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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS – TÉCNICO JUDICIÁRIO –

ÁREA ADMINISTRATIVA – CNJ


PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Seja bem-vindo à aula 3.


Espero realmente que você esteja estudando a todo vapor, pois a
prova se aproxima.
Trataremos aqui da sintaxe dos termos da oração. Na aula
seguinte, estudaremos as relações entre as orações do período.
E por falar em oração e período, você sabe identificá-los? Sabe
também diferenciar oração de frase? Veja os exemplos seguintes e responda
ao que se pede.

a) – Bom dia, senhor Miguel! Como vai?


b) – Eu vou bem, obrigado.

Então, quantas frases, orações e períodos existem no diálogo


acima? Se você respondeu: “três frases, duas orações e dois períodos”
acertou. Se respondeu algo diferente disso, precisa entender que: frase é
todo enunciado que possui sentido completo, capaz de transmitir uma
informação satisfatória para a situação em que é utilizado.
Assim sendo, na fala da primeira personagem existem duas frases:
a primeira é encerrada pelo ponto de exclamação; a segunda, pelo ponto de
interrogação. Na fala do senhor Miguel, existe apenas um enunciado, isto é,
uma frase, que é delimitada pelo ponto.
O conceito de frase é, portanto, bastante abrangente, incluindo
desde estruturas linguísticas muito simples até estruturas complexas:

– Ai!
– Durante algum tempo, vivi no Rio de Janeiro.

As frases de maior complexidade normalmente se organizam a


partir de um ou mais verbos (locuções verbais). À frase que se organiza ao
redor de um verbo ou locução verbal damos o nome de oração (frase
verbal). Portanto o primeiro enunciado não caracteriza uma oração, já que
nele não há verbo (é uma frase nominal). Na sequência, ainda na fala da
primeira personagem, surge a primeira oração: “Como vai?”. A segunda fala,
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observe, se organiza em torno da forma verbal “vou” e constitui a segunda


oração do diálogo.
A frase organizada em orações constitui o período, que pode
ser simples (formado apenas por uma oração) ou composto (formado por
mais de uma oração). Atente para o fato de que o final do período é marcado
por ponto, ponto de exclamação, ponto de interrogação (e mais rarametne por
reticências), e não por vírgula ou ponto e vírgula. Veja os exemplos:

Vive-se um momento social delicado. (período simples, uma


oração).
Ele estuda, trabalha e pratica esporte. (período composto, três
orações).

Guarde esses conceitos, principalmente o de período, pois na aula


4, ao estudarmos detalhadamente as orações, estabeleceremos distinção entre
período composto por coordenação, por subordinação e período misto.
Por enquanto, limitemo-nos aos termos da oração. E só faz sentido falar deles
quando estivermos diante de uma oração.
O organograma abaixo é uma apresentação sistemática e resumida
do que entendemos por termos da oração.

Termos da Oração

Essenciais Integrantes Acessórios


1 – Sujeito 1 – Complemento verbal 1 – Adjunto adverbial
2 – Predicado 2 – Complemento nominal 2 – Adjunto adnominal
3 – Agente da passiva 3 – Aposto

Eis os termos da oração! Sentiu a falta do vocativo? É que ele, na


verdade, não faz parte desse grupo, isto é, não faz parte da oração, é um
termo independente dela. Não fique espantado. Os livros somente o

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apresentam na mesma seção em que tratam dos termos da oração por uma
questão meramente didática. É isso que também farei aqui, principalmente
porque, em prova, é comum as bancas examinadoras induzirem os
candidatos a confundi-lo com o sujeito da oração.

Termos Essenciais da Oração

1. Sujeito é o termo do qual, geralmente, se declara alguma


coisa; concorda em número e pessoa com o verbo da oração (concordância
verbal). Frise-se que só faz sentido falar em sujeito quando estamos lidando
com orações, ou seja, quando é possível perceber uma relação entre um
determinado termo de uma oração e o verbo dessa mesma oração.

Nós estudamos muito.


José e Maria estudam muito.

Sujeito é uma função substantiva da oração, ou seja, são os


substantivos e as palavras de valor substantivo que atuam como
núcleos dessa função nas orações da Língua Portuguesa. Observe:

Os cidadãos
Todos
manifestaram sua insatisfação.
Ambos
Os covardes

Na sequência, temos: substantivo, pronome substantivo, numeral


substantivo e adjetivo substantivado exercendo a função de núcleo do sujeito.
Também é possível que o sujeito seja representado por uma oração inteira.

Era forçoso que fosse assim.

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1. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “Quem precisa de transplantes de


pâncreas precisa se inscrever na lista de outro estado, como São Paulo,
por exemplo”.

O sujeito de ‘precisa se inscrever na lista de outro estado’ é ‘Quem’.

Comentário – Aqui o erro é sutil. O pronome indefinido “Quem” é sujeito da


primeira ocorrência do verbo “precisa”. O sujeito de “precisa se inscrever na
lista de outro estado” é toda a oração anterior: “Quem precisa de transplantes
de pâncreas”.
Resposta – Item errado.

[...]
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
e Jiguê na força do homem.

2. (Cespe/IRBr/Diplomata/2012) Na linha 12 do fragmento I, a oração “que


tinha”, sintática e semanticamente dispensável para o texto, caracteriza-
se por ter um pronome relativo como sujeito sintático.

Comentário – Primeiro erro: dizer que a oração “que tinha” é dispensável.


Trata-se de uma oração subordinada adjetiva restritiva (observe que ela não é
separada por vírgula do substantivo “manos”). As adjetivas explicativas
(separadas por vírgula do substantivo) são dispensáveis; mas as restritivas
não. Segundo erro: atribuir ao pronome relativo “que” a função de sujeito.
Para verificar a real função sintática dele, você deve substituí-lo pelo
antecedente a que ele se refere e reorganizar a oração adjetiva: [ele] tinha
manos. Perceba que o sujeito está oculto e o termo manos completa o
sentido do verbo transitivo direto tinha.
Resposta – Item errado.
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3. (Cespe/IRBr/Diplomata/2012) Admite-se como forma alternativa de


reescrita da expressão coloquial “o diabo do homem só faltou me chamar
de” (L.4-5) a estrutura só faltou o diabo do homem me chamar de, na
qual o verbo faltar é empregado como impessoal e, portanto, integra
uma oração sem sujeito.

Comentário – No original, o sujeito do verbo faltar é a expressão “o diabo do


homem” (sujeito simples). Observe que o verbo, conjugado na terceira pessoa
do singular, tem que variar para concordar com o sujeito. Exemplo: Ele só
faltou me chamar de; Eles só faltaram me chamar de.
Na reescritura, o sujeito passa a ser a oração sublinhada: só
faltou o diabo do homem me chamar de. Faça a clássica pergunta ao verbo: “O
que faltou?” Resposta: “Isso” (pronome que representa a oração sublinhada).
A dificuldade, para alguns, está no fato de o sujeito ter surgido
depois do verbo, numa posição que geralmente é ocupada pelo objeto.
Resposta – Item errado.

[...]
O consumismo é um processo eticamente condenável,
pois faz que as pessoas comprem mais coisas do que realmente
7 necessitam. Com sistemas complexos de propaganda, que
envolvem sutilezas psicológicas e recursos espetaculares,
industriais e produtores em geral convencem a população a
10 adquirir sempre os novos modelos de carros, geladeiras,
relógios, calculadoras e outras utilidades, levando-a a lançar
fora o que já possui. [...]

Samuel M. Branco. O meio ambiente em debate. São


Paulo: Moderna, 1988, p. 42-3 (com adaptações).

4. (Cespe/Ibama/Técnico Administrativo/2012) O referente do sujeito da


forma verbal “levando” (L.11) é a expressão “industriais e produtores em
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geral” (L.9), que exerce a função de sujeito da forma verbal “convencem”


(L.9).

Comentário – O examinador tem razão. Uma simples análise sintática


comprova essa relação entre os termos envolvidos. Ressalto apenas que, na
linha 9, o sujeito do verbo “convencem” está explicito; na linha 11, o sujeito
do verbo “levando” está oculto na oração, mas o referente textual dele é, de
fato, a expressão “industriais e produtores em geral”.
Resposta – Item certo.

• TIPOS DE SUJEITO
1.1 Simples possui apenas um núcleo e está materialmente
expresso na oração.

Todos aqueles estudantes participaram da manifestação.

[...]

5. (Cespe/STM/Analista Judiciário/Execução de Mandados/2011) O sujeito da


forma verbal “vivem” (L.2) não ocorre de maneira explícita no período,
devendo ser inferido da leitura do texto.

Comentário – Fique atento, pois o examinador gosta de usar um velho


recurso que confunde muita gente: inverter a ordem entre sujeito e verbo. A
ordem consagrada é SUJEITO – VERBO – OBJETO; mas é frequente o sujeito
aparecer depois do verbo, no lugar que tradicionalmente é ocupado pelo
complemento. Foi isso que aconteceu no período sob análise. O sujeito é a

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expressão “milhões de brasileiros à sua volta”. Repare que até é possível


substituir esse termo por um pronome pessoal: O leitor interessado em
compreender um pouco melhor como vivem eles (ou ...como eles vivem...)
poderia aproveitar... Portanto o sujeito ocorre de maneira explícita.
Resposta – Item errado.

