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Diretoria:

MECATRÔNICA – LIVRO I
Presidente: Ivã de Almeida
Vice-presidente: Sandra Nagel
Diretor executivo: Cláudio Melo

Coordenação: Cristina Mendes

Comissão de Elaboração

Luiz Tadeu Santana


Jorge Ivan Ventin
Maria José Machado
Gerson Sales
Sônia Reis
Daniela Fernandes
Yve West
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ROBÓTICA BÁSICA
ROB 553

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HISTÓRIA DA ROBÓTICA

O conceito de robô data dos inícios da


história, quando os mitos faziam referência
a mecanismos que ganhavam vida.

Começando na civilização grega, os


primeiros modelos de robô que
encontramos eram figuras com aparência
humana e/ou animal, que usavam sistemas
de pesos e bombas pneumáticas.

As civilizações daquele tempo não tinham


nenhuma necessidade prática ou
econômica, nem nenhum sistema
complexo de produtividade que exigisse a
existência deste tipo de aparelhos.

Cientistas árabes acrescentaram um importante e novo conceito à idéia


tradicional de robôs, concentrando as suas pesquisas no objetivo de atribuir
funções aos robôs que fossem ao encontro das necessidades humanas. A
fusão da idéia de robôs e a sua possível utilização prática marcou o início de
uma nova era.

O termo robótica refere-se ao estudo e à utilização de robôs, e foi pela primeira


vez enunciado pelo cientista e escritor Isaac Asimov, em 1942, numa pequena
história intitulada "Runaround". Asimov também publicou uma compilação de
pequenas histórias, em 1950, intitulada "I Robô". Este autor propôs a existência
de três leis aplicáveis à robótica, às quais acrescentou, mais tarde, a lei zero.
As leis propostas são, atualmente, entendidas numa perspectiva puramente
ficcional, pois no tempo em que foram escritas não se imaginava o
desenvolvimento vertiginoso que iria ocorrer nesta área. Os robôs, tal como os
conhecemos hoje, não procuram ser verdadeiras imitações humanas, nem
pretendem ser outras formas de vida.

O desenvolvimento inicial dos robôs baseou-


se no esforço de automatizar as operações
industriais. Este esforço começou no século
XVIII, na indústria têxtil, com o aparecimento
dos primeiros teares mecânicos. Com o
contínuo progresso da revolução industrial, as
fábricas procuraram equipar-se com máquinas
capazes de realizar e reproduzir,
automaticamente, determinadas tarefas. No
entanto, a criação de verdadeiros robôs não

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foi possível até à invenção do computador em 1940, e dos sucessivos


aperfeiçoamentos das partes que o constituem, nomeadamente, em relação à
dimensão.

O primeiro robô industrial foi o Unimates, desenvolvido por George Devol e Joe
Engleberger, no final da década de 50, início da década de 60. As primeiras
patentes de máquinas transportadoras pertenceram a Devol, máquinas essas
que eram robôs primitivos que removiam objetos de um local para outro.
Engleberger, por sua vez, pela construção do primeiro robô comercial foi
apelidado de "pai da robótica". Outro dos primeiros computadores foi o modelo
experimental chamado Shakey, desenhado para pesquisas em Standford, no
final da década de 60.

Atualmente, robôs como o Shakey continuam a ser utilizados, particularmente


com intuitos de pesquisa, mas, no futuro, estes computadores podem vir a ser
utilizados como veículos de reconversão ambiental

De acordo com a American Heritage Dictionary, a robótica é a ciência ou o


estudo da tecnologia associado com o projeto, fabricação, teoria e aplicação
dos robôs.

A robótica requer conhecimentos de trabalho sobre eletrônica, mecânica e


software. Dependendo do tamanho do projeto conhecimentos sobre

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cinemática, pneumática, hidráulica e microcontroladores / CLPs podem ser


necessários. O processo padrão de criação de robôs começa pela exploração
dos sensores, algoritmos e atuadores que irão ser requeridos para o trabalho
desejado. Algumas idéias como o tamanho mais efetivo para o robô e sua fonte
de alimentação primária também são decididas.

Após a plataforma móvel básica estar completa, os sensores e as outras


entradas e saídas do robô são conectadas a um dispositivo que tomará as
decisões, sendo mais comum o uso de um microcontrolador. Este circuito
avalia os sinais de entrada, calcula a resposta apropriada para estes, e envia

os sinais aos atuadores de modo a causar uma reação.

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• Base móvel

• Possui capacidade de
mobilidade.

• Realiza as suas próprias


decisões utilizando o
feedback que recebe do seu
ambiente.

• Base fixa - capacidade de


mobilidade limitada.

• Manipuladores multi-
aplicação,
multi- funcional e re-
programável.

• Realização de tarefas
repetitivas
normalmente atribuídas a
humanos

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Sistemas de Locomoção

• Locomoção: mecanismo que possibilita o movimento de um


robô móvel ou autônomo.

• Nos robôs terrestres, a locomoção faz-se usando:

– Rodas
– Patas
– Lagartas
– Rodas + Patas

• Questões típicas associadas à locomoção com rodas:

– Quantas rodas terá o robô?


– Que tipo de rodas?
– Onde se colocam as rodas?

USOS CONTEMPORÂNEOS DOS ROBÔS

Robôs industriais KUKA para a montagem da carcaça de veículos

Os robôs são utilizados para realizar trabalhos que são muitos pesados, sujos ou
perigosos para os seres humanos. Os robôs industriais nas linhas de produção
são a forma mais comum de robôs, porém isto vem mudando recentemente pela
entrada de robôs faxineiros e cortadores de grama. Outras aplicações incluem a
limpeza de lixo tóxico, exploração subaquática e espacial, cirurgias, mineração,
busca e regaste e a busca de minas terrestres. Os robôs também estão surgindo
nas áreas de cuidados de saúde e entretenimento.

Os manipuladores industriais possuem capacidades de movimento similares ao


braço humano e são os mais comumente utilizados na indústria. As aplicações
incluem soldagem, pintura e carregamento de máquinas. A indústria automotiva é
um dos campos que mais se utiliza desta tecnologia, aonde os robôs são
programados para substituir a mão-de-obra humana em trabalhos repetitivos ou
perigosos. A adoção generalizada deste tipo de tecnologia, entretanto, foi atrasada
devido à avaliabilidade de funcionários baratos e aos altos requerimentos de
capital dos robôs. Outra forma de robôs industriais é o AGVs (Veículos Guiados
Automaticamente). Os AGVs são utilizados em estoques, hospitais, portos de
containers, laboratórios, instalações de servidores, e outras aplicações onde o
risco, confiabilidade e segurança são fatores importantes. De mesma forma, o

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patrulhamento autônomo de e os robôs de segurança estão aparecendo como


parte de alguns prédios automatizados.

No começo do século XXI, os robôs domésticos começaram a surgir na mídia,


com o sucesso do Aibo, da Sony e uma série de fabricantes lançando seus
aspiradores robóticos, tais como a iRobot, Electrolux, e Karcher. Cerca de um
milhão de unidades de aspiradores foram vendidas em todo o mundo até o final de
2004 ([1]). A iRobot planeja produziu um robô de mapeamento similar no tamanho
e forma aos aspiradores robôticos. As corporações japonesas foram bem
sucedidas em seus desenvolvimentos de protótipos de robôs humanóides e
planejam utilizar esta tecnologia não apenas nas linhas de produção, mas também
nos lares japoneses. Existem expectativas no Japão de que os cuidados caseiros
para a população idosa podem ser melhor realizados através da robótica.

Enquanto a tecnologia robótica obteve um certo grau de maturidade, o impacto


social destes robôs é largamente desconhecido. O campo dos robôs sociais está
emergindo e investiga as relações entre os robôs e os humanos. Um ludobot é um
exemplo de um robô social dedicado ao entretenimento e companhia.

Os robôs também são comumente utilizados como uma forma de Arte de Alta
Tecnologia.

DESENVOLVIMENTOS ATUAIS

Quando os roboticistas tentaram imitar os movimentos humanos e de animais em


robôs, eles descobriram que isto era muito difícil de ser realizado, necessitando de
muito mais poder computacional do que estava disponível na época. Então, foi
dada ênfase a outras áreas de pesquisa. Robôs simples utilizando rodas foram
utilizados para conduzir experimentos sobre comportamento, navegação e
planejamento de percursos. Estas técnicas de navegação atualmente se
encontram disponíveis nos sistemas de controle de robôs autônomos. O exemplo
mais sofisticado de um sistema de navegação autônomo disponível inclui um
sistema de LASER e o sistema VSLAM (Localização e Mapeamento Visual

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Simultâneos) da ActivMedia Robotics e da Evolution Robotics.

No momento em que os engenheiros estavam prontos para tentar criar robôs que
caminhassem novamente, ele começaram com pequenos hexapodes e outras
plataformas com muitas patas. Estes robôs imitavam os insetos e antrópodes em
forma e função. Estes tipos de corpos comumente oferecem alta flexibilidade e
adaptividade a muitos ambientes, porém o custo da complexidade mecânica
adicional tem adiado sua adoção pelos consumidores. Com mais de quatro patas,
estes robôs são estaticamente estáveis, o que os torna mais fáceis para se
trabalhar. O objetivo da pesquisa com robôs bípedes é obter uma caminhada
utilizado movimento passivo-dinâmico que imite o movimento humano. Temos
algum progresso recente na locomoção bípede, entretanto um caminhar bípede
robusto ainda não foi atingido.

Os manipuladores robóticos podem ser muito precisos, porém apenas quando


uma tarefa poder ser totalmente descrita

Outro problema técnico que impede uma adoção mais aberta dos robôs é a
complexidade de manusear objetos físicos em um ambiente natural caótico.
Sensores de toque e melhores algoritmos de visão podem resolver este problema.
O UJI Online Robot da Universidade Jaume I da Espanha é um bom exemplo de
um progresso atual neste campo.

Recentemente, grandes progressos


tem sido realizados na área da
robótica médica, com duas
companhias em particular, a
Computer Motion e a Intuitive
Surgical, recebendo uma aprovação
regulatória na América do Norte,
Europa e Ásia para que seus robôs
sejam utilizados em procedimentos
cirúrgicos médicos invasivos. A
automação em laboratórios é uma
área crescente. Nesta, os robôs são
utilizados para transportar amostras
químicas ou biológicas entre
instrumentos tais como incubadores,
recipientes e leitores. Outros lugares
aonde a robôtica podera substituir o
trabalho humano é na exploração do

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fundo do mar e exploração espacial. Para estes trabalhos, os corpos do tipo


artropode são geralmente preferidos. Mark W. Tilden, do Los Alamos National
Laboratories, se especializou em robôs baratos com patas dobradas porém sem
juntas, enquanto outros buscam reproduzir o movimento completo dos
carangueijos.

Robôs experimentais com asas e outros modelos explorando a biônica se


encontram no princípio de seu desenvolvimento. Os "nanomotores" e os "smart
wires" podem reduzir drasticamente a quantidade de energia utilizada para realizar
os movimentos, enquanto a estabilização em vôo pode ser melhorada por
giroscópios extremamente pequenos. Um dos motivos mais significativos para
estes trabalhos é o interesse militar em tecnologias de espionagem.

EXPECTATIVAS FUTURAS

Alguns cientistas acreditam que os robôs


serão capazes de se aproximarem a uma
inteligência semelhante à humana na primeira
metade do século 21. Mesmo antes destes
níveis de inteligência teóricos serem obtidos,
especula-se que os robôs podem começar a
substituir os humanos em muitas carreiras com
trabalho intensivos. O pioneiro da cibernética
Norbert Wiener discutiu alguns destes temas
em seu livro The human use of human beings
(1950), no qual ele especulou que a tomada de
tabalhos humanos pelos robôs pode levar a
um aumento no desemprego e problemas
sociais a curto prazo, porém que a médio
prazo isto pode trazer uma riqueza material às
pessoas na maioria das nações.

Alguns acreditam que estes robôs


coletivamente podem formar um "proletariado
robô", ou classe operária, que permitiria que os humanos ser preocupassem
principalmente com o controle dos meios de produção (tais como os equipamentos
de fazendas e indústrias), assim aproveitando os frutos dos trabalhos dos robôs.
Tal mudança na produção, distribuição e consumo de mercadorias e serviços iria
representar uma mudança radical do sistema socio-econômico atual, e para evitar
a pobreza nomalmente causada pelo desemprego e para poder aproveitar os
frutos do trabalho robôtico, acredita-se que o proletariado humano teria que
derrubar a classe dominante, estando de acordo com as previsões de Marx.

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A robótica provavelmente continuará sua expansão em escritórios e residências,


substituindo aparelhos "não inteligentes" por seus
equivalentes robóticos. Robôs domésticos capazes
de realizar muitos trabalhos caseiros, descritos nas
histórias de ficção científica e mostrados ao público
nos anos 60, continuarão a ser aperfeiçoados.

Aparentemente existe um certo grau de


convergência entre humanos e robôs. Alguns seres
humanos já são ciborgues, com alguma parte do
corpo ou mesmo partes do sistema nervoso
substituidos por equivalentes artificiais, tais como o
marcapasso. Em muitos casos a mesma tecnologia
pode ser utilizada tanto na robótica quanto na
medicina. Mesmo não sendo robótica restrita,
existem alguns estudos nesta área pelo professor
Kevin Warwick

CLASSES DE ROBÔS

• Robôs
analógicos
(utilizam circuitos
analógicos para
comandar suas
açõs: os circuitos
analógicos são
utilizados
extensivamente
na Robótica
BEAM)

Robótica BEAM (sigla


para Biology(Biologia),

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Electronics(Eletrônica), Aesthetics(Estética), e Mechanics(Mecânica)) é um estilo


de robótica que usa circuitos analógicos simples ao invés de microprocessadores.
A maioria dos robôs BEAM são simples em seu projeto comparados aos robôs
móveis tradicionais.

Existe um grande número de robôs BEAM desenvolvidos para usar a energia de


pequenos painéis solares ligados a circuitos que armazenam essa energia,
criando robôs autônomos capazes de operar sem baterias e em diferentes tipos de
iluminação.

• ROBÔS AUTÔNOMOS

Robôs autônomos são robôs que podem realizar os objetivos desejados em


ambientes desestruturados sem a ajuda humana continua. Muitos tipos de robôs
são autônomos em certos níveis. Diferentes tipos de robôs podem ser autônomos
de diferentes formas. Um auto nível de
autonomia é particulamente desejado
em campos como a exploração
espacial, onde a comunicação possui
atrasos e as interrupções são
inevitáveis.

Algum robôs de fábrica modernos são


"autônomos" com as limitações de seu
ambiente normal. Talvez não existam
todos os níveis de liberdade no
ambiente ao seu redor, mas o ambiente
de trabalho de uma fábrica é complexo
e pode ser imprevisível e até mesmo
caótico. A orientação e posição exata
do próximo objeto a trabalhar e (em algumas fábricas avançadas) até mesmo o
tipo do objeto e o trabalho requerido devem ser determinados. Isto pode variar
imprevisivelmente (ao menos no ponto de vista de um robô). Desde o começo, os
robôs de fábricas não foram sujeitos à continua ajuda humana ou às vezes,
nenhuma ajuda.

Uma área importante da pesquisa em robótica é permitir ao robô cooperar com o


seu ambiente independente se este ambiente é terra, água, cavernas ou no
espaço.

Um robô totalmente autônomo no mundo real tem a habilidade de:

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• Receber informações do seu ambiente.


• Trabalhar por meses ou anos sem nenhuma interferência humana.
• Se deslocar do ponto A ao ponto B, sem assitência de navegação humana.
• Evitar situações que são perigosas para as pessoas.
• Reparar-se sem ajuda externa.

Um robô também pode ser capaz de aprender autonomamente. O aprendizado


autônome inclui a habilidade de:

• Aprender ou ganhar novas capacidades sem assistência externa.


• Ajustar suas estratégias baseados nos arredores.

Grande parte dos robôs autônomes ainda requerem manutêncão regular, assim
como outras máquinas.

• ROBÔS HUMANÓDIES

Versão inicial de Cog, robô desenvolvido no MIT


Lab por Roddney Brooks. Este tipo de robô
deve possuir duas pernas, dois braços, um
corpo e cabaça similares aos dos humanos.
Além disto, estes robôs devem receber,
processar e responder informações como os
seres humanos

SISTEMAS DE
LOCOMOÇÃO
• Locomoção: mecanismo
que possibilita o movimento
de um
robô móvel ou autônomo.

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Nos robôs terrestres, a locomoção faz-se usando:

– Rodas
– Patas
– Lagartas
– Rodas + Patas

• Questões típicas associadas à locomoção com rodas:

– Quantas rodas terá o robô?


– Que tipo de rodas?
– Onde se colocam as rodas?

Robôs Triciclo e Ackerman

• Características:

– 2 rodas motorizadas.
– 1 roda (triciclo) ou duas rodas
(Ackerman) direcionais sem tração.

Robôs Diferenciais

Características:
– 2 rodas motorizadas.
– Roda livre ou apoio.

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Problemas dos Robôs Diferenciais

• Trajetórias possíveis a partir


de um ponto.

• Esta estrutura impede que


sejam feitos movimentos de
translação segundo o eixo que
passa pelos veios dos motores.
– i.e. não consegue mover-se para
o lado.

• Não-holonómico .

Robôs Omnidireccionais

• Características:

– 3 rodas motorizadas.
– Desfasadas de 120º.

Rodas omnidireccionais

Para garantir a característica da omnidirecionalidade é necessário que as


rodas usadas tenham pouco atrito na direção do veio do motor, o que
impediria deslocações segundo esse eixo.

Motores para Robôs Móveis

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• Tipicamente motores DC
–Caixa redutora (↑ binário e ↓ velocidade)
–Tensões de entrada tipicamente de 5 a
12V DC
–Velocidade de rotação a 12V: ≈ 60 RPM

Blocos Básicos de um Robô Móvel

PERCEPÇÃO

• Aquisição e análise de informação do meio envolvente,


funcionando como os sentidos do robô (tacto, visão, etc.).

• Pretende responder às seguintes questões:

– Onde estou?
– Qual o ambiente à minha volta?

• Por outras palavras, a percepção do ambiente, visa a:

– localização do veículo,
– distância do veículo a obstáculos,
– visão para detecção de objetos ou padrões pré-definidos.

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Existem diversos tipos de sensores usualmente utilizados em


robótica.

Proximidade – Sensores Indutivos

• Baseiam-se na variação da indutância devido à presença


de um objeto metálico.

• Sempre que um objeto ferro-magnético entra ou sai do campo do íman, a


alteração resultante nas linhas de fluxo provoca, por indução, um impulso de
corrente cuja amplitude é proporcional à taxa de modificações do fluxo.

Proximidade – Sensores Capacitivos

• Baseiam-se na detecção de alteração na capacitância por parte de uma


superfície próxima do sensor.

• O elemento sensor é constituído por um condutor cilíndrico e por uma bainha


exterior metálica. A capacidade assim formada é alterada pela presença de um
objeto.

• Os sensores capacitivos são sensíveis virtualmente a qualquer material sólido e


líquido, como por exemplo madeira, vidro, e água.

Proximidade – Sensores efeito de Hall

• Baseiam-se no efeito de Hall, que relaciona a tensão entre dois pontos num
material condutor ou semi-condutor com o campo magnético ao longo do material.

• Quando usados isoladamente estes sensores apenas detectam objetos


magnetizados, mas em conjunto com um íman podem detectar objetos ferro-
magnético.

• Baseando-se na lei de Lorenz, quando se aproxima um material ferro magnético


do íman diminui a força do campo magnético, logo reduzindo a força de Lorenz e,
finalmente, a tensão ao longo do semicondutor. Esta quebra de tensão é a chave
para "sentir" a proximidade.

Proximidade – Sensores Ópticos

• Detectam a proximidade de um objeto (obstáculo) pela sua influência na


propagação de um sinal óptico.

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• Normalmente um LED funciona como emissor de luz infravermelha, e um foto-


díodo funciona como receptor.

Proximidade –Sensores Ultra- sons

• O elemento básico é um transdutor eletro-acústico que envia e recebe sinais de


freqüência acima de 20 KHz.

• Calcula a proximidade em função da energia acústica recebida.

• A detecção de objetos é realizada através da prévia configuração dos sensores


para os detectar a uma determinada distância.

• Também conhecidos por sonares

Proximidade – Laser Scanner

• Detectam a distância de um objeto(obstáculo)


pela sua influência na propagação de um sinal
óptico.

• Princípio de funcionamento baseado no

tempo de viagem .

Sensores de Tacto

• Utilizados para obter informação associada ao contacto entre o veículo ou a


"mão” do manipulador e objetos.

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• Informação usada para localização do objeto, bem como para controlo do força a
exercer num objeto.

• Duas categorias principais:

– Sensores de Toque (ou fim de curso)

» Utilizados para indicar que houve contacto entre dois objetos sem
tomar em consideração a amplitude da força desse contacto.

» Basicamente interruptores eletromecânicos que respondem à presença


ou ausência de objetos (acionados pelo objeto a detectar).

– Sensores de Força

» Indicam se existe contacto entre dois objetos e também a


amplitude do valor dessa força.
Sensores de Posição – Bússola

• Indica a direção em ângulos de 45 graus (N, S, E, O, NE,


NO, SE, SO).
• Interface simples com microcontroladores.

• Vantagens:

– Absoluto;
– Digital;
– Interface simples com microcontroladores.

• Desvantagens:

– Apresenta problemas em ambientes


internos;
– Pouco preciso.

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Sensores de Posição –GPS (GlobalPositioning System)

• 24 satélites orbitando a terra (4 satélites localizados em cada um dos seis planos


inclinados 55º em relação ao equador).

• A localização absoluta 3D é determinada através de técnicas simples de


triangulação, baseadas no tempo de propagação dos sinais transmitidos pelos
satélites.

• Os tempos de propagação dos sinais medidos são convertidos em distâncias de


linha de vista entre os receptores e um número de satélites de referência numa
órbita conhecida
.
• Conhecendo a distância
exata do receptor aos três
satélites, é teoricamente
possível calcular a latitude,
longitude e altitude do
receptor.

Sensores de
Velocidade – Encoders

• Usados para converter


(codificar) uma posição

mecânica num sinal .


Tipos:

– Incremental
– absoluto

• Vantagens:

– alta resolução;
– sem contactos mecânicos;
– alta repetibilidade.

• Desvantagens:

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– necessita de sistemas de contagem


(por exemplo, máquinas de estados);
– caro.

Sensores de Posição -Giroscópios

Sensores Inerciais

• Construído usando:

– 3 giroscópios, e
– 3 acelerómetros.

• Vantagens:

– Estimação de posição com abstração do contacto das rodas com o


chão.
– Integração com GPS para aplicações em ambientes externas.

• Desvantagens:

– Tecnologia ainda em fase de maturação.

• Aplicações típicas:

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– Aviões, barcos, mísseis, submarinos.

NAVEGAÇÃO

• Determinar um caminho de uma localização inicial a um


objetivo final, atravessando-o sem colisões.

• Questões importantes:

– Onde estou?
– Para onde vou?

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– Como posso chegar lá?

Localização em Robótica Móvel

• Localização com Medidas Relativas

– Odometria (através da análise do movimento das rodas)

– Navegação Inercial (através da análise do estado do movimento, i.e. velocidades


e acelerações)

• Localização com Medidas Absolutas

– Faróis ativos (através da medida da direção de incidência ou


distância a 3 ou mais faróis, i.e. triangulação)

– Reconhecimento de marcas (as marcas são localizadas em


ambientes conhecidos ou são detectadas no ambiente)

– Comparação com o modelo (a informação dos sensores do robô são


comparados com o modelo do mundo)

• Localização com Medidas Relativas + Medidas Absolutas

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PLANEJAMENTO DO MOVIMENTO

• Avaliar um caminho que não possua colisões, tendo em


consideração as restrições (geométricas, físicas, temporais).

• Três aspectos diferentes no planejamento do movimento:

– Planejamento do caminho.

– Planejamento das manobras a efetuar pelo robô.

– Geração da trajetória.

• Algumas definições:

– Caminho: lugar geométrico de pontos onde o robô tem que passar.


– Trajetória: caminho especificado com uma lei temporal é (velocidade,
aceleração,...).
– Manobras: um robô móvel não é um ponto no espaço!
• Em certas situações são considerados

Metodologias para o Planejamento do Movimento

Roadmap

– A partir do espaço livre do robô (Cfree) é definido um grafo (roadmap).


– Formas para obter o roadmap: Visibility graph, Voronoi diagram,
Freeway, Silhouette.

Cell Decomposition

– O espaço livre do robô (Cfree) é decomposto em regiões (células) simples.


– O caminho entre duas poses (posição+orientação) de uma célula pode ser
facilmente gerada.

Potential Field

– Baseado numa analogia: o robô é tratado como uma partícula atuando


sob a influencia de um campo potencial, onde:

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» A atração ao objetivo é modelado por um campo aditivo.


» Os obstáculos são evitados através de uma força repulsiva que cria um campo
negativo.

O BRAÇO MECÂNICO

O braço do robô executa movimentos no espaço, transferindo objetos e


ferramentas de um ponto para outro, instruído pelo controlador e informado sobre
o ambiente por sensores. Na extremidade do braço existe um atuador usado pelo
robô na execução de suas tarefas. Todo braço de robô é composto de uma série
de vínculos e juntas, onde a junta conecta dois vínculos permitindo o movimento
relativo entre eles, como mostrado na figura 1. Todo robô possui uma base fixa e o
primeiro vínculo está preso a esta base. A mobilidade dos robôs depende do
número de vínculos e articulações que o mesmo possui.

FIGURA 1 - Junta e vínculos em um braço de robô

TIPOS DE JUNTAS.
Os braços de robôs podem ser formados por três tipos de juntas:

• juntas deslizantes;
• juntas de rotação;
• juntas de bola e encaixe.

A maioria dos braços dos robôs são formadas pelas juntas deslizantes e de
revolução, embora alguns incluam o de bola e encaixe. A seguir será descrito
cada um destes tipos de juntas.

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Juntas Deslizantes.
Este tipo de junta permite o movimento linear entre dois vínculos. É composto de
dois vínculos alinhados um dentro do outro, onde um vínculo interno escorrega
pelo externo, dando origem ao movimento linear. Este tipo de junta é mostrada na
figura 2, como segue.

Juntas de Rotação.

Esta conexão permite movimentos de rotação entre dois vínculos. Os dois


vínculos são unidos por uma dobradiça comum, com uma parte podendo se mover
num movimento cadenciado em relação à outra parte, como mostrado na figura 3.
As juntas de rotação são utilizadas em muitas ferramentas e dispositivos, tal como
tesouras, limpadores de pára-brisa e quebra-nozes.

FIGURA 3 - Junta de rotação

Juntas de Bola e Encaixe.


Esta conexão se comporta como uma combinação de três juntas de rotação,
permitindo movimentos de rotação em torno dos três eixos, como mostrado na
figura 4.

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FIGURA 4 - Junta de bola e encaixe


Estas juntas são usadas em um pequeno número de robôs, devido à dificuldade
de ativação. De qualquer maneira, para se ter a performance de uma junta bola e
encaixe, muitos robôs incluem três juntas rotacionais separadas, cujos eixos de
movimentação se cruzam em um ponto, como na figura 5.

GRAUS DE LIBERDADE.

O número de articulações em um braço do robô é também referenciada como grau


de liberdade. Quando o movimento relativo ocorre em um único eixo, a articulação

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têm um grau de liberdade. Quando o movimento é por mais de um eixo, a


articulação têm dois graus de liberdade. A maioria dos robôs têm entre 4 a 6 graus
de liberdade. Já o homem, do ombro té o pulso, têm 7 graus de liberdade.

CLASSIFICAÇÃO DOS ROBÔS PELO TIPO DE


ARTICULAÇÃO.
É usual classificar os robôs de acordo com o tipo de junta, ou mais exatamente,
pelas 3 juntas mais próximas da base do robô. Esta divisão em classes fornece
informações sobre características dos robôs em várias categorias importantes:

1. Espaço de trabalho.
2. Grau de rigidez.
3. Extensão de controle sobre o curso do movimento.
4. Aplicações adequadas ou inadequadas para cada tipo de robô.

Robôs podem ser classificados pelo tipo de juntas em cinco grupos:

- Cartesiano.
- Cilíndrico.
- Esférico.
- Articulação horizontal.
- Articulação vertical.

O código usado para estas classificações consiste em três letras, referindo-se ao tipo de
junta ( R = revolução, P = deslizante - do inglês prismatic ) na ordem em que ocorrem,
começando de junta mais próxima à base.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Robôs Cartesianos.

O braço destes robôs têm três articulações deslizantes sendo codificado como
PPP, como na figura 6.

FIGURA 6 - Robô Cartesiano


Os robôs cartesianos caracterizam pela pequena área de trabalho, mas com um elevado grau
de rigidez mecânica e são capazes de grande exatidão na localização do atuador. Seu
controle é simples devido ao movimento linear dos vínculos e devido ao momento de
inércia da carga ser fixo por toda a área de atuação.

Robôs Cilíndricos.
Os braços destes robôs consistem de uma junta de revolução e duas juntas deslizantes,
sendo codificada como RPP, como segue na figura 7.
FIGURA 7 - Robô Cilíndrico
A área de trabalho destes robôs são maiores que os robôs cartesianos, mas a
rigidez mecânica é ligeiramente inferior.
O controle é um pouco mais complicado
que o modelo cartesiano, devido a
vários momentos de inércia para
diferentes pontos na área de trabalho e
pela rotação da junta da base.

Robôs Esféricos.
Estes robôs possui duas juntas de
revolução e uma deslizante, sendo
codificado como RRP, como na figura 8.
Estes robôs tem uma área de trabalho
maior que os modelos cilíndricos, mas
perde na rigidez mecânica. Seu controle
é ainda mais complicado devido os
movimentos de rotação.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

FIGURA 8 - Robô Esférico

Robôs com Articulação Horizontal.


Caracterizam-se por possuir duas juntas de revolução e uma deslizante, sendo
codificados RRP, como na figura 9.

FIGURA 9 - Robô com Articulação Horizontal


A área de atuação deste tipo de robô é menor que no modelo esférico, sendo
apropriados para operações de montagem, devido ao movimento linear vertical do
terceiro eixo.

Robôs com Articulação Vertical.

Estes robôs caracterizam-se por possuir três juntas de revolução, sendo


codificados por RRR.
Sua área de atuação é maior que qualquer tipo de robô, tendo uma baixa rigidez
mecânica. Seu controle é complicado e difícil, devido as três juntas de revolução e
devido à variações no momento de carga e momento de inércia.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

COMPARAÇÃO DA ÁREA DE TRABALHO DOS ROBÔS.


Nesta seção será feita uma análise matemática elementar para o calculo da
capacidade dos robôs. As comparações são ilustradas na figura 11 e o calculo da
área de trabalho segue-se após a mesma.

Robôs Cartesianos - Alcançam qualquer ponto de um cubo de lado L.

V = L *L *L

Robôs Cilíndricos - alcançam qualquer ponto em um cilindro de altura L e raio 2L,


exceto os pontos do cilindro interno de raio L e altura L.

V = 9,42 * L * L * L

Robôs Esféricos - alcançam qualquer ponto de uma esfera de raio 2L, exceto a
esfera interna de raio L.

V = 29,32 * L * L * L

Robôs de Articulação Horizontal - alcançam qualquer ponto de um cilindro de raio


2L e altura L.

V = 12,56 * L * L * L

Robôs de Articulação Vertical - Alcançam qualquer ponto de uma esfera de raio


2L.

V = 33,51 * L * L * L

Dessa forma, os robôs possuem um progressivo aumento na sua área de atuação,


indo do cartesiano até o de articulação vertical. Então, a razão entre a área
relativa aos casos extremos é:

Vav/Vc = 33,51

Isto significa que a área de trabalho de um robô com articulação vertical com 2
vínculos de tamanho L é 33,51 vezes maior que a área de trabalho do robô
cartesiano com 3 vínculos de tamanho L.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CONVENIÊNCIA PARA TAREFAS PARTICULARES.

A avaliação dos tipos de articulações e seu arranjo, permite ao projetista estimar a


área de atuação do robô, rigidez mecânica e facilidade de controle do braço,
possibilitando qual tarefa será mais apropriada para cada tipo de robô. O
movimento das articulações capacitam o robô a mover seu atuador para qualquer
ponto na sua área de atuação, mas não habilitando o controle da orientação do
atuador no espaço; cuja importância não se restringe somente ao alcance da
peça, mas também em conduzir o atuador a uma certa altitude em relação a peça.
Essa tarefa pode ser realizada adicionando-se articulações para o pulso do braço,
dando um maior grau de liberdade. A partir disso, o robô fica habilitado a realizar
os seguintes movimentos:

• Pitch - movimento para cima e para baixo.


• Roll - movimento de rotação no sentido horário e anti-horário.
• Yaw - movimento para a esquerda e para a direita.

CONSTRUÇÃO DOS VÍNCULOS.


Um importante fator na construção dos vínculos é a carga que o mesmo suporta, o
peso do próprio braço e o grau de rigidez do mesmo. Um braço pesado necessita
de um motor maior, tornando o custo do robô mais elevado. Um braço de baixa
rigidez reduz a precisão do robô devido às vibrações e resposta à tensão. Para
aumentar a rigidez mecânica do braço sem aumentar seu peso, freqüentemente
usa-se uma estrutura oca. A utilização deste tipo de estrutura tem uma melhor
dureza quando comparada com uma construção maciça utilizando a mesma
massa de material. Essa comparação é mostrada na figura 12.

FIGURA 12 - Estruturas para a construção de vínculos

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MECATRÔNICA – LIVRO I

DRIVER'S DE ACIONAMENTO DO BRAÇO DO ROBÔ.


Existem vários tipos de Driver's que são classificados genericamente como:

• pela forma de movimento - Drivers de Rotação e de Deslizamento.


• pela forma de acionamento - Drivers Elétrico, Hidráulico, Pneumático
• pela forma de conexão - Drivers Direto e Indireto

Classificação pela forma movimento: Drivers de rotação e de deslizamento

Driver de rotação - consiste em um motor, que quando conectado à sua fonte de


energia, o eixo do motor responde em um movimento de rotação.

Driver deslizante - consiste em um cilindro hidráulico ou pneumático. O movimento


linear também pode ser produzido por um movimento rotativo usando correias ou
hastes empurradas pelo motor, fazendo uma conversão de movimento rotativo em
linear.

Classificação pela forma acionamento: Drivers elétrico, hidráulico e


pneumático

Driver Elétrico

Este tipo de driver utiliza motores elétricos que podem ser: motor de corrente
contínua, motor de passo e motor de corrente alternada. Muitos robôs novos tem
drivers de motor corrente contínua devido ao alto grau de precisão e simplicidade
de controle do motor elétrico. As vantagens do driver elétrico:

1. Eficiência calculada, controle preciso.


2. Envolve uma estrutura simples e fácil manutenção.
3. Não requer uma fonte de energia cara.
4. Custo relativamente pequeno.

As desvantagens:

1. Não pode manter um momento constante nas mudanças de velocidade de


rotação.
2. Sujeitos a danos para cargas pesadas suficientes para parar o motor.
3. Baixa razão de potência de saída do motor e seu peso, necessitando um
motor grande no braço.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Driver hidráulico

Esta unidade é composta de: motor de movimento rotativo e cilindro para


movimento deslizante. A unidade de acionamento hidráulico provoca movimento
em pistões que comprimem o óleo, como mostra a figura 13.

FIGURA 13 - Unidade de acionamento hidráulico


O controle é feito através de válvulas que regulam a pressão do óleo nas duas
partes do cilindro e que impulsionam o pistão. As vantagens do driver hidráulico:

1. Momento alto e constante sob uma grande faixa de variação de velocidade.


2. Precisão de operação (menor que o elétrico e maior que o pneumático). O
óleo não é compressível e não há variação de seu volume quando se varia
a pressão.
3. Pode manter um alto momento para um longo período de tempo, quando
parado.

As desvantagens são:

1. Requer uma fonte de energia cara.


2. Requer uma manutenção cara e intensa.
3. Requer válvulas de precisão caras.
4. Está sujeito a vazamento de óleo.

Driver pneumático

Esta unidade é similar à hidráulica e é composto de: motores pneumáticos de


movimento rotativo e cilindros pneumáticos de movimento deslizante. Na figura 13
pode-se considerar a mesma para acionamento pneumático, utilizando ar ao invés
de óleo. Possui um alto grau de precisão nas paradas. São utilizados em sistemas

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MECATRÔNICA – LIVRO I

automáticos simples, mas pouco utilizado em robôs devido à alta


compressibilidade, o que reduz a habilidade de realizar controle preciso. É muito
utilizado em movimentos de agarramento, tanto para abrir como para fechar as
garras. As vantagens do driver pneumático:

1. Podem operar em velocidades extremamente altas.


2. Custo relativamente pequeno.
3. Fácil manutenção.
4. Podem manter um momento constante em uma grande faixa de velocidade.
5. Pode manter alto o momento por longos períodos de tempo sem danos,
quando parado.

As desvantagens são:

1. Não possui alta precisão.


2. Esta sujeito a vibrações quando o motor ou cilindro pneumático é parado.

Resumindo, o driver elétrico é melhor em aplicações envolvendo:

• Alta precisão de posição;


• Transferência de carga de tamanho pequeno e médio;
• Pequenas ambientes para sistemas de compressores de óleo e ar;

O driver hidráulico trabalha melhor em situações envolvendo:

• Transferência de cargas pesadas ( de 2.000 pounds ou mais);

• De média para alta precisão na localização e velocidade;

O driver pneumático é preferível em aplicações envolvendo:

• Baixa precisão;
• Necessidade de baixo custo;
• Altas velocidades;
• Transferências de pequenas e médias cargas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Classificação pela forma de conexão: Drivers Direto e Indireto.

No caso do driver direto, o motor é montado diretamente na junta que ele irá
mover. Se o motor é montado longe da junta, próximo da base, o driver é indireto;
neste caso há elementos de transmissão como correntes, correias, diferenciais e
engrenagens. As vantagens do driver indireto sobre o direto:

1. Redução do peso do braço mecânico;


2. Permite mudanças na velocidade de rotação das juntas.

As desvantagens do driver indireto sobre o direto:

1. Falta de precisão da operação da junta devido a liberdade mecânica dos


pontos de conexão entre os dispositivos de transferência;
2. Perdas consideráveis de potência.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Aplicações de Robôs (1)

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Aplicações de Robôs (2)

Aplicações de Robôs (3)

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Aplicações de Robôs (4)

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MECATRÔNICA – LIVRO I

A bancada do hobista/estudante de Mecatrônica

Quantas vezes já não nos perguntamos: “Quais são os


equipamentos que devo adquirir para praticar Mecatrônica?”. Esta
pergunta parece muitas vezes difícil de responder. Os elementos
são muitos, e variados. Pretendemos descrever neste pequeno
artigo os elementos básicos, porém não obrigatórios, que estão
sempre presentes na bancada do hobista. A aquisição deste ou
daquele “elemento” deve ser consciente e de acordo com as
posses, necessidades e uso do leitor.

A BANCADA

Entende-se por bancada o espaço físico


ocupado pelas ferramentas, equipamentos e
componentes durante a realização de um
projeto. Muitos hobistas dispõe de espaço
em suas casas para a preparação de uma
bancada, porém outros não o têm. Neste
caso, uma simples escrivaninha no quarto pode ser uma boa
solução. Caso esta solução seja inviável, o uso da mesa da
cozinha será inevitável. Para estes, a sugestão é proteger bem a
mesa com borracha, facilmente obtida em casas especializadas em
forrações. Evita-se assim atritos com a “dona da casa”.
Procure iluminar bem sua
bancada. Para isso pode-se
melhorar a iluminação
ambiente ou pensar em uma
boa luminária extra. A figura
abaixo mostra uma bancada
típica de um hobista.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

FERRAMENTAS BÁSICAS

As ferramentas básicas são comuns e a grande maioria já está presente


em nossas casas, veja a figura abaixo. São elas:

- Chaves de fenda
- Chaves “Philips”
- Chaves de relojoeiro
- Chaves de boca
- Alicates de bico
- Alicates de corte
- Limas com variados formatos
- Estiletes para corte
- Ferro de solda
- Etc.

FERRAMENTAS AVANÇADAS
As ferramentas avançadas podem ser:
- Tornos
- Fresas
- Furadeiras
- Serras elétricas
- Etc.

Dentre estas, a ferramenta “avançada” mais utilizada é sem dúvida


alguma a furadeira. Sem ela, alguns trabalhos podem tornar-se um
verdadeiro “martírio”.
As “minifuradeiras” elétricas destinadas aos “hobistas” em geral são uma
boa escolha. Um exemplo pode ser visto na figura abaixo. Elas substituem
muitas outras
ferramentas, pois
permitem uma gama
muito grande de
trabalhos como: -
Furar -
Fresar -
Cortar -
Lixar -
Polir -
Desbastar -
Etc.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Seu custo não é baixo, mas as vantagens são muitas. Mesmo assim
pode-se tratá-la como opcional.

EQUIPAMENTOS

Os equipamentos que devem estar presentes na bancada do hobista são:


- Multímetro – sem ele não se pode medir tensões, correntes,
resistências, condutividade, etc.

- Fonte de alimentação variável com tensões de: 1,5V, 3V, 4,5V, 6V, 9V
e 12V com uma corrente de no mínimo 1 ampère]

- “Pront-o-board” para testes – muito recomendável por ajudar a poupar


componentes, uma vez que permite realizar todo e qualquer teste sem o
uso de solda.

- Microcomputador – este equipamento ajudará em todas as funções


onde o hobista precisar de “processamento” com programação de
componentes: microcontroladores, simuladores, desenho, etc..

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MECATRÔNICA – LIVRO I

COMPONENTES BÁSICOS
Os componentes mais comuns são:
- Resistores
- LEDs
- Diodos
- CIs diversos
- Chaves
- Etc.

COMPONENTES AVANÇADOS

Microcontroladores
Todos sabemos que alguns projetos necessitam de um “cérebro”, e
nesses casos geralmente adota-se um microcontrolador. O mercado tem
muitas opções e variedades. Sua aquisição também deve ser feita de
acordo com a necessidade e o uso.
Os microcontroladores atuais podem ser utilizados em muitos projetos
diferentes, pois podem ser programados quantas vezes forem
necessárias. Isto nos mostra que não há necessidade do hobista possuir
muitos microcontroladores de um mesmo tipo. No geral, o hobista trabalha
um único projeto “por vez

Servos

Os servos de aeromodelos e/ou de posicionamento de antenas


parabólicas possibilitam uma gama muito grande de soluções em muitos
projetos do hobista. Ele precisa de uma “alavanca”? O servo é o
componente
indicado.
No mercado
existem vários tipos
e modelos, de
fabricantes
diferentes.
Tamanhos e torque
(força) também são
diferentes de
modelo para
modelo. A escolha
deve ser feita de
acordo com o
projeto que o hobista irá realizar.
Procure em casas especializadas em modelismo ou venda de antenas

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MECATRÔNICA – LIVRO I

parabólicas. Seu custo não é baixo e aqui se aconselha também o bom


senso na aquisição dos mesmos. Veja a figura abaixo.

Motores
Os motores estão presentes em 90% dos projetos de um hobista em
Mecatrônica. Eles permitem os “movimentos” de suas criações. Os
tamanhos e tipos são muitos. Colecione-os. Nos “sucatões” encontra-se
uma variedade muito grande destes e a preços muito convidativos.

Caixas de redução
s caixas de redução aumentam a “força” dos motores. Muitos brinquedos
antigos e fora de uso podem “fornecer” essas reduções (engrenagens).
No mercado, também é possível encontrar muitas soluções prontas a
preços razoáveis.

Diversos
Os materiais diversos são todos aqueles em que o uso é feito de maneira
não metódica. São eles:
- Caixas plásticas
- Fios

- Rodas
- Peças de Lego (qualquer um serve!)
- Arames
- Madeira
- Parafusos
- Colas
- Fitas adesivas
- Etc.
Os “diversos” são obtidos a partir de sucatas, lojas especializadas,
“doações de amigos”, etc. Na figura abaixo, vemos alguns desses
materiais.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

INFORMAÇÃO
Este “item” deve ser considerado também. A Mecatrônica está em
constante evolução e acompanhar o desenvolvimento desta ciência se faz
necessário. Isto pode ser feito através de livros, revistas, Internet e até
mesmo através de cursos de especialização.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Eletrônica Geral
ELG -401

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MECATRÔNICA – LIVRO I

OSCILOSCÓPIO

Para quem pensa que osciloscópio de raios catódicos é um


instrumento novo, basta dizer que ele foi inventado em 1897 por
Ferdinand Braun, tendo então a finalidade de se analisar as
variações com o tempo de intensidade de tensão. Em 1897 foi o
mesmo ano em que J.J. Thomson mediu a carga do elétron a
partir da sua deflexão por meio de campos magnéticos.

Foi somente com a utilização de tubos de raios catódicos feitos


por Welhnet, em 1905, é que foi possível a industrialização deste
tipo de equipamento que até hoje se encontra, com muitos
aperfeiçoamentos.

A finalidade de um osciloscópio é produzir num anteparo uma


imagem que seja uma representação gráfica de um fenômeno dinâmico, como por
exemplo: Pulso de tensão, uma tensão que varie de valor com relação ao tempo, a
descarga de um capacitor, etc. Pode-se também, através de um transdutor
adequado, avaliar qualquer outro fenômeno dinâmico, como exemplo: a oscilação
de um pêndulo, a variação da temperatura ou de luz de um ambiente, as batidas
de um coração. Dependendo da aplicação, os osciloscópios modernos podem
contar com recursos próprios, o que significa que não existe um só tipo no
mercado.

Isso ocorre porque os fenômenos que se deseja visualizar na tela pode ter
duração que vai de alguns minutos até a alguns milionésimos de segundo.

Da mesma forma, os fenômenos podem se repetir numa certa velocidade sempre


da mesma forma, ou então podem ser únicos, ocorrendo por um só instante
apenas uma vez. O osciloscópio básico pode permitir a visualização de
fenômenos que durem desde alguns segundos até outro que ocorram milhões de
vezes por segundo.

A capacidade de um osciloscópio em apresentar em sua tela fenômenos


curtíssimos é dada pela sua resposta de freqüência. Tipo os que são da faixa de
20 a 100 MHz que são os mais comuns e servem para a desenvolvimento de
projetos na maioria das bancadas de indústrias.

Para poder visualizar os fenômenos com precisão os osciloscópios possuem


recursos adicionais e controles que podem variar bastante com o tipo.

Nos mais simples tem-se apenas a possibilidade de sincronizar um fenômeno com


base de tempo interna enquanto que em outros isso pode ser estendidos a bases

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MECATRÔNICA – LIVRO I

externas e em alguns casos até há circuitos de digitalização que "congelam" a


imagem para facilitar a análise posterior.

Na verdade, a existência de circuitos capazes de processar um sinal digitalmente


nos leva a existência de osciloscópios que são verdadeiros computadores.

Estes além de poderem digitalizar uma imagem , o que significa a facilidade maior
de análise, pois pode-se "paralisa-la" na tela a qualquer momento, também podem
realizar cálculos em função do que foi armazenado. não é difícil de se encontrar
osciloscópios que além de apresentarem na tela uma forma de onda, uma senóide
por exemplo, também apresentam de forma numérica os seus valores de pico, sua
freqüência, período, apresentam até mesmo eventuais distorções que existam.

FUNCIONAMENTO DO OSCILOSCÓPIO

O osciloscópio de raios catódicos é, provavelmente, o equipamento mais versátil


para o desenvolvimento de circuitos e sistemas eletrônicos e tem sido uma das
mais importantes ferramentas para o desenvolvimento da eletrônica moderna.
Uma de suas principais vantagens é que ele permite que a amplitude de sinais
elétricos, sejam eles voltagem, corrente, potência, etc., seja mostrada em uma
tela, em forma de uma figura, principalmente como uma função do tempo.

