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O LIVRO DE

D a n ie l
H istória de Daniel — Profecias da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Rom a
Restauração de R om a, Renascimento da Grécia e o reino eterno de Deus ■
Sete impérios mundiais desde 616 a.C. até a eternidade

SUMARIO
D a ta e local: Escrito na Babilônia e em Susã, cerca de 606 ou 616 a 536 a.C.
Autor: Daniel, um príncipe cativo de Judá (1.3-6), um intérprete de sonhos e de visões (1.17; 2.12-49;
4.8-27; 5.10-31), primeiro-ministro de diversos reis (2.46-49; 5.29; 6.1-3) e profeta de Deus (7.28; 8.1;
9.21-23; 10.1-12; 12.4-13). Veja notas em Daniel 1.
Tema: Profecias sobre os reinos gentílicos desde os dias de Daniel até o M ilênio e o reino eterno de
Deus na terra (2.38-45; 7.17-27; 8.20-25; 9.24-27; 11.40-12.13). Daniel também registra a história da Ba­
bilônia e do Império Medo-Persa, sob os reinados de Nabucodonosor (2.1-4.37), Belsazar (5.1-31; 7.1;
8.1), Dario, o medo (6.1-28; 9.1), e Ciro, o persa (10.1; 11.1). A teoria universal de que o livro de Daniel
cobre todo o tempo dos gentios é falsa. Daniel viu esses tempos como acontecimentos desde os seus
dias, o que não prova que todo o tempo foi profetizado por ele. Ele somente profetizou sobre os reinos
que oprimiam Israel desde os seus dias até o dia do estabelecimento do reino de Deus na terra. Ele não
poderia profetizar sobre a história da opressão de Israel pelos egípcios e pelos assírios, pois aconteceram
antes de seus dias. Existirão oito impérios mundiais no tempo dos gentios.
Estatísticas: 27° livro da Bíblia; 12 capítulos; 357 versículos; 16 perguntas; 218 versículos de história;
79 versículos de profecias cumpridas e 60 versículos de profecias não cumpridas; sete ordens; quatro
promessas e 16 mensagens de Deus.

I. História pessoal de Daniel 2. D aniel e seus companheiros são escolhidos


1. A época:primeira deportação (2 C r36.5-8;Jr 25; 52.28-30) (Is 39.7, cumprido)
N O *ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de 3E disse o “rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que
1 Judá, *veio Nabucodonosor, rei da Babilônia, a Jeru­
salém e a sitiou.
trouxesse alguns dos filhos de Israel, e Ma linhagem real,
e dos ‘nobres,
2E o Senhor "entregou nas suas mãos a Jeoaquim, rei de 4jovens em quem não houvesse defeito algum, formo­
Judá, e uma Aparte dos utensílios da Casa de Deus, e ele sos de aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e
os levou 'para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e sábios em •‘ ciência, e entendidos no conhecimento, e
pôs os utensílios na rfcasa do tesouro do seu deus. que tivessem habilidade para viver no palácio do rei,

1.1a Veja Jeoaquim , p. 1409. 1.2a isaías 39.6,7; Jeremias 25; Ezequiel 21.26,27. cimento.
1.1b Heb. bo, partir, começar uma viagem. 1.2b O restante dos utensílios foi levado posterior­ 7 Proficientes nas diversas ciências.
Quando ainda não era rei, Nabucodonosor mente para a Babilônia (2 Rs 24.13; 2 Cr 36.10). 8 Refinados e polidos, sendo capacitados para
viajou através de Jerusalém com o exército 1.2c veja Gênesis 10.10; 11.2; 14.1,9. servir no palácio do rei (v. 4).
de seu pai, no terceiro ano de Jeoaquim, mas l.2 d Esse foi o grande templo de Bel, o princi­ 1.4a A história registra dois principais perío­
se demorou em sua guerra contra os egípcios, pal deus dos babilônios. dos da ciência: o período grego, de 600 a.C.
que durou até o terceiro ano de Jeoaquim, 1.3a isso aconteceu depois que Nabucodo­ até 200 d.C.; e o período moderno, de 1450
ocasião em que foi aclamado rei (Jr 46.1-3; 2 nosor voltou à Babilônia e foi aclamado rei no a.C. até aos nossos dias. A ciência teve início
Rs 24.1; 2 Cr 36.6,7). Quando Daniel escreveu lugar de seu pai. Nabopolassar. no Egito e na Babilônia com a origem da mate­
sobre essa invasão, Nabucodonosor tinha se 1.3b Daniel e seus companheiros foram esco­ mática, da metalurgia, da anatomia e da astro­
tornado rei (v. 1). Nabopolassar, pai de Nabu­ lhidos para cumprir Isaias 39.1-8 (w. 3-6). nomia. Aos babilônios, devemos a exata medi­
codonosor e rei da Babilônia, morreu enquan­ 1.3c g qualificações exigidas pelo, rei: da dos ciclos lunar e solar, a localização dos
to Nabucodonosor estava sitiando Jerusalém. 1 Eles deveriam ser príncipes (v. 3). planetas, a divisão do círculo em 360 graus e
Este retornou rapidamente para a Babilônia, 2 Tinham de ser jovens (v. 4). a designação das constelações. Daniel, sem
deixando que seus generais conduzissem os 3 Sem defeito físico (v. 4). dúvida, recebeu ensinamentos em todas as
judeus cativos para a Babilônia. Entre eles, es- 4 De boa aparência (v. 4). ciências (v. 4). As inscrições mostram que ha­
tavam Daniel e seus companheiros (w. 1,2; 2 5 Bem-educados - cultos e inteligentes. via uma escola elaborada especialmente para
Rs 24.1-16). 6 Que dominassem vários campos de conhe­ uma educação especial.
a fim de que fossem ensinados nas ^letras e na clíngua 5. O teste de dez dias
dos ^caldeus. 12"Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, fazendo
5 E o rei lhes determinou a ração de cada dia, da porção que sc nos deem ^legumes a ccmcr c água a beber.
do manjar do rei e do “vinho que ele bebia, c que assim 13"Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a aparên­
fossem criados por '"três anos, para que no fim deles pu­ cia dos jovens que comem a porção do manjar do rei, e,
dessem estar diante do rei. conforme vires, te hajas com os teus servos.
6E entre eles se^achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Ha- 14E ele conveio nisso e os experimentou dez dias.
nanias, Misael e Azarias.
6. O resultado: sua provisão
3. Mudança do nome deles
15E, ao fim dos dez dias, pareceram os seus semblantes
7E o chefe dos eunucos lhes ‘‘pôs outros nomes, a sa­ melhores; eles estavam mais gordos do que todos os jo­
ber: a Daniel pôs o de Beltessazar, e a Hananias, o de vens que comiam porção do manjar do rei.
Sadraque, e a Misael, o de Mesaque, e a Azarias, o de 16Desta sorte, o despenseiro tirou a porção do manjar
Abede-Nego. deles e o vinho que deviam beber e lhes dava legumes.
4. O propósito de D aniel 7. As bênçãos dc Deus (cf Dn 1.20)
8 E 'Daniel assentou no seu coração não se contaminar 17Ora, a esses quatro jovens "Deus deu o conhecimento
com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que e a inteligência em todas as letras e sabedoria; mas a *Da-
ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos cunucos *quc lhe niel deu entendimento em toda fvisão e rfsonhos.
concedesse não se contaminar.
94Ora, deu Deus a Daniel graça e misericórdia diante do 8. A superioridade deles em relação aos outros
chefe dos eunucos. 18"E, ao fim dos dias cm que o rei dnha dito que os trouxessem,
10E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do o chefe dos eunucos os trouxe diante de Nabucodonosor.
meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida c a 19E o rei "falou com eles; e entre *todos eles não foram
vossa bebida; "por que veria ele os vossos rostos mais achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e
tristes do que os dos jovens que são vossos iguais? Assim, Azarias; cpor isso, permaneceram diante do rei.
arriscareis a minha cabeça para com o rei. 20E em toda matéria dc sabedoria e de inteligência, sobre que o
11F.ntão, disse Daniel an despenseiro a quem o chefe dos rei lhes faz perg u n ta s, os achou •'He? ve7.es mais doutos do que
eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Mi­ todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino.
sael e Azarias: 21E Daniel "esteve ate ao primeiro ano do rei Ciro.

1.4b Heb. sepher, livro, literatura (w. 4,17). A 4 Foram exaltados por governantes (2.46-49; para a glória de Deus. como podemos ver nos
história registra a existência de imensas biblio­ 5.29; 6.26 com Gn 41) cap. 2;4-5;7-l2.
tecas na Babilônia com livros classificados de 5 Tinham vida santa (v. 8; Gn 39.12).
todos os assuntos, da mesma maneira como 1.10a Pergunta 1. Próxima, 2.15. Ivism " em.&jQiel:
existem nas bibliotecas em nossos dias. 1.12a Esse teste foi u n desafio para a fé de Da­ 1 Heb. chazon, visão mental; sonho, revelação,
1.4c Esse era um departamento especial para niel em Deus. Deve ter navido um elemento mila­ oráculo (v. 17; 8.1,2,13.15,17,26; 9.21.24; 10.14;
os cortesãos na escola do palácio. groso no resultado, pois dez dias não é um tempo 11.14). isso poderia vir em forma de divina ex­
l.4 d Havia uma classe distinta de babilônios muito longo para fazer diferença na aparência, pressão de oalavras (9.24; 1 Sm 3.1; Jr 14.14;
e outra classe ao sul da Babilônia (2.2,4,S,10; devido ã ingestão de certos alimentos (v. 15). 23.16). um sonho (Is 29.7), um escrito (Is 1.1; Na
3.8; 4.7; 5.7,11; Ez 23.23). Num sentido mais 1.12b Heb. zeroim , semear, consistia em ve­ 1.1; hc 2.2.3) ou uma figura mental enquanto
amplo, a palavra caldeu é usada com relação getais e grãos - trigo, centeio, cevada, ervilhas, alguém está acordado (8.1,2,13-17,26; 9.21-24.
á nacionalidade (5.30; Gn 11.28-31; 15.7; 2 rs reijoes e lentilhas (w. 12.16; 2 sm 17.28). isso confira Números 24.4,16).
24.2; 25.4-26; JÓ 1.17; HC 1.6). não significa que os judeus eram estritamente 2 Heb. chezev sinal, visão (2.19,28; 4.5,9.10.13;
1.5a Heb. yayin, fermentar. É usada para todo vegetarianos, mas, legalmente, não poderiam 7.1; 2.7,13,15). Esta palavra é utilizada para
tipo de vinho (Gn 9.21; 14.18; 1 Sm 25.36,37; comer a carne de animais que não fossem aba­ visões, durante 0 sono. conhecidas como so­
is 28.1; Jr 23.9). tidos de acordo com a lei ou. então, que tinham nhos. como vimos nessas passagens.
1.5b Esse era o tempo de duração do curso sido consagrados a ídolos (veja 1.8). 3 Heb. marahm, uma visão como vendo algo
especial para os cortesãos. 1.13a Daniel sabia que. mesmo utilizando ali­ em um espelho; aparência (10.7.8,16; Gn 46.2;
1.6a veja N om es de fin id o s, p. 1409. mento saudável, terian de contar com a bênção Nm 12.6; 1 Sm 3.15; Ez 1.1; 8.3; 40.2; 43.3).
1.7a Dar nomes aos cativos ou escravos es­ especial de Deus para terem uma aparência me­ 4 Heb. mareh, sinal; aparecimento (8.16.26.27;
trangeiros significava que eles estavam sob lhor do que os outros que não observavam uma 9.23; 10.1; EZ 8.4; 11.24; 43.3).
sujeição (Gn 41.45; 2 Rs 23.34; 24.17). rígida dieta e as saudáveis leis de Moisés. 1.17d Todas as três palavras hebraicas tradu­
1.8a TUdo indica que Daniel era o porta-voz de 1.17a isso confirma 0 elemento sobrenatural zidas como sonho em Daniel - chalom (2.1-3),
seus amigos (w. 8,11-17). existente no treinamento dos quatro jovens. chelem (2.4-9.26-28.36,45; 4.5-9.18-19; 5.12; 7.1)
1.8b Evidentemente existiam certos alimentos Deus os abençoou fiscamente, quando decidi­ e chalam (2.2,3) - possuem 0 significado de ver
da mesa do rei que eram proibidos pela lei de ram não se tornar impuros com a comida ofere­ algo durante o sono. Existem 14 sonhadores e 34
Moisés. Por isso, ele não quis transgredir a lei e cida. estabelecendo a própria dieta (w. 8-16). Ele sonhos registrados nas Escritufas. 22 fio AT e 12
se corromper. O alimento poderia não ter sido também os abençoou mental e espiritualmente no NT. veja Géiesis 20.3; e Daniel 4.5.
preparado de acordo com a lei (Lv 3.17; 7.26; pelo fato de respeitarem a lei divina (v. 17). 1.18a Ao finai de três anos (v. 5).
17.10-14; 19.26) ou até mesmo ter sido ofereci­ 1.17b Daniel tinha um dom especial dado por 1.19a O rei perguntou a eles (v. 20).
do aos ídolos (Êx 34.15; 1 Co 10.20). Deus para entender visões e sonhos - 0 dom de 1.19b Todos os cativos de todas as nações.
1.9a Em alguns aspectos, o caso de Daniel é interpretação (similar em operação ao dom de 1.19c Todos os quatro judeus permaneceram
similar ao de José: interpretação de línguas de 1 Coríntios 12.10,30; perante 0 rei para aconselhá-lo com relação
1 Foram cativos distante de seu próprio país 14.26-28) Era simplesmente uma habilidade aos problemas do estado e outras questões.
(Gn 37). divina, e um entendimento concedido pelo Es­ 1 .20 a uma expressão idiomática significando
2 Acharam favor da parte de seus captores (Gn pírito Santo. Um dom do Espírito é uma divina muitas vezes melhor.
39.21 com Dn 1.9). habilidade concedida por Deus. que habitava 1.21a Ele continuou no trabalho 0 resto dos 70
3 Interpretavam sonhos (v. 17 com Gn 37.5-11; em alguém tão abençoado como Daniel (1 Co anos de cativeiro, até 0 tempo de Ciro (v. 21;
41.1-45). 12.4-11). Daniel utilizeu esse dom muitas vezes 9.2). Não diz se ele continuou muito mais tempo,
II. O sonho de Nabucodonosor mentirosas e perversas para as proferirdes na minha
1. Os caldeus são chamados à presença do rei presença, até que se mude o tempo; portanto, dizei-me
E •‘N O segundo ano do reinado de Nabucodonosor, o sonho, para que eu entenda que me podeis dar a sua
2 teve Nabucodonosor uns sonhos; e o seu espírito se
perturbou, e passou-se-lhe o seu sono.
interpretação.
3. A incapacidade dos sábios
2E o rei mandou chamar os •‘magos, e os astrólogos, e os
10Responderam os caldeus na presença do rei e disseram:
encantadores, e os £'caldeus, para que declarassem ao rei
“Não há ninguém sobre a terra que possa declarar a pa­
qual tinha sido o seu sonho; e eles vieram e se apresenta­
lavra ao rei; pois ^nenhum rei há, senhor ou dominador,
ram diante do rei.
que requeira coisa semelhante de algum mago, ou astró­
3E o rei lhes disse: Tive *um sonho; e, para saber o sonho, logo, ou caldeu.
está perturbado o *meu espírito.
11Porquanto a coisa que o rei requer é difícil, e ninguém
2. A demanda de Nabucodonosor há que a possa declarar diante do rei, Jsenão os deuses,
44E os caldeus disseram ao rei em *siríaco: fÓ rei, vive cuja morada não é com a carne.
eternamente! Dize o sonho a teus servos, e daremos a 4. O ressentimento de Nabucodonosor
interpretação.
12jEntâo, o rei muito se irou e enfureceu; e ordenou que
5Respondeu o rei e disse aos caldeus: O que foi me tem
matassem a *todos os sábios de Babilônia.
escapado; *se me não fizerdes saber o sonho e a sua in­ 13E saiu o decreto segundo o qual deviam ser mortos os
terpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão
sábios; e buscaram Daniel e os seus companheiros, para
feitas um monturo; que fossem mortos.
6mas, se vós me declarardes o sonho e a sua interpretação,
recebereis de mim presentes, e dádivas, e grande honra; 5. A oração por sabedoria
portanto, declarai-me o sonho e a sua interpretação. 14“Então, Daniel falou avisada e prudentemente hz Ario-
7Responderam segunda vez e disseram: Diga o rei o so­ que, capitão da guarda do rei, que tinha saído para matar
nho a seus servos, e daremos a sua interpretação. os sábios de Babilônia.
8Respondeu o rei e disse: Percebo muito bem que vós 15Respondeu e disse a Arioque, encarregado do rei: "Por
•‘quereis ganhar tempo; porque vedes que o que eu so­ que se apressa tanto o mandado da parte do rei? Então,
nhei me tem escapado. Arioque explicou o caso a Daniel.
9Por conseqüência, se me não fazeis saber o sonho, uma 16"E Daniel entrou e pediu ao rei que lhe desse tempo,
só sentença será a vossa; pois vós preparastes palavras para que pudesse dar a interpretação.

e sim o tempo em que ele escreveu este livro. ciências daqueles dias, os quais se tornaram como em outros lugares, está claro que existe
2.1 a Mais ou menos um ano depois, Daniel porta-vozes dos outros sábios (v. 4). uma pluralidade de pessoas na Deidade, "pois
foi para o cativeiro. Isso prova que Daniel era 2.4b Heb. aramith, aramaico, a linguagem dos o homem se tornou como um de nós" (Gn 3.22).
consultado mesmo antes de os três anos de arameus da Síria. A inserção dessa palavra aqui veja também Êxodo 22.28; 1 Samuel 4.8; Daniel
treinamento terminarem (1.5 com 2.1; Jr 25.1). é para chamar a atenção para o fato de que o 2.11; 4.8,9,18; 5.11,14; Mateus3.16,17; 28.19; 2
Isso aconteceu um ano depois que Jeoaquim que se segue não está em hebraico, mas em Coríntios 13.14; Efésios 4.1-7; 1 João 5.7, nota.
rejeitou a Deus e queimou o rolo (Jr 36). aramaico, o que é verdade do começo ao fim 2.12a Como precaução, caso os sábios es­
2.2a Veja estudo sobre os mágicos, astrólogos, do cap. 7 .0 siríaco e o caldeu são propriamen­ tivessem protelando durante muito tempo
feiticeiros etc., em Lucas 12.29. te o aramaico ocidental e o oriental. Outras e não pudessem manifestar seus pretensos
2.2b isso indica que os caldeus formavam uma passagens em aramaico são; Esdras 4.8-6.28; poderes sobrenaturais. O rei. vendo que ele
classe especial, diferente de todas as outras da 7.12-26; Jeremias 10.11. e seu povo eram vítimas engano, determi­
Babilônia. 2.4c Essa era uma forma comum de se dirigir nou livrar seu reino de todos eles. incluindo
2.3a Daniel 2 é a visão de uma grande ima­ ao rei no Oriente. Daniel e seus companheiros (w. 12,13). De
gem metálica. Nela, temos o futuro profético 2.5a Isso foi uma forma arbitrária e tirânica ao certo modo, o rei era mais honrado do que os
do mundo desde os dias de Daniel até o futuro extremo, mas Deus a utilizou para a sua glória mágicos, feiticeiros, astrólogos e caldeus, que
eterno, quando Deus reinará para sempre. Elas (w. 10-28). se vangloriavam dos próprios poderes. Eles se
dizem respeito aos últimos dias em particular 2.8a Talvez estivessem protelando há mui­ gabavam de poder revelar segredos e tornar
(2.28,44,45). to tempo, com a esperança de que o rei se conhecidas as divinas revelações, mas em cri­
lembrasse de seu sonho. Eles sabiam que, por ses. nada puderam realizar.
1 Os detalhes que conduzem ao sonho (w. 1-18). causa de seu espírito agitado e extrema exi­ 2.12b TQ.dâs, incluindo Daniel e seus três com­
2 0 sonho revelado (w. 19-35). gência, ele procuraria chamá-los novamente panheiros judeus (v. 13).
3 O sonho interpretado (w. 36-45). para que dessem a interpretação do sonho 2.14a Aqui, temos a sabedoria de Daniel exer­
4 Os efeitos do sonho (w. 46-49). (w. 8,9). cida novamente. Ele pediu tempo. Não é decla­
2.3b Tudo o que o rei disse aos sábios foi que 2.10a Eles disseram a verdade, mostrando clara­ rado quanto tempo, mas passou pelo menos
teve um sonho, o qual perturbou grandemente mente que Daniel ficou sabendo do sonho e de uma noite antes da execução (v. 19). A missão
o seu espírito (w. 1-3). Os sábios se gabavam sua Interpretação através de Deus (w. 16-28). de matar já estava sendo levada a cabo (v. 14).
de seus poderes para revelar segredos e futu­ 2.10b Eles sabiam que tal coisa nunca fora de­ Ele conseguiu adiar a execução ordenada pelo
ros eventos, exceto Daniel e seus companhei­ cretada por nenhum outro rei e que era impos­ rei (v. 16).
ros. Agora, quando o rei precisou deles, não sível para qualquer homem saber a resposta 2.14b Ariooue. um nome babilônico, usado pri­
puderam exercer os poderes sobrenaturais por si mesmo. Então Daniel apresentou o so­ meiro como o nome de um rei da Assíria (Gn
dos quais se gabavam. Todo tipo de adivinha­ nho e a sua interpretação, que obteve através 14.1,9). É encontrado outra vez somente em
ção. visões do futuro através de demônios ou do Espirito do Deus santo, como reconheceram Daniel 2.4-15.24,25.
pelas estrelas, é limitado. Quando Deus está posteriormente (4.8,9,18; 5.11). 2.15a E ê m t t a 2. Próxima, v. 26.
envolvido no caso. como aqui, outros poderes 2.11a Eles afirmavam que existiam deuses que 2.16a Este v. não apenas mostra que Daniel foi
são totalmente impotentes e se tomam ino­ habitavam no homem. Essa é uma das 213 ve­ ao rei pessoalmente, mas que ele tinha absolu­
perantes, embora sob circunstâncias normais zes na Escritura em que a palavra Elohim (Deus), ta fé que Deus lhe daria a revelação e a inter­
exerçam um poder limitado. plural de Eloah, é encontrada. Primeiramente, pretação do sonho. Ele prometeu ao rei que o
2.4a Os caldeus eram um grupo de eruditos era usada em conexão com o Deus do céu - faria se lhe desse tempo para orar ao Deus dos
babilônios que ensinavam todas as artes e o Pai. o Filho e o Espírito Santo (Gn 3.5). Aqui, céus - o único que rege todas as coisas (v. 16).
17“Então, Daniel foi para a sua casa e fez saber o caso a cativos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação.
Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, 26Respondeu o rei e disse a Daniel (cujo nome era Bel-
!8para que pedissem misericórdia ao Deus dos céus sobre tessazar): “Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua
este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros interpretação?
não perecessem com o resto dos sábios da Babilônia. 8. Assunto e propósito do sonho: testemunho de Deus
6. O sonho é revelado a D aniel 27Respondeu “Daniel na presença do rei e disse: O se­
19“Então, foi revelado o segredo a Daniel numa visão de gredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem
noite; e Daniel louvou o Deus do céu. magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei.
20Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus para 28Mas há um Deus nes céus, o qual revela os segredos:
todo o sempre, porque “dele é a sabedoria e a força; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor “o que há de
21 ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e ser no fim dos dias; o teu sonho e as visões da tua cabeça
estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência na tua cama são estas:
aos inteligentes. 29Estando tu, ó rei, “na tua cama, subiram os teus pensa­
22Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que mentos ao que há de ser depois disto. Aquele, pois, que
está em trevas; e com ele mora a luz. revela os segredos te fez saber o que há de ser.
23Ó Deus de meus pais, eu te louvo e celebro porque me 30“E a mim me foi revelado este segredo, não porque haja
deste sabedoria e força; c, agora, me fizeste saber o que te em mim mais sabedoria do que em todos os viventes,
pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei. *mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei e
para que entendesses os pensamentos do teu coração.
7. D aniel trazido á presença do rei
24 Por isso, “Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei 9. A grande estátua: cinco partes (cf. D n 7.1-14)
tinha constituído para matar os sábios da Babilônia; en­ ★■"Tu, ó rei, estavas “vendo, e eis aqui uma grande está­
trou e disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilônia; tua; essa estátua, que era grande, e cujo esplendor era ex­
^introduze-me na presença do rei, e darei ao rei a inter­ celente, estava em pé diante de ti; e a sua vista era terrível.
pretação. 32A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito
"Então, Arioque depressa introduziu Daniel na "presen­ e os seus braços, dc prata; o seu ventre e as suas coxas,
ça do rei e disse-lhe assim: Achei um Mcntre os filhos dos de cobre;

2.17a Quando Daniel conseguiu protelar a exe­ que sabia o sonho e sua interpretação (v. 24). 6 Provar que Deus é infinito em conhecimento
cução para cumprir a promessa de revelar o 2.25a Note a confiança dos executores em e sabedoria (w. 21-23; Rm 11.33).
sonho e interpretá-lo para o rei, retirou-se para Daniel (v. 25). 7 Tornar claro que Deus é o Autor das profecias
sua casa e falou de sua proposta aos seus três 2.25b Muitas vezes na história, foi um judeu (W. 23-45).
companheiros (v. 17). Então os quatro se uni­ menosprezado que resolveu os problemas do 8 Provar que Deus é o único e verdadeiro Deus
ram em oração para obterem uma resposta homem, isso é verdade para a semente de (w. 20-30).
definitiva, a qual deveria ser dada no tempo Abraão, começando com o próprio AbíââQ (Gn 9 Testificar que o Deus verdadeiro é o Deus de
combinado. A situação era difícil. Suas vidas 14); José (Gn 37-50), Mardooueu (Et 1-10), Israel (v. 23).
estavam em jogo! Teriam de achar a resposta, nas (1-4); DâOiêj (2-12); Jesus Cristo (Jo 3.16); 10 Provar que alguém que recebeu a revelação
ou seriam executados (v. 18). O que deveriam e muitos outros estão entre os que salvaram pode ou não pode ser um verdadeiro filho de
fazer? Deus falou com eles após terem perma­ grandes porções da humanidade. Deus (W. 29,30,45).
necido firmes por Ele? Não se mostraria forte 2.26a Pergunta 3. Próxima, 3.14. 11 Revelar os pensamentos do homem (v. 30).
o Deus dos hebreus ao defender os interesses 2.27a A primeira resposta de Daniel foi dar glória 12 Fazer conhecido o plano de Deus desde os
daqueles que dele dependiam para uma ime­ a Deus, provando que Ele é o único Deus e maior dias de Daniel até a eternidade (w. 29-45).
diata resposta? Os registros são claros. do que todos os sábios da terra (w. 27,28). 2.31a Ia profecia em Daniel (2.31-35; w. 31-33a,
2.19a Então, oraram - para que Daniel tivesse 2.28a O primeiro objetivo do sonho foi mos­ cumprida, w. 33b-35, não cumprida). Próxima,
naquela noite o mesmo sonho que Nabucodo­ trar a Nabucodonosor o que aconteceria ao v. 38.
nosor teve. E Daniel glorificou ao Deus do céu reino após a sua morte, e revelar todos os
pela resposta e se prontificou a estar perante impérios mundiais desde aquela época até 1 A grande imagem.
o rei (w. 19-26). a eternidade. A principal parte da visão está 2 Seu brilho era magnífico.
centralizado em torno do que irá acontecer 3 Ele permaneceu diante do rei.
1 A sabedoria a Ele pertence (v. 20). 4 Sua forma era terrível (v. 31).
2 O poder a Ele pertence (v. 20). 2.29a Daniel revelou os mesmos pensamentos 5 A cabeça da imagem era feita de ouro puro.
3 Ele muda as épocas (v. 21). que Nabucodonosor teve na noite em que so­ 6 Seu peito e braço eram feitos de prata.
4 Ele muda as estações. nhou (v. 29). 7 O ventre e os quadris eram feitos de bronze
5 Ele remove os reis (v. 21). 2.30a Daniel não creditou a si mesmo a re­ (v. 32).
6 Ele estabelece os reis (v. 21). velação do sonho nem proclamou nenhuma 8 Suas pernas eram de ferro.
7 Ele dá sabedoria ao sábio (v. 21). superioridade sobre os outros sábios, embora 9 Seus pés eram feitos em parte de ferro e em
8 Ele dá conhecimento ao homem que tem en­ Nabucodonosor tivesse falado que considerava parte de barro (v. 33).
tendimento (v. 21). os quatro judeus dez vezes mais sábios do que 10 Uma pedra soltou-se, sem auxílio de mãos,
9 Ele revela as coisas profundas (v. 21). os outros (1.20). atingiu a estátua nos pés de ferro e de barro e
10 Ele revela as coisas escondidas (v. 22». os esmigalhou (v. 34).
11 Ele conhece o que está em trevas (v. 22). 1 Salvar a vida de Daniel e de seus companhei­ 11 0 ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro
12 A luz habita com Ele (v. 22; 1 Tm 6.16). ros (w. 18.30). foran despedaçados, viraram pó, como o pó
13 Ele dá sabedoria (v. 23). 2 Magnificar a Deus. que era muito maior do da debulha do trigo na eira durante o verão.
14 Ele dá poder (v. 23). que todos os sábios da Babilônia (w. 27,28). O vento os levou sem deixar vestígio (v. 35). O
15 Ele respondeu às orações revelando o so­ 3 Demonstrar que Deus responde à oração da­ fato de estarem iuntos indica que todos eles
nho do rei (v. 23). quele que depende dele (w. 18-23). serão unidos pela besta de Apocalipse 13; 17
2.24a Daniel procurou os executores e salvou 4 Revelar que Ele é soberano sobre todas as nos últimos dias.
a vida dos outros sábios, anunciando que tinha nações (w. 19-23,39-45). 12 A pedra que quebrou a imagem se transfor­
a resposta para o problema do rei (v. 24). 5 Demonstrar o fato de que Deus ainda está mou numa grande montanha e encheu toda a
2.24b Note a absoluta confiança de Daniel, de guiando os negócios humanos (w. 19-23). terra (v. 35).
33as pernas, de ferro; os seus pés, em parte de ferro e em e um terceiro reino, de metal, o qual terá domínio sobre
parte de barro. toda a terra.
34Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem (4) Pernas de ferro: sexto império m undial —
mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e Roma (Dn 7.7,17-24; 9.26; Lc2.1; Jo 11.48)
os esmiuçou.
40E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o
35Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o co­
ferro esmiuça e quebra tudo, como o ferro quebra todas
bre, a prâta e o ouro, os quais se fizeram como a pragana
as coisas, ele esmiuçará e quebrantará.
das eiras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar
algum para eles; mas a pedra que feriu a estátua se fez um (5) Pés de ferro e dedos de barro: sétimo império
grande monte e encheu toda a terra. m undial — Roma renascida (D n 7.8,20-24;
Ap 13.1-18; 17.12-17)
10. A interpretação
41E, quanto ao que viste dos "pés e dos artelhos, em parte
(1) A cabeça de ouro: terceiro império m undial a
de barro de oleiro e em parte de ferro, isso será um reino
perseguir Israel — Babilônia (Dn 7.4; Is 13.1, refs.)
dividido; contudo, haverá nele alguma coisa da firmeza do
■36Estc é o sonho; também a interpretação dele diremos ferro, pois que viste o ferro misturado com *barro dc lodo.
na presença do rei. 42E, como os artelhos eram cm “parte de ferro c em parte
37Tu, ó rei, és rei de reis, “pois o Deus dos céus te tem de barro, assim por uma parte o reino será forte e *por
dado o reino, e o poder, e a força, e a majestade. outra será frágil.
★38E, onde quer que habitem filhos de homens, animais 43Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo,
do campo e aves do céu, ele tos entregou na tua mão e “misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um
■'fez que dominasses sobre todos eles; *tu és a cabeça ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro.
de ouro.
(6)A pedra: nono e últim o império m undial — o Reino
(2) Peito e braços de prata: quarto império m undial — dos céus na terra sob o governo do Messias (Is 9.7, refs.)
Medo-Pérsia (D n 5.25-31; 7.5; 8.20; 11.1,2; 44Mas, “nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um
Is 13.17; 21.2; 45.l;J r 51.11) reino que não será jamais destruído; e esse reino não
(3) Ventre e coxas de cobre: quinto império m undial — passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses
Grécia (Dn 7.6; 8.21; 11.1-4; J l 3.6; Zc9.13; reinos e será estabelecido para sempre.
Ap 13.1,2; 17.3,16,17) 45Da maneira como viste que do monte foi cortada “uma
39 E, depois de ti, se levantará outro reino, inferior ao teu, pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o bar-

2.37a isso confirma a declaração de Daniel no 2.41 a Os pés e os artelhos representam a últi­ em ação e não em palavras, tendo poder para
v. 21: "Ele remove reis e os estabelece". Deus ma forma do império Romano nos dias da se­ agir individualmente. Eles darão o seu poder à
ainda é soberano e faz o que deseja entre os ho­ gunda vinda do Messias. Os pés representam o besta, depois que três deles forem derrotados
mens. Não há poder que não venha de Deus (Rm mesmo que as duas pernas: as divisões ociden­ (Ap 7.23,24; AP 17.12-17).
13.1-8). Ele dá poder aos seres por ele criados, tais e orientais do império Romano, o quarto 2.44a Nos dias dos dez reis, simbolizados pelos
mas não se responsabiliza pelo modo como eles reino de Daniel e o sexto reino de Apocalipse dez artelhos da imagem (w. 41-45) e os dez chi­
utilizam esse poder. Ele deu poder a Satanás e 17.9-11. Os artelhos representam a divisão fi­ fres das bestas de Daniel 7.7,8,23,24; Apocalip­
não o tomou. Ele o julgará pelo abuso desse po­ nal do Império Romano em dez reinos, gover­ se 13; 17.12-17, o Deus do céu levantará um
der (Mt 25.41). Deus predisse o surgimento e a nados por dez reis de dez capitais distintas. A reino na terra que nunca será destruído. Esmiu­
queda de certos reinados e, se alguém passou última forma desse império era em parte forte, çará os reinos dos dez reis e os consumirá. E
por cima de sua vontade no exercício da au­ e em parte, fraco (w. 41,42). A fraqueza é sim­ esse reino durará para sempre (v. 44; Zc 14; Ap
toridade, será por Ele julgado. Às vezes, Deus bolizada pelo barro, que é facilmente quebrado 19.11-21; 20.1-10). isso prova que os dez reis
utiliza homens não-salvos como governantes e pela força do ferro que quebra todos os ou­ estão ainda no futuro, sendo que não poderiam
para levar a cabo seus propósitos na terra. Ele tros materiais em pedaços (v. 40). ter sido as dez tribos bárbaras que derrotaram
levantou Faraó, que resistiu à sua vontade; en­ 2.41b Caldeu tin, lama. O mesmo que o heb. o antigo império Romano no quarto e no quinto
tão Ele fez com que seu poder ficasse conhe­ tit, barro, lama (2 Sm 22.43; Jó 41.30; SI 69.14; século depois de Cristo. Como prova de que os
cido (ê x 4-15; Rm 9.17-24). Os assírios foram Jr 38.6; Mq 7.10; Zc 9.3; 10.5). Lama não muito dez reis surgirão no futuro.
levantados por Deus para punir as dez tribos (2 forte, representando o governo por maioria po­ Observe no título do texto, em 2.41 e 2.44, que
Rs 17). Nabucodonosor foi levantado para punir pular, que é fraco em vários aspectos, compa­ um outro reino é o sétimo, e o reino de Deus, o
Judá por seus pecados e para cumprir a profecia rado ao governo de monarquia absoluta, sim­ nono. Não existe um oitavo reino mencionado
(2 Rs 24; Jr 25). Assim, Deus trabalha e continua bolizado pelo ferro (Ap 2.27; 12.5; 19.15). em Daniel 2, mas ele existe em Daniel 7.23,24;
trabalhando entre as nações para provocar seu 2.42a Caldeu min, uma porção, ou parte de­ Apocalipse 17.9-11. Daniel não vê um peaueno
eterno propósito de testar o homem e trazê-lo à les, indicando que alguns dos dez reinos serão dedo saindo dos dez artelhos, arrancando fora
posição que era dele antes da queda. Então, seu fortes como o ferro (o rei sendo absoluto no três dos outros pela raiz; mas em 7.7,8,19-24
programa original poderá ser efetuado no novo poder), enquanto uma parte deles será fraca (o existe um pequeno chifre saindo dos dez ou­
mundo, como se o homem nunca tivesse caído rei governando pela vontade popular de seus tros, e depois deles. Alcançou poder, conquis­
(At 3.21; Ef 1.10; 3.10,11; 2 Pe 3.13; Ap 21-22). súditos). Com essa condição de força e fraque­ tando três deles e o restante dos dez reis que a
Satanás e seus agentes procuram obstruir os za, esse reino não se firmará, porque o barro ele se submeteram sem necessitar de guerra.
propósitos de Deus na terra (1 Cr 21.l; Jó 1.6; não pode se misturar com o ferro (w. 42,43). Esse é o mesmo de Apocalipse 17.9-17. Os dez
2.1; S1109.6; Dn 10.12-21). Satanás será comple­ 2.42b Caldeu tebar, frágil, que se quebra facil­ reis deram seu poder à besta, cujo reino se tor­
tamente derrotado na segunda vinda de Cristo, mente. nou o oitavo. O sétimo é aquele que saiu dos
e o reino de Deus será instalado para sempre na 2.43a O rei representado por dez artelhos pro­ dez reis, tornando-se um reino independente
terra (Ap 11-12; 16; 19-20). curará se misturar com a semente do homem, e separado; o oitavo reino saiu dos mesmos
2.38a Podemos notar que alguns reinados de ou seja. procurará ser popular com seus súdi­ dez reis, que não permaneceram muito tempo
Daniel 2 e 7 são descritos como dominando tos e os governará mais ou menos de acordo independentes. Continuou submetido ao poder
toda a terra (2.38,39; 7.23). com a vontade deles. Como resultado o barro da besta por 42 meses (Ap 13.1-8; 17.9-17).
2.38b 2a profecia em Daniel (2.38b-45; w. 38b- será quebrado e o ferro se tornará predomi­ 2.45a A pedra é um símbolo do reino do Deus
40, cumprida; w . 41-45, não cumprida). Próxima, nante e, finalmente, emergirão da mistura mo­ do céu, chefiado por Cristo em sua segunda vin­
3.17. narcas absolutos, que serão verdadeiros reis da (v. 45; 7.9-14,18,27; Is 9.6,7; Zc 14; Lc 1.31-33;
ro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei *o 5Quando ouvirdes o som da “buzina, do ^pífaro, da char-
que há de ser depois disso; e certo é o sonho, e fiel a sua pa, da rfsambuca, do 'saltério, da^gaita de foles c de toda
interpretação. sorte de música, vos prostrarcis e adorareis a imagem de
ouro que o rei Nabucodonosor tem levantado.
11. Deus exaltado: D aniel promovido
6 E qualquer que se não prostrar e não a adorar será na
46•‘Então, o rei Nabucodonosor caiu sobre o seu rosto, e mesma hora lançado dentro do forno de “fogo ardente.
''adorou a Daniel, e ordenou que lhe fizessem oferta de 7 Portanro, no mesmo instante em que todos os povos
manjares e perfumes suaves. ouviram o som da buzina, do pífaro, da harpa, da sam-
47Respondeu o rei a Daniel e disse: Certamente, o vosso buca, do saltério ede toda sorte de música, se prostraram
Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revela­ todos os povos, nações e línguas e adoraram a estátua de
dor dos segredos, pois pudeste revelar este segredo. ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.
48 Então, o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos
e grandes presentes, e o pôs por governador de toda a 4. A acusação contra os três judeus
província de Babilônia, como também por principal “go­ 8 Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens
vernador de todos os sábios de Babilônia. caldeus e “acusaram os judeus.
49E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negó­ 9E falaram e disseram ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive
cios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e eternamente!
Abede-Nego; mas Danieldestava às portas do rei. ,cTu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem
que ouvisse o som da buzina, do pífaro, da harpa, da
III. O teste dos companheiros de Daniel: sambuca, do saltério, da gaita de foles c de toda sorte de
A fornalha de fogo ardente (Hb 11.34) música se prostraria e adoraria a estátua de ouro;
1. A estátua de ouro é feita e levantada 11e qualquer que se não prostrasse e adorasse seria lança­

3
0 REI Nabucodonosor fez •'uma estátua de ouro, do dentro do forro de fogo ardente.
cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, 12H á uns homens judeus, que tu constituístc sobre os
de seis côvados; levantou-a no campo de *Dura, na pro­ negócios da província dc Babilônia: Sadraque, Mesaque
víncia de Babilônia. c Abede-Nego; “esses homens, ó rei, não fizeram caso de
ti; a teus deuses não servem, nem a estátua de ouro, que
2. A cerimônia de consagração
levantaste, adoraram.
2íE o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os *sátrapas,
os prefeitos, os presidentes, os juizes, os tesoureiros, os 5. A ordem para adorar a imagem
conselheiros, os oficiais e todos os governadores das 13"Então, Nabucodonosor, com ira e furor, mandou cha­
províncias, para que viessem à consagração da estátua mar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E trouxeram a
que o rei Nabucodonosor tinha levantado. esses homens perante o rei.
3Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os presidentes, 14 Falou Nabucodonosor e lhes disse: “É de propósito, ó
os juizes, os tesoureiros, os conselheiros, os oficiais e todos Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a
os governadores das províncias, para a consagração da está­ meus deuses nem adorais a estátua dc ouro que levantei?
tua que o rei Nabucodonosor tinha levantado, e estavam cm 15“Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da
pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. buzina, do pífaro, da citara, da harpa, do saltério, da gaita de
foles e de toda sorte de música, para vos prostrardes e ado-
3. A ordem para adorar rardes a estátua que fiz, bom é; mas, se a não adorardes, sereis
4“E o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós, ó lançados, na mesrr.a hora, dentro do forno de fogo ardente:
povos, nações e gente de todas as línguas: be quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?

