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4 - AS PIRÂMIDES
ÍNDICE:
20.4.1 - AS INTRIGANTES PIRÂMIDES
20.4.2 - AS REVELAÇÕES DE QUEÓPS, A GRANDE PIRÂMIDE:
20.4.3 - ASTROLOGIA E AS PIRÂMIDES
20.4.4 - RESUMO DAS MARCAS EXTRAORDINÁRIAS
20.4.5 - LIVRO DE PEDRA (UM MONUMENTO PROFÉTICO)
20.4.6 - A ENERGIA CÓSMICA DAS PIRÂMIDES
20.4.7 - CONSTRUA A SUA PIRÂMIDE:

20.4.1 - AS INTRIGANTES PIRÂMIDES


Fonte: Revista Planeta Extra - PIRÂMIDES

Os dois grandes monumentos de pedra da face da Terra - as pirâmides do Egito e do México - estão intimamente
relacionados entre si. Uma linha parece uni-los, traçando sobre o planeta um braço colossal, em forma de suástica.
Orientada para a esquerda, esta suástica indica o caminho do Sol, em seu trajeto oriente-ocidente. Esta, porém, é apenas
mais uma hipótese levantada em torno do mais fabuloso enigma de todos os tempos:

O que eram as pirâmides?


POR J. C. A. KUHL

Não é ao acaso que se deve atribuir a forma das pirâmides, Seus construtores tinham em
mente objetivos definidos. Podemos distinguir dois: o simbólico e o prático, embora ambos
possam estar unidos.
O simbolismo é claro: a pirâmide. representa a Montanha Sagrada de todas as mitologias;
o Olimpo; a Torre de Babel (figura), com a qual os mortais procuram aproximar-se dos deuses
e heróis; o Monte Sinai, onde Deus entrega as tábuas da Lei; e Aztlan, a montanha primordial
dos astecas.

Capítulo 43, versículo 12 de Ezequiel:


"Eis a lei do templo: no cume da montanha, todo o espaço que rodeia o lugar é sagrado. Tal é
a lei relativa ao templo."

No capítulo 21 do Apocalipse está escrito:


"Levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a cidade santa, Jerusalém,
que descia do céu, de junto de Deus, revestida da glória de Deus ... A cidade formava um
quadrado: o seu comprimento igualava a largura."
Em resumo, é o símbolo da união entre o céu e a terra.

A forma primordial lembra o triângulo, que exprime a Trindade, encontrada em todas as religiões.

No Egito é Amon, Mouth e Khons; na Índia é Brama, Vishnu e Shiva; nas lendas escandinavas, os três filhos de Bore. O número três indica, entre
outros conceitos, o fogo: luz, chama e calor; o tempo: passado, presente e futuro; a família: pai, mãe e filho, inclusive as famílias sagradas, como
Osíris, Ísis e Hórus.

A forma triangular, assentada sobre uma forma quadrangular, exprime a soma 3 mais 4 = 7. Sete, o número mágico.

Além do objetivo simbólico, havia a intenção técnica. A forma piramidal produz um ou mais tipos de energia, que ainda não identificamos, mas que
podemos observar em seus efeitos. O departamento de patentes da República checoslovaca registrou, em 1959, sob o número 91.304, o "afiador de
lâminas pirâmide de Quéops", de autoria de Karel Drbal, residente em Praga. Drbal, que é engenheiro eletrônico, observou que, colocando uma gilete
no interior de uma pirâmide de cartolina, após o uso, conseguia barbear-se até duzentas vezes com ela. Anos atrás, um viajante, Bovis, visitando a
Grande Pirâmide do Egito, observou que os pequenos animais, como gatos, que entravam no edifício e lá morriam, desidratavam-se, transformando-
se em múmias naturais. A publicação das observações de Bovis é que despertaram o interesse de Karel Drbal.

Certas correntes do ocultismo prático atribuem a cópias em escala da pirâmide de Quéops, cobertas com inscrições mágicas, virtudes curativas. A
semelhança entre a forma das pirâmides e a dos cristais, como o cristal de magnetita, sugere uma possível relação entre o fenômeno magnético e a
energia desconhecida.

CONTROVÉRSIAS SOBRE A IDADE DAS PIRÂMIDES


Para a ciência acadêmica, os monumentos não teriam mais que 5 mil anos; já para os ocultistas, seriam, sem dúvida, anteriores ao Dilúvio.
Os arqueólogos que se dedicam às civilizações da Meso-América, que compreende partes do México e América Central, afirmam que a pirâmide do
Sol, em Teotihuacán, foi erguida em alguma época entre o 49 e o 79 séculos da era cristã, no período denominado.

UM SEGREDO IMPENETRÁVEL
Clássico. Já não tem o mesmo ponto de vista o escritor e explorador francês Marcel Horhet, em cujo livro Os Filhos do Sol lemos: " Sabemos ademais
que a orientação da pirâmide de Teotihuacán, no México, permite, servindo-se de cálculos astronômicos, fixar a data em que foi erigida, isto é, no ano
de 4727 a.C."

Portanto, uma discrepância de mais de cinco milênios! A diferença de Cálculos é ainda maior, em se tratando das pirâmides do Egito. Se nos
basearmos no que nos informa Heródoto, crendo nas palavras por ele ouvidas dos altos sacerdotes de Tebas, o período histórico do Egito seria de
11.340 anos, quando a nossa ciência oficial calcula no máximo 6.500 anos

Para os ocultistas, a realidade é diferente. Antigos documentos sagrados relatam que foi no tempo em que Alpha Polaris era a estrela polar que se
deram as construções, ou seja, há cerca de 31.150 anos. Segundo estes textos, os monumentos teriam sido erguidos por altos sacerdotes da
civilização que existia no continente, hoje desaparecido, da Atlântida. Mais tarde, foram reconstruídos pelos faraós da IV Dinastia, com o auxílio dos
hierofantes egípcios, que conservavam em seus arquivos secretos a valiosa herança da tradição dos atlantes e sua contagem de tempo.

AS PIRÂMIDES E OS PERSONAGENS DO VELHO TESTAMENTO


Segundo lendas árabes, a pirâmide de Quéops é o túmulo simbólico do profeta Enoch. As
outras duas do sítio de Gizé também teriam origem em personagens bíblicos: a pirâmide de
Quéfren seria o túmulo simbólico de Seth, filho de Adão e mestre de Enoch. Por analogia,
deduzimos que a terceira pirâmide, a de Miquerinos, seria a sepultura simbólica de Adão, e a
distância e diferença de orientação das construções correspondem às épocas distintas em
que viveram os três seres.

Para Charles Piazzi Smyth, a Grande Pirâmide do Egito foi construída, sob orientação divina,
pelo ser que em Gênesis, 14, 18, é assim descrito: "Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote
do Deus altíssimo, mandou trazer pão e vinho." Este personagem, no livro dos Salmos e na
epístola aos Hebreus capo 5, 5 e 6, passa a simbolizar o Messias. Diz-se de Jesus:
"Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque" (Sl 109, 4).

O Templo de Salomão, cujo planejamento recordava os templos egípcios, era uma cópia duas
vezes maior do antigo tabernáculo, o qual, segundo Josefo e outras fontes, era uma imitação
do cofre sagrado em que era encerrado o corpo de Osíris e denominado Tabernáculo de Ísis,
que os sacerdotes egípcios carregavam em procissão nas grandes cerimônias de culto e,
principalmente, nos ritos de iniciação. Ora, as grandes pirâmides eram os locais iniciáticos
por tradição, dedicados a Ísis e Osíris. Não seria demais lembrar que Moisés foi educado na
corte egípcia.

As faces da Grande Pirâmide do Egito, hoje em degraus, eram outrora lisas, refletindo o Sol, como espelhos de calcário. A cobertura foi destruída por
um terremoto e os restos usados para reconstruir a cidade do Cairo, no fim do século 12 de nossa era. A descrição dada em Apocalipse 21, 11 para a
Cidade Santa. poderia aplicar-se para a aparência primitiva da pirâmide de Quéops:
"Assemelhava-se seu esplendor a uma pedra muito preciosa, tal como o jaspe cristalino."

AS COINCIDÊNCIAS DE QUÉOPS E TEOTIHUACÁN


São tantos os fatos que unem as grandes pirâmides do Egito e do México que a
costumeira explicação de "coincidências" não se aplica, apesar da enorme distância
geográfica.

Dimensões: a altura da pirâmide de Quéops está por volta de 146m; a da


pirâmide de Teotihuacán é de 66m. Como nenhuma das duas medidas é segura,
pelas dificuldades causadas por se tratar de ruínas, podemos afirmar que a altura da
segunda é aproximadamente a metade da primeira. A largura da base da pirâmide
de Quéops gira em torno de 230m, enquanto a de Teotihuacán tem 'dois lados com
230m e os outros dois com 220m. Portanto, mais ou menos a mesma base.

Em síntese: a pirâmide do Sol, de Teotihuacán, tem aproximadamente a mesma


base e metade da altura da pirâmide de Quéops, em Gizé, a qual, segundo autores
antigos, seria também dedicada ao Sol.
Localização: o Trópico de Câncer, que não foi traçado a esmo, mas como linha solar, aproxima também as duas construções. A pirâmide do Sol
situa-se ao sul do Trópico de Câncer, a distância semelhante à que está, ao norte da mesma linha, a região de Gizé. Esta singular disposição traça
sobre o planeta o braço de uma colossal suástica sinistrógina, ou seja, orientada para a esquerda, indicando assim o caminho do Sol, que nasce no
Oriente e se poê no Ocidente. Algumas escolas filosóficas defendem o ponto de vista de que a civilização segue o caminho do Sol, justificando-se
assim duas grandes pirâmides, uma no Oriente e outra no Ocidente.

Pedro Calmon refere-se a este fenômeno em seu livro O Rei Cavalheiro: "O sol da cultura declinava do Oriente para o Ocidente.
,A vez da Ásia passara; a vez da Europa chegava ao termo; na América, madrugava."

Medições astronômicas: se multiplicarmos a altura original da pirâmide de Quéops por um milhão, teremos aproximadamente a distância da Terra ao
Sol, ou seja, 1 49.450.000km. Do mesmo modo, se multiplicarmos a altura da pirâmide do Sol pela menor largura de sua base, teremos um número
perto da menor distância da

UM SEGREDO IMPENETRÁVEL
Terra ao Sol, o número de 145.200.000 km; se multiplicarmos a sua altura pela maior largura, teremos aproximadamente a maior distância Terra-Sol,
ou seja, 151.800.000km. Coincidências? Mesmo que fossem, teríamos ainda as seguintes: o meridiano que passa pelo centro da pirâmide
de Gizé divide continentes e oceanos em porções iguais; a circunferência da pirâmide dividida pelo dobro de sua altura nos fornece o famoso número
de Ludolf, pi = 3,1416.

O MISTÉRIO DO TÚMULO REAL DE PALENQUE


Não é apenas em Teotihuacán que encontramos uma grande pirâmide relacionada às do
Egito. Há muitos fatos que sugerem uma ligação entre o México e o Egito antigos; entre
eles, o sarcófago descoberto pelo arqueólogo Alberto Ruz Lhuillier em 1952, na localidade
mexicana de Palenque, em Chiapas. Após vencer grandes obstáculos, Alberto Ruz
descobriu uma escadaria subterrânea secreta, que levava a uma enorme cripta,
encravada na pirâmide denominada Templo das Inscrições, onde se encontrava um
impressionante sarcófago de pedra.

Após a abertura, deparou com o esqueleto de um homem de idade mediana, bem mais
alto que o maia comum (o esqueleto media 1,73m) e sem as deformações dentárias que
a nobreza costumava trazer. Provavelmente o personagem, que trazia sobre a face uma
magnífica máscara de jade, não era maia de origem, Comenta o próprio descobridor: "O
Túmulo Real de Palenque, como é hoje popularmente denominado, com certa
propriedade intuitiva, talvez nos aproxime mais do conceito egípcio se admitirmos que a
pirâmide que o ocultava, embora sustentasse um templo, foi também construída para
servir de grandioso monumento funerário."

O cientista está convencido de que tais paralelismos não representam nenhum contato
cultural entre Egito e América, pois estas civilizações estiveram separadas por
intransponíveis barreiras no espaço e no tempo.
As recentes expedições de Thor Heyderhal, em embarcações idênticas às usadas pelos antigos navegantes, provaram que tais barreiras afinal não
eram assim tão intransponíveis.

QUÉFREN: UM DESAFIO ÀS LEIS CIENTíFICAS


O enigma que envolve as pirâmides se manifesta também de modo palpável e comprovável cientificamente na de Ka-F-Ra ou Quéfren, na área de
Gizé.
Um empreendimento envolvendo um milhão de dólares foi tentado pela Universidade Ein Shams, no ano de 1968, para radiografar aquela construção,
que a ciência julga datar de algum período entre 2200 e 2700 antes da nossa era, e que tem quase o mesmo tamanho da pirâmide de Quéops
(Khufu), a qual está situada a pouca distância da mesma.

Os pesquisadores procuravam galerias e corredores secretos no interior daquela montanha artificial e, quem sabe, a sepultura do faraó. Em 1969, um
moderno computador IBM foi cedido à universidade. No dia primeiro de julho, o dr. Amr Goheb, que dirigia o projeto, declarou ao Times de Londres
que o que ocorria na pirâmide "desafia todas as leis conhecidas da ciência e da eletrônica". O resultado das irradiações dos aparelhos e seu registro
pelos computadores desconcertou o doutor: "Isto é cientificamente impossível." No entanto, estava acontecendo ...

O doutor Goheb declarou ainda: "Ou a geometria da pirâmide apresenta um erro substancial, o que invalida nossas leituras, ou existe ali um mistério
além de toda explicação - chamem-no pelo nome que quiserem, ocultismo, maldição do faraó, feitiçaria, magia... -, existe ali uma força que desafia
as leis da ciência."

Portanto, aqui, a estranha energia das pirâmides desorganiza os registros de nossos computadores e
confunde nossos cientistas!

SUPOSIÇÕES SOBRE A FINALIDADE DAS PIRÂMIDES:


o mais profundo mistério envolve a verdadeira finalidade das pirâmides, pois, devido ao enorme
esforço técnico, humano e material despendido, só faria sentido se seus construtores tivessem em
mente algo grandioso e solene. Ainda hoje não atinamos com precisão para este objetivo.

Os historiadores acreditam que eram pura e simplesmente túmulos no caso egípcio e bases para os
templos na Meso-América. O fato de os túmulos serem tão grandes no Egito seria o reflexo da rígida
organização teocrática que regia aquele povo.
Tal não é a interpretação dos teósofos. Para eles, as pirâmides eram utilizadas no Egito Antigo para a
iniciação dos faraós e de certos membros da nobreza e da
família real nos sagrados rituais Secretos de Ísis e Osíris, a Mãe e o Pai simbólicos da Sagrada Família
egípcia.

Quanto ao sarcófago de pórfiro (um mineral) encontrado no interior da pirâmide de Quéops, não seria
para enterrar morto algum. Tratava-se da simbólica "fonte batismal", na qual o neófito, candidato à
sabedoria dos deuses, era mergulhado. Após o batismo, o candidato renascia e se transformava no
homem perfeito.

Seria esta a utilidade das pirâmides encontradas também no Brasil, na cidade goiana de Paraúna,
onde, perto de um túnel com paredes lisas e paralelas ao solo até certa distância, que depois entram no interior, localizaram-se "enormes blocos de
pedras, dispostos em pirâmides e circundados por um colar de pedras menores hexagonais". Podemos lembrar também os tradicionais chapéus com
que são representadas tanto as fadas como as bruxas da lenda. Eles eram em forma de cone, assemelhando-se às pirâmides. Do mesmo modo, os
chapéus usados por religiosos e membros de sociedades secretas, como, por exemplo, a Ku Klux Klan, que, juntamente com a capa, transforma todo
o corpo de seu portador em uma pirâmide humana.

As pirâmides, saindo da terra apoiadas em sua base quadrada e elevando-se ao céu em triângulo, simbolizam e exprimem de forma magnífica o
insigne anseio de todo homem ao espírito.

Os humanos arquitetos daquelas obras de arte em pedra simbolizaram nelas o maior de todos os arquitetos: a divindade.

Arqueólogos mexicanos do Instituto Nacional de Antropologia e História descobriram sob


a pirâmide do Sol, em Teotihuacán, uma enorme caverna de 250 metros de comprimento
e 5 metros de altura.

A gruta, cinco metros abaixo do nível do solo, é orientada no sentido leste-oeste (o


mesmo dos trópicos) e situa-se precisamente sob a parte central da construção. A
galeria, que aproveitou uma concavidade natural, parece-se ao passadiço de um barco,
dividido em duas partes, com a faixa divisória exatamente no centro da pirâmide.

Descoberto casualmente em 1972, quando uma forte chuva revelou sua embocadura, o
subterrâneo assemelha-se a um longo túnel, no fim do qual se acha uma câmara.
Também foram localizados, quase no final da cova, três caminhos que se abrem como um
trevo de três folhas.

