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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

PROJETO EXECUTIVO DO CANAL


HIDROLÓGICO DO CÓRREGO CANIVETE,
PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA TIPO TSD
COM CAPA SELANTE E GALERIAS
PLUVIAIS NAS RUAS ADJACENTES
MUNICÍPIO DE RONDONÓPOLIS-MT

Cuiabá, Fevereiro/2016
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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

I - APRESENTAÇÃO

Este documento consubstancia o projeto executivo da macrodrenagem da bacia do Córrego


Canivete do Município de Rondonópolis-MT, através da construção de Canal Hidrológico com
pedra argamassada, compreendendo o trecho entre a Av. Sebastiana M. de Jesus (início), até
sua foz que se dará às margens do Córrego Arareau. O canal terá uma extensão de 2.700,00
metros, conforme locação na planta da cidade.
Trata-se de um córrego com uma faixa de preservação já prevista, que ainda assim torna-se
uma área problemática em épocas de precipitação pluviométrica mais intensa que, no caso do
município de Rondonópolis, vai do mês de Novembro ao mês de Abril. Isso se deve ao fato de
existir pouca declividade nas laterais do córrego e de toda a área de contribuição converge para
esse único ponto, somando-se isso à pouca permeabilidade do solo e à proximidade das
construções, ou seja, do próprio centro urbano da cidade.
A canalização desse trecho do córrego torna-se, portanto, uma obra imprescindível, uma vez
que no período chuvoso os riscos de desabamentos e de se contrair doenças como cólera,
hepatite, malária, dengue, leishmaniose e outras é eminente, e as conseqüências desses riscos
para a população do município são incalculáveis, como acontecido nos anos anteriores. Os
benefícios advindos da implantação do referido projeto, como podemos observar acima é de um
grande alcance social, evolução na saúde e no bem estar de toda comunidade que habita nas
proximidades do canal do Córrego Canivete.
Este projeto visa a canalização a céu aberto do Córrego Canivete, responsável pela coleta das
águas de chuva da macrobacia daquela região, endereçando-as para o Córrego Arareau. Trata-
se de um projeto integrado, que propõe o controle de erosões, inundações e coletas das águas
de chuvas dos bairros adjacentes que compõem a respectiva bacia. A recuperação das áreas
de erosões e inundações irá proporcionar a adequação das áreas dentro das exigências
ambientais pertinentes, e ainda, um melhor e mais seguro aproveitamento das áreas
disponíveis, como pólo de lazer.
O projeto executivo da construção do Canal Hidrológico do Córrego Canivete compõe-se de
uma introdução onde se descreve o histórico do município de Rondonópolis, onde se localiza o
referido Córrego, e a caracterização da área. Os capítulos seguintes constam do memorial
descritivo, com os parâmetros de projeto e metodologia do sistema projetado; memorial de
cálculo; planilha orçamentária; as plantas e os anexos com as peças gráficas projetadas para
este sistema.

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II - INTRODUÇÃO

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II - INTRODUÇÃO

II.1 - Histórico de Rondonópolis

Os primeiros sinais de vida em terras que hoje pertencem ao município de Rondonópolis são de
pelo menos cinco mil anos atrás, segundo os estudos realizados no sítio arqueológico Ferraz
Igreja. No período contemporâneo, já final do século passado, o local era povoado por índios
Bororo, pelo efetivo do destacamento militar em Ponte de Pedra e aventureiros em busca de
ouro e pedras preciosas.
Logo nos primeiros anos de 1900 começam expedições da Comissão Construtora de Linhas
Telegráficas Gomes Carneiro, sob o comando do primeiro tenente Cândido Rondon. Eram
essas expedições que determinavam o traçado da linha telegráfica para interligar o Estado do
Mato Grosso ao Amazonas. Em 1922 acontece a inauguração do primeiro posto telegráfico às
margens do Rio Poguba (Rio Vermelho). Mas pode-se dizer que a partir de 1902 começa a ser
formado o Povoado do Rio Vermelho com a fixação de famílias procedentes de Goiás, Cuiabá e
outras regiões do Estado, além de nordestinos. Em 1915 já haviam cerca de setenta famílias na
localidade que viviam com um pouco de organização econômica, social e política. Neste mesmo
ano é promulgado um decreto lei que estabelecia uma reserva de 2.000 hectares para o
patrimônio do povoado. Três anos depois o major Otávio Pitaluga concluía o projeto de
medição, alinhamento e estética da localidade.
A mudança do nome de Povoado do Rio Vermelho para Rondonópolis acontece em 1918 e em
1920 o lugarejo passa a ser distrito de Santo Antônio do Leverger e comarca de Cuiabá.Na
década de 20 Rondonópolis começa a ser despovoada. Problemas como epidemias, enchentes
e a descoberta de diamantes na região de Poxoréo fazem com que várias famílias se mudem.
Esses fatores levam Rondonópolis a ser distrito de Poxoréo no final dos anos 30. Em 1947
Rondonópolis é inserido no contexto capitalista de produção como fronteira agrícola mato-
grossense, resultado da política do sistema de colônias implantado pelo governo do Estado. A
emancipação política acontece em dezembro de 1953. O desenvolvimento vem através do
campo. Na década de 70 acontece uma aceleração no processo de expansão capitalista. A
cidade passa a ser um representante do modelo agro-exportador, com destaque para a
produção de soja e da pecuária. Neste período Rondonópolis já é considerada pólo econômico
da região e classificada como segundo município do estado em importância econômica, demo-

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gráfica e urbana. É a década da migração de nordestinos, paulistas, mineiros e sulistas que


vêem nestas terras bons negócios.

Rondonópolis. Terra de oportunidades.

Hoje essa cidade que tem 54 anos conta com pouco mais de 174 mil habitantes convivendo
num dos mais agradáveis climas de Mato Grosso, em média 30 graus.Conhecida por suas
terras férteis e localização privilegiada Rondonópolis tem despertado cada vez mais, o interesse
de empresários de outras regiões do país que procuram lugares promissores para a expansão e
diversificação dos seus negócios.Graças a alta qualidade do algodão desenvolvido em toda a
região empresários do setor têxtil começam a se instalar no município que começa a ter
implantado um Pólo Têxtil e já conseguiu mudar o traçado da Ferronorte fazendo com que os
trilhos do desenvolvimento passam por aqui, barateando o frete e diminuindo o percurso até os
portos.
Fonte: Drª. Luci Léa Lopes Martins Tesoro/ professora da UFMT

DENOMINAÇÃO DOS HABITANTES: Rondonopolitanos.


DATA DE FUNDAÇÃO: 10 de Dezembro de 1953
ÁREA: 4.179,3 Km²
LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA:
Altitude: 212m
Latitude: 16º28'15" sul
Longitude: 54º38'08" oeste.
CLIMA: Tropical Úmido
LIMITES MUNICIPAIS: Juscimeira, Poxoréo, São José do Povo, Itiquira, Pedra Preta, Santo
Antônio de Leverger.
DADOS METEOROLÓGICOS:
Temperatura (ºC):
Máxima: 40º
Mínima: 0º
DADOS DEMOGRÁFICOS:
População: 199.830 habitantes (estimativa do IBGE/2006).

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Densidade Demográfica (hab/km²): 40,8


IDH: 0,791 PNUD/2000
PIB: R$1.484.255.000,00 - IBGE/2004
PIB per capita: R$9.060,00 - IBGE/2004

NÚMERO DE ELEITORES: 97.272 (TRE/2000).

INFRA-ESTRUTURA:
Escolas: 89 (55 municipais e 34 estaduais)
Postos de Saúde: 46
Creches: 07
Feiras Livres: 09
Bibliotecas: 02

ECONOMIA: Destaca-se a agricultura, algodão, soja, milho, etc. Há também lavouras de


subsistência. A pecuária é expressiva e caracteriza-se pelo sistema de cria, recria, engorda e
leiteira. O comércio também tem papel de destaque na economia do município. São cerca de 12
mil estabelecimentos comerciais, dos mais variados ramos e portes, inclusive grandes redes de
supermercados e lojas de departamento, que proporcionam aos consumidores uma vasta
diversidade de produtos.
Como Rondonópolis produz algodão de alta qualidade implantou-se no município um pólo têxtil,
a partir de 2007. Nos próximos anos, espera-se o aquecimento do comércio de confecções.
Um shopping center e o segmento de prestação de serviço também incrementam o potencial
comercial.

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Fig. 1 - VISTA AÉREA DA CIDADE DE RONDONÓPOLIS

II.2 - Caracterização da área de projeto

A ocupação urbana é caracterizada, na maioria da área de contribuição do córrego Canivete por


loteamentos residenciais de baixo a médio padrão, ocupadas por uma população de renda
equivalente. A grande maioria dos logradouros tem pavimentação asfáltica na porção montante
do Micro-sistema e nas vias de circulação do transporte público. O escoamento das águas
pluviais é feito de forma superficial, com a existência de algumas estruturas para a coleta das
águas nos pontos de cotas mais baixas.
Os referidos Bairros estão situados na área periférica da Cidade e passam atualmente por um
intenso processo de ocupação dos lotes.
A região de contribuição é constituída pelos bairros abaixo:

Margem Esquerda – Jd. João de Barro/ Bairro Monte Líbano / Jd. Quitéria Teruel / Jd.
Orquídea;

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Jd. America / Jd. Tropical/ Jd. Gramado I e II/ Jd. Ipê / Jd. Luz D´Ayara / Jd. Kênia / Jd. Santa
Bárbara/ Jd. Rivera/ Jd. N. Sra. Glória/ Jd. Hortênsia / Parque. Res. Buriti/ Vila Carvalho/ Jardim
HD/ Jd. Maria Tereza/.

Margem direita – Jd. Assunção/ Jd. Marialva / Vila S. José/ Jd. Vera Cruz/ Jd. Santa Rosa/ Jd.
Pindorama/ Jd. Santa Marta/ Jd. Santa Clara I e II/ Jd. Guanabara/ Jd. Bandeirantes/ Vila
Planalto/ Vila Duarte.

II.3 – População a ser atendida

A população da área a ser atendida representa aproximadamente 17% da população total do


município, ou seja, 29.000 habitantes.

A figura 2, a seguir, apresenta a foto aérea da Região do Córrego Canivete.

CANALIZAÇÃO DO CORREGO CANIVETE (EXT=2.750,00ml)

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III - MEMORIAL DESCRITIVO DO CANAL

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III. MEMORIAL DESCRITIVO DO CANAL

III.1. Situação Atual

O Córrego Canivete até o presente momento não possui leito definido, pois dependendo da
intensidade das chuvas, as águas extrapolam os seus contornos causando inundações de
casas e levando doenças para a região. Após a execução do canal não ocorrerão tais
catástrofes, pois o leito do mesmo será bem definido pelo seu traçado e pela sua geometria,
conforme projeto.
Não foram encontrados dados sobre os enchentes neste local na Prefeitura Municipal mas, em
levantamento realizado junto aos moradores das margens do Corrego, constatamos que o
intervalo de ocorrência das enchentes e de aproximadamente 10 (dez) anos.

Diversos serviços paliativos foram executados no decorrer dos anos, sem proporcionar uma
solução definitiva para o problema. A falta de infra-estrutura adequada propicia o lançamento de
detritos (resíduos sólidos) que, acumulados, causam impacto no meio ambiente, propiciando o
surgimento de diversas doenças.

As fotos abaixo e a seguir, apresentam as condições da degradação ambiental do córrego,


comprovando a necessidade da intervenção a ser executada.

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Fig. 3 - Serviços paliativos executados no trecho do córrego, sem propiciar a solução definitiva do problema.

Fig. 4 – Presença de resíduos sólidos no leito do Córrego Canivete

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Fig. 5 – Degradação ambiental do Córrego Canivete

Fig. 6 - Degradação ambiental do Córrego Canivete

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Fig. 7- Degradação ambiental do Córrego Canivete.

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Fig. 8 - Degradação ambiental do Córrego Canivete

III.2 - Solução Proposta

Foi projetado um canal trapezoidal misto, nas seções de projeto, com paredes de alvenaria de
pedra argamassada e fundo em concreto 18,0 Mpa, espessura 0,20 metro, armado duplamente
com tela de aço CA-60 bitolas 5,00mm e 4,2mm, formando malhas de 15x20cm. O canal ora
projetado tem capacidade de vazão superior à vazão de projeto do Córrego Canivete, para um
tempo de recorrência de 20 anos. Para estabelecer a maior captação de águas pluviais pelo
canal em questão, serão executadas galerias de águas pluviais ao longo de toda bacia de
contribuição, nas localidades de escoamento natural das águas e nas bitolas do cálculo
hidrológico e com material de concreto armado tubular, caixas coletoras tipo bocas de lobo,
pavimentação das vias principais onde houver galerias pluviais, caixas de passagem para
variação dos níveis das tubulações, meios-fios e sarjetas para canalizar o maior volume de
águas de chuva de toda região para o canal do Córrego Canivete.

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III.3 - Projeto de Drenagem

III. 3.1 – Dados da Bacia


Área da bacia de contribuição:
Bacia do Córrego Canivete 5,67 Km2
Vazão máxima da bacia 95,33 m3/s
Comprimento do talvegue 2.700,00 ml
Desnível total do talvegue 41,68 ml

Fig. 9 – Localização da bacia de contribuição do Córrego Canivete no município de Rondonópolis.

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Fig. 10 - Fig. 11 e Fig. 12 - Delimitação da bacia de contribuição do córrego Canivete.

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III .3.2 – Metodologia Adotada


No desenvolvimento do projeto foram cumpridas as seguintes etapas principais:
a) Estudo da bacia de contribuição, baseado nas cartas cartográficas na escala de 1:2000 com
curvas de nível de metro em metro, nos perfis propostos e em outros levantamentos feitos na
área;

b) Reconhecimento de campo onde foram anotadas e diagnosticadas as condições atuais de


escoamento superficial existente;

c) Estudo e determinação do futuro caminhamento das águas, baseado nos talvegues


existentes e nas vias projetadas;

d) Escolha dos parâmetros de projeto;

e) Cálculos hidrológicos;
f) Estudo das alternativas para solução dos problemas;
g) Lançamento das galerias projetadas, com a definição das sub-bacias contribuintes a cada
ponto;

h) Cálculos hidráulicos;

i) Detalhamento do projeto, desenhos, elaboração do memorial descritivo, especificações de


materiais e estimativa de custos

III.3 - Generalidades

O estudo das precipitações intensas e escoamento superficial, estão diretamente ligados ao


dimensionamento racional das galerias e canais pluviais ou sistema de drenagem. Seu
dimensionamento é feito em função da "vazão de projeto", atendendo a uma solução de
compromisso entre os possíveis danos causados pela incapacidade de escoamento e o custo
da obra. Obtém-se, assim, uma pretensão contra uma dada precipitação que tenha uma
probabilidade de ocorrência pré-determinada.

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Tendo em vista estas condições, mostramos os critérios adotados.

III.4 – Parâmetros de Projeto

III.4.1 - Definição do tempo de concentração ( tc)


Para o tempo de concentração "tc", adotamos o valor de 5 minutos, prazo compatível com os
acontecimentos e ocorrências das chuvas na nossa região.

III.4.2 - Determinação do período de retorno ( T)


As obras de drenagem são dimensionadas não em função da vazão máxima possível, mas em
função de uma "vazão de projeto", que depende do "período de retorno" ou "tempo de
recorrência". O período de retorno equivale ao número médio de anos em que uma dada
precipitação será igualada ou excedida. A adoção de um determinado período de retorno seria
uma solução compatível, que levaria em conta os possíveis danos causados por falta de
capacidade de escoamento, o custo da obra, bem como de critérios do projetista. Analisando a
área e verificando o histórico das enchentes máximas neste local, constatamos que o período
de retorno é de aproximadamente de 10 anos.

III.5 – Modelo Hidrológico Adotado

No marco zero do início das erosões causadas pelo leito natural do talvegue, localizado na Av.
Goiânia, que hoje direciona todas as águas coletadas para o Ribeirão Arareau, serão
executadas tubulações futuramente (não contemplado neste projeto), tubulações com manilhas
de concreto armado em linha de três, de bitola de 1.500mm, cuja coleta das águas se dará
através de caixas coletoras das águas de chuvas para ali direcionadas pelo talvegue. Estas
tubulações, contempladas por outro projeto, serão direcionadas para o início do canal da Av.
Sebastiana M. de Jesus, extensão esta de aproximadamente 300,00 ml, que daí serão
acrescentadas às águas coletadas pelo canal aberto e pelas tubulações existentes e a serem
executadas no futuro, distribuídas pelos bairros adjacentes ao talvegue que formam a bacia de
contribuição final do canal.

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Para a determinação das vazões de projeto, foram utilizados dados de campo, como área da
bacia, declividade do trecho do canal, extensões a serem cobertas pelo canal e dados
previamente calculados por verificação na região como intensidade das chuvas e tempo de
concentração das mesmas.
Os serviços a serem executados deverão obedecer rigorosamente aos detalhes de projeto e
especificações, estando estes em plena concordância com as normas e recomendações da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e das concessionárias locais, assim como
com o Código de Obras do Município em vigor.

Prevalecerá sempre o primeiro, quando houver divergência entre:

- As presentes especificações e os projetos;


- As normas da ABNT e as presentes especificações;
- As normas da ABNT e aquelas recomendadas pelos fabricantes de materiais;
- As cotas dos desenhos e as medidas em escala sobre estes;
- Os desenhos cm escalas maiores e cm escalas menores;
- Os desenhos com data mais recente e os com data mais antiga.

Todo material a ser empregado na obra deverá ser comprovadamente de primeira qualidade,
sendo respeitadas as especificações referentes aos mesmos. Se as circunstâncias ou
condições locais de mercado tornar, porventura, aconselhável a substituição de qualquer
material especificado por outro equivalente, tal substituição somente deverá ser procedida
mediante autorização expressa da Fiscalização.

III.6 – Especificações Técnicas

III.6.1 – Instalação da Obra e Trabalhos Preliminares


São os serviços que tem por finalidade dotar o canteiro de obra da infra-estrutura necessária ao
desenvolvimento da obra. Compreendem basicamente os seguintes itens:
- Limpeza do terreno;
- Placa indicativa da obra, conforme modelo do agente financeiro da obra;
- Construção de depósito para materiais e ferramentas;

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- Construção de alojamento para pessoal, se for necessário;


- Construção de escritório da obra;
- Transporte e instalação de equipamentos;

- Colocação de sinalização para mudanças de trânsito;


- Autorização dos órgãos públicos competentes, para o inicio das obras.

III.6.1.1 – Placas indicativas da obra

Deverá ser colocada pelo executor da obra, em local bem visível, placas indicativas da mesma,
que deverão estar de acordo com as normas do agente financeiro da obra.

III.6.1.2 - Sinalização

A contratada deverá providenciar antes da interdição das ruas, sinalização de tráfego, conforme
orientação da fiscalização. Deverão ser adotadas para orientação desta sinalização, as normas
existentes na Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano municipal. As valas de
escavação, em trechos de ruas, devem ser inteiramente isoladas com tapumes ou cerca de
telhas de polietileno laranja ou mesmo tábuas zebradas com tinta refletiva que, durante a noite,
servirão de suporte para sinalização luminosa.

III.6.1.3 - Topografia

Os serviços de topografia deverão utilizar para o lançamento das cotas previstas no projeto, os
mesmos RN's usados pela EMPRESA no levantamento planialtimétrico apresentado para
elaboração deste trabalho, com as respectivas cotas. O RN principal deverá ser sempre o do
IBGE (RN verdadeiro). As galerias deverão ser locadas no eixo das vias, podendo vir a ser
deslocadas pela Fiscalização, para atender a imposições locais.