Ap 11.15; 19.11-21; 20.1-10). periféricas (3.2,3,27; 6.7) e comandantes do exér­ 3.5f Talvez um tamborim ou tambor.
2.45b Estes são os eventos que acontecerão cito (1 Rs 20.24; Jr 51.23,28,57; Ez 23.6,12,23). 3.6a A tradição diz que Abraão foi lançado numa
desde os dias de Nabucodonosor até a eterni­ 4 juizes: assistentes do rei no ofício de fazer fornalha pelo povo idólatra porque não quis ado­
dade. quando o Deus do céu reinar na terra (w. leis (3.2). rar seus ídolos.
38-45; Is 66.22-24; 1 Co 15.24-28; Ap 21-22). 5 Tesoureiros: aqueles que possuíam cargos nas 3.8a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego (v. 12).
2.46a veja 7 co n se q ü ên cias da revelação. casas do tesouro (3.2,3). Por alguma razão desconhecida, Daniel e os
p. 1411. 6 Conselheiros: magistrados; juizes (3.2,3). outros judeus não foram avisados ou não es­
2.46b Não existem indícios de que Daniel te­ 7 Oficiais: mestres supremos: magistrados civis tiveram presentes à consagração.
nha aceitado essa adoração, confira Apocalip­ (3.2,3) 3.12a 3 acusações contra os judeus:
se 19.10; 22.8.9. 1 Eles não te deram ouvidos (v. 12).
2.48a caldeu sigenin, perfeito, nobre. Ocorre do estado e vários homens sábios (3.2,3). 2 Não prestam culto aos teus deuses.
somente aqui; 3.2,3.27; 6.7. 3.4a Os arautos eram utilizados pelos reis para 3 Não adoram a imagem de ouro que mandas-
2.49a Daniel se tornou o principal oficial do anunciar decretos (v. 4) e para proclamar sua te erguer (v. 12).
palácio (v. 49). vinda (Ml 3.1; Is 40.3). Por outro lado, eram usa­ 3.13a Nabucodonosor (v. 13) e Jonas (Jn 4.1-
3.1a A imagem media 3m x 30m. dos para proclamar a abertura de jogos, o nome 9) são excelentes exemplos de irritação e de
3.1b Desconhecida, mas talvez na Babilônia. e a cidade dos competidores e as regras da fúria, o que é proibido, de acordo com as Es­
3.2a Não sabemos quando isso aconteceu, e competição. crituras (Ec 7.9; Tt 1.7. Confira Pv 14.17; 22.24:
qualquer especulação é sem valor. 3.5a um chifre com um som oco e profundo, 29.22; Mt 5.22; Ef 4.26).
como também outro com um som estridente 3.14a Pergunta 4. Próxima, v. 15.
sagração: e penetrante. 3.15a Apesar de sua fúria, o rei deu a eles
1 Sátraoas: conselheiros particulares que tinham 3.5b Um instrumento de sopro com um som uma oportunidade de ficarem cientes de suas
acesso ao rei a qualquer momento (3.2.3,27; 6.1-7). forte e estridente. condições e, assim, escaparem da morte pelo
2 Prefeitos: lugares-tenentes, vice-reis. nobres 3.5c Um instrumento de corda. fogo(v. 15).
de várias províncias (2.48; 3.2,3,27; 6.7). 3.5d Outro tipo de harpa. 3.15b Pergunta 5. Próxima, v. 24. Esta pergunta
3 Presidentes: paxás, deputados das províncias 3.5e Outro instrumento de corda. foi um desafio a Deus e também aos judeus.
6. A recusa dos três judeus 9. O rei convencido
16Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e 26Então, se chegou Nabucodonosor à porta do forno de
disseram ao rei Nabucodonosor: JNão necessitamos de fogo ardente; falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-
te responder sobre este negócio. Nego, “servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então, Sa­
★17*Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que draque, Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo.
nos pode livrar; cie nos livrará do forno de fogo ardente 27E ajuntaram-se os sátrapas, e os prefeitos, e os presi­
e da tua mão, ó rei. dentes, e os capitães do rei, contemplando estes homens,
18E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus c■‘viram que o fogo não tinha tido poder algum *sobre
deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. os seus corpos; nem um só cabclo da sua cabeça se tinha
queimado, nem as suas capas se mudaram, nem cheiro de
7. A fornalha inofensiva
fogo tinha passado sobre eles.
19Então, Nabucodonosor Jsc encheu de furor, e se mudou 28 Falou Nabucodonosor e disse: ■ ‘Bendito seja o Deus
o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que ^enviou o seu
Abede-Nego; falou e ordenou que o forno se aquecesse canjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois
sete vezes mais do que se costumava aquecer. não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entre­
20E ordenou aos homens mais fortes que estavam no seu gar os seus corpos, para que não servissem nem adoras­
exército que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Ne­ sem algum outro deus, senão o seu Deus.
go, para os lançarem no forno de fogo ardente.
Então, aqueles homens foram atados com as suas “ca- 10. O decreto de Nabucodonosor
pas, e seus ^calções, e seus 'chapéus, e suas vestes e foram 29 Por mim, pois, c feito um "decreto, pelo qual todo
lançados dentro do forno de fogo ardente. povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus
22E, porque a palavra do rei apertava, e o forno estava de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego *seja despedaçado,
sobremaneira quente, a chama do fogo matou aqueles e as suas casas sejam feitas um monturo; porquanto não
homens que levantaram a Sadraque, Mesaque c Abede- há outro deus que possa livrar como este.
Nego. 30Então, o rei fez ‘'prosperar a Sadraque, Mesaque e Abe­
23E estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Ne­ de-Nego, na província de Babilônia.
go, caíram atados dentro do forno de fogo ardente. IV. A deposição de Nabucodonosor
8. O rei espantado 1. O edito de rei

4
24Então, o rei Nabucodonosor se “espantou e se levantou N A B U C O D O N O S O R , rei, a todos os povos, na­
depressa; falou e disse aos seus capitães: *Não lançamos ções e línguas que moram em “toda a terra: Paz vos
nós três homens atados dentro do fogo? Responderam e seja multiplicada!
disseram ao rei: É verdade, ó rei. 2jPareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravi­
25 Respondeu e disse: Eu, porém, vejo quatro homens lhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo.
soltos, que andam passeando dentro do fogo, e nada há 3 Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas, as
de lesão neles; e o aspecto do quarto é semelhante ao ‘fi­ suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o
lho dos deuses. seu domínio, de geração em geração.

para provar que o Deus deles estava apto a Uma tradução diz que ''em seus mantos, seus pressada pelo rei, que acreditava em muitos
livrá-los do fogo. turbantes e a suas túnicas de cima, de lã e suas deuses e nas muitas formas de esses deuses
3.16a Observe como eles responderam cuida­ túnicas de baixo, de linho". Tudo isso se incen­ se manifestarem. Para ele, qualquer espécie de
dosamente ao rei e como estavam confiantes diaria rapidamente; todavia, quando saíram da ser sobrenatural seria um deus.
de que Deus era capaz de livrá-los do rei. Mes­ fornalha, não havia nem cheiro de fumaça em 3.28c 5 coisas que Nabucodonosor confessou
mo que Deus não os livrasse, uma coisa estava suas vestes (v. 27). (v. 28):
clara: não serviriam a ídolos nem se ajoelha­ 3.24a Atônito ou maravilhado. 1 Deus enviou o seu anjo.
riam para adorar uma imagem (w. 16-18). 3.24b Pergunta 6, Próxima. 4.30. 2 Deus livra aqueles que nele confiam.
3.17a 3a profecia em Daniel (v. 17, cumprida, v. 3.25a Um anjo ou um ser sobre-humano. Na­ 3 Deus obrigou-o a mudar suas palavras.
26). Próxima, 4.10. bucodonosor não conhecia as revelações so­ 4 Os judeus, confiando em Deus, ofereceram
3.19a Quando o rei, irado, ordenou que aque­ bre o Filho de Deus no NT, o qual nasceu de seus corpos em sacrifício.
cessem a fornalha sete vezes mais do que o nor­ Deus e de Maria (Mt 1.18-23; Lc 1.35; Hb 1.5-7). 5 Nenhum outro Deus podia livrar daquela ma­
mal, conseguiu apenas magnificar ainda mais a Ele mesmo reconheceu que o ser era um anjo. neira (v. 29).
Deus (w. 19,25-28). Em A cancáo apócrifa dos conforme o v. 28 . 3.29a Um decreto que punisse qualquer pala­
três filhos santos, foi declarado que os servos de 3.26a Os três judeus pretendiam servir ao vra de difamação contra Deus era algo raro.
Nabucodonosor continuaram lançando breu, pi­ verdadeiro Deus vivo (v. 17), e então o rei os 3.29b Esse era um modo de matar, tanto na
che, pedaços de pano e de madeira na fornalha, reconheceu como verdadeiros servos do Deus Babilônia quanto no Império Medo-Persa (2.5;
aumentando as chamas, que chegaram a 3im . Altíssimo (v. 26). 3.29; Ed 6.11).
O fogo estava tão quente que matou as pessoas 3.27a Eles foram examinados cuidadosamen­ 3.30a Essa foi a segunda promoção para os três
que colocaram os homens na fornalha (v. 22). te por todos os sábios da Baoilônia. que foram companheiros hebreus de Daniel (2.49; 3.30).
3.21a capotes ou mantos. testemunhas desse grande milagre (v. 27). 4.1 a Todas as nações sob o jugo de Nabuco­
3.21b Caldeu petesh, finos artigos de vestuá­ 3.27b i^ s â im ílâ g m s â s ív L 2 Z l: donosor - não todas as nações fora de seu rei­
rio. As meias se tornaram obsoletas. 1 Os corpos foram imunes ao fogo. n o - o que incluía somente os atuais estados
3.21c O turbante. Aqui é o único lugar em que 2 Nem um só fio de cabelo foi queimado. da Palestina, Transjordânia, Síria, Egito, Líbano,
essa palavra é encontrada nas Escrituras. He- 3 As vestes não se queimaram. Iraque e Irã. A expressão toda a terra deve ser
ródoto, que viveu 100 anos depois de Daniel, 4 Não havia cheiro de fumaça neles. entendida num sentido limitado, como explica­
disse que o vestuário na Babilônia consistia em 3.28a Nabucodonosor pelo menos foi homem do nas limitações do reino do Anticristo.
uma túnica de linho que chegava até aos pés e para reconhecer a superioridade. Ele sempre 4.2a A segunda proclamação ou decreto exal­
sobre a qual era colocada outra túnica de lã e reconhecia a Deus quando o poder divino se tando a Deus (3.29,30; 4.1-3. Confira 2.47).
por cima de tudo um capote ou manto curto, de manifestava (2.47; 3.28; 4.34). 4.3a Nabucodonosor, um rei ímpio, expressou
cor branca. Em suas cabeças usavam turbantes. 3.28b isso explica o filho de Deus, idéia ex­ duas grandes doutrinas das Escrituras que pou-
2. O sonho ★■ICíEram assim as visões da minha cabeça, na minha
4Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa e cama: eu estava olhando e vi uma árvore no meio da ter­
florescente no meu palácio. ra, cuja altura era grande;
5Tive um 4sonho, que me espantou; e as imaginações na 11 crescia essa árvore e se fazia forte, de maneira que a
minha cama e as visões da minha cabeça me turbaram. sua altura chegava até ao céu; e foi vista até aos confins
da terra.
3. A busca da interpretação
12A sua folhagem era formosa, e o seu fruto, abundante,
6 Por mim, pois, se fez um decreto, pelo qual fossem
e havia nela sustento para todos; debaixo dela, os ani­
introduzidos à minha presença todos os sábios de Ba­ mais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam
bilônia, para que me fizessem saber a interpretação do
morada nos seus ramos, e toda carne se mantinha dela.
sonho.
13Estava vendo isso nas visões da minha cabeça, na mi­
7 Então, entraram os magos, os astrólogos, os caldeus e
nha cama; e eis que aum vigia, um santo, descia do céu,
os adivinhadores, e eu contei o sonho diante deles; mas
14clamando fortemente e dizendo assim: Derribai a “ár­
"não me fizeram saber a sua interpretação.
vore, e cortai-lhe os ramos, e sacudi as suas folhas, e es­
4. O sonho contado palhai o seu fruto; afugentem-se os animais Me debaixo
8Mas, ■'por fim, entrou na minha presença Daniel, cujo dela e as aves dos seus ramos.
nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e *no 15Mas o tronco, com as suas raízes, deixai na terra e, com
qual há o espírito dos fdeuses santos; e eu contei o sonho cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja
diante dele: molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os
9Beltessazar, “príncipe dos magos, *eu sei que há em ti o animais na grama da terra.
espírito dos deuses santos, e nenhum segredo te é difícil; 16Seja mudado o seu coração, para que não seja mais co­
dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua inter­ ração de homem, e seja-lhe dado coração de animal; e
pretação. passem sobre ele sete tempos.

cos estudiosos da Bíblia entendem ou conhe­ 29 Cornélio, com o anjo (At 10.3-6). 2 Sua altura era grande (v. 10).
cem em nossos dias: 30 Pedro, com os animais (At 10.10-16). 3 A árvore crescia.
31 Paulo, com um homem (At 16.9). 4 E se fazia forte.
7.13.14,18,27; IS 9.6,7; Zc 14; Lc 1.31-33; Ap 32 Paulo, com sua ida a Roma (At 23.11). 5 Sua copa alcançava o céu.
11.15; 22.4,5). 33 Paulo, com a salvação (At 28.23.24). 6 Toda a terra podia vê-la (v. 11).
2 Que eternas, gerações-fe-pessoas .naturais 34. João, com Cristo (Ap 1.12-18). 7 As folhas eram formosas.
viverão na terra (v. 3; 2.44,45; 7.13,14,18,27; Gn 4.7a No primeiro sonho, esses mesmos sábios 8 Dava muitos frutos.
8.22; 9.12; is 9.6,7; 59.21; Zc 14; Lc 1.31-33; Ap prometeram dar a interpretação, se o rei pelo 9 Fornecia alimento para todas as criaturas.
5.10; 11.15; 22.4,5). menos lhes contasse o sonho. Ele contou o so­ 10 Fornecia sombra para todos.
4.5a Este foi o segundo sonho sobre eventos nho, e os sábios novamente falharam (v. 7). 11 Fornecia abrigo para todos (v. 12).
proféticos. Em ambas as vezes, ele ficou pre­ 4.8a Quando os mágicos, astrólogos, encan­ 12 Um vigia (um santo) desceu dos céus (v. 13).
ocupado e exigiu que seus sábios revelassem tadores. adivinhos e caldeus provaram sua 13 Ele gritava em alta voz:
a interpretação (2.2-16; 4.5-7). Nas duas ocasi­ incapacidade para interpretar o sonho. Daniel (1) Derrubem a árvore.
ões, os sábios falharam, exceto Daniel. tornou conhecida a verdadeira interpretação (2) Cortem os seus galhos.
em uma hora (w. 6.19). (3) Arranquem as suas folhas.
1 Abimeleque sonhou com sara (Gn 20.3). 4.8b O Espírito Santo estava em Daniel e foi (4) Espalhem os seus frutos.
2 Jacó, com a escada (Gn 28.12). dessa maneira que o rei ímpio expressou o fato (5) Fujam os animais de debaixo dela e as aves
3 Jacó, com as ovelhas salpicadas e malhadas (w. 8,9.18; 5.11.14). dos seus galhos (v. 14).
(Gn 31.10-13). 4.8c Caldeu Elalhin, Deuses. E um nome no (6) Mas deixem o toco e as suas raizes presos
4 Jacó. com o Egito (Gn 46.2). plural igual ao heb. Elohim , utilizado 2.347 ve­ na terra com ferro e bronze.
5 Labão, com Jacó (Gn 31.24). zes na Bíblia, em relação ao verdadeiro Deus, (7) Ele será molhado do orvalho do céu.
6 José. com seus irmãos (Gn 37.5). indicando pluralidade. Por diversas vezes é tra­ (8) Com os animais comerá a grama da terra
7 José, com seus irmãos (Gn 37.9) duzido no singular (no total de 217 vezes) como (v. 15).
8 O chefe dos copeiros, consigo mesmo (Gn 40.9). Elohim , que significa pluralidade. (9) A mente humana lhe será tirada, e ele será
9 0 chefe dos copeiros, consigo mesmo (Gn 4.9a Mestre dos magos: Daniel foi reconhecido como um animal.
40.16). como o maior de todos os homens sábios e de­ (10) Passarão sete tempos até que se recupere
10 Faraó, com a fome (Gn 41.1-4). votados religiosos daqueles dias. Não existem In­ (v. 16).
11 Faraó, com a fome (Gn 41.5-8). dicações de que ele pertencia a essa classe ou a (11) Esta decisão é anunciada pelos vigias.
12 Um midianita, com Gideão (Jz 7.13). qualquer outra aqui mencionada. Não há dúvida (12 ) Os santos declaram o veredicto.
13 Salomão, com a sabedoria (1 Rs 3.3-15). de que os magos eram seguidores de Zoroastro, (13) Para que todos os que vivem saibam que c
14 Elifaz, com um espírito (Jó 4.12-21). fundador da antiga religião persa e da sabedoria Altíssim o domina sobre os reinos dos homens.
15 Jó, com o terror (Jó 7.14). dos magos. Eles eram originalmente uma tribo da (14) E dá estes reinos a quem quer.
16 Nabucodonosor, com os reinos (Dn 2). Média e já utilizavam ritos sacerdotais. Guarda­ (15) E põe no poder o mais humilde dos ho­
17 Nabucodonosor. consigo mesmo (Dn 4). vam o fogo sagrado, recitavam hinos ao amanhe­ mens (v. 17).
18 Daniel, com os reinos (Dn 7). cer e ofereciam sacrifícios. Tinham a reputação 4.13a um santo anjo do céu no comando dos
19 Daniel, com os reinos (Dn 8). de conhecerem as artes mágicas, estudarem as­ vigias e dos santos, declaram o veredicto do
20 Daniel, com Deus (Dn 10.5-9). trologia e astronomia e se mostravam hábeis ao Altíssim o (w. 13,17). Esses vigias assistem os
21 o s falsos profetas, com as mentiras (Jr fazerem muitas coisas superiores ao poder hu­ seres humanos, habilitando-os a cunprir a
23.27-32; 29.8). mano. Para um estudo completo de termos má­ vontade de Deus na terra (v. 17; 10.10-21; 11.1;
22 Os adivinhadores, com sonhos falsos (Zc gicos utilizados nas Escrituras, veja Lucas 12.29. 12.1; Mt 18.10; Hb 1.14).
10.2). 4.9b A prova disso é a manifestação dos dons 4.14a Os grandes homens geralmente são com­
23 José, com Maria (Mt 1.20). de sabedoria, conhecimento e interpretação parados a árvores (SI I.3; 37.35; Ez 17.5,6; 31.3;
24 José, com a fuga para o Egito (Mt 2.13). narrados em Daniel 2. Jr 22.15. Confira Mt 7.17-19).
25 José, com o retorno Dara casa (Mt 2.19). 4.10a 4a Profecia em Daniel (4.10-16, cumpri­ 4.14b Seus cortesãos, oficiais etc., todos o
26 José, com Herodes (Mt 2.22). da). Próxima, v. 20. abandonaram logo que sua insanidade apare­
27 Os magos, com as advertências (Mt 2.12). ceu. Ele foi levado por eles para comer com os
28 A esposa de Pilatos, com Jesus (Mt 27.19). 1 Eu vi uma árvore no meio da terra. animais por sete anos (v. 25).
17Esta sentença é por decreto dos vigiadores, e esta or­ B24esta é a interpretação, ó rei; e este é o decreto do Aitíss:-
dem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam mo, que virá sobre o rei, meu senhor:
os viventes cuc o Altíssimo tem domínio sobre os reinos ★25“serás ^tirado de entre os homens, e a tua morada sera
dos homens; e os dá a quem quer e até ao mais baixo dos com os animais do campo, e te farão comer erva como os
homens “constitui sobre eles. bois, e serás molhado do orvalho do céu; e passar-se-ão sete
18 Isso em sonho eu, rei Nabucodonosor, vi; tu, pois, tempos por cima de ti, até que conheças que o Altíssimo tem
Beltessazar, dize a interpretação; todos os sábios do meu domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer.
reino não puderam fazer-me saber a interpretação, mas 26E, quanto ao que foi dito, que deixassem o tronco com
tu podes; pois há em ti o espírito dos deuses santos. as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que
tiveres conhecido que o céu reina.
5. O sonho interpretado
6. Conselho dado ao rei
19Então, Daniel, cujo nome era Beltessazar, “esteve atô­
27Portanto, ó rei, “aceita o meu conselho e desfaze os teus
nito quase uma hora, e os seus pensamentos o turbavam;
pecados pela justiça e as tuas iniqüidades, usando de mi­
falou, pois, o rei e disse: Beltessazar, não te espante o so­
sericórdia para com os pobres, e talvez se prolongue a
nho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar e tua tranqüilidade.
disse: Senhor meu, bo sonho seja contra os que te têm
ódio, e a sua interpretação, para os teus inimigos. 7. Conselho rejeitado pelo rei
★■2C“A árvore que viste, que cresceu e se fez forte, cuja 28“Todas essas coisas vieram sobre o rei Nabucodonosor.
altura chegava até ao céu, e que foi vista por toda a terra; 29Ao cabo de “doze meses, andando a passear sobre o pa­
21cujas folhas eram formosas, e o seu fruto, abundante, lácio real de Babilônia,
e em que para todos havia mantimento; debaixo da qual 30falou o rei e disse: “Não é esta a grande Babilônia que
moravam os animais do campo, e em cujos ramos habi­ eu edifiquei para a casa real, *com a força do meu poder e
tavam as aves do céu, para glória da minha magnificência?
22és tu, ó re:, que cresceste e te fizeste forte; a tua gran­ 8. O sonho cumprido
deza cresceu e chegou até ao céu, e o teu domínio, até à ★■31“Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu
extremidade da terra. uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou
23E, quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que des­ de ti o reino.
cia do céu e que dizia: Cortai a árvore e destruí-a, mas o 32E serás tirado dentre os homens, e a tua morada será
tronco, com as suas raízes, deixai na terra e, com cadeias com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os
de ferro e de bronze, na erva do campo; e seja molhado bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças
do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais do “que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens
campo, até que passem sobre ele “sete tempos, e os dá a quem quer.

4.17a Referindo-se, talvez, aos inimigos do rei mo sete vezes ou sete tempos é usado. Aqui, uma área de 3l3km?. Em volta da cidade havia um
(v. 19). ele indica sete anos literais. Em Levítico 26.18, poço profundo e largo. Além disso, as muralhas
4.19a Atônito, não por causa de dificuldades de esse termo expressa severidade de punição. tinham 33m de largura e cerca de 127m de altu­
entendimento, mas devido ao que sentia pelo Em 2 Reis 5.10 significa literalmente mergulhar ra. Havia 100 portões de bronze. As casas tinham
rei, pela nação 9 pelo bem-estar de seu próprio sete vezes no Jordão. três ou quatro andares. As ruas cruza/am a cidade
povo. 4.25a 6a profecia em Daniel (4.25,26, cumpri­ como nos tempos modernos.
4.19b 0 sonho com relação aos seus inimigos da). Próxima, v. 31. A cidade foi construída em ambos os lados
e a interpretação, beneficiando-os (v. 19). 4.25b Quem, de fato, fez isso não é declarado. do Rio Eufrates e as seções erarr conhecidas
4.20a 5a profecia em Daniel (4.20-23, cumpri­ Não foram os inimigos, pois poderiam tê-lo ma­ como distritos orientais e ocidentais. Eram uni­
da). Próxima, v. 25. tado. A visão refere-se aos seus inimigos (v. 19), das por uma oonte de 987m de extensão. Em
no sentido de que sua ausência do trono poderia cada ponta havia um palácio real: o primeiro, o
1 Nabucodonosor. essa árvore és tul (w. 20-22: representar boas-novas para eles. Ele não pode­ oriental, era protegido por três muralhas e era
Confira 2.38). ria comandar nenhuma invasão em tais condi­ o mais distante, tendo 11 km de circunferência;
2 O vigia, um santo enviado por Deus, é um anjo ções. Seus amigos, sem dúvida, exerceram essa o segundo. 7,2km e o terceiro, 4km. Havia tam­
anunciando o cecreto do Altíssimo (w. 23,24). missão e o protegeram em sua estada entre os bém um túnel sob o rio.
3 O decreto é: Serás tirado do meio dos ho­ animais. Nenhum rei foi escolhido para o seu lu­ Os iardins suspensos mediam 37,16m7, levan­
mens e viverás com os animais do campo; co- gar. Seu reino estava seguro e esperando por ele tados em terraços onde eram plantadas diver­
merás erva cotí os bois e serás molhado do quando voltasse à normalidade. Seu único filho sas espécies de árvores. O templo de Bel e ou­
orvalho do céu. Passarão sete tempos até que foi o regente durante o tempo de insanidade do tras grandes construções faziam de Babilônia a
admitas que o Altissimo domina sobre o reino pai e, sem dúvida, preservou o reino para ele, o maior cidade do mundo.
dos homens e o dá a quem quer (v. 25). que tornou possível o cumprimento do v. 26. 4.30b A causa da ruina de Nabucodonosor foi
4 O tronco deixado no solo com as raízes foi 4.27a 3 advertências de Daniel a Nabucodo- que ele reivindicava toda a glória para si e não
preso com ferro e bronze, significando que o QQSQr: glorificava a Deus (v. 30). Foi Deus quem o esco­
teu remo voltará a ti, depois que trveres apren­ 1 Aceita o meu conselho. lheu e lhe entregou um grande reino (2.19,38).
dido a lição (v. 26). 2 Renuncia a teus pecados e ã tua maldade, Foi Deus quem o advertira 12 meses antes (4.17;
4.23a Se algum estudioso da Bíblia interpretá- praticando a justiça. 26,27).
la com pouca consistência, poderá explicar os 3 Renuncia à tua iniqüidade, mostrando miseri­ 4.31a Ziiíroíêfiiâjem^D.anjêl (4.31-32, cumpri­
sete tempos durante os quais Nabucodonosor córdia para com os pobres (v. 27). da). Próxima, 5.25. Na plenitude de sua auto-
ficou insano como sendo 2.520 anos, pois é 4.28a Aqui houve mudança na narração histó­ glorificação, sua mente foi golpeada, e ele per­
assim que eles interpretam os sete temoos rica (w. 24-27). maneceu insano por sete anos.
de Levítico 26.18. Eles poderiam também ver 4.29a Deus foi bondoso e concedeu ao rei 12 4.32a Todos os homens, mais cedo ou mais
Naamá mergulhando 2.520 anos no Jordão meses completos para que escapasse da insa­ tarde, saberão por experiência própria que
(2 Rs 5.10), e nos forneceriam muitas outras nidade (veja v. 27). Deus é 0 Altíssimo e soberano na terra e nos
absurdas e incríveis interpretações de outros 4.30a Pergunta 7. Próxima, v. 35. Foi uma grande céus (1 CO 15.24-28; Ef 1.10; Fp 2.8-11; Ap
eventos. Podemos observar que isso não seria cidade. As muralhas da cidade mediam 22,5km de 11.15; 22.4,5). Essa verdade é enfatizada aqui
coerente com lenhuma passagem onde o ter­ cada lado, perfazendo o total de 90km em volta de por cinco vezes (2.21,22; 4.3,25,32,34,35).
33“Na mesma hora, se cumpriu a palavra sobre Nabu­ 0 RE I “Belsazar deu um ^grande banquete a mil dos
codonosor, e *foi tirado dentre os homens e comia erva
como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do
5 seus fgrandes e bebeu vinho na presença dos mil.
2Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os
céu, até que lhe cresceu pêlo, como as penas da águia, e -utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, ''seu
as suas unhas, como as das aves. pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém,
para que bebessem neles o rei, os seus grandes e as suas
9. O louvor do rei a Deus
mulheres e concubinas.
34 "Mas, ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, le­ 3 “Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram
vantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu
tirados do templo da Casa de Deus, que estava em Je­
entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e
rusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes, as suas
glorifiquei ao que vive para sempre, *cujo domínio é
mulheres e concubinas.
um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em
4Beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro,
geração.
de prata, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra.
35“E todos os moradores da terra são reputados em nada;
e, segundo a sua vontade, ele opera com o ^exército do 2. O escrito na parede
céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar 5Na “mesma hora, apareceram uns dedos de mão de ho­
a sua mão c lhe diga: rQuc fazes? mem e escreviam, defronte do castiçal, na estucada pare­
36“N o mesmo tempo, me tornou a vir o meu entendi­ de do palácio real; e o rei *via a parte da mão que estava
mento, e para a dignidade do meu reino tornou-me a vir escrevendo.
a minha majestade e o meu resplendor; e me buscaram os
3. O efeito em Belsazar
meus capitães e os meus grandes; e fui restabelecido no
meu reino, e a minha glória foi aumentada. 6“Então, se mudou o semblante do rei, e os seus pensa­
37•'Agora, poiSy eu, Nabucodonosor, louvo, e exalço, e mentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxa­
glorifico ao Rei dos céus; porque todas as suas obras são ram, e os seus joelhos bateram um no outro.
verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos 4. Os sábios: sua incapacidade
que andam na soberba.
7E ordenou “o rei, com força, que se introduzissem os
V. A queda da Babilônia (Is 13.1; 41.2) astrólogos, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei e
1. O banquete de Belsazar disse aos sábios de Babilônia: ^Qualquer que cler esta es-

4.33a No momento em que foi transformado, o (4.8,9,18). 5.5a Aconteceu em meio ao banquete, en­
rei exaltava suas obras e sua própria majestade 16 Deus é supremo na terra (4.17,34). quanto os idolos eram adorados, e os utensílios
(W. 28-30,33). 17 Deus dá ordens a quem desejar (4.17,32). sagrados do verdadeiro Deus, profanados (w.
4.33b A doença mental de Nabucodonosor é 18 Os sábios segundo o mundo são incapazes de 2-4). Era hora de findar os 70 anos de cativeiro
rara. É chamada de liçantropia (do grego lukos, resolver os problemas humanos (2.2-13; 4.4-8). e de Deus libertar seu povo escolhido, a fim de
lobo, e anthropos. homem). Devido à doença, 19 0 pecado não compensa (4.27-33). que a nação fosse restaurada (9.24-27; Jr 25).
a pessoa imagina que é um lobo, um urso ou 20 O orgulho é a causa da queda (4.28-37). 5.5b CDm os próprios olhos, os homens viram
qualquer outro aninal. 5.1a Belsazar era filho de Nabonido e neto de a mão de Deus (v. 5). Milhares de pessoas viram
4.34a Quando se passaram os sete anos, o rei Nabucodonosor. As inscrições mostram que a mão escrevendo na parede, tão claro quanto
Nabucodonosor foi repentinamente restaurado ele foi co-regente enquanto seu pai guerreava qualquar outro escrito (w. 7-9,16,24-25).
em sua sanidade e, de imediato, começou a lou­ contra Ciro. Os caps. seguintes, 7 e 8, seguem 5.6a 5 sintoma? do medo e do terror sentido?
var o Deus do céu por sua misericórdia (v. 34). a cronologia. A visão do cap. 7 aconteceu no pelarei:
4.34b veja 4.3. primeiro ano e a do cap. 8 rio terceiro ano de 1 Sua face se empalideceu.
4.35a Podemos confirmar que isso é verdadei­ Belsazar. 0 autor, sem dúvida, colocou sua men­ 2 Sua mente se agitou.
ro (v. 35; is 40.12-29; 66.1,2; Rm 11.33). sagem nesse :ap. a fim de manter as seções pro­ 3 Seu espirito enfraqueceu.
4.35b isso confirma o fato de que existe uma féticas de 7.1-12.13 juntas. 4 O corpo todo tremia.
ordem social no planeta céu (v. 35; Jó 1.6; 2.1; 5.1b A sala na qual esse banquete aconteceu 5 Dava gritos angustiados (w. 6,7. Confira Jõ
Cl 1.15-18; Ap 12.12). foi desenterrada na década de 60. Seu tama­ 4.12-21).
4.35c Pergunta 8. Próxima. 5.13. nho era de 19m x 52m. As paredes eram mara­ 5.7a Belsazar seguiu o padrão de seu avô. Na­
4.36a Veja 7 bênçãos n a restau ração de N a­ vilhosamente decoradas com pinturas. bucodonosor, chamando os sábios da Babilônia
bu co d o n o so r, p. 1411. 5.1c Caldeu rabreban, grandes (4.36; 5.1,9,10,23; (v. 7; Confira 22.2-19; 4.6-9).
4.37a 20 lições que Nabucodonosor aprendeu. 6.17).
1 Deveria honrar a Deus. 5.2a 1.2; 2 Reis 25.15; Jeremias 52.19. 1 Seria vestido de púrpura (v. 7).
2 Deus era o Deus do céu. 5.2b Seu avô No vocabulário caldeu, não existe 2 Teria uma corrente de ouro no pescoço.
3 Todas as palavras de Deus são verdadeiras. palavra que signifique avô. A palavra pai é usa­ 3 Seria o terceiro do reino.
4 o s caminhos de Deus são justos. da muitas vezes para representar os ancestrais 5.7c Isso prova que o escrito não foi feito na
5 Deus humilha o orgulhoso (v. 37). (1 RS 15.11-13; 2 Rs 14.3; 2 Cr 34.1,2; Rm 9.10). língua usual dos senhores do império. Se tives­
6 Deus é o Senhor dos reis (2.47). Jeremias esclareceu essa controvérsia por cau­ se side feito em hebraico, caldeu ou outro idio­
7 Deus é revelador de segredos (2.47). sa desse tratamento, dizendo: "Todas as nações ma comum no império, teria sido interpretado.
8 Deus envia anjos para proteger aqueles que servirão a ele (Nabucodonosor), ao seu filho (Na­ Devem ter utilizado a linguagem dos anjos ou
nele confiam (3.28). bonido) e ao filho de seu filho (Belsazar), até aue qualquer outro idioma da terra, não conhecido
9 Deus pode mudar o que o homem diz (3.28). chegue o tempo de sua própria terra" (Jr 27.7). na Babilônia. Somente um homem que tivesse
10 O verdadeiro servo de Deus não adora ne­ 5.3a O rei era depravado o suficiente para utili­ 0 dom de interpretação, concedido pelo Espíri­
nhum outro Deus (3.16-18,28). zar os utensílios santificados da casa de Deus, to Santo, poderia interpretar tal escrito. Confira
11 Não existe outro deus que possa livrar as mas fazer isso numa sessão de bebedeira era 1 coríntios 12.10,11,30; 13.1; 14.5,12-14,26-28.
pessoas como o verdadeiro Deus (3.29). ir longe demais. Deus lembrou-se do tempo Não há indicação de que Daniel pudesse ler a
12 Nenhum outro deus pode fazer milagres em que eles eram usados somente para seu inscrição na parede porque ele se familiarizara
como o verdadeiro Deus (3.25*29; 4.3). culto. Deus aguardava o tempo de cumprir sua com uma linguagem em particular. A interpre­
13 O reino de Deus é eterno (4.3.34). palavra para fazer vingança por tal profanação tação pode ter acontecido através do elemento
14 Haverá eternas gerações de homens na terra. das coisas santas. 0 tempo havia chegado. O sobrenatural, por intermédio do Espírito Santo,
15 0 Espírito de Deus pode habitar no homem Senhor começou a escrever na parede (v. 5). da mesma maneira que as interpretações ante-
critura e me declarar a sua interpretação será ^vestido de 15Acabam de ser introduzidos à minha presença os sá­
púrpura, e trará uma 'cadeia de ouro ao pescoço, e será, bios e os astrólogos, para lerem esta escritura, e me fa­
no reino, o terceiro dominador. zerem saber a sua interpretação; mas ‘‘não puderam dar a
8 Então, entraram todos os sábios do rei; •‘mas não puderam interpretação destas palavras.
ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. 16Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti que podes dar in­
9jEntão, o rei Belsazar perturbou-se muito, e mudou-se terpretações e solver dúvidas; agora, sc puderes ler esta
nele o seu semblante; e os seus grandes estavam sobrcs- escritura e fazer-me saber a sua interpretação, “serás ves­
saltados. tido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço, e no
5. O conselho da rainha reino serás o terceiro dominador.
10/tA rainha, por causa das palavras do rei e dos seus gran­ 7. Belsazar censurado
des, entrou na casa do banquete; e falou a rainha e disse: 17Então, respondeu Daniel e disse na presença do rei:
Ó rei, vive eternamente! Não te turbem os teus pensa­ “As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus presentes
mentos, nem se mude o teu semblante. a outro; todavia, lerei ao rei a escritura e lhe farei saber
11“Há no teu reino um homem ‘‘que tem o espírito dos a interpretação.
deuses santos; e nos dias de fteu pai se achou nele luz, e 18Ó rei! Deus, o Altíssimo, 4deu a Nabucodonosor, teu
inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e pai, o reino, e a grandeza, e a glória, e a magnificência.
teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o rfcons- 19E, por causa da grandeza que lhe deu, todos os povos,
tituiu chefe dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos nações c línguas tremiam e temiam diante dele; “a quem
adivinhadores. queria matava e a quem queria dava a vida; c a quem que­
12“Porquanto se achou neste Daniel um espírito exce­ ria engrandecia e a quem queria abatia.
lente, e ciência, e entendimento, interpretando sonhos,
^ “Mas, quando o seu coração sc exalçou e o seu espírito
e explicando enigmas, e solvendo dúvidas, ao qual o rei
sc endureceu em soberba, *foi derribado do seu trono
pôs o nome de Beltessazar; ^chame-se, pois, agora Daniel,
real, e passou dele a sua glória.
e ele dará interpretação.
21E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração
6. Conselho aceito: D aniel é chamado foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi
13Então, Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou com os jumentos monteses; ‘fizeram-no comer erva como
o rei e disse a Daniel: ■
‘És tu aquele Daniel, dos cativos dc os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até
Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá? que conheceu que Deus, o Altíssimo, tem domínio sobre
14Tenho ouvido 4dizer a teu respeito que o espírito dos os reinos dos homens e a quem quer constitui sobre eles.
deuses está em ti e que a luz, e o entendimento, e a exce­ 22E tu, “seu filho ^Belsazar, fnão humilhaste o teu cora­
lente sabedoria se acham em ti. ção, ainda que soubeste de tudo isso.

riores, por ele realizadas (2.19; 22,23,28-30,47; Espírito Santo estava em Daniel. 14 interpretar o que estava escrito (Dn 5.15).
4.8,9,19). 5.11c Veja 5.2. 15 Levar o barco ã terra firme (Jn. 1.13).
5.7d Refere-se a ser vestido de roupa real, de 5.1 i d isso foi feito também por Nabucodono­
16 Curar alguém (Mt 17.16; Mc 9.18; Lc 9.40).
cor púrpura (caldeu argevan, púrpura, w. 7,29). sor (2.48). 17 Responder a Jesus (Lc 14.6).
5.7e A utilização dos metais em vários orna­ 5 .12 a z_pafl:e.sjaQ tes.teimjnliQ de-Pan.ial: 18 Conseguir apanhá-lo em suas palavras (Lc
mentos e utensílios domésticos e até mesmo 1 Nele habitava o Espírito Santo (v. 11). 20.26).
religiosos é tão antiga quanto TUbalcaim (Gn 2 Tinha um espirito excelente (v. 12). 19 Crer, porque endureceram seus corações e
4.22). Correntes de ouro ao redor do pescoço 3 Era cheio do conhecimento. se recusaram (Jo 12.39).
indicavam dignidade política (w. 7.15,29; Gn 4 Tinha grande entendimento. 20 Descansar, por causa de sua incredulidade
41.42). 5 Possuía o dom de interpretar sonhos. (Hb 3.19).
5.7f Reinar como um dos très, isto é. ser o 6 Podia solucionar coisas difíceis. 21 Suportar a voz de Deus (Hb 12.20).
terceiro. Nabonido, o rei, era o primeiro gover­ 7 Podia dissolver todas as dúvidas. 5.16a veja 5.7.
nante. Belsazar, como co-regente, era o segun­ 5.12b A rainha tinha fé absoluta em Daniel, por­ 5.17a A verdadeira resposta de um homem
do governante. Assim, Daniel seria o terceiro que ele nunca falhara (2.19-49; 4.8-30). de Deus que presta serviços aos seus seme­
governante da Babilônia; mas ele não exerceu 5.13a Pergunta 9. Próxima, 6.12. lhantes.
esse poder, devido à derrota da Babilônia na­ 5.14a isso foi um relatório verdadeiro (w. 14-16). 5.18a veja 2.37,38; 4.17,25,26,32-36; 5.21.
quela mesma noite (w. 29-31) 5.15a Não puderam, é uma frase familiar para 5.19a isso interpreta a cabeça de ouro como uma
5.8a Como sempre, os sábios fracassaram, e o homem separado de Deus. forma de reino - um monarca absoluto (2.38).
Daniel conseguiu resolver o que o rei lhe havia 5.20a O orgulho sempre vem antes da destrui­
pedido (w. 8,9; 2.2-19; 4.7-9). 1 Morar em companhia, mesmo com abundân­ ção e um espírito altivo vem antes da queda (Jó
cia de bens (Gn 13.6). 33.14-29; Pv 16.18).
1 Produziu grande agitação no rei (w. 6,9). 2 Falar amigavelmente com José (Gn 37.4). 5.20b Veja 4.19-37 para ilustrar melhor essa
2 Mudou o humor feliz, jovial e festeiro do rei 3 Produzir piolhos (os mágicos, ê x 8.18). história.
para um sentimento de terror (w. 6,9). 4 Prevalecer contra Moisés (os mágicos, ê x 9). 5.21a isso sugere que os homens protegeram
3 Os senhores ficaram alarmados (v. 9). 5 Beber das águas de Mara (Éx 15.23). Nabucodonosor e cuidaram dele durante sua
5.10a A farra acabou, a festança parou e um si­ 6 Prevalecer contra seus inimigos 0s 7.12; Jz insanidade. Embora ele vivesse com os ani­
lêncio de morte veio sobre o local do banquete, 2.14). mais. recebeu cuidados de seres humanos até
devido ao escrito na parede. A rainha quebrou 7 Expulsar os inimigos (Js 15.63; 17.12). que tivesse sua sanidade restabelecida.
o silêncio informando ao rei sobre a existência 8 Seguir junto com Davi para a batalha (1 Sm 5.22a Literalmente, seu neto (veja 5.1).
de Daniel (w. 10-12). 30.21). 5.22b Daniel pregou para Belsazar, mostrando-lhe
5.11a É sempre bom ter um homem desse tipo 9 Recuperar-se para defender Israel (2 Cr 14.13). a causa de sua ruína. Seu pecado foi o mesmo de
em qualquer reino, é muito bom ter um homem 10 Proibir Israel de trabalhar na reconstrução Nabucodonosor (Confira 4.25-36 com 5.22-30).
como esse na igreja. Eles existiam em abun­ do templo (Ed 5.5).
dância na igreja primitiva (1 Co 1.7; 12.4-11). 11 Beber em rios de sangue (SI 78.44). 1 Não tinha o coração humilde.
5.11b A rainha (w. 10-12), Nabucodonosor (4.8, 12 Estender as velas (is 32.23). 2 Não aprendeu sobre as coisas de Deus como
9.18) e outros (5.14-16) reconheceram que o 13 Ler o escrito (Dn 5.8). o seu avô (v. 22).
2) E te levantaste contra o Senhor do céu, pois foram tra­ o reino;
zidos os utensílios da casa dele perante ti, e tu, os teus 2e sobre eles três príncipes, dos quais Daniel era um, aos
grandes, as tuas mulheres e as tuas concubinas bebestes quais esses presidentes dessem conta, para que o rei não
vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de pra­ sofresse dano.
ta, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra, 3Então, o mesmo Daniel se distinguiu desses príncipes e
"que não vêem, não ouvem, nem sabem; **mas a Deus, em presidentes, "porque nele havia um espírito excelente; e
cuja mão está a tua vida e ftodos os teus caminhos, a ele o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino.
não glorificaste.
2. Os velhos políticos
24 "Então, dele foi enviada aquela parte da mão, e escre­
4Então, os príncipes e os presidentes procuravam achar
veu-se esta escritura.
ocasião contra Daniel a respeito do reino; "mas não po­
*25 "Esta, p o is , é a ^escritura q u e se escreveu: cM e n e ,
diam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel,
M e n e , í/T e q u e l e ‘P a r s i m .
e não se achava nele nenhum vício nem culpa.
8. O escrito é interpretado 5 Então, estes homens disseram: Nunca acharemos oca­
■26Esta é a interpretação daquilo: M e n e : Contou Deus o sião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos
teu reino e o acabou. contra ele na lei do seu Deus.
27T e q u e l : Pesado foste na balança e foste achado cm falta.
3. O edito é assinado
2* P eres : D ividido foi o teu reino e deu-se aos medos e
6Então, estes príncipes e presidentes foram juntos ao rei
aos persas.
Então, "mandou Belsazar que vestissem Daniel de e disseram-lhe assim: Ó rei Dario, vive eternamente!
*púrpura, e que lhe fpusessem uma cadeia de ouro ao 7Todos os príncipes do reino, os prefeitos e presidentes,
capitães e governadores tomaram conselho, a fim de es­
pescoço, e proclamassem a respeito dele ^que havia de
ser o terceiro dominador do reino. tabelecerem um edito real e fazerem firme este manda­
mento: "que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer
9. O escrito é cumprido uma petição a qualquer deus ou a qualquer homem c não
w "Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, ^rei dos a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões.
caldeus. 8Agora, pois, ó rei, confirma o edito e assina a escritura,
31E "Dario, o medo, ocupou o reino, na idade de sessenta para que não seja mudada, conforme a lei dos medos e
e dois anos. dos persas, que se não pode revogar.
9Por esta causa, o rei Dario assinou esta escritura c edito.
VI. Daniel testado: a cova dos leões (H b 11.33)
1.Sua prosperidade no Im pério Medo-Persa 4. A perseverança de D aniel
10Daniel, pois, quando "soube que a escritura estava as­
6
E PARECEU bem a Dario constituir sobre o reino a
cento e vinte presidentes, que estivessem sobre todo sinada, entrou em sua casa (ora, havia no seu quarto ja-

3 Exaltou-se acima de Deus (v. 23). Deus contou o seu reino e determinou o seu crituras, a não ser em Daniel. Josefo fala dele
4 Profanou os utensílios sagrados da casa de fim (w. 25,26). com o sendo o filho de Astíages e parente de
Deus (v. 23). 5.25d TEQUEL significa pesado. Foste pesado Ciro, dizendo que ele tirou Daniel da Média e
5 Adorava ídolos de ouro (v. 23). na balança e encontrado em falta (w. 25,27).. o exaltou com o seu principal regente sobre
6 Recusou-se a glorificar o verdadeiro Deus. 5.25e PARSIM é o plural de PERES, que signifi­ o s príncipes das províncias, nele confian­
cue deu vida a todos (v. 23). ca divisão. O reino foi dividido entre medos e do em tudo o que fosse importante em seu
5.23a Confira Salmos 115.4-8; 135.15-17; isafas persas (w. 25.28). reino (Josefo, Livro X. cap. 11). Daniel nada
27.19; 46.6,7; Habacuque 2.18.19; 1 Coríntios 8.4. 5.29a Belsazar o recompensou, de acordo com disse da guerra que se iniciou entre a Babilô­
5.23b Confira Gênesis 2.7; Jó 12.10; 34.14.15; Sal- sua palavra, mas Daniel não exerceu esse poder nia e os medos, m as outros profetas sim (is
n os 104.29; 146.4; Isaías 42.5; Atos 17.25-29. sobre a Babilônia, pois os medos e os persas 13-14;45-47; Jr 1; 51). Os medos e os persas
5.23c Confira Jó 31.4; Salmos 139.3; Provérbios tomaram o reino naquela mesma noite (v. 30). se uniram nessa guerra em confederação. Os
20.24; Jeremias 10.23; Hebreus 4.13. Assim, findou o reino da Babilônia, depois de prim eiros sob o comando de Dario e os últi­
5.24a O que deve ter acontecido é que a mão manter Israel no cativeiro por 70 anos (Jr 25; m os sob o com ando de Ciro. Supõe-se que
apareceu na parede e permaneceu por certo Dn 9.2). ambos estiveram presentes quando da tom a­
tempo. Nesse caso. ficou lá durante algum 5.29b Púrpura (veja 5.7). da da Babilônia.
tempo, até que os sábios falhassem em tornar 5.29c Colocaram um cordão de dignidade polí­ 6.3a isso explica a razão para a exaltação de
o mistério conhecido e Daniel fosse chamado, tica em seu pescoço (veja 5.7). Daniel sobre todos os outros, o que causou c
conforme os w. 13-24. 5.29d veja 5.1. ciúme relatado nos w . 4,5.
5.25a 8a profecia em Daniel (5.25-28, cumpri­ 5.30a Na mesma noite da festa da bebedeira e 6.4a Quando os inimigos não encontram nenhu­
da). Próxima, 6.16. do escrito na parede (w. 1,30). ma falta em um homem, ele deve ser perfeito.
5.25b O escrito não pôde ser entendido até 5.30b xenofonte narra que o rei foi assassina­ Os inimigos se uniram para tentar encontrar
que fosse interpretado por Daniel, é propagar do por dois membros da corte, Gadatas e Go- alguma falta relativa a sua religião. Não havia
falácia ensinar que o original foi escrito em brias, que se juntaram a Ciro para levar vanta­ nenhum, e então eles armaram uma conspira­
caldeu, hebraico, samaritano ou qualquer ou­ gem, devido a certos erros que Belsazar havia ção para colocar Daniel em desfavor com o rei.
tra língua conhecida do império babilônio. Se cometido, prejudicando-os. Apelaram ao rei Dario para emitir um decretc
assim fosse, alguns dos nobres do império po­ 5.31a Dario. o medo (5.31; 6.1-27; 9.1). M ui­ que o exaltasse, a fim de envolver Daniel na
deriam ter interpretado o escrito sem necessi­ tos negam a existência desse rei, devido ao transgressão da lei (w. 6,9).
tar do auxílio divino, do qual Daniel foi instru­ fato de que a palavra Dario é um sim ples titu­ 6.7a Eles sabiam que Daniel orava três vezes
mento. Não existe nenhuma referência de que lo que significa o M antenedor e era utilizada por dia, assim conjeturaram corretamente que
Daniel pudesse ler o escrito contando apenas também por Xerxes e outros. Esse Dario não qualquer lei que parasse sua oração por 30 dias
com a própria habilidade. As palavras originais é registrado na história secular pelo nome de o obrigaria a quebrar o decreto (v. 10).
foram traduzidas de alguma língua desconheci­ Dario, o medo. Acredita-se que era chamado 6.10a isto mostra a fé e a coragem de Daniel.
da para o caldeu. de Astíages. Ele reinou sobre a Babilônia an­ Ele não foi insensato sob nenhum ponto de vis­
5.25c MENE, MENE, significa contados, con­ tes de Dario I, ll e II, m encionados na história ta, pois sua religião e seu Deus estavam envol­
tados. A palavra foi repetida para dar ênfase. profana. Também não é m encionado nas Es­ vidos em um desafio (w. 5,10).
nelas abertas Ma banda de Jerusalém), e três vezes no dia noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença ins­
se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu trumentos de música; e fugiu dele o sono.
Deus, ccomo também antes costumava fazer. 19E, pela manhã cedo, se levantou e foi com pressa à cova
dos leões.
5. D aniel acusado: um descumpridor da. lei
20E, chegando-sc à cova, chamou por Daniel com voz
11Então, aqueles homens ■ ‘foram juntos e acharam Daniel triste; e, falando o rei, disse a Daniel: Daniel, servo do
orando e suplicando diante do seu Deus. Deus vivo! Dar-se-ia o caso que o teu Deus, ‘‘a quem tu
12Então, se apresentaram e disseram ao rei: N o tocante continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões?
ao mandamento real, *porventura não assinaste o edito 21Então, Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre!
pelo qual todo homem que fizesse uma petição a qual­ 22O meu Deus enviou o seu Janjo e ^fechou a boca dos
quer deus ou a qualquer homem, por espaço de trinta leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada
dias, e não a ti, ó rei, seria lançado na cova dos leões? em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei,
Respondeu o rei e disse: Esta palavra é certa, conforme bz não tenho cometido delito algum.
lei dos medos e dos persas, que se não pode revogar.
9. Seus inimigos destruídos
13Então, responderam e disseram diante do rei: Daniel,
que é dos transportados de Judá, não tem feito caso de 23■‘Então, o rei muito se alegrou em si mesmo e man­
ti, ó rei, nem do edito que assinaste; antes, três vezes por dou tirar a Daniel da cova; assim, foi tirado Daniel da
dia faz a sua oração. cova, e nenhum dano se achou nele, ^porque crera no
seu Deus.
6. Os esforços do rei 24 E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens
14Ouvindo, então, o rei o negócio, •'ficou muito penali­ que tinham acusado Daniel e foram ‘lançados na cova
zado e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração dos leões, eles, seus filhos e suas mulheres; e ainda não
livrá-lo; e até ao pôr-do-sol trabalhou por salvá-lo. tinham chegado ao fundo da cova quando os leões se
15Então, aqueles homens foram juntos ao rei e disseram apoderaram deles, e lhes *esmigalharam todos os ossos.
ao rei: Sabe, ó rei, que é uma lei dos medos e dos persas 10. O decreto de Dario: sete razões
que nenhum edito ou ordenança, que o rei determine, se
25Então, o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e
pode mudar.
gente de diferentes línguas, que moram em toda a terra:
7. Lançado na, cova dos leões A paz vos seja multiplicada!
★,é Então, o rei ordenou que trouxessem a Daniel, e o lan­ 26Da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo
çaram na cova dos leões. E, falando o rei, disse a Daniel: jO o domínio do meu reino os homens tremam e temam pe­
teu Deus, a quem tu ^continuamente serves, ele te livrará. rante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e para
17E foi trazida uma “pedra e foi posta sobre a boca da cova; sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; o
c o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus gran­ seu domínio é até ao fim.
des, para que se não mudasse a sentença acerca de Daniel. 27Ele livra, e salva, e opera sinais e maravilhas no céu c na
terra; ele livrou Daniel do poder dos leões.
8. D aniel livrado por Deus 28Este Daniel, *pois, prosperou no reinado de Dario e no
18Então, “o rei dirigiu-se para o seu palácio, e passou a ^reinado de Ciro, o persa.

