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FACULDADE DE EDUCAÇÃO SÃO BRAZ

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E SUAS MULTIFACETAS METODOLÓGICAS: O


ENSINO DA MATEMÁTICA EM QUESTÃO

CURITIBA/PR
2018
FACULDADE DE EDUCAÇÃO SÃO BRAZ
LEIDI LAURA BREGUEDO

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS E SUAS MULTIFACETAS METODOLÓGICAS: O


ENSINO DA MATEMÁTICA EM QUESTÃO

Trabalho entregue à Faculdade de Educação São


Braz, como requisito legal para convalidação por
competência, para obtenção do certificado de
Especialização do Curso de Neuropsicopedagogia
conforme Norma Regimental Interna e Art. 47, Inciso
2 da LDB 9394/96.

Orientadora: Profª Patricia Arianne Cornelsen

CURITIBA/PR
2018
RESUMO

O presente artigo tem como foco abordar a utilização da contação de histórias como um recurso a ser
aplicado no ensino de matemática para educação infantil. O uso de metodologias diferenciadas
propicia resultados no desenvolvimento da criança, ao mesmo tempo em que ela aprende, se diverte.
O referencial teórico deste trabalho está baseado nas abordagens de Smole (2000), GOTLIB (1995),
CUNHA (1995), Coelho (1991), Dante (1996) e entre outros autores. A metodologia está constituída
em estudos bibliográficos, os quais apontam que elo entre a literatura infantil e a matemática contribui
para que a aprendizagem seja totalmente significativa.

Palavras-chave: contação de histórias, ensino de matemática, educação infantil.


1. INTRODUÇÃO

O uso de metodologias diferenciadas em que esteja presente o lúdico, tais


como brincadeiras e jogos, utilizadas no processo da construção do conhecimento
da educação infantil é primordial para o ensino-aprendizagem. Pois, segundo
Vygotsky (1998)o desenvolvimento da criança é eficaz quando aprendem por meio
debrincadeiras e brinquedos, momentos em podem representar situações de seu
cotidiano desenvolvendo o raciocínio lógico. Em especial cito, a Contação de
Histórias, que assim como faz-d-e conta, é uma ferramenta em que possibilita a
criança a reconstruir seu mundo e seu significado, esta, a contação, ao ser utilizada
como recurso metodológico para o ensino de matemática pode contribuir para o
desenvolvimento do cognitivo da criança. Segundo SMOLE (2000),

Integrar literatura nas aulas de matemática representa uma substancial


mudança no ensino tradicional da matemática, pois, em atividades desse
tipo, os alunos não aprendem primeiro a matemática para depois aplicar na
história, mas exploram a matemática e a história ao mesmo tempo.
(SMOLE, 2000, p. 68).

No processo educativo, é necessário que haja a valorização do criativo; a


criança tem que se sentir livre para explorar, adquirindo autonomia para agir por si
mesma. Não se pode desdenhar a vasta extensão do seu poder de pensamento; é
necessário que a criança seja incentivada e o seu conhecimento mediado, para que
ela possa aprender a construir o novo, desenvolvendo assim o seu potencial.
A imaginação e criatividade da criança são alguns dos aspectos que devem
ser mais explorados, estimulando sua forma de imaginar, criar e recriar, as quais são
os nortes fundamentais para uma aprendizagem significativa.
A contação de histórias além de contribuir para a formação de futuros bons
leitores e ajudar a criança em sua desenvoltura, pode também ser uma aliada ao
ensino-aprendizagem da matemática, instigando a imaginação e trabalhando os
aspectos cognitivos.
2. DEFINIÇÃO DO TERMO “CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS” E SUA
ORIGEM.

Para Júlio Casares há três acepções da palavra conto, que Júlio Cortázar
utiliza no seu estudo sobre Poe: 1. relato de um acontecimento; 2. narração
oral ou escrita de um acontecimento falso; 3. fábula que se conta às
crianças para diverti-las.Todas apresentam um ponto comum: são modos
de se contar alguma coisa [...].(CASARES apud GOTLIB 1995 p. 11)

O ato de C\zontar (computare em latim) a princípio oralmente, tem função


evolutiva poisas histórias podem se modificar a cada novo relato.
A “contação de histórias” surgiu há milhares de anos, antes mesmo da
escrita; essa fase foi marcada pelos povos que criavam suas histórias e as
transmitiam aos demais. As histórias assim como hoje em dia, antes de tudo, tem as
funções de favorecer a descontração e propiciar o ensinamento.

