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Livro Eletrônico

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Direito Penal p/ AGU (Analista Técnico - Administrativo e Administrador) Com Videoaulas - Pós-Edital

Professores: Renan Araujo, Time Renan Araujo

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Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 C RIME“ PRáTICáDO“ POR FUNCIONãRIO PÚBLICO CONTRá á áDMINI“TRáÇÃO

CRIME“ PRáTICáDO“ POR FUNCIONãRIO PÚBLICO CONTRá á áDMINI“TRáÇÃO EM GERáL

  • 1 CRIMES PRATICADOS POR FUNCION£RIO P⁄BLICO CONTRA A ADMINISTRA« O EM GERAL

................................................................................................................................

5

  • 1.1 Peculato

.....................................................................................................................................

7

  • 1.2 InserÁ„o de dados falsos em sistema de informaÁıes e modificaÁ„o ou alteraÁ„o n„o

autorizada de sistema de informaÁıes

...............................................................................................

12

0

  • 1.3 Extravio, sonegaÁ„o ou inutilizaÁ„o de livro ou documento

...................................................

14

  • 1.4 Emprego irregular de verbas ou rendas p˙blicas

....................................................................

14

Concuss„o

  • 1.5 ................................................................................................................................

15

Excesso de

  • 1.6 exaÁ„o....................................................................................................................

17

CorrupÁ„o

  • 1.7 passiva

....................................................................................................................

18

  • 1.8 FacilitaÁ„o de contrabando ou descaminho

............................................................................

19

  • 1.9 PrevaricaÁ„o, prevaricaÁ„o imprÛpria e condescendÍncia criminosa

....................................

21

  • 1.10 Advocacia administrativa .........................................................................................................

23

  • 1.11 ViolÍncia arbitr·ria

..................................................................................................................

24

  • 1.12 Abandono de funÁ„o

...............................................................................................................

25

  • 1.13 ExercÌcio funcional ilegalmente antecipado ou prolongado

...................................................

26

  • 1.14 ViolaÁ„o de sigilo profissional

..................................................................................................

27

  • 2 DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES .....................................................................

29

  • 3 S⁄MULAS PERTINENTES .........................................................................................

32

  • 3.1 S˙mulas do STJ

.........................................................................................................................

32

  • 4 RESUMO

................................................................................................................

33

  • 5 EXERCÕCIOS PARA PRATICAR

..................................................................................

36

  • 6 EXERCÕCIOS COMENTADOS

.................................................................................... 84

  • 7 GABARITO

............................................................................................................

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Ol·, meus amigos!

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… com imenso prazer que estou aqui, mais uma vez, pelo ESTRAT…GIA CONCURSOS, tendo a oportunidade de poder contribuir para a aprovaÁ„o de vocÍs no concurso da AGU (2018). NÛs vamos estudar teoria e comentar exercÌcios sobre DIREITO PENAL, para o cargo de ANALISTA-T…CNICO ADMINISTRATIVO E ADMINISTRADOR.

E aÌ, povo, preparados para a maratona?

O edital acabou de ser publicado, e a Banca ser· a IDECAN. As provas est„o agendadas para o dia 09.12.2018!

Bom, est· na hora de me apresentar a vocÍs, certo?

Meu nome È Renan Araujo, tenho 31 anos, sou Defensor P˙blico Federal desde 2010, atuando na Defensoria P˙blica da Uni„o no Rio de Janeiro, e mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da UERJ. Antes, porÈm, fui servidor da JustiÁa Eleitoral (TRE-RJ), onde exerci o cargo de TÈcnico Judici·rio, por dois anos. Sou Bacharel em Direito pela UNESA e pÛs-graduado em Direito P˙blico pela Universidade Gama Filho.

Minha trajetÛria de vida est· intimamente ligada aos Concursos P˙blicos. Desde o comeÁo da Faculdade eu sabia que era isso que eu queria para a minha vida! E querem saber? Isso faz toda a diferenÁa! Algumas pessoas me perguntam como consegui sucesso nos concursos em t„o pouco tempo. Simples: Foco + ForÁa de vontade + Disciplina. N„o h· fÛrmula m·gica, n„o h· ingrediente secreto! Basta querer e correr atr·s do seu sonho! Acreditem em mim, isso funciona!

… muito gratificante, depois de ter vivido minha jornada de concurseiro, poder colaborar para ;à;ヮヴラ┗;N?ラàSWàラ┌デヴラゲàデ;ミデラゲàIラミI┌ヴゲWキヴラゲがàIラマラà┌マàSキ;àW┌àa┌キぁàEàケ┌;ミSラàW┌àa;ノラàWマàさIラノ;borar ヮ;ヴ;à ;à ;ヮヴラ┗;N?ラざがà ミ?ラà Wゲデラ┌à a;ノ;ミSラà ;ヮWミ;ゲà ヮラヴà a;ノ;ヴくà O EstratÈgia Concursos possui Ìndices altÌssimos de aprovaÁ„o em todos os concursos!

Neste curso vocÍs receber„o todas as informaÁıes necess·rias para que possam ter sucesso na prova da AGU. Acreditem, vocÍs n„o v„o se arrepender! O EstratÈgia Concursos est· comprometido com sua aprovaÁ„o, com sua vaga, ou seja, com vocÍ!

Mas È possÌvel que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, vocÍ ainda n„o esteja plenamente convencido de que o EstratÈgia Concursos È a melhor escolha. Eu entendo vocÍ, j· estive deste lado do computador. ¿s vezes È difÌcil escolher o melhor material para sua preparaÁ„o. Contudo, alguns colegas de caminhada podem te ajudar a resolver este impasse:

Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 Ol·, meus amigos! 0 … com imenso prazer que

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Esse print screen acima foi retirado da p·gina de avaliaÁ„o do curso. De um curso elaborado para um concurso bastante concorrido (Delegado da PC-PE). Vejam que, dos 62 alunos que avaliaram o curso, 61 o aprovaram. Um percentual de 98,39%.

Ainda n„o est· convencido? Continuo te entendendo. VocÍ acha que pode estar dentro daqueles 1,61%. Em raz„o disso, disponibilizamos gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim de que vocÍ possa analisar o material, ver se a abordagem te agrada, etc.

Acha que a aula demonstrativa È pouco para testar o material? Pois bem, o EstratÈgia concursos d· a vocÍ o prazo de 30 DIAS para testar o material. Isso mesmo, vocÍ pode baixar as aulas, estudar, analisar detidamente o material e, se n„o gostar, devolvemos seu dinheiro.

Sabem porque o EstratÈgia Concursos d· ao aluno 30 dias para pedir o dinheiro de volta? Porque sabemos que isso n„o vai acontecer! N„o temos medo de dar a vocÍ essa liberdade.

Neste curso estudaremos todo o conte˙do de Direito Penal previsto no Edital. Estudaremos teoria e vamos trabalhar tambÈm com exercÌcios comentados.

Abaixo segue o plano de aulas do curso todo:

Crimes praticados por funcion·rio p˙blico contra a administraÁ„o em geral

26.10

Questıes da Banca IDECAN

Aula 04

Crimes contra a administraÁ„o p˙blica estrangeira. Crimes contra a administraÁ„o da JustiÁa. Crimes contra as finanÁas p˙blicas.

Aula 03

14.10

Crimes praticados por particular contra a administraÁ„o em geral

19.10
19.10
Crimes praticados por funcion·rio p˙blico contra a administraÁ„o em geral 26.10 Questıes da Banca IDECAN Aula

Aula 02

Aula 01
Aula 01
Aula 02 Aula 01 09.10 AULA CONTE⁄DO DATA
09.10
09.10
AULA CONTE⁄DO DATA
AULA
CONTE⁄DO
DATA

Nossas aulas ser„o disponibilizadas conforme o cronograma apresentado. Em cada aula eu trarei algumas questıes que foram cobradas em concursos p˙blicos, para fixarmos o entendimento sobre a matÈria. Como a IDECAN È uma Banca pequena, vamos utilizar primordialmente questıes de outras Bancas. Ao final, todavia, trarei uma aula apenas com questıes da IDECAN. AlÈm da teoria e das questıes, vocÍs ter„o acesso a duas ferramentas muito importantes:

RESUMOS Cada aula ter· um resumo daquilo que foi estudado, variando de 03 a 10 p·ginas (a depender do tema), indo direto ao ponto daquilo que È mais relevante! Ideal para quem est· sem muito tempo.

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F”RUM DE D⁄VIDAS N„o entendeu alguma coisa? Simples: basta perguntar ao professor Vinicius Silva, que È o respons·vel pelo FÛrum de D˙vidas, exclusivo para os alunos do curso.

Outro

diferencial

importante

È

que

nosso

curso

em

PDF

ser·

complementado

por

videoaulas. Nas videoaulas iremos abordar os tÛpicos do edital com a profundidade necess·ria, a fim de que o aluno possa esclarecer pontos mais complexos, fixar aqueles pontos mais relevantes, etc.

No mais, desejo a todos uma boa maratona de estudos!

Prof. Renan Araujo

Facebook: www.facebook.com/profrenanaraujoestrategia Instagram: www.instagram.com/profrenanaraujo/?hl=pt-br Youtube: www.youtube.com/channel/UClIFS2cyREWT35OELN8wcFQ E-mail: profrenanaraujo@gmail.com Periscope: @profrenanaraujo
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ObservaÁ„o importante: este curso È protegido por direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislaÁ„o sobre direitos autorais e d· outras providÍncias.

Grupos de rateio e pirataria s„o clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente atravÈs do site EstratÈgia Concursos. ;-)

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  • 1 CRIMES PRATICADOS POR FUNCION£RIO P⁄BLICO CONTRA A ADMINISTRA« O EM GERAL

Os crimes praticados por funcion·rio p˙blico contra a administraÁ„o em geral s„o espÈcies do ェZミWヴラàさCヴキマWゲàIラミデヴ;à;à;Sマキミキゲデヴ;N?ラàヮ┎HノキI;ざがàWàWミIラミデヴ;マ-se regulamentados no CapÌtulo I do TÌtulo XI (Crimes contra a administraÁ„o p˙blica) do CP.

Trata-se de crimes funcionais, ou seja, devem ser praticados por funcion·rio p˙blico 1 . Os crimes funcionais dividem-se em crimes funcionais prÛprios (puros) ou imprÛprios (impuros) (GRAVEM ISSO POIS SER£ IMPORTANTE MAIS ¿ FRENTE!).

Nos crimes funcionais prÛprios (puros), ;┌ゲWミデW ; IラミSキN?ラ SW さa┌ミIキラミ=ヴキラ ヮ┎HノキIラざ ;ラ agente, a conduta passa a ser considerada a um indiferente penal 2 (atipicidade absoluta). Exemplo:

No crime de prevaricaÁ„o (art. 319 do CP), se o agente n„o for funcion·rio p˙blico, n„o h· pr·tica de qualquer infraÁ„o penal.

No entanto, nos crimes funcionais imprÛprios ふキマヮ┌ヴラゲぶがàa;ノデ;ミSラà;àIラミSキN?ラàSWàさa┌ミIキラミ=ヴキラà ヮ┎HノキIラざà;ラà;ェWミデWがà;àIラミS┌デ;àミ?ラàゲWヴ=à┌マàキミSキaWヴWミデWàヮWミ;ノがàdeixar· apenas de ser considerada crime funcional, sendo desclassificada para outro delito (atipicidade relativa). Imaginem o crime de peculato-furto (art. 312, ß 1 do CP). Nesse crime, o agente deve ser funcion·rio p˙blico. No entanto, se lhe faltar esta condiÁ„o, sua conduta n„o ser· atÌpica, deixar· apenas de ser considerada peculato-furto, passando a ser classificada como furto (art. 155 do CP).

O conceito de funcion·rio p˙blico para fins penais est· no art. 327 do CP:

Art. 327 - Considera-se funcion·rio p˙blico, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneraÁ„o, exerce cargo, emprego ou funÁ„o p˙blica.

ß 1 - Equipara-se a funcion·rio p˙blico quem exerce cargo, emprego ou funÁ„o em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviÁo contratada ou conveniada para a execuÁ„o de atividade tÌpica da AdministraÁ„o P˙blica. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

ß 2 - A pena ser· aumentada da terÁa parte quando os autores dos crimes previstos neste CapÌtulo forem ocupantes de cargos em comiss„o ou de funÁ„o de direÁ„o ou assessoramento de Ûrg„o da administraÁ„o direta, sociedade de economia mista, empresa p˙blica ou fundaÁ„o instituÌda pelo poder p˙blico. (IncluÌdo pela Lei n 6.799, de 1980)

Assim, podemos perceber que o conceito de funcion·rio p˙blico utilizado pelo CP È bem diferente do conceito que se tem no Direito Administrativo. L·, funcion·rios p˙blicos s„o apenas aqueles detentores de cargo p˙blico efetivo. Aqui, o conceito abrange, ainda, os empregados p˙blicos, estagi·rios, mes·rios da JustiÁa Eleitoral, Jurados, etc.

  • 1 DOTTI, RenÈ Ariel. Curso de Direito Penal, Parte Geral. 4. ed. S„o Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 2012, p. 470

  • 2 CUNHA, RogÈrio Sanches. Manual de Direito Penal. Parte Especial. 7 ediÁ„o. Ed. Juspodivm. Salvador, 2015, p. 708

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EミデヴWデ;ミデラがà ミ?ラà Iラミa┌ミS;マà さa┌ミN?ラà ヮ┎HノキI;ざà Iラマà m˙nus p˙blico. A Doutrina entende que aqueles que exercem um m˙nus p˙blico n„o s„o considerados funcion·rios p˙blicos. Assim, os tutores, os curadores dativos, os inventariantes judiciais N O S O CONSIDERADOS FUNCION£RIOS P⁄BLICOS pela maioria esmagadora da Doutrina. 3

O STJ, mais recentemente, vem entendo que os defensores dativos (ou advogados dativos), que s„o aqueles advogados nomeados pelo Juiz da causa para a defesa do acusado quando n„o h· possibilidade de atuaÁ„o da Defensoria P˙blica, s„o considerados funcion·rios p˙blicos para fins penais 4 .