6.10b Ele nunca olhava em direção ao sol, como caso em que o rei Assuero emitiu um decreto 6.17a Todas essas preocupações serviram para
os adoradores do sol, mas em direção a Jerusa­ para a matança dos judeus (Et 3.13). ele não pôde provar a Dario e a seus nobres que fora o poder de
lém, onde ficava o templo e a sagrada presença revertê-lo, mesmo com o pedido de sua rainha (Et Deus que livrou Daniel. Não havia truque capaz de
permanecia no oráculo. Esse parecia ser o cos­ 8.5). Por isso emitiu outro decreto que neutralizou livrá-lo de tal lugar. A mesma precaução foi usada
tume entre os judeus, quando estavam longe da o primeiro (Et 8.11). Assim, um édito irreversível foi no caso de Cristo no sepulcro, mas essa somente
cidade santa (1 Rs 8.44,48; 2 Cr 6.34; SI 5.7; 28.2; completamente neutralizado por outro, da mesma serviu para provar a certeza da ressurreição (Mt
138.2; Jn 2.4). A oração vespertina de Daniel era maneira, irreversível, e o rei continuou a fazer o 27.63-66; 28.12-15).
semelhante à da hora do sacrifício da tarde (9.21). seu papel de infalível, livrando-se da fraqueza do 6.18a isso mostra a afeição que Dario tinha por
A oração da manhã talvez fosse realizada na mes­ arrependimento. Daniel. Confira w. 19,23-27.
ma hora do sacrifício matinal. E no intervalo havia 6.14a Note o contraste entre esse rei e Nabucodo­ 6.20a Pergunta 11. Próxima. 8.13.
a oração do meio-dia. Davi fala dos periodos de nosor, quando sua lei foi desobedecida (3.13,19). 6.22a Enviar um anjo. como em 3.28.
oração como sendo de manhã, ao meio-dia e à Este estava descontente consigo mesmo, porque 6.22b A isso se refere Paulo como sendo o resul­
noite (SI 55.17). Orações com horário definido são tinha sido enganado ao fazer tal lei. Ele procurou tado da fé (Hb 11.33)
mencionadas em Atos 2.15; 3.1; 10.9. livrar Daniel, laborando até o pôr-do-sol para tal, 6.23a O rei tinha poder para salvar Daniel de ser
6.10c Nenhuma nova lei poderia fazer com que mas os inimigos de Daniel prenderam o rei à sua colocado na cova dos leões e para mudar a lei,
Daniel parasse de orar ao Deus que servia tão fer­ lei, dizendo-lhe que a mesma não poderia ser al­ mas como ele poderia salvar as aparências fa­
vorosamente havia 80 ou 90 anos - o único que terada (w. 14,15). zendo isso? Agora que Daniel foi libertado por tal
tinha poupado sua vida através das revelações 6.16a 9a profecia em Daniel (6.16, cumprida). Pró­ milagre, ele poderia agir corajosa e decisivamente
que lhe foram concedidas (2.18) e que também xima, 7.2. para libertá-lo e punir os inimigos de Daniel sem
tinha lhe dado a solução em outras ocasiões de 6.16b Daniel tinha servido a Deus continua­ ser acusado de mudar sua lei por fraqueza e ina­
crise (4.8.9; 5.13). mente por 80 a 90 anos e havia experimentado bilidade (v. 23).
6.11a Como seus inimigos esperavam, Daniel muitas demonstrações de sua união com Deus. 6.23b A isso se refere Hebreus 11.33.
continuou fiel ao seu Deus e aos seus períodos de O rei tinha absoluta fé na habilidade de Deus e 6.24a Tal destruição rápida dos acusadores de
oração. Eles informaram a Dario. que sentiu muito no poder de Daniel por meio de Deus para livrá-lo Daniel prova que ele foi livrado miraculosamente
por ter feito uma lei que poderia comprometer dos leões Daniel agora teve a mesma oportuni­ e ilustra o poder da fé em Deus (Hb 11.33).
Daniel (w. 11-22). dade de mostrar sua fé em Deus como fizeram 6.24b veja 7 itens ao decreto de Dano, p. 1411.
6.12a Pergynta 10 Próxima, v. 20. os judeus do cap. 3. Os leões não eram menos 6.28a Pela segunda vez é mencionado o aumente
6.12b Era costume entre os medos e persas, terríveis do que a fornalha. Deus tinha poder sobre da prosperidade de Daniel sob o reinado da Babi­
quando a lei era escrita e selada com o selo real. ambos, e os seus próprios escolhidos foram salvos lônia e depois do império Medo-Persa (v. 28; 1.21).
que nem o próprio rei poderia mudá-la (v. 15). No (3.27; 6.22). 6.28b Dois diferentes reinos são referidos aqui,
VII. Primeira visão de Daniel: os quatro animais lhante a um urso, o qual se levantou de "um lado, tendo
(cf. D n 2.31-35) na boca ctrês costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito
1. A visão (D n 7.1-14) assim: Levanta-te, devora muita carne.
(1) Quatro ventos e quatro animais (4) Terceiro anim al: um leopardo; quinto império
(D n 7.17; cf. D n 2.31-35) m undial — Grécia (D n 2.39b; Ap 13.1-18; 17.3,8-17)
“N O primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve
7 Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça;
escreveu logo o sonho e relatou a suma das coisas.
6 Depois disso, eu continuei olhando, e eis aqui outro,
“semelhante a um leopardo, c tinha quatro asas de ave nas
suas costas; tinha também esse animal quatro cabeças, e
★■2Falou Daniel e disse: “Eu estava olhando, na minha foi-lhe dado domínio.
visão da noite, e eis que os *quatro cventos do céu com­
batiam no ‘'mar grande. (5) Quarto anim al: indefinido;
3E quatro “animais grandes, diferentes uns dos outros, sexto império m undial — Roma (Dn 2.40, refs.)
subiam do mar. 7 “Depois disso, eu continuava olhando nas visões da
noite, e eis aqui o ^quarto animal, terrível e espantoso
(2) Primeiro anim al: um leão; terceiro império m undial e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele
a perseguir Israel — Babilônia (D n 2.36, refs.) devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que so­
4“O ^primeiro era como leão e tinha asas de águia; eu bejava; era diferente de todos os animais que apareceram
olhei até que lhe foram arrancadas as asas, e foi levantado antes dele e tinha dez pontas.
da terra e posto em pé como um homem; e foi-lhe dado
(6) As dez pontas e a *ponta pequena, “: Roma restaura­
um coração de homem.
da e Grécia renascida (veja notas, Dn 7.24 e Ap 13 e 17)
(3) Segundo animal: um urso; quarto império m undial 8‘'Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas
— Medo-Pérsia (D n 2.39a) *subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pon­
5Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, Seme­ tas primeiras foram arrancadas; e eis que fnessa ponta ha-

provando que esse Ciro não era o Dario de Da­ do quais seriam os reinos que viriam no futu­ bolizam o dobro da \-elocidade de Alexandre
niel 5.31; 6.1; 9.1, o Artaxerxes de Neemias 2.1, ro, não está provada, somente por que Daniel com relação às conquistas de Nabucodonosor.
ou o Assuero de Ester 1, como alguns estudio­ as viu. A estátua de Daniel 2 foi também vista Nenhuma das conquistas dos outros animais
sos crêem. após o reinado de Babilônia, tendo Daniel dito se iguala às de Alexandre. As quatro cabeças
7.1a 2 visões de Daniel aconteceram no reina­ a Nabucodonosor. "TU és a cabeça de ouro. simbolizam as quatro divisões do império Gre­
do de Belsazar (cap. 7-8). Nabucodonosor teve Depois de ti surgirá um outro reino, inferior go depois da morte de Alexandre, como foram
dois sonhos (cap. 2-4). Essa visão aconteceu ao teu..." etc... (2.38-39). Se a Babilônia pode os 4 chifres de 8.8,22,23. As cabeças sempre
três anos antes dos eventos do cap. 6. confira ser simbolizada por uma cabeça de ouro após simbolizam os reinos W. 6; 8.20-23; Ap 17.9-11).
6.1 ccm 8.1. Esse cap., que estava no idioma este reino ter surgido, então este mesmo reino Este reino é mencionado em 2.32,35,39,45;
caldeu. completa o restante da seção caldéia poderia ser simbolizado por um leão, depois 7.6,17; 8.5-25; 10.20; 11.3-45; Zacarias 8.13.
de Daniel (2.4-7.28). Devido às diferenças nas de seu surgimento. O rei da Babilônia é com­ 7.7a A expressão depois disto, indica que o quar­
seções caldéias e hebraicas do livro, alguns parado a um leão (Is 5.29; Jr 4.7; 50.17,44-46). to reino seguiu o precejente - a Grécia (w. 6,7).
procuraram dividir uma seção relativa a Israel e As asas da águia identificam a Babilônia, pois 7.7b A quarta besta simboliza o antigo império
outra 'elativa aos gentios. Não existe base para o reino é comparado a uma águia (Jr 48.40; Ez Romano, o quarto dos quatro reinos na suces­
tal teoria. A totalidade das visões de Daniel 17; Hc 1.6-8). As asas demonstram a velocida­ são. Ele é mencionado pelo nome somente no
refere-se tanto aos judeus quanto aos gentios de da conquista de Nabucodonosor. Em poucos NT (JO 11.48; At 2.10; 16.21 etc.). Esse animai
nos últimos dias, como vimos no cap. 2 e como dias, ele construiu um vasto império. A s asas não foi descrito, pois não existe nada no mun­
vererros também nos estudos seguintes. sendo arrancadas, e o leão postado aos seus do que possa ser comparado a ele. É um ter­
7.2a 103 profecia em Daniel: (7.2-14; w. 2-7,12, pés, recebendo um coração humano, simboliza rível e poderoso animal com grandes dentes
cumprida; w . 8-11,13-14, não cumprida). Pró­ que as conquistas de Nabucodonosor chega­ de ferro, simbolizando o mesmo que o ferre
xima, v. 17. ram a um abrupto fim, devido à sua insanidade na imagem de 2.40-43. Em cumprimento disso,
7.2b Aqui, temos o começo da visão em sím­ e também á sua cura - e novamente agindo ele devorou o outro animal e o pisoteou, signi­
bolos. A interpretação foi dada no w . 17-27. A como ser humano (4.33,36). ficando que conquistou todos os territórios dos
visão corresponde ao mesmo reino simboliza­ 7.5a Este é um símbolo próprio da Medo- primeiros animais - a Babilônia, a Medo-Pérsia
do pela grande estátua de Daniel 2, com alguns Pérsia, devido à sua crueldade, tendo sede de e a Grécia. Ele é diferente de todos os outros
fatos adicionais. Em Daniel 2. é revelado a Nabu­ sangue, roubo e de pilhagem (is 13.16-18; Jr animais anteriores, não somente por sua forma
codonosor os reinos mundiais gentílicos, desde 51.48-56). Muitas espécies de ursos eram en­ de governo (república), mas também pelo po­
seu início até a segunda vinda de Cristo. Eles contradas nas montanhas da Média. der, grandeza, extensão e duração de seu do­
são representados, do ponto de vista humano, 7.5b isso simboliza a força dos persas, compa­ mínio. Os dez chifres simbolizam os dez reinos
como uma enorme e impressionante estátua rada à dos medos, é o mesmo pensamento do dos últimos dias, a última forma do antigo im­
metál ca. Em Daniel 7. são mostrados os mes­ grande chifre de carneiro de 8.3: Ciro, o persa, pério Romano (w. 7,8,23,24; Ap 13; 17.8-17). Os
mos reinos do ponto de vista de Deus como que foi maior do que Dario, o medo (5.31) e que chifres sempre simbolizaram reis (w. 7,8,23,24;
bestas selvagens e ferozes (7.17). veio por último (2 Cr 36.20-23; Ed 1.1-8; 3.7; 4.5; 8.8,9.20-23; Ap 17.8-17).
7.2c 0 vento, em passagens simbólicas, repre­ Is 44.28; 45.1). Esse reino é mencionado em 5.24- 7.8a Os chifres são a última parte da visão de
senta guerra, contenda e castigos de Deus (w. 31; 6.1-28; 7.5,17; 8.1-4,20; 10.1-20; 11.1,2; Isaías Daniel a respeito dos animais, e são considera­
1-3; 8.7-13 com Jr 25.32,33; Ap 7.1-3). 13.17-22; 21.2; 2 Reis 17.6; 18.11; Ester 1.1-9.3. dos os últimos aqui (w. 8,23,24; Ap 17.12-17).
7.2d Os mares nas passagens simbólicas re­ 7.5c Isso simboliza a conquista da Babilônia, 7.8b O peoueno chifre apareceu asós os dez
presentam pessoas (v. 17; Ap 13.1; 17.1,15). Lídia e Egito pelos medos e persas. Um urso chifres crescerem completamente. Ele arran­
7.3a Os animais das passagens simbólicas repre­ devorava muita carne (v. 5). cou três deles pelas raízes, simbolizando que c
sentam os reinos (w. 17,23,24; 8.20-23; Ap 17.8- 7.6a O leopardo é o símbolo do Império Grego, Anticristo viria nos dias da formação de Roma
11) e seus governantes (Ap 11.7; 13.18; 17.8). fundado por Alexandre, o Grande. O leopardo em dez reinos. Ele subverteu três deles, e os
7.4a Veja 35 asp ectos da visão - os quatro é conhecido por sua velocidade. Este, junto outros a ele se submeteram sem necessidade
grandes anim ais, p. 1411. com as quatro asas de uma ave, simboliza a de guerra (w. 8,23,24;Ap 17.11-17).
7.4b A teoria de que a Babilônia não pode ser velocidade das conquistas de Alexandre. Ante­ 7.8c Esse pequeno chifre é um homem que
simbolizada pelo leão porque Daniel viu as riormente, as duas asas do leão simbolizavam diz blasfêmias contra Deus (w. 8,25; 11.36; Ap
quatro bestas se levantarem do mar, mostran­ a velocidade, mas aqui as quatro asas sim­ 13.1,5; 17.3).
via olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava 2. A interpretação [Dn 7.15-28)
grandiosamente. (1 )0 intérprete angelical
(7 )0 juízo 15 Quanto a mim, Daniel, o meu “espírito foi abatido den­
A. O ju iz tro do corpo, e as visões da minha cabeça me espantavam.
■I6Cheguei-me “a um dos que estavam perto e pedi-lhe a
9 Eu “continuei olhando, até que foram Apostos uns tro­
nos, e fum ancião de dias rfse assentou; a sua veste era verdade acerca de tudo isso. E e’e me disse e fez-me saber
branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça, como a a interpretação das coisas.
limpa lã; o seu trono, chamas de fogo, e as rodas dele, (2) Os quatro animais: quatro reis ou reinos
fogo ardente. (Dn 7.19,23; 8.2!; 2.31-45)
B. O juízo é conduzido * 17“Estes grandes animais, que são quatro, hSÕ0 quatro
10Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milha­ reis, que se levantarão da terra.
res de milhares o serviam, e milhões de milhões estavam (3) Nono e último império mundial (Dn 2.44,45; Is 9.6, refs.)
diante dele; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros. 18Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e pos­
C. A “ponta pequena " é destruída suirão o reino para todo o sempre e de eternidade em
(Dn 8.25; 9.27; 11.45; 2 Ts 2.8; Is 11.4; Ap 19.19-21; 20.10) eternidade.
11"Então, estive olhando, por causa da voz das grandes (4) O questionamento de D aniel
palavras que provinha da ponta; estive olhando ate que o 19Então, tive desejo de conhecer a verdade a respeito do
animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para
quarto animal, que era diferente de todos os outros, mui­
ser queimado pelo fogo.
to terrível, “cujos dentes eram de ferro, e *as suas unhas,
D. Os animais precedem o reino da “ponta pequena ” de metal; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés
12E, quanto Jaos outros animais, foi-lhes tirado o domí­ o que sobrava;
nio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida até certo 20e também das dez pontas que tinha na cabeça e da outra
espaço de tempo. que subia, de diante da qual caíram três, daquela ponta,
digo, que tinha olhos, e uma boca que falava grandiosa­
(8) A segunda vinda do Messias
mente, e cuja aparência era mais firme do que o das suas
(Is 9.1, refs.; M t 24.29; 25.31; notas, 2 Ts 1.7)
companheiras.
13Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis
que vinha nas nuvens do céu *um como o filho do ho­ (5) A visão de D aniel da “ponta pequena” que fazia
mem; e ^dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar guerra contra os santos “até” que três coisas acontecessem
até ele. 21 Eu olhava, e eis que essa ponta fazia guerra contra os
14E ■‘fui-lhc dado o domínio, c a honra, c o reino, para santos c os vcncia.
que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu 22Até que veio o “ancião de dias, e foi dado o juízo aos
domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos
reino, o único que não será destruído. possuíram o reino.

7.9a Desde o tempo da Babilônia até o julga­ M t 24.29-31; 25.31-46; 26.64; 2 Ts 1.7-10; 2.8; Hb 12.23; Tg 2.26; Ap 6.9-11); e que o espirito é
mento dos w . 9,10, a derrota do Anticristo e a Judas 14; Apocalipse 1.7; 11.15; 19.11-21). imortal (1 Pe 3.4).
segunda vinda de Cristo, dos w. 11-14. 7.13b Se Ele (o Senhor Jesus Cristo) vem à pre­ 7.16a Eu me aproximei de um dos milhares de
7.9b Os tronos do julgamento foram instala­ sença do Ancião de dias, então não é Ele o Ancião milhares que se postavam diante do trono do
dos. isso se refere ao julgamento das nações de dias. Se é conduzido por outros perante o An­ julgamento (v. 10) e ele me fez saber a interpre­
(V. 26; Mt 25.31-46). cião de dias, então está totalmente comprovado tação (w. 16-27i. Talvez tenha sido Gabriel, o au-
7.9c Esse é Deus Pai, e não Cristc, que é visto na Bíblia que são duas pessoas distintas, cada xiliador de Daniel em outras visões (8.16; 9.21).
como uma pessoa separada do Ancião de dias qual possuindo o próprio corpo, alma e espírito. 7.17a 31aprofecia emDaniel (7; 17-27; w. 17,19,23,
dos w. 13,14. Ambos são vistos corro pessoas di­ 7.14a O Filho do homem recebeu o domínio, a cumprida; w. 18,20-22,24-27, não cumprida). Próxi­
ferentes pelo mesmo profeta e no mesmo lugar. glória e o reino composto de pessoas naturais ma, 8.3.
Então, deveriam existir pelo menos duas pessoas de todas as raças, que serão seus súditos eter­ 7.17b Veja 15 asp ectos da Interpretação, p.
nesse Deus. De fato, existem três pessoas. namente. Seu reino exercerá domínio eterno que 1411.
7.9d Veja 15 fato s sob re D eus e o julgam en­ jamais passará e seu reino iamais será destruído. 7.19a os dentes de ferro simbolizam o império
to, p. 1411. 3 grandes verdades bíblicas: Romano como revelado nas pernas de ferro e nos
7.11a Veja 4 asp ectos e fa to s concernentes 1 Cristo receberá o reino em sua segunda vinda pés, parte de ba-ro e parte de ferro de 2.40-43.
a o A n tic ris to , p. 1411. (w. 13,14; Zc 14; Mt 24.29-31; 25.31-46; Jd 14; 7.19b isso foi adicionado por alguém que deu
7.12a Os animais ou os reinos que precedem Ap 11.15; 19.11-20.10). a interpretação e não fez menção na descrição
o pequeno chifre irão reinar por um período 2 Seu reino será eterno (w. 13,14,18,27; 2.35, do animal nos w. 7.8. Eles simbolizam o Im­
de tempo e depois passarão, permitindo que o 44,45; 4.3; 6.26; SI 45.6; 145.13; 146.10; IS 9.6,7; pério Grego, elemento da imagem de 2.39,45.
próximo venha, até que o pequeno chifre venha, Ob 21; Mq 4.7; M t 25.31-46; LC 1.32,33; Hb 1.8; Não há dúvida de que eram as dez garras cor­
cujo reino é o oitavo e último reino antes da se­ Ap 11-15; 22.4-5). respondentes sos dez artelhos de 2.40-43 e os
gunda vinda de Cristo e do estabelecimento de 3 Seus eternos súditos serão as gerações eternas dez chifres de 7.7,8,23,24; Apocalipse 17.8-17.
seu reino na terra para sempre (w. 12-14,18,27; de pessoas naturais que continuarão no mesmo 7 .22 a A-B[imgjrà.ê_a. segunda vindas..de_Dêus.Eaj
8.20-25; 9.27; 11.35-45; 12; Zc 14; Mt 24.15-31; programa que Adão e sua raça levariam a cabo, àLiÊKg. A Biblia não somente ensina que haverá a
25.31-46; 2 Ts 1.7-10; 2.8-12; Jd i4;A p 13; 17.8- se não tivessem caído {w. 13,14,18,27; 2.44,45; Gn primeira e a segjnda vindas de Jesus Cristo à ter­
17:19.11-21). 8.22; 9.12; Is 9.6,7; 59.21; Ap 11.15; ponto 8, em 7 ra, mas também que haverá duas vindas do Pai.
7.13a um, o Filho do Homem, o Senhor Jesus novas "coisas"em Apocalipse, p. 2058). 1 A orimeira vinda de Deus Pai acontecerá du­
Cristo, não o Ancião de dias dos w. 9,10. mas 7.15a Essa é outra prova de que o espírito do rante a segunda vinda de Jesus Cristo à terra
outro, distinto e separado desse, >/em com as homem e seu corpo são duas coisas distintas (w. 9,13,14,22; Zc 14.5; Tt 2.13). Nesse período,
nuvens do céu (v. 13). isso é, definitivamente, (Mt 10.28); que o espírito existe separadamen­ Deus virá para ajudar Cristo a derrotar e des­
a segunda vinda de Cristo (is 63.1-6; Zc 14.1-5; te do corpo (Lc 16.19-31; 2 Co 5.8; Fp 1.21-24; truir o reino do Anticristo (w. 21,22). Deus entre-
(6) O quarto anim al: quarto reino de D aniel e o sexto de (10) O julgamento das nações no fin a l do reinado da
Apocalipse 17.8-17 — Roma (D n 2.40; refs.) “ponta pequena ”, ou o Anticristo, e de todos os reinos
23 Disse assim: O quarto animal será o quarto reino na terrenos, e o estabelecimento do reino eterno do Messias
terra, Ao qual será diferente de todos os reinos; e devorará (D n 2.44,45; 7.9-14,18; 8.25; M t 24.29-31; 25.31-36; Is
"toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. 9.6; refs.; Lc 1.32,33; Ap 11.15; 22.5)
26Mas o juízo estabelecer-se-á, e “eles tirarão o seu domí­
(7) Dez pontas: dez reis de dez reinos constituirão o
nio, para o destruir e para o desfazer *até ao fim.
quinto império m undial de D aniel e o sétimo de Apoca­
27E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos de­
lipse 17.8-17 — Roma restaurada (D n 2.41, refs.)
baixo de 'todo o céu serão dados ^ao povo dos santos do
(8)“depois... outro”. As dez pontas: a ponta pequena, o
Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e ftodos os
Anticristo, o rei do sexto reino em D aniel e o oitavo rei
domínios o servirão e lhe obedecerão.
em Apocalipse 17.8-11 — Grécia renascida
28Aqui findou a visão. Quanto a mim, Daniel, os •'meus
(D n 2 .3 9 b e 7 .il, refs.) pensamentos muito me ^espantavam, e mudou-se em
24E, quanto às rtdez pontas, ^daquele mesmo reino se le­ mim o meu semblante; mas guardei essas coisas no meu
vantarão dez reis; e 'depois deles se levantará ‘'outro, o coração.
qual será diferente 'dos primeiros e ^abaterá a três reis.
V III. A segunda visão de Daniel: o carneiro e o bode
(9)Sua guerra contra os santos e o tempo e duração do seu 1. A visão (D n 8.1-14)
reinado (D n 8.23-25; 9.27; 11.35-45; 12.1,7; Mt 24.15-31; (1) A época

8
2 Ts 2.1-12; Ap 13.1-18; 14.9-11; 15.2; 19.11-21) N O ‘ano terceiro do reinado do rei Belsazar, apare­
25E dproferirá palavras contra o Altíssimo, e Mestruirá os ceu me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que
santos do Altíssimo, e Ccuidará em mudar os tempos e a me apareceu no princípio.
lei; e eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, e 2 E vi na visão (acontecendo, quando vi, que eu estava
tempos, c metade de um tempo. na cidadela de Susã, na província de ‘Elão), vi, pois, na

gará o reino ao Filho (w. 13,14) e aos santos (w. 7.24c Após os dez reinos se formarem dentro o domínio divino, como fora antes da rebelião de
18,27). Cristo será então rei sobre toda a terra do território do antigo Império Romano, o pe­ Lúcifer, e depois a de Adão (v. 27; 1 Co 15.24-28;
(w. 13,14,27; ZC 14.9; Mt 25.31-46; Ap 11.15; queno chifre do Anticristo se levantará. Ef 1.10; Ap 21-22).
20.1-10; 22.4,5). 0 Pal voltará ao céu, para lá 7.24d Outros se referem a um 11o chifre, o pe­ 7.28a Caldeu rayon, pensamento, concepção
permanecer pelos 1.000 anos do reino eterno queno chifre, simbolizando um 11° rei, o qual mental.
de Cristo e até que Ele liberte a terra de toda e •virá de um dos dez reinos, sendo que três dos 7.28b Perturbaram-me, indicando que Daniel não
qualquer rebelião (1 Co 15.24,28; Ef 1.10). primeiros chifres serão arrancados para dar lu­ compreendia totalmente a extensão da visão.
2 A segunda vinda de Deus Pai à terra aconte­ gar a este (w. 7,8,20.23,24; 8.20-25; 11.35-45). 8.1a Essa visão veio dois anos antes da visão
cerá no fim do Milênio, quando Cristo a tiver li­ Seis dentre os dez chifres se submeterão ao do cap. 7, oferecendo informações adicionais
vrado de todos os rebeldes. Deis, então, será o Anticristo, sem que haja guerra. Deus, nesse para algumas questões. Cada visão era com­
poder máximo em toda a terra, como antes de tempo, colocará no coração dos dez a vontade pleta em si mesma, mas ambas sen/iram para
ocorrer a rebelião de Lúcifer e, posteriormente, de concordarem e darem o seu poder à besta, facilitar o entendimento de toda a verdade so­
a de Adão (1 Co 15.24-28; Ef 1.10). Deus então para cumprir a profecia (Ap 17.8-17). Veja o p e ­ bre o futuro. Essa visão foi originalmente regis­
mudará sua cidade capital do planeta céu para queno ch ifre, p. 1413. trada em hebraico, na seção caldéia (2.4-7.28),
o planeta terra, permanecendo entre os ho­ 7.24e Diferente dos dez reis. tendo sido completada. A época desta visão
mens para sempre (Ap 21.1-7,9.10; 22.1-5). 7.24f Se ele pode subjugar três reis, então não foi o fim do reinado de Belsazar, que corres­
7.23a veja 7.7. virá em paz para obter um reino, como alguns ponde ao tempo do escrito na parede, do cap.
7.23b Toda a terra aqui significa o império Ro­ ensinam. 5, porque ele reinou somente pouco mais de
mano, o mundo civilizado daquela época. 7.25a veja w . 8,20; 11.36; Apocalipse 13.5. dois anos. Se a Babilônia não tinha caído ainda,
7.24a Os dez chifres simbolizam os dez reis 7.25b Caldeu bela, oprimir, afligir. então deve ser entendido que Daniel era um foi
que governarão os dez reinos que serão forma­ 7.25c Caldeu sebar. propósito, esperança. Ele um funcionário do governo na Pérsia (v. 2). Susã
dos dentro do antigo Império Romano (v. 24). tentará mudar o tempo e as leis, e os santos era a principal cidade da Pérsia.
estarão em suas mãos por três anos e meio (v. 8.2a O nome hebraico da região leste da Babi­
revivido. Se for verdade o que muitos estudio­ 25; 12.7; Ap 13.5). lônia, que se estende às montanhas da Média
sos da Biblia ensinam - que haverá um império 7.26a Como qualquer outro ambicioso con­ para o nordeste, e ao longo do Golfo Pérsico até
Romano revivido - então poderemos esperar quistador do mundo, ele virá ávido por conquis­ as bordas da antiga Pérsia ao sul. Estas duas
somente um rei e um reino, nascido dentro do tar o mundo inteiro (v. 26; 8.24,25; 11.40-45; Ap divisões foram Elào, ao norte, e Ansã, ao sul,
território do antigo império Rcmano. Todavia, 19.11-21). sendo este último um reino independente, até
não é isso que está sendo citado aqui. Não 7.26b Revelar os eventos que finalizarão esse ser anexado pela Pérsia, mais ou menos no ano
existe apenas um chifre no aninal, simbolizan­ período da graça é o principal propósito des­ 600 a.C. Ciro, o Grande, era por hereditariedade
do somente um rei reinando em Roma e com sa visão (w. 26,27; 8.24-26; 9.27; 11.40-45; Ap o "Príncipe de Ansã". A capital de Elão era Susã
um só reino, como no antigo império Romano, 4.1-19.21). (ou Susa). Os elamitas eram descendentes de
mas sim dez reis dele nascidos. Isso significa 7.27a Esse assunto é para ser considerado li­ Sem (Gn 10.22). Elão era rival da Babilônia. Eles
que haverá um império Romaro restaurado e teralmente, não no sentido figurado, como nas foram aliados por um longo período devido a
não um império Romano revivido, isso também referências sobre a extensão do império mun­ um inimigo comum, os assírios, que sob o do­
significa que mais adiante deverá ocorrer ou­ dial, em 2.38,39,40; 7.23; Apocalipse 13.8,16. mínio de Assurbanípal conquistaram Elão e a
tra grande guerra européia, asiática e africana Diferentemente dos reinos humanos nos tem­ Babilônia por volta de 645 a.C. Susã foi tomada
para formar os dez futuros reinos além dos pos dos gentios, não haverá limites para a ex­ e muitos Elamitas e pessoas de outras raças
24 estados atuais presentes no território do tensão do reino vindouro de Deus. foram deportadas para a Samaria (Ed 4.9; 2 Rs
antigo Império Romano (w. 23.24). Que esses 7.27b Por trés vezes neste cap., é declarado 17.24). Na queda do império Assírio por Nabu­
dez reinos existirão ainda no futuro e juntos que os santos de Deus assumirão os reinos codonosor e pelos medos, aproximadamente
reinarão dentro do território do antigo impé­ deste mundo, logo em seguida ao reinado do no ano 616 a.C., o império Assírio foi dividido
rio Romano está claro. Eles não incluem todo Anticristo (w. 18,22,27). Também por três ve­ entre os medos, lídios e babilônios. Por volta
o mundo - apenas o império RDmano daquele zes é declarado que esse reino será eterno (w. do ano 553 a.C., Ciro, o Grande, rei da Pérsia,
tempo, além de uma parte do sul da Europa, a 13,14,18,27). subjugado pelo rei da Média, revoltou-se e cap­
Ásia ocidental e a África do Norte. 7.27c Todos os reinos deste mundo estarão sob turou o rei da Média. Os persas conquistaram a
visão, que eu estava junto ao *rio Ulai. tando na sua maior força, aquela 'grande ponta foi que­
brada; e subiram *no seu lugar quatro também notáveis,
(2) Carneiro: Medo-Pérsia (Dn 8.20)
para os quatro ventos do céu.
★■3'E levantei os meus olhos e *vi, e eis que um carneiro
estava diante do rio, o qual tinha £duas pontas; e as duas (6) A upontapequenan: o Anticristo
pontas eram altas, mas uma era mais alta do que a outra; 9 E “de uma delas saiu uma ponta mui pequena, a qual
e a mais alta Jsubiu por último. cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para
4Vi que o carneiro dava marradas para o 'ocidente, e para a kterra formosa.
o norte, e para o meio-dia; e nenhuns animais podiam es­ 10E se engrandeceu até ao 'exército dos céus; e a alguns
tar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua do exército c das estrelas deitou por terra e os pisou.
mào; e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia. 11E se engrandeceu até ao 'príncipe do exército; e *por ele
foi tirado o contínuo sacrifício, e o lugar do seu santuário
(3) Bode: Grécia (D n 8.21) foi lançado por terra.
5E, estando eu considerando, eis que •'um bode vinha do 12'E o exército lhe foi entregue, com o sacrifício contí­
ocidente sobre *toda a terra, mas fsem tocar no chào; e nuo, por causa das transgressões; e ^lançou a verdade por
aquele bode tinha uma Aponta notável entre os olhos; terra; fez isso c prosperou.
13Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo
(4) Guerra: Medo-Pérsia, Grécia
àquele que falava: ‘‘Até quando durará a *visão do con­
6dirigiu-se ao carneiro que tinha as duas pontas, ao qual tínuo csacrifício e da ^transgressão assoladora, para que
eu tinha visto diante do rio; e correu contra ele com todo seja entregue o 'santuário e o exército, a fim de serem
o ímpeto da sua força. pisados?
7E o vi chegar perto do carneiro, •'irritar-se contra ele; e 14E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes c ma­
feriu o carneiro e lhe quebrou as duas pontas, pois não nhãs; 'e o santuário será purificado.
havia força no carneiro para parar diante dele; e o lançou
2. A interpretação (Dn 8. í 5-27)
por terra e o pisou aos pés; não houve quem pudesse li­
(1) O intérprete angelical (D n 7.15,16)
vrar o carneiro da sua mão.
15 E aconteceu que, havendo eu, Daniel, visto a visão,
(5) As quatro pontas (veja Dn 8.22) 'busquei entendê-la e eis que se me apresentou diante
8E o bode se engrandeceu em grande maneira; mas, es­ 4uma como semelhança de homem.

Lidia, a Babilônia e o Egito e dominaram sobre de Alexandre (w. 5,6). Em 13 anos, ele conquis­ 11; 2 Ts 2.4; Ap 11.1,2). O lugar onde o sacrifício
eles até o reinado de Alexandre, o Grande, por tou todo o mundo conhecido. foi oferecido (o altar) será destruído e será fei­
volta de 336 a.C. 8.5d 0 primeiro rei, Alexandre, o Grande (v. 21). ta uma imagem da besta para ser adorada (Ap
8.2b O canal de Euleus. que dividiu Susã de Ely- 8.7a Heb. marar, tornar-se amargo (v. 7; 11.11). 13.11-18; 14.9; 15.2; 16.2; 20.4).
mais, é agora chamado de rio Karun. isto mostra o ódio dos medos e persas pelos 8.12a um grande número de pessoas que serão
gregos - que tinham sido invadidos por Xerxes contra o sacrifício diáno será entregue ao Anti­
prida; w. 9,14, não cumprida). Próxima, v. 17. 144 anos antes - e a crescente inimizade entre cristo, devido ao crescimento do pecado (v. 12).
8.3b veja 36 asp ecto s da visão do ca rn eiro e os dois poderes. 8.12b O pequeno chifre lançará a verdade por
do bode, p. 1414. 8.8a Alexandre, o Grande, morreu com a idade terra e seus planos prosperarão por certo tem­
8.3c Os reis da Média e da Pérsia. Dario (5.31) de 33 anos. po (v. 12).
e Ciro (2 Cr 36.22,23). 8.8b 4 reinos foram formados fora de seu im­ 8.13a Pergunta 12. Próxima, 10.17.
8.3d Uma referência a Ciro. o persa, que foi pério Eles são conhecidos hoje como Grécia. 8.13b Veja 4 p rin c ip a is ob je tivo s da visão.
rei dos medos e dos persas, depois de Dario. Turquia, Síria e Egito. p. 1415.
o medo. Com ele e depois seus sucessores, a 8.9a Uma dessas quatro divisões do antigo Im­ 8.13c Essa passagem refere-se ao sacrifício di­
Pérsia foi atingida por um poder maior do que pério Grego será o pequeno chifre, ou o futuro ário e ao sacrifício de animais no templo judaico
o dos medos Anticristo, que se tornará grande no Egito, Ira­ (11.31; 12.11; Nm 4.16; 28.24; 29.6; Ed 3.4; Ez
8.4a Os medos e os persas conquistaram a Li­ que, Irã e na Palestina (v. 9; 11.40-45). 45.23). Essa passagem não será cumprida até
dia, ao norte, a Babilônia e outras cidades ao 8.9b Palestina (v. 9; 11.16-41; Ez 20.6,15; SI que os judeus tenham um templo em Jerusalém
oeste e o Egito ao sul. Subjugando todos, fize­ 106.24; Jr 3.19; Zc 14). e voltem a oferecer tais sacrifícios. Ela não pode­
ram um acordo e se tornaram grandes (v. 4). 8.10a Heb. tsaba, massa de pessoas ou coisas ria se referir ao passado, pois terá cumprimento
8.5a 0 conhecido símbolo da Grécia Caranus, especialmente organizadas para a guerra. As pa­ nos últimos dias (w. 19,23-25; 9.27; 11.40-45;
o primeiro rei, foi com muitos gregos procurar lavras hoste e hostes são usadas 491 vezes nas 12; Mt 24.15-31; 2 Ts 2.1-12; Ap 13 e 17).
uma nova habitação na Macedônia. Foi avisado Escrituras para denominar vários exércitos da 8 .i3 d Esse é o mesmo da abominação da de­
por um oráculo para levar cabras como guias. terra e do céu. bem como para massa de estrelas solação de 9.27; 12.11; Mateus 24.15; 2 Tessa-
Avistando um rebanho que fugia de uma tem­ etc. A expressão hoste celeste é usada para o sol, lonicenses 2.4; Apocalipse 11.1-3; 3.11-18.
pestade, ele o seguiu até Edessa e lá construiu a lua, as estrelas (Dt 4.19; 17.3; 2 Rs 17.16; 21.3-5; 8 .i3 e veja O san tuário, p. 1415.
o fundamento de seu império. Deu ao lugar 23.4,5; 2 Cr 33.3-5); hoste de anjos (1 Rs 22.19; 2 8.14a Veja passagens de tem po de Daniel,
o nome de Aegea. a cidade das cabras e as Cr 18.18; Ne 9.6); e aqui do sumo sacerdote, os p. 1415.
pessoas, aegeadae. o povo das cabras, nome sacerdotes e os levitas (w. 24,25; 12.7). É um ter­ 8.15a Daniel, como de costume, buscou o ver­
derivado do grego aigos, cabra. Ele escolheu a mo técnico utilizado para os ministros do templo dadeiro significado de sua visão para poder nos
cabra como emblema de seu estandarte. Em (Nm 4.23-43; 8.24,25). A hoste pode também in­ passar o quadro dos eventos mundiais do final
Aegea foi localizado o cemitério dos reis da cluir os adoradores (Ap 11.1,2). Eles são descritos dos tempos. Gabriel foi enviado a ele para dar a
Macedônia. Alexandre colocou no filho, que no sentido figurado como estrelas do céu (v. 10). interpretação e nenhum homem tinha o direito
teve com Roxana, o nome de Alexandre Aegus, O fato de que a hoste seja pisada pelos pés dos de interpretar a visão. Ele teve somente o direi­
ou seja, Alexandre, a cabra. homens prova que está sendo feita uma referên­ to de comentá-la e relatar os fatos para frustrar
8.5b Novamente, temos um conjunto coloca­ cia ao povo judeu aqui na terra e não literalmente as muitas falsas interpretações.
do à parte do mundo, como é freqüente quan­ a estrelas do céu (w. 10,13). 8.15b Todos os anjos têm a aparência de ho­
do poderes do mundo gentio são mencionados 8.11a Refere-se ao próprio sumo sacerdote. mem (v. 15; veja Hb 13.2). Deus também tem
(2.38-40; 4.11,12,20-22; 7.19,23). O reino doAnti- 8.11b O sacrifício diário será suprimido pelo aparência semelhante (Ez 1.26,27), pois o corpo
cristo é tão limitado quanto o dos outros. chifre ou o Anticristo (9.27; 12.11; Mt 24.15; Ap do homem foi feito á imagem e semelhança de
8.5c Simbolizando a velocidade das conquistas 13) e o lugar de seu santuário será destruído (v. Deus (Gn 1.26-28; 9.6; Js 3.9. veja João 4.24).
16 E ouvi uma “voz de homem nas margens do Ulai, a qual (7) Seu poder e guerra, contra os santos (D n 7.25, refs.)
gritou e disse: ^Gabriel, fdá a entender a este a visão. 24E se fortalecerá a sua força, mas não pelo seu próprio
poder; e destruirá maravilhosamente, e prosperará, e fará
(2) Fim do tempc (Dn 2.27-30; 7.26,27; 8.26; 1135; 12.1-9)
o que lhe aprouver; e destruirá os fortes e o povo santo.
★■17E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, ‘fiquei assom­
brado e caí sobre o meu rosto; mas ele^me disse: Entende, filho (8) Sua exaltação (D n 7.25; 2 Ts 2.4;
do homem, porque esta visão se realizará no fim do tempo. Ap 13.1-7,12,15-18; 17.8-17)
18 E, estando ele falando comigo, "caí com o meu rosto em (9) Sua guerra contra o Messias (D n 12.44,45; 7.26,27;
terra, adormecido; ele, pois, me tocou e me fez estar em pé. 2 Ts 2.8; Ap 17.14; 19.11-21; Zc 14)
★■a 19E disse: 'Eis que te farei saber o que há de aconte­ 25 E, pelo seu entendimento, também fará prosperar o
cer no Mltimo tempo da ira; cporque ela se exercerá no engano na sua mão; e, no seu coração, se engrandecerá,
determinado tempo do fim. e, por causa da tranqüilidade, destruirá muitos, e se le­
vantará contra o 'príncipe dos príncipes, mas, sem mão,
(3) O carneiro: Medo-Pérsia (D n 2.39 e 7.5, refs.) será quebrado.
20'Aquele carneiro que viste com duas pontas são os reis
(10) O tempo da visão
da Média e da Pérsia;
• 26E a “visão da tarde c da manhã, que foi dita, é verda­
(4) O bode: Grécia (D n 2.39b; 7.6,24b e 7.25; refs.) deira; tu, porém, *cerra a visão, porque só daqui a muitos
21mas o bode peludo é o rei da Grécia; e a ponta grande dias se cumprirá.
que tinha entre os olhos é o rei primeiro; 27 E eu, Daniel, 'enfraqueci e estive enfermo alguns dias;
então, levantei-me e ^tratei do negócio do rei; e espantei-
(5) As quatro pontas: Grécia, Turquia, Síria, Egito
me acerca da visão, e fnão havia quem a entendesse.
22 o ter sido quebrada, levantando-se quatro em lugar
dela, significa que quatro reinos se levantarão da mesma IX. Terceira visão de Daniel: as setenta semanas de anos
1. Período e ocasião
nação, mas não com a força dela.

9
N O 'ano primeiro de ^Dario, filho de Assuero, da
(6) A “ponta pequena ” (D n 7.11,21,22,24b e 7.25, refs.) nação dos fmedos, do qual foi constituído rei sobre o
23Mas, no fim do seu reinado, quando os prevaricadores reino dos caldeus,
acabarem, se levantará um rei, feroz de cara, e será enten­ 2 no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi 'pe­
dido em adivinhações. los livros que o número de anos, dc que falou o S e n h o r

8.16a Esse é um lugar peculiar para escutar uma 8.26a Esta é a verdade central da visão: o fu­ m foi um título usado por quatro reis do império
voz. Seja quem for, soou exatamente como voz turo Anticristo fará cessar 2.300 sacrificios da Medo-Persa. A forma grega é Xerxes.Ambos, Cia­
de homem e pode ter sido mesmo, pois no céu noite e do dia (veja w . 9-14). xares e Astíages, eram chamados de Assuero. um
estão dois homens, Enoque e Elias, os quais Deus 8.26b Essa é uma maneira peculiar de dizer
poderia ter usado; ou mesmo poderia ter sido a que a profecia demorará a se cumprir. De fato, 9.1c Os medos eram jafetitas (Gn 10.2; 2 Rs
voz de Deus ou de qualquer anjo. Deus usou ho­ se passaram 2.600 anos desde que foi proferi­ 17.6; 18.11; 1 Cr 1.5; Ed 6.2; Et 1.3-19; 10.2;
mens redimidos para dar a João a revelação (Ap da essa profecia e grande parte dela somente is 13.17; 21.2; Jr 25.25; 51.11,28; Dn 5.28-31;
19.10; 22.8,9) e o mesmo pode ter acontecido será cumprida na futura grande tribulaçào (w. 6.1-16; 8.20; 9.1; 11.1; At 2.9). Eles foram notá­
com relação a Daniel 9-14,20-25; Mt 24.15-22; Ap 13). veis como os primeiros lideres da raça ariana
8 .16 b um dos principais principes angelicais de 8.27a Não há dúvida de que Daniel jejuou por na sua luta com os semitas por liberdade e
Deus (v. 16; 9.21; Lc '.19,26). longo tempo para obter esta resposta como supremacia.
8.16c Se Gabriel tin ia capacidade para tomar tinha feito em outras ocasiões (9.3; 10.2,3). Por 9.1 d Veja 5.31.
a visão clara a Danie!, o qual tinha a capacidade outro lado, analisando a visão, ela em si mesma 9.2a Através dos rolos de Jeremias (Jr 25.11,
de escrevê-la claramente, então também po­ não poderia deixar ninguém doente. como também em Jr 29.1,10; 2 Cr 36.21).
demos ter a capacidade para entender a visão 8.27b Parece que Daniel estava em Sus§ a ser­
sem modificações nem interpretações. viço de Belsazar ou Nebonido, que governavam 1 A servidão começou no quarto ano de Jeo­
8.17a Note os efer.os da presença angelical a Babilônia (v. 1; Confira 1.21; 5.29-31; 6.28). aquim, no primeiro ano de Nabucodonosor,
e da presença divina (w. 17,18; 10.5-11; Gn 8.27c Naturalmente, ninguém estava apto a quando o reino judaico passou às mãos dos
15.12; Ez 1.28; Mt 17.6; Ap 1.17). entender a visão dos impérios e dos futuros caldeus, que reinaram por 70 anos (Jr 25.1; 2
8.17b 13a profecia em Daniel (8.17, não cum­ eventos à parte da interpretação dada. isso não Rs 24.1-7). Esse período findou com a queda
prida). Próxima, v. 19. isso prova que o principal significa que a linguagem era difícil de enten­ da Babilônia por intermédio de Dario, o medo
objetivo da visão é predizer eventos para o fim der, e sim que a compreensão desses eventos (Astíages, 5.31).
desta era, na qual vivemos, ou antes da segun­ em tão distante futuro era muito difícil. Agora, 2 O cativeiro começou com o aprisionamento
da virida de Cristo e de seu reino eterno (confi­ à luz da história desses acontecimentos, pode­ e a saída de Joaquim no oitavo ano de Nabu­
ra w . 19,23-26; 2.40-45; 7.23-27; 9.27; 11.36-45; mos facilmente entender o fim dela, se assim o codonosor (sete anos depois da servidão do
12.7-13; Ap 4.1-19.21). desejarmos (w. 9-14,23-25). ponto 1, acima, 2 Reis 24.8-16) e 11 anos antes
8 .18 a veja 6 exem plos de sono profundo. A incessante ignorância dos fatos fa2 o ho­ de Jerusalém ser destruída (Ez 40.1).
p. 1416. mem mudar o que está escrito simplesmente 3 As desolações de Jerusalém é uma expressão
8.19a láiCfâfeíliS-ÇniDâDiÊl (8.19-26; w. 20-22, para harmonizar com intérpretes do passado que se refere à completa destruição de
cumprida; w . 19,23-27, não cumprida). Próxima. que pouco entendiam sobre essas matérias, Jerusalém e ao cativeiro de Judá por Nabuco­
9.24. os quais buscavam um significado espritual e donosor no 11° ano de Zedequias (2 Rs 24.17-
8.19b veja P o r últim o, a ira de D eus, p. 1416. místico, em vez do literal. Por exemplo, alguns 25.2; LV 26.32-35). As desolações de Jerusalém
8.19c O fim dessa er3 e a segunda vinda de Cris­ ensinam que o bode do v. 5 não tocou o solo começaram aproximadamente 19 anos depois
to. É esse o tempo apontado para o cumprimen­ e que a profecia refere-se ao moderno avião. do primeiro cerco de Jerusalém por Nabucodo­
to dessa visão (w. 19,23-25; 2.44,45; 7.23-27; É ridículo, em vista do v. 21 , que afirma que o nosor (2 Rs 24.1-5), cerca de 11 anos depois do
9.27; 11.36-45; ZC 14; 2 Ts 2.8-12; Ap 19.11-21). bode é o reino da Grécia. segundo cerco (2 Rs 24.8-16) e no tempo do
O início do fim é apDntado em v. 25, quando o 9.1a Essa visão aconteceu um ano deDOis da terceiro e derradeiro cerco (2 Rs 24.17; 25.4).
pequeno chifre se levantar contra Cristo. visão de Daniel 8. Confira 5.30,31 com 8.1. No tempo da oração de Daniel e da visão do
8.20a Veja A interpretação angelical, p. 1416. 9.1b Não há dúvida de que era Astíages ou cap. 9, a servidão tinha findado e as desolações
8.25a Cristo é isso e muito mais (v. 25; Ap 1.5). Xerxes, o filho de Assuero ou Ciaxares. Assue- de Judá e de Jerusalém logo terminariam.
ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assola- 12E •'ele confirmou a sua palavra, que falou contra r.
ções de Jerusalém, era de setenta anos. contra os nossos juizes que nos julgavam, trazendo s--:
2. A oração e confissão de D aniel por si mesmo e por nós um grande mal; ^porquanto nunca debaixo de toc
Israel: doze pecados de Israel céu aconteceu como em Jerusalém.
13Como está escrito na Lei de Moisés, todo aquele
3E Jeu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar
nos sobreveio; "apesar disso, não suplicamos à face -
com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza.
S e n h o r , nosso Deus, para nos convertermos das nc >
4E orei ao Se n h o r , meu Deus, “e confessei, e disse: Ah!
Senhor! Deus ^grande e tremendo, que guardas o concer­ iniqüidades e para nos aplicarmos à tua verdade.
to e a misericórdia para com os que te amam e guardam 14 Por isso, o S e n h o r vigiou sobre o mal e o tro-.r
os teus mandamentos; sobre nós; porque justo é o S e n h o r , nosso Deus. .
5“pecamos, e comecemos iniqüidade, e procedemos im- todas as suas obras, que fez, pois não obedecem,
piamente, e fomos ^rebeldes, apartando-nos dos teus sua voz.
mandamentos e dos teus juízos; 15Na verdade, ó Senhor, nosso Deus, que tiraste o -
6e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que povo da terra do Egito com mão poderosa e ganh
em teu nome •‘falaram aos nossos reis, nossos príncipes e para ti nome, como se vê neste dia, pecamos; procedem
nossos pais, como também a todo o povo da terra. impiamente.
7A ti, ó Senhor, pertence a justiça, mas a nós, a •'confusão 16Ó Senhor, segundo todas as tuas justiças, “aparte-.
do rosto, como se vê neste dia; aos homens de Judá, e tua ira e o teu furor da *tua cidade de Jerusalém, do :.
aos moradores de Jerusalém, e *a todo o Israel; aos de santo monte; porquanto, por causa dos nossos pecado-
perto e aos de longe, cem todas as terras por onde os tens por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jeru
lançado, por causa da sua prevaricação, com que preva­ salém e o teu povo um ^opróbrio para todos os que esü
ricaram contra ti. em redor de nós.
8Ó S e n h o r , a n ó s pertence a c o n fu s ã o d o ro sto , aos 17Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu ser
nossos reis, aos no ssos p ríncip es e a nossos pais, p o rq u e e as suas súplicas e sobre o teu santuário assolado taz t
ecamos contra ti. resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.
Ao Senhor, nosso Deus, pertence a misericórdia e o per­ 18Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos e ouve; abre -
dão; pois nos rebelamos contra ele teus olhos e olha para a nossa desolação e para a cidaoc
10e não obedecemos à voz do S e n h o r , nosso Deus, para que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos a>
andarmos nas suas leis, que nos deu pela mão de “seus nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas jusi:
servos, os profetas. ças, mas em tuas muitas misericórdias.
11Sim, 'todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, 19ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atend.
para não obedecer à tua voz; por isso, *a maldição, o jura­ nos e opera sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deu.'
mento que está escrito na Lei de Moisés, servo de Deus, meu; porque a tua cidade e o teu povo “se chamam peio
se derramou sobre nós; porque pecamos contra ele. teu nome.

