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1 - SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO ......................................................................................4


1.1 - INTRODUÇÃO.............................................................................................................................4
1.2 - SEGURANÇA DO TRABALHO ...................................................................................................4
1.3 - ACIDENTE DE TRABALHO ........................................................................................................5
1.3.1 - Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica ..................................................5
1.3.2 - Causas dos acidentes ..........................................................................................................7
1.3.3 - Determinação das causas....................................................................................................9
1.3.4 - Eliminação das causas de acidentes .................................................................................10
1.3.5 - Comunicação do acidente..................................................................................................10
1.3.6 - Investigação de acidentes ..................................................................................................15
1.3.7 - Normas Regulamentadoras - Portaria 3.214/78 do TEM...................................................16
2 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL............................................................................17
2.1 - INTRODUÇÃO...........................................................................................................................18
2.2 Obrigações do Empregador quanto ao EPI:................................................................................18
3 - RISCOS AMBIENTAIS .....................................................................................................................22
3.1 - CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS ..............................................................................................23
3.1.1 - Riscos Físicos ....................................................................................................................23
3.1.2 - Riscos Químicos.................................................................................................................23
3.1.3 - Riscos Biológicos ...............................................................................................................23
3.1.4 - Riscos Ergonômicos...........................................................................................................23
3.2 – Riscos de Acidentes .................................................................................................................23
4 - NOÇÕES BÁSICAS DE COMBATE À INCÊNDIO..........................................................................32
4.1 – PRINCÍPIOS BÁSICOS DO FOGO ..........................................................................................32
5 – ANÁLISE DE RISCO DO TRABALHO ...........................................................................................51
5.1 - ANÁLISE DE RISCO DE ACIDENTES EM PROCESSO INDUSTRIAIS..................................51
6 - RESPONSABILIDADE DAS EMPRESAS EM ACIDENTES DE TRABALHO ...............................55
6. 1 - DEFINIÇÕES LEGAIS..............................................................................................................56
7 – MEIO AMBIENTE ............................................................................................................................65
7.1 - Ambiente (Meio Ambiente) ........................................................................................................65
7.2 ÁGUA ...........................................................................................................................................66
7.2.1 Qualidade da água ...............................................................................................................67
7.2.2 O ciclo da água.....................................................................................................................67
7.2.3 Autodepuração .....................................................................................................................68
7.2.4 Eutrofização..........................................................................................................................69
7.3 Resíduos e co-produtos...............................................................................................................69
7.3.1 Definições .............................................................................................................................69
7.3.2 Classificação de resíduos sólidos industriais segundo a NBR 10.004 ................................69
7.4 Poluição .......................................................................................................................................70
7.4.1 Poluição da água ..................................................................................................................70
7.4.1.1 Poluente hídrico................................................................................................................70
7.4.1.2 Sólidos suspensos.............................................................................................................70
7.4.1.3 Carga orgânica ..................................................................................................................71
7.4.1.4 Por detergentes não biodegradáveis ................................................................................72
7.4.1.5 - Poluição Térmica.............................................................................................................73
7.4.1.6 Por derrame de óleo e graxa.............................................................................................74
7.4.1.7 Poluição dos mares ...........................................................................................................74
7.4.2 Poluição do ar.......................................................................................................................75
7.4.2.1 - Inversão térmica ..............................................................................................................75
7.4.2.2 - Chuvas Ácidas ................................................................................................................76
7.4.2.3 - Efeito Estufa ....................................................................................................................78
7.4.2.4 - Buraco na Camada de Ozônio ........................................................................................78
7.4.3 Poluição do solo ...................................................................................................................79
7.4.3.1 Áreas Degradadas.............................................................................................................80
7.4.3.1.1 Fontes de contaminação por atividades antrópicas .......................................................80
7.4.3.2 Remediação de áreas degradadas ...................................................................................80
7.5 – Produção de resíduos...............................................................................................................81
7.6 - Poluição radioativa ....................................................................................................................84
7.7 Desenvolvimento populacional ....................................................................................................84
7.7.1 Motivos do crescimento populacional...................................................................................85
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7.8 Desenvolvimento industrial ..........................................................................................................86


7.9 Desenvolvimento Sustentável......................................................................................................87
7.10 Prevenção da poluição .............................................................................................................87
8 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ...............................................................................................91

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1 - SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO

1.1 - INTRODUÇÃO

Nas sociedades mais antigas, o homem já sofria acidentes enquanto trabalhava para prover
as necessidades de sua subsistência. Todavia, esses acidentes só chamaram a atenção dos gover-
nantes quando, em virtude do seu elevado numero, adquiriram as dimensões de um problema social.
Isto ocorreu após a Revolução Industrial resultante das descobertas de novas fontes de força, como o
vapor e a eletricidade, provocando o aparecimento de grandes concentrações de trabalhadores em
torno das empresas que empregavam grandes quantidades de mão-de-obra. Era uma situação bem
diferente daquela que caracterizava a Idade-Média: artesãos realizando trabalho manual dentro de
pequenas oficinas.

No século passado, o clamor contra as condições de vida do trabalhador cresceu a ponto de


levar os homens públicos a pensarem no cerceamento da liberdade das partes na celebração do con-
trato de trabalho. Era o começo da intervenção do Estado no mundo do trabalho assalariado. Não era
possível, no que tange ao acidente do trabalho, continuar adotando os princípios do direito clássico,
para exigir do empregado acidentado a prova de que o patrão era o culpado. Na maioria dos casos
essa prova não podia ser produzida ou o fato tivera como causa excludente a força maior ou caso for-
tuito.

Pouco a pouco, a legislação foi se modificando até chegar à teoria do risco social: o acidente
do trabalho é um risco inerente à própria atividade profissional exercida em beneficio de toda a comu-
nidade, devendo esta, por conseguinte, amparar a vitima do acidente. Não se cogita da responsabili-
dade deste ou daquele pelo acontecimento.

Através de um seguro social, o empregado é protegido quando incapacitado para o trabalho


em virtude de um acidente.

Em nosso pais, tudo se passou mais ou menos da mesma maneira. Em 1919 tivemos a pri-
meira lei estabelecendo que o empregado acidentado não precisava obter qualquer prova da culpa do
patrão para ter direito à indenização.

Desde então não nos afastamos desse principio fundamental.

1.2 - SEGURANÇA DO TRABALHO

Segurança do trabalho pode ser definida como os conjuntos de medidas que são adotadas
visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade
e a capacidade de trabalho do trabalhador.

A Segurança do Trabalho estuda diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene


e Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações,
Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à Engenharia de Segurança, O Ambiente e as
Doenças do Trabalho, Higiene do Trabalho, Legislação, Normas Técnicas, Responsabilidade Civil e
Criminal, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e Iluminação, Proteção contra Incêndios e Gerência
de Riscos.

Os empregados da empresa constituem a CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Aciden-


tes, que tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a
tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do
trabalhador.

A Segurança do Trabalho é definida por normas e leis. No Brasil a Legislação de Segurança


do Trabalho compõe-se de Normas Regulamentadoras, Normas Regulamentadoras Rurais, outras
leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organi-
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zação Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil. A Segurança do Trabalho é exigida por lei e
faz com que a empresa se organize, aumentando a produtividade e a qualidade dos produtos, melho-
rando as relações humanas no trabalho.

1.3 - ACIDENTE DE TRABALHO

A legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele decorrente do exercício
do trabalho e que provoca, direta ou indiretamente, lesão, perturbação funcional ou doença.

Como se vê, pela lei brasileira, o acidente é confundido com o prejuízo físico sofrido pelo tra-
balhador (lesão, perturbação funcional ou doença).

Do ponto de vista prevencionista, entretanto, essa definição não é satisfatória, pois o acidente
é definido não só em função de suas conseqüências sobre o homem, ou seja, as lesões, perturba-
ções ou doenças, mas também sobre os prejuízos para a empresa.

Visando a sua prevenção, o acidente, que interfere na produção, deve ser definido como
"qualquer ocorrência que interfere no andamento normal do trabalho", pois além do homem, podem
ser envolvidos nos acidentes, outros fatores de produção, como máquinas, ferramentas, equipamen-
tos e tempo.
Assim, as três situações apresentadas são representativas de acidente:

Na primeira, o operário estava transportando manualmente urna caixa contendo certo produ-
to; em certo momento, deixa cair a caixa, o que já é um acidente (queda da caixa), embora não tenha
ocorrido perda material (a caixa não se danificou) ou lesão no trabalhador; nesse caso, ocorreu tão
somente, perda de tempo.

Na segunda, a queda da caixa, embora não tenha ocasionado lesão, é também um exemplo
de acidente, em que ocorreu, além da perda de tempo, perda de material, pois este se danificou.

Na última, a queda da caixa é exemplificativa de acidente do qual resultaram, a lesão no ho-


mem, a perda do material e a conseqüente perda de tempo.
E claro que a vida e a saúde humana tem mais valor do que as perda naturais, daí serem
considerados como mais importantes os acidentes com lesão. Por exemplo, se a caixa ao cair atingir
o pé da pessoa que a estava carregando, provocando sua queda e causar-lhe uma lesão, teremos
um acidente mais grave porque, além da perda de tempo e/ou perda material, houve dano físico.

1.3.1 - Diferença fundamental entre a definição legal e a técnica

Na definição legal, ao legislador interessou, basicamente e com muita propriedade definir o


acidente com a finalidade de proteger o trabalhador acidentado, através de uma compensação finan-
ceira, enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em decorrência do acidente, ou de indenização,
se tiver sofrido lesão incapacitante permanente. Nota-se por aí que o acidente só ocorre se dele re-
sultar um ferimento, mas, devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do a-
cidente. A definição técnica nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões pessoais. A
experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um mesmo tipo, 300 vezes não o-
corre lesão nos trabalhadores, enquanto que em apenas 30 casos resultam danos à integridade física
do homem. Em todos os casos, porém, haverá prejuízo à produção e sob os aspectos de proteção ao
homem, resulta serem igualmente importantes todos os acidentes com e sem lesão, em virtude de
não se poder prever quando de um acidente vai resultar, ou não, lesão no trabalhador.

Do exposto, concluímos que devemos procurar evitar todo e qualquer tipo de acidente. Deve-
remos evitar os acidentes sem lesão porque, se forem eliminados estes, automaticamente, estará a-
fastando a quase totalidade dos outros. Por exemplo, se o trabalhador tivesse evitado que a caixa ca-
ísse no chão, ela não teria atingido o seu pé. Teria sido mais seguro e mais fácil evitar a queda da
caixa, do que tirar o pé na hora em que caísse. Devemos lembrar ainda que estudos realizados no
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Brasil e no exterior, tem revelado que o custo de acidentes leves é igual ao dos acidentes sob o en-
cargo do INSS, em virtude, de como já vimos, aqueles serem muito mais numerosos que estes.

A política governamental dos últimos anos, no sentido de dinamizar esforços de empresários


e empregados e de atualizar a legislação trabalhista, em muito tem colaborado para a diminuição dos
percentuais de acidentes do trabalho em relação à população trabalhadora do País.

Embora a prevenção de acidentes industriais vise basicamente a manutenção da integridade


física do trabalhador, não se pode esquecer a influencia dos custos de qualquer programa na implan-
tação ou , manutenção do mesmo.

Em outras palavras, qualquer ocorrência não programada que interfira no processo produtivo,
causando perda de tempo, constitui um acidente do trabalho.

Deve-se destacar que a prevenção de acidentes torna-se economicamente viável, a partir de


um bom programa de prevenção de acidentes.

Um empregado acidentado, aposentado precocemente por incapacidade permanente, afeta


indiretamente a toda a população pois é um a menos a colaborar no aumento da produção.

Quanto mais especializada a sua função, mais caro se torna substituí-lo. Em síntese, ocorre
uma redução na capacidade produtiva da nação e um aumento dos custos de treinamento da popula-
ção economicamente ativa.

Restringindo-se o campo de estudo a uma empresa, a diminuição no numero de acidentes


pode e deve levar a um aumento na produção, bem como a um custo menor, o que, inclusive, pode
baixar o preço do produto final a nível de consumidor ou elevar o lucro do empresário

O empregado encontra na empresa inúmeros fatores de risco, que podem criar condições pa-
ra a ocorrência de um acidente e conseqüente lesão.
Equipamentos elétricos, operações de soldagens, manuseio de líquidos combustíveis ou in-
flamáveis, veículos de transporte são exemplos desses riscos. Sua utilização de forma inadequada
pode incapacitar ou até matar o elemento acidentado.

O primeiro passo na prevenção de acidentes é saber o que se entende por acidente do traba-
lho.

Sua definição legal diz que: Acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do traba-
lho, a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando
lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o
trabalho, permanente ou temporária'. Tal definição pode ser encontrada no artigo 131 do "Regula-
mento dos Benefícios da Previdência Social", instituído pelo Decreto n0 2172 de 05 de março de
1997.

Também são igualados, para efeito de lei, os acidentes que ocorrem no local e no horário de
trabalho; as doenças do trabalho, constantes ou não de relações oficiais; os acidentes que ocorrem
fora dos limites da empresa e fora do horário normal de trabalho, estes sob certas condições. Para
a legislação previdenciária, portanto, somente o acidente do trabalho que cause prejuízo físico ou or-
gânico é enquadrado como tal.

Analisando o problema do ponto de vista prevencionista qualquer ocorrência anormal que


prejudique a produtividade já pode ser considerado um acidente. Se uma pilha de sacas de café, mal
estocada, desabar e atingir um empregado, causando-lhe alguma lesão, temos caracterizado o aci-
dente do trabalho legal. Se não atingir nenhum empregado e apenas tivermos perda de tempo para
recolocar o material em seu respectivo local, do ponto de vista prevencionista o acidente do trabalho
também ocorreu.

Em outras palavras, qualquer ocorrência não programada, que interfira no processo produti-
vo, causando perda de tempo, constitui um acidente do trabalho.
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1.3.2 - Causas dos acidentes

Em principio, temos três causas principais causadoras de acidentes:

1. Comportamentos inadequados, entendidos como atitudes inadequadas ou, ainda, atos in-
seguros.
2. Condições inadequadas, inerentes às instalações, como máquinas e equipamentos ou,
comumente chamada condições inseguras.
3. Fator pessoal de segurança, relativo ao comportamento humano, que leva a pratica do ato
inseguro.

Estudos técnicos, principalmente no campo da engenharia, são capazes de, com o tempo, e-
liminar as condições inseguras. Quando se fala, porém, do elemento homem, apenas técnicas não
são suficientes para evitar uma falha nas suas atitudes.
Sob o ponto de vista prevencionista, causa de acidente é qualquer fator que, se removido a
tempo teria evitado o acidente. Os acidentes não são inevitáveis, não surgem por acaso, eles, na
maioria das vezes, são causados, e, portanto possíveis de prevenção, através da eliminação a tempo
de suas causas. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes, portanto, do homem) ou
materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho).

Vários autores, na analise de um acidente, consideram como causa do acidente o ato ou a


condição que originou a lesão, ou o dano. No nosso entendimento, devem ser analisadas todas as
causas, desde a mais remota, o que permitirá um adequado estudo e posterior neutralização ou eli-
minação dos riscos.

Existe então a necessidade do envolvimento de profissionais de outras áreas, principalmente


de Ciências Humanas para se obter uma evolução neste setor.

Até o presente momento, nenhuma das máquinas construídas, nenhum dos produtos quími-
cos obtidos por síntese e nenhuma das teorias sociais formuladas alterou fundamentalmente a natu-
reza humana. As formas de comportamento, que devem ser levadas em consideração no esforço de
prevenir atos inseguros, deverá ser analisadas de modo bastante abrangente.

No treinamento de integração baseado na função a ser desenvolvida pelo novo empregado


ou na reciclagem dos funcionários mais antigos, deverá ser reforçado o conhecimento das regras de
segurança, instruções básicas sobre prevenção de incêndio e treinamento periódico de combate ao
fogo, informações sobre ordem e limpeza, cor na segurança do trabalho, sinalização, cursos de pri-
meiros socorros, levantamento, transporte e manuseio de materiais, integram uma política de segu-
rança, visando a diminuição dos acidentes causados por atos inseguros. Sendo a segurança do tra-
balho basicamente de caráter prevencionista, recomenda-se, ainda, uma pesquisa bibliográfica, no
sentido de identificar possíveis riscos no processo de produção, antes mesmo que ocorram acidentes,
isto é, a simples analise de risco, mesmo que não acuse nenhum acidente, deve ser encarada como
mais um subsidio para a prevenção de acidentes e eliminação de causas..

A ocorrência de uma única morte, além da perda para a família do trabalhador, representa um
prejuízo para a nação de 20 anos ou 6.000 dias, em média, de trabalho produtivo.

Condição insegura

Condição insegura em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segu-
rança do trabalhador, em outras palavras, as falhas, defeitos, irregularidades técnicas, carência de
dispositivos de segurança e outros, que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pesso-
as, e a própria segurança das instalações e dos equipamentos.

Nós não devemos confundir a condição insegura com os riscos inerentes a certas operações
industriais. Por exemplo: a corrente elétrica é um risco inerente aos trabalhos que envolvem eletrici-

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dade, ou instalações elétricas; a eletricidade, no entanto, não pode ser considerada uma condição in-
segura, só por ser perigo. Insta1ações mal feitas ou improvisadas, fios expostos, etc., são condições
inseguras; a energia elétrica em si, não.

A corrente elétrica, quando devidamente isolada do contato com as pessoas, passa a ser um
risco controlado e não constitui uma condição insegura.
Apesar da condição insegura ser possível de neutralização ou correção, ela tem sido conside-
rada responsável por 16% dos acidentes. Exemplos de condições inseguras:

Proteção mecânica inadequada;

Condição defeituosa do equipamento (grosseiro, cortante, escorregadio, corroído, fraturado,


qualidade inferior, etc.), escadas, pisos, tubulações (encanamentos); - Projeto ou construções insegu-
ras;

Processos, operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso, armaze-


nagem, passagens obstruídas, sobrecarga sobre o piso, congestionamento de maquinaria e operado-
res, etc.);

Iluminação inadequada ou incorreta;

Ventilação inadequada ou incorreta.

Comportamento inadequado
Comportamento inadequado é a maneira pela qual o trabalhador se expõe, consciente ou in-
conscientemente a riscos de acidentes. Em outras palavras é um certo tipo de comportamento que
leva ao acidente.
Vemos que se trata de uma violação de um procedimento consagrado, vio1ação essa, res-
ponsável pelo acidente.

Segundo estatísticas correntes, cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos
do próprio trabalhador. Portanto, os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos aci-
dentes; não raro o trabalhador se serve de ferramentas inadequadas por estarem mais próximas ou
procura limpar máquinas em movimento por ter preguiça de desligá-las, ou se distrai e desvia sua a-
tenção do local de trabalho, ou opera sem os óculos e aparelhos adequados. Ao se estudar os atos
inseguros praticados, não devem ser consideradas as razões para o comportamento da pessoa que
os cometeu, o que se deve fazer tão somente é relacionar tais atos inseguros. Veremos os mais co-
muns:

• Levantamento impróprio de carga (com o esforço desenvolvido a custa da musculatura


das costas);
• Permanecer em baixo de cargas suspensas;
• Manutenção, lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento;
• Abusos, brincadeiras grosseiras, etc.;
• Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado;
• Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento, de maneira a
torná-los ineficientes;
• Operação de máquinas a velocidades inseguras;
• Uso de equipamento inadequado, inseguro ou de forma incorreta (não segura);
• Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua
tarefa ou o não uso do mesmo.

Fator pessoal de insegurança

É a característica mental ou física que ocasiona o ato inseguro e que em muitos casos, tam-
bém criam condições inseguras ou permitem que elas continuem existindo.

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Na prática, a indicação do fator pessoal pode ser um tanto subjetiva, mas no cômputo geral
das investigações processadas, e para fim de estudo, essas indicações serão sempre úteis.

Os fatores pessoais mais predominantes são:


• atitude imprópria (desrespeito às instruções),
• má interpretação das normas,
• excesso de confiança,
• falta de conhecimento das práticas seguras,
• falta de experiência da tarefa ou da área,
• incapacidade física para o trabalho.

1.3.3 - Determinação das causas

Os seis fatores relatados são de suma importância na determinação das causas do acidente.
Ocorrem eles em determinada seqüência, para determinar o resultado final.

O melhor método de por em prática a análise das causas de um acidente com a finalidade de
prevenção, reside na utilização dos fatores como guia de análise das condições de trabalho, e deter-
minação das fontes de acidentes, de modo a permitir a adoção de medidas preventivas. Isso pressu-
põe, a identificação de cada agente para o competente levantamento das causas de acidente. Resu-
mindo podemos dizer que na determinação da causa devemos levar em conta: fatores pessoais, que
são dependentes do homem, os quais originam o ato inseguro e fatores materiais que são dependen-
tes das condições existentes nos locais de trabalho e que originam a condição insegura; os dois fato-
res se encadeiam o que nos leva a dizer que o acidente resulta do ato mais condição insegura.

Impropriedade do termo "Descuido”

O descuido foi e continua sendo apresentado como a maior causa de acidentes do trabalho.
Em vários levantamentos de acidentes com perda de tempo, examinados, tivemos oportunidade de
constatar que as causas mais freqüentes dos acidentes investigados eram o descuido, a falta de a-
tenção, a distração e outras mais, nenhuma porém, relacionada a condições inseguras.

Sem dúvida, o caminho mais fácil a seguir numa análise de acidentes seria atribuir ao descui-
do do operário a ocorrência do acidente.

Devemos lembrar que como o "descuido" não é uma causa direta de acidentes devemos pro-
curar as causas reais, ou mais diretas, que podem resultar em um ato inseguro.

Em geral iniciamos nossa investigação, pelas conseqüências da lesão, tais como: cortes,
queimaduras, escoriações, fraturas ósseas, choque, etc. Estes são os resultados de acidentes, não
causas. A seguir, passamos para o tipo de acidente, tal como estudamos anteriormente.
Então procuramos quaisquer condições inseguras que possam ter sido inteira ou parcialmen-
te responsáveis pelo acidente. Estas poderiam ser: impropriedade dos anteparos das máquinas ou
transmissões; equipamento defeituoso; arranjo físico perigoso; iluminação deficiente; etc.

Também procuramos quaisquer atos inseguros que possam ter procedido ao acidente, tais
como:
• Falta de uso de equipamento de segurança;
• Uso do equipamento de modo incorreto;
• Execução da tarefa sem autorização;
• Trabalho a uma velocidade insegura;
• Uso de equipamento defeituoso;
• Carregamentos de risco;
• Postura inadequada;
• Conserto ou lubrificação de maquinaria em movimento;
• Brincadeiras;

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• Dispositivos de segurança tornados inoperantes.

Concluímos dizendo que o termo descuido não deve ser empregado com referência à causa
de um ato inseguro ou de um acidente. Devemos procurar a causa real entre as atitudes falhas.

1.3.4 - Eliminação das causas de acidentes

Tendo em vista que as causas de acidentes se devem a falhas humanas e falhas materiais a
prevenção de acidentes deve visar:

• A eliminação da prática de atos inseguros


• A eliminação das condições inseguras.