O ß 1 estabelece que se considera funcion·rio p˙blico por equiparaÁ„o que exerce cargo, emprego ou funÁ„o em entidade paraestatal 5 ou empresa contratada para execuÁ„o de atividade tÌpica da administraÁ„o p˙blica. 6

Tal equiparaÁ„o n„o abrange os funcion·rios de empresas contratadas para exercer atividades atÌpicas da administraÁ„o p˙blica (empresa contratada eventualmente para realizaÁ„o de um coquetel para recepÁ„o de uma autoridade estrangeira, por exemplo 7 ).

O ß 2 prevÍ uma majorante (causa de aumento de pena), caso o funcion·rio p˙blico seja ocupante de cargo em comiss„o ou FunÁ„o de DireÁ„o e Assessoramento na administraÁ„o p˙bica. Contudo, o legislador n„o incluiu as autarquias no ß2 do art. 327, de forma que tal majorante n„o se aplica aos funcion·rios destas entidades. 8

A maioria da Doutrina, bem como o STF 9 , entende que esta majorante tambÈm se aplica aos agentes polÌticos, detentores de cargo eletivo (prefeitos, governadores, etc.), por entender que se trata de uma interpretaÁ„o lÛgica do artigo. Uma minoria, no entanto, defende n„o ser extensÌvel a majorante aos detentores de cargos polÌticos. 10

  • 3 BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal Parte especial. Volume 5. Ed. Saraiva, 9 ediÁ„o. S„o Paulo, 2015, p. 189

  • 4 2. Embora n„o sejam servidores p˙blicos propriamente ditos, pois n„o s„o membros da Defensoria P˙blica, os advogados dativos, nomeados para exercer a defesa de acusado necessitado nos locais onde o referido Ûrg„o n„o se encontra instituÌdo, s„o considerados funcion·rios p˙blicos para fins penais, nos termos do artigo 327 do CÛdigo Penal Doutrina. ( ) ... (RHC 33.133/SC, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 21/05/2013, DJe 05/06/2013)

  • 5 O conceito de "paraestatal" para fins penais È tortuoso. Alguns doutrinadores se limitam a utilizar a express„o como sinÙnimo de administraÁ„o indireta, como RogÈrio Greco e JosÈ Paulo Baltazar J˙nior, por exemplo. Outros, como CÈzar Roberto Bitencourt, s„o mais especÌficos (e corretos), entendendo que esta express„o corresponde ‡s entidades que n„o fazem parte da administraÁ„o ヮ┎HノキI;àふS;ケàヮラヴケ┌Wàゲ?ラàPáRáWゲデ;デ;キゲぶがàマ;ゲàケ┌WàSWゲWマヮWミエ;マàゲWヴ┗キNラゲàSWà┌デキノキS;SWàヮ┎HノキI;がàIラマラàラàさゲキゲデWマ;à“ざàふ“E“Iがà“E“Cがà“ENAI, etc.).

O STJ, ao que parece, vem se filiando ‡ segunda corrente. H· decisıes entendendo que atÈ mesmo as OSCIPs s„o entidades paraestatais para fins penais (Ver, por todos, REsp 1519662/DF).

  • 6 EXEMPLO: Os mÈdicos de Hospital particular conveniado ao SUS, quando est„o atendendo pacientes pelo SUS. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 189/190

  • 7 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 711

  • 8 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 191

  • 9 Inq. 1769-PA 10 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 711

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1.1 PECULATO

O peculato pode ser praticado de diversas maneiras: a) peculato-apropriaÁ„o e peculato- desvio (art. 312 do CP); b) peculato-furto (art. 312, ß 1 do CP); c) peculato culposo (art. 312, ß 2 do CP); d) peculato mediante erro de outrem (art. 313 do CP);

O peculato-apropriaÁ„o e o peculato-desvio s„o faces do crime de peculato comum, estabelecido no art. 312 do CP:

Art. 312 - Apropriar-se o funcion·rio p˙blico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem mÛvel, p˙blico ou particular, de que tem a posse em raz„o do cargo, ou desvi·-lo, em proveito prÛprio ou alheio:

Pena - reclus„o, de dois a doze anos, e multa.

Como vimos, È necess·rio que o agente seja funcion·rio p˙blico, mas nada impede que haja concurso de pessoas com um particular, desde que este saiba da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente. Trata-se, portanto, de crime prÛprio.

N„o È necess·rio que o dinheiro ou outro bem mÛvel apropriado ou desviado seja p˙blico, podendo ser particular 11 , desde que lhe tenha sido entregue em raz„o da funÁ„o. … o caso, por exemplo, do funcion·rio que tem a guarda de um veÌculo que se encontra em um depÛsito p˙blico.

O sujeito passivo ser· sempre o Estado, embora possa ser tambÈm o particular, caso se trate de bem particular o objeto material do crime.

Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 0 1.1 P ECULATO O peculato pode ser praticado

ATEN« O! OàIラミIWキデラàSWàさSWゲ┗キラざàYàヮラノZマキIラàミ;àDラ┌デヴキミ;くàH=àケ┌WマàWミデWミS;àケ┌WàYàミWIWゲゲ=ヴキラàケ┌Wà o bem, valor ou coisa seja desviado para o PATRIM‘NIO de alguÈm (do agente ou de terceiros). Seria o chamado animus rem sibi habendiくàO┌デヴ;àヮ;ヴIWノ;àSラ┌デヴキミ=ヴキ;àWミデWミSWàケ┌WàラàデWヴマラàさSWゲ┗キ;ヴざàWゲデ=à ゲWミSラà┌デキノキ┣;SラàミラàゲWミデキSラàSWàさS;ヴàSWゲデキミ;N?ラàSキ┗Wヴゲ;àS;àケ┌WàSW┗Wヴキ;ざàWがàミWゲデWàI;ゲラがàラàマWヴラàU“Oà

INDEVIDO do bem, valor ou coisa, j· caracterizaria o delito.

Ex.: JosÈ utiliza um veÌculo pertencente ao Ûrg„o p˙blico em que trabalha para levar sua esposa ao cinema.

Esta mesma situaÁ„o pode gerar consequÍncias distintas no campo penal, a depender da corrente doutrin·ria adotada.

1 corrente N„o h· peculato, pois o bem n„o foi desviado para o patrimÙnio de JosÈ (Para esta corrente, JosÈ deveria pretender tomar para si o bem, ou seja, ficar com ele).

11 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 44

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2 corrente H· peculato, pois JosÈ DESVIOU o bem p˙blico de sua finalidade (a finalidade seria a utilizaÁ„o em prol do serviÁo, e n„o para levar sua esposa ao cinema, finalidade meramente particular).

JURISPRUD NCIA O STJ, atÈ o momento, adota a primeira corrente. 12

O STF j· decidiu adotando a primeira corrente (que È majorit·ria 13 ), ao argumento de que esta IラミS┌デ;àIラミaキェ┌ヴ;ヴキ;àマWヴラàさヮWI┌ノ;デラàSWà┌ゲラざàふHC 108.433). Entretanto, mais recentemente, o STF adotou entendimento contr·rio, ou seja, aderiu ‡ segunda corrente. Vejamos:

(

...

)

O peculato desvio caracteriza-se na hipÛtese em que terceiro recebe armas emprestadas pelo juiz,

deposit·rio fiel dos instrumentos do crime, acautelados ao magistrado para fins penais, enquadrando-se no conceito de funcion·rio p˙blico. 2. In casu, Juiz Federal detinha em seu poder duas pistolas apreendidas no

curso de processo-crime em tramitaÁ„o perante a Vara da qual era titular. Ao entregar os armamentos a policial federal desviou bem de que tinha posse em raz„o da funÁ„o em proveito deste, emprestando-lhe finalidade

Sキ┗Wヴゲ;àS;àヮヴWデWミSキS;à;ラà;ゲゲ┌マキヴà;àa┌ミN?ラàSWàSWヮラゲキデ=ヴキラàaキWノくàンくàOà;ヴデキェラàンヱヲàSラàCルSキェラàPWミ;ノàSキゲヮロWぎàさáヴデくàンヱヲà

- Apropriar-se o funcion·rio p˙blico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem mÛvel, p˙blico ou particular, de que tem a posse em raz„o do cargo, ou desvi·-lo, em proveito prÛprio ou alheio: Pena - reclus„o, de dois a doze

;ミラゲがàWàマ┌ノデ;ざくàヴくàÉ IWSキNラ ケ┌W さラ ┗WヴHラ ミ┎IノWラ SWゲ┗キ;ヴ デWマ ラ ゲキェミキaキI;Sラが ミWゲゲW Sキゲヮラゲキデキ┗ラ ノWェ;ノが SW ;ノデWヴ;ヴ ラ destino natural do objeto material ou dar-lhe outro encaminhamento, ou, em outros termos no peculato- desvio o funcion·rio p˙blico d· ao objeto material aplicaÁ„o diversa da que lhe foi determinada, em benefÌcio prÛprio ou de outrem. Nessa figura n„o h· o propÛsito de apropriar-se, que È identificado como animus rem

sibi habendi, podendo ser caracterizado o desvio proibido pelo tipo, com simples uso irregular da coisa ヮ┎HノキI;が ラHテWデラ マ;デWヴキ;ノ Sラ ヮWI┌ノ;デラくざ ふBITTENCOURTが CW┣;ヴく Tヴ;デ;Sラ SW SキヴWキデラ ヮWミ;ノく ┗く ヵく “;ヴ;キ┗;が “?ラ Paulo: 2013, 7™ Ed. p. 47). 3. … possÌvel a atribuiÁ„o do conceito de funcion·rio p˙blico contida no artigo 327 do CÛdigo Penal a Juiz Federal. … que a funÁ„o jurisdicional È funÁ„o p˙blica, pois consiste atividade privativa do Estado-Juiz, sistematizada pela ConstituiÁ„o e normas processuais respectivas. Consequentemente, aquele que atua na prestaÁ„o jurisdicional ou a pretexto de exercÍ-la È funcion·rio p˙blico para fins penais. Precedente: (RHC 110.432, Relator Min. Luiz Fux, Primeira Turma, julgado em 18/12/2012). 4. A via estreita do Habeas Corpus n„o se preza ‡ discuss„o acerca da valoraÁ„o da prova produzida em aÁ„o penal. … que, nos termos da ConstituiÁ„o esta aÁ„o se destina a afastar restriÁ„o ‡ liberdade de locomoÁ„o por ilegalidade ou por abuso de poder. 5. Recurso desprovido.

(RHC 103559, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 19/08/2014, AC”RD O ELETR‘NICO DJe- 190 DIVULG 29-09-2014 PUBLIC 30-09-2014)

O que fazer? ÉàSキaケIキノàS;ヴà┌マàさミラヴデWざàキミa;ノケ┗WノがàヮラキゲàラàDキヴWキデラàミ?ラàYà┌マ;àIキZミIキ;àW┝;デ;がàマ;ゲà;IヴWSキデラà que apesar do precedente recente, a jurisprudÍncia e a doutrina majorit·rias ainda adotam o primeiro entendimento. Vamos aguardar cenas dos prÛximos capÌtulos ...

Importante lembrar que para que possamos falar em peculato de uso È necess·rio que estejamos diante de bem INFUNGÕVEL (que n„o pode ser substituÌdo por outro da mesma espÈcie, qualidade e quantidade) e N O CONSUMÕVEL (cujo uso importa em destruiÁ„o IMEDIATA da sua prÛpria subst‚ncia).

12 HC 94.168/MG 13 Ver, por todos, BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 49

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áゲゲキマがàミ?ラàW┝キゲデWàさヮWI┌ノ;デラàSWà┌ゲラざàSWàSキミエWキヴラがàヮラヴàW┝Wマヮノラがàヮラヴàゲer bem fungÌvel.

CUIDADO! Se o agente p˙blico em quest„o for um PREFEITO (ou quem esteja atuando em substituiÁ„o a ele), n„o haver· qualquer d˙vida, a conduta ser· crime! Isto porque h· previs„o especÌfica no DL 201/67 (art. 1 , II e ß1 ).

O

peculato-furto

(tambÈm

chamado

de

peculato

imprÛprio)

caracteriza-se

n„o

pela

apropriaÁ„o ou desvio de um bem que fora confiado ao agente em raz„o do cargo, mas da subtraÁ„o de um bem que estava sob guarda da administraÁ„o. Nos termos do art. 312, ß 1 do CP:

ß 1 - Aplica-se a mesma pena, se o funcion·rio p˙blico, embora n„o tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraÌdo, em proveito prÛprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcion·rio.

Nesse crime o agente n„o possui a guarda do bem, praticando verdadeiro furto, que, em raz„o das circunst‚ncias (ser o agente funcion·rio p˙blico e valer-se desta condiÁ„o para subtrair o bem), caracteriza-se como o crime de peculato-furto.

O patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica ou do particular lesado pela subtraÁ„o do bem.

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. No entanto, È plenamente possÌvel o concurso de pessoas, respondendo tambÈm o particular pelo crime, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

A conduta prevista È a de subtrair o bem ou valor, ou concorrer para sua subtraÁ„o. Exige-se que o funcion·rio p˙blico se valha de alguma facilidade proporcionada pela sua condiÁ„o de funcion·rio p˙blico.

A administraÁ„o p˙bica, e eventual particular propriet·rio do bem subtraÌdo, se for bem particular.

Dolo. A forma culposa est· prevista no ß 2 do art. 312.

Consuma-se no momento em que o agente adquire a posse do bem mediante a subtraÁ„o. Admite-se tentativa, pois n„o se trata de crime que se perfaz num ˙nico ato (pode-se desdobrar seu iter criminis caminho percorrido na execuÁ„o). … plenamente possÌvel, portanto, que o agente inicie a execuÁ„o, adentrando ‡ repartiÁ„o p˙blica, por exemplo, e seja

SUJEITO PASSIVO

TIPO OBJETIVO

TIPO SUBJETIVO

CONSUMA« O TENTATIVA

E

JURÕDICO BEM TUTELADO SUJEITO ATIVO
JURÕDICO
BEM
TUTELADO
SUJEITO ATIVO
O patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica ou do particular lesado pela subtraÁ„o do bem. Trata-se de crime

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crime surpreendido pelos seguranÁas. Nesse caso, tentado. o ser·
crime
surpreendido
pelos
seguranÁas.
Nesse
caso,
tentado.
o
ser·
crime surpreendido pelos seguranÁas. Nesse caso, tentado. o ser·
Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 0 crime surpreendido pelos seguranÁas. Nesse caso, tentado. o

O peculato culposo, por sua vez, est· previsto no art. 312, ß 2 do CP:

ß 2 - Se o funcion·rio concorre culposamente para o crime de outrem:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano.

