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R E V I S T A E L E T R Ô N I C A A J D D Editor: Marco Félix Jobim | LINK LATTES

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14ª Edição: Ano_VII

Apresentação à 14ª edição da Revista Eletrônica AJDD.

Apresentação à 14ª edição da Revista Eletrônica AJDD

Marco Felix Jobim | Paulo Junior Trindade dos Santos | Gabriela Samrsla Moller

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Apresentação à 14ª edição da Revista Eletrônica AJDD

Marco Felix Jobim | Paulo Junior Trindade dos Santos | Gabriela Samrsla Moller

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UBUNTU COMO CRÍTICA DESCOLONIAL DE LOS DERECHOS


HUMANOS: una mirada cruzada contra el racismo

Jean-Bosco Kakozi Kashindi

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TEORIAS DA JUSTIÇA NO ÂMBITO DA EFETIVIDADE DOS DIREITOS


FUNDAMENTAIS

Narciso Leandro Xavier Baez | Vinicius Almada Mozetic

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REDIMENSIONAMENTO DOS DIREITOS POLÍTICOS NO BRASIL


ATRAVÉS DA REPERSONALIZAÇÃO DO ELEITOR

Volgane Oliveira Carvalho

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ACERCA DA NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO DA NORMA LEGAL


DIANTE DA INCONVENCIONALIDADE POR SUPERVENIÊNCIA

Ricardo Glasenapp

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ACERCA DA NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO DA NORMA LEGAL

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AJDD - Artigos Jurídicos e Direito em Debate http://www.reajdd.com.br/ed14.html

DIANTE DA INCONVENCIONALIDADE POR SUPERVENIÊNCIA

Marília Martins Soares de Andrade | Natália de Andrade Magalhães

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A CLÁUSULA DE HARDSHIP COMO FORMA DE MITIGAÇÃO DE


ASSIMETRIA DE INFORMAÇÃO NOS CONTRATOS INTERNACIONAIS

Gabriela Wallau Rodrigues | Demétrio Beck da Silva Giannakos

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UMA CONTRIBUIÇÃO À REGULAÇÃO JURÍDICA DAS NOVAS


TECNOLOGIAS: PERSPECTIVAS A PARTIR DA FRAGMENTAÇÃO
JURÍDICA

Cristian Ricardo Wittmann

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DIRITTO DI NATURA E NATURA DEL DIRITTO: INGEGNERIA


GENETICA, CORPORATIONS, SOVRANITA.

CHIARA MADARO

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DIREITO, COMPLEXIDADE E TECNOLOGIA

Raquel Von Hohendorff | Paulo Junior Trindade dos Santos | Gabriela Samrsla Möller

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2 de 2 19/07/2017 20:38
DIREITO, COMPLEXIDADE E TECNOLOGIA

Raquel Von Hohendorff1


Paulo Junior Trindade dos Santos2
Gabriela Samrsla Möller3

RESUMO

Na contemporaneidade, em razão da rapidez pela qual são criadas novas tecnologias, importa
demonstrar como atua e como pode o direito atuar frente às inovações, pois estas consistirem
em novos desafios à ciência jurídica, postos pelos novos horizontes que o contexto apresenta
ao direito. Importante denotar se o direito transforma-se na mesma velocidade que a técnica,
ciência e as tecnologias, e entender como o direito pode agir para resguardar os direitos do
cidadão posto à sociedade massificada. A sociedade complexa em que se vive exige que o
direito esteja preparado para absorver as novas manifestações da ciência na sociedade, no
sentido de oferecer segurança à integridade psicofísica e pugnar pela Democracia. O
fenômeno das tecnologias junto ao direito necessita de uma análise hermenêutica-
fenomenológica, que permite seja desvelado o fenômeno pela justaposição textual e
contextual.

PALAVRAS-CHAVE: Direito; Complexidade; Novas Tecnologias.

RESUMEN

En la contemporaneidad, en razón de la rapidez por la que se crean nuevas tecnologías, es


importante demostrar cómo actúa y cómo puede el derecho actuar frente a las innovaciones,
pues éstas consisten en nuevos desafíos a la ciencia jurídica, puestos por los nuevos
horizontes que el contexto presenta al derecho. Es importante señalar si el derecho se
transforma a la misma velocidad que la técnica, ciencia y las tecnologías, y entender cómo el
derecho puede actuar para resguardar los derechos del ciudadano puesto a la sociedad
masificada. La sociedad compleja en que se vive exige que el derecho esté preparado para
absorber las nuevas manifestaciones de la ciencia en la sociedad, en el sentido de ofrecer
seguridad a la integridad psicofísica y pugnar por la Democracia. El fenómeno de las

1
Mestre e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Direito Mestrado e Doutorado da UNISINOS/RS;
integrante do Grupo de Pesquisa JUSNANO. Advogada. E-mail: vetraq@gmail.com.
2

Copérni
3
tecnologías junto al derecho necesita un análisis hermenéutico-fenomenológico, que permite
desvelar el fenómeno por la yuxtaposición textual y contextual.

