam, porém,
olho olhos todas as possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
osso (ô) ossos (ó)
ovo ovos Estrutura das Formas Verbais
poço poços
porto portos Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
posto postos apresentar os seguintes elementos:
tijolo tijolos - Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am.
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol- (radical fal-)
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc. - Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
de molho (ó) = feixe (molho de lenha). São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (falar), 2ª
- Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática - I - (partir).

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Desinência modo-temporal: é o elemento que de- ** Todos os verbos que indicam fenômenos da natu-
signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: reza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar,
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói,
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) “Amanheci mal- -humorado”, usa-se o verbo “ama-
nhecer” em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal,
- Desinência número-pessoal: é o elemento que de- empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal
signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (sin- para ser pessoal.
gular ou plural):
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, ** São impessoais, ainda:
pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”,
apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc. tempo: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas-
fêmias.
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura 3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem re-
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento ferência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda,
tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai se, tais verbos, então, pessoais.
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende-
rão, nutriríamos. 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de
“ser possível”. Por exemplo:
Classificação dos Verbos Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
Classificam-se em:
* Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca al- plural.
terações no radical: canto cantei cantarei cantava A fruta amadureceu.
cantasse. As frutas amadureceram.
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera-
ções no radical ou nas desinências: faço fiz farei Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
fizesse. verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadu-
receu bastante.
- Defectivos: são aqueles que não apresentam con- Entre os unipessoais estão os verbos que significam vo-
jugação completa. Classificam-se em impessoais, unipes- zes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodilo,
soais e pessoais: cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor-
Os principais verbos unipessoais são:
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
principais verbos impessoais são:
(preciso, necessário, etc.):
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali-
bastante.)
zar-se ou fazer (em orações temporais).
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, segui-
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) dos da conjunção que.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo) fumar.)
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
Era primavera quando a conheci. Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Estava frio naquele dia. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.

57
LÍNGUA PORTUGUESA

* Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos contextos.

- verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de
sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de
formas verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento
e a popularização da informática, tem sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas
(particípio irregular). Observe:

INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR


Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais,
ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).

- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

58
LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

59
LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mes-
ma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:

- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abs-
ter-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

60
LÍNGUA PORTUGUESA

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) Formas Nominais


tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for-
verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula mas que podem exercer funções de nomes (substantivo,
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas
com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de refor- nominais. Observe:
ço da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo.
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
respectivos pronomes): substantivo. Por exemplo:
Eu me arrependo Viver é lutar. (= vida é luta)
Tu te arrependes É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen-
Vós vos arrependeis te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por
Eles se arrependem exemplo:
É preciso ler este livro.
- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos Era preciso ter lido este livro.
em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o obje-
to representado por pronome oblíquo da mesma pessoa - Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três
do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
ele mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou tran- apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im-
sitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
pronomes mencionados, formando o que se chama voz 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava. 1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós)
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode 2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós)
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: 3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
Maria penteou-me.
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma
Observações: boa colocação.
- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem - Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo
função sintática. ou advérbio. Por exemplo:
- Há verbos que também são acompanhados de pro- Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de ad-
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente vérbio)
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos refle- Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de ad-
xivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa jetivo)
idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exem- Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em
plo: curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me plo:
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
Modos Verbais - Particípio: quando não é empregado na formação
dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis- nero, número e grau. Por exemplo:
tem três modos: Terminados os exames, os candidatos saíram.

Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu sem-


pre estudo. Quando o particípio exprime somente estado, sem ne-
nhuma relação temporal, assume verdadeiramente a fun-
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Tal- ção de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a alu-
vez eu estude amanhã. na escolhida para representar a escola.

Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda


agora, menino.

61
LÍNGUA PORTUGUESA

Tempos Verbais

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja:
1. Tempos do Indicativo

- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.

- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.

- Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele
estudou as lições ontem à noite.

- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha estudado as
lições quando os amigos chegaram. (forma composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. (forma simples).

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.

- Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se eu tivesse
dinheiro, viajaria nas férias.

2. Tempos do Subjuntivo

- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o
jogo.
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por
exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
loja, levará as encomendas.

Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

62
LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito mais-que-perfeito

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

Futuro do Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

63
LÍNGUA PORTUGUESA

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

64
LÍNGUA PORTUGUESA

Observações:

- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.

- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

Questões sobre Verbo

01. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - ASSISTENTE SOCIAL JUDICIÁRIO - VUNESP/2012) Assinale a
alternativa em que todos os verbos estão conjugados segundo a norma-padrão.
(A) Absteu-se do álcool durante anos; agora, voltou ao vício.
(B) Perderam seus documentos durante a viagem, mas já os reaveram.
(C) Avisem-me, se vocês verem que estão ocorrendo conflitos.
(D) Só haverá acordo se nós propormos uma boa indenização.
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos eletrônicos.

02. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014)


... e então percorriam as pouco povoadas estepes da Ásia Central até o mar Cáspio e além.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
(A) ... e de lá por navios que contornam a Índia...
(B) ... era a capital da China.
(C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
(D) ... dispararam na última década.
(E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chinesas...

03. (TRF - 2ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2012) O emprego, a grafia e a flexão dos verbos estão corretos em:
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty não prescindiram e não requiseram mais do que o esquecimento
e a passagem do tempo.
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge do es-
quecimento, em 1974.
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a importância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, sobreviram
longos anos de esquecimento.
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos atro-
pelos do turismo selvagem.
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para que obtesse, agora em definitivo, o prestígio de um polo turístico
de inegável valor histórico.

04. (TRF - 3ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014) Tinham seus prediletos ...
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado acima está em:
(A) Dumas consentiu.
(B) ... levaram com eles a instituição do “lector”.
(C) ... enquanto uma fileira de trabalhadores enrolam charutos...
(D) Despontava a nova capital mundial do Havana.
(E) ... que cedesse o nome de seu herói...

65
LÍNGUA PORTUGUESA

05.(Analista – Arquitetura – FCC – 2013-adap.). Está ade- 09. (PREFEITURA DE SÃO CARLOS/SP – ENGENHEIRO –
quada a correlação entre tempos e modos verbais na frase: ÁREA CIVIL – VUNESP/2011) Considere as frases:
A) Os que levariam a vida pensando apenas nos valores I. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara.
absolutos talvez façam melhor se pensassem no encanto II. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional
dos pequenos bons momentos. de 5,4 bilhões de reais por ano.
B) Há até quem queira saber quem fosse o maior ban- Assinale a alternativa que, respectivamente, substitui o
dido entre os que recebessem destaque nos popularescos verbo haver pelo verbo existir, conservando o tempo e o
programas da TV. modo.
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos- (A) Existe – existe
tam tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tenha (B) Existem – existirão
aspirações a ser metafísica. (C) Existirão – existirá
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levarem em (D) Existem – existirá
conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu- (E) Existiriam – existiria
par-se com os degraus da notoriedade.
E) Quanto mais aproveitássemos o que houvesse de 10. (MPE/PE – ANALISTA MINISTERIAL – FCC/2012)
grande nos momentos felizes, menos precisaríamos nos ... pois assim se via transportado de volta “à glória que foi
preocupar com conquistas superlativas. a Grécia e à grandeza que foi Roma”.
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
06. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – grifado acima está em:
FCC/2012) ...Ou pretendia. a) Poe certamente acreditava nisso...
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o b) Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de
grifado acima está em: casa...
a) ... ao que der ... c) ... ainda seja por nós obscuramente sentido como
b) ... virava a palavra pelo avesso ... verdadeiro, embora não de modo consciente.
c) Não teria graça ... d) ... como um legado que provê o fundamento de nos-
d) ... um conto que sai de um palíndromo ... sas sensibilidades.
e) ... como decidiu o seu destino de escritor. e) Seria ela efetivamente, para o poeta, uma encarnação
da princesa homérica?
07. (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) É importante
GABARITO
que a inserção da perspectiva da sustentabilidade na cultu-
ra empresarial, por meio das ações e projetos de Educação
01.E 02. B 03. D 04. D 05. E
Ambiental, esteja alinhada a esses conceitos.
06.B 07. E 08. C 09. D 10.B
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
verbo grifado na frase acima está em:
RESOLUÇÃO
(A) ... a Empresa desenvolve todas as suas ações, polí-
ticas...
1-) Correção à frente:
(B) ... as definições de Educação Ambiental são abran-
(A) Absteu-se = absteve-se
gentes... (B) mas já os reaveram = reouveram
(C) ... também se associa o Desenvolvimento Susten- (C) se vocês verem = virem
tável... (D) Só haverá acordo se nós propormos = propusermos
(D) ... e incorporou [...] também aspectos de desenvol- (E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos
vimento humano. eletrônicos.
(E)... e reforce a identidade das comunidades.
2-) Percorriam = Pretérito Imperfeito do Indicativo
08. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JA- A = contornam – presente do Indicativo
NEIRO – TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO EM BIBLIO- B = era = pretérito imperfeito do Indicativo
TECONOMIA – FGV PROJETOS /2014) Na frase “se você C = foi = pretérito perfeito do Indicativo
quiser ir mais longe”, a forma verbal empregada tem sua D = dispararam = pretérito mais-que-perfeito do Indi-
forma corretamente conjugada. A frase abaixo em que a cativo
forma verbal está ERRADA é E = acompanham = presente do Indicativo
(A) se você se opuser a esse desejo. 3-) Acrescentei as formas verbais adequadas nas ora-
(B) se você requerer este documento. ções analisadas:
(C) se você ver esse quadro. (A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty
(D) se você provier da China. não prescindiram e não requiseram (requereram) mais do
(E) se você se entretiver com o jogo. que o esquecimento e a passagem do tempo.
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge
(emerge) do esquecimento, em 1974.

66
LÍNGUA PORTUGUESA

(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor- I. Existem diversos projetos de lei em tramitação na Câ-
tância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, so- mara.
breviram (sobrevieram) longos anos de esquecimento. II. Caso a bondade seja aprovada, existirá custo adicio-
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando nal de 5,4 bilhões de reais por ano.
as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos Existem / existirá.
atropelos do turismo selvagem.
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para 10-) Foi = pretérito perfeito do Indicativo
que obtesse, (obtivesse) agora em definitivo, o prestígio de a) Poe certamente acreditava = pretérito imperfeito do
um polo turístico de inegável valor histórico. Indicativo
b) Se Grécia e Roma foram = pretérito perfeito do In-
4-)Tinham = pretérito imperfeito do Indicativo. Vamos dicativo
às alternativas: c) ... ainda seja = presente do Subjuntivo
Consentiu = pretérito perfeito / levaram = pretérito d) ... como um legado que provê = presente do Indi-
perfeito (e mais-que-perfeito) do Indicativo cativo
Despontava = pretérito imperfeito do Indicativo e) Seria = futuro do pretérito do Indicativo
Cedesse = pretérito do Subjuntivo
5-) Vozes do Verbo
A) Os que levam a vida pensando apenas nos valores
absolutos talvez fariam melhor se pensassem no encanto Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para
dos pequenos bons momentos. indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da
B) Há até quem queira saber quem é o maior bandido ação. São três as vozes verbais:
entre os que recebem destaque nos popularescos progra-
mas da TV. - Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos- expressa pelo verbo. Por exemplo:
tem tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tem Ele fez o trabalho.
aspirações a ser metafísica. sujeito agente ação objeto (paciente)
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levassem em
conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu-
- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a
par-se com os degraus da notoriedade.
ação expressa pelo verbo. Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
6-) Pretendia = pretérito imperfeito do Indicativo
sujeito paciente ação agente da pas-
a) ... ao que der ... = futuro do Subjuntivo
siva
b) ... virava = pretérito imperfeito do Indicativo
c) Não teria = futuro do pretérito do Indicativo
- Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agen-
d) ... um conto que sai = presente do Indicativo
te e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo:
e) ... como decidiu = pretérito perfeito do Indicativo
O menino feriu-se.
7-) O verbo “esteja” está no presente do Subjuntivo.
(A) ... a Empresa desenvolve = presente do Indicativo Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com
(B) ... as definições de Educação Ambiental são = pre- a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao
sente do Indicativo outro)
(C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
vel... = presente do Indicativo Formação da Voz Passiva
(D) ... e incorporou [...] = pretérito perfeito do Indicativo
(E)... e reforce a identidade das comunidades. = presen- A voz passiva pode ser formada por dois processos:
te do Subjuntivo. analítico e sintético.
8-)
(A) se você se opuser a esse desejo. 1- Voz Passiva Analítica
(B) se você requerer este documento.
(C) se você ver esse quadro.= se você vir Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio
(D) se você provier da China. do verbo principal. Por exemplo:
(E) se você se entretiver com o jogo. A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.
9-) Há = presente do Indicativo / haverá = futuro do
presente do indicativo. Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado
Ao substituirmos pelo verbo “existir”, lembremo-nos de da preposição por, mas pode ocorrer a construção com
que esse sofrerá flexão de número (irá para o plural, caso a preposição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de sol-
seja necessário): dados.

67
LÍNGUA PORTUGUESA

- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não - Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos.
esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã. Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos
- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar mestres.
(SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma-
ção das frases seguintes: - Eu o acompanharei.
a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo) Ele será acompanhado por mim.
O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indi-
cativo) Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado,
não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo:
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
Saiba que:
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) - Aos verbos que não são ativos nem passivos ou reflexi-
- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume vos, são chamados neutros.
o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa. O vinho é bom.
Observe a transformação da frase seguinte: Aqui chove muito.
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) - Há formas passivas com sentido ativo:
É chegada a hora. (= Chegou a hora.)
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.)
analítica com outros verbos que podem eventualmente És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou)
funcionar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou mar-
cada pela doença. - Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo:
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas)
2- Voz Passiva Sintética Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)

A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com - Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE. cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o su-
Por exemplo: jeito é paciente.
Abriram-se as inscrições para o concurso. Chamo-me Luís.
Destruiu-se o velho prédio da escola. Batizei-me na Igreja do Carmo.
Operou-se de hérnia.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva Vacinaram-se contra a gripe.
sintética.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la- morf54.php
tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem Questões sobre Vozes dos Verbos
o significado de voz passiva como sendo a voz que expres-
sa a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois 01. (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) A frase
elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE que admite transposição para a voz passiva é:
e AGENTE DA PASSIVA. (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma gran-
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva de diversidade de fenômenos.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da sociedade,
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs- a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
tancialmente o sentido da frase. (D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido e
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa) da falsa consciência.
Sujeito da Ativa objeto Direto
02. (TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) ... a Co-
A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Pas- reia do Norte interrompeu comunicações com o vizinho ...
siva) Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma ver-
Sujeito da Passiva Agente da Passiva bal corretamente obtida é:
a) tinha interrompido.
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o b) foram interrompidas.
sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo c) fora interrompido.
assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo. d) haviam sido interrompidas.
Observe mais exemplos: e) haveriam de ser interrompidas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

03. (FCC-TRE-Analista Judiciário – 2011) Transpondo-se 08.(GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PRO-
para a voz passiva a frase Hoje a autoria institucional en- CON – ADVOGADO – CEPERJ/2012) “todos que são impac-
frenta séria concorrência dos autores anônimos, obter-se-á tados pelas mídias de massa”
a seguinte forma verbal: O fragmento transcrito acima apresenta uma constru-
(A) são enfrentados. ção na voz passiva do verbo. Outro exemplo de voz passiva
(B) tem enfrentado. encontra-se em:
(C) tem sido enfrentada. A) “As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões
(D) têm sido enfrentados. de compra de uma família”
(E) é enfrentada. B) “A publicidade na TV é a principal ferramenta do
mercado para a persuasão do público infantil”
04. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO – C) “evidenciaram outros fatores que influenciam as
FCC/2012) Para o Brasil, o fundamental é que, ao exercer a crianças brasileiras nas práticas de consumo.”
responsabilidade de proteger pela via militar, a comunida- D) “Elas são assediadas pelo mercado”
de internacional [...] observe outro preceito ... E) “valores distorcidos são de fato um problema de or-
Transpondo-se o segmento grifado acima para a voz dem ética”
passiva, a forma verbal resultante será:
a) é observado. 09. (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – CASA CI-
b) seja observado. VIL – EXECUTIVO PÚBLICO – FCC/2010) Transpondo a frase
c) ser observado. o diretor estava promovendo seu filme para a voz passiva,
d) é observada. obtém-se corretamente o seguinte segmento:
e) for observado. (A) tinha recebido promoção.
(B) estaria sendo promovido.
05. (Analista de Procuradoria – FCC – 2013-adap) Trans- (C) fizera a promoção.
pondo- -se para a voz passiva a frase O poeta teria (D) estava sendo promovido.
aberto um diálogo entre as duas partes, a forma verbal re- (E) havia sido promovido.
sultante será:
A) fora aberto. 10. -) (MPE/PE – ANALISTA MINISTERIAL – FCC/2012)
B) abriria. Da sede do poder no Brasil holandês, Marcgrave acompa-
C) teria sido aberto. nhou e anotou, sempre sozinho, alguns fenômenos celestes,
D) teriam sido abertas. sobretudo eclipses lunares e solares.
E) foi aberto.
Ao transpor-se a frase acima para a voz passiva, as for-
06.(SEE/SP – PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II E PRO- mas verbais resultantes serão:
FESSOR II – LÍNGUA PORTUGUESA - FCC/2011) ...permite a) eram anotados e acompanhados.
que os criadores tomem atitudes quando a proliferação b) fora anotado e acompanhado.
de algas tóxicas ameaça os peixes. c) foram anotados e acompanhados.
A transposição para a voz passiva da oração grifada d) anota-se e acompanha-se.
acima teria, de acordo com a norma culta, como forma e) foi anotado e acompanhado.
verbal resultante:
(A) ameaçavam. GABARITO
(B) foram ameaçadas.
(C) ameaçarem. 01. B 02.B 03. E 04.B 05. C
(D) estiver sendo ameaçada. 06. E 07. D 08. D 09.D 10.C
(E) forem ameaçados.
RESOLUÇÃO
07. (INFRAERO – ENGENHEIRO SANITARISTA –
FCC/2011) Transpondo-se para a voz passiva a frase Um 1-)
figurante pode obscurecer a atuação de um protagonista, a (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado.
forma verbal obtida será: (B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
(A) pode ser obscurecido. grande diversidade de fenômenos.
(B) obscurecerá. - Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
(C) pode ter obscurecido. explicada pelo conceito...
(D) pode ser obscurecida. (C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
(E) será obscurecida. de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
e da falsa consciência.

69
LÍNGUA PORTUGUESA

2-) ... a Coreia do Norte interrompeu comunicações


com o vizinho = voz ativa com um verbo, então a passiva SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO;
terá dois: comunicações com o vizinho foram interrompi-
das pela Coreia...

3-) Hoje a autoria institucional enfrenta séria concor- O princípio é o verbo.


rência dos autores anônimos = Séria concorrência é en-
frentada pela autoria... Essa é a premissa fundamental da Sintaxe, que é a parte
da gramática que estuda as palavras enquanto elementos
4-) a comunidade internacional [...] observe outro pre- de uma frase, as suas relações de concordância, de subor-
ceito = se na voz ativa temos um verbo, na passiva tere- dinação e de ordem. Significa que, ao se realizar a análise
mos dois: outro preceito seja observado. sintática de uma oração, sempre se inicia pelo verbo. É a
partir dele que se descobre qual o sujeito da oração, se há a
5-) O poeta teria aberto um diálogo entre as duas par- indicação de qualidade, estado ou modo de ser do sujeito,
tes = Um diálogo teria sido aberto... se ele pratica uma ação ou se a sofre, se há complemento
verbal, se há circunstância (adjunto adverbial), etc.
6-) Quando a proliferação ameaça os peixes = voz ativa Nem sempre o verbo se apresenta sozinho em uma ora-
Quando os peixes forem ameaçados pela proliferação... ção. Em muitos casos, surgem dois ou mais verbos juntos,
= voz passiva para indicar que se pratica ou se sofre uma ação, ou que o
sujeito possui uma qualidade. A essa junção, dá-se o nome de
7-) Um figurante pode obscurecer a atuação de um locução verbal. Toda locução verbal é formada por um verbo
protagonista. auxiliar (ou mais de um) e um verbo principal (somente um).
Se na voz ativa temos um verbo, na passiva teremos O verbo auxiliar é o que se relaciona com o sujeito,
dois; se na ativa temos dois, na passiva teremos três. Então: por isso concorda com este, ou seja, se o sujeito estiver
A atuação de um protagonista pode ser obscurecida por no singular, o verbo auxiliar também ficará no singular; se
um figurante. o sujeito estiver no plural, o verbo auxiliar também ficará
no plural. Na Língua Portuguesa os verbos auxiliares são os
8-) seguintes: ser, estar, ter, haver, dever, poder, ir, dentre outros.
O verbo principal é o que indica se o sujeito possui uma
A) “As crianças brasileiras influenciam 80% das deci-
qualidade, se ele pratica uma ação ou se a sofre. É o mais
sões de compra de uma família” = voz ativa
importante da locução. Na Língua Portuguesa, o verbo
B) “A publicidade na TV é a principal ferramenta do
principal surge sempre no infinitivo (terminado em –ar, -er,
mercado para a persuasão do público infantil” = ativa (ver-
ou –ir), no gerúndio (terminado em –ndo) ou no particípio
bo de ligação); não dá para passar para a passiva
(terminado em –ado ou –ido, dentre outras terminações).
C) “evidenciaram outros fatores que influenciam as
Veja alguns exemplos de locuções verbais:
crianças brasileiras nas práticas de consumo.” = ativa
Os funcionários FORAM CONVOCADOS pelo diretor.
D) “Elas são assediadas pelo mercado” = voz passiva (aux.: SER; princ.: CONVOCAR)
E) “valores distorcidos são de fato um problema de or- Os estudantes ESTÃO RESPONDENDO às questões.
dem ética” = ativa (verbo de ligação); não dá para passar (aux.: ESTAR; princ.: RESPONDER)
para a passiva Os trabalhadores TÊM ENFRENTADO muitos proble-
9-) o diretor estava promovendo seu filme = dois ver- mas.(aux.: TER; princ.: ENFRENTAR)
bos na voz ativa, três na passiva: seu filme estava sendo O vereador HAVIA DENUNCIADO seus companheiros.
produzido. (aux.: HAVER; princ.: DENUNCIAR)
10-)Marcgrave acompanhou e anotou alguns fenô- Os alunos DEVEM ESTUDAR todos os dias. (aux.: DEVER;
menos celestes = voz ativa com um verbo (sem auxiliar!), princ.: ESTUDAR)
então na passiva teremos dois: alguns fenômenos foram
acompanhados e anotados por Marcgrave. Sujeito:

Para se descobrir qual o sujeito do verbo (ou da locu-


ção verbal), deve-se perguntar a ele (ou a ela) o seguinte:
Que(m) é que ..........? A resposta será o sujeito. Por exemplo,
analisemos a primeira frase dentre as apresentadas acima:
Os funcionários foram convocados pelo diretor.

O princípio é o verbo. Procura-se, portanto, o verbo: é


a locução verbal foram convocados. - - Pergunta-se a ela:
Que(m) é que foi convocado?
- Resposta: Os funcionários.
- O sujeito da oração, então, é o seguinte: os funcioná-
rios.

70
LÍNGUA PORTUGUESA

Encontrado o sujeito, parte-se para a análise do verbo: Observe, agora, esta frase: Quem dá aos pobres, empres-
Se ele indicar que o sujeito possui uma qualidade, um ta a Deus.
estado ou um modo de ser, sem praticar ação alguma, será Os verbos “dar” e “emprestar” são, aparentemente,
denominado de VERBO DE LIGAÇÃO. Os verbos de ligação transitivos diretos e indiretos, uma vez que se encaixam nas
mais comuns são os seguintes: ser, estar, parecer, ficar, per- frases Quem dá, dá algo a alguém e Quem empresta, em-
manecer e continuar. Não se esqueça, porém, de que só será presta algo a alguém. Ocorre, porém, que não há o “algo”.
verbo de ligação o que indicar qualidade, estado ou modo Quem dá o que aos pobres empresta o que a Deus? Não
de ser do sujeito, sem praticar ação alguma. Observe as se- aparece na oração; não há, portanto, o objeto direto. Como
guintes frases: não o há, os verbos não podem ser transitivos diretos e
O político continuou seu discurso mesmo com todas as indiretos, e sim somente transitivos indiretos.
vaias recebidas.
Continuar, nesta frase, não é de ligação já que não indica FONTE: http://www.gramaticaonline.com.br/texto/1231
qualidade do sujeito, e sim ação.
Questões sobre Análise Sintática
A professora estava na sala de aula.
Estar, nesta frase, não é de ligação já que não indica qua- 01. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os
lidade do sujeito, e sim fato. trabalhadores passaram mais tempo na escola...
A garota estava muito alegre. O segmento grifado acima possui a mesma função sin-
Estar é verbo de ligação porque indica qualidade do su- tática que o destacado em:
jeito. A) ...o que reduz a média de ganho da categoria.
Se o verbo indicar que o sujeito pratica uma ação, ou que B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
participa ativamente de um fato, será denominado de VER- C) O crescimento da escolaridade também foi impul-
BO INTRANSITIVO ou VERBO TRANSITIVO, de acordo com o sionado...
seguinte: D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé-
dio...
- Quem ............ , ................. : Todo verbo que se encaixar E) ...impulsionado pelo aumento do número de uni-
nessa frase será INTRANSITIVO. Por exemplo, o verbo correr: versidades...
Quem corre, corre.
- Quem ............ , ................. algo/alguém: Todo verbo que se 02.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013). Donos
encaixar nessa frase será TRANSITIVO DIRETO. Por exemplo, de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens [...],
o verbo comer: Quem come, come algo; ou o verbo amar: sabiam os paulistas como...
Quem ama, ama alguém. O segmento em destaque na frase acima exerce a mes-
ma função sintática que o elemento grifado em:
- Quem ............ , ................. + prep. + algo/alguém: Todo ver- A) Nas expedições breves serviam de balizas ou mos-
bo que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO INDIRETO. tradores para a volta.
Por exemplo, o verbo gostar: Quem gosta, gosta de algo ou B) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescenta-
de alguém. As preposições mais comuns são as seguintes: a, riam aqueles de considerável...
de, em, por, para, sem e com. C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o
sinal.
- Quem ............ , ................. algo/alguém + prep. + algo/al- D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer flores-
guém: Todo verbo que se encaixar nessa frase será TRANSITI- ta, podia significar uma pista.
VO DIRETO E INDIRETO - também denominado de BITRAN- E) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-
SITIVO. Por exemplo, o verbo mostrar: Quem mostra, mostra nos a vila de São Paulo como centro...
algo a alguém; ou o verbo informar: Quem informa, informa
alguém de algo ou Quem informa, informa algo a alguém. 03. Há complemento nominal em:
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada.
É importante salientar que um verbo só será TRANSITIVO B)... embora fosse quase certa a sua possibilidade de
se houver complemento (objeto direto ou objeto indireto). A ganhar a vida.
análise de um verbo depende, portanto, do ambiente sintá- C)Ela estava na janela do edifício.
tico em que ele se encontra. Um verbo que aparentemente D)... sem saber ao certo se gostávamos dele.
seja transitivo direto pode ser, na realidade, intransitivo, caso E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e mo-
não haja complemento. Por exemplo, observe a seguinte fra- cinho de cinema.
se:
O pior cego é aquele que não quer ver. 04. (ESPM-SP) Em “esta lhe deu cem mil contos”, o ter-
O verbo “ver” é, aparentemente, transitivo direto, uma mo destacado é:
vez que se encaixa na frase Quem vê, vê algo. Ocorre, porém, A) pronome possessivo
que não há o “algo”. O pior cego é aquele que não quer ver B) complemento nominal
o quê? Não aparece na oração; não há, portanto, o objeto C) objeto indireto
direto. Como não o há, o verbo não pode ser transitivo D) adjunto adnominal
direto, e sim intransitivo. E) objeto direto

71
LÍNGUA PORTUGUESA

05. Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito 3-)


das seguintes orações em relação aos verbos destacados: A) o beijo da madrugada. = adjunto adnominal
- Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de B)a sua possibilidade de ganhar a vida. = complemento
vida. nominal (possibilidade de quê?)
- Neste ano, quero prestar serviço voluntário. C)na janela do edifício. = adjunto adnominal
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. = objeto
A)Tu – vós indireto
B)Nós – eu E) a brincar de bandido e mocinho de cinema = objeto
C)Vós – nós indireto
D) Ele - tu 4-) esta lhe deu cem mil contos = o verbo DAR é bitran-
sitivo, ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa
06. Classifique o sujeito das orações destacadas no tex- de dois complementos – dois objetos: direto e indireto.
to seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta. Deu o quê? = cem mil contos (direto)
É notável, nos textos épicos, a participação do sobrenatu- Deu a quem? lhe (=a ele, a ela) = indireto
ral. É frequente a mistura de assuntos relativos ao naciona-
lismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deuses 5-) - Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre qua-
tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis, aju- lidade de vida.
dando-os ou atrapalhando- -os. - Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário.
A)simples, composto
B)indeterminado, composto 6-) É notável, nos textos épicos, a participação do so-
C)simples, simples brenatural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao
D) oculto, indeterminado nacionalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os
deuses tomam partido e interferem nas aventuras dos he-
07. (ESPM-SP) “Surgiram fotógrafos e repórteres”. róis, ajudando-os ou atrapalhando-os.
Identifique a alternativa que classifica corretamente a fun- Ambos os termos apresentam sujeito simples
ção sintática e a classe morfológica dos termos destacados:
7-) Surgiram fotógrafos e repórteres.
A) objeto indireto – substantivo
O sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta
B) objeto direto - substantivo
(final da oração). Portanto: função sintática: sujeito (com-
C) sujeito – adjetivo
posto); classe morfológica (classe de palavras): substanti-
D) objeto direto – adjetivo
vos.
E) sujeito - substantivo
Períodos Compostos
GABARITO

01. C 02. D 03. B 04. C 05. B 06. C 07. E O período composto caracteriza-se por possuir mais de
uma oração em sua composição. Sendo Assim:
RESOLUÇÃO - Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma ora-
ção)
1-) Os trabalhadores passaram mais tempo na escola - Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
= SUJEITO (Período Composto =locução verbal, verbo, duas orações)
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. = ob- - Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um
jeto direto protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora-
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe. ções).
= objeto direto Cada verbo ou locução verbal sublinhada acima corres-
C) O crescimento da escolaridade também foi impulsio- ponde a uma oração. Isso implica que o primeiro exemplo
nado... = sujeito paciente é um período simples, pois tem apenas uma oração, os
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino médio... dois outros exemplos são períodos compostos, pois têm
= objeto direto mais de uma oração.
E) ...impulsionado pelo aumento do número de univer- Há dois tipos de relações que podem se estabelecer en-
sidades... = agente da passiva tre as orações de um período composto: uma relação de
coordenação ou uma relação de subordinação.
2-) Donos de uma capacidade de orientação nas bre- Duas orações são coordenadas quando estão juntas em
nhas selvagens [...], sabiam os paulistas como... = SUJEITO um mesmo período (ou seja, em um mesmo bloco de infor-
A) Nas expedições breves = ADJUNTO ADVERBIAL mações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas,
B) nada acrescentariam aqueles de considerável...= ad- estruturas individuais, como é o exemplo de:
junto adverbial - Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
C) seria perceptível o sinal. = predicativo (Período Composto)
D) Uma sequência de tais galhos = sujeito Podemos dizer:
E) apresentam-nos a vila de São Paulo como = objeto 1. Estou comprando um protetor solar.
direto 2. Irei à praia.

