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INSTITUTO POLITÉCNICO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO CEARÁ

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

Camila Barros Lima

DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO CEARÁ PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Camila Barros Lima

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção 1. Conceito do PCP  O quê é

1. Conceito do PCP

O quê é o PCP.

Conceito

Empresa de bens

Empresa de Serviço

Qual objetivo do PCP?

Programa

2. Integração do PCP com as demais áreas

Vendas

Compras

Controladoria

Manutenção

Processo

Produção

Qualidade

3. Conhecimentos que profissional do PCP precisa dominar

Conhecimento necessário para o PCP

Conhecimento do produto e do processo

Conhecimento conceitual

Conhecimento de Informática

Conhecimento de Matemática

4. Fluxo de Trabalho no PCP

5. Modos de Planejamento

Longo Prazo

Médio Prazo

Curto Prazo

6. Fatores importantes que impactam nas atividades de PCP

Fatores relacionados ao produto

Fatores relacionados ao processo

7. Evolução do Planejamento e Controle

8. Perfil do profissional de PCP

O que faz?

Mercado de trabalho

9. Funções do Planejamento de produção

10. Fundamentos

Mercado de trabalho 9. Funções do Planejamento de produção 10. Fundamentos IPEPC – Prof. Camila Barros
Mercado de trabalho 9. Funções do Planejamento de produção 10. Fundamentos IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção 11. Sequenciamento da Produção para Processos (Layout) 

11. Sequenciamento da Produção para Processos (Layout)

Introdução

Referencial teórico

Layout quando modificar?

Layout finalidades básicas de transporte e movimentação de materiais

Reduzir custos, por quê?

Os 7 desperdícios

Excesso de produção o que é?

Deficiência no lay-out

Objetivo do layout

Como enfatizar atividades que agreguem valor (layout):

Princípios do Layout

Fatores da Produção que influenciam no Layout

Importância do Layout

Layout - Os tipos mais comuns de arranjo físico de organizações

Escolha do Tipo de Layout

Arranjo/Layout por processo ou funcional

Arranjo/Layout por produto ou em linha

Arranjo/Layout posicional

Arranjo/Layout Celular

12. Capacidade Produtiva

Planejamento da capacidade e a programação da produção

Que é capacidade?

Como podemos medir a capacidade

Capacidade de produção:

Classificação das capacidades

Planejamento e Controle da Capacidade de Produção

Metas do planejamento e controle da capacidade

Fases do planejamento e controle da capacidade de produção

Método das representações acumuladas

Teoria das filas

Determinação de lotes mínimos de fabricação

13. Administração de Estoque

Referencial teórico

Definições de estoque

As principais funções do estoque são:

 Definições de estoque  As principais funções do estoque são: IPEPC – Prof. Camila Barros
 Definições de estoque  As principais funções do estoque são: IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  Controle de estoques  Objetivos da gestão

Controle de estoques

Objetivos da gestão de estoques

Razão para a existência dos estoques

Custos

Consumo

Demanda

Fundamentos da Gestão de Estoque

Razões para manter o estoque:

Tipos de estoques:

Avaliação de estoque

Função da Gestão de Estoques

Sistema ABC de Controle de Estoques

14. Bibliografia

INTRODUÇÃO AO PCP

De acordo com Lustosa et al. (2008), o PCP surgiu no início do século XX, tendo como um de seus pioneiros Henry Gantt, que desenvolvia cálculos manuais baseados no tempo e na capacidade de produção. Desde aquela época, o PCP vem evoluindo constantemente na busca por melhorias capazes de suprir o avanço do setor produtivo.

O QUE É PPCP?

•PCP –Planejamento e Controle da Produção. O conceito antigo limitava-se exclusivamente à produção.

•É responsável por definir : o quê , quando , onde e como os eventos acontecerão na cadeia de produção.

O PCP decorre da utilização eficiente dos meios de produção, por meio dos quais são atingidos objetivos planejados, nos prazos determinados.

CONCEITO DE PCP

O planejamento é a função administrativa que determina

antecipadamente quais são os objetivos que deverão ser atingidos e o que

deve ser feito para atingi-los da melhor forma possível. O planejamento fixa

deve ser feito para atingi-los da melhor forma possível. O planejamento fixa IPEPC – Prof. Camila
deve ser feito para atingi-los da melhor forma possível. O planejamento fixa IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção rumos, focaliza o futuro e está voltado para

rumos, focaliza o futuro e está voltado para a continuidade da empresa. A sua importância reside nisto: sem planejamento, a empresa fica perdida no caos.

A partir da definição dos objetivos a alcançar, o planejamento determina a priori o que se deve fazer, quando fazer, quem deve fazê-lo e de que maneira. Por essa razão, o planejamento é feito na base de planos. O planejamento constitui um conjunto integrado de planos.

O planejamento constitui um conjunto integrado de planos. Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Administração de produção:

Fonte:

CHIAVENATO,

Idalberto.

Administração

de

produção:

uma

abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Campus, 2005, p.100.

Se pesquisarmos os precursores do PCP, vamos ver que cada autor tem sua particularidade, entendimento específico do que significa PCP; Todos com mesmos sentido.

entendimento específico do que significa PCP; Todos com mesmos sentido. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
entendimento específico do que significa PCP; Todos com mesmos sentido. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
entendimento específico do que significa PCP; Todos com mesmos sentido. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Por outro lado, o controle é função administrativa

Por outro lado, o controle é função administrativa que consiste em medir e corrigir o desempenho para assegurar que os planos sejam executados da melhor maneira possível. Na figura abaixo, uma visão clara de como isso acontece. A tarefa do controle é verificar se tudo está sendo feito em conformidade com o que foi planejado e organizado, de acordo com as ordens dadas, para identificar os erros ou desvios, a fim de corrigi-los e evitar sua repetição.

ou desvios, a fim de corrigi-los e evitar sua repetição. Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Administração de produção:

Fonte:

CHIAVENATO,

Idalberto.

Administração

de

produção:

uma

abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Campus,2005, p.100.

O planejamento e o controle fazem parte do processo administrativo, conforme figura abaixo:

parte do processo administrativo, conforme figura abaixo: Fonte: CHIAVENATO, Idalberto. Administração de produção:

Fonte:

CHIAVENATO,

Idalberto.

Administração

de

produção:

uma

abordagem introdutória. Rio de Janeiro: Campus, 2005, p.101.

Ambas as definições apresentadas, de planejamento e de controle, são genéricas, mas ilustram muito bem o seu significado. No caso específico da produção, o planejamento e controle da produção, PCP, planeja e controla todas as atividades produtivas da empresa.

Empresa de Bens

Se a empresa é produtora de bens ou mercadorias, o PCP cuida das matérias-primas necessárias, da quantidade de mão- de- obra, das máquinas e equipamentos e do estoque de produtos acabados disponíveis no tempo e no espaço para que a área de vendas possa entregar aos clientes.

Empresa de Serviço

empresa é produtora de serviços, o PCP planeja e controla a

produção dos serviços e operações, cuidando da quantidade de mão-de-

Se

a

dos serviços e operações, cuidando da quantidade de mão-de- Se a IPEPC – Prof. Camila Barros
dos serviços e operações, cuidando da quantidade de mão-de- Se a IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção obra necessária, das máquinas e equipamentos e dos

obra necessária, das máquinas e equipamentos e dos demais recursos

necessários, para a oferta dos serviços no tempo e no espaço para atender a demanda dos clientes e usuários.

no espaço para atender a demanda dos clientes e usuários. Partindo dos objetivos da empresa, o

Partindo dos objetivos da empresa, o PCP planeja e programa a produção e

as operações da empresa, bem como controla adequadamente para tirar o melhor proveito possível em termos de eficiência e eficácia.

Qual o objetivo do PCP?

“O objetivo do PCP é fornecer informações necessárias para o dia-à-dia do sistema de manufatura reduzindo os conflitos existentes entre vendas, finanças e chão-de-fábrica”. Plossl ( 1985 ).

A finalidade do PCP é aumentar a eficiência e a eficácia do processo

produtivo da empresa. É, portanto, uma dupla finalidade: atuar sobre os

meios de produção no sentido de aumentar a eficiência e cuidar para que os

objetivos de produção sejam plenamente alcançados a fim de aumentar a eficácia.

Para atender a essa dupla finalidade, o PCP tem uma dupla função:

• planejar a produção;

• controlar o seu desempenho.

uma dupla função: • planejar a produção; • controlar o seu desempenho. IPEPC – Prof. Camila
uma dupla função: • planejar a produção; • controlar o seu desempenho. IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção De um lado, o PCP estabelece antecipadamente o

De um lado, o PCP estabelece antecipadamente o que a empresa deve

produzir e, consequentemente, o que deverá dispor de matérias-primas e

materiais, de pessoas, de máquinas e equipamentos, bem como de estoques de produtos acabados para suprir as vendas.

Por outro lado, o PCP serve para monitorar e controlar o desempenho da

produção em relação ao que foi planejado, corrigindo eventuais desvios ou

erros que possam surgir no decorrer das operações. Assim, o PCP atua

antes, durante e depois do processo produtivo. Antes, planejando o processo produtivo, programando materiais, máquinas, pessoas e estoques.

Atua durante, ao controlar o funcionamento do processo produtivo,

para mantê-lo de acordo com o que foi planejado. Depois, verificando os

resultados alcançados e comparando-os com os objetivos definidos

previamente. Com essas funções, o PCP assegura a obtenção da máxima eficiência do processo de produção da empresa.

Ao desenvolver as suas funções, o PCP mantém uma rede de relações

com as demais áreas da empresa. As inter-relações entre o PCP e as demais

áreas da empresa se devem ao fato de que o PCP procura utilizar

racionalmente os recursos empresariais, sejam eles materiais, humanos, financeiros, etc.

Integração do PCP com as demais áreas

financeiros, etc. Integração do PCP com as demais áreas Vendas O contato do PCP com vendas

Vendas

O contato do PCP com vendas deve ser diário abordando sempre as questões de capacidade futura, do atendimento em curso, previsão de atrasos e negociando as alterações. Informando corretamente a situação.

Compras

Defina claramente as suas necessidades, cobre levantamentos frequentes nos estoques, promova a participação ativa da área de compras em suas previsões e informações para vendas. Planejamento dos níveis de estoque.

previsões e informações para vendas. Planejamento dos níveis de estoque. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
previsões e informações para vendas. Planejamento dos níveis de estoque. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Controladoria Mantenha a controladoria informada sobre os

Controladoria

Mantenha a controladoria informada sobre os tempos de máquina, mudanças de processos, eliminação e ou inclusão de etapas do processo. Novos materiais e insumos. Peça frequentemente os custos passo a passo dos principais processo de produção. Cheque os custos reais contra os custos registrados na controladoria. Níveis de estoque adequados (matéria prima, estoque de processo e acabado).

Manutenção

Planeje a capacidade de produção consultando as paradas previstas pela manutenção. Faça a manutenção assumir com o PCP a capacidade de produção. Considere como tempo improdutivo as paradas de emergência e manutenção preventiva. Planejamento da capacidade de produção

Processo

Busque alternativas para reduzir o processo, mostre as dificuldades de cada etapa do processo, promova discussões entre produção e processo. Programação de produção. Conheça o fluxo.

Produção

RECEBE AS INFORMAÇÕES DA PRODUÇÃO, PROCESSA E TOMA AÇÕES, NUNCA ASSUMA A RESPONSABILIDADE DAQUILO QUE NÃO LHE COMPETE, SE O QUE VOCÊ PROGRAMOU NÃO OCORREU, ALGUEM DEVERÁ PRESTAR CONTAS A VC, ENVOLVA TODOS OS RESPONSÁVEIS E ENCONTRE UMA SOLUÇÃO EM CONJUNTO, DIVULGUE PRA CIMA OS FATOS. INFORMAR CORRETAMENTE

Qualidade

Mostre claramente as consequências das rejeições e desvios de produção por má qualidade. Faça com que o pessoal da qualidade apresente alternativas para garantia do atendimento. Não assuma o atraso por má qualidade tentando reprogramar sua produção, mostre as consequências, apresente alternativas para seu superior, gerente de produção, gerente da qualidade, gerente de vendas. Planejamento na compra dos materiais.

O Conhecimento Necessário Para o PCP

Nesta lição iremos expor e explicar alguns conhecimentos necessários para o bom desempenho das atividades de PCP.

Para Planejar e Controlar a Produção são necessários vários tipos de

conhecimentos, como os que dizem respeito aos produtos e processos

tipos de conhecimentos, como os que dizem respeito aos produtos e processos IPEPC – Prof. Camila
tipos de conhecimentos, como os que dizem respeito aos produtos e processos IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção inseridos no sistema, cujas atividades se deseja planejar

inseridos no sistema, cujas atividades se deseja planejar e controlar; conhecimentos conceituais a respeito do próprio PCP; conhecimentos em computação e conhecimentos em matemática. É claro que cada profissional de PCP tem conhecimentos mais aprofundados em uma ou outra área e o grande desafio é adquirir conhecimentos no maior número possível de áreas.

Exemplos de conhecimentos:

Com relação ao conhecimento do produto e do processo:

-estrutura do produto;

- conhecimento de como são obtidos os componentes, as submontagens e

montagens dos produtos;

- conhecimento de como está organizada a mão de obra nas submontagens

e montagens

- o nível de automação nas diversas unidades produtivas.

Com relação ao conhecimento conceitual:

- clara conceituação do PCP;

- conhecimento das atividades de PCP e de seus métodos;

- relação entre o PCP e outras áreas da empresa;

- conhecimento dos fatores e de como eles influenciam nas atividades do

PCP;

Com relação ao conhecimento em informática:

- conhecimento sobre softwares básicos, de uso geral (Windows; Word,

Excel, etc)

- sobre sistemas de informação aplicados ao PCP (ex.: MRP, PMP, etc.).

Com relação ao conhecimento matemático:

- conhecimento sobre matemática básica;

- conhecimentos básicos e avançados em Pesquisa Operacional

básica; - conhecimentos básicos e avançados em Pesquisa Operacional IPEPC – Prof. Camila Barros Página 9
básica; - conhecimentos básicos e avançados em Pesquisa Operacional IPEPC – Prof. Camila Barros Página 9

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção (dependendo do nível que você deseja atuar dentro

(dependendo do nível que você deseja atuar dentro de um PCP); - conhecimentos em modelagem matemática aplicada ao PCP.

Apesar desses conhecimentos serem de suma importância para o PCP, a sua utilização vai depender da atividade que será desempenhada, bem como dos fatores envolvidos. Devemos sempre ter em mente que nem sempre a solução mais sofisticada é a mais adequada. Lembre sempre do ´simples e bom´ ou como diz ditado popular ´para que complicar se tem como facilitar´.

Fluxo de Trabalho no PCP

O fluxo de trabalho dentro de um PCP normalmente se inicia pela previsão de vendas sinalizada pela área de vendas dentro de uma unidade produtiva (empresa/indústria). Essa previsão está relacionada com prazos a médio/longo prazo e muitas vezes com fluxos contínuos diretos na produção (exemplo produção fixa de 150 mil parafusos / mês) ou sazonalidade de produção (coleções, remessas sob pedido, amostras, estações do ano, etc). Porém do ponto de vista estratégico é utilizado esta base da área de vendas como sensor de provisão futura do ´Planejamento` fabril, progressivo ou sazonal nas áreas produtivas dentro ou fora (terceirização) da empresa.

Vamos entender um pouco melhor como funciona esta engrenagem complexa, fundamental para o cumprimento de prazos de entrega, tanto dentro das áreas produtivas relacionadas entre si, como para o cliente final.