Os primeiros, poderão ser eliminados inicialmente através de seleção profissional e exames


médicos adequados e posteriormente através da educação e treinamento e, as segundas, através de
medidas de engenharia que garantam a remoção das condições de insegurança no trabalho.

Nesse particular, convém lembrarmos da "Regra EDE", relativa aos problemas de segurança
do trabalho:

• E" (engenharia, medidas de ordem técnicas);


• "D" (disciplina, medidas que visam que os métodos de trabalho seguro sejam devidamente
observados);
• "E" (educação, o ensino da segurança a todo o pessoal), deve convencer a administração
a corrigir as condições inseguras reveladas pela "engenharia", instalar e subvencionar um programa
de segurança, treinar os trabalhadores, obter seu apoio para o programa e conquistar a cooperação
de todos os supervisores.
"A segurança do trabalho não é somente um problema de pessoal, mas envolve uma enge-
nharia, um conhecimento de legislação específica, cujo sucesso é função direta da habilidade de
vender o programa à gerência e aos trabalhadores".

1.3.5 - Comunicação do acidente

Como ponto de partida para qualquer estudo de Prevenção de Acidentes, necessário se faz
definir o que seria o acidente do trabalho. Legalmente, a definição é dada pelo Decreto n0. 2.172, de
05 de março de 1997, no "Regulamento dos Benefícios de Previdência Social”.

“Art. 131 - Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empre-
sa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou per-
turbação funcional que cause a morte a perda ou redução da capacidade permanente ou temporária”.

Pode-se notar, portanto, que a legislação especifica "exercício do trabalho ou a serviço da


empresa", e, mais ainda, que esse acidente cause incapacidade para o trabalho ou a morte do em-
pregado.

Há casos, porém, de acidentes que, embora não se enquadrem na definição de acidentes do


trabalho, podem ser encarados como tal:

I - a doença profissional ou do trabalho, assim entendida a inerente ou peculiar a determinado


ramo de atividade e constante do anexo v;
II - o acidente que, ligado ao trabalho, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído
diretamente para a morte ou a perda, ou a redução da capacidade para o trabalho;
III - a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal da área medica, no exercício
de sua atividade;
IV - o acidente sofrido pelo empregado no local e horário do trabalho, em conseqüência de:

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a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro, inclusive companheiro de traba-


lho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro motivo de disputa relacionada com o traba-
lho;
c) ato de imprudência, de negligencia ou de imperícia de terceiro, inclusive companheiro de
trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão;
e) desabamento, inundação ou incêndio;
f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior.

V - o acidente sofrido pelo empregado ainda que fora do local e horário de trabalho:
a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou pro-
porcionar proveito;
c) em viagem a serviço da empresa, seja qual for o meio de locomoção utilizado, inclusive ve-
iculo de propriedade do empregado
d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela.
e) no percurso para o local de refeição ou na volta dele, em intervalo do trabalho.

Para a Segurança do Trabalho, o acidente do ponto de vista prevencionista ocorre sempre


que um fato não programado modifica ou põe fim a realização de um trabalho, o que ocasiona sem-
pre perda de tempo. Outras conseqüências podem advir, tais como danos materiais (aos equipamen-
tos, produtos fabricados, etc.) e lesões (ao operador e/ou colegas próximos ao local).

A esquematização do sistema de comunicação de acidentes será elaborada a partir das con-


seqüências do acidente, que podem ser classificadas em:
• sem lesão;
• lesão leve (acidente sem afastamento) ;
• lesão incapacitante (acidente com afastamento).

Essa classificação é feita no sentido de facilitar o entendimento. A Associação Brasileira de


Normas Técnicas editou uma norma de cadastro de acidentes (NB-18) em 1958, a qual já passou por
duas reformulações, em 1967 e 1975, as quais não têm caráter legal apenas normativo. Os conceitos
aqui apresentados envolvem não só uma compilação dessa Norma mas também aspectos legais.

Qualquer acidente, mesmo aquele sem lesão já ocasiona perda de tempo para normalização
das atividades podendo ocasionar ainda, danos materiais. Não existe a necessidade legal de comuni-
cação aos órgãos da Previdência Social quando não há lesão do trabalhador, se este retornar ao tra-
balho no mesmo dia ou no dia seguinte, no horário normal. O acidente sem afastamento seria aquele
que o acidentado, embora tenha sofrido uma lesão, pode retornar ao trabalho no mesmo dia ou no
dia seguinte, em seu horário regulamentar de entrada.

Ocorrido o acidente e não acontecendo o retorno do acidentado ao trabalho no mesmo dia ou


dia seguinte de trabalho, no horário normal, passamos a considerar esse acidente como acidente com
afastamento, cuja conseqüência é uma incapacidade temporária total, ou uma incapacidade perma-
nente parcial ou total, ou mesmo a morte do acidentado.

Esquematizando, os acidentes com lesão ou perturbação funcional compreendem:

Acidente :
Sem afastamento
Com afastamento

É o acidente que provoca a:


Incapacidade temporária
É a perda total da capacidade de trabalho por um período limitado de tempo, nunca superior a
um ano. É aquela em que o acidentado, depois de algum tempo afastado do serviço, devido ao aci-
dente, volta ao mesmo serviço executando suas funções normalmente, como fazia antes do acidente

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Incapacidade parcial
É a redução parcial da capacidade de trabalho do acidentado, em caráter permanente:
Exemplos: Perda de um dos olhos. Perda de um dedo.

Incapacidade total
É a perda da capacidade total para o trabalho em caráter permanente.
Exemplo: Perda de uma das mãos e dos dois pés, mesmo que a prótese seja possível.

A comunicação de acidentes será tanto mais complexa quanto mais grave for a sua conse-
qüência. Os acidentes que não ocasionam lesão (como a simples queda de um fardo de algodão da
respectiva pilha) tornam-se importantes pela possibilidade de que, no caso do exemplo citado, ha-
vendo repetição do fato, o fardo pode atingir algum operário. Deverão, portanto , ser estudadas as
causas dessa queda para evitar fatos semelhantes, acionando-se o encarregado do setor, o chefe do
departamento e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho,
quando houver, ou então a CIPA. No caso de um acidente sem afastamento, com uma lesão leve,
portanto, além dos elementos citados anteriormente também o enfermeiro ou médico será envolvido.

Quando em virtude do acidente ocorre lesão ou perturbação; funcional que cause incapacida-
de temporária total, incapacidade permanente parcial ou total, ou a morte do acidentado, as providên-
cias a serem tomadas quanto à sua comunicação no âmbito da empresa são:

a) da própria vítima ou de colegas ao encarregado do setor (normalmente oral);


b) do encarregado do setor ao chefe do departamento (normalmente oral )
c) do chefe de departamento à direção da empresa e ao departamento de segurança (por es-
crito).

A empresa deverá comunicar ao INSS, em, no máximo, vinte e quatro horas, da ocorrência
do acidente, através do preenchimento da ficha de Comunicação de Acidente do Trabalho.

Art. 134. A empresa deverá comunicar o acidente do trabalho à previdência social até o pri-
meiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente,
sob pena de multa variável entre o limite mínimo e o limite máximo do salário-de-contribuição, suces-
sivamente aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada na forma do art. 109 do Regulamento da
Organização e do Custeio da Seguridade Social-ROCSS.

§ 1º Da comunicação a que se refere este artigo receberão cópia fiel o acidentado ou seus
dependentes, bem como o sindicato a que corresponda a sua categoria.
§ 2º Na falta do cumprimento do disposto no caput, caberá ao setor de benefícios do Instituto
Nacional do Seguro Social-INSS comunicar a ocorrência ao setor de fiscalização, para a aplicação e
cobrança da multa devida.
§ 3º Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado,
seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade
pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.
§ 4º A comunicação a que se refere o § 3º não exime a empresa de responsabilidade pela fal-
ta do cumprimento do disposto neste artigo.
§ 5º Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança,
pela previdência social, das multas previstas neste artigo.

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PREVIDÊNCIA SOCIAL 1- Emitente


INSTITUTO NACIONAL DO SE- 1- Empregador 2- Sindicato 3- Médico 4- Segurado
GURO SOCIAL ou dependente
5- Autoridade pública
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABA-
LHO – CAT 2- Tipo de CAT
1- Inicial 2- Reabertura 3- Comunicação de Óbito

em:
I - EMITENTE
Empregador

3- Razão Social /Nome

4- Tipo 1- CGC/CNPJ 2- CEI 5- CNAE 6- Endereço - Rua/Av.

3- CPF 4-NIT
Complemento (continuação) 7- Muni-
Bairro CEP 8-UF 9- Telefone
cípio

Acidentado

10- Nome

11- Nome da mãe


12- Data de 13- Sexo 14- Estado civil 15- CTPS- Nº /Série/ Data de 16- 17- Remunera-
nasc. emissão UF ção Mensal
1- Masc. 3- 1- Solteiro 2- Ca-
Fem. sado 3- Viúvo
4- Sep. judic. 5-
Outro
6 - Ignorado
18- Carteira de Indentidade Data de emissão Orgão Expedi- 19- 20- PIS/PASEP/NIT
dor UF

21- Endereço - Rua/Av/

Bairro CEP 22- Município 23- 24- Telefo-


UF ne

25- Nome da ocupação 26- CBO 27- Filiação à Previdência Social 28- Aposenta- 29-Áreas

do?
link 1- Empregado 2- Tra. avulso 7- 1- sim 2- não 1- Urbana 2-
Seg. especial Rural
8- Médico residente

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Acidente ou Doença
30- Data do a- 31- Hora do a- 32-Após quantas horas 34- Houve afasta-
cidente cidente de trabalho? 33- tipo
1-Típico 2- Doença mento?
3- Trajeto 1-sim 2-não
35- Último dia traba- 36- Local do aci- 37 - Especificação do local do 38- CGC/CNPJ 39-
lhado acidente UF
dente

40-Municipio do local do aci- 41-Parte(s) do corpo atingida(s) 42- Agente causador


dente

43- Descrição da situação geradora do acidente ou doença


44- Houve registro policial ? 1-
sim 2- não

45- Houve morte ? 1- sim 2- não


Testemunhas

46- Nome
47- Endereço - Rua/Av/nº/comp.

Bairro CEP 48- Município 49- UF Telefone

50- Nome
51- Endereço - Rua/Av/nº/comp.

Bairro CEP 52- Município 53- UF Telefone

Local e data
_______________________________________
Assinatura e carimbo do emitente
II - ATESTADO MÉDICO
Deve ser preenchido por profissional médico.
Atendimento
54- Unidade de atendimento médico 55-Data 56- Hora

57- Houve interna- 58- Duração provável do 59- Deverá o acidentado afastar-se do trabalho du-
tratamento
ção rante o tratamento?
1-sim 2- não dias 1-sim 2-não
Lesão

60- Descrição e natureza da lesão

Diagnóstico
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61- Diagnóstico provável 62- CID-10

63- Observações:

Local e data
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Assinatura e carimbo do médico com CRM
III - INSS
65- Código da Uni- Notas:
64- Recebida em 66-Número do CAT
dade 1- A inexatidão das declarações des-
ta comunicação implicará nas san-
ções previstas nos artigos. 171 e
67- Matricula do servidor 299 do Código Penal.
2- A comunicação de acidente do
_____________________________ trabalho deverá ser feita até o 1° dia
__________ útil após o acidente, sob pena de
Matricula Assinatura do servidor multa, na forma prevista no art. 22
da Lei nº 8.213/91.
A COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA, MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA
AFASTAMENTO DO TRABALHO

1.3.6 - Investigação de acidentes

As peculiaridades inerentes a cada industria, tais como espaço físico, produto fabricado, pro-
cesso, tipo de máquinas e equipamentos, características socioeconômicas da região onde se localiza
essa industria, etc., podem criar riscos de acidentes de difícil detecção.

Em casos de acidentes do trabalho, somente uma investigação cuidadosa, isto é, uma verifi-
cação dos dados relativos ao acidentado (comportamento, atividade exercida, tipo de ocupação data
e hora do acidente), possibilita a descoberta de determinados riscos.

Temos, então, determinada outra atividade de prevenção de acidentes, baseada não só em


conhecimentos teóricos, mas também na descoberta de novos riscos e soluções, com base na capa-
cidade de dedução e/ou indução. A partir da descrição do acidente, de informações recolhidas junto
ao chefe de seção ou encarregado, de um estudo do local do acidente, da vida pregressa do aciden-
tado, poderá o responsável pela investigação determinar causas do acidente que originem uma nova
atividade para o Serviço de Segurança; podemos investigar. por exemplo, a possibilidade de proble-
mas psicológicos levaram o trabalhador a se acidentar. Surge, então, a figura do assistente social, do
psicólogo, entre outros, para, em conjunto com o Serviço de Segurança, desenvolver um novo pro-
grama de prevenção de acidentes. A seguir, damos exemplo de uma ficha de investigação de aciden-
tes.

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FICHA DE INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES

SETOR:____________________________________________________
NOME DO ACIDENTADO: __________________________________________________________
IDADE:__________ TEMPO DE EMPRESA: _______________________
OCUPAÇÃO: ______________ TEMPO NA FUNÇÃO: ________________
SERVIÇO EXECUTADO POR OCASIÃO DO ACIDENTE______________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
O EMPREGADO FOI ORIENTADO ATRAVÉS DA ANÁLISE DE RISCO DO TRABALHO - SIM ( )
NÃO ( )
O EMPREGADO JÁ ACIDENTOU-SE ANTERIORMENTE:
__________________________________________________________
DADOS DO ACIDENTE
LOCAL DA OCORRÊNCIA: __________________________________________________________
TESTEMUNHAS:
NOME __________________________________________________________
NOME __________________________________________________________
DESCRIÇÃO DO ACIDENTE:
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
__________________________________________________________
INFORMAÇÕES DO RESPONSÁVEL PELO ACIDENTADO:
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_
____________________________
DATA ____/____/____ ASSINATURA DO RESPONSÁVEL

MEDIDAS RECOMENDDAS:____________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________

DATA: ____/____/____ ASSINATURA DO RESP. PELA SEGURANÇA

1.3.7 - Normas Regulamentadoras - Portaria 3.214/78 do TEM

As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de


observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração
direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empre-
gados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

A observância das Normas Regulamentadoras - NR não desobriga as empresas do cumpri-


mento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em códigos de obras ou re-
gulamentos sanitários dos estados ou municípios, e outras, oriundas de convenções e acordos coleti-
vos de trabalho.

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A Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho - SSST é o órgão de âmbito nacional com-


petente para coordenar, orientar, controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a seguran-
ça e medicina do trabalho, inclusive a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho -
CANPAT, o Programa de Alimentação do Trabalhador - PAT e ainda a fiscalização do cumprimento
dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho em todo o território
nacional.

A Delegacia Regional do Trabalho - DRT, nos limites de sua jurisdição, é o órgão regional
competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho, inclu-
sive a Campanha Nacional de Prevenção dos Acidentes do Trabalho - CANPAT, o Programa de Ali-
mentação do Trabalhador - PAT e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regu-
lamentares sobre segurança e medicina do trabalho.

NR 1 – Disposições Gerais
NR 2 – Inspeção Prévia
NR 3 – Embargo ou Interdição
NR 4 – Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina doTrabalho
NR 5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual
NR 7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
NR 8 – Edificações
NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade
NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais
NR 12 – Máquinas e Equipamentos
NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão
NR 14 – Fornos
NR 15 – Atividades e Operações Insalubres
NR 16 – Atividades e Operações Perigosas
NR 17 – Ergonomia
NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Industria da Construção
NR 19 – Explosivos
NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis
NR 21 – Trabalho a Céu Aberto
NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração
NR 23 – Proteção Contra Incêndios
NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho
NR 25 – Resíduos Industriais
NR 26 – Sinalização de Segurança
NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTE
NR 28 – Fiscalização e Penalidades
NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário
NR 30 – Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
NR 31 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuá-
ria, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura
NR 32 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos
de Saúde.
NR 33 – Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Espaços Confinados.
NORMAS REGULAMENTADORAS RURAIS
NR 1 – Disposições Gerais
NR 2 - Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – SEPATR
NR 3 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural – CIPATR
NR 4 - Equipamento de Proteção Individual – EPI
NR 5 - Produtos Químicos

2 - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

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2.1 - INTRODUÇÃO

Podem existir nos locais de trabalho, condições que poderão ocasionar danos à saúde ou à
integridade física do empregado. Estes riscos devem ser neutralizados ou eliminados por meio da uti-
lização dos equipamentos de proteção, que oferecem:

Proteção Coletiva: beneficiam a todos os empregados indistintamente.

Proteção Individual: protegem apenas a pessoa que utiliza o equipamento.

Nota: A empresa é obrigada fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco
e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

a) Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferece-
rem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do
trabalho;
b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas;
c) Para atender situação de emergência.

Equipamento de Proteção Coletiva – EPC

São os que, quando adotados, neutralizam o risco na própria fonte. As proteções em furadei-
ras, serras, prensas; os sistemas de isolamento de operações ruidosas; os exaustores de gases e
vapores; as barreiras de proteção; aterramentos elétricos; os dispositivos de proteção em escadas,
corredores, guindastes e esteiras transportadoras são exemplos de proteção coletivas.

Equipamento de Proteção Individual – EPI

O equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo de uso individual, de fabricação


nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador e, que
possua C.A. – Certificado de Aprovação.

2.2 OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR QUANTO AO EPI:

1. Fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI adequado ao risco da atividade, que seja


aprovado pelo MTE – Ministério do Trabalho e Emprego;
2. Treinar o trabalhador sobre o uso adequado;
3. Tornar obrigatório o uso;
4. Substituí-lo, imediatamente, quando o mesmo estiver danificado ou for extraviado;
5. Responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica;
6. Informar ao MTE qualquer irregularidade verificada no mesmo.

2.2 Obrigações do Empregado quanto ao EPI:

1. Utilizá-lo apenas para a finalidade a que ele se destina;


2. Responsabilizar-se pela sua guarda e conservação;
3. Informar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso.

Seleção do EPI

A seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não só dos equipamentos co-
mo, também, das condições em que o trabalho é executado.
É preciso conhecer as características, qualidade técnicas e, principalmente, o grau de prote-
ção que o equipamento deverá proporcionar.

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Características e Classificação dos EPI


Pode-se classificar os EPI, agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger:

Proteção da Cabeça

Capacete: Protege de impacto de objeto que cai ou é projetado e de impacto contra objeto
imóvel e somente estará completo e em condições adequadas de uso se composto de:
• Casco: é o capacete propriamente dito;

• Carneira: armação plástica, semi-elástica, que separa o casco do couro cabeludo e tem a fi-
nalidade de absorver a energia do impacto;

• Jugular: presta-se à fixação do capacete à cabeça.


• O capacete de celeron se presta, também, à proteção contra radiação térmica.

Proteção dos Olhos

Óculos de segurança: Protegem os olhos de impacto de materiais projetados e de impacto


contra objetos imóveis. Os óculos de segurança são, comprovadamente, muito eficazes quanto à pro-
teção contra impactos.

Para a proteção contra aerodispersóides (poeira), existem os óculos ampla visão, que envol-
vem totalmente a região ocular. Onde se somam os riscos de impacto e intensa presença de aerodis-
persóides (poeira), a afetiva proteção dos olhos se obtém com o uso dos dois EPI - óculos de segu-
rança (óculos basculavel) óculos ampla visão, ao mesmo tempo.

Proteção Facial

Protetor facial: Protege todo o rosto de impacto de materiais projetados e de calor radiante,
podendo ser acoplado ao capacete. É articulado e tem perfil côncavo e tamanho e altura que permi-
tem cobrir todo o rosto, sem tocá-lo, sendo construído em acrílico, alumínio ou tela de aço inox.

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Proteção das Laterais e Parte Posterior da Cabeça

Capuz: Protege as laterais e a parte posterior da cabeça (nuca) de projeção de fagulhas, po-
eiras e similares. Para uso em ambientes de alta temperatura, o capuz é equipado com filtros de luz,
permitindo proteção também contra queimaduras.

Proteção Respiratória
Máscaras: Protegem as vias respiratórias contra gases tóxicos, asfixiantes e contra aerodis-
persóides (poeira). Elas protegem não somente de envenenamento e asfixias, mas, também, da ina-
lação de substâncias que provocam doenças ocupacionais (silicose, siderose, etc.).

Há vários tipos de máscaras para aplicações específicas, com ou sem alimentação de ar res-
pirável.

Proteção de Membros Superiores

Protetores de punho, mangas e mangotes: Protegem o braço, inclusive o punho, contra im-
pactos cortantes e perfurantes, queimaduras, choque elétrico, abrasão e radiações ionizantes e não
ionizantes.

Luvas: Protegem os dedos e as mãos de ferimentos cortantes e perfurantes, de calor, cho-


ques elétricos, abrasão e radiações ionizantes.

Proteção Auditiva

Protetor auricular: Diminui a intensidade da pressão sonora exercida pelo ruído contra o apa-
relho auditivo. Existem em dois tipos básicos:

• Tipo Plug (de borracha macia, espuma, de poliuretano ou PVC), que é introduzido no canal
auditivo.

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• Tipo Concha, que cobre todo o aparelho auditivo e protege também o sistema auxiliar de au-
dição (ósseo).

O protetor auricular não anula o som, mas reduz o ruído (que é o som indesejável) a níveis
compatíveis com a saúde auditiva. Isso significa que, mesmo usando o protetor auricular, ouve-se o
som mais o ruído, sem que este afete o usuário.

Proteção do Tronco
Paletó: Protege troncos e braços de queimaduras, perfurações, projeções de materiais parti-
culados e de abrasão, calor radiante e de frio.

Avental: Protege o tronco frontalmente e parte dos membros inferiores - alguns modelos (tipo
barbeiro) protegem também os membros superiores - contra queimaduras, calor, radiante, perfura-
ções, projeção de materiais particulados, ambos permitindo uma boa mobilidade ao usuário.

Proteção da Pele

Luva química: Creme que protege a pele, membros superiores, contra a ação dos solventes,
lubrificantes e outros produtos agressivos.

Proteção dos Membros Inferiores


Calçado de segurança: Protege os pés contra impactos de objetos que caem ou são projeta-
dos, impactos contra objetos imóveis e contra perfurações. Por norma, somente é de segurança o
calçado que possui biqueira de aço para proteção dos dedos.
Perneiras: Protegem a perna contra projeções de aparas, fagulhas, limalhas, etc., principal-
mente de materiais quentes.

Proteção Global Contra Quedas

Cinto de segurança: Cinturões antiquedas que protegem o homem nas atividades exercidas
em locais com altura igual ou superior a 2 (dois) metros, composto de cinturão, propriamente dito, e
de talabarte, extensão de corda (polietileno, nylon, aço,
etc.) com que se fixa o cinturão à estrutura firme.

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Guarda e Conservação do EPI

Quando na troca de usuário


De um modo geral, os EPI devem ser limpos e desinfetados, cada vez em que há troca de
usuário.

Guarda do EPI

O empregado deve conservar o seu equipamento de proteção individual e estar conscientiza-


do de que, com a conservação, ele estará se protegendo quando voltar a utilizar o equipamento.

Conservação do EPI

O EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso.