72
LÍNGUA PORTUGUESA

Separando as duas, vemos que elas são independentes. Questões sobre Orações Coordenadas
É esse tipo de período que veremos: o Período Composto
por Coordenação. 01. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplan-
Quanto à classificação das orações coordenadas, temos tação integral de gosto e de estilo” tem valor:
dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sindéti- A) conclusivo
cas. B) adversativo
C) concessivo
Coordenadas Assindéticas D) explicativo
E) alternativo
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas
através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas. 02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”.
A oração em destaque é:
Coordenadas Sindéticas a) coordenada explicativa
b) coordenada adversativa
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, c) coordenada aditiva
mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. d) coordenada conclusiva
Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classifi- e) coordenada assindética
cação. As orações coordenadas sindéticas são classificadas em
cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e ex- 03. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Releia
plicativas. o seguinte trecho:
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas principais cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
conjunções são: e, nem, não só... mas também, não só... como, prática.
assim... como. Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com
- Não só cantei como também dancei. a norma- -padrão da língua portuguesa, ao se substi-
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia. tuir o termo em destaque, o trecho estará corretamente
reescrito em:
- Comprei o protetor solar e fui à praia.
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como qua-
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
nossa vida prática.
principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretanto,
B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
porém, no entanto, ainda, assim, senão.
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
para nossa vida prática.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia. toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
sa vida prática.
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas prin- D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como quase
cipais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer; seja...seja. toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. sa vida prática.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase
diferentes. toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto. sa vida prática.
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas prin- 04. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.)
cipais conjunções são: logo, portanto, por fim, por conseguinte, Em – ...fruto não só do novo acesso da população ao auto-
consequentemente, pois (posposto ao verbo) móvel mas também da necessidade de maior número de
- Passei no vestibular, portanto irei comemorar. viagens... –, os termos em destaque estabelecem relação de
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar. A) explicação.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada. B) oposição.
- A situação é delicada; devemos, pois, agir C) alternância.
D) conclusão.
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas prin- E) adição.
cipais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois
(anteposto ao verbo). 05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que
- Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo. estaremos a seu lado sempre.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo. Marque a opção correta quanto à sua classificação:
- Não fui à praia, pois queria descansar durante o Domingo. A) Coordenada sindética aditiva.
B) Coordenada sindética alternativa.
Fonte: http://www.infoescola.com/portugues/oracoes- C) Coordenada sindética conclusiva.
coordenadas-assindeticas-e-sindeticas/ D) Coordenada sindética explicativa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

06. A frase abaixo em que o conectivo E tem valor ad- RESOLUÇÃO


versativo é:
A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. 1-) “Não se verificou, todavia, uma transplantação inte-
B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”. gral de gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portan-
C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa to: oração coordenada sindética adversativa
de pedir esmola”.
D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu- 2-) Estudamos, logo deveremos passar nos exames = a
tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da so- oração em destaque não é introduzida por conjunção, en-
tão: coordenada assindética
ciedade”.
E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di-
3-) Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção
nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul-
(e ideia) adversativa
tura, acesso à saúde E à educação”. A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como qua-
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
07. Assinale a alternativa em que o sentido da conjun- nossa vida prática. = conclusiva
ção sublinhada está corretamente indicado entre parên- B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como qua-
teses. se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pre- nossa vida prática. = conformativa
tende trabalhar como advogado. (explicação) C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
B) Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição) toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
C) Você está preparado para a prova; por isso, não se sa vida prática. = conclusiva
preocupe. (oposição) E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase
D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã. toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
(alternância) sa vida prática. = explicativa
E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
toda a chuva. (conclusão) Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu
substituir por porque; como conclusiva: substituo por por-
tanto.
08. Analise sintaticamente as duas orações destacadas
no texto “O assaltante pulou o muro, mas não penetrou
4-) fruto não só do novo acesso da população ao auto-
na casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir, classi-
móvel mas também da necessidade de maior número de
fique-as, respectivamente, como coordenadas: viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos
A) adversativa e aditiva.
B) explicativa e aditiva. 5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado sempre.
C) adversativa e alternativa. = conjunção explicativa (= porque) - coordenada sindé-
D) aditiva e alternativa. tica explicativa

09. Um livro de receita é um bom presente porque aju- 6-)


da as pessoas que não sabem cozinhar. A palavra “porque” A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = mas não
pode ser substituída, sem alteração de sentido, por ajuda (ideia contrária)
A) entretanto. B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”.
B) então. = adição
C) assim. C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa
D) pois. de pedir esmola”. = adição
E) porém. D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manuten-
ção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socieda-
10- Na oração “Pedro não joga E NEM ASSISTE”, te- de”. = adição
E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de dinhei-
mos a presença de uma oração coordenada que pode ser
ro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cultura,
classificada em:
acesso à saúde E à educação”. = adição
A) Coordenada assindética;
B) Coordenada assindética aditiva; 7-)
C) Coordenada sindética alternativa; A) Meu primo formou-se em Direito, porém não preten-
D) Coordenada sindética aditiva. de trabalhar como advogado. = adversativa
C) Você está preparado para a prova; por isso, não se
GABARITO preocupe. = conclusão
D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
01. B 02. E 03. D 04. E 05. D = explicativa
06. A 07. B 08. A 09. D 10. D E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
toda a chuva. = alternativa

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LÍNGUA PORTUGUESA

8-) - mas não penetrou na casa = conjunção adversativa O garoto perguntou qual era o telefone da
- nem assustou seus habitantes = conjunção aditiva moça.
Oração Subordinada Substantiva
9-) Um livro de receita é um bom presente porque aju- Não sabemos por que a vizinha se mudou.
da as pessoas que não sabem cozinhar. Oração Subordinada Substantiva
= conjunção explicativa: pois
Classificação das Orações Subordinadas
10-) E NEM ASSISTE= conjunção aditiva (ideia de adi- Substantivas
ção, soma de fatos) = Coordenada sindética aditiva.
De acordo com a função que exerce no período, a ora-
ção subordinada substantiva pode ser:
Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
a) Subjetiva
“Eu sinto que em meu gesto existe o É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito
teu gesto.” do verbo da oração principal. Observe:
Oração Principal Oração Subordinada É fundamental o seu comparecimento à reunião.
Observe que na oração subordinada temos o verbo Sujeito
“existe”, que está conjugado na terceira pessoa do singular
do presente do indicativo. As orações subordinadas que É fundamental que você compareça à reunião.
apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tem- Oração Principal Oração Subordinada Substantiva
pos do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são Subjetiva
chamadas de orações desenvolvidas ou explícitas. Pode-
mos modificar o período acima. Veja: Atenção: Observe que a oração subordinada substanti-
va pode ser substituída pelo pronome “ isso”. Assim, temos
Eu sinto existir em meu gesto o teu um período simples:
É fundamental isso. ou Isso é fundamental.
gesto.
Oração Principal Oração Subordinada
Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exercerá
a função de sujeito
A análise das orações continua sendo a mesma: “Eu
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração
sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
principal:
subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que
a oração subordinada apresenta agora verbo no infiniti-
1- Verbos de ligação + predicativo, em construções
vo. Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as
do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo
duas orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo - É claro - Está evidente - Está comprovado
verbo surge numa das formas nominais (infinitivo - flexio- É bom que você compareça à minha festa.
nado ou não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações
reduzidas ou implícitas. 2- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anun-
conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual- ciado - Ficou provado
mente, introduzidas por preposição. Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS 3- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar -
SUBSTANTIVAS importar - ocorrer - acontecer
Convém que não se atrase na entrevista.
A oração subordinada substantiva tem valor de subs- Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub-
tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção in- jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pes-
tegrante (que, se). soa do singular.

Suponho que você foi à biblioteca hoje. b) Objetiva Direta


Oração Subordinada Substantiva A oração subordinada substantiva objetiva direta exer-
ce função de objeto direto do verbo da oração principal.
Você sabe se o presidente já chegou?
Oração Subordinada Substantiva Todos querem sua aprovação no concurso.
Objeto Direto
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também Todos querem que você seja aprovado. (= Todos
introduzem as orações subordinadas substantivas, bem querem isso)
como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde, Oração Principal oração Subordinada Substantiva
como). Veja os exemplos: Objetiva Direta

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LÍNGUA PORTUGUESA

As orações subordinadas substantivas objetivas diretas Nosso desejo era sua desistência.
desenvolvidas são iniciadas por: Predicativo do Sujeito

- Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso desejo
“se”: era isso)
A professora verificou se todos alunos estavam presentes. Oração Subordinada Substantiva Predicativa

- Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: “de” para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não
O pessoal queria saber quem era o dono do carro im- fui bem na prova.
portado.
f) Apositiva
- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às A oração subordinada substantiva apositiva exerce fun-
vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas: ção de aposto de algum termo da oração principal.
Eu não sei por que ela fez isso. Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de
c) Objetiva Indireta seu casamento. Aposto
A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua (Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu
precedida de preposição. casamento chegasse.
Oração Subordinada Substantiva Apositiva
Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto 2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai insiste Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui
valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As
nisso)
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem
Oração Subordinada Substantiva Objetiva
a função de adjunto adnominal do antecedente. Observe
Indireta
o exemplo:
Esta foi uma redação bem-sucedida.
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal)
na oração.
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa-
d) Completiva Nominal pel. Veja:
A oração subordinada substantiva completiva nominal
completa um nome que pertence à oração principal e tam- Esta foi uma redação que fez sucesso.
bém vem marcada por preposição. Oração Principal Oração Subordinada Ad-
Sentimos orgulho de seu comportamento. jetiva
Complemento Nominal
Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad-
de que você se comportou. (= Sen- jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita
timos orgulho disso.) pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacio-
Oração Subordinada Substantiva Completiva nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma
Nominal função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que
seria exercido pelo termo que o antecede.
Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob- Obs.: para que dois períodos se unam num período
jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto composto, altera-se o modo verbal da segunda oração.
que orações subordinadas substantivas completivas nomi-
nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma Atenção: Vale lembrar um recurso didático para re-
da outra, é necessário levar em conta o termo complemen- conhecer o pronome relativo “que”: ele sempre pode ser
tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o substituído por: o qual - a qual - os quais - as quais
complemento nominal: o primeiro complementa um verbo, Refiro-me ao aluno que é estudioso.
o segundo, um nome. Essa oração é equivalente a:
Refiro-me ao aluno o qual estuda.
e) Predicativa
A oração subordinada substantiva predicativa exerce
papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi-
pal e vem sempre depois do verbo ser.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Forma das Orações Subordinadas Adjetivas 3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

Quando são introduzidas por um pronome relativo e Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal.
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi- Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo,
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida,
reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo vem introduzida por uma das conjunções subordinativas
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o (com exclusão das integrantes). Classifica-se de acordo
verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou com a conjunção ou locução conjuntiva que a introduz.
particípio).
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou. Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar. Oração Subordinada Adverbial
No primeiro período, há uma oração subordinada ad- Observe que a oração em destaque agrega uma cir-
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome cunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração
relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais
perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subor- são termos acessórios que indicam uma circunstância refe-
dinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome re- rente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto
lativo e seu verbo está no infinitivo. adverbial depende da exata compreensão da circunstância
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas que exprime. Observe os exemplos abaixo:
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
Na relação que estabelecem com o termo que caracte- minha vida.
rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de
duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou minha vida.
especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa, No primeiro período, “naquele momento” é um adjunto
sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem adverbial de tempo, que modifica a forma verbal “senti”.
No segundo período, esse papel é exercido pela oração
também orações que realçam um detalhe ou amplificam
“Quando vi a estátua”, que é, portanto, uma oração su-
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficiente-
bordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvolvi-
mente definido, as quais denominam-se subordinadas ad-
da, pois é introduzida por uma conjunção subordinativa
jetivas explicativas.
(quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicati-
Exemplo 1:
vo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível
Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um
reduzi-la, obtendo-se:
homem que passava naquele momento.
Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva minha vida.
Nesse período, observe que a oração em destaque res- A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma
tringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: trata- das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é
se de um homem específico, único. A oração limita o uni- introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma
verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens, preposição (“a”, combinada com o artigo “o”).
mas sim àquele que estava passando naquele momento. Obs.: a classificação das orações subordinadas adverbiais
é feita do mesmo modo que a classificação dos adjuntos ad-
Exemplo 2: verbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração.
O homem, que se considera racional, muitas vezes age
animalescamente. Circunstâncias Expressas
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa pelas Orações Subordinadas Adverbiais

Nesse período, a oração em destaque não tem sentido a) Causa


restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, essa A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que
oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar provoca um determinado fato, ao motivo do que se decla-
contida no conceito de “homem”. ra na oração principal. “É aquilo ou aquele que determina
um acontecimento”.
Saiba que: Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE
A oração subordinada adjetiva explicativa é separada Outras conjunções e locuções causais: como (sempre in-
da oração principal por uma pausa, que, na escrita, é repre- troduzido na oração anteposta à oração principal), pois, pois
sentada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação que, já que, uma vez que, visto que.
seja indicada como forma de diferenciar as orações expli- As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
cativas das restritivas; de fato, as explicativas vêm sempre Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve al-
isoladas por vírgulas; as restritivas, não. ternativa a não ser cancelá-lo.
Já que você não vai, eu também não vou.

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LÍNGUA PORTUGUESA

b) Consequência e) Comparação
As orações subordinadas adverbiais consecutivas expri- As orações subordinadas adverbiais comparativas esta-
mem um fato que é consequência, que é efeito do que se belecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo
declara na oração principal. São introduzidas pelas conjun- da oração principal.
ções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto que, Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que. Ele dorme como um urso.
Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho) Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo:
dor.) Agem como crianças. (agem)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con- Oração Subordinada Adverbial Comparativa
cretizando-os. No entanto, quando se comparam ações diferentes, isso
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida não ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (compa-
de Infinitivo) ração do verbo falar e do verbo fazer).

c) Condição f) Conformidade
Condição é aquilo que se impõe como necessário para As orações subordinadas adverbiais conformativas indi-
a realização ou não de um fato. As orações subordinadas cam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra,
adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocor- um modelo adotado para a execução do que se declara na
rer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expres- oração principal.
so na oração principal. Principal conjunção subordinativa conformativa: CON-
Principal conjunção subordinativa condicional: SE FORME
Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, Outras conjunções conformativas: como, consoante e
desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que, segundo (todas com o mesmo valor de conforme).
sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo). Fiz o bolo conforme ensina a receita.
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm
direitos iguais.
certamente o melhor time será campeão.
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o
g) Finalidade
contrato.
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a in-
Caso você se case, convide-me para a festa.
tenção, a finalidade daquilo que se declara na oração prin-
cipal.
d) Concessão
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE
As orações subordinadas adverbiais concessivas in- Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a
dicam concessão às ações do verbo da oração principal, locução conjuntiva para que.
isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada
quebra de expectativa. entrasse.
Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu- h) Proporção
ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, pos- As orações subordinadas adverbiais proporcionais ex-
to que, apesar de que. primem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao
Só irei se ele for. expresso na oração principal.
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcio-
A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu” ir nal: À PROPORÇÃO QUE
só se realizará caso essa condição seja satisfeita. Compare Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida
agora com: que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior...
Irei mesmo que ele não vá. (maior), quanto maior...(menor), quanto menor...(maior),
quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais...
A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei (menos), quanto menos...(mais), quanto menos...(menos).
de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A À proporção que estudávamos, acertávamos mais ques-
oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con- tões.
cessiva. Observe outros exemplos: Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
Embora fizesse calor, levei agasalho. Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos me-
tade da população continua à margem do mercado de con- i) Tempo
sumo. As orações subordinadas adverbiais temporais acres-
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em- centam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração
bora não estudasse). (reduzida de infinitivo) principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, an-
terioridade ou posterioridade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO 02. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
Outras conjunções subordinativas temporais: enquan- NESP – 2013). No trecho – Tem surtido um efeito positi-
to, mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as vo por eles se tornarem uma referência positiva dentro da
vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc. unidade, já que cumprem melhor as regras, respeitam o
Quando você foi embora, chegaram outros convidados. próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem antes
Sempre que ele vem, ocorrem problemas. de tomar uma atitude. – o termo em destaque estabelece
Mal você saiu, ela chegou. entre as orações uma relação de
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando termi- A) condição.
nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio) B) causa.
C) comparação.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/ D) tempo.
sint29.php E) concessão.
Questões sobre Orações Subordinadas
03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas
01. (Papiloscopista Policial – Vunesp/2013).
que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas,
Mais denso, menos trânsito
exceto:
A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço.
As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e em
processo de deterioração agudizado pelo crescimento econômico B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita
da última década. Existem deficiências evidentes em infraestrutu- sobre sua vida.
ra, mas é importante também considerar o planejamento urbano. C) Ignoras quanto custou meu relógio?
Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos.
desconcentração, incentivando a criação de diversos centros E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião
urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade
de deslocamento. 04. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos cen- Considere a tirinha em que se vê Honi conversando com
tros e o aumento das distâncias multiplicam o número de seu Namorado Lute.
viagens, dificultando o investimento em transporte coletivo e
aumentando a necessidade do transporte individual.
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a des-
concentração ao extremo, ficam claras as consequências.
Numa região rica como a Califórnia, com enorme investi-
mento viário, temos engarrafamentos gigantescos que vira-
ram característica da cidade.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com ele-
vado adensamento e predominância do transporte coletivo,
como mostram Manhattan e Tóquio.
O centro histórico de São Paulo é a região da cidade
mais bem servida de transporte coletivo, com infraestrutura
de telecomunicação, água, eletricidade etc. Como em outras
grandes cidades, essa deveria ser a região mais adensada da
metrópole. Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento
gradual do centro, com deslocamento das atividades para di-
versas regiões da cidade.
A visão de adensamento com uso abundante de transporte
coletivo precisa ser recuperada. Desse modo, será possível reverter
esse processo de uso cada vez mais intenso do transporte indivi-
dual, fruto não só do novo acesso da população ao automóvel, mas
também da necessidade de maior número de viagens em função
da distância cada vez maior entre os destinos da população.
(Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adapta-
do)
(Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013)
As expressões mais denso e menos trânsito, no título,
estabelecem entre si uma relação de É correto afirmar que a expressão contanto que estabe-
(A) comparação e adição. lece entre as orações relação de
(B) causa e consequência. A) causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja traba-
(C) conformidade e negação. lhar depois de casada.
(D) hipótese e concessão. B) comparação, pois o namorado espera ter sucesso
(E) alternância e explicação como cantor romântico.

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LÍNGUA PORTUGUESA

C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já 08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
pensam em casamento. Públicas – VUNESP – 2013-adap.) No trecho – “Fio, disjun-
D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão tor, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho
de músico provavelmente ganhará pouco. que chega a contaminar-me. –, a construção tanto ... que
E) finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido estabelece entre as construções [com tanto orgulho] e
torne-se um artista famoso. [que chega a contaminar-me] uma relação de
A) condição e finalidade.
05. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em – B) conformidade e proporção.
Apesar da desconcentração e do aumento da extensão C) finalidade e concessão.
urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver D) proporção e comparação.
e adensar ainda mais os diversos centros já existentes... –, E) causa e consequência.
sem que tenha seu sentido alterado, o trecho em destaque
está corretamente reescrito em: 09. “Os Estados Unidos são considerados hoje um país
A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex- bem mais fechado – embora em doze dias recebam o
tensão urbana verificados no Brasil, é importante desen- mesmo número de imigrantes que o Brasil em um ano.”
volver e adensar ainda mais os diversos centros já exis- A alternativa que substitui a expressão em negrito, sem
tentes... prejuízo ao conteúdo, é:
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au- A) já que.
mento da extensão urbana no Brasil, é importante desen- B) todavia.
volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen- C) ainda que.
tes... D) entretanto.
C) Assim como são verificados a desconcentração e o E) talvez.
aumento da extensão urbana no Brasil, é importante de-
senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já exis- 10. (Escrevente TJ SP – Vunesp – 2013) Assinale a alter-
tentes... nativa que substitui o trecho em destaque na frase – Assi-
D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
narei o documento, contanto que garantam sua auten-
extensão urbana verificados no Brasil, é importante desen-
ticidade. – sem que haja prejuízo de sentido.
volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
(A) desde que garantam sua autenticidade.
tes...
(B) no entanto garantam sua autenticidade.
(C) embora garantam sua autenticidade.
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
(D) portanto garantam sua autenticidade.
to da extensão urbana verificados no Brasil, é importante
(E) a menos que garantam sua autenticidade.
desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
existentes...
GABARITO
06. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –
É fundamental que essa visão de adensamento com uso 01. B 02. B 03. C 04. D 05. A
abundante de transporte coletivo seja recuperada para 06. C 07. D 08. E 09. C 10. A
que possamos reverter esse processo de uso… –, a expres-
são em destaque estabelece entre as orações relação de RESOLUÇÃO
A) consequência.
B) condição. 1-) mais denso e menos trânsito = mais denso, con-
C) finalidade. sequentemente, menos trânsito, então: causa e conse-
D) causa. quência
E) concessão.
2-) já que cumprem melhor as regras = estabelece en-
07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013 – adap.). tre as orações uma relação de causa com a consequência
Considere o trecho: “Como as músicas eram de protesto, de “tem um efeito positivo”.
naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de segurança 3-) Ignoras quanto custou meu relógio? = oração
nacional pela ditadura militar e exilado.” O termo Como, subordinada substantiva objetiva direta
em destaque na primeira parte do enunciado, expressa A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou
ideia de seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pe-
A) contraste e tem sentido equivalente a porém. los verbos “convir”, “parecer”, “importar”, “constar” etc., e
B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que. também não inicia com as conjunções integrantes “que”
C) conformidade e tem sentido equivalente a confor- e “se”.
me.
D) causa e tem sentido equivalente a visto que. 4-) a expressão contanto que estabelece uma relação
E) finalidade e tem sentido equivalente a para que. de condição (condicional)

80
LÍNGUA PORTUGUESA

5-) Apesar da desconcentração e do aumento da ex- 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo-
tensão urbana verificados no Brasil = conjunção concessiva tivos, decreto de lei, etc.
B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au- - Ir ao supermercado;
mento da extensão urbana no Brasil, = causal - Pegar as crianças na escola;
C) Assim como são verificados a desconcentração e o - Caminhada na praia;
aumento da extensão urbana no Brasil = comparativa - Reunião com amigos.
D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
extensão urbana verificados no Brasil = causal Dois pontos
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen- 1- Antes de uma citação
to da extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:

6-) para que possamos = conjunção final (finalidade) 2- Antes de um aposto


- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
7-) “Como as músicas eram de protesto = expressa tarde e calor à noite.
ideia de causa da consequência “foi enquadrado” = causa
e tem sentido equivalente a visto que. 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
8-) com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven-
construção estabelece uma relação de causa e consequên- do a rotina de sempre.
cia. (a causa da “contaminação” – consequência)
4- Em frases de estilo direto
9-) Os Estados Unidos são considerados hoje um país Maria perguntou:
bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes- - Por que você não toma uma decisão?
mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” =
conjunção concessiva: ainda que Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera,
10-) contanto que garantam sua autenticidade. = con- susto, súplica, etc.
junção condicional = desde que - Sim! Claro que eu quero me casar com você!
2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto!
PONTUAÇÃO; - João! Há quanto tempo!

Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
servem para compor a coesão e a coerência textual, além vedo)
de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve-
jamos as principais funções dos sinais de pontuação co- Reticências
nhecidos pelo uso da língua portuguesa. 1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos...
Ponto
1- Indica o término do discurso ou de parte dele. 2- Indica interrupção violenta da frase.
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
que se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava. - Este mal... pega doutor?

2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
- Deixa, depois, o coração falar...
Ponto e Vírgula ( ; )
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma Vírgula
importância.
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo Não se usa vírgula
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; *separando termos que, do ponto de vista sintático, li-
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA) gam-se diretamente entre si:

2- Separa partes de frases que já estão separadas por - entre sujeito e predicado.
vírgulas. Todos os alunos da sala foram advertidos.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta- Sujeito predicado
nhas, frio e cobertor.

81
LÍNGUA PORTUGUESA

- entre o verbo e seus objetos. (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e,
O trabalho custou sacrifício aos realiza- embora experimentasse a sensação de violar uma intimida-
dores. de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar
V.T.D.I. O.D. O.I. algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
Usa-se a vírgula: embora, experimentasse a sensação de violar uma intimida-
- Para marcar intercalação: de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun- algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona.
dância, vem caindo de preço.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão 02. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP-
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús- campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa 4 re-
duzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai
querem abrir mão dos lucros altos.
em sua certidão de nascimento. (...)
- Para marcar inversão:
A oração subordinada “que não possuem o nome do pai
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
em sua certidão de nascimento” não é antecedida por vírgu-
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fe- la porque tem natureza restritiva.
chadas. ( ) Certo ( ) Errado
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. 03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BNDES/2012)
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de Em que período a vírgula pode ser retirada, mantendo-se o
maio de 1982. sentido e a obediência à norma-padrão?
- Para separar entre si elementos coordenados (dispos- (A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o trei-
tos em enumeração): no.
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. (B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. portes?
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
- Para marcar elipse (omissão) do verbo: prepara para o evento.
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. (D) Atualmente, várias áreas contribuem para o aprimo-
- Para isolar: ramento do desportista.
- o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasilei- (E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
ra, possui um trânsito caótico. judô, natação e canoagem.
- o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
04. (BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012)
Fontes: Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/ a) Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem!
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu- b) Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da tran-
la.htm sação.
c) Maria, você trouxe os documentos?
Questões sobre Pontuação d) O garoto de óculos leu, em voz alta o poema.
e) Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimen-
tação estranha.
01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter-
nativa em que a pontuação está corretamente empregada,
05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.). As-
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. sinale a alternativa em que a frase mantém-se correta após
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, o acréscimo das vírgulas.
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi- (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua nica ao grupo ou acione o código na internet.
dona. (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, o código foi acionado.
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi- (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua que a criança foi encontrada.
dona. (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega pri-
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, meiro às, areias do Guarujá.
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida- (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te-
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re-
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. ferência

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LÍNGUA PORTUGUESA

06. (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013) 09. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
Para que o fragmento abaixo seja coerente e gramatical- PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011) O perío-
mente correto, é necessário inserir sinais de pontuação. do corretamente pontuado é:
Assinale a posição em que não deve ser usado o sinal de (A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivên-
ponto, e sim a vírgula, para que sejam respeitadas as re- cia em condições hostis nem sempre conseguem agradar,
gras gramaticais. Desconsidere os ajustes nas letras ini- aos espectadores.
ciais minúsculas. (B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en-
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicle- tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
tas de bambu para 4600 alunos da rede pública de São história ficcional.
Paulo(A) o programa desenvolve ainda oficinas e cursos (C) A história de heroísmo e de determinação que nem
para as crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado,
correta(B) os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e partici- pelo frio.
pam de atividades sobre cidadania e reciclagem(C) as es- (D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr
colas participantes se tornam também centros de descarte riscos iminentes que comprometem, a sobrevivência.
de garrafas PET(D) destinadas depois para reciclagem(E) o (E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a
programa possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde liberdade, nada poderia parecer, realmente intransponível.
das crianças e transformação das comunidades em lugares
melhores para se viver. GABARITO
(Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117)
a) A 01. C 02. C 03. D 04. C 05. E
b) B 06. D 07. A 08. B 09.B
c) C
d) D RESOLUÇÃO
e) E
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas
07. (DETRAN - OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – VU- (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
NESP/2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma
da pontuação. intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
sua dona.
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali-
(B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa
viada.
e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma
(B) Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse,
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
porque você está junto; com os outros motoristas cujos
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
comportamentos, são desconhecidos.
sua dona.
(C) Os motoristas, devem saber, que os carros podem
(D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa
ser uma extensão de nossa personalidade.
e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti-
(D) A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; au-
midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X)
mentar os níveis de estresse em alguns motoristas. encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas sua dona.
na rua, são as principais causas da ira de trânsito. (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in-
08. (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando ,
GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU- (X) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era
MARC/2013) “Paciência, minha filha, este é apenas um ci- a sua dona.
clo econômico e a nossa geração foi escolhida para este
vexame, você aí desse tamanho pedindo esmola e eu aqui 2-) A oração restringe o grupo que participará da cam-
sem nada para te dizer, agora afasta que abriu o sinal.” panha (apenas os que não têm o nome do pai na certidão
No período acima, as vírgulas foram empregadas em de nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tor-
“Paciência, minha filha, este é [...]”, para separar nar-se-á “explicativa”, generalizando a informação, o que
(A) aposto. dará a entender que TODAS as pessoa não têm o nome do
(B) vocativo. pai na certidão.
(C) adjunto adverbial. RESPOSTA: “CERTO”.
(D) expressão explicativa.
3-)
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o
treino. = mantê-la (termo deslocado)
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
portes? = mantê-la (vocativo)

83
LÍNGUA PORTUGUESA

(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se 8-) Paciência, minha filha, este é... = é o termo usado
prepara para o evento. para se dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo.
= mantê-la (explicação)
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o aprimo- 9-) Fiz as marcações (X) onde as pontuações estão ina-
ramento do desportista. dequadas ou faltantes:
= pode retirá-la (advérbio de tempo) (A) Os filmes que,(X) mostram a luta pela sobrevivência
(E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda: em condições hostis nem sempre conseguem agradar, (X)
judô, natação e canoagem. aos espectadores.
= mantê-la (enumeração) (B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en-
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma
4-) Assinalei com (X) a pontuação inadequada ou fal- história ficcional.
tante: (C) A história de heroísmo e de determinação (X) que
a) Meu grande amigo Pedro, (X) esteve aqui ontem! nem sempre, (X) é convincente, se passa em um cenário
b) Foi solicitado, (X) pelo diretor o comprovante da marcado, (X) pelo frio.
transação. (D) Caminhar por um extenso território gelado, (X) é
c) Maria, você trouxe os documentos? correr riscos iminentes (X) que comprometem, (X) a sobre-
d) O garoto de óculos leu, em voz alta (X) o poema. vivência.
e) Na noite de ontem (X) o vigia percebeu, (X) uma mo- (E) Para os fugitivos que se propunham, (X) a alcançar
vimentação estranha. a liberdade, nada poderia parecer, (X) realmente intrans-
ponível.
5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inade-
quadas
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá
na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL;
eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
(B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os pais
de onde o código foi acionado. Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
referindo à relação de dependência estabelecida entre um
dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
termo e outro mediante um contexto oracional. Desta fei-
dizendo que a criança foi encontrada.
ta, os agentes principais desse processo são representados
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) chega
pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; e o
primeiro às , (X) areias do Guarujá.
verbo, o qual desempenha a função de subordinado.
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracte-
6-)
riza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesi-
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Paulo(A). tos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplifican-
O programa desenvolve ainda oficinas e cursos para as crian- do, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo
ças utilizarem a bicicleta de forma segura e correta(B). Os apresenta-se na terceira pessoa do singular, pois faz refe-
alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de atividades rência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como
sobre cidadania e reciclagem(C). As escolas participantes se poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados.
tornam também centros de descarte de garrafas PET(D), des-
tinadas depois para reciclagem(E). O programa possibilitará Casos referentes a sujeito simples
o retorno das bicicletas pela saúde das crianças e transfor- 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com
mação das comunidades em lugares melhores para se viver. o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.
A vírgula deve ser colocada após a palavra “PET”, posi- 2) Nos casos referentes a sujeito representado por subs-
ção (D), pois antecipa um termo explicativo. tantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
7-) Fiz as indicações (X) das pontuações inadequadas: Observação:
(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas - No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali- adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou
viada. poderá ir para o plural:
(B) Dirigir pode aumentar, (X) nosso nível de estresse, Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
porque você está junto; (X) com os outros motoristas cujos Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
comportamentos, (X) são desconhecidos.
(C) Os motoristas, (X) devem saber, (X) que os carros 3) Quando o sujeito é representado por expressões par-
podem ser uma extensão de nossa personalidade. titivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de,
(D) A ira de trânsito pode ocasionar, (X) acidentes e; (X) a metade de, uma porção de” entre outras, o verbo tanto
aumentar os níveis de estresse em alguns motoristas. pode concordar com o núcleo dessas expressões quanto
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas na com o substantivo que a segue: A maioria dos alunos resol-
rua, (X) são as principais causas da ira de trânsito. veu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar.