9.3a Esse era o procedimento usual de Daniel 9.6a Veja João 5.43; Hebreus 1.1,2.
quando precisava de uma resposta definitiva (v. 9.7a Heb. bosheth, vergonha, palidez (w. 7,8; 1 1 Oração e confissão dos pecados (w. 3,4-6 17
3; 2.18; 6.10; 8.15,27; 10.2,3). Sm 20.30; Ed 9.7; S1109.29; Jr 7.19). 20).
9.4a Aqui, Daniel confessa para as pessoas pe- 9.7b Ele orou por Judá e por todo o Israel, lon­ 2 Deixar a iniqüidade (v. 13; Is 55.7).
cadoras, com as quais se identifica utilizando o ge ou perto. As dez tribos tinham sido levadas 3 Compreender e obedecer à verdade (w. 4- 1:
pronome "nós" (w. 5-19>. Confira Esdras 9.5-15; para o cativeiro na Assíria 133 anos antes de 13; JO 8.32-36; Rm 1.16).
Neemias 1; 9.33-38. Judá (2 Rs 17). 9.15a Os israelitas, mesmo na apostasia e n
9.7c O povo de Judá e de Israel foi espalhado dispersão, são considerados o povo escoir
1 Ele é o grande Deus (v. 4). por todas as províncias dos impérios da Assíria. do de Deus. Ele o s leva ao arrependimento r
2 É Deus tremendo (v. 4). Heb. yare. ser temido Babilônia e Medo-Pérsia e, sem dúvida, para à eterna obediência e cumprirá as alianças
ou reverenciado.
outros países (v. 7; Et 8.9-17; 9.1-2). realizadas com eles (is 11.10-12; 59.20,2'
3 Guarda a aliança e a misencórdia para com
9.10a Antes menosprezados, os profetas foram 66.7-8; Ez 37; Zc 12.10-13.1; Lc 1.32,33; R
aqueles que o amam (v. 4).
reconhecidos por Israel depois de bastante so­ 11.25-29).
4 Também para com aqueles que guardam seus
frimento e após terem se cumprido a maioria
mandamentos (v. 4).
5 Ele é Deus justo (w. 7.14,16). de suas profecias. Confira 2 Reis 17.13; Isaias 1 Afasta de Jerusalém e do monte Sião a tua r -
6 É Deus de juízo (w. 7,13-14,16). 44.26; Lamentações 2.17; Zacarias 1.16; He­ e a tua indignação (v. 16).
7 É Deus de misericórdia (v. 9). breus 1.1,2 . 2 Ouça a minha oração (w. 17,18,9).
3 Ouça minhas súplicas (v. 17).
1 Pecaram (w. 5,11,15,16). de parte do texto, refere-se a todas as tribos de 4 Olha com bondade para o teu santuário (v. *~
2 Cometeram iniqüidade (v. 5). Israel, não excluindo Judá, como ensinam alguns 5 Inclina os teus ouvidos (v. 18).
3 Fizeram o mal (v. 5). na atualidade {veja Atos 13.16). 6 Abra os teus olhos (v. 18).
4 Afastaram-se dos mandamentos divinos (v. 5). 9.11b A maldição que Deus prometeu que viria 7 veja nossa desolação (v. 18).
5 Fugiram dos juízos de Deus (v. 5). sobre eles. caso se rebelassem (Lv 26.14-17,29- 8 Perdoa os nossos pecados (v. 19).
6 Não deram ouvidos atos servos de Deus, os 39; Dt 27.15-26; 28.15-62; 29.20; 31.17). 9 Ouça e aja (v. 19).
profetas (v. 6). 9.12a Deus sempre confirma sua Palavra, amal­ 10 Não adie minha resposta (v. 19).
7 Foram infiéis a Deus (v. 7). diçoando aqueles que pecam e abençoando 9.16b Jerusalém foi escolhida por Deus c a
8 Rebelaram-se contra Deus (v. 9). aqueles que obedecem (v. 12; Gl 6.7,8). ser a capital de seu reino etemo na terra •
9 Não obedeceram à voz de Deus (v. 10). 9.12b Essa é uma das grandes provas de que 2.6; 48.2; 87.2; 102.16; 132.13; Is 2.2-4; Ez ^
10 Não andaram nas leis de Deus (v. 10). Deus confirma tanto a maldição quanto a bên­ Zc 14).
11 Transgrediram a lei de Deus (v. 11). ção, de acordo com a sua Palavra. Deus não 9.16c O Monte Sião (SI 2.6; 48.2; 87.2).
12 Desobedeceram à voz de Deus (w. 11,14). pode mentir, e assim como ordena a penalida­ 9 .l6 d isso é o que os homens temem (Jr 2* -
9.5b Revoltaram-se contra Deus ou sua gran­ de para o pecado, seguramente dará a recom­ 29.18; 42.18; 44.8,12; Ez 5.14-51; 22.4).
diosidade. pensa pela obediência. 9.19a Aqueles que levam o seu nome.
3. O intérprete angelical (D n 8.15; 10.12) 6. O terceiro período de uma semana em que o Anti-
20Estando eu ainda falando, e orando, e confessando o cristo fará uma aliança com Israel e a quebrará até à
meu pecado e o pecado do meu povo Israel, e lançando a consumação na segunda vinda do Messias
minha súplica perante a face do S e n h o r , meu Deus, pelo (Ap 4.1-19.21; M t 24.15-31)
monte santo do meu Deus, 27 E ele firmará um concerto com muitos por uma sema
21estando eu, digo, ainda falando na oração, o varão Gabriel, na; e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a
que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando oferta de manjares; e sobre a asa das abominações *virá o
rapidamente e tocou-me *à hora do sacrifício da tarde. assolador, e isso ^até à consumação; e o que está determi­
a 22E me instruiu, e falou comigo, e disse: Daniel, agora, nado será derramado ^sobre o assolador.
saí para "fazer-te entender o sentido.
X. A quarta visão de Daniel: Israel nos últimos dias
■23N o princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim,
sob o domínio do Anticristo
para to declarar, porque és mui amado; toma, pois, bem
1. Período, local e ocasião
sentido na palavra e entende a visão.
N O 4ano terceiro de *Ciro, rei da Pérsia, foi ‘reve­
4. Setenta semanas de anos sobre Israel e lada uma ‘'palavra a Daniel, cujo nome se chama
Jerusalém para realizar seis coisas Beltessazar; e a palavra é verdadeira e 'trata de uma guer­
*24‘‘Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e ra prolongada; e ele ^entendeu essa palavra e teve enten­
sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar dimento da visão.
fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eter­ 2Naqueles dias, eu, Daniel, estive triste por "três semanas
na, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos. completas.
3'Manjar desejável não comi, nem carne nem vinho en­
5. O início do prim eiro período de sete semanas para res­
traram na minha boca, nem me ungi com ungüento, até
taurar Jerusalém depois do cativeiro, seguido do segundo
que se cumpriram as três semanas.
período de 62 semanas da reconstrução de Jerusalém á
4E, no dia "vinte e quatro do primeiro mês, eu estava à
crucificação do Messias — um período de 483 anos (Ne
borda do grande rio *Hidéquel;
2; Jo 19.30,31)
25Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar 2. A visão do Messias (Ap 1.13)
e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete 5 e levantei os meus olhos, e olhei, e vi *um homem ves­
semanas e sessenta e duas semanas; 4as ruas e as tranquei­ tido de linho, e os seus lombos, cingidos com ouro fino
ras se reedificarão, mas em tempos angustiosos. de Ufaz.
26 E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o 6E o seu corpo era como turquesa, e o seu rosto parecia
Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de um relâmpago, e os seus olhos, como tochas de fogo, e
vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com os seus braços e os seus pés, como cor de bronze aça-
uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão deter­ calado; e a voz das suas palavras, como a voz de uma
minadas assolações. multidão.

9.21a Confira importantes e similares eventos 10.1a 5 anos depois da visão das setenta se­ 10.1 d Note o preço que Daniel pagou por essa
em relação a essa época (2 Sm 24.15; 1 Rs 18.29; manas de Daniel 9 (confira v. 1 com 9.1). revelação e o método por meio do qual ele a
Ed 9.5; Jo 19.30). 10.1b Esse não era Dario, o medo, de 5.31; 6.1; recebeu (10.2-12.13). As revelações divinas pos­
9.22a Para dar sabedoria e entendimento com 9.1. Ele era um príncipe persa que se tornou suem sempre um efeito impressivo sobre os seus
relação ao futuro de Israel e com relação aos rei do Império Medo-Persa depois de Dario ha­ receptores (Dn 2; 4-5; 7-12; Is 6; Ap 1; Gn 15).
eventos dos últimos dias. Nesse tempo, Gabriel ver reinado por dois anos. Existem pelo menos I0.1e A época para cumprimento seria no fu­
não interpretou a visão que teve, mas profe­ quatro tradições sobre o nascimento de Ciro. turo distante (w. 14,35). Até o ano de 1959 (da
tizou simples e diretamente sobre os eventos Heródoto diz que ele era filho de Mandane, 1a edição em inglês), ainda não havia sido cum ­
com relação a Israel e a Jerusalém desde os dias filha de Astíages, que tentou matar a criança prida. O texto de 11.35-12.13 ainda estão para
de Daniel até o fim da opressão dos gentios so­ devido aos sonhos que ele teve sobre sua der­ ser cumpridos. A expressão heb. yetsaba gado!
bre os judeus. Não é necessário interpretação. rota nas mãos dele. Xenofonte diz que ele era significa longa guerra. A verdadeira idéia é que
Tudo o que é necessário é ler e compreender o filho de Cambises, rei da Pérsia, que foi educa­ acontecerão muitas guerras antes que todas es­
que foi escrito para nossa aprendizagem. Se foi do na Pérsia e, posteriormente, nomeado por sas coisas se cumpram.
ordenado a Daniel que compreendesse a visão Astíages comandante-chefe de seu exército. l O . lf Se Daniel entendeu a visão antes da atu­
e a considerasse, então nós também podemos Nicolau diz que Ciro era filho de Atradates, al seção histórica (11.2-34) ser cumprida, hoje
fazer o mesmo. um bandido, e que se tornou filho adotivo de podemos certamente entender a visão depois
9.24a 15a profecia em Daniel (9.24-27; w . 25-26, Artembares, copeiro de Astíages, tornando-se do cumprimento dessa seção. A visão total é
cumprida; w. 24-27, não cumprida). Próxima, depois, proeminente a serviço de Astíages. Na muito clara, como podemos ver.
10.14. verdade, parece que Ciro era filho de Astíages e 10.2a Esse é um longo tempo para um homem
9.25a Com ruas e muros, expressando a perfei­ da rainha Ester. Ciro foi objeto de diversas pro­ estar em jejum, oração e constante tensão emo­
ção da restauração da cidade, incluindo os pon­ fecias de isaias com relação à restauração de cional.
tos de reunião e as ruas que levavam a eles. Israel, voltando da Babilônia e da reconstrução 10.3a isso é o mesmo que dizer que ele esta­
9.27a versão inglesa KJV: "o fará ficar desola­ de Jerusalém e do templo judaico depois do ca­ va em jejum total, não uma dieta, com o alguns
do". Referência ao Templo (8.9-14; 11.45; M t tiveiro. Veja as de Isaías 44.28-45.1. hoje entendem ser o ieium de Daniel.
24.15; 2 Ts 2.4; Ap 13). Na Bíblia, seu nome foi profetizado 175 anos 10.4a O 24° dia de abril.
9.27b Até o fim da 70a semana. antes de nascer, sendo que as profecias previ­ 10.4b somente o encontramos duas vezes nas
9.27c Heb. charats; apontar nitidamente; deci­ ram até mesmo seu decreto para libertar os ju­ Escrituras (v. 4; Gn 14). é melhor utilizar o nome
dir; decretar (w. 26,27; Jó 14.5; Is 10.23; 28.22). A deus e reconstruir Jerusalém (2 Cr 36.22,23; Ez de rio Tigre, um nome mais moderno, não en­
destruição do Anticristo é decretada (7.11,25,26; 1.1-8; 3.7; 4.3-5; 5.13-17; 6.3,14; Is 44.28; 45.1). contrado nas Escrituras. O rio Eufrates é men­
8.25; 11.45; is 11.4; Ez 38.17-21; 2 Ts 2.8; Ap 10.1c Um termo, com suas variações, utilizado cionado 21 vezes, pois, ao longo de seu curso
19.20; 20.10). 25 vezes em Daniel e 45 vezes em Apocalipse, sinuoso, muitos eventos bíblicos aconteceram.
9.27d Não sobre o lugar desolado, mas sobre enfatizando o principal assunto de ambos os 10.5a Veja 8 ite n s da d e scriçã o do M e ssia s,
aquele que tornou o templo desolado. livros. p. 1419.
3. O efeito (Is 6; Ez 1; Ap 1) 6. Objetivo e assunto da visão (Dn 8.17-19, re/s.
7E “só eu, Daniel, vi aquela visão; os homens que esta- “Agora, vim para fazer-te entender o que ha : t
vam comigo não a viram; não obstante, caiu sobre eles acontecer ao ^teu povo nos cderradeiros dias; porq_; -
um ^grande temor, e fugiram, escondendo-se. visão úé ainda para muitos dias.
8Fiquei, pois, eu só e vi esta grande visão, e "não ficou 7. Outro efeito sobre D aniel
força em mim; e transmudou-se em mim a minha formo­
15E, falando ele comigo essas palavras, abaixei o meu ros­
sura em desmaio, e não retive força alguma.
to e emudeci.
9Contudo, ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo a voz
16E eis que uma como “-^semelhança dos filhos dos ho­
das suas palavras, eu caí com o meu rosto em terra, pro­
mens me tocou os lábios; então, abri a minha boca, e fa­
fundamente adormecido.
lei, e disse àquele que estava diante de mim: Senhor meu.
10E eis que uma mão me tocou e fez que me movesse so­
por causa da visão, sobrevieram-me dores, e não me fi­
bre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos.
cou força alguma.
• " E m e disse: Daniel, homem mui desejado, está atento
17“Como, pois, pode o servo deste meu senhor falar com
às palavras que te vou dizer e levanta-te “sobre os teus
aquele meu senhor? Porque, quanto a mim, desde agora
pés; ^porque eis que te sou enviado. E, falando ele comi­ não resta força em mim, e não ficou em mim fôlego.
go esta palavra, eu estava tremendo. 18JE uma como semelhança de um homem me tocou ou­
4. O intérprete angelical (D n 8.15; 9.20-23) tra vez e me confortou.
• 12Então, me disse: Não temas, Daniel, porque, “desde o • l9 E disse: Não temas, homem mui desejado! Paz seja
primeiro dia, em que aplicaste o teu coração a compre­ contigo! Anima-te, sim, anima-te! E, falando ele comigo,
ender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as esforcei-me e disse: Fala, meu senhor, porque me con-
tuas palavras; e eu vim *por causa das tuas palavras. fortaste.

5.Gabriel retido pelasforças angelicais de Satanás na Pérsia 8. O príncipe da Grécia


13Mas “o ^príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de 20E disse: “Sabes porque eu vim a ti? *Eu tornarei a pele­
mim vinte e um dias, e eis que ‘Miguel, ‘'um dos primei­ jar contra o príncipe dos persas; ce, saindo eu, eis que virá
o príncipe da Grécia.
ros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os
creis da Pérsia. 9. M iguel e Gabriel

10.7a Isso prova que uma pessoa pode ver palavra na Escritura que ensine tal doutrina. 10.13c Veja 4 anjos nom eados nas E scritu ­
uma visão, enquanto outras, não. embora es­ Deus prometeu dar a todo homem exatamente ras. p. 1419.
tejam presentes no mesmo local. Confira Atos aquilo que pedir em oração, desde que creia 10.13d Isso prova que existe graduação entre
9.7; 22.9. - concederá justamente o que foi pedido, de os anjos (v. 13; 1 Ts 4.16; Jd 9).
acordo com as palavras daquele que pede (Mt 10.13e Essa passagem refere-se aos príncipes
1 Um grande pavor se abateu sobre eles. 7.7-11; 17.20; 21.21-22; Mc 11.22-24; Jo 15.7). satânicos dos reinos dos medos e persas.
2 Eles fugiram e se esconderam (v. 7). 10.13a Esse é o príncipe satânico ou governan­ 10.14a 16a profecia em Daniel (10.14, não cum­
10.8a Veja 10 efeito s sob re D aniel, p. 1419.te do reino da Pérsia, aquele que dirige o reino prida). Próxima. 11.2.
10.11a Parece que a pessoa descrita nos w. da Pérsia, ou seja. Satanás, que é reconhecido 10.14b O povo de Daniel, os judeus (v. 14; 9.24;
5,6 é Gabriel, mas nenhum anjo é assim descri­ nas Escrituras como sendo deus ou príncipe 12.1).
to nas Escrituras, a menos que essa seja uma deste mundo, tendo usurpado o domínio do 10.14c Os dias imediatamente posteriores à
exceção. A visão é. em quase todos os deta­ homem (Mt 4.8,9; 12.24-30; Jo 8.44; 12.31; 2 Co vinda do Messias.
lhes, como a do Filho do homem em Apocalip­ 4.4; Ef 2.2; 6.10-18; 1 Jo 3.8; Ap 12.7-12; 16.13- I 0 .i4 d O principal objetivo da visão é mostrar
se 1.12-17. As duas visões parecem se referir à16; 20.1-10). o que acontecerá a Israel no final dos tempos
mesma pessoa. Em 8.13-19, Gabriel é instruído Satanás possui demônios que são responsáveis da opressão pelos gentios.
por outra pessoa a tornar a visão conhecida por realizar sua vontade sobre as nações da 10.16a Essa talvez seja a mesma pessoa que
a Daniel. O mesmo é, sem dúvida, verdadeiro terra. Ele procura atrapalhar os planos de Deus foi enviada para dar a Daniel essa revelação
aqui. A pessoa descrita nos w. 5,6 leva Gabrielcom relação ao cumprimento das profecias nos (w . 11,12).
a tornar esta revelação conhecida a Daniel, o reinos do mundo. Deus também possui anjos que 10 . 16 b Heb, demuth, semelhança ou aparên­
fato claro em 10.11,12 é que alguém o enviou. cumprem sua vontade e também fazem cumprir cia, referindo-se à forma corporal externa, pois
10.11b Note as aparições divinas e angélicas o que Ele profetizou com relação aos reinos des­ isso foi tudo o que ele viu. Daniel não podia ver
te mundo (w. 11-21; 11.1; 12.1). Por isso. aconte­
no livro (3.25; 4.13,17,23; 6.22; 7.16; 8.13,14,16- a aparência espiritual ou moral dessa pessoa. É
26; 9.21; 10.4-12,16,18,20, 12.1,5,6). cem nos céus as guerras entre estes dois grupos a mesma palavra traduzida como semelhança
10.12a Aqui está um exemplo de resposta à (w. 13.20,21; 11.1; 12.1; Jd 9; Ap 12.7-12). em conexão com Deus (Gn 1.26) e com Adão
oração sendo adiada (w. 12,13). Tais adiamentosOs bons e os maus espíritos influenciam e (Gn 5.1). Veja João 4.24.
nunca devem atrapalhar a fé ou levar alguém a procuram fazer a vontade de seus senhores 10.17a Pergunta 13. Próxima, v. 20.
deixar de buscar a resposta que é prometida não somente sobre o s governos deste mundo, 10.18a Esse é o terceiro toque (w. 10, 16, 18).
por Deus. Eles deveriam somente apressar al­ mas também individualmente, sobre a vida de 10.20a Pergunta 14. Próxima, 12.6.
guém a renovar seus esforços e a permanecer cada ser humano (Mt 18.10; 2 Co 10.4-6; Ef 2.2; 10.20b Quando eu te deixei, tive outra luta com
na fé e em oração até que receba a resposta 6.10-18; Hb 1.14; Jd 9). Satanás em pessoa está o príncipe da Pérsia (o governante satânico da
(Lc 18.1-8). ativo ao longo da linha, procurando derrotar os Pérsia), isto é simplesmente a continuação da
10.12b Eu vim em resposta às suas orações. propósitos de Deus na vida de seus filhos (1 Cr guerra dos w . 13.14.
Isso mostra exatamente para que Daniel orou 21.1; Jó 1.6; 2.1; Zc 3.1; Mt 4.1-11; 2 Co 4.4; Ef 10.20c 0 príncipe da Grécia é um governante
e demonstra que todas as palavras ditas em 2.2; 6.10-18; 1 Jo 3.8; Ap 12.12). Miguel é o prín­ satânico, príncipe do império Grego, que aju­
oração são ouvidas e podem ser respondidas cipe de Israel (11.21; 12.1). O principe da Grécia dou Alexandre, o Grande, a obter sucesso por
(Mt 7.7-11) Muitas vezes, os teólogos de hoje é mencionado no v. 20. 13 anos, destruindo completamente o império
questionam o fato de que aquilo que pedimos 10.13b As palavras principe e príncipes são Medo-Persa. Este príncipe da Grécia é o espíri­
pode não ser concedido, mas que Deus nos traduzidas do heb. sar, significando governante. to agora confinado ao abismo, o qual virá nos
dará aquilo que necessitamos, ou que for me­ Traduzida em Daniel como príncipe e suas varia­ últimos dias e levará o Anticristo a reviver o ve­
lhor para nós e que poderá substituir aquilo ções (1.7-11,18; 8.11,25; 9.6,8; 10.13,20.21.11.5; lho império grego, para que ele possa se opor a
que pedirmos por outra coisa. Não existe uma 12.1). Jesus Cristo no Armagedom.
A 21 Mas eu te declararei o que ‘'está escrito na escritura (5) Rei do sul: Ptolomeu I, um dos generais de Alexan­
da verdade; *e ninguém há que se esforce comigo contra dre que dominou o Egito na morte dele. Rei do norte:
aqueles, a não ser 'Miguel, vosso príncipe. Seleuco I, um dos príncipes de Alexandre e um general
10. A história, de Dario ao futuro Anticristo (D n 11.1-34)
que dominou a Síria, a Babilônia c a Média, e
tornou-se maior que Ptolomeu no Egito
(1) Cinco anos antes Gabriel ajudara a derrotar as forças
satânicas sobre a Babilônia para que o 5E se fortalecerá "o rei do *Sul, e cum de seus príncipes; e
príncipe da Pérsia pudesse vir este se ^fortalecerá mais do que ele e reinará, e domínio
grande será o seu domínio.
EU, pois, no primeiro ano de Dario, medo, levan­
n tei-me para o animar e fortalecer.
(2) Mais quatro reis sobre a Pérsia
(6) Aliança entre o Egito (sul) e a Síria (norte) através do
casamento de Berenice, filh a de Ptolomeu Filadelfo,
com Antíoco Teós, o terceiro rei da Síria
antes de Alexandre, o Grande
6Mas, *ao cabo de anos, *eles se aliarão; e a filha do rei
★a b 2 E, agora, te declararei a verdade: "Eis que ainda *três
do Sul virá ao rei do Norte para fazer um tratado; 'mas
reis estarão na Pérsia, e o quarto será cumulado de gran­
não conservará a força de seu braço; rfnem ele persistirá,
des riquezas mais do que todos; e, esforçando-se com as
nem o seu braço, 'porque ela será entregue, e fos que a
suas riquezas, agitará todos contra o reino da Grécia.
tiverem trazido, e eseu pai, e ho que a fortalecia naqueles
(3) Um rei poderoso: Alexandre, o Grande (Dn 8.21) tempos.
3 Depois, se levantará "um rei valente, que reinará com (7) O renovo das raízes dela: um irmão de Berenice,
grande domínio e fará o que lhe aprouver.
Ptolomeu Evergetes, que invadiu a Síria (norte) para
(4) D iviião da Grécia em quatro reinos (D n 8.22) vingar o assassinato dela por Laodice, que se divoráou
4Mas, estando ele em pc, o seu ■‘reino será quebrado e será de Antíoco para que ele pudesse se casar com Berenice
repartido para os quatro ventos do céu; mas ^não para a sua 7Mas, "do renovo das suas raízes, um se levantará em *seu
posteridade, nem tampouco segundo o poder com que rei­ lugar, e virá com o exército, e entrará nas fortalezas do
nou, porque o fseu reino será arrancado e passará a outros. 'rei do Norte, e operará contra elas, e prevalecerá.

10.21a Essa passagem refere-se à revelação da eram de sua posteridade e nem concordavam posa Laodice e de seu filho. E assim ele fez. Bere­
guerra entre a Medo-Pérsia e os gregos, regis­ com a maneira como ele reinava. Em 15 anos, nice trouxe uma imensa fortuna para seu marido
trada nas Escriiuras (2.39; 7.5,6; 8.3-8,20-25). nenhum da família de Alexandre, incluindo três e parecia que tudo ia bem. Mas, depois de certo
10.21b Miguel, o piíncipe de isiael, foi o único esposas, dois filhos, seu irmão e esposa e sua tempo, Antíoco trouxe de volta sua esposa ante­
que esteve comigo na guerra contra o príncipe mãe foi deixado vivo. rior, Laodice e seu filho. E ela, sentindo que An­
da Pérsia e. quando eu for, o príncipe da Grécia 11.4c Seu reino foi arrancado por outros qua­ tíoco poderia lembrar-se de Berenice, tratou de
voltará (w. 20.21). tro generais que se apoderaram da maior parte enverená-lo, bem como providenciou o assassi­
10.21c Veja M ig u e l e G abriel, p. 1419. do seu império. Partes menores de seu império nato de Berenice e de seu filho. Ela então colocou
11.2a I7ae última profecia em Daniel (11.2-12.13: foram devolvidas para seus antigos governan­ no treno seu filho Seleuco II. Ele era chamado de
w. 2-34 cumprida; w. 35 e 12.13, não cumprida). tes, dos quais tinham sido tomadas. Antíoco III. Antíoco l reinou de 280 a 262 a.C.
11.2b veja O s 4 re is persas, p. 1419. 11.5a Ptolomeu I, rei do sul, foi o fundador da 11.6c Berenice não conseguiu reter o poder do
11.3a Esse é Alexandre, o Grande, que levou a divisão egípcia do Império Grego, que perma­ trono sírio (sua posteridade não reinou sobre
cabo os planos de seu pai, Filipe da Macedônia. neceu de 323 a 30 a.C., quando Roma conquis­ a Síria). A profecia foi cumprida, pois Antíoco II
ao invadir o império persa. A guerra começou tou o Egito. deixou-a com seu filho ainda criança em Antio-
por volta de 336 a.C., quando Alexandre chegou 11.5b Sul com referência à Judéia. quia e retornou para viver com sua ex-esposa
ao trono da G'écia e da Macedônia. Ele tinha 11.5c Esse príncipe foi Seleuco I, chamado tam­ da qual tinha se divorciado, Laodice, que foi
apenas 35.00C soldados para iniciar a guerra, bém de Nicátor. o conquistador, fundador do im­ responsável por três assassinatos (veja 11 .6 ).
enquanto o rei persa possuía milhões no tesou­ pério selêucida (312-280 a.C.). Ele perdeu o reino 11.6d Nessa passagem, está a profecia sobre
ro e centenas de milhares de soldados, além de para Antigono, que conquistou a Babilônia em o assassinato de Antíoco li por Laodice, que o
uma grande esquadra. Tinha 50.000 soldados 31 a.C. Seleuco fugiu para o Egito e se distinguiu envenenou e colocou seu próprio filho no trono
gregos contratados, além de generais também como um dos comandantes de Ptolomeu l. Con­ (veja 11.6).
gregos. Em 13 anos, Alexandre conquistou todo seqüentemente. foi denominado príncipe de Pto­ 11.6e Berenice estava divorciada (veja 11.6).
o império Persa, indo mais além. Ele literalmen­ lomeu (v. 5). Na vitória de Ptolomeu em Gaza, em 11.6 f A mulher egípcia que acompanhou Be­
te fez conforme sua vontade, cumprindo o v. 3. 312 a.C., o caminho foi fechado por Seleuco para renice ã luta no Egito para defendê-la quando
11.4a Essa passagem refere-se à divisão do Im­ retornar à Babilônia. Em nove anos, ele venceu foi assassinada, momento em que muitos tam­
pério Grego e n 4 divisões, depois da morte de toda a região oriental do império de Alexandre. bém foram mortos.
Alexandre, o Grande. O período desde Alexandre Em 301 a.C., ele acrescentou a Síria e parte da 11.6g Literalmente, "ele, a quem ela deu à luz",
até a conquista desses quatro reinos pelos ro­ Ásia Mencr ao seu império. A era selêucida foi de referindo-se ao filho de Berenice, que com ela
manos (336-1C0 a.C.) é denominado de Era He- 312 a 65 a.C., quando o reino da síria foi reduzido foi assassinado (veja 11.6).
lenística ou Era Alexandrina. Por um tempo, os por Pompeu a uma província romana. 11.6h Essa passagem refere-se ao seu próprio
generais do exército concordaram em governar 11,5d Ele se fortaleceu, pois acrescentou a ilha pai, que a deu a Antíoco por esposa (veja 11.6).
sobre as várias partes do império, até que o filho de Chipre a Fenícia, Caria, Corinto etc., ao seu 11.7a um ramo das mesmas raízes de onde
de Alexandre com Roxane tivesse idade para su­ reino do Egito. Berenice saiu. Seu irmão, Ptolomeu III, logo que
bir ao trono. Mas todos eles desejavam se tornar 11.6a Literalmente. depois de alguns anos; cerca acabara de ser colocado no trono egípcio, inva­
reis da provínca que governavam. Em 311 a.C. o de 65 anos. Assim, vários eventos históricos fo­ diu a Selêucia para vingar sua irmã. que tinha
menino e sua mãe foram assassinados. Então, a ram ignorados nessa ocasião (confira 2 Cr 18.2). sido assassinada por Antíoco. Ele anexou as pro­
luta pelo poder se tornou uma competição aber­ 11.6b Eles: os reis do norte (Síria) e do Sul (Egito) víncias orientais ao Egito e saqueou as costas da
ta. Antigono, um dos mais capazes generais de fizeram uma liga, promovendo uma guerra san­ Ásia Menor com seu navio em 246 a.C. (w. 7,9).
Alexandre usou a síria como base para conquis­ grenta por diversos anos. Por fim, concordaram 11.7b Em seu lugar. No lugar de Ptolomeu. pai
tar todo o império. Em 301 a.C., foi derrotado e em terminá-la em 250 a.C., com o casamento de Berenice, ao qual se refere o v. 6, oue a for-
assassinado por quatro outros generais. Esses de Berenice, filha de Ptolemeu li Filadelfo, rei do iâl£££U.
quatro generais dividiram o império. Egito (285-247 a.C.) com Antíoco II, Teos, o rei da 11.7c Esse foi Seleuco II, filho de Laodice, que
11.4b isso significa simplesmente que o reino Síria, 262-246 a.C. O casamento foi realizado com foi derrotado por Ptolomeu III. Ele não somente
de Alexandre foi dividido entre outros que não a condição de que Antíoco se livrasse de sua es­ entrou na fortaleza do rei do norte, como sa-
8E também os seus deuses, com a multidão das suas ima­ 15E o “rei do Norte virá, e levantará baluartes, e io~ ^
gens, com os seus utensílios preciosos de prata e ouro, a cidade forte; e os braços do Sul não poderão suií
levará cativos para o Egito; 4e, por alguns anos, ele per­ tir, nem o seu povo escolhido, pois não haverá força :
sistirá contra o rei do Norte. possa subsistir.
9E entrará •'no reino do rei do Sul e tomará para a sua terra. 16O que, pois, há de vir contra ele fará segundo a sua :
tade, e ninguém poderá permanecer diante dele; e ^esca:
(8) Derrota de Antíoco, o Grande, por
na terra gloriosa, ce por sua mão se fará destruição.
Ptolomeu I I I do Egito (sul)
10Mas '•seus filhos intervirão e reunirão grande número (10) Antíoco, o Grande, e Ptolomeu V chegam a um
de exércitos; e um deles virá apressadamente, e inun­ acordo: Antíoco dá a Ptolomeu sua filha, que,
dará, e passará; e, voltando, levará a guerra até à sua mais tarde, ajuda seu marido a frustrar seus p la n a
fortaleza. ,7-E porá o seu rosto para vir com a força de todo o -
11Então, ao rei do Sul se exasperará, e sairá, e pelejará reino, e com ele os *retos, e fará o que lhe aprouver; e I -
contra ele, contra o rei do Norte; ele porá em campo dará cuma filha das mulheres, para a ^corromper; mas eia
grande multidão, e a multidão será entregue nas suas não subsistirá, nem será para ele.
mãos. (11) A seguir Antíoco guerreia na Grécia, mas é força c.
12E, aumentando a multidão, o seu coração se exaltará; a recuar pelo príncipe romano Scipio, que o derrota e- ■
mas, ainda que derribará muitos milhares, não preva­ Magnésia próximo a Esmima
lecerá. 18“Depois, virará o seu rosto para as ilhas e tomará mui­
(9) Antíoco, o Grande (Síria, norte), reinicia a guerra tas; *mas um príncipe fará cessar o seu opróbrio Òontra
após catorze anos e derrota Ptolomeu V (Egito, norte) ele e ainda fará tornar sobre ele o seu opróbrio.
19Virará, “então, o seu rosto para as fortalezas da sua pró­
13Porque o 4rei do Norte tornará, e porá em campo uma
pria terra, mas tropeçará, e cairá, e não será achado.
multidão maior do que a primeira, e, ao cabo de tempos,
isto é, de anos, virá à pressa com grande exército e com (12) Seleuco,filho de Antíoco, o Grande, manda He-
muita fazenda. liodoro saquear o Templo em Jerusalém e arrancar o
14E, naqueles tempos, ■ ‘muitos se levantarão contra o ®rei dinheiro de Israel (2 Macabeus 3.4). Este rei logo após c
do Sul; ce os filhos dos prevaricadores do teu povo se envenenado e é sucedido por Antíoco Epifânio
levantarão Jpara confirmar a visão; mas eles cairão. 20*E, em seu lugar, se levantará quem fará passar urr.

queou Selêucia, Susã e a Babilônia, chegando ã reinou de 223 a 187 a.C., ou seja, 14 anos de­ de favor nessa época, trazendo de volta os
fronteira da índia. Ptolomeu lll não pôde apre­ pois de sua derrota em Rafia, retornou para lu­ dispersos e isentando os sacerdotes de paga
ciar o fruto de suas grandes vitórias, devido a tar com os egípcios com um exército maior do impostos.
problemas em seu próprio país (v. 9). Ele trouxe que o anterior e com muita riqueza adquirida 11.16c A Palestina foi grandemente empobre
muitos cativos para o Egito, bem como os deu­ através de sua campanha, restabelecendo a cida, devido a longas guerras.
ses egípcios, os quais Cambises, rei de Pérsia, região oriental de seu império (v. 13). 11.17a Antíoco, o Grande, tinha o propósito oe
havia trazido do Egito 300 anos antes (v. 8). Por 11.14a Antíoco, o Grande, e Filipe da Macedô­ marchar sobre o Egito, mas escolheu fazer ume
isso, foi chamado pelos egípcios de Euergetes. nia se uniram para conquistar o Egito em 198 aliança de paz com Ptolomeu, oferecendo-lne
que significa benfeitor. a.C. O Egito foi derrotado, e a Palestina ficou sua filha, Cleópatra (v. 17).
11.8a Seleuco II morreu devido a uma queda novamente sob o domínio dos selêucidas. 11.17b Antíoco, o Grande, em sua aliança cor
quando montava um cavalo. Ptolomeu lll so­ 11.14b Esse foi Ptolomeu V, chamado de Epi­ Ptolomeu. agiu como se não fosse influenciado
breviveu a ele por quatro ou cinco anos. fânio, o ilustre. Ele tinha apenas cinco anos por nada. a não ser a visão de possuir mais e
11.9a Chegou ao reino de Seleuco II. Essa pas­ nessa época, quando Filopátor faleceu. Roma, mais poder (v. 17).
sagem refere-se à segunda invasão da Síria. pela primeira vez. interferiu para fazer Antíoco 11.17c Esse termo demonstra a beleza de Cie
Tendo ouvido da rebelião no Egito, Ptolomeu lll desistir de suas conquistas. Não ousando d e­ ópatra.
retornou para reprimi-la. Caso contrário, teria sobedecer a Roma. Antíoco fez as pazes com 11.17d Antíoco planejou corromper Cleópatra.
destruído completamente o reino da Síria. Ptolomeu e lhe ofereceu como noiva sua filha procurando com que ela fosse uma armadilha
11.10a Os filhos de Seleuco II. Seleuco lll (Cerau- Cleopátra (193 a.C). para Ptolomeu, mas. em vez disso, ela ajudou o
no ou Raio) e Antíoco ll. chamado de O Grande. 11.14c Os judeus rejeitaram sua religião e uni­ marido e preveniu-o contra seu pai (v. 17).
Seleuco ll ajuntou uma multidão de forças para ram Ptolomeu a Escopas, o general egípcio der­ 11.18a Depois de fazer as pazes com o Egru
recuperar o domínio de seu pai, mas foi envene­ rotado por Antíoco, o Grande, em 198 a.C. Antioco, o Grande, equipou-se com uma grano*
nado por dois de seus generais depois der reinar H . i4 d Ficando do lado da Síria ajudaram a frota de navios. Subjugou a maioria dos locais oa
por dois anos. Seu irmão, Antíoco I, foi procla­ cumprir a profecia de libertação da Judéia. Fa­ região costeira do Mediterrâneo, tomando mu
mado rei. Todavia, foi um de seus filhos quem zendo assim, sentiram a ira dos egípcios, pois tas ilhas, incluindo, Rodes, samos e outras (v. 1S,
realmente iniciou a guerra contra o Egito. Ele Escopas veio com um grande exército, enquan­ 11.18b Essa passagem refere-se ao cônsul roma­
retomou a Selêucia e recuperou a Síria. Parecia to Antíoco se empenhou em conquistar outros no que derrotou Antíoco, obrigando-o a se retira
realmente disposto a invadir o Egito, chegando à locais. Subjugou a Palestina, trazendo muito da Grécia para a Ásia. Os romanos o derrotara
sua fortaleza, às bordas do Egito (v. 10). espólio para o Egito. na Ásia Menor, compelindo-o a abandonar toda =
11.11a Ptolomeu IV Filopátor, "O que ama o 11.15a Essa passagem refere-se a Antíoco. o cidade norte de Tauro. Assim, a repreensão que
pai", filho de Euergetes, reinou de 221 a 204 a.C. Grande, vindo para recuperar a Judéia. Derrotou Antíoco planejava aplicar a Roma foi aplicac^
Antíoco, o Grande, da Síria, declarou guerra a ele Escopas, sitiando diversas cidades. Nenhum dos nele mesmo (v. 18).
cerca de 219 a.C., Filopátor derrotou Antíoco na generais egípcios foi capaz de derrotá-lo (w. 11.19a Refere-se a Antíoco, o Grande, voltanoc
batalha de Rafia, perto de Gaza. em 217 a.C. (v. 15.16). para sua fortaleza em Antioquia. Ele foi obrigac.
11). Ele se exaltou grandemente, destruindo e 11.16a Refere-se a Antíoco, o Grande, que in­ a pagar uma taxa de 15.000 talentos a Rorr=
oprimindo a muitos em sua própria terra, espe­ vestiu contra Ptolomeu e fez o que bem dese­ devido à guerra. Ele marchou para as provinc a
cialmente os judeus (v. 12). Ele não se fortaleceu jou em suas conquistas (v. 16). orientais para extorquir dinheiro para pagar este
com suas vitórias devido ao constante declínio 11.16b Antíoco. o Grande, foi auxiliado pelos imposto, mas pereceu na guerra em Lurista
de seu reino, ao permitir que seus favoritos go­ judeus, que lhe forneceram provisões e redu­ em 187 a.C (v. 19).
vernassem, provocando sua ruína. ziram a guarnição de Escopas na cidade de 11.20a Quem pagou a taxa devida por Antioc:
11.13a Antíoco lll. denominado o Grande, que Jerusalém. Antíoco mostrou aos judeus gran­ o Grande, foi seu sucessor, Seleuco IV Filopa:.
^arrecadador pela glória real; cmas em poucos dias rfserá envolverá na guerra com um grande e mui poderoso
quebrantado, e isso sem ira e sem batalha. exército; mas não subsistirá, ^porque formarão proje­
tos contra ele.
(13) Antíoco Epifânio e suas atitudes em relação
26E os que comerem os seus manjares o quebrantarão;
a Israel são descritos em 11.21-34
e o exército dele se derramará, e cairão muitos tras-
A. Ele obtém o reino através do engano
passados.
21Depois, se levantará “em seu lugar um homem vil, ^ao 27Também "esses dois reis terão o coração atento para
qual não tinham dado a dignidade real; 'mas ele virá cala- fazerem o mal e a uma mesma mesa falarão a mentira;
damente e tomará o reino com engano. ela, porém, não prosperará, porque o fim há de ser no
B. Ele faz uma aliança com o sumo sacerdote; tempo determinado.
comporta-se desonestamente e se tom a poderoso D. Antíoco retoma em glória e vitória e o seu coração se
22E, "com os braços de uma inundação, serão arrancados volta contra a santa aliança e saqueia a Palestina
de diante dele; e serão quebrantados, como ^também o 28"Então, tornará para a sua terra com grande riqueza, e
príncipe do concerto. o seu coração será contra o santo concerto; e fará o que
23E, "depois do concerto com ele, usará de engano; e *su- lhe aprouver e tornará para a sua terra.
birá e será fortalecido com pouca gente.
E. Ele liderará uma segunda invasão ao Egito, mas será
24"Virá também caladamcnte aos lugares mais férteis da
forçado a recuar por uma ordem de Roma em aliança
província *e fará o que nunca fizeram seus pais, nem os
com Chipre. Ele, então, se volta contra os judeus e
pais dc seus pais; repartirá entre eles a presa, e os des-
muitos destes, apóstatas, o ajudam a profanar o Templo
pojos, e a riqueza e 'formará os seus projetos contra as
e estabelecer a. nbominação desoladora, uma porca no
fortalezas, mas por certo tempo.
altar do Templo; ele abole os sacrifícios judaicos
C. Faz guerra contra Ptolomeu do Egito, 29"No tempo determinado, tornará a vir contra o Sul;
o qual é traído e morto, e seu exército, derrotado mas não será na última vez como foi na primeira.
25 E "suscitará a sua força c o seu coração contra o 30 Porque virão contra ele "navios de Quitim , que lhe
rei do Sul, com um grande exército, e o rei do Sul se causarão tristeza; e ^voltará, e se indignará contra o santo

que reinou de 187 a 176 a.C. Seu reino con­ Menelau na posição de sumo-sacerdote, por­ 11.28a Antioco, depois de conquistar o Egito,
sistia na Síria, Cilícia, Palestina, Mesopotâmia, que tinha lhe oferecido mais dinheiro do que retornou para Antíoquia com o espólio (1 Ma­
Babilônia, Média e Pérsia. Jasom. Assim, agiu enganosamente em seu cabeus 1.19,20). Ouvindo que havia acontecido
11.20b Seleuco IV era chamado de pagador de acordo com Jasom (v. 22). grande regozijo em Jerusalém, porque noticia­
taxas, pois foi obrigado a pagar a Roma, a titulo 11.23b Essa passagem se refere à sua vinda ram sua morte, ele se voltou contra os judeus
de indenização, uma taxa anual. Ele levantou de Roma. quando ficou refém, devido à falta de (v. 28).
dinheiro de diversas fontes, enviando seu mi­ pagamento da taxa que fora cobrada de seu 11.29a Antíoco Epifânio promoveu a segunda
nistro Heliodoro para Jerusalém a fim pilhar o pai. Em seu retorno, Antíoco encontrou poucas invasão, mas não teve sucesso como da vez
templo. Seleuco IV foi assassinado por Heliodo­ pessoas para apoiá-lo em sua causa - tornar- anterior, quando conquistou e pilhou o Egito. A
ro, que almejava ser rei. se rei - porque estavam divididas entre muitos passagem aosgaoc refere-se à sua vitória sobre o
11 .2 0 c O que isto significa esses poucos dias pretendentes ao trono. Sendo apoiado pelo rei exército egípcio em Pelúsio, e a última, à subjuga-
não está declarado. Não poderia ser o fato de de Pérgamo e seu irmão, seus poucos seguido­ çào de todo o Egito, exceto Alexandria (v. 29).
ele ter reinado somente poucos dias. pois na res aumentaram, até que ele se tornou forte o 11.30a A razão aqui apontada para que Antioco
verdade reinou 11 anos. Talvez seja referência suficiente para chegar ao trono (v. 23). não continuasse a guerra contra o Egito são qs
à sua morte rápida ao pilhar o templo em Jeru­ 11.24a Depois de se tornar rei. Antioco Epi­ navios de Quitim (região oriental), que se arreme-
salém, a fim de tirar o dinheiro lá depositado fânio reivindicou a Cele-Síria, a Palestina e a teram contra ele (v. 30). Essa passagem refere-se
para manter o esplendor do reino (v. 20). Fenícia, e então explodiu a guerra entre Síria aos romanos, que lhe ordenaram que cessasse
I1.20d Essa passagem refere-se ao modo como e Egito (v. 23). sua guerra contra seus dois sobrinhos. Antíoco
morreu Seleuco IV - não foi em batalha contra 11.24b Essa passagem refere-se á estratégia disse que se consultaria com os amigos, mas os
o inimigo, mas teve uma morte vil. Foi atrai- de Antioco, ao dividir o espólio da guerra entre romanos fizeram um círculo ao seu redor, exigindo
çoado por alguém em quem confiava, e que o seus amigos e subordinados, bem como entre que ele desse a resposta antes de sair. Antíoco se
envenenou. eles mesmos. Ele gastou muito com espetácu­ rerdeu à exigência de Roma e deixou o país quan­
11.21a Refere-se a Antíoco IV Epifânio, o Ilus­ los públicos e de várias maneiras manifestou do estava a cinco quilômetros de Alexandria. Foi
tre, que reinou de 175 a 163 a.C. Os w . 21-34 sua liberalidade mais do que outros reis antes isso que o afligiu (v. 30).
referem-se a ele. Diversos detalhes são forneci­ dele. Ele saía às ruas e jogava punhados de di­ 11.30b Enquanto estava no Egito, ele ouviu
dos com relação às coisas as quais o último rei nheiro para qualquer um que quisesse (v. 24). que Jasom. que fora enganado por ele e tinha
da Síria, o Anticristo, fará e que serão maiores. 11.24c Antioco tentou prevenir de vánas ma­ sido deposto pelo sumo sacerdote, havia reu-
11.21b O verdadeiro herdeiro, Demétrio, outro neiras uma invasão de seu reino pelo Egito, for­ nico um exército e marchava contra Jerusa­
filho de Seleuco IV, foi detido em Roma como talecendo sua defesa nas fronteiras, enquanto lém para tomá-la do malvado Menelau, que
refém, isso deu a Antíoco Epifânio a oportuni­ se preparava para a guerra contra o Egito. A s­ estava sitiado em seu castelo. Antíoco então
dade de tomar o trono. sim procedeu durante certo tempo (v. 24). veio contra Jerusalém como uma tempestade
11.21c Veja C om o A n tío c o E p ifân io tornou- 11.25a Depois de muita preparação, Antíoco e tomou-a. Assassinou 40.000 judeus; vendeu
se re i, p. 1420. Epifânio finalmente guerreou conta o Egito e foi muitos com o escravos; cozinhou carne de
11.22a Com a ajuda dos exércitos de seus alia­ vitorioso. Ptolomeu foi feito prisioneiro e Antio­ po*co e borrifou o caldo no templo e no al­
dos. seus competidores ao trono foram arrasa­ co então se coroou rei do Egito (171-167 a.C.). tar; violou o santo dos santos; levou os vasos
dos. 11.25b Refere-se a usar meios de corrupção de ouro e outros tesouros sagrados. Colocou
11.22b Não somente seus competidores fo­ para tirar de Ptolomeu homens-chave, que o Menelau novamente como sumo sacerdote
ram arrasados, mas também o sumo sacerdo­ ajudavam a defender o Egito (v. 25). Eles que e nomeou Filipe, um frígio, governador da
te. Onias, que foi deposto, e Jasom, que tinha foram alimentados por Ptolomeu, foram cor­ Judéia (1 Macabeus 1.24; 2 Macabeus 5.21).
dado a ele grande quantidade de dinheiro, foi rompidos por Antíoco. causando a queda do Ele também proibiu os judeus de adorarem e
colocado em seu lugar (2 Macabeus 4.4-10). Egito (v. 26). consagrou o templo judeu a Júpiter Olimpo.
11.23a O pacto entre Antíoco Epifânio e Jasom 11.27a veja A fa lsid a d e de A n tío c o E p ifâ n io Depois de acabar com os sacrifícios diários no
foi quebrado, e Antíoco colocou o maldoso e P to lo m e u FUopator, p. 1420. templo, Antíoco ofereceu um porco no altar.
concerto, e fará como lhe apraz; e ainda voltará e atende­ que a ira se complete; porque aquilo que está determi­
rá aos que tiverem desamparado o santo concerto. nado será feito.
31E sairão a ele uns braços, que profanarão o santuário e 37“E não terá respeito aos deuses de seus pais, nem tera
a fortaleza, e “tirarão o contínuo sacrifício, estabelecendo respeito ao amor das mulheres, nem a qualquer deus.
a abominação desoladora. porque sobre tudo se engrandecerá.
E Bravamente, os macabeus se opõem a ele, 38Mas ao deus das fortalezas honrará “em seu lugar; e a
mas são oprimidos por muitos dias um deus a quem seus pais não conheceram honrará com
ouro, e com prata, e com pedras preciosas, e com coisas
32E aos violadores do concerto ele, com lisonjas, perver­
agradáveis.
terá, “mas o povo que conhece ao seu Deus se esforçará
39E haver-se-á com os castelos fortes com o auxílio do
e fará proezas.
deus estranho; aos que o reconhecerem multiplicará a
^ E os sábios entre o povo ensinarão a muitos; “todavia,
honra, e “os fará reinar sobre muitos, e ^repartirá a terra
cairão pela espada, e pelo fogo, e pelo cativeiro, e pelo
por preço.
roubo, por muitos dias.
344E, caindo eles, serão ajudados com pequeno socorro; (3) Guerra entre a Síria (norte) e o Egito (sul) no fin al
mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas. dos tempos: o Anticristo (Síria, norte) é vitorioso sobre o
Egito (sul) e muitos países se levantam durante as seten­
11. Guerras entre a Síria e o Egito nos últimos dias:
ta semanas de D aniel, quando o aoitavo * ou o Império
uma descrição profética do últim o rei do norte, o
Grego revivido é formado (D n 7.24; 8.23-25;
Anticristo, suas conquistas sobre as nações e
Ap 11.7; 13.1-18; 16.10; 17.3,8-14,16,17; 19.19-21)
suas atitudes em relação a Israel
(1) O tempo da visão 40E, “no fim do tempo, o rei do Sul lutará com ele, e o
rei do Norte o acometerá com carros, e com cavaleiros,
35E alguns dos sábios cairão para serem provados, e puri­
e com muitos navios; e entrará *nas terras, e as inundará,
ficados, e embranquecidos, “até ao fim do tempo, porque
c passará.
será ainda no tempo determinado.
41 E “entrará também na terra gloriosa, e muitos países
(7 )0 caráter “do rei” do norte (Dn 7.25 e 8.25, refs.) serão derribados, ^mas escaparão das suas mãos estes:
36aE bQssc rei fará 'conforme a sua vontade, dQ se levan­ Edom, e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom.
tará, e se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus 42E “estenderá a sua mão às terras, e a terra do Egito não
dos deuses 'falará coisas incríveis e 'será próspero, até escapará.

