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MANUAL

DE APOIO

Curso/Unidade: Formador/a:
DISPOSITIVOS E PERIFÉRICOS Paulo Cardoso

Código da Unidade: Carga horária:


UFCD 0770 25h
Índice
Índice de Figuras .............................................................................................................................................................................. 1
1. Objetivos do curso ............................................................................................................................................................. 2
2. Conteúdos programáticos: ........................................................................................................................................... 3
3. Introdução ............................................................................................................................................................................. 4
4. Componentes básicos de um computador ........................................................................................................... 4
4.1. Processador ..................................................................................................................................................................... 5
4.1.1. Unidade Lógica e Aritmética .............................................................................................................................. 6
4.1.2. Unidade de Controlo (UC).................................................................................................................................... 6
4.1.3. Registos ......................................................................................................................................................................... 6
4.1.4. Relógio ........................................................................................................................................................................... 7
4.1.5. Processadores CISC e RISC .................................................................................................................................. 7
4.2. Memória ............................................................................................................................................................................. 7
4.2.1. Memória Principal ................................................................................................................................................... 8
4.2.1.1. Tecnologias de memória RAM................................................................................................................... 10
4.2.2. Memória Cache ....................................................................................................................................................... 10
4.2.2.1. Cache Primária – Layer 1 ............................................................................................................................. 11
4.2.2.2. Cache Secundária – Layer 2 ........................................................................................................................ 11
4.2.3. Memória Secundária ........................................................................................................................................... 11
4.2.3.1. Discos Rígidos .................................................................................................................................................... 11
4.2.3.2. CD / DVD / Blu-ray ........................................................................................................................................... 12
4.3. Barramentos ................................................................................................................................................................. 13
4.3.1. Barramento do Processador ........................................................................................................................... 13
4.3.2. Barramento de Cache.......................................................................................................................................... 14
4.3.3. Barramento da Memória................................................................................................................................... 14
5. Dispositivos de Entrada/Saída ................................................................................................................................ 14
6. Tipos de comunicação com os dispositivos...................................................................................................... 15
7. Pequenas avarias ............................................................................................................................................................ 15
8. Conclusão ............................................................................................................................................................................ 18
9. Bibliografia......................................................................................................................................................................... 18
Índice de Figuras
Fig. 1 - Intel i7 ............................................................................................................................................................... 4
Fig. 2 - Tipos de RAM.................................................................................................................................................. 4
Fig. 3 - Periféricos ....................................................................................................................................................... 5
Fig. 4 - Barramentos ................................................................................................................................................... 5
Fig. 5 - Intel P4001 ROM ........................................................................................................................................... 9
Fig. 6 - Tecnologias de memória RAM................................................................................................................ 10
Fig. 7 - Tecnologias CD / DVD / Blu-ray ............................................................................................................ 12
Fig. 8 - Problemas de energia ............................................................................................................................... 16
Fig. 9 - Problemas de vídeo.................................................................................................................................... 16
Fig. 10 - Problemas arranque ............................................................................................................................... 17
Fig. 11 - Problemas de disco.................................................................................................................................. 17
1. Objetivos do curso
Os objetivos do curso são os seguintes:

 Objetivo Geral:

No final do curso os formandos deverão ser capazes de Identificar os principais


dispositivos e periféricos de um computador.

 Objetivos Específicos:

No final da formação os formandos deverão ser capazes de:

o Instalar e configurar dispositivos internos e externos no computador.


o Identificar as avarias mais frequentes na conexão dos dispositivos.

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2. Conteúdos programáticos:
 Instalação de dispositivos internos
o Memórias RAM e VRAM
o Unidades de discos
o Unidades de disquetes
o Unidades de CD-ROM
o Unidades de tape
o Adaptadores de rede
o Adaptadores SCSI
o Adaptadores de vídeo
o Adaptadores de som
o Adaptadores de emulação
o Controladores de periféricos
o Modems
o Fontes de alimentação
 Configuração de dispositivos internos
o Níveis de interrupção
o Sistema de buses
o Ports
o Software de setup
o Formatação física dos discos
 Instalação de dispositivos externos
o Impressoras
o Unidades de discos
o Unidades de disquetes
o Unidades de CD-ROM
o Unidades de tape
o Teclados
o Ratos
o Mesas digitalizadoras
o Plotters
o Scanners
o Modems
o Fontes de alimentação
 Avarias
o Por erro de configuração
o Por erro dos dispositivos
o Por inadequação do software
o Por drivers impróprios
 Manuseamento e segurança de componentes e do material utilizado