Essa modalidade culposa se verifica quando o agente, sem ter a intenÁ„o de participar do crime funcional praticado por outro funcion·rio, acaba, em raz„o do seu descuido, colaborando para isso.

14

EXEMPLO: JosÈ, funcion·rio p˙blico, ao final do expediente, deixa o notebook pertencente ao Ûrg„o sobre a mesa, e n„o tranca a porta. Paulo, outro funcion·rio, que trabalha no mesmo Ûrg„o, aproveita-se da facilidade encontrada (porta aberta) e subtrai o notebook. Neste caso, Paulo praticou o crime de peculato-furto, e JosÈ responder· pelo crime de peculato culposo.

Mas, e se o funcion·rio p˙blico contribui culposamente para a pr·tica de um crime praticado por um estranho, alguÈm que n„o È funcion·rio p˙blico? Neste caso, h· divergÍncia doutrin·ria. Parte da Doutrina entende que o funcion·rio p˙blico n„o responde por peculato culposo (que sÛ se configuraria quando o agente contribuÌsse culposamente para o peculato praticado por outro funcion·rio). Outra parcela da Doutrina sustenta que mesmo neste caso haver· peculato culposo.

EXEMPLO: JosÈ, funcion·rio p˙blico, durante seu hor·rio de almoÁo, deixa o celular funcional (pertencente ao Ûrg„o p˙blico) sobre o balc„o de atendimento, e sai para comer. Pedro, um particular que estava no local esperando atendimento, se aproveita da situaÁ„o e furta o celular. Neste caso, parte da Doutrina entende que h· peculato culposo por parte de JosÈ, e outra parte entende que n„o, pois o crime praticado por Pedro (o particular) n„o foi um peculato (e sim um simples furto).

O que decidir na prova objetiva? Apesar de a doutrina levemente majorit·ria entender que n„o h· peculato culposo neste caso, as Bancas parecem ignorar tal fato, havendo histÛrico de cobranÁa de questıes nas quais se entendeu que, mesmo neste caso, haveria peculato culposo.

14 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 49/50

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O CP estabelece, ainda, que no caso do crime culposo (somente neste!), se o agente reparar o dano antes de proferida a sentenÁa irrecorrÌvel (ou seja, antes do tr‚nsito em julgado), estar· extinta a punibilidade. Caso o agente repare o dano apÛs o tr‚nsito em julgado, a pena ser· reduzida pela metade ふYàマWデ;SWがàWàミ?ラàさ;デYざà;àマWデ;SWぁぶくàNラs termos do art. 312, ß 3 :

ß 3 - No caso do par·grafo anterior, a reparaÁ„o do dano, se precede ‡ sentenÁa irrecorrÌvel, extingue a punibilidade; se lhe È posterior, reduz de metade a pena imposta.

MUITO CUIDADO! A reparaÁ„o do dano sÛ gera estes efeitos no peculato culposo, n„o nas suas demais modalidades!

O peculato por erro de outrem È uma modalidade muito assemelhada ao peculato- apropriaÁ„o. No entanto, nessa modalidade, o agente recebe o bem ou valor em raz„o de erro de outra pessoa. … o que dispıe o art. 313 do CP:

Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercÌcio do cargo, recebeu por erro de outrem:

Pena - reclus„o, de um a quatro anos, e multa.

ATEN« O! Este delito デ;マHYマ Y IラミエWIキSラ Iラマラ さヮWI┌ノ;デラ-WゲデWノキラミ;デラざ, pois o agente mantÈm em erro o particular. PorÈm, se tivÈssemos que traÁar um paralelo com os crimes comuns, este delito se parece mais com o do art. 169, caput, do CP (apropriaÁ„o de coisa havida por erro).

O patrimÙnio e a moralidade da administraÁ„o p˙blica. Se houver particular lesado pela conduta, ser· sujeito passivo secund·rio.

SUJEITO ATIVO

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. No entanto, È plenamente possÌvel o concurso de pessoas, respondendo tambÈm o particular pelo crime, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

BEM JURÕDICO TUTELADO
BEM
JURÕDICO
TUTELADO

SUJEITO PASSIVO

TIPO OBJETIVO

A administraÁ„o p˙bica, e eventual particular propriet·rio do bem apropriado, se for bem particular.

A conduta prevista È a de se apropriar de bem recebido por erro de outrem. Exige-se que o funcion·rio p˙blico se valha de alguma facilidade proporcionada pela sua condiÁ„o de funcion·rio p˙blico. Essa facilidade pode ser o simples exercÌcio de sua atividade funcional.

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TIPO SUBJETIVO

CONSUMA« O TENTATIVA

E

CUIDADO! A Doutrina entende que se o erro foi provocado dolosamente pelo funcion·rio p˙blico, com o intuito de enganar o particular, ele dever· responder pelo delito de estelionato. 15

Dolo. O dolo n„o precisa existir no momento em que o agente recebe a coisa, mas deve existir quando, depois de recebida a coisa, o agente resolve se apropriar desta, sabendo que ela foi parar em suas m„os em raz„o do erro daquele que a entregou.

Consuma-se no momento em que o agente altera seu ;ミキマ┌ゲざが passando a comportar-se como dono da coisa apropriada, sem intenÁ„o de devoluÁ„o. A Doutrina admite a tentativa, embora seja de difÌcil caracterizaÁ„o.

TIPO SUBJETIVO CONSUMA« O TENTATIVA E CUIDADO! A Doutrina entende que se o erro foi provocado

INSER« O DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMA«’ES E MODIFICA« O OU ALTERA« O N O AUTORIZADA DE SISTEMA DE INFORMA«’ES

1.2

Parte da Doutrina chama o delito do art. 313-A SWà さpeculato eletrÙnico16 , embora esta nomenclatura n„o seja un‚nime.

Foram acrescentados ao CP pela Lei 9.983/00, que acrescentou os arts. 313-A e 313-B ao CP:

InserÁ„o de dados falsos em sistema de informaÁıes (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcion·rio autorizado, a inserÁ„o de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da AdministraÁ„o P˙blica com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de

2000)

Pena - reclus„o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) ModificaÁ„o ou alteraÁ„o n„o autorizada de sistema de informaÁıes (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcion·rio, sistema de informaÁıes ou programa de inform·tica sem autorizaÁ„o ou solicitaÁ„o de autoridade competente: (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) Pena - detenÁ„o, de 3 (trÍs) meses a 2 (dois) anos, e multa. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) Par·grafo ˙nico. As penas s„o aumentadas de um terÁo atÈ a metade se da modificaÁ„o ou alteraÁ„o resulta dano para a AdministraÁ„o P˙blica ou para o administrado.(IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

TUTELADO BEM JURÕDICO O patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica. Se houver particular lesado pela conduta, ser· sujeito
TUTELADO
BEM
JURÕDICO
O patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica. Se houver particular lesado
pela conduta, ser· sujeito passivo secund·rio.

15 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 63 16 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 721

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SUJEITO PASSIVO

A administraÁ„o p˙bica, e eventual particular lesado.

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. No primeiro caso, a lei exige, ainda, que seja o funcion·rio p˙blico autorizado a promover alteraÁıes no sistema. No segundo caso, a lei prevÍ que qualquer funcion·rio possa praticar o crime, desde que n„o seja quem est· autorizado a promover alteraÁıes no sistema. No entanto, È plenamente possÌvel o concurso de pessoas, respondendo tambÈm o particular pelo crime, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

SUJEITO ATIVO

TIPO OBJETIVO

No primeiro caso a conduta È a de inserir ou facilitar a inserÁ„o de informaÁıes falsas, alterar ou excluir, indevidamente, dados corretos, com o fim de obter vantagem ou causar dano. Percebam que no caso de o funcion·rio promover, ele prÛprio, a alteraÁ„o indevida, o crime È monossubjetivo, ou seja, n„o depende de duas ou mais pessoas para sua caracterizaÁ„o. No entanto, se a conduta for a de facilitar a alteraÁ„o por outra pessoa (particular ou n„o), o crime ser· necessariamente plurissubjetivo, pois necessariamente haver· de ter mais de um sujeito ativo. H·, ainda, elemento normativo do tipo no caso de se tratar de exclus„o de dados corretos, pois esta exclus„o deve ser INDEVIDA. Assim, se o funcion·rio autorizado exclui dados corretos porque era esta sua obrigaÁ„o (estes dados n„o eram considerados mais necess·rios), n„o h· fato tÌpico. No segundo crime, a conduta È a de modificar ou alterar o sistema de informaÁıes, sem autorizaÁ„o. H·, portanto, elemento normativo do tipo, pois se o agente estiver autorizado a isto, o fato È atÌpico.

TIPO SUBJETIVO

Dolo. No caso do art. 313-A, exige-se a finalidade especial de agir, consistente na intenÁ„o de obter vantagem ou causar dano a outrem. No caso do art. 313-B, n„o ser exige nenhum dolo especÌfico, bastando que o funcion·rio n„o autorizado promova as alteraÁıes ou modificaÁıes no sistema.

CONSUMA« O TENTATIVA

E

Consuma-se no momento em que o agente efetivamente promove as alteraÁıes ou modificaÁıes narradas pelo tipo penal. A Doutrina admite a tentativa, pois È plenamente possÌvel o fracionamento da conduta do agente. 17

SUJEITO PASSIVO A administraÁ„o p˙bica, e eventual particular lesado. Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser
SUJEITO PASSIVO A administraÁ„o p˙bica, e eventual particular lesado. Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser

17 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 72

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EXTRAVIO, SONEGA« O OU INUTILIZA« O DE LIVRO OU DOCUMENTO

1.3

Este crime est· previsto no art. 314 do CP:

Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em raz„o do cargo; soneg·-lo ou inutiliz·-lo, total ou parcialmente:

Pena - reclus„o, de um a quatro anos, se o fato n„o constitui crime mais grave.

funcion·rio p˙blico do agente.

SUJEITO ATIVO

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. No entanto, È plenamente possÌvel o concurso

de pessoas, respondendo tambÈm o particular pelo crime, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de

O patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica. Se houver particular lesado pela conduta, ser· sujeito passivo secund·rio.

TUTELADO BEM JURÕDICO
TUTELADO
BEM
JURÕDICO

SUJEITO PASSIVO

A administraÁ„o p˙bica, e eventual particular lesado.

TIPO OBJETIVO

A conduta È a de extraviar, sonegar ou inutilizar livro ou documento oficial, de que tenha a guarda em raz„o do cargo.

TIPO SUBJETIVO

Dolo. N„o se exige qualquer dolo especÌfico, nem se admite o crime na forma culposa.

CONSUMA« O TENTATIVA

E

Consuma-se no momento em que o agente efetivamente pratica as condutas descritas no tipo penal. A Doutrina admite a tentativa, pois È plenamente possÌvel o fracionamento da conduta do agente.

funcion·rio p˙blico do agente. SUJEITO ATIVO Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio
funcion·rio p˙blico do agente. SUJEITO ATIVO Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio
  • 1.4 EMPREGO IRREGULAR DE VERBAS OU RENDAS P⁄BLICAS

Trata-se de crime previsto no art. 315 do CP:

Art. 315 - Dar ‡s verbas ou rendas p˙blicas aplicaÁ„o diversa da estabelecida em lei:

Pena - detenÁ„o, de um a trÍs meses, ou multa.

O patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica.

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico que possua a funÁ„o de decidir a destinaÁ„o das verbas ou rendas p˙blicas. Entretanto, em se tratando de prefeito municipal n„o se aplica este artigo, aplicando-se o

JURÕDICO BEM TUTELADO SUJEITO ATIVO
JURÕDICO
BEM
TUTELADO
SUJEITO ATIVO
O patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica. Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico
O patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica. Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico

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A administraÁ„o p˙bica

SUJEITO PASSIVO

Decreto-Lei 201/67 18 , por ser norma de car·ter especial. No entanto, È plenamente possÌvel o concurso de pessoas, respondendo tambÈm o particular pelo crime, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

A administraÁ„o p˙bica SUJEITO PASSIVO Decreto-Lei 201/67 , por ser norma de car·ter especial. No entanto,

A verba ou renda irregularmente empregada.

TIPO SUBJETIVO

E

CONSUMA« O TENTATIVA

Consuma-se no momento em que o agente efetivamente pratica a conduta de aplicar irregularmente a renda ou verba. A Doutrina admite a tentativa, pois È plenamente possÌvel o fracionamento da conduta do agente. Assim, se o agente altera a destinaÁ„o da renda ou verba p˙blica, mas n„o chega a aplic·-la irregularmente, o crime ser· tentado.

Dolo. N„o se exige qualquer dolo especÌfico (finalidade especÌfica da conduta), podendo ser atÈ uma finalidade nobre (destinaÁ„o a outra ·rea importante), desde que seja destinaÁ„o n„o prevista para aquela verba. N„o se admite o crime na forma culposa. Aqui o agente n„o desvia a verba em proveito prÛprio ou alheio, mas apenas d· ‡ verba destinaÁ„o diversa da prevista em lei, mas sempre no interesse da administraÁ„o. 19

A conduta È a de dar ‡s rendas ou verbas p˙blicas uma destinaÁ„o que n„o È a correta.

TIPO OBJETIVO

OBJETO MATERIAL

A administraÁ„o p˙bica SUJEITO PASSIVO Decreto-Lei 201/67 , por ser norma de car·ter especial. No entanto,
A administraÁ„o p˙bica SUJEITO PASSIVO Decreto-Lei 201/67 , por ser norma de car·ter especial. No entanto,

1.5 CONCUSS O

O crime de concuss„o est· previsto no art. 316 do CP, que assim dispıe:

Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da funÁ„o ou antes de assumi- la, mas em raz„o dela, vantagem indevida:

Pena - reclus„o, de dois a oito anos, e multa.