O funcionamento se baseia em um feixe de elétrons que, defletido, choca-se


contra uma tela fluorescente, esta, sensibilizada emite luz formando uma figura. A
figura formada na tela pode ser comparada com outra, considerada ideal, desse
modo pode-se reduzir a área danificada em um circuito eletrônico.

A dependência com o tempo do feixe se resolve fazendo o feixe de elétrons ser


defletido em um eixo de coordenadas similar ao sistema cartesiano, o que nos
leva a construções gráficas bidimensionais. Por via de regra, o eixo X corresponde
a deflexão do feixe com velocidade ou taxa de deslocamento constante em
relação ao tempo. O eixo Y é defletido como resposta a um sinal de entrada, como
por exemplo uma tensão aplicada a entrada vertical. O resultado é a variação da
tensão de entrada dependente do tempo.

Dispositivos de registros em função do tempo existem a muito tempo, entretanto, o


osciloscópio é um equipamento de resposta muito mais rápida que os
registradores eletromecânicos, pois permite resposta da ordem de microsegundos.

A parte principal de um osciloscópio é o tubo de raios catódicos. Este tubo


necessita, entretanto, usar uma série de circuitos auxiliares capazes de controlar o
feixe desde sua geração até o ponto onde este incidirá sobre a tela.

Todo osciloscópio de serviço está composto das seguintes partes:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• Fonte de alimentação;
• Tubo de raios catódicos;
• Base de tempo;
• Amplificador Horizontal;
• Amplificador Vertical.

ENTRADAS E CONEXÕES DO OSCILOSCÓPIO

Existem muitos tipos de osciloscópios. Descrever todos os comandos de todos os


tipos de osciloscópios existentes seria inviável. Entretanto, com o conhecimento
de alguns controles, que consideraremos como sendo básicos, é possível operar
diversos osciloscópios.

A figura abaixo apresenta um modelo de osciloscópio com painel de controle e


entradas de sinal em primeiro plano.

Os controles e entradas do osciloscópio podem ser divididos em cinco grupos:

Controle da fonte de alimentação;

Controles de ajuste do traço ou ponto na tela;

Controles e entrada de atuação vertical;

Controles e entrada de atuação horizontal;

Controles de entrada de sincronismo.

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CONTROLE DA FONTE DE ALIMENTAÇÃO

INTERRUPTOR

Sua função é interromper ou estabelecer a corrente no primário do transformador de


fora. Sua atuação, normalmente, é acompanhada por uma lâmpada piloto que serve
de aviso visual sobre a situação do circuito (ligado ou desligado).

Normalmente, este interruptor se encontra acoplado junto do potenciômetro de


controle de brilho.

COMUTADOR DE TENSÃO

Sua função é selecionar a tensão de funcionamento do osciloscópio (127/ 220V).


Permite utilizar o instrumento sem a necessidade de recorrer a um transformador
abaixador ou elevador de tensão.

CONTROLES DE AJUSTE DO TRAÇO OU PONTO NA TELA

BRILHO OU LUMINOSIDADE

É o controle que ajusta a luminosidade do ponto ou do traço. O controle do brilho é


feito por meio de um potenciômetro, situado no circuito da grade de controle do TRC,
mediante o qual se regula o potencial desta grade.

Deve-se evitar o uso de brilho excessivo sob pena de se danificar a tela.

FOCO

É o controle que ajusta a nitidez do ponto ou traço luminoso. O ajuste do foco é


conseguido mediante a regulagem de um potenciômetro que regula a polarização do
eletrodo de enfoque.

O foco deve ser ajustado de forma a se obter um traço fino e nítido na tela.

OBSERVAÇÃO: Os ajustes de brilho e de foco são ajustes básicos que devem ser
feitos sempre que se for usar o osciloscópio.

ILUMINAÇÃO DA RETÍCULA

Permite que se ilumine o quadriculado ou as divisões na tela.

CONTROLES E ENTRADA DE ATUAÇÃO VERTICAL

ENTRADA DE SINAL VERTICAL

Nesta entrada é conectada a ponta de prova do osciloscópio. As variações de tensão


aplicadas nesta entrada aparecem sob forma de figura na tela.
MECATRÔNICA – LIVRO I

CHAVE DE SELEÇÃO DE MODO DE ENTRADA (CA-CC)

Esta chave é selecionada de acordo com o tipo de forma de onda a ser observada.
Em alguns osciloscópios esta chave possui três posições (CA-0-CC ou AC-GND-DC).
Esta posição adicional é usada para a realização de ajustes do traço do osciloscópio
em algumas situações. Por exemplo: quando se deseja Uma referência na tela.

CHAVE SELETORA DE GANHO ( V/Div)

Esta chave permite que se "aumente" ou que se "diminua" a amplitude de projeção na


tela do osciloscópio (altura da imagem).

POSIÇÃO VERTICAL

Permite movimentar a imagem para cima ou para baixo na tela . A movimentação não
interfere na forma da figura projetada na tela.

CONTROLES DE ATUAÇAO HORIZONTAL

CHAVE SELETORA DE BASE DE TEMPO

É o controle que permite variar o tempo de deslocamento horizontal do ponto na tela.

Através deste controle é possível reduzir ou ampliar horizontalmente na tela a figura


nela projetada.

Em alguns osciloscópios esta chave seletora tem uma posição identificada como EXT
(externa) o que possibilita que o deslocamento horizontal pode ser controlado por
circuito externo ao osciloscópio, através de uma entrada específica. Quando a
posição externa é selecionada não há formação do traço na tela, obtendo-se apenas
um ponto.

POSIÇÃO HORIZONTAL

É o ajuste que permite controlar horizontalmente a forma de onda na tela. Girando o


controle de posição horizontal para a direita o traço move-se horizontalmente para a
direita e vice-versa. Assim como o controle de posição vertical, o controle de posição
horizontal não interfere na forma da figura projetada na tela.

CONTROLES E ENTRADA DE SINCRONISMO

São controles que se destinam a fixar a imagem na tela. Estes controles são
utilizados principalmente na observação de sinais alternados.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Os controles de sincronismo são:

Chave seletora de fonte de sincronismo;

Chave de modo de sincronismo;

Controle de nível de sincronismo.

CHAVE SELETORA DE FONTE DE SINCRONISMO

Seleciona onde será tomada o sinal de sincronismo para fixar a imagem na tela do
osciloscópio.

Normalmente, esta chave possui três posições, pelo menos:

CH1

REDE

EXTERNO

POSIÇÃO CH1: O sincronismo é controlado pelo sinal aplicado ao canal 1.

POSIÇÃO REDE: Realiza o sincronismo com base na frequência da rede de


alimentação do osciloscópio (60Hz). Nesta posição consegue-se facilmente
sincronizar na tela sinais aplicados na entrada vertical que sejam obtidos a partir da
rede elétrica .

POSIÇÃO EXTERNO: Na posição externo o sincronismo da figura é obtido à partir de


outro equipamento externo conectado ao osciloscópio. O sinal que controla o
sincronismo na posição externo é aplicado a entrada de sincronismo.

CHAVE DE MODO DE SINCRONISMO

Normalmente esta chave tem duas ou três posições:

AUTO:

NORMAL +:

NORMAL -.

AUTO: Nesta posição o osciloscópio realiza o sincronismo automaticamente, com


base no sinal selecionado pela chave seletora de fonte de sincronismo.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

NORMAL +: O sincronismo é positivo, ajustado manualmente pelo controle de nível


de sincronismo (TRIGGER), de modo que o primeiro pico que apareça na tela seja o
positivo.

NORMAL -: O sincronismo é negativo, também ajustado manualmente, entretanto, o


primeiro pico a aparecer é o negativo.

CONTROLE DE NÍVEL DE SINCRONISMO (TRIGGER)

É um controle manual que permite o ajuste do sincronismo quando não se consegue


um sincronismo automático. Tem atuação nas posições NORMAL + e NORMAL -.

OBSERVAÇÃO: Para se realizar leituras é necessário sincronizar a figura na tela.

II - ENTRADA E CONTROLE DO OSCILOSCÓPIO DUPLO TRAÇO

O osciloscópio de duplo traço possui alguns controles que são comuns aos dois
traços e outros que são individuais. Os controles de brilho, foco, base de tempo e de
posição horizontal, são controles que são comuns aos dois traços.

Basicamente, os controles individuais situam-se:

nas entradas e controles do vertical:

nos controles e entrada de sincronismo.

ENTRADAS E CONTROLES DO VERTICAL

Para que se possa observar dois sinais simultaneamente, é necessário que se aplique
uma tensão em cada uma das entradas verticais.

O osciloscópio duplo traço dispõe de dois grupos de controles verticais:

Um grupo para o canal A ou canal 1 (CH1):

Um grupo para o canal B ou canal 2 (CH2):

Cada grupo controla um dos sinais na tela (amplitude, posição vertical, etc).
Geralmente são iguais. Cada canal dispõe de:

Entrada Vertical:

Chave Seletora CA-O-CC:

Chave Seletora de ganho vertical (D/Div):

Posição vertical.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Um osciloscópio de duplo traço pode ainda ser utilizado como sendo um osciloscópio
de traço simples. Uma chave seletora permite que se possa selecionar cada canal
individualmente ou os dois simultaneamente. Esta chave possui pelo menos três
posições:

CH1;

CH2;

DUAL.

Na posição CH1 aparecerá apenas a imagem na tela que estiver sendo aplicada na
entrada vertical do canal 1.

Na posição CH2 aparecerá apenas a imagem na tela que estiver sendo aplicada na
entrada vertical do canal 2.

Na posição DUAL aparecem as duas imagens.

Em osciloscópios mais sofisticados, esta chave pode possuir mais posições de modo
a permitir outras alternativas de uso.

CONTROLES DE SINCRONISMO

Realizam as mesmas funções do osciloscópio traço simples que é a de fixar a


imagem na tela. O que diferencia é o fato de que na chave seletora de fonte existe
uma posição adicional de modo a poder sincronizar a figura.

PONTAS DE PROVA

As pontas de prova são utilizadas para interligar o osciloscópio aos pontos de medida.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Uma das extremidades da ponta de prova é conectada a uma das entradas do


osciloscópio através de um conector e a extremidade livre serve para conexão aos
pontos de medida.

A extremidade livre possui uma garra jacaré, denominada de terra da ponta de prova,
que deve ser conectada ao terra do circuito e uma ponta de entrada de sinal, que
deve ser conectada no ponto que se deseja medir.

Existem dois tipos de ponta de prova:

ponta de prova 1:1;

ponta de prova 10:1.

A ponta de prova 1:1 se caracteriza por aplicar à entrada do osciloscópio a mesma


tensão ou forma de onda que é aplicada a ponta de medição.

A ponta de prova 10:1 entrega ao osciloscópio apenas a décima parte da tensão


aplicada a ponta de medição. As pontas de prova 10:1 permitem que o osciloscópio
consiga observar tensões dez vezes maior que a sua capacidade. Por exemplo: Um
osciloscópio que permite a leitura de tensões de 50V com ponta de prova 1:1, com
ponta de prova 10:1 poderá medir tensões de até 500V (10x50V). Existem pontas de
prova que dispõe de um botão onde se pode selecionar 10:1 ou 1:1.

Obs: Quando não se tem total certeza da grandeza da tensão envolvida é


aconselhável iniciar a medição com o posição 10:1.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

GERADOR DE FUNÇÕES
Um gerador de funções é um aparelho
eletrônico utilizado para gerar sinais elétricos
de formas de onda, frequências (de alguns
Hz a dezenas de MHz) e amplitude (tensão)
diversas. São muito utilizados em
laboratórios de eletrônica como fonte de
sinal para teste de diversos aparelhos e
equipamentos eletrônicos.

Um gerador de funções deve poder gerar


sinais senoidais, triangulares, quadrados,
dente-de-serra, com sweep (frequência variável), todos com diversas frequências e
amplitudes. Normalmente ele possui um frequencímetro acoplado e diversos botões
de ajuste e seleção, além de conectores para saída do sinal.

Seu uso é muito ligado à utilização do osciloscópio, com o qual se pode verificar as
suas formas de onda.

Seu funcionamento é baseado em circuitos eletrônicos osciladores, filtros e


amplificadores.

Alguns circuitos integrados que podem ser usados na montagem de geradores de


função:

• ICL8038 (Intersil - funções seno, quadrado, triângulo, sweep)


• MAX038 (Maxim - funções seno, quadrado, triângulo, sweep)
• XR2206 (Exar - funções seno, quadrado, triângulo, sweep)
• NE566 (National - funções quadrado, triângulo)

Diodo semicondutor

É um dispositivo ou componente eletrônico composto de


cristal semicondutor de silício ou germânio numa película
cristalina cujas faces opostas são dopadas por diferentes
gases durante sua formação.

É o tipo mais simples de componente eletrônico semicondutor, usado como retificador


de corrente elétrica, tanto pode ser em estado sólido quanto termiônico

A dopagem do díodo semicondutor


Após dopadas, cada face terá uma determinada característica diferente da oposta,
gerando regiões de condução do cristal, uma com excesso de elétrons (elétrons),

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MECATRÔNICA – LIVRO I

outra com falta destes (lacunas), e entre ambas, haverá uma região de equilíbrio por
recombinação de cargas positivas e negativas, chamada de barreira de potencial.

Camadas N e P

A camada onde prevalecem as cargas negativas é chamada de região N(Catodo),


pois existe um excesso de elétrons disponíveis para a condução ( n quer dizer maioria
negativa.). A camada onde não existem as cargas negativas é chamada de região P
(Anodo), pois não existem elétrons em abundância, ao contrário, existe sua falta,
portanto convencionou-se a falta de elétrons com o termolacuna( p quer dizer maioria

positiva, carga igual e oposta ao elétron).

Junção P-N, ou barreira de potencial


Da mesma forma que os elétrons se movimentam, as cargas positivas ou lacunas por
convenção também o fazem. Entre as duas regiões, uma de maioria negativa, outra
de maioria positiva, existe uma terceira, esta de maioria neutra, isto é, nem de carga
negativa, nem de carga positiva, é a junção entre ambas, chamada de região neutra
da junção P-N. Na região neutra não há excesso de elétrons nem lacunas porque
alguns elétrons do material tipo N se difundem pela junção e entram em combinação
com algumas lacunas do material tipo P, reciprocamente, algumas lacunas se
difundem pela junção e entram em combinação com os elétrons, por isso também é
chamada de região de junção.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Usos
O fenômeno da condutividade em um só sentido é aproveitado como um
chaveamento da corrente elétrica para a retificação de sinais senoidais, portanto, este
é o efeito diodo semicondutor tão usado na eletrônica, pois permite que a corrente
flua entre seus terminais apenas numa direção. Esta propriedade é utilizada em
grande número de circuitos eletrônicos e nos retificadores.

Os retificadores são circuitos elétricos que convertem a tensão CA em tensão CC. CA


vem de Corrente alternada, significa que os elétrons circulam em dois sentidos, CC,
Corrente contínua, isto é circula num só sentido.

Diodo zener

O diodo zener é um dispositivo especialmente


projetado para operar reversamente polarizado
em uma região de ruptura controlada por efeito
zener. Para que o efeito zener ocorra, devemos
ter uma junção P-N abrupta com concentrações de dopantes elevadas em cada lado
da junção. Como resultado, a barreira de potencial torna-se bastante abrupta de modo
que a aplicação de uma pequena tensão reversa (alguns volts) é suficiente para
provocar o tunelamento dos elétrons diretamente da faixa de valência para a faixa de
condução. Assim, numa tensão de zener característica, observa-se um aumento
substancial da corrente reversa.

O transístor (ou transistor) é um componente eletrônico que começou a se


popularizar na década de 1950 tendo sido o principal responsável pela revolução da
eletrônica na década de 1960, e cujas funções principais são amplificar e
chaveamento de sinais elétricos. O termo vem de transfer resistor (resistor de
transferência), como era conhecido pelos seus inventores.

O processo de transferência de resistência, no caso de um circuito analógico, significa


que a impedância característica do componente varia para cima ou para baixo da
polarização pré-estabelecida. Graças à esta função, a corrente elétrica que passa
entre coletor e emissor do transístor varia dentro de determinados parâmetros pré-
estabelecidos pelo projetista do circuito eletrônico; esta variação é feita através da
variação de tensão num dos terminais chamado base, que conseqüentemente
ocasiona o processo de amplificação de sinal.

Entende-se por "amplificar" o procedimento de tornar um sinal elétrico mais fraco em


mais forte. Um sinal elétrico de baixa intensidade, como os sinais gerados por um
microfone, é injetado em um circuito eletrônico (transistorizado por exemplo), cuja
função principal é transformar este sinal fraco gerado pelo microfone em sinais
elétricos com as mesmas características mas com potência suficiente para excitar os
alto-falantes, a este processo todo se dá o nome de ganho de sinal.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Invenção
O transistor foi inventado nos Laboratórios da Bell Telephone em dezembro de 1947 (
e não em 1948 como é freqüentemente dito) por Bardeen e Brattain, e inicialmente
demonstrado em 23 de Dezembro de 1947 por John Bardeen, Walter Houser Brattain,
e William Bradford Shockley, que foram laureados com o prêmio Nobel da Física em
1956. Ironicamente, eles pretendiam fabricar um transístor de efeito de campo (FET)
idealizado por Julius Edgar Lilienfeld antes de 1925, mas acabaram por descobrir uma
amplificação da corrente no ponto de contacto do transístor, isso evoluiu
posteriormente para converter-se no transístor de junção bipolar (BJT). O objetivo do
projeto era criar um dispositivo compacto e barato para substituir as válvulas
termoiônicas usadas nos sistemas telefônicos da época.

Os primeiros transístores disponíveis aos consumidores estavam em aparelhos


auditivos, seguidos rapidamente por rádios transistorizados. Mas a indústria norte-
americana não adotou imediatamente o transístor nos equipamentos eletrônicos de
consumo, preferindo continuar a usar as válvulas termoiônicas, cuja tecnologia era
amplamente dominada. Foi através de produtos japoneses, notadamente os rádios
portáteis fabricados pela Sony, que o transístor passou a ser adotado em escala
mundial.

A indústria de computadores começou, nos anos 60, a projectar computadores


usando transístores que eram menores e mais econômicos que as válvulas. Os
computadores a válvulas da década de 40 eram máquinas imensas, caríssimas,
instáveis (pois as válvulas se queimavam a uma taxa astronômica) e de capacidade
computacional muito limitada; com a adoção de transistores, o computador começou
a se tornar uma máquina viável.

Importância
O transístor é considerado por muitos uma das maiores descobertas ou invenções da
história moderna, tendo tornado possível a revolução dos computadores e
equipamentos eletrônicos. A chave da importância do transístor na sociedade
moderna é a sua habilidade de ser produzido em enormes quantidades usando
técnicas simples, resultando em preços irrisórios. É conveniente salientar que é
praticamente impossível encontrarmos circuitos integrados que não possuam
internamente centenas, milhares ou mesmo milhões de transístores, juntamente com
outros componentes como resistências e condensadores. Por exemplo o
microprocessador Pentium 4 da Intel tem 42 milhões de transístores, usando uma
arquitectura de fabricação de 130 nanómetros, ou seja cada transístor fica distanciado
dos outros 130 milionésimos de um milímetro.

O seu baixo custo permitiu que se transformasse num componente quase universal
para tarefas não mecânicas. Visto que um dispositivo comum, como um refrigerador,
usaria um dispositivo mecânico para o controle, hoje é frequente e muito mais barato
usar simplesmente alguns milhões de transístores e um programa de computador
apropriado e realizar a mesma tarefa. Os transistores hoje em dia têm substituído

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MECATRÔNICA – LIVRO I

quase todos os dispositivos electromecânicos, a maioria dos sistemas de controle, e


aparecem em grandes quantidades em tudo que envolva electrónica desde os
computadores aos carros.

O seu custo tem sido crucial no crescente movimento para digitalizar toda a
informação. Com os computadores transistorizados a oferecer a habilidade de
encontrar e ordenar rapidamente informação digital, mais e mais esforço foi posto em
tornar toda a informação digital. Hoje quase todos os meios na sociedade moderna
são fornecidos em formato digital, convertidos e apresentados por computadores.
Formas análogas comuns de informação, tais como a televisão ou os jornais, gastam
a maioria do seu tempo com informação digital, sendo convertida no formato
tradicional apenas numa pequena fracção de tempo.

Fabricação
Os materiais utilizados na fabricação do transístor são
principalmente o Silício (Si), o Germânio (Ge) e
alguns óxidos. Na natureza, o silício é um material
isolante elétrico, devido à conformação das ligações
eletrônicas de seus átomos, gerando uma rede
eletrônica altamente estável. Atualmente, o transístor de
germânio não é mais usado, tendo sido substituído pelo
de silício, que possui características muito melhores.

O silício é purificado e passa por um processo que


forma uma estrutura cristalina em seus átomos. O
material é cortado em finos discos, que a seguir vão
para um processo chamado de dopagem, onde são introduzidas quantidades
rigorosamente controladas materiais selecionados (conhecidos como impurezas) que
transformam a estrutura eletrônica, introduzindo-se entre as ligações dos átomos de
silício, roubando ou doando elétrons dos átomos, gerando o silício P ou N, conforme
ele seja positivo (tenha falta de elétrons) ou negativo (tenha excesso de elétrons). Se
a impureza tiver um elétron a mais, um elétron fica sobrando na estrutura cristalina.
Se tiver um elétron a menos, fica faltando um elétron, o que produz uma lacuna (que
funciona como se fosse um buraco móvel na estrutura cristalina). Como resultado,
temos ao fim do processo um semicondutor.

O transístor é montado justapondo-se


uma camada P, uma N e outra P,
criando-se um transístor do tipo PNP. O
transístor do tipo NPN é obtido de
modo similar. A camada do centro é
denominada base, e as outras duas
são o emissor e o coletor. No símbolo
do componente, o emissor é indicado
por uma seta, que aponta para dentro
do transístor se o componente for
PNP, ou para fora se for NPN.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Transístor moderno de alta potência


Funcionamento

No transistor de junção bipolar ou TJB(BJT - "Bipolar Junction Transistor" na


terminologia Inglesa), o controle da corrente coletor-emissor é feito injetando corrente
na base. O efeito transistor ocorre quando a junção coletor-base é polarizada
reversamente, e a junção base-emissor é polarizada diretamente. Uma pequena
corrente de base é suficiente para estabelecer uma corrente entre os terminais de
coletor-emissor. Esta corrente será tão maior quanto maior for a corrente de base.

AMPLIFICADOR OPERACIONAL

Um amplificador operacional ou amp op é um amplificador com um ganho muito


alto que possui duas entradas, uma inversora (-) e uma não inversora (+). A tensão de
saída é a diferença entras as entradas + e - , multiplicado pelo ganho em malha
aberta:

A saída do amplificador pode ser única ou diferencial, o que é menos comum. Os


circuitos que utilizam amp ops frequentemente utilizam a realimentação negativa
(negative feedback). Porque devido ao seu ganho elevado, o comportamento destes
amplificadores é quase totalmente determinado pelos elementos de realimentação
(feedback).

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MECATRÔNICA – LIVRO I

TIPOS DE SOLDAS
Todos sabem que as montagens eletrônicas exigem o emprego da solda e que esta é
feita com um ferro aquecido especial.
No entanto, nem todos avaliam a importância que tem uma soldagem bem feita para o
bom funcionamento de qualquer aparelho.
A observação de montagens com soldas em excesso, soldas “frias”, soldas
irregulares e outras, conforme mostra a figura abaixo, nos leva a afirmar que 50% das
causas de insucesso no funcionamento são devidas justamente à incapacidade do
montador de fazer esta simples operação de soldagem.
Como obter uma solda bem feita? Não é muito difícil, conforme veremos a seguir

Tipos de soldas imperfeitas que são responsáveis por problemas de


funcionamento

ESPALHAMENTO INDEVIDO ESPALHADA

SOLDA EM EXCESSO SOLDA FRIA

Outras Funções da Solda


SOLDA BOA
Existe uma terceira função importante da

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Há componentes que se aquecem e o


calor que desenvolvem precisa ser
dissipado rapidamente para que eles não
se queimem. Pois bem, esses
componentes podem usar a solda para
transferir o calor gerado em seu interior (e
que passa pelos seus terminais) para uma
região cobreada da placa que funciona
como radiador. Uma solda mal feita, neste
caso, pode prejudicar não só o
funcionamento elétrico do componente
como sua própria refrigeração.

A FINALIDADE DA SOLDA

A solda tem duas funções em qualquer aparelho eletrônico: ao mesmo tempo que ela
segura firmemente em posição de funcionamento (pelos terminais) principalmente os
componentes pequenos, ela proporciona a conexão elétrica desses componentes
com o restante do circuito.
Isso significa que a função da solda é tanto elétrica como mecânica.
Os componentes pequenos tais como resistores, capacitores e diodos aproveitam as
duas funções da solda, já que ela deve sustentar o peso da peça e proporcionar
caminho para a corrente que circula por ela, simultaneamente

No caso de transformadores e outros componentes pesados, a solda tem função


primordialmente elétrica, pois ela apenas proporciona caminho para a corrente desses
componentes através de seus terminais. A função mecânica, nesse caso, é apenas a
de prender o terminal e não o componente.

A SOLDA
Como a solda tem dupla finalidade (e em alguns casos tripla), ela deverá ser feita de
um material que tenha propriedades condizentes com aquilo que se deseja dela.
Então, dado que os componentes eletrônicos que devem ser sustentados são leves,
ela não precisa ser extremamente resistente a esforços mecânicos. Por outro lado,
deve apresentar uma resistência elétrica suficientemente baixa para proporcionar um
percurso fácil à corrente elétrica.
O material deverá ainda fundir-se a uma temperatura suficientemente baixa para
permitir sua utilização fácil com um soldador pequeno.
Nos trabalhos de eletrônica emprega-se uma liga de chumbo com estanho, que tem
as características apresentadas na figura abaixo.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Conforme podemos ver pelo gráfico, a temperatura em que essa mistura (ou “liga”) se
funde depende da proporção em que os dois metais são misturados.
A proporção próxima de 60 partes de estanho para 40 de chumbo é a mais usada,
porque ela permite obter uma mistura conhecida como
“eutética”.

Isso significa que com essa proporção, a liga passa


praticamente do estado sólido para o líquido sem encontrar
o estado intermediário (pastoso), que não é muito
conveniente. Além disso, é nesse ponto da sua
característica de temperatura que ela apresenta o menor
ponto de fusão.

A solda utilizada nos trabalhos de eletrônica consiste,


portanto, numa liga de estanho com chumbo que, dependendo do tipo de trabalho a
ser realizado, está na proporção de 60/40, ou próximo disso.

Para facilitar os trabalhos de soldagem, essa solda é fornecida basicamente em fios


que contêm em seu interior uma resina limpadora que ajuda na aderência da solda.
Rolos, cartelinhas e mesmo tubinhos podem ser adquiridos contendo essa solda,
conforme vemo ao lado.

Em alguns casos, esse tipo de solda pode ser adquirido em barras como, por
exemplo, para serem usadas em banhos de solda, quando maior quantidade é
derretida num cadinho. Essa solda em barra, entretanto, é mais usada em processos

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MECATRÔNICA – LIVRO I

industriais de soldagem em massa.

Para nós, que vamos fazer pequenas montagens, serviços de reparos etc., a melhor
solda é a que vem em fios de 0,8 a 1,2 mm de espessura e com proporção de
estanho-chumbo de 60/40. Esta solda é popularmente chamada de "60 por 40" ou
simplesmente “solda para rádio” ou “solda para transistores”.

O SOLDADOR
Para derreter a solda no local onde deverá ser feita a junção do terminal de um
componente com outro ou com uma placa de circuito impresso, é preciso aplicar
calor. Isso é conseguido por meio de uma ferramenta elétrica chamada ‘’ferro de
soldar’’ ou "soldador".

O tipo mais comum de soldador encontrado no mercado tem o aspecto mostrado na


abaixo.
Esse soldador pode aplicar mais ou menos calor num determinado local, dependendo
de sua potência que é medida em watts (W).

PONTA ELEMENTO DE AQUECIMENTO CABO

Entretanto, o melhor soldador não é o mais potente, pois se for aplicado muito calor
no local de uma soldagem, ele poderá se propagar até o componente e danificá-lo. A
maioria dos componentes resiste a um processo de aquecimento em uma soldagem
rápida, mas se for aplicado muito calor durante muito tempo ao componente, ele
poderá ser danificado.

Na figura ao lado indicamos como ALICATE DE


segurar (com um alicate) um PONTA
componente sensível ao fazer a
soldagem de modo a evitar que o COMPONENTE
calor se propague até ele. SOLDA
O melhor mesmo, todavia, é ter um
ferro apropriado com potência de
acordo com o trabalho que fazemos
SOLDADOR
e ter a capacidade de soldar
rapidamente para não aplicar calor
em excesso ao local.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Para os trabalhos de montagens com transistores e circuitos integrados, um soldador


de 20 a 30 watts é o mais recomendado. Se formos soldar fios mais grossos ou
terminais maiores, será interessante ter um segundo soldador para isso, de 40 a 60
watts.

Os soldadores comuns demoram algum tempo para atingir a temperatura normal de


funcionamento, o que pode ser incômodo em determinados tipos de trabalho.

Um tipo de soldador de aquecimento instantâneo é a


‘’pistola de soldar’’ que é mostrada na foto ao lado.

Quando apertamos o gatilho uma forte corrente é


induzida no elemento da ponta da pistola, aquecendo-a
instantaneamente.

Apesar de ser eficiente, a pistola tem alguns


inconvenientes: o primeiro refere-se ao fato da ponta ser
percorrida por uma corrente que pode ser perigosa para
determinados tipos de componentes. Assim, somente os
profissionais com bom conhecimento do seu trabalho é
que deverão usar esta ferramenta para identificar quais
componentes podem ser soldados com ela.

Os formatos das pontas dos ferros também variam, mas


nos casos mais comuns as pontas retas e as curvas são
as mais empregadas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

SOLDANDO COMPONENTES

De posse de um soldador e tendo solda disponível, será interessante que o leitor


saiba como soldar, devendo praticar um pouco antes de conseguir a soldagem
perfeita, e somente depois partir para as montagens de aparelhos.

Uma maneira interessante de praticar é retirando


componentes de algum aparelho velho e depois
soldando-os em numa ponte de terminais ou em uma
placa qualquer de circuito impresso, veja ao lado.

Os procedimentos para se fazer uma solda perfeita são


dados a seguir.

Preparação do Soldador

a) Aqueça bem o soldador deixando-o ligado por pelo


menos 10 minutos.

b) Se o soldador for novo, sua ponta deverá ser bem


limpa de modo que o metal brilhante apareça. Uma lima
(ou lixa) serve para essa finalidade.

c) Estanhe a ponta do soldador. Se ela não estiver


“molhada” com solda, o que sucede num soldador que já
foi usado, quando o soldador estiver quente encoste um
pouco de solda de modo que ela se funda. Essa solda irá
“molhar” ou “estanhar” a ponta do ferro no local de uso,
formando uma região brilhante de metal fundido,
conforme mostra a foto ao lado.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

A Solda

a) Se os terminais de componentes, fios ou locais de soldagem estiverem sujos ou


oxidados, será preciso limpá-los para que a solda possa aderir.
Para isso use uma lâmina afiada (canivete, por exemplo), uma lixa fina ou mesmo
uma lima. Remova toda a sujeira deixando aparecer o metal brilhante no local em que
deve ser feita a soldagem.

b) Aqueça o local em que deve ser feita a soldagem,


encostando ali a ponta do soldador e imediatamente
encoste a solda nos terminais ou nos locais de solda
(não encoste na ponta do ferro). Se o local estiver
aquecido, a solda derreterá e envolverá os componentes
que devem ser soldados, observe a foto ao lado.
Evite usar fluidos ou ácidos, pois os vapores gerados por
essas substâncias podem atacar o próprio terminal do
componente e outros componentes do aparelho
causando corrosão. A solda será melhor, mas a vida útil
da conexão ficará comprometida pela corrosão que pode
ter início no momento da soldagem.

c) Derretendo quantidade suficiente de solda


para envolver os elementos que devem ser
soldados, afaste o soldador mantendo as peças
firmes em sua posição até que a solda esfrie.
Para endurecer completamente, o tempo
necessário deverá ser da ordem de 5 a 10
segundos, dependendo do tamanho da junção.
A junção perfeita (solda boa) deve ficar lisa,
brilhante, e envolver todo o local de junção dos
componentes, conforme ilustrado ao lado. Na
mesma figura temos exemplos de soldas
imperfeitas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

d) Se o local não for aquecido suficientemente, a solda


poderá “empedrar” dando origem a maus contatos, ou seja,
o componente não tem a aderência da solda e acabará por
ficar solto, de acordo com a foto ao lado.
Uma solda desse tipo é denominada popularmente de
“solda fria” e deve ser evitada de qualquer maneira.
Devem ser evitados também espalhamentos de solda que
possam provocar curto-circuitos entre os terminais de
componentes ou trilhas de uma placa de circuito impresso.

e) Feita a soldagem de todos os componentes de uma montagem, pode-se proteger a


placa de circuito impresso com uma camada de verniz incolor.
Para outros tipos de montagens e/ou reparação, é conveniente verificar se os
componentes soldados estão realmente firmes e se não houve “pingamento” de solda
capaz de provocar curtos em outros componentes do aparelho.
Se tudo estiver bem feito, o leitor terá garantido um bom funcionamento de seu
aparelho, no que depender da soldagem

DESOLDAGEM
Tão importantes quanto as ferramentas de soldagem, são as de dessoldagem. Pode
ser necessário num determinado momento que uma solda precise ser desfeita. Para
isso existem sugadores que sugam a solda derretida do terminal de um componente e
ainda fitas de materiais que “absorvem” a solda dos terminais de um componente
quando ela é derretida, de forma que ele possa ser retirado com facilidade.

Pratex
Uma outra forma de se dar um bom acabamento a uma placa
protegendo-a contra a corrosão, é aplicando Pratex. Trata-se de
uma solução de iodeto de prata que, pincelada na parte cobreada,
reage liberando uma finíssima camada de prata que se deposita. A
prata sofre menor ação do ar (oxigênio) e, por isso, protege a placa
contra a corrosão dando-lhe um aspecto prateado.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Desenho Técnico
DET - 901

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MECATRÔNICA – LIVRO I

INTRODUÇÃO

O Desenho é uma arte que tem como finalidade representar graficamente formas
e idéias, podendo ser executado a mão livre ou por meio de instrumentos especiais,
levando-se em consideração as regras para tal. Distingue-se, pois, entre desenho
livre, aquele que é praticado pelos artistas, e o desenho técnico, o que é regido por
determinadas leis.

O Desenho Técnico tem como finalidade principal à representação precisa, no


plano das formas do mundo material, ou seja, tridimensional, de modo a possibilitar a
reconstituição espacial das mesmas. Essa representação de formas no plano constitui
o campo de desenho projetivo.

O Desenho Técnico representa um meio de ligação indispensável entre ao vários


ramos de um empreendimento da base da matriz de produção, pois que é a
linguagem internacional do engenheiro do arquiteto e do técnico, linguagem que difere
de qualquer outra pela clareza e precisão, não se prestando a duvidas ou diferenças
de interpretação.

A execução de um Desenho Técnico necessita, além de certa habilidade manual,


uma boa compreensão técnica, conhecimentos do processo de construção, pois que
a finalidade do projetista não é fazer um desenho e sim, por meio do desenho, indicar
todos os elementos necessários à execução de um trabalho, trabalho esse que deve
ser feito do modo mais racional e econômico possível.

O Desenho Técnico constitui-se no único meio conciso exato e inequívoco para


comunicar a forma do objeto; daí a sua importância na tecnologia, face à notória
dificuldade da linguagem escrita ao tentar a descrição da forma, apesar da riqueza de
outras informações que essa linguagem possa veicular (BORNANCINI s.d).

O Desenho Técnico estrutura-se a partir dos conceitos do Desenho


Geométrico e da Geometria Descritiva, associados às Normas Técnicas e
convenções estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT).

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA GEOMETRIA

Chamam-se elementos fundamentais da geometria o ponto, a linha e o


plano. Este último é um caso particular da superfície.

PONTO A LINHA PLANO


m
α
FORMAS GEOMÉTRICAS PLANAS
Uma figura qualquer é plana quando todos os seus pontos situam-se no
mesmo plano.

Exemplo de formas geométricas planas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

EXERCÍCIOS

1) Dê o nome a cada uma das figuras acima:

A __________________________________ J
__________________________________

B __________________________________ K
__________________________________

C __________________________________ L
_________________________________

D __________________________________ M
_________________________________

E __________________________________ N
_________________________________

F __________________________________ O
_________________________________

G ___________________________________ P
_________________________________

H __________________________________ Q
_________________________________

I ___________________________________ R
_________________________________

2) CONSTRUÇÕES GEOMÉTRICAS – desenhar no bloco

 MEDIATRIZ DE UM SEGMENTO – É uma reta perpendicular que passa


pelo ponto médio de um segmento. AB = 4,5cm

Centro em A , abertura Centro em B, mesma aber- Unindo C e D, obtém-se


maior que a metade de AB, t ura, traça-se outro arco, que a mediatriz maior de AB.
(raio r) traça-se um arco. corta o anterior em C e D.
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MECATRÔNICA – LIVRO I

BISSETRIZ DE UM ÂNGULO – é a semi-reta que tem origem no vértice e


divide o ângulo em dois ângulos congruentes (mesma medida).

Traça-se um arco qualquer Centros em A e B deter- Unindo V com C deter-


com centro em V. mina-se C. mina-se o ângulo de 45°.
UNIDADES DE ÁREA
A área de uma superfície é medida em metros quadrados (m2) ou num dos
múltiplos ou submúltiplos do metro quadrado, como por exemplo, o quilômetro
quadrado (km2) e o centímetro quadrado (cm2).
Recordemos que:
 1 m2 é a área de um quadrado de lado de 1m;
 1 km2 é a área de um quadrado de lado de 1km;
 1 cm2 é a área de um quadrado de lado de 1cm.

1 cm 1 cm

1 cm 1 cm

área = 1 cm2 área = 6 cm2

Quando dizemos área do quadrado, estamos nos referindo à área da


superfície quadrada ou a região quadrada que é constituída pelo quadrado e
seu interior.
O mesmo acontece para outros polígonos. Portanto, a área do retângulo é
a área da superfície ou da região retangular, a área do triângulo é a área da
superfície ou da região triangular, etc.

UNIDADES DE PERÍMETRO
O perímetro de uma superfície é medida em metros (m) ou num dos múltiplos
ou submúltiplos do metro, como por exemplo, o quilômetro (km) e o centímetro (cm).
Recordemos que um quadrado (figura com 4 lados iguais), de lado = 1m, terá
por perímetro a soma dos lados, conseqüentemente, 4 lados x 1 m = 4 m;
Se a unidade utilizada for km, o perímetro será de 4 km;
1 cm perímetro =

1 cm

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MECATRÔNICA – LIVRO I

A área do retângulo e do paralelogramo é igual ao produto da medida da


base pela da altura
S=bxh 2p = 2b + 2l

A área do quadrado é igual ao produto da medida do lado


S=I2
l = Lado 2p = 4 x 1

A área de um triângulo é igual ao produto da medida da base pela


da altura dividido por dois.
S bxh
=
2
2p = a + b + c

A área de um trapézio é igual ao produto da medida da semi soma


base pela da altura.
S (B+ b) x h
= 2p = B + b + h + a
2

A área de um losango é a metade do produto das medidas das suas


diagonais. S = D.d
2 2p = 4 x l

 Comprimento da circunferência = perímetro 2p = 2 π R

A área de um círculo é igual ao produto de t (PI) e o raio elevado ao quadrado.


t(PI) = relação entre o comprimento da circunferência e o diâmetro = 3,1415....

S = π R2

Exercício: Determine a área das figuras abaixo, considere as medidas em


cm.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

SÓLIDOS GEOMÉTRICOS

Quando uma figura geométrica tem pontos situados em diferentes planos, temos
um sólido geométrico.Os sólidos geométricos têm três dimensões: comprimento,
largura e altura. São separados do resto do espaço por superfícies que os limitam. E
essas superfícies podem ser planas ou curvas.
Sólidos limitados por superfícies planas: prisma, o cubo e as pirâmides.

PRISMAS
PRISMAS – Podem imaginá-lo como

uma pilha de polígonos iguais muito

próximos uns dos outros, como mostra

a ilustração:

PIRÂMIDE
A pirâmide é outro tipo de sólido geométrico. Ela é formada por um conjunto de
planos que decrescem infinitamente.

SÓLIDOS DE REVOLUÇÃO

São formados pela rotação de figuras planas em torno de um eixo. Rotação


significa ação de rodar, dar uma volta completa. A linha que gira ao redor do eixo
formando a superfície de revolução é chamada linha geratriz
 CILINDRO – limitado lateralmente por uma superfície curva. A figura plana
que forma as bases do cilindro é o círculo.
 CONE – A formação do cone pode ser imaginada pela rotação de um
triângulo retângulo em torno de um eixo que passa por um dos seus catetos.
 ESFERA – É um sólido geométrico limitado por uma superfície curva
chamada superfície esférica. O raio da esfera é o segmento de reta que une o

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MECATRÔNICA – LIVRO I

centro da esfera a qualquer um de seus pontos. Diâmetro da esfera é o


segmento de reta que passa pelo centro da esfera unindo dois de seus pontos.

SÓLIDOS GEOMÉTRICOS TRUNCADOS

Quando um sólido geométrico é cortado por um plano, resultam novas


figuras geométricas: os sólidos geométricos truncados.

tronco de tronco de tronco de tronco de


prisma cilindro pirâmide cone

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Exercícios: Desenhe os sólidos abaixo. (medidas arbitrárias)

NORMAS TÉCNICAS

Normas são documentos surgidos do processo de normalização, que


contém informações técnicas para uso de fabricantes e consumidores. São
elaboradas a partir da experiência acumulada na indústria e no uso e a partir
dos conhecimentos tecnológicos alcançados. As normas devem ser adotadas
por todos que se envolvam com profissões em que o Desenho Técnico é uma
das bases instrumentais, por terem como objetivo final a unificação de
procedimentos de representação.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

LINHAS CONVENCIONAISC (NBR 8403) Aplicação de Linhas em desenho /


Tipos de linhas / Larguras das linhas.
O conhecimento de linhas convencionais é de grande importância para a
representação gráfica. Os contornos e arestas visíveis devem ser desenhados com
linhas cheias e grossas, a fim de que a figura se destaque nitidamente das linhas de
cota e do tracejado. A espessura dos traços é emm função do tamanho e da escala
usada.
 Principais linhas de representação em Desenho Técnico

TIPO EMPREGO

a Arestas e contornos
visíveis
GROSSA
b Corte e seções

c Arestas e contornos
invisíveis
MÉDIA
d Ruptura curta

e Linhas de cota e de extensão


Hachuras e diagonais

FINA f Eixos de simetria e linhas


de centro

g Ruptura longa

g
b
e c d e e
f

a
e
SEÇÃO A-A’

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CALIGRAFIA TÉCNICA (NBR 8402)

FORMATOS DE PAPEL E LEGENDA

NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAY-OUT E DIMENSÕES, cujo objetivo


e padronizar as dimensões das folhas utilizadas na execução de desenhos
técnicos e definir seu lay-out com suas respectivas margens e legenda

As folhas de desenho podem ser utilizadas tanto na horizontal como na


vertical. Os tamanhos das folhas seguem os Formatos da serie “A”, e o desenho
deve ser executado no menor formato possível, desde que não comprometa sua
interpretação. Os formatos da serie ‘A” tem como base o formato A0 (841X1189),

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MECATRÔNICA – LIVRO I

cujas dimensões guardam entre si a mesma relação que existe entre o lado de um
quadrado e sua diagonal e que corresponde a um retângulo de área igual a 1m².

As dimensões estão em milímetros.

Formato Dimensões Margem Compriment Espessura das linhas

Esquerda Outras o da das margens


Legenda

A0 841x1189 25 10 175 1,4

175 1,0
A1 594x841 25 10
178 0,7
A2 420x594 25 07

A3 297x420 25 07 178 0,5

178 0,5
A4 210x297 25 07

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MECATRÔNICA – LIVRO I

LEGENDA-A legenda ou carimbo (parte integrante das pranchas para


desenho técnico) é a identificação do trabalho em execução. Devendo assim
conter, todas as informações possíveis para a identificação do mesmo, como:
número, origem, título, executor, endereço e tantos outros dados que se fizer
necessário. È escrita na caligrafia técnica, O nome da firma, o n.° do desenho e o
título são escritos em caracteres maiores e em traços grossos. As letras devem
ser do tipo bastão.

. FBE
Título: Turma:
Curso: Data:
Aluno Escala:
Professor: Nota:
DOBRAMENTO DE FOLHAS DE DESENHO - NBR 13142 – Desenho Técnico –
dobramento de cópias, que fixa a forma de dobramento de todos os formatos de
folhas de desenho para facilitar a fixação em pastas, eles são dobrados ate as
dimensões do formato A4.Os formatos de papel devem ser dobrados a fim de
assumirem o formato A4, para arquivamento. O quadro das legendas, a ser previsto
no canto inferior direito da folha, deve ficar visível após o dobramento.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

PERSPECTIVA

Perspectiva é a representação do objeto como ele se apresenta no espaço,


introduzida no século XV pelos pintores flamengos e italianos na busca pela
formulação de regras para desenhar objetos e figuras que necessitavam dar a ilusão
de profundidade. O desenho, para transmitir essa idéia, precisa recorrer a um modo
especial de representação gráfica: a perspectiva. Ela representa graficamente as três
dimensões de um objeto em um único plano, de maneira a transmitir a idéia de
profundidade e relevo.

PERSPECTIVA ISOMÉTRICA - A perspectiva Isométrica nos dá uma visão muito


próxima do real e é amplamente usada para a representação de peças. Seus eixos
principais estão inclinados em 120º uns dos outros e por esse motivo o par de
esquadros facilitará muito o desenho.

EIXO ISOMÉTRICO Formam entre si, ângulos de 120º.

Obs.: O eixo vertical (a) pode situar-se abaixo ou acima do vértice.


Usualmente, a posição, no papel, do eixo Oz é sempre vertical – escala das alturas .
Para o traçado das direções dos eixos Ox e Ou, que fazem ângulos de 30° com a
direção horizontal, é comum ser usado um esquadro-gabarito:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

EXERCÍCIOS

Passos para o traçado da perspectiva isométrica.

 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE ELEMENTOS OBLÍQUOS

Esses elementos são oblíquos porque têm linhas não paralelas aos eixos
isométricos.

Prisma
chanfrado:
c = comprimento;
l = largura e
h = altura.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

 PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DA CIRCUNFERÊNCIA.

A representação mais freqüente e pratica, e feita pelo traçado aproximado da


elipse isométrica de quatro centros.

Passo a passo da construção Exemplo - 01

Exemplo - 02

EXERCÍCIOS – 1) Desenhar as figuras abaixo em perspectiva isométrica

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MECATRÔNICA – LIVRO I

2) Desenhe à mão livre as figuras abaixo.

SISTEMAS DE REPRESENTAÇÃO – PROJEÇÃO

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

PROJEÇÃO CILÍNDRICA ORTOGONAL – SISTEMA TRIÉTRICO OU TRÊS VISTAS


Para o estudo deste sistema, devem considerar três planos
perpendiculares entre si. Por suas posições, serão chamados de: plano vertical
que corresponderá à vista de frente, plano horizontal que corresponderá à vista
superior ou de cima e plano de perfil que corresponderá à vista de uma das
laterais.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

REPRESENTAÇÃO DAS VISTAS ORTOGRÁFICAS


Determinadas as três vistas, é necessário que os três planos de projeções sejam
representados num mesmo plano. Para isto, é necessário fazer o rebatimento dos
planos: o plano de perfil é rebatido lateralmente sobre o plano vertical, num giro de
90° em torno da sua intersecção, e o plano horizontal é rebatido para baixo, formando
assim, a representação plana das vistas ortográficas.
Eliminam-se as linhas de intersecção dos planos e as linhas de chamada (linha que
deixa as projeções num mesmo alinhamento).