[...] Sob o signo da convivência, a estória sempre reuniu pessoas que


contam e ouvem: em sociedades primitivas, sacerdotes e seus discípulos,
para transmissão dos mitos e ritos da tribo; nos nossos tempos, em volta da
mesa, à hora das refeições, pessoas trazem notícias, trocam ideias e...
contam casos. Ou perto do fogão de lenha, ou simplesmente perto do fogo.
(GOTLIB 1995, p. 05)

O início da “contação” está situado em tempos remotos. Considerando o fato


dos indícios não poderem nos afirmar quanto à data de sua origem, são conhecidas
as fases de evolução dos modos de contarem estórias. Os registrosescritos apontam
para os contos egípcios - “Os contos dos mágicos” como os mais antigos, com cerca
de 4.000 (quatro mil) anos a.C.
Abordar sobre a evolução dos contos seria percorrer sobre nossa cultura,
nossas histórias, através de transcritos que representam tais momentos. Como por
exemplo, a estória de Caim e Abel relatada na Bíblia ou os textos literários greco-
latinos com estórias de Ilíada e Odisséia de Homero. Temos ainda os contos do
Oriente, os quais no decorrer do tempo, foram ganhando diferentes interpretações,
nas mais diversas linguagens.
Generalizando, podemos afirmar que todos os contos tem seu próprio
caráter histórico; inicia-se pela sua criação, se difunde através da transmissão verbal
e pode ser concluído nas mais variadas formas de escrita dependendo das culturas
onde se apresentam.
Os contos se baseiam tanto em fatos reais como em ficções. As ficções
podem por muitas vezes se assemelhar à nossa realidade, derivando de fatos do
cotidiano ou fantasias criadas.
Cristo, através de parábolas, histórias que retratavam o dia-a-dia daqueles
povos, ensinava aos seus discípulos e a todos que o seguiam, os princípios e os
ensinamentos religiosos a que se propunha.
A “contação de histórias” até hoje, sempre teve e tem papel fundamental na
sociedade, sempre envolveu e continua envolvendo aspectos culturais, tornando-se
além de entretenimento, um caráter informativo.
Segundo Gotlib,

A voz do contador, seja oral ou seja escrita, sempre pode interferir no seu
discurso. Há todo um repertório no modo de contar e nos detalhes do modo
como se conta – entonação de voz, gestos, olhares, ou mesmo algumas
palavras e sugestões –, que é passível de ser elaborado pelo contador,
neste trabalho de conquistar e manter a atenção do seu auditório. (GOTLIB
1995, p. 13)

Até hoje os narradores usam entonações, expressões verbais, faciais e


corporais para “repassar” ou disseminar suas histórias, sempre procurando
despertar em seu público o encanto e a imaginação, fazendo-os sair de suas
realidades e visualizar toda a magia que se quer transmitir.
Os contadores de histórias se colocando como verdadeiros artistas, têm
forte presença no mundo atual, pois é notório que o número desses profissionais,
cresce dia a dia. Existem oficinas e cursos específicos para essa área que
contribuem para o aperfeiçoamento dos profissionais. Contadores de histórias são
muito requisitados nas escolas e mesmo em ambientes não escolares (asilos,
creches, hospitais, empresas, festas de aniversário, encontros sociais) já que
apresentam uma ampla e irrestrita capacidade de contagiar o público. Eventos de
“contação” de histórias são frequentemente incorporados em disciplinas da matriz
curricular de forma natural e muitas vezes, assumidos até por professores ou
mesmo, bibliotecários.
Por décadas essa função ficou em segundo plano na cultura de muitos
povos. Mattos(2005)argumenta sobre a volta dos contadores de histórias no ano de
1970 fato que causou uma grande repercussão em muitos países. A Europa foi uma
das primeiras regiões do mundo a presenciar e prestigiar esse momento e a partir de
então, se expandiu pelo mundo todo.
No Brasil, por volta de 1990, surgiu na cidade de Belo Horizonte um
movimento de grupos locais promovendo e divulgando os contadores de histórias,
os quais obtiveram grande sucesso inicialmente, no município.