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III.6.1.4 – Escavações para drenagem

As escavações serão realizadas com a finalidade de atingir as cotas previstas para


assentamento dos canais e as cotas para execução das fundações das demais obras
projetadas. A abertura das valas para assentamento das canalizações será feita segundo
alinhamento locado pela topografia, nas larguras e profundidades indicadas no projeto. A
largura das valas serão, no mínimo, igual ao da galeria acrescido de 0,90 metro, dividido para
ambos os lados, para bitolas de tubos entre 0,60 metro e 1,20 metro e para profundidade de
escavação até 3,00 metros, quando a profundidade for igual ou superior a esse valor, adiciona-
se ao diâmetro do tubo 1,00 metro, divido entre ambos os lados. Para diâmetro do tubo igual a
0,40 metro, adiciona-se sempre 0,60 metro dividido entre os dois lados do tubo, ou seja, a
largura da escavação terá sempre 1,00 metro. As larguras das valas poderão ser aumentadas
ou diminuídas pela Fiscalização, de acordo com as condições do terreno e com outras
circunstancias de ocasião. O fundo da vala deverá ser absolutamente retilíneo em cada trecho,
sendo que qualquer excesso de escavação ou depressão no fundo da vala, será preenchido
com areia grossa de rio ou material de jazida (cascalho). Deverão ser devidamente
consolidadas todas as canalizações ou obras, por onde passarem as escavações necessárias
ao assentamento das galerias.

III.6.1.5 - Escoramento de valas

Os escoramentos de acordo com as necessidades dos serviços, deverão ser feitos com
pranchas de madeira, descontínuas, contraventadas com linhas de madeira de lei, ou outro
processo aprovado pela Fiscalização. A largura das valas escoradas será medida pela parte
interior do escoramento. Profundidades acima de 1,00 metro e com fragilidade dos barrancos,
deverão ser escoradas, para caso ocorra o desmoronamento de paredes, a mão de obra esteja
protegida.

III.6.1.6 - Esgotamento

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O esgotamento, quando necessário, deve ser simples, por meio de bombas. Para efeito de
medição, será considerado como volume de esgotamento um volume igual ao da escavação do
trecho esgotado.

III.6.1.7 – Rebaixamento de lençol


Quando houver imperiosa necessidade técnica, o esgotamento será através de sistema de
rebaixamento de lençol. O rebaixamento de lençol será executado através de um conjunto
de moto bombas e ponteiras, para cada trecho. Para efeito de medição, serão considerados
pela Fiscalização, os dias necessários para o bombeamento de cada trecho.

III.6.1.8 - Reaterro

Concluída a construção de trechos da canalização, serão executados os reaterros


correspondentes em camadas de aproximadamente 0,25 metro. O material do reaterro será
umedecido e compactado de acordo com as normas pertinentes, mediante o uso de
equipamento adequado, como soquetes manuais ou sapos mecânicos, devendo a camada
compactada não ultrapassar 0,25 metro.

III.6.1.9 - Expurgo

O expurgo será removido para locais determinados pela Fiscalização, e no seu preço estão
incluídos carga e transporte, a uma distância média, definida no orçamento. O expurgo constará
do material escavado e não utilizado para reaterro, sendo medido a partir do local de carga,
pelo sistema de volume transportado. O material que não for apontado no destino determinado
pela Fiscalização não terá seu volume incluído no pagamento do item expurgo. Não será
medido expurgo para entulhos provenientes de restos de materiais utilizados na execução da
obra.

III.6.1.10 - Enrocamento

Deverá ser executado após as bocas à jusante dos bueiros e nas bocas de bueiros utilizadas
para lançamento final das galerias, um enrocamento de pedras arrumadas, cujo diâmetro
mínimo destas pedras não deverá ser inferior a 0,50m. A área e profundidade das caixas de

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enrocamento estão definidas na planta de detalhe de boca de bueiro. Este enrocamento tem a
finalidade de dar proteção ao final das galerias e bueiros.

III.6.1.11 - Seção Trapezoidal do Canal

A seção do canal hidrológico será de formato trapezoidal, nas dimensões e características do


projeto. Sobre o leito regularizado do canal, será executado lastro de pedra de mão na
espessura média de 20 (vinte) centímetros, para suporte sobre região de lama ou solo mole ,e
sobre este, laje maciça de concreto armado, espessura de 20 cm., armadura tipo tela, duas
camadas, superior e inferior, com malha 15x20cm de aço CA-60 – bitolas 4,2mm e 5,0mm. O
canal terá profundidade de 3,00 metros, em toda sua extensão, largura de boca variável de
3,80 metros até a dimensão de 7,20 metros, conforme demonstrado em projeto, existindo
porém outras seções (2) em outros trechos anteriores, conforme inseridas neste projeto. As
paredes do canal serão de pedra argamassada com a face interna inclinada a 30%, começando
na sua parte superior com 0,60 m de espessura e na sua base medindo 1,50 m. Na base das
paredes numa altura em torno de 50 cm do piso de fundo, com espaçamento de 2,00 em 2,00
metros deverão ser colocadas babacans, com tubos de PVC com 75 mm de diâmetro,
responsável pela retirada das águas de infiltração na face externa das paredes, reduzindo a
pressão das mesmas sobre as paredes. Todas as características aqui descritas estão inclusas
nas pranchas de projetos, que fazem parte do presente memorial.

III.6.1.12 – Travessias do canal por vias existentes

Para as travessias sobre o canal a ser edificado, nas ruas e avenidas cortadas pelo mesmo,
serão utilizados bueiros celulares pré-moldados retangulares nas dimensões 2,50x2,50x1,00 ou
3,00x3,00 metros, com larguras variáveis dependendo da caixa da pista a ser cortada pelo
mesmo, variando de 15,00 metros a 30,0 m, armadas, interligadas entre si através de encaixes
e calafete com argamassa mista de cimento e areia no traço 1:3. Tudo conforme dimensões
indicadas nas plantas de detalhes e nos desenhos de elementos estruturais. Os módulos pré-
moldados de concreto armado serão apoiados sobre lastro de concreto armado, 18,00 Mpa,
com malhas de aço 4,2” x 5,00mm, espessura de 20 cm, e pela largura da base do canal
juntamente com a largura da base das paredes. Caso seja necessário, nos locais onde o fundo
do leito natural seja de pouco suporte à compressão, será utilizado camada de pedra de mão

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(marruada), para dar reforço e suporte de carga no solo de fundo do leito do canal, espessura
de 20 cm, formando um leito estável em toda extensão e largura da galeria. A cada 20,00

metros deverá ser executada uma junta transversal de dilatação, nas lajes superior e inferior,
do tipo Fungemband 0-22. A cada 2,00 metros deverá ser construído um babacan na laje
inferior e um em cada parede, conforme dimensões e posições mostradas na planta de
detalhes. Será executado um dreno corrido de brita mista ( 1 e 2) por fora das paredes laterais,
nas dimensões conforme apresentado no projeto. Nas extremidades das galerias pré-moldadas
(bueiros), serão executadas pontas de ala nas dimensões de projeto, para contenção dos
aterros das cabeças do bueiro. Caso seja necessário, deverão ser utilizados tirantes de cabo
de aço formando suporte entre as alas do aterro, para garantir a estabilidade dos mesmos. Os
bueiros celulares de concreto deverão ser providos de espaço para travessia de pedestres,
numa largura mínima de 1,20 metro de cada lado do mesmo, onde haverá uma divisão por meio
fio de concreto, separando a pista de rolamento e a passagem de pedestre.

III.6.1.13 - Escavação do Canal em terra

As escavações do leito do canal deverão ser feitas mecanicamente, exceto àquelas em que for
necessário a utilização de técnicas diferenciadas para rompimento do leito rochoso. Para
fixação dos níveis finais, deverão obedecer as seções e cotas previstas no projeto. Os locais
em que as cotas do terreno natural forem inferiores as propostas para o canal, deverão ser
aterrados, atingindo assim o nivelamento do terreno natural com o nível de borda do canal
acabado.

III.6.1.14 – Limpeza e entrega da obra

Muros, calçadas, calçamentos, pavimentos, etc., que forem demolidos ou danificados pela
execução da obra deverão ser restaurados. Após a execução de todos os serviços descritos,
deverá ser feita a retirada completa dos aparelhamentos, materiais não utilizados, devendo ser
procedida limpeza completa da área.

III.7 – Impactos ambientais do lançamento a jusante

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 24


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Conforme descrito no item “situação atual”, o Córrego Canivete até o presente momento não
possui caixa do leito bem definido. Dependendo da intensidade das chuvas, as águas extrapo-
lam os seus contornos causando inundações de casas e levando doenças para a região. Após
a execução do canal não ocorrerão tais catástrofes, pois o leito do mesmo será bem definido
pelo seu traçado e pela sua geometria. O projeto de canalização do Córrego Canivete esta
sendo calculado para absorver uma vazão de contribuição prevista para as piores condições:
área com 100% de ocupação e totalmente impermeabilizada. O lançamento atualmente a
jusante não sofrerá modificações, permanecendo como receptor o Ribeirão Arareau, que possui
capacidade para recebimento da vazão de contribuição prevista.

Fig. 13 – Encontro do Córrego Canivete com Ribeirão Arareau

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 25


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Fig. 14 – Encontro do Córrego Canivete com Ribeirão Arareau

Fig. 15 – Encontro do Córrego Canivete com Ribeirão Arareau

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

IV – MEMORIAL DE CÁLCULO DO CANAL

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 27


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

IV.1 - DEFINIÇÃO DO TRECHO DE CANAL

A definição do trecho de canal a ser otimizado, uma vez que já existe o leito natural do
escoamento das águas de chuva, foi definida levando em consideração a disponibilidade de
recursos e as condições de urbanização da bacia a ser drenada, que vai ocorrer ao longo de
2.700,00 metros de talvegue.

IV.2 - LOCAÇÃO DO EIXO DO CANAL

A locação do eixo do canal a ser implantado foi definida através de uma poligonal com
caminhamento o mais retilíneo possível; e procurando sempre acompanhar o leito natural do
Talvegue, no entanto otimizando o seu traçado sinuoso.

IV.3 – DEFINIÇÃO DAS ÁREAS DE DRENAGEM DAS SUB-BACIAS

A delimitação das áreas de drenagem das sub-bacias de contribuição para cada trecho do canal
foi efetuada através do partido urbanístico do município, com verificação “in-loco”.
Poderíamos estar usando a área total da bacia de contribuição para o dimensionamento da
seção do canal, o que seria de certo modo correto, porque estaríamos considerando uma seção
máxima de canal, com um coeficiente de segurança bastante otimizado, entretanto estaríamos
incorrendo no fator negativo do custo de execução do mesmo, uma vez que a bacia de
contribuição é acumulativa ao longo do trecho do canal, o que nos leva a fazer um outro estudo
parcelado da bacia, ou seja, sub-dividir a bacia global em outras sub-bacias menores de acordo
com as suas participações nos respectivos trechos do canal hidrológico.
Após estudos detalhados, tanto no local, como através de dados existentes, de toda área de
contribuição das águas pluviais, que convergem para o talvegue formador do leito natural do
córrego canivete, considerando os aspectos topográficos, altimetria (curvas de níveis),
formações geológicas, crescimento demográfico da região, arruamentos, benfeitorias estruturais
existentes e futuras, galerias pluviais existentes e as que deverão ser executadas, enfim, todos
os fatores que contribuem para aumentar e direcionar o fluxo das águas das chuvas para o leito
do canal existente e posterior leito do canal a executar, considerando ainda, a funcionalidade do
canal, a segurança de suas funções e ainda a economia na sua execução, fracionamos a bacia

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 28


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

de contribuição total em quatro (4) sub-bacias o que nos fornecerá secções diferenciadas para
cada volume de água a ser coletado em cada sub-bacia, proporcionando assim uma redução
significativa nos custos dos serviços a serem executados. O critério para divisão das bacias
foi um equilíbrio médio entre as áreas de contribuição de cada bacia, e não pela extensão
do canal em cada trecho, quatro (4) bacias com áreas de contribuição praticamente
iguais apenas uma (1) área de contribuição maior que as demais, que corresponde às
convergências das águas de diversos bairros para o referido canal, conforme se pode
observar no mapeamento da região. Após o cálculo das áreas de contribuição de cada bacia
foi feito uma verificação da seção do canal necessário para cada volume de água de chuva a
ser captada em cada trecho, determinando assim a seção suficiente para suporte de tal vazão
(Q), conforme poderemos observar a seguir:

RESUMO DAS BACIAS:

BACIA I:
Área I = 2,35 Km2 PERÍMETRO I = 7,75 Km

BACIA II:
Área = 1,22 Km2 PERÍMETRO II = 6,15 Km

BACIA III:
Área = 1,10 Km2 PERÍMETRO III = 4,97 Km

BACIA IV:
Área = 1,00 Km2 PERÍMETRO III = 4,56 Km

a) Bacia de contribuição global e única ou seja (I+II+III+IV):

Act = 5,67 Km2 onde: Act = Área de contribuição da bacia total.


Pt = 9,74 Km Pt = Perímetro da bacia de contribuição.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 29


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

b) Bacia de contribuição I:
Ac1 = 2,35 Km2 onde: Ac1 = Área de contribuição da bacia I.
P1 = 7,75 Km P1 = Perímetro da bacia de contribuição I.

c) Bacia de contribuição I+ II:


Ac2 = (2,35 + 1,22) = 3,57 Km2 onde: Ac2= Área de contribuição das bacias total I+II.
P2 = 12,66 Km P2 = Perímetro da bacia de contribuição I +II.

d) Bacia de contribuição I+ II+III:


Ac3 = (2,35+1,22+1,10) = 4,67 Km2
P3 = 13,90 Km

onde:

Ac3= Área de contribuição das bacias total I+II+III.


P3 = Perímetro da bacia de contribuição I +II +III.

e) Bacia de contribuição I+ II+II+IV:


Ac4 = (2,35+1,22+1,10+1,00) = 5,67 Km2
P4 = 13,90 Km

onde:

Ac4= Área de contribuição das bacias total I+II+II+IV.


P4 = Perímetro da bacia de contribuição I +II + III + IV.

IV.4 – TEMPO DE CONCENTRAÇÃO

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 30


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Dentre as várias fórmulas empíricas desenvolvidas por diversos autores, as mais lógicas são as
que dão o tempo de concentração aproximadamente proporcional à extensão do curso principal
e inversamente proporcional à raiz quadrada da declividade, porque o tempo de concentração
pode ser interpretado como sendo a soma dos quocientes entre a extensão dos diversos
trechos do curso e a velocidade da água nestes trechos.
A velocidade, por sua vez, é aproximadamente proporcional à raiz quadrada da declividade
conforme a Fórmula de Chezi ( Escoamento de Canais ).

Somando-se os quocientes entre as extensões parciais do curso principal e as velocidades


correspondentes à sua declividade, resulta o tempo de concentração procurado.

Para velocidade de canais, as velocidades devem estar entre os extremos: 6,00 m/s e 0,80 m/s.

IV.5 – CÁLCULO DA VAZÃO MÁXIMA NO CANAL

Para o cálculo da vazão foi considerado um período de retorno de 10 (dez) anos, utilizando-se a
Equação do Método Racional:
Período de retorno: tempo para repetição de uma cheia máxima.

Q = 0,278 x C x I x Ac onde:

Q = deflúvio superficial direto máximo (m3/s)


C = coeficiente de Run-off
I = intensidade média de chuva (mm/h)
Ac = área da bacia de contribuição (Km2)

IV.6 - COEFICIENTE DE ESCOAMENTO (RUN-OFF)

Valores do coeficiente de escoamento superficial direto adotados pela Prefeitura do Município


de São Paulo.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 31


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ZONAS C

Edificação muito densa: 0,70-


Partes centrais, densamente construídas de uma cidade com ruas e 0,95
calçadas pavimentadas
Edificação não muito densa: 0,60-
Partes adjacentes ao centro, de menos densidade de habitações, mas com 0,70
ruas e calçadas pavimentadas
Edificações com poucas superfícies livres: 0,50-
Partes residenciais com construções cerradas, ruas pavimentadas 0,60
Edificações com muitas superfícies livres: 0,25-
Partes residenciais com ruas macadamizadas ou pavimentadas 0,50
Subúrbios com alguma edificação: 0,10-
Partes de arrabaldes e subúrbios com pequena densidade de construção 0,25
Matas, parques e campos de esporte: 0,05-
Partes rurais, áreas verdes, superfícies arbonizadas, parquesajardinados, 0,20
campos de esporte sem pavimentação

C = Para região de media densidade e muitas áreas livres e com pavimentações de ruas e
calçadas, usaremos o coeficiente de 0,40.

IV.7 – CÁLCULO DA INTENSIDADE MÁXIMA DAS CHUVAS

I = Intensidade máxima das chuvas (média), para um período de 10 (dez) anos em mm/h,
conforme calculado abaixo.

Para o cálculo da Intensidade das chuvas (I) na região de Rondonópolis poderemos utilizar a
fórmula que segue:

I = 29,13xT0,181 / (t+15)0,89
T = Tempo de retorno

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 32


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

t = Tempo médio de chuva em minutos

Teremos a seguir:

I = 29,13x(10)0,181 /(10+15)0,89= 44,19/17,55

I = 2,52 mm/min

I = 60 x 2,52 === I = 151,20 mm/h

IV.8 – DECLIVIDADE MÉDIA DO CANAL

A declividade do leito natural de córrego, conforme projetos apresentados e em anexo, temos


um desnível total de 41,68 ml (cotas de projeto) em 2.700,00 ml de canal, o que nos dá uma
declividade média de 0,0154 m/m (41,68/2.700,00), e de acordo com o projeto estaremos
executando desníveis (degraus) que proporcionará uma redução da velocidade de escoamento
das águas, o que nos dá a segurança de que os desgastes da seção do mesmo será bem
menor do que se esta velocidade fosse mais acentuada. Portanto, podemos trabalhar no nosso
cálculo de dimensionamento do canal, como declividade máxima por trechos de 0, 0154 m/m.

Teremos:

I = declividade média do canal ( m/m ) = (41,68/2700) = 0,0154 m/m

IV.9 – CÁLCULO DA VELOCIDADE DE ESCOAMENTO

Para a determinação da velocidade de escoamento das águas no canal foi utilizada a fórmula
de Manning, cuja expressão, no sistema métrico, é dada por:

Ve= (1/n) Rh2/3 x I1/2

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 33


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Onde: Ve = Velocidade de escoamento.


N = coeficiente de rugosidade do canal de pedra argamassada = 0,030.
Rh = Raio hidráulico = S/P
I = Inclinação do canal (executado) em m/mil
S = Seção molhada do canal
P = Perímetro molhado do canal

IV.9.1 – CÁLCULO DO RAIO HIDRÁULICO (RhM)

Para cálculo do Raio Hidráulico máximo, utilizaremos uma seção interna de canal que possa ser
compatível com o volume de água de chuva convergente para o mesmo, que possa suportar as
cheias máximas sem que ocorra derramamento das águas por ineficiência do canal, evitando
assim o transbordamento do mesmo causando inundações e erosões nas regiões próximas do
canal, assim, através de uma seção interna trapezoidal, altura compatível, podemos comprovar
a sua eficiência funcional ou não através do que segue:

SEÇÃO TRAPEZOIDAL ADOTADA (MAIOR SEÇÃO):

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 34


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

0.60 7.20 0.60

N.M.A

3.00
3.13

2.80

3.13
5.40

1.50 1.50

SEÇÃO DO CANAL CANIVETE PARA SUB-BACIAS DE CONTRIBUIÇÃO (I+II+III+IV)

Onde:
RhM = Raio Hidráulico Máximo = S/P
S= área da seção molhada (m2)
P= perímetro da seção molhada (ml)
Altura máxima da lamina d’agua : 2,80 m (pior situação de cheia)
S = (5,00 + 7,08) x 2,80 /2 = 16,91 m2
P =(2,94 x 2,00) + 5,40 = 11,28 m

Rh = 16,91/11,28

Rh = (S/P) = 1,50 m

Ve = (1/0,030) x (1,50)2/3 x (0,0154)1/2 V= (33,33) x (1,31) x (0,124) vem que:

Ve = 5,41 m/s

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 35


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IV.10 – CÁLCULO DAS VAZÕES PARA CADA SUB-BACIA DE CONTRIBUIÇÃO:

Ac1 = Área de contribuição da bacia I, para a vazão máxima do canal, em m3/s.