estabelecendo a abominação desoladora (w. 2.4; Apocalipse 13. simbolizado pela imagem de Daniel 2 e das bes­
30,31; 1 Macabeus 1.44-50). HJdo isso provocou n . 3 6 e Confira 7.8,11,20,25; 2 Tessaionicenses tas de Daniel 7 e 8; Apocalipse 13; 17.8-17. No fim
a rebelião dos judeus, liderados pelos Macabeus 2.4; Apocalipse 13. desta era, na qual vivemos, deverá o rei do Sul
iw. 32*34). Esta guerra contra Antíoco durou 11.36Í Ele prosperará aiíLflUfi o tempo da ira (Egito) se envolver em combate e o rei do norte
cerca de quatro anos, e ele morreu guerreando se complete (heb. zaam, espumar a boca, ira (Síria) virá contra ele (que é o rei do sul) com seu
na Pérsia. ou fúria que Deus dispensa especialmente exército e com navios. Ele invadirá muitos países
Assim finda a seção histórica desta visão {w. para o pecado), o que será cumprido em seu e avançará por eles como uma inundação (v. 40).
2-34), ou seja, toda a profecia que Daniel re­ devido tempo (v. 36). Essa passagem refere- BggyjyâroentQ d o império Qrego:
cebeu, revelando estes eventos. Outros reis se à ira no tempo da tribulação, conforme os A citação acima se refere ac pequeno chifre do
continuaram na Síria e no Egito até que esses selos, trombetas, taças e aflições que virão Anticristo, que virá dos dez chifres da Roma re­
países foram conquistados pelos romanos, sobre o homem, devido aos seus pecados, vivida, e d.ep5 Í£ de conseguir poder sobre eles
cerca de 30 a.C. durante a 70a semana de Daniel (Ap 6.17; na primeira metade (três anos e meio) da 70a
11.31a isso não é o mesmo que findar o sa­ 15.1). Sem dúvida, também se refere ao fim semana. Ele subdividirá três deles (7.23.24). Os
crifício diário e instalar a abominação desola- dos pecados de israel e de todo homem em outros se submeterão a ele sem nenhuma rea­
dora, o que acontecerá no reinado do futuro geral, quando Cristo virá para livrar o mundo ção (Ap 17.12,17). Ele virá da Síria, uma das qua­
Anticristo (8.9-14; 9.27; 12.7; Mt 24.15; Ap 13). de toda rebeldia e pecado (1 Co 15.24-28; Ef tro divisões do império grego (8.9,23; 11.36-45)
Já se passaram mais de 2.100 anos desde que I.10; Ap 21.3-7). Essa é a prova ce que esse e subverterá outras três divisões - Grécia, Tur­
Antíoco causou essa abominação desoladora rei se localiza no futuro e que será o último a quia e Egito. Assim, reviverá o antigo império
(1 Macabeus 1.44-50). reinar, antes que Deus tire o pecado da terra. Grego, o qual é simbolizado por um leopardo
11.32a Uma referência à bravura dos judeus Ele não pode ser nenhum outro além da besta (7.6; Ap 13.1,2). Os outros seis reinos do antigo
iderados pelos Macabeus (w. 32,33; 1 e 2 Ma­ de 2 Tessaionicenses 2.8; Apocaipse 13.18; império Romano se submeterão a ele. tornan­
cabeus). 17.12-17; 19.11-21; Daniel 7.25-27; 8.25; 9.27; do-o seu líder numa guerra contra o norte e o
11.33a veja 11.30. II.36-45. Confira a indignação de Jeová (8.19; leste (v. 44; Ap 17.12-17);
11.34a Os judeus receberam uma peqjena 9.16; is 10.23,25). 11.40b Essas cidades são as da divisão do an­
ajuda em todas as suas batalhas contra Antí­ 11.37a veja 7 fatos: o A n tic ris to e a s delda- tigo império Grego, o que é tratado neste capi­
oco Epifânio. des, p. 1421. tulo bem como em 8.8,9,20-23.
11.35a Esse v. enfatiza o fato de que o principal 11.38a Em vez de adorar o Deus de seus pais, 11.41 a Depois que o Anticristo, vindo da Síria,
Dropósito da visão era mostrar o que acontece- ele adorará um deus das fortalezas, ao qual hon­ conquistar a Grécia, a TUrquia e o Egito, bem
'á a Israel nos últimos dias (v. 35; 10.14). rará dedicando-lhe ouro, prata, pedras preciosas como os países que comporão as divisões do
11.36a Daqui até o fim do livro, o futuro Anti­ e presentes caros e agradáveis (w. 38.39). Império Grego. Então, ele quebrará sua aliança
cristo e eventos relativos ao último rei da Sí­ 11.39a Cssa passagem refere-se ao deus das com os judeus (9.27), entrando na Palestina e
ria, antes do segundo advento de Cristo, são fortalezas e ao deus estranho que ele adorará em mais seis países da Roma reformada (v. 41).
orofetizados. (v. 38). 11.41 b O reino do Anticristo será limitado. Aqui.
11.36b 0 último rei da Síria, no final dos tem­ 11.39b Ele será liberal, dividindo os espólios três países escaparão de suas mãos, embora
pos, será o Anticristo. e riquezas tomadas de diversos locais e nisso façam fronteira com seu império (v. 41).
11.36c O Anticristo fará tudo de acordo com a será idêntico a Antíoco Epifânio (v. 24). 11.42a As cidades aqui mencionadas devem
sua vontade até a segunda vinda, quando não 11.40a Essa passagem definitivamente identifica ser os três reinos que ele subjugará (7.24),
mais poderá fazer o que desejar (7.11; 8.25; o tempo de cumprimento do propósito principal além do resto dos dez reinos da Roma revivida,
9.27; 11.45; 2 Ts 2.8; Ap 19.20; 20.10). da visão (v. 40; 8.19; 9.27; 11.35,45; 12.1,7-13). A que a ele se submeterão (Ap 17.12-17), inclusi­
H .3 6 d Confira 7.25; 8.25; 1 Tessaionicenses visão refere-se ao fim do poder do mundo gentio, ve a Líbia e a Etiópia (11.43X
43E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de tarão, cuns para a vida eterna e outros para vergonha e
todas as coisas desejáveis do Egito; c os “líbios e os etío- desprezo eterno.
pes o seguirão. 13. Recompensas para os justos
(4) Novos adversários no norte e no leste no meio da se­ 3“Os sábios, pois, resplandecerão como o resplendor do
mana, depois de ele ter conquistado e tomado o controle firmamento; e os que a muitos ensinam a justiça refulgi-
dos dez reinos da Roma restaurada. Ele os conquista nos rão como as estrelas, sempre e eternamente.
últimos três anos e meio e os traz para a Palestina para
destruir Israel, como ele havia intencionado no meio da 14. O livro selado até ao fim do tempo
semana, quando quebrou a aliança com eles e estabele­ • 4E tu, Daniel, “fecha estas palavras e sela este livro, até
ceu seu tabemáculo no glorioso monte santo ao fim do tempo; muitos ^correrão de uma parte para
(D n 11.45; 2 Ts 2.3,4; M t 24.15) outra, e a ciência se multiplicará.
44“Mas os rumores do Oriente e do Norte bo espanta­ 15. A pergunta do anjo
rão; e sairá com grande cfuror, para destruir e ‘'extirpar 5E eu, Daniel, olhei, e “eis que estavam outros dois, um
a muitos. desta banda, à beira do M o, e o outro da outra banda, à
(5) Porá seu trono no Templo judeu em Jerusalém beira do rio.
(2 Ts 2.4; 7.25 e 8.25, refs.) 6E ele disse “ao homem vestido de linho, que estava so­
45E “armará as tendas do seu palácio entre o mar grande bre as águas do rio: ^Que tempo haverá até ao fim das
e o monte santo e glorioso; mas virá *ao seu fim, e cnão maravilhas?
haverá quem o socorra. 16. Resposta: três anos e meio de tribulação
(6) A grande tribulação dos últimos três anos e meio da (M t 24.15-21; Ap 13)
70a semana. O arrebatamento dos 144.000 de 7 E ouvi o homem vestido de linho, que estava sobre
Apocalipse 7.1-8; 12.5; 14.1-5 as águas do rio, “quando levantou a sua mão direita
E, “'N A Q U E L E tempo, se levantará Miguel,ebo
a sua mão esquerda ao céu e jurou, por aquele que
grande príncipe, que se levanta pelos filhos do vive eternamente, que Mepois de um tempo, de tempos
teu povo, e chaverá um tempo de angústia, qual ‘'nunca e metade de um tempo, e cquando tiverem acabado de
houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, destruir o poder do povo santo, todas essas coisas serão
‘‘naquele tempo, livrar-se-á o teu povo, todo aquele que cumpridas.
se achar escrito no livro. 17. A pergunta de D aniel
12. As ressurreições (Jo 5.28,29; Ap 20.4-6; 1 Co 15) 8Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso, eu disse: Se­
A 2 “E muitos dos que dormem no bpó da terra ressusci­ nhor meu, “qual será o fim dessas coisas?

11.43a Veja O se n sa clo n a lism o p ro fé tico , p.


sobre o monte Moriá (11.45; 2 Ts 2.4; Ap 13). 12.4a Fecha estas palavras; sela o livro, pois o
1421. 2 Naouele tempo. Miguel se levantará e lançará propósito principal deste livro é o tempo do fim
11.44a Esse v. profetiza a terceira guerra conti­
Satanás e seus anjos à terra, para estar entre (V. 4; 2.28,29,43-45; 7.17-27; 8.17.19,23; 9.27;
nental do futuro. Ele profetiza literalmente que
os homens (12.1; Ap 12.7-12). 10.14; 11.35.45).
3 Naouele tem oo. a grande tribulação come­
planos de guerra contra o anticristo e os seus dez 12.4b A profecia sobre o aumento das viagens
reinos saídos do antigo império Romano se toma­çará, no meio da 70a semana de Daniel, três e o conhecimento.
rão conhecidos do Anticristo e ele liderará seus
anos e meio antes da segunda vinda de Cristo 12.5a Aqui vemos outra visitação divina a Da­
exércitos para a vitória contra as nações combina­
(12.1; 8.24.25; 9.27; Jr 30.6; Mt 24.15-22; Ap niel. Veja 10.11.
das, o leste e o norte de seus dez reinos. 10.1-19.21). 12.5b O rio Tigre (veja 10.4).
11.44b Heb. bahel, tremer intimamente, palpi­ 4 Naouele temoo. o povo de Daniel será arre­ 12.6a Não há dúvida de que é a mesma divina
batado (144.000). aqueles cujo nome foi encon­
tar, estar alarmado, agitado ou acelerado (v. 44; pessoa descrita em 10.5.6.
Gn 45.3; 1 Sm 28.21; 2 Sm 4.1; 2 Cr 32.18; Jó trado escrito no livro da vida (12.1; is 66.7.8; Ap 12.6b Pergunta 15. Próxima, v. 8.
7.1-8;
4.5; 23.15; SI 30.7; 48.5; 83.17; 90.7; 104.29). 14.1-5). 12.7a É a mesma ação do anjo ( Cristo) em
11.44c Heb. chem a, ódio. fúria. 12.1b Miguel é o príncipe especial de Israel Apocalipse 10.1-6 e diz respeito aos últimos
H .4 4 d Heb. kalil, completo, totalmente con­ (12.1; 10.21; Ap 12.7-12). três anos e meio da 70a semana de Daniel (v.
sumado. 12.1c Veja A Tribulação. p. 1422. 7; 7.25; Ap 11.1-3; 12.6.14; 13.5). Durante esse
11.45a O Anticristo, ou o rei do norte (Síria),12.1 d 0 mesmo tempo de tribulação de Ma­ tempo, esta visão será completada e o fim des­
fará de sua capital a cidade de Jerusalém e o teus 24.21. ta era virá.
seu palácio será justamente no templo judeu, 12.1e Essa é uma prova muito clara de que os 12.7b veja 3 p e río d o s d e tem po em D aniel
situado entre o mar Morto e o Mediterrâneo, 144.000 judeus serão arrebatados, bem como 12, p. 1426.
no santo e glorioso monte Moriá. Ele terá o o menino de Apocalipse 12.5. Depois disso, 12.7c O Anticristo não destruirá a nação judaica.
seu fim no Armagedom (v. 45; 7.11,26,27; 8.25; eles serão vistos nos céus. Somente os dispersará, diminuindo seu poder;
9.27; 2 TS 2.8; Ap 19.19-21). 12.2a Esse verso declara com exatidão a dou­ e então tudo será cumprido com relação à sua
11.45b Seu fim será no lago de fogo (7.11; is trina da primeira e da segunda ressurreições, restauração eterna (v. 7; 9.24; Ez 37; Rm 11.25).
11.4; Ap 19.20; 20.10). mas sem o elemento tempo de 1.000 anos en­ 12.8a Pergunta 16. última pergunta em Daniel.
11.45c Seu exército será destroçado, exceto a tre as duas ressurreições. 0 que seguirá a estes eventos de três anos e
sexta parte (Ez 39.2). Seus apoiadores sobre­ 12.2b Somente o corpo dorme na poeira da meio durante os quais o Anticristo dispersará
naturais (Satanás, anjos e demônios) serão lan­terra, pois também foi feito do pó (Gn 2.7; 3.19; a nação judaica?
çados no abismo (Ap 20.1-3; Is 24.21,22) e ele EC 3.19-21).
será deixado sozinho para morrer, como a todo 12 .2 c O desprezo e a punição dos ímpios serão 1 Siga o seu caminho até o fim. Daniel. Confira
homem deve acontecer (v. 45; Ap 19.20). iguais à felicidade da retidão em extensão e v. 13.
consciência, veja Mateus 25.46; João 5.28,29. 2. A visão está selada até o tempo do fim (veja
12.3a Literalmente, refere-se àqueles que fize­ 12.4).
1 Naouele tempo. o Anticristo estabelecerá o ram outros sábios e aqueles que ganharam almas 3 Muitos serão purificados.
Tabemáculo de seu palácio no templo de Israel, e levaram muitos à retidão (v. 3; 2 Tm 3.15-17). 4 Muitos serão alvejados.
18. A resposta: dois períodos adicionais em 1J E, desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tira­
seqüência aos três anos e meio do e posta a abominação desoladora, haverá mil duzen­
E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão tos e noventa dias.
fechadas e seladas até ao tempo do fim. 12“Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezen­
a 10 Muitos serão purificados, e embranquecidos, e pro­ tos e trinta e cinco dias.
vados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum ■•13Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e esta­
dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão. rás “na tua sorte, no fim dos dias.

5 Muitos serão refinados. (1) 1.260 dias (v. 7) 12.12a veja 12.7.
6 A impiedade aumentará. (2) 1.290 dias (v. 11) 12.13a É assegurado que Daniel tomará parte
7 Os ímpios não entenderão a visão, mas os (3) 1.335 dias (v. 12). veja 12.7. nessas coisas, depois de sua ressurreição (v. 13).
sábios, sim (v. 10). 9 Feliz aquele que esperar e alcançar o fim dos Ensina também que os santos julgarão o mundo
8 O sacrifício diário será abolido (v. 11; 8.9-14; 1.335 dias (v. 12). e reinarão para sempre junto com o Messias (v.
9.27) e desde a colocação da abominação de­ 10 Você tomará parte desses eventos, nos dias 13; 2.44,45; 7.13,14,18,27; LC 22.30; 1 Co 6.2-4; 2
soladora existirão três períodos; que seguirão os 1.335 dias (v. 13). Tm 2.12; Ap 2.27; 5.10; 12.5; 20.4-6; 22.4,5).