A previsão de vendas é um instrumento que ajuda a indústria a definir o total a ser produzido. O processo é realizado pelo órgão comercial e visa conceder, à empresa, objetivos de vendas a serem alcançados num futuro próximo, adotando critérios estatísticos na determinação e juntando informações sobre a tendência do mercado e registros das vendas históricas (aquelas ocorridas em períodos semelhantes no passado).

A previsão de vendas permite ao PCP programar a quantidade de produto a ser fabricada num determinado espaço de tempo e, a partir daí, quantificar as necessidades de material, mão-de-obra e equipamentos. Após determinar os tipos de produtos a serem feitos, de escolher o tipo de produção a seguir, de definir a quantidade a fabricar, de especificar o material a ser utilizado e de quantificar os insumos, resta definir o processo

a ser utilizado e de quantificar os insumos, resta definir o processo IPEPC – Prof. Camila
a ser utilizado e de quantificar os insumos, resta definir o processo IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção que consiste na determinação da sequência de operações

que consiste na determinação da sequência de operações e dos tipos de equipamentos a serem utilizados.

Modos de Planejamento num PCP

As empresas geralmente são estruturadas como um sistema que transforma, via um processamento, entradas (insumos) em saídas (produtos) úteis aos clientes. Este sistema é chamado de sistema produtivo.

Fatores para o planejamento:

* Facilidades em adequar as novas situações

* Relacionar diretamente com os clientes

* Expansão de mercado

* Diferencial da empresa

* Recursos disponível

* Sazonalidade

* Parcerias com outras empresas

* Tecnologia e informática

Benefícios do planejamento

* Maior produtividade

* Melhora o direcionamento da empresa

* Antecede fatos importantes

* Reduz a margem de erro

Etapas do planejamento

* Reconhecimento da situação atual

* Definição da situação ideal desejada

* Identificação do que falta para chegar lá

* Levantamento de solução possível

do que falta para chegar lá * Levantamento de solução possível IPEPC – Prof. Camila Barros
do que falta para chegar lá * Levantamento de solução possível IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção * Escolha da melhor solução * Organização dos

* Escolha da melhor solução

* Organização dos recursos e atividade para executar

* Implantação ou ação

* Controle ou acompanhamento

Para que um sistema produtivo transforme insumos em produtos (bens e/ou serviços), ele precisa ser pensado em termos de prazos, em que planos são feitos e ações são disparadas com base nestes planos para que, transcorridos estes prazos, os eventos planejados pelas empresas venham a se tornar realidade.

De forma geral, pode-se dividir o horizonte de planejamento de um sistema produtivo em três níveis: o longo; o médio e o curto prazo.

A figura a seguir apresenta como estes prazos estão relacionados às atividades estratégicas, táticas e operacionais das empresas e quais são os objetivos pretendidos com a execução destas atividades.

e quais são os objetivos pretendidos com a execução destas atividades. IPEPC – Prof. Camila Barros
e quais são os objetivos pretendidos com a execução destas atividades. IPEPC – Prof. Camila Barros
e quais são os objetivos pretendidos com a execução destas atividades. IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Logo Prazo A longo prazo, no nível estratégico,
PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Logo Prazo A longo prazo, no nível estratégico,
PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Logo Prazo A longo prazo, no nível estratégico,

Logo Prazo

A longo prazo, no nível estratégico, os sistemas produtivos precisam montar um Plano de Produção cuja função é, com base na previsão de vendas de longo prazo, visualizar com que capacidade de produção o sistema deverá trabalhar para atender a seus clientes. É chamado de estratégico porque, caso a empresa não encaminhe seus recursos físicos e financeiros para a efetivação deste Plano de Produção, ela terá seu desempenho seriamente

a efetivação deste Plano de Produção, ela terá seu desempenho seriamente IPEPC – Prof. Camila Barros
a efetivação deste Plano de Produção, ela terá seu desempenho seriamente IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção comprometido no futuro. E, como se tem tempo

comprometido no futuro. E, como se tem tempo suficiente, com a injeção de capital pode-se redirecionar o sistema produtivo para praticamente qualquer estratégia produtiva desejada.

Médio Prazo

A médio prazo, com o sistema produtivo já estruturado em cima de um Plano de Produção, o chamado Plano-mestre de Produção (PMP), buscará táticas para operar de forma mais eficiente este sistema montado, planejando o uso desta capacidade instalada para atender às previsões de vendas de médio prazo e/ou os pedidos em carteira já negociados com os clientes. É chamado de tático porque este PMP deve analisar diferentes formas de manobrar o sistema produtivo disponível (adiantar a produção, definir horas por turno, terceirizar parte da produção, etc.).

Curto Prazo

Já a curto prazo, com o sistema montado e a tática de operação definida, o sistema produtivo irá executar a Programação da Produção para produzir os bens e/ou serviços e entregá-los aos clientes. É chamado de operacional porque neste nível só resta operar o sistema dentro de uma tática montada. Mudança de tática a curto prazo acarretará desencontros entre os diferentes setores produtivos, visto não haver mais tempo hábil para sincronizar o processo como um todo. Geralmente, a formação de estoques desnecessários no sistema produtivo é resultado deste desencontro entre o nível tático e o operacional.

Resumindo tudo:

Operacionalmente, estas funções acima mencionadas, que são executadas pelo PCP, fazem parte de sistemas de informações gerenciais integrados, adquiridos na forma de pacotes comerciais de software, chamados de ERP (Enterprise Resource Planning ou planejamento dos recursos da empresa ou negócios), que permitem a uma empresa automatizar e integrar a maioria de seus processos (PCP suprimentos, manufatura, manutenção, administração financeira, contabilidade, recursos humanos, qualidade etc.), compartilhando práticas operacionais e informações comuns armazenadas em bancos de dados distribuídos por toda a empresa, e produzir e acessar informações em tempo real. São softwares modulares, e os módulos vão

informações em tempo real. São softwares modulares, e os módulos vão IPEPC – Prof. Camila Barros
informações em tempo real. São softwares modulares, e os módulos vão IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção sendo agregados ao sistema da empresa conforme suas

sendo agregados ao sistema da empresa conforme suas necessidades e a

disponibilidade de recursos financeiros.

Os atuais sistemas ERP tiveram sua evolução a partir do sistema MRP

(Material Requirements Manning ou planejamento das necessidades de

materiais), desenvolvidos na década de 60, e de seu desdobramento

posterior, nos anos 80, chamado de MRP-II (Manufacturing Resource

Planning, ou planejamento dos recursos de manufatura). Esta evolução dos

sistemas de informações gerenciais foi decorrente da própria evolução no

tratamento de dados informatizados; contudo, rotinas básicas, como, por

exemplo, o planejamento-mestre e o cálculo das necessidades de materiais, permanecem e são a base dos sistemas atuais de ERP.

Apesar de as atividades desenvolvidas pelo PCP serem basicamente estas

quatro citadas, o grau de complexidade de cada uma delas dependerá do

tipo de sistema produtivo dentro do qual o PCP está agindo. Neste sentido,

é importante deixar claro as características que estão por trás dos

diferentes sistemas produtivos e seu relacionamento com as funções de PCP.

Fatores Importantes Que Impactam nas Atividades do PCP

Cada uma das atividades do PCP vistas nas lições anteriores são diferentes

dependendo de um conjunto bastante grande de fatores ou variáveis. Nesta lição apresentaremos resumidamente alguns desses fatores.

Jonsson e Mattsson (2003) apresentam uma divisão dos fatores que

influenciam as atividades de PCP em três grupos: fatores relacionados ao produto, ao processo produtivo e ao mercado. Aqui substituímos a

expressão fatores relacionados ao mercado por fatores relacionados ao

ambiente externo para também abranger questões estratégicas da

empresa.

Alguns fatores relacionados ao produto que têm forte impacto nas

atividades de PCP são:

Grau de variedade do produto:

Esse conceito, já definido anteriormente, tem forte impacto no nível de

repetição dos sistemas de produção e este, por sua vez, como vimos no

sistema de classificação de sistemas de produção, tem forte influência na

de classificação de sistemas de produção, tem forte influência na IPEPC – Prof. Camila Barros Página
de classificação de sistemas de produção, tem forte influência na IPEPC – Prof. Camila Barros Página

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção escolha do sistema de coordenação de ordens. Como

escolha do sistema de coordenação de ordens. Como visto anteriormente, o grau de variedade pode ser decomposto em grau de distinção (variedade de produtos muito semelhantes) e diversificação (variedade de produtos muito diferentes);

Complexidade da lista técnica do produto:

Refere-se ao número de níveis e ao número de itens em cada nível da lista de materiais. Esse fator também exerce influência, dentre outros, na escolha do sistema de coordenação de ordens;

Valor agregado do produto:

Esse fator influencia bastante os métodos empregados nas atividades de PCP. Em termos gerais, itens com maior valor devem ser tratados com maior atenção;

Ciclo de vida do produto:

De acordo com Sipper e Bulfin (1997), estágios diferentes do ciclo de vida de um produto podem requerer diferentes métodos de Planejamento e Controle da Produção. Os estágios de ciclo de vida são: desenvolvimento, introdução no mercado, crescimento de vendas, maturidade e declínio.

Alguns dos principais fatores relacionados ao processo produtivo que influenciam fortemente as atividades de PCP são os seguintes:

Mix de produtos:

A relação volume/variedade de produtos em um processo produtivo é um dos fatores que mais influenciam as atividades de PCP. Num dado-período estaremos produzindo uma dada combinação (mix) de produtos. O mix poderá conter, por exemplo, poucos produtos diferentes feitos em alto volume num período e, num outro período, o mix poderá conter muitos produtos diferentes feitos em baixo volume; nesse caso, o mix variou bastante de um período para outro;

Layout das instalações:

o mix variou bastante de um período para outro; Layout das instalações: IPEPC – Prof. Camila
o mix variou bastante de um período para outro; Layout das instalações: IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção O tipo de layout da fábrica (funcional, por

O tipo de layout da fábrica (funcional, por produto, celular, posição fixa)

influencia bastante as atividades de Controle da Produção, tais como coordenação de ordens e programação de operações;

Tempos de setup:

O tempo de preparação da máquina para poder iniciar-se uma outra tarefa

também tem forte influência nos métodos a serem utilizados referentes às

atividades de coordenação de ordens e programação da produção;

Tempo de fluxo:

É o tempo que o produto leva para percorrer todos os processos

produtivos, incluindo tempos de filas. Portanto, o tempo de fluxo está ligado diretamente aos leadtimes. A escolha de sistemas de coordenação de ordens tem forte relação com esse fator;

Níveis de estoque:

Em processo também têm forte impacto na escolha dos sistemas de coordenação de ordens, e vice-versa.

Evolução do planejamento e controle da produção.

A evolução histórica do PCP é um assunto pouco encontrado na literatura. O

entendimento das mudanças ocorridas no Planejamento e Controle da Produção desde a Revolução Industrial é de profunda importância para que se possa entender o futuro do PCP e da própria Engenharia de Produção.

A Produção, vista como um sistema, é um conjunto de recursos humanos,

físicos, tecnológicos e informacionais, capazes de transformar entradas em saídas, tangíveis ou não-tangíveis. Pode-se produzir tanto bens, como serviços. Este sistema maior, a produção, pode ser subdividido em

subsistemas segundo a ótica e o interesse estabelecidos. Para que uma empresa possa funcionar adequadamente, ela precisa planejar e controlar adequadamente sua produção. Para isso existe o

Planejamento e Controle da Produção (PCP), que visa aumentar a eficiência

e eficácia da empresa através da administração da produção.

eficiência e eficácia da empresa através da administração da produção. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
eficiência e eficácia da empresa através da administração da produção. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Vamos entender um pouco mais sobre PCP? EVOLUÇÃO

Vamos entender um pouco mais sobre PCP?

da Produção Vamos entender um pouco mais sobre PCP? EVOLUÇÃO CONSTANTE O PCP mostra-se um sistema
da Produção Vamos entender um pouco mais sobre PCP? EVOLUÇÃO CONSTANTE O PCP mostra-se um sistema
da Produção Vamos entender um pouco mais sobre PCP? EVOLUÇÃO CONSTANTE O PCP mostra-se um sistema

EVOLUÇÃO CONSTANTE

O PCP mostra-se um sistema em constante evolução. Por abordar homens, máquinas e técnicas de gerenciamento, qualquer contribuição que ocorra no campo operacional, administrativo, ou das relações humanas, faz com que o PCP passe por alguma evolução.

ou das relações humanas, faz com que o PCP passe por alguma evolução. IPEPC – Prof.
ou das relações humanas, faz com que o PCP passe por alguma evolução. IPEPC – Prof.

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Nos últimos anos, o grande crescimento e barateamento

Nos últimos anos, o grande crescimento e barateamento da informática, e de todos os sistemas de automação ligados a ela, tem feito com que o PCP tenha evoluído bastante. A integração é a palavra chave para esses novos sistemas. O objetivo é que todas as informações dentro de uma fábrica estejam integrada em um único sistema. Torna-se necessário conceber logicamente um sistema de informações e de planejamento, organização, comando e controle da produção para uma comparação prévia aos sistemas computacionais disponíveis. Isto implica em trabalho intenso e também muito importante; leva ao reconhecimento do sistema de produção, suas peculiaridades e seus pontos fortes e fracos. Os sistemas, integrados ou não, são úteis e podem representar uma ajuda na busca da eficácia das atividades de PCP.

A versatilidade dos funcionários tem sido exigida nas fábricas, para isso cada vez mais exigem-se profissionais capacitados com um nível de educação maior.

As novas exigências do mercado fazem dessa característica a base para a sobrevivência da empresa, face a concorrência.

Exige-se ainda mais das atividades do Planejamento e Controle da Produção.

Perfil do profissional de PCP

Ótimo relacionamento interpessoal;

Ser proativo;

Ser organizado;

Perceber e entender a empresa como um todo.

Disponibilidade

Disciplina

Entre outras

empresa como um todo. • Disponibilidade • Disciplina • Entre outras IPEPC – Prof. Camila Barros
empresa como um todo. • Disponibilidade • Disciplina • Entre outras IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção O que Faz? Controla a atividade de decidir

O que Faz?

Controla a atividade de decidir sobre o melhor emprego dos recursos de produção;

Assegura a execução do que foi previsto no tempo e quantidade certa e com os recursos corretos;

Nível tático-estratégia, toma decisões de médio e longo prazo eu vão desde aquisição de equipamentos, contratação de pessoas, administração de materiais e fornecedores

O mercado de trabalho?

O profissional pode trabalhar desde pequenas a grandes industrias;

Pode atuar nas áreas de qualidade, manutenção, engenharia de processos, engenharia de produtos e gestão técnica da operações.

Funções do Planejamento de Produção

da operações. Funções do Planejamento de Produção O PCP é responsável pela coordenação e aplicação dos

O PCP é responsável pela coordenação e aplicação dos recursos produtivos de forma a atender da melhor maneira possível os planos estabelecidos em níveis estratégicos, tático e operacional.

os planos estabelecidos em níveis estratégicos, tático e operacional. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 20
os planos estabelecidos em níveis estratégicos, tático e operacional. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 20

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Planejamento e Controle da Produção Planejamento Mestre da

Planejamento e Controle da Produção

Controle da Produção Planejamento e Controle da Produção Planejamento Mestre da Produção. IPEPC – Prof. Camila

Planejamento Mestre da Produção.