14.10.1 - CÁLCULO DA VAZÃO MÁXIMA DE CHEIA, CONSIDERANDO A BACIA DE


CONTRIBUIÇÃO I (AC1):

Q1 = 0,278 x C x I x Ac1

Considerações:

Ic = 151,20 mm/h
C = 0,40
Ac1 = 2,35 km2
I = 0,0151m/m (inclinação do fundo do canal)
Ve = 5,39 m/s - Velocidade de escoamento das águas no canal

Teremos:

Q1 = 0,278 x 0,40 x 151,20 x 2,35


Q1 = 39,51 m3/s

Seção de canal necessária para comportar tal vazão:

Sc1 = Q1/V = 39,51/5,39 = 7,33 m2

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 36


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0.60 3.80 0.60

N.M.A

3.00
3.13

3.13
2.80
2.00

1.50 1.50

SEÇÃO DO CANAL CANIVETE PARA BACIA DE CONTRIBUIÇÃO I

Cálculo da área da seção para cheia máxima:

Sc = [(3,80 + 2,00)/2] x 2,80 = 8,12 m2 > 7,64 m2 – portanto comporta o fluxo máximo.

IV.10.2 - CÁLCULO DA VAZÃO MÁXIMA DE CHEIA, CONSIDERANDO A BACIA DE


CONTRIBUIÇÃO II (AC2):

Q2 = 0,278 x C x I x AC2

Considerações:
Ic = 151,20 mm/h
C = 0,40
AC2 = (2,35 + 1,22) = 3,57 km2
I = 0,0151m/m (inclinação do fundo do canal)
Ve = 5,39 m/s - Velocidade de escoamento das águas no canal

Teremos:

Q2 = 0,278 x 0,40 x 151,20 x 3,57


Q2 = 60,02 m3/s

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 37


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Seção de canal necessária para comportar tal vazão:

Sc2 = Q/V = 60,02/5,41 = 11,09 m2

Cálculo da área da seção para cheia máxima:

Sc2 = [(3,30 + 5,10)/2] x 2,80 = 11,76 m2 > 11,09 m2 – portanto comporta o fluxo máximo.

0.60 5.10 0.60

N.M.A

3.00
3.13

2.80

3.13

3.30

1.50 1.50

SEÇÃO DO CANAL CANIVETE PARA SUB-BACIAS DE CONTRIBUIÇÃO I + II

IV.10.3 - CÁLCULO DA VAZÃO MÁXIMA DE CHEIA, CONSIDERANDO A BACIA DE


CONTRIBUIÇÃO III (AC3):

Q2 = 0,278 x C x I x AC3

Considerações:
CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 38
PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Ic = 151,20 mm/h
C = 0,40
AC2 = (2,35 + 1,22 + 1,10) = 4,67 km2
I = 0,0151m/m (inclinação do fundo do canal)
Ve = 5,39 m/s - Velocidade de escoamento das águas no canal

Teremos:

Q3 = 0,278 x 0,40 x 151,20 x 4,57

Q3 = 76,83 m3/s

Seção de canal necessária para comportar tal vazão:

Sc3 = Q/V = 76,83/5,41 = 14,20 m2

Cálculo da área da seção para cheia máxima:

Sc3 = [(4,20 + 6,00)/2] x 2,80 = 14,28 m2 > 14,20 m2 – portanto comporta o fluxo máximo.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 39


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

0.60 6.00 0.60

N.M.A

3.00
3.13

2.80

3.13
4.20

1.50 1.50

SEÇÃO DO CANAL CANIVETE PARA SUB-BACIAS DE CONTRIBUIÇÃO (I+II+III)

IV.10.4 - CÁLCULO DA VAZÃO MÁXIMA DE CHEIA, CONSIDERANDO A BACIA DE


CONTRIBUIÇÃO I (AC3):

Q3 = 0,278 x C x I x Ac4

Considerações:
Ic = 151,20 mm/h
C = 0,40
AC4 = 5,67 km2
I = 0,0154m/m (inclinação do fundo do canal)
Ve = 5,39 m/s - Velocidade de escoamento das águas no canal

Teremos:

Q4 = 0,278 x 0,40 x 151,20 x 5,67

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 40


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Q4 = 95,33 m3/s

Sc4 = Q/V = 95,33/5,41 = 17,62 m2

Seção de canal necessária para comportar tal vazão:

SC4 = [(5,40 + 7,20)/2] x 2,80 = 17,62 m2 >ou= a 17,62 m2 – portanto comporta o fluxo máximo.

Cálculo da área da seção para vazão ou cheia máxima: (Q1+Q2+Q3+Q4), considerando todas as
bacias de contribuição, pode ser observado na seção abaixo a seguir:

0.60 7.20 0.60

N.M.A
3.00
3.13

2.80

3.13

5.40

1.50 1.50

SEÇÃO DO CANAL CANIVETE PARA SUB-BACIAS DE CONTRIBUIÇÃO (I+II+III+IV)

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 41


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL


E
IMPACTO AMBIENTAL A JUSANTE

DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 42


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

PREFÁCIO

No ano 2000, a Lei n. 9.984, criou a Agência Nacional de Águas (ANA), com o objetivo de
instituir sob sua responsabilidade a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos
(PNRH), planejar e promover ações destinadas a prevenir ou minimizar os efeitos de secas e
inundações, no âmbito do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, em
articulação com o órgão central do Sistema Nacional de Defesa Civil, em apoio aos estados e
municípios. Um dos principais fundamentos do PNRH á a adoção da bacia hidrográfica como
unidade de planejamento.

O sistema de drenagem urbana sustentável é uma prática que têm sido adotada largamente
nos municípios mais desenvolvidos e que cuida prioritariamente do meio ambiente, conciliando
o desenvolvimento através da implantação de sistemas modernos de combate às erosões e
inundações, sem danificar o meio ambiente, ou melhor, contribuindo para que o mesmo seja
também beneficiado pelas ações a serem implantadas.

Existe, por parte dos administradores públicos modernos, principalmente nos municípios em
franco desenvolvimento, um crescente interesse pela adoção das técnicas inovadoras mas,
ainda, existem muitas dificuldades para as suas implementações.

No município de Rondonópolis, os serviços de drenagem urbana são geridos pelo município e


efetuados por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo, enquanto que a
parte de abastecimento de água, esgoto sanitário e dos resíduos sólidos é de responsabilidade
da autarquia municipal, SANEAR - Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis. Em
nível municipal ainda existem outros instrumentos importantes que também contribuem para o
desenvolvimento sustentável das políticas ambientais e drenagem urbana como: Defesa civil,
Código de Obras, Código Ambiental, Código de Posturas, Plano Diretor de Desenvolvimento
Urbano, Lei Orgânica Municipal e Plano Diretor.

URBANIZAÇÃO E IMPACTOS DAS ÁGUAS DE CHUVA

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 43


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

O processo de urbanização na cidade de Rondonópolis, nos últimos anos, se deu com o


crescimento muito acentuado e desordenado da população urbana, ocupando regiões
ribeirinhas e próximas dos mananciais de águas, provocando, junto com essa ocupação, o
desmatamento das margens do leito dos córregos, provocando as erosões e ao mesmo tempo
as inundações, e é exatamente o que ocorre às margens do Córrego Canivete. O problema da
drenagem está associado à questão da urbanização. Quando não há um planejamento da
expansão urbana e fiscalização eficaz, ocorre a ocupação dos leitos dos corpos d'água
urbanos. A população que aí se aloja fica, então, sujeita às inundações. No caso de ocupação
do leito do rio por população de baixa renda, há uma dificuldade adicional: a desocupação é
feita, via de regra, subsidiada pelo poder público, o que a inviabiliza. A lei dos mananciais, por
sua vez, é extremamente restritiva: o proprietário não pode utilizar a área, mas continua a ter os
custos dos impostos. Ele arca com o ônus de preservar esta área para toda a comunidade. A
alternativa de comercializar a área existe, mas seu valor comercial é muito baixo. É comum o
abandono destas áreas ou o incentivo à ocupação pela população de baixa renda por parte do
proprietário, forçando o poder público a desapropriá-la. Os principais fatores que podem
contribuir para o agravamento das enchentes e inundações:

Dimensionamento inadequado de projeto;


Obstrução de bueiros / bocas de lobo;
Obras inadequadas;
Adensamento populacional;
Lençol freático alto;
Existência de interferência física;
A poluição dos cursos d´água, devido ao lançamento de resíduos e detritos por parte da
população.

Outro aspecto importante é a segregação social e conseqüentemente uma segregação de


infraestrutura. As cidades criam vetores de crescimento de alta renda, que é onde,
conseqüentemente, se encontra a infraestrutura alocada. Em contrapartida, ao lado desses
vetores são encontradas comunidades sem infraestrutura. Quando se fala em segregação da

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 44


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

população de alta renda, de certa forma, está se dizendo da segregação do saneamento em


geral. Isso pode ser observado em várias cidades brasileiras, onde populações com baixa renda
tem um baixo acesso a essa infraestrutura.

A drenagem, no que diz respeito às doenças, socializa o problema. O bairro que tem alto
atendimento com drenagem e lixo também sofre os efeitos da má distribuição do atendimento
aos serviços de drenagem. Esse efeito somado à segregação espacial tratada anteriormente
mostra que a infraestrutura da cidade é distribuída de forma irregular. A parcela que tem
disponibilidade de infraestrutura e drenagem recebe os impactos de forma não tão intensa
quanto à população de menor poder aquisitivo.

As inundações nas cidades podem causar muitos problemas de doenças, especificamente nos
locais onde existe uma falta de saneamento básico. Também, as inundações podem provocar
surtos de dengue e outras doenças, morte de pessoas que vivem em áreas de risco ambiental,
além de aumentar o risco à saúde e poluição dos mananciais. A ocupação inadequada favorece
os processos erosivos e deslizamentos de encostas.

O acúmulo de resíduos sólidos carreados pelas águas de chuva também pode causar poluição
dos rios locais. A má qualidade da limpeza urbana e a falta de conscientização da população
têm trazido grandes prejuízos à qualidade da água pluvial escoada para os cursos d'água. É
preciso que o manejo dos resíduos sólidos seja executado na fonte. O excesso de lixo é um
empecilho para a adoção de reservatórios de retenção, aumenta os riscos sanitários e o custo
de manutenção da rede de drenagem.

No Brasil, ainda, não há uma grande preocupação com a qualidade da água de drenagem,
talvez, pelo fato da maioria de nossos cursos d'água ainda receber esgoto doméstico "in
natura". Outro aspecto a ser observado diz respeito à afirmação de que no Brasil tem-se um
sistema de esgotamento sanitário tipo separador absoluto: todo esgoto sanitário vai para uma
rede que só recebe esgoto sanitário e água de infiltração. Por outro lado o sistema de
drenagem é para receber só águas pluviais, o que não acontece na prática.
Os sistemas de drenagem pluvial foram planejados centrados na lógica do rápido escoamento
da água precipitada, transferindo o problema para jusante. Este fato aliado ao rápido

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 45


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

crescimento da população urbana no país, trouxe um cenário caótico para as grandes e médias
cidades. Foi um erro muito comum no passado a consideração do cenário atual para o
dimensionamento; não se definia o cenário para o horizonte de projeto. Então, muitas vezes,
antes mesmo das obras serem concluídas, os sistemas já não comportavam a demanda. Foram
feitas profundas alterações na drenagem natural, procurando eliminar as características do
meio que eram julgadas inadequadas ao meio urbano. Foram usados indiscriminadamente
aterros, desmatamentos, redução dos espaços naturais, canalização e retificação de córregos,
lançamentos de água pluvial em locais inadequados.

IMPACTOS AMBIENTAIS À JUSANTE DO CÓRREGO CANIVETE

O Córrego Canivete deságua no Ribeirão Arareau, este afluente do Rio Vermelho. A


canalização do Canivete não provocará impacto à jusante, ou seja, no Ribeirão Arareau, devido
aos motivos expostos abaixo:
O atual leito do Canivete encontra-se em parte assoreado e com diversos locais erodidos. A
canalização proporcionará a regularização do seu leito, ampliando a capacidade de absorção
da vazão originária da bacia de contribuição, sem gerar os atuais transbordamentos;

O atual lançamento da vazão do Córrego Canivete no Ribeirão Arareau se dá de forma


irregular, sendo que o projeto, para disciplinar esta vazão, contempla a construção de um
dissipador de energia. Além desta condição o lançamento se dará no sentido do fluxo do curso
d´água do Ribeirão Arareau, um pouco mais oblíquo do que hoje, conforme figuras 13, 14 e 15.
A região do encontro do Córrego Canivete com o Ribeirão Arareau não possui riscos de erosão,
pois no local do encontro das águas, o leito do Ribeirão Arareau é constituído por formações
rochosas, algumas até expostas.

O volume das águas coletadas e direcionadas para o Ribeirão Arareau, praticamente


permanecerá inalterado não acarretando, portanto, nenhum impacto ambiental a jusante do
canal. Serão adotados critérios técnicos para garantir essa estabilidade.

BENEFÍCIOS GERADOS PELA EXECUÇÃO DO CANAL DO CÓRREGO CANIVETE

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 46


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

1. Definição do leito do canal;


2. Otimização do escoamento das águas do córrego;
3. Eliminação das enchentes de cheias e os seus transtornos causados às populações
ribeirinhas;
4. Eliminação de águas paradas, reduzindo o surgimento de doenças, como: dengue,
leptospirose, leischimaniose e outras;
5. Melhoria do deságüe das águas do Córrego Canivete a jusante, junto ao Ribeirão
Arareau, com a construção de dissipador de energia;
6. Regulamentação das áreas próximas ao leito do córrego, através do bloqueio das
inundações;
7. Otimização das redes de manilhas que promovem a coleta de águas pluviais que hoje
deságuam no Córrego Canivete através dos encaixes nas paredes do canal.

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

O processo desordenado do crescimento urbano da cidade de Rondonópolis tem produzido um


impacto significativo no sistema de drenagem.
A prática do rápido escoamento das águas pluviais tem se mostrado insustentável,
apresentando previsão de densidade populacional bem inferior à real, causado por falhas de
planejamento;
A urbanização altera o balanço hídrico e gera inúmeros impactos ambientais.

PLANEJAMENTO URBANO PARA UMA DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL

O Planejamento das drenagens urbanas, deve preservar os mecanismos naturais de


escoamento das bacias hidrográficas, minimizando os impactos ambientais da urbanização. A
idéia básica é manter a vazão pré-existente, não aumentar as vazões à jusante, não
transferindo o impacto do novo desenvolvimento para o sistema de drenagem e priorizando
ações de controle do escoamento na fonte.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 47


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

MEMORIAL DESCRITIVO DA
PAVIMENTACAO ASFALTICA
TIPO TSD COM CAPA SELANTE

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

V- MEMORIAL DESCRITIVO DA PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA TIPO TSD COM CAPA


SELANTE

V.1 – ESTUDO DE TRÁFEGO

Foi adotado o método preconizado pelo Eng°. Murilo Lopes de Souza, aprovado pelo conselho
executivo do DNIT.

Para utilização desse método, torna-se necessário calcular o número N de solicitações do eixo
padrão de 8,2 ton., no período de projeto, o qual consideramos de 10 anos.

Assim temos:

N = 365 x P x Vm x Fc x Fe x Fr

onde:

N = número de solicitações do eixo padrão de 8,2 ton.


P = período de projeto (10 anos)
Vm = volume médio diário de tráfego
Fc = fator de carga
Fe = fator de eixo
Fr = fator climático regional, de conformidade a altura média anual de chuva em milímetros, que
no de Cuiabá, oscila em torno de 1.400 mm, o que corresponde a Fr = 1,4.

V.1.1 – CÁLCULOS

a ) Fator de Carga - Fc
Considerando tratar-se de área residencial, previu-se um tráfego predominante de passeio.
Através de dados estatísticos tem-se, para esse tipo de tráfego, Fc= 0,05.

b ) Fator de Eixo – Fe

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Foi arbitrado o valor de Fe = 2,2, sugerindo no método, na falta de dados mais precisos.

c ) Cálculo de N

N = 365 x 5 x 50 x 0,05 x 2,2 x 1,4

N = 1,40 x 104

V.2 - DIMENSIONAMENTO DO PAVIMENTO

Como critério básico para definição dos materiais a serem utilizados para a composição das
camadas estruturais do pavimento a projetar, foi adotado o de melhor desempenho e maior
durabilidade.

Como camada de rolamento optou-se pela utilização do TSD com capa selante, por se tratar
de pista de rolamento em local basicamente tráfego residencial, com isto reduzindo o custo da
pavimentação.

Com o baixo índice de incidência de tráfego pesado sobre o pavimento, um CBR de sub-leito
apurado em laboratório relativamente alto em todos os setores a serem pavimentados, chegou-
se a conclusão de que uma camada de leito com espessura de 20cm será suficientemente
competente para absorver as sobrecargas do trânsito projetado para essas regiões.

Uma vez definido os materiais a utilizar e estimando-se parâmetros de resistência para os tipos
de solos verificados, procedeu-se ao dimensionamento de acordo com o método utilizado e
normatizado pelo DNIT.

V.3 – INSTRUÇÕES DE EXECUÇÃO

V.3.1 - Terraplenagem

V.3.1.1 - Escavação, Aterro e Carga de Material

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 50


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Deverá ser executado o rebaixamento do aterro obedecendo a largura das ruas, até o limite
especificado no projeto executivo, sendo reconstituído camada por camada até a altura
desejada. Os solos para os aterros provirão de empréstimos devidamente selecionados, sendo
isentos de matérias orgânicas, diatomáceas, trufas e argilas orgânicas.
A execução dos aterros subordinar-se-á aos elementos técnicos das notas de serviços
elaboradas de acordo com o projeto executivo. A camada final do aterro será executada com o
melhor material disponível.

O material lançado deverá ser espalhado em camadas horizontais, na extensão que permita o
seu umedecimento e sua compactação dentro dos critérios das especificações.

A compactação das camadas, nos solos coesivos, deverá ser feita com o emprego de rolos
compactadores vibratórios pé-de-carneiro. Nos solos de composição granular, serão
empregados rolos lisos vibratórios.

Quando as camadas tratadas não atingirem as especificações, elas deverão ser escarificadas,
homogeneizadas, levadas à umidade adequada e novamente compactadas até atingirem os
valores estabelecidos para o acabamento final.

As rolagens deverão ser feitas de maneira a garantir uma compactação uniforme. Para tal, em
cada passada, o rolo cobrirá aproximadamente metade da passada anterior. A compactação de
cada camada somente poderá ser concluída quando a umidade do solo atingir a densidade
aparente máxima de laboratório, conforme especificações da FISCALIZAÇÃO.