PALABRAS CLAVE: Derecho, Complejidad, Nuevas Tecnologías.

SUMÁRIO: 1 Introdução; 2 A Tecnologia e sua Intervenção Visível e Invisível no Social; 3


A Era da Tecnologia: Novos Desafios ao Direito; 3.1 A Tecnologia e as Previsões dos Riscos;
4 Conclusão; 5 Bibliografia.

1 INTRODUÇÃO

Nos últimos tempos, diversas foram as novas tecnologias criadas que causaram um
grande impacto na vida das pessoas, das mais diversas formas. Porém, os diversos impactos
das tecnologias na sociedade, tornam-se cada vez um maior desafio ao Direito, posto que o
Direito manifesta-se a partir do momento em que conflitos são criados na sociedade. As
tecnologias e seus desdobramentos manifestam-se de diversas formas, frutos da complexidade
social e da rapidez do avanço de tecnologias que estão a frente da capacidade de apreensão
dos fenômentos por parte do Direito.
Correlaciona-se a presente reflexão com a necessidade de o direito realizar uma
releitura de suas bases científicas, pois é nítido que o direito posto à normativa clássica não é
capaz de absorver esses novos fenômenos que se expressam pela criação tecnológica.
Uma vez que as tecnologias são indispensáveis ao homem moderno, cumpre ao direito
pensar na técnica, ciência e tecnologia não como uma forma de crítica, como feito por muitos
autores; mas sim como novos horizontes hermenêutico-fenomenológicos ao Direito.

2 A TECNOLOGIA E SUA INTERVENÇÃO VISÍVEL E INVISÍVEL NO


SOCIAL

A sociedade é construída sobre mitos e crenças, para além da compreensão e


interpretação racional. Nesse sentido, ao realizar questionamentos sobre a ordem posta, estas
não são elevadas ao patamar necessário, pois confrontam o sistema que regre a sociedade, o
qual está estabilizado sobre certas ideias que não devem ser objeto de questionamento.
A essência do homem está em contínua transformação, porém, tende a uma ordem
social com o fim de se alcançar uma boa convivência. O Direito possui o desafio de
concretizar essa convivência em meio às confluências de uma pluralidade complexa, de modo
que os conflitos que surgem devem ser vistos a partir de uma base que aceita e resolve o
conflito, de forma construtiva.
Nesse panorama, a tecnologia, na sociedade atual, é a nossa crença e constrói o que
entendemos por racionalidade. Todos os desenvolvimentos técnicos foram seguidos de
discussões filosóficas, marcados principalmente entre o debate dos realistas e antirrealistas. O

tecnologia partem do mesmo tipo de pensamento racional baseado na observação empírica e


no conhecimento da causalidade natural, porém a tecnologia não está preocupada com a
verdade, mas sim com a utilidade. Onde a ciência busca o saber, a tecnologia busca o
4

A história da técnica demonstra as relações que existem entre os ramos da ciência e da


indústria, bem como o seu impacto junto ao Estado. A filosofia da técnica analisa os conceitos
mesmos de ciência, técnica, inovação produção e sociedade, traçando um conceito sobre o
bem e o mal, porém, as técnicas científicas diferenciam-se das técnicas tradicionais por serem
nascidas depois da Revolução Científica do século 18 e se fundarem sobre a ciência.
Nos primórdios da humanidade, como na antiga Grécia, não se utilizava conceitos
científic
de física, e por isso não era um ótico, mas sim um artesão; o ourives não usava balança e nem
5
.
No contexto contemporâneo, o objetivo da tecnologia não é o da techné, pois ela
aparece agora como um instrumento isento de valores, na medida em que não responde a
propósitos inerentes, mas somente serve como meio e meta subjetiva provenientes de nossas
escolhas. Ao renunciar aos conceitos precisos de tempo que era cíclico -, espaço,
movimento e calor significou por muito aos Gregos afastarem-se da tecnologia.
Somos herdeiros de uma cultura industrial que se desenvolveu com as ciências
modernas no século dezessete, com o iluminismo do século dezoito, com o mecanicismo do
século dezenove, com a administração científica do século vinte: uma cultura positivista
baseada na racionalidade, na mensuração, naquilo que os gregos chamam de thésis. Na

