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Cinética química
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Velocidade das reações · 1


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a l do pr o Equilíbrio químico I · 14
Equilíbrio químico II · 27

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A u t o r i a : D a n i e l Fa r

Velocidade
das reações
Cada reação química tem sua velocidade de ocorrên-
cia, que pode modificar-se em função de diversos fatores.
As reações classificam-se em lenta, moderada e rápida.
Exemplos de reações lentas são a formação do petró-
leo e a transformação natural do diamante em grafita.
O apodrecimento de uma fruta, a formação da fer-
rugem sobre a palha-de-aço molhada, o azedamento do
leite e a oxidação de um anel de prata são exemplos de
reações com velocidade moderada.
Dentre as reações rápidas, estão a queima do com-
bustível no motor do carro, a explosão da dinamite, a
queima dos fogos de artifício, a formação de um preci-
pitado a partir de soluções aquosas e a reação do sódio
com a água liberando gás hidrogênio.
O estudo da velocidade das reações e de suas formas
de controle é essencial para a pesquisa científica e a apli-
cação em laboratórios e indústrias químicas.

stock.xchn6

Orientação ao
professor 1 —
Alguns exercícios Velocidade média (Vm)
de vestibulares as-
sumem valor ne- A velocidade média de uma reação pode ser calculada
gativo para a ve- Vm N2 Vm H2 Vm NH3
locidade média em função de qualquer das substâncias participantes da re- Vm da reação = = =
quando relacio- ação química, seja ela reagente, seja produto. Consiste no 1 3 2
nada ao consumo quociente entre a quantidade de substância gasta (reagente)
de um reagente da ou formada (produto) e o intervalo de tempo relacionado a
reação química.
essa variação de quantidade, que pode ser expressa em uni-
dade de massa (g, kg, t), volume (mℓ, cm3, dm3, m3), número
de mols ou concentração em mol por litro (mol/ℓ).
Atividades
1. A tabela a seguir representa a variação da concentra-
| ∆ quantidade | ção de um produto C em função do tempo, para a reação
Vm=
∆ tempo A+2B C

A variação da quantidade é expressa em módulo, para [C] mol/ℓ 0 0,8 1,5 2,1 2,6
que a velocidade média em relação a uma substância não
Tempo (min) 0 1 2 3 4
seja negativa.
a) Calcule a velocidade média da formação de C no
Vm em relação ao H2 = –0,6 mol/min intervalo de 1 a 3 min.
A informação acima indica: para cada minuto de rea- 2 ,10 − 0 , 8 1, 3
ção foi consumido, em média, 0,6 mol de H2. Vm C = = = 0,65 mol/ℓ . min
3 −1 2

Problemas envolvendo
b) Calcule a velocidade média do consumo de B no
velocidade média
mesmo intervalo de tempo do item a.
Muitas vezes o problema de cálculo de velocidade mé-
2B—1C
dia fornece, no enunciado, a variação da quantidade de x — 0,65 mol/ℓ . min
determinada substância X num intervalo de tempo, e se
questiona a velocidade média em relação à substância Y.
Nesses casos, calcula-se primeiro a Vm de X e, utili-
zando a proporção dos coeficientes estequiométricos, ob- 2. A eletrólise da água ocorre com a quebra das moléculas
tém-se Vm de Y. de água pela ação da corrente elétrica, com a produção de
Calcule a velocidade média da produção da amônia hidrogênio e oxigênio, segundo a equação
e–
(NH3) numa reação na qual, durante 20 min, foram con- 2 H2O (ℓ) 2 H2(g) + O2(g)
sumidos 10 mols de H2, segundo a reação Durante uma hora e meia de reação foram produzidos
N2 + 3 H2 ­ 2 NH3 30 litros de O2. Calcule a velocidade de decomposição da
¬ Cálculo da velocidade de consumo do H2: água, em mℓ/min.
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações

10 mols 30 
Vm H2 = = 0,5 mol/min Vm O2 = = 0,33 ℓ /min
20 min 90 min
¬ Cálculo da velocidade: 2 H 2O — 1 O 2
(relação estequiométrica x — 0,33
3 H2 — 2 NH3 x = 0,66 ℓ/min = 660 mℓ /min
da reação)
0,5 mol/min — x mol/min
x = 0,33 mol/min
3. A decomposição do N2O4 é representada pela equação
N 2O 4 2 NO2.
A velocidade média da produção de NO2 é 8 mols/h.
Saiba mais Calcule o número de mols de N2O 4 decomposto em 3 ho-
A velocidade média da reação sem especificação de ras de reação.
uma substância é calculada segundo convenção estabe- Se Vm = 8 mols/h, em 3 horas são produzidos 24 mols de NO2.
lecida pela IUPAC. 1 N2O4 — 2 NO2
“A velocidade média da reação é o módulo da velo- x — 24 mol
química 2m2∙11

cidade em relação a qualquer uma das substâncias, divi- x = 12 mols de N2O4


dido pelo seu coeficiente estequiométrico.”
Exemplo:
 Na reação representada por N2 + 3 H2 2 NH3
Teoria das colisões
Para que haja reação química, algumas condições são Graficamente, representa-se da seguinte forma:
imprescindíveis: E
¬ Os reagentes devem entrar em contato. ECA Energia de ativação
¬ Precisa haver afinidade química entre os reagentes.

EP
ER DH da reação
Caminho da reação

Condições necessárias para uma reação química.


Nem todas as combinações entre substâncias resul- Energia de ativação para reações exotérmicas
tam em reações. Colocando-se em contato, por exemplo, As reações exotérmicas começam com absorção de
água e monóxido de carbono, não há reação, pois não há energia por parte dos reagentes, até que o complexo ati-
afinidade química entre as substâncias. vado seja atingido. Depois, toda energia que fora absor-
¬ As partículas de moléculas ou íons que formam os vida e mais uma parte da energia oriunda dos reagentes
reagentes devem chocar-se constantemente umas são liberadas até a formação dos produtos.
com as outras. Graficamente, representa-se:
As colisões precisam ocorrer com orientação favorável E
ECA
e energia suficiente para romper as ligações dos reagen-
Energia de ativação
tes, a fim de que as partículas possam reorganizar-se para
formar novas substâncias, os produtos.

Complexo ativado EP
A reação química não se processa apenas nas etapas D H da reação
reagentes produtos. Há uma etapa intermediária, de- ER
Caminho da reação
nominada “complexo ativado”, que possui energia maior
que os reagentes e produtos.
Na formação do HCℓ a partir do H2 e Cℓ2, pode-se re- Energia de ativação x Velocidade
presentar a reação com a presença do complexo ativado. Como toda reação química precisa atingir o estágio

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações


H2 + Cℓ 2 2 HCℓ de complexo ativado para que, na sequência, os produtos
Reagentes Produtos se formem, quanto maior a energia adicionada aos rea-
gentes, maior o tempo de reação; logo, mais demorada
H Cℓ H Cℓ H — Cℓ
+ sua ocorrência.
H Cℓ H Cℓ H — Cℓ Quanto menor a energia de ativação, maior sua
Reagentes Complexo Produtos velocidade.
ativado As reações explosivas apresentam energia de ativação
muitíssimo pequena, por isso são extremamente rápidas.
Energia de ativação
A energia que deve ser adicionada aos reagentes, a
fim de que atinjam o estágio de complexo ativado, cor-
responde à energia de ativação.
Atividades
1. Descreva detalhadamente as condições necessárias para
Energia de ativação para reações endotérmicas que haja uma reação química.
química 2m2∙11

As reações endotérmicas começam com absorção de


Os reagentes devem entrar em contato; os reagentes precisam ter afinidade
energia por parte dos reagentes, até que o complexo ati-
vado seja atingido. Depois, parte dessa energia é liberada química; as partículas dos reagentes precisam realizar colisões com direcio-
até que se forme o produto. namento favorável e energia suficiente para atingir o complexo ativado. 
2. Conceitue energia de ativação. 6. Complete o quadro a seguir, baseando-se nos valores
É a energia mínima que deve ser adicionada aos reagentes, a fim de que expressos no gráfico.

estes atinjam o complexo ativado.


E (kcal/mol)
70

3. Uma reação química A tem energia de ativação de


20 kcal/mol, enquanto uma reação B tem energia de
ativação 60 kcal/mol. Qual das reações tem maior velo-
cidade? Justifique sua resposta.
46
A reação A, pois possui menor energia de ativação.

30
4. Qual é o estágio de menor estabilidade da reação quí-
Caminho da reação
mica? Justifique sua resposta.
O complexo ativado, pois é o estágio mais energético da reação.
Energia kcal/mol
ER 30

5. Uma reação química tem a energia de ativação de EP 46


38 kcal/mol. Sabendo que o complexo ativado tem uma ECA 70
energia de 56 kcal/mol, calcule a energia dos reagentes. EA 40
EA = ECA – ER DH 16
38 = 56 – ER
ER = 18 Kcal/mol

Fatores que influenciam a velocidade das reações químicas


Diversos fatores podem interferir na velocidade de Regra de Van’t Hoff
uma reação química, aumentando ou diminuindo sua velo- No século XIX, Van’t Hoff enunciou esta lei:
cidade. Apresentamos a seguir os principais fatores, aque- A cada 10ºC elevados na temperatura de uma
les que interferem diretamente num grande número de reação química, a velocidade duplica.
reações químicas.
Hoje se sabe que muitas reações não obedecem a essa
regra, principalmente quando os reagentes são gases, po-
Temperatura
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações

dendo até triplicar a velocidade da reação.


Reações químicas sempre ocorrem com maior veloci-
dade em temperaturas mais elevadas. O conteúdo de uma
panela com arroz deixada fora da geladeira, por exemplo,
Superfície de contato
azeda mais rápido do que dentro da geladeira, pois a tem-
de um reagente sólido
Para exemplificar como esse fator interfere na velo-
peratura fora é maior, e as reações envolvidas no azeda-
cidade de uma reação, suponha dois efervescentes colo-
mento acontecem com maior velocidade.
cados em diferentes copos com água, à mesma tempera-
tura, o primeiro inteiro e o segundo triturado. Verifica-se
facilmente que o segundo (triturado) reage bem mais rá-
pido com a água, pois tem maior número de partículas
em contato direto com ela; logo é consumido, cessando a
efervescência, muito mais rapidamente.
Conclui-se que:
Quanto mais finamente dividido estiver o reagente
química 2m2∙11

Reações químicas Reações químicas


mais rápidas.
sólido, maior a superfície de contato com o outro rea-
mais lentas.
gente, aumentando a velocidade da reação.


Catalisador Catalisador e energia de ativação
Catalisador é a substância química adicionada à Quanto menor a energia de ativação, maior a veloci-
reação com o objetivo de aumentar sua velocidade. dade da reação. O catalisador atua na reação química di-
minuindo sua energia de ativação e, por isso, aumentando
Fato importantíssimo sobre o catalisador: ele não é a velocidade dessa reação.
consumido durante o processo, ou seja, termina a reação Representação gráfica de uma reação ocorrendo na
química com a mesma massa que começou. presença e na ausência de catalisador:
E(kcal/mol)
Exemplos de reações e seus catalisadores
1) A água oxigenada sofre decomposição, produzindo E A sem catalisador
água comum e liberando gás oxigênio.

2 H2O2 2 H2O + O2 Reação


Com o uso de catalisadores, como Fe, Ni, MnO2 ...,
essa reação acontece com velocidade bem maior, a ponto
E A com catalisador
de se enxergar a saída do O2, formando bolhas.
Representa-se a presença do catalisador sobre a seta
Caminho da reação
da reação.
2 H2O2 MnO2 2 H2O + O2
Enzimas presentes no sangue têm função de catali-
sador, por isso a aparente fervura quando se aplica água Saiba mais
oxigenada sobre um ferimento. Conversor catalítico é um dispositivo encontra-
do nos carros, que converte substâncias resultantes da
queima de combustíveis em compostos inofensivos.
As substâncias são:
¬ hidrocarbonetos — na forma de gasolina não
queimada;
¬ monóxido de carbono — formado pela combus-
tão da gasolina;
¬ óxidos de nitrogênio — criados quando o calor no
motor força o nitrogênio do ar a se unir ao oxigênio.
Nesse tipo de conversor catalítico, um metal catali-
sador, como platina, ródio e paládio, é envolto em núcle-
os cerâmicos dentro de uma caixa anexa ao escapamen-
to do automóvel. O catalisador participa da conversão

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações


do monóxido de carbono em dióxido de carbono, dos hi-
Reação catalítica drocarbonetos em dióxido de carbono e água e também
2) Pode-se obter água pela reação entre os gases hidro- dos óxidos de nitrogênio em nitrogênio e oxigênio.
gênio e oxigênio.
2 H2 + O2 2 H 2O Ativadores e venenos
É difícil a ocorrência dessa reação em temperatura am- Algumas substâncias influenciam a ação dos catalisado-
biente; porém, se aos reagentes se adicionar platina metáli- res. Aquelas que aumentam a ação dos catalisadores são os
ca, a velocidade é tamanha que ocorre uma explosão. ativadores. Na reação de produção da amônia, por exemplo,
Pt
além do ferro como catalisador, pode-se adicionar óxido de
2 H2 + O2 2 H 2O
potássio K 2O, que aumenta ainda mais a velocidade.
3) Pode-se obter amônia pelo processo Haber-Boch, se- Fe2K 2O
N 2 + 3 H2 2 NH3
gundo a reação
N 2 + 3 H2 2 NH3
química 2m2∙11

Essa reação pode ser catalisada pelo ferro metálico


ou níquel metálico.

N 2 + 3 H2 Fe 2 NH3

Outras substâncias, os venenos, diminuem a ação dos Reações elementares
catalisadores. Por exemplo, pequenas quantidades de ar- A reação é elementar quando se processa em uma
sênio podem diminuir e até anular a ação catalítica da pla- só etapa.
tina, muito usada como catalizador.
Para a reação química elementar representada por
aA + bB cC + dD, a velocidade da reação pode ser ex-
Catálise homogênea e heterogênea
pressa por V = K [A]a [B]b
A catálise classifica-se em homogênea ou heterogê-
K é a constante de velocidade da reação e os expoentes
nea, de acordo com o sistema homogêneo ou heterogêneo
a e b equivalem aos coeficientes das substâncias da reação.
formado entre os reagentes e o catalisador da reação.
Seja uma reação elementar representada por

Catálise homogênea 2 NO (g) + H2(g) N2O (g) + H2O (g)


Os reagentes, o produto e o cata- Representa-se a expressão da velocidade por
lisador são gasosos, formando um sis-
tema homogêneo. V = K[NO]2 [H2]

2 SO2(g) + O2(g) NO (g) 2 SO3(g) A partir dessa relação, conclui-se, por exemplo, que,
se a concentração somente do NO for duplicada, a velo-
cidade da reação quadruplica, pois a concentração do NO
Catálise heterogênea
é elevada ao quadrado.
2 SO2(g) + O2(g) Pt (s) 2 SO3(g)
Reações não-elementares
Os reagentes e o produto são gasosos, porém o cata-
lisador é sólido, formando um sistema heterogêneo. Uma reação é não-elementar quando se processa
em duas ou mais etapas de reação.
Reação representada em duas ou mais etapas Nesses casos, uma das etapas classifica-se como etapa
A reação 2 SO2 + O2 NO2 2 SO3 pode ser represen- lenta da reação, a qual determina a velocidade da reação
tada em duas etapas: global.
Seja uma reação representada por
I. 2 SO2 + 2 NO2 2 SO3 + 2 NO 2 H2(g) + 2 NO (g) N2(g) + 2 H2O (ℓ),
II. 2 NO + O2 2 NO2 processada em duas etapas:
NO2
2 SO2 + O2 2 SO3 I. H2(g) + 2 NO (g) N2O (g) + H2O (ℓ) (etapa lenta)
II. H2(g) + N2O (g) N2(g) + H2O (ℓ) (etapa rápida)
Identifica-se o NO2 como catalisador, porque assim
Como a expressão da velocidade é dada baseando-se
como ele começa a etapa inicial termina a última etapa,
apenas na etapa lenta, tem-se:
ou seja, sofre transformação química, mas se regenera ao
final da reação. V = K[H2] [NO]2

Concentração dos reagentes Ordem de uma reação


Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações

Uma reação química tende a ser mais rápida quan- Ordem de determinado reagente é o expoente da sua
to maior sua concentração dos reagentes. Se aumenta a concentração na expressão da velocidade, e a soma das or-
quantidade de matéria por unidade de volume, consequen- dens de todos os reagentes resulta na ordem da reação.
temente aumenta o número de colisões entre as partículas, Seja a reação elementar representada por
aumentando a velocidade da reação. 2 A(g) + B(g) A 2B(g)
Como a reação é elementar, a ordem de cada reagen-
stock.xchnG

te equivale ao coeficiente estequiométrico.


V = K [A]2 [B]

Diz-se então que:


¬ o reagente A é de segunda ordem ou ordem 2
¬ o reagente B é de primeira ordem ou ordem 1
¬ a reação química é de terceira ordem ou ordem 3
química 2m2∙11

Quanto maior a velocidade, maior a probabilidade


de ocorrerem choques entre os corredores.