Sempre que possível à verificação e a limpeza destes equipamentos devem ser confiados a
uma pessoa habilitada para esse fim. Neste caso, o próprio empregado pode se ocupar desta tarefa,
desde que receba orientação para isso.

Muitos acidentes e doenças do trabalho ocorrem devido à não observância do uso de EPI. A
eficácia de um EPI depende do uso correto e constante no trabalho onde exista o risco.

Exigência Legal para Empresa e Empregado

O uso de equipamento de proteção individual, além da indicação técnica para operações lo-
cais e empregados determinados, é exigência constante de textos legais. A Seção IV, do Capítulo V
da CLT cuida do Equipamento de Proteção Individual em dois artigos, a saber:

“Art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de


proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre
que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e da-
nos à saúde dos empregados."

“Art. 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indica-
ção do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho - CA. Por outro lado, a regulamentação de
segurança e medicina do trabalho em sua Norma Regulamentadora 1 - item 1.8, cuida minuciosa-
mente do Equipamento de Proteção Individual, mencionando, entre outras coisas, as obrigações do
empregado, que incluem o dever de utilizar a proteção fornecida pela empresa”.

3 - RISCOS AMBIENTAIS

Os ambientes de trabalho podem conter, dependendo da atividade que neles é desenvolvida,


um ou mais fatores ou agentes que, dentro de certas condições, irão causar danos à saúde do pes-

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soal. Chamam-se, esses fatores, riscos ambientais. Os riscos ambientais exigem a observação de
certos cuidados e a tomada de medidas corretivas nos ambientes, se pretende evitar o aparecimento
das chamadas doenças do trabalho.

A Portaria 3214 de Segurança e Medicina do trabalho do Ministério do Trabalho na sua Nor-


ma Regulamentadora de nº 09, contempla o Programa de Proteção aos Riscos Ambientais - PPRA -
que tem como objetivo de antecipação, identificação, avaliação e controle de todos os fatores do am-
biente de trabalho que podem causar doenças ou danos à saúde dos empregados.

Segue-se uma série de informações básicas relativas aos Riscos Ambientais, com enumera-
ção dos principais fatores, das condições possíveis de risco para a saúde e das medidas gerais para
o controle desses fatores nos ambientes de trabalho.

3.1 - CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS

Os riscos ambientais estão divididos em três grupos: riscos físicos, riscos químicos e riscos
biológicos, porém acrescentaremos ainda os riscos ergonômicos e riscos de acidentes, em função da
obrigatoriedade da CIPA em elaborar o Mapa de Riscos.

3.1.1 - Riscos Físicos

São representados por fatores do ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde,
sendo os principais: o calor, o ruído ou barulho, as radiações, o trabalho com pressões anormais, a
vibração e a má iluminação.

3.1.2 - Riscos Químicos

São representados por um grande número de substâncias que podem contaminar o ambiente
de trabalho.

3.1.3 - Riscos Biológicos

São representados por uma variedade de microrganismos com os quais o empregado pode
entrar em contato, segundo o seu tipo de atividade, e que podem causar doenças.

3.1.4 - Riscos Ergonômicos

Esforço físico, levantamento e transporte manual de peso, exigência de postura inadequada,


controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jorna-
das de trabalho prolongadas, monotonia e repetividade.

3.2 – RISCOS DE ACIDENTES

Arranjo físico inadequado, máquinas e equipamentos sem proteção, ferramentas inadequa-


das ou defeituosas, iluminação inadequada, eletricidade, probabilidade de incêndio ou explosão, ar-
mazenamento inadequado, animais peçonhentos e outras situações de riscos.

Fatores que colaboram para que os Produtos ou Agentes causem danos à Saúde. Nem todo
produto ou agente, presente no ambiente, irá causar obrigatoriamente um dano à saúde. Para que is-
so ocorra, é preciso que haja uma inter-relação entre os fatores que serão expostos a seguir:

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O tempo de exposição
Quanto maior o tempo de exposição, de contato, maior são as possibilidades de se desenvol-
ver um dano à saúde e vice-versa.

A concentração do contaminante no ambiente


Quanto maiores as concentrações, maiores as chances de aparecerem problemas.

O quanto a substância é tóxica


Algumas substâncias são mais tóxicas que outras se comparadas em relação a uma mesma
concentração.

A forma em que o contaminante se encontra


Isto é, se em forma de gás, líquido ou neblina, ou poeira. Isto tem relação com a forma de en-
trada do tóxico no organismo, como será visto adiante.

A possibilidade de as pessoas absorverem as substâncias


Algumas substâncias só são capazes de entrar no organismo por inalação ou, então, pela pe-
le.
Deve-se acentuar que é importante conhecer cada caso em separado. Havendo dúvida quan-
to à existência ou não de perigo, o interessado deve procurar um membro da CIPA ou do Serviço Es-
pecializado ou, ainda, o seu gerente.

Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo


Três são as formas pelas quais os materiais tóxicos podem penetrar no organismo humano:

Por inalação
Quando se está num ambiente contaminado, pode-se absorver uma substância nociva por i-
nalação, isto é, pela respiração.

Por contato com a pele, ou via cutânea

A pele pode absorver certas substâncias se houver contato, mesmo que por poucos instan-
tes. Dessa forma, o tóxico pode atingir o sangue e causar dano à saúde.

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Por ingestão

Ou seja, ao se engolir, acidentalmente, o tóxico Isso acontece muito quando são comidos ou
bebidos alimentos que estão contaminados com quantidades não visíveis de substâncias nocivas. É
por essa razão que nunca se deve fazer as refeições no próprio posto de trabalho. E, também, não se
deve ir para o refeitório ou para casa sem antes efetuar um perfeito asseio pessoal: lavar as mãos e
rosto com sabão e bastante água.

Riscos Físicos

Há fatores no ambiente do trabalho cuja presença, tendendo aos limites de excesso ou falta,
podem tornar-se responsáveis por variadas alterações na saúde do empregado.

Calor

O calor ocorre geralmente em fundições, siderúrgicas, cerâmicas, indústrias de vidro, etc.


Quanto aos efeitos, sabe-se que o organismo pode adaptar-se aos ambientes quentes, dentro de cer-
tos limites. Quando há exposição excessiva ao calor, pode ocorrer uma série de problemas, como
câimbras, insolação ou intermação, ou, ainda, uma afecção nos olhos chamada de catarata.

Ruído ou barulho

Ocorre na indústria em geral, mas, principalmente, nas tecelagens, estamparias, no rebarba-


mento por marteletes nas fundições, etc. O ruído excessivo tem vários efeitos no ser humano, varian-
do de pessoa para pessoa, como a irritabilidade, entre outros. Entretanto, seu efeito principal, com-
provado quando as pessoas são expostas a altos níveis de ruído por tempos longos, é o dano à audi-
ção, que leva a vários graus de surdez.

Radiação não ionizantes

Radiação infravermelho

É o calor radiante cujos efeitos são, justamente, os mencionados acima em "calor". Onde há
corpos aquecidos, há calor radiante que é emitido em todas as direções.

Radiação ultravioleta
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É um tipo de radiação que está presente principalmente nas seguintes operações: solda elé-
trica, fusão de metais a temperatura muito alta, nas lâmpadas germicidas, nos geradores de ozona.
Seus efeitos são térmicos, causando queimaduras, eritemas (vermelhidão) na pele, e, também, infla-
mação nos olhos (conjuntivite). Os efeitos são retardados, aparecendo com maior força 6 a 12 horas
após a exposição.

Radiações ionizantes

Podem ser provenientes de materiais radioativos ou de aparelhos especiais. Exemplos: apa-


relhos de raio-x (quando indevidamente utilizados), radiografias industriais de controle (gamagrafia).
Os efeitos das exposições descontroladas a radiações ionizantes, por mau controle dos processos,
são em geral sérios: anemia, leucemia, certos tipos de câncer e efeitos que só aparecem nas gera-
ções seguintes (genéticos).

Trabalhos com pressões anormais

São os trabalhos em que o homem é submetido a pressões diferentes da atmosférica, na qual


vive normalmente. Esses trabalhos exigem um controle rígido das operações, principalmente na eta-
pa de descompressão e volta à pressão normal. Ocorrência: em trabalhos submarinos, no trabalho
em tubulações e caixões pneumáticos. Os efeitos são: problemas nas articulações, desde dores até
paralisia, e outros problemas mais graves que podem ser fatais.

Vibrações

As vibrações ocorrem, principalmente, nas grandes máquinas pesadas: tratores, escavadei-


ras, máquinas de terraplanagem, que fazem vibrar o corpo inteiro, e nas ferramentas manuais motori-
zadas que fazem vibrar as mãos, braços e ombros. Os problemas provenientes das vibrações apare-
cem em geral após longo tempo de exposição (vários anos). No caso de vibração do corpo inteiro,
podem aparecer dores na coluna, problemas nos rins, enjôos (mal de mar); no caso de vibrações lo-
calizadas nas mãos e braços, podem aparecer problemas circulatórios (má circulação do sangue) e
problemas nas articulações. O tempo longo de exposição e fatores como o frio têm muita influência
no aparecimento desses problemas.

Riscos Químicos

As substâncias químicas podem estar na forma de gases, vapores, líquidos, fumos, poeiras e
névoas ou neblinas. Por exemplo:

Vapores

Emanados de solventes como o benzol, o toluol, "thinners" em geral, desengraxantes como o


tetracloreto de carbono, o tricloroetileno.

Gases

Monóxido de carbono, gases dos processos industriais como o gás sulfídrico.

Líquidos

Que podem ser corrosivos, como os ácidos e a soda cáustica, ou irritantes, causando doen-
ças da pele. Muitos líquidos também podem ser absorvidos pela pele, causando prejuízo à saúde.

Névoas ou neblinas

Nos banhos de galvanoplastia, fosfatização e outros processos, onde se formam névoas ou


neblinas de ácidos.

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Fumos

Nos banhos de metais fundidos como o chumbo. Os fumos são pequenas partículas de metal
ou de seus compostos, provenientes do banho que ficam suspensos no ar.

Poeiras ou pós

Pó de serragem, poeira de rebarbação de peças fundidas no jateamento de areia ou granalha


de aço.

Principais Efeitos no Organismo

Dentre os efeitos dos riscos químicos no organismo, destacam-se, como principais, os se-
guintes:

Irritação

Irritação dos olhos, nariz, garganta, pulmões, da pele.

Geralmente, as substâncias que causam irritação se encontram na forma de gás ou vapor,


mas podem, também, estar no estado líquido ou sólido. Exemplos: vapores de ácidos, a amônia (a-
moníaco), certas poeiras. A irritação da pele é causada pelo contato direto com líquidos ou poeiras,
sendo exemplos os solventes "thinners", e a poeira de caviúna.

Asfixia

Seja, a falta de oxigênio no organismo. Exemplos: monóxido de carbono (CO), gás carbônico
(CO2), acetileno.

Anestesia

Isto é, uma ação sobre o sistema nervoso central, causando estado de sonolência ou tontu-
ras. Geralmente, as substâncias anestésicas estão no estado de gás ou vapor. Exemplos: vapores de
éter etílico, acetona.

Intoxicação

Pode ser causada tanto por inalação como por contato com a pele ou ingestão acidental do
tóxico, que pode estar na forma sólida, líquida ou gasosa.
Exemplos: benzol, toluol, tricloroetileno, metanol, gasolina, inseticidas, fumos de chumbo, pó
de chumbo (nas tipografias).

Pneumoconiose

Isto é, uma alteração da capacidade respiratória devido a uma alteração no pulmão da pes-
soa. As substâncias que causam esse tipo de doença estão na forma de poeira. Exemplos: poeira de
sílica livre cristalizada, contida no pó de mármore, areia, carepa de fundição (areia), poeira de amian-
to ou asbesto, pós de algodão.

Riscos Biológicos

São os microrganismos presentes no ambiente de trabalho que podem trazer doenças de na-
tureza moderada e, mesmo, grave. Eles se apresentam invisíveis a olho nu, sendo visíveis somente
ao microscópio. Exemplos: as bactérias, bacilos, vírus, fungos, parasitas, protozoários e outros.
Todos estão sujeitos à contaminação por esses agentes, seja em decorrência de ferimentos e
machucaduras, seja pela presença de colegas doentes ou por contaminação alimentar.

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Exemplo: Nos ferimentos e machucaduras, pode ocorrer, entre outras, a infecção por tétano
que pode até matar o empregado. Os colegas podem trazer ao ambiente de trabalho os micróbios
que causam hepatite, tuberculose, micose das unhas e da pele.

Se o pessoal da copa e cozinha não tiver higiene e asseio, pode ocorrer contaminação das
refeições, tendo como possível conseqüência as diarréias.
Para prevenção, usam-se as seguintes medidas:

Vacinação;

Equipamento de proteção individual;

Rigorosa higiene pessoal, das roupas e dos ambientes de trabalho;

Controle médico permanente

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Principais Medidas de Controle dos Riscos Ambientais

As principais medidas de controle dos riscos ambientais podem referir-se ao ambiente ou ao


pessoal:

Medidas relativas ao ambiente

Substituição do produto tóxico

O produto tóxico pode ser substituído por outro produto menos tóxico ou inofensivo. Esta é a
medida ideal, desde que o substituto tenha qualidades próximas às do original. Também, deve-se to-
mar cuidado para não se criar um risco maior, substituindo um produto tóxico por outro menos tóxico,
mas altamente inflamável. Exemplos de substituições corretas: benzeno substituído pelo tolueno;
substituição de tintas à base de chumbo por tintas à base de zinco; jateamento com areia substituído
por jateamento de óxido de alumínio, etc.

Mudança do processo ou equipamento

Certas modificações em processos ou equipamentos podem reduzir muito os riscos ou, até,
eliminá-los. Exemplos: pintura a imersão ao invés de pintura a pistola (diminuindo-se a formação de
vapores dos solventes); rebitagem substituída por solda (menor barulho).

Enclausuramento ou confinamento

Consiste em isolar determinada operação do resto da área, diminuindo assim o número de


pessoas expostas ao risco.
Exemplos: cabine de jateamento de areia; enclausuramento de uma máquina ruidosa.

Ventilação

Pode ser exaustora, retirando o ar contaminado no local de formação do contaminante, ou di-


luidora, que é aquela que joga ar limpo dentro do ambiente, diluindo o ar contaminado. Exemplos: nos
tanques de solventes, nas operações com colas, nas operações geradoras de poeiras, nos rebolos de
rebarbamento de peças fundidas.

Umidificação

Onde há poeiras, o risco de exposição pode ser eliminado ou diminuído pela aplicação de á-
gua ou neblina. Muitas operações, feitas a úmido, oferecem um risco bem menor à saúde. Exemplos:
mistura de areias de fundição, varredura a úmido.
Segregação
Segregação quer dizer separação. Nesta medida de controle, separa-se a operação ou equi-
pamento do restante, seja no tempo seja no espaço. Separar no tempo quer dizer fazer a operação
fora do horário normal do resto do pessoal; separar no espaço significa colocar a operação a distân-
cia, longe dos demais. O número de pessoas expostas ficará bastante reduzido e aqueles que devem
ficar junto à operação irão receber proteção especial.

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Boa manutenção e conservação


Rigorosamente, estas medidas não podem ser consideradas formas específicas de preven-
ção de riscos. Entretanto, são complementos de quaisquer outras medidas. Muitas vezes, a má ma-
nutenção é a causa principal dos problemas ambientais. Os programas e cronogramas de manuten-
ção devem ser seguidos à risca, dentro dos prazos propostos pelos fabricantes dos equipamentos.
Exemplos: ruído excessivo em estruturas e mancais; vazamentos de produtos tóxicos; superaqueci-
mento.

Ordem e limpeza
Boas condições de ordem e limpeza e asseio geral ocupam um lugar-chave nos sistemas de
proteção ambiental. O pó, em bancadas, rodapés e pisos, que se deposita nas horas calmas, pode
rapidamente ser redispersado, no ar da sala, por correntes de ar, movimento de pessoas ou funcio-
namento de equipamentos. O asseio é sempre importante e onde há materiais tóxicos é importantís-
simo, é primordial. A limpeza imediata de qualquer derramamento de produtos tóxicos é importante
medida de controle. Para a limpeza de poeira, deve ser preferida a aspiração a vácuo; nunca o pó
deve ser soprado com bicos de ar comprimido, para efeito de limpeza. É impossível manter um bom
programa de prevenção de riscos ambientais sem uma preocupação constante nos aspectos de or-
dem e limpeza.

Medidas relativas ao pessoal

Equipamento de Proteção Individual

O equipamento de proteção individual deve ser sempre considerado como uma segunda linha
de defesa, após serem tentadas medidas relativas ao ambiente de trabalho. Nas situações onde não
são eficientes medidas gerais e coletivas relativas ao ambiente, a critério técnico, o EPI é a forma de
proteção, aliada à limitação da exposição.

O uso correto do EPI por parte do empregado, o conhecimento das suas limitações e vanta-
gens, são aspectos que todo empregado deve conhecer através de treinamento específico, coorde-
nado pelo pessoal especializado em Segurança e Medicina do Trabalho.

Especial cuidado deve ser tomado na conservação da eficiência do EPI, sob pena de o mes-
mo se tornar uma arma de dois gumes, fornecendo ao empregado confiança numa proteção inexis-
tente.

Limitação de exposição

A redução dos períodos de trabalho tornam-se importante medida de controle onde e quando
todas as outras forem impraticáveis por motivos técnicos, locais (físicos) ou econômicos, não se con-
seguindo reduzir ou eliminar o risco. Assim, a limitação da exposição, dentro de critérios bem defini-
dos tecnicamente, pode tornar-se uma solução eficiente em muitos casos. Exemplos: controle do
tempo de exposição ao calor. às pressões anormais, às radiações ionizantes.

Controle Médico

Exames médicos pré-admissionais e periódicos são medidas fundamentais de caráter perma-


nente, constituindo-se numa das atividades principais dos serviços médicos da empresa. Uma boa
seleção na admissão pode evitar a contratação de pessoas que têm maior sensibilidade e que pode-
riam adquirir doenças relacionadas com certas atividades. Os exames médicos periódicos dos em-
pregados possibilitam, além de um controle de saúde geral do pessoal, a descoberta e a detenção de
fatores que podem levar a uma doença profissional, num estágio ainda inicial e com pouca probabili-
dade de danos.
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Análise Preliminar de Riscos

A Análise Preliminar de Riscos (APR) consiste do estudo, durante a fase de concepção ou


desenvolvimento preliminar de um novo projeto ou sistema, com a finalidade de se determinar os
possíveis riscos que poderão ocorrer na sua fase operacional.

A APR é utilizada portanto para uma análise inicial "qualitativa", desenvolvida na fase de
projeto e desenvolvimento de qualquer processo, produto ou sistema, tendo especial importância na
investigação de sistemas novos de alta inovação e/ou pouco conhecidos, ou seja, quando a
experiência em riscos na sua operação é deficiente. Apesar das características básicas de análise
inicial, é muito útil de se utilizar como uma ferramenta de revisão geral de segurança em sistemas já
operacionais, revelando aspectos que às vezes passariam desapercebidos.

A APR teve seu desenvolvimento inicial na área militar.

A APR não é uma técnica profunda de análise de riscos e geralmente precede a aplicação de
outras técnicas mais detalhadas de análise, já que seu objetivo principal é determinar os riscos e as
medidas preventivas antes da fase operacional.

No estágio em que é aplicada pode ocorrer de existir ainda outros detalhes finais de projeto e,
neste caso, a falta de informações quanto aos procedimentos será ainda maior, já que os mesmos
são geralmente definidos posteriormente.

Os princípios e metodologias da APR consistem em proceder-se uma revisão geral dos


aspectos de segurança de forma padronizada:

Descrevendo todos os riscos e fazendo sua caracterização.

A partir da descrição dos riscos são identificadas as causas (agentes) e efeitos


(conseqüências) dos mesmos, o que permitirá a busca e elaboração de ações e medidas de
prevenção ou correção das possíveis falhas detectadas;

A priorização das ações é determinada pela caracterização dos riscos, ou seja, quanto mais
prejudicial ou maior for o risco, mais rapidamente deve ser solucionado.

Medidas de Controle e Prevenção

APR tem sua importância maior no que se refere à determinação de uma série de medidas de
controle e prevenção de riscos, desde o início operacional do sistema, permitindo revisões de projeto
em tempo hábil, com maior segurança, além de definir responsabilidades no que se refere ao controle
de riscos:

a) Revisão de problemas conhecidos: consiste na busca de analogia ou similaridade com


outros sistemas, para determinação de riscos que poderão estar presentes no sistema que está
sendo desenvolvido, tomando como base a experiência passada.
b) Revisão da missão a que se destina: atentar para os objetivos, exigências de desempenho,
principais funções e procedimentos, ambientes onde se darão as operações, etc. Enfim, consiste em
estabelecer os limites de atuação e delimitar o sistema que a missão irá abranger: a que se destina, o
que e quem envolve e como será desenvolvida.
c) Determinação dos riscos principais: identificar os riscos potenciais com potencialidade para
causar lesões diretas e imediatas, perda de função (valor), danos à equipamentos e perda de
materiais.
d) Determinação dos riscos iniciais e contribuintes: elaborar séries de riscos, determinando
para cada risco principal detectado, os riscos iniciais e contribuintes associados.
e) Revisão dos meios de eliminação ou controle de riscos: elaborar um “brainstorming” para
levantamento dos meios passíveis de eliminação e controle de riscos, a fim de estabelecer as
melhores opções, desde que compatíveis com as exigências do sistema.

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f) Analisar os métodos de restrição de danos: pesquisar os métodos possíveis que sejam


mais eficientes para restrição geral, ou seja, para a limitação dos danos gerados caso ocorra perda
de controle sobre os riscos.
g)Indicação de quem será responsável pela execução das ações corretivas e/ou preventivas:
Indicar claramente os responsáveis pela execução de ações preventivas e/ou corretivas, designando
também, para cada unidade, as atividades a desenvolver.

A APR tem grande utilidade no seu campo de atuação, porém, como já foi colocado,
necessita as vezes de ser complementada por técnicas mais detalhadas e apuradas. Em sistemas
que sejam já bastante conhecidos, cuja experiência acumulada conduz a um grande número de
informações sobre riscos, esta técnica pode ser utilizada de modo auxiliar.

Estudo dirijido:

Com base nos conceitos legais de Análise de riscos formem grupos de 4 pessoas e elaborem
uma análise de risco contendo as seguintes abordagens:
Atividade a ser realizada descrevendo-a passo a passo.
Responsáveis.
Riscos identificados.
Medidas de controle dos riscos.
Sendo que essa atividade deve ser descrita em no minimo de dez passos e cada passo
associado a cada risco e cada risco a sua medida de controle.

4 - NOÇÕES BÁSICAS DE COMBATE À INCÊNDIO

4.1 – PRINCÍPIOS BÁSICOS DO FOGO


Para nossa própria segurança, deve-se conhecer os dois aspectos fundamentais da proteção
contra incêndio.
O primeiro aspecto é o da prevenção de incêndios, isto é, evitar que ocorra o fogo, utilizando
certas medidas básicas, as quais envolvem a necessidade de se conhecerem, entre outros itens:
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a) as características do fogo;
b) as propriedades de risco dos materiais;
c) as causas de incêndios;
d) o estudo dos combustíveis.

