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Assembleia Nacional

Assembleia Nacional -
40 anos de História

Praia 2015
Ficha Técnica

Título
Assembleia Nacional - 40 anos de História

SUPERVISÃO
Liberia Brito, Secretária Geral

Coordenação
Albertina Graça

Textos
Albertina Graça
Carla Miranda
Edson Medina
Maria Augusta Teixeira
Marlene Dias
Nilce Rodrigues

Revisão
Maria Augusta Teixeira

Editor
Assembleia Nacional – Divisão de Documentação e Informação Parlamentar

Composição e Design
Helton Galina
Raul de Pina

Impressão
Tipografia Santos

Tiragem
1000
Índice

Nota de Apresentação 5

Introdução 6

Capítulo I 11
Assembleia Nacional – Eleição, composição, organização e competência
Enquadramento Constitucional do Parlamento – Percurso Histórico

Capítulo II 29
Evolução das Estruturas Administrativas

Capítulo III 43
Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde

Capítulo IV 77
O Palácio da Assembleia Nacional

Capítulo V 117
Marcos da História Política da ANCV

Siglas 142

Anexos 145

Bibliografia 192
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Basílio Mosso Ramos


|5

N
o âmbito das comemorações do quadragésimo aniversário da Independência de Cabo Verde,
a Assembleia Nacional também se associa às celebrações, com várias realizações, sendo esta
publicação uma forma de divulgar, para o público em geral, os traços essenciais dos quarenta
anos de História do parlamentarismo cabo-verdiano. Pretende-se levar o leitor para uma viagem no
tempo, através de textos e fotografias, desde o momento inicial até ao presente.
Nota de Apresentação

Os jovens poderão encontrar informações de interesse, enquanto outras gerações terão a


oportunidade de rememorar situações marcantes de uma caminhada da Nação, em que o Parlamento
desempenhou um papel de relevo, ao longo destas quatro décadas. Procuramos, de forma resumida
e em breves pinceladas, dar a conhecer a importância, o percurso político e histórico, a organização
e o funcionamento da Assembleia Nacional de Cabo Verde.

Esta publicação dá-nos a imagem da evolução da Instituição, ao longo destes quarenta anos, desde
a primeira reunião da “Assembleia Constituinte”, no edifício da Câmara Municipal da Praia, a 4 de
Julho de 1975, passando por vários locais enquanto não dispunha de sede própria, até à inauguração
das instalações definitivas, com as condições adequadas para o exercício das funções de Deputado.

Aqui também se faz menção ao texto da Proclamação da República de Cabo Verde e à Lei de
Organização Política do Estado (LOPE), uma pré-Constituição que vigorou nos primeiros cinco
anos, bem como a primeira Constituição de Cabo Verde (de 1980) e a Constituição de 1992, na
sequência da adopção do multipartidarismo. São aqui referidas as revisões constitucionais havidas
e a aprovação dos símbolos nacionais (hino e bandeira).

Da mesma forma, pode-se acompanhar a evolução da actividade parlamentar, desde a I Legislatura


até à actualidade, incluindo o processo de profissionalização dos Deputados. Progressivamente, a
produção legislativa ganha mais relevância, o Parlamento passa a dispor de novas infra-estruturas
tecnológicas e a comunicação com a sociedade é reforçada. É igualmente realçada a contribuição da
Assembleia Nacional de Cabo Verde para o sucesso do Estado de direito democrático, com destaque
para o seu papel na exemplar transição democrática, assim como na consolidação do sistema de
fiscalização do Governo e da Administração Pública.

Ainda nesta publicação, o leitor poderá consultar os marcos cronológicos mais importantes
do Parlamento, recordar os nomes dos Deputados eleitos desde a I Legislatura, bem como outras
informações relevantes.

A todos, votos de boa leitura.

Basílio Mosso Ramos


Presidente da Assembleia Nacional
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Introdução

A
República de Cabo Verde é um Estado de Direito Democrático organizado
politicamente numa Democracia Parlamentar, sendo a Assembleia
Nacional de Cabo Verde uma instituição que representa o Povo, exercendo
do mesmo modo o poder legislativo, o controlo da Constituição e do exercício
da democracia. A ela comparecem ainda os membros do Governo (Ministros e
Secretários de Estado), que, para além de sua função constitucional inerente ao
Poder Executivo, são chamados a prestar contas à Casa Parlamentar.

É neste quadro de interdependência que os Órgãos de Soberania se relacionam


em Cabo Verde, por dispositivo constitucional, que estabelece entretanto outros
mecanismos de controlo e acompanhamento dos Deputados, do Governo e
demais órgãos.

O Parlamento cabo-verdiano elege um mínimo de 54 e um máximo de


72 Deputados, assim distribuídos na presente Legislatura (2011-2016): Partido
Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), com 38, Movimento
para a Democracia (MPD), com 32, e a União Caboverdiana Independente e
Democrática (UCID), com 2 Deputados eleitos.
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A Assembleia Nacional de Cabo Verde (ANCV) se reúne em Sessões


Plenárias que têm lugar na Sala de Sessões e, salvo raras excepções regimentais,
são públicas. O Palácio situa-se em Achada de Santo António, na cidade da
Praia, capital do País, que fica na ilha de Santiago. Todas as reuniões plenárias
são registadas em Actas. A condução dos trabalhos é feita por um Presidente,
dois secretários da Mesa, eleitos e em representação da pluralidade dos assentos
Parlamentares, que lhe coadjuvam.

Desde 1975, profundas mudanças político-administrativas e tecnológicas


vêm-se verificando, algumas delas com mais acuidade a partir dos anos noventa.
É neste contexto que nasce a presente publicação intitulada “Assembleia Nacional
- 40 anos de História” com o intuito de ilustrar o percurso político e histórico,
bem como a organização e o funcionamento do Parlamento Cabo-verdiano com
o objectivo de divulgar as actividades desenvolvidas pela Assembleia no exercício
das suas funções constitucionais e regimentais e promover a aproximação do
Parlamento com a sociedade civil.

A publicação reúne um conjunto de informações que, apesar de se iniciar


com a descrição do actual funcionamento da Assembleia Nacional, estende-se
por um período que pode ser dividido, no tempo e com marcas políticas distintas
e referências administrativas próprias, caracterizadas conforme se segue:
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Período de 1975 a 1985 Período de 1986 a 1992

Tem início com o acto oficial da proclamação A marca principal deste período é a revisão da
da Independência Política do Estado de Cabo Verde, Constituição da República e a adopção da política da
levado a cabo pela Assembleia Nacional Popular em integração da economia de Cabo Verde na economia
nome do povo de Cabo Verde e pela elaboração da mundial. A partir da inauguração do Palácio da
primeira Constituição da República. Neste período Assembleia, o Parlamento passa a dispor de sede
a Assembleia Nacional não tinha sede própria, facto própria, onde se reúne e onde fica também instalado
que obrigava a que as reuniões se desenrolassem em o seu serviço de apoio técnico e administrativo.
diversos locais, consoante as disponibilidades de
instalações. É neste período também que é criada É elaborada uma nova Lei Orgânica que dota
uma Secretaria Geral, dotada de funcionários que o Parlamento de estruturas e recursos humanos
passaram a prestar serviço exclusivamente à Assembleia necessários ao seu funcionamento. O número de
Nacional. Elabora-se a primeira Lei Orgânica. trabalhadores começa a aumentar. Neste período,
observa-se o reforço e o alargamento das relações
O Parlamento estabelece relações com outros bilaterais de cooperação institucional e consolida-se a
parlamentos do mundo e inicia a sua participação tendência para uma maior aproximação e participação
nas diversas iniciativas e eventos parlamentares em organismos internacionais.
internacionais, particularmente nas organizações
interparlamentares. Constrói-se o Palácio da
Assembleia Nacional que é inaugurado em 1985.
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Período de 1992 até a actualidade

Caracteriza-se pela instalação de um Parlamento plural, fortemente


marcado pela introdução do regime de exercício a tempo inteiro do
mandato parlamentar que implicou reformas profundas no sistema. Exige
colaboradores com formação técnica aperfeiçoada e requer o aumento
significativo do quadro do pessoal afecto aos serviços para responder às
demandas das novas funções dos Deputados.

A Assembleia Nacional aprova um novo Regimento e uma nova Lei


Orgânica na qual se traduz o carácter pluralista do Parlamento e adequa-o
às novas tarefas que lhe são cometidas. As relações externas parlamentares
adaptam-se à nova conjuntura mundial, marcada por uma acentuada
interdependência entre os países e pela emergência de novas democracias que
reconfiguram e reforçam o papel da diplomacia parlamentar multilateral.

A Assembleia Nacional, através de grupos nacionais e grupos de


amizade, participa activamente nas organizações internacionais.
O Parlamento implementa novas infra-estruturas tecnológicas reforçando
os procedimentos internos e a comunicação com a sociedade civil.
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CAPÍTULO I

Assembleia Nacional - Eleição, Composição,


Organização e Competência[1]

“A Assembleia Nacional é a assembleia que representa


todos os cidadãos Cabo-Verdianos[2]”

1 A eleição, a composição, a competência, bem como a organização deste órgão de soberania


constam da Constituição da Republica de Cabo Verde e do Regimento da Assembleia Nacional.

2 Art.140.º da Constituição da República de Cabo Verde (CRCV), 2010.


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Eleição
Constituída por Deputados eleitos através de sufrágio
directo, mediante listas de candidatos apresentados pelos
Partidos Políticos, a Assembleia Nacional é o órgão que
representa o Poder Legislativo.

Os candidatos a Deputados organizam-se em listas


apresentadas pelos partidos políticos e as mesmas devem
possuir o mesmo número de candidatos, efectivos e
suplentes, sendo que a sua eleição respeita a ordem de
precedência correspondente à declaração de aceitação
de candidatura.

Os votos obtidos no pleito eleitoral são convertidos


em mandatos, aplicando-se o método de Hondt e segundo
a ordem de precedência.
CAPITULO I - Assembleia Nacional - Eleição, Composição, Organização e Competência |13

Composição
A Assembleia Nacional é composta por um mínimo
de 66 e um máximo de 72 Deputados, sendo que ao
conjunto de círculos eleitorais fora do território nacional
correspondem seis Deputados distribuídos entre eles.

Actualmente a Assembleia é composta por 72


Deputados que exercem o seu mandato preferencialmente
a tempo inteiro, havendo a possibilidade de se exercer o
mandato a tempo parcial.

Organização
São órgãos da Assembleia Nacional: a Mesa, a
Comissão Permanente, as Comissões Especializadas,
podendo ser constituídos Comissões Eventuais e os
Grupos Parlamentares.
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A Mesa da Assembleia Nacional


A Mesa da Assembleia Nacional é composta pelo Presidente, dois Vice-
Presidentes e dois a quatro Secretários (n.º1 do art. 145.º da Constituição
da República de Cabo Verde (CRCV).Durante as sessões plenárias, a Mesa
é constituída pelo Presidente e dois Secretários (art. 27.º do Regimento da
Assembleia Nacional).

O Presidente é eleito de entre os candidatos propostos por um mínimo


de 15 e um máximo de 10 Deputados. Por seu turno, os Vice-Presidentes
e Secretários são eleitos por sufrágio de lista completa e nominativa.

Cada um dos dois maiores grupos parlamentares propõe um Vice-


Presidente e cada grupo parlamentar com 10 ou mais Deputados propõe
um Secretário.
Os membros da Mesa são eleitos para o horizonte da legislatura e
não podem integrar nenhuma Comissão Especializada e nem fazer parte
da direcção de grupos parlamentares, enquanto exercerem essas funções.

Como órgão de decisão, à Mesa compete, entre outras funções, decidir


as questões de interpretação e integração das lacunas do Regimento, cabendo
sempre recurso ou reclamação ao Plenário.

A Mesa da Assembleia Nacional subsiste no termo da legislatura ou


em caso de dissolução da Assembleia Nacional, até à abertura da sessão
constitutiva da nova Assembleia eleita.
CAPITULO I - Assembleia Nacional - Eleição, Composição, Organização e Competência |15

A Comissão Permanente
A Comissão Permanente é um órgão da Assembleia Nacional e funciona
nos intervalos das Sessões Plenárias, ou nos momentos em que a Assembleia
Nacional se encontra dissolvida e é composta pelo Presidente da Assembleia,
que a preside, pelos Vice-Presidentes, Secretários, por um representante de
cada Grupo Parlamentar e por um representante de cada partido com assento
na Assembleia Nacional e que não tenha Grupo Parlamentar contituido.

A representatividade na Comissão Permanente respeita a respectiva


representação de cada sujeito parlamentar no Plenário.

As Comissões Especializadas
As Comissões Especializadas constituem um dos órgãos de grande
importância da Assembleia Nacional. É nas Comissões Especializadas que
se realizam a maior parte dos trabalhos técnicos que servem de base para a
formação de decisão política do Parlamento.

O número de membros, a designação e a composição são decididos


pelo Plenário, sob a forma de resolução.
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Os Grupos Parlamentares

Os Grupos Parlamentares são formados livremente, por Deputados eleitos


pelos partidos políticos ou coligações, desde que o número não seja inferior
a cinco.

A Constituição de Grupo Parlamentar é da iniciativa dos Deputados que


o compõem, mediante comunicação dirigida ao Presidente da Assembleia
Nacional, com a indicação de seus dirigentes.

O Regimento da Assembleia Nacional atribui aos Grupos Parlamentares


poderes e prerrogativas que os Deputados que têm assento parlamentar mas
que não se constituem em Grupo Parlamentar não possuem, nomeadamente o
poder de ser ouvido na fixação da ordem do dia, de participar na Administração
da Assembleia Nacional através da Conferência de Representantes e do
Conselho de Administração, de propor a realização de dois debates em cada
sessão legislativa, e de determinar a fixação de cinco reuniões plenárias, através
do poder potestativo conferido pelos nºs 2 e 3 do artigo 88º.
CAPITULO I - Assembleia Nacional - Eleição, Composição, Organização e Competência |17

Funcionamento

A Assembleia Nacional funciona por Legislaturas, tendo cada uma a


duração de cinco anos.

A Legislatura se divide em Sessões Legislativas que têm a duração de um ano.

O período normal de funcionamento da Assembleia Nacional decorre de 1


de Outubro a 31 de Julho. Esse período é denominado de Ano Parlamentar.

As Sessões Plenárias decorrem normalmente e sempre que a agenda o


justificar, na última semana do mês, sendo as três semanas anteriores
destinadas respectivamente a visitas dos Deputados aos círculos, jornadas
parlamentares e reuniões das Comissões Especializadas.

A ordem do dia das Sessões Plenárias é fixada pelo Presidente da Assembleia


Nacional ouvida, a Conferência de Representantes.

O n.º4 do art. 88º do Regimento prevê as prioridades a que a fixação da


ordem do dia deve respeitar.

Competências
A Assembleia Nacional possui competências políticas, legislativas e de
fiscalização previstas na Constituição da Republica nos artigos 175.º e seguintes.
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Enquadramento Constitucional do
Parlamento – Percurso Histórico

como Nação Independente e Soberana” (Texto da Proclamação

C
abo Verde elegeu os primeiros Deputados por sufrágio da Independência, Boletim Oficial n.º 1, de 5 de Julho de
directo e universal a 30 de Junho de 1975.
1975). Nesse mesmo dia foi confirmada a aprovação da Lei
de Organização Política do Estado que deveria vigorar até que
De acordo com o Decreto n.º 49/75, que tornou público fosse aprovada a Constituição da Republica.
o número total de Deputados e a sua distribuição pelos círculos
eleitorais (Boletim Oficial n.º 22/75, de 31 de Maio), a I Da varanda da Câmara Municipal da Praia, Abílio Duarte,
Legislatura tinha um total de 56 Deputados, distribuídos por Presidente da Assembleia Nacional Popular, anunciou as
24 círculos eleitorais. históricas decisões tomadas na segunda Sessão Legislativa da
Primeira Legislatura. «Nesta hora grande da independência de
A primeira reunião teve lugar no dia 4 de Julho, um dia Cabo Verde, cabe-me a elevada e honrosa missão de anunciar ao
antes da proclamação da Independência Nacional, no edifício nosso povo que a Assembleia Nacional Popular aprovou a lei sobre
onde funciona a Câmara Municipal da Praia, pelas 16h:30, e a Organização Política do Estado Soberano de Cabo Verde que cria
teve como objectivo a realização da “Assembleia Constituinte”, os Órgãos Grandes do Poder do Estado, que governarão a Republica
a aprovação do Texto da Proclamação da República de Cabo de Cabo Verde até à promulgação de uma Constituição Política[4]» .
Verde e a Lei de Organização Política do Estado (LOPE); na
mesma sessão, foram eleitos o Chefe de Estado e o Primeiro A LOPE atribuiu à Assembleia Nacional Popular o exercício
Ministro, e foi adoptada a Lei que atribuía a Amílcar Cabral o do poder soberano de Cabo Verde até ao início das funções dos
título de Fundador da Nacionalidade [3]. novos órgãos que viessem a ser instituídos pela Constituição
da Republica (art. 3.º).
No dia seguinte, 5 de Julho de 1975, a Assembleia proclamou
a independência de Cabo Verde: “Povo de Cabo Verde, hoje, O marco mais importante dos primeiros dias de vida da
5 de Julho de 1975, em teu nome, a Assembleia Nacional de Assembleia Nacional Popular foi sem dúvida ter proclamado a
Cabo Verde proclama solenemente a República de Cabo Verde República de Cabo Verde como Nação independente e soberana.

3 Assembleia Nacional Popular. Diário das Sessões - 1.ª Sessão Legislativa da 4 Assembleia Nacional Popular - Acta da II Sessão Legislativa da I Legislatura,
I Legislatura, 1975 p. 2 1975 p. 4-5
CAPITULO I - Assembleia Nacional - Eleição, Composição, Organização e Competência |19

A Lei sobre a Organização


Política do Estado

A Lei sobre a Organização Política do Estado (LOPE) constituída por


vinte e três artigos foi considerada por diversos autores uma pré-constituição.
A LOPE previa no n.º1 do seu artigo 2.º a criação de uma comissão presidida Lei Sobre a Organização
pelo Presidente da Assembleia Nacional e mais seis Deputados para, no Política do Estado

prazo de 90 dias, apresentar um Projecto de Constituição da República de


Cabo Verde. No entanto, a LOPE acabaria por vigorar até Setembro de
1980, data em que se aprova a primeira Constituição da República.

A LOPE conferiu à Assembleia Nacional Popular, além do poder de


aprovar a futura constituição, poderes importantes de organização política:
Bandeira Nacional 1975 a 1992

• Poder Legislativo por excelência, delegando ao Governo poder


para legislar, em matérias determinadas, as quais deveriam ser
ratificadas na primeira sessão após a sua adopção
• Poder de eleger indirectamente o Presidente da República, sendo
responsável perante este órgão
• Pode de eleger o Primeiro Ministro sob proposta do Presidente
da Republica Armas da República 1975 a 1992

• Poder de representar o Estado de Cabo Verde nas relações


internacionais

O Governo era constituído pelo Primeiro Ministro, Ministros e


Secretários de Estado, sendo os Ministros e Secretários de Estado nomeados
pelo Presidente da República, sob proposta do Primeiro Ministro (art.13.º).

Pauta do Hino Nacional 1975 a 1996


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A Constituição de 1980

A Constituição de 1980 foi a primeira Constituição de Cabo Verde e foi


aprovada cinco anos após a Independência Nacional.
Sendo a primeira Constituição de Cabo Verde, constitui num marco na
ordem jurídica cabo-verdiana.

Aprovada em 5 de Setembro de 1980, na IX Sessão Legislativa da I


Legislatura da Assembleia Nacional, a Constituição de 1980 definiu Cabo Verde
como uma República soberana, democrática, laica, unitária, anticolonialista
e anti-imperialista e instituiu um regime de partido único e de democracia
nacional revolucionária, em que o Partido Africano da Independência da
Guiné e Cabo Verde era considerado força política dirigente da sociedade e
Capa da Constituição de 1980
do Estado (art. 4.º).

A Constituição de 1980 consagrou, pela primeira vez, os direitos,


liberdades, garantias e deveres fundamentais dos cidadãos.
Estabeleceu ainda como órgãos do poder do Estado: a Assembleia
Nacional Popular, o Presidente da República, o Governo, os Tribunais e os
órgãos do Poder Local.

No seu artigo 60.º, previa que a Assembleia Nacional Popular reunia-se em


duas sessões ordinárias por ano, sendo uma delas consagrada nomeadamente
à apreciação do relatório de actividades do Governo e à discussão e votação
do Orçamento Geral do Estado para o ano financeiro seguinte.

A Constituição de 1980 sofreu quatro revisões, sendo a última com a


aprovação da Constituição de 1992.
CAPITULO I - Assembleia Nacional - Eleição, Composição, Organização e Competência |21

A Primeira Revisão
Constitucional

Aconteceu em 1981 e abrangeu o preâmbulo da


Constituição e todas as referências feitas no articulado
da Constituição da República de Cabo Verde e ao
Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo
Verde consideravam-se feitas no Partido Africano da
Independência de Cabo Verde e ao PAICV em tudo o
que não for incompatível com a realidade política de
então (art.1º da Lei n.º 2/81).

A Segunda Revisão
Constitucional
Aconteceu nos termos da Lei Constitucional nº 1/III/88, de 17 de
Dezembro[5].

A marca desta revisão foi a adopção da política de integração da economia


de Cabo Verde na economia mundial e o momento crucial foi quando o Governo
apresentou um projecto de lei relativo à constituição e o funcionamento das
instituições financeiras internacionais, mas a Assembleia considerou que era
inconstitucional e a Mesa de então sugeriu uma revisão, para que se viabilizasse
e consequentemente se aprovasse a proposta.

5 Lei Constitucional n.º 1/III/88 - Altera o n.º 2 do artigo 11.º e o n.º 2 do artigo 12.º e adita uma alí-
nea p) ao artigo 59.º todos da Constituição da República. Supl. ao B.O. n.º 51 (88-12-17).
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A Terceira Revisão Constitucional

Por outro lado a liberdade para constituição


A terceira Revisão da Constituição de 1980 de partidos políticos com a revisão de 1980 (art.4º
constitui um marco histórico no percurso político n.1), desenhou um cenário novo o da Democracia e
cabo-verdiano. o Pluralismo Político com realce para a participação
dos cidadãos na vida pública.
No dia 13 de Fevereiro de 1990 teve início a
III reunião extraordinária do Conselho Nacional do A Constituição estatuiu a Assembleia Nacional
PAICV, em cuja ordem do dia figurava uma reflexão Popular como um órgão legislativo da República,
sobre o regime político. A reunião terminou no dia 19, representativo de todos os cabo-verdianos e de decisão
tendo este órgão aprovado uma resolução conhecida das questões fundamentais da política interna e externa
por «decisão sobre a abertura política», que implicaria do Estado (art.46º) e com competências legislativas
necessariamente uma revisão da Constituição [6], exclusivas, nomeadamente quanto aos direitos,
que aconteceu em Setembro de 1990 e consagrou liberdades e garantias dos cidadãos, as associações e
a transição constitucional ao determinar o fim do partidos políticos e ao Estatuto da Oposição (art.59.º).
regime de partido único com a queda do artigo 4.º e
instituir o princípio de separação e interdependência A legislatura teria a duração de cinco anos
dos poderes. (art.49.º), contudo mantinha-se o funcionamento
da Assembleia Nacional Popular em duas sessões
Ao prever a eleição do Presidente da República ordinárias por ano, designadamente para apreciar
por sufrágio universal e conferir-lhe determinados o relatório de actividades do Governo e discutir e
poderes, designadamente o poder de dissolver a aprovar o Orçamento Geral de Estado (art. 56.º).
Assembleia, demitir o Governo sendo este politicamente
responsável perante a Assembleia Nacional Popular e
o Presidente da Republica, e exercer o direito de veto
político (arts.64.º, 68.º,alínea a) e 78.º) desenha-se
um novo sistema de governo, denominado por alguns
autores por semi-presidencial.

6 Lei Constitucional n.º 2/III/90. Supl. ao B.O. n.º 39 (90-09-29).


CAPITULO I - Assembleia Nacional - Eleição, Composição, Organização e Competência |23

A Constituição de 1992

A quarta revisão da Constituição de 1980 O texto constitucional consagrava novamente o


deu origem a uma nova constituição tendo sido princípio de separação e interdependência dos poderes
expressamente revogada a Constituição de 1980. legislativo, executivo e judicial, mas foram retirados
alguns dos poderes do Presidente da República, que
O quarto texto constitucional a vigorar em perdeu o poder de exigir responsabilidade política ao
Cabo Verde foi aprovado na II Sessão Legislativa Governo, de dissolver o Parlamento, sem o parecer
Extraordinária da IV Legislatura realizada em Julho favorável do Conselho da República, de convocar
e promulgada no dia 24 de Setembro do mesmo ano. extraordinariamente a Assembleia Nacional, de
exonerar o Primeiro Ministro e os restantes membros
A Constituição de 1992[7] surge na sequência do Governo, salvo em acaso de aprovação de uma
do processo de democratização de Cabo Verde e moção de censura, neste caso, depois de ouvir os
visava dotar o País de um conjunto de normas onde Partidos Políticos representados na Assembleia
os princípios da democracia pluralista e do Estado Nacional e o Conselho da República (n.º 2, art.202.º).
de Direito Democrático fossem consagrados.
O sistema do Governo é novamente alterado,
Foram introduzidas alterações profundas que reforçando o pendor parlamentar, desenhando um
trouxeram várias discussões públicas no que toca a novo equilíbrio entre os poderes.
matérias como a mudança do Hino e dos símbolos
nacionais e a redução dos Poderes do Presidente da O poder de iniciativa legislativa, além de ser
Republica. prerrogativa dos Deputados e do Governo, passou
também a ser prerrogativa dos Grupos Parlamentares
Apesar de ter sido discutida e aprovada a mudança (art.169.º).
dos símbolos nacionais na Constituição de 1992, o
novo Hino Nacional só veio a ser aprovado no início A Assembleia continuou a ser um órgão
da V Legislatura, em 1996. Durante esse período unicameral e representativo de todos os cidadãos cabo-
vigorou transitoriamente o Hino “Esta é a nossa verdianos, ficando constitucionalmente determinado
Pátria Amada”. o mínimo de 66 Deputados e o máximo de 72
Deputados para a sua composição e um sistema de
eleição por listas plurinominais (arts. 122.º e 153.º).
7 Lei Constitucional n.º 1/IV/92. Supl. ao B.O. n.º 12 (92-09-25).
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Através da Lei da Revisão Constitucional n.º 1/IV/95, de 13 Novembro, a


Assembleia Nacional procedeu a uma revisão pontual do texto constitucional,
Capa da Constituição de 1992 na sequência da publicação tardia da lei eleitoral de 1994. A revisão limitou-
se a aditar, nas disposições transitórias, uma norma sobre a aplicabilidade
do artigo 102.º.

O artigo 102.º da Constituição previa que “A partir do ano anterior


à realização de eleições para qualquer órgão do poder político e até ao
apuramento dos resultados, a respectiva lei eleitoral não pode ser alterada
ou revogada.”

Assim reviu-se a Constituição com o único propósito de adiar a


aplicação desse preceito nos seguintes termos: “O disposto no artigo 102.º
da Constituição não se aplica às primeiras eleições para os órgãos do poder
político, após a entrada em vigor da presente Constituição” (art.316.º- A).

Armas da República Bandeira Nacional Nacional Pauta do Hino Nacional


CAPITULO I - Assembleia Nacional - Eleição, Composição, Organização e Competência |25

A 1.ª Revisão Ordinária de 1999

Decorridos sete anos sobre a aprovação da Ainda a nível da justiça, a revisão de 1999 veio
Constituição de 1992, fez-se a 1.ª revisão ordinária consagrar o Tribunal Constitucional e a figura do
da Constituição, em 1999. Provedor de Justiça (arts. 219.º e 253.º)

Considerada uma revisão extensa e profunda que O período da legislatura continuou a ser de
abrangeu vários preceitos constitucionais, a revisão cinco anos, a sessão legislativa passou a ter a duração
de 1999 foi marcada pela introdução de preceitos de um ano e a Assembleia Nacional a funcionar de
importantes nomeadamente a institucionalização da 1 de Outubro a 31 de Julho (arts. 149.º e 150.º).
língua cabo-verdiana, ficando o Estado incumbido
de criar as condições para a oficialização da língua Reforçou-se significativamente as competências
materna, em paridade com a língua portuguesa, assim absolutamente reservadas da Assembleia Nacional,
como se plasmou na Carta Magna o Hino Nacional nomeadamente ao prever que cabia exclusivamente
aprovado em 1996, por lei própria; estatuiu-se a a esta legislar sobre a organização e competência
questão do género, atribuindo ao Estado a tarefa de dos Tribunais e do Ministério Público, as restrições
remover os factores de discriminação da mulher na ao exercício de direitos, o regime do sistema de
família e na sociedade e incentivar a participação de informações da República e do segredo de Estado e
ambos os sexos, de forma equilibrada, na vida política o regime de protecção de dados pessoais (art. 175.º).
do País; e um estatuto administrativo especial para
a cidade capital (arts. 8.º,9.º e 10.º).
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A 2.ª Revisão Ordinária de 2010

A 2.ª revisão ordinária da Constituição ocorreu em 2010, decorridos


11 anos da primeira revisão.

A Justiça e os Direitos, Liberdades e Garantias foram sem dúvida


questões que mereceram particular atenção, na revisão, nomeadamente:
a flexibilização da proibição de extradição e a inviolabilidade domiciliária
nocturna (arts. 38.º e 43.º).

No sistema Judicial a revisão de 2010 criou os tribunais judiciais de


segunda instância, e estatuiu que a escolha dos juízes do Supremo Tribunal
de Justiça deve ser feita por concurso público.

Por outro lado, quanto ao sistema de Governo, surgem com a revisão


de 2010 novos elementos de equilíbrio, pois com essa revisão o Presidente
da República passa a ter o poder de dissolução da Assembleia, (no caso
previsto na alínea e) do n.º1 do art. 135.º), sendo dispensado o parecer
favorável de qualquer órgão. Muitos autores consideram que esse preceito vem
reforçar o pendor presidencialista no sistema misto de pendor parlamentar
existente até então.
CAPITULO I - Assembleia Nacional - Eleição, Composição, Organização e Competência |27

CAPÍTULO II

Evolução das Estruturas Administrativas


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CAPÍTULO II

Evolução das Estruturas Administrativas


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Evolução das Estruturas Administrativas

A actividade política parlamentar exercida por Deputados e membros do


Governo, na Assembleia Nacional, é apoiada por uma estrutura organizacional,
concebida e executada através dos diferentes órgãos de gestão. A ANCV como
sistema administrativo fez o seu próprio percurso, adaptando-se ao longo dos
40 anos da independência de Cabo Verde às mudanças políticas e de regime, aos
desafios de diferentes momentos históricos e da democracia de Cabo Verde. Uma
evolução permanente que incluiu mudanças na estrutura física, nos instrumentos
de gestão administrativa, órgãos, serviços e perfil dos servidores.