Planejamento e Controle da Produção Planejamento Mestre da Produção. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 21
Planejamento e Controle da Produção Planejamento Mestre da Produção. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 21
Planejamento e Controle da Produção Planejamento Mestre da Produção. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 21

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Acompanhamento e controle da Produção Programação de

Acompanhamento e controle da Produção

da Produção Acompanhamento e controle da Produção Programação de Produção Sequenciamento da produção

Programação de Produção

e controle da Produção Programação de Produção Sequenciamento da produção Administração de Estoques

Sequenciamento da produção

Programação de Produção Sequenciamento da produção Administração de Estoques IPEPC – Prof. Camila Barros

Administração de Estoques

de Produção Sequenciamento da produção Administração de Estoques IPEPC – Prof. Camila Barros Página 22
de Produção Sequenciamento da produção Administração de Estoques IPEPC – Prof. Camila Barros Página 22
de Produção Sequenciamento da produção Administração de Estoques IPEPC – Prof. Camila Barros Página 22
de Produção Sequenciamento da produção Administração de Estoques IPEPC – Prof. Camila Barros Página 22

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Emissão e Liberação de Ordens Fundamentos do PCP

Emissão e Liberação de Ordens

e Controle da Produção Emissão e Liberação de Ordens Fundamentos do PCP  Programa de Limpeza

Fundamentos do PCP

Programa de Limpeza e Arrumação 5S.

Descrição e fluxograma do processo produtivo

Identificação dos recursos de fabricação, movimentação e estocagem: equipamentos, dispositivos, mão de obra, etc.

Determinação dos tempos

Lead time de compra e processo

Política de estoques e compras.

Normas e Padrões de Qualidade.

Capacitação

De forma resumida as funções do PCP são:

de Qualidade.  Capacitação De forma resumida as funções do PCP são: IPEPC – Prof. Camila
de Qualidade.  Capacitação De forma resumida as funções do PCP são: IPEPC – Prof. Camila
de Qualidade.  Capacitação De forma resumida as funções do PCP são: IPEPC – Prof. Camila

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Sequenciamento da Produção para Processos (Layout) O layout

Sequenciamento da Produção para Processos (Layout)

O layout de uma indústria é o corpo estrutural da sua produção, logo tal é de suma importância e se planejado mal poderá prejudicar o bom andamento da produção devido a empecilhos como maquinário fora de lugar ou distante, perda de tempo em localização e deslocamento de peças de estoque e produto final, extravio de peças no decorrer do processo, dentre outros que levam a organização a não ter eficiência e diminuindo as possibilidades de gerar mais lucros, frente a isso é que se deu este estudo de caso, que visou demonstrar pequenas alterações no layout estudado e ampliou as possibilidades de utilização dos espaços da indústria implementando uma sequencia lógica de produção, a qual elimina os grandes tempos de localização e deslocamento de peças, possibilitando um maior controle sobre o andamento da produção alem de poder obter mais eficiência por parte dos colaboradores. Tendo em vista que a indústria em questão não produz em série, mas sim produtos 100% diferentes um do outro de acordo com a especificação do cliente, as mudanças foram satisfatórias e que mudanças como está podem ser utilizadas em vários segmentos industriais de produtos não seriados desde que sejam utilizados bons estudos sobre o produto, produção, tempos, métodos e layout.

LAYOUT É

A integração do fluxo de materiais, da operação das máquinas e equipamentos de processos e transformação, combinados com as características que conferem a maior produtividade ao elemento humano. Marcilio cunha

LAYOUT É

A disposição física de máquinas, posto de trabalho, equipamentos, homens, áreas de circulação, unidades de apoio e tudo mais que ocupa espaço na fábrica, distribuindo-os de forma a maximizar a funcionalidade processo produtivo e otimizar o ambiente de trabalho.

Referencial teórico

De acordo com Chiavenato (2005) o arranjo físico, ou ainda layout, de uma empresa ou de apenas um departamento, nada mais é do que a distribuição física de máquinas e equipamentos dentro da organização onde, através de cálculos e definições estabelecidas de acordo com o produto a ser fabricado, se organiza os mesmos para que o trabalho possa ser desenvolvido da melhor forma possível e com o menor desperdício de tempo (CHIAVENATO, 2005, p.

86).

possível e com o menor desperdício de tempo (CHIAVENATO, 2005, p. 86). IPEPC – Prof. Camila
possível e com o menor desperdício de tempo (CHIAVENATO, 2005, p. 86). IPEPC – Prof. Camila

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção De acordo com Ivanqui (1997) desenvolver um novo

De acordo com Ivanqui (1997) desenvolver um novo layout em uma organização é pesquisar e solucionar problemas de posicionamento de maquinas, setores e decidir sobre qual a posição mais adequada que cada qual deve ficar. Em todo o desenvolvimento do novo layout organizacional uma preocupação básica deve estar sempre sendo buscada. Tornar mais eficiente o fluxo de trabalho quer seja ele dos colaboradores ou de materiais (IVANQUI,

1997).

De acordo com Tam e Li (1991) por mais que o ramo de atividade principal da organização há qual está se desenvolvendo um estudo para implantação de um novo layout seja totalmente diferente da outra a dificuldade encontrada será bastante parecida uma com a outra, e as metas de solução também, minimizar custos, maximizar qualidade de trabalho, melhorar o fluxo da produção dentre outros (TAM e LI, 1991).

De acordo com Canen (1998) um dos principais motivos para um novo arranjo físico dentro da organização é reduzir o tempo perdido entre a movimentação de materiais e do próprio produto, com base nisso “a melhor movimentação do material é não movimentar” (CANEN e Williamon, 1998).

De acordo com Cury (2007) deve-se levar em conta também que um novo e bom layout baseia-se em distribuir as máquinas, matéria prima e moveis para preencher da melhor maneira possível os espaços nos setores ou na organização como um todo, levando-se em consideração a melhor forma da mão de obra se adaptar no seu posto de trabalho para garantir a satisfação e a qualidade no trabalho (CURY, Antonio, 2007, pg. 396).

As empresas que possuem um layout definido a partir de cálculos bem formulados e fatores baseado na produção, com certeza agregam em sua linha de fabricação uma vantagem de larga escala onde se ganha tempo e organização. Escolher meticulosamente a posição de cada máquina ou ferramenta, a seqüência lógica de produção, o número de pessoas envolvidas em cada processo e a quantidade a ser produzida faz parte do desenvolvimento de um bom layout.

De acordo com Martins e Laugini (2005) para a elaboração do layout, são necessárias informações sobre especificações e características do produto, quantidades de produtos e de materiais, seqüência de operações. (MARTINS e LAUGINI, 2005, p. 141).

De acordo com Chiavenato (2005) antes de distribuir as máquinas pela empresa, é necessário conhecer o produto que será desenvolvido, quais materiais serão utilizados para a fabricação do mesmo, quais processos de produção e etc. Definimos primeiramente o Layout por Produto que é aquele que representa todas as operações desde a entrada do material na ponta do processo até o produto acabado na outra ponta. Após, definimos o Layout por Processo que representa o fluxo do processo e as mais variadas seções que a matéria prima irá passar dentro do processo produtivo. (CHIAVENATO, 2005, p. 86).

prima irá passar dentro do processo produtivo. (CHIAVENATO, 2005, p. 86). IPEPC – Prof. Camila Barros
prima irá passar dentro do processo produtivo. (CHIAVENATO, 2005, p. 86). IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção De acordo com Matins e Laugini (2005) para

De acordo com Matins e Laugini (2005) para elaborar um layout é necessário primeiramente saber a quantidade de peças/produto que será produzida, de acordo com a capacidade pré-estabelecida, sendo levando em conta o número de funcionários, os turnos que a empresa irá trabalhar e ainda a tecnologia disponível para desenvolver o produto de acordo com o tempo de fabricação do mesmo. A partir destas definições é possível estipular, com base em dados concretos e cálculos de produção, a quantidade de máquinas/ferramenta que serão necessárias para desenvolver o produto em questão e posteriormente distribuir as mesmas pela empresa. (MARTINS e LAUGINI, 2005, p. 136).

Com todas as informações sobre o produto e seu processo de produção coletadas e calculadas, podemos então definir qual o tipo de layout adequado para a organização. Por ter uma Produção em Lotes, a empresa em questão terá um melhor rendimento de seu maquinário e mão-de-obra se optar pelo layout celular.

De acordo com Chiavenato (2005) o sistema de produção em Lotes: consiste na disposição de maquinas em locais previamente determinados, pelos quais os lotes de produção percorrem na sequência do processo produtivo. (CHIAVENATO, 2005, p. 88).

LAYOUT QUANDO MODIFICAR:

Existir máquinas improdutivas.

Necessidade de utilização de novas máquinas.

Houver excesso de material.

Existir movimentação excessiva de material.

O QUE ACARRETA UM LAYOUT MAL ELABORADO

Aumento nos custos.

Redução dos lucros.

Criação de gargalos na produção.

Tempo improdutivo.

Impossibilidade de ampliação futura.

Inviabilidade de motivação adequada na fábrica.

LAYOUT FINALIDADES BÁSICAS DE TRANSPORTE E MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS:

Redução de custos (inventário, uso de espaço disponível, aumento da produtividade);

Redução no desperdício de materiais;

Aumento na capacidade produtiva;

Melhores condições de trabalho;

 Aumento na capacidade produtiva;  Melhores condições de trabalho; IPEPC – Prof. Camila Barros Página
 Aumento na capacidade produtiva;  Melhores condições de trabalho; IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  Melhor aproveitamento das áreas de armazenagem. REDUZIR

Melhor aproveitamento das áreas de armazenagem.

REDUZIR CUSTOS, POR QUÊ?

Finalidade:

Todo negócio tem por função gerar lucro aos acionistas. Numa economia globalizada as margens são afetadas por variáveis externas as quais a (exemplo: variação cambial das moedas como empresa não tem poder de controle). (exemplo: variação cambial das moedas como Dolar e Euro). Ser competitivo numa economia globalizada significa, baixo custo, prazo, qualidade e flexibilidade.

VANTAGENS:

Reduzir desperdício do processo produtivo.

Aumentar produtividade.

Aumentar capacidade de processo.

Melhoria no atendimento ao prazo.

Vantagem competitiva no contexto global da economia mundial

Tecnologias avançadas de produção devido à intensa competição as organizações industriais vem sendo forçadas a buscar: (Mudar é preciso!!!!). Novos métodos de produção (Mudar é preciso!!!!). Sistematização de uma filosofia de manufatura, em que os sistemas operacionais se ajustem à nova configuração dos mercados.

OS 7 DESPERDÍCIOS

1. Movimentos desnecessários;

2. Excesso de inventário;

3. Subutilização/ sobrecarga;

4. Movimentação de material;

5. Má qualidade;

6. Espera;

7. Superprodução. Economia de Movimento;

6. Espera; 7. Superprodução. Economia de Movimento; Esperar por peças, excesso de produção, produzir mais que

Esperar por peças, excesso de produção, produzir mais que a demanda, ter mais estoque que o necessário, transporte movimento desnecessário de peças desde o embarque até a chegada, causar movimentos desnecessários para produzir a peça.

até a chegada, causar movimentos desnecessários para produzir a peça. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
até a chegada, causar movimentos desnecessários para produzir a peça. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Economia de Movimento (reduzir desperdício do processo

Economia de Movimento (reduzir desperdício do processo produtivo)

Excesso de Produção O que é?

Fazer mais do que requerido pelo próximo processo. Fazer mais rápido do que requerido pelo próximo processo;

Problemas relacionados à eficiência de mão de obra e utilização dos equipamentos. Perdas devido a condições de espera e bloqueio.

Deficiência no Lay-out

1. Longa distancia de operação para operação.

2. Movimentação fora da rota programada.

3. Armazém dentro ou fora da Planta.

4. Distância entre o Recebimento e o ponto de uso.

Objetivo do Layout

O layout tem um papel importante em uma empresa, decidir onde colocar todas

as instalações, máquinas, equipamentos e pessoal da produção. Dentro de um espaço disponível, o layout procura uma combinação otimizada das instalações industriais, a fim de permitir o máximo rendimento da produção, através da melhor distância e no menor tempo possível.

O arranjo físico procura uma combinação otimizada das instalações industriais

e de tudo que concorre para a produção, dentro de um espaço disponível. Visa harmonizar e integrar equipamento, mão de obra, material, áreas de movimentação, estocagem, administração, mão de obra indireta, enfim todos os itens que possibilitam uma atividade industrial. (PAOLESCHI, 2009, p.207)

O arranjo físico, portanto, é uma das etapas finais e só pode ser elaborado

depois de definida uma série de itens, como o volume de produção e seleção do equipamento produtivo.

O objetivo geral de um layout é proporcionar um fluxo de trabalho de materiais

fluido através da fábrica, ou um padrão de tráfego que não seja complicado tanto para clientes como para trabalhadores em uma organização de serviços.

Desta forma, fica evidente que, para que haja o bom planejamento como esses sejam seguidos à risca, a fim de se obter o sucesso esperado. (MARQUES, 2009 p51)

seguidos à risca, a fim de se obter o sucesso esperado. (MARQUES, 2009 p51) IPEPC –
seguidos à risca, a fim de se obter o sucesso esperado. (MARQUES, 2009 p51) IPEPC –

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção O planejamento de um arranjo físico é recomendável

O planejamento de um arranjo físico é recomendável a qualquer empresa,

grande ou pequena. Com um bom layout obtêm-se resultados surpreendentes na redução de custos de operação e no aumento da produtividade e eficiência. Na implantação de uma nova empresa, esse planejamento é imprescindível. Naquelas já montadas, uma mudança no processo de produção ou fluxo do serviço introdução de novos produtos ou serviços, a necessidade de redução de custos, a expansão de uma seção, etc. Necessitam de uma modificação no arranjo. O estudo do layout pode ser feito para: fábricas em gerais, escritório, lojas, supermercados, bancos, etc.

O arranjo físico de uma operação é a maneira segundo a qual se encontram

dispostos fisicamente os recursos que ocupam espaço dentro da instalação de

uma operação. Esses recursos podem incluir uma escrivaninha, um centro de

trabalho, um escritório, uma pessoa, uma máquina, um departamento ou

outros.

Pode-se dizer que, dentro dos limites estabelecidos pela estratégia competitiva

da operação, um bom projeto de arranjo físico pode visar tanto eliminar

atividades que não agreguem valor.

Como enfatizar atividades que agreguem valor (Layout):

Minimizar os custos de manuseio e movimentação interna de materiais;

Utilizar o espaço físico disponível de forma eficiente;

Apoiar o uso eficiente da mão-de-obra, evitando que esta se movimente

desnecessariamente;

Facilitar comunicação entre as pessoas envolvidas na operação, quando

adequado;

Reduzir tempos de ciclo dentro da operação, garantindo fluxos mais

linearizados, sempre possível e coerente com a estratégia;

Facilitar a entrada, saída e movimentação dos fluxos de pessoas e materiais;

Facilitar a manutenção dos recursos, garantindo fácil acesso;

Facilitar o acesso visual às operações quando adequado;

acesso;  Facilitar o acesso visual às operações quando adequado; IPEPC – Prof. Camila Barros Página
acesso;  Facilitar o acesso visual às operações quando adequado; IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  Encorajar determinados fluxos (por exemplo, os arranjos

Encorajar determinados fluxos (por exemplo, os arranjos físicos de alguns supermercados podem induzir fluxos de clientes de forma a aumentar a exposição dos produtos a eles).

