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PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ

PLANO DE DRENAGEM
DO MUNICÍPIO DE MOGI-GUAÇÚ

RELATÓRIO FINAtL

DEZEMBRO / 2011

Revisão A

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PLANO DE DRENAGEM
DO MUNICÍPIO DE MOGI-GUAÇÚ

RELATÓRIO FINAL

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CONTROLE DE REVISÕES

- REVISÃO A: EMISSÃO INICIAL

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APRESENTAÇÃO

O Presente relatório técnico apresenta o PLANO DIRETOR DE DRENAGEM DO MUNICÍPIO DE


MOGI-GUAÇÚ elaborado pelo INSTITUTO BRASILCIDADE, em atendimento ao contrato firmado
com a Prefeitura Municipal de Mogi-Guaçú.

O PLANO DIRETOR DE DRENAGEM DE MOGI-GUAÇÚ é resultado de um extenso


trabalho conjunto desenvolvido pelas equipes técnicas do Instituto Brasilcidade e da
Prefeitura Municipal. Procura integrar propostas já estudadas anteriormente com outras
surgidas do desenvolvimento do presente trabalho, incluindo ainda um plano de
investimentos plurianual, em valores atuais, capaz de oferecer sustentabilidade econômico-
financeira às diretrizes estabelecidas.
O Plano Diretor de Drenagem de Mogi-Guaçú está composto em duas partes:

Diagnóstico

Planejamento

Diagnóstico

Esta etapa apresenta a situação atual do município no setor de drenagem em termos de


características físicas, climáticas, meteorológicas e hidrológicas do município,
características das áreas urbanas e de uso e ocupação do solo, infra-estrutura instalada de
drenagem das áreas urbanas, impactos da ocorrência de chuvas intensas sobre as áreas
urbanas e outras ocupações e atividades econômicas do município, entre outras.

Planejamento

Após o Diagnóstico e o Prognóstico, apresenta-se a fase final do planejamento proposto.


Neste momento são estabelecidos os princípios fundamentais, diretrizes, programas e
ações. As metas a serem atingidas residem na elevação da qualidade da infraestrutura e
serviços aliada à sustentabilidade ambiental e econômico-financeira.

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 1

2. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ........................................................................................ 2

3. HORIZONTE DO PLANO ................................................................................................. 3

DIAGNÓSTICO

4. MOGI-GUAÇÚ: LOCALIZAÇÃO E INFORMAÇÕES BÁSICAS ....................................... 4

5. DIAGNÓSTICO FÍSICO .................................................................................................... 6


5.1 Geomorfologia............................................................................................................ 6
5.2 Climatologia e Hidrologia ......................................................................................... 12
5.2.1 Introdução ............................................................................................................... 12
5.2.2 Chuvas Intensas ..................................................................................................... 17

6. DIAGNÓSTICO DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO ...................................................... 19

7. DELIMITAÇÃO E DIAGNÓSTICO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS DAS ÁREAS


URBANAS DO MUNICÍPIO ............................................................................................ 23
7.1 Metodologia de cálculo das vazões de cheia nas bacias urbanas .......................... 23
7.2 Delimitação e Diagnóstico das bacias ..................................................................... 24
7.2.1 BACIAS DO CÓRREGO IPÊ .................................................................................. 24
7.2.2 BACIAS E SUB-BACIAS DO RIO MOGI-GUAÇÚ .................................................. 68
7.2.3 BACIA 1 - CÓRREGO DO QUILOMBO................................................................ 140
7.2.4 SUB-BACIAS DO CÓRREGO DO PANTANAL OU DO ENGENHO VELHO ...... 141
7.2.5 BACIA-2 - CÓRREGO DA CACHOEIRINHA........................................................ 143

PLANEJAMENTO

8. DIRETRIZES ................................................................................................................. 144


8.1 diretrizes institucionais ........................................................................................... 144
8.1.1 Institucionalização da Política de Drenagem Urbana do Município de Mogi-
Guaçú. ................................................................................................................... 144

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8.1.2 Definição da Secretaria de Obras e Viação como gestora do Plano Diretor de


Drenagem.............................................................................................................. 144
8.1.3 Vincular os investimentos em drenagem urbana, previstos e em andamento, à
programação a ser estabelecida por este Plano Diretor de Drenagem. .............. 144
8.1.4 Instituição da Política Municipal de Educação Ambiental relacionada às
questões de drenagem urbana e de conservação das bacias hidrográficas. ...... 145
8.1.5 Integração e articulação da Secretaria de Obras e Viação com a Secretaria de
Educação. ............................................................................................................. 145
8.1.6 Integrar os programas e ações de drenagem urbana ao conceito de
Saneamento Ambiental. ........................................................................................ 145
8.1.7 Integração e articulação com a Secretaria de Saúde. .......................................... 145
8.1.8 Integração e articulação da Secretaria de Obras e Viação, Secretaria de
Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente e Secretaria de Planejamento e
Desenvolvimento Urbano ...................................................................................... 146
8.2 DIRETRIZES TÉCNICAS: CRITÉRIOS PARA A ELABORAÇÃO DE ESTUDOS
E PROJETOS DE DRENAGEM NO MUNICÍPIO DE MOGI-GUAÇÚ.................... 146
8.2.1 Obras Sujeitas à Aprovação Municipal, Procedimentos de Análise e
Aprovação ............................................................................................................. 146
8.2.2 Critérios para a Elaboração de Estudos Hidrológicos de Vazões Extremas ........ 150
8.2.3 Padronização de Soluções e Detalhes em Sistemas de Drenagens de Obras
Viárias e nas Redes Urbanas ............................................................................... 150
8.3 Diretriz para a Inserção de Medidas de Mitigação da Impermeabilização e
Assoreamento de Bacias Hidrográficas na Legislação de Uso e Ocupação do
Solo ........................................................................................................................ 151
8.4 Diretriz para a execução de obras e ampliação do sisterma de drenagem
urbano e em vias públicas municipais ................................................................... 151

9. PROGRAMAS ............................................................................................................... 153


9.1 Programas institucionais ........................................................................................ 153
9.1.1 Fundo Social para Projetos de Educação Ambiental Relacionados à
Drenagem e Conservação das Bacias Hidrográficas ........................................... 153
9.1.2 Programa de Institucionalização do Relacionamento Intra-governamental na
área do Saneamento Ambiental ........................................................................... 154
9.1.3 Reforma e Complementação da Legislação Municipal do Setor de Obras e
Drenagem Urbana ................................................................................................. 155
9.2 Programas técnicos ............................................................................................... 156
9.2.1 Elaboração de Manual de Critérios para a Elaboração de Estudos
Hidrológicos de Vazões Extremas ........................................................................ 156
9.2.2 Elaboração de Manual de Procedimentos Para Análise e Aprovação de
Obras, no que se Refere às Questões de Drenagem .......................................... 156

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9.2.3 Elaboração de Conjunto de Projetos Padrão, de Especificações Técnicas e de


Instruções de Projeto para Sistemas de Drenagens de Obras Viárias e Redes
Urbanas ................................................................................................................. 157
9.3 Programa para a elaboração de estudo técnico PARA A INSERÇÃO DE
medidas de mitigação da impermeabilização E ASSOREAMENTO das bacias
hidrográficas na legislação de uso e ocupação do solo......................................... 157
9.4 Programa PARA AMPLIAÇÃO MELHORIA E ADEQUAÇÃO DA REDE E
DISPOSITIVOS DE DRENAGEM URBANA E EM VIAS PÚBLICAS .................... 158
9.4.1 Sub-programa da Bacia do Córrego do Ipê .......................................................... 159
9.4.2 Sub-programa da Bacia do Mogi-Guaçú .............................................................. 166

10. PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA PARA A EXECUÇÃO DOS PROGRAMAS PREVISTOS


PELO PLANO DIRETOR DE DRENAGEM .................................................................. 168

ANEXO A: COMPOSIÇÕES UNITÁRIAS PARA ESTIMATIVA DOS CUSTOS DOS


PROGRAMAS DE INTERVENÇÕES NOS CURSOS D’ÁGUA E SISTEMA DE
DRENAGEM URBANA PREVISTOS NO PRESENTE PLANO

ANEXO B:

ANEXO C:  

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1. INTRODUÇÃO

O Plano de Drenagem de Mogi-Guaçú, aqui apresentado deve ser entendido como parte
integrante do Plano de Saneamento Ambiental do município, que se constitui de um
conjunto de ações integradas e articuladas para promover e assegurar a salubridade do
meio ambiente compreendendo o abastecimento de água, a coleta, o tratamento e a
disposição dos esgotos, o manejo de resíduos sólidos e a drenagem das áreas urbanizadas,
nas condições que maximizem a promoção e a melhoria das condições de vida nos meios
urbano e rural, sob responsabilidade precípua do Poder Público.

Assim é que a Constituição Federal de 1988, prevê, em seu artigo 23: “É competência
comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:”, inciso IX : “promover
programas de construção de moradia e a melhoria das condições habitacionais e de
saneamento básico;”.

Com a promulgação da Lei Federal № 11.445 de 05 de janeiro de 2007 e o Decreto Nº


7.217 de 21 de junho de 2010, foram estabelecidas e regulamentadas as diretrizes
nacionais para o saneamento ambiental baseadas em princípios fundamentais,
incorporados nos trabalhos de elaboração do Plano de Drenagem de Mogi-Guaçú.

Adota a Lei, diferentemente das tratativas até então relacionadas a este tema, uma opção
que privilegia a necessária universalidade, integralidade e articulação na programação e na
oferta de serviços de saneamento ambiental (dos quais faz parte a drenagem) que são
essenciais à saúde pública.

O Saneamento Ambiental relaciona-se, portanto, ao conceito amplo de salubridade


ambiental, o qual, por sua vez, está intimamente relacionado com a situação dos
indicadores que expressam a condição de vida das populações - tais como o IDH e
expectativa de vida ao nascer, bem como aos de saúde pública - índice de mortalidade e
morbidade por doenças parasitárias e infecciosas de veiculação hídrica, por exemplo
(Libânio, 2005).

Foi com essa ótica e direção que este Plano de Saneamento Ambiental foi desenvolvido
para o município de Mogi-Guaçú.

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2. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Entende-se que qualquer Plano estatal1 a ser estabelecido, e implementado, deverá apontar
os princípios que o nortearam para que, conceitualmente e ao longo do tempo, todas as
ações programadas vinculem-se em linhas mestras, claras e objetivas.

Assim, as atualizações e acomodações necessárias seguirão se multiplicando ao longo do


período de execução do plano, porém sem perder a unidade que as originaram.

A exatidão e concisão dos princípios assumem importância na realização das ações,


contribuindo para assegurar um processo permanente no alcance das propostas a serem
estabelecidas.

Neste raciocínio, e com base tanto no diagnóstico apurado como na boa técnica e intenção
do executivo, apresentamos os seis princípios fundamentais, norteadores do Plano de
Drenagem de Mogi-Guaçú:

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

I A prestação de serviços públicos de drenagem deverá observar o presente plano e


interagir com os demais setores do Saneamento Ambiental, resultando em uma matriz
equilibrada, consistente e sustentável de diretrizes, programas e ações;

II Todas as diretrizes, programas, projetos e ações propostas na área de drenagem


terão por objetivo elevar os padrões de salubridade ambiental do município;

III Todas as diretrizes, programas, projetos e ações propostas na área de drenagem


terão por objetivo reduzir as diferenças entre os padrões de salubridade ambiental das
zonas homogêneas do município;

IV O Plano de Drenagem deverá buscar a sustentabilidade ambiental;

V O Plano de Drenagem deverá buscar a eficiência e a sustentabilidade econômica e


financeira;

1
Entende-se o município como parte integrante do Estado Brasileiro e desse modo, o presente Plano de
Drenagem como um “Plano de Estado”. Este, muito mais abrangente que um “Plano de Governo”, a partir da
aprovação da Lei Municipal de Saneamento Ambiental (da qual fará parte), vigorará pelo intervalo de cinco
governos sucessivos, definindo as políticas públicas municipais de drenagem.
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VI O sistema de Drenagem, constituído tanto pelos dispositivos físicos (redes, canais,


bueiros e demais dispositivos), quanto pelos programas de gestão, educação, etc., deverá
ser um dos instrumentos de desenvolvimento econômico e social do município.

3. HORIZONTE DO PLANO

O horizonte do Plano de Drenagem será de 20 (vinte) anos. Deverá ser avaliado


anualmente, e revisado a cada 4 (quatro) anos, preferencialmente em períodos coincidentes
com os de vigência dos planos plurianuais do município.

Em conformidade com uma de suas Diretrizes Gerais - Criação de uma Estrutura de Gestão
do Sistema de Drenagem - a implementação do Plano de Drenagem deverá ser
constantemente acompanhada pela Administração Municipal, que fará os ajustes
necessários em função da evolução econômica e social do município, respeitados os limites
institucionais estabelecidos pela legislação, observando-se o estabelecido na Diretriz Geral -
Institucionalização da Política de Drenagem de Mogi-Guaçú.

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DIAGNÓSTICO

4. MOGI-GUAÇÚ: LOCALIZAÇÃO E INFORMAÇÕES BÁSICAS

A carta do IBGE em escala 1:50.000 apresentada na página seguinte apresenta as


informações geográficas básicas do município de Mogi-Guaçú.

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5. DIAGNÓSTICO FÍSICO

5.1 Geomorfologia

Do ponto de vista do planejamento dos sistemas e redes de drenagem, as características


geomorfológicas do território são de significativa importância, uma vez que os padrões de
drenagem e as características das bacias hidrográficas são fortemente influenciados na sua
atividade morfogênica pela natureza e disposição das camadas rochosas, pela resistência
litológica, pelas diferenças de declive e pela própria evolução morfológica da região.

Desse modo, o estudo geomorfológico permitirá o correto entendimento da dinâmica das


bacias de drenagem e de aspectos importantes, como a susceptibilidade a processos
erosivos, o comportamento e características do lençol freático erosivos e mesmo a correta
avaliação das vazões de cheia, em função da avaliação mais precisa de tempos de
concentração e processos de retardamento que são de certo modo dependentes da
morfologia das bacias.

O município tem altitude média de 640 metros, com ponto mais elevado localizado na
fazenda Bela Vista de 838 m. Sua área total é de 885 km². Possui uma topografia plana com
pequenas ondulações.

Apresenta-se a seguir descrição geomorfológica e geológica extraída do “Diagnóstico da


Bacia Hidrográfica do Mogi-Guaçú – Relatório Zero”, publicado pelo CBH-UGRH-09 (1999)
do artigo “Cartografia Geotécnica da Região de Mogi-Guaçú, de autoria de De Mio e
Gandolfi, publicada na Revista do Instituto Geológico do Estado de São Paulo (1995).

O município situa-se na Depressão Periférica, a drenagem tem padrão dendrítico e o


território do município caracteriza-se por grande heterogeneidade litológica, estando
presentes no embasamento cristalino, gnaisses, granitos, xistos, quartzitos e rochas
cataclásticas, de Idade Pré-Cambriana, fortemente estruturada (xistosidade, fraturas e
falhas) e com freqüentes contatos tectônicos entre as litologias.

Localiza-se em uma região de transição entre as rochas do Embasamento Cristalino e as da


Bacia do Paraná.

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Um caráter marcante das rochas do embasamento, de grande importância para as obras de


engenharia, é o contraste de competência dos pacotes rochosos, seja por diferenças
composicionais ou de intensidade de fraturamento e deformação.

Este contraste impõe variações bruscas do comportamento geotécnico ao longo de alguns


poucos metros.

Do exposto nas páginas seguintes, conclui-se o seguinte:

A) Na área urbanizada da sede do município, o embasamento é constiyuido por rochas


sedimentares horizontalizadas e os solos são podzólicos vermelho-amarelos. O relevo é
ondulado a suave ondulado, com declividades médias entre 5% e 10%. Os perfis são bem
drenados e a densidade de drenagem é baixa. O solo é altamente suscetível à erosão.

Levando em conta a urbanização, tais características levam à concentração de altas vazões


em poucos cursos d’água.

Observa-se a necessidade de controle de processos erosivos induzidos pelo escoamento


em rios e canais, com restrição da velocidade e controle das características dos fluxos
d’água em canais não revestidos e desaguamentos, bem como de revestimento em canais e
cursos d’água que veiculam maiores vazões.

B) Nas áreas urbanizadas dos distritos de Martinho Prado e Nova Louzã, os territórios
constituem-se de sedimentos recentes em várzeas com granulometria variável em função
da rocha fonte, com planossolos e solo glei. Os relevos são planos com declividades baixas.
Em ambos os distritos, os solos, em função da baixa declividade são pouco suscetíveis à
erosão. Fluxos concentrados, porém, podem provocar o carreamento de material e o
conseqüente assoreamento dos cursos d’água.

C) Eventuais urbanizações e/ou empreendimentos futuros na porção norte do município


devem ser acompanhados de medidas consistentes de drenagem, em função de os
latossolos presentes nesta região propiciarem o surgimento de boçorocas e de
ravinamentos resultantes de fluxos d’água concentrados.

As figuras 1.1-A e 1.1-B apresentam, respectivamente, o mapa geológico do substrato


rochoso e o mapa geológico de materiais superficiais, extraídos de De Mio & Gandolfi
(1995).

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Figura 1.1-A: Mapa geológico do substrato rochoso

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Figura 1.1-B: Mapa geológico de materiais superficiais

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Como se pode observar pelo mapa, no município de Mogí-Guaçú se verifica a ocorrência


dos seguintes materiais:

 RTAl: Sedimentos aluviais areno-argilosos em várzeas


Presente na porção central do município, apresenta as seguintes características do
ponto de vista do interesse do Plano Diretor de drenagem:
 Pedologia e características de drenagem do perfil:
 Planossolos e solos glei, que indicam nível d’água próximo à superfície
do terreno;
 Terraços aluviais elevados apresentam perfis latossólicos bem
drenados.
 Escavações superficiais:
 Material de fácil escavação. Em função do substrato rochoso muito
variado, pode se verificar, no entanto a escavação em rocha.
 Topografia:
 Região de várzeas, com declividades menores do que 2% em média.
 Aspectos e feições erosivas:
 Não se verifica a ocorrência de processos erosivos significativos, em
função da topografia. Fluxos d’água concentrados podem, no entanto,
carrear material.

 RTCe: Sedimentos cenozóicos argilo-areno variáveis, de topo


Presente na porção norte do município, sobre substrato de rochas intrusivas
básicas, com predominância de diabásios, apresenta as seguintes características
do ponto de vista do interesse do Plano Diretor de drenagem:
 Pedologia e características de drenagem do perfil:
 Latossolos vermelho-amarelos a vermelho escuros;
 Perfis bem drenados.
 Escavações superficiais:
 Material de fácil escavação. Em função do substrato rochoso, pode se
verificar, no entanto a escavação em rocha.
 Topografia:
 Relevo suave a pouco ondulado, com declividades variando entre 0% e
10% e predominância de 0% a 5%;

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 Interflúvios amplos;
 Densidade de drenagem baixa.
 Aspectos e feições erosivas:
 Taludes de corte são estáveis a inclinações de 60° a 70°;
 Nas porções próximas aos contatos com as regiões RET1 e RET2
ocorrem voçorocas restritas;
 Fluxos de água concentrados resultam em ravinamentos.
 REJk: Residuais de diabásio, da unidade JKSg
Presente na porção centro-norte do município e em pequena parte da região sul,
apresenta as seguintes características do ponto de vista do interesse do Plano
Diretor de drenagem:
 Pedologia e características de drenagem do perfil:
 Latossolo roxo e terra roxa estrtuturada;
 Perfis bem drenados.
 Escavações superficiais:
 Material de fácil escavação até 3 – 4 m de profundidade.
 Substrato rochoso com presença de matacões inalterados.
 Topografia:
 Platôs com relevo suave e declividades mais elevadas nas bordas dos
corpos de diabásio.
 Aspectos e feições erosivas:
 Taludes de corte estáveis sem evidência de ravinamentos
consideráveis.
 RET2: Residuais da unidade TU2 (argilitos e siltitos, subord. arenitos;
horizontalizados e em bolsões irregulares)
Presente na porção central e sul do município, apresenta as seguintes
características do ponto de vista do interesse do Plano Diretor de drenagem:
 Pedologia e características de drenagem do perfil:
 Podzólicos vermelho-amarelos;
 Perfis moderadamente drenados.
 Escavações superficiais:
 Rocha mole com escavabilidade média;
 Eventuais crostas lateríticas em contato com RTCe.

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 Topografia:
 Relevo suave a suave-ondulado com declividades entre 5% e 10%.
 Aspectos e feições erosivas:
 Taludes de corte rodoviários fortemente ravinados.
 REGr: Residuais de granitos das unidades GRp (rochas graníticas porfiróides com
orientação mineral incipiente) e GRe (rochas graníticas equigranulares com textura
homogênea e nebulítica).
Presente na porção sudeste do município, apresenta as seguintes características
do ponto de vista do interesse do Plano Diretor de drenagem:
 Pedologia e características de drenagem do perfil:
 Litossolos e podzólicos amarelos;
 Perfis mal drenados.
 Escavações superficiais:
 Presença de matacões em superfície dificulta escavações.
 Topografia:
 Relevo ondulado a fortemente ondulado, com declividades médias a
altas.
 Aspectos e feições erosivas:

Ravinamentos intensos em cortes nos quais a drenagem é inadequada.

5.2 Climatologia e Hidrologia

5.2.1 Introdução

Apresenta-se a seguir análise climatológica e hidrológica que permitirá a correta avaliação


das cheias e o dimensionamento adequado de sistemas e redes de drenagem.

A equação de chuva apresentada a seguir será a que deverá ser utilizada como referência
nas análises hidrológicas de todas as obras sujeitas à aprovação da Prefeitura Municipal de
Mogi-Guaçú.

O clima predominante é do tipo Tropical com índice de Koopen Cfa.

De levantamento efetuado, constatou-se que a estação com observações meteorológicas


para caracterização climática, válida para esta região, é a de Campininha (Cód. DAEE D4-

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100M) localizada dentro do município e que dispõe de observações entre 1975 e 1993. Esta
estação dispõe de dados de pressão média, umidade relativa, temperaturas, máximas e
mínimas, velocidade de vento e evaporação.

Nos gráficos abaixo são apresentados os dados médios anuais observados.


 Umidade Relativa
A umidade relativa do ar é de 72,5% em média, sendo maior nos meses de
dezembro a abril (77%) e menor com (65%) no mês de agosto.

Umidade Relativa
(1975 a 1993)

120

100

80
UR,%

60

40

20

0
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
mes
Max min

 Chuva Média
No município de Mogi Guaçú, chove em média 1350 mm por ano, com
precipitações máximas mensais superiores a 400 mm.
A variação sazonal das chuvas médias, máximas e mínimas é apresentada no
gráfico abaixo.

Chuva Média
(1975-1993)
500
450
Total Anual =1348mm
400
350
300
Plu,mm

250
200
150
100
50
0
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
mês
media maxima minima

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O quadro seguinte são apresentadas as precipitações mensais no período


disponível na estação.

