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REVISÃO TRT 24 - LÍNGUA PORTUGUESA

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Duda Nogueira

Edital para todos os cargos de ensino superior e ensino médio

Prova Mato Grosso do Sul


1. Ortografia oficial.
2. Acentuação gráfica.
3. Flexão nominal e verbal.
4. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação.
5. Emprego de tempos, modos e aspectos verbais. Vozes do verbo.
6. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio,
preposição, conjunção: emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem.
7. Concordância nominal e verbal.
8. Regência nominal e verbal.
9. Ocorrência de crase.
10. Sintaxe: coordenação e subordinação.
11. Pontuação.
12. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas).
13. Compreensão e interpretação de texto.

Prova recente de TRT = Sergipe (20)

Assuntos que merecem atenção em FCC

PRONOME

1. Diferença entre pronome relativo e conjunção integrante


Tenho certeza (de) que fará boa prova. = conjunção integrante (tenho certeza disto)
A prova que levará à aprovação = pronome relativo (a prova a qual)

2. Pronome relativo e regência


Que, quem, onde e o(a) qual = referem-se a termos anteriores
Cujo = concorda com o termo posterior e indica posse do anterior

3. Em prova
Tobias Barreto, em 1864, matriculou-se na Faculdade de Direito do Recife, aonde foi
uma das figuras mais importantes do movimento intelectual.
Correção: em que foi, na qual foi.
Ordem direta: Foi uma das figuras mais importantes na Faculdade de Direito do Recife.

4. Pronome demonstrativo
Para ideias
Anáfora: retoma = isso
Catáfora: cita = isto

5. Colocação pronominal
Importante saber as regras em locuções verbais.

DICAS

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6. Pronomes de tratamento - Vocativo


Link sugerido: file:///C:/Users/User/AppData/Local/Microsoft/Windows/INetCache/IE/YUC7EDZ8/pronomes_tratamento.pdf

VERBO

1. Tempos
Correlação de tempos e modos verbais
Mais usada por FCC = SE RIA ou RIA SE
Pretérito imperfeito do subjuntivo (fizesSE) e futuro do pretérito do indicativo
(sabeRIA)

No livro LÍNGUA PORTUGUESA PARA CONCURSOS – PARTE III, capítulo 7

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2. Vozes Verbais
Voz ativa para passiva = + verbo SER
Voz passiva para ativa = - verbo SER
Passiva analítica para sintética = retirar o SER, colocar o verbo do particípio no mesmo
tempo do SER e acrescentar o SE (pronome apassivador).
Foram nomeados os juízes. → Nomearam-se os juízes.

3. TEMPOS COMPOSTOS - Fundamental rever a teoria.

Questão recente - FCC dez. 2016 – TRT 20 – Analista Jud. – Área Administrativa

... o próprio Madiba havia dito, muito tempo antes...


A expressão destacada está corretamente substituída, preservando-se o tempo, o modo e
o aspecto verbais, por
(A) disse.
(B) dissera.
(C) dizia.
(D) diria.
(E) dissesse.

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Alternativa correta: letra "b" – havia dito: pretérito mais-que-perfeito composto do


indicativo = é a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no pretérito
imperfeito do indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o pretérito
mais-que-perfeito do indicativo simples (dissera).

4. VERBOS MAIS PEDIDOS


premiar, ansiar, continuar, pôr (e seus derivados), substituir, APRAZER, influir, ver,
vir, ser, compelir, antever, reaver e dizer.
EU APROUVE, TU APROUVESTE, ELE APROUVE.
MARIOCAI:
Mediar - Ansiar - Remediar - Incendiar - Odiar - Comerciar - Agenciar - Intermediar.

5. Questão recente - FCC dez. 2016 – TRT 20 - Técnico Judiciário

Precisamos de um treinador que nos ajude a comer...