Obtenção das ordens numa expressão, 2. O que irá queimar mais rápido: 2 t de madeira maciça
com base em dados experimentais ou 2 t de serragem? Justifique sua resposta.
Para determinar experimentalmente a ordem dos rea- A serragem, pois está finamente mais dividida, tendo maior superfície de
gentes numa reação química, a velocidade da reação é de- contato com o oxigênio do ar.
terminada segundo as concentrações dos reagentes. Numa
segunda experiência, modifica-se apenas a concentração
de um dos reagentes e verifica-se como tal mudança in-
fluenciou na variação da velocidade. Assim também se
3. Quando o carvão numa churrasqueira demora para
procede para tantos quantos forem os reagentes que par-
queimar e formar a brasa, aconselha-se abanar. Por que
ticipam da reação.
esse procedimento aumenta a chama na churrasqueira?
Seja uma reação genérica representada por
Ao abanar, retira-se gás carbônico produzido na combustão, aumentando
aA + bB + cC produtos
Para tal reação, realizaram-se quatro experiências. Os a concentração de oxigênio; logo a chama aumenta.
valores de concentração dos reagentes e a velocidade re-
sultante estão descritos nesta tabela:

[A] [B] [C] V


Exp.
(mol/ℓ) (mol/ℓ) (mol/ℓ) (mol/ℓ.min)
4. A água oxigenada, uma solução de peróxido de hidro-
gênio, pode se decompor em água e gás oxigênio. Quando
1 2 3 1 0,5 aplicada num ferimento, essa decomposição torna-se bas-
2 4 3 1 2,0 tante rápida em razão da ação de algumas enzimas pre-
3 4 6 1 2,0 sentes no sangue. Qual é o papel das enzimas na decom-
4 4 6 2 16,0 posição da água oxigenada?
Atuam como catalisadores.
¬ Da experiência 1 para a 2, a concentração de A foi du-
plicada e a velocidade quadruplicou. Logo, conclui-se
que a A é de segunda ordem.
V = K [A]2 5. Por que um catalisador aumenta a velocidade das rea-
¬ Da experiência 2 para a 3, duplicou-se a concentração ções?
de B e a velocidade se manteve constante. Isso signi- Porque diminui a energia de ativação.
fica que a variação da concentração de B não interfe-
re na velocidade da reação. Diz-se, então, que B é de
ordem zero.
V = K [B] 0
6. Das reações abaixo representadas, qual delas pode ser clas-
sificada como catálise heterogênea? Justifique sua resposta.
¬ Da experiência 3 para a 4, duplicou-se a concentração I. 2 O3(g) NO (g) 3 O2(g)
de C e a velocidade foi octuplicada. Logo, conclui-se V 2O5(s)
II. 2 SO2(g) + O2(g) 2 SO3(g)

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações


que C é de terceira ordem.
A número II, pois os reagentes gasosos e o catalisador sólido formam um
V = K [C]3
sistema heterogêneo.
Então, a expressão da velocidade da reação é expres-
sa por:
V = K [A]2 [C]3

7. A seguir está representada uma reação elementar.


2 NO (g) + H2(g) N2O (g) + H2O (g)
Atividades Qual deve ser a influência sobre a velocidade da re-
1. Por que a velocidade da reação aumenta com o aumen- ação, se a concentração do NO for duplicada e a do H2,
to da temperatura? triplicada?
Porque aumenta a energia cinética das partículas reagentes, aumentando V = K [NO]2 [H2] Como a ordem do NO é 2, duplicando sua concentração,

o número de colisões; logo aumenta a velocidade. a velocidade quadruplica; como a ordem do H2 é 1, triplicando sua con-
química 2m2∙11

centração, a velocidade triplica. Assim se conclui que a velocidade aumen-

ta doze vezes (4 vezes do NO x 3 vezes do H2).


8. Uma reação química é representada por Obtenha, com base na tabela, a expressão da veloci-
3X+2Y Produtos dade para a reação.
Num laboratório, com o intuito de estudar a cinética Da experiência I para a II, a concentração de X duplicou, enquanto a velo-
dessa reação, um químico realizou três experimentos mo- cidade quadruplicou. Logo, conclui-se que a ordem de X é igual a 2.
dificando as concentrações dos reagentes, obtendo os re-
V = K [X]2
sultados descritos no quadro a seguir.
Da experiência II para a III, a concentração de Y duplicou, porém a velo-
Exp. [X] [Y] V (mol/ℓ . min)
cidade permaneceu constante; logo, a velocidade não depende da concen-
I 5 10 10
tração de Y . V = K [Y]0
II 10 10 40
II 10 20 40 A expressão da velocidade da reação é V = K [X]2

Testes
1. UFC-CE — Considere as seguintes reações elementares. 3. Os dados experimentais para a velocidade de reação,
Etapa I: HOOH + I– HOI + OH – Etapa lenta v, indicados no quadro a seguir, foram obtidos a partir
Etapa II: HOI + I – I2 + OH – Etapa rápida dos resultados em diferentes concentrações de reagentes
Etapa III: 2 OH + 2 H3O+
– 4H2O Etapa rápida iniciais para a combustão do monóxido de carbono, em
temperatura constante.
Reação global: 2 I– + HOOH + 2 H3O+ I 2 + 4 H 2O
CO 02 v
a) Qual a etapa determinante da velocidade da reação? Experimento
(mol/ℓ) (mol/ℓ) (mol/ℓs)
A etapa determinante da velocidade da reação é a etapa lenta. Por-
1 1,0 2,0 4 . 10 -6
tanto, etapa I.
2 2,0 2,0 8 . 10 -6
3 1,0 1,0 1 . 10 -6
b) Apresente a expressão da lei de velocidade para
a reação global. A equação de velocidade para essa reação pode ser
v = k[HOOH][ I–] escrita como v = k [CO]a[O2]b, em que a e b são, respec-
tivamente, as ordens de reação em relação aos compo-
nentes CO e O2.
2. Vunesp-SP — Há décadas são conhecidos os efeitos De acordo com os dados experimentais, é correto afir-
dos CFCs, ou freons, na destruição da camada de ozônio da
mar que os valores de a e b, respectivamente, são:
atmosfera terrestre. Acredita-se que a diminuição da quan-
a) 1 e 2
tidade de O3 na atmosfera seja responsável pelo aumento
b) 2 e 1
na incidência de câncer de pele, pois a radiação ultraviole-
c) 3 e 2
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações

ta não mais é bloqueada com a mesma eficiência. A ação


d) 0 e 1
desses gases, como o CF2Cℓ2, inicia-se com a produção de
e) 1 e 1
átomos de cloro livres (Cℓ*), pela interação das moléculas
do gás com a radiação solar, seguindo-se as reações:
4. UFSM-RS — A história da maioria dos municípios gaú-
1a. etapa: O3 + Cℓ* O2 + CℓO*
chos coincide com a chegada dos primeiros portugueses,
2a. etapa: CℓO* + O3 2O2 + Cℓ*
alemães, italianos e outros povos. No entanto, pelos ves-
a) Escreva a equação global para essa reação e iden- tígios materiais encontrados em pesquisas arqueológicas,
tifique o produto formado. sabe-se que outros povos, anteriores aos citados, prota-
O3 + Cℓ* O2 + CℓO* (primeira etapa) gonizaram a nossa história.
CℓO* + O3 O2 + Cℓ* (segunda etapa) Diante da relevância do contexto e da vontade de
Somando as duas equações, tem-se a global. 2 O3 3 O2 valorizar o nosso povo nativo, “o índio”, foi seleciona-
O produto formado é o gás oxigênio. da a área temática CULTURA e as questões foram cons-
b) Considere a afirmação: “O mecanismo proposto truídas com base na obra Os primeiros habitantes do Rio
para a destruição da camada de ozônio equivale Grande do Sul. CUSTÓDIO, L. A. B. (Org.). Santa Cruz do
química 2m2∙11

a uma reação catalisada”. Justifique essa afirma- Sul: Edinisc; Iphan, 2004.
ção e identifique o catalisador. Entre os guaranis, a liderança religiosa de uma tri-
O Cℓ* é o catalisador, por ser consumido na 1a. etapa do processo e bo era atribuição do pajé, que se servia do fogo para fa-
 regenerado na 2a. . zer suas curas e mágicas. A pólvora era o seu artefato
preferencial. Os componentes da mistura da pólvora (car- 7. PUC-RJ — Considere a reação de decomposição da
vão, salitre e enxofre) eram triturados para: substância A na substância B e as espécies a cada momen-
a) aumentar a superfície de contato e a velocidade to segundo o tempo indicado.
da reação.
b) diminuir a intensidade da reação e, assim, manter 0s 20s 40s
o fogo por mais tempo.
c) elevar a temperatura do fogo por um tempo
maior.
d) facilitar o trabalho operacional.
e) se obter maior tempo de fogo, com menor quan-
tidade de pólvora.
1,00 mol A 0,54 mol A 0,30 mol A
0 mol B 0,46 mol B 0,70 mol B
5. Observe o gráfico a seguir.
Sobre a velocidade dessa reação, é correto afirmar
que a velocidade de:
a) decomposição da substância A, no intervalo de
400 tempo de 0 a 20s, é 0,46 mol s­ –1.
b) decomposição da substância A, no intervalo de
tempo de 20 a 40s, é 0,012 mol s –1.
300
c) decomposição da substância A, no intervalo de
Energia (k,J)

B tempo de 0 a 40s, é 0,035 mol s­ –1.


200 d) formação da substância B, no intervalo de tempo
de 0 a 20s, é 0,46 mol s –1.
e) formação da substância B, no intervalo de tempo
100 A de 0 a 40s, é 0,70 mol s­ –1.

Caminho da reação
8. PUC-MG — Considere o gráfico a seguir, no qual es-
O perfil da reação genérica A B, nele represen- tão representados o tempo e a evolução das concentra-
tado, indica que a energia de ativação do processo, em ções das espécies B, C, D e E, que participam de uma
kJ, é igual a: reação química.
a) 100 32
b) 150 30
28
Concentrações / mol/ℓ –1

c) 250 26
B
d) 300 24
C
22
e) 400 20 D
18 E

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações


16
6. Fatec-SP — Deseja-se estudar a influência da concen- 14
tração dos reagentes sobre a velocidade de uma reação 12
10
do tipo A + B produtos. 8
Para isso, foram feitas as seguintes observações: 6
4
I. Duplicando-se a concentração de A, a velocidade 2
da reação também duplicou. 0
II. Triplicando-se a concentração de B, a velocidade 0 10 20 30 40 50
da reação aumentou por um fator de 9. Tempo / h

Assim, se as concentrações de A e de B forem ambas A forma correta de representar essa reação é:


divididas pela metade, a velocidade dessa reação irá: a) B + 3 C D+2E
a) duplicar. b) D + 2 E B+3C
b) diminuir pela metade. c) B + 2 C D+3E
c) aumentar quatro vezes. d) D + 3 E B+2C
d) diminuir oito vezes.
química 2m2∙11

e) permanecer a mesma.


9. PUC-MG — A água oxigenada ou solução aquosa de pe- a) 0,5 x 10 –4
róxido de hidrogênio (H2O2) é uma espécie oxidante bastante b) 1 x 10­ –4
utilizada no dia-a-dia: descoloração dos cabelos, desinfecção c) 2 x 10­ –4
de lentes de contato, de ferimentos, etc. Sua decomposição d) 3 x 10­ –4
produz liberação de oxigênio e é acelerada por alguns fatores
como a exposição à luz ou a catalisadores Fe2+(aq), Fe3+(aq) e 12. PUC-MG — Considere o gráfico a seguir, referente
Pt(s). Um estudo da cinética da reação foi realizado seguindo aos diagramas energéticos de uma reação química com e
as condições experimentais descritas na tabela a seguir. sem catalisador.
Tempo de duração Energia (kJ)
Temperatura ºC Catalisador
do experimento
I
t1 20 sem 200

t2 25 sem
t3 35 com 150
II
t4 35 sem
Assinale a opção que classifica, de forma crescente, Reagentes
os tempos de duração dos experimentos. 100
Produtos
a) t1, t 2, t4, t 3 c) t 2, t1, t 3, t4 80
b) t 3, t4, t 2, t1 d) t4, t 3, t1, t 2
Caminho da reação

10. PUC-MG — A fabricação industrial do ácido sulfú- Assinale a afirmativa correta.


rico (H2SO 4) é realizada a partir de enxofre, oxigênio e a) A reação é endotérmica.
água, em três etapas, representadas pelo diagrama ener- b) A energia de ativação em presença do catalisador
gético a seguir. é 150 kJ.
Energia
c) A curva II representa o diagrama energético da
reação catalisada.
2ª. etapa
d) A reação acontece em duas etapas.
1ª. etapa
S (s) + O2(g)
3ª. etapa
13. PUC-RS — A penicilina, antibiótico natural derivado
de um fungo e descoberto por Alexander Fleming, está
disponível como fármaco desde a década de 40, quando
foi desenvolvida técnica de congelamento e preparação
industrial. Esse antibiótico sofre uma deterioração com o
H2SO 4 tempo, conforme o gráfico apresentado a seguir.
Velocidade de deterioração da
penicilina ao ser estocada
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações

Caminho da reação

É correto afirmar: 0,15


a) A reação de fabricação do ácido sulfúrico é endo- 0,125
Concentração Molar

térmica.
0,1
b) A primeira etapa da reação é mais lenta que a se-
(mol/ℓ)

gunda etapa da reação. 0,075

c) A segunda etapa da reação é mais lenta que a 0,05


terceira etapa da reação. 0,025
d) A velocidade da reação não depende da tempe-
0
ratura. 0 10 20 30 40
Tempo (semanas)

11. PUC-MG — Durante a decomposição da água oxige- Com base nas informações apresentadas, conclui-se
nada, ocorre a formação de água e oxigênio, de acordo que a velocidade de deterioração da penicilina nas primeiras
com a equação dez semanas é, em mol . ℓ­–1/semana, aproximadamente:
química 2m2∙11

a) 0,0025
2 H2O2(aq) 2 H2O (ℓ) + O2(g)
b) 0,01
S e a ve l o ci da d e d e lib e ra ç ã o d e ox ig ê ni o é c) 0,025
1 x 10 –4 mol . s­ –1, a velocidade de consumo da água oxi- d) 0,125
10 genada em mol . s­ –1 é: e) 0,166
14. PUC-SP — O dióxido de nitrogênio (NO2) reage com o a) v = k [BrO3 –] [Br-] [H+]
monóxido de carbono (CO) formando o óxido nítrico (NO) b) v = k [BrO3 –] [Br-] 5 [H+] 6
e o dióxido de carbono (CO2). c) v = k [BrO3 –]2 [Br-] 6 [H+] 4
d) v = k [BrO3 –] [Br-]3 [H+]2
NO2(g) + CO (g) NO (g) + CO2(g)
e) v = k [BrO3 –­] [Br-] [H+]2
H(kJ/moℓ)
55
16. UEL-PR — A conservação de alimentos pode ser fei-
ta de diferentes modos: pelo uso de um meio fortemente
0
salgado, capaz de promover a desidratação dos micror-
ganismos, como na carne seca; pela utilização de conser-
-77
NO2(g) + CO2(g) vantes, como o benzoato de sódio, que reduzem a veloci-
dade de oxidação e decomposição; ou pela diminuição da
temperatura, reduzindo a velocidade da reação, uma vez
que o aumento de 10°C aproximadamente duplica a ve-
locidade da reação. Supondo apenas o efeito da tempera-
tura e considerando que, à temperatura ambiente (25°C),
NO (g) + CO2(g) a validade de um alimento é de 4 dias, sobre a sua dura-
-303
bilidade, quando conservado em geladeira a 5°C, é cor-
Coordenada de reação
reto afirmar:
Analisando o diagrama de coordenadas de reação a) A velocidade de decomposição seria reduzida em
apresentado, um estudante fez as seguintes afirmações: aproximadamente um quarto.
I. A energia de ativação para a formação do óxido b) A velocidade de decomposição seria reduzida pela
nítrico é de 132 kJ mol­ –1. metade.
II. A formação do óxido nítrico é um processo endo- c) O alimento teria um prazo de validade indetermi-
térmico. nado.
III. O aumento da temperatura do sistema reacional d) A durabilidade desse alimento é imprevisível.
diminui a velocidade de formação do óxido nítrico, e) O alimento se deteriorará em uma semana.
pois aumenta a energia de ativação da reação.
Está(ão) correta(s) somente a(s) afirmação(ões):
a) I. 17. UEL-PR — Num estudo sobre o tempo de reação en-
b) II. tre o CaCO3 sólido (carbonato de cálcio) e uma solução
c) III. aquosa de HCℓ (ácido clorídrico), foram feitos três experi-
d) I e II. mentos após as atividades 1 e 2, conforme segue.
e) I e III. Atividades
Separaram-se 10 g de mármore (CaCO3)
Atividade 1
15. PUC-SP — A reação redox que ocorre entre os íons em um único pedaço (Amostra A).

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações


brometo (Br–) –)
e bromato (BrO3 em meio ácido, formando Trituraram-se 100 g de mármore (CaCO3)
o bromo (Br2) é representada pela equação em um almofariz. Passou-se a porção de
mármore triturado para uma peneira.
BrO3– (aq) + 5 Br – (aq) + 6 H+(aq) 3 Br2(aq) + 3 H2O(ℓ) Atividade 2
Separou-se o mármore que ficou retido
Um estudo cinético dessa reação em função das con- na peneira (Amostra B) daquele que pas-
centrações dos reagentes foi efetuado, e os dados obtidos sou pela tela (Amostra C).
estão listados na tabela a seguir. Dados: nos três experimentos o tempo de reação foi
[BrO3 –] [Br–] [H+] medido com o auxílio de um cronômetro, o final da reação
velocidade foi identificado pelo término da liberação de gás carbôni-
Exp. inicial inicial inicial
–1 –1 –1 (mol . ℓ–1.s–1) co (cessar da efervescência) e os experimentos 1 e 2 foram
(mol . ℓ ) (mol . ℓ ) (mol . ℓ )
1 0,10 0,10 0,10 1,2 x 10 –3 realizados à temperatura ambiente (25°C).