84
LÍNGUA PORTUGUESA

4) No caso de o sujeito ser representado por expres- 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado
sões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empre-
o verbo concorda com o substantivo determinado por elas: gado na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas
Cerca de mil candidatos se inscreveram no concurso. Majestades gostaram das homenagens. Vossa Majestade
agradeceu o convite.
5) Em casos em que o sujeito é representado pela ex-
pressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais 12) Casos relativos a sujeito representado por substan-
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas. tivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns
Observação: aspectos que os determinam:
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do ver-
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, bo ser, este permanece no singular, contanto que o predi-
necessariamente, deverá permanecer no plural: cativo também esteja no singular: Memórias póstumas de
Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram na Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis.
campanha de doação de alimentos. - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam-
Mais de um formando se abraçaram durante as soleni- bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po-
dades de formatura. tência mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados
dos que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi Unidos é uma potência mundial.
um dos que atuaram na Copa América.
Casos referentes a sujeito composto
7) Em casos relativos à concordância com locuções pro-
nominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, es-
nos atermos a duas questões básicas: tando relacionado a dois pressupostos básicos:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
também concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar
o receberemos. / Alguns de nós o receberão.
na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são
- Quando o primeiro pronome da locução estiver ex-
primos.
presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin-
gular: Algum de nós o receberá.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer an-
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pro- teposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus
nome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do dois filhos compareceram ao evento.
singular ou poderá concordar com o antecedente desse
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao ver-
ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela. bo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que toma- 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
mos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo. mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singu-
lar: Meu esposo e grande companheiro merece toda a felici-
10) No caso de o sujeito aparecer representado por ex- dade do mundo.
pressões que indicam porcentagens, o verbo concordará
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinô-
da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. nimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha
Observações: vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de
- Caso o verbo apareça anteposto à expressão de por- meu esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha pre-
centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova- miação é fruto de meu esforço.
ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no sin- Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos de-
gular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da dire- mais termos da oração para que concordem em gênero e
toria. número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto,
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso,
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.

85
LÍNGUA PORTUGUESA

Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono- g) É bom, é necessário, é proibido


me concordam em gênero e número com o substantivo. - Essas expressões não variam se o sujeito não vier pre-
- A pequena criança é uma gracinha. cedido de artigo ou outro determinante.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. Canja é bom. / A canja é boa.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en-
regra geral mostrada acima. trada é proibida.

a) Um adjetivo após vários substantivos h) Muito, pouco, caro


- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o - Como adjetivos: seguem a regra geral.
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
Os sapatos estavam caros.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
- Como advérbios: são invariáveis.
- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural Comi muito durante a viagem.
masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
- Ela tem pai e mãe louros. Comprei caro os sapatos.
- Ela tem pai e mãe loura.
- Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoria- i) Mesmo, bastante
mente para o plural. - Como advérbios: invariáveis
- O homem e o menino estavam perdidos. Preciso mesmo da sua ajuda.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos - Como pronomes: seguem a regra geral.


- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
mais próximo. Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
Comi delicioso almoço e sobremesa.
Provei deliciosa fruta e suco. j) Menos, alerta
- Em todas as ocasiões são invariáveis.
- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.
concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Estavam feridos o pai e os filhos.
k) Tal Qual
Estava ferido o pai e os filhos. - “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda
com o consequente.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo As garotas são vaidosas tais qual a tia.
- antecede todos os adjetivos com um artigo. Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
l) Possível
- coloca o substantivo no plural. - Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “me-
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. lhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as ex-
pressões.
d) Pronomes de tratamento A mais possível das alternativas é a que você expôs.
- sempre concordam com a 3ª pessoa. Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
Vossa Santidade esteve no Brasil. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas
da cidade.
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado m) Meio
- Concordam com o substantivo a que se referem. - Como advérbio: invariável.
As cartas estão anexas. Estou meio (um pouco) insegura.
- Como numeral: segue a regra geral.
A bebida está inclusa.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz. n) Só
- apenas, somente (advérbio): invariável.
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) Só consegui comprar uma passagem.
- Após essas expressões o substantivo fica sempre no - sozinho (adjetivo): variável.
singular e o adjetivo no plural. Estiveram sós durante horas.
Renato advogou um e outro caso fáceis.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/concor-
dancia-verbal.htm

86
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Concordância Nominal e Verbal De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A con- pectivamente, com:
cordância verbal e nominal está inteiramente correta na (A) Restam… faça… será
frase: (B) Resta… faz… será
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores (C) Restam… faz... serão
que determinam as escolhas dos governantes, para confe- (D) Restam… façam… serão
rir legitimidade a suas decisões. (E) Resta… fazem… será
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem
ser embasados na percepção dos valores e princípios que 04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alterna-
regem a prática política. tiva em que o trecho
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro – Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma-
regime democrático, em que se respeita tanto as liberda- neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.–
des individuais quanto as coletivas. está corretamente reescrito, de acordo com a norma-pa-
(D) As instituições fundamentais de um regime demo- drão da língua portuguesa.
crático não pode estar subordinado às ordens indiscrimi- (A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
nadas de um único poder central. até agora uma maneira adequada de se quantificar os insu-
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados mos básicos.
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi- (B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
niões existentes na sociedade. trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási-
cos ser quantificados.
02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de con- (C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
cordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas até agora uma maneira adequada para que os insumos bá-
em: sicos sejam quantificado.
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa lei- (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
tura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimora- trou até agora uma maneira adequada para que os insumos
mento intelectual, estão na capacidade de criação do autor, básicos seja quantificado.
mediante palavras, sua matéria-prima. (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
B) Obras que se considera clássicas na literatura sempre trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem
delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o leitor os insumos básicos.
ao ultrapassar os limites da época em que vivem seus au-
tores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-prima. 05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATIVO
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto:
lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per- I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota nega-
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os tiva...
leitores, numa verdadeira interação com a realidade. II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classifi-
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei- cação do continente americano (2,0)...
tor somente se realiza plenamente caso haja afinidade de Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e
ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem dos
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura. exemplos, em:
E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que (A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o próxi-
constitui leitura obrigatória e se tornam referências por seu mo ano. Será que alguém tem opinião diferente da maioria?
conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época. (B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas.
Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadrilha.
03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para (C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Quase
responder à questão. todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia.
_________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não (D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas
está claro até onde pode realmente chegar uma política ba- também existem umas que não merecem nossa atenção.
seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam.
o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É
verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono e 06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
da água em si ___________diferença, as companhias não po- Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de
dem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares peregrinação.
por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portan- O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plural
to, elas começam a usar preços- -sombra. Ainda assim, caso o segmento grifado seja substituído por:
ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar (A) Há folheteiros que
adequadamente os insumos básicos. E sem eles a maioria (B) A maior parte dos folheteiros
das políticas de crescimento verde sempre ___________ a se- (C) O folheteiro e sua família
gunda opção. (D) O grosso dos folheteiros
(Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado) (E) Cada um dos folheteiros

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LÍNGUA PORTUGUESA

07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) 10. (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013) Assi-
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas nale a alternativa em que a concordância das formas verbais
em: destacadas está de acordo com a norma-padrão da língua.
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel (A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higieni-
sem preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir zação subterrânea.
dessas criações poéticas tão originais. (B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os tra-
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status balhadores da área de limpeza.
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos ris-
nas melhores universidades do país. cos de se contrair alguma doença.
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles sete da manhã, eu já estava fazendo meu serviço.
mesmos requizessem o respeito que faziam por merecer. (E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
(D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e começou a adotar medidas mais rigorosas para a proteção
a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser de seus funcionários.
resultado do puro e simples desconhecimento.
(E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os proble- GABARITO
mas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de
representatividade. 01. A 02. A 03. A 04. E 05. A
06. E 07. |B 08. D 09. D 10. C
08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010)
Observam-se corretamente as regras de concordância ver- RESOLUÇÃO
bal e nominal em:
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como 1-) Fiz os acertos entre parênteses:
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica- (A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores
das às mais humildes, são cada vez mais comuns nos dias que determinam as escolhas dos governantes, para conferir
legitimidade a suas decisões.
de hoje.
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem
b) A importância de intelectuais como Edward Said e
(deve) ser embasados (embasada) na percepção dos valores
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
e princípios que regem a prática política.
polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos livros que
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um verda-
escreveram.
deiro regime democrático, em que se respeita (respeitam)
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.
árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto so-
(D) As instituições fundamentais de um regime demo-
frimento, estejam próximos de serem resolvidos ou pelo crático não pode (podem) estar subordinado (subordina-
menos de terem alguma trégua. das) às ordens indiscriminadas de um único poder central.
(E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) volta-
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a ver- dos (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex-
dade, ainda que conscientes de que esta é até certo ponto põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
relativa, costumam encontrar muito mais detratores que
admiradores. 2-)
e) No final do século XX já não se via muitos intelectuais A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa lei-
e escritores como Edward Said, que não apenas era notícia tura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimora-
pelos livros que publicavam como pelas posições que co- mento intelectual, estão na capacidade de criação do autor,
rajosamente assumiam. mediante palavras, sua matéria-prima. = correta
B) Obras que se consideram clássicas na literatura sem-
09. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) pre delineiam novos caminhos, pois são capazes de encan-
O verbo que, dadas as alterações entre parênteses propos- tar o leitor ao ultrapassarem os limites da época em que
tas para o segmento grifado, deverá ser colocado no plural, vivem seus autores, gênios no domínio das palavras, sua
está em: matéria-prima.
(A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
(B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do pla- lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per-
neta) sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
consumo mundial de barris de petróleo) D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade
no custo da matéria-prima... (Constantes aumentos) de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es- crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que
climáticas) constituem leitura obrigatória e se tornam referências por
seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época.

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) _Restam___dúvidas (D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a desva-


mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água lorização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica
em si __faça __diferença só pode (podem) ser resultado do puro e simples desco-
a maioria das políticas de crescimento verde sempre nhecimento.
____será_____ a segunda opção. (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que
Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tanto os problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados
no plural quanto no singular. Nas alternativas não há “res- à falta de representatividade.
tam/faça/serão”, portanto a A é que apresenta as opções
adequadas. 8-) Fiz as correções entre parênteses:
a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
4-) entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofis-
(A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- ticadas às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns
trou até agora uma maneira adequada de se quantificar os (comum) nos dias de hoje.
insumos básicos. b) A importância de intelectuais como Edward Said e
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási- polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros
cos serem quantificados. que escreveram.
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto
mos básicos sejam quantificados. sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- (ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter)
trou até agora uma maneira adequada para que os insu- alguma trégua.
mos básicos sejam quantificados. d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a ver-
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- dade, ainda que conscientes de que esta é até certo ponto
trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem relativa, costumam encontrar muito mais detratores que
os insumos básicos. = correta admiradores.
e) No final do século XX já não se via (viam) muitos in-
5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos telectuais e escritores como Edward Said, que não apenas
aos itens: era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas
(A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém posições que corajosamente assumiam.
tem (singular)
(B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural) 9-)
(C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quiseram (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) =
(plural) “há” permaneceria no singular
(D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem (B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do pla-
umas (plural) neta) = “sabe” permaneceria no singular
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O
as formas estão no plural) consumo mundial de barris de petróleo) = “dá” permane-
ceria no singular
6-) (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se no
A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto custo da matéria-prima... Constantes aumentos) = “reflete”
“folheterios”) passaria para “refletem-se”
B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcional) (E) o tema das mudanças climáticas pressiona os esfor-
C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto) ços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças cli-
D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional) máticas) = “pressiona” permaneceria no singular
E – Cada um dos folheteiros vive = somente no singular
10-) Fiz as correções:
7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta: (A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = singular)
(A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a conside- (B) Ainda existe muitas pessoas = existem
rar o cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capa- (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos ris-
zes de fruir dessas criações poéticas tão originais. cos
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status (D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era
atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje sete da manhã = eram
nas melhores universidades do país. (E) As companhias de limpeza, apenas recentemente,
(C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que começou = começaram
a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
mesmos requizessem (requeressem) o respeito que faziam
por merecer.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Chegar, Ir
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL; Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver-
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
indicar destino ou direção são: a, para.
Fui ao teatro.
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação Adjunto Adverbial de Lugar
que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus comple-
mentos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as pala- Ricardo foi para a Espanha.
vras, criando frases não ambíguas, que expressem efeti- Adjunto Adverbial de Lugar
vamente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.
- Comparecer
Regência Verbal O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por
em ou a.
Termo Regente: VERBO Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o úl-
timo jogo.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece
entre os verbos e os termos que os complementam (obje- Verbos Transitivos Diretos
tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos
adverbiais). Os verbos transitivos diretos são complementados por
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nos-
para o estabelecimento da relação de regência. Ao empre-
sa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
gar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes oblí-
conhecermos as diversas significações que um verbo pode
quos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses prono-
assumir com a simples mudança ou retirada de uma pre-
mes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas
posição. Observe: verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e
contentar. lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar,
agrado ou prazer”, satisfazer. abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar,
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
“agradar a alguém”. condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, es-
timar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger,
Saiba que: respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar.
O conhecimento do uso adequado das preposições é Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
um dos aspectos fundamentais do estudo da regência ver- como o verbo amar:
bal (e também nominal). As preposições são capazes de Amo aquele rapaz. / Amo-o.
modificar completamente o sentido do que se está sendo Amo aquela moça. / Amo-a.
dito. Veja os exemplos: Amam aquele rapaz. / Amam-no.
Cheguei ao metrô. Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no se- Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses ver-
gundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A bos para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim de adnominais).
indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
divergências entre a regência coloquial, cotidiana de al- Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
guns verbos, e a regência culta.
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos Verbos Transitivos Indiretos
de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém,
Os verbos transitivos indiretos são complementados por
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem
diferentes formas em frases distintas.
uma preposição para o estabelecimento da relação de re-
gência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira
Verbos Intransitivos pessoa que podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”,
o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam os prono-
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É mes o, os, a, as como complementos de verbos transitivos
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos indiretos. Com os objetos indiretos que não representam
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos de terceira
pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos lhe, lhes.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para
- Consistir - Tem complemento introduzido pela prepo- os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
sição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direitos
iguais para todos. Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
- Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple- preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento
mentos introduzidos pela preposição “a”: indireto.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma
Eles desobedeceram às leis do trânsito. criança.
- Responder - Tem complemento introduzido pela pre-
posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a Pedir
quem” ou “ao que” se responde. Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
Respondi ao meu patrão. forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
Respondemos às perguntas. pessoa.
Respondeu-lhe à altura. Pedi-lhe favores.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto Objeto Indireto Objeto Direto
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz pas-
siva analítica. Veja: Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
O questionário foi respondido corretamente. Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. Objetiva Direta
- Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen- Saiba que:
tos introduzidos pela preposição “com”. - A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
Antipatizo com aquela apresentadora. gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua
Simpatizo com os que condenam os políticos que gover- culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra
nam para uma minoria privilegiada. licença estiver subentendida.
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz
Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa-
uma oração subordinada adverbial final reduzida de infini-
nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem desta-
tivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
que, nesse grupo: Agradecer, Perdoar e Pagar. São verbos
- A construção “dizer para”, também muito usada po-
que apresentam objeto direto relacionado a coisas e obje-
pularmente, é igualmente considerada incorreta.
to indireto relacionado a pessoas. Veja os exemplos:
Agradeço aos ouvintes a audiência.
Preferir
Objeto Indireto Objeto Direto
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto indi-
Paguei o débito ao cobrador. reto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Objeto Direto Objeto Indireto Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Prefiro trem a ônibus.
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado
com particular cuidado. Observe: sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil
Agradeci o presente. / Agradeci-o. vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. prefixo existente no próprio verbo (pre).
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. Mudança de Transitividade X Mudança de Significado
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. Há verbos que, de acordo com a mudança de transitivi-
dade, apresentam mudança de significado. O conhecimento
Informar das diferentes regências desses verbos é um recurso linguís-
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto tico muito importante, pois além de permitir a correta inter-
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. pretação de passagens escritas, oferece possibilidades ex-
Informe os novos preços aos clientes. pressivas a quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços) AGRADAR
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari-
- Na utilização de pronomes como complementos, veja nhos, acariciar.
as construções: Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. quando o revê.
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so- Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. /
bre eles) Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento atitude.
introduzido pela preposição “a”. Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
O cantor não agradou aos presentes. Indireto Reduzida de Infinitivo
O cantor não lhes agradou.
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções
ASPIRAR que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspi- por pessoa. Observe:
rar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) Custei para entender o problema.
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter Forma correta: Custou-me entender o problema.
como ambição: Aspirávamos a melhores condições de vida.
(Aspirávamos a elas) IMPLICAR
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é - Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais áto- a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes
nas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela implicavam um firme propósito.
(s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= b) Ter como consequência, trazer como consequência,
Aspiravam a ela) acarretar, provocar: Liberdade de escolha implica amadure-
cimento político de um povo.
ASSISTIR
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres- - Como transitivo direto e indireto, significa compro-
tar assistência a, auxiliar. Por exemplo: meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. econômicas.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transi-
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen-
tivo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com
ciar, estar presente, caber, pertencer. Exemplos:
quem não trabalhasse arduamente.
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
PROCEDER
Essa lei assiste ao inquilino.
- Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é
cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado
lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa
conturbada cidade. de adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia
CHAMAR como refutá-las.
- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, so- Você procede muito mal.
licitar a atenção ou a presença de. - Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo-
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá cha- sição” de”) e fazer, executar (rege complemento introduzi-
má-la. do pela preposição “a”) é transitivo indireto.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apre- O delegado procederá ao inquérito.
sentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
preposicionado ou não. QUERER
A torcida chamou o jogador mercenário. - Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
A torcida chamou ao jogador mercenário. vontade de, cobiçar.
A torcida chamou o jogador de mercenário. Querem melhor atendimento.
A torcida chamou ao jogador de mercenário. Queremos um país melhor.
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,
CUSTAR estimar, amar.
- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado Quero muito aos meus amigos.
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial: Ele quer bem à linda menina.
Frutas e verduras não deveriam custar muito. Despede-se o filho que muito lhe quer.
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo
ou transitivo indireto. VISAR
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi-
Muito custa viver tão longe da família. rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjeti- O homem visou o alvo.
va O gerente não quis visar o cheque.
Intransitivo Reduzida de Infinitivo

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LÍNGUA PORTUGUESA

- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.

ESQUECER – LEMBRAR
- Lembrar algo – esquecer algo
- Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)

No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto,
transitivos indiretos:
- Ele se esqueceu do caderno.
- Eu me esqueci da chave.
- Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração
de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos tanto
brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
- Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)

O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de alguma
coisa).

SIMPATIZAR
Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não simpatizei com os jurados.

NAMORAR
É transitivo direto, ou seja, não admite preposição: Maria namora João.

Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

OBEDECER
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais.
Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado na voz passiva: A fila não foi obedecida.

VER
É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele viu o filme.

Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome.
Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vá-
rios nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa,
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes:
todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os atenta-
mente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

Substantivos

Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de


Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

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LÍNGUA PORTUGUESA

Adjetivos

Acessível a Diferente de Necessário a


Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios

Longe de Perto de

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

Questões sobre Regência Nominal e Verbal

01. (Administrador – FCC – 2013-adap.).


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ...
B) ...que a astronomia é uma das ciências ...
C) ...que nos proporcionou um espírito ...
D) ...cuja importância ninguém ignora ...
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ...

02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-adap.).


... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos do sueco.
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de complementos que o grifado acima está empregado em:
A) ...que existe uma coisa chamada exército...
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia...
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento.

03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.).


... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes desiguais...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em:
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a extremos de sutileza.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos troncos mais robustos.
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, não raro, quem...
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na serra de Tunuí...
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, mestre e colaborador...

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LÍNGUA PORTUGUESA

04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... a alternativa que completa, correta e respectivamente, as
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.
o da frase acima se encontra em: Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já
A) A palavra direito, em português, vem de directum, assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
do verbo latino dirigere... corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a
sociedades... mídia pode exercer sobre os jovens.
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado A) dos … na
pela justiça. B) nos … entre a
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi- C) aos … para a
rações da justiça... D) sobre os … pela
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o E) pelos … sob a
sentimento de justiça.
08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alter- Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão
nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa da língua, assinale a alternativa em que os trechos desta-
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência cados estão corretos quanto à regência, verbal ou nominal.
nominal e à pontuação. A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida- dez mil tomadas.
mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avan- B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver
ço seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exem- um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
plo, do que em outros. C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra- criar logotipos e negociar.
pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o D) O taxista levou o autor a indagar no número de to-
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um madas do edifício.
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor repa-
exemplo!, do que em outros.
rasse a um prédio na marginal.
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra-
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). As-
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
sinale a alternativa que substitui a expressão destacada na
exemplo, do que em outros.
frase, conforme as regras de regência da norma-padrão da
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam ra-
língua e sem alteração de sentido.
pidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de
avanço seja mais notável em alguns países – o Brasil é um
direitos dos trabalhadores domésticos.
exemplo – do que em outros. A) da
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapida- B) na
mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avan- C) pela
ço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exem- D) sob a
plo) do que em outros. E) sobre a
06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina- GABARITO
le a alternativa correta quanto à regência dos termos em
destaque. 01. D 02. D 03. A 04. A 05. D
(A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a 06. A 07. C 08. A 09. C
responsabilidade pelo problema.
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter RESOLUÇÃO
se perdido.
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho 1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das ou-
de um índio na porta do prédio. tras ciências ...
(D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se Facilitar – verbo transitivo direto
perdido de sua família. A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de liga-
(E) A família toda se organizou para realizar a procura ção
à garotinha. B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo
de ligação
C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo tran-
sitivo direto e indireto
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro =
verbo transitivo indireto

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LÍNGUA PORTUGUESA

2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito 7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se reportou
nos filhos do sueco. já assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
Pedir = verbo transitivo direto e indireto corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = tran- A pesquisa faz um alerta para a influência negativa
sitivo direto que a mídia pode exercer sobre os jovens.
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de
ligação 8-)
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de ha-
=verbo intransitivo ver um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevi- C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em
mento. =transitivo direto criar logotipos e negociar.
D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada tomadas do edifício.
em partes desiguais... E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor re-
Constar = verbo intransitivo parasse em um prédio na marginal.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado
nos troncos mais robustos. =ligação 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso- direitos dos trabalhadores domésticos.
rientam, não raro, quem... =transitivo direto
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho
na serra de Tunuí... = transitivo direto
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto ESTUDO DA CRASE;

4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça...


Lidar = transitivo indireto
A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”,
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das
“mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à
sociedades... =transitivo direto
“junção” de duas vogais idênticas. É de grande importân-
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado
cia a crase da preposição “a” com o artigo feminino “a”
pela justiça. =ligação
(s), com o “a” inicial dos pronomes aquele(s), aquela (s),
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspira-
aquilo e com o “a” do relativo a qual (as quais). Na escrita,
ções da justiça... =transitivo direto e indireto
utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O uso
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o sen-
apropriado do acento grave depende da compreensão
timento de justiça. =transitivo direto
da fusão das duas vogais. É fundamental também, para
5-) A correção do item deve respeitar as regras de pon- o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos
tuação também. Assinalei apenas os desvios quanto à re- e nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a
gência (pontuação encontra-se em tópico específico) crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocor-
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam, rência simultânea de uma preposição e um artigo ou pro-
(B) Não há dúvida de que (erros quanto à pon- nome. Observe:
tuação) Vou a + a igreja.
(C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto Vou à igreja.
à pontuação) No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapi- “a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência
damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o do artigo “a” que está determinando o substantivo femini-
avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um no igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
exemplo) do que em outros. elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave.
Observe os outros exemplos:
6-) Conheço a aluna.
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por ter Refiro-me à aluna.
se perdido. No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (co-
(C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de nhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a
um índio na porta do prédio. crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é
(D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se perdi- transitivo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige
do de sua família. a preposição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o
(E) A família toda se organizou para realizar a procura termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino
pela garotinha. “a” ou um dos pronomes já especificados.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Casos em que a crase NÃO ocorre:

- diante de substantivos masculinos:


Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
Passou a camisa a ferro.
Fazer o exercício a lápis.
Compramos os móveis a prazo.

- diante de verbos no infinitivo:


A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.

Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.

- diante da maioria dos pronomes e das expressões de tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita
e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes podem ser identificados pelo método: troque a palavra
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)

- diante de numerais cardinais:


Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.

Casos em que a crase SEMPRE ocorre:


- diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

- diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.

- na indicação de horas:
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.

- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à semelhança de às ordens à beira de

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LÍNGUA PORTUGUESA

Crase diante de Nomes de Lugar Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses
que diante deles haverá crase, desde que o termo regente pronomes exigir a preposição “a”, haverá crase. É possível
exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando a
admite ou não a anteposição do artigo feminino “a”, de- substituição do termo regido feminino por um termo regido
ve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a masculino. Por exemplo:
preposição “de” ou “em”. A ocorrência da contração “da”
ou “na” prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
por isso, haverá crase. Por exemplo: O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade.

Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a
França.) crase. Veja outros exemplos:
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.) São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália) Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Por- Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
to Alegre.) responder nenhuma das questões.
A sessão à qual assisti estava vazia.
*- Dica da Zê!: use a regrinha “Vou A volto DA, crase
HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?” Crase com o Pronome Demonstrativo “a”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas. A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a”
Vou à praia. = Volto da praia. também pode ser detectada através da substituição do ter-
mo regente feminino por um termo regido masculino. Veja:
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especifi- Minha revolta é ligada à do meu país.
cado, ocorrerá crase. Veja: Meu luto é ligado ao do meu país.
As orações são semelhantes às de antes.
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Suas perguntas são superiores às dele.
Irei à Salvador de Jorge Amado.
Seus argumentos são superiores aos dele.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
(s), Aquela (s), Aquilo
Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o
A Palavra Distância
termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Se a palavra distância estiver especificada, determinada,
a crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à distância
Refiro-me a + aquele atentado. de 100km daqui. (A palavra está determinada)
Preposição Pronome Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A
palavra está especificada.)
Refiro-me àquele atentado. Se a palavra distância não estiver especificada, a crase
não pode ocorrer. Por exemplo:
O termo regente do exemplo acima é o verbo transi- Os militares ficaram a distância.
tivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige Gostava de fotografar a distância.
preposição, portanto, ocorre a crase. Observe este outro Ensinou a distância.
exemplo: Dizem que aquele médico cura a distância.
Aluguei aquela casa. Reconheci o menino a distância.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não Observação: por motivo de clareza, para evitar ambigui-
exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. dade, pode-se usar a crase. Veja:
Veja outros exemplos: Gostava de fotografar à distância.
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. Ensinou à distância.
Quero agradecer àqueles que me socorreram. Dizem que aquele médico cura à distância.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz. - diante de nomes próprios femininos:
Fiz aquilo que você disse. Observação: é facultativo o uso da crase diante de no-
Comprei aquela caneta. mes próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo.
Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
feminino diante de nomes próprios femininos, então pode- ordem dada:
mos escrever as frases abaixo das seguintes formas: A) à – a – a
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Roberto. B) a – a – à
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Ro- C) à – a – à
berto. D) à – à – a
E) a – à – à
- diante de pronome possessivo feminino:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro- 03 (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU-
nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do NESP/2013) De acordo com a norma-padrão da língua
artigo. Observe: portuguesa, o acento indicativo de crase está corretamen-
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando te empregado em:
por você. (A) A população, de um modo geral, está à espera de
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está espe- que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes.
rando por você. (B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à re-
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de pensarem a sua postura.
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever (C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à
as frases abaixo das seguintes formas: punições muito mais severas.
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. (D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco a
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô. vida dos demais motoristas e de pedestres.
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento
- depois da preposição até: da nova lei para que ela possa funcionar.
Fui até a praia. ou Fui até à praia.
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à por- 04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não
ta.
me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A
efervescente.
palestra vai até às cinco horas da tarde.
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase
se o segmento grifado for substituído por:
Questões sobre Crase
A) leitura apressada e sem profundidade.
B) cada um de nós neste formigueiro.
01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as dis-
C) exemplo de obras publicadas recentemente.
cussões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos ju-
D) uma comunicação festiva e virtual.
rídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências
estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas cri- E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
minais. Raro ler ____respeito envolvendo questões de saúde
pública como programas de esclarecimento e prevenção, de 05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
tratamento para dependentes e de reintegração desses____ NESP – 2013).
vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico ou O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)
clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ resso-
própria família? cialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará--lo
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
17.09.2012. Adaptado) liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e uma vida digna.
respectivamente, com: (Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/
(A) aos … à … a … a qual_e_a_importancia_da_ressocializacao_de_presos.
(B) aos … a … à … a Acesso em: 18.08.2012. Adaptado)
(C) a … a … à … à
(D) à … à … à … à Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti-
(E) a … a … a … a vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa-
drão da língua portuguesa.
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia A) à … à … à
o texto a seguir. B) a … a … à
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, cor- C) a … à … à
reu ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira D) à … à ... a
causa do procedimento de Camilo. Vimos que ______ carto- E) a … à … a
mante restituiu--lhe ______ confiança, e que o rapaz repreen-
deu-a por ter feito o que fez.
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias.
Rio de Janeiro: Globo, 1997, p. 6)

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LÍNGUA PORTUGUESA

06. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- 10. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Em qual das op-
Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a ções abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente
seguir, empregando o sinal indicativo de crase de acordo indicado?
com a norma-padrão. A) O dia fora quente, mas à noite estava fria e escura.
Não nos sujeitamos ____ corrupção; tampouco cedere- B) Ninguém se referira à essa ideia antes.
mos espaço ____ nenhuma ação que se proponha ____ pre- C) Esta era à medida certa do quarto.
judicar nossas instituições. D) Ela fechou a porta e saiu às pressas.
(A) à … à … à E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo.
(B) a … à … à
(C) à … a … a GABARITO
(D) à … à … a
(E) a … a … à 01. B 02. A 03. A 04. A 05. D
06.C 07. E 08. B 09.B 10. D
07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP – 2013-adap) O acento indicativo de crase está cor-
retamente empregado em:
RESOLUÇÃO
A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus 1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais.
desejos. Raro ler __a__respeito (antes de palavra masculina
B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações não há crase)
nos mecanismos biológicos de controle emocional. de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar a + a vida = à)
C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade. o nome de um médico ou clínica __a_quem tentar en-
D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida- caminhar um drogado da nossa própria família? (antes de
de alimentam a violência crescente nas cidades. pronome indefinido/relativo)
E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
dade atinge os mais vulneráveis. 2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la so-
bre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos
08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). que _a__cartomante (objeto direto)restituiu-lhe ___a___ con-
O sinal indicativo de crase está correto em: fiança (objeto direto), e que o rapaz repreendeu-a por ter
A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na feito o que fez.
área de biotecnologia. 3-)
B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar (A) A população, de um modo geral, está à espera (dá
à educação dos filhos. para substituir por “esperando”) de que
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar (B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repen-
as instalações do prédio. sarem (antes de verbo)
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer (C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à pu-
detalhe que envolva a segurança das pessoas. nições (generalizando, palavra no plural)
E) É função da política é dedicar-se à todo problema (D) À ninguém (pronome indefinido)
que comprometa o bem-estar do cidadão. (E) Cabe à todos (pronome indefinido)

4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressada


09. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
e sem profundidade.
O detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um ho-
a cada um de nós neste formigueiro. (antes de pronome
mem de face corada, muito afeito ...... frases inteligentes e
indefinido)
citações dos clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e
a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra
sossegada, fica sentada tricotando tranquilamente, impassí- masculina)
vel ...... propensão de seu marido ...... investigar assassinatos. a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefinido)
(Adaptado de P.D.James, op.cit.) a respeito de autores reconhecidos pelo público. (pa-
lavra masculina)
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
ordem dada: 5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional
(A) à - à - a (INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio___à__
(B) a - à - a ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepa-
(C) à - a - à rá--lo para o retorno___à__ sociedade. Dessa forma, quando
(D) a - à - à em liberdade, ele estará capacitado__a___ ter uma profissão
(E) à - a – a e uma vida digna.
- Apoio a ? Regência nominal pede preposição;
- retorno a? regência nominal pede preposição;
- antes de verbo no infinitivo não há crase.

100
LÍNGUA PORTUGUESA

6-) Vamos por partes! 10-)


- Quem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, por- A) O dia fora quente, mas à noite = mas a noite (artigo e
tanto: pede preposição; substantivo. Diferente de: Estudo à noite = período do dia)
- quem cede, cede algo A alguém, então teremos obje- B) Ninguém se referira à essa ideia antes.= a essa (antes
to direto e indireto; de pronome demonstrativo)
- quem se propõe, propõe-se A alguma coisa. C) Esta era à medida certa do quarto. = a medida (artigo
Vejamos: e substantivo, no caso. Diferente da conjunção proporcio-
Não nos sujeitamos À corrupção; tampouco cederemos nal: À medida que lia, mais aprendia)
espaço A nenhuma ação que se proponha A prejudicar D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. = correta (advér-
nossas instituições. bio de modo = apressadamente)
* Sujeitar A + A corrupção; E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. =
* ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto palavra masculina
indireto. Não há acento indicativo de crase, pois “nenhu-
ma” é pronome indefinido);
* que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no
caso, oração subordinada com função de objeto indireto. SEMÂNTICA E ESTILÍSTICA.
Não há acento indicativo de crase porque temos um verbo
no infinitivo – “prejudicar”).

7-) “CARO CANDIDATO, O TÓPICO ACIMA FOI ABOR-


A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas DADO NA ÍNTEGRA EM: FIGURAS;”
com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
desejos. (antes de verbo no infinitivo não há crase)
B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se
o “a” está no singular e antecede palavra no plural, não há
crase)
C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
(artigo indefinido)
D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra
masculina)
E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
dade atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nomi-
nal: desfavorável a?)

8-)
A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
área de biotecnologia. (artigo indefinido)
B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar à
educação dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar a )
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
instalações do prédio. (verbo no infinitivo)
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome
indefinido)
E) É função da política é dedicar-se à todo problema
que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome in-
definido)

9-) Afeito a frases (generalizando, já que o “a” está no


singular e “frases”, no plural)
Impassível à propensão (regência nominal: pede pre-
posição)
A investigar (antes de verbo no infinitivo não há acen-
to indicativo de crase)
Sequência: a / à / a.

101
LÍNGUA PORTUGUESA

- Fique focado no enunciado que a banca está pedin-


REDAÇÃO OFICIAL do, não redija um texto lindo, mas que está totalmente
fora do tema. Nunca fuja do tema proposto;
- Use sinônimos, evite repetir as mesmas palavras;
- Tenha seus argumentos fundamentados. Seja coeso
Uma boa redação é aquela que permite uma leitura e coerente;
prazerosa, natural, de fácil compreensão. Para fazer bons - Algo comum no mundo dos concurseiros é o grande
textos é fundamental ter o hábito de leitura, utilizar todas temor pela redação nas provas. Muitas vezes o candidato
as regras da língua Portuguesa e as técnicas de redação prepara-se para a prova objetiva e deixa a redação de lado,
a seu favor. perdendo grandes chances de passar. A única maneira efi-
caz de aprender a fazer uma boa redação é treinando. Faça
Principais dicas de redação: redações sobre diversos temas, leia e releia quantas vezes
precisar, e lembre-se: a prática pode levar à perfeição;
- Organize seus argumentos sobre o tema proposto
- Além dessas dicas é preciso saber, principalmente,
e os escreva de forma compreensível. Organize os argu-
as regras de acentuação gráfica, pontuação, ortografia e
mentos em ordem crescente, ou seja, deixe o argumento
concordância.
mais forte para o final;
- Nas dissertações em que é necessário defender
algo, não fique “em cima do muro”, coloque claramente Estrutura da Redação
sua posição, pois muitas vezes os corretores estão inte-
ressados em avaliar sua capacidade de opinar, refletir e Um texto é composto de três partes essenciais: intro-
argumentar; dução, desenvolvimento e conclusão. O correto é haver um
- Escreva com clareza; elo entre as partes, como se formassem a costura do texto.
- Seja objetivo e fiel ao tema; Na introdução é onde o tema abordado é apresentado,
- Escolha sempre a ordem direta das frases (sujeito + não deve ser muito extensa, e aconselha-se que tenha
predicado); apenas um parágrafo de quatro a seis linhas. O desen-
- Evite períodos e parágrafos muito longos; volvimento é o “corpo” do texto, a parte mais importante
- Elimine expressões difíceis ou desnecessárias do dele. É onde se expõe o ponto de vista, e argumenta de
texto; uma forma lógica para que o leitor acompanhe seu ra-
- Não use termos chulos, gírias e regionalismos; ciocínio. Nesta parte do texto faz-se uso de, no mínimo,
- Esteja sempre atualizado em tudo que acontece no dois parágrafos. A conclusão é o fechamento. Mas é válido
mundo; lembrar que a introdução, desenvolvimento e conclusão
- Leia muito. A leitura enriquece o vocabulário, você são ligados e dependentes entre si para que a coesão e
olha visualmente as palavras e envia para a sua memória coerência textual sejam mantidas e o texto faça sentido.
a forma correta de escrevê-las;
- Treine fazer redação com temas que poderão es- Introdução
tar relacionados com as provas de concursos públicos, ou
então faça com temas da atualidade e notícias constantes A introdução (dependendo do número máximo de li-
nos meios de comunicação; nhas) deve ter argumentos, dos quais você falará no de-
- Seja crítico de si mesmo, revise os textos de treino, senvolvimento. Então, deixe para explicar o assunto da in-
retire os excessos, deixe seu texto “enxuto”; trodução depois. Apenas coloque os argumentos de forma
- Cronometre o tempo que é gasto nas suas redações
conexa e, o mais importante, apenas os coloque se tiver
de treino e tente sempre diminuir o tempo gasto na pró-
certeza de que falará sobre eles depois.
xima;
- Não ultrapasse as margens, nem o limite de linhas
Desenvolvimento
estabelecido na prova;
- Mantenha o mesmo padrão de letra do início ao fim
do texto. Não inicie com letra legível e arredondada, por O desenvolvimento (dependendo do número máximo
exemplo, e termine com ela ilegível e “apressada”. Isso de linhas) deve ter, no mínimo, dois parágrafos. Cada pa-
dará uma péssima impressão para o examinador da banca rágrafo deve ter entre 2 a 4 linhas. O ideal seria três linhas,
quando for ler; pois quanto mais linhas tiver, maiores as chances de você
- Não faça marcas, rabiscos, não suje e nem amasse escrever algo confuso. Os parágrafos devem tratar dos
sua redação; Tenha o máximo de asseio possível; argumentos apresentados na introdução. Cada parágrafo,
- Faça as redações de provas anteriores do concurso ao menos, referente a um deles.
que você prestará;

102
LÍNGUA PORTUGUESA

Conclusão A falta de estudo e de condições sociais favoráveis, cer-


tamente, é um ponto que fortalece o envolvimento com
A conclusão não traz nenhum argumento novo. Ela ações infratoras. Dispersos, tratados com descaso e sem
ressalta o que já foi dito, ou traz uma POSSÍVEL solução. perspectiva, muitos jovens veem no crime a possível solução
para seus problemas. (assunto 3)
Na dissertação NUNCA usamos: eu, nós, temos, deve- A necessidade de se diminuir a maioridade penal, nas
mos, podemos, iremos, sei, sabemos, e palavras conjugadas condições atuais, de fato, se mostra gritante. Contudo, no
da mesma forma. Isto porque ela devem ser escrita na 3ª dia que o país investir em educação e não em formas de
pessoa do singular. O certo seria: sabe-se, deve-se, impor- conter os efeitos gerados pela falta desta, talvez, sequer seja
tante se faz, tem-se. “Todo mundo”, “todo o planeta”, “todas necessária qualquer pena.
as pessoas”, “todos”: tais palavras devem ser evitadas, pois
a dissertação não admite generalização. Logo, devemos Planejando a Dissertação
usar “a maioria”, “grande parte”, “parcela da população”,
“um significativo número” etc. “Com certeza”, “obviamente”, Veja a seguir outro tipo de roteiro. Siga os passos:
definitivamente”: são palavras que também devem ser evi- 1) Interrogue o tema;
tadas. A dissertação consiste numa argumentação, na qual 2) Responda-o de acordo com a sua opinião;
se é exposto um pensamento, o qual poderá ser refutado 3) Apresente um argumento básico;
por outro pensamento. 4) Apresente argumentos auxiliares;
5) Apresente um fato-exemplo;
Vamos para um exemplo. O texto trata da redução da 6) Conclua.
maioridade no Brasil.
A INTRODUÇÃO é a seguinte: Vamos supor que o tema de redação proposto seja:
Nenhum homem vive sozinho. Tente seguir o roteiro:
Na sociedade atual, muitos crimes vêm sendo come-
1. Transforme o tema em uma pergunta: Nenhum ho-
tidos por infratores menores de dezoito anos. As penas a
mem vive sozinho?
eles aplicadas são relativamente pequenas e não os inibem
2. Procure responder a essa pergunta de um modo
de praticar novos delitos. A maioria destes jovens, contu-
simples e claro, concordando ou discordando (ou concor-
do, SÃO de regiões periféricas e não têm o devido acesso á
dando em parte e discordando em parte): essa resposta é
educação.
o seu ponto de vista.
3. Pergunte a você mesmo o porquê de sua resposta,
Lembra da regra dos assuntos (pelo menos três) da
uma causa, um motivo, uma razão para justificar sua posi-
introdução? Então... vamos ver quais serão os assuntos.
ção: aí estará o seu argumento principal.
Assunto 1: na sociedade atual, muitos crimes vêm sen- 4. Agora, procure descobrir outros motivos que aju-
do cometidos por infratores menores de dezoito anos dem a defender o seu ponto de vista, a fundamentar sua
Assunto 2: As penas a eles aplicadas são relativamente posição. Estes serão os argumentos auxiliares.
pequenas e não os inibe de praticar novos delitos 5. Em seguida, procure algum fato que sirva de exem-
Assunto 3: A maioria destes jovens, contudo, são de re- plo para reforçar a sua posição. Este fato-exemplo pode
giões periféricas e não têm o devido acesso á educação vir de sua memória visual, das coisas que você ouviu, do
que você leu. Pode ser um fato da vida política, econômica,
Agora, vamos construir o texto, abordando cada as- social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante
sunto em um parágrafo do desenvolvimento. expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O fato
-exemplo geralmente dá força e clareza à argumentação.
Na sociedade atual, muitos crimes vêm sendo cometi- Além disso, pessoaliza o nosso texto, diferenciando-o dos
dos por infratores menores de dezoito anos. As penas a eles demais.
aplicadas são relativamente pequenas e não os inibem de 6. A partir desses elementos, você terá o rascunho de
praticar novos delitos. A maioria destes jovens, contudo, É de sua redação.
regiões periféricas e não TEM o devido acesso á educação.
É de se notar que o crescente número de infrações reali- Fontes:
zadas por crianças e adolescentes, aparentemente, só tende http://www.okconcursos.com.br/como-passar/di-
a aumentar, tal como vem acontecendo. Crimes como roubo cas-para-concurso/330-como-fazer-uma-boa-redacao#.
e tráfico se mostram cada vez mais presente nas ações des- Upoqg9Kfsfh
tes jovens. (assunto 1) http://capaciteredacao.forum-livre.com/t5097-expli-
Se, por um lado, o número de crimes praticados por eles cacao-como-fazer-uma-redacao
aumenta, por outro, diminui a severidade das medidas. O http://www.soportugues.com.br/secoes/Redacao/Re-
grande problema de medidas tão brandas consiste no fato dacao2.php
de estas não cumprirem um de seus importantes deveres: o
de inibir a ocorrência de novas infrações. (assunto 2)

103
LÍNGUA PORTUGUESA

Redação Oficial c) do Poder Judiciário:


Presidente e Membros do Supremo Tribunal Federal;
Pronomes de tratamento na redação oficial Presidente e Membros do Superior Tribunal de Justiça;
Presidente e Membros do Superior Tribunal Militar;
A redação Oficial é a maneira para o poder público Presidente e Membros do Tribunal Superior Eleitoral;
redigir atos normativos. Para redigi-los, muitas regras fa- Presidente e Membros do Tribunal Superior do Trabalho;
zem-se necessárias. Entre elas, escrever de forma clara, Presidente e Membros dos Tribunais de Justiça;
concisa, sem muito comprometimento, bem como um uso Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Federais;
adequado das formas de tratamento. Tais regras, acom- Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Eleito-
panhadas de uma boa redação, com um bom uso da lin- rais;
guagem, asseguram que os atos normativos sejam bem Presidente e Membros dos Tribunais Regionais do Tra-
executados. balho;
Juízes e Desembargadores;
No Poder Público, a todo momento nós nos depara-
Auditores da Justiça Militar.”
mos com situações em que precisamos escrever – ou fa-
lar – com pessoas com as quais não temos familiaridade.
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigi-
Nesses casos, os pronomes de tratamento assumem uma das aos Chefes do Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido
condição e precisam estar adequados à categoria hierár- do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da
quica da pessoa a quem nos dirigimos. E mais, exige-se, República; Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
em discurso falado ou escrito, uma homogeneidade na Nacional; Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tri-
forma de tratamento, não só nos pronomes como tam- bunal Federal.
bém nos verbos.
No entanto, as formas de tratamento não são do co- E mais: As demais autoridades serão tratadas com o
nhecimento de todos. Para tanto, a partir do Manual da vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Se-
Presidência da República, apresentaremos as discrimina- nador, Senhor Juiz, Senhor Ministro, Senhor Governador.
ções de usos dos pronomes de tratamento: O Manual ainda preceitua que a forma de tratamento
“Digníssimo” fica abolida para as autoridades descritas aci-
São de uso consagrado: Vossa Excelência, para as ma, afinal, a dignidade é condição primordial para que tais
seguintes autoridades: cargos públicos sejam ocupados.
a) do Poder Executivo Fica ainda dito que doutor não é forma de tratamento,
Presidente da República; mas titulação acadêmica de quem defende tese de douto-
Vice-Presidente da República; rado. Portanto, é aconselhável que não se use discrimina-
Ministro de Estado; damente tal termo.
Secretário-Geral da Presidência da República;
Consultor-Geral da República; AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS
Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas;
Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República; 1. ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL
Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República;
Secretários da Presidência da República; O que é Redação Oficial
Procurador – Geral da República;
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Dis-
maneira pela qual o Poder Público redige atos norma-
trito Federal;
tivos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de
Chefes de Estado – Maior das Três Armas;
vista do Poder Executivo.
Oficiais Generais das Forças Armadas; A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoa-
Embaixadores; lidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, con-
Secretário Executivo e Secretário Nacional de Ministé- cisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente
rios; esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no
Secretários de Estado dos Governos Estaduais; artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fun-
Prefeitos Municipais. dacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princí-
b) do Poder Legislativo: pios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade
Presidente, Vice–Presidente e Membros da Câmara dos e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade
Deputados e do Senado Federal; princípios fundamentais de toda administração pública,
Presidente e Membros do Tribunal de Contas da União; claro que devem igualmente nortear a elaboração dos
Presidente e Membros dos Tribunais de Contas Esta- atos e comunicações oficiais.
duais; Não se concebe que um ato normativo de qualquer
Presidente e Membros das Assembleias Legislativas Es- natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou
taduais; impossibilite sua compreensão. A transparência do senti-
Presidente das Câmaras Municipais. do dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade,

104
LÍNGUA PORTUGUESA

são requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais
que um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A pu-
blicidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão. A necessidade de empregar determinado nível de lin-
Fica claro também que as comunicações oficiais são ne- guagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um
cessariamente uniformes, pois há sempre um único comuni- lado, do próprio caráter público desses atos e comuni-
cador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações cações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui
ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes diri- entendidos como atos de caráter normativo, ou estabe-
gidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos lecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam
ou instituições tratados de forma homogênea (o público). o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcan-
A redação oficial não é necessariamente árida e infensa çado se em sua elaboração for empregada a linguagem
à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comuni- adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais,
car com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e
parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa objetividade.
daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondên-
As comunicações que partem dos órgãos públicos
cia particular, etc.
federais devem ser compreendidas por todo e qualquer
Apresentadas essas características fundamentais da re-
cidadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar
dação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada
uma delas. o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos.
Não há dúvida de que um texto marcado por expressões
A Impessoalidade de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vo-
cabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão di-
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer ficultada.
pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários: a) Ressalte-se que há necessariamente uma distância
alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c) al- entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente
guém que receba essa comunicação. No caso da redação dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de
oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou costumes, e pode eventualmente contar com outros ele-
aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Servi- mentos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos,
ço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto re- a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fa-
lativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatário tores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita
dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cidadãos, incorpora mais lentamente as transformações, tem maior
ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros Poderes vocação para a permanência e vale-se apenas de si mes-
da União. ma para comunicar.
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que Os textos oficiais, devido ao seu caráter impessoal e
deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações sua finalidade de informar com o máximo de clareza e
oficiais decorre: concisão, requerem o uso do padrão culto da língua. Há
a) da ausência de impressões individuais de quem co- consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se
munica: embora se trate, por exemplo, de um expediente as- observam as regras da gramática formal e b) se emprega
sinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em nome um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idio-
do Serviço Público que é feita a comunicação. Obtém-se, ma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso
assim, uma desejável padronização, que permite que comu- do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que
nicações elaboradas em diferentes setores da Administração ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou
guardem entre si certa uniformidade;
sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idios-
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação,
sincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se
com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cidadão,
atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.
sempre concebido como público, ou a outro órgão público.
Nos dois casos, temos um destinatário concebido de forma Lembre-se de que o padrão culto nada tem contra a
homogênea e impessoal; simplicidade de expressão, desde que não seja confundi-
c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o da com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso
universo temático das comunicações oficiais restringe-se a do padrão culto implica emprego de linguagem rebusca-
questões que dizem respeito ao interesse público, é natural da, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de lin-
que não caiba qualquer tom particular ou pessoal. guagem próprios da língua literária.
Desta forma, não há lugar na redação oficial para im- Pode-se concluir, então, que não existe propriamente
pressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do
uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que
ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser haverá preferência pelo uso de determinadas expressões,
isenta da interferência da individualidade que a elabora. ou será obedecida certa tradição no emprego das formas
A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se
que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais con- consagre a utilização de uma forma de linguagem buro-
tribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária im- crática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser
pessoalidade. evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.

105
LÍNGUA PORTUGUESA

A linguagem técnica deve ser empregada apenas em - a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpre-
situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indis- tações que poderia decorrer de um tratamento personalista
criminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o dado ao texto;
vocabulário próprio a determinada área, são de difícil en- - o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de
tendimento por quem não esteja com eles familiarizado. entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de
Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comu- circulação restrita, como a gíria e o jargão;
nicações encaminhadas a outros órgãos da administração - a formalidade e a padronização, que possibilitam a im-
e em expedientes dirigidos aos cidadãos. prescindível uniformidade dos textos;
- a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos
Formalidade e Padronização linguísticos que nada lhe acrescentam.
É pela correta observação dessas características que se
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, redige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável relei-
isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já tura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais,
de trechos obscuros e de erros gramaticais provém principal-
mencionadas exigências de impessoalidade e uso do pa-
mente da falta da releitura que torna possível sua correção.
drão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa forma-
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa
lidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvi-
com que são elaboradas certas comunicações quase sempre
da quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de
de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do um texto que não seja seguida por sua revisão. “Não há as-
que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade suntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a máxima. Evite-
no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a co- se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir.
municação.
A formalidade de tratamento vincula-se, também, à Pronomes de Tratamento
necessária uniformidade das comunicações. Ora, se a ad- Concordância com os Pronomes de Tratamento
ministração federal é una, é natural que as comunicações
que expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa indi-
desse padrão exige que se atente para todas as caracterís- reta) apresentam certas peculiaridades quanto à concordân-
ticas da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresen- cia verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram à segun-
tação dos textos. da pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem
A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para se dirige a comunicação), levam a concordância para a ter-
o texto definitivo e a correta diagramação do texto são in- ceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que
dispensáveis para a padronização. integra a locução como seu núcleo sintático: “Vossa Senhoria
nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.
Concisão e Clareza Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a
pronomes de tratamento são sempre os da terceira pessoa:
A concisão é antes uma qualidade do que uma carac- “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vos-
terística do texto oficial. Conciso é o texto que consegue so...”).
transmitir um máximo de informações com um mínimo de Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o gê-
palavras. Para que se redija com essa qualidade, é funda- nero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a que se
mental que se tenha, além de conhecimento do assunto refere, e não com o substantivo que compõe a locução. As-
sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o sim, se nosso interlocutor for homem, o correto é “Vossa Exce-
lência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeito”; se
texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes
for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria
se percebem eventuais redundâncias ou repetições desne-
deve estar satisfeita”.
cessárias de ideias.
No envelope, o endereçamento das comunicações diri-
O esforço de sermos concisos atende, basicamente, ao gidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a se-
princípio de economia linguística, à mencionada fórmula guinte forma:
de empregar o mínimo de palavras para informar o má-
ximo. Não se deve, de forma alguma, entendê-la como A Sua Excelência o Senhor
economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar Fulano de Tal
passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em ta- Ministro de Estado da Justiça
manho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis, 70.064-900 – Brasília. DF
redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já A Sua Excelência o Senhor
foi dito. Senador Fulano de Tal
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto ofi- Senado Federal
cial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibili- 70.165-900 – Brasília. DF
ta imediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza
não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente Senhor Ministro,
das demais características da redação oficial. Para ela con-
correm: Submeto a Vossa Excelência projeto (...)

106
LÍNGUA PORTUGUESA

Fechos para Comunicações - o campo destinado à margem lateral direita terá


1,5 cm;
O fecho das comunicações oficiais possui, além da fi- - deve ser utilizado espaçamento simples entre as li-
nalidade de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. nhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor
Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados fo- de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma li-
ram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça, nha em branco;
de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de - não deve haver abuso no uso de negrito, itálico,
simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o sublinhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, rele-
emprego de somente dois fechos diferentes para todas as vo, bordas ou qualquer outra forma de formatação que
modalidades de comunicação oficial: afete a elegância e a sobriedade do documento;
a) para autoridades superiores, inclusive o Presi- - a impressão dos textos deve ser feita na cor preta
dente da República: Respeitosamente, em papel branco. A impressão colorida deve ser usada
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie- apenas para gráficos e ilustrações;
rarquia inferior: Atenciosamente, - todos os tipos de documentos do Padrão Ofício de-
vem ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja,
Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi- 29,7 x 21,0 cm;
das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra- - deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de
dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de arquivo Rich Text nos documentos de texto;
Redação do Ministério das Relações Exteriores. - dentro do possível, todos os documentos elabora-
dos devem ter o arquivo de texto preservado para con-
Identificação do Signatário sulta posterior ou aproveitamento de trechos para casos
análogos;
Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente - para facilitar a localização, os nomes dos arquivos
da República, todas as demais comunicações oficiais de- devem ser formados da seguinte maneira:
vem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, tipo do documento + número do documento + pala-
vras-chaves do conteúdo
abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação
Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002”
deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
Aviso e Ofício
Nome
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
Definição e Finalidade
Aviso e ofício são modalidades de comunicação ofi-
(espaço para assinatura)
cial praticamente idênticas. A única diferença entre eles
Nome
é que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de
Ministro de Estado da Justiça Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo
que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades.
Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a as- Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos
sinatura em página isolada do expediente. Transfira para oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e,
essa página ao menos a última frase anterior ao fecho. no caso do ofício, também com particulares.
Forma de diagramação Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo
Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca
seguinte forma de apresentação: o destinatário, seguido de vírgula.
- deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de Exemplos:
corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas Excelentíssimo Senhor Presidente da República
de rodapé; Senhora Ministra
- para símbolos não existentes na fonte Times New Ro- Senhor Chefe de Gabinete
man poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
- é obrigatório constar a partir da segunda página o Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício
número da página; as seguintes informações do remetente:
- os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser – nome do órgão ou setor;
impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as mar- – endereço postal;
gens esquerda e direta terão as distâncias invertidas nas – telefone e e-mail.
páginas pares (“margem espelho”);
- o campo destinado à margem lateral esquerda terá, OBS: Estas informações estão ausentes no memoran-
no mínimo, 3,0 cm de largura; do, pois trata-se de comunicação interna, destinatário e
- o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de remetente possuem o mesmo endereço. No caso se o
distância da margem esquerda; Aviso é de um Ministério para outro Ministério, também

107
LÍNGUA PORTUGUESA

não precisa especificar o endereço. O Ofício é enviado para Mensagem


outras instituições, logo, são necessárias as informações do
remetente e o endereço do destinatário para que o ofício Definição e Finalidade
possa ser entregue e o remetente possa receber resposta. É o instrumento de comunicação oficial entre os Che-
fes dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens
Memorando enviadas pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legis-
lativo para informar sobre fato da Administração Públi-
Definição e Finalidade ca; expor o plano de governo por ocasião da abertura
O memorando é a modalidade de comunicação entre de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem
matérias que dependem de deliberação de suas Casas;
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível dife-
apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicações
rente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação
eminentemente interna. de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser em- e da Nação.
pregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes, Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos
etc. a serem adotados por determinado setor do serviço Ministérios à Presidência da República, a cujas assesso-
público. rias caberá a redação final.
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao
do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela ra- Congresso Nacional têm as seguintes finalidades:
pidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. - encaminhamento de projeto de lei ordinária, com-
Para evitar desnecessário aumento do número de comu- plementar ou financeira;
nicações, os despachos ao memorando devem ser dados - encaminhamento de medida provisória;
no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em - indicação de autoridades;
folha de continuação. Esse procedimento permite formar - pedido de autorização para o Presidente ou o Vi-
uma espécie de processo simplificado, assegurando maior ce-Presidente da República ausentarem-se do País por
transparência à tomada de decisões, e permitindo que se mais de 15 dias;
historie o andamento da matéria tratada no memorando. - encaminhamento de atos de concessão e renova-
ção de concessão de emissoras de rádio e TV;
Forma e Estrutura
- encaminhamento das contas referentes ao exercí-
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do
cio anterior;
padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário
deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Ex: - mensagem de abertura da sessão legislativa;
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração - comunicação de sanção (com restituição de autó-
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos grafos);
- comunicação de veto;
Exposição de Motivos - outras mensagens.