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3. Introdução
Tem-se observado uma atuação cada vez maior dos computadores nas diversas
atividades diárias. As operações bancárias, as telecomunicações e o manuseio de
muitos aparelhos eletrodomésticos são exemplos claros das facilidades trazidas pela
utilização dos computadores, isto sem falar em aplicações mais clássicas, como os
sistemas de reservas de passagens aéreas e a previsão meteorológica.
A evolução da informática foi caracterizada pelo desenvolvimento de computadores
com características diversas, traduzidas pelos diferentes parâmetros, cada vez mais
conhecidos da maioria dos utilizadores de computador: CPU, a capacidade de
memória, a capacidade do disco rígido, a existência de memória cache e outros
menos conhecidos. A definição destes parâmetros e a forma como os diversos
componentes de um computador são organizados, define aquilo que é conhecido por
arquitetura de computador e vai determinar aspetos relacionados à qualidade, ao
desempenho e à aplicação para a qual o computador vai ser orientado.

4. Componentes básicos de um computador


Apesar da grande evolução ocorrida na área de informática desde o aparecimento dos primeiros
computadores, os principais elementos do computador continuam a ser os seguintes:
 O processador - responsável pelo tratamento de informações armazenadas em
memória (programas em código de máquina e dos dados). Podemos ver na imagem
seguinte um processador Intel i7.

Fig. 1 - Intel i7

 A memória - responsável pela armazenagem temporário dos programas e dos dados.


Na imagem seguinte vemos alguns tipos de memória.

Fig. 2 - Tipos de RAM

 Periféricos - são os dispositivos responsáveis pelas entradas e saídas de dados do

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computador, ou seja, pelas interações entre o computador e o mundo externo.
Exemplos de periféricos são o monitor, teclados, ratos, impressoras, etc. Na próxima
imagem vemos alguns exemplos dos periféricos mais usados.

Fig. 3 - Periféricos

 Barramento - liga todos estes componentes e é uma via de comunicação de alto


desempenho por onde circulam os dados tratados pelo computador. Podemos ver
alguns exemplos de barramentos na imagem seguinte:

Fig. 4 - Barramentos

4.1. Processador

Um processador é um circuito integrado (ou chip), que é considerado o "cérebro" do


computador. É ele que executa os programas, faz os cálculos e toma as decisões de acordo com
as instruções armazenadas na memória. Os processadores formam uma parte importantíssima
do computador, chamada de UCP (Unidade Central de Processamento), ou em inglês, CPU
(Central Processing Unit). Antes da existência dos processadores, os CPU’s dos computadores
eram formadas por um grande número de chips, distribuídos ao longo de uma ou diversas
placas. Um processador nada mais é que um CPU inteiro, dentro de um único chip. Ligando um
processador a alguns chips de memória e alguns outros chips auxiliares, tornou-se possível
construir um computador inteiro numa única placa de circuito. Esta placa é designada de placa
mãe. O CPU realiza as tarefas de busca e executa as instruções existentes na memória. Os
programas e os dados que ficam gravados no disco rígido são transferidos para a memória. Uma
vez na memória, o CPU pode executar os programas e processar os dados. O CPU é composto
pelos seguintes elementos: unidade lógica e aritmética, unidade de controlo, registos e relógio.

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4.1.1. Unidade Lógica e Aritmética

O primeiro componente essencial num computador é a Unidade Lógica e Aritmética (ALU), a


qual, como o próprio nome indica, assume todas as tarefas relacionadas às operações lógicas
(ou, e, negação, etc.) e aritméticas (adições, subtrações, etc...) a serem realizadas no contexto de
uma tarefa. Neste contexto, é importante observar a evolução que a ALU sofreu ao longo dos
anos e quais são os parâmetros que influenciam no desempenho global de um sistema
computacional:
 Um parâmetro importante é o tamanho da palavra processada pela unidade lógica e
aritmética. Como o sistema de numeração adotado nas arquiteturas de computadores é
o binário, o tamanho de palavra é dado em números de bits. Quanto maior o tamanho
da palavra manipulada pelo processador, maior é o seu potencial de cálculo e maior a
precisão das operações realizadas.
 A velocidade de cálculo obviamente é outro fator de peso para o desempenho do
computador, uma vez que ela será determinante para o tempo de resposta de um
sistema computacional com respeito à execução de uma dada aplicação. A velocidade
de cálculo está diretamente relacionada com a frequência do relógio que pilota o
circuito do CPU como um todo.
 Outro parâmetro importante associado ao desempenho do computador é a quantidade
de operações que ele suporta. Por exemplo, os primeiros processadores suportavam
um conjunto relativamente modesto de operações lógicas e aritméticas. Em particular,
no que diz respeito às operações aritméticas, os primeiros processadores suportavam
apenas operações de adição e subtração, sendo que as demais operações tinham de ser
implementadas através de sequências destas operações básicas. Os processadores
suportando um conjunto mais complexo de instruções surgiram há 30 anos para cá,
graças à adoção da tecnologia CISC (Complex Instruction Set Computer).
4.1.2. Unidade de Controlo (UC)