Na câmara foram encontrados ossos humanos que permitiram aos cientistas datar a
presença de homens na gruta em cerca de 300 anos antes de Cristo, e peças de cerâmica
ricamente trabalhadas, com desenhos e inscrições desconhecidas.

Na pirâmide da Lua, que os teotihuacanos ergueram em frente à do Sol, no entanto, não se achou nenhuma gruta por ora. A gruta do Sol tem as
paredes aplainadas com adobe e argila negra, sem desenhos ou decorações, e os pesquisadores, que só revelaram a descoberta em julho de 1974,
acreditam que ela teria servido, no período pré-clássico, como câmara ritual.

Pirâmides na China

Revista Sexto Sentido - nº 18


Apesar de geralmente ser associadas à América e ao Egito, as pirâmides também existem na China. E
mesmo que o assunto não seja muito divulgado, os pesquisadores costumam associar as construções
chinesas à presença de extraterrestres no passado das civilizações do planeta.

Dizem que existe mais de uma centena de pirâmides, a maioria localizada na região central da China, perto
de Qin Chuan e da cidade de Xian. A primeira vez que se falou sobre elas parece ter sido na virada do século XIX para o XX, quando dois negociantes
australianos viajavam pela região e visitaram as construções.

Atualmente, não se tem muita informação sobre qualquer pesquisa sendo realizada, Na verdade, os estudiosos dizem que o governo chinês tem feito
de tudo para negar a existência dos monumentos, afirmando que eles não passam de montes de terra. Eles estariam cobrindo as pirâmides com
árvores para dar a impressão de serem acidentes geográficos naturais.

As lendas em torno dessas estruturas, no entanto, dizem que elas são muito antigas, anteriores até mesmo aos registros existentes sobre a região, e
que atingem mais de 5 mil anos. Esses negociantes ouviram a história de que as construções tinham sido erigidas numa época em que os velhos
imperadores reinavam na China. Segundo se diz, esses imperadores não eram originários da Terra, mas descendiam dos filhos do céu, que teriam
descido até aqui em seus dragões metálicos.

As pirâmides, ao contrário das suas semelhantes mais conhecidas, não são feitas de pedra, mas de
argila, e se encontram em péssimas condições de conservação. Como ocorreu com algumas ruínas
no Peru e Bolívia, os habitantes locais retiraram material das construções para aproveitar em suas
próprias casas. A maioria das pirâmides tem entre 25 e 100 metros de altura, com exceção da que
ficou conhecida como a Grande Pirâmide Branca, com 300 metros de altura. Qualquer visita à
região é muito complicada, uma vez que nas proximidades existe uma base de lançamento de
foguetes do programa espacial chinês e a segurança é muito grande.

Quem teria construído tais monumentos ainda vai dar o que falar aos arqueólogos e pesquisadores autônomos. Percebe-se claramente que elas
seguem o mesmo estilo das encontradas na América Central e do Norte, mas já se falou que a Grande Pirâmide Branca pode ter correlações
arquitetônicas com a pirâmide de Gizé. De qualquer forma, seu tamanho é majestoso o bastante para impressionar qualquer um.
Seja qual for o rumo dos estudos sobre pirâmides nos próximos anos, ainda há muito o que ser dito, sejam elas de origem terrestre ou não.

20.4.2 - AS REVELAÇÕES DE QUEÓPS,


A GRANDE PIRÂMIDE:
Fonte: http://cienciaconfirmaigreja.blogspot.com/2009_02_01_archive.html l

O Pe. Moreux foi um sacerdote astrônomo que se interessou pela


arqueologia. Segundo ele, a razão foi que as tábuas astronômicas dos povos
mais remotos esclarecem muitos problemas relativos à história mais
longínqua.

Ele explica que os eclipses não duvidosos registrados pelos sábios da China
não têm mais de 4400 anos.

Quéops tem perto de 150 metros de altura e uma base de cinco hectares; pesa 6 milhões de toneladas e a riqueza do Egito - no ano em o Pe. Moreux
escreveu o livro não seria suficiente para pagar os operários encarregados de demoli-la.

Para construí-la, criou-se um enorme viaduto de 925 metros de extensão e 19 de largura, feito de pedras polidas e ornado com figuras de
animais ‒ como narrou o historiador grego Heródoto (II, 124).

Alguns blocos têm 10 metros de extensão. Um deles supera os 170 metros cúbicos e pesa mais de 470 toneladas. Não se consegue passar o fio de
uma faca entre pedra e pedra, de tal maneira estão bem encaixadas sem usar cimento algum.

As pirâmides serviram de túmulos para faraós e magnatas. Mas, a de Quéops é intrigante.

Certamente jamais houve nela múmia alguma. Os nomes câmara do rei, câmara da rainha no caso de Quéops são fantasiosos. Não há inscrições
funerárias como nas outras.

No local onde deveria haver um sarcófago, na câmara do rei, só há uma bacia de pedra admiravelmente entalhada.

O Pe. Moreux sublinha:“a Grande Pirâmide não é um túmulo. Então, com qual finalidade foi construída? Mistério”.

POSICIONAMENTO GEOGRÁFICO
Coordenadas do Nilo

Durante a expedição de Napoleão, a missão científica que o acompanhava fez a triangulação


do Egito, e usou a Grande Pirâmide como ponto de referência. Então, constatou que a
prolongação das diagonais dela encerra perfeitamente o delta do Nilo e que a linha Norte-Sul
que passa por seu topo divide o delta em dois setores rigorosamente iguais.

Pontos cardeais
Todas as pirâmides deviam ter seus lados voltados para os pontos cardeais. Mas, com
exceção de Quéops, elas estão mal orientadas. Para não errar é preciso vencer sérias
dificuldades, porque a bússola aponta para o Pólo magnético e não para o Pólo geográfico. A
estrela Polar indica muito imperfeitamente a posição do Pólo, porque a Terra tem um
movimento oscilatório que modifica a posição aparente da abóboda celeste.

O famoso astrônomo Tycho Brahe (1546-1601), errou em 18 minutos de arco a orientação


do célebre Observatório de Urianenbourg. Mas a Grande Pirâmide apresenta um erro mínimo,
como se seus arquitetos conhecessem o que milênios depois, a ciência estabeleceria com
ingentes sacrifícios.
O meridiano terrestre

Hoje se utiliza o meridiano de Greenwich para dividir a Terra, iniciar os horários e os dias. Porém o meridiano ideal é o da Grande Pirâmide. “Porque é
o que atravessa mais continente e o mínimo de mares. Aliás, ele é exclusivamente oceânico a partir do estreito de Behring e, coisa mais
extraordinária ainda, se se calcula exatamente a extensão de terras que o homem pode habitar, verifica-se que o famoso meridiano as divide em duas
partes rigorosamente iguais”.

Como os construtores da Grande Pirâmide teriam podido mensurar a Terra toda?

O paralelo mais terrestre

“Puxemos um paralelo pelo grau 30 latitude Norte. O que constatamos? Esse círculo
traçado em volta do planeta abarca a maior extensão continental. Ora, é precisamente
sobre esse paralelo que foi construída a Grande Pirâmide”.

O Pe. Moreux mostra ainda mais, Quéops não está exatamente no paralelo 30 Norte
mas no 29 58'51' N. E, de fato, quem olha o pólo celeste desde essa posição o vê como
se estivesse exatamente no paralelo 30 N.
A causa desta distorção é a refração atmosférica. Porém, este fenômeno só foi
descoberto milênios depois. Entretanto, os construtores da Pirâmide agiram como se
soubessem dele.

Na ordem geométrica

Heródoto conta que os sacerdotes egípcios lhe ensinaram que as proporções entre o
lado da base e a altura, eram tais que “o quadrado construído com base na altura vertical igualava exatamente a superfície de cada uma de suas
faces triangulares”.

Esta referência, segundo o sacerdote astrônomo, prova que desde sempre Quéops foi calculada para “materializar, para dizer assim, noções
numéricas e relações matemáticas dignas de serem conservadas”.

A quadratura do círculo e o número Pi

É uma velha preocupação descobrir por cálculos geométrico-matemáticos as proporções de uma figura que tenha a mesma superfície de uma figura
diversa. Por exemplo, quanto medem os lados de um quadrado que tem a mesma superfície de um triângulo dado.

A dificuldade era imensa quando se tentava passar de uma figura retangular a outra circular, pois requer o número Pi (3,14159265358979323846…)
que custou muitíssimo definir.
Mas encontra-se o número Pi na Grande Pirâmide dividindo o perímetro da base por duas vezes a altura. Este resultado não é acidental, pois os
ângulos dos lados foram modificados para produzir esse número.
Quer dizer, conclui esta parte, o Pe Moreux, “este monumento único no mundo é bem a consagração material de um valor importante que para obtê-
lo o espírito humano empreendeu esforços inimagináveis”.

Mas as revelações de Quéops não ficam por aqui. Elas até são muito mais incríveis.

20.4.3 - ASTROLOGIA E AS PIRÂMIDES:


Fonte: http://universoevida.blogspot.com/

Não há mesmo como fugir da insólita realidade de que em tempos muito recuados e
desconhecidos, uma certa raça extremamente tecnológica e evoluída se fez presente
na Terra.

As pirâmides, tais como aquelas que se espalham pelo solo marciano, são, por assim
dizer, a "marca registrada" de uma fantástica Engenharia que veio a superar os
próprios limites da Engenharia.

As provas de uma antiga conexão cósmica existente entre este nosso pequeno planeta
e os astros representam outra fortíssima evidência de que nada misterioso e
inexplicado daquilo que está espalhado pala face da Terra se tratou de um mero acaso
ou sequer de uma simples coincidência.

Os muito precisos corredores da Grande Pirâmide de Gizé, por exemplo, apontam


DIRETAMENTE para algumas constelações no exato ponto e nas exatas coordenadas
em que se encontravam há dezenas de milênios de anos, antes de a própria Civilização
Egípcia lá ter
se estabelecido como cultura organizada.
Como a imagem que mostra que as galerias de ar são na verdade
indicações diretas a SÍRIUS, ORION, URSA MENOR, ALPHA DRACONIS.

Outra teoria popular afirma que estes dutos são simplesmente um meta-
símbolo para a "tranqüila" ascensão da alma na transcendência das
barreiras terrenas. De acordo com muitos egiptólogos, o duto representa
uma notação simbólica para a ascensão do faraó falecido, ou de algum
dignitário egípcio, ao "Duat" (o submundo), onde a alma depois seguiria
Osíris a áreas importantes nos céus chamadas de Ihm'sk, o local dos
deuses estelares imperecíveis. Se fosse assim, não importaria se os dutos
estivessem bloqueados ou não, na medida em que a sua função primeira
seria simbólica.

Outra possibilidade é de que estes dutos misteriosos estejam voltados para


constelações especiais, seja para a ascensão da alma para uma constelação
particular, seja por algum simbolismo superior: mostrando a época do plantio, ou melhor ainda, o local onde vivem os deuses. Por exemplo, se o duto
estelar sul na Câmara da Rainha se estendesse para além da Pirâmide durante as primeiras dinastias egípcias, apontaria diretamente para a estrela
Sirius na constelação de Cão Maior, a 8,6 anos-luz de distância. Portanto, seja na Câmara do Rei, seja na da Rainha, estes dutos estelares podem ser
vistos como pequenos apontadores a laser, que cruzam em linha reta a imensa cantaria da Pirâmide e focalizam-se em áreas estelares distantes que
fazem parte de um universo emergente e renovador!

Se investigarmos esta última teoria mais de perto, descobrimos que o duto na Câmara do Rei, bem acima do duto sul na Câmara da Rainha,
estendendo-se para fora da Pirâmide, na suposta época da construção da Pirâmide, estaria alinhado com a constelação de Órion. Isto nos lembra o
antigo hieróglifo Netat e o sentido da ressurreição de Osíris associada a Órion à medida que o corpo humano e o divino se juntam após a passagem
pelo submundo da morte. No lado oposto desse duto, na parede norte da Câmara do Rei, há um outro duto que aponta para uma região polar
associada à constelação do Dragão. Este padrão de alinhamento particularmente dual foi criado para mostrar ambas as espirais positivas e negativas
para a liberação energética da alma: sendo Órion a região onde se encontra a programação positiva e o Dragão, o antiuniverso devorador.

Há controvérsias em torno desta teoria na medida em que o alinhamento com Órion não é fixo. Ou seja, o preciso alinhamento do duto sul da Câmara
do Rei com Órion e do da Câmara da Rainha, ao sul, com Sirius aconteceu num período bem anterior que o do período egípcio clássico ou a Quarta
Dinastia (2575-2465 a.C.), a suposta época de construção da pirâmide. No entanto, se a Pirâmide for bem mais antiga, isto poderia explicar por que o
conhecimento dos construtores se perdeu. Isto também sugeriria que deve ter havido uma antiga era egípcia com base astrofísica, que de algum
modo adquiriu uma sabedoria superior que também foi aplicada no imenso circuito de pavimentos e câmaras inseridos nas pirâmides e em outras
estruturas subterrâneas abaixo de Gizé. O livro Timeus de Platão sugere que teria havido antes da sua época (428 a 347 a.C.) uma cultura e uma
Sabedoria que se perderam para a humanidade.

Num pequeno estudo que este autor escreveu em 1973, as simulações


da relação do duto sul com Orionis nos mapas estelares do passado
sugerem ou que o período dinástico iniciou-se numa data bem anterior a
que se registra, ou que a pirâmide corresponda a um período pré-
dinástico, quando houve o alinhamento dos dutos estelares com as
constelações.

Os cálculos dos alinhamentos estelares revelam que há mais de 47


séculos a ciência era extremamente avançada no planeta, a ponto de os
construtores poderem transformar as dramáticas idéias de vida e
evolução baseadas em equações matemáticas astronômicas, e
incorporá-las em pedra para descrever como a evolução natural se
estendia pelo cosmo maior. Isto indicaria que a Grande Pirâmide foi
construída para ser um tipo de calculadora em pedra da precessão das
estrelas associadas ao equinócio, sendo, portanto, o maior computador
astrofísico no planeta, construído no mundo antigo para mostrar uma
relação com múltiplos campos estelares.

Um dos primeiros documentos a especificar este alinhamento foi O Livro


do Conhecimento: As Chaves de Enoch, publicado em 1973 [1], e
posteriormente, a sua teoria se tornou mais amplamente aceita.
Mesmo que admitidos, estes fatos significativos da orientação dos dutos estelares não podem por si só provar a presença de inteligência superior no
projeto da Grande Pirâmide – mesmo observando-se que o seu projeto e execução são tão precisos a ponto de o piso de pedra estar absolutamente
na horizontal. Além disso, as três pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos foram construídas numa relação que se assemelha muito ao
posicionamento das três estrelas no Cinturão de Órion, Mintaka, Alnitak e Alnilam, a mais de 1.300 anos-luz de distância da terra.

E já está mais do que provado de que as pirâmides de Gizé ostentam uma nítida correlação com a Constelação de Órion. Nada ali foi mesmo erigido
por mero acaso.
Por outro lado, descobriu-se também que essas três pirâmides estavam igualmente alinhadas com MARTE no ano 10.399 Antes de Cristo, isto é, cerca
de 12 mil anos antes da nossa Era. É, de fato, algo simplesmente estonteante, uma vez que a posição radial que parte da Esfinge irradia diretamente
para as constelações que mais tarde formariam o nosso Zodíaco, tudo espantosamente coincidindo com as medições da Antiga Suméria

20.4.4 - RESUMO DAS MARCAS EXTRAORDINÁRIAS:


Fonte: http://www.sobrenatural.org/
• O monumento maciço mede mais de 230m de lado e tinha, originalmente, 147m
de altura, quando as pedras colocadas no ponto mais elevado - que os místicos
diziam tratar-se de blocos de ouro - estavam ainda no seu lugar.

• A pirâmide é formada por cerca de 2,5 milhões de blocos de calcário. Alguns


pesam 15 toneladas

• Tem um peso aproximado de 6 milhões de toneladas

• A construção ocupa uma área de 5,3 hectares de área

• O granito para as câmaras do interior da pirâmide veio de Assuão, a 800 Km, Nilo
acima.

• Desde o início do trabalho de construção até o seu termino dever ter medeado
cerca de 20 a 30 anos.

• Supõe-se que foram empregados cerca de 4000 trabalhadores para a sua construção.

• É a única das Sete Maravilhas do Mundo Antigo que sobreviveu até os dias atuais.

• O ângulo de inclinação de seus lados é de 54º54'


• Sua base é um quadrado com 229m de lado, e apesar deste tamanho todo é um quadrado perfeito - o maior erro entre o comprimento de cada
lado não passa de 0,1%, algo em torno de 2cm, o que é incrivelmente pequeno.

• O suposto sarcófago (caixa de pedra) esta localizado no "coração" da estrutura, é de granito preto e esta
orientado com as direções da bússola.

• O sárcófago é maior do que a entrada da câmara. Só pode ter sido colocado lá enquanto a construção
progredia.