Deverá ser tomado especial cuidado quanto à verificação do teor de umidade do material
lançado, garantindo-se desta forma, valores dentro dos limites especificados, necessários para
a obtenção das densidades requeridas. Havendo a necessidade de correção, estas se darão
por diferentes processos e em função do problema verificado. Quando o teor estiver acima do
limite especificado, o solo lançado deverá ser revolvido por meio de escarificadores ou grade de
discos, sendo desta forma submetido à secagem. Nos casos em que este teor se apresentar
abaixo do limite especificado, o solo deverá ser irrigado até que o teor de umidade atinja o valor
ótimo para a compactação, empregando-se nestes casos, caminhões pipas com barras
asperosas. Na eventualidade de ocorrer interrupções dos serviços, a superfície do aterro será

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 51


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

compactada com rolos lisos vibratórios, de modo a tornar esta superfície o mais impermeável
possível, para que não haja alterações das características do material já compactado. O serviço
só poderá ser retomado, após a verificação destas características, procedendo-se as correções
indicadas, quando necessárias.

V.3.2 - PAVIMENTAÇÃO

V.3.2.1 - Escavação e Carga de Material de Jazida

A camada de base estabilizada granulometricamente deverá ser executada com materiais


provenientes de ocorrências previamente estudadas, denominadas “jazidas”.

A exploração das jazidas será feita em duas etapas:

1) Limpeza da vegetação existente e expurgo de material inservível, quando existir;

2) Escavação do material.

A limpeza da vegetação, dependendo do seu tipo, poderá ser feita por simples queimadas ou
pelos métodos normais de desmatamento e limpeza.

Após a conclusão da limpeza, deverá ser executada a escavação racional do material. Serão
obedecidas as alturas de corte indicadas no projeto executivo, evitando-se a contaminação de
materiais de qualidade inferior. Cuidados especiais deverão ser tomados para dispor o material
escavado em montes de altura e volume compatíveis com o bom desempenho do equipamento
no seu carregamento.

Na extração haverá, portanto, necessidade de equipamentos para escavar, carregar e


transportar o material. Os equipamentos a serem utilizados compreenderão trator de esteira

para desmatamento e escavação, carregadeira frontal sobre pneus e caminhões basculantes


para o transporte.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 52


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Deverão ser solicitadas as amostras dos materiais escavados para análise de suas
características físicas em laboratório. Após os resultados, serão liberados a sua utilização na
pavimentação.
Terminados os serviços de exploração da jazida, será necessário conformar o terreno e
espalhar a camada de solo rejeitado sobre a área explorada.

V.3.2.2 - REGULARIZAÇÃO DO SUB-LEITO

A regularização deverá ser iniciada com a marcação topográfica, definindo as larguras e cotas
finais desta etapa. Em função desta marcação será verificada a necessidade de cortes ou
aterros no sub-leito.

A escarificação do sub-leito será realizada por motoniveladoras atingindo a espessura média de


15 cm. Após a escarificação deverá ser processada a retirada do material dos trechos que se
apresentarem com excessos e a adição dos trechos com falta. em seguida deverá ser feita a
pulverização e homogeneização do material com o uso de grade de discos rebocadas por trator
de pneus. Durante a homogeneização serão feitos ensaios em laboratório da umidade do
material, realizando-se ensaio com speed para determinação da necessidade ou não de adição
de água.

Quando necessário, caminhões pipa deverão ser deslocados, distribuindo uniformemente por
sobre o material pulverizado a quantidade de água necessária. Será preciso atenção, para não
se deixar estacionar o caminhão pipa sobre o material, o que evitará aparecimento de áreas
com excesso de umidade. Concluída a homogeneização e estando o material na sua umidade
ótima, deverá ser feita a conformação com uso da motoniveladora sendo em seguida iniciada a
compactação. Nesta etapa o rolo vibratório iniciará a compactação, do bordo para o eixo, ou
seja, da parte mais baixa para o ponto mais alto. Cada passada deverá ser recoberta pela
seguinte, em no mínimo, 50cm de largura e o número será determinado no local através de
pistas experimentais. Antes de concluída a compactação será feito, com a motoniveladora, o
acerto final da camada. Também deverá ser mantida a umidade superficial, com a passagem de

caminhão pipa com velocidade compatível com a quantidade desejada de água, sobre a
superfície acabada. A compactação será concluída com rolos lisos auto-propelidos.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 53


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Após concluída a compactação, deverão ser efetuadas as verificações finais de topografia e


laboratório para permitir a liberação do trecho para execução da camada seguinte.

V.3.2.3 - BASE DE SOLO ESTABILIZADO SEM MISTURA

A camada de base estabilizada sem mistura, deverá ser lançada sobre o sub-leito regularizado.
Este trabalho deverá ser iniciado com o espalhamento do material enleirado, sobre o sub-leito.
Esse espalhamento deverá ser feito com o uso de motoniveladora desfazendo os montes e
distribuindo o material, uniformemente, na espessura desejada, sobre camada anterior. Em
seguida será procedida a homogeneização do material pela passagem das grades de discos
rebocadas por tratores de pneus.

Com o material homogeneizado, deverão ser feitos os ensaios “in situ” de umidade para
verificar a necessidade de adicionamento de água ou fazer aeração para perda da umidade
excessiva. Havendo a necessidade de se adicionar água, deverão ser utilizados caminhões
pipa equipados com barras espargidoras, que farão a distribuição de água nas quantidades
necessárias. Quando não estiverem em operação, os caminhões pipa deverão ser estacionados
fora da pista, para evitar o aparecimento de áreas com excesso de umidade.

Estando o material homogeneizado, conformado e na sua umidade ótima ou dentro das


variações permitidas, será iniciado o processo de compactação, quando deverão ser utilizados
rolos compactadores vibratórios liso e de pneus para acabamento final. A compactação será
sempre iniciada pelos bordos e cada passada será recoberta pela seguinte, em pelo menos
50cm, até atingir o eixo.

O número exato de passadas será determinado em função do material, da espessura da


camada e da energia de compactação transmitida pelo rolo. Antes da rolagem final será feito,
com a motoniveladora, o acerto final da camada. A umidade superficial será mantida com a
utilização de caminhão pipa. A sequência de entrada dos rolos compactadores será iniciada
com o rolo pé-de-carneiro e, em seguida, com o rolo liso.

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

As verificações finais de laboratórios e topografia serão feitas e, se atendidas as especificações


de projeto, será liberada a camada para execução da base.

V.3.2.4 - IMPRIMAÇÃO

Para a imprimação, deverá ser usado o asfalto diluído CM-30 ou similar, com baixa viscosidade
de modo a permitir sua penetração nos vazios do material subjacente.
A execução da imprimação será iniciada com a varredura da base, com a utilização de
vassoura mecânica tracionada por trator de pneus. Deverão ser também usadas vassouras
manuais para pequenos retoques e limpezas em locais não alcançados pela vassoura
mecânica.

A distribuição do asfalto diluído deverá ser feita por um caminhão espargidor de asfalto,
devidamente equipado, provido de dois maçaricos auto-geradores, sistema de circulação para
enchimento do tanque, sistemas de circulação na barra espargidora com retorno de capacidade
de descarga adequada.

Nas juntas transversais, deverão ser colocadas as tiras de papel tipo Kraft, transversalmente à
pista, no inicio e fim das aplicações, de forma a evitar o excesso de material por superposição
de banhos.

Antes de iniciar-se a imprimação, deverá ser procedida a checagem do funcionamento dos


bicos da barra espargidora.

A taxa de aplicação do material betuminoso será de 1,20 l/m2, a partir da faixa especificada. O
material betuminoso indicado será estocado em tanques cilíndricos com capacidade apropriada.

Todo material de imprimação a ser empregado, deverá atender as especificações aprovadas


pela FISCALIZAÇÃO e o controle de qualidade dos serviços executados, tendo como base as
normalizações da SINFRA, DNIT ou ABNT.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 55


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

V.3.2.5 - TRATAMENTO SUPERFICIAL DUPLO COM CAPA SELANTE

V.3.2.5.1 - Generalidades

O tratamento superficial duplo, por penetração invertida, é um revestimento constituído de duas


aplicações de material betuminoso, cobertas, cada uma, por agregado mineral.
A primeira aplicação do betume é feita diretamente sobre a base imprimada, e coberta
imediatamente, com agregado graúdo, constituindo a primeira camada do tratamento. A
segunda camada é semelhante à primeira, usando-se agregado miúdo.
O tratamento superficial duplo deve ser executado sobre a base imprimada e de acordo com os
alinhamentos, greides e seções transversais projetadas. O consumo do material betuminoso
(RR-2C), será na ordem de 3,5 l/m2 de pavimento.

V.3.2.5.2 - MATERIAIS

Todos os materiais devem satisfazer às especificações aprovadas pela DNIT.

V.3.2.5.2.1 - Materiais Betuminosos

Para a primeira camada, podem ser empregados os seguintes materiais betuminosos:


a)cimento asfáltico de penetração 150/200;
b)alcatrões, tipos AP-9, AP-10, AP-11 e AP-12;
c)asfaltos diluídos, tipos CR-4 e CR-5;
d)emulsão asfáltica, tipos RR-2 e RR-2C.

Para a segunda camada, são aplicáveis os seguintes materiais betuminosos:


a)cimentos asfálticos, de penetração 150/200 e 200/300;
b)alcatrão, tipos AP-9,AP-10,AP-11 e AP-12;
c)asfalto diluído, tipos CR-2,CR-3,CR-4 e CR-5;
d)emulsões asfálticas, tipo RR-2C.

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

V.3.2.5.2.2 - Melhoramentos de adesividade


Nâo havendo boa adesividade entre o agregado e o material betuminoso,deverá ser empregado
um melhorador de adesividade, na quantidade fixada no projeto.

V.3.2.5.2.3 - Agregados

Os agregados podem ser pedra britada, escória britada e cascalho ou seixo rolado, britados.
Somente um tipo de agregado será usado, devem consistir de partículas limpas, duras,
duráveis, isentas de coberturas e torrões de argila.
O desgaste Los Angeles não deve ser superior a 40%. Quando não houver, na região, materiais
com esta qualidade, admite-se o emprego de agregados com valor de desgata até 50% ou de
outros que, utilizados anteriormente, tenham apresentado, comprovadamente, bom comporta-
mento. O índice de forma não deve ser inferior a 0,5. Opcionalmente, poderá ser determinada
minada a porcentagem de grãos de forma defeituosas, que se enquadrem na expressão:

1+g>6e

onde:

1 = maior dimensão de grãos;


g = diâmetro mínimo do anel, através do qual o grão pode passar;
e = afastamento mínimo de dois planos paralelos, entre os quais pode ficar contido o grão.
Não se dispondo de anéis ou peneiras com crivos de abertura circular, o ensaio poderá ser rea-
lizado utilizando-se peneiras de malhas quadradas, adotando-se a fórmula:

1 + 1,25g > 6 e

sendo g, a média das aberturas de duas peneiras, entre as quais fica retido o grão.
A porcentagem de grãos de forma defeituosa não poderá ultrapassar a 20%.

No caso de emprego de escória britada, esta deve ter uma massa específica aparente igual ou
superior a 1,0 m³. A graduação dos agregados, para o tratamento superficial duplo deve
obedecer ao especificado no quadro seguinte:

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 57


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

PENEIRAS PORCENTAGEM PASSANDO EM PESO


1ª CAMADA 2ª CAMADA

Mm A B
1" 25,4 100 - -
3/4" 19,1 90-100 - -
1/2" 12,7 20-55 100 -
3/8" 9,5 0-15 85-100 100
Nº 4 4,8 0-5 10-30 85-100
Nº 10 2,0 - 0-10 10-40
Nº 200 0,074 0-2 0-2 0-2

V.3.2.5.2.4 - QUANTIDADE

As quantidades de agregado e de ligante betuminoso a serem empregadas poderão ser as


adiante indicadas, porém, o valor exato a empregar será o fixado no projeto.

Quando for empregada escória britada como agregada de cobertura, deverá ser considerada a
sua porosidade na fixação de taxa de aplicação do ligante betuminoso.

V.3.2.5.2.5 - EQUIPAMENTO

Todo equipamento, antes do início da execução da obra, deverá ser examinado pela Fiscaliza-
ção, devendo estar de acordo, com esta Especificação, sem a qual não será dada a ordem de
serviço.

Os carros distribuidores do material betuminoso, especialmente construído para esse fim, de-
vem ser providos de dispositivos de aquecimento, e de rodas pneumáticas, dispor de tacôme-
tro calibradores e termômetros, em locais de fácil acesso, e, ainda, disporem de um espargidor
manual para o tratamento de pequenas superfícies e correções localizadas. Os rolos compres-
sores devem ser do tipo tandem ou, de preferência, pneumáticos, autopropulsores. Os rolos
compressores tipo “tandem” devem ter uma carga, por centímetro de largura de roda, não infe-

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 58


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

rior a 25 Kg e não superior a 45 Kg. Seu peso total não será superior a 10 toneladas. Os ro-
los pneumáticos, autopropulsores, deverão ser dotados de pneus que permitam a calibragem
de 35 a 120 libras por polegada quadrada.

Os distribuidores de agregados, rebocáveis ou automotrizes, devem possuir dispositivos que


permitam uma distribuição homogênea da quantidade de agregados, fixada no projeto.

V.3.2.5.2.6 - EXECUÇÃO

Não será permitida a execução dos serviços, objetos desta Especificação, durante os dias de
chuva.

O material betuminoso não deve ser aplicado em superfícies molhadas, exceção da emulsão as
fáltica, desde que em superfície sem excesso de água. O material betuminoso só deve ser apli-
cado quando a temperatura ambiente estiver acima de 10ºC.
A temperatura de aplicação do material betuminoso deverá ser determinada para cada tipo de
ligante, em relação temperatura-viscosidade. Será escolhida a temperatura que proporcionar a
melhor viscosidade para o espalhamento. As faixas de viscosidade, recomendadas para espa-
lhamento, são as seguintes:

a)para o cimento asfáltico e asfalto diluído, 20 a 60 segundos, Saybolt-Furol;


b)para alcatrão, 6 a 20 graus, Engler;
c)para a emulsão asfáltica, 25 a 100 segundos, Saybolt-Furol.

No caso de utilização de melhorador de adesividade, exige-se que este aditivo seja adicionado
ao ligante betuminoso, no canteiro de obra, obrigando-se sempre a circulação da mistura ligante
betuminoso-aditivo. Preferencialmente, deve-se fazer esta mistura com a circulação do ligante
betuminoso, no caminhão.

Antes de serem iniciadas as operações de execução do tratamento, proceder-se-á a uma varre-


dura da pista imprimada para eliminar todas as partículas de pó.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 59


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

Os materiais betuminosos são aplicados de uma só vez em toda a largura a ser trabalhada, ou,
no máximo, em duas faixas. A aplicação será feita de modo a assegurar uma boa junção entre
duas aplicações adjacentes. O distribuidor deve ser ajustado e operado de modo a distribuir o
material uniformemente sobre a largura determinada. Depósitos excessivos de material betumi-
noso devem ser prontamente eliminados.

Imediatamente após a aplicação do material betuminoso, o agregado especificado deve ser uni-
formemente espalhado, na quantidade indicado no projeto. O espalhamento será realizado pe-
lo equipamento especificado. Quando necessário, para garantir uma cobertura uniforme, a dis-
tribuição poderá ser completada por processo manual adequado. Excesso de agregado deve
ser removido antes da compressão.

A extensão de material betuminoso aplicado deve ficar condicionado à capacidade imediata


com agregado. No caso de paralização súbita e imprevista do carro-distribuidor de agregados,
o agregado será espalhado, manualmente, na superfície já coberta com material betuminoso.

O agregado deve ser comprimido em sua largura total, o mais rápido possível, após a sua apli-
cação. A compressão deve ser interrompida antes do aparecimento de sinais de esmagamento
do agregado. A compressão deve começar pelos bordos e progredir para o eixo, nos trechos
em tangente, e, nas curvas, deverá progredir sempre do bordo mais baixo para o bordo mais
alto, sendo cada passagem do rolo recoberto, na vez subseqüente, de, pelo menos, a metade
da largura deste. O trânsito pode ser permitido, sob controle, após a compressão do agregado.

Após a compressão da primeira camada, e o agregado ter sido fixado, faz-se a varredura do
agregado solto. A seguir, executa-se a segunda camada de modo idêntico à primeira.

O trânsito não será permitido, quando da aplicação do material betuminoso ou do agregado. Só


deverá ser aberto após a compressão terminada. Entretanto, em caso de necessidade da
abertura do trânsito antes de completar a compressão deverá ser feito um controle, para que os

veículos não ultrapassem a velocidade 10 Km/hora. Decorridas 24 horas do término da


compressão, o trânsito deve ser controlado, com velocidade máxima de 40 km/hora. No caso de

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 60


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

emprego de asfalto diluído, o trecho não deve ser aberto ao trânsito até que o material
betuminoso tenha secado, e que os agregados não sejam mais arrancados pelos veículos. De 5
a 10 dias, após abertura ao trânsito, deverá ser feita uma varredura dos agregados não fixados
pelo ligante.

V.3.2.5.2.7 - Controle

Todos os materiais deverão ser examinados em laboratório, obedecendo à metodologia


indicada pelo DNER, e satisfazer as especificações em vigor.

V.3.2.5.2.7.1 - Controle de Qualidade do Material Betuminoso

O controle de qualidade do material betuminoso constará do seguinte:

a) - Cimento asfáltico:
 1 ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, para todo carregamento que chegar à obra;
 1 ensaio de ponto de fulgor, para cada 100 t;
 1 índice de Pfeiffer, para cada 100 t;
 1 ensaio de espuma, para todo carregamento que chegar à obra.

b) - Asfaltos diluídos:
 1 ensaio de viscosidade Saybolt-Furol, para todo carregamento que chegar à obra;
 1 ensaio de ponto de Fulgor, para cada 100 t;
 1 ensaio de destilação, para cada 100 t.

c) - Alcatrão:
 1 ensaio de flutuação, para todo carregamento que chegar à obra;
 1 ensaio de destilação, para cada 500 t.

d) - Emulsão asfáltica:

 1 ensaio de viscosidade Saybolt-Furor, para todo carregamento que chegar à obra;


CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 61
PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

 1 ensaio de resíduo por evaporação, para todo carregamento que chegar à obra;
 1 ensaio de peneiramento, para todo carregamento que chegar à obra;
 1 ensaio de sedimentação, para cada 100 t.

V.3.2.5.2.7.2 -Controle de qualidade dos Agregados

O controle de qualidade dos agregados constará do seguinte:


 2 análises granulométricas, para cada dia de trabalho;
 1 ensaio de índice de forma, para cada 900 m²;
 1 ensaio de desgaste Los Angeles, por mês, ou quando houver variação da natureza
do material;
 1 ensaio de densidade, para cada 900 m³;
 1 ensaio de adesividade, para todo carregamento de ligante betuminoso que chegar à
obra e sempre que houver variação da natureza do material.

V.3.2.5.2.7.3 - Controle do Melhoramento de Adesividade

O controle do melhorador de adesividade constará do seguinte:

1. 1 ensaio de adesividade, para todo carregamento que chegar à obra;


2. 1 ensaio de adesividade, toda vez que o aditivo for incorporado ao ligante betuminoso.

V.3.2.5.2.7.4 - Controle de Temperatura de Aplicação do Ligante Betuminoso

A temperatura do ligante betuminoso deve ser verificada no caminhão distribuidor,


imediatamente antes da aplicação.