A Unidade de Controlo tem a maior importância na operação de um computador, uma vez


que é esta unidade que assume toda a tarefa de controlo das ações a serem realizadas pelo
computador, comandando todos os demais componentes da sua arquitetura. É este elemento
que deve garantir a correta execução dos programas e a utilização dos dados corretos nas
operações que as manipulam. É a unidade de controlo que gere todos os eventos
associados à operação do computador, particularmente as chamadas interrupções tão
utilizadas nos sistemas há muito tempo.
4.1.3. Registos

O CPU contém internamente uma memória de alta velocidade que permite o armazenamento
de valores intermediários ou informações de comando. Esta memória é composta de registos,
na qual cada registro tem uma função própria. Os registos, geralmente numerosos, são
utilizados para assegurar o armazenamento temporário de informações importantes para o
processamento de uma dada instrução. Conceitualmente, registo e memória são semelhantes:

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a localização, a capacidade de armazenamento e os tempos de acesso às informações que os
diferenciam. Os registos localizam-se no interior de um processador, enquanto a memória é
externa a este. Um registo memoriza um número limitado de bits, geralmente uma palavra de
memória. Os registos mais importantes são os seguintes:
 Contador de programa (PC - Program Counter) que aponta para a próxima instrução a
executar.
 Registo de instrução (IR - Instruction Register) que armazena a instrução em execução.
 Outros registos que permitem o armazenamento de resultados intermédios.
4.1.4. Relógio

O relógio é um circuito oscilador que tem a função de sincronizar e ditar a medida de


velocidade de transferência de dados no computador, por exemplo, entre o processador e a
memória principal. Esta frequência é medida em ciclos por segundo, ou Hertz. Existe a
frequência própria do processador, comandando operações internas a ele, e a frequência
do computador a ele associado, basicamente ciclos CPU-Memória principal.
4.1.5. Processadores CISC e RISC

Uma instrução num programa de alto nível é implementado por diversas instruções de
processador a mais baixo nível. Por exemplo, uma instrução de um programa que imprime um
conjunto de caracteres no ecrã é realizada a nível de processador por um conjunto de
instruções. De acordo com o número de instruções suportadas, pode-se classificar um
processador como RISC (Reduced Instruction Set Computing) ou CISC (Complex Instruction Set
Computing). Atualmente os processadores são, na sua maioria, chips híbridos com
características de ambas arquiteturas.
Um processador CISC suporta um conjunto maior de instruções, sendo cada instrução mais
especializada; graças a isso, ele pode executar, de modo direto, a maioria das operações
programadas pelos programas de alto nível. Assim, o número de instruções do processador
para implementar uma instrução de mais alto nível são menores. Mas quanto maior a
quantidade de instruções que um processador suporta, mais lenta é a execução de cada uma
delas. Um processador RISC reconhece um número limitado de instruções, que, em
contrapartida, são otimizadas para que sejam executadas com mais rapidez. Portanto, a
arquitetura RISC reduz o conjunto de instruções ao mínimo, e as instruções não implementadas
diretamente são realizadas por uma combinação de instruções existentes. Mas, em
compensação, um programa é implementado por um número maior de instruções.
4.2. Memória

Todos os computadores são dotados de uma quantidade de memória (que pode variar de
máquina para máquina) a qual se constitui de um conjunto de circuitos capazes de armazenar
os dados e os programas a serem executados pela máquina. Podemos identificar diferentes
categorias de memória:
 a memória principal - onde normalmente devem estar armazenados os programas e
dados a serem manipulados pelo processador;