ESTUDOS TEMÁTICOS
Jeoaquim (1.1) rios mundiais: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, iniciou seu império na Grécia e na Macedônia.
Jeoaquim foi levado ao trono de Judá no lugar Roma e a Roma reformada, que será composta conquistou todos os territórios dos outros dois
de seu irmão Jeoacaz pelo Faraó Neco, rei do de dez reinos no final dos tempos (Dn 2.44,45; reis e também parte da índia. O império grego
Egito (2 Rs 23.34-36; 2 Cr 36.1-4). Ele conti­ 7.23,24; Ap 17.12-17). começou a decair com a morte de Alexandre.
nuou como tributário do Egito por três anos. 1 A cabeça de ouro (w. 32,35,38). A cabeça de Seu vasto território foi dividido em quatro par­
No quarto ano, que foi o primeiro ano do reino ouro. parte da grande imagem, representa o tes, como veremos ao estudar Daniel 8.
de Nabucodonosor (Jr 25.1-3), que derrotou o primeiro dos cinco reinos na visão: A Babilônia 4 As pernas de ferro (w. 33,35,40). Essa parte
Egito em Carquemis, no Rio Eufrates, Judá, a do reino de Nabucodonosor (w. 37,38; Jr. 15.4; da grande imagem simboliza o antigo império
Síria e outros países que se sujeitaram à Ba­ 24.9; 25.1-12; 29.18). Os cinco reinos sucederão Romano, o qual seguiu a Grécia na dominação
bilônia (Jr 46.1,2). Os 70 anos de cativeiro da um ao outro até o tempo do cumprimento do de Israel. Esse foi o quarto reino do sonho da
Babilônia começaram aqui (Jr 25.1-11). Daniel plano de Deus para unificar Israel. Todos eles opressão de Israel DíLíêmfí£Ld2§_5êníÍi2§ (Dn
foi levado cativo nesta época. Jeoaquim serviu existirão antes de serem utilizados para punir 2.40; 7.23,24; 9.26; Mt 24.1,2; LC 2.1; 20.20-24;
à Babilônia por três anos e então se rebelou Israel no tempo dos gentios e cada um a seu Jo 11.48; A t 16.21; 22.25-29). Esse reino é o
(2 Rs 24.1-7). Nabucodonosor estava ocupado tempo, depois de cumprir sua missão com Isra­ mais forte de todos, assim como o ferro é mais
com as guerras e não saiu contra Judá por el, estará absorvido com a sucessão do reino. A forte do que o ouro, a prata ou o cobre. Embora
aproximadamente três ou quatro anos. Então, Babilônia conquistou Israel no primeiro ano de seja denominado o quarto, não foi o último dos
no 11° ano de Jeoaquim, a Babilônia novamen­ Nabucodonosor. cerca de 616 a.C. e continuou reinos gentílicos do mundo a perseguir Israel
te conquistou Judá (2 Rs 23.36-24.7). Jeoaquim no poder por 70 anos (Dn 9.2; Jr 25). no tempo dos gentios. Existem dois reinos, os
então se tornou rei. mas reinou somente por Nabucodonosor reinou por 43 anos e foi suce­ quais reinarão sobre Israel antes da vinda do
três meses, pois Nabucodonosor o levou cativo dido por Evil-Merodaque (2 Rs 25.27; Jr 52.31) e Messias para libertá-lo e estabelecer o reino
para a Babilônia e colocou Zedequias reinando depois por Nabonido e Belsazar, que reinaram de Deus na terra para sempre. As duas pernas
sobre Judá. Ele reinou por 11 anos e, depois, juntos até a queda da Babilônia (Dn 5). Esse im­ de ferro representam as divisões oriental e oci­
rebelou-se. Babilônia novamente veio contra pério oprimiu Israel por 170 anos, de 616 a.C. dental do antigo império Romano.
Judá e destruiu a nação e a cidade de Jerusa­ até 546 a.C. (Jr 25). 5 Os oés e os artelhos de ferro e de barro (w.
lém, levando a maioria dos judeus cativos (2 Cr 2 O oeito e os braços de prata (w. 32,35,39). 33-35,44). Essa parte da imagem representa o
36.11-21). Essa parte da imagem simboliza o reino me- futuro império Romano reformado - o quinto
do-persa, o qual sucedeu a Babilônia no final reino da imagem a oprimir Israel no tempo
N om es definidos (1.7) dos 70 anos do cativeiro judeu, sendo o se­ dos gentios (Dn 2.31-43; 7.23-25; Ap 17.12-17).
Foram treinados entre os cortesãos os quatro gundo reinado do sonho da opressão de Israel Esta, a última parte da imagem, foi destruída
jovens judeus, trazidos havia pouco de Judá, no tempo dos gentios (Dn 2.39; 5.1-31, 8.20; pela rocha que caiu do céu (v. 44). Roma re­
que foi conquistada (v. 6; 2 Rs 24.1-16). 9.1; 10.1; 11.1-3; 2 Cr 36.22; Ed 1.1-3). Os dois formada era para ser um reino dividido, parte
1 Daniel, cujo nome significa Deus é iuiz. teve braços simbolizam as duas nações reinando forte e parte fraca, como é simbolizado pelos
o nome mudado para Beltessazar. preservando juntas, os medos e os persas. Esse reino foi dois materiais dos pés e dos artelhos. O bar­
assim sua vida (Bel, ou príncípe de Bel - o chefe inferior ao império da Babilônia, como a prata ro representa o governo exercido pelas mas­
das deidades da Babilônia - v. 6,7; Is 46.1; Jr é para o ouro, mas não foi inferior em poder sas e o ferro representa o governo exercido
50.2; 51.44). isto explica as seis vezes nos 12 (derrubaram a Babilônia); eram inferiores na pelos reis. Estas duas formas de governo não
cap. em que o nome de Daniel foi mudado (v. forma de governo, riqueza, luxo e glória (Is se misturam. O resultado final será que o fer­
7; 2.26; 4.8,9,18,19; 5.12; 10.1). Isto Indica que 13.19). Na Babilônia, o rei era o poder absoluto ro novamente predominará. Os reis reinarão
Daniel não gostou de seu novo nome. Ele usou (Dn 5.19). mas a lei medo-persa era superior novamente no império Romano. Os dez reinos
seu próprio nome 75 vezes neste livro. É usado ao rei, que não podia mudá-la, mesmo que serão formados naquele lugar e serão gover­
outras cinco vezes na Bíblia (Ez 14.14,20; 28.3; fosse para favorecer o melhor de seus súditos nados por dez reis (v. 44.45; 7.7,8,23,24). Esses
Mt 24.15; MC 13.14). (Dn 6.1-14). Similarmente, no terceiro e quarto dez reinos representados pelos dez artelhos
2 Hananias. que significa presente do Senhor. reinos, as formas de governo eram inferiores, existirão nos últimos dias, antes da vinda de
teve o nome mudado para Sadraaue. coman­ bem como a sua riqueza e glória. A Babilônia Cristo e serão destruídos em sua vinda (Ap
dante de Aku, o deus da lua. tornou Israel cativo (Jr 25) e os medo-persas 17.8-17; 19.11-21). Eles serão governados pelos
3 Misael. que significa quem é igual a Deus? os libertaram (is 44.28; 45.1-5; Ed 1.1-4; dez reis durante os primeiros três anos e meio
recebeu o nome de Mesaque. quem é como 6.1-14). Os medo-persas continuaram até que da 70ô semana e governados pelo anticristo nos
Aku? (w. 6,7). Alexandre, o Grande, fundou o antigo Império últimos três anos e meio (Dn 2.44,45; 7.7-14;
4 Azarias. que significa a ouem Jeová aiudou Grego em 334 d.C. 7.17-25; Ap 13.1-18; 17.8-17; 2 Ts 2.1-12). Os
foi renomeado Abednego. servo de Nego, ou dez reinos formarão o que é conhecido pelos
Nebo, o deus da ciência e da literatura (w. 6,7;
Essa parte da grande imagem simboliza o ter­ estudiosos da Bíblia como império Romano
IS 46.1). ceiro império, o grego, sob o reinado de Alexan­ restaurado, conforme relatado em Daniel 7 e
dre. o Grande, o qual também dominou Israel Apocalipse 17.12-17.
A imagem interpretada (2.38) no tempo dos gentios (Dn 2.39; 8.20,21; 11.1- A pedra oue destruiu a imagem (w. 34,35,44,45).
A grande imagem do sonho de c nco diferen­ 34). Este terceiro império se tornou o maior Ela simboliza o reino dos céus, comandado
tes materiais representa cinco grandes impé- no território dos três primeiros reis. Alexandre pelo Senhor Jesus Cristo, que em sua Segun-
gentios? Após esse tempo, este reino ainda 5 Seus conselheiros e nobres o procuraram nifica que possui um corpo como as outras
oprimiu Israel, algumas vezes, por centenas de novamente (v. 36). pessoas (v. 9).
anos. O império assírio também oprimiu Israel 6 Foi restabelecido em seu trono. 4 Deus veste roupas como outras pessoas (v. 9)
e levou cativas as dez tribos, o que foi isto se­ 7 Sua grandeza voltou ainda maior. 5 Suas roupas aqui são brancas (v. 9).
não o temoo dos gentios? é mais uma teoria 6 Ele possui cabeça como os outros (v. 9).
humana de que o t empo dos gentios começou 7 Itens do decreto d e D ario (6.25) 7 Ele possui cabelos na cabeça (v. 9).
com Nabucodonosor. O fato é que Israel já era 1 Todo homem dever temer o Deus de Israel e 8 A cor de seus cabelos é branca como a pura
oprimido cerca de 1.200 anos antes do tempo honrá-lo (v. 26). lã (v. 9); se Ele tem cabeça, cabelo e veste rou­
de Nabucodonosor. 2 Ele é o Deus Vivo (v. 26). pas. então deve possuir um corpo (Jo 4.24; veja
5 Se todo o período do temoo dos gentios de­ 3 Ele permanece para sempre (v. 26). D eus no Dicionário Enciclopédico).
veria ser de 2.520 anos. então ele já terminou, 4 Seu domínio é eterno (v. 26; 2.44-45; 9 Seu trono é como uma chama ardente.
pois 2.520 anos de 360 dias cada (como supõe 7.13,14,18.27; Ap 11.15; 22.4,5). 10 As rodas de seu trono-carruagem são envol­
esta teoria), perfazem 907.200 dias. Desde 5 Ele livra do perigo (v. 27). tas em fogo abrasador (v. 9; Ez 1.15-20,25-28;
606 a.C. (quando Judá foi tomada pela Babilô­ 6 Ele faz sinais e maravilhas (v. 27). 10.9-13).
nia, cujo tempo, de acordo com a maioria dos 7 Ele livrou Daniel do poder dos leões (v. 27; 11 De diante dele sai um rio de fogo.
estudiosos de profecia, o tempo dos gentios Hb 11.33). 12 inumeráveis servos ministram perante Ele
começou) até o ano de I958, já se passaram (v. 10).
2.564 anos de 365 e '/«de dias ou seja, um total35 aspectos da visão - os quatro grandes 13 Milhões e milhões estão diante dele (v. 10).
de 936.301 dias. Isto faz a diferença de 29.301 anim ais (7.4) 14 O julgamento já se iniciou (v. 10).
dias entre os dois períodos, ou aproximada­ 1 Os 4 ventos agitam o Grande Mar, o Medi­ 15 Os livros foram abertos (v. 10).
mente 80 anos. Este tempo dos gentios, que terrâneo (v. 2).
findou por volta de 1878, foi mais longo do que 2 Os 4 grandes animais saem do mar, sendo 4 asp ectos e fatos concernentes ao A n ti­
qualquer moderno estudioso de profecia tem diferentes uns dos outros (v. 3) cristo (7.11)
estabelecido como data para seu final. 3 0 1° animal era semelhante a um leão (v. 4). 1 Ele falará palavras arrogantes (w. 8,11,20,25;
Assim, está claro que o tempo dos gentios co­ 4 O 2° animal era semelhante a um urso (v. 5). 8.23-25:11.36; Ap13.5).
meçou com a primeira opressão de Israel pelos 5 O 3° animal era como um leopardo com qua­ 2 Ele será morto (v. 11; 8.25; 11.45; Is 11.4; 2 Ts
gentios e que continuou, pois também gentios tro asas e quatro cabeças (v. 6). 2.8; Ap 19.20). Ele será morto na segunda vinda
de outros reinos continuaram a oprimir os ju­ 6 O 4° animal, cuja aparência não foi descrita, de Cristo; será um homem mortal dos últimos
deus de tempos em tempos, por cerca de 3.711 era aterrorizante, assustador e muito poderoso dias - alguém que morrerá, pela primeira e úl­
anos até 1959 d.C. Os judeus continuam sendo (v.7). tima vez, sua morte já determinada (Hb 9.27).
oprimidos pelos gentios e Jerusalém ainda está 7 Ele tudo despedaçava, e pisoteava tudo o que Entretanto, não será alguém historicamente im­
sendo pisada por eles. E assim será até a se­ sobrava. portante que morreu e foi ressuscitado como
gunda vinda de Cristo, exceto por um curto pe­ 8 Era diferente de todos os outros que vieram homem imortal, uma encarnação de Satanás,
ríodo. enquanto Israel tiver o controle da cida­antes dele. como muitos acreditam.
de antes que o Anticristo quebre sua aliança de 9 Ele tinha dez chifres. 3 Seu corpo será destruído (assassinado, v. n .
sete anos. o que acontecerá no futuro (Dn 9.27; 10 Outro pequeno chifre cresceu em sua cabe­ Confira Mt 10.28; Lc 12.5).
Ap 11.1,2). A s Escrituras mostram claramente ça. entre os dez chifres (v. 8). 4 Seu corpo será lançado no inferno (v. 11; Ap
que Cristo libertará os judeus dos gentios em 11 Neste crescimento ele arrancou três dos 19.20; 20.10).
sua segunda vinda (Zc 14.1-21; Lc 21.24; Rm dez chifres pelas raizes.
11.25; Dn 2.44,45; 7.13,14,18,27; 8.20-25; Ap 12 O pequeno chifre possuía olhos como os 15 asp ectos da interpretação (7.17-27)
11.1-2,15; 19.11-21). Jerusalém será oprimida de homem e tinha uma boca que falava com 1 As quatro bestas são quatro reis de reinos
pelos gentios durante 42 meses nessa época, arrogância. em sucessão (w. 17,23,24; 2.39-43; 8.20-23; Ap
sendo certo que o tempo dos gentios continu­ 13 Os tronos foram colocados e o Ancião de 17.9-11).
ará até o fim deste período (Ap 11.1-2; Dn 9.27;Dias se assentou (v. 9). 2 O Deus dos céus estabelecerá um reino nos
11.45-12.7). Quantos anos mais haverá antes 14 Sua veste era branca como a neve. dias dos dez reinos e do pequeno chifre (w.
das setenta semanas de Daniel começarem, e 15 Seu cabelo era como a pura lã. 18,27; 2.44,45; Ap 17.8-17).
0 Anticristo aparecer para realizar seu governo 16 Seu trono era envolto em fogo. 3 O reino dos céus será dado aos santos, que
de sete anos com os judeus, não é declarado 17 As rodas do trono estavam em chamas. reinarão com Deus (w. 13,14,18,27; Mt 13.41-
nas Escrituras, sendo toda e qualquer espe­ 18 De diante dele saía um rio de fogo (v. 10). 50; 25.31-46; Rm 8.17,18; 1 Co 6.2; 2 Tm 2.12;
culação sem valor. O tempo dos gentios tem 19 Milhares de pessoas o ajudavam a julgar, e Ap 1.6; 5.10; 11.15; 20.4-6; 22.4,5).
continuado através de seis impérios mundiais: milhões de pessoas estavam diante dele para 4 o reino de Cristo e seus santos será etemo (7.14).
os egípcios, os assírios, os babilônicos, os me-ser julgadas. 5 0 objetivo do reino eterno será a vindoura
do-persas, Grécia e Roma. E continuará através 20 O tribunal iniciou o julgamento. geração eterna de pessoas naturais de todas
de dois mais no futuro próximo - Roma Reno­ 21 Os livros foram abertos. as raças (7.14).
vada, representada por dez reinos e a Grécia 22 O pequeno chifre falava palavras arrogantes. 6 A quarta besta é o quarto reino, o antigo im­
Renovada, representada pelos mesmos dez 23 O animal foi finalmente morto (v. 11). pério Romano, o qual irá devorar os territórios
reinos, mas liderada pelo Anticristo. que será 24 Seu corpo foi destruído e atirado no fogo. das três primeiras bestas (w. 7,8,19,23).
derrotado por Cristo em sua segunda vinda 25 Do restante dos animais foi tirada a auto­ 7 Os dez chifres são dez reinos vindos do quar­
(Dn 7.23,24; Ap 13.1-8; 17.8-17). ridade (v. 12). to reino, o antigo império Romano. Eles ainda
26 Antes de serem destruídos eles ainda vive­ serão formados (w. 7,8,20,23,24; Ap 17.9-17).
7 conseqüências da revelação (2.46) ram por certo tempo. 8 O pequeno chifre é o Anticristo, que virá
1 Teve um efeito opressivo sobre o rei (v. 46). 27 O Filho do homem veio com as nuvens do entre os dez reis, depois que se juntarem (w.
2 Trouxe glória para Deus (v. 47). céu (v. 13). 7,8,20,23,24; Ap 17.8-17).
3 Fez de Daniel um grande homem (v. 48). 28 Ele se aproximou do ancião de dias. 9 O pequeno chifre será diferente em poder
4 Trouxe para Daniel muitos presentes (v. 48). 29 Ele foi conduzido à sua presença. frente aos dez reinos (w. 7,8,20,23,24; 8.20-23;
5 Tornou-o governador de toda a província da 30 A Ele foi dado o domínio. 11.35-45; Ap 13.1-18; 17.8-17).
Babilônia (v. 48). 31 E a glória. 10 Em sua ascensão, o pequeno chifre irá sub­
6 Tornou-o chefe dos sábios (v. 48). 32 E o reino. jugar três dos dez reinos (w. 7,8,20,23,24; 8.20-
7 Exaltou os três irmãos de Daniel (v. 48). 33 Todas as nações o servirão. 23; 11.35-45; Ap 13.1-18; 17.8-17).
34 Seu domínio é eterno. 11 O pequeno chifre falará grandes coisas.
7 bênçãos na restauração de N abucodono­ 35 Seu reino jamais será destruído (v. 14). 12 O pequeno chifre fará guerra contra os san­
sor (4.36) tos (w. 21,25; 8.23-25; 9.27; 11.35-45; 12.7; Ap
1 Seu entendimento voltou (v. 34). 15 fatos sobre Deus e o julgam ento (7.9) 11.7; 13.7; 14.9-11; 15.2-4; 20.4-6). Ele prevale­
2 Sua razão retornou (v. 36). 1 0 s tronos de julgamento serão instalados (v. 9). cerá contra eles:
3 A glória de seu reino foi restaurada. 2 Deus será visto com os olhos naturais. Até que.tEêSL?atos aconteçam:
4 Sua honra e seu brilho retornaram. 3 Deus será visto sentado no trono, o que sig­ (1) A té que o Ancião de Dias venha à terra com
Cristo em sua segunda vinda, para derrotar e ções (EZ 20.33-36; 36.17-38; 37.1-28; Os 3.4.5; 6 Jesus ensinou que os santos não deveriam
destruir o pequeno chifre (w. 21,22,26,27; 8.23- Dn 9.27). julgar e separar os justos dos ímpios (Mt
25; 9.27; 11.40-45; 12.7; Ap 17.8-17; 19.11-21). 10 Quando Israel se arrepender (Zc 12.10-14; 13.49,50; 24.31; 25.31-46). É tolice dizer que o
(2) Até que os santos sejam julgados (v. 22; 1 13.1-9; 14.1-21; M t 23.37-39; 24.15-31; 25.31- julgamento dos pecados do homem pelos san­
Co 6.2). 46; Rm 11.25-29). tos seja o reino.
(3) A ié que chegue o tempo em que os santos 11 Quando os judeus se libertarem frente aos 7 Cristo reinará na terra com o propósito de
possuam o reino (w. 18,22,27; M t 25.31-46; exércitos das nações e se tornarem uma ben­ livrá-lo da rebelião. Portanto, deverão existir
Lc 22.30; Rm 8.17,18; 2 Tm 2.12; Ap 1.6; 5.10; ção para todas as famílias do mundo (Gn 12.1- pessoas aqui para que Ele possa reinar (1 Co
11.15; 20.4-6; 22.4,5). 3; SI 2.6-8; IS 9.6,7; 25.6-9; Zc 9.9-11; 14.1-21; At 15.24-28).
13 O pequeno chifre mudará os tempos e as 15.13-18; LC 1.32-35). 8 Deus prometeu que nunca deixaria a terra de­
leis por très anos e meio (v. 25;12.7; Ap 13.5). 12 Nos dias dos tíez reis de Roma Renovada solada novamente (Gn 8.22; 9.12,16; 17.7,19; 2
14 O pequeno chifre encontrará seu fim quando e da Grécia Revivida (Dn 2.40-45; 7.18-28; Ap Sm 7; SI 89.3,4,35-37; IS 9.6,7; Ez 43.7; LC 1.32,33;
0 Ancião de Dias vier e proceder ao julgamento 17.8-18). 1 Cr 17.7-15,22-27; 22.10).
(V. 26; 8.25; 9.27; 11.40-45; 12.7; Ap 19.11-21). 13 NQJ m do tempo dos gentios (Lc 21.20-24; 9 Todos os 50 pontos sobre o milênio provam que
15 O reino do pequeno chifre e outros reinos Rm 11.25-29; At 15.13-17). a terra será habitada durante aquele tempo.
mundiais serão entregues a Deus, a Cristo e aos 14 Quando chegar o tempo de Deus para aca­ 10 As muitas promessas de eterna geração de
santos do Todo-Poderoso para se tomar o reino bar com a rebelião na terra (At 1.7-11; 3.19-21; pessoas naturais desde os tempos de Noé até
de Deus na terra para sempre (w. 13,14,18,27; 1 CO 15.24-29). a eternidade provam que não haverá um perío­
2.44,45; Ap 19.11-21; 20.1-10; Zc 14). 15 Quando da destruição dos reinos desta terra do de 1.000 anos de desolação na terra.
(Dn 2.44.45; 7.13,14; ZC 14).
Quando o reino de Deus será estabelecido? 16 Depois do cumprimento de Apocalipse 4-19, Foram 10 reis, não 10 tribo s bárbaras (7.24)
1 QuandQ o Rei retornar em glória (Mt 25.31-46; para que Cristo venha para estabelecer o seu Alguns ensinam que os dez artelhos de Daniel
IS 9.6,7; Dn 2.44,45; 7.13,14; 8.18-22; Zc 14; 2 Ts reino, conforme Apocalipse 19-20. 2 e 7 são as dez tribos bárbaras que arruinaram
1.7; Jd 14; Ap 17.14; 19.11-20.7). De acordo com os fatos acima mencionados, o 0 antigo império Romano entre 351 e 474 d.C.
2 Quando Jerusalém for cercada pelos exérci­ reino virá ainda no futuro e se seguirá a todos Também interpretam o pequeno chifre de Da­
tos (ZC 14). estes eventos. Jesus ensinou nas passagens niel 7 e 8 e a besta de Apocalipse 13-20 como
3 Depois do arrebatamento da igreja (1 Co abaixo que o reino seria o passo seguinte à sua sendo o papa, mas os argumentos abaixo con­
15.51-58; 1 Ts 4.13-17), pois a igreja voltará à vinda (Mt 16.21-27; 19.28; 20.20-23; 23.37-39; testam esta teoria:
terra com Cristo para ajudá-lo a estabelecer 24.3-31; 25.31-46; 26.29,64; At 1.6,7; 3.19-21; 1 Os dez artelhos e os dez chifres são explica­
o reino e a reinar sobre as nações (Zc 14.1-5; Jo 14.3; Lc 9.26; 19 11-27; Ap 5.9,10; 11.15; dos por Deus como os "dez reis", os quais não
Jd 14; Ap 1.4-5; 5.10; 17.14; 19.11-21). O reino 20.1-7). receberão reinos, mas receberão o poder da
só será estabelecido depois da saída da igreja, Os apóstolos também ensinaram que o reino besta como REIS por uma hora. Eles farão guer­
quando Cristo vier para reconstruir a casa de viria no futuro, em seguida à segunda vinda de ra contra o cordeiro. "E os dez chifres que viste
Davi (At 15.13-18; is 9.6,7; 11.11; Os 3.4,5; Lc Cristo (At 1.7-11; 1 Pe 1.7; 5.4; 2 Pe 1.16; 3.3.4; na besta são os que odiarão a prostituta e a co­
1.32-35). A igreja será arrebatada antes da vin­ Tg 5.7; 1 Jo 2.28; Jd 14; 1 Tm 6.14,15). locarão desolada e nua..." Porque Deus
da de Cristo (2 Ts 2.7-8) e o Anticristo aparece­ tem posto em seus corações, que cumpram o
rá antes da vinda de Jesus (2 Ts 2.1-6). Portan­ 10 provas de que a te rra não estará desola­ seu intento, e tenham uma mesma idéia, e que
to, o reino de Cristo não virá antes que esses da durante o M ilênio dêem a besta o seu reino, até que se cumpram
eventos aconteçam. 1 A palavra grega para abismo sem fundo é as palavras de Deus" (Dn 2.44; 7.24; Ap 17.8-
4 Depois da futura tributação, pois Cristo não abussos e significa um abismo imensurável. Ela 17). Eles serão dez pessoas que regerão os dez
terá ainda voltado à terra com os santos (Mt é traduzida como abismo sem fundo (Ap 9.11; reinos por "quarenta e dois meses" ou seja,
24.15-31; Zc 14.1-21; Dn 12.1-13; Ap 19.11-21). 11.7; 17.8; 2.1-3) e profundo (Lc 8.31; Rm 10.7). pelos últimos 1.260 dias literais do fim desta
5 Depois da grande apostasia e da revelação É insensível ensinar que este abismo seria na era, e ajudarão a besta a lutar contra Cristo no
do Anticristo. pois ele será destruído por Cris­ superfície da terra. Como podemos ver nestas Armagedom; portanto, não são as dez tribos do
to na sua segunda vinda à terra; então, o An­ passagens, ele se localiza na parte mais profun­ quarto e do quinto século (Dn 7.24-27; 8.25; Ap
ticristo ainda estará aqui quando Cristo vier da da terra. Satanás estará na terra quando for 13.5; 17.14-17; 19.19-21).
(2 Ts 2.1-12; Ap 19.11-21; Dn 7.18-27; 8.16-27; lançado no abismo (Ap 20.1-3). Em Apocalipse 2 Os dez reis reinarão sobre os dez reinos sa­
9.27; 11.36-12.13). 12.7-14 está declarado que ele será expulso da ídos do antigo império Romano - não sobre
6 Neste tempo o Anticristo será destruído e terra e que estará aqui durante as últimas três as dez tribos do passado (Dn 2.44; 7.23.24; Ap
Satanás será preso por 1.000 anos (Ap 5.10; semanas e meia desta era até o Armagedom 17.12-17; 19.19-21).
20.1-7). Durante a era da igreja e da grande (Ap 19.11-20.7). 3 0 Deus dos céus estabelecerá um reino na ter­
tributação Satanás ainda estará solto (1 Pe 2 Os profetas predisseram que haverá um reino ra "no dia destes reis" (2.44,45; Ap 19.11-20.7).
5.8; Ap 12.12-17; 13.1-8; 20.1-7). O diabo mundial literal que será estabelecido na segun­ Ele não estabeleceu tal reino no período de 351
ainda está solto, portanto estamos na era da da vinda, antes do Milênio (Dn 2.44,45; 7.9- a 474 d.C. Veja as provas em: Quando o reino
igreja e assim será até que Cristo venha para 14,18-27; Is 32.1; 35.1-10; Jr 31.27-40; 32.37- de Deus será estabelecido?, 15 asp ectos da
prendê-lo. 44; Ez 37.1-28; Jl 3; Zc 14; LC 1.32; Mt 24.29-31; interpretação, p. 1411.
7 O reino será estabelecido depois da primeira 25.31-46; At 15.13-18; Jd 14; Ap 11.15; 19.11- 4 Os dez reis existirão no mesmo tempo e lu­
ressurreição, para que os santos reinem com 21; 20.1-15). Se deve existir um reino terrestre, gar, fazendo as mesmas coisas e continuando
Cristo na terra por 1.000 anos (Ap 5.9,10; 20.1- então seu objetivo será o reinado de Cristo no mesmo espaço de tempo (Dn 2.44; 7.7,8,19*
6). Conseqüentemente, os santos deverão ser durante este tempo. 27; Ap 13.1-3; 17.12-17). Eles existirão e reina­
ressuscitados. 0 período atual é de sofrimen­ 3 O reino será estabelecido na terra e os santos rão sobre os dez reinos antes que a besta ve­
to por Cristo, não o período de reinado com aqui reinarão, não no céu. O reino sob os céus nha (Dn 7.7,8,19-27). Constituirão o sétimo dos
Ele (Rm 8.18; 1 Co 15.20-58; 2 Co 5.6; Fp 1.23; será dado aos santos... O Senhor será rei sobre sete reinos que precedem a besta, que forma o
3.20-21; Cl 1.24; 2 Tm 2.12; 3.12). Os 1.000 anos toda a terra... Nós reinaremos sobre a terra oitavo reino (Ap 17.8-11). Tudo isto acontecerá
estarão entre a ressurreição dos justos e a dos (Dn 2.35,44,45; 7.13,14,18.26,27; ZC 14.1-21; ainda no futuro, não sendo, portanto, as dez tri­
ímpios (Ap 20.4-6,11-15). M t 25.31-46; IS 9.6,7; Lc 1.32,33; Ap 1.6; 5.10; bos do passado (Ap 17.12-17; 19.19-21).
11.15; 20.1-10). 5 O pequeno chifre de Daniel 7 e 8 é a mes­
(Ez 43.78). O reino de cristo será instalado em 4 o s discípulos entenderam que seria um reino ma besta de Apocalipse 13.20, como podemos
Jerusalém, no templo de Ezequiel (Ez 43.7); literal (Lc 19.11; 22.29,30; At 1.7; Mt 25.31-46; observar através de uma comparação nas Es­
Portanto, o reino não virá âíé que isto acon­ Ap 1.5; 2.26,27; 3.21; 5.10; 11.15; 1 Co 6.2,3; crituras. Sendo o pequeno chifre de Daniel e a
teça. Cristo reconstruirá este templo quando 2 Tm 2.12). besta do Apocalipse o mesmo indivíduo, vindo
vier, mas o reino naturalmente não poderá ser 5 No final do milênio. Satanás será solto do ainda no futuro, como provado pela guerra
instalado antes desta construção (is 9.6,7; 52.1- abismo "para enganar as nações que estão nos contra Cristo em sua segunda vinda (Ap 17.12-
8; 62.6-12; EZ 36.24-36; 41.1; 43.7; Zc 6.12,13; quatro cantos da terra", local onde elas perma­ 17; 19.19-21) e sendo que ambos terão dez reis
14.1-21; LC 1.32-35; A t 15.13-18). neceram durante 1.000 anos (Ap 20.7-10; Zc sob eles nesta época, estes dez reis não po­
9 Depois que Israel for reunido dentre as na­ 14.16-21; is 2.24; Dn 7.14). dem ser as dez tribos do passado.
6 Nenhum detalhe da revelação de Daniel foi a ascensão dos dez. Ele não promoverá a re­ 23 Ambos não respeitarão o Deus de sevís s
ainda cumprido através do papado ou das tri­ novação do império Romano e só entrará em (7.11,19-25; 8.22-25; 9.27; 11.37-39; Jo 5.43
bos bárbaras que derrotaram o império Roma­ cena após a união dos dez reinos. Estes fatos 24 Ambos adorarão a Satanás e o seu poder vira
no séculos atrás. Essas tribos jamais poderiam excluem a possibilidade de que algum rei. o dele (8.24; 11.35-45; 2 Ts 2.8-12; Ap 13.1-4).
ser dez reis pessoais como é requerido nas papa, ou qualquer outro homem notável atual­
profecias destes livros. Também, as dez tribos mente no mundo seja o Anticristo do futuro. 16 falácias do A nticristo (7.24)
não existiram no mesmo tempo e lugar, dando Escritos sensacionalistas que declaram alguém 1 É falso dizer quê esse Anticristo reviverá o
o poder de governar por três anos e meio ao no presente ou no passado como o futuro império Romano e reinará em Roma. O impé­
papado. Deus também não estabeleceu seu Anticristo são antibíblicos, e causam muita rio Romano nunca reviverá e nem o Anticristo
reino no período de 351 a 474 d.C. confusão. Os dez chifres serão a última forma tomará parte na formação dos dez reinos que
7 De acordo com o texto da Enciclopédia Bri­ do antigo império Romano e se formarão no sairão de dentro do território deste império. Ele
tânica, cujo título é “Lombardos" e "Suevos", mesmo território. Eles foram vistos primeiro na virá deoois deles e não antes deles (w. 23,24).
existiram 21 tribos ou mais. as quais arruina­ besta antes que Daniel visse o pequeno chifre 2 Também é falso dizer gyÊ o Anticristo virá
ram o Império Romano e não dez. Nenhum gru­ que virá dos outros dez chifres. Daniel disse: da Itália e de Roma. Ele virá da Babilônia e da
po de dez destas tribos juntas poderia existir "Estando eu a considerar os chifres, eis que, futura Síria ampliada. Veja em Daniel 8.9,10,20-
pârà lutâr contra Cristo no Armagedom, como entre eles subiu outro chifre pequeno" (Dn 7.8). 23; 11.35-45.
requerido em Apocalipse 17.14; 19.19-21. 3 Dizer aue o Anticristo será Ninrode, Antíoco
8 O papado não derrotou três destas tribos e mesm&uue a "besta" de ApocaliB&e.J3. como Epifânio ou qualquer rei egípcio, assírio, babi-
forçou as outras a se submeterem conforme provado a seguir: lônico, medo-persa, grego ou romano perten­
profetizado sobre o pequeno chifre e a besta 1 Ambos serão conquistadores (7.8.20-24; Ap cente ao passado, também é falso. Ele não será
(Dn 7.8,19-24; Ap 17.12-17). 6 . 1. 2). nenhum homem ressuscitado do passado, pois
9 Nenhum destes dez reis saiu do império Ro­ 2 Ambos falarão blasfêmias (7.8,20-26, Ap 13.5). será morto por Cristo no Armagedom, o que
mano para cumprir as profecias, como requeri­ 3 Ambos prevalecerão contra os santos (7.21- significa que será um mortal.
do em Daniel 7.24. O trecho "que sairão deste 25; Ap 13.7). 4 É falso afirmar que o Anticristo será Musso-
reino" significa que tais reis virão de dentro do 4 Ambos controlarão os dez chifres (7.20-25; lini, Hitler, Stalin, o papa ou qualquer outro ho­
império Romano. As tribos que o derrotaram Ap 13.1; 17.12-14). mem que viveu recentemente. Nenhum destes
vieram de fora do império. 5 Ambos mudarão os tempos e as leis (7.11.21- homens veio da Síria e nem todos vieram do
10 Estas tribos bárbaras também não se uni­ 27; Ap 13.1-7). território do império Romano (Dn 7.7,8,23,24;
ram para dar o seu poder ao papa, como profe­ 6 Ambos serão lançados no lago de fogo pela 8.9,20-23; 11.36-45). Também é falso dizer que
tizado sobre a besta em Apocalipse 17.12-17. mesma pessoa e ao mesmo tempo (2.44,45; um desses que viveram recentemente será
11 Nenhum papa veio de uma das quatro divi­ 7.9-11,18,25-27; Ap 19.11-21). ressuscitado como o Anticristo, como é falsa a
sões do antigo império Grego, o que acontece­ 7 Ambos reinarão sobre os dez chifres até que teoria do ponto 3, acima.
rá no futuro com o pequeno chifre, como visto venha o Ancião de Dias... e os santos possui­ 5 É falso afirmar também quê o Anticristo será
em Daniel 8.9-14,23. rão o reino <2.44,45; 7.8-11,18.21.22,25-27; Ap Judas iscariotes, só porque ambos são chama­
12 Nenhum papa tem feito guerra constante 17.12-14; 19.11-21). dos de filhos da perdição, veja João 17.12;
aos santos da maneira como o pequeno chifre 8 Ambos serão destruídos na segunda vinda de 6 Dizer q u ê o Anticristo será um mago sírio do
fará quando vier e assim continuará até que CriStO (2.44,45; 7.9-14; Ap 19.11-21). presente é falso. O Anticristo somente será re­
Cristo venha (Dn 7.19-22; Ap 13.1-7,16-18). 9 Ambos continuarão pelo mesmo espaço de velado depois que se formarem os dez reinos e
Podemos, portanto, dizer sem resen/as, que a tempo (7.25; Ap 11.2,3; 12.6.14; 13.5; 19.11- somente depois do arrebatamento da igreja.
teoria que afirma que os dez reis são dez tribos 21). 7 Será falsidade dizer quê o Anticristo será
que arruinaram o Império Romano durante o 10 imediatamente em seguida aos dois, o reino qualquer homem proeminente nos negócios do
período de 351 a 474 d.C. é antibíbüca e anti- dos céus será estabelecido (2.44,45; 7.9-14,21- mundo, pela mesma razão do ponto 6, acima.
histórica. Os registros de alguns livros se devo­ 27; Lc 1.32-35; Is 9.6,7; Ap 19.11-21; 20.1-6). 8 Dizer guÊ o Anticristo será uma criança, filha
tam à história do papado, não provando nada 11 Ambos virão dos dez reinos e subjugarão do demônio, um descendente direto de Sata­
relacionado ao cumprimento das profecias de três outros (7.7,8,23,24; 8.8,9,20-24; Ap 6.1,2; nás, imitando a encarnação de Deus também é
Daniel e de Apocalipse, pois estes eventos se­ 13.1-5; 17.12-17). falsidade. Veja em João 6.70; 8.44. Tal doutrina
rão cumpridos "depois das igrejas", de acordo 12 Ambos aparecerão "após" os dez chifres não é encontrada nas Escrituras.
com Apocalipse 4.1, nota. (7.7,8,23-24; 8.23; Ap 13.1-7; 17.12-17). 9 Dizer quê o Anticristo será a encarnação de
13 Ambos serão reis de semblante feroz (7.8- Satanás é falso. Satanás é simbolizado pelo
A Rússia derrotada 25; 8.23; Ap 13.1-18; 17.12-17; 2 Ts 2.8-12). dragão (Ap 12.9), o qual dará o seu poder à bes­
A Rússia deve ser derrotada antes que os dez 14 Ambos usarão de astúcia para prosperar ta ou Anticristo (Dn 8.24; 11.36-39; 2 Ts 2.8-12;
reinos sejam formados, pois deles farão parte a (7.8.20-26; 8.25; 2 Ts 2.4-12; Ap 13.1-18). Ap 13.1-5; 16.13-16; 19.20; 20.10).
Albânia, a Romênia, a Bulgária e a Hungria, que 15 Ambos exaltarão a si mesmo (7.8,20-26; 10 Também é falso dizer q u ê o Anticristo será o
antigamente faziam parte do território do anti­ 8.25; 2 TS 2.4-12; Ap 13.1-18). oposto de Jesus Cristo em nascimento, filiação,
go império Romano. A Rússia não deixará livres 16 Ambos lutarão contra Cristo em sua segun­ morte, sepultamento, ressurreição e poder.
estes estados facilmente. (Atualização: com o da vinda (7.20-25; 8.25; Ap 17.12-17; 19.11-21; Nenhuma declaração é fundada nas Escrituras
fim da União Soviética, em 1991, A Rússia dei­ 2 TS 2.8-12). para provar qualquer uma dessas declarações.
xou de controlar esses países). 17 Ambos serão destruídos "sem o auxílio de A palavra Anticristo significa simplesmente
mãos" (2.44,45; 7.9-11.22-27; 8.25; Ap 19.11- contra Cristo.
O pequeno chifre (7.24) 21; 2TS 2.8-12). 11 Também é falso dizer aue. o Anticristo gover­
Daniel 7.24 declara que os dez chifres são dez 18 Ambos farão acordo por sua própria vonta­ nará a América e será um ditador mundial.
reis que sairão desse reino (o quarto - Roma). de e ao mesmo tempo (7.25; 8.24; 11.36; 2 Ts 12 Será falsidade dizer quê o Anticristo matará
Depois deles um outro rei se levantará, e será 2.8-12; Ap 13.5-7). a todos que não tiverem a sua marca nem o
diferente dos primeiros (dos dez) e abaterá três 19 Ambos estarão vivos durante a segunda vin­ adorarem.
reis (entre os dez). da de Cristo (7.11; 8.22-25; 9.27; 11.40-45; 2 Ts 13 é falso afirmar quê o Anticristo virá de um
Outros estudiosos referem-se a um 11° chifre, 2.8-12; Ap 19.19-21). abismo sem fundo.
o pequeno chifre, simbolizando um 11° rei, o 20 Ambos serão responsáveis pela grande tri­ 14 É falso afirmar quê o Anticristo virá da Rús­
qual virá de um dos dez reinos, sendo que três bulação (7.21-27; 8.23-25; 9.27; 11.40-45; 12.1,7; sia ou da Alemanha. Esses países não vieram
dos primeiros chifres serão arrancados para dar Mt 24.15-31; 2 TS 2.1-12; Ap 7.14; 13.1-18; do antigo império Romano, do qual o Anticristo
lugar a este. Então, serão quatro dos dez reis. 14.9-11; 15.2-4; 20.4-6). deve vir (w. 7,8,23,24).
Os outros seis entre os dez concordarão em dar 21 Ambos farão cessar os sacrifícios judaicos 15 É falso dizer quê o Anticristo trará paz uni­
o seu poder ao pequeno chifre e ele formará o em Jerusalém (7.25; 8.24; 9.27; 11.35-45; 12.7; versal e prosperidade. Ele não verá a paz desde
oitavo reino citado em Apocalipse 17.8-17. M t 24.15). sua vinda até ser morto por Cristo no Armage­
Está claro que o pequeno chifre se levantará 22 Ambos reinarão instalados no templo judai­ dom. Em sua ascensão, ele derrotará três reis
depois dos dez chifres e não antes deles e que co em Jerusalém (8.9-14; 9.27; 11.45; 12.7; 2 Ts (w. 7,8,20,23,24); guerreará com a Palestina e
não terá outra coisa a fazer senão provocar 2.4; Ap 11.1,2; 13.1-18). invadirá muitos países (Dn 11.40-43). Nos últi­
mos três anos e meio daquela era, usará os dez sacrifício diário e a rebelião devastadora pros­ não por 40 dias e Israel teria vagado no deserto
reinos para lutar contra os países localizados perará? Até quando o santuário e o exército por 40 dias, em vez de 40 anos (Nm 14.33,34).
ao norte e ao leste do seu reino situado no ter­ ficarão entregues ao poder do chifre e serão 4 Se fossem 65 dias, Israel não seria um povo,
ritório do Império Romano (Dn 11.44). Depois pisoteados? (v. 13). pois foram literalmente 65 anos (is 7.8).
de conquistar a Rússia e outros países do nor­ 36 5 Moabe seria destruído em três dias, em vez
A resposta foi: isso tudo levará 2.300 tardes
deste e do leste, ele os liderará contra Cristo, e manhãs; então o santuário será reconsagra- de três anos (is 16.14).
com a intenção de destruir os judeus, mas será do (v. 14). 6 isaías caminharia descalço por três dias e
derrotado por Cristo no Armagedom (Ez 38-39; não por três anos (is 20.3).
Zc 14; Ap 16.13-16; 19.11-21). Não existe ne­ Serão 2.300 dias e não 2.300 anos 7 Tiro seria esquecida por 70 dias, em vez de 70
nhuma declaração mostrando que ele trará a A interrogação em Daniel 8.14 é a seguinte: anos (is 23.15-17).
prosperidade universal. A declaração de paz até quando será o sacrifício diário suprimido, 8 Ezequias teria 15 dias acrescentados à sua
destruirá a muitos (8.25) refere-se à sua aliança prosperando a rebelião devastadora e fican­ vida, e não 15 anos (Is 38.5).
de paz com Israel (9.27). E ele continuará con­ do o templo desolado da divina adoração? ô 9 uma criança morreria no milênio com 100 dias
quistando (W. 7,8,23,24; 11.36-45; Ap 6.1,2). resposta: após 2.300 dias (literalmente, 1.150 de vida, em vez de 100 anos, e um pecador viven­
16 Também é falsa a afirmação de oue foi ferido sacrifícios à tarde e 1.150 sacrifícios matinais, do apenas 100 dias seria amaldiçoado (Is 65.20).
de morte e que ressuscitou (Ap 13.3,12). Esta v. 26). ou seja. três anos, dois m eses e dez Também crianças com menos de 100 dias de
passagem refere-se ao reino sendo destruído dias. Então o santuário ficará limpo, livrando- vida já teriam o peso da responsabilidade.
e renovado como o oitavo e último reino e não se da abominação da desolação (v. 14). Es­ 10 Israel estaria no cativeiro da Babilônia por
um homem sendo assassinado e ressuscitado. tes serão breves 110 dias, tirados dos 1.260 70 dias e não por 70 anos (Jr 25).
dias com pletos em que as duas testemunhas 11 Nínive seria destruída em quarenta anos, ao
36 aspectos da visão do carneiro e do bode estarão presentes e que Jerusalém será pi­ invés de quarenta dias (Jn 3.4).
(8.3) sada pelos gentios (Ap 11.1-3). Israel fugirá 12 Jonas teria se assentado sob um abrigo fora
1 üm carneiro foi avistado junto ao canal de para o deserto (Ap 12.6,14); E será dado ao de Nínive por 40 anos para ver se a cidade seria
Ulai. Anticristo poder sobre as nações (Ap 13.5; destruída (Jn 3.4; 4.5).
2 Ele tinha dois chifres. Dn 7.25; 9.27). Isto explica Mateus24.22: "E, 13 Seria concedido a Adão viver mais 120 dias,
3 Os chifres eram compridos. se aqueles dias não fossem abreviados, ne­ em vez de 120 anos (Gn 6.3).
4 Um chifre era mais comprido do que o outro. nhuma carne se salvaria; mas por causa dos 14 Noé e os animais teriam permanecido sete
5 O chifre mais comprido apareceu por último escolhidos serão abreviados aqueles dias". anos na arca, em vez dos sete dias, antes que a
(v. 3). Estes 110 dias poderão ser os últimos 110 chuva caísse (Gn 7.4-10).
6 O carneiro avançava para o oeste, norte e sul. dias dos 1.260 dias, período durante o qual os 15 Choveria sobre a terra por 40 anos, em vez
7 Nenhum animal conseguia resistir-lhe. judeus terão novamente o controle do tem­ de 40 dias (Gn 7.12).
8 Ninguém podia livrar-se do seu poder. plo, devido à ajuda das duas testemunhas e 16 As águas do dilúvio teriam prevalecido por
9 Ele fazia o que bem desejava. também de outros meios. A Bíblia ensina que 150 anos sobre a terra, em vez de 150 dias. En­
10 Ele se tornava cada vez maior (v. 4). os judeus controlarão Jerusalém novamente tão elas iriam diminuindo aos poucos, por mais
11 üm bode veio do oeste, percorrendo toda a no fim dos tempos, quando o Anticristo vier 150 anos (Gn 7.24; 8.3). Ao final de 40 anos,
extensão da terra (v. 5). de uma guerra no norte para lutar no Arm a­ ele teria enviado um corvo. Então, sete anos
12 Ele estava indo tão rápido que não tocava gedom (Zc 14.1-5). depois, ele enviaria uma pomba, que não re­
o solo. A teoria de que os 2.300 dias seriam 2.300 anos, tomou (Gn 8.6-12). De acordo com esta teoria,
13 Ele tinha um chifre enorme entre seus olhos. desde 457 até 1844 d.C., é falsa. Nenhum ho­ Noé estaria já velho ao baixarem totalmente as
14 Ele veio em direção ao carneiro de dois chifres. mem tem autoridade para fazer do dia um ano águas do dilúvio - com 354 anos de idade.
15 Ele correu em sua direção com a fúria de seu ou do ano um dia e nem existe qualquer exem­ 17 Ezequiel deitou-se de lado 390 anos e sobre
poder (v. 6). plo nas Escrituras. Apenas porque Deus amaldi­ seu lado direito durante 40 anos, em vez da­
16 Ele era movido pela ira contra o carneiro. çoou Israel, que deveria vagar no deserto por 40 queles muitos dias (Ez 4.4-9).
17 Ele golpeou o carneiro e quebrou seus dois anos, de acordo com o número de dias que os 18 Jonas estaria por três anos na barriga da
chifres. espias estiveram em canaâ (Nm 14.34), e por­ baleia e Cristo estaria três anos no túmulo, em
18 0 carneiro não tinha poder para vencer que Judá seria castigado por 40 anos, de acordo vez de três dias (Mt 12.40).
o bode. como número de dias que Ezequiel deitou-se É ridículo mudar o significado literal da Pala­
19 Ele jogou o carneiro ao chão e o pisoteou. de lado para carregar a iniqüidade da nação de vra de Deus! Não somente está claro desde o
20 Ninguém podia livrar o carneiro do poder do Judá (Ez 4.6), não há nenhuma prova de que um comentário anterior que 2.300 dias referem-se
bode (v. 7). dia significa um ano e um ano significa um dia a 2.300 manhãs e tardes. mas que se refere
2 1 0 bode se tornou grande demais. na profecia, embora nestas passagens um dia também ao sacrifício diário (w. 11-13), os quais
22 No auge de sua força, o grande chifre que eqüivalha a um ano. Muitas falácias são basea­ eram oferecidos a cada manhã e a cada tarde
ficava entre seus olhos foi quebrado. das na teoria do ano-dia: (Nm 28.3,4; 1 Cr 16.40). Por isso, os três anos,
23 No lugar do chifre nasceram quatro chifres 1 A falácia do total do tempo dos gentios como dois meses e dez dias representam a total e atu­
notáveis, direcionados para os quatro ventos sendo 2.520 anos. al medida do tempo de ausência dos sacrifícios
da terra (v. 8). 2 Os 2.300 dias como sendo 2.300 anos, os quais diários no templo, antes que eles sejam ofereci­
24 De um dos chifres nasceu um pequeno chifre. foram cumpridos em conexão com o papado. dos novamente pelos judeus, quando o santuá­
25 O pequeno chifre se tornou enorme, cres­ 3 Os 1.260 dias de Apocalipse. 11.1-3; 12.6,14; rio estiver livre da abominação da desolação e
cendo em poder em direção ao sul. leste e da 13.5 sendo 1.260 anos - desde 538 até 1798 for reconsagrado. Literalmente. 2.300 sacrifícios
Terra Magnífica (v. 9). d.C., quando foi dado ao papado o poder sobre serão cortados do templo durante este período.
26 0 pequeno chifre cresceu até alcançar o os santos. Toda data marcada para o final do A questão é: quantos sacrifícios diários serão
exército dos céus. tempo dos gentios e a segunda vinda de Cristo cortados (v. 13)? A resposta é: 2.300.
27 Ele atirou na terra parte do exército das es­ é baseada apenas em manipular estes perío­
trelas. dos bíblicos para satisfazer aos caprichos de 0 papado e os 2.300 dias
28 Ele pisoteou-os (v. 10). algum especulador da Bíblia. É antibíblico ensinar que o papado é o peque­
29 O pequeno chifre cresceu tanto que desa­ no chifre que reinou de 476 a 1844 d.C. e que
fiou o príncipe do exército. A absurda teoria ano-dia os 2.300 dias são anos, desde 457 a.C. a 1844
30 Ele suprimiu o sacrifício diário. Sê existe alguma lei nas Escrituras de que um d.C., porque:
31 O local do santuário foi destruído (v. 11). dia deve significar um ano e um ano deve signi- 1 O pequeno chifre virá da Grécia. Türquia, síria
32 Por causa da rebelião, o exército dos santos ou Egito (w. 9,20-23). O papado, não. Ele está
e o sacrifício diário foram dados a ele. 1 A semente de Abraão seria afligida pelos gen­ estabelecido na Itália, em Roma.
33 O pequeno chifre lançou a verdade Dor terra. tios somente por 400 dias (Gn 15.13). 2 O pequeno chifre interromperá o sacrifício di­
34 Ele prosperou (v. 12). 2 José teria economizado o milho por sete dias, ário em Israel por 2.300 dias (w. 9-14). O papado
35 Um anjo falando ao outro perguntou: quanto em vez de sete anos, e haveria fome no Egito por somente veio à existência muitos anos depois
tempo durarão os acontecimentos anunciados sete dias, em lugar de sete anos (Gn 41.26-54). que os judeus tinham cessado os sacrifícios,
por esta visão? Até quando será suprimido o 3 Os espias estariam em Canaã por 40 anos e em 70 d.C.. Eles sacrificarão novamente quando
construírem o templo em Jerusalém (w. 9-14; 16independentemente de quem cumpra a pas­ truído e pisoteado (w. 11-14).
9.27; Ap 11.1,2). 0 papado não terá completado sagem do w . 9-14, concernente ao sacrifício di- 12 Somente um santuário terrestre necessrâ-
2.300 anos depois que isto se realizar. édfí sendo cortado, a abominação da desolação ria ficar limpo da abominação (v. 14).
3 Todas estas profecias (w. 3-25) serão cum­ será posta em seu lugar (w. 11-14; 9.27; 11.45; 13 Não pode haver corte do sacrifício diário num
pridas em conexão com os antigos impérios 12.7-11; Mt 24.15; Ap 13). Como o papado nun­ santuário celeste, isto somente pode acontecer
Medo-Persa e o da Grécia (w. 20-25), não com ca teve nenhuma relação com o templo judaico pela mão do homem, aqui na terra (w. 11,14).
a Itália, onde se localiza o papado. ou o sacrifício diário em qualquer época destes 14 Nenhum homem poderia lançar abaixo um
4 O pequeno chifre é um homem (w. 9,20-23; supostos 2.300 anos, isto não pode ser tomado santuário celeste e pisotear seus ministros (Dn
7.7,8,20,23,24; Ap 13.18). O papado é um sis­ como referência aqui. A visão total de Daniel 8, 8.11-14).
tema religioso. refere-se principalmente ao sacrifício diário e
5 O pequeno chifre lutará contra Cristo em sua á transgressão da desolação e será cumprido Passagens de tem po de D aniel (8.14)
segunda vinda e o papado, não (w. 20-25; 7.23- nesta conexão (w. 11,13,14,26). Até o fim dos 2.300 tardes e manhãs (três anos,
27; Ap 17.12-17; 19.19-21). dois meses e dez dias; w . 11-13,26), o santuá­
6 O pequeno chifre governará os dez reis e o 4 principais o bjetivos d a visão (8.13) rio se tornará limpo da abominação da desola-
papado, não (w. 20-25; 7.23,24; Ap 17.12-17). 1 O sacrifício diário suprimido (w. 11-14). ção (w. 13,14; 9.27; 11.45; 12.11; M t 24.15; 2 Ts
7 O pequeno chifre ainda está por vir (w. 20-23; 2 A transgressão da desolação (v. 13; 9.27; 2.4; Ap 13.11-18). As Escrituras não dizem se
7.23,24; Ap 13; 17.8-17); o papado já veio. 11.45; Mt 24.15; 2 Ts 2.4; A p 13). a abominação da desolação permanecerá no
8 O pequeno chifre virá depois dos dez reis (Dn 3 O santuário será pisoteado (v. 13; 9.27; 11.45; templo por 1.260 dias. Então, se o v. 14 diz que
7.23,24; Ap 7.12-17); o papado já está em exis­ 2Ts 2.4; Ap 11.1-3). o sacrifício diário será restabelecido depois de
tência há 13 séculos. 4 o exército também será pisoteado (v. 13; 8.10). 2.300 tardes e manhãs, isto resolve a questão
9 Ensinar que o pequeno chifre é o papado e e teremos de supor que os 110 dias adicionais
que começou em 476 d.C. e que os 2.300 dias O santuário (8.13) façam parte dos 1.260 dias de todo o período.
começaram em 457 a.C. contradiz a Bíblia e Heb. godesh, significando coisa ou lugar sa­ Qbserye„tQdas as passagens de .t e n w
nos contradiz A Bíblia requer que compreen­ grado, É traduzido 68 vezes como santuário 1 A guerra contra os santos e o poder para mu­
damos que o pequeno chifre é o único que e quase todas as vezes referindo-se a Taber- dar os tempos e leis durarão exatamente três
cortará o sacrifício por 2.300 dias (w. 9-14). O náculo terrestre e templo de adoração. Não é anos e meio (Dn 7.25).
império Grego só foi constituído 121 anos an­ a mesma coisa que m iqdash (v. 11), traduzido 2 O sacrifício diário (manhãs e tardes, v. 26)
tes de 457 a.C., data em que alguns afirmam como lugar consagrado ou coisa consagrada; será cortado e a transgressão da desolação du­
que os 2.300 dias começaram. A Grécia não traduzido como santuário 64 vezes. rará 2.300 tardes e manhãs (1.150 dias) ou três
foi dividida até 323-301 a.C. O pequeno chifre Alguns ensinam que este é o santuário celeste, anos, dois meses e dez dias (Dn 8.14).
virá nos últimos dias, saindo de uma destas di­ no qual Cristo entrou em 1844 e começou a 3 No meio da semana (sete anos) o Anticristo
visões. Portanto, o papado não poderia ser o julgar os pecados das pessoas para determi­ fará com que cessem os sacrifícios e as ofertas
pequeno chifre, pois já existia muitos séculos nar quem teria parte nesta ressurreição; e que (Dn 9.27). Cremos que o sacrifício cessará no
antes do pequeno chifre. este trabalho terminará no ano 2000 e então meio da 70a semana de Daniel, ou no começo
10 Nenhum detalhe desta profecia (w. 3-25) as pessoas que são de Deus estarão livres para dos 1.260 dias.
ou das de Daniel 7.3-27; 9.24-27; 11.3-45; 12.1- sempre de seus pecados; e que durante este 4 Ele o tornará desolado, até que chegue o seu
13; Apocalipse 4.1-22.5, alguma vez foi cum­ julgamento tanto os justos quanto os ímpios fim (Dn 9.27). Isto indica até o fim da era ou até
prido em conexão com o papado, o qual veio permanecerão em seus túmulos; e que os ím­ o final do que está determinado a vir sobre o
à existência aproximadamente em 610 d.C. e pios serão julgados durante o milênio. templo, tornando-o desolado, mas necessaria­
não é mencionado. nê.m um o . e z se.q ug_r.na? Não existe verdade nestes ensinamentos. mente não se refere ao último dia do período.
Escritures- Deus é justo e jamais iria julgar alguém que O fim do corte dos sacrifícios poderia ser 110
11 O papado nunca teve destaque no sul (Egi­ não tivesse ressuscitado e estivesse presente dias antes do atual julgamento sobre o Anti­
to). no leste (Síria. Iraque, Irã) ou na Palestina. ao julgamento para dar conta de si. Os salvos cristo, que tornará o templo desolado.
O pequeno chifre se tornará poderoso nesta serão julgados depois da ressurreição e esta­ 5 Todas as coisas findarão no final das três se­
região (w. 9,20-25; 9.27; 11.36-45). rão presentes quando julgados (Rm 14.10; 2 manas e meia dos 1.260 dias (Dn 12.7), mas a
12 O papado não cumpriu o v. 10. O pequeno Co 5.10). Os santos serão purificados de seus limpeza do templo da abominação deveria ser
chifre o cumprirá (w. 9,10,20-25; 9.27; 11.36- pecados nesta vida, e não em um julgamento 110 dias antes disto (Dn 8.14).
45; 12.7-13). imaginário (Mt 1.21; 1 Jo 1.7-9; 3.5-10; Ap 1.5). 6 Desde a abolição do sacrifício diário serão
13 O papado nunca prevaleceu contra o sumo 0 julgamento divino não ocorrerá durante o M i­ 1.290 dias (Dn 12.11) e 1.335 dias (Dn 12.12).
sacerdote de Israel, nem derrubou o santuá­ lênio. Os ímpios serão ressuscitados no final do Este é um adicional de 30 e mais 75 dias até os
rio ou suprimiu os sacrifícios diários, pois não Milênio e estarão pessoalmente diante de Deus 1.260 dias (veja 12.7-13). Deve ser enfatizado
existe tal sumo sacerdote, templo ou sacrifício (Ap 20.4-6,11-15). que o sacrifício diário será abolido no começo
desde a existência do papado. O pequeno chi­ Este não é o santuário,çefeste: dos 1.260 e 1.290 períodos de dias.
fre cumprirá estas coisas (w. 11-14,20-25; 9.27; 1 Daniel está falando do templo judaico na ter­ 7 Quando ver a abominação da desolação, pres­
11.36-45; 2 Ts 2.4; Ap 13 e 17). ra (Dn 8.9-14; 9.27; 12.11. Confira M t 24.15; 2 te atenção ao que foi falado por Daniel (Mt