Obter operações econômicas a fim de :

Minimizar o investimento no equipamento;

Minimizar o tempo de produção;

Utilizar o espaço existente da forma mais eficiente possível;

Providenciar ao operador um posto de trabalho seguro e confortável;

Flexibilidade nas operações;

Diminuir o custo de tratamento do material;

Reduzir a variação dos tipos de equipamentos de tratamento do material;

Melhorar o processo de produção;

Diminuição do tempo médio de produção;

Diminuição dos movimentos de materiais, produtos e pessoas;

Uso racional do espaço total disponível;

Proporcionar perfeito controle de qualidade e quantidade na produção;

Racionalizar investimentos em instalações;

Facilitar a supervisão;

Facilitar processos naturais de crescimento e expansão;

Obter um fluxo eficiente de comunicações administrativas dentro da organização;

Impressionar favoravelmente clientes e visitantes;

Aumentar flexibilidade para variações (futuras) necessárias;

Reduzir fadiga do empregado (ruído e poluição);

Proporcionar melhores condições de trabalho, conforto e segurança.

Melhorar a estrutura da empresa.

Utilizar racionalmente o espaço disponível.

Reduzir o mínimo de movimentação.

Obter o fluxo coerente de fabricação.

Oferecer melhores condições de trabalho aos funcionários.

Evitar investimento desnecessário.

de trabalho aos funcionários.  Evitar investimento desnecessário. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 30
de trabalho aos funcionários.  Evitar investimento desnecessário. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 30

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  Permitir manutenção.  Possibilitar supervisão e

Permitir manutenção.

Possibilitar supervisão e obtenção da qualidade.

Permitir futuras modificações.

Antes de definir um arranjo físico, é fundamental saber:

Quanto ao equipamento de manuseio de material.

Quanto ao custo de movimentação entre diversas áreas de trabalho

Quanto ao fluxo de informações (células de escritório, divisórias de meia altura)

Quanto aos requisitos de capacidade e espaço.

Quanto ao ambiente e estética.

OS 5 Ss 1. Senso de Utilização 2. Senso de Organização 3. Senso de Limpeza 4. Senso de Saúde 5.Senso de Auto-Disciplina

Combinar a força de trabalho com as características físicas de uma indústria (máquinas, rede de serviços, e equipamentos de transporte) de tal modo que seja alcançado o maior volume possível de produtos manufaturados ou serviços. Estes produtos ou serviços deverão apresentar um nível de qualidade compatível, sendo utilizado para tanto um baixo volume de recursos.

Princípios do Layout

Princípio da Economia do Movimento:

Um Layout ótimo tende a encurtar a distância entre os operários e ferramentas, nas diversas operações de fabricação.

ELEMENTOS DE TRABALHO, ECONOMIA DE MOVIMENTO VALOR AGREGADO

Operação básica para localizar objetos, fazendo parte do ciclo onde os olhos se movimentam em direção ao objeto ou onde as mãos irão tateá- los.

Questões a fim de eliminar ou reduzir o tempo de Busca

Melhoria no layout da estação de trabalho eliminaria ou reduziria o tempo de busca?

Objetos estão identificados adequadamente?

Pode-se utilizar recipientes transparentes?

A iluminação utilizada é adequada?

As ferramentas ou peças podem ser preposicionadas?

é adequada?  As ferramentas ou peças podem ser preposicionadas? IPEPC – Prof. Camila Barros Página
é adequada?  As ferramentas ou peças podem ser preposicionadas? IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  As ferramentas podem ser padronizadas?  Podem-se

As ferramentas podem ser padronizadas?

Podem-se utilizar prateleiras ou bandejas a fim de que as peças sejam pré selecionadas?

Mover as mãos na direção do objeto. O tempo de alcance não pode ser eliminado, mas pode ser reduzido, diminuindo a distância e estabelecendo locais fixos aos objetos.

Pode-se utilizar dispositivos ou transportador?

Pode-se pré-posicionar ferramenta ou serviço para a próxima operação?

É possível diminuir a distância? - Ombros, antebraço e dedos estão sendo utilizados corretamente?

É possível utilizar transportadores de gravidade?

É possível transportar em grande quantidade?

É possível utilizar dispositivos para auxiliar no processo?

É possível modificar a tolerância?

É possível utilizar gabaritos?

Organização prévia dos objetos

É possível criar dispositivos para fixação de ferramentas?

É possível pendurar as ferramentas?

É possível utilizar dispositivos de empilhamento?

É possível utilizar instalações rotatórias?

Princípio do Fluxo Progressivo:

Quanto mais contínuo for o movimento entre uma operação e a subsequente, sem paradas, voltas ou cruzamentos, tanto para homem quanto para os equipamentos, mais correto estará o Layout.

Racional (lógico e com sequenciamento ordenado)

Progressivo (sem retorno)

Limpo (sem obstrução)

Princípio da Flexibilidade:

Quanto mais flexível (menos rígido) for o Layout, com o fim de propiciar rearranjos econômicos em face das inúmeras situações que as empresas

rearranjos econômicos em face das inúmeras situações que as empresas IPEPC – Prof. Camila Barros Página
rearranjos econômicos em face das inúmeras situações que as empresas IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção podem enfrentar (adaptar a produção às mudanças do

podem enfrentar (adaptar a produção às mudanças do produto, volume de produção, equipamentos, processo), mais útil será para a organização.

Capacidade para absorver alterações/variações;

Expansão (da capacidade produtiva);

Uso do espaço disponível;

Reduzir investimento;

Permitir controle da quantidade e da qualidade;

Conforto e segurança;

Facilitar a supervisão.

Layout ou Arranjo Físico

• O Arranjo Físico depende do fluxo produtivo, tanto no setor produtivo como no administrativo.

• O espaço necessário para cada equipamento é função da operação.

O ponto chave do Layout é combinar (encontrar um meio termo entre) :

Minimização do deslocamento e do espaço ocupado

Maximização do espaço disponível respeitando a legislação, a segurança, o conforto e a higiene.

Fatores da Produção que influenciam no Layout

Espaço disponível.

Ex: verificar áreas proibidas. Ex: extintores de incêndio

Produto

Matéria prima.

Ex: usinagem de eixos (as dimensões da matéria prima influenciam no Layout)

Equipamentos

Movimentos

Processo.

Ex: Define a sequência de operações, disposição de áreas de estocagem e postos operativos (Ex: áreas de montagem), Define o ferramental (Ex:

soldagens, gabaritos, instrumentação de medição etc.)

Mão de obra (Mente de obra)

instrumentação de medição etc.)  Mão de obra (Mente de obra) IPEPC – Prof. Camila Barros
instrumentação de medição etc.)  Mão de obra (Mente de obra) IPEPC – Prof. Camila Barros

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  Áreas de armazenagem  Edificação. Ex: Não

Áreas de armazenagem

Edificação.

Ex: Não é qualquer edifício que é adequado à produção (em geral o prédio bom é o de piso único, porém, isto nem sempre se aplica. Deve ser considerada também a estrutura)

Supervisão

Ex: espaços para reuniões.

Programação e controle da produção

Ex: Prever espaço para os Kanbans.

Expansão e facilidade de mudança

para os Kanbans.  Expansão e facilidade de mudança Importância do Layout • Afeta a capacidade

Importância do Layout

• Afeta a capacidade da instalação e a produtividade das operações.

• Mudanças de Layout podem implicar no dispêndio de consideráveis somas de dinheiro.

• Afeta os custos de produção.

Layout - Os tipos mais comuns de arranjo físico de organizações

IPEPC – Prof. Camila Barros Página 34
IPEPC – Prof. Camila Barros
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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção • A diferença e aplicação de cada um

• A diferença e aplicação de cada um deles dependem da diversificação dos produtos, quantidades e processos. Pode-se ter uma mesma planta com 2 ou 3 tipos implantados;

• A adequação ao melhor tipo a ser utilizado é ponto chave para se chegar à diminuição dos custos de produção e aumento da produtividade, com máxima eficiência.

Escolha do Tipo de Layout

O tipo de Layout é em grande parte determinado pelo:

Tipo de produto (isto é, se um bem ou serviço, desenho do produto, padrões de qualidade)

Tipo de processo de produção (isto é, tecnologia, tipos de material ou serviço)

Volume da produção (isto é, contínua de grande volume, ou intermitente de pequeno volume)

de grande volume, ou intermitente de pequeno volume) Arranjo/Layout por processo ou funcional Cada unidade de

Arranjo/Layout por processo ou funcional

Cada unidade de trabalho tem seus equipamentos específicos e os produtos

devem ser processados em cada uma delas. É o caso de empresas que

trabalham com uma alta variedade de produtos e com baixo volume dos

mesmos.

trabalham com uma alta variedade de produtos e com baixo volume dos mesmos. IPEPC – Prof.
trabalham com uma alta variedade de produtos e com baixo volume dos mesmos. IPEPC – Prof.

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção No Layout por processo ou funcional as máquinas

No Layout por processo ou funcional as máquinas são agrupadas por processo ou função, em áreas determinadas.

Ex: todas as prensas na mesma área, processos de tratamento térmico de peças, supermercados (comida congelada, verduras), etc.

No layout pelo processo, também conhecido como layout funcional, as máquinas são agrupadas de acordo com a operação executada. O material envolvido é levado a cada equipamento no início da operação e, ao término desta, o resultado é encaminhado ao equipamento seguinte. Esse tipo de layout implica em maior custo no controle e armazenamento de materiais. Para facilitar esse controle pode ser necessário aguardar o término de uma operação para levar todo material à etapa seguinte, o que muitas vezes aumenta o tempo de produção. Porém, permite uma maior flexibilidade para flutuação e variações na demanda, sendo característico de organizações com produção intermitente ou que atendem a encomendas, com produções variadas a intervalos regulares.

Vantagens do Layout por Processo ou Funcional

• Menor investimento de capital;

• Grande flexibilidade nos meios de produção;

• Alcance de uma supervisão efetiva;

• A indisponibilidade de equipamentos não prejudica tão seriamente a produção;

• Menores custos fixos em decorrência do menor investimento inicial.

Desvantagens do Layout por Processo ou Funcional

• Maior área requerida;

• Necessidade de maior habilidade (ou número) de mão-de-obra;

• Necessidade de uma inspeção mais freqüente;

• Maior tempo para a produção;

• Maior complexidade do planejamento e controle da produção;

• Maior manuseio de materiais.

do planejamento e controle da produção; • Maior manuseio de materiais. IPEPC – Prof. Camila Barros
do planejamento e controle da produção; • Maior manuseio de materiais. IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção No Layout funcional, todas as operações semelhantes ou

No Layout funcional, todas as operações semelhantes ou máquinas do mesmo tipo são agrupadas para aproveitar ao máximo sua potencialidade. Possui esta nomenclatura pelo fato da localização da máquina e/ou equipamento determinar sua função; em outras palavras, a posição das máquinas indicará sua função ou finalidade.

das máquinas indicará sua função ou finalidade. Arranjo/Layout por produto ou em linha É o caso

Arranjo/Layout por produto ou em linha

É o caso da linha de montagem, os equipamentos estão organizados para que os produtos passem de forma contínua e ágil pelo arranjo físico. Comum em produções contínuas. Baixa variedade e alto volume. Um bom exemplo são as montadoras.

Um dos pontos importantes na organização de uma fábrica de manufatura é criar um fluxo na fábrica. Desta forma, o Layout orientado para o produto é muito mais desejável do que o funcional. Ex: Montagem de automóveis, manufatura de papel, etc

Neste tipo de Layout as máquinas e processos envolvidos na obtenção ou montagem de um produto ou série de produtos encontram-se juntos e em sequência, de modo a propiciar que os materiais ao entrarem na fase de produção, sigam sempre a mesma linha entre os pontos de processamento.

de produção, sigam sempre a mesma linha entre os pontos de processamento. IPEPC – Prof. Camila
de produção, sigam sempre a mesma linha entre os pontos de processamento. IPEPC – Prof. Camila
de produção, sigam sempre a mesma linha entre os pontos de processamento. IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção O layout por produto , por outro lado,

O layout por produto, por outro lado, pressupõe um processo contínuo, com os equipamentos dispostos em uma linha de produção segundo a seqüência de operações, com os materiais partindo de uma extremidade e seguindo lentamente para cada equipamento até o produto acabado, na outra extremidade da linha. Esse tipo de layout reduz o tempo de produção, minimiza o manuseio de materiais e facilita o controle de material. Entretanto, mostra-se menos flexível para atender a grandes mudanças no desenho do produto ou nas necessidades de produção.

Características:

Fabricação de produtos padronizados.

Operações repetitivas.

Elevada produção.

Postos de trabalho sucessivo.

Layout em linha ou por produto

Transporte e movimentação contínuos.

Fluxo produtivo realizado de máquina para máquina ou em ter um posto

de e outro dentro da seção

Cada produto segue um roteiro e a sequência de atividades coincide

com a sequência na qual os processos foram arrojados.

Vantagens:

Estoques reduzidos de materiais em processo.

Pequeno manuseio de material.

Fabricação de produtos padronizados.

Produção contínua.

Tempo de produção conhecido.

Facilidade de treinamento de pessoas.

Melhor controle de produção pessoal.

Facilidade de planejamento e supervisão.

Canalização do fluxo de materiais e trabalho;

Minimiza o custo do trabalho, além de facilitar o treinamento do

operador;

Diminui a necessidade de inspeção intermediária;

Melhora a ocupação da área destinada à produção;

Reduz o tempo de processamento total;

da área destinada à produção;  Reduz o tempo de processamento total; IPEPC – Prof. Camila
da área destinada à produção;  Reduz o tempo de processamento total; IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  Controle fácil e simples da produção. Desvantagens:

Controle fácil e simples da produção.

Desvantagens:

Possibilidade de utilização incompleta da capacidade produtiva das máquinas.

Alto investimento.

Defeito em uma máquina implica a paralisação da linha.

Custo elevado de sua capacidade for sub - utilizada.

Falta de flexibilidade devido a dificuldade de utilizar a linha produtiva na fabricação de outros produtos ou de usar cada máquina isoladamente.

Investimento inicial elevado;

Custo fixo elevado;

Vulnerabilidade da linha de produção;

A supervisão é mais difícil;

Inflexibilidade dos meios de produção.

Outros Exemplos:

Montagem de automóveis: quase todas as variantes do mesmo modelo requerem a mesma sequência de processo.

Programa de vacinação em massa: as atividades são as mesmas desde a parte burocrática até a vacinação.

Restaurante self-service : a disposição dos pratos é a mesma para todos os clientes, e a sequência de serviços é comum a todos os clientes.

Série de trabalhos comandados pelo operador, que devem ser executados em sequência, e que são divididos em postos de trabalho, nos quais trabalham um ou mais operadores, com ou sem o auxílio de máquinas.

Linhas de montagem

Objetivo: usar o máximo (razoável) do tempo dos operadores e das máquinas (balanceamento de linha)

Balanceamento de linhas de montagem nos layout por produto

• O Balanceamento de Linha é a divisão das atividades do trabalho sequencial em postos de trabalho, a fim de obter uma alta utilização da mão de obra e do equipamento e assim minimizar o tempo ocioso.

da mão de obra e do equipamento e assim minimizar o tempo ocioso. IPEPC – Prof.
da mão de obra e do equipamento e assim minimizar o tempo ocioso. IPEPC – Prof.