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 a memória secundária - que permite armazenar uma maior quantidade de dados e
instruções por um período de tempo mais longo; o disco rígido é o exemplo mais
evidente de memória secundária de um computador;
 a memória cache - que se constitui de uma pequena porção de memória com curto
tempo de resposta, normalmente integrada aos processadores e que permite
incrementar o desempenho durante a execução de um programa.
Os circuitos de memória são normalmente subdivididos em pequenas unidades de
armazenamento, geralmente um byte. Cada uma desta unidade é identificada no circuito por
um endereço único, o qual vai ser referenciado pelo processador no momento de
consultar ou alterar o seu conteúdo.
4.2.1. Memória Principal

A memória principal é onde normalmente devem estar armazenados os programas e dados a


serem manipulados pelo processador. Geralmente é esta memória que se referencia na
especificação de um computador. E hoje, as quantidades de memória mais comuns disponíveis
são 2, 4, 8 e 16 GB de memória, ou mesmo até mais para aplicações específicas. Em termos
básicos, a memória principal é vista como um conjunto de chips que são inseridas na placa mãe
do computador. Os chips de memória podem ser divididos em duas grandes categorias:
 RAM (Random Access Memory – Memória Acesso Aleatório) - são chips de memória que
podem ser lidos e gravados pelo CPU a qualquer instante. O CPU usa a RAM para
armazenar e executar programas vindos do disco, para ler e gravar os dados que estão
sendo processados. Uma outra característica da RAM é que se trata de uma memória
VOLÁTIL. Isso significa que quando o computador é desligado todos os seus dados são
apagados. Por essa razão é necessário que os programas e dados fiquem gravados no
disco, que é uma memória permanente. Existem vários tipos de RAM com diversas
características e para diversas aplicações. A mais conhecida é a DRAM (dinâmica) e a
SRAM (estática) e suas evoluções.
 ROM (Read Only Memory - Memórias Não Voláteis) - são memórias cujas informações
mantidas não são perdidas caso o computador seja desligado. São chips de memória
que podem ser lidos pelo CPU a qualquer instante, mas não podem ser gravados. A
gravação é feita apenas pelo fabricante do computador, ou pelo fabricante de
memórias. Os dados armazenados nela já saem prontos de fábrica e são produzidas em
larga escala na indústria. A característica importante da ROM é que se trata de uma
memória permanente, ou seja, o seu conteúdo nunca é perdido, mesmo com o
computador desligado. Na imagem seguinte podemos ver o Intel P4001 ROM que foi
concebido para o primeiro microprocessador: o 4004.

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Fig. 5 - Intel P4001 ROM

Portanto este tipo de memória é usado para armazenar programas estáticos (que não
alteram) e produzidos em massa. Este tipo de memória é usado para armazenar a BIOS,
que se localiza na placa-mãe. Nos computadores existe um software muito importante
chamado de BIOS (Basic Input-Output System - Sistema Básico de Entrada e Saída). A
BIOS tem várias funções, entre as quais a de realizar o arranque do computador.
Quando ligamos o computador a BIOS realiza a contagem de memória, faz uma rápida
verificação do funcionamento do computador e realiza a carga do sistema operativo
que deve estar armazenado no disco. A BIOS está gravado numa memória permanente
localizada na placa mãe. Existem diversos tipos de memória ROM:
 PROM: Significa Programmable ROM, ou seja, ROM programável. Esta
gravação pode ser feita apenas uma vez, pois utiliza um processo
irreversível. Por isso, usa-se o termo queimar a PROM quando se grava
nesta memória.
 EPROM: Significa Eraseable PROM, ou seja, uma ROM programável e
apagável. Assim como ocorre com a PROM, a EPROM pode ser
programada e a partir daí comporta-se como uma ROM comum,
mantendo os dados armazenados mesmo sem corrente elétrica, e
permitindo apenas operações de leitura. A grande diferença é que a
EPROM pode ser apagada com raios ultravioleta de alta potência.
Possuem uma "janela de vidro", através da qual os raios ultravioleta
podem incidir nas operações de apagamento. Nota-se que essa janela de
vidro fica sempre coberta por um adesivo que tapa a passagem de luz. É
fácil identificar um chip EPROM na placa mãe justamente pela presença
desse adesivo.
 EEPROM: Significa Electrically Erasable Programmable ROM (EEPROM ou
E2PROM). Este é o tipo de memória ROM mais flexível, que pode ser
apagado sob o controlo de software. Este é o tipo que se usa para
armazenar as BIOS atuais. Dessa forma, o utilizador pode realizar
atualizações na BIOS, fornecidas pelo fabricante da placa de CPU.
Quando se ouve falar em “flash BIOS” ou “fazendo um upgrade de
BIOS”, isto se refere a reprogramação da BIOS EEPROM com um
programa de software especial.