VISTAS ORTOGRÁFICAS

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Exercícios:
Complete as projeções

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MECATRÔNICA – LIVRO I

9.) Trace as vistas ortográficas das peças da página 63.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ESCALAS

Como o desenho técnico é utilizado para representação de máquinas,


equipamentos, prédios e até unidades inteiras de processamento industrial, é fácil
concluir que nem sempre será possível representar os objetos em suas verdadeiras
grandezas. Assim, para viabilizar a execução dos desenhos, os objetos grandes
precisam ser representados com suas dimensões reduzidas, enquanto os objetos, ou
detalhes, muito pequenos necessitarão de uma representação ampliada.
Para evitar distorções e manter a proporcionalidade entre o desenho e o
tamanho real do objeto representado, foi normalizado que as reduções ou ampliações
devem ser feitas respeitando uma razão constante entre as dimensões do desenho e
as dimensões reais do objeto representado.
A razão existente entre as dimensões do desenho e as dimensões reais do objeto é
chamada de escala do desenho.
É importante ressaltar que, sendo o desenho técnico uma linguagem gráfica, a
ordem da razão nunca pode ser invertida, e a escala do desenho sempre será
definida pela relação existente entre as dimensões lineares de um desenho com as
respectivas dimensões reais do objeto desenhado.

DIMENSÃO DO DESENHO: DIMENSÃO REAL DO OBJETO

Para facilitar a interpretação da relação existente entre o tamanho do desenho e


o tamanho real do objeto, pelo menos um dos lados da razão sempre terá valor
unitário, que resulta nas seguintes possibilidades:

•1:1 para desenhos em tamanho natural – Escala Natural


• 1 : n > 1 para desenhos reduzidos – Escala de Redução
• n > 1 : 1 para desenhos ampliados – Escala de Ampliação

A norma NBR 8196 da ABNT recomenda, para o Desenho Técnico, a utilização


das seguintes escalas:

Escala é a relação que existe entre as dimensões dos objetos reais e as de sua
representação.

 ESCALA NATURAL Se o desenho tem as mesmas dimensões que o objeto


real, a escala é denominada NATURAL. A escala 1:1 significa que 1 cm normal do
desenho é igual a 1 cm do objeto.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

 ESCALA DE REDUÇÃO – Se o desenho é representado graficamente numa


dimensão menor que a do objeto, a escala é denominada escala de redução. A escala
1:2 significa que 1cm normal do desenho equivale a 2 cm do objeto

d > D - A figura é maior que o objeto; trata-se de uma Escala de Ampliação.


Por questões de ordem prática prefere-se usar sempre para denominador a
unidade e para numerador um valor inteiro. Ex.: 2:1, 5:1, 10:1, 20:1, 50:1, 100:1
etc. ...

Exercícios de escala estão juntos com os exercícios de cotagem.

COTAGEM
NBR 10126 – Cotagem em desenho técnico
A cotagem de um desenho técnico deve ser executada de forma funcional e
objetiva, possibilitando, na maioria das vezes, a utilização do desenho como
meio para consecução de um fim (fabricação ou construção).As cotas devem
fornecer uma perfeita idéia de todas as dimensões, não deixando dúvidas que
justifiquem futuros cálculos.Os elementos fundamentais de uma cotagem são:
linha de cota, linha de chamada, valor da cota e os limites da linha de cota.
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MECATRÔNICA – LIVRO I

Obs.: As linhas de cota e as linhas auxiliares devem ser representadas por um traço
contínuo estreito.

 ORIENTAÇÕES BÁSICAS PARA COTAGEM

 Os limites da linha de cota podem ser


representados por setas ou traços oblíquos:

a) Na representação por setas, os seus lados


devem formar um ângulo aproximado de 15° e
podem ser abertas ou fechadas.

b) Alguns tipos de desenhos técnicos permitem a


representação por traços oblíquos com relação a
linha de cota, desenho de arquitetura por exemplo.
Nestes casos o ângulo deve ser de 45°.

COTAS

São os números que indicam as medidas da peça. Observe, no desenho, as


medidas básicas de uma peça. Elas estão indicadas pelas cotas 50, 12 e 25.

LINHAS DE COTAS
São linhas contíguas estreitas com
setas ou traços oblíquos nas
extremidades, como você vê a
seguir.

No desenho abaixo, a linha de cota


representada dentro das vistas frontal e LINHAS AUXILIARES
.
lateral esquerda. São linhas contíguas
A linha de cota é limitada pelo próprio desenho estreitas que limitam a linha de
cota fora da vista ortográfica.
A linha auxiliar deve ser
prolongada ligeiramente além da
respectiva linha de cota. Um
pequeno espaço deve ser
deixado entre a linha auxiliar e a
linha de contorno do desenho.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

 Alguns símbolos devem preceder cotas,


com objetivo de facilitar a interpretação do
desenho.
- diâmetro ESF – diâmetro
esférico
R – raio R ESF – raio esférico

- quadrado

 Em situação de evidência da forma


representada deve-se omitir os símbolos de
diâmetro e quadrado.

 Para cotagem de diâmetros e raios deverá ser


utilizada uma das formas apresentadas.

 Ainda para cotagem de raios, quando estes forem


relativamente grandes, estando o centro do arco além
dos limites do desenho, deverá ser empregada uma
das formas a seguir:

a) O centro situa-se no eixo.


b) O centro situa-se fora do eixo.
c)

c) Havendo Necessidade de representar uma perspectiva cotada, as cotas


deverão estar também perspectivadas, afim de não causar distorções,
respeitando-se as demais regras que se aplicam a uma cotagem. Na execução
de um desenho técnico, a cotagem deve ser feita ao final do mesmo.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Exercícios : Cotagem e Escala .

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MECATRÔNICA – LIVRO I

EXERCÍCIO
Utilizando o conhecimento de escala complete a tabela abaixo:

DIMENSÃO DO DIMENSÃO
ESCALA
DESENHO REAL

23 mm 1:2 mm

125 mm 25 mm

2:1 6 mm

30 mm 1:5 mm

40 mm 8 mm

320 mm 5:1 mm

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ESBOÇO

Apesar de não serem utilizados quaisquer outros instrumentos que não sejam:
lápis ou lapiseira (grafite macio), borracha e papel, o esboço serve normalmente aos
estágios iniciais de estudo ou desenvolvimento de um desenho ou projeto. Com a
conclusão definitiva, transforma-se o esboço em desenho definitivo, utilizando-se de
todos os instrumentos necessários a um perfeito traçado.
Considerações teóricas e úteis, para o desenvolvimento de um esboço na
prática, em relação ao desenho de uma peça ou objeto. No desenho arquitetônico as
vistas técnicas têm suas posições definidas.
- Escolher em função da peca, a face que representará como vista de frente,
levando-se em consideração, a face que preferencialmente contenha o comprimento
da peça e a mais rica em detalhes;
- Demarcar os espaços destinados à execução de cada vista, tomando-se o
cuidado de faze-lo com linhas claras, para que ao final as mesmas possam ser
eliminadas, ficando apenas a concepção final do desenho;
- Traçar as linhas de centro para a localização de detalhes;

- Traçar cada um dos detalhes da peça, e a sua projeção nas demais vistas
técnica;
- Verificação final, nos detalhes representados em todas as vistas. Reforçar o
desenho, eliminando as linhas de construção, e cotando se necessário, levando-se
em consideração as regras de cotagem.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ESBOÇO EM PERSPECTIVA ISOMÉTRICA

Traça-se uma reta horizontal, e por um ponto qualquer da mesma uma


perpendicular, a qual corresponderá ao eixo da altura.
Dividi-se cada um dos dois ângulos retos obtidos, em três partes iguais, de
forma a obter-se em esboço, ângulos de 30º, referentes aos eixos da largura e
do comprimento.

Analisada a forma da peça, em função das vistas apresentadas, inicia-se a


demarcação sobre os eixos isométricos, referentes às medidas de:
comprimento, largura e altura, formando-se um paralelepípedo, o qual envolverá
a peça.
Para dar forma aos detalhes que compõem a peça, inicia-se, obedecendo ao
paralelismo com referência aos eixos isométricos primitivos e ao paralelepípedo
envolvente.Caso exista linha não isométrica (linhas não paralelas aos eixos
isométricos), marca-se a origem e o fim da aresta e uni-se os pontos.

Obs: todo traçado inicial deverá ser executado com linhas claras.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ESBOÇO DA PERSPECTIVA ISOMÉTRICA DE DETALHES CIRCULARES.


Na execução de esboço de detalhes circulares ou de arco de
circunferência, deverão ser tomados cuidados especiais, onde não deverá
tentar traçar de uma única vez a forma circular, mas proceder de uma das
maneiras abaixo.

1)

2)

3)

Exercícios:
1) Complete as figuras representadas abaixo.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

2) Desenhe a mão livre no bloco a figura 10. (observe os passos)

4) Desenhe à mão livre o cilindro abaixo nas três posições como mostra a figura
abaixo.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CORTE
O corte é um recurso utilizado em desenho técnico, para melhor representar a
parte interna de peça, em que está peça foi supostamente cortada por um plano
secante, imaginário, e a parte anterior a este plano removida, deixando à mostra o
interior da peça.
CORTE PLENO OU TOTAL-Poderá ser LONGITUDINAL, quando o corte for
aplicado no sentido do comprimento da peça ou TRANSVERSAL,
quando aplicado no sentido da largura da peça.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

EXERCICIOS

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

DESENHO TÈCNICO – ELETRÔNICA

DESENHO DE ELETRÔNICA – NORMAS TÉCNICAS

A NB-42/ABNT estabelece a forma pela qual devem ser elaborados os


desenhos de eletrônica. Para tanto, classifica os desenhos de eletrônica
em 06 (seis) categorias, a seguir discriminados:

1) Esquema de bloco – desenho no qual os conjuntos de circuitos de


funções definidas são representados por figuras geométricas em geral
retangulares (blocos) que se interligam por linhas simples.

ESQUEMA DE BLOCO

OSCILADOS ETAPA DE
ASTÁVEL EXCITAÇÃO POTÊNCIA

FONTE DE
ALIMENTAÇÃO

2) Esquema simplificado – desenho no qual os elementos principais


dos circuitos são representados por símbolos próprios, sendo indicados
somente às ligações necessárias à compreensão do seu funcionamento.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

3) Esquema completo – desenho no qual todos os elementos


componentes dos circuitos são representados por símbolos gráficos e
indicados todas as suas ligações. ANEXO 3.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

4) Vista de localização – desenho ou fotografia mostrando a disposição e


localização das peças com as respectivas identificações. ANEXO 4.

LAY-OUT

5 Desenho de fiação – desenho mostrando as ligações entre peças


devidamente identificadas, mantidas dentro do possível as proporções e
posições relativas das peças. Este tipo é pouco utilizada em virtude de sua
dificuldade de representação a perspectiva.

6)Esquema de interligações – desenho mostrando as ligações,


devidamente identificadas, entre os pontos terminais externos das diversas
unidades componentes de um equipamento. Este tipo também é pouco
utilizado.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Simbologia de Componentes

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Exercícios: Desenhe bloco A4.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 118


MECATRÔNICA – LIVRO I

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 119


MECATRÔNICA – LIVRO I

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Apostilas elaboradas pelos professores do CEFET-BA, textos e publicações técnicas.


Apostila CETEB-CA,
Apostila de Eletrônica.
Apostilas do SENAI
JOSÉ DE SOUSA ALVES, Affonso. Projeto Elétrico Residencial. 1ª edição. Salvador,
2001.
FIESP, CIESP SESI, SENAI, IRS. Leitura e Interpretação de Desenho Técnico
Mecânico – Telecurso 2000 Profissionalizante. Fundação Roberto Marinho. Três
volumes. São Paulo – SP. Ed. Globo, 2000.
FONSECA, Ana Angélica Sampaio; CARVALHO, Antonio Alves de e PEDROSO,
Gilberto Pedroso. Geometria Descritiva – Noções Básicas. 3ª edição. Salvador –
Bahia: Ed. Quarteto, 1999.
MARMO, C. M. B. Curso de Desenho. São Paulo: Moderna, Livro I, 1965
MONTENEGRO, Gildo. A Perspectiva dos Profissionais. São Paulo: Edgar Blücher.
1985.
NASCIMENTO, Roberto Alcarria. Desenho Geométrico sob o Enfoque da Geração e
Organização da Forma. Bauru – São Paulo, 2000.
PESSOA, Mª da Conceição; SANTOS, Elisabete de ª Ulisses e SILVA, Antônio de
Andrade. Desenho Geométrico. 1ª edição. Salvador – Bahia: Ed. Quarteto, 2000.
PILLAR, Analice Dultra. Desenho e Escrita como Sistemas de Representação. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1996.
PRÍNCIPE JÚNIOR, A. dos Reis. Noções de Geometria Descritiva. 2 volumes. 38ª
edição. São Paulo: Nobel, 1983.
VEIGA DA CUNHA, Luís. Desenho Técnico. 8a. edição. Lisboa – Portugal: Fundação
Caloute Gulbenkian, 1991.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

METROLOGIA
MET - 251

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MECATRÔNICA – LIVRO I

APRESENTAÇÃO

Este material didático tem por objetivo apresentar os principais instrumentos da


metrologia dimensional, suas características técnicas, modo de operação, leitura e
cuidados especiais de utilização. Os conteúdos abordados neste módulo foram
selecionados de forma que todos tenham os conhecimentos básicos imprescindíveis a
profissionais da área industrial ou para pessoas que desejam profissionalizar-se
visando inserir-se no mercado de trabalho. Portanto, requer de você uma dedicação
para que sejam aproveitados da melhor forma possível.
Ao colocar este material à sua disposição, esperamos que você possa explorá-lo de
forma ampla e tenha o melhor aproveitamento possível.
Cuide bem deste módulo. O mesmo lhe será útil, em toda sua vida profissional e
também servirá de material de consulta para tirar dúvidas que por acaso venham
aparecer após este curso.

Bons Estudos!

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MECATRÔNICA – LIVRO I

1. Conceitos básicos
Atenção – Os conceitos básicos são importantes para você. Leia com cuidado e
atenção.
Pratique a leitura dos instrumentos nos exercícios da apostila e depois pratique
na sala de aula. Bom trabalho!
Termos técnicos extraídos do VIM – Vocabulário de Termos Fundamentais e
Gerais de Metrologia (INMETRO).
METROLOGIA: É a ciência da medição. Trata dos conceitos básicos, dos
métodos de medição, dos erros e sua propagação, das unidades e dos padrões
envolvidos na representação de grandezas físicas, bem como da caracterização
do comportamento estático e dinâmico dos sistemas de medição.

UNIDADE DE MEDIDA: Grandeza especifica definida e adotada por convenção,


com a qual outras grandezas de mesma natureza são comparadas para
expressar seu tamanho em relação àquela grandeza.
Notas:
Metro é uma unidade de medida (unidade de comprimento), cujo símbolo é o m.
O milímetro é um submúltiplo do metro, isto é, uma fração deste. O milímetro é
igual à milésima parte do metro. 1 mm = 0,001 m
A polegada é uma unidade de medida antiga. Não pertence ao Sistema
Internacional de Unidades que é legalmente adotado no Brasil. Sua utilização na
mecânica está sendo gradativamente substituída pelo metro e seus
submúltiplos.
MEDIÇÃO: É a atividade que visa determinar o valor do mensurando, ou seja, é
uma seqüência de ações que permitem efetuar a medida propriamente dita. É
aplicável a ensaios, testes, análises ou processos equivalentes. O resultado da
medição, em geral numérico, é um valor observado, medido, lido, etc.

RESULTADO DA MEDIÇÃO: Valor atribuído a um mensurando obtido por


medição

MENSURANDO: Objeto da medição. Grandeza específica submetida à medição.

Exemplos:
Comprimento de um tubo,
Diâmetro de um furo,
A distância entre os centros de dois furos, etc.

ERRO DE MEDIÇÃO: Em geral são gerados devido a imperfeições nos


instrumentos de medição ou imperfeições no método de medição e ainda
devido a influências externas, como temperatura, umidade, vibração e outros.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

EXATIDÃO DE MEDIÇÃO: Grau de concordância entre o resultado de uma medição


e o seu valor verdadeiro.
Notas:
Quando se diz “O instrumento possui boa exatidão” significa que o mesmo
possui pequenos erros de medição para a sua função.
O termo precisão está em desuso. Em seu lugar prefira exatidão, que significa
“de acordo com o padrão”.

INCERTEZA DE MEDIÇÃO: Parâmetro, associado ao resultado de uma medição,


que caracteriza a dispersão dos valores que podem ser atribuídos a um
mensurando.

Nota:
A incerteza de medição é a dúvida quanto ao resultado ao efetuar uma medição.
Nenhuma medição pode ser realizada sem que existam erros associados,
devidos a imperfeição do instrumento, ao operador e ao procedimento utilizado.
Portanto, alguma dúvida ainda existe quando efetuamos uma medição. Em
certos tipos de medição, onde há grande preocupação para com o resultado
(medições críticas) é necessário avaliar a incerteza de medição. Para tanto, é
utilizado um documento internacional denominado “Guia para Expressão da
Incerteza de Medição”. Este guia foi traduzido e é distribuído no Brasil pelo
INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial).

DICA!!!
Não confundir incerteza de medição com tolerância. Tolerância é uma
característica construtiva determinada no projeto de uma peça. È aquilo que
queremos. Incerteza de medição é uma dúvida, um valor duvidoso que não
desejamos, mas que está sempre presente.

CALIBRAÇÃO: Conjunto de operações que estabelece, sob condições


especificadas, a relação entre os valores indicados por um instrumento de
medição e os valores correspondentes das grandezas estabelecidos por
padrões.
Nota:
O termo aferição não é mais utilizado pelo INMETRO e sua rede de laboratórios
de calibração (RBC). Para facilitar o entendimento com outros países, utiliza-se
o termo calibração em lugar de aferição. A tarefa de regular o instrumento de
medição com o objetivo de diminuir os erros de medição é agora chamada de
ajustagem.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

2. TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES
1º caso:
Transformar polegadas inteiras em milímetros:
Para se transformar polegadas inteiras em milímetros, multiplica-se 25,4 mm pelo
valor em polegadas a transformar.

Ex.: Transformar 3” em milímetros


25,4 x 3 = 76,2 mm

2º caso:

Transformar fração da polegada em milímetro.

Quando o número for fracionário, multiplica-se 25,4 mm pelo numerador da fração e


divide-se pelo denominador.
Ex.: Transformar 5/8” em milímetros.
(25,4 x 4) ÷ 8 = 15,875 mm

3º caso:

Transformar polegada inteira e fracionária em milímetros.

Quando o número for misto, inicialmente se transforma o número em uma fração


imprópria e, a seguir, opera-se como no 2º caso.

Ex.: Transformar 1.3/4” em milímetros.


3 4 3 7
1 = + =
4 4 4 4
7 25,4 * 7
= = 44,45
4 4 mm

4º caso:
Transformar milímetros em polegada fracionária.
Para se transformar milímetro em polegada fracionária, divide-se o valor em
milímetros por 25,4 e multiplica-se o resultado por uma das frações ordinárias da
polegada (menor divisão do instrumento).

Ex.: Transformar 9,525 mm em polegadas.


9,525 : 25,4 0,375 *128 48
= =
128 128 128
48 24 12 6 3
Simplificando a fração: = = = = ”
128 64 32 16 8

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MECATRÔNICA – LIVRO I

5º caso:
Transformar polegada milésimal em milímetro.

Para se transformar polegada decimal em milímetro, multiplica-se o valor em decimal


da polegada por 25,4.
Ex.: Transformar 0,875” em milímetro.
0,875 x 25,4 = 22,225 mm

6º caso:
Transformar milímetro em polegada milésimal.
Divide-se o valor em milímetro por 25,4
Ex.: Transformar 3,175 mm em polegada decimal.
3,175 : 25,4 = 0,125”
Agora, para terminar, faremos transformações para expressar o valor em
polegada ordinária ou decimal.

1º transformação:
Transformar sistema inglês ordinário em decimal.
Para se transformar sistema inglês ordinário em decimal, divide-se o numerador da
fração pelo denominador.
Ex.: Transformar 7/8” em decimal.
7 : 8 = 0,875

2º transformação:
Transformar sistema inglês decimal em ordinário.

Para se transformar do sistema inglês decimal para ordinário, multiplica-se o valor em


decimal por uma das divisões da polegada, dando-se para denominador a mesma
divisão tomada e simplificando-se a fração quando necessário.
Ex.: Transformar 0,3125” em sistema inglês ordinário.
0,3125 *128 40
=
128 128
40 20 10 5
= = =
Simplificando a fração teremos: 128 64 32 16 ”

Exercite transformação de unidades.

Transforme em milímetros:
5/32” =
1 5/8” =

Transforme em polegada ordinária:


1,5875 mm =
19,05 mm =

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Transforme em polegada decimal:


5/64” =
1 7/8” =

Transforme em polegada ordinária:


.125” =
1.375” =

Transforme em polegada decimal:


6,35 mm =
60,325 mm =

Transforme em milímetros:
0 .001” =
2.625” =
3. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO
Vamos agora estudar três importantes instrumentos de medição. Estudaremos o
paquímetro, o micrômetro e o relógio comparador. Não deixe de fazer os exercícios!
3.1 Paquímetro
O paquímetro associa uma escala, como padrão de comprimento a dois bicos
de medição, como meio de transporte de medidas, sendo um ligado à escala e o
outro ao cursor e a um nônio (escala menor), como interpolador para leitura
entre traços da escala principal.
O paquímetro é um instrumento simples, compacto, robusto e fácil de utilizar. A
figura 1, a seguir, mostra um paquímetro com seus elementos constituintes.
Não perca tempo! Procure um paquímetro no seu lugar de trabalho e leia a apostila
com ele ao seu lado. Desta forma, você pode acompanhar a explicação mais
facilmente.

Figura 1 – elementos construtivos do paquímetro

Figura 2 – recursos de acesso ao mensurando


Fundação Baiana de Engenharia- FBE 127
MECATRÔNICA – LIVRO I

ATENÇÃO!
Para se fazer medidas com menores divisões utiliza-se o nônio.
O nônio foi inventado por um matemático Francês Pierre Vernier (1580-1673). O
princípio do nônio é aplicado a muitos outros instrumentos, tais como
traçadores de altura, paquímetros de profundidade, paquímetro para
engrenagens, etc. Utilizando-se o nônio, pode-se dividir a menor divisão da
escala principal do paquímetro a até 0,02 mm, nos instrumentos mais comuns.
LEMBRE-SE SEMPRE!
Os paquímetro podem fornecer resultado de medição com leituras de 0,1 mm,
0,05 mm, 0,02 mm ou 0,01 mm no sistema métrico e 0.001” ou 1/128”no sistema
inglês (polegada). Antes de efetuar a medida procure identificar qual é a leitura
do paquímetro que está em uso.
Agora, vamos aprender a medir corretamente. Fique atento aos passos abaixo e
acompanhe os exemplos das próximas figuras.
Uma vez o paquímetro corretamente posicionado na peça a ser medida e
travado, toma-se uma parte da leitura na escala principal e o seu complemento
no Nônio. A trava, que fica acima da escala principal, garante que a leitura não
vai se modificar até que o operador faça a leitura.
A operação de leitura é muito simples e se realiza da seguinte maneira:
Tomando como referência o primeiro traço do Nônio (traço zero) conte todos os
traços da escala principal que ficam à direita e anote. Lembre-se que cada traço
menor da escala principal equivale a 1 mm no paquímetro em mm e a .025” no
paquímetro em polegada.
Verifique qual dos traços do Nônio coincide com outro qualquer da escala
principal. Sempre haverá um que fica melhor alinhado do que os restantes.
Cada traço menor do nônio equivale a menor divisão que o paquímetro indica.
Some os valores obtidos na escala principal e no Nônio. Este é o resultado da
medida.
Vamos aprender a usar o paquímetro! Acompanhe cuidadosamente os exemplos
abaixo...

Leitura do nônio de 0,05 mm (1/20 mm)

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ATENÇÃO!
Lembre-se que 0,45 mm é igual nove espaços no nônio multiplicado por 0,05
mm, que é o valor da menor divisão no nônio.
b) Leitura do nônio 0,02 mm (1/50 mm)

ATENÇÃO!
Lembre-se que 0,62 mm é igual trinta e um espaços no nônio multiplicado por
0,02 mm, que é o valor da menor divisão no nônio.

Leitura do nônio 1/128” (nônio com oito divisões em polegada ordinária)

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MECATRÔNICA – LIVRO I

No paquímetro com leitura em polegada ordinária, é importante saber ler, somar


e simplificar frações, como no caso acima onde somamos primeiramente 1”
com 1/16” e depois ainda adicionamos 4/128” do nônio. Somando tudo e
simplificando temos:
1 16 1 17
1+ = + =
16 16 16 16 (1a parte – escala principal)
17 4 (17 * 8) + 4 140
+ = =
16 128 128 128 (agora devemos simplificar)
140 35 32 3 3
= = + =1
128 32 32 32 32

Leitura do nônio 0,001” (nônio com 25 divisões em polegada fracionária)

Agora tente fazer os exercícios da página a seguir (Paquímetros com medidas


em milímetros)! Verifique os resultados no final da apostila. Lenbre-se: cada
divisão da escala principal é igual a 1 mm e cada divisão do nônio é igual a 0,02
mm.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 130


MECATRÔNICA – LIVRO I

Exercício: Leia a medida indicada no paquímetro e anote:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Agora tente fazer os exercícios a seguir (paquímetros com medidas em polegadas


decimais)! Verifique os resultados no final da apostila. Lembre-se: cada traço da
escala principal é igual a .025” e cada traço do nônio é igual a .001”.

Agora tente fazer os exercícios a seguir (paquímetros com medidas em polegadas

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MECATRÔNICA – LIVRO I

fracionários)! Lembre-se: cada traço da escala principal é igual a 1/16” e cada traço
do nônio é igual a 1/128”.
Tenha muito cuidado...
Posicione os bicos na medição externa aproximando o máximo possível à peça
da escala graduada. Isso evitará erros por folgas do cursor e o desgaste
prematuro das pontas onde a área de contato é menor. Verifique também o
perfeito apoio das faces de medição como mostra a parte inferior da figura

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 133


MECATRÔNICA – LIVRO I

abaixo. Acompanhe a bolinha correta...

Tome cuidado com a haste de profundidade!


Posicione corretamente a vareta de profundidade. Antes de fazer a leitura.
Verifique se o paquímetro está apoiando perpendicularmente ao furo em todo
sentido.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 134


MECATRÔNICA – LIVRO I

Preste muita atenção!

Posicione corretamente as orelhas para medição internas

Cuidado com o erro de leitura!


Evite o erro de paralaxe ao fazer a leitura. Posicione sua vista, em direção
perpendicular à escala e ao nônio, pois isto evitará erros consideráveis de
leitura

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Agora observe os principais tipos de Paquímetros e suas características principais.


Lembre-se que há tipos especiais de paquímetros para medições específicas, como,
por exemplo, a medição de profundidade.

Para atender as mais diversas necessidades da indústria de mecânica de precisão,


foram desenvolvidos diversos tipos de paquímetros, sempre procurando tornar mais
fácil tanto o acesso ao lugar de medição como seu manuseio e leitura.

3.2 Micrômetro
Agora vamos estudar o micrômetro! Abaixo temos uma leitura interessante sobre o
micrômetro e suas características.
Os micrômetros foram os primeiros instrumentos que atenderam ao princípio
de Enerst Abbé, pois a medição é executada no mesmo eixo da peça a ser
medida.
O princípio de funcionamento do micrômetro baseia-se no deslocamento axial
de um parafuso micrométrico com passo de elevada exatidão dentro de uma
porca ajustável. Girando-se o parafuso micrométrico, este avança
proporcionalmente ao passo que normalmente é de 0,5 mm (0,025”). A
circunferência da rosca (que corresponde ao tambor, pois este é fixado
firmemente ao parafuso por encaixe cônico), é dividida em 50 partes iguais (ou

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 136


MECATRÔNICA – LIVRO I

25 partes nos instrumentos de polegada), possibilitando leituras de 0,01 mm ou


.001”.
Assim, uma volta completa do tambor corresponde ao passo da rosca, meia
volta corresponde à metade do passo da rosca e assim por diante.

Os materiais empregados na fabricação do parafuso micrométrico são o aço


liga ou aço inoxidável. O aço inoxidável confere maior resistência á oxidação,
mas por outro lado, sua dureza é menor quando comparada a um fuso de aço
liga.

Os parafusos micrométricos são retificados, temperados e estabilizados com


dureza de aproximadamente 63HRC para garantia de alta qualidade do mesmo.
O tambor graduado está fixado ao fuso micrométrico. Na parte dianteira do
tambor acha-se gravada uma escala que subdivide a rotação (deslocamento de
0,5 mm) em cinqüenta partes. O deslocamento de uma divisão de tambor
corresponde a um avanço de 0,01 mm.
O tubo graduado possui duas outras escalas lineares que indicam os milímetros
e os meios milímetros. Estando o micrômetro ajustado, isto é, quando o traço
do limite inferior da faixa de medição coincidir com o traço zero do cilindro, com
os sensores de medição se tocando ou com haste padrão entre eles, o
micrômetro está apto a fazer medições.
Quando o micrômetro possui nônio, é possível efetuar a leitura diretamente com
resolução de 0,001 mm ou .0001”. Freqüentemente, adota-se a resolução de
0,002 mm em micrômetros de mm sem nônio. Nos micrômetros com indicação
digital a indicação em geral é 0,001 mm ou .0001”.
Atenção!
O elemento que garante uniformidade na aplicação da força de medição nos
micrômetros é geralmente a catraca.
A catraca é ligada ao parafuso micrométrico. Se a força de medição for superior
à resistência da catraca, a mesma gira em falso sobre o parafuso. A catraca em
suma, limita o torque transmitido ao fuso. Uma outra forma comum de controlar
a força de medição é a utilização de um elemento de fricção ligado ao parafuso

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 137


MECATRÔNICA – LIVRO I

micrométrico. Quando a força ultrapassar certo limite, as duas faces deslizam e


o parafuso não mais se move.

Vamos agora fazer leituras no micrômetro!


Para ler as medidas no micrômetro procede-se da seguinte forma:
Verificam-se quantos traços da bainha estão descobertos pelo tambor (traços
de cima representam o milímetro inteiro e traços de baixo representam à metade
do milímetro).
a) Adicionar a leitura acima à fração lida no tambor (50 divisões).
b) Caso o micrômetro tenha nônio, procede-se de forma semelhante ao
paquímetro, adicionando esta fração às leituras anteriores.
Para efetuar a leitura em polegada executa-se o mesmo procedimento, tendo
cuidado especial com a divisão da escala.

Agora que você já conhece um pouco do micrômetro, vamos executar algumas


medições em milímetro e polegada. Acompanhe com seu micrômetro...

LEMBRE-SE!
Se no caso acima a bainha mostrasse mais um traço inferior, a leitura seria:

Bainha 7,50 mm
Tambor 0,37 mm
Leitura do micrômetro 7,87 mm

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MECATRÔNICA – LIVRO I

NÃO ESQUEÇA! No caso do micrômetro em polegada, cada traço inferior da bainha


equivale a .025” e cada traço do tambor equivale a .001”.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ATENÇÂO!
Nunca esqueça de utilizar a catraca para efetuar a medição. O micrômetro é um
instrumento de elevada exatidão e necessita de uma força de medição
constante para não causar grandes erros.

CUIDADO ONDE OLHA!


Leia o instrumento na posição correta. Lembre-se do paquímetro...

CUIDADOS ADICIONAIS:
Mantenha seu micrômetro sempre limpo. Não deixe que ele caia ou sirva de
ferramenta. Evite adicionar óleo ao instrumento, pois o mesmo arrasta para
dentro da rosca micrométrica muita sujeira. Somente aplique óleo extra fino
quando o instrumento for sofrer manutenção.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

VAMOS TRABALHAR? Faça a leitura e verifique o resultado no final da apostila. São


todos micrômetros em mm. Alguns possuem escalas um pouco diferentes. TOME
CUIDADO!

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Agora vamos trabalhar com polegadas...

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3.3 Relógio Comparador


Agora trabalharemos um pouco com o relógio comparador. Acompanhe...
O relógio comparador é um medidor de deslocamentos lineares por medição
diferencial. Isto significa que o instrumento mede a diferença entre duas
referências quaisquer. Os medidores de deslocamentos transformam um
pequeno deslocamento captado por um sensor de medição em um
deslocamento amplificado num ponteiro, que possa ser lido numa escala, ou
mesmo ser indicado diretamente em um indicador digital.
Os relógios comparadores são muito utilizados para medir características
geométricas específicas das peças, tais como cilindricidade, ovalização,
conicidade e para alinhamentos diversos. Também podem ser utilizados de
forma ampla para medição de peças associado a um padrão de comprimento.
CUIDADO!
O relógio comparador é um instrumento muito delicado. Choques mecânicos,
umidade, ambientes ácidos e temperaturas elevadas podem causar danos
invisíveis a olho nu, mas causadores de elevados erros de medição. Qualquer
travamento ou dificuldade de avanço ou retorno do fuso indicam a necessidade
de manutenção e calibração urgentes.
VAMOS MEDIR?
Para medir com um relógio comparador é muito fácil. Primeiramente escolha o
relógio adequado, levando em consideração seu curso máximo e a menor
divisão de escala que ele apresenta.
Os relógios mais comuns possuem as seguintes características:
Leitura (mm) Curso máximo (mm)
0,01 1 – 5 – 10 – 20 – 30 - 50
0,005 1,25 – 3,5 – 5
0,002 0,2 – 0,5 – 1
0,001 0,1 – 0,16 – 1 – 2 – 5
0,0005 0,06

A seguir deve-se fixar o relógio cuidadosamente numa mesa de medição ou


base magnética, para que este possa ser aplicado ao mensurando. Sempre
aplique alguma deformação ao relógio (deixe o fuso levantar um pouco) no
momento de fixar o instrumento.
Em seguida siga posicione a escala corretamente para sua referência inicial
(zeragem). Lembre-se o relógio comparador mede de forma relativa, isto é, a
diferença entre duas posições (inicial e final).
Finalmente leia diretamente sobre a escala ou indicador digital a diferença entre
suas duas referências da seguinte forma:
Número de voltas – O ponteiro pequeno marca o número de voltas. Cada volta
abrange 100 ou 200 divisões da escala do relógio.
A fração da volta deve ser lida através do ponteiro grande.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Relógio típico com curso de 10 mm e resolução de 0,01 mm

ATENÇÃO! Vamos ler alguns exemplos...

O operador fixou o relógio na marcação de 0 mm, e na marcação de zero voltas.


O deslocamento foi no sentido horário.
Primeiramente devemos observar o número de voltas. Verifique que o relógio se
deslocou a partir da referência zero menos de duas voltas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

A seguir, observamos o ponteiro maior, que indica 76 divisões. Como neste


relógio cada divisão é igual a 0,001 mm temos a seguinte situação:
1 volta completa = 200 divisões = 200 x 0,001 mm = 0,2 mm
76 divisões = 76 x 0,001 mm = 0,076 mm
Somando: 0,2 + 0,076 = 0,276 mm. Como o sentido de deslocamento foi horário,
temos um deslocamento positivo em relação a referência inicial.

O operador fixou o relógio na quinta volta, na marcação de zero da escala.


Neste exemplo, o deslocamento se deu no sentido anti horário. Portanto, temos
menos de uma volta de deslocamento em relação ao ponto inicial. Também
podemos constatar que o ponteiro grande indica 37 divisões neste sentido.
Desta forma temos o seguinte:
37 divisões a menos que a medida inicial = 37 * 0,01 mm = 0,37 mm.

O operador fixou o relógio na marcação de voltas zero e na marcação zero da


escala. Aconteceu um deslocamento no sentido horário.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Neste caso, temos mais de 7 voltas completas e observamos a indicação de 54


divisões da escala. Portanto, temos:
7 voltas completas = 7 * 100 = 700 divisões = 700 * 0,01 = 7 mm
54 divisões = 54 * 0,01 mm = 0,54 mm
Somando, temos 7 + 0,54= 7,54 mm

Vamos exercítar?

Referência inicial: Posicionamos o relógio no início de sua primeira volta sobre


o zero da escala.
Deflexão à direita a partir da sua referência zero.

Referência inicial: Posicionamos o relógio no mensurando na sua segunda volta


no ponto zero.
Deflexão à esquerda a partir da sua referência zero.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 146


MECATRÔNICA – LIVRO I

ESTEJA ATENTO!
Cuidado com a forma como o relógio é posicionado. Existe um acessório
específico para levantar o fuso, que evita contato desnecessário do operador
com a ponta de contato.

OLHA A POSTURA!!!
Muito cuidado com a fixação do relógio comparador. Este deve permanecer com
o fuso perpendicular com o plano da peça a ser medida. Se isso não for
observado, ocorrem erros substanciais, chamados erros de cosseno.
3.4 Relógio apalpador
Agora vamos estudar um pouco o relógio apalpador, muito parecido com o relógio
comparador. Acompanhe!

O relógio apalpador é um tipo específico de medidor de


deslocamentos diferencial. Na verdade, o instrumento
mede pequenos deslocamentos, mas mostra-se
bastante versátil, inclusive na medição em movimento
limitado.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 147


MECATRÔNICA – LIVRO I

Porque utilizamos o
relógio apalpador e
não o comparador?
O relógio apalpador
pode ser utilizado
fixo, como um relógio
comparador, quando
a sua maior
flexibilidade se
mostrar vantajosa. O
relógio apalpador
pode ser fixado em
várias posições
diferentes e alcança
locais de difícil
acesso.
O relógio apalpador é utilizado para medição em movimento, como mostra a
figura ao lado.

O relógio apalpador possui um mecanismo de elevada exatidão apoiado em


mancais de rubis. O eixo da alavanca (transmissor do movimento) é montado
sobre dois rolamentos de esferas. O sensor de medição é geralmente de cromo
duro, podendo ser facilmente substituído por outros com comprimentos e
diâmetros da ponta os mais diversos sem modificação na relação entre o
comprimento da alavanca e o valor lido. O movimento da alavanca é transmitido
ao ponteiro, que está associado a uma escala giratória. Um sistema de dupla
alavanca garante inversão no sentido de medição de forma imediata em alguns
modelos.
Os relógios apalpadores executam um grande
número de tarefas distintas, onde se destacam:
verificação de planicidade, conicidade,
excentricidade, batimento, retilineidade, além de
ser utilizado como transferidor de medidas em
controles dimensionais. São muito utilizados em
associação com traçadores de altura e mesas de
medição, bases magnéticas, suporte entre pontas,
e diretamente sobre máquinas operatrizes.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Vamos medir?

Os relógios apalpadores mais comuns possuem leitura de 0,01 mm ou 0,002


mm. São oferecidos com curso de medição de até 0,0315 in. A leitura é realizada
como no relógio comparador (medição diferencial), sendo diretamente
identificada na escala. Cuidado especial deve ser observado durante o
posicionamento do relógio (ver figura imediatamente acima e à direita), pois a
alavanca deve ser posicionada proximamente paralela à superfície a ser medida.
Isto evita a introdução de erros de cosseno. Quando utilizado em movimento,
deve-se observar o sentido correto do movimento, como ilustrado na segunda
figura da página.

ATENÇÃO!!!
O relógio apalpador é um instrumento extremamente sensível. Choques e
operação indevida podem danificar seriamente as características do
instrumento. Por ser um equipamento pequeno, deve-se ter um cuidado
especial com o acondicionamento do mesmo. A limpeza é indispensável,
inclusive com dedicação especial à alavanca e ao protetor da escala (vidro).

3.5 Passômetro e anel padrão


Agora o passômetro! Nada mais é que um relógio comparador associado a uma haste
de medição com função específica
O passômetro ou súbito é um
medidor de diâmetros internos de
furos que podem variar entre φ 4,5 a
550 mm. O instrumento mede
apoiado por duas pontas, uma fixa e
a outra móvel. A ponta móvel,
sensor de medição, transmite o
movimento até o elemento de
transdução. A centragem no furo é
realizada por duas sapatas munidas
de discos retificados.
Os passômetros são, na verdade, a
união entre um relógio comparador
comum e uma haste de medição

com características próprias. A


haste transmite o movimento do
sensor até o fuso do relógio
através de um came, ver figura ao
lado. O sensor do passômetro pode
ser facilmente substituído, de
forma a possibilitar a medição em
faixas amplas. Na realidade, o
curso máximo do sensor não
ultrapassa 1,5 mm.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 149


MECATRÔNICA – LIVRO I

No caso específico do passômetro, tratando-se de um medidor de


deslocamentos diferencial, torna-se necessário, para medições absolutas, o
acompanhamento de um padrão. O elemento padrão ideal para medição com o
passômetro é o anel padrão. O anel padrão é um padrão de diâmetro interno
fabricado em aço, com superfície interna retificada e tratada termicamente. O
valor efetivo do seu diâmetro interno possui baixa incerteza de medição. Para
medições corriqueiras, pode-se utilizar um micrômetro para transferir a medida
padrão ao passômetro (efetuar a zeragem).

CUIDADO NA MEDIÇÃO!!!
A medição com passômetro deve ser realizada com máximo cuidado no
momento da apalpação, evitando-se a contribuição de erros de cosseno. Além
de medir diâmetros internos em associação com um padrão, o passômetro pode
medir conicidade e ovalização em cilindros.

Anéis padrão

ATENÇÃO – Cuidados especiais!


Os cuidados com o passômetro são basicamente os mesmos do relógio
comparador. Sugere-se ainda evitar a desmontagem do equipamento,
principalmente após a sua calibração.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Vamos medir com o passômetro? Preste atenção à referência...


A leitura com o passômetro segue as regras do relógio comparador. Para
facilitar a vida do operador, a figura acima e à direita mostra a relação entre
indicação da escala e variação da medida do furo.
Lembre-se: o curso total do passômetro não passa de 1,5 mm.

3.6 Goniômetro

Vamos contar igual aos antigos...

O medidor de ângulos chama-se goniômetro. Para medir ângulos, precisa-se


conhecer o sistema de contagem sexagesimal. Este sistema divide uma
circunferência em 360 graus. O grau é dividido em minutos e segundos.
Portanto, a unidade de ângulo é o grau. O grau divide-se em 60 minutos e o
minuto divide-se em 60 segundos. Os símbolos utilizados são: grau (º), minuto
(’), segundo (”).
ATENÇÃO!!! Aprenda a operar com o sistema sexagesimal.

Para somarmos ou subtrairmos no sistema sexagesimal, devemos colocar as


unidades iguais umas sobre as outras.
Exemplo:
90º - 25º 12’
A primeira operação a fazer é converter 90° em graus e minutos.
90º = 89º 60’
89º 60’ - 25º 12’ = 64º 48’
Deve-se operar da mesma forma quando se tem as unidades graus, minutos e
segundos.
Exemplo:
90° - 10º 15’ 20”
Convertendo 90º em graus, minutos e segundos, teremos:
90º = 89º 59’ 60”
89º 59’ 60” – 10º 15’ 20” = 79º 44’ 40”
Vamos agora trabalhar com o goniômetro...

O goniômetro simples, também chamado de transferidor de graus é utilizado


para medidas onde não há preocupação com a exatidão do resultado. Nas
figuras da página seguinte, encontram-se exemplos de transferidores de graus,
como também exemplos de diferentes medições de ângulos, mostrando várias
posições distintas da lâmina do transferidor.
Nos transferidores simples, a divisão de escala é 1º. Lê-se os graus inteiros na
graduação do disco fixo, indicados pelo traço 0 da referência e aproxima-se a
leitura para a posição mais próxima dentro da variação de 0,5º. Portanto, pode-
se ler até 0,5º nos transferidores simples por interpolação na escala.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ATENÇÃO!!!
Fazer a leitura do ângulo sempre com o goniômetro aplicado à peça.
Manter sempre os goniômetros limpos e acondicionados em estojos próprios.
E QUANDO TIVER NÔNIO?
Nos goniômetros que possuem nônio (ou vernier) a leitura no disco graduado
nos dará variações de 1º, enquanto que o nônio dividirá o grau em 12 partes
iguais. Isto significa que a menor divisão possível é 5º.
Alguns goniômetros de melhor exatidão possuem uma pequena lupa associada
ao nônio. Nas páginas seguintes, encontra-se a ilustração descritiva de um
goniômetro com nônio.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

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MECATRÔNICA – LIVRO I

3.7 Torquímetros
Antes de falarmos nos torquímetros vamos entender um pouco do que vem a
ser torque?

O que é torque?

É uma força aplicada em um determinado ponto através de uma alavanca


descrevendo um movimento de giro.
T = f x d ⇒ T = Torque
F = Força
D = Distancia

3.7.1 Tipos de uniões parafusadas e condições de juntas em função do torque


A característica mais comum pela qual se classifica uma junta é a sua rigidez.
Compare as duas juntas mostradas abaixo.

De acordo com a norma ISO 5393, uma junta é rígida quando o torque final é
alcançado com um giro no parafuso de aproximadamente 30º a partir do
encosto. Uma junta é flexível quando o torque final é alcançado após um giro
no parafuso de aproximadamente de 720º a partir do encosto. Na prática, a
maioria das juntas fica entre esses dois extremos (juntas semi-flexíveis).
A outra característica a ser considerada é a resistência à torção das juntas.
Esta variável não tem sido classificada exatamente como rigidez da junta,
mas considere as duas juntas mostradas abaixo.

Junta de torção rígida

Junta de torção fraca

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MECATRÔNICA – LIVRO I

A junta mostrada à esquerda, que é formada por um parafuso curto e grosso


pode ser considerada rígida. A junta à direita, formada por um parafuso longo
e fino é flexível. Uma junta poderá ser rígida, elástica ou intermediária.
Ex.: A montagem de um volante ao virabrequim requer uma junta rígida, já
que isto é uma necessidade para um funcionamento confiável do motor.
Um exemplo de junta elástica seria, a mangueira do radiador, que une a
bomba d'água ao bloco do motor.
3.7.2 Conseqüências que devem ser consideradas
Pouco aperto
Este item é de grande importância, pois dependendo das condições que os
elementos fixados são solicitados (vibração, rotação, impacto, etc) eles
podem se soltar ao longo do tempo, comprometendo a qualidade final do
produto.
Muito aperto
O aperto exagerado do parafuso pode comprometer as peças a serem unidas.
Ao apertar o parafuso
proporcionalmente ao ângulo de
giro, o mesmo se torna tenso e a
força de união aumenta, até que se
alcança o limite elástico do parafuso
(PONTO CRÍTICO).
Se continuarmos apertando,
não conseguiremos aumentar a
força de união e provocaremos o
alongamento do parafuso no
sentido axial.
O alongamento se fará mais e mais
3.7.3 Por queaté
pronunciado utilizar
que um torquímetro?
se produza a
A resposta é SEGURANÇA.
ruptura do parafuso. Um parafuso ou porca mal apertado se soltará e
não garantirá
Este processovalores como: vedação e fixação, possibilitando ainda
é de fácil
desprendimento da junta
demonstração sobre um gráfico. e possíveis
O acidentes. Um parafuso ou porca com
aperto excessivo sofrem
limite elástico do parafuso se ação de duas forças destrutivas: o excesso de
torque e as vibrações,
alcança no ponto onde começa a que ocasionam a fadiga prematura e uma possível
ruptura
diminuir nos momentos
a relação entre ade maior solicitação das uniões. Estes dois fatores em
FORÇA
DE UNIÃO e o ÂNGULO DE GIRO. de uma ferramenta que possibilitasse o
especial levaram à construção
controle desta força: O TORQUÍMETRO (que veremos a seguir).