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Arranjo/Layout posicional É o exemplo da construção de
PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Arranjo/Layout posicional É o exemplo da construção de
PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Arranjo/Layout posicional É o exemplo da construção de

Arranjo/Layout posicional

É o exemplo da construção de um navio ou de um shopping Center, o produto

está num único local e vai sendo processado sem sair do lugar, ali equipes montam seus "canteiros" de obra. O layout posicional é um dos quatro tipos

de Layout existentes, o mesmo e caracterizado pelo fato de o produto final

permanecer parado, enquanto as matérias, operadores e maquinários vão se

movimentando a sua volta. O layout posicional e mais utilizado quando os

produtos finais são volumosos como (construção de navios, vias, barragens

pontes sobre rios e aviões).

como (construção de navios, vias, barragens pontes sobre rios e aviões). IPEPC – Prof. Camila Barros
como (construção de navios, vias, barragens pontes sobre rios e aviões). IPEPC – Prof. Camila Barros

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Arranjo/Layout Celular Arranjo que mescla características do
PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Arranjo/Layout Celular Arranjo que mescla características do
PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Arranjo/Layout Celular Arranjo que mescla características do

Arranjo/Layout Celular Arranjo que mescla características do arranjo de processos com arranjo por produtos. As unidades/processos estão bem definidas no arranjo, porém em alguns espaços são criadas pequenas células que contém todos os equipamentos necessários para um determinado produto. Assim ganha-se mais velocidade naquele produto, dentre os vários outros, pois este possui maior volume.

naquele produto, dentre os vários outros, pois este possui maior volume. IPEPC – Prof. Camila Barros
naquele produto, dentre os vários outros, pois este possui maior volume. IPEPC – Prof. Camila Barros

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Criação das Células (Fluxo antes do Agrupamento) Criação

Criação das Células (Fluxo antes do Agrupamento)

Criação das Células (Fluxo antes do Agrupamento) Criação das Células (Fluxo após o Agrupamento) Consiste

Criação das Células (Fluxo após o Agrupamento)

Criação das Células (Fluxo após o Agrupamento) Consiste no agrupamento de máquinas e equipamentos em

Consiste no agrupamento de máquinas e equipamentos em grupos diversos de tal forma que, cada um dos grupos seja capaz de propiciar a produção de todos os componentes de uma mesma família.

Na tecnologia de grupo, as peças com rotas e operações comuns são agrupadas e identificadas como uma família de peças. Ex: fabricação de chicotes, componentes de computador, etc

de peças. Ex: fabricação de chicotes, componentes de computador, etc IPEPC – Prof. Camila Barros Página
de peças. Ex: fabricação de chicotes, componentes de computador, etc IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Desvantagens do Layout Celular  Dificuldade de
PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Desvantagens do Layout Celular  Dificuldade de

Desvantagens do Layout Celular

Dificuldade de Introdução de novos produtos;

Custos relacionados com treinamento;

Pode causar ociosidade de máquinas;

Custos devido a instalações elétricas, hidráulicas, reformas; Investimento em

máquinas redundantes.

elétricas, hidráulicas, reformas; Investimento em máquinas redundantes. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 43
elétricas, hidráulicas, reformas; Investimento em máquinas redundantes. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 43
elétricas, hidráulicas, reformas; Investimento em máquinas redundantes. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 43

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Tipos de Vantagens   arranjo físico

Tipos de

Vantagens

 

arranjo físico

Desvantagens

 

Flexibilidade de mix e produto muito alto.

Custos unitários muito altos.

Posicional

Produto ou cliente não movido ou perturbado.

Programação de espaço ou atividades pode ser complexa.

Alta variedade de tarefas para a mão de obra

Pode significar muita movimentação de equipamentos e mão de obra.

 

Alta flexibilidade de mix e produto.

Baixa utilização de recursos.

Processo

Relativamente robusto em caso de interrupção de etapas.

Pode ter alto estoque em processo ou filas de clientes.

Supervisão de equipamento e instalações relativamente fácil.

Fluxo complexo pode ser difícil controlar.

 

Pode dar um bom compromisso entre custo e flexibilidade para operações com variedade relativamente alta.

Pode ser caro reconfigurar o arranjo físico atual.

Celular

Pode requerer capacidade adicional.

Atravessamento rápido.

Trabalho em grupo pode em melhor motivação.

resultar

Pode reduzir níveis de utilização de recursos

 

Baixos custos unitários para altos volumes.

Pode ter baixa flexibilidade de mix.

Produto

Dá oportunidade para especialização de equipamento.

Não muito robusto contra interrupções.

especialização de equipamento. Não muito robusto contra interrupções. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 44
especialização de equipamento. Não muito robusto contra interrupções. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 44

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Movimentação de clientes e materiais conveniente.
Movimentação de clientes e materiais conveniente. Trabalho pode ser repetitivo.

Movimentação de clientes e materiais conveniente.

Trabalho pode ser repetitivo.

Planejamento da capacidade e a programação da produção

Que é capacidade?

A palavra capacidade é comumente associada à ideia de volume máximo, espaço ou quantidade máxima de alguma coisa (capacidade estática). Assim, dizemos que:

O tanque de combustível de um carro tem capacidade para 55 litros;

Um estacionamento tem capacidade para 220 carros;

A capacidade do maracanã é 82.238 espectadores.

Os gerentes de produção a utilizam para designar a escala de operações. Por conseguinte:

Um estacionamento tem capacidade para 100 veículos,

Um reator tem capacidade para 200 litros,

Um teatro tem capacidade para 500 lugares.

Entretanto, a dimensão tempo deve ser adequadamente incorporada à utilização dos ativos. Desta maneira:

Se um reator tem capacidade de 200 litros por hora, sua capacidade diária será 4800 litros por dia;

Se um teatro tem capacidade para 500 pessoas por apresentação de 2 horas, logo, sua capacidade diária será de 6000 pessoas por dia.

Portanto, a capacidade de uma operação pode ser definida como a quantidade máxima de operações realizadas num espaço de tempo em condições normais de trabalho.

Capacidade de Produção um dos grandes equívocos existentes pela falta de

integração entre os setores da organização. A ausência de comunicação entre

entre os setores da organização. A ausência de comunicação entre IPEPC – Prof. Camila Barros Página
entre os setores da organização. A ausência de comunicação entre IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção áreas. Suprimentos demandam informações de vendas que por

áreas. Suprimentos demandam informações de vendas que por sua vez depende da administração da fábrica nos dados de capacidade produtiva. A capacidade de produção da empresa constitui o potencial produtivo de que ela dispõe; é aquilo que a empresa pode produzir em condições normais. Em outras palavras representa o volume ideal de produção de produtos/serviços que a empresa pode realizar. Contudo, nem sempre esse volume ideal significa

o volume máximo de produção que a empresa pode suportar em um regime

intensivo de horas extras e de utilização ininterrupta de equipamentos. O volume ideal de produção representa um nível adequado de atividades que permita o máximo de lucratividade e o mínimo de custos, de produção, de mão- de-obra, de manutenção etc (CHIAVENATO,1990, p. 49).

A capacidade de produção da empresa depende, por sua vez, de quatro

subfatores, a saber:

A capacidade instalada,

A mão-de-obra disponível

A matéria-prima disponível

E os recursos financeiros.

Vejamos cada um desses quatro fatores:

a) Capacidade instalada: é a quantidade de máquinas e equipamentos que a

empresa possui e o potencial de produção que eles permitem alcançar. A capacidade instalada representa a produção possível, se todas as máquinas e equipamentos estiverem plenamente disponíveis e em funcionamento ininterrupto.

b Mão-de-obra disponível:) é a quantidade de pessoas com que a empresa

pode contar para executar o plano de produção. As máquinas não funcionam sozinhas e dependem dos operários habilitados para operá-las e mantê-las em funcionamento.

c) Matéria-prima disponível: representa a matéria-prima básica, os materiais e

insumos que os fornecedores entregam à empresa para abastecer a produção.

d) Recursos financeiros: a capacidade financeira de fazer investimentos em

d) Recursos financeiros: a capacidade financeira de fazer investimentos em IPEPC – Prof. Camila Barros Página
d) Recursos financeiros: a capacidade financeira de fazer investimentos em IPEPC – Prof. Camila Barros Página

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção produção, compras de matérias-primas, aquisição de

produção, compras de matérias-primas, aquisição de máquinas e equipamento é um importante subfator da capacidade produtiva

(CHIAVENATO,1990, p. 51). 17 Figura 2 Subfatores que determinam a capacidade de produção Fonte: Chiavenato, 1990, p. 51.

Segundo Chiavenato (1990, p. 51) “a capacidade de produção da empresa precisa ser convenientemente aplicada e explorada para tornar os recursos empresariais (ou fatores de produção) rentáveis e evitar o desperdício de tempo, de esforços e de dinheiro”. Um bom planejamento estratégico da produção deve preocupar-se em balancear os recursos produtivos de forma a atender à demanda com uma carga adequada para os recursos da empresa. Se os recursos disponíveis e previstos não forem suficientes, mais recursos deverão ser planejados, ou o plano reduzido. Por outro lado, se os recursos forem excessivos e gerarem ociosidade, a demanda planejada poderá ser aumentada ou os recursos excessivos poderão ser dispensados e transformados em capital. De qualquer forma é importante analisar a necessidade futura de capacidade e confrontá-la com a capacidade atual e a previsão de expansão pretendida (TUBINO, 2000, p. 58).

Existem várias formas de se obter a capacidade de produção de um plano. Depende basicamente de como este plano foi obtido, de como foram agrupados os produtos em famílias dentro da unidade de negócio, e de qual nosso interesse em consolidar os recursos em grupos (departamentos, células, máquinas etc) para análise.

A capacidade de produção de uma empresa deve ser considerada como sendo aquilo que a empresa pode produzir em condições normais, deve representar o volume ideal de produção de produtos ou serviços que ela possa realizar. Sendo assim nem sempre este volume ideal será o volume máximo de produção que a empresa pode suportar, podendo sob o uso de horas extras e uso ininterrupto de equipamentos aumentar sua capacidade de produção numa eventual necessidade. O volume ideal de produção representa um nível adequado que permita o máximo de lucratividade com o mínimo de custos.

adequado que permita o máximo de lucratividade com o mínimo de custos. IPEPC – Prof. Camila
adequado que permita o máximo de lucratividade com o mínimo de custos. IPEPC – Prof. Camila

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção A capacidade pode ser vista como:  Capacidade

A capacidade pode ser vista como:

Capacidade do projeto (ou teórica): é aquela que o fornecedor ou fabricante dos equipamentos apresentam para o produto.

Capacidade efetiva (ou real): é aquela que o equipamento apresenta após o desconto de todos os tempos de parada necessários para que o equipamento ou o sistema implantado funcione adequadamente, que podem ser os tempos de manutenções programadas obrigatórias, os tempos de setup (preparação da máquina), os tempos de aquecimento da máquina ou do processo, os tempos de limpeza e de descontaminação, entre outros que fazem parte do processo.

COMO PODEMOS MEDIR A CAPACIDADE

A capacidade pode ser medida como toneladas de alumínio por dia ou ano,

numeros de veículos por dia ou ano, numero de clientes atendidos por mês, numero de lugares disponíveis por dia (em aviões, por exemplo), etc. Não devemos nos esquecer que a capacidade está relacionada ao tempo.

Um outro aspecto que devemos destacar é que capacidade e volume não são

a

mesma coisa. A capacidade é o máximo que pode ser produzido e

o

volume de produção é o que se produz atualmente.

A

definição do que deve ser tomado como base para a medida da capacidade,

depende de seu foco, ou seja, se é uma empresa de produtos ou serviços. Em uma empresa de serviços, a capacidade é medida através do insumo mais critico ou mais restritivo utilizado na prestação do serviço. Nas empresas industriais, a capacidade é definida em função do volume de produção que é desejada.

EXEMPLO

é definida em função do volume de produção que é desejada. EXEMPLO IPEPC – Prof. Camila
é definida em função do volume de produção que é desejada. EXEMPLO IPEPC – Prof. Camila
é definida em função do volume de produção que é desejada. EXEMPLO IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Para determinar a capacidade, deve-se primeiro definir a

Para determinar a capacidade, deve-se primeiro definir a forma de medi-la, considerando os aspectos de empresa multiprodutos (que trabalha com mais de um tipo de produto) e o tipo de empresa. Em seguida, deve-se verificar as horas de trabalho e se será considerado o pico da capacidade (produção máxima da empresa).

Toda empresa deve definir sua capacidade e a forma de medi-la, levando-se em consideração a demanda e a parcela de mercado que deseja atingir.

Consiste em atender a demanda através da melhor ocupação do recurso

produtivo com a programação das ordens de fabricação, ou seja, programar a

produção dentro das restrições da capacidade produtiva no sentido de atender

a demanda.

Esse é o desafio do PCP, manter essa sequência de atividades que mudam

diariamente, obtendo-se sempre o máximo da capacidade produtiva atendendo

a demanda.

Determinar o nível ótimo de produção para atender a demanda é fundamental

para a eficiência e eficácia da administração da produção. O desequilíbrio entre

a capacidade e a demanda pode ter consequências econômicas desastrosas

para a organização. O desafio é harmonizar, em todos os níveis, o grau de

capacidade produtiva com o nível de demanda a ser atendida com o menor

custo possível. Para isso é fundamental o planejamento e controle da

capacidade produtiva.

Capacidade de produção:

Para Stevenson capacidade de produção refere-se ao teto de carga que uma unidade operacional pode suportar.

Para Gaither e Frasier é “o maior nível de produção que uma empresa pode manter dentro de uma estrutura de programação de trabalho realista, levando em conta um período de inatividade normal e supondo uma disponibilidade suficiente de entradas para operar a maquinaria e o equipamento existente”.

Para Moreira é a quantidade máxima de produtos e/ou serviços que podem ser produzidos num determinado tempo.

de produtos e/ou serviços que podem ser produzidos num determinado tempo. IPEPC – Prof. Camila Barros
de produtos e/ou serviços que podem ser produzidos num determinado tempo. IPEPC – Prof. Camila Barros

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção   Medidas de capacidade: Empresa Capacidade
 

Medidas de capacidade:

Empresa

Capacidade estática

Capacidade de produção

Estacionamento

Número de carros

Quantidade de carros por dia

Teatro

Quantidade de assentos

Numero de espectadores por semana

Metalúrgica

Quantidade de homens e máquinas

Quantidade de peças produzidas por mês

Classificação das capacidades

A capacidade pode ser classificada em capacidade instalada, de projeto, efetiva ou de carga e realizada.

1. Capacidade instalada: É a quantidade máxima que um sistema

produtivo pode produzir ininterruptamente desconsiderando as perdas. Portanto, é a capacidade produtiva obtida numa jornada de trabalho de 24 horas ignorando as paradas para manutenção e perdas decorrentes de erros de programação da produção. Exemplo: Uma refinaria de óleo tem capacidade de produzir 8 toneladas por hora. Qual é a capacidade instalada da refinaria?

Capacidade instalada = 8 toneladas / hora x 24 horas x 30 dias = 8 x 24 x 30 = 5.760 toneladas por mês.

2. Capacidade disponível ou de projeto: refere-se à capacidade

máxima de um sistema produtivo numa jornada de trabalho sem considerar as perdas envolvidas. Exemplo: A refinaria do exemplo anterior tem 720 horas mensais de capacidade (24 x 30), sua capacidade disponível pode ser:

Capacidade Disponível (CD)

Um turno

Um turno diário com 8 horas cinco dias por semana. CD = 8 x 5 x 4 = 160 horas mensais

Dois turnos

Dois turnos diários CD = 2 x (8 x 5 x 4) = 320 horas mensais

Três turnos

Três turnos diários CD = 3 x (8 x 5 x 4) = 480 horas mensais

Três turnos Três turnos diários CD = 3 x (8 x 5 x 4) = 480
Três turnos Três turnos diários CD = 3 x (8 x 5 x 4) = 480

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Quatro turnos Quatro turnos diários 8 horas cada

Quatro turnos

Quatro turnos diários 8 horas cada um sete dias por semana (quatro equipes se revezam para manter funcionamento ininterrupto respeitando o descanso semanal). CD = 3 x (8 x 7 x 4) = 672 horas/m

Horas-extras

Cada hora trabalhada além da jornada de trabalho normal é somada à capacidade disponível.