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4.2.1.1. Tecnologias de memória RAM

Existem vários tipos de RAM com diversas características e para diversas aplicações. A mais
conhecida é a SRAM (estática) e as várias tecnologias DRAM (dinâmica). A Static Ram é um tipo
de RAM que mantém seus dados sem um refrescamento externo, na medida que seus
circuitos são alimentados continuamente. A DRAM necessita de pulsos de 15ns para manter
o seu conteúdo, para que a energia não fique o tempo todo abastecendo os chips. Esse pulso
periódico é o refrescamento. Na imagem seguinte vemos os tipos de RAM existentes:

Fig. 6 - Tecnologias de memória RAM

Toda a memória RAM é mais lenta ou mais rápida de acordo com o tempo de acesso
medido em nanosegundos (bilionésimos de segundo). A SRAM é mais rápida que a DRAM
mas tem um custo por byte maior que a DRAM. Cada bit da DRAM necessita de um
transístor e de um condensador (mantém a carga elétrica se o bit contém um 1 ou sem
carga se ele contém um 0). Já a memória SRAM não necessita de refrescamento, como se a
corrente elétrica estivesse o tempo todo ligada a ela, por meio de interruptores que
acionam e fecham a memória. Assim, o tempo de acesso é menor. Mas a sua desvantagem é
o seu tamanho, pois requer seis transístores para cada bit. Estas vantagens e desvantagens
mostram claramente que em termos de desempenho as SRAM são melhores que DRAM. A
única coisa que proíbe o uso generalizado da memória SRAM é seu custo. Por isto, as
SRAMs são usadas basicamente para compor a memória cache. A DDR (Double-Data Rate
SDRAM) é uma versão mais rápida de SDRAM que é capaz de ler dados na subida e descida do
relógio do sistema, assim dobrando a taxa de dados do chip de memória. A RDRAM,
desenvolvida pela empresa Rambus, é uma memória extremamente rápida e usada como um
canal rápido para transmitir dados a velocidades de 10 vezes mais rápidas que a DRAM padrão.
4.2.2. Memória Cache

A memória cache é uma área reservada de memória que possui duas funções: aumentar o
desempenho do computador e aumentar o tempo de vida das unidades de disco.
Basicamente há dois tipos de memória cache:
 A que vem incorporada na máquina.
 A que é implementada via software na memória RAM do sistema.

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A memória cache incorporada à máquina é um tipo muito mais rápido do que a memória
RAM convencional. A memória cache criada via software é usada para aumentar o
desempenho do acesso ao disco do sistema, guardando as informações mais acedidas na
memória, ou seja, quando for preciso aceder a uma nova informação, ela já está
armazenada em memória, que possui um tempo de acesso muito mais rápido do que o
disco. Com isso, o número de vezes que a unidade de disco é acedida diminui, reduzindo
o desgaste físico do disco e da cabeça de leitura e gravação.
Existem vários níveis de cache num computador moderno, cada nível agindo como um
buffer (memória) para informações recentemente usadas para aumentar o desempenho. Mas
quando referimos simplesmente apenas a “cache”, normalmente estamos a referenciar a de
nível “secundário” ou nível 2 (L2) que é aquela posicionada entre o processador e a
memória principal.
4.2.2.1. Cache Primária – Layer 1

A cache nível 1 (L1) ou cache primária é a memória mais rápida de um PC. Ela é construída
diretamente no processador. Esta cache é muito pequena mas extremamente rápida pois
trabalha à mesma velocidade que o processador. Se o processador solicita uma informação e
pode encontrá-la na cache L1, este é o melhor caso, pois a informação é imediatamente
disponível e o processador não tem que esperar.
4.2.2.2. Cache Secundária – Layer 2

A cache nível 2 (L2) é uma cache secundária para o nível 2, e é maior e um pouco mais lenta.
Ela é usada para armazenar endereços recentes que não são mantidos pelo nível 1. O nível 2
algumas vezes é chamado de cache externa, desde que reside fora do processador.
4.2.3. Memória Secundária