Chuva Total Mensal em Mogi Guaçu entidade: COHIDRO/ANA


(mm) código ANA: 02246009
Ano Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total
1976 89.6 235.2 160.3 84.4 81.0 25.4 82.6 89.6 135.8 103.1 91.4 213.1 1391.5
1977 208.4 41.9 150.2 72.2 2.8 63.8 2.4 15.7 78.7 140.5 206.1 265.9 1248.6
1978 195.4 43.8 103.0 33.1 70.3 6.6 97.2 2.0 42.2 87.4 188.9 219.2 1089.1
1979 88.7 180.8 183.3 101.8 92.4 0.0 26.4 61.9 90.1 101.9 212.1 306.1 1445.5
1980 231.9 173.8 40.3 188.4 22.4 111.6 0.0 37.2 85.7 110.8 261.5 294.4 1558.0
1981 371.3 49.9 110.1 60.4 10.5 87.0 22.3 10.9 11.4 275.5 187.5 238.9 1435.7
1982 296.5 236.6 27.8 35.8 115.6 27.7 46.4 8.3 219.7 173.3
1983 192.5 92.3 159.0 117.1 65.7 1.4 191.9 152.6 165.0 353.1
1984 219.2 9.2 73.0 151.8 61.1 0.2 6.4 123.2 86.3 5.2 155.2 316.6 1207.4
1985 267.9 133.8 179.7 98.1 44.4 9.3 1.6 15.2 50.1 24.3 131.0 199.8 1155.2
1986 113.4 157.2 86.7 84.4 0.0 26.5 109.2 34.8 81.1 157.9 330.6
1987 254.7 176.2 135.6 134.3 160.8 43.1 15.5 8.9 115.4 53.6 102.5 147.7 1348.3
1988 342.4 181.9 187.1 142.6 137.5 42.0 0.0 0.0 11.9 243.6 157.5 106.0 1552.5
1989 240.7 257.4 199.8 42.5 15.8 22.3 75.4 21.2 81.3 28.8 138.3 149.8 1273.3
1990 191.0 110.4 140.1 52.3 50.2 4.0 56.3 65.6 64.9 67.5 102.4 164.4 1069.1
1991 218.3 216.6 390.7 182.8 33.2 9.5 15.4 0.2 36.7 120.7 108.3 386.5 1718.9
1992 172.3 99.8 200.9 46.5 96.3 0.7 72.8 16.6 105.9 202.6 174.0 173.8 1362.2
1993 205.0 228.7 117.0 49.7 81.5 69.1 7.0 32.1 154.3 125.5 98.8 113.5 1282.2
1994 182.3 154.5 95.4 95.5 53.1 40.9 26.7 0.0 0.0 32.4 228.8 257.4 1167.0
1995 194.5 449.1 141.5 129.8 57.8 16.7 42.6 1.1 21.8 192.4 110.0 179.9 1537.2
1996 170.3 221.9 203.4 70.2 43.6 28.7 2.1 23.0 192.4 203.1 168.1 258.5 1585.3
1997 254.1 166.9 49.2 66.1 68.3 161.8 29.6 1.5 52.0 49.5 182.6 133.8 1215.4
1998 148.1 201.1 103.1 81.3 88.5 8.6 0.7 41.3 50.0 176.2 130.4 213.8 1243.1
1999 511.0 190.4 295.5 56.9 33.5 73.6 0.4 0.0 70.8 68.0 50.5 203.3 1553.9
2000 282.8 251.8 150.3 24.0 23.5 8.9 55.0 66.6 89.3 62.6 207.6 340.2 1562.6
2001 154.3 114.2 157.3 43.4 55.4 7.9 9.8 37.3 83.2 143.8 153.2 307.1 1266.9
2002 197.7 162.3 103.4 29.1 98.2 0.0 5.1 82.0 80.2 55.9 201.6 278.5 1294.0
2003 375.2 69.3 68.8 72.5 70.6 1.7 6.5 10.5 18.5 67.5 188.3 210.9 1160.3
2004 289.7 261.7 58.8 105.5 151.0 68.8 66.9 1.5 4.5 183.6 205.9 203.5 1601.4
2005 248.2 78.9 222.8 121.7 93.8 34.8 17.4 11.3 74.0 115.1 75.7 194.3 1288.0
2006 196.0 328.1 209.8 42.7 8.8 6.1 15.4 13.2 67.6 134.6 195.4 151.0 1368.7
2007 403.0 205.1 132.5 39.6 58.8 17.5 145.9 0.0 15.6 120.1 159.5 145.1 1442.7
2008 252.5 186.5 220 207.2 31 53.4 0.1 57.6 38 74.9 145.4 118.4 1385
2009 231.9 279.2 280.5 36.1 148.3

med 236.3 178.0 158.0 84.4 65.9 38.1 31.1 30.4 70.4 115.9 158.0 224.2 1360.3
max 511.0 449.1 390.7 207.2 160.8 161.8 145.9 123.2 192.4 275.5 261.5 386.5 1718.9
min 88.7 9.2 40.3 24.0 2.8 0.0 0.0 0.0 0.0 5.2 50.5 106.0 1069.1

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 Temperatura do Ar em graus celsus


Os valores máximos absolutos de temperatura são, 37,8 oC verificado em 1988 no
mês de setembro e 0 oC em junho de 1985.
A variação mensal das máximas e mínimas no período de 1975 a1993 é apresenta
a seguir.

Temperatura
(1975-1993)
40
35
30
25
T, oC

20
15
10
5
0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
mês

maxima mínima

 Vento
Na estação existe anemômetro instalado a 10 m de altura , com medição média
diária.
Não são registradas as rajadas, sendo que o maior valor foi observado em
dezembro de 1977 com velocidade média de 25 km/h.

Velocidade do Vento
(1975-1993)
30

25

20
v,km/h

15

10

0
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
mês
Media Maximo

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 Evaporação
As medições representas evaporação da água pelo aparelho padrão, tanque tipo A,
operado diariamente pelo CTH/DAEE.
Os resumos mensais mostram que no período de 1975 a 1993, a evaporação total
anual é de 1476 mm, com máximas mensais entre 160 mm e 70 mm.

Evaporação
(1975-1993)
180
160 Total Anual=1476mm
140
120
Evp,mm

100
80
60
40
20
0
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
mês
Media

Quanto à dinâmica da circulação atmosférica reinante na região, de acordo com Edmon


Nimer (Climatologia do Brasil – Vol. 4/1994 do IBGE), na região (inserida no sudeste
brasileiro), atua com mais freqüência, o sistema de circulação atmosférica perturbada do
Sul, originada da Frente Polar (FP), e sistema de circulação perturbada do oeste -
Instabilidade tropical (IT), na qual o seu caminhamento é do sentido oeste(W), passando
pelos estados MT, GO e MG.

Não obstante as intensas chuvas originadas deste choque, principalmente no verão, onde
na região litorânea paulista, com grande umidade proveniente do mar, ocorrem
precipitações superiores a 4.000 mm (Itapanhaú), na medida em que se caminha para o
interior, estas diminuem sensivelmente.

Assim, na região metropolitana de São Paulo, as medias anuais variam em torno de 1.400 /
1.500 mm, decrescendo para algo em torno de 1.300 / 1.400 mm na região de Mogi Gauçu.

As características dessas chuvas são:

“Ocorrem geralmente no fim da tarde ou inicio da noite, quando pelo forte aquecimento
diurno, intensifica-se a radiação telúrica e, conseqüentemente, as corrente convectivas”.

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Observam-se chuvas de verão de pouca duração, contrárias às das chuvas frontais


(provocada pela ação direta das frentes polares) que costumam se intermitentes
durantes dias.

5.2.2 Chuvas Intensas

Conforme estudo de regionalização das chuvas intensas no estado de São Paulo, disponível
na publicação “EQUAÇÕES DE CHUVAS INTENSA DO ESTADO DE SÃO PAULO” de
Francisco Martinez Jr. e Lelson Luiz Goi Magni (convenio DAEE e Escola Politécnica da
Universidade de São Paulo- Out/99), a região de Mogi Guaçú que não dispõe dessa análise,
pode ser representada pelos estudos IFD, Intensidade, Freqüência e Duração feito com os
dados de Piracicaba, Leme e Bragança Paulista.

Comparando as máximas chuvas observadas nos três municípios acima citados às


observadas em Mogi Guaçú é possível determinar-se a equação de chuvas intensas mais
representativa para o município.

Os valores analisados foram obtidos do boletim “ Chuvas Intensas no Estado de São Paulo”
publicado pela FCTH em setembro de 1994.

chuvas intensas,mm/min
3.00

2.50

2.00
i,mm/min

1.50

1.00

0.50

0.00
0 50 100 150 200 250 300 350 400
dr,min

Leme piracicaba B.Paulista Mogi Guaçu

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As curvas do gráfico acima representam as chuvas intensas das 3 localidades para tempo
de recorrência de 10 anos, enquanto que para Mogí-Guaçú representam as máximas
ocorridas no período de 10 anos de observação (1974 a 1985).

Para os objetivos do Plano Diretor de Drenagem utilizaram-se das chuvas de Piracicaba,


como estimativa das chuvas intensas do município de Mogí-Guaçú.

As características da estação Piracicaba, aqui utilizada são as seguintes:

Código =D4-104R

Latitude : 22º 15’S

Longitude : 47º 39W

Altitude da estação= 500metros

Período utilizado: 1980 a 1997.

A expressão (IFD) para esta estação é a seguinte:

i,Tr = 47,8273 / (t+30)40,9110 + 19,2043/ (t+30) 0,9256 * [ -0,4820 -0,9273 * ln (ln( Tr/ (Tr-1))) ]

Onde:

i,Tr = intensidade de chuvas em mm/min para tempo de recorrência de (TR),

t = duração de chuva em minutos,

Tr = tempo de recorrência em anos.

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6. DIAGNÓSTICO DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

O município de Mogi-Guaçú tem população estimada em 138.509 hab. (2011), com taxa
geométrica de crescimento anual entre 2000 e 2011 de 1,01% ao ano.

O grau de urbanização do município (% da população vivendo em área urbana) é de


94,94%.

Apresenta-se a seguir análise extraída de Carvalho (2011)2, que embasa o diagnóstico do


presente plano, a respeito das tendências de urbanização, uso e ocupação do solo no
município.

Como visto na análise morfológica, o município de Mogi-Guaçú apresenta a particularidade


de se assentar sobre um terreno relativamente plano. A expansão horizontal é predominante
e a verticalização é puntual. A cidade nasceu onde hoje ainda é o seu centro, ao longo do
rio e ao lado da antiga estação ferroviária, espraiando-se principalmente na direção Norte –
Sul, ao longo da ferrovia, em um primeiro momento e em seguida ao longo de eixos
rodoviários importantes, como o da Av. Mogi-Guaçú, ao sul do rio. As atividades do setor
terciário tenderam a se concentrar centro da cidade, espalhando-se lentamente (mais
especialmente nos últimos 15 anos, por todo o espaço urbano em face ampliação das infra-
estruturas urbanas.

Como diz Carvalho (2011), o centro de Mogi-Guaçú, como forma/função, ainda hoje se
irradia a partir do mesmo local, em uma área que se estende desde o rio, entre as duas
pontes, até o início da Avenida 9 de Abril. O centro contém estruturas novas e antigas,
porém readaptadas, onde se encontra o comércio (vestuário, calçados, eletroeletrônicos,
etc.), instituições financeiras (bancos convencionais e agências financeiras) e de serviços
em geral (gráficas rápidas, restaurantes, lanchonetes, cursos profissionalizantes). Há
também a presença do terminal de transportes urbanos. Um pouco afastadas, localizam-se
a prefeitura e a câmara municipal, que estão numa área mais elevada da cidade.

2
Carvalho, U. M. – Cidade Média e Centralidade: Mogi-Guaçu e sua Formação e Desenvolvimento a Partir do
CVentro
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Mesmo sendo um local que tende à saturação, em função de ruas e calçadas relativamente
estreitas, que não proporcionam a fluidez necessária aos fluxos de pessoas e veículos, as
atividades que caracterizam o centro ainda permanecem no mesmo local, caracterizando a
resistência à descentralização, característica deste tipo de cidade.

Apesar desta resistência verifica-se já a algum tempo um lento deslocamento,


principalmente dos estabelecimentos bancários, no eixo da Avenida 9 de Abril em direção a
locais próximos à praça em que se dá o cruzamento da Avenida Bandeirantes, 9 de Abril e
Chico de Paula.

Mudanças maiores deverão ocorrer em função da construção de Shopping Center e de dois


hotéis da rede Accor, na Av. Oscar Chiarelli, onde existia a antiga Cerâmica Chiarelli. Este
empreendimento tem grande potencial para provocar a urbanização e adensamento de
região com urbanização relativamente esparsa entre a própria Av. Oscar Chiarelli, a Av.
Brasil, Av. Pres. Tancredo Neves e R. Hugo Panciera.

Considerando-se a peculiaridade da presença da centralidade no mesmo local do centro


histórico, com pequenos e lentos deslocamentos, os importantes eixos viários, que
proporcionam as condições para a expansão, incluindo-se aí a rodovia SP-340, não só dos
bairros de moradia, como da atividade econômica secundária e terciária e a importante
barreira representada pelo Rio Mogi-Guaçú, que, juntamente com a divisa Mogi-Guaçú /
Mogi-Mirim, limita a expansão para o Sul.

Observa-se ainda, que a Rodovia SP-340, apesar de ser um importante eixo indutor da
expansão da área urbana é também, em si, uma barreira, uma vez que por ser duplicada,
exige a implantação de custosos dispositivos em desnível para sua transposição.

Desse modo, projeta-se, para os próximos 20 anos a expansão, preferencialmente, ao longo


dos seguintes eixos:
 Ao Norte:

 Ao longo da rodovia SP-340 até a divisa com Estiva Gerbi;

 No lado Leste da Rodovia SP-342 até as proximidades da Rodovia


Municipal MGG-438;

 Expansão do distrito industrial a Oeste da SP-340.


 Ao Sul: projeta-se um pequeno aumento do adensamento da região já urbanizada
até a divisa com Mogi-Mirim;

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 A Leste:
 O preenchimento de áreas não urbanizadas entre a SP-342 e a Rodovia
Municipal MGG-010, do atual limite da zona urbana e o espigão entre este
e a Rodovia Municipal MGG-338;

 O preenchimento dos vazios entre a Rodovia MGG-010 e o Rio Mogi-


Guaçú, da atual zona urbanizada ao espigão entre esta e a Estrada de
Piraporinha.
 A Oeste: o adensamento e o preenchimento de vazios entre a Av. Oscar Chiarelli, a
Av. Brasil, Av. Pres. Tancredo Neves e R. Hugo Panciera;

Além destas, consideram-se as áreas dos distritos de Martinho Prado Júnior, Sete Lagoas,
Nova Lousã e Bairro Chácara Alvorada, ocupando praticamente as mesmas áreas que
ocupam atualmente.

No mapa à página seguinte, apresentam-se os limites projetados para a área urbanizada do


município, incluindo-se os distritos, nas quais serão delimitadas as bacias hidrográficas de
interesse do presente plano.

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7. DELIMITAÇÃO E DIAGNÓSTICO DAS BACIAS


HIDROGRÁFICAS DAS ÁREAS URBANAS DO MUNICÍPIO

Delimitam-se a seguir as bacias hidrográficas cujas áreas estejam total ou parcialmente


urbanizadas, ou ainda que venham a ser urbanizadas no horizonte do plano, de acordo com
a projeção feita no item 7.

Para cada bacia é feito também um diagnóstico do funcionamento sistema de drenagem


implantado e sua adequação às vazões previstas para cheias com TR=100 anos.

Apresenta-se a seguir a metodologia adotada para o cálculo das vazões de cheia, que está
de acordo com a metodologia proposta no item “Diretrizes para a Elaboração de Estudos e
Projetos no Município”.

7.1 METODOLOGIA DE CÁLCULO DAS VAZÕES DE CHEIA NAS BACIAS


URBANAS

O cálculo das vazões para a as bacias urbanas, foi calculado de acordo com os seguintes
critérios:
 Método Racional, para bacias com áreas menores ou iguais a 0,5 km²;
 Método Racional Modificado, para bacias com áreas maiores do que 0,5 km² e
menores ou iguais a 1,0 km²
 Método do U.S. Soil Conservation Service ou I-Pai-Wu para bacias com áreas
superiores a 1,0 km² e menores ou iguais a 50,0 km².

As explanações dos métodos e os critérios adotados no cálculo das vazões estão


apresentadas no item “Critérios e Diretrizes para a Elaboração de Estudos e Projetos no
Município de Mogi-Guaçú”.

As vazões foram aqui estimadas somente para fins de planejamento. Para a elaboração de
projetos de engenharia, as bacias, sub-bacias e respectivas vazões deverão ser
recalculadas a partir de levantamentos topográficos e de dados mais precisos.

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7.2 DELIMITAÇÃO E DIAGNÓSTICO DAS BACIAS

Na páginas seguintes apresentam-se os mapas das bacias da área urbana da sede do


município de Mogi-Guaçú e dos distritos.

7.2.1 BACIAS DO CÓRREGO IPÊ

ESTIVA
GERBI

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 6,0 ha CN = 61

Vazões de cheia:

Q25 anos = 34,0 m³/s

Q50 anos = 45,3 m³/s

Q100 anos = 57,4 m³/s

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Q100 anos = 59,0 m³/s

Diagnóstico:
 A bacia é, atualmente, rural em sua maior parte;
 Encontra-se em zona sujeita a expansão urbana no horizonte do plano;
 Por se tratar da cabeceira do córrego do Ipê, que atravessa grande parte da região
urbana, recomenda-se a previsão legal de dispositivos para impedir a
impermeabilização excessiva;
 Por se tratar de região muito suscetível à erosão (ver item 6.1) dispositivos legais
deverão preservar esta área quanto à possibilidade de assoreamento do córrego.
 Não existem redes e/ou outros dispositivos de drenagem urbana nesta sub-bacia.

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7.2.1.1 SUB-BACIA I-D-1 ESTIVA


GERBI

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 36,0 ha C = 0,25

Vazões de cheia:

Q25 anos = 4,9 m³/s

Q50 anos = 5,5 m³/s

Q100 anos = 6,1 m³/s

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ÁREA NA QUAL O CANAL


DO IPÊ DEVERÁ SER
RECONSTITUÍDO

Diagnóstico:
 A sub-bacia é atualmente quase totalmente urbanizada;
 O trecho do córrego do Ipê que se inicia no limite sul desta sub-bacia foi degradado
por terraplenagem irregular e deverá ter seu canal original reconstituído.
 Não existem redes e/ou outros dispositivos de drenagem urbana nesta bacia

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28
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.2 SUB-BACIA I-D-2


ESTIVA
GERBI

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 563,0 ha CN = 69

Vazões de cheia:

Q25 anos = 61,0 m³/s

Q50 anos = 79,0 m³/s

Q100 anos = 99,0 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
29
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes e fotos

ESTIVA
GERBI

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú LEGENDA

MOGI-GUAÇÚ

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
30
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

ITAPIRA

Foto 2 – Valeta de drenagem no canteiro


Foto 1 – Canal entre a R. Pedro Vitani e a central da Al. Nazareth Maria Biazotto.
Av. José Rodrigues Netto, que conduz a
água escoada de parte do Jd. Santa
Cecília, de parte do Jd. Canaã II e da Al.
Nazareth Maria Biazotto.

Foto 3 – Bueiro duplo de 1,00 m de Foto 4 – Canal entre a R. Pedro Vitani e a


diâmetro, que esgota a valeta de drenagem Av. José Rodrigues Netto, à montante da
no canteiro central da Al. Nazareth Maria travessia da Av. José Rodrigues Netto.
Biazotto no canal da foto 1.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
31
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

ESTIVA
GERBI

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú LEGENDA

MOGI-GUAÇÚ

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
32
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Foto 5 – Área não urbanizada, lindeira à Foto 6 – Canal de drenagem paralelo à Av.
Av. José Rodrigues Netto, por onde passa José Rodrigues Netto entre a R. Maria
canal de drenagem a jusante do canal da Aparecida Barbieri e a R. José dos Santos.
foto 4.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
33
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

ESTIVA
GERBI

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú LEGENDA

MOGI-GUAÇÚ

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
34
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Foto 7 – Prolongamento da Av. José Foto 8 – Vista da represa, tirada junto à Av.
Rodrigues Netto, em construção. A José Rodrigues Netto, olhando para oeste.
plataforma da Av. será a barragem da
represa vista ao fundo, que atua como
bacia de retenção às águas escoadas dos
bairros à montante, na bacia I-D-2.

Foto 9 – Vista da represa, tirada junto à Av. Foto 10 – Vista barragem que está sendo
José Rodrigues Netto, olhando para formada pela construção da plataforma do
noroeste. prolongamento da Av. José Rodrigues
Netto.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
35
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

 A sub-bacia tem atualmente cerca de 38% de sua área (214 ha) urbanizados, com
o restante da área sujeita à urbanização no horizonte do plano;
 A urbanização dos setores Norte e Nordeste da bacia exigirão o reforço e
revestimento do canal a céu aberto paralelo à Av. José Rodrigues Netto e a
construção de novas redes que complementem as existentes ao longo da Av.
Augusto Terri, Augusto Kempe e Fernando Roberto.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
36
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.3 SUB-BACIA I-D-3 ESTIVA


GERBI

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 24,3 ha C = 0,25

Vazões de cheia:

Q25 anos = 3,2 m³/s

Q50 anos = 3,6 m³/s

Q100 anos = 4,0 m³/s

Diagnóstico:
 A sub-bacia é totalmente rural em área com forte pressão para urbanização a curto
prazo;
 O canal do córrego do Ipê, no trecho junto à barragem da represa do Chula foi
descaracterizado por aterros e intervenções irregulares e deverá ser recomposto;
 Por se tratar de região muito suscetível à erosão (ver item 6.1) dispositivos legais
deverão preservar esta área quanto à possibilidade de assoreamento do córrego do
Ipê;

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
37
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.4 SUB-BACIA I-D-4

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 24,3 ha C = 0,25

Vazões de cheia:

Q25 anos = 3,0 m³/s

Q50 anos = 3,4 m³/s

Q100 anos = 3,8 m³/s

Diagnóstico:
 A sub-bacia é totalmente rural em área com forte pressão para urbanização a curto
prazo;
 O canal do córrego do Ipê, no trecho junto à barragem da represa do Chula foi
descaracterizado por aterros e intervenções irregulares e deverá ser recomposto;
 Por se tratar de região muito suscetível à erosão (ver item 6.1) dispositivos legais
deverão preservar esta área quanto à possibilidade de assoreamento do córrego do
Ipê;

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
38
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.5 SUB-BACIA I-D-5

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 8,1 ha C = 0,30

Vazões de cheia:

Q25 anos = 1,1 m³/s

Q50 anos = 1,2 m³/s

Q100 anos = 1,3 m³/s

Diagnóstico:
 A sub-bacia é totalmente rural em área com forte pressão para urbanização a curto
prazo;
 Por se tratar de região muito suscetível à erosão (ver item 6.1) dispositivos legais
deverão preservar esta área quanto à possibilidade de assoreamento do córrego do
Ipê;

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
39
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.6 SUB-BACIAS I-D-6, I-D-7, I-D-8, I-D-9

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

I-D-6 I-D-7

Área de drenagem: 39,1 ha C = 0,40 Área de drenagem: 11,8 ha C = 0,30

Vazões de cheia: Vazões de cheia:

Q25 anos = 6,7 m³/s Q25 anos = 1,6 m³/s

Q50 anos = 7,6 m³/s Q50 anos = 1,8 m³/s

Q100 anos = 8,4 m³/s Q100 anos = 2,0 m³/s

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40
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

I-D-8 I-D-9

Área de drenagem: 95,6 ha C = 0,40 Área de drenagem: 10,3 ha C = 0,40

Vazões de cheia: Vazões de cheia:

Q25 anos = 14,0 m³/s Q25 anos = 2,2 m³/s

Q50 anos = 15,8 m³/s Q50 anos = 2,5 m³/s

Q100 anos = 17,6 m³/s Q100 anos = 2,8 m³/s

Diagnóstico:
 As sub-bacias são totalmente urbanizadas, porém, em função das características
de uso e ocupação do solo, não totalmente impermeabilizadas;
 A maior parte da área da sub-bacia I-D-7 é ocupada pelo terreno da Indústria
“Refratários Paulista” Indústria e Comércio. A área é atualmente pouco
impermeabilizada
 Existe na sub-bacia I-D-8 rede de drenagem que cobre parcialmente a bacia
(somente nas ruas principais, convergindo para a Av. Honório Orlando Martini);
 Ainda na sub-bacia I-D-8 existe área sujeita a alagamento na viela entre a Av.
Suécia e a R. Jácomo Gonçalves, em função de deficiência local do sistema coletos
(bocas de lobo e sua interligação com a rede) e provável subdimensionamento da
rede.
 O limite sul das sub-bacias I-D-8 e I-D-9 é o córrego do Ipê em trecho onde existem
represas, conhecido como Jardim dos Lagos sul. As represas estão assoreadas;

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
41
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes na sub-bacia I-D-8

ÁREA SUJEITA A
ALAGAMENTO

LIMITE DA BACIA I-D-8

LEGENDA

Instituto Brasil Cidade


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42
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
 Sub-bacia totalmente urbanizada;
 Sua porção limita-se com o córrego do Ipê em trecho onde existem represas,
conhecido como Jardim dos Lagos sul. As represas estão assoreadas;
 Existe rede de drenagem que cobre parcialmente a bacia (somente nas ruas
principais, convergindo para a Av. Honório Orlando Martini);
 Existe área sujeita a alagamento na viela entre a Av. Suécia e a R. Jácomo
Gonçalves, em função de deficiência local do sistema coletos (bocas de lobo e sua
interligação com a rede) e provável sub-dimensionamento da rede.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
43
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.7 SUB-BACIA I-D-10

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

CÓRREGO DO IPÊ

I-D-10 I-D-11

Área de drenagem: 8,9 ha C = 0,30 Área de drenagem: 5,7 ha C = 0,40

Vazões de cheia: Vazões de cheia:

Q25 anos = 1,4 m³/s Q25 anos = 1,2 m³/s

Q50 anos = 1,6 m³/s Q50 anos = 1,4 m³/s

Q100 anos = 1,8 m³/s Q100 anos = 1,5 m³/s

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
44
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
 Sub-bacia I-D-10 totalmente urbanizada, porém, medianamente impermeabilizada;
 Sub-bacia I-D-11 dentro da área urbanizada, porém ainda não ocupada;

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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
45
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.8 SUB-BACIA I-D-12

BACIA I-D-13
AD=135,9 ha
LAGOA
MURILO

BREJO

BREJO

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Instituto Brasil Cidade


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46
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

I-D-12 I-D-13

Área de drenagem: 69,4 ha C = 0,30 Área de drenagem: 135,9 ha CN = 81

Vazões de cheia: Vazões de cheia:

Q25 anos = 5,1 m³/s Q25 anos = 15,0 m³/s

Q50 anos = 5,7 m³/s Q50 anos = 18,7 m³/s

Q100 anos = 6,4 m³/s Q100 anos = 25,4 m³/s

I-D-14 + I-D-12 I-D-15

Área de drenagem: 97,6 ha CN = 81 Área de drenagem: 28,2 ha C = 0,40

Vazões de cheia: Vazões de cheia:

Q25 anos = 6,4 m³/s Q25 anos = 6,1 m³/s

Q50 anos = 7,3 m³/s Q50 anos = 6,9 m³/s

Q100 anos = 8,1 m³/s Q100 anos = 7,6 m³/s

I-D-16 + I-D-14 + I-D-12

Área de drenagem: 190,8 ha C = 0,30

Vazões de cheia:

Q25 anos = 21,1 m³/s

Q50 anos = 26,3 m³/s

Q100 anos = 35,6 m³/s

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47
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
 A região que compreende as sub-bacias I-D-12 a I-D-16 tem drenagem complexa e
sofre processo de urbanização.
 A drenagem das sub-bacias I-D-12, I-D-14 e I-D-16, concentra-se praticamente toda
no afluente do córrego do Ipê circundado pela Avenida Marginal do loteamento
Jardim Alto dos Ipês. A urbanização das regiões dessas bacias exigirá
planejamento para a implantação de redes de drenagem e novas travessias à
ferrovia.
 A bacia I-D-13, aparentemente é uma depressão, tendo suas águas concentradas
na região brejosa, limitada pela Lagoa Murilo e outra lagoa s/ nome entre a Av.
Gabriela Caruso Soares, a R. Lourenço F. Chiorato e a R. Leopoldo Campos
Pedrini (Parque Industrial João Batista Caruso). A continuidade da urbanização
dessa área deverá requerer uma cuidadosa avaliação topográfica (confirmando ou
não a existência da depressão aqui preliminarmente observada) e um detalhado
planejamento do sistema de drenagem.
 A drenagem no Jd. Ipê V (bacia I-D-15) é deficiente, sendo observados pontos de
alagamento nas ruas, mesmo em períodos secos.