3.7.4 Unidades de torque:


Como estamos lidando com uma força, necessitamos de uma unidade
para expressar este valor. Por convenção internacional (S.I. - Sistema
Internacional de Unidade) utiliza-se o sistema métrico para a expressão de
valores lineares e a unidade Newton para a expressão dos valores de forças.
Teremos assim para a expressão do valor do torque a unidade Newton - metro
(Nm).

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MECATRÔNICA – LIVRO I

3.7.5 O que são torquímetros:


São ferramentas que se destinam a aplicar Momentos de Torque em porcas e
parafusos a partir de uma pré-carga estabelecida no projeto.
A escolha correta da ferramenta para o aperto significa segurança, rapidez,
facilidade e qualidade para o seu trabalho. Cada torquímetro é desenvolvido
para uma diferente aplicação. Os principais torquímetros encontrados no
mercado são:
Coleta de dados;
Torquímetro Tipo Vareta;
Torquímetro Tipo Relógio;
Torquímetro Digitais;
Torquímetro Tipo Giro Livre;
Torquímetro Tipo Estalo;
Torquímetro com Sinal Luminoso.
3.7.5.1 Classificação dos torquímetros:
Como existem diversas situações em que se utilizam parafusos ou porcas
torqueadas desenvolveram-se diversos tipos de torquímetros.

3.7.5.1.1 - Torquímetro de indicação de torque:


Estes torquímetros são geralmente usados em manutenções e inspeções por
possibilitarem a visualização do valor do torque que se está aplicando, ou
valor do torque que já foi aplicado.
Torquímetro tipo vareta, tipo relógio axial, digital:
O Torquímetro tipo vareta é uma ferramenta universal.
O Torquímetro tipo relógio axial é um torquímetro próprio para a aplicação de
torques de baixo valor. Devido a sua sensibilidade são também chamados de
calibres de torque.
O Torquímetro digital é um instrumento de fácil leitura do torque aplicado.

3.7.5.1.2 - Torquímetro de limitação de torque:


Este dispositivo possibilita limitação do torque a ser aplicado. Muito
útil nas linhas de montagem, pois desarmam após alcançar o torque limite.
Torquímetro tipo giro livre:
1. Axial
2. Radial
Quando o torque é alcançado, o torquímetro passa a girar em falso e o
soquete acoplado ao torquímetro e ao parafuso passa a não girar mais.

3.7.5.1.3 Torquímetros de sinalização de torque:


Este tipo de torquímetro possibilita uma dinamização da aplicação do torque
uma vez que alcançado, o torque alvo, emitem um sinal (luminoso ou sonoro)
que avisa ao operador tal fato.

Torquímetro tipo estalo (sinalização sonora), Torquímetro com sinal


luminoso:
1. Axial
2. Radial

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Os Torquímetros de estalo são dotados de mola helicoidal com desligamento


por came ou alavanca. Quando o torque alvo é alcançado o mecanismo
interno é acionado produzindo o sinal acústico (estalo).
Os Torquímetros de sinal luminoso, indicador de torque ângulo alcançado,
são úteis em locais onde o índice de ruído inviabilize o uso de torquímetros
de estalos.
3.7.5.2 Manuseio de um torquímetro:
Ao instruir um operador sobre o manuseio de um torquímetro, devemos
alertá-lo sobre as seguintes fases:

1º FASE: Escolha (Qual o torquímetro ideal para a fixação?).


Você deverá instruir o operador sobre o tipo de torquímetro, o torque
utilizado, que aperto inicial deve ser dado com urna ferramenta adequada
(chave pneumática, soquete com chave de catraca ou outras chaves).

CUIDADO!
Verificar que o operador tenha condições de dar o aperto inicial um pouco menor que o
aperto final. No caso de parafusadeira pneumática, você deverá verificar se está
regulada para o trabalho (70% do M.A.).

2º FASE: Manuseio (Posicionar corretamente o torquímetro).


O operador deverá encaixar corretamente a boca da chave ou soquete
do torquímetro na cabeça do parafuso ou porca.

CUIDADO!
Observar se os parafusos ou porcas não estão danificados ou deformados. O parafuso
deve ser rosqueado perpendicularmente a porca.

Observar se o torquímetro não está encostado em nenhuma parte da peça a


ser fixada, pois isto provocará um erro na quantidade de aperto que
realmente estamos aplicando.
3º FASE: Postura (Movimento do torquímetro para o aperto final).
O movimento de aperto com o torquímetro deve ser lento e constante, para
maior precisão na aplicação do valor do aperto final desejado.
CUIDADO!
Nunca devem ser dados trancos no movimento de aperto. Você deve orientar o
emidaoperador para segurar o torquímetro no manípulo, localizado na sua
extrde, pois assim estará realizando o seu trabalho corretamente e com menor

4º FASE: Apertar até "Estalar ou Quebrar"


• Ao aplicar o momento de aperto final temos que observar o seguinte:
• Girar 1/4 de volta e ou 30% para completar o aperto.
• Só parar o aperto quando ouvir o estalo do torquímetro, ou em caso do

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 157


MECATRÔNICA – LIVRO I

mesmo ser de quebra, ele “escamotear” completamente.


• Não forçar após o estalo ou quebra do equipamento, pois isto
acarretará danos às peças envolvidas na fixação.
• Caso ocorram danos no torquímetro, entregar imediatamente ao
responsável do processo (encarregado).
3.7.5.3 Cuidados para com o torquímetro
• O torquímetro é uma ferramenta complexa, que tem dentro do corpo,
uma mola e um sistema de alavanca, portanto muito cuidado ao
manuseá-lo.
• Não jogue o torquímetro, não o use como martelo e nem como apoio.
• Um defeito do torquímetro pode significar um item de segurança
apertado de forma errada (pouco ou muito), o que pode significar um
acidente com o veículo por você montado.
• O torquímetro não deve ser usado como chave para aperto inicial. O
aperto inicial deve ser feito normalmente com chave de boca, chave
estrela ou apertadeira. O torquímetro só deve ser usado para o aperto
final.
• O torquímetro não deve ser usado para desapertar peças já fixadas,
pois esta não é a ferramenta adequada para esta operação, podendo
danificar seus componentes internos.
• Quando um torquímetro varia para mais ou menos, ou seja, sua
repetibilidade se altera, é porque uma ou mais peças internas se
encontram com desgaste.
• Nos torquímetros de quebra / estalo podemos ter um desvio de até 5%
do valor especificado na escala, porém sua repetibilidade tem de ser
exata.
• O torquímetro não deve ser colocado em banho ou lavado com água
solvente (thinner, clorotene, álcool, etc.). Porque o líquido penetrará
eliminando a lubrificação interna.
• Quando o torquímetro não estiver em uso por tempo prolongado
(acima de 3 dias), este deverá ser descarregado até o ponto inicial da
escala, para eliminar a tensão da mola.
• Ao apertar uma porca do tipo “castelo”, após dar a torque normal
devemos verificar se o rasgo da porca está coincidindo com o furo do
parafuso. Caso não esteja, deve-se apertar com ferramenta manual até
coincidir com o rasgo mais próximo.
O montador, antes de começar a aplicar o torque deve observar a posição
de equilíbrio do corpo para que no momento da finalização (estalo ou
quebra) o mesmo não se apóie no torquímetro. Caso contrário o
desequilíbrio provocará a perda da sensibilidade prejudicando o processo.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 158


MECATRÔNICA – LIVRO I

Referências bibliográficas

TELECURSO. Curso Profissionalizante. Aulas 4, 5, 10, 11, 15, 16; Fundação


Roberto Marinho, 1986.

MITUTOYO. Mitutoyo Catalog. Tókio, Mitutoyo Corporation, 1995.

INMETRO. Vocabulário Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de


Metrologia, Portaria nº. 29 de 10 de março de 1995. Rio de Janeiro.

TESA. Instrumentos para o Controle Dimensional.: Catálogo nº. 102.017.Suíça,


TESA S/A, 1980.

MITUTOYO. Instrumentos para Metrologia Dimensional: Catálogo de utilização,


manutenção e cuidados. São Paulo, Mitutoyo do Brasil.

SOISSON, Harold. Instrumentação Industrial. São Paulo, Helmus, 1996. p. 49 –


192.

SCHOELER, Nelson . Qualificação e Certificação de Instrumentos de Medição.


Florianópolis, Fundação CERTI/LABMETRO, 1995. 256 p.

SCHOELER, Nelson; GONÇALVES JR, Armando A. Medir 100 Erros.


Florianópolis, Fundação CERTI, 1992. 153 p.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 159


MECATRÔNICA – LIVRO I

LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS


LPT-901

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Linguagem Verbal e Não-Verbal

Ao analisar de forma bem-humorada modos e comportamentos de alguns povos,


Luís Fernando Veríssimo brinca com a curiosa linguagem dos tapinhas, tapas e
socos com que os amigos íntimos dialogam. Como se pode observar, o beijo, o
abraço e o tapinha no braço e as palavras (mesmo que para trocar “insultos”
carinhosos) são formas de comunicação que utilizam diferentes códigos, resultando
em diferentes linguagens.
Podemos reconhecer duas linguagens:
• Linguagem verbal – aquela que utiliza a língua (oral ou escrita); a língua é
o mais importante dos códigos.
• Linguagem não-verbal – aquela que utiliza qualquer código que não seja a
palavra, como a pintura (que explora as formas e as cores, por exemplo), a
mímica, a dança, a música, entre outros.
Damos o nome de linguagem a todo sistema de sinais convencionais que nos
permite realizar atos de comunicação, que nos permite dizer algo. É possível
concluir então que “não há linguagem no vazio, seu grande objetivo é a interação, a
comunicação com um outro, dentro de um espaço social.” [PCN]
Podemos reconhecer uma “linguagem animal”, mas ela não se confunde com a
linguagem humana. A “linguagem animal” é instintiva e não um produto cultural;
não evolui, não se transforma. A comunicação animal é mais marcada pela
invariabilidade.
Em situação absolutamente distinta, o homem produz linguagem. Daí podemos
afirmar que, num sentido mais estreito, a linguagem é um fenômeno humano, como
afirma S. I. Hayakawa:
Quando um animal ladra, pode fazer com que
outro animal ladre por imitação, ou de susto;
mas este segundo latido não é feito com
referência ao primeiro. Porém, quando um
homem diz “vejo um rio”, um segundo homem
poderá dizer “ele diz que vê um rio”, o que já é
uma declaração acerca de uma declaração.
Assim, pois, a linguagem pode processar-se
acerca da linguagem e é este traço
fundamental pelo qual o sistema humano de
ruídos difere dos gritos animais.
[HAYAKAWA, 1972]

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Elementos essenciais do processo da comunicação


Comunicar implica busca de entendimento, de compreensão. Em suma, contato. É
uma ligação, transmissão de sentimentos e idéias. O processo se dá como uma
espécie de dinâmica quase imperceptível aos que participam dele. Essa
dinâmica não pode dispensar alguns elementos que associadas umas às outras,
constituem os elementos mais importantes na comunicação:
• Fonte – origem da mensagem.
• Emissor – quem envia a mensagem através da linguagem verbal ou não-
verbal. Geralmente a fonte coincide com o emissor, por exemplo, num
diálogo, em que o falante é emissor e fonte ao mesmo tempo.
• Mensagem – É o que a fonte deseja transmitir através do emissor, podendo
ser percebida por algum dos cinco sentidos. Por exemplo, um texto escrito é
visual, um telejornal é audiovisual, a linguagem braile utiliza o tato. Até
mesmo o olfato é uma forma de se perceber a mensagem. Quando se sente
o cheiro de gás, percebe-se logo um vazamento. É curioso lembrar que esse
cheiro é artificial, principalmente provocado para passar a mensagem de que
há gás escapando.
A mensagem serve-se de um código que deve ser estruturado e decifrado. É
preciso que a mensagem tenha conteúdo, objetivos e que use o canal
apropriado.
• Canal – É a forma utilizada pela fonte para enviar a mensagem. Ele deve ser
escolhido cuidadosamente, para assegurar a eficiência e o bom êxito da
comunicação.
O canal pode ser:
o Natural – órgãos sensoriais
o Tecnológico – espacial (como rádio, telefone, televisão) ou temporal
(como livros, revistas, discos, fotografias).
• Receptor – É um elemento muito importante no processo. Pode ser a
pessoa que lê, que ouve, um pequeno grupo, um auditório ou uma multidão.
Ao recebedor cabe decodificar a mensagem e dele dependerá, em termos, o
êxito da comunicação. Temos que considerar, nesse caso, os agentes
externos que independem do receptor (ruídos, por exemplo).
• Destino – É a pessoa a quem se dirige a mensagem. Geralmente o destino
coincide com o receptor. Por exemplo, no diálogo, o ouvinte é o destino e
receptor ao mesmo tempo.
• Código – É um conjunto de sinais estruturados numa linguagem verbal ou
não-verbal.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

As várias leituras
Gostaríamos de reafirmar uma postura quando falamos em ler textos, não estamos
nos referindo exclusivamente aos textos escritos, mas sim aos diversos textos que
se apresentam em nosso cotidiano, “escritos” nas mais diferentes linguagens. Além
dos textos verbais, há também os textos “sem palavras”: o texto “escrito” pelas
notícias; o texto das várias telas, esculturas e fotografias; o do diálogo amoroso
“escrito” por meio de gestos.

O que foi dito nos leva a concluir que podemos ter textos expressos em linguagem
verbal e textos expressos em linguagem não-verbal. Um bom leitor, um leitor
atento, deve procurar “ler” (o que significa compreender) esses vários textos que
se apresentam em seu cotidiano.
Aquele que apenas “decodifica” o texto não está participando do processo
comunicativo e prejudica a mensagem, uma vez que ela não foi compreendida
pelo receptor. Não significa, pois, aceitar a mensagem, mas ser capaz de percebê-
la como texto.
A leitura é sempre produção de sentidos:
• Os textos são polissêmicos;
• Não existe leitura ingênua;
• A leitura é cultural;
• Em alguns textos há jogos de conotações; é necessário percebê-los;
• Ler é dar um sentido de conjunto, as seqüências se articulam para dar sentido;
ler é constituir um sentido;
• A leitura deve ser aberta a novos sentidos.
Uma nova leitura é reflexo do que já foi lido antes, pois não há decifração
autônoma. Ao mesmo tempo é aquisição de novos sentidos, dos sentidos
adquiridos nasce o sentido a ser adquirido.
O novo sentido será acumulado para uma próxima leitura, e a “biblioteca” pessoal
será enriquecida para a próxima leitura.
Exigências do texto escrito
Nunca é demais ressaltar a importância do rigor, da precisão e da objetividade em
um texto escrito. Enquanto oralmente podemos nos valer de gestos, de expressões
faciais, da entonação e do timbre da voz para transmitir o que sentimos, pensamos
e julgamos, na escrita dependemos apenas das palavras.
Daí a necessidade de uma preocupação com a escolha das palavras e com a
maneira de organizá-las na frase. Afinal, o destinatário, não estando presente no
momento da elaboração da mensagem, não pode pedir esclarecimentos nem
manifestar suas dúvidas. Assim não nos é dado escolher novas formas para

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 163


MECATRÔNICA – LIVRO I

expressar o que tínhamos em mente, como o faríamos se notássemos na


expressão do interlocutor um ar de incompreensão ou de discordância.
Por isso, não se admite, num texto escrito, ambigüidade, trechos confusos, escolha
inadequada do vocabulário, termos desconexos, falta de nexo entre orações e
parágrafos, incoerência na exposição de idéias. Afinal, um texto escrito pode ser
relido, refeito, repensado, corrigido. E essa vantagem deve ser explorada ao
máximo.

Implícito e subentendido

Observe a seguinte frase: Fiz faculdade, mas aprendi algumas coisas. Nela, o
falante transmite duas informações de maneira explícita:
a) que ele freqüentou um curso superior;
b) que ele aprendeu algumas coisas.
Ao ligar essas duas informações com um “mas” comunica também de modo
implícito sua crítica ao sistema de ensino superior, pois a frase passa a transmitir a
idéia de que nas faculdades não se aprende nada. Um dos aspectos mais
intrigantes da leitura de um texto é a verificação de que ele pode dizer coisas que
parece não estar dizendo: além das informações explicitamente enunciadas,
existem outras que ficam subentendidas ou pressupostas.
Para realizar uma leitura eficaz, o leitor deve captar tanto os dados explícitos
quanto os implícitos. Leitor perspicaz é aquele que consegue ler nas entrelinhas.
Caso contrário, ele pode passar por cima de significados importantes e decisivos
ou pode concordar com coisas que rejeitaria se as percebesse.
Não é preciso dizer que alguns tipos de texto exploram, com malícia e com
intenções falaciosas, esses aspectos subentendidos e pressupostos. Que são
pressupostos? São aquelas idéias não expressas de maneira explícita, mas que o
leitor pode perceber a partir de certas palavras ou expressões contidas na frase.
Assim, quando se diz “O tempo continua chuvoso”, comunica-se de maneira
explícita que, no momento da fala, o tempo é de chuva, mas, ao mesmo tempo, o
verbo “continuar” deixa perceber a informação implícita de que antes o tempo já
estava chuvoso. Na frase “Pedro deixou de fumar” diz-se explicitamente que, no
momento da fala, Pedro não fuma. O verbo deixar, todavia, transmite a informação
implícita de que Pedro fumava antes. A informação explícita pode ser questionada
pelo ouvinte, que pode ou não concordar com ela.
Os pressupostos, no entanto, têm que ser verdadeiros ou pelo menos admitidos
como verdadeiros, porque é a partir deles que constroem as informações explícitas.
Se o pressuposto é falso, a informação explícita não tem cabimento. No exemplo
acima, se Pedro não fumava antes, não tem cabimento afirmar que ele deixou de
fumar. Na leitura e interpretação de um texto, é muito importante detectar os
pressupostos, pois o seu uso é um dos recursos argumentativos utilizados com
vistas a levar o ouvinte ou o leitor a aceitar o que está sendo comunicado. Ao
introduzir uma idéia sob a forma de pressuposto, o falante transforma o ouvinte em

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MECATRÔNICA – LIVRO I

cúmplice, uma vez que essa idéia não é posta em discussão e todos os
argumentos subseqüentes só contribuem para confirmá-la. Por isso, pode-se dizer
que o pressuposto aprisiona o ouvinte ao sistema de pensamento montado pelo
falante.
A demonstração disso pode ser encontrada em muitas dessas verdades
incontestáveis postas como base de muitas alegações do discurso político.
Tomemos como exemplo a seguinte frase: “É preciso construir mísseis
nucleares para defender o Ocidente de um ataque soviético.” O conteúdo
explícito afirma “a necessidade da construção de mísseis”, com a finalidade de
defesa contra ataques soviéticos. O pressuposto, isto é, o dado que não se põe em
discussão é: os soviéticos pretendem atacar o Ocidente. Os argumentos contra o
que foi informado explicitamente nessa frase podem ser:- os mísseis não são
eficientes para conter o ataque soviético; - uma guerra de mísseis vai destruir o
mundo inteiro e não apenas os soviéticos; - a negociação com os soviéticos é o
único meio de dissuadi-los de um ataque ao Ocidente.

Como se pode notar, os argumentos são contrários ao que está dito explicitamente,
mas todos eles confirmam o pressuposto, isto é, todos os argumentos aceitam que
os soviéticos pretendem atacar o Ocidente. A aceitação do pressuposto é que
permite levar à frente o debate. Se o ouvinte disser que os soviéticos não têm
intenção nenhuma de atacar o Ocidente, estará negando o pressuposto lançado
pelo falante e então a possibilidade de diálogo fica comprometida irreparavelmente.
Qualquer argumento entre os citados não teria nenhuma razão de ser. Isso quer
dizer que, com pressupostos distintos, não é possível o diálogo ou não tem ele
sentido algum. Pode-se contornar esse problema tornando os pressupostos
afirmações explícitas, que então podem ser discutidas. Os pressupostos são
marcados, nas frases, por meio de indicadores lingüísticos, como, por exemplo:
a) certos advérbios: Os resultados da pesquisa ainda não chegaram até
nós.
Pressuposto: Os resultados já deviam ter chegado ou Os resultados vão chegar
mais tarde.
b) certos verbos: O caso do contrabando tornou-se público.
Pressuposto: O caso não era público antes.
c) as orações adjetivas: Os candidatos a prefeito, que só querem defender
seus interesses, não pensam no povo.
Pressuposto: Todos os candidatos a prefeito têm interesses individuais.
Mas a mesma frase poderia ser redigida assim: Os candidatos a prefeito que só
querem defender seus interesses não pensam no povo.
No caso, o pressuposto seria outro: Nem todos os candidatos a prefeito têm
interesses individuais.
No primeiro caso, a oração é explicativa; no segundo, é restritiva. As explicativas
pressupõem que o que elas expressam refere-se a todos os elementos de um dado

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MECATRÔNICA – LIVRO I

conjunto; as restritivas, que o que elas dizem concerne a parte dos elementos de
um dado conjunto.
d) os adjetivos: Os partidos radicais acabarão com a democracia no
Brasil.
Pressuposto: Existem partidos radicais no Brasil.

Os subentendidos ou pressupostos
Os subentendidos são as insinuações escondidas por trás de uma afirmação.
Quando um transeunte com o cigarro na mão pergunta: “Você tem fogo?”, acharia
muito estranho se você dissesse: Tenho e não lhe acendesse o cigarro. Na
verdade, por trás da pergunta subentende-se: “Acenda-me o cigarro, por favor.”
O subentendido difere do pressuposto num aspecto importante: o pressuposto é
um dado posto como indiscutível para o falante e para o ouvinte, não é para ser
contestado; o subentendido é de responsabilidade do ouvinte, pois o falante, ao
subentender, esconde-se por trás do sentido literal das palavras e pode dizer que
não estava querendo dizer o que o ouvinte depreendeu.
O subentendido, muitas vezes serve para o falante proteger-se diante de uma
informação que quer transmitir para o ouvinte sem se comprometer com ela. Para
entender esse processo de descomprometimento que ocorre com a manipulação
dos subentendidos, imaginemos a seguinte situação: um funcionário público do
partido de oposição lamenta, diante dos colegas reunidos em assembléia, que um
colega de seção, do partido do governo, além de ser sido agraciado com uma
promoção, conseguiu um empréstimo muito favorável do banco estadual, ao passo
que ele, com mais tempo de serviço, continuava no mesmo posto e não conseguia
o empréstimo solicitado muito antes que o referido colega. Mais tarde, tendo sido
acusado de estar denunciando favoritismo do governo para com os seus adeptos, o
funcionário reclamante defende-se prontamente, alegando não ter falado em
favoritismo e que isso era dedução de quem ouvira o seu discurso. Na verdade, ele
não falou em favoritismo, mas deu a entender, deixou subentendido para não se
comprometer com o que disse. Fez a denúncia sem denunciar explicitamente. A
frase sugere, mas não diz. A distinção entre pressupostos e subentendidos em
certos casos é bastante sutil. Não vamos aqui ocupar-nos dessas sutilezas, mas
explorar esses conceitos como instrumentos úteis para uma compreensão mais
eficiente do texto.
Fonte: Para Entender o Texto: Leitura e Redação, Platão e Fiorin, 1990.
Funções da linguagem
Para se entender os gêneros e tipos textuais, é preciso que seja lembrado o que foi
dito no início do módulo: todo texto é intencional, tem um determinada função. Para
cada elemento da comunicação que a mensagem é desviada, existe uma função
específica:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Função emotiva (ou expressiva)


Centralizada no emissor, revelando sua opinião, sua emoção. Nela prevalece a 1ª
pessoa do singular, interjeições e exclamações. É a linguagem das biografias,
memórias, poesias líricas e cartas de amor.
Função referencial (ou denotativa)
Centralizada no referente, quando o emissor procura oferecer informações da
realidade. Objetiva, direta, denotativa, prevalecendo a 3ª pessoa do singular.
Linguagem usada nas notícias de jornal e livros científicos.
Função apelativa (ou conativa)
Centraliza-se no receptor; o emissor procura influenciar o comportamento do
receptor. Como o emissor se dirige ao receptor, é comum o uso de tu e você, ou o
nome da pessoa, além dos vocativos e imperativo. Usada nos discursos, sermões e
propagandas que se dirigem diretamente ao consumidor.
Função fática
Centralizada no canal, tendo como objetivo prolongar ou não o contato com o
receptor, ou testar a eficiência do canal. Linguagem das falas telefônicas,
saudações e similares.
Função poética
Centralizada na mensagem, revelando recursos imaginativos criados pelo emissor.
Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é metafórica. Valorizam-se as palavras, suas
combinações. É a linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de
música, em algumas propagandas etc.
Função metalingüística
Centralizada no código, usando a linguagem para falar dela mesma. A poesia que
fala da poesia, da sua função e do poeta, um texto que comenta outro texto.
Principalmente os dicionários são repositórios de metalinguagem.
Obs.: Em um mesmo texto podem aparecer várias funções da linguagem. O
importante é saber qual a função predominante no texto, para então defini-lo.
Gêneros textuais e tipos textuais
Gênero textual é um conceito que engloba textos com características comuns em
relação à linguagem, ao conteúdo, e à estrutura, utilizados em determinadas
situações comunicacionais, orais ou escritas. Todavia, KOCH afirma que:
Cabe, também, ressaltar que a noção de
gênero – que não se confunde com o tipo de
texto (narrativo, descritivo, expositivo ou
argumentativo) – não constitui uma noção
meramente textual, isto é, ligada à
estruturação, conteúdo e estilo das diversas
classes de textos.
[KOCH, 2004]

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 167


MECATRÔNICA – LIVRO I

Parágrafo
Independente do tipo de texto, o parágrafo é uma unidade de composição formada
por um ou mais de um período que gira em torno de uma idéia-núcleo. Dessa idéia
núcleo podem irradiar-se outras, secundárias – desde que a ela associadas pelo
sentidos.
Na página manuscrita, indica-se materialmente o início do parágrafo por pequeno
recuo de margem. Pelas normas ABNT, os textos impressos digitados não
apresentarão essa margem.
EXEMPLO:
Idéia-núcleo: a chegada do periquito.
Quando tio Severino voltou da fazenda, trouxe para Luciana um periquito.
Não era um cara-sujo ordinário, de uma só cor, pequenino e mudo. Era um
periquito grande, com manchas amarelas, andava torto, inchado e fazia: “Êh! Êh!”
Luciana recebeu-o, abriu muito os olhos espantados, estranhou que aquela
maravilha viesse dos dedos curtos e nodosos do tio Severino, deu um grito
selvagem, mistura de admiração e triunfo.
Graciliano Ramos, Insônia, p. 77

No primeiro parágrafo, a idéia-núcleo é a chegada do periquito, presente de tio


Severino a Luciana. Por isso tudo que aí se contém diz respeito ao periquito e
unicamente a ele.
O segundo, que tem por idéia núcleo a reação de Luciana ao receber o inesperado
presente, se concentra por inteiro na informação do modo como se comportou a
menina.
Estão ambos, portanto, bem estruturados; pois que, como se vê, em cada um deles
agrupam idéias do mesmo lugar.
Isto nos ensina que mudança de rumo nas idéias obriga a abertura de um novo
parágrafo.
Qualidade do parágrafo
Entre outras qualidades, sobressaem duas, que lhe são básicas: unidade e
coerência, por sinal, independentes.
Para alcançá-las, faz-se imperiosos não fragmentar em blocos distintos o conjunto
constituído pela idéia-núcleo com as suas ramificações. Daí decorre, naturalmente,
não ter importância maior a extensão do parágrafo, que pode, com efeito, constar
até de uma só linha, ou estender-se por número de linhas sensivelmente grande.
Por outro lado, cumpre dispor as idéias metodicamente, encadeando-as sem
ofensa da ordenação lógica do pensamento – o que equivale a dizer: sem lhes
violentar a seqüência natural, nem deixá-la se perder no emaranhado das
contradições ou do absurdo. Porque somente a disciplina do pensamento, aliada ao

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 168


MECATRÔNICA – LIVRO I

domínio progressivo dos meios de expressão do idioma, é o que irá aos poucos
emprestando a desejável eficácia à nossa capacidade de comunicação.

O trecho seguinte documenta os traços que acabamos de ressaltar: um parágrafo


curto e um longo; cada um deles com unidade temática e coerência de ordenação:
Na noite de estréia, o grande circo estava todo iluminado e cheio de gente. A
sua banda de música tocava dobrados alegres.
Começou a função. O diretor do circo disse: “Respeitável público” – e fez a
apresentação dos artistas. O primeiro número foi o dos maiores malabaristas. Vejo
depois o homem-sapo. Depois, a moça que trabalhava no arame com uma
sombrinha chinesa na mão. Depois, os quatro irmãos do trapézio voador. Em
seguida, a música deu uma gargalhada e apareceram cinco palhaços. Finalmente
chegou a vez do Elefante Basílio. Ele entrou na arena no meio de palmas e gritos.
Estava encabuladíssimo porque lhe tinham posto na cabeça um chapéu de
palhaço, e no pescoço, uma gola colorida de Pierrot. Seu Matias, de culortes
dourados, estava muito faceiro. Fez o elefante tocar gaita, sentar numa banqueta,
equilIbrar-se em cima de quatro garrafas de pau, erguê-lo no ar com a tromba...
Érico Veríssimo, Gente, p. 171

No parágrafo de abertura, o escritor descreve concisamente o aspecto do circo na


noite de estréia; para tanto, bastaram-lhe dois breves períodos. Em que ele reuniu
os elementos suficientes para comporem a “cor local” do ambiente onde se iriam
desenrolar os acontecimentos narrados depois.
Tais acontecimentos haveriam de vir, necessariamente, englobados em outro
parágrafo – uma vez que já agora não se tratava da mesma pintura do ambiente,
mas sim de uma sucessão de fatos ocorridos durante o espetáculo, ou seja, a
apresentação dos artistas e suas habilidades pelo diretor do circo. Fatos
pertencentes a uma só e única área de interesses, e, portanto, interligados pelo
sentido (o que lhes dá unidade) e dispostos em correta conexão lógica (daí a sua
coerência).

Evidentemente não pode haver moldes rígidos para a construção de um parágrafo


– tanto é verdade que tudo depende, em grande parte, da natureza do assunto, do
gênero de composição, das preferências de quem escreve e, até (ainda que menos
freqüentemente), de certo arbítrio pessoal.
Tal possibilidade de variação não impede, contudo, que se deixe de recomendar
aquele tipo de estrutura que a experiência tem mostrado ser não só o mais
encontradiço, senão também o mais adequado para assegurar a unidade e
coerência do parágrafo. Isto posto, é importante examinar, em cada tipo textual os
diferentes modos de construir um parágrafo “modelo”.
De maneira geral, ele começa com um ou dois períodos, quase sempre breves, em
que se encerra à idéia-núcleo. É o que se chama tópico frasal, que pode, não raro,
ele mesmo representar sozinho todo o parágrafo. O mais comum, porém, é que seu

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 169


MECATRÔNICA – LIVRO I

conteúdo genérico vá ser em seguida especificado por meio de variados


processos de explanação, com os quais o autor torna mais precisa, ou justifica, ou
fundamenta, a sua declaração inicial oferecendo para isto detalhes, razões, fatos,
comparações, exemplos, etc.

É óbvio que nem sempre se obedece a esse esquema: idéia-núcleo


obrigatoriamente no começo, e posterior desenvolvimento dela. Mas não há dúvida
que a maioria dos parágrafos se enquadra nesta linha. Eis, a respeito do assunto, o
depoimento do professor Othon M. Garcia: “Pesquisa que fizemos em muitas
centenas de parágrafos de inúmeros autores, permite-nos afirmar com certa
segurança que mais de 60% deles apresentam tópico frasal inicial.” E prossegue o
citado especialista: “Se a maioria dos parágrafos apresenta essa estrutura, é
natural que a tomemos como padrão para ensiná-las aos nossos alunos. Assim
fazendo, haveremos de verificar que o tópico frasal constitui um meio muito eficaz
de expor ou explanar idéias. Enunciado logo de saída a idéia-núcleo, o tópico frasal
garante de antemão a objetividade, a coerência e a unidade do parágrafo,
definindo-lhe o propósito e evitando digressões impertinentes.”
Coesão e coerência como mecanismos para construção de texto
A coesão seria a ligação entre os elementos de um texto, que ocorre no interior das
frases, entre as próprias frases e entre os vários parágrafos. Pode-se dizer que um
texto é coeso quando os conectivos são empregados corretamente.
Já a coerência diz respeito à ordenação das idéias, dos argumentos. A coerência
depende obviamente da coesão. Um texto com problemas de coesão terá, com
certeza, problemas de coerência.
É muito difícil, quase impossível, estabelecer uma relação exaustiva dos problemas
de coesão que podem aparecer nos textos. Vejamos alguns que têm aparecido
com mais freqüência nas redações escolares:
Uso inadequado do conectivo (preposição, conjunção e pronome relativo)
a) Preposição: “A ditadura achatou os salários dos professores e tirou matérias
importantes no desenvolvimento do jovem.”

Ocorre aí o emprego inadequado da preposição em. Ficaria melhor se fosse


utilizada a preposição para: “...importante para o desenvolvimento do jovem”.
b) Pronome relativo: “Os alunos que os pais colaboram são os esquecidos...”
O pronome correto seria cujos: “Os alunos cujos pais colaboram são os
esquecidos...”
c) Conjunção: “Controlar o país, para muitos governantes, é dar a impressão de
que existe democracia. Portanto, se o povo participa, é imediatamente reprimido”.
É evidente que a conjunção, portanto está mal empregada. A idéia que se quer
expressar é de oposição e não de conclusão. Logo, a conjunção correta seria: no
entanto, mas, porém etc.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Problemas como esses levam a uma falta de coerência na argumentação, já que os


conectivos não estabelecem as relações adequadas.

Tipos textuais
Basicamente os tipos textuais são divididos em 3:
Narração
Narrativa é a representação de um acontecimento ou de uma série de
acontecimentos, reais ou fictícios, por meio da palavra.
São três elementos centrais de uma narrativa: as personagens, as ações e as
idéias. As duas primeiras formam a matéria, e as idéias, o significado. Os três
elementos acham-se estreitamente ligados e inseparáveis. O que mais se destaca
e a personagem, pois ela é que vive o enredo e as idéias. Mas a personagem “só
adquire significado no contexto e, portanto, no fim de contas, a construção
estrutural é a maior responsável pela eficácia e força”. (Antônio cândido)
A importância da narrativa é muito grande. Basta dizer que, em nossa vida diária, a
todo instante estamos narrando: um fato ocorrido, um encontro com certa pessoa,
uma viagem, um passeio, uma anedota, etc. as narrativas têm acompanhado o
homem e as sociedades desde sua origem. Não há povos sem narrativa.

O discurso
Nas narrativas, há três modos de comunicar ao leitor a fala das personagens: o
discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre.
O discurso direto é a representação textual das palavras da personagem.
Geralmente isso ocorre em diálogos. Já o discurso indireto é aquele em que o
narrador transmite, com as próprias palavras, o pensamento expresso pela
personagem.
O discurso indireto livre é a representação da “fala” interior da personagem,
diretamente incluída na linguagem do narrador, sem qualquer oração introdutória.
Observe-se que no discurso direto e no discurso indireto o narrador registra o que a
personagem proferiu (da boca para fora); mas no discurso indireto livre o narrador
revela aquela “fala” interior que acompanha o fluxo da consciência.
Descrição
Descrição é o retrato que fazemos, por meio da palavra, de um ser (homem, animal
irracional, objeto, cena, paisagem, etc), reproduzindo-o pela adequada e artística
apresentação de sai forma. A finalidade da descrição é produzir, na imaginação de
quem lê, uma impressão equivalente à imagem sensível do objeto retratado. Em
outras palavras, é fazer “ver”, em termos de reconstrução mental, o que se retrata
com a linguagem. A descrição exige da parte do autor as mesmas qualidades
fundamentais à pintura: relevo, cor, luz, sombra, perspectiva, etc.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Dissertação
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada
idéia. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza,
coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma
habilidade de expressão.
No discurso dissertativo propriamente dito, não se verifica, como na narração,
progressão temporal entre as frases e, na maioria das vezes, o objeto da
dissertação é abstraído do tempo e do espaço.
A dissertação poderá ser subjetiva (1ª pessoa) ou objetiva (3ª pessoa), sendo a
segunda a mais exigida em concursos e avaliações.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:
a) Toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de pleno domínio do
assunto e habilidade de argumentação;
b) Em conseqüência disso, impõem-se a fidelidade ao tema;
c) A coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
d) Impõem-se sempre o raciocínio lógico;
e) A linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer ambigüidade pode ser um
ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. Deve ser clara, precisa,
natural, original, nobre, correta gramaticalmente.
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a
idéia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal idéia.
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada ( idéia central) porque
oculta os problemas sociais realmente graves. ( idéia secundária).
A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:

Introdução: O primeiro parágrafo da dissertação deve conter a informação do que


será argumentado e/ou discutido no desenvolvimento. A introdução deve ser
elaborada em um parágrafo de aproximadamente cinco (05) linhas, só em um
parágrafo, nunca mais do que um parágrafo. Tudo o que for citado na introdução
deve ser discutido no desenvolvimento; o que não for citado na introdução não
deve ser discutido no desenvolvimento. A introdução é uma espécie de índice do
desenvolvimento.

Desenvolvimento: É a redação propriamente dita. É onde os argumentos devem


ser discutidos. Cada argumento deve ser discutido em apenas um parágrafo. Um
argumento nunca deve ultrapassar um parágrafo só e, em um mesmo parágrafo,
não se devem discutir dois argumentos. Os assuntos a serem inclusos no
desenvolvimento devem ser importantes para a sociedade de um modo geral. Os
assuntos pessoais, ou os muito próximos dos acontecimentos cotidianos, devem
ser evitados. Tenha sempre em mente que o examinador de sua dissertação
provavelmente seja uma pessoa culta, que lê bons jornais e revistas e tem bastante

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 172


MECATRÔNICA – LIVRO I

conhecimento geral, portanto não generalize. O desenvolvimento deve ser


elaborado em três (03) parágrafos de aproximadamente cinco (05) linha cada um,
ou em dois (02) parágrafos de aproximadamente oito (08) linhas cada um.

Conclusão: A conclusão é o encerramento da dissertação, portanto nunca


apresente informações novas nela; se ainda há argumentos a serem discutidos,
não inicie a conclusão. Procure terminar a redação com conclusões consistentes, e
não com evasivas. Este parágrafo deve concluir toda a redação, e não apenas o
argumento do último parágrafo do desenvolvimento. A conclusão deve ser
elaborada em um parágrafo de aproximadamente cinco (05) linhas; só em um
parágrafo, nunca mais do que um parágrafo.
Obs.: Apesar de a conclusão ser o encerramento da redação, ela já deve estar
praticamente preparada no momento de escrevê-la. Quando fizer o planejamento,
antes de começar a redação, pergunte-se A que conclusão quero chegar com os
argumentos que apresentarei?

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Quadro comparativo dos tipos textuais


DESCRIÇÃO NARRAÇÃO DISSERTAÇÃO

Conteúdo Retrato verbal: Fatos - pessoas e ações Idéias - exposição ,


específico imagem: aspectos que que geram o fato e as debate, interpretação,
caracterizam, circunstâncias em que avaliação - explicar,
singularizam o ser ou este ocorre: tempo, discutir, interpretar,
objeto descrito. lugar, causa, avaliar idéias.
conseqüência, etc.

Faculdade observação- percepção- imaginação (fatos predomínio da razão -


humana relativismo desta fictícios) - pesquisa- reflexão - raciocínio-
percepção observação (fatos argumentação.
reais)

Trabalho .coleta de dados - . . levantamento (criação . levantamento das


de .seleção de imagens, ou pesquisa) dos fatos idéias
composição aspectos - os mais . organização dos .definição do ponto de
singularizantes
elementos narrativos vista dissertativo:
.classificação - (fatos, personagens, exposição,discussão,
enumeração das ambiente, tempo e interpretação.
imagens e/ou aspectos outras circunstâncias)
selecionados
.classificação-sucessão

Formas descrição subjetiva: Narração artística: Dissertação científica -


criação, estrutura mais subjetividade, criação, objetividade,
livre fatos fictícios coerência, solidez na
argumentação,
descrição objetiva: narração objetiva: fatos
ausência de
precisão, descrição e reais, fidelidade.
intervenções pessoais,
modo científico.
emocionais, análise de
idéias.
Dissertação literária -
criatividade e
argumentação.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Apresentação visual de uma redação

• O aluno deve preencher corretamente todos os itens do cabeçalho com letra


legível.
• Centralizar o título na primeira linha, sem aspas e sem grifo. O título pode
apresentar interrogação desde que o texto responda à pergunta.
• Pular uma linha entre o titulo e o texto, para então iniciar a redação.
• Fazer parágrafos distando mais ou menos três centímetros da margem e
mantê-los alinhados.
• Não ultrapassar as margens (direita e esquerda) e também não deixar de
atingi-las.
• Evitar rasuras e borrões. Caso o aluno erre, ele deverá anular o erro com um
traço apenas. .
• Apresentar letra legível, tanto de fôrma quanto cursiva.
• Distinguir bem as maiúsculas das minúsculas.
• Evitar exceder o número de linhas pautadas ou pedidas como limites
máximos e mínimos. Ficar aproximadamente entre cinco linhas aquém ou
além dos limites.
• Escrever apenas com caneta preta ou azul. O rascunho ou o esboço das
idéias podem ser feitos a lápis e rasurados. O texto não será corrigido em
caso de utilização de lápis ou caneta vermelha, verde etc. na redação
definitiva.

OBSERVAÇÕES:
Números
A) Idade - deve-se escrever por extenso até o nº 10. Do nº 11 em diante devem-se
usar algarismos;
B) Datas, horas e distâncias sempre em algarismos: 10h30min, 12h, 10m,
16m30cm, 10km (m, h, km, I, g, kg).

Palavras Estrangeiras
As que estiverem incorporadas aos hábitos lingüísticos devem vir sem aspas:
marketing, merchandising, software, dark, punk, status, office-boy, hippie, show etc.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Conselhos para melhorar sua redação

Diante dos inúmeros concursos e exames vestibulares, oferecemos alguns


procedimentos para que o estudante faça um bom texto na prova de redação.
1. Pense no que você quer dizer e diga da forma mais simples. Procure ser direto
na construção das sentenças.
2. Corte palavras sempre que possível. Use a voz ativa, evite a passiva.
3. Evite termos estrangeiros e jargões.

4. Evite o uso excessivo de advérbios.


5. Seja cauteloso ao utilizar as conjunções "como", "entretanto", "no entanto" e
"porém". Quase sempre são dispensáveis.
6. Tente fazer com que os diálogos escritos (em caso de narração) pareçam uma
conversa.
Uso do gerúndio empobrece o texto. Exemplo: Entendendo dessa maneira, o
problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro...
7. Adjetivos que não informam são dispensáveis. Por exemplo: luxuosa mansão.
Toda mansão é luxuosa.
8. Evite o uso excessivo do "que". Essa armadilha produz períodos longos. Prefira
frases curtas. Exemplo: O fato de que o homem que seja inteligente tenha que
entender os erros dos outros e perdoá-los não parece que seja certo.
9. Evite clichês (lugares comuns) e frases feitas. Exemplos: “subir os degraus da
glória”, "fazer das tripas coração", "encerrar com chave de ouro", “silêncio mortal",
"calorosos aplausos", "mais alta estima".
10. Verbo "fazer", no sentido de tempo, não é usado no plural. É errado escrever:
"Fazem alguns anos que não leio um livro". O certo é “Faz alguns livros que não
leio um livro”.
11. Cuidado com redundâncias. É errado escrever, por exemplo: "Há cinco anos
atrás". Corte o "há" ou dispense o "atrás". O certo é “Há cinco anos...”
12. Só com a leitura intensiva se aprende a usar vírgulas corretamente. As regras
sobre o assunto são insuficientes.
13. Leia os bons autores e faça como eles: trate a vírgula com bons modos.
14. Nas citações, use aspas, coloque a vírgula e um verbo seguido do nome de
quem disse ou escreveu aquilo. Exemplo: “O que é escrito sem esforço é
geralmente lido sem prazer.”, disse Samuel Johnson.
15. Leia muito, leia sempre, leia o que lhe pareça agradável.
Escreva diários, cartas, e-mails, crônicas, poesias, redações, qualquer texto. Só
escrevendo, se aprende a escrever.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Redações técnicas
As redações técnicas são textos formais – requerimento, ofício, memorando, ata,
currículo, carta comercial ou memorial. Em muitas ocasiões, sobretudo ao lidar com
instituições oficiais e/ou comerciais, é importante conhecer esses procedimentos e
ter alguns modelos em que se basear.
Além disso, se você estiver trabalhando ou engajado em alguma entidade pública,
ONG ou movimento estudantil, poderá ser útil ter desenvoltura nesse tipo de
redação técnica. Os documentos estudados a seguir são empregados com
freqüência em comunicações oficiais dos mais diferentes órgãos.
Relatório

Um relatório consiste na exposição escrita na qual se descrevem fatos verificados


mediante pesquisas ou se relata a execução de serviços ou de experiências.
Normalmente é acompanhado de documentos demonstrativos tais como tabelas,
gráficos e outros.
Um relatório técnico científico é um documento pelo qual se faz a difusão da
informação corrente, sendo ainda um registro das informações obtidas. É elaborado
principalmente para descrever experiências, investigações, processos, métodos e
análises.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Os relatórios são compostos dos seguintes elementos:


1- Capa: é a cobertura externa de papel ou outro material, abrangendo os
cadernos que constituem o relatório. A capa deve conter as seguintes informações:
nome da organização (universidade); título; subtítulo (se houver); local; ano.

2 - Folha de Guarda: é aquela não impressa que une a capa ao volume.

3 - Falsa Folha de Rosto: é a que precede a folha de rosto, deve conter apenas o
título do relatório.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

4 - Errata: consiste de uma lista de erros tipográficos ou de outra natureza com as


devidas correções e indicações das páginas e linhas em que aparecem.

5 - Folha de Rosto: é a principal fonte de identificação do relatório, devendo conter


as seguintes informações: nome da organização (universidade); título (prática);
subtítulo (disciplina); nome (s) do (s) responsável (is) pela elaboração do relatório;
local; data.

6 - Equipe Técnica: é a relação dos participantes no projeto que deu origem ao


relatório.

7 - Sumário: consiste da relação dos capítulos e seções do trabalho na ordem em


que aparecem no relatório. É desnecessário em obras pouco extensas ou pouco
divididas. O sumário pode ser apresentado conforme as seguintes prescrições:

- Localizado após a folha de rosto e equipe técnica.


- Apresenta para cada capítulo ou seção os seguintes dados:
a) Título do capítulo ou seção com mesmo fraseado;

b) Número da página inicial do capítulo ou seção ligado ao título por uma


linha.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Um sumário é mostrado no exemplo abaixo:

8 - Listas de Tabelas, Ilustrações, Abreviaturas, Siglas e Símbolos: As listas de


tabelas e ilustrações ou figuras são as relações das tabelas e figuras na ordem em
que aparecem no texto.
A lista de abreviaturas, siglas e símbolos consiste na relação alfabética das
abreviaturas, siglas e símbolos empregados no trabalho, seguidos dos significados
correspondentes.
As listas têm apresentação similar a descrita no item do sumário.
9 - Resumo: é a apresentação concisa do texto, destacando os aspectos de maior
interesse e importância. O resumo consiste de uma síntese e o conteúdo é
apresentado em forma de texto reduzido.
10 - Texto: é formado pelos seguintes itens:
10.1 - Objetivos: descrito de modo simples e objetivo e de preferência na
forma de itens que devem relacionar as etapas de realização do projeto ou
experimento.
10.2 - Introdução: deve conter informações teóricas sobre o assunto do
projeto explorando várias literaturas que devem ser citadas a medida em que são
usadas no texto através de números ou por nome dos autores e relacionadas no
item Referências Bibliográficas.
Uma boa introdução deverá localizar o assunto do projeto (ou experimento) de
modo amplo, primeiramente, enfatizando sua importância e justificando o trabalho.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 180


MECATRÔNICA – LIVRO I

Em uma segunda etapa, a introdução deverá ser mais específica com relação aos
experimentos e métodos utilizados.