Além da memória principal, que é diretamente acedida pelo CPU, existe também a memória
secundária. Este tipo de memória não é acedida diretamente pelo CPU - o seu acesso é feito
através de interfaces ou controladoras especiais. A memória secundária é uma memória do
tipo permanente (não se apaga quando o computador está desligado), que tem uma alta
capacidade de armazenamento, e um custo muito mais baixo que o da memória principal. A
memória secundária não é formada por chips, mas sim por dispositivos que utilizam
outras tecnologias de armazenamento. O disco rígido, assim como as descontinuadas
disquetes, usam a tecnologia magnética para armazenar dados. Os CD ou DVD usam
tecnologia ótica.
4.2.3.1. Discos Rígidos

Em termos gerais, um disco rígido usa discos achatados chamados pratos, revestido nos dois
lados por um material magnético projetado para armazenar informações. Os pratos são
montados em pilha. Estes pratos (o disco) giram a uma rotação constante (3600 a 7200 rpm)
desde que o computador é ligado. Dispositivos especiais de leitura/escrita, chamadas de
cabeças, são usadas para escrever ou ler informações no/do disco, sendo que sua posição no

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disco é controlada por um braço atuador. Cada prato contém duas cabeças, uma na parte
superior do prato e outra na parte inferior. Assim, um disco rígido com dois pratos tem quatro
cabeças. Todas as cabeças são presas a um único braço atuador, elas não se movem
individualmente. Os discos rígidos e o CPU comunicam via um conjunto de circuitos
denominados controlador de disco rígido que está geralmente integrado na placa-mãe, mas
pode ser uma placa independente. Um exemplo de placa controladora é a SCSI (Small Compact
System Interface), que permite a conexão de diversos periféricos, inclusive de naturezas
distintas. Outra controladora muito usada é a IDE (Intelligent Drive Electronics). Os dados são
organizados no disco em cilindros, pistas e setores. É a formatação do disco que marca as pistas
e setores. Cilindros são pistas concêntricas na superfície dos discos. Uma pista é dividida em
setores. Numa operação de leitura de um setor, o controlador de disco interpreta o endereço
dos dados e move as cabeças para o cilindro que contém os dados. Quando as cabeças estão na
posição correta, o controlador ativa a cabeça específica para ler a pista que contém os dados. A
cabeça então lê a pista procurando o setor que contém o dado para leitura. A placa
controladora do disco coordena o fluxo de informação vinda do disco rígido numa área de
armazenamento temporária (cache). Ela então envia a informação pela interface do disco
rígido.
4.2.3.2. CD / DVD / Blu-ray

O CD (Compact Disk) é o meio de armazenamento mais antigo dos três e que tem a menor
capacidade de armazenamento, normalmente 700MB. O DVD (Digital Versatile Disk) é mais
recente que o CD e tem a capacidade de 4,7 GB de armazenamento podendo ir até aos 17GB.
Normalmente serve para gravar filmes ou jogos. Por fim, o Blu-ray, tecnologia mais recente de
todas, também conhecido como BD (de Blu-ray Disk) é um formato de disco ótico da nova
geração para vídeo e áudio de alta definição e armazenamento de dados de alta densidade.
Podemos ver na imagem seguinte as diferenças entre estas tecnologias.

Fig. 7 - Tecnologias CD / DVD / Blu-ray

A sua capacidade varia de 25 GB (camada simples) a 50 GB (camada dupla). O disco Blu-Ray faz
uso de um laser de cor azul-violeta, cujo comprimento de onda é 405 nanómetros, permitindo

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gravar mais informação num disco do mesmo tamanho usado por tecnologias anteriores (o
DVD usa um laser de cor vermelha de 650 nanómetros). O Blu-ray obteve o seu nome a partir
da cor azul do raio laser ("blue ray" em inglês significa "raio azul"). A letra "e" da palavra
original "blue" foi eliminada porque em alguns países não se pode registar uma palavra comum
em forma de um nome comercial. Este raio azul mostra um comprimento de onda curta de
405 nm e conjuntamente com outras técnicas, permite armazenar substancialmente mais
dados que um DVD ou um CD.
4.3. Barramentos