3. PROCESSO HISTÓRICO DA LITERATURA INFANTIL

É a partir de histórias que a criança desenvolve emoções, raciocínio,


imaginação, criatividade e sobretudo, o gosto pela leitura. Assim a literatura infantil
como uma rica fonte para a “contação“ de histórias temainda, grande importância no
desenvolvimento global da criança: na fala, nos trejeitos, nos relacionamentos
interpessoais.
Nos dizeres de Matias, Souza e Carvalho em - A Importância da Contação
de histórias: Reflexões Psicopedagógicas na Educação Infantil, existe uma
reciprocidade entre arte e literatura. ....“Como a arte é social por sofrer ação do meio
e exercer influência sobre ele, a literatura é social e tem também uma função na
sociedade”.
Como a música, a dança, o teatro e as artes visuais, a literatura infantil é
também um movimento social artístico composto por emoções e expressões como
qualquer outra arte.
Em tempos remotos não existia o termo: infância. As crianças eram tratadas
como jovens adultos; não havia a necessidade de se atentar quanto à formação da
criança. Elas acompanhavam a mesma vida social dos adultos, compartilhavam das
mesmas histórias e rodas de conversas.
A partir do reconhecimento de que a criança não é um mini adulto, diversos
teóricos desse tempo (pedagogos, sociólogos, psicólogos) iniciaram estudos no
sentido de avaliar o comportamento da criança a fim de estabelecer suas fases de
desenvolvimento.
Matias & Outros (2018) salienta que,

Binet na questão das diferenças individuais e a hereditariedade, Gessel foi o


primeiro teórico a falar sobre maturação se preocupando com a evolução da
criança, do nascimento aos dezesseis anos de idade e ambos estabelecem
padrões de comportamento com objetivo de avaliar a inteligência ou o
desenvolvimento da criança. Watson defende a influência dos fatores
externos do ambiente e da experiência.Piaget aprofundou-se na questão da
elaboração do conhecimento e a concepção dos estágios do
desenvolvimento cognitivo da criança e Vygotsky concluiu em seus estudos
que tudo que é especificamente humano e o distingui de outras espécies
origina-se da sua vida em sociedade, ou seja, o desenvolvimento é um
processo de internalização que inicia nas relações culturais. Nesse prisma,
que se pensa na importância da escolarização e junto com ela a
necessidade de criar livros especificamente infantis. (MATIAS & OUTROS,
2018)

Além disso, no passado também havia distinção de classes; as crianças da


nobreza mediadas por preceptores, liam na maioria das vezes os grandes clássicos
enquanto as crianças de classes desprivilegiadas quando tinham acesso, ouviam e
liam apenas histórias de aventuras e cavalaria. Atualmente ainda existem regiões no
mundo que esse fato perdura.
Quanto ao surgimento da literatura infantil com ênfase na sociedade:

“Antes da constituição deste modelo familiar burguês, inexistia uma


consideração especial para com a infância. Essa faixa etária não era
percebida como um tempo diferente, nem o mundo da criança como um
espaço separado. Pequenos e grandes compartilhamentos dos mesmos
eventos, porém nenhum laço amoroso especial os aproxima. A nova
valorização da infância gerou maior união familiar, mas igualmente os meios
de controle do desenvolvimento intelectual da criança e manipulação de
suas emoções. Literatura infantil e escola, inventada a primeira e reformada
a segunda, são convocadas para cumprir esta missão”.(ZILBERMAN apud
CUNHA 1995, p. 23)

A literatura infantil reconfigurou a estrutura familiar, utilizando-se da


construção de um novo modelo, de uma nova linguagem.