2 0,20 0,10 0,10 2,4 x 10 –3 Experimentos


3 0,20 0,30 0,10 7,2 x 10 –3 Em três béqueres, identificados por
A, B e C, foram adicionados 50 mℓ
química 2m2∙11

4 0,10 0,10 0,20 4,8 x 10 –3


de ácido clorídrico de concentração
Experimento 1
Considerando as observações experimentais, pode-se 3 mols/ℓ. Nos béqueres A, B e C
concluir que a lei de velocidade para a reação é: foram transferidas 10 g das amos-
tras A, B e C, respectivamente. 11
Dois béqueres foram identificados (01) Comparativamente, a reação da amostra 4 apre-
por X e Y. No béquer X foram adi- sentou a maior velocidade média.
cionados 50 mℓ de ácido clorídrico (02) Comparativamente, a amostra 1 liberou a maior
de concentrações 1 mol/ℓ e 10 g quantidade de gás hidrogênio por causa da maior
Experimento 2 da amostra B. quantidade de magnésio dissolvido.
No béquer Y foram adicionados (04) Apesar de ter sido utilizada a mesma massa de
50 mℓ de ácido clorídrico de con- Mg nas amostras 2 e 3, observa-se que o tempo
centrações 3 mols/ℓ e 10 g da de sua dissolução na amostra 2 foi maior, o que
amostra B. pode ser resultado da utilização de uma menor
Dois béqueres foram identificados concentração de ácido clorídrico nessa amostra.
por W e Z. No béquer W, foram (08) Se nessa experiência tivesse sido utilizado magné-
adicionados 50 mℓ de ácido clorí- sio em pó, a velocidade de todas as reações teria
drico de concentração 6 mols/ℓ à sido maior, por causa do aumento da superfície
temperatura ambiente (25°C) e 10 g
Experimento 3 de contato entre os reagentes.
da amostra B. No béquer Z, foram
15 (01+02+04+08)
adicionados 50 mℓ de ácido clo-
rídrico de concentração 6 mols/ℓ 19. UFJF-MG — Considere o diagrama de energia da
à temperatura de 60°C e 10 g da reação de decomposição do H2O2 representado.
amostra B.
A
Com base nos três experimentos e nos conhecimen-

Energia
tos de reação química e cinética química, assinale a alter- B
nativa correta.
a) Como as substâncias adicionadas nos béqueres
A, B e C no experimento 1 foram as mesmas, o
H2O (2)(aq)
tempo necessário para o término da reação foi o
Z
mesmo nos três béqueres. H2O (ℓ) + 0,5 O2(g)
b) O tempo necessário para o término da reação no
experimento 2 foi menor no béquer X e, no ex-
perimento 3, foi maior no béquer Z. Caminho da reação
c) O tempo necessário para o término da reação no
experimento 1 foi maior no béquer C e, no expe- Assinale a alternativa incorreta.
rimento 3, foram iguais nos béqueres W e Z. a) A reação de decomposição do H2O2 é exotérmica.
d) O tempo necessário para o término da reação no b) A curva A apresenta maior energia de ativação
experimento 2 foi menor no béquer Y e, no ex- que a curva B.
perimento 3, foi maior no béquer W. c) A presença de um catalisador afeta o DH da reação.
e) O tempo necessário para o término da reação no d) A curva B representa a reação com a presença de
experimento 1 foi menor no béquer A e, no ex- um catalisador.
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações

perimento 3, foi menor no béquer Z. e) A letra Z representa o DH da reação de decompo-


sição do H2O2.

18. UEPG-PR — Aparas de magnésio foram colocadas


para reagir com ácido clorídrico em diferentes concen-
20. UFMG — Analise este gráfico, em que está repre-
sentada a variação da concentração de um reagente em
trações. Em todas as amostras, observou-se que, após
função do tempo numa reação química.
determinado tempo, houve dissolução do metal, com a
evolução de gás hidrogênio. A respeito dessa experiência, Concentração / (mol/ℓ)

considerando os dados apresentados na tabela a seguir,


assinale o que for correto.
0,900
Massa de Mg Tempo
Amostra
(g) dissolvido (minutos)
1 1,00 5,0
0,100
2 0,20 1,0
química 2m2∙11

3 0,20 0,5
1,00 5,00
4 0,50 0,5 Tempo / minuto

12
Considerando-se as informações desse gráfico, é cor- 23. UFSC — A combustão do dióxido de enxofre é uma
reto afirmar que, no intervalo entre 1 e 5 minutos, a velo- etapa intermediária na fabricação de ácido sulfúrico. Essa
cidade média de consumo desse reagente é de: reação se processa de acordo com a equação I.
a) 0,200 (mol/ℓ)/min 2 SO2(g) + 1 O2(g) 2 SO3(g) + 198 kJ (I)
b) 0,167 (mol/ℓ)/min À temperatura ambiente, o dióxido de enxofre é oxi-
c) 0,225 (mol/ℓ)/min dado muito lentamente pelo oxigênio. Porém, em presen-
d) 0,180 (mol/ℓ)/min ça de monóxido de nitrogênio, a reação se processa rapi-
damente, de acordo com as equações II e III.
21. UFRGS-RS — A reação NO(g) + O3(g) NO2(g) + O2(g) 2 NO (g) + 1 O2(g) 2 NO2(g) (II)
é uma reação elementar de segunda ordem. Se duplicar- 2 SO2(g) + 2 NO2(g) 2 SO3(g) + 2 NO (g) (III)
mos as concentrações do NO e do O3, mantendo constante Com relação às informações do enunciado, é corre-
a temperatura, a velocidade da reação: to afirmar que:
a) será reduzida à metade. 01) a concentração de monóxido de nitrogênio du-
b) permanecerá constante. rante a formação do SO3 é constante.
c) será duplicada. 02) o monóxido de nitrogênio atua como inibidor.
d) será triplicada. 04) a adição de catalisador altera a entalpia da reação.
e) será quadruplicada. 08) a formação do SO3, à temperatura ambiente e na
ausência de monóxido de nitrogênio, é um pro-
cesso cineticamente desfavorável.
22. UFRGS-RS — As resinas epóxi, amplamente utiliza- 16) a formação do SO3 é um processo endotérmico.
das como adesivos em aplicações industriais, são prepara- 32) o monóxido de nitrogênio atua como catalisador,
das por meio de processos de polimerização que envolvem diminuindo a energia de ativação da reação.
calor ou catalisadores. 41(01+08+32)
O gráfico a seguir compara qualitativamente os proces-
sos catalítico e não-catalítico de formação da resina epóxi. 24. UFSM-RS — Um comprimido efervescente de vita-
mina C intacto, pesando 5 g, quando colocado num copo
contendo água a 25°C, será dissolvido em dois minutos.
Energia

I Considerando essa informação, assinale verdadeira (V)


ou falsa (F) em cada uma das proposições.
II
( ) Se o comprimido efervescente estiver em pequenos
pedaços, o tempo de dissolução também será de
dois minutos, pois a massa continua sendo 5 g.
( ) O tempo de dissolução do comprimido eferves-
X
cente intacto mantém-se quando o comprimido
for dissolvido em água a 40°C, pois a área de con-
tato é a mesma.
Caminho da reação ( ) Quanto maior a superfície de contato do compri-

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Velocidade das reações


mido efervescente com a água, maior o número
Com base nos dados apresentados no gráfico, é cor-
de colisões favoráveis, portanto maior a velocida-
reto afirmar que:
de de dissolução.
a) a reação catalisada é representada pela curva I.
( ) O aumento da temperatura diminui a energia de
b) o processo de cura da resina independe da ação
ativação, diminuindo, portanto, o tempo de dis-
do catalisador.
solução.
c) a energia de ativação da reação catalisada é dada
A sequência correta é:
pelo valor de x.
a) V, F, V, V.
d) a reação mais rápida é representada pela curva II.
b) F, V, F, V.
e) o processo de polimerização é endotérmico.
c) V, V, F, V.
d) F, F, V, F.
e) V, V, F, F.
química 2m2∙11

13
Equilíbrio químico I
As
reações químicas em
geral possuem rendimento de
reação abaixo de 100%, por mais pu-
ros que estejam os reagentes e por mais que
o processo seja feito sem falha humana ou de apa-
relhagem. No final, além do produto obtido, também
haverá uma parte do reagente, o que não significa que
este não tenha sido modificado no processo, mas, sim, que
parte do produto formado na reação, em determinado mo-
mento, foi regenerado à forma inicial de reagente. Diz-se,
então, que essa reação atingiu o equilíbrio químico.
O laboratório ou a indústria que se propõe a produzir
uma substância a partir de uma reação que tende a entrar
em equilíbrio químico está sempre buscando formas de
aumentar o rendimento do seu produto. Neste ca-
pítulo, estudam-se as formas mais adequadas
para que esse objetivo seja alcançado, bem
como os fatores que deslocam o
equilíbrio químico.

stock.xchnG

Reação reversível
Reação reversível é aquela em que os reagentes formam os produtos, porém Concentração em
os produtos reagem entre si, voltando à forma original dos reagentes. mol
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1

A reação reversível ocorre simultaneamente nos dois sentidos. Tempo(s)


Representa-se uma reação reversível com duas setas, uma para cada sentido. Reagente Produto

Direta 0 10,0 0
A+B C+D 10 7,0 3,0
Inversa
20 5,0 5,0
O sentido convencional, da esquerda para a direita, chama-se reação direta; 30 4,0 6,0
o sentido contrário, da direita para a esquerda, denomina-se reação inversa.
40 4,0 6,0
50 4,0 6,0
Reação reversível e equilíbrio químico 60 4,0 6,0
Toda reação reversível tende a atingir espontaneamente o equilíbrio quí-
mico. Tal fato acontece quando as velocidades das reações direta e inversa se No tempo de 30s em diante, as
igualam. concentrações permanecem constan-
Suponha uma reação genérica: reagente produto. tes: os reagentes em 4,0 mols/ℓ e os
química 2m2∙11

Realizou-se um estudo das concentrações das substâncias em função do produtos em 6,0 mols/ℓ.
tempo numa experiência com essa reação, obtendo-se os seguintes valores:

14
A constância nas concentrações não significa que a reação ces-

Concentração (mol/ℓ)
10,0
sou, mas sim que atingiu o equilíbrio químico. Na mesma velocidade
com que os reagentes formam os produtos, estes também formam
os reagentes.
Produtos
O gráfico ao lado indica a variação da concentração em função
do tempo, com os valores da tabela.
Os reagentes começam com a concentração em 10,0 mols/ℓ e 6,0
atingem o equilíbrio em 4,0 mols/ℓ, enquanto os produtos começam Reagentes

com a concentração 0,0 mol/ℓ e atingem o equilíbrio em 6,0 mols/ℓ. 4,0


O tempo do equilíbrio (te) indicado no gráfico corresponde ao tempo
em que a reação atinge o estado de equilíbrio. É reconhecido no grá- 0 Tempo (s)
0 10 20 30 40 50 60
fico quando as curvas de concentração se tornam retas paralelas.

Constante de equilíbrio
A constante de equilíbrio de uma reação química Na reação em fase gasosa aA + bB cC + dD, Kp
expressa a relação entre as quantidades de produtos e é dado pela expressão
reagentes nela existentes quando atinge o equilíbrio
químico. ( pC )c ( pD )d
Kp =
( pA )a ( pB )b
Constante de equilíbrio em função
das concentrações molares (Kc)
Da reação em fase gasosa abaixo representada, po-
Unidades de Kc e Kp
Para compreender como atribuir a unidade correta
dem-se extrair as expressões da velocidade das reações
à constante de equilíbrio ou se essa constante não tem
direta e inversa.
unidade, acompanhe os seguintes casos de reações em
aA + bB cC + dD fase gasosa.
V D = K D [A]a [B]b e Vi = Ki [C]c [D]d ¬ 2 A + B A 2B

Quando a reação atinge o equilíbrio químico, pode-se ( A 2B ) mol/ ℓ 1ℓ


dizer que V D = V I, logo: Kc = =X =X = X (mol/ ℓ ) –2
( A )2 ( B ) (mol/ ℓ ) 2 mol/ (mol/ ℓ ) 2
K D [A]a [B]b = Ki [C]c [D]d pA2 B atm 1
Kp = =X =X = X (atm) –2
(pA) 2 pB atm 2 . atm atm 2
A relação entre as duas constantes denomina-se cons-
tante de equilíbrio. ¬ A + B C+D

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1


KD [C]c [D ]d (C) (D) mol / ℓ . mol / ℓ
= Kc → Kc = Kc = =X  tem unidade)
= x (nao
KI [ A ]a [B]b (A) (B) mol / ℓ mol / ℓ

pC . pD atm . atm
Na expressão do Kc só entram as substâncias gasosas, Kp = =X  tem unidade)
= x (nao
pA . pB atm. atm
líquidas ou em solução. Sólidos não entram, pois suas
concentrações são constantes.

Constante de equilíbrio em função


das pressões parciais (Kp) Atividades
Esta expressão tem a mesma forma do Kc produtos . 1. Represente as expressões Kc e Kp para as reações equa-
reagentes cionadas a seguir.
A diferença é que, em vez de a relação ser entre as concen- a) N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g)
trações, o Kp é a relação entre as pressões parciais exerci-
química 2m2∙11

( NH3 )2
das pelas substâncias gasosas. Kc =
Na expressão do Kp não entram substâncias sólidas, ( N2 ) ( H2 )3
líquidas nem em solução, mas apenas gases. ( pNH3 )2
Kp =
pN2 . ( pH2 )3 15
b) Zn(s) + 2 HCℓ (aq) ZnCℓ 2(aq) + H2(g) d) 2 Aℓ2O3(s) 4 Aℓ (s) + 3 O2(g)
( ZnC 2 ) ( H2 ) Kc = [O2]3
Kc = Kp = (pO2)3
( HC )2
Kp = ( pH2 )

c) Ca(OH)2(aq) + CO2(g) CaCO3(s) + H2O (ℓ) e) CaO (s) + CO2(g) CaCO3(s)


1 1
Kc = Orientação ao professor 1 — Enfatize: Kc =
[Ca ( OH )2 ][CO2 ] ( CO2 )
a água tem concentração constante, por
1 isso não entra na expressão do kc. 1
Kp = Kp =
pCO2 pCO2

Cálculos envolvendo Kc e Kp
Quando substâncias reagem entre si para formar os Problemas que fornecem a
produtos de uma reação química, elas o fazem em propor- concentração ou as pressões parciais
ções estequiometricamente definidas. fora do equilíbrio químico
Em reações reversíveis, as concentrações dos reagentes Nestes problemas, obtêm-se as concentrações ou as
no equilíbrio químico são dadas pela diferença entre as con- pressões parciais no equilíbrio a partir das concentrações
centrações existentes no início e o quanto foi consumido; as ou das pressões parciais no início e de quanto foi consu-
dos produtos equivalem ao que se formou durante a reação, mido ou formado na reação, ou da variação da pressão
levando em conta não haver produto formado no início da parcial.
reação. As concentrações das substâncias em equilíbrio não Monóxido de carbono e oxigênio foram colocados em
estão de acordo com os coeficientes estequiométricos. recipiente fechado sob pressão parcial de respectivamen-
te 2,4 atm e 1,8 atm. Quando o equilíbrio foi atingido,
Problemas que fornecem a verificou-se a formação de CO2 sob pressão de 2,1 atm.
concentração em mol/ℓ ou as Determine o Kp da reação.
pressões parciais no estado de 2 CO (g) + O2(g) 2 CO2(g)
equilíbrio A partir do enunciado da equação química, montou-se
Para solucionar tais problemas, basta montar a ex- a seguinte tabela:
pressão matemática do Kc ou Kp e substituir os valores
Pressão 2 CO O2 2 CO2
do enunciado.
Uma mistura de gases está em equilíbrio na reação p início 2,4 1,8 0
C(s) + CO2(g) 2 CO (g) p dos gases que
As pressões parciais de CO2 e CO são respectivamente reagiram ou foram 2,1 1,05 2,1
8 atm e 4 atm. Calcule o valor de Kp da reação. formados
( pCO )2 ( 4 atm )2 16 atm2 2,4 – 2,1 1,8 – 1,05
p no equilíbrio 2,1
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1

Kp = Kp = = → Kp = 2atm
pCO2 8 atm 8 atm = 0,3 = 0,75

( pCO2 )2
Kp =
Problemas que fornecem o número de 2
( pCO ) . pO2
mols dos componentes da reação e o ( 2 ,1)2
volume do recipiente Kp = Kp = 65,3 atm –1
( 0 , 3 )2 . 0 ,75
Nesses problemas, deve-se tomar o cuidado de dividir
a quantidade em mol pelo volume do recipiente em litro,
para obter a concentração em mol/ℓ, para então se apli- Grau de equilíbrio (α)
car na expressão do Kc. O grau de equilíbrio em relação a um reagente ex-
Num recipiente de 2 ℓ encontram-se em equilíbrio 0,6 pressa a relação entre a quantidade de matéria consumi-
mol de NO2 e 0,4 mol de N2O 4, segundo a reação da desse reagente e sua quantidade de matéria no início
2 NO2(g) N2O 4(g) da reação.
0 , 6 mol O grau de equilíbrio pode ser expresso em valor ab-
( NO2 ) = = 0 , 3mol / ℓ
química 2m2∙11

2ℓ soluto ou relativo (porcentagem).