A moralidade na administraÁ„o p˙blica. TUTELADO JURÕDICO BEM
A moralidade na administraÁ„o p˙blica.
TUTELADO
JURÕDICO
BEM

18 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 90 19 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 91

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SUJEITO PASSIVO

A administraÁ„o p˙bica

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico, ainda que apenas nomeado (mas n„o empossado). Entretanto, em se tratando de Fiscal de Rendas, aplica- se o art. 3 , II da Lei 8.137/90, por ser norma penal especial em relaÁ„o ao CP. No entanto, È plenamente possÌvel o concurso de pessoas, respondendo tambÈm o particular pelo crime, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

SUJEITO ATIVO

EXTORS O AmeaÁa de mal (violÍncia ou grave ameaÁa) estranho aos poderes do cargo.

TIPO SUBJETIVO

exaurimento. A Doutrina admite a tentativa, pois È plenamente possÌvel o fracionamento da conduta do agente. Assim, por exemplo, se o agente envia um e-mail ou carta exigindo vantagem

exigindo o resultado naturalÌstico, que È considerado mero

Assim, trata-se de crime formal, n„o se

conduta de exigir a vantagem indevida,

Consuma-se no momento em que o agente efetivamente pratica a

E

Dolo. N„o se exige qualquer dolo especÌfico (finalidade especÌfica da conduta). N„o se admite o crime na forma culposa.

pouco importando se

CONCUSS O AmeaÁa de mal amparado nos poderes do cargo.

Assim:

CUIDADO! Entende-ゲWàケ┌Wà;àさェヴ;┗Wà;マW;N;ざàミ?ラàYàWノWマWミデラàSWゲデWà delito. Assim, se o agente exige R$ 10.000,00 da vÌtima, sob a ameaÁa de matar seu filho, estar· praticando, na verdade, o delito de extors„o. A concuss„o sÛ resta caracterizada quando o agente intimada a vÌtima amparado nos poderes inerentes ao seu cargo 21 . Ex.: Policial Rodovi·rio exige R$ 1.000,00 da vÌtima, alegando que se n„o receber o dinheiro ir· lavrar uma multa contra ela.

A conduta È a de exigir vantagem indevida. Vejam que o agente n„o pode, simplesmente, pedir ou solicitar vantagem indevida. A Lei SWデWヴマキミ; ケ┌W SW┗W エ;┗Wヴ ┌マ; さW┝キェZミIキ;ざ SW ┗;ミデ;ェWマ indevida. 20 Assim, deve o agente possuir o poder de fazer cumprir o mal que ameaÁa realizar em caso de n„o recebimento da vantagem exigida.

TIPO OBJETIVO

CONSUMA« O TENTATIVA

chega a recebÍ-la. 22

SUJEITO PASSIVO A administraÁ„o p˙bica Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico,
SUJEITO PASSIVO A administraÁ„o p˙bica Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico,
  • 20 A exigÍncia pode ser direta, quando o agente atua diretamente em relaÁ„o ‡ vÌtima, de forma expressa, ou indireta, quando se vale de interposta pessoa ou, ainda, realiza a exigÍncia de forma velada, implÌcita. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 98

  • 21 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 97/98

  • 22 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 105. CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 732

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indevida, mas essa carta ou e-mail n„o chega ao conhecimento do destinat·rio, h· tentativa.

indevida, mas essa carta ou e-mail n„o chega ao conhecimento do destinat·rio, h· tentativa.
Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 0 indevida, mas essa carta ou e-mail n„o chega

Este crime È muito confundido com o de corrupÁ„o passiva, mas ISSO N O PODE ACONTECER COM VOC S! Se o agente EXIGE, teremos concuss„o! Se o agente apenas solicita, recebe ou apenas aceita promessa de vantagem, teremos corrupÁ„o passiva.

  • 1.6 EXCESSO DE EXA« O

O crime de excesso

de exaÁ„o, previsto no art. 316,

ß

1

do CP,

prevÍ uma

espÈcie de

concuss„o, sÛ que especÌfica em relaÁ„o ‡ exigÍncia de tributo ou contribuiÁ„o social indevida:

ß 1 - Se o funcion·rio exige tributo ou contribuiÁ„o social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobranÁa meio vexatÛrio ou gravoso, que a lei n„o autoriza: (RedaÁ„o dada pela Lei n 8.137, de 27.12.1990)

Pena - reclus„o, de trÍs a oito anos, e multa. (RedaÁ„o dada pela Lei n 8.137, de 27.12.1990)

O CP exige que o agente saiba que est· cobrando tributo ou contribuiÁ„o social indevida, ou, ainda, que este ao menos deva saber que È indevida.

O dispositivo estabelece como conduta punÌvel, tambÈm, a conduta de exigir tributo ou contribuiÁ„o social devida, mas mediante utilizaÁ„o de meio de cobranÁa vexatÛrio ou gravoso, n„o autorizado por lei. Portanto, s„o dois n˙cleos diferentes previstos neste tipo penal.

P;ヴデWà S;àDラ┌デヴキミ;à WミデWミSWà ケ┌Wà Wゲデ;à W┝ヮヴWゲゲ?ラà さdeveria saberざà キミSキI;à ケ┌Wがà ミWゲゲ;à IラミS┌デ;がà admite-se a forma culposa. No entanto, a maioria da Doutrina entende que esta express„o tambÈm indica forma dolosa, sÛ que na modalidade de dolo eventual 23 (art. 18, I, segunda parte, do CP).

Admite-se a tentativa sempre que puder ser fracionada a conduta do agente em mais de um ato, como na exigÍncia indevida por escrito, por exemplo.

O ß 2 , por fim, estabelece uma qualificadora, no caso do agente que, alÈm de exigir indevidamente o tributo ou contribuiÁ„o social, desvi·-lo dos cofres da administraÁ„o p˙blica, em proveito prÛprio ou de terceiros:

23 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 734

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ß 2 - Se o funcion·rio desvia, em proveito prÛprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres p˙blicos:

Pena - reclus„o, de dois a doze anos, e multa.

  • 1.7 CORRUP« O PASSIVA

A corrupÁ„o passiva est· tipificada no art. 317 do CP:

CorrupÁ„o passiva Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da funÁ„o ou antes de assumi-la, mas em raz„o dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:

Pena - reclus„o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (RedaÁ„o dada pela Lei n 10.763, de 12.11.2003) ß 1 - A pena È aumentada de um terÁo, se, em conseq¸Íncia da vantagem ou promessa, o funcion·rio retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofÌcio ou o pratica infringindo dever funcional.

TIPO OBJETIVO

BEM

JURÕDICO

TUTELADO

SUJEITO ATIVO

SUJEITO PASSIVO

A moralidade na administraÁ„o p˙blica.

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico, ainda que apenas nomeado (mas n„o empossado). No entanto, È plenamente possÌvel o concurso de pessoas, respondendo tambÈm o particular pelo crime, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

A administraÁ„o p˙bica

A conduta È a de solicitar, receber vantagem ou aceitar promessa do recebimento de vantagem futura. Parte da Doutrina entende o mero recebimento de vantagens ou d·divas por questıes de gratid„o ou amizade n„o configuram corrupÁ„o, por n„o lesarem a moralidade administrativa. Assim, por exemplo, o atendente do INSS que no final do ano recebe uma cesta de natal de um dos aposentados, como gratid„o pelo excelente atendimento, n„o estaria cometendo crime para esta corrente 24 . Outra parte da Doutrina entende que a Lei n„o distinguiu as condutas, sendo ambas (com finalidade esp˙ria ou sem ela) consideradas corrupÁ„o passiva. A corrupÁ„o passiva pode ser imprÛpria, quando o ato a ser praticado pelo funcion·rio p˙blico em troca da vantagem for legÌtimo (o funcion·rio recebe a vantagem, por exemplo, para agilizar o

TIPO OBJETIVO BEM JURÕDICO TUTELADO SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO A moralidade na administraÁ„o p˙blica. Trata-se de

24 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 116

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E

CONSUMA« O TENTATIVA

TIPO SUBJETIVO

0

Na modalidade de aceitar e solicitar promessa de vantagem, trata- se de crime formal, n„o se exigindo o efetivo recebimento da vantagem. Na modalidade de receber vantagem ilÌcita, o crime È material, exigindo-se o efetivo recebimento da vantagem. 25 Em todos esses casos n„o se exige que o funcion·rio p˙blico efetivamente pratique ou deixe de praticar o ato em raz„o da vantagem ou promessa de vantagem recebida. PorÈm, se tal ocorrer, incidir· a causa de aumento de pena prevista no ß 1 do art. 317, aumentando-se a pena em 1/3.

Dolo. N„o se exige qualquer dolo especÌfico (finalidade especÌfica da conduta). N„o se admite o crime na forma culposa.

andamento de uma certid„o). Por outro lado, considera-se como corrupÁ„o prÛpria aquela na qual o agente recebe a vantagem ou aceita a promessa de vantagem para praticar ato ilÌcito (o agente, por exemplo, recebe vantagem para deixar de aplicar uma multa, por exemplo).

E CONSUMA« O TENTATIVA TIPO SUBJETIVO 0 Na modalidade de aceitar e solicitar promessa de vantagem,

O ß 2 , por fim, estabelece ┌マ; aラヴマ; さヮヴキ┗キノWェキ;S;ざ Sラ IヴキマWくàÉà;àエキヮルデWゲWàSラàさa;┗ラヴざがà;ケ┌Wノ;à conduta do funcion·rio que cede a pedidos de amigos, conhecidos ou mesmo de estranhos, para que faÁa ou deixe de fazer algo ao qual estava obrigado, sem que vise ao recebimento de qualquer vantagem ou ‡ satisfaÁ„o de interesse prÛprio:

ß 2 - Se o funcion·rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofÌcio, com infraÁ„o de dever funcional, cedendo a pedido ou influÍncia de outrem:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, ou multa.

Percebam que a pena prevista para esta modalidade do delito È bem menor que a prevista para as outras hipÛteses de corrupÁ„o. Aqui temos um crime material. 26

  • 1.8 FACILITA« O DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO

Est· previsto no art. 318 do CP:

Art. 318 - Facilitar, com infraÁ„o de dever funcional, a pr·tica de contrabando ou descaminho (art. 334):

Pena - reclus„o, de 3 (trÍs) a 8 (oito) anos, e multa. (RedaÁ„o dada pela Lei n 8.137, de 27.12.1990)

25 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 317. BITENCOURT sustenta que o crime È formal apenas na modalidade de solicitar, sendo IヴキマWàマ;デWヴキ;ノàミ;ゲàマラS;ノキS;SWゲàSWàさ;IWキデ;ヴざàWàさヴWIWHWヴざくàBITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 125

26 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 739

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Aqui

se pune

a

conduta do

agente que deveria

descaminho, mas n„o o faz, facilitando-a.

evitar a pr·tica do contrabando ou

SUJEITO ATIVO

SUJEITO PASSIVO

TIPO OBJETIVO

TIPO SUBJETIVO

CONSUMA« O TENTATIVA

E

JURÕDICO

BEM

TUTELADO

Consuma-se com a efetiva facilitaÁ„o para o crime, ainda que este ˙ltimo (contrabando ou descaminho) n„o venha a se consumar. 28 Admite-se a tentativa quando a conduta do agente na facilitaÁ„o for ativa (aÁ„o), pois se pode fracionar a execuÁ„o do crime em v·rios atos.

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico, exigindo-se, ainda, que seja o funcion·rio p˙blico que tinha o dever funcional de evitar a pr·tica do contrabando ou descaminho. Aqui h· uma exceÁ„o ‡ teoria monista do concurso de pessoas, prevista no art. 29 do CP, pois o funcion·rio p˙blico responde por este crime, enquanto o particular responde pelo crime de contrabando ou pelo descaminho (a depender da conduta). Se, porÈm, o funcion·rio p˙blico que facilitar a pr·tica do contrabando ou descaminho n„o tiver a obrigaÁ„o de evit·-la, responder· como partÌcipe do crime praticado pelo particular, e n„o pelo crime do art. 318 do CP 27 . MUITO CUIDADO COM ISSO! … plenamente possÌvel o concurso de pessoas, respondendo tambÈm o particular (ou funcion·rio p˙blico que n„o tenha o dever de evitar o crime) pelo crime do art. 318, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

A administraÁ„o p˙bica.

A conduta È a de facilitar a pr·tica de qualquer dos dois crimes (contrabando ou descaminho), seja por aÁ„o ou omiss„o.

Dolo. N„o se exige qualquer dolo especÌfico (finalidade especÌfica da conduta). N„o se admite o crime na forma culposa.

A moralidade e o patrimÙnio da administraÁ„o p˙blica.

SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO TIPO OBJETIVO TIPO SUBJETIVO CONSUMA« O TENTATIVA E JURÕDICO BEM TUTELADO Consuma-se

CUIDADO! áàヴWS;N?ラàSラàデキヮラàヮWミ;ノàa;ノ;àWマàさ;ヴデくàンンヴざàヮラヴケ┌Wà;ミデWヴキラヴマWミデWàラゲàSWノキデラゲàSWà contrabando e descaminho faziam parte do mesmo tipo penal (art. 334). Atualmente o contrabando foi deslocado para o art. 334-A. Contudo, n„o me parece que o funcion·rio

27 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 129 28 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 131

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que facilite a pr·tica do contrabando v· ficar impune, ele ir· continuar respondendo pelo crime do art. 318, eis que o tipo penal fala clarameミデWàWマàさIラミデヴ;H;ミSラàラ┌àSWゲI;マキミエラざくà Apenas a referÍncia ao art. 334 È que passou a estar incompleta.

  • 1.9 PREVARICA« O, PREVARICA« O IMPR”PRIA E CONDESCEND NCIA CRIMINOSA

O crime de prevaricaÁ„o È tipificado no art. 319 do CP, que diz:

Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofÌcio, ou pratic·-lo contra disposiÁ„o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, e multa.

TIPO OBJETIVO

A conduta È retardar ou deixar de praticar ato de ofÌcio, ou, ainda, pratic·-lo contra disposiÁ„o expressa da lei.

TIPO SUBJETIVO

Dolo. Exige-se que o agente pratique o crime para satisfazer interesse ou sentimento pessoal (dolo especÌfico). N„o se admite o crime na forma culposa.