V.3.2.5.2.7.5 - Controle de Qualidade do Ligante Betuminoso

O controle de quantidade do material betuminoso será feito mediante a pesagem do carro


distribuidor, antes e depois da aplicação do material betuminoso. Não sendo possível a
realização do controle por esse método, admitem-se as seguintes modalidades:
CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 62
PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

a) coloca-se na pista uma bandeja, de peso e área conhecidos. Mediante uma pesagem, após a
passagem do carro distribuidor, tem-se a quantidade de material betuminoso usada;
b) utiliza-se uma régua de madeira, pintada e graduada, tal que forneça, diretamente, por
diferença de alturas do material betuminoso no tanque do carro distribuidor, antes e depois da
operação, a quantidade do material consumido.

V.3.2.5.2.7.6 - Controle de Quantidade e Uniformidade do Agregado

Devem ser feitos, para cada dia de operação, pelo menos dois controles de quantidade de
agregado aplicada. Este controle é feito colocando-se na pista, alternadamente, recipientes de
peso e área conhecidos. Por simples pesadas, após a passagem do distribuidor, ter-se-á a
quantidade de agregado realmente espalhada. Este mesmo agregado é que servirá para o
ensaio de granulometria, que controlará a uniformidade do material utilizado.

V.3.2.5.2.7.7 - Controle de Uniformidade de Aplicação do Material Betuminoso

Deve ser feita uma descarga de 15 a 30 segundos, para que se possa controlar a uniformidade
de distribuição. Esta descarga pode ser efetuada fora da pista, ou na própria pista, quando o
carro distribuidor estiver dotado de uma calha, colocada debaixo da barra, para recolher o
ligante betuminoso.

V.3.2.5.2.7.8 - Controle Geométrico


O controle geométrico, no tratamento superficial, deverá constar de uma verificação do
acabamento da superfície. Esta será feita com duas réguas, uma de 1,00 m e outra de 3,00 m
de comprimento, colocadas em ângulo reto e paralelamente ao eixo da estrada, respectivamen-

te. A variação da superfície, entre dois pontos quaisquer de contato não deve exceder 0,5 cm,
quando verificada com qualquer das réguas.

V.3.2.5.2.8 - Capa Selante

A taxa de ligação betuminosa será de 1,0 l/m², sendo 50% de água e receberá o pó de pedra ou

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 63


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

areia, que será regularizada com vassoura manual e, consequentemente rolada com rolo liso
“tandem” obedecendo as mesmas técnicas das outras camadas.

V.3.2.5.2.9 - Meio-fio e Sarjeta

Após a compactação da base, serão alinhadas as guias e sarjetas que serão do tipo moldadas
“in loco”, sobre terreno apiloado, as sarjetas na espessura e largura previstas no detalhe do
projeto executivo, atentando-se para a concordância dessas com a capa selante, bem como
para a coesão dos materiais em sua junta longitudinal. O concreto dessa sarjeta, antes de
curado, deverá ser riscado com colher de pedreiro, perpendicularmente às guias a cada junta
entre seus elementos. Deverá ser aplicado tanto para sarjeta como para meio fio (conjugados e
moldados in loco), concreto com resistencia mínima de 18,0 Mpa, com formas metálicas, com
alinhamento perfeito e caimento de acordo com a tendencia do fluxo das águas e o seu
direcionamento para as bocas de lobo.

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

VI – MEMORIAL DE CALCULO DA
PAVIMENTACAO ASFALTICA
TIPO TSD COM CAPA SELANTE

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

VI – MEMORIAL DE CALCULO DA PAVIMENTACAO ASFALTICA TIPO TSD COM CAPA


SELANTE

VI.1 - Localização: Vias próximas ao canal do Córrego Canivete – Rondonópolis/MT

VI.2 - Dimensionamento do pavimento

O dimensionamento do pavimento é feito pela fórmula:


N = 365 x P x VM x FC x FE x FR, onde:
P = período do projeto em anos,
VM = volume médio do tráfego,
FE = fator de eixo,
FC = fator de carga,
FR = fator climático.

VI.2.1 – Fator de carga (FC)

Para determinarmos o fator de carga temos que determinar a porcentagem de veículos de eixos
simples e eixo tander que irão trafegar pelas vias a serem pavimentadas, para este projeto.

FATOR DE
EIXO SIMPLES PORCENTAGEM EQUIVALÊNCIA EQUIVALÊNCIA
(I) (PJ) ( FCJ ) ( PJ X FCJ)
6 70% 0,06 4,20
4 30% 0,01 0,90

5,10

Com esses resultados calculamos então o fator de carga:


FC = (PJ x FCJ)/100 = [(70 x 0,06)+(30 x 0,01)]/100 = 0,045

FC = 0,045
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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

VI.2.2 – Cálculo do Fator de Eixo

Os volumes de tráfego na região a ser pavimentada será de 300 veículos por dia, sendo 70%
de veículos de 2 eixos e 30% de 3 eixos.

FE = (2 x 0,70) + (3 x 0,30)
FE =2,30

VI.2.3 – Fator Climático

Devemos levar em conta a variação de umidade dos materiais que constitui o pavimento
durante as diversas estações do ano, que provoca uma variação de capacidade de suporte dos
materiais de pavimentação, conseqüentemente influenciará no número de operações de eixo
padrão durante o período escolhido. A precipitação pluviométrica média é de 1.400 mm por ano.
Com o dado pluviométrico e tabela existente no volume 1 Cyro Nogueira Batista.

FR = 1,40

VI.2.4 – Volume de Tráfego

Adotando um período de projeto (P) de 5 anos, taxa de crescimento linear de 5 % a.a. e volume
inicial de 100 veículos dia (Bairro residencial com baixo fluxo de tráfego).

VM = [100 (2 + 5 x 0,05 )]/2= [100(2 + 0,25)]/2


VM = 225,00 x 0,50
VM = 112,50

VI.2.5 – Número Equivalente de Operações do Eixo Simples Padrão

N = 365 x 5 x 112,50 x 0,045 x 2,30 x 1,40


N = 2,97 x 104

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

VI.2.6.- Espessura total e espessura das diversas camadas

Usando o Ábaco de dimensionamento do DNER temos a espessura total da pavimentação em


função do número de operação do eixo padrão e CBR.

H17 = 23,0 cm kR = 2,00 kS = 0,77


H20 = 22,0 cm kS = 0,71
H20 = 22,0 cm kB = 1,00

R = 2,5 cm

Resolvendo as inequações, temos:


RkR + BkB ≥ H20 B ≥ 17,00 cm, adotado 20,0 cm.
RkR + BkB + h20kS ≥ H20 h20 = 0
RkR + BkB + h20kS + hnkM ≥ H17 h17 = 1,40

Portanto o pavimento terá:

Revestimento de 2,5 cm.

Base de 20,0 cm. (camada única)

CONSIDERAÇÃO:

Considerando o CBR existente do solo natural das vias, alterado pelo número elevado de
compactações e encascalhamentos sucessivos, a camada de base calculada e a ser adotada é
perfeitamente viável, estável e economicamente indicada.

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VI – MEMORIAL DESCRITIVO DAS


GALERIAS PLUVIAIS

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VI – MEMORIAL DESCRITIVO DAS GALERIAS PLUVIAIS

VI.1 – INTRODUÇÃO

Este Memorial Técnico constitui o projeto técnico de Galeria de Águas Pluviais promovendo a
drenagem das águas superficiais de chuvas ou outras, na região da bacia de contribuição do
Córrego Canivete, ou seja, galerias com a finalidade de direcionar as águas causadoras de
erosões, destruição de construções e inundações nesta micro região da cidade de
Rondonópolis/MT. O Projeto e este caderno de encargos tem como finalidade apresentar
soluções de viabilidades técnicas para problemas decorrentes das águas de chuvas, de forma a
evitar que volumes excessivos se escoem pelas vias públicas ou estourem os pavimentos pela
pressão do lençol freático muito aflorado, ocasionando problemas de transito de veículos e
pedestres afetando as vias através de problemas erosivos, ou acumulando em lugares
impróprios, causando fontes de desenvolvimento de doenças infecto contagiosa, a não
propagação de algumas doenças de veiculação hídrica, privando os usuários da comodidade.

O seu objetivo é apresentar as características principais de cada trecho dessa rede de galeria
de águas pluviais e a sua importância para a localidade, além disso, apresentar seus detalhes
mais relevantes das unidades que compõem o presente projeto.

VI .2 - IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDIMENTO

Galeria de águas pluviais, em toda bacia de contribuição do Córrego Canivete, nos bairros
adjacentes ao mesmo, região urbana da cidade de Rondonópolis/MT.

VI .3 - CONCEPÇÃO GERAL DO SISTEMA.

O projeto vem dotar a referida região (Bacia do Córrego Canivete), composto pelos bairros:
Jardim Guanabara (parte), Jardim Santa Marta,Jd João de Barro, Jd Monte Líbano, Jd. Quitéria

Teruel, Jd. Orquídeas, Jd. América, Jardim Tropical, Jardim Gramado I e II, Jardim Ipê, Jardim
Luzdayara, Jardim Kênia, Jardim Santa Bárbara, Jardim Rivera, Jardim Nsa, da Glória, Jardim

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Hotências, Parque Residencial Buriti, Vila Carvalho, Jardim HD, Jardim Maria Tereza, Jardim
assunção, Jardim Marialva, Vila São José, Jardim Vera Cruza, Jardim Santa Rosa, Jardim
Santa Clara I e II, Jardim Bandeirantes, Vila Planalto e Vila Duarte.

Os trabalhos devem ser realizados de modo a se obter o máximo de rendimento dos


equipamentos instalados, evitando com isso operações corretivas posteriores. Os trechos aqui
selecionados representam locais propícios às formações de erosões nos períodos chuvosos,
impedindo quase sempre o deslocamento do fluxo de veículos, transportes coletivos e às vezes
até de pedestres.

VI.4 - ALCANCE DO PROJETO

O Projeto ora proposto, visando a captação de águas pluviais na bacia de contribuição do


córrego Canivete, trechos acima destacados, foi definido para suprir a necessidade de
drenagem emergencial nestas localidades dos bairros atingido, amenizando seus efeitos em
curto prazo, levando soluções que venham restabelecer a integridade das vias públicas. Com o
crescimento populacional acelerado da cidade, previsto na faixa de 5% ao ano e a expansão
dos bairros acima mencionados, as vezes de forma um tanto desordenada e sem nenhum
planejamento e critério técnico, no entorno da região do projeto aqui apresentado, aumenta
consideravelmente o volume das águas das chuvas através da redução das áreas de absorção,
trazendo desconforto e instabilidade para a população daquela região.

VI.5 - CÁLCULO DA GALERIA PLUVIAL

O cálculo dos condutos de drenagem foi executado no programa ABTC – Associação Brasileira
de Tubos de Concreto, para cálculo de galerias de águas pluviais, conforme relatório
oportunamente apresentado.

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VI.6 - INSTRUÇÕES DE EXECUÇÃO

VI.6.1 - Alinhamento e nivelamento das redes

Antes de iniciar os serviços de escavação para assentamento da rede de galeria de águas


pluviais, deverá ser procedido os serviços de topografia de alinhamento da rede, para
procedimento das escavações e o perfeito alinhamento das redes de tubos de concreto CA-1.

VI.7 - Terraplenagem

VI.7.1 - Escavação e reaterro de valas.

Deverá ser executado escavação mecânica, nas larguras e profundidades previstas nos
cálculos da rede do projeto executivo, sendo que o reaterro será com o próprio material
escavado, exceto aquele material de baixa composição que comporá o volume de bota fora, o
mesmo deverá ser reposto com material de boa procedência e qualidade (jazida). Antes de
proceder a instalação das manilhas de concreto nas bitolas previstas no projeto executivo da
rede mestre, deverá ser colocado sob as mesmas, lastro de cascalho para melhor
assentamento dos tubos, com espessura de 10cm em toda largura da valeta. As manilhas de
concreto com conexão tipo macho-fêmea, deverão ser apropriadamente rejuntadas com
argamassa mista de cimento e areia traço 1:3. O reaterro, seja com material escavado ou de
jazida, deverá ser feito em camadas de no máximo, 30cm e compactadas mecanicamente até o
completo preenchimento da vala, procedimento tanto válido para o ramal mestre ou mesmos os
ramais secundários que liga as bocas de lobo aos Poços de Visita.

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VI.7.2 – Escavação e carga de material de jazida

A camada de terra que for necessário transportar de material de jazida, devido ao resultado do
bota-fora, deverá ser de boa procedência e de boa compactação.

A exploração das jazidas será feita em duas etapas:

 -limpeza da vegetação existente e expurgo de material inservível;

 escavação do material.

A limpeza da vegetação, dependendo do seu tipo, poderá ser feita por simples queimada ou
pelos métodos normais de desmatamento e limpeza.

Após a conclusão da limpeza, deverá ser executada a escavação racional do material. Serão
obedecidas as alturas de corte indicadas no projeto executivo, evitando-se a contaminação de
materiais de qualidade inferior. Cuidados especiais deverão ser tomados para dispor o material
escavado em montes de altura e volume compatíveis com o bom desempenho do equipamento
no seu carreamento.

Na extração haverá, portanto, necessidade de equipamentos para escavar, carregar e


transportar o material. Os equipamentos a serem utilizados compreenderão trator de esteira
para desmatamento e escavação, carregadeira frontal sobre pneus e caminhões basculante
para o transporte.

Deverão ser solicitadas as amostras dos materiais escavados para análise de suas
características físicas em laboratório de análise de solos.

Terminado os serviços de exploração da jazida, será necessário conformar o terreno e espalhar


a camada de solo rejeitado sobre a área explorada.

VI.7.3 - Bocas de lobo e poços de visita

Para cada conexão de ruas previstas em projeto será executado Poços de Visita, com alvenaria
de tijolos maciços de 1 vez, ou blocos de concreto estrutural, assentes com argamassa mista de

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cimento, cal e areia traço 1:2:7. Antes da confecção das paredes dos poços de visita, será
nivelado e compactado o fundo da caixa e sobre este, executado o fundo da mesma em
concreto simples, traço 1:3:5 (cimento, brita e areia). Todos os poços de visita deverão ser equi-
pados com chaminé para acesso, que deverá ser feito com manilhas assentadas na vertical,
sobre a tampa da caixa da boca de lobo, no diâmetro de 600 mm, com tampão de ferro fundido.
As bocas de lobo serão de concreto, duplas, conforme detalhes que acompanham este
memorial, no padrão DNIT com caixas de profundidade 100cm onde serão conectados os
ramais no sentido dos PVs.
As bocas de lobo deverão ter aberturas compatíveis e dentro dos padrões, para a perfeita cap-
tação das águas de chuva, posicionadas de forma a ter o melhor desempenho, não ficando tão
próxima das esquinas, mas sim numa distancia média de 7 a 10 metros lineares da linha da
esquina.

VI.7.4 - Sinalizações de proteção e advertência.

Todo o trecho onde será executado as galerias de águas pluviais, por se tratar de vias públicas
para o deslocamento de veículos, transporte coletivo, motos e até mesmo pedestres, deverá ser
bem sinalizado sobre os movimentos de terras, valetas, impedimento de deslocamento, no
caso de valetas que atravessem a rua, que deverá ser feito em duas metades, impedindo a
cada instante, uma via da pista de rolamento, até que se complete todo o trabalho de travessia.
Deverão ser utilizadas faixas de isolamento nos setores de trabalho, cavaletes a distancia, para
advertência e avisos dos perigos existentes, luzes noturnas para advertência sobre os riscos de
acidentes, podendo ser tanto elétrico, como por aviso através de lamparinas com chamas
acesas queimando óleo diesel, bem afixadas e não soltas. No caso das vias de maior fluxo de
veículos, deverão ser utilizadas barreiras de blocos de concreto para fechamento do fluxo de
veículos na mesma.

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VI.7.5 - Localização das redes em relação à via publica

As linhas de galeria de águas pluviais deverão ser locadas preferencialmente no centro das
ruas em sentido longitudinal, podendo também serem instaladas em canteiros centrais ou
diferente disso, com a expressa autorização da fiscalização da obra.

O destino das águas captadas pelas bocas de lobo e escoadas pelas diversas galerias a serem
executadas, em primeiro plano será os poços de visita e posteriormente, será o Canal do Córre-
go do Canivete e daí para o Rio Arareau. Todos os detalhes das redes e acessórios estão
inseridos nos projetos que acompanham este documento.

VI.8 - Modelo hidrológico adotado

Para a determinação das vazões de projeto e bitola das tubulações em seus respectivos
trechos, foi utilizado dados de campo, como área da bacia, declividade do trecho do canal,
extensões a serem cobertas pelo canal e dados previamente calculados por verificação na
região como intensidade das chuvas e tempo de concentração das mesmas. Com os dados
obtidos utilizamos o método da ABTC – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tubos de
Concreto, através do programa para cálculo de galerias de águas pluviais, conforme planilhas a
serem apresentadas oportunamente. Os serviços a serem executados deverão obedecer
rigorosamente aos detalhes de projeto e especificações, estando estes em plena concordância
com as normas e recomendações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e das
concessionárias locais, assim como com o Código de Obras do Município em vigor.

Prevalecerá sempre o primeiro, quando houver divergência entre:

- As presentes especificações e os projetos;

- As normas da ABNT e as presentes especificações;

- As normas da ABNT e aquelas recomendadas pelos fabricantes de materiais;

- As cotas dos desenhos e as medidas em escala sobre estes;

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- Os desenhos cm escalas maiores e os cm escalas menores;

- Os desenhos com data mais recente e os com data mais antiga.

Todo material a ser empregado na obra deverá ser comprovadamente de primeira qualidade,
sendo respeitadas as especificações referentes aos mesmos. Se as circunstâncias ou
condições locais de mercado tornar, porventura, aconselhável a substituição de qualquer mate-
rial especificado por outro equivalente, tal substituição somente será procedida mediante
autorização expressa da Fiscalização. Para o perfeito entendimento destas especificações, é
estritamente necessária uma visita do construtor ao local da obra, para que sejam verificadas as
reais condições de trabalho, assim como seja feito um levantamento de dúvidas, sendo estas
dissipadas pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de
Rondonópolis, Estado do Mato Grosso. Será de inteira responsabilidade da contratada o
ressarcimento dos danos causados a terceiros, por desídia ou má execução dos serviços.

VI.9 - Escoramento de valas

O escoramento de acordo com a necessidade do serviço, deverá ser feito com pranchas de
madeira, contraventadas com linhas de madeira de lei, ou por outro processo aprovado pela
Fiscalização. A largura das valas escoradas será medida pela parte interior do escoramento.

O esgotamento, quando necessário, deve ser simples, por meio de bombas. Para efeito de
medição, será considerado como volume de esgotamento um volume igual ao da escavação do
trecho esgotado.

VI.10 - Rebaixamento de lençol

Quando houver imperiosa necessidade técnica, o esgotamento será através de sistema de


rebaixamento de lençol. O rebaixamento de lençol será executado através de um conjunto de
moto bombas e ponteiras, para cada trecho. Para efeito de medição, serão considerados pela
Fiscalização, os dias necessários para o bombeamento de cada trecho.

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VI.11 - Reaterro

Concluída a construção de canalizações, bocas de lobo, etc., serão executados os reaterros


correspondentes em camadas de aproximadamente 0,30 metros. O material do reaterro será
umedecido e compactado de acordo com as normas pertinentes, mediante o uso de equipa-
mentos adequados, como soquetes manuais ou sapos mecânicos, devendo a camada
compactada não ultrapassar de 0,25 metros.

VI.12 – Poços de visita

Para as galerias celulares serão construídos PV's tipo "R", conforme detalhes e dimensões na
planta de detalhes. Para as galerias tubulares, serão construídos PV's tipo "Cl", conforme
detalhes e dimensões a planta de detalhes. A locação dos mesmos está indicada nas plantas
baixa de drenagem, parte integrante deste trabalho. Os poços de visita serão equipados com
chaminé, executa com tubos de concreto CA-1, bitola mínima de 600 mm, na sua ligação com o
pavimento Asfáltico deverá ser equipado com tampão de ferro fundido, nos padrões de
mercado.