Um barramento, ou bus, nada mais é do que um caminho comum pelo qual os dados circulam
dentro do computador. Este caminho é usado para comunicações e pode ser estabelecido
entre dois ou mais elementos do computador. O tamanho de um barramento é importante
pois ele determina quantos dados podem ser transmitidos de uma só vez. Por exemplo, um
barramento de 16 bits pode transmitir 16 bits de dados, e um barramento de 32 bits pode
transmitir 32 bits de dados de cada vez e assim sucessivamente. Todo barramento tem uma
velocidade medida em MHz. Um barramento rápido permite transmitir dados rapidamente,
que tornam as aplicações mais rápidas. Um PC tem muitos tipos de barramentos, que incluem:
 Barramento do processador: é o barramento que o chipset usa para enviar/receber
informações do processador. O chipset são os chips de suporte adjacentes contidos na
placa mãe.
 Barramento de memória: é um barramento que liga o subsistema de memória ao
chipset e ao processador. Em alguns sistemas o barramento do processador e o
barramento de memória são basicamente a mesma coisa.
 Barramento de E/S (Entrada/Saída). É usado para ligar periféricos de alto desempenho
à memória, chipset e processador. Por exemplo, as placas de vídeo e as de rede
geralmente usam um barramento deste tipo. O tipo de barramento local de E/S mais
comum é o Peripheral Component Interconnect (PCI).
 Alguns computadores usam um “barramento” adicional projetado para comunicação
de graficos apenas. A palavra “barramento” foi colocada entre aspas pois esta
tecnologia não se trata de um barramento, ela é uma porta: Accelerated Graphics Port
(AGP). A diferença entre uma porta e um barramento é que o barramento é geralmente
projetado para vários dispositivos partilhando um meio de comunicação, enquanto
uma porta é apenas entre dois dispositivos.
 Todos os barramentos têm duas partes: um barramento de endereçamento e um
barramento de dados. O barramento de dados transfere os dados em si (por exemplo, o
valor de memória) e o barramento de endereço transfere a informação de onde os
dados se encontram.
4.3.1. Barramento do Processador

O barramento do processador é o caminho de comunicação entre a CPU e o chipset. Este


barramento é usado para transferir dados entre a CPU e o barramento principal do sistema.
Pelo motivo de que o barramento do processador serve para conseguir informações para e

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da CPU à velocidade mais rápida possível, este barramento trabalha de forma muito mais
rápida que qualquer outro tipo de barramento no computador. Não existem
congestionamentos neste barramento. Este barramento consiste em circuitos elétricos de
dados, endereçamento e controlo.
4.3.2. Barramento de Cache

Os processadores usam a cache externa na placa mãe e a CPU acede esta cache usando o
barramento padrão de memória. Para obter um melhor desempenho, a maioria dos usam um
barramento de alta velocidade conectando o processador à cache L2.
4.3.3. Barramento da Memória

O barramento da memória é usado para transferir informação entre a CPU e a memória principal
do sistema (a memória RAM). Estes barramentos são uma parte do barramento do processador,
ou na maioria dos casos é implementado separadamente por um chipset dedicado que é
responsável pela transferência de informação entre o barramento do processador e o
barramento da memória. Devido aos limites da capacidade dos chips da DRAM, a taxa de
transferência de informação no barramento da memória é menor que a do barramento do
processador. Convém lembrar que a largura do barramento da memória é a mesma que a do
barramento do processador.

5. Dispositivos de Entrada/Saída
Os dispositivos de Entrada/Saída são equipamentos utilizados como portadores da informação
que o computador irá processar. Por exemplo, quando se pressiona uma tecla, faz com que o
teclado transmita o código da tecla pressionada. Este código é recebido por um circuito
chamado de interface de teclado. Ao receber o código de uma tecla, a interface de teclado
avisa o CPU que existe um caractere recebido. Por outro lado, quando o CPU precisa d e
enviar uma mensagem para o utilizador, precisa que a mensagem seja colocada no ecrã.
Isto é feito com auxílio de um circuito chamado de interface de vídeo. O CPU envia para a
interface de vídeo a mensagem, seja ela em forma de texto ou figura. A interface de vídeo
coloca então a mensagem no ecrã. Existem, nos computadores, os chamados dispositivos de
entrada e saída, também chamados de periféricos. Através destes dispositivos, o
computador pode armazenar, ler, transmitir e receber dados. Dos diversos dispositivos de
E/S, existem alguns que são especializados apenas em entrada, outros especializados apenas
em saída e outros em entrada e saída. P odemos citar os seguintes exemplos:
 ENTRADA:
 Teclado - Lê os caracteres digitados pelo utilizador
 Rato - Lê os movimentos do rato e toque de botões
 Leitor de CD, DVD ou Blu-ray - Lê os dados dos discos
 Microfone - Transmite sons para o computador
 Scanner ou digitalizador - Usado para ler fotos ou textos