4
FEENBERG, Andrew. O que é Filosofia da Tecnologia? Disponível em:
https://www.sfu.ca/~andrewf/Feenberg_OQueEFilosofiaDaTecnologia.pdf Acessado em:21.04/2017
5
MASI, Domenico de. Alfabeto da Sociedade Desorientada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017.P.230.
atualidade, na medida em que as máquinas absorvem grande parte das atividades desse
universo de precisão, os homens estão livres para o que os gregos outrora chamavam de métis,
onde vige uma razão sensível.6 Assim, quando não existiam tecnologias, utilizava-se tão
somente o trabalho servil do homem, que era demasiado barato e vasto. A tecnologia trouxe
consigo a possibilidade de o homem se aproximar do homo ludens; ou seja, a tecnologia pode
fazer com que a sociedade caminhe para uma superação do sistema servil até então
experimentado, permitindo-se que ele se dedique mais a atividades lúdicas do que fabris.
Segundo Mario Bunge7o que ocorre no século dezenove é que o fluxo principal tem
sido da ciência à técnica e desta, por sua vez, à indústria e ao Estado, os quais atuam sobre o
público. Os refluxos existem, mas são débeis quando contrapostos em face dos fluxos. Não
poderia ser diferente, porque atualmente, antes do desenvolvimento técnico, é necessário que
haja conhecimentos científicos.
Segundo Galimberti, o humano é originariamente dedicado à técnica para compensar a
insuficiência dos próprios órgãos, em uma busca para ampliar as capacidades que possui e
objetivando facilitar a construção do mundo do qual a sua existência depende.8 Porém, nos
últimos tempos, o homem aumentou de força expressiva seu poder sobre a natureza e se faz
necessário o desenvolvimento de um sentimento de responsabilidade de acordo com este

natureza em geral com uma atitude mais respeitosa e menos invasiva. Digamos que,
considerando- -se ou não que a vida é sagrada (isto dependerá das ideias religiosas de cada
um), no que todos podemos concordar é que a natureza não pode ficar reduzida a um mero
9
objeto à nossa dispo .
A disponibilidade de instrumentos marcados pela precisão permitiu que os cientistas
alcançassem maiores graus de perfeição, a transformar a técnica em tecnologia. O conjunto
desses instrumentos, unidos com a ciência, permitiu que acelerações sociais ocorressem,
revolucionado todas as interrelações da sociedade. 10
A capacidade inventiva e a criatividade humana têm permitido muitos avanços
tecnológicos para melhorar a qualidade de vida dos humanos, como a evolução nas terapias
genéticas, em tecnologia de informação, em novas drogas e meios de administração. É
6
MASI, Domenico de. Alfabeto da Sociedade Desorientada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017.P.263.
7
BUNGE, Mario. Filosofía de la Tecnología y otros ensayos. Peru: Fondo Editorial de la UIGV, 2012. P.22.
8
GALIMBERTI, Umberto. Psiche e techne: o homem na idade da técnica.São Paulo: Paulus, 2006.p.174.
9
DIÉGUEZ-LUCENA, Antonio. Biotecnologia e responsabilidade para além do Prometeu moderno. Revista
IHU, ed. 429, São Leopoldo, Out. 2013. Disponível
em:<http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5210&secao=429>.
Acesso em: 10 nov. 2013.
10
MASI, Domenico de. Alfabeto da Sociedade Desorientada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2017.P.263.
imprescindível que seja cobrada a consciência da responsabilidade social do homem, que
então poderá evoluir como ser humano. O respeito pela natureza não é retrógado, pelo
contrário, é forma de progresso. Grande desafio, nesse sentido é equilibrar esses benefícios
com o futuro, ou seja, com a sociedade que pretendemos deixar aos outros.11
Antes da confluência ciência e técnica, era a práxis que precedia as ciências antigas,
mas isso não vale mais la electrotecnia se
inspiró en las investigaciones desinteresadas sobre el electromagnetismo; la electrónica, en
las investigaciones sobre rayos catódicos; la ingeniería nuclear, en la física nuclear; los
ordenadores se diseñan utilizando la física del estado sólido, que se basa sobre la mecánica
cuántica; la química industrial utiliza la química básica, que a su vez usa la física atómica;
la agronomía hace uso de la botánica y de la genética; la farmacología utiliza tanta
bioquímica como fisiología; la biotecnología aplica biología molecular, hija de la genética;
la psicotecnología y la psiquiatría serias se fundan sobre la psicología experimental y la
neurocíencia; y todas las sociotécnicas hacen uso, bueno o malo, de la matemática y de las
ciencias (mejor dicho, semiciencias) sociales. En resumen, en la sociedad moderna casi
12
siempre la ciencia básica precede a la técnica, la que a su vez precede a la producción.
Dado que a sociedade moderna utiliza da técnica como meio para tantas ciências,
Bunge critica Jacques Ellul13 e Heidegger14 ao denominar-
autor, um mundo sem técnica é um mundo bárbaro, pois os artefatos modernos são a base de
sobrevivência do homem energia, transportes, comunicações, escolas ressalta que a
técnica bem utilizada pode resolver problemas os quais a ignorância técnica somente torna
mais difícil de resolver.
Porém, não se deve ignorar a voz da tradição. A tradição, a partir de Hans-Georg
Gadamer está v idade que se tornou
15
. A força da tradição, da experiência com o vivido historicamente deverá ser
valorizado neste momento da história. Significa dizer que existem antecedentes científicos
que produziram resultados catastróficos para o ser humano16 e o meio ambiente.