10.3 - Experimental: pode ser dividido em:


1 Material e Reagentes: lista dos materiais e reagentes usados.
2 Procedimento: procedimento utilizado em cada etapa do
processo, deverá ser especificado através de subtítulos.
10.4 - Resultados e Discussão: A apresentação dos resultados mais
adequada deverá seguir a seqüência da abordagem usada nos objetivos e
procedimento experimental. Os resultados podem ser apresentados em forma de
tabelas ou gráficos, sendo numerados seqüencialmente e discutidos antes de
serem colocados. Uma boa discussão necessita de bases teóricas (pode-se utilizar
referências bibliográficas) e devem ser relacionadas aos resultados obtidos
avaliando a prática com relação aos objetivos propostos. Quando possível os
resultados experimentais obtidos devem ser comparados com dados de literatura e
suas diferenças (quando houver) discutidas.
10.5 - Conclusão: é apropriado elaborar a conclusão de modo claro e
sucinto e de preferência em itens.
Os resultados devem ser relacionados aos objetivos propostos como
também à teoria, ou mesmo conclusões próprias, desde que haja embasamento
técnico científico para isto.
10.6 - Tabelas e Figuras: As tabelas e figuras devem ser inseridas no texto
mais próximas possível do trecho as citam. s figuras deverão ser limitadas a uma
única página, evitando material "dobrável". s tabelas nunca são fechadas por linhas
laterais e seu título deve ser apresentado acima desta. No caso das figuras, o título
deve ser relacionado abaixo de cada uma. Quando for o caso, mencionar nas
legendas das tabelas e figuras a fonte de onde foram tirados os dados. Quando
muito numerosas, as tabelas e figuras devem ser colocadas em anexo, para não
sobrecarregarem o texto.
11 - Anexo: Anexo (ou apêndice) consiste de um elemento que compõe a
estrutura, como dados estatísticos, gráficos, etc, que se acrescenta a um relatório
como resultados complementares de esclarecimento ou documentação do mesmo.
Os anexos são numerados com algarismos arábicos seguidos do título. Ver
exemplo abaixo:

Anexo 1: Curvas de Titulação


Anexo 2: Fotografias
A paginação dos anexos deve continuar a do texto. Sua localização é no final da
obra, antes do glossário, quando houver.
12 - Glossário: O glossário apresenta a relação de palavras de uso restrito e
específico, acompanhada das respectivas definições, que deve ser incluída após o
texto, com o objetivo de esclarecer o leitor sobre o significado dos termos

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 181


MECATRÔNICA – LIVRO I

empregados no relatório. A apresentação deve ser realizada em ordem alfabética


após os anexos.
13 - Referências Bibliográficas: Podem ser utilizadas ao longo do texto de
introdução, experimental, resultados e discussão ou mesmo em figuras necessárias
para ilustrar algumas informações. As referências bibliográficas devem ser citadas
no texto por números ou por nomes dos autores e possuem uma norma para sua
apresentação, sendo que ao iniciar a segunda linha do texto, esta deve estar
imediatamente abaixo da terceira letra da primeira linha. A seguir apresentamos
alguns exemplos de apresentação de referências bibliográficas:

[1] ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Apresentação de


relatórios técnico-científicos, NBR 10719. Rio de Janeiro, 1989.
[2] IBGE. Normas técnicas para apresentação tabular da estatística brasileira
(revistas e atualizadas). O Trimestre, v.2, n.4, p.1-19, out./dez. 1979.
[3] GOTTIEB, O. R.; Kaplan, M. A. “Amazônia: Tesouro químico a preservar.”,
Ciência Hoje, Editora Abril, 1990, v.11, n.61, p.19-21.
14 – Índice: Índice apresenta os tópicos mais relevantes contidos no texto em
ordem alfabética, cronológica ou sistemática enumerados. O índice pode ser
organizado escolhendo-se palavras ou grupo de palavras significativas que irão
determinar a ordem alfabética do índice. Para termos análogos deve-se usar a
expressão “ver também”. A localização do termo deverá ser feita indicando-se a 1ª
e últimas pg., se a informação for contínua.
Ata
É um documento que registra resumidamente e com clareza as ocorrências,
deliberações, resoluções e decisões de reuniões ou assembléias.
Deve ser redigida de tal maneira que não seja possível qualquer modificação
posterior. Para evitar isso deve ser escrita:
- sem parágrafos ou alíneas (ocupando todo o espaço da página);
- sem abreviaturas de palavras ou expressões;
- números escritos por extenso;
- sem rasuras nem emendas;
- sem uso de corretivo
- com verbo no tempo pretérito perfeito do indicativo;
- com verbo de elocução para registrar as diferentes opiniões.
Se o relator cometer um erro, deve empregar a partícula retificativa digo, como
neste exemplo: “Aos vinte dias do mês de março, digo, de abril, de mil novecentos
e noventa e seis...”
Quando se constatar erro ou omissão depois de lavrada a ata, usa-se em tempo:
“Em tempo: Onde se lê março, leia-se abril”.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 182


MECATRÔNICA – LIVRO I

Carta comercial
Uma empresa não é moderna se continuar com sua "comunicação dirigida escrita"
(CDE) nos moldes antigos. As grandes empresas já possuem o "Manual de
Redação", para que haja uniformidade na comunicação escrita.
Para Enéas Barros, "não se pode insistir na velha tecla, segundo a qual a carta
comercial é mero veículo de informação, simples atividade-meio, sem qualquer
outra implicação no mundo dos negócios (...) Ela faz parte integrante de todo um
sistema de comunicação, com o seu emissor, com sua mensagem e com seu
receptor. Está, conseqüentemente, sujeita a toda a engrenagem, a todos os
dispositivos, a todos os requisitos indispensáveis à comunicação para propagar,
agrupar, propor negócios e criar imagem". A carta comercial pode ser remetida pelo
correio ou telefax.
Circular
Quando a empresa ou a repartição pública precisam de passar uma informação a
vários destinatários, elas usam a circular. Seu texto é informal e direto, dispensa-se
as formalidades. É reproduzida na quantidade necessária, por meio de mimeógrafo,
xérox, telefax ou outro meio.
Veja como alguns estudiosos definem a circular:
Dileta Martins e Lúcia Zilberknop, no livro Português Instrumental, definem a
circular como "meio de correspondência pelo qual alguém se dirige, ao mesmo
tempo, a várias repartições ou pessoas. É, portanto, correspondência
multidirecional...", esclarecem ainda que "na circular não consta destinatário, pois
ela não é unidirecional. O endereça-mento vai no envelope. Por outro lado, se um
memorando, um ofício ou uma carta forem dirigidos multidirecionalmente, serão
chamados de memorando-circular, ofício-circular e carta-circular".

Odacir Beltrão, no livro "Correspondência, Linguagem e Comunicação", informa


que "circular é toda comunicação reproduzida em vias, cópias, ou exemplares de
igual teor e expedidas, como documento, é mensagem endereçada
simultaneamente a diversos destinatários, para transmitir avisos, ordens ou
instruções".

O público da circular pode ser "interno, misto e externo, este último em pequena
escala, principalmente quando a circular é transformada em mala direta".
(Comunicação Dirigida Escrita na Empresa, Cleuza G. Gimenes Cesca)
Curriculum Vitae (currículo)
Curriculum vitae. Expressão latina significando curso de vida. Conjunto de
indicações biográficas relativas ao nome, idade, estado civil, situação, estudos,
diplomas, obras publicadas e outras atividades de um estudante, candidato a um
cargo, exame, concurso, etc. Livro ou documento onde figuram essas indicações
(Delta Larouse - 1972), resumindo: é o documento que fornece uma visão ampla e
geral do requerente como indivíduo.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 183


MECATRÔNICA – LIVRO I

O curriculum vitae deve apresentar dados objetivos, isto é, deve ser livre de todo
comentário pessoal ou de críticas e julgamentos de valores, quer sobre si próprio (o
apresentante) quer sobre as pessoas com quem ele conviveu no ambiente de
trabalho, e muito menos sobre a situação ou organização interna da empresa em
que trabalhou. Devem de qualquer modo ser evitadas críticas sobre método e
processos da empresa ou caráter pessoal de seus dirigentes.
Os aspectos positivos ou negativos da redação ou informações que a pessoa
fornece em seu "curriculum" dão entre outras a delimitação e visão para o analista
de cargos na empresa, da personalidade, fidelidade e confiabilidade da pessoa.
Frases e o uso da primeira pessoa são mais diretas e convincentes.
Recomendamos o uso da primeira pessoa. Por exemplo: Implantei, construí, vendi,
organizei etc. Com relação às datas, devem sempre ser colocadas de forma
cronológica inversa, iniciando-se com o mais recente, evite dividir palavras no fim
das linhas.
Os elementos que devem conter num currículo são:
• Dados pessoais
• Dados para contato
• Cargo pretendido
• Formação
• Experiência profissional
• Cursos complementares
Memorando
O memorando é uma comunicação escrita de consumo interno, somente para
funcionários e operários. Não é tão formal quanto a carta comercial ou ofício, por
isso dispensa tratamentos de "prezado senhor" e fechos como "atenciosamente",
mas também não pode ser tão informal a ponto de ser mandados por eles abraços
e beijos. "É um modo de comunicar políticas, decisões e instruções. Na atualidade,
quando há uma rede de lojas ou repartições públicas, o memorando é passado
como fac-símile (fax).

Difere da carta comercial e do ofício por ter circulação limitada ao âmbito da


empresa, enquanto que a carta e o ofício destinam a interesses externos, a
clientes, consulentes, representantes, fornecedores, autoridades.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 184


MECATRÔNICA – LIVRO I

Requerimento
É um documento no qual o interessado, depois de se identificar e se qualificar, faz
sua solicitação à autoridade competente. Só é usado ao se dirigir ao serviço
público.
Possui características próprias, como: após o vocativo, deixam-se
aproximadamente dez linhas ou espaços e o corpo, espaço destinado ao despacho
da autoridade competente, finalizando com pedido de deferimento à solicitação,
data, após exposição." (Cleuza G. Gimenes Cesca, in Comunicação Dirigida na
Empresa.)
Há teóricos, como Teobaldo de Andrade, que defendem a dispensa do pedido de
deferimento, argumentam que ninguém faz uma solicitação para pedir
indeferimento: "Nestes termos, pede deferimento" ou "N. termos, p. deferimento" ou
"N.T./P.D./ ou "N.T./A.D."

O requerimento é um instrumento do cidadão, nele se faz a solicitação de um


direito que a pessoa, grupo de pessoas ou empresa considera tê-lo. Não há
necessidade de ser datilografado, pode ser manuscrito.
O famoso abaixo-assinado, muito usado pelo povo e por organismos populares, é
um requerimento de caráter coletivo. Como nele vão muitas assinaturas, o
espaçamento entre as partes do requerimento pode ser menor. Mas, cuidado! Não
assine nada em branco, exija que o texto do abaixo assinado esteja expresso na
folha em que você for colocar sua assinatura.
Antigamente ele era feito em papel almaço (com ou sem pauta), sua redação era
uma iniciativa do requerente, por isso o cidadão semiletrado pagava uma taxa a um

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 185


MECATRÔNICA – LIVRO I

escritório para redigi-lo. Hoje, com o programa de desburocratização, as


repartições fornecem modelos e até formulários a serem preenchidos.
Ofício
É quase que exclusivamente utilizado no serviço público, na comunicação entre
chefias e com o público externo. Na empresa privada só é utilizado quando dirigido
ao serviço público. Seu conteúdo é formal, sem os exageros do passado, quando
se utilizavam mais linhas para a introdução e para o fecho do que propriamente
para o conteúdo. Como, geralmente, é dirigido a autoridade, é necessário observar
o tratamento que cada cargo exige.
O ofício está para a empresa pública como a carta comercial e o memorando estão
para a empresa privada. É, portanto, um instrumento de Relações Públicas, como a
carta comercial.
Beltrão afirma que as entidades civis, comerciais e religiosas não expedem ofício.
Parece-nos que ele está considerando a possibilidade dessas instituições terem
que se dirigir ao serviço público; pois, se isso ocorrer, necessariamente terão que
elaborar uma correspondência chamada ofício.
Para Enéas de Barros, “embora ofício, em geral, seja quase sempre exclusivo da
correspondência emitida pelos órgãos públicos estatais (ministérios,
departamentos, serviços, autarquias, prefeituras), muitas empresas privadas se têm
valido desse documento, principalmente em suas relações com aqueles órgãos,
subordinando-se, também, à forma estabelecida oficialmente para tal espécie de
correspondência.”
Para o prof. Raphael Pugliese, “ofício é a correspondência de caráter oficial,
equivalente à carta. É dirigido por um funcionário a outro, da mesma ou de outra
categoria, bem como por uma repartição a uma pessoa ou instituição particular, ou
, ainda, por instituição particular ou pessoa a uma repartição pública.”
O Manual de Redação, da Presidência da República, recentemente elaborado,
apresenta o ofício com algumas inovações. Esse novo modelo é para ser aplicado
em todo o serviço público federal brasileiro, poderá todavia servir de parâmetro
para a empresa privada. Segundo esse manual, as formas vocativas foram
modificadas, assim ficando:

Para os chefes de Poder usa-se Excelentíssimo Senhor, seguido do respectivo


cargo, por exemplo:
- Excelentíssimo Senhor Presidente da República.
- Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional.
- Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.

As demais autoridades serão tratadas pelo vocativo Senhor, seguido do respectivo


cargo, como:
- Senhor Senador.
- Senhor Juiz.
- Senhor Ministro.
- Senhor Governador.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 186


MECATRÔNICA – LIVRO I

No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades trata


das por Vossa Excelência terá a seguinte forma:
- Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal
Ministro da Justiça
70.064 - Brasília/DF

- Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal
Senador Federal
70.160 - Brasília/DF

- Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal
Juiz de Direito da 10ª Vara Civil
Rua X, nº 14
01010 - São Paulo/SP

Outra alteração que eliminou parte do formalismo do ofício foi a exclusão do uso do
tratamento DD. ( digníssimo) e M.D. (mui digníssimo) às autoridades, curiosamente
sob a alegação de que a dignidade é pressuposto para que se ocupe qualquer
cargo público, sendo desnecessária sua repetida evocação.
Vossa Senhoria é empregado para as demais autoridades e para particulares,
sendo o vocativo adequado: Senhor (cargo).
O endereçamento a ser colocado no final do texto do ofício será assim:

Para chefes do poder e demais autoridades:

Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal
Presidente do Congresso Nacional
Brasília/DF

Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal
Secretário Geral da Presidência
Brasília/DF

Para aquelas autoridades cuja forma de tratamento empregada é apenas Vossa


Senhoria, elimina-se o Ilustríssimo Senhor, ficando:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Cargo
Guararapes/SP

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 187


MECATRÔNICA – LIVRO I

Em vez de:
Ilmo. Sr.
Fulano de Tal
Cargo
São Paulo/SP

É necessário sempre observar as formas de tratamento que cada cargo requer,


como a forma vocativa. Exemplos peculiares são as utilizadas para juízes, reitores,
bispos. A empresa privada que procura formas de tornar sempre mais ágil sua
correspondência já adotou o sistema bloco-compacto para a estética também do
ofício, que comprovadamente reduz o tempo da sua elaboração.
São públicos dessa comunicação dirigida escrita o interno, o externo e misto para a
empresa pública. Para a empresa privada, somente o público externo é atingido
com este tipo de comunicação.

Normas ABNT para trabalhos acadêmicos e relatórios


Capa: O trabalho deve ser encadernado com capa e sua elaboração deve
obedecer a seguinte estrutura:
a) Nome da instituição (logotipo, sigla e nome da instituição de ensino);
b) nome do curso;
c) título e subtítulo do trabalho (se houver), em caixa alta, negrito, centrado, na
metade da folha, tamanho de letra 14;
d) número do volume, se houver mais de um;
e) local (cidade) e mês e ano de depósito do trabalho, centrado, aproximadamente
3 cm da borda inferior, tamanho de letra 12.

Folha de rosto: A folha de rosto é um elemento obrigatório e deve conter todos os


dados necessários para a sua identificação. A ABNT estabelece quais os dados
necessários e exige que eles sejam apresentados na seguinte ordem:
a) nome completo do autor em caixa alta, a 5cm da borda superior, tamanho de
letra 12, centrado e em negrito;

b) título principal do trabalho, em caixa alta, a 11cm da borda superior, tamanho de


letra 14, centrado e em negrito;
c) subtítulo, se houver, a 1cm abaixo do título, tamanho de letra 14 centrado e em
negrito;
d) número do volume, se houver mais de um, a 1cm abaixo do subtítulo, tamanho
de letra 12, centrado, letras minúsculas;
e) natureza do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão) a 17cm da borda
superior, centrado, letras minúsculas;
f) objetivo do trabalho (aprovação na disciplina, formação no curso, grau pretendido
ou outros), centrado, a 17,5cm da borda superior, letras minúsculas;
g) nome da instituição a que é submetido (Universidade e Centro, Instituto ou
Faculdade, um em cada linha), centrados, a 18cm da borda superior, letras
minúsculas;

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 188


MECATRÔNICA – LIVRO I

h) área de concentração (disciplina ou matéria) centrada, a 20cm da borda


superior, letras minúsculas;
i) nome do orientador (e do co-orientador, quando houver), a 22,5 cm da borda
superior, centrado, letras minúsculas;
j) local (cidade) da instituição, a 25,5cm da borda superior, centrado, letras
minúsculas;
k) ano de entrega, a 26,5cm da borda superior, centrado, letras minúsculas.
Sumário: Elemento obrigatório, que consiste na enumeração das principais
divisões, seções e outras partes do trabalho, na mesma ordem que o texto foi
redigido no corpo do trabalho, acompanhado do respectivo número da página.
Se houver mais de um volume, em cada um deve constar o sumário completo do
trabalho. O espacejamento entre as linhas do Sumário deve ser simples e, entre
um título e outro, deve ser usado espaço duplo. Além disso, os títulos dos capítulos
são escritos em letras maiúsculas, podendo ser em negrito ou não. Todas as
demais seções, devem ser redigidas em letra minúscula no sumário.
Texto: Espaçamento entre linhas duplo, espaçamento entre parágrafos 6 pontos
antes e 6 pontos depois (no guia FORMATAR – PARÁGRAFO do Word encontra-
se facilmente essas formatações). A fonte de todo o trabalho deverá ser TIMES
NEW ROMAN, porém, na Bahia, abre-se exceção à fonte ARIAL.

OBSERVAÇÕES:

- A INTRODUÇÃO, a CONCLUSÃO, as OBRAS CONSULTADAS, e ANEXOS não


devem ser numerados no sumário.
- Deve haver espaço duplo entre um título e outro, e espaço simples entre o título e
o subtítulo.

- O SUMÁRIO deve ser digitado a 8 cm da borda superior, ficar centrado e 3


espaços duplos da INTRODUÇÃO.
- A margem dos títulos no Sumário deve ser de 3 cm da esquerda e a paginação
deve ficar a 2 cm da direita.
- As seções secundárias e reentradas devem ficar em letra minúscula.

Texto técnico X texto científico


A distinção entre os dois tipos de texto em apreço não é fácil. São ambos tipos de
texto em que prevalece a função referencial, ou informativa. Mas em que momento
e a partir de que elementos podemos distinguir um texto técnico de um científico?
Provavelmente temos de nos centrar um pouco na “cientificidade”, ou
especialização, de um texto.
Por exemplo, um artigo sobre uma nova cura para determinada doença que sai
numa revista de grande tiragem é um texto científico? É, certamente, um texto de
divulgação científica. Mas não é nem um texto técnico, nem um texto científico.
E se esse artigo estiver incluído num manual para estudantes de medicina ou de
enfermagem? Antes de mais, terá a mesma linguagem? Estou certa de que não!
Será um texto científico? Ou será um texto científico e, simultaneamente, técnico?
Tem certamente muito de científico, mas deverá ter algo de técnico, com elementos
que permitam ao aprendiz de médico ou de enfermeiro reconhecer a forma como a
nova cura atua e evolui.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 189


MECATRÔNICA – LIVRO I

E, já agora, se o artigo for apresentado numa conferência internacional dedicada à


inovação no âmbito da medicina? Neste contexto, escrito por especialistas para
especialistas, estaremos, certamente, perante o texto científico mais puro. A
questão coloca-se se ainda será, ou se também será, um texto técnico.
Do exposto poderá concluir-se que, mesmo tratando de áreas muito específicas do
saber, nem todos os textos têm um cariz científico ou especializado, e essa
especialização vai-se afunilando à medida que o destinatário se torna, também ele,
mais especializado.
Será que o percurso do texto técnico é semelhante? Será que é apenas um texto
dito utilitário? Quando compramos um aparelho novo, as instruções que o
acompanham são um texto técnico? Correspondem, sem dúvida, a um texto para o
grande público, mas não me parece que, contrariamente ao que acontece com o
texto científico com as características referidas acima, se possa dizer que se trata
de um texto de divulgação. Mas não haverá textos de divulgação sobre aquele
aparelho? E o estudante que está a aprender a fazê-lo, ou o técnico que o pode
arranjar, tem acesso a que tipo de textos? E o engenheiro que concebe e
transforma os aparelhos, a que tipo de textos tem acesso, que tipo de textos
produz?
Voltando ao texto científico apresentado numa conferência internacional, que
considerarmos o mais científico dos textos que abordam uma área da ciência, não
será também um texto técnico, dado que aborda, potencialmente, técnicas de cura?
Em síntese, parece-me muito difícil distinguir, assim, “en passant”, texto técnico de
texto científico. Creio mesmo que essa abordagem pode ser falaciosa. Há, porém,
características que permitem identificá-los e isolá-los de outros tipos de textos:
• São ambos textos informativos;
• São ambos escritos por especialistas;
• Assumem ambos estilos e linguagens distintas consoante o público a que se
destinam, Sendo mais herméticos se o público-alvo é também especialista
da área.

Para além disso, um texto técnico, do meu ponto de vista, veicula


informação que permite o “manuseio” de um certo tipo de conhecimento,
que não está, necessariamente, separado do conhecimento científico.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 190


MECATRÔNICA – LIVRO I

TECNOLOGIA DOS MATERIAIS E DAS MÁQUINAS


TMM 251

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 191


MECATRÔNICA – LIVRO I

FLEXÃO E DOBRAMENTO
Imagine-se sentado à beira de uma piscina, numa bela tarde ensolarada,
completamente relaxado, apenas observando o movimento. De repente, você vê
alguém dando um salto do trampolim. Se você prestar atenção, vai observar que a
prancha se deforma sob o peso do atleta e depois volta à sua forma original. Sem
dúvida, um dos fatores que contribuem para a beleza do salto é a capacidade da
prancha do trampolim de suportar o esforço aplicado.
Agora, pense no que aconteceria se a prancha do trampolim se dobrasse em vez
de voltar à sua forma original. Seria catastrófico!
Neste caso e em muitos outros, é importante conhecer o comportamento dos
materiais frente a esse tipo de esforço.
Por exemplo, já lhe aconteceu de estar parado sobre uma ponte, num
congestionamento, sentindo o chão tremer sob as rodas do seu carro enquanto os
veículos ao seu lado se movem? Sorte sua o fato de a ponte balançar. Isso
significa que a estrutura estava suportando o esforço produzido pelo peso dos
veículos.
São situações como essas que mostram a importância de saber como os corpos
reagem aos esforços de flexão e dobramento.

Da flexão ao dobramento
Observe as duas figuras a seguir: a da esquerda mostra um corpo apoiado em
suas duas extremidades e a da direita mostra um corpo preso de um lado, coma
extremidade oposta livre. Os dois corpos estão sofrendo a ação de uma força ,F,
que age na direção perpendicular aos eixos dos corpos.

A força F leva uma região dos corpos a se contrair, devido à compressão,


enquanto que outra região se alonga, devido à tração. Entre a região que secontrai
e a que se alonga fica uma linha que mantém sua dimensão inalterada -a chamada
linha neutra. Em materiais homogêneos, costuma-se considerar que a linha neutra
fica a igual distância das superfícies externas inferior e superior do corpo ensaiado.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 192


MECATRÔNICA – LIVRO I

Quando esta força provoca somente uma deformação elástica no material, dizemos
que se trata de um esforço de flexão. Quando produz uma deformação plástica,
temos um esforço de dobramento.
Isso quer dizer que, no fundo, flexão e dobramento são etapas diferentes da
aplicação de um mesmo esforço, sendo a flexão associada à fase elástica e o
dobramento à fase plástica.
Em algumas aplicações industriais, envolvendo materiais de alta resistência, é
muito importante conhecer o comportamento do material quando submetido a
esforços de flexão.
Nesses casos, o ensaio é interrompido no final da fase elástica e são avaliadas as
propriedades mecânicas dessa fase.
Quando se trata de materiais dúcteis, é mais importante conhecer como o material
suporta o dobramento. Nesses casos, é feito diretamente o ensaio de dobramento,
que fornece apenas dados qualitativos.

O ensaio de flexão e o ensaio de dobramento utilizam praticamente a mesma


montagem, adaptada à máquina universal de ensaios dois roletes, com diâmetros
determinados em função do corpo de prova, que funcionam como apoios,
afastados entre si a uma distância preestabelecida; um cutelo semicilíndrico,
ajustado à parte superior da máquina de ensaios.
Esses ensaios podem ser feitos em corpos de prova ou em produtos, preparados
de acordo com normas técnicas específicas.

Embora possam ser feitos no mesmo equipamento, na prática esses dois ensaios
não costumam ser feitos juntos.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 193


MECATRÔNICA – LIVRO I

O ensaio de dobramento
Experimente dobrar duas barras de um metal: por exemplo, uma de alumínio
recozido e outra de alumínio encruado.
Você vai observar que a de alumínio recozido dobra-se totalmente, até umaponta
encostar na outra. A de alumínio encruado, ao ser dobrada, apresentará trincas e
provavelmente quebrará antes de se atingir o dobramento total.

O ensaio de dobramento é isso: ele nos fornece somente uma indicação


qualitativa da ductilidade do material. Normalmente os valores numéricos
obtidos não têm qualquer importância.

Como é feito o ensaio de dobramento?

O ensaio consiste em dobrar um corpo de prova de eixo retilíneo e seção


circular (maciça ou tubular), retangular ou quadrada, assentado em dois apoios
afastados a uma distância especificada, de acordo com o tamanho do corpo
de prova, por meio de um cutelo, que aplica um esforço perpendicular ao eixo
do corpo de prova, até que seja atingido um ângulo desejado.

O valor da carga, na maioria das vezes, não importa. O ângulo determina


a severidade do ensaio e é geralmente de 90, 120 ou 180º.
Ao se atingir o ângulo especificado, examina-se a olho nu a zona tracionada, que
não deve apresentar trincas, fissuras ou fendas. Caso contrário, o material não terá
passado no ensaio.

O valor da carga, na maioria das vezes, não importa. O ângulo determina a


severidade do ensaio e é geralmente de 90, 120 ou 180º.
Ao se atingir o ângulo especificado, examina-se a olho nu a zona tracionada, que
não deve apresentar trincas, fissuras ou fendas. Caso contrário, o material não terá
passado no ensaio.

Processos de dobramento
Há dois processos de dobramento: o dobramento livre e o dobramento
semiguiado. Veja, a seguir, as características de cada um.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 194


MECATRÔNICA – LIVRO I

Dobramento livre - É obtido pela aplicação de força nas extremidades do corpo


de prova, sem aplicação de força no ponto máximo de dobramento.

Dobramento semiguiado - O dobramentovai ocorrer numa região determinada


pela posição
do cutelo.

Ensaio de dobramento em barras para construção civil

Barras de aço usadas na construção civil são exemplos de materiais que, além de
apresentarem resistência mecânica, devem suportar dobramentos severos durante
sua utilização, e por isso são submetidos a ensaio de dobramento.
Esta característica é tão importante que é normalizada e classificada emnormas
técnicas.
Neste caso, o ensaio consiste em dobrar a barra até se atingir um ângulo de 180º
com um cutelo de dimensão especificada de acordo com o tipo de aço da barra -
quanto maior a resistência do aço, maior o cutelo. O dobramento normalmente é do
tipo semiguiado.
A aprovação da barra é dada pela ausência de fissuras ou fendas na zona
tracionada do corpo de prova.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 195


MECATRÔNICA – LIVRO I

Ensaio de dobramento em corpos de provas soldados

O ensaio de dobramento em corpos de


prova soldados, retirados de chapas ou
tubos soldados, é realizado geralmente
para a qualificação de profissionais que
fazem solda (soldadores) e para
avaliação de processos de solda

Na avaliação da qualidade da solda


costuma-se medir o alongamento da
face da solda. O resultado serve para
determinar se a solda é apropriada ou
não para uma determinada aplicação.

O ensaio de flexão
O ensaio de flexão é realizado em materiais frágeis e em materiais resistentes,
como o ferro fundido, alguns aços, estruturas de concreto e outros materiais que
em seu uso são submetidos a situações onde o principal esforço é o de flexão.
Como já foi dito, a montagem do corpo de prova para o ensaio de flexão é
semelhante à do ensaio de dobramento.

A novidade é que se coloca um extensômetro no centro e embaixo do corpo de


prova para fornecer a medida da deformação que chamamos de flexa,
correspondente à posição de flexão máxima.

Nos materiais frágeis, as flexas medidas são muito pequenas. Conseqüentemente,


para determinar a tensão de flexão, utilizamos a carga que provoca
a fratura do corpo de prova.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 196


MECATRÔNICA – LIVRO I

Propriedades mecânicas avaliadas


O ensaio de flexão fornece
dados que permitem avaliar
diversas propriedades
mecânicas dos materiais.
Uma dessas propriedades é
a tensão de flexão.
Mas, para entender como é
calculada a tensão de
flexão, é necessário saber o
que vem a ser momento
fletor. Isso não será difícil se
você acompanhar o
exemplo a seguir.

Imagine uma barra apoiada


em dois pontos. Se
aplicarmos um esforço
próximo a um dos apoios, a
flexão da barra será
pequena. Mas, se aplicarmos
o mesmo esforço no ponto central da barra, a flexão será máxima.
TRAÇÃO
Você com certeza já andou de elevador, já observou uma carga sendo elevada por
um guindaste ou viu, na sua empresa, uma ponte rolante transportando grandes
cargas pra lá e pra cá. Além das grandes cargas movimentadas nessas situações,
um outro fato certamente
chama a sua atenção: são os cabos de aço usados nesses equipamentos!

Você faz idéia do esforço que esses cabos têm de agüentar ao deslocar estas
cargas? Sabe como se chama esse esforço e como ele é calculado? Sabe que a
determinação deste tipo de esforço e a especificação das dimensões de cabos
estão entre os problemas mais freqüentemente encontrados no campo da
Mecânica?

Tanto o superdimensionamento como o subdimensionamento de produtos podem


trazer conseqüências graves: o primeiro porque gera desperdício de material, maior
consumo de energia e baixo desempenho; o segundo porque o produto vai falhar e,
além do prejuízo, pode causar sérios acidentes, com danos irreparáveis.

Essas considerações servem para ilustrar o quanto é importante conhecer a


resistência dos materiais, que pode ser avaliada pela realização de ensaios
mecânicos. O ensaio mecânico mais importante para a determinação da resistência
dos materiais é o ensaio de tração.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 197


MECATRÔNICA – LIVRO I

Para que servem os ensaios de tração

Como você já sabe, as propriedades mecânicas constituem uma das


características mais importantes dos metais em suas várias aplicações na
engenharia, visto que o projeto e a fabricação de produtos se baseiam
principalmente no comportamento destas propriedades.

A determinação das propriedades mecânicas dos materiais é obtida por meio de


ensaios mecânicos, realizados no próprio produto ou em corpos de prova de
dimensões e formas especificadas, segundo procedimentos padronizados por
normas brasileiras e estrangeiras.

O ensaio de tração consiste em submeter o material a um esforço que tende a


alongá-lo até a ruptura. Os esforços ou cargas são medidos na própria máquina de
ensaio.
No ensaio de tração o corpo é deformado por alongamento, até o momento em que
se rompe. Os ensaios de tração permitem conhecer como os materiais reagem aos
esforços de tração, quais os limites de tração que suportam e a partir de que
momento se rompem.

Antes da ruptura, a deformação


Imagine um corpo preso numa das
extremidades, submetido a uma força, como
na ilustração ao lado. Quando esta força é
aplicada na direção do eixo longitudinal,
dizemos que se trata de uma força axial.
Ao mesmo tempo, a força axial é perpendicular
à seção transversal do corpo.

Observe novamente a ilustração anterior. Repare que a força axial está


dirigida para fora do corpo sobre o qual foi aplicada. Quando a força axial
está dirigida para fora do corpo, trata-se de uma força axial de tração.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 198


MECATRÔNICA – LIVRO I

A aplicação de uma força axial de tração


num corpo preso produz uma deformação
no corpo, isto é, um aumento no seu comprimento
com diminuição da área da seção
transversal.

Este aumento de comprimento recebe o nome de alongamento. Veja o efeito


do alongamento num corpo submetido a um ensaio de tração.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 199


MECATRÔNICA – LIVRO I

Deformação elástica: não é permanente.


Uma vez cessados os esforços,
o material volta à sua forma original.

Deformação plástica: é permanente.


Uma vez cessados os esforços, o
material recupera a deformação
elástica, mas fica com uma deformação
residual plástica, não voltando mais
à sua forma original.

Tensão de tração: o que é e como é medida

A força de tração atua sobre a área da seção transversal do material. Tem-se


assim uma relação entre essa força aplicada e a área do material que está sendo
exigida, denominada tensão. Neste módulo, a tensão será representada pela
letra T.

A unidade de medida de força adotada pelo Sistema Internacional de A U L A


Unidades (SI) é o newton (N).

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 200


MECATRÔNICA – LIVRO I

A unidade quilograma-força (kgf) ainda é usada no Brasil porque a maioria das


máquinas disponíveis possui escalas nesta unidade. Porém, após a realização dos
ensaios, os valores de força devem ser convertidos para newton (N).

A unidade de medida de área é o metro quadrado (m2).

No caso damedida de tensão, é mais freqüentemente usado seu submúltiplo, o


milímetro
quadrado (mm2).

Assim, a tensão é expressa matematicamente como:

Durante muito tempo, a tensão foi medida em kgf/mm2 ou em psi (pound square
inch, que quer dizer: libra por polegada quadrada).
Com adoção do Sistema Internacional de Unidades (SI) pelo Brasil, em 1978,
essas unidades foram substituídas pelo pascal (Pa). Um múltiplo dessa unidade, o
megapascal (MPa), vem sendo utilizado por um número crescente de países,
inclusive o Brasil.

Veja no quadro de conversões a seguir a correspondência entre essas


unidades de medida.

Diagrama tensão-deformação

Quando um corpo de prova é submetido a um ensaio de tração, a máquina


de ensaio fornece um gráfico que mostra as relações entre a força aplicada e as
deformações ocorridas durante o ensaio.

Mas o que nos interessa para a determinação das propriedades do material


ensaiado é a relação entre tensão e deformação.

Você já sabe que a tensão (T) corresponde à força (F) dividida pela área da seção
(S) sobre a qual a força é aplicada. No ensaio de tração convencionou-se que a
área da seção utilizada para os cálculos é a da seção inicial (So).

Assim, aplicando a fórmula –

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MECATRÔNICA – LIVRO I

podemos obter os valores de tensão para montar um gráfico que mostre as


relações entre tensão e deformação.

Este gráfico é conhecido por diagrama tensão-deformação.

Os valores de deformação, representados pela letra grega minúscula e


(epsílon), são indicados no eixo das abscissas (x) e os valores de tensão são
indicados no eixo das ordenadas (y).

A curva resultante apresenta certas características que são comuns a diversos


tipos de materiais usados na área da Mecânica.

Analisando o diagrama tensão-deformação passo a passo, você vai ficar


conhecendo cada uma das propriedades que ele permite determinar. A primeira
delas é o limite elástico.

Limite elástico

Observe o diagrama a seguir. Note que foi marcado um ponto A no final da


parte reta do gráfico. Este ponto representa o limite elástico.

O limite elástico recebe este nome porque, se o ensaio for interrompido


antes deste ponto e a força de tração for retirada, o corpo volta à sua forma
original, como faz um elástico.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Na fase elástica os metais obedecem à lei de Hooke. Suas deformações são


diretamente proporcionais às tensões aplicadas.
Exemplificando: se aplicarmos uma tensão de 10 N/mm2 e o corpo de
prova se alongar 0,1%, ao aplicarmos uma força de 100 N/mm2 o corpo de prova
se alongará 1%.

Módulo de elasticidade

Na fase elástica, se dividirmos a tensão pela deformação, em qualquer ponto,


obteremos sempre um valor constante.
Este valor constante é chamado módulo de elasticidade.
A expressão matemática dessa relação é: Figura22 , onde E é a constante
que representa o módulo de elasticidade

O módulo de elasticidade é a medida da


rigidez do material. Quanto maior
for o módulo, menor será a deformação
elástica resultante da aplicação de uma
tensão e mais rígido será o material. Esta
propriedade é muito importante na
seleção de materiais para fabricação de
molas.

Escoamento

Terminada a fase elástica, tem início a


fase plástica, na qual ocorre uma deformação
permanente no material, mesmo que se retire
a força de tração.

No início da fase plástica ocorre um fenô-


meno chamado escoamento. O escoamento
caracteriza-se por uma deformação permanente do material sem que haja aumento
de carga, mas com aumento da velocidade de
deformação. Durante o escoamento a carga
oscila entre valores muito próximos uns dos
outros.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Limite de resistência

Após o escoamento ocorre o encruamento,


que é um endurecimento causado pela quebra
dos grãos que compõem o material quando
deformados a frio. O material resiste cada vez
mais à tração externa, exigindo uma tensão
cada vez maior para se deformar.
Nessa fase, a tensão recomeça a subir, até
atingir um valor máximo num ponto chamado
de limite de resistência (B).

Para calcular o valor do limite de resistência (LR), basta aplicar a fórmula:

Limite de ruptura
Continuando a tração, chega-se à ruptura do
material, que ocorre num ponto chamado limite
de ruptura (C).

Note que a tensão no limite de ruptura


é menor que no limite de resistência, devido
à diminuição da área que ocorre no corpo de
prova depois que se atinge a carga máxima.

Agora você já tem condições de analisar todos


esses elementos representados
num mesmo diagrama de tensão-deformação, como na figura a seguir.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Estricção
É a redução percentual da área da seção transversal do corpo de prova
na região onde vai se localizar a ruptura.
A estricção determina a ductilidade do material. Quanto maior for a porcentagem
de estricção, mais dúctil será o material.

Podemos observar o esforço de compressão


na construção mecânica, principalmente em estruturas e em equipamentos
como suportes, bases de máquinas, barramentos etc.
Às vezes, a grande exigência requerida para um projeto é a resistência
à compressão. Nesses casos, o projetista deve especificar um material que possua
boa resistência à compressão, que não se deforme facilmente e que assegure boa
precisão dimensional quando solicitado por esforços de compressão.
O ensaio de compressão é o mais indicado para avaliar essas características,
principalmente quando se trata de materiais frágeis, como ferro fundido, madeira,
pedra e concreto. É também recomendado para produtos acabados, como
molas e tubos.

Porém, não se costuma utilizar ensaios de compressão para os metais.


Estudando os assuntos desta aula, você ficará sabendo quais as razões que
explicam o pouco uso dos ensaios de compressão na área da mecânica, analisará
as semelhanças entre o esforço de compressão e o esforço de tração, já estudado
nas aulas anteriores, e ficará a par dos procedimentos para a realização do ensaio
de compressão.

O que a compressão e a tração têm em comum?

De modo geral, podemos dizer que a compressão é um esforço axial,


que tende a provocar um encurtamento do corpo submetido a este esforço.

Nos ensaios de compressão, os corpos de


prova são submetidos a uma força axial para
dentro, distribuída de modo uniforme em
toda a seção transversal do corpo de prova.

Do mesmo modo que o ensaio de tração, o ensaio


de compressão pode ser
executado na máquina universal de ensaios, com a adaptação de duas placas
lisas - uma fixa e outra móvel. É entre elas que o corpo de prova é apoiado
e mantido firme durante a compressão.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

As relações que valem para a tração valem também para a compressão. Isso
significa que um corpo submetido a compressão também sofre uma deformação
elástica e a seguir uma deformação plástica.

Na fase de deformação plástica, o corpo retém uma deformação residual


depois de ser descarregado.

Nos ensaios de compressão, a lei de Hooke também vale para a fase elástica
da deformação, e é possível determinar o módulo de elasticidade para diferentes
materiais.

Na compressão, as fórmulas para cálculo da tensão, da deformação e do


módulo de elasticidade são semelhantes às que já foram demonstradas em aulas
anteriores para a tensão de tração. Por isso, serão mostradas de maneira
resumida,
no quadro a seguir.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Limitações do ensaio de compressão

O ensaio de compressão não é muito utilizado para os metais em razão das


dificuldades para medir as propriedades avaliadas neste tipo de ensaio.
Os valores numéricos são de difícil verificação, podendo levar a erros.
Um problema que sempre ocorre no ensaio de compressão é o atrito entre
o corpo de prova e as placas da máquina de ensaio.
A deformação lateral do corpo de prova é barrada pelo atrito entre as
superfícies do corpo de prova e da máquina. Para diminuir esse problema,
é necessário revestir as faces superior e inferior do corpo de prova com materiais
de baixo atrito (parafina, teflon etc).

Outro problema é a possível ocorrência


de flambagem, isto é, encurvamento do
corpo
de prova. Isso decorre da instabilidade na
compressão do metal dúctil. Dependendo
das formas de fixação do corpo de prova,

diversas possibilidades de encurvamento,
conforme mostra a figura ao lado.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

A flambagem ocorre principalmente em corpos de prova com comprimento


maior em relação ao diâmetro. Por esse motivo, dependendo do grau de
ductilidade do material, é necessário limitar o comprimento dos corpos
de prova, que devem ter de 3 a 8 vezes o valor de seu diâmetro. Em alguns
materiais muito dúcteis esta relação pode chegar a 1:1 (um por um).
Outro cuidado a ser tomado para evitar a flambagem é o de garantir
o perfeito paralelismo entre as placas do equipamento utilizado no ensaio de
compressão. Deve-se centrar o corpo de prova no equipamento de teste, para
garantir que o esforço de compressão se distribua uniformemente.

Ensaio de compressão em materiais dúcteis

Nos materiais dúcteis a compressão vai provocando uma deformação lateral


apreciável. Essa deformação lateral prossegue com o ensaio até o corpo de prova
se transformar num disco, sem que ocorra a ruptura.

Ensaio de compressão em produtos acabados

Ensaios de achatamento em tubos - Consiste em colocar uma amostra de


um segmento de tubo deitada entre as placas da máquina de compressão
e aplicar carga até achatar a amostra.

A distância final entre as placas, que varia conforme a dimensão do tubo,


deve ser registrada. O resultado é avaliado pelo aparecimento ou não de fissuras,
ou seja, rachaduras, sem levar em conta a carga aplicada.
Este ensaio permite avaliar qualitativamente a ductilidade do material,
do tubo e do cordão de solda do mesmo, pois quanto mais o tubo se deformar
sem trincas, mais dúctil será o material.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Ensaios em molas - Para determinar a constante elástica de uma mola,


ou para verificar sua resistência, faz-se o ensaio de compressão.
Para determinar a constante da mola, constrói-se um gráfico tensão-deforma
ção, obtendo-se um coeficiente angular que é a constante da mola, ou seja,
o módulo de elasticidade.

Por outro lado, para verificar a resistência da mola, aplicam-se cargas


predeterminadas e mede-se a altura da mola após cada carga.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CISALHAMENTO
Pode ser que você não tenha se dado conta,
mas já praticou o cisalhamento muitas vezes em sua vida. Afinal, ao cortar um
tecido, ao fatiar um pedaço de queijo ou cortar aparas do papel com uma
guilhotina, estamos fazendo o cisalhamento.

No caso de metais, podemos praticar o cisalhamento com tesouras, prensas


de corte, dispositivos especiais ou simplesmente aplicando esforços que resultem
em forças cortantes. Ao ocorrer o corte, as partes se movimentam paralelamente,
por escorregamento, uma sobre a outra, separando-se. A esse fenômeno
damos o nome de cisalhamento.

Todo material apresenta certa resistência ao cisalhamento. Saber até onde


vai esta resistência é muito importante, principalmente na estamparia, que
envolve corte de chapas, ou nas uniões de chapas por solda, por rebites ou por
parafusos, onde a força cortante é o principal esforço que as uniões vão ter
de suportar.

Nesta aula você ficará conhecendo dois modos de calcular a tensão


de cisalhamento: realizando o ensaio de cisalhamento e utilizando o valor
de resistência à tração do material. E ficará sabendo como são feitos os ensaios
de cisalhamento de alguns componentes mais sujeitos aos esforços cortantes.

A força que produz o cisalhamento

Ao estudar os ensaios de tração e


de compressão, você ficou sabendo que,
nos dois casos, a força aplicada sobre
os corpos de prova atua ao longo do
eixo longitudinal do corpo.

No caso do cisalhamento, a força é aplicada ao corpo


na direção perpendicular ao seu eixo longitudinal.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Esta força cortante, aplicada no plano da seção transversal (plano de tensão),


provoca o cisalhamento.
Como resposta ao esforço cortante, o material desenvolve em cada um dos
pontos de sua seção transversal uma reação chamada resistência ao cisalhamento.
A resistência de um material ao cisalhamento, dentro de uma determinada
situação de uso, pode ser determinada por meio do ensaio de cisalhamento.

Como é feito o ensaio de cisalhamento

A forma do produto final afeta sua resistência ao cisalhamento. É por essa


razão que o ensaio de cisalhamento é mais freqüentemente feito em produtos
acabados, tais como pinos, rebites, parafusos, cordões de solda, barras e chapas.
É também por isso que não existem normas para especificação dos corpos de
prova. Quando é o caso, cada empresa desenvolve seus próprios modelos, em
função das necessidades.

Do mesmo modo que nos ensaios de tração e de compressão, a velocidade


de aplicação da carga deve ser lenta, para não afetar os resultados do ensaio.

Normalmente o ensaio é realizado na máquina universal de ensaios, à qual


se adaptam alguns dispositivos, dependendo do tipo de produto a ser ensaiado.
Para ensaios de pinos, rebites e parafusos utiliza-se um dispositivo como
o que está representado simplificadamente na figura a seguir.

O dispositivo é fixado na máquina de ensaio e


os rebites, parafusos ou pinos
são inseridos entre as duas partes móveis.

Ao se aplicar uma tensão de tração ou


compressão no dispositivo, transmitese
uma força cortante à seção transversal do
produto ensaiado. No decorrer do
ensaio, esta força será elevada até que ocorra
a ruptura do corpo.
No caso de ensaio de solda, utilizam-se corpos
de prova semelhantes aos
empregados em ensaios de pinos. Só que, em
vez dos pinos, utilizam-se junções
soldadas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Para ensaiar barras, presas ao longo de seu comprimento, com uma extremidade
livre, utiliza-se o dispositivo abaixo:

No caso de ensaio de chapas, emprega-se um estampo para corte, como o que


é mostrado a seguir.

Neste ensaio normalmente determina-se somente a tensão de cisalhamento,


isto é, o valor da força que provoca a ruptura da seção transversal do corpo
ensaiado.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Tensão de cisalhamento
A tensão de cisalhamento será aqui identificada por TC. Para calcular
a tensão de cisalhamento, usamos a fórmula:

onde F representa a força cortante e S representa a área do corpo.