[...]
degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das
10 insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra,
mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras
requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco,
13 invadir pelo regime francamente desértico.
[...]
Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos).
São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

6. (Cespe/Câmara dos Deputados/Analista Legislativo/2012) Os sujeitos das


formas verbais “requeimam” e “erradicam”, ambas na linha 12, são “as
primeiras” (l.11) e “as segundas” (l.12), nessa ordem, elementos esses
que se referem, respectivamente, às expressões “insolações demoradas” e
“inundações subitâneas”, ambas na linha 10.

Comentário – A análise está perfeita. Basta um pouquinho de atenção para


perceber isso.
Resposta – Item certo.

1.2 Oculto, elíptico, implícito, desinencial é aquele que não está


materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado pela desinência
verbal ou pelo contexto.

Ficamos algum tempo sem falar. (o sujeito da oração é “nós”,


indicado pela desinência de primeira pessoa do plural “mos”).
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“Soropita ali viera; na véspera, lá dormira”. (o contexto nos


permite afirmar que o sujeito da forma verbal “dormira” tem sua referência em
“Soropita”).

Hoje estudei muito. (o sujeito agora é representado pelo pronome


de primeira pessoa do singular “eu”).

“Guilhermina bocejou. Iria adormecer?” (outra vez, o contexto nos


auxilia na identificação do sujeito, que tem como referência o termo
“Guilhermina”)

1 Inovar é recriar de modo a agregar valor e incrementar


a eficiência, a produtividade e a competitividade nos processos
gerenciais e nos produtos e serviços das organizações. Ou seja,
4 é o fermento do crescimento econômico e social de um país.
[...]
Luís Afonso Bermúdez. O fermento tecnológico. In: Darcy.
Revista de jornalismo científico e cultural da Universidade de
Brasília, novembro e dezembro de 2009, p. 37 (com adaptações).

7. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) A forma verbal “é” (l.4) está


flexionada no singular porque, na oração em que ocorre, subentende-se
“Inovar” (l.1) como sujeito.

Comentário: no período inicial, o sujeito “Inovar” está explícito já no início


dele. Na linha 4, o mesmo sujeito foi ocultado.
Resposta: item certo.

8. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “Não há quem não se arrepie ao


ler como o jovem Nabuco descobriu que a tepidez do que parecia a ordem
natural das coisas, de menino mimado pelas mucamas, era na verdade

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brutal e amarga. Era menino ainda, estava sentado no patamar da escada


superior da casa onde havia sido criado pela madrinha”.

O sujeito de “era” é “a ordem natural das coisas”.

Comentário – O termo indicado pela banca examinadora integra a oração


adjetiva restritiva “que parecia a ordem natural das coisas”. Nela, o verbo
“parecia” é de ligação; o pronome relativo “que” funciona como sujeito desse
verbo; o termo “a ordem natural das coisas” é predicativo desse sujeito. O
sujeito do verbo “Era” (em negrito) está oculto (ele) no período e tem como
referência o termo “o jovem Nabuco”.
Resposta – Item errado.

9. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) “Inovar é recriar de modo a


agregar valor e incrementar a eficiência, a produtividade e a
competitividade nos processos gerenciais e nos produtos e serviços das
organizações. Ou seja, é o fermento do crescimento econômico e social de
um país.”

A forma verbal “é” está flexionada no singular porque, na oração em que


ocorre, subentende-se “Inovar” como sujeito.

Comentário – No período inicial, o sujeito “Inovar” está explícito já no início


dele. No período seguinte, o mesmo termo foi ocultado. Repare bem: “Inovar é
recriar... Ou seja, [inovar] é o fermento...”

Resposta – Item certo.

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[...]

10. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Com relação aos


sentidos e aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

O sujeito das orações “Foi adolescente” (l.6) e “Chegou à idade adulta”


(l.9-10) remete a “A atual geração de adultos” (l.3-4).

Comentário – É isso mesmo. Embora o termo não esteja materialmente


expresso na oração, ele pode ser subentendido por meio do contexto. Trata-se,
portanto, de um caso de sujeito oculto.
Resposta – Item certo.

[...]

11. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Considerando as


ideias e a estruturação sintática do texto, julgue o item seguinte.
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O sujeito da oração “Resume o historiador Marco Antonio Villa” (l.9) está


oculto.

Comentário – Intuitivamente, sabemos que a posição do sujeito é


naturalmente antes do verbo. O examinador se aproveitou disso para dizer que
o sujeito não está materialmente expresso na oração. Mentira dele! O que
aconteceu foi a inversão do termos: o verbo iniciou a oração e o sujeito surgiu
logo após. Que tal lermos tudo com outra ordenação: O historiador Marco
Antonio Villa resume... (o sujeito simples está em negrito).
Resposta – Item errado.

1.3 Composto possui mais de um núcleo.

O professor, a diretora e eu saímos cedo.


O lazer e o esporte conduzem à saúde mental e física.

12. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “A capacidade de associação, ou o


poder de conectar perguntas, problemas ou ideias de campos distintos e
aparentemente sem nenhuma relação entre si, é fundamental no DNA do
inovador.”

O sujeito de “é fundamental no DNA do inovador” é composto, já que


enumera mais de um assunto e os separa por meio de vírgula.

Comentário – Sujeito composto caracteriza-se por ser constituído por mais de


um núcleo, e não por enumerar mais de um assunto e os separar por meio de
vírgula. O sujeito da oração indicada é o termo “A capacidade de associação”,
cujo núcleo é o substantivo “capacidade”.
Resposta – Item errado.

1.4 Indeterminado é aquele que não se pode ou não se quer


determinar, podendo ocorrer de duas maneiras basicamente:

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a) colocando-se o verbo na terceira pessoa do plural, sem que


haja referência a outro termo anteriormente identificado.

Telefonaram para você.


Gritaram muito.
b) colocando o pronome oblíquo se junto a verbos de ligação,
intransitivos, transitivos indiretos ou transitivos diretos cujos objetos
diretos estejam preposicionados; os verbos ficam sempre na terceira
pessoa do singular:

Ficou-se feliz.
Vive-se bem.
Gosta-se de você.
Bebeu-se do vinho. (caso a preposição fosse retirada
– bebeu-se o vinho –, teríamos uma voz passiva sintética com
sujeito representado pelo termo “o vinho”).

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13. (Cespe/Banco da Amazônia/Técnico Científico/2012) O sujeito da forma


verbal “destacou” (L.5), cujo referente é “o vice-presidente executivo da
FEBRABAN” (L.4), é indeterminado.

Comentário – Observe a inexistência das condições básicas para a


indeterminação do sujeito: I) verbo na terceira pessoa do plural, sem que haja
referência a outro termo anteriormente identificado (o verbo “destacou” está
na terceira pessoa do singular e o referente está corretamente indicado pela
banca); II) pronome oblíquo se junto a verbos de ligação, intransitivos,
transitivos indiretos ou transitivos diretos cujos objetos diretos estejam
preposicionados.
Na verdade, o sujeito da forma verbal “destacou” é o
pronome relativo “que”, o qual retoma a expressão “o vice-presidente
executivo da FEBRABAN”.
Resposta – Item errado.

1.5 Inexistente ou oração sem sujeito ocorre quando o fato expresso


na oração não pode ser atribuído a nenhum ser, surgindo um dos chamados
verbos impessoais, os quais ficam sempre na terceira pessoa do singular
(com raríssimas exceções). Observe os seguintes casos:
a) verbos que exprimem fenômenos da natureza: chover, nevar,
gear, amanhecer, entardecer etc.

Está amanhecendo.
Trovejou violentamente.

ATENÇÃO! Choveram flores sobre os noivos. o verbo foi empregado com


sentido figurado (conotativo), por isso possui sujeito (simples).

b) utilizando-se o verbo haver no sentido de existir, acontecer,


ou indicando tempo decorrido.

Aqui há alunos estudiosos.


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Houve muitas brigas depois do jogo.


Há meses não o via.

ATENÇÃO! O verbo ter, de acordo com a norma culta, só pode ser empregado
na oração quando indicar posse e possuir sujeito. Caso contrário, será
substituído pelo verbo haver no sentido de existir.
O aluno não teve aula. – correto
Não tem aula. – errado / Não há aula. – correto

14. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011) As orações “São tantos os


espaços para a dita participação popular” (l.1) e “não há espaços de
visibilidade claros” (l.11) são exemplos de oração sem sujeito.

Comentário – A primeira oração possui sujeito. Ele apareceu posposto ao


verbo, o que normalmente dificulta a análise dos candidatos (eles costumam
confundir o sujeito com o objeto direto). Repare: “São tantos os espaços...”.
Mas a segunda oração realmente não possui sujeito. O verbo
haver foi usado com sentido de existir, o que o torna impessoal.
Resposta – Item errado.

1 É uma grande ilusão imaginar que o Brasil estará entre


as cinco maiores economias do mundo na década atual se não
realizar investimentos pesados em um novo padrão de energia,
4 independente da utilização de petróleo. [...]
Delfim Netto. Fórmulas de crescimento. Internet:
<www.cartacapital.com.br> (com adaptações).

15. (Cespe/AGU/Agente Administrativo/2010) No texto, a forma verbal “É”


(l.1) inicia uma oração com sujeito inexistente.

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Comentário – A posição natural do sujeito é antes do predicado; porém a


posposição do sujeito ao verbo é algo comum em nossa Língua. Veja alguns
exemplos:

É muito fácil esta questão!