O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o sublinhado acima está também
sublinhado em:
(A) ... assim que conseguissem se virar sem as mães ou as amas...
(B) Não é por acaso que proliferaram os coaches.
(C) ... país que transformou a infância numa bilionária indústria de consumo...
(D) E, mesmo que se esforcem muito...
(E) Hoje há algo novo nesse cenário.

Alternativa correta: letra "d" - A ideia do verbo “ajude” é de dúvida. Não se sabe se o
treinador ajudará ou não: presente do subjuntivo (que eu ajude, tu, ajudes, ele ajude, nós

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ajudemos, vós ajudeis, eles ajudem). Não sabemos se haverá esforço ou não: mesmo que se
esforcem = verbo no mesmo tempo e no mesmo modo.

Mais questões comentadas: http://www.portuguescomdudanogueira.com.br/artigos/22-topicos-exigidos-em-fcc-questoes-comentadas-item-a-item-trt

6. VERBOS VICÁRIOS

ANÁLISE SINTÁTICA

1. Sujeito
De olho no oracional! Convém que façamos uma análise mais detalhada.

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2. Predicação Verbal
Depende, sempre, do contexto.
Escreveu sobre política. = verbo intransitivo + adjunto adverbial de assunto
Escreveu uma crônica sobre política. = verbo transitivo direto + objeto direto +
adjunto adverbial de assunto.

3. Complemento nominal e Adjunto adnominal


Termo preposicionado ligado a substantivo
→ sentido Ativo = Adjunto Adnominal
→ sentido passivo = complemento nominal

A greve dos professores é pertinente.


= Os professores estão em greve. → sentido ativo: adjunto adnominal
O apoio aos grevistas é importante.
= Os grevistas receberam apoio. → sentido passivo: complemento nominal

PERÍODO COMPOSTO

1. Conjunções coordenadas
A conjunção “e” pode indicar oposição (adversidade);
A conjunção “mas” pode indicar adição (seguida de também).

2. Subordinadas substantivas
A conjunção integrante liga as orações e não pode haver pontuação.
Encaixa-se “isto” ou “disto” antes da conjunção.
É necessário (isto) que se estabeleça regra.

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3. Subordinadas adjetivas
De olho no sentido!
Explicativa = com pontuação e pode ser retirada;
Restritiva = sem pontuação e não pode ser retirada.
Os candidatos que estudam diariamente são aprovados em pouco tempo.
Apenas os que estudam diariamente são aprovados em pouco tempo = restrição e sem
pontuação.

4. Subordinadas adverbiais
Causa e consequência
Onde tem causa tem efeito (consequência).

5. Questão recente - FCC dez. 2016 – TRT 20 - Técnico Judiciário

Com a literatura de cordel como aliada, o clichê de “mudar o mundo” não soa tão inalcançável.
Os folhetos de cordel são baratos, acessíveis e extremamente fáceis de transportar e de
compartilhar com outras pessoas.
Mantendo-se a correção e a lógica, e fazendo-se as alterações necessárias na pontuação entre
minúsculas e maiúsculas, as frases acima podem ser articuladas em um único período mediante
o uso de, após “inalcançável”:
(A) uma vez que
(B) conquanto
(C) de maneira que
(D) a tal ponto que
(E) caso

Alternativa correta: letra "a" – Está clara a ideia de causa e consequência:


Por que com a literatura de cordel como Porque os folhetos de cordel são baratos,
aliada, o clichê de “mudar o mundo” não acessíveis e extremamente fáceis de transportar
soa tão inalcançável? e de compartilhar com outras pessoas.
consequência causa

A oração para a qual se faz a pergunta “por quê?” é a consequência; a resposta é a causa.
Indicam causa: porque, que, como (= porque, no início da frase), pois que, visto que, uma vez
que, porquanto, já que, desde que etc.
Alternativa "b" – Indica concessão - ideias opostas.
Alternativa "c" – Indica consequência.
Alternativa "d" – Indica consequência, assim como: de sorte que, de modo que, sem que (=
que não), de forma que, de jeito que, que (tendo como antecedente na oração principal uma
palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho) etc.
Alternativa "e" – Indica condição.