Os primeiros livros para crianças foram produzidos ao final do século XVII e


durante o século XVIII. Antes disso, não se escrevia para elas, porque não
existia a “infância”. Hoje a afirmação pode ser surpreendente, todavia, a
concepção de uma faixa etária diferenciada, com interesses próprios e
necessitando de uma formação específica, só aconteceu em meio à idade
moderna. A mudança se deveu a outro acontecimento da época: a
emergência de uma nova noção de família, centrada não em amplas
relações de parentesco, mas num núcleo unicelular, preocupado em manter
sua privacidade (impedindo a intervenção dos parentes em seus negócios
internos) e estimular o afeto entre seus membros.ZILBERMAN (2003, p.15)

A literatura infantil sem dúvida exerceu grande influência na reconfiguração


da estrutura familiar, utilizando-se da construção de um novo modelo, de uma nova
linguagem. Inicialmente as histórias eram contadas (apenas de forma oral) pelos
pais a seus filhos com o objetivo de orientar sobre as situações que os norteavam,
aconselhando-os para a vida.
O intuito inicial foi o de extinguir as ideias vulgares, horríveis e
amedrontadoras das histórias infantis da época. Ao longo dos séculos poucas
mudanças ocorreram o que certamente limitavam o interesse das crianças, o que
continuava limitando odesenvolvimento cognitivo e social das crianças.
As primeiras edições de contos infantis tiveram sua origem na França, na
corte do rei Luís XIV através do brilhante cidadão Charles Perrault, poeta e
advogado. Entretanto, os contos não eram documentados e sim, passados
verbalmente. Na época surgiram histórias como Chapeuzinho Vermelho, a Gata
Borralheira, a Bela Adormecida no Bosque, o Gato de Botas, a Mãe Gança,
Cinderela entre outros.
Mesmo de forma oral, essas histórias ainda não tinham expressões
compatíveis para as crianças. Posteriormente sofreram mudanças necessárias de
linguagem e consequentemente de sentido. Atualmente vem sendo compartilhada
entre todos os públicos, poisse apresenta com caráter lúdicoe prazeroso.
Desde então a literatura infantil começou a ter seus acervos próprios e
modificados; novas criações e recriações de histórias já contadas começaram a
surgir.
De acordo com CUNHA (2004) foi na Europa os primeiros surgimentos dos
livros infantis com grandes autores: Perrault, Irmãos Grimm, Andersen, Lewis Carrol
e outros que efetuaram mudanças do folclore e dos contos de fadas.
Na Alemanha Jacob e Wilhelm Grimm (filósofos e grandes folcloristas) ao
pesquisarem as linguísticas dos contos, com procedência de narrativas orais,
perceberam a necessidade de modificar o contexto das histórias e
criaramcoletâneas destinadas às crianças.
CUNHA (1995, p. 23) postula que: “No Brasil, como não poderia deixar de
ser, a literatura infantil tem início com obras pedagógicas e sobre tudo adaptadas de
produções portuguesas, demonstrando a dependência típica das colônias”.
Esse movimento é representado no exterior por Carlos Jansen (contos
seletos das mil e uma noites, Robinson Crusoé, As viagens de Gulliver a terras
desconhecidas), e no Brasil, por Figueiredo Pimentel (Contos da carochinha),
Coelho Neto e Olavo Bilac (contos pátrios) e Tales de Andrade (saudade).
Todavia, os autores destaques na literatura infantil foram na Dinamarca,
Andersen com o livro O Patinho Feio e no Brasil, Monteiro Lobato com o livro
Narizinho Arrebitado, que aliás, foi sua primeira obra.
É Monteiro Lobato que se destaca por abrir as portas para a literatura infantil
propriamente dita.
Ratificando a fala de Siqueira em – Informação, Imaginário e Conhecimento
na Literatura Infantil: da Educação Moralizante à Formação da Consciência do
mundo.

Contra os padrões iniciais da literatura infantil voltada aos preceitos sociais


da burguesia medieval, Monteiro Lobato rompe com os estereótipos
burgueses, com padrões prefixados do gênero, e cria um mundo para as
crianças que não se constitui no reflexo do real, mas na antecipação de
uma realidade que supera os conceitos e preconceitos da situação histórica
em que a literatura era produzida. Monteiro Lobato é um visionário que
acreditou no livro como meio eficaz de modificar a percepção do leitor
iniciante. Ele possibilitou à criança as possibilidades para imaginar, criar e
recriar, sem o medo da opressão. Em suas obras este autor sempre deixa
um espaço para a interlocução com seu destinatário, estimulando a
formação da consciência crítica.(SIQUEIRA, 2018)