• Se tomarmos o perímetro da pirâmide e dividi-lo duas vezes pela sua altura, chegaremos ao número pi
(3,14159) até o décimo quinto dígito. As chances deste fenômeno ocorrer por acaso são quase nulas. Até
o final do século 6 d.C., o pi havia sido calculado até o quarto dígito.

• Os seus lados estão alinhados quase exatamente para o Norte, Sul, Leste e Oeste, sofrendo um desvio de
apenas 3 minutos. O equivalente contemporâneo é o Observatório de Paris, possui um desvio de 6
minutos.

• No solstício de verão, quando visto da Esfinge, o Sol, se põe exatamente no centro da grande pirâmide e
de sua vizinha, a pirâmide de Quéfren.

• No dia do solstício de inverno, visto da entrada da Grande pirâmide, o sol nasce exatamente do lado
esquerdo da base da cabeça Esfinge e passo por toda a cabeça até se por ao lado direito de sua base.

• A pirâmide esta no centro exato da superfície da Terra, dividindo a massa de terra em quadrantes
aproximadamente iguais. O Meridiano terrestre a 31º a leste de Greenwich e o paralelo a 30º ao norte do
equador são as linhas que passam pela maior parte da superfície terrestre do globo. No lugar onde estas linhas se cruzam esta a grande
pirâmide. A Grande Pirâmide é, por assim dizer, o umbigo do mundo.
Bibliografia:

- Grandes Mistérios, Coleção Planeta, Nº3


- Lugares Misterioso - Atlas do Extraordinário, Volume 1, Editora DelPrado

20.4.5 - O LIVRO DE PEDRA


Fonte: Revista Especial - PLANETA

UM MONUMENTO PROFÉTICO:
A partir de 1865, arqueólogos, estudiosos, passaram a vasculhar, estudar, e a descobrir nas formas arquitetônicas dos corredores e câmaras da
grande pirâmide, uma simbologia que coincide com datas históricas e marcantes de acontecimentos da trajetória humana durante o tempo. Fatos e
acontecimentos são marcados matematicamente. Também relatos bíblicos e do Livro dos Mortos dos Egípcios. A pirâmide se revela então como um
LIVRO DE PEDRA - um guia profético .
Em 1865, Robert Menzies, foi quem primeiro defendeu, publicamente, a tese segundo a qual os corredores e câmaras da grande pirâmide
de Queóps eram uma representação cronológica de acontecimentos históricos, ou seja: Um monumento profético.

Para Menzies, a entrada da primeira passagem baixa em direção à antecâmara representava o começo das grandes guerras e atribulações preditas
pelas Escrituras. Se não fosse o engano de Menzies, adotando, para o final da Grande Galeria, uma coordenada perpendicular, em vez de uma
vertical, Smyth, que o seguiu também nessa opinião, teria indicado o começo da Primeira Guerra Mundial 49 anos antes de 1914.
Os trabalhos de Smyth foram prosseguidos pelo dr. W. Aldersmith, mas foi a obra publicada em 1905 pelo coronel Garnier - La Gran Pirámide, su
Constructor y las Profecias -, que também considerava a Grande Galeria como uma representação da Era Cristã, que situou o início dessa era na
crucificação. Porém, esse autor fixou a idade de Cristo em 31 anos no momento da sua morte, e também cometeu o erro de coordenada no fim da
galeria. De acordo com os cálculos de Garnier, só se obtém o número 1913 para o princípio da Primeira Grande Guerra, o que constitui, de qualquer
modo, uma aproximação notável.

Desde então é tido como certo, por muitos, que a pirâmide de Quéops não é somente um marco de medida e uma representação geométrica e
matemática da ciência da primeira civilização conhecida, sendo também a demonstração gráfica de um sistema de cronologia profética, estreitamente
ligada ao texto do Antigo e do Novo Testamento, de um lado, e ao Livro dos Mortos, do outro.

UMA LINGUAGEM DE PEDRA


O historiador Alejandro Moret, no livro Dioses y Reyes del Egipto, demonstra que toda a alegoria sagrada dos egípcios se achava plenamente
identificada com relatos evangélicos. O nascimento de Messias, os detalhes sobre sua vida, a cerimônia da última Ceia, as circunstâncias de sua morte
- sobre todos esses fatos, circulavam histórias correntemente no Egito, entre o povo, e isto milhares de anos antes de Jesus Cristo nascer. Entretanto,
é necessário destacar que os sacerdotes egípcios não compreendiam, ou não queriam compreender, o significado das profecias, e aplicavam os
acontecimentos da vida e paixão do Messias a seu deus Osíris.

Com relação ao Livro dos Mortos, existe uma identidade entre ele e a Grande Pirâmide. Um complementa o outro, como elucida um egiptólogo ao
dizer que a pirâmide "fala uma linguagem de pedra" e O Livro dos Mortos "fala uma linguagem de palavras", Na obra egípcia, a pirâmide é "O
Templo de Amon", quer dizer, do cumprimento, das realizações; a casa secreta dia entidade oculta; "O Lugar da Luz"; a "Casa dos Lugares Secretos".
As alegorias do livro se relacionam com os corredores e câmaras da pirâmide. É seguindo passo a passo um e outro guia que poderemos tentar
penetrar com êxito nesse sistema de revelações históricas, das mais assombrosas, surpreendentes e, ao mesmo tempo, mais ordenadas que nos é
possível conceber.

Em seu livro El Secreto de la Pirámide, Georges Barbarin apresenta-nos um resumo do cálculo que desvenda a linha cronológica das profecias.
Ela é obtida ao prolongar-se o segmento de reta constituído pelo piso do corredor ascendente até o ponto em que se encontra com o prolongamento
do segmento que representa o revestimento ideal da face norte da pirâmide.

O vértice resultante é o ponto A, que dista exatamente 6.000 polegadas piramidais do término do segmento, no centro da antecâmara que precede a
Câmara do Rei (ver figo 1). Cada uma das 6.000 polegadas cerresponderia a um ano. Davidson e certos religiosos arbitraram o ano de 4000 a.C, data
dia origem da "raça adâmica", para o início da linha cronológica.

Dados astronômicos viriam fortalecer essa hipótese. A inclinação do corredor de entrada coincide com a estrela Alfa Draconis, e Davidson verificou
que a luz dessa estrela penetrou por aquele corredor no equinócio de outono do ano 2144 a.C, Além disso, no corredor descendente existem duas
juntas diferentes das demais, que chamam a atenção para uma linha dupla que demarca os quatro cantos e é perpendicular à inclinação do
corredor. Davidson observou que essa marca apontava para a estrela Alcíone, da constelação das Plêiades, na mesmíssima ocasião: o equinócio de
outono de 2144 a.C, Fazendo-se os cálculos, são obtidas as datas de 3999 a.C. para o início e 2001 para o final.

Utilizando como marco de tempo a polegada, que é uma medida de comprimento, o arquiteto da pirâmide quis traduzir tudo por intermédio de cifras.
Essa é a razão pela qual, enquanto as outras pirâmides se acham cobertas de inscrições e até de esculturas, a Grande Pirâmide não demonstra, por
assim dizer, nenhum sinal externo ou interno, nem esculturas nem inscrições.
Os fatos mais notáveis da história da humanidade adâmica (isto é, de nossa sociedade desde os tempos históricos) estão figurados na interseção de
linhas no teto e no piso, nos corredores e nas câmaras, nos cruzamentos dos eixos, nas interseções das circunferências, nas portas, no começo e fim
das galerias, em detalhes arquitetônicos, etc. Alguns fatos foram obtidos mediante cálculos geométricos, por não se apresentarem facilmente visíveis
ao observador. Mas não são esses os mais importantes. As grandes épocas estão, quase sempre, assinaladas por uma evidência estrutural relevante.

AS REVELAÇÕES DAS FORMAS:


É fora de dúvida que existe um sincronismo, uma correlação evidente entre as histórias do Egito, da Babilônia e de Israel.
A tradição talmúdica da Casa de Elias fala "dos mil anos vazios; dos mil anos da Lei, e dos mil anos dos dias do Messias". Por fim, o Livro
de Enoque fala de um período de seis dias (entendamos seis milênios) durante os quais "todas as coisas serão realizadas e depois do qual haverá um
sétimo dia" - o dia (o milênio) do repouso.

O historiador Habermann procura destacar que, nessa Era Adâmica de seis mil anos, cada milênio está assinalado por um acontecimento de capital
importância na história de Israel. Na cronologia profética da pirâmide, contudo. nada de relevante existe na linha do tempo até sua interseção com o
corredor descendente, equivalendo ao ano 1486 a.C. Duas hipóteses são sugeridas para essa data. Segundo Davidson e Aldersmith, ela
corresponderia ao Êxodo. Tom Valentine, em A Grande Pirâmide, considera que poderia ser o ano do nascimento de Moisés.

Dali, a escala cronológica segue através do "Hall da Verdade nas Trevas", segundo O Livro dos Mortos, até um ponto crucial, assinalando a data de 4
de outubro de 4 a.C.:
é a projeção do piso da Câmara da Rainha, ou "Câmara do Novo Nascimento", Nesse dia Cristo teria nascido, segundo Valentine. Ele lembra que
Dionísio Exíguo, o organizador de nosso calendário, computou o ano zero como sendo o oitavo do imperador romano Augusto - mas Augusto reinou
quatro anos antes com seu verdadeiro nome, Otávio.

Para aqueles que se surpreendem com o fato de a data do nascimento de Cristo não coincidir como Natal, convém lembrar que 25 de dezembro não
era, em épocas muito antigas, senão uma festa meramente pagã, comemorativa do Nascimento do Sol invisível, e, justamente no século III de nossa
era, sob o nome de Natalis Invicti Soli, foi consagrado à celebração do solstício de inverno.

Ao elegê-la como festa da Natividade, a Igreja teve o extremo cuidado, como em muitos casos semelhantes, de atrair, para as festas do cristianismo,
os pagãos não convertidos.
Após 33,5 polegadas piramidais, o "Hall da Verdade nas Trevas" abre-se para a Grande Galeria, o "Hall da Verdade na Luz": a marcação
corresponde a 6 de abril do ano 30, ou o dia em que Cristo foi crucificado, uma quinta-feira. Embora se diga comumente que o dia da crucificação
foi uma sexta, um professor da Universidade de Tennessee calculou retroativamente as fases da Lua e chegou a um resultado que coincidia com o da
pirâmide.

A ENTRADA NA ERA DE AQUÁRIO:


A data da crucificação está determinada pelo umbral da Grande Galeria, e isso se torna relevante se considerarmos que a literatura egípcia sagrada
identifica essa galeria com "A Época do Salvador da Raça Humana". Desse modo, a Grande Galeria é o símbolo da Era Cristã, que começa na morte e
ressurreição de Cristo. O simbolismo da vida de Jesus se confunde, por outro lado, e sem cessar, com o simbolismo da pirâmide.

Voltando à escala cronológica das profecias, encontramos o ano 1844, que corresponde à base do grande degrau que conduz à antecâmara.
Para Georges Barbarin, essa data assinalaria o início da idade científica, na qual o homem, ao começar a desenvolver a indústria, deixa de
controlar suas próprias criações para ser subjugado por elas - é, com efeito, o ano em que surgem as primeiras ferrovias.

O Livro dos Mortos assinala que quando Osíris percorre o


piso do templo cada marca equivale a 30 dias. Portanto, a
partir do momento em que o chão da pirâmide se torna
plano - 2 de abril de 1909, o topo do grande degrau, cada
polegada piramidal passa a valer 30 dias.

Muitas datas aparecem assinaladas no novo trecho a


percorrer. Eis algumas:

• 28 de outubro de 1912 (final do teto da Grande


Galeria) - início da batalha de Lulle-Bargas, que
assinala o fim da dominação turca na Europa;

• 5 de agosto de 1914 (entrada da passagem


baixa, o primeiro dos "véus" de que fala o Livro
dos Mortos - o véu do conflito) - a Inglaterra
declara guerra aos alemães;

• 18 de janeiro de 1918 (parede sul da Câmara da


Rainha) - fundação da URSS;

• 11 de novembro de 1918 (final da primeira


passagem baixa, início da saleta denominada
"Trégua no Caos") - fuga do kaiser Guillherme II
para a Holanda e dec1aração do armistício;

• 29 de maio de 1928 (começo da segunda


passagem baixa, o véu da tribulação e humildade)
- o preço das mercadorias começa a subir no
mercado de Londres, principiando a depressão
econômica mundial;

• 16 de setembro de 1936 (fim da segunda


passagem baixa e entrada na Câmara do Rei, o
"Hall do Julgamento das Nações", "Retorno da
Verdadeira Luz que Vem do Oeste") - segundo
Davidson e Barbarin, a ocasião em que a civilização ocidental seguiria novos rumos espirituais;

• 20 de agosto de 1953 (muro sul da Câmara do Rei) - de acordo com Valentine, a entrada da humanidade na Era de Aquário e o definitivo
renascer espiritual de nossa civilização.

A partir daí, esgotam-se datas e alegorias - o que, com certeza, deixa insatisfeitos os mais exigentes. A esses, porém, resta um consolo: vários
cientistas também não se deram por satisfeitos com os estudos realizados e as conclusões a que chegaram seus predecessores, o que os faz buscar
incessantemente a chave do enigma que desvendará os segredos da Grande Pirâmide.

20.4.6 - A ENERGIA DENTRO DAS PIRÂMIDES


Fonte: Revista Grandes Enigmas - O Poder das Pirâmides - Fernando Jiménes Del Oso

Prospecção com radiações:


Ele e seus colaboradores instrumentaram um sistema medidor de raios cósmicos e o instalaram na câmara mortuária. Para quê? Para registrar a
quantidade de radiações que chegavam ao lugar através do edifício pétreo. Qualquer desvio da quantidade uniformemente recebida serviria para
provar a existência de desconhecidos espaços ocos na construção.

Ao projeto se dedicaram uma equipe norte-americana e outra da Ein Shams University do Cairo. Durante o tempo de dois anos os detectores mediram
e registraram radiações cósmicas desde o interior da pirâmide, com o qual foram obtidos nada menos que dois milhões de dados.

Aumenta a dimensão do enigma:


Agora então, longe de comprovar se a pirâmide continha ou não câmaras secretas, a experiência não fez mais que aumentar o enigma da natureza e
finalidades do monumento. Porque resultava que os registros efetuados próximos do mesmo ponto em diferentes tempos, lançavam quantidades que
não eram parecidas em nada umas às outras. Do mesmo modo que os dados recolhidos eram "uma indecifrável mistura de símbolos sem sentido, que
não conduziam a nenhuma plausível ordenação resolutiva".

A evidência de uma força oculta


Os homens de ciência, e de que categoria, declararam-se impotentes. "Se a geometria da pirâmide é um erro, declarou o chefe da equipe egípcia de
investigação, existe um mistério cuja explicação encontra-se mais além de nossos conhecimentos; direi que me inclino para o segundo. Chamem-no
vocês como quiserem ocultismo, maldição, bruxaria ou magia - aqui existe uma força que desafia todas as leis da Ciência"
E tinha razão. Na geometria estrutural da pirâmide não existe erros, e suas medidas foram centenas de vezes comprovadas nos últimos 150 anos.
Portanto? Portanto na pirâmide atua uma força desconhecida e "sobrenatural".
O descobrimento de Bovis:
Falar aos arqueólogos de "forças misteriosas e sobrenaturais" em ação nas pirâmides é como
projetar-lhes um filme de desenhos animados sobre o tema das galáxias e suas guerras e
batalhas, para ver se reagem. De forma que com fina diplomacia tomaram ato do fracasso do
eminente físico doutor Alvarez e voltaram, com secreta satisfação, a seus próprios métodos de
erudita investigação. No entanto, quando menos se espera, salta a surpresa.
O que é a casualidade. Aconteceu que entre os grupos de turistas que continuamente visitam as
"Pirâmides de Gizé, uma das sete maravilhas do Mundo", segundo propagam os folhetos,
um senhor francês, de nome Bovis, fez uma descoberta importante: encontrando-se no interior
do monumento, na câmara mortuária, que está situada no centro do mesmo, exatamente a um
terço de sua altura, sentiu-se angustiado, sensação que todos experimentam no lugar devido a
sua atmosfera excessivamente úmida; mas, ao invés de limitar-se a manifestar sua sensação de
incômodo, pensou que nesse ambiente qualquer substância orgânica rapidamente seria
inutilizada.

MUMIFICAÇÃO:
Os pequenos cadáveres conservam-se perfeitamente:
Mas o que descobriu é que os pequenos cadáveres de animaizinhos do deserto (na caixa de lixo situada à esquerda da entrada da câmara para que
os turistas joguem ali seus desperdícios e não no chão), mortos por haver ingerido o veneno que é colocado com o fim de não infestar o monumento,
tratando-se de ratinhos, estavam em perfeito estado de conservação, secos e sem denunciar sinais de alteração e putrefação. O que acontece aqui? -
pensou Bovis - parece como se neste ambiente algo produz uma espécie de mumificação natural.
Da teoria à prática:

Empenhou-se com sua intuição e, de volta ao seu lar, quis comprovar se estava certo. Para isto,
construiu uma maquete da pirâmide, cuidando que na redução em escala todas as dimensões do
monumento resultassem exatas.