VI.13 – Boca de lobo

As bocas de lobo serão construídas de acordo com o tipo padronizado pelo projeto apresentado
com desenho e dimensões na planta de detalhes. As ligações das bocas de lobo com as
galerias serão em tubos de concreto, com diâmetro de 0,40 metros e declividade de 1 % no
mínimo. Nos trechos em que a altura de recobrimento dos tubos for inferior a 0,40 metros
deverão ser utilizados tubos tipo CA-2, com armação para tráfego direto.

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VI.14 - Assentamento de galerias tubulares

Os tubos de concreto terão armadura simples, tipo "CA-1", e deverão satisfazer as exigências
da E16 da ABNT. Os tubos deverão apoiar-se diretamente em colchões de areia grossa ou
material de jazida tipo cascalho, que deverá ser executado nos fundos das valas, com largura
mínima de 0,30 metros e espessura de 0,10 metros. Deverão ser refugados os tubos que a
Fiscalização julgar defeituosos, tais como os trincados, os com bolsas ou com bordas
quebradas, etc. Após assentamento dos tubos, estes deverão ser rejuntados com argamassa
de cimento e areja grossa,no traço 1:3. Os tubos de concreto com recobrimento inferior ao
diâmetro dos mesmos, deverão possuir armadura dupla tipo "CA-2", calculada para tráfego
direto. As tubulações de concreto seguirão rigorosamente as bitolas de projeto e características
técnicas, qualquer modificação de traçado ou bitola do mesmo, só poderá acontecer com a
anuência da fiscalização da obra. Após o assentamento da tubulação deverá ser procedido o
reaterro das mesmas, sendo que as primeiras camadas de recobrimento deverá ser feito
manualmente e posteriormente reaterro mecânico das valas. As linhas de tubo deverá ser
perfeitamente alinhadas e criteriosamente obedecido as declividades de projeto, caso contrário
deverá ser corrigido os defeitos, independente do venha ser necessário fazer.

VI.15 - Expurgo

O expurgo (bota-fora), será removido para locais determinados pela Fiscalização, e no seu
preço estão incluídos carga e transporte, a uma distância média, definida no orçamento. O
expurgo constará do material escavado e não utilizado para reaterro, sendo medido a partir do
local de carga, pelo sistema de volume transportado. O material que não for apontado no
destino determinado pela Fiscalização não terá seu volume incluído no pagamento do item
expurgo. Não será medido expurgo para entulhos proveniente de restos de materiais utilizados
na execução da obra.

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VI.16 – Boca de Bueiro

No final da tubulação, no sentido do fluxo das águas, deverá ser executado boca de bueiro
compatível com a linha de manilha, em concreto simples no traço 1:3:4, 15,0 Mpa e dissipador
de energia para impedir a formação de erosão na saída das águas.

O dissipador será executado de concreto com espessura de 15 cm, no traço 1:3:4, 15,0 Mpa,
paredes transversais com altura a ser especificado no local e de distancia entra as mesmas de
100cm, na quantidade suficiente para amortizar a velocidade de escoamento das águas na
saída da boca da manilha.

Ao final das galerias onde as águas serão lançadas, e nos dois lados dos bueiros, deverá ser
executada uma estrutura de boca de bueiro, conforme desenhos e dimensões apresentados na
planta de detalhes. Estas estruturas deverão ser executadas em concreto ciclópico, com FCK =
13,5 Mpa, e 30 % de pedra de mão. A jusante destas estruturas, serão construídos
enrocamentos de pedra arrumada, cujas pedras deverão ter volume compreendido entre 0,15
m3 e 0,20 m3.

VI.17 - LIMPEZA E ENTREGA DA OBRA

Restos de materiais, terras, barraco de obra, materiais de construção em geral, restos de


pavimentos asfálticos, etc., que forem demolidos ou danificados pela execução da obra,
deverão ser restaurados. Após a execução de todos os serviços descritos, deverá ser feita a
retirada completa dos aparelhamentos, materiais não utilizados, devendo ser procedida a
limpeza geral e completa das áreas onde foram desenvolvidos os serviços.

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IX - RECUPERAÇÃO DAS MARGENS


DO CANAL

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

IX .1 - RECOMPOSIÇÃO DAS MATAS CILIARES DE MARGENS

Com os danos causados pelo desmatamento parcial, limpeza da área do leito do canal,
movimentação de equipamentos, transporte de veículos de carga de restos de limpeza e
entrada de materiais para aterros e regularizações, obviamente as margens final do canal a ser
implantado, ficarão ambientalmente inadequada para a funcionalidade do projeto, no que se
relaciona tanto com a flora e fauna futura. Para tanto é previsto e deverá ser executado plantio
de arvores de diversas espécies, ao longo das margens do canal implantado.
Além da arborização prevista orçamentariamente e dentro deste presente memorial descritivo,
deverá se ter o cuidado e proceder a implantação de gramíneas em locais onde árvores não
poderão fazer presença, devido aos riscos de danos que poderão ser causados às estruturas
do canal devido a progressão das raízes das mesmas. Todo cuidado será tomado para que a
reconstituição das vegetações ribeirinhas sejam da melhor forma implantadas e posterior ao
plantio a conserva das mesmas para que cresçam de forma sadia, organizadas, sem perdas e
que possam cumprir efetivamente o seu papel de sanear a poluição ambiental, a proliferação
dos ventos fortes e que constituam um habitat adequado para a fauna que haverá de retornar
ao local e permanecer para que possam sobreviver e dar a sua contribuição junto as
comunidades vizinhas ao local e ao mesmo tempo para toda cidade de Rondonópolis.
Além da recomposição das vegetações e arborizações das margens do canal, deverá se ter o
cuidado de proceder e assim o será, a regularização das áreas próximas ao leito do canal,
pavimentando as vias que direcionam o seu fluxo das águas pluviais para o mesmo, evitando
assim o transporte através da enxurradas, de objetos, lixos e outros inconvenientes que possam
prejudicar ou onerar a funcionalidade do canal através da majoração dos custos de limpeza do
mesmo e danos causados por materiais e restos jogados indevidamente próximo ou mesmo
dentro deste.
Obviamente, que todo esse esforço concentrado para execução do empreendimento e propor a
forma de ações para que o mesmo funcione a contento, dependerá ainda muito mais de um
programa de conscientização das populações próximas do leito do mesmo, através de reuniões,
palestras que possam esclarecer a grande importância e os benefícios alcançados pela
execução do projeto e que a sua funcionalidade está mais ligado às ações e comportamentos
das pessoas no que diz respeito aos cuidados do que propriamente das ações concentradas do
poder público municipal.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 81


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

A destinação principal, além de colocar um ponto final nas conseqüências causadas pelo
deslocamento desordenado das águas de chuvas no leito natural do canal atual, causando
inundações, erosões e demolições de bueiros ao longo do seu trajeto e propagando doenças,
como a dengue, leischimaniose e outras de menor relevâncias, é de fato fazer de uma
localidade que hoje só causam transtornos às populações ribeirinhas e mesmo da cidade,
transformando a mesma em áreas de lazer, caminhada, deslocamentos mais fáceis e
segurança de não infestação de doenças às crianças e adultos daquela região.

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PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

VII- PROJETOS

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 83


PROJETO EXECU
UTIVO DE CANA
AL HIDROLÓGICO
O

CAMIINHO DE TRAANSPORTE D
DE PEDRA DE  MÃO PARA CANAL DO C CANIVETE, CO OM INÍCIO N
NA 
PONTTE SOBRE O R
RIO VERMELLHO (BR‐163//364) E FINA
AL NO CANALL CANIVETE SSOBRE OBUEEIRO 
DA AV
VENIDA BANNDEIRANTES – TRECHO:   10,32 KM. 

CÓRRE
EGO CANIVETE –– CANAL
PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

CAMINHO DE TRANSPORTE DE PEDRA DE MÃO – INICIO: JAZIDA(INFERIOR) E FINAL (SUPERIOR)


PONTE SOBRE O RIO VERMELHO NA BR-163 SENTIDO CAMPO GRANDE-RONDONÓPOLIS –
EXTENSÃO DO TRECHO: 32,70 KM.

CÓRREGO CANIVETE - CANAL


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

PLANILHAS DE CÁLCULO
E ORÇAMENTÁRIAS

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 84


OBRA: GALERIA DE ÁGUAS PLUVIAIS DA BACIA DO CÓRREGO CANIVETE
LOCAL: BAIRRO JARDIM RIVERA-BACIA CÓRREGO CANIVETE - RONDONÓPOLIS - MT

REFERENCIA: ORÇAMENTO

DATA: JUNHO DE 2009

P. TOTAL P. TOTAL TOTAL/ITENS TOTAL/ITENS


ITEM REF. CÓDIGOS DESCRIÇÃO DOS SERVIÇOS UNIDADE QUANT. P. UNIT.
SEM LDI COM LDI SEM LDI COM LDI
1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES
1.1 SINAPI 9546 Acerto e verificação do nivelamento das cavas m2 666,00 0,30 199,80 249,43
1.2 SINAPI 23605/001 Placa de sinalização tipo cavalete m² 5,00 161,09 805,45 1.005,52 1.005,25 1.254,95

2.0 MOVIMENTO DE TERRA


2.1 SINAPI 23418/001 Escavação mecânica de vala em material de 1a. Categoria m³ 4.179,96 2,79 11.662,08 14.558,94
2.2 SINAPI 26290/002 Transporte de material bota fora, DMT= 6,0 KM M3 817,29 6,23 5.091,71 6.356,49
SINAPI 23435/003
2.3 Reaterro manual, apiloado em camadas de 0,20m com aproveitamento do material escavado M3 874,48 7,94 6.943,37 8.668,10
SINAPI 23435/003 Reaterro e compactação mecânica de vala com compactador manual tipo soquete vibratório
2.4 (regularização das laterais do canal) M3 2.374,19 7,94 18.851,06 23.533,66
2
2.5 SINAPI 23422/002 Escoramento descontinuo m 1.665,00 13,23 22.027,95 27.499,69
2.6 SINAPI 11509/001 Regularização e apiloamento de fundo de vala m2 666,00 1,71 1.138,86 1.421,75
2.7 SINAPI 56908/001 Lastro de areia m3 66,60 57,09 3.802,19 4.746,65 69.517,22 86.785,28

3.0 FORN/ TRANS/ ASSENT/ TUBOS TIPO CA-1


SINAPI 26599/001
Tubo conc. Arm. Classe CA-1/ D= 400mm, p/ gal. Água pluv., rejunt. c/ arg. Cim/areia 1:4, m
3.1 aterro/soca até alt. Geratriz sup. Tubo - forn., assent., incl. Tubo/ mat. p/ rejunt. 260,00 71,75 18.655,00 23.288,90
SINAPI 26599/003
Tubo conc. Arm. Classe CA-1/ D= 600mm, p/ gal. Água pluv., rejunt. c/ arg. Cim/areia 1:4, m
3.2 aterro/soca até alt. Geratriz sup. Tubo - forn., assent., incl. Tubo/ mat. p/ rejunt. 130,00 106,17 13.802,10 17.230,54
3.3 SINFRA 22 04 964 54 Tubulação de drenagem urbana - D=1,00 m (com tubulação fabricante local) m 171,00 279,57 47.806,47 57.496,84
3.4 SINFRA 2S 04 964 55 Tubulação de drenagem urbana - D=1,20 m (com tubulação fabricante local) m 365,00 382,39 139.572,35 167.863,66 219.835,92 265.879,94

4.0 ÓRGÃOS ACESSÓRIOS


SINAPI 23402/001 Poço de visita em conc. Estrutural para drenagem urbana, dim. Internas 90x150x80cm p/rede
4,1 de 600mm, excluso tampão e chaminé unid 2,00 1.052,32 2.104,64 2.627,43
4,2 SINFRA 2S 04 963 16 Poço visita em conc. Estrutural p/rede de 1000mm unid 3,00 1.664,74 4.994,22 6.006,54
4,3 SINFRA 2S 04 963 17 Poço visita em conc. Estrutural p/rede de 1200mm unid 5,00 1.907,41 9.537,05 11.470,21
4.4 SINFRA 2S 04 963 32 Chaminé de concreto diam. 600mm, até 3,00 ml. - CPV 02 unid 10,00 715,59 7.155,90 8.606,40
4.5 SINFRA 2S 04 961 05 Boca de lobo dupla com grelha de concreto - H=1,60 m - BLD 05 unid 27,00 1.420,93 38.365,11 46.141,71 62.156,92 74.852,29

TOTAL PARCIAL 352.515,31 428.772,46 352.515,31 428.772,46


IMPORTA O PRESENTE ORÇAMENTO EM: R$ 428.772,46 (QUATROCENTOS E VINTE E OITO MIL, SETECENTOS E SETENTA E LDI SINFRA - 20,27% 20,27% 50.154,23
DOIS REAIS E QUARENTA E SEIS CENTAVOS). R$ LDI SINAPI - 24,84% 24,84% 26.102,92
RONDONÓPOLIS(MT), 18 DE JUNHO DE 2009. TOTAL DOS LDI 76.257,15
TOTAL GERAL 428.772,46 428.772,46 428.772,46
OBRA     : PAVIMENTAÇÃO  ASFALTICA TIPO TSD COM CAPA SELANTE
LOCAL     : BAIRRO JARDIM RIVERA ‐ RONDONÓPOLIS/MT
EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA       :   18/07/2009

TOTAL P/ITEM TOTAL P/ITEM


ITENS REF. CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS UNID QUANT. P. UNIT. P. TOTAL SEM LDI P. TOTAL COM LDI
SEM LDI COM LDI

PAVIMENTO ASFALTICO - TSD

1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES


1.1 SINAPI 9546 LOCAÇÃO E DEMARCAÇÃO DA ÁREA A SER PAVIMENTADA M2 15.228,26 0,30 4.568,47 5.703,27
1.2 SINAPI 23605/001 PLACA DE OBRA EM CHAPA DE AÇO GALVANIZADO - (2,50x5,00)
METROS. M2 12,50 161,09 2.013,62 2.513,80 6.582,09 8.217,07

2.0 TERRAPLENAGEM
2.1 SINAPI 23616/002 ESCAVAÇÃO MECÂNICA DE MATERIAL 1A. CATEGORIA PROVENIENTE

DE CORTE DE SUB-LEITO (C/ TRATOR ESTEIRA 160 HP) M3 5.329,89 1,96 10.446,58 13.041,51
SINAPI 23625/001 TRANSPORTE DE MATERIAL BOTA FORA, DMT= 6,0 KM M3 5.329,89 6,47 34.484,38 43.050,29 44.930,96 56.091,80

3.0 PAVIMENTAÇÃO
3.1 SINAPI 23417/001 REGULARIZAÇÃO E COMPACTAÇÃO DO SUBLEITO (VIAS) M2 15.228,26 0,94 14.314,56 17.870,29
3.2 SINAPI 23621/003 SUB BASE ESTABILIZADA S/ MISTURA DE MATERIAIS - EXCLUSIVE
ESC. AV./ TRANSP.- INCL. TRANSPORTE D'ÁGUA M3 2.284,24 6,89 15.738,41 19.647,83
3.3 SINAPI 23621/003 BASE ESTABILIZADA S/ MISTURA DE MATERIAIS - EXCLUSIVE ESC. AV./
TRANSP.- INCL. TRANSPORTE D'ÁGUA M3 2.284,24 6,89 15.738,41 19.647,83
3.4 SINAPI 24868/001 ESCAVAÇÃO E CARGA DE MAT. DE JAZIDA 1A. CAT. UTILIZANDO
TRATOR SOBRE ESTEIRAS 305 HP C/ LÂMINA (VU=10 ANOS/20000 H) M3 4.568,48 3,31 15.121,66 18.877,88
3.5 SINFRA 2 S 09 002 05(**) TRANSPORTE LOCAL EM RODOVIA PAVIMENTADA (MATERIAL SUB-
BASE) TxKM 277.398,10 0,42 116.507,20 140.123,20
3.6 SINFRA M 980 INDENIZAÇÃO, DE MATERIAL DE JAZIDA M3 4.568,48 1,10 5.025,32 6.043,95
3.7 SINAPI 23627/001 EXECUÇÃO DE IMPRIMAÇÃO, INCLUSIVE MATERIAIS M2 12.508,74 2,87 35.900,08 44.817,65
3.8 SINAPI 11520/001 TRATAM. SUPERF. DUPLO COM CAPA SELANTE M2 12.508,74 11,56 144.601,03 180.519,92 362.946,67 447.548,55

4.0 OBRAS COMPLEMENTARES


4.1 SINAPI 11519/001 MEIO-FIO DE CONCRETO - MFC - 01 - TIPO A - (COM SARJETA DE 30
CM) ML 3.365,00 19,36 65.146,40 81.328,76 65.146,40 81.328,76

5.0 SINALIZAÇÃO
5.1 SINFRA 4S 06 100 21 PINTURA DE FAIXAS - TINTA DE BASE ACRÍLICA PARA 2 ANOS M2 460,62 12,69 5.845,26 7.030,09
5.2 SINFRA 4S 06 100 22 PINTURA DE SETAS E ZEBRADOS - TINTA DE BASE ACRÍLICA P/ 2
ANOS M2 78,00 17,90 1.396,20 1.679,20
5.3 SINFRA FORNECIMENTO E IMPLANTAÇÃO DE PLACA DE SINALIZAÇÃO SEMI-
4S 06 200 01
REFLEXIVA M2 5,04 223,47 1.126,28 1.354,57

Página 01
OBRA     : PAVIMENTAÇÃO  ASFALTICA TIPO TSD COM CAPA SELANTE
LOCAL     : BAIRRO JARDIM RIVERA ‐ RONDONÓPOLIS/MT
EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA       :   18/07/2009

TOTAL P/ITEM TOTAL P/ITEM


ITENS REF. CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS UNID QUANT. P. UNIT. P. TOTAL SEM LDI P. TOTAL COM LDI
SEM LDI COM LDI

5.4 SINAPI 68623/003 PLACA ESMALTADA DE IDENTIFICAÇÀO DE RUAS, DIMENSÕES 45 X


25CM UD 7,00 69,85 488,95 610,40 8.856,69 10.674,26

TOTAL DOS SERVICOS DE PAVIMENTO ASFALTICO R$ 488.462,81 603.860,44 488.462,81 603.860,44

TOTAL PARCIAL 488.462,81 603.860,44 488.462,81 603.860,44


IMPORTA O PRESENTE ORÇAMENTO EM: R$ 603,860,44 (SEISCENTOS E TRES MIL, OITOCENTOS E LDI SINFRA - 20,27% 20,27% 26.330,78
SESSENTA REAIS E QUARENTA E QUtATRO CENTAVOS). R$ LDI SINAPI - 24,84% 24,84% 89.066,85
RONDONÓPOLIS(MT), 18 DE JUNHO DE 2009. TOTAL DOS LDI 115.397,63
TOTAL GERAL 603.860,44 603.860,44

Página 02
OBRA : CANALIZAÇÃO COM PEDRA ARGAMASSADA DO CÓRREGO CANIVETE

LOCAL : TRECHO ENTRE AV. SEBASTIANA M. DE JESUS AO CÓRREGO ARAREAU - RONDONÓPOLIS/MT


EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA : 02/2016
SINAPI = DEZEMBRO/2015 SICRO = JULHO/2015