Monteiro lobato sempre transpareceu crer no livro como um método efetivo


para a formação de leitores. Ao adquirir o hábito da leitura o leitor passa a
compreender cada vez mais e ter essa rotina contínua. Como consequência é
notada um amplo vocabulário e criticidade oriundos do conhecimento adquirido.
Isso se atribui a todas as faixas etárias, pois assim como os adultos, quando a
criança inicia o hábito da leitura, seja visual ou não, a mesma vai absorvendo
informações que resultam em conhecimento.
Salientando a fala deCunha (1995) as histórias de Monteiro Lobato tiveram
grande reconhecimento no que se refere à literatura infantil; suas obras apresentam
características singulares, algumas até com aspectos folclóricos e a linguagem e os
personagens apresentados encantam não só o público infantil como também a todos
que leem. Criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo encantou e continua encantando
gerações, com as aventuras de Emília, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Tia
Anastácia, Visconde de Sabugosa, Quindim, Rabicó e outros personagens.
Segundo Siqueira em – Informação, Imaginário e Conhecimento na
Literatura Infantil: da Educação Moralizante à Formação da Consciência do mundo:
Monteiro Lobato no Caderno Discente do Instituto Superior de Educação – Ano 2, n.
2 – Aparecida de Goiânia – 2008 67 oportunizou o conhecimento de modo que a
criança pudesse imaginar e criar sem se afligir à opressão. Deve-se salientar que é
notável em suas obras as indagações, os pensamentos e o sentimento apreensivo
quanto ao quesito nacional e até mesmo mundial.
Esse grande escritor de Taubaté abriu as portas para mais escritores
produzirem obras de tal gênero, contribuindo para uma formação de futuros bons
leitores e o fundamental, com histórias apropriadas à faixa etária; ao mesmo tempo
em que diverte também trans conhecimento.
CUNHA (1995) ressalta:

Poderíamos dizer que se observam tendências claras nesse tipo de


produção: a do realismo; a da fantasia como caminho para o
questionamento de problemas sociais; a do reaproveitamento do folclore; a
da exploração de fatos históricos [...].(CUNHA 1995, p. 24)

Portanto, na literatura infantil estão relatados fatos que apesar de fictícios,


passam algumas questões pertencentes ao mundo real em relação às problemáticas
e aos valores sociais.

3.1. Distinção entre conto de fadas e conto maravilhoso

Contar histórias é permutar sentimentos entre aquele que conta e os que


ouvem, em clima de envolvimento e afetividade com o texto. É também
indicar aos leitores o caminho da biblioteca, livrarias, salas de leitura,
sinalizado pela vontade de aprender a conhecer mais e “viajar” pelo
inusitado mundo ficcional, onde o gosto e o imaginário firmam o passaporte
de embarque.(Gomes 2003 apud AMARILHA, 2003, p. 225-226)