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 SAÍDA:
 Vídeo - Mostra ao utilizador no monitor caracteres e/ou gráficos
 Impressora - Imprime caracteres e gráficos
 Colunas - Realiza comunicação com o utilizador através do som
 ENTRADA E SAÍDA:
 Disco rígido - Grava e lê dados
 MODEM - Transmite e recebe dados pela linha telefónica ou cabo

6. Tipos de comunicação com os dispositivos


O CPU não pode comunicar diretamente com os periféricos. Esta comunicação é feita com a
ajuda de circuitos chamados de interfaces ou portas de E/S, as quais podem implementar a
transmissão das palavras de dados segundo duas diferentes políticas:
 a comunicação paralela, onde cada dígito (ou bit) da palavra de dados é conduzido por
um fio dedicado, o que significa que os cabos utilizados para a comunicação paralela
são dotados de uma grande quantidade de fios (ou vias); o exemplo mais clássico de
dispositivos que utilizavam a comunicação paralela eram as impressoras;
 a comunicação série, onde os bits de cada palavra são transmitidos um a um, de forma
sequencial, através de uma única via, o que explica o facto dos cabos que implementam
este tipo de comunicação serem constituídos por uma pequena quantidade de fios; os
exemplos mais conhecidos de dispositivos que fazem uso desta política de
comunicação são o rato e o teclado.

7. Pequenas avarias
Os computadores, como materiais eletrónicos, estão sujeitos a avarias. Estas podem ser
de diferente natureza, sendo as mais comuns as seguintes:
 O computador não liga – para efetuar o despiste é preciso verificar uma série de
itens, nomeadamente se o computador está corretamente ligado, se a tomada que
fornece o computador está a funcionar ou verificar a fonte de alimentação. Na
imagem seguinte podemos verificar estes itens e tomar as ações necessárias:

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Fig. 8 - Problemas de energia

 Problemas com a memória – normalmente este erro é assinalado por uma série
de beeps (sinais sonoros) cujo número depende da marca. Para isso devemos de
consultar o manual do fabricante.
 Problemas de vídeo – quanto a problemas de vídeos, estes são mais fáceis de
detetar e corrigir. Podemos verificar o cabo de vídeo ou mesmo se os
controladores estão bem instalados. Na imagem seguinte podemos analisar
algumas situações e tomar as ações necessárias:

Fig. 9 - Problemas de vídeo

 Problemas com a motherboard (placa-mãe) – estes problemas podem ser


facilmente confundidos com problemas no processador, contudo estes últimos
são muito raros. Grande parte destes problemas advém do mau uso (overclock)
ou de alguma descarga de energia. Para evitar isso é necessário ter um supressor
de picos instalado. A imagem seguinte sintetiza alguns dos principais sintomas:

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Fig. 10 - Problemas arranque

 Problemas com o disco rígido – Estes problemas são muito comuns pois o disco
está sujeito a um desgaste maior que os restantes componentes. Se o erro for no
arranque (boot) pode ser um cabo mal ligado ou então uma avaria física (se for
esse caso deve correr um software que verifique o estado geral do disco). Caso
seja um erro de sistema operativo então o melhor é formatar o disco
(preferencialmente a baixo nível) e reinstalar o sistema operativo.

Fig. 11 - Problemas de disco

 Problemas de teclado – normalmente são pouco frequentes. Quando o teclado


deixa de funcionar isso implica a sua substituição ou então verificar a porta PS2
ou USB. Verifique os pinos e caso estejam tortos ou partidos substitua o teclado.
 Problemas de rato – usualmente são pouco frequentes. Deve verificar a porta PS2
ou USB. Verifique os pinos e caso estejam tortos ou partidos substitua o rato.

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8. Conclusão
Neste manual foram abordados os conceitos fundamentais do módulo periféricos e
dispositivos. Analisamos também os principais componentes: CPU, memórias, discos,
barramentos. Por fim, vimos as principais avarias que um computador pode ter e como
ultrapassá-las. A evolução nesta área é brutal, sendo a tecnologia atualizada a cada seis
meses. Contudo, com este manual podemos obter os conceitos básicos que são sempre
fundamentais no estudo desta temática ao longo da vida.

9. Bibliografia
 Arquitetura de Computadores, Ricardo Sérgio, Areal Editores, ISBN: 978-989-
647-249-8
 Arquitetura de Computadores, José Delgado/Carlos Ribeiro, FCA, ISBN: 978-972-
722-789-1

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