“Breve desapareceram os dois guerreiros...” (José de Alencar)

Foi isso o que aconteceu no primeiro período do texto. O


sujeito “imaginar que o Brasil estará...” encontra-se posposto ao predicado.
Note que o sujeito surgiu sob a forma de oração reduzida (“imaginar”) e que
ainda podemos analisar a oração “que o Brasil estará” como objeto direto
(imaginar o quê? – “imaginar que o Brasil estará...”).
Convém lembrar que, nas orações sem sujeito, o conteúdo
verbal não é atribuído a nenhum ser; seu verbo é impessoal, empregado
sempre na terceira pessoa do singular. São verbos impessoais: haver (nos
sentidos de existir, acontecer, realizar-se, decorrer) e fazer, passar (de), ir
(para), ser e estar com referência ao tempo.

Fazia um frio intenso.


Era no mês de agosto.
Se estiver calor, abra a janela,
Já passava das dez horas da noite!
Ia para três anos que estudávamos.

Resposta – Item errado.

16. (Cespe/CEF/Arquiteto/2010) “A população carcerária no Brasil é composta


fundamentalmente por jovens entre 18 e 29 anos de idade. Vale a pena
deixá-los sem futuro?”

Na oração “Vale a pena deixá-los sem futuro?”, o sujeito é inexistente.

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Comentário – O sujeito existe e é a oração reduzida de infinitivo “deixá-los


sem futuro”. Normalmente, as orações subordinadas substantivas subjetivas
vêm pospostas ao verbo da oração principal. Cuidado para não confundi-las
com um objeto direto.
Resposta – Item errado.

c) utilizando-se o verbo fazer exprimindo fenômeno da


natureza ou tempo decorrido.

Faz muito calor aqui.


Faz anos que não o vejo.

ATENÇÃO! Fazem dois dias de vida os bebês. nesse exemplo, o fato


expresso na oração foi atribuído ao termo “os bebês”; sendo ele, pois, o
sujeito.

d) utilizando-se o verbo ir exprimindo tempo decorrido.

Vai para uns quinze anos escrevi uma crônica do Curvelo.

e) utilizando-se o verbo ser indicando distância ou tempo


decorrido.

Da minha casa à tua são dez quilômetros.


É uma hora e trinta minutos. // São duas horas.
Hoje são oito de maio. // Hoje é dia oito de maio.

Observe que a verbo SER concorda com a expressão que indica a


distância ou o tempo decorrido.
2. Predicado é tudo aquilo que se declara a respeito do sujeito;
em termos práticos, equivale a tudo que é diferente do sujeito e do vocativo,
quando este ocorre.

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À noite, a temperatura diminuiu.


sujeito
predicado

Atenção! Em todo predicado necessariamente existe um verbo, que é o que


de fato caracteriza uma oração, já que pode haver oração sem sujeito, como
você já perceberá.

• TIPOS DE PREDICADO
2.1 Verbal possui como núcleo um verbo nocional (ou uma locução
verbal), isto é, um verbo que exprime ação, acontecimento, fenômeno natural,
desejo, atividade mental (são mais conhecidos como verbos transitivos e
verbos intransitivos)

Ele está correndo.


Eu amo minha esposa.
Precisa-se de professores.
Dei um presente a ela.

2.2 Nominal possui como núcleo um nome (adjetivo, substantivo ou


outra palavra com valor substantivo), que desempenha a função de predicativo
do sujeito (termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um
verbo); seu verbo é não-nocional (mais conhecido como verbo de ligação).

Ele está cansado.


Você parece um monstro.
A vida é um constante retomar. (note que aqui o verbo “retomar”
foi substantivado pela presença do artigo indefinido “um”).

ATENÇÃO! Verbos podem variar de regime de acordo com o sentido que


possuem na oração. Esse é o caso, por exemplo, do verbo ESTAR. Em “Ele está
correndo”, o verbo “está” é auxiliar e integra uma locução verbal indicativa de
um processo, uma ação. Diferente é o seu emprego em “Ele está cansado”,
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frase em que o mesmo verbo agora é tomado como não nocional, ou de


ligação. Na primeira frase, tem-se predicado verbal; na segunda, nominal.
Variação semelhante pode ser observada também nos seguintes
exemplos: “A correnteza virou a canoa” e “A lagarta virou borboleta”. No
primeiro caso, o verbo “virou” indica uma ação; é, pois, nocional e núcleo do
predicado verbal. Já no segundo, seu valor semântico indica uma mudança
de estado; sendo, portanto, não nocional e integrante de predicado nominal
cujo núcleo é o termo “lagarta”.

2.3 Verbo-Nominal apresenta dois núcleos: um verbo (que será


sempre nocional) e um nome (que funcionará como predicativo do sujeito ou
do objeto).

Os excursionistas voltaram exaustos da caminhada.

O ato foi acusado de ilegal.

Consideramos inaceitável a proposta apresentada.

Termos Integrantes da Oração

1. Complemento Verbal termo que completa o sentido dos


verbos transitivos.

1.1 Objeto Direto (OD) completa o sentido de um verbo transitivo


direto e, normalmente, aparece sem preposição (a preposição não é
obrigatória).

Quero glória e fama.


Os jornais nada publicaram.

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ATENÇÃO! Em alguns casos, o OD vem representado por uma oração (a qual


chamamos de oração subordinada substantiva objetiva direta).

Não quero que fiques triste.

Os pronomes oblíquos também representam complementos


verbais, porém os pronomes o, a, os, as só funcionam como OD.

Comprei-o hoje.
Puseram-na de joelhos.
Irei levar-te de carro.

Às vezes, pode o objeto direto vir regido por preposição (objeto


direto preposicionado). São casos especiais de ocorrência. Seja como for,
esteja certo de que é a regência do verbo (e não a preposição) que
determinará se o complemento é ou não objeto direto. Tome nota dos casos
mais frequentes:

a) Com verbos que exprimem sentimentos:


Amamos a Deus.
Não amo a ninguém.

b) Para evitar ambiguidade:


Ama-se aos pais.
Notadamente aos mais desfavorecidos atingem essas medidas.

c) Por motivo de ênfase:


A médico, confessor e letrado nunca enganes.
Cumpri com a minha palavra.

d) Diante de pronome oblíquo tônico:


“Rubião esqueceu a sala, a mulher e a si”.
O novo horário incomoda a mim.

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Também pode o OD vir representado, repetidamente, por um


pronome oblíquo átono ou tônico. É o que chamamos de objeto direto
pleonástico (ODP)

Árvore, filho e livro, queria-os perfeitos.


OD ODP

Encontrou-nos a nós.
OD ODP

[...] Para a sociedade,


coletivamente, só haverá vantagens na busca de maior
produtividade quando seus resultados forem distribuídos
16 para elevar o nível de bem-estar coletivo. [...]
Henrique Rattner. Tecnologia e sociedade. In: Internet:
<www.espacoacademico.com.br> (com adaptações).

17. (Cespe/IPAJM/Advogado/2010) A coerência e a correção gramatical do


texto seriam mantidas ao se substituir “só haverá” (l.14) por só existirá.

Comentário – Preste muita atenção agora: o termo que funciona


sintaticamente como objeto direto do verbo haver é sujeito em relação ao
verbo existir. Com o verbo haver não há necessidade de concordância, mas
com o verbo existir sim. Observe:

“...só haverá vantagens...” (objeto direto)


“...só existirão vantagens...” (sujeito)

Resposta – Item errado.

[...] Cumpre
acrescentar que, no enfrentamento do desafio de inclusão
16 social, emerge cristalina a necessidade de fortalecer as
instituições democráticas.

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Nessa linha de pensamento em que se procura reverter


19 um processo de descrença, a defensoria pública, erigida na
Constituição Federal de 1988 (CF) à condição de instituição
essencial à justiça, precisa preencher relevante espaço no
22 compromisso constitucional de redução das desigualdades, com
promoção do integral acesso à justiça. Assim definida, cabe-lhe
não só a assistência judiciária, pois pouco, ou nada, valem
25 direitos formalmente reconhecidos, sem que se concretizem na
vida das pessoas e dos grupos sociais. Aquilo de que se precisa,
de uma vez por todas, compreende igualmente um conjunto de
28 atividades extrajudiciais e de informação, extremamente
imprescindível em um país de analfabetos e semianalfabetos,
com o intuito de proporcionar aos necessitados consciência de
31 seus direitos, fazendo-os se verem como partes integrantes
desse país, ou seja, como cidadãos.

Tatiana de Carvalho Camilher. O papel da defensoria pública


para a inclusão social rumo à concretização do estado
democrático de direito. Internet: <www.conpedi.org> (com adaptações).

18. (Cespe/DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) A respeito de aspectos


sintáticos do texto, assinale a opção correta.

(A) A forma verbal “compreende” (l.27) concorda com o respectivo sujeito:


“um conjunto de atividades extrajudiciais e de informação” (l.27-28).
(B) Na linha 16, o deslocamento do vocábulo “cristalina” para imediatamente
depois de “necessidade” não interfere no sentido nem na estrutura
sintática do trecho.
(C) Na linha 18, o vocábulo “que” retoma “linha de pensamento” e pode,
juntamente com a preposição que o antecede e sem prejuízo gramatical
ou de sentido para o texto, receber artigo definido masculino e ser
reescrito da seguinte forma: no qual.
(D) O pronome “lhe” (l.23) faz referência a “defensoria pública” (l.19).
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(E) O termo “direitos formalmente reconhecidos” (l.25) exerce função de


complemento de ambas as formas verbais “valem” (l.24) e “concretizem”
(l.25).