As tentativas de operar com a máxima capacidade disponível devem ser analisadas com cautela, pois, corre-se o risco de se operar em “deseconomia de escala”. Ou seja, aumenta-se o custo de produção com horas-extras, adicional noturno, e baixa qualidade e produtividade.

3. Capacidade efetiva ou de carga: capacidade efetiva nada mais

é que a capacidade disponível subtraídas das perdas planejadas dessa capacidade. As perdas planejadas são: setups (tempo de preparação), manutenções preventivas, auditorias da qualidade, trocas de turnos, intervalos de operações, etc.

4. Capacidade realizada: é a capacidade real em determinado

período. Nada mais é que a capacidade resultante a da subtração das perdas não planejadas da capacidade efetiva. As perdas não planejadas são:

ausência de matéria-prima, funcionários, energia, máquinas; deficiências de qualidade, manutenção corretiva, etc.

ÍNDICES DE CAPACIDADE

Índice de Eficiência: indica a eficiência do sistema produtivo na realização das operações programadas.

produtivo na realização das operações programadas. Índice de Utilização : demonstra a percentagem de uso da

Índice de Utilização: demonstra a percentagem de uso da capacidade disponível.

de Utilização : demonstra a percentagem de uso da capacidade disponível. IPEPC – Prof. Camila Barros
de Utilização : demonstra a percentagem de uso da capacidade disponível. IPEPC – Prof. Camila Barros
de Utilização : demonstra a percentagem de uso da capacidade disponível. IPEPC – Prof. Camila Barros

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Índice de Disponibilidade: demonstra, percentualmente,

Índice de Disponibilidade: demonstra, percentualmente, quanto de um sistema produtivo encontra-se disponível.

quanto de um sistema produtivo encontra-se disponível. Planejamento e Controle da Capacidade de Produção O

Planejamento e Controle da Capacidade de Produção

O planejamento e controle da capacidade têm como objetivo determinar a capacidade efetiva capaz de atender a demanda. Naturalmente, o planejamento da capacidade deve ser flexível o suficiente para reagir de forma coerente às flutuações da demanda. Na prática, isso significa introduzir ou suprimir incrementos na capacidade física. Para isso, as empresas devem fazer previsões da demanda futura considerando um período mínimo de 2 a 18 meses. No entanto, em muitos segmentos se faz necessário uma previsão considerando prazos menores. Os níveis de capacidade devem ser definidos no médio e curto prazo de forma agregada. Isto é, as decisões de capacidade devem ser tomadas de forma ampla e generalizada.

Metas do planejamento e controle da capacidade

O planejamento e controle da capacidade (PCC) possui objetivos em diversos aspectos de desempenho:

1)

Reduzir custos pelo equilíbrio entre capacidade e demanda. Sem utilização

excessiva ou subutilização da capacidade.

2)

Assegurar que toda demanda seja atendida sem perdas de receita.

3)

Aumentar o capital de giro pela redução de estoques.

4)

Aumentar a qualidade de produtos e serviços e reduzir a probabilidade de

ocorrência de erros.

5) Aumentar a velocidade de resposta à demanda do cliente, seja pela

geração de pequenos estoques, seja pela acertada previsão da demanda.

6) Flexibilidade: capacidade de responder a aumentos inesperados na

7)

demanda.

Confiabilidade: fornecer o produto/serviço sem interrupções.

7) demanda. Confiabilidade: fornecer o produto/serviço sem interrupções. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 52
7) demanda. Confiabilidade: fornecer o produto/serviço sem interrupções. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 52

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Fases do planejamento e controle da capacidade de

Fases do planejamento e controle da capacidade de produção

A tomada de decisões nas questões referentes ao planejamento e controle da capacidade segue uma sequencia lógica. Inicialmente, prevemos a demanda e

a capacidade em determinado período de planejamento. Em

seguida, identificamos quais as políticas alternativas de capacidade que poderiam ser adotadas para atender de forma eficaz e eficiente as variações na

demanda. Finalmente, selecionamos a política de capacidade com maior adequação as circunstâncias.

1a Fase: Previsão da demanda

Para Wilker, demanda é:

)“ (

desejam adquirir num determinado período de tempo. Portanto, trata-se de um desejo, um plano. Mostra o máximo que um consumidor pode aspirar

considerando o preço e sua renda.

a quantidade de um determinado produto ou serviço que os consumidores

Por ser um desejo de adquirir, é uma aspiração, um plano, e não a sua

realização. Não se deve confundir demanda com compra, nem oferta com venda. Demanda é o desejo de comprar, oferta é o desejo de vender. A demanda se expressa por uma determinada quantidade em um dado período”

( )

Os departamentos de vendas, marketing e de produção são os responsáveis diretos pela previsão da demanda. Quando não estimamos a demanda corremos o risco de apenas reagir a eventos futuros sem nos prepararmos efetivamente para eles. Para que as previsões da demanda possam ser úteis ao planejamento e controle da produção, três requisitos são essenciais:

1)

As previsões devem ser expressas nas mesmas unidades de capacidade;

2)

Deve ser tão exata quanto possível;

3)

Deve indicar a incerteza relativa. Em outras palavras, deve mostrar em que medida a demanda real pode diferir da demanda média prevista.

DETERMINAÇÃO DA DEMANDA E DA CAPACIDADE

Basicamente há dois grandes grupos de modelos de previsão de demanda:

1) Modelos qualitativos: são, essencialmente, subjetivos. Normalmente são utilizados quando não há registros históricos do comportamento da demanda para subsidiar a previsão. Comumente é feito por profissionais com ampla experiência de mercado.

Comumente é feito por profissionais com ampla experiência de mercado. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
Comumente é feito por profissionais com ampla experiência de mercado. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção 2) Modelos quantitativos: são modelos embasados no registro

2) Modelos quantitativos: são modelos embasados no registro histórico da demanda como fonte para projeções da demanda futura.

Sazonalidade

Sazonalidade nada mais é que as variações de demanda que se repetem com

o passar do tempo. As variações não são aleatórias, são padrões repetitivos

que podem ser previstos e adequadamente interpretados. Alguns produtos podem apresentar pouca sazonalidade, como arroz e produtos de higiene, outros, como brinquedos e agasalhos são produtos mais sazonais, ou seja, a demanda é maior em determinados períodos. A sazonalidade é a “ciclicidade da demanda”.

períodos. A sazonalidade é a “ciclicidade da demanda”. A sazonalidade da demanda pode ocorrer em ciclos

A sazonalidade da demanda pode ocorrer em ciclos de um ano, um semestre,

um mês, uma semana ou em um dia. A demanda pode ser baixa no início da semana e alta nos fins de semana, como em bares e restaurantes. A maneira como uma operação reage às flutuações de demanda de ciclo curto é parcialmente determinada pelo tempo que os clientes estão dispostos a esperar pelos seus produtos ou serviços. Quanto menor a tolerância à espera

por parte dos clientes, maior deve ser os recursos despendidos no planejamento das respostas às flutuações de demanda de ciclo mais curto.

planejamento das respostas às flutuações de demanda de ciclo mais curto. IPEPC – Prof. Camila Barros
planejamento das respostas às flutuações de demanda de ciclo mais curto. IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Medição da capacidade Como vimos, a dimensão da

Medição da capacidade

Como vimos, a dimensão da capacidade deve ser expressa com o menor nível de ambiguidade possível, sem desconsiderar a dimensão tempo na utilização dos ativos. Nesta fase devemos determinar:

Capacidade instalada;

Capacidade disponível ou de projeto;

Capacidade realizada;

Grau de disponibilidade, eficiência, e utilização.

Outra medida importante a ser determinada é o grau de eficácia geral do equipamento (Overall Efectiveness Equipment: OEE). Desenvolvida por Cormac Campbell, da OEEE Consulting Ltd., a OEE trata-se de um método que considera três aspectos de desempenho: tempo disponível para uma operação; qualidade dos produtos / serviços; tempo de ciclo (taxa de atravessamento). Essas três métricas são importantes indicadores de desempenho, entretanto, mostram um cenário incompleto da eficácia geral do maquinário. A OEE é o resultado da multiplicação das três dimensões individuais.

Por exemplo, se um equipamento foi projetado para funcionar 10 horas, mas ele fica quebrado (parado) por três horas, sua disponibilidade é de 70%. Se o mesmo equipamento produz 95 peças que atendem os requisitos de qualidade num total de 100 peças produzidas, sua taxa de qualidade é de 95%. Da mesma forma, ao operar a 75 ciclos por minuto e considerando uma capacidade de projeto de 100 ciclos por minuto, logo, sua taxa de atravessamento é 75%. Neste caso, basta multiplicarmos a taxa de disponibilidade (70%) pela taxa de qualidade (95%) e pela taxa de atravessamento (75%). OEE= 0,7x0, 95x0, 75 = 0,5 OEE=50%

2 a FASE: POLÍTICAS DE CAPACIDADE

Uma vez determinada a demanda e a capacidade, se faz necessário considerar as políticas de resposta às flutuações da demanda. Existem três maneiras “puras” de se reagir frente às variações:

1) Política de capacidade constante: despreza as variações e mantém constante as atividades; 2) Política de acompanhamento da demanda: ajusta a capacidade em função das variações da demanda; 3) Política da demanda ou gestão da demanda: objetiva ajustar a demanda tornando-a compatível com a capacidade.

demanda: objetiva ajustar a demanda tornando-a compatível com a capacidade. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
demanda: objetiva ajustar a demanda tornando-a compatível com a capacidade. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Normalmente, o que se vê é um misto

Normalmente, o que se vê é um misto das políticas acima, predominando, ora uma, ora outra.

POLÍTICA DE CAPACIDADE CONSTANTE

Em uma política de capacidade constante (PCC) o volume agregado de produção é invariável diante das previsões de flutuação da demanda. Quando são processados materiais não perecíveis, cuja comercialização não ocorre tão logo sejam processados, eles são colocados em estoque antes das vendas. Portanto, essa política é viável para produtos não perecíveis que apresentam reduzido grau de sazonalidade.

Em uma PCC observamos padrões de estabilidade de emprego, alta utilização dos processos e a necessidade de estoques consideráveis. A grande maioria das empresas que adotam essa política cria altos níveis de estoques quando

as vendas futuras são quase certas e cuja influencia da moda e do projeto é

reduzida. Os principais problemas nessa política são os altos custos de

financiamento e armazenagem dos estoques e baixa produtividade em decorrência do desperdício de recursos de pessoal. Em empresas prestadoras

de

serviços, a PCC determina um funcionamento da operação em altos níveis

de

disponibilidade de capacidade, o que determina níveis de subutilização da

capacidade proibitivamente dispendiosos.

Altos níveis de subutilização só serão aceitáveis quando os custos de oportunidade das vendas individuais perdidas são muito altos, o que ocorre na venda de produtos de alta margem de lucro, como em imobiliárias e joalherias. Também podemos adotar uma capacidade levemente abaixo do maior nível de demanda esperado com o objetivo de minimizar o grau de subutilização. A PCC em tempos de alta demanda pode deteriorar o serviço ao cliente, gerando filas, longos períodos de espera e menor grau de personalização no atendimento. Em períodos de baixa demanda observamos a imagem em espelho da situação anterior: ausência de filas, alta velocidade de processamento e altos índices de personalização. A PCC está distante do desejável, entretanto, as vantagens de estabilidade e produtividade podem compensar os riscos de desagradar alguns clientes.

POLÍTICA DE ACOMPANHAMENTO DA DEMANDA

A política de acompanhamento da demanda (PAD) busca adequar a

capacidade ao níveis da demanda prevista. Trata-se de uma política mais adequada as situações em que não se pode estocar a produção, como na prestação de serviços e na fabricação de produtos perecíveis. Ao contrário da PCC, a PAD evita o desperdício de recursos de pessoal e a subutilização da capacidade disponível. Nas situações nas quais a produção pode ser estocada,

a PAD contribui para a redução dos estoques e, consequentemente, dos custos

de financiamento e armazenagem.

dos estoques e, consequentemente, dos custos de financiamento e armazenagem. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
dos estoques e, consequentemente, dos custos de financiamento e armazenagem. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção A PAD nos ensina que a capacidade deve

A PAD nos ensina que a capacidade deve ser continuamente ajustada para

satisfazer a demanda. Uma demanda variável ao longo do ano significa variáveis níveis de pessoal ao longo do ano. Para isso, existem métodos para ajustar a capacidade:

Contratação de horas extras e utilização de tempo ocioso: aumentar o número de horas produtivas trabalhadas na produção.

Ajustar o número de funcionários: contratar mão-de-obra temporária em períodos de alta demanda e dispensá-los quando a demanda for baixa. Os custos dessa escolha inclui recrutamento, baixa produtividade uma vez que o novo funcionário inicia sua passagem pela curva de aprendizagem.

Contratação em tempo parcial: nada mais é que uma variação da estratégia anterior. Contrata-se pessoal para trabalhar menos do que um dia normal. Pode ser um estratégia interessante, entretanto, se os custos fixos do emprego forem altos, a utilização dessa estratégia pode não valer a pena.

Terceirização: comprar a capacidade operacional de outras organizações. Esse método nos permite atender a demanda sem a necessidade de investirmos em capacidade. No entanto, a terceirização pode sair muito cara. O terceirizado certamente desejará um margem razoável de lucro no negócio. Além disso, corremos o risco de o subcontratado entrar no nosso mercado se tornando um concorrente.

A ideia de ajustar a mão-de-obra para atender a demanda numa prática de

contratar e demitir é controversa por desconsiderar o lado humano do trabalho.

Slack argumenta que:

“É responsabilidade de qualquer empresa engajar-se em uma série de atividades que sejam capazes de manter o emprego em um nível mais estável. Contratar e demitir meramente por questões sazonais, que podem ser previstas com antecedência, é tratar os seres humanos de forma totalmente inaceitável.

Mesmo a ideia de contratar pessoas por um contrato de curto prazo, na prática, leva ao oferecimento de condições de serviço mais pobres e a um estado de

Em

permanente ansiedade sobre se vão ser mantidas no emprego ou não

um mundo de negócios cada vez mais globalizado, em que empresas podem possuir filiais em diferentes países, os países que permitem a prática de contratar e demitir, provavelmente, terão suas fabricas reduzidas em tamanho

quando comparados com os países cuja legislação inibe tal prática.”

POLÍTICA DE GERENCIAMENTO DA DEMANDA

Sonho que qualquer gerente de produção, a demanda estável e uniforme reduz custos, melhora o serviço, permite maior utilização da capacidade e melhora o lucro potencial. Ciente disso, muitas organizações buscam administrar a

demanda, transferindo seus picos para os períodos mais tranquilos. Administrar

a demanda não é responsabilidade dos gerentes de produção, mas sim dos

a demanda não é responsabilidade dos gerentes de produção, mas sim dos IPEPC – Prof. Camila
a demanda não é responsabilidade dos gerentes de produção, mas sim dos IPEPC – Prof. Camila

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção departamentos de marketing / vendas. Cabe ao gerente

departamentos de marketing / vendas. Cabe ao gerente de produção avaliar o gerenciamento da demanda e assegurar que o sistema de produção satisfaça a demanda mais estável.