6. Orações reduzidas
Não possuem conjunção ligando as orações, ou pronome relativo.
O verbo pode estar no infinitivo, no gerúndio, ou no particípio (formas nominais).

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CONCORDÂNCIA

1. O verbo deve concordar com o sujeito.


Atenção! Saiba as concordâncias do verbo SER.

2. HAVER, quando impessoal (sentido de existir, ocorrer), não é pluralizado.


Havia muitas dúvidas.
Quando auxiliar, pode ser pluralizado: Haviam encontrado o gabarito antes da prova.

3. Adjetivo, artigo, pronome e numeral devem concordar com o substantivo.


Atenção! Saiba as concordâncias com o ARTIGO.

4. A banca está mesclando concordância com voz verbal e tempo verbal.

5. DICAS

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6. Questão recente - FCC dez. 2016 – TRT 20 - Técnico Judiciário

... uma realidade onde exista mais equidade e respeito pela diversidade.
A respeito do verbo sublinhado acima, afirma-se corretamente:
(A) O modo imperativo enfatiza o desejo do autor por uma cidade mais igualitária.
(B) Pode ser substituído pelo verbo “haver”, tanto no singular como no plural.
(C) O modo subjuntivo reforça o caráter exortativo da recomendação.
(D) Pode ser substituído pela forma “existam”, sem prejuízo para a correção.
(E) O modo indicativo assinala a possibilidade de uma nova realidade.

Alternativa correta: letra "d" – O verbo está anteposto ao sujeito composto (equidade e
respeito) e pode concordar com o núcleo mais próximo, ou com os dois núcleos: onde exista
equidade e respeito ou onde existam equidade e respeito. Se o verbo estivesse posposto,
concordaria, obrigatoriamente, com os dois núcleos: Equidade e respeito existam.
Alternativa "a" – O verbo está no presente do subjuntivo e indica dúvida. Não há ordem, ou
desejo.
Alternativa "b" – Pode ser substituído por “haver” apenas no singular, pois se trata de verbo
impessoal (sem sujeito): onde há equidade e respeito.
Alternativa "c" – Exortar é persuadir e apenas o modo imperativo possui tal função.
Alternativa "e" – O modo é subjuntivo (presente do subjuntivo).

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REGÊNCIA

1. Regência e pronome relativo = questão clássica em FCC.


Questão recente - FCC dez. 2016 – TRT 20 – Analista Jud. – Área Administrativa (adaptada)

Aí conheci o escritor e historiador de sua gente, meu saudoso amigo Alcino Alves Costa. E foi
dele que ouvi oralmente a história de Zé de Julião. (Aí conheci o escritor e historiador de sua
gente, meu saudoso amigo Alcino Alves Costa. E foi dele que ouvi oralmente a história de Zé
de Julião)
Considerando-se a norma-padrão da língua, ao reescrever-se o trecho acima em um único
período, o segmento destacado deverá ser antecedido de vírgula e substituído por
(A) perante ao qual
(B) de cujo
(C) o qual
(D) frente à quem
(E) de quem

Alternativa correta: letra "e" – A ideia é: ouvi do escritor e historiador = ouvi de alguém. A
preposição “de” é obrigatória e como o termo já foi mencionado, podem-se usar os relativos
que, quem e o qual, antecedido da preposição “de”, óbvio.
Alternativa "a" – A preposição perante não cabe no contexto.
Alternativa "b" – O relativo “cujo” concorda com o termo posterior e nunca poderá concordar
com verbo.
Alternativa "c" – Faltou a preposição “de”.
Alternativa "d" – Não pode haver crase antes dos relativos quem e cujo(a), pois repelem o
artigo.