Em seguida, na mesma altura em que seria encontrada a câmara do faraó, colocou o cadáver de
um gato e orientou a maquete conforme ao original, segundo os eixos norte-sul e leste-oeste.
Pois bem, sem a ajuda de nenhuma substância, o cadáver do gato ficou mumificado. Aleluia!

Bovis havia descoberto que a configuração piramidal produzia um efeito dissecador e assim
preservava da putrefação.

Entusiasmado, deu ampla publicidade a sua sensacional descoberta, que, por fim, depois de tantos milhões de anos revelava um dos enigmas mais
apaixonantes acerca das pirâmides: os egípcios construíram seus sepulcros assim porque conheciam o segredo da propriedade de sua configuração,
ou melhor ainda, conheciam como atuava a "força sobrenatural' capaz de inverter o curso normal dos acontecimentos FÍSICOS.

Não era encontrada uma explicação:

Como sempre as novidades encontram partidários e difamadores, e assim a experiência de Bovis não passou de notícia sensacional; a Ciência não
podia fazer mais que constatar a autenticidade do fenômeno, mas continuava sem vislumbrar nenhum caminho para explicá-lo. E nesta situação,
aproximadamente, continuamos, ainda que algo mais foi conseguido saber, graças às experiências realizadas por Karel Drbal, um engenheiro de
telecomunicações tcheco-eslovaco. Drballeu uma reportagem sobre a descoberta de Bovis e sua primeira reação foi de ceticismo: "Já estamos com os
milagrinhos, a gente está disposta a acreditar em qualquer coisa, com tanto que se propague sua ditosa tendência à superstição, etc."

O invento funcionou!
E para demonstrar que Bovis era um vulgar caçador de notoriedade como existem tantos, um charlatão sem escrúpulos disposto a jogar com a
credibilidade das pessoas, ele mesmo decidiu realizar a experiência.
Com surpresa e assombro não teve mais remédio que admitir que o invento funcionava, já que foram vários os animais que conseguiu mumificar.
Então dedicou-se a estudar que relação podia dar-se entre a causa (forma da pirâmide) e o efeito obtido em seu interior. O mais lógico era supor que
era a forma da pirâmide a que determinava o comportamento de seu interior , isto é, os acontecimentos de seu espaço interior, pelo qual "cabia
estabelecer como hipótese que, usando formas apropriadas e configurações a elas relativas, poderiam ser obtidos cedo ou tarde efeitos desejados e
pré-fixados.

Foi regenerado o fio da lâmina


o que poderia acontecer, se perguntou Drbal contudo muito pouco convencido da correção de sua hipótese, se no interior da pirâmide forem colocados
objetos inanimados ou inorgânicos? Dito e feito, experimentou com objetos e substâncias variadas, sem resultados apreciáveis. Então, já no plano da
brincadeira, colocou no lugar "mágico" uma lâmina de barbear usada. E qual não foi sua surpresa, quando a pegou, para comprovar que continuava
tal qual quando a colocou, ao descobrir que a lâmina cortava como se estivesse nova. Simplesmente, havia recuperado seu fio.

A ação de forças desconhecidas:


Bom, mas o que é isto, se perguntou Drbal: aqui existe dois fatos reais e inquestionáveis: a pirâmide tem o poder de mumificar e de regenerar o fio
de uma navalha. E posto que não exista nada que aconteça por arte de magia, obviamente no interior do objeto devem atuar forças segundo leis não
válidas fora dele. No entanto a capacidade especulativa de Drbal não dava para mais e renunciou a procurar que leis regiam no espaço interior das
pirâmides e seu olfato para os negócios o inspirou que podia tirar proveito do assunto das lâminas usadas. Nos anos 50 a indústria mundial das
lâminas de barbear estava em crise, e as previsões de mercado unanimemente a condenavam à morte em um prazo muito breve, devido à batalha
que praticamente haviam ganho as firmas fabricantes de barbeadores elétricos. Drbal estudou a situação e chegou à conclusão de que as pessoas
preferiam as máquinas elétricas porque tinham a impressão de que com elas, praticamente, realizam uma economia, enquanto que, usando as
lâminas, depois de duas, três barbas, não serviam e teriam que comprar continuamente lâminas novas. Mas se a pirâmide caseira era capaz de deixá-
las como novas ...
O afiador mágico de Drbal
Drbal viu uma possibilidade de negócio e não perdeu tempo, e sem mais solicitou de seu invento denominado "Afiador de Lâminas de Barbear
Pirâmide de Quéops". O escritório de patente tcheco-eslovaco não ocultou seu ceticismo, mas depois de que seu engenheiro chefe fabricou por sua
conta uma maquete de pirâmide e comprovou sua efetividade, no ano 1959 decidiu homologar o invento e conceder o certificado de proteção de
direitos exclusivos. Em princípio as pirâmides colocadas no comércio eram fabricadas em cartão, mas hoje em dia são produzidas massivamente
moldadas em espuma, como a que é empregada para encaixes e embalagens.

Os experimentos de Watson
No entanto, deixando de lado o aspecto comercial da questão, como é que as miniaturas de pirâmide conseguem regenerar o fio das lâminas gastas?
Com o problema decidiu enfrentar-se um físico, Lyall Watson, e depois de ter efetuado experimentos e mais experimentos (afirma que uma lâmina
durou quatro meses apesar de usá-la diariamente, graças à pirâmide), anunciou que acredita ter descoberto a possível explicação do fenômeno. Ei-la
aqui: tendo em conta que o fio de uma lâmina, de uma navalha, etc. possui uma estrutura cristalina, quando é usada, obviamente, pelo atrito, perde
uma certa quantidade; de cristais, em sua superfície extrema.

A pirâmide, lente ou ressonador de energia:


Sendo assim, o poder renovador das pirâmides não pode mais que ser devido à que elas funcionam como lentes que concentram energia, ou como
ressonadores que captam energia, fazendo-a atuar, no ponto correspondente à câmara mortuária do original, na função de catalizar a reestruturação
cristalina. Do qual se deduz que a mesma configuração da pirâmide é algo parecidíssimo à estrutura de um cristal de magnetita, e por isso criaria em
seu interior um campo magnético.
Nada mais e nada menos: por um conjunto de fatores, o fato é que a configuração de um compartimento parece que influi nos fenômenos que
acontecem em seu interior.

Uma indústria tcheco-eslovaca produtora de cerveja, tendo em conta o princípio, comprovou que quando, por necessidade de tornar mais rentáveis a
embalagem dos recipientes de seu produto, adotou para estes a forma poligonal ao invés da tradicional cilíndrica, a qualidade da cerveja sofria
diminuição. Também foi averiguado que cobaias feridas recuperavam mais rapidamente á saúde se fossem alojadas em jaulas redondas.

Os egípcios o sabiam
Naturalmente as provas de que a configuração das pirâmides produz em seu interior efeitos do tipo que descrevemos, e a dedução lícita de que os
antigos egípcios o sabiam, e que precisamente por isso construiam as pirâmides como sepulcros de seus faraós, foram desdenhosamente rechaçadas
pelos arqueólogos e os egiptólogos profissionais. Enfim, já dissemos em que coordenadas intelectuais caminham estes homens de ciência, já se sabe
que de física não entendem nada nem lhes interessa entender, por sua formação humanística, etc., então, o fato é que o aceitem ou não os egípcios,
que não eram experts em egiptologia, construiam as pirâmides para favorecer a mumificação.
Magnetismo por fricção
Sempre foi dito que "os antigos" conheciam algo do fenômeno do magnetismo por fricção, sem deixar de considerá-lo uma curiosidade. É certo?
Se Alvarez não tivesse levado a cabo sua recopilação de dados, a força desta tradicional versão continuaria intacta, e todas as hipóteses que puderam
ser formuladas contra a mesma continuariam estourando como bolhas de sabão na sólida parede de papel das opiniões autorizadas dos arqueólogos.
Já vimos que Alvarez e sua equipe trabalharam na detecção e medição dos raios cósmicos, e já sabemos que a pirâmide consegue alterar seu
comportamento uma vez penetrados em seu interior.

Associação das pirâmides com a água subterrânea


A teoria de Lyall Watson propõe uma explicação séria sobre o importante papel que joga a configuração piramidal em si, como lente concentradora de
energia, ou como ressonador de energia, porém omite um fator muito importante, presente nas pirâmides e em todos os sepulcros megalíticos: sua
associação com as águas subterrâneas ou freáticas, e a rígida orientação da construção sobre os eixos norte-sul e leste-oeste. Parece contrário a toda
lógica que, se a pretensão era preservar os cadáveres da putrefação, procuraram precisamente que nas câmaras mortuárias o ambiente fosse úmido,
como Bovis acertadamente observou.

Existe uma explicação científica


O que procuravam pois "os antigos" com tal irracionalidade, e em virtude de quais conhecimentos? Lamentavelmente os mortos não podem explicar-
nos de viva voz sua teoria, mas nós não podemos. cruzar os braços como fazem os arqueólogos e os egiptólogos, porque na atualidade temos um
caudal de conhecimentos de física mais que suficiente para decifrar, sem necessidade de especulações fantasiosas, o por que de sua aparente
irracionalidade, e deduzir, conseqüentemente, que nível de conhecimentos tinham eles, ainda que os egiptólogos continuem entrelaçados entre
nomenclaturas de deuses e mitologias, cujo sentido autêntico lhes escapa. As águas
subterrâneas atuam como electrólitos e as capas geológicas como eletrodos e os sais
dissolvidos como substâncias submetidas a electrólise.

Dito com outras palavras, os mantos freáticos são sistemas elétricos, e é óbvio que todo
sistema elétrico gera seu próprio campo de forças e um campo de forças magnéticas.

Ação das forças eletromagnéticas Em física não existe nenhuma dificuldade para entender
que as forças eletromagnéticas geradas pelas águas subterrâneas percorrem o córtex
terrestre, e ditas forças são denominadas "coulombinas' " do nome de seu descobridor
Coulomb. Pois bem, as pirâmides e as pedras "captam" essas forças (daí a presença das
esculturas megalíticas para o emprego das pedras), como ondas negativas. Será oportuno
que os egiptólogos e os especialistas de outras culturas antigas, assim como os etnólogos,
tenham presente que quando lêem ou ouvem acerca de "forças mágicas, vitais, ocultas,
etc.", o que se oculta atrás dessa fraseologia não são mais que forças coulombianas, e que
portanto aqueles que delas falam ou deixam consignação escrita, as conheciam e sabiam
(ou conhecem) (ou sabem) como usá-las, pelo que não eram nem tontos nem infantis nem
irracionais, e se não primitivos atuais, não se deixem despistar por seu aspecto semi-
oligofrênico.

A força escapa pela cúspide


Prossigamos. Estas forças coulombianas captadas pelas pedras das pirâmides afluem para
a cúspide (ponto onde concorrem os vértices de todos os triângulos que formam as
superficies da pirâmide), acelerando sua velocidade à medida que a configuração no
monumento vai estreitando, para escapar pela ponta. Esta fuga significa que as cavidades
interiores da pirâmide são drenadas de suas cargas elétricas, exatamente como ocorre na
jaula de Faraday, de forma que nas cavidades é produzido um "vazio biológico", apesar do
ambiente úmido. Foi comprovado que nele nem sequer podem ser desenvolvido mofos, e
também foi demonstrado que com o sistema são obtidas mumificações absolutamente
naturais.

Suspensão temporária no vazio biológico


Com este vazio biológico, qualquer coisa situada nele fica como em um estado de
suspensão temporária, mas se a hipótese das pirâmidesjaulas de Faraday confirma que o
que era perseguido pelos antigos egípcios era a mumificação natural, também foi visto que
com a teoria de Lyall Watson a configuração piramidal poderia produzi-la; agora então, é
completamente impensável supor que as radiações cósmicas atuem sem a presença das forças coulombianas, ou que estas atuem em ausência das
radiações cósmicas, simplesmente porque as pirâmides não são sistemas isolados de laboratório, onde teoricamente poderia ser investigadas se
somente as radiações ou se somente as forças coulombianas poderiam provocar as mumificações.

Os complexos conhecimentos dos construtores


Esta constatação nos orienta para entender várias coisas: primeiro, que os construtores das pirâmides conheciam a importância do aportamento de
energia cósmica e solar (daí todos os cultos ao céu, aos astros, ao sol, etc.); segundo, conheciam a importância do campo magnético terrestre como
uma capa protetora e conservadora da biosfeta frente às radiações cósmicas; terceiro, deviam conhecer a atividade elétrica do planeta, cujos efeitos
eram as forças e campos eletromagnéticos; e quarto, deviam conhecer a radiatividade própria dos elementos químicos integrados no conjunto globo
terráqueo, atmosférico e estratosférico. Em uma palavra, deviam conhecer a fundo a teoria dos quanta e dos intercâmbios quânticos de Max Planck,
assim como a do indeterminismo de Heinsemberg, de forma que sua concepção do Universo não podia ser mais que a de um sistema unitário, isto é,
de uma estrutura única, na qual nenhum elemento podia ser considerado independente do conjunto como algo fixo e estável em si e por si, mas como
um efeito de ação próxima e remota, e conseqüentemente recíproca, de todas as forças de um jogo.

Por que construíram pirâmides?


É muito compreensível que os arqueólogos digam que não, porque com esta linguagem desapareceram tanto as genealogias dos deuses como as
artes mágicas, as cerimônias, os ritos, etc. que constituem o material de sua erudição. Mas sua negativa por incompreensão do delineamento
cientificamente unitário do problema, e de suas conseqüências interpretativas, não pode nem deve perturbar o sono de ninguém que queira chegar ao
fundo da questão, que não é outra senão a inteligência do por que, por exemplo, os egípcios construiam pirâmides e não cubos para obter a
mumificação, ou por que dedicavam tanta atenção à influência dos astros nos acontecimentos terrestres e humanos. Razões. Poderia alguém negar
que os egípcios desconheciam todos mecanismos existentes no trato de energias cósmicas, influência das energias solares e lunares, marés e suas
influências, distancias exatas, datas exatas, cálculos exatos. Tudo isso seria apenas obra da coincidência?

As pirâmides modificam as radiações cósmicas


Estudos levados a cabo no Instituto Max Planck da Alemanha indicam que "os organismos protegidos das forças magnéticas e elétricas perdem o
ritmo das funções psicofísicas naturais e adquirem novos ritmos que não são circadianos".

Alto aí! Depois de um percurso apaixonante, voltamos a encontrar-nos com a resposta sugerida pelas pirâmides. Já vimos como elas conseguiam
modificar a atuação das radiações cósmicas em seu interior, e por sua vez neutralizar a ação dos campos elétricos e magnéticos no interior do
mesmo, situando-o como fora do tempo. Mas o que é o tempo senão a medida dos ritmos circadianos, anual, cósmico, etc.?

A mumificação, uma mudança de ritmo:


A "mumificação" não é mais que o efeito da tentativa perfeitamente lograda de fazer com que todos os organismos, inclusive o cadáver, colocado no
interior isolante da pirâmide, assuma, como dizem os investigadores do Instituto Max Plank, ritmos diferentes dos naturais, isto é, infinitamente mais
lentos, com o qual a decomposição do orgânico praticamente seja levada a cabo segundo um ciclo infinitamente grande, muito semelhante à idéia de
eternidade.
A pirâmide, portanto, não é mais que a, “máquina da eternidade", e sua configuração, a única capaz de "romper" a cibernética biorrítmica de todo o
sistema cósmico. Muito humildemente, os senhores arqueólogos deveriam refletir sobre estas considerações, e reconhecer que até agora estiveram
proporcionando-nos, da cultura e da civilização dos antigos de que se ocupam, uma visão absolutamente inadequada, pueril e francamente
disparatada.

Pirâmides no mundo antigo


Os antigos egípcios, como os sumérios, os précolombianos, etc. não eram "a infância da Humanidade", mas os apogeus contudo inalcançados da
Ciência humana, e todos nós, frente a tais gigantes intelectuais, somos como uns principiantes de cultura geral.

Pirâmides do tipo egípcio, até o presente, foram localizadas somente na China, em Shansi, e é bastante provável que, quando se conseguir chegar a
elas, o sejam também as três localizadas em um patamar da cordilheira de Parimâ, na zona amazônica brasileira até a fronteira venezuelana. No
patamar, chove quase constantemente, e segundo Roldao Piress, que conseguiu chegar a somente 4 quilômetros das pirâmides e fotografá-las, a
selva é tão espessa, pantanosa e infernal, que desde já é muito difícil supor que ali possa ter habitado alguém desde centenas de milhares de anos.
Existirá alguma valente expedição científica que se atreva a chegar até os enigmáticos monumentos de 150 metros de altura, que parecem repetir,
em uma paisagem absolutamente diversa, o mesmo trio das três grandes piramides de Gizé? Talvez o medo de adentrar no espantoso inferno verde
amazônico não seja somente físico. Que conseqüências para a arqueologia, a pré-história e a história teria a comprovação de que as três pirâmides
amazônicas, provavelmente, são mais antigas que as mesmas egípcias?