Comentário – Alternativa A: o verdadeiro sujeito da forma verbal


“compreende” é o termo “Aquilo”. A expressão “um conjunto de atividades
extrajudiciais e de informação” complementa o significado do verbo
compreender; é, pois, o seu objeto (direto).
Alternativa B: no original, o termo “cristalina” funciona
sintaticamente como o predicativo do sujeito “necessidade” (predicativo do
sujeito é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do
sujeito). Vamos reescrever a passagem como a banca propôs: “emerge a
necessidade cristalina de fortalecer as instituições democráticas.” Agora o
adjetivo “cristalina” exerce a função de adjunto adnominal, termo que
caracteriza ou determina os substantivos.
Alternativa C: em resumo, o que o examinador sugere é que
não há problemas na seguinte estrutura: “Nessa linha de pensamento no qual
se procura reverter um processo de descrença...”. Não é bem assim. O
pronome relativo que é neutro (serve tanto para substituir seres do gênero
masculino quanto do gênero feminino); mas o pronome o qual não. O núcleo
da expressão “linha de pensamento” (que foi por mim sublinhado) impõe-nos o
uso da forma equivalente ao feminino: a qual.
Alternativa E: façamos a pergunta ao verbo: “O que vale?”.
A resposta é o sujeito dele: “direitos formalmente reconhecidos”. Portanto esse
termo não pode ser o complemento (objeto) da forma verbal “valem”.
Também não o é da forma verbal “concretizem”. Desta também é sujeito.
Observe que a voz verbal está apassivada pelo pronome “se”. Esclareça isso
transformando a passiva sintética em passiva analítica: “sem que [direitos
formalmente reconhecidos] sejam concretizados”.
Resposta – D

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19. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “Absorvia-a no leite preto que me


amamentou; ela envolveu-me como uma carícia muda toda a minha
infância”, escreveu Joaquim Nabuco sobre a escravidão que conheceu
como menino, em um engenho pernambucano. “Por felicidade da minha
hora, eu trazia da infância e da adolescência o interesse, a compaixão, o
sentimento pelo escravo — o bolbo que devia dar a única flor da minha
carreira”.

O vocábulo “que”, destacado acima, pertence à mesma categoria


gramatical e exerce, respectivamente, função sintática de objeto direto e
de sujeito.

Comentário – Quanto à categoria gramatical, está certa a declaração da


banca examinadora, pois os vocábulos negritados são pronomes relativos.
Note que eles substituem, respectivamente, os termos “leite preto” e “bolbo”.
Sintaticamente, funcionam como sujeito do verbo “amamentou” (O leite preto
me amamentou.) e sujeito da locução “devia dar” (O bolbo devia dar...)
Resposta – Item errado.

[...]
essa agilidade, muito provavelmente, teve como objetivo
exclusivo permitir-nos decidir o que merecia a nossa atenção
[...]

D. Goleman. Inteligência emocional. Rio de


Janeiro: Objetiva, 2007, p. 305-6 (com adaptações).

20. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011) A expressão “como


objetivo exclusivo” (L.5-6) exerce a função de complemento direto da
forma verbal “teve” (L.5).

Comentário – Não é verdade. O complemento direto (ou simplesmente objeto


direto) da forma verbal “teve” é oracional: “permitir...” (= ISSO). Repare: teve

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ISSO como objetivo exclusivo. A forma verbal “teve” equivale-se a considerou:


considerou ISSO como objetivo exclusivo. Trata-se, portanto, de um verbo
transobjetivo, isto é, um verbo que vem acompanhado de predicativo do
objeto. Esta é a função sintática do termo “como objetivo exclusivo”.
Resposta – Item errado.

21. (Cespe/Correios/Analista de Correios/Letras/2011) Em ‘Quando o carteiro


chegou/e meu nome gritou’ (L.38-39), os sujeitos gramaticais ‘o carteiro’
e ‘meu nome’ estão antepostos a seus respectivos predicados verbais.

Comentário – Você se lembra do que eu disse sobre a ordem SUJEITO –


VERBO – OBJETO e sobre a possibilidade de inversão para confundir o
candidato? Pois foi isso que ocorreu novamente. Não é porque o termo “meu
nome” está antes do verbo “gritou” que vamos classificá-lo como sujeito.
Faça-se as seguintes perguntas: “Quem gritou?” e “Gritou o quê?”. O carteiro
gritou meu nome. Pronto, ficou claro que “meu nome” funciona como objeto
direto do verbo.
Resposta – Item errado.

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22. (Cespe/TJ-AL/Analista Judiciário/Área Judiciária/2012) Assinale a opção


correta a respeito da estrutura linguística e dos sentidos do texto
apresentado.

A) A expressão “alguma coisa da sua frescura e novidade” (L.7-8)


complementa o sentido da forma verbal “trasladam” (L.7).

B) A expressão “Esses escritos” (L.11) exerce a função de sujeito da oração


cujo núcleo é “são tidos” (L.13)

Comentário – Alternativa A: certa. Em outras palavras, o examinador está


dizendo que o termo “alguma coisa da sua frescura e novidade” funciona como
objeto do verbo “trasladam”. Isso é verdade. O verbo é transitivo direto
(trasladam o quê?).
Alternativa B: errada. A expressão “Esses escritos” funciona
como sujeito do verbo “têm”. Observe atentamente a seguinte oração: “Esses

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escritos, pois, têm certo valor permanente do ponto de vista literário”. Notou
a concordância de número e pessoa entre eles? Estão na terceira pessoa do
plural.
Resposta – A

1.2 Objeto Indireto (OI) completa o sentido de um verbo transitivo


indireto e, normalmente, aparece preposicionado.

Preciso de ajuda.
Duvidava da riqueza da terra.

ATENÇÃO! Em alguns casos, o OI vem representado por uma oração (a qual


chamamos de oração subordinada substantiva objetiva indireta).

Preciso de que me ajude.

Já vimos que os pronomes oblíquos podem representar


complementos verbais, porém os pronomes lhe e lhes só funcionam como OI:

Dei-lhe o livro.
As noites não lhes trouxeram repouso.
Não me pertencem os seus óculos.

Semelhantemente ao que acontece com o objeto direto, o objeto


indireto pode também ser representado, repetidamente, por um pronome
oblíquo átono ou tônico ou por pronome de tratamento (objeto indireto
pleonástico):
A mim, ensinou-me tudo.
Aos meus escritores, não lhes dava importância.
Quem lhe disse a você que estavam no palheiro?

23. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “A coordenadora da CTPE, Zilda


Cavalcanti, atribui o crescimento dos transplantes no estado ao trabalho

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contínuo de sensibilização da população para o tema. “Buscamos levar


mais informação às pessoas e aos profissionais de saúde para mudar a
cultura que existe sobre transplantes”.

As formas verbais ‘levar’ e ‘mudar’ não apresentam complemento


introduzido por preposição.

Comentário – Somente o verbo “mudar” é transitivo direto e não possui


complemento (“a cultura” = objeto direto; o “a” é artigo) introduzido por
preposição. O verbo “levar” foi empregado como bitransitivo e seu
complemento indireto (“às pessoas e aos profissionais de saúde”) é regido pela
preposição “a”, que se aglutinou com o artigo “a”, dando origem à crase (“à”).
Resposta – Item errado.

24. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) A respeito de


aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

(A) No primeiro verso, a expressão “estas mal traçadas linhas” é um dos


complementos da forma verbal “Escrevo”.
(B) As expressões “meu amor” (v.1) e “por favor” (v.3) exercem a função de
aposto.
(C) No pedido de desculpa pelos erros (v.3), o autor da carta comete o
seguinte erro: emprego da forma verbal “desculpes”, em vez de desculpe.
(D) No verso 5, os vocábulos “Talvez” e “até” expressam circunstâncias de
tempo.
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Comentário – Lembre-se de que complemento verbal é outra forma de se


referir a objeto direto e objeto indireto. O verbo “Escrevo” é bitransitivo
(escrevo algo a alguém). Os termos “te” e “estas mal traçadas linhas”
constituem, respectivamente, seu objeto indireto e objeto direto. Portanto a
letra A está correta. A respeito do complemento indireto, a preposição é
desnecessária porque o pronome oblíquo é átono.
Por eliminação, podemos descartar a letra B, já que o termo
“meu amor” é vocativo (termo que serve para interpelar, invocar o
interlocutor). Também é possível eliminar a letra C, pois não há erro. A forma
verbal “desculpes” (presente do subjuntivo) está adequada porque o
interlocutor está representado pela segunda pessoa do singular (leia as linha 1,
4 e 7 novamente). Finalmente, a letra D também deve ser desconsiderada:
“Talvez” indica dúvida.
Resposta – A

2. Complemento Nominal (CN) termo que integra ou limita o


sentido de um advérbio, adjetivo ou substantivo abstrato; aparece sempre
preposicionado e indica o alvo ou o paciente da declaração.

Agiu favoravelmente a ambos. (o termo em destaque


complementa o sentido do advérbio “favoravelmente”).

O fumo é prejudicial à saúde. (o termo em destaque complementa


o significado do adjetivo “prejudicial”).

Tenho confiança em ti. (agora, é o substantivo abstrato


“confiança” que tem seu valor semântico complementado pelo termo em
negrito).

A função de CN é representada por um substantivo ou por qualquer


palavra substantivada, conforme se depreende dos exemplos anteriores. Isso
quer dizer que essa função sintática também pode ser exercida por uma
oração (subordinada substantiva completiva nominal):
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Estou com vontade de suprimir este capítulo.