CRASE

1. Substituir a palavra feminina por uma masculina da mesma classe gramatical, se


resultar em AO, haverá crase.
Entregou o livro à aluna (substantivo feminino) = Entregou o livro AO amigo
(substantivo masculino)

2. Pode haver crase antes do pronome indefinido “outra” e do pronome


demonstrativo “mesma”.

3. Pegadinha de FCC em 2016 - questão comentada na página 13 - coesão e


coerência.

PONTUAÇÃO

1. Não há pontuação entre


→ sujeito e verbo (ou predicado);

→ entre verbo e complemento;

2. Vírgulas podem ser substituídas por travessões ou parênteses, assim como


travessões podem ser substituídos por vírgulas (dependendo do contexto).

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3. Questão recente - FCC dez. 2016 – TRT 20 – Analista Jud. – Área Judiciária

Atente para a construção das seguintes frases:


I. Para o caso do escritor, apenas o segundo conceito é obrigatório.
II. A solução de um problema não cabe aos escritores, cuja preocupação maior está em sua
exposição.
III. Ele não confia muito nos escritores, que apresentam soluções mais ou menos óbvias.
A supressão da vírgula altera significativamente o sentido da frase que está em
(A) I, II e III.
(B) I e II, apenas.
(C) II e III, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) II, apenas.

Nota da autora: Não se trata do emprego da vírgula, mas de alteração do sentido. Muito
cuidado é necessário, já que se trata da análise de orações subordinadas adjetivas.
Alternativa correta: letra "c" – Os sentidos são alterados nos itens II e III.
I. A vírgula indica inversão (a oração não se inicia com o sujeito). A supressão
acarretaria erro gramatical, porém não altera o sentido da informação.

II. A vírgula está anteposta ao pronome relativo “cuja” e separa a oração subordinada
adjetiva explicativa (com pontuação). O sentido é de que todos os escritores
possuem preocupação maior em sua exposição. Retirando a vírgula, a oração para
a ser adjetiva restritiva e o sentido muda: alguns escritores possuem preocupação
maior em sua exposição.

III. A vírgula também separa uma oração subordinada adjetiva explicativa – sentido
de que todos os escritores apresentam soluções mais ou menos óbvias. Ao retirar,
a oração passa a restritiva e indica que apenas alguns escritores apresentam
soluções mais ou menos óbvias.

COESÃO E COERÊNCIA

1. Correção gramatical e clareza.

2. Reescritura de frases

Avalie: ortografia, acentuação (reforma ortográfica), tempos e modos verbais,


concordância, regência, pontuação e crase.

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3. Questões recentes

FCC dez. 2016 – TRT 20 - Técnico Judiciário - Com pegadinha de CRASE!


Está correta a redação que se encontra em:
(A) Segundo pesquisadores, como nem todas as crianças vivem a infância propriamente dita,
devido as suas condições econômicas, sociais e culturais, as particularidades da infância não são
reconhecidas por todas as crianças.
(B) A visão que os adultos atualmente tem da criança foi historicamente construído ao longo das
transformações sóciais e históricas.
(C) No passado, nem sempre as questões relacionadas à criança fazia com que esta fosse vista,
pela sociedade, como um ser que necessita de atenção diferenciada e proteção do Estado.
(D) Surge, no início do século XVII, juntamente com o desenvolvimento de noções inovadoras
sobre o comportamento infantil, um novo tipo de literatura pedagógica destinada aos pais e
educadores.
(E) O desenvolvimento de sentimentos específicos em relação a infância tornaram-se mais
significativos durante o século XVII, quando começa a mudar certos costumes começam a
mudar.