11
NEUTZLING, Inácio; ANDRADE, Paulo Fernando Carneiro de. Uma sociedade pós-humana
possibilidades e limites das nanotecnologias. São Leopoldo: Unisinos, 2009. P.83.
12
BUNGE, Mario. Filosofía de la Tecnología y otros ensayos. Peru: Fondo Editorial de la UIGV, 2012.P.23-
24.
13
ELLUL, Jacques. La edad de la técnica.Barcelona: Ediciones Octaedro, 2003.
14
HEIDEGGER, Martin. Filosofía, Ciencia y Técnica. 1997. Santiago de Chile: Editorial Universitario.
15
GADAMER, Hans-Georg. Verdade e método. Rio de Janeiro: Vozes, 1997. v. 1. § 285. P.420-421.
16
GIACOIA JR, Oswaldo. Heidegger Urgente. Introdução a um novo pensar. São Paulo: Três Estrelas,
2013.P.127.
O peso de uma tradição milenar, entendida muitas vezes de maneira estática e como
simples representação de uma ordem implícita na natureza mesma e que, em conseguinte, é
imutável, faz com que a dimensão temporal do direito não seja relevado: vive-se em um
eterno presente, atento ao passado somente quando este dá abrigo ao presente, despreocupado
com o futuro. O cálculo tradicional realizado sobre a regra leva a acentuar a função de
segurança jurídica deste ramo do Direito. A modernidade exige regras calculáveis e isso
Esta cierta inercia del Derecho Civil frente al cambiose conviene
en problema en épocas en que la vida social, políticay económica evoluciona muy
17
rápidamente. Evidentemente, el Derecho Civil hace crisis ante las grandes revoluciones .
Dada essas consequências, é preciso aprimorar o Direito, no sentido de qu
18
iniciando pela perspectiva hermenêutica, rompendo com a pretensão de
se ter sempre a resposta correta, postulado da hermenêutica clássica. Tendo em conta o que a
história da humanidade já presenciou e contou para as futuras gerações se faz necessário
discutir as suas possíveis implicações sociais, econômicas e políticas, em tempo real. Mas, a
experiência passada não parece estar sendo levada em conta e são visíveis as pressões
econômicas e políticas no desenvolvimento no desenvolvimento de nano-produtos que são
determinantes na trajetória tecnológica.
Ao se referir à linguagem, a comunicação é o existenciário que mais sofreu com as
mudanças técnológicas na história. Os novos meios de comunicação permitem uma troca de
informação em velocidade não antes vista, bem como permitem que as informações cheguem
as pessoas de forma efetiva. Esse cenário altera as relações sociais, a política, a religião, a
Desgraciadamente,
sólo una pequeña parte del público aprovecha los programas televisivos de calidad. En la
mayoría de los casos los nuevos medios de comunicación no sirven para llevar la cultura
superior (artística, científica o técnica) a las masas, sino para propagar una pseudocultura
19
producida en escala industrial con propósitos exclusivamente comerciales y políticos
A questão posta em causa é o controle das técnicas por parte do Estado, para garantir
Toda innovación técnica es ambivalente por
ser tan destructiva como creadora. En efecto, hace caer en desuso los artefactos que
reemplaza y margina a quienes no pueden adaptarse a la novedad, al punto de eliminar