Definição e Finalidade Forma e Estrutura


Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presi- As mensagens contêm: a) a indicação do tipo de ex-
dente da República ou ao Vice-Presidente para: a) informá pediente e de seu número, horizontalmente, no início da
-lo de determinado assunto; b) propor alguma medida; ou margem esquerda; b) vocativo, de acordo com o prono-
c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo. me de tratamento e o cargo do destinatário, horizon-
Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presi- talmente, no início da margem esquerda (Excelentíssimo
dente da República por um Ministro de Estado. Senhor Presidente do Senado Federal); c) o texto, inician-
Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de do a 2 cm do vocativo; d) o local e a data, verticalmente a
um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assinada 2 cm do final do texto, e horizontalmente fazendo coin-
por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, cidir seu final com a margem direita.
chamada de interministerial.
A mensagem, como os demais atos assinados pelo
Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresen- Presidente da República, não traz identificação de seu
tação do padrão ofício. A exposição de motivos, de acordo signatário.
com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de es-
trutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente Telegrama
informativo e outra para a que proponha alguma medida
ou submeta projeto de ato normativo. Definição e Finalidade
No primeiro caso, o da exposição de motivos que sim- Com o fito de uniformizar a terminologia e simpli-
plesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presi- ficar os procedimentos burocráticos, passa a receber o
dente da República, sua estrutura segue o modelo antes título de telegrama toda comunicação oficial expedida
referido para o padrão ofício. por meio de telegrafia, telex, etc.

108
LÍNGUA PORTUGUESA

Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa Forma e Estrutura


aos cofres públicos e tecnologicamente superada, deve Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô-
restringir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma
que não seja possível o uso de correio eletrônico ou fax rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso
e que a urgência justifique sua utilização e, também em de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.
razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação O campo “assunto” do formulário de correio eletrôni-
deve pautar-se pela concisão. co mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a
organização documental tanto do destinatário quanto do
Forma e Estrutura remetente.
Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utili-
zado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem
a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos
que encaminha algum arquivo deve trazer informações mí-
Correios e em seu sítio na Internet.
nimas sobre seu conteúdo.
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de con-
Fax firmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar
da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
Definição e Finalidade
O fax (forma abreviada já consagrada de fac-símile) é Valor documental
uma forma de comunicação que está sendo menos usada Nos termos da legislação em vigor, para que a mensa-
devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para gem de correio eletrônico tenha valor documental, e para
a transmissão de mensagens urgentes e para o envio an- que possa ser aceito como documento original, é neces-
tecipado de documentos, de cujo conhecimento há pre- sário existir certificação digital que ateste a identidade do
mência, quando não há condições de envio do documen- remetente, na forma estabelecida em lei.
to por meio eletrônico. Quando necessário o original, ele
segue posteriormente pela via e na forma de praxe. ELEMENTOS DE ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA
Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com
cópia do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em cer- Problemas de Construção de Frases
tos modelos, deteriora-se rapidamente.
A clareza e a concisão na forma escrita são alcançadas
principalmente pela construção adequada da frase, “a me-
Forma e Estrutura
nor unidade autônoma da comunicação”, na definição de
Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a
Celso Pedro Luft.
estrutura que lhes são inerentes. A função essencial da frase é desempenhada pelo pre-
É conveniente o envio, juntamente com o documento dicado, que, para Adriano da Gama Kury, pode ser entendi-
principal, de folha de rosto, e de pequeno formulário com do como “a enunciação pura de um fato qualquer”. Sempre
os dados de identificação da mensagem a ser enviada, que a frase possuir pelo menos um verbo, recebe o nome
conforme exemplo a seguir: de período, que terá tantas orações quantos forem os ver-
bos não auxiliares que o constituem.
Outra função relevante é a do sujeito – mas não indis-
[Órgão Expedidor] pensável, pois há orações sem sujeito, ditas impessoais –,
[setor do órgão expedidor] de quem se diz algo, cujo núcleo é sempre um substantivo.
[endereço do órgão expedidor] Sempre que o verbo o exigir, teremos nas orações substan-
Destinatário:____________________________________ tivos (nomes ou pronomes) que desempenham a função
No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___ de complementos (objetos direto e indireto, predicativo e
Remetente: ____________________________________ complemento adverbial). Função acessória desempenham
Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____ os adjuntos adverbiais, que vêm geralmente ao final da
No de páginas: ________No do documento:____________ oração, mas que podem ser ou intercalados aos elementos
que desempenham as outras funções, ou deslocados para
o início da oração.
Observações:___________________________________
Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos ele-
mentos que compõem uma oração (Observação: os parên-
teses indicam os elementos que podem não ocorrer):
Correio Eletrônico (sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adverbial).
Definição e finalidade Podem ser identificados seis padrões básicos para as
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e orações pessoais (i. é, com sujeito) na língua portuguesa
celeridade, transformou-se na principal forma de comuni- (a função que vem entre parênteses é facultativa e pode
cação para transmissão de documentos. ocorrer em ordem diversa):
1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial)
O Presidente - regressou - (ontem).

109
LÍNGUA PORTUGUESA

2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto - (ad- Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.
junto adverbial) Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).
O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).
manhã de terça-feira). Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo, (...).
Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo, (...).
3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto -
(adjunto adverbial). Frases Fragmentadas
O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os
setores). A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma
oração subordinada ou uma simples locução como se fosse
4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj. direto uma frase completa”. Decorre da pontuação errada de uma
- obj. indireto - (adj. Adv.) frase simples. Embora seja usada como recurso estilístico na
Os desempregados - entregaram - suas reivindicações literatura, a fragmentação de frases deve ser evitada nos tex-
- ao Deputado - (no Congresso). tos oficiais, pois muitas vezes dificulta a compreensão. Ex.:
Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso
5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento ad- Nacional. Depois de ser longamente debatido.
verbial - (adjunto adverbial) Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Bue- Nacional, depois de ser longamente debatido.
nos Aires - (na próxima semana). Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira) recebeu a aprovação do Congresso Nacional.
Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente sub-
6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto metido ao Presidente da República, que o aprovou. Consul-
adverbial) tadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
O problema - será - resolvido - prontamente. Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente sub-
metido ao Presidente da República, que o aprovou, consulta-
das as áreas envolvidas na elaboração do texto legal.
Esses seriam os padrões básicos para as orações, ou
seja, as frases que possuem apenas um verbo conjuga-
Erros de Paralelismo
do. Na construção de períodos, as várias funções podem
ocorrer em ordem inversa à mencionada, misturando-se
Uma das convenções estabelecidas na linguagem es-
e confundindo-se. Não interessa aqui análise exaustiva de
crita “consiste em apresentar ideias similares numa forma
todos os padrões existentes na língua portuguesa. O que
gramatical idêntica”, o que se chama de paralelismo. Assim,
importa é fixar a ordem normal dos elementos nesses seis
incorre-se em erro ao conferir forma não paralela a ele-
padrões básicos. Acrescente-se que períodos mais com-
mentos paralelos. Vejamos alguns exemplos:
plexos, compostos por duas ou mais orações, em geral Errado: Pelo aviso circular recomendou-se aos Ministé-
podem ser reduzidos aos padrões básicos (de que deri- rios economizar energia e que elaborassem planos de redu-
vam). ção de despesas.
Os problemas mais frequentemente encontrados na
construção de frases dizem respeito à má pontuação, à Nesta frase temos, nas duas orações subordinadas que
ambiguidade da ideia expressa, à elaboração de falsos pa- completam o sentido da principal, duas estruturas diferen-
ralelismos, erros de comparação, etc. Decorrem, em geral, tes para ideias equivalentes: a primeira oração (economizar
do desconhecimento da ordem das palavras na frase. In- energia) é reduzida de infinitivo, enquanto a segunda (que
dicam-se, a seguir, alguns desses defeitos mais comuns e elaborassem planos de redução de despesas) é uma oração
recorrentes na construção de frases, registrados em do- desenvolvida introduzida pela conjunção integrante que.
cumentos oficiais. Há mais de uma possibilidade de escrevê-la com clareza e
correção; uma seria a de apresentar as duas orações subor-
Sujeito dinadas como desenvolvidas, introduzidas pela conjunção
integrante que:
Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé-
executa a ação enunciada na oração. Ele pode ter comple- rios que economizassem energia e (que) elaborassem planos
mento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas, para redução de despesas.
portanto, construções como:
Errado: É tempo do Congresso votar a emenda. Outra possibilidade: as duas orações são apresentadas
Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda. como reduzidas de infinitivo:
Errado: Apesar das relações entre os países estarem Certo: Pelo aviso circular, recomendou-se aos Ministé-
cortadas, (...). rios economizar energia e elaborar planos para redução de
Certo: Apesar de as relações entre os países estarem despesas.
cortadas, (...). Nas duas correções respeita-se a estrutura paralela na
Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim. coordenação de orações subordinadas.

110
LÍNGUA PORTUGUESA

Mais um exemplo de frase inaceitável na língua escrita Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o
culta: de um médico.
Errado: No discurso de posse, mostrou determinação, Errado: O alcance do Decreto é diferente da Portaria.
não ser inseguro, inteligência e ter ambição. Novamente, a não repetição dos termos comparados
O problema aqui decorre de coordenar palavras (subs- confunde. Alternativas para correção:
tantivos) com orações (reduzidas de infinitivo). Certo: O alcance do Decreto é diferente do alcance da
Para tornar a frase clara e correta, pode-se optar ou por Portaria.
transformá-la em frase simples, substituindo as orações re- Certo: O alcance do Decreto é diferente do da Portaria.
duzidas por substantivos: Errado: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
Certo: No discurso de posse, mostrou determinação, se- do que os Ministérios do Governo.
gurança, inteligência e ambição. No exemplo acima, a omissão da palavra “outros” (ou
“demais”) acarretou imprecisão:
Atentemos, ainda, para o problema inverso, o falso pa- Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
ralelismo, que ocorre ao se dar forma paralela (equivalente) do que os outros Ministérios do Governo.
a ideias de hierarquia diferente ou, ainda, ao se apresentar, Certo: O Ministério da Educação dispõe de mais verbas
de forma paralela, estruturas sintáticas distintas: do que os demais Ministérios do Governo.
Errado: O Presidente visitou Paris, Bonn, Roma e o Papa.
Nesta frase, colocou-se em um mesmo nível cidades Ambiguidade
(Paris, Bonn, Roma) e uma pessoa (o Papa). Uma possibili-
dade de correção é transformá-la em duas frases simples, Ambígua é a frase ou oração que pode ser tomada em
com o cuidado de não repetir o verbo da primeira (visitar): mais de um sentido. Como a clareza é requisito básico de
Certo: O Presidente visitou Paris, Bonn e Roma. Nesta todo texto oficial, deve-se atentar para as construções que
última capital, encontrou-se com o Papa. possam gerar equívocos de compreensão.
A ambiguidade decorre, em geral, da dificuldade de
Mencionemos, por fim, o falso paralelismo provocado identificar--se a que palavra se refere um pronome que
pelo uso inadequado da expressão “e que” num período possui mais de um antecedente na terceira pessoa. Pode
que não contém nenhum “que” anterior. ocorrer com:
Errado: O novo procurador é jurista renomado, e que - pronomes pessoais:
tem sólida formação acadêmica. Ambíguo: O Ministro comunicou a seu secretariado que
ele seria exonerado.
Para corrigir a frase, ou suprimimos o pronome relativo: Claro: O Ministro comunicou exoneração dele a seu se-
Certo: O novo procurador é jurista renomado e tem sóli- cretariado.
da formação acadêmica. Ou então, caso o entendimento seja outro:
Outro exemplo de falso paralelismo com “e que”: Claro: O Ministro comunicou a seu secretariado a exo-
Errado: Neste momento, não se devem adotar medidas neração deste.
precipitadas, e que comprometam o andamento de todo o
programa. - pronomes possessivos e pronomes oblíquos:
Da mesma forma com que corrigimos o exemplo ante- Ambíguo: O Deputado saudou o Presidente da Repúbli-
rior aqui podemos ou suprimir a conjunção: ca, em seu discurso, e solicitou sua intervenção no seu Esta-
Certo: Neste momento, não se devem adotar medidas do, mas isso não o surpreendeu.
precipitadas, que comprometam o andamento de todo o Observe-se a multiplicidade de ambiguidade no exem-
programa. plo acima, as quais tornam virtualmente inapreensível o
sentido da frase.
Erros de Comparação Claro: Em seu discurso o Deputado saudou o Presidente
da República. No pronunciamento, solicitou a intervenção
A omissão de certos termos ao fazermos uma compa- federal em seu Estado, o que não surpreendeu o Presidente
ração, omissão própria da língua falada, deve ser evitada da República.
na língua escrita, pois compromete a clareza do texto: nem
sempre é possível identificar, pelo contexto, qual o termo - pronome relativo:
omitido. A ausência indevida de um termo pode impossi- Ambíguo: Roubaram a mesa do gabinete em que eu
bilitar o entendimento do sentido que se quer dar a uma costumava trabalhar.
frase: Não fica claro se o pronome relativo da segunda ora-
Errado: O salário de um professor é mais baixo do que ção refere--se à mesa ou a gabinete. Essa ambiguidade se
um médico. deve ao pronome relativo “que”, sem marca de gênero. A
A omissão de termos provocou uma comparação inde- solução é recorrer às formas o qual, a qual, os quais, as
vida: “o salário de um professor” com “um médico”. quais, que marcam gênero e número.
Certo: O salário de um professor é mais baixo do que o Claro: Roubaram a mesa do gabinete no qual eu costu-
salário de um médico. mava trabalhar.

111
LÍNGUA PORTUGUESA

Se o entendimento é outro, então: 6-) (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS


Claro: Roubaram a mesa do gabinete na qual eu costu- GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU-
mava trabalhar. MARC/2013) Sobre a Redação Oficial, NÃO é correto afir-
Há, ainda, outro tipo de ambiguidade, que decorre da mar que
dúvida sobre a que se refere a oração reduzida: (A) exige emprego do padrão formal de linguagem.
Ambíguo: Sendo indisciplinado, o Chefe admoestou o (B) deve permitir uma única interpretação e ser estrita-
funcionário. mente impessoal.
Para evitar o tipo de ambiguidade do exemplo acima, (C) sua finalidade básica é comunicar com impessoali-
deve-se deixar claro qual o sujeito da oração reduzida. dade e máxima clareza.
Claro: O Chefe admoestou o funcionário por ser este in- (D) dispensa a formalidade de tratamento, uma vez
disciplinado. que o comunicador e o receptor são o Serviço Público.
Ambíguo: Depois de examinar o paciente, uma senhora
chamou o médico. 7-) (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS
Claro: Depois que o médico examinou o paciente, foi GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU-
chamado por uma senhora. MARC/2013 - adaptada) “Na revisão de um expediente,
deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por
Fontes: seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser des-
http://www.redacaooficial.com.br/redacao_oficial_pu- conhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre
blicacoes_ver.php?id=2 certos assuntos em decorrência de nossa experiência pro-
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/p/reda- fissional muitas vezes faz com que os tomemos como de
cao-oficial-para-concursos.html conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explici-
te, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o sig-
ATIVIDADES nificado das siglas e abreviações e os conceitos específicos
que não possam ser dispensados.”
1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE – TÉC-
(Manual de Redação Oficial da Presidência da Repúbli-
NICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) O correio ele-
ca. p. 14).
trônico é uma forma de comunicação célere, na qual deve ser
utilizada linguagem compatível com a comunicação oficial,
Sobre a Redação Oficial, pode-se concluir que
embora não seja definida uma forma rígida para sua estrutura.
(A) a concisão de um texto está relacionada ao grau de
( ) Certo ( ) Errado
especificação dos termos.
2-) (POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE ALAGOAS – AGENTE (B) a padronização de termos e conceitos viabiliza a
DE POLÍCIA – CESPE/2012) O vocativo a ser empregado em uniformidade dos documentos.
comunicações dirigidas ao chefe do Poder Executivo da Re- (C) a revisão possibilita a substituição de termos, mui-
pública Federativa do Brasil é Excelentíssimo Senhor. tas vezes, desconhecidos pelo leitor.
( ) Certo ( ) Errado (D) claro é o texto que exige releituras mais aprofun-
dadas.
3-) (GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS – TÉCNICO
FORENSE - CESPE/2013) A concisão, uma das qualidades 8-) (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013) O ex-
essenciais ao texto oficial, para a qual concorrem o domínio pediente adequado para a comunicação entre ministros de
do assunto tratado e a revisão textual, consiste em se trans- Estado é a mensagem.
mitir, no texto escrito, o máximo de informações empregan- ( ) Certo ( ) Errado
do-se um mínimo de palavras.
( ) Certo ( ) Errado 9-) (ANP – CONHECIMENTO BÁSICO PARA TODOS OS
CARGOS – CESPE/2013) Na redação de uma ata, devem-
4-) (GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS – TÉCNICO se relatar exaustivamente, com o máximo de detalhamento
FORENSE - CESPE/2013) Na parte superior do ofício, do possível, incluindo-se os aspectos subjetivos, as discussões,
aviso e do memorando, antes do assunto, devem constar o as propostas, as resoluções e as deliberações ocorridas em
nome e o endereço da autoridade a quem é direcionada a reuniões e eventos que exigem registro.
comunicação. ( ) Certo ( ) Errado
( ) Certo ( ) Errado
10-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) Se-
5-) (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E gundo o Manual de Redação da Presidência da República,
COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRATI- NÃO se deve usar Vossa Excelência para
VO – CESPE/2014) Em “Vossa Excelência deve estar satisfeita (A) embaixadores.
com os resultados das negociações”, o adjetivo estará corre- (B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
tamente empregado se dirigido a ministro de Estado do sexo (C) prefeitos municipais.
masculino, pois o termo “satisfeita” deve concordar com a (D) presidentes das Câmaras de Vereadores.
locução pronominal de tratamento “Vossa Excelência”. (E) vereadores.
( ) Certo ( ) Errado

112
LÍNGUA PORTUGUESA

Resolução 5-)
Se a pessoa, no caso o ministro, for do sexo feminino
1-) (ministra), o adjetivo está correto; mas, se for do sexo
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e masculino, o adjetivo sofrerá flexão de gênero: satisfeito.
celeridade, transformou-se na principal forma de comu- O pronome de tratamento é apenas a maneira como tratar
nicação para transmissão de documentos. a autoridade, não regendo as demais concordâncias.
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô-
nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma RESPOSTA: “ERRADO”.
rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso
de linguagem incompatível com uma comunicação oficial 6-)
(v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais). As comunicações oficiais devem ser sempre formais,
(Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/ isto é, obedecem a certas regras de forma: além das (...)
manual.htm) exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de
linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tra-
RESPOSTA: “CERTO”. tamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto
ao correto emprego deste ou daquele pronome de tra-
2-) tamento para uma autoridade de certo nível (...); mais do
(...) O vocativo a ser empregado em comunicações que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade
dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a co-
seguido do cargo respectivo: municação.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República (...) (Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/
(Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/ manual.htm_)
manual.htm)
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “CERTO”.
7-)
3-) Através da leitura do excerto e das próprias alterna-
É a qualidade esperada de um bom texto, assim ele
tivas, chegamos à conclusão de que um texto, principal-
não se torna prolixo: “fala, fala, mas não diz nada!”.
mente oficial, deve priorizar a revisão.
RESPOSTA: “C”.
RESPOSTA: “CERTO”.
8-)
4-)
Mensagem – é o instrumento de comunicação ofi-
O aviso, o ofício e o memorando devem conter as
cial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente
seguintes partes:
as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do
órgão que o expede: ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Admi-
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com nistração Pública; expor o plano de governo por ocasião
alinhamento à direita: da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso
c) assunto: resumo do teor do documento Nacional matérias que dependem de deliberação de suas
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comuni-
é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser in- cações de tudo quanto seja de interesse dos poderes pú-
cluído também o endereço. blicos e da Nação.
e) texto; Aviso e Ofício - são modalidades de comunicação ofi-
f) fecho; cial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é
g) assinatura do autor da comunicação; e que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de
h) identificação do signatário Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo
que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades.
(Fonte: http://webcache.googleusercontent.com/ Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos ofi-
search?q=cache:omaL Jnt2UtQJ:www.planalto.gov. ciais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no
br/ccivil_03/manual/Manual_Rich_RedPR2aEd.rtf+&- caso do ofício, também com particulares.
cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br) (Fonte: http://www.fontedosaber.com/portugues/re-
dacao-oficial-dicas-e-macetes.html)
RESPOSTA: “ERRADO”.
RESPOSTA: “ERRADO”.

113
LÍNGUA PORTUGUESA

9-) EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES


Ata é um documento administrativo que tem a finali-
dade de registrar de modo sucinto a sequência de even- 1-) (FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO ABC/
tos de uma reunião ou assembleia de pessoas com um fim SP – ADMINISTRADOR - VUNESP/2013) Assinale a al-
específico. É característica da Ata apresentar um resumo, ternativa correta quanto à concordância, de acordo
cronologicamente disposto, de modo infalível, de todo o com a norma-padrão da língua portuguesa.
desenrolar da reunião. (A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade
(Fonte: https://www.10emtudo.com.br/aula/ensino/a_ social está no centro dos debates atuais.
redacao_oficial_ata/) (B) Políticos, economistas e teóricos diverge em re-
lação aos efeitos da desigualdade social.
RESPOSTA: “ERRADO”. (C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
mais pobres é um fenômeno crescente.
10-) (D) A má distribuição de riquezas tem sido muito
(...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria criticado por alguns teóricos.
(abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa (E) Os debates relacionado à distribuição de rique-
Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o zas não são de exclusividade dos economistas.
seu presidente, de acordo com o Manual de Redação da
Presidência da República (1991). Realizei a correção nos itens:
(Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece- (A) A má distribuição de riquezas e a desigualdade so-
detail.php?id=393) cial está = estão
(B) Políticos, economistas e teóricos diverge = diver-
RESPOSTA: “E”. gem
(C) A diferença entre a renda dos mais ricos e a dos
mais pobres é um fenômeno crescente.
(D) A má distribuição de riquezas tem sido muito criti-
cado = criticada
(E) Os debates relacionado = relacionados

RESPOSTA: “C”.

2-) (COREN/SP – ADVOGADO – VUNESP/2013) Se-


guindo a norma-padrão da língua portuguesa, a frase
– Um levantamento mostrou que os adolescentes ame-
ricanos consomem em média 357 calorias diárias dessa
fonte. – recebe o acréscimo correto das vírgulas em:
(A) Um levantamento mostrou, que os adolescentes
americanos consomem em média 357 calorias, diárias
dessa fonte.
(B) Um levantamento mostrou que, os adolescentes
americanos consomem, em média 357 calorias diárias
dessa fonte.
(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes
americanos consomem, em média, 357 calorias diárias
dessa fonte.
(D) Um levantamento, mostrou que os adolescentes
americanos, consomem em média 357 calorias diárias
dessa fonte.
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes
americanos, consomem em média 357 calorias diárias,
dessa fonte.

Assinalei com um “X” onde há pontuação inadequada


ou faltante:
(A) Um levantamento mostrou, (X) que os adolescentes
americanos consomem (X) em média (X) 357 calorias, (X)
diárias dessa fonte.
(B) Um levantamento mostrou que, (X) os adolescentes
americanos consomem, em média (X) 357 calorias diárias
dessa fonte.

114
LÍNGUA PORTUGUESA

(C) Um levantamento mostrou que os adolescentes Distribuímos = regra do hiato


americanos consomem, em média, 357 calorias diárias des- (A) sócio = paroxítona terminada em ditongo
sa fonte. (B) sofrê-lo = oxítona (não se considera o pronome
(D) Um levantamento, (X) mostrou que os adolescentes oblíquo. Nunca!)
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias (C) lúcidos = proparoxítona
diárias dessa fonte. (D) constituí = regra do hiato (diferente de “constitui”
(E) Um levantamento mostrou que os adolescentes – oxítona: cons-ti-tui)
americanos, (X) consomem (X) em média (X) 357 calorias (E) órfãos = paroxítona terminada em “ão”
diárias, (X) dessa fonte.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “C”.
5-) (TRT/PE – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2012)
3-) (TRT/RO E AC – ANALISTA JUDICIÁRIO – A concordância verbal está plenamente observada na
FCC/2011) Estão plenamente observadas as normas de frase:
concordância verbal na frase: (A) Provocam muitas polêmicas, entre crentes e
a) Destinam-se aos homens-placa um lugar visível materialistas, o posicionamento de alguns religiosos e
nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é suprimida a parlamentares acerca da educação religiosa nas escolas
visibilidade social. públicas.
b) As duas tábuas em que se comprimem o famige- (B) Sempre deverão haver bons motivos, junto
rado homem-placa carregam ditos que soam irônicos, àqueles que são contra a obrigatoriedade do ensino
como “compro ouro”. religioso, para se reservar essa prática a setores da ini-
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa ciativa privada.
a exposição pública a que se submetem os guardadores (C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do tex-
de carros. to, contra os que votam a favor do ensino religioso na
d) Ao se revogarem o emprego de carros-placa na escola pública, consistem nos altos custos econômicos
propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma de- que acarretarão tal medida.
monstração de mau gosto. (D) O número de templos em atividade na cidade
e) Não sensibilizavam aos possíveis interessados de São Paulo vêm gradativamente aumentando, em
em apartamentos de luxo a visão grotesca daqueles ve- proporção maior do que ocorrem com o número de es-
lhos carros-placa. colas públicas.
(E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Fiz as correções entre parênteses: como a regulação natural do mercado sinalizam para
a) Destinam-se (destina-se) aos homens-placa um lu- as inconveniências que adviriam da adoção do ensino
gar visível nas ruas e nas praças, ao passo que lhes é supri- religioso nas escolas públicas.
mida a visibilidade social.
b) As duas tábuas em que se comprimem (comprime) (A) Provocam = provoca (o posicionamento)
o famigerado homem-placa carregam ditos que soam irô- (B) Sempre deverão haver bons motivos = deverá haver
nicos, como “compro ouro”. (C) Um dos argumentos trazidos pelo autor do texto,
c) Não se compara aos vexames dos homens-placa a contra os que votam a favor do ensino religioso na escola
exposição pública a que se submetem os guardadores de pública, consistem = consiste.
carros. (D) O número de templos em atividade na cidade de
d) Ao se revogarem (revogar) o emprego de carros São Paulo vêm gradativamente aumentando, em propor-
-placa na propaganda imobiliária, poupou-se a todos uma ção maior do que ocorrem = ocorre
demonstração de mau gosto. (E) Tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como
e) Não sensibilizavam (sensibilizava) aos possíveis in- a regulação natural do mercado sinalizam para as inconve-
teressados em apartamentos de luxo a visão grotesca da- niências que adviriam da adoção do ensino religioso nas
queles velhos carros-placa. escolas públicas.

RESPOSTA: “C”. RESPOSTA: “E”.

4-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) 6-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011)
Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a Segundo o Manual de Redação da Presidência da Repú-
mesma regra que distribuídos. blica, NÃO se deve usar Vossa Excelência para
(A) sócio (A) embaixadores.
(B) sofrê-lo (B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
(C) lúcidos (C) prefeitos municipais.
(D) constituí (D) presidentes das Câmaras de Vereadores.
(E) órfãos (E) vereadores.

115
LÍNGUA PORTUGUESA

(...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
(abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa crático não pode (podem) estar subordinado (subordina-
Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o seu das) às ordens indiscriminadas de um único poder central.
presidente, de acordo com o Manual de Redação da Presi- (E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol-
dência da República (1991). tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex-
(Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-de- põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade.
tail.php?id=393)
RESPOSTA: “A”.
RESPOSTA: “E”.
9-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010)
7-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A frase que admite transposição para a voz passiva é:
... valores e princípios que sejam percebidos pela so- (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sa-
ciedade como tais. grado.
Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo (B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
grande diversidade de fenômenos.
passará a ser, corretamente,
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da so-
(A) perceba.
ciedade, a própria sociedade e seu instrumento de uni-
(B) foi percebido.
ficação.
(C) tenham percebido.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto
(D) devam perceber. da vida (...).
(E) estava percebendo. (E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar ilu-
dido e da falsa consciência.
... valores e princípios que sejam percebidos pela so-
ciedade como tais = dois verbos na voz passiva, então te- (A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagra-
remos um na ativa: que a sociedade perceba os valores e do.
princípios... (B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma
grande diversidade de fenômenos.
RESPOSTA: “A” - Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
explicada pelo conceito...
8-) (TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) (C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
A concordância verbal e nominal está inteiramente cor- de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
reta na frase: (D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e vida (...).
valores que determinam as escolhas dos governantes, (E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
para conferir legitimidade a suas decisões. e da falsa consciência.
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes
devem ser embasados na percepção dos valores e prin- RESPOSTA: “B”.
cípios que regem a prática política.
(C) Eleições livres e diretas é garantia de um verda- 10-) (MPE/AM - AGENTE DE APOIO ADMINISTRA-
deiro regime democrático, em que se respeita tanto as TIVO - FCC/2013) “Quando a gente entra nas serrarias,
liberdades individuais quanto as coletivas. vê dezenas de caminhões parados”, revelou o analista
(D) As instituições fundamentais de um regime de- ambiental Geraldo Motta.
mocrático não pode estar subordinado às ordens indis- Substituindo-se Quando por Se, os verbos subli-
nhados devem sofrer as seguintes alterações:
criminadas de um único poder central.
(A) entrar − vira
(E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados
(B) entrava − tinha visto
para o momento eleitoral, que expõem as diferentes
(C) entrasse − veria
opiniões existentes na sociedade.
(D) entraria − veria
(E) entrava − teria visto
Fiz os acertos entre parênteses:
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va- Se a gente entrasse (verbo no singular) na serraria, ve-
lores que determinam as escolhas dos governantes, para ria = entrasse / veria.
conferir legitimidade a suas decisões.
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de- RESPOSTA: “C”.
vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos
valores e princípios que regem a prática política.
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver-
dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei-
tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas.