Alternativa correta: letra "d" – O verbo concorda com o sujeito (um novo tipo de literatura
surge) e as vírgulas intercalam expressões adverbiais. Lê-se: Surge um novo tipo de literatura
pedagógica destinada aos pais e educadores.
Dica: retire as informações que vêm entre vírgulas para se certificar de que há sequência
sintática, sequência lógica das ideias.
Alternativa "a" – Bela pegadinha de FCC! Crase antes de pronome possessivo feminino:
1. Facultativa: Pronome no singular: Escrevi a (à) sua funcionária.
2. Obrigatória: Pronome no plural: Escrevi às suas funcionárias.
3. Proibida: Singular (a = preposição) + plural (suas) Escrevi a suas funcionárias.

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Duda Nogueira

Correção: devido às suas condições.


Alternativa "b" – Concordância: os adultos (sujeito) têm visão, visão construída; acentuação:
sociais.
Alternativa "c" – Concordância: as questões (sujeito) faziam.
Alternativa "e" – Crase: em relação à infância. Substituindo o substantivo feminino por um
masculino, resulta em “ao”: em relação ao menino; concordância: o desenvolvimento (sujeito)
tornou-se mais significativo; pontuação: quando começa a mudar, certos costumes começam
a mudar.

FCC dez. 2016 – TRT 20 – Analista Jud. – Área Administrativa


Está escrita em conformidade com a norma-padrão da língua a frase:
(A) Os caminhos de Zé de Julião, com alegrias, tragédias e símbolos, há de ser perpetuados nos
dois filmes de Hermano Penna.
(B) Conforme as histórias de que o povo conta, os caminhos de Zé de Julião comporam-se de
alegrias, tragédias e símbolos.
(C) Segundo depoimento do cineasta Hermano Penna, alegrias, tragédias e símbolos é que
marcaram os caminhos de Zé de Julião.
(D) Fez-se de alegrias, tragédias e símbolos os caminhos de Zé de Julião, os quais se mantém
vivos na memória de Poço Redondo.
(E) Os filmes de Hermano Penna deteram-se nos relatos sobre Zé de Julião, cujos caminhos se
pintam de alegrias, tragédias e símbolos.

Alternativa correta: letra "c" – Quando se usa a expressão de realce “é que”, não se pode
pluralizá-la pelo fato de poder ser retirada. Lê-se: alegrias, tragédias e símbolos marcaram os
caminhos de Zé de Julião.
Alternativa "a" – Concordância: os caminhos hão de ser perpetuados. Equivale a “serão”. O
verbo haver é auxiliar e admite pluralização.
Alternativa "b" – Conjugação verbal: o verbo compor é conjugado como o verbo pôr:
compuseram-se.
Alternativa "d" – Concordância: os caminhos fizeram-se. Na voz passiva analítica para facilitar:
foram feitos; os caminhos se mantêm.
Alternativa "e" – Conjugação verbal: o verbo deter é conjugado como o verbo ter: detiveram-
se.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

1. Exige leitura e TREINO, não existe fórmula mágica.

Para treinar, sugiro que inicie com questões fáceis, separadas por bancas, de
preferência.

2. Siga as dicas a seguir:


1 Ler todo o texto: tenha uma visão geral do assunto;
2 se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
3 ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos duas vezes;
4 inferir (concluir ou deduzir a partir de exame dos fatos e de raciocínio);
5 voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
6 não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
7 fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor compreensão;

@DudaProfe
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Duda Nogueira

8 verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;


9 o autor defende ideias e você deve percebê-las.

3. Questões recentes

Texto para responder à questão.