Quando, apesar da prevenção, ocorre um princípio de incêndio, é importante que ele seja
combatido de forma eficiente, para que sejam minimizadas suas conseqüências. A fim de que esse
combate seja eficaz, deve-se, ainda:

a) conhecer os agentes extintores;


b) saber utilizar os equipamentos de combate a incêndios;
c) saber avaliar as características do incêndio, o que determinará a melhor atitude a ser to-
mada.

Pode-se definir o fogo como a conseqüência de uma reação química, denominada combus-
tão, que produz calor ou calor e luz.
Para que ocorra essa reação química, dever-se-á ter, no mínimo, dois reagentes que, a partir
da existência de uma circunstância favorável, poderão combinar-se.

Os elementos essenciais do fogo são:

• combustível (carbono, hidrogênio)


• comburente (oxigênio);
• calor (energia de ativação).

Combustível

Em síntese, combustível é todo material, toda substância que possui a propriedade de quei-
mar, de entrar em combustão.

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Os combustíveis podem apresentar-se em 3 estados físicos:


sólido (madeira, papel, tecidos, etc.);
líquido (álcool, éter, gasolina, etc.);
gasoso (acetileno, butano, propano, etc.).

Comburente

Normalmente, o oxigênio combina-se com o material combustível, dando início à combustão.

O ar atmosférico contém, na sua composição, cerca de 21% de oxigênio.


Para demonstrar a importância do oxigênio na reação, recomendamos a seguinte experiên-
cia:

1º acender uma vela;

2º colocar um copo de material resistente ou um recipiente de vidro sobre a vela.

Observe que a chama diminuirá gradativamente até a extinção do fogo; isso porque o oxigê-
nio existente no recipiente vai sendo consumido na reação, até atingir uma quantidade insuficiente
para mantê-la.

Genericamente, o comburente é definido como "mistura gasosa que contém o oxidante em


concentração suficiente para que em seu meio se desenvolva a reação de combustão".

Calor

É o elemento que fornece a energia de ativação necessária para iniciar a reação entre o
combustível e o comburente, mantendo e propagando a combustão, como a chama de um palito de
fósforos.

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Note-se que o calor propicia:

a) elevação da temperatura;
b) aumento do volume dos corpos;
c) mudança no estado físico das substâncias.

Há casos de materiais em que a própria temperatura ambiente já serve como fonte de calor,
como o magnésio, por exemplo.

Condições Propícias para a Combustão


Além dos elementos essenciais do fogo, há a necessidade de que as condições em que es-
ses elementos se apresentam sejam propícias para o início da combustão.

Se uma pessoa trabalha em um escritório iluminado com uma lâmpada incandescente de 100
watts e, além disso, ela fuma, haverá no ambiente:

Combustível: mesa, cadeira, papel, etc.;


Comburente: oxigênio presente na atmosfera;
Calor: representado pela lâmpada incandescente ligada e pelo cigarro acesso.
Apesar de esses três elementos estarem presentes no ambiente, só ocorrerá incêndio, se,
por distração da pessoa que está trabalhando, uma folha de papel, por exemplo, encostar no cigarro
aceso.

Neste caso, o calor do cigarro aquecerá o papel e este começará a liberar vapores que, em
contato com a fonte de calor (brasa do cigarro), se combinará com o oxigênio do ar e entrará em
combustão.

Importante: Somente quando o combustível se apresentar sob a forma de vapor (ou gás), ele
poderá, normalmente, entrar em ignição. Se esse combustível estiver no estado sólido ou líquido, ha-
verá necessidade de que seja aquecido, para que comece a liberar vapores ou gases.
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Esquematicamente, pode-se considerar vários casos:

aquecimento

a) sólido ----------------------------------> vapor

Exemplo: Papel

b) sólido -------------------------> líquido --------------------------> vapor

Exemplo: Parafina

c) líquido ----------------------------------> vapor

Exemplo: Óleos combustíveis

d) gás (já se apresenta no estado físico adequado à combustão)

Exemplo: Acetileno

Quanto ao oxigênio, ele deverá estar presente no ambiente, em porcentagens adequadas.


Para cada combustível haverá a necessidade da presença de uma porcentagem mínima de
oxigênio, a partir da qual a mistura poderá entrar em combustão. A concentração de oxigênio abaixo
desse limite inviabiliza a combustão, pois a mistura combustível x comburente estará muito "rica".

Reação em Cadeia
Toda reação química envolve troca de energia. Na combustão, parte da energia desprendida
é dissipada no ambiente, provocando os efeitos térmicos derivados do incêndio; o restante continua a
aquecer o combustível, fornecendo a energia (fonte de calor)) necessária para que o processo conti-
nue.
Didaticamente, representa-se a reação química da seguinte forma:

COMBUSTÍVEL + COMBURENTE FONTE DE IGNIÇÃO LUZ + CALOR + FUMOS + GASES


(vapor)

Triângulo do Fogo
Os três elementos básicos para que um fogo se inicie são, portanto, o material combustível, o
comburente e a fonte de ignição ou fonte de calor. A representação gráfica desse conjunto é tradicio-
nalmente chamada de Triângulo do Fogo.

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Conforme ao exposto no item anterior, a propagação do fogo vai depender da existência de


energia suficiente para manter a reação em cadeia.
Combustão
A combinação dos três elementos do triângulo do fogo sob condições propícias permite a ig-
nição e a continuação das reações químicas, as quais podem ser classificadas em:
 oxidação lenta,
 combustão simples,
 deflagração,
 detonação,
 explosão.

O parâmetro empregado para classificar as combustões é a velocidade de propagação.


A velocidade de propagação é definida como a velocidade de deslocamento da frente de rea-
ção, ou a velocidade de deslocamento da fronteira entre a área já queimada (zona dos produtos da
reação) e a área ainda não atingida pela reação (zona não destruída).

Classificação

Oxidação lenta - A energia despendida na reação é dissipada no meio ambiente sem criar um
aumento de temperatura na área atingida (não ocorre a reação em cadeia). É o que ocorre com a fer-
rugem (oxidação do ferro) ou com o papel, quando fica amarelecido. A propagação ocorre lentamen-
te, com velocidade praticamente nula.

Combustão simples - Há percepção visual do deslocamento da frente de reação, porém a ve-


locidade de propagação é inferior a 1 metro por segundo (m/s). Os incêndios normais, como a com-
bustão de madeira, papel, algodão, são exemplos de combustão simples, onde a energia desprendi-
da na reação é dissipada, indo parte para o ambiente e sendo parte utilizada para manter a reação
em cadeia, ativando a mistura combustível comburente.

Deflagração - A velocidade de propagação é superior a 1 m/s, mas inferior a 400 m/s. Surge o
fenômeno de elevação da pressão com valores limitados entre 1 e 10 vezes a pressão inicial. Ocorre
a deflagração com a pólvora, misturas de pós combustíveis e vapores líquidos inflamáveis.

Detonação - A velocidade de propagação é superior a 400 m/s. Pela descontinuidade das on-
das de pressão geradas, cria-se uma onda de choque que pode atingir até 100 vezes a pressão inici-
al.

Ocorre com explosivos industriais, como a nitroglicerina, e, em circunstâncias especiais, com


mistura de gases e vapores em espaços confinados.

Explosão - O termo pode ser aplicado genericamente aos fenômenos onde o surgimento de
ondas de pressão produzem efeitos destrutivos, quando o ambiente onde ocorre a reação não pode
suportar a pressão gerada.

Comportamento do Combustível
Pelos efeitos possíveis de uma combustão em função da velocidade de propagação, fica evi-
dente a necessidade de se conhecerem os fatores que influem na velocidade de propagação, para

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que o técnico prevencionista possa calcular os riscos oriundos de determinada mistura combustível-
comburente.

Estado Físico
Para avaliação do risco de incêndio, o estado físico do combustível é o primeiro aspecto a ser
analisado:

Combustível sólido - em condições normais, o aquecimento de um combustível no estado só-


lido provoca inicialmente a vaporização da umidade, obtendo-se um resíduo sólido (carbono
fixo); posteriormente, pela ação do calor, são liberados compostos gasosos que reagirão com
o oxigênio em presença do calor, até que seja consumida toda a matéria combustível.

Combustível líquido - a combustão dos líquidos, de composição CN Hm, é decorrente de dois


processos:

Teoria da Hidroxilização
Os hidrocarbonetos pulverizados são decompostos, quando sob a ação do oxigênio e do ca-
lor, em compostos hidroxilados (tipo aldeído) de cadeia menor. A ação contínua do calor e do oxigê-
nio acaba por transformar estes compostos em espécies químicas mais simples, como monóxido de
carbono e hidrogênio, que sofrerão nova combustão, produzindo, finalmente, dióxido de carbono e
água. Assim, a chama azul produzida no Bico de Bunsem, indicativa de combustão de monóxido de
carbono e hidrogênio, teria explicação através desta teoria, pois no interior do Bico teríamos um gra-
diente de temperatura e a conseqüente formação de compostos hidroxilados complexos.

Teoria do "Craking"
Os hidrocarbonetos pulverizados, em mistura com o ar, ao serem submetidos a um aqueci-
mento brusco, cindem, produzindo diretamente carbono e hidrogênio, que reagirão com o oxigênio,
resultando dióxido de carbono e água como produtos finais.
Esta teoria pode ser explicada através da queima de uma vela, pois a parafina liqüefeita, ao
se vaporizar no pavio, cinde diretamente em carbono e hidrogênio, quando em contato com a chama.
A presença do carbono pode ser facilmente detectada por meio de introdução de uma superfície fria
no interior da chama, o que implicará um deposito de fuligem (carbono) sobre aquela.

Convém notar que na prática, esses dois processos ocorrem simultaneamente, com predomi-
nância de um ou outro, dependendo do caso.

Combustível gasoso - em mistura com o oxigênio em proporções adequadas pode entrar em


combustão pela ação de um pequeno arco voltaico, ou faísca gerada por atrito.

Pelas teorias apresentadas, conclui-se que o combustível sólido ou líquido entra em combus-
tão somente após a vaporização ou produção de gás, a partir de sua decomposição, resultante da
ação do calor e do oxigênio.

No entanto, há substâncias que são excluídas da regra geral, como o carvão vegetal e os me-
tais piróforos, que, expostos ao oxigênio, entram espontaneamente em combustão.

Temperatura
Todo material possui certas propriedades que o diferenciam de outros, em relação ao nível de
combustibilidade. Por exemplo, pode-se incendiar a gasolina com a chama de um isqueiro, não ocor-
rendo o mesmo em relação ao carvão coque. Isso porque o calor gerado pela chama do isqueiro não
seria suficiente para levar o carvão coque à temperatura necessária para que ele liberasse vapores
combustíveis.
Cada material, dependendo da temperatura a que estiver submetido, liberará maior ou menor
quantidade de vapores. Para melhor compreensão do fenômeno, definem-se algumas variáveis, de-
nominadas:

• ponto de fulgor;
• ponto de combustão;
• temperatura de ignição.
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Ponto de fulgor - É a temperatura mínima em que um combustível começa a desprender va-


pores que, se entrarem em contato com alguma fonte externa de calor, se incendeiam. Só que as
chamas não se mantém, não se sustentam, por não existirem vapores suficientes. Se aquecermos
pedaços de madeira dentro de um tubo de vidros de laboratório, a certa temperatura a madeira des-
prenderá vapor de água; esse vapor não pega fogo. Aumentando-se a temperatura, em certo ponto
começarão a sair gases pela boca do tubo. Aproximando-se um fósforo aceso, esses gases transfor-
mar-se-ão em chamas. Por aí, nota-se que um combustível sólido (a madeira), a acerta temperatura,
desprende gases que se misturam ao oxigênio (comburente) e que se inflamam em contacto com a
chama do fósforo aceso.
O fogo não continua porque os gases são insuficientes, forma-se em pequena quantidade. O
fenômeno observado indica o "ponto de fulgor" da madeira (combustível sólido), que é de 150ºC. O
ponto de fulgor varia de combustível a combustível: para a gasolina ele é de -42ºC, já para o asfalto é
de 204ºC.

Ponto de combustão - Na experiência da madeira, se o aquecimento prosseguir, a quantidade


de gás expelida do tubo aumentará. Entrando em contato com a chama do fósforo, ocorrerá a igni-
ção, que continuará, mesmo que o fósforo seja retirado. A queima, portanto, não para. Foi atingido o
"ponto de combustão", isto é, a temperatura mínima a que esse combustível sólido, a madeira, sendo
aquecido, desprende gases que, em contacto com fonte externa de calor, se incendeiam, mantendo-
se as chamas. No ponto de combustão, portanto, acontece um fato diferente, ou seja, as chamas con-
tinuam.

Temperatura de ignição - Continuando o aquecimento da madeira, os gases, naturalmente,


continuarão se desprendendo. Em certo ponto, ao saírem do tubo, entrando em contato com o oxigê-
nio (comburente), eles pegarão fogo sem necessidade da chama do fósforo. Ocorre, então, um fato
novo: não há mais necessidade da fonte externa de calor. Os gases desprendidos do combustível,
apenas ao contato com o comburente, pegam fogo e, evidentemente, mantém-se em chamas. Foi a-
tingida a "temperatura de ignição", que é a temperatura mínima em que gases desprendidos de um
combustível se inflamam, pelo simples contacto com o oxigênio do ar. O éter atinge sua temperatura
de ignição a 180ºC e o enxofre a 232ºC.

Uma substância só queima quando atinge, pelo menos, o ponto de combustão. Quando ela
alcançar a temperatura de ignição, bastará que seus gases entrem em contacto com o oxigênio para
pegar fogo, não havendo necessidade de chama ou de outra fonte de calor para provocá-lo. Convém
lembrar que, mesmo que o combustível esteja no ponto de combustão, se não houver chama ou outra
fonte de calor não se verificará o fogo.

Grande parte dos materiais sólidos orgânicos, líquidos e gases combustíveis contêm grandes
quantidades de carbono e/ou de hidrogênio. Citamos como exemplo o gás propano, cujas porcenta-
gens em petracloreto de carbono, considerado não combustível, tem aproximadamente, 82% de car-
bono e 18% de hidrogênio. O tetracloreto de carbono, considerado não combustível, tem aproxima-
damente, em peso, 8% de carbono e 92% de cloro.

Ventilação

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Quanto mais ventilado for o local onde ocorre a combustão, mais viva ela será, pois haverá
renovação do ar com a entrada de mais oxigênio, permitindo manter a reação em cadeia.

É por esse motivo que se recomenda à pessoa cujas roupas estejam em chamas, que não
corra, pois, dessa forma, aumentará a ventilação e, conseqüentemente, as chamas. A pessoa deve
deitar-se e rolar pelo chão até abafarem-se as chamas.

Forma física
Quanto mais subdividido estiver o material, mais rapidamente entrará em combustão. A figura
mostra um exemplo clássico, pois a velocidade de propagação é muito maior na serragem do que na
madeira maciça, embora a composição seja a mesma.

Isso se deve a maior superfície de contato entre combustível e comburente.

Outro exemplo é o da gasolina em recipientes com aberturas de dimensões diferentes.

Na figura seguinte a queima será muito mais rápida e intensa no 2º caso, embora a quantida-
de de líquido seja a mesma.

Comportamento do Comburente

Considerando genericamente a combustão como uma reação de oxidação, a composição


química das substâncias determinará o grau de combustibilidade do material.

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Há substâncias que liberam oxigênio em certas condições, como o cloreto de potássio. Ou-
tras podem funcionar como comburentes: por exemplo, uma atmosfera contendo cloro. Tais casos
são mais esporádicos e seu estudo envolveria uma complementação de conhecimentos.
Em condições normais, a maior fonte de comburente é ao próprio ar atmosférico que em sua
composição, possui cerca de 21% de oxigênio.

A partir de 16% de O2 (oxigênio) no ambiente, já pode haver combustão com labaredas, e


quanto maior a presença de oxigênio, mais via será essa combustão.

Com a presença de oxigênio numa proporção entre 8 e 16%, não haverá labaredas, e numa
proporção ainda menor, praticamente não haverá combustão.
Em ambientes hospitalares ou industriais, onde se manipule oxigênio puro (100%), deve ser
feita uma análise de riscos mais severa.

Na presença de gases combustíveis, como propano, butano, metano, o limite inferior de con-
centração de oxigênio necessário para a combustão está próximo a 12%, e para o hidrogênio esse
limite está próximo a 5%.

Dessa forma, as medidas de prevenção devem ser intensificadas.


Fontes de Calor

As fontes de calor em um ambiente podem ser as mais variadas:

• a chama de um fósforo;
• a brasa de um cigarro aceso;
• uma lâmpada;
• a chama de um maçarico, etc.

A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um material combustível; é o caso da gaso-


lina, cujo ponto de fulgor é de, aproximadamente, -40ºC. Considerando-se que o ponto de combustão
é superior em apenas alguns graus, a uma temperatura ambiente de 20ºC já ocorre a vaporização.

O calor pode atingir determinada área por condução, convecção ou radiação.

Condução

A propagação do calor é feita de molécula para molécula do corpo, por movimento vibratório.
A taxa de condução do calor vai depender basicamente da condutividade térmica do material, bem
como de sua superfície e espessura. É importante destacar a necessidade da existência de um meio
físico.

Convecção

É uma forma característica dos fluídos. Pelo aquecimento, as moléculas expandem-se e ten-
dem a elevar-se, criando correntes ascendentes a essas moléculas e correntes descendentes às mo-
léculas mais frias. É um fenômeno bastante comum em edifícios, pois através de aberturas, como ja-
nelas, poços de elevadores, vãos de escadas, podem ser atingidos andares superiores.

Radiação

É a transmissão do calor por meio de ondas. Todo corpo quente emite radiações que vão a-
tingir os corpos frios. O calor do sol é transmitido por esse processo. São radiações de calor as que
as pessoas sentem quando se aproximam de um forno quente.

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Classes de Incêndio

Os incêndios em seu início são muito mais fáceis de serem controlados e extintos. Quanto
mais rápido for a ataque às chamas, maiores serão as possibilidades de reduzi-las, de eliminá-las. E
a principal preocupação, no ataque, consiste em desfazer, em romper o triângulo do fogo. Mas que ti-
po de ataque se faz ao fogo em seu início? Qual a solução que deve ser tentada? Como os incêndios
são de diversos tipos, as soluções serão diferentes e os equipamentos de combate também serão de
tipos diversos.

É preciso conhecer, identificar bem o incêndio que se vai combater, para escolher o equipa-
mento correto. Um erro na escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater as chamas
ou pode piorar a situação, aumentando as chamas, espalhando-as ou criando novas causas de fogo
(curtos-circuitos). Os incêndios são divididos em quatro (4) classes:

Classe A - Fogo em materiais sólidos de fácil combustão, como tecidos, madeira, papel, fi-
bras, etc., que têm a propriedade de queimar em sua superfície e profundidade, e que deixam resí-
duos.

Classe B - Fogo em líquidos combustíveis e inflamáveis, como óleos, graxas, vernizes, tintas,
gasolina, etc., que queimam somente em sua superfície, não deixando resíduos.

Classe C - Fogo em equipamentos elétricos energizados, como motores, transformadores,


quadros de distribuição, fios, etc.

Classe D - Fogo em elementos pirofóricos como o magnésio, o zircônio, o titânio, etc.


Os incêndios em equipamentos elétricos energizados (classe C) são fogos de qualquer tipo
de combustível em instalações elétricas o em suas proximidades. São classificados
separadamente pelo risco suplementar envolvido.

Atualmente, não são considerados como classe de incêndio pelas normas de alguns países,
exigindo-se apenas que substâncias extintoras que conduzam eletricidade não sejam utilizadas em
instalações elétricas.

Riscos Inerentes
A avaliação dos riscos deve considerar ainda características inerentes a cada substância. As
principais são:
Limite de Inflamabilidade ou Explosividade
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São concentrações de vapor ou gás em ar, abaixo ou acima das quais a propagação da cha-
ma não ocorre, quando em presença de fonte de ignição. O limite inferior é a concentração mínima,
abaixo da qual a quantidade de vapor combustível é muito pequena (mistura pobre) para queimar ou
explodir. O limite superior é a concentração máxima acima da qual a quantidade de vapor combustí-
vel é muito grande (mistura rica) para queimar ou explodir).

Intervalo de Inflamabilidade ou Explosividade

É o intervalo entre os limites inferior e o superior de inflamabilidade ou explosividade.

Densidade de Vapor ou Gás

É a relação entre os pesos de iguais volumes de um gás ou vapor puro e o ar seco, nas
mesmas condições de temperatura e pressão.

Combustão Expontânea

Reação exotérmica que ocorre com algumas substâncias como os metais piróforos ou pirofó-
ricos, ao entrarem em contato com o oxigênio do ar ou com agentes oxidantes. Por um processo de
aquecimento espontâneo, ao atingir a sua temperatura de ignição, entram em combustão.

Esse aquecimento, na maioria dos casos, processa-se lentamente, como, por exemplo, em
estopas embebidas em graxa. O controle de elevação da temperatura e a armazenagem em recipien-
tes de segurança são medidas recomendadas.

Combate à Incêndio

Quando, por qualquer motivo, a prevenção falha, os trabalhadores devem estar preparados
para o combate ao princípio de incêndio o mais rápido possível, pois quanto mais tempo durar o in-
cêndio, maiores serão as conseqüências.

Para que o combate seja eficaz, é necessário que:

• existam equipamentos de combate a incêndios em quantidade suficiente e adequados ao tipo


de material em combustão;
• o pessoal, que eventual ou permanentemente circule na área, saiba como usar esses equi-
pamentos e possa avaliar a

Capacidade de Extinção.

Como já foi visto, o fogo é um tipo de queima, de combustão, de oxidação; é um fenômeno


químico, uma reação química, que provoca alterações profundas na substância que se queima. Um
pedaço de papel ou madeira que se inflama transforma-se em substância muito diferente.. O mesmo
acontece com o óleo, com a gasolina ou com um gás que pegue fogo.
A palavra oxidação significa também queima. A oxidação pode ser lenta, como no caso da
ferrugem. Trata-se de uma queima muito lenta, sem chamas. Já na combustão de papel, há chamas,
sendo uma oxidação mais rápida. Na explosão do dinamite, a queima, a oxidação, é instantânea e vi-
olenta. Chama-se oxidação porque é o oxigênio que entra na transformação, ajudando na queima das
substâncias.

O tipo de queima que interessa a este estudo é o que apresenta chamas e/ou brasas.

Métodos de Extinção

Consideremos o triângulo do fogo:

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Eliminando-se um desses elementos, cessará a combustão. Tem-se aí uma indicação muito


importante de como se pode acabar com o fogo. Pode-se eliminar a substância que está sendo quei-
mada (esta é uma solução que nem sempre é possível).

Pode-se eliminar o calor, provocando o resfriamento no ponto em que ocorre a combustão e a


queima. Pode-se, ainda, eliminar ou afastar o comburente (o oxigênio) do lugar da queima, por aba-
famento, introduzindo outro gás que não seja comburente.
O triângulo do fogo é como um tripé; eliminando-se uma das pernas, acaba a sustentação, is-
to é, o fogo extingue-se.