Mudanças dos biorrítmos naturais


O fato é que os construtores das pirâmides, uma vez descoberto que estas são instalações aptas para mudar os biorrítimos
naturais, não podem ser já consideradas pertencentes a uma civilização de nível científico precário, como por muitos, e o
vimos por que, se continua proclamando.

Quem constrói uma máquina, por simples que seja, conhece os princípios que permitem sua idealização e funcionamento. E
se isto é assim, está claro que nessas épocas das passadas civilizações se dominava um espectro de conhecimentos mais
amplos que o atual; que nesse espectro de conhecimentos se sabia muitíssimo mais da integração do ser humano no Cosmos
que nestes momentos, por meio do método da ritmia universal cuidadosamente estudada, e até o surgimento,
ciberneticamente, da classe de explicação última do ser do mesmo universo, cujas realidades, acontecimentos e fenômenos
não seriam mais que efeitos do dinamismo probabilístico grandioso, infinitamente superior a todos os balbucios científicos da filosofia grega que não
entendeu nada de tudo isto e que nos transmitiu seu mal entendido, expresso simplesmente em um conceito absolutamente comum em todas as
tradições antigas:
Tudo está relacionado com tudo. Pensamento dialético, não pensamento silogístico. Pensamento que permite fazer "magia", para quem sabe discorrer
com ele.

20.4.7 - CONSTRUA A SUA PIRÂMIDE:


COMPROVE VOCÊ MESMO A EFICIÊNCIA DAS ENERGIAS CAPTADAS PELAS PIRÂMIDES:
Fonte: Livro o Poder das Pirâmides - Emilio Salas e Román Cano
Para construir pirâmides experimentais, devemos resolver dois problemas:

1) Encontrar as dimensões de todos os seus elementos e ;


2) Decidir sobre o material e meios mecânicos para a sua construção.

As fórmulas para cálculo das distintas medidas de uma pirâmide são as seguintes:
Na tabela abaixo as medidas podem ser em centímetros ou em milímetros, ao lado a fórmula para quem precisar de
maiores exatidões.
Para as pirâmides pequenas para colocar a mão, ou pequenos objetos, procure usar material leve e transparente,
como um acrílico ou vidro, bem como evitar o uso de metais, colar com o mesmo material usado para colar aquários.
Não usá-la perto de fios elétricos, nem deixar perto de caixas de som, estantes de metal.
H = altura;
C = apótema;
B = base;
a = ângulo da inclinação (neste caso, a = 51º 51'14, portanto, tang a = 1,27324)

TABELA COM MEDIDAS PRÉ-ESTABELECIDAS:


TIPOS DE EXPERIÊNCIAS:
Abaixo algumas dos usos das pequenas pirâmides:
1. Água fluidificada pela pirâmide.(Copo ou jarra de água por 24 horas ou mais)
2. Crescimento de Plantas.(Plante em dois vasos, um deixe crescer na piramide)
3. Mumificação de carne (resultados aparecem a partir de 2 dias)
4. Desidratação de Frutas
5. Cura de ferimentos, cortes.(30 minutos diários)
6. Cura de dores reumáticas (30 minutos diários)
7. Uso de fotografias e objetos pessoais
8. Carregamento energéticos de pratos de alumínio.
9. Meditação com a pirâmide suspensa sobre a cabeça (foto ao lado)

EXPERIMENTE E TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES!


22.14 - MITOLOGIA
EGÍPCIA
Os egípcios eram
politeístas. Adoravam
vários deuses, em
cerimônias patrocinadas
pelo estado ou pelo povo.
Geralmente os deuses
possuíam formas de
animais (zoomorfismo) ou
uma mistura de homem e
animal (antropozoomorfismo).

Os nomEs no período Pré-DinÁstico possuíam deuses pessoas


representados por animais da região,
como falcões, hipopótamos, crocodilos, leões, chacais e etc.

Com a unificação do país, os deuses locais passaram a conviver com


novos deuses cultuados em toda a extensão do reino.

O deus mais importante era Rá, considerado como o criador do


Universo. Quando a capital do império passou a ser Tebas, Amon,
o deus protetor dos tebanos e Rá passaram a ser um só deus,
chamado Amon-Rá. Logo depois vem os mais populares: Osíris, Ísis,
Hórus, Ptah, Hator, Anúbis e Toth.

Antiga religião egípcia (ou mitologia egípcia) é o nome dado a


religião praticada no antigo Egito desde o período pré-dinástico, a
cerca de 3.000 anos a.C. até o surgimento do cristianismo. Inicialmente era uma religião politeísta por crer em várias divindades, como forças da
natureza. Ao passar de séculos, a crença passou a ser mais diversificada, sendo considerada henoteísta, porque acreditava em uma divindade
criadora do universo, tendo outras forças independentes, mas não iguais a este.

Também pode ser considerada monoteísta, pois tinha a crença em um único deus, as outras divindades eram neteru (plural de neter), o que podem
ser chamados de "anjos de deus", o que seriam vários aspectos de um mesmo deus. A religião era praticada em templos e santuários domésticos. A
religião ainda é praticada atualmente, porém com minorias.

O kemetismo é uma reconstrução neopagã da religião ainda praticada atualmente.

Cosmologia e criação

No princípio emergiu das águas uma ilha, e nela havia um ovo, do qual saiu Rá, iluminando todas as coisas. Todos os outros deuses seriam filhos de
Rá (Nut, Chu e Geb).

A deusa Nut se casou com Geb em segredo. Depois de algum tempo, Rá descobriu o que tinha acontecido, e ficou furioso com Nut. Como castigo
tornou Nut estéril. Com isso Nut usou sua criatividade desafiando Thot, em um jogo de dados. Com sua vitória, consegui que Thot acrescentasse
cinco novos dias ao calendário de 360 dias. Com os novos dias, que não eram vigiados por Rá, teve seus filhos: Osíris, Ísis, Set e Néftis.

O princípio do universo é a formação única de Deus, que não se fez do nada, e sim, autocriou seus aspectos. Os aspectos de Deus, como dito
anteriormente, chamam-se neteru (no singular: neter no masculino e netert no feminino). Tudo vem a início de um líquido infinito cósmico chamado
Nun (Nu ou Ny), este é o ser subjetivo. Quando esse líquido se autocria e torna-se real, é Atum, o ser objetivo.

Essa passagem é semelhante a passagem de inconsciente para consciente do ser humano. Atum criou uma massa única universal, que deu origem
há uma explosão (Big Bang), porém pré-planejada. Mas o universo era formado apenas por nêutrons, sem elétrons ou prótons.

Os próximos neteru a serem gerados eram Geb e Nut, que criaram os dois ambientes da Terra: o céu e a terra (plana). Estes também deram origem
aos quatro neteru da vida: Osíris, Ísis, Seth e Néftis. Osíris criou a vida no além e todo o processo de jornada até o céu. Ísis é responsável por todos
os seres vivos. Seth representa os opostos, mas também coisas más, como ódio e caos. Néftis representa o deserto, a orientação, e o ato de morte.

A história desses quatro neteru é a origem do próximo a ser gerado. Lembrando que as próximas histórias são semelhantes aos humanos porque
esses neteru eram de espécies bem próximas aos humanos. Existem milhares de versões, no geral a história é a seguinte: Osíris era o neter que
criou o ciclo de vida e morte, por isso governava a terra. Seth, movido a inveja, resolveu armar uma forma de matá-lo. Então, de forma incerta,
provavelmente mostrando outra intenção, o trancafiou em um caixão e jogou no Nilo para se perder e ninguém nunca achar. Néftis percebeu isso e
avisou Ísis, quando começaram a procurar e encontraram um caixão, e recuperaram Osíris. Seth como era uma forma do mal, esquartejou a forma
material de Osíris em 40 pedaços e espalhou-os por todo o deserto e no Nilo. Ísis, depois de muito tempo, conseguiu encontrar todos eles, exceto o
pênis, que foi devorado por três peixes.

Então, Osíris uniu-se a Ísis e gerou um filho, a primeira ideia de "imaculada concepção", ela ficou conhecida com "Virgem Ísis". O filho era Hórus, o
herdeiro que então lutou contra Seth, perdendo um olho na batalha, mas consegui vencê-lo. Esse olho ficou conhecido como "Olho de Hórus", que foi
reconhecido como símbolo de proteção pelos egípcios.Hórus também era conhecido como o "salvador da humanidade". Depois disso, Seth se tornou
um neter menor. Também há histórias dizendo que Hórus encarnou na terra e mostrou ensinamentos à humanidade. Ele seria guiado pela estrela
Sirius e presenteado em seu nascimento por três reis, que seriam representados pelas Três Marias. Também fez milagres na terra, como andar sobre
as águas do Nilo. Em outra versão, teria ressuscitado um homem chamado El-Azar-Us. Foi morto pelo faraó (por inveja deste) e também teria
ressuscitado alguns dias depois. Fora da terra, teria se casado com Hathor.

O culto dos animais

O culto aos animais existiu no Egito desde épocas remotas, mas vulgarizou-se
na época do Império Novo. Determinados animais, como o boi ou o gato, eram
considerados manifestações da divindade.

O culto era orientado não a todos os animais da mesma espécie, mas a um,
identificado como divino pelo fato de possuir uma marca distintiva.

Eram colocados em jaulas junto aos templos, sendo alvo de um culto entre o
povo e de atenções especiais na sua alimentação e conforto. Quando morriam
estes animais eram mumificados e enterrados em necrópoles próprias.

O julgamento dos mortos

Pesagem das almas no Livro dos Mortos. O coração é pesado contra a pluma
da verdade, enquanto o monstro Ammutespera para devorar o coração se
necessário.

Pormenor de uma pesagem das almas o morto chegaria a uma grande sala de justiça, onde para além de Deus Osíris, estavam quarenta e dois
juízes com cabeça de animal e um faca na mão. O morto fazia então a chamada "confissão negativa" através da qual proclamava não ter roubado,
matado, cometido adultério, etc. O seu coração era colocado sobre uma balança e pesado contra uma pena, o símbolo de Maet. Se tivesse o mesmo
peso era considerado inocente; em caso contrário seria lançado a Ammut, um monstro que era parte leão, parte hipopótamo e parte crocodilo, que
devorava o coração. A alma justa entrava num local idílico; para os habitantes do Delta esse local eram os Campos Elíseos (Sekhet-hetepet), onde a
Primavera era eterna. Os mortos teriam um vida agradável, desempenhando a mesma função que tinham na terra.

O culto dos mortos


Nos primeiros tempos da história egípcia a possibilidade de uma vida depois da morte estava reservada ao faraó, tendo a partir da V dinastia se
verificado uma democratização desta concepção, que passou a abranger toda a população.

Contudo, para permitir o acesso e a continuação nessa vida, era necessário que o corpo estivesse preservado, o que explica o recuso à mumificação.

A mumificação:

Nos primeiros tempos os Egípcios praticaram uma mumificação "natural": os cadáveres era envoltos
em peles de animais e enterrados no deserto, onde a secura os conservava.

Progressivamente desenvolveram uma mumificação artificial que atingiu a perfeição no Império


Novo.

Os trabalhos de embalsamento era realizados na margem ocidental do Nilo, longe das habitações,
em tendas e depois em salas conhecidas como "Belas Casas" ou "Casas da Purificação".

Os trabalhos eram vigiados por sacerdotes que usavam máscaras que reproduziam a cabeça de
Anúbis, deus dos mortos.

Depois de velado pelo falecido, a família encontrava-se com os embalsamadores que mostravam os
vários tipos de mumificação. Uma vez escolhido o modelo, conforme as possibilidades económicas da
família, os profissionais começavam o trabalho.

Conhece-se hoje o processo de embalsamento graças ao relato de Heródoto, já que os Egípcios não
deixaram qualquer tipo de descrição sobre esta técnica. No essencial a ciência moderna confirmou o
relato.

Segundo o historiador grego a técnica mais nobre, que pretendia reproduzir o embalsamento que tinha sido feito sobre Osíris, começava com a
extracção do cérebro pelas narinas, com a ajuda de um gancho de ferro. Com uma faca de pedra da Etiópia fazia-se um corte na ilharga, por onde se
retiravam os intestinos. A cavidade abdominal era limpa e lavada com vinho de palma e com substâncias aromáticas.
O ventre era enchido com uma mistura de mirra e canela, sendo cozido. O cadáver era depois mergulhado num banho de natrão (silicato de soda e
alumínio), onde permanecia durante setenta dias; a partir do Império Médio sabe-se que os profissionais recorreram ao pó de natrão, que se achava
num vale desértico. Terminado este período, o corpo era lavado e envolto em faixas de pano revestidas com resinas. Começava-se pelos dedos das
mãos e dos pés, seguindo-se o envolvimento das extremidades, do tronco e da cabeça. Fazia depois um envolvimento geral de cima para baixo e
outro de baixo para cima. Durante todo este processo eram recitadas fórmulas mágicas e colocados amuletos entre as faixas, como o Olho
de Hórus e o "nó de Ísis". O corpo era então entregue aos familiares, que o colocavam num caixão que com a forma do corpo humano.

Outra técnica de embalsamento não retirava os órgãos internos, limitando-se a injectar pela boca óleo de cedro, tapando-se a boca. O corpo era
depois colocado no banho de natrão, onde permanecia também setenta dias. Terminado este período, retirava-se do banho e deixava-se sair o óleo,
dissolvendo as vísceras. A terceira técnica injectava um purgante que limpava os intestinos e colocava o corpo no banho de natrão. Os mais pobres
limitavam-se a enterrar os seus embrulhando os corpos nas peles dos animais e enterrando-os nas areias.

Os órgãos que tinha sido retirados do corpo (intestino, fígado, estômago e pulmões) eram mumificados à parte e colocados cada um em vasos
especiais, denominados hoje em dia como canopos.

A MORTE:
Os egípicios acreditavam que o ser humano era formado por Ka (o corpo) e por Rá (a alma). Para eles, no momento
da morte, a alma (Rá) deixava o corpo (Ká), mas ela podia continuar a viver no reino de Osíris ou de Amon-Rá. Isso
seria possível somente se fosse conservado o corpo que devia sustentá-la. Daí vinha a importância de embalsamar ou
mumificar o corpo para impedir que o mesmo se descompusesse. Para assegurar a sobrevivência da alma, caso a múmia
fosse destruída, colocava-se no túmulo estatuetas do morto.

O processo de mumificação acontecia da seguinte maneira: o sacerdote abria o corpo do morto ao meio tirando seus
órgãos moles (os órgãos que apodrecem rápido). Depois cortava o nariz de forma que pudesse retirar o cérebro com um
gancho especializado. O sacerdote colocava dentro do corpo do morto alguns medicamentos. Após todo o ritual, o
sacerdote amarrava uma espécie de pano que ajudava a conservar o corpo.

Anúbis era o deus egípcio associado a mumificação e rituais fúnebres; aqui, ele atende a uma múmia.Dentro das
pirâmides ficavam os bens do morto. Os egípcios colocavam nas pirâmides tudo que eles achavam que poderiam
reutilizar na outra vida (móveis, jóias, etc). O túmulo era como uma habitação de um vivo, com móveis e provisões de alimentos. As pinturas das
paredes representavam cenas do morto à mesma, na caça e na pesca. Eles acreditavam nos poderes mágicos dessas pinturas, pois achavam que a
alma do morto se sentia feliz e serena ao contemplá-las. A alma do morto comparecia ao Tribunal de Osíris, onde era julgada por suas obras, para
ver se podia ser admitida no reino de Osíris.

Os antigos egípcios também acreditavam que os túmulos eram moradias de eternidade. Para melhor proteger os corpos, as múmias eram colocadas
em sarcófagos bem fechados. Os faraós, os nobres, os ricos e alguns sacerdotes construíam grandes túmulos de pedras para garantir a proteção dos
corpos contra ladrões e profanadores, aqueles que invadem lugares sagrados ou câmaras funerárias. Eram feitos para garantir a longa espera no
tempo até que a alma voltasse para a vida. Assim foram construídas mastabas, pirâmides e hipogeus ricamente adorados.

Deuses e Religião do Antigo Egito:


Amon, Rá, Atom:
Atom ou ATON é o deus da origem do universo, associado com a serpente e também com
o sol negro.
Amon, era o deus cornudo porque associado ao carneiro, cuja a simbologia esta
relacionada com o signo astrológico de capricórnio. Amon, (Aamon, Ammon, etc), era
também representado por um ganso.
RÁ era o deus que originou todas as coisas, deus da vida, associado ao Sol. Amon significa
«o oculto», ou «aquele que é ,(ou está), oculto».