REDE QUE CONCENTRA AS


VAZÕES DAS BACIAS I-D-12, I-D-14
E I-D-16 A SER REFORÇADA

TRAVESSIA DA FERROVIA
A SER REFORÇADA

31

32

BREJO

LEGENDA

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48
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Foto 31 – Água empoçada em ponto baixo Foto 32 – Água que escoa da área entre o
da esquina da estrada MGG-150 com a R. bairro e a ferrovia e fica empoçada em
José Rodrigues sarjetão na esquina da estrada MGG-150
com a R. José Francisco Machado

Imagem de satélite (Google Earth) mostrando o centro da provável depressão, constituído


pelas duas lagoas e a área brejosa junto ao Parque Industrial João Batista Caruso.

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49
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.9 SUB-BACIA I-D-17 E I-D-18

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

I-D-17 I-D-18 + I-D-17

Área de drenagem: 21,8 ha C = 0,40 Área de drenagem: 46,6 ha C = 0,40

Vazões de cheia: Vazões de cheia:

Q25 anos = 5,6 m³/s Q25 anos = 8,7 m³/s

Q50 anos = 6,3 m³/s Q50 anos = 9,9 m³/s

Q100 anos = 7,0 m³/s Q100 anos = 11,0 m³/s

Obs.: foram considerados os coeficientes “C” para as bacias urbanizadas


Diagnóstico:
 A sub-bacias I-D-17 é rural e tende a ser urbanizada. Travessia sob a estrada de
ferro e rede até o Córr. do Ipê deverão ser construídas atravessando o novo
loteamento na sub-bacia I-D-18.
 A sub-bacias I-D-18 está urbanizada, com rede de drenagem.

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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
50
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.10 SUB-BACIA I-D-9

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 74,0 ha C = 0,40

Vazões de cheia:

Q25 anos = 11,2 m³/s

Q50 anos = 12,6 m³/s

Q100 anos = 14,0 m³/s

Obs.: foi considerado o coeficiente “C” para a bacia urbanizada


Diagnóstico:
 A bacia é, atualmente, rural;
 Encontra-se em zona sujeita a expansão urbana no horizonte do plano;
 Por se tratar de região muito suscetível à erosão (ver item 6.1) dispositivos legais
deverão preservar esta área quanto à possibilidade de assoreamento do córrego.

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51
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.11 SUB-BACIA I-D-20

SP-340

Corr. do Ipê

Área de drenagem: 30,6 ha C = 0,40 Rio Mogi-Guaçú

Vazões de cheia: MOGI-GUAÇÚ

Q25 anos = 5,4 m³/s

Q50 anos = 6,1 m³/s ITAPIRA

Q100 anos = 6,8 m³/s Rib. da Cachoeira /


Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Obs.: foi considerado o coeficiente “C” para a bacia urbanizada


Diagnóstico:
 A bacia é, atualmente, rural;
 Encontra-se em zona sujeita a expansão urbana no horizonte do plano;
 Por se tratar de região muito suscetível à erosão (ver item 6.1) dispositivos legais
deverão preservar esta área quanto à possibilidade de assoreamento do córrego.
Instituto Brasil Cidade
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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
52
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.12 SUB-BACIA I-E-1

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 53,8 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 13,5 m³/s

Q50 anos = 15,2 m³/s

Q100 anos = 16,9 m³/s

Diagnóstico:
 Área na Av. Emília Marchi Martini e transversais junto ao divisor da bacia M-D-6
sujeita a alagamento. O greide da avenida tem declividade próxima de zero e a
maior parte do problema concentra-se da área do divisor das bacias I-E-1 e M-D-2.
Ver o diagnóstico da bacia M-D-2 para a descrição deste problema;
 Existe uma linha coletora de drenagem ao longo da Av. Emília Marchi Martini, do
divisor das bacias I-E-1 e M-D-2 até o Córrego do Ipê.

Instituto Brasil Cidade


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53
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

CÓRREGO DO IPÊ

BACIA I-E-2

BACIA I-E-1

ÁREA SUJEITA A
ALAGAMENTO

BACIA M-D-6

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

LEGENDA

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Instituto Brasil Cidade


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54
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.13 SUB-BACIA I-E-2

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 32,7 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 7,9 m³/s

Q50 anos = 8,9 m³/s

Q100 anos = 9,9 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
55
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes.

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

LEGENDA

Diagnóstico:
 Sub-bacia totalmente urbanizada. Não há rede de drenagem, somente uma linha ao
longo da Av. Ver. Víctor Bueno e em um trecho da R. tereza Aparecida Ribeiro;
 O trecho do córrego do Ipê que se inicia no limite sul desta sub-bacia foi degradado
por terraplenagem irregular e deverá ter seu canal original reconstituído.

Instituto Brasil Cidade


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56
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.14 SUB-BACIAS I-E-3 E I-E-4

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

I-E-3 I-E-4

Área de drenagem: 26,5 ha C = 0,50 Área de drenagem: 18,6 ha C = 0,50

Vazões de cheia: Vazões de cheia:

Q25 anos = 7,1 m³/s Q25 anos = 5,0 m³/s

Q50 anos = 8,0 m³/s Q50 anos = 5,6 m³/s

Q100 anos = 9,0 m³/s Q100 anos = 6,3 m³/s

Diagnóstico:
 Sub-bacia totalmente urbanizada. Não há rede de drenagem;

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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
57
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.15 SUB-BACIA I-E-5

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 41,8 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 9,0 m³/s

Q50 anos = 10,2 m³/s

Q100 anos = 11,3 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
58
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes.

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

LEGENDA

Diagnóstico:
 Sub-bacia totalmente urbanizada. Não há rede de drenagem, somente uma linha ao
longo de um quarteirão da R. Eduardo Figueiredo e de pois vira à direita
atravessando pelo meio dos quarteirões das ruas paralelas por viela sanitária até o
Córrego do Ipê;

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
59
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.16 SUB-BACIA I-E-6

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 62,7 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 13,5 m³/s

Q50 anos = 15,2 m³/s

Q100 anos = 16,9 m³/s

Diagnóstico:
 Sub-bacia totalmente urbanizada. Não há rede de drenagem a excessão de um
canal não revestido (vala) no canteiro central entre as ruas Arthur de Oliveira Rocha
e Avelino Moraes, virando para a R. Luiz Mariano até o Córrego do Ipê;

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
60
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes.

LEGENDA

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
61
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

SUB-BACIA I-E-7

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 127,6 ha CN = 90

Vazões de cheia:

Q25 anos = 57,3 m³/s

Q50 anos = 69,7 m³/s

Q100 anos = 82,3 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
62
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes.

CAMINHAMENTO PROVÁVEL
DA LINHA DE DRENAGEM, EM
FUNÇÃO DA EXISTÊNCIA DE
PVs. E BOCAS DE LOBO. NÃO
EXISTEM REGISTROS
PRECISOS NA PREFEITURA
DESTE TRECHO.

LEGENDA

Diagnóstico:
 A sub-bacia tem sua área totalmente urbanizada;
 Não há rede de drenagem, somente uma linha coletora principal ao longo da Av.
Bandeirantes, Av. Hum (traçado provável), R. Henrique Orrin e R. Aparecido G.
Benedito até desaguar no Córrego do Ipê. Não há informação precisa do diâmetro
da linha.

Instituto Brasil Cidade


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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
63
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.17 SUB-BACIA I-E-8

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

Área de drenagem: 75,6 ha C = 0,40

Vazões de cheia:
ITAPIRA

Q25 anos = 14,6 m³/s


Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba
Q50 anos = 16,5 m³/s
MOGI-MIRIM
Q100 anos = 18,3 m³/s Corr. dos Macacos

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
64
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
 A sub-bacia tem sua área parcialmente urbanizada, encontrando-se porém, em
área sujeita a urbanização a curto prazo. Parte significativa de sua área tem uso
industrial mantendo ainda permeabilidade do solo que permite a utilização de
coeficientes de escoamento mais baixos;
 Não há rede de drenagem nas vias urbanas;

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65
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.18 SUB-BACIAS I-E-9 E I-E-10

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

I-E-9 I-E-10

Área de drenagem: 85,0 ha C = 0,40 Área de drenagem: 12,9 ha C = 0,40

Vazões de cheia: Vazões de cheia:

Q25 anos = 17,4 m³/s Q25 anos = 2,7 m³/s

Q50 anos = 19,7 m³/s Q50 anos = 3,0 m³/s

Q100 anos = 21,9 m³/s Q100 anos = 3,4 m³/s

Obs.: foi considerado o coeficiente “C” para a bacia urbanizada

Instituto Brasil Cidade


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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
66
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
 Cerca de 40% da área da sub-bacia é urbanizada (Jd. Guaçuano e Jd. Ipê VIII). O
restante tende sofrer processo de urbanização a médio prazo;
 Não há rede de drenagem nas vias urbanas destes bairros;

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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
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PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.1.19 SUB-BACIA I-E-11

Área de drenagem: 95,8 ha C = 0,40

Vazões de cheia:
SP-340

Q25 anos = 17,6 m³/s Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú
Q50 anos = 19,8 m³/s
MOGI-GUAÇÚ

Q100 anos = 22,0 m³/s

ITAPIRA
Diagnóstico:
 Bacia atualmente rural que tende sofrer processo Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba
de urbanização a médio prazo.
MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
68
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2 BACIAS E SUB-BACIAS DO RIO MOGI-GUAÇÚ

7.2.2.1 BACIA M-D-1 – Córrego da Fazenda

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 241,2 ha CN = 67

Vazões de cheia:

Q25 anos = 14,7 m³/s

Q50 anos = 19,4 m³/s

Q100 anos = 24,6 m³/s

Diagnóstico:
 Bacia atualmente rural que tende sofrer processo de urbanização dentro do
horizonte do plano;
 Existe aterro sanitário licenciado pela CETESB as margens da Estrada Oscar C.
Rodrigues, junto ao Córrego da Fazenda.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
69
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.2 SUB-BACIA M-D-2

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 6,4 ha C = 0,25

Vazões de cheia:

Q25 anos = 0,9 m³/s

Q50 anos = 1,0 m³/s

Q100 anos = 1,1 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
70
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes.

LIMITE ENTRE AS BACIAS M-D-2


E M-D-3

RIO MOGI-GUAÇÚ LEGENDA

Diagnóstico:
 Bacia ocupada quase integralmente pela área urbanizada do loteamento Cidade
Nova Mogi-Guaçú;
 Existe linha coletora de drenagem nos últimos dois quarteirões da Av. Nova Mogi-
Guaçú, desaguando no Rio Mogi-Guaçú;
 Após a conclusão da Barragem da Represa da Cachoeira de Cima não não é
provável a ocorrência de enchentes pela elevação do nível do Rio Mogi-Guaçú.

Instituto Brasil Cidade


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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
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PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.3 SUB-BACIA M-D-3

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 7,9 ha C = 0,30

Vazões de cheia:

Q25 anos = 1,3 m³/s

Q50 anos = 1,4 m³/s

Q100 anos = 1,6 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
72
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes.

LIMITE ENTRE AS BACIAS M-D-2


E M-D-3

LEGENDA

RIO MOGI-GUAÇÚ

Diagnóstico:
 Bacia ocupada integralmente pela área urbanizada do loteamento Cidade Nova
Mogi-Guaçú;
 Existe linha coletora de drenagem que se inicia na R. Maria N. Mendes e desce por
vielas sanitárias no meio dos quarteirões desaguando no Rio Mogi-Guaçú;
 Após a conclusão da Barragem da Represa da Cachoeira de Cima não não é
provável a ocorrência de enchentes pela elevação do nível do Rio Mogi-Guaçú.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
73
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.4 SUB-BACIA M-D-4

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 81,1 ha C = 0,25

Vazões de cheia:

Q25 anos = 8,3 m³/s

Q50 anos = 9,3 m³/s

Q100 anos = 10,4 m³/s

Instituto Brasil Cidade


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74
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes.

VALETA ½ CANA EM CONCRETO

PROVÁVEL TUBULAÇÃO DE
30 m DE EXTENSÃO ATÉ O
BUEIRO DE TALVEGUE

LEGENDA

Diagnóstico:
 Bacia ocupada parcialmente pelos loteamentos Jardim Alvorada e Distrito Industrial
Santa Josefina;
 Na Estrada Municipal Policarpo Albino Canato e deságua no Córrego S/ Nome,
afluente direto do Rio Mogi-Guaçú. Nesta última estrada existe valeta tipo “meia-
cana” do divisor da sub-bacia até o ponto baixo, provavelmente desaguando em
tubo conectado ao bueiro de talvegue que faz a travessia da estrada no córrego.

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
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PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.5 BACIA M-D-5

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 113,7 ha CN = 85

Vazões de cheia:

Q25 anos = 19,1 m³/s

Q50 anos = 23,5 m³/s

Q100 anos = 28,1 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
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PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivos de drenagem existentes.

LEGENDA

Diagnóstico:
 Bacia ocupada parcialmente pelos loteamentos Jardim Alvorada e Distrito Industrial
Santa Josefina;
 No Jd. Alvorada existe linha coletora de drenagem que se inicia na R. Júlia dos
Santos Marques, segue pela R. Antenor Fernandes, Maria J. Sábile, desaguando
no Córrego S/ Nome, afluente direto do Rio Mogi-Guaçú.
 No último quarteirão da R. Antônio Urbano de Souza há uma linha coletora que vira
à esq. na Estrada Municioal Policarpo Albino Canato e deságua no Córrego S/
Nome, afluente direto do Rio Mogi-Guaçú. Nesta última estrada, existe valeta tipo
“meia-cana” até o ponto baixo, provavelmente desaguando na linha citada acima.
Não se conseguiu acesso para verificação do bueiro de talvegue da travessia da
estrada municipal sobre o córrego.

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
77
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.6 BACIA M-D-6

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Área de drenagem: 137,9 ha CN = 79

Vazões de cheia: Q25 anos = 17,2 m³/s Q100 anos = 24,4 m³/s

Q50 anos = 20,8 m³/s

Diagnóstico:
 Área sujeita a alagamento na região do Parque Zaniboni II e Jardim Esplanada,
especialmente no trecho do cruzamento da Av. Emília Marchi Martini e Av. Pedro
Risseto (fotos 21 e 22), mas não restrita a este ponto.
Todo o trecho da Av. Emília Martini, entre a Av. Pedro Risseto e a R. Octávio
Franco, bem como as travessas e ruas paralelas próximas estão em cota próxima à
647 m, com declividades e redes insuficientes ao escoamento das águas em
chuvas intensas.
 A Prefeitura Municipal de Mogi-Guaçú iniciou em agosto de 2011 obra para a
implantação de nova rede para escoamento das águas desta região.

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
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78
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Rede Existente:

CÓRREGO DO IPÊ

BACIA I-E-2

BACIA I-E-1

ÁREA SUJEITA A
ALAGAMENTO

23

22

21

BACIA M-D-6

SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

MOGI-GUAÇÚ

LEGENDA

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
79
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Foto 21 - Rotatória no cruzamento das Foto 22 – Av. Emília Martini (vista em


avenidas Emília Martini e Av. Suécia direção à R. Octávio Franco). Notar a
declividade próxima de zero.

Foto veiculada na imprensa das obras na


Foto 23 – Outra vista da Av. Emília Martini Av. Emília Martini em agosto de 2011
no quarteirão entre as ruas Iracemápolis e
Piracicaba.

Foto veiculada na imprensa de enchente


no Jardin Zaniboni II junto à Av. Em

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
80
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

RIO MOGI-GUAÇU

LEGENDA

Rede de reforço implantada no Jd. Zaniboni II

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
81
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.7 SUB-BACIA M-D-7

Área de drenagem: 9,7 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 2,4 m³/s

Q50 anos = 2,7 m³/s

Q100 anos = 3,0 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
82
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico: Dispositivos de drenagem existentes.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
83
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.8 SUB-BACIA M-D-8

Área de drenagem: 4,7 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 1,5 m³/s

Q50 anos = 1,6 m³/s

Q100 anos = 1,8 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
84
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
85
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.9 ACIA M-D-9 – Córrego Cantagalo

rea de drenagem: 365,0 ha CN = 79

Vazões de cheia:

Q25 anos = 45,5 m³/s

Q50 anos = 55,0 m³/s

Q100 anos = 64,5 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
86
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes e Fotos.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
87
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
88
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
89
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

15 16

18
17

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
90
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

19 20

25 26

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
91
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.10 UB-BACIA M-D-10

Área de drenagem: 2,7 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 0,5 m³/s

Q50 anos = 0,6 m³/s

Q100 anos = 0,6 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
92
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
93
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.11 SUB-BACIA M-D-11

Área de drenagem: 44,4 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 7,7 m³/s

Q50 anos = 8,7 m³/s

Q100 anos = 9,7 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
94
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
95
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
96
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.12 SUB-BACIA M-D-12

Área de drenagem: 4,8 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 0,7 m³/s

Q50 anos = 0,7 m³/s

Q100 anos = 0,8 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
97
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
98
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.13 BACIA M-D-13

Área de drenagem: 19,8 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 2,6 m³/s

Q50 anos = 2,9 m³/s

Q100 anos = 3,3 m³/s

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
99
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
100
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.14 BACIA M-D-14

Área de drenagem: 8,1 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 1,6 m³/s

Q50 anos = 1,8 m³/s

Q100 anos = 2,0 m³/s

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101
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes.

Instituto Brasil Cidade


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102
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.15 SUB-BACIA M-D-15

Área de drenagem: 41,8 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 6,2 m³/s

Q50 anos = 6,9 m³/s

Q100 anos = 7,7 m³/s

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
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103
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes.

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104
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.16 SUB-BACIA M-D-16

Área de drenagem: 71,7 ha C = 0,30

Vazões de cheia:

Q25 anos = 6,0 m³/s

Q50 anos = 6,8 m³/s

Q100 anos = 7,6 m³/s

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105
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes.

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CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
106
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.17 SUB-BACIA M-D-17

Área de drenagem: 247,0 ha CN = 68

Vazões de cheia:

Q25 anos = 20,3 m³/s

Q50 anos = 26,4 m³/s

Q100 anos = 31,6 m³/s

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107
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes e Fotos.

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108
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

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109
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

13 14

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110
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.18 SUB-BACIA M-D-18

Área de drenagem: 196,0 ha CN = 68

Vazões de cheia:

Q25 anos = 16,1 m³/s

Q50 anos = 21,0 m³/s

Q100 anos = 25,1 m³/s

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PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:

Dispositivos de drenagem existentes.

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13

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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.19 SUB-BACIA M-D-19

M-D-19-2
AD=11,1 ha

M-D-19-1
AD=37,2 ha

Área de drenagem M-D-18 + M-D-19-1: 233,0 ha CN = 68

Vazões de cheia:

Q25 anos = 19,1 m³/s

Q50 anos = 24,9 m³/s

Q100 anos = 29,8 m³/s

Área de drenagem M-D-17 + M-D-19-2: 259,0 ha CN = 68

Vazões de cheia:

Q25 anos = 21,2 m³/s

Q50 anos = 27,7 m³/s

Q100 anos = 33,2 m³/s

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Diagnóstico:
Dispositivos de drenagem existentes e Fotos.

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11 12

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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.20 BACIA M-E-1 – Ribeirão da Cachoeira

Área de drenagem: 2108,0 ha CN = 55

Vazões de cheia:

Q25 anos = 47,0 m³/s

Q50 anos = 63,0 m³/s

Q100 anos = 80,0 m³/s

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Diagnóstico:

Dispositivos de drenagem existentes.

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119
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.21 BACIA M-E-2 – Córrego dos Macacos

Área de drenagem: 527,0 ha CN = 61

Vazões de cheia:

Q25 anos = 25,8 m³/s

Q50 anos = 34,3 m³/s

Q100 anos = 43,8 m³/s

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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:

Dispositivos de drenagem existentes e Fotos.

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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

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29 30

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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.22 SUB-BACIA M-E-3

Área de drenagem: 29,8 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 7,8 m³/s

Q50 anos = 8,8 m³/s

Q100 anos = 9,8 m³/s

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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:

Dispositivos de drenagem existentes.

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125
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.23 SUB-BACIA M-E-4

Área de drenagem: 11,4 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 2,8 m³/s

Q50 anos = 3,2 m³/s

Q100 anos = 3,5 m³/s

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126
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Diagnóstico:

Dispositivos de drenagem existentes.

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127
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.24 SUB-BACIA M-E-5

Área de drenagem M-E-3 + M-E-4 + M-E-5: 61,6 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 13,2 m³/s

Q50 anos = 14,9 m³/s

Q100 anos = 16,6 m³/s

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Diagnóstico:

Dispositivos de drenagem existentes.