De tudo isso, conclui-se que, impedindo-se a ligação dos pontos do triângulo, ou seja, dos e-
lementos essenciais, indispensáveis para o fogo, este não surgirá, ou deixará de existir, se já tiver
começado.

Quando num poço de petróleo que está em chamas é provocada uma explosão para comba-
ter o incêndio, o que se deseja é afastar momentaneamente o oxigênio, que é o comburente, um dos
elementos do triângulo do fogo, para que o incêndio acabe, se extinga.
Em lugares onde há material combustível o oxigênio, lê-se um aviso de que é proibido fumar;
com isso, pretende-se evitar a formação do triângulo do fogo, isto é, combustível, comburente e calor.
O calor, neste caso, é a brasa do cigarro. Sem este calor, o combustível e o comburente não poderão
transformar-se em fogo.
Basicamente, a extinção de um incêndio é feita por uma ação de resfriamento ou abafamento,
ou por uma união das duas ações.

Ação de resfriamento: diminui-se a temperatura do material incendiado a níveis inferiores ao


do ponto de fulgor ou de combustão dessa substância. A partir deste instante, não haverá a emissão
de vapores necessários ao prosseguimento do fogo.

Ação de abafamento: é resultante da retirada do oxigênio, pela aplicação de um agente extin-


tor que deslocará o ar da superfície do material em combustão.

Dependendo do tipo de agente extintor, ou da forma como alguns deles são empregados, ou-
tros efeitos podem ser conseguidos, como a diluição de um líquido combustível em água ou a interfe-
rência na reação química.

A retirada do material combustível (o que está queimando ou o que esteja próximo) evita a
propagação do incêndio, sem a necessidade de se utilizar um agente extintor.

Agentes Extintores
São considerados agentes extintores, em virtude da sua atuação sobre o fogo, conforme os
métodos expostos anteriormente, as seguintes substâncias:

• água;
• espuma;
• pó químico seco;
• gás carbônico;

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A água apresenta como característica principal a capacidade de diminuir a temperatura dos


materiais em combustão, agindo, portanto, por resfriamento, quando utilizada sob a forma de jato.
Pode também combinar uma ação de abafamento, se aspergida em gotículas, isto é, sob a
forma de neblina.

A espuma pode ser química, quando resultante da mistura de duas substâncias (p. ex., bicar-
bonato de sódio e sulfato de alumínio, ambos em solução aquosa) ou mecânica (extrato adicionado à
água, com posterior agitação da solução para formação da espuma). Sua ação principal é de abafa-
mento, criando uma barreira entre o material combustível e o oxigênio (comburente).

Outro agente que atua por abafamento é o gás carbônico, também conhecido por dióxido de
carbono ou CO2. É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficiente em locais abertos e ventilados.
É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficiente
em locais abertos e ventilados.

O pó químico seco comum (bicarbonato de sódio) atua por abafamento; é preferível ao CO2
em locais abertos. Quando se trata de pós especiais, utilizados na chamada "classe D", eles se fun-
dem em contato com o metal pirofórico, formando uma "camada protetora" que isola o oxigênio, inter-
rompendo a combustão.

Tipos de Equipamento para Combate a Incêndios

Os mais utilizados são:

• extintores;
• hidrantes.

Tipos de Extintor

É preciso conhecer muito bem cada tipo de extintor, pois para cada classe de incêndio há um
agente extintor mais indicado.

Extintor de espuma

Funciona a partir da reação química entre duas substâncias: o sulfato de alumínio e o bicar-
bonato de sódio dissolvidos em água.

A figura mostra, de modo simplificado, esse extintor. Dentro do aparelho estão o bicarbonato
de sódio e um agente estabilizador de espuma, normalmente o alcaçuz; num cilindro menor, é carre-
gado o sulfato de alumínio. Ao ser virado o extintor, as duas misturas vão encontrar-se, acontecendo
a reação química.

O manejo do extintor de espuma é bastante simples:


O operador aproxima-se do fogo com o extintor na posição normal;
Inverte a posição do extintor;

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Ataca o fogo de classe A dirigindo o jato para a sua base, e o fogo de classe B, dirigindo o ja-
to para a parede do recipiente.

Quando o agente estabilizador não é colocado, a espuma formada pela reação rapidamente
se dissolve, perdendo o seu efeito de abafamento. Esse tipo de extintor é utilizado apenas em incên-
dios classe A, denominando-se "carga líquida".

No comércio, são vendidos extintores de 10 litros ou carretas de 50, 75, 100 e 150 litros. Em-
bora simples, o extintor de espuma necessita de uma série de cuidados para que, quando houver ne-
cessidade, ele possa ser eficazmente usado:
A cada 5 anos, deverá sofrer um teste hidrostático, em firma idônea. É um teste em que é u-
sada a pressão da água para verificação da resistência do extintor à pressão da água para verifica-
ção da resistência do extintor à pressão que se forma dentro dele, quando em uso;

A cada 12 meses, deverá ser descarregado e recarregado novamente;


Semanalmente, deverá sofrer inspeção visual e o bico do jato deverá ser desobstruído, ou
desentupido, se for o caso.

É um extintor relativamente barato e dá boa cobertura, evitando que, num fogo já dominado,
recomece a ignição, ou seja, que voltem as chamas.

Extintor de água
O agente extintor é a água. Há dois tipos comerciais:

Pressurizado
É um cilindro com água sob pressão. O gás que dá a pressão, que impulsiona a água, geral-
mente é o gás carbônico ou o nitrogênio. Existem alguns a ar.

O extintor de água pressurizada deve ser operado da seguinte forma:

• O operador leva o extintor ao local do fogo;

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ÚDDEE ((SSM
MSS))

• Retira a trava ou o pino de segurança;


• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua base.

Pressurizar

Há uma ampola de gás e, uma vez aberto o registro da ampola, o gás é liberado, pressionan-
do a água. A ampola pode ser interna ou externa ao cilindro que contém a água.

Sua manutenção é mais simples que a do anterior; porém devem ser tomados os seguintes
cuidados:
Revisão e teste hidrostático a cada 5 anos;
Anualmente, deve ser descarregado.

São fornecidos extintores portáteis ou em carretas.


O extintor de água a pressurizar (água-gás) deve ser operado da seguinte forma:
O operador leva o extintor ao local do fogo;
Abre o cilindro de gás;
Empunha a mangueira;
Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua base.

Extintor de gás carbônico (CO2)


O gás carbônico é encerrado num cilindro com uma pressão de 61 atmosferas.
Ao ser acionada a válvula de descarga, o gás passa por um tubo sifão, indo até o difusor, on-
de é expelido na forma de nuvem.

Como há possibilidade de vazamentos, este extintor deverá ser pesado a cada 3 (três) me-
ses, e toda vez que houver perda de mais de 10% (dez por cento) no peso, deverá ser descarregado
e recarregado novamente (a norma técnica estabelece o prazo de 6 (seis) meses para a pesagem).
Como não deixa resíduo, é ideal para equipamentos elétricos comuns. São fornecidos extinto-
res portáteis de 1 kg até carretas de 50 kg ou mais.

Ao utilizar o extintor de gás carbônico (CO2), o operador:

• Leva o extintor ao local do fogo;


• Retira o pino de segurança;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo, procurando abafar toda a área atingida.

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MSS))

Extintor de pó químico seco

Utiliza bicarbonato de sódio não higroscópico (que não absorve umidade) e um agente pro-
pulsor que fornece a pressão, que pode ser o gás carbônico ou o nitrogênio. É fornecido para uso
manual ou em carretas, e pode ser sob pressão permanente (pó químico seco pressurizado) ou com
pressão injetada (pó químico seco a pressurizar).

Estes extintores são mais eficientes que os de gás carbônico, tendo seu controle feito pelo
manômetro e, quando a pressão baixa devem ser recarregados. São semelhantes, no aspecto, aos
extintores de água.

Os extintores de pó químico seco devem ser operados da seguinte forma:


Pressurizado

• O operador leva o extintor ao local do fogo;


• Retira a trava ou o pino de segurança;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de cobrir a área atingida.

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A pressurizar

• O operador leva o extintor ao local do fogo;


• Abre o cilindro de gás;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de cobrir a área a-
tingida.
NOTA: esse extintor não se utiliza mais, somente estão no mercado os que ainda não foram
reprovados nos testes hidrostáticos.

Há outros tipos de extintores de pó químico seco, que podem ser utilizados com eficiência
nos incêndios classe A. São chamados extintores de pó tipo ABC ou Monex.

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NOTA: Variante para Classe "D": usar o método de abafamento por meio de areia seca ou li-
malha de ferro fundido.
* Não é utilizada como jato pleno, porém pode ser usada sob a forma de neblina.
** Pode ser usado em seu início.
*** Existem pós químicos especiais (tipo ABC)

Hidrantes

As empresas que possuem sistemas de hidrantes - instalações de água com reservatórios


apropriados - normalmente têm direito a descontos na tarifa de seguro-incêndio. Para tanto, devem
estar enquadrados nas especificações do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) e posteriores reco-
mendações da Susep.
Devem ser distribuídos de forma que protejam toda a área da empresa por meio de dois jatos
simultâneos, dentro de uma raio de 40 metros (30m das mangueiras e 10m do jato).

Além da tubulação 1 1/2" ou 2 1/2"), dos registros e das mangueiras (30 m ou 15 m), devem-
se escolher requintes que possibilitem a utilização da água em jato ou sob a forma de neblina (requin-
te tipo universal).

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5 – ANÁLISE DE RISCO DO TRABALHO

5.1 - ANÁLISE DE RISCO DE ACIDENTES EM PROCESSO INDUSTRIAIS

É um método sistemático de análise e avaliação de todas as etapas e elementos de uma de-


terminada atividade para:
Desenvolver e racionalizar toda a seqüência de operações que o trabalhador executa;
Identificar os riscos potenciais de acidentes físicos e materiais;
Identificar e corrigir problemas de produtividade;
Implementar a maneira correta para execução de cada etapa do trabalho com segurança.
Cria uma base para um desenvolvimento adequado do trabalho levando a um produto que a-
tinge os requisitos de qualidade exigido pelo cliente.
Cria uma base para um custo efetivo de produção do produto através do direcionamento do
empregado para técnicas sabidamente corretas (testadas e aprovadas).
Envolve totalmente empregados, supervisores, chefes e profissionais de segurança no de-
senvolvimento de praticas seguras de trabalho, criando novas motivações, eliminado o desinteresse.
A ART bem implementada torna os trabalhadores mais participativos com:

1) novas sugestões;
2) alertas acerca de outros riscos.
3) certeza de que o programa de segurança é confiável e efetivo.

A analise de risco de trabalho, como uma técnica de solução de problemas, pode ajudar-nos
a:
Identificar problemas reais que possam ter sido ignorados durante a seleção de equipamen-
tos ou na elaboração do layout do local de trabalho.
Encontrar problemas potenciais que podem resultar em mudanças no produto produzido ou
etapas do processo.
Avaliar possíveis maneiras para prevenir acidentes, paradas de produção, deficiências na
qualidade e reduções no valor do produto.
Conhecer técnicas ocultas de produtividade e qualidade praticadas por operadores.
Identificar abusos cometidos no processo produtivo, de qualidade e segurança cometidos por
empregados;
Usar todas as informações disponíveis em treinamento para empregados novos, transferidos.
PORQUE ELABORAR ANALISES DE RISCO DE TRABALHO?
Para a empresa ser economicamente saudável, devemos ser eficientes.
Para fazermos as coisas da maneira correta, sem erro, na primeira vez.
Para termos um aproveitamento total das pessoas, equipamentos e do local de trabalho.
Para proteger os empregados e ter o local de trabalho livre de riscos desconhecidos.
Resumindo, uma ART é uma maneira sistemática para o reconhecimento de:
Exposições a riscos ou acidentes.
Possíveis problemas e incluindo produção, qualidade ou desperdício.
Desenvolver maneiras corretas para realização das tarefas de forma que atos inseguros,
condições inseguras, acidentes, falhas, retrabalhos e desperdícios não ocorram.
Fazer da maneira certa sem perdas de qualquer espécie.

Elaboração
Esclareça que a ART é apenas quanto à tarefa em si, não colocando em jogo o desempenho
de trabalho do empregado.
Uma vez que uma tarefa tenha sido escolhida para análise, explique ao trabalhador o propósi-
to da ART e discuta o processo de trabalho com o empregado que desempenha a tarefa.
Todas as atividades deverão ser analisadas nos seus detalhes, porém deve-se ter como crité-
rio básico para a análise os seguintes fatores:
Análise do processo;
Atividades que poderão gerar lesões, esmagamento, cortes, queimaduras, decepamentos de
membros, etc., ou até a morte;
Atividades que geram acidentes com freqüência;
Atividades com produtos químicos;

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Riscos ergonômicos;
Arrumação e limpeza;
Uso de equipamentos de proteção individual;
Treinamentos;
Outros.

Etapas do trabalho:

Envolva o empregado em todas as fases da análise; desde a discussão de qual é a melhor


maneira para execução de cada passo da tarefa até a discussão de riscos em potencial e soluções
recomendadas.

Observe atentamente os detalhes do trabalho antes de iniciar a análise.

Divida o trabalho discriminando suas etapas básicas. O que é feito primeiro, o que é feito em
seguida e o que é feito depois e como fazer corretamente.
Você pode fazer isto:

Observando atenta e detalhadamente todos as operações do trabalho.


Conversando com o operador sobre sua experiência no desempenho da função.
Esboçando seu conhecimento do trabalho observado.
Descreva as etapas na sua ordem normal de ocorrência. O que realmente é feito, não os de-
talhes de como é feito.

Implementação

1 - A aprovação final para a Análise de Risco do Trabalho deve ser dada somente após revi-
sada pelo gerente, supervisor, empregado e outros responsáveis pela designação do procedimento
de trabalho.
2 - Para implementar a Analise de Risco do Trabalho aprovada, o supervisor deve treinar aos
empregados envolvidos.
3 - A Análise de Risco do Trabalho deve ser revisada periodicamente com os empregados
envolvidos de forma que estes saibam como deve ser executados os trabalhos em qualquer tipo de
acidentes.
4 - A qualquer tempo que a Análise de Risco de Trabalho venha a ser revisada, deve ser pro-
videnciado treinamento dos novos métodos de trabalho ou medidas protetoras para todos os empre-
gados afetados pela mudança.
5 - A Análise de Risco de Trabalho também deve ser utilizada para treinar novos empregados
quanto ao processo produtivo e prevenção de acidentes.
6 - Documente o envolvimento de todos os participantes ao encerrar o treinamento.
7 - Coloque uma cópia da análise, quanto o trabalho for em máquinas, próximo do operador
para consultas ou fiscalizações.
8 - Encaminhe uma cópia da análise de risco do trabalho e o documento assinado por cada
trabalhador treinado para ser arquivado em seu departamento, ao setor de segurança do trabalho em
seus respectivos prontuários, no departamento pessoal.
9 - A análise deverá ser revista sempre que ocorrer alterações no processo, no maquinário,
layout ou equipamento.

Procedimentos corretos

Para cada trabalho analisado, pergunte a você mesmo: qual é o melhor procedimento para
que o operador execute sua função sem erros e sem riscos e com qualidade?
Você poderá responder:
Observando melhor a seqüência do trabalho.
Discutindo com o operador ou com outros trabalhadores mais experientes na função.
Aplicando todo seu conhecimento e experiência.
Pesquisando algum acidente ocorrido na atividade para reforçar sua conclusão.

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Seja claro ao estabelecer os procedimentos para execução da tarefa, não procure sofistica-
ção, mas processos rápidos, simples, racionais e eficientes.
Nos procedimentos que o operador deverá seguir, não omita nenhum detalhes da atividade,
do maquinário, de ferramentas, de postura, do próprio processo, de saúde, etc.
Ao orientar o trabalhador quanto ao procedimento correto e cuidados ao ter ao efetuar a ope-
ração, evite generalizar frases como "seja cauteloso", "esteja atento", "tome cuidado", etc.
Exemplo: Use luvas de raspa ao invés de "Tomar Cuidado" com a chapa metálica, devido ela
ser cortante.

Riscos de Acidentes·
Estude cada etapa de um trabalho separadamente. Pergunte a você mesmo que acidente
poderia acontecer em cada etapa de trabalho. Você poderá responder:
Observando o trabalho
Conversando com o operador
Analisando acidentes ocorridos.

Quando você analisar cada etapa de um trabalho deverá dar atenção aos seguintes agentes
que causam acidentes:

Posicionamento - trabalhos em máquinas cujo ponto de operação permite a introdução de


dedos ou da mão.
Choque elétrico - Fios expostos, principalmente se o trabalho esta relacionado com eletricida-
de.
Produtos químicos - contato permanente ou não com qualquer destes produtos.
Fogo - cortando ou soldando em locais impróprios, riscos de vazamentos ou derramamentos
de produtos inflamáveis que possibilitem fogo pela natureza da atividade ou do ambiente.

1 - Área de trabalho
Pisos e passagens - irregulares, obstruídas, escorregadias, com saliência ou buracos.
Arrumação ou limpeza inadequada.
Falta de espaço.
Pilhas inseguras ou materiais sobre a cabeça.
Exposição a poeiras, fumos e substâncias químicas.

2 – Materiais
Pesados - de difícil manejo, cortante, quente, corrosivo, tóxico, inflamável, perfurante.

3 - Máquinas ou equipamentos
Partes móveis, correias, correntes, engrenagens e roldanas desprotegidos.
Pontos de operação que permitem o acesso do operador.
4 - Ferramentas
Adaptadas, falta de manutenção, inadequadas ao trabalho, gastas, usadas de formas incorre-
tas.

5 - Equipamento de Proteção Individual (E.P. I)


Inadequado ao trabalho, usado incorretamente, falta do E.P.I.

6 – Ergonomia
Postura incorreta, repetitividade de movimentos, levantamento de peso, monotonia,

7 - Outros riscos de acidentes:


Falta de treinamento
Layout inadequado
Fazer reparos em máquinas ou equipamentos em movimento.
Falta de planejamento de uma atividade.
Transferência de funcionários de um setor para outro.

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Revisão

Após você ter elaborado seu rascunho da ART, revise-a:


1 – Revise, na prática, cada etapa do trabalho elaborado para ver se as seqüências das ope-
rações, os riscos e os procedimentos para execução das tarefas e segurança estão corretos ou po-
dem ser melhoradas na sua eficiência, qualidades do trabalho, sem comprometer a segurança.
2 - Encontrar uma nova maneira de fazer o trabalho a fim melhorar a produtividade e de eli-
minar os desperdícios, melhorando as etapas do processo ou modificando sua seqüência, ou se fo-
rem necessários modificando equipamentos e precauções de segurança e saúde para eliminar ou re-
duzir os riscos;
3 - Modificar as condições físicas e ambientais que geram os riscos de acidentes, tais como
ferramentas, materiais, equipamento, layout, produtos, matérias primas e meio ambiente.
4 - Eliminar riscos presentes modificando o procedimento de trabalho.
5 - Descreva exatamente o que o empregado precisa saber a fim desempenhar a tarefa utili-
zando-se deste novo método.
6 - Reveja todo o processo com os empregados que executam as tarefas. Anote suas idéias
sobre o processo, os riscos, e os melhores procedimentos adotados para executar as operações.
7 - Assegure-se de que os empregados entenderam o propósito da ART e as razões para as
modificações no procedimento de seu trabalho.
8 - Encaminhe para os gerentes, chefes e supervisores dos setores envolvidos as análises de
risco elaboradas para conhecimento e aprovação.

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6 - RESPONSABILIDADE DAS EMPRESAS EM ACIDENTES DE TRABALHO

“Quem tem o poder, tem o dever correspondente”

“Quem cria o risco, tem o dever de evitar o dano”

“Não sou eu que quero, é a norma que exige”

“Eliminação dos riscos, as relações sociais evoluem muito rapidamente, é só esperar”.


para ver”

“Quem cria o perigo, ainda que não tenha culpa, tem o dever de eliminá-lo”

“Se assim é, para quem cria o perigo, mesmo que não tenha culpa, com muito maior razão
haverá de ser responsabilizado quem cria ou mantém em tráfego, em movimento, irradiação ou esco-
amento, algo que seja fonte de perigo”

Histórico

Constituição Federal/88, aspectos de Segurança e Saúde do Trabalhador:

Capítulo II - Dos Direitos Sociais

art 6. - São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a SEGURANÇA, a previdência
social, a proteção à maternidade, à infância e à assistência aos desamparados, na forma desta Cons-
tituição.

art 7. - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem a melhoria
de sua condição social.

XXII - Redução de riscos inerentes ao trabalho, por meio de Normas de Saúde, Higiene e Se-
gurança.
XXVIII - Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a
que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

Lei 8213 de 24 de Julho de 1991

art. 19 - Conceito legal - Acidente do Trabalho


“Acidente do Trabalho é aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho à serviço da empresa,
provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou perda ou redução, perma-
nente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.
art. 20 - Conceito legal - Doença Ocupacional/Trabalho
“Doença Ocupacional é aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculi-
ar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e
da Previdência Social”.

“Doença do Trabalho é aquela adquirida ou desencadeada em função de condições especiais


em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação elaborada
pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social”.

§.1 “A empresa é responsável pela adoção e uso de medidas coletivas e individuais de prote-
ção e segurança da saúde do trabalhador”.

§. 2º“Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as Nor-
mas de Segurança e Higiene do Trabalho”.

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6. 1 - DEFINIÇÕES LEGAIS

Responsabilidade - (Língua Portuguesa)


Qualidade de responsável.
Obrigação de responder por certos atos ou fatos.

Responsabilidade - (Definição Jurídica)

Obrigação jurídica de responder, alguém, pelos próprios atos de outrem, em virtude de de-
terminação de lei ou obrigação a qual se vinculou voluntariamente, quando estes atos não implicam
em danos a terceiros ou a uma violação da ordem jurídica.

Responsabilidade Solidária

Consiste na delegação de serviços e ou tarefas sem que isso implique a desobrigação de a-


tender conseqüências das ações praticadas pelo subcontratado.

Culpa
No direito penal é a omissão voluntária de diligência ou cuidado, falta ou demora no prevenir ou obs-
tar um dano.

Nada mais grave é do que a violação de um dever pré-existente em que o agente procede ou
com imprudência, imperícia ou negligência.

Imprudência

É a atuação intempestiva e irrefletida.

Consiste em praticar uma ação sem as necessárias precauções, isto é, agir com precipitação,
consideração, ou inconstância.

Imperícia

É a falta de especial, habilidade, ou experiência ou de previsão no exercício de determinada


função, profissão, arte ou ofício.

Negligência

É a omissão voluntária de diligência ou cuidado, falta ou demora no prevenir ou obstar um


dano.

Graus de Culpa:

Grave

Se dá quando o sujeito ativo pratica a conduta com a intenção dolosa, ou por negligência, imprudên-
cia ou imperícia, consideradas impróprias ao comum dos homens.

Leve

É aquela evitável apenas com atenção ordinária.

Levíssima

É só evitável com atenção extraordinária.

Modalidade de Culpa

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Culpa in eligendo

Quando provém da falta de cautela ou providência na escolha do preposto ou pessoa a quem


é confiada a execução de um ato, ou serviço.

Caracteriza-se, exemplificativamente, o fato de admitir ou de manter o preponente a seu ser-


viço, empregado não legalmente habilitado ou sem as aptidões requeridas, ou seja, a má escolha do
representante ou preposto.