17
GRANDA, Fernando de Trazegnies. El Derecho Civil ante la Post-Modernidad. Iuris Dictio. Agosto de 2001.
Vo.2.N.º4.P.69-85.
18
STRECK, Lenio Luiz. Direito. O conceito de direito. In: BARRETO, Vicente de Paulo (coord.). Dicionário
de filosofia do direito. São Leopoldo: Unisinos, 2006. P.145.
19
BUNGE, Mario. Filosofía de la Tecnología y otros ensayos. Peru: Fondo Editorial de la UIGV, 2012.P.129.
profesiones íntegras. Semejante caída en desuso de cosas, procesos y habilidades involucra
un derroche gigantesco y trágico de recursos naturales y humanos. Obviamente, este
20
despilfarro no beneficia a todo el mundo.
Ortega y Gasset (GASSET, 1977.p.39-40) critica a atmosfera de progresso que o
homem cria para justificar as evoluções, as quais, ante uma justificação pela justificação,
podem incidir em uma involução e em retrocesso: essa seria a faceta da técnica. A busca e
causa da genealogia do homem massa (homem satisfeito e ignorante, incivilizado e
desagradecido. Incivilizado, pois não é capaz de reconhecer ou apreciar o que significa a
civilização, e desagradecido por que, dessa ausência de compreensão, deriva a ausência de
qualquer agradecimento) seria a democracia liberal, a experimentação científica e a técnica. A
técnica somente justifica-se com o renovado interesse pela cultura que forma sua matriz, de
modo que ciência, técnica e tecnologia devem estar aliados à cultura humanista.
el hombre es un animal para el cual solo lo supérfluo es necesario. Al
pronto parecerá a ustedes esto un poco extraño y sin más valor que el de una frase, pero si
repiensan ustedes la cuestión verán como por sí mismos, inevitablemente, llegan a ella. Y esto
es essencial para entender la técnica. La técnica es la producción de lo supérfluo: hoy y en la
época paleolítica. Es cieramente, el médio para satisfacer las necesidades humanas; ahora
podemos aceptar esta fórmula que ayer rechazábamos, porque ahora sahemos que las
necesidades humanas son objetivamente supérfluas y que solo se convierten en necesidades
para quien necessita el bienestar y para quien vivir es, essencialmente, vivir bien. [...]
21
Hombre, técnica i bienestar son, en última instancia, sinónimos. .
A matéria social consiste em uma grande massa complexa, trespassada por todas as
direções por correntes de diferente intensidade e porte. Os processos para que a existência
individual seja possível perpassa pela religião, outra, a moral, e uma terceira, o direito. O
instrumento para reconhecer no que consiste o própria fenômeno jurídico, por sua vez, é a
ciência.22 O instrumento de pesquisa do direito são as técnicas. Ou seja, no direito, na vida, as
técnicas são os modos pelo qual o homem se utiliza para realizar a ciência, ciência que dará
vida às tecnologias.
A quiénes beneficia la innovación técnica? Obviamente, a
quienes puedan pagarla y a quienes puedan adaptarse a ella. En el mundo actual estas
condiciones excluyen a la gran mayoría de la población.[...] En suma, la innovación técnica

20
BUNGE, Mario. Filosofía de la Tecnología y otros ensayos. Peru: Fondo Editorial de la UIGV, 2012.P.32.
21
GASSET, José Órtega y,.Meditación de la técnica. Madrid: Revista de Occidente, 1977.P.39-40.
22
MIRANDA, Pontes de. Sistema de Ciência Positiva do Direito. Tomo III. Introdução à Ciência do Direito. 2ª
Ed.. Rio de Janeiro: Editor Borsoi, 1972. P.249.
puede conducir al aumento de las desigualdades entre individuos, organizaciones y naciones,
23
poniendo así en jaque a la democracia

2.1 A ERA DA TECNOLOGIA: NOVOS DESAFIOS AO DIREITO

Nossa época é a de ascensão da ciência, de modo que a ciência predomina sobre a


técnica através da tecnologia.
E qual seria a finalidade da técnica e da tecnologia? A técnica na concepção atual
posta pelo homem, não tem fins, como na concepção dos Gregos. Ela se encontra, na
atualidade, condicionada pelos diversos fatores humanos que movimentam a sociedade, que
por muito podem parecer obscurecidos pelos símbolos não desvelados pelo olhar. Cabe ao
direito conscientizar as pessoas quanto à nocividade, bem como criar artimanhas para que a
tecnologia não controle o mundo social. À técnica não pode ser permitido alienar os homens,
e o Direito deve atuar nesse sentido.
Sobretudo, as condições sociais e econômicas que marcam as pautas da pesquisa e
inovação exercem certa coerção para aumentar e manter um certo nível de produtividade.
re
possibilidades de fazer dinheiro com rapidez. Trata-se de uma lógica que dificilmente é
24
compa
Em razão da apropriação da natureza pelo homem, conforme discorrido acima, passa-
se a vislumbrar uma relação de responsabilidade, fundada em uma nova proposição ética que
contempla não somente os humanos, mas também a natureza. A responsabilidade por todas as
formas de vida nada mais é do que a preservação da condição de existência da humanidade,
direcionando o interesse dos homens para com o interesse de todos os seres vivos da natureza,
já que todos usufruem do mesmo planeta. No entanto, como são os homens que têm o poder
de transformação e a consciência, sua obrigação e responsabilidade torna-se ainda maior.
Preservar a natureza significa preservar os seres humanos.25