Com a literatura de cordel como aliada, o clichê de “mudar o mundo” não soa tão
inalcançável. Os folhetos de cordel são baratos, acessíveis e extremamente fáceis de transportar
e de compartilhar com outras pessoas. Melhor ainda: são ideais para a sala de aula. Entre rimas,
estrofes e melodias, muitos assuntos pertinentes podem ser tratados e debatidos.
Nos últimos quatro anos, desde que comecei a publicar os meus cordéis, recebi centenas
de mensagens com depoimentos de educadores que compram meus folhetos e utilizam minhas
rimas para falar sobre questões raciais, de gênero, de diversidade sexual e história. Com a série
Heroínas Negras na História do Brasil, séculos de esquecimento começam a ser rompidos e
muita gente escuta falar, pela primeira vez, sobre as mulheres negras que foram líderes
quilombolas e guerreiras na luta contra a escravidão.
Pelo cordel, nomes como Tereza de Benguela, Dandara dos Palmares, Zacimba Gaba e
Mariana Crioula protagonizam discussões acaloradas sobre racismo e machismo; até mesmo
uma aula de português pode ser a oportunidade perfeita para colocar essas questões em pauta.
Esse tipo de cordel com proposta social é chamado de Cordel Engajado e pode trazer
política, defesa de causas e críticas sociais para a literatura de uma maneira profundamente
envolvente. Afinal, a literatura de cordel é excelente para a transformação da sociedade em uma
realidade onde exista mais equidade e respeito pela diversidade.
Esse respeito, aliás, pode começar pela própria valorização do cordel, algo que só deve
acontecer quando todos os empecilhos preconceituosos forem tirados do caminho. Ainda há
muito a se caminhar, sobretudo com o alarme do tempo piscando e gritando que um dia,
infelizmente, o cordel pode virar artigo de museu.
(Adaptado de: ARRAES, Jarid. “A literatura de cordel...”, Blooks. Rio de Janeiro: Ginga
Edições, 2016, p. 12-13)
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De acordo com o texto,
(A) o preconceito relacionado à literatura de cordel deve-se sobremaneira às histórias com
protagonistas ligados a temas como diversidade sexual, racial e questões de gênero.
(B) o cordel, por ser barato e de fácil difusão, pode ser usado como um instrumento de educação
para um mundo mais igualitário, a começar pelo modo como ele próprio é visto pela sociedade.
(C) o cordel presta-se aos mais variados fins ideológicos, por ser um suporte barato para ideias
facilmente aceitáveis pelas minorias políticas, como mulheres e negros.
(D) o cordel vem se tornando um objeto de museu, seja por ser um símbolo da cultura oral da
população do Nordeste, seja pelo caráter edificante de suas histórias.
(E) por mais que o cordel possa ser usado em aulas de língua portuguesa, não é este seu uso
primordial, uma vez que se caracteriza por uma linguagem nem sempre recomendável.

Alternativa correta: letra "b" – Ideias mencionadas no primeiro parágrafo: Com a literatura de
cordel como aliada, o clichê de “mudar o mundo” não soa tão inalcançável. Os folhetos de
cordel são baratos, acessíveis e extremamente fáceis de transportar e de compartilhar com
outras pessoas. Melhor ainda: são ideais para a sala de aula; no quarto parágrafo: a literatura
de cordel é excelente para a transformação da sociedade em uma realidade onde exista mais
equidade e respeito pela diversidade; no último parágrafo: Esse respeito, aliás, pode começar
pela própria valorização do cordel, algo que só deve acontecer quando todos os empecilhos
preconceituosos forem tirados do caminho.
Alternativa "a" – Ao usar “deve-se”, a alternativa refere-se à causa e essa ideia não foi citada
pelo autor.

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Alternativa "c" – A primeira informação está correta; o erro está ao afirmar que as ideias são
facilmente aceitáveis pelas minorias políticas, como mulheres e negros.
Alternativa "d" – O autor refere-se ao futuro e não ao presente. Poderá acontecer, não acontece
ainda: Ainda há muito a se caminhar, sobretudo com o alarme do tempo piscando e gritando
que um dia, infelizmente, o cordel pode virar artigo de museu.
Alternativa "e" – O erro está ao afirmar que a linguagem não é recomendável. No texto, há
informação de que possui rimas, estrofes e melodias.

Texto para responder à questão.