A fim de que você se sinta seguro na hora de identificar o CN e não


o confundir com o adjunto adnominal (ADJ. ADN.), eis algumas dicas
importantes:

I. Todo termo preposicionado que depende de advérbio ou


adjetivo é CN.
Ela mora perto do curso. (CN)

II. Substantivo concreto não admite CN.


Comprei o livro de Machado de Assis. (ADJ. ADN.)

III. Todo termo que depende de substantivo abstrato será CN se


a preposição não for de.
A alegria na paz é infinita. (CN)

IV. Caso a preposição seja de, o termo preposicionado será CN


quando sofrer a ação (termo paciente) ou for o alvo dela; e será ADJ. ADN.
quando praticar a ação (termo agente) ou for a origem dela – e ainda
quando transmitir a ideia de posse.

A descoberta da vacina foi benéfica. (CN – note que a expressão


“da vacina” indica o que foi descoberto).

A descoberta do cientista foi benéfica. (ADJ. ADN. – agora, o


termo “do cientista” expressa o agente da ação de descobrir).

16 [...] Finalmente, considero que,


embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de
arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das
19 políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica,
constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra

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equação entre universalismo e particularismo na sociedade


22 brasileira.
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos
na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio
de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

25. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) Por meio da conjunção “e”,


empregada duas vezes na linha 17 e uma vez na linha 18, é estabelecida
a seguinte organização de ideias: a primeira ocorrência liga duas
características de “novos sujeitos” (l.17); a segunda liga dois
complementos de “formação” (l.17); a terceira, dois complementos de
“arenas de participação da sociedade” (l.18).

Comentário: primeira ocorrência – os termos são os adjetivos “sociais” e


“poíticos”, que funcionam como adjuntos adnominais; segunda ocorrência –
a conjunção articula dois termos que são o alvo da “formação”, isto é, são
verdadeiros complementos nominais; terceira ocorrência – aqui o raciocínio
anterior se repete, mas agora em relação à expressão “arenas de participação
da sociedade”.
Resposta: item certo.

26. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “É o chamado efeito Médici, em


alusão à explosão criadora deflagrada em Florença quando o clã Médici
reuniu gente de toda uma série de disciplinas — escultores, cientistas,
poetas, filósofos, pintores, arquitetos — na cidade. A interação de todos
fez brotar novas ideias no cruzamento das disciplinas, o que deu origem
ao Renascimento, uma das eras mais criativas da história.”

O nome “alusão” e o verbo “deu” têm complementos introduzidos pela


mesma preposição.

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Comentário – A questão tratou ao mesmo tempo de complementos nominal e


verbal. O complemento nominal vem obrigatoriamente preposicionado; o
complemento verbal que vem obrigatoriamente preposicionado é o objeto
indireto. Eis, então, o complemento do nome “alusão”: “à explosão criadora”, e
o complemento indireto do verbo “deu”: “ao Renascimento”, ambos
introduzidos pela preposição “a”.
Resposta – Item certo.

[...]
liberdade política, aos Estados democráticos. Um e outro
13 reconhecimento são a mais alta expressão do espírito laico que
caracterizou o nascimento da Europa moderna, entendendo-se
esse espírito laico como o modo de pensar que confia o destino
16 do regnum hominis (reino do homem) mais à razão crítica que
aos impulsos da fé, ainda que sem desconhecer o valor de uma
[...]
Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais.
São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 149 (com adaptações).

27. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011) As expressões “do


espírito laico” (L.13) e “da fé” (L.17) complementam, respectivamente, os
vocábulos “expressão” e “impulsos”.

Comentário – Repare que as expressões limitam o significado dos vocábulos


“expressão” e “impulsos”, caracterizando-os. Observe ainda que “espírito laico”
e “fé” servem como agentes desencadeadores das respectivas ações: o espírito
laico expressa...; a fé impulsiona...Também está presente nos dois casos a
ideia de posse/pertença: a expressão é dele, ou seja, do espírito laico; os
impulsos são dela, ou seja, da fé. Portanto as expressões destacadas são
adjuntos adnominais, e não complementos nominais.
Resposta – Item errado.
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3. Agente da Passiva termo que, na voz passiva, pratica a ação


expressa pelo verbo, a qual é sofrida pelo sujeito.

As ruas foram lavadas pelas chuvas.


Mariana era apreciada por todos quantos iam a nossa casa.

A voz passiva, como regra geral, é uma flexão pertinente aos


verbos transitivos diretos.
O termo que funciona como “agente da passiva” vem sempre
introduzido por preposição (por, per, de).
A voz passiva sempre apresenta sujeito, o qual é o paciente da
ação expressa pelo verbo;
A voz passiva analítica (ou verbal) pode apresentar agente da
passiva, mas a voz passiva sintética (ou pronominal) – como regra geral – não
apresentará agente da passiva.

O aluno leu o livro. (voz ativa com sujeito simples: “O aluno”).


O livro foi lido pelo aluno. (voz passiva analítica; o termo
destacado é o agente).
Vendem flores. (voz ativa com sujeito indeterminado).
Flores são vendidas. (voz passiva analítica sem agente da passiva).
Vendem-se flores. (voz passiva sintética sem agente da passiva).

Contudo, às vezes somos contrariados pela dinâmica da Língua,


que nem sempre se ajusta à rigidez gramatical. Gramáticos como Cegalla
(2008:356), por exemplo, são bem contundentes quando tratam desse
assunto. Ele diz que “Na passiva pronominal [ou sintética] não se declara o
agente”. Veja três exemplos que o eminente professor apresenta em sua obra:

Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos pedestres. (errado)


Nas ruas eram assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo)
Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo)

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[...]

28. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Na linha 3, a expressão “pelas


redes transnacionais de poder” indica o agente da ação verbal de
ultrapassar.

Comentário – A questão nada mais abordou do que conceitos sobre voz


passiva e, consequentemente, sobre agente da passiva. Observe a locução
verbal “foi ultrapassada”, com verbo auxiliar ser e verbo principal ultrapassar
no particípio. Note que o sujeito “sua soberania” sofre a ação de ser
ultrapassada. Isso caracteriza voz passiva verbal ou analítica. Agora perceba
que o termo preposicionado “pelas redes transacionais de poder” o responsável
pela ação de ultrapassar.
Resposta – Item certo.

Bem, já estamos na metade desta aula. É compreensível que você


esteja meio cansado. Tenho consciência de que é muita informação ao mesmo
tempo. Mas, sinceramente, julgo importantes esses conceitos sobre os termos
da oração. Se você não conseguir compreender a relação estabelecida entre
eles, terá dificuldades de responder corretamente às questões de prova. Logo,
avance mais um pouquinho. Vamos lá!

Termos Acessórios da Oração

1. Adjunto Adnominal é termo de valor adjetivo que serve para


especificar ou delimitar o significado do substantivo, podendo ser expresso
por:
a) adjetivo: Compareceram pessoas interessadas.
b) locução adjetiva: Era um homem de consciência.

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c) artigo: O mar era um lago sereno e azul.


d) pronome adjetivo: Minha camisa é igual à sua.
e) numeral adjetivo: Casara-se havia duas semanas.
f) oração adjetiva: Os cabelos, que eram fartos e lisos,
caíram-lhe pelo rosto.

ATENÇÃO! o mesmo substantivo pode vir acompanhado por mais de um


adjunto adnominal: As nossas primeiras experiências científicas
fracassaram.

Cuidado para você não confundir adjunto adnominal com


predicativo do objeto, e vice-versa. Abaixo, separei algumas dicas para facilitá-
lo(a) a distinguir um e outro.
Assim como o complemento nominal, o adjunto adnominal
também é parte efetiva do mesmo termo que tem o substantivo como
núcleo. Basta substituir esse termo por um pronome substantivo e perceber
que o adjunto adnominal também desaparece:
O novo método facilitou os alunos despreparados.

AA AA Núc. do Suj. AA Núc. do OD AA

Ele facilitou-os.

Suj. OD

A mesma substituição não pode ser feita para o predicativo do


objeto:
Sua atitude deixou seus amigos perplexos.

AA Núc. do Suj. AA Núc. do OD POD

Ela deixou-os perplexos.

Suj. OD POD

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2. Adjunto Adverbial é termo de valor adverbial que denota as


circunstâncias em que se desenvolve o processo verbal, ou intensifica o
sentido deste, de um adjetivo ou de um advérbio, podendo ser expresso por:

a) advérbio: Aqui não fica ninguém reprovado.


b) locução ou expressão adverbial: Lá embaixo, nós
começamos a dançar sob o sol do meio-dia.
c) oração subordinada adverbial: Quando acordou, não havia
mais ninguém por perto.

Os adjuntos adverbiais recebem diversas classificações, todas de


acordo com a circunstância que indicam. A seguir, apresento apenas uma
pequena relação:

a) causa: Por que lhes daria tanta dor?


b) companhia: Vivia com Daniela.
c) condição: Sem estudar, não passará.
d) concessão: Apesar de tudo, estudamos muito.
e) dúvida: Acaso fizeste mesmo isso?
f) fim: Há homens para tudo.
g) instrumento: Bati-lhe com o chicote.
h) intensidade: Gosto muito de ti.
i) lugar: Veja aonde vai.
j) matéria: Esta é feita de barro.
k) meio: Voltamos de bote.
l) modo: Vagarosamente ela recolheu o fio.
m) negação: Não desanimem.
n) preço: O curso custa cem reais.
o) tempo: Estudaremos até as duas horas.

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ATENÇÃO! Às vezes não é possível precisar a circunstância expressa pelo


adjunto adverbial. Neste exemplo, é difícil distinguir se o adjunto adverbial é
de modo ou de intensidade: Entreguei-me calorosamente àquela causa.