O primeiro esforço para dotar a Assembleia Nacional de um Serviço


de Apoio remonta a 1976, através da criação, de uma Secretaria Geral. Com
efeito, “considerando a necessidade de dotar a Assembleia Nacional Popular
de um quadro de pessoal capaz de corresponder às exigências da sua missão”,
o Governo decretou, nesse ano, a criação uma Secretaria Geral integrada pelos
seguintes lugares:

1 Chefe de Secretaria; 1 Técnico o artigo 1.º desse diploma, a Assembleia


de formação universitária; 2 Terceiros Nacional passava a dispor, “para
Oficiais; 1 Arquivista; 2 Dactilógrafos; funcionarem sob a superintendência
1 Motorista; 1 Contínuo e 1 Servente do respectivo Presidente e nos termos
(Decreto-Lei n.º 37, publicado no da presente Lei, de serviços próprios”
Boletim Oficial n.º 17, de 24 de Abril). (n.º 1). A Secretaria Geral da Assembleia
Nacional passava também a ser
Só mais tarde viria a ser aprovada integrada “por dois serviços designados,
a primeira Lei Orgânica da Assembleia respectivamente, por Serviço de Apoio
Nacional Popular, através da Lei n.º Parlamentar e Serviço Administrativo”
1/78, publicada no 2.º Suplemento (n.º 2).
ao Boletim Oficial n.º 52/78, de 31
de Dezembro. De conformidade com
CAPÍTULO II - Evolução das Estruturas Administrativas |31

Para assegurar a gestão corrente da Assembleia Nacional, foi criado o Conselho


Administrativo, composto pelo 1.º Vice-Presidente da Assembleia Nacional, pelo 1.º
Secretário, por dois Deputados escolhidos pelo Plenário, pelo Secretário Geral e por dois
funcionários da Secretaria Geral designados pela Mesa da Presidência (n.º 1 do art. 2.º).

Nos termos do artigo 11.º, a Assembleia Nacional passava a dispor de um corpo


permanente de funcionários mais alargado, que incluía um responsável de contabilidade,
um terceiro, um segundo e um primeiro-oficial, um operador de reprografia, dois aspirantes,
dois motoristas, três escriturários-dactilógrafos, dois auxiliares de secretaria, um contínuo
e dois serventes, totalizando 17 funcionários. Isto para além do Secretário Geral, do
Capa da Lei Orgânica Consultor Jurídico, dos dois Chefes de Serviço e do Chefe de Gabinete do Presidente.
da ANP 1978

Com a Lei Orgânica de 1978, a Assembleia Nacional ganhou direito a ter instalações
privativas (art. 5.º) e um dispositivo de segurança (art. 6.º).

A Lei Orgânica de 1978 foi revogada pela Lei n.º 8/II/82, publicada no Suplemento ao
Boletim Oficial n.º 18, de 04 de Maio. Para além das estruturas previstas na Constituição e
regulamentadas no Regimento, a Assembleia Nacional Popular passou a dispor da seguinte
estruturação administrativa, que funcionava na dependência directa do Presidente da
Mesa: Conselho Administrativo, Secretaria Geral e Conselho Consultivo.

O Conselho Administrativo assegurava, sem prejuízo da competência reservada à


Mesa, a gestão financeira corrente da Assembleia, cabendo-lhe também elaborar o ante-
projecto do orçamento e do respectivo relatório e propor à Mesa a abertura de créditos
para equilíbrio orçamentário ou atendimento de necessidades urgentes.

À Secretaria Geral competia, designadamente, assessorar a Mesa, as Comissões e os


Deputados; planear, coordenar, orientar, dirigir e controlar todas as actividades administrativas
da Assembleia de acordo com as deliberações da Mesa e do Conselho Administrativo e as
decisões do Presidente da Mesa; manter em dia os processos individuais dos Deputados.
A Secretaria Geral manteve a mesma estrutura criada em 1978: Direcção dos Serviços
Parlamentares e Direcção dos Serviços Administrativos.
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Ao Conselho Consultivo competia assessorar e apoiar o Presidente, a Mesa e as


Comissões e programar estudos no âmbito do direito parlamentar, jurisprudência
e direito comparado, bem como no domínio da experiência inter-parlamentar
ou outro que lhe for solicitado.

De acordo com a Lei Orgânica de 1982, a Assembleia Nacional Popular


tinha o seguinte estrutura:

Gabinete do Presidente:

Conselho Consultivo

Secretaria-Geral:

Direcção dos Serviços Parlamentares (Secção das Comissões; Secção Legislativa


e Técnica; Centro de Documentação e Biblioteca; Centro de Taquigrafia, Revisão
e Redacção; Secção de Relações Públicas, Protocolo e Informação);

Direcção dos Serviços Administrativos (Secção de Administração; Secção


de Pessoal; Secção de Finanças e Contabilidade; Secção dos Arquivos Correntes).

Em 1983, “verificando-se que a dos instrumentos jurídicos emanados


Lei Orgânica da Assembleia Nacional da Assembleia Nacional Popular e
Popular não se mostra suficientemente da Mesa da Presidência” foram tomadas
explícita sobre a competência para algumas providências, através da Lei n.º
nomear ou contratar o pessoal dos 25/II/83, publicada no Suplemento ao
seus órgãos ou serviços; Boletim Oficial n.º 2 de 12 de Janeiro,
quanto à nomeação do pessoal do
Considerando a necessidade de Gabinete do Presidente, do Secretário
tornar na prática, mais rápidos os Geral e do Pessoal do Quadro da
mecanismos de tramitação e publicação Assembleia Nacional Popular.
CAPÍTULO II - Evolução das Estruturas Administrativas |33

Ainda nesse ano, por se ter tornado conveniente consideração a necessidade de se organizar a gestão
ampliar o quadro de pessoal da Assembleia Nacional desse imóvel, com a institucionalização, a nível
Popular, para poder satisfazer as necessidades dos parlamentar, de uma estrutura responsável pela
diversos sectores de actividade administrativa e superior coordenação e execução da sua gestão,
parlamentar, foram criados, através da Lei n.º 26/ com vista a alcançar-se a finalidade pretendida”,
II/83, publicada nesse mesmo Boletim Oficial, mais a Assembleia Nacional Popular criou, através da
seis lugares, sendo três na Direcção dos Serviços Resolução n.º 16/II/84, publicada no Boletim Oficial
Parlamentares e três na Direcção dos Serviços n.º 24, de 16 de Junho, a Comissão Administrativa
Administrativos. do Palácio, na dependência directa do Presidente
da Assembleia. A Comissão é integrada por 14
Mais tarde, “tendo em consideração a fase de pessoas representando o Parlamento, a Presidência
evolução dos trabalhos da construção do Palácio da da República, o Governo e o Município da Praia
Assembleia Nacional Popular e a conveniência de, e tem competência para:
desde logo, serem tomadas medidas que definam
a política da sua adequada utilização; tendo em

• Formular ao Presidente da Assembleia, dentro do âmbito de sua


competência, as propostas que julgue necessárias à definição de uma
política de utilização adequada do Palácio e da sua melhor gestão;
• Deliberar sobre todas as questões essenciais, relacionadas com a gestão
e utilização do Palácio;
• Coordenar e promover as medidas necessárias ao gradual apetrechamento,
à conservação do edifício e seus anexos e à manutenção da necessária
disciplina no Palácio;
• Promover em estreita cooperação com o Ministério do Interior, o
cumprimento das instruções e decisões do Presidente da Assembleia
sobre as matérias respeitantes à segurança e policiamento do Palácio;
• Apreciar o Projecto do Orçamento do Palácio, o qual será integrado
no Orçamento Privativo da Assembleia;
• O mais que lhe for cometido pelo Presidente da Assembleia.
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N
as disposições finais dizia-se que, “enquanto não forem concluídos
os trabalhos de construção do Palácio da ANP de Cabo Verde,
a Comissão deve debruçar-se sobre a definição da política de
utilização do referido imóvel e, ainda, sobre a inventariação e estudo de todas
as necessidades e questões que, desde início, se põem à sua adequada gestão”.

Em 1985, já depois da construção do Palácio, foi elaborado um novo


diploma, em cujo preâmbulo se teciam as seguintes considerações:

“Considerando o incremento da actividade administrativa e parlamentar


da ANP e a entrada em funcionamento efectivo do respectivo Palácio;

Considerando o papel que está reservado ao Palácio da ANP no concernente


à realização de actividades de grande relevância para o país, no plano interno
e internacional, designadamente no âmbito cultural;

Tendo em conta as alterações legislativas ocorridas na classificação e


enquadramento de certas categorias da função pública e convindo adequar
globalmente o quadro de pessoal da ANP às necessidades decorrentes dos
factores mencionados e às alterações referidas”, foi alterada a Lei Orgânica,
através da Lei n.º 62/II/85, de 20 de Novembro. Assim, a Secretaria Geral
da ANP passou a ter a seguinte estrutura orgânica: Direcção dos Serviços
Parlamentares, Direcção dos Serviços Administrativos e a Direcção dos
Serviços de Administração do Palácio da ANP atribuindo a este último serviço
as competências de dirigir e coordenar as actividades de execução ligadas à
gestão, manutenção e segurança das instalações do Palácio, funcionando como
organismo de apoio à Comissão Administrativa do Palácio da Assembleia
Nacional Popular. Com a alteração da Lei Orgânica, houve um aumento
significativo do quadro de pessoal conforme consta do anexo à mesma Lei.
CAPÍTULO II - Evolução das Estruturas Administrativas |35

E
m 1987, a Lei Orgânica foi alterada através da Lei n.º 27/III/87, de 31 de Dezembro, com
o objectivo de estruturar o serviço de apoio técnico-burocrático e administrativo à Mesa da
Assembleia Nacional Popular, de modo a garantir a conveniente preparação das reuniões
deste órgão. Ao Secretariado da Mesa competia:

• Apoiar a Mesa da ANP e individualmente os vice-presidentes e secretários;


• Apoiar o Secretário Geral da ANP no exercício das suas funções de
Secretário da Mesa;
• Assegurar o expediente técnico-burocrático e administrativo necessário
à execução das orientações, directivas e deliberações da Mesa;
• Assegurar, com antecedência mínima de 48 horas, a distribuição aos
membros da Mesa da documentação relativa às reuniões, expedindo
convocatórias logo que a data de realização das mesmas seja fixada;
• Assegurar o registo de som das reuniões da Mesa, devendo elaborar
extractos do processo verbal das discussões, com destaque para as
orientações, directivas e deliberações tomadas, para conhecimento dos
membros da Mesa e do Secretário Geral, no prazo máximo de 48 horas;
• Elaborar para cada reunião, com a antecedência mínima de três dias,
relações do estado de implementação das orientações, directivas e
deliberações deste órgão, tomadas nas reuniões anteriores, para verificação
das responsabilidades relativas à execução;
• Desempenhar quaisquer outras funções que lhe tenham sido cometidas
superiormente.
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C
om a mudança do regime político, foi aprovada, em 1991, através da
Lei n.º 18/IV/91, uma nova Lei Orgânica que tinha como novidade os
seguintes momentos:

• A definição dos órgãos de Administração da Assembleia Nacional


Popular (O Presidente, a Mesa e o Conselho Administrativo);
• A introdução, na Lei Orgânica, do Secretariado da Mesa que havia
sido criado em 1987;
• A criação duma Direcção de Protocolo e Relações Internacionais,
que funcionava junto do Gabinete do Presidente, e que compreendia
dois Departamentos: o do Protocolo e Relações Públicas e o das
Relações Internacionais e Interparlamentares;
• A Direcção dos Serviços Parlamentares que compreendia os
departamentos de Apoio Técnico e Secretariado e de Documentação
Legislativa e Parlamentar;
• A Direcção dos Serviços Administrativos que compreendia os
departamentos de Expediente e Contabilidade e dos Recursos
Humanos;
• A Direcção da Administração do Palácio que compreendia a Secção
do Património e a Secção Técnica.
• Foram criados Gabinetes de Apoio aos Grupos Parlamentares. Para
além dos gabinetes de apoio, cujo número de pessoal variava de
acordo com o número de assentos parlamentares de que dispunham
os grupos, estes tinham direito a um apoio financeiro a ser fixado
no Orçamento da Assembleia e a ser dividido proporcionalmente
entre os eles.
• A Lei Orgânica previa igualmente a criação de um serviço de apoio
privativo ao Conselho de Comunicação Social, que funcionava
junto da Assembleia Nacional Popular.
• A Lei Orgânica deveria ser regulamentada no prazo de 90 dias,
ficando os regulamentos internos de cada serviço sujeitos a
homologação do Presidente da Assembleia Nacional Popular.
CAPÍTULO II - Evolução das Estruturas Administrativas |37

E
sta Lei Orgânica foi sucessivamente artigo 11.º estabelecia que as referências feitas no
alterada pela Lei n.º 50/IV/92, Lei articulado da Lei Orgânica à Assembleia Nacional
n.º 71/IV/92, Lei n.º 6/V/96, Lei n.º Popular se consideravam feitas a Assembleia Nacional.
24/V/97 e Lei n.º 42/V/97.
Através da Lei n.º 6/V/96, foi introduzida uma
Conforme mandava a Lei Orgânica, o pessoal da alteração ao n.º 1 do artigo 61.º da Lei Orgânica,
Assembleia Nacional foi progressivamente integrado relativo ao Gabinete dos Grupos Parlamentares,
no novo Quadro de Pessoal, através das deliberações tendo sido alterados a designação e o número de
da Mesa, publicadas no Boletim Oficial n.º 10/92, servidores para cada um dos três escalões de vinte e
de 7 de Março e no Boletim Oficial n.º 14/93, II cinco, cinquenta ou mais de cinquenta Deputados.
Série, de 5 de Abril.

A Lei n.º 50/IV/92 dispunha sobre a chefia


A Lei n.º 24/V/97 introduziu as seguintes alterações:
dos departamentos, especificando que eles deviam
ser chefiados por técnicos superiores do quadro • Voltou a alterar a constituição do Gabinete do
de pessoal da Assembleia Nacional Popular ou, Presidente, aumentando o número de conselheiros
excepcionalmente, por técnicos de nível médio de e de assessores e criando um lugar de director de
reconhecida idoneidade ou ainda por funcionários do protocolo;
quadro que tenham frequentado com aproveitamento • Revogou a Lei n.º 100/IV/93 que regulava a assessoria
aos Deputados;
o curso de chefias. Os chefes de departamento têm
• Transformou a Direcção de Protocolo e Relações
direito à gratificação de chefia nos termos da lei. Internacionais em Gabinete de Relações Públicas
e Internacionais;
Com a Lei n.º 71/IV/92 a Direcção de Protocolo • Desafectou a Direcção de Protocolo e Relações
e Relações Internacionais continuou a funcionar Internacionais do Gabinete do Presidente;
junto do Gabinete do Presidente, mas passou a estar • Integrou o Gabinete de Relações Públicas e
também em estreita coordenação com a Secretaria Internacionais na estrutura da Secretaria Geral;
• O artigo sobre o provimento foi alterado;
Geral e com a Direcção Geral do Protocolo do Estado.
• Foi alterado igualmente o artigo relativo ao Apoio
O Secretário do Secretário Geral passou a aos Grupos Parlamentares, em matéria de recursos
ser nomeado em comissão ordinária de serviço e humanos, tendo sido criados, para o efeito, quatro
recrutado, sempre que possível, entre o pessoal da escalões (um quinto, um terço, dois terços, mais
Secretaria Geral, que dois terços de Deputados);
• Os limites de competência para autorização de
Porque esta Lei foi aprovada já depois da entrada despesas foram alterados, para mais.
em vigor da Constituição da República de 1992, o
Como se disse, a Lei que regulava a assessoria aos Deputados foi
revogada e, por isso, o legislador apresentou, na revisão da Lei Orgânica,
como alternativa, uma solução que passava pela criação de serviços de
assessoria junto da Direcção de Serviços Parlamentares (para prestar apoio
aos Deputados, às Comissões Especializadas e Eventuais e aos Gabinetes
dos Grupos Parlamentares); e junto do Secretário Geral (para assistir, em
assuntos de natureza técnica, os serviços administrativos da Assembleia
Nacional). Além disso, quando se mostrasse necessário, o Presidente da
Assembleia Nacional poderia, obtido o parecer favorável do Conselho
Administrativo, autorizar a contratação de consultores para a realização de
Capa da Lei Orgânica trabalhos técnicos especializados de apoio à Mesa, aos Grupos Parlamentares,
da ANP 1997
às Comissões Especializadas e Eventuais e à Secretaria Geral.

A Lei n.º 42/V/97 resultou de uma alteração profunda introduzida na


Orgânica de 1991, tendo ademais absorvido todas as alterações que haviam
sido promovidas até então, com efeitos de tal modo benéficos que esta Lei
Orgânica se manteve sem alterações durante mais de dez anos.

A primeira novidade desta Lei Orgânica tem a ver com a criação de um


Gabinete de Informática que, como havia acontecido há anos com a Direcção
de Protocolo e Relações Internacionais, ficou a depender directamente do
Presidente da Assembleia Nacional, cabendo-lhe coordenar tecnicamente
a implementação do sistema informático da Assembleia Nacional.
A Secretaria Geral passou a ter uma nova estrutura orgânica (art. 29.º):
• Direcção de Serviços Parlamentares
• Direcção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar
• Direcção de Serviços Administrativos e Financeiros
• Gabinete de Relações Públicas e Internacionais

Lei Orgânica da ANCV


BO n.º 2, de 10 de
Janeiro de 2011
CAPÍTULO II - Evolução das Estruturas Administrativas |39

A Direcção de Administração do Palácio foi eliminada e, quanto à


Comissão Administrativa do Palácio, nada se sabe sobre o momento exacto
em que ela deixou de funcionar. Presume-se que tenha sido a partir da data
da elaboração da Lei Orgânica de 1991.

Quanto às Direcções de Serviço, elas passaram a ter uma estrutura


exclusivamente baseada em “Divisões”, tendo sido suprimida a entidade
“Secção”, que havia sido criada através da Lei n.º 71/IV/92, como um dos
níveis da chefia operacional. Apenas o Gabinete de Relações Públicas e
Internacionais se manteve uno, sem qualquer subdivisão estrutural.

No que tange aos Grupos Parlamentares, o pessoal que lhes presta serviço
passou a ter direito a ser integrado no quadro de pessoal da Assembleia
Nacional, uma vez cumpridos determinados requisitos (art. 63º).

Em Dezembro de 2001 foi aprovado, através da Lei n.º 4/VI/2001, de


17 de Dezembro, o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), aplicável
aos funcionários e agentes da Assembleia Nacional, em vez do Estatuto
previsto no artigo 48.º da Lei Orgânica.

A Lei nº 83/VII/2011 de 10 de Janeiro que aprova a nova Lei Orgânica


da Assembleia Nacional prescreve o seguinte:

O Plenário mantém-se como órgão supremo, mas a Mesa deixa de ser


um órgão de administração, enquanto que o Conselho de Administração
é um órgão de consulta e de gestão. A SecretariaGeral é um órgão de
concepção, coordenação e apoio técnico-administrativo.

As direcções de serviço passam a ser cinco, sendo que duas foram


criadas e outras tiveram alterações na nomenclatura de suas divisões. Passam
a ser assim designadas:
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A Direcção de Serviços Parlamentares, com três divisões, sendo que a


Divisão de Redacção passa a ter a designação e competência acrescida de
audiovisual, bem como a Divisão de Estudos de Impacto Legislativo e Apoio
Técnico às Comissões.

A Direcção de Serviços de Documentação e Informação Parlamentar


que mantém a Divisão de Documentação e Informação Parlamentar e passa
a ter na sua estrutura mais duas divisões: a Divisão de Biblioteca e a Divisão
do Arquivo Parlamentar que já constavam em termos de competência na
orgânica anterior. Ainda na mesma Lei Orgânica, não no Artigo 38º sobre a
estrutura, mas no Artigo 39º na parte da “Direcção” pode-se ler: “3. Junto
da Divisão do Arquivo Parlamentar funcionará um núcleo museológico da
Assembleia Nacional.”

A Direcção de Serviços Administrativos e Financeiros passa a ter quatro


divisões: a Divisão de Administração e Recursos Humanos, Divisão de
Gestão Financeira, Divisão de Aprovisionamento e Divisão de Património
e Manutenção.

O anterior Gabinete de Relações Públicas e Internacionais aparece como


Direcção de serviços e tem duas divisões: a Divisão de Relações Públicas e
Internacionais e a Divisão de Protocolo.

A Direcção de Serviços de Informática é outro serviço que sofre uma


grande mudança iniciada com a Lei de 1997. Em 2011 passa a ter duas
divisões: Divisão de Comunicações e Segurança e Divisão de Desenvolvimento
e Manutenção de Equipamentos Informáticos.

A Assembleia Nacional tem feito um percurso considerado admirável,


tentando responder aos desafios de cada etapa do desenvolvimento de Cabo
Verde.
O projecto de Reforma, entendido como um processo com várias vertentes
e a ser implementado em diferentes etapas, tem sido o principal factor dessa
mudança.
CAPÍTULO II - Evolução das Estruturas Administrativas

CAPÍTULO III

Relações Externas da
Assembleia Nacional de Cabo Verde
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CAPÍTULO III

Relações Externas da
Assembleia Nacional de Cabo Verde
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Relações Externas da
Assembleia Nacional de Cabo Verde

C
omo atrás se faz referência, a primeira outros órgãos do poder com intervenção nesta área, e na
Constituição da República de Cabo Verde execução da mesma, enquanto primeiro Órgão do Poder
(art. 50.º, 1980) atribuía à Assembleia do Estado, se se considerar que ao seu Presidente cabia
Nacional Popular de Cabo Verde a prerrogativa de decidir organizar e dirigir as relações externas da instituição.
sobre as questões fundamentais de política externa do
Estado, retomando o princípio que fora consagrado A Assembleia Nacional Popular dispõe, assim, de voz
logo após a independência, na Lei de Organização própria na arena internacional, participando activamente
Política do Estado. nas diversas iniciativas e eventos, em especial naqueles
directamente ligados às relações inter-parlamentares. No
Nestes termos, as relações externas do Estado âmbito específico da diplomacia parlamentar, e à luz
encontravam-se sob o crivo político da Assembleia dos preceitos defendidos pelo Estado de Cabo Verde, as
Nacional Popular, à qual competia não somente fiscalizar relações externas da Assembleia pautaram-se por um não-
a política externa do Governo, mas desenvolver, ela alinhamento, que não obstou, no entanto, a que tomasse
própria, relações com Parlamentos de outros estados, posições face a situações delicadas, ou se defendesse dos
observando os mesmos princípios do respeito mútuo valores susceptíveis de perigar a estabilidade mundial,
da soberania e não ingerência nos assuntos internos a paz e a solidariedade e cooperação entre as nações.
dos outros Estados, da reciprocidade de vantagens,
do não-alinhamento e da paz e cooperação entre os
povos, em harmonia com o que foi proclamado no Acto
Constitutivo da Assembleia Nacional de Cabo Verde.

Desde a independência e até ao fim da III Legislatura,


essa competência traduziu-se na decisão das questões
fundamentais de política externa, em sintonia com
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |45

O
relacionamento com outros Parlamentos criadas que foram algumas estruturas internas que
e com o movimento parlamentar mundial permitiram o melhor funcionamento dos serviços,
era um imperativo a que não se podia assegurou-se uma presença e participação mais activa
furtar a Assembleia Nacional Popular. Não apenas nas conferências e eventos internacionais, que foram
por ser propiciador de um intercâmbio salutar com consolidadas na III Legislatura, fruto da existência
outras realidades e experiências parlamentares e do de condições institucionais mais apropriadas para
acompanhamento e avaliação das grandes questões o exercício da função parlamentar.
políticas, sociais, económicas e culturais, assim como
das linhas fundamentais do parlamentarismo no As atribuições no plano das relações inter-
mundo, mas especialmente por constituírem essas parlamentares incumbiam, fundamentalmente,
relações oportunidades de recolha de subsídios que à Mesa da Assembleia, que, de entre outras
contribuíssem para o aperfeiçoamento e capacitação competências, estava encarregada de “dirigir os
dos Deputados e dos quadros técnicos da Assembleia, trabalhos e serviços da ANP durante as sessões
com vista à elevação da qualidade da reflexão interna legislativas e nos intervalos das Sessões” e, ainda,
sobre questões parlamentares e consequente melhoria “estabelecer o plano de trabalho da ANP”[8] .
da organização e funcionamento da Instituição, que
dava os seus primeiros passos.

Durante a I Legislatura, a orientação foi no


sentido de se desenvolver uma actividade digna de
registo no plano das relações exteriores, que se traduziu
no intercâmbio de delegações parlamentares com
parlamentos de outros estados e com organizações
interparlamentares. Mais tarde, já na II Legislatura, 8 Lugar e Papel da ANP no Estado de Cabo Verde. p. 22.
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Da IV à VIII Legislatura, não obstante a do Presidente nem da Secretaria Geral, embora


alternância do poder político na administração ao primeiro coubesse “organizar e dirigir todas as
parlamentar, constata-se uma linha orientadora das actividades de representação social e audiências
relações parlamentares internacionais da Assembleia do Presidente, seja a nível interno, seja externo” e
Nacional semelhante àquelas que lhes precederam, que “organizar as actividades internacionais do Presidente,
determina o estabelecimento, reforço e alargamento designadamente as ligadas à acção inter-parlamentar”;
das relações institucionais e de cooperação com outros de 1991, que faz funcionar junto do Gabinete do
parlamentos e organismos interparlamentares. Presidente a Direcção do Protocolo e Relações
Internacionais, com um departamento específico
A melhoria acentuada no exercício da diplomacia para as relações internacionais e inter-parlamentares;
parlamentar foi o reflexo das transformações ocorridas de 1992, que conserva o mesmo estatuto a essa
na estrutura funcional dos serviços da Assembleia Direcção; de 1997, que substitui a Direcção do
Nacional Popular, cujas sucessivas leis orgânicas foram Protocolo e Relações Internacionais por Gabinete de
respondendo às cada vez mais complexas demandas Relações Públicas e Internacionais, integrando-o nos
dos serviços parlamentares, nos quais se inserem serviços da Secretaria Geral, e alarga as áreas da sua
igualmente as relações internacionais. competência; e, finalmente, a Lei Orgânica de 2011,
que transforma o Gabinete de Relações Públicas e
Deste facto são corroborativas as leis orgânicas de Internacionais em direcção de serviço – a Direcção
1978, que não fazem referência a nenhuma estrutura dos serviços de Relações Públicas e Internacionais –
de relações internacionais, muito embora os registos em que uma das duas divisões se ocupa das relações
indiquem que a Mesa da Assembleia detinha um internacionais.
papel preponderante na condução desta matéria;
de 1982, que também não faz referência ao mesmo
assunto, nem enquanto organismo do Gabinete
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |47

Relações Interparlamentares

A
Diplomacia Parlamentar cabo-verdiana tem-se fenómenos da globalização, em todas as vertentes, da revolução
caracterizado não apenas como um movimento tecnológica nas comunicações e informação, das alterações
parlamentar fomentador do aprofundamento das climáticas e, mais recentemente, pelo agudizar da segurança
relações de cooperação entre Cabo Verde e outros Estados, mundial e criminalidade transnacional organizada, é o reflexo
mas fundamentalmente como um mecanismo de diálogo, das mudanças registadas no fim do século XX e início do
aproximação e de intercâmbio institucional com outros século XXI.
parlamentos. A sua implementação não tem sido isolada,
merecendo um esforço de coordenação com a actividade Estes novos fenómenos da era moderna, aliados à
internacional do Executivo, com o qual se tem sintonizado emergência das novas democracias, impulsionadas pelos
posições em torno das questões mais candentes da actualidade movimentos “Perestroika” e “Glasnost”, fomentaram o
internacional. incremento das relações externas, em geral, e mutatis mutandis,
das relações interparlamentares, com acento tónico nos
O intercâmbio parlamentar com outros parlamentos organismos interparlamentares.
e a afiliação em organismos interparlamentares sempre
tiveram por finalidade o reforço da amizade e cooperação e o Desta nova conjuntura não se podia alienar o Parlamento
acompanhamento dos grandes problemas da actualidade nos cabo-verdiano, que acentuou a sua atenção nos parlamentos
mais variados domínios, designadamente: político, económico, dos países que lhe são mais próximos, convindo unir esforços
social, cultural, ambiental, do desenvolvimento sustentável, para enfrentar os desafios e problemas comuns, e também
da paz e segurança internacionais, da promoção dos direitos intensificou a sua participação em fóruns e instituições
humanos e da democracia, entre tantos outros. internacionais.

Por conseguinte, a actuação da Assembleia Nacional na No âmbito bilateral, as relações com os outros
cena internacional evoluiu ao longo dos anos, adequando-se parlamentos continuaram a responder aos anseios de
às diversas conjunturas nacionais e internacionais, e fazendo aproximação, intercâmbio e de cooperação institucional, e que
uso de vários instrumentos para executar as suas actividades se foram adaptando às realidades do Parlamento cabo-verdiano,
interparlamentares, que se subdividem em duas categorias: as manifestando-se através de visitas oficiais de presidentes e de
relações bilaterais e as relações multilaterais. missões de Deputados ao exterior e a Cabo Verde, frequentes
vezes ao nível dos grupos parlamentares da amizade.
A nova era mundial, marcada essencialmente pelos
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N
a esfera multilateral, a adesão a organismos interparlamentares derivou sempre, por um
lado, da necessidade do Parlamento nacional não querer estar isolado do tratamento
das grandes questões da actualidade internacional que são objecto de concertação nos
fóruns parlamentares internacionais, e, por outro, da premissa de estar inserido em organizações de
parlamentos que partilham dos mesmos princípios e valores da paz, cooperação e diálogo entre os povos,
assim como a promoção da democracia, do Estado de Direito e os direitos humanos.

No cumprimento da sua agenda internacional, a actuação da Assembleia Nacional tem-se traduzido


da seguinte forma:

• Visitas oficiais do Presidente ao exterior;


• Participação do Presidente em reuniões/conferências temáticas;
• Participação do Presidente e/ou de delegações parlamentares em sessões
ou conferências de Assembleias Parlamentares Internacionais de que é
membro o Parlamento cabo-verdiano;
• Acolhimento de visitas oficiais de Presidentes de Parlamentos, de
Deputados ou de Grupos Parlamentares de Amizade a Cabo Verde;
• Visitas de cortesia ao Presidente da Assembleia, Membros da Mesa
ou Comissão Permanente por altas individualidades ou Membros de
Governos e visitas de Chefes de Estado ao Parlamento, habitualmente
com a realização de Sessões Solenes para proferição de mensagens aos
eleitos da nação e altas individualidades nacionais;
• Missões de Deputados ou de Grupos Parlamentares de Amizade nacionais
e estrangeiros ao exterior e a Cabo Verde, respectivamente;
• Missões de dirigentes e funcionários da administração parlamentar
nacional e estrangeira ao exterior e a Cabo Verde, respectivamente.
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |49

Relações Parlamentares Bilaterais

As relações institucionais com outros Parlamentos do Mundo revestem-se


de extrema importância, não apenas pelo facto de proporcionarem maiores
garantias de obtenção de ajuda pública ao desenvolvimento e outras formas de
cooperação inter-estados, mas também porque possibilitam o conhecimento
e a recolha de outras experiências com impacto positivo no desempenho dos
funcionários parlamentares e fortalecimento progressivo das competências
dos serviços da Assembleia Nacional, através das iniciativas de cooperação e
de intercâmbio.