Embora tratados como iguais já que pertencem ao mundo do fantástico, os


contos de fadas e os contos maravilhosos, são oriundos de fontes
divergentes.Ambos possuem vocabulários que enaltecem e facilitam o compreender
da criança e têm a figura de algo divertido, cultural e informador. Fazem com que o
leitor viaje pelo mundo da imaginação, fantasiando cada cenário e idealizando seus
personagens.
Considerando que uma forma não extingue a outra (uma vez que devem ser
complementação uma para outra), é evidente que nos dois termos há uma
diferenciação nas histórias: a luta do “eu”; cada indivíduo tem uma idealização
diferente, seja na autorrealização interior (existencial) ou exterior (social).As duas
denominações são as responsáveis pelo acervo dos contos infantis destinadas às
crianças.
Originados no Oriente, os contos maravilhosos têm como características a
ausência das fadas (apesar das histórias se passarem em ambientes mágicos,
duendes, animais, plantas e objetos mágicos) e demonstram a situação/realização
socioeconômica do protagonista. Não só enfatiza a parte material, mas também
social, convívio e ética na sociedade.
Conto maravilhoso se baseia em tudo que discorre fora da realidade e do
entender do ser humano ou seja, é um mundo imaginário.
O conto maravilhoso como já dito, é uma importante fração da literatura
infantil e proporciona às crianças, momentos de lazer, nos quais elas viajam pela
história, conhecendo e ideando os personagens, se assemelhando a eles e muitas
vezes encontrando nessas histórias a solução para seus conflitos internos e
naturais.
São exemplos de contos maravilhosos as histórias: a coletânea – As mil e
uma noites, Simbad, O Marujo, Os Músicos de Bremem, Gato de Botas, Os Três
Porquinhos, João e o pé de feijão, A cigarra e a formiga, etc.
Segundo Coelho (1991) os contos de fadas são mundialmente conhecidos.
Na França denomina-se conto de fées, na Inglaterra: fairy tale, na Espanha: cuento
de hadas, na Itália: raccontodi fata, na Alemanha: märchen.
As fadas são parte do folclore europeu (que depois emigraram para as
Américas) que surgiram através da criação poética céltico-bretã; tratou-se de uma
nova criação, invenção de mulheres sobrenaturais, reconhecidas a partir de então
como seres exuberantes tanto em magia como em beleza. O termo vem do latim,
que fado ou destino, e têm como função servirem de mediadoras na vida dos
homens, ajudando-os na sua busca pela concretização de sonhos ou do amor,
quando já nenhum outro método natural é eficaz. Além da figura doce, as fadas
também podem encarnar uma figura maligna, transformando-se assim, em “bruxas”.
Portanto os contos de fadas são de origem celta, porém não precisam
necessariamente ter a presença das fadas. O enredo é passado com momentos
feéricos (reis, rainhas, príncipes, princesas, bruxas, gênios, fadas etc.). Os contos de
fadas associam-se ao interior do individuo, à sua autorrealização interior. Nas
histórias são expressas as ações heroínas, as quais são explícitas no desfecho da
história caracterizando a luta e o vencer do bem contra o mal. A exemplo temos: A
Branca de Neve e os sete anões, A Bela Adormecida, Cinderela, Rapunzel, etc.

4. A IMPORTÂNCIA DO ENSINO MATEMÁTICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


ATRAVÉS DA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil


(1998), A lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional N° 9.394 promulgada no
ano de 1996, alega no título III, Art. 4°, IV, Do Direito à Educação e do Dever de
Educar que: “O dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado
mediante a garantia de (...) atendimento gratuito em creches e pré-escolas às
crianças de zero a seis anos de idade”.
As creches e pré-escolas só possuem divergências em relação à faixa etária
dos alunos que são atendidos. Enquanto a primeira é destinada as crianças de 0 a 3
anos de idade, a segunda são para crianças de 4 a 6 anos.
Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p.
21):
A criança como todo ser humano, é um sujeito social e histórico e faz parte
de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma
determinada cultura, em um determinado momento histórico. É
profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve, mas
também o marca.(1998, p. 21)

Posto isso, é sabido que as crianças em suas interações através do meio


social em que convive, estabelecem e observam tanto os conceitos como também
os valores daqueles que os cercam. Cada criança tem sua própria singularidade e
busca compreender o mundo e situações cotidianas que presenciam.
O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998, p. 21)
consta que:

No processo de construção do conhecimento, as crianças se utilizam das


mais diferentes linguagens e exercem a capacidade que possuem de terem
ideias e hipóteses originais sobre aquilo que buscam desvendar. Nessa
perspectiva as crianças constroem o conhecimento a partir das interações
que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em que vive. O
conhecimento não se constitui em cópia da realidade, ma sim, fruto de um
intenso trabalho de criação, significação e ressignificação. (1998, p. 21)
Este trabalho visa na construção de noções de conhecimento matemático
com crianças de dois anos e meio à três anos de idade, através de uma metodologia
totalmente lúdica, contribuindo assim para o processo de ensino aprendizagem.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
(1998, p. 97), as crianças de zero a três podem desenvolver seu cognitivo através de
atividades como:

- Exploração e manipulação de materiais, como lápis, pincéis, de diferentes


texturas e espessuras, brochas, carvão, carimbo etc.; de meios, como
tintas, água, areia, terra, argila etc.; e de variados suportes gráficos, como
jornal, papel, papelão, parede, chão, caixas, madeiras etc. (1998, p. 97)