14 0 papado nunca profanou o templo de Deus Ts 2.4; Ap 11.1,2). 24.15; Dn 8.14; 9.27; 12.7-11). Então, deixe os
em Jerusalém, como profetizado nos w . 11-14 2 Toda a profecia refere-se aos eventos terres­ judeus fugirem para os montes (Mt 24.16-21).
e também nunca o fará. O pequeno chifre, sim tres (w. 3-25). Eles fugirão durante os 1.260 dias (Ap 12.6,14).
(2 Ts 2.4). 3 O santuário será o reino do pequeno chifre Novamente, está claro que o sacrifício diário
15 Nunca ocorreu um período de 2.300 dias ou (w. 9-14). será abolido no começo dos 1.260 dias; então,
de 2.300 anos da abominação da desolação no 4 Ele será profanado, portanto, isto deverá os 110 dias antes do fim deste período para a
templo em Jerusalém, provocado pelo papado. acontecer na terra (w. 9-14). limpeza do santuário deverão ser os do final
Também nunca houve tal período de desagre­ 5 Nenhum sacrifício diário é mencionado como dos 1.150 dias (Dn 8.14).
gação. Por cerca de 1.900 anos não existiu ocorrendo no céu (w. 11-14). 8 O templo será dado aos gentios, e a san­
templo em Jerusalém e não existirá por algum 6 Nenhum santuário celeste pode ser devasta­ ta cidade será pisoteada por eles durante 42
tempo ainda. Os 2.300 anos não poderão ser do pelo homem (v. 13). meses (Ap 11.1,2). Aqui não está dito quanto
cumpridos no futuro templo, pois o mesmo será 7 Das 136 passagens em que é encontrada, a tempo o templo ficará desolado durante este
entregue aos gentios por cerca de três anos palavra santuário é utilizada referindo-se ao período de 42 meses, então temos de tomar
e meio, sendo este o verdadeiro significado santuário celestial apenas duas vezes (S1102.19; por base as 2.300 tardes e manhãs de Daniel
dos 2.300 dias, ou seia, três anos, dois meses Hb 8.2). 8;13,14 para obter esta informação. "A cidade
e dez dias (w. 11-14; 9.27; 11.40-45; Ap 13 e 8 Em outros cap. de Daniel, somente o santuá­ será pisoteada por 42 meses" poderia simples­
17). O pequeno chifre somente reinará por três rio terrestre é mencionado (9.17,26; 11.31). mente significar que a cidade não será com­
anos e meio (7.25; 8.14; 9.27; 12.7-13; Ap 11.1- 9 Nenhuma profecia cita o santuário celeste. pletamente liberta da dominação gentílica até
3; 12.6,14; 13.5). Então ele será destruído por 10 Somente o santuário terrestre será destruí­ que se completem os 42 meses. Não se pode
Cristo em sua segunda vinda (Dn 7.23-27; 8.20- do, conforme as passagens (w. 11-14). dizer que os judeus poderiam recuperar o
25; 9.27; 11.36-45; Ap 19.11-21). 11 Nenhum santuário ceíeste poderia ser des­ controle da cidade nos últimos 110 dias, auxi­
liados pelas duas testemunhas ce Apocalipse futuro Anticristo, devemos dispensar esta teo­ cap. 8 farão quatro dos dez reinos da Roma re­
11 e por outros meios. Está claro em Ezequiel ria. Somente um homem é envolvido na lingua­ visada do cap. 7). O Anticristo reviverá o Impé­
14.1-5,14 que os judeus voltarão à cidade no gem de Daniel 8.9,14,23-25. Então, é antibíblico rio Grego, que virá de uma das quatro divisões
final dos 42 meses. Deve ser relembrado que colocar em cena Antíoco Epifânio ou qualquer da Grécia e derrotará os outros. Os outros seis
o Anticristo, nessa época, estará em guerra outro homem. reinos da Roma Renovada, os quais nunca fize­
contra a Rússia, a Alemanha e outras nações Sendo isso verdade e sendo antibíblico fazer ram parte do império Grego, se submeterão a
do norte por aproximadamente 12 m eses (Dn os 2.300 dias significarem anos, concluímos ele sem a necessidade de guerra e seu reino se
11.44). Pode ser que ele necessite de todos que eles serão literalmente cumpridos com o tornará o oitavo de Apocalipse 17.8-17, o qual
os homens disponíveis de seu exército para corte de 2.300 sacrifícios vespertinos e mati­ sucederá imediatamente o sétimo império da
conquistar estes países, tendo que retirar a nais no futuro templo judaico, com a vinda do Roma Renovada.
maior parte de seu exército de Jerusalém e Anticristo. 0 Anticristo se levantará no inicio da 70a se­
da Palestina, isto poderia entraquece-io na mana de Daniel (Dn 9.27) e em tres anos e
Palestina, possibilitando aos judeus obterem 6 e xe m p lo s de so n o pro fund o (8.18) m eio conquistará o total dos dez reinos, os
novamente o controle da cidade. Certamente 1 Adão (Gn 2.21) quais ele governará pelos três anos e m eio da
que eles estarão na cidade na época em que 2 Abraão (Gn 15.12) última sem ara (Dn 7.23-25; 11.36-46; Ap 13.5;
o Anticristo conquistar os inimigos do norte 3 Saul e seu exército (1 Sm 26.12) 17.8-17). Antes que ele obtenha o poder dos
e do oeste, pois ele juntará seus poderosos 4 Israel (is 29.10) dez reinos, reinará como independente sobe­
exércitos contra Jerusalém para retomar a 5 Daniel (duas vezes. Dn 8.18; 10.9) rano e formará o sétim o reino, ou o império
cidade e exterminar os judeus. Metade de Je­ 6 Êutico (At 20.9) Romano Refcrmado (Dn 2.40-43; 7.7,8,23,24).
rusalém será tomada por ele antes que Cristo Confira Jó 4.13; 33.14-16; Provérbios 19.15. Depois os controlará e eles continuarão como
subitam ente apareça nos céus com todos os reis subordinados durante os últimos três
santos para livrar Jerusalém e cs judeus dos Po r últim o, a ira de D eus (8.19) anos e m eio da semana, formando o oitavo
exércitos gentilicos no Armagecom (Zc 14.1- Por último. Deus despejará sua ira sobre o pe­ e último dos reinos sucessivos no tempo dos
5,14; Jl 3; Ap 19.11-21). isto pode explicar os queno chifre, devido aos seus atos: gentios (Ap 17.8-17).
110 dias que faltam dos 1.260 dias de todo o 1 Guerras provocadas pelo Anticristo (v. 9; 18-partes.d.âjQterpre.tâçâo:
período (Dn 8.13,14). 7.23,24; 9.24; 11.36-45; Ap 19). 1 O carneiro representa o antigo império M e­
9 As duas testemunhas profetizarão e farão 2 O martírio dos santos (w. 10-14.24; 7.21; 9.27; do-Persa, o mesmo que a prata da imagem de
milagres com o objetivo de proteger Israel e 11.36-45; Ap 13.11-18). Daniel 2.32,39 e o urso de 7.5. Será a segunda
ganhá-lo novamente para Deus por 1.260 dias 3 A abolição dos sacrifícios diários no futuro das quatro bestas do cap. 7 e o quarto dos oito
(Ap 11.3-11). Com sua ajuda, podemos deduzir templo judaico (w. 11-14; 9.27; 12.7-11; M t reinos de Apocalipse 17.8-11 que comporá o
com o os judeus poderiam contrclar Jerusalém 24.15; Ap 13). cumprimento total dos tempos dos gentios (v.
novamente nos últimos 110 dias deste período. 4 a colocação da abominação da desolação 20; nov. 3 e 11.1,2).
Eles (as duas testemunhas) serão os líderes de no templo (w. 11-14; 9.27; 11.45; 2 Ts 2.4; Ap 2 Os 2 chifres do carneiro representam os dois
Israel durante este tempo, com o M oisés e Aa- 11.1-2; 13). reis da Média e da Pérsia (v. 20; 8.3, do mesmo
rão foram quando Israel saiu do Egito (Ez 20.33- 5 A destruição do local do santuário ou lugar que os dois traços de prata da estátua de Da­
38; M t 4.5-6; Ap 11). sagrado dos sacrifícios (w. 11-13). niel 2.32,39 e os dois lados do urso de 7.5 (veja
10 Israel se esconderá no dese'to por 1.260 6 Sua rebelião contra Deus (v. 12; Ap 13.11-18; 2.38). Eles simbolizam Dario, o medo (Dn 5.31;
dias (Ap 12.6). isto excluí os remsnescentes da 16.2,10,11). 6.1; 9.1; 11.1) e Ciro, o persa (Dn 1.21; 6.28;
mulher que permanecerão na terra (Ap 12.17) e 7 O acúmulo dos pecados dos homens (w. 11.1-2; 2 Cr 36.22-23; Ed 1.1-4).
muitos judeus que retornarão pa'a tomar con­ 12,23; 2 TS 2.8-12; A p 13; 16.10,11). 3 O bode violento é o antigo império Grego (v.
trole da cidade nos últimos 1 10 dias, enquanto 8 Por ter lançado por terra a verdade (v. 12; 21; 8.5; 11.3/), o mesmo que a barriga e as co­
o Anticristo estará em luta mortal contra seus 7.25; 2 Ts 2.4,8-12). xas da imagem de Daniel 2.32,39 e o leopardo
inimigos no norte e no leste (Dn 11.44). 9 Por pisotear o exército (w. 13,24,25; 7.21; de Daniel 7.6 (veja 2.38).
11 O tempo que Israel fugirá da Judéia para os 9.27; 11.40-45; Ap 13).
montes está declarado com o sendo um tem­ 10 Por causa de sua ferocidade contra Deus e do bode representa o primeiro rei. Alexandre, o
po (um ano), tempos (dois anos) e meio tempo contra o homem (v. 23; A p 13). Grande, que fundou o antigo Império Grego em
(meio ano). Ela (a mulher) será ajudada pelos 11 Por ter se entregado ao demônio (v. 24; 13 anos (v. 21; 8.5d; 11.3).
árabes durante este tempo (Ap 12.14). uma 11.36-39; 2 TS 2.8-12; Ap 13). 5 O grande chifre sendo quebrado representa a
coisa é certa: Judá terá um exército lutando em 12 Pela cruel destruição da vida e da proprieda­ morte de Alexandre, o Grande (v. 22; 8.8a; 11.4).
Jerusalém quando o Anticristo vier do norte (Ez de (v. 24, 11.36-46; A p 13). 6 Os 4 chifres crescendo na cabeça do bode, no
38-39) para retomar Jerusalém (Zc 14.14). 13 Devido à sua astúcia (v. 25; 2 Ts 2.8-12, Ap lugar do grard e chifre representam os quatro
12 A o Anticristo será dado poder sobre as na­ 13; 19.20). reinos sendo formados fora do antigo império
ções por quarenta e dois meses (Ap 13.5). A s 14 Por ter se exaltado acima de todos (v. 25; Grego, depois da morte de Alexandre, o Grande
12 passagens deste estudo mencionam um 7.25; 11.36-45; 2 Ts 2.4; Ap 13). (v. 22; 8.8b; 11.4).
elemento tempo definido em Daniel e em Apo­ 15 Por sua resistência a Cristo (v. 25; 2 Ts 2.8; 7 Q s.4ietno§ sele^ ntando, nãQ m a ig sq &.q.c q -
calipse. Tudo se refere aos três anos e meio, A p 19.19-21). der d eA lexardre. representam os quatro gene­
1.260 dias ou 42 meses, exceto em Daniel rais de Alexandre esculpindo os quatro reinos
8.13,14, o qual será de três anos, dois meses A in te rp reta çã o angelical (8.20) para si mesmos (v. 22; 8.8b; 11.4). Daniel profe­
e dez dias, ou seja. os 110 dias que faltam dos A visão diz respeito somente a dois dos reinos tizou que o antigo Império Grego seria dividido
1.260 dias, período este de outras passagens. representados pelos metais da imagem de Da­ em quatro partes ou quatro reinos (v. 22), e no
Com esses fatos em mente, podemos observar niel 2, e duas das quatro bestas de Daniel 7 - 0 mesmo sentdo, ele profetizou que o antigo
com o o santuário poderá ser purificado 110 império Medo-Persa e a Grécia. O propósito da império Romano seria dividido em dez partes
dias antes da completa liberação de Jerusalém, visão é reduzir geograficamente de dez para ou dez reinos (Dn 2.40-43; 7.23,24). Alexandre
no fim dos 1.260 dias. Por último, não é comen­ quatro reinos a vinda do pequeno chifre, ou o morreu na plenitude de suas conquistas, quan­
tado em nenhuma das 12 passagens se o sa­ futuro Anticristo. e revelar que este reino será do tinha cerca de 33 anos. Seu irmão, Filipe Ari-
crifício diário será abolido e a abominação da o império da Grécia renovado e não o império deu, e seus dois filhos, Alexandre Aegus e Hér­
desolação será colocada no santuário durante Romano renovado. cules, deram seqüência à exposição e ao nome
os 1.260 dias. Como o Anticristo é visto vindo das quatro divi­ do reino da Macedônia por algum tempo, mas
Existe outra teoria que afirma que os 2.300 dias sões do antigo império Grego, podemos elim i­ foram assassinados após 15 anos de reinado.
significam os três anos, dois meses e dez dias nar totalmente os outros seis reinos do império Assim, o grande chifre e sua família real foram
em que o Anticristo Antíoco Epifânio tornou o Romano renovado como sendo a área da qual assassinados Os governadores das províncias
templo desolado, em 165 a.C., e que ele foi um ele virá. Em Daniel 7 ele é visto vindo de um usurparam o título de reis. Antigono, um dos
tipo do futuro rei da Síria, o qual deixará o tem ­ dos dez reinos do império Romano revisado. cinco generais, foi morto na batalha de Ipsos,
plo desolado. M as desde que não existe base Ele usa o reino que virá para dominar os outros reduzindo para quatro o número de generais
para inseri-lo neste plano de revelação dos três, dos quais sairão as outras três divisões da que se apoderaram do antigo império Grego, o
eventos em conexão com o pequeno chifre ou Grécia (os quatro reinos do impéno Grego do qual foi dividido em quatro reinos.
que Israel seja derrotado e quase exterminado, Não em qualquer época que Israel tenha se
(1) Cassandro tomou a Grécia, a Macedônia e a trazendo então o completo e eterno arrependi­ dispersado entre as nações. A s 70 semanas re­
região ocidental do império. mento, para que então Deus possa cumprir sua ferem-se a Israel como uma nação situada em
(2) Lisimaco tomou a Ásia Menor ou a atual Tur­ aliança final com seus pais (SI 60.8-12; is 16.1- Jerusalém, israel foi disperso entre as nações
quia e a TTácia, o norte do império. 5; Jr 30.3-9; Ez 20.33-44; Zc 8.3-8,20-23). e sua cidade e seu templo foram destruídos
(3) Seleuco tomou toda a parte leste do im­ Dois terços de Israel serão completamente des­ nos anos 70 d.C. Os seis eventos do v. 24 ainda
pério. incluindo a Siria e a Babilônia, ou seja, truídos (Zc 12.2-3,9; 13.8,9; 14.1-15), como tam­ não foram cumpridos e. desde a 69a semana,
os modernos estados da Síria, Líbano. Iraque bém multidões de cristãos (Ap 7.9-17; 15.2-4; completada na crucificação de Cristo. A 70a se­
elrá. 20.4-6). mana é a única parte que falta ser cumprida.
(4) Ptolomeu tomou o reino do Egito, o sul do Neste tempo, os seis eventos do v. 24 serão
império. Assim, o império de Alexandre foi lite­ Refere-se à sua vinda com todas as formas de cumpridos. Isto ocorrerá no futuro, quando
ralmente dividido pelos auatro ventos do céu engano da injustiça com o objetivo de prospe­ Israel como nação tiver novamente o controle
(v. 8). rar (v. 25; 2 TS 2.8-12; A p 13.14). de Jerusalém.
Todas estas divisões (exceto a extremidade 16 Ele se .çoQSjterará superior aos outros (v. 5 6_ac.on.teçjrneptos durante as 70 sema.qas.GLe
oriental, que fazia parte do reino de Seleuco) 25). Esta passagem refere-se ao seu coração, QanieJ.íy, 24):
foram conquistadas pelos romanos e fizeram que se exaltará acima de Deus (Dn 11.36-39; 2 (1) Será dado um fim à transgressão. Da pala­
parte do antigo império Romano, do qual serão Ts 2.3,4; Ap 13). vra heb. pesha, que significa revolta, rebelião; o
formados os dez reinos dos últimos dias. Essas 17 Destruirá muitos que nele confiam (v. 25). pecado contra as autoridades legais. É freqüen­
quatro divisões da Grécia se tomarão quatro Esta passagem refere-se à sua aliança de paz temente traduzido como transgressão (SI 51.1;
destes dez reinos. Elas são conhecidas hoje com israel, que será subitamente quebrada, is 43.25 etc.). Essa transgressão faz referência
como Grécia, Turquia, Síria e Egito. tendo como objetivo destruí-lo (v. 25; 7.21; aos pecados de israel em Jerusalém. No auge
8 Os últimos tempos deste reino revelam o 9.27; 11.36-45; Ap 12.13-17; 13.12-18). de seus pecados eles se salvarão no retorno
tempo da vinda do Anticristo e o completo 18 Oe.Sêj.nsur£irá.çpntraj}_P.rjngjpÊJj^JíQ0£i: do Messias, que acabará com a descrença de
cumprimento da profecia. Estes reinos não dei­ Bês^ABesar.disso.,,si.e será destruído, mas n£o Jacó e converterá a nação em um só dia (Rm
xarão de existir antes de o pequeno chifre ou pelo poder dos homens (v. 25). Esta será a ba­ 11.25-29; IS 66.7*10; EZ 36.24-30).
o Anticristo vir de um deles (v. 23; 8.9a e 7.24d; talha do Armagedom (Dn 11.45; Jl 3; Zc 14; Ap
9.26,27; 11.36-45). Estes reinos ainda existem, 16.13-16; 19.11-21). Jerusalém, isto nunca aconteceu, mas aconte­
e com o o Anticristo ainda não apareceu, virá à cerá na segunda vinda de Cristo (Ez 36.24-30;
existência através de um deles, o que aconte­ A s 70 sem anas (9.24) 37.24-27; 43.7; Zc 14). O Espírito de arrepen­
cerá no futuro. Existem 14 partes nesta profecia. Sem um cla­ dimento será derramado sobre israel pouco
9 Quando ps transgressores encherem a medi­ ro entendimento dela, muitas outras profecias antes da segunda vinda de Cristo e uma fonte
da é a segunda declaração feita aqui, revelan­ não poderão ser completamente entendidas. para limpeza dos pecados será aberta para
do o tempo da vinda do Anticristo. Ele virá nos 1 Q significado das .70 semanas- a expressão toda a nação naquele tempo (Zc 12.10-13.1;
últimos dias, quando o pecado e a iniqüidade 70 semanas significa literalmente 70 setes Rm 11.25-29).
abundarem e chegar o tempo em que Deus (heb. para semana é shabua, ou seja, sete). (3) Haverá reconciliação, sendo perdoada a ini­
dará fim à transgressão na terra (v. 23; 7.21-22; SeiâQ ZQ -X Zaj m porquê: qüidade. Heb. kaphar, cobrir, expiar, compen­
9.27; 11.36-45; Mt 24.4-26; 2 Ts 2.3-12; 1 Tm (1) A oração de Daniel para qual esta visão foi sar. isto acontecerá em israel e se estenderá
4.1-8; 2 Tm 3.1-13; 4.1-4; Ap 13.1-18; 16.1-17; uma resposta, refere-se a âQfiS e não a dlâS a outras nações que estejam sob a cruz (is 53;
18.2,3,24). Estes virão depois de os dez reinos (9.2). Cl 1.20; 2.14-17; 1 Pe 2.24), mas israel como
serem formados (Dn 7.23,24), depois do arre- (2 ) O último sete é único e dividido em duas nação ainda não experimentou esta cobertura
batamento da igreja (2 Ts 2.7), durante o cum­ partes; a última metade é explicada como sen­ de seus pecados. Haverá completa reconcilia­
primento de todos os eventos de Apocalipse do de três anos e meio. como provado nas ob­ ção com Deus na segunda vinda de Cristo (is
4.1-19.21 e logo antes de Cristo vir para acabar servações seguintes. 1.18-20; 66.7,8; Zc 12.10-13; M t 23.37-39; Rm
com o pecado e com os transgressores (1 Co (3) Se a última metade da 70a semana será de 11.25-29).
15.24-28; Ef 1.10; Ap 19.11-21; 20.1-10). três anos e meio, então a primeira metade será (4) Haverá etema iustiça. Quando a transgres­
10 u m .rei. de-dyr.o..semD!ame feroz e mestre também de três anos e meio. fazendo com que são chegar ao fim, quando for dado fim aos pe­
em astúcias se levantará, isso revela o caráter o seiê do v. 27 seja de sete anos. cados. havendo completa expiação dos peca­
do Anticristo, mostrando o tipo de pessoa que (4) Se o último ou único sete é um período de dos por israel; então virá a etema justiça com
será o pequeno chifre quando vir da Grécia, sete anos, os outros sete serão também de relação a israel e a Jerusalém (is 9.6-7; 12.1-6;
Turquia, Síria ou Egito, nos últimos dias de sua sete anos cada. 0 período total, conseqüente­ Dn 2.44,45; 7.13,14.18,27; EZ 43.7; ZC 14; LC
existência (v. 23; 7.20-25; 9.27; 11.36-45; 2 Ts mente, será de 70 x 7, ou seja, de 490 anos. 1.32,33; Rm 11.25-29; Ap 11.15; 19.11-20.10;
2.3-12; Ap 13.1-18; 14.9-11; 15.2-4; 16.13-16; 2 A divisão das 70 semanas ou 70 setes. Este 21.1-22.5).
19.20; 20.4-6). tempo é dividido em três principais períodos: (5) Para selar a visão e a profecia. As profecias
11 Ele se tomará muito forte..masjiãQ_DelQ_se.u (1) A primeira divisão - sete setes, ou seja, 49 referentes a Israel e a Jerusalém e à sua eterna
próprio poder: Isto revela que ele virá depois anos para a reconstrução de Jerusalém (v. 25). restauração através do Messias serão cumpri­
do trabalho de Satanás e terá todo o poder (2) A segunda divisão - 62 semanas, 434 anos das. A palavra profecia aqui pode ser traduzida
do qual Satanás pode dotar um homem (v. 24; desde o término da reconstrução da cidade, também como profeta. Pode também significar
7.25; 11.36-39; 2 Ts 2.8-12; Ap 13.1-5,12-18; somando-se mais 49 anos até o tempo da cru­ que não haverá mais necessidade de homens
16.13-16; 19.20). cificação do Messias (v. 25,26). inspirados repreenderem Jerusalém com a in­
12 Ele provocará devastações_terriveis. isto (3) A terceira divisão - um sete, sete anos, os tenção de levá-la a Deus e a praticar a justiça
significa que ele se distinguirá como destruidor últimos sete anos desta era, terminando com quando o Messias vier, "porque todos me co­
de homens (w. 24,25; 7.21,25; 9.27; 11.36-45; a segunda vinda de Cristo para cumprir os seis nhecerão, desde o menor até ao maior deles,
12.7; M t 25.15-22; 2 Ts 2.8-12; Ap 13.12-18; eventos do v. 24.. diz o Senhor" (is 11.9; 66.7-10; Jr 31.31-40; Rm
14.9-11; 15.2-4; 19.19-21; 20.4-6). 3 A quem .djzem re.SPe.itQ. as 70 semanas? O 11.25-29).
13 com o intuito d£_pm scgrjr, enganará..a total de 490 anos está determinado (heb. cha- (6) Eãr.a..cQns.agrar o mais santo- Essa passa­
muitos, significando que ele fará alianças e as thak, cortar, limitar, marcar, decretar) e será gem refere-se à limpeza do santo dos santos,
quebrará, através de uma guerra ''relâmpago", cumprido com relação a este povo (o povo de do templo e da cidade de Jerusalém, retirando-
extremamente rápida e violenta (w. 24,25; Daniel) e à sua cidade santa (a cidade natal de se a abominação da desolação, o sacrilégio dos
7.21,25; 9.27; 11.36-45; 12.7; Ap 6.1,2; 13.1-18; Daniel, Jerusalém) para cumprir os seis eventos gentios; e à consagração do templo milenar de
16.13-16; 19.19-21). do v. 24. Estes eventos não possuem nenhuma Ezequiel 40-43; Zacarias 6.12,13. o mais santo
14 E!e destruirá os homens,poderosi&&ju&y-Q relação com a igreja. De fato, a igreja só iniciou nunca é usado para pessoa, não podendo os
santo. Refere-se primeiramente à destruição suas atividades depois da 69a semana e será judeus associar este termo ao seu Messias,
da nova e poderosa nação judaica na Palesti­ arrebatada antes que se inicie a 70a semana (2 que é sempre distinguido pelo simples título
na (w. 24,25; 7.21,25; 9.27; 11.36-45; 12.7; Mt Ts 2.7-8; Ap 4.1). de Messias. Assim, não harmoniza com as Es­
24.15-22; Ap 13.1-18). Israel será invencível até 4 Efngueépoca terão relação com Israel e com crituras ensinar que esta passagem refere-se
que Deus dê poder ao Anticristo. isso permitirá Jerusalém? ao homem coroando Cristo. O homem não vai
ungir e coroar Cristo, isto será feito por Deus. o a 69a e a 70a semana, caso contrário, sua cida­ do arrebatamento da igreja (2Ts 2.7; nota; Apo­
Pai (Lc 22.29; A t 1.7; 2.36; Fp 2.9-11; Hb 1.1-3; de e o seu templo não seriam destruídos (w. calipse 41. nota) Portanto, a 70a semana acon­
Ap 11.15; 19.11-21; Dn 7.13,14). 26.27). tecerá depois destes dois eventos.
6 QuandQ_e.§tas 70 semanas começarão? com (5) Israel seria dispersado entre as nações pe­ A 70a semana será os últimos sete anos desta
a ordem dQ Messias, o Príncipe, para restaurar los romanos, entre a 69a e a 70a semana; isto era. situados entre o arrebatamento e a segun­
e reconstruir Jerusalém (v. 25). Existirão três aconteceu, pois caso contrário, o fim desta da vinda de Cristo (v. 27). Será no período da
decretos para reconstruir Jerusalém: guerra não seria uma inundação que os levou grande tribulação, findando com a segunda vin­
(1) O primeiro decreto saiu durante o primeiro para fora de seu país (w. 26.27; Lc 21.20-24). da de Cristo. Mateus 24-25; Apocalipse 4-19;
ano do reino de Ciro, o rei da Pérsia (Ed 1.1-4; (6) A desolação de Israel e sua cidade e o tem­ 21; Daniel 7.19-27; 8.9-14,22-25; 9.27; 11.36-
3.8; is 44.28; 45.1-4; 46.11). Ciro reinou duran­ plo seguiram o fim da guerra entre Israel e os 45; 12.1-17, e muitas outras passagens serão
te nove anos e, a seguir, Cambises, seu filho, romanos (v. 26; Lc 21.20-24). Quando Cristo vier cumpridas durante estes sete anos. A gtaode
reinou por sete anos. No reinado de seu filho a para defender Israel do Anticristo, Jerusalém e tribulação acontecerá durante as últimas três
reconstrução do templo parou (Ed 4.1-24). o templo serão reconstruídos, não destruídos semanas e meia (Jr 30.4-9; Dn 12.1; Mt 24.15-
(2) Dario l, de história profana, reinou 35 anos. (ZC 6.12-13; 14.1-21; M t 25.31-46; Ap 11.15; 24; Ap 11.1-19.21). Nos três primeiros anos
No segundo ano de seu reinado, ele confirmou 19.11-21). acontecerá uma pequena tribulação, devido ao
o decreto promulgado por Ciro 18 anos antes. Historicamente, todos os eventos acima foram fato de que o Anticristo ainda estará subindo
O templo foi concluído no sexto ano de seu cumpridos pelos romanos. Eles crucificaram ao poder (Dn 7.23,24; Mt 24.4-14; Ap 6.1-9.21).
reino, mas a cidade não foi restaurada. Xerxes Cristo em 31 d.C. e destruíram Jerusalém em (12) A era da presente igreja veio justamente
reinou 21 anos (Dn 11.1-3). Durante este tempo 70 d.C. Esses eventos não aconteceram na 69a entre a 69a e a 70a semana, tempo durante o
a cidade não foi restaurada. semana ou na 70a semana. Jerusalém foi des­ qual Israel é rejeitado por Deus e dispersado
(3) Artaxerxes reinou durante 41 anos. No 20° truída cerca de 39 anos depois da crucificação entre as nações. Existe uma transferência do
ano de seu reino (452 a.C.), ele passou a Nee- de Cristo, que tinha findado a 69a semana cumprimento da 70a semana imediatamente
mias o terceiro decreto "para restaurar, e para (7) O príncipe que virá. Isto irá acontecer depois seguinte ao fim da 69a semana, devido à re­
edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Prin- da destruição e da desolação de Jerusalém (w. jeição de Israel e sua casa deixada desolada
cipe" (w. 25,26; Ne 2.1-6.19). A partir deste 26.27). Como os judeus foram levados cativos até que Deus restaure-a novamente nos dias
ponto são contados os 70 setes ou 490 anos. entre as nações em 70 d.C., "o príncipe que da vinda de Cristo. "Quando o Senhor edificar a
Neste ponto, a primeira divisão dos 490 anos virá" não poderia ter firmado uma aliança com Sião, aparecerá na sua glória" (S1102.16).
(os 7 setes ou 49 anos para a restauração de os judeus, cumprindo o v. 27. Isto acontecerá
Jerusalém com ruas e o muro) começa (v. 25). no futuro. Os termos dessa aliança não estão enume­
Neemias restaurou os muros em 52 dias. de­ (8) Jerusalém deve ser restaurada como capital rados. mas está claro que será um pacto de
pois que chegou a Jerusalém, mas isto não de Israel e um templo será reconstruído antes não-agressão, talvez uma aliança militar que
significou a restauração completa. Ela acon­ que o Anticristo venha e confirme os sete anos capacitará o Anticristo a obter poder sobre os
teceu durante os 49 anos seguintes. Assim, de aliança com muitos judeus para cumprir a dez reinos, durante os primeiros três anos e
o terceiro decreto para restaurar Jerusalém profecia (v 27). meio da 70a semana (Dn 7.23,24; 8.23-25; Ap
aconteceu 92 anos depois do primeiro, pro­ (9) A cidade e o santuário foram destruídos 17.8-17). incluirá proteger Israel em seu esta­
mulgado por Ciro. pelos romanos, como está escrito no v. 26. Ele belecimento e restauração, bem como assegu­
7 Crucificação do Messias. Era para acontecer deverá ser restaurado antes que a aliança de rar pelo menos uma paz temporária (Dn 8.25;
depois das 62 setes ou 434 anos e seguiu os 7 sete anos do v. 27 seja realizada, pois o templo 9.27; 11.36-45). O tempo desta aliança será de
setes ou 49 anos da restauração de Jerusalém se tomará desolado novamente no meio dos sete anos (v. 27).
(w. 25.26). Cristo foi crucificado no fim da 69a sete anos. Ele foi destruído em 70 d.C.; então 13 O meio da semana (v. 27). O Anticristo obterá
semana, não no meio da 70a semana. A 70a se­ não há possibilidade de se tornar desolado no­ poder sobre os dez reinos em três anos e meio
mana não findou quando Estevão foi apedreja­ vamente, enquanto não for restaurado. Como (Dn 7.23,24; Ap 17.8-17). Ele então quebrará
do, pois os seis eventos do ponto 5, anterior, não não foi restaurado desde 70 d.C. até agora, o sua aliança com Israel, invadindo a Palestina e
tinham sido ainda cumpridos. Eles não serão cumprimento do v. 27 deverá acontecer so­ fazendo do templo judaico a sede de sua capi­
cumpridos com relação a Israel e a Jerusalém mente no futuro. tal (Dn 7.21-25; 8.9-14,22-25; 9.27; 11.36-45; Mt
até que haja o arrebatamento da igreja e a reve­ (10) israel será quebrantado devido à descren­ 24.15-24; 2 Ts 2.3,4; Ap 13.1-18; 17.8-17). Ele
lação do futuro Anticristo (2 Ts 2.7,8; Ap 4.1). ça que culminou com a crucificação de Cristo. acabará com os sacrifícios judaicos no templo
8 O p o v o do princioe oue virá (v. 26). Refere- Deverá ser novamente restaurado, voltando e se instalará nele, bem como sua estátua será
se aos romanos, que cumpriram esta profecia à sua própria terra e tomará controle de Je­ colocada ali para que seja adorado como Deus.
sobre a destruição da cidade e do templo e rusalém antes que os seis eventos do ponto E isto continuará por 2.300 manhãs e tardes, ou
trouxeram a desolação do v. 26. Foi cumprida 5 acima possam se cumprir. Pouco antes da seja. por três anos. dois meses e dez dias dos
em 70 d.C. (veja Lc 19.41-44; 21.20). crucificação, Jesus chorou por Jerusalém, di­ 1.260 dias dos últimos três anos e meio da 70°
9 O príncipe oue virá (v. 26). Refere-se ao Anti­ zendo: "Quantas vezes quis eu ajuntar os teus semana (Dn 8.9-14; 9.27; 11.45; Mt 24.15-22; 2
cristo que virá do império Romano, que é par­ filhos, como a galinha ajunta os seus pintos TS 2.3-4; Ap 13.1-18).
te da Grécia e das pessoas que destruíram a debaixo das asas, e tu não quiseste"; "Porque 14 O fim da 70a semana (v. 27). A adoração da
cidade e o templo de Israel em 70 d.C. (v. 26; eu vos digo que desde agora me não vereis besta e a abominação continuarão desde o
Lc 21.20-24). Ele virá dentre os dez reinos que mais, até que digais: Bendito o que vem em meio da 70® semana através dos julgamentos
serão formados dentro do território do antigo nome do Senhor" (Mt 21.43; 23.37-39; 24.2; que cairão sobre aquele que tomou o templo
império Romano (Dn 7.23,24). Lc 21.20.-24). Esta é a rejeição oficial de Israel desolado (v. 27). Estes julgamentos consistirão
10 A era da igreia - o grande intervalo entre como nação, até que Cristo volte. Deus não em pragas lançadas pelas duas testemunhas
a 69a e a 70a semana (w. 26,27). Esse período poderia ter cumprido a 70a semana logo após (Ap 11.3-11). as taças do julgamento (Ap 15-
não foi citado pelos profetas, mas está claro a crucificação. A 70a semana será completada 16), finalizando com a derrota e a destruição do
aqui que muitas coisas acontecerão entre o no futuro, quando Deus lidará com Israel como Anticristo no Armagedom (Ap 16.13-16; 19.11-
tempo da crucificação do Messias e o tempo nação novamente (Ez 37). Ele não pode fazer 21; Zc 14).
do Anticristo, que fará uma aliança de sete isto até que a nova nação de Israel tenha o
anos com Israel nos últimos dias (w. 26,27). controle de Jerusalém, pois o total das 70 se­ 10 acontecim entos que finalizarão esta era
manas diz respeito a Israel e a Jerusalém (v. 1 A sétima taça (Ap 16.17-21)
mana?: 24). Nem pode a 70a semana ser cumprida até 2 A destruição da Babilônia (Ap 16.19; 18.1-24)
(1) Cristo seria crucificado no fim da 69* semana que o templo seja novamente construído em 3 A segunda vinda de Cristo (Ap 19.11-21)
(v. 26). Jerusalém (w. 26.27). 4 A batalha do Armagedom (Ap 19.11-21)
(2) Os romanos destruiriam Jerusalém e o tem­ (11) O príncipe que virá do território do império 5 O julgamento das nações (Mt 25.31-46)
plo entre a crucificação, no fim da 69a semana, Romano é aquele referido no v. 27, que con­ 6 Separação do joio do trigo (Mt 13)
até a 70* semana (w. 26,27). firmará a aliança com muitos judeus por sete 7 O resgate de israel (Mt 24.29-31; is 11.10-12;
(3) Haveria uma guerra entre os romanos e os anos. Ele não virá até oue os dez remos futuros Ez 37)
judeus, entre a 69a e a 70a semana (w. 26,27). estejam formados dentro do território do anti­ 8 A conversão de Israel (Rm 11.25-29)
(4) Israel seria derrotado pelos romanos entre go império Romano (Dn 7.23,24); ele virá depois 9 A liberação de Jerusalém (Zc 14)
10 O cumprimento dos seis acontecimentos do 19 A quinta guerra entre Síria e Israel (11.41). reinos, para que pudesse vir o sucessor, cum­
ponto 5. anterior 20 A guerra entre Síria e outras nações (11.41). prindo assim sua Palavra profética. Ele tinha
21 A guerra da Siria com o Líbano e contra, a predito o auge e a queda de impérios mundiais
25 coisas que findarão aqui Etiópia (11.43). no tempo dos gentios. Para cumprir sua Pala­
1 A 70" semana de Daniel (Dn 9.27). 22 A guerra entre a Síria, e os dez reinos sub­ vra, deveria travar guerra contra forças satâni­
2 A dispensação da graça (Mt 3, refs.). jugados contra a Rússia e as nações ao norte e cas que constantemente procuravam impedir
3 A tribulação (Dn 9.27; 12.1; Mt 24.15-22; Ap ao leste do território do antigo Império Romano 0 cumprimento dessas profecias (Dn 2.38-45;
6.1-19.21). (11.44). 7.3-12,19-27; 8.20-25).
4 As atividades de Satanás na terra por um pe­ 23 A sexta e última guerra entre a Síria e Israel
ríodo de 1.000 anos (Ap 20.1-10). (11.45; Zc 14.1-5.14). Os 4 reis p ersas (11.2)
5 O tempo dos gentios. 24 A guerra entre a Síria e Cristo em sua segun­ 1 £ im reinou durante dois anos depois que A s­
6 A ira de Deus (Ap 6.17; 15.1-16.21). da vinda (11.45; 7.21,22,25-27; 8.23-25; 9.27). tíages ou Dario o medo invadiu a Babilônia em
7 A rebelião de israel (Zc 12.10-13.1; M t 23.37- 25 A guerra no céu entre Miguel e seus anjos 538 a.C. e reinou durante nove anos (10.1b).
39; Rm 11.25-29). contra Satanás e seus anjos (12.1; Ap 12.7-12). 2 Cambises. o filho de Ciro. reinou durante sete
8 As desolações de Jerusalém (Zc 14.1-21; Lc anos sobre a Pérsia, de 527 a 520 a.C.
21.20-24). 8 Itens da descrição do M e ssia s (10.5) 3 Dario reinou 35 anos. ou seja, de 520 a 485
9 O reino mundial dos gentios (Dn 2.44,45; 7.13, 1 Suas roupas eram de fino linho (v. 5; 12.6,7. a.C. Ele foi o primeiro rei da Pérsia a invadir a
14,23-27; Ap 17.8-17; 19.11-21). Confira Ap 1.13; 19.8; Êx 28.4-12). Grécia, mas foi derrotado na batalha de Mara­
10 A perseguição dos cristãos (Zc 14.9; Mt 2 Seus lombos eram cingidos com um cinturão tona, em 490 a.C.
13.40-43; 25.31-46; Ap 20). de ouro (v. 5. Confira Ap 1.13). 4 xerxes reinou 21 anos, ou seja, de 485 a 464
1 1 0 reino do Anticristo (Ap 19.19-21). 3 Seu corno era como o berilo (v. 6. Confira Ap a.C. Ele foi o rei persa que agitou todos contra
12 A adoração da besta (Ap 13.1-18; 14.9-11; 4.3). O berilo é uma gema azul e verde ou de 0 reino da Grécia, cumprindo Daniel 11.2. Ele
15.2-4; 20.4-6). outras combinações de cores. também foi derrotado pelos gregos em 480-
13 O império renovado da Grécia (Dn 8.22-25; 4 Sua face tinha o fulgor do sol (v. 6. confira 479 a.C.
11.36-45; Ap 13.5; 19.19-21). Ap 1.16; 10.1). Dario tinha conquistado a Trácia, desde o
14 A libertação dos demônios e dos anjos caí­ 5 Seus olhos eram como chama de fogo (v. 6. oeste distante até o rio Strymon e a acre s­
dos (IS 24.21,22; Ap 12.7-12; 20.1-3). Confira Ap 1.14; 19.12). centou ao im pério persa. Isto trouxe gregos
15 Os milagres satânicos (2 Ts 2.8-12; Ap 13.1- 6 Seus braços eram como o bronze polido (v. 6. e persas face a face em uma guerra mortal,
5,12-17; 16.13-14; 19.20). Confira Ap 1.15; 10.1). causando uma crise na história. A Pérsia ti­
16 A primeira ressurreição 7 Seus oés eram como bronze polido (v. 6. Con­ nha adotado totalm ente a cultura oriental.
17 Dispersão de Israel (Mt 24.29-31; is 11.10- fira Ap 1.15; 10.1). Tinha grande possibilidade de crescer, ab­
12; Ez 37). 8 Sua voz era como o som de uma multidão sorvendo o que havia de m elhor na civiliza­
18 O ministério das duas testemunhas (Ap 11.7- (v. 6. Confira Ap 1.15; 8.5; 10.2-4; 11.15; 14.2; ção antiga do Egito e da Babilônia. Todavia,
12 ). 16.17-18; 19.6; SI 29). estava enraizada profundam ente nas tradi­
19 O governo independente do homem na ter­ çõ es do passado e era incapaz de produzir
ra (Zc 14.9; Ap 5.10; 11.15; 20.1-10; 22.4,5). 10 e fe ito s sobre Daniel (10.8) uma civilização melhor.
20 A cegueira de israel (Rm 11.25-29). 1 Fiquei sem forças (v. 8). Os gregos, por outro lado, representavam
21 O domínio de Satanás na terra (Ap 12.7-12; 2 Transmudou-se em mim a minha formosura um povo forte e jovem. Estavam oferecendo
20 . 1- 10). (do heb. hod, que significa beleza) em corrup­ ao mundo novas idéias na literatura, na arte,
22 As 70 semanas ou 490 anos (Dn 9.24). ção (heb. m ashchith. destruição, arruinado, tor­ nos direitos individuais e na forma de gover­
23 um tempo, tempos e meio tempo (Dn 7.25; nado feio. v. 8). no. Os persas tinham conquistado o progresso
12.7; Ap 12.14). 3 Caí prostrado em terra e perdi os sentidos do mundo, mas estavam em retrocesso havia
24 Os 42 montes (Ap 11.2; 13.5). (v. 9). muitos séculos. Quando os dois poderes com e­
25 OS 1.260 dias (Ap 11.3; 12.6). 4 A mão de alguém tocou em mim e me pôs çaram a lutar, isto representou uma guerra que
sobre as minhas mãos e o s meus joelhos va­ somente poderia terminar na destruição de um
A visão das guerras (10.1) cilantes (v. 10). tipo de civilização - a oriental ou a ocidental.
1 A guerra entre Gabriel e o principe satânico da 5 Pus-me em pé, tremendo. A guerra não foi continua, pois cessou diver­
Pérsia, que o capturou e tentou impedi-lo de le­ 6 Senti muito medo (v. 12). sas vezes num período de 150 anos. Durante
var a Daniel a visão das guerras (10.12,13,20). 7 Prostrei-me com o rosto em terra (v. 15). este tempo, os gregos se desenvolveram em
2 A guerra entre os persas e os gregos (10.20,21; 8 Não consegui falar v. 15). unidade e cultura. Por volta de 337 a.C. eles
11.2,3; 8.20,21). 9 Meus lábios foram tocados pelo anjo. abri a estavam unidos em uma única nação, sob o
3 A guerra dos medos e os persas contra os minha boca e comecei a falar; então reclamei governo de Filipe da Macedônia. Em 336 a.C.,
babilônios (11.1; 5.25-31). de fraqueza e de incapacidade para respirar Alexandre, o Grande, subiu ao trono. Os seus
4 A guerra dos generais de Alexandre, o Grande, di­ normalmente (w. 16,17). súditos do norte se rebelaram. Ele rapidamente
vidindo o império em quatro partes (11.4; 8.8,22). 10 Senti-me fortalecido novamente e me senti massacrou os rebeles e foi reconhecido como
5 A primeira guerra entre a Síria e o Egito, duas capaz de receber a revelação (v. 18; 12.13). cabeça de toda a Grécia, forçada a uma guerra
das quatro divisões do império de Alexandre contra a Pérsia, para a qual Filipe já estava se
(11.5). 4 anjos nom eados nas Escrituras (10.13) preparando. Em 13 anos, Alexandre, o Grande,
6 A segunda guerra entre a Síria e o Egito (11.7-9). 1 Lúcifer (is 14.12; Ez 28.11-17) tinha conquistado totalmente o império persa
7 A terceira guerra entre a Síria e o Egito (11.10- 2 Miguel (w. 13,21; 12.1; Jd 9; Ap 12.7) e os gregos tinham se tornado os senhores do
12). 3 Gabriel (Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19-26) mundo conhecido.
8 A quarta guerra entre a síria e o Egito (11.13- 4 Abadom ou Apoliom (Ap 9.11) QS-rejS-da Pérsia que vieram_após xerxes:
16). Isto prova que existe hierarquia entre anjos (v. 1 A rta xe rxe si. que tinha o apelido de "O Longí-
9 A quinta guerra entre a Síria e o Egito (11.17). 13; 1TS4.16; Jd 9). mano", reinou 41 anos, de 464 a 424 a.C.
10 A guerra da Síria e da Grécia contra Roma 2 Xerxes ll reinou somente um ano, que foi o
(11.18.19). M iguel e G abriel (11.1) de 423 a.C.
1 1 A primeira guerra entre Síria e israel (11.20). Aqui Gabriel explica a Daniel que dois anos 3 Dario ll reinou 19 anos, de 423 a 404 a.C.
12 A segunda guerra entre Síria e Israel <11.21- antes desta revelação tinha permanecido com 4 Artaxerxes ll reinou 46 anos, ou seja, de 404
24). Miguel, que o ajudou e o fortaleceu quando era a 358 a.C.
13 A sexta guerra entre Síria e Egito (11.25-27). de sua responsabilidade derrotar o principe do 5 Artaxerxes lll reinou 20 anos. ou seja, de 358
14 A terceira guerra entre Síria e israel (11.28). reino da Babilônia para que, logo após, pudes­ a 338 a.C.
15 A sétima guerra entre Síria e Egito (11.29-31). se vir o principe da Pérsia (Dn 11.1). Agora era 6 Dario lll reinou durante oito anos, de 338 a
16 A quarta guerra entre Siria e israel (11.32-34). Miguel quem estava ajudando Gabriel a derro­ 330 a.C.
17 A guerra entre Síria e Deus (11.36-39). tar o principe da Pérsia, para que o príncipe da Este rei foi derrotado por Alexandre, o Grande,
18 A oitava e última guerra entre Síria e Egito Grécia pudesse vir (Dn 10.20,21). Deus tinha de cujo império sucedeu o império medo-persa
(11.40-42). derrotar os governantes satânicos de certos como o quinto império mundial que oprimiu
israel no tempo dos gentios. Foi também o ter­ 8 As proezas dos Macabeus são contadas nos 7 Restringir geograficamente a região do apare­
ceiro império mundial de Daniel 2.37-45; 7.3-8; w . 32.33, como provado nos livros de 1 e 2 cimento do Anticristo, que virá dos dez reinos
8.3-8,20,21. Macabeus, livros apócrifos (1 Macabeus 1.10- de Daniel 2 e 7 e também reduzir esta região
24,54; 2 Macabeus 4.4-22; 5.11-21; 6.2). dos quatro reinos de Daniel 8 para um destes
Ptolom eu I (11.5) 9 A pilhagem de israel por muitos dias pela es­ reinos: a Síria (7.23,24; 8.9-14,20-25; 11.36-45).
Ele era filho de Lagus, um nobre macedônio de pada, pelo fogo e pelo cativeiro podem não se 8 Explicar mais completamente quando, como
Eordaea. general e um dos sete guarda-costas aplicar a Israel nos dias do Anticristo, porque a e por que o Anticristo virá (7.23,24; 8.9-14, 20-
de Alexandre, e no qual ele mais confiava. mulher representando israel naquele tempo al­ 25; 9.27; 11.36-45).
Ptolomeu i participou da principal etapa da cança o deserto em segurança, sem destruição 9 Completar a revelação da guerra dos últimos
campanha de Alexandre no Afeganistão e na nem cativeiro (Ap 12.6,14-17). dias (2.40-45; 7.23,24; 8.9-14,20-25; 11.40-45).
índia. Sua primeira ocupação da Palestina foi 10 Essa passagem (w. 21-34) foi totalmente 10 Mostrar como é a operação do poder de Sa­
em 318 a.C. De lá saiu em 315 a.C., devido a cumprida com relação a Antioco Epifânio (não tanás sobre os reinos deste mundo (10.12-21;
uma guerra contra Antigono. Em 312 a.C. ele para se referir a ele como podemos ver nos 11.1; 12.1).
e Seleuco, um fugitivo sátrapa da Babilônia, in­ comentários nessa passagem). Está claro que
vadiram a Palestina e derrotaram Antigono em a profecia com relação ao futuro anticristo co­ O A nticristo, o rei do norte (11.36)
Gaza. Novamente Ptolomeu I ocupou a Pales­ meça no v. 3.5. Daniel 11.36-12.13 identifica definitivamente o
tina. Poucos meses depois teve de se retirar, Anticristo como o rei do norte (Síria) no tempo
porque seu general tinha perdido outra batalha Com o A n tío co Epifânio tom ou-se rei (11.21) do fim. O total propósito dessa visão era fazer
e Antigono então entrou na Síria por meio da Antíoco Epifânio estava a caminho de Roma "entender o que há de acontecer ao seu povo
força. Ele também perdeu Chipre nesta mesma quando seu pai, Seleuco iv, morreu. Heliodo- (israel) nos derradeiros dias" (Dn 10.14) com
época. Em 306 e 305 a.C., Antigono invadiu o ro, que o tinha envenenado, declarou-se rei relação ao reino da Síria, acontecimentos estes
Egito, mas foi derrotado. Em 302 a.C., Ptolomeu como fizeram vários outros reis. Mas Antioco profetizados sobre Antíoco Epifânio (Dn 11.21-
I juntou-se numa coalizão numa guerra contra não procurou a guerra; voltou para casa em 34) e para restringir geograficamente a vinda
Antigono. Ele invadiu a Palestina pela terceira paz e, usando de adulação, obteve o reino. Ele do Anticristo da região das quatro divisões da
vez. Com a notícia de que Antigono tinha obti­ adulou Eumênio, rei d e Pérgamo, e a seu irmão. Grécia, reduzidas a uma só - a da divisão da
do uma grande vitória contra Usimaco na Ásia Átalo (sucessor de Eumênio), conseguindo o Síria.
Menor, Ptolomeu I deixou a Palestina novamen­ apoio dos dois. Adulou também os romanos, As visões de Daniel 2 e 7 foram dadas para
te. Mas, quando soube que Antigono tinha sido enviando embaixadores para conseguir seu mostrar a formação dos dez reinos saídos do
derrotado em 301 a.C. por Lisímaco e por Se­ favor, pagando-lhes tributos atrasados. Bajulou antigo império Romano e para revelar que
leuco, entrou na Palestina pela quarta vez. Os também os sírios, recebendo seu favor. E as­ o Anticristo viria de um destes dez reinos e
outros membros da coalizão decidiram dar a sim, com mais esse apoio, tomaram o trono. para levar estas nações contra Cristo em sua
Palestina a Seleuco, porque consideravam que Aqui, Antíoco Epifânio é chamado de pessoa segunda vinda. O propósito de Daniel 2 e 7 é
Ptolomeu havia desertado da coalizão. E então, vjj, porque vivia na companhia de homens restringir geograficamente a vinda do Anticris­
pelos 150 anos seguintes, a dinastia selêucida maus. Freqüentava tabernas, bebendo ao lado to dos dez reinos para as quatro divisões do
e a dinastia ptolemaica lutaram na Palestina. de pessoas sem caráter, cantando canções Império Grego, o qual constituirá quatro dos
Ptolomeu i morreu em 283 a.C., deixando um imorais. Por isso, era chamado por alguns de dez reinos do império Romano revisado, antes
reino poderoso, depois de 50 anos de guerras. que o Anticristo venha. O propósito da última
visão (Dn 10.1-12.13) é reduzir geograficamen­
10 provas d e que A n tío c o Epifânio não é o A fa lsid a de de A n tío c o Epifânio e Ptolom eu te a vinda do Anticristo das quatro divisões do
A n tic ris to (11.21) Filop ato r (11.27) império Grego para uma só destas divisões, a
1 A expressão em seu lugar é usada nos w. Os corações destes reis, Antíoco Epifânio da Sí­ Síria, bem como para completar a visão de Da­
7,20,31,38 em relação à imediata sucessão ou ria e Ptolomeu Filom étor do Egito (a quem Antí­ niel com relação aos últimos dias do reino do
tomar o lugar sem um intervalo de tempo de oco fez prisioneiro), foram enganados. Antíoco. Messias. Daniel 11.35-12.13 nos dá a terceira e
cerca de 200 anos, como seria o caso se o Anti­ 0 tio de Ptolomeu, fingiu ser amigo íntimo de última descrição do Anticristo em Daniel.
cristo tivesse sido referido nos w . 21-34. Ptolomeu, desde que os habitantes de Alexan­
2 Não existe a interrupção mencionada no v. 21, dria se rebelaram e elegeram seu rei o irmão 0 pequeno chifre, o re i do norte, o homem do
como seria nesse caso. se existisse um longo pe­ de Ptolomeu. Quando Antíoco veio a Mênfis, pecado e a besta do A pocalipse são a mesma
ríodo entre Selèuco IV do v. 20 e o futuro Anticris­ ele e Ptolomeu freqüentaram conferências na pessoa - o futuro A nticristo
to dos w. 35-45. Existe tal quebra no fim do rei­ mesma mesa. Am bos professavam seu amor 1 Todos farão tudo de acordo com a própria
nado de Antíoco Epifânio no v. 35, onde está claro um ao outro, mas na verdade planejavam se vontade (confira Dn 11.36; Dn 7.25; 8.24; 2 Ts
que a referência se destina ao tempo do fim. destruir. Nenhum dos dois prosperou com suas 2.10-12; A p 13.5-7).
3 O reino não foi dado a Antíoco Epifânio (v. 21), mentiras (v. 27). Antíoco não prosperou porque 2 Todos se exaltarão sobre todos os deuses
mas no caso do Anticristo, a ele será entregue os romanos exigiram que ele entregasse o Egi­ (confira Dn 11.36,37; Dn 7.25; 8.25; 2 Ts 2.4;
a coroa (Ap 6.1-2) e também o poder para rei­ to. Nisto ele se rendeu, mas reteve a Cele-Síria, Ap 13).
nar (Ap 13.1-5). a Palestina e a Fenícia. Ptolomeu não prospe­ 3 Todos falarão coisas incríveis contra o Deus
4 Antioco Epifânio foi forçado pelos romanos a rou, devido às exigências dos romanos. A razão dos deuses (confira Dn 11.36; Dn 7.8.11,20,25;
voltar para a própria terra (w. 28-30). mas o An­ está no v. 27:"... porque ainda verá o fim no Ap 13.1-7; 2 Ts 2.4).
ticristo não será dominado pelos romanos nem tempo determinado” , isto é, o fim dos tempos, 4 Prosperarão em tudo ATÉ que a indignação
por nenhum outro povo até a vinda de Cristo. já determinado, ainda não chegou. (a Tribulação, Dn 8.19; Ap 6-19) seja cumprida
Ele fará som ente o que for de sua própria von­ (confira Dn 11.36; Dn 8.9-11,21,22,25-27; 2 Ts
tade (v. 36). 10 2.8; Ap 19.11-21).
itens do propósito de Daniel 10-12 (11.36)
5 Antíoco Epifânio invadiu o Egito por duas ve­ 1 Dar maiores informações do que acontecerá 5 Todos se recusarão a respeitar o Deus de
zes (w. 25-31), enquanto o Anticristo efetuará a israel nos últimos dias (10.14). seus pais (confira Dn 11.37; Dn 7.25; 8.25; Ap
somente uma invasão (w. 40-45). 2 Completar a revelação sobre o local de onde 13.1-7; 2 TS 2.4; Jo 5.43).
6 Na segunda invasão do Egito, Roma forçou o Anticristo virá (11.2-45). 6 Honrarão a um deus que seus pais não co­
Antíoco Epifânio a retornar à Síria (w. 29,30), 3 Completar a revelação do livro de Daniel nhecem (confira Dn 11.38,39; Dn 8.24; 2 Ts 2.8;
mas quando o Anticristo tomar o Egito (w. 40- sobre os poderes gentios do mundo que opri­ Ap 13.1-4).
48), os romanos se renderão (Dn 7.23,24; Ap mirão israel antes da segunda vinda de Cristo 7 Todos existirão no tempo do fim e obterão su­
17.12-17). (2.37-45; 7.17-27; 8.20-25). cesso nas conquistas nos mesmos territórios
7 Antíoco Epifânio foi profundamente atingido 4 Fornecer maiores informações sobre o pe­ (confira Dn 11.40-42; 7.8,11,12,20,21; 23-25; 2
com a oposição romana, tendo finalmente se queno chifre, ou seja, o Anticristo (11.36-12.7). TS 2.8; Ap 13.1-10; 17.8-17).
submetido á s exigências para libertar o Egito 5 Identificar o Anticristo como o rei do norte 8 Todos reinarão em Jerusalém "no glorioso
(w. 30,31), enquanto o Anticristo não terá tal (11.36-45). e santo monte" e terão seu trono no templo
oposição, não se submetendo a Roma nem a 6 Completar a revelação sobre Roma renova­ (confira Dn 11.45; Dn 9.27; 2 Ts 2.4; Ap 11.1,2;
nenhum outro poder para que liberte o Egito da e também sobre o Império Grego renovado 12.1-17; 13.1-18).
(w. 10-45; A p 17.12-17). (2.40-43; 7.23,24). 9 Causarão a grande tribulação que virá sobre
a terra (confira Dn 12.1; Dn 7.21-27; 8.19,24,25; 6 Honrará a um deus desconhecido de seus pais assim proceder com relação á Rússia
9.27; Mt 24.15-23; 2 Ts 2.8-12; Ap 13.1-18; 15.2- (v. 38). 4 Se a Rússia é o rei do norte de Daniel 11.4-45,
4; 20.1-6). 7 Honrará a um deus estranho (w. 38,39; veja 2 então que países são estes ao norte da Rússia,
10 Todos guerrearão em israel durante o mes­ Ts 2.4; Ap 13.1-18). que farão guerra contra ela. cumprindo as infor­
mo tempo e período (confira Dn 12.7; Dn 7.21- mações sobre a guerra do norte e do leste neste
22,25,26; 8.24; Ap 13; Mt 24.15-23). 0 sensacionalism o profético (11.43) rei do norte do v. 44? Não existem países ao nor­
11 Farão findar os sacrifícios diários e trarão a Quando Mussolinl ocupou a Líbia e a Etiópia, em te da Rússia que possam fazer guerra contra ela,
abominação da desolação (confira Dn 12.11; Dn 1935, muitos estudiosos da Bíblia aclamaram- cumprindo esse versículo. Portanto, a Rússia está
7.25; 8.24,25; M t 24.15; 2 Ts 2.4; Ap 13); no como o Anticristo, reivindicando que Daniel inteiramente fora de cena em Daniel 11.
12 Todos chegarão ao seu fim (confira Dn 11.45 11.43 estava se cumprindo. Acrescente-se ain­ 5 No passado, a Rússia fazia fronteira com a di­
com Dn 7.8-11,21,22,25-27; 8.25; 2 Ts 2.8; Ap da o fato de que era seu sonho o avivamento visão siriaca, uma das quatro divisões do anti­
19.11-21; 20.10). do império Romano, levando muitos a ensina­ go império Grego. Assim, na formação dos dez
rem que ele era verdadeiramente o Anticristo. reinos, isto talvez seja verdade com relação à
De onde virá o A nticristo? Mas estavam completamente enganados. Esta fronteira entre a futura Síria e a Rússia. Portan­