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129
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

7.2.2.25 BACIA M-E-6 – Córrego S/ Nome

Área de drenagem: 249,0 ha CN = 81

Vazões de cheia:

Q25 anos = 36,0 m³/s

Q50 anos = 44,0 m³/s

Q100 anos = 52,0 m³/s

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Diagnóstico:

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7.2.2.26 SUB-BACIA M-E-7

Área de drenagem: 33,3 ha C = 0,50

Vazões de cheia:

Q25 anos = 8,5 m³/s

Q50 anos = 9,5 m³/s

Q100 anos = 10,6 m³/s

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7.2.2.27 SUB-BACIA M-E-8

Área de drenagem: 38,0 ha C = 0,30

Vazões de cheia:

Q25 anos = 5,8 m³/s

Q50 anos = 6,6 m³/s

Q100 anos = 7,3 m³/s

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7.2.2.28 SUB-BACIA M-E-9

Área de drenagem: 16,6 ha C = 0,25

Vazões de cheia:

Q25 anos = 2,2 m³/s

Q50 anos = 2,5 m³/s

Q100 anos = 2,8 m³/s

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Diagnóstico:

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7.2.2.29 SUB-BACIA M-E-10

Área de drenagem: 30,9 ha C = 0,25

Vazões de cheia:

Q25 anos = 4,1 m³/s

Q50 anos = 4,6 m³/s

Q100 anos = 5,1 m³/s

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Diagnóstico:

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7.2.3 BACIA 1 - CÓRREGO DO QUILOMBO

Área de drenagem: 199,0 ha CN = 70

Vazões de cheia:

Q25 anos = 19,6 m³/s

Q50 anos = 20,9 m³/s

Q100 anos = 26,7 m³/s

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7.2.4 SUB-BACIAS DO CÓRREGO DO PANTANAL OU DO ENGENHO VELHO

7.2.4.1 SUB-BACIA P-E-1

Área de drenagem: 64,6 ha C = 0,30

Vazões de cheia:

Q25 anos = 8,8 m³/s

Q50 anos = 10,0 m³/s

Q100 anos = 11,1 m³/s

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7.2.4.2 SUB-BACIA P-E-2

Área de drenagem: 168,0 ha CN = 68

Vazões de cheia:

Q25 anos = 12,7 m³/s

Q50 anos = 17,1 m³/s

Q100 anos = 21,9 m³/s

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7.2.5 BACIA-2 - CÓRREGO DA CACHOEIRINHA

Área de drenagem: 731,0 ha CN = 74

Vazões de cheia:

Q25 anos = 60,0 m³/s

Q50 anos = 87,0 m³/s

Q100 anos = 107,0 m³/s

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PLANEJAMENTO

8. DIRETRIZES

8.1 DIRETRIZES INSTITUCIONAIS

Entende-se por Diretrizes um conjunto de indicações para se levar a termo um plano


traçado. Com esta visão, e com os princípios fundamentais estabelecidos, foram elencadas
as diretrizes denominadas gerais que definirão os programas, projetos e ações de natureza
institucional e de caráter mais abrangente, a serem empreendidos no âmbito da drenagem
urbana:

8.1.1 Institucionalização da Política de Drenagem Urbana do Município de


Mogi-Guaçú.

A Política de drenagem urbana de Mogi-Guaçú será estabelecida a partir da aprovação do


Plano de Diretor de Drenagem. O Plano ensejará a elaboração e estabelecimento de
legislação específica, a ser aprovada pela Câmara Municipal. Dado o caráter abrangente
do plano será necessária a revisão e complementação da totalidade dos instrumentos legais
municipais referentes ao assunto;

8.1.2 Definição da Secretaria de Obras e Viação como gestora do Plano


Diretor de Drenagem.

8.1.3 Vincular os investimentos em drenagem urbana, previstos e em


andamento, à programação a ser estabelecida por este Plano Diretor de
Drenagem.

Com a aprovação do Plano, o executivo municipal deverá adequar seu orçamento e a


programação de investimentos, de forma a atender a programação estabelecida pelo Plano
Diretor de Drenagem;

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8.1.4 Instituição da Política Municipal de Educação Ambiental relacionada às


questões de drenagem urbana e de conservação das bacias hidrográficas.

Promover, de forma abrangente e em larga escala, o acesso à Educação Ambiental da


população, de maneira formal ou informal, seja através de um processo institucionalizado
que ocorre nas unidades de ensino, como também por sua realização fora da escola,
envolvendo flexibilidade de métodos e de conteúdos e um público alvo variável em suas
características (faixa etária, nível de escolaridade, nível de conhecimento da problemática
da drenagem urbana, etc.);

8.1.5 Integração e articulação da Secretaria de Obras e Viação com a


Secretaria de Educação.

Como forma de assegurar a instituição eficiente da Política Municipal de Educação


Ambiental nos assuntos referentes à drenagem urbana, a integração e articulação entre o
gestor do Plano Diretor de Drenagem (Secretaria de Obras e Viação) e a Secretaria da
Educação deverá se concretizar de maneira institucionalizada, com previsão tanto das
atribuições de cada órgão bem como de reserva de parcela percentual orçamentária, com
vistas a resguardar e assegurar o monitoramento e a implementação da Política Municipal
de Educação Ambiental e outras medidas afins;

8.1.6 Integrar os programas e ações de drenagem urbana ao conceito de


Saneamento Ambiental.

Considerar a interação das ações entre os setores de abastecimento de água, de


esgotamento sanitário, de manejo dos resíduos sólidos e manejo das águas pluviais
(drenagem urbana), com a obtenção de resultados espacialmente mensuráveis, reduzindo o
efeito de pulverização das ações e, portanto, dos resultados relativos à salubridade
ambiental.

8.1.7 Integração e articulação com a Secretaria de Saúde.

Esta integração e articulação deverá se concretizar de maneira institucionalizada entre o


gestor do Plano Diretor de Drenagem (Secretaria de Obras e Viação) e a Secretaria de
Saúde, em especial com o Departamento de Vigilância Epidemiológica e o de Vigilância
Sanitária, com previsão tanto das atribuições de cada órgão bem como de reserva de
parcela percentual orçamentária, com vistas a monitorar e incrementar as ações que

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envolvam o controle dos vetores e outras medidas afins que subsidiem direta e
indiretamente a melhoria das condições de salubridade ambiental.

8.1.8 Integração e articulação da Secretaria de Obras e Viação, Secretaria de


Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente e Secretaria de Planejamento e
Desenvolvimento Urbano

Esta integração deverá ocorrer de modo que as três secretarias trabalhem coordenada e
articuladamente na gestão do Plano Diretor urbanístico, do Plano Diretor de Drenagem e
futuramente do Plano de Saneamento Ambiental, impedindo empreendimentos e ações em
desacordo com os conceitos e diretrizes estabelecidos no presente plano. A articulação
deverá se concretizar de maneira institucionalizada entre o gestor do Plano Diretor de
Drenagem (Secretaria de Obras e Viação) e as Secretarias de Agricultura, Abastecimento e
Meio Ambiente e de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, nas questões que envolvem
drenagem, salubridade ambiental, planejamento urbano e meio ambiente, com previsão
tanto das atribuições de cada órgão bem como de reserva de parcela percentual
orçamentária, com vistas a monitorar e incrementar as ações que envolvam medidas afins
que subsidiem direta e indiretamente a melhoria das condições de salubridade ambiental.

8.2 DIRETRIZES TÉCNICAS: CRITÉRIOS PARA A ELABORAÇÃO DE


ESTUDOS E PROJETOS DE DRENAGEM NO MUNICÍPIO DE MOGI-
GUAÇÚ

8.2.1 Obras Sujeitas à Aprovação Municipal, Procedimentos de Análise e


Aprovação

Todas as obras de drenagem, bem como os aproveitamentos de cursos d’água no município


de Mogi-Guaçú, deverão ter seus projetos submetidos a processo de aprovação técnica
pela Prefeitura Municipal, independentemente das outras aprovações necessárias em
órgãos estaduais e federais.

Os procedimentos de análise técnica visando à eventual aprovação dos projetos terão como
objetivo:
 Evitar a eventual subavaliação de cheias, o conseqüente sub-dimensionamento de
obras hidráulicas e os impactos econômicos e sociais negativos disso decorrentes;

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 Verificar a adequação dos projetos propostos aos fins a que se destinam, dentro de
normas e critérios aceitos no meio técnico;
 Verificar a ocorrência de eventuais impactos a jusante, que comprometam obras
existentes ou venham a causar alagamentos decorrentes das obras projetadas.

As seguintes obras serão passíveis de análise técnica e aprovação pela Prefeitura de Mogi-
Guaçú:
 Obras de drenagem superficial da prefeitura de Mogi-Guaçú;
 Implantação de loteamentos ou áreas públicas urbanizadas;
 Obras particulares, com área de implantação superior a 10.000 m²;
 Obras viárias municipais;
 Intervenções em cursos d’água perenes (travessias, barramentos e
aproveitamentos hídricos em geral), devidas a obras públicas municipais ou obras
particulares, sujeitas à aprovação do poder público municipal;

O cumprimento das exigências a serem estabelecidas pela lei decorrente do presente plano
não eximirá o interessado pelos empreendimentos das aprovações necessárias nas demais
instâncias estaduais e/ou federais (D.A.E.E., CETESB, A.N.A., etc.).

As metodologias e critérios estabelecidos pelo presente plano serão considerados como


referência pelo corpo técnico da Prefeitura Municipal de Mogi-Guaçú na análise dos estudos
apresentados para as obras sujeitas à aprovação municipal. A simples obediência a estas
metodologias e critérios, no entanto, não eximirá os responsáveis técnicos pelos projetos e
obras de suas responsabilidades quanto ao desempenho das obras e os eventuais
resultados de sua implantação, uma vez que é obrigação dos técnicos responsáveis pelos
projetos e obras a análise rigorosa de cada caso, considerando todos os fatores
intervenientes e avaliando a eventual necessidade de uso de ferramentas, análises e
parâmetros mais rigorosos que os aqui preconizados.

As aprovações pela Prefeitura Municipal dos empreendimentos acima listados seguirão os


fluxos básicos apresentados a seguir. Decretos complementares à Lei do Plano de
Saneamento Ambiental detalharão estes procedimentos básicos, definindo qual será a
secretaria responsável pelos protocolos dos pedidos de aprovação de projetos, prazos, etc.

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A) Obras e empreendimentos para os quais é necessária a obtenção de outorga junto


ao DAEE:
PROTOCOLO DO PROJETO 
JUNTO À PREFEITURA 
MUNICIPAL

ANÁLISE TÉCNICA DO  DEVOLUÇÃO AO 


PROJETO PELA PREFEITURA  INTERESSADO PARA 
MUNICIPAL CORREÇÕES

PROJETO  NÃO
APROVADO?

SIM

ENCAMINHAMENTO AO  DEVOLUÇÃO AO 
DAEE PARA ANÁLISE  INTERESSADO PARA 
TÉCNICA E OUTORGA  CORREÇÕES

NÃO
PROJETO 
APROVADO?

SIM

PROTOCOLO NA 
PREFEITURA DA VERSÃO 
FINAL COM O OFÍCIO DE 
APROVAÇÃO PELO DAEE

PREFEITURA ANALISA SE 
DEVOLUÇÃO AO  PREMISSAS INICIAIS 
INTERESSADO PARA  SOLICITADAS CONTINUAM
CORREÇÕES ATENDIDAS APÓS A 
OUTORGA

NÃO PREMISSAS 
ATENDIDAS ?

SIM

EMISSÃO DO OFÍCIO DE 
APROVAÇÃO

FIM DO PROCESSO

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B) Obras e empreendimentos para os quais não é necessária a obtenção de outorga


junto ao DAEE:

PROTOCOLO DO PROJETO 
JUNTO À PREFEITURA 
MUNICIPAL

ANÁLISE TÉCNICA DO  DEVOLUÇÃO AO 


PROJETO PELA PREFEITURA  INTERESSADO PARA 
MUNICIPAL CORREÇÕES

PROJETO  NÃO
APROVADO?

SIM

EMISSÃO DO OFÍCIO DE 
APROVAÇÃO

FIM DO PROCESSO

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8.2.2 Critérios para a Elaboração de Estudos Hidrológicos de Vazões


Extremas

Este item estabelece os critérios para a elaboração de estudos hidrológicos a serem


submetidos à aprovação da Prefeitura de Mogi-Guaçú.
Métodos Aceitos

Considerando-se as dimensões das bacias de interesse para o presente plano e a não


existência de dados históricos de vazão, e considerando-se as modificações de uso e
ocupação do solo que ocorrem na área urbana ao longo do tempo, descartam-se os
métodos estatísticos, devendo ser aplicados os métodos seguintes, em função das áreas
das bacias.
 Método Racional, para bacias com área ≤ 0,5 km²;
 Método Racional Modificado, para bacias com áreas maiores do que 0,5 km² e
menores ou iguais a 1,0 km²
 Método do U.S. Soil Conservation Service ou I-Pai-Wu para bacias com áreas
superiores a 1,0 km² e menores ou iguais a 50,0 km².

No anexo A apresenta-se descrição dos métodos aceitos.

8.2.3 Padronização de Soluções e Detalhes em Sistemas de Drenagens de


Obras Viárias e nas Redes Urbanas

A fim de obter melhor controle sobre o custo e a eficiência de obras de drenagem, a


Prefeitura Municipal de Mogi-Guaçú deverá no prazo de 12 meses padronizar as soluções e
detalhes de drenagem nas obras viárias urbanas, elaborando um conjunto de projetos-
padrão e suas respectivas composições unitárias.

A partir desta padronização, os projetos elaborados e/ou contratados pela Prefeitura,


deverão utilizar e fazer referência aos dispositivos apresentados nos projetos-padrão.

A Prefeitura Municipal de Mogi-Guaçú poderá, a seu critério, adotar a padronização já


estabelecida por outro órgão Estadual ou Federal, caso esta se mostre adequada às
situações particulares do município.

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8.3 Diretriz para a Inserção de Medidas de Mitigação da Impermeabilização e


Assoreamento de Bacias Hidrográficas na Legislação de Uso e
Ocupação do Solo

Em até 6 (seis) meses após a aprovação do presente plano, o Poder Executivo Municipal
deverá enviar a Câmara, projeto de modificação da Lei de Uso e Ocupação do Solo,
tornando obrigatória a construção de reservatórios de detenção para novas edificações ou
empreendimentos imobiliários a serem construídos no perímetro urbano (edificações,
loteamentos, parques, etc.), atendendo aos critérios abaixo definidos:
 A construção de reservatórios de detenção deverá ser obrigatória para todo novo
empreendimento que impermeabilize área superior a 1.000 m²
 A Lei deverá estabelecer critério para o cálculo do volume do reservatório, baseada
nos parâmetros hidrológicos (chuva de projeto, coeficientes de escoamento,
métodos de cálculo) estabelecidos pelos itens 6.2.2 e 9 do presente Plano de
Diretor de Drenagem;
 O tempo de recorrência para cálculo do volume de detenção deverá ser de, no
mínimo, 10 anos;
 A Lei deverá especificar vazão efluente máxima, correspondente a um percentual
da chuva de projeto para enchimento do reservatório. A determinação desta vazão
efluente na Lei deverá ser justificada por estudos técnicos que demonstrem a
viabilidade do critério adotado, de modo que as dimensões e o custo do
reservatório não inviabilizem a construção, que o escoamento da vazão efluente se
dê sempre por gravidade para a rede pública;
 Estabelecimento de benefícios para reservatórios de detenção interligados a
sistemas de reuso de águas de chuva.

8.4 DIRETRIZ PARA A EXECUÇÃO DE OBRAS E AMPLIAÇÃO DO SISTERMA


DE DRENAGEM URBANO E EM VIAS PÚBLICAS MUNICIPAIS

Tem com objetivo eliminar os problemas de enchentes e alagamentos, decorrentes da


inadequação e subdimensionamento das redes e dispositivos de drenagem, dentro do
horizonte do Plano Diretor de Drenagem, bem como adequar o sistema ao crescimento
urbano previsto para o horizonte do plano.

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Para a operacionalização desta diretriz serão estabelecidos diversos programas de obras


(especificados no item 9 do presente plano) abrangendo os 20 anos do horizonte do Plano
Diretor de Drenagem.

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9. PROGRAMAS

9.1 PROGRAMAS INSTITUCIONAIS

São aquelas criados de modo a implementar e operacionalizar as diretrizes institucionais


previstas no presente Plano.

9.1.1 Fundo Social para Projetos de Educação Ambiental Relacionados à


Drenagem e Conservação das Bacias Hidrográficas

Busca-se aqui o estabelecimento de bases para a institucionalização de um Programa de


Educação Permanente envolvendo as Secretarias Municipais de Educação, de Saúde, de
Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, além da Secretaria de Obras e Viação. Esta
último, considerada como gestora do processo, deverá coordenar os trabalhos para a
implantação e implementação da política a ser estabelecida.

A Educação Ambiental a ser empreendida pelo poder executivo deverá observar a


legislação em vigor, em especial a Lei Federal N.º 9795 de 1999, que trata da Política
Nacional de Educação Ambiental.

Os projetos e ações necessárias para o alcance deste programa estão a seguir


relacionados:

9.1.1.1 Criação de Grupo de Trabalho

Este grupo deverá ser criado com o objetivo de traçar e formular as bases da Política
Municipal de Educação Ambiental, em consonância com a Lei Federal 9795 de 1999.
Deverá ser composto por profissionais ligados à área da educação e da assistência social,
da área da saúde, além das áreas técnicas que exercem atividades de gerenciamento e
controle do setor de drenagem e meio ambiente.

Seu estabelecimento deverá ter retaguarda institucional, com definição de prazos e


resultados esperados. O documento final deverá conter os objetivos e os princípios que
nortearão os trabalhos e, ainda, diretrizes, programas específicos, projetos e ações a serem
empreendidas no âmbito municipal.

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9.1.1.2 Criação do Fundo Social para os Projetos de Educação

O DAEMO deverá, em prazo não superior a 1 (um) ano, a contar da data de aprovação do
Plano de Saneamento Ambiental, estabelecer as bases para a criação do Fundo Social para
Projetos de Educação Ambiental. O objetivo principal deste Fundo Social será o de aliar a
educação ambiental à assistência a famílias de baixo poder aquisitivo, de maneira a
promover sua inclusão social através de atividades que concorram e contribuam para a
sensibilização da comunidade para as questões de salubridade ambiental.
 Período da despesa: entre julho/2012 e julho/2032
 Valor estimado: R$ 30.000,00 / ano

9.1.2 Programa de Institucionalização do Relacionamento Intra-governamental


na área do Saneamento Ambiental

Mesmo com a centralização das atividades relativas à drenagem urbana no na Secretaria de


Obras e Viação, no que se refere ao planejamento, gestão e operação, algumas Secretarias
Municipais deverão exercer atividades em conjunto com a primeira, mantendo relações
estreitas de trabalho e participando diretamente, seja no aporte de recursos, seja no
desenvolvimento de atividades ou, ainda, nos resultados a serem obtidos relativos à
implementação do Plano Diretor de Drenagem.

Este relacionamento institucional deverá ser regulamentado e, ainda, os trabalhos deverão


ser regidos através de Decreto Municipal onde estarão estabelecidos, no mínimo, os
objetivos, a composição do grupo, as funções a serem exercidas, a responsabilidade de
cada órgão, a periodicidade de fluxo das informações, e as atividades a serem
desenvolvidas.

Em razão das peculiaridades inerentes a cada órgão público e segundo as especificidades


dos trabalhos a serem desenvolvidos, a Secretaria de Obras e Viação deverá, em um prazo
não superior a 3 (três) meses, a contar da data de aprovação do Plano Diretor de
Drenagem, enviar ao executivo municipal as minutas dos decretos que regulamentarão as
relações com cada Secretaria ou instituição pública, relacionada diretamente com a
implementação do Plano. Para que não haja prejuízos na implementação do Plano, o
executivo municipal, por sua vez, deverá regulamentar esta matéria em um prazo não
superior a 3 (três) meses.

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A princípio, as Secretarias Municipais que manterão estrita relação de trabalho com a


Secretaria de Viação e Obras serão:

 Secretaria de Educação;

 Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente e


especialmente sua Divisão de Meio Ambiente (Setor de Conservação
Ambiental, Setor de Programas Ambientais e Seção de Educação
Ambiental);

 Secretaria de Saúde;

 Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano.


 Período da despesa: entre julho/2012 e julho/2032
 Valor estimado: R$ 15.000,00 / ano

9.1.3 Reforma e Complementação da Legislação Municipal do Setor de Obras


e Drenagem Urbana

Todos os programas institucionais e alguns dos programas setoriais a ser desenvolvidos


necessitarão de legislação municipal adequada à sua implementação.

O executivo municipal, com a assessoria da Secretaria de Obras e Viação e da Secretaria


de Negócios Jurídicos, deverá promover a reforma e complementação da legislação
municipal que dispõe sobre os serviços de drenagem urbana, inclusive no que se refere ao
Plano Diretor Urbanístico, uso e ocupação do solo e posturas municipais, de forma a
adequá-la à legislação federal vigente e ao Plano Diretor de Drenagem aprovado pelo
Legislativo Municipal.

Após a promulgação da Lei do Plano Diretor de Drenagem, sua regulamentação não poderá
ultrapassar o prazo de 6 (seis) meses, com a finalidade precípua de dar andamento
consistente aos programas estabelecidos.
 Período da despesa: entre julho/2012 e dezembro/2012
 Valor estimado: R$ 60.000,00

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9.2 PROGRAMAS TÉCNICOS

9.2.1 Elaboração de Manual de Critérios para a Elaboração de Estudos


Hidrológicos de Vazões Extremas

No prazo de 3 (três) meses após a aprovação da Lei do Plano Diretor de Drenagem, a


Secretaria de Obras e Viação deverá elaborar, com base nas diretrizes e anexos do
presente plano um manual de critérios para a elaboração de estudos hidrológicos de vazões
extremas, definindo conteúdos mínimos, metodologias e critérios técnicos para a elaboração
de estudos e projetos de drenagem no município, quer sejam de obras privadas, quanto
públicas.

Este manual deverá estar de acordo com os critérios estabelecidos pelo Departamente de
Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo, especialmente nos casos em que a
obtenção de aprovação e/ou outorga deste último for necessária.

O manual elaborado deverá fazer parte integrante dos decretos e leis municipais que
tratarem da aprovação de obras e empreendimentos e deverá portanto ser considerado na
elaboração do Programa de Reforma e Complementação do Setor de Obras e Drenagem
Urbana, tratado no item 9.1.3 do presente plano.
 Período da despesa: entre julho/2012 e setembro/2012
 Valor estimado: R$ 40.000,00

9.2.2 Elaboração de Manual de Procedimentos Para Análise e Aprovação de


Obras, no que se Refere às Questões de Drenagem

No prazo de 3 (três) meses após a aprovação da Lei do Plano Diretor de Drenagem, a


Secretaria de Obras e Viação deverá elaborar um manual de procedimentos para a análise
e aprovação de Projetos submetidos à Prefeitura Municipal de Mogí-Guaçú, no que se
refere às questões de drenagem, estabelecendo:
 A abrangência das normas de aprovação;
 Os critérios para a elaboração dos estudos e projetos a serem submetidos à
aprovação;
 Os procedimentos, fluxogramas e prazos de aprovação, bem como a matriz de
responsabilidades dos processos.

O manual de procedimentos deverá fazer parte integrante dos decretos e leis municipais
que tratarem da aprovação de obras e empreendimentos e deverá portanto ser considerado

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na elaboração do Programa de Reforma e Complementação do Setor de Obras e Drenagem


Urbana, tratado no item 9.1.3 do presente plano.
 Período da despesa: entre julho/2012 e setembro/2012
 Valor estimado: R$ 30.000,00

9.2.3 Elaboração de Conjunto de Projetos Padrão, de Especificações Técnicas


e de Instruções de Projeto para Sistemas de Drenagens de Obras Viárias e
Redes Urbanas

No prazo de 12 (doze) meses após a aprovação da Lei do Plano Diretor de Drenagem, a


Secretaria de Obras e Viação deverá elaborar um conjunto de documentos técnicos com o
objetivo de padronizar e buscar a qualidade nas obras públicas municipais de drenagem
viária e urbana. Os documentos deverão conter, no mínimo:
Um conjunto de projetos padrão de engenharia de dispositivos de drenagem, que
inclua quantitativos de materiais e serviços;

Um manual de especificações técnicas de materiais e serviços utilizados para a


construção e implantação dos dispositivos projetados;

Um caderno de encargos para o estabelecimento de preços unitários dos serviços


necessários à construção e implantação dos dispositivos de drenagem;

Um caderno de instrução de projeto que especifique, conteúdos mínimos dos


projetos, padrões de apresentação, critérios técnicos, normas a adotar, etc.

 Período da despesa: entre janeiro/2013 e julho/2013


 Valor estimado: R$ 120.000,00

9.3 PROGRAMA PARA A ELABORAÇÃO DE ESTUDO TÉCNICO PARA A


INSERÇÃO DE MEDIDAS DE MITIGAÇÃO DA IMPERMEABILIZAÇÃO E
ASSOREAMENTO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS NA LEGISLAÇÃO DE
USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

No prazo de 6 (seis) meses após a aprovação da Lei do Plano Diretor de Drenagem, a


Secretaria de Obras e Viação deverá elaborar um estudo técnico para avaliar:
 As possíveis medidas a adotar para a mitigação da impermeabilização das bacias
hidrográficas do município causadas por empreendimentos imobiliários, industriais,
de transporte, etc;

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 Os critérios técnicos e econômicos a considerar na definição dos parâmetros de


mitigação da impermeabilização para cada tipo de empreendimento;
 Os critérios técnicos a utilizar nos cálculos de dimensionamento das medidas de
mitigação;
 Os resultados previstos das medidas recomendadas.