23
BUNGE, Mario. Filosofía de la Tecnología y otros ensayos. Peru: Fondo Editorial de la UIGV, 2012.P.32-
33.
24
BLASCO, Jordi Maiso. Biologia sintética e a vida à la carte. Revista IHU, n. 429, São Leopoldo, Out. 2013.
p. 15-19. Disponível
em:<http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5211&secao=429>.
Acesso em: 10 nov. 2013.
25
BARRETO, Vicente de Paulo. Bioética, liberdade e a heurística do medo. In: STRECK, Lenio Luiz;
MORAIS, José Luís Bolsan de (Orgs.). Constituição, sistemas sociais e hermenêutica, Anuário do Programa
Com a evolução dos eletrônicos, as práticas sociais, inclusive, passam a ser
controladas, servindo como base, inclusive, para a manipulação dos dados humanos (data
base). Tecnologias como a manipulação genética das sementes e até mesmo a manipulação do
próprio gene humano. Com a revelação completa do DNA humano, muito se tem conquistado
no que tange à saúde e às fontes vitais para os seres humanas.
Em meio a todos esses acontecimentos, que indubitavelmente impactam as mais
diversas áreas, está especialmente o Direito, pois são geradas transformações das mais
diversas formas, seja no que diz respeito aos direitos, ou mesmo aos deveres, mas acima de
tudo, essas mudanças despertam questões de incerteza para o futuro jurídico. A tecnologia
pode conferir poderes econômicos ou políticos, tanto mais quanto mais avançada for. O poder
pode ser exercido ao bem ao mal, como bem discorre Foucault. A potência da combinação da
técnica com o poder político é um grande desafio ao Direito.
Neste sentido, Maria Celina Bodin de Moraes destaca que estas novas questões
-problema cujos limites não poderão
ser decididos internamente, estabelecidos pelos próprios biólogos, físicos ou médicos, mas
26
deverão ser resultantes de escolhas ético-político- .
Uma vez que o direito é o guardião da Constituição, cabe resguardar o ser frente às
novas interferências da ciência na vida cotidiana, assegurando sempre pelo respeito as
garantias fundamentais e aos direitos humanos. Cabe ao Direito, portanto, assegurar o respeito
tanto ao ser quanto ao ambiente que o envolve.

3 AS TECNOLOGIAS E A PREVISÃO DOS RISCOS

Em meio a tantas inovações tecnológicas, cresce a dificuldade de detectar eventuais


perigos e riscos que as tecnologias ocasionam à sociedade. Não há que se duvidar que os
impactos negativos podem ser diversos, e muitas vezes irreversíveis. Sabe-se que há muitas e
muitas décadas os governantes em escala mundial se unem para buscar soluções para esses
impactos advindos do desenvolvimento das tecnologias, pois o crescimento da população tem
ocorrido de forma muito veloz. O crescimento veloz, por sua vez, cria um imensa demanda.

de Pós Graduação em Direito da Unisinos: mestrado e doutorado. Porto Alegre: Livraria do Advogado,
2009.p.233-248.
26
MORAES, Maria Celina Bodin de. Danos à pessoa humana: uma leitura Civil-Constitucional dos danos
morais. Rio de janeiro/São Paulo: Renovar, 2003. TEIXEIRA, João de Fernandes. A liberdade é azul. Filosofia,
ciência e vida, a. V, n. 59, Jul. 2011. p. 15. Disponível em:
<http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/edicoes/59/artigo219072-2.asp>. Acesso em: 10 out. 2013.P.61.
Não obstante, o desenvolvimento contínuo e desregulado da tecnologia, fez com que
ingressássemos no que a sociologia denomina de sociedade de risco, isto é, que se põe ela
própria em perigo. Isso porque a aceitação das invenções tecnológicas dá-se de forma passiva
e é nesse sentido que cabe discutir a disseminação das diversas tecnologias e seus impactos.
Por detrás da tecnologia, há, com certeza, uma responsabilidade ética, alcançada pelo Direito,
trazida pela racionalidade ética junto à roupagem da pós e hiper-modernidade.
Imerso em um contexto de incertezas e considerando as evidências científicas que
apontam para a existência de riscos, o direito deve-se valer de um princípio da precaução que
conduza todos os atores envolvidos - pesquisadores, fabricantes, vendedores e consumidores -
ao monitoramento dos riscos e à produção constante de informações.
O risco e o perigo gerados por inovações tecnológicas consistem em uma emergência de
futuros eventos danosos oriundos de ações humanas ou fenômenos naturais. O Direito, nesse
sentido, deve atuar quanto aos eventuais riscos no sentido de impor limites ao intuito de
proteger dos malefícios aqueles excluídos da decisão.
O aumento das angústias tem correlação direta com os conhecimentos e certezas que a
ciência moderna traz. O tipo de conhecimento e de certeza que a ciência moderna nos traz,
por meio da experimentação e do controle tem aumentado as necessidades de segurança do
ser humano. 27
Novas tecnologias sempre mantiveram uma proximidade quase irracional com o risco.
A busca pela novidade, ao longo da história, fez muitos cientistas, de modo inadequado,
verem as novas invenções entusiasticamente, colocando como que um véu sobre o risco em
potencial. E, a sociedade, em função da desconfiança, pode apresentar-se com aversão à
novidade, no entanto, não raras vezes, compartilha do entusiasmo cientifico, ou em função das
promessas da novidade, ou por inadequado entendimento e reflexão crítica sobre os riscos.28
Hans Jonas procura sistematizar uma teoria que ele denomina Princípio da
Responsabilidade, princípio ético que visa a salvaguardar o futuro da humanidade. Essa
responsabilidade relaciona-se a tudo que existe, nela estando incluídos, portanto, todos os
seres da natureza, o planeta e mesmo o universo. A responsabilidade por todas as formas de
vida diz respeito à preservação da condição de existência da humanidade, direcionando o
interesse dos homens para com o interesse de todos os seres vivos da natureza, uma vez que
todos os seres usufruem do mesmo planeta. Precisa-se, portanto, preservar a natureza para