116
LÍNGUA PORTUGUESA

11-) (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) (A) Ele se esqueceu de que? = quê?
A pontuação está inteiramente adequada na frase: (B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para
a) Será preciso, talvez, redefinir a infância já que as distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
crianças de hoje, ao que tudo indica nada mais têm a (C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex-
ver com as de ontem. cessivos nas críticas.
b) Será preciso, talvez redefinir a infância: já que (D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivin-
as crianças, de hoje, ao que tudo indica nada têm a ver, dicações dos funcionários.
com as de ontem. (E) Não sei por que ele mereceria minha consideração.
c) Será preciso, talvez: redefinir a infância, já que
as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver RESPOSTA: “E”.
com as de ontem.
d) Será preciso, talvez redefinir a infância? - já que 14-) (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINIS-
as crianças de hoje ao que tudo indica, nada têm a ver TRATIVO - VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as
com as de ontem. frases do texto:
e) Será preciso, talvez, redefinir a infância, já que I, Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota ne-
as crianças de hoje, ao que tudo indica, nada têm a ver gativa...
com as de ontem. II,... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior clas-
sificação do continente americano (2,0)...
Devido à igualdade textual entre os itens, a apresen-
Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases
tação da alternativa correta indica quais são as inadequa-
I e II, a concordância segue as mesmas regras, na or-
ções nas demais.
dem dos exemplos, em:
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o
RESPOSTA: “E”.
próximo ano. Será que alguém tem opinião diferente
da maioria?
12-) (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE –
(B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas
ALUNO SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012)
juninas. Vêm pessoas de muito longe para brincar de
No trecho: “O crescimento econômico, se associado à
quadrilha.
ampliação do emprego, PODE melhorar o quadro aqui
sumariamente descrito.”, se passarmos o verbo desta- (C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa.
cado para o futuro do pretérito do indicativo, teremos Quase todos quiseram ficar até o nascer do sol na
a forma: praia.
A) puder. (D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui,
B) poderia. mas também existem umas que não merecem nossa
C) pôde. atenção.
D) poderá. (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam.
E) pudesse.
Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Vamos
Conjugando o verbo “poder” no futuro do pretérito do aos itens:
Indicativo: eu poderia, tu poderias, ele poderia, nós pode- (A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
ríamos, vós poderíeis, eles poderiam. O sujeito da oração é tem (singular)
crescimento econômico (singular), portanto, terceira pes- (B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)
soa do singular (ele) = poderia. (C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise-
ram (plural)
RESPOSTA: “B”. (D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem
umas (plural)
13-) (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas
Entre as frases que seguem, a única correta é: as formas estão no plural)
a) Ele se esqueceu de que?
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para RESPOSTA: “A”.
distribui-lo entre os presentes.
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas 15-) (CETESB/SP - ANALISTA ADMINISTRATIVO -
críticas. RECURSOS HUMANOS - VUNESP/2013 - ADAPTADA)
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindica- Considere as orações: … sabíamos respeitar os mais
ções dos funcionários. velhos! / E quando eles falavam nós calávamos a boca!
e) Não sei por que ele mereceria minha conside- Alterando apenas o tempo dos verbos destacados
ração. para o tempo presente, sem qualquer outro ajuste,
tem-se, de acordo com a norma-padrão da língua por-
tuguesa:

117
LÍNGUA PORTUGUESA

(A) … soubemos respeitar os mais velhos! / E quan- O verbo “faria” está no futuro do pretérito, ou seja, in-
do eles falaram nós calamos a boca! dica que é uma ação que, para acontecer, depende de ou-
(B) … saberíamos respeitar os mais velhos! / E tra. Exemplo: Quando um candidato entrasse, eu faria / Se
quando eles falassem nós calaríamos a boca! ele entrar, eu farei / Caso ele entre, eu faço...
(C) … soubéssemos respeitar os mais velhos! / E
quando eles falassem nós calaríamos a boca! RESPOSTA: “A”.
(D) … saberemos respeitar os mais velhos! / E quan-
do eles falarem nós calaremos a boca! 18-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-
(E) … sabemos respeitar os mais velhos! / E quando RIA – VUNESP/2010 - ADAPTADA)
eles falam nós calamos a boca! Assinale a alternativa de concordância que pode ser
considerada correta como variante da frase do texto –
No presente: nós sabemos / eles falam. A maioria considera aceitável que um convidado che-
gue mais de duas horas ...
RESPOSTA: “E”. (A) A maioria dos cariocas consideram aceitável
que um convidado chegue mais de duas horas...
16-) (UNESP/SP - ASSISTENTE TÉCNICO ADMINIS- (B) A maioria dos cariocas considera aceitáveis que
TRATIVO - VUNESP/2012) A correlação entre as formas um convidado chegue mais de duas horas...
verbais está correta em: (C) As maiorias dos cariocas considera aceitáveis
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o que um convidado chegue mais de duas horas...
planeta não resistiu. (D) As maiorias dos cariocas consideram aceitáveis
que um convidado chegue mais de duas horas...
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto
(E) As maiorias dos cariocas consideram aceitável
poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um co-
que um convidado cheguem mais de duas horas...
lapso.
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebi-
Fiz as indicações:
da, o do jogo, o do sexo e o do consumo não conheces-
(A) A maioria dos cariocas consideram (ou considera,
se distorções patológicas, não haverá vícios.
tanto faz) aceitável que um convidado chegue mais de
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tor-
duas horas...
nado tão eficientes, talvez as coisas não ficaram tão (B) A maioria dos cariocas considera (ok) aceitáveis
baratas. (aceitável) que um convidado chegue mais de duas horas...
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons- (C) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas considera (ok)
cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia. aceitáveis (aceitável) que um convidado chegue mais de
duas horas...
Fiz as correções necessárias: (D) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas consideram
(A) Se o consumo desnecessário vier a crescer, o plane- (ok) aceitáveis (aceitável) que um convidado chegue mais
ta não resistiu = resistirá de duas horas...
(B) Se todas as partes do mundo estiverem com alto (E) As (A) maiorias (maioria) dos cariocas consideram
poder de consumo, o planeta em breve sofrerá um colapso. (ok) aceitável que um convidado cheguem (chegue) mais
(C) Caso todo prazer, como o da comida, o da bebida, de duas horas...
o do jogo, o do sexo e o do consumo não conhecesse dis-
torções patológicas, não haverá = haveria RESPOSTA: “A”.
(D) Se os meios tecnológicos não tivessem se tornado
tão eficientes, talvez as coisas não ficaram = ficariam (ou
teriam ficado)
(E) Se as pessoas não se propuserem a consumir cons-
cientemente, a oferta de produtos supérfluos crescia =
crescerá

RESPOSTA: “B”.

17-) (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁ-


RIA – VUNESP/2010) Assinale a alternativa que preen-
che adequadamente e de acordo com a norma culta a
lacuna da frase: Quando um candidato trêmulo ______ eu
lhe faria a pergunta mais deliciosa de todas.
(A) entrasse
(B) entraria
(C) entrava
(D) entrar
(E) entrou

118
INFORMÁTICA

Conhecimentos básicos de microcomputadores PC – Hardware. ....................................................................................................... 01


Sistemas Operacionais. ......................................................................................................................................................................................... 23
MS-DOS. ..................................................................................................................................................................................................................... 23
Sistemas de Windows. ........................................................................................................................................................................................... 23
Processador de texto MS-Word para Windows. ......................................................................................................................................... 47
Planilha de cálculo MS-Excel. .............................................................................................................................................................................. 81
Banco de dados. ....................................................................................................................................................................................................106
Comunicação de dados. .....................................................................................................................................................................................106
Conceitos Gerais de Equipamentos e Operacionalização. ....................................................................................................................118
Conceitos básicos de Internet...........................................................................................................................................................................118
INFORMÁTICA

MAINFRAMES
CONHECIMENTOS BÁSICOS DE
MICROCOMPUTADORES PC – HARDWARE.

HISTÓRICO

Os primeiros computadores construídos pelo homem


foram idealizados como máquinas para processar números
(o que conhecemos hoje como calculadoras), porém, tudo
era feito fisicamente.
Existia ainda um problema, porque as máquinas pro-
cessavam os números, faziam operações aritméticas, mas
depois não sabiam o que fazer com o resultado, ou seja,
eram simplesmente máquinas de calcular, não recebiam
instruções diferentes e nem possuíam uma memória. Até
então, os computadores eram utilizados para pouquíssi-
mas funções, como calcular impostos e outras operações.
Os computadores de uso mais abrangente apareceram
logo depois da Segunda Guerra Mundial. Os EUA desen- Os computadores podem ser classificados pelo porte.
volveram ― secretamente, durante o período ― o primei- Basicamente, existem os de grande porte ― mainframes
ro grande computador que calculava trajetórias balísticas. ― e os de pequeno porte ― microcomputadores ― sen-
A partir daí, o computador começou a evoluir num ritmo do estes últimos divididos em duas categorias: desktops ou
cada vez mais acelerado, até chegar aos dias de hoje. torres e portáteis (notebooks, laptops, handhelds e smar-
tphones).
Conceitualmente, todos eles realizam funções internas
Código Binário, Bit e Byte idênticas, mas em escalas diferentes.
Os mainframes se destacam por ter alto poder de pro-
O sistema binário (ou código binário) é uma repre- cessamento, muita capacidade de memória e por controlar
sentação numérica na qual qualquer unidade pode ser atividades com grande volume de dados. Seu custo é bas-
demonstrada usando-se apenas dois dígitos: 0 e 1. Esta é tante elevado. São encontrados, geralmente, em bancos,
a única linguagem que os computadores entendem. Cada grandes empresas e centros de pesquisa.
um dos dígitos utilizados no sistema binário é chamado de
Binary Digit (Bit), em português, dígito binário e representa
a menor unidade de informação do computador.
Os computadores geralmente operam com grupos de CLASSIFICAÇÃO DOS COMPUTADORES
bits. Um grupo de oito bits é denominado Byte. Este pode
ser usado na representação de caracteres, como uma letra A classificação de um computador pode ser feita de
(A-Z), um número (0-9) ou outro símbolo qualquer (#, %, diversas maneiras. Podem ser avaliados:
*,?, @), entre outros. • Capacidade de processamento;
Assim como podemos medir distâncias, quilos, tama- • Velocidade de processamento;
nhos etc., também podemos medir o tamanho das infor- • Capacidade de armazenamento das informações;
mações e a velocidade de processamento dos computa- • Sofisticação do software disponível e compatibi-
dores. A medida padrão utilizada é o byte e seus múltiplos, lidade;
conforme demonstramos na tabela abaixo: • Tamanho da memória e tipo de CPU (Central Pro-
cessing Uni), Unidade Central de Processamento.

TIPOS DE MICROCOMPUTADORES

Os microcomputadores atendem a uma infinidade de


aplicações. São divididos em duas plataformas: PC (compu-
tadores pessoais) e Macintosh (Apple).
Os dois padrões têm diversos modelos, configurações
e opcionais. Além disso, podemos dividir os microcompu-
tadores em desktops, que são os computadores de mesa,
com uma torre, teclado, mouse e monitor e portáteis, que
podem ser levados a qualquer lugar.

1
INFORMÁTICA

DESKTOPS Sistema de Processamento de Dados

São os computadores mais comuns. Geralmente dis- Quando falamos em “Processamento de Dados” trata-
põem de teclado, mouse, monitor e gabinete separados mos de uma grande variedade de atividades que ocorre
fisicamente e não são movidos de lugar frequentemente, tanto nas organizações industriais e comerciais, quanto na
uma vez que têm todos os componentes ligados por cabos. vida diária de cada um de nós.
São compostos por: Para tentarmos definir o que seja processamento de
• Monitor (vídeo) dados temos de ver o que existe em comum em todas es-
• Teclado tas atividades. Ao analisarmos, podemos perceber que em
• Mouse todas elas são dadas certas informações iniciais, as quais
• Gabinete: Placa-mãe, CPU (processador), memó- chamamos de dados.
E que estes dados foram sujeitos a certas transforma-
rias, drives, disco rígido (HD), modem, portas USB etc.
ções, com as quais foram obtidas as informações.
O processamento de dados sempre envolve três fases
PORTÁTEIS
essenciais: Entrada de Dados, Processamento e Saída da
Informação.
Os computadores portáteis possuem todas as partes Para que um sistema de processamento de dados fun-
integradas num só conjunto. Mouse, teclado, monitor e cione ao contento, faz-se necessário que três elementos
gabinete em uma única peça. Os computadores portáteis funcionem em perfeita harmonia, são eles:
começaram a aparecer no início dos anos 80, nos Estados
Unidos e hoje podem ser encontrados nos mais diferen- Hardware
tes formatos e tamanhos, destinados a diferentes tipos de
operações. Hardware é toda a parte física que compõe o sistema
de processamento de dados: equipamentos e suprimentos
LAPTOPS tais como: CPU, disquetes, formulários, impressoras.

Também chamados de notebooks, são computadores Software


portáteis, leves e produzidos para serem transportados fa-
cilmente. Os laptops possuem tela, geralmente de Liquid É toda a parte lógica do sistema de processamento de
Crystal Display (LCD), teclado, mouse (touchpad), disco rí- dados. Desde os dados que armazenamos no hardware,
gido, drive de CD/DVD e portas de conexão. Seu nome vem até os programas que os processam.
da junção das palavras em inglês lap (colo) e top (em cima),
significando “computador que cabe no colo de qualquer Peopleware
pessoa”.
Esta é a parte humana do sistema: usuários (aqueles
NETBOOKS que usam a informática como um meio para a sua ativi-
dade fim), programadores e analistas de sistemas (aqueles
São computadores portáteis muito parecidos com o que usam a informática como uma atividade fim).
notebook, porém, em tamanho reduzido, mais leves, mais Embora não pareça, a parte mais complexa de um sis-
tema de processamento de dados é, sem dúvida o People-
baratos e não possuem drives de CD/ DVD.
ware, pois por mais moderna que sejam os equipamentos,
PDA
por mais fartos que sejam os suprimentos, e por mais inte-
ligente que se apresente o software, de nada adiantará se
É a abreviação do inglês Personal Digital Assistant e
as pessoas (peopleware) não estiverem devidamente trei-
também são conhecidos como palmtops. São computado- nadas a fazer e usar a informática.
res pequenos e, geralmente, não possuem teclado. Para a O alto e acelerado crescimento tecnológico vem apri-
entrada de dados, sua tela é sensível ao toque. É um assis- morando o hardware, seguido de perto pelo software.
tente pessoal com boa quantidade de memória e diversos Equipamentos que cabem na palma da mão, softwares que
programas para uso específico. transformam fantasia em realidade virtual não são mais
novidades. Entretanto ainda temos em nossas empresas
SMARTPHONES pessoas que sequer tocaram algum dia em um teclado de
computador.
São telefones celulares de última geração. Possuem Mesmo nas mais arrojadas organizações, o relaciona-
alta capacidade de processamento, grande potencial de mento entre as pessoas dificulta o trâmite e consequente
armazenamento, acesso à Internet, reproduzem músicas, processamento da informação, sucateando e subutilizando
vídeos e têm outras funcionalidades. equipamentos e softwares. Isto pode ser vislumbrado, so-
bretudo nas instituições públicas.

2
INFORMÁTICA

POR DENTRO DO GABINETE Devido à complexidade das motherboards, da sofisti-


cação dos sistemas operacionais e do crescente aumento
do clock, o chipset é o conjunto de CIs (circuitos integra-
dos) mais importante do microcomputador. Fazendo uma
analogia com uma orquestra, enquanto o processador é o
maestro, o chipset seria o resto!

• BIOS

O BIOS (Basic Input Output System), ou sistema básico


de entrada e saída, é a primeira camada de software do
micro, um pequeno programa que tem a função de “iniciar”
o microcomputador. Durante o processo de inicialização, o
Identificaremos as partes internas do computador, lo- BIOS é o responsável pelo reconhecimento dos componen-
tes de hardware instalados, dar o boot, e prover informa-
calizadas no gabinete ou torre:
ções básicas para o funcionamento do sistema.
• Motherboard (placa-mãe)
O BIOS é a camada (vide diagrama 1.1) que viabiliza a
• Processador
utilização de Sistemas Operacionais diferentes (Linux, Unix,
• Memórias Hurd, BSD, Windows, etc.) no microcomputador. É no BIOS
• Fonte de Energia que estão descritos os elementos necessários para ope-
• Cabos racionalizar o Hardware, possibilitando aos diversos S.O.
• Drivers acesso aos recursos independe de suas características es-
• Portas de Entrada/Saída pecíficas.
MOTHERBOARD (PLACA-MÃE)

É uma das partes mais importantes do computador. A


motherboard é uma placa de circuitos integrados que ser-
ve de suporte para todas as partes do computador.
Praticamente, tudo fica conectado à placa-mãe de al- O BIOS é gravado em um chip de memória do tipo
guma maneira, seja por cabos ou por meio de barramentos. EPROM (Erased Programmable Read Only Memory). É um
A placa mãe é desenvolvida para atender às caracte- tipo de memória “não volátil”, isto é, desligando o com-
rísticas especificas de famílias de processadores, incluindo putador não há a perda das informações (programas) nela
até a possibilidade de uso de processadores ainda não contida. O BIOS é contem 2 programas: POST (Power On
Self Test) e SETUP para teste do sistema e configuração dos
lançados, mas que apresentem as mesmas características
parâmetros de inicialização, respectivamente, e de funções
previstas na placa.
básicas para manipulação do hardware utilizadas pelo Sis-
A placa mãe é determinante quanto aos componentes
tema Operacional.
que podem ser utilizados no micro e sobre as possibilida- Quando inicializamos o sistema, um programa chama-
des de upgrade, influenciando diretamente na performan- do POST conta a memória disponível, identifica dispositi-
ce do micro. vos plug-and-play e realiza uma checagem geral dos com-
ponentes instalados, verificando se existe algo de errado
Diversos componentes integram a placa-mãe, como: com algum componente. Após o término desses testes, é
• Chipset emitido um relatório com várias informações sobre o hard-
Denomina-se chipset os circuitos de apoio ao micro- ware instalado no micro. Este relatório é uma maneira fácil
computador que gerenciam praticamente todo o funciona- e rápida de verificar a configuração de um computador.
mento da placa-mãe (controle de memória cache, DRAM, Para paralisar a imagem tempo suficiente para conseguir
controle do buffer de dados, interface com a CPU, etc.). ler as informações, basta pressionar a tecla “pause/break”
O chipset é composto internamente de vários outros do teclado.
pequenos chips, um para cada função que ele executa. Há Caso seja constatado algum problema durante o POST,
um chip controlador das interfaces IDE, outro controlador serão emitidos sinais sonoros indicando o tipo de erro en-
das memórias, etc. Existem diversos modelos de chipsets, contrado. Por isso, é fundamental a existência de um alto-
cada um com recursos bem diferentes. falante conectado à placa mãe.

3
INFORMÁTICA

Atualmente algumas motherboards já utilizam chips de PROCESSADOR


memória com tecnologia flash. Memórias que podem ser
atualizadas por software e também não perdem seus da-
dos quando o computador é desligado, sem necessidade
de alimentação permanente.
As BIOS mais conhecidas são: AMI, Award e Phoenix.
50% dos micros utilizam BIOS AMI.

• Memória CMOS

CMOS (Complementary Metal-Oxide Semicondutor)


é uma memória formada por circuitos integrados de bai-
xíssimo consumo de energia, onde ficam armazenadas as
informações do sistema (setup), acessados no momento
do BOOT. Estes dados são atribuídos na montagem do mi-
crocomputador refletindo sua configuração (tipo de win- O microprocessador, também conhecido como pro-
chester, números e tipo de drives, data e hora, configura- cessador, consiste num circuito integrado construído para
ções gerais, velocidade de memória, etc.) permanecendo realizar cálculos e operações. Ele é a parte principal do
armazenados na CMOS enquanto houver alimentação da computador, mas está longe de ser uma máquina completa
bateria interna. Algumas alterações no hardware (troca e/ por si só: para interagir com o usuário é necessário memó-
ou inclusão de novos componentes) podem implicar na al- ria, dispositivos de entrada e saída, conversores de sinais,
teração de alguns desses parâmetros. entre outros.
Muitos desses itens estão diretamente relacionados É o processador quem determina a velocidade de pro-
com o processador e seu chipset e portanto é recomen- cessamento dos dados na máquina. Os primeiros modelos
dável usar os valores default sugerido pelo fabricante da comerciais começaram a surgir no início dos anos 80.
BIOS. Mudanças nesses parâmetros pode ocasionar o tra- • Clock Speed ou Clock Rate
vamento da máquina, intermitência na operação, mau fun- É a velocidade pela qual um microprocessador execu-
cionamento dos drives e até perda de dados do HD. ta instruções. Quanto mais rápido o clock, mais instruções
uma CPU pode executar por segundo.
• Slots para módulos de memória Usualmente, a taxa de clock é uma característica fixa do
Na época dos micros XT e 286, os chips de memória processador. Porém, alguns computadores têm uma “cha-
eram encaixados (ou até soldados) diretamente na placa ve” que permite 2 ou mais diferentes velocidades de clock.
mãe, um a um. O agrupamento dos chips de memória em Isto é útil porque programas desenvolvidos para trabalhar
módulos (pentes), inicialmente de 30 vias, e depois com 72 em uma máquina com alta velocidade de clock podem não
e 168 vias, permitiu maior versatilidade na composição dos trabalhar corretamente em uma máquina com velocidade
bancos de memória de acordo com as necessidades das de clock mais lenta, e vice versa. Além disso, alguns com-
aplicações e dos recursos financeiros disponíveis. ponentes de expansão podem não ser capazes de trabalhar
Durante o período de transição para uma nova tecno- a alta velocidade de clock.
logia é comum encontrar placas mãe com slots para mais Assim como a velocidade de clock, a arquitetura inter-
de um modelo. Atualmente as placas estão sendo pro- na de um microprocessador tem influência na sua perfor-
duzidas apenas com módulos de 168 vias, mas algumas mance. Dessa forma, 2 CPUs com a mesma velocidade de
comportam memórias de mais de um tipo (não simulta- clock não necessariamente trabalham igualmente. Enquan-
neamente): SDRAM, Rambus ou DDR-SDRAM. to um processador Intel 80286 requer 20 ciclos para multi-
plicar 2 números, um Intel 80486 (ou superior) pode fazer
• Clock o mesmo cálculo em um simples ciclo. Por essa razão, estes
Relógio interno baseado num cristal de Quartzo que novos processadores poderiam ser 20 vezes mais rápido
gera um pulso elétrico. A função do clock é sincronizar to- que os antigos mesmo se a velocidade de clock fosse a
dos os circuitos da placa mãe e também os circuitos inter- mesma. Além disso, alguns microprocessadores são supe-
nos do processador para que o sistema trabalhe harmoni- rescalar, o que significa que eles podem executar mais de
camente. uma instrução por ciclo.
Estes pulsos elétricos em intervalos regulares são me- Como as CPUs, os barramentos de expansão também
didos pela sua frequência cuja unidade é dada em hertz têm a sua velocidade de clock. Seria ideal que as velocida-
(Hz). 1 MHz é igual a 1 milhão de ciclos por segundo. Nor- des de clock da CPU e dos barramentos fossem a mesma
malmente os processadores são referenciados pelo clock para que um componente não deixe o outro mais lento. Na
ou frequência de operação: Pentium IV 2.8 MHz. prática, a velocidade de clock dos barramentos é mais lenta
que a velocidade da CPU.
• Overclock
Overclock é o aumento da frequência do processador
para que ele trabalhe mais rapidamente.

4
INFORMÁTICA

A frequência de operação dos computadores domésti- INTEL no mercado. Por exemplo, um modelo muito popular
cos é determinada por dois fatores: de 386 foi o de 40 MHz, que nunca foi feito pela INTEL, cujo
• A velocidade de operação da placa-mãe, conhecida 386 mais veloz era de 33 MHz, esse processador foi obra
também como velocidade de barramento, que nos compu- da AMD. Desde o lançamento da linha Pentium, a AMD foi
tadores Pentium pode ser de 50, 60 e 66 MHz. obrigada a criar também novas denominações para seus
• Um multiplicador de clock, criado a partir dos 486 processadores, sendo lançados modelos como K5, K6-2,
que permite ao processador trabalhar internamente a uma K7, Duron (fazendo concorrência direta à ideia do Celeron)
velocidade maior que a da placa-mãe. Vale lembrar que e os mais atuais como: Athlon, Turion, Opteron e Phenom.
os outros periféricos do computador (memória RAM, cache
L2, placa de vídeo, etc.) continuam trabalhando na veloci- MEMÓRIAS
dade de barramento.
Como exemplo, um computador Pentium 166 trabalha
com velocidade de barramento de 66 MHz e multiplica-
dor de 2,5x. Fazendo o cálculo, 66 x 2,5 = 166, ou seja, o
processador trabalha a 166 MHz, mas se comunica com os
demais componentes do micro a 66 MHz.
Tendo um processador Pentium 166 (como o do exem-
plo acima), pode-se fazê-lo trabalhar a 200 MHz, simples-
mente aumentando o multiplicador de clock de 2,5x para
3x. Caso a placa-mãe permita, pode-se usar um barramen-
to de 75 ou até mesmo 83 MHz (algumas placas mais mo-
dernas suportam essa velocidade de barramento). Neste
caso, mantendo o multiplicador de clock de 2,5x, o Pentium
166 poderia trabalhar a 187 MHz (2,5 x 75) ou a 208 MHz
(2,5 x 83). As frequências de barramento e do multiplicador
podem ser alteradas simplesmente através de jumpers de
configuração da placa-mãe, o que torna indispensável o Vamos chamar de memória o que muitos autores de-
manual da mesma. O aumento da velocidade de barramen- nominam memória primária, que é a memória interna do
to da placa-mãe pode criar problemas caso algum perifé- computador, sem a qual ele não funciona.
rico (como memória RAM, cache L2, etc.) não suporte essa A memória é formada, geralmente, por chips e é uti-
velocidade. lizada para guardar a informação para o processador num
Quando se faz um overclock, o processador passa a determinado momento, por exemplo, quando um progra-
trabalhar a uma velocidade maior do que ele foi projetado, ma está sendo executado.
fazendo com que haja um maior aquecimento do mesmo. As memórias ROM (Read Only Memory - Memória So-
Com isto, reduz-se a vida útil do processador de cerca de mente de Leitura) e RAM (Random Access Memory - Me-
20 para 10 anos (o que não chega a ser um problema já mória de Acesso Randômico) ficam localizadas junto à pla-
que os processadores rapidamente se tornam obsoletos). ca-mãe. A ROM são chips soldados à placa-mãe, enquanto
Esse aquecimento excessivo pode causar também frequen- a RAM são “pentes” de memória.
tes “crashes” (travamento) do sistema operacional durante
o seu uso, obrigando o usuário a reiniciar a máquina. FONTE DE ENERGIA
Ao fazer o overclock, é indispensável a utilização de um
cooler (ventilador que fica sobre o processador para redu-
zir seu aquecimento) de qualidade e, em alguns casos, uma
pasta térmica especial que é passada diretamente sobre a
superfície do processador.
Atualmente fala-se muito em CORE, seja dual, duo ou
quad, essa denominação refere-se na verdade ao núcleo
do processador, onde fica a ULA (Unidade Aritmética e Ló-
gica). Nos modelos DUAL ou DUO, esse núcleo é duplica-
do, o que proporciona uma execução de duas instruções
efetivamente ao mesmo tempo, embora isto não aconteça
o tempo todo. Basta uma instrução precisar de um dado
gerado por sua “concorrente” que a execução paralela tor- É um aparelho que transforma a corrente de eletricida-
na-se inviável, tendo uma instrução que esperar pelo tér- de alternada (que vem da rua), em corrente contínua, para
mino da outra. Os modelos QUAD CORE possuem o núcleo ser usada nos computadores. Sua função é alimentar todas
quadruplicado. as partes do computador com energia elétrica apropriada
Esses são os processadores fabricados pela INTEL, em- para seu funcionamento.
presa que foi pioneira nesse tipo de produto. Temos tam- Fica ligada à placa-mãe e aos outros dispositivos por
bém alguns concorrentes famosos dessa marca, tais como meio de cabos coloridos com conectores nas pontas.
NEC, Cyrix e AMD; sendo que atualmente apenas essa últi-
ma marca mantém-se fazendo frente aos lançamentos da

5
INFORMÁTICA

CABOS São as portas do computador nas quais se conectam


todos os periféricos. São utilizadas para entrada e saída de
dados. Os computadores de hoje apresentam normalmen-
te as portas USB, VGA, FireWire, HDMI, Ethernet e Modem.

Veja alguns exemplos de dispositivos ligados ao com-


putador por meio dessas Portas: modem, monitor, pen dri-
ve, HD externo, scanner, impressora, microfone, Caixas de
som, mouse, teclado etc.

Obs.: são dignas de citação portas ainda bastante


usadas, como as portas paralelas (impressoras e scan-
Podemos encontrar diferentes tipos de cabos dentro ners) e as portas PS/2(mouses e teclados).
do gabinete: podem ser de energia ou de dados e co-
nectam dispositivos, como discos rígidos, drives de CDs e MEMÓRIAS E DISPOSITIVOS
DVDs, LEDs (luzes), botão liga/desliga, entre outros, à pla- DE ARMAZENAMENTO
ca-mãe.
Os tipos de cabos encontrados dentro do PC são: IDE, Memórias
SATA, SATA2, energia e som.
Memória ROM
DRIVERS

No microcomputador também se encontram as me-


mórias definidas como dispositivos eletrônicos respon-
sáveis pelo armazenamento de informações e instruções
São dispositivos de suporte para mídias - fixas ou re- utilizadas pelo computador.
movíveis - de armazenamento de dados, nos quais a in-
formação é gravada por meio digital, ótico, magnético ou Read Only Memory (ROM) é um tipo de memória em
mecânico. que os dados não se perdem quando o computador é des-
Hoje, os tipos mais comuns são o disco rígido ou HD, ligado. Este tipo de memória é ideal para guardar dados
os drives de CD/DVD e o pen drive. Os computadores mais da BIOS (Basic Input/Output System - Sistema Básico de
antigos ainda apresentam drives de disquetes, que são Entrada/Saída) da placa-mãe e outros dispositivos.
bem pouco usados devido à baixa capacidade de armaze-
namento. Todos os drives são ligados ao computador por Os tipos de ROM usados atualmente são:
meio de cabos.
• Electrically-Erasable Programmable Read-Only
PORTAS DE ENTRADA/SAÍDA Memory (Eeprom)
É um tipo de PROM que pode ser apagada simples-
mente com uma carga elétrica, podendo ser, posterior-
mente, gravada com novos dados. Depois da NVRAM é o
tipo de memória ROM mais utilizado atualmente.