No Egipto estas 3 divindades acabaram constituindo uma santa trindade divina, (análoga à
que os cristãos muito mais tarde defenderam na sua religião monoteísta) e constituiram
apenas 1 única deidade : aquele que originou todos os deuses e que era pai de todos os
deuses.
Amon é Zeus para os Gregos e Júpiter para os Romanos, o Deus dos deuses, o rei de todos
os deuses.

Segundo a mitologia do Antigo Egito, no inicio haviam apenas aguas primordiais, e delas
nasceu Atum. Atum masturbou-se e o seu sémen ao ser derramado pelas aguas, deu
origem aos deuses e homens, assim como toda a restante criação.

Amon, Ámon ou Amun (em grego Ἄμμων Ámmon ou Ἅμμων Hámmon, em egípcio Yamānu)
foi um deus da mitologia egípcia, visto como rei dos deuses e como força criadora de vida.
Deus local de Karnak, constitui uma família divina com sua esposa Mut e seu filho Khonsu.

Origem do nome
O nome de Amon foi registrado pela primeira vez no idioma egípcio como ỉmn, que significa "O escondido". Como as vogais não eram escritas nos
hieróglifos egípcios, egiptólogos reconstruíram a pronúncia de seu nome como Yamānu (/jamaːnu/). O nome sobreviveu no copta como Amoun.
[carece de fontes?.

O deus Amon podia ser representado de várias formas: como animal, como homem com cabeça de animal ou como homem.

Os animais associados a Amon eram o ganso e o carneiro, podendo por isso o deus ser representado sob estas formas. Contudo, a representação
como ganso era rara. Como carneiro surgia com chifres curvos e cauda curta (ovis platyura aegyptiaca).

Na forma híbrida podia surgir como homem com cabeça de carneiro.

Amon era representado como homem com barba postiça, de pele negra ou lápis-lazúli (alusão ao culto de Amon como deus celeste). Sua cabeça era
encimada por um disco solar, uraeus, e duas plumas. Cada uma dessas plumas encontrava-se dividida verticalmente em duas secções, que
reflectiam a visão egípcia dualista (rio Nilo/deserto; Vida/Morte...) e horizontalmente em sete segmentos. Na parte posterior da coroa podia levar
uma fita vermelha. Na mão direita segurava um ankh e na esquerda o ceptro uas. Em algumas representações Amon surge com um falo, resultado
de sua associação com o deus Min.

Amon era também considerado o rei dos deuses. Muitas vezes era associado ao deus Rá (ou Ré), formando assim o deus Amon-Rá, o deus que traz o
sol e a vida ao Egito. Era representado na forma de um homem em túnicas reais com duas plumas no cabelo.

O deus Amon era acompanhado de sua mulher Mut (representada num corpo de mulher mas com cabeça de abutre ou coroas).

Amonet:
Por uns encarada como o principio feminino de Amon, por outros como a primeira mulher de Amon. Amonet era uma deusa da
mitologia egípcia, a versão feminina do deus Amon. O seu nome significa "A Oculta".
Esta deusa surgiu na época do Império Médio, tendo o seu culto se consolidado na época do Império Novo. Na cosmogonia proposta
pela Ogdóade de Hermópolis, Amonet era a esposa de Amon. Ambos representavam o intangível, o oculto e o poder que não se
extingue. Nesta cidade era representada como uma mulher com cabeça de rã.
Na cidade de Tebas, onde era representada como uma mulher que usa a coroa vermelha do Baixo Egipto, será substituída pela
deusa Mut como esposa de Amon. Outra possível forma de representá-la era na forma de vaca.

Amonet desempenhava um importante papel nas cerimónias de entronização do faraó, bem como nas festas de Heb-Sed (jubileu real, geralmente
celebrado após trinta anos de reinado), onde era por vezes acompanhada pelo deus Min.
No templo de Amon em Karnak, o faraó Tutankhamon mandou erguer uma estátua da deusa com Amon. Amonet foi identificada pelos Gregos com a
deusa Atena.

Mut:
A segunda esposa da Amon e mãe adoptiva de Konshu.
Mut é esposa do deus Amon não se sabe ao certo quem é seu pai, de acordo com algumas histórias ela nem teria pai, pois seria uma versão da
deusa primordial Amaunet (antiga esposa de Amon) que surgiu do nada.
Mut é mãe do deus Khonsu e mãe adotiva do deus Montu, é considerada uma deusa falcão apesar de não ter uma, antes do deus Amon começar a
fazer sucesso Mut era vista como uma deusa muito poderosa, mas depois do sucesso de Amon ela começou a ser vista apenas como sua esposa,
sendo que nem se sabe mais ao certo do que Mut é deusa

Konshu:
Consu é o Deus da lua, do tempo e do conhecimento. Esse mago de grande reputação é cultuado em várias regiões. Os tebanos vêem nele o filho de
Amon-Rá. Sua cabeça de falcão é coroado pelo disco lunar.

Maat:
Filha de Amon, esposa do seu irmão Tot, era aquela que participava nos julgamentos dos
que faleciam. No Amenti, ( tribunal das almas situado nas esferas celestes), Maat era
aquela que colocava uma pena num dos pratos da balança onde era decidido o destino da
alma de quem se apresentava a julgamento apos a morte.

No outro prato da balança, Osíris colocava o coração do falecido. Se os pratos


permanecessem em equilíbrio, a alma do falecido estava salva e ele festejaria com os
espíritos de morte, para depois partir para a morada dos deuses, ou reencarnar.

Se o seu coração pesasse mais que a pena de Maat, esta levaria a alma do morto para os
infernos onde Ammut a devoraria em agonia eterna, ate que essa alma deixasse de existir
para sempre. Maat era a deusa do equilíbrio e da justiça.

Na mitologia egípcia, Maet ou Maat é a deusa da Justiça e do Equilíbrio.


É representada por uma mulher jovem exbindo na cabeça uma pluma. É filha de Rá, o deus do Sol e esposa de Tot, o escriba dos deuses com cabeça
de ibis. Com a pena da verdade ela pesava as almas de todos que chegassem ao Salão de Julgamento subterrâneo. Colocava a pluma na balança e
no prato oposto o coração do falecido. Se os pratos ficassem em equilíbrio, o morto podia festejar com as divindades e os espíritos da morte.
Entretanto, se o coração fosse mais pesado, ele era devolvido para Ammut (deusa do Inferno, que é parte hipopótamo, parte leão, parte crocodilo)
para ser devorado). Os deuses egípcios não eram pessoas imortais para serem adoradas, mas sim ideais e qualidades para serem honradas e
praticadas

Ammut:
Deusa do inferno, que devorava as almas que foram condenadas em «Amenti», ate que elas deixassem de existir para sempre.

Toth:
Filho de Amon, marido de Maat. Era o escriba dos deuses, o deus da aprendizagem e da sabedoria
relacionada com o oculto, a magia, o sobrenatural.

Toth, Tot, Tôt ou Thoth é o nome em grego de Djehuty (ou Zehuti), um deus pertencente ao panteão
egípcio, deus da sabedoria um deus cordato, sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses.

É uma divindade lunar (o deus da Lua) que tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a
magia, a medição do tempo, entre outros atributos. Era frequentemente representado como um escriba com
cabeça de íbis (a ave que lhe estava consagrada).

Também era representado por um babuíno. A importância desta divindade era notória, até porque o ciclo
lunar era determinante em vários aspectos da atividade civil e religiosa da sociedade egípcia.

É, por vezes, identificado com Hermes Trismegisto. Sua filiação ora é atribuída a Rá, ora a Seth. Refere-se
também que seria conselheiro de Rá.

Sua companheira íntima, Astennu, é por vezes identificada com o próprio Toth. Tinha uma filha:. Seshat. Era marido de Maet. Também é
considerado, por Edgar Cayce, como um engenheiro atlante da antiga civilização perdida de Atlântida e que terá participado na construção das
piramides
Sechtat:
Filha de Tot e Maat, era a deusa da sabedoria na forma da ciência: astronomia, matemática, medicina, arquitectura, etc.

Madset:
Filha de Tot e Maat, era tal como a sua mãe, uma deusa associada á Justiça

Hator:
Deusa do feminino, da fertilidade, da sexualidade, do amor, da embriaguez, da
prostituição, da felicidade, da prosperidade material e boas bênçãos aos humanos .
Era uma das deusas mais reverenciadas na antiguidade e o seu templo um dos mais
belos do antigo Egipto. O seu culto era realizado não só através de devoção espiritual,
mas também através de rituais sexuais, nomeadamente atraves da prostituição
sagrada.

Hator era a consorte dos faraós e acreditava-se que era ela que escolhia quem
ocupava esse cargo divino, pois apenas um seu escolhido e amante seria elevado á
condição de faraó. Por isso, embora todo o farao possuísse esposas humanas, ele
teria igualmente de ser amante desta deusa. Os sacerdotes de Hator, ao contrário do
que sucedia com outros os deuses, mantiveram os conhecimentos sobre esta deusa
em grande segredo, transmitindo apenas iniciáticamente de mestres para discípulos,
pelo que mais saber sobre esta deusa se perdeu nos tempos.

Hathor é uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo, a deusa das mulheres,
dos céus, do amor, da alegria, do vinho, da dança, da fertilidade e da necrópole de
Tebas, pois sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos.

Poderes
É a legítima portadora do sistro (era feito em geral em bronze, mas também existiam
exemplares em madeira e em faiança. Os sistros estavam particularmente associados ao culto da deusa Hathor, mas poderiam também ser
empregues no de Ísis, Bastet e Amon. Os Egípcios acreditavam que o som produzido pelo instrumento poderia aplacar o deus em questão. Quando o
culto de Ísis se difundiu na bacia do Mediterrâneo, o sistro tornou-se um instrumento popular entre os romanos).

Trazia a felicidade e era chamada de "dama da embriaguez" e muito celebrada em festas.

As mulheres solteiras oravam para ela enfeitiçar seus espelhos de metal.

Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó.

História
Hator (Hathor ou Het-Heru) era associada com Ísis e com Bast, porém, esta Hator mais conhecida é a reformulação de uma Hathor pré-dinástica,
muito mais antiga, da qual pouco foi revelado e muito foi ocultado pela classe sacerdotal. Seu poder era tão grande que, mesmo com estas
reformulações e confusões, em mais de uma dinastia o faraó era considerado filho de Hathor ou seu consorte.

Culto
Personificação das forças benéficas do céu, depois de Ísis, é a mais venerada das deusas. Era prestado culto a Hathor em todo o Egito, em especial
em Denderá.

Iconografia
Ela é representada de várias formas ao longo da história e pré-história egípcia:

como uma mulher com chifres na cabeça portando o disco solar;


como uma mulher com orelhas de vaca;
como uma mulher com cabeça de vaca portando o disco solar;
como uma vaca, com disco solar e duas plumas entre os chifres.
Às vezes é retratada por um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades
enroladas.

GEB:
Filho de Chu e Tefnut, ( estes por sua vez emanados de Atum quando o rei dos deuses gerou a criação), ele casado com Nuit e é o deus da terra e da
morte. Era ele que impedia os espíritos maus de partir deste mundo e as conduzia ás entranhas da terra, aprisionando-os. Este deus era também
responsável pelo estímulo ao lado material da vida.
NUIT:
Também como Geb, ( do qual é irmã), esta divindade é filha de Chu e Tefnut, ( estes por sua vez emanados de Atum quando o rei dos deuses gerou
a criação), e é esposa de Geb. Ela é a deusa dos céus, aquela que fica com os espíritos ,( exceptuando os espíritos maus que o seu marido Gab
automaticamente aprisiona na terra), e os conduz ás esferas celestes. Ali, eles serão julgados em Amenti.

ÍSIS:
Deusa mãe e do amor, filha de Geb e Nuit, irmã e esposa de Osíris. Quando Seth matou e
esquartejou Osíris, Isis procurou pelos pedaços do corpo do seu marido e usando magia,
(com a ajuda da sua irmã Neftis), ela resuscitou o corpo desse e logo fez amor com ele,
assim concebendo Horus, aquele que se vingaria da atrocidade cometida contra o seu pai.

Ísis (Auset em egípcio), é uma deusa da mitologia egípcia. Segundo a lenda, Ísis ajudou a
procurar o corpo de Osíris, que tinha sido despedaçado pelo irmão, Seth. Ísis, a deusa do
amor e da mágica, tornou-se a deusa-mãe do Egito.

História
Quando Osíris, seu irmão e marido, herdou o poder no Egito, ela trabalhou junto com ele
para civilizar o Vale do Nilo, ensinando a costurar e a curar os doentes e introduzindo o
conceito do casamento. Ela conhecia uma felicidade perfeita e governava as duas terras, o
Alto e o Baixo Egito, com sabedoria enquanto Osíris viajava pelo mundo difundindo a
civilização.

Até que Set, irmão de Osíris, o convidou para um banquete. Tratava-se uma cilada, pois Set
estava decidido a assassinar o rei para ocupar o seu lugar. Set apresentou um caixão de
proporções excepcionais, assegurando que recompensaria generosamente quem nele
coubesse. Imprudente, Osíris aceitou o desafio, permitindo que Set e os seus acólitos
pregassem a tampa e o tornassem escravo da morte.

Cometido o crime, Set, que cobiçava ocupar o trono de seu irmão, lança a urna ao Nilo (Há
também uma versão que diz que Ísis ao saber o que havia ocorrido chorou profundamente e
de suas lágrimas surgiu o rio Nilo), para que o rio a conduzisse até ao mar, onde se perderia. Este incidente aconteceu no décimo sétimo dia do mês
Athyr, quando o Sol se encontra sob o signo de Escorpião.
Quando Ísis descobriu o ocorrido, afastou todo o desespero que a assombrava e resolveu procurar o seu marido, a fim de lhe restituir o sopro da
vida. Assim, cortou uma madeixa do seu cabelo, estigma da sua desolação, e o escondeu sob as roupas peregrinando por todo o Egito, na busca do
seu amado.

Por sua vez, e após a urna atingiu finalmente uma praia, perto da Babilônia, na costa do Líbano, enlaçando-se nas raízes de um jovem tamarindo, e
com o seu crescimento a urna ascendeu pelo mesmo se prendendo no interior do seu tronco, fazendo a árvore alcançar o clímax da sua beleza, que
atraiu a atenção do rei desse país, que ordenou ao seu séquito que o tamarindo fosse derrubado, com o proposito de ser utilizado como pilar na sua
casa.

Enquanto isso, Ísis prosseguia na sua busca pelo cadáver de seu marido, e ao escutar as histórias sobre esta árvore, tomou de imediato a resolução
de ir à Babilônia, na esperança de ultimar enfim e com sucesso a sua odisséia. Ao chegar ao seu destino, Ísis sentou-se perto de um poço,
ostentando um disfarce humilde e brindou os transeuntes que por ela
passavam com um rosto lindo e cheio de lágrimas.

Tal era a sua beleza e sua triste condição que logo se espalharam boatos
que chegaram ao rei da Babilônia, que, intrigado, a chamou para conhecer o
motivo de seu desespero. Quando Ísis estava diante do monarca solicitou
que permitisse que ela entrelaçasse os seus cabelos. Uma vez que o
regente, ficou perplexo pela sua beleza, não se importou com isso, assim
Ísis incensou as tranças que espalharam o perfume exalado por seu ástreo
corpo.

Fazendo a rainha da Babilônia ficar enfeitiçada pelo irresistível aroma que


seus cabelos emanavam. Literalmente inebriada por tão doce perfume dos
céus, a rainha ordenou então a Ísis que a acompanhasse.

Assim, a deusa conseguiu entrar na parte íntima do palácio do rei da


Babilônia, e conquistou o privilégio de tornar-se a ama do filho recém-
nascido do casal régio, a quem amamentava com seu dedo, pois era
proíbido a Isis ceder um dos seios, o Leite de Isis prejudicaria a criança.

Se apegando à criança, Ísis desejou conceder-lhe a imortalidade, para isso,


todas as noites, a queimou, no fogo divino para que as suas partes mortais
ardessem no esquecimento. Certa noite, durante o ritual, ela tomou a forma de uma andorinha, a fim de cantar as suas lamentações.

Maravilhada, a rainha seguiu a melopéia que escutava, entrando no quarto do filho, onde se deparou com um ritual aparentemente hediondo. De
forma a tranqüilizá-la, Ísis revelou-lhe a sua verdadeira identidade, e terminou o ritual, mesmo sabendo que dessa forma estaria a privar o pequeno
príncipe da imortalidade que tanto desejava oferecer-lhe.

Observando que a rainha a contemplava, Ísis aventurou-se a confidenciar-lhe o incidente que a fez visitar a Babilónia, conquistando assim a
confiança e benevolência da rainha, que prontamente lhe cedeu a urna que continha os restos mortais de seu marido. Dominada por uma imensa
felicidade, Ísis apressou-se a retirá-la do interior do pilar.

