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Sociedade de

Advogados
Advogado Empregado. Honorários Advocatícios
Sociedade de Advogados
• O advogado, visando sempre estar atualizado nas questões do direito e buscando a
melhoria do trabalho prestado aos seus clientes, poderá, a exemplo do que ocorre
em outras profissões, associar-se a outros advogados, para desempenho das
atividades profissionais, é o disposto no artigo 15 do EAOAB, que reza:

• Art. 15. Os advogados podem reunir-se em sociedade simples de prestação de


serviços de advocacia ou constituir sociedade unipessoal de advocacia, na forma
disciplinada nesta Lei e no regulamento geral.
Registro da Sociedade
• A chamada sociedade de advogados ou a sociedade unipessoal adquirem sua
personalidade jurídica com o registro aprovado de seus atos constitutivos no
Conselho Seccional da OAB em cuja base territorial tiver sede.

• Permite-se a abertura de filiais em outra base territorial, desde que os atos de


constituição da filial sejam averbados no registro da sociedade e arquivados
junto ao Conselho Seccional onde se instalar, ficando os sócios e/ou titular
obrigados à inscrição suplementar.
Requisitos - Registro
• Somente advogados devem integrar a sociedade uma vez que o exercício da
atividade jurídica é ato privativo dos regularmente inscritos na OAB.
• Nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, constituir
mais de uma sociedade unipessoal de advocacia, ou integrar, simultaneamente, uma
sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial
na mesma área territorial do respectivo Conselho Seccional. Embora o advogado
tenha liberdade para exercer a profissão em todo o território nacional, é vedado que
sócios de uma mesma sociedade profissional representem em juízo clientes com
interesses opostos.
Razão Social
• A razão social da sociedade de advogados deverá ter pelo menos o nome de
um dos sócios responsáveis, sendo vedada a adoção de nome fantasia, bem
como apresentar forma ou características mercantis. No caso de sociedade
unipessoal de advocacia a denominação deve ser obrigatoriamente formada
pelo nome do seu titular, completo ou parcial, com a expressão ‘Sociedade
Individual de Advocacia’.
Responsabilidade Civil
• Tendo a sociedade personalidade jurídica, deverá responder pelos próprios
atos, o EAOAB prevê a responsabilização pessoal de seus integrantes nos
casos expressos em lei.

• Dispõe o artigo 17: Além da sociedade, o sócio e o titular da sociedade


individual de advocacia respondem subsidiária e ilimitadamente pelos danos
causados aos clientes por ação ou omissão no exercício da advocacia, sem
prejuízo da responsabilidade disciplinar em que possam incorrer.
Advogado Empregado
• Além de poder associar-se com demais colegas, fundar uma
sociedade unipessoal, pode ainda o advogado optar pela relação
de emprego, sendo um advogado empregado de uma empresa ou
sociedade de advogados.
Independência Profissional
• Independência profissional - Nestes casos, a relação empregatícia não
retira a isenção técnica e nem reduz a independência profissional inerentes à
advocacia. Isso quer dizer, que embora haja uma relação de emprego e,
portanto, a relação de patrão e empregado, o advogado detém o
conhecimento técnico sendo livre para traçar as melhores estratégias
processuais, e também, sendo livre para não adotar posturas que
comprometam seus valores e sua ética.
Serviços Particulares
• O artigo 18 do EAOAB disciplina a matéria do advogado empregado,
assegurando em seu parágrafo único que o advogado empregado apenas
preste serviço naquilo que foi contratado, evitando assim eventuais
abusos dos patrões no sentido de atuar também em casos de interesse
pessoal.
• “O advogado empregado não está obrigado à prestação de serviços
profissionais de interesse pessoal dos empregadores, fora da relação
de emprego”.
Jornada de Trabalho
• Estipula-se que a jornada de trabalho do advogado é de quatro (04) horas
diárias, ou seja, vinte (20) horas semanais, salvo acordo ou convenção
coletiva ou os casos de dedicação exclusiva. Nesta jornada de trabalho
computa-se o tempo que o profissional encontra-se à disposição do seu
patrão, quer seja no escritório ou em atividades externas. Tem o profissional
direito também às horas extras no caso de exceder a jornada de trabalho,
bem como adicional noturno se for o caso.
Honorários Advocatícios
• A remuneração do advogado que não decorre da relação de
emprego (salário) é denominada de honorários.
Espécies
• Espécies:
a) convencionados;
b) arbitrados judicialmente;
c) de sucumbência.

• Art. 22 – A prestação de serviço profissional assegura aos inscritos na OAB o


direito aos honorários convencionados, aos fixados por arbitramento judicial
e aos de sucumbência.
Honorários
Convencionados

A fim de evitar risco e desgaste


com o cliente o advogado deverá
contratar seus honorários por
escrito, inclusive explicitando-se o
valor em caso de eventual acordo.
O contrato escrito permite a
execução judicial.
Honorários Arbitrados

Os honorários serão arbitrados judicialmente


quando não forem convencionados
previamente.
O juiz deverá observar parâmetros (tabela da
OAB, trabalho realizado, tempo, quantidade
e qualidade das peças produzidas, média da
remuneração praticada em casos
semelhantes, despesas de deslocamento e
valor econômico da questão).
Honorários Sucumbenciais
São aqueles fixados na condenação contra a parte vencida
ou sucumbente.
Com referência ao CPC, o artigo 85 assegura o direito de
recebimento dos honorários advocatícios ao profissional
da área. Os honorários serão fixados entre o mínimo de
10% e o máximo de 20% sobre o valor da condenação, do
proveito econômico obtido, ou não sendo possível
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa, atendidos:
a) o grau de zelo do profissional, b) o lugar de prestação
do serviço, c) a natureza e a importância da causa, d) o
trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o
seu serviço
Em alguns casos expressos em lei os honorários poderão
ser fixados conforme apreciação equitativa do juiz
Prescrição
• O direito de ação para cobrança dos honorários advocatícios prescreve em 5
anos contados: a) do vencimento do contrato, se houver, b) do trânsito em
julgado da decisão que os fixar, c) da ultimação do serviço profissional, da
desistência ou transação, da renúncia ou revogação do mandato.