O objetivo deste estudo será o de subsidiar a revisão da legislação do Plano Diretor


Urbanístico, de Uso e Ocupação do Solo e de Posturas Municipais, dentro do programa de
Reforma e Complementação do Setor de Obras e Drenagem Urbana, tratado no item 9.1.3
do presente plano
 Período da despesa: entre janeiro/2013 e julho/2013
 Valor estimado: R$ 80.000,00

9.4 PROGRAMA PARA AMPLIAÇÃO MELHORIA E ADEQUAÇÃO DA REDE E


DISPOSITIVOS DE DRENAGEM URBANA E EM VIAS PÚBLICAS

Este programa deverá ser implementado durante todo o horizonte do presente plano (20
anos – de julho de 2012 a julho de 2032), podendo ser revisto a cada 4 (quatro) anos,
respeitando-se as diretrizes e critérios aqui estabelecidos.

Este programa será composto de sub-programas a seguir especificados e organizados por


bacias, sub-bacias ou grupos de sub-bacias hidrográficas.

Os orçamentos estimativos das obras listadas nos programas foram feitos com a utilização
das composições unitárias apresentadas no Anexo “A”, com preços baseados na tabela de
Preços Unitários do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo.

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9.4.1 Sub-programa da Bacia do Córrego do Ipê

9.4.1.1 Programas do canal do córrego do Ipê

Obra IPÊ-A – Reconstituição do canal original do Córrego do Ipê entre o Jd. Suécia e o Jd.
Fantinato:
 Obra: Reconstituição do canal original em terra com revestimento vegetal nas
margens
 Comprimento total: 1520 m
 Vazão estimada (TR=100 anos):
 Seção SC-3: 39,5 m³/s
 Seção SC-4: 105,1 m³/s
 Seções do canal:
 Até SC-3 (950 m): trapezoidal B=7,0 m H = 2,00 m taludes = 1,5:1,0
 Até SC-4 (570 m): trapezoidal B=10,0 m H = 2,50 m taludes = 1,5:1,0
 Valor estimado: R$ 2.500.000,00

ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
Terraplenagem 65.000 m 21,07 1.369.550,00
Corta‐rio 18.000 m³ 9,89 178.020,00
Grama em placas 50.000 m² 6,68 334.000,00
Transporte de mat. escavado 169.000 m³.km 2,06 348.140,00
Espalh. em bota‐fora 65.000 m³ 2,02 131.300,00
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 50.000,00 100.000,00
TOTAL DA OBRA 2.461.010,00

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Obra IPÊ -B – Travessia da R. Veríssimo Brunelli:


 Obra: Reforço da travessia existente com BSCC 3,50 x 3,50 m
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 47,4 m³/s
 Valor estimado: R$ 250.000,00

ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
Corpo da galeria 15 m 7.511,67 112.675,05
Alas 2 un 20.396,00 40.792,00
Vigas de extremidade 2 un 286,46 572,92
Juntas 2 un 1.221,72 2.443,44
Pavimentação 500 m² 75,00 37.500,00
Terraplenagem 1 vb 30.000,00 30.000,00
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 50.000,00 30.000,00
TOTAL DA OBRA 253.983,41

Obra IPÊ -C – Travessia da extensão da Av. José Rodrigues Netto:


 Obra: Reforço da travessia existente com BSCC 3,50 x 3,50 m
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 47,4 m³/s
 Valor estimado: R$ 250.000,00

Obra IPÊ -D – Travessia da Av. Suécia:


 Obra: Substituição da galeria existente por uma ponte com 20,0 m de vão
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 105,1 m³/s
 Valor estimado: R$ 3.200,00 / m² x 240 m² aprox. = R$ 800.000,00

Obra IPÊ -E – Travessia da Av. Honório Orlando Martini:


 Obra: Substituição da galeria existente por uma ponte com 20,0 m de vão
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 105,1 m³/s
 Valor estimado: R$ 3.200,00 / m² x 240 m² aprox. = R$ 800.000,00

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Obra IPÊ -F – Travessia da R. Luiz Mariano:


 Obra: Substituição da galeria existente por uma ponte com 20,0 m de vão
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 105,1 m³/s
 Valor estimado: R$ 3.200,00 / m² x 240 m² aprox. = R$ 800.000,00

Obra IPÊ-G – Ampliação e adequação da barragem e extravasor da represa do Jardim dos


Lagos, incluindo a Rua Bernedito F. de Camargo:
 Obra: Adequação do extravasor à vazão de cheia para TR = 100 anos.
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 105,1 m³/s
 Valor estimado: R$ 1.650.000,00

ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
Fundação da barragem 1 vb 50.000,00 50.000,00
Barragem de concreto 150 m³ 3.000,00 450.000,00
Terraplenagem 30.000 m³ 9,81 294.300,00
Transporte de mat. escavado 195.000 m³.km 1,60 312.000,00
Espalh. em bota‐fora 1 m³ 2,02 2,02
Grama em placas 60.000 m² 6,68 400.800,00
Pavimentação 1.000 m² 75,00 75.000,00
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 50.000,00 30.000,00
TOTAL DA OBRA 1.612.102,02

Obra IPÊ-H – Desassoreamento das represas do Jardim dos Lagos:


 Valor estimado: R$ 1.400.000,00

ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
Escavação 60.000 m³ 9,81 588.600,00
Transporte de mat. escavado 390.000 m³.km 1,60 624.000,00
Espalh. em bota‐fora 60.000 m³ 2,02 121.200,00
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 50.000,00 50.000,00
TOTAL DA OBRA 1.383.800,00

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Obra IPÊ-I – Travessia da R. Francisco Cola:


 Obra: Substituição da galeria existente por uma ponte com 20,0 m de vão
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 105,1 m³/s
 Valor estimado: R$ 3.200,00 / m² x 240 m² aprox. = R$ 800.000,00

Obra IPÊ-J – Ampliação e adequação da barragem e extravasor da represa do Jardim Ipê V,


incluindo a Rua R. Irene Eloy Guadanoto:
 Obra: Adequação do extravasor à vazão de cheia para TR = 100 anos.
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 105,1 m³/s
 Valor estimado: R$ 1.650.000,00

Obra IPÊ-K – Travessia da Av. dos Ipês:


 Obra: Substituição da galeria existente por uma ponte com 20,0 m de vão
 Vazão estimada (TR=100 anos) - seção SC-1: 105,1 m³/s
 Valor estimado: R$ 3.200,00 / m² x 240 m² aprox. = R$ 800.000,00

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9.4.1.2 Sub-bacia I-D-2

Obra ID2-A – Revestimento em concreto e aumento da capacidade do canal paralelo à Av.


José Rodrigues Netto:
 Obra: Construção de Canal retangular em aduelas de 5,00 x 2,50 m
 Área total prevista de contribuição: 130,0 ha
 Vazão estimada (TR=100 anos): 27 m³/s
 Extensão da Obra: 350 m
 Valor estimado: R$ 1.340.000,00
ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL
(R$) (R$)
Canal em aduelas 350 m 2.037,70 713.195,00
Juntas 18 un 830,77 14.953,86
Escavação 1.500 m³ 9,89 14.835,00
Reaterro 500 m³ 830,77 415.385,00
Compactação da base 2.000 m² 10,21 20.420,00
Fundação em rachão 450 m³ 160,75 72.337,50
Base de brita 200 m³ 103,16 20.632,00
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 60.000,00 60.000,00
TOTAL DA OBRA 1.331.758,36

Obra ID2-B – Construção de nova galeria pela Av. José Rodrigues Netto, após o canal, para
reforço da linha existente na Av. Augusto Terri, necessária quando da urbanização à
montante do Parque Nova Canaã e Jd. Chaparral:
 Obra: Construção de Bueiro Celular Duplo de 2,00 x 2,00 m
 Área total prevista de contribuição: 130,0 ha
 Vazão estimada (TR=100 anos): 27 m³/s
 Extensão da Obra: 830 m
 Valor estimado: R$ 3.000.000,00

ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
Corpo da galeria 830 m 2.996,21 2.486.854,30
Alas 2 un 9.786,36 19.572,72
Vigas de extremidade 2 un 286,46 572,92
Juntas 43 un 1.221,72 52.533,96
Pavimentação 4.500 m² 75,00 337.500,00
Terraplenagem 1 vb 100.000,00 100.000,00
TOTAL DA OBRA 2.997.033,90
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9.4.1.3 Sub-bacias I-D-6 a I-D-9

Obra ID6-9-A – Ampliação da rede e reforço da existente na região do Jardim Santa


Terezinha:
 Extensão total da rede a construir: 1.300 m
 BSTC diam. 0,60 m: 900 m
 BSTC diam. 0,80 m: 300 m
 BSTC diam. 0,40 m (ramais): 170 m
 Bocas de lobo símples: 30 um.
 Bocas de lobo duplas: 5 um.
 PVs: 18
 Valor estimado: R$ 1.250.000,00

ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
BSTC DIAM. 0,40 170 m 388,88 66.109,60
BSTC DIAM. 0,60 900 m 552,88 497.592,00
BSTC DIAM. 0,80 300 m 825,39 247.617,00
BLCS 30 un 830,77 24.923,10
BLCD 5 un 1.640,00 8.200,00
PV 18 un 2.335,81 42.044,58
Pavimentação 4.000 m² 75,00 300.000,00
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 50.000,00 50.000,00
TOTAL DA OBRA 1.236.486,28

Obra ID6-9-B – Ampliação de linhas coletoras e construção de novas linhas nas R. Alerto
Chabregas, Mário Jacinto e Av. Honório Orlando Martini:
 Vazão: 14,5 m³/s (ver diagnóstico)
 Extensão total da rede a construir: 1.750 m
 Remoção de BSTC diam. 0,80 m: 1.750 m
 BSTC diam. 1,20 m: 600 m
 BSTC diam. 1,50 m (ramais): 1.200 m
 Bocas bueiro: 2 um.
 PVs: 5
 Valor estimado: R$ 4.200.000,00

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ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
Remoção BSTC DIAM. 0,80 1.750 m 128,07 224.122,50
BSTC DIAM. 1,20 600 m 1.543,24 925.944,00
BSTC DIAM. 1,50 1.200 m 2.095,82 2.514.984,00
PV 5 un 2.335,81 11.679,05
Pavimentação 5.000 m² 75,00 375.000,00
Boca de bueiro 2 un 6.574,51 13.149,02
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 50.000,00 100.000,00
TOTAL DA OBRA 4.164.878,57

9.4.1.4 Sub-bacia I-E-1

Obra IE1-A – Melhoramentos na saída da tubulação da Av. Emília Marchi Martini no Córrego
do Ipê:
 Obra: Adequação da saída e construção de canal até o eixo do córrego
 Área total prevista de contribuição: 7,8 ha
 Vazão estimada (TR=100 anos): 2,0 m³/s
 Extensão da Obra: 370 m
 Valor estimado: R$ 65.000,00

ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
Boca de bueiro 1 un 1.983,34 1.983,34
Escavação de canal  1.500 m³ 9,81 14.715,00
Transporte de mat. escavado 9.750 m³.km 1,60 15.600,00
Espalh. em bota‐fora 1.500 m³ 2,02 3.030,00
Grama em placas 2.500 m² 6,68 16.700,00
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 50.000,00 10.000,00
TOTAL DA OBRA 62.028,34

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9.4.2 Sub-programa da Bacia do Mogi-Guaçú

Obra MD8-A – Melhoramento da rede do Jardim Bertioga:

PVs E BOCAS DE
LOBO A CONSTRUR
SP-340

Corr. do Ipê

Rio Mogi-Guaçú

ALTEAR GUIAS
NESTE TRECHO MOGI-GUAÇÚ

ITAPIRA

Rib. da Cachoeira /
Corr. do Jacuba

MOGI-MIRIM
Corr. dos Macacos

RIO MOGI-GUAÇÚ

LEGENDA

TUBULAÇÃO CERÂMICA
EXIST. A SER
ABANDONADA

TUBULAÇÃO DIAM. 0,80 m


A CONSTRUIR +
TUBULAÇÃO DIAM. 0,60 m
A REMOVER

 Obra: Aumento de capacidade / adequação da rede


 Área total prevista de contribuição: 130,0 ha
 Vazão estimada (TR=25 anos): 0,60 m³/s
 Extensão da Obra: 360 m
 Valor estimado: R$ 500.000,00
ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL
(R$) (R$)
Remoção BSTC DIAM. 0,60 120 m 128,07 15.368,40
BSTC DIAM. 0,40 40 m 388,88 15.555,20
BSTC DIAM. 0,80 360 m 825,39 297.140,40
BLCS 4 un 830,77 3.323,08
BLCD 1 un 1.640,00 1.640,00
PV 5 un 2.335,81 11.679,05
Boca de bueiro 1 un 1.983,34 1.983,34
Pavimentação 1.000 m² 75,00 75.000,00
Meio‐fio + sarjeta 180 m 155,30 27.954,00
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 50.000,00 30.000,00
TOTAL DA OBRA 479.643,47

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Obra ME2-A – Canalização do Córrego dos Macacos:


 Obra: Canalização a céu aberto
 Área total prevista de contribuição: 130,0 ha
 Vazão estimada (TR=25 anos): 0,60 m³/s
 Extensão da Obra: 1.450 m
 Valor estimado: R$ 6.150.000,00

ITEM QUANT. UN. PREÇO UN. TOTAL


(R$) (R$)
Escavação 13.000 m³ 4,15 53.950,00
Transporte de mat. escavado 84.500 m³.km 1,60 135.200,00
Espalh. em bota‐fora 13.000 m³ 2,02 26.260,00
Gabião  18.000 m³ 321,70 5.790.600,00
BSTC DIAM. 0,80 50 m 825,39 41.269,50
Mobiliz. / desmob. / canteiro 1 vb 100.000,00 100.000,00
TOTAL DA OBRA 6.147.279,50

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10. PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA PARA A EXECUÇÃO DOS


PROGRAMAS PREVISTOS PELO PLANO DIRETOR DE
DRENAGEM

Apresenta-se nas páginas a seguir o cronograma físico-financeiro previsto para a execução


do presente plano

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ITEM VALOR ANO


(R$ x 1.000) 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021
TOTAL 29.435 2.605 2.610 2.260 3.585 3.585 2.610 1.360 2.960 2.160 1.330
PROGRAMAS INSTITUCIONAIS
9.1.1 Fundo Social para Projetos de Educação  600 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30
Ambiental Relacionados à Drenagem e Conservação 
das Bacias Hidrográficas
9.1.2 Programa de Institucionalização do  300 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15
Relacionamento Intra‐governamental na área do 
Saneamento Ambiental
9.1.3 Reforma e Complementação da Legislação  60 60
Municipal do Setor de Obras e Drenagem Urbana
PROGRAMAS TÉCNICOS
9.2.1 Elaboração de Manual de Critérios para a  40 40
Elaboração de Estudos Hidrológicos de Vazões 
Extremas
9.2.2 Elaboração de Manual de Procedimentos Para  30 30
Análise e Aprovação de Obras, no que se Refere às 
Questões de Drenagem
9.2.3 Elaboração de Conjunto de Projetos Padrão, de  120 120
Especificações Técnicas e de Instruções de Projeto para 
Sistemas de Drenagens de Obras Viárias e Redes 
Urbanas
9.3 PROGRAMA PARA A ELABORAÇÃO DE ESTUDO  80 80
TÉCNICO PARA A INSERÇÃO DE MEDIDAS DE 
MITIGAÇÃO DA IMPERMEABILIZAÇÃO E 
ASSOREAMENTO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS NA 
LEGISLAÇÃO DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

9.4 PROGRAMAS PARA AMPLIAÇÃO MELHORIA E ADEQUAÇÃO DA REDE E DISPOSITIVOS DE DRENAGEM URBANA E EM VIAS PÚBLICAS
9.4.1 SUB‐PROGRAMA DA BACIA DO CÓRREGO DO IPÊ
9.4.1.1 Programas do canal do córrego do Ipê
Obra IPÊ‐A – Reconstituição do canal original do  2.500 1.250 1.250
Córrego do Ipê entre o Jd. Suécia e o Jd. Fantinato

Obra IPÊ ‐B – Travessia da R. Veríssimo Brunelli 250 250


Obra IPÊ ‐C – Travessia da extensão da Av. José  250 250
Rodrigues Netto
Obra IPÊ ‐D – Travessia da Av. Suécia 800 800
Obra IPÊ ‐E – Travessia da Av. Honório Orlando Martini 800 800

Obra IPÊ ‐F – Travessia da R. Luiz Mariano 800 800


Obra IPÊ‐G – Ampliação e adequação da barragem e  1.650 825 825
extravasor da represa do Jardim dos Lagos, incluindo a 
Rua Bernedito F. de Camargo
Obra IPÊ‐H – Desassoreamento das represas do Jardim  1.400 700 700
dos Lagos
Obra IPÊ‐I – Travessia da R. Francisco Cola 800
Obra IPÊ‐J – Ampliação e adequação da barragem e  1.650
extravasor da represa do Jardim Ipê V, incluindo a Rua 
R. Irene Eloy Guadanoto
Obra IPÊ‐K – Travessia da Av. dos Ipês 800
9.4.1.2 Sub‐bacia I‐D‐2
Obra ID2‐A – Revestimento em concreto e aumento da  1.340 670
capacidade do canal paralelo à Av. José Rodrigues 
Netto
Obra ID2‐B – Construção de nova galeria pela Av. José  3.000 1.500 1.500
Rodrigues Netto, após o canal, para reforço da linha 
existente na Av. Augusto Terri, necessária quando da 
urbanização à montante do Parque Nova Canaã e Jd. 
Chaparral
Obra ID6‐9‐A – Ampliação da rede e reforço da  1.250 1.250
existente na região do Jardim Santa Terezinha
Obra ID6‐9‐B – Ampliação de linhas coletoras e  4.200 2.100 2.100
construção de novas linhas nas R. Alerto Chabregas, 
Mário Jacinto e Av. Honório Orlando Martini

9.4.1.4 Sub‐bacia I‐E‐1
Obra IE1‐A – Melhoramentos na saída da tubulação da  65 65
Av. Emília Marchi Martini no Córrego do Ipê

9.4.2 Sub‐programa da Bacia do Mogi‐Guaçú
Obra MD8‐A – Melhoramento da rede do Jardim  500 500
Bertioga
Obra ME2‐A – Canalização do Córrego dos Macacos 6.150 615 615 615 615 615 615 615 615 615 615

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ITEM VALOR
(R$ x 1.000) 2022 2023 2024 2025 2026 2027 2028 2029 2030 2031 2032
TOTAL 29.435 715 45 45 45 845 45 870 870 845 45 45
PROGRAMAS INSTITUCIONAIS
9.1.1 Fundo Social para Projetos de Educação  600 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30 30
Ambiental Relacionados à Drenagem e Conservação 
das Bacias Hidrográficas
9.1.2 Programa de Institucionalização do  300 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15 15
Relacionamento Intra‐governamental na área do 
Saneamento Ambiental
9.1.3 Reforma e Complementação da Legislação  60
Municipal do Setor de Obras e Drenagem Urbana
PROGRAMAS TÉCNICOS
9.2.1 Elaboração de Manual de Critérios para a  40
Elaboração de Estudos Hidrológicos de Vazões 
Extremas
9.2.2 Elaboração de Manual de Procedimentos Para  30
Análise e Aprovação de Obras, no que se Refere às 
Questões de Drenagem
9.2.3 Elaboração de Conjunto de Projetos Padrão, de  120
Especificações Técnicas e de Instruções de Projeto para 
Sistemas de Drenagens de Obras Viárias e Redes 
Urbanas
9.3 PROGRAMA PARA A ELABORAÇÃO DE ESTUDO  80
TÉCNICO PARA A INSERÇÃO DE MEDIDAS DE 
MITIGAÇÃO DA IMPERMEABILIZAÇÃO E 
ASSOREAMENTO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS NA 
LEGISLAÇÃO DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

9.4 PROGRAMAS PARA AMPLIAÇÃO MELHORIA E ADEQUAÇÃO DA REDE E DISPOSITIVOS DE DRENAGEM URBANA E EM VIAS PÚBLICAS
9.4.1 SUB‐PROGRAMA DA BACIA DO CÓRREGO DO IPÊ
9.4.1.1 Programas do canal do córrego do Ipê
Obra IPÊ‐A – Reconstituição do canal original do  2.500
Córrego do Ipê entre o Jd. Suécia e o Jd. Fantinato

Obra IPÊ ‐B – Travessia da R. Veríssimo Brunelli 250
Obra IPÊ ‐C – Travessia da extensão da Av. José  250
Rodrigues Netto
Obra IPÊ ‐D – Travessia da Av. Suécia 800
Obra IPÊ ‐E – Travessia da Av. Honório Orlando Martini 800

Obra IPÊ ‐F – Travessia da R. Luiz Mariano 800
Obra IPÊ‐G – Ampliação e adequação da barragem e  1.650
extravasor da represa do Jardim dos Lagos, incluindo a 
Rua Bernedito F. de Camargo
Obra IPÊ‐H – Desassoreamento das represas do Jardim  1.400
dos Lagos
Obra IPÊ‐I – Travessia da R. Francisco Cola 800 800
Obra IPÊ‐J – Ampliação e adequação da barragem e  1.650 825 825
extravasor da represa do Jardim Ipê V, incluindo a Rua 
R. Irene Eloy Guadanoto
Obra IPÊ‐K – Travessia da Av. dos Ipês 800 800
9.4.1.2 Sub‐bacia I‐D‐2
Obra ID2‐A – Revestimento em concreto e aumento da  1.340 670
capacidade do canal paralelo à Av. José Rodrigues 
Netto
Obra ID2‐B – Construção de nova galeria pela Av. José  3.000
Rodrigues Netto, após o canal, para reforço da linha 
existente na Av. Augusto Terri, necessária quando da 
urbanização à montante do Parque Nova Canaã e Jd. 
Chaparral
Obra ID6‐9‐A – Ampliação da rede e reforço da  1.250
existente na região do Jardim Santa Terezinha
Obra ID6‐9‐B – Ampliação de linhas coletoras e  4.200
construção de novas linhas nas R. Alerto Chabregas, 
Mário Jacinto e Av. Honório Orlando Martini

9.4.1.4 Sub‐bacia I‐E‐1
Obra IE1‐A – Melhoramentos na saída da tubulação da  65
Av. Emília Marchi Martini no Córrego do Ipê

9.4.2 Sub‐programa da Bacia do Mogi‐Guaçú
Obra MD8‐A – Melhoramento da rede do Jardim  500
Bertioga
Obra ME2‐A – Canalização do Córrego dos Macacos 6.150

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
A-1
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

ANEXO A: COMPOSIÇÕES UNITÁRIAS PARA ESTIMATIVA DOS


CUSTOS DOS PROGRAMAS DE INTERVENÇÕES NOS CURSOS
D’ÁGUA E SISTEMA DE DRENAGEM URBANA PREVISTOS NO
PRESENTE PLANO

A fim de estimar da melhor maneira possível os custos dos programas previstos no presente
plano, foram elaboradas composições unitárias para implantação de dispositivos e redes de
drenagem, baseadas nos preços da Tabela de Preços Unitários do DER/SP e nos projetos-
padrão do DER/SP .