Porém, o fez de forma tão brusca, que os escombros atingiram, mortalmente, o pequeno príncipe. Outra s versões desta lenda, afirmam que a rainha
expulsou Ísis, ao ver o ritual, no qual ela retirou a urna do pilar, sem o consentimento dos seus donos[carece de fontes?].

Com a urna, Ísis regressou ao Egito, onde a abriu, ocultando-a, nas margens do Delta. Numa noite, quando Ísis a deixou sem vigilância, Seth
descobriu-a e apoderou-se, uma vez mais dela, com o intento de retirar do seu interior o corpo do irmão e cortá-lo em 14 pedaços e os
arremessando ao Nilo.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, Ísis reuniu-se com a sua irmã Néftis, que também não tolerava a conduta de Seth, embora este fosse seu
marido, e, juntas, recuperaram todos os fragmentos do cadáver de Osíris, à exceção, segundo Plutarco, escritor grego, do seu sexo, que fora comido
por um peixe.

Novamente existe uma controvérsia, uma vez que outras fontes egípcias afirmam que todo o corpo foi recuperado[carece de fontes?]. Em seguida,
Ísis organizou uma vigília fúnebre, na qual suspirou ao cadáver reconstituído do marido: “Eu sou a tua irmã bem amada.

Não te afastes de mim, clamo por ti! Não ouves a minha voz? Venho ao teu encontro e, de ti, nada me separará!” Durante horas, Ísis e Néftis, com o
corpo purificado, inteiramente depiladas, com perucas perfumadas e boca purificada por natrão (carbonato de soda), pronunciaram encantamentos
numa câmara funerária, impregnada por incenso.

A deusa invocou então todos os templos e todas as cidades do país, para que estes se juntassem à sua dor e fizessem a alma de Osíris retornar do
Além. Uma vez que todos os seus esforços revelavam-se vãos, Ísis assumiu então a forma de um falcão, cujo esvoaçar restituiu o sopro de vida ao
defunto, oferecendo-lhe o apanágio da ressurreição.

Ísis em seguida amou Osíris, mantendo o vivo por magia, tempo suficiente para que este a engravidasse. Outras fontes garantem que Osíris e a sua
esposa conceberam o seu filho, antes do deus ser assassinado. Após isso ela ajudou a embalsamá-lo, preparando Osíris para a viagem até seu novo
reino na terra dos mortos, tendo assim ajudado a criar os rituais egípcios de enterro.
Ao retornar à terra, Ísis encontrava-se agora grávida do filho, concebendo assim Hórus, filho da vida e da morte. a quem protegeria até que este
achasse-se capaz de enfrentar o seu tio, apoderando-se (como legítimo herdeiro) do trono que Set havia usurpado.

Alguns contos declaram que Ísis, algum tempo antes do parto, Set à aprisionara, mas que Tot, vizir de Osíris, a auxiliara a libertar-se. Porém, muitos
concordam que ela ocultou-se, secretamente, no Delta, onde se preparou para o nascimento do filho, o deus-falcão Hórus. Quando este nasceu, Ísis
tomou a decisão de dedicar-se inteiramente à árdua incumbência de velar por ele. Todavia, a necessidade de ir procurar alimentos, acabou deixando
o pequeno deus sem qualquer proteção. Numa dessas ocasiões, Set transformou-se numa serpente, visando espalhar o seu veneno pelo corpo de
Hórus, quando Ísis regressou encontrou o seu filho já próximo da morte.[carece de fontes?]

Entretanto, a sua vida não foi ceifada, devido a um poderoso feitiço executado pelo deus-sol, Rá.

Ela manteve Hórus em segredo até que ele pudesse buscar vingança em uma longa
batalha que significou o fim de Set. A mágica de Ísis foi fundamental para ajudar a
conseguir um julgamento favorável para Osíris. Suas habilidades mágicas melhoraram
muito quando ela tirou proveito da velhice de Rá para enganá-lo, fazendo-o revelar
seu nome e, assim, dando a ela acesso a um pouco de seu poder. Com freqüência, ela
é retratada amamentando o filho Hórus.

OSÍRIS:
Filho de Geb e Nuit, irmão e marido de Isis, era o deus que procedia ao julgamento
das almas dos que morreram, juntamente com Maat. A Osíris foi concedido o poder
de governar sobre o mundo terreno. Seth, seu irmão, ficou ciumento e invejoso
porque apenas lhe tinha sido concedido poder sobre os desertos, enquanto que o seu
irmão governava sobre toda a restante terra. Osíris é por isso vítima de Seth que lhe
dirige um golpe para o destronar; durante um banquete oferecido pelo seu irmão
Seth, Osíris é atacado por 72 demónios ao serviço de Seth e acaba esquartejado em
16 pedaços. A sua esposa Isis, (com a ajuda da sua irmã Neftis), procurou e reuniu
todos os pedaços, reconstituindo-lhe o corpo através da magia e fazendo amor com
ele, gerando assim Horus, o seu filho que o haveria de vingar contra Seth.
Conjuntamente com Isis, é igualmente um deus de fertilidade e prosperidade.
Osíris (Ausar em egípcio) era um deus da mitologia egípcia, associado à vegetação e
a vida no Além. Oriundo de Busíris, no Baixo Egipto, Osíris foi um dos deuses mais
populares do Antigo Egipto, cujo culto remontava às épocas remotas da história
egípcia e que continuou até à era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política.

Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia.

Osíris, é sem dúvida o deus mais conhecido do Antigo Egipto, devido ao grande número de templos que lhe foram dedicados por todo o país; porém,
os seus começos foram os de qualquer divindade local,e é também um deus que julgava
a alma dos egípcios se eles iam para o paraíso (lugar onde só há fartura).Para os seus
primeiros adoradores, Osíris era apenas a encarnação das forças da terra e das plantas.
À medida que o seu culto se foi difundindo por todo o espaço do Egipto, Osíris
enriqueceu-se com os atributos das divindades que suplantava, até que, por fim
substituiu a religião solar.

Por outro lado a mitologia engendrou uma lenda em torno de Osíris, que foi recolhida
fielmente por alguns escritores gregos, como Plutarco. A dupla imagem que de ambas
as fontes chegou até nós deste deus, cuja cabeça aparece coberta com a mitra branca,
é a de um ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a
felicidade eterna a todos os seus protegidos, bem como a de uma divindade que
encarna a terra egipcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre
ressurgida pelas águas do Nilo.

O NOME OSIRIS:
O nome Osíris deriva do grego que por sua vez deriva da forma síria Usire. O significado
exacto do nome é desconhecido. Entre os vários significados propostos pelos
especialistas, encontram-se hipóteses como "Aquele que ocupa um trono", "Para criar
um trono", "Lugar/Força do Olho" ou "Aquele que copula com Ísis". Contudo, a
interpretação considerada mais aceitável é a que considera que Osíris significa "O
Poderoso".

Osíris também era o chefe dos deuses egipcios.

SETH:
Filho de Geb e Nuit, irmão e esposo de Neftis. Seth era o espírito do mal, sendo que
apenas lhe foi concedido o poder de governar os desertos. Seth era o deus das
tempestades, da violência, do ciúme, da inveja, da sodomia, da impureza, etc. Seth
habitava no deserto e era rei de demónios. Seth invejou o reino do seu irmão Osíris e jurou usurpar-lhe o trono. Assim, Seth matou o seu irmão,
esquartejando-lhe o corpo e fazendo para sempre escravo da morte. Seth ocupou o trono do seu irmão, ate que Horus realizou a sua vingança,
expulsando Seth deste mundo, exilando-o novamente nos desertos e nas tempestades.

Seth (ou Set) é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes. Seth era
encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito.
Era marido e irmão de Néftis. É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras para nascer. Ele originalmente
auxiliava Rá em sua eterna luta contra a serpente Apep na barca lunar, e nesse sentido Seth era originalmente visto como um deus bom.

[editar] A traição de Néftis e suposta inveja de Seth


Algumas versões contam que na verdade ele foi traído por Néftis com Osíris, daí seu assassinato. O maior defensor dos oprimidos e injustiçados,
tinha fama de violento e perigoso, uma verdadeira ameaça. Conta-se que Set ficou com inveja de Osíris e trabalhou incessantemente para destruí-lo
(versões contam que Néftis, esposa de Seth, fora seduzida por Osíris, o que seria uma ressalva. Anúbis teria sido concebido desta relação). Auxiliado
por 72 conspiradores, Seth convidou Osíris para um banquete.

No decurso do banquete, Seth apresentou uma magnífica caixa-sarcófago (ataúde) que prometeu entregar a quem nela coubesse. Os convidados
tentaram ganhar a caixa, mas ninguém cabia nesta, dado que Seth a tinha preparado para as medidas de Osíris. Convidado por Seth, Osíris entra na
caixa. É então que os conspiradores, sits, servos do proprio Seth trancam-na e atiram-na para o rio Nilo. A corrente do rio arrasta a caixa até o mar
Mediterrâneo, acabando por atingir Biblos (Fenícia). Ísis, desesperada com o sucedido, parte à procura do marido, procurando obter todo o tipo de
informações dos que encontra pelo caminho.
Chegada a Biblos Ísis descobre que a caixa ficou inscrustrada numa árvore que tinha entretanto sido cortada para fazer uma coluna no palácio real.
Com a ajuda da rainha, Ísis corta a coluna e consegue regressar ao Egito com o corpo do amado, que esconde numa plantação de papiros.

Contudo, Seth encontrou a caixa e furioso decide esquartejar em 14 pedaços o corpo, que espalha por todo o Egito; segundo alguns textos do
período ptolomaico, teriam sido 16 ou 42 partes. Quanto ao significado destes números, deve-se referir que o 14 é o número de dias que decorre
entre a lua cheia e a lua nova e o 42 era o número de províncias (ou nomos) em que o Egito se encontrava dividido.

Suas ações fizeram com que a maioria dos outros deuses se voltassem contra ele, mas Seth achava que seu poder era inatacável. Hórus, filho de Ísis
e Osíris, conseguiu matar Seth, que acabou identificado como um deus do mal. Em algumas versões, Hórus castra Seth ao invés de matá-lo.

Aparência
Seth é intimamente associado a vários animais, como cachorro, crocodilo, porco, asno e escorpião. Sua aparência orelhuda e nariguda era
provavelmente um agregado de vários animais, em vez de representar somente um. Ele também é representado como um hipopótamo, considerado
pelos egípcios como uma criatura destrutiva e perigosa. Nos quadrinhos da Marvel Comics e de Conan, o bárbaro, Seth é descrito erroneamente
como uma grande serpente. Na verdade a grande serpente era uma referencia a Apep, inimiga de Rá, e esta ironicamente era combatida por Seth.
Adicionais
Seth é o deus do caos, também do deserto e das terras estrangeiras. No Livro dos Mortos, Seth é chamado "O Senhor dos Céus do Norte" e é
considerado responsável pelas tempestades e a mudança de tempo. A história do longo conflito entre Seth e Hórus é vista por alguns como uma
representação de uma grande batalha entre cultos no Egito cujo culto vencedor
pode ter transformado o deus do culto inimigo em deus do mal. Seth é, na
verdade, a representação do supremo sacrifício em prol da justiça.

NEFTIS:
Filha de Geb e Nuit, era irmã e esposa de Seth. Era a rainha dos desertos e deusa
da morte. Não gostava verdadeiramente do seu marido Seth, e chegou mesma a
metamorfosear-se na figura de Isis, ( sua irmã), assim enganando Osíris e
copulando com ele, sendo que dessa relação nasceu Anubis, deus dos
embalsamamentos e dos funerais. Neftis significa «senhora da casa» ou «senhora
do castelo», ou «senhora do palácio», e ela era na verdade a rainha dos desertos,
ou seja, da casa onde habitava o espírito do mal: Seth. Neftis era por isso deusa
dos desertos e de todas as suas criaturas, assim como da noite, das trevas e da
morte, ao mesmo tempo que era representada como uma belíssima mulher, uma
sedutora irresistível e por vezes lasciva, que podia assumir a forma que bem
quisesse para copular com quem bem desejasse, tal como fez com Osíris.

ANÚBIS:
Filho de Neftis e Osíris, é o deus dos funerais. È também o deus guardião dos
cemitérios, e a entidade que conduz as almas dos mortos ao tribunal denominado
«Amenti», onde as almas dos falecidos serão julgadas por Osíris e Maat.
Entre os antigos egípcios, era um importante deus dos infernos e condutor de
almas. Seu principal centro de adoração era Cinópolis, que em grego quer dizer
cidade do cão. Como o cão ou chacal era seu animal sagrado, Anúbis era muitas
vezes representado na forma de um cachorro ou de um chacal agachado.

Anúbis, também conhecido como Anupu, ou Anupo e cujo nome hieroglífico é


traduzido mais propriamente como Anpu, é o antigo deus egípcio da morte e dos
moribundos, por vezes também considerado deus do submundo. Conhecido como deus do embalsamamento, presidia às mumificações e era também
o guardião das necrópoles e das tumbas. Os egípcios acreditavam que no julgamento de um morto era pesado seu coração e a pena da verdade
(como podemos ver em muitas gravuras egípcias). Caso o coração fosse mais pesado que a pena, sua alma era destruída para todo sempre, mas
caso fosse mais leve, a pessoa em questão poderia ter acesso ao paraíso. Anubis era quem guiava a alma dos mortos no Além.

Os sacerdotes de Anúbis, chamados "stm", usavam máscaras de chacais durante os rituais de mumificação. Anúbis é uma das mais antigas
divindades da mitologia egípcia e seu papel mudou à medida que os mitos amadureciam, passando de principal deus do mundo inferior a juiz dos
mortos, depois que Osíris assumiu aquele papel. A associação de Anúbis com chacais provavelmente se deve ao fato de estes perambularem pelos
cemitérios. O Anúbis era pintado de preto, por ser escura a tonalidade dos corpos embalsamados. Apesar de muitas vezes identificado como "sab", o
chacal, e não como "iwiw", o cachorro, ainda existe muita confusão sobre qual animal Anúbis era realmente. Alguns egiptologistas se referem ao
"animal de Anúbis" para indicar a espécie desconhecida que ele representava. Se você comparar com fotos do google, Anúbis tinha a cabeça dum cão
da raça Pharaoh Hound. As cidades dedicadas a Anúbis eram conhecidas pelo grande número de múmias e até por cemitérios inteiros de cães.
A sua mãe é Néftis, que durante uma briga com o marido Seth passou-se por Isis e teve relações com Osíris. Anúbis é pai de Qeb-hwt, também
conhecido como Kebechet.
Em épocas mais tardias, Anúbis foi combinado com o deus grego Hermes, surgindo assim Hermanúbis.
"Nós, os Chacais, sacerdotes de Anúbis, somos os guardiães de suas tumbas gloriosas ou sepulturas humildes. Somos os guardiães dos mortos.
Somos os servos de Anúbis. Somos a Cinópolis."
Suas funções eram semelhantes às de Osíris, o deus supremo dos infernos, e às de Tot, outro auxiliar de Osíris. Era dever de Anúbis assistir à
preparação ritual dos corpos, pesar o coração de cada homem na balança da justiça e julgar os atos bons e maus de sua vida terrena.

HÓRUS:
Filho de Isis e Osíris, é um deus da vida e da morte, pois foi gerado pela sua mãe que é deusa da
vida, e pelo seu pai um deus da fertilidade aprisionado pela morte.

Horus foi ocultado de Seth ate estar preparado para vingar a traição de que o seu pai Osíris foi vitima
ás mãos de Seth, que o esquartejou durante um banquete que lhe havia oferecido através de 72
demónios e assim o tornou escravo da morte para lhe usurpar o torno.

Osíris combateu Seth, lutando pelo trono do seu pai. Terá perdido a luta, sendo que foi sodomizado
por Seth que assim pretendeu selar e provar a sua superioridade e a sua vitória sobre Horus.

Seth depositou o seu sémen dentro de Horus, para depois o apresentar em tribunal aos outros
deuses e confirmar diante dos olhos de todos eles a sua indisputável vitória, confirmando que Horus
se tinha transformado num seu servo por via da submissão.
Contudo, Isis usou magia para fazer o sémen desaparecer do corpo de Horus e aparecer no corpo de Seth.

Seth sofreu assim um rude golpe e grande humilhação, sendo que o tribunal deliberou a sua derrota e o condenou ao exílio nos desertos de onde ele
tinha vindo.

Horus recuperou o trono do seu pai Osíris, e vingou-se de Seth, castrando-o para depois o expulsar deste mundo. A religião da antiguidade Egípcia
acreditava por isso que foi através de Horus que Seth, ( o mal), foi expulso deste mundo e habita apenas nos seus domínios do maligno.

Montu:
Montu é o deus da guerra, é associado a destruição causada pelo calor do sol, tem uma cabeça de falcão e usa o símbolo solar com duas grandes
plumas.
Montu foi muito comparado com o deus grego Apolo devido as suas características solares e guerreiras, também foi muito confudido com o deus
Khonsu que é uma divindade lunar.
Não se sabe muito a respeito dos pais de Montu o que se sabe é que ele seria filho adotado da deusa Mut, mulher de Amon, mais tarde Montu foi
combinado com o deus Rá formando assim o deus Montu-Rá, não chegou a fazer muito sucesso.
Houve uma época em que o deus Montu era representado com quatro cabeças cada uma apontando para um lado para vigiar os pontos cardeais.
Montu foi por muito tempo servo do deus Amon.