7 [...] Na primeira década deste século,


os avanços deram-se em direção a uma agenda social, voltada
para a redução da pobreza e da desigualdade estrutural. Nos
10 próximos anos, a questão da melhoria da qualidade do ensino
deve ser uma obrigação dos governantes, sejam quais forem os
ungidos pelas decisões das urnas.

Jornal do Brasil, Editorial, 21/1/2010 (com adaptações).

29. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Médio/2010) O emprego de vírgula após


“anos”, em “Nos próximos anos, a questão da melhoria da qualidade do
ensino deve ser uma obrigação dos governantes” (l.9-11), justifica-se por
isolar termo adverbial, com noção de tempo, deslocado do final para o
começo do período.

Comentário – É isso mesmo! A expressão “Nos próximos anos” funciona como


adjunto adverbial de tempo. Sua antecipação ocasionou o emprego da vírgula.
A mesma função sintática exerce o termo “Na primeira década deste século”.
Resposta – Item certo.

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30. (Cespe/Correios/Analista de Correios/Letras/2011) Se os versos do


fragmento fossem reescritos na ordem sujeito-verbo-complemento verbal-
adjunto adverbial, a versão correta seria: No palácio da
Cachoeira/Joaquim Silvério começa/ a redigir sua carta/ com
pena bem aparada.

Comentário – Temos a impressão de que, 2011, a banca “brincou” com a


ordem dos termos da oração. Vejamos o que temos aqui:
- sujeito: Joaquim Silvério;
- verbo: começa a redigir (locução, que veio intercalada);
- complemento verbal: sua carta (objeto direto);
- adjunto adverbial: No palácio da Cachoeira (lugar); e
com pena bem aparada (instrumento).
Reorganizando tudo conforme sugere o examinador: Joaquim
Silvério começa a redigir sua carta no palácio da Cachoeira, com pena bem
aparada.
Resposta – Item errado.

Romance LXXXI ou Dos Ilustres Assassinos


1 Ó grandes oportunistas, que profundas sepulturas
sobre o papel debruçados, nascidas de vossas penas,
que calculais mundo e vida de vossas assinaturas!
em contos, doblas, cruzados,
5 que traçais vastas rubricas 25 Considerai no mistério
e sinais entrelaçados, dos humanos desatinos,
com altas penas esguias e no polo sempre incerto
embebidas em pecados! dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
Ó personagens solenes 30 pareceríeis divinos:
10 que arrastais os apelidos e hoje sois, no tempo eterno,
como pavões auriverdes como ilustres assassinos.
seus rutilantes vestidos,
— todo esse poder que tendes Ó soberbos titulares,
confunde os vossos sentidos: tão desdenhosos e altivos!
15 a glória, que amais, é desses 35 Por fictícia autoridade,
que por vós são perseguidos. vãs razões, falsos motivos,
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Levantai-vos dessas mesas, inutilmente matastes:


saí de vossas molduras, — vossos mortos são mais vivos;
vede que masmorras negras, e, sobre vós, de longe, abrem
que fortalezas seguras, 40 grandes olhos pensativos.
20 que duro peso de algemas, Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.

31. (Cespe/PF/Papiloscopista/2012) Os trechos “Por sentenças, por decretos”


(v.29) e “Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos motivos” (v.35-36)
exercem função adverbial nas orações a que pertencem e ambos denotam
o meio empregado na ação representada pelo verbo a que se referem.

Comentário – O trecho “Por sentenças, por decretos” exprime o meio


empregado para se parecer divino. Funciona, pois, como adjunto adverbial de
meio. Entretanto as locuções “Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos
motivos” indicam os motivos inúteis que levam alguém a matar. Funciona,
portanto, como adjuntos adverbiais de causa.
Resposta – Item errado.

3. Aposto é termo de caráter nominal que se junta a um


substantivo, ou a qualquer palavra substantivada, para explicá-lo, especificá-
lo, esclarecê-lo, desenvolvê-lo ou resumi-lo, classificando-se em:

a) explicativo: O professor, um homem muito estudioso,


escreveu vários livros.

b) especificativo: A cidade de Paracambi é linda.

c) enumerativo: Ele reivindicava várias coisas: melhor salário,


assistência médica e redução da carga horária.

d) distributivo: Havia várias pessoas: umas tristes, outras


alegres.

e) resumitivo ou recapitulativo: Amor, alegria, saudade, tudo


era paixão.
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O aposto também pode vir representado por uma oração (oração


subordinada substantiva apositiva).

Só quero uma coisa: que vocês estudem.

O aposto equivale ao termo a que se refere (sujeito, predicativo,


complemento verbal, complemento nominal, agente da passiva, etc.).

Ela, Dora, foi muitíssimo discreta.


Suj.

As escrituras eram duas: a da hipoteca e a da venda das


Pred. do Suj.
propriedades.

O aposto especificativo não vem marcado por sinais de pontuação


(dois-pontos, vírgulas, travessões). Esse tipo de aposto é, normalmente, um
substantivo próprio que individualiza um substantivo comum, prendendo-se a
ele diretamente ou por meio de preposição.

A cidade de Lisboa é linda.


O cantor Caetano Veloso foi premiado novamente.
O mês de maio é o mês das noivas.

[...]
Diante da impossibilidade de reunião de todos os
envolvidos — aqueles que, de alguma forma, sentem os
13 reflexos das decisões tomadas — e sendo cada vez mais
urgente a tomada de decisões em tempo recorde, identificou-se
a necessidade de eleger representantes. Assim nasceu a
16 democracia representativa, com seus prós e contras.
[...]

Tatiana de Carvalho Camilher. O papel da defensoria pública


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para a inclusão social rumo à concretização do estado


democrático de direito. Internet: <www.conpedi.org> (com adaptações).

32. (Cespe/DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) O trecho entre


travessões nas linhas 12 e 13 explica a expressão “todos os envolvidos”
(l.11-12).

Comentário – Esta foi para confirmar o conceito de aposto explicativo. Não


vai me dizer que, depois de tudo o que foi falado aqui sobre ele, você errou a
questão?
Resposta – Item certo.
Por fim, quero apresentar-lhe o vocativo. Ele é um termo isolado,
não faz parte dos termos essenciais, dos termos integrantes nem dos termos
acessórios. A função do vocativo é chamar ou interpelar a pessoa a
quem nos dirigimos. Vem marcado por pontuação, admite a anteposição de
interjeição e não deve ser confundido com o sujeito da oração.

Meu amigo, que horas são? (sujeito inexistente)

A ordem, meus amigos, é a base do governo. (sujeito: “A


ordem”)

Ó minha amada, que olhos os teus! (frase nominal).

Romance LXXXI ou Dos Ilustres Assassinos

1 Ó grandes oportunistas, que profundas sepulturas


sobre o papel debruçados, nascidas de vossas penas,
que calculais mundo e vida de vossas assinaturas!
em contos, doblas, cruzados,
5 que traçais vastas rubricas 25 Considerai no mistério
e sinais entrelaçados, dos humanos desatinos,
com altas penas esguias e no polo sempre incerto
embebidas em pecados! dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
Ó personagens solenes 30 pareceríeis divinos:

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10 que arrastais os apelidos e hoje sois, no tempo eterno,


como pavões auriverdes como ilustres assassinos.
seus rutilantes vestidos,
— todo esse poder que tendes Ó soberbos titulares,
confunde os vossos sentidos: tão desdenhosos e altivos!
15 a glória, que amais, é desses Por fictícia autoridade,
35
que por vós são perseguidos. vãs razões, falsos motivos,
inutilmente matastes:
Levantai-vos dessas mesas, — vossos mortos são mais vivos;
saí de vossas molduras, e, sobre vós, de longe, abrem
vede que masmorras negras, 40 grandes olhos pensativos.
20 que fortalezas seguras, Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio
que duro peso de algemas, de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.

33. (Cespe/PF/Papiloscopista/2012) No poema, que apresenta uma denúncia


de atos de abuso de poder, foram utilizados os seguintes recursos que
permitem que a poeta se dirija diretamente a um interlocutor: emprego
de vocativo nos versos 1, 9 e 33 e de verbos na segunda pessoa do plural,
todos no imperativo afirmativo.

Comentário – Realmente, as expressões “Ó grandes oportunistas” (verso 1),


“Ó personagens solenes” (verso 9) e “Ó soberbos titulares” (verso 33) são
vocativos usados para interpelar o interlocutor do poeta, ou seja, aquele(a)
com quem se fala, a quem se dirige a palavra. Contudo nem todos os verbos
foram conjugados no imperativo afirmativo. Veja, por exemplo, as seguintes
formas verbais: “calculais” (verso 3), no presente do indicativo; “traçais”
(verso 5), no presente do indicativo; e “arrastais” (verso 10), no presente do
indicativo.
Resposta – Item errado.

Estando com dúvida ainda, volte ao ponto específico e releia a


explicação. Se for preciso, faça contato comigo por meio do fórum de dúvidas.

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Lista das Questões Comentadas


1. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “Quem precisa de transplantes de
pâncreas precisa se inscrever na lista de outro estado, como São Paulo,
por exemplo”.

O sujeito de ‘precisa se inscrever na lista de outro estado’ é ‘Quem’.

[...]
e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no
jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e
principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho
e Jiguê na força do homem.

2. (Cespe/IRBr/Diplomata/2012) Na linha 12 do fragmento I, a oração “que


tinha”, sintática e semanticamente dispensável para o texto, caracteriza-
se por ter um pronome relativo como sujeito sintático.