TORÇÃO

Este é um assunto que interessa muito mais do que pode parecer à primeira
vista, porque vivemos rodeados por situações em que os esforços de torção estão
presentes.

Já lhe aconteceu de estar apertando um parafuso e, de repente, ficar com


dois pedaços de parafuso nas mãos? O esforço de torção é o responsável por
estragos como esse.

E o que dizer de um virabrequim de automóvel, dos eixos de máquinas,


polias, molas helicoidais e brocas? Em todos estes produtos, o maior esforço
mecânico é o de torção, ou seja, quando esses produtos quebram é porque não
resistiram ao esforço de torção.

A torção é diferente da compressão, da tração e do cisalhamento porque


nestes casos o esforço é aplicado no sentido longitudinal ou transversal,
e na torção o esforço é aplicado no sentido de rotação.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

O ensaio de torção é de execução relativamente simples, porém para obter


as propriedades do material ensaiado são necessários cálculos matemáticos
complexos.

Como na torção uma parte do material está sendo tracionada e outra parte
comprimida, em casos de rotina podemos usar os dados do ensaio de tração
para prever como o material ensaiado se comportará quando sujeito a torção.

Rotação e torção

Pense num corpo cilíndrico, preso por


uma de suas extremidades, como na ilustração
ao lado.

Imagine que este corpo passe a sofrer


a ação de uma força no sentido de rotação,
aplicada na extremidade solta do corpo.

O corpo tenderá a girar no sentido da força e, como a


outra extremidade está
engastada, ele sofrerá uma torção sobre seu próprio
eixo. Se um certo limite
de torção for ultrapassado, o corpo se romperá.

Você está curioso para saber por que este esforço é importante? Quem sabe
uma situação concreta o ajude a visualizar melhor. O eixo de transmissão dos
caminhões é um ótimo exemplo para ilustrar como atua este esforço.
Uma ponta do eixo está ligada à roda, por meio do diferencial traseiro.
A outra ponta está ligada ao motor, por intermédio da caixa de câmbio.

O motor transmite uma força de rotação a uma


extremidade do eixo.
Na outra extremidade, as rodas oferecem
resistência ao movimento.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Como a força que o motor transmite é maior que a força resistente da roda, o eixo
tende a girar e, por conseqüência, a movimentar a roda.
Esse esforço provoca uma deformação elástica no eixo,
como mostra a ilustração
ao lado.

Analise com atenção o desenho anterior e observe que:


• · D é o diâmetro do eixo e L, seu comprimento;
• · a letra grega minúscula j (fi) é o ângulo de
deformação longitudinal;
• · a letra grega minúscula q (teta) é o ângulo de
torção, medido na seção
• transversal do eixo;
• · no lugar da força de rotação, aparece um elemento
novo: Mt, que representa
• o momento torsor.

Veja a seguir o que é momento torsor e como ele age nos esforços de torção.

Momento torsor

Não existe coisa mais chata que um pneu furar na hora errada. E os pneus
sempre furam em hora errada! Se já lhe aconteceu de ter de trocar um pneu
com uma chave de boca de braço curto, você é capaz de avaliar a dificuldade
que representa soltar os parafusos da roda com aquele tipo de chave.

Um artifício simples ajuda a reduzir bastante


a dificuldade de realizar esta tarefa: basta encaixar
um cano na haste da chave, de modo a alongar
o comprimento do braço.

Fica claro que o alongamento


do braço da chave
é o fator que facilita o
afrouxamento dos parafusos,
sob efeito do momento
da força aplicada.

Momento de uma força é o produto da intensidade da força (F) pela distância do


ponto de aplicação ao eixo do corpo sobre o qual a força está sendo aplicada (C).
Em linguagem matemática, o momento de uma força (Mf) pode ser expresso
pela fórmula: Mf = F ´ C.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

De acordo com o Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade


de momento é o newton metro (Nm).
Quando se trata de um esforço de torção, o momento de torção, ou momento
torsor, é também chamado de torque.

Propriedades avaliadas no ensaio de torção

A partir do momento torsor e do ângulo de torção pode-se elaborar


um gráfico semelhante ao obtido no ensaio de tração, que permite analisar
as seguintes propriedades:

Estas propriedades são determinadas do mesmo modo que no ensaio de


tração e têm a mesma importância, só que são relativas a esforços de torção.
Isso significa que, na especificação dos materiais que serão submetidos
a esforços de torção, é necessário levar em conta que o máximo torque que deve
ser aplicado a um eixo tem de ser inferior ao momento torsor no limite de
proporcionalidade.

Corpo de prova para ensaio de torção

Este ensaio é bastante utilizado para verificar o comportamento de eixos de


transmissão, barras de torção, partes de motor e outros sistemas sujeitos
a esforços de torção. Nesses casos, ensaiam-se os próprios produtos.
Quando é necessário verificar o comportamento de materiais, utilizam-se
corpos de prova.

Para melhor precisão do ensaio, empregam-se corpos de prova de seção


circular cheia ou vazada, isto é, barras ou tubos. Estes últimos devem ter um
mandril interno para impedir amassamentos pelas garras do aparelho de ensaio.
Em casos especiais pode-se usar outras seções.

Normalmente as dimensões não são padronizadas, pois raramente se escolhe


este ensaio como critério de qualidade de um material, a não ser em situações
especiais, como para verificar os efeitos de vários tipos de tratamentos térmicos
em aços, principalmente naqueles em que a superfície do corpo de prova ou da
peça é a mais atingida.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Entretanto, o comprimento e o diâmetro do corpo de prova devem ser tais


que permitam as medições de momentos e ângulos de torção com precisão
e também que não dificultem o engastamento nas garras da máquina de ensaio.

Por outro lado, também é muito importante uma centragem precisa do corpo
de prova na máquina de ensaio, porque a força deve ser aplicada no centro
do corpo de prova.

Equipamento para o ensaio de torção

O ensaio de torção é realizado em equipamento específico: a máquina de


torção.

Esta máquina possui duas cabeças às quais o corpo de prova é fixado.


Uma das cabeças é giratória e aplica ao corpo de prova o momento de torção.
A outra está ligada a um pêndulo que indica, numa escala, o valor do momento
aplicado ao corpo de prova.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Fraturas típicas

O aspecto das fraturas varia conforme o corpo de prova seja feito de material
dúctil ou frágil.

Os corpos de provas de materiais dúcteis


apresentam uma fratura segundo um plano perpendicular
ao seu eixo longitudinal.

Para materiais frágeis, a fratura se dá segundo uma superfície não plana, mas que
corta o eixo longitudinal segundo uma linha que, projetada num plano paralelo ao
eixo, forma 45º aproximadamente com o mesmo (fratura helicoidal).

Introdução aos elementos de transmissão

Um motorista viajava numa estrada e não


viu a luz vermelha que, de repente, apareceu no painel. Mais alguns metros, o
carro parou .
O motorista, que nada entendia de carro, percebeu que algo de grave
acontecera. Empurrou o carro para o acostamento, colocou o triângulo como sinal
de aviso e saiu à procura de socorro. Por sorte, encontrou um mecânico.
O mecânico identificou o problema. A correia do alternador estava arrebentada.
Como o motorista não tinha uma correia de reserva, foi necessário rebocar
o carro.

Esse problema pode lhe dar idéia da importância da correia como elemento
de transmissão de movimento.
Por isso, você vai estudar alguns elementos de máquina para transmissão:
correia, correntes, engrenagens, rodas de atrito, roscas, cabos de aço.
Com esses elementos são montados sistemas de transmissão que transferem
potência e movimento a um outro sistema.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 218


MECATRÔNICA – LIVRO I

Na figura abaixo, a polia condutora transmite energia e movimento à polia


conduzida.

Os sistemas de transmissão podem, também, variar as rotações entre dois eixos.


Nesse caso, o sistema de rotação é chamado variador.

As maneiras de variar a rotação de um eixo podem ser:


• · por engrenagens;
• · por correias;
• · por atrito.

Modos de transmissão

A transmissão de força e movimento pode ser pela forma e por atrito.


A transmissão pela forma é assim chamada porque a forma dos elementos
transmissores é adequada para encaixamento desses elementos entre si. Essa
maneira de transmissão é a mais usada, principalmente com os elementos
chavetados, eixos-árvore entalhados e eixos-árvore estriados.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 219


MECATRÔNICA – LIVRO I

A transmissão por atrito possibilita uma boa centralização das peças ligadas
aos eixos. Entretanto, não possibilita transmissão de grandes esforços quanto os
transmitidos pela forma. Os principais elementos de transmissão por atrito são
os elementos anelares e arruelas estreladas.

Esses elementos constituem-se de dois anéis cônicos apertados entre si e que


atuam ao mesmo tempo sobre o eixo e o cubo.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 220


MECATRÔNICA – LIVRO I

As arruelas estreladas possibilitam grande rigor de movimento axial (dos


eixos) e radial (dos raios). As arruelas são apertadas por meio de parafusos que
forçam a arruela contra o eixo e o cubo ao mesmo tempo.

Descrição de alguns elementos de transmissão


Apresentamos, a seguir, uma breve descrição dos principais elementos de
máquina de transmissão: correias, correntes, engrenagens, rodas de atrito, roscas,
cabos de aço e acoplamento.

Correias

São elementos de máquina que transmitem movimento de rotação entre


eixos por intermédio das polias. As correias podem ser contínuas ou com
emendas. As polias são cilíndricas, fabricadas em diversos materiais. Podem ser
fixadas aos eixos por meio de pressão, de chaveta ou de parafuso.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 221


MECATRÔNICA – LIVRO I

Correntes

São elementos de transmissão, geralmente metálicos, constituídos de uma


série de anéis ou elos. Existem vários tipos de corrente e cada tipo tem uma
aplicação específica.

Engrenagens

Também conhecidas como rodas dentadas, as engrenagens são elementos de


máquina usados na transmissão entre eixos. Existem vários tipos de engrenagem.

Rodas de atrito

São elementos de máquinas que transmitem movimento por atrito entre dois
eixos paralelos ou que se cruzam.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 222


MECATRÔNICA – LIVRO I

Roscas

São saliências de perfil constante, em forma de hélice (helicoidal). As roscas


se movimentam de modo uniforme, externa ou internamente, ao redor de uma
superfície cilíndrica ou cônica. As saliências são denominadas filetes.
Existem roscas de transporte ou movimento que transformam o movimento
giratório num movimento longitudinal. Essas roscas são usadas, normalmente,
em tornos e prensas, principalmente quando são freqüentes as montagens
e desmontagens.

Cabos de aço

São elementos de máquinas feitos de arame trefilado a


frio. Inicialmente, o arame é enrolado de modo a formar
pernas. Depois as pernas são enroladas em espirais em
torno de um elemento central, chamado núcleo ou alma.

Acoplamento

É um conjunto mecânico que transmite movimento entre duas peças.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 223


MECATRÔNICA – LIVRO I

PARAFUSOS

O parafuso é um eixo com um sulco ou uma linha helicoidal dado forma em sua
superfície. Seus usos principais são como um prendedor que engata os objetos,
pode também ser definida como um plano inclinado envolvido em torno d Um
parafuso usado como um prendedor consiste em um eixo, que possa ser cilíndrico
ou cónico, e em uma cabeça. O eixo tem um cume ou uma linha helicoidal dado a
forma nele. A linha acopla-se com uma hélice complementar no material. O material
pode ser manufaturado com a hélice de acoplamento (batida), ou o parafuso pode
criá-la quando dirigido primeiramente dentro (um parafuso self-tapping). Á cabeça é
dada uma forma especialmente para permitir que uma chave de fenda prenda o
parafuso ao dirigi-lo para dentro do material. Também para o parafuso passar a
direita através do material que está sendo prendido e fornece a compressão.

Os parafusos podem normalmente ser removidos e reintroduzido sem reduzir sua


eficácia. Têm um poder de fixação maior do que pregos e permitem a
desmontagem e reusar. Um parafuso que seja apertado girando a no sentido
horário é dito ter uma linha right-hand . Os parafusos com linhas da mão esquerda
são usados em casos excepcionais. '

Quando os parafusos não podem ser usados, pregar , rebitar , pinos de mola ,
soldando , e colando são algumas as alternativas

Todo parafuso tem rosca de diversos tipos. Para você compreender melhor
a noção de parafuso e as suas funções, vamos, antes, conhecer roscas.

Roscas

Rosca é um conjunto de filetes em torno de uma superfície cilíndrica.

As roscas podem ser internas ou externas. As roscas internas encontram-se


no interior das porcas. As roscas externas se localizam no corpo dos parafusos.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 224


MECATRÔNICA – LIVRO I

As roscas permitem a união e desmontagem de peças.

Permitem, também, movimento de peças. O parafuso que movimenta a


mandíbula móvel da morsa é um exemplo de movimento de peças.

Os filetes das roscas apresentam vários perfis. Esses perfis, sempre uniformes,
dão nome às roscas e condicionam sua aplicação.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Sentido de direção da rosca

Dependendo da inclinação dos filetes em relação ao eixo do parafuso, as


roscas ainda podem ser direita e esquerda. Portanto, as roscas podem ter dois
sentidos: à direita ou à esquerda.

Na rosca direita, o filete sobe da direita para


a
esquerda, conforme a figura.

Na rosca esquerda, o filete sobe da


esquerda
para a direita, conforme a figura.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Nomenclatura da rosca
Independentemente da sua aplicação, as roscas têm os mesmos elementos,
variando apenas os formatos e dimensões

Os parafusos se
diferenciam pela forma da rosca, da cabeça, da haste e do
tipo de acionamento.

Em geral, o parafuso é composto de duas partes: cabeça e corpo.


Cabeça Corpo cabeça corpo
Os parafusos se diferenciam pela forma da rosca, da cabeça, da haste e do
tipo de acionamento.

O tipo de
acionamento está
relacionado com o
tipo de cabeça do
parafuso. Por
exemplo, um
parafuso de cabeça
sextavada é
acionado por chave
de boca ou de
estria

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MECATRÔNICA – LIVRO I

O corpo do parafuso pode ser cilíndrico ou cônico, totalmente roscado ou


parcialmente roscado. A cabeça pode apresentar vários formatos; porém, há
parafusos sem cabeça.

Há uma enorme variedade de parafusos que podem ser diferenciados pelo


formato da cabeça, do corpo e da ponta. Essas diferenças, determinadas pela
função dos parafusos, permite classificá-los em quatro grandes grupos: parafusos
passantes, parafusos não-passantes, parafusos de pressão, parafusos
prisioneiros.

Parafusos passantes

Esses parafusos atravessam, de lado a lado, as peças a serem unidas,


passando livremente nos furos.
Dependendo do serviço, esses parafusos, além das porcas, utilizam arruelas
e contraporcas como acessórios.
Os parafusos passantes apresentam-se com cabeça ou sem cabeça.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Parafusos não-passantes

São parafusos que não utilizam porcas. O papel de porca é desempenhado


pelo furo roscado, feito numa das peças a ser unida.

Parafusos de pressão

Esses parafusos são fixados por meio


de pressão. A pressão é exercida pelas pontas
dos parafusos contra a peça a ser fixada.
Os parafusos de pressão podem apresentar
cabeça ou não.

Parafusos prisioneiros
São parafusos sem cabeça com rosca em ambas as extremidades, sendo
recomendados nas situações que exigem montagens e desmontagens freqüentes.
Em tais situações, o uso de outros tipos de parafusos acaba danificando a
rosca dos furos.
As roscas dos parafusos prisioneiros podem ter passos diferentes ou sentidos
opostos, isto é, um horário e o outro anti-horário.
Para fixarmos o prisioneiro no furo da máquina, utilizamos uma ferramenta
especial.
Caso não haja esta ferramenta, improvisa-se um apoio com duas porcas
travadas numa das extremidades do prisioneiro.
Após a fixação do prisioneiro pela outra extremidade, retiram-se as porcas.
A segunda peça é apertada mediante uma porca e arruela, aplicadas à
extremidade livre do prisioneiro.
O parafuso prisioneiro permanece no lugar quando as peças são desmontadas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Vimos uma classificação de parafusos quanto à função que eles exercem.


Veremos, a seguir, alguns tipos de parafusos.

Segue um quadro síntese com características da cabeça, do corpo, das


pontas e com indicação dos dispositivos de atarraxamento.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CHAVETAS
É um elemento mecânico fabricado em aço. Sua forma, em geral, é retangular
ou semicircular. A chaveta se interpõe numa cavidade de um eixo e de uma peça.
A chaveta tem por finalidade ligar dois elementos mecânicos.

Classificação:

As chavetas se classificam em:


• · chavetas de cunha;
• · chavetas paralelas;
• · chavetas de disco.

As chavetas têm esse nome porque são parecidas com


uma cunha. Uma de suas faces é inclinada, para facilitar
a união de peças.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

As chavetas de cunha classificam-se em dois grupos:

• · chavetas longitudinais;
• · chavetas transversais.

Chavetas longitudinais

São colocadas na extensão do eixo para unir roldanas, rodas, volantes etc.
Podem ser com ou sem cabeça e são de montagem e desmontagem fácil.

Sua inclinação é de 1:100 e suas medidas principais são definidas quanto a:


• · altura (h);
• · comprimento (L);
• · largura (b).

As chavetas longitudinais podem ser de diversos tipos: encaixada, meia-cana,


plana, embutida e tangencial.

Chavetas encaixadas - São muito


usadas. Sua forma corresponde à do tipo
mais simples de chaveta de cunha. Para
possibilitar seu emprego, o rasgo do eixo
é sempre mais comprido que a chaveta.

Chaveta meia-cana – Sua base é côncava


(com o mesmo raio do eixo). Sua
inclinação é de 1:100, com ou sem cabeça.
Não é necessário rasgo na árvore,
pois a chaveta transmite o movimento
por efeito do atrito. Desta forma, quando
o esforço no elemento conduzido for
muito grande, a chaveta desliza sobre a
árvore.

Chaveta plana – Sua forma é similar


à da chaveta encaixada, porém,
para sua montagem não se abre rasgo
no eixo. É feito um rebaixo plano.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Chavetas embutidas – Essas


chavetas têm os extremos arredondados,
conforme se observa na vista
superior ao lado. O rasgo para seu
alojamento no eixo possui o mesmo
comprimento da chaveta. As chavetas
embutidas nunca têm cabeça.

Chavetas tangenciais – São


formadas por um par de cunhas,
colocado em cada rasgo. São sempre
utilizadas duas chavetas, e os rasgos
são posicionados a 120º. Transmitem
fortes cargas e são utilizadas, sobretudo,
quando o eixo está submetido
a mudança de carga ou golpes.

Chavetas transversais - São aplicadas


em união de peças que transmitem
movimentos rotativos e retilíneos
alternativos.

Quando as chavetas transversais são


empregadas em uniões permanentes,
sua inclinação varia entre 1:25 e 1:50.
Se a união se submete a montagem e
desmontagem freqüentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Chavetas paralelas ou lingüetas

Essas chavetas têm as faces paralelas, portanto, não têm inclinação.


A transmissão do movimento é feita pelo ajuste de suas
faces laterais às laterais do rasgo da chaveta. Fica uma
pequena folga entre o ponto mais alto da chaveta e
o fundo do rasgo do elemento conduzido.

As chavetas paralelas não possuem cabeça. Quanto à forma de seus extremos,


eles podem ser retos ou arredondados. Podem, ainda, ter parafusos para
fixarem a chaveta ao eixo.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Chaveta de disco ou meia-lua (tipo woodruff)

É uma variante da chaveta paralela. Recebe esse nome porque sua forma
corresponde a um segmento circular.

ARRUELAS
A maioria dos conjuntos mecânicos apresenta elementos de fixação. Onde
quer que se usem esses elementos, seja em máquinas ou em veículos
automotivos,
existe o perigo de se produzir, em virtude das vibrações, um afrouxamento
imprevisto no aperto do parafuso.
Para evitar esse inconveniente utilizamos um elemento de máquina chamado
Arruela

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MECATRÔNICA – LIVRO I

As arruelas têm a função de distribuir igualmente a força de aperto entre a


porca, o parafuso e as partes montadas. Em algumas situações, também
funcionam
como elementos de trava.
Os materiais mais utilizados na fabricação das arruelas são aço-carbono,
cobre e latão.

Tipos de arruela

Existem vários tipos de arruela: lisa, de pressão, dentada, serrilhada,


ondulada, de travamento com orelha e arruela para perfilados.
Para cada tipo de trabalho, existe um tipo ideal de arruela.

Arruela lisa

Além de distribuir igualmente o aperto, a arruela lisa tem, também, a função


de melhorar os aspectos do conjunto.
A arruela lisa por não ter elemento de trava, é utilizada em órgãos de
máquinas que sofrem pequenas vibrações

Arruela de pressão

A arruela de pressão é utilizada na montagem de conjuntos mecânicos,


submetidos a grandes esforços e grandes vibrações. A arruela de pressão
funciona, também, como elemento de trava, evitando o afrouxamento do parafuso
e da porca. É, ainda, muito empregada em equipamentos que sofrem
variação de temperatura (automóveis, prensas etc.).

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Arruela dentada

Muito empregada em equipamentos sujeitos a grandes


vibrações, mas com
pequenos esforços, como, eletrodomésticos, painéis
automotivos, equipamentos
de refrigeração etc.
O travamento se dá entre o conjunto parafuso/porca.
Os dentes inclinados
das arruelas formam uma mola quando são pressionados e se encravam na
cabeça do parafuso.

Arruela serrilhada

A arruela serrilhada tem, basicamente,


as mesmas funções da arruela dentada.
Apenas suporta esforços um pouco maiores.
É usada nos mesmos tipos de trabalho
que a arruela dentada.

Arruela ondulada

A arruela ondulada não tem cantos


vivos. É indicada, especialmente, para
superfícies pintadas, evitando danificação do
acabamento.
É adequada para equipamentos que
possuem acabamento externo constituído
de chapas finas.

Arruela de travamento com orelha

Utiliza-se esta arruela dobrando-se a orelha sobre um canto vivo da peça. Em


seguida, dobra-se uma aba da orelha envolvendo um dos lados chanfrado do
conjunto porca/parafuso.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Arruela para perfilados

É uma arruela muito utilizada


em montagens que envolvem
cantoneiras ou
perfis em ângulo. Devido ao
seu formato de fabricação, este
tipo de arruela
compensa os ângulos e deixa
perfeitamente paralelas as
superfícies a serem
parafusadas.

Os tipos de arruelas mais usados são os vistos até aqui. Porém, existem
outros tipos menos utilizados:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

MANCAIS
O mancal pode ser definido como suporte ou guia em que se apóia o eixo.
No ponto de contato entre a superfície do eixo e a superfície do mancal, ocorre
atrito. Dependendo da solicitação de esforços, os mancais podem ser de
deslizamento ou de rolamento.

Mancais de deslizamento

Geralmente, os mancais de
deslizamento são constituídos
de uma bucha
fixada num suporte. Esses
mancais são usados em
máquinas pesadas ou em
equipamentos de baixa rotação,
porque a baixa velocidade evita
superaquecimento
dos componentes expostos ao
atrito.

O uso de buchas e de lubrificantes permite reduzir esse atrito e melhorar a


rotação do eixo.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

As buchas são, em geral, corpos cilíndricos ocos que envolvem os eixos,


permitindo-lhes uma melhor rotação. São feitas de materiais macios, como o
bronze e ligas de metais leves.

Mancais de rolamento

Quando necessitar de mancal com maior velocidade e menos atrito, o


mancal de rolamento é o mais adequado.
Os rolamentos são classificados em função dos seus elementos rolantes.
Veja os principais tipos, a seguir.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Os eixos das máquinas, geralmente, funcionam assentados em apoios.


Quando um eixo gira dentro de um furo produz-se, entre a superfície do eixo e
a superfície do furo, um fenômeno chamado atrito de escorregamento.
Quando é necessário reduzir ainda mais o atrito de escorregamento, utilizamos
um outro elemento de máquina, chamado rolamento rolamento.
Os rolamentos limitam, ao máximo, as perdas de energia em conseqüência
do atrito.

São geralmente constituídos de dois anéis concêntricos, entre os quais são


colocados elementos rolantes como esferas, roletes e agulhas.
Os rolamentos de esfera compõem-se de:

O anel externo é fixado no mancal, enquanto que o anel interno é fixado


diretamente ao eixo.

As dimensões e características dos rolamentos são indicadas nas diferentes


normas técnicas e nos catálogos de fabricantes.

Ao examinar um catálogo de rolamentos, ou uma


norma específica, você
encontrará informações sobre as seguintes
características:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Características dos rolamentos:

D: diâmetro externo;
d: diâmetro interno;
R: raio de arredondamento;
L: largura.

Em geral, a normalização dos rolamentos é feita a partir do diâmetro interno


d, isto é, a partir do diâmetro do eixo em que o rolamento é utilizado.
Para cada diâmetro são definidas três séries de rolamentos: leve, média
e pesada pesada.

As séries leves são usadas para cargas pequenas. Para cargas maiores, são
usadas as séries média ou pesada. Os valores do diâmetro D e da largura L
aumentam progressivamente em função dos aumentos das cargas.
Os rolamentos classificam-se de acordo com as forças que eles suportam.
Podem ser radiais, axiais e mistos.

• Radiais - não suportam cargas axiais e impedem


o deslocamento no sentido
transversal ao eixo

Axiais - não podem ser submetidos a cargas radiais.


Impedem o deslocamento no sentido axial, isto é,
longitudinal ao eixo.

• Mistas - suportam tanto carga radial como axial.


Impedem o deslocamento tanto no sentido transversal
quanto no axial.

Conforme a solicitação, apresentam uma infinidade de


tipos para aplicação
específica como: máquinas agrícolas, motores elétricos,
máquinas, ferramentas,
compressores, construção naval etc.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Quanto aos elementos rolantes, os rolamentos podem ser:

a) De esferas - os corpos rolantes são esferas. Apropriados para rotações mais


elevadas.

b) De rolos - os corpos rolantes são formados de cilindros, rolos cônicos ou


barriletes. Esses rolamentos suportam cargas maiores e devem ser usados
em velocidades menores.

c) De agulhas - os corpos rolantes são de pequeno diâmetro e grande


comprimento.

São recomendados para mecanismos oscilantes, onde a carga não é


constante e o espaço radial é limitado.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Vantagens e desvantagens dos rolamentos

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CONJUNTOS MECÂNICOS

Máquinas e dispositivos são exemplos de conjuntos mecânicos. Uma má-


quina é formada por um ou mais conjuntos mecânicos. No conjunto mecânico,
cada peça tem uma função e ocupa determinada posição o.
Torno mecânico, furadeira e fresadora são alguns exemplos de máquinas.
torno mecânico posição horizontal posição vertical

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MECATRÔNICA – LIVRO I

PROCESSOS DE USINAGEM

TORNEAMENTO

O processo que se baseia no movimento da peça em torno de seu próprio eixo


chama-se torneamento. O torneamento é uma operação de usinagem que permite
trabalhar peças cilíndricas movidas por um movimento uniforme de rotação em
torno de um eixo fixo.
Figura40

O torneamento, como todos os trabalhos executados com máquinas-ferramenta,


acontece mediante a retirada progressiva do cavaco da peça trabalhada. O cavaco
é cortado por uma ferramenta de um só gume cortante, que deve ter uma dureza
superior à do material a ser cortado.

No torneamento, a ferramenta penetra na peça, cujo movimento rotativo ao redor


de seu eixo permite o corte contínuo e regular do material. A força necessária para
retirar o cavaco é feita sobre a peça, enquanto a ferramenta, firmemente presa ao
porta-ferramenta, contrabalança a reação dessa força.

Para realizar o torneamento, são necessários três movimentos relativos entra a


peça e a ferramenta. São eles:

• Movimento de corte: é o movimento principal que permite cortar o material.


O mvimento é rotativo e realizado pela peça.
• Movimento de avanço: é o mvimento que desloca a ferramenta ao longo da
superfície da peça.
• Movimento de penetração: é o movimento que determina a profundidade de
corte ao empurrar a ferramenta em direção ao interior da peça e assim
regular a profundidade do passe e a espessura do cavaco.

Variando os movimentos, a posição e o formato da ferramenta, é possível realizar


uma grande variedade de operações:

(a) Tornear superfícies externas e internas

(b) Tornear superfícies cônicas externas e internas.

(c) Roscar superfícies externas e internas.

(d) Perfilar superfícies.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 246


MECATRÔNICA – LIVRO I

Além dessas operações, também é possível furar, alargar, recartilhar, roscar com
machos e cossinetes, mediante o uso de acessórios próprios para a máquina-
ferramenta.

Todos os tornos, respeitando-se suas variações de dispositivos, ou dimensões


exigidas em cada caso, são compostos as seguintes partes:

(1) Corpo da máquina: barramento, cabeçote fixo e móvel, caixas de mudança de


velocidade.

(2) Sistema de transmissão de movimento do eixo: motor, polia, engrenagem,


redutores.

(3) Sistemas de deslocamento da ferramenta e de movimentação da


ferramenta em diferentes velocidades: engrenagens, caixa de câmbio,
inversores de marcha, fusos, vara, etc.

(4) Sistema de fixação da ferramenta: torre, carro porta-ferramenta, carro


transversal, carro principal ou logitudinal e da peça: placas, cabeçote móvel.

(5) Comandos dos movimentos e das velocidades: manivelas e alavancas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

FRESAMENTO

A fresadora é uma máquina derivada do torno mecânico. Seu desenvolvimento


ocorreu a partir de certas dificuldades em se conseguir executar determinados tipos
de usinagem em seu predecessor.

Portanto, a fresa (comumente chamada a máquina) ou fresadora é um


equipamento especializado em cortar a matéria prima utilizando uma ferramenta
chamada fresa.

A fresa (ferramenta) em geral cilíndrica, é composta de diversos gumes cortantes


que em movimento rotativo e contínuo montada no eixo da fresadora, ao passar
pela matéria prima, vai retirando fragmentos (chamados de cavacos), até dar forma
e tamanho desejados nesta.

A fresadora é utilizada para desbastar o metal e cortar peças. Existem muitos tipos
destas máquinas operatrizes, as mais comuns são chamadas fresadoras universais
destinadas à fabricação de engrenagens ditas retas e helicoidais, além de roscas
sem fim e confecção das mais diversas ferramentas com as mais diversas formas
utilizadas num ramo da metalurgia chamado de ferramentaria.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Tipos de fresadoras

Pode-se classificar as fresadoras de diversas formas, sendo as principais


classificações as
que levam em consideração o tipo de avanço, a estrutura, a posição do eixo-árvore
em relação a mesa de trabalho e a sua aplicação. Tem-se:

Quanto ao avanço:

• · Manual;
• · Automático (hidráulico ou elétrico).

Quanto à estrutura:

• · De oficina, também chamada de ferramenteira (maior flexibilidade);


• · De produção (maior produtividade);

Quanto a posição do eixo-árvore:

· Vertical (eixo árvore perpendicular a mesa);


· Horizontal (eixo árvore paralelo a mesa);
· Universal (pode ser configurada para vertical ou horizontal);
· Omniversal (universal com a mesa que pode ser inclinada);
· Duplex (dois eixos-árvore simultâneos);
· Triplex;
· Multiplex;
· Especiais.

Quanto a aplicação:

• · Convencional;
• · Pantográfica (fresadora gravadora);
• · Chaveteira (específica para fazer chavetas internas e/ou externas);
• · Dentadora (específica para usinar engrenagens);
• · Copiadora (o apalpador toca um modelo e a ferramenta o reproduz na
peça)

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Tipos de fresa

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MECATRÔNICA – LIVRO I

APLAINADORA MECÂNICA

As aplainadoras mecânicas, também conhecidas por plainas de desbaste, embora


não pareçam devido à sua aparência e forma, também são máquinas derivadas do
torno mecânico. Seu desenvolvimento ocorreu para resolver certos problemas
ocorridos em peças e componentes mecânicos planos e retos. Há varios tipos de
plainas.

Equipamentos necessários
As operações de aplainamento são sempre realizadas com máquinas. Elas são de
dois tipos:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Plaina limadora:

• Vertical
• Horizontal

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MECATRÔNICA – LIVRO I

BROCHAMENTO

No brochamento a ferramenta multicortante executa movimento de translação,


enquanto a peça permanece estática. Em alguns casos pode existir movimento
rotativo relativo entre as duas.
A superfície usinada resultante em geral é curva.
O grau de acabamento do brochamento é superior.
O processo é caro devido ao custo da ferramenta.
O brochanento pode ser interno ou externo. Ilustrado abaixo o processo interno

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MECATRÔNICA – LIVRO I

PRINCÍPIOS DA DINÂMICA

1- Dinâmica : É a parte da Mecânica que analisa os movimentos, fazendo as


relações entre causas e efeitos.

O estudo dos movimentos que relacionam as causas e os efeitos é a


essência da Dinâmica. Conceitos primitivos como os de força e de energia
serão associados aos movimentos, além dos conceitos já estudados na
Cinemática. Portanto, daqui em diante, as razões pelas quais os móveis
adquirem ou modificam suas velocidades passarão a ser estudadas e
relacionadas com as respectivas consequências.

- Força : Para se compreender o conceito de força, que é algo intuitivo,


pode-se basear em dois tipos de efeitos, dos quais ela é causa:

• Deformação: efeito estático da força; o corpo sofre uma modificação em


seu formato, sob a ação da força.

• Aceleração: efeito dinâmico da força, em que o corpo altera a sua


velocidade vetorial, isto é, varia pelo menos umas das seguintes
características da velocidade: direção, sentido e módulo, quando sujeito à
ação da força.

Nesta parte da mecânica que passaremos a estudar propomo-nos a


responder a uma pergunta, talvez das mais antigas feitas pelo homem: como
se relacionam forças e movimento?

Uma das respostas, dada por Aristóteles (século IV a.C.), pode ser
sintetizada como se segue: é impossível a um corpo se deslocar na
ausência de forças.

À primeira vista, essa parece resumir de forma simples um fato bem


conhecido. Esse fato pode ser, por exemplo, puxar uma cadeira: enquanto
você a puxa, ela anda; ao você parar de puxar, ela pára.

Entretanto, se nos prendermos a análises desse tipo, imediatistas e


simplórias, seremos levados a acreditar que a conclusão de Aristóteles
estava certa. E essa conclusão perdurou por aproximadamente 2 000 anos,
pois apenas no fim do século XVI, com Galileu, e no século XVII, com
Newton, é que caíram por terra os postulados aristotélicos do movimento.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

1ª Lei de Newton (princípio da inércia): Quando a resultante das forças que


atuam sobre um corpo for nula, esse corpo permanecerá em repouso ou em
movimento retilíneo uniforme.

Antes de passarmos à discussão das idéias contidas nesse 1º princípio, vejamos o


significado de suas palavras. A expressão “resultante das forças que atuam sobre
um corpo for nula” é, para nós, sinônimo de equilíbrio. Esse equilíbrio pode
manifestar-se de duas formas:

R = 0 => equilíbrio
Mas perceba que, no enunciado da lei, Newton apresenta, em primeira análise,
dois fatos decorrentes da situação “resultante das forças nula” (R = 0):

• O corpo permanece em repouso. Não discutiremos essa idéia, por se tratar do


resultado mais simples e intuitivo contido na 1ª lei.

• O corpo permanece em movimento retilíneo uniforme. Nessa segunda parte do


enunciado, Newton contradiz Aristóteles na medida em que passa a admitir a
possibilidade de movimento na “ausência de forças” (R = 0) : Isso, como vimos, era
categoricamente negado por Aristóteles. Vejamos como podemos chegar a essa
mesma conclusão, através da experiência a seguir:

Se um ponto material estiver livre da ação de forças, sua velocidade vetorial


permanece constante. Galileu, estudando uma esfera em repouso sobre um plano
horizontal, observou que, empurrando-a com determinada força, ela se
movimentava. Cessando o empurrão (força), a esfera continuava a se mover até
percorrer determinada distância. Verificou, portanto, que a esfera continuava em
movimento sem a ação de uma força e que a esfera parava em virtude do atrito
entre a esfera e o plano horizontal. Polindo o plano horizontal, observou que o
corpo se movimentava durante um percurso maior após cessar o empurrão. Se
pudesse eliminar completamente o atrito, a esfera continuaria a se movimentar, por
inércia, indefinidamente, sem retardamento, isto é, em movimento retilíneo e
uniforme.

A figura logo acima representa uma nave espacial livre de ações gravitacionais
significativas do resto do universo. Com seus motores desligados, a força
propulsora da nave é nula, porém ela mantém o seu movimento com velocidade
constante, segundo o princípio da inércia.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 255


MECATRÔNICA – LIVRO I

Analisemos agora o caso de um bloco preso a um fio, que está atado a um pino fixo
em uma mesa horizontal e perfeitamente lisa. Posto em movimento, esse bloco
passará a se deslocar em movimento circular uniforme em torno do pino, como
vemos na figura.

Embora o valor da velocidade venha a permanecer constante, podemos perceber


que a direção de v é alterada de ponto para ponto da trajetória, graças à ação do
fio sobre o corpo, ou seja, o fio é responsável pela presença de uma força F ,
perpendicular à direção de v , é incapaz de alterar o valor da velocidade, mas altera
a direção da velocidade v

2ª Lei de Newton: Princípio Fundamental da Dinâmica

Newton conseguiu estabelecer, com sua 1ª lei, a relação entre força e movimento.
Entretanto, ele mesmo percebeu que apenas essa lei não era suficiente, pois
exprimia somente uma relação qualitativa entre força e movimento: a força altera o
estado de movimento de um corpo. Mas, com que intensidade? Como podemos
relacionar matematicamente as grandezas envolvidas?

Nessa 2º lei, o princípio fundamental da dinâmica, ou 2º princípio, as idéias centrais


são as mesmas do 1º princípio, só que formalizadas agora com o auxílio de uma
expressão matemática, como segue:

A resultante das forças que atuam sobre um corpo de massa m comunica ao


mesmo uma aceleração resultante , na mesma direção e sentido de . Esse
resultado era de se esperar, já que, como foi visto, uma força , ao atuar sobre um
corpo, alterava sua velocidade . Se modifica sua velocidade, está transmitindo ao
corpo uma determinada aceleração .

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 256


MECATRÔNICA – LIVRO I

Da segunda lei podemos relacionar a força resultante e a aceleração adquirida pelo

corpo , como é mostrado na figura.

• Peso de um corpo: Como já foi visto em cinemática, qualquer corpo próximo à


superfície da Terra é atraído por ela e adquire uma aceleração cujo valor
independe da massa do corpo em questão, denominada aceleração da gravidade
g.

Se o corpo adquire uma certa aceleração, isso significa que sobre o mesmo atuou
uma força. No caso, diremos que a Terra atrai o corpo e chamaremos de peso do
corpo à força com que ele é atraído pela Terra. De acordo com o 2º princípio,
podemos escrever:

• UNIDADES DE FORÇA: Serão apresentadas aqui três unidades utilizadas para


se exprimir o valor de uma força em três diferentes sistemas de unidades: o CGS, o
MKS (Sistema Internacional de Unidades) e o MK*S (MKS técnico). A tendência
atual da ciência se concentra na utilização do sistema internacional. Essa é
também a tendência que se revela nos grandes vestibulares realizados no país. No
quadro a seguir, apresentamos as unidades fundamentais de cada sistema, bem
como as unidades de força de cada um deles.

SISTEMA COMPRIMENTO MASSA TEMPO FORÇA


SI (MKS) m kg s kg . m/s = ( N
) (newton)
CGS cm g s g . cm/s 2
(dina) (dyn)
MK*S m utm s utm . m/s 2
(quilograma-
força) (kgf)

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 257


MECATRÔNICA – LIVRO I

As definições de dina (d) newton (N) e quilograma-força (kgf) derivam da 2ª lei de


Newton, como veremos:

• Um dina corresponde à intensidade da força que, aplicada a um corpo de massa 1


g , comunica ao mesmo uma aceleração de 1 cm/s 2 . F = m.a Þ F = 1g . 1cm/s 2 Þ
F=1d

• Um newton é a intensidade da força que, aplicada a um corpo de massa 1 kg ,


transmite ao mesmo uma aceleração de 1 m/s 2 . F = m . a Þ F = 1 kg . 1 m/s 2 Þ F
=1N

• Um quilograma-força corresponde ao peso de um corpo de massa 1 kg num local


onde g = 9,8 m/s 2 . F = m.a Þ F = 1kg . 9,8m/s 2 Þ F = 9,8 N Þ F = 1 kgf

Obs. 1N = 10 5 d e 1kgf = 9,8 N

• DINAMÔMETRO: Chama-se dinamômetro todo aparelho graduado de forma a


indicar a intensidade da força aplicada em um dos seus extremos. Internamente, o
dinamômetro é dotado de uma mola que se distende à medida que se aplica a ele
uma força. No caso da figura abaixo, está sendo aplicada ao dinamômetro uma
força de intensidade 3 N. O dinamômetro será ideal se tiver massa desprezível.

3ª Lei de Newton: Princípio da ação e reação

Quando dois corpos A e B interagem, se A aplica sobre B uma força, esse último
corpo aplicará sobre A uma outra força de mesma intensidade, mesma direção e
sentido contrário.

Atenção: É importante ressaltar que ação e reação nunca se anulam, pois atuam
sempre em corpos diferentes.

A seguir, algumas situações analisadas a partir dessa 3ª lei de Newton.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 258


MECATRÔNICA – LIVRO I

Exemplo 1: Um indivíduo dá um soco numa parede.

Exemplo 2: Um nadador impele a água para trás com auxílio das mãos e dos pés.

A reação da parede sobre sua mão é

• ALGUMAS FORÇAS PARTICULARES: Apresentarei a seguir algumas das forças


que aparecerão com maior frequência nos exercícios de dinâmica.

• Força de reação normal N : É a força de contato entre um corpo e a superfície na


qual ele se apoia, que se caracteriza por ter direção sempre perpendicular ao plano
de apoio. A figura abaixo apresenta um bloco que está apoiado sobre uma mesa.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 259


MECATRÔNICA – LIVRO I

• Força de tração ou tensão T : É a força de contato que aparecerá sempre que um


corpo estiver preso a um fio (corda, cabo). Caracteriza-se por ter sempre a mesma
direção do fio e atuar no sentido em que se tracione o fio. Na sequência de figuras
abaixo, representamos a força de tração T que atua num fio que mantém um corpo
preso ao teto de uma sala.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Se o fio for ideal (massa desprezível e inextensível), a força de tração T terá o


mesmo valor em todos os pontos. O fio ideal transmite integralmente a força
aplicada em um dos seus extremos. Na figura abaixo vemos um operador
aplicando uma força de intensidade 10 N, ao puxar um bloco. O fio, que é ideal,
transmite a força integralmente ao bloco.

• Força de atrito: Seja A um bloco inicialmente em repouso sobre um plano e


apliquemos a esse corpo a força F , como se vê na figura. Verificamos que mesmo
tendo sido aplicada ao corpo uma força, esse corpo não se moverá.

Se isso ocorre, concluímos que sobre o mesmo estará agindo outra força, de
mesmo módulo e em sentido oposto a F (figura abaixo). A essa força
denominaremos força de atrito Fat. Podemos, a seguir, aumentar gradativamente o
valor da força F, a intensidade da força de atrito também aumentou, de tal forma
que a resultante das forças atuantes no bloco continuasse nula.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Mas a prática nos mostra que, a partir de um determinado momento, o bloco passa
a se deslocar no sentido da força F . A interpretação desse fenômeno é a seguinte:
Embora a intensidade da força de atrito possa aumentar à medida que
aumentamos a intensidade da força solicitante F , a força de atrito atinge um
determinado valor máximo; a partir desse momento, a tendência do bloco é sair do
repouso.

O valor máximo atingido pela força de atrito na fase estática é diretamente


proporcional à intensidade da reação normal N do bloco. Esse resultado,
experimental, pode ser expresso na forma:

Nesta expressão, m e é o coeficiente de atrito estático entre o bloco e a superfície.


Uma vez atingido o valor máximo da força de atrito, se aumentarmos a intensidade
da força F , o corpo entrará em movimento acelerado, no sentido de F . Nessa
segunda fase, denominada dinâmica, a intensidade da força de atrito será menor
que o valor máximo da força de atrito estático e seu valor poderá ser considerado
constante para facilitar a resolução de problemas. Caso o examinador, ao se referir
à existência de atrito entre duas superfícies, não faça referência explícita ao
coeficiente de atrito dinâmico ou estático, deveremos considerar m e = m d .O
gráfico abaixo nos dará uma idéia aproximada de como esta força age.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

obs. A força de atrito (estático ou dinâmico) não depende da área de contato entre
as superfícies. Assim nas figuras abaixo, onde os dois blocos são idênticos e F
também, as força de atrito tanto em 1 como em 2, são iguais, apesar de as
superfícies em contato serem diferentes.

No esquema da figura, vemos a montagem da chamada máquina de Atwood: dois


corpos A e B, de massa mA e mB, ligados entre si por um fio (1) ideal que passa
através da polia ideal P (sem atrito e massa desprezível). O conjunto está preso ao
teto por outro fio (2), também ideal. É evidente que, para que o sistema adquira
uma determinada aceleração a, será necessário que mA # mB; nesse caso,
abandonando-se o sistema, este entrará em movimento, de tal forma que o corpo
"mais pesado" descerá, puxando o "mais leve" para cima.

Máquina de Atwood:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Sendo inextensível o fio, ambos os corpos irão deslocar-se com acelerações de


mesmo módulo, porém em sentidos opostos. A solução de problemas que
envolvam tal tipo de montagem não exigirá nada além de isolar os corpos e
analisar as forças que agem em cada um e finalmente equacionar através da 2ª lei
de Newton.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Bibliografia

Brasil Escola.com
Disponível em: < http://www.brasilescola.com/fisica/principios-dinamica.htm >
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TELECURSO 2000 - Curso Profissonalizante. Rio Janeiro : Fundação Roberto


Marinho - 2001

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MECATRÔNICA – LIVRO I

ELETRÔNICA BÁSICA
ETB-
ETB-151

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CAPÍTULO I – FUNDAMENTOS DE ELETRICIDADE – TEORIA ATÔMICA

• ESTRUTURA ATÔMICA DA MATÉRIA: METAIS E LIGAÇÕES COVALENTES

Uma teoria ainda hoje aceita sobre a estrutura atômica da matéria é a teoria de Rutherford –
Bohr, a qual afirma ser o átomo constituído por um núcleo formado por prótons e neutrons,
em torno do qual giram os elétrons. A física quântica está cada vez mais descobrindo outros
elementos internos do átomo, porém, vamos ficar apenas com a teoria de Rutherford – Bohr,
pois esta se adapta às nossas necessidades didáticas de embasamento, a qual é suficiente,
para podermos adentrar na eletricidade básica. No núcleo está praticamente concentrada toda
a massa do átomo, sendo constituídos de prótons, carregados positivamente, e neutrons, que
não possuem cargas. Portando, devido aos prótons, o núcleo está carregado positivamente.
Os elétrons possuem uma massa muito pequena, quase desprezível, quando comparada à
massa do núcleo, movimentando-se ao redor do núcleo à distâncias de até 10.000 vezes o
diâmetro do núcleo, descrevendo órbitas fechadas, e distribuídas em no máximo sete
camadas. Os elétrons estão carregados negativamente. As camadas de elétrons acima
referidas são denominadas de K, L, M, N, O, P e Q, sendo que a camada K é a camada mais
próxima do núcleo e a Q é mais longe, as camadas intermediárias vão se afastando do núcleo
conforme a ordem acima referida. Cada camada pode suportar um determinado número
máximo de elétrons, conforme mostra a seguir:

Camadas atômicas: 1a. (K=2) 2a. (L=8) 3ª. (M=18) 4ª. (N=32) 5ª. (O=32) 6a. (P=18) 7a.
(Q=8)

• MODELOS ATÔMICOS DE ALGUNS ÁTOMOS

A camada externa de elétrons (última camada) é denominada de camada de “valência”. Esta


camada é responsável pela junção dos átomos, a fim de formar uma molécula, que por sua
vez unidas, formam um corpo. Um átomo só é estável, ou seja, não se combina com outros
átomos (não reagem), quando a sua camada de valência possui oito elétrons, ou
especialmente no caso do gás hélio, que só possui dois elétrons. Estes elementos que
possuem oito elétrons na camada de valência são denominados de gases nobres. O Neônio é
um gás nobre, pois possui oito elétrons em sua última camada. Todos os outros átomos, em
condições normais, não podem existir sozinhos, ou seja, precisam se combinar, a fim de
atingir a estabilidade. Quando os átomos se combinam com outros átomos iguais, formam o
que chamamos de substância simples. Quando os átomos se combinam com átomos
diferentes, forma-se o que denominamos de substância composta. Os corpos são constituídos
de moléculas, que por sua vez são compostas por átomos. Quando um átomo está em
equilíbrio, o número de elétrons é igual ao número de prótons. Observe, que o hidrogênio é o
elemento mais simples, pois possui apenas um próton em seu núcleo e um elétron em órbita.
Por outro lado, o urânio é um dos mais complexos, pois possui 92 prótons em seu núcleo e
92 elétrons em órbita. Quando um elétron sai de sua órbita, e também do átomo, esse átomo
fica com carga total positiva, pois neste caso, haverá mais prótons do que elétrons. Quando
isto acontece, este átomo passa a ser denominado de “íon”. Existem elementos onde os
elétrons da última camada são fracamente atraídos e facilmente de serem retirados. Estes
elementos são denominados metais. A átomo de cobre, como exemplo, é considerado um
metal. A camada de valência do átomo de cobre possui apenas um elétron, elétron este, que

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MECATRÔNICA – LIVRO I

pode sair facilmente de seu átomo. Os elétrons que saem de seus átomos são denominados
de elétrons livres, os quais são os responsáveis pela corrente elétrica, conforme veremos no
nosso estudo.
Entre os diversos mecanismos de formação de substâncias, vamos estudar o mecanismo da
associação em pares de elétrons, denominadas “ligações covalentes”. Nas ligações
covalentes, cada elétron participa tanto do seu átomo quanto do átomo adjacente, de modo
que a última camada destes dois átomos se unem para formar uma só camada compartilhada
entre eles, sendo que este compartilhamento possui oito átomos, atingindo-se assim a
condição de equilíbrio (oito elétrons na última camada). Uma molécula de água é formada
por dois átomos de hidrogênio, cada um possuindo um elétron em sua última camada, e por
um átomo de oxigênio, que possui seis elétrons em sua última camada. Juntando-se os seis
elétrons da última camada do átomo de oxigênio com 1 elétron da última camada de um dos
átomos de hidrogênio e com mais um elétron da última camada do outro átomo de
hidrogênio forma-se uma molécula com dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio,
unidos pela última camada formando-se a molécula chamada água (H2O). A figura abaixo
ilustra esta combinação.