A Assembleia Nacional de Cabo Verde sempre se propôs, em geral,


estabelecer relações com todos os parlamentos que a isso se manifestassem
abertos e, em particular, com os da sua vizinhança geográfica, e estreitá-las
com aqueles de países com os quais Cabo Verde partilha uma herança histórica
comum e afinidades linguístico-culturais, nomeadamente os de expressão
portuguesa.

São testemunho desta filosofia as relações que ao longo dos anos se


estabeleceram com parlamentos de países da África, Europa, América e Ásia,
sendo de destacar, nos últimos anos, a prioridade concentrada no aprofundamento
daquelas com os Parlamentos da CPLP. Destes, assinala-se a excelência das
relações de cooperação com a Assembleia da República de Portugal, comprovada
pelos quatro Programas de Cooperação Parlamentar já assinados desde 2001.
Em relação aos demais Parlamentos de expressão portuguesa, e com os quais a
cooperação tem evoluído paulatinamente, registe-se a existência de Programas
de Cooperação com a Assembleia Nacional de Angola, assinado em 2014,
com a Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau e com a Assembleia
Nacional de São Tomé e Príncipe, assinados em 2015.
|50

Grupos Parlamentares de Amizade

Como atrás se indica, são vários os mecanismos de que se pode fazer uso
para desenvolver as relações com outros parlamentos, mas aquele que se destaca
por excelência, atendendo à sua natureza, são os Grupos Parlamentares de
Amizade, que são organismos vocacionados para o diálogo e cooperação entre
as instituições parlamentares.

Os parlamentos estabelecem no seu seio Grupos de Amizade, cujo objectivo


é fomentar o intercâmbio de conhecimento e experiências, divulgar e promover
os interesses e objectivos comuns nos mais variados domínios, trocar informações
e realizar consultas mútuas tendo em vista eventuais concertações no âmbito da
participação em organismos interparlamentares, reflectir conjuntamente sobre
os problemas dos dois estados que afectam as relações bilaterais, buscando, para
o efeito, soluções que derivam das respectivas competências legislativas.

No Parlamento cabo-verdiano, a experiência remonta-se à II Legislatura,


durante a qual foram criadas e funcionaram dois Grupos de Amizade, retomados
nas legislaturas seguintes em paralelo com outros novos Grupos que foram criados.
O primeiro Grupo Parlamentar de Amizade de que há registo é o de Cabo
Verde/Senegal, criado através da Resolução nº 6/II/82, tendo-se-lhe seguido o
Grupo Parlamentar de Amizade Cabo Verde/França, institucionalizado através
da Resolução nº 22/II/85.
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |51

Os Grupos Parlamentares de Amizade Cabo Verde/Brasil, Cabo Verde/


China e Cabo Verde/URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas)
foram criados através das Resoluções nº 4/III/86, nº 7/III/86 e nº 19/III/88,
respectivamente, ou seja ao longo da III Legislatura.

Durante a IV Legislatura, mediante as Resoluções nº 94/IV/95 e nº 108/


IV/95, criaram-se novos Grupos de Amizade, designadamente Cabo Verde/
Angola, Cabo Verde/Costa do Marfim, Cabo Verde/Federação Russa, Cabo
Verde/Kuwait, Cabo Verde/Níger, Cabo Verde/Portugal, Cabo Verde/Cuba,
Cabo Verde/São Tomé e Príncipe e Cabo Verde/África do Sul.
Aos acima referidos, se acrescenta o Grupo de Amizade Cabo Verde/RFA
(República Federal da Alemanha), na V Legislatura, criado pela Resolução
nº 9/V/96.

Na VI Legislatura, através da Resolução nº 8/VI/2001, foram reintegrados


os anteriores e criados três novos Grupos de Amizade – Cabo Verde/Guiné-
Bissau, Cabo Verde/Mali e Cabo Verde/Moçambique – estendendo-se, assim, a
todos os Parlamentos de expressão oficial portuguesa e a quatro áreas geográficas
(África, Europa, Ásia e Américas).
|52

Visitas Parlamentares

Ao longo da existência do Parlamento Cabo-verdiano, destacam-se


inúmeras visitas de intercâmbio parlamentar, seja para o exterior seja
para Cabo Verde, consubstanciadas em missões oficiais de Presidentes
de Parlamentos, em missões de membros de Comissões Especializadas,
de membros de Grupos de Amizade, de Deputados, de altos dirigentes
administrativos e de funcionários parlamentares.

Não se pretende esgotar nesta publicação todas as missões efectuadas e


acolhidas na Assembleia Nacional Popular/Assembleia Nacional, mas as que
reputamos de grande significado nas relações com instituições homólogas
ou interparlamentares.

Na I Legislatura, a ANP teve uma “actividade digna de registo no


plano das relações externas, a qual constituiu no intercâmbio de delegações
parlamentares com as suas congéneres de vários Estados amigos, e ainda
com organizações regionais interparlamentares, africanas e europeias[9]”.

Indica-se, a seguir, as missões recebidas e realizadas por este Parlamento:

Visita oficial a Cabo Verde de uma delegação do Parlamento espanhol


composta por oito Deputados e chefiado pelo Presidente da Comissão dos
Negócios Estrangeiros, em 04/78;

Visita oficial a Cabo Verde de uma delegação parlamentar portuguesa,


chefiada pelo então Presidente da Assembleia da República, em 05/78;

9 Discurso de abertura da 1ª Sessão Legislativa da II Legislatura proferido pelo Presidente da


ANP, Abílio Duarte, in Documentos (I e II Sessões Legislativas da 2ª Legislatura), 1980, p. 11
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |53

Na II Legislatura, assinala-se um momento até então ímpar na história da


Assembleia Nacional Popular, que é marcado pela presença, pela primeira vez, de
um Presidente da República estrangeiro no Parlamento cabo-verdiano, para uma
Sessão Solene de homenagem ao convidado e o pronunciamento de uma mensagem
aos Deputados nacionais. Trata-se de S. E. o General António Ramalho Eanes,
Presidente da República Portuguesa.

Indica-se, a seguir, as missões recebidas e realizadas por este Parlamento:

• Missão a Cabo Verde de uma delegação parlamentar do Bundestag alemão


(RFA), de 30/04 a 02/05/81;

• Missão a Cabo Verde de uma delegação parlamentar do Soviete Supremo


da URSS, de 24 a 28/06/81;

• Missão de uma delegação parlamentar cabo-verdiana à Câmara do Povo


da República Democrática Alemã (RDA), no 1º trimestre de 1982;

• Visita ao Parlamento da Islândia de um Deputado da ANP, no 1º trimestre


de 1982;

• Visita de uma representação parlamentar da ANP à República Popular


Democrática da Coreia, de 9 a 13/05/82, integrando uma delegação
oficial do Presidente da República;

• Visita de uma representação parlamentar da ANP à República Popular da


China, de 13 a 17/05/82, integrando uma delegação oficial do Presidente
da República;

• Visita oficial a Cabo Verde de S.E. o Secretário de Estado Adjunto do


Ministro Federal da Cooperação Económica da RFA, em 05/82.

• Missão de uma delegação parlamentar da ANP ao Soviete Supremo da


URSS, de 26 a 30/07/82;
|54

• Visita oficial de S.E. o Presidente da ANCV ao Senegal, • Visita oficial de S.E. o Presidente da República Portuguesa
de 06 a 11/11/82; à ANP, para Acto Solene de Homenagem, em 29/11/85;

• Visita de uma delegação parlamentar da ANP à República • Visita parlamentar da ANP à Assembleia Nacional da
Popular de Cuba, em 25/09/83; Hungria e encontro com um dos Vice-Presidentes, em
1985;
• Missão a Cabo Verde de uma Deputada da Assembleia
Nacional da França e representante à Assembleia das Na III Legislatura, registam-se as seguintes missões:
Comunidades Europeias, de 23 a 26/01/85;
• Visita oficial de S.E. o Presidente da República Federativa
• Visita oficial a Cabo Verde de S.E. o Presidente da Assembleia do Brasil à ANP, para Acto Solene de Homenagem, em
Nacional do Senegal e respectiva delegação parlamentar, 9/05/86;
de 26/02 a 02/03/85;
• Visita oficial de S.E. o Presidente da República Popular
• Missão a Cabo Verde de uma delegação parlamentar de Angola à ANP, para Acto Solene de Homenagem,
francesa do Grupo de Amizade França/Cabo Verde, de em 21/09/86;
13 a 20/07/85;
• Visita oficial, pela 2ª vez, de um Presidente da República
• Missão a Cabo Verde de uma delegação parlamentar da Portuguesa à ANP, para Acto Solene de Homenagem,
Segunda Câmara do Parlamento da Holanda, de 26/07 em 10/12/86.
a 02/08/85;

• Visita a Cabo Verde de um Deputado da Câmara Baixa do


Parlamento da União Indiana, em 11/10/85;

• Visita oficial a Cabo Verde de S.E. o Vice-Presidente da


Assembleia Popular Nacional da China e respectiva delegação
parlamentar, de 25 a 30/10/85, para participar na cerimónia
de inauguração do Palácio da Assembleia Nacional;

• Missão do Secretário Geral da União Interparlamentar (UIP),


de 26 a 30/10/85, para visitar Cabo Verde e participar na
cerimónia de inauguração do Palácio da Assembleia Nacional;

Visita oficial de S.E. o Presidente da República


Federativa do Brasil, José Sarney à ANP, 1986
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |55

• Missão parlamentar de representantes do Bundestag alemão, no


1º quadrimestre de 1987;

• Missão a Cabo Verde de uma delegação do Soviete Supremo da


URSS, de 2 a 6/02/88.

• Missão a Cabo Verde de uma delegação da Assembleia do Povo


da República Popular de Angola, de 12 a 22/07/88;

Na IV Legislatura, realizaram-se as missões a seguir indicadas:

• Missão de uma delegação parlamentar da ANCV à URSS, chefiada


por S. E. o 1º Vice-Presidente, de 24 a 30/06/91;

• Visita a Cabo Verde de S. E. o Presidente da Assembleia da


República de Portugal (ARP), de 9 a 12/03/94. Missão a Cabo
Verde de membros do Grupo de Amizade França/CV, de 20 a
26/07/91;
Visita de S. E. o Presidente da A.N Amilcar Spencer
Lopes à Assembleia da República de Portugal, 1995
• Missão de uma delegação parlamentar, chefiada pelo Presidente
da ANCV a Estrasburgo para participar na Conferência sobre a
Democracia Parlamentar, organizada pelo Conselho da Europa,
de 16 a 18/09/91;

• Missão a Cabo Verde do Secretário Geral da União dos Parlamentos


Africanos (UPA), de 5 a 8/01/94.

• Visita de uma delegação parlamentar da ANCV à França, 26 a


30/06/95.
|56

Na V Legislatura, dá-se destaque às missões que se seguem:

• Visita Oficial a Cabo Verde de S. E. o Presidente da Assembleia


da República de Portugal (ARP) de 2 a 6/11/96;
• Visita a Cabo Verde de S. E. o 1.º Vice-Presidente da Assembleia
Nacional do Senegal, em 01/97;
• Visita a Cabo Verde de uma Deputação da Câmara dos
Deputados do Luxemburgo, em 01/97;
• Visita a Cabo Verde de S. E. o Presidente da ARP, em 03/97;
• Visita oficial de S. E. o Presidente da ANCV ao Kuwait, de
21 a 22/06/97
• Visita de uma delegação parlamentar da ANCV ao Bundestag
alemão, em 06/98;
• Visita a Cabo Verde de uma delegação parlamentar do Bundestag
da Alemanha, de 23 a 26/11/98;
• Visita a Cabo Verde de S. E. o Presidente da Assembleia Nacional
de Angola (ANA), de 25 a 30/05/99;
• Visita a Cuba de membros do Grupo Parlamentar de Amizade
CV/Cuba, em 09/99.
• Missão de uma delegação parlamentar, chefiada pelo Presidente
da ANCV para participar na Conference of Presiding Officers
of National Parliaments at United Nations Headquarters in
New York, em 3/8 a 1/9/2000.
Visita de S. E. o Presidente da Assembleia da República de Portugal,
Dr. António de Almeida Santos ,1997 • Visita a Cabo Verde de S.E. o Co-Presidente da Assembleia
Parlamentar Paritária ACP-UE (APP ACP-UE), de 3 a
6/11/2000;
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |57

Na VI Legislatura, registam-se as missões seguintes:

• Missão a Cabo Verde de um Eurodeputado, Presidente da Comissão de


Desenvolvimento e Cooperação do Parlamento Europeu, de 15 a 18/10/01;
• Missão a Cabo Verde da Secretária Geral da ARP (SG ARP), de 2 a 6/06/01;
• Missão a Cabo Verde de uma delegação da Assembleia da República de
Moçambique (ARM), de 30/07 a 5/08/01;
• Visita oficial de S. E. o Presidente da ANCV a Portugal, de 17 a 20/09/01;
• Missão a Cabo Verde de uma delegação parlamentar do Grupo Britânico
da UIP, de 19 a 24/09/01;
• Missão a Cabo Verde de duas Deputadas da ARM, de 2 a 8/12/01;
• Missão a Cabo Verde de um Deputado Federal da Câmara dos Deputados
do Brasil (CDB), de 27 a 30/12/01;
• Visita oficial de S. E. o Primeiro Ministro do Luxemburgo à AN, para
uma Sessão Solene de Boas Vindas, em 31/01/02;
• Missão a Cabo Verde de uma delegação parlamentar da R.P. da China,
de 11 a 15/07/02, chefiada por S. E. o Presidente do Comité Permanente
da APN;
• Visita oficial a Cabo Verde de S. E. o Presidente da ARP, de 22 a 27/07/02;
• Visita oficial de S.E. o Presidente da ANCV ao Reino Unido, de 4 a 8/10/02;
• Visita de estudo à ANCV de uma delegação parlamentar da Assembleia
Nacional Popular da Guiné-Bissau (ANP GB), de 30/11 a 7/12/02;
• Missão a Cabo Verde de uma delegação do Senado da França, de 8 a
11/01/03;
• Missão de Deputados do Grupo Nacional de Cabo Verde à UIP ao Reino

Visita de S. E. o Presidente da República


de Angola, Eng. José Eduardo dos Santos,
Unido, de 19 a 21/05/03;
• Visita a Cabo Verde (ilha do Sal) de uma delegação do Congresso dos
EUA, em 24/05/03;
• Missão de um Congressista dos EUA a Cabo Verde, de 28/08 a 2/09/03;
• Missão a Cabo Verde de membros da Comissão do Plano e Orçamento
da ARM, de 6 a 10/10/03;
• Missão a Cabo Verde de uma delegação do Conselho de Administração
(C.A.) da ANA, de 27 a 30/10/03;
2004
|58

Missão de S. E. o Presidente da ANCV ao Burkina Faso, chefiando uma


delegação parlamentar, de 2 a 4/03/04;

Visita oficial de S. E. o Presidente da República de Portugal à AN, para


Acto Solene de Homenagem, em 30/03/04;

Visita oficial a Cabo Verde de S. E. o Presidente da Câmara dos Deputados


da Itália, em 16/04/04;

Visita oficial de S. E. o Presidente da República de Angola à AN, para


Acto Solene de Homenagem, em 10/05/04;

Visita à França de membros do Grupo de Amizade CV/França, de 7 a


14/06/04;

Visita oficial de S. E. o Presidente da República do Brasil à AN, para


Acto Solene de Homenagem, em 29/07/04;
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |59

Na VII Legislatura, dá-se ênfase às missões abaixo indicadas:

• Visita de uma delegação parlamentar do Senado Federal do Brasil, em


12/05/08;
• Visita oficial de S. E. o Presidente da ARP a Cabo Verde, de 17 a 21/11/08.
• Visita de Estudo de Deputados da ANCV à ARP, 18 a 21/02/08;
• Encontro de S. E. o Presidente da ANCV com S. E. o Presidente da
Câmara dos Deputados da República Checa, em 4/03/09;
• Missão a Cabo Verde de membros da Comissão de Negócios Estrangeiros
e Comunidades Portuguesas da ARP, de 27 a 28/04/09;
• Missão a Cabo Verde de membros da Comissão de Segurança da Câmara
dos Deputados da República Checa, de 18 a 22/05/09;
• Visita oficial de S. E. o Presidente da ANCV ao Brasil, de 14 a 22/09/09;
• Visita oficial de S. E. o Presidente da ANCV a Cuba, de 10 a 16/02/10;
• Missão de membros da Comissão Especializada de Relações Externas,
Cooperação e Comunidades da ANCV à ARP, de 18 a 21/04/10;
• Visita de S. E. o Presidente da República da Guiné-Equatorial à Assembleia
Nacional para encontro com S. E. o Presidente da ANCV, em 16/06/10;
• Visita oficial de S. E. o Presidente da República Portuguesa à AN, para
Acto Solene de Homenagem, em 6/07/10;
• Missão de Senadores franceses a Cabo Verde, de 9 a 11/09/10.Visita oficial
de S. E. o Presidente da ANCV a Portugal, de 7 a 11/11/10;
• Visita de S. E. o Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe à AN, em
17/11/10.
|60

Na VIII Legislatura, assinalam-se as missões seguintes: • Visita oficial de S. E. o Presidente da ANCV à


• Visita de S. E. a Vice-Presidente do Comité R. P. da China, 24 a 29/09/12;
Permanente da APN da China, de 11 a 14/04/11; • Visita oficial de S. E. o Presidente da Comissão
• Visita oficial de S. E. o Presidente da República Europeia à AN, para Acto Solene de Homenagem,
Democrática de Timor-Leste à AN, para Acto em 27/10/12;
Solene de Homenagem, em 6/07/11; • Visita de membros do Parlamento Europeu
• Visita de estudo e intercâmbio parlamentar de (P.E.) que integram o Grupo de Amizade P.E./
Deputados do Parlamento Nacional de Timor- CV, de 26 a 31/10/12;
Leste (PNTL), de 24/07 a 2/08/11; • Missão de membros da Rede de Mulheres
• Missão do Secretário Geral da Assembleia Parlamentares para intercâmbio com o Gabinete
Nacional à ARP, de 12 a 16/12/11; da Mulher Parlamentar da ARM, de 8 a 12/11/12;
• Visita de estudo de Deputados da Comissão de • Missão de estudo dos membros da Comissão
Reforma do Parlamento à ARP, de 18 a 22/12/11; de Fiscalização dos Serviços de Informação da
• Missão de estudo de membros da Comissão República à ARP, de 19 a 22/11/12;
de Assuntos Jurídicos, Direitos Humanos e • Missão de membros da Comissão Especializada
Comunicação Social ao Parlamento das Canárias, da Administração do Estado e Poder Local da
de 10 a 13/02/12; ANA à ANCV, de 15 a 19/07/13;
• Visita do Grupo de Amizade CV/França à • Missão de membros da Comissão Especializada de
Assembleia Nacional da França, de 13 a 19/02/12; Assuntos Constitucionais, Justiça, Administração
• Visita de uma delegação parlamentar da ANCV Pública, Poder Local e Anti-corrupção do PNTL,
ao Bundestag alemão, de 13 a 19/02/12; de 27/07 a 1/08/13;
• Missão de estudo de Deputados da Comissão de • Missão de membros da Comissão Especializada
Reforma do Parlamento ao Congresso Federal de Infra-estruturas, Transportes e Comunicações
do Brasil, de 3 a 5/09/12; do PNTL, de 26/07 a 7/08/13;

Visita de S. E. o Presidente
da República do Senegal,
Dr. Macky Sall, 2014
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |61

Missão parlamentar de membros do Parlamento Visita oficial de S. E. o Presidente da ANPGB a


da Mauritânia a 4/11/13; Cabo Verde, de 2 a 6/03/15;

Visita de estudo de membros da Rede de Mulheres Visita oficial de Sua Alteza Real o Grão Duque
Parlamentares da ANCV à Câmara dos Deputados de Luxemburgo à AN, para Acto Solene de
do Brasil, de 2 a 15/11/13; Homenagem, em 11/03/15;

Missão de membros da Comissão Especializada Visita oficial de S. E. o Presidente da Assembleia


de Finanças e Orçamento da ANCV à ARP, de Nacional de São Tomé e Príncipe (ANSTP) a
12 a 15/11/13; Cabo Verde, de 7 a 10/05/15;

Visita oficial de S. E. o Presidente da República do


Senegal à AN, para Acto Solene de Homenagem,
em 6/03/14;

Visita oficial de S. E. o Presidente da ANA a


Cabo Verde, de 5 a 8/05/14;

Visita de S. E. o Presidente da ANCV à Guiné-


Bissau, 3 a 6/11/14
|62

Instrumentos de Cooperação

A
s relações internacionais regem-se pelos princípios do direito internacional, aos quais estão
vinculados os sujeitos que as praticam e livremente acedem cumprir as obrigações assumidas.
No caso em concreto, a Assembleia Nacional, atendendo aos interesses e objectivos específicos
da instituição, considerou assinar, com base no princípio da reciprocidade de vantagens, instrumentos
de cooperação com alguns parlamentos e instituições públicas e privadas internacionais, tendo em vista
o seu fortalecimento institucional:

• Protocolo de Cooperação com a Assembleia da República de Portugal, em 08/03/97, posteriormente


renovado e actualizado em 17/11/08;
• Protocolo de Cooperação com a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 19/09/01;
• Protocolo de Cooperação com a Fundação Mário Soares, em 10/09/04.
• Protocolo de Cooperação com a Assembleia Popular Nacional da República Popular da China,
em 12/07/2002;
• Protocolo de Cooperação com o Bundestag Alemão, em 15/11/04;
• Protocolo de Cooperação com a Câmara dos Deputados da República Federativa do Brasil,
em Setembro de 2009;
• Protocolo de Cooperação com a Assembleia Nacional da República de Angola, em 28/05/1999,
renovado e actualizado em 06/05/14;
• Protocolo de Cooperação com a Assembleia Nacional Popular da República da Guiné-Bissau,
em 05/03/15;
• Adenda ao Protocolo de Cooperação entre a Assembleia Nacional da República de Cabo Verde
e a Câmara dos Deputados da República Federativa do Brasil, em 29/04/15;
• Protocolo de Cooperação com a Assembleia Nacional da República Democrática de São Tomé
e Príncipe, em 08/05/15;

Está em curso a implementação do 4º Programa de Cooperação Parlamentar com a Assembleia


Nacional da República de Portugal (2015-2017) e dos primeiros com a Assembleia Nacional de Angola
(2014-2015), com a Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau (2015-2016) e com a Assembleia
Nacional de São Tomé e Príncipe (2015-2016).
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |63

Relações Parlamentares Multilaterais

Os organismos interparlamentares constituem- Parlamentos Africanos (UPA), respectivamente, que


se instituições que aglutinam parlamentos que se efectivou no início da II Legislatura.
comungam de valores e princípios mais essenciais
da esfera do direito internacional e se organizam em Nesta óptica, considerou a Assembleia Nacional
função de objectivos específicos, consoante sejam de Popular e, mais tarde, a Assembleia Nacional de
natureza universal, regional, sub-regional, política, Cabo Verde fazer parte de instituições como a União
linguística ou multivalente. Interparlamentar, a União Parlamentar Africana, a
Assembleia Parlamentar Paritária África, Caraíbas e
Após a sua criação, impunha-se que o Pacífico – Comunidade Económica Europeia (actual
Parlamento cabo-verdiano fizesse parte de organismos União Europeia), o Parlamento da CEDEAO, o
interparlamentares que defendiam os princípios e Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa (actual
valores da paz, cooperação e diálogo entre os povos, Assembleia Parlamentar da CPLP), a Assembleia
mas também daqueles que reuniam parlamentos dos Parlamentar da Francofonia e o Parlamento Pan-
países do continente e da proximidade geográfica ou Africano.
que emanavam de organizações intergovernamentais
de que o país é membro. Os Parlamentos fazem-se representar nestas
instituições por grupos ou representações parlamentares
Numa primeira fase conjuntural, em que a nacionais, cujas constituições, no caso do Parlamento
prioridade era solucionar os problemas prementes da Cabo-verdiano, correspondem à proporcionalidade
sua estruturação e organização interna, a Assembleia representativa na instituição e cujos membros são
Nacional Popular optou por assumir apenas o estatuto designados pelo Plenário, no início das legislaturas,
de observador, posicionamento este abandonado a terminando o seu mandato no fim das mesmas.
partir do momento em que se começaram a reunir
as condições institucionais para uma adesão “de
jure” às instituições de natureza universal e regional
como a União Interparlamentar (UIP) e a União dos
|64

Adesão aos Organismos Interparlamentares

UNIÃO INTERPARLAMENTAR (UIP) A Assembleia da UIP reúne-se duas vezes ao ano,


habitualmente na Primavera e no Outono, sendo a
Na 3ª Sessão Legislativa da II Legislatura, o primeira em um dos países membros e a segunda na
Plenário da ANP deliberou aderir à UIP, adesão que Sede, em Genebra.
foi formalizada em Abril de 1982, através da Resolução
nº 2/II/82. A Assembleia Nacional tem participado igualmente
nos demais órgãos estatutários da UIP, nomeadamente
A UIP é a mais antiga organização parlamentar do o Conselho Director e as Comissões Permanentes,
mundo e tem carácter universal, reunindo, actualmente, além de assegurar presença nas reuniões das Mulheres
166 países e 10 membros associados. Estabelecida desde Parlamentares e, mais recentemente, no Fórum dos
1889, e considerada como as Nações Unidas a nível Jovens Parlamentares.
interparlamentar, a UIP é o “ponto focal para o diálogo Na actual Legislatura, a VIII, o Grupo Nacional
parlamentar mundial e tem por finalidade trabalhar à UIP é constituído por seis Deputados do PAICV e
para a paz e cooperação entre os povos e para o firme cinco do MPD, conforme Resolução nº 7/VIII/2011,
estabelecimento da democracia representativa”, através de 9 de Maio.
do fomento de contactos e intercâmbio de experiências
entre parlamentos e parlamentares, da apreciação das O Secretário Geral da Assembleia Nacional integra
questões de interesse internacional com o propósito de a Associação dos Secretários Gerais dos Parlamentos da
os levar a uma acção concertada, e ainda do contributo UIP (ASGP), órgão consultivo da Organização, que
para a defesa e promoção dos direitos humanos e a também se reúne aquando das reuniões ordinárias dos
divulgação e o reforço das instituições representativas. principais órgãos da UIP, para debater vários temas da
actualidade parlamentar mundial
Até 1 de Abril de 2015, a UIP reuniu-se 132 vezes
em Assembleia, que é acompanhada de outras reuniões A ASGP tem por finalidade facilitar os contactos
dos demais órgãos, sendo digno de registo o facto do entre os detentores do cargo de Secretário Geral e ocupa-
Parlamento cabo-verdiano ter-se feito representar, se do estudo das legislações, procedimentos, práticas
mediante participação relativamente constante nas e métodos de trabalho dos diferentes parlamentos,
Assembleias desta organização desde a sua adesão. propondo medidas de melhoria dessas práticas e de
cooperação entre os serviços dos Parlamentos.
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |65

União dos Parlamentos Africanos (UPA)

A União dos Parlamentos Africanos é uma 1982, a ANP considerou ter chegado o momento para
Organização Interparlamentar continental que reúne aderir à UPA, em resultado da existência de condições
Instituições Parlamentares Nacionais dos Estados internas estruturantes e dos apelos que, repetidamente,
Africanos, estabelecida em Fevereiro de 1976. foram feitos por vários parlamentos africanos.

Os seus objectivos preconizam a união dos Na 4ª Sessão Legislativa da II Legislatura, o


parlamentos nacionais africanos; o diálogo entre os Plenário deliberou e aprovou a adesão do Parlamento
parlamentares africanos e entre estes e os parlamentares cabo-verdiano a esta Organização, que se concretizou
de outros continentes; o reforço da instituição em Março de 1983, tendo como fundamento a
parlamentar e a promoção da democracia e da boa “importância da UPA na nossa região continental
governação em África, assim como a realização dos e a nossa natural opção africana”.[10] Efectivamente,
objectivos da União Africana para uma paz duradoura era convicção que o alargamento das relações a nível
e progresso social. regional poderia trazer mais-valia, permitindo ao
Parlamento cabo-verdiano estar em condições de
Para a prossecução desses objectivos, a UPA realiza também dar o seu contributo de qualidade para o
conferências anuais para a discussão das matérias supra desenvolvimento do movimento parlamentar e o
referidas e encontros parlamentares em cooperação reforço da unidade dos parlamentos africanos.
com organizações e instituições internacionais.

De 1975 a 1982, a Assembleia Nacional Popular


de Cabo Verde assegurou presença, como membro
observador, na Organização Interparlamentar. Em 10 Abílio Duarte, in Discursos Parlamentares (IV Sessão Le-
gislativa da II Legislatura), 1982, p 69.
|66

É de realçar a presença sistemática da ANP/AN e participação activa das


delegações nas reuniões dos órgãos estatutários, mais precisamente a Conferência
dos Presidentes e o Comité Executivo, para o qual eram designados um membro
efectivo e um suplente, em cada Legislatura.

Dos registos consultados, assinala-se a presença de delegações da Assembleia


Nacional em várias Conferências e Sessões do Comité Executivo da UPA.
No entanto, a partir de 2001, registou-se uma inflexão na presença da
Assembleia Nacional de Cabo Verde na UPA, que começou, por um lado, com
a rarefacção nos convites para a participação nas reuniões da mesma e, por outro,
pela opção interna de se limitar essa presença, por razões várias, o que culminaria
na solicitação formal da desvinculação da Organização, em 2007.

Com a instituição do Parlamento Pan-africano, em 2001, suscitaram-se


dúvidas quanto ao papel que, a partir de então, caberia à UPA. O entendimento
no seio desta foi o de que se estava perante duas organizações diferentes do ponto
de vista da sua natureza jurídica, da composição e representação e ainda do seu
funcionamento, mas que partilhavam objectivos comuns.