• Non-Volatile Random Access Memory (Nvram)

Também conhecida como flash RAM ou memória flash,


a NVRAM é um tipo de memória RAM que não perde os
dados quando desligada. Este tipo de memória é o mais
usado atualmente para armazenar os dados da BIOS, não
só da placa-mãe, mas de vários outros dispositivos, como
modems, gravadores de CD-ROM etc.

6
INFORMÁTICA

É justamente o fato do BIOS da placa-mãe ser gravado A memória cache é um tipo de memória de acesso
em memória flash que permite realizarmos upgrades de BIOS. rápido utilizada, exclusivamente, para armazenamento de
Na verdade essa não é exatamente uma memória ROM, já dados que provavelmente serão usados novamente.
que pode ser reescrita, mas a substitui com vantagens. Quando executamos algum programa, por exemplo,
parte das instruções fica guardada nesta memória para
• Programmable Read-Only Memory (Prom) que, caso posteriormente seja necessário abrir o programa
É um tipo de memória ROM, fabricada em branco, sendo novamente, sua execução seja mais rápida.
programada posteriormente. Uma vez gravados os dados, Atualmente, a memória cache já é estendida a outros
eles não podem ser alterados. Este tipo de memória é usado dispositivos, a fim de acelerar o processo de acesso aos
em vários dispositivos, assim como em placas-mãe antigas. dados. Os processadores e os HDs, por exemplo, já utilizam
este tipo de armazenamento.
Memoria RAM
DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO

Disco Rígido (HD)

Random Access Memory (RAM) - Memória de acesso


aleatório onde são armazenados dados em tempo de pro-
cessamento, isto é, enquanto o computador está ligado e,
também, todas as informações que estiverem sendo exe-
cutadas, pois essa memória é mantida por pulsos elétricos.
Todo conteúdo dela é apagado ao desligar-se a máquina,
por isso é chamada também de volátil.
O módulo de memória é um componente adicionado à
placa-mãe. É composto de uma série de pequenos circui-
tos integrados, chamados chip de RAM. A memória pode
ser aumentada, de acordo com o tipo de equipamento ou
das necessidades do usuário. O local onde os chips de me- O disco rígido é popularmente conhecido como HD
mória são instalados chama-se SLOT de memória. (Hard Disk Drive - HDD) e é comum ser chamado, também,
A memória ganhou melhor desempenho com versões de memória, mas ao contrário da memória RAM, quando o
mais poderosas, como DRAM (Dynamic RAM - RAM dinâ- computador é desligado, não perde as informações.
mica), EDO (Extended Data Out - Saída Estendida Dados), O disco rígido é, na verdade, o único dispositivo para
entre outras, que proporcionam um aumento no desempe- armazenamento de informações indispensável ao funcio-
nho de 10% a 30% em comparação à RAM tradicional. Hoje, namento do computador. É nele que ficam guardados to-
as memórias mais utilizadas são do tipo DDR2 e DDR3. dos os dados e arquivos, incluindo o sistema operacional.
Geralmente é ligado à placa-mãe por meio de um cabo,
Memória Cache que pode ser padrão IDE, SATA ou SATA2.

HD Externo

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INFORMÁTICA

Os HDs externos são discos rígidos portáteis com alta Blu-Ray


capacidade de armazenamento, chegando facilmente à
casa dos Terabytes. Eles, normalmente, funcionam a partir O Blu-Ray é o sucessor do DVD. Sua capacidade varia
de qualquer entrada USB do computador. entre 25 e 50 GB. O de maior capacidade contém duas
camadas de gravação.
As grandes vantagens destes dispositivos são: Seu processo de fabricação segue os padrões do CD
• Alta capacidade de armazenamento; e DVD comuns, com a diferença de que o feixe de laser
• Facilidade de instalação; usado para leitura é ainda menor que o do DVD, o que
• Mobilidade, ou seja, pode-se levá-lo para qual- possibilita armazenagem maior de dados no disco.
quer lugar sem necessidade de abrir o computador. O nome do disco refere-se à cor do feixe de luz do lei-
CD, CD-R e CD-RW tor ótico que, na verdade, para o olho humano, apresenta
uma cor violeta azulada. O “e” da palavra blue (azul) foi
O Compact Disc (CD) foi criado no começo da década retirado do nome por fins jurídicos, já que muitos países
de 80 e é hoje um dos meios mais populares de armazenar não permitem que se registre comercialmente uma palavra
dados digitalmente. comum. O Blu-Ray foi introduzido no mercado no ano de
Sua composição é geralmente formada por quatro ca- 2006.
madas: Pen Drive
• Uma camada de policarbonato (espécie de plásti-
co), onde ficam armazenados os dados
• Uma camada refletiva metálica, com a finalidade
de refletir o laser
• Uma camada de acrílico, para proteger os dados
• Uma camada superficial, onde são impressos os
rótulos
Na camada de gravação existe uma grande espiral que É um dispositivo de armazenamento de dados em me-
tem um relevo de partes planas e partes baixas que repre- mória flash e conecta-se ao computador por uma porta
sentam os bits. Um feixe de laser “lê” o relevo e converte a USB. Ele combina diversas tecnologias antigas com baixo
informação. Temos hoje, no mercado, três tipos principais custo, baixo consumo de energia e tamanho reduzido, gra-
de CDs: ças aos avanços nos microprocessadores. Funciona, ba-
sicamente, como um HD externo e quando conectado ao
1. CD comercial computador pode ser visualizado como um drive. O pen
(que já vem gravado com música ou dados) drive também é conhecido como thumbdrive (por ter o ta-
manho aproximado de um dedo polegar - thumb), flashdri-
2. CD-R ve (por usar uma memória flash) ou, ainda, disco removível.
(que vem vazio e pode ser gravado uma única vez) Ele tem a mesma função dos antigos disquetes e dos
CDs, ou seja, armazenar dados para serem transportados,
3. CD-RW porém, com uma capacidade maior, chegando a 256 GB.
(que pode ter seus dados apagados e regravados)
Atualmente, a capacidade dos CDs é armazenar cerca Cartão de Memória
de 700 MB ou 80 minutos de música.

DVD, DVD-R e DVD-RW

O Digital Vídeo Disc ou Digital Versatille Disc (DVD) é


hoje o formato mais comum para armazenamento de vídeo
digital. Foi inventado no final dos anos 90, mas só se popu-
larizou depois do ano 2000. Assim como o CD, é composto
por quatro camadas, com a diferença de que o feixe de
laser que lê e grava as informações é menor, possibilitando
uma espiral maior no disco, o que proporciona maior capa- Assim como o pen drive, o cartão de memória é um
cidade de armazenamento. tipo de dispositivo de armazenamento de dados com me-
Também possui as versões DVD-R e DVD-RW, sendo mória flash, muito encontrado em máquinas fotográficas
R de gravação única e RW que possibilita a regravação de digitais e aparelhos celulares smartphones.
dados. A capacidade dos DVDs é de 120 minutos de vídeo Nas máquinas digitais registra as imagens capturadas
ou 4,7 GB de dados, existindo ainda um tipo de DVD cha- e nos telefones é utilizado para armazenar vídeos, fotos,
mado Dual Layer, que contém duas camadas de gravação, ringtones, endereços, números de telefone etc.
cuja capacidade de armazenamento chega a 8,5 GB. O cartão de memória funciona, basicamente, como o
pen drive, mas, ao contrário dele, nem sempre fica aparen-
te no dispositivo e é bem mais compacto.

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INFORMÁTICA

Os formatos mais conhecidos são: Teclado


• Memory Stick Duo
• SD (Secure Digital Card)
• Mini SD
• Micro SD

OS PERIFÉRICOS
Os periféricos são partes extremamente importantes
dos computadores. São eles que, muitas vezes, definem
sua aplicação.

Entrada
São dispositivos que possuem a função de inserir da-
dos ao computador, por exemplo: teclado, scanner, cane- É o periférico mais conhecido e utilizado para entrada
ta óptica, leitor de código de barras, mesa digitalizadora, de dados no computador.
mouse, microfone, joystick, CD-ROM, DVD-ROM, câmera Acompanha o PC desde suas primeiras versões e foi
fotográfica digital, câmera de vídeo, webcam etc. pouco alterado. Possui teclas representando letras, núme-
ros e símbolos, bem como teclas com funções específicas
Mouse (F1... F12, ESC etc.).

Câmera Digital

É utilizado para selecionar operações dentro de uma


tela apresentada. Seu movimento controla a posição do
cursor na tela e apenas clicando (pressionando) um dos
botões sobre o que você precisa, rapidamente a operação
Câmera fotográfica moderna que não usa mais filmes
estará definida.
fotográficos. As imagens são capturadas e gravadas numa
O mouse surgiu com o ambiente gráfico das famílias
memória interna ou, ainda, mais comumente, em cartões
Macintosh e Windows, tornando-se indispensável para a
de memória.
utilização do microcomputador.
O formato de arquivo padrão para armazenar as fotos
é o JPEG (.jpg) e elas podem ser transferidas ao compu-
Touchpad tador por meio de um cabo ou, nos computadores mais
modernos, colocando-se o cartão de memória diretamente
no leitor.

Câmeras de Vídeo

As câmeras de vídeo, além de utilizadas no lazer, são


Existem alguns modelos diferentes de mouse para no- também aplicadas no trabalho de multimídia. As câmeras
tebooks, como o touchpad, que é um item de fábrica na de vídeo digitais ligam-se ao microcomputador por meio
maioria deles. de cabos de conexão e permitem levar a ele as imagens em
É uma pequena superfície sensível ao toque e tem a movimento e alterá-las utilizando um programa de edição
mesma funcionalidade do mouse. Para movimentar o cur- de imagens. Existe, ainda, a possibilidade de transmitir as
sor na tela, passa-se o dedo levemente sobre a área do imagens por meio de placas de captura de vídeo, que po-
touchpad. dem funcionar interna ou externamente no computador.

9
INFORMÁTICA

Hoje em dia, existem diversos tipos de utilização para


os scanners, que podem ser encontrados até nos caixas de
supermercados, para ler os códigos de barras dos produtos
vendidos.

Webcam

É uma câmera de vídeo que capta imagens e as trans-


fere instantaneamente para o computador. A maioria delas
não tem alta resolução, já que as imagens têm a finalidade
Scanner de serem transmitidas a outro computador via Internet, ou
seja, não podem gerar um arquivo muito grande, para que
possam ser transmitidas mais rapidamente.
Hoje, muitos sites e programas possuem chats (bate
-papo) com suporte para webcam. Os participantes podem
conversar e visualizar a imagem um do outro enquanto
conversam. Nos laptops e notebooks mais modernos, a câ-
mera já vem integrada ao computador.

Saída

São dispositivos utilizados para saída de dados do


É um dispositivo utilizado para interpretar e enviar à computador, por exemplo: monitor, impressora, projetor,
memória do computador uma imagem desenhada, pintada caixa de som etc.
ou fotografada. Ele é formado por minúsculos sensores fo-
toelétricos, geralmente distribuídos de forma linear. Cada
linha da imagem é percorrida por um feixe de luz. Ao mes- Monitor
mo tempo, os sensores varrem (percorrem) esse espaço e
armazenam a quantidade de luz refletida por cada um dos É um dispositivo físico (semelhante a uma televisão)
pontos da linha. que tem a função de exibir a saída de dados.
A princípio, essas informações são convertidas em car- A qualidade do que é mostrado na tela depende da
gas elétricas que, depois, ainda no scanner, são transforma- resolução do monitor, designada pelos pontos (pixels - Pic-
das em valores numéricos. O computador decodifica esses ture Elements), que podem ser representados na sua su-
números, armazena-os e pode transformá-los novamente perfície.
em imagem. Após a imagem ser convertida para a tela, Todas as imagens que você vê na tela são compostas
pode ser gravada e impressa como qualquer outro arquivo. de centenas (ou milhares) de pontos gráficos (ou pixels).
Existem scanners que funcionam apenas em preto e Quanto mais pixels, maior a resolução e mais detalhada
branco e outros, que reproduzem cores. No primeiro caso, será a imagem na tela. Uma resolução de 640 x 480 signi-
os sensores passam apenas uma vez por cada ponto da fica 640 pixels por linha e 480 linhas na tela, resultando em
imagem. Os aparelhos de fax possuem um scanner desse 307.200 pixels.
tipo para captar o documento. Para capturar as cores é pre- A placa gráfica permite que as informações saiam do
ciso varrer a imagem três vezes: uma registra o verde, outra computador e sejam apresentadas no monitor. A placa
o vermelho e outra o azul. determina quantas cores você verá e qual a qualidade dos
Há aparelhos que produzem imagens com maior ou gráficos e imagens apresentadas.
menor definição. Isso é determinado pelo número de pon- Os primeiros monitores eram monocromáticos, ou
tos por polegada (ppp) que os sensores fotoelétricos po- seja, apresentavam apenas uma cor e suas tonalidades,
dem ler. As capacidades variam de 300 a 4800 ppp. Alguns mostrando os textos em branco ou verde sobre um fun-
modelos contam, ainda, com softwares de reconhecimento do preto. Depois, surgiram os policromáticos, trabalhando
de escrita, denominados OCR. com várias cores e suas tonalidades.

10
INFORMÁTICA

A tecnologia utilizada nos monitores também tem Impressora Jato de Tinta


acompanhado o mercado de informática. Procurou-se re-
duzir o consumo de energia e a emissão de radiação ele-
tromagnética. Outras inovações, como controles digitais,
tela plana e recursos multimídia contribuíram nas mudan-
ças.
Nos desktops mais antigos, utilizava-se a Catodic Rays
Tube (CRT), que usava o tubo de cinescópio (o mesmo
princípio da TV), em que um canhão dispara por trás o fei-
xe de luz e a imagem é mostrada no vídeo. Uma grande
evolução foi o surgimento de uma tela especial, a Liquid
Crystal Display (LCD) - Tela de Cristal Líquido. Atualmente, as impressoras a jato de tinta ou inkjet
A tecnologia LCD troca o tubo de cinescópio por mi- (como também são chamadas), são as mais populares do
núsculos cristais líquidos na formação dos feixes de luz até mercado. Silenciosas, elas oferecem qualidade de impres-
a montagem dos pixels. Com este recurso, pode-se aumen- são e eficiência.
tar a área útil da tela. A impressora jato de tinta forma imagens lançando a
Os monitores LCD permitem qualidade na visibilidade tinta diretamente sobre o papel, produzindo os caracteres
da imagem - dependendo do tipo de tela ― que pode ser: como se fossem contínuos. Imprime sobre papéis espe-
ciais e transparências e são bastante versáteis. Possuem
• Matriz ativa: maior contraste, nitidez e amplo cam- fontes (tipos de letras) internas e aceitam fontes via soft-
po de visão ware. Também preparam documentos em preto e branco
• Matriz passiva: menor tempo de resposta nos mo- e possuem cartuchos de tinta independentes, um preto e
vimentos de vídeo outro colorido.

Além do CRT e do LCD, uma nova tecnologia esta ga- Impressora Laser
nhando força no mercado, o LED. A principal diferença en-
tre LED x LCD está diretamente ligado à tela. Em vez de
células de cristal líquido, os LED possuem diodos emissores
de luz (Light Emitting Diode) que fornecem o conjunto de
luzes básicas (verde, vermelho e azul). Eles não aquecem
para emitir luz e não precisam de uma luz branca por trás,
o que permite iluminar apenas os pontos necessários na
tela. Como resultado, ele consume até 40% menos energia.
A definição de cores também é superior, principalmen-
te do preto, que possui fidelidade não encontrada em ne-
nhuma das demais tecnologias disponíveis no mercado.
Sem todo o aparato que o LCD precisa por trás, o LED As impressoras a laser apresentam elevada qualidade
também pode ser mais fina, podendo chegar a apenas uma de impressão, aliada a uma velocidade muito superior. Uti-
polegada de espessura. Isso resultado num monitor de de- lizam folhas avulsas e são bastante silenciosas.
sign mais agradável e bem mais leve. Possuem fontes internas e também aceitam fontes via
Ainda é possível encontrar monitores CRT (que usavam software (dependendo da quantidade de memória). Algu-
o tubo de cinescópio), mas os fabricantes, no entanto, não mas possuem um recurso que ajusta automaticamente as
deram continuidade à produção dos equipamentos com configurações de cor, eliminando a falta de precisão na im-
tubo de imagem. pressão colorida, podendo atingir uma resolução de 1.200
Os primeiros monitores tinham um tamanho de, geral- dpi (dots per inch - pontos por polegada).
mente, 13 ou 14 polegadas. Com profissionais trabalhando
com imagens, cores, movimentos e animações multimídia, Impressora a Cera
sentiu-se a necessidade de produzir telas maiores.
Hoje, os monitores são vendidos nos mais diferentes Categoria de impressora criada para ter cor no impres-
formatos e tamanhos. As televisões mais modernas apre- so com qualidade de laser, porém o custo elevado de ma-
sentam uma entrada VGA ou HDMI, para que computado- nutenção aliado ao surgimento da laser colorida fizeram
res sejam conectados a elas. essa tecnologia ser esquecida. A ideia aqui é usar uma su-
blimação de cera (aquela do lápis de cera) para fazer im-
pressão.

11
INFORMÁTICA

Plotters Na verdade existe barramento em todas as placas de


produtos eletrônicos, porém em outros aparelhos os téc-
nicos referem-se aos barramentos simplesmente como o
“impresso da placa”.
Barramento é um conjunto de 50 a 100 fios que fazem
a comunicação entre todos os dispositivos do computador:
UCP, memória, dispositivos de entrada e saída e outros. Os
sinais típicos encontrados no barramento são: dados, clock,
endereços e controle.
Os dados trafegam por motivos claros de necessidade
de serem levados às mais diversas porções do computador.
Os endereços estão presentes para indicar a localiza-
ção para onde os dados vão ou vêm.
O clock trafega nos barramentos conhecidos como sín-
cronos, pois os dispositivos são obrigados a seguir uma
Outro dispositivo utilizado para impressão é a plotter, sincronia de tempo para se comunicarem.
que é uma impressora destinada a imprimir desenhos em O controle existe para informar aos dispositivos en-
grandes dimensões, com elevada qualidade e rigor, como volvidos na transmissão do barramento se a operação em
plantas arquitetônicas, mapas cartográficos, projetos de curso é de escrita, leitura, reset ou outra qualquer. Alguns
engenharia e grafismo, ou seja, a impressora plotter é des- sinais de controle são bastante comuns:
tinada às artes gráficas, editoração eletrônica e áreas de • Memory Write - Causa a escrita de dados do barra-
CAD/CAM. mento de dados no endereço especificado no barramento
Vários modelos de impressora plotter têm resolução de endereços.
de 300 dpi, mas alguns podem chegar a 1.200 pontos por • Memory Read - Causa dados de um dado endereço
polegada, permitindo imprimir, aproximadamente, 20 pá- especificado pelo barramento de endereço a ser posto no
barramento de dados.
ginas por minuto (no padrão de papel utilizado em impres-
• I/O Write - Causa dados no barramento de dados se-
soras a laser).
rem enviados para uma porta de saída (dispositivo de I/O).
Existe a plotter que imprime materiais coloridos com
• I/O Read - Causa a leitura de dados de um dispositivo
largura de até três metros (são usadas em empresas que
de I/O, os quais serão colocados no barramento de dados.
imprimem grandes volumes e utilizam vários formatos de
• Bus request - Indica que um módulo pede controle
papel).
do barramento do sistema.
Projetor • Reset - Inicializa todos os módulos
É um equipamento muito utilizado em apresentações Todo barramento é implementado seguindo um con-
multimídia. junto de regras de comunicação entre dispositivos conhe-
Antigamente, as informações de uma apresentação cido como BUS STANDARD, ou simplesmente PROTOCOLO
eram impressas em transparências e ampliadas num retro- DE BARRAMENTO, que vem a ser um padrão que qualquer
projetor, mas, com o avanço tecnológico, os projetores têm dispositivo que queira ser compatível com este barramento
auxiliado muito nesta área. deva compreender e respeitar. Mas um ponto sempre é
Quando conectados ao computador, esses equipa- certeza: todo dispositivo deve ser único no acesso ao bar-
mentos reproduzem o que está na tela do computador em ramento, porque os dados trafegam por toda a extensão
dimensões ampliadas, para que várias pessoas vejam ao da placa-mãe ou de qualquer outra placa e uma mistura de
mesmo tempo. dados seria o caos para o funcionamento do computador.

Entrada/Saída Os barramentos têm como principais vantagens o fato


São dispositivos que possuem tanto a função de inse- de ser o mesmo conjunto de fios que é usado para todos os
rir dados, quanto servir de saída de dados. Exemplos: pen periféricos, o que barateia o projeto do computador. Outro
drive, modem, CD-RW, DVD-RW, tela sensível ao toque, ponto positivo é a versatilidade, tendo em vista que toda
impressora multifuncional, etc. placa sempre tem alguns slots livres para a conexão de no-
IMPORTANTE: A impressora multifuncional pode ser vas placas que expandem as possibilidades do sistema.
classificada como periférico de Entrada/Saída, pois sua A grande desvantagem dessa idéia é o surgimento de
principal característica é a de realizar os papeis de impres- engarrafamentos pelo uso da mesma via por muitos perifé-
sora (Saída) e scanner (Entrada) no mesmo dispositivo. ricos, o que vem a prejudicar a vazão de dados (troughput).
Dispositivos conectados ao barramento
BARRAMENTOS – CONCEITOS GERAIS
• Ativos ou Mestres - dispositivos que comandam o
Os barramentos, conhecidos como BUS em inglês, são acesso ao barramento para leitura ou escrita de dados
conjuntos de fios que normalmente estão presentes em to- • Passivos ou Escravos - dispositivos que simplesmente
das as placas do computador. obedecem à requisição do mestre.

12
INFORMÁTICA

Exemplo: Componente PCI ou PCI master


- CPU ordena que o controlador de disco leia ou escre- Funciona como uma ponte entre processador e barra-
va um bloco de dados. mento PCI, no qual dispositivos add-in com interface PCI
A CPU é o mestre e o controlador de disco é o escravo. estão conectados.

Barramentos Comerciais - Add-in cards interface


Serão listados aqui alguns barramentos que foram e Possuem dispositivos que usam o protocolo PCI. São
alguns que ainda são bastante usados comercialmente. gerenciados pelo PCI master e são totalmente programá-
veis.
ISA – Industry Standard Architeture
AGP – Advanced Graphics Port

Foi lançado em 1984 pela IBM para suportar o novo


PC-AT. Tornou-se, de imediato, o padrão de todos os PC-
compatíveis. Era um barramento único para todos os com-
ponentes do computador, operando com largura de 16 bits
e com clock de 8 MHz.
Esse barramento permite que uma placa controladora
PCI – Peripheral Components Interconnect gráfica AGP substitua a placa gráfica no barramento PCI.
O Chip controlador AGP substitui o controlador de E/S do
barramento PCI. O novo conjunto AGP continua com fun-
ções herdadas do PCI. O conjunto faz a transferência de
dados entre memória, o processador e o controlador ISA,
tudo, simultaneamente.
Permite acesso direto mais rápido à memória. Pela por-
ta gráfica aceleradora, a placa tem acesso direto à RAM,
eliminando a necessidade de uma VRAM (vídeo RAM) na
própria placa para armazenar grandes arquivos de bits
como mapas e textura.
O uso desse barramento iniciou-se através de placas-
mãe que usavam o chipset i440LX, da Intel, já que esse
chipset foi o primeiro a ter suporte ao AGP. A principal van-
tagem desse barramento é o uso de uma maior quantidade
de memória para armazenamento de texturas para objetos
tridimensionais, além da alta velocidade no acesso a essas
texturas para aplicação na tela.
PCI é um barramento síncrono de alta performance, O primeiro AGP (1X) trabalhava a 133 MHz, o que pro-
indicado como mecanismo entre controladores altamen- porciona uma velocidade 4 vezes maior que o PCI. Além
te integrados, plug-in placas, sistemas de processadores/ disso, sua taxa de transferência chegava a 266 MB por se-
memória. gundo quando operando no esquema de velocidade X1, e
Foi o primeiro barramento a incorporar o conceito plu- a 532 MB quando no esquema de velocidade 2X. Existem
g-and-play. também as versões 4X, 8X e 16X. Geralmente, só se en-
Seu lançamento foi em 1993, em conjunto com o pro- contra um único slot nas placas-mãe, visto que o AGP só
cessador PENTIUM da Intel. Assim o novo processador interessa às placas de vídeo.
realmente foi revolucionário, pois chegou com uma série
de inovações e um novo barramento. O PCI foi definido
com o objetivo primário de estabelecer um padrão da in-
dústria e uma arquitetura de barramento que ofereça baixo
custo e permita diferenciações na implementação.

13
INFORMÁTICA

PCI Express No início de 2001, em um evento próprio, a empresa


mostrou a necessidade de criação de uma tecnologia capaz
de substituir o padrão PCI: tratava-se do 3GIO (Third Ge-
neration I/O – 3ª geração de Entrada e Saída). Em agosto
desse mesmo ano, um grupo de empresas chamado de
PCI-SIG (composto por companhias como IBM, AMD
e Microsoft) aprovou as primeiras especificações do 3GIO.
Entre os quesitos levantados nessas especificações,
estão os que se seguem: suporte ao barramento PCI, pos-
sibilidade de uso de mais de uma lane, suporte a outros
tipos de conexão de plataformas, melhor gerenciamento
de energia, melhor proteção contra erros, entre outros.

Esse barramento é fortemente voltado para uso em


subsistemas de vídeo.
Na busca de uma solução para algumas limitações dos
barramentos AGP e PCI, a indústria de tecnologia trabalha Interfaces – Barramentos Externos
no barramento PCI Express, cujo nome inicial era 3GIO. Tra-
ta-se de um padrão que proporciona altas taxas de transfe- Os barramentos circulam dentro do computador, co-
rência de dados entre o computador em si e um dispositivo, brem toda a extensão da placa-mãe e servem para co-
por exemplo, entre a placa-mãe e uma placa de vídeo 3D. nectar as placas menores especializadas em determinadas
A tecnologia PCI Express conta com um recurso que tarefas do computador. Mas os dispositivos periféricos
permite o uso de uma ou mais conexões seriais, também precisam comunicarem-se com a UCP, para isso, historica-
chamados de lanes para transferência de dados. Se um mente foram desenvolvidas algumas soluções de conexão
determinado dispositivo usa um caminho, então diz-se que tais como: serial, paralela, USB e Firewire. Passando ainda
esse utiliza o barramento PCI Express 1X; se utiliza 4 lanes , por algumas soluções proprietárias, ou seja, que somente
sua denominação é PCI Express 4X e assim por diante. Cada funcionavam com determinado periférico e de determina-
lane pode ser bidirecional, ou seja, recebe e envia dados. do fabricante.
Cada conexão usada no PCI Express trabalha com 8 bits
por vez, sendo 4 em cada direção. A freqüência usada é Interface Serial
de 2,5 GHz, mas esse valor pode variar. Assim sendo, o PCI Conhecida por seu uso em mouse e modems, esta in-
Express 1X consegue trabalhar com taxas de 250 MB por terface no passado já conectou até impressoras. Sua carac-
segundo, um valor bem maior que os 132 MB do padrão terística fundamental é que os bits trafegam em fila, um
PCI. Esse barramento trabalha com até 16X, o equivalente por vez, isso torna a comunicação mais lenta, porém o cabo
a 4000 MB por segundo. A tabela abaixo mostra os valores do dispositivo pode ser mais longo, alguns chegam até a
das taxas do PCI Express comparadas às taxas do padrão 10 metros de comprimento. Isso é útil para usar uma baru-
AGP: lhenta impressora matricial em uma sala separada daquela
onde o trabalho acontece.
As velocidades de comunicação dessa interface variam
AGP PCI Express de 25 bps até 57.700 bps (modems mais recentes). Na par-
te externa do gabinete, essas interfaces são representadas
AGP 1X: 266 MB por PCI Express 1X: 250 MB por por conectores DB-9 ou DB-25 machos.
segundo segundo
AGP 4X: 1064 MB por PCI Express 2X: 500 MB por
segundo segundo
AGP 8X: 2128 MB por PCI Express 8X: 2000 MB por
segundo segundo
PCI Express 16X: 4000 MB por
 
segundo

É importante frisar que o padrão 1X foi pouco utilizado


e, devido a isso, há empresas que chamam o PC I Express
2X de PCI Express 1X.
Assim sendo, o padrão PCI Express 1X pode represen-
tar também taxas de transferência de dados de 500 MB por
segundo.
A Intel é uma das grandes precursoras de inovações
tecnológicas.

14
INFORMÁTICA

Interface Paralela O que é USB 3.0?

Criada para ser uma opção ágil em relação à serial, essa Como você viu no tópico acima, o USB 3.0 surgiu por-
interface transmite um byte de cada vez. Devido aos 8 bits que o padrão precisou evoluir para atender novas neces-
em paralelo existe um RISCo de interferência na corrente sidades. Mas, no que consiste exatamente esta evolução?
elétrica dos condutores que formam o cabo. Por esse moti- O que o USB 3.0 tem de diferente do USB 2.0? A principal
vo os cabos de comunicação desta interface são mais cur- característica você já sabe: a velocidade de até 4,8 Gb/s (5
tos, normalmente funcionam muito bem até a distância de Gb/s, arredondando), que corresponde a cerca de 600 me-
1,5 metro, embora exista no mercado cabos paralelos de gabytes por segundo, dez vezes mais que a velocidade do
até 3 metros de comprimento. A velocidade de transmissão USB 2.0. Nada mal, não?
desta porta chega até a 1,2 MB por segundo.
Nos gabinetes dos computadores essa porta é encon-
trada na forma de conectores DB-25 fêmeas. Nas impres-
soras, normalmente, os conectores paralelos são conheci-
dos como interface centronics.