Responsabilidade do Diretor, pelo encarregado de obras que descumpre normas de seguran-


ça.

Culpa in vigilando

É a que origina da inexistência de fiscalização por parte do patrão sobre a atividade de seus
empregados ou prepostos.

Responsabilidade do encarregado de obras, por acidente causado por seu funcionário, por
falta de fiscalização.

Culpa in omitendo

É a que tem como fonte de abstenção, a negligência.

Responsabilidade decorrente da não proibição do início da construção de uma aleta, não ha-
vendo materiais para escoramento.

Culpa in custodiendo
É a que emana da falta de cautela ou atenção do agente a respeito de algo que encontra-se
sob a sua responsabilidade e cuidados.

Responsabilidade civil do proprietário de um veículo que o empresta para um terceiro, que


causa um acidente.

Culpa in comitendo

É a que o sujeito pratica ato positivo (doloso ou culposo), na forma de imprudência.

Excesso de velocidade.

Critérios que tem sido adotados para aferir a culpa

Objetivo

Tem em vista o homem médio, quer dizer, sua inteligência e perspicácia.

Previsível é um resultado quando da ocorrência de seu evento que pode ser exigido do ho-
mem comum e normal, da sua atenção pessoal e diligências ordinárias. Em outras palavras, é aquilo
que se poderia exigir da maioria das pessoas.

Diligência Ordinária do Cidadão Comum:

Permitir que o empregado permaneça em lugar com risco de queda com diferença de nível.

Diligência Extraordinária do Técnico:


Deixar de cumprir uma Norma Regulamentadora, dentre as que integram as Normas Gerais
de Segurança Medicina e Higiene do Trabalho.

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Subjetivo

Não aceita o parâmetro do homem médio, que é abstração, e recomenda que se deve levar em con-
sideração a personalidade do indivíduo, quer dizer, suas condições personalíssimas (idade, sexo,
grau de cultura, etc,).

Ato ilícito
Sua definição foi dada pelo próprio legislador ao dizer que “Aquele que por ação ou omissão
voluntária, negligência ou imprudência, violar direito ou causar prejuízos a outrem, fica obrigado a re-
parar o dano”.

art. 159 - Código Civil.

O ato ilícito ou omissão pode ser causado por ação ou omissão.

Se a ação ou omissão for voluntária, intencional, o ato ilícito praticado é DOLOSO.


Se a ação ou omissão for involuntária, mas o dano ocorre, o ato ilícito é CULPOSO.

Espécie de dolo

Dolo direto
Quando o agente ativo quis o resultado. (art. 18, inciso I - Código Penal).

Ex.: Furto.

Dolo indireto
Quando o sujeito ativo assumiu o risco de produzí-lo. (art. 18, inciso I - Código Penal). O dolo
indireto comporta duas formas ou seja:

Dolo alternativo
Quando o sujeito quer um dos eventos que sua ação pode causar.
Ex.: Agente desfere tiros contra a vítima, na intenção de matá-la esta, porém, apenas fere.

Dolo eventual
Quando o agente prevê o resultado e, embora não seja esta a razão de sua conduta, aceita-
o.
Ex.: Motorista que em desabalada corrida, para chegar a um ponto, aceita de antemão o re-
sultado de atropelar uma pessoa.

Acidentes decorrentes da atividade da empresa


A ação ou omissão voluntária de que resulta danos pessoais, materiais e morais nos próprios
empregados ou terceiros, pode ensejar responsabilidade nas seguintes áreas:

a) Responsabilidade da empresa
- Responsabilidade acidentária;
- Responsabilidade trabalhista;
-Responsabilidade administrativa perante o Ministério do Trabalho (multas);
- Responsabilidade civil por danos pessoais, materiais e morais (indenizações civis);
- Responsabilidade perante a coletividade (direitos difusos).

b) Outros tipos de responsabilidades


- Responsabilidade administrativa perante os órgãos que regulamentam a profissão
(CONFEA, CREA, CRQ, CRM, OAB, etc,);
- Responsabilidade criminal.
- Responsabilidade Acidentária

Tem por móvel assegurar uma fonte alternativa de renda ao acidentado, distribuindo a cober-
tura do risco empresarial por toda a sociedade.

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Responsabilidade trabalhista

Uma vez ocorrido o sinistro, abre-se ao empregado a possibilidade de, após o retorno da alta
médica e desde que tenha permanecido ao menos 16 dias em gozo de auxílio doença acidentário, in-
dependentemente de seqüelas posteriores deduzir em juízo a estabilidade contida no art. 118 da lei
8213/91, que confere doze meses de emprego e salário, contados da comunicação da alta médica.

Responsabilidade administrativa perante o Ministério do Trabalho (multas)


No cumprimento das normas obrigatórias de ‘Segurança e Medicina do Trabalho, estabelecidas pela
Portaria nº 3214/78 - art. 157 - incisos I a IV, da CLT, as empresas encontram-se ao abrigo da legis-
lação repressiva, de índole punitiva, afastando o inconveniente de serem apenadas com multas e so-
frerem embargos de suas obras em andamento, sem prejuízo da responsabilidade civil e criminal su-
perveniente.

Responsabilidade civil por danos pessoais, materiais e morais (indenizações)


A responsabilidade da empresa decorrente de sua atividade pode ser de natureza contratual (ilícito
contratual) ou extra contratual (também denominada culpa aquiliana).

Culpa extra contratual

Os danos materiais, pessoais e morais causados a terceiros devem ser reparados.

Para fins de indenização, o empregado da empresa que sofrer acidente do trabalho é equipa-
rado a terceiro e pode pleitear indenização civil se o acidente decorreu de culpa que possa ser impu-
tada à empresa. (art. 6 - inciso XXVIII da Constituição Federal).

Normas e procedimento inseridos nos contratos de trabalho e em regulamentos internos das


empresas quanto ao procedimento de seus empregados, podem ser extremamente úteis na esfera
criminal mas têm defeitos na esfera civil.

Em muitos casos, pode-se concluir pela culpa recíproca ou concorrente envolvendo a própria
vítima ou terceiros.

Entre os danos pessoais, incluem-se também o dano estético, que é devido ao acidentado,
quando do acidente resulte deformidade ou aleijão.

Responsabilidade empresarial, perante a coletividade, direitos difusos/coletivos Da Proteção


Constitucional - Constituição Federal/88

- Ação Popular;
- Ação Civil Pública.

art. 5 Todos são iguais perante a lei, sem discriminação de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes;

inciso LXXIII

Qualquer cidadão é parte legítima para propor AÇÃO POPULAR que vise anular ato lesivo ao
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má fé, isento de cus-
tas judiciais e do ônus da sucumbência.

art. 129 - São funções institucionais do Ministério Público

inciso III

Promover o inquérito CIVIL e a AÇÃO POPULAR para proteção do patrimônio público e soci-
al, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.
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Acidente decorrente da atividade empresarial em razão da responsabilidade criminal de aci-


dente do trabalho

A responsabilidade criminal é individual, não se transfere nem pode ser assumida pelo patrão,
como no caso da responsabilidade civil.

Quando do acidente decorre culpa grave, devidamente caracterizada em processo criminal,


evidentemente com amplo e irrestrito direito de defesa, assegurado pela Constituição Federal/88 - art.
5 - inciso LV:

“Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegu-
rados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”, o causador fica sujei-
to a:

Quanto ao Procedimento Criminal - art. 5 e 27 do CPB:

1. Em caso de acidente do trabalho com morte:

É obrigatório a abertura de Inquérito Policial - IP.

2. Nos demais casos:

- de ofício;
- pela requisição da autoridade judiciária;
- pela requisição da autoridade do Ministério Público;
- a requerimento do ofendido os seus familiares;
- por qualquer pessoa do povo que poderá promover a iniciativa do Ministério Público.

Visão no Brasil em relação à responsabilidade

1º - Até 2 horas:

Dos Funcionários;

2º - De 2 até 48 horas:

Das Chefias Imediatas;

3º - De 3 até 7 dias:

Dos Profissionais Especializados nas áreas de Segurança Medicina e Higiene do Trabalho;

4º - Mais de 7 dias:

Da Direção da Empresa.

I - Se resulta a morte do trabalhador:

Pena: detenção de 1 a 3 anos.

§. 3 - art. 121 - Código Penal Brasileiro - CPB.

Aumento da pena de 1/3 se o crime foi resultante de inobservância de regra técnica inerente
a profissão.

§. 4 - art. 121 - Código Penal Brasileiro - CPB.

II - Se resulta lesão corporal de natureza grave ou incapacidade permanente ao trabalho:


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Pena: detenção de 2 meses a 1 ano.

§. 6 - art. 129 - Código Penal Brasileiro - CPB.

Aumento da pena de 1/3 se o crime foi resultante de inobservância de regra da profissão.

§. 7 - art. 129 - Código Penal Brasileiro - CPB.

Recursos extremamente úteis para prevenirem acidentes e evitarem as suas conseqüências


na esfera judicial

Definir uma Política Formal de Prevenção de Acidentes, Doenças Ocupacionais e Preserva-


ção do meio Ambiente;

Elaborar um Plano de Segurança/Saúde Ocupacional, através de um Grupo Multidisciplinar


na própria Empresa;

Elaborar e Implementar um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais específico para


cada área de trabalho;

Elaborar e Implementar um Programa de Controle Médico e de Saúde Ocupacional específico


para cada área de trabalho;

Elaborara e Implementar um Programa de Prevenção de Riscos de Acidentes específico pa-


ra cada área de trabalho;

Elaborar e Implementar Normas e Procedimentos Internos de segurança / Saúde Ocupacio-


nal e que constem dos Contratos com Prestadores de Serviços;

Cumprir e fazer cumprir essas Normas e Procedimentos através de Auditorias;

Garantir recursos humanos, financeiros e materiais necessários para a realização de treina-


mentos nas unidades industriais;

Manter uma equipe especializada de profissionais de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e


de Higienistas;

Realizar Avaliação, Controle e Monitoramento dos Agentes Ambientais;

Assessorar os Prestadores de Serviços em todos os aspectos técnicos e operacionais;

Elaborar e Implementar um Programa de Ergonomia específico para cada tipo de atividade


em cada área de trabalho;

Elaborar e Implementar um Programa de Proteção Radiológica, para cada tipo de material ra-
dioativo existente na unidade;

Elaborar e Implementar um Programa de Proteção ao Meio Ambiente, principalmente em re-


lação as Emissões Fugitivas;

Elaborar e Implementar um Plano de Controle de Emergências;

Elaborar e Implementar um Plano de Prevenção e Combate à Incêndios na unidade industrial;

Elaborar e Implementar um Programa de Proteção Respiratória;

Manter interface com os demais setores da unidade industrial;

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Buscar o Benchmarking, adotando postura de líder em todos os seus segmentos;

Informar a todos os seus funcionários e prestadores de serviço, os riscos existentes e as me-


didas de controle existentes aos quais essa população está exposta;

Proporcionar a sua equipe técnica visitas técnicas, visando o desenvolvimento e o aprimora-


mento de novas técnicas: bem como cursos de aperfeiçoamento;

Manter banco de dados com todas as informações pertinentes ao desenvolvimento de suas


ações, visando a melhoria contínua;

Estabelecer objetivos e metas factíveis de serem alcançados;

Estabelecer Planos de Ações, para redirecionamento sempre que for necessário.

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ESTUDO DIRIGIDO

1. DÊ O CONCEITO LEGAL DE ACIDENTE DO TRABALHO?

2. CITE 02 SITUAÇÕES EM QUE A LEI CONSIDERA O TRABALHADOR NO


EXERCÍCIO DO TRABALHO?

3. DÊ O CONCEITO PREVENCIONISTA DE ACIDENTE DO TRABALHO?

4. EXPLIQUE O ACIDENTE PESSOAL SPT – SEM PERDA DE TEMPO?

5. EXPLIQUE O ACIDENTE IMPESSOAL?

6. EXPLIQUE O QUASE-ACIDENTE?

7. MARQUE “A” PARA ATO ABAIXO DO PADRÃO E “C” PARA CONDIÇÃO


ABAIXO DO PADRÃO:

( ) TRABALHAR SEM USAR EPI – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO


INDIVIDUAL.

( ) TRABALHAR SEM SEGUIR O PADRÃO DE SEGURANÇA.

( ) EQUIPAMENTO SEM PROTEÇÃO DE SUA POLIA.

( ) PISO ESBURACADO.

8. MARQUE 02 AGENTES AGRESSIVOS DO GRUPO DE RISCOS FÍSICOS::

( ) VÍRUS ( ) VIBRAÇÕES

( ) POEIRA ( ) POSTURA INADEQUADA

( ) RADIAÇÃO IONIZANTE ( ) EPI INADEQUADO

9. MARQUE 02 AGENTES AGRESSIVOS DO GRUPO DE RISCOS QUÍMICOS:

( ) GASES ( ) RUÍDO

( ) RITMO EXCESSIVO ( ) REPETITIVIDADE

( ) BACTÉRIAS ( ) VAPORES

10. MARQUE 02 AGENTES AGRESSIVOS DO GRUPO DE RISCOS BIOLÓGICOS:

( ) POEIRA ( ) PRESSÕES ANORMAIS

( ) FUNGOS ( ) PROTOZOÁRIOS

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( ) UMIDADE ( ) EQUIPAMENTO COM DEFEITO

11. MARQUE 02 AGENTES AGRESSIVOS DO GRUPO DE RISCOS ERGONÔMICOS:

( ) REPETITIVIDADE ( ) VIBRAÇÕES

( ) RITMO EXCESSIVO ( ) PRODUTOS QUÍMICOS

( ) BACTÉRIAS ( ) VAPORES

12. MARQUE 02 AGENTES AGRESSIVOS DO GRUPO DE RISCOS DE ACIDENTES:

( ) VAPORES ( ) RUÍDO

( ) EPI DEFEITUOSO ( ) GASES

( ) ESFORÇO FÍSICO INTENSO ( ) MÁQUINAS SEM PROTEÇÃO

13. DÊ O SIGNIFICADO DE EPI – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL?

14. CITE UMA SITUAÇÃO EM QUE A EMPRESA É OBRIGADA A FORNECER O EPI E O TRA-
BALHADOR É OBRIGADO A USÁ-LO?

15. CITE UMA OBRIGAÇÃO DA EMPRESA QUANTO AO EPI FORNECIDO?

16. QUAL A DIFERENÇA ENTRE FOGO E INCÊNDIO?

17. QUAIS SÃO OS ELEMENTOS ESSENCIAIS AO FOGO:

( ) COMBUSTÍVEL, COMBURENTE E OXIGÊNIO

( ) CONDUÇÃO, ABAFAMENTO E RESFRIAMENTO

( ) COMBUSTÍVEL, CALOR E COMBURENTE

( ) CALOR, COMBURENTE E ACEIRO

18. CITE UMA FORMA DE PROPAGAÇÃO DO CALOR.

19. COMPLETE O QUADRO ABAIXO:

TIPO DE MA- MÉTODO EX- EXTINTOR UTI-


CLASSE EXEMPLO CARACTERÍSTICA
TERIAL TINÇÃO LIZADO
ÁGUA

ABAFA-MENTO
TV, COMPU-
TADOR
D
NÃO TEM

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7 – MEIO AMBIENTE

7.1 - AMBIENTE (MEIO AMBIENTE)

Podemos definir meio ambiente como o planeta Terra. O lugar onde vivemos, onde moramos. É a
nossa casa, nosso bairro, a praia, o local de trabalho, enfim, é o lugar em que estamos. Esse lugar
abriga seres com vida, como homens, os outros animais e as plantas, e o espaço físico que ocupa-
mos que contém ar, água, terra e outros componentes.

De forma intuitiva e simplificada, podemos dizer que Meio Ambiente é o lugar em que vivemos.
Mas, como delimitar este espaço? Poderíamos considerar como meio ambiente o próprio universo, no
referencial mais macro, sendo que este referencial pode ir se limitando de acordo com a ordem apre-
sentada na figura a seguir:

A figura acima permite expressar a visão atual que o ser humano tem do meio ambiente. Já
temos consciência de que nós somos parte integrante do meio ambiente, e que qualquer modificação
na dinâmica ambiental afeta todos os seus elementos, inclusive nós mesmos. Os seres humanos não
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ocupam o centro e nem o topo do meio ambiente, eles e os outros elementos constituem as malhas
do tecido da vida.

Segundo a ISO 14.000, Meio Ambiente é a circunvizinhança em que uma organização opera,
incluindo ar, água, solo, recursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações.
Nota: neste contexto, circunvizinhança estende-se do interior das instalações para o sistema glo-
bal.

7.2 ÁGUA

A água é indispensável ao homem como:

 Bebida e alimento;
 Higiene;
 Fonte de energia;
 Matéria prima;
 Via de transporte;
 Atividades recreativas;
 Abastecimento público;
 Irrigação;

Preservação da vida. Sabemos que todos os seres humanos dependem da água para sobreviver,
e em função da importância desse produto, são necessários o estudo e controle do ciclo desse recur-
so natural estratégico para o consumo humano. Do total existente no mundo, cerca de 97,17% são de
água salgada. A água doce responde pelos 2,83% restantes, que se dividem em 2,15% nas geleiras
e apenas 0,68% nos rios, lagos e lençóis subterrâneos.

A partir desses dados, notamos que é preciso conhecer bem as fontes disponíveis de água, moni-
torando suas formas de utilização e sua qualidade, além de racionalizar sua utilização de forma a evi-
tar futuros problemas. Somente a partir de uma utilização mais controlada e responsável é que os re-
cursos hídricos terão sua renovação garantida e estarão disponíveis no futuro.

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7.2.1 Qualidade da água

Verificamos a qualidade da água através de amostras, que deverão estar dentro de um pa-
drão estabelecido pela legislação ambiental. Devemos tomar muito cuidados, pois nem toda água
límpida visualmente é de qualidade.
º
A Resolução do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) n 20 de 1986 estabelece
os critérios de qualidade.

7.2.2 O ciclo da água

A água evapora dos mares, oceanos, lagos, rios e plantas pela ação da luz solar. O vapor é
condensado, ou seja, transforma-se em líquido e volta a Terra em forma de chuva. Estas águas po-
dem sofrer escoamento superficial no solo, infiltração, escoamento subterrâneo ou evaporação,
quando retornam de novo para a atmosfera.

É interessante salientar que somente conhecendo como funciona o ciclo conseguimos enten-
der a poluição de aqüíferos subterrâneos.

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7.2.3 Autodepuração

A água tem uma grande capacidade de Autodepuração, ou seja, de naturalmente e paulati-


namente, perder as impurezas que contém. Este processo verifica-se através da diluição, sedimenta-
ção e da ação dos microrganismos presentes no meio, tendo como conseqüência a redução da con-
centração dos poluentes. Sendo assim, em longo prazo e sem interferência do homem, um corpo
d’água poluído pode recuperar as suas características originais. Esta “depuração” natural pode ocor-
rer desde que a quantidade de despejo que o corpo d’água receba seja limitada a partir de um estudo
da capacidade de autodepuração de suas águas.
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o
A Resolução do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) n 20 de 1986, no seu arti-
go 21, estabelece os padrões de lançamento em corpos d’água.

7.2.4 Eutrofização

Um outro fenômeno que ocorre na água é a fertilização desta por nutrientes. Este fenômeno
chamado de Eutrofização é similar à fertilização que fazemos no solo para aumentar a produtividade
das colheitas. Os nutrientes, basicamente sais de nitrogênio e fósforo (nitratos e fosfatos respectiva-
mente) alcançam os corpos d’água através do escoamento superficial (principalmente pela erosão) e
aumentam a “produtividade” da água. O aumento dos seres aquáticos, principalmente as algas, cau-
sam uma queda na concentração de oxigênio livre da água, matando os seres que necessitam de o-
xigênio para sobreviver. Este excesso de vida também aumenta a carga orgânica da água acima do
nível normal, alterando o equilíbrio deste ecossistema. Além disso, quando estas águas com excesso
de algas são usadas para abastecimento público, ocorre entupimento das tubulações de águas, e,
dependendo dos tipos de algas, odor e gosto desagradáveis na água.

As principais fontes de nutrientes causadores da eutrofização são:

a)esgotos domésticos e/ou industriais;


b)águas de escoamento superficial nas lavouras (que arrastam os fertilizantes do solo para a
água).

Para que a água possa ser utilizada com segurança pelo ser humano muitas vezes precisa-
mos realizar um tratamento prévio desta água. Este tratamento físico-químico é realizado em várias
etapas que são estipuladas dependendo do fim para o qual a água se destina. Este tratamento é rea-
lizado em Estações de Tratamento de Água, chamadas abreviadamente de ETAs.

7.3 RESÍDUOS E CO-PRODUTOS

7.3.1 Definições

Resíduo
Material resultante das atividades de uma organização que não apresenta aplicação
técnica ou economicamente viável.
Co-produto
Material resultante das atividades de uma organização que apresenta aplicação técnica e e-
conomicamente viável.

7.3.2 Classificação de resíduos sólidos industriais segundo a NBR 10.004

Os parâmetros para classificação dos resíduos sólidos industriais de acordo com seu grau de
periculosidade são definidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas através da Norma NBR
10.004/2004- Classificação de Resíduos.
De acordo com a NBR 10.004:2004, Resíduos Sólidos são “resíduos no estado sólido e se-
mi-sólido, que resultam de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, agrícola, de serviços
e de varrição, incluindo os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água e gerados em e-
quipamentos e instalações de controle de poluição. Também são incluídos líquidos cujas particulari-
dades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgoto ou corpos de água”.
Segundo esta Norma, os resíduos são classificados como:
Classe I – perigosos
Classe II – não perigosos
Classe IIA – inertes
Classe IIB – Não inertes

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PROBLEMAS AMBIENTAIS

7.4 POLUIÇÃO

Chama-se poluição à introdução excessiva, no meio ambiente, de compostos estranhos. Es-


ses compostos, chamados de poluentes, quando lançados no ar, na água e no solo, alteram a sua
composição e são prejudiciais à saúde.
De acordo com a lei 6.938, de 31/08/81, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambi-
ente, poluição é definida como:
A degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:
 Prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população;
 Criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
 Afetem desfavoravelmente a Biota (conjunto de seres vivos de um ecossistema);
 Afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente;
 Lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.

7.4.1 Poluição da água

7.4.1.1 Poluente hídrico

Qualquer substância ou energia que quando introduzido num corpo d’água, venha alterar as
propriedades desta água, afetando ou podendo afetar a saúde da biota e/ou modificando as proprie-
dades das espécies minerais que dependem ou tenham contato com esta água.

Quando um rio está tão poluído que não tem mais peixes ou plantas, dizemos que é um rio
morto.

7.4.1.2 Sólidos suspensos

A poluição da água pode ser causada pelos dejetos humanos (fezes), quando erradamente
conduzidos às águas dos reservatórios, por substâncias que causam cor e por existência de areia.
Rios e lagos podem ser contaminados quando esgotos domésticos são lançados sem trata-
mento prévio. Isso porque o excesso de material particulado acumula-se na superfície da água dos ri-
os e lagos, impedindo a entrada de luz. Os vegetais ficam impedidos de realizar fotossíntese e, con-
seqüentemente, de produzir oxigênio. Depois de algum tempo essas algas e alguns animais que elas
alimentam morrem, e assim sucessivamente, perecem todos animais, sobrevivendo apenas as bacté-
rias anaeróbias.
Os sólidos suspensos podem também causar obstrução de vias respiratórias dos peixes, as
brânquias, e o material sedimentável pode soterrar muitos organismos causando a sua morte.