A existência deste novo parlamento regional africano foi um dos factores do


desengajamento paulatino da Assembleia Nacional da União dos Parlamentos
Africanos.
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |67

A Assembleia Parlamentar Paritária é a instituição A APP ACP-UE reúne-se, ordinariamente, duas


que integra igual número de representantes dos vezes por ano, em sessão plenária, e o Parlamento cabo-
Estados ACP e da UE, signatários do Acordo de verdiano faz-se nela representar por um Deputado, que
Cotonou, constituindo-se na única Assembleia também integra a Comissão Permanente de Assuntos
em que representantes eleitos de diversos países se Sociais e Ambientais, participando sistematicamente
reúnem conjunta e regularmente com o objectivo nas reuniões da Assembleia e da Comissão, que se
de promover a interdependência Norte-Sul. Como realizam, alternadamente, num país ACP e num
órgão consultivo instituído em 15/12/1989, pela país da UE.
IV Convenção de Lomé entre os Estados ACP e a
Comunidade Económica Europeia, e, mais tarde, O Deputado representante é designado por
reconfirmada pelo Acordo de Parceria entre os Estados Resolução da Assembleia Nacional, que, na Legislatura
ACP e os Estados da Comunidade Europeia, compete em vigor, vem estipulado no nº 9/VIII/2011, de 9
à APP ACP-UE promover os processos democráticos de Maio.
dos seus membros, através de diálogos e de consultas,
contribuir para uma maior compreensão entre os A Assembleia Nacional, que ratificou a IV
povos da UE e dos Estados ACP, debater questões Convenção, em 29/12/1990, e o Acordo de Parceria,
relativas ao desenvolvimento e à parceria ACP-UE, em 18/06/2001, tem acompanhado, com crescente
adoptar resoluções e formular recomendações ao interesse, desde 1990 os meandros das negociações
Conselho de Ministros, tendo em vista a realização entre os Estados ACP e a UE, para o sucesso das
dos objectivos do Acordo. quais tem contribuído a Assembleia Parlamentar
Paritária, onde está representada.
|68

Parlamento da Comunidade Económica


dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)

E
m 6 de Agosto de 1994, o Estado de Cabo Verde assinava, na cidade
de Abuja, Nigéria, o Protocolo relativo ao Parlamento da CEDEAO,
cuja finalidade é a integração dos Estados membros numa comunidade
regional viável, através do diálogo, concertação e consensos entre os seus
representantes.

Esta assembleia representativa dos povos da Comunidade integra 120


Deputados, dos quais cinco são designados pelo Parlamento cabo-verdiano,
de forma proporcional à representação dos partidos com assento parlamentar,
conforme se constata na Resolução n.º 8/VIII/2011, de 9 de Maio.

O Parlamento da CEDEAO reúne-se, ordinariamente, duas vezes por


ano e tem a sua Sede em Abuja, para onde se deslocam os seus Deputados
nessas ocasiões.

Os Deputados do Grupo Nacional integram também as Comissões


Permanentes, designadamente as seguintes, onde alguns desempenham as
funções de Presidente e relator:
• Comissão de Agricultura, Meio Ambiente, Recursos Hídricos e
Desenvolvimento Rural (2º Relator);
• Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Juventude, Deporto
e Cultura (1º Relator);
• Comissão de Assuntos Políticos, Paz e Segurança;
• Comissão do Comércio Alfândega e Livre Circulação de Pessoas
(Presidente);
• Comissão de Administração, Finanças e Controlo Orçamental.
Para além das reuniões na Sede, este Parlamento sub-regional promove
reuniões descentralizadas das suas Comissões Permanentes, tendo três sido as
realizadas em Cabo Verde, designadamente:
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |69

• A Reunião conjunta da Comissão de Assuntos Políticos, Paz e Segurança/


da Comissão da NEPAD e Mecanismo Africano de Avaliação pelos
Pares/e da Comissão dos Assuntos Jurídicos e Judiciários, de 24 a 28 de
Fevereiro de 2015;
• A Reunião conjunta da Comissão de Infra-estruturas e Desenvolvimento
Industrial/ e da Comissão de Agricultura, Ambiente, Recursos Hídricos
e Desenvolvimento Rural, de 5 a 9 Março de 2013;
• A Reunião conjunta da Comissão da Saúde e Serviços Sociais/ e da
Comissão do Género, Trabalho, Emprego e Bem-estar Social, de 13 a
17 de Fevereiro 2012.

Os actos de abertura destas reuniões têm sido presididos pelo Presidente da


Assembleia Nacional de Cabo Verde.
De 14 a 15 de Setembro de 2013, o Presidente da Assembleia Nacional
participou na Conferência dos Presidentes da África Ocidental, que decorreu em
Abuja, por ocasião da abertura oficial da 2ª Sessão Ordinária do Parlamento da
CEDEAO, em 16 de Setembro, na qual esteve igualmente presente, acompanhado
dos Deputados cabo-verdianos que integram o referido Parlamento.

Em 2014, o Parlamento da CEDEAO organizou, na Praia, de 10 a 12 de


Março de 2014, o Atelier sobre o Reforço das Prerrogativas do Parlamento da
CEDEAO, cuja abertura foi presidida pelo seu Presidente, com a intervenção do
Presidente da Assembleia Nacional. Participaram cerca de 90 (noventa) Deputados
da CEDEAO, incluindo os Deputados nacionais que integram esse Parlamento.

Para além das presenças nas reuniões dos órgãos estatutários, os Deputados
do Parlamento da CEDEAO participam igualmente das reuniões temáticas que
o mesmo promove.
Os custos de participação neste Parlamento sub-regional são inteiramente
assumidos por este.
|70

Assembleia Parlamentar da Comunidade dos


Países de Língua Portuguesa (AP CPLP)

“A Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua


Portuguesa é o órgão que reúne as representações de todos os Parlamentos
da Comunidade, constituídos na base dos resultados das eleições legislativas
dos respectivos países” e do qual releva, por essência, o princípio da vontade
política em contribuir para a promoção da democracia e consolidação do
Estado de Direito no espaço da comunidade e também para a cooperação
em vários domínios.

A AP CPLP encontra a sua génese nos seis fóruns parlamentares que


antecederam a sua criação em 2007, também aqueles instituídos formalmente
em Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa (FPLP). O FPLP, organização
de cooperação interparlamentar, foi constituído em 1998, tendo a Assembleia
Nacional participado regular e activamente nas suas reuniões, designadamente
no I FPLP, em Julho de 1999; no II FPLP; no III FPLP, em Novembro de
2002 (Praia); no IV FPLP, em Janeiro de 2005 (Brasília); no V FPLP, em
Abril de 2006 (Luanda); no VI FPLP, em Outubro de 2007 (Bissau); e, em
Abril de 2009, no VII FPLP (São Tomé), onde se procedeu à sua extinção
imediatamente antes da realização da I AP CPLP.

Em Novembro de 2007, foi instituída a AP CPLP pelo Conselho de


Ministros da CPLP, tendo a mesma realizado a sua I Assembleia em Abril de
2009, em São Tomé, logo após a extinção do FPLP. À semelhança do que
vinha acontecendo em relação ao FPLP, através do Grupo Nacional à AP
CPLP, a Assembleia Nacional continuou a assegurar uma presença activa
nas reuniões dos órgãos da Organização, nomeadamente na Conferência dos
Presidentes, no Plenário, nas Comissões Permanente e na Rede de Mulheres
Parlamentares, bem como nos grupos de trabalho ad hoc.
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |71

A Resolução nº 6/VIII/2011, de 5 de Maio, das instituições parlamentares e facilitar o contacto


designa os Deputados que integram a AP CPLP, pessoal e institucional dos seus membros, foi
posteriormente alterada pelas Resoluções nº 63/ instituída, em Janeiro de 1998, a Associação dos
VIII/12, de 7 de Dezembro, e nº 91/VIII/2013, Secretários Gerais dos Parlamentos de Língua
de 31 de Dezembro. Portuguesa (ASG-PLP), cuja última revisão dos
Estatutos ocorreu durante o VI Encontro da ASG-
Assim, assinala-se a presença do Parlamento PLP, em Julho de 2005, em São Tomé.
Cabo-verdiano na I AP CPLP (2009); na II AP
CPLP, em Lisboa (Março, 2010); na III AP CPLP, A presidência da ASG-PLP é anualmente
em Díli (Setembro, 2011) e na IV AP CPLP, em assegurada por um dos seus membros, que a assume
Luanda (Novembro, 2013). Por razões técnicas por ordem alfabética, estando correntemente esta
incontornáveis, não foi possível a participação na função a ser exercida pela Secretária Geral da
V AP CPLP, que decorreu em Díli, Timor-Leste, Assembleia da República de Portugal, desde Julho
em Abril de 2014. de 2015, data em que substituiu Cabo Verde, na
sua terceira presidência, depois de 2000 e 2007.
Na qualidade de representantes da Assembleia
Parlamentar da CPLP, Deputados do Grupo Nacional Através de uma participação constante e
têm integrado missões de observação eleitoral da activa, a Assembleia Nacional de Cabo Verde tem
organização, por ocasião de eleições em alguns dos contribuído para a consolidação da Associação e
países membros. tem sabido beneficiar-se das acções de intercâmbio
e cooperação entre as administrações parlamentares
A conciliação de interesses comuns e o dos seus membros, com reflexos na melhoria do
desenvolvimento da troca de experiências entre funcionamento dos seus serviços.
parlamentares e funcionários têm convergido para
a prossecução dos objectivos de fortalecimento dos Decorreram, no Palácio da Assembleia Nacional,
laços de solidariedade e cooperação entre os seus o III, o IX e o XVI Encontros dos Secretários Gerais
membros. da ASG-PLP, respectivamente de 9 a 10 de Julho
Com o objectivo de promover o desenvolvimento de 2002, de 8 a 13 de Novembro de 2008 e de 12
da cooperação técnico-parlamentar, a modernização a 15 de Julho de 2015.
|72

Assembleia Parlamentar da Francofonia (APF)

A
APF tem por finalidade representar os Marrocos (Julho de 2006), na XV Assembleia Regional
interesses e aspirações dos povos do espaço da África, em Yaoundé, Camarões (Maio de 2007). Em
francófono e promover a democracia e Maio de 2003, a Assembleia Nacional participou na XI
o Estado de direito nesta comunidade, favorecendo a Assembleia Regional Africana, antecedendo a sua entrada
cooperação e a solidariedade no seu seio e contribuindo oficial na organização. Em 2007, a Assembleia Nacional
para o desenvolvimento económico e cultural, através organizou a participação de dois jovens no Parlamento
da expansão da língua francesa. Francófono dos Jovens, que decorreu no mês de Julho,
em Libreville, Gabão.
A Assembleia Nacional de Cabo Verde encontra-se
representada neste fórum interparlamentar desde Julho de As participações na APF também têm sido asseguradas
2003, tendo já participado em algumas, nomeadamente por intermédio de um Grupo Nacional, constituído
nas sessões anuais do Plenário, nas Comissões Permanentes por cinco Deputados, distribuídos proporcionalmente
e na Rede de Mulheres Parlamentares, assim como nas de acordo com a sua representatividade no Parlamento.
reuniões da Assembleia Regional Africana. As Resoluções nº 10/VIII/2011 e nº 36/VIII/2011,
respectivamente de 9 de Maio e 26 de Dezembro, indicam
Ao interesse de adesão do Parlamento cabo-verdiano, os membros da Assembleia Nacional à Assembleia
esteve subjacente o papel importante da francofonia no Parlamentar da Francofonia.
que se refere à cooperação nos domínios da educação, do
desenvolvimento das tecnologias, do apoio às pequenas e O balanço que se faz é de uma modesta participação,
médias empresas, da energia e ambiente, garantida através que se deve fundamentalmente ao facto das sessões
de uma rede própria de operadores, a cujos programas plenárias da APF coincidirem com a data de celebração
se associam os Estados membros. do aniversário da independência nacional.

A Assembleia Nacional participou, pela primeira


vez, como membro de pleno direito, na 29ª Sessão da
APP, que decorreu em Niamey, Niger (Julho de 2003),
seguindo-se as participações na 30ª Sessão, em St. Edouart,
Canadá (Julho de 2004), na 32ª Sessão, em Rabat,
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |73

Parlamento Pan-africano (PAP)

N
a qualidade de signatário do Tratado que institui a Comunidade
Económica Africana (CEA)[11], assinado em 03/06/1991, em
Abuja (Nigéria), e do Acto Constitutivo da União Africana (UA),
assinado em Lomé (Togo), em 11/07/2000, o Estado de Cabo Verde passou a
vincular-se aos dois instrumentos internacionais africanos, que prevêem a criação
de um Parlamento Pan-africano.

Na verdade, a UA é inspirada nos princípios e objectivos da Carta da


Organização da Unidade Africana (OUA) e do Tratado da CEA, estipulando
este que a composição, as atribuições, os poderes e organização do PAP seriam
definidos no Protocolo a este respeitante.

Em 02/03/2001, em Sirte (Líbia), os Estados membros da UA e da CEA


estabelecem o PAP, cujo objectivo primordial é o de garantir a plena participação
dos Povos africanos no desenvolvimento e integração económica do continente.

O Parlamento Pan-africano desempenha correntemente um papel consultivo,


não obstante a sua natureza supranacional intrínseca, e visa transformar-se numa
instituição com plenos poderes legislativos, cujos membros passarão a ser eleitos
por sufrágio directo e universal.

No presente momento os membros do PAP são nomeados pelos parlamentos


nacionais, que designam cinco representantes, devendo pelo menos um ser uma
mulher, regra igualmente cumprida pela Assembleia Nacional, cujos membros
nessa instituição regional estão representados de acordo com o método da
proporcionalidade dos Partidos políticos no Parlamento nacional.

11 Lei n.º 56/IV/92, que ratifica o Tratado que institui a CEA, publicada no B.O. 16 (92- 10-23),
Supl.
|74

A
Assembleia Nacional tem-se feito representar no Parlamento
Pan-africano, cuja Sede é em Joanesburgo (África do Sul), desde
a VII Legislatura, constando os membros eleitos para o efeito
das Resoluções nº 11/VII/2006, de 24/04, e nº 11/VIII/2011, de 05/05,
posteriormente alterado nas Resoluções nº 37/VIII/2011 e nº 92/VIII/2013,
de 26/12 e 31/12, respectivamente.

Os membros do Grupo Nacional têm participado nas Reuniões Ordinárias,


nas Comissões Permanentes e em algumas reuniões temáticas promovidas pelo
PAP. Por razões de contenção orçamental, e salvo circunstâncias específicas que
determinam a presença simultânea de todos, relacionadas com a importância
das matérias em debate, a participação tem sido assegurada por uma média
de três Deputados de cada vez, sempre respeitando a ordem proporcional de
representatividade dos Partidos.

Actualmente, os Deputados Nacionais ao Parlamento Pan-africano integram


as seguintes Comissões Permanentes:
• Comissão da Economia Rural, Agricultura, Recursos Naturais e Ambiente;
• Comissão de Transportes, Indústria, Comunicação, Energia, Ciência
e Tecnologia;
• Comissão de Educação, Cultura, Turismo, e Recursos Humanos;
• Comissão de Justiça e Direitos Humanos.

Pela primeira vez, a Assembleia Nacional de Cabo Verde esteve representada


na Conferência Anual dos Presidentes dos Parlamentos Africanos, que decorreu
em Joanesburgo, de 13 a 14 de Agosto de 2014.
CAPÍTULO III- Relações Externas da Assembleia Nacional de Cabo Verde |75

Na qualidade de representantes do Parlamento Pan-africano e da União


Africana, Deputados do Grupo Nacional têm integrado missões de observação
eleitoral da organização, por ocasião de eleições em alguns dos países membros.

Conclui-se com a constatação de que a actual realidade parlamentar


cabo-verdiana, seja do ponto de vista político-legislativo, seja da administração
parlamentar, tem possibilitado à Assembleia Nacional protagonizar, recentemente,
um novo papel no que concerne à sua diplomacia parlamentar, não se limitando
a ser apenas um receptor da cooperação, mas sendo ela própria um provedor de
assistência técnica a Parlamentos de países com os quais partilha uma história
e interesses comuns e cujos processos de instauração democrática ainda se
encontram em fase embrionária, necessitando da colaboração institucional do
Parlamento cabo-verdiano.

As reuniões interparlamentares, particularmente os fóruns parlamentares


multilaterais, continuam a ter um papel fulcral no fomento do diálogo e
do relacionamento internacionais, deixando de se circunscrever no âmbito
estritamente parlamentar para se estender às questões que preocupam a comunidade
internacional, incluindo aquelas do foro habitualmente bilateral, razão por que
a Assembleia de Cabo Verde deve prosseguir numa actuação externa sintonizada
com os outros órgãos de soberania, particularmente o executivo.
|76
|77

CAPÍTULO IV

O Palácio da Assembleia
Nacional
|78

Espaço da primeira sessão plenária da ANP


Paços do Concelho, Cidade da Praia

Sede dos serviços de apoio à administração da ANP


Actual Sede do PAICV
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |79

para garantir à Assembleia, local e quadros próprios para o

A
Assembleia Nacional da República de Cabo Verde exercício normal das suas altas responsabilidades, a verdade é
funciona no Palácio da Achada Santo António, desde que, até agora, a Secretaria-geral tem funcionado em condições
Outubro de 1985. precárias, situação insustentável a que urge pôr cobro com maior
urgência[13]” .
Até essa data, a Assembleia Nacional não dispunha
de um edifício próprio para as reuniões do Plenário e Anos mais tarde, mais precisamente a 30 de Dezembro
das Comissões, assim como para o desempenho das suas de 1982, Abílio Augusto Monteiro Duarte, então Presidente
atribuições administrativas. da Assembleia Nacional Popular, fez o lançamento da 1ª
pedra para a construção do Palácio. No acto afirmou que
Por este facto, a primeira reunião constitutiva da “o início da construção do maior projecto edificado na história
Assembleia Nacional Popular (ANP) aconteceu no Salão de Cabo Verde, constitui, antes de mais, um acto decisivo para
Nobre do Paços do Concelho da Cidade da Praia, no dia 4 a consolidação e dignificação da Instituição Parlamentar em
de Julho de 1975. Cabo Verde[14]”.

As reuniões plenárias que se seguiram eram realizadas Esse acto simbólico veio na sequência da assinatura
em diferentes locais tais como: Salão Josina Machel no Liceu de um acordo de cooperação técnico e económico entre o
Domingos Ramos da Praia e Centro Social 1º de Maio, na Governo da República de Cabo Verde e a República Popular
Fazenda. Nessa época, a Assembleia reuniu-se por algumas da China assinado em 1977, na cidade da Praia, do qual nascia
vezes, na cidade do Mindelo, ilha de São Vicente[12] . a esperança de a ANP vir a dispor “de instalações suficientes
e apropriadas, racionalmente concebidas para o desempenho
Inicialmente, os serviços de apoio à administração pleno das suas competências[15]” .
funcionavam nas dependências do antigo Ministério dos
Negócios Estrangeiros e, posteriormente, na actual sede No quadro desse acordo de cooperação económica e
nacional do Partido Africano da Independência de Cabo técnica entre os dois países, iniciaram-se as negociações sobre
Verde (PAICV), no Plateau, em condições de instalação a construção do Palácio da Assembleia Nacional.
pouco adequadas, o que limitava o funcionamento em pleno
da Secretaria Geral da Assembleia Nacional Popular.

13 Acta da V Sessão Legislativa da I Legislatura, Dezembro 1977, p. 16.

14 Alocução proferida pelo Presidente da ANP, no acto da cerimónia do


“Não obstante todas as diligências que têm sido feitas lançamento da 1.ª pedra para a construção do Palácio. Discursos Parlamentares (IV
Sessão Legislativa da II Legislatura), 1982, p. 61.

12 Convocatória para a IV Sessão Legislativa da ANP a ter lugar no dia 21 de


Março de 1977. B.O. 12 (77-3- 19). 15 Ibidem.
|80

N
o dia 14 de Novembro de 1978, o então Ministro dos Negócios
Estrangeiros, Abílio Duarte, endereça ao Governo da República
da China uma nota com a memória descritiva e demais dados
concretos necessários à elaboração do que se pretendia que viesse a ser a
estrutura do edifício.

Desenho do Palácio
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |81

O
s documentos foram precedidos de uma O acto formal de entrega da obra pela Equipa
discussão entre o grupo de trabalho bipartido Técnica Chinesa à Comissão de Vistoria e Recepção
constituído por especialistas da República do Palácio aconteceu a 25 de Junho de 1985.
Popular da China e por responsáveis técnicos do antigo
Ministério da Habitação e Obras Públicas (MHOP) de A 28 de Outubro de 1985, após a sua inauguração,
Cabo Verde. Em Julho de 1979, a parte cabo-verdiana o Parlamento instalou-se definitivamente no planalto
envia formalmente à República Popular da China, o da Achada de Santo António, Cidade da Praia, Ilha
projecto de urbanização da zona de expansão e planta de Santiago.
topográfica da Praia, o que permitiu que se decidisse
pelo desenvolvimento na horizontal do projecto. A inauguração do edifício onde passou a funcionar
o órgão de soberania da República de Cabo Verde foi
Em Dezembro desse mesmo ano, o Governo da feita pelo então Presidente da República, Aristides
República de Cabo Verde e a Companhia Nacional da Maria Pereira.
China para Exportação de Equipamentos Completos,
assinam o contrato para a construção do Palácio. O Além do Presidente da ANP e dos Deputados,
contrato estipulava que a parte chinesa realizaria a o acto foi presenciado, pelo então Primeiro Ministro
elaboração do projecto das obras situadas dentro do Pedro Pires, pelos ministros e por membros da direcção
muro de delimitação do Palácio e a parte cabo-verdiana, do PAICV. Ainda, para assistir ao acto, deslocou-se
para além de disponibilizar todas as informações a Cabo Verde uma delegação parlamentar chinesa
indispensáveis à concepção do projecto, encarregar- chefiada pelo então Vice-Presidente da Assembleia
se-ia de projectar e levar a cabo as obras fora do muro Popular da China, e membro do Comité Central do
de delimitação, incluindo vias, canalização de águas e Partido Comunista Chinês, Liao Hansheng. Entre
esgotos e montagem dos cabos eléctricos e rede telefónica [16] vários convidados estrangeiros, prestigiou também
o acto, o Dr. Pio Carlo Terenzio, Secretário Geral da
A ocupar uma grande extensão de terreno de União Interparlamentar.
40.000 m2 dos quais 12.500 m2 da superfície englobaria
o corpo central do Palácio e os anexos, este Palácio foi No seu discurso inaugural, o Presidente da
projectado para ser “majestoso e imponente e desfrutará Assembleia, Abílio Duarte definiu o acto como “um
de uma ampla panorâmica[17]” . importante acontecimento para a dignificação da nossa
instituição parlamentar e consolidação das instituições
do Estado[18]” .
16 Contrato para elaboração do projecto do Palácio da ANP de
Cabo Verde. Praia, p. 2-3.CV-AP-ANCV, cx.79,

17 Memória descritiva do projecto do Palácio da Assembleia Nacional


Popular de Cabo Verde. CV-AP-ANCV, cx.79, 1978 18 VOZDIPOVO n.º 499, (30 Out. 1985) p.6
|82

Ainda a este propósito, Abílio Duarte declarou Nessa obra trabalharam, incansavelmente,
que “a partir desta data, a Assembleia Nacional setenta (70) técnicos e operários chineses e duzentos
Popular passará a dispor de instalações condignas para o (200) operários cabo-verdianos que contribuíram
desempenho normal das suas competências e atribuições para que fosse “uma obra de construção civil digna
constitucionais e regimentais. A Mesa da presidência de se apreciar, tanto pela complexidade da sua
da ANP, as comissões especializadas permanentes, os estrutura como pela harmonia e beleza das suas formas
grupos cabo-verdianos da UIP e da UPA, os grupos de arquitectónicas[21]” . (Ministro de Habitação e Obras
amizade inter-parlamentares, a biblioteca e o centro de Públicas, Tito Ramos)
documentação, os serviços técnicos agora, em matéria
de local de trabalho, estão em condições de estruturar Desde o dia da sua inauguração, o 1.º Secretário
e organizar cabalmente as suas actividades[19]” da Mesa da ANP, Dr. Francisco Correia, demonstrou,
na sua intervenção, a preocupação com a manutenção
O prazo de execução da obra foi inicialmente do edifício e por isso da necessidade da criação de
previsto para quatro anos. Este prazo foi cumprido uma estrutura que asseguraria esse propósito: “Com
com um avanço de 5 meses e, “tal proeza só foi efeito, dada a natureza especializada e a responsabilidade
possível graças ao nível de organização e capacidade física do Palácio da ANP previu-se, em acordo com a
de enquadramento de operários nacionais relevados República Popular da China, a formação, no local, do
pela direcção da equipa técnica chinesa, na condução pessoal especializado necessário para garantir não só
dos trabalhos”[20] , afirmou o Ministro de Habitação o funcionamento inerente ao futuro do equipamento
e Obras Públicas Tito Ramos, na cerimónia de instalado como também a integridade e conservação
inauguração. físicas de todo o imóvel e seus anexos.[22]”

19 Ibidem. 21 Ibidem, p. 7.

20 Ibidem, p. 7. 22 Ibidem, p. 7.
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |83

Por outro lado, a preocupação com a evolução dos trabalhos da construção do


Palácio da Assembleia Nacional Popular e a necessidade de serem tomadas medidas
que definem a política da sua adequada utilização traduziram-se na criação de
uma Comissão Administrativa do Palácio, que ficaria na dependência directa do
Presidente da Assembleia e na elaboração do seu respectivo regulamento (Resolução
n.º 16/II/84 de 22 de Maio).

Entre as orientações e directivas traçadas pela Comissão Administrativa do


Palácio que deveriam ser implementadas, dignas de realce são as seguintes: Servir
de suporte às actividades político-parlamentares da Assembleia Nacional Popular;
resolver os problemas de segurança que envolvam a prevenção e combate contra
deflagrações e seguro do imóvel; optimizar a formação de quadros técnicos de
manutenção e acompanhamento e implementar o respectivo enquadramento dos
mesmos; aquisição de móveis e equipamentos para as diversas áreas de trabalho e
operacionalização das salas de reuniões para que se possa concretizar uma política
de atracção de reuniões e conferências nacionais e estrangeiras, de importância
capital, para a rentabilização do imóvel e a redução dos volumosos encargos [23].

Sobre estas preocupações, 1.º Secretário da Mesa da ANP, Dr. Francisco


Correia, no discurso proferido na inauguração do edifício, disse que deve, antes
de mais, e acima de tudo, tornar o edifício economicamente produtivo, mediante
a promoção de manifestações de elevado significado e dignidade e não ter um
papel passivo na dependência dos recursos do Orçamento Geral do Estado [24].

Deste modo, o Palácio da Assembleia desempenharia funções no domínio


cultural visto que as condições já estavam reunidas para a realização de actividades
culturais com a existência da sala polivalente de espectáculo para teatro, dança,
concertos, etc. Estas actividades serviriam igualmente como forma de aproximar
a sociedade civil da Assembleia com todos os benefícios financeiros que essa
aproximação poderia oferecer.
Lançamento da 1ª pedra pelo Presidente da ANP
23 Abílio Duarte, in Discursos Parlamentares (2ª Sessão Legislativa da III Legislatura), 1986, p. 19
Abílio Duarte, Dezembro de 1982 e construção
do Palácio,
24 VOZDIPOVO, n.º 499 (30 Out. 1985), p. 7
|84

O
s anos oitenta, em termos de infra-estruturas, foram marcados
por um período de instalação, captação e concentração dos
meios financeiros, humanos e materiais necessários, para criar as
condições de trabalho para os Deputados, bem como para o corpo administrativo
e técnico. Esta evolução estrutural e organizativa foi muito importante para a
assunção plena das competências do Parlamento consagradas na Constituição
e no Regimento.

da Assembleia Nacional foi identificada pela


Nos anos 90, o edifício já dava sinais de Comissão[25] como sendo uma das áreas que merecia
precisar de reparações com maior profundidade. ser trabalhada.
Razão pela qual, em 1993, com a instituição da
primeira Comissão de Reforma Parlamentar e, de Sendo as reformas consequências dos avanços
forma mais intensa, a partir de 1996, foram tomadas institucionais (legais), dos sistemas organizacionais
uma série de medidas e iniciativas de adequação e tecnológicos, em 1996 foi criada a Comissão
da estrutura interna do edifício às necessidades do Eventual da Reforma do Parlamento[26] em estreita
multipartidarismo e do funcionamento contínuo do articulação com a Mesa da Assembleia Nacional,
Parlamento. Desde essa altura, o Palácio vem sendo presidida pelo então Presidente, António do
objecto de diversas obras de restauro, reparação e Espírito Santo Fonseca. Esta nova Comissão
manutenção, assim como de criação e adaptação deveria continuar com o processo da Reforma do
de espaços para responder às novas exigências dos Parlamento iniciado anteriormente. No âmbito
serviços, dos progressos em diversos domínios, das competências que lhe foram conferidas, os seus
designadamente, tecnológicos e comunicacionais, trabalhos versariam sobre a reforma legislativa, a
indispensáveis para impulsionar o desenvolvimento organizativa e infra-estruturas.
e modernização da Assembleia Nacional.
25 Acta da Sessão de Outubro : 9ª Sessão Legislativa da IV
Legislatura, 1994, p. 211.
A reforma administrativa, ou seja, a área
de suporte à organização e ao funcionamento 26 Resolução da Assembleia Nacional n.º 19/V/96, de 2 de Inauguração da ANP à 28 de Outubro de 1985
Julho de 1996
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |85

N
este capítulo, é importante realçar possibilitar o acesso a portadores de deficiência[28],
os resultados alcançados por esta tornando-se assim uma Casa de inclusão.
Comissão de Reforma no que diz
respeito às infra-estruturas com impacto na própria Igualmente, as fachadas do edifício e áreas
reorganização dos espaços do edifício central e no adjacentes conheceram reparações salvaguardando,
lançamento da “construção de mais um edifício[27]” , para portanto, a dignidade deste importante órgão de
a criação de instalações adequadas para o exercício de soberania sem contudo, alterar a sua arquitectura
mandato dos Deputados a tempo inteiro, bem como original.
outros serviços operacionais. Um exemplo concreto
dos resultados dessa reforma foi a transferência Progressivamente, a profissionalização dos
do serviço de informação e documentação, mais Deputados, o aumento das Comissões Especializadas, a
precisamente, a Biblioteca Parlamentar, para um espaço reorganização dos serviços da administração do Palácio
completamente remodelado e com equipamento e e dos gabinetes de apoio aos Grupos Parlamentares,
mobiliário novo. Nessa época, por falta de espaço o incremento das tecnologias trouxeram uma outra
físico, o Arquivo Histórico Parlamentar não foi dinâmica ao Parlamento, que arrastou consigo a
instalado. criação de novos serviços, redimensionamento e a
transformação de outros, alterando em certa medida
Em 1998, o processo de reforma continuou, a configuração interna inicial do Palácio. A título de
sendo o grosso dos investimentos aplicado na realização exemplo, parte da área da cozinha foi transformada em
de obras de construção ou de reparação do edifício gabinetes para técnicos da Divisão de Redacção; no
e seus anexos. Neste sector, foram concluídas obras rés-do-chão foram criados gabinetes para a instalação
de melhoramento dos pisos internos do Palácio com dos Serviços Administrativos e Financeiros e gabinetes
a substituição, em algumas áreas, das alcatifas por de apoio aos Grupos Parlamentares e no 1.º piso
mosaicos e pintura dos gabinetes. Foram realizadas foram improvisadas, do lado esquerdo, uma sala
obras de drenagem e aproveitamento de águas pluviais de espera para a área presidencial e uma sala de
e de impermeabilização dos terraços anexos à Sala de imprensa do lado direito. Grande parte do Motel
Sessões; adaptação da estrutura física com rampas para cuja função, primeira, era servir de alojamento para
os Deputados, foi transformado em gabinetes para
servir a administração.