TOURO ÁPIS
Funerais suntuosos eram feitos regularmente em Mênfis, quando morria o touro Ápis “alma magnífica” de Ptá, que depois
renascia em outro touro sagrado. O pêlo do Ápis é branco, com manchas negras na testa, na espinha dorsal e no pescoço.
Boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que
encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptá. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos.
Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Antiga divindade agrária,
simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.

SEKHMET – A LEOA SANGUINÁRIA


Uma divindade sanguinária, com corpo de mulher e cabeça de leão, encimada pelo disco solar, representava a deusa Sekhmet que, por sua vez,
simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa
cruel da guerra e das batalhas, comanda os mensageiros da morte e é responsável pelas epidemias, tanto causando como curando as epidemias.
Essa divindade feroz e poderosa era adorada, temida e venerada em várias regiões, sobretudo na cidade de Mênfis. São feitas oferendas de cerveja a
esta deusa, a fim de acalmá-la. Sua juba – dizem os textos – era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava
como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria...

BASTET – DEUSA GATA

Deusa de cabeça de gato, doce e bondosa, cujo templo mais conhecido ergue-se em Bubástis (seu centro de
culto), cujo nome em egípcio – Per Bast – significa “a casa de Bastet”. No Egito, o gato foi venerado como um
animal delicado e útil, o favorito da deusa Bastet – a protetora dos lares, das mães e das crianças.

No Antigo Egito, o gato doméstico, trazido do sul ou do oeste por volta do ano de 2.100 a.C., é considerado um
ser divino, de tal ordem que, se um deles morrer de morte natural, as pessoas da casa raspam as sobrancelhas
em sinal de luto.

No santuário de Bastet, em Bubástis, foram encontrados milhares de gatos mumificados, assim como inúmeras
efígies de bronze que provam a veneração a esse animal. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era
adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares
delas pelo mundo.

Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa
tornou-se particularmente desenvolvido.

O gato é um símbolo que assumiu múltiplos significados entre as diferentes civilizações, na simbologia.
Segundo uma tradição celta, ele teria nove vidas. Posteriormente, durante a Idade Média, o gato passou a ter
apenas sete vidas. Animal misterioso associado aos poderes da lua, ao mundo da magia e às bruxas, os
machos pretos eram a personificação do diabo.

Na Cabala e no budismo o gato representa a sabedoria, a prudência e a vivacidade. A tradição popular japonesa aponta-o como um animal que atrai
má sorte.
NECBET
A deusa abutre que reina sobre o Alto Egito, e a Uadite, uma cobra fêmea que domina o delta, são imagens que estão sobre a coroa sagrada do
faraó.

SOBEQUE – CROCODILO
Sobeque, domina Ombo e a região do Faium. Na cidade de Crocodilópolis, é considerado o senhor do Universo, associando-se ao Sol (algumas
divindades tornaram-se solares sem nenhuma justificativa em sua personalidade de origem, é o caso do deus crocodilo Sobeque). Um crocodilo
(inimigo de morte dos camponeses) ou um homem com cabeça de crocodilo representavam o deus Sebek, uma divindade aliada do implacável deus
Seth. Seu centro de culto era Crocodilópolis, na região do Faium, onde o animal era protegido, nutrido e domesticado. Um homem ferido ou morto
por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi sobretudo importante durante o Médio Império.

KNUM (CARNEIRO)
O carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios, simbolizava um dos deuses
relacionados com a criação.

Segundo a lenda, o deus Knum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu torno
de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas
as crianças ainda por nascer.

Seu centro de culto era a cidade de Elefantina, junto à primeira catarata do rio Nilo. Um dos velhos
deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e
mãe das mães. Sua esposa era Heqet, deusa com cabeça de rã, também associada à criação e ao
nascimento.

TAUERET ou TUERIS (HIPOPÓTAMO)


O hipopótamo incorpora Taueret, protetora das grávidas. Tueris era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela
assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo
fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças,
Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono.
APÓPIS e UADITE (SERPENTE)
A serpente é às vezes “boa” – Uadite, e às vezes “má” - Apópis. Uma ameaçadora e gigantesca serpente, um
monstro de 450 côvados, que ataca o Sol toda manhã e todo entardecer.

Às vezes quando os dois se defrontam, o imenso corpo de Apópis esconde o grande Rá, nesse momento, o Sol
para de brilhar, e os homens assistem a um eclipse. As serpentes que habitavam o além-túmulo são descritas
no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante
a noite.

Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam
impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos
eles era a grande serpente Apófis.

Buto, é uma cidade que tem lugar de destaque nos mitos egípcios, pois, é a pátria de Uadite, a deusa cobra, e
fica ao lado de Chemnis, local de nascimento de Hórus.

Símbolos Mitológicos:
Olho de Hórus:
Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egito Antigo, que significa proteção e
poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no
Egito em todas as épocas.

Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a
luta, o deus Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que
não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua
recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.
Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao deus Hórus. Era usado,
em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.
O Olho de Hórus e a grande serpente Anaconda que foi encontrada no rio nilo proveniente da amazonia na grande divisão da pangea, cuja serpente
simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os
antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo
aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria.

Amuleto com o olho de Hórus, no Museu do Louvre, França.O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo
hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são descritíveis em termos de frases ou pensamentos
completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.

O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e
sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado
direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição.

Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a
idéia de trazer proteção, vigor e saúde.

Escaravelho:
KHEPRA ou KHEPRI – ESCARAVELHO - era da classe dos deuses egípcios associados com um animal particular.
O nome significa o escaravelho ou aquele que surge. Divindade solar cujo culto menciona-se nos textos das
pirâmides.

O escaravelho é um tipo de besouro do esterco comum em todo Egito. O hábito do escaravelho de botar ovos em
esterco animal bem como nos corpos de escaravelhos mortos foi observado pelos egípcios...

O chocar subseqüente dos ovos de material aparentemente pouco prometedor conduziu os egípcios que associam o
escaravelho com renovação, renascimento e ressurreição.

O hábito do escaravelho de enrolar esterco em esferas e empurrar através da terra foi também notado pelos
egípcios Antigos. Khepri era freqüentemente associado com o Sol e foi concebido como um escaravelho gigantesco que rola o Sol através do céu...

A renovação e renascimento associados com o escaravelho também entrou em jogo aqui. Khepri renova o sol cada dia antes de rolar ele acima do
horizonte e carrega-o com segurança através do outro mundo após o pôr do sol para renová-lo no dia seguinte.
O sacerdócio de Heliópolis o consagrou como deus do sol diurno e o venerou como sol ao surgir na tripla forma de Khepri-Rá-Áton (raiar, meio-dia,
poente).

Nas iconografias aparece em forma humana com o escaravelho situado em lugar de sua cabeça, ou simplesmente como um escaravelho que
empurra com suas patas dianteiras o disco solar através do céu.

O símbolo do escaravelho estava sobre os amuletos e nos selos do rei. Existia um escaravelho do coração que formava parte do vestuário do
defunto.

Aquele que em vida trouxesse consigo uma imagem do escaravelho garantia, de certa forma, a persistência no ser e aquele que levasse essa
imagem para a tumba tinha certeza de renascer para a vida.

O escaravelho era, assim, o amuleto preferido de vivos e mortos. Os escaravelhos destinados aos mortos têm sua face
inferior tratada com o maior realismo. Geralmente são escaravelhos-corações, amuletos de pedra dura que eram depositados
no lugar do coração, no peito da múmia.

Muitas vezes, o escaravelho está incrustado numa moldura retangular, fixada sobre o peito do morto. Tais amuletos foram
encontrados também no tórax de certos animais sagrados.

Cruz Ankh:
Ankh é um antigo símbolo egípcio da vida. Também é conhecido como Cruz Ansata, Chave da Vida, Chave do Nilo.
As barras horizontal e vertical representam a energia feminina e masculina, respectivamente. Esta combinação dos símbolos de
macho e fêmea (a cruz e círculo) no ankh sugerem fertilidade e poder criativo. O laço também simboliza o sol no horizonte, e
sugere reencarnação e renascimento.

O ankh aparece freqüentemente nos escritos egípcios sobre renascimento, e este simbolismo foi aprovado por cristãos coptas,
especialmente por seitas gnósticas, para simbolizar a ressurreição de Cristo. O ankh surgiu primeiro do que a forma de cruz
"latina".

O ankh também tem significado no ritual de magia, Wicca e tradições neopagãs, como um símbolo da imortalidade.

Cores:
No Antigo Egito as cores eram fundamentais na hora de interpretar o significado das coisas.
A cor indicava a essência, o significado da realidade.Os Deuses que eram considerados seres superiores não eram completamente compreendidos
pelos seres humanos, então, era através das cores que os simples mortais conseguiam compreender um pouco mais, tanto que nas imagens, eles
são representados pela cor relativa ao poder que eles tinham:

Azul: equivalia a dimensão celestial, própria dos deuses, como é o caso do Deus Amon, "deus de todos os ventos".

Verde: simbolizava a vegetação e o início de uma nova vida. Osiris, deus da resurreição e da fertilidade, era frequentemente representado por esta
cor.

Vermelho: Era utilizado para expressar a vida e a vitória, e também simbolizava a fúria e o fogo. Durante as celebrações muitos egipciospintavam
seus corpos de vermelho para simbolizar sua entrega e dedicação para alcançar seus objetivos.

Branco: sugeria pureza e um poder superior e era a cor das cosas sagradas. Nas cerimônias e rituais eles usavam sandálias brancas paras
simbolizar o respeito e sinceridade nas suas ações.

Preto: era a cor do "baixo mundo", da morte. Anubis, rei dos mortoss, era desta cor.

Autor do texto: Gabidissfofs

Barco:
Durante o dia, os reis mortos navegavam pelo céu com o deus Rá. A noite, eles
o acompanhavam pelo Além, iluminando o reino de Osíris.
Como o transporte mais usado pelos egípcios era o barco, eles acreditavam que
o Sol também usasse um.

Os barcos dos Faraós eram alojados junto aos túmulos. As velas viriam bem
depois mas já eram conhecidas em Alexandria, fundada por Alexandre Magno,
terra da Rainha Cleópatra.

Dada a importância do barco no rio, foi descoberta enterrada ao sul da pirâmide


de Keops a Barca Solar na qual sua múmia teria sido conduzida pelo Nilo até a
Pirâmide, após sua morte. No túmulo de Tutankhamon, o único descoberto praticamente intacto, havia pelo menos 5 barcos na câmara de tesouros.

BENU (Fenix):
Segundo um mito egípcio, uma gansa, conhecida como a "Grande Grasnadora", põe o primeiro ovo, do qual saiu
o Benu (o facto de uma gansa colocar um ovo de garça é uma mera confusão dos antigos Egípcios).

Os antigos Gregos identificaram este animal com a fénix. Segundo Heródoto o Benu surgia apenas cada
quinhentos anos, trazendo o corpo do pai falecido. De acordo com o autor grego, a ave criava um fogueira na
qual perecia e a partir da qual surgia uma nove ave. Esta história não tem contudo qualquer relação com a
mitologia egípcia

Aparência:
Nas representações artísticas, o Benu tinha sobre a cabeça a coroa branca do Alto Egito acompanhada por duas
plumas altas, formando a coroa atef.

O pássaro Benu foi um grande pássaro imaginário se assemelha a uma garça. O pássaro pode ser modelado na
garça cinzenta (Ardea cinera) ou o maior Goliath Heron (Ardea goliath) que vive no litoral do Mar Vermelho.
Arqueólogos descobriram os restos de uma garça muito maior do que viveu na região do Golfo Pérsico 5.000 anos
atrás. Existe alguma especulação que esta ave pode ter sido visto por turistas egípcios e provocou a lenda de uma
garça muito grande visto uma vez a cada 500 anos no Egito.

Tinha um dois longas penas na crista de sua cabeça e muitas vezes foi coroado com a coroa de Osíris Atef (a coroa branca com duas plumas de
avestruz de cada lado) ou com o disco do sol.

Significado:
Benu (do verbo egípcio ueben, "brilhar", "erguer") era na mitologia egípcia um animal mitológico parecido com uma garça real (Ardea cinerea ou
Ardea purpurea). "subir" ou "brilhar".

Não se sabe muito sobre o culto ao Benu, exceto que estava centrado em Heliópolis.

O Bennu era o pássaro sagrado de Heliópolis. O Bennu foi associado com o sol e representou o ba, ou alma do deus do sol, Re. No Período Tardio, o
hieróglifo do pássaro era usado para representar esta divindade diretamente. Como um símbolo do nascer e pôr do sol, o Bennu também foi o senhor
do jubileu real.

O Bennu também foi associada com as inundações do Nilo e da criação. Estando sozinho em rochas de ilhas isoladas de terreno elevado durante as
cheias a garça representou a vida primeiro a aparecer no monte primordial que se levantou do caos aquoso na primeira criação. Este monte foi
chamado o ben-ben. Era o grito do pássaro Benu's na criação do mundo, que marcou o início dos tempos. O bennu assim foi o tem do tempo e suas
divisões - hora, dia, noite, semana e ano.

O Bennu também foi considerada uma manifestação do Osíris ressuscitado eo pássaro foi muitas vezes demonstrado pirched em que a árvore
sagrada.

O Bennu era conhecido como o lendário Phoenix para os gregos. Heródoto, o historiador grego, diz o seguinte sobre o Bennu:

"Um outro pássaro sagrado é o (Fênix) Phoenix, eu não vi uma Phoenix mim mesmo, salvo em quadros, pois é muito raro e só visita o país (assim
eles dizem em Heliópolis), apenas em intervalos de quinhentos anos, por ocasião do morte da ave mãe. "
Heródoto continua a registar que o pássaro Benu veio do Brasil a cada 500 anos carregando o corpo embalsamado de seu pai em um ovo de mirra.
Esta ave da Arábia, porém, foi dito que lembram uma águia de ouro com brilhantes e plumagem vermelha. Antes da Phoenix morreu construiu um
ninho de galhos de incenso e nela previstas e morreu. De seu corpo um pequeno verme-se que o calor do sol transformou-se no novo Phoenix.
Outra história diz que o Phoenix ressurgiu das queimadas e decomposição de restos de seu corpo velho e levou estes a Heliópolis, onde os
queimaram.
O planeta Vênus era chamada de "estrela" do navio da Bennu-Asar (Asar é o nome egípcio de Osíris). O Bennu também foi associado às vezes com o
Alto Egito.

Homem-Escorpião:
É um personagem mitológico egípcio.

Os escorpiões tiveram uma grande influência na mitologia egípcia. A filha de Rá, Selket, estava associada ao escorpião, que adornava sua coroa.
Para fortalecer seu filho, Hórus, Ísis o expôs às picadas de escorpião no deserto. Os escorpiões também eram associados a Set, junto com outros
animais "perversos" do deserto.

Havia até mesmo um Rei Escorpião, um soberano pré-dinástico conhecido somente através de uns poucos artefatos como a "maça do escorpião".
Não está claro se o nome ou o título do soberano era "escorpião", mas a figura majestosa na maça está rotulada como SQRT junto a hieróglifos de
um símbolo de escorpião claramente desenhado.
DEUSES EGÍPCIOS
Assunto Relacionado:
Pirâmides

Fontes:
Wikipedia
http://www.girafamania.com.br/africano/materia_egitomitologia.html
http://allofthemitology.blogspot.com/

BIBLIOGRAFIA:

Atlas Geográfico Mundial - Folha de São Paulo, 1994 – São Paulo.


O Egito – Mitos e Lendas, Alain Quesnel, Jean-Marie Ruffieux , Jean-Jacques e Yves Chagnaud. Editora Ática, 1994 – São Paulo.
Egypt – Simonetta Crescimbene e Patrizia Balocco. Tiger Books International PLC, 1994 – England.
Egito – O Incrível Mundo da National Geographic Society. O Estado de São Paulo.
Almanaque Abril – A Enciclopédia em Multimídia. Abril Multimídia, 1995 – SP.
Mistérios do Desconhecido – Lugares Místicos. Abril Livros LTDA / TimeLife, 1991 – Rio de Janeiro.
História em Revista – A Era dos Reis Divinos – (3.000 - 1.500 a.C.). Abril Livros LTDA, 1991 – RJ.
Knopf Guides – Egypt. Copyright® 1995 Alfred A. Knopf, Inc., New York
Egito Mania/ O fascinante mundo do Antigo Egito
CASTEL, Elisa - Gran Diccionario de Mitología Egipcia. Madrid: Aldebarán, 2001. ISBN 8495414147
Dicionário do Antigo Egipto. Direcção de Luís Manuel de Araújo. Lisboa: Editoral Caminho, 2001. ISBN 9722114476.