QUANT.    P. UNIT.  P. UNIT.  VALOR DO  P. TOTAL S/ BDI       A  P. TOTAL C/ BDI      TOTAL DO 


ITENS REFER. CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS UNID EXECUTADO A EXECUTAR
CONTRATO PROPOSTO  ATUAL EXECUTADO C/BDI EXECUTAR A EXECUTAR CONTRATO  C/ BDI   
A CANAL DE PEDRA ARGAMASSADA
1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES
1.1 SINAPI 74210/001 Barracão p/ obra em tábuas de madeira, cobertura em fibro-cimento 4mm,
incluso piso argamassa traço 1:6 (cimento e areia) M2 120,00 120,00 197,58 310,92 37.310,40 46.578,30 46.578,30
1.2 SICRO 1 A 01 850 01 Placas de Sinalização (para desvio de tráfego) M2 50,00 50,00 201,10 139,72 6.986,00 8.851,26 8.851,26
1.3 SINAPI 73683 Instalação de gambiarra para sinalização, com 20 metros, incluindo
lâmpada, bocal e balde a cada 2,0 m UD 10,00 10,00 25,55 42,36 423,60 528,82 528,82
1.4 SINAPI 74219/001 Passadiço de madeira para pedestres M2 42,00 42,00 36,57 45,44 1.908,48 2.382,54 2.382,54
1.5 SINAPI 85323 Locação e Demarcação do canal (topografia) (1) M2 33.614,60 3.000,00 30.614,60 0,37 0,43 1.123,56 13.164,27 16.434,27 17.557,83
1.6 SINAPI 74209/001 Placa de Obra em chapa de aço galvanizado M2 25,00 25,00 201,10 425,87 5.027,61 5.027,61
1.7 SICRO 5 S 04 999 01 Remoção de bueiro ML 80,00 80,00 69,86 69,21 5.536,80 7.015,12 7.015,12
1.8 SICRO 3 S 02 900 00 Remoção mecanizada de revestimento betuminoso M3 23,36 23,36 9,99 10,31 240,84 305,14 305,14
1.9 SINAPI 73759/002 Recomposição do revestimento com mistura betuminosa a frio, incluindo
fornecimento e transporte de mistura betuminosa a frio M3 23,36 23,36 434,07 388,75 9.081,20 11.336,97 11.336,97
1.10 SINAPI 74223/001
Meio-fio (guia) de concreto pré-moldado, dimensões 12x15x30X 100cm
(face superior, face inferior, altura, comprimento), rejuntado com
argamassa 1:4 de cimento e areia, inclusive escavação e reaterro. ML 97,20 97,20 30,30 41,24 4.008,52 5.004,23 5.004,23
1.11 SINAPI 74012/001 Sarjeta em concreto, preparo manual, com seixo rolado, espessura 8cm,
largura 40cm. ML 97,20 97,20 27,31 37,81 3.675,13 4.588,03 4.588,03
1.12 SICRO 4 S 06 030 61 Barreira de segurança dupla - DNIT PRO 176/86 ML 14,00 14,00 266,57 338,73 4.742,22 6.008,39 6.008,39

SUB-TOTAL 1.0 6.151,17 87.077,46 109.033,07 115.184,24

2.0 TERRAPLANAGEM
2.1 SINAPI 89954
Escavação vertical a céu aberto, incluindo carga, descarga e transporte em
solo de 1a categoria, com escavadeira hidráulica, DMT até 10 km. Ton 47.575,50 4.894,13 42.681,37 14,58 13,69 71.362,84 584.307,95 729.450,04 800.812,88
2.2 SICRO 2 S 01 513 01 Compactação mecânica, sem controle do GC (com compactador placa 400
kg) (1) M2 25.364,60 2.265,00 23.099,60 2,13 1,82 4.835,24 42.041,27 53.266,28 58.101,52
SUB-TOTAL 2.0 76.198,08 626.349,22 782.716,32 858.914,40

2.3 CAMINHO DE SERVIÇOS


2.3.1 SINAPI 74205/001 Escavação mecânica de material de 1a. categoria proveniente de corte de
sub-leito (c/ Tator de Esteira 160 HP) 5.280,00 5.280,00 2,03 10.718,40 13.380,85 13.380,85
2.3.2 SINAPI 72881 Transporte de material de bota-fora, DMT= 6,0 KM 5.280,00 5.280,00 1,23 6.494,40 8.107,60 8.107,60
2.3.3 SINAPI 74151/001 Escavação e carga de material de jazida 1a categoria, utilizando trator
sobre esteiras - 350 HP, c/ lamina, - Jazida 5.280,00 5.280,00 3,42 18.057,60 22.543,10 22.543,10
2.3.4 SINAPI 72961 Regularização e compactação do sub-leito (cam. serviço) 17.600,00 17.600,00 1,25 22.000,00 27.464,80 27.464,80
2.3.5 SINAPI 72911 Sub-base estabilizada s/mistura de materiais - exclusive escavação. /
transporte.- inclus. Transporte de água. 3.520,00 3.520,00 9,70 34.144,00 42.625,36 42.625,36
SUB-TOTAL 3.0 91.414,40 114.121,71 114.121,71

3.0 CANAL DE PEDRA ARGAMASSADA


3.1 SINAPI 74164/004 Lastro de pedra marroada (1), camada c/espessura de 20cm M3 5.072,92 420,00 4.652,92 54,27 78,21 22.792,53 363.904,87 454.298,83 477.091,36
3.2 SICRO 2 S 09 002 91 Transporte comercial em rodovia pavimentada - DMT=40,00 km (1) TxKM 273.937,68 22.680,00 251.257,68 0,51 0,39 11.456,43 97.990,49 124.153,95 135.610,38
3.4 SICRO 2 S 09 002 91 Transporte local em rodovia pavimentada - DMT=33,00 km (1) TxKM 3.206.501,76 337.235,54 2.869.266,22 0,51 0,39 170.349,13 1.119.013,82 1.417.790,50 1.588.139,63
3.5 SINAPI 79488 Reaterro e compactação mecânica de vala com compactador manual tipo
soquete vibratório (regularização das laterais do canal) M3 52.808,00 5.553,95 47.254,05 6,88 6,98 38.203,83 329.833,26 411.763,84 449.967,67

Página 01
OBRA : CANALIZAÇÃO COM PEDRA ARGAMASSADA DO CÓRREGO CANIVETE

LOCAL : TRECHO ENTRE AV. SEBASTIANA M. DE JESUS AO CÓRREGO ARAREAU - RONDONÓPOLIS/MT


EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA : 02/2016
SINAPI = DEZEMBRO/2015 SICRO = JULHO/2015

QUANT.    P. UNIT.  P. UNIT.  VALOR DO  P. TOTAL S/ BDI       A  P. TOTAL C/ BDI      TOTAL DO 


ITENS REFER. CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS UNID EXECUTADO A EXECUTAR
CONTRATO PROPOSTO  ATUAL EXECUTADO C/BDI EXECUTAR A EXECUTAR CONTRATO  C/ BDI   
3.6 SINAPI 74053/001 Alvenaria em pedra rachão ou pedra de mão, assentada com argamassa,
traço 1:6 (cimento e areia) M3 16.587,90 1.890,00 14.697,90 276,06 344,00 521.750,92 5.056.077,60 6.312.007,27 6.833.758,19
3.7 SICRO 2 S 03 326 00 Fornecimento, lançamento e adensamento de concreto usinado,
bombeado, Fck=20 Mpa. M3 3.932,76 300,00 3.632,76 386,53 294,65 115.958,88 1.070.392,73 1.356.187,58 1.472.146,46
3.8 SINAPI 73994/001
Armação em tela soldada, Q-138 - aço CA-60, bitola 4,2 mm, cada 10cm. KG 86.520,72 6.600,00 79.920,72 8,16 7,13 53.885,93 569.834,73 711.381,67 765.267,60
3.9 SINAPI 92919 Fornecimento, corte, dobra e colocação de aço CA-50, 9,52mm (3/8") -
base das paredes P/ evitar deslizamento. KG 3.465,00 370,20 3.094,80 7,34 7,79 2.717,48 24.108,49 30.097,03 32.814,51
3.10 SINAPI 89713 Tubo de PVC esgoto predial DN 75 mm, incl. Conexões - fornec. e
instalação ML 3.554,55 1.034,70 2.519,85 25,73 27,65 26.622,33 69.673,85 86.980,83 113.603,16
3.11 SINAPI 73892/001 Calçada de proteção em concreto magro 1:4:8, e=7,0 cm, regularizado com
arg. Cim/areia 1:4, e= 1,0cm (áspero) M2 5.266,00 600,00 4.666,00 29,44 33,08 17.662,36 154.351,28 192.692,13 210.354,49
3.12 SINAPI 83668 Fornecimento e assentamento de brita 2 em drenos e filtros, M3 3.949,50 450,00 3.499,50 116,56 86,55 52.453,39 302.881,72 378.117,53 430.570,92
3.13 SINAPI 83669 Fornecimento/assentamento de manta geotêxtil RT-16 (ant. OP-60) bidim
(1) M2 10.872,00 1.800,00 9.072,00 17,98 13,34 32.358,52 121.020,48 151.081,96 183.440,48
3,14 SINAPI 73898/001 Junta de dilatacao elastica (PVC) - 0-220/6 pressao ate 30 Mca Ml 1.957,00 210,00 1.747,00 90,73 70,61 19.054,07 123.355,67 153.997,21 173.051,28
3.15 SINAPI 74115/001 Execução de lastro de concreto (1:2,5:6), preparo manual M3 580,73 580,73 336,06 195.160,12 243.637,89 243.637,89
SUB-TOTAL 4.0 1.085.265,80 9.597.599,11 12.024.188,22 13.109.454,02

4.0 SERVIÇOS COMPLEMENTARES


4.1 SICRO 2 S 04 210 03 BDCC - Bueiro Duplo Celular de Conc., dim. 2.50mx2.50mx20,00m ML 20,00 20,00 5.475,75 4.710,96 94.219,20 119.375,72 119.375,72
4.2 SICRO 2 S 04 210 04 BDCC - Bueiro Duplo Celular de Conc., dim. 3.00mx3.00mx20,00m ML 30,00 30,00 7.392,73 6.444,74 193.342,20 244.964,56 244.964,56
4,3 SICRO 2 S 04 200 03 BSCC - Bueiro Simples Celular Conc., dim. 2.50mx2.50mx15,00m ML 15,00 15,00 3.454,67 3.011,54 45.173,10 57.234,31 57.234,31
SUB-TOTAL 5.0 332.734,50 421.574,59 421.574,59

5.0 DISSIPADOR DE ENERGIA


5.1 SINAPI 79517/001 Escavação manual de valas, qq. Terreno exceto rocha, até 1,50 ml de
profundidade. M3 24,66 24,66 4,76 26,03 641,89 801,33 801,33
5.2 SICRO 2 S 03 326 00 Fornecimento, lançamento e adensamento de concreto usinado,
bombeado, Fck=20 Mpa. M3 32,38 32,38 386,53 294,65 9.540,76 12.088,14 12.088,14
5.3 SINAPI 73994/001
Armação em tela soldada, Q-138 - aço CA-60, bitola 4,2 mm, cada 10cm. KG 542,52 542,52 8,16 7,13 3.868,16 4.829,01 4.829,01
5.5 SINAPI 5651 Forma de madeira comum para fundação, reaproveitamento 5x M2 25,79 25,79 29,19 26,29 678,01 846,42 846,42
SUB-TOTAL 6.0 14.728,82 18.564,90 18.564,90

6.0 MEIO AMBIENTE


6.1 SICRO 2 S 05 102 00 Hidro semeadura (grama). M2 7.680,00 7.680,00 1,20 0,90 6.912,00 8.757,50 8.757,50
6.3 SINAPI 73967/002 Plantio de arvore regional altura > 2,00m., em cavas 80x80x80m UD 1.052,00 1.052,00 44,39 144,50 152.014,00 189.774,27 189.774,27
SUB-TOTAL 7.0 158.926,00 198.531,77 198.531,77

TOTAL DOS SERVICOS DE CANAIS R$ 1.167.615,05 10.908.829,51 13.668.730,58 14.836.345,63

B PAVIMENTO ASFALTICO - TSD

1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES


1.1 SINAPI 78472 Locação e demarcação da área a ser pavimentada M2 15.228,26 15.228,00 0,26 0,37 0,30 5.703,19 0,07 0,08 5.703,27
1.2 SINAPI 74209/001 Placa de Obra em chapa de aço galvanizado - ( 2,50x5,00) Metros M2 12,50 12,50 201,10 425,87 2.513,80 2.513,80
SUB-TOTAL 1.0 8.216,99 0,07 0,08 8.217,07

2.0 TERRAPLENAGEM

Página 02
OBRA : CANALIZAÇÃO COM PEDRA ARGAMASSADA DO CÓRREGO CANIVETE

LOCAL : TRECHO ENTRE AV. SEBASTIANA M. DE JESUS AO CÓRREGO ARAREAU - RONDONÓPOLIS/MT


EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA : 02/2016
SINAPI = DEZEMBRO/2015 SICRO = JULHO/2015

QUANT.    P. UNIT.  P. UNIT.  VALOR DO  P. TOTAL S/ BDI       A  P. TOTAL C/ BDI      TOTAL DO 


ITENS REFER. CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS UNID EXECUTADO A EXECUTAR
CONTRATO PROPOSTO  ATUAL EXECUTADO C/BDI EXECUTAR A EXECUTAR CONTRATO  C/ BDI   
2.1 SINAPI 74205/001 Escavação mecanica em material de 1a categoria proveniente de corte de
sub-leito c/trator de esteira 160 HP. M3 5.329,89 5.329,80 0,09 2,45 2,03 13.041,29 0,18 0,22 13.041,51
SINAPI Transporte de material - bota fora, DMT= 6,0 KM M3 5.329,89 5.329,80 0,09 8,08 43.049,58 43.049,58
2.2 SINAPI 72881 Transporte de material - bota fora, DMT= 6,0 KM M3xKM 0,54 0,54 1,23 0,66 0,82 0,82
SUB-TOTAL 2.0 56.090,87 0,84 1,04 56.091,91

3.0 PAVIMENTAÇÃO
3.1 SINAPI 72961 Regularização e compatação do sub-leito (VIAS) M2 15.228,26 15.228,00 0,26 1,17 1,25 17.869,99 0,32 0,39 17.870,38
3.2 SINAPI 72911 Sub-base estabilizada sem mistura de materiais, esclus. Escavação,
inclusive transporte de água. M3 2.284,24 1.984,50 299,74 8,60 9,70 17.069,62 2.907,47 3.629,68 20.699,30
3.3 SINAPI 72911 Base estabilizada s/ mistura de materiais, escl. Escavação, transp. Inclus.
De água. M3 2.284,24 1.984,50 299,74 8,60 9,70 17.069,62 2.907,47 3.629,68 20.699,30
3.4 SINAPI 74151/001 Escavação e carga de materiais de jazida 1a categoria, utilizando trator
sobre esteiras 305 HP com lamina (escavação e carga de material de
jazida, 1a categoria) M3 4.568,48 3.969,00 599,48 4,13 3,42 16.400,71 2.050,22 2.559,49 18.960,20
3.5 SICRO 2 S 09 002 05 Transporte comercial em rodovia pavimentada (material de sub-base) DMT
= 33 km TxKM 277.398,10 240.997,68 36.400,42 0,51 0,58 121.736,12 21.112,24 26.749,20 148.485,32
3.6 SICRO M 980 Indenização de material de jazida M3 4.568,48 3.969,00 599,48 1,32 3,00 5.250,86 1.798,44 2.278,62 7.529,48
3.7 SINAPI 72945 Execução de imprimação, inclusive CM-30 M2 12.508,74 10.878,00 1.630,74 3,58 5,20 38.974,87 8.479,84 10.586,23 49.561,10
3.8 SINAPI 72958+73760/001Tratamento superficial duplo (TSD), com capa selante, RR-2C M2 12.508,74 10.878,00 1.630,74 14,43 12,34 156.985,90 20.123,33 25.121,96 182.107,86
SUB-TOTAL 3.0 391.357,69 59.379,33 74.555,25 465.912,94

4.0 OBRAS COMPLEMENTARES


4.1 SINAPI 73763/005 Meio - fio de concreto - MFC - 01 - Tipo A - (Com sarjeta largura de 30
cm). ML 3.365,00 2.940,00 425,00 24,17 24,62 71.056,93 10.463,50 13.062,63 84.119,56
SUB-TOTAL 4.0 71.056,93 10.463,50 13.062,63 84.119,56

5.0 SINALIZAÇÃO
5.1 SICRO 4 S 06 100 21 Pintura de faixas - tinta de base acrílica - para 2 anos M2 460,62 460,62 15,26 14,92 6.872,45 8.707,39 8.707,39
5.2 SICRO 4 S 06 100 22 Pintura de setas e zebrados - Tinta de base acrílica p/ 2 anos. M2 78,00 78,00 21,53 22,14 1.726,92 2.188,00 2.188,00
5.3 SICRO Fornecimento e implantação de placas de sinalização semi-reflexiva
4 S 06 200 01
M2 5,04 5,04 268,77 230,57 1.162,07 1.472,34 1.472,34
5.4 SINAPI 73916/002 Placa esmaltada de identificação de ruas, dimensões 45 x 25 cm. UD 7,00 7,00 87,20 123,67 865,69 1.080,72 1.080,72
SUB-TOTAL 5.0 10.627,13 13.448,45 13.448,45

TOTAL DOS SERVIÇOS DE PAVIMENTAÇÃO R$ 526.722,48 80.470,87 101.067,45 627.789,93

C DRENAGEM PLUVIAL

1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES


1.1 SINAPI 73610 Locacao de redes de águas pluviais/esgoto M2 666,00 656,00 10,00 0,37 0,87 245,68 8,70 10,86 256,54
1.2 SICRO 1 A 01 850 01 Placa de sinalizacao tipo cavalete (refletiva) M2 5,00 5,00 201,10 139,72 1.005,52 1.005,52
SUB-TOTAL 1.0 1.251,20 8,70 10,86 1.262,06

2.0 MOVIMENTO DE TERRA


2.1 SINAPI 73576 Escavação mecânica de vala em material de 1a. Categoria M3 4.179,96 3.932,57 247,39 3,48 4,27 13.697,28 1.056,35 1.318,74 15.016,02
SINAPI Transporte de material - bota fora, DMT= 6,0 KM M3 817,29 787,09 30,20 7,78 6.121,61 6.121,61
2.2 SINAPI 72881 Transporte de material - bota fora, DMT= 6,0 KM M3XKM 181,20 - 181,20 1,23 222,87 278,23 278,23

Página 03
OBRA : CANALIZAÇÃO COM PEDRA ARGAMASSADA DO CÓRREGO CANIVETE

LOCAL : TRECHO ENTRE AV. SEBASTIANA M. DE JESUS AO CÓRREGO ARAREAU - RONDONÓPOLIS/MT


EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA : 02/2016
SINAPI = DEZEMBRO/2015 SICRO = JULHO/2015