27 António do Espírito Santo - Aproximação do Parlamento ao


Cidadão. in Fórum Parlamentar “A Reforma do Parlamento na perspec- 28 Assembleia Nacional. Secretaria-Geral - Relatório de Activi-
tiva da: Transparência, Ética e Decoro Parlamentar …”, 2014, p. 47 dades relativo ao ano 1998, p. 19
|86

As obras de reparação continuaram nos anos No entanto ainda persistem problemas como a
seguintes. Em 1999, o edifício recebeu obras de reparação e substituição completa do sistema hidráulico
reparação em quase toda a sua estrutura física, desde e sanitário do Palácio. É um empreendimento que exige
a melhoria nos quartos do Motel, pintura de alguns um avultado investimento. Os trabalhos preparativos
espaços do edifício, reparação das vedações do jardim do projecto já foram feitos e a AN está à procura
e a reposição ou substituição de mosaicos nas varandas de parceiros para o financiamento e arranque das
do 2.º piso e nos patamares do rés-do-chão. obras[30] .

Os espaços nobres da Assembleia receberam O funcionamento do Parlamento de forma


também obras de remodelação. O palco do Salão permanente com a profissionalização dos Deputados
Nobre, actualmente Salão Abílio Duarte[29] foi acabou por reflectir-se na própria organização interna
completamente substituído, atribuindo ao espaço a dos serviços da Assembleia Nacional. O edifício
dignidade e distinção que lhe eram devidas. principal, apesar de ser um edifício de grande porte,
tornou-se insuficiente para atender à demanda do
Tendo em vista ainda uma melhor segurança das próprio funcionamento do Parlamento.
instalações da Assembleia Nacional, foram construídos
um edifício para os militares e dois postos para o
serviço de segurança que controlam a entrada e a
saídas de pessoas e viaturas.

29 Deliberação da Mesa da Assembleia Nacional, Reunião Ordi- 30 Modernização do Parlamento in Revista Parlamento, 0 (Dez.
nária n.º 41/VI/03, de 24 de Junho. CV-AP-AN, cx 45. 2010), p.14

Por isso foi decidida a construção de um novo edifício, anexo ao principal,


cujo projecto foi elaborado pelo arquitecto cabo-verdiano, Pedro Gregório Lopes.
A inauguração deste edifício aconteceu a 04 de Agosto de 2003 pelo Presidente
da Assembleia Nacional, o Dr. Aristides R. Lima, em comemoração ao XXVIII
Aniversário da Independência Nacional. O Edifício Novo comporta 28 gabinetes
para Deputados e o Arquivo Histórico Parlamentar.

Em 2005, sob o espaço do Arquivo Histórico Parlamentar foram construídas


as salas de reuniões das Comissões Especializadas e uma sala multiuso. Todos
estes espaços encontram-se devidamente e equipados e mobilados.
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |87

Arquitectura

O
Plnata do Palácio
Palácio da Assembleia Nacional foi idealizado e projectado por
arquitectos e construtores cabo-verdianos e chineses. É um
vasto edifício com a fachada principal para a Avenida OUA, na
Achada Santo António. A dimensão e a localização dessa obra arquitectónica
permitem que seja contemplada em vários pontos da cidade da Praia.
|88

As diferentes componentes do edifício são instaladas Ainda em relação à arquitectura do Palácio, na


verticalmente, em vários pisos. O corpo principal do edifício reportagem “Palácios” da série documental cultural
possui dois pisos, a parte central quatro pisos. A distribuição “Monumentos e Sítios” da TCV, o arquitecto cabo-
horizontal é bem articulada, a divisão das partes funcionais é verdiano Pedro Gregório Lopes é de opinião que o
eficiente e permite que as comunicações sejam fáceis. Palácio traz uma característica patente nas construções
nacionais quando diz que “Todas as janelas, todas as
A Assembleia Nacional possui uma arquitectura simples portas são protegidas contra a insolação directa, por
e rectangular com portas e janelas exteriores largamente consequência, em atenção ao clima tropical, ao clima
envidraçadas e revestidas de lâminas de alumínio para permitir quente, por consequência, defesa das vidraças contra a
a entrada de maior luminosidade ao interior. De acordo com insolação directa que teria reflexos sobre a comodidade
as exigências funcionais, e a solução de desenvolvimento na e o conforto do espaço interior. É também um edifício
vertical, adoptou-se o princípio da simetria. O projecto de com um porte bastante grande e uma dimensão boa,
arquitectura teve em conta o estilo local de construção, bem com um espaço à frente que lhe dá dignidade. Serve
como as condições climáticas. Na parte central de quatro pisos como marco para a cidade da Praia porque é vista por
foram utilizados panos verticais – largas e grossas lâminas todos os lados[32]” .
verticais que resguardam o edifício do sol. Desta maneira, a
parte central atribui ao edifício uma impressão de destaque
e solenidade.
32 FONTES, Margarida - Monumentos e Sítios: Palácios, [regis-
to vídeo], 2005
Nos três lados do 1.º piso, aplicou-se a combinação dos
corredores salientes com as lâminas protectoras do sol. Em cima
da entrada do edifício existe um grande alpendre transversal
que torna a construção solene, imponente, majestosa, clara,
alegre e agradável. Os pavimentos são principalmente de
mosaico colovynil, marmorite polida linóleo e mármore.

No acabamento exterior foram utilizados: marmorite


lavada, pintura a tinta de água e revestimento de mosaico
cerâmico. No interior foram utilizados: tintas de água e placas
decorativas absorventes de som, marmorite e madeira[31] .

31 Memória Descritiva do Projecto do Palácio da Assembleia Nacional Popu-


lar de Cabo Verde, Praia, 1978 p. Cx.n.º79 AHP
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |89

Visita ao Palácio

O
Edifício foi projectado para albergar, além dos gabinetes para o
funcionamento dos diversos serviços da Assembleia Nacional, um
auditório equipado com aparelhos de amplificação de som e de
projecção de filmes; uma sala de conferências internacionais climatizada com
capacidade para 240 lugares, equipada com instalações para amplificação de som
e tradução simultânea; duas salas de reuniões com capacidade para 50 lugares,
todas igualmente climatizadas; uma sala de recepções oficiais com capacidade
para 300 pessoas e os respectivos serviços de apoio; salão de exposições; instalação
para telecomunicações, banco, segurança, loja de artesanato e serviço de bar.

Separado do corpo central, na sua lateral esquerda, foi construído um


edifício de 20 apartamentos (motel) destinado a receber os hóspedes da
Assembleia Nacional, uma central eléctrica, um edifício para equipamentos
electromecânicos e espaços de circulação e de estacionamento.

Fazem parte do património da Assembleia Nacional o Palácio, os anexos


e também os objectos artísticos que se encontram expostos nos seus diversos
espaços. Para dar a conhecer esse património, far-se-á a descrição dos principais
espaços e algumas obras de arte da Assembleia Nacional.
|90

Entrada Principal
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |91

A
Entrada Principal faz parte da estrutura original do Palácio. Trata-se de um espaço amplo,
com uma imponência característica da arquitectura chinesa. Este espaço é importante
para a realização de actividades tais como exposições, homenagens, cerimónias oficiais e
exéquias de personalidades e entidades oficiais. As escadarias que dão acesso ao 2.º piso, revestidas com
tapete vermelho, conferem uma certa solenidade a este átrio. Para além da sua função de recepção e
acolhimento de eventos, o local oferece condições para a realização de exposições de pintura e venda de
livros, bem como de outros artigos de artesanato nacional, especialmente quando se realizam actividades
importantes na Assembleia Nacional.

Vários artistas já expuseram as suas obras neste espaço. De destacar, David Levy Lima, Domingos
Luísa, Kiki Lima, Luísa Queirós, Manuel Figueira, Misá e Tchalé Figueira, o fotógrafo mindelense
“Tchitche”, Mário Barbosa, entre outros.
|92
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |93

Salão Abílio Duarte

O
Salão Nobre Abílio Duarte foi políticos, entre outras actividades oficiais. Acolhe
assim denominado por deliberação fóruns, reuniões e conferências internacionais
da Mesa da Assembleia de 24 de de alto nível. É também utilizado para shows
Junho de 2003, em homenagem ao primeiro e grandes eventos culturais como concertos e
Presidente do Parlamento cabo-verdiano, Abílio espectáculos musicais e teatrais. Grandes artistas,
Augusto Monteiro Duarte (1931-1996) que grupos musicais nacionais e estrangeiros, já
presidiu a Mesa da ANP de 04 de Julho de 1975 pisaram o palco do Salão Nobre (Cesária Évora,
a 24 de Fevereiro de 1991 e foi quem proclamou Bana, Ildo Lobo, Tito Paris, Sara Tavares, Vasco
solenemente a independência do País. Martins, Os Tubarões, Bulimundo, Ferro Gaita,
Batucadeiras, João Bosco, Marisa, entre outros)
Faz parte do edifício central, com capacidade permitindo que o espaço desempenhe, deste
para 820 lugares sentados. O Salão Abílio Duarte modo, a sua função de Casa de Cultura como
foi especialmente projectado para a realização ambicionou o Presidente Abílio Duarte no seu
de actos solenes de grande magnitude, como discurso inaugural.
Actos Constitutivos, Sessões Solenes Especiais
de investidura de Presidentes da República, actos
A
entrada do Salão Nobre Abílio Duarte é ornamentada por um
painel emblemático intitulado “Aventura Crioula” que retrata
retalhos da vivência cabo-verdiana; pintado a cores por artistas
cabo-verdianos de diferentes tendências e sensibilidades, residentes e na diáspora,
nomeadamente: Djosa, Kiki Lima, Leão Lopes, Leopoldina Barreto, Mário
Lúcio, Osvaldo Azevedo, Pedro Gregório, Pedro Martins e Tchalé Figueira,
em comemoração ao XX Aniversário da Independência Nacional de Cabo
Verde, a 5 de Julho de 1995. Nessa altura, a obra foi classificada como “uma
expressão de criatividade e espaço de diálogo do maior leque de artistas plásticos
cabo-verdianos que foi possível juntar”.
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |95

Para além desta pintura, as paredes dos corredores, gabinetes, salas e outros espaços
do Palácio ostentam pinturas e obras de grandes artistas nacionais tais como: Kiki
Lima, Tchalé Figueira, Manuel Figueira, Mito, Bela Duarte, Leopoldina Barreto,
Luísa Queirós, Severo Delgado, entre outros.
|96

Salão de Banquetes

D
o lado esquerdo da Entrada Principal, fica
localizado o Salão de Banquetes da Assembleia
Nacional. Um espaço que acolhe diferentes
actividades tais como: seminários, workshops, conferências,
palestras, encontros temáticos e eventos culturais em geral.

A designação “Salão de Banquetes” não é de todo


arbitrária, uma vez que nessa sala se realizam actividades
de confraternização e recepções, como convívios entre
funcionários e entidades ligadas à ANCV, almoços e
jantares oficiais, entre outras.

A sala tem disposição flexível, podendo ser adaptada


aos propósitos de diferentes organizações e tipos de eventos.
Possui entretanto um painel fixo, onde se costumam
instalar, regra geral, os banners das actividades, bem
como os instrumentos e equipamentos para projecção.

A lotação da sala pode ir até 300 lugares. A sua
iluminação, quer natural, quer artística, e a sua decoração
em tons suaves que combinam o branco do tecto intercalado
com relevos em flores cor-de-rosa suave e paredes entre
pastel e salmão, em contraste com o soalho em marrom,
é muito admirada pelos frequentadores. A sua beleza,
luminosidade, aliadas à sua condição multifuncional
levam a que o Salão de Banquetes seja um dos espaços
mais requisitados de Santiago.
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |97
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |99

Área Presidencial

A
área presidencial encontra-se no 2.º piso,
do lado esquerdo. É uma área restrita
e reservada, onde estão instalados os
gabinetes do Presidente e dos Membros da Mesa e
respectivos serviços de apoio. Numa das paredes dos
corredores dessa zona presidencial estão expostas
fotografias e pinturas dos antigos Presidentes da Casa
Parlamentar.

Também, do lado direito do 1.º piso, estão


instalados gabinetes de alguns Deputados, Líderes
dos Grupos Parlamentares e ainda o Gabinete de
apoio ao Grupo Parlamentar do MpD e a Biblioteca
da Assembleia Nacional.

O bar dos Deputados é um outro espaço que faz


parte do 2º piso, mas deixou de ter essa funcionalidade
com a abertura do Restaurante da Assembleia Nacional.
|100

Sala das Sessões


CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |101

A
Sala das Sessões é o palco das Reuniões A bancada dos Membros do Governo fica à frente e na parte lateral esquerda da Mesa da
Plenárias, para além de outras Presidência.
actividades de alto nível que acontecem No lado direito da Mesa da Presidência, fica a área reservada ao serviço de redacção e
na Assembleia Nacional. Situa-se na parte central audiovisual e informática.
do 3.º piso. A Sala das Sessões possui 72 lugares destinados aos Deputados e é composta por três
grupos de bancadas dispostos em anfiteatro virados de frente para a mesa presidencial. Atrás
A Sala das Sessões, apesar de ter sido beneficiada de cada fileira, estão disponíveis cadeiras que são utilizadas, pontualmente, pelos serviços de
com trabalhos de modernização e adequação às actuais apoio aos trabalhos parlamentares.
exigências da actividade parlamentar, tais como: a Os serviços de apoio às actividades parlamentares da Assembleia, os Grupos Parlamentares,
definição das bancadas, um novo sistema de som, um o Governo e a Comunicação Social, dispõem de lugares próprios junto à entrada da Sala.
painel de projecção de imagem, um equipamento de Dos lados direito e esquerdo da sala existem duas galerias destinadas ao público que queira
votação electrónica e controlo de tempos, conserva assistir às reuniões plenárias. As galerias possuem capacidade para aproximadamente 100 lugares.
até a presente data, o mesmo ambiente decorativo e A entrada faz-se pelo 3º piso.
funcional de 1985, ano da inauguração do Palácio. Entre as duas galerias existem os gabinetes de som, tradução e imprensa, designadamente,
Todo o sistema de iluminação é ainda desse tempo. a Rádio. O gabinete de som é responsável pelo registo de todos os debates que ocorrem na
As paredes e o piso são revestidos de madeira e as Sala de Sessões.
cores predominantes são o castanho e o vermelho Tanto do lado direito como do lado esquerdo, existem pequenos átrios que dão acesso à
escuro. O piso da área nobre (Mesa da Presidência e Sala das Sessões. As paredes desses espaços ostentam obras de arte de artistas cabo-verdianos e
membros do Governo) é revestido de tapete vermelho. estrangeiros como: Bela Duarte, Luísa Queirós, Tchalé Figueira, Manuel Figueira e o artista
senegalês Souley Keita.
Ela é composta pela Mesa da Presidência com Estes espaços possuem múltiplas funções: sala de espera, serviço de apoio às sessões
cincos (5) lugares, dos quais três (3) são utilizados parlamentares, pequenas recepções, etc. O lado direito dá acesso à sala dos membros da Mesa.
para as sessões ordinárias, quatro (4) para as sessões As paredes desta sala estão decoradas com pinturas da artista cabo-verdiana Leopoldina Barreto.
solenes e especiais. Ambos os espaços dão acesso à varanda do primeiro piso do Palácio. Este espaço proporciona
uma bela vista panorâmica sobre a cidade da Praia e o mar que a rodeia.
Atrás da Mesa da Presidência destaca-se um
painel de cor prateada que faz parte da decoração
chinesa que se encontra em vários espaços do Palácio.
Do lado esquerdo estão expostos os símbolos nacionais
_ a Bandeira Nacional e a Arma da República _
encontrando-se esta última, colocada na parte central
do púlpito de madeira.
Diário da Primeira Sessão
4 de Julho de 1975

Acta das Sessões


|102

Sala da China

S
ituada no 5.º piso do edifício, “Sala da China” foi
assim baptizada em homenagem ao povo chinês,
pelo reconhecimento da oferta da grandiosa
obra, o Palácio da Assembleia Nacional.

A sala foi inaugurada pelo então Vice-Presidente da


Assembleia Popular da China, Liao Hansheng. Nesta sala,
para além de peças chinesas, estão expostas diversas outras
peças e obras de arte oferecidas aos presidentes e membros
da Mesa nas visitas e missões oficiais efectuadas a vários
parlamentos de outros países.

É uma sala que acolhe actos especiais, nomeadamente,


empossamento de órgãos externos à Assembleia, reuniões
e encontros de Grupos de Amizade e de Comissões, bem
como as reuniões da Mesa, realizadas mensalmente.
A Sala é ainda utilizada para reuniões dos altos
dirigentes da Casa Parlamentar.

No 5.º piso, localizam-se também as salas de reuniões


dos grupos parlamentares que são utilizadas, principalmente,
para a realização de Jornadas Parlamentares e eventos
políticos dos partidos com assento parlamentar.
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |103
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |105

Sala VIP

A
Sala VIP fica localizada na parte lateral
direita do 1.º piso, com acesso ao Salão
Abílio Duarte. É constituída por um amplo
corredor, uma sala de acolhimento e um jardim interno,
característica marcante da Sala que lhe confere um
ambiente aprazível.

É na Sala VIP que, por ocasião das cerimónias


oficiais realizadas no Salão Abílio Duarte, o Presidente da
Assembleia Nacional acolhe as entidades e personalidades.
Recentemente, a sala recebeu obras de remodelação
que atribuíram ao espaço uma nova aparência.
|106

Biblioteca

A
Biblioteca está localizada no 2.º piso do
Palácio Assembleia Nacional. Faz parte da
Direcção de Serviços de Documentação e
Informação Parlamentar. Oficialmente criada em 1982
para servir inicialmente os Deputados na sua actividade
parlamentar, a Biblioteca adquire, com a Lei Orgânica
de 1997, o estatuto de uma divisão. A Biblioteca da
Assembleia Nacional tem por finalidades essenciais
assegurar a informação, a pesquisa, o apoio bibliográfico
e documental aos Deputados e contribuir para que o
público tenha acesso à informação legislativa e parlamentar
relativa ao Parlamento cabo-verdiano.

De 1997 até a presente data, a Biblioteca tem


conhecido significativas melhorias, tais como a
reestruturação do serviço, a melhoria do espaço físico e
a aquisição de equipamentos adequados à sua função.
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |107
|108

Arquivo Histórico Parlamentar


CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |109

A
constituição do Arquivo Parlamentar surgiu da necessidade sentida pela Assembleia
Nacional de conservar, devidamente, os documentos mais importantes relativos à sua
história parlamentar e administrativa que se encontravam dispersos pelos vários serviços.

Por isso, em 1997, através da Lei nº 42/V/97, de 19 de Dezembro, foi criado o Arquivo Histórico
Parlamentar integrado na Direcção de Documentação e Informação Parlamentar.

Contudo, devido à falta de espaço apropriado e pessoal com formação adequada, só em 2003, teve
início a sua montagem[33] , estruturação e funcionamento e, simultaneamente, o processo de digitalização
dos processos legislativos, visto constituírem um dos espólios mais importantes da Assembleia.

Desde essa época, o AHP vem sendo beneficiado com trabalhos de recolha, selecção, tratamento,
digitalização e registo em base de dados, de toda a documentação produzida e recebida pela instituição
parlamentar, desde a primeira sessão legislativa, a 4 de Julho de 1975, até a actualidade.

Actualmente o Arquivo Parlamentar é detentor de um acervo documental organizado, constituído


por documentos escritos, fotográficos e sonoros em formatos analógico e digital. Grande parte desse
acervo está disponível para consulta através da internet.

Instalado no 2.º piso do Novo Edifício, o Arquivo permite o acesso ao público, possui uma sala de
leitura, gabinetes de trabalho e um depósito onde são conservados todos os documentos considerados
de valor histórico para a Assembleia e para o País.

Em 2011, foi integrado na Divisão de Arquivo Parlamentar o núcleo museológico cujos objectivos
são: organizar, conservar e promover a divulgação do património cultural e artístico da Assembleia
enquanto acervos representativos da memória da Casa Parlamentar.

33 A fase do arranque do Arquivo Parlamentar teve o importante apoio da Fundação Mário Soares, PNUD e, posteriormente, a Assem-
bleia da Republica de Portugal.
|110

Espaço Cidadão

O
Espaço Cidadão foi inaugurado no dia O Espaço Cidadão é constituído por uma
3 de Julho de 2015 pelo Presidente da sala multiuso com dispositivos e equipamentos
Assembleia Nacional, Basílio Mosso modernos, entre os quais quiosques digitais que
Ramos, enquadrado nas celebrações dos 40 anos promovem a interacção, possibilitam visitas virtuais
da Independência de Cabo Verde. ao Palácio, acesso digital a informações sobre a
Assembleia Nacional e acesso à internet, um Espaço
No acto de inauguração, o Presidente da de Exposição Permanente e uma loja para venda de
Assembleia Nacional realçou que o espaço permitirá peças e edições da Assembleia dispostas ao longo do
aos cidadãos visitarem o Parlamento e terem acesso piso térreo, junto do Salão Nobre. O espaço é uma
rápido aos diferentes serviços e às várias informações área na dependência do Núcleo Museológico da
disponibilizadas. “É com essa preocupação de Assembleia Nacional, criado através da Lei Orgânica
modernização e aproximação do Parlamento de 2011. Algumas peças que integram o Núcleo
à sociedade”. É um espaço de acolhimento, Museológico já se encontram inventariadas e de
informação e de lazer que trabalha em estreita uma forma geral em bom estado de conservação.
colaboração com a Biblioteca, Arquivo e demais O acervo é constituído por peças originais e foi
serviços da Assembleia Nacional na promoção e incorporado pela modalidade de compra e doação.
divulgação das actividades do Parlamento, através
da organização de exposições temáticas sobre a
história parlamentar, colaboração com instituições
museológicas e realização de exposições, visitas
guiadas, visitas escolares, lançamento de livros,
entre outras.
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |111
Informatização
e Centro de Informática
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |113

A
ideia da informatização da Assembleia Nacional remonta aos
períodos da III Legislatura. Como afirmou o Presidente Abílio
Duarte numa das suas intervenções em 1988: “Só a partir, pois,
de uma boa base organizativa e funcional, poderemos pensar em as optimizar
com a introdução da informatização para aumentarmos, com racionalidade,
os coeficientes das respostas necessárias. A informatização de todos os dados de
consulta é uma área de acção que ultimamente nos tem preocupado seriamente,
não só para não perdermos o comboio da técnica que obviamente nos projectará
num futuro plenamente organizado, mas para garantirmos cada vez maior
destreza frente à complexidade, ao volume e ao rápido desenvolvimento, no
tempo, das tarefas parlamentares que nos são cometidas. Para esse efeito temos,
pois, procurado utilizar tanto as disponibilidades nacionais como as possibilidades
internas de racionalização, para podermos avançar, com passos realmente seguros.
Esta informatização visaria prioritariamente a legislação nacional e estrangeira,
a gestão administrativa e financeira da Instituição Parlamentar e do Palácio da
ANP, o Centro de Informação e Documentação Parlamentar e o processamento
de textos [34].

34 Intervenção de Abílio Duarte por ocasião da abertura da 5ª Sessão Legislativa da III Legislatura,
in Discursos Parlamentares (5.ª E 6.ª Sessões Legislativas da III Legislatura), 1988, p. 13.
|114

C
ontudo, foi a partir dos anos 90 que o Em 1998, a Assembleia Nacional já dispunha
conceito de informatização é introduzido de cerca de “uma centena de computadores e acessórios
como instrumento de apoio a todas as e, nessa altura, foram estabelecidos contactos com o
actividades e serviços da Assembleia Nacional. Ministério das Finanças, com vista à instalação de
Inicialmente, timidamente inserida como meio de uma rede pela equipa técnica da RAFE[36] . Nessa
agilização dos processos técnico-administrativos e, altura foi criado o primeiro portal da Assembleia
mais tarde, vista como fundamental para os trabalhos que ao longo dos anos vem sendo sistematicamente
da Assembleia Nacional. reestruturado e actualizado.

Nos documentos das sucessivas Comissões Efectivamente, em 2001, a RAFE (actual


de Reforma (1996-2013), bem assim no estudo NOSI), no seguimento de contactos anteriormente
sobre a “Eficácia e transparência do Parlamento mantidos, manifestou a sua disponibilidade para
na era digital [35]”, a informatização é uma das desenhar, implementar e ajudar a manter o sistema
recomendações fundamentais para impulsionar o de informação do Parlamento cabo-verdiano que
desenvolvimento e a modernização do Parlamento. culminou na criação da primeira rede de informática
da Assembleia com o seu próprio servidor e sistema
As primeiras medidas legislativas para a de correio electrónico. Ao longo dos anos, este
introdução da informatização no Parlamento sistema sofreu sucessivas reestruturações e melhorias.
aconteceram com a homologação do Regulamento
de Serviços em 1997, pelo então Presidente da Com a Lei Orgânica de 2011 o Gabinete
Assembleia. O regulamento estabeleceu uma estrutura de Informática transformou-se numa Direcção
organizacional da Assembleia Nacional criando um permitindo, deste modo, uma adequada estruturação
Gabinete de Informática encarregado de coordenar e dos seus serviços.
dinamizar a implementação do sistema informático
que funcionava, directamente, na dependência do O esforço de informatização total foi iniciado
Presidente. pelo Presidente da Assembleia, António do Espírito
Santo, prosseguiu com Aristides R. Lima e foi
coroado no mandato de Basílio Mosso Ramos, com
a entrada em funcionamento do Data Center da
Assembleia Nacional - plataforma de processamento
e armazenamento de informação da Assembleia com
características especiais:

35 GIORDANO; MAGALHÃES – Eficácia e transparência do


Parlamento na era digital, 2005. 36 RAFE - Unidade de Coordenação da Reforma do Estado.
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |115

inauguração do Data Center mais não é do que a


Protecção contra o fogo; Quadro Eléctrico implementação de um dos eixos preconizados no âmbito
próprio, UPS totalmente integrado com grupo da Reforma[37]” .
gerador da Assembleia; Detecção e Extinção de
Incêndios; Sistema de Controlo de Acesso; Vídeo Com a instalação do Data Center, foram criadas
Vigilância; Plataforma centralizada de monitorização, as condições infra-estruturais para a implementação
gestão local e remota através de equipamentos móveis; de projectos ambiciosos, que vão permitir: acesso
Equipamentos de rede Cisco com Interligações até à informação pela web, realização de operações
10 Gbps; Servidores físicos totalmente redundantes administrativas pela web, tramitação de processo
com capacidade para mais de 100 servidores legislativo, sistema integrado de documentação
virtuais; Storage de armazenamento de 40 TBytes e informação parlamentar on-line, transmissões
e possibilidade de expansão futura; Equipamentos em directo de sessões plenárias (áudio e vídeo),
de segurança (Firewalls) de última geração incluindo automatização de processos, votação electrónica,
2 níveis de segurança. participação dos cidadãos on-line e participação
interactiva Cidadão/Deputado por meios electrónicos.
O Centro de Informática foi inaugurado no
dia 23 de Outubro de 2014 pelo Presidente da Como resultado dos trabalhos da reforma
Assembleia Nacional, Basílio Mosso Ramos. A do Parlamento, no dia 03 de Julho de 2015, foi
infra-estrutura do Data Center é um dos grandes realizada uma cerimónia para o lançamento do
projectos da Casa Parlamentar no quadro da Reforma projecto videoconferência e visita virtual.
do Parlamento iniciada em 2011. No seu discurso De salientar que outros projectos já se encontram
no acto de inauguração, o Presidente da Assembleia em desenvolvimento, dos quais se destacam:
Nacional referiu que “estamos a assistir a um momento Sistema de Informação Legislativa Parlamentar;
importante do Parlamento no âmbito da Reforma Canal WEB TV;
que pretendemos desenvolver. Desde o início de 2011, Sistema de partilha de informação através de
portanto com o início desta Legislatura encetamos um dispositivos móveis.
processo de reforma do Parlamento que se iniciou com
a a criação da Comissão Eventual de Reforma que fez
um trabalho extraordinário de reflexão, de procura
de solução para a modernização do Parlamento. A
37 Discurso proferido pelo Presidente Basílio Mosso Ramos, no
acto de inauguração do Centro de Informática. [Registo sonoro], 2014.
|116

CAPÍTULO IV

Marcos da História Política


da ANCV
|117

1974
25 DE AGOSTO
Negociações sobre os destinos da Guiné-Bissau e Cabo
Verde, que acabaram por levar à assinatura do histórico
Acordo de Argel, no qual, pela primeira vez, Portugal,
a potência colonial, reconheceu o direito do povo cabo-
verdiano à autodeterminação e independência.

18 DE SETEMBRO
Assinatura do Acordo de Lisboa que estabelecia um
calendário para o processo de descolonização de Cabo
Verde.

19 DE DEZEMBRO
Acordo entre o Governo Português e o PAIGC que
prevê a eleição por sufrágio directo e universal de uma
POLÍTICA DA ANCV

assembleia representativa do Povo de Cabo Verde, dotada


de poderes soberanos e constituintes, que terá por função
MARCOS DA HISTÓRIA

declarar a independência do Estado de Cabo Verde e


elaborar a futura Constituição desse Estado.
|118

1975
15 DE ABRIL DE 1975
Publicação do Decreto-Lei n.º 203-A/75[38] que
define as normas a que deve obedecer a eleição,
por sufrágio directo e universal, de uma assembleia
representativa do povo de Cabo Verde, dotada de
poderes soberanos e constituintes.

31 DE MAIO[39]
Publicação do número total de Deputados e sua
distribuição pelos círculos eleitorais do Estado de
Cabo Verde (nº. 1 do Decreto n.º 49/75)[40] .

30 DE JUNHO
Eleição de Deputados à Assembleia Nacional de
Cabo Verde, por meio de sufrágio directo e universal
e escrutínio secreto.
POLÍTICA DA ANCV

4 DE JULHO[41]
Publicação dos resultados eleitorais pela Comissão
MARCOS DA HISTÓRIA

Eleitoral de Cabo Verde. Foram eleitos 56 Deputados


à Assembleia Nacional Popular distribuídos por 24
círculos eleitorais. Isaura Tavares Gomes Cardoso
foi a primeira mulher eleita Deputada.

38 Decreto-Lei n.º 203-A/75, B.O.15 (75-4-16) Suplemento.

39 Rectificação ao Decreto n.º 49/75. B.O. 23 (75-6-7).

40 Ibidem.

41 B.O. 26 (75-7-4)2º Suplemento.


|119

1975
4 DE JULHO
Realização da Assembleia Constituinte: Investidura dos
primeiros Deputados da Nação que prestaram juramento
e constituíram a ANP, da I Legislatura.
Eleição da Mesa da ANP que passa a ser composta por: Instrumento Solene da Declaração de Independência do
Abílio Augusto Monteiro Duarte, Presidente; Primeiro Estado de Cabo Verde

Vice-Presidente, Olívio Melício Pires; Alexandre de


Pina, Segundo Vice-Presidente; Luís Fonseca, Primeiro
Secretário; Rolando Lima Barber Segundo Secretário.
Nesse mesmo dia, foram eleitos o primeiro Presidente
da República de Cabo Verde, Aristides Maria Pereira e
o primeiro Chefe do Governo, Pedro Verona Rodrigues
Pires.
A seguir aprovou-se a Lei sobre a Organização Política
do Estado (LOPE).