A1. Assentamento de Bueiros

A1.1. Bueiros classe PA-2

Dispositivo: BSTC D.40 CLASSE PA-2


Preço un. (R$/m): 388,88
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 3,680 48,22 177,45
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,164 89,38 14,66
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 3,434 18,91 64,93
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 0,700 9,46 6,62
24.16.02 TUBO DE CONCRETO D=0,40M CLASSE PA-2 m 1,000 125,22 125,22

Dispositivo: BSTC D.50 CLASSE PA-2


Código: Preço un. (R$/m): 480,87
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 4,463 48,22 215,18
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² - 52,06 -
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,193 89,38 17,25
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 4,120 18,91 77,92
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 0,800 9,46 7,57
24.16.04 TUBO DE CONCRETO D=0,50M CLASSE PA-2 m 1,000 162,95 162,95

Dispositivo: BSTC D.60 CLASSE PA-2


Código: Preço un. (R$/m): 552,88
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 4,246 48,22 204,73
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 1,110 52,06 57,79
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,251 89,38 22,43
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 3,743 18,91 70,78
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,000 9,46 9,46
24.16.08 TUBO DE CONCRETO D=0,60M CLASSE PA-2 m 1,000 187,69 187,69

Dispositivo: BSTC D.80 CLASSE PA-2


Código: Preço un. (R$/m): 825,39
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 4,577 48,22 220,70
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 1,950 9,97 19,44
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,220 52,06 167,63
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,347 89,38 31,01
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 3,792 18,91 71,70
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,300 9,46 12,30
24.16.12 TUBO DE CONCRETO D=0,80M CLASSE PA-2 m 1,000 302,60 302,60

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
A-2
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivo: BSTC D.100 CLASSE PA-2


Código: Preço un. (R$/m): 1.082,73
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 6,286 48,22 303,10
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 2,550 9,97 25,42
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,570 52,06 185,85
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,482 89,38 43,08
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 5,078 18,91 96,03
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,700 9,46 16,08
24.16.16 TUBO DE CONCRETO D=1,00M CLASSE PA-2 m 1,000 413,16 413,16

Dispositivo: BSTC D.120 CLASSE PA-2


Código: Preço un. (R$/m): 1.543,24
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 7,852 48,22 378,61
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 2,850 9,97 28,41
24.03.06 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.CONT. m² 3,990 79,60 317,60
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,566 89,38 50,59
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 6,085 18,91 115,06
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,900 9,46 17,97
24.16.20 TUBO DE CONCRETO D=1,20M CLASSE PA-2 m 1,000 634,99 634,99

Dispositivo: BSTC D.150 CLASSE PA-2


Código: Preço un. (R$/m): 2.095,82
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 10,752 48,22 518,46
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 3,600 9,97 35,89
24.03.06 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.CONT. m² 4,480 79,60 356,61
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,774 89,38 69,18
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 8,207 18,91 155,20
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 2,400 9,46 22,70
24.16.24 TUBO DE CONCRETO D=1,50M CLASSE PA-2 m 1,000 937,77 937,77

A1.2. Bueiros classe PA-3


Dispositivo: BSTC D.50 CLASSE PA-3
Código: Preço un. (R$/m): 691,50
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 4,463 48,22 215,18
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,500 52,06 182,21
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,193 89,38 17,25
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 4,120 18,91 77,92
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 0,800 9,46 7,57
24.16.05 TUBO DE CONCRETO D=0,50M CLASSE PA-3 m 1,000 191,37 191,37

Dispositivo: BSTC D.60 CLASSE PA-3


Código: Preço un. (R$/m): 792,98
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 5,273 48,22 254,24
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,700 52,06 192,62
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,251 89,38 22,43
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 4,770 18,91 90,20
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,000 9,46 9,46
24.16.09 TUBO DE CONCRETO D=0,60M CLASSE PA-3 m 1,000 224,03 224,03

Dispositivo: BSTC D.80 CLASSE PA-3


Código: Preço un. (R$/m): 867,89
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 4,577 48,22 220,70
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 1,950 9,97 19,44
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,220 52,06 167,63
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,347 89,38 31,01
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 3,792 18,91 71,70
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,300 9,46 12,30
24.16.13 TUBO DE CONCRETO D=0,80M CLASSE PA-3 m 1,000 345,10 345,10

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
A-3
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivo: BSTC D.100 CLASSE PA-3


Código: Preço un. (R$/m): 1.153,63
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 6,286 48,22 303,10
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 2,550 9,97 25,42
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,570 52,06 185,85
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,482 89,38 43,08
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 5,078 18,91 96,03
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,700 9,46 16,08
24.16.17 TUBO DE CONCRETO D=1,00M CLASSE PA-3 m 1,000 484,06 484,06

Dispositivo: BSTC D.120 CLASSE PA-3


Código: Preço un. (R$/m): 1.616,28
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 7,852 48,22 378,61
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 2,850 9,97 28,41
24.03.06 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.CONT. m² 3,990 79,60 317,60
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,566 89,38 50,59
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 6,085 18,91 115,06
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,900 9,46 17,97
24.16.21 TUBO DE CONCRETO D=1,20M CLASSE PA-3 m 1,000 708,03 708,03

Dispositivo: BSTC D.150 CLASSE PA-3


Código: Preço un. (R$/m): 2.171,07
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 10,752 48,22 518,46
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 3,600 9,97 35,89
24.03.06 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.CONT. m² 4,480 79,60 356,61
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,774 89,38 69,18
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 8,207 18,91 155,20
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 2,400 9,46 22,70
24.16.25 TUBO DE CONCRETO D=1,50M CLASSE PA-3 m 1,000 1.013,02 1.013,02

A1.3. Bueiros classe PA-4


Dispositivo: BSTC D.50 CLASSE PA-4
Código: Preço un. (R$/m): 688,93
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 4,463 48,22 215,18
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,500 52,06 182,21
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,193 89,38 17,25
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 4,120 18,91 77,92
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 0,800 9,46 7,57
24.16.06 TUBO DE CONCRETO D=0,50M CLASSE PA-4 m 1,000 188,80 188,80

Dispositivo: BSTC D.60 CLASSE PA-4


Código: Preço un. (R$/m): 803,52
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 5,273 48,22 254,24
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,700 52,06 192,62
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,251 89,38 22,43
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 4,770 18,91 90,20
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,000 9,46 9,46
24.16.10 TUBO DE CONCRETO D=0,60M CLASSE PA-4 m 1,000 234,57 234,57

Dispositivo: BSTC D.80 CLASSE PA-4


Código: Preço un. (R$/m): 904,93
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 4,577 48,22 220,70
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 1,950 9,97 19,44
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,220 52,06 167,63
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,347 89,38 31,01
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 3,792 18,91 71,70
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,300 9,46 12,30
24.16.14 TUBO DE CONCRETO D=0,80M CLASSE PA-4 m 1,000 382,14 382,14

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
A-4
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivo: BSTC D.100 CLASSE PA-4


Código: Preço un. (R$/m): 1.310,45
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 6,286 48,22 303,10
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 2,550 9,97 25,42
24.03.07 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.DESC. m² 3,570 52,06 185,85
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,482 89,38 43,08
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 5,078 18,91 96,03
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,700 9,46 16,08
24.16.18 TUBO DE CONCRETO D=1,00M CLASSE PA-4 m 1,000 640,88 640,88

Dispositivo: BSTC D.120 CLASSE PA-4


Código: Preço un. (R$/m): 1.814,40
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 7,852 48,22 378,61
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 2,850 9,97 28,41
24.03.06 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.CONT. m² 3,990 79,60 317,60
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,566 89,38 50,59
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 6,085 18,91 115,06
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 1,900 9,46 17,97
24.16.22 TUBO DE CONCRETO D=1,20M CLASSE PA-4 m 1,000 906,15 906,15

Dispositivo: BSTC D.150 CLASSE PA-4


Código: Preço un. (R$/m): 2.370,39
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.08 ESCAV.FUND.BUEIRO OU DRENO S/EXPL.ATE 2M m³ 10,752 48,22 518,46
24.02.09 ACRESC.P/ESCAV.1,5M PROFUNDIDADE,ALEM 2M m³ 3,600 9,97 35,89
24.03.06 ESCORAMENTO DE VALAS/CAVAS P/FUND.CONT. m² 4,480 79,60 356,61
24.12.01.01 ENCHIMENTO DE VALA COM PEDRA BRITADA 1E2 m³ 0,774 89,38 69,18
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 8,207 18,91 155,20
24.12.09 COMPACTACAO MANUAL PARA BASES DE CAIXAS E VALAS m² 2,400 9,46 22,70
24.16.26 TUBO DE CONCRETO D=1,50M CLASSE PA-4 m 1,000 1.212,34 1.212,34

A2. Bocas de Bueiro em Concreto Armado

Dispositivo: BOCA DE BUEIRO TIPO C1 PARA BSTC D.60


Código: Preço un. (R$/un.): 1.405,13
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 6,780 63,99 433,85
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 81,000 6,70 542,70
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,110 405,05 44,56
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,790 486,10 384,02

Dispositivo: BOCA DE BUEIRO TIPO C1 PARA BSTC D.80


Código: Preço un. (R$/un.): 1.983,34
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 9,780 63,99 625,82
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 106,000 6,70 710,20
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,170 405,05 68,86
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 1,190 486,10 578,46

Dispositivo: BOCA DE BUEIRO TIPO C1 PARA BSTC D.100


Código: Preço un. (R$/un.): 3.732,84
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 15,180 63,99 971,37
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 228,000 6,70 1.527,60
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,250 405,05 101,26
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 2,330 486,10 1.132,61

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
A-5
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivo: BOCA DE BUEIRO TIPO C1 PARA BSTC D.120


Código: Preço un. (R$/un.): 4.753,13
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 19,720 63,99 1.261,88
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 279,000 6,70 1.869,30
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,320 405,05 129,62
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 3,070 486,10 1.492,33

Dispositivo: BOCA DE BUEIRO TIPO C1 PARA BSTC D.150


Código: Preço un. (R$/un.): 6.574,51
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 26,970 63,99 1.725,81
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 381,000 6,70 2.552,70
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,460 405,05 186,32
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 4,340 486,10 2.109,67

Dispositivo: BOCA DE BUEIRO TIPO C1 PARA BDTC D.150


Código: Preço un. (R$/un.): 9.785,22
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 35,880 63,99 2.295,96
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 597,000 6,70 3.999,90
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,790 405,05 319,99
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 6,520 486,10 3.169,37

A3. Bocas de Lobo e Poços de Visita

A3.1. Boca de Lobo Símples, tipo BLCS

Dispositivo: BOCA DE LOBO SÍMPLES TIPO BLCS - MEDIDAS FIXAS


Código: Preço un. (R$/un.): 911,16
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 7,200 11,56 83,23
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 3,550 63,99 227,16
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,190 405,05 76,96
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,470 486,10 228,47
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 39,000 6,70 261,30
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 1,800 18,91 34,04

Dispositivo: BOCA DE LOBO SÍMPLES TIPO BLCS - POR m DE CÂMARA


Código: Preço un. (R$/un.): 2.132,80
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 2,000 11,56 23,12
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,140 486,10 68,05
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 16,000 6,70 107,20
24.11.05 ALVENARIA DE BLOCO DE CONCRETO m³ 4,360 418,66 1.825,36
24.11.07 ARGAM.DE CIMENTO E AREIA TRACO 1:3 E=2CM m² 3,600 27,67 99,61
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 0,500 18,91 9,46

Para efeito de estimativa, considera-se 1,2 m de câmara por boca de lobo, resultando em
um custo de R$ 3.470,52 / un.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
A-6
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

A3.2. Boca de Lobo Dupla, tipo BLCD

Dispositivo: BOCA DE LOBO DUPLA TIPO BLCD - MEDIDAS FIXAS


Código: Preço un. (R$/un.): 1.640,94
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 10,800 11,56 124,85
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 6,390 63,99 408,90
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,410 405,05 166,07
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,880 486,10 427,77
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 69,000 6,70 462,30
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 2,700 18,91 51,06

Dispositivo: BOCA DE LOBO DUPLA TIPO BLCD - POR m DE CÂMARA


Código: Preço un. (R$/un.): 3.413,60
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 6,000 11,56 69,36
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,160 486,10 77,78
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 24,000 6,70 160,80
24.11.05 ALVENARIA DE BLOCO DE CONCRETO m³ 6,930 418,66 2.901,31
24.11.07 ARGAM.DE CIMENTO E AREIA TRACO 1:3 E=2CM m² 6,360 27,67 175,98
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 1,500 18,91 28,37

Para efeito de estimativa, considera-se 1,2 m de câmara por boca de lobo, resultando em
um custo de R$ 5.737,26 / un.

A3.3. Poços de Visita Tipo PV-A

Dispositivo: PVA P/ DIAM. 0,60 E 0,80 - MEDIDAS FIXAS


Código: Preço un. (R$/un.): 2.335,81
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 7,200 11,56 83,23
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 7,300 63,99 467,13
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,570 405,05 230,88
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 1,350 486,10 656,24
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 129,000 6,70 864,30
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 1,800 18,91 34,04

Dispositivo: PVA P/ DIAM. 0,60 E 0,80 - POR m DE BALÃO


Código: Preço un. (R$/un.): 3.210,82
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 4,000 11,56 46,24
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,220 486,10 106,94
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 33,000 6,70 221,10
24.11.05 ALVENARIA DE BLOCO DE CONCRETO m³ 6,360 418,66 2.662,68
24.11.07 ARGAM.DE CIMENTO E AREIA TRACO 1:3 E=2CM m² 5,600 27,67 154,95
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 1,000 18,91 18,91

Dispositivo: PVA P/ DIAM. 0,60 E 0,80 - POR m DE CHAMINÉ


Código: Preço un. (R$/un.): 1.583,81
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 4,000 11,56 46,24
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,140 486,10 68,05
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 6,000 6,70 40,20
24.11.05 ALVENARIA DE BLOCO DE CONCRETO m³ 3,160 418,66 1.322,97
24.11.07 ARGAM.DE CIMENTO E AREIA TRACO 1:3 E=2CM m² 3,160 27,67 87,44
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 1,000 18,91 18,91
24.19.06 TELAR E TAMPAO DE FERRO FUNDIDO un 1,000 362,94 362,94

Para efeito de estimativa, considera-se 0,6 m de balão e 1,0 m de chaminé por PV,
resultando em um custo de R$ 5.846,11 / un.

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Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
A-7
PREFEITURA DE MOGI-GUAÇÚ
PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

Dispositivo: PVA P/ DIAM. 1,00 - MEDIDAS FIXAS


Código: Preço un. (R$/un.): 2.788,87
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 8,000 11,56 92,48
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 8,200 63,99 524,72
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,570 405,05 230,88
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 1,930 486,10 938,17
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 144,000 6,70 964,80
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 2,000 18,91 37,82

Dispositivo: PVA P/ DIAM. 1,00 - POR m DE BALÃO


Código: Preço un. (R$/un.): 3.597,57
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 5,000 11,56 57,80
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,220 486,10 106,94
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 35,000 6,70 234,50
24.11.05 ALVENARIA DE BLOCO DE CONCRETO m³ 7,160 418,66 2.997,61
24.11.07 ARGAM.DE CIMENTO E AREIA TRACO 1:3 E=2CM m² 6,400 27,67 177,09
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 1,250 18,91 23,64

Dispositivo: PVA P/ DIAM. 1,00 - POR m DE CHAMINÉ


Código: Preço un. (R$/un.): 1.600,09
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 5,000 11,56 57,80
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,140 486,10 68,05
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 6,000 6,70 40,20
24.11.05 ALVENARIA DE BLOCO DE CONCRETO m³ 3,160 418,66 1.322,97
24.11.07 ARGAM.DE CIMENTO E AREIA TRACO 1:3 E=2CM m² 3,160 27,67 87,44
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 1,250 18,91 23,64
24.19.06 TELAR E TAMPAO DE FERRO FUNDIDO un 1,000 362,94 362,94

Para efeito de estimativa, considera-se 1,0 m de balão e 1,0 m de chaminé por PV,
resultando em um custo de R$ 7.986,53 / un.

A4. Meio Fio e Sarjeta

Dispositivo: MEIO FIO + SARJETA - QUANTIDADE POR m


Código: Preço un. (R$/m): 155,35
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.19.04.01 SARJETA DE CONCRETO FCK 20 MPA m³ 0,077 577,25 44,45
24.19.05.01 GUIA DE CONCRETO FCK 20 MPA m³ 0,044 692,40 30,12
24.07.02 CONCRETO FCK 15 MPA m³ 0,133 436,55 58,06
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 0,355 63,99 22,72

Dispositivo: SARJETÃO - QUANTIDADE POR m


Código: Preço un. (R$/m): 143,87
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.07.02 CONCRETO FCK 15 MPA m³ 0,090 436,55 39,29
24.07.04 CONCRETO FCK 20 MPA m³ 0,155 464,19 71,95
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 0,510 63,99 32,63

Dispositivo: GUIA TIPO CHAPÉU


Código: Preço un. (R$/m): 39,94
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.19.03.01 GUIA PRE‐FABRICADA CONCRETO FCK 20 MPA un. 1,000 39,94 39,94

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
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A5. Bueiros Celulares em Concreto Armado

A5.1. BDCC 2,00 x 2,00


Dispositivo: BDCC 2,00 x 2,00 m - QUANTIDADE POR m
Código: Preço un. (R$/m): 2.996,21
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 10,750 63,99 687,89
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,130 405,05 52,66
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 1,840 486,10 894,42
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 134,000 6,70 897,80
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 36,000 11,56 416,16
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 2,500 18,91 47,28

Dispositivo: BDCC 2,00 x 2,00 m - QUANTIDADE POR JUNTA


Código: Preço un. (R$/un.): 1.221,72
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.08.01 JUNTA ELASTICA EM PVC TIPO O‐12 m 10,750 46,96 504,82
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 107,000 6,70 716,90

Dispositivo: BDCC 2,00 x 2,00 m - QUANTIDADE POR VIGA DE EXTREMIDADE


Código: Preço un. (R$/un.): 268,46
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 1,200 63,99 76,79
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,160 486,10 77,78
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 17,000 6,70 113,90

Dispositivo: BDCC 2,00 x 2,00 m - QUANTIDADE POR ALA


Código: Preço un. (R$/un.): 9.786,36
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 37,730 63,99 2.414,34
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 1,000 405,05 405,05
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 6,810 486,10 3.310,34
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 472,000 6,70 3.162,40
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 12,000 11,56 138,72
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 18,800 18,91 355,51

Obs.:

1) Considerar uma junta a cada 20,0 m de comprimento, mais uma junta por ala.

2) Considerar uma viga de extremidade por ala.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

A5.2. BSCC 3,00 x 3,00


Dispositivo: BSCC 3,00 x 3,00 m - QUANTIDADE POR m
Código: Preço un. (R$/m): 5.523,29
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 16,400 63,99 1.049,44
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 0,180 405,05 72,91
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 3,380 486,10 1.643,02
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 256,000 6,70 1.715,20
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 81,000 11,56 936,36
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 5,625 18,91 106,37

Dispositivo: BSCC 3,00 x 3,00 m - QUANTIDADE POR JUNTA


Código: Preço un. (R$/un.): 1.588,03
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.08.01 JUNTA ELASTICA EM PVC TIPO O‐12 m 16,125 46,96 757,23
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 124,000 6,70 830,80

Dispositivo: BSCC 3,00 x 3,00 m - QUANTIDADE POR VIGA DE EXTREMIDADE


Código: Preço un. (R$/un.): 508,57
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 2,700 63,99 172,77
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 0,360 486,10 175,00
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 24,000 6,70 160,80

Dispositivo: BSCC 3,00 x 3,00 m - QUANTIDADE POR ALA


Código: Preço un. (R$/un.): 20.396,00
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
24.05.01 FORMA PLANA PARA CONCRETO COMUM m² 70,070 63,99 4.483,78
24.07.01 CONCRETO FCK 10 MPA m³ 1,860 405,05 753,39
24.07.05 CONCRETO FCK 25 MPA m³ 15,100 486,10 7.340,11
24.06.02 BARRA DE ACO CA-50 kg 1.001,000 6,70 6.706,70
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 27,000 11,56 312,12
24.12.08 COMPACTACAO MANUAL C/REATERRO SOLO LOCAL m³ 42,300 18,91 799,89

Obs.:

1) Considerar uma junta a cada 20,0 m de comprimento, mais uma junta por ala.

2) Considerar uma viga de extremidade por ala.

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A6. Remoção de Tubulação

Dispositivo: REMOÇÃO DE TUBO DIAM. <= 0,60 m


Código: Preço un. (R$/m): 47,73
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
22.03.07 REMOCAO CANALIZACAO D<0,60M m 1,000 4,38 4,38
22.05.07 DEMOLICAO PAVIMENTOFLEXIVEL C/TRANSPORT m³ 0,600 - -
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 3,750 11,56 43,35

Dispositivo: REMOÇÃO DE TUBO DIAM. > 0,60 m


Código: Preço un. (R$/m): 128,07
Cod. TPU Descr. un. Quant. Preço un. Sub-total
22.03.06 REMOCAO CANALIZACAO D>0,60M m 1,000 0,91 0,91
22.05.07 DEMOLICAO PAVIMENTOFLEXIVEL C/TRANSPORT m³ 1,035 - -
24.02.02 ESCAVACAO MECANICA P/ OBRAS S/EXPLOSIVO m³ 11,000 11,56 127,16

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
B-1
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

ANEXO B:

1.Método Racional

Nas com área menor ou igual a 0,5 km², as cheias deverão ser estimadas pelo Método
Racional, a seguir apresentado.

O método Racional adota as seguintes hipóteses:

a) Aplicando-se uma chuva de intensidade constante a uma bacia hidrográfica, o pico de


vazão ocorrerá para a duração da chuva igual ao tempo de concentração da bacia;

b) A intensidade da chuva é constante ao longo da duração considerada;

c) A chuva é uniformemente distribuída na bacia;

d) As condições de permeabilidade de superfície permanecem constantes durante a


ocorrência da chuva;

e) Os efeitos de armazenamento e amortecimento do escoamento na bacia hidrográfica


podem ser desprezados.

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
B-2
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PLANO DIRETOR DE DRENAGEM

A fórmula é a seguinte:

Q=C.i.A onde,

Q = vazão em m3/s ou litros por segundo (l/s);


i = intensidade de chuva em litros por segundo por hectare (l/s/ha);
A = área de drenagem em hectares (ha).

Está implícita na expressão, “quando as águas de contribuição ocorram todas num


determinado ponto”, a definição do chamado tempo de concentração (tc), fator
imprescindível na obtenção do cálculo de ( i ) Os critérios e métodos aceitos para o cálculo
do tempo de concentração são apresentados no item 9.2.2.

Adota-se o tempo de concentração inicial de 10 min.,valor bastante conservador, dada a


própria definição das curvas de IFD, cuja intensidade é assintoptica em função do tempo, ou
seja, tende ao infinito a medida que o tempo diminui.

Delimitando-se as áreas contribuintes para cada local, estimando-se o coeficiente de


escoamento superficial, adotando-se o tempo de concentração para chuvas intensas, acima
referido, e aplicando-se a fórmula racional, obtém a vazão atrelada a um dado período de
recorrência.

As definições de cada parâmetro são descritas a seguir:

Area de drenagem (AD)

Soma das áreas contribuintes para a seção de controle estudada (em ha).

Coeficiente de escoamento superficial (C)

Coeficiente de escoamento superficial ou aproveitamento pluvial é a relação entre as chuvas


escoadas e precipitadas. Serão utilizados os valores mostrados na tabela seguinte:

Instituto Brasil Cidade


Al. Rio Negro, 1030 -l 19º cj.1901/1903
CEP 06454 – Alphaville - Barueri / SP
B-3
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Valores de C adotados

Zonas Valores de C

De edifícios muito densa


Partes centrais, densamente construídas de uma cidade 0.70 a 0.95
Com ruas e calçadas pavimentadas

De edificações não muito densas


Partes adjacentes ao centro, de menor densidade de 0.60 a 0.70
habitações, mas com ruas e calçadas pavimentadas

De edificação com poucas superfícies livres


Partes residenciais com construção cerradas, ruas 0.50 a 0.60
pavimentadas

De edificação com muitas superfícies livres


Partes residenciais tipo Cidade Jardim ruas macadamizadas 0.25 a 0.50
Ou pavimentadas

De subúrbios com algumas edificações


Partes de arrabaldes e subúrbios com pequena densidade 0.10 a 0.25
de construções

De matas, parques e campos de esportes


Partes rurais, áreas verdes, superfícies arborizadas, parques 0.05 a 0.20
Ajardinadas, campos de esportes sem pavimentação

Áreas gramadas
Canteiros centrais de vias, áreas laterais na plataforma da via 0.35
Taludes gramados com inclinação superior a 25% 0.70
Solos arenosos, com declividade de até 2% 0.05 a 0,10
Solos arenosos, com declividade entre 2% e 7% 0.10 a 0,15
Solos arenosos, com declividade maior do que 7% 0.15 a 0,20
Solos argilosos, com declividade de até 2% 0.13 a 0,17
Solos argilosos, com declividade entre 2% e 7% 0.17 a 0,22
Solos argilosos, com declividade maior do que 7% 0.22 a 0,35

Áreas pavimentadas
Ruas e estradas com pavimentação asfáltica 0.90
Ruas e estradas com pavimentação de concreto 0.85
Ruas e estradas com elementos rejuntados (intertravados,
Paralelepípedos, etc.) 0.70 a 0,85

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2. Método Racional Modificado

Para este método serão aplicados os mesmos procedimentos do Método Racional,


acrescentando-se o fator de correção determinado em função da área da bacia, através da
expressão a seguir indicada (Adolfo Santos Junior):

Q=C.i.A.f

fonde:

f = Fator de correção = A (-0,10)

A = Área de drenagem, em ha.

3. Método do Hidrograma Unitário (método do U.S. Soil Conservation Service)

Dentre os vários métodos de cálculo das vazões, a partir das precipitações e da teoria do
hidrograma unitário, destaca-se o Método do “Soil Conservation Service”. (S.C.S.),
extremamente prático e que vem sendo empregado no Brasil em larga escala.