Hidrogênio Hidrogênio

Oxigênio

• MATERIAIS CONDUTORES- NÃO CONDUTORES E SEMICONDUTORES.

Um material é bom condutor quando os elétrons da camada de valência (elétrons de


valência) estão fracamente ligados ao átomo, podendo facilmente sair deste átomo. Nestas
condições, até mesmo a temperatura ambiente os elétrons de valência desprendem-se de seus
átomos e seguem para outros em uma movimentação desordenada. Existe uma grande
quantidade destes elétrons livres no interior de um corpo bom condutor, formando o que se
chama de “nuvem eletrônica”. Aplicando-se uma tensão as extremidades de um fio de cobre,
por exemplo, os elétrons livres irão se movimentar de forma ordenada, de acordo com o
campo elétrico produzido, formando o que se denomina “corrente elétrica” a qual
estudaremos mais adiante. O ouro, a prata, o alumínio, além do cobre, são metais bons
condutores. Por outro lado, quando os elétrons de valência estão firmemente ligados ao
átomo, torna-se difícil arrancá-los de suas camadas. Estes materiais são maus condutores e
denominados materiais isolantes. Alguns elementos simples (constituídos de apenas um tipo
de átomo) apresentam características isolantes, porém materiais compostos, como, por
exemplo, a borracha, o teflon, a baquelita etc., onde os elétrons estão firmemente ligados aos
átomos, são materiais com maiores características isolantes. Quanto maior for a
característica isolante do meio, mais difícil se torna a existência de uma movimentação de

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MECATRÔNICA – LIVRO I

elétrons neste ambiente. A dificuldade de se obter uma maior intensidade de corrente elétrica
em um meio é conhecido como resistividade, ou resistência elétrica do material. Entre o
grupo dos materiais bons condutores, e o grupo dos materiais maus condutores está o grupo
dos materiais semicondutores, cuja resistividade é maior do que as dos metais (condutores),
porém, menor do que a resistividade dos materiais isolantes. Os semicondutores apresentam
uma resistividade entre 10-2 e 10-6 ohm.cm (mais a frente vamos estudar o que ohm. Os
semicondutores mais utilizados na eletrônica são o silício (em maior escala) e o germânio, os
quais são usados na fabricação de diodos, transistores e outros componentes eletrônicos, que
serão estudados no em eletrônica analógica.

A tabela a seguir, mostra a resistividade de alguns materiais bons condutores,


semicondutores, e isolantes.

Material Resistividade (ohm.cm)

Prata 1,6x10-6
Cobre 1,7x10-6
Ouro 2,0x10-6
Alumínio 2,6x10-6
Germânio 47
Silício 21,4x104
Vidro 5x104
‘ica 9*106
Quartzo 75*1018

• CARGA ELÉTRICA E CAMPO ELÉTRICO

Vimos anteriormente que as cargas elementares são os prótons e os elétrons, os quais estão
dentro de um átomo. Por convenção, adotou-se a carga do próton como sendo positiva, e a
do elétron como negativa significando dizer que estas cargas possuem polaridades opostas.
Quando se aproximam duas cargas com a mesma polaridade, elas se repelem e cargas de
polaridades opostas se atraem. A unidade adotada para se medir a quantidade de carga
elétrica que um corpo possui, denomina-se “Coulomb” (C). A menor carga negativa que
existe (carga elementar) é a carga de um elétron, que é igual 1,6x10-19 C. Portanto, para se
obter uma carga de 1 Coulomb faremos a regra de três:

1,6x10-19 C = 1 e
1C = ne

Uma carga elétrica no espaço (Q), seja ela puntiforme (um ponto), ou distribuída, modifica
as características do espaço que a envolve, de tal modo que ao colocarmos uma outra carga
elétrica (q) neste espaço circunvizinho a outra carga, surgirá uma força de origem elétrica na
carga q.Esta força que surge em q, se dá por causa das características modificadas do espaço
circunvizinho a carga Q, que se denomina “campo elétrico”. Portanto, o campo elétrico é o
espaço com características modificadas devido á presença de cargas elétricas, e responsável
pelo suporte às interações elétricas entre duas ou mais cargas elétricas. É obvio que a carga
elétrica q também provoca um campo elétrico ao seu redor, o qual age sobre outras cargas

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 269


MECATRÔNICA – LIVRO I

situadas neste campo. A força elétrica que surge em uma carga elétrica devido a eletricidade
existente na região onde se encontra esta carga elétrica é do tipo vetorial, ou seja, tem uma
intensidade, uma direção e um sentido.
F = Vetor Força elétrica
q = Carga elétrica (número real)
E = Vetor campo elétrico

• DIREÇÃO, SENTIDO E INTENSIDADE DA FORÇA ELÉTRICA


E

Q1>0
Linhas de
Q2<0
força

Imagine que uma carga pontual q1 > 0 é colocada em um ponto de um determinado campo
elétrico (E), e uma outra de mesma intensidade, porém negativa (q2 < 0) é colocada em um
outro ponto deste esmo campo elétrico, conforme mostra a figura acima. Para este mesmo
campo elétrico, a força elétrica terá o mesmo sentido do campo elétrico quando q1 > 0, e terá
sentido contrário ao campo elétrico, quando for q2 < 0, porém ela possui sempre a mesma
direção, tanto para q1 > 0, quanto para q2 < 0. Considerando-se apenas o módulo
(intensidade) da grandeza vetorial temos:
F = q.E =>E = F/q.
Obs: No Sistema Internacional de Unidades (MKS – Metro, Quilo, Segundo) se a força é
dada em Newton (N) e a caga em Coulomb (C), a unidade do campo elétrico (E) é dada em
ewton/Coulomb (N/C).

• LINHAS DE FORÇA DE UM CAMPO ELÉTRICO

Se em um número conveniente de pontos de um campo elétrico se associar um vetor ,


obtêm-se a representação gráfica desse campo elétrico. Se unirmos os vetores do campo
elétrico através de linhas tangentes a estes vetores, em cada um de seus pontos, obteremos o
que é chamado de “linhas de força”. As linhas de força têm o sentido orientado pelos
sentidos dos vetores do campo elétrico. O sentido das linhas de força que chegam a uma
carga negativa é orientada para dentro desta carga, enquanto as linhas referentes a uma carga
positiva possuem sentido, se afastando da mesma.

• ENERGIA POTENCIAL ELÉTRICA

Conforme já detalhado anteriormente, quando uma carga está em um campo elétrico, ela fica
sujeita a uma força elétrica devido a interação do campo elétrico com esta carga, e
conseqüentemente adquire também uma energia denominada “Energia potencial elétrica”.
Para você entender melhor o conceito de energia potencial elétrica, compare-a com a energia
que um corpo adquire quando está dentro do campo gravitacional da terra. (Quanto maior a
altura desse corpo em relação à superfície da terra, maior sua energia elétrica). No caso da

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MECATRÔNICA – LIVRO I

energia potencial elétrica, que uma carga puntiforme adquire quando colocada em campo
elétrico, existem as seguintes relações:
Epe = Ko. (q1.q2/d2), onde Q é uma carga pontual geradora do campo elétrico, d é a
distância da carga q1 à carga q2, e Ko, que é a constante eletrostática que no vácuo vale
9x109 N*m2/C2.

• DIFERENÇA DE POTENCIAL (DDP)

É a diferença entre os valores da energia potencial elétrica de uma carga de prova q entre
dois pontos de um campo elétrico onde esta carga é colocada.
Em um campo elétrico uniforme, o valor do campo elétrico é constante, sendo a ddp entre
dois pontos deste campo elétrico obtida através da seguinte fórmula: DDP= Vq1 – Vq2.

• DIFERENÇA DE POTENCIAL ENTRE DOIS PONTOS DE UM CAMPO ELÉTRICO


UNIFORME

Suponha que um gerador hidráulico de energia elétrica consuma uma energia de 500 joules,
para deslocar 10 coulombs de carga elétrica. Nesse caso, temos uma relação de 50
joules/coulomb. A relação joule/coulomb foi denominada de Volt, em homenagem a Volta,
o descobridor da pilha elétrica.
NOTA: 1newton (N) = 1 Kg*m/s2
1 joule (J) = 1 N*m
A diferença de potencial entre dois pontos de um campo elétrico uniforme
possui um valor de 1 volt (V), quando o trabalho realizado contra as forças
elétricas existentes em uma carga de prova inserida nesse campo elétrico, o
deslocamento dessa carga entre esses dois pontos do campo elétrico em
questão é de 1 joule/coulomb. Para entender melhor o conceito de ddp,
imagine uma tubulação d’água ligando dois depósitos d’água, sendo que um
dos depósitos está em uma altura superior em relação ao outro depósito, ou
seja, um dos depósitos possui uma maior energia potencial do que o outro.
Nesse caso haverá um deslocamento d’água dentro da tubulação, do
depósito que está mais alto para o depósito mais baixo. De modo análogo, se
uma carga está em um ponto do campo elétrico com determinada energia
potencial elétrica (V1), existindo um condutor elétrico ligando esse ponto a
um outro ponto desse mesmo campo elétrico, com uma energia potencial
menor (V2), V1 > V2, essa carga irá se deslocar do ponto de maior energia
potencial, para o ponto de menor energia.

• TENSÃO E CORRENTE ELÉTRICA


- Tensão elétrica é a relação da quantidade de energia que as cargas adquirem por
cada Coulomb, ou seja, é a quantidade de energia que cada Coulomb possui. É
medida em volts (V)

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MECATRÔNICA – LIVRO I

- Corrente elétrica é o deslocamento de cargas dentro de um meio físico


condutor, quando existe uma ddp entre as extremidades desse condutor
elétrico. Esse deslocamento ocorre para tentar restabelecer o equilíbrio de
energia elétrica. Podemos definir a corrente elétrica como sendo o fluxo de
cargas que é transportado através de um condutor elétrico na unidade de
tempo. Quando esse fluxo de cargas elétricas é constante, podemos ter a
seguinte relação:

I = Corrente elétrica = 1coulomb/1segundo = 1 ampère (A), ou seja, 1A = 1C/s.

• “CHOQUE ELÉTRICO”
Quando alguém fica sujeito a uma corrente elétrica atravessando o seu corpo, por exemplo,
quando alguém descalço pega em um condutor elétrico com uma certa voltagem (V) em
relação ao terra, haverá uma corrente elétrica atravessando o corpo dessa pessoa, a fim de
que os elétrons (cargas) passem do potencial V para o potencial zero (a terra não tem energia
potencial elétrica, ou seja, Vt = 0). O pior caso é quando a corrente elétrica atravessa o corpo
entre os braços, pois nesse caso, passa pelo tórax, afetando o coração e o pulmão. Quando a
corrente elétrica que atravessa o corpo é de 1mA (1 mili amper = 10-3 amperes) a pessoa
sente apenas uma sensação de cócegas, ou de um leve “formigamento”.
Quando essa corrente elétrica é de 10mA a pessoa perde o controle dos músculos, já
tornando difícil conseguir abrir a mão, e livrar-se do contacto. A corrente elétrica de 10mA a
3A é mortal, quando ela atravessa o coração, modifica o seu ritmo e como conseqüência, ele
para de bater. Se a intensidade da corrente elétrica que atravessa o corpo for superior a 3A,
ela pode parar completamente o coração. Quando cessa a corrente elétrica o coração pode
voltar a bater novamente, porém o tempo que o corpo ficou sem circulação sanguínea pode
causar danos cerebrais
irreversíveis.

CAPÍTULO II – LEI DE OHM – RESISTORES OHMICOS

• LEI DE OHM: Resistência elétrica é a característica de um meio físico, que reage à


passagem de uma corrente elétrica neste ambiente. Os corpos bons condutores têm
pequena resistência elétrica, enquanto que os corpos maus condutores possuem uma
elevada resistência elétrica, em conseqüência dos fatores já detalhados na aula 2. A lei de
ohm (em homenagem ao cientista alemão Gerog Simeon Ohm) estabelece o
relacionamento entre a tensão em Volts e a corrente elétrica de acordo com a seguinte
fórmula:

V (tensão) = R x I, onde:
V = Tensão ou força elétrica aplicada ao circuito;
R = Resistência do meio físico onde passa uma corrente elétrica em ohms;
I = Intensidade da corrente elétrica em ampères (A).

Obs: Cada material possui uma resistência característica, a qual pode ser calculada da

seguinte maneira:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

R = ρ * (L/S); ρ = Resistividade do material em ohms.mm2/metro; L = Comprimento


em metros; S = Área da seção transversal do condutor em mm2.
Por exemplo, o cobre possui . = 0,0178 (.* mm2/m) a 15oC e o alumínio 0,028 (.*
mm2/m) a 15oC.
A temperatura também influencia na resistência do condutor, conforme a seguinte expressão
matemática:

Rt = Ro*[1 + α(t2 – t1)]


Rt = Resistência à temperatura t em .
Ro = Resistência à 0oC.
α = Coeficiente de temperatura em C-1.
t2 = Temperatura final em oC.
t1 = Temperatura inicial em oC.

• DEFINIÇÃO DE RESISTOR E RESISTÊNCIA

- Resistores: Componente que possui a propriedade da resistência, é representado pela


letra R e sua unidade é o ohm.

- Resistência: É a propriedade do resistor de se opor a passagem da corrente elétrica.

• TIPOS DE RESISTORES: São divididos em duas categorias: Fixos e variáveis

- Resistores fixos: filme carbono, filme metálico, fio, de precisão

- Resistores ajustáveis: São os potenciômetros (ajuste manual) ou trimpots (ajuste na placa),

devido as diversas aplicações existem vários modelos.

- LDR (light depend resistor): É um resistor controlado por luz sua resistência no claro é de
aprox 200 ohms e no escuro aprox. 1Mohms.
- PTC - Resistores controlados por temperatura - coeficiente de temperatura positivo): Sua
resistência é diretamente proporcional a temperatura. Sua resistência a 00C é de 500 ohms e
a 500 é de 1500 ohms.
- NTC (coeficiente de temperatura negativo): Sua resistência é inversamente
proporcional a temperatura.
- Magnetoresistores
São controlados pelo campo magnético, conforme este aumenta sua resistência aumenta.
- Resistores especiais
Existem resistores que são produzidos especialmente para determinada aplicação, portanto
não fique surpreso se você vir um resistor de 5K7 /20W

• ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS:

São especificados pelo tipo, potência, tolerância e o valor

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• TABELA DE RESISTORES COMERCIAIS:


1.0ohm 1.1ohm 1.2ohm 1.3ohm
1.5ohm 1.6ohm 1.8ohm 2.0ohm
2.2ohm 2.4ohm 2.7ohm 3.0ohm
3.3ohm 3.6ohm 3.9ohm 4.3ohm
4.7ohm 5.1ohm 5.6ohm 6.2ohm
6.8ohm 7.5ohm 8.2ohm 9.1ohm

Obs: Para determinar os outros valores multiplique os valores da tabela por: 10, 100, 1000
ou 1000000.

• ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES:

Uma forma de se obter uma resistência de um determinado valor, é se associando


resistências, de duas formas: em série e em paralelo.
- Associação em Série: Na associação em série, o resultado será igual a soma de todas as
resistências ou Rt=R1+R2+R3+...+Rn.
r1 r2
I=Ir1=Ir2
V=Vr1+Vr2

- Associação em Paralelo: Quando associamos resistências em paralelo, obteremos um


resistor de menor valor que pode ser calculado com a seguinte fórmula: Rt = 1 / (1/r1 +
1/r2 +...+ 1/Rn) ou RT=R1xR2x...xRn/R1+R2+...+Rn

I=Ir1+Ir2
r1 V=Vr1=Vr2

r2
• POTÊNCIA: A potência dos resistores são identificadas pelo tamanho do mesmo, as
mais comuns são: 1/8 W , ¼W , ½ W , 1W , 3W, 5W.

• RESISTÊNCIA DE UM CONDUTOR: A resistência de um condutor depende de:

- Seu comprimento
- Seção reta
- Material
- Temperatura

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• TABELA DE VALORES DE RESISTORES: A tabela de código de cores dos resitores é


um padrão usado para identificar o resistor comercial através da identificação das faixas
impressas no corpo do componente. Os resistores podem Ter quatro, cinco ou seis faixas.
A tabela abaixo mostra o código de cores usado para resistores com quatro faixas
impressas no corpo do componente:

Cores 1º Dígito 2º Dígito 3º Dígito Multiplicado Tolerância % Coef. Temp


r
Prata - - - 0.01 10 -
Dourado - - - 0,1 5 -
Preto 0 0 0 1 - -
Marrom 1 1 1 10 1 100
Vermelho 2 2 2 100 2 50
Laranja 3 3 3 1k 3 -
Amarelo 4 4 4 10k 4 -
Verde 5 5 5 100k - -
Azul 6 6 6 1M - -
Violeta 7 7 7 10M - -
Cinza 8 8 8 - - -
Branco 9 9 9 - - -

Obs: No quarto anel onde não tiver número, a tolerância é 20%.

• CÓDIGO DE CORES ESPECIAIS:

Existem resistores que possuem mais de 4 anéis em seus encapsulamento, este devem ser
lidos da seguinte forma:

- PARA LER UM RESISTOR COM 5 FAIXAS :

1º faixa: Algarismo significativo


2º faixa: Algarismo significativo
3º faixa: Algarismo significativo
4º faixa: Nº de zeros
5º faixa: Tolerância

- PARA LER UM RESISTOR COM 6 FAIXAS :

1º faixa: Algarismo significativo


2º faixa: Algarismo significativo
3º faixa: Algarismo significativo
4º faixa: Nº de zeros
5º faixa: Tolerância
6º faixa: Temperatura

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• PROPRIEDADES DOS RESISTORES:

- Se opor a passagem da corrente elétrica


- Tensão sempre em fase com a corrente.
- É um bipolo ôhmico.
- É inversamente proporcional a potência.
- É inversamente proporcional a corrente.
- É diretamente proporcional a tensão.

• TESTE DE RESISTORES:

- Leia o valor do resistor com o código de cores


- Coloque o ohmimetro em uma escala superior ao valor lido
- Faça o ajuste de zero curto circuitando as pontas de prova do ohmimetro.
- Meça o resistor , se ele apresentar resistência dentro da tolerância especificada é porque
esta bom.

• Lei de Joule – Potência elétrica:

A lei de Joule relaciona a tensão, corrente e a resistência de um circuito


elétrico e exprime a quantidade de energia elétrica que pode ser transformada
em outra forma de energia. Essa energia transformada é conhecida como
potencia elétrica e pode ser calculada através da seguinte expressão:

P = V.I, onde:

P = Potência dissipada no circuito;


V = Tensão elétrica aplicada no circuito;
I = Corrente elétrica que irá circular no circuito.

A potência elétrica está também relacionada com a corrente e a resistência e


pode ser calculada através da seguinte expressão:

P = R.I2

CAPÍTULO III – CAPACITORES

• DEFINIÇÃO: Componente que armazena energia elétrica, possuindo a


propriedade da capacitância.

• CAPACITÂNCIA: É a propriedade do capacitor para armazenar mais ou


menos cargas elétricas, o símbolo que representa a capacitância é a letra
C e é medida em farad.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• FÓRMULA PARA O CÁLCULO DA CAPACITÂNCIA: A capacitãncia do


capacitor está relacionada com a quantidade de carga elétrica e a tensão
nominal. A expressão matemática que define a capacitância é mostrada a
seguir:
C=Q/V onde:
C = capacitância medida em farad.
Q= quantidade cargas elétricas medida em coulomb.
V = tensão medida em Volts

• CONSTITUIÇÃO DO CAPACITOR: É formado de duas placas de material


condutor(armaduras) e separadas por um dielétrico (isolante).

• TENSÃO DE TRABALHO:
É máxima tensão que o capacitor pode ser submetido sem provocar danos.

• TIPOS DE CAPACITOR: O capacitor é fabricado seguindo normas técnicas de


especificação e cada tipo atende à uma necessidade operacional. Os tipos de capacitores
mais conhecidos são:
- eletroliticos, tântalo, stryroflex, poliéster, policarboneto, cerâmicos,
semi-fixos, supressor, plate, multicamada, starcap e variáveis, cada tipo é
utilizado em uma aplicação especifica.

• CAPACITOR ESPECIAIS:

- Capacitor starcap: é um capacitor elétrico de dupla camada com eletrodos


de carvão vegetal ativado e eletrólito orgânico. Pela sua altíssima
capacitância, o STARCAP é ideal para circuitos de back-up de memória em
aplicações como: Automação Industrial, Comercial, entre outras.

- Capacitor de oxido de tântalo: São capacitores eletroliticos, com vantagem de Ter o


tamanho reduzido, vida útil, menor variação da capacitância com a temperatura, grande
estabilidade química, e resistência à corrosão. Por outro lado apresentam a desvantagem de
ter custos mais elevados, correntes de fuga maiores e estreitos valores de capacitância.

• REATÂNCIA CAPACITIVA: É a oposição do capacitor a passagem da


corrente alternada(CA). O símbolo que representa a reatância Capacitiva é
o (Xc) e é medido em ohms.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• PROPRIEDADES DOS CAPACITORES:

- Em corrente continua funciona como uma chave aberta.


- Possui uma tensão máxima de trabalho.
- Em tensão alternada(Vca) adianta a corrente em 90 em relação a tensão.
- Em tensão alternada(Vca) atrasa a tensão em 90 em relação a corrente.
- Armazenada cargas elétricas.
- Carrega e descarrega pelo mesmo terminal.
- É um bipolo não ôhmico.
- A reatância capacitiva é inversamente proporcional a frequência.
- Os capacitores eletroliticos são polarizados.
- É especificado pelo valor nominal, tolerância e tensão de trabalho


• ASSOCIAÇÃO DE CAPACITORES:

- Paralelo: soma-se as capacitâncias e prevalece a maior tensão de trabalho.

- Série: é o inverso da soma dos inversos e soma-se todas as tensões de trabalho.

• TESTE DE CAPACITORES:

Para medirmos capacitância utilizamos um instrumento chamado


capacitimetro, mas na falta dele também podemos utilizar o ohmimetro,
seguindo os seguintes procedimentos:

1. Coloque na maior escala, faça o ajuste de zero, encoste a ponteira no capacitor e observe
a tabela.

Leitura Condição
O ponteiro vai de zero e volta ao infinito Caoacitor bom
O ponteiro vai perto de zero e não volta Capacitor em curto
O ponteiro não se move Capacitor aberto
O ponteiro vai a zero e para no meio Capacitor em fuga

Obs1: Cuidado com a polarização de capacitores eletrolíticos.

Obs2: Este teste não funciona com capacitores plate e algum tipos de cerâmicos.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• VALORES DE CAPACITORES E CAPACITORES COMERCIAIS (medida em Farad)

Os fatores que influenciam no valor do capacitor são: material do dielétrico(isolante), tipo de


armadura e encapsulamento.

1.0 1.1 1.2 1.3


1.5 1.6 1.8 2.0
2.2 1.4 2.7 3.0
3.3 3.6 3.9 4.3
4.7 5.1 5.6 6.2
6.8 7.5 8.2 9.1

Obs Para achar os outros valores multiplique pelos seus submultiplos:

Mili (10-3)
Micro (10-6)
Nano (10-9)
Pico (10-12)

• CÓDIGOS DE CAPACITORES:

Geralmente usado em capacitores cerâmicos e de poliéster. Os dois


primeiros números são significativos, o 3 representa o numero de zeros, por
exemplo um capacitor marcado 104 é 10 com mais 4 zeros ou 100.000pF que
representa um capacitor de 0,1mF. Caso além dos três números ainda
aparece uma letra , esta representará a tolerância. Desta forma 103J é um
capacitor de 10,00pF com 5% de tolerância.

3o Digito No de zeros letra Tolerância


0 1 D 0,5 pF
1 10 F 1%
2 100 G 2%
3 1000 H 3%
4 10000 J 5%
5 100000 K 10%
6 não usado M 20%
7 não usado P 100%, .0%
8 0,01 Z 80%, -20%
9 0,1




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MECATRÔNICA – LIVRO I

• CÓDIGO DE CORES PARA CAPACITORES DE POLIÉSTER METALIZADO:

Cor 1o alg. 2o alg. Fator mult. tolerância Tensão


Preta ------------ 0 ------------ 20% ------------
Marrom 1 1 10pF ------------ ------------
Vermelho 2 2 100pF ------------ 250V
Laranja 3 3 1000pF ------------ ------------
Amarelo 4 4 104pF ------------ 400V
Verde 5 5 105pF ------------ 100V
Azul 6 6 ------------ ------------ 630V
Violeta 7 7 ------------ ------------ ------------
Cinza 8 8 10-2pF ------------ ------------
Branca 9 9 10-1pF 10% ------------

CAPÍTULO III – MAGNETISMO E CAMPO MAGNÉTICO:

• MAGENTISMO:

Alguns materiais conseguem atrair pedaços de ferro. A propriedade que possibilita estes
materiais de atrair pedaços de ferro é o que é denominado de “magnetismo”. A magnetita,
cuja fórmula química é Fe3O4 é um desses materiais magnéticos encontrados livres na
natureza, também denominados de “imãs naturais”. Quando se aproxima um pedaço de
ferro, principalmente, tanto a uma dasextremidades (pólo) de um imã em forma de barra,
quanto à outra, o pedaço de ferro . Apesar do pedaço de ferro ser atraído por ambas as
extremidades do imã, estas extremidades possuem propriedades magnéticas opostas, sendo
uma das extremidades denominada “pólo norte”, e a outra “pólo sul”. Experimente
aproximar duas barras de imãs, ambas penduradas em um pedaço de fio. Você poderá
observar, que as barras imantadas irão girar, até os pólos norte e sul das duas barras se
atraiam. Esta é regra fundamental da teoria do magnetismo: “Pólos de nomes contrários se
atraem, enquanto pólos de mesmo nome se repelem”. A bússola, inventada há muito tempo
atrás pelos chineses, utiliza a regra fundamental acima exposta. A bússola é uma agulha
imantada, que pode girar
livremente, e sempre aponta para a direção norte-sul da Terra, devido ao fato de que a Terra
pode ser vista como um gigantesco imã, com um pólo norte e um pólo sul magnéticos Por
convenção, o pólo norte da agulha da bússola aponta para o pólo norte da terra. Observe, que
na realidade é o contrário, ou seja, o pólo sul da agulha imantada da bússola é que é atraído
pelo norte terrestre.Existem também imãs em forma de ferradura, os quais concentram de
forma mais adequada as linhas de força. A figura a seguir mostra o que acontece, quando se
colocam limalhas de ferro sobre a superfície de um papel, quando se aproxima um imã no
verso deste papel.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Observe na figura acima, que as limalhas de ferro se espalham pela superfície do


papel, mostrando as linhas de força do campo magnético do imã.

CAMPO MAGNÉTICO:

Campo magnético é definido como sendo o espaço ao redor de um imã, cujas características
ficam alteradas, onde ocorrem os fenômenos de atração e repulsão. Quando se coloca uma
agulha imantada em um campo magnético, esta agulha irá se posicionar na tangente a uma
das linhas de força do campo magnético, que passa pelo ponto onde a agulha imantada está
situada, conforme mostra a figura a seguir:

• INTENSIDADE DE UM CAMPO MAGNÉTICO:

Imagine a existência de pólo magnético com valor unitário inserido em um ponto de um


campo magnético. A força que o campo magnético irá exercer sobre este pólo magnético é
definido como sendo a intensidade do campo magnético neste ponto (H).

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• CAMPO MAGNÉTICO DEVIDO À CORRENTE ELÉTRICA EM CONDUTOR:

Uma corrente elétrica que passa por um condutor cria (induz) um campo magnético com
sentido bem determinado. Para determinar a direção e sentido deste campo magnético
induzido pela corrente elétrica que está atravessando um condutor, utiliza-se a regra da mão
direita: Aponte o dedo polegar para o sentido da corrente elétrica e permaneça com a mão
quase fechada. Os outros dedos da mão representam a direção e o sentido das
linhas de força deste campo magnético induzido, conforme mostra a figura a seguir.

Por convenção, um “X” representa a corrente elétrica que está entrando em uma região
abaixo de um plano perpendicular a direção desta corrente elétrica, enquanto que um
“ponto” representa que a corrente elétrica está entrando na região acima deste plano. Associe
o “X” como sendo a cauda da flecha que representa a corrente elétrica e o “ponto”, a ponta
desta seta, de acordo com a figura abaixo apresentada.

Conforme se pode concluir ao olhar para a figura acima, existem dois condutores paralelos e
próximos, sendo atravessados por correntes elétricas de sentidos contrários, os campos
magnéticos induzidos por estas correntes se somam. Note, que o vetor H, que representa a
resultante do campo magnético no ponto indicado, é tangente a ambas as linhas de força
(definição igual apresentada para as linhas de força de um campo elétrico), portanto, o vetor
H (campo magnético resultante) é a soma do campo magnético induzido pela corrente que
circula em um dos condutores com o campo magnético induzido pela corrente que circula no
outro condutor. Se, ao contrário, os sentidos das correntes elétricas nos dois condutores
possuem o mesmo sentido, os campos magnéticos induzidos por ambas as correntes elétricas
são subtraídos um do outro.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA:

A produção industrial de energia elétrica é baseada em indução eletromagnética.


Observe a figura mostrada a seguir.

Quando uma corrente elétrica percorre o circuito que está em parte dentro de um campo
magnético, este circuito ficará sujeito a uma força eletromagnética. Ao inverso disto, quando
um condutor está em um campo magnético, sem passar corrente por ele, e se aplica uma
força neste condutor a fim de retirá-lo de dentro deste campo, surge uma f.e.m. neste
condutor (f.e.m. induzida). A f.e.m. também é um vetor, com direção, intensidade e sentido.
É neste princípio, que se baseia a produção de energia elétrica que consumimos. No caso da
figura acima, quando se desloca a espiral para baixo, surge uma f.e.m com o sentido
indicado na referida figura. Para se conhecer o sentido da f.e.m. induzida, aplique a seguinte
regra da mão direita: “Coloque os dedos polegar, indicador e médio nas direções dos eixos
x,y e z de um plano cartesiano tri-dimensional, conforme mostra a figura abaixo. Apontando
o polegar para o sentido da força aplicada e o indicador para o sentido do campo magnético
(pólo norte para o pólo sul), o dedo médio irá apontar para o sentido da f.e.m.”

Quanto maior for a quantidade de espiral dentro do campo e a força aplicada à estas espirais,
(na prática, quanto maior for a velocidade das espirais dentro campo magnético), maior será
a f.e.m. induzida.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CAPÍTULO VIII – INDUTORES

• DEFINIÇÃO:

Indutor é um dispositivo que armazena energia magnética, possuindo a


propriedade da indutância.

• INDUTÂNCIA:

É a propriedade do indutor de se opor as correntes do circuito. O símbolo que


representa a indutância é a letra “L” e é medida em henry.

• TIPOS DE INDUTORES:

Fixos: são indutores constituídos de um fio enrolado a redor de um nucleo


que pode ser ar, ferro ou ferrite.
Ajustáveis: são indutores que possuem um núcleo móvel podendo ser
ajustado externamente.
• REATÂNCIA INDUTIVA:

É a oposição do indutor a passagem da corrente alternada(CA). O símbolo que representa a


reatância indutiva é o (XL) e é medido em ohms.

• PROPRIEDADES DO INDUTOR:

- Em corrente continua o efeito da indutância só aparece, quando se liga ou desliga o


circuito.
- É um curto em corrente continua(regime permanente).
- Em tensão alternada(Vca) atrasa a corrente em 90 em relação a tensão.
- Em tensão alternada(Vca) adianta a tensão em 90 em relação a corrente.
- Armazenada energia magnética.
- A reatância indutiva é diretamente proporcional a frequência.
- Descarrega pelo terminal oposto ao qual carregou.
- É um bipolo não ôhmico.
- São especificados pelo seu valor nominal.
• ASSOCIAÇÃO DE INDUTORES:
Série: soma-se as indutância.
Paralelo: é o inverso das soma dos inversos.
• MEDIDA DE INDUTORES:
Para medirmos indutância de uma bobina, necessitamos de instrumentos especiais de
laboratório. É uma medida pouco c omum justamente por isso.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• VALORES DE INDUTORES:

Os fatores que influenciam no valor do indutor são: numero de espiras,


espaçamento entre elas, diâmetro da bobina, substância enrolada na bobina,
diâmetro do fio, numero de camadas, tipo de enrolamento e a forma da
bobina.

• INDUTORES COMERCIAIS

1.0H 1.1H 1.2H 1.3H


1.5H 1.6H 1.8H 2.0H
2.2H 2.4H 2.7H 3.0H
3.3H 3.6H 3.9H 4.3H
4.7H 5.1H 5.6H 6.2H
6.8H 7.5H 8.2H 9.1H

Obs1: Para obter os demais valores basta multiplicar por 10-3 e 10-6.

• FÓRMULAS
Para corrente alternada(CA):

XL=WL W=2PiF
I(t)=I máx sen (wt-90)

Para corrente continua(CC):

I(t)=I máx (1-e-t/J )


VL=V.e-t/J
J = L/R

Onde:

VL = tensão no indutor
I(t) = corrente em um determinado instante T
J = constante de tempo
W = velocidade angular
F = freqüência
Pi = 3,14

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MECATRÔNICA – LIVRO I

CAPÍTULO IX : CORRENTE ALTERNADA E TENSÃO MONOFÁSICA:

A tensão e a corrente produzidas por fontes geradoras de energia são


chamadas de alternadas. A corrente é contínua quando passa pelo processo
de retificação e filtragem e circula no circuito em um único sentido.
Entretanto, a corrente alternada varia em função de uma frequência e
percorre o circuito mudando de ciclos que são ora positivos e ora negativos.
A fonte geradora de corrente alternada chama-se alternador. Se
representássemos num gráfico os valores da corrente no eixo vertical e o
tempo horizontal, obteríamos uma curva, como a da figura a seguir , para
representação da variação da corrente alternada.

Vemos aí que, no instante inicial, a corrente tem valor nulo, crescendo até um valor
máximo, caindo novamente a zero; neste instante, a corrente muda de sentido, porém, seus
valores são os mesmos da primeira parte. O mesmo acontece com a tensão. A essa variação
completa, em ambos os sentido, sofrida pela corrente alternada, dá-se o nome de ciclo. O
número de ciclos descritos pela corrente alternada, na unidade de tempo, chama-se
freqüência. Sua unidade é o ciclo/segundo ou Hertz. É medida em instrumentos chamados
freqüencímetros. As freqüências mais comumentes usadas são 50 c/s e 60 c/s.
Durante um ciclo, a corrente e a tensão tomam valores diferentes de instante a instante; esses
são ditos valores momentâneos ou instantâneos, dentre os quais cumpre destacar o valor
máximo (Imax). Entretanto, na prática, não é o valor máximo o empregado e sim o valor
eficaz. Por exemplo, um motor absorve uma corrente de 5 A que é o valor eficaz. Define-se
como valor eficaz de uma corrente alternada ao valor de uma corrente contínua que
produzisse a mesma quantidade de calor numa mesma resistência (Lei de Joule).

Obs: Tanto o voltímetro como o amperímetro para corrente alternada medem valores
eficazes.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• RESISTÊNCIA DO INDUTOR EM CORRENTE ALTERNADA - INDUTÃNCIA:

Os resistores atuam sobre a corrente alternada praticamente do mesmo modo que sobre a
contínua. Entretanto os indutores oferecem oposição á passagem da corrente, provocando o
atraso da mesma no circurto, A resistência que um indutor oferece à passagem da corrente
elétrica, contínua ou alternada, é chamada de reatância indutiva e é dada pela expressão a
seguir:

Se enrolarmos um condutor sobre um núcleo de ferro, constituímos um indutor ou reator.


Para a corrente contínua, a resistência a considerar é dada unicamente pela resistência
(ohmica) do enrolamento do reator. Entretanto, para a corrente alternada, deve-se considerar
ainda outra resistência. É chamada reatância indutiva. Pela expressão abaixo podemos
calcular a reatância indutiva:

Onde:

XL = reatância indutiva, em Ω;
f = freqüência da corrente alternada, em ciclos/segundo;
L = coeficiente de auto-indução; é uma grandeza que caracteriza cada reator em particular e
é dado em henrys.

• RESISTÊNCIA DO CAPACITOR EM CORRENTE ALTERNADA -


CAPACITÂNCIA:

- Reatância Capacitiva: É a oposição do capacitor a passagem da corrente


alternada(CA). O símbolo que representa a reatância Capacitiva é Xc. A
expressão abaixo permite o cálculo da reatância capacitiva:

Xc=1/2πfc.

Onde:

Xc = Reatância capacitiva;
f = freqüência da corrente alternada, em ciclos/segundo;
C = Capacitância do circuito ( C=Q/V).

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MECATRÔNICA – LIVRO I

• EXERCÍCIOS:

1) Qual a estrutura de um átomo e quais as partículas atômicas que


compôem um átomo?
2) Qual a partícula atômica responsável pela movimentação elétrica?
3) Como são classificados os materiais em função de sua condutividade?
4) Defina o que é campo elétrico e explique como ocorre o surgimento de um
campo elétrico?
5) Qual a quantidade de Coloumbs de uma carga elétrica que possui 12x1018
eletrons?
6) Qual quantidade de eletrons existentes em uma carga elétrica com 2,5
coloumbs?
7) Como são constituídos os capacitores?
8) Quais os tipos de capacitores existentes?
9) Qual o comportamento de um capacitor em corrente contínua?
10) Qual a expressão que define a capacitância dos capacitores e o que
significa cada grandeza?
11) Qual a diferença entre a corrente alternada e a corrente contínua?
12) Qual a diferença entre resistividade e resistência elétrica?
13) Qual a resistência de um condutor que é alimentado por uma tensão
elétrica de 25 volts e nele circula uma corrente elétrica de 2 amperes?
14) Qual a corrente que circula em um circuito que é alimentado por uma
tensão de 120 volts e possui uma resistência de 1K2Ω?
15) Qual a tensão de um circuito que possui 100Ω de resistência e uma
corrente elétrica de 0,5 amperes?
16) Qual a potência dissipada em um circuito que possui uma resistência de
1000 Ω e é alimentado por uma tensão de 50 v?
17) Qual a resistência de um circuito que dissipa uma potência de 500w e é
nele circula uma corrente de 2 A?
18) Qual a origem do magnetismo?
19) Como surge o campo magnético?
20) Como são obtidos os indutores?

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MECATRÔNICA – LIVRO I

INFORMÁTICA BÁSICA
INF- 101

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Avanços Tecnológicos e o Novo Homem


A história revela que, na trajetória da humanidade, muitos momentos foram
marcantes e cruciais pois, à medida que o homem evoluía e criava, sentia a
necessidade de conhecimentos que atendessem a uma demanda cada vez mais
especializada.
Alvim Toffler citou a existência de três “ondas” ou fases, que podemos definir como
saltos tecnológicos no decorrer dos tempos, que revolucionaram e continuarão a
revolucionar nossa sociedade. A primeira onda é chamada a agrícola; a Segunda,
onda a onda industrial e a terceira, a onda dos sistemas de informação. Cada uma
delas evolui paralelamente, coexistindo entre si. Estamos atualmente sob o efeito
da última: a onda dos sistemas de informação.
Com uma preocupação em torno do avanço tecnológico, da industrialização e do
aumento de mão-de-obra especializada, a área do conhecimento se tornou
indispensável, buscando acompanhar a atender as necessidades das empresas,
não tanto visando o indivíduo enquanto fator humano mas, sim, enquanto um meio
de produção.
Hoje o empresariado mudou sua visão por meio de uma conscientização, pois
sabe-se que, valorizando e investindo no capital humano, a qualidade de seus
produtos e sua prestação de serviços se tornam mais atraentes e
competitivas para um mercado rigoroso e agora globalizado.
Por mais de um século, os especialistas em economia ditam que novas tecnologias
estimulam a produtividade, reduzem custos de produção e aumentam a oferta de
produtos baratos que aumentam o poder aquisitivo, os mercados crescem e geram
mais empregos.
Outros argumentam que, embora trabalhadores sejam deslocados para novas
tecnologias, o problema do desemprego acabará por si mesmo.
A verdade é que as pessoas não compreendem como o computador e outras novas
tecnologias da revolução da informação transformaram-se em monstros mecânicos
reduzindo salários, consumindo empregos e ameaçando seu meio de
sobrevivência.
Diante deste quadro percebe-se que a informação passa a ser uma área de
domínio, em que desenvolver tecnologia para criar novos produtos e serviços
fará com que aumente a produtividade e reduza-se os custos, com isso estimula-
se a competição e novas oportunidades onde os cargos terão alta remuneração.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Informática
Ao longo da história, o homem tem precisado constantemente tratar e transmitir
informação, por isso nunca parou de criar máquinas e métodos para processá-la.
Com essa finalidade surge a Informática como ciência encarregada do estudo e
desenvolvimento dessas máquinas e métodos.
A informática nasceu da idéia de auxiliar o homem nos trabalhos rotineiros e
repetitivos, em geral de cálculo e gerenciamento. Ela está intimamente ligada ao
ser humano, seja em casa, no trabalho ou no lazer. A evolução tecnológica vivida
por nossa sociedade tem evidenciado o valor da informação.
Desde o despertar até a mais simples transação bancária que realizamos durante o
dia, um telefonema, estamos nos servindo da informática. Muitas vezes lidamos
com a tecnologia do computador sem nos darmos conta: ao usar o micro ondas, ao
ligar o videocassete, tudo isso sem sair de casa.
Ao circularmos no trânsito de grandes cidades nos deparamos com semáforos,
sistemas de segurança de empresas que visitamos, lá está a informática de novo,
assim como nos controles de avião e metrôs, na produção de energia elétrica, na
industrialização de roupas e alimentos, etc.

Um dos conceitos mais comumente aceito hoje em dia é:


Informática é a ciência que estuda o tratamento racional da informação por meio
de máquinas automáticas.

Racional porque se apoia numa análise racional e lógica que permite uma
descrição detalhada de todos os passos necessários para executar uma tarefa.

Automática porque só se aplica quando o tratamento da informação é realizado de


forma repetitiva e automática por uma máquina.

O termo informática foi criado na França em 1962, e provem da contração das


palavras: Information automatque (Informação automática).

No mundo moderno, portanto, é inevitável o contato com o computador. Por isso,


todas as pessoas precisam aprender a lidar com a informática mais cedo os mais
tarde.

Funções da informática que se destacam:

 O desenvolvimento de novas máquinas.

 O desenvolvimento de novos métodos de trabalho.

 A construção de aplicações automáticas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Capitulo 1 – Ligar e Desligar e Assuntos Básicos


1- Ligar e Desligar o microcomputador
a- verificar os cabos de energia do PC (microcomputador)
b- verificar se a voltagem está correta (110 volts ou 220 volts):
i. geralmente os PCs trabalham em 110 v
ii. existe uma chave seletora atrás do PC, perto da conexão do
cabo de energia
iii. se não souber, procure alguém que possa auxiliá-lo(a)
c- verificar se existe um estabilizador de voltagem, e se existir,
verificar a voltagem da mesma (110 v ou 220 v), que deve ser
compatível com a voltagem utilizada na sua casa / trabalho
i. deve existir uma chave seletora atrás do estabilizador também
ii. estabilizador é um equipamento utilizado para proteger seu
computador contra variações de energia elétrica, que sempre ocorrem
sem percebermos, mas que afetam o bom funcionamento dos
mesmos
iii. recomenda-se que sempre utilize estabilizadores de tensão
e voltagem para equipamentos eletrônicos
d- caso todos os cabos estiverem conectados, ligar o estabilizador
e- o estabilizador possui um botão Liga/Desliga de acesso e
identificação simples
f- ligar o PC através do botão Liga/Desliga
g- aguardar os procedimentos de inicialização do PC
h- informar senha e nome do usuário, caso existam e quando for
solicitado

2- Desligar o microcomputador / fechar sessão de trabalho


a- O procedimento de desligar o PC é muito importante para preservar
o equipamento e as informações armazenadas nele, portanto, é
importantíssimo acostumar-se a seguir o procedimento de desligar
b- Clicar no botão Iniciar
c- Clicar na opção Desligar
d- Selecionar a opção Desligar o computador
e- Clicar no botão OK
f- Aguardar a mensagem de desligar o computador, quando existir e
somente então, desligar apertando o botão Liga/Desliga do
computador ou esperar o computador desligar automaticamente
g- Desligar o estabilizador através do botão Liga/Desliga do
estabilizador

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MECATRÔNICA – LIVRO I

3- Mouse
a- É um equipamento que auxilia no comando do computador e seus
programas
b- Exibe um ponteiro na tela do computador, que pode “apontar e
marcar” qualquer elemento selecionável da tela

c- Existem no corpo do mouse, duas teclas (esquerda e direita),


sendo a esquerda para executar ou selecionar um item apontado e a
direita para obter e exibir as propriedades e características do item
apontado
d- Alguns modelos trazem uma “rodinha” no meio entre os botões, e
serve para “rolar” ou movimentar o conteúdo de uma janela

4- Janela
a- O sistema operacional Windows (janelas em inglês), utiliza o
conceito de janelas para representar cada programa em utilização
b- Têm formato padrão contendo:
i. Área retangular selecionável, móvel e de dimensões que
podem ser alterados
ii. Margens que podem ser redimensionadas
iii. Um menu de opções
iv. Botões que ficam na parte superior direito da janela, sendo a
mais esquerda para minimizar a janela, a do centro para maximizar a
janela e a da direita para encerrar e fechar a janela
v. Barras de rolagem do conteúdo da janela, verticalmente e
outro horizontalmente

5- Menu Iniciar
a- É onde estão localizados todos os programas que estão instalados
no computador, ou deveriam estar listados
b- Utilizando-se o mouse, clique no botão Iniciar ou aperte a tecla com
o símbolo do Windows (janela colorida) do teclado
c- Percorra a lista que for exibida com o ponteiro do mouse
d- Para cada item listado, ao apontar o mouse e clicar uma vez com o
botão esquerdo do mouse, o item será executado
e- Note que existe menu e cada item pode conter um submenu

6- Ícone
a- São os símbolos que representam os aplicativos
b- Utilizando-se do apontador (mouse), clica-se duas vezes com o
botão direito para executá-lo
c- Pode-se mover os ícones, mudar sua aparência ou apaga-lo da
área de trabalho

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MECATRÔNICA – LIVRO I

7- Área de trabalho ou desktop


a- É a área principal da tela do Windows, é o local que aparecem os
ícones
b- Pode ser modificado para personalizar como o usuário desejar,
mudando o papel de parede

c- Quando o computador permanecer muito tempo sem uso, aparece


a proteção de tela para impedir que o monitor sofra desgastes e
prejudique a imagem. Para retornar ao uso normal, basta movimentar
o mouse ou alguma tecla de direção (setas) do teclado.