Na Sessão Constitutiva da I Legislatura, estiveram


POLÍTICA DA ANCV

presentes: o Senhor Alto Comissário da República


Portuguesa, o Senhor Francisco Mendes e João Bernardo
MARCOS DA HISTÓRIA

Vieira, respectivamente Comissário Principal e Presidente


da Assembleia Nacional Popular da República da
Guiné-Bissau.

5 DE JULHO
Proclamação solene da independência de Cabo Verde,
por Abílio Duarte, Primeiro Presidente da ANP, em
cerimónia assistida por centenas de personalidades e
populares, no Estádio da Várzea.
|120

1979
20 DE JANEIRO
Sessão Especial em homenagem a Amílcar Cabral.

1980
7 DE DEZEMBRO
Realização de eleição de Deputados à II Legislatura
da Assembleia Nacional Popular de Cabo Verde.
Trata-se das primeiras eleições dos Deputados em
plena soberania. Conforme consta do 2.º Suplemento
ao Boletim Oficial n.º 45/80, de 8 de Novembro, o
número de Deputados era de 63, distribuídos por
22 círculos eleitorais.
POLÍTICA DA ANCV
MARCOS DA HISTÓRIA
|121

16 DE JANEIRO
Sessão Constitutiva da II Legislatura: investidura
dos Deputados e eleição da Mesa da Assembleia
Nacional Popular, presidida por Abílio Augusto
Monteiro Duarte, tendo como Primeiro Vice-
Presidente, Olívio Melício Pires; Segundo Vice-
Presidente, Cândido Santana; Primeiro Secretário,
Francisco Correia; Segundo Secretário, Humberto
Bettencourt Santos.
Eleição do Presidente da República.
Sessão de Investidura do Senhor Aristides Maria
Pereira, no cargo de Presidente da República de
Cabo Verde.
Eleição do Primeiro Ministro, Pedro Verona
Rodrigues Pires.

5 DE SETEMBRO
1985
Aprovação da primeira Constituição da República
da República de Cabo Verde na IX Sessão Legislativa 28 DE OUTUBRO
da Assembleia Nacional Popular. Inauguração do Palácio da Assembleia Nacional
de Cabo Verde no âmbito do X Aniversário da
POLÍTICA DA ANCV

Independência.
MARCOS DA HISTÓRIA

1982
30 DE DEZEMBRO
Lançamento da 1.ª pedra para a construção do
Palácio pelo Presidente da Assembleia Nacional
Popular, Abílio Augusto Monteiro Duarte.
|122

1985 1986
7 DE DEZEMBRO
Eleição de Deputados à III Legislatura da Assembleia 13 DE JANEIRO
Nacional Popular. Sessão Constitutiva da III Legislatura da Assembleia
Foi apurado um total de 83 Deputados distribuídos Nacional Popular:
por 22 círculos eleitorais. Eleição do Presidente e demais Membros da Mesa.
A Mesa da ANP passa a ter a seguinte composição:
Presidente, Abílio Augusto Monteiro Duarte; Primeiro
Vice-Presidente, Honório Chantre Fortes; Segundo
Vice-Presidente, Joaquim Cândido Santana [42] ;
Primeiro Secretário, José Eduardo Dantas Barbosa;
Segundo Secretário, José Gomes da Veiga.
Primeira sessão de trabalho realizada no Palácio da
Assembleia Nacional, Achada Santo António.
Eleição do Presidente da República.
Sessão de Investidura do Senhor Aristides Maria
Pereira, no cargo de Presidente da República de
Cabo Verde.
Eleição do Primeiro Ministro, Pedro Verona Rodrigues
POLÍTICA DA ANCV

Pires
MARCOS DA HISTÓRIA

42 Renunciou ao mandato e foi substituído no cargo pela


Deputada Crispina Almeida Gomes.
|123

1990
24 DE SETEMBRO
Cerimónia de imposição da faixa presidencial e da
respectiva placa ao Presidente da República, Sua
Excelência Aristides Maria Pereira.

28 DE SETEMBRO
Revisão da Constituição e consagração da transição
constitucional ao determinar o fim do regime de
POLÍTICA DA ANCV

partido único com a queda do artigo 4.º, nº1, e ao


instituir o princípio de separação e interdependência
MARCOS DA HISTÓRIA

dos poderes.
|124

1991
13 DE JANEIRO
Primeiras eleições pluripartidárias das quais saiu
vitorioso o Movimento para a Democracia. Foram
eleitos um total de 79 Deputados: 56 do MpD e
23 do PAICV.

20 DE MAIO
Início da I Sessão Legislativa da IV Legislatura.
Nessa sessão foram apresentadas várias propostas
de leis entre as quais:
• A proposta de Lei que revê o Regimento da ANP
• A proposta de Lei que define o Estatuto da Oposição.

27 DE MAIO
A IV Legislatura é marcada pelo Regimento de
1991(Lei n.º 1/IV/91, Supl. ao BO 26, de 4 de
25 DE FEVEREIRO
Julho), que foi alterado em 1992, 1994, 1997 e
Sessão Constitutiva da IV Legislatura: A Mesa eleita
2000 e se mantém ainda em vigor.
POLÍTICA DA ANCV

foi assim constituída: Presidente da Assembleia


Nacional Popular, Amílcar Spencer Lopes; Primeiro
MARCOS DA HISTÓRIA

21 DE NOVEMBRO
Vice-Presidente, António do Espírito Santo Fonseca;
Definição dos direitos dos que militaram a favor da
Segundo Vice- Presidente, José Carlos da Cruz
independência nacional
Delgado; Primeiro Secretário, Francisco Pereira;
Segundo Secretário, Carlos Alberto da Costa
25 DE NOVEMBRO
Monteiro.
Criação de uma comissão eventual encarregada de
submeter ao Plenário propostas de novos símbolos
22 DE MARÇO
nacionais (Bandeira, Hino e Armas).
Sessão Especial de Investidura do Senhor António
Manuel Mascarenhas Monteiro no cargo de Presidente
da República de Cabo Verde.
|125

1992 1993
24 DE FEVEREIRO 31 DE DEZEMBRO
Início da I Sessão Legislativa Extraordinária da IV Criação da primeira Comissão Eventual de Reforma
Legislatura. Nessa sessão foram apresentados vários do Parlamento através da Resolução n.º 55/IV/93.
projectos e propostas de leis entre as quais:
• O projecto de Lei que altera a Lei da Nacionalidade
• A proposta de Lei que profissionaliza os Presidentes
dos Grupos Parlamentares.

5 DE AGOSTO
Aprovação da nova Constituição. Alterações profundas
foram introduzidas como a mudança dos símbolos
nacionais e a redução dos poderes do Presidente
da Republica; e ainda o princípio de separação e
interdependência dos poderes legislativo, executivo
e judicial. Foi promulgada a 4 de Setembro e entrou

1995
em vigor no dia 25 de Setembro de 1992.
POLÍTICA DA ANCV
MARCOS DA HISTÓRIA

17 DE DEZEMBRO
Eleições legislativas das quais saiu novamente vitorioso
o Movimento para a Democracia, com maioria
qualificada.
Foram eleitos 72 Deputados (50 Deputados do
MPD, 21 do PAICV e 1 do PCD) distribuídos por
19 círculos eleitorais, sendo 16 no território nacional
e 3 no estrangeiro (Suplemento ao Boletim Oficial
n.º 43/95, II Série, 27 de Outubro).
|126

1996
30 DE JANEIRO
Sessão Constitutiva da IV Legislatura: A Mesa eleita
foi assim constituída: Presidente, António do Espírito
Santo Fonseca; Primeiro Vice-Presidente, Ondina
Maria Fonseca Rodrigues Ferreira; Segundo Vice-
Presidente, (a ser eleito)[43] ; Secretários: Aniceto
Frederico Gonçalves Tavares, José Teófilo Santos Silva.

43 Resolução n.º 26/V/96 que elege o Deputado José Maria Pe-


reira Neves para o cargo de 2º Vice-Presidente da Assembleia Nacional.
B.O. 38 (96-11-11).

28 DE MAIO
Aprova o Hino Nacional de Cabo Verde.

2 DE JULHO
Criação de uma nova Comissão de Reforma do
POLÍTICA DA ANCV

Parlamento.
MARCOS DA HISTÓRIA

22 MARÇO
Sessão Especial de Investidura do Senhor António
Manuel Mascarenhas Monteiro no cargo de Presidente
da República de Cabo Verde.
|127
1997
Aprovação das Grandes Opções 1997-2000[44]. 2001
44 Lei nº22/V/97
14 DE JANEIRO

1999
Eleições legislativas das quais saiu vitorioso o Partido
Africano da Independência de Cabo Verde. Foram
eleitos 72 Deputados (40 Deputados do PAICV,
1-2 DE JUNHO 30 do MPD e 2 ADM - coligação entre PCD e
I Parlamento Infantil sob o lema “ Os direitos da criança PTS) distribuídos por 20 círculos eleitorais, sendo
em geral”. 17 círculos no território nacional e 3 círculos no
estrangeiro, (Suplemento ao Boletim Oficial n.º
31 DE JULHO 2, I Série, 22 de Janeiro de 2001). Nessas eleições
Revisão da Constituição[45]. Foi feita uma revisão extensa legislativas, a coligação ADM elegeu dois Deputados
e profunda que abrangeu vários preceitos constitucionais, sendo um do PCD e outro do PTS.
como a institucionalização da língua cabo-verdiana como
língua oficial em construção; a consagração do Tribunal
Constitucional e a figura do Provedor de Justiça.
Reforço das competências absolutamente reservadas da
Assembleia Nacional.
POLÍTICA DA ANCV

05 DE FEVEREIRO
2.ª Revisão ordinária da Constituição de 1992. Nesta
MARCOS DA HISTÓRIA

revisão foram contemplados o sector da Justiça e os Direitos,


Liberdades e Garantias.
13 DE FEVEREIRO
No sistema Judicial, a revisão de 2010 criou os tribunais
Sessão Constitutiva da VI Legislatura à Assembleia
judiciais de segunda instância e estatuiu que a escolha dos
Nacional: Eleição do Presidente da ANCV e demais
juízes do Supremo Tribunal de Justiça deve ser feita por
membros da Mesa: Presidente, Aristides Raimundo
concurso público. Enquanto isso, no sistema de Governo,
Lima; Primeiro Vice-Presidente, Alberto Josefá
surgem novos elementos de equilíbrio, pois com essa
Barbosa; Segundo Vice-Presidente, Agostinho António
revisão o Presidente da República passa a ter o poder de
Lopes; Secretários: Eduardo Monteiro, Domingos
dissolução da Assembleia.
Semedo Varela e Hermínia Gomes da Cruz Curado
Ferreira.

45 Acta de Sessões da Assembleia Nacional, V Legislatura, 8ª Sessão


Legislativa, Reunião Plenária de 30 de Julho de 1999
|128

2001 2002
9 DE MARÇO 12 DE FEVEREIRO
Apresentação de uma moção de confiança com o Assinatura do Protocolo de Cooperação para a
seguinte resultado de voto: votos favoráveis, 39 do Institucionalização e Desenvolvimento do Projecto
PAICV, um do PTS, votos contra, 28 MPD. “Parlamento Infanto/Juvenil.»

22 DE MARÇO 21 – 22 DE JUNHO
Sessão Especial de Investidura do Senhor Pedro III Parlamento Infantil sob o lema “Nós as crianças
Verona Rodrigues Pires no cargo de Presidente da e o meio ambiente”.
República de Cabo Verde.
9 DE OUTUBRO
Acto de proclamação da Rede de Mulheres
Parlamentares de Cabo Verde (RMP).

11 DE MARÇO
Aprovação das Grandes Opções do Plano para o
período 2002-2005[46]

46 Lei nº 8/VI/2002 B.O. 7 (2000-3-11)


POLÍTICA DA ANCV

2003
MARCOS DA HISTÓRIA

4 DE AGOSTO
Inauguração do Novo Edifício.

1 – 2 DE JUNHO
II Parlamento Infantil sob o lema “A criança e o
direito à educação”. 2004
12 – 13 DE NOVEMBRO
IV Parlamento Infantil sob o tema “Direito e
Protecção” e lema “O lugar da Criança na família”.
2006
22 DE JANEIRO
Eleições legislativas das quais saiu novamente vitorioso
o Partido Africano da Independência de Cabo Verde. 22 DE MARÇO
Foram eleitos 41 Deputados do PAICV, 29 do MpD Sessão Especial de Investidura do Senhor Pedro
e 2 da UCID, distribuídos por 20 círculos, sendo 17 Verona Rodrigues Pires no cargo de Presidente da
no território nacional e 3 no estrangeiro (Suplemento República de Cabo Verde.
ao Boletim Oficial n.º 6 de 6 de Fevereiro de 2006).

27 DE FEVEREIRO
Sessão Constitutiva da VII Legislatura. Empossamento
dos eleitos, salvo em relação aos do Círculo Eleitoral
da África, onde de acordo com informação oficial da
CNE, deverão ser repetidas eleições em determinadas
mesas: em São Tomé e Príncipe; Eleição do Presidente
da ANCV e demais membros da Mesa: Presidente,
Aristides Raimundo Lima; Primeiro Vice-Presidente,
Mário Anselmo Couto de Matos [47] ; Segundo
POLÍTICA DA ANCV

Vice-Presidente, Jorge Pedro Maurício dos Santos; 14 DE JUNHO


Secretários: Eduardo Monteiro, Vera Helena Pires Constituição da Rede Parlamentar para o Meio
MARCOS DA HISTÓRIA

Almeida[48] e José Luís Lima Santos. Ambiente e a Luta Contra a Desertificação e a


Pobreza (RPALCDP).

Constituição da Rede para a População e o


47 Em Fevereiro de 2008 o Primeiro Vice-Presidente, Mário
Desenvolvimento (RPPD).
Matos, renunciou ao cargo por razões de saúde e foi substituído pelo
Deputado Júlio Correia. Resolução n.º 56/VII/2008, de 11 de Fevereiro de
3008, B.O. 6, I Série. 16 – 17 DE JUNHO
48 Em Maio do mesmo ano, a Deputada Vera Almeida, após
V Parlamento Infantil sob o tema “Reforma Legal:
ter sido eleita Presidente da Câmara Municipal do Paúl, foi substituída
pela Deputada Hermínia Gomes da Cruz Curado Ferreira.
A vez e a voz da Criança e do Adolescente” e o lema
“Uma infância sem complexo”.
|130

2006 2008
27 DE NOVEMBRO 05 DE DEZEMBRO
Apresentação de uma Moção de Censura pelo Apresentação de uma Moção de Confiança solicitada
Movimento para a Democracia, na sequência ao Parlamento pelo Governo, na sequência da
da declaração, pelo Tribunal Constitucional, da acusação, pelo Movimento para a Democracia, de
inconstitucionalidade de três decretos-leis que uma provável ligação do Primeiro Ministro com a
versavam sobre a base de incidência do IVA, Sociedade Lusa de Negócios, o Banco Português de
produzidos pelo Governo em 2003 e 2005. Negócios e o Banco Insular e na ausência de uma
A Moção foi votada no seguinte sentido: Moção de Censura que, na opinião do Governo,
Votos a favor – 27 votos do Movimento para a deveria ter sido apresentada por aquele Movimento.
Democracia; A Moção foi votada no seguinte sentido:
Votos contra – 41 votos do Partido Africano da A favor: 41 votos do PAICV;
Independência de Cabo Verde; Contra: 25 votos (sendo 23 de MpD e 2 da UCID).
Abstenção – 2 votos da União Caboverdiana
Independente e Democrática.

2007
POLÍTICA DA ANCV

10 DE SETEMBRO
O Presidente da República de Cabo Verde, Pedro
MARCOS DA HISTÓRIA

Pires, exerceu o seu primeiro direito de veto que se


incidiu sobre a Lei da Organização da Investigação
Criminal[49] de iniciativa do Governo.

49 Veto jurisdicional previsto no artigo 279.º, n.º 3, da Constitui-


ção da República. O acórdão está publicado no B.O. 35, I Série, (2007-9-
17).
|131
2010
2.ª Revisão ordinária da Constituição. Nesta revisão
2011
foram contemplados o sector da Justiça e os Direitos,
6 DE FEVEREIRO
Liberdades e Garantias.
Eleições legislativas das quais saiu novamente vitorioso
No sistema judicial, a revisão de 2010 criou os
o Partido Africano da Independência de Cabo Verde
tribunais judiciais de segunda instância e estatuiu que
Foram eleitos 38 Deputados do PAICV, 32 do
a escolha dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça
MpD e dois da UCID, distribuídos por 13 círculos
deve ser feita por concurso público. Enquanto isso,
eleitorais, sendo 10 no território nacional e 3 no
no sistema de Governo, surgem novos elementos
estrangeiro (Suplemento ao Boletim Oficial n.º 7
de equilíbrio, pois com essa revisão o Presidente
de 19 de Fevereiro de 2011).
da República passa a ter o poder de dissolução da
Assembleia.
11 DE MARÇO
Sessão Constitutiva da VIII Legislatura à Assembleia
18-19 DE JUNHO
Nacional. Eleição do Presidente da ANCV e demais
VI Parlamento Infantil sob o lema “Os objectivos
membros da Mesa. Composição da Mesa eleita:
do Desenvolvimento do Milénio”.
Presidente, Basílio Mosso Ramos; Primeiro Vice-
Presidente, Júlio Lopes Correia; Segundo Vice-
2011 Presidente, Carlos Alberto Wahnon de Carvalho
Veiga; Secretários: Nilda Maria Gonçalves de Pina
4 DE FEVEREIRO Fernandes, Austelino Tavares Correia, Hermes Silva
POLÍTICA DA ANCV

O Presidente da República, Pedro Pires, exerceu o Santos.


direito de veto sobre os Estatutos dos Magistrados
MARCOS DA HISTÓRIA

Judiciais e o Estatuto dos Magistrados do Ministério


Público [50].

27 DE ABRIL
Apresentação de uma Moção de Confiança que
obteve a seguinte votação:
38 votos a favor (do PAICV), 31 contra (do MPD)
e nenhuma abstenção.

50 Veto político previsto no artigo 137.º da Constituição da


República. A devolução coincidiu com o fim da Legislatura, pelo que o
Plenário da Assembleia não se reuniu para decidir.
|132

2011
25 DE JUNHO
Criação de uma Comissão Eventual para a Reforma
do Parlamento. [51]

16 DE AGOSTO
Aprovação dos Termos de Referência da Comissão
Eventual para a Reforma do Parlamento. [52]

9 DE SETEMBRO
Sessão Especial de Investidura do Senhor Jorge
Carlos de Almeida Fonseca no cargo de Presidente
da República de Cabo Verde.

27 DE OUTUBRO 2012
Eleição dos membros do Conselho Superior do
10 DE JULHO
Ministério Público
A Lei da Taxa Ecológica apresentada pelo Governo
Eleição dos membros do Conselho Superior da
e aprovada no Parlamento no dia 30 de Maio de
Magistratura Judicial
2012 foi vetada pelo Presidente da República Jorge
POLÍTICA DA ANCV

Carlos Fonseca.
MARCOS DA HISTÓRIA

51 Resolução n.º 19/VIII/2011

52 Resolução n.º 27/VIII/2011


|133

2013 2015
8 DE JANEIRO 26 DE MARÇO
Criação de uma Comissão Eventual para a Reforma Eleição dos juízes para integrarem o Tribunal
do Parlamento Cabo-verdiano. Constitucional
Eleição dos membros da Comissão Nacional de
13 DE DEZEMBRO Protecção de Dados Pessoais
Eleição do Provedor de Justiça Eleição dos membros da Comissão Nacional de
Eleições
Eleição dos membros da Autoridade Reguladora
para a Comunicação Social
2014 9 DE ABRIL
O Presidente da República exerceu veto político
21 de JANEIRO
sobre o Estatuto dos Titulares de Cargos Políticos
O Presidente da República Jorge Carlos Fonseca
aprovado por unanimidade, no dia 25 de Março
exerceu veto jurisdicional sobre a Lei que aprova
de 2015.
o regime Jurídico das Micro e Pequenas Empresas.

22 DE ABRIL
24 DE JANEIRO
Eleição de juízes substitutos do Tribunal
Acto de empossamento do Provedor de Justiça
POLÍTICA DA ANCV

Constitucional.
MARCOS DA HISTÓRIA

7 de JULHO
27 DE ABRIL
O Presidente da República Jorge Carlos Fonseca
Acto de empossamento dos membros da Comissão
exerceu veto jurisdicional sobre a Lei que autoriza
de Protecção de Dados.
o Governo a proceder a revisão do Código do
Processo Civil.
29 DE JULHO
Eleição dos membros do Conselho Superior do
23 DE OUTUBRO
Ministério Público
Inauguração do Centro de Informática.
Eleição dos membros do Conselho Superior da
Magistratura Judicial
|134

2015
7 DE MAIO
Acto de empossamento dos membros da Comissão
Nacional de Eleições.

2 DE JULHO
Eleição do Presidente da Autoridade Reguladora
para a Comunicação Social.

03 DE JULHO
Inauguração do Espaço Cidadão

23 DE JULHO
Acto de empossamento dos membros da Autoridade
Reguladora para a Comunicação Social.
POLÍTICA DA ANCV
MARCOS DA HISTÓRIA
CAPÍTULO IV - O Palácio da Assembleia Nacional |135

Organizações Parlamentares
Internacionais
|136

Organizações Parlamentares
Internacionais

31 DE DEZEMBRO DE 1982
Adesão à União dos Parlamentos Africanos[53] .
Em 1977, Luís de Matos Monteiro, 1.º Secretário da Mesa, na qualidade de
observador, representou a ANP na 1ª Conferência da União dos Parlamentos
Africanos em Nouakchott-Mauritânia.

22 DE MARÇO DE 1982
Adesão da Assembleia Nacional Popular à União Interparlamentar [54].

1 DE DEZEMBRO DE 1990[55]
Membro da Assembleia Paritária ACP-UE .

23 DE DEZEMBRO DE 1992
Membro do Parlamento Pan-Africano[56] .

53 Resolução n.º 11/II/82. Suplemento ao B.O. 52 (1982-12-31).

54 Resolução n.º 2/II/82, Suplemento ao B.O.14 (1982-04-05).

55 Lei n.º 104/III/90: Ratifica a IV Convenção da ACP:CEE (art.32.º) – 4º Supl. ao B.O. 52 (90-12-29).
Em 2001, através da Resolução n.º 17/VI, a AN aprova, para ratificação, o Acordo de parceria entre os
Estados da África, das Caraíbas e do Pacífico e Comunidades e os seus Estados Membros. Supl. ao B.O.
18 (2001-06-18). Esse Acordo foi revisto e aprovado através da Resolução n.º 50/VII/2007, publicada no
Supl. ao B.O. 45 (2007-11-11).

56 Lei n.º 56/IV/92, publicada no Supl. ao B.O. 16 (92- 10-23) (vide art. 14); Acto Constitutivo da
União Africana – Resolução n.º 16/VI/2001, publicada no B.O. 18 (2001-06-18); Protocolo ao Tratado de
Criação da Comunidade Económica Africana, aprovado, para ratificação, em 30 de Dezembro de 2003,
através da Resolução n.º 85/VI/2003, publicada no 2.º Suplemento ao B. O. 44 (2003-12-30).
|137

12 DE OUTUBRO DE 1995
Membro do Parlamento da CEDEAO[57] .

30 DE JANEIRO DE 1998
Proclamação da Associação dos Secretários Gerais dos Parlamentos dos Países de Língua
Portuguesa (ASGP-LP).

29 DE MAIO DE 2001
Membro da Assembleia Parlamentar Paritária [58].

19 DE NOVEMBRO DE 2002
Fórum dos Parlamentos dos Países de Língua Portuguesa, em reunião dos Presidentes dos
mesmos Parlamentos, realizado na cidade da Praia, República de Cabo Verde.

JULHO DE 2003
Parlamento da Francofonia
Adesão em 2003 na 29.ª Sessão da Assembleia Parlamentar. Desde 1976 o Parlamento de
Cabo Verde vinha participando nos trabalhos da Assembleia como observador (veja-se Site
da AP Francofonia)[59] .

28 DE ABRIL DE 2009
Membro da Assembleia Parlamentar da CPLP
Sessão constitutiva realizada em São Tomé e Príncipe, nos dias 27 e 28 de Abril de 2009 [60]

25 DE FEVEREIRO DE 2009
Confirmado o Estatuto da Assembleia Parlamentar da CPLP (Resolução n.º 122/VII/2010,
Boletim Oficial n.º10/2010, 15 de Março)

57 Resolução n.º 115/IV/95: Aprova, para ratificação, o Tratado Revisto da Comunidade Económica dos Estados da África
do Oeste – CEDEAO (5º Suplemento ao B.O. 37 (95-11-03). Em 2001, aprova, para ratificação, o Protocolo A/P2/8/94 relativo e este
mesmo Parlamento através da Resolução n.º31/VI/2001. B.O. 4 (2001-02-04.)

58 Resolução n.º 17/IV/2001 - Aprova, o acordo de parceria entre os Estados da África, das Caraíbas e do Pacífico e Comu-
nidades Europeias e os seus Estados Membros. Supl. ao B.O. 18 (2001-06-18).

59 http://www.francophonie.org

60 A alteração dos Estatutos da CPLP, instituindo a Assembleia Parlamentar como novo órgão da organização, acon-
teceu na XII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa em Lisboa a 2 de
Novembro de 2007.
|138

Visitas de Entidades
Estrangeiras

17 A 24 DE JUNHO DE 1978
Visita de uma delegação parlamentar portuguesa, chefiada pelo então Presidente
da Assembleia da República, Dr. Vasco da Gama Fernandes.

29 DE NOVEMBRO DE 1985
Visita de S. E. o General António Ramalho Eanes, Presidente da República
Portuguesa.

9 DE MAIO DE 1986
Visita de S. E. o Presidente da República Federativa do Brasil Sr. José Sarney.

21 DE SETEMBRO DE 1986
Visita de S. E. o Presidente da República de Angola, Sr. José Eduardo dos
Santos.

10 DE DEZEMBRO DE 1986
Visita de S. E. o Presidente da República Portuguesa, Dr. Mário Soares.

01 DE DEZEMBRO DE 1993
Visita de S. E. o Primeiro Ministro de S. Tomé e Príncipe, Dr. Costa Alegre.

14 DE JULHO DE 1994
Visita de S. E. o Presidente da República do Senegal, Senhor Abdou Diouf
Visitas de Entidades Estrangeiras |139

28 DE AGOSTO DE 1995
Visita de S. E. o Presidente da República de Moçambique, Joaquim Alberto
Chissano

05 DE MARÇO DE 1997
Visita de S. E. o Presidente da Assembleia da República de Portugal, Dr.
António de Almeida Santos.

28 DE MARÇO DE 1999
Visita de S. E. o Presidente da Assembleia Nacional de Angola, Dr. Roberto
de Almeida.

27 DE OUTUBRO DE 2000
Visita de S. E. o Presidente da República de Timor-Leste, Xanana Gusmão.

31 DE JANEIRO DE 2002
Visita de S. E. o Primeiro Ministro do Grão – Ducado de Luxemburgo,
Jean Claude Junker, 2002.

7-9 DE JUNHO DE 2002


Visita de S. E. o Presidente da Assembleia da República Dr. João Bosco
Mota Amaral.

30 DE MARÇO DE 2004
Visita de S. E. o Presidente da República Portuguesa, Dr. Jorge Fernando
Branco de Sampaio.

10 DE MAIO DE 2004
Sessão Solene por ocasião da visita de Sua Excelência o Presidente da
República de Angola, Eng. José Eduardo dos Santos.
|140

15 DE ABRIL DE 2004
Visita de S. E., o Presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Pier Ferdinando
Casini.

29 DE JULHO DE 2004
Acto Solene em Homenagem a Sua Excelência o Presidente da República
Federativa do Brasil, Sr. Luís Inácio Lula da Silva.

15 DE NOVEMBRO DE 2004
Sessão Especial por ocasião da visita de Sua Excelência o Presidente do
Parlamento Alemão Dr. Wolfgang Thierse.

16 A 19 DE NOVEMBRO 2008
Visita de S. E. o Presidente da Assembleia da República de Portugal, Dr.
Jaime Gama.

06 DE JULHO DE 2010
Sessão Solene por ocasião da visita de Sua Excelência o Presidente da República
de Portugal, Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva.

06 DE JULHO DE 2011
Sessão Solene por ocasião da visita de Sua Excelência o Presidente da República
Democrática de Timor-Leste, Dr. José Ramos Horta.

27 DE OUTUBRO DE 2012
Sessão Solene por ocasião da visita de Sua Excelência o Presidente da Comissão
Europeia, Dr. José Manuel Durão Barroso.

6 DE MARÇO DE 2014
Sessão Solene por ocasião da visita de Sua Excelência o Presidente da República
do Senegal, Dr. Macky Sall.
Visitas de Entidades Estrangeiras |141

5-8 DE MAIO DE 2014


Visita de S.E. o Presidente da Assembleia Nacional de Angola Dr. Fernando
da Piedade Dias dos Santos.

11 DE MARÇO DE 2015
Sessão Solene por ocasião da visita da Sua Alteza Real o Grão Duque do
Luxemburgo, Henri Albert Guillaume.

24 DE ABRIL DE 2015
Visita de S. E. o Primeiro Vice-Presidente do Parlamento Pan-Africano
(PAP), Roger Nkodo.

2-6 DE MARÇO DE 2015


Visita de S. E. o Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-
Bissau, Cipriano Cassamá.