As principais estratégias para o gerenciamento da demanda são:

1) Alterar a demanda: a principal maneira é alterando o preço. Promoções e descontos em períodos de baixa procura. No inverno sorvetes, ventiladores estarão em oferta. Outra estratégia é aumentar a publicidade para alavancar as vendas fora de época. 2) Criar produtos e serviços substitutos: consiste em desenvolver produtos e serviços alternativos em períodos de baixa demanda. Uma sorveteria pode se transformar num cafeteria no inverno

POLITICAS DE CAPACIDADE NA PRÁTICA

Cada uma das políticas “puras” de capacidade descritas acima somente são viáveis quando suas vantagens compensam fortemente suas desvantagens. Frequentemente, as políticas puras não atendem todos os objetivos de competitividade. Estes compreendem, na maioria das vezes redução de custos, de estoques, e de investimentos em capital e ainda agilidade orientada para os clientes. Por esse motivo, muitas empresas escolhem uma política mista das três abordagens. Por exemplo: uma empresa pode ter pico de demanda no mês de janeiro e deslocar parte dessa demanda para o mês anterior por meio de descontos (política de gerenciamento da demanda). Ajustes na capacidade podem ser necessários para mudanças amplas de demanda em períodos subsequentes (política de acompanhamento da demanda). Mesmo ajustando a demanda, esta pode não ser suficiente para eliminar a formação de estoques (política de capacidade constante).

3 a FASE: ESCOLHA DA POLÍTICA DE CAPACIDADE

Ao decidirmos qual política de capacidade adotar, devemos levar em conta as consequências de cada política em seu contexto. Dois métodos são extremamente úteis no processo de avaliação das consequências da adaptação de politicas específicas de capacidade:

Método das representações acumuladas de demanda e de capacidade;

Teoria das filas.

acumuladas de demanda e de capacidade;  Teoria das filas. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
acumuladas de demanda e de capacidade;  Teoria das filas. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção MÉTODO DAS REPRESENTAÇÕES ACUMULADAS A figura abaixo

MÉTODO DAS REPRESENTAÇÕES ACUMULADAS

A figura abaixo apresenta a previsão de demanda agregada de um produto

cujas vendas apresentam grande sazonalidade. Consideremos que a fabrica

em questão possui uma capacidade de 300 toneladas por mês. A fabrica deve

atender ao pico de demanda em setembro reservando tempo para os produtos passarem pelo sistema de distribuição. Uma boa maneira de se determinar se a capacidade constante de 300ton/mês pode satisfazer à demanda é medir o

grau de sobre capacidade (áreas A e C) e o grau de sub capacidade (área B).

Se o grau de sobre capacidade for maior que o grau de sub capacidade, logo, a

capacidade atual é viável, pois, basta que os estoques dos períodos de sobre capacidade seja utilizados nos períodos de sub capacidade.

capacidade seja utilizados nos períodos de sub capacidade. Essa abordagem, no entanto, apresenta problemas. Meses

Essa abordagem, no entanto, apresenta problemas. Meses diferentes têm diferentes tempos produtivos. Alguns meses apresentam redução da disponibilidade, seja pela redução da disponibilidade de mão-de-obra, seja pela redução da disponibilidade dos equipamentos. Outro problema é que a sobre capacidade pode ocorrer depois que a demanda expirou.

TEORIA DAS FILAS

O método das representações acumuladas somente é útil quando há

possibilidade de se estocar os produtos acabados. Nas operações em que a

estocagem é inviável, em razão de sua natureza, como em grande parte das operações de serviços, um conjunto de problemas surge ao planejamento e controle da capacidade.

Por mais que nos esforcemos para prever a demanda com o menor nível de erro, não podemos saber exatamente quando cada cliente individual chegará e quanto tempo será consumido em seu processamento. Uma equação que

e quanto tempo será consumido em seu processamento. Uma equação que IPEPC – Prof. Camila Barros
e quanto tempo será consumido em seu processamento. Uma equação que IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção descreve a probabilidade de chegada pode ser determinada,

descreve a probabilidade de chegada pode ser determinada, mas não o momento exato de cada chegada. Apesar da incerteza quanto ao tempo de chegada dos clientes e quanto ao tempo de processamento de cada cliente, eles chegam de acordo com uma distribuição de probabilidades. Normalmente são processados pela lógica do FIFO (First InFirst Out, primeiro a entrar, primeiro a sair), aguardam o processamento, são processados por sistemas em paralelo e saem da operação.

processados por sistemas em paralelo e saem da operação. Como não podemos determinar quando cada cliente

Como não podemos determinar quando cada cliente chegará, o desafio é saber quantos atendentes em paralelo precisam estar disponíveis para atender a demanda. Situação muito comum em bancos e supermercados, a chegada de muitos clientes simultaneamente e em quantidade superior a capacidade dos atendentes em processá-los gera fila. A situação oposta também ocorre, ou seja, clientes chegam com frequência menor e são atendidos rapidamente, alguns dos atendentes ficam ociosos. Muitas vezes a capacidade média é capaz de atender a demanda média, e pode existir tanto filas quanto ociosidade.

Quando a capacidade é muito baixa (poucos atendentes) surgem filas e temos clientes insatisfeitos, a despeito da alta utilização dos atendentes. Quando a capacidade é muito alta (muitos atendentes), os clientes esperam pouco e ficam satisfeitos, mas o grau de utilização é baixo. O problema central neste caso é determinar o tempo de espera dos clientes e a utilização do sistema. Mas como prever o tempo de espera e a taxa de utilização?

Existem diversos algoritmos para descrever e prever o comportamento de variados tipos de sistemas de filas. Por ser extremamente complexos para quase todas as hipóteses, exceto as mais elementares, há softwares específicos para prever o comportamento com filas.

há softwares específicos para prever o comportamento com filas. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 60
há softwares específicos para prever o comportamento com filas. IPEPC – Prof. Camila Barros Página 60

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção DETERMINAÇÃO DE LOTES MÍNIMOS DE FABRICAÇÃO Apesar de

DETERMINAÇÃO DE LOTES MÍNIMOS DE FABRICAÇÃO

Apesar de muito simples e obvio o planejamento de produção praticamente não existe ou ocorre de forma precária em muitas organizações, com exceção das grandes empresas industriais. Um ponto importante para o sucesso do planejamento da produção é a correta previsão da quantidade e do mix de produtos que se pretende vender. Portanto, a área comercial pode contribuir de forma eficiente para a produção fornecendo dados da previsão da quantidade e do mix de produtos a serem vendidos.

LOTE MINIMO DE FABRICAÇÃO

Imaginemos que uma tornearia recebe um pedido de cinco peças deferentes (peças A, B, C, D e E) e deve processá-los em um único torno. O pedido é de 400 peças de cada tipo por mês e a organização precisa de cinco dias de produção para produzir 400 peças. A empresa trabalha 25 dias por mês. Portanto a empresa é capaz de produzir 400x5= 2000 peças por mês. Nos primeiros 5 dias, a tornearia produz 400 de A, nos próximos 5 dias de trabalho é produzido 400 peças de B e assim sucessivamente, até que nos últimos 5 dias produtivos do mês a empresa terminou o lote de 400 peças de E. Desta maneira são realizados apenas 5 setups ( se cada setup demorar 20 minutos serão consumidos 1hora e 40 minutos de setups). Entretanto, se o cliente solicitar os cinco tipos de produtos na primeira semana a tornearia terá que se organizar para produzir lotes menores ( 80 peças de cada tipo, por exemplo). Para Graeml: “Lote mínimo de fabricação corresponde ao menor lote possível a ser produzido pela empresa de forma que o aumento do tempo dos setups não ultrapasse a capacidade disponível”. Podem ser calculados pela seguinte fórmula:

Podem ser calculados pela seguinte fórmula: Onde: LMi = lote mínimo de fabricação do produto i

Onde:

LMi = lote mínimo de fabricação do produto i

seguinte fórmula: Onde: LMi = lote mínimo de fabricação do produto i IPEPC – Prof. Camila
seguinte fórmula: Onde: LMi = lote mínimo de fabricação do produto i IPEPC – Prof. Camila

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Di = demanda do produto i no período

Di = demanda do produto i no período

N°= número de ciclos de fabricação. No exemplo acima, se produzirmos 80 peças serão 5 ciclos, pois 400/80=5.

Pela análise das equações acima podemos inferir que:

Quanto menor for o tempo de preparação, mais ciclos poderão ser feitos o que implica em menores lotes de fabricação;

O

nível de estoque é diretamente proporcional ao tamanho dos lotes de

fabricação. Em outras palavras, menores lotes significam estoques menores;

Apesar da redução dos estoques o atendimento aos clientes melhora, pois produzimos menos, porém repetidas vezes;

SETUP: TEMPO DE PREPARAÇÃO

Nada mais é que o tempo gasto para preparar a máquina para produzir um outro modelo de produto. Um exemplo simples: Uma furadeira faz furos de determinado diâmetro, quando desejamos fazer furos de outro diâmetro precisamos trocar a broca. O tempo gasto para trocar a broca é o setup.

Exemplos de atividades de set-up:

Uma cabine de pintura está pintando refrigeradores brancos e precisa ser limpa e ter a cor da tinta trocada para se começar a pintura de refrigeradores marrons; Uma injetora de plásticos está produzindo copos dágua na cor azul. Para serem produzidos jarros vermelhos nesta mesma máquina, é necessário trocar a matriz de injeção ( do copo para a jarra) e a cor do plástico ( de azul para vermelho); Uma prensa hidráulica está estampando chapas de aço para fabricação da lateral de um fogão. Para estampar a porta do forno deste mesmo fogão, será necessário trocar a matriz estampagem e o tipo do blank utilizado.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A CAPACIDADE DE PRODUÇÃO NO LONGO PRAZO

A grande maioria das empresas precisa determinar o tamanho de sua

capacidade produtiva em cada uma de suas instalações. Um fabricante de autopeças, por exemplo, possui unidades produtivas com capacidades individuais de 1000 unidades por semana. Se operar com níveis de atividade

individuais de 1000 unidades por semana. Se operar com níveis de atividade IPEPC – Prof. Camila
individuais de 1000 unidades por semana. Se operar com níveis de atividade IPEPC – Prof. Camila

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção inferior a 1000/semana, o custo médio de produção

inferior a 1000/semana, o custo médio de produção de cada produto aumentará em razão dos custos fixos serem cobertos por um menor número de unidades fabricadas. Os custos totais de um sistema produtivo industrial possuem elementos fixos (custos fixos, não dependentes da quantidade produzida) e variáveis (custos variáveis são custos que se tem para cada unidade produzida). A soma dos custos fixos e variáveis abarca o custo total de qualquer nível de output.Quando dividimos o custo total pelo nível de output temos o custo médio de produção.

pelo nível de output temos o custo médio de produção . Pela análise das curvas de

Pela análise das curvas de custo unitário para uma fabrica com diferentes capacidades percebemos que:

Quando iniciamos uma atividade produtiva os custos fixos não são todos incorridos de uma vez. Ao contrario, ocorrem em “pontos de quebra” de custos fixos à medida que o volume aumenta. Isso evidência a “quebra teórica” do custo médio.

Custos fixos não aumentam de maneira proporcional ao aumento da capacidade (economia de escala). Os custos fixos de uma organização de 1000 unidades são menores que o dobro do de uma planta de 500 peças.O

Os custos de capital de uma fábrica não aumentam proporcionalmente a sua capacidade. É mais fácil construir uma fábrica de 1000 unidades do que duas fábricas de 500 unidades.

Podemos aumentar o nível teórico de capacidade de produção para além da capacidade da planta por meio do uso de horas extras e da contratação temporária de pessoal.

Os custos de transporte podem ser maiores em operações grandes (deseconomia de escala). Por exemplo, se um fabricante fornecer a todo o mercado americano, de uma fábrica em São Paulo, todos os insumos deverão ser trazidos de diversos países para um único local e todos os produtos enviados de lá para toda a América.

Custos de complexidade são maiores quando a capacidade é maior. Maiores são os esforços de comunicação e coordenação necessários para gerenciar a operação produtiva.

Nas situações em que a capacidade produtiva é reduzida, as tentativas de aumento de capacidade se deparam com gargalos do sistema. A teoria das

de aumento de capacidade se deparam com gargalos do sistema. A teoria das IPEPC – Prof.
de aumento de capacidade se deparam com gargalos do sistema. A teoria das IPEPC – Prof.

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção restrições estuda como diagnosticar e eliminar gargalos

restrições estuda como diagnosticar e eliminar gargalos balanceando o fluxo de produção.

Os aumentos na capacidade de produção pode levar uma operação do lucro ao prejuízo. Cada incremento de capacidade tem como consequência um ponto de descontinuidade (quebra) de custos fixos, ou seja, um gasto a mais passa a ser incorrido na operação.

seja, um gasto a mais passa a ser incorrido na operação. As operações com volumes de

As operações com volumes de produção muito baixos apresentam baixa probabilidade de serem rentáveis . Se os preços forem maiores que os custos marginais, a receita excederá os custos totais. Entretanto, o nível de rentabilidade no momento em que o nível de atividade é igual à capacidade da operação pode não compensar os custos fixos extras de um incremento na capacidade. Isso pode tornar a operação não rentável em alguns momentos de sua ampliação.

Administração de Estoque

Referencial teórico

quaisquer “

quantidades de bens físicos que sejam conservados, de forma

improdutiva, por algum intervalo de tempo.” (Moreira, 2004).

Segundo Chiavenato (2005), o estoque institui todo o gênero de materiais que a organização possui e emprega no processo de produção de seus produtos e serviços.

possui e emprega no processo de produção de seus produtos e serviços. IPEPC – Prof. Camila
possui e emprega no processo de produção de seus produtos e serviços. IPEPC – Prof. Camila

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção O conceito de estoques para Francischini; Gurgel (2004)

O conceito de estoques para Francischini; Gurgel (2004) é qualquer quantidade de

bens físicos que sejam guardados, de forma improdutiva, por qualquer intervalo de

tempo.

Definem-se estoques para Iudícibus; Martins; Gelbecke (2003, p.115), “como bens tangíveis ou intangíveis obtidos ou produzidos pela organização com a finalidade de vender ou uso próprio no curso habitual de suas atividades”.

O controle dos estoques é importante, pois, segundo Martins; Alt (2006),

representam a quantia substancial nos ativos das organizações, e precisam ser

encarados como um fator potencial na geração de interesses e dos lucros.

Já para Barbieri; Machline (2006), os estoques são formados por todos os elementos de materiais designados à venda, ao processamento interno e ao consumo referentes às atividades fins da empresa.

A alusão que mais se consagra é de Barbieri; Machline (2006), pois citam de modo

mais intenso os conceitos dos estoques nas empresas.

Neste artigo apresentaremos o fato da importância da gestão de estoque no processo de planejamento do controle do estoque. Para bem mostrarmos a importância do mesmo, começamos definindo o estoque, que apesar de ser uma definição bem ampla, simplificamos trazendo o pensamento e definição de autores para o seu esclarecimento. Os resultados positivos de uma empresa estão relacionados à gestão de estoque eficiente. Por isso os estoques sempre foram alvos da atenção dos grandes gerentes.

Com a alta competitividade e a maior exigência do consumidor as empresas necessitam se adaptarem rapidamente à tendência, melhorar suas performances e agregar valores aos seus serviços e produtos. E a gestão de estoque entra com a função de deixar as empresas no nível em que se exige o mercado, garantindo maior disponibilidade de produto ao consumidor, com o menor nível de estoque possível. Estoques excessivos significam gastar dinheiro a toa, é assumir custo que não retorna beneficio algum

Hoje as empresas procuram a obtenção de uma vantagem competitiva em relação a seus concorrentes, e a oportunidade de atendê-los prontamente, no momento e na quantidade desejada, é grandemente facilitada com a administração eficaz dos estoques.