8- Papel de parede e Proteção de Tela


a- É o “fundo” da área de trabalho
b- Pode ser modificado :
i. Clique com o botão direito do mouse em qualquer área livre
do desktop
ii. Ao aparecer o menu de características, selecione a opção
Propriedades
iii. Na janela que surgir, verifique as várias opções, dentre eles,
Temas, Área de Trabalho, Proteção de Tela e Aparência
iv. Na aba Área de Trabalho, podemos selecionar os Planos de
Fundo
v. Na aba Proteção de Tela, selecionamos algum dos vários
temas de proteção, que podem ser configurados quanto ao tempo de
espera e também incluir senha para bloquear o uso do computador na
ausência do usuário por tempo muito longo. Porém, recomenda-se
não utilizar senha, pois isso dificulta manutenção do equipamento
pelos responsáveis de informática.

9- Windows Explorer
a- É um programa (aplicativo) que permite visualizar os arquivos e
programas que estão armazenados no computador
b- Pode-se criar pastas, copiar pastas, eliminar pastas e mover
pastas, assim como os arquivos e programas.
c- Pastas são como os fichários dos escritórios, são conjuntos de
arquivos e programas
d- Para copiar pastas, arquivos ou programas:
i. Marcar com o ponteiro no item desejado
ii. Ao clicar no botão direito do mouse, surgirá um menu que
contém a opção Copiar. Ao clicar nessa opção, o item será
armazenado temporariamente em um local da memória

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 294


MECATRÔNICA – LIVRO I

iii. Selecionar o local do destino da copia a ser realizado, clique


com o botão direito novamente e selecione a opção Colar. A copia
será realizada.
iv. Pode-se utilizar também os menus que ficam na parte
superior da janela do Windows Explorer.
e- Para eliminar pastas, arquivos ou programas:
i. Marcar com o ponteiro no item desejado
ii. Apertar a tecla Delete ou clicar com o botão direito do mouse
e selecione a opção Excluir

f- Para criar pastas:


i. Selecione o local onde deseja criar a pasta
ii. Clique no menu principal do Windows Explorer, opção
Arquivo, depois no item Novo e por fim na opção Pasta.
iii. Nomeie a pasta recém criada com o nome desejado

10- Para recuperar uma pasta, arquivo ou programa eliminado


a- Dê um clique duplo no ícone da Lixeira
b- Na janela que surgir, selecione os itens a serem recuperados
c- Clique com o botão direito e selecione a opção Restaurar
d- O item será restaurado no local original antes de ser eliminado

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 295


MECATRÔNICA – LIVRO I

Recuperar objeto (arquivo, pasta) eliminado e armazenado na Lixeira

Capitulo 2 – Aplicativos e Internet


1- Aplicativos

a. São programas que executam tarefas específicas:


i. Editor de texto, planilhas eletrônicas, geradores de gráficos e
desenhos, etc
ii. Administração e gerenciamento do computador, de
dispositivos, de impressão, de segurança, de energia, etc
iii. Comunicação de dados, internet
iv. Visualização de imagens e tocadores de som
v. Etc
b. Clicar 2 vezes nos ícones da Área de Trabalho ou
c. Clicar 1 vez no botão
i. INICIAR,
ii. TODOS OS PROGRAMAS
iii. Selecionar o aplicativo desejado, no sub-menu que é
oferecido

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 296


MECATRÔNICA – LIVRO I

2- Internet

a. É uma rede mundial de comunicação entre os computadores


b. Pode ser conectado através de uma linha telefônica de um modo
que chamamos de conexão por linha discada, mais lenta e sujeita a
interrupções
c. Pode também ser conectado através de linha telefônica em um
modo chamado de conexão de banda larga, mais rápida, mais
estável, porém mais caro
d. Pode também ser conectado através de rádio, sendo muito mais
caro
e. O endereço de um “site” ou página de internet é o meio para
acessar essa página:
i. site = sitio, repositório em que estão as páginas ou telas que
apresentam informações, figuras e arquivos.
ii. Exemplo: www.eeeee.com.br ( www.ssa.br, www.net.br )
iii. www = wide world web – teia de alcance mundial
iv. .eeeee = nome de empresa, de organização, entidade,
pessoa, etc, que tenha uma pagina na internet
v. .com = entidade do tipo comercial, pode ser .org, .ind, .edu,
.mil, .gov
vi. .br = indica país que hospeda ou de origem da página, ou
pode inexistir
f. Utilizamos algum aplicativo para acessar a rede mundial, os
Navegadores ou Browsers:
i. Internet Explorer – vem com o windows
ii. Netscape – adquirido a parte
iii. Opera – obtido gratuitamente pela internet
iv. Mozilla – obtido gratuitamente pela internet
v. Outros

g. Executar o navegador :
i. Clicar 2 vezes no ícone da Área de Trabalho ou através do
menu Iniciar
ii. No campo ENDEREÇO da pagina desejada,
iii. Tecle ENTER
iv. Aguarde a pagina ser exibida
v. Navegue a vontade, clicando nos “links” que existirem

1. link = conexão com outras paginas da entidade ou mesmo da


internet, que podem ser acessadas clicando-se neles
2. identificamos os links quando aparece um ícone de “MÃO” quando
passamos por eles e o endereço dele aparece no rodapé da pagina.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 297


MECATRÔNICA – LIVRO I

3- Navegar pela Internet

a. Utilize os elementos abaixo para auxiliar suas visitas às paginas da


internet
b. Os botões e funções são praticamente padrão nos browsers

Botões utilizados para navegar pela Internet, do aplicativo Microsoft Internet


Explorer

4- Criar contas de e-mail em provedor gratuito

a. E-mail = electronic mail ou correio eletrônico, tal qual nossa


carta comum
b. destinatário = nome_ou_identificação @ provedor
c. nome_ou_identificação = quem irá receber sua correspondência
d. @ = indica que é uma correspondência eletrônica ou e-mail
e. provedor = é a entidade que hospeda o endereço eletrônico do
destinatário
f. exemplos de provedor gratuito:
i. www.ig.com.br
ii. www.hotmail.com
iii. www.itelefonica.com.br
iv. www.yahoo.com.br
g. ao cadastrar-se, cuidados ao informar dados pessoais e sempre
solicitar privacidade, isto é, não pode tornar-se público

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 298


MECATRÔNICA – LIVRO I

5- Enviar email

Representação da janela para criar um e-mail

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 299


MECATRÔNICA – LIVRO I

Capitulo 3 – Pesquisar na Internet e Download


1- Pesquisar na internet – como fazer, Google, Cadê, Yahoo
a. Pesquisar na internet significa utilizar alguns “sites” de busca
b. Pode-se pesquisar sobre qualquer assunto, desde matérias
acadêmicas até “sites” sobre artistas ou sobre culinária
c. Exemplos de “sites” de busca: www.google.com.br,
www.yahoo.com.br, www.cade.com.br, www.aonde.com.br,
www.buscape.com.br, www.miner.com.br

Figura que representa o resultado de pesquisa realizada por uma página de


busca ( Google )

2- Download – o que é, para que serve, como fazer


a. Download – processo que faz a copia dos arquivos armazenados
em outros locais utilizando-se da conexão pela rede de computadores
b. Podemos fazer a copia de um computador servidor para o seu
computador pessoal ou fazer a copia de um computador remoto e
distante através da internet
c. Informar o local onde os arquivos serão armazenados no seu
computador

d. Cuidado ao “baixar” arquivos desconhecidos:


i. Sempre executar o anti-virus – ver existência de vírus ou
programas maliciosos
ii. Nunca executar programas ou arquivos “baixados” de e-mail
de remetentes desconhecidos

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 300


MECATRÔNICA – LIVRO I

Figura ilustrativa da seqüência utilizada para realizar download

Janela que solicita local para gravar objeto copiado através de


download

3- Copia de arquivos e edição

a. Utilizando o Windows Explorer, pode-se COPIAR ou MOVER


qualquer objeto permitido
b. Para COPIAR um objeto de uma pasta para outra
i. Exibir o Windows Explorer, procure o item desejado e
marque-o clicando uma vez no objeto
ii. Clique no objeto usando o botão esquerdo e mantenha-o
apertado,
iii. Aperte a tecla CTRL (control) com a mão esquerda,
devendo aparecer um sinal (+) no objeto selecionado
iv. Arraste o objeto, mantendo o botão e a tecla pressionados,
até a pasta desejada

v. Solte o botão do mouse e depois a tecla Ctrl.


c. Para MOVER um objeto de uma pasta para outra
i. Faça o mesmo procedimento, porém, utilize a tecla SHIFT
(seta para cima)

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 301


MECATRÔNICA – LIVRO I

ii. Deverá perceber que o objeto deixará de existir na pasta


original
d. Outra forma de se fazer COPIA ou MOVER, utiliza o botão direito
do mouse
i. Exibir o Windows Explorer, procure o item desejado e
marque-o clicando uma vez no objeto
ii. Clique no objeto usando o botão direito do mouse e verifique
as opções que aparece

iii. Escolha a opção COPIAR ou RECORTAR, conforme sua


necessidade
iv. Selecione a pasta destino e marque-o com um clique do
botão direito do mouse, aparecendo novamente algumas
opções
1. a opção COPIAR permite criar uma copia exata do
objeto
2. a opção RECORTAR permite eliminar o objeto da
pasta original e movê-lo para outro local
v. Escolha a opção COLAR, para indicar o local destino do
objeto

Figura ilustrativa da seqüência utilizada para COPIAR ou MOVER objetos (arquivos /


pastas)

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 302


MECATRÔNICA – LIVRO I

Capitulo 4 – Editores de Texto


1- Editores de Texto

Editores de texto são aplicativos que permitem criar documentos de textos,


com as formatações necessárias, com numerações, cabeçalhos e rodapés. Permite
ainda adicionar ao texto, figuras e imagens fotográficas, além de gráficos e
planilhas. Os mais simples de utilizar são os aplicativos Bloco de Notas e o
WordPad, que acompanham o sistema operacional Windows XP, porém não
possuem tantos recursos como o MS Word. Veja, na tela do Word e, em seguida, a
explanação de cada item nela contido.

a- Barra de Título

Fornece o nome do software e também o nome do arquivo que está sendo


editado.

b- Barra de Menus

Fornece ao usuário os menus providos de comandos do Word. Cada menu


pode ser aberto com um clique do mouse sobre seu nome ou, caso o usuário
queira, através do pressionamento simultâneo da tecla <ALT> juntamente com a
letra em destaque do nome do menu.

c- Barra de Ferramentas de Comandos

Fornece ao usuário ícones representando alguns dos comandos disponíveis


nos menus.
Chamemos tais ícones de ícones de atalhos, os quais são acionados por um
clique do mouse. Assim que o usuário posiciona o ponteiro do mouse sobre
qualquer um desses ícones, o Word mostra um quadrinho contendo a função
daquele determinado ícone.

d- Barra de ferramentas de Formatação

Permite ao usuário formatar os caracteres ,do texto, dando características


como estilo de parágrafo, tipologia, alinhamento de texto, espaçamento entre
linhas, recuos e bordas.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 303


MECATRÔNICA – LIVRO I

e- Régua

Usado para o controle da tabulação as margens e entradas de parágrafos.

f- Área de Trabalho

É o local onde o texto será ou está sendo digitado.

g- Barras de Rolagem (vertical e Horizontal)

Usada para que o usuário se desloque que texto com o auxilio do mouse

h- Barra de Status

Fornece informações do documento, do documento, como página corrente, posição


do cursor, horário e outros.

2- Microsoft WORD

Tela de padrão do Microsoft WORD

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 305


MECATRÔNICA – LIVRO I

3- Como usar a tela do word

Neste tópico, você aprenderá com “vasculhar” a tela Word.

a- Acionando os Menus de Comandos

Note que, na parte superior da tela, o Word possui a barra de menus. Esta é
acionada pelo posicionamento do ponteiro do mouse sobre seu nome e
pressionamento do botão esquerdo do mouse, o botão acionador.
Experimente, por exemplo, posicionar o ponteiro sobre o nome Arquivo.
Abrirá um pequeno menu, contendo alguns comandos do Word.

Para acionar qualquer comando disponível em qualquer menu, basta dar um


clique apenas sobre o desejado. Caso queira utilizar o teclado, pressione uma das
setas de movimentação do cursor e tecle <Enter> ao comando desejado.

b- Ativando os Botões de Comandos

Tanto os botões de comandos quanto os de atalhos são acionados pelo clicar


do mouse assim que o ponteiro é posicionado sobre o desejado.
A maioria destes botões aciona caixas de diálogos, as quais serão
explanadas de acordo com o comando que será estudado.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 306


MECATRÔNICA – LIVRO I

4- Como iniciar um arquivo

Existem, no Word, três maneiras para se iniciar um novo arquivo. Fica claro
que, assim que se acione o Word via Gerenciador de Programas do Windows, o
usuário já tem a disposição uma tela para iniciar um novo arquivo. Mas, supondo
que este mesmo usuário concluiu um documento neste exato momento e deseje
iniciar um outro. Salva o documento atual e executa um dos procedimentos a
seguir:

• Um clique sobre o botão Novo, situado na barra de ferramentas;


• Pressiona a combinação de teclas <Ctrl><O>;
• Ou aciona o menu/comando Arquivo/ Novo.

Porém, há uma diferença entre os primeiros e o terceiro procedimento:


quando acionamos o comando Novo do menu Arquivo, é visualizada na tela uma
caixa de diálogos, onde poderemos definir o tipo de arquivo que será iniciado.

Pelo ícone Novo ou pelo novo documento, o Word o inicia sem uma prévia
formatação, cabendo ao usuário formatar seu documento posteriormente.

5- Como selecionar o texto

Selecionar o texto significa colocá-lo em destaque para realizar as seguintes


tarefas:
1. -Seleção
2. -Cópia
3. -Movimentação
4. -Substituição
5. -Mudança de formatos (tipologia, alinhamento, etc...)

Siga as dicas seguintes para obter mais rapidamente a seleção do texto:

• Para selecionar todo o texto, pressione simultaneamente as teclas <Ctrl>


<T>;
• Para selecionar somente uma linha inteira, posicione o ponteiro do mouse
no lado esquerdo da área de trabalho, justamente na posição da linha e dê
um clique no mouse;

• Para selecionar mais de uma linha seqüencialmente, posicione o ponteiro


do mouse no lado esquerdo da área de trabalho e dê um clique no botão
acionador; reposicione o ponteiro na última linha da seqüência, pressione a
tecla <Shift> e dê outro clique;
• Para selecionar uma só palavra do texto, posicione a barra vertical do
mouse no meio da palavra desejada e dê duplo-clique;

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 307


MECATRÔNICA – LIVRO I

• Para selecionar uma frase qualquer do texto, bem como um bloco de


palavras, posicione a barra vertical no início deste bloco, dê um clique, leve
a barra vertical até o final do bloco, pressione <Shift> e dê outro clique; ou,
de outra forma, pressione o botão acionador do mouse no início do bloco e
arraste-o, fazendo com que o destaque cubra todo o bloco desejado;
• Para selecionar toda uma frase, posicione a barra vertical do mouse em
qualquer ponto desta frase, pressione a tecla <Ctrl> e dê um clique no
botão acionador.

OBS.: Botão acionador, é geralmente, o botão esquerdo do mouse que tem a


função de acionar os comandos de qualquer software for Windows.

6- Como Salvar Um Arquivo

Quando se inicia um novo documento no WORD, ele é armazenado


temporariamente na memória do computador, recebendo um nome provisório de
Documento{N} (onde N representa um número seqüencial qualquer). Porém, caso
haja uma queda de energia, o usuário ficará sem seu documento, pois este ainda
não foi salvo como arquivo. Para salvá-lo, siga os passos:

• Abra o menu Arquivo;


• Clique no comando Salvar Como..., quando aparecerá uma caixa de
diálogos como iremos ver.
• Digite o nome do arquivo desejado sem necessidade de digitar sua
extensão e clique OK.

NOTA: O USUÁRIO PODERÁ TAMBÉM SE UTILIZAR, DE FERRAMENTA


DISPOSTA NA BARRA DE FERRAMENTAS, QUE É A TERCEIRA, LOGO APÓS
A FERRAMENTA ABRIR.

7- Como Abrir Um Arquivo

Para se abrir um arquivo já existente, basta ao usuário, assim que iniciar o


Word, proceder de uma das três maneiras:

1 - Acionar o menu / comando Arquivo / Abrir...;


2 - Teclar <Ctrl> <A>;
3 - Acionar o menu Arquivo e clicar o nome do arquivo desejado na lista dos
últimos arquivos trabalhados, que aparece no final do menu.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 308


MECATRÔNICA – LIVRO I

8- Trabalhando O Texto

Antes de vermos as funções dos ícones de comandos, digite o texto a seguir,


sem se preocupar com entradas de parágrafos, margens e outras formatações.

O Dia em que a Terra Parou

“Nada” era o que se poderia definir daquele dia. Não parecia mais haver vida
onde nos encontrávamos. Nada de ruídos vindo das ruas, nada de vozes, nada de
cantos, nada de sorrisos, nada de lagrimas, nada que se visse movimentar, nada
de nada.. Apenas o pensamento recheado pelo medo.
Não havia como nos posicionar frente à situação na qual nos achávamos
mergulhados. Somente a escuridão nos rodeava, trazendo consigo o frio, levando
embora, nossas fantasias e nossas esperanças. Teríamos sido esquecidos ?
Como, se nem mesmo havia ninguém para se lembrar de nós ?
Não sentíamos nem mesmo a dor que, inconscientemente, guardávamos em
nossos egos. Tudo vazio. Tudo calado. Uma infinita sensação de inexistência
interior. Talvez fosse essa a única coisa que sentimos, Não éramos nada.
Não podíamos se quer ouvir nossas próprias respirações, pois nos colocamos
tão dentro de nós mesmos, porque só assim não nos sentiríamos sozinhos...Mas,
de nada adiantava.
A Terra havia parado e, com ela, tudo o que existia se acabou. O tudo havia se
tornado... o nada!
De repente, algo começou a se estremecer. Senti meu corpo todo molhado,
minha respiração cada vez mais forte, intermitente...Minha voz foi ouvida com o
grito que se ecoou pelo lugar. O que estava estremecendo, pude notar, era meu
próprio corpo e eu acabava de acordar do pior pesadelo que já tive em minha vida
de sonhador...

Nota: Salve seu arquivo. Para que fique mais fácil o aprendizado, o autor
recomenda que se digite um nome em comum - EXEMPLO.DOC - entre os
alunos. Este nome será usado várias vezes adiante.

9- Mudando O Estilo

Para que o usuário mude o estilo de impressão de qualquer letra, palavra ou


frase, bem como de todo um bloco de texto, poderá proceder de uma das formas a
seguir.
a-
• Selecione o bloco de texto desejado;
• Acione o menu / comando Formatar / Fonte... (Format / Font...) e, no
quadro Estilo da fonte selecione o estilo desejado;
• Dê duplo-clique sobre o estilo ou um clique no estilo e outro no botão ok!

b-
• Selecione o bloco de texto desejado;

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 309


MECATRÔNICA – LIVRO I

• Pressione, com o mouse, um dos botões situados na barra de ferramentas


de formatação (N, I ou S - negrito (bold), itálico (italic) ou sublinhado
(underline)).

O usuário, caso queria ir mais rápido, poderá optar pelas teclas de atalho, que são:

<Ctrl> <N> - negrito (versão em português)


<Ctrl> <B> - negrito (versão em inglês)
<Ctrl> <I> - itálico (em ambas as versões)
<Ctrl> <S> - sublinhado (português)
<Ctrl> <U> - sublinhado (inglês)

O comando para estilizar o fonte deve ser usado antes e depois da digitação
do texto no caso deste não ser selecionado.

10- Formatando O Parágrafo Do Texto

O usuário poderá, caso queira, inserir bordas e / ou sombreamentos no texto.


Se seu arquivo EXEMP. DOC estiver aberto, mantenha-o, mas, caso contrário,
abra-o para que possa ser editado.

Proceda da seguinte forma, como exemplo:

• Marque todo o texto, exceto o título, dando um clique no início da primeira


linha e arrastando o mouse até o final do texto;
• Acione o menu/comando Formatar / Parágrafo...,
• Para os Recuos (esquerdo e direito), escolha o valor 0,5 cm (isto fará
com que o espaço entre a margem esquerda e direita se distanciem de
cada lado do texto);

• Abra a caixa Especial e escolha Primeira linha, para que seja feita a
endentação espaçamento da primeira linha de entrada de parágrafo;
• Na caixa Por, digite 0,8 cm (fará com que à distância entre o recuo
esquerdo até a primeira linha de cada parágrafo seja o valor digitado);
• Em Espaçamento / Depois, digite 5,6 pts, que equivale a cerca de 2 mm
(isto fará com que o espaçamento entre o final de cada parágrafo para o
início de outro seja de cerca de 2mm);
• Em Entre linhas, abra a barra de opções (cortina) e clique em 1,5 linha
(isto fará com que o espaçamento entre linhas seja a mesma da distância
entre uma linha e meia);
• Em Alinhamento, abra a cortina e clique em justificado;
• Clique o botão OK.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 310


MECATRÔNICA – LIVRO I

Agora, para finalizar esta tarefa, é bom que se formate o parágrafo onde se
encontra o título “O Dia em que a Terra Parou”. Como o texto é menor, o
procedimento será diferente do empregado para o resto do arquivo. Procedendo da
seguinte forma:
,

• Selecione toda a linha do título;


• Pressione, com o ponteiro do mouse, o botão que faz a centralização de
blocos de texto, situado na barra de ferramentas de formatação;
• Abrindo a barra de tipos, clique em outro tipo diferente do que está sendo
usado;
• Altere também o corpo do texto, clicando na barra de corpo, situada ao lado
de tipos;
• Estilize o texto em negrito.

Pronto, seu texto já se encontra com os parágrafos e título formatados.

11- Pré-Visualizando A Impressão

Para se ter uma idéia de como seu documento será impresso, basta ao
usuário clicar no botão Visualizar Impressão, situado na barra de ferramentas,
abaixo da barra de menus. Pode-se, também, acionar o menu / comando Arquivo /
Visualizar Impressão. É aberta uma nova janela ao usuário.

Seguem-se os ícones que aparecem na barra superior e o que cada um deles


representa.

Imprimir - imprime o documento assim como ele é mostrado na tela.

Lupa - ativa / desativa a lupa para visualização do documento (zoom). Utilize


o botão acionador do mouse para aproximar/distanciar o documento.

Barra de controle de zoom - abre uma cortina de opções, onde o usuário


escolhe a porcentagem de zoom a ser dada ao documento.

Fechar - permite voltar à edição normal do texto. Ajuda - uma das ótimas
características do word 6.0, este ícone, ao ser pressionado, permite ao usuário que
o posicione sobre qualquer outro ícone ou comando a fim de obter explanação
referente. Disponível também no modo de edição.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

12- Marcando O Texto

Antes de tudo, inicie um novo arquivo e digite o seguinte texto:

“O mercado internacional da informática prevê, para os próximos anos”:

Rápida interação entre os usuários;


Um melhor conceito do que cada usuário usa;
Melhor interação homem x máquina;
crescimento do número de usuários;
Equipamentos com número reduzido de problemas de instalação, com o
advento do plug and play;
necessidade do computador assim como qualquer meio de comunicação.”

Siga, então, os passos adiante:

•Selecione o bloco de texto a partir de “rápida interação...” até o final do texto;


•Pressione o botão marcador na barra de formatação na barra de formatação.
Caso queira cancelar a marcação - pois automaticamente, depois de
pressionado o botão, o word fará as marcações - basta ao usuário clicar novamente
sobre o mesmo botão.

13- Personalizando A Marcação

Para obter marcadores personalizados, o usuário deverá se utilizar do


menu/comando Formatar / Marcadores e Numeração...

Por default, o word traz seis tipos de marcadores, os quais poderão ser
modificados pelo usuário, bastando que se pressione o botão Modificar... contido
na caixa, seguido do botão Marcador..., quando aparecerá outra caixa - que ainda
permite ao usuário escolher o marcador a partir de uma fonte qualquer.

Para exemplificar e entender melhor, marque novamente o bloco de texto


onde estão os marcadores atuais e pressione novamente o botão marcadores na
barra de formatação. Feito isso, siga os passos adiante:

• Com o bloco marcado, acione o menu / comando Formatar / Marcadores


e Numeração...,
• Escolha os marcadores com setas;
• Pressione OK.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 312


MECATRÔNICA – LIVRO I

Pronto. Seus marcadores foram marcadores foram mudados. Note que, por
default, seu texto, a partir da segunda linha, automaticamente se recua, seguindo o
início da primeira linha. caso não queira esse deslocamento, o usuário poderá
desativá-lo desmarcando a opção Recuo deslocado. Para definir a distância do
marcador até o texto, pressione o botão Modificar... na caixa e, nas opções
Distância do recuo ao texto e Distância do marcador ao texto faça você mesmo
sua definição, bastando digitar os novos valores em cm.

14- Dando Números Aos Parágrafos

A outra forma de marcar os parágrafos é dando números seqüenciais a ele. Siga os


procedimentos adiante:

• Selecione o bloco de texto a partir de “rápida interação...” até o final do


texto;
• Pressione o botão numeração na barra de formatação.

O word, a cada vez que o usuário pressiona <ENTER>, vai acrescentando os


números em seqüência, até o usuário pressione o botão numeração novamente
para desativá-la.

Caso o usuário queira os parágrafos personalizados, deve seguir os passos


adiante:

Selecione novamente o mesmo bloco de texto;

• Acione o menu / comando Formatar / Marcadores e Numeração...;


• Na caixa, clique o botão - Numerada, quando aparecerá uma outra caixa.
• Selecione o estilo de numeração desejado;
• Caso queira modificar algum parâmetro, clique no botão modificador e faça
as modificações necessárias.

As modificações a serem feitas podem ser:

• Texto a ser colocado antes do número (Ex.: A1, C2...)


• Estilo de numeração (Ex.: 1, 2, 3, I, II, III...)
• Texto a ser colocado após o número (Ex.: 1-, 2-, 3., 4)...)
• A partir de que número em relação ao texto.

Em Múltiplos Níveis, haverá uma mistura entre marcadores e numeração, o


que pode ser de grande utilidade ao usuário. O modo de uso desta opção é o
mesmo utilizado para os anteriores.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 313


MECATRÔNICA – LIVRO I

15- Verificando A Ortografia

A verificação de ortografia de um texto, além da correção ortográfica, pode


incluir também aspectos como uso de sinônimos, hifenização, uso de idiomas e
contagem de palavras do texto. No nosso caso, é bom que estejamos trabalhando
com versões em português do software, pois, assim. além da facilidade de uso,
existe também a flexibilidade no tratamento dos documentos criados.

Capitulo 5 – Planilhas de Cálculo

1- Planilhas Eletrônicas

As planilhas eletrônicas ficarão na história da computação como um dos maiores


propulsores da microinformática. Elas são, por si sós, praticamente a causa da
explosão dos microcomputadores no final da década de 1970, tendo como
representantes as planilhas Visicalc para os microcomputadores Apple, Supercalc e
Lotus 1-2-3 para os PC's, quando estes foram lançados. Com o advento do
ambiente gráfico Windows, a planilha Excel passou a dominar esse ambiente
gráfico, tornando-se a rainha das planilhas.

Como são relativamente fáceis de operar, as planilhas vieram ao encontro de


milhares de organizações e pessoas que tinham ou têm na formulação de
projeções, tabelas e gerações de números baseados em variáveis sua principal
carga operacional. Uma planilha eletrônica substitui naturalmente o processo
manual ou mecânico de escrituração e cálculos. Trabalhar com uma planilha
eletrônica não exige conhecimentos de programação, mas somente que você
conheça a aplicação que irá desenvolver e os comandos próprios da planilha.

2- Carregamento do Excel

Para carregar o EXCEL , você deve dar um clique no botão iniciar, em seguida
clique na opção Programas. No menu programas clique no grupo MsOffice, opção
Microsoft Excel.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 314


MECATRÔNICA – LIVRO I

Agora, você aprenderá as operações básicas para a criação e impressão de uma


planilha, de forma a já poder criar os seus primeiros modelos, e posteriormente,
verá em detalhes os recursos do EXCEL que permitirão a criação de planilhas
mais sofisticadas e com uma melhor aparência.

3- A Tela De Trabalho

Ao ser carregado, o Excel exibe sua tela de trabalho mostrando uma planilha em
branco com o nome de Pasta 1. A tela de trabalho do EXCEL é composta por
diversos elementos, entre os quais podemos destacar os seguintes:

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 315


MECATRÔNICA – LIVRO I

Células : Uma planilha é composta por células. Uma célula é o cruzamento de


uma coluna com uma linha. A função de uma célula é armazenar informações que
podem ser um texto, um número ou uma fórmula que faça menção ao conteúdo de
outras células. Cada célula é identificada por um endereço que é composto pela
letra da coluna e pelo número da linha.

Workbook : O EXCEL trabalha com o conceito de pasta ou livro de trabalho, onde


cada planilha é criada como se fosse uma pasta com diversas folhas de trabalho.
Na maioria das vezes, você trabalhará apenas com a primeira folha da pasta. Com
esse conceito, em vez de criar doze planilhas diferentes para mostrar os gastos de
sua empresa no ano, você poderá criar uma única planilha e utilizar doze folhas em
cada pasta.

Marcadores de página (Guias) : Servem para selecionar uma página da planilha,


da mesma forma que os marcadores de agenda de telefone. Esses marcadores
recebem automaticamente os nomes Plan1, Plan2, etc., mas podem ser
renomeados.

Barra de fórmulas : Tem como finalidade exibir o conteúdo da célula atual e


permitir à edição do conteúdo de uma célula.

Linha de status : Tem como finalidade exibir mensagens orientadoras ou de


advertência sobre os procedimentos que estão sendo executados, assim como
sobre o estado de algumas teclas do tipo liga-desliga, como a tecla NumLock, END,
INS, etc.

Janela de trabalho : Uma planilha do Excel tem uma dimensão física muito maior
do que uma tela-janela pode exibir. O Excel permite a criação de uma planilha com
16.384 linhas por 256 colunas.

4- Movimentando-Se Pela Planilha

Para que uma célula possa receber algum tipo de dado ou formatação, é
necessário que ela seja selecionada previamente, ou seja, que se torne a célula
ativa. Para tornar uma célula ativa, você deve mover o retângulo de seleção até
ela escolhendo um dos vários métodos disponíveis.

• Use as teclas de seta para mover o retângulo célula a célula na


direção indicada pela seta.
• Use as teclas de seta em combinação com outras teclas para acelerar
a movimentação.
• Use uma caixa de diálogo para indicar o endereço exato.
• Use o mouse para mover o indicador de célula e com isso selecionar
uma célula específica.

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5- Usando Teclas

A próxima tabela mostra um resumo das teclas que movimentam o cursor ou o


retângulo de seleção pela planilha:

Ação Teclas a serem


usadas
Mover uma célula para a direita seta direita
Mover uma célula para a seta esquerda
esquerda
Mover uma célula para cima seta superior
Mover uma célula para baixo seta inferior
Última coluna da linha atual CTRL-seta direita
Primeira coluna da linha atual CTRL-seta esquerda
Última linha da coluna atual CTRL-seta inferior
Primeira linha da coluna atual CTRL-seta superior
Mover uma tela para cima PgUp
Mover uma tela para baixo PgDn
Mover uma tela para esquerda ALT+PgUp
Mover uma tela para direita ALT+PgDn
Mover até a célula atual CTRL+Backspace
Mover para célula A1 CTRL+HOME
F5 Ativa caixa de diálogo

6- Usando A Caixa De Diálogo

Se você sabe exatamente para onde quer movimentar o cursor, pressione a tecla
F5 para abrir a caixa de diálogo Ir Para. Quando ela aparecer, informe a referência
da célula que você deseja.

Esse método é muito mais rápido do que ficar pressionando diversas vezes uma
combinação de teclas. Depois de informar o endereço, pressione o botão OK.

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7- Usando O Mouse

Para mover o retângulo de seleção para uma determinada célula que esteja
aparecendo na janela, basta apontar o indicador de posição para a célula desejada
e dar um clique.

Se a célula estiver fora da área de visão, você deve usar as barras de rolamento
vertical ou horizontal.

Você pode arrastar o botão deslizante para avançar mais rapidamente ou então dar
um clique sobre as setas das extremidades da barra de rolamento para rolar mais
vagarosamente a tela.

8- Inserindo Os Dados

Inserir o conteúdo de uma célula é uma tarefa muito simples. Você deve selecionar
a célula que receberá os dados posicionando o retângulo de seleção sobre ela. Em
seguida, basta digitar o seu conteúdo.

O EXCEL sempre classificará o que está sendo digitado em quatro categorias:


• Um texto ou um título
• Um número
• Uma fórmula
• Um comando

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Essa seleção quase sempre se faz pelo primeiro caractere que é digitado. Como
padrão, o EXCEL alinha um texto à esquerda da célula e os números à direita.

9- Entrada De Números

Por exemplo, selecione a célula C4 e digite o número 150. Note que ao digitar o
primeiro número, a barra de fórmulas muda, exibindo três botões. Cada número
digitado na célula é exibido também na barra de fórmulas.

Para finalizar a digitação do número 150 ou de qualquer conteúdo de uma célula na


caixa de entrada pelo botão na barra de fórmulas, pressione ENTER.
Como padrão, o EXCEL assume que ao pressionar ENTER, o conteúdo da célula
está terminado e o retângulo de seleção é automaticamente movido para a célula
de baixo. Se em vez de, ENTER, a digitação de uma célula for concluída com o
pressionamento da caixa de entrada , o retângulo de seleção permanecerá na
mesma célula.
Para cancelar as mudanças, dê um clique na caixa de cancelamento na barra
de fórmulas ou pressione ESC. Essas duas operações apagarão o que foi digitado,
deixando a célula e a barra de fórmulas em branco.

Se durante a digitação algum erro for cometido, pressione a tecla Backspace para
apagar o último caractere digitado. Como padrão, adotaremos sempre o
pressionamento da tecla ENTER para encerrar a digitação de uma célula.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Agora insira os números mostrados na figura abaixo:

10- Entrada De Textos

Inserir um texto em uma célula é igualmente fácil, basta selecionar a célula, digitar
o texto desejado e pressionar uma das teclas ou comandos de finalização da
digitação. Além da tecla ENTER, que avança o cursor para a célula de baixo, e da
caixa de entrada, que mantém o retângulo de seleção na mesma célula, você pode
finalizar a digitação de um texto ou número pressionando uma das teclas de seta
para mover o retângulo de seleção para a próxima célula.

Agora insira os textos, conforma a figura abaixo:

11- Entrada De Fórmulas

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MECATRÔNICA – LIVRO I

É na utilização de fórmulas e funções que as planilhas oferecem real vantagem


para seus usuários. Basicamente, uma fórmula consiste na especificação de
operações matemáticas associadas a uma ou mais células da planilha. Cada
célula da planilha funciona como uma pequena calculadora que pode exibir o
conteúdo de uma expressão digitada composta apenas por números e operações
matemáticas ou então por referências a células da planilha. Se você fosse fazer a
soma dos valores da coluna C, escreveria a seguinte expressão em uma
calculadora: "150+345,8+550+35" e pressionaria o sinal de igual para finalizar
a expressão e obter o número no visor. No EXCEL, você pode obter o mesmo
efeito se colocar o cursor em uma célula e digitar a mesma expressão só que
começando com o sinal de mais: "+150+345,8+550+35". Essa possibilidade de uso
do Excel é conveniente em alguns casos, contudo na maioria das vezes você
trabalhará fornecendo endereços de células para serem somados.

Posicione o cursor na célula C8, digite a fórmula mostrada, e pressione ENTER.

Note que no lugar da fórmula apareceu a soma das células, enquanto na linha de
fórmula, aparece a fórmula digitada.

12- A Auto-Soma

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MECATRÔNICA – LIVRO I

O EXCEL possui um recurso muito útil e que facilita a entrada de fórmulas para
calcular uma somatória de valores contínuos. Esse recurso consiste na aplicação
automática de uma função do EXCEL que se chama SOMA.

Posicione o retângulo de seleção na célula D7. Em seguida, pressione o botão


Auto-soma que se encontra na barra de ferramentas, como mostra a próxima
figura.

Ao pressionar o botão, o EXCEL identifica a faixa de valores mais próxima e


automaticamente escreve a função SOMA() com a faixa de células que deve ser
somada. Após aparecer a fórmula basta pressionar ENTER para finalizar a sua
introdução.

13- Alteração Do Conteúdo De Uma Célula

Se você quiser alterar o conteúdo de uma célula, pode usar dois métodos bem
simples que ativarão a edição.

 Dê um duplo clique sobre a célula.

 Posicione o retângulo de seleção sobre a célula e pressione


F2.

Complete a planilha como mostra a próxima figura:

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14- Salvando Uma Planilha

Quando você salva uma planilha pela primeira vez no EXCEL, é solicitado que você
forneça um nome para ela. Nas outras vezes, não será necessário o fornecimento
do nome. Para salvar uma planilha, você pode optar pelo menu Arquivo, pela
digitação de uma combinação de teclas ou pelo pressionamento de um botão da
barra de ferramentas.

No menu Arquivo existe uma opção que se chama Salvar. Você pode ativar esse
comando ou então, se não gostar de usar muito os menus, pode pressionar a
combinação de teclas CTRL-B.

A terceira opção é a mais rápida para quem gosta de usar mouse. Basta dar um
clique no botão salvar, o terceiro da barra de ferramentas.

Fundação Baiana de Engenharia- FBE 323


MECATRÔNICA – LIVRO I

Qualquer uma dessas opções abrirá a caixa de diálogo mostrada a seguir:

No EXCEL, toda vez que uma nova planilha é iniciada, ele recebe o nome de
Pasta1. Se em uma mesma seção de trabalho mais de um novo documento for
criado, os nomes propostos pelo Excel serão Pasta2, Pasta3 e assim por diante. É
por isso que você deve fornecer um nome específico para a planilha que está
sendo criada.

15- Carregando Uma Planilha

Se posteriormente você necessitar utilizar a planilha novamente, você deve abrir a


planilha, ou seja ler o arquivo do disco para a memória.

No menu Arquivo existe uma opção chamada Abrir. Você pode ativar esse
comando ou então, se não gostar de usar muito os menus, pode pressionar a
combinação de teclas CTRL+A.

A terceira maneira de abrir um arquivo é pressionar o botão Abrir, representado por


uma pasta se abrindo, e que é o segundo da barra de ferramentas.

Qualquer uma dessas três opções abrirá a caixa de diálogo Abrir:

Ela funciona de maneira idêntica à caixa de diálogo Salvar Como. Você deve
digitar o nome da planilha ou selecionar seu nome na lista de arquivos disponíveis.

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16- Formatação De Células

Para efetuar a formatação de células no EXCEL é bastante simples, basta


selecionar uma faixa da planilha e em seguida aplicar a formatação sobre ela.

17- Seleção De Faixas

No EXCEL a unidade básica de seleção é uma célula, e você pode selecionar uma
célula ou uma faixa de células horizontais, verticais ou em forma de retângulo.
Toda faixa é composta e identificada por uma célula inicial e por uma célula final.
Uma faixa de células pode ser selecionada por meio do mouse ou por meio do
teclado.

18- Selecionando Com O Mouse

Para selecionar uma faixa com o mouse, você deve posicionar o cursor na célula
inicial e em seguida manter o botão esquerdo do mouse pressionado enquanto
arrasta o retângulo de seleção até a célula correspondente ao final da faixa.
Enquanto o cursor vai sendo movido, as células marcadas ficam com fundo escuro
para que visualmente você tenha controle da área selecionada. Quando chegar
com o cursor na célula final, o botão do mouse deve ser liberado.

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19- Selecionando Com O Teclado

Para selecionar uma faixa de células com o teclado, você deve posicionar o
retângulo de seleção sobre a célula inicial da faixa. Em seguida, deve manter a
tecla SHIFT pressionada enquanto usa uma das teclas de seta ou de
movimentação para mover o retângulo de seleção até o final da faixa. Ao atingir
essa posição, a tecla SHIFT deve ser liberada.

20- Desmarcando Uma Faixa

Para desmarcar uma faixa, ou seja, retirar a seleção feita, basta dar um clique
sobre qualquer célula da planilha que não esteja marcada.

21- Formatação De Textos E Números

No EXCEL, podem-se mudar o tamanho e os tipos das letras, aplicar efeitos


especiais tais como negrito, itálico, sublinhado entre outros. Um texto pode ser
alinhado dentro de uma coluna à esquerda, à direita ou centralizado.

Você pode ativar um desses efeitos durante a digitação do conteúdo de uma célula,
ou posteriormente, bastando para tal selecionar a célula desejada e pressionar o
botão do efeito desejado. Você pode aplicar mais de um efeito na mesma célula.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

22- Formatação De Números

Além da formatação genérica que se aplica tanto a textos como a números, o


EXCEL possui formatos específicos para serem aplicados a números. Na barra de
formatação, existem cinco botões específicos para esse fim.

23- Alteração Da Largura Das Colunas

Você pode alterar a largura de uma coluna aumentando ou diminuindo suas


margens por meio do uso de uma caixa de diálogo ou do mouse.

24- Alterando A Largura Da Coluna Com O Mouse

Para alterar a largura com o mouse, você deve mover o cursor até a barra de letras
no alto da planilha, como mostra a próxima figura.

Em seguida, você deve mover o cursor no sentido da margem da coluna, ou seja,


da linha que separa as colunas. Então o cursor mudará de formato, como na
próxima figura:

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Neste instante você deve manter o botão esquerdo do mouse pressionado


enquanto arrasta a linha de referência que surgiu até a largura que achar
conveniente. Ao atingir a largura desejada, é só liberar o cursor do mouse.

25- Alterando A Largura Da Coluna Por Meio Da Caixa De Diálogo

Outra forma de alterar a largura de uma coluna é por meio de uma caixa de diálogo
que é acionada a partir do menu Formatar/Coluna/Largura. Esse comando atuará
sobre a coluna atual, a menos que você selecione mais de uma coluna previamente
antes de ativar o comando

Com uma ou mais colunas selecionadas, o comando exibe uma caixa de diálogo
onde você deve informar a largura da coluna em centímetros.

26- Apagando O Conteúdo De Uma Ou Mais Células

Se você cometeu algum erro e deseja apagar totalmente o conteúdo de uma célula,
a forma mais simples é posicionar o seletor sobre ela e pressionar a tecla DEL.
Para apagar uma faixa de células, selecione as células da faixa e pressione DEL.

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27- Criando Gráficos

O EXCEL oferece uma forma gráfica para representar os seus dados de uma forma
mais ilustrativa. O EXCEL permite a criação de gráficos na mesma página da
planilha atual ou então em outra página da pasta. Veremos agora a criação de um
gráfico na mesma página da planilha.

Para criar um gráfico, você deve selecionar previamente a área de dados da


planilha que será representada pelo gráfico. Em nosso exemplo, a série que será
representada está na faixa B3:E7. Após selecionar a faixa, é só pressionar o botão
do auxiliar gráfico na barra de ferramentas . Quando este botão é
pressionado, o cursor muda de formato, surgindo como um pequeno gráfico. Você
deve selecionar então uma área da planilha onde o gráfico deve ser criado.

Após liberar o botão do mouse, o EXCEL ativa as caixas de diálogo Auxiliar


Gráfico. A primeira delas pede que seja informada a faixa de células que será
representada. Se a seleção de células estiver correta, pressione o botão Próxima:
caso contrário, digite a faixa correta.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

A segunda etapa pede que seja selecionado um tipo de gráfico. Basta dar um
clique sobre o tipo desejado, que no exemplo é o de Colunas 3-D.

Pressione o botão Próxima para avançar para a etapa seguinte. Dependendo do


formato básico escolhido, serão apresentadas as variações de formato possíveis
para o gráfico. No caso do gráfico de colunas 3-D, as variações são mostradas na
próxima tela.

A quarta etapa mostra uma visão prévia do gráfico e pede que seja especificado ou
confirmado se a seqüência dos dados no gráfico deve ser feita por linha ou por
coluna. Como padrão, o EXCEL proporá por colunas. Em nosso exemplo,
queremos ver como os itens de despesas se comportam mês a mês. Por isso
escolhemos linhas.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

Ele ainda pede que seja confirmada qual linha será usada como legenda para as
categorias, que no caso são os meses, e qual coluna será usada para as legendas.
Se quiséssemos colocar um título no gráfico, bastaria pressionar o botão próxima.
Por ora, deixaremos o título de lado e pressionaremos o botão Finalizar.

O gráfico será montado na área selecionada, como mostra a próxima figura.


Qualquer valor da faixa que for modificado alterará a aparência do gráfico
instantaneamente.

28- Impressão Da Planilha

Até agora você já aprendeu um mínimo para criar uma planilha no EXCEL 7.
Imprimir é ainda mais fácil. Veremos agora a forma mais simples para imprimir a
planilha que está sendo editada. Até agora realizamos operações que foram
acionadas em sua maioria pela barra de menu. A impressão também pode ser feita
por meio de uma opção do menu Arquivo. Contudo, por enquanto, usaremos o
ícone de impressora que se encontra na barra de ferramentas padrão. É o quarto
ícone da esquerda para a direita. Antes de ativar a impressão, verifique se a
impressora está ligada, possui papel e seu cabo está conectado ao micro.

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MECATRÔNICA – LIVRO I

29- Fechando A Planilha Atual

Se você estiver editando uma planilha e resolver encerrar o seu trabalho sem
gravar as alterações feitas, pode usar o comando de Arquivo/Fechar. Se a planilha
não sofreu alterações desde que foi carregada, ela será fechada. Caso tenha
ocorrido alguma alteração, será exibida uma caixa de diálogo pedindo sua
confirmação.

30- CRIAÇÃO DE UMA NOVA PLANILHA

Para iniciar uma nova planilha, você deve ativar o comando Arquivo/Novo, como
mostra a próxima ilustração.

Se preferir usar o teclado, pressione CTRL-O ou então, dar um clique sobre o botão
novo, que é o primeiro da barra de ferramentas.

31- Abandonando O Excel 7

Para sair do EXCEL 7, você deve acionar a opção Sair do menu Arquivo.
Se você ativar essa opção imediatamente após ter gravado o arquivo atual,
o programa será encerrado imediatamente, voltando o controle para o
Gerenciador de Programas.

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