O conceito de infância, como o conhecemos, consolidou-se no Ocidente a partir do
século XVIII. Até o século XVI, pelo menos, assim que conseguissem se virar sem as mães ou as
amas, as crianças eram integradas ao mundo dos adultos. A infância, como idade da brincadeira
e da formação escolar, ao mesmo tempo com direito à proteção dos pais e depois à do Estado,
é algo relativamente novo.
A infância não é um conceito determinado apenas pela biologia. Como tudo, é também
um fenômeno histórico implicado nas transformações econômicas e sociais do mundo, em
permanente mudança e construção.
Hoje há algo novo nesse cenário. Vivemos a era dos adultos infantilizados. Não é por
acaso que proliferaram os coaches. Coach, em inglês, significa treinador. Originalmente,
treinador de esportistas. Nesse conceito importado dos Estados Unidos, país que transformou a
infância numa bilionária indústria de consumo, a ideia é a de que, embora estejamos na idade
adulta, não sabemos lidar com a vida sozinhos. Precisamos de um treinador que nos ajude a
comer, conseguir amigos e emprego, lidar com conflitos matrimoniais e profissionais, arrumar
as finanças e até mesmo organizar os armários. Uma espécie de infância permanente do
indivíduo.
Os adultos infantilizados desse início de milênio encarnam a geração do “eu mereço”.
Alcançar sonhos, ideais ou mesmo objetivos parece ser compreendido como uma consequência
natural do próprio existir, de preferência imediata. Quando essa crença fracassa, é hora de
buscar o treinador de felicidade, o treinador de saúde. É estarrecedor verificar como as gerações
que estão aí parecem não perceber que dá trabalho conquistar o que se deseja. E, mesmo que
se esforcem muito, haverá sempre o que não foi possível alcançar.
(Adaptado de: BRUM, ELIANE. Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca)

FCC dez. 2016 – TRT 20 - Técnico Judiciário


Atente para as afirmações abaixo.
I. No texto, assinala-se a infantilização dos adultos de hoje que, de um lado, precisam de ajuda
para resolver diversos tipos de conflito e, de outro, creem que atingirão suas metas sem maiores
esforços.
II. As mudanças históricas ocorridas no conceito de infância fizeram com que esta passasse de
uma fase de brincadeiras criativas e formação educacional a um período de consumo extremo,
amplamente explorado pelo mercado.
III. A tendência atual de buscar “treinadores” que interferem em diversas áreas da vida, seja
solucionando conflitos pessoais ou promovendo atitudes positivas no trabalho, é reflexo do
aumento da competitividade, que faz com que os indivíduos tenham que se esforçar ao máximo
para atingir suas metas.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I.
(B) I e II.
(C) I e III.
(D) II e III.
(E) III.

@DudaProfe
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Duda Nogueira

Alternativa correta: letra "a" – Apenas o item I está correto.


I. Certo. No terceiro parágrafo: Precisamos de um treinador que nos ajude a
comer, conseguir amigos e emprego, lidar com conflitos matrimoniais e
profissionais, arrumar as finanças e até mesmo organizar os armários. Uma
espécie de infância permanente do indivíduo; no último parágrafo: Os adultos
infantilizados desse início de milênio encarnam a geração do “eu mereço”.
Alcançar sonhos, ideais ou mesmo objetivos parece ser compreendido como uma
consequência natural do próprio existir, de preferência imediata.

II. Errado. Afirma-se no texto que os Estados Unidos transformaram a infância


numa bilionária indústria de consumo, mas nada indica que tenha deixado de
ser uma fase de brincadeiras criativas e formação educacional.

III. Errado. Nada disso! Quando a geração do “eu mereço” não consegue alcançar
suas metas, busca o treinador de felicidade, o treinador de saúde, ou seja, são
os adultos infantilizados. Não cita competitividade, por isso se trata de
extrapolação textual.

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Desejo ótima prova a todos.

Sigamos juntos!

Forte abraço,

Duda Nogueira

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