Definições de estoque

O alcance do termo estoque é muito amplo. Tradicionalmente falando podemos considera-lo como representativo de matérias-primas, produtos semi-acabados,

considera-lo como representativo de matérias-primas, produtos semi-acabados, IPEPC – Prof. Camila Barros Página 65
considera-lo como representativo de matérias-primas, produtos semi-acabados, IPEPC – Prof. Camila Barros Página 65

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção componentes para montagem, sobressalentes, produtos acabados,

componentes para montagem, sobressalentes, produtos acabados, materiais administrativos e suprimentos variados.

E em meias palavras, dizemos que seria tudo o que a empresa possui “guardado”, para suprir as suas necessidades. Ou por muitas vezes, materiais em estoque que não planejados , não analisados ou acompanhados com uma boa gestão, acabam não sendo suficiente para suprir tal necessidade da mesma.

não sendo suficiente para suprir tal necessidade da mesma. Conforme dito pelo autor, estoque é definido

Conforme dito pelo autor, estoque é definido por tudo aquilo que precisa ser armazenado ou estocado em determinados locais de uma organização, pois assim complementa a rotatividade da organização, tornando-a rápida e eficaz.

Em organizações mais atípicas poderá adquirir outros significados, como estoque de livros, de dinheiro em banco, de professores, de consultores e assim por diante. Sobre este prisma pode-se definir estoque assim:

a. Materiais, mercadorias ou produtos acumulados para utilização posterior, de modo a permitir o atendimento regular das necessidades dos usuários para a continuidade das atividades da empresa, sendo o estoque gerado, consequentemente, pela impossibilidade de prever-se a demanda com exatidão;

b. Reserva para ser utilizada em tempo oportuno.

As principais funções do estoque são:

a. Garantir o abastecimento de materiais á empresa, neutralizando os efeitos de:

Demora ou atraso no fornecimento de materiais: Estando sempre atenta a quantidade qualidade dos materiais em estoque.

Sazonalidade no suprimento: Verificar o tempo que ta acontecendo, as transformações nos matérias.

Riscos de dificuldade no fornecimento: Analisando o tipo de dificuldade encontrada.

b. Proporcionar economias de escala:

Através da compra ou produção em lotes econômicos;

Pela flexibilidade do processo produtivo;

em lotes econômicos;  Pela flexibilidade do processo produtivo; IPEPC – Prof. Camila Barros Página 66
em lotes econômicos;  Pela flexibilidade do processo produtivo; IPEPC – Prof. Camila Barros Página 66

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  Pela rapidez e eficiência no atendimento ás

Pela rapidez e eficiência no atendimento ás necessidades.

Controle de estoques

O Controle de estoques é o procedimento adotado para registrar, fiscalizar e gerir a entrada e saída de mercadorias e produtos numa, seja numa indústria ou no comércio. O controle de estoque deve ser utilizado tanto para matéria prima, mercadorias produzidas e/ou mercadorias vendidas.

O Controle de estoques exerce influência muito grande na rentabilidade da empresa. Os estoques absorvem capital que poderia estar sendo investido de outras maneiras, desviam fundos de outros usos potenciais e tem o mesmo custo de capital que qualquer outro projeto de investimento da empresa. Sendo um importante papel na fase administrativa, pois através desse estoque e que e possível saber o quanto se pode comprar o que comprar para não chegar ao desperdício de matérias ou ate mesmo da falta de material em estoque.

Atitudes operacionais envolvendo planejamento e controle de estoques

Assegurar o suprimento de matéria prima, material auxiliar, peças e insumos ao processo de fabricação de acordo com as necessidades organizacionais (quantidade, tempo e qualidade desejados);operacionais envolvendo planejamento e controle de estoques Manter níveis de estoques que otimizem os custos de

Manter níveis de estoques que otimizem os custos de atendimento da demanda e manutenção de estoques;organizacionais (quantidade, tempo e qualidade desejados); Identificar e eliminar os materiais obsoletos; Não aceitar

Identificar e eliminar os materiais obsoletos;custos de atendimento da demanda e manutenção de estoques; Não aceitar erros quanto à condição de

Não aceitar erros quanto à condição de falta ou excesso em relação às vendas.de estoques; Identificar e eliminar os materiais obsoletos; Precaver-se quanto a perdas, danos, extravios ou mau

Precaver-se quanto a perdas, danos, extravios ou mau uso;à condição de falta ou excesso em relação às vendas. Manter as quantidades em relação às

Manter as quantidades em relação às necessidades e aos registros;Precaver-se quanto a perdas, danos, extravios ou mau uso; Fornecer informações adequadas ao planejamento de curto,

Fornecer informações adequadas ao planejamento de curto, médio e longo prazo, das necessidades de materiais e estoques;quantidades em relação às necessidades e aos registros; Manter os custos em níveis econômicos, levando em

Manter os custos em níveis econômicos, levando em conta os volume de vendas, prazos, recursos e seu efeito sobre o custo de venda do produto.de curto, médio e longo prazo, das necessidades de materiais e estoques; IPEPC – Prof. Camila

de vendas, prazos, recursos e seu efeito sobre o custo de venda do produto. IPEPC –
de vendas, prazos, recursos e seu efeito sobre o custo de venda do produto. IPEPC –

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Objetivos da gestão de estoques  Excelência no

Objetivos da gestão de estoques

Excelência no atendimento aos clientes (nível de serviço)

Operação de fábrica de baixo custo (operacionais)

Investimento mínimo em estoque (financeiros)

Estoques: acúmulo de recursos materiais em um sistema de transformação

de recursos materiais em um sistema de transformação O objetivo do controle de estoque é também

O objetivo do controle de estoque é também financeiro, pois a manutenção de estoques é cara e o gerenciamento do estoque deve permitir que o capital investido seja minimizado. Ao mesmo tempo, não é possível para uma empresa trabalhar sem estoque. Portanto, um bom controle de estoque passa primeiramente pelo planejamento desse estoque. De forma semelhante, os níveis dos estoques estão sujeitos á velocidade da demanda. Se a constância da procura sobre o material for maior que o tempo de ressuprimento, ou estas providências não forem tomadas em tempo oportuno, a fim de evitar a interrupção do fluxo de reabastecimento, teremos a situação de ruptura ou de esvaziamento do seu estoque, com prejuízos visíveis para a produção, manutenção, vendas etc

De acordo com pesquisas realizadas para este artigo, tanto em livros, internet, como para perguntas feitas a proprietários de medias e pequenas empresas, os mesmos citaram em varias falas que no mundo atual, este controle de estoque vem acontecendo do próprio fornecedor ao cliente. Hoje em dia o fornecedor ao oferecer sua mercadoria ao cliente, se preocupa em perguntar a quantidade X, de tal produto que esta sendo comercializado. E o cliente por sua vez, afirmou que a maioria das vezes não informa ao fornecedor, prejudicando o próprio que acabaria recebendo uma força do fornecedor em relação ao controle de seu próprio estoque.

Sendo que um dos entrevistados nos citou a empresa de cigarros, SOUZA CRUZ de exemplo. O mesmo salientou que seus pedidos são feitos semanalmente por telefone, e que a atendente da empresa ao entrar em contato e perguntar sobre o pedido da semana, a mesma solicita que seja passado a ela a quantidade exata de cada cigarro existente em estoque para o melhor andamento dos pedidos. Explica o entrevistado que isso e um papel de fundamental importância e evolução do fornecedor para com o cliente, já que isso vem ocorrendo de uns tempos para ca.

Razão para a existência dos estoques

vem ocorrendo de uns tempos para ca. Razão para a existência dos estoques IPEPC – Prof.
vem ocorrendo de uns tempos para ca. Razão para a existência dos estoques IPEPC – Prof.

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Para Viana (2002) as principais causas que exigem

Para Viana (2002) as principais causas que exigem estoque permanente para o imediato atendimento do consumo interno e das vendas nas empresas são:

a. Necessidade de continuidade operacional;

b. Incerteza da demanda futura ou sua variação ao longo do período de planejamento;

c. Disponibilidade imediata do material nos fornecedores e cumprimento dos prazos de entrega.

Atender aos clientes na hora certa, com a quantidade certa e requerida, tem sido o objetivo da maioria das empresas. Assim, a rapidez e presteza na distribuição das mercadorias assumem cada vez mais um papel preponderante na obtenção de uma vantagem competitiva duradoura.

Custos

na obtenção de uma vantagem competitiva duradoura. Custos A necessidade de manter estoques acarreta uma série

A necessidade de manter estoques acarreta uma série de custos às empresas. Por isso é normal ouvirmos “Estoque custa dinheiro”. Podemos classificar os custos de manter estoque em três categorias: custos diretamente proporcionais, inversamente proporcionais e independentes.

O custo direto ocorre quando os custos crescem com o aumento da quantidade média estocada.

O custo inverso são os custos ou fatores de custos que diminuem com aumento do estoque médio, isto é, quanto mais elevados os estoques médios, menores serão tais custos.

O custo independente são os que independem do estoque médio mantido pela empresa. Independe da quantidade estocada.

do estoque médio mantido pela empresa. Independe da quantidade estocada. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
do estoque médio mantido pela empresa. Independe da quantidade estocada. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Consumo Viana (2002) diz que consumo é a

Consumo

Viana (2002) diz que consumo é a quantidade de material necessária requerida para o atendimento das necessidades de produção e de comercialização, relacionada a determinada unidade de tempo. Assim, conforme o ritmo em que se processa a utilização pode-se classificar o consumo como regular ou irregular. Como diz o autor, consumo é o material necessário para o atendimento das necessidades de produção e comercialização.

Demanda

das necessidades de produção e comercialização. Demanda Para Viana (2002) a demanda caracteriza a intenção de

Para Viana (2002) a demanda caracteriza a intenção de consumo e tem o objetivo básico de fazer previsões, levando em consideração dois aspectos relevantes, quais sejam sua evolução histórica e seus afastamentos, que podem ser identificados analisando-se tipos de funções da própria demanda.

Conforme o autor demanda e consumo andam juntos, pois, depende da quantidade do consumo para poder analisar a demanda.

Fundamentos da Gestão de Estoque

Segundo Viana (2002) seu objetivo consiste essencialmente na busca pelo equilíbrio entre estoque e consumo, o que será obtido mediante as seguintes atribuições, regras e critérios:

Impedir entrada de materiais desnecessários;

Centralizar as informações para que se tenha um melhor acompanhamento e

planejamento;

Definir parâmetros de cada material;

acompanhamento e planejamento;  Definir parâmetros de cada material; IPEPC – Prof. Camila Barros Página 70
acompanhamento e planejamento;  Definir parâmetros de cada material; IPEPC – Prof. Camila Barros Página 70

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção  Determinar a quantidade de compra para cada

Determinar a quantidade de compra para cada material;

Analisar e acompanhar a evolução do estoque na empresa;

Desenvolver e implantar uma padronização de materiais;

Ativar o setor de compras;

Decidir sobre a regularização de materiais

Realizar estudos frequentes para que materiais obsoletos e inservíveis sejam

retirados do estoque.

Razões para manter o estoque:

Melhorar o nível de serviço;

Incentivar economias na produção;

Permitir economias de escala nas compras e no transporte;

Agir como proteção contra aumento de mercado;

Proteger a empresa de incertezas na demanda;

Ter o que servir em situação de emergências;

Às vezes para baratear o insumo/produto é necessário fazer estoques maiores, baratear custos com transportes e produção.

Tipos de estoques:

Estoque de Organização

São utilizados para manter o processo de produção ou suprimento funcionando

continuamente se interrupções.

Estoque Consignado

É aquele que está em posse de terceiros (clientes, distribuidores ou outros)

através de acordo, mas cuja propriedade permanece sendo do fabricante.

através de acordo, mas cuja propriedade permanece sendo do fabricante. IPEPC – Prof. Camila Barros Página
através de acordo, mas cuja propriedade permanece sendo do fabricante. IPEPC – Prof. Camila Barros Página

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PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Estoque Inativo Estoque de produtos obsoletos ou que

Estoque Inativo

Estoque de produtos obsoletos ou que não tiveram saída em determinado período (que pode variar de acordo com a determinação do gestor).

Estoque de ciclo

Esse tipo de estoque é bastante comum em empresas que operam com vários

produtos, porém não tem condições de fabricar todos ao mesmo tempo. Pense,

por exemplo, em uma fábrica de móveis que fabrica cadeiras, mesas, estantes e

armários e não tem estrutura física nem mão de obra para fabricar todos ao

mesmo tempo. O gestor da empresa certamente deve programar sua produção de

modo a produzir todos os produtos, suprindo a demanda de seus clientes.

Podemos concluir assim que o estoque de ciclo existe para que a empresa possa

oferecer simultaneamente todos os produtos que fabrica, gerenciando os estoques

e a produção.

Estoque Máximo

Diz respeito à quantidade máxima de produtos armazenados por um determinado

período (determinada previamente) até que se faça novo pedido.

Estoque Médio

Refere-se à metade do estoque normal somado ao estoque de segurança. Este

estoque deve ser verificado com mais frequência no caso de produtos perecíveis.

Estoque Mínimo

Está ligado à menor quantidade de um item em estoque para prevenir uma

eventualidade que se deve ao consumo além do previsto ou atraso na entrega de

novas mercadorias.

Estoque de Proteção

É o estoque formado para evitar que a empresa seja “pega de surpresa” e fique

desabastecida em caso de greve, aumento abusivo de preços, dentre outras

eventualidades.

em caso de greve, aumento abusivo de preços, dentre outras eventualidades. IPEPC – Prof. Camila Barros
em caso de greve, aumento abusivo de preços, dentre outras eventualidades. IPEPC – Prof. Camila Barros

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção

PPCP - Planejamento, Programação e Controle da Produção Estoque Regulador É geralmente utilizado em empresas com

Estoque Regulador

É geralmente utilizado em empresas com diversas filiais. Neste caso, uma das unidades mantém um estoque maior para suprir as eventuais necessidades das outras.

Estoque Sazonal ou Antecipado

Estoque determinado com antecedência para cobrir uma demanda que foi prevista para o futuro, um pico ou quando a demanda e a capacidade de produção estiverem em desequilíbrio.

São os estoque criados para fornecer condições de suprimento quando a capacidade de produção e a demanda estão desequilibradas. Quando estes períodos são previstos, os estoques podem ser incrementados (antecipados) para garantir o suprimento.

Este tipo de estoque é formado quando há oscilações previsíveis de demanda,

entrega ou produção de um item. Geralmente utilizado quando as variações do

fornecimento são relevantes, o estoque de antecipação tem o objetivo de nivelar

este tipo de flutuação.

O estoque de antecipação ocorre quando as organizações se programam para

aumentar a produção antes de um período em que as vendas tendem a aumentar.

Nos meses antecedentes a Páscoa, por exemplo, os fabricantes de chocolate

contratam mais mão de obra e fabricam muito mais mercadoria do que no restante

do ano. Esse produto estocado para uma época específica é o que chamamos de

estoque de antecipação

Estoque de Segurança (Safety Stock)

Este estoque tem o objetivo de garantir a entrega e o suprimento em casos inesperados de grande demanda ou por precaução, caso um determinado lote seja reprovado em um controle de qualidade, por exemplo.

Segurança: Além do básico para atender uma eventualidade;

São as unidades a mais, mantidas fisicamente disponíveis em um ponto de estocagem, para prever o caso em que a demanda excede as espectativas ou ainda que parte do lote tenha sido reprovado no controle de qualidade

ESTOQUE EM TRÂNSITO

do lote tenha sido reprovado no controle de qualidade ESTOQUE EM TRÂNSITO IPEPC – Prof. Camila
do lote tenha sido reprovado no controle de qualidade ESTOQUE EM TRÂNSITO IPEPC – Prof. Camila

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