E

CONSUMA« O TENTATIVA

Consuma-se com a efetiva realizaÁ„o da conduta. Admite-se a tentativa quando a conduta do agente puder ser fracionada, como na hipÛtese de pratic·-lo contra disposiÁ„o expressa da lei. Na hipÛtese, por exemplo, de deixar de praticar, por n„o poder se fracionar a conduta, n„o cabe a tentativa. 29

A administraÁ„o p˙bica

SUJEITO PASSIVO

SUJEITO ATIVO

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. … plenamente possÌvel o concurso de pessoas, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

A moralidade na administraÁ„o p˙blica.

BEM TUTELADO JURÕDICO
BEM
TUTELADO
JURÕDICO

Este crime n„o deve ser confundido com a corrupÁ„o passiva privilegiada, na qual o agente deixa de praticar ato de ofÌcio ou pratica ato indevido atendendo a pedido de terceiros. Aqui, o agente faz por conta prÛprio, para satisfazer interesse prÛprio.

LEMBREM-SE:

29 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 743. BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 140

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FAVORZINHO GRATUITO = CORRUP« O PASSIVA PRIVILEGIADA

SATISFA« O DE INTERESSE PR”PRIO = PREVARICA« O

Existe, ainda, uma modalidade especÌfica de prevaricaÁ„o, que È a prevista no art. 319-A, inserido recentemente pela Lei 11.466/07:

Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenci·ria e/ou agente p˙blico, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefÙnico, de r·dio ou similar, que permita a comunicaÁ„o com outros presos ou com o ambiente externo: (IncluÌdo pela Lei n 11.466, de 2007).

Pena: detenÁ„o, de 3 (trÍs) meses a 1 (um) ano.

Assim, nessa hipÛtese, o crime n„o È o de prevaricaÁ„o comum, mas sim a espÈcie prÛpria de prevaricaÁ„o prevista no art. 319-A do CP, chamada pela Doutrina de prevaricaÁ„o imprÛpria.

Nessa hipÛtese, diferentemente da prevaricaÁ„o comum (ou prÛpria), n„o se exige dolo especÌfico (finalidade especial de agir). 30 Cuidado com isso! A Doutrina n„o admite, ainda, a tentativa nesta hipÛtese, pois a lei prevÍ apenas uma conduta omissiva prÛpria, n„o havendo possibilidade de fracionamento da conduta.

TambÈm n„o se deve confundir o crime de prevaricaÁ„o com o crime de condescendÍncia criminosa. Nesse crime, o agente tambÈm deixa de fazer algo a que estava obrigado em raz„o da funÁ„o, mas o faz por indulgÍncia (sentimento de pena, de comiseraÁ„o). Nos termos do art. 320 do CP:

Art. 320 - Deixar o funcion·rio, por indulgÍncia, de responsabilizar subordinado que cometeu infraÁ„o no exercÌcio do cargo ou, quando lhe falte competÍncia, n„o levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:

Pena - detenÁ„o, de quinze dias a um mÍs, ou multa.

Se o chefe deixa de responsabilizar o subordinado por outro motivo que n„o seja a indulgÍncia (medo, frouxid„o, negligÍncia, pouco caso, etc.), o crime pode ser o de prevaricaÁ„o ou o de corrupÁ„o passiva privilegiada, a depender do caso. Cuidado com isso, povo!

Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 0 FAVORZINHO GRATUITO = CORRUP« O PASSIVA PRIVILEGIADA SATISFA«

CUIDADO! O tipo penal exige que o agente seja hierarquicamente superior ao outro funcion·rio 31 , aquele que cometeu a falta funcional. Existe certa divergÍncia doutrin·ria quanto a isso, mas a posiÁ„o predominante È de que, de fato, o agente deve ser hierarquicamente superior. Assim, se um

30 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 146 31 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 148. CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 746

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Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 0 funcion·rio p˙blico toma conhecimento de que seu

funcion·rio p˙blico toma conhecimento de que seu colega praticou uma infraÁ„o funcional e nada faz a respeito, N O PRATICA ESTE CRIME.

Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 0 funcion·rio p˙blico toma conhecimento de que seu

… impossÌvel a tentativa no crime de condescendÍncia criminosa, pois se trata de crime omissivo puro.

1.10 ADVOCACIA ADMINISTRATIVA

Est· previsto no art. 321 do CP:

Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administraÁ„o p˙blica, valendo-se da qualidade de funcion·rio:

Pena - detenÁ„o, de um a trÍs meses, ou multa.

CONSUMA« O TENTATIVA

SUJEITO ATIVO

SUJEITO PASSIVO

TIPO OBJETIVO

TIPO SUBJETIVO

E

BEM

JURÕDICO

TUTELADO

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. … plenamente possÌvel o concurso de pessoas,

desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

A administraÁ„o p˙bica

A conduta È patrocinar interesse privado perante a administraÁ„o p˙blica. O agente deve se valer das facilidades que a sua condiÁ„o de funcion·rio p˙blico lhe proporciona 32 . Entende-se, ainda, que o agente deve praticar a conduta em prol de um terceiro.

Dolo. N„o se exige especial fim de agir. N„o se admite o crime na forma culposa.

Consuma-se com a efetiva realizaÁ„o da conduta. Admite-se a tentativa quando a conduta do agente puder ser fracionada, como na hipÛtese pr·tica da conduta mediante correspondÍncia ou outro ato escrito que n„o tenha chegado ao conhecimento do destinat·rio. No entanto, alguns entendem que nesse caso o crime foi consumado.

A moralidade na administraÁ„o p˙blica.

CONSUMA« O TENTATIVA SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO TIPO OBJETIVO TIPO SUBJETIVO E BEM JURÕDICO TUTELADO Trata-se

32 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 155

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A

lei

prevÍ, ainda, uma

espÈcie de qualificadora, ao estabelecer que, se o interesse

patrocinado n„o È legÌtimo, a pena ser· mais grave. Nos termos do ß ˙nico do CP:

Par·grafo ˙nico - Se o interesse È ilegÌtimo:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, alÈm da multa.

Assim:

Interesse legÌtimo Crime de advocacia administrativa na forma simples Interesse ilegÌtimo Crime de advocacia administrativa na forma qualificada.

1.11 VIOL NCIA ARBITR£RIA

… o delito tipificado no art. 322 do CP:

Art. 322 - Praticar violÍncia, no exercÌcio de funÁ„o ou a pretexto de exercÍ-la:

Pena - detenÁ„o, de seis meses a trÍs anos, alÈm da pena correspondente ‡ violÍncia.

Parte da Doutrina e da JurisprudÍncia entendem ter sido este artigo revogado pela Lei 4.898/65. 33 No entanto, existem decisıes no ‚mbito do STJ e do STF reconhecendo a plena vigÍncia deste artigo. 34

A administraÁ„o p˙bica, e, secundariamente, o particular.

A conduta È praticar violÍncia no exercÌcio da funÁ„o, ou em raz„o dela. Logo, n„o se exige que o agente esteja em hor·rio de trabalho,

SUJEITO PASSIVO

TIPO OBJETIVO

O regular desenvolvimento das atividades da administraÁ„o p˙blica e a integridade fÌsica de eventual particular lesado pela conduta.

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. … plenamente possÌvel o concurso de pessoas, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

JURÕDICO BEM TUTELADO SUJEITO ATIVO
JURÕDICO
BEM
TUTELADO
SUJEITO ATIVO
A administraÁ„o p˙bica, e, secundariamente, o particular. A conduta È praticar violÍncia no exercÌcio da funÁ„o,

33 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 160

34

(

1. O crime de violÍncia arbitr·ria n„o foi revogado pelo disposto no artigo 3 , alÌnea "i", da Lei de Abuso de Autoridade. Precedentes da Suprema Corte.

...

)

2. Ordem denegada. (HC 48.083/MG, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 20/11/2007, DJe 07/04/2008)

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ou dentro da repartiÁ„o, desde que a violÍncia ocorra em raz„o da funÁ„o do agente.

Dolo. N„o se exige especial fim de agir. Parte da Doutrina, no entanto, entende que deve haver a finalidade especial de pretender abusar de sua autoridade (entendimento minorit·rio). N„o se admite o crime na forma culposa.

TIPO SUBJETIVO

CONSUMA« O TENTATIVA

E

È

efetiva realizaÁ„o da conduta. A tentativa

Consuma-se com a plenamente possÌvel.

Atente-se para o fato de que, alÈm da pena aplicada em raz„o deste crime, o agente responde tambÈm pelas penas decorrentes das lesıes corporais que causar, ou atÈ mesmo pela morte da vÌtima.

1.12 ABANDONO DE FUN« O

Assim dispıe o art. 323 do CP:

Art. 323 - Abandonar cargo p˙blico, fora dos casos permitidos em lei:

Pena - detenÁ„o, de quinze dias a um mÍs, ou multa. ß 1 - Se do fato resulta prejuÌzo p˙blico:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, e multa. ß 2 - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:

Pena - detenÁ„o, de um a trÍs anos, e multa.

SUJEITO PASSIVO

A administraÁ„o p˙bica.

SUJEITO ATIVO

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. Aqui a Doutrina entende que o conceito de funcion·rio p˙blico È restrito 35 , sÛ podendo ser praticado este crime pelo ocupante de cargo p˙blico. … plenamente possÌvel o concurso de pessoas, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

O regular desenvolvimento das atividades da administraÁ„o p˙blica.

JURÕDICO BEM TUTELADO
JURÕDICO
BEM
TUTELADO
SUJEITO PASSIVO A administraÁ„o p˙bica. SUJEITO ATIVO Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo
SUJEITO PASSIVO A administraÁ„o p˙bica. SUJEITO ATIVO Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo

35 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 168/169. CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 754

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Consuma-se com a efetiva realizaÁ„o da conduta. A Doutrina n„o admite a tentativa.

Dolo. N„o se exige especial fim de agir. N„o se admite o crime na forma culposa.

TIPO SUBJETIVO

TIPO OBJETIVO

A conduta È abandonar o cargo. A definiÁ„o do que seria abandono do cargo (por quantos dias, em que situaÁıes, etc.), dever· ser extraÌda do estatuto ao qual o servidor esteja vinculado. No entanto, a Doutrina entende que o exercÌcio do direito de Greve n„o pode ensejar este crime. Parte da Doutrina entende, ainda, que pode ocorrer o abandono se o servidor, ainda que compareÁa ‡ repartiÁ„o, se recuse a trabalhar. 36

E

CONSUMA« O TENTATIVA

Consuma-se com a efetiva realizaÁ„o da conduta. A Doutrina n„o admite a tentativa. Dolo . N„o

O CP estabeleceu, ainda, duas qualificadoras, previstas nos ßß 1 e 2 , quando do fato resultar algum prejuÌzo ‡ administraÁ„o p˙blica e quando o fato ocorrer em faixa de fronteira:

ß 1 - Se do fato resulta prejuÌzo p˙blico:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, e multa. ß 2 - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:

Pena - detenÁ„o, de um a trÍs anos, e multa.

Entende-se por faixa de fronteira a extens„o de 150 km de largura ao longo das fronteiras terrestres, nos termos do art. 20, ß 2 da ConstituiÁ„o).

1.13 EXERCÕCIO FUNCIONAL ILEGALMENTE ANTECIPADO OU PROLONGADO

Aqui, trata-se de hipÛtese na qual o agente est· para se tornar servidor p˙blico, ou j· deixou de sÍ-lo, e mesmo assim exerce as funÁıes ‡s quais est· impedido de exercer, seja porque ainda n„o tomou posse, seja porque j· foi desligado do serviÁo p˙blico. Nos termos do art. 324 do CP:

Art. 324 - Entrar no exercÌcio de funÁ„o p˙blica antes de satisfeitas as exigÍncias legais, ou continuar a exercÍ- la, sem autorizaÁ„o, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituÌdo ou suspenso:

Pena - detenÁ„o, de quinze dias a um mÍs, ou multa.

36 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 169. Bitencourt sustenta a tese de que o cargo dever· ficar acÈfalo, ou seja, desocupado. Se h· algum substituto para ocupar o cargo, o delito n„o estaria caracterizado (posiÁ„o do prof. BITENCOURT). A doutrina majorit·ria n„o defende esta tese.

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CONSUMA« O TENTATIVA

Dolo. N„o se exige especial fim de agir. N„o se admite o crime na forma culposa.

Consuma-se com a efetiva realizaÁ„o da conduta de exercer a atividade indevidamente. A tentativa È admissÌvel. 39

SUJEITO ATIVO

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo funcion·rio p˙blico. Contudo, È bom frisar que na modalidade de exercÌcio ilegalmente antecipado antes da posse (mas depois da nomeaÁ„o) e na modalidade de exercÌcio prolongado apÛs exoneraÁ„o (ou demiss„o), o sujeito n„o È mais funcion·rio p˙blico, embora esteja

direta ou indiretamente ligado ‡ administraÁ„o. 37 Se o agente n„o possui qualquer vÌnculo, comete o crime de usurpaÁ„o de funÁ„o

p˙blica, previsto no art. 328 do CP 38 . … plenamente possÌvel o concurso de pessoas, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de funcion·rio p˙blico do agente.

O regular desenvolvimento das atividades da administraÁ„o p˙blica. TUTELADO JURÕDICO BEM
O regular desenvolvimento das atividades da administraÁ„o p˙blica.
TUTELADO
JURÕDICO
BEM

TIPO OBJETIVO

TIPO SUBJETIVO

SUJEITO PASSIVO

A administraÁ„o p˙bica.

A conduta È exercer a funÁ„o p˙blica, sem autorizaÁ„o (elemento normativo do tipo), antes de satisfeitas as exigÍncias ou apÛs ter sido desligado da funÁ„o (por remoÁ„o, substituiÁ„o, exoneraÁ„o, etc.). Exige-se, ainda, que o agente saiba que est· agindo nesta condiÁ„o.

1.14 VIOLA« O DE SIGILO PROFISSIONAL

Est· previsto no art. 325 do CP:

Art. 325 - Revelar fato de que tem ciÍncia em raz„o do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar- lhe a revelaÁ„o:

Pena - detenÁ„o, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato n„o constitui crime mais grave.