27
GADAMER, Hans Georg. El estado oculto de la salud. Barcelona: 2001, Gedisa. P.172.
28
SANTOS JÚNIOR, Jorge Luiz dos. Ciência do Futuro e futuro da ciência: redes políticas de nanociência e
nanotecnologia no Brasil. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2013. P.45.
preservar os seres humanos.(JONAS, 2006. p. 47) Propõe uma abordagem ética da ciência,
principalmente em função dos riscos traduzidos pelas novas tecnologias, e, desta forma, ao
fazer ciência, a responsabilidade do cientista e os parâmetros éticos precisam ser considerado.
Por fim, cabe lembrar a citação de Jose Esteve Pardo: Se optar-se por absolver os
riscos técnicos que não são cognoscíveis pela ciência do conhecimento, estar-se-á dando
cobertura para que a técnica experimente com as pessoas e o meio ambiente. Então, se saberá
que havia um risco apenas quando o dano ocorrer. A questão em aberto é saber se deve-se
continuar a assumir riscos, não só do progresso, mas do papel de objetos de experimentação
de tecnologias que já operam no reduto mais íntimo e essencial da pessoa ou tecnologias
desenvolvidas em um ambiente perturbador de desconhecimento cujo imenso potencial
devastador se percebe- como se fosse uma experimentação em laboratório - por danos a
pessoas ou o ambiente que se prolongam, não se sabe até quando, de geração em geração.29
O Direito não deveria mais apenas agir após o fato, como elemento corretivo, mas
deve ser sim, um elemento integrativo da gestão dos riscos, atuando preventivamente. A
relação do Direito com os riscos provenientes das evoluções tecnológicas que se iniciou como
sendo apenas um instrumento de reparação de danos30 já ocorridos já não pode mais ser
assim, sob pena de que, mais uma vez, o Direito fique à margem das outras ciências no
tocante à nova realidade.
Por isso que se queremos melhorar as condições de vida, ampliar a democracia e
assegurar a saúde, segurança e sobrevivência do humano, é necessário redesenham e
reformar a sociedade de modo que a inovação tecnológica seja controlada de maneira
inteligente por todos os interessados. Nada mais é do que a atuação Democrática em mais um
grupo que atua diretamente na sociedade.31
O Direito é social e em um sentido mais profundo e apresenta-se pela linguagem, pela
ciência, pela arte, pelas crenças, formas de manifestação do existir. Os eventos mundanos
têm, portanto, assédio em muitas ciências, e por isso mesmo que os fenômenos econômicos,
morais, políticos e jurídicos se interpolam, conglobando-se e variavelmente fluem, é que
podemos atribuir ao aferro ao amor da independência causal, vulgares nas dissertações
eruditas de antanho, o muito que tocou ao direito na metafísica desordenada de outros tempos.