3. (Cespe/IRBr/Diplomata/2012) Admite-se como forma alternativa de


reescrita da expressão coloquial “o diabo do homem só faltou me chamar
de” (L.4-5) a estrutura só faltou o diabo do homem me chamar de, na
qual o verbo faltar é empregado como impessoal e, portanto, integra
uma oração sem sujeito.

[...]
O consumismo é um processo eticamente condenável,
pois faz que as pessoas comprem mais coisas do que realmente
7 necessitam. Com sistemas complexos de propaganda, que
envolvem sutilezas psicológicas e recursos espetaculares,
industriais e produtores em geral convencem a população a

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10 adquirir sempre os novos modelos de carros, geladeiras,


relógios, calculadoras e outras utilidades, levando-a a lançar
fora o que já possui. [...]
Samuel M. Branco. O meio ambiente em debate. São
Paulo: Moderna, 1988, p. 42-3 (com adaptações).

4. (Cespe/Ibama/Técnico Administrativo/2012) O referente do sujeito da


forma verbal “levando” (L.11) é a expressão “industriais e produtores em
geral” (L.9), que exerce a função de sujeito da forma verbal “convencem”
(L.9).

[...]

5. (Cespe/STM/Analista Judiciário/Execução de Mandados/2011) O sujeito da


forma verbal “vivem” (L.2) não ocorre de maneira explícita no período,
devendo ser inferido da leitura do texto.

[...]
degradação intensiva das torrentes. De sorte que, saindo das
10 insolações demoradas para as inundações subitâneas, a terra,
mal protegida por uma vegetação decídua, que as primeiras
requeimam e as segundas erradicam, se deixa, a pouco e pouco,
13 invadir pelo regime francamente desértico.
[...]

Euclides da Cunha. Os Sertões (Campanha de Canudos).


São Paulo: Martin Claret, 2007, p. 95-6 (com adaptações).

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6. (Cespe/Câmara dos Deputados/Analista Legislativo/2012) Os sujeitos das


formas verbais “requeimam” e “erradicam”, ambas na linha 12, são “as
primeiras” (l.11) e “as segundas” (l.12), nessa ordem, elementos esses
que se referem, respectivamente, às expressões “insolações demoradas” e
“inundações subitâneas”, ambas na linha 10.

1 Inovar é recriar de modo a agregar valor e incrementar


a eficiência, a produtividade e a competitividade nos processos
gerenciais e nos produtos e serviços das organizações. Ou seja,
4 é o fermento do crescimento econômico e social de um país.
[...]

Luís Afonso Bermúdez. O fermento tecnológico. In: Darcy.


Revista de jornalismo científico e cultural da Universidade de
Brasília, novembro e dezembro de 2009, p. 37 (com adaptações).

7. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) A forma verbal “é” (l.4) está


flexionada no singular porque, na oração em que ocorre, subentende-se
“Inovar” (l.1) como sujeito.

8. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “Não há quem não se arrepie ao


ler como o jovem Nabuco descobriu que a tepidez do que parecia a ordem
natural das coisas, de menino mimado pelas mucamas, era na verdade
brutal e amarga. Era menino ainda, estava sentado no patamar da escada
superior da casa onde havia sido criado pela madrinha”.

O sujeito de “era” é “a ordem natural das coisas”.

9. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) “Inovar é recriar de modo a


agregar valor e incrementar a eficiência, a produtividade e a
competitividade nos processos gerenciais e nos produtos e serviços das
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organizações. Ou seja, é o fermento do crescimento econômico e social de


um país.”

A forma verbal “é” está flexionada no singular porque, na oração em que


ocorre, subentende-se “Inovar” como sujeito.

[...]

10. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Com relação aos


sentidos e aspectos linguísticos do texto, julgue o item seguinte.

O sujeito das orações “Foi adolescente” (l.6) e “Chegou à idade adulta”


(l.9-10) remete a “A atual geração de adultos” (l.3-4).

[...]

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11. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) Considerando as


ideias e a estruturação sintática do texto, julgue o item seguinte.

O sujeito da oração “Resume o historiador Marco Antonio Villa” (l.9) está


oculto.

12. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “A capacidade de associação, ou o


poder de conectar perguntas, problemas ou ideias de campos distintos e
aparentemente sem nenhuma relação entre si, é fundamental no DNA do
inovador.”

O sujeito de “é fundamental no DNA do inovador” é composto, já que


enumera mais de um assunto e os separa por meio de vírgula.

13. (Cespe/Banco da Amazônia/Técnico Científico/2012) O sujeito da forma


verbal “destacou” (L.5), cujo referente é “o vice-presidente executivo da
FEBRABAN” (L.4), é indeterminado.

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14. (Cespe/EBC/Cargos de Nível Superior/2011) As orações “São tantos os


espaços para a dita participação popular” (l.1) e “não há espaços de
visibilidade claros” (l.11) são exemplos de oração sem sujeito.

1 É uma grande ilusão imaginar que o Brasil estará entre


as cinco maiores economias do mundo na década atual se não
realizar investimentos pesados em um novo padrão de energia,
4 independente da utilização de petróleo. [...]

Delfim Netto. Fórmulas de crescimento. Internet:


<www.cartacapital.com.br> (com adaptações).

15. (Cespe/AGU/Agente Administrativo/2010) No texto, a forma verbal “É”


(l.1) inicia uma oração com sujeito inexistente.

16. (Cespe/CEF/Arquiteto/2010) “A população carcerária no Brasil é composta


fundamentalmente por jovens entre 18 e 29 anos de idade. Vale a pena
deixá-los sem futuro?”

Na oração “Vale a pena deixá-los sem futuro?”, o sujeito é inexistente.

[...] Para a sociedade,


coletivamente, só haverá vantagens na busca de maior
produtividade quando seus resultados forem distribuídos
16 para elevar o nível de bem-estar coletivo. [...]
Henrique Rattner. Tecnologia e sociedade. In: Internet:
<www.espacoacademico.com.br> (com adaptações).

17. (Cespe/IPAJM/Advogado/2010) A coerência e a correção gramatical do


texto seriam mantidas ao se substituir “só haverá” (l.14) por só existirá.

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[...] Cumpre
acrescentar que, no enfrentamento do desafio de inclusão
16 social, emerge cristalina a necessidade de fortalecer as
instituições democráticas.
Nessa linha de pensamento em que se procura reverter
19 um processo de descrença, a defensoria pública, erigida na
Constituição Federal de 1988 (CF) à condição de instituição
essencial à justiça, precisa preencher relevante espaço no
22 compromisso constitucional de redução das desigualdades, com
promoção do integral acesso à justiça. Assim definida, cabe-lhe
não só a assistência judiciária, pois pouco, ou nada, valem
25 direitos formalmente reconhecidos, sem que se concretizem na
vida das pessoas e dos grupos sociais. Aquilo de que se precisa,
de uma vez por todas, compreende igualmente um conjunto de
28 atividades extrajudiciais e de informação, extremamente
imprescindível em um país de analfabetos e semianalfabetos,
com o intuito de proporcionar aos necessitados consciência de
31 seus direitos, fazendo-os se verem como partes integrantes
desse país, ou seja, como cidadãos.
Tatiana de Carvalho Camilher. O papel da defensoria pública
para a inclusão social rumo à concretização do estado
democrático de direito. Internet: <www.conpedi.org> (com adaptações).

18. (Cespe/DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) A respeito de aspectos


sintáticos do texto, assinale a opção correta.

(A) A forma verbal “compreende” (l.27) concorda com o respectivo sujeito:


“um conjunto de atividades extrajudiciais e de informação” (l.27-28).
(B) Na linha 16, o deslocamento do vocábulo “cristalina” para imediatamente
depois de “necessidade” não interfere no sentido nem na estrutura
sintática do trecho.

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(C) Na linha 18, o vocábulo “que” retoma “linha de pensamento” e pode,


juntamente com a preposição que o antecede e sem prejuízo gramatical
ou de sentido para o texto, receber artigo definido masculino e ser
reescrito da seguinte forma: no qual.
(D) O pronome “lhe” (l.23) faz referência a “defensoria pública” (l.19).
(E) O termo “direitos formalmente reconhecidos” (l.25) exerce função de
complemento de ambas as formas verbais “valem” (l.24) e “concretizem”
(l.25).

19. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “Absorvia-a no leite preto que me


amamentou; ela envolveu-me como uma carícia muda toda a minha
infância”, escreveu Joaquim Nabuco sobre a escravidão que conheceu
como menino, em um engenho pernambucano. “Por felicidade da minha
hora, eu trazia da infância e da adolescência o interesse, a compaixão, o
sentimento pelo escravo — o bolbo que devia dar a única flor da minha
carreira”.

O vocábulo “que”, destacado acima, pertence à mesma categoria


gramatical e exerce, respectivamente, função sintática de objeto direto e
de sujeito.

[...]
essa agilidade, muito provavelmente, teve como objetivo
exclusivo permitir-nos decidir o que merecia a nossa atenção
[...]
D. Goleman. Inteligência emocional. Rio de
Janeiro: Objetiva, 2007, p. 305-6 (com adaptações).

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20. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011) A expressão “como


objetivo exclusivo” (L.5-6) exerce a função de complemento direto da
forma verbal “teve” (L.5).

21. (Cespe/Correios/Analista de Correios/Letras/2011) Em ‘Quando o carteiro


chegou/e meu nome gritou’ (L.38-39), os sujeitos gramaticais ‘o carteiro’
e ‘meu nome’ estão antepostos a seus respectivos predicados verbais.