O sigilo das informaÁıes relativas ‡ administraÁ„o p˙blica.

TUTELADO JURÕDICO BEM
TUTELADO
JURÕDICO
BEM
  • 37 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 175

  • 38 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 756

  • 39 Como exemplo, imagine-se o caso do agente que se apresente para trabalhar, mas seja impedido pelo chefe da repartiÁ„o. CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 757

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TIPO SUBJETIVO

Consuma-se com a efetiva realizaÁ„o da conduta de revelar o segredo ou facilitar sua revelaÁ„o. A Doutrina admite a tentativa, nas hipÛteses em que se puder fracionar a conduta do agente, como na hipÛtese de o agente enviar carta a um terceiro revelando-lhe o segredo 41 , e ser a carta interceptada por outra pessoa, n„o chegando ao conhecimento do destinat·rio.

A administraÁ„o p˙bica.

SUJEITO PASSIVO

SUJEITO ATIVO

Trata-se de crime prÛprio, sÛ podendo ser praticado pelo

funcion·rio p˙blico que possua o dever de manter a informaÁ„o em sigilo. … plenamente possÌvel o concurso de pessoas, desde que este particular tenha conhecimento da condiÁ„o de

funcion·rio p˙blico do agente.

CONSUMA« O TENTATIVA

Dolo. N„o se exige especial fim de agir. N„o se admite o crime na forma culposa, pois se exige que o agente tenha ciÍncia de que o fato È sigiloso.

A conduta È revelar ou facilitar a revelaÁ„o de fato sigiloso que o agente tenha tomado conhecimento em raz„o do cargo. … indiferente se o fato È revelado a um particular ou a outro servidor p˙blico. … imprescindÌvel, porÈm, que o fato tenha sido levado ao conhecimento do agente em raz„o da sua funÁ„o p˙blica. Se a revelaÁ„o do segredo se der em relaÁ„o ‡ operaÁ„o ou serviÁo prestado por instituiÁ„o financeira, estaremos diante de crime contra o sistema financeiro nacional, previsto no art. 18 da Lei 7.492/86 40 .

TIPO OBJETIVO

O CP prevÍ, ainda, uma forma equiparada do delito e outra forma, qualificada. Nos termos dos ßß 1 e 2 do art. 325 do CP:

ß 1o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

I - permite ou facilita, mediante atribuiÁ„o, fornecimento e emprÈstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas n„o autorizadas a sistemas de informaÁıes ou banco de dados da AdministraÁ„o P˙blica; (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

II - se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

ß 2o Se da aÁ„o ou omiss„o resulta dano ‡ AdministraÁ„o P˙blica ou a outrem: (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de

2000)

Pena - reclus„o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

40 CUNHA, RogÈrio Sanches. Op. Cit., p. 759 41 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 185

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O art. 326 estabelece um crime autÙnomo, uma modalidade especial de violaÁ„o de segredo funcional. … a violaÁ„o de sigilo de proposta licitatÛria. Nos termos do art. 326:

Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorrÍncia p˙blica, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devass·- lo:

Pena - DetenÁ„o, de trÍs meses a um ano, e multa.

Entretanto, este artigo foi revogado tacitamente pelo art. 94 da Lei 8.666/93, que tipifica a mesma conduta, entretanto, estabelece pena mais grave (dois a trÍs anos de detenÁ„o, e multa). 42

2

DISPOSITIVOS LEGAIS IMPORTANTES

Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 0 O art. 326 estabelece um crime autÙnomo, uma

C”DIGO PENAL

  • Arts. 312 a 327 do CP Tipificam os crimes praticados por funcion·rio p˙blico contra a

administraÁ„o em geral, bem como trazem o conceito de funcion·rio p˙blico para fins penais (art.

327 do CP):

Peculato

Art. 312 - Apropriar-se o funcion·rio p˙blico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem mÛvel, p˙blico ou particular, de que tem a posse em raz„o do cargo, ou desvi·-lo, em proveito prÛprio ou alheio:

Pena - reclus„o, de dois a doze anos, e multa.

ß 1 - Aplica-se a mesma pena, se o funcion·rio p˙blico, embora n„o tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraÌdo, em proveito prÛprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcion·rio.

Peculato culposo

ß 2 - Se o funcion·rio concorre culposamente para o crime de outrem:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano.

ß 3 - No caso do par·grafo anterior, a reparaÁ„o do dano, se precede ‡ sentenÁa irrecorrÌvel, extingue a punibilidade; se lhe È posterior, reduz de metade a pena imposta.

Peculato mediante erro de outrem

Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercÌcio do cargo, recebeu por erro de outrem:

Pena - reclus„o, de um a quatro anos, e multa.

42 BITENCOURT, Cezar Roberto. Op. Cit., p. 187

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InserÁ„o de dados falsos em sistema de informaÁıes (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcion·rio autorizado, a inserÁ„o de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da AdministraÁ„o P˙blica com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)) Pena reclus„o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) ModificaÁ„o ou alteraÁ„o n„o autorizada de sistema de informaÁıes (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) Art. 313-B. Modificar ou alterar, o funcion·rio, sistema de informaÁıes ou programa de inform·tica sem autorizaÁ„o

ou solicitaÁ„o de autoridade competente: (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) Pena detenÁ„o, de 3 (trÍs) meses a 2 (dois) anos, e multa. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) Par·grafo ˙nico. As penas s„o aumentadas de um terÁo atÈ a metade se da modificaÁ„o ou alteraÁ„o resulta dano para a AdministraÁ„o P˙blica ou para o administrado.(IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) Extravio, sonegaÁ„o ou inutilizaÁ„o de livro ou documento

Art. 314 - Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em raz„o do cargo; soneg·-lo ou inutiliz·- lo, total ou parcialmente:

Pena - reclus„o, de um a quatro anos, se o fato n„o constitui crime mais grave.

Emprego irregular de verbas ou rendas p˙blicas

Art. 315 - Dar ‡s verbas ou rendas p˙blicas aplicaÁ„o diversa da estabelecida em lei:

Pena - detenÁ„o, de um a trÍs meses, ou multa.

Concuss„o

Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da funÁ„o ou antes de assumi-la, mas em raz„o dela, vantagem indevida:

Pena - reclus„o, de dois a oito anos, e multa.

Excesso de exaÁ„o

ß 1 - Se o funcion·rio exige tributo ou contribuiÁ„o social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobranÁa meio vexatÛrio ou gravoso, que a lei n„o autoriza: (RedaÁ„o dada pela Lei n 8.137, de

27.12.1990)

Pena - reclus„o, de 3 (trÍs) a 8 (oito) anos, e multa. (RedaÁ„o dada pela Lei n 8.137, de 27.12.1990)

ß 2 - Se o funcion·rio desvia, em proveito prÛprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres p˙blicos:

Pena - reclus„o, de dois a doze anos, e multa.

CorrupÁ„o passiva

Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da funÁ„o ou antes de assumi-la, mas em raz„o dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:

Pena reclus„o, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (RedaÁ„o dada pela Lei n 10.763, de 12.11.2003)

ß 1 - A pena È aumentada de um terÁo, se, em conseq¸Íncia da vantagem ou promessa, o funcion·rio retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofÌcio ou o pratica infringindo dever funcional.

ß 2 - Se o funcion·rio pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofÌcio, com infraÁ„o de dever funcional, cedendo a pedido ou influÍncia de outrem:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, ou multa.

FacilitaÁ„o de contrabando ou descaminho

Art. 318 - Facilitar, com infraÁ„o de dever funcional, a pr·tica de contrabando ou descaminho (art. 334):

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Pena - reclus„o, de 3 (trÍs) a 8 (oito) anos, e multa. (RedaÁ„o dada pela Lei n 8.137, de 27.12.1990) PrevaricaÁ„o

Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofÌcio, ou pratic·-lo contra disposiÁ„o expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, e multa.

Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenci·ria e/ou agente p˙blico, de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefÙnico, de r·dio ou similar, que permita a comunicaÁ„o com outros presos ou com o ambiente

externo: (IncluÌdo pela Lei n 11.466, de 2007).

Pena: detenÁ„o, de 3 (trÍs) meses a 1 (um) ano.

CondescendÍncia criminosa

Art. 320 - Deixar o funcion·rio, por indulgÍncia, de responsabilizar subordinado que cometeu infraÁ„o no exercÌcio do cargo ou, quando lhe falte competÍncia, n„o levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:

Pena - detenÁ„o, de quinze dias a um mÍs, ou multa.

Advocacia administrativa

Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administraÁ„o p˙blica, valendo-se da qualidade de funcion·rio:

Pena - detenÁ„o, de um a trÍs meses, ou multa. Par·grafo ˙nico - Se o interesse È ilegÌtimo:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, alÈm da multa.

ViolÍncia arbitr·ria

Art. 322 - Praticar violÍncia, no exercÌcio de funÁ„o ou a pretexto de exercÍ-la:

Pena - detenÁ„o, de seis meses a trÍs anos, alÈm da pena correspondente ‡ violÍncia.

Abandono de funÁ„o

Art. 323 - Abandonar cargo p˙blico, fora dos casos permitidos em lei:

Pena - detenÁ„o, de quinze dias a um mÍs, ou multa. ß 1 - Se do fato resulta prejuÌzo p˙blico:

Pena - detenÁ„o, de trÍs meses a um ano, e multa. ß 2 - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:

Pena - detenÁ„o, de um a trÍs anos, e multa.

ExercÌcio funcional ilegalmente antecipado ou prolongado

Art. 324 - Entrar no exercÌcio de funÁ„o p˙blica antes de satisfeitas as exigÍncias legais, ou continuar a exercÍ-la, sem autorizaÁ„o, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituÌdo ou suspenso:

Pena - detenÁ„o, de quinze dias a um mÍs, ou multa.

ViolaÁ„o de sigilo funcional

Art. 325 - Revelar fato de que tem ciÍncia em raz„o do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelaÁ„o:

Pena - detenÁ„o, de seis meses a dois anos, ou multa, se o fato n„o constitui crime mais grave. ß 1 o Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

I permite ou facilita, mediante atribuiÁ„o, fornecimento e emprÈstimo de senha ou qualquer outra forma, o acesso de pessoas n„o autorizadas a sistemas de informaÁıes ou banco de dados da AdministraÁ„o P˙blica;(IncluÌdo pela Lei n

9.983, de 2000)

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II se utiliza, indevidamente, do acesso restrito. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) ß 2 o Se da aÁ„o ou omiss„o resulta dano ‡ AdministraÁ„o P˙blica ou a outrem: (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de

2000)

Pena reclus„o, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. (IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000) ViolaÁ„o do sigilo de proposta de concorrÍncia

Art. 326 - Devassar o sigilo de proposta de concorrÍncia p˙blica, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devass·-lo:

Pena - DetenÁ„o, de trÍs meses a um ano, e multa.

Funcion·rio p˙blico

Art. 327 - Considera-se funcion·rio p˙blico, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneraÁ„o, exerce cargo, emprego ou funÁ„o p˙blica.

ß 1 - Equipara-se a funcion·rio p˙blico quem exerce cargo, emprego ou funÁ„o em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviÁo contratada ou conveniada para a execuÁ„o de atividade tÌpica da

AdministraÁ„o P˙blica.

(IncluÌdo pela Lei n 9.983, de 2000)

ß 2 - A pena ser· aumentada da terÁa parte quando os autores dos crimes previstos neste CapÌtulo forem ocupantes de cargos em comiss„o ou de funÁ„o de direÁ„o ou assessoramento de Ûrg„o da administraÁ„o direta, sociedade de

economia mista, empresa p˙blica ou fundaÁ„o instituÌda pelo poder p˙blico. (IncluÌdo pela Lei n 6.799, de 1980)

  • Aヴデく Γヲが I さ;ざ W ゲW┌ よ ┎ミキIラが Sラ CP Tal dispositivo estabelece a perda do cargo, emprego ou

funÁ„o quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano em relaÁ„o aos crimes funcionais:

Art. 92 - S„o tambÈm efeitos da condenaÁ„o:(RedaÁ„o dada pela Lei n 7.209, de 11.7.1984) I - a perda de cargo, funÁ„o p˙blica ou mandato eletivo: (RedaÁ„o dada pela Lei n 9.268, de 1 .4.1996) a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violaÁ„o de dever para com a AdministraÁ„o P˙blica; (IncluÌdo pela Lei n 9.268, de 1 .4.1996) ( ) ... Par·grafo ˙nico - Os efeitos de que trata este artigo n„o s„o autom·ticos, devendo ser motivadamente declarados na sentenÁa. (RedaÁ„o dada pela Lei n 7.209, de 11.7.1984)

3

S⁄MULAS PERTINENTES

  • 3.1 S⁄MULAS DO STJ

  • S˙mula 599 do STJ O STJ sumulou entendimento no sentido de que o princÌpio da insignific‚ncia

È inaplic·vel aos crimes contra a administraÁ„o p˙blica, solidificando o entendimento que j· era

adotado na Corte h· muitos anos:

S˙mula 599 do STJ

O princÌpio da insignific‚ncia È inaplic·vel aos crimes contra a administraÁ„o p˙blica.

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4 RESUMO

Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 0 4 RESUMO CONCEITO DE FUNCION£RIO P⁄BLICO PARA

CONCEITO DE FUNCION£RIO P⁄BLICO PARA FINS PENAIS

Funcion·rio p˙blico Quem exerce cargo, emprego ou funÁ„o p˙blica, ainda que transitoriamente ou sem remuneraÁ„o.

Funcion·rio p˙blico por equiparaÁ„o - Quem exerce cargo, emprego ou funÁ„o em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviÁo contratada ou conveniada para a execuÁ„o de atividade tÌpica da AdministraÁ„o P˙blica (ainda que transitoriamente ou sem remuneraÁ„o).

Causa de aumento de pena Aplicada ‡queles que ocuparem cargos em comiss„o ou funÁ„o de direÁ„o ou assessoramento de Ûrg„o da administraÁ„o direta, sociedade de economia mista, empresa p˙blica ou fundaÁ„o instituÌda pelo poder p˙blico (aumento de 1/3).

  • Por falha legislativa, em relaÁ„o ‡ causa de aumento de pena, n„o se aplica aos funcion·rios

de autarquias.