Daniel viu o oeaueno chifre vindo de uma das e outras tolas especulações do passado sobre to, a Rússia poderia ser somente um país utili­
quatro divisões do império Grego (Dn 8.8,9,21- Hitler, Stalin, o papa e outros deveriam ter sa­ zado para o cumprimento das profecias naque­
23). isto acontecerá no final de seu reinado tisfeito os estudiosos, evitando especulações le tempo, fazendo guerra contra a Síria, pois a
e também deverá acontecer no futuro, pois mais à frente com relação ao cumprimento Uirquia já terá sido conquistada pelo Anticristo,
estes reinos ainda existirão (Dn 8.23). Essas da profecia; mas assim não aconteceu. As e estará fazendo parte dos dez reinos da Roma
quatro divisões são conhecidas na atualidade especulações ainda existem em excesso nes­ renovada, que estarão sob o governo do rei do
como Grécia. TUrquia, Síria e Egito. Em Daniel ta terra, sem que seus autores realizem uma norte (7.23,24; Ap 17.8-17).
7, temos o Anticristo vindo dos dez reinos que checagem daquilo que propagam. Alguém foi
vieram do império Romano e, se não tivermos longe, a ponto de encontrar nas siglas U.S.A. o Outra falácia sobre a Rússia
a visão de Daniel 8, poderemos acreditar que nome de Jerusalém. Outros viram a sigla U.S.A. A outra maior falácia sobre a Rússia é que ela
ele poderia vir da Inglaterra, Holanda, Bélgica, em isaías, no cavaleiro branco de Apocalipse 6 invadirá a Palestina, cumprindo Ezequiel 38-39.
França, Suiça, Espanha, Portugal, Itália, Áustria, e no carneiro de dois chifres de Apocalipse 13. Muitas são as especulações que consideram a
Hungria, Iugoslávia, Albânia ou de qualquer ou­ Inúmeras especulações têm avançado com re­ Rússia como o país do qual o Anticristo virá,
tra parte do território do antigo Império Roma­ lação ao nome do Anticristo, a marca da besta cumprindo Daniel 11.40-45 e Ezequiel 38-39 e
no, saido das quatro divisões do Império Grego. e uma hoste de outras coisas sobre as Escritu­ de sua invasão à Palestina antes da batalha do
Como temos em Daniel 8 a redução da vinda ras. Alguns ainda encontram discos voadores Armagedom. Nenhuma dessas teorias é verda­
do Anticristo dos dez reinos para quatro, e li­ nas Escrituras, bem como a bomba atômica, a deira. Até mesmo se a Rússia invadisse a Pales­
mitando definitivamente a sua vinda à Grécia, bomba H. o avião, o automóvel, o rádio, a tele­ tina antes do Armagedom, nenhuma profecia
Turquia, Síria ou Egito, logicamente deveremos visão e outras modernas invenções, enquanto estaria envolvida. Ezequiel 38-39 não pode ser
limitar sua vinda a um destes quatro países a verdade é que nenhum destes é mencionado cumprido por nenhuma guerra, pois estes dois
separadamente da declaração geral de que "o cap. somente serão cumpridos na guerra do Ar­
As 3 futuras guerras tricontinentais conhecimento se multiplicará" (Dn 12.4). veja magedom e não em alguma guerra antes dela.
1 a prim.elr3.guerra tríçontinenfôi virá com o as citando várias passagens utilizadas para veja as em Ezequiel 38-39.
propósito de formar os dez reinos vindos do provar as modernas invenções, e o que na ver­ Se os estudiosos da Bíblia reconhecessem so­
território do antigo Império Romano, cumprin­ dade significam tais passagens. mente uma coisa, não somente Ezequiel 38-39
do Daniel 7.23,24.0 v. 24 declara que este terri­ A Líbia e a Etiópia poderiam ser conquistadas se tornará claro para eles, mas também Daniel
tório será reduzido para dez reinos, isto exigirá sem dificuldades por um pequeno número de 11.44. Esta única coisa é que o Anticristo, vindo
uma guerra na Europa, na Ásia, na África. Estes homens, se o Senhor demorar, sem cumprir da Síria, obterá poder sobre os dez reinos da
dez reinos serão o império Romano reformado, Daniel 11.43. A profecia não pode ser cum­ Roma Revisada nos primeiros três anos e meio
simbolizado pelos dez artelhos na imagem de prida, a não ser que alguém conquiste estes da 70a semana de Daniel. E, então, a guerra en­
Daniel 2 e os dez chifres saídos da besta de países depois da formação dos dez reinos (Dn tre ela e seus dez reinos e os países ao leste e
Daniel 7, Apocalipse 12,13 e 17. 7.24), depois do arrebatamento da igreja, ve­ ao norte do território do antigo império Romano
nha da Síria e faça uma aliança de sete anos será defiagrada. O Anticristo conquistará países
a formação dos dez reinos, e o império Romano com israel (Dn 8.9-14; 9.27). Não haveria espe­ ao leste e ao norte e se tornará também gover­
revisado continuará com esoaco reduzido (Ap culação e sensacionalismo sobre as profecias nante da Rússia, conquistando-a; não sendo um
17.10). O pequeno chifre ou o futuro Anticristo se o homem prestasse atenção no elemento nativo ou mesmo vindo dela (v. 44). Naquele
virá de um destes dez reinos e entre eles para tempo e em outros fatos que identificam um tempo ele se tornará Gogue, o príncipe de Me-
formar o oitavo reino de Apocalipse 17.8-17. verdadeiro cumprimento. seque e TUbal de Ezequiel 38-39, no final desta
Nesta segunda guerra, ele derrotará trés dos guerra ou próximo do fim dos últimos três anos
dez reinos antes que os outros se submetam a A Rússia, não o rei do norte (11.44) e meio da 70a semana de Daniel. Então, somen­
ele (Dn 7.23,24; A p 17.12-17). Muitos ensinam que a Rússia será o rei do norte te aí é que serão cumpridos os cap. 38 e 39 de
3 A terceira guerra tricontinental acontecerá de­ de Daniel 11, mas isto é impossível, pelas se­ Ezequiel. O Anticristo liderará os países recen­
pois que o Anticristo alcançar poder sobre os guintes razões: temente conquistados, juntamente com os dez
dez reinos, no meio da 70a semana de Daniel, ou 1 A Rússia nunca fez parte do antigo império reinos e outras nações reunidas pelos três es­
seja. três anos e meio antes da segunda vinda Romano, do qual os dez reinos deverão ser píritos imundos (Ap 16.13-16), que se juntarão
de Cristo (Ap 13.5). Os dez reinos sob o poder do formados nos últimos dias e do qual virá o An­ ao Anticristo para serem derrotadas no Armage­
Anticristo lutarão nesta terceira guerra contra ticristo (Dn 7.8,23,24). dom (Ez 38-39; Jl 3; ZC 14; Ap 19.11-21).
os países situados ao norte e ao leste do territó­ 2 A Rússia nunca fez parte do antigo império Assim, o rei do norte (Síria) fará guerra contra
rio do antigo império Romano (Dn 11.44). Quan­ Grego, nem das quatro divisões daquele impé­ os países ao norte e a leste da Síria, e eles se­
do o Anticristo conquistar estes novos inimigos, rio depois da morte de Alexandre, o Grande, do rão derrotados. Então, o Anticristo partirá com
liderará as nações na batalha em Jerusalém e qual virá o Anticristo (Dn 8.9-14,20-23). grande fúria para destruir e aniquilar a muitos
então Cristo virá para derrotá-lo no Armagedom 3 Não há nenhuma referência à Rússia nas povos. Muitas, senão todas as nações do nor­
(Ez 38-39; ZC 14; Ap 19.11-21). guerras de Daniel 11.4-34. Estas guerras foram te e do leste do território do antigo império
travadas entre a Síria e o Egito num período de Romano, se unirão para derrubar este novo
7 fatos: o A n ticristo e as deidades (11.37) aproximadamente 150 anos, findando o reinado conquistador, que em três semanas e meia ob­
1 Ele não terá consideração pelo Deus de seus de Antíoco Epifânio, como foi visto nas daque­ terá completo domínio sobre os dez reinos do
antepassados, o verdadeiro Deus (v. 37; Jo 5.43). la parte das Escrituras. Por esta razão, inserir a território do antigo Império Romano. Perceben­
2 Rejeitará os deuses preferidos das mulheres. Rússia na futura guerra entre futuro rei do norte do que ele veio para conquistar totalmente o
3 Rejeitará todo e qualquer ídolo. (Síria) e o rei do sul (Egito) é acrescentar algo à mundo, eles saberão que deverão derrotá-lo ou
4 Ele se exaltará acima de todos, até do verda­ Palavra de Deus. Alguém pode muito bem iden­ então serão derrotados. Então, antes que ele se
deiro Deus (w. 36,37; 2 Ts 2.4; Ap 13). tificar os U.S.A, a Inglaterra ou qualquer outro recupere de suas lutas sangrentas dentro do
5 Ele adorará um deus das fortalezas (v. 38). país que desejar como sendo o rei do norte, se império Romano, muitas nações se unirão para
colocar um fim às suas conquistas. O Anticristo deixá-lo preparado para aceitar Jesus quando Espécies de ressurreição m aterial
conquistaria a maior parte do mundo, se não de sua segunda vinda (Ez 20.33,34; Zc 12.10- Existem duas espécies de ressurreição mate­
fosse a vinda de Cristo à terra para salvar israel 13.9; 14.1-15; M t 24.15-31). rial ou física: a dos justos, que ressuscitarão
quando a metade de Jerusalém estiver tomada 5 Julgar as nações por sua perseguição a israel para viverem antes do Milênio e a dos ímpios,
por ele (Zc 14). Assim, o sonho do Anticristo (IS 63.1-6; Jl 3; Ap 6.1-19.21). que ressuscitarão para a perdição, depois do
de ser um ditador mundial ficará longe de sua 6 Levar Israel ao completo arrependimento (Zc Milênio (12.3; JO 5.28,29; Ap 10.4-6,11-15).
meta. Cristo será o único governante mundial 12.10-13.9; Rm 11.26-29; M t 23.39}. 1.000 anos se passarão entre as duas ressur­
diferente de Adão, de Noé - seres humanos - 7 Cumprir as profecias de Daniel 9.24-27; Apo­ reições (Ap 20.4-6).
ou de Lúcifer - um ser angélico. calipse 6.1-19.21; Mateus24.15,29. 1 O fato da ressurreição: A s passagens seguin­
8 Levar israel a fugir para o deserto de Edom e tes ensinam isto: Jó (19.25-27), isaías (26.14-
A Tribulação (Dn 12.1; A p 6-19) Moabe, a fim de qu3 seja perseguido pelas na­ 19), Daniel (12.2), Davi (SI 16.10; 17.15; At
A época da tribulação e a sua duração ções e então tenha de se voltar para Deus, que 2.31), os santos do AT (Hb 11.35), os santos do
A Tribulação começará a afetar israel antes que os ajudará (is 16.1-5; Ez 20.33-35; Dn 11.40- NT (Mt 28; M c 16; Lc 24; Jo 20-21; At 2.4 etc.),
a 70* semana comece; quanto tem po antes 12.7; Os 2.14-17; M t 24.15-31; Ap 12). Jesus (Mt 16.21; 22.23-31; LC 14.14; 20.27-36;
não é determinado, mas quando o Anticristo se 24.13-45), M ateus (28.1-20), M arcos (16.1-18),
preparar para o início da semana, israel será O caráter da Tribulação Lucas (24.1-49), João (19-21; Ap 20.4-6). M a­
perseguido pelos dez reinos da Roma renova­ A ira de Deus será derramada sobre a espécie ria (JO 11-24), Herodes (Mt 14.2), Pedro (1 Pe
da, dominados pela misteriosa Babilônia. Quan­ humana por causa de sua maldade 9 corrupção, I.3; 3.21) e Paulo (At 17.18,32; 23.6; 24.15,21;
do o Anticristo vier, fará uma aliança de sete as quais excederam as dos dias de Noé e de Ló Rm 1.4; 6.5; 8.34; 1 Co 15; Fp 3.10,11; Hb 6.2;
anos com israel, assegurando-lhe proteção em (Gn 6; M t 24.37-39; Lc 17.22-37; 2 Tm 3.1-12). As II.35).
seu contínuo estabelecimento com o nação (Dn palavras não podem descrever a rebelião abso­ 2 A ressurreição foi profetizada: isaías 26.14-
9.27). Pelo fato de os judeus não se submete­ luta e a maldade do homem durante este perío­ 19; Daniel 12.2; Salmos 16.10; Mateus 12.41,42;
rem à misteriosa Babilônia, haverá uma perse­ do em que haverá a guerra final entre Deus e o 20.19; 27.63; 1 Tessalonicenses 4.14-17; 1 Co-
guição generalizada e "e eles serão espalhados demônio pela posse da terra (Ap 11.15; 12.7-12; ríntios 15; Apocalipse 20.4-6; João 5.28,29.
entre as nações" durante o tempo do início das 19.11-21; 20.1-3). O homem rejeitará a verdade
dores, quando o Anticristo empreenderá a con­ até que Deus os acorde para a "forte desilu­ permanente:
quista de todas estas nações (Mt 24.4-12). O são" do Anticristo, que os levará a acreditar na (1) A temporária (veja M t 9.25).
Anticristo necessitará do apoio moral e finan­ mentira, para serem destruídos (2 Ts 2.8-12; 2 (2) A permanente - que leva à imortalidade, ha­
ceiro dos judeus em sua ascensão na conquis­ Pe 3.1-9). Apesar de Deus ter derramado seus vendo vida para sempre no corpo; Cristo, "as
ta das nações. Então, ele fará uma aliança com juízos sobre os homens, eles ainda o afrontarão primícias", foi o primeiro a obter a ressurreição
os judeus por sete anos. Todavia, o tempo de (Ap 9.20,21; 6.2-11; 17.1-18; 18.1-24). permanente (1 Co 15.1-23). Muitos santos do
tribulação ocorrerá durante todo o período da AT foram ressuscitados apôs a ressurreição de
70a semana (Dn 9.27). Ela findará somente na A Tribulação acontecerá em todo c m undo? Cristo (Mt 27.53).
segunda vinda (Mt 24.29-31; Ap 19.11-21). A antiga teoria de que a Tribulação será mundial 4 om odo cte ressurrs içâg d c o 15.20-34):
não é declarada rias Escrituras. Ao contrário, a 5 Qualificações para a pjim ^ JCê& M êiSiõ:
A s divisões da Tribulação Bíblia é clara ao afirmar que o Anticristo não 6 O método da ressurreição (1 Co 15.35-50): Pau­
1 A primeira divisão ocorrerá nos primeiros três reinará sobre o mundo inteiro, nnas somente lo Ilustra 0 método de ressurreição pela morte
anos e meio da 70a semana e finalizará a tribu­ sobre os dez reinos formados dentro do terri­ e ressurreição de um grão de trigo ou qualquer
tação menor. Não será tão grande em severida­ tório do antigo Império Romano. Lá está decla­ outro grão.
de como nos últimos três anos e meio, porque rado que a maioria dos julgamentos das trom­
israel será protegido pelo Anticristo durante betas e dos vasos acontecerá somente sobre A prim eira ressurreição (Ap 20.4-6; Dn 12.1; Jo
este período. A perseguição de Israel acontece­ a terceira ou quarta parte da terra (Ap 8.7-12; 5.28,29)
rá de uma fonte totalmente diferente daquela 9.12-21), e sobre "os homens, os quais têm a Essa é a ressurreição de todos os justos, aben­
da última divisão. Nesses primeiros três anos marca da besta" e "sobre o trono da besta e çoados e santos, desde Adão até 0 Milênio,
e meio, israel será perseguido pela misteriosa em seu reino" (Ap 16.2,10,12). Todavia, nada foi isto cobre 0 tem po desde a ressurreição de
Babilônia e os dez reis. Esta divisão será o cum­ dito sobre a limitação dos demônios-locustas Cristo até a ressurreição dos santos da Tribu­
primento de Apocalipse 6.1-9.21; Os juízos do ou sobre a extensão da ira do demônio quando lação e das duas testemunhas, inclusive as vá­
sexto selo e das primeiras seis trombetas virão ele for derrotado (Ap 9.1-11; 12.7-12). rias com panhias dos redimidos. Todos os que
neste período, trazendo tribulação. Quando falamos de Tribulação significa que o têm parte nesta ressurreição terão parte no
2 A última divisão acontecerá nos últimos três povo de Deus terá de sofrer, especialmente o reinado de Cristo. Ele não reinará com poucos
anos e meio da semana e finalizará a grande povo judeu, pois a 70a semana de Daniel refere- justos, com o ensinam alguns (Ap 20.4-6). Essa
Tribulação. porque será mais severa em perse­ se somente a israel e à sua cidade, Jerusalém. ressurreição pode ser chamada de ressurrei­
guição a israel do que durante os primeiros três A última metade da semana será 'o tempo de ção de dentro, isto é, a ressurreição para fora
anos e meio. O Anticristo, que protegerá israel aflições de Jacó" e estas tribulações referem- ou dentre os m ortos (Lc 14.14; 20.35.36; Fp
nos três primeiros anos e meio, quebrará sua se principalmente a Israel. A Tribulação não 3.11-14; 1 Ts 4.14-17; 1 Co 15.51-58; Hb 11.35;
aliança no meio da semana e se tomará o seu será mundial, embora atinja países onde vive­ Ap 20.4-6). Com o Cristo saiu dentre os mor­
pior inimigo. Ele tentará destrui-lo, sendo que tal rão cristãos após o Arrebatamento. Tribos des­ tos com o as prim ícias da morte, assim, no
ato atrairá o juízo dos sete selos pelos três anos conhecidas de pessoas no interior de países arrebatamento, os mortos em Cristo ressus­
e meio. Esta parte da Tribulação incluirá o cumpri­ pagãos não conhecerão a Tribulação causada citarão antes dos ím pios mortos, de acordo
mento de Apocalipse 10.1-19.21. Jesus, Daniel, pelo Anticristo, com o está claro em E xten são com as passagens acima. Assim , os santos
Jeremias e muitos outros falam deste tempo de do re in o do A n tic ris to , p. 2050. da Tribulação ressuscitarão antes dos ímpios
tribulação em israel como algo que nunca houve mortos (Ap 20.4-6). Os ím pios mortos não vi­
antes e que jamais existirá (Dn 12.1; Jr 30.4-11; A s ressu rreiçõ es (12.2) verão novamente até que 1.000 anos tenham
M t 24.21,22; Ap 11.1,2; 12.14-17; 13.5-7). Existem duas principais espécies de ressurrei­ se passado (Ap 20.4-6).
ção: a espiritual e a material. A ressurreição A expressão grega ek nekron, dentre os mor­
0 propósito da Tribulação espiritual é aquela em que o espírito será esti­ tos. é utilizada 48 vezes e ensina uma ressur­
1 Purificar Israel, levando-o a um lugar onde mulado - avivado da morte em transgressões e reição seleta dentre os mortos - os justos se­
Deus possa cumprir a perpétua aliança realiza­ pecados. Tal ressurreição leva a pessoa a ser re­ rão selecionados dentre os ímpios. Mas a Bíblia
da com seus filhos (Is 2.5-22; 16.1-5; 24.1-25.12; novada na semelhança gloriosa com Deus (1 Co não ensina que haverá uma ressurreição seleta
26.20,21; EZ 20.33,34; 22.17-22, Rm 11.25-29). 11.7; Ef 4.21-24; a 3.10; 1 JO 3.9). isto é ensinado de alguns justos dentre os justos remanescen­
2 P urificar israel de sua rebeldia (Ez 20.33,34; em Efésios 2.1-6; 5.14; Romanos 6.11 e ocorrerá tes (Mt 17.9; Mc 9.10; Lc 24.46; A t 3.15; 4.10;
22.17-22; Zc 13.8,9; M l 3.3,4). somente nesta vida. Quando a morte fisica vem, 10.41; 13.30; 17.31; Rm 1.4; 4.24; 6.4-9; 8.11; 1
3 Levar israel a ter vinculo com a nova aliança toda a possibilidade de tal ressurreição espiri­ Co 15.12,20-23; etc). A teoria de que só alguns
(EZ 20.33,34; 36.24-28; Jr 30.3-11; Zc 12.10- tual acontecer se passou (Ec 11.1. Hb 9.27; Ap justos serão selecionados é uma mera inven­
13.9; M l 4.3,4). 22.11). A ressurreição material é a do corpo, à ção humana baseada em algumas histórias do
4 Julgar Israel e puni-lo por rejeitar o Messias e qual dedicamos uma parte do nosso estudo. AT, as quais nunca foram entendidas com o m o­
delo. Há também uma falta de escritos sobre possa se sentir adormecido ou não Atos 13.36 mentos quando o homem interno o deixa (Tg
0 assunto. Todos o s mortos e vivos em Cristo diz que aquele que está adormecido é coloca­ 2.26). Depois de deixar o corpo, a alma e o es­
estarão na primeira ressjrreição - não serão só do na sepultura e vê corrupção. E quando fala pirito continuam a ter pensamentos no céu (Hb
alguns destes em Cristo. Todos os que estive­ em "ver corrupção" refere-se definitivamente 12.22,23; Ap 6.9-11) e também no inferno Os
rem fora de Cristo serão levados a julgamento à carne, o que está claro em Salmcs 16.10 e 14.9-11; LC 16.19-31).
após o Milênio, sendo lançados no lago de fogo Atos 2.23-32. Nestas passagens, a carne não vê
(Ap 20.4-6,11-15). corrupção enquanto a alma vai para o inferno. Novamente, repetimos que esses fatos são
No caso de Davi. sua carne viu corrupção (At verdadeiros com relação ao corpo, mas não
A ressurreição dos justos 13.36). Em todas as outras passagens, o que se com relação à alma e ao espírito. Como po­
1 A primeira ressurreição (Ap 20.4-6) sentiu adormecido foi a carne ou o corpo (1 Co deria um corpo morto no pó estar consciente,
2 A ressurreição dos justos (Lc 14.14) 15.35). Naturalmente, o corpo cai adormecido possuir memória, amar. odiar e invejar, se a
3 A ressurreiçáo da vida (Jo 5.29) quando o espírito o deixa (Tg 2.26). alma e o espirito se vão dele? O pó não pode
4 A ressurreição superior (Hb 11.35) 3 é dito que a morte é um sçnQ (Dt 31.16; 2 Sm ter essas experiências, mesmo que seja am ol­
5 A ressurreição dentre os mortos (Fp 3.10-15) 7.12; 1 Rs 2.10; 11.21,43). Refere-se ao corpo dado em forma corporal ou de qualquer outra
com o caindo adormecido, com o nos pontos 1 forma. A alma e o espirito continuam a ter
A segunda ressurreição (Dn 12.3; Jo 5.28,29; e 2, acima. conhecimento e possuem em oções e desejos
A p 20.4-6) depois de deixar o corpo, como provado em
Esta é a ressurreição de todos os impios desde mal, na morte (Ec 3.19,20). isto é usado como muitas passagens.
Adão até o fim do Milênio. Ela terá lugar depois prova conclusiva de cultos falsos, que declaram 9 O morto é lançado na sepjaltuLa (Mt 27 52;
do Milênio e também incluirá aqueles que mor­ que ambos, o homem e o animal, se extinguem Jo 5.28,29). Quando os corpos passam pela
reram durante o Milênio (Ap 20.4-6,11-15). Eles com a morte. Contudo, um exame honesto m orte física, são colocados em sepulturas,
serão ressuscitados com corpos imortais, para destes fatos aqui, mostrará que são referências mas a alma e o espírito nunca vão para as se ­
serem atormentados para sempre no inferno feitas ao corpo e não á alma Eles dizem: Todos pulturas. Se alguém sabe que o corpo ainda
(Mt 10.28, JO 5.28,29; 12.24; Dn 12.2; At 24.15; está vivo. porque o espírito ainda se encontra
1CO 15.21,34-50; Ap 14 9-12; 19.20; 20.4-6.11- tarão. Não existe argumento contra este fato, nele, não o coloca na sepultura. Ele não pode
15). A teoria de que somente os justos serão pois ambos, o homem e o animal, são feitos do ver a corrupção enquanto tiver vida. Além
ressuscitados para a imortalidade é falsa, pois pó no tocante ao corpo (Gn 2.7,19). Todos os disso, este alguém estaria quebrando a lei.
não é fundamentada nas Escrituras. O método corpos retomarão ao pó novamente, mas nada por sepultar um corpo ainda vivo; isto seria
de ressurreição dos justos e dos injustos é cla­ é dito aqui. nem em nenhum outro iLgar, sobre assassinato.
ramente ensinado e ilustrado por um grão de as almas e espíritos (ou as partes invisíveis e in­ 10 Davi ainda nào subiu ao céu (At 2.34). Isto
trigo ou por qualquer cutro grão. Veja A re s­ tangíveis) do homem e dos animais, afirmando é verdade para seu corpo, mas não para sua
su rreição, p. 1849. Assim, o que fará diferença que sejam feitos do pó. A o contrário, esta mes­ alma e seu espírito, pois todas as almas que
entre as duas ressurreições? Uma semente ma passagem prova que existe distinção entre morreram antes da ressurreição de Cristo fo­
ruim ou venenosa não se reproduz da mesma o homem e o animal com relação ao seu espírt- ram levadas ao céu com o cativos (Sl 68.18;
maneira que uma semente boa? As duas não Ef 4.8-10). Todo espirito de homem justo está
atravessam o mesmo processo? A ressurrei­ no céu (Hb 12.22,23). Toda pessoa justa que
ção dos homens segue este mesmo processo, morreu irá para o céu com o um ser interior
sendo que a única diferença é a glória de um v dever ser entendido em conjunto com outros (2 Co 5.8; Fp 1.21-24; A p 6.9-11) e 0 corpo é
sobre o outro. Ambos, o salvo e o não-salvo, fatos. Na morte física não existe memória, por­ lançado na sepultura para aguardar a ressur­
são imortais, como é claramente ensinado nas que o corpo morre e não existe alma ou espírito reição (Jo 5.28,29; Dn 12.2). Ninguém morre
Escrituras. Os corpos dos ímpios existirão em nele que possa obrigar o corpo a continuar tendo espiritualm ente na m orte física, pois é es­
tormento consciente para sempre (nota, Lc memória e consciência. O corpo sem o esoírito é piritualmente morto ou vivo em seu tempo
12.5). veja 14 provas da futura imortalidade do morto (Tg 2.26). Não são os componentes quími­ de vida. Se está espiritualm ente m orto em
corpo, em O so n o da alm a nâo é ensin ado cos do corpo que possuem a consciência, pois pecado (Ef 2.1-9; 1 Tm 5.6), na m orte física,
n as E scritu ra s, a seguir. se assim fosse, ela continuaria ativa depois que sua alma vai para o inferno e seu corpo vai
o espírito deixasse o corpo. A alma e o espírito para a sepultura, para aguardar a reunião
O sono da alm a não é ensin ado nas Escri­ fazem a consciência do corpo somente quando com o espírito na segunda ressurreição (Ap
turas (12.2) estão no corpo, mas quando o deixam, ele está 20.6,11-15). Se estiver vivo espiritualm ente
Toda a Escritura ensina claramente que o sono morto e por isso não possui mais consciência. na m orte física, sua alma vai im ediatamente
da alma refere-se ao corpo, o qual dorme no p ó É declarado nesse v. que na sepultura (heb. para o céu e seu corpo fica na sepultura até
da terra, até à ressurreição do corpo (Dn 12.2; Jo sheol, o mundo invisível de espíritos passados) à reunião na primeira ressurreição (Ap 20.4-
5.28,29). O corpo é a única parte do homem que ninguém louvará o Senhor, isto é literalmente 6; 1 Ts 4.13-17). Para provar que o corpo de
passa pela morte física (Tg 2.26). A razão de sua verdade, pois o inferno é um lugar de tormento Davi é a parte que ainda não ascendeu, veja
morte é que o homem interior, a vida do corpo, no fogo e quem iria louvar a Deus sob tais cir­ A tos 13.36, onde ele claram ente revela que
o deixa. Ele então volta ao pó e, por isso, se diz cunstâncias? Está claro que existe consciência viu a corrupção.
que ele dorme (Gn 3.19; Ec 3.19-21; Mt 9.24; Jo no sheol, como afirmam muitos escritos. Aqui. Assim, está claro que o sono da alma é uma
11.11; 1 Co 11.30; 15.6,18,20,51; 1 Ts 4.13-17). nem em nenhum outro lugar, não é dito que falácia, mas o sono do corpo é uma realidade.
as pessoas que se encontram no sheol estão
0 sono da alm a é exam inado nas Escrituras extintas e inconscientes, e que não podem lou­ 14 provas da futura im ortalidade do corpo
Todos os textos utilizados por aqueles que var a Deus Está claro que no inferno o homem
ensinam sobre o sono ja alma referem-se ao chora e deseja sair de lá, como diz Lucas 16.19- na ressurreição, veja Romanos 2.7; 1 Coríntios
corpo e não à alma e espírito, como pode ser 31. Isaías 14.9-11 etc. 15.42-54; Filipenses 3.21; 1 Timóteo 6.16; 2 Ti­
visto através do exame dos chamados textos móteo 1.10.0 corpo é o objetivo destas passa­
autoprobatórios. Isto é verdade em relação ao corpo, pois ele gens e por esta razão ressuscitará imortal, para
1 Dormir no p ó (Jó 7.21; SI 22.15; 146.4; Ec está sem vida. inconsciente e vai novamente nele morarem a alma imortal e o espírito.
3.19,20; Dn 12.2). Somente o corpo foi feito do para o pó, quando a alma e o espirito o dei­ Ao longo das Escrituras, confirmamos que ela
pó e retomará para o pó novamente (Gn 2.7; xam (Tg 2.26). As almas dos justos continuam ensina que a alma e o espirito são imortais (1
3.19; Ec 3.20). A alma e o espírito não são feitos a louvar a Deus em plena consciência depois Pe 3.4). Os escritores da Bíblia fazem muitas re­
de substância material como o corpo, para que de deixar seus corpos (Hb 12.22,23; Ap 6.9-11), ferências ao futuro julgamento da ressurreição
possam retomar ao pó. mas os ímpios, que irão para o inferno, não lou­ e a vida após a sepultura para ambos - o jus­
2 A morte = cair adormecido (At 7.60; 13.36; varão o Senhor. Seu único interesse será esca­ to e o ímpio - no corpo, na alma e espirito (Jó
1 Co 15.6; 18.20,51; 1 Ts 4.13-17; 5.10; 2 Pe par do inferno ardente, o que será impossível 19.25-27; Sl 16.9-11; IS 26.14-19; Dn 12.2,3,13;
3.4). isto é verdade com relação ao corpo, pois (Lc 16.19-31). M t 6.20; 10.28; 12.32; 13.50; 18.8,9; 19.27-
ele é a única parte do homem que pode cair 30; 22.23-33; 23.15; 25.31-46; Mc 9.43-48; LC
adormecida O homem não pode ver a alma e o (S1146.4). isto também é verdade ccm relação 16.19-31; 23.43; Jo 11.24-26; 12.24,48; At 1.3;
espírito, ou a parte invis vel do homem, embora ao corpo Ele possivelmente não tem pensa­ 2.25-36; 3.26; 4.2,10,33; 5.31; 7.59; 10.40-42;
13.34-37; 17.31,32; 23.8; 24.15,21; 26.8; 1 Co tavam indo passar a eternidade. Não somente nuou a pecar, anulando o plano eterno de Deus.
15; 1 Ts 4.13-17; Fp 3.20,21; Cl 3.4; Hb 11.8- homens citados nas Escrituras, mas homens de que somente adiou esse plano, até a final resti­
19.35-40; 12.23; Ap 20.4-15; 21.8; 22.15). todas as gerações, que morreram na paz e na tuição de todas as coisas (At 3.21; 1 Co 15.24-
Essas são apenas algumas das muitas passa­ glória do céu. O homem é a única criatura na ter­ 28; Ef 1.10). Então o homem se tornará eterno
gens que ensinam sobre a vida após a morte ra que possui faculdades que o tornam capaz de no corpo, com o é na alma e no espírito agora,
- os impios sofrerão no inferno eterno (Sl 9.17; ter consciência própria e consciência de quem é isto será necessário a fim de que governe para
Lc 12.5) e os justos terão a vida eterna (Dn Deus. Esta é a linha de demarcação entre o ho­ sempre (Dn 7.18,27; Ap 5.10; 22.4,5), para que
12.2; Mt 25.41,46; JO 5.28,29; 1 Co 15.21-54; Ap mem e o animal. adquira a imortalidade do corpo, da alma e do
20.11-15). Jesus e Paulo ilustram esta ressur­ 6 A morte será ,»m a.tQ.Hce e..um aborto, .se. não espírito.
reição com a semente (Jo 12.24; 1 Co 15.35- existir .a. ressurreição-da corpo para a imortali­ 9 A brevjdade da, vida requer a imortalidade
54). Tal como a semente, que vive novamente dade. A morte é rea! (Hb 9.27). É uma inimiga (1 do corpo. O homem nunca deixará de viver na
quando morre, assim também todo homem Co 15.24-28). O reconhecimento de Deus como alma e no espirito (1 Pe 3.4); então, a brevidade
viverá novamente na ressurreição, e no corpo, perfeito e justo trabalhador, e juiz, requer a da vida poderia acontecer somente no corpo,
como a semente. existência da vida após a morte. O presente é que chega rapidamente ao fim e vai para o pó.
A principal prova da imortalidade do corpo é muito breve para receber a justiça e aproveitar As palavras d o homem sobrevivem a ele; então,
Jesus cristo (Lc 24.39; Jo 2.19; 10.17,18). Sua as oportunidades que virão. O homem mera­ se não viver novamente, seu trabalho terá sido
ressurreição é a garantia para todos os homens mente inicia o trabalho e o deixa inacabado. maior do que ele e não haverá razão para se
(1 Co 15; 2 CO 5.1-8; Fp 1.21-24; 3.20,21). Milhares morrem na infância. Quanta incompe­ crer. Todas a s coisas na natureza e na criação
2 A diferença entre a natureza material e a es­ tência e desperdício de vida, se a morte finda operam contrariamente a esta crença. Poderia
piritual prova a imortalidade da alma e do espi­ tudo! A vida se torna ridícula e sem esperança a vida das flores cessar de existir no futuro, só
rito e também a futura imortalidade do corpo. e também se.transforma numa infinita série de porque morreu no inverno? A queda das folhas
3 A doutrina da futura imortalidade do corpo abortos sob estas circunstâncias. Mas, com a no outono prova que a árvore está morta para
nunca foi desmentida. Temos mais provas des­ imortalidade, todo aquele que anseia a vida e a sempre? Podem as sementes ter o poder de
ta doutrina nas Escrituras do que sobre o sig­ continuação de seus maiores planos, encontra produzir, se a árvore morre? Não, certamente.
nificado da vida. Não temos nada explicando o na vida um novo significado (1 Co 15.19). Milhões de sementes testemunham constan­
que é o odor, o que é a eletricidade ou o que 7 A justiça exige oue todo homem viva de novo temente de uma eterna existência. Elas são
são os átomos, mas acreditamos neles. É a lei uma forma de vida menor que a do homem e,
da lógica, que a fé não duvida de que possui realizadas no co rpo, quer sejam boa? ou más quando morrem, vivem novamente, pois este
o direito de existir. A fé em' Deus e na imorta­ (Mt 10.41,42; 16.27; 19.28-30; Rm 14.10; 1 Co é o criativo e natural propósito e a lei natural
lidade é inerente à alma. Ela possui o direito 3.11-15; 2 Co 5.9,10; Hb 9.27; Ap 20.11-15). A para cada uma delas. Elas são maiores que o
de ser da mesma maneira que a natureza tem mera extinção do ser seria injusta e imprópria homem, o mais alto grau da criação? Pode o
o direito de existir. M as ambas foram criadas como penalidade. Seria como uma garantia de trabalho do homem ser mais duradouro do que
para existir, e ambas existem, como provado perdão da punição e encorajaria o pecado e a ele? Podem os seus planos terminar porque
pelas atuais demonstrações, ilustrações e con­ rebeldia. Tal coisa nunca permitiria aplicar ao ele foi temporariamente extirpado, devido ao
tinuadas reproduções na natureza. ser os graus de punição correspondentes aos pecado de Adão? isto seria uma tolice criativa,
4 AJeLD.atu,rai,£&ige-a-imortalidâde 4.0 corpo. graus de culpa CMt 10.15; 11.22; 12.41; 16.27; pois a brevidade da vida exige vida novamente
Centenas de milhares de criações profetizam e 23.14; M c 6.11; 12.40; LC 10.14; 11.31,32; para todo homem, para corresponder ao seu
proclamam a ressurreição do corpo para uma 20.47; Ap 20.11-15). A extinção do ser devido à caráter criativo.
futura existência, no céu ou no Inferno. A s coi­ rebeldia faria mentirosa toda a Bíblia. Os graus
sas invisíveis são claramente vistas pelo visível de culpa exigem a imortalidade do corpo e da lidade do coroo. Os elefantes vivem centenas
(Rm 1.20). inumeráveis sementes e plantas flo­ alma do ímpio, bem como a obediência a Deus de anos, aproximadamente 300 anos; outras
rescem novamente para viver e reproduzir sua exige vida para os santos, a fim de que apre­ partes da criação, menores que o ser humano,
espécie eternamente. Cada semente e cada ciem os frutos de seus trabalhos. Se a morte existem eternamente. Podemos acusar Deus
planta comprovam a doutrina da imortalidade finda tudo, a consciência e a Bíblia dizem mui­ de criar e manter um mundo sem equilíbrio?
e uma futura vida. Paulo usou a semente para tas mentiras e são uma farsa. Neste mundo, Podemos acusá-lo de fazer uma criação infe­
ilustrar a vida futura e a vida eterna do corpo muitos pecadores prosperam através do peca­ rior viver mais do que a superior? Podem as
(1 Co 15.35-54). Sementes más ou venenosas do e do engano, e os santos vivem em pobreza criações morais e espirituais viver menos do
também se reproduzem da mesma manei­ devido a não procurar ganhar injustamente que uma criação bruta e material? Tal coisa
ra que as boas sementes. Assim também é a como os pecadores fazem, através de fraudes, deveria condenar o Criador e insultar a criação,
ressurreição da m orte (Jo 5.28,29; Dn 12.2). O roubos, descrença, de aproveitar do trabalho e representada pelo homem, o senhor da criação
homem foi criado para viver para sempre no da ignorância do pobre, ou seja, do lucro por na terra. É necessário que haja outra vida, pois
corpo, na alma e no espírito e assim seria des­ todos os meios imagináveis. Aquele que pro­ todas estas desigualdades serão ajustadas.
de o tempo de Adão, se não tivesse pecado. A duz bebida alcoólica vive da sociedade, que se 0 homem poderia ter vivido para sempre, se
ressurreição é necessária para trazer o corpo desgraça com o seu produto. Milhares de po­ não tivesse pecado. Mas ele viverá novamente
de volta do pó para ser punido pelos seus peca­ bres são roubados e forçados a sustentá-lo. A e para sempre na restituição final de todas as
dos ou para ser recompensado por sua retidão arrogante amante vive no prazer e no pecado, coisas - alguns para a vergonha eterna e o des­
(Jn 5.28,29; Ap 20.4-6.11-15; Dn 12.2). enquanto a m oça virtuosa trabalha, negando o prezo (Dn 12.2; JO 3.28,29).
prazer do pecado, porque possui esperança no 11 O desejo humano universal exige a imor­
coroo.A alma e o espírito são as partes imateriais futuro. A vida é tão injusta e mutável! O ímpio talidade do coroo. Este desejo existe em todo
do homem, através das quais ele conhece, argu­ tira vantagem do justo e milhares clamam por homem, até mesmo naqueles que se rebelam
menta e tem consciência de si mesmo. Por essas socorro, recusando-se a quebrar a lei de Deus contra Deus. Ele colocou desejos no coração
faculdades, o homem sabe que existe a imortali­ para levar vantagem. Onde é que a justiça será humano e cada qual tem a correspondente sa­
dade. Se peca, tem medo da realidade da imorta­ oferecida, se não na vida do porvir? tisfação: água para a sede e alimento para a
lidade do corpo; se está em retidão, fica feliz com 8 Q propósito.,da existência, ensina a imorta­ fome; amigos para a natureza social; casa para
a eternidade, o que prova que as leis da consci­ lidade. Se o universo existe somente para si os sem-teto. Deus para a fome espiritual, e a
ência e do ser sabem e reconhecem que haverá mesmo é anormal e seria um desvio da regra imortalidade para o desejo de uma vida futura.
uma vida futura de recompensa e de punição. comum de toda a criação, como demonstrado Aceitamos a justiça e acreditamos nela devido
O ímpio descreve com horror a condenação ao na natureza. Se ele existe para algo menor que à consciência universal. Por que também não
inferno e descreve, na hora de morrer, seu desti­ ele, é desperdícío. Se existe para algo maior, o podemos crer na imortalidade, por causa do
no eterno em um local de tormento e de remor­ que significará? A resposta é que existe para desejo universal por ela? Se você encontrasse
so. Newport, voltaire, Paine, Hume, Altamont. Al- glorificar a Deus e para levar a cabo o propó­ um cão ansioso pela vida eterna, meditando
len, Hobbes, Mason e outros testificaram na sua sito para qual foi criado por Ele (Ap 4.11). Ao nela e pensando como consegui-la. você diria
morte sobre seu triste destino nas mãos de um homem foi dado domínio sobre a terra para que este animal tem uma alta natureza e uma
Deus injuriado. Numerosos são os testemunhos governá-la para sempre (Gn 1.26-28; Sl 8). Ele faculdade espiritual com a qual você nunca
ocorridos na hora da morte, de homens salvos, foi criado como uma criatura etema, a fim de sonhou. Tire este poder de um homem e ele
com relação ao mundo maravilhoso ao qual es­ govemá-la para sempre. O homem caiu e conti­ morrerá com o um cão. Nenhum homem de
mente sá concordará que possui uma natureza 1 O automóvel (Na 2.3,4). As carruagens aqui de um grande terremoto, no sétimo selo (ís
inferior a de um cão, incapaz de coisas supe­ eram puxadas por cavalos na batalha entre Na­ 24.20; Ap 16.17-21).
riores e espirituais, isto prova que o homem bucodonosor e o rei de Ninive, cerca de 616 5 Pneus de automóvel (is 3.18). Refere-se às
reconhece que possui faculdades superiores a.C., como provado em Na 1.1; 2.13; 3.1-3. Se pulseiras e testeiras que eram utilizadas pelas
às do animal. Tal poder não somente ensina a os estudiosos lêem sobre os carros que corre­ filhas de Sião e não a pneus de borracha utili­
imortalidade e a exige para ele, mas também rão "furiosamente nas ruas, colidirão um con­ zados pelos automóveis.
a garante. tra o outro nos largos caminhos" (Na 2.4), deve­
12 A natureza moral no homem exige a imor­ riam ler o cap. seguinte (Na 3.2) que fala sobre passagem refere-se aos enfeites utilizados pe­
talidade do coroo: Nenhum homem pode expli­ o estato dos chicotes, o barulho das rodas, o las filhas de siao. que sao os véus e não a parte
car a origem da natureza moral e a obrigação galope dos cavalos e o sacudir dos carros de de automóveis.
moral separada da verdade da imortalidade. guerra. Veriam que o profeta Naum tinha em 7 Satélites (Lc 21.25). Os sinais aqui referi­
A natureza moral exige que sejam estabeleci­ mente carruagens que sacudiam, puxadas por dos acontecerão no sol, na lua e nas estrelas
das leis baseadas em recompensa e punição cavalos, que eram esporeados pelo chicote. O e não a homens que fazem foguetes. São os
pela desobediência e pelo pecado. As nações fato era que os cavaleiros brandiam suas espa­ mesmos sinais das passagens seguintes. O sol
que possuem leis morais têm avançado para das reluzentes e suas lanças cintilantes, assim e a lua serão escurecidos, e as estrelas cairão
a alta cultura e aqueles que as negaram se como seus escudos (2.3) à luz do sol, e que do céu (Mt 24.29-31; At 2.16-21; Ap 16.17-21;
afundaram na depravação (Rm 1.17-32). As na­ as canuagens pareciam tochas de fogo (2.4), 19.17-21; IS 13.9-11; Jl 2.10.11; 3.15-17). Lucas
ções que resistem devem não apenas possuir brilhando na batalha descrita. Querem compre­ acrescenta: Entào (naquele tempo) se verá o
mentalidade, mas também moralidade. Nossa ender que as carruagens que "devastavam” as filho do homem vindo njm a nuvem com poder
natureza moral afirma, de várias maneiras, ruas e "corriam como relâmpagos" eram defi­ e grande glória (Lc 21.25-27). Os homens verão
que existe uma vida futura e que devemos nos nitivamente automóveis com seus faróis, mas o Filho do homem no céu. quando os satélites
preparar para conseguir o bem ou sofreremos a intenção do profeta era mostrar que o sol forem disparados?
as conseqüências do pecado para sempre (SI brilhava sobre o metal polido, causando brilho 8 Mergulhadores no fundo do mar (Jó 38.16).
9.17; Ap 14.9-145; 20.11-15). como o de um espelho. 9 Eletricidade (Jó 38.19,20).
13 0 instinto universal para adorar a Deus e 2 O avião. Dizem que sete passagens profetiza­
gnçontrar certos padrõe? que, melhorarão o ram essa invenção: 11 M E (Jó 38.22,23). Estas quatro últimas refe­
(D gç>mo .pássara voador (is 31 .S). Em vez de rências (dos pontos 8 a 11) são simplesmente
se referir ao avião, esta passagem diz respeito algumas das perguntas que Deus fez a Jó 4.000
os pássaros a irem para o norte e para o sul à segunda vinda de Cristo, quando o Senhor (e anos atrás. Ele não se referia às modernas in­
e ensina também a época em que devem se não o General Allenby, em 1917) virá voando e venções.
acasalar. As formigas, as abelhas e todas as livrará Jerusalém do Anticristo. o que está claro 12 Discos voadores (Ez 1). Este capítulo, jun­
outras criaturas sabem, por instinto, como quando se lê todo o capitulo. Nenhum detalhe tamente com Ezequiel 10 descreve os queru­
continuar a vida no futuro. Todas as coisas na dos w.4-9; 31.1-20 foi cumprido em 1917. bins, criaturas angélicas que movem o trono
criação obedecem a este instinto natural, ex­ de Deus de um lugar para o outro Fazer deles
ceto o homem não-regenerado. Ele também é 58.14). Esta é a figura da bênção nas coisas discos voadores ou qualquer outra coisa não
capaz de escolher o melhor por si mesmo ou materiais e não uma referência a um passeio harmoniza com as Escrituras.
degenerar para uma vida antinatural, agora e de avião. Se o significado é que são aviões, en­ 13 Lanca-chamas (Ap 9.17). Esse v. refere-se ao
para sempre. Ele possui excelentes instintos tão israel os possuía quando saiu do Egito, pois abismo e não às m odenas armas de guerra.
para adorar e para se preparar para a vida a mesma figura é utilizada em Deuteronômio 14 Tanoues de guerra !JI 2.3-10). Essa passa­
eterna. 0 homem é a única criatura a quem 32.13; 33.29. gem é parte da descrição dos santos no céu
a natureza engana e faz de bobo? Por que os (3) "Quem são estes que vêm voando como e dos anjos acompanhando Cristo à terra no
animais possuem a mesma necessidade natu­ nuvens, e como pombas às suas janelas?" (is Armagedom (v. 11; Zc ‘ 4.5; 2 T s 1.7-10; Jd 14;
ral da imortalidade? isto prova que o homem é 60.8). A referência aqui é com relação ao retor­ Ap 19.14).
capaz de adorar e de melhor se preparar para no de Israel em navios para a Palestina, duran­ 15 Locomotivas (Jó 41).
a eternidade (1 Jo 3.1-3; 2 Co 7.1; Hb 12.14,15; te o Milênio. Capítulo 9.22 é prova disso. 16 Navios a vapor (Jo 41). Em vez de se referir a
Gl 5.24; 2 CO 5.17-21). (4) Ele voará como uma águia (Jr 48.40; 49.22). locomotivas e navios a vapor. Jó 41 diz respeito
14 A constituição do. homem exige a imorta­ Esta é uma referência a Nabucodonosor con­ a Satanás, como está claro no último v., que
lidade. Ele foi criado para viver para sempre quistando como uma águia e pousando em sua afirma claramente: “é rei sobre todos os filhos
fisicamente, como também na alma e no espi­ presa (jr 46.13.26; 49.30). A Babilônia é simboli­ da.sak&rfoT.
rito. 0 pecado o extirpa e impede o plano ori­ zada por um leão com asas de águia (Dn 7.4). A 17 Submarinos (Is 27.1; 43.16; Hc 1.14). A pri­
ginal. Jesus veio para restaurar todo homem. idéia é conquistar tão rápido quanto uma água meira passagem refere-se ao Leviatã ou Satanás
Ser constituído para viver para sempre prova (Dt 28.49). Quando Deus tirou israel do Egito (chamado de Leviatã por Isaías), sendo simbo­
a possibilidade da imortalidade. A criação do sobre asas de águia, utilizou aviões (êx 19.4)? lizado por uma serpente (Is 27.1; Ap 12). A se­
homem à imagem e semelhança de Deus exi­ (5) As asas estendidas (Ez 1.23,24). Estas são gunda passagem simplesmente fala do poder
ge isto; o propósito eterno de Deus exige isto as asas de querubins, não de aviões (Ez 4.28; de Deus sendo capaz de abrir caminho através
e o plano eterno de Deus assim providenciou, 10 . 1- 22). do mar. A terceira passêgem diz respeito à des­
mas os pecadores perderam sua parte no glo­ (6) O bode oue não tocou o solo (Dn 8.5). Este é truição dos governantes de israel. para que esta
rioso plano, através do pecado (Pv 1.22-33; M t claramente um símbolo da Grécia, não do avião nação seja como o peixe - sem lideres.
25.31-46; Rm 6.16-23; 8.12,13). Contudo, eles (Dn 8.21). 18 Pás movidas a vaoor (is 41.15.16). Esta pas­
existirão rio corpo para sempre, como um eter­ (7) o s caldeus que yaayam co m o u m a ig m a (Hb sagem profetiza que Ceus usará israel como
no monumento da justiça de Deus para as ge­ 1.8). A referência aqui é à rapidez da conquista uma máquina de debulhar, a fim de punir seus
rações vindouras, através de toda a eternidade efetuada através de cavalos, como está claro inimigos. Estas máquinas não são referidas
(IS 66.22-24; Ap 14.9-11; 20.10-15; 21.8; 22.15). no próprio verso. Veja o ponto 4. anterior. nem aqui nem em nenhuma outra parte da
3 Cortina de fumaça (Am 8.9). Dizem que a Bíblia.
O conhecim en to se m ultiplicará (12.4) escuridão nesse v. não é nada mais do que 19 O telégrafo (is 5.26; Zc 10.8). A primeira pas­
As modernas invenções são apresentadas qua­ cortinas de fumaça vinda dos aviões e não da sagem profetiza o julgamento sobre a Assíria.
se que universalmente como cumprimento das escuridão no Egito (êx 10.22). ou a escuridão a segunda refere-se a Ceus juntando o povo de
profecias. A única razão pela qual isto é verda­ durante a crucificação de Jesus ao meio-dia Israel. O assovio, em ambos os casos, diz res­
de é o cumprimento de Daniel 12.4; o conhe­ (Mt 27 45). peito à sua voz, sendo que Ele provoca estes
cimento aumentará. Quando alguém encontra 4 A bomba atômica (Gn 19.24-28; Mq 1.4; is acontecimentosndo por seus próprios meios.
uma nova invenção em particular nas Escritu­ 24.20; 34.4). Nessa primeira passagem é de­ Quem já "ouviu" um telegrama falando o que
ras. entra no reino da especulação e do sensa- clarado que Deus mandou fogo do céu sobre está dito nestes verslcüos?
cionalismo, o que é contra a Palavra de Deus. Sodoma (Gn 19.24). A segunda e a quarta pas­ 20 O robô (Hc 2.19). Estes v. referem-se aos ído­
Veremos que tais interpretações não possuem sagens referem-se à segunda vinda de Cristo, los mortos, assim como existem muitas outras
nenhuma harmonia com a Bíblia. quando ele virá com fogo flamejante (Mq 1.3,4, passagens referentes a este assunto, e não a
22 invenções modernas: is 34.4; 2 Ts 1.7-10). A terceira referência fala robôs.
21-22 0 rádio e a televisão (is 58.4). A menção conquistar estes países, o Anticristo liderará 6 Reunião de israel pelos anjos (Is 11.10-12; Mt
de jejum no v. tem sido tomada por alguns sig­ estas e m uitas outras nações contra Jerusa­ 24.31).
nificando dieta. Dizem que o trecho "para fazer lém para destrui-la, mas Deus virá e colocará 7 Reunião das nações para o julgamento (Mt
ouvir a vossa voz no alto" seja a voz do rádio e um fim no dom ínio gentílico, livrando Israel 25.31-46).
da televisão, mostrando um programa de die- (Zc 14; Ap 19). Esta guerra entre o A nticristo 8 Separação do joio e do trigo (Mt 13.39-50).
tistas. Mas esta passagem fala sobre jejum e e os países do norte e do leste encurtará a 9 Limpeza de Jerusalém e o início da reconstru­
orar a Deus e não sobre dieta, nada tendo a ver perseguição de Israel, conform e está escrito ção para o reino eterno (Ez 48).
com o rádio e a televisão. em M ateus 24.22. 10 Reunião dos adoradores da besta e de todos
A s referências acima não nos permitem tais 2 O próximo período é uma adição de 30 dias que possuem a marca da besta para lançá-los
especulações extravagantes. Daniel 12.4 não ao total de 1.260 dias do período acima men­ no infemo (Ap 14.9-11).
é suficiente para ensinar que teremos um au­ cionado (v. 11). 11 construção do templo milenar (Ez 40-46; Zc
mento do conhecimento nos últimos dias? 3 O último período é de 1.335 dias, ou seja, uma 6.12-13).
adição de 45 dias ao segundo período. Os 75 12 Envio dos santos ressurretos, assim como
3 p e río d o s de tem p o em Daniel 12 (12.7) dias extras (os 30 dias mais os 45 dias) acres­ as novas leis da terra para assumir todas as
1 "Um tempo, tem pos e metade do tempo", centados aos 1.260 dias completarão os 1.335 suas partes inabitadas (Dn 7.18,27; 1 Co 6.2; Ap
ou os três anos e meio (Dn 12.7), são os 42 dias de Daniel 12.7-13, o último dia. o qual 5.10.H .15; 22.4,5).
meses da guerra contra o Anticristo em isra­ será o dia da proclamação do reino, quando os 13 Envio dos missionários de Jerusalém para
el, até que Deus expurgue toda a rebeldia da homens que sobreviverem à tribulação serão evangelizar as nações (is 2.2-4; 11.9; 52.7; zc
nação, deixando-a pronta para fazer sua von­ abençoados. Este é o tempo quando Cristo 8.23).
tade (Ez 20.33-38; ZC 13.9; Ml 3.3). Se Deus dirá às nações -"ovelhas": "vinde, benditos de 14 Estabelecimento de em baixadas em todas
não interviesse, o Anticristo poderia facil­ meu Pai! Possuí por herança o reino que vos as partes da terra e publicação das novas leis
mente destruir Israel em pouco tempo, após está preparado desde a fundação do mundo" do reino dos céus na terra (Is 2.2-4).
quebrar sua aliança. Mas Deus agirá sobrena­ (Mt 25.34). Nesses 75 dias extras acontecerão 15 Divisão da terra prometida em 12 regiões e
turalmente. fazendo o chão se abrir e engolir certos eventos necessários à atual proclama­ o assentamento das 12 tribos em suas porções
os exércitos do dragão e do Anticristo, assim ção do reino. (Ez 48).
que ele sa ir para perseguir Israel, que estará 18 eventos dos 75 dias: 16 Estabelecimento das nações em suas pró­
escondido no deserto de Moabe e de Edom, 1 A batalha do Armagedom (Jl 3; Zc 14; Ap prias porções da terra (Dt 32.8; At 17.26).
procurando escapar das mãos do Anticristo 19.11-21). 17 inauguração da terra e o início do rio mile­
(Dn 11.41; is 16.1-5; M t 24.16; Ap 12.14-17). 2 Começa o enterro dos mortos (Ez 39.8-22). nar (EZ 47).
Deus protegerá o rem anescente da mulher, 3 Um grande terremoto e a divisão do Monte 18 Obras necessárias para fazer o deserto
o qual não fugirá para o deserto, ao incitar das Oliveiras (Zc 14.1-5). florescer como uma rosa, a água jorrar nos
os países do norte e leste contra o Anticristo. 4 Reunião dos prisioneiros dos exércitos do desertos, a transformação dos animais, a regu­
Ele deixará em paz o rem anescente durante Anticristo (Ez 39.2). larização do sistema solar como era antes da
as últim as très sem anas e meia. saindo para 5 Reunião e lançamento de Satã e todos os de­ queda do homem e muitos outros eventos que
conquistar estas nações. Elas o manterão mônios e anjos caídos no abismo (is 24.21,22; continuarão através do M ilênio e na nova terra
ocupado durante este tempo. Então, após Ap 20.1-3). para sempre.