Todo e qualquer assunto a ser trabalhado tem que prender a atenção do


espectador para atingir o seu objetivo que é o de contribuir de alguma forma, com o
aumento do seu conhecimento e isso contribuirá para o seu desenvolvimento. Para
a faixa etária das crianças, as atividades devem ser bem específicas e de curta
duração, pois a sua atenção e concentração são por pequeno espaço de tempo,
proporcional à sua idade cronológica.
Segundo Dante (1996), Piaget descreve a fase de estágio da criança de dois
a sete anos como:

Estágio pré-operacional (2 a 7 anos). A Criança continua a manipular


objetos e a observar os resultados de suas ações no objeto. Suas respostas
são baseadas em impressões sensoriais, havendo uma crescente
articulação intuitiva das percepções. Nesse estágio, também conhecido
como estágio de representação, ela usa palavras para representar objetos
ou acontecimentos ausentes; trabalha com símbolos e representações
(imagens ou palavras) e não mais depende exclusivamente das sensações
[..].(PIAGET apud DANTE 1996 P. 12)

Posto isso, uma proposta a ser apresentada para o ensino da matemática é


a contação de histórias através de recursos como livros próprios para a idade em
questão, caixa tátil, aventais dentre outros métodos lúdicos; quando bem
trabalhados, despertam a atenção e curiosidade dos discentes.
Cerquetti-Aberkane e Berdonneau (1997) sugerem o uso da literatura infantil
no ensino matemático para crianças pequenas, pois é um método que ajuda a
estruturar e instigar evocações no processo de ensino-aprendizagem.
Autores como Malba Tahan e Monteiro Lobato, demonstram em suas obras
que é possível ensinar Matemática mediante a forma criativa e divertida de se contar
histórias.
Na obra “O Homem que Calculava”, o autor Malba Tahan descreve sobre um
personagem persa que se consagrava com cálculos matemáticos, com infinidades
de questões e muitos desafios.
Monteiro Lobato em “Aritmética da Emília” direciona a obra para o público
infantil, fazendo com que as crianças através da história possam ter a capacidade de
imaginar, questionar e propor resoluções.
Esse elo entre a literatura infantil com características lúdicas e a matemática,
favorece a aquisição de conhecimento. O lúdico presente na literatura infantil faz
com que a criança crie um mundo da fantasia, mergulhando no faz-de-conta. A
criança aprende se divertindo, imaginando e criando situações para a resolução de
problemas. Essa ligação entre o mundo da fantasia e o mundo real é primordial para
que as crianças em seu processo de desenvolvimento pessoal e social, aprendam
lições e conceitos sobre a vida. Segundo Almeida em - A importância do lúdico para
o desenvolvimento da criança, (...)“tais atividades devem estimular o interesse, a
criatividade, a interação, a capacidade deobservar, experimentar, inventar e
relacionar conteúdos e conceitos”.
Salientando o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil
(1998, p. 35):

A prática educativa deve buscar situações de aprendizagem que produzam


contextos cotidianos nos quais, por exemplo, escrever, contar, ler,
desenhar, procurar uma informação etc. tenha uma função real. Isto é,
escrever para guardar uma informação, para enviar uma mensagem,
contam-se tampinhas para fazer uma coleção etc. (1998, p. 35)

A linguagem matemática está muito ligada às situações cotidianas das


pessoas de um modo geral, sendo assim, cabe ao docente estar a par, sempre
vigilante quanto às inúmeras possibilidades a serem exploradas e inter-relacionadas
às demais linguagens, com o intuito de colaborar para a educação matemática de
modo natural e principalmente significativo.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil:
As crianças desde o nascimento estão imersas em um universo do qual os
conhecimentos matemáticos são parte integrante. (...) O trabalho com
noções matemáticas na educação infantil atende, por um lado, às
necessidades das próprias crianças de construírem conhecimentos que
incidam nos mais variados domínios do pensamento; por outro, corresponde
a uma necessidade social de instrumentalizá-las melhor para viver,
participar e compreender um mundo que exige diferentes conhecimentos e
habilidades.(BRASIL, 1998, p. 207).