22. (Cespe/TJ-AL/Analista Judiciário/Área Judiciária/2012) Assinale a opção


correta a respeito da estrutura linguística e dos sentidos do texto
apresentado.

A) A expressão “alguma coisa da sua frescura e novidade” (L.7-8)


complementa o sentido da forma verbal “trasladam” (L.7).

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B) A expressão “Esses escritos” (L.11) exerce a função de sujeito da oração


cujo núcleo é “são tidos” (L.13)

23. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “A coordenadora da CTPE, Zilda


Cavalcanti, atribui o crescimento dos transplantes no estado ao trabalho
contínuo de sensibilização da população para o tema. “Buscamos levar
mais informação às pessoas e aos profissionais de saúde para mudar a
cultura que existe sobre transplantes”.

As formas verbais ‘levar’ e ‘mudar’ não apresentam complemento


introduzido por preposição.

24. (Cespe/Correios/Agente de Correios/2011 – adaptada) A respeito de


aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

(A) No primeiro verso, a expressão “estas mal traçadas linhas” é um dos


complementos da forma verbal “Escrevo”.
(B) As expressões “meu amor” (v.1) e “por favor” (v.3) exercem a função de
aposto.
(C) No pedido de desculpa pelos erros (v.3), o autor da carta comete o
seguinte erro: emprego da forma verbal “desculpes”, em vez de desculpe.
(D) No verso 5, os vocábulos “Talvez” e “até” expressam circunstâncias de
tempo.

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16 [...] Finalmente, considero que,


embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de
arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das
19 políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica,
constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra
equação entre universalismo e particularismo na sociedade
22 brasileira.
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos
na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio
de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

25. (Cespe/MPU/Analista Administrativo/2010) Por meio da conjunção “e”,


empregada duas vezes na linha 17 e uma vez na linha 18, é estabelecida
a seguinte organização de ideias: a primeira ocorrência liga duas
características de “novos sujeitos” (l.17); a segunda liga dois
complementos de “formação” (l.17); a terceira, dois complementos de
“arenas de participação da sociedade” (l.18).

26. (Cespe/SAD-PE/Analista Contábil/2010) “É o chamado efeito Médici, em


alusão à explosão criadora deflagrada em Florença quando o clã Médici
reuniu gente de toda uma série de disciplinas — escultores, cientistas,
poetas, filósofos, pintores, arquitetos — na cidade. A interação de todos
fez brotar novas ideias no cruzamento das disciplinas, o que deu origem
ao Renascimento, uma das eras mais criativas da história.”

O nome “alusão” e o verbo “deu” têm complementos introduzidos pela


mesma preposição.

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[...]
liberdade política, aos Estados democráticos. Um e outro
13 reconhecimento são a mais alta expressão do espírito laico que
caracterizou o nascimento da Europa moderna, entendendo-se
esse espírito laico como o modo de pensar que confia o destino
16 do regnum hominis (reino do homem) mais à razão crítica que
aos impulsos da fé, ainda que sem desconhecer o valor de uma
[...]

Norberto Bobbio. Elogio da serenidade e outros escritos morais.


São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 149 (com adaptações).

27. (Cespe/TJ-ES/Analista Judiciário/Taquigrafia/2011) As expressões “do


espírito laico” (L.13) e “da fé” (L.17) complementam, respectivamente, os
vocábulos “expressão” e “impulsos”.

[...]

28. (Cespe/PC-CE/Inspetor de Polícia/2012) Na linha 3, a expressão “pelas


redes transnacionais de poder” indica o agente da ação verbal de
ultrapassar.

7 [...] Na primeira década deste século,


os avanços deram-se em direção a uma agenda social, voltada
para a redução da pobreza e da desigualdade estrutural. Nos
10 próximos anos, a questão da melhoria da qualidade do ensino
deve ser uma obrigação dos governantes, sejam quais forem os
ungidos pelas decisões das urnas.
Jornal do Brasil, Editorial, 21/1/2010 (com adaptações).

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29. (Cespe/Inca/Cargos de Nível Médio/2010) O emprego de vírgula após


“anos”, em “Nos próximos anos, a questão da melhoria da qualidade do
ensino deve ser uma obrigação dos governantes” (l.9-11), justifica-se por
isolar termo adverbial, com noção de tempo, deslocado do final para o
começo do período.

30. (Cespe/Correios/Analista de Correios/Letras/2011) Se os versos do


fragmento fossem reescritos na ordem sujeito-verbo-complemento verbal-
adjunto adverbial, a versão correta seria: No palácio da
Cachoeira/Joaquim Silvério começa/ a redigir sua carta/ com
pena bem aparada.

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1 Ó grandes oportunistas, que profundas sepulturas


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que calculais mundo e vida de vossas assinaturas!
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5 que traçais vastas rubricas 25 Considerai no mistério
e sinais entrelaçados, dos humanos desatinos,
com altas penas esguias e no polo sempre incerto
embebidas em pecados! dos homens e dos destinos!
Ó personagens solenes Por sentenças, por decretos,
que arrastais os apelidos 30 pareceríeis divinos:
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seus rutilantes vestidos, como ilustres assassinos.
— todo esse poder que tendes
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confunde os vossos sentidos: Ó soberbos titulares,


a glória, que amais, é desses tão desdenhosos e altivos!
15 que por vós são perseguidos. 35 Por fictícia autoridade,
vãs razões, falsos motivos,
Levantai-vos dessas mesas, inutilmente matastes:
saí de vossas molduras, — vossos mortos são mais vivos;
vede que masmorras negras, e, sobre vós, de longe, abrem
que fortalezas seguras, 40 grandes olhos pensativos.
20 que duro peso de algemas, Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.

31. (Cespe/PF/Papiloscopista/2012) Os trechos “Por sentenças, por decretos”


(v.29) e “Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos motivos” (v.35-36)
exercem função adverbial nas orações a que pertencem e ambos denotam
o meio empregado na ação representada pelo verbo a que se referem.

1 Toda a questão do conhecimento, como desejo


de penetrar os fenômenos e dizer sua lógica,
organização e seu funcionamento, pode ser pensada a
4 partir do que se deve denominar uma filosofia de
superfície: aquela que se dedica a tratar crítica e
analiticamente o mundo das superfícies. [...]
Márcia Tiburi. Uma filosofia da superfície. In: Cult, ano 11, p. 42 (com adaptações).

[...]
Diante da impossibilidade de reunião de todos os
envolvidos — aqueles que, de alguma forma, sentem os
13 reflexos das decisões tomadas — e sendo cada vez mais
urgente a tomada de decisões em tempo recorde, identificou-se
a necessidade de eleger representantes. Assim nasceu a
16 democracia representativa, com seus prós e contras.
[...]

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para a inclusão social rumo à concretização do estado
democrático de direito. Internet: <www.conpedi.org> (com adaptações).

32. (Cespe/DPU/Analista Técnico Administrativo/2010) O trecho entre


travessões nas linhas 12 e 13 explica a expressão “todos os envolvidos”
(l.11-12).

Romance LXXXI ou Dos Ilustres Assassinos

1 Ó grandes oportunistas, que profundas sepulturas


sobre o papel debruçados, nascidas de vossas penas,
que calculais mundo e vida de vossas assinaturas!
em contos, doblas, cruzados,
5 que traçais vastas rubricas 25 Considerai no mistério
e sinais entrelaçados, dos humanos desatinos,
com altas penas esguias e no polo sempre incerto
embebidas em pecados! dos homens e dos destinos!
Por sentenças, por decretos,
Ó personagens solenes 30 pareceríeis divinos:
10 que arrastais os apelidos e hoje sois, no tempo eterno,
como pavões auriverdes como ilustres assassinos.
seus rutilantes vestidos,
— todo esse poder que tendes Ó soberbos titulares,
confunde os vossos sentidos: tão desdenhosos e altivos!
15 a glória, que amais, é desses 35 Por fictícia autoridade,
que por vós são perseguidos. vãs razões, falsos motivos,
inutilmente matastes:
Levantai-vos dessas mesas, — vossos mortos são mais vivos;
saí de vossas molduras, e, sobre vós, de longe, abrem
vede que masmorras negras, 40 grandes olhos pensativos.
20 que fortalezas seguras, Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. Rio
que duro peso de algemas, de Janeiro: Nova Fronteira, 1989, p. 267-8.

33. (Cespe/PF/Papiloscopista/2012) No poema, que apresenta uma denúncia


de atos de abuso de poder, foram utilizados os seguintes recursos que
permitem que a poeta se dirija diretamente a um interlocutor: emprego
de vocativo nos versos 1, 9 e 33 e de verbos na segunda pessoa do plural,
todos no imperativo afirmativo.

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PACOTE DE TEORIA E EXERCÍCIOS – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
ÁREA ADMINISTRATIVA – CNJ
PROFESSOR ALBERT IGLÉSIA

Gabarito das Questões Comentadas

1. Item errado 29. Item certo


2. Item errado 30. Item errado
3. Item errado 31. Item errado
4. Item certo 32. Item certo
5. Item errado 33. Item errado
6. Item certo
7. Item certo
8. Item errado
9. Item certo
10. Item certo
11. Item errado
12. Item errado
13. Item errado
14. Item errado
15. Item errado
16. Item errado
17. Item errado
18. D
19. Item errado
20. Item errado
21. Item errado
22. A
23. Item errado
24. A
25. Item certo
26. Item certo
27. Item errado
28. Item certo

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