CRIMES FUNCIONAIS PR”PRIOS (PUROS) X CRIMES FUNCIONAIS IMPR”PRIOS (IMPUROS)

Crimes funcionais prÛprios (puros) - á┌ゲWミデWà ;à IラミSキN?ラà SWà さa┌ミIキラミ=ヴキラà ヮ┎HノキIラざà ;ラà ;ェWミデWがà ;à conduta passa a ser considerada a um indiferente penal (atipicidade absoluta). (Ex.: No crime de prevaricaÁ„o (art. 319 do CP), se o agente n„o for funcion·rio p˙blico, n„o h· pr·tica de qualquer infraÁ„o penal).

Crimes funcionais imprÛprios (impuros) - F;ノデ;ミSラà;àIラミSキN?ラàSWàさa┌ミIキラミ=ヴキラàヮ┎HノキIラざà;ラà;ェWミデWがà a conduta n„o ser· um indiferente penal, deixar· apenas de ser considerada crime funcional, sendo desclassificada para outro delito (atipicidade relativa) (Ex.: Crime de peculato-furto, art. 312, ß 1 do CP).

PECULATO

Conduta に さáヮヴラヮヴキ;ヴ-se o funcion·rio p˙blico de dinheiro, valor ou qualquer outro bem mÛvel, p˙blico ou particular, de que tem a posse em raz„o do cargo (peculato-apropriaÁ„o), ou desvi·-lo (peculato-desvioぶがàWマàヮヴラ┗Wキデラàヮヴルヮヴキラàラ┌à;ノエWキラくざàふ;ヴデくàンヱヲàSラàCPぶく

Peculato-furto Aplica-ゲWà<ケ┌WノWàケ┌WがàマWゲマラàさミ?ラàデWミSラà;àヮラゲゲWàSラàSキミエWキヴラがà┗;ノラヴàラ┌àHWマがàラà subtrai, ou concorre para que seja subtraÌdo, em proveito prÛprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcion·rioくà ざà ふ;ヴデくà ンヱヲがà よヱ┨ do CP). ATEN« O! DiferenÁa fundamental entre peculato furto e peculato (desvio ou apropriaÁ„o) = No peculato-furto o agente n„o tem a posse da coisa.

  • Peculato de uso Discutido na doutrina e jurisprudÍncia, mas prevalece que È IMPUNÕVEL.

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Particular pode praticar peculato? Sim, desde que em concurso de pessoas com um funcion·rio p˙blico (e desde que o particular saiba que seu comparsa È funcion·rio p˙blico).

Peculato culposo Quando o agente concorre, de maneira CULPOSA, para o crime praticado por outra pessoa.

  • Se o agente reparar o dano antes de proferida a sentenÁa irrecorrÌvel (ou seja, antes do

tr‚nsito em julgado), estar· extinta a punibilidade. Caso o agente repare o dano apÛs o tr‚nsito em julgado, a pena ser· reduzida pela metade. ISSO N O SE APLICA ¿S DEMAIS FORMAS DE PECULATO.

Peculato mediante erro de outrem Conduta daquele que se apropria de dinheiro ou qualquer

utilidade que, no exercÌcio do cargo, recebeu por erro de outrem.

OBS.:
OBS.:

O agente n„o pode ter criado

(dolosamente) a situaÁ„o de erro (neste caso, responde por estelionato).

CONCUSS O X CORRUP« O PASSIVA

DiferenÁa fundamental Embora os tipos penais possuam a redaÁ„o um pouco diferente, a diferenÁa FUNDAMENTAL reside no fato de que:

  • Na concuss„o O agente EXIGE a vantagem indevida.

  • Na corrupÁ„o passiva O agente SOLICITA (ou recebe ou aceita a promessa de vantagem) a vantagem indevida.

  • Na concuss„o, se o agente exige a vantagem sob a ameaÁa de praticar um mal grave ‡ vÌtima,

n„o relacionado ‡s atribuiÁıes do cargo, teremos EXTORS O, e n„o concuss„o (Ex.: Policial que exige dinheiro do motorista, para n„o aplicar multa = concuss„o. Ex.: Policial que exige dinheiro da vÌtima sob a ameaÁa de matar o filho da vÌtima = extors„o).

CONSUMA« O Ambos os delitos se consumam com a mera pr·tica da conduta (exigir, solicitar, aceitar promessa de vantagem, etc.), sendo DISPENS£VEL o efetivo recebimento da vantagem indevida para que haja a consumaÁ„o do delito.

  • NラàIヴキマWàSWàIラヴヴ┌ヮN?ラàヮ;ゲゲキ┗;がàミ;àマラS;ノキS;SWàSWàさヴWIWHWヴà┗;ミデ;ェWマàキミSW┗キS;ざがàW┝キェW-se o

efetivo recebimento da vantagem.

  • Em todos as modalidades de corrupÁ„o passiva n„o se exige que o funcion·rio p˙blico

efetivamente pratique ou deixe de praticar o ato (com infraÁ„o de dever funcional) em raz„o da

vantagem ou promessa de vantagem recebida. Caso isso ocorra, a pena ser· aumentada em 1/3.

CorrupÁ„o passiva privilegiada Modalidade menos grave de corrupÁ„o passiva. HipÛtese do さa;┗ラヴざがà;ケ┌Wノ;àIラミS┌デ;àSラàa┌ミIキラミ=ヴキラàケ┌WàIWSWà;àヮWSキSラゲàSWà;マキェラゲがàIラミエWIキSラゲàラ┌àマWゲマラàSWà

estranhos, ou cede ‡ influÍncia de alguÈm, para que faÁa ou deixe de fazer algo ao qual estava

obrigado.

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CUIDADO!

Aqui temos um crime material (È indispens·vel que o funcion·rio efetivamente pratique

o ato com infraÁ„o de dever funcional ou deixe de pratica-lo, tambÈm com infraÁ„o de dever

funcional).

CorrupÁ„o passiva privilegiada x prevaricaÁ„o

A diferenÁa b·sica entre ambos reside no fato de que:

  • Na corrupÁ„o passiva privilegiada O agente cede a PEDIDO ou INFLU NCIA de alguÈm.

  • Na prevaricaÁ„o O agente infringe o dever funcional (praticando ou deixando de praticar ato) para satisfazer SENTIMENTO OU INTERESSE PESSOAL.

E a condescendÍncia criminosa? Semelhante ‡ prevaricaÁ„o, mas H£ DIFEREN«AS. Na condescendÍncia criminosa o agente (por indulgÍncia) deixa de responsabilizar SUBORDINADO que praticou infraÁ„o no exercÌcio do cargo ou, caso n„o tenha competÍncia, deixa de levar o fato ao conhecimento da autoridade que o tenha. … um crime parecido com a prevaricaÁ„o e com a corrupÁ„o passiva privilegiada (caso haja pedido do subordinado, por exemplo), mas tem o diferencial:

  • SÛ quem pode praticar o delito È o superior hier·rquico (h· quem defenda que o colega, sem hierarquia, tambÈm pode, mas È minorit·rio)

  • Por indulgÍncia (sentimento de pena, misericÛrdia, clemÍncia)

OBS.: Cuidado!!! Se o agente deixa de responsabilizar o subordinado:

  • Cedendo a pedido ou influÍncia de alguÈm pratica corrupÁ„o passiva privilegiada

  • Para satisfazer sentimento ou interesse pessoal (amizade, etc.) pratica prevaricaÁ„o.

FACILITA« O DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO

Conduta - Facilitar a pr·tica de qualquer dos dois crimes (contrabando ou descaminho), seja por aÁ„o ou omiss„o. SÛ pode ser praticado pelo funcion·rio que POSSUI A FUN« O DE EVITAR O CONTRABANDO E O DESCAMINHO.

Mas e se o funcion·rio n„o tiver essa obrigaÁ„o especÌfica? Responder· como partÌcipe do crime praticado pelo particular (contrabando ou descaminho), e n„o pelo crime do art. 318 do CP.

ADVOCACIA ADMINISTRATIVA Conduta - Patrocinar interesse privado perante a administraÁ„o p˙blica. O agente:

  • Deve se valer das facilidades que a sua condiÁ„o de funcion·rio p˙blico lhe proporciona

  • Praticar a conduta em prol de um terceiro (majorit·rio)

  • O crime se consuma ainda que o interesse patrocinado seja legÌtimo. Caso seja um interesse

ilegÌtimo, teremos a forma qualificada (pena mais grave).

Interesse legÌtimo Crime de advocacia administrativa na forma simples Interesse ilegÌtimo Crime de advocacia administrativa na forma qualificada.

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DISPOSI«’ES GERAIS

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  • Todos os crimes s„o prÛprios Devem ser praticados por quem ostente a condiÁ„o de funcion·rio p˙blico. Em alguns casos, deve ser uma condiÁ„o ainda mais especÌfica (Ex.: Superior hier·rquico, no crime de condescendÍncia criminosa).

  • Todos os crimes s„o dolosos SÛ h· previs„o de forma culposa para o peculato (peculato culposo, art. 312, ß2 do CP).

  • AÁ„o penal Para todos, p˙blica incondicionada.

  • Particular como sujeito do delito … possÌvel, em todos eles, desde que se trate de concurso de pessoas e que o particular saiba que seu comparsa È funcion·rio p˙blico.

_______

Bons estudos! Prof. Renan Araujo

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EXERCÕCIOS PARA PRATICAR

Renan Araujo, Time Renan Araujo Aula 00 DISPOSI«’ES GERAIS 0 ➢ Todos os crimes s„o prÛprios
  • 01. (VUNESP 2018 PC-SP AGENTE DE TELECOMUNICA«’ES)

O servidor p˙blico que exige para outrem, indiretamente, fora da funÁ„o, mas em raz„o dela, vantagem indevida

  • (A) comete o crime de corrupÁ„o ativa.

  • (B) comete o crime de prevaricaÁ„o.

  • (C) comete o crime de concuss„o.

  • (D) comete o crime de corrupÁ„o passiva.

  • (E) n„o comete qualquer crime.

    • 02. (VUNESP 2018 PC-BA - ESCRIV O)

さP;デヴラIキミ;ヴがàSキヴWデ;àラ┌àキミSiretamente, interesse privado perante a administraÁ„o p˙blica, valendo-se S;àケ┌;ノキS;SWàSWàa┌ミIキラミ=ヴキラざくàOàデキヮラàデヴ;ミゲIヴキデラàIラミaキェ┌ヴ;à;àキミaヴ;N?ラàヮWミ;ノàIラマ┌マàSWミラマキミ;S;

  • (A) Advocacia Administrativa.

  • (B) PatrocÌnio IndÈbito.

  • (C) TergiversaÁ„o.

  • (D) ExploraÁ„o de PrestÌgio.

  • (E) PatrocÌnio Infiel.

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  • 03. (VUNESP 2018 TJ-SP ESCREVENTE T…CNICO JUDICI£RIO)

A respeito dos crimes praticados por funcion·rios p˙blicos contra a administraÁ„o p˙blica, È correto afirmar que

  • (A) MÈvia, funcion·ria p˙blica, n„o sendo advogada, n„o pode incorrer no crime de advocacia

administrativa (art. 321 do CP), j· que referido tipo penal exige a qualidade de advogado do sujeito

ativo.

  • (B) MÈvio, funcion·rio p˙blico, em raz„o de sua funÁ„o, ao aceitar promessa de recebimento de

passagens aÈreas, para fÈrias da famÌlia, n„o incorre no crime de corrupÁ„o passiva (art. 317 do CP),

j· que referido tipo penal exige o efetivo recebimento de vantagem indevida.

  • (C) Caio, funcion·rio p˙blico, ao empregar verba prÛpria da educaÁ„o, destinada por lei, na sa˙de,

em tese, incorre no crime de emprego irregular de verba p˙blica (art. 315 do CP).

  • (D) TÌcia, funcion·ria p˙blica, ao exigir, em raz„o de sua funÁ„o, que determinada empresa contrate

o filho, em tese, incorre no crime de corrupÁ„o passiva (art. 317 do CP).

  • (E) TÌcio, funcion·rio p˙blico, ao se apropriar do dinheiro arrecadado pelos funcion·rios da

repartiÁ„o para comprar o bolo de comemoraÁ„o dos aniversariantes do mÍs, em tese, pratica o crime de peculato (art. 312 do CP).

  • 04. (VUNESP 2017 TJ SP ESCREVENTE T…CNICO JUDICI£RIO)

Funcion·rio p˙blico municipal, imprudentemente, deixa a porta da repartiÁ„o aberta ao final do expediente. Assim agindo, mesmo sem intenÁ„o, concorre para que outro funcion·rio p˙blico, que trabalha no mesmo local, sub- traia os computadores que guarneciam o Ûrg„o p˙blico. O MunicÌpio sofre consider·vel prejuÌzo. A conduta do funcion·rio que deixou a porta aberta traduz-se em

  • (A) mero ilÌcito funcional, sem repercuss„o na esfera penal.

  • (B) peculato-subtraÁ„o.

  • (C) peculato culposo.

  • (D) prevaricaÁ„o.

  • (E) fato atÌpico.

    • 05. (VUNESP 2017 TJ SP ESCREVENTE T…CNICO JUDICI£RIO)

Certos

crimes

tÍm

suas

penas

estabelecidas

em

patamares

superiores

quando

presentes

IキヴI┌ミゲデ>ミIキ;ゲà ケ┌Wà ;┌マWミデ;マà ラà SWゲ┗;ノラヴà S;à IラミS┌デ;くà “?ラà ラゲà SWミラマキミ;Sラゲà さデキヮラゲà ケ┌;ノキaキI;Sラゲざくà

áゲゲキミ;ノWà;à;ノデWヴミ;デキ┗;àケ┌WàキミSキI;àラàIヴキマWàケ┌WàデWマàIラマラàケ┌;ノキaキI;Sラヴ;ゲàさヴWゲ┌ノデ;ヴ ヮヴWテ┌ケ┣ラàヮ┎HノキIラざàWà さラIラヴヴWヴàWマàノ┌ェ;ヴàIラマヮヴWWミSキSラàミ;àa;キ┝;àSWàaヴラミデWキヴ;ざくà

  • (A) ViolÍncia arbitr·ria.