7-10 DE MAIO DE 2015


Visita de S: E. o Presidente da Assembleia Nacional da República
Democrática de São Tomé e Príncipe, José da Graça Diogo.
|142

Siglas

ACP-UE - África Caraíbas e Pacífico - União Europeia


ADM - Aliança Democrática para a Mudança
AN - Assembleia Nacional
ANA - Assembleia Nacional de Angola
ANP - Assembleia Nacional Popular
ANP-GB - Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau
AP-ACP - Assembleia Parlamentar África, Caraíbas e Pacífico
AP-ANCV - Arquivo Parlamentar da Assembleia Nacional de Cabo Verde
AP-CPLP - Assembleia Parlamentar da CPLP
APF - Assembleia Parlamentar da Francofonia
APP - Assembleia Parlamentar Paritária
APP ACP-UE - Assembleia Parlamentar Paritária África, Caraíbas e Pacífico - União Europeia
APP ACP-UE - Assembleia Parlamentar Paritária África, Caraíbas e Pacífico - União Europeia
ARM - Assembleia da República de Moçambique
ARP - Assembleia da República de Portugal
ASG-PLP - Associação dos Secretários Gerais dos Parlamentos de Língua Portuguesa
BO - Boletim Oficial
CEA - Comunidade Económica Africana
CEDEAO - Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental
CNE - Comissão Nacional de Eleições
CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
|143

CRCV- Constituição da República de Cabo Verde


FPLP - Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa
LOPE - Lei Sobre a Organização Política do Estado
MpD - Movimento para a Democracia
NOSI - Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação
OUA - Organização da Unidade Africana
PAICV - Partido Africano da Independência de Cabo Verde
PCCS - Plano de Cargos carreiras e Salários
PCD - Partido da Convergência Democrática
PTS - Partido do Trabalho e da Solidariedade
RDA - República Democrática Alemã
RFA - República Federal Alemã
RMP - Rede de Mulheres Parlamentares
RPALCDP - Rede Parlamentar Para o Ambiente e Luta Contra a Desertificação e a Pobreza
RPPD - Rede Parlamentar para a População e o Desenvolvimento
TCV - Televisão de Cabo Verde
UCID - União Cabo-verdiana Independente e Democrática
UE - União Europeia
UIP - União Interparlamentar
UPA - União dos Parlamentos Africanos
URSS - União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
|144
|145

Anexos
|146

Cronografia dos Presidentes da


ASSEMBLEIA NACIONAL

Abílio Augusto Monteiro Duarte


1975-1991

I LEGISLATURA II LEGISLATURA III LEGISLATURA


|147

Amílcar Spencer Lopes António do S. Fonseca Aristides Raimundo Lima Basílio Mosso Ramos
1991-1996 1996-2001 2001-2011 2011-Presente

IV LEGISLATURA V LEGISLATURA VI LEGISLATURA VII LEGISLATURA VII LEGISLATURA


|148

DEPUTADOS ELEITOS EM 1975 – I LEGISLATURA[61]


NOMES CIRCULO ELEITORAL
Aristides Maria Pereira
Pedro Mendes Rodrigues
Nelson Atanásio Ferreira Santos
Duete Alcides Alfama
Silvestre Lopes
Nossa Senhora da Graça - Praia
Suplentes
Mário Visitação Rodrigues Moreira
José Monteiro de Pina
Heduiges Lopes Moreno

José Luís Fernandes Lopes


Manuel Costa Barros
Nossa Senhora da Luz /São Nicolau
Suplentes Tolentino – São Domingos – Praia
António Cardoso Afonso
Maria Alice Dias Tavares
Maria Ernestina Silveira Cunha

José Tomas Wahnon de Carvalho Veiga


Emanuel de Jesus Braga Tavares
SSmo Nome de Jesus/S. João Baptista
Suplentes – Ribeira Grande Santiago
Élvio Gonçalves Napoleão Fernandes
José de Pina Fernandes
Ambrózio Mendonça Mendes Pereira

61 Supl.ao B.O. 26 (75-07-04)


|149

Pedro Verona Rodrigues Pires


Pedro Rolando dos Reis Martins
Gil Querido Varela
Eugénio Borges Furtado Santa Catarina - Praia
Suplentes

Silvino Borges Tavares


Pedro Spinola
Manuel Monteiro da Veiga
Carlos Vitorino Dantas Moniz
Alfredo Dias
São Salvador do Mundo - Praia
Suplentes
Manuel Ramos
Domingos Semedo Sanches
Orlando Pereira Vaz

Alexandre Ramos de Pina


Celestino Ramos Sanches
Leão José Mendes Barreto
São Lourenço dos Órgãos/Santiago Maior
Suplentes
Carlos Vaz
Eleutério Lopes Delgado
Faustino Amador
|150

Sérgio Augusto Cardoso Centeio


Euclides Joaquim de Aguiar Fontes
Santo Amaro Abade Tarrafal
Suplentes
Joaquim Lopes
Manuel Vieira Lopes
Francisco Soares Tavares

Carlos Lineu Soares Miranda


Manuel Jesus Rodrigues Moreira
São Miguel - Praia
Suplentes
Olímpio António Silva
Silvino da Silva
Joaquim Mendes Correia

Carlos Nunes Fernandes dos Reis


Gonçalo Monteiro Oliveira
Nossa Senhora do Livramento/
Suplentes Nossa Senhora do Rosário
Celestina Maurício Neves – Santo Antão
Sotero Nicolau Fortes
António Pedro Lopes

Amâncio dos Santos Lopes


Maurino Camões Brito Delgado
Santo Crucifixo/S. Pedro Apóstolo
Suplentes – São Antão
Franklin Winston Monteiro
Manuel João Piedade
Cassiano João Gomes
|151

Olívio Melício Pires


Silvino de Oliveira Lima
Suplentes Santo António das Pombas
João António Brito – S. Antão
Lídia Miranda Silveira Pires
Pedro Vicente Silva

Eugénio Augusto Pinto Inocêncio


Armando António Fortes
Santo André – Santo Antão
Suplentes
João Damasceno Lima
Alfredo Augusto Cançado
João Gomes Silveira

André Corsino Tolentino


António Lisboa Santos
São João Baptista – Boa Vista
Suplentes
António Silva Pinto
Manuel de Jesus Dias
João António Lopes

Abílio Augusto Monteiro Duarte


Adriano da Cruz Brito
Humberto Bettencourt Santos
Isaura Tavares Gomes Cardoso Cidade do Mindelo – São Vicente

Suplentes
Feliciano José Neves
Francisco de Sales Alves
João Carlos Brito Lima
|152

Amaro Alexandre da Luz


Agnelo Medina Dantas Pereira
Bela Vista – São Vicente
Suplentes
António Manuel Rodrigues
João Evangelista Lima
Vitor Afonso Fidalgo
Luís de Matos Monteiro da Fonseca
António Sérgio Português

Suplentes Monte Sossego – São Vicente


Francisco Chagas Spencer
Crispina Almeida Gomes
Emídio Augusto Ramos Lima

João José Lopes da Silva


Olímpio Lopes Varela
Nossa Senhora da Ajuda - Mosteiros
Suplentes
Paulino Mateus de Andrade Pina
Casimiro Santos Centeio
Cristiano Lobo
Silvino Manuel da Luz
Rolando Lima Barber
Nossa Senhora da Conceição/
Suplentes Santa Catarina- São Filipe
Inês Iolanda E. M.L. Barbosa Vicente Brito
João Pedro Correia
André Pires
|153

António Fidalgo de Barros


Izildo Armando da Silva
São Lourenço – S. Filipe/Fogo
Suplentes
Clarimundo Barbosa da Silva
José Barbosa Vicente
Guilherme José Canuto

Osvaldo Lopes da Silva


José Eduardo Dantas Ferreira Barbosa
Nossa Senhora do Rosário/
Suplentes Nossa Senhora da Lapa
António Joaquim Almeida – S. Nicolau
Leocádia de Oliveira Soares Barbosa
Baltazar Soares Neves
Joaquim Pedro Silva
Amílcar Cupertino Andrade
Nossa Senhora da Luz
Suplentes - Maio
Heitor Carlos Silva Nunes
João António da Cruz Silva
Olívio Socorro Barbosa
Carlos António Dantas Tavares
Adolfo Joaquim Gomes Fernandes
São João Baptista/Nossa
Suplentes Senhora do Monte - Brava
José António Galvão Gonçalves
Pedro João Lomba de Morais
Alberto Sebastião Monteiro
|154

Manuel de Paixão Santos Faustino


Pedro dos Santos Brito
Nossa Senhora das Dores
Suplentes - Sal
José Pedro Vinícola dos Santos
Bernardino de Sena Mosso Ramos
Adelino Fonseca

João Pereira da Silva


Arsénio Lima Ramos
São João Baptista/Santa Isabel
Suplentes – Boa Vista
António Omar Lima
José Ramos Lopes
Manuel do Rosário Pereira da Silva
|155

DEPUTADOS ELEITOS EM 1980 – II LEGISLATURA[62]

NOMES CIRCULO ELEITORAL


Aristides Maria Pereira
José Eduardo Dantas F. Barbosa
Paula Maria Fortes Silva
Eduardo Alberto Gomes Rodrigues
Silvino Sousa Praia Urbano
Tito Lívio Santos de Oliveira Ramos
Alberto Salazar Antunes da Silva

Suplentes
Adelaide Correia de Sousa Monteiro
Carlos Alberto Lopes Barbosa
Eduíno Mendes dos Reis

Joana Lopes Cabral


Bartolomeu Lopes Varela
Praia Rural I
Suplentes
Adalberto Mendes Tavares
Ambrósio Mendonça Mendes Pereira
Margarida Maria Correia Barros

Cândido Desidério Gomes Santana


José Gomes da Veiga
Suplentes
Adelcides Carvalho de Barros Praia Rural II
José Maria de Carvalho Lima
José Lopes Gonçalves

62 Supl. ao B.O. 52 (80-11-31)


|156

Pedro Verona Rodrigues Pires


David Hopffer de Cordeiro Almada
Duete Alcides Alfama
Regino Varela
Pedro Spinola Santa Catarina (Santa Catarina)

Suplentes
Marcelino Rodrigues Fernandes
António Pereira Mascarenhas
António Dias Fernandes
Francisco Moreira Correia
Alfredo Dias
São Salvador do Mundo
Suplentes (Santa Catarina)
Inácio Tavares
José Carlos Cabral
Manuel Borges

João Pereira Silva


Manuel de Jesus Rodrigues Moreira
Celestino Ramos Sanches Santo Amaro Abade/São Miguel
Carolino Rodrigues Fortes Dias (Tarrafal)

Suplentes
Daniel do Rosário de Fátima Pina Furtado
Malaquias Francisco Furtado
António José Vaz
|157

Leão José Mendes Barreto


Adriano Andrade Freire
Dionísio Garcia
Juvelina Vaz Pereira Moniz São Lourenço dos Órgãos/
Santiago Maior (Santa Cruz)
Suplentes
Francisco Mendes Furtado
Benvindo Gomes Tavares
Benjamim Alves da Cunha
João José Lopes da Silva
Agostinho Santos Vieira

Suplentes Nossa Senhora da Ajuda (Fogo)


André Corsino Tavares do Canto
Luciano da Silva
Domingos Nicolau Lopes Teixeira
Sérgio Augusto Cardoso Centeio
Isildo Armando da Silva
Matilde Aleluia Fontes barbos Vicente
Nossa Senhora da Conceição/
Suplentes Santa Catarina (Fogo)
Casimiro Santos Centeio
Silvestre Pina Ribeiro
José Henrique Veiga
Ovídio Gomes Fernandes
Rolando Lima Barber

Suplentes São Lourenço (Fogo)


Guilherme José Canuto
João Rodrigues Lopes
Jesuíno Barbosa Jamssens
|158

Luís de Matos Monteiro da Fonseca


Custódio Zeferino Soares
Suplentes São João Baptista/Nossa
João António Galvão Gonçalves Senhora do Monte (Brava)
Samuel Baptista Oliveira
Joaquim Vieira Fontes
José Frederico
Pedro Augusto Fortes Santos
Nossa Senhora da Luz (Maio)
Suplentes
Heitor Carlos Barbosa Silva
Maria Júlia Tavares Santos Évora
Terêncio Africano Cardoso Silva
Carlos Nunes Fernandes dos Reis
Teodora Inês Fonseca Évora
Nossa Senhora do Livramento/
Suplentes Nossa Senhora do Rosário (Santo Antão)
Hortêncio de Oliveira Lima
Manuel do Nascimento Santos
José Pedro Lopes
Maurino Camões Brito Delgado
Franklim Wintom Monteiro
Santo Crucifixo/São Pedro
Suplentes Apóstolo (Santo Antão)
Amílcar Alberto da Costa Neves
Epifâneo Lopes Ferreira
Agnelo Boaventura Silva Leite
|159

Olívio Melício Pires


Joaquim Francisco Silva

Suplentes Santo António das


Adelino Sousa Pombas (Santo Antão)
Rosendo José Silva Pires Ferreira
Agnelo Vasconcelos Lopes
Armindo Santos Cruz
José Joaquim Lima

Suplentes Santo André (Santo Antão)


João Baptista Dias
António José do Rosário
Luciano Justino Neves
André Corsino Tolentino
Silvestre João Rodrigues

Suplentes São João Baptista (Santo Antão)


Domingos António Lopes
Ramiro Miguel Oliveira
Luís Cláudio Pinto
|160

Abílio Augusto Monteiro Duarte


Silvino Manuel da Luz
Augusto António da Costa Júnior
Crispina Almeida Gomes
Albertino Xisto Almeida
Adriano da Cruz Brito
António Sérgio Português São Vicente
Humberto Bettencourt Santos

Suplentes
Manuel Inocêncio Sousa
Valentim Santos Neves
Antónia Júlia Ramos dos Reis Rodrigues

Aguinaldo Lisboa Ramos


José Miguel Azancoth

Suplentes Nossa Senhora do


Ana Teresa Lima Monteiro Rosário (São Nicolau)
José Alves Fortes
José Pedro Livramento

Irineu Fileto Brito Gomes


Ricardo Lima de Brito
Nossa Senhora da Lapa (São Nicolau)
Suplentes
Pedro José da Cruz
Baltazar Soares Neves
Narciso Joaquim da Graça
|161

Osvaldo Lopes da Silva


Carlos Firmino Monteiro Lopes

Suplentes Nossa Senhora das Dores (Sal)


Alcides Spencer Brito
Germano Fortes Barros
Maria Madalena Tavares

Herculano Adelaide Vieira


Serapião António Oliveira

Suplentes S. João Baptista/Sta. Isabel – Boa Vista


Osvaldo Abílio Ramos Rocha
Gastão Gil Almeida
Euclides Carlos António da Costa
|162

DEPUTADOS ELEITOS EM 1985 – III LEGISLATURA[63]

NOMES CIRCULO ELEITORAL

Aristides Maria Pereira


Tito Lívio Santos de Oliveira Ramos
José Brito
Orlando José Mascarenhas
Carlos Albertino Barreto de Carvalho Veiga
Dario Laval Rezende Dantas dos Reis
Paula Maria Fortes
Fátima José Sapinho Gomes Monteiro Praia Urbano (Santiago)
Eduardo Alberto Gomes Rodrigues
Silvino Sousa
Carlos Alberto Wahnon de Carvalho Veiga

Suplentes
Emanuel Mário Vigano Antunes Correia Pinto
Felisberto Alves Vieira
Eunice Andrade da Silva

Bartolomeu Lopes Varela


Joana Lopes Cabral
Carlos Barros Frederico
Praia Rural I (Santiago)
Suplentes
Manuel Ramos
Ana Maria Ferreira Semedo
Honorata Pereira Moreno

63 B.O. 50 (85-11-14).
|163

José Gomes da Veiga


Edmundo Lopes Pereira

Suplentes Praia Rural II (Santiago)


Apolinário Sanches
Estevão Barros Rodrigues
Alberto Silves Barreto

Pedro de Verona Rodrigues Pires


David Hopffer de Cordeiro Almada
Duete Alcides Alfama
Marcelino Rodrigues Fernandes
Regino Varela
António Lopes Varela
Felipe Andrade Soares de Carvalho Santa Catarina (Santiago)
Eduardo Galina Monteiro

Suplentes
Silvério Lopes Tavares
António Pereira Mascarenhas
José Maria Fernandes da Veiga

Francisco Moreira Correia


Eduardo Monteiro

Suplentes São Salvador do Mundo (Santiago)


Amaro Lopes Varela
Carlos Alberto Silva Gonçalves
Eugénio Estevão da Rocha Vaz
|164

Herculano Adelaide Vieira


Aristides Raimundo Lima

Suplentes S. João Baptista/Santa


Eutrópio Lima da Cruz Isabel (Boa Vista)
Ricardo Lima Santos
Maria Ludmilde Pereira Pires

Luís de Matos Monteiro da Fonseca


José Maria Gonçalves de Barros

Suplentes S. João Baptista/Nossa


António Baptista de Pina Tavares Senhora do Monte (Brava)
Edith Gomes da Silva
Henrique Teixeira Oliveira

José Eduardo Dantas Ferreira Barbosa


Sidónio Fontes Lima Monteiro

Suplentes Nª.S.ª da Ajuda (Fogo)


Luciano da Silva
Rosério Benevenuto Teixeira Rodrigues
Manuel Alves Nunes

José Eduardo da Figueiredo Araújo


Silvestre Pina Ribeiro
Atelano João de Henrique Dias da Fonseca
Maria da Graça Cardoso Vieira de Andrade Nª.S.ªda Conceição/Santa Catarina
(Fogo)
Suplentes
António Carlos Monteiro
Artur Domingos Mendes Cardoso
António Gomes de Pina Júnior
|165

Maria das Dores Silveira


Manuel da Luz Alves

Suplentes S. Lourenço (Fogo)


António Lobo Júnior
António Gonçalves Júnior
João Afonseca da Veiga

Joaquim Pedro Silva


Terêncio Africano Cardoso da Silva
Nossa Senhora da Luz (Maio)
Suplentes
Manuel Augusto Tavares
Adérito Morais Araújo
João Baptista Gomes de Pina

Osvaldo Lopes da Silva


Carlos de Firmino Monteiro Lopes

Suplentes Nossa Senhora das Dores (Sal)


Maria Madalena Tavares Soares Silva
Júlio Fortes Correia Rendall
Mário Manuel Paixão Silva Lopes
|166

Olívio Melício Pires


Adriano Andrade Freire
Frutuoso Assunção Lopes de Carvalho
Benvindo Gomes Tavares
Tomé Varela Silva São Lourenço dos Órgão/
Santiago Maior (Santiago)
Suplentes
António de Brito Andrade
Francisco Mendes Furtado
Adriano Monteiro

João Pereira Silva


André Pires
Carolino Henrique Fortes Dias
Maria da Luz Freire de Andrade
Jorge de Pina Lopes
Octávio Ramos Tavares Santo Amaro Abade/S.
Miguel (Santiago)
Suplentes
Serafim de Pina Furtado Tavares Silva
Maria Rosalina Gomes de Almeida Cardoso
António José Vaz

Honório Chantre Fortes


Jorge de Oliveira Lima
Nª.S.ª do Livramento/Nossa
Suplentes Senhora do Rosário (Santo Antão)
Armando António Fortes
José Manuel Monteiro de Aguiar
João José Soares Spencer
|167

André Corsino Tolentino


Ovídio Gomes Fernandes
António Domingos Gonçalves
Santo Crucifixo/S. Pedro
Suplentes Apóstolo (Santo Antão)
Amílcar Gomes da Costa Neves
David Rosário Monteiro
Antão Rafael Salomão
Amaro Alexandre da Luz
Joaquim Francisco Silva

Suplentes Santo António das


Adelino Sousa Pombas (Santo Antão)
Maria Delfina de Oliveira Fonseca Oliveira
João Augusto Sousa

Leão José Mendes Barreto


Maria Serafina Rocha Alves Soares

Suplentes Santo André (Santo Antão)


Pelópidas Tomás de Melo
António Pedro Delgado
Samuel dos Santos Lima

Júlio César de Carvalho


Domingos António Lopes
José Joaquim Lima
João Baptista (Santo Antão)
Suplentes
José Cassiano Delgado
João Nascimento Fortes
João Baptista Dias
|168

Aguinaldo Lisboa Ramos


Carlos Raimundo Eusébio Gomes
Adelino Manuel Silva
Nossa Senhora do
Suplentes Rosário (São Nicolau)
Alfredo Cristo Soares
António Rodrigues Gomes
Mateus Júlio Lopes
Irineu Fileto Brito Gomes
António José Cabral

Suplentes Nossa Senhora da Lapa (São Nicolau)


Arlindo João Gomes
Manuel Júlio Soares
Filomena Josefa Lopes Semedo da Graça

Abílio Augusto Monteiro Duarte


Silvino Manuel da Luz
Crispina Almeida Gomes
Adriano da Cruz Brito
Jorge Alberto Brito
Augusto António Costa Júnior
Júlio Smith de Carvalho Vera Cruz
Maria Helena Ramos Évora Santos Nossa Senhora da Luz (São Vicente)
Armanda Alcina Mendes Fonseca Torres
Rolando Vera Cruz Martins
António Manuel Neves
Júlio Ascensão Silva

Suplentes
Ruy Spencer dos Santos
João Baptista Brito
Ricardino Fonseca Neves
|169

DEPUTADOS ELEITOS EM 1991 – IV LEGISLATURA[64]

NOMES CIRCULOS PARTIDO


Aristides Raimundo Lima João Baptista/S. PAICV
Eutrópio Lima da Cruz Isabel (Boa Vista
José Maria Gonçalves de Barros João Baptista/N.ªS.ª MPD
do Monte (Brava)
Carlos Augusto Duarte de Burgo João Baptista/N.ªS.ª PAICV
do Monte (Brava)
Sidónio Fontes Lima Monteiro Nª.S.ª da Ajuda PAICV
Júlio Lopes Correia (Fogo)

José Eduardo Dantas Ferreira Barbosa N. S. da Conceição


Atelano João de Henrique D. da Fonseca (Fogo) PAICV

Alfredo Gonçalves Teixeira Nª.S.ªda Conceição MPD


(Fogo)
Arnaldo Pina Pereira Silva S. Lourenço (Fogo) MPD
João José Lopes da Silva S. Lourenço (Fogo) PAICV
Adalberto Higino Tavares Silva Nª.S.ªda Luz (Maio) MPD
Joaquim Pedro Silva da Luz (Maio) PAICV
António Roberto da Graça Nª.S.ªdas Dores ((Sal) MPD
Basílio Mosso Ramos Nª.S.ªdas Dores (Sal) PAICV

64 Supl.ao B.O. 3 (91-01-25).


|170

Carlos Alberto W. de Carvalho Veiga


Eurico Correia Monteiro
Jacinto Abreu dos Santos
José António Mendes dos Reis
José Tomás W. de Carvalho Veiga Praia Urbano MPD
José Teófilo Santos Silva (Santiago)
Maria Deolinda Delgado Monteiro
Marino Gomes dos Anjos
Pedro Verona Rodrigues Pires
Orlando José Mascarenhas
Felisberto Alves Vieira Praia Urbano PAICV
Admilo Waldir Fernandes (Santiago)

Roberto Escolástico M. Fernandes Praia Rural 1 MPD


Cipriano Semedo Tavares (Santiago)

Luís de Sousa Nobre Leite Praia Rural 2 MPD


(Santiago)
José Gomes da Veiga Praia Rural 2 PAICV
(Santiago)
Carlos Albertino Barreto de Carvalho Veiga
André Lopes Afonso
Francisco Pereira Santa Catarina MPD
Francisco Fernandes Tavares (Santiago)
Moses Gomes Monteiro

David Hopffer de Cordeiro Almada Santa Catarina PAICV


(Santiago)
Eugénio Estevão de Rocha Vaz São Salvador do MPD
Alector Conceição Lopes da Silva Mundo (Santiago)
|171

Amândio de Apresentação de C. Tavares São Lourenço dos


Júlio Barros Andrade Órgãos Santiago
Pedro Alexandre Tavares Rocha Maior (Santiago) MPD
Moisés Pereira Vaz

Olívio Melício Pires São Lourenço dos PAICV


Órgãos Santiago
Maior (Santiago
Jorge Eduardo S´taubyn de Figueiredo Santo Amaro
Jacinto Vaz Furtado Miranda Abade/S. Miguel MPD
Carlos Alberto da Costa Monteiro Arcânjo (Tarrafal)
Hugo Policarpo Moreno
João Pereira Silva Santo Amaro PAICV
Abade/S. Miguel
Arcânjo (Tarrafal)
Jorge Pedro Maurício dos Santos N.S. do Livramento/ MPD
António Jorge Delgado Nª.S.ª do Rosário
(Santo Antão)
António Pedro Maurício dos Santos Santo Crucifixo/S. MPD
Francisco Silva Ramos Pedro Apóstolo
(Santo Antão)
Júlio Augusto Pires Almeida Santo António MPD
Fernando Wahnon Ferreira das Pombas
(Santo Antão)
António do Espírito Santo Fonseca Santo André MPD
Manuel de Jesus Dias (Santo Antão)

Leão Monteiro Lopes S. João Baptista MPD


César Augusto de Barbosa e Almeida (Santo Antão)

Amílcar Spencer Lopes Nª.S.ªdo Rosário MPD


Benvindo do Rosário F. Oliveira (São Nicolau)
|172

José Carlos da Luz Delgado Nª.S.ª do Rosário PAICV


(São Nicolau)
João de Deus Lopes da Silva Júnior Nª.S.ªda Lapa MPD
Jaime António do Rosário (São Nicolau)

António Gualberto do Rosário


Germano da Cruz Almeida
Maurino de Camões Brito Delgado
Maria Filomena do N.L.R. Araújo
Martinho Crisóstomo Ramos Nª.S.ª da Luz MPD
António Tomar (SãoVicente)
José Pires dos Santos
Alfredo Ferreira Fortes
Domingos António dos Santos, Júnior
José Marcos Soares

Abílio Augusto Monteiro Duarte Nª.S.ª da Luz PAICV


Silvino Manuel da Luz (São Vicente)
António Pereira Horta África PAICV
Francisco de Pina Fernandes América PAICV
Maria da Glória Silva Europa e Resto MPD
do Mundo
|173

DEPUTADOS QUE EXERCERAM O MANDATO EM SUBSTITUIÇÃO A


DEPUTADOS NOMEADOS MEMBROS DE GOVERNO [65]

DEPUTADOS CIRCULOS PARTIDOS


Alfredo Gonçalves Teixeira Manuel Roque Silva Júnior Stª Catarina/NªSr.ª
MPD
da Conceição (Fogo)
Arnaldo Pereira Silva Rui Manuel Melo
Lima Évora São Lourenço MPD

Carlos Alberto Wahnon Nasolino Silva Ramos


de Carvalho Veiga Praia Urbano MPD

Eurico Correia Monteiro Amélia Maria St’Aubyn


de Figueiredo Praia Urbano MPD

José Tomás Wahnon Elisabeth Maria Fernandes


de Carvalho Veiga Carvalho Silva Praia Urbano MPD

Luís de Sousa Nobre Leite João de Deus Fonseca


Praia Rural II MPD

António Pedro António Jorge Stª Crucifixo/S.


Maurício dos Santos Morais Monteiro Pedro Apóstolo MPD
(Santo Antão)
António Gualberto João Baptista Vasconcelos
do Rosário Nª S.ª da Luz
MPD
(São Vicente)

65 Comunicação n.º1/IV/91, publicada no B.O. 24 (91-06-21), Supl.


|174

DEPUTADOS ELEITOS EM 1995 – V LEGISLATURA[66]

NOMES CIRCULOS PARTIDO

Carlos Alberto Wahnon de Carvalho Veiga


José António Mendes dos Reis
Maria Helena Nobre Morais Querido Semedo
Agostinho António Lopes
José Tomás Wahnon de Carvalho Veiga
José Teófilo Santos Silva
Praia MPD
Maria Deolinda Delgado Monteiro
José Ulisses de Pina Correia e Silva

Aristides Raimundo Lima


Felisberto Alves Vieira
Dario Laval Dantas dos Reis
Praia PAICV
Nuno de Santa Maria Martins Duarte

Eurico Correia Monteiro Praia PCD


José Luís do Livramento Monteiro Alves Brito
Aniceto Frederico Gonçalves Tavares São Domingos MPD

Orlando Pereira Dias


António Costa Lima
Santa Cruz MPD
Filomeno Ortet Lopes Tavares
António Mendes Gonçalves

66 Supl. ao B.O. 52 (95-12- 27)


|175

Mário Ramos Pereira Silva


André Lopes Afonso
Carlos Albertino Barreto de Carvalho Veiga
Francisco Fernandes Tavares Santa Catarina MPD
Simão Gomes Monteiro
Eugénio Estevão da Rocha Vaz

José Maria Pereira Neves Santa Catarina PAICV


Mário Gomes Fernandes
João Tavares de Pina
Tarrafal MPD
José Luís Barros Monteiro Lopes

Lúcio Matias de Sousa Mendes Tarrafal PAICV


Armando Augusto Varela Hopffer Barreto São Filipe MPD
Pedro Verona Rodrigues Pires
Júlio Lopes Correia
Onestaldo Ferreira Fontes Gonçalves São Filipe PAICV

Ondina Maria Fonseca Rodrigues Ferreira Mosteiro MPD


Sidónio F.L. Monteiro Mosteiro PAICV
José António Pinto Monteiro Brava MPD
Carlos Burgo Brava PAICV
Júlio Augusto Pires Almeida
Paúl MPD
Orlanda Maria Duarte Santos Ferreira

António do Espírito Santo Fonseca


António Vicente Lisboa Leite
Francisco Silva Ramos Ribeira Grande MPD
Adlisa Maria Delgado

Carlos Alberto dos Reis


Mário Alberto dos Reis Rodrigues Porto Novo MPD
|176

Josefá Barbosa Porto Novo PAICV


António Gualberto do Rosário
Humberto André Cardoso Duarte
António Jorge Delgado
José Pires dos Santos
João Baptista Ferreira Medina
António Tomar
São Vicente MPD
António Pedro dos Santos Rodrigues
Alice Dinis Soares Alves

Manuel Inocêncio Sousa


Leonildo Cirilo Monteiro
Mário Anselmo Couto Matos São Vicente PAICV

Amílcar Fernandes Spencer Lopes


Teófilo de Figueiredo Almeida Silva São Nicolau MPD

Daniel Spencer Brito Sal MPD


Mário Paixão Lopes Sal PAICV
Péricles Africano Lima Barros Boa Vista MPD
Eutrópio Lima da Cruz Boa Vista PAICV
Adalberto Higino Tavares Silva Maio MPD
Maria Guilhermina T.M. Tavares Maio PAICV
Victor Afonso Gonçalves Fidalgo Países Africanos MPD
António Pedro Duarte Países Africanos PAICV
Ermelinda Maria Vicente Spínola Lima Barros Países Americanos MPD
Francisco de Pina Fernandes
Países Americanos PAICV

Eugénio Augusto Pinto Inocêncio Países Europeu e


MPD
Resto do Mundo
Arnaldo Andrade Ramos Países Europeu e
PAICV
Resto do Mundo
|177

DEPUTADOS QUE EXERCERAM O MANDATO EM SUBSTITUIÇÃO A DEPUTADOS NO-


MEADOS MEMBROS DE GOVERNOS[67]

DEPUTADOS CÍRCULOS PARTIDOS

Carlos Alberto Spencer


António Gualberto do Rosário São Vicente MPD
da Conceição
João Baptista Ferreira Medina José Marcos Soares São Vicente MPD

António Jorge Delgado Paulo Jorge Lopes dos Santos São Vicente MPD

José António Pinto Monteiro Miguel Pires Vieira Brava MPD

Simão Gomes Monteiro Francisco Pereira Santa Catarina MPD


José Luís do Livramento Monteiro Mário Alberto Mendes
São Domingos MPD
Alves de Brito de Carvalho
Amílcar Fernandes Spencer Lopes Maria da Glória Silva São Nicolau MPD
Teófilo de Figueiredo Almeida
João Higino do Rosário Silva São Nicolau MPD
Silva

José Ulisses Correia e Silva Domingos Mendes de Pina Praia MPD

Carlos Alberto Wahnon


Pedro Tavares Moreira Praia MPD
de Carvalho Veiga
José António Mendes dos Reis Nasolino Santos Praia MPD
Maria Helena Nobre de Morais
Júlio Vasco de Sousa Lobo Praia MPD
Querido Semedo