O fluxograma a seguir apresenta os passos de cálculo a serem seguidos para a obtenção


do hidrograma em determinada seção de uma bacia hidrográfica.

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INÍCIO

DELIMITAÇÃO DA BACIA E DEFINIÇÃO DO


USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

CÁLCULO DO TEMPO DE ESCOLHA DO NÚMERO DE CURVA


CONCENTRAÇÃO (CN)

DEFINIÇÃO DO HIETOGRAMA DE
PROJETO (CHUVA)

CÁLCULO DA CHUVA EXCEDENTE

CÁLCULO DOS HIDROGRAMAS DE


PROJETO

FIM

Método do SCS - seqüência de cálculo.

Descrevem-se a seguir, cada um dos os passos de cálculo indicados na Figura acima

a) Definição da Bacia hidrográfica.

Para realizar os cálculos hidrológicos, deve ser feita uma delimitação da Bacia hidrográfica
do curso d`água em questão, procurando separar as áreas que sejam razoavelmente
homogêneas do ponto de vista de características hidrogeológicas e de ocupação do solo, de
forma a representar o mais fielmente possível as características da bacia que determinam o
escoamento superficial.

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b) Cálculo do tempo de concentração.

A determinação do tempo de concentração da bacia deve ser cuidadosa uma vez que
valores de picos de vazão obtidos pelo método do SCS são inversamente proporcionais aos
tempos de concentração estimados para a bacia.

O intervalo de cálculo (passo de cálculo) a ser utilizado deve ser tal que permita uma boa
discretização do hidrograma. É recomendado no método do SCS que seja ao menos um
quinto do tempo de concentração.

c) Definição do número de curva CN

Apresentam-se neste item indicações para a escolha do número de curva para bacias rurais
e urbanas.

Para a definição do CN, o método do S.C.S. distingue 3 condições de umidade do solo, que
são:

 Condição I: Solos Secos - as chuvas nos últimos dias não ultrapassam 1 mm.

 Condição II: Situação muito freqüente em épocas chuvosas, as chuvas nos últimos
5 dias totalizam entre 1 e 40 mm.

 Condição III: Solo Úmido (próximo da saturação), as chuvas nos últimos dias foram
superiores a 40 mm e as condições meteorológicas não foram favoráveis à
evaporação.

c.1) Bacias rurais.

Os valores de CN para áreas rurais do Estado de São Paulo podem ser encontrados na
publicação elaborada por Setzer e Porto, a partir dos conceitos apresentados na obra
“Design of Small Dams” do U.S. Bureau of Reclamation. Esta publicação é apresentada em
anexo ao presente plano.

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c.2) Bacias urbanas e suburbanas

Para bacias urbanas e suburbanas, pode-se recorrer aos valores que constam da tabela
seguinte, que corresponde à condição II de umidade do solo.

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Tabela 3.4.5 - VALORES DE CN PARA BACIAS URBANAS E SUBURBANAS. (Tucci e


outros, 1993)

UTILIZAÇÃO OU COBERTURA DO SOLO A B C D


Zonas cultivadas:
- sem conservação do solo 72 81 88 91
- com conservação do solo 62 71 78 81
- pastagens ou terrenos em más condições 68 79 86 89

Baldios
- boas condições 39 61 74 80

Prado
- em boas condições 30 58 71 78

Bosques ou zonas florestais


- cobertura ruim 45 66 77 83
- cobertura boa 25 55 70 77

Espaços abertos, relvados, parques, campos de


golf, cemitérios, boas condições

- com relva em mais de 75% da área 39 61 74 80


- com relva de 50 a 75% da área 49 69 79 84

Zonas
- comerciais e de escritórios 89 92 94 95
- industriais 81 88 91 93
- residenciais
lotes de (m2) % média impermeável
< 500 65 77 85 90 92
1000 38 61 75 83 87
1300 30 57 72 81 86
2000 25 54 70 80 85
4000 20 51 68 79 84

Parques
- de estacionamento, telhados, viadutos, etc. 98 98 98 98

Arruamentos e estradas
- asfaltadas e com drenagem de águas pluviais 98 98 98 98
- paralelepípedos 76 85 89 91
- terra 72 82 87 89

Os grupos de solo têm as seguintes características:

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 Grupo A - Solos arenosos com baixo teor de argila, total inferior a 8%, não há rocha
nem camadas argilosas e nem mesmo densificadas até a profundidade de 1 m. O
teor de húmus é muito baixo não atingindo 1%.
 Grupo B - Solos arenosos menos profundos que os do grupo A e com maior teor de
argila total, porém ainda inferior a 15%. No caso de terras roxas este limite pode
subir a 20% graças à maior porosidade. Os dois teores de húmus podem subir
respectivamente a 1,2 e 1,5%. Não pode haver pedras e nem camadas argilosas
até 1 m, mas quase sempre está presente uma camada mais densificada do que a
camada superficial.
 Grupo C - Solos barrentos com teor total de argila de 20 a 30% mas sem camadas
argilosas impermeáveis ou contendo pedras até a profundidade de 1,2 m. No caso
de terras roxas estes dois limites máximos podem ser 40% e 1 m. Nota-se, a cerca
de 60 cm de profundidade, camada mais densificada que no grupo B, mas ainda
longe das condições de impermeabilidade.
 Grupo D - Solos argilosos (30-40% de argila total) e ainda com camada densificada
a uns 50 cm de profundidade ou solos arenosos como B, mas com camada argilosa
quase impermeável ou horizonte de seixos rolados.
 Grupo E - Solos barrentos como C mas com camada argilosa impermeável ou com
pedras, ou sem tal camada, mas o teor de argila superando 40%. No caso de terras
roxas esse teor pode subir a 60% (no caso D, 45%).

c.3) Bacias urbanas.

Outro método de cálculo dos CN, específico para áreas com ocupação urbana , baseado
em coleta de dados nas cidades de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, desenvolvido por
Campana e Tucci, 1994, associa a densidade demográfica ao grau de impermeabilização
do solo.

Através da Figura apresentada a seguir, é possível avaliar o grau de impermeabilização do


solo a partir da densidade demográfica da região.

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65

55
IMPERMEABILIDADE ( %)

45

35

25

15

5
0 50 100 150 200 250

DENSIDADE POPULACIONAL (hab. / ha)

TUCCI

SÃO PAULO

CURITIBA

PORTO ALEGRE

CURVA MÉDIA

FONTE:
"Estimativa de Área Impermeável de macrobacias Urbanas"
CAMPANA E TUCCI - Revista Brasileira de Engenharia nº 2, V.12, 1994

Figura 3.4.4
Variação do grau de impermeabilização com a densidade demográfica

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A partir da curva apresentada na figura acima foram ajustadas as equações apresentadas a


seguir.

Aimp  -3,86  0,55 d (para d  115 hab/ha) (9.2.1.3-A)

Aimp  53,2  0,054 d (para d  115hab/ha) (9.2.1.3-B)

onde: Aimp = % de área impermeável em relação à área total da bacia;


d = densidade populacional (hab/ha).

Esta metodologia, que foi empregada nos trabalhos do consórcio Hidroplan e Enger-
Promon-CKC, para os estudos da área urbanizada da bacia hidrográfica do Alto Tietê, tem
uma característica muito útil, que é a possibilidade de, através da projeção do crescimento
anual da população, fornecer indicações acerca da impermeabilização da bacia para o
horizonte de projeto.

Deve ser tomado cuidado na sua aplicação considerando que: nas áreas com ocupação
verticalizada, (ex. prédios) a impermeabilização não está diretamente associada à
densidade demográfica; esta metodologia não é recomendada para áreas muito pequenas,
inferiores a 2 Km2; em áreas com predominância de indùstria e comércio, que distorcem a
densidade demográfica, esta metodologia não é indicada.

d) Definição da Chuva de Projeto

O denominado hietograma (chuva) de projeto fica caracterizado por uma altura


pluviométrica total, associada a uma duração e a um dado período de recorrência, e ainda
por padrões de distribuição temporal e espacial da chuva.

Na definição das chuvas de projeto têm sido propostos vários métodos para a definição da
forma do hietograma e de sua distribuição espacial, mas nenhum tem sido aceito
universalmente como prático e satisfatório, Barth (1997). De acordo com Occhipinti, (1989)
apud Tucci, (1993) deve-se dar preferência a tormentas diretamente observadas na área.
Dentre as várias propostas de métodos para a determinação dos hietogramas de projeto,
podem-se citar as seguintes: o método dos momentos de Yen e Chow para os E.U.A (1983);
o método da curva de massas de Huff, para o trecho setentrional do Estado de Illinois,
E.U.A.; algumas distribuições temporais das chuvas tais como a de Keifer e Chu ,conhecida
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como método de Chicago, (1957), a do SCS para chuvas de 6 e 24 horas ( 1972 ); e formas
alternativas de hietogramas de Yen e Chow (1983), Arnel et al (1984) ou Wenzel (1982)

Selecionaram-se os mais práticos e de utilização mais difundida, que são apresentados a


seguir. No capítulo 4 são apresentadas as equações de intensidade duração freqüência
utilizadas como base para o cálculo das intensidades no Estado de São Paulo, também
disponíveis no CD-ROM anexo.

d.1) Método de CHICAGO

O Método de Chicago, descrito por KEIFER e HSIEN CHU (1957), tem sido bastante
utilizado principalmente pela facilidade em se derivar a sua configuração a partir das
relações I-D-F.

Para aplicar-se o Método de Chicago, é necessário observar as precipitações registradas


para determinar-se o valor de tr , tal que:

tp
tr  (9.2.1.3-C)
T

Onde:

tp - tempo entre o início da chuva e a ocorrência da intensidade máxima;

T - duração total de chuva.

O hietograma é então construído a partir da intensidade média im obtida de uma equação

de intensidade – duração - freqüência, para uma dada duração e período de retorno. As


intensidades instantâneas da chuva de projeto são então calculadas adotando-se:

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  tb  
A  1  B     C 
  r  
ia  1 B (9.2.1.3-D)
 t  
 b   C 
 r  

 t  
A  1  B   a   C 
  r  
id  1 B (9.2.1.3-E)
 t a  
   C 
 1  r  

As equações 9.2.1.3-D e 9.2.1.3-E correspondem às intensidades antes e depois do pico da


instante intensidade da chuva, onde o coeficiente de avanço da tormenta r é dado pela
equação 9.2.1.3-F.

tp
r  (9.2.1.3-F)
td
onde:
t p - instante do pico;
tb  t p  t ;
t a  t  t p.

Por sua vez os coeficientes A, B e C são obtidos de equação de chuva ajustadas de dados
observados sendo do tipo:

A 1  B  td  C 
i 
td 
1 B (9.2.1.3-G)
C

Onde:

i é a intensidade da precipitação.

O hietograma do Método de Chicago consta da figura seguinte.

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Intensidade, i

Localização do pico

Hietograma de chuva sintético

Intensidade média durante


o período de máxima,
Volume precipitado no
(Obtida da chuva i-d-f)
período de máxima

Chuva
antecedente

7° 7°

tb ta Tempo t
tc= duração máxima

tb* ta*

t*= máximo tempo de concentração

Figura 3.4.5
Características do hietograma definido pelo método de Chicago (Tucci - 1993)

O coeficiente de avanço da tormenta r pode ser estimado como a média da relação entre os
tempos de intensidade de pico sobre as durações das precipitações, de uma série histórica
local. Os valores de tp/td apresentados na Tabela 3.4.6 podem ser adotados sempre que
esta informação, dos registro históricos, não esteja disponível.

Uma análise detalhada das equações do método revela que para um dado período de
retorno, o pico é constante, independentemente da duração da chuva. Isto é esperado, pois
o hietograma da chuva de projeto obtido pelo Método de Chicago, para qualquer duração,
contém todas as “chuvas críticas" de duração menor, para a mesma recorrência.
Similarmente às desagregações desenvolvidas pelo S.C.S., o Método de Chicago pode ser
adotado tanto para pequenas como grandes bacias.

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VALORES DE r DO MÉTODO DE CHICAGO


(TUCCI e outros, 1993)

LOCAL No DE POSTOS r = tp/td

Chicago 83 0,37

Winnipeg 60 0,31

S.C.S. - 0,37

S. Paulo 01 0,36

P. Alegre 01 0,44

d.2) Método dos Blocos Sintéticos

Este método é uma aproximação do método de Chicago.

Uma chuva de projeto sintética pode ser construída a partir das curvas I-D-F. Supondo que
para um dado t escolhido, e posteriormente para os demais blocos, a somatória dos
volumes de precipitação nestes períodos é sempre igual nas curvas I-D-F, para estas
durações parciais (somatória t), pode se compor uma chuva “crítica”. A colocação dos
blocos no hietograma é arbitrária e pode conduzir a diversas configurações. Existem
algumas regras empíricas que devem conduzir a picos mais elevados.

Uma destas regras impõe que a parcela mais intensa da precipitação seja colocada entre
1/3 e 1/2 da duração da chuva.

Os demais bloco, podem ser colocados alternadamente, à esquerda e à direita, para a


composição do hietograma de projeto, conforme pode ser visto na tabela seguinte.

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Exemplo de hietograma de chuva utilizando blocos alternados.

td i P = itd P Hietograma
(min) (mm/h) (mm) (mm) (mm)

0 - 0

10 150,0 25,0 25,0 4,0

20 112,5 37,5 12,5 6,3

30 87,5 43,8 6,3 25,0

40 75,0 50,0 6,2 12,5

50 65,0 54,0 4,0 6,2

60 57,5 57,5 3,5 3,5

Obs.: adotou-se o centro da tormenta na metade da duração da chuva.

d.3) Huff

Huff em 1967 analisou dados de 261 tormentas de 49 postos pluviográficos, com elevação
variando de 200 a 300 m do centro leste de Illinois – EUA, com período de dados de 1955 a
1966 e durações variando de 30 a 40 horas.

Estas tormentas foram classificadas e agrupadas em quartis, de acordo com o período em


que ocorreu a chuva mais intensa.

As distribuições temporais foram expressas em termos de probabilidade, devido à grande


variabilidade das distribuições encontradas nas tormentas.

As figuras 3.4.6 a 3.4.9, a seguir, apresentam as distribuições temporais propostas por Huff
para o 1º, 2º , 3º e 4º quartil.

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100

%
10
%
20
%
30 %
PORCENTAGEM ACUMULADA DA PRECIPITAÇÃO
80 40 %
50
%
60
%
70
%
80
60 %
90 DE
I LIDA
AB
OB
PR

40

20

0
0 20 40 60 80 100
PORCENTAGEM ACUMULADA DA DURAÇÃO DA TORMENTA

Figura 3.4.6
Distribuições temporais de chuvas do primeiro quartil (Barros - 1995)

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100

%
10 0 %
2 %
30 %
40 0%
5

70 %
PORCENTAGEM ACUMULADA DA PRECIPITAÇÃO
80

60

%
%
80 E
% AD
90 ILID
AB
ROB
P
60

40

20

0
0 20 40 60 80 100

PORCENTAGEM ACUMULADA DA DURAÇÃO DA TORMENTA

Figura 3.4.7
Distribuições temporais de chuvas do segundo quartil (Barros - 1995)

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100

PORCENTAGEM ACUMULADA DA PRECIPITAÇÃO 80

60

E
AD
40
B ILID
O BA
PR 10%
%
20
30%
20 40%
%
50
%
60
%
70
80%%
90
0
0 20 40 60 80 100
PORCENTAGEM ACUMULADA DA DURAÇÃO DA TORMENTA

Figura 3.4.8
Distribuições temporais de chuvas do terceiro quartil (Barros - 1995)

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100

PORCENTAGEM ACUMULADA DA PRECIPITAÇÃO 80

60

E
AD
LID
B I
BA
40 O
PR %
10
%
20 %
30 %
40 %
50 %
20 60 %
70 0%
8
%
90

0
0 20 40 60 80 100

PORCENTAGEM ACUMULADA DA DURAÇÃO DA TORMENTA

Figura 3.4.9
Distribuição temporal de tormentas do quarto quartil (Barros 1995)

A tabela a seguir indica a freqüência da ocorrência das tormentas em cada quartil.


Quartil Freqüência (%)
1º 30
2º 36
3º / 4º 19 / 15

d.4) Distribuição espacial da chuva

Com relação à distribuição espacial da chuva de projeto, para considerar a redução da


chuva do ponto para a área considerada, pode ser utilizado um coeficiente redutor a ser
aplicado a chuva no ponto.

O gráfico a seguir apresenta os coeficientes redutores recomendados pelo U.S. Weather


Bureau, em função da área da bacia.

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(%)
100
PORCENTAGEM DA CHUVA NO PONTO PARA UMA DADA ÁREA

24 horas
90

6 horas
80
3 horas

70

1 hora

60
30 minutos

50
0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1100

ÁREA (Km²)

Figura 3.4.10
CURVAS DE RELAÇÃO ENTRE CHUVA NO PONTO E CHUVA NA ÁREA PARA USO COM OS
VALORES DE DURAÇÃO - FREQUÊNCIA (U.S. WEATHER BUREAU)

Para estudos mais simples deve ser utilizada a equação proposta por Taborda Torrico
(1974) (eq. 3.4.17 a seguir). Para estudos mais complexos deve ser utilizada a equação
desenvolvida, a partir das curvas do “Weather Bureau”(eq. 3.4.18 a seguir), que deve
fornecer bons resultados para áreas de bacias de até 5.000 km2. DNER(1990).
Párea  Pponto 1  0,1 log( A / 25  (9.2.1.3-H)

onde:

25 é a área mínima para emprego da equação;


Párea = precipitação na área;

Pponto = precipitação no ponto.

A = área da bacia em km² .

35 log(0,7 D  1)
Párea  Pponto (9.2.1.3-I)
35 log(0,7  1)  log 2 ( A / 5)

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Onde:

D é duração da chuva em horas;


Párea = precipitação na área;

Pponto = precipitação no ponto.

A = área da bacia em km² .

e) A Chuva Excedente

O cálculo das excedências (ou chuva efetiva) utilizado no método do “S.C.S.”, considera três
variáveis: a precipitação no intervalo de tempo, a umidade anterior do solo e as
características hidrológicas do solo e áreas impermeabilizadas.

A fórmula geral proposta é a seguinte (está implícita nesta equação uma retenção inicial de
0,2 S):

 P  0,2S  2

Pe  (9.2.1.3-J)
P  0,8S

onde:
Pe = excesso de chuva, mm;
P = precipitação, mm;
S = capacidade de infiltração do solo, mm.

O valor de S, função do tipo de solo e de condições antecedentes de umidade, é dado pela


equação (3.4.20) a seguir:

 1000 
S  25,4   10 (9.2.1.3-K)
 CN 

onde:

CN = número de deflúvio, que define o complexo hidrológico solo-vegetação-ocupação .

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1000
CN  (9.2.1.3-L)
S
10  ( )
25,4

Os valores de CN para bacias urbanas e rurais, bem como a metodologia para a sua
composição são apresentados em detalhes no exemplo de cálculo.

Com o total precipitado em cada intervalo de cálculo, isto é a chuva de projeto, e o valor
definido para os CN, calculam-se os módulos da chuva excedente, que se transformam em
escoamento direto.

f) Cálculo dos Hidrogramas de Projeto

O hidrograma adimensional do S.C.S. é um hidrograma unitário sintético, onde a vazão (Q)


é expressa como fração da vazão de pico (Qp) e o tempo (t) como fração do tempo de
ascensão do hidrograma unitário (Tp). Dadas a vazão de pico e o tempo de resposta tp (Lag-
Time) para a duração da chuva excedente, o hidrograma unitário pode ser estimado a partir
do hidrograma adimensional sintético para uma dada bacia.

Os valores de Qp e Tp podem ser estimados, utilizando-se um modelo simplificado de um


hidrograma unitário triangular, onde o tempo é dado em horas e as vazões em m3/s . km².

A partir da observação de um grande número de hidrogramas unitários, o “Soil Conservation


Service” adotou para o tempo de recessão 1,67 Tp.

Como a área sob o hidrograma unitário deve ser igual ao volume de escoamento superficial
direto de 1 cm (ou 1 pol), pode ser visto que:

A
qp  C (9.2.1.3-M)
Tp

onde:

C  2,08 ;

A  área de drenagem, km2.

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O tempo de ascensão T p pode ser expresso em função do tempo de resposta “ t p ” e da


duração da chuva excedente “ t r ”.

t
Tp  ( r )  t p (9.2.1.3-N)
2

Um estudo posterior de hidrogramas unitários de muitas bacias rurais grandes e pequenas


indicou que o tempo de resposta “ t p ” (Lag-Time) é aproximadamente igual a 60% de “ t c ”
onde“ t c ” é o tempo de concentração da bacia.

A equação (9.2.1.3-N) pode ser escrita então como:

t
T p  ( r ) 0,6t c (9.2.1.3-O)
2

Abaixo tem-se um esquema do hidrograma unitário, com os parâmetros propostos pelo


SCS.

2,67 . t p
tr
VAZÃO

1,67 . t p

Obs: a forma do
tp
hidrograma foi
ajustada pelo
qp SCS

TEMPO

Esquema do Hidrograma Triangular Unitário

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Tp
Construído o hidrograma unitário com os tempos de ascensão ( ) e de recessão
T q
(1,67 . p ) nas abcissas e o vértice ( p ) na ordenada, alinhado com o tempo de ascensão,
as demais ordenadas do hidrograma são medidas e armazenadas, num arquivo do tipo
t q
x .
tp qp

Para cada um dos diversos módulos da chuva excedente, são obtidos os hidrogramas
correspondentes, multiplicando-se a precipitação excedente pelas ordenadas do hidrograma
unitário.

Este procedimento é repetido para cada um dos módulos da chuva excedente.

O hidrograma de projeto final é obtido pela soma das ordenadas destes hidrogramas
parciais, propriedade do hidrograma unitário, defasados entre si de um intervalo de cálculo.
O pico do hidrograma somatório corresponde à vazão de projeto a ser adotada e a área
definida pelo hidrograma corresponde ao volume total. Este procedimento de cálculo está
disponível em vários “softwares” comerciais existentes no Brasil, recomendando-se o ABC
6.0 (2000) (para plataforma Windows) e CABC (2000) (para Windows).

4. Cheias do Rio Mogi-Guaçú

Dadas as características singulares do Rio Mogi-Guaçú, este item estabelecerá os critérios


específicos a serem adotados para a determinação de cotas de enchente nas suas margens
e para a avaliação de efeitos de remanso nos seus afluentes.

5. Cálculo do tempo de concentração

Este é o tempo estimado de percurso da água desde o ponto mais afastado da bacia até a
seção de interesse. A determinação do tempo de concentração para bacias hidrográficas
deve ser feita de modo criterioso, tendo em que a dispersão nos valores dos tempos de
concentração obtidos a partir das diversas equações é muito grande e em conseqüência as
vazões de pico podem apresentar variações sensíveis, dada a grande influência do tempo
de concentração nos picos.

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Para bacias rurais dispõe-se de equações desenvolvidas com base em estudos de campo.
Adota-se no presente plano a equação de Kirpich, descrita a seguir.

5.1. Kirpich (1942, Califórnia Culverts Practice) – para bacias de até 0,5 km²

Originalmente desenvolvida para 7 bacias rurais do Tennessee, com no máximo 0,5 km2 .
Reflete o escoamento em superfícies.

0 , 385

Tc  57  
L3 (9.2.3.1-A)
 H 

Tc  tempo de concentração (min.);

L  distância, ao longo do talvegue, entre o divisor da bacia e a seção de interesse (km);

H  desnível entre o divisor da bacia e a seção de interesse (m).

5.2. Kirpich Modificada para bacias maiores do que 0,5 km²

De acordo com o “Manual de Hidrologia” do DNER (1990), em estudos em bacias médias e


grandes, concluiu-se que com tempos de concentração 50% maiores que os calculados pela
expressão proposta por Kirpich, a aplicação do fluxograma unitário triangular do SCS
fornece valores próximos aos observados.

A equação é a seguinte:

0 , 385

Tc  85,2  
L3 (9.2.3.2-A)
 H 

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5.3. Tempo de Escoamento em Canal Natural

O tempo de escoamento no canal natural pode ser obtido pelo método cinemático:

L
Tn  (9.2.3.3-A)
3 . 600 V

Onde:

L - comprimento do trecho, em m;

V - velocidade do escoamento, em m/s;

5.4. Tempo de Escoamento em Canais ou Galerias Artificiais

Quanto ao tempo de escoamento em canais ou galerias artificiais pode calcular


cinematicamente como no caso anterior, com a velocidade de escoamento obtida pela
fórmula de Manning:

1
V  .I 1 / 2 .R h 2 / 3 (9.2.3.3-B)
n

Onde:

V - velocidade do fluxo (m/s);

I - declividade longitudinal do canal (m/m);


Rh - raio hidráulico do canal (m).