( N2 O4 ) =
0 , 4 mol
= 0 ,2mol / ℓ
Dez mols de um reagente A sofrem decomposição
2ℓ produzindo B + C. Após um tempo t o sistema atingiu o
(N O ) 0 ,2 0 ,2
Kc = 2 4 → Kc = → Kc = → Kc = 2,22(mols/ ℓ) –1
16 ( NO2 )2 ( 0 , 3 )2 0 , 09
equilíbrio e verificou-se a presença de 3 mols do reagente Cℓ 2 + CO COCℓ 2
A. Calcule o grau de equilíbrio. Sabendo que o grau de equilíbrio é 75%, calcule o
no. de mols inicial − no. de mols final valor de Kc para o equilíbrio.
α=
no. de mols inicial Cℓ2 + CO COCℓ2
10 − 3 7
α= = = 0 , 7 ou α = 70 % Cℓ 2 CO COCℓ 2
10 10
8 mols/2 ℓ =
Início 8 mols/2 ℓ = 4 mols/ℓ 0 mol/ℓ
4 mols/ℓ
Cálculo de Kc e Kp a partir do grau de equilíbrio
Conhecido o grau de equilíbrio de uma reação quí- Reagiu/ 75 75
4 . 100 = 3 4. =3 3 mols/ℓ
mica, sabe-se o número de mols de reagente consumi- Formou 100
do na reação química e, pela proporção estequiométri- Equilíbrio 1 mol/ℓ 1 mol/ℓ 3 mols/ℓ
ca, obtém-se o número de mols de produto formado.
Consequentemente, determina-se a quantidade de maté- ( COC ℓ2 ) 3
Kc = Kc = Kc = 3
ria existente no equilíbrio, que será utilizada no cálculo da ( C ℓ2 ) . ( Co ) 1.1
constante de equilíbrio.
Como as pressões parciais dos gases em equilíbrio são
3. Num recipiente de 1dm3, introduziu-se 0,10 mol de bu-
tano gasoso que, em presença de um catalisador, isome-
proporcionais ao número de mols de cada um dos gases,
rizou-se em isobutano.
o grau de equilíbrio também pode ser aplicado para a ob-
Butano (g) Isobutano (g)
tenção do Kp.
A constante desse equilíbrio é 2,5 nas condições do
Num recipiente fechado foram aquecidos 16 mols de
experimento. Qual a concentração, em mol/dm3, do isobu-
HCℓ, produzindo H2 e Cℓ2. Sabendo que o grau de equi-
tano no equilíbrio? Calcule o grau de equilíbrio.
líbrio é 75%, calcule o Kc.
Obs.: os coeficientes estequiométricos estão na pro-
2 HCℓ 2 H2 + Cℓ 2
porção 1:1.
HCℓ H2 Cℓ 2 Butano Isobutano
Início 16 mols 0 mol 0 mol Início 0,10 mol/dm3 0 mol/dm3
Reagiu/ 16 . 75 = 12 6 mols 6 mols Reagiu/Formou 0,1 . α = x x mol/dm3
Formou 100
Equilíbrio (0,1 – x) mol/dm3 x mol/dm3
Equilíbrio 4 mols 6 mols 6 mols
( isobu tan o ) x
Kc = 2 ,5 = x = 0 , 07
( HC ℓ )2 ( bu tan o ) 0 ,1− x
Kc =
( H2 ) ( C ℓ 2 ) Logo , a concentração de isobu tan o no equilíbrio é de 0 , 07 mol / dm3 .
0 ,1 . α = x
42 16
Kc = = = 0 , 44 0 ,1 . α = 0 , 07
6 . 6 36
a = 0,7 ou 70%

4. Numa reação, 3,0 mols de PCℓ5 são introduzidos num

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1


recipiente sofrendo decomposição segundo a reação
Atividades PCℓ5 PCℓ 3 + Cℓ 2
1. Num recipiente de 1 ℓ são introduzidos 5 mols de N2O4 Atingido o equilíbrio, verifica-se que 60% do PCℓ5 ini-
que se transformam em NO2. Uma vez atingido o equilí- cial sofrem dissociação e que a pressão total é 4,8 atm.
brio, resta no sistema 1,3 mol de reagente. Calcule o grau Calcule o valor de Kp.
de equilíbrio para o experimento.
PCℓ5 PCℓ3 + Cℓ2
N 2O 4 2 NO2 PCℓ5 PCℓ3 Cℓ2
N 2O 4 NO2 Início 3 mols 0 mol 0 mol
Início 5 mols 0 mol
Reagiu/Formou 3 x 60 = 1,8 1,8 mol 1,8 mol
Reagiu/Formou 5 . α = (5 – 1,3) = 3,7 7,4 mols 100

Equilíbrio 1,3 mol 7,4 mols Equilíbrio 1,2 mol 1,8 mol 1,8 mol

Como a quantidade total de mols no equilíbrio é de 4,8 mols, que represen-


química 2m2∙11

5 α = 3,7
α = 0,74 ou 74% tam a pressão total de 4,8 atm, diz-se que a pressão de cada substância no
equilíbrio é igual à sua quantidade de matéria em atm. Portanto:
2. Num recipiente de capacidade 2,0 ℓ são colocados
8,0 mols de CO e 8,0 mols de Cℓ 2 para reagir segundo o p ( PC ℓ 3 ) . p ( C ℓ2 ) 1, 8 . 1, 8
Kp = Kp = Kp = 2,7
processo a seguir, à temperatura constante. p ( PC ℓ 5 ) 1,2 17
5. Num recipiente fechado, à temperatura constante, 7. Na reação de produção do CO2 a partir de CO e O2,
ocorre o seguinte equilíbrio em fase gasosa: foram encontradas em equilíbrio as seguintes concentra-
4 NH3 + 3O2 2 N 2 + 6 H 2O ções: CO = 2 mols/ℓ, O2 = 0,5 mol/ℓ e CO2 = 4 mols/ℓ.
Se no início do processo foi posto para reagir 1 mol Calcule o valor do Kc.
de cada reagente e o grau de equilíbrio em relação ao oxi- 2 CO + O2 2 CO2
gênio foi 30%, calcule o valor de Kc.
( CO2 )2 42
Kc = Kc = Kc = 8 (mols/ ℓ ) -1
NH3 O2 N2 H 2O ( CO )2 ( O2 ) 22 . 0 ,5
Início 1 mol 1 mol 0 mol 0 mol 8. Calcule o valor de Kp para a reação da questão ante-
Reagiu/Formou 0,4 mol 0,2 mol 0,6 mol rior, levando em conta que a temperatura em que a rea-
1 . 30 = 0,3
100 ção ocorreu foi 57ºC.
Equilíbrio 0,6 mol 0,7 mol 0,2 mol 0,6 mol Kp = Kc . (RT)∆n
Kp = 8 (0,082 . 330)­
Kp = 0,296 atm–1
( N2 )2 .( H2 O )6 0 ,22 . 0 , 66
Kc = Kc = Kc = 0, 042
2
( NH3 )4 ( O2 )3 0 , 6 4 . 0 , 73
9. O pentacloreto de fósforo sofre dissociação segundo a
reação representada a seguir.
Conversão de Kc para Kp
PCℓ5(g) PCℓ 3(g) + Cℓ (g)
ou de Kp para Kc
Um frasco de 3,0 ℓ contém em equilíbrio 0,120 mol
Efetuam-se essas conversões utilizando-se as seguin-
de PCℓ5; 0,600 mol de PCℓ 3 e 0,0120 mol de Cℓ2. Calcule
tes expressões:
o Kc para a reação.
Kp ( pC ℓ 3 ) ( C ℓ 2 ) 0 ,2 . 0 , 0004 0 , 600 / 3 . 0 , 0120 / 3
Kp = Kc . ( RT ) Dn e Kc = Kc = Kc = Kc =
( RT ) ∆n ( PC ℓ5 ) 0 , 04 0 ,120 / 3
Kc = 0, 02 mol/ ℓ
¬ R é a constante universal dos gases perfeitos. Para valo-
res de pressão em atm vale 0,082 e em mmHg, 62,3.
10. A reação para formação do NOCℓ a partir do NO e
¬ T é a temperatura na escala Kelvin.
Cℓ 2 pode ser assim equacionada:
K = ºC + 273 2 NO (g) + Cℓ 2(g) 2 NOCℓ (g)
¬ Dn é a variação do número de mols gasosos na rea- A 25ºC, o Kp da reação era 1 920 atm –1 e as pressões
ção, calculado pela subtração parciais do NO e NOCℓ eram respectivamente 5,10 –2 atm
e 1,2 atm. Determine a pressão parcial do Cℓ 2 nessas
mols gasosos dos produtos — mols gasosos condições.
dos reagentes
( pNOC ℓ)2
Kp =
Determine o valor da constante Kp para a reação que ( pNO )2 . pC ℓ2
ocorre a 27 ºC. 1, 44
pC ℓ 2 =
N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g), sabendo que no equilíbrio 25 .10 −4 .1920
as substâncias se encontram com as seguintes concentra- (1,2 )2
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1

1920 = pC 2 = 0,3 atm


ções: N2 = 2 mols/ℓ, H2 = 2 mols/ℓ, NH3 = 1 mol/ℓ (5 .10 −2 )2 .pC ℓ 2
Como o enunciado fornece as concentrações molares, 11. Colocou-se um mol de bromo para reagir com um mol
obtém-se primeiro o Kc. de hidrogênio a 300ºC num recipiente de 1 ℓ. Ao ser atin-
( NH3 )2 gido o equilíbrio, verificou-se que a concentração do HI
Kc = Kp = Kc . (RT)∆n
( N2 ) ( H2 )3 produzido era 1,56 mol/ℓ. Calcule o Kc e Kp para a reação
Kp = 0,0625 . (0,082 . 300) –2 na temperatura citada.
12
Kc = Kp = 0,000254 H2 + Br2 2 HBr
2 . 23
H2 Br2 2 HBr
Kp = 2,54 x 10 –4 atm –2 Início 1 1 0
Kc = 0,0625 (mol/ℓ) –2 Reagiu/Formou 0,78 0,78 1,56
Equilíbrio 0,22 0,22 1,56
6. Represente a equação química cujo Kp é obtido da
expressão ( HBr )2
química 2m2∙11

Kc =
( pSO3 )2 ( H2 ) . ( Br2 ) Kp = Kc.(RT) ∆n
Kp = Kp = 50 (0,082 . 573)0
( pSO2 )2 pO2 (1,56 )2
Kc = Kp = 50
0 ,22 . 0 ,22
18 2 SO2(g) + O2(g) 2 SO3(g)
Kc = 50
12. O ácido acético C2H 4 O2 reage com o álcool etílico 13. O carbono sólido, ao reagir com dióxido de carbono,
C2H 6 O para produzir etanoato de etila C4 H 8 O2 e água. produz monóxido de carbono segundo a reação
Um mol de ácido e um mol de álcool reagem entre si e, C(s) + CO2(g) 2 CO (g)
quando a reação atinge o equilíbrio, o valor do Kc é igual À temperatura de 27ºC, a pressão parcial do CO é 8,0
a quatro (Kc = 4). Calcule o número de mols de cada subs- atm e o Kp da reação, 16 atm. Nessas condições, calcule
tância da reação no equilíbrio. a pressão parcial do CO2 e o Kc da reação.
C 2H 4O 2 + C 2H 6O C 4H 8O 2 + H 2O ( pCO )2 Kp
Kp = Kc =
pCO2 ( RT ) Dn
C 2H 4O 2 C 2H 6O C 4H 8O 2 H 2O
64 16
16 = Kc =
Início 1 mol 1 mol 0 0 pCO2 ( 0 , 082 . 300 )1
Reagiu / Formou x x x X pCO2 = 4 a tm Kc = 0,650 mol/ ℓ
(1 − x ) (1 − x ) x x
Equilíbrio
v v v v
x x
.
v v x2 n C H O= 0,334 mol
Kc = 4= 2 4 2
1− x 1− x (1 − x )2
. n C H O= 0,334 mol
v v 4 8 2
x2 x2 n C H O = 0,666 mol
Kc = 4= 4 8 2
(1 − x )2 (1− x )2
n H O = 0,666 mol
X = 0 , 666 mo l 2

Fatores que deslocam o equilíbrio químico

Deslocar um equilíbrio químico significa alterar as ¬ Retirando NO2 do sistema em equilíbrio, a própria rea-
concentrações das substâncias que se encontram em ção sente a falta da substância retirada, fazendo com
equilíbrio, buscando nova situação de equilíbrio. que o N2O 4 reaja, produzindo NO2, a fim de suprir o
NO2 retirado. O equilíbrio, então desloca no sentido
Verifica-se tal deslocamento mediante fatores exter-
do NO2.
nos, obedecendo ao princípio de Le Chatelier.
¬ Retirando N2O 4, pode-se seguir o mesmo raciocínio
Quando um fator externo age sobre uma reação da retirada do NO2, ou seja, a reação vai suprir o N2O4
em equilíbrio, esta se desloca no sentido de minimizar retirado, formando novas moléculas dessa substância,
a ação do fator aplicado. e o equilíbrio se desloca no sentido do N2O 4.
Resumindo:
Ao adicionar uma substância de um lado da rea-
Influência das concentrações das
ção, o equilíbrio se desloca para o lado oposto.

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1


substâncias presentes na reação
Ao retirar uma substância de um lado da reação, o
Falar de influência das concentrações como fator ex-
equilíbrio se desloca para o mesmo lado de onde a subs-
terno significa adicionar ao sistema uma substância que
tância é retirada.
já esteja presente na reação ou, então, retirar do sistema
alguma substância participante do equilíbrio. Um exemplo muito interessante de deslocamento do
Suponha a seguinte reação em equilíbrio: equilíbrio pela adição de uma substância ou íon que faz
parte da reação é a transformação do ânion cromato em
2 NO2(g) N2O 4(g)
meio ácido, em dicromato, segundo a reação
¬ Adicionando NO2 a esse sistema em equilíbrio, a
2CrO24 ( aq ) + 2H3 O+ ( aq ) Cr2 O72 − + 3H2 O (
própria reação sente excesso dessa substância e parte ( aq ) ℓ)
do NO2 reage formando novas moléculas de N2O 4, a
fim de restabelecer o equilíbrio. Diz-se então que o
equilíbrio se desloca no sentido do N2O4, ou seja, para
a direita.
química 2m2∙11

¬ Adicionando N2O 4 a esse sistema, seguindo o mes- Cromato Dicromato


(amarelo) (alaranjado)
mo raciocínio para a adição de NO2, o equilíbrio se
desloca no sentido da formação do NO2, ou seja, para
a esquerda. 19
Influência da pressão total Por exemplo, na reação representada por
sobre o sistema em equilíbrio Endotérmica
Na reação da produção da amônia pelo processo N2 + O2 + calor 2 NO
Exotérmica
Haber-Bosch, representada pela equação
N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g), aumentando-se a pressão que é endotérmica no sentido direto e exotérmica no
total sobre o sistema, aumenta a concentração do NH3; sentido inverso, o aumento na temperatura aumenta a
diminuindo-a, aumenta a concentração do N2 e do H2. concentração de NO.
Motivo desse comportamento: com o aumento da
pressão total, há deslocamento no sentido do menor vo-
lume parcial de gás. O único produto da reação, portanto,
ocupa menor volume, pois tem menor proporção molar Saiba mais
que a soma dos reagentes. A presença de catalisador na reação química não
N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) desloca o equilíbrio, pois o catalisador aumenta a veloci-
4 volumes 2 volumes dade das reações direta e inversa na mesma proporção.
Única diferença numa reação realizada com catali-
A diminuição da pressão total sobre o sistema resul-
sador: tempo menor do equilíbrio, ou seja, o equilíbrio é
ta no deslocamento no sentido do maior volume; logo, o
atingido mais rapidamente.
equilíbrio se desloca no sentido do N2 e H2.
Observe este gráfico.
Resumindo:
te1 — tempo do equilíbrio com catalisador
O aumento na pressão total sobre um sistema em te2 — tempo do equilíbrio sem catalisador
equilíbrio causa seu deslocamento para o lado de menor
volume, ou seja, menor número de mols gasosos. Concentração de mol/ℓ
A diminuição na pressão total sobre um sistema em
equilíbrio causa seu deslocamento para o lado de maior
volume, ou seja, maior número de mols gasosos.

Quando a pressão não desloca o equilíbrio


A modificação da pressão total sobre um sistema não
influencia na condição de equilíbrio em duas situações:
1. Número de mols gasosos igual nos reagentes e pro-
dutos.

Fe2O3(s) + 3 CO (g) 2 Fe (s) + 3 CO2(g)

Nesse exemplo, 3 mols de CO produzem 3 mols de


CO2. As substâncias gasosas ocupam iguais volumes. te1 te2 Tempo

2. Aumento da pressão total em razão da adição de um gás


Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1

inerte, como o argônio, e não pela diminuição de volume.

Influência da temperatura Atividades


sobre o sistema em equilíbrio 1. Na reação da formação da amônia a partir do nitrogê-
Numa reação reversível, sempre ocorrem simultanea-
nio e hidrogênio, representada a seguir,
mente os processos endotérmicos e exotérmicos. No sen-
N2(g) + 3 H2(g) 2 NH (g) DH = – 109,5 KJ
tido da reação direta, há liberação de calor (exotérmica);
em que sentido o equilíbrio será deslocado, se:
no sentido da reação inversa, há absorção de calor (en-
a) aumentar a temperatura? Justifique isso.
dotérmica).
No sentido do N2 e H2, pois, se ∆H é negativo no sentido direto, no
A elevação da temperatura num sistema em equi-
sentido inverso o ∆H é positivo. O aumento na temperatura desloca
líbrio acarreta o deslocamento no sentido da reação en-
dotérmica; a diminuição da temperatura, por sua vez, no sentido endotérmico.
química 2m2∙11

gera deslocamento no sentido da exotérmica.

20
b) diminuir a pressão? Justifique sua resposta.
No sentido do maior volume; logo o equilíbrio se desloca no sentido
Saiba mais
da reação inversa da formação do N2 e H2.
O galinho da chuva

giuliana macedo/Dom Bosco imagens


2. Na reação 2 CO2(g) 2 CO (g) + O2(g), o que aconte-
cerá com a concentração do CO2 e do O2, adicionando-se
CO à reação? Justifique isso.
A concentração do O2 diminuirá, pois parte do CO adicionado busca o O2

para reagir. A concentração do CO2 aumentará em virtude da reação en-

tre CO e O2.

