Você está na página 1de 5

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA...

VARA CÍVEL DA
COMARCA DE.../...

IOVALDO FREITAS DA SILVA JUNIOR, brasileiro, casado, inscrito com o RG


n°3858400 SSP/GO, inscrito como CPF n°732.492.031-49, endereço
eletrônico juniorfreitasayn@gmail.com, residente e domiciliado à Rua VA 3,
Qd. 05, Lt. 20, Res. Vilage Atalaia, CEP 74.692-152, Goiânia - GO, Lt. 05, por
meio de seu advogado devidamente constituído pela procuração em anexo,
com endereço profissional na Rua 281, Qd. 79, Lt. 23, nº 62, Setor Coimbra,
CEP 74.535-520, Goiânia – GO, onde recebe as comunicações forenses de
estilo, vem mui respeitosamente perante Vossa Excelência, com fundamento
nos arts. 700 e seguintes do Código de Processo Civil, propor

AÇÃO MONITÓRIA
em face de WALID ASSAAD EL SAKAAN, libanês, solteiro, empresário,
inscrito com o RG nº Y251966k, inscrito com CPF nº 008.771.449-31,
endereço eletrônico desconhecido, residente e domiciliado à Rua 13-A, Qd.
35 A, Lt. 18, nº 31, Apto. 1301, Cond. Ed. De Ville, Setor Aeroporto, CEP
74.075-140, Goiânia – GO, de acordo com as razões de fato e de direito a
seguir aduzidas:

I. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA
O requerente é professional autonomo – corrector de imóveis, vive da
corretagem dos imoveis que vende, não possuindo condições financeiras
para arcar com as custas processuais e honorários advocatícios, sem
prejuízo do seu sustento e de sua família. Nesse sentido, junta-se declaração
de hipossuficiência, CTPS, certidão de nascimento dos filhos. (Anexos 01 –
04)
O Autor é corretor de imóveis e vive das comissões de suas vendas, sendo
que o mercado já está em crise e quando consegue a venda de um imóvel
ocorre de não pagarem seus honorários, conforme o presente caso.
Inicialmente, requer os benefícios da justiça gratuita, em razão de não
possuir recursos suficientes para arcar com as custas e despesas
processuais, haja vista expressa previsão no Código de Processo Civil, se não
vejamos:
Art. 98. A pessoa natural ou jurídica, brasileira ou estrangeira, com
insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas processuais e os
honorários advocatícios tem direito à gratuidade da justiça, na forma da lei.
§ 1o A gratuidade da justiça compreende:
I - as taxas ou as custas judiciais;
Impende salientar, ainda, que não há nenhuma incoerência em requerer o
benefício proveniente da justiça gratuita e constituir Advogado, uma vez que
não há presunção da condição financeira da Parte Autora pelo mero
pagamento de honorários advocatícios indispensáveis para o exercício, in
casu, do acesso à justiça. Nesse sentido já havia jurisprudência consolidada
e, mais recentemente, Lei Federal autorizadora, para sanar eventuais
dúvidas. Citamos:
Art. 99. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição
inicial, na contestação, na petição para ingresso de terceiro no processo ou
em recurso.
[...]
§ 4o A assistência do requerente por advogado particular não impede a
concessão de gratuidade da justiça.
É importante frisar que o mesmo artigo citado anteriormente traz expressa
previsão quanto a declaração de insuficiência de recurso que presta a pessoa
natural, se não vejamos:
§ 3o Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida
exclusivamente por pessoa natural.
Destarte, pelas razões fáticas e jurídicas trazidas, requer a concessão da
gratuidade da justiça por uma questão de democratização do efetivo acesso
à justiça e obediência à disposições legais expressas no ordenamento
jurídico vigente.

DOS FATOS
A parte autora é credora do réu por meio de um cheque no importe de
R$6.000,00 (seis mil reais) para a data 19/03/2018, como demonstra a
documentação em anexo. (Anexo __), referente a celebração de compra de
um apartamento, ficando acordado que o mesmo pagaria a corretagem.
O negocio foi fechado e o réu repassou para o requerente o cheque
destinado a sua comissão.
O titulo em questão alcança o montante desatualizado de R$6.000,00 (seis
mil reais).
Na data combinada para pagamento do cheque o réu não adimpliu as
obrigações assumidas, sendo que o cheque voltou.
Uma vez que passou os 6 meses previstos para que o cheque tenha eficacia
de título executive extrajudicial, não sobrou ao autor outra alternative a não
ser buscar o adimplemento do crédito atraves dessa ação monitória.
Por conta desse comportamento, e face à incidência das penalidades
contratuais (juros) nesta data, o réu é devedor do Autor na quantia de R$
28.000,00 (vinte e oito mil reais), como demonstra a memória de cálculo em
anexo, acompanhada dos extratos bancários.
DA AUDIENCIA DE CONCILIAÇÃO
Com a máxima vênia, Excelência, haja vista que, anteriormente o requerente
ja procurou pelo requerido objetivando o pagamento da dívida de forma
amigável, restando infrutífvera a tentative, desde ja requer se a dispensa da
designação da audiência de conciliação, devendo, portanto, prosseguir a
ação monitória em seus ulteriores atos.