  • (B) Abuso de poder.

  • (C) ExercÌcio arbitr·rio das prÛprias razıes.

  • (D) Abandono de funÁ„o.

  • (E) CorrupÁ„o passiva.

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06.

(VUNESP 2017 PREF. DE ANDRADINA ASSESSOR JURÕDICO)

 

A conduta de patrocinar indiretamente interesse privado perante a AdministraÁ„o P˙blica, valendo- se da sua qualidade de funcion·rio

a)

configura patrocÌnio infiel.

 

b)

configura tr·fico de influÍncia.

c)

configura favorecimento pessoal.

 

d)

configura advocacia administrativa.

e)

È atÌpica.

07.

(VUNESP 2014 TJ-PA AUXILIAR JUDICI£RIO)

 

さ“ラノキIキデ;ヴàラ┌àヴWIWHWヴがàヮ;ヴ;àゲキàラ┌àヮ;ヴ;àラ┌デヴWマがàSキヴWデ;àラ┌àキミSキヴWデ;マWミデWがà;キミS;àケ┌Wàaラヴ;àS;àa┌ミN?ラàラ┌à

antes de assumi-la, mas em raz„o dela, vantagem キミSW┗キS;がàラ┌à;IWキデ;ヴàヮヴラマWゲゲ;àSWàデ;ノà┗;ミデ;ェWマざくà O tipo legal ora transcrito refere-se ‡ descriÁ„o do delito de

a)

CorrupÁ„o Ativa.

b)

Concuss„o.

c)

CorrupÁ„o Passiva.

d)

Peculato.

e)

PrevaricaÁ„o.

08.

(VUNESP 2014 TJ-PA AUXILIAR JUDICI£RIO)

 

さP;デヴラIキミ;ヴが direta ou indiretamente, interesse privado perante a administraÁ„o p˙blica, valendo-se S;àケ┌;ノキS;SWàSWàa┌ミIキラミ=ヴキラざくàáàIラミS┌デ;àラヴ;àSWゲIヴキデ;がàW┝ヮヴWゲゲ;マWミデWàヮヴW┗キゲデ;àミラàCルSキェラàPWミ;ノがàYà

denominada

 

a)

Favorecimento Pessoal.

b)

Advocacia Administrativa.

 

c)

TergiversaÁ„o.

d)

PatrocÌnio Infiel.

e)

PatrocÌnio Simult‚neo

09.

(VUNESP 2014 TJ-PA ANALISTA JUDICI£RIO)

 

Concuss„o:

,

para si ou para outrem,

,

ainda que fora da funÁ„o ou antes

a)

receber

diretamente

b)

receber

direta ou indiretamente

 

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c)

solicitar

diretamente

d)

solicitar

direta ou indiretamente

e)

exigir

direta ou indiretamente

10.

(VUNESP 2014 TJ-PA ANALISTA JUDICI£RIO)

Funcion·rio que deixa seus afazeres na repartiÁ„o acumularem, pois se dedica a questıes pessoais n„o urgentes durante o expediente de trabalho, sem autorizaÁ„o de seu superior, comete o crime de

a)

enriquecimento ilÌcito.

b)

peculato apropriaÁ„o.

c)

peculato culposo.

d)

prevaricaÁ„o.

e)

peculato.

11.

(VUNESP 2014 TJ-PA ANALISTA JUDICI£RIO)

O crime de excesso de exaÁ„o È cometido por

a)

funcion·rio p˙blico contra as rendas p˙blicas.

b)

funcion·rio p˙blico contra a AdministraÁ„o em geral.

c)

particular contra a AdministraÁ„o da JustiÁa.

d)

particular contra a AdministraÁ„o em geral.

e)

particular contra as finanÁas p˙blicas.

12.

(VUNESP 2014 TJ-SP ESCREVENTE JUDICI£RIO)

Com relaÁ„o aos crimes contra a AdministraÁ„o P˙blica, assinale a alternativa correta.

(A)

Pratica corrupÁ„o passiva o funcion·rio p˙blico que solicita ou recebe vantagem indevida, para

si ou para outrem, ainda que fora da funÁ„o ou antes de assumi-la, mas em raz„o dela.

(B)

Pratica concuss„o o funcion·rio p˙blico que se apropria de dinheiro, valor ou qualquer outro

bem mÛvel, p˙blico ou particular, de que tem a posse em raz„o do cargo.

(C)

No peculato culposo, a reparaÁ„o do dano, em qualquer momento do processo e atÈ a sentenÁa

recorrÌvel, reduz em um terÁo a pena imposta.

(D)

Pratica concuss„o o funcion·rio p˙blico que exigir, para si ou para outrem, vantagem devida,

ainda que fora da funÁ„o ou antes de assumi-la.

(E)

Configura-se excesso de exaÁ„o a exigÍncia de verbas pelo funcion·rio p˙blico que sabe ou

deveria saber indevidas.

13.

(VUNESP 2014 TJ-SP ESCREVENTE JUDICI£RIO)

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Assinale a alternativa correta em relaÁ„o a funcion·rio p˙blico de acordo com o CÛdigo Penal.

  • (A) A pena ser· aumentada pela metade se o agente for ocupante de cargo em comiss„o ou funÁ„o

de direÁ„o ou assessoramento de Ûrg„o da administraÁ„o direta, sociedade de economia mista,

empresa p˙blica ou fundaÁ„o instituÌda pelo poder p˙blico.

  • (B) Considera-se funcion·rio p˙blico quem, embora transitoriamente, exerce cargo, emprego ou

funÁ„o p˙blica.

  • (C) Consideram-se funcion·rios p˙blicos: vereadores, peritos judiciais, serventu·rios da justiÁa,

defensor dativo e o auditor da Receita Federal.

  • (D) Considera-se funcion·rio p˙blico, para efeitos penais, quem, embora transitoriamente e sempre

com remuneraÁ„o, exerce cargo, emprego ou funÁ„o p˙blica.

  • (E) Equipara-se a funcion·rio p˙blico quem exerce cargo, emprego ou funÁ„o em entidade

paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviÁo contratada ou conveniada para a

execuÁ„o de atividade tÌpica da AdministraÁ„o Privada.

  • 14. (VUNESP 2014 TJ-SP ESCREVENTE JUDICI£RIO)

Em relaÁ„o ao crime de peculato, assinale a alternativa correta.

  • (A) Apropriar-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem mÛvel de que tenha a posse em raz„o do

cargo.

  • (B) Exigir o funcion·rio p˙blico tributos que sabe inexigÌveis ‡ espÈcie.

  • (C) Retardar o funcion·rio a pr·tica de ato de ofÌcio, por influÍncia de outrem.

  • (D) Solicitar, fora da funÁ„o, vantagem indevida ‡ espÈcie.

  • (E) Patrocinar o funcion·rio, indiretamente, interesse privado perante a AdministraÁ„o, valendo-se

dessa qualidade.

  • 15. (VUNESP - 2013 - TJ-SP - ESCREVENTE T…CNICO JUDICI£RIO)

Em relaÁ„o ao crime de peculato, È correto afirmar:

  • a) a modalidade culposa È admitida por expressa previs„o legal.

  • b) a reparaÁ„o do dano, no peculato culposo, se feita apÛs a sentenÁa irrecorrÌvel, extingue a

punibilidade.

  • c) a reparaÁ„o do dano, no peculato culposo, se feita antes da sentenÁa irrecorrÌvel, reduz a pena.

  • d) em recente alteraÁ„o, as penas foram elevadas para reclus„o de quatro a doze anos e multa.

  • e) trata-se de um delito que pode ser praticado por qualquer pessoa.

    • 16. (VUNESP 2014 PC/SP ESCRIV O)

Imagine que um policial, em abordagem de rotina, identifique e efetue a detenÁ„o de um indivÌduo procurado pela justiÁa. Assim que isso ocorre e antes de apresentar o indivÌduo ‡ autoridade de PolÌcia Judici·ria (Delegado de PolÌcia), o policial recebe verbalmente, do detido, a seguinte proposta: soltar o indivÌduo para que ele v· atÈ o caixa eletrÙnico e busque R$ 500,00, a serem

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entregues ao policial em troca de sua liberdade. O policial aceita a proposta e solta o detido, que n„o retorna e n„o cumpre com a promessa de pagamento.

Diante dessa hipÛtese, o policial

  • (A) cometeu crime de prevaricaÁ„o (CP, art. 319).

  • (B) cometeu crime de corrupÁ„o passiva (CP, art. 317).

  • (C) cometeu o crime de condescendÍncia criminosa (CP, art. 320).

  • (D) cometeu o crime de concuss„o (CP, art. 316).

  • (E) n„o cometeu crime algum, pois n„o chegou a receber o dinheiro.

    • 17. (VUNESP 2014 PC/SP INVESTIGADOR)

Considerando os crimes contra a AdministraÁ„o P˙blica, previstos no CÛdigo Penal e praticados por

a┌ミIキラミ=ヴキラàヮ┎HノキIラがàYàIラヴヴWデラà;aキヴマ;ヴàケ┌Wà;àIラミS┌デ;àSWàさゲラノキIキデ;ヴàラ┌àヴWIWHWヴがàヮ;ヴ;àゲキàラ┌àヮ;ヴ;àラ┌デヴWマがà

direta ou indiretamente, ainda que fora da funÁ„o ou antes de assumi-la, mas em raz„o dela,

vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vant;ェWマざがàデキヮキaキI;ヴ=àラàIヴキマWàSW

  • (A) emprego irregular de verbas.

  • (B) corrupÁ„o passiva.

  • (C) concuss„o.

  • (D) excesso de exaÁ„o.

  • (E) peculato.

    • 18. (VUNESP 2015 TJ-SP ESCREVENTE JUDICI£RIO)

O peculato culposo

  • (A) È fato atÌpico, pois n„o est· expressamente previsto no CP.

  • (B) tem a ilicitude excluÌda se o agente repara o dano a qualquer tempo.

  • (C) tem a punibilidade extinta se o agente repara o dano antes da sentenÁa irrecorrÌvel.

  • (D) È punido com detenÁ„o, de dois a doze anos, e multa.

  • (E) È punido com a mesma pena do peculato doloso.

    • 19. (VUNESP 2015 TJ-SP ESCREVENTE JUDICI£RIO)

O funcion·rio p˙blico que tem conhecimento de infraÁ„o cometida no exercÌcio do cargo por subordinado e que, por indulgÍncia, n„o promove sua responsabilizaÁ„o e tambÈm n„o comunica o fato ao superior competente para tanto pratica

  • (A) corrupÁ„o ativa (CP, art. 333).

  • (B) corrupÁ„o passiva (CP, art. 317).

  • (C) fato atÌpico, pois n„o est· descrito expressamente como crime no CP.

  • (D) condescendÍncia criminosa (CP, art. 320).

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  • (E) prevaricaÁ„o (CP, art. 319).

0

20.

(VUNESP 2015 PC-CE DELEGADO DE POLÕCIA)

 

Marcelo È aprovado em concurso p˙blico para o cargo de Delegado de PolÌcia. Sabe que seu vizinho tem expedido em seu desfavor mandado de pris„o. Mesmo antes de assumir o cargo, Marcelo procura seu vizinho, que È propriet·rio de automÛvel de luxo, e solicita-lhe comprar o veÌculo por 1/3 do preÁo de mercado, insinuando de modo implÌcito que caso a proposta n„o seja aceita efetuar· sua pris„o t„o logo assuma o cargo p˙blico. O vizinho n„o cede e Marcelo, mesmo apÛs assumir o cargo, n„o toma qualquer atitude em desfavor de seu vizinho. Marcelo praticou

a)

corrupÁ„o passiva.

b)

estelionato, na modalidade tentada.

 

c)

meros atos preparatÛrios.

 

d)

corrupÁ„o passiva, na modalidade tentada.

 

e)

concuss„o.

21.

(VUNESP 2012 SEFAZ/SP AGENTE FISCAL DE RENDAS)

 

No crime de concuss„o, a circunst‚ncia de ser um dos agentes funcion·rio p˙blico:

 

A) n„o È elementar, n„o se comunicado, portanto, ao concorrente particular.

 
 

B) È

elementar,

mas

n„o

se

comunica

ao

concorrente

particular.

C) È elementar, comunicando-se ao concorrente particular, ainda que este desconheÁa a condiÁ„o

daquele.

 

D) È elementar comunicando-se ao concorrente particular, este conhecia a condiÁ„o daquele.

E)

n„o È elementar, comunicando-se, em qualquer situaÁ„o ao concorrente particular.

 

22.

(VUNESP 2010 TJ/SP ESCREVENTE T…CNICO JUDICI£RIO)

 

Imagine que, por erro, um cidad„o entrega a um funcion·rio p˙blico determinada quantia em dinheiro. O funcion·rio, ciente de tal circunst‚ncia, n„o devolve o dinheiro ao cidad„o, n„o informa o ocorrido aos seus superiores e, finalmente, apropria-se do dinheiro.

Diante disso, È correto afirmar que o funcion·rio

 

A) n„o

comete

crime,

mas

apenas

uma

infraÁ„o

funcional.

B) comete

crime

de peculato

mediante

erro

de

outrem.

C) comete crime de corrupÁ„o passiva.

 

D) comete crime de excesso de exaÁ„o.

E)

comete crime de prevaricaÁ„o.

 

23.

(VUNESP 2010 TJ/SP ESCREVENTE T…CNICO JUDICI£RIO)

 

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Configura-se o crime de advocacia administrativa (CP, art. 321) quando o funcion·rio p˙blico, valendo-se dessa qualidade, patrocina interesse privado perante a administraÁ„o p˙blica.

Considerando tal crime, analise os itens seguintes:

I. a

pena

cominada

È

menor

 

se

o

interesse

patrocinado

for

ilegÌtimo;

II. o

crime

acontecer·

ainda

que

o

patrocÌnio

 

se

de

modo

indireto;

III. se

o

interesse

patrocinado

È

ilegÌtimo,

as

penas

de

detenÁ„o

e

multa

aplicam-se

alternativamente, ou seja, aplica-se a de detenÁ„o ou a de multa.

… correto o que se afirma em

A)

II, apenas.

B)

III, apenas.

C)

I e II, apenas.

D)