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5.5. Tempos de concentração mínimos a considerar nos cálculos

 Bueiros de talvegue e canais: 10 minutos


 Valetas e sarjetas de plataforma em ruas e rodovias: 5 minutos

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ANEXO C:

TENTATIVA DE AVALIACAO DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL DE ACORDO COM O


SOLO E O SEU RECOBRIMENTO VEGETAL NAS CONDIÇÕES DO ESTADO DE SÃO
PAULO.
(adaptação do Apêndice A da obra “Design of Small Dams” do Bureau of Reclamation,
U.S. Department of Interior, Washington, DC, 1975)
José Setzer
Rubem La Laina Porto

SINOPSE

Graças aos estudos pedológicos havidos em todas as formações geológicas do Estado de


São Paulo e à existência de fotografagem aérea completa com restituição
aerofotogramétrica cobrindo também as faixas limítrofes dos Estados vizinhos, torna-se
possível, aproveitando idéia do Soil Conservation Service dos Estados Unidos, trazer
alguma ajuda ao nosso engenheiro na tarefa desagradável, por ser subjetiva, de escolha de
coeficientes a aplicar em fórmulas, e no entanto capazes de influenciar fortemente o
resultado do cálculo.

Do ponto de vista de formação de enxurrada, encaram-se 5 grupos hidrológicos de solo


conforme sua natureza física e tipo de perfil. Os tipos de solo são 41, conforme a formação
geológica e a região de ocorrência, cada um apresentando paisagem fisiográfica, cultural e
florística peculiares por que os tipos estão enquadrados em 12 zonas ecológicas, as quais
refletem o clima e a geologia, e portanto a topografia e as possibilidades agrícolas.

Definido o tipo de solo com auxílio de mapas geológicos e ecológicos e das análises
sumárias física e química, as tabelas que trazem a cobertura vegetal e o uso do solo com
vários tipos de defesa contra a erosão, indicam, conforme o grupo hidrológico, qual o
número mais provável de curva nos gráficos que é a porcentagem de enxurrada no total de
água pluvial precipitada.

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Trata-se de método, cuja eficiência e rapidez só se adquirem com a prática.

1. INTRODUÇÃO

Engenheiro que enfrente a tarefa de avaliar o escoamento superficial causado por


determinada chuva sobre área especificada, vê-se obrigado a julgamento difícil de fatores
qualitativos. 0 presente trabalho, baseado no guia hidrológico para planejamento de bacias
hidrográficas, publicado pelo Serviço de Conservação do Solo dos Estados Unidos (1), visa
avaliar quantitativamente alguns dados que possam ajudar os nossos técnicos. Baseiam-se
estes dados no conhecimento já existente no Estado de São Paulo a respeito da natureza
hidrológica dos nossos solos e do seu recobrimento vegetal.

Não se fala aqui em declividade por que este fator é quantitativamente computável. A
atenção é concentrada nos fatores normalmente mais qualitativos, quais sejam as
condições de saturação e os tipos de solo.

2. CONDIÇÕES DE SATURACAO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS

Condição I Os solos estão secos, mas não ao ponto de provocar murchamento das plantas,
mesmo as cultivadas, enquanto é alta a percentagem de área arada que permite infiltração
rápida das águas pluviais.

Condição II: Intermediária mais comum entre a 1 e a 3; condição em que os solos


normalmente se encontram na estação úmida do ano.

Condição Ill: O solo está quase saturado por que nos 5 últimos dias que precederam a
precipitação pesada que nos interessa, já havia chovido muito ou com baixas temperaturas
que reduziram sobremaneira a evapotranspiração. Assim é grande o perigo de inundação
na parte mais baixa da bacia.

3. GRUPOS E TIPOS DE SOLO

A classificação hidrológica de solos é feita aqui em 5 grupos sem considerar sua topografia,
tipo de uso e cobertura vegetal (estão excluídas as terras humosas de baixada por
receberem e não fornecerem escoamento). Estes grupos são os seguintes:
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A Solos arenosos com baixo teor de argila total, inferior a uns 8%; não há rocha nem
camadas argilosas e nem mesmo densificadas até a profundidade de 1,5 m. O teor de
húmus é muito baixo, não atingindo 1%.

B Solos arenosos menos profundos que os do grupo A e com maior teor de argila total,
porém ainda inferior a 15%. No caso de terras roxas este limite pode subir a 20% graças a
maior porosidade. Os dois teores de húmus podem subir, respectivamente a 1,2 e 1,5%.
Não pode haver pedras e nem camadas argilosas até 1,5 m, mas é quase sempre presente
camada mais densificada que a camada superficial.

C Solos barrentos com teor total de argila de 20 a 30%. mas sem camadas argilosas
impermeáveis ou contendo pedras até a profundidade de 1,2 m. No caso de terras roxas,
estes dois limites máximos podem ser 40% e 1,5 m. Nota-se a cerca de 60 cm de
profundidade camada mais densificada que no grupo B mas ainda longe das condições de
impermeabilidade.

D Solos argilosos (30-40% de argila total) e ainda com camada densificada a uns 50 cm
de profundidade. Ou solos arenosos como B, mas com camada argilosa quase impermeável
ou horizonte de seixos rolados.

E Solos barrentos como C, mas com camada argilosa impermeável ou com pedras. Ou
sem tal camada, mas o teor total de argila supera 40%. No caso de terras roxas este teor
pode subir a 60% (no caso D, 45%).

O papel do húmus e da riqueza química em geral é no sentido de aumentar a capacidade de


retenção hídrica de solos arenosos e secos diminuindo-lhes a permeabilidade excessiva,
enquanto nos argilosos aumentam a porosidade e assim melhoram a permeabilidade muito
deficiente.

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Nas bacias hidrográficas em que se reconhecem dois ou mesmo mais grupos de solos, é
preciso avaliar a percentagem de cada grupo. Quase sempre as fotografias aéreas verticais
representam auxílio notável, principalmente na avaliação do recobrimento vegetal.

Damos na Tabela nº 1 espécie de avaliação preliminar da percentagem de cada um dos 5


grupos hidrológicos de solos existentes nas 6 zonas ecológicas do Estado (2), por sua vez
subdivididas em 2 sub-zonas.

A Figura nº 1 mostra a relação existente entre estes grupos de solos, a infiltração, o


escoamento superficial e o perigo de erosão. Introduz-se a noção do número N (curva de
escoamento superficial), que é um parâmetro relativo à percentagem do volume d’água
escoada de uma área em relação ao total de chuva intensa por ela recebida.

Na Figura nº 2 está o mapa do Estado de São Paulo subdividido em zonas ecológicas, isto
é, as que apresentam certa unidade do conjunto solo + clima. Assim cada zona ecológica
apresenta sua ocupação típica do solo, tipo particular de economia e mesmo características
próprias da paisagem típica, inclusive aspectos geológicos. O Estado foi subdividido em 6
zonas ecológicas (2), distinguindo-se em cada uma duas sub-zonas: parte mais quente q e
menos quente f:

Arenito Bauru ABq e ABf

Serra Geral SGq e SGf

Depressão Paleozóica DPq e DPf

Complexo Cristalino CCq e CCf

Vale do Paraíba VPq e VPf

Baixa Litorânea BLq e BLf

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FIGURA nº 1

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AVALIACAO TENTATIVA DA PERCENTAGEM DE CADA UM DOS CINCO GRUPOS


HIDROLÓGICOS DE SOLO POR ZONA ECOLÓGICA NO ESTADO DE SÃO PAULO

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Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

    A B C D E
percentagens
   

  ZONA ECOLÓGICA ARENITO BAURU ABq           

             
Solos arenosos de arenito Bauru quase isento de
1  cimento calcário, topografia quase plana, pastos e 65  30  5  ‐  ‐ 
cerrados mais ou menos maltratados,
cultivos muito raros.

Exemplos: Sud Mennucci, vale dos ribs. Santa 
Rita e Marinheiro. 

             

2  Solo do mesmo arenito com cimento calcário,  60  30  10  ‐  ‐ 


topografia  ondulada,  cultivados 
intensamente, pouca pastagem.  
Exemplos: Monte Alto, Monte Azul, Mirassol, espigão
da E.F. Noroeste de Rubiácea a Murutinga; de
Rubiácea a Alto Alegre; espigão da E.F. Araraq. de
Dobrada a Catiguá
             

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Pequena área de basalto em meio a arenito Bauru


3  intermediário entre os dois tipos anteriores, portanto 30  55  10  5  ‐ 
uma terra roxa arenosa.

Exemplos:  Icém,  Ibitinga,  Nova  Europa, 


ltapura. Bem cultivado. 

  ZONA ECOLÓGICA ARENITO BAURU ABf           

             

4  Como  1,  mas  com  inverno  mais  frio  e  menos  60  35  5  ‐  ‐ 
seco.  Exemplos:  Indiana,  Martinópolis;  meia 
encosta  dos  afluentes  do  Paranapanema  de 
Rancharia  a  Narandiba  e  de  Platina  a 
Ubirajara;  entre  Agudos  e  Lençóis  e  entre 
Areiópolis e Domélia. 

           
Como 2, mas com Inverno mais frio e menos seco.
5  55  35  10  ‐  ‐ 
Exemplos: planalto de Garça a Pompéia; espigão de
Lucélia a Dracena e de Pirapozinho a Santo
Anastácio através de Presidente Prudente.
Tabela nº 1

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Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

    A B C D E
percentagens
   

  ZONA ECOLÓGICA SERRA GERAL SGq           

6  Restos  de  arenito  Bauru  não  calcífero  no  80  20  ‐  ‐  ‐ 


planalto  Franca‐Pedregulho,  Brodosqui‐
Batatais‐Nuporanga,  São  Carlos‐Ibaté  e  na 
serra  de  Itaqueri.  Cerrados  e  pastor  pobres, 
topografia suave. 

7  Basaltos  da  Serra  Geral  originando  terras  ‐  ‐  80  15  5 


roxas  e  sendo  pedregosas  as  mais  ricas,  as 
únicas  de  topografia  acidentada. 
Intensamente  cultivados.  Exemplos:  vales  do 
rio  Grande,  do  Sapucaí,  do  rio  Pardo  a 
jusante  de  Ribeirão  Preto,  do  Moji‐Guaçú  a 
jusante  de  Rincão  do  Tietê  entre  Igaraçu  e 
Iacanga; e entre Cravinhos e Cajuru. 

             

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Terras roxas arenosas devido à mistura ou influência


8  de arenitos pobres Bauru e Botucatu, também 65  25  10  ‐  ‐ 
chamadas “terra roxa de campo”. Topografia suave.
Pouco cultivo, com calagem e adubações fortes. Quase
sempre pastagens ou cerrados.

Exemplos:  entre  Morro  Agudo  e  rio  Pardo, 


marg.  esq.  do  rib.  da  Onça,  na  transição  do 
tipo seguinte para o anterior. 

           
Solos do arenito Botucatu. São as terras arenosas mais
9  pobres do Estado, como entre Serrana e Cássia dos 80  20  ‐  ‐  ‐ 
Coqueiros e daí pela divisa com Minas até Ibiraci;
entre São Simão e Tambaú, entre Rio Claro e
Descalvado, entre Itirapina, Boa Esperança e Bocaina
e entre Ibitiruna, Vitoriana, Santa Maria, Mineiros,
São Pedro a Águas de São Pedro. São os campos
cerrados mais pobres do Estado, porém com a
topografia mais suave.
Tabela nº 1

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Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

    A B C D E
percentagens
   

  ZONA ECOLOGICA SERRA GERAL SGf 
         
Terras roxas ricas como o tipo 7, mas de inverno mais
10  frio e menos seco. ‐  ‐  85  10  5 
Exemplos: vale do Paranapanema, desde Piraju até
Iepê e Porecatu; vale do seu afluente rio Pardo a
jusante de Santa Bárbara e vale de outro afluente, o
Capivara, a jusante de Maracaí.

           
Terras roxas arenosas como tipo 8, mas de inverno
11  mais frio e menos seco, com maior percentagem de 55  30  15  ‐  ‐ 
área cultivada e sob pastagem em detrimento do
cerrado, quase ausente.
Exemplos: nos municípios de Assis, Platina, Campos
Novos, São Pedro do Turvo, Sodrélia, Óleo.

           
Solos de arenito Botucatu como o tipo 9, porém de
12  inverno mais frio e menos seco, com relativamente 70  30  ‐  ‐  ‐ 
menor área de campo-cerrado e maior sob pastagem.
Exemplos: entre Piramboia, Bofete e Pardinho; e daí
pelo vale do Paranapanema quase desde Guareí,
Angatuba, Paranapanema, Itaí, Tejupá e Sarutaiá.

           

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  ZONA ECOLÓGICA DEPRESSÃO PALEOZÓICA DPq           
Terras argilosas claras de folhelhos da formação
13  Corumbataí e do Grupo Tubarão, geralmente nos ‐  ‐  20  45  35 
vales, quase sempre cultivados e em topografia bem
ondulada.
Exemplos: no vale do rio Piracicaba a jusante da
cidade do mesmo nome, ao longo do Tietê entre
Anhembi e Laras, perto de Charqueada e Ipeúna, no
rio corumbataí a jusante da cidade deste nome, perto
de Leme e de Tambaú.
Tabela nº 1

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Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

  A B C D E
percentagens
   

Terras arenosas de arenitos Tubarão e Corumbataí,


14  geralmente nas lombadas, pouco cultivadas, quase 60  30  10  ‐  ‐ 
sempre pastagens, mas há cerrados e campos cerrados
muito pobres. A topografia é suave. As cores dos solos
são mais avermelhadas e alaranjadas que no tipo
anterior.
Exemplos: vale do rio Pardo nos municípios de Casa Branca, Mococa; vale do 
Moji‐Guaçú nos municípios deste nome, Conchal, Araras, Leme, Aguaí, 
Piraçununga; nos municípios de Moji‐Mirim, Campinas e Indaiatuba 

           
Terras roxas misturadas dos sills de diabásio,
15  intensamente cultivadas, algumas quase tão ricas como ‐  ‐  75  20  5 
os tipos 7 e 10, a topografia sendo comparável.
Exemplos: Itobi, Sta Cruz das Palmeiras, Sta. Rita do Passa Quatro, a W do 
ribeirão dos Porcos em S. João da Boa Vista, a E de Leme, ao S. de Araras, nos 
municípios de Iracemápolis e Sta. Gertrudes, a E de Cordeirópolis, ao N de 
Itapira, ao N de Santo Antônio de Posse, de Campinas, de Americana e de Porto 
Feliz. 

           
Terras roxas misturadas arenosas: mistura de detritos
16  de arenitos Tubarão e Corumbataí com os de delgadas 60  25  15  ‐  ‐ 
lentes de diabásios encaixados. Mais pastos que
cultivos. Topografia pouco ondulada.
Exemplos: entre Moji-Guacu e Aguaí e numerosas
manchas espalhadas por toda a zona DPq, semelhantes
aos tipos 8 e 11, mas geralmente com teor algo mais
alto de argila.

           

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Terras arroxeadas barrentas com concreções de sílex,


17  apelidadas de bonecas, dos folhelhos e siltitos da 10  20  60  10  ‐ 
formação Irati, quase todas cultivadas. Topografia
ondulada.
Exemplos: Assistência, Piracicaba, Rio das Pedras, Saltinho, Maristela, Laranjal. 

           
Tabela nº 1

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Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

  A B C D E
percentagens
   

Terras arenosas com seixos arredondados, por vezes


18  estriados (glaciais), ora espalhados quando a rocha 50  25  15  10  ‐ 
mãe é tilito, ora formando camada quando se trata de
conglomerato.
Exemplos: entre Moji‐Mirim, Conchal, Artur Nogueira e Limeira 

           

  ZONA ECOLÓGICA DEPRESSÃO PALEOZÓICA DPf           

           
Como o tipo 13, porém menos frequente.
19  ‐  ‐  30  40  30 
Exemplos: nos municípios de Taquarituba, Cel. Macedo, Taguaí, Tejupá, Fartura e 
no vizinho município paranaense de Carlópolis; também no vale do rio 
Itapetininga 

           
Como o tipo 14, porém de maior expansão e
20  variabilidade, havendo até casos de larga 50  35  15  ‐  ‐ 
predominância de areias grossas sobre as finas, como
na região de Itapetininga. Outros exemplos abundam o
quadrilátero Itararé-Itaí-Itapetininga-Gramadinho

           
Solos arenosos rasos do Devoniano, por vezes mal
21  recobrindo extensas lajes de arenito. Só ao S e a SE de 55  25  ‐  20  ‐ 
Itararé. Topografia suave, exceto onde as lajes formam
degraus e até escarpas muito irregulares.

           

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Como o tipo 15, mas com inverno mais frio e menos


22  seco. Quase exclusivamente nos municípios de ‐  ‐  70  20  10 
Timburi, Fartura, Taguaí, Taquarituba e Cel. Macedo.

           
Como o tipo 16, mas com inverno mais frio e menos
23  seco; e não somam mais de 100 km2, as manchas mais 45  35  20  ‐  ‐ 
conspícuas sendo perto das cidades de Capela do Alto,
Tatuí, Angatuba, Buri, Barão de Antonina, e ao N de
Itararé e de Capão Bonito.

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Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

    A B C D E
percentagens
   

Como o tipo 18, mas com inverno mais frio e menos


24  seco, os solos sendo de cores mais pálidas, amareladas 50  30  10  10  ‐ 
e acizentadas. Ocorrem nas áreas do tipo 20.

           

  ZONA ECOLÓGICA COMPLEXO CRISTALINO CCq           

           
Solo de granito, quartzito, quartzoxisto e gnaisse
25  leucocrático ou bastante escuro, mas profusamente 5  35  10  20  30 
injetado de vieiros de quartzo. Alto teor de areia
grossa com bastante elevado teor de argila (15-20%)
da decomposição de feldspatos e micas. À pequena
profundidade é muito comum camada densificada ou
horizonte de seixos rolados. Topografia acidentada a
montanhosa. Quase só pastagens com capões de mato
em grotas, mas já foi quase tudo plantado com café
que arruinou o solo pela erosão.
Exemplos: entre Jundiaí e Itu, entre Valinhos e Amparo, entre Atibaia e Bragança, 
nos trajetos Bragança‐Amparo‐Mte. Alegre‐Socorro e Amparo‐Serra Negra‐Santo 
Antônio de Posse‐Itapira 

           
Solos de gnaisses mesocráticos, micaxistos quartzosos,
26  pegmatitos, quartzodioritos. São geralmente solos mais ‐  20  30  30  20 
escuros que os do tipo anterior, com o alaranjado
tendendo para o acastanhado e o vermelho para
marrom. O teor de areia grossa é bem menor e o de
argila maior (20-30%). Horiz. de seixos menos comum
mas o argiloso ainda mais frequente. O cultivo é
bastante intenso apesar da topografia acidentada.
Exemplos: de permeio com os solos do tipo anterior, nos trajetos citados. 

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Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

    A B C D E
percentagens
   

Solos de gnaisses melanocráticos (alto teor de biotita e


27  horneblenda), anfibolitos, intrusivas alcálicas com ‐  10  40  20  30 
quartzo (só no planalto de Poços de Caldas),
granodioritos, calcários silicosos, micaxistos, rochas
com pouco quartzo, formando solos argilosos (30-40%
de argila total) quase sem areia grossa, denominados
massapés na nomenclatura popular. As camadas com
seixos rolados são ainda mais frequentes camadas que
no caso anterior, mas não são menos frequentes
camadas quase impermeáveis. O cultivo só não é
intenso onde a topografia é montanhosa ou faltam vias
de acesso. Além da área indicada no mapa, estes solos
ocorrem também ao pé das serras do Mar e
Paranapiacaba subindo até altitudes de 400-450 m no
litoral N e na ilha de São Sebastião, e 250-300 m no
litoral S. (acima destas altitudes é CCf).

           
Solos de rochas insaturadas do Cristalino ou isentas de
28  quartzo, como filitos, gabros, diabásios, dioritos, ‐  ‐  50  15  35 
peridotitos (ex.: ao N de Serra Negra), fonolitos e
outras alcálicas sem quartzo. Excluindo os solos
filíticos, que podem ser alaranjados ou vermelhos por
terem sido decapitados em consequência da
impermeabilidade, os derivados das outras rochas são
desde marrons a cinzentos escuros, mas a decapitação
em declives fortes pode clarear fortemente estas cores.
O cultivo é o mais intenso da zona ecológica. Os
diabásios que quase sempre ocorrem em veios e diques
estreitos, não concorrem na formação de solos por
falta de expressão horizontal.

           

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Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

    A B C D E
percentagens
   

  ZONA ECOLÓGICA COMPLEXO CRISTALINO CCf           

           
Como o tipo 25, porém são geralmente solos mais
29  escuros graças à decomposição mais lenta dos detritos 5  30  15  20  30 
orgânicos por causa de temperaturas mais baixas o ano
inteiro. O inverno é bem mais úmido, mas
temperaturas médias inferiores a 15o C (junho a
agosto) não favorecem a atividade microbiana. A
camada densificada é no geral ainda menos permeável
que no tipo 25 pelo aumento de seixos e da umidade
graças à menor evapotranspiração e, no geral, maior
pluviosidade que na zona CCq. É relativamente maior
a área dedicada à pastagem e menor ao cultivo por que
este tipo de solo abrange as terras mais altas das serras
da Mantiqueira, da Bocaina, do Mar e Paranapiacaba.

           
Como o tipo 26, mas com diferença semelhante à que
30  existe entre o tipo anterior e o 25, porém com área ‐  10  30  25  30 
menor dedicada à pastagem e maior ao cultivo por que
geralmente o tipo 30 não ocorre no alto das serras
citadas, e portanto a topografia não é tão montanhosa e
o acesso mais fácil.

           

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Como o tipo 27, mas com diferença semelhante à que


31  existe entre os tipos 29 e 25, porém o tipo 31 é mais ‐  5  30  20  45 
raro que o 27 por motivos puramente geológicos, mas
quase totalmente cultivado, exceto no maciço de
Itatiaia, de solos excessivamente rasos, montanhosos e
frios, e no alto da Ilha de São Sebastião e da serra de
Araçoiaba por serem áreas montanhosas, de difícil
acesso e de solos rasos. Os calcários são lentes quase
verticais e por isso estreitas, sem expressão horizontal.

           

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Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

    A B C D E
Percentagens
   

Como o tipo 28, mas ainda mais procurado para o


32  cultivo. Assim mesmo há áreas de filito tão ‐  ‐  50  10  40 
tremendamente erodidas em declives fortes que
tiveram de ser reflorestadas ou abandonadas à
pastagem, como entre Nazaré e Pirapora do Bom
Jesus, entre Caieiras e Santana do Parnaíba e ao longo
das margens setentrionais da represa de Itupararanga.

  ZONA ECOLÓGICA VALE DO PARAÍBA VPq           

           
Solos pretos de várzea praticamente sem escoamento
33  superficial devido ao empoçamento, evaporação e ‐  ‐  90  ‐  10 
infiltração graças à ausência de declividade, cultivo
intenso e com rede de canais. São terras argilosas e
com camada densificada, mas geralmente não
impermeável graças à grande porosidade que pode
ultrapassar 80%.

           
Solos argilosos alaranjados a vermelhos de sedimento
34  cenozóico encaixante da várzea, quimicamente pobres ‐  ‐  40  5  55 
e muito maltratados pela erosão devido à topografia
fortemente ondulada e permeabilidade fraca. A
ocupação humana é quase só pastagem com alto teor
de ervas daninhas. A área contorna a várzea desde
Cachoeira até Jacareí, continuando para SW ao longo
da encosta direita do rio Parateí até penetrar no
município de Mogi das Cruzes.

           

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Solos arenosos alaranjados claros do mesmo


35  sedimento cenozóico. Antigamente eram campos- 45  50  5  ‐  ‐ 
cerrados e ainda ostentam elementos xerofíticos fora
de trecho adubados. A maior área de solos deste tipo
acha-se na região de São José dos Campos e, sendo
altamente valorizada, sua aguda pobreza química está
sendo dominada a poder de calcário e adubos, mas o
cultivo ainda é pouco, predominando largamente a
pastagem.

           

Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

    A B C D E
Percentagens
   

  ZONA ECOLÓGICA VALE DO PARAÍBA VPf           

           
Solo do Complexo Cristalino semelhantes ao tipo 25,
36  distinguindo-se deste por estiagem mais longa e mais 5  25  10  40  20 
quente, enquanto o verão é menos chuvoso e também
mais quente, portanto de bem maior
evapotranspiração, principalmente entre a