29
PARDO, José Esteve. Ténica, riesgo y derecho: tratamiento del riesgo tecnológico em el derecho ambiental.
Barcelona: Ariel, 2008.P.215.
30
CARVALHO, Delton Winter de. Regulação Constitucional e Risco AmbientalConstitucional. Revista
Brasileira de Direito Constitucional, n. 12, Jul./Dez. 2008.
31
BUNGE, Mario. Filosofía de la Tecnología y otros ensayos. Peru: Fondo Editorial de la UIGV, 2012.P.47.
32
Toda essa realidade forma termos intencionais da consciência refletida para com a
descoberta do ser, caindo-se em conta de que há uma estranha e sutil claridade de objetos que
nossa consciência encontra fora de si.33 Quando da análise dos fenômenos, como a tecnologia,
é necessário levar em consideração o contexto que esta influência, para que o Direito consiga
desvelar o fenômeno não somente pela rígida ciência jurídica, mas por um olhar mais amplo.
A fenomenologia mostra-se precípua para que seja constituído o mundo que se vive;
ou seja, superada a simples análise da forma, da fisiologia do outro assim como superar a
simples análise psicológica realizada em um primeiro momento; quadro responsável por parte
das situações que dão cor e vida aos fenômenos conflitológicos de interesse. A hermenêutica,
por sua vez, é a interpretação do fenômeno, e a Constituição detém a carga de existência
necessária para resgatar o existir do fenômeno. Assim, não deve ser o objetivo do Direito o
de estabelecer novas ordem partindo daquela situação de equilíbrio, como forma de instituir
ciedade e trabalhar nisso sem
almejar modifica-las e quebrar essa complexidade que, no fim, é o balanço natural do
desequilibro humano plural. Há espaço, assim, para a criação de novos habitus, como uma
nova forma de se considerar as tecnologias e os novos horizontes que traz ao direito.

4 CONCLUSÃO

A sociedade está em constante mudança, de maneira que o grande desafio ao Direito é


conseguir absorver os fenômenos que impactam no social e que, por vezes, não estão
regulados. Diante dessa realidade, o Direito deve-se valer de uma nova visão que seja capaz
de cruzar diferentes ciências (biológicas, econômicas, jurídicas, humanas) para que desvele os
fenômenos plenamente, sem que a velha normativa impeça de decantar as novas expressões
das tecnologias.
A tecnologia pode ser tanto valiosa quanto ser nociva, por isso é preciso submete-la a
controles morais e sociais. Ensina Engelmann, que mais do que em nenhum outro momento
da história, é necessária a prática da virtude e da phrónesis para perpassar as questões e as
respostas que estarão sendo levantadas de hoje para o futuro, sem descuidar de valorizar a
aprendizagem oriunda do horizonte histórico da tradição humana já vivenciada no passado.

32
COSSIO, Carlos. Teoría de la Verdad Jurídica. Buenos Aires: Editorial Losada S.A., 1954. p.80-81.
33
SICHES, Luis Recasens. Los Temas de la Filosofía del Derecho: en perspectiva histórica y visión de Futuro.
Barcelona: Bosch, 1934. P.45-46.
Nesse sentido, a função do processo democrático é permitir que se descubra preceitos
que sirvam à prosperidade e à paz entre os homens, que se preparem as inteligências e os
sentimentos para que recepcionem rapidamente as conquistas nesse caso, conquistas
tecnológicas. Assim, percebe-se que o papel do Direito precisa ser revisado, especialmente
porque os novos riscos não se adéquam às exigências de segurança e previsibilidade que o
Direito tanto idolatra. No lugar delas, entram a capacidade do jurídico em responder
adequadamente e em tempo razoável às demandas e direitos/deveres projetados na sociedade
Direito e Democracia consistem nessa obra de ligar entre si, livremente, os homens.
Não se trata, assim, de religar pela religião, ou por convicções em comum, ou ligar por fora
rmanente transição, porém transição que
constitui amontoamento de ciência, de técnica, de economia de esforços, de multiplicação da
34
produtividade, de tudo que a inteligência faz dominado as

Essa história mostra que, se é verdade que o Direito é uma técnica entre outras, não
é uma técnica como as outras. Ele permitiu tornar humanamente vivível o maquinis
mo industrial e usar técnicas novas sem ser destruído por elas. Interposto entre o
Homem e a máquina, ele serviu para proteger o Homem das fantasias de onipotência
gera das pela potência das máquinas. Ferramenta interposta entre o Homem e suas
representações, trate-se das representações mentais (a fala) ou materiais (as
ferramentas), o Direito cumpre assim uma função dogmática - de interposição e de
proibição. Essa função confere -lhe um lugar singular no mundo das técnicas: a de
uma técnica de humanização da técnica.35

Isto posto, o fenômeno da tecnologia possui várias vertentes a ser levada em


consideração, principalmente sua relação com os direitos humanos e fundamentais do ser, do
meio ambiente, posto que é da constituição humana as formas diferenciadas pela qual
difundem os conflitos que emergem as novas necessidades.

5 BIBLIOGRAFIA

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Lenio Luiz; MORAIS, José Luís Bolsan de (Orgs.). Constituição, sistemas sociais e

34
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35
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