3. Por que a reação representada por


2 NaOH(aq) + H2SO 4(aq) Na2SO 4(aq) + 2 H2O(ℓ) não Esse brilhante indicador de umidade é recober-
sofre deslocamento do equilíbrio em razão do aumento da to com cloreto de cobalto anidro de coloração azul.
pressão total do sistema? Quando absorve água em razão da umidade relativa
Porque não há substâncias gasosas envolvidas na reação. elevada que antecede a precipitação de chuvas, trans-
forma-se em cloreto de cobalto hidratado de colora-
ção rosa. Esse processo obedece à equação química
CoCℓ2(s) + 2 H2O CoCℓ2 . 2 H2O(s)
4. Por que o catalisador não desloca o equilíbrio químico?
Azul Rosa
Porque ele aumenta a velocidade das reações direta e inversa na mes-

ma proporção.

Testes
1. UERJ

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1


O programa brasileiro de produção de etanol Etanoato
Amostra Etanoico Etanol Água
já despertou o interesse de várias nações. Além de de Etila
ser uma ótima alternativa de combustível, também é w 0,04 0,01 0,08 0,02
utilizado em várias aplicações industriais, como, por x 0,01 0,05 0,06 0,01
exemplo, a produção do etanoato de etila, um flavo- y 0,04 0,01 0,04 0,04
rizante de larga aplicação.
z 0,01 0,02 0,04 0,02
Num experimento que verificava o estado de equilíbrio A amostra que ainda não atingiu o estado de equi-
nos processos reversíveis, o etanoato de etila foi sintetiza- líbrio é:
do por meio da seguinte reação química: a) W.
Ácido etanoico + Etanol Etanoato de Etila + Água b) X.
Admita que, nesse experimento, T = 25°C, P = 1 atm c) Y.
e Kc = 4,00. d) Z.
química 2m2∙11

Quatro amostras, retiradas aleatoriamente da mistura


reacional, foram submetidas à análise para determinar a
quantidade de matéria de cada uma das substâncias pre-
sentes. Os resultados em mol/ℓ estão indicados na tabe-
la a seguir. 21
2. PUC-RJ — Reações químicas dependem de energia e 5. PUC-MG — Assinale a ação que NÃO desloca um
colisões eficazes entre as moléculas dos reagentes. É de se equilíbrio químico do tipo
esperar que um sistema fechado ocorra entre as moléculas A(g) + B(s) C(s) + energia.
dos produtos em menor ou maior grau, até que se atinja a) adição de um catalisador
o chamado “equilíbrio químico”. O valor da constante de b) adição de A(g)
equilíbrio em função das concentrações das espécies no c) mudança da pressão
equilíbrio, em quantidade de matéria, é um dado impor- d) mudança da temperatura
tante para se avaliar a extensão (rendimento) da reação
quando as concentrações não se alteram mais.
6. PUC-PR — A constante de equilíbrio pode ser deter-
Considere a tabela com as quantidades de reagentes
minada em termos das pressões parciais ou em termos das
e produtos no início e no equilíbrio, na temperatura de
concentrações molares.
100°C, para a seguinte reação:
Encontre o valor aproximado do Kc para a reação
N2O 4(g) 2 NO2(g)
2 H2S(g) 2 H2(g) + S2(g), sabendo que na tempera-
Reagentes / tura de 750°C e num recipiente de 1 litro estão em equi-
No início No equilíbrio líbrio 0,5 mol de gás hidrogênio, 0,31 mol de enxofre e
produtos
17 g de sulfeto de hidrogênio.
(N2O 4) 0,050 mol/ℓ-1 0,030 mol/ℓ-1
(NO2) 0,050 mol/ℓ-1 0,090 mol/ℓ-1 Dados: M(H) = 1,00 g/mol M(S) = 32,00 g/mol

A constante de equilíbrio tem o seguinte valor: a) 3,18 x 10 -2


a) 0,13 b) 2,10 x 10 -1
b) 0,27 c) 1,09 x 10 -3
c) 0,50 d) 2,16 x 10 -1
d) 1,8 e) 3,10 x 10 -1
e) 3,0
7. PUC-RJ — Podemos afirmar que o equilíbrio químico
3. PUC-MG — Considere o equilíbrio químico a seguir. da reação de obtenção de cloreto de hidrogênio a partir
NOCℓ (g) NO (g) + 1/2 Cℓ 2(g) dos gases hidrogênio e cloro, dada abaixo, pode ser des-
Num reator fechado, estão presentes no equilíbrio locado no sentido da formação do produto pelo seguin-
0,5 mol de NOCℓ, 0,35 mol de NO e 0,20 mol de Cℓ2. À te recurso:
temperatura constante, adiciona-se 0,05 mol de NOCℓ. H2(g) + Cℓ 2(g) 2 HCℓ(g)
É CORRETO afirmar que as concentrações das espécies a) aumentando-se a pressão do sistema.
presentes no novo equilíbrio em relação ao equilíbrio an- b) diminuindo-se a pressão do sistema.
terior: c) diminuindo-se a pressão parcial de Cℓ 2.
a) não mudaram. d) aumentando-se a pressão parcial de Cℓ 2.
b) são superiores para NOCℓ, superiores para NO e e) adicionando-se um catalisador ao meio reacional.
superiores para Cℓ 2.
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1

c) são inferiores para NOCℓ, superiores para NO e


8. PUC-SP — Um frasco a 25°C foi preenchido exclusiva-
superiores para Cℓ 2.
mente com tetróxido de dinitrogênio (N2O 4), ficando com
d) são inferiores para NOCℓ, inferiores para NO e in-
pressão total de 3 atm. Nessas condições, o N2O 4 se des-
feriores para Cℓ 2.
proporciona formando o dióxido de nitrogênio (NO2), se-
gundo a equação N2O 4 (g) 2 NO2(g)
4. PUC-MG — Considere o sistema: Mantida a temperatura, após atingido o equilíbrio do
COCℓ 2(g) CO (g) + Cℓ 2(g) sistema, verifica-se que a pressão parcial do N 2O 4 é de
O estado de equilíbrio é atingido quando: 2,25 atm.
a) as velocidades das reações para a esquerda e para A pressão parcial do NO2 após atingido o equilíbrio,
a direita são nulas. e a constante de equilíbrio de desproporcionamento do
b) as concentrações de CO(g) e de COCℓ 2(g) se tor- N2O 4, em função das pressões parciais (Kp), são, respec-
nam iguais. tivamente:
c) as concentrações de CO(g) e de Cℓ 2(g) se tornam a) 1,5 atm e 1.
química 2m2∙11

iguais. b) 0,75 atm e 0,33.


d) a velocidade da reação para a direita se torna c) 0,75 atm e 0,25.
igual à velocidade da reação para a esquerda. d) 1,5 atm e 0,67.
e) 0,75 atm e 3.
22
9. PUC-SP — O gás hidrogênio é obtido industrialmente c) III e IV.
a partir da reação de hidrocarbonetos com vapor d’água a d) II e III.
altas temperaturas. e) I e IV.
CH4(g) + 2 H2O (g) CO2(g) + 4 H2(g)
DH 0 = +163 kJ 11. UECE — Na atmosfera, uma das reações que inicia a
Considere um sistema fechado em que as substâncias produção da chuva ácida, objeto de preocupação de am-
metano, água, dióxido de carbono e hidrogênio se encon- bientalistas, é 2 SO2(g) + O2(g) 2 SO3(g), ∆H < 0
tram em equilíbrio a 700°C e pressão de 1 bar. Podemos afirmar, corretamente, que:
São propostas três modificações no sistema: a) se as pressões parciais de SO2(g) e SO3(g) forem
I. Reduzir o volume do recipiente, elevando a pres- iguais num determinado estado de equilíbrio, o
são interna para 10 bar. valor numérico da pressão parcial de O2(g) é igual
II. Alterar a temperatura para 800°C. ao valor numérico de Kp.
III. Adicionar um catalisador de Ni. b) diminuindo a temperatura do sistema em equilí-
Entre as modificações sugeridas, contribuem para um brio, sem alteração de volume, a concentração de
aumento da concentração de H2, em relação ao sistema SO3(g) aumenta até ser atingido um novo estado
em equilíbrio: de equilíbrio.
a) somente a modificação I. c) aumentando a pressão sobre o sistema, sem va-
b) somente a modificação II. riação de temperatura, a quantidade de SO3(g) di-
c) somente as modificações I e III. minui até ser atingido um novo estado de equilí-
d) somente as modificações II e III. brio.
e) somente as modificações I e II. d) adicionando-se um catalisador ao sistema em
equilíbrio, sem alteração de temperatura, a con-
10. PUC-SP — Nos motores dos automóveis, ocorre a centração de SO3(g) diminui até ser atingido um
reação entre o nitrogênio (N2) e o oxigênio (O2), formando novo estado de equilíbrio.
o óxido nítrico (NO), um importante poluente atmosférico.
A equação que representa a reação é 12. UEPG-PR — A amônia, um dos compostos mais impor-
N2(g) + O2(g) 2 NO(g) tantes do mercado, é utilizada, entre outros, como fertili-
O gráfico a seguir mostra a relação entre a constante zante e como matéria-prima na fabricação de ácido cítrico e
de equilíbrio Kc e a temperatura do sistema. nitrato de amônio. Ela é obtida diretamente a partir dos seus
Kc 1 elementos, mediante um método conhecido como processo
Haber-Bosch, de acordo com a seguinte reação:
1 x 10 -5 N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) DH= – 92,2 kJ/mol
Como essa reação se processa muito lentamente, que
meios são utilizados para aumentar sua velocidade?
1 x 10 -10
(01) O aumento da temperatura do sistema, o que leva
a uma elevação no valor da constante de equilí-
1 x 10 -15

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1


brio K e, portanto, a um aumento da concentra-
ção de amônia.
(02) O aumento da pressão de todo o sistema, o que
0 1 000 2 000 desloca o equilíbrio, com a consequente maior
Temperatura (K) produção de amônia.
(04) A utilização de um catalisador.
A respeito da reação de formação do óxido nítrico,
(08) O aumento do volume do sistema em que a rea-
foram feitas as seguintes afirmações:
ção se processa.
I. Trata-se de um processo exotérmico.
06 (02+04)
II. Em temperaturas inferiores a 500 K, a utilização
de um catalisador proporciona maior rendimento 13. UERJ — A equação a seguir representa um processo
de formação de óxido nítrico (NO). de obtenção do antranilato de metila, largamente utilizado
III. No equilíbrio, a 1 000 K, a concentração de NO é como flavorizante de uva em balas e chicletes.
menor do que as concentrações de N2 e O2. NH2 NH2
IV. Aumentar a pressão do sistema não altera a con-
química 2m2∙11

COOH COOCH3
centração dos gases presentes no equilíbrio. + CH3 — OH + H 2O ∆H>O
Estão corretas as afirmações:
a) I e II.
(sólido) (líquido) (sólido) (líquido)
b) I e III. 23
Esse processo, realizado em condições adequadas, 16. Ufla-MG — Considerando a equação X 2Y + Z,
atinge o estado de equilíbrio após determinado período o gráfico que melhor representa a variação de concentra-
de tempo. ção das espécies químicas X, Y e Z com o tempo é:
Com o objetivo de aumentar o rendimento na pro-
dução desse flavorizante, foram propostas as seguintes a)
ações:
I. aumento da temperatura

Concentração
II. aumento da pressão
III. adição de água Y

IV. retirada de água X


As duas ações mais adequadas para esse objetivo Z
são:
0 Tempo
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III. b)
d) II e IV.

Concentração
14. UFC-CE — Considerando um reservatório mantido
à temperatura constante, tem-se estabelecido o equilí- X
brio químico PCℓ 5(g) PCℓ 3(g) + Cℓ 2(g), sendo que as Y
pressões parciais no equilíbrio são p(PCℓ 5) = 0,15 atm, Z

p(PCℓ 3) = 0,30 atm e p(Cℓ 2) = 0,10 atm. Assinale a alter- 0 Tempo


nativa correta para o valor de Kp (em atm) da reação.
a) 0,05
c)
b) 0,10
c) 0,15
Concentração
d) 0,20
e) 0,25
Y
X
15. UFG-GO — Os seguintes gráficos representam variá- Z
veis de uma reação química.
0 Tempo
Concentração

Velocidade

1 3 d)

2 4
Concentração
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1

0 t1 t2 Tempo 0 t1 t2 Tempo
Z
Os gráficos indicam que: Y
a) no instante t1, a velocidade da reação direta é
X
igual à da inversa.
b) após t 2 não ocorre reação. 0 Tempo

c) no instante t1, a reação atingiu o equilíbrio.


d) a curva 4 corresponde à velocidade da reação in- e)
versa.
e) no ponto de intersecção das curvas 3 e 4, a con-
Concentração

centração de produtos é igual à de reagentes.


X

Z
química 2m2∙11

0 Tempo

24
17. UFRN — Observe o gráfico a seguir, relativo ao esta- dispositivos têm a função de converter gases nocivos, den-
belecimento do equilíbrio de uma reação, a 298K, do tipo tre eles os óxidos de nitrogênio (NOx) e o monóxido de
A + 3B C + 3D carbono (CO), em substâncias menos prejudiciais à saúde
(CO2 e N2).
Uma das reações que ocorre nos catalisadores é re-
8 presentada pela equação não-balanceada
Concentração de (mol/ℓ)

CO(g) + NO(g) CO2(g) + N2(g) ∆H < 0


6 Considere que, num recipiente fechado contendo ini-
C
cialmente 3 mols de monóxido de carbono e 2 mols de mo-
4
nóxido de nitrogênio, o equilíbrio foi estabelecido quando
A 90% de monóxido de nitrogênio foram consumidos.
Com base nas informações fornecidas e na equação
2 balanceada, assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
D
(01) O aumento da temperatura favorece a formação
B
0 de CO2 e N2.
0 1 2 3 4 5 (02) Na reação em questão, o catalisador tem função
Tempo (min)
de alterar a posição do equilíbrio.
O valor da constante de equilíbrio (Kc) para essa rea- (04) No equilíbrio, a quantidade de monóxido de car-
ção, a 298 K, é: bono no recipiente é de 1,2 mol.
a) 3 (08) A reação é favorecida pelo aumento da pressão.
b) 6 (16) A expressão da constante de equilíbrio, em ter-
c) 12 mos da concentração, é dada por
d) 24 Kc = [CO2]2 . [N2] / [CO] . [NO]2
(32) A quantidade total de mol de gases, no equilíbrio,
18. UFRGS-RS — Num vaso de reação a 45°C e 10 atm é igual a 4,1.
foram colocados 1,0 mol de N2 e 3,0 mols de H2. O equilí- (64) A introdução de N2(g) no equilíbrio acarreta uma
brio que se estabeleceu pode ser representado pela equa- diminuição da concentração de NO(g).
42 (02+08+32)
ção a seguir.
N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) 21. UFSM-RS — O gráfico a seguir mostra a variação, em
Qual a composição da mistura no estado de equilíbrio função do tempo, da concentração de A, B, C e D durante
se, nessa condição, são obtidos 0,08 mol de NH3? a reação de 3,5 mols/ℓ de A com 3,5 mols/ℓ de B, a 25ºC.
Observe que as concentrações de A, B, C e D para o cál-
N2 H2 NH3 culo de Ke estão indicadas no gráfico.
a) 1,0 mol 3,0 mols 0,08 mol
b) 0,96 mol 2,92 mols 0,16 mol 4
Concentração (mol/ℓ)

c) 0,84 mol 2,84 mols 0,16 mol 3 C+D

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1


d) 0,84 mol 2,92 mols 0,08 mol
2
e) 0,96 mol 2,88 mols 0,08 mol
A+B
1
19. UFRGS-RS — Assinale a alternativa que indica o equi-
líbrio que pode ser deslocado no sentido dos produtos por
0 5 10 15 20 t (min)
aumento de temperatura e de pressão.
a) H2(g) + Cℓ 2(g) 2 HCℓ (g) ∆H < 0 Considerando a reação A + B C + D, o equilíbrio
químico foi alcançado aos minutos, e o valor de
b) SbCℓ5(g) SbCℓ 3(g) + Cℓ 2(g) ∆H > 0
Ke quanto à concentração é mols/ℓ.
c) PCℓ5(g) PCℓ 3(g) + Cℓ 2(g) ∆H > 0
Assinale a alternativa que completa corretamente as
d) 2 SO2(g) + O2(g) 2 SO3(g) ∆H < 0
lacunas.
e) 4 NO(g) + 6 H2O (g) 4 NH3(g) + 5 O2(g) ∆H > 0
a) 5; 1,75
b) 10; 2,25
química 2m2∙11

20. UFSC — Os catalisadores automotivos são forma- c) 5; 6,25


dos por uma “colmeia” metálica ou cerâmica, impregnada d) 20; 1,75
por uma mistura de paládio-ródio (para veículos a gasoli- e) 10; 6,25
na) ou paládio-molibdênio (para veículos a álcool). Esses
25
22. UFU-MG — A síntese de Haber-Bosch pode ser re- Considere as seguintes afirmações:
presentada pela reação I. Um catalisador adequado deslocará o equilíbrio
1 da reação no sentido da conversão do NO em N2
N2 ( g ) + 3H2 ( g ) 2NH3 ( g ) ∆H1 < 0
2 e O2.
Em relação ao equilíbrio descrito, correlacione os fato- II. O aumento da pressão favorece a formação do
res citados que afetam o estado de equilíbrio na Coluna 1 NO.
com o respectivo efeito listado na Coluna 2. III. A 2 400 K há maior quantidade de NO do que a
Coluna 1 1 200 K.
I. Concentração de H2 IV. A reação de formação do NO é endotérmica.
II. Pressão São corretas as afirmações contidas somente em:
III. Temperatura a) I, II e III.
IV. Catalisador b) II, III e IV.
Coluna 2 c) I e III.
( ) O aumento favorece a produção de NH3. d) II e IV.
( ) Não altera o estado de equilíbrio. e) III e IV.
( ) O aumento desloca o equilíbrio para a decompo-
sição de NH3. 25. UEL-PR — Para o equilíbrio químico N2(g) + O2(g) ←

→ 2NO(g)

( ) O aumento desloca o equilíbrio para a produção foram encontrados os seguintes valores para a constante Kc,
de NH3. às temperaturas indicadas:
Marque a alternativa que apresenta a sequência cor-
reta. Temperatura (k) Kc (10 -4)
a) I, III, IV, II I 1 800 1,21
b) IV, II, I, III
II 2 000 4,08
c) II, IV, III, I
d) I, II, IV, III III 2 100 6,86
IV 2 200 11,0
23. Unesp-SP — Dada a reação exotérmica V 2 300 16,9
2 H2O2(aq) 2 H2O(ℓ) + O2(g), a alteração que favo-
Há maior concentração molar do NO (g) em:
rece a formação dos produtos é a elevação da:
a) I.
a) temperatura.
b) II.
b) pressão parcial de O2.
c) III.
c) concentração de H2O.
d) IV.
d) pressão.
e) V.
e) concentração de H2O2.