Símbolo para dispositivos USB 3.0

Mas o USB 3.0 também se destaca pelo fator “alimen-


tação elétrica”: o USB 2.0 fornece até 500 miliampéres, en-
quanto que o novo padrão pode suportar 900 miliampéres.
Isso significa que as portas USB 3.0 podem alimentar dis-
positivos que consomem mais energia (como determina-
dos HDs externos, por exemplo, cenário quase impossível
com o USB 2.0).
É claro que o USB 3.0 também possui as caracterís-
USB – Universal Serial Bus ticas que fizeram as versões anteriores tão bem aceitas,
como Plug and Play (plugar e usar), possibilidade de co-
A tecnologia USB surgiu no ano de 1994 e, desde en- nexão de mais de um dispositivo na mesma porta, hot-s-
tão, foi passando por várias revisões. As mais populares são wappable (capacidade de conectar e desconectar disposi-
as versões 1.1 e 2.0, sendo esta última ainda bastante utili- tivos sem a necessidade de desligá-los) e compatibilidade
zada. A primeira é capaz de alcançar, no máximo, taxas de com dispositivos nos padrões anteriores.
transmissão de 12 Mb/s (megabits por segundo), enquanto
que a segunda pode oferecer até 480 Mb/s. Conectores USB 3.0
Como se percebe, o USB 2.0 consegue ser bem rápido,
afinal, 480 Mb/s correspondem a cerca de 60 megabytes Outro aspecto no qual o padrão USB 3.0 difere do 2.0
por segundo. No entanto, acredite, a evolução da tecno- diz respeito ao conector. Os conectores de ambos são bas-
logia acaba fazendo com que velocidades muito maiores tante parecidos, mas não são iguais.
sejam necessárias.
Não é difícil entender o porquê: o número de conexões Conector USB 3.0 A
à internet de alta velocidade cresce rapidamente, o que faz
com que as pessoas queiram consumir, por exemplo, ví- Como você verá mais adiante, os cabos da tecnologia
deos, músicas, fotos e jogos em alta definição. Some a isso USB 3.0 são compostos por nove fios, enquanto que os
ao fato de ser cada vez mais comum o surgimento de dis- cabos USB 2.0 utilizam apenas 4. Isso acontece para que
positivos como smartphones e câmeras digitais que aten- o padrão novo possa suportar maiores taxas de transmis-
dem a essas necessidades. A consequência não poderia ser são de dados. Assim, os conectores do USB 3.0 possuem
outra: grandes volumes de dados nas mãos de um número contatos para estes fios adicionais na parte do fundo. Caso
cada vez maior de pessoas. um dispositivo USB 2.0 seja utilizado, este usará apenas os
Com suas especificações finais anunciadas em novem- contatos da parte frontal do conector. As imagens a seguir
bro de 2008, o USB 3.0 surgiu para dar conta desta e da mostram um conector USB 3.0 do tipo A:
demanda que está por vir. É isso ou é perder espaço para
tecnologias como o FireWire ou Thunderbolt, por exem-
plo. Para isso, o USB 3.0 tem como principal característica
a capacidade de oferecer taxas de transferência de dados
de até 4,8 Gb/s (gigabits por segundo). Mas não é só isso...

15
INFORMÁTICA

Micro-USB 3.0

O conector micro-USB, utilizado em smartphones, por


exemplo, também sofreu modificações: no padrão USB 3.0
- com nome de micro-USB B -, passou a contar com uma
área de contatos adicional na lateral, o que de certa forma
diminui a sua praticidade, mas foi a solução encontrada
para dar conta dos contatos adicionais:

Estrutura interna de um conector USB 3.0 A

Conector micro-USB 3.0 B - imagem por USB.org

Para facilitar a diferenciação, fabricantes estão adotan-


Conector USB 3.0 A do a cor azul na parte interna dos conectores USB 3.0 e,
algumas vezes, nos cabos destes. Note, no entanto, que é
Você deve ter percebido que é possível conectar dis- essa não é uma regra obrigatória, portanto, é sempre con-
positivos USB 2.0 ou 1.1 em portas USB 3.0. Este último é veniente prestar atenção nas especificações do produto
compatível com as versões anteriores. Fabricantes também antes de adquiri-lo.
podem fazer dispositivos USB 3.0 compatíveis com o pa-
drão 2.0, mas neste caso a velocidade será a deste último.
E é claro: se você quer interconectar dois dispositivos por Sobre o funcionamento do USB 3.0
USB 3.0 e aproveitar a sua alta velocidade, o cabo precisa
ser deste padrão. Como você já sabe, cabos USB 3.0 trabalham com 9
fios, enquanto que o padrão anterior utiliza 4: VBus (VCC),
Conector USB 3.0 B D+, D- e GND. O primeiro é o responsável pela alimentação
elétrica, o segundo e o terceiro são utilizados na transmis-
Tal como acontece na versão anterior, o USB 3.0 tam- são de dados, enquanto que o quarto atua como “fio terra”.
bém conta com conectores diferenciados para se adequar No padrão USB 3.0, a necessidade de transmissão de
a determinados dispositivos. Um deles é o conector do tipo dados em alta velocidade fez com que, no início, fosse
B, utilizado em aparelhos de porte maior, como impresso- considerado o uso de fibra óptica para este fim, mas tal
ras ou scanners, por exemplo. característica tornaria a tecnologia cara e de fabricação
Em relação ao tipo B do padrão USB 2.0, a porta USB mais complexa. A solução encontrada para dar viabilidade
3.0 possui uma área de contatos adicional na parte supe- ao padrão foi a adoção de mais fios. Além daqueles uti-
rior. Isso significa que nela podem ser conectados tantos lizados no USB 2.0, há também os seguintes: StdA_SSRX-
dispositivos USB 2.0 (que aproveitam só a parte inferior) e StdA_SSRX+ para recebimento de dados, StdA_SSTX- e
quanto USB 3.0. No entanto, dispositivos 3.0 não poderão StdA_SSTX+ para envio, e GND_DRAIN como “fio terra”
ser conectados em portas B 2.0: para o sinal.
O conector USB 3.0 B pode contar ainda com uma va-
riação (USB 3.0 B Powered) que utiliza um contato a mais
para alimentação elétrica e outro associado a este que ser-
ve como “fio terra”, permitindo o fornecimento de até 1000
miliampéres a um dispositivo.
Quanto ao tamanho dos cabos, não há um limite defi-
nido, no entanto, testes efetuados por algumas entidades
especialistas (como a empresa Cable Wholesale) recomen-
dam, no máximo, até 3 metros para total aproveitamento
da tecnologia, mas esta medida pode variar de acordo com
Conector USB 3.0 B - imagem por USB.org as técnicas empregadas na fabricação.

16
INFORMÁTICA

No que se refere à transmissão de dados em si, o USB A indústria trabalha com a possiblidade de os primei-
3.0 faz esse trabalho de maneira bidirecional, ou seja, entre ros equipamentos baseados em USB 3.1 começarem a
dispositivos conectados, é possível o envio e o recebimen- chegar ao mercado no final de 2014. Até lá, mais detalhes
to simultâneo de dados. No USB 2.0, é possível apenas um serão revelados.
tipo de atividade por vez. Novo conector “tipo C”: uso dos dois lados
O USB 3.0 também consegue ser mais eficiente no con- Em dezembro de 2013, a USB.org anunciou outra no-
trole do consumo de energia. Para isso, o host, isto é, a vidade para a versão 3.1 da tecnologia: um conector cha-
máquina na qual os dispositivos são conectados, se comu- mado (até agora, pelos menos) de tipo C que permitirá que
nica com os aparelhos de maneira assíncrona, aguardando você conecte um cabo à entrada a partir de qualquer lado.
estes indicarem a necessidade de transmissão de dados. Sabe aquelas situações onde você encaixa um cabo ou
No USB 2.0, há uma espécie de “pesquisa contínua”, onde pendrive de um jeito, nota que o dispositivo não funcionou
o host necessita enviar sinais constantemente para saber e somente então percebe que o conectou incorretamente?
qual deles necessita trafegar informações. Com o novo conector, este problema será coisa do passa-
Ainda no que se refere ao consumo de energia, tan-
do: qualquer lado fará o dispositivo funcionar.
to o host quanto os dispositivos conectados podem entrar
Trata-se de um plugue reversível, portanto, semelhan-
em um estado de economia em momentos de ociosidade.
te aos conectores Lightning existentes nos produtos da
Além disso, no USB 2.0, os dados transmitidos acabam indo
do host para todos os dispositivos conectados. No USB 3.0, Apple. Tal como estes, o conector tipo C deverá ter tam-
essa comunicação ocorre somente com o dispositivo de bém dimensões reduzidas, o que facilitará a sua adoção em
destino. smartphones, tablets e outros dispositivos móveis.
Tamanha evolução tem um preço: o conector tipo C
Como saber rapidamente se uma porta é USB 3.0 não será compatível com as portas dos padrões anteriores,
exceto pelo uso de adaptadores. É importante relembrar,
Em determinados equipamentos, especialmente lap- no entanto, que será possível utilizar os conectores já exis-
tops, é comum encontrar, por exemplo, duas portas USB tentes com o USB 3.1.
2.0 e uma USB 3.0. Quando não houver nenhuma descrição A USB.org promete liberar mais informações sobre esta
identificando-as, como saber qual é qual? Pela cor existen- novidade em meados de 2014.
te no conector.
Pode haver exceções, é claro, mas pelo menos boa par- Firewire
te dos fabricantes segue a recomendação de identificar os
conectores USB 3.0 com a sua parte plástica em azul, tal O barramento firewire, também conhecido como IEEE
como informado anteriormente. Nas portas USB 2.0, por 1394 ou como i.Link, é um barramento de grande volu-
sua vez, os conectores são pretos ou, menos frequente- me de transferência de dados entre computadores, peri-
mente, brancos. féricos e alguns produtos eletrônicos de consumo. Foi de-
senvolvido inicialmente pela Apple como um barramento
USB 3.1: até 10 Gb/s serial de alta velocidade, mas eles estavam muito à frente
da realidade, ainda mais com, na época, a alternativa do
Em agosto de 2013, a USB.org anunciou as especifica- barramento USB que já possuía boa velocidade, era barato
ções finais do  USB 3.1  (também chamado deSuperSpeed e rapidamente integrado no mercado. Com isso, a Apple,
USB 10 Gbps), uma variação do USB 3.0 que se propõe a mesmo incluindo esse tipo de conexão/portas no Mac por
oferecer taxas de transferência de dados de até 10 Gb/s (ou algum tempo, a realidade “de fato”, era a não existência de
seja, o dobro).
utilidade para elas devido à falta de periféricos para seu
Na teoria, isso significa que conexões 3.1 podem alcan-
uso. Porém o desenvolvimento continuou, sendo focado
çar taxas de até 1,2 gigabyte por segundo! E não é exagero,
principalmente pela área de vídeo, que poderia tirar gran-
afinal, há aplicações que podem usufruir desta velocidade.
É o caso de monitores de vídeo que são conectados ao des proveitos da maior velocidade que ele oferecia.
computador via porta USB, por exemplo.
Para conseguir taxas tão elevadas, o USB 3.1 não faz Suas principais vantagens:
uso de nenhum artefato físico mais elaborado. O “segre- • São similares ao padrão USB;
do”, essencialmente, está no uso de um método de codi- • Conexões sem necessidade de desligamento/boot do
ficação de dados mais eficiente e que, ao mesmo tempo, micro (hot-plugable);
não torna a tecnologia significantemente mais cara. • Capacidade de conectar muitos dispositivos (até 63
Vale ressaltar que o USB 3.1 é compatível com conecto- por porta);
res e cabos das especificações anteriores, assim como com • Permite até 1023 barramentos conectados entre si;
dispositivos baseados nestas versões. • Transmite diferentes tipos de sinais digitais:
Merece destaque ainda o aspecto da alimentação vídeo, áudio, MIDI, comandos de controle de disposi-
elétrica: o USB 3.1 poderá suportar até de 100 watts na tivo, etc;
transferência de energia, indicando que dispositivos mais • Totalmente Digital (sem a necessidade de converso-
exigentes poderão ser alimentados por portas do tipo. Mo- res analógico-digital, e portanto mais seguro e rápido);
nitores de vídeo e HDs externos são exemplos: não seria • Devido a ser digital, fisicamente é um cabo fino, flexí-
ótimo ter um único cabo saindo destes dispositivos? vel, barato e simples;

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INFORMÁTICA

• Como é um barramento serial, permite conexão bem É comum encontrar monitores cujo cabo VGA possui
facilitada, ligando um dispositivo ao outro, sem a necessi- pinos faltantes. Não se trata de um defeito: embora os co-
dade de conexão ao micro (somente uma ponta é conec- nectores VGA utilizem um encaixe com 15 pinos, nem to-
tada no micro). dos são usados.

A distância do cabo é limitada a 4.5 metros antes de


haver distorções no sinal, porém, restringindo a velocida-
de do barramento podem-se alcançar maiores distâncias
de cabo (até 14 metros). Lembrando que esses valores são
para distâncias “ENTRE PERIFÉRICOS”, e SEM A UTILIZAÇÃO
DE TRANSCEIVERS (com transceivers a previsão é chegar a
até 70 metros usando fibra ótica).
O barramento firewire permite a utilização de dispo-
sitivos de diferentes velocidades (100, 200, 400, 800, 1200
Mb/s) no mesmo barramento.
O suporte a esse barramento está nativamente em
Macs, e em PCs através de placas de expansão específicas
ou integradas com placas de captura de vídeo ou de som.
Os principais usos que estão sendo direcionados a essa Conector e placa de vídeo com conexão VGA
interface, devido às características listadas, são na área de
multimídia, especialmente na conexão de dispositivos de Conector DVI (Digital Video Interface)
vídeo (placas de captura, câmeras, TVs digitais, setup bo-
xes, home theather, etc). Os conectores DVI  são bem mais recentes e propor-
cionam qualidade de imagem superior, portanto, são con-
siderados substitutos do padrão VGA. Isso ocorre porque,
conforme indica seu nome, as informações das imagens
podem ser tratadas de maneira totalmente digital, o que
não ocorre com o padrão VGA.

INTERFACE DE VIDEO

Conector VGA (Video Graphics Array)

Os conectores VGA são bastante conhecidos, pois estão


presentes na maioria absoluta dos “grandalhões” monito-
res CRT (Cathode Ray Tube) e também em alguns modelos
que usam a tecnologia LCD, além de não ser raro encontrá
-los em placas de vídeos (como não poderia deixar de ser).
O conector desse padrão, cujo nome é D-Sub, é composto
por três “fileiras” de cinco pinos. Esses pinos são conecta-
Conector DVI-D
dos a um cabo cujos fios transmitem, de maneira indepen-
dente, informações sobre as cores vermelha (red), verde
(green) e azul (blue) - isto é, o conhecido esquema RGB - e Quando, por exemplo, um monitor LCD trabalha com
sobre as frequências verticais e horizontais. Em relação a conectores VGA, precisa converter o sinal que recebe para
estes últimos aspectos: frequência horizontal consiste no digital. Esse processo faz com que a qualidade da imagem
número de linhas da tela que o monitor consegue “preen- diminua. Como o DVI trabalha diretamente com sinais di-
cher” por segundo. Assim, se um monitor consegue varrer gitais, não é necessário fazer a conversão, portanto, a qua-
60 mil linhas, dizemos que sua frequência horizontal é de lidade da imagem é mantida. Por essa razão, a saída DVI
60 KHz. Frequência vertical, por sua vez, consiste no tempo é ótima para ser usada em monitores LCD, DVDs, TVs de
em que o monitor leva para ir do canto superior esquerdo plasma, entre outros.
da tela para o canto inferior direito. Assim, se a frequên- É necessário frisar que existe mais de um tipo de co-
cia horizontal indica a quantidade de vezes que o canhão nector DVI:
consegue varrer linhas por segundo, a frequência vertical DVI-A: é um tipo que utiliza sinal analógico, porém ofe-
indica a quantidade de vezes que a tela toda é percorrida rece qualidade de imagem superior ao padrão VGA;
por segundo. Se é percorrida, por exemplo, 56 vezes por DVI-D: é um tipo similar ao DVI-A, mas utiliza sinal digi-
segundo, dizemos que a frequência vertical do monitor é tal. É também mais comum que seu similar, justamente por
de 56 Hz. ser usado em placas de vídeo;

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INFORMÁTICA

DVI-I: esse padrão consegue trabalhar tanto com DVI O conector do padrão S-Video usado atualmente é co-
-A como com DVI-D. É o tipo mais encontrado atualmente. nhecido como Mini-Din de quatro pinos (é semelhante ao
Há ainda conectores DVI que trabalham com as especifi- usado em mouses do tipo PS/2). Também é possível en-
cações Single Link e Dual Link. O primeiro suporta resoluções contrar conexões S-Video de sete pinos, o que indica que o
de até 1920x1080 e, o segundo, resoluções de até 2048x1536, dispositivo também pode contar com Vídeo Componente
em ambos os casos usando uma frequência de 60 Hz. (visto adiante).
O cabo dos dispositivos que utilizam a tecnologia DVI Muitas placas de vídeo oferecem conexão VGA ou DVI
é composto, basicamente, por quatro pares de fios trança- com S-Video. Dependendo do caso, é possível encontrar os
dos, sendo um par para cada cor primária (vermelho, verde três tipos na mesma placa. Assim, se você quiser assistir na
e azul) e um para o sincronismo. Os conectores, por sua TV um vídeo armazenado em seu computador, basta usar
vez, variam conforme o tipo do DVI, mas são parecidos en- a conexão S-Video, desde que a televisão seja compatível
tre si, como mostra a imagem a seguir: com esse conector, é claro.

Atualmente, praticamente todas as placas de vídeo e


monitores são compatíveis com DVI. A tendência é a de
que o padrão VGA caia, cada vez mais, em desuso.

Conector S-Video (Separated Video) Placa de vídeo com conectores S-Video, DVI e VGA

Component Video (Vídeo Componente)


O padrão Component Video é, na maioria das vezes,
usado em computadores para trabalhos profissionais - por
exemplo, para atividades de edição de vídeo. Seu uso mais
comum é em aparelhos de DVD e em televisores de alta
definição (HDTV - High-Definition Television), sendo um
dos preferidos para sistemas de home theater. Isso ocorre
justamente pelo fato de o Vídeo Componente oferecer ex-
celente qualidade de imagem.

Padrão S-Video

Para entender o S-Video, é melhor compreender, pri- Component Video


meiramente, outro padrão: o Compost Video, mais conhe-
cido como Vídeo Composto. Esse tipo utiliza conectores do A conexão do Component Video é feita através de um
tipo RCA e é comumente encontrado em TVs, aparelhos de cabo com três fios, sendo que, geralmente, um é indicado
DVD, filmadoras, entre outros. pela cor verde, outro é indicado pela cor azul e o terceiro
Geralmente, equipamentos com Vídeo Composto fa- é indicado pela cor vermelha, em um esquema conhecido
zem uso de três cabos, sendo dois para áudio (canal es- como Y-Pb-Pr (ou Y-Cb-Cr). O primeiro (de cor verde), é
querdo e canal direito) e o terceiro para o vídeo, sendo este responsável pela transmissão do vídeo em preto e branco,
o que realmente faz parte do padrão. Esse cabo é constituí- isto é, pela “estrutura” da imagem. Os demais conectores
do de dois fios, um para a transmissão da imagem e outro trabalham com os dados das cores e com o sincronismo.
que atua como “terra”. Como dito anteriormente, o padrão S-Video é cada vez
O S-Video, por sua vez, tem seu cabo formado com mais comum em placas de vídeo. No entanto, alguns mo-
três fios: um transmite imagem em preto e branco; outro delos são também compatíveis com Vídeo Componente.
transmite imagens em cores; o terceiro atua como terra. É Nestes casos, o encaixe que fica na placa pode ser do tipo
essa distinção que faz com que o S-Video receba essa de- que aceita sete pinos (pode haver mais). Mas, para ter cer-
nominação, assim como é essa uma das características que teza dessa compatibilidade, é necessário consultar o ma-
faz esse padrão ser melhor que o Vídeo Composto. nual do dispositivo.

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INFORMÁTICA

Para fazer a conexão de um dispositivo ao computador LCD


usando o Component Video, é necessário utilizar um cabo
especial (geralmente disponível em lojas especializadas):
uma de suas extremidades contém os conectores Y-Pb-Pr,
enquanto a outra possui um encaixe único, que deve ser
inserido na placa de vídeo.

MONITOR DE VÍDEO
O monitor é um dispositivo de saída do computador,
cuja função é transmitir informação ao utilizador através
da imagem.
Os monitores são classificados de acordo com a
tecnologia de amostragem de vídeo utilizada na for-
mação da imagem. Atualmente, essas tecnologias são
três: CRT , LCD e plasma. À superfície do monitor sobre a
qual se projecta a imagem chamamos tela, ecrã ou écran. Um monitor de cristal líquido.
Tecnologias LCD (Liquid Cristal Display, em inglês, sigla de tela de cris-
CRT tal líquido) é um tipo mais moderno de monitor. Nele, a tela é
composta por cristais que são polarizados para gerar as cores.

Tem como vantagens:
• O baixo consumo de energia;
• As dimensões e peso reduzidas;
• A não-emissão de radiações nocivas;
• A capacidade de formar uma imagem praticamente
perfeita, estável, sem cintilação, que cansa menos a visão -
desde que esteja operando na resolução nativa;
As maiores desvantagens são:
• o maior custo de fabricação (o que, porém, tenderá a
Monitor CRT da marca LG. impactar cada vez menos no custo final do produto, à medida
CRT (Cathodic Ray Tube), em inglês, sigla de (Tubo de que o mesmo se for popularizando);
raios catódicos) é o monitor “tradicional”, em que a tela • o fato de que, ao trabalhar em uma resolução dife-
é repetidamente atingida por um feixe de elétrons, que rente daquela para a qual foi projetado, o monitor LCD utiliza
atuam no material fosforescente que a reveste, assim for- vários artifícios de composição de imagem que acabam de-
mando as imagens. gradando a qualidade final da mesma; e
• o “preto” que ele cria emite um pouco de luz, o que
Este tipo de monitor tem como principais vantagens: confere ao preto um aspecto acinzentado ou azulado, não
• longa vida útil; apresentando desta forma um preto real similar aos ofereci-
dos nos monitores CRTs;
• baixo custo de fabricação;
• o contraste não é muito bom como nos monitores
• grande banda dinâmica de cores e contrastes; e
CRT ou de Plasma, assim a imagem fica com menos definição,
• grande versatilidade (uma vez que pode funcionar
este aspecto vem sendo atenuado com os novos paineis com
em diversas resoluções, sem que ocorram grandes distor- iluminação por leds e a fidelidade de cores nos monitores que
ções na imagem). usam paineis do tipo TN (monitores comuns) são bem ruins,
os monitores com paineis IPS, mais raros e bem mais caros,
As maiores desvantagens deste tipo de monitor são: tem melhor fidelidade de cores, chegando mais proximo da
• suas dimensões (um monitor CRT de 20 polega- qualidade de imagem dos CRTs;
das pode ter até 50 cm de profundidade e pesar mais de • um fato não-divulgado pelos fabricantes: se o cristal
20 kg); líquido da tela do monitor for danificado e ficar exposto ao
• o consumo elevado de energia; ar, pode emitir alguns compostos tóxicos, tais como o óxido
• seu efeito de cintilação (flicker); e de zinco e o sulfeto de zinco; este será um problema quando
• a possibilidade de emitir radiação que está fora alguns dos monitores fabricados hoje em dia chegarem ao
do espectro luminoso (raios x), danosa à saúde no caso de fim de sua vida útil (estimada em 20 anos).
longos períodos de exposição. Este último problema é mais • ângulo de visão inferiores: Um monitor LCD, diferen-
frequentemente constatado em monitores e televisores te de um monitor CRT, apresenta limitação com relação ao
antigos e desregulados, já que atualmente a composição ângulo em que a imagem pode ser vista sem distorção. Isto
do vidro que reveste a tela dos monitores detém a emissão era mais sensível tempos atrás quando os monitores LCDs
dessas radiações. eram de tecnologia passiva, mas atualmente apresentam
• Distorção geométrica. valores melhores em torno de 160º.

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INFORMÁTICA

Apesar das desvantagens supra mencionadas, a venda As portas são, por definição, locais onde se entra e sai.
de monitores e televisores LCD vem crescendo bastante. Em termos de tecnologia informática não é excepção. As
portas são tomadas existentes na face posterior da caixa
Principais características técnicas do computador, às quais se ligam dispositivos de entrada e
Para a especificação de um monitor de vídeo, as carac- de saída, e que são directamente ligados à motherboard .
terísticas técnicas mais relevantes são: Estas portas ou canais de comunicação podem ser:
• Luminância; * Porta Dim
• Tamanho da tela; * Porta PS/2
• Tamanho do ponto; * Porta série
• Temperatura da cor; * Porta Paralela
• Relação de contraste; * Porta USB
• Interface (DVI ou VGA, usualmente); * Porta FireWire
• Frequência de sincronismo horizontal;
• Frequência de sincronismo vertical; Porta DIM
• Tempo de resposta; e É uma porta em desuso, com 5 pinos, e a ela eram li-
• Frequência de atualização da imagem gados os teclados dos computadores da geração da Intel
80486, por exemplo. Como se tratava apenas de ligação
LED para teclados, existia só uma porta destas nas mother-
Painéis LCD com retro iluminação LED, ou LED TVs, o boards. Nos equipamentos mais recentes, os teclados são
mesmo mecanismo básico de um LCD, mas com ilumina- ligados às portas PS/2.
ção LED. Ao invés de uma única luz branca que incide sobre
toda a superfície da tela, encontra-se um painel com milha-
res de pequenas luzes coloridas que acendem de forma in-
dependente. Em outras palavras, aplica-se uma tecnologia
similar ao plasma a uma tela de LCD.

KIT MULTIMÍDIA
Multimídia nada mais é do que a combinação de textos,
sons e vídeos utilizados para apresentar informações de
maneira que, antes somente imaginávamos, praticamente Porta PS/2
dando vida às suas apresentação comerciais e pessoais. A Surgiram com os IBM PS/2 e nos respectivos teclados.
multimídia mudou completamente a maneira como as pes- Também são designadas por mini-DIM de 6 pinos. Os te-
soas utilizam seus computadores. clados e ratos dos computadores actuais são, na maior par-
Kit multimídia nada mais é do que o conjunto que te dos casos, ligados através destes conectores. Nas mo-
compõem a parte física (hardwares) do computador rela- therboards actuais existem duas portas deste tipo.
cionados a áudio e som do sistema operacional.
Podemos citar como exemplo de Kit Multimídia, uma Porta Série
placa de som, um drive de CD-ROM, microfone e um par A saída série de um computador geralmente está lo-
de caixas acústicas. calizada na placa MULTI-IDE e é utilizada para diversos fins
como, por exemplo, ligar um fax modem externo, ligar um
rato série, uma plotter, uma impressora e outros periféri-
cos. As portas cujas fichas têm 9 ou 25 pinos são também
designadas de COM1 e COM2. As motherboards possuem
uma ou duas portas deste tipo.

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INFORMÁTICA

Porta Paralela FAX/MODEM


A porta paralela obedece à norma Centronics. Nas por-
tas paralelas o sinal eléctrico é enviado em simultâneo e,
como tal, tem um desempenho superior em relação às por-
tas série. No caso desta norma, são enviados 8 bits de cada
vez, o que faz com que a sua capacidade de transmisssão
atinja os 100 Kbps. Esta porta é utilizada para ligar impres-
soras e scanners e possui 25 pinos em duas filas.

Porta USB (Universal Serial Bus)


Desenvolvida por 7 empresas (Compaq, DEC, IBM, In- Placa utilizada para conecção internet pela linha disca-
tel, Microsoft, NEC e Northern Telecom), vai permitir co- da (DIAL UP) geralmente opera com 56 Kbps(velocidade de
nectar periféricos por fora da caixa do computador, sem transmissão dos dados 56.000 bits por segundo( 1 byte = 8
a necessidade de instalar placas e reconfigurar o sistema. bits).Usa interface PCI.
Computadores equipados com USB vão permitir que os
periféricos sejam automaticamente configurados assim O SISTEMA OPERACIONAL E OS OUTROS SOFT-
que estejam conectados fisicamente, sem a necessidade de WARES
reboot ou programas de setup. O número de acessórios
ligados à porta USB pode chegar a 127, usando para isso Um sistema operacional (SO) é um programa (softwa-
um periférico de expansão. re) que controla milhares de operações, faz a interface en-
A conexão é Plug & Play e pode ser feita com o com- tre o usuário e o computador e executa aplicações.
putador ligado. O barramento USB promete acabar com os Basicamente, o sistema operacional é executado quan-
problemas de IRQs e DMAs. do ligamos o computador. Atualmente, os computadores
O padrão suportará acessórios como controles de mo- já são vendidos com o SO pré-instalado.
nitor, acessórios de áudio, telefones, modems, teclados, Os computadores destinados aos usuários individuais,
mouses, drives de CD ROM, joysticks, drives de fitas e dis- chamados de PCs (Personal Computer), vêm com o sistema
quetes, acessórios de imagem como scanners e impresso- operacional projetado para pequenos trabalhos. Um SO
ras. A taxa de dados de 12 megabits/s da USB vai acomo- é projetado para controlar as operações dos programas,
dar uma série de periféricos avançados, incluindo produtos como navegadores, processadores de texto e programas
baseados em Vídeo MPEG-2, digitalizadores e interfaces de e-mail.
de baixo custo para ISDN (Integrated Services Digital Net- Com o desenvolvimento dos processadores, os com-
work) e PBXs digital. putadores tornaram-se capazes de executar mais e mais
instruções por segundo. Estes avanços possibilitaram aos
sistemas operacionais executar várias tarefas ao mesmo
tempo. Quando um computador necessita permitir usuá-
rios simultâneos e trabalhos múltiplos, os profissionais da
tecnologia de informação (TI) procuram utilizar computa-
dores mais rápidos e que tenham sistemas operacionais
robustos, um pouco diferente daqueles que os usuários
comuns usam.

Os Arquivos

Porta FireWire O gerenciador do sistema de arquivos é utilizado pelo


A porta FireWire assenta no barramento com o mesmo sistema operacional para organizar e controlar os arquivos.
nome, que representa um padrão de comunicações recen- Um arquivo é uma coleção de dados gravados com um
te e que tem várias características em comum como o USB, nome lógico chamado “nomedoarquivo” (filename). Toda
mas traz a vantagem de ser muito mais rápido, permitindo informação que o computador armazena está na forma de
transferências a 400 Mbps e, pela norma IEEE 1394b, irá arquivos.
permitir a transferência de dados a velocidades a partir de Há muitos tipos