DO DIREITO
O cheque emitido pelo requerido ja se encontra prescrito, por já ter
transcorrido mais de 06 (seis) meses do prazo de apresentação do referido
título extrajudicial ao banco sacado, não sendo possível, destarte, a sua
cobrança via ação de execução de título extrajudicial.
Pensando justamente nessas situações, o legislador criou a ação monitória,
que é um meio pelo qual o credor poderá cobrar do devedor soma em
dinheiro, com base em prova escrita sem eficácia de título executive. Senão
vejamos:
O art. 700 do CPC apresenta a seguinte redação:
“Art. 700. A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, com
base em prova escrita sem eficácia de título executivo, ter direito de exigir
do devedor capaz:
I – o pagamento de quantia em dinheiro;
II – a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou imóvel;
III – o adimplemento de obrigação de fazer ou de não fazer.
[...]
§ 2º Na petição inicial, incumbe ao autor explicitar, conforme o caso:
I – a importância devida, instruindo-a com memória de cálculo;
II – o valor atual da coisa reclamada;
III – o conteúdo patrimonial em discussão ou o proveito econômico
perseguido".
[...]
A prova escrita, exigida pelo art. 700 do CPC/2015, é todo document que,
embora não prove diretamente o fato constitutive, permite ao órgão
judiciario deduzir, através de presunção, a existência do direito alegado.
E previsão legal, jurisprudência e também entendimento majoritário nas
cortes brasileiras de que o detentor de prova escrita sem eficácia de título
executive poderá intentar uma ação monitória para receber uma
determinada soma em dinheiro, coisa fungível ou determinado bem móvel,
já é categoricamente firmado entre os diversos Tribunais do nosso país.
Outrossim em 2015 o Superior Tribunal de Justiça firmou o entendimento 6.
A ação em exame se adequa perfeitamente à previsão legal na medida em
que a instituição demandante apresenta prova escrita da existência da
obrigação (contrato assinado pelo devedor, além de extratos bancários e
memória de cálculo que detalha a evolução da dívida), sendo suficiente para
a formação do convencimento desse douto Juízo.
7. O contrato firmado pelas partes é tão hígido do ponto de vista jurídico que
autorizaria a peticionária a propor a ação de execução, o que só não é feito
em face da orientação da Súmula 233 do STJ, que estabelece:
STJ 233: “o contrato de abertura de crédito, ainda que acompanhado de
extrato da conta corrente, não é título executivo”.
O mesmo Tribunal possui entendimento pacificado no cabimento da ação
monitória com base em contrato de abertura de crédito:
STJ 247: “ O contrato de abertura de crédito em conta-corrente,
acompanhado do demonstrativo de débito, constitui documento hábil para o
ajuizamento da ação monitória”.

DOS PEDIDOS
8. Ante o exposto, a instituição demandante requer se digne Vossa
Excelência a:
• determinar a imediata expedição do mandado de pagamento, destinado ao
réu, conforme o art. 701 do CPC, convocando-o a efetuar o pagamento da
dívida no prazo legal, sendo-lhe facultada a apresentação da defesa no
mesmo prazo, em respeito ao princípio do contraditório e da ampla defesa.
• ao final, e opostos os embargos monitórios, rejeitar a referida defesa,
constituindo de pleno direito o título executivo judicial, sem prejuízo da
condenação do vencido ao pagamento das custas, das despesas processuais
e dos honorários advocatícios, que devem ser arbitrados em 20% (vinte por
cento) do valor atribuído à causa.
9. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito
admitidos, tais como a juntada de novos documentos e a tomada do
depoimento pessoal do réu, sob pena de confesso.
10. Dá à causa o valor de R$ 28.000,00 (vinte e oito mil reais).
Nestes termos, pede deferimento.
Comarca..., data...
Advogado...
OAB nº...

Você também pode gostar