26. Fuvest-SP — N2O4 e NO2, gases poluentes do ar, en-


24. Unifesp-SP — O monóxido de nitrogênio é um dos
contram-se em equilíbrio, como indicado.
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico 1

poluentes atmosféricos lançados no ar pelos veículos com


motores malregulados. No cilindro de um motor de explo- 
→ 2NO
N 2O 4 ←  2
são interna de alta compressão, a temperatura durante a
combustão do combustível com excesso de ar é da ordem
Em uma experiência, nas condições ambientes, intro-
de 2 400 K e os gases de descarga estão ao redor de 1
duziu-se 1,50 mol de N 2O 4 em um reator de 2,0 litros.
200 K. O gráfico representa a variação da constante de
Estabelecido o equilíbrio, a concentração de NO2 foi de
equilíbrio (escala logarítmica) em função da temperatura,
0,060 mol/L. Qual o valor da constante K6, em termos de
para a reação de formação do NO, dada por
concentração, desse equilíbrio?
1/2 N2(g) + 1/2 O2(g) NO(g) a) 2,4 x 10 –3
1 Kc b) 4,8 x 10 –3
c) 5,0 x 10 –3
1 . 10 -5
d) 5,2 x 10 –3
e) 8,3 x 10 –2
1 . 10 -10
química 2m2∙11

1 . 10 -15

Temperatura (k)
26 0 1000 2000
Equilíbrio químico II
A água é conhecida como solvente universal por
dissolver grande quantidade de substâncias. Quando há
uma solução aquosa de um eletrólito, há também um
equilíbrio químico ocorrendo no sistema. Em tal equilíbrio
estão sempre presentes o soluto molecular ou iônico, a
água, que é o solvente, e os íons produzidos em solução.
Esse equilíbrio denomina-se “equilíbrio iônico”.
Numa piscina é importante o controle de íons
dispersos na solução, porque isso pode alterar o
pH, além de interferir na saúde.
Assim como qualquer equilíbrio químico, o iônico
pode estar mais deslocado para os reagentes, predomi-
nando a fórmula molecular ou iônica não-dissociada, ou
deslocado para os produtos, predominando a forma dos
íons em solução. Esse deslocamento é o que diferencia
uma solução fracamente eletrolítica de uma fortemente
eletrolítica. Uma conduz pouca corrente elétrica; a outra,
rica em íons, é excelente condutora de eletricidade.

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Constante de ionização ou constante de dissociação iônica (Ki)


Essa constante se estabelece a partir da constante Análise dos resultados do Ka:
de equilíbrio em função da concentração mol/ℓ (Kc), para Se Ka HCℓ = 107 mols/ℓ, a concentração dos íons
uma equação iônica. é muito maior que a concentração na forma molecular.
[C+ ][ A – ] Logo o ácido é mais forte que o HCN, cujo valor do Ka é
CA(ℓ) + H2O (ℓ) C+(aq) + A –(aq) Kc = muito pequeno, indicando que predomina no equilíbrio a
[CA ][H2 O ]
forma molecular.
Como a concentração da água, que é o solvente, é pratica- Quanto maior o valor do Ka, maior a força do ácido.
mente constante, incorpora-se ao Kc, formando então o Ki.

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II


+ – + –
Kc.[H2O] = [C ][ A ] Ki = [C ][ A ] Constante da dissociação
[CA ] [CA ] iônica das bases (Kb)
Ocorre no equilíbrio da dissociação iônica de uma
base.
Constante, de ionização do ácido (Ka)
Ocorre no equilíbrio da ionização de um ácido. H 2O [NH4+ ][ OH– ]
NH4 OH (aq) NH+4 + OH – Kb =
+ – [NH4 OH]
HCℓ
H 2O
H+ + Cℓ – Ka = [H ][Cℓ ]
[HCℓ ] Kb = 1,8 . 10 –5 mol/ℓ a 25 ºC

H 2O Ka = [H+ ][CN– ]
HCN H+ + CN – H 2O [ Zn+2 ][ OH– ]2
[HCN] Zn(OH)2(aq) Zn2+ + 2OH – Kb =
[ Zn ( OH )2 ]
Kb = 1,2 . 10 –7 mol/ℓ a 25ºC
Valores de Ka e força relativa dos ácidos
química 2m2∙11

Experimentalmente se verifica que a 25ºC os valores Assim como nos ácidos, quanto maior a constante (para
de Ka para os ácidos clorídrico (HCℓ) e cianídrico (HCN) bases, Kb), maior a força. Logo, conclui-se que o hidróxido
são, respectivamente, 107 e 4,9 . 10 –10 mol/ℓ. de amônio é mais forte que o hidróxido de zinco.
27
Lei da diluição de Ostwald

Para compreender esta lei, relembre o conceito de Efeito do íon não-comum


grau de ionização ou dissociação iônica (a). Outro efeito que pode ocorrer no equilíbrio iônico é
O grau de ionização é a relação entre a quantidade de o do íon não-comum, um íon que ainda não está presen-
mols dissociados e a quantidade de mols dissolvidos. te no equilíbrio, mas que, quando adicionado, reage com
n dissociados algum dos íons presentes, deslocando o equilíbrio no sen-
a=
n dissolvidos tido dos íons em solução.

Suponha, por exemplo, que, a determinada tempera- Exemplo: HCN H+ + CN –


tura, se dissolveram em água 100 mols de um ácido HX. Adicionando a esse sistema em equilíbrio uma base
Desses, 95 sofrem ionização produzindo H+ + X– e ape- XOH, que se dissocia em X+ + OH – , o ânion hidróxido
nas 5 continuam na forma molecular HX. Assim, pode-se (OH –) causa o efeito do íon não-comum, consumindo H+
calcular a. presente em solução e fazendo com que mais moléculas
de HCN se ionizem, deslocando o equilíbrio no sentido
a = 95 = 0,95 ou 95%
100 da ionização e, consequentemente, aumentando o grau
de ionização (a).
A lei da diluição de Ostwald relaciona o grau de ioni-
zação ou dissociação (a) aos valores das constantes Ka ou
Kb, sendo dada pela equação

Ka ou Kb =
α 2m
1− α
Saiba mais
A dissolução da hidroxiapatita é chamada des-
mineralização, e sua formação, mineralização. Se, ao
escovar os dentes, a placa bacteriana não for removi-
Observação da, o acúmulo de açúcar no dente fermenta, produ-
Se o ácido ou base forem fracos, isso significa que zindo ácido lático e diminuindo o pH com o aumen-
o valor do a é menor que 0,05. Pode-se então conside- to de íons hidrogênio (H+), que desloca o equilíbrio
rar que (1 – a) é praticamente igual a 1. Levando-se em entre a mineralização e a desmineralização, de modo
conta essa aproximação, a lei de Ostwald para ácidos ou a causar dissolução da hidroxiapatita e possível per-
bases fracas é dada por: da do dente.

c. commons
Ka ou Kb = a2m
Com essa expressão, conclui-se:
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II

Sendo Ka ou Kb constante a dada temperatura,


quanto menor a concentração em mol/ℓ da solução,
maior o grau de ionização ou dissociação (a).

Efeito do íon comum


Desmineralização dos dentes.
Íon comum é o que se adiciona a um sistema em equi-
líbrio que já possui esse íon. A adição desse íon já exis- A dissolução da hidroxiapatita é representada
tente faz com que o equilíbrio seja deslocado para o lado pela equação
contrário.
desmineralização
Exemplo: HCN H+ + CN – Ca5(PO4)3OH(s) 5Ca2+ 3– –
(aq) + 3PO 4(aq) + OH (aq)
mineralização
Adicionando NaCN a esse sistema, ele sofre dissocia-
ção em Na+ + CN –. O ânion cianeto (CN –) é o íon comum,
que reage com H+, deslocando o equilíbrio no sentido do
química 2m2∙11

HCN não-ionizado. Com esse deslocamento, o grau de


ionização do ácido (a) diminui.

28
Atividades
1. Abaixo estão relacionados quatro ácidos e os res- 4. Calcule a constante de ionização do ácido acético numa
pectivos valores de constante de ionização (Ka) a 25ºC. solução 0,02 mol/ℓ, sabendo que na temperatura da expe-
Coloque-os em ordem crescente de força e justifique essa riência o seu grau de ionização é 3%.
ordenação. 2
Ka = a2m Ka = (3 . 10–2) . 2 . 10–2
HI 3,0 . 109
Ka = 1,8 . 10–5
HBr 1,0 . 109
HCℓ 1,0 . 107
HF 6,0 . 10 –4

HF < HCℓ < HBr < HI

Quanto maior o valor do Ka, mais ionizado o ácido, sendo, portanto, mais

forte.
5. O ácido hipocloroso (HCℓO) em determinada tempe-
ratura possui constante de ionização 1,6 . 10 –7. Calcule o
grau de ionização para uma solução 0,0001 mol/ℓ.
2. O vinagre, solução aquosa de ácido acético, em solu-
Ka = a2m 1,6 . 10–7 = a2 . 10–4
ção aquosa estabelece o seguinte equilíbrio:
α = 16 . 10 −4
CH3COOH CH3COO – + H+
a = 4 . 10–2
O que acontece com o grau de ionização do ácido, adi-
cionando-se ao sistema acetato de sódio (CH3COO – Na+)?
Justifique sua resposta.
Diminui o grau de ionização, pois o ânion acetato atua como íon comum,

consumindo H+ e deslocando o equilíbrio para forma não-ionizada.


6. Uma solução de ácido cianídrico (HCN) em determinada
temperatura possui grau de ionização e constante de ioni-
zação, respectivamente, 0,01 e 0,000001. Calcule a con-
3. Indicadores ácido-base são substâncias que modifi- centração em quantidade de matéria dessa solução.
cam de cor de acordo com o meio em que se encontram.
2
Suponha que um indicador seja um ácido orgânico fraco, Ka = a2m 10–6 = (10–2) . m
representado por HIn, que em equilíbrio pode ser repre- m = 0,01 mol/ℓ
sentado por

HIn H+ + In –

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II


amarelo vermelho
Qual será a cor do meio, adicionando-se:
a) um ácido HX?
O meio ficará amarelo, pois o H+ adicionado reage com In– e desloca 7. O grau de dissociação iônica do hidróxido de amônio
(NH4OH) numa solução 1 mol/ℓ é 0,40%, a 20ºC. Calcule o
o equilíbrio no sentido do HIn, que é amarelo.
valor da constante de dissociação iônica nessa temperatura.

Ka = a2m Ka = (0,004)2. 1 Ka = 16 . 10–6

Ka = 16 . 10–5
b) uma base BOH?
O meio ficará vermelho, pois o OH– adicionado consome o H+ da so-
química 2m2∙11

lução, deslocando o equilíbrio no sentido da ionização, produzindo

mais In–, que é vermelho.

29
Equilíbrio iônico na água — pH e pOH
Levando -se em conta que a densidade da água Resumindo:
é 1,0 g/cm3, em 1 ℓ de água há 1 000 g. Como a massa
molar da água é 18 g/mol, em 1 ℓ de água há 55,5 mols [H+] = [OH – ] meio neutro
dessa substância. Dessa quantidade, a maioria encontra- [H+] > [OH – ] meio ácido
se na forma molecular, com suas moléculas formadas por
um átomo central de oxigênio ligado a dois átomos de hi- [H+] < [OH – ] meio básico
drogênio por ligação covalente simples, porém uma pe-
queníssima parte dos mols sofre ionização de acordo com
pH e pOH
a equação representada a seguir.
Os conceitos de pH e pOH foram criados por Lauritz
H 2O H+ + OH – Sörensen em 1909, a fim de evitar o uso de potências ne-
gativas em expressões matemáticas envolvendo concen-
trações de H+ e OH –.
Produto iônico da água
Estabelecendo-se a equação da constante de ioniza- pH — Potencial hidrogeniônico
[H+ ][ OH– ] Relacionado à concentração dos íons hidrogênio (H+)
ção para a água, obtém-se Ki =
[H2 O ]
Como a concentração da água é constante, ela se in- pOH — Potencial hidroxiliônico
corpora ao Ki, passando a chamar-se Kw, que é o produ- Relacionado à concentração dos íons hidróxido (OH –)
to iônico da água.
Para medir o pH, utiliza-se um pHmetro constituído
Ki . [H2O] = [H+] . [OH –] Kw = [H+] . [OH – ] de um eletrodo e um potenciômetro. Faz-se a imersão do
A 25ºC, as concentrações de H+ e OH – na água são eletrodo na solução a ser analisada e usa-se o potenciô-
iguais a 10 –7mol/ℓ. metro na calibração do aparelho com soluções ou reagen-
tes de referência.
[H+] = [OH – ] = 10 –7 mol/ℓ

NUNO nogueira
Como Kw = [H +].[OH – ], tem-se que, na água pura,
Kw = 10 –7 . 10 –7,
Kw = 10 –14 (mol/ℓ)2 a 25oC

Concentrações de H+ e OH–
Quando as concentrações de H+ e OH – são iguais, o
meio é neutro. Adicionando um ácido em água, a concen-
tração do H+ aumenta e, em contrapartida, a concentra-
ção de OH – diminui, para que o produto iônico da água
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II

se mantenha constante.
Água pura Água + ácido pHmetro.

[H+]>[OH –] Outro processo se faz mediante indicadores de pH que


Se [H+] aumenta para 10 –5, alteram a cor de acordo com o pH da substância. O méto-
[H+] = [OH –] = 10 –7 a [OH –] diminui para 10 –9, do então é comparativo.
de forma que 10 –5 . 10 –9 =
michael krahe
10 –14

Adicionando uma base em água, a concentração do


OH – aumenta e, em contrapartida, a concentração do H+
diminui.

Água pura Água + ácido


[H+]<[OH –]
química 2m2∙11

Se [OH –] aumenta para 10 –2,


[H+] = [OH –] = 10 –7 a [H+] diminui para 10 –12, de
forma que
10 –2 . 10 –12 = 10 –14
30 Indicadores.
Expressão matemática do pH e pOH
Escrevem-se as expressões elaboradas por Sörensen da
seguinte forma: Saiba mais
pH = – log [H+] pOH = – log [OH – ] Materiais do cotidiano e pH
Veja alguns exemplos de materiais utilizados em
Se [H+] = 10 –4 mol/ℓ Se [OH –] = 10 –10 mol/ℓ nosso cotidiano e os respectivos valores de pH.
pH = – log 10 –4 pOH = – log 10 –10
pH = – (– 4) pOH = – (– 10) Suco de limão pH (2,2 a 2,4)
pH = 4 pOH = 10 Vinagre pH (2,6 a 3,0)
Como a [H+].[OH – ] = 10 –14 a 25ºC, pode-se então Suco de laranja pH (3,0 a 4,0)
concluir: pH + pOH = 14 Café pH (5,0 a 5,1)
Creme dental pH (9,8 a 9,9)
Pessoas com problemas de azia, ardência que vai
pH e pOH para soluções neutras ou água pura
do estômago à garganta, proveniente do refluxo do
Numa solução neutra ou água pura, as concentrações
ácido, não devem ingerir suco de limão ou laranja,
de H+ e OH – são iguais a 10 –7 mol/ℓ. Então:
café e saladas temperadas com vinagre, pois tais ali-
pH = – log –7 pH = 7 mentos têm pH ácido (menor que 7), o que acarreta
pOH = – log –7 pOH = 7 agravamento do problema.
pH e pOH para soluções ácidas
Numa solução ácida, [H+] > 10 –7. Logo pH < 7.