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AZAMBUJA, H. de ª C. Tratando efluentes e preservando a natureza. Rio de Janei-


ro:SENAI/CETIQ,1989.

7.4.1.3 Carga orgânica

Quando grande quantidade de esgoto é despejada num rio, os dejetos servem de alimen-
tos para certas bactérias que ali vivem, facilitando sua multiplicação. Essas bactérias, para respi-
rar, passam então a consumir enorme quantidade de oxigênio dissolvido na água. Como conse-
qüência, o oxigênio fica insuficiente para os peixes respirarem e eles morrerem.

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AZAMBUJA, H. de ª C. Tratando efluentes e preservando a natureza. Rio de Janei-


ro:SENAI/CETIQ,1989.

7.4.1.4 Por detergentes não biodegradáveis

Os detergentes não biodegradáveis também podem causar a morte de um rio. Eles formam
um grande volume de espuma sobre a superfície da água, impedindo a penetração de luz e a produ-
ção de oxigênio através da fotossíntese. Com isso, morrem as plantas, os animais e os microorga-
nismos que dependem dele para sobreviver.
Além disso, o detergente se infiltra no solo e chega aos lençóis subterrâneo de onde vem à
água que muitas pessoas bebem. Essa água poluída pode causar problemas intestinais.

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AZAMBUJA, H. de ª C. Tratando efluentes e preservando a natureza. Rio de Janei-


ro:SENAI/CETIQ,1989.

7.4.1.5 - Poluição Térmica

Mudanças significativas de temperatura nos corpos d’água podem ser causadas por despejos
industriais. A elevação da temperatura da água reduz a concentração de oxigênio nela dissolvido, di-
ficultando a vida de determinadas espécies aquáticas. A Resolução do CONAMA 20/86 limita a tem-
o
peratura máxima que um despejo em 40 C, alertando ao fato de que a temperatura do corpo receptor
o
não deverá variar em mais de 3 C.

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AZAMBUJA, H. de ª C. Tratando efluentes e preservando a natureza. Rio de Janei-


ro:SENAI/CETIQ,1989.

Também se pode matar um rio jogando na água substâncias tóxicas ou água muito quente.
Por exemplo: Uma indústria se instala perto do rio e usa sua água para aquecer nas caldeiras
e depois devolve a água quente ao rio. Com aquecimento da água, o gás carbônico que estava dis-
solvido nela diminui. Diminuindo o gás carbônico, muitas plantas não podem fazer fotossíntese e mor-
rem. Com menos plantas, há menos oxigênio na água. Com isso, os animais vão também desapare-
cendo. Essa indústria, aquecendo a água do rio, acaba com sua vida animal e vegetal.

7.4.1.6 Por derrame de óleo e graxa.

O óleo forma em pouco tempo uma fina camada sobre a superfície, bloqueando a passagem
de ar e luz e impedindo a fotossíntese e a respiração no meio aquático. Ele também contém metais e
componentes altamente tóxicos, comprometendo a saúde e a vida dos seres aquáticos e dos que se
abastecem dessa água. Ex. Apenas um litro de óleo é capaz de esgotar o oxigênio de 1.000.000 de li-
tros de água, quando despejado em recursos hídricos.

7.4.1.7 Poluição dos mares

O oxigênio necessário para renovar a atmosfera é produzido principalmente pelas algas mari-
nhas. Se o mar for poluído a ponto de matar essas algas, o oxigênio da Terra pode diminuir tanto,
que a vida se tornará impossível. E é o que vai acontecer, se o homem continuar transformando os
mares em enormes lixeiras.
Os resíduos industriais tóxicos, os esgotos sem tratamento, o petróleo e seus derivados po-
dem matar as algas marinhas. Além de produzirem o oxigênio, elas também podem ser extremamen-
te úteis como futura fonte de alimento para toda a humanidade.
Uma outra conseqüência da poluição dos mares é redução da vida animal, como o extermínio
de peixes, crustáceos e moluscos que são largamente utilizadas como alimento pelo homem.

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7.4.2 Poluição do ar

Poluente atmosférico

Segundo o CONAMA 03/90, qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em


quantidade, concentração, tempo ou característica em desacordo com os níveis estabelecidos, e que
tornem ou possam tornar o ar:
•impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde;
•inconveniente ao bem-estar público;
•danoso aos materiais, à fauna e flora;
•prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comuni-
dade.

A poluição do ar é decorrente da contaminação do ar por gás, vapores, e materiais particula-


dos decorrente das ações humanas e também de fenômenos naturais (incêndios espontâneos, ven-
tos, vulcões, etc.). Ela não é um problema recente.
No século XIII, na Inglaterra, foi aprovada a primeira lei que propunha o controle da fumaça e
em 1952, altos índices de poluentes no ar mataram cerca de 4000 pessoas em Londres.
As indústrias e veículos são os principais poluidores da atmosfera, lançando material tóxico
no ar. As conseqüências disso para os seres vivos são devastadoras. Uma das mais graves é a morte
da vegetação. A morte das plantas de uma região acaba por provocar também a morte dos animais
que dela se alimentam.
Dentre as substâncias tóxicas lançadas ao ar pelas indústrias, podemos citar o dióxido de en-
xofre, partículas metálicas de chumbo e zinco, óxidos de nitrogênio, ozônio, monóxido e dióxido de
carbono e substâncias usadas na fabricação de inseticidas. Tais produtos podem provocar desde
simples alergias até doenças mais graves, como o câncer.
Nos países mais desenvolvidos, onde esse problema é particularmente grave, uma legislação
rigorosa antipoluição obriga as indústrias a procurar cada uma das soluções sob pena de serem proi-
bidas de funcionar.
A mortalidade provocada pela poluição do ar é difícil de ser estimada. Mas certamente, milha-
res de pessoas morrem a cada ano, vítimas de alguma doença em que o ar sujo tem um papel de-
terminante. Os mais atingidos são as crianças, os idosos, as mães que amamentam e as mulheres
gestantes. Na cidade de Cubatão, um dos maiores parques industriais do estado de São Paulo, em
1980, quarenta em cada mil crianças nasceram mortas, enquanto outras quarenta – a maioria defor-
madas – morreram antes de completar uma semana de vida.
A seguir veremos exemplos de como a poluição do ar gerada em uma localidade pode afetar
pessoas residentes em áreas distantes do local de emissão. São os efeitos globais da poluição.

7.4.2.1 - Inversão térmica

O fenômeno da inversão térmica ocorre em dias frios. É uma condição climática que agrava o
problema da poluição do ar.
Normalmente, o ar que se acha em contato com o solo é mais quente que as camadas supe-
riores, tendendo a subir e a dispersar os poluentes.
No inverno, as frentes frias podem fazer com que haja um rápido resfriamento do ar junto ao
solo. Nessas condições, esse ar mais baixo permanece mais frio e mais denso que o da camada su-
perior. Sendo mais denso, ele não tende a subir e, sem a movimentação do ar, os poluentes acabam
por se concentrar na camada mais próxima ao solo.

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Situação sem a inversa térmica

Ocorrência da inversão térmica

A inversão térmica nas grandes cidades pode levar as autoridades a decretar o estado de a-
lerta ou estado de emergência, proibindo o funcionamento de indústrias e a circulação de veículos au-
tomotores.

7.4.2.2 - Chuvas Ácidas

As chuvas ácidas, provocadas pela concentração dos gases tóxicos lançados diariamente da
atmosfera, são decorrentes, principalmente, da queima incompleta de combustíveis fósseis como o

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petróleo e o carvão mineral. Esta queima produz, além do gás carbônico, outros gases como as for-
mas oxidadas do nitrogênio e do enxofre, que são liberadas para a atmosfera. Uma delas, o dióxido
de enxofre, ao se combinar com o vapor d’água, forma o ácido sulfúrico, que é o principal responsável
pela chuva ácida. As gotas de chuva ou de neblina atravessam o ar poluído com os ácidos nítrico e
sulfúrico, absorvendo-os e precipitando-os a seguir sobre o solo.
A partir de 1979 e 1980, constatou-se que inúmeros lagos em todo o mundo tinham se torna-
do ácidos. Na maioria deles não se encontra qualquer forma de vida. Inicialmente, as reservas de
carbonato de cálcio que os lagos possuem neutralizam os ácidos contidos nas gotas de chuva. Con-
tudo, quando estas reservas se esgotam, os lagos se tornam subitamente ácidos. Como a maioria
dos seres aquáticos vive em águas neutras, a acidez determina o desaparecimento das espécies.

O mesmo efeito pode ser observado em relação à cobertura vegetal. Um exemplo é o que
ocorre na cidade de Cubatão em São Paulo. Nessa região, as indústrias químicas e siderúrgicas lan-
çam excessos de dióxido de enxofre na atmosfera. Em conseqüência, a vegetação da Mata Atlântica,
nas encostas da Serra do Mar, recebe chuvas ácidas. Nesse local, observa-se principalmente a morte
das árvores de maior porte, cujas folhas de grande tamanho estão mais expostas aos ácidos trazidos
pela chuva ou pela neblina, muito freqüente na região. Como as raízes dessas árvores fixam o solo,
com a sua morte verificam-se deslizamentos que põem em risco a vida das populações que vivem
nas encostas ou próximas a elas.
As chuvas ácidas têm afetado também importantes patrimônios culturais da humanidade. Ao
cair sobre templos, pedras, esculturas e outras obras de arte expostas ao ar atmosférico, causando-
lhes danos. Um exemplo são os danos causados em obras-primas feitas em mármore por escultores
e arquitetos gregos na Acrópole ateniense.
Um sério agravante à chuva ácida é que ela atinge locais diferentes daqueles onde as emis-
sões foram geradas. As nuvens poluídas, levadas pelos ventos, acabam atingindo regiões distantes.
A chuva ácida tem sido responsável por grandes danos ao meio ambiente ocasionando:
 Morte da vegetação;
 Destruição das lavouras;
 Acidificação e morte dos cursos d’água;
 Descaracterização dos edifícios e monumentos históricos.

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7.4.2.3 - Efeito Estufa

O sol emite para a Terra uma radiação por volta de 700 cal/cm², em média, durante o dia.
Desta quantidade, cerca de 300 calorias chegam ao solo, 300 são refletidas e 100 são absorvidas e
armazenadas pelas moléculas do CO2, H2O, e outras contidas no ar, mantendo na superfície da Terra
uma temperatura média de 14ºC. Essa energia armazenada durante o dia aquece a Terra durante a
noite e é indispensável para a vida no planeta. A esse mecanismo damos o nome de “Efeito Estufa”.
É válido ressaltar que a presença do gás carbônico, em níveis normais (305 a 470 ppm), é in-
dispensável à existência da vida no planeta; sem ele, a temperatura média da Terra seria 30ºC mais
fria. Entretanto, com o crescimento da utilização de fontes de energia resultantes da queima de com-

bustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo, o efeito estufa passou a ser um problema. A partir do
momento em que o homem aumentou demasiadamente a quantidade de gás carbônico existente no
ar, aumentou também a temperatura do planeta. A cada ano são lançadas na atmosfera 24 bilhões
de toneladas de gás carbônico – a maior parte (19,2 bilhões), pelos países industrializados do Hemis-
fério Norte. A América Latina e o Brasil contribuem com uma parte ainda pequena – 3,5 bilhões; 4/5
desse total provêm da queima de petróleo; o resto resulta da queima das florestas.
O aquecimento do planeta acarreta vários problemas ambientais, como por exemplo:
 O degelo das calotas polares resulta no aumento do nível das águas dos oceanos. O nível
dos oceanos já aumentou 20cm nos últimos cem anos e deverá continuar aumentando, po-
dendo atingir um metro no final do próximo século. O aumento de 1 metro no nível dos mares
alagaria 10% do território de Bangladesh, na Índia, deixando sem terra cerca de oito milhões
de habitantes;
 A modificação na taxa de crescimento das plantas e dos animais;
 Aumento no número de dias quentes e diminuição do número de noites frias;
 Intensificação da violência das tempestades e ocorrência de mais terremotos.

Para contornar estes problemas devemos limitar as emissões de gases estufa, como o CO2, substituir
fontes de energia fósseis por energias alternativas, como a eólica e a solar que não resultam em e-
missões desses gases, e promover reflorestamento de áreas degradadas.

7.4.2.4 - Buraco na Camada de Ozônio

A atmosfera, envoltório gasoso da terra, estende-se por centenas de quilômetros, a partir da


superfície terrestre. A camada de ozônio situa-se numa faixa entre 15 e 50 quilômetros de altitude.
O ozônio (O3) é um gás capaz de absorver os raios ultravioletas emitidos pelo Sol, que são
extremamente prejudiciais à vida. A camada de ozônio funciona, então, como um escudo protetor da
Terra.
No final da década de 70, uma equipe de cientistas britânicos que trabalhava na Antártida
descobriu a existência de um buraco na camada de ozônio. Para alguns cientistas, esse buraco é de-
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corrente da própria dinâmica da atmosfera. Outros acham que ele se deve à liberação na atmosfera
de um composto químico, o clorofluorcarbono (CFC). Conhecido como gás freon, o CFC é utilizado
em larga escala em inseticidas, tintas, cosméticos, produtos de limpeza; ou como refrigerador em ge-
ladeiras e aparelhos de ar condicionado; ou ainda como propelente em sprays enlatados etc.
O gás freon é quimicamente inerte, isto é, não reage com outras substâncias. Assim, quando
liberado na atmosfera, atinge intacto as grandes altitudes, sendo quebrado apenas pela radiação ul-
travioleta do sol. Nessa quebra, há liberação dos átomos de cloro, que reagem com o oxigênio do o-
zônio. Este é então decomposto, formando-se assim o buraco.
Sem esse escudo protetor, a radiação ultravioleta atinge diretamente a Terra, podendo alterar
a composição de moléculas, inclusive aquelas que constituem os seres vivos. A Academia de Ciên-

cias dos Estados Unidos estima que a redução de 1% da camada de ozônio pode provocar 10 mil ca-
sos de câncer de pele por ano, só naquele país. Além disso, a redução da camada de ozônio contri-
bui para o efeito estufa.
Sabe-se que os CFC’s demoram de 10 a 20 anos e, segundo alguns autores, até 50 anos pa-
ra serem transportados até a estratosfera, a partir do momento em que são emitidos. Isso significa
que se pararmos hoje de liberar CFC’s na atmosfera, cinqüenta anos depois ainda estaremos sofren-
do as conseqüências.
A destruição da camada de ozônio acarreta vários problemas ambientais, como por exemplo:
 Danos à saúde humana: câncer de pele; enfraquecimento do sistema imunológico do orga-
nismo; incidência de catarata;
 Danos às plantas; redução do crescimento, maior susceptibilidade as pragas, doenças e pes-
tes; qualidade inferior das sementes.
 Em 1987, representantes de 57 países, incluindo os maiores representantes, assinaram no
Canadá o Protocolo de Montreal, contendo o compromisso de reduzir a produção pela meta-
de até 1999.

O Brasil produziu 10 mil toneladas de CFC’s em 1988 e 8,6 mil toneladas em 1990. Já a pro-
dução dos E.U.A. foi de 280 mil toneladas em 1985, quando se constatou a existência de um buraco
na camada de ozônio sobre a Antártida, ou seja, uma redução de 40% na camada de ozônio. Em
1987, redução de 60% em alguns pontos da Antártida.

7.4.3 Poluição do solo

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Alteração do solo por qualquer um dos inúmeros poluentes derivados da agricultura, da mine-
ração, das atividades urbanas e industriais, dos dejetos animais, do uso de herbicidas ou dos proces-
sos de erosão.

7.4.3.1 Áreas Degradadas

São áreas que sofrem alterações em intensidade tão grande que comprometem o ecossiste-
ma local, oferecendo ameaça à continuidade de vida sadia e equilibrada no seu interior e entorno.
Podem ainda facilitar a transferência de sua contaminação para outros locais. Há autores que fazem
distinção entre áreas degradadas e áreas contaminadas, considerando degradada aquela que foi a-
bandonada e contaminada aquela que ainda está sendo utilizada pelo agente.

7.4.3.1.1 Fontes de contaminação por atividades antrópicas

 Lixiviação de Aterros Sanitários e Lixões


 Tanques Combustíveis enterrados
 Derramamentos acidentais
 Vazamento de Tubulações e Tanques
 Disposição inadequada de Resíduos Sólidos
 Efluentes Industriais sem tratamento
 Uso indiscriminado de defensivos agrícolas
 Beneficiamento Mineral

Segundo ABETRE - Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos, o Brasil


produz 2,9 milhões de toneladas de resíduos industriais por ano:

 § 22% - 600.000 toneladas são tratados adequadamente


 § 78% - 2,3 milhões toneladas são dispostos inadequadamente
Destas 600.000 toneladas de RSI - Resíduos Sólidos Industriais:
 § 16% - Aterros
 § 5 % - Co-processamento
 § 1% - Incineração

7.4.3.2 Remediação de áreas degradadas

A remediação é sempre um processo difícil de ser realizado e extremamente caro, devendo


usar-se preferencialmente o princípio da precaução: “É MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR”,
cujo custo e facilidade de execução serão infinitamente menores. Vejamos um exemplo:
Os resíduos do sistema de despoeiramento dos fornos de fundição contém metais pesados
(chumbo, cádmio, cromo, níquel, zinco e outros) às vezes em teores (quantidades) acima daqueles
admitidos como seguros pelas normas específicas. Estes resíduos, dispostos inadequadamente em
local que apresente solo permeável, poderão provocar a contaminação do lençol freático, caracteri-
zando uma área que necessita de remediação.
Para se ter uma pequena idéia dos problemas de remediação envolvidos no exemplo acima,
haveria necessidade de promover a remoção de todo o material contaminante, imediatamente. Pelo
risco de contaminação do lençol freático, provavelmente seria necessário executar a intercepção do
lençol freático, com o bombeamento de toda a água que passa pela região contaminada, processar
sua descontaminação ou realizar a neutralização do agente contaminante e posteriormente reintrodu-
zir essa água ao lençol. Paralelamente seria necessária a realização de análises do solo, talvez re-
moção de parte desse solo procedendo a descontaminação do mesmo, se possível.
Verifica-se que este um processo é difícil de executar, caro e nem sempre adequa-
damente eficiente.

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7.5 – PRODUÇÃO DE RESÍDUOS


A problemática gerada pelos resíduos sólidos abrange vários aspectos relacionados à sua o-
rigem e produção, assim como o conceito de inesgotabilidade e os reflexos de comprometimento do
meio ambiente e da saúde pública, principalmente a poluição do solo, do ar e dos recursos hídricos.
Além de ser grande a quantidade de lixo gerado, existe o problema do tempo que ele leva pa-
ra se decompor. A tabela a seguir mostra o tempo de decomposição de alguns materiais.

M ATERIAL TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO


Papel 3 a 6 meses
Nylon Mais de 30 anos
Pano 6 meses a 1 ano
Plástico Mais de 100 anos
Filtro de cigarro 5 anos
Metal Mais de 100 anos
Chiclete 5 anos
Borracha Tempo indeterminado
Madeira pintada 13 anos
Vidro 1 milhão de anos
Normalmente nos preocupamos com o lixo até o momento de alguém recolhê-lo o dispô-lo
em algum lugar que, não sendo no nosso quintal ou vizinhança, pode ser qualquer um. No entanto, o
lixo mal acondicionado pode contaminar os corpos d’água e traz risco à saúde. As substâncias resul-
tantes da decomposição dos vários tipos de materiais jogados no lixo (chorume), dependendo da po-
rosidade do solo, podem penetrar na terra, atingindo o lençol freático, ou serem carregadas pelas
chuvas, contaminando lagos, rios e oceanos. Lixiviação é o nome que se dá a esse fenômeno de pe-
netração no solo do chorume que á altamente poluente.
O lixo mal acondicionado gera odores e estimula a proliferação de ratos, escorpiões, morce-
gos e outros animais transmissores de doença como podemos observar na tabela abaixo.
VETORES DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS
Moscas (120 a 150 ovos/dia, sendo o seu ciclo reprodu- Bactérias e vírus intestinais
tivo de 12 dias, até a fase adulta)
Roedores (em 1 ano de vida fêmea gera 98 novos ratos) Leptospirose, salmoneloses, etc
Baratas (reproduzem-se exageradamente: em um ano e Vírus da poliomielite e bactérias intestinais
meio, uma barata gera 1300 outras baratas)

A disposição em lixões é prática condenada, devido aos inúmeros problemas que acarreta
como: propagação de pragas (insetos e roedores) e de doenças que eles transmitem, mau cheiro,
contaminação do meio ambiente (emanações gasosas, infiltração de substâncias tóxicas no solo,
contaminação de córregos e de lençóis de água subterrâneos) e, como se não bastasse, a sustenta-
ção de um submundo de miséria com pessoas disputando com urubus, roedores e insetos os restos
de comida existentes no lixão!
Para se ter uma idéia da gravidade do problema, basta dizer que das cerca de 240.000 tone-
ladas de lixo que o Brasil produz por dia, 75% é destinado a lixões a céu aberto!
O gráfico seguinte fornece as porcentagens relativas aos diferentes encaminhamentos dados
ao lixo no Brasil.

O LIXO NO BRASIL (Atlas do Meio Ambiente- EMBRAPA )

aterro aterro reciclag incinera lixão à


controla sanitário em ção céu
porcentagem 13% 10% 0,08% 0,01% 75%

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O aterro controlado, apesar de não configurar uma situação de total abandono como os li-
xões, também não é uma solução adequada para a destinação do lixo.
O fato mais preocupante é que a população mundial está crescendo em ritmo acelerado, es-
perando-se que duplique nos próximos vinte ou trinta anos. Isso implica na expansão automática da
industrialização, pois, maiores quantidades de alimentos e bens de consumo serão necessários para
atender a essa nova e surpreendente demanda, o que irá gerar inevitavelmente consideráveis volu-
mes de resíduos.
Esta inevitável geração de resíduos é um dos maiores problemas que estamos enfrentando
nos dias atuais. Se observarmos e fizermos uma comparação com alguns anos atrás, notaremos que
o homem passou a viver na era dos descartáveis, em que a maior parte dos produtos são inutiliza-
dos e jogados fora com enorme rapidez. Como as áreas disponíveis para colocar esse lixo se torna-
ram escassas, a sujeira acumulada no ambiente aumentou a poluição do solo, das águas e piorou as
condições de saúde das populações em todo o mundo, especialmente nas regiões menos desenvol-
vidas.
Os resíduos sólidos, nos últimos 20 anos, mudaram tragicamente sua composição. Hoje, os
resíduos sólidos veiculam, além dos microrganismos causadores de doenças substâncias tóxicas e
perigosas (resinas, tintas, pesticidas, microrganismos resistentes, metais pesados, etc.).
Segundo BARROS (1993) resíduos são partes significativas dos ciclos da natureza e da eco-
nomia, há sempre uma perda de matéria ou energia. Devido à industrialização, no entanto, as quanti-
dades de resíduos aumentaram consideravelmente fazendo com que a natureza não mais suportasse
todos os resíduos em seu ciclo natural. Além disso, a industrialização modifica também os resíduos
domésticos: antes era quase tudo exclusivamente orgânico, agora outros componentes mais inorgâ-
nicos tornam difícil o trabalho natural de reciclagem.
Falando em industrialização, observamos que dependendo do grau de desenvolvimento de
cada país há variação na quantidade de resíduo produzido por habitante, como verificamos no quadro
abaixo.

GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS EM ALGUNS PAÍSES


Alemanha 0,81 kg/hab/dia
Espanha 0,81 kg/hab/dia
França 0,86 kg/hab/dia
Itália 0,96 kg/hab/dia
Inglaterra 1,13 kg/hab/dia
Suécia 1,13 kg/hab/dia
Japão 1,13 kg/hab/dia
Suíça 1,27 kg/hab/dia
Holanda 1,45 kg/hab/dia
Canadá 1,72 kg/hab/dia
EUA 2,00 kg/hab/dia
Brasil 0,70 kg/hab/dia

Fonte: CEMPRE, 2001


Notamos pelo Quadro que quanto mais desenvolvido e industrializado é um País a geração
de resíduos tende a ser maior. O Brasil dentre os Países em desenvolvimento é um dos que mais ge-
ram resíduos.
Segundo BARROS (1993), o aumento do consumo é possível graças ao crescimento econô-
mico e ao poder de compra elevado. Mas há outros fatores estreitamente ligados a estes dois, e que
estão também na origem deste problema:
 Mudança nos modos de vida e hábitos de consumo;
 Produção em massa (menos duráveis a preço baixo);
 Incitação à produção e ao consumo de produtos descartáveis;
 Modificação da estrutura da população (pessoas vivendo sós).

Apesar da comprovada importância sanitária e ambiental da gestão dos resíduos sólidos, ob-
serva-se que estas atividades no Brasil estão muito aquém do satisfatório. Veja na tabela abaixo da-
dos referentes apenas à coleta de lixo no Brasil:

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Domicílios por condição de resíduos sólidos coletados


(%) – 1999
Brasil e Grandes Regiões Resíduos Sólidos Cole-
tados
Brasil (1) 79,9
Norte (2) 81,4
Nordeste 59,7
Sudeste 90,1
Sul 83,3
Centro-Oeste 82,1
Fonte: Pesquisa nacional por amostra de domicílios 1999 [CD-ROM]. Microdados. Rio de Ja-
neiro: IBGE, 2000. Tabela adaptada.
(1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.
(2) Exclusive a população rural.

Muitas cidades possuem um sistema eficaz de coleta e transporte dos resíduos sólidos, po-
rém despejam estes resíduos a céu aberto ou em áreas alagadas, sem nenhum critério técnico. A po-
pulação, por sua vez, exige apenas que haja coleta do resíduo em sua porta, pois não se incomoda
ou não se interessa pelo destino final do resíduo sólido produzido se este estiver longe de suas vistas
(NUNESMAIA,1997).

Nos países subdesenvolvidos como o Brasil as crescentes aglomerações urbanas acrescen-


tadas ao aumento dos resíduos fazem com que surjam problemas de degradação social (catadores
de lixões que procuram materiais e comida) e degradação ambiental (poluição do solo, ar e dos re-
cursos hídricos).

Entre estas embalagens devem ser citadas as de plástico, cujo consumo cresceu intensa-
mente neste período, principalmente devido à substituição das garrafas de vidro por garrafas plásti-
cas. A lata de alumínio, somente em 1989 começou a ser produzida no Brasil. Surgiram também nes-
ta época as cartonadas “tipo longa vida”, o isopor e várias outras mesclando materiais diversos como
plástico e cartão (CALDERONI, 1998).
Atualmente as pessoas têm uma facilidade maior na aquisição de bens de consumo adquirin-
do produtos descartáveis e principalmente produtos prontos. Devido ao pouco tempo disponível para
realizar as suas refeições em casa, as pessoas freqüentam restaurantes “fast food” onde o uso de
embalagens é grande. Na compra de uma simples camiseta levamos para casa o dobro do volume
desta em papel, é o caso do excesso de embalagens, do papel que embrulha a camiseta, que está
dentro de uma caixa, que está dentro de uma sacola. Nesse novo estilo de vida a população acaba
gerando um volume muito maior de resíduos domiciliares.

No entanto, com o passar do tempo, as questões relacionadas a soluções derivadas dos pro-
blemas causados pelo mau gerenciamento dos resíduos sólidos, tanto urbanos quanto industriais,
tornaram-se inadiáveis, pois não podemos ser inconscientes do significado da periculosidade do mau
gerenciamento dos resíduos sólidos que geramos. Se pararmos para pensar veremos que a geração
de resíduos sólidos é inevitável em nossas vidas e que por isto necessitamos saber gerenciá-los de
forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável.
PEREIRA NETO et al (1993) também afirma que a política de gestão dos resíduos é bastante
recente. Suas características basicamente orgânicas, de antigamente, não constituíam uma preocu-
pação ou um perigo. Entretanto, hoje em dia, preocupa-se muito em como eliminar os resíduos de
uma forma eco-compatível. Muitas alternativas surgiram, como os aterros - em princípio lixões - de-
pois sanitários ou controlados, mas ainda assim com muitos inconvenientes, a incineração também
tem suas limitações devido à poluição do ar e altíssimos custos.
A gestão dos resíduos sólidos envolve todo o controle técnico e administrativo de sua coleta,
transporte e tratamento, bem como a disposição final adequada e segura do que sobra deste trata-
mento.
Segundo PINTO (1979), os problemas de disposição de resíduos se resumem num só: devol-
ver ao meio-ambiente, com o mínimo de perturbação e inconveniência, as substâncias dele tomadas

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por empréstimo, por prazo mais ou menos longo, para atender às necessidades impostas pela tarefa
de viver.

7.6 - POLUIÇÃO RADIOATIVA

O material radioativo é utilizado em:


• Indústrias;
• Medicina;
• Pesquisas científicas;
• Produção de energia;
• Bombas nucleares.
A energia nuclear apresenta uma série de riscos de contaminação do meio ambiente que po-
dem comprometer a qualidade de vida por muitas gerações. Além disso, ainda não se encontrou uma
alternativa segura para a disposição dos rejeitos radioativos, provenientes de usinas nucleares que
causam inúmeras conseqüências para o homem como: o câncer generalizado, defeitos de nascença,
leucemia, etc.

7.7 DESENVOLVIMENTO POPULACIONAL


A população humana vem crescendo de maneira vertiginosa, ocupando um espaço finito: a
Terra. O aumento do número de pessoas caminha abraçado ao consumo crescente de materiais, e-
nergia e alimentos, à invasão de áreas antes ocupadas por outras espécies, ao crescimento da polui-
ção.
Foram necessários 1,5 mil anos para a população crescer em 200 milhões de pessoas; ape-
nas 150 para crescer em mais de 1,5 bilhão; e tão-somente 40 anos para inchar em mais 4 bilhões!
As projeções mais otimistas indicam que seremos algo em torno de 11 bilhões por volta de
2045.

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Analisando o gráfico anterior, que conclusões podemos tirar?

População é o conjunto de indivíduos de uma espécie que habita um certo ambiente em um


dado momento. Seu tamanho é determinado por quatro fatores: nascimento, emigração, morte e imi-
gração.
De maneira geral, a população de qualquer espécie cresce até atingir a capacidade que o
ambiente tem de sustentá-la. A partir de então, tende a entrar em equilíbrio, e o número de indivíduos
passa a variar ao redor de um patamar constante.
Mais recentemente, o grande número de seres humanos, com sua enorme e crescente capa-
cidade de alterar o ambiente, tem sido responsável pela alteração do equilíbrio de inúmeras popula-
ções, e mesmo pela extinção de várias.
Sabendo como a natureza atua, podemos procurar entender o porquê do crescimento vertigi-
noso da população humana, como ela vem afetando o ambiente em que vive e, o mais importante,
como criar condições para que sobreviva com qualidade.

7.7.1 Motivos do crescimento populacional


No início de sua jornada na Terra os seres humanos eram coletores e caçadores. Vagavam
em pequenos grupos, cavando raízes, colhendo frutos e caçando. Para sustentar mesmo um peque-
no grupo com essas características, era necessária uma considerável extensão de terra. A escassez
alimentar e a mobilidade não favoreciam a reprodução e, assim, limitavam a sobrevivência. A popula-
ção era razoavelmente estável e restrita aos ambientes que permitiam esse meio de vida.
Há cerca de 10 mil anos, algum empreendedor curioso plantou algumas sementes, acompa-
nhou seu crescimento, observou a frutificação e, finalmente, comeu os frutos. Gostou, ensinou e a
mania pegou. Era o início da agricultura, que permitiu que nossos antepassados estacionassem junto
de seus plantios e aí construíssem sua morada.
Ao longo do tempo, aprenderam mais e mais, desenvolveram novas técnicas de cultivo, de
seleção de novas plantas, domesticaram animais como a vaca, o cavalo, a ovelha. Todos esses ani-
mais se tornaram mais uma fonte de alimentos e de matérias-primas, e alguns passaram a servir para
puxar o tosco arado e para transportar pessoas e mercadorias. Não era nenhum self-service, mas foi
um salto fabuloso.
A agricultura e a pecuária permitiram que um único homem alimentasse diversos.
Mas o homem estudava e descobria. Pasteur provou a existência dos micróbios e como eram
capazes de provocar doenças mortais, muitas delas contagiosas.
Começou o esforço de saneamento das imundas cidades européias, gradativamente estendi-
do para grande parte das grandes cidades do mundo, a prosperidade econômica, aliada ao conheci-
mento, permitiu que se implementassem medidas sanitárias básicas e extremamente eficientes. Es-
goto e água encanada e tratada, antes considerados um luxo, hoje, quando ausentes, caracterizam
miséria.
A introdução dessas e de outras medidas de saneamento, como o combate a ratos e a inse-
tos, transmissores dos micróbios pestilentos, foram passos fundamentais para a melhoria da saúde
pública. Menos doentes e menos mortes; mais pessoas, mais filhos.
Com a descoberta dos micróbios, a assepsia tornou-se um ritual, e tudo passou a ser limpo e
esterilizado. Uma beleza, para os padrões da época. A morte pós-operatória caía de 80 para 20%. A
inestimável vida humana se prolongava.
Quando o clorofórmio e o éter surgiram, e as técnicas de sua utilização foram aperfeiçoadas,
a anestesia permitiu que se realizassem cirurgias indolores e cada vez mais complexas. Salvava-se e
aprendia-se.
Depois de aprender a anestesiar e a esterilizar, o homem aprendeu a imunizar. Vieram as va-
cinas. A cólera, o tifo e a peste bubônica, que ceifavam milhões de vidas, felizmente foram pouco a
pouco sendo debeladas.

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Em seguida, deu-se mais um passo; sabendo como evitar as infecções, aprendeu-se a com-
batê-las. Antes, os pacientes que chegavam aos hospitais com ferimentos infeccionados estavam
condenados. Com Fleming, vieram os antibióticos, e, a partir de então, os ferimentos eram cobertos
por um milagroso pó branco: a penicilina. As infecções passaram a ser combatidas com enorme efi-
cácia.
Cada vida salva era uma vitória. Cada pessoa que tinha sua morte adiada permanecia na po-
pulação. Vivos geram outros vivos. A população não só deixava de diminuir, mas também aumentava.
E em progressão geométrica! Quantos milhares de pessoas estão vivos agora porque duas ou três no
passado tiveram sua vida preservada por mais tempo? Com boa probabilidade, algumas das que es-
tão lendo esta frase. E quantas existem porque milhares viveram mais tempo?

Adiar a morte é prolongar a vida!

Uma conquista espetacular da humanidade. O desenvolvimento científico e tecnológico tem


contribuído para agravar o problema, propiciando um tempo de vida mais longo para as pessoas. No
Brasil, por exemplo, em 1910, a expectativa de vida era de 33,4 anos para os homens e de 34,6 anos
para as mulheres. Em 1990, homens viviam em média 62,3 anos, e mulheres, 69,1. O aumento da
expectativa de vida tem gerado problemas que envolvem, por exemplo, a Previdência Social e a so-
brecarga dos serviços assistenciais, inclusive os de saúde. Há problemas sérios também no que se
refere à distribuição da renda, de uma absurda desigualdade. No século 20, a população brasileira foi
multiplicada por dez e o Produto Interno Bruto por cem. Apesar disso, a distância entre pobres e ricos
tornou-se maior.
É preciso levar em conta que o aumento populacional tem efeitos colaterais que significam
maiores pressões sobre os recursos naturais. Os ecossistemas costeiros serão cada vez mais amea-
çados, uma vez que dois entre três seres humanos vivem dentro de uma faixa de 100 quilômetros a
contar do litoral.
Cada vez mais gente, vivendo mais tempo e se reproduzindo sem planejamento ou controle.
Eis aí o porquê da explosão populacional.

7.8 DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL


O crescimento industrial também tem sido acelerado, pois com o aumento da população sur-
ge a necessidade de consumir mais produtos industrializados, para suprir as necessidades da popu-
lação .
A economia também vem crescendo. Em 1950 era de quatro trilhões de dólares e passou pa-
ra 25 trilhões em 1997.
Também estamos consumindo três vezes mais minérios e a produção industrial aumentou em
7 vezes.
Em 45 anos, o uso de combustíveis fósseis aumentou quatro vezes, enquanto se consumia o
triplo de água e o sêxtuplo de papel.

Como podemos manter o equilíbrio entre o desenvolvimento industrial e o meio ambiente?

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7.9 DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


A Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento definiu-o como o modelo de
desenvolvimento que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade das ge-
rações futuras atenderem suas próprias necessidades.

Esse novo modelo de desenvolvimento deveria objetivar:


 Um crescimento econômico duradouro;
 A satisfação das necessidades essenciais por emprego, comida, energia, água e saneamento
básico;
 Um crescimento populacional sustentável;
 Conservação e proteção da base de recursos naturais;
 Uma reorientação de tecnologia e das relações econômicas internacionais para assegurar
uma correta avaliação dos custos ambientais embutidos nas atividades produtivas.
Como iremos atingir tão desejável desenvolvimento?
O mundo inteiro vem criando tecnologias e ferramentas capazes de indicar como atingir o
progresso em bases sustentáveis. Podemos citar algumas linhas de ação com resultados promisso-
res:
 O desenvolvimento de tecnologias limpas, ou seja, que são menos poluentes, consomem
menos matéria-prima e energia;
 A conservação de áreas naturais através da criação de parques e reservas florestais onde as
interferências humanas são limitadas ou proibidas;
 O desenvolvimento de fontes alternativas de energia, como a solar e a eólica, que não agri-
dem o meio ambiente;
 A reciclagem;
 O manejo florestal que utiliza os recursos florestais de uma área sem devastá-la;
 A educação ambiental em todos os níveis de ensino levando a uma transformação de menta-
lidade e a um sentimento de responsabilidade para com o meio ambiente natural;
 E os Sistemas de Gerenciamento Ambiental.

7.10 PREVENÇÃO DA POLUIÇÃO


Significa a aplicação contínua de uma estratégia econômica, ambiental e tecnologicamente
integrada aos processos e produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias primas, água
e energia, através de não geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados em um processo
produtivo.
De uma forma geral, os resíduos industriais apresentam-se como:
• Efluentes líquidos, formados por substâncias dissolvidas em água ou em outros solventes;
• Emissões atmosféricas, que incluem gases resultantes da queima de óleo e outros combustí-
veis, vapores de água, de ácidos e de outras substâncias voláteis etc.
• Resíduos sólidos, como embalagens descartadas, peças defeituosas, rebarbas, limalhas e
aparas, óleos lubrificantes usados e outros resíduos relacionados na NBR 10004 (classifica-
ção de resíduos sólidos).

Todos esses resíduos requerem medidas que eliminem ou diminuam seu efeito sobre o meio
ambiente e seus componentes: o ar, a água, o solo e os seres vivos.
Assim, os efluentes líquidos devem ser tratados antes de seu descarte em córregos, rios ou
no mar. Cuidado idêntico deve ser destinado às emissões atmosféricas, que devem ser recolhidas por
sistemas adequados, filtradas e tratadas antes de sua liberação para o ambiente externo, e aos resí-
duos sólidos, para evitar a contaminação de solos e de lençóis de água subterrâneos.
O objetivo da Prevenção da Poluição é atender nossa necessidade de produtos de forma sus-
tentável, isto é, usando com eficiência materiais e energias renováveis e não-nocivos, conservando
ao mesmo tempo a biodiversidade. Os sistemas de Prevenção da poluição são circulares e usam
menor número de materiais, menos água e energia. Os recursos fluem pelo ciclo de produção e con-
sumo em ritmo mais lento. Em primeiro lugar, os princípios da Produção Limpa questionam a neces-
sidade real do produto ou procuram outras formas pelas quais essa necessidade poderia ser satisfeita
ou reduzida.

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Comparação entre atitudes de controle da poluição e prevenção da poluição

O enfoque do controle de poluição O enfoque da prevenção da poluição

Poluentes são controlados por filtros e métodos Poluentes são evitados na origem, através
de tratamento do lixo de medidas integradas

O controle de poluição é avaliado depois do de- A prevenção da poluição é parte integrante


senvolvimento de processos e produtos e quando do desenvolvimento de produtos e processos
os problemas aparecem

Controles de poluição e avanços ambientais são Poluição e rejeitos são considerados recur-
sempre considerados fatores de custo pelas em- sos potenciais e podem ser transformados
presas em produtos úteis e subprodutos desde que
não tóxicos

Desafios para avanços ambientais devem ser ad- Desafios para avanços ambientais deveriam
ministrados por peritos ambientais tais como es- ser de responsabilidade geral na empresa,
pecialistas em rejeitos inclusive de trabalhadores, designers e en-
genheiros de produto e de processo

Avanços ambientais serão obtidos com técnicas e Avanços ambientais incluem abordagens
tecnologia técnicas e não técnicas

Medidas de avanços ambientais deveriam obede- Medidas de desenvolvimento ambiental de-


cer aos padrões definidos pelas autoridades veriam ser um processo de trabalho contínuo
visando a padrões elevados

Qualidade é definida como ‘atender as necessida- Qualidade total significa a produção de bens
des dos usuários’ que atendam às necessidades dos usuários
e que tenham impactos mínimos sobre a sa-
úde e o ambiente

ESTUDO DIRIGIDO
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1. O QUE É MEIO AMBIENTE?

( ) É a circunvizinhança em volta da empresa, incluindo o CONAMA.

( ) É a circunvizinhança ao redor de nossa casa, os mares, os rios, o Universo.

( ) É a circunvizinhança em que uma organização opera, incluindo ar, água, solo, re-
cursos naturais, flora, fauna, seres humanos e suas inter-relações.

2. EXPLIQUE O CLICO DA ÁGUA?

3. QUANTOS % TEMOS DE ÁGUA POTÁVEL DISPONÍVEL NO PLANETA?

( ) 0,008%

( ) 97%

( ) 2,3%

( ) 0,7%

4. MARQUE “X” EM 02 FORMAS QUE AS CIDADES PODEM POLUIR A ÁGUA:

( ) CONTAMINAÇÃO POR CHUVA ÁCIDA

( ) DEPÓSITO DE REJEITO SANITÁRIO E LIXO

( ) VAZAMENTO DE ESGOTO

( ) VAZAMENTO DE TUBOS E TANQUES ENTERRADOS

( ) DEPÓSITO DE REJEITOS TÓXICOS

5. AUTODEPURAÇÃO É?

( ) CONTAMINAÇÃO POR CHUVA ÁCIDA

( ) FERTILIZAÇÃO DO SOLO SOBRE O LEITO DO RIO

( ) CARGA ORGÂNICA

( ) PERDA DE IMPUREZAS PELAS ÁGUAS, SEM PRESENÇA DO HOMEM

( ) DEPÓSITO DE REJEITOS TÓXICOS

6. RESÍDUO É?

( ) Material resultante das atividades de uma organização que apresenta aplicação técnica
e economicamente viável.

( ) Material resultante das atividades de uma organização que não apresenta aplicação
técnica ou economicamente viável.

7. O QUE É DEGRADAÇÃO DA QUALIDADE AMBIENTAL?


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8. POLUENTE HÍDRICO É:

( ) qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração,


tempo ou característica em desacordo com os níveis estabelecidos

( ) Qualquer substância ou energia que quando introduzido num corpo d’água, venha alte-
rar as propriedades desta água, afetando ou podendo afetar a saúde da biota e/ou modifican-
do as propriedades das espécies minerais que dependem ou tenham contato com esta água.

( ) Alteração do solo por qualquer um dos inúmeros poluentes derivados da agricultura, da


mineração, das atividades urbanas e industriais, dos dejetos animais, do uso de herbicidas ou
dos processos de erosão.

9. CITE 02 FORMAS DE POLUIÇÃO DAS ÁGUAS?

10. COMO OCORRE A INVERSÃO TÉRMICA?

11. O MAIOR CAUSADOR DO EFEITO ESTUFA É O:

( ) SO2

( ) O3

( ) CO2

( ) CFC

12. QUEM É O MAIOR PRODUTOR DE OXIGÊNIO DO PLANETA?

13. AS CHUVAS ÁCIDAS SÃO DECORRENTES PRINCIPALMENTE

( ) Da queima incompleta dos combustíveis fósseis, como o Petróleo.

( ) Das substâncias tóxicas lançadas no ar pelas indústrias, como o CO2.

( ) Através da Inversão Térmica.

14. EXPLIQUE O EFEITO ESTUFA?

15. CITE 01 PROBLEMA PROVOCADO PELO EFEITO ESTUFA?

16. QUAL O GÁS QUE PROVOCA O BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO?


( ) SO2

( ) O3

( ) CO2

( ) CFC

17. CITE 01 PROBLEMA PROVOCADO PELO BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO?

18. QUAL O PRINCIPAL MOTIVO DO AUMENTO DA GERAÇÃO DE RESÍDUOS? EXPLIQUE?

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8 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

· Segurança e Medicina do Trabalho. Manual de Legislação de Normas Regulamentadoras,


Portaria 3.214/78.
. SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Procedimento de Segurança e Higi-
ene do Trabalho, Vitória – E.S, 1996.
. SILVA, Waldecy Antonio da Rocha. Metodologia de Análise de Risco. Revista CIPA, 2003.
. PADÃO, Márcio Elmor. Esmerilhadeira Portátil: Cuidados com seu Manejo. Revista Prote-
ção, 1988.
. WHITE MARTINS SOLDAGEM. Segurança em Processos Oxi-Combustíveis. Informativo
Técnico, 1996.
. BRINQUETE, Rui. Poluição das Águas, do Ar e dos Solos. Disponível em:
URL:http://www.terravista.pt/nazare/6207.
. SIQUEIRA, Hugo Luiz Fagundes. Responsabilidade das Empresas em Acidentes de Traba-
lho. XI Jornada Latino Americana de Seguridad e Higiene em el Trabajo, Santiago, Chile, outubro,
1997. Revista Proteção, 1998.

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