QUANT.    P. UNIT.  P. UNIT.  VALOR DO  P. TOTAL S/ BDI       A  P. TOTAL C/ BDI      TOTAL DO 


ITENS REFER. CÓDIGO DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS UNID EXECUTADO A EXECUTAR
CONTRATO PROPOSTO  ATUAL EXECUTADO C/BDI EXECUTAR A EXECUTAR CONTRATO  C/ BDI   
SINAPI 79488 Reaterro manual, apiloado em camadas de 0,20m com aproveitamento do
2.3 material escavado M3 874,48 786,37 88,11 9,91 6,98 7.794,73 615,00 767,76 8.562,49
SINAPI 79488 Reaterro e compactação mecânica de vala com compactador manual tipo
2.4 soquete vibratório (regularização das laterais do canal) M3 2.374,19 2.359,11 15,08 9,91 6,98 23.384,19 105,25 131,39 23.515,58
2.5 SINAPI 83769 Escoramento descontinuo de vala M2 1.665,00 1.665,00 - 16,52 8,43 27.499,69 27.499,69
2.6 SINAPI 5622 Regularização e apiloamento de fundo de vala m2 666,00 631,20 34,80 2,13 4,29 1.347,46 149,29 186,37 1.533,83
2.7 SINAPI 73692 Lastro de areia m3 66,60 52,60 14,00 71,27 102,70 3.748,86 1.437,80 1.794,94 5.543,80
SUB-TOTAL 2.0 83.593,82 3.586,56 4.477,43 88.071,25

3.0 FORN/ TRANS/ ASSENT/ TUBOS TIPO CA-1


3.1 SINAPI 92210 Tubo conc. Arm. Classe CA-1/ D= 400mm, p/ gal. Água pluv., rejunt. c/ arg.
Cim/areia 1:4, aterro/soca até alt. Geratriz sup. Tubo - forn., assent., incl. m
Tubo/ mat. p/ rejunt. 260,00 185,00 75,00 89,57 98,27 16.570,94 7.370,25 9.201,02 25.771,96
SINAPI 92212 Tubo conc. Arm. Classe CA-1/ D= 600mm, p/ gal. Água pluv., rejunt. c/ arg.
Cim/areia 1:4, aterro/soca até alt. Geratriz sup. Tubo - forn., assent., incl. m
3.2 Tubo/ mat. p/ rejunt. 130,00 130,00 - 132,54 160,99 17.230,54 17.230,54
SICRO 2S 04 964 54 Tubulação de drenagem urbana - D=1,00 m (com tubulação fabricante
3.3 local) m 171,00 171,00 - 336,24 329,46 57.496,84 57.496,84
SICRO 2S 04 964 55 Tubulação de drenagem urbana - D=1,20 m (com tubulação fabricante
3.4 local) m 365,00 355,00 10,00 459,90 470,85 163.264,66 4.708,50 5.965,66 169.230,32
SUB-TOTAL 3.0 254.562,98 12.078,75 15.166,68 269.729,66

4.0 ÓRGÃOS ACESSÓRIOS


4,1 SINAPI 74224/001 Poço de visita em conc. Estrutural para drenagem urbana, dim. Internas
90x150x80cm p/rede de 600mm, excluso tampão e chaminé unid 2,00 - 2,00 1.313,72 1.258,87 2.517,74 3.143,14 3.143,14
4,2 SICRO 2S 04 963 16 Poço visita em conc. Estrutural p/rede de 1000mm unid 3,00 3,00 - 2.002,18 2.364,89 6.006,54 6.006,54
4,3 SICRO 2S 04 963 17 Poço visita em conc. Estrutural p/rede de 1200mm unid 5,00 5,00 - 2.294,04 2.713,46 11.470,21 11.470,21
4.4 SICRO 2S 04 963 32 Chaminé de concreto diam. 600mm, até 3,00 ml. - CPV 02 unid 10,00 - 10,00 860,64 980,24 9.802,40 12.419,64 12.419,64
4.5 SICRO 2S 04 961 05 Boca de lobo dupla com grelha de concreto - H=1,60 m - BLD 05 unid 27,00 - 27,00 1.708,95 1.992,36 53.793,72 68.156,64 68.156,64
SINAPI 83690 Dissipador de energia em pedra argamassada espessura 6 cm, incl.
4.6 materiais 32,38 - 32,38 409,63 13.263,81 16.558,54 16.558,54
SUB-TOTAL 4.0 17.476,75 79.377,67 100.277,96 117.754,71

TOTAL DAS GALERIAS PLUVIAIS R$ 356.884,75 95.051,68 119.932,93 476.817,68


TOTAIS 2.051.222,28 11.084.352,06 13.889.730,96 15.940.953,24
TOTAIS SEM BDI 11.084.352,06 11.084.352,06
ORÇAMENTO À LICITAR: R$ 13.889.730,96 (TREZE MILHÕES, OITOCENTOS E OITENTA E NOVE MIL,
BDI SICRO 2-26,70% 746.827,64
SETECENTOS E TRINTA REAIS E NOVENTA E SEIS CENTAVOS).
BDI SINAPI - 24,84% 2.058.551,26
CUIABÁ (MT), 17 DE FEVEREIRO DE 2016.
TOTAL DOS LDI 2.805.378,90
13.889.730,96
LOCAL E DATA: EMPRESA: RESPONSÁVEL TÉCNICO:

CUIABÁ (MT), 17 DE FEVEREIRO DE 2016.

Página 04
OBRA : CANALIZAÇÃO COM PEDRA ARGAMASSADA DO CÓRREGO CANIVETE
LOCAL : ENTRE AV. SEBASTIANA M. DE JESUS AO CÓRREGO ARAREAU - RONDONÓPOLIS/MT
EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA : 02/2016
SINAPI = DEZEMBRO/2015 SICRO = JULHO/2015 PAG. 1/3

QUADRO 04 CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO


PRAZO (DIAS CONSECUTIVOS)
TOTAIS TOTAIS
ITENS DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS PROGRAMAÇÃO POR MÊS
% R$ % 30 % 60 % 90 % 120
A CANAL TRAPEZOIDAL
1.0 SERVIÇOS PTRELIMINARES 0,78% 109.033,07 20,00% 21.806,61 20,00% 21.806,61 20,00% 21.806,61 20,00% 21.806,61
2.0 TERRAPLANAGEM 5,64% 782.716,32 10,00% 78.271,63 20,00% 156.543,26 20,00% 156.543,26 20,00% 156.543,26
3.0 CAMINHO DE SERVIÇO 0,82% 114.121,71 10,00% 11.412,17 10,00% 11.412,17 10,00% 11.412,17 10,00% 11.412,17
4.0 CANAL DE PEDRA ARGAMASSADA 86,57% 12.024.188,22 10,00% 1.202.418,82 8,00% 961.935,06 8,00% 961.935,06 8,00% 961.935,06
5.0 SERVICOS COMPLEMENTARES 3,04% 421.574,59 20,00% 84.314,92 30,00% 126.472,38 30,00% 126.472,38
6.0 DISSIPADOR DE ENERGIA 0,13% 18.564,90
7.0 MEIO AMBIENTE 1,43% 198.531,77

B PAVIMENTO ASFÁLTICO
1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES 0,00% 0,08 100,00% 0,08
2.0 TERRAPLANAGEM 0,00% 1,04 50,00% 0,52
3.0 PAVIMENTAÇÃO 0,54% 74.555,25
4.0 OBRAS COMPLEMENTARES 0,09% 13.062,63
5,0 SINALIZACAO 0,10% 13.448,45

C GALERIAS PLUVIAIS
1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES 0,00% 10,86 100,00% 10,86
2.0 MOVIMENTO DE TERRA 0,03% 4.477,43 30,00% 1.343,23 30,00% 1.343,23 20,00% 895,49
3.0 FORN./TRANS./ASSENT./TUBOS CA‐1 0,11% 15.166,68 20,00% 3.033,34
4.0 ORGÃOS ACESSÓRIOS 0,72% 100.277,96 20,00% 20.055,59

TOTAIS  (R$) 100,00% 13.889.730,96 9,46% 1.313.909,24 8,91% 1.237.366,11 9,21% 1.279.512,71 9,37% 1.302.154,50
FATURAMENTO MENSAL (R$) 100,00% 9,46% 1.313.909,24 8,91% 1.237.366,11 9,21% 1.279.512,71 9,37% 1.302.154,50
FATURAMENTO ACUMULADO(R$) 100,00% 9,46% 1.313.909,24 18,37% 2.551.275,35 27,58% 3.830.788,07 36,95% 5.132.942,56
LOCAL/DATA: NOME DA EMPRESA: ASSINATURA DO RESPONSÁVEL TÉCNICO:

      Rondonópolis/MT, 17 de Fevereiro de 2016 CPOL ‐ CONSULTORIA E PROJETOS DE OBRAS LTDA
      Eduardo Peres da Silva ‐ CREA RN 1707475946
LOCAL : ENTRE AV. SEBASTIANA M. DE JESUS AO CÓRREGO ARAREAU - RONDONÓPOLIS/MT
EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA : 02/2016
SINAPI = DEZEMBRO/2015 SICRO = JULHO/2015 PAG. 2/3

QUADRO 04 CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO


PRAZO (DIAS CONSECUTIVOS)
TOTAIS TOTAIS
ITENS DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS PROGRAMAÇÃO POR MÊS
% R$ % 150 % 180 % 210 % 240
A CANAL TRAPEZOIDAL
1.0 SERVIÇOS PTRELIMINARES 0,78% 109.033,07 20,00% 21.806,61
2.0 TERRAPLANAGEM 5,64% 782.716,32 20,00% 156.543,26 10,00% 78.271,63
3.0 CAMINHO DE SERVIÇO 0,82% 114.121,71 10,00% 11.412,17 10,00% 11.412,17 10,00% 11.412,17 10,00% 11.412,17
4.0 CANAL DE PEDRA ARGAMASSADA 86,57% 12.024.188,22 8,00% 961.935,06 8,00% 961.935,06 8,00% 961.935,06 8,00% 961.935,06
5.0 SERVICOS COMPLEMENTARES 3,04% 421.574,59 20,00% 84.314,92
6.0 DISSIPADOR DE ENERGIA 0,13% 18.564,90
7.0 MEIO AMBIENTE 1,43% 198.531,77 20,00% 39.706,35 20,00% 39.706,35 20,00% 39.706,35 20,00% 39.706,35

B PAVIMENTO ASFÁLTICO
1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES 0,00% 0,08
2.0 TERRAPLANAGEM 0,00% 1,04 50,00% 0,52
3.0 PAVIMENTAÇÃO 0,54% 74.555,25 30,00% 22.366,58 20,00% 14.911,05 20,00% 14.911,05 20,00% 14.911,05
4.0 OBRAS COMPLEMENTARES 0,09% 13.062,63 20,00% 2.612,53 20,00% 2.612,53
5,0 SINALIZACAO 0,10% 13.448,45

C GALERIAS PLUVIAIS
1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES 0,00% 10,86
2.0 MOVIMENTO DE TERRA 0,03% 4.477,43 20,00% 895,49
3.0 FORN./TRANS./ASSENT./TUBOS CA‐1 0,11% 15.166,68 20,00% 3.033,34 20,00% 3.033,34 20,00% 3.033,34
4.0 ORGÃOS ACESSÓRIOS 0,72% 100.277,96 20,00% 20.055,59 20,00% 20.055,59 10,00% 10.027,80 10,00% 10.027,80

TOTAIS  (R$) 100,00% 13.889.730,96 9,52% 1.322.069,89 8,13% 1.129.325,19 7,51% 1.043.638,29 7,49% 1.040.604,95
FATURAMENTO MENSAL (R$) 100,00% 9,52% 1.322.069,89 8,13% 1.129.325,19 7,51% 1.043.638,29 7,49% 1.040.604,95
FATURAMENTO ACUMULADO(R$) 100,00% 46,47% 6.455.012,45 54,60% 7.584.337,64 62,12% 8.627.975,93 69,61% 9.668.580,89
LOCAL/DATA: NOME DA EMPRESA: ASSINATURA DO RESPONSÁVEL TÉCNICO:

      Rondonópolis/MT, 17 de Fevereiro de 2016 CPOL ‐ CONSULTORIA E PROJETOS DE OBRAS LTDA
    Eduardo Peres da Silva ‐ CREA RN 1707475946
OBRA : CANALIZAÇÃO COM PEDRA ARGAMASSADA DO CÓRREGO CANIVETE
LOCAL : ENTRE AV. SEBASTIANA M. DE JESUS AO CÓRREGO ARAREAU - RONDONÓPOLIS/MT
EXTENSÃO : 2.700,00 METROS LINEARES.
DATA : 02/2016
SINAPI = DEZEMBRO/2015 SICRO = JULHO/2015 PAG. 3/3

QUADRO 04 CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO


PRAZO (DIAS CONSECUTIVOS)
TOTAIS
ITENS DISCRIMINAÇÃO DOS SERVIÇOS PROGRAMAÇÃO POR MÊS
% R$ % 270 % 300 % 330 % 360
A CANAL TRAPEZOIDAL
1.0 SERVIÇOS PTRELIMINARES 0,78% 109.033,07
2.0 TERRAPLANAGEM 5,64% 782.716,32
3.0 CAMINHO DE SERVIÇO 0,82% 114.121,71 10,00% 11.412,17 10,00% 11.412,17
4.0 CANAL DE PEDRA ARGAMASSADA 86,57% 12.024.188,22 7,00% 841.693,18 7,00% 841.693,18 9,00% 1.082.176,94 11,00% 1.322.660,70
5.0 SERVICOS COMPLEMENTARES 3,04% 421.574,59
6.0 DISSIPADOR DE ENERGIA 0,13% 18.564,90 20,00% 3.712,98 80,00% 14.851,92
7.0 MEIO AMBIENTE 1,43% 198.531,77 20,00% 39.706,35

B PAVIMENTO ASFÁLTICO
1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES 0,00% 0,08
2.0 TERRAPLANAGEM 0,00% 1,04
3.0 PAVIMENTAÇÃO 0,54% 74.555,25 10,00% 7.455,53
4.0 OBRAS COMPLEMENTARES 0,09% 13.062,63 20,00% 2.612,53 20,00% 2.612,53 20,00% 2.612,53
5,0 SINALIZACAO 0,10% 13.448,45 50,00% 6.724,23 50,00% 6.724,23

C GALERIAS PLUVIAIS
1.0 SERVIÇOS PRELIMINARES 0,00% 10,86
2.0 MOVIMENTO DE TERRA 0,03% 4.477,43
3.0 FORN./TRANS./ASSENT./TUBOS CA‐1 0,11% 15.166,68 10,00% 1.516,67 10,00% 1.516,67
4.0 ORGÃOS ACESSÓRIOS 0,72% 100.277,96 10,00% 10.027,80 10,00% 10.027,80

FATURAMENTO MENSAL (R$) 0,72% 13.889.730,96 6,56% 911.811,69 6,24% 867.262,34 7,89% 1.095.226,67 9,70% 1.346.849,38
FATURAMENTO MENSAL (R$) 0,72% 6,56% 911.811,69 6,24% 867.262,34 7,89% 1.095.226,67 9,70% 1.346.849,38
FATURAMENTO ACUMULADO(R$) 0,72% 76,17% 10.580.392,58 82,42% 11.447.654,91 90,30% 12.542.881,58 100,00% 13.889.730,96
LOCAL/DATA: NOME DA EMPRESA: ASSINATURA DO RESPONSÁVEL TÉCNICO:

      Rondonópolis/MT, 17 de Fevereiro de 2016                                                      CPOL ‐ CONSULTORIA E PROJETOS DE OBRAS LTDA
     Eduardo Peres da Silva ‐ CREA RN 1707475946
OBRA: EXECUÇÃO DE CANAL HIDROLOGICO TRAPEZOIDAL EM PEDRA ARGAMASSADA
LOCAL: LEITO DO CANAL DO CORREGO CANIVETE
CIDADE RONDONOPOLIS/MT
EXTENSÃO: 2.750,00 M
LUCRO E DESPESAS INDIRETAS ‐ LDI
METODOLOGIA

CÁLCULO:

LDI = {[(1+AC/100)(1+DF/100)(1+R/100)(1+L/100)]/[1‐(I/100)]‐1} x 100

ONDE:

AC = TAXA DE RATEIO DA ADMINISTRAÇÃO CENTRAL (DE 0,15%‐8,00%).
DF = TAXA DAS DESPESAS FINANCEIRAS (DE 0,00% A 1,50%). 
R   =  TAXA DE RISCO, SEGURO E GARANTIA DO EMPREEND./SERVIÇO(DE 0,00% A 2,05%).
I    =  TAXA DE TRIBUTOS (PERCENTUAIS FIXOS E DEFINIDOS POR LOCAL DA EMPRESA).
L   =  TAXA DE LUCRO (DE 3,80% A 9,95%) 

VALORES UTILIZADOS PARA CÁLCULO:

AC = 6,00% ‐  (Serviços prestados fora da área de  domínio da empresa).
DF = 1,10%  ‐ (Data orçamentária e datas de pagamentos).
R   =  1,60% ‐ (Riscos = 1,00%, seguros e garantias = 0,60%)
L   =  7,67%  ‐ (Normal para a finalidade)
I    = 5,65%  ‐ (PIS = 0,65% + COFINS = 3,00% + ISSQN = 2,00%).

TEREMOS:
LDI = {[(1+6,00/100)(1+1,10/100)(1+1,60/100)(1+7,67/100)]/[1‐(5,65/100)]‐1}x100

LDI = 24,84%

LOCAL E DATA: CUIABA/MT, 29 DE JUNHO DE 2009.
QCI
OBRAS DE CANALIZAÇÃO DO CÓRREGO CANIVETE, GALERIA DE ÁGUAS PLUVIAIS E
PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA - RECURSOS OGU/GOVERNO MATO GROSSO
CONTRATO 0292734-27/2009/MCIDADES - ESTADO DO MATO GROSSO
CONTRAPAR
SERVIÇOS VALOR (R$) REPASSE (R$) CONTRAP (R$).
TIDA (%)

A - CANALIZAÇÃO COM PEDRA ARGAMASSADA DO CÓRREGO CANIVETE


1.0.- Serviços Preliminares 109.033,07 103.581,42 5.451,65 5,00
2.0. - Terraplenagem 782.716,32 743.580,50 39.135,82 5,00
3.0. - Caminho de Serviço 114.121,71
4.0.- Canal de pedra argamassada 12.024.188,22 11.422.978,81 601.209,41 5,00
5,0.- Serviços complementares 421.574,59 400.495,86 21.078,73 5,00
6.0.- Dissipador de energia 18.564,90 17.636,66 928,25 5,00
7.0.- Meio Ambiente 198.531,77 188.605,18 9.926,59 5,00

SUB-TOTAL A 13.668.730,58 12.876.878,43 683.436,53 5,00

B - PAVIMENTAÇÃO
1.0.- Serviços Preliminares 0,08 0,08 0,00 5,00
2.0. - Terraplenagem 1,04 0,99 0,05 5,00
3.0.- Pavimentação 74.555,25 70.827,49 3.727,76 5,00
4.0.- Obras complementares 13.062,63 12.409,50 653,13 5,00
5.0.- Sinalização horizontal/vertical 13.448,45 12.776,03 672,42 5,00

SUB-TOTAL B 101.067,45 96.014,08 5.053,37 5,00

C - DRENAGEM
1.0.- Serviços Preliminares 10,86 10,32 0,54 5,00
2.0.- Movimento de Terra 4.477,43 4.253,56 223,87 5,00
3.0.- Fornecimento/transporte/assentamento/tubos CA-1 15.166,68 14.408,35 758,33 5,00
4.0.- Órgãos Acessórios 100.277,96 95.264,06 5.013,90 5,00

SUB-TOTAL C 119.932,93 113.936,28 5.996,65 5,00

TOTAL GERAL(A+B+C) 13.889.730,96 13.195.244,41 694.486,55 5,00

LOCAL/DATA: FISCALIZAÇÃO: EMPRESA:

CUIABÁ/MT, 17 DE FEVEREIRO DE 2016


PROJETO EXECUTIVO DE CANAL HIDROLÓGICO

IX – DOCUMENTOS LEGAIS

CÓRREGO CANIVETE - CANAL Página 85

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