Solução 1: [H+] = 10 –6 mol/ℓ pH = 6


Atividades
Solução 2: [H+] = 10 –3 mol/ℓ pH = 3 1. Calcule o pH e o pOH das soluções cujas concentrações
hidrogeniônicas são:
Repare que a solução 2 é mais concentrada que a so-
a) 0,00001 mol/ℓ
lução 1, portanto 2 tem menor valor de pH.
pH = – log 10–5
Quanto maior a [H+], menor o pH. Quanto me- pH = 5
nor o pH, portanto, mais ácida a solução. Logo pOH = 9

b) 2 x 10 –3 mol/ℓ (dado log 2 = 0,3)


Aplicando mesmas soluções, verifica-se:
pH = – log 2.10–3 pH = – (log 2 + log 10–3)
Solução 1 Solução 2 pH = – (0,3 – 3) pH = 2,7
Se [H+] = 10 –6 mol/ℓ, Se [H+] = 10 –3 mol/ℓ, Logo: pOH = 11,3
logo [OH –] = 10 –6 mol/ℓ logo [OH –] = 10 –11 mol/ℓ c) 8 x 10 –6 mol/ℓ (dado log 2 = 0,3)
pOH = 8 pOH = 11 pH = – log 8 . 10–6 pH = – (log 23 + log 10–6)
pH = – (3 log 2 + log 10–6) pH = – (0,9 – 6)

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II


Quanto menor a [OH –], mais ácida a solução, po- pH = 5,1 Logo: pOH = 8,9
rém, maior o valor do pOH.
Resumindo: 2. Uma solução de NaOH tem concentração em quanti-
dade de matéria 0,001 mol/ℓ. Considerando a base total-
pH pH pOH pOH mente dissociada, calcule seu pH.
menor maior menor maior
[OH–] = 10–3 pOH = – log 10–3
pOH = 3 Logo: pH = 11
maior menor maior menor
[H+] [H+] [OH – ] [OH – ] 3. Uma solução de HCℓO tem concentração 10 –5 mol/ℓ.
Considerando que seu grau de ionização é 0,2%, calcule
mais menos mais menos o pH da solução. (log 2 = 0,3)
ácido ácido básico básico [H+] = am
[H+] = 2 . 10–8
pH = – (0,3 – 8)
química 2m2∙11

pH = 7, logo pOH = 7 meio neutro


[H+] = 2 . 10–3 . 10–5
pH < 7, logo pOH > 7 meio ácido
pH = – log 2 . 10–8
pH > 7, logo pOH < 7 meio básico pH = 7,7

31
4. Calcule o pH de uma solução de um monoácido HX 7. O ácido carbônico é um ácido fraco cujo Ka é igual a
0,0001 mol/ℓ, sabendo que sua constante de ionização é 4.10 –7 mol/ℓ. Calcule o pH de uma solução 0,1 mol/ℓ des-
igual a 10 –8 mol/ℓ. se ácido (H2CO3). (log 2 = 0,3)
Ka = a2m [H+] = am
10–8 = a2 . 10–4 [H+] = 10–2 . 10–4 H2CO3 2 H+ + CO2–
3
a2 = 10–4 [H+] = 10–6 0,1 2 . 0,1 = 0,2 mol/ℓ
pH = – log10–6
a = 10 –4
pH = 6
a = 10–2 0,2 mol/ℓ — se a = 1
x mol/ℓ — se a = 2.10–3
5. Quantas vezes mais ácida é uma solução de pH = 2 em
relação a outra solução de pH = 6? x = 0,2 . 2.10–3
a) 4 vezes pH = 2 [H+] = 10–2 mol/ℓ x = 0,4.10–3
b) 10 vezes pH = 6 [H+] = 10–6 mol/ℓ [H+] = 4.10–4 mol/ℓ
10 – 2
c) 100 vezes = 104 = 10 000
d) 10 000 vezes 10 –6
Ka = a2m
e) 400 vezes a = 4 .10 –6
4 .10 –7
6. A 200 mℓ de um suco concentrado de laranja foram =a
0 ,1
adicionados 1,8 ℓ de água. Sabendo que o suco concen-
a = 2.10–3
trado tem pH = 4, calcule o pH do suco diluído.
Suco concentrado pH = 4, logo [H+] = 10–4 mol/ℓ
M 1V 1 = M 2V 2 pH = – log 4 . 10–4
10–4. 200 = M2 . 2000 pH = – (log24 + log 10–4)
M2 = 10–3 mol/ℓ, pH = – (0,6 – 4)
Logo: pH final = 3 pH = 3,4

Hidrólise salina
Quando os sais são dissolvidos em água, sofrem o pro- Íons provenientes de
cesso de dissociação iônica dos íons. ácido fraco e base forte
CA(s) + H2O (ℓ) C–(aq) + A+(aq) NaCN Na+ + CN –
Em alguns casos, os íons formados podem reagir com Dissociação iônica do sal
a água. Se for o cátion C+, ele reage com o OH – provenien-
te da água, formando COH (aq). Se for o ânion A –, ele rea- Na+ + CN – + H2O Na+ + OH – + HCN
ge com o H+ proveniente da água, formando HA(aq). Essas O Na+ permanece separado do OH – , pois NaOH é
reações denominam-se hidrólise salina. base forte.
A hidrólise salina consiste na reação do cátion e/ou CN – + H2O OH – + HCN
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II

do ânion com a água.


Conheça a seguir os tipos de sais e seu comportamen- Hidrólise do ânion produzindo o ácido fraco e deixando
to em solução aquosa, no que diz respeito à hidrólise. livre o OH – em solução, tornando o meio básico (pH > 7).

Íons provenientes de
Íons provenientes de ácido e base fortes
ácido forte e base fraca
NaCℓ Na+ + Cℓ –

Dissociação iônica do sal


Dissociação iônica do sal
Na+ + Cℓ – + H2O Na+ + OH – + H+ + Cℓ –
NH+4 + Cℓ – + H2O NH4 OH + H+ + Cℓ –
NaOH e o HCℓ são fortes, portanto predomina a for-
O H+ permanece separado do Cℓ –, pois HCℓ é um áci- ma dissociada.
do forte e predomina a forma ionizada.
química 2m2∙11

H 2O H+ + OH –
NH+4 + H 2O NH4 OH + H +
Não há reação de hidrólise. O cátion Na+ e o ânion
Hidrólise do cátion produzindo a base fraca NH4OH e dei- Cℓ – não reagem com a água.
32 xando o H+ livre em solução, tornando o meio ácido (pH < 7).
A solução aquosa de um sal derivado de ácido e base Exemplo 3:
fortes tem pH ligeiramente ácido ou ligeiramente básico,
NH+4 + CN – + H2O NH4 OH + HCN
dependendo dos valores de Ka e Kb do ácido e da base
dissociados na solução. Kh = [NH4 OH][HCN]
No caso do NaCℓ, tem-se: [NH4+ ][CN– ]

Ka do HCℓ = 107 mol/ℓ Kb do NaOH = 4 mols/ℓ Kh relaciona-se com Ka e com Kb, pois
Kw tanto o cátion quanto o ânion sofrem hi-
Como Ka > Kb, a solução é ligeiramente ácida, pH < 7, Kh =
Ka .Kb drólise, produzindo ácido e base.
mas próxima desse valor.

Íons provenientes de
ácido e base fracos
NH4 CN NH+4 + CN –
Atividades
1. Calcule as constantes de hidrólise dos sais relaciona-
Dissociação iônica do sal:
dos a seguir.
NH+4 + CN – + H 2O NH4 OH + HCN Dados: Ka do HNO2 = 7,0 . 10 –4 mol/ℓ
Ocorre hidrólise do cátion e do ânion, que são base Kb do NH4 OH = 1,7 . 10 –5 mol/ℓ
e ácido fracos. Kw = 1,0 . 10 –14 mol/ℓ
Assim como no caso anterior, o pH depende do Ka e a) NaNO2
do Kb. Nesse caso, por exemplo, têm-se os seguintes valo- NO–2 + H2O HNO2 + OH–
res de Ka e Kb:
Kw 10 –14
Ka do HCN = 4,0 . 10 –10 mol/ℓ Kh = Kh = Kh = 0,14 . 10–10 ou 1,4 . 10–11
Ka 1,7 .10 –4
e
Kb do NH4 OH = 1,7 . 10 –5 mol/ℓ
b) NH4 Cℓ
Como Kb > Ka, a solução é ligeiramente básica, pH >
7, mas próxima desse valor. NH+4 + H2O NH4OH + H+

Kw 10 –14
Kh = Kh = Kh = 0,59 . 10–9 ou 5,9 . 10–10
Constante de hidrólise (Kh) Kb 1,7 .10 –5
A expressão da constante de equilíbrio para a reação
de hidrólise do cátion e/ou do ânion remete à constante
c) NH4 NO2
de hidrólise
NH+4 + NO–2 + H2O NH4OH + HNO2
Exemplo 1:
Na+ + CN – + H2O Na+ + OH – + HCN Kh =
Kw 10 –14 10 –14
Kh = Kh =
Ka .Kb 1,7 .10 –4 .1,7 .10 –5 11, 9 .10 –9
CN – + H2O OH – + HCN

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II


Kh = 8,4 . 10–7
–1
Kh = [ OH ][HCN] 2. Para neutralizar a acidez de um solo castigado pela chu-
[CN–1 ] va ácida, um agricultor poderia misturar:
Note que a água, cuja concentração é constante, a) HNO3
não entra na expressão. b) CaCO3
Kh relaciona-se com Ka, pois houve hidró- c) KCℓ
Kw d) KCℓO
Kh = lise do ânion gerando um ácido.
Ka e) NH4 CN

Exemplo 2:
3. Justifique a opção escolhida no exercício anterior.
NH+4 + Cℓ – + H2O NH4 OH + H+ + Cℓ – O CaCO 3, quando misturado à água do solo, sofre dissolução iônica.
NH+4 + H 2O NH4 OH + H +
Ca2+ + CO2–
3 .
+
Kh = [NH4 OH][H ] Esses íons, em contato com a água, acarretam na hidrólise do CO2–
3 , for-
química 2m2∙11

+
[NH4 ]
mando um ácido fraco e deixando o OH– livre no meio.
Kh relaciona-se com Kb, pois houve hidró-
Kh =
Kw CO2–
3 + 2H 2O H2CO3 + 2OH–
lise do cátion gerando uma base.
Kb
O OH– neutraliza a acidez do solo. 33
4. Um sal CA apresenta constante de hidrólise 5,6 . 10 –10. Sabendo que Kw = 10 –14, calcule o Ka do ácido produzido na
reação de hidrólise, sendo que o cátion do sal não hidrolisou.
Kw –14 10 −14
Kh = 5,6 . 10–10 = 10 Ka = Ka = 1,78 . 10–5 mol/ℓ
Ka Ka 5 ,6 . 10 −10

Interdisciplinaridade — Química x Biologia


O sangue é uma espécie de solução-tampão com França. Ele treinava a –170 m, visando a bater o pró-
pH praticamente constante e igual a 7,4. Podemos in- prio recorde.
gerir alimentos ácidos ou básicos que o pH do sangue Alcalose respiratória
não varia. Se não fosse uma solução-tampão, uma pe- Esta ocorre quando o pH do sangue se torna al-
quena variação do pH para mais ou para menos cau- calino, por uma ação respiratória rápida ou profunda
saria morte instantânea. (hiperventilação), ocasionando baixa concentração
de dióxido de carbono.
Acidose respiratória
Curiosidade: nos casos de mergulho livre, em
O fenômeno caracteriza-se por acidez excessi-
apneia, o mergulhador, ao retornar, pode realizar
va no sangue, provocada pelo acúmulo de dióxido
uma hiperventilação (forçar a respiração).
de carbono em decorrência do mau funcionamento

stock.xchng
pulmonar ou da respiração lenta.
Curiosidade: em mergulho livre ou em ativida-
des em apneia, o acúmulo de CO2 causa acidose, o
que é detectado pelo centro respiratório, induzindo à
ação involuntária do diafragma. Muitas vezes o orga-
nismo não reage no momento certo e a pessoa pode
desmaiar e até sofrer parada respiratória, podendo
levar à morte.
Em 11 de abril de 2007, os atletas de mergulho
livre e apneia ficaram de luto com o falecimento
do recordista mundial Loic Leferme. Com 36 anos,
no melhor da idade dos apneístas, sofreu acidente
durante uma sessão de treinamento na enseada de
Em mergulho livre, a apneia pode
Villefranche-sur-Mer (Alpes Marítimos), sudeste da causar acidose respiratória.
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II

Produto de solubilidade (Kps)


Kps é o produto da concentração dos íons de um so- Pode-se representar tal equilíbrio pela equação
luto pouco solúvel numa solução aquosa saturada, com a H 2O
presença de corpo de fundo. Ag2SO 4(s) 2Ag+(aq) + SO2–
4(aq)
Suponha um recipiente contendo solução saturada de
sulfato de prata (Ag2SO 4), com a presença desse sal como A constante de equilíbrio dessa reação de dissolução
corpo de fundo. Esse sistema está em equilíbrio dinâmico, em equilíbrio com a precipitação denomina-se constan-
ou seja, o material depositado no fundo do recipiente con- te do produto de solubilidade. Representa-se a expressão
tinua dissolvendo-se na mesma velocidade com que essa matemática por
dissolução ocorre. Também é fato que íons em solução se Kps = [Ag+]2 [SO2–
4 ]
química 2m2∙11

aglomeram e são depositados na forma sólida no fundo


do recipiente. Logo a massa do corpo de fundo e a con-
centração iônica permanecem constantes.

34
Atividades
1. Represente a expressão do Kps para a dissolução das 6. Misturando-se uma solução 0,002 mol/ℓ de NaCℓ com
seguintes substâncias: uma solução 0,00001 mol/ℓ de AgNO3, haverá formação
a) AgCℓ de precipitado de AgCℓ? Justifique sua resposta por meio
Kps = [Ag+][Cℓ–] de cálculos.
Dado: Kps do AgCℓ = 1,6 . 10 –9
c) Fe(OH)3 Obs.: se o produto iônico [Ag+][Cl –] for maior do que
Kps = [Fe+3] [OH–]3 o valor do Kps, haverá precipitação.

b) PbBr2 [NaCℓ] = 2 . 10–3 mol/ℓ, logo [Na+] = [Cℓ–] = 2 . 10–3 mol/ℓ


Kps = [Pb+2] [Br–]2
[AgNO3] = 10–5 mol/ℓ, logo [Ag+] = [NO–3 ] = 10–5 mol/ℓ
d) Ca3(PO 4)2
Produto iônico: [Ag+].[Cℓ–] = 2 . 10–3 . 10–5 = 2 . 10–8
Kps = [Ca+2]3 [PO4]2
O produto iônico é maior que o Kps; logo haverá precipitação.

2. Uma substância tem o Kps representado pela expres-


são Kps = [X+3]2 [Y–2]3. 7. O Kps do AgSCN é 10 –12 (mol/ℓ)2, a 25ºC. Calcule a
A fórmula iônica desse composto é: massa de sal que satura 250 mℓ de água nessa tempera-
a) X 2Y3 tura. (AgSCN = 165 g/mol)
b) X 3Y2 AgSCN Ag+ + SCN– Kps = [Ag+][SCN–]
c) XY
10–12 = x2
d) X 2Y
e) XY 3 x = 10–6 mol/ℓ
[AgSCN] = 10–6 mol/ℓ
3. Calcule o Kps de uma substância em solução, sabendo
que as concentrações do cátion e do ânion são respecti- 1 ℓ — 10–6 mol 1 mol — 165 g
vamente 0,2 mol/ℓ e 0,4 mol/ℓ.
0,25 ℓ — x 2,5 . 10–7 mol — x
Se a concentração do ânion é o dobro da concentração do cátion, a fórmu-
la iônica é XY2, logo Kps = [X+2][Y–]2 x = 2,5 . 10–7 mol x = 4,125 . 10–5 g

Kps = 0,2.(0,4)2
Kps = 2.10–1 . 16.10–2
Kps = 32.10–3
Kps = 3,2.10–2 (mol/ℓ)3

4. O produto de solubilidade do AgCℓ é 1,6 . 10 –9 (mol/ℓ)2. 8. Misturou-se uma base de fórmula M(OH)3 em água, de

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II


Calcule a concentração dos íons em solução. modo que houve formação de corpo de fundo, e a solução
Kps = [Ag+][Cℓ–]
sobrenadante tem pH = 12. Calcule o Kps da base a 25ºC.
1,6 . 10–9 = x2
M(OH)3 M+3 + 3OH–
x= 16 . 10 −10
Se pH = 12, pOH = 2 e [OH–] = 10–2 mol/ℓ
x = 4 x 10–5 mol/ℓ
[ OH– ]
[M+3] = , então [M+3] = 3,33 . 10–3 mol/ℓ
5. O coeficiente de solubilidade do iodato plumboso 3
(Pb(IO3)2), a 25ºC, é 4,0 . 10 –5 mol/ℓ. Calcule o Kps do Kps = [M+3] [OH–]3 Kps = 3,33 . 10–3 . (10–2)3
sal.
Kps = 3,33 . 10–3 . 10–6 Kps = 3,33 . 10–9 (mol/ℓ)4

Pb(IO3)2 Pb2+ + 2IO–3 Kps = 4 . 10–5 . (8 . 10–5)2


4,0 . 10–5 4,0 . 10–5 8,0 . 10–5 Kps = 4 . 10–5 . 64 . 10–10
Kps = 256 . 10–15
química 2m2∙11

Kps = [Pb2+][IO–3 ]2
Kps = 2,56 . 10–13

35
Testes
1. UERJ — A atividade humana tem sido responsável pelo a) Calcule o pH da solução que contém o ácido HB.
lançamento inadequado de diversos poluentes na nature- pH = 2,1
za. Dentre eles, destacam-se:
amônia: proveniente de processos industriais;
b) Calcule o grau de ionização do ácido HA.
dióxido de enxofre: originado da queima de combus- α = 0,008 ou α = 0,8 %
tíveis fósseis;
cádmio: presente em pilhas e baterias descartadas.
Em meio básico, o íon metálico do cádmio forma o hi- 4. UFU-MG — Quando soluções aquosas diluídas de ni-
dróxido de cádmio, pouco solúvel na água. Sabendo que, trato de chumbo (II) e de cloreto de potássio são mistura-
a 25°C, a solubilidade do hidróxido de cádmio é aproxi- das num béquer, observa-se um precipitado amarelo.
madamente de 2 × 10­ -5mol × ℓ-1, determine a constante A respeito da reação química ocorrida, responda às
de seu produto de solubilidade. questões propostas.
Kps = 3,2 . 10­­-14 mol3 . ℓ-3 a) Quais são as espécies químicas encontradas no
béquer?
Pb(NO3)(aq) + 2 KCℓ(aq) PbCℓ2(s) + 2 KNO3(aq)

2. UFF-RJ — Dissolveu-se 0,61 g do ácido orgânico (HA)


de massa molar 122,0 g em quantidade suficiente de água b) Dê o nome do precipitado formado.
Cloreto de chumbo II.
para completar 0,5 ℓ de solução.
Sabendo que sua constante de ionização vale
4.0 × 10 -6, determine:
c) Escreva a expressão do produto de solubilidade
Dados: log 2 = 0,3010 log 3 = 0,4771
para o precipitado formado.
a) a molaridade da solução. Kps = [Pb2+] . [Cℓ-]2
0,01 M

5. UEL-PR
Segundo projeções da indústria sucroalcooleira,
b) o pH da solução.
pH = 3,70 a produção de açúcar e álcool deverá crescer 50% até
2010, tendo em vista as demandas internacionais e
o crescimento da tecnologia de fabricação de moto-
res que funcionam com combustíveis flexíveis. Com
isso a cultura de cana-de-açúcar está se expandin-
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II

c) as concentrações de todas as espécies em solução.