67 Despacho da Assembleia Nacional publicado no B.O. 6 (96-03-20), Supl.


|178

DEPUTADOS ELEITOS EM 2001 – VI LEGISLATURA

PARTIDO OU
NOMES CÍRCULOS COLIGAÇÃO
DE PARTIDOS
Orlanda Maria Duarte Santos Ferreira Paúl MPD
Alcídio José Gonçalves Paúl PAICV
António Jorge Delgado
Ribeira Grande MPD
Orlando Rocha Delgado
Januário da Rocha Nascimento Ribeira Grande PAICV
Amadeu João da Cruz
Porto Novo MPD
Aníbal Azevedo Fonseca
Alberto Josefá Barbosa Porto Novo PAICV
Manuel Inocêncio Sousa
Mário Anselmo Couto de Matos
João Marcelino do Rosário
Antero Lima Coelho
São Vicente PAICV
Filomena de Fátima Ribeiro Vieira Martins
Jean Emmanuel da Cruz
Rui Alberto de Figueiredo Soares
Humberto André Cardoso Duarte
José Pires dos Santos S.ãoVicente MPD
João Baptista Ferreira Medina
Onésimo Silveira São Vicente ADM
Teófilo de Figueiredo Almeida Silva São Nicolau MPD
Franklim do Rosário Spencer São Nicolau PAICV
Sara Maria Duarte Lopes Sal PAICV
Victor Manuel Évora Sal MPD
José Luís Santos Boa Vista MPD
Aristides Raimundo Lima Boa Vista PAICV
Adalberto Higino Tavares Silva Maio MPD
Maria Guilhermina Teixeira Tavares Maio PAICV
|179

José Maria Pereira Neves


Dario Laval Rezendo Dantas dos Reis
Nuno de Santa Maria Martins Duarte
Hermínia Gomes da Cruz C. Ferreira
Eduardo Monteiro
Rui Mendes Semedo
Praia PAICV
Ramiro Andrade Alves de Azevedo
Emanuel António Rodrigues Furtado

António Gualberto do Rosário


Agostinho António Lopes
Maria Helena Nobre Morais Semedo
José Filomeno de Carvalho Monteiro
Praia MPD
Januária Tavares Silva Moreira Costa

Eurico Correia Monteiro Praia ADM


Alexandre Dias Monteiro São Domingos MPD
Mário José Carvalho de Lima São Domingos PAICV
José Manuel Gomes Andrade
Santa Cruz PAICV
Victor Moreno Baessa
Orlando Pereira Dias
Pedro Alexandre Tavares Rocha Santa Cruz MPD

Jorge Maria Ferreira Querido


Manuel Monteiro da Veiga
João Baptista Correia Pereira
Santa Catarina PAICV
Honório Sanches Brito
|180

André Lopes Afonso


Austelino Tavares Correia
Domingos Semedo Varela Santa Catarina MPD

Felipe Baptista Gomes Furtado São Miguel MPD


Arlindo Vicente Silva São Miguel PAICV
Mário Gomes Fernandes Tarrafal MPD
Arnaldo Andrade Ramos Tarrafal PAICV
Atelano João Henrique Dias Fonseca
Lívio Fernandes Lopes
Maria José Barbosa Teixeira São Filipe PAICV

Jorge Arcanjo Livramento Nogueira SãoFilipe MPD


Sidónio Fontes Lima Monteiro Mosteiros PAICV
Francisco Fortunato Paulino B. Amado Mosteiros MPD
Carlos Augusto Duarte de Burgo Brava PAICV
José António Pinto Monteiro Brava MPD
António Pedro Pereira Duarte Países Africanos PAICV
Armando Jorge Lopes Monteiro Países Africanos MPD
Alberto Alves
Jovino Fernando de Oliveira Pires Países Americanos PAICV

Amâncio Gonçalves Monteiro Varela Países Europeus e


PAICV
Manuel Amaro Rodrigues Monteiro Resto do Mundo
|181

DEPUTADOS QUE EXERCERAM O MANDATO EM SUBSTITUIÇÃO


A DEPUTADOS NOMEADOS MEMBROS DE GOVERNOS[68]

DEPUTADOS CIRCULOS PARTIDOS

Mário Anselmo Couto Matos Luís Lima Fortes


São Vicente PAICV

Carlos Augusto de Burgo Elsa Maria Sousa


Brava PAICV
Soares
Manuel Inocêncio de Sousa Maria Auxília dos
Santos Ramos São Vicente PAICV

Dario Laval Rezende Dantas dos Fernando Lopes Vaz


Praia PAICV
Reis Robalo
José Maria Neves Joaquim Martins
Praia PAICV
Tavares

68 Despacho de Substituição n.º1/VI/2001, publicada no B.O. 6 (2001-03-12).


|182

DEPUTADOS ELEITOS EM 2006 – VII LEGISLATURA

NOMES CIRCULOS PARTIDOS

Vera Helena Pires Almeida Paúl PAICV


Orlanda Maria Santos Ferreira Paúl MPD
Jorge Pedro Maurício dos Santos Ribeira Grande MPD
Armindo Cipriano Maurício Ribeira Grande PAICV
Francisco António Dias Ribeira Grande MPD
Alberto Josefa Barbosa Porto Novo PAICV
Alcindo Francisco Rocha Porto Novo MPD
Ernesto Ramos Guilherme Rocha Porto Novo PAICV
Manuel Inocêncio Sousa São Vicente
Rui Alberto de Figueiredo Soares São Vicente PAICV
Onésimo Silveira São Vicente PAICV
Humberto André Cardoso Duarte São Vicente MPD
António Delgado Monteiro São Vicente UCID
Mário Anselmo Couto de Matos São Vicente PAICV
João Baptista Medina São Vicente MPD
Filomena de Fátima Ribeiro Vieira Martins São Vicente PAICV
João do Carmo Brito Soares São Vicente PAICV
António Pascoal Silva dos Santos São Vicente MPD
Lídio de Conceição Silva São Vicente UCID
Teófilo de Figueiredo Almeida Silva São Nicolau MPD
Américo Sabino Soares Nascimento São Nicolau PAICV
Basílio Mosso Ramos Sal PAICV
Janine Tatiana Santos Lélis de Carvalho Sal MPD
Aristides Raimundo Lima Boa Vista PAICV
José Luís Lima Santos Boa Vista MPD
Joana Gomes Rosa Maio MPD
Filinto Alves dos Santos Maio PAICV
|183

José Maria Pereira Neves Praia PAICV


Agostinho António Lopes Praia MPD
Maria Cristina Lopes Almeida Fontes Lima Praia PAICV
Eurico Correia Monteiro Praia MPD
Rui Mendes Semedo Praia PAICV
Filomena Maria Frederico Delgado Silva Praia MPD
Eduardo Monteiro Praia PAICV
Victor Manuel Lopes Coutinho Praia MPD
Hermínia Gomes da Cruz Curado Ferreira Praia PAICV
José Ulisses de Pina Correia e Silva Praia MPD
Nilda Maria Gonçalves de Pina Fernandes Praia PAICV
Fernando Lopes Vaz Robalo Praia PAICV
Manuel Monteiro de Pina Praia MPD
José Maria Vaz de Pina Praia PAICV
Fernando Elísio Leboucher Freire de Andrade Praia MPD
Clemente Delgado Garcia São Domingos MPD
Afonso Silva Mendes da Afonseca São Domingos PAICV
David Hopffer de Cordeiro Almada Santa Catarina PAICV
Mário Ramos Pereira Silva Santa Catarina MPD
Manuel Monteiro Veiga Santa Catarina PAICV
Moisés Gomes Monteiro Santa Catarina MPD
José Emanuel Tavares Moreira Santa Catarina PAICV
Austelino Tavares Correia Santa Catarina MPD
Filipe Baptista Gomes Furtado São Miguel MPD
Humberto dos Santos Brito São Miguel PAICV
Mário Gomes Fernandes Tarrafal MPD
Arnaldo Andrade Ramos Tarrafal PAICV
|184

José Manuel Gomes Andrade Santa Cruz PAICV


Orlando Pereira Dias Santa Cruz MPD
António Alberto Mendes Fernandes Santa Cruz PAICV
José Manuel Afonso Sanches Santa Cruz PAICV
Sidónio Fontes Lima Monteiro São Filipe PAICV
Jorge Arcanjo Livramento Nogueira São Filipe MPD
Lívio Fernandes Lopes São Filipe PAICV
Eva Verona Teixeira Ortet São Filipe PAICV
Júlio Lopes Correia Mosteiro PAICV
Antero Teixeira Mosteiro PAICV
José Domingos António Lopes Brava PAICV
José Maria Gonçalves de Barros Brava MPD
António Pedro Pereira Duarte África PAICVC
Jean Emmanel da Cruz África PAICV
Alberto Alves Américas PAICV
Maria da Ressureição Lopes da Silva Américas PAICV
Manuel Amaro Rodrigues Monteiro Europa e Resto PAICV
Mundo
Miguel da Cruz Sousa Europa e Resto MPD
Mundo
|185

DEPUTADOS QUE EXERCERAM O MANDATO EM SUBSTITUIÇÃO


A DEPUTADOS NOMEADOS MEMBROS DE GOVERNO[69]

DEPUTADOS CIRCULOS PARTIDOS


José Maria Pereira Neves Justiniano Jorge
Praia PAICV
Lopes de Sena
Manuel Inocêncio Sousa Hermes Silva dos Santos São Vicente PAICV
Maria Cristina Lopes Emanuel Pereira
Praia PAICV
Almeida Fontes Lima Garcia Almeida
Manuel Monteiro da Veiga Vanusa Tatiana
Santa Catarina PAICV
Fernandes Cardoso
José Manuel Gomes Virgínia Baessa
Santa Cruz PAICV
Andrade Cabral Gonçalves
Sidónio Fontes Joanilda Lúcio Silva Alves
São Filipe PAICV
Lima Monteiro
Basílio Mosso Ramos Libéria das Dores
Sal PAICV
Antunes Brito
Júlio Lopes Correia Manuel Paulino
Mosteiros PAICV
Barbosa Amado
Américo Sabino Manuel Gomes Fernandes
São Nicolau PAICV
Soares Nascimento
Filomena de Fátima Miguel António Costa
São Vicente PAICV
Vieira Martins

69 Despacho de Substituição n.º 2/VII/2006, publicado no B.O. 12 (2006-04-12), 2.º Supl.


|186

DEPUTADOS ELEITOS EM 2011 – VIII LEGISLATURA

NOMES CIRCULOS PARTIDOS

Armindo Cipriano Maurício Santo Antão PAICV


Arlindo Nascimento Rosário Santo Antão MPD
Carlos Alberto Delgado Santo Antão PAICV
Leão Monteiro Lopes Santo Antão MPD
Ilídio Alexandre da Cruz Santo Antão PAICV
Orlanda Maria Duarte Santos Teixeira Santo Antão MPD
Filomena de Fátima Ribeiro Vieira Martins São Vicente PAICV
Jorge Pedro Maurício dos Santos São Vicente MPD
Franklim do Rosário Spencer São Vicente PAICV
António Delgado Monteiro São Vicente UCID
Humberto André Cardoso Duarte São Vicente MPD
Hermes Silva Santos São Vicente PAICV
António Jorge Delgado São Vicente MPD
Maria da Luz Rocha Monteiro São Vicente PAICV
João dos Santos Luís São Vicente UCID
Alexandre José Duarte Fonseca Pacheco de Novais São Vicente PAICV
Eva Sulamita Monteiro Caldeira Marques São Vicente MPD
Nelson de Rosário de Brito São Nicolau MPD
Carlos António Silva Ramos São Nicolau PAICV
Janine Tatiana Santos Lélis Sal MPD
Basílio Mosso Ramos Sal PAICV
Daniel Augusto Melo Lima Évora Sal MPD
Aristides Raimundo Lima Boa Vista PAICV
José Luís Santos Boa Vista MPD
Joana Gomes Rosa Maio MPD
Fernando Jorge Spencer Frederico Ferreira Maio PAICV
José Maria Fernandes da Veiga Santiago Norte PAICV
|187

Mário Ramos Pereira Silva Santiago Norte MPD


José Manuel Gomes Andrade Santiago Norte PAICV
Austelino Tavares Correia Santiago Norte MPD
Vanusa Tatiana Fernandes Cardoso Santiago Norte PAICV
Fernando Elísio Leboucher Freire de Andrade Santiago Norte MPD
Humberto Santos de Brito Santiago Norte PAICV
Moisés António do Espírito Santo Tavares Borges Santiago Norte PAICV
Pedro Alexandre Tavares Rocha Santiago Norte MPD
José Emanuel Tavares Moreira Santiago Norte PAICV
Felipe Baptista Gomes Furtado Santiago Norte MPD
António Alberto Mendes Fernandes Santiago Norte PAICV
Anilda Ineida Monteiro Gonçalves Santiago Norte MPD
Virgínia Baessa Cabral Gonçalves Santiago Norte PAICV
José Maria Pereira Neves Santiago Sul PAICV
Carlos Alberto Wahnon de Carvalho Veiga Santiago Sul MPD
Felisberto Alves Vieira Santiago Sul PAICV
José Filomeno de Carvalho Dias Monteiro Santiago Sul MPD
Janira Isabel Fonseca Hopffer Almada Santiago Sul PAICV
Eunice Andrade da Silva Spencer Lopes Santiago Sul MPD
Rui Mendes Semedo Santiago Sul PAICV
Abraão Aníbal Fernandes Barbosa Vicente Santiago Sul MPD
Nilda Maria Gonçalves de Pina Fernandes Santiago Sul PAICV
António Leão de Aguiar Cardoso Correia e Silva Santiago Sul PAICV
Filomena Mendes Gonçalves Santiago Sul MPD
|188

Afonso Silva Mendes da Fonseca Santiago Sul PAICV


Miguel Pedro Sousa Monteiro Santiago Sul MPD
Nuías Mendes Barbosa da Silva Santiago Sul PAICV
Isa Filomena Pereira Soares da Costa Santiago Sul MPD
Fernando Vaz Robalo Santiago Sul PAICV
Adalberto Higino Tavares Silva Santiago Sul MPD
Justiniano Jorge Lopes de Sena Santiago Sul PAICV
Euclides Eurico Nunes de Pina Santiago Sul PAICV
Júlio Lopes Correia Fogo PAICV
Eurico Correia Monteiro Fogo MPD
Lívio Fernandes Lopes Fogo PAICV
Joanilda Lúcia Silva Alves Fogo PAICV
Jorge Arcanjo Livramento Nogueira Fogo MPD
Clóvis Isildo Barbosa da Silva Brava PAICV
David Lima Gomes Brava MPD
Estêvão Barros Rodrigues África PAICV
Orlando Pereira Dias África MPD
Sidónio Fontes Lima Monteiro Américas PAICV
Cândido Barbosa Rodrigues Américas MPD
Arnaldo Andrade Ramos Europa e Resto do
PAICV
Mundo
Manuel Alberto Duarte Barbosa Europa e Resto do
MPD
Mundo
|189

DEPUTADOS QUE EXERCERAM O MANDATO EM SUBSTITUIÇÃO


A DEPUTADOS NOMEADOS MEMBROS DE GOVERNO[70]

DEPUTADOS CIRCULOS PARTIDOS

José Maria Pereira Neves Cláudia Sofia Marques Santiago Sul PAICV
Rodrigues
Felisberto Alves Vieira Dúnia Alice Monteiro Moreira Santiago Sul PAICV
de Almeida Pereira
Janira Isabel Fonseca Euclides Vaz Cardoso Centeio Santiago Sul PAICV
Hopffer Almada
Rui Mendes Semedo Maria Fernanda Mendes Varela Santiago Sul PAICV
José Maria Fernandes da Alcídio Gonçalves Tavares Santiago Norte PAICV
Veiga
Humberto Santos de Brito José Manuel Sanches Tavares Santiago Norte PAICV

70 Despacho de Substituição n.º 1/VIII/2011, publicado no B.O. 12 (2006-04-04).


|190

SECRETÁRIOS GERAIS DA ASSEMBLEIA NACIONAL

NOMES INÍCIO E TÉRMINO DE FUNÇÕES

António Manuel Mascarenhas Gomes Monteiro 1977 1980


Pedro Gabriel Monteiro Duarte 1981 1992
Abner Ramos de Pina 1992 1993*
Mateus Júlio Lopes 1996 2002
Eutrópio Lima da Cruz 2002 2011
Adalberto de Oliveira Mendes 2011 2013
Desde 2013
Libéria das Dores Antunes Brito
(20 Maio) ---------

*Entre 1993 e 1995, Maria Carolina Freitas Santos e Gregório Semedo


exerceram funções como Secretário Geral, por substituição.
|191
|192

Bibliografia
|193

CABO VERDE. Assembleia Nacional Popular. Diário das Sessões - 1.ª Sessão
Legislativa da I Legislatura (Sessão de 4 de Julho), Praia : ANP, 1975, 42 p.

___________-Acta da II Sessão Legislativa da I Legislatura. Praia : ANP,


1975, 8 p.

_____________ -Constituição da República de Cabo Verde. Praia : ANP, 1990,


43 p.

_____________ -Documentos (I e II Sessões Legislativas da 2ª Legislatura),


Praia : ANP, 1981, 44p.

_____________ -Discursos Parlamentares (IV Sessão Legislativa da II


Legislatura), Praia : ANP, 1982, 70 p.

_____________ - Discursos Parlamentares (2ª Sessão Legislativa da III


Legislatura), Praia : ANP, 1986, 97 p.

_____________ - Discursos Parlamentares (5.ª e 6.ª Sessões Legislativas da


III Legislatura), Praia : ANP, 1988, 79 p.

CABO VERDE. Assembleia Nacional - Constituição da República de Cabo


Verde: 2ª Revisão Ordinária, 2010. 4ª ed. Praia : AN, 2014, 174 p.

_____________ - Constituição da República de Cabo Verde. 2ª ed. Praia:


AN, 1993 118 p.

_____________ -Legislação Essencial. Praia : AN, 2011, 168 p.

CABO VERDE. Assembleia Nacional. Secretaria-Geral - Relatório de Actividades


relativo ao ano 1998, 27 p.
|194

CUSTÓDIO, GIORDANO; MAGALHÃES, José – Eficácia e transparência do


Parlamento na era digital: contribuição para uma estratégia de aproximação
entre a Assembleia Nacional e os cidadãos. Praia : AN;PNUD, 2005. 147p.

FONSECA, António do Espírito Santo – Aproximação do Parlamento ao


cidadão, in Fórum Parlamentar A Reforma do Parlamento na perspectiva da:
transparência, ética e decoro parlamentar e reforço da qualidade da democracia.
Praia : AN, 2014, p. 39-56.

FONTES, Margarida - Monumentos & Sítios: Palácios, [registo vídeo]. TCV,


2005. 1 disco vídeo (DVD).

SEMEDO, Carlos – Inauguração do Palácio da Assembleia Nacional: um


acontecimento importante para a dignificação da instituição parlamentar cabo-
verdiana. VOZDIPOVO. Praia. (30 Out. 1985) n.º 499,p. 6-7.

Modernização do Parlamento, in Parlamento - Revista da Assembleia Nacional


da Republica de Cabo Verde. Praia : Alfa Comunicações, n.º 1(Out. 2010), p. 14.

PARTIDO AFRICANO DA INDEPENDÊNCIA DE CABO VERDE - O


lugar e papel da ANP no Estado de Cabo Verde, Praia : Edições CNPE, [s. d.].
|195

DOCUMENTOS OFICIAIS[71]:

Notas do Gabinete de Relações Públicas e Internacionais e da Direcção dos


Serviços de Relações Públicas e Internacionais da ANCV, de 1992 a 2015.

Nota Nº 148/GRPI.AN/08, de 19 de Agosto (UPA).

Relatórios de Actividades do Gabinete de Relações Públicas e Internacionais e


da Direcção dos Serviços de Relações Públicas e Internacionais da ANCV, de
1992 a 2015.

Documento da Directora do Gabinete de Relações Públicas e Internacionais “As


Relações Internacionais e a Cooperação Interparlamentar da Assembleia Nacional
de Cabo Verde (Documentário Televisivo”, de 18/02/2005.

Dossier relativo à participação da ANCV na 83ª Conferência da UIP (Nicósia,


Chipre, Abril de 1990); Documentos da 70ª Conferência Interparlamentar da
UIP (Outubro de 1983); Visitas Parlamentares Internas e Externas. CV-AP-
GRPI, 1987.

71 Documentos não classificados.


|196

LEGISLAÇÃO:

Lei Constitucional n.º1/VII/2010.Revê a Constituição da República de Cabo


Verde. B.O. 17 (2010-05-03)

Lei Constitucional n.º1/V/99.Revê a Constituição da República de Cabo Verde.


B.O. 43 (99-11-23) Suplemento.

Lei Constitucional n.º1/IV/95. Aditando um artigo 316-A à Lei Constitucional


n.º1/IV/95. B.O. I Série. 12 (95-11-13)

Lei Constitucional n.º 1/IV/92. Revoga os artigos 1º a 93º e 96º da Constituição


Politica de 1980, a Lei n.º 2/81, as Leis Constitucionais nºs 1/III/88 e 2/III/90 e
aprova o novo texto da Constituição da República de Cabo Verde. B.O. I Série.
12 (92-09-25) Suplemento.

Lei Constitucional n.º2/III/90.Altera a Constituição da República. B.O. I Série,


39 (90-09-29) Suplemento.

Lei Constitucional n.º 1/III/88.Altera o n.º 2 do artigo 11.º e o n.º 2 do artigo


12.º e adita uma alínea p) ao artigo 59.º, todos da Constituição da República.
B.O. 51 (88-12-17) Suplemento.

Lei n.º 2/81. Revê o texto da Constituição Política da República de Cabo Verde,
aprovada pela Lei n.º 3/80, de 13 de Outubro. B.O. 7 (81-02-14) 3.º Suplemento
|197

Constituição da República de Cabo Verde. B.O. 41 (80-10-13) Suplemento.

Lei Sobre a Organização Política do Estado. B.O. 1 (75-07-05).

Texto da Proclamação da Independência. B.O. 1 (75-07-05).

Regimento da Assembleia Nacional. B.O. 29 (200-09-29) Suplemento.

Lei nº 83/VII/2011.Aprova a nova Lei Orgânica da Assembleia Nacional. B.O.


2 2011- 01-10)

Lei n.º 4/VI/2001.Estabelece os princípios, Regras e Critérios da Organização e


Estruturação do Plano de Cargos Carreiras e Salários do Pessoal da Assembleia
Nacional. B. O. 41 (2001-12-17).

Lei n.º42/V/97. Aprova a Lei Orgânica da Assembleia Nacional da República


de Cabo Verde. B. O. 50 (97-12-31) Suplemento.

Lei n.º24/V/97.Altera a Lei Orgânica da Assembleia Nacional. B. O. 23 (97-


06- 16).

Lei n.º6/V/96.Altera o n.º1 do artigo 61º da Lei Orgânica da Assembleia


Nacional. B. O. 20 (96-07-01) 2.ºSuplemento.

Lei n.º 100/IV/93.Regula a assessoria técnica aos Deputados. B. O. 49 (93-12-


31) Suplemento.

Lei n.º71/IV/92.Altera alguns dispositivos da Lei Orgânica da Assembleia


Nacional, aprovada pela lei n.º 18/IV/91, B.O 25 (91-12-30) 4º Suplemento

Lei n.º56/IV/92.Ratifica o Tratado que institui a Comunidade Económica


Africana, assinado a 3 de Junho de 1991, em Abuja-Nigéria. B.O 16 (92-10-23).
|198

Lei n.º50/IV/92.Altera algumas disposições da Lei Orgânica da ANP. B.O. 1


(92-07-06)
Lei n.º18/IV/91.Aprova a Lei Orgânica da Assembleia Nacional Popular. B.O.
52 (91-12-30)

Lei n.º 104/III/90.Ratifica a IV Convenção ACP. B.O. 52 (90-12-29) 3.º


Suplemento.

Lei n.º27/III/87. Introduz algumas alterações à Lei Orgânica da Assembleia


Nacional Popular. B.O. 52 (87-12-31) 4.ºSuplemento.

Lei n.º62/II/85.Altera pontualmente a Lei Orgânica e estabelece o novo quadro


do pessoal da Assembleia Nacional. Popular. B.O. 46 (85-11- 20) Supl.

Lei n.º 25/II/83. Introduz algumas alterações na Lei Orgânica da Assembleia


Nacional Popular e altera a numeração dos artigos 25.º a 27.º do mesmo diploma.
B.O. 2 (83-01-12) Suplemento.

Lei n.º 26/II/83 - Cria mais lugares no quadro de pessoal da Assembleia Nacional
Popular. B.O. 2 (83-01-12) Suplemento.

Lei n.º8/II/82. Revê a Lei Orgânica da Assembleia Nacional Popular e dá outras


providências. B.O. 18 (82-05-04) Supl.

Lei n.º1/78. Aprova a Lei Orgânica da Assembleia Nacional Popular. B.O. 52


(78-12-31) 2.ºSupl

---------------------
Resolução n.º91/VIII/2013.Designando os Deputados para integrar, a Assembleia
Nacional Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
B.O. 72 (2013-12-31)
|199

Resoluções nº 63/VIII/2012. Altera a composição dos membros da Assembleia


Parlamentar dos Países de Língua Portuguesa. B.O. 66 (2012-12-07)

Resolução n.º37/VIII/2011.Altera a Resolução nº 11/VIII/2011 que designa


os Deputados que integram o Parlamento Pan-Africano (PANA). B. O. 42
(2011-12-26).

Resolução nº36/VIII/2011.Altera a Resolução nº 10/VIII/2011 que designa


os Deputados que integram o Grupo Nacional à Assembleia Parlamentar da
Francofonia (APF). B. O. 42 (2011-12-26).

Resolução n.º 16/VIII/2011 - Cria os Grupos Parlamentares de Amizade e define


a sua composição. B.O. 19 (2011-06-06).

Resolução n.º11/VIII/2011. Designação de Deputados para integrarem o


Parlamento Pan-Africano. B.O. 16 (2011-05-09)

Resolução n.º10/VIII/2011. Designação de Deputados para integrarem o Grupo


Nacional à Assembleia Parlamentar da Francofonia. (APF). B.O. 16 (2011-05-09).

Resolução n.º9/VIII/2011. Designação do Deputado Arnaldo Andrade Ramos


para exercer a função de Representante do Parlamento Cabo-verdiano junto da
Assembleia Paritária ACP/EU. B.O. 16 (2011-05-09).

Resolução n.º8/VIII/2011. Designação de Deputados para integrarem o Parlamento


da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). B.O.
16 (2011-05-09).

Resolução n.º6/VIII/2011. Designação de Deputados para integrarem a Assembleia


Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). B.O.
16 (2011-05-09).

Resolução n.º122/VII/2010. Confirmado o Estatuto da Assembleia Parlamentar


da CPLP. B.O. 10 (2010-03-15).
|200

Resolução n.º 102/VII/2009.Cria um Grupo de Amizade com a República


Checa. B. O. 19 (09-05-11).

Resolução n.º11/VII/2006.Integrando o Grupo Nacional à Assembleia


Interparlamentar do Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa (FPLP).B.O.
13 (2006-04-24).

Resolução 31/VI/2002. Aprova, para ratificação, o Protocolo A/P2/8/94 relativo


ao Parlamento da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental –
CEDEAO. B.O. 4 (2002-02-04).

Resolução n.º17/VI/2001. Aprova para ratificação, o Acordo de Parceria entre


os Estados da África, das Caraíbas e do Pacífico e Comunidades Europeias e os
seus membros. B.O. 18 (2001-06-18).

Resolução n.º16/VI/2001. Aprova para ratificação, o Acto Constitutivo da União


Africana. B.O. 18 (2001-06-18).
Resolução n.º 9/V/96.Designa alguns Deputados para integrarem os Grupos
Parlamentares de Amizade. B.O. 18 (96-06-17).
Resolução n.º 8/VI/2001.Cria os Grupos Parlamentares de Amizade. B.O. 8
(2001-4-02).

Resolução n.º 108/IV/95.Constituindo no seio da Assembleia Nacional Grupos


de Amizade. B.O. 20 (95-06-26).

Resolução nº 94/IV/95 - Constituindo Grupos de Amizade no seio da Assembleia


Nacional. B.O. 5 (95-02-27)

Resolução n.º 19/III/88.Cria no seio da Assembleia Nacional Popular, um Grupo


de amizade Cabo Verde/União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. B.O. 52
(88-12-12).
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Resolução n.º 7/III/86. Cria o Grupo de Amizade Cabo Verde/China. B.O. 52


(86-12-31) 4.º Suplemento.

Resolução n.º 4/III/86.Cria o Grupo de Amizade Cabo Verde/Brasil. B.O. 20


(86-05-17.)

Resolução n.º 22/II/85. Constitui, no seio da Assembleia Nacional Popular de


Cabo Verde, um Grupo de Amizade Cabo Verde-França. B.O. 6 (85-02-09).

Resolução n.º16/II/84.Cria a Comissão Administrativa do Palácio da Assembleia


Nacional Popular. B.O. 24 (84-06-16).

Resolução n.º 11/II/82.Respeitante a adesão da Assembleia Nacional de Cabo


Verde à União dos Parlamentos Africanos. B.O. 52 (1982-12-31) 4º. Suplemento.

Resolução n.º 6/II/82.Cria um Grupo de Amizade Cabo Verde/Senegal no seio


da Assembleia Nacional Popular. B.O. 19 (82-05-08).

Resolução nº 2/II/82. Respeitante a adesão da Assembleia Nacional de Cabo


Verde à união Interparlamentar. B. O. 14(82-04-05) Suplemento.

Resolução n.º92/VIII/2013.Designando os Deputados para integrar o Parlamento


Pan-Africano. B.O. 72 (2013-12-31).

Decreto-Lei n.º37/76.Cria na Assembleia Nacional Popular uma Secretaria Geral


e indica os lugares que a integram. B.O. 17 (76-04-24).

Decreto n.º49/75. Torna Público o número total de Deputados e a sua distribuição


pelos círculos eleitorais do Estado de Cabo Verde. B.O. 22 (75-05-31).

Decreto-Lei n.º 203-A/75. Define as normas a que deve obedecer a eleição, por
sufrágio directo e universal, de uma assembleia representativa do povo de Cabo
Verde, dotada de poderes soberanos e constituintes. B.O.15 (75-4-16) Suplemento.
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SITES CONSULTADOS:

Assemblée Parlementaire de la Francophonie. [em linha]. [consult. 13 Mar. 2015].


Disponível em http://www.apf.francophonie.org

Assembleia Nacional de Cabo Verde. [em linha]. [consult. 12 Mar. 2015].


Disponível em http://www.parlamento.cv

Assembleia Parlamentar da CPLP. [em linha]. [consult. 13 Mar. 2015].


Disponível em http://www.ap-cplp.org

Associação dos Secretários Gerais de Língua Portuguesa.


[em linha]. [consult. 13 Mar. 2015].
Disponível em http//www.asg-plp.org

Ecowas Parliament. [em linha]. [consult. 13 Mar. 2015].


Disponível em www.parl.ecowas.int

Inter-Parliamentary Union. [em linha]. [consult. 13 Mar. 2015].


Disponível em http://www.ipu.org

Pan African Parliament. [em linha]. [consult. 12 Mar. 2015].


Disponível em http://www.an-africanparliament.org

Parlamento Europeu. [em linha]. [consult. 13 Mar. 2015].


Disponível em http://ww.europarl.europa.eu

Union Parlementaire Africaine. [em linha]. [consult. 12 Mar. 2015].


Disponível em http://www.africanpu.org