O desenvolvimento lógico matemático precisa estar tanto no dia a dia da


vida do discente o que envolve a sala de aula, evidentemente, sempre de modo
contextualizado e significativo.
Carcanholo e Duarte em - A Contribuição da Literatura Infantil para a
Aprendizagem da Matemática com Crianças, aborda:

O universo da matemática está presente na vida dos alunos, e pode ser


evidenciado pelo mediador, o professor, trazendo a alfabetização
matemática para as vivências cotidianas escolares. A escola tem o papel de
compreender como o aluno pensa, quais são suas hipóteses acerca dos
conteúdos e conceitos a serem trabalhados e a partir de então fazer as
interferências necessárias para ampliar as noções
matemáticas.(CARCANHOLO E DUARTE, 2018)

Em se tratando da matemática para às crianças pequenas, ao


apresentarmos os algarismos, elas devem obter informações concretas além de
simplesmente, tomar conhecimento de um símbolo. Este é o momento em que o
docente deve se utilizar de uma história por menor que seja, para iniciar o ensino da
matemática. Este é o momento de se utilizar da ligação que existe entre o
imaginário, história e o concreto, os numerais por exemplo.
O professor deve ser um constante mediador nesse conhecimento,
ajudando-as a além de reconhecer, por exemplo o numeral como um código ou um
símbolo, fazer com que analisando-os, possam associaraos locais onde os numerais
estão presentes na nossa sociedade, seja nos números do telefone, no endereço,
nos calendários, nas placas etc.
Lorenzato (2008) aborda que os registros das simbologias dos algarismos
passam por fases e representações divergentes:

- Gráfica idiossincrática, nessa fase os grafismos usados não têm


significado para as pessoas;
- Pictográfica, usa-se a ilustração do objeto e a repetição do mesmo com o
intuito de indicar, representar uma quantidade;
- Icônica, usa-se os pontos, os riscos e entre outros para determinar
unidades;
- Símbólica, fase que se usa os símbolos usuais, convencional.

Portanto é fundamental que as instituições encontrem estratégias


metodológicas que agreguem os fatores primordiais para o ensino da matemática,
trabalhando os conceitos, as competências e também as habilidades, contribuindo
assim para uma aprendizagem significativa.
Basta procurarmos e encontramos inúmeras possibilidades de utilizar
historias infantis parao ensino da matemática. A exemplo: Os três porquinhos; Ali
Babá e os quarenta ladrões; Branca de Neve e os sete
anões;ChapeuzinhoVermelho (quantos docinhos há dentro do cestinho para a vovó?
Agrupamentos e conjuntos); A Bela Adormecida (quantos anos ela tinha quando se
feriu com o fuso? ou, quantas eram as fadas madrinhas?) e O patinho feio (quantos
patinhos tinha na história)
Seguindo as contribuições de Vygotsky (1998, p. 137) quando comenta que
“A essência do brinquedo é a criação de uma nova relação entre o campo do
significado e o campo da percepção visual, ou seja, entre situações no pensamento
e situações reais”. Percebe-se que quando a literatura utiliza a noção de quantidade,
ensina a criança inconscientemente a quantificar, fazer seriações e classificações,
aprendem matemática brincando.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Partindo das teorias abordadas, verificou-se que método de ensinar


matemática utilizando a contação de histórias é significativo, pois possibilita a
criança além de explorar sua imaginação, desenvolver o raciocínio, calcular
hipóteses e solucionar problemas.
Posto isso, é possível que o processo de ensino-aprendizagem ocorra entre
o elo da matemática e a contação de histórias, uma complementa a outra, pois é
através do mundo da fantasia que a criança desperta a imaginação, criatividade e
soluções para solucionar problemas. Ela aprende de forma prazerosa, o que aguça
na mesma a vontade de aprender cada vez mais.
Durante a contação, é possível utilizar, de maneiras práticas, métodos de
linguagem e matemáticos os mesmo tempo, ao mesmo tempo que o alunos aprende
códigos diferentes da língua, também compreende e desenvolve noções de
quantidades. É necessário que o contador de histórias, explore cada momento da
historia para desenvolver no ouvinte habilidades diferentes com uma só história.
Portanto, é possível concluir que a contação de histórias é um método eficaz
para o ensino da matemática, pois permite ao aluno aprender de uma divertida e
prazerosa.
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