[OH-] = 5,0 . 10–11 M do, bem como o uso de adubos e defensivos agríco-
las. Aliados a isso, está o problema da devastação
das matas ciliares que tem acarretado impactos sobre
os recursos hídricos das áreas adjacentes através do
d) o grau de ionização do ácido na solução preparada. processo de lixiviação do solo. Além disso, no Brasil,
2,0% cerca de 80% da cana-de-açúcar plantada é cortada
à mão, sendo que o corte é precedido da queima da
palha da planta.
A quantificação de metais nos sedimentos de
3. UEG-GO — Considere uma solução aquosa 1,0 mol . ℓ-1 córregos adjacentes às áreas de cultivo, bem como
de um ácido hipotético HA. Sabendo que essa solução na atmosfera, é importante para reunir informações
apresenta o mesmo pH de uma solução aquosa com con- a respeito das consequências ambientais do cultivo
centração 8,0 . 10 -3 mol . ℓ –1 de um outro ácido hipotéti- da cana-de-açúcar.
química 2m2∙11

co HB, responda ao que se pede. Para extrair o cobre e o zinco do sedimento de cór-
Dados: α(HB) = 100% log(8) = 0,9 regos adjacentes à área de cultivo de cana-de-açúcar,
utiliza-se uma mistura dos ácidos HCℓ, HNO3 e HF.
36
Dados: Ka(HF) = 6, 80 × 10 -4 mol/ℓ a 25°C 7. Unesp-SP — A 1,0 ℓ de uma solução 0,1 mol . ℓ-1 de
ácido acético, adicionou-se 0,1 mol de acetato de sódio
Com base nos conhecimentos sobre o tema, é corre-
sólido, agitando-se até a dissolução total. Com relação a
to afirmar:
esse sistema, pode-se afirmar que:
I. As substâncias cloreto de hidrogênio, ácido nítrico
a) o pH da solução resultante aumenta.
e ácido fluorídrico, quando dissolvidas em água,
b) o pH não se altera.
comportam-se como ácidos de Lewis.
c) o pH da solução resultante diminui.
II. O ácido nítrico, quando dissolvido em água,
d) o íon acetato é uma base de Arrhenius.
torna a concentração do íon H + maior que
e) o ácido acético é um ácido forte.
1 . 10 -7 mol/ℓ a 25°C.
III. Uma solução de HCℓ de concentração 0,1 mol/ℓ
possui pH maior que 7. 8. UERJ — Numa aula experimental, foram preparadas
IV. Ao adicionar HF em água, a reação de ionização quatro soluções eletrolíticas com a mesma concentração
não ocorre totalmente. de soluto e as mesmas condições adequadas para o esta-
Assinale a alternativa que contém todas as afirmati- belecimento de um estado de equilíbrio (figura 1).
vas corretas. A seguir, cada uma dessas soluções foi submetida a
a) I e II um teste de condutividade elétrica.
b) I e III Observe a seguir o esquema do teste realizado (fi-
c) III e IV gura 2).
d) I, II e IV Figura 1
e) II, III e IV
1
I CH3COOH (aq) H+ (aq) + CH3COO – (aq)
2
6. UFSM-RS — As usinas hidroelétricas, que utilizam a
água acumulada em represas para fazer funcionar suas tur- 1
II KCℓ(aq) K+ (aq) + Cℓ– (aq)
binas, são responsáveis pela perturbação no ciclo natural 2
das cheias e secas dos rios, pela inundação de áreas de
terra cada vez maiores, pela retenção de nutrientes que, 1
III H2SO 4(aq) H+ (aq) + HSO – (aq)
se não fosse esse uso, estariam distribuídos mais ou me- 2
nos uniformemente, ao longo dos rios.
A queima de carvão mineral para a geração do vapor 1
IV CA(OH)2(aq) Ca2+ (aq) + 2OH – (aq)
d’água que move as turbinas das usinas termoelétricas 2
lança, na atmosfera, além de dióxido de carbono, grandes
Figura 2
quantidades de enxofre e óxidos nitrogenados, gases que
formam a chuva ácida. As usinas nucleares causam impac-
-
to ambiental mesmo na ausência de acidentes, porque re- U
+ Eletrodos
tiram a água do mar ou dos rios para resfriar os núcleos
Lâmpada
de seus geradores, devolvendo-a a uma temperatura bem Solução eletrolítica

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II


mais alta. Esse aquecimento afeta os organismos aquáti-
cos, pois o aumento da temperatura deixa a água pobre A solução na qual a posição de equilíbrio está
em oxigênio pela diminuição da solubilidade. acentuadamente deslocada no sentido 2 e que provoca-
Na construção de barragens, usa-se o concreto. Nos rá, quando submetida ao teste, menor intensidade lumi-
primeiros dias de confecção, o concreto tem pH alcalino, nosa da lâmpada, é a de número:
o que protege a ferragem da oxidação. Com o tempo, o a) I.
pH diminui pela carbonatação do concreto que se dá pela b) II.
reação com o H2CO3. c) III.
Num teste de carbonatação feito em laboratório, d) IV.
usou-se uma solução de H 2CO3 de concentração 0,02
mol . ℓ-1, a qual apresenta grau de dissociação de 0,45%,
9. UFPR— O íon cromato (CrO 42-) de cor amarela e o íon
a 25°C. O valor da primeira constante de ionização do
dicromato (Cr2O72-) de cor laranja podem ser utilizados
H2CO3, nessa temperatura, é, aproximadamente:
em processos de eletrodeposição para produzir peças cro-
a) 0,9 . 10 -5
química 2m2∙11

madas. A fórmula a seguir apresenta o equilíbrio químico


b) 9 . 10 -5
dessas espécies em meio aquoso.
c) 0,4 . 10 -7
2 CrO 42- (aq) + 2 H+ (aq) Cr2O72- (aq) + H2O(ℓ)
d) 9 . 10 -7
Com base no equilíbrio químico acima, considere as
e) 4 . 10 -7 seguintes afirmativas. 37
1. O aumento na concentração de íons H+ do meio pro- Para que uma amostra de 1 litro da água da fonte 1
move a intensificação da cor laranja na solução. origine uma solução aquosa com o mesmo pH da água mi-
2. A adição de um ácido forte ao meio intensifica a neral da fonte 2, a ela deverá ser acrescida água destilada
coloração amarela da solução. até atingir o volume de:
3. A adição de íons hidroxila (OH -) ao meio provoca a) 2 litros.
uma reação com os íons H+, formando água e in- b) 10 litros.
tensificando a cor amarela da solução. c) 20 litros.
4. A cor exibida pela solução não apresenta depen- d) 100 litros.
dência da concentração de íons H+ do meio. e) 200 litros.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
13. Fuvest-SP — Para indicar a acidez de uma solução,
b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
usa-se o pH, que informa a concentração de íons H+ que
c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
se encontram na solução. A água pura tem pH igual a 7, o
d) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
que significa que existe 1 mol de H+ para cada 107 litros.
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Do mesmo modo, numa solução de pH igual a 3 existe
1 mol de H+ para cada 103 litros. Se determinada solução
1 0. PUC- RS — Têm -se 250 mℓ de uma solução tem pH igual a 6, pode-se concluir que a concentração de
0,100 mol/ℓ de hidróxido de amônio, à temperatura de íons H+ nessa solução é:
25°C. Nessa solução ocorre o equilíbrio a) duas vezes maior que a existente numa solução
NH4 OH (aq) NH4 + (aq) + O - (aq) de pH = 3.
K B = 1,8 × 10 -5 b) dez vezes maior que a existente em água pura.
Se essa solução for diluída a 500 mℓ com água pura e c) mil vezes maior que a existente numa solução de
a temperatura permanecer constante, a concentração, em pH = 3.
mol/ℓ, de íons OH - , e a quantidade, em mol, d) três vezes menor que a existente numa solução
de íons OH - . de pH = 3.
a) diminuirá — aumentará e) aproximadamente 16% menor que a existente em
b) diminuirá — diminuirá água pura.
c) aumentará — aumentará
d) aumentará — diminuirá
14. PUC-RJ — O estômago produz suco gástrico consti-
e) ficará constante — ficará constante
tuído de ácido clorídrico, muco, enzimas e sais. O valor de
pH no interior do estômago deriva principalmente do ácido
11. UFES — O pH do sangue humano se mantém dentro clorídrico presente. Sendo o ácido clorídrico um ácido for-
de um estreito intervalo (7,35 — 7,45) por diferentes sis- te, sua ionização é total em meio aquoso, e a concentração
temas tamponantes. Aponte a única alternativa que pode de H+ em quantidade de matéria nesse meio será a mesma
representar um desses sistemas tamponantes. do ácido de origem. Assim, uma solução aquosa de ácido
a) CH3COOH / NaCℓ clorídrico em concentração 0,01 mol ℓ-1terá pH igual a:
b) HCℓ / NaCℓ a) 2
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II

c) H3PO 4 / NaNO3 b) 4
d) KOH / KCℓ c) 5
e) H2CO3 / NaHCO3 d) 7
e) 9
12. Fatec-SP — A conhecida escala de pH é logarítmica.
A variação de uma unidade de pH nessa escala significa 15. PUC-MG — Considere duas soluções aquosas A e
uma variação de 10 vezes da concentração de íons H+ (aq). B de mesmo volume e de pH 3,0 e 5,0 respectivamente.
Sendo assim, considere amostras de água mineral adqui- Analise as afirmações a seguir.
ridas no comércio, que são provenientes de duas fontes I. A solução A é ácida.
naturais diferentes. II. A solução B é básica.
III. A mistura de A com B é ácida.
Amostra pH São afirmativas CORRETAS:
fonte 1 4,6 a) I e II apenas.
química 2m2∙11

fonte 2 6,6 b) I e III apenas.


c) II e III apenas.
d) I, II e III.
38
16. PUC-MG — Numere a segunda coluna de acordo com 20. UECE — O conceito de pH foi introduzido na química
a primeira, relacionando a solução com seu pH. pelo químico dinamarquês Soren Peter Lauritz Sorensen,
(1) HCℓ 0,1 mol.ℓ-1 em 1909, para facilitar a caracterização da acidez de uma
(2) NaOH 0,1 mol.ℓ-1 substância. Assinale a alternativa que contém o pH da so-
(3) CH3COOH 0,1 mol.ℓ-1 lução que se obtém ao ser feita a dissolução de 5,6 g de
(4) H2O destilada KOH em um litro de água.
(5) CH3NH2 0,1 mol.ℓ-1 a) 1,0
( ) 3 b) 3,0
( ) 1 c) 11,0
( ) 13 d) 13,0
( ) 7
( ) 12
21. UFPR – Considere a dissolução de 0,10 mol de cada
A sequência CORRETA encontrada é:
um dos ácidos relacionados na tabela a seguir, separada-
a) 3 - 1 - 2 - 4 - 5
mente, em 1,0 litro de água.
b) 1 - 3 - 2 - 5 - 4
Ácido Fórmula Ka
c) 3 - 2 - 4 - 1 - 5
Acético H3CCOOH 1,8 . 10 –5
d) 1 - 5 - 4 - 3 - 2
Fluorídrico HF 7,0 . 10 –4
Fórmico HCOOH 1,8 . 10 –4
17. PUC-MG — Para diminuir o pH de uma solução aquo-
sa, pode-se misturar a ela uma solução de: De acordo com as informações da tabela e com base
a) suco de limão. nos conhecimentos sobre ácidos fracos e pH, compare os
b) sal de cozinha. três ácidos entre si e considere as seguintes afirmativas:
c) bicarbonato de sódio. 1. O ácido acético pode ser considerado o ácido mais
d) soda cáustica. forte, pois apresenta menor valor de Ka.
2. O ácido fluorídrico é um ácido inorgânico, que
possui o maior valor de Ka; portanto é o ácido
18. PUC-RS — Jardineiros sabem que o controle do pH mais forte.
do solo é importante para o bom desenvolvimento das 3. A solução de ácido fórmico exibirá o menor valor
plantas. Um exemplo é a cor de alguns tipos de flores, de pH.
como dálias e hortênsias, que muda de acordo com o pH 4. A solução de ácido acético apresentará o maior
do solo. valor de pH.
As hortênsias, por exemplo, são azuladas em solo áci- Assinale a alternativa correta.
do e rosadas em solos neutros ou básicos. a) Somente a afirmativa 4 é verdadeira.
Num jardim cujo solo apresenta pH = 5,0, um jardi- b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
neiro, para obter hortênsias de cor rosa, deveria ajustar c) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
esse pH com: d) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
a) CaCO3 e) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.

Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II


b) H3PO 4
c) Aℓ2(SO 4)3
d) H2SO 4 22. UFRGS-RS — Se forem acrescidos 90 mℓ de água a
e) NH4 Cℓ 10 mℓ de uma solução aquosa de KOH com pH igual a 9, o
pH da solução resultante será aproximadamente igual a:
a) 0,9
19. PUC-RS — A água da chuva numa região poluída b) 7,0
tem pH igual a 3,0. O volume, em litros, de uma solução c) 8,0
de hidróxido de sódio de concentração 0,01 mol/ℓ neces- d) 9,0
sário para neutralizar completamente 100 mℓ de água da e) 10,0
chuva é:
a) 0,1
b) 0,01
c) 0,001
d) 0,002
química 2m2∙11

e) 0,003

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23. Unifesp-SP — Alguns medicamentos à base de AAS 26. PUC-SP — Considere o equilíbrio representado por
(monoácido acetilsalicílico) são utilizados como analgési- O O
cos, anti-inflamatórios e desplaquetadores sanguíneos. C C
1
Nas suas propagandas, consta: “O Ministério da Saúde O – H + H 2O O – + H3O + DH>0
2
adverte: este medicamento é contraindicado em caso de
suspeita de dengue”. Como as plaquetas são as responsá- Ácido benzoico Ácido benzoico
veis pela coagulação sanguínea, esses medicamentos de-
vem ser evitados para que um caso de dengue simples não Qual dos procedimentos a seguir deslocará o equilí-
se transforme em dengue hemorrágica. brio no sentido 1?
Sabendo-se que a constante de ionização do AAS é a) evaporação da água a uma temperatura fixa.
3 × 10 –5, o valor que mais se aproxima do pH de uma so- b) aumento de pressão.
lução aquosa de AAS 3,3 . 10 –4 mol/ℓ é: c) adição de benzoato de potássio sólido.
a) 8 d) adição de ácido sulfúrico.
b) 6 e) aumento da temperatura da solução.
c) 5
d) 4 27. Fuvest-SP — Em solução aquosa ocorre a transfor-
e) 3 mação
H2O2 + 2I–­+ 2H+ → 2H2O + I2
24. UFRN — Os cálculos renais (pedras nos rins) são con- (Reagentes) (Produtos)
sequência da precipitação de certos sais presentes na uri- Em quatro experimentos, mediu-se o tempo decorrido
na. O resultado da dosagem dos íons cálcio, fosfato e oxa- para a formação de mesma concentração de I2, tendo-se
lato na urina de um paciente foi: na mistura de reação as seguintes concentrações iniciais
Espécie iônica Ca2+ (PO 4)3– (C2O 4)2– de reagentes:
Concentração Concentrações iniciais Tempo
2 x 10 –3 5 x 10 –6 1 x 10 –7 Experimento
(mol/ℓ) H 2 O2 I– H+ (s)
Considerando que os produtos de solubilidade dos I 0,25 0,25 0,25
sais Ca3(PO 4)2 e CaC2O 4 são, respectivamente, 1 . 10 –25 II 0,17 0,25 0,25 87
e 1,3 . 10 –9, pode-se afirmar que, nessas condições, po- III 0,25 0,25 0,17 56
derá haver:
IV 0,25 0,17 0,25 85
a) precipitação de oxalato e fosfato.
b) precipitação de oxalato. Esses dados indicam que a velocidade da reação con-
c) precipitação de fosfato. siderada depende apenas da concentração de:
d) ausência de precipitação. a) H2O2 e I–­
b) H2O2 e H+
25. ITA-SP — As opções a seguir se referem a equilíbrios c) H2O2
químicos que foram estabelecidos dentro de cilindros pro- d) H+
Cinética química e equilíbrio químico ∙ Equilíbrio químico II

vidos de êmbolo. Se o volume interno em cada cilindro for e) I­–


reduzido à metade, a temperatura permanecendo cons-
tante, em qual das opções a seguir o ponto de equilíbrio
será alterado?
a) H2(g) + l2(g) 2HI(g)
b) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g)
c) PbS(s) + O2(g) Pb(s) + SO2(g)
d) CH4 (g) + 2O2(g) CO2(g) + 2H2O(g)
e) Fe2O3(s) + 3CO(g) 2Fe(s) + 3CO2(g)

Referências bibliográficas
ATKINS, P. W. Físico-química. 6. ed., v. 1, 2 e 3. Rio de Janeiro: LTC, 1999.
química 2m2∙11

BRASIL. Secretaria de Educação Ensino Médio. Parâmetros curriculares nacionais: Química. Brasília: MEC, 1997.
BRASIL. Secretaria de Educação Ensino Médio. Orientações para os parâmetros curriculares nacionais.
BROWN, T. L.; LEMAY, H. E.; BURSTEIN, B. E. Química — a ciência central. 9. ed. Toronto (Canadá): Pearson/Prentice Hall (Grupo Pearson).
CASTELLAN, G. Fundamentos de físico-química. Rio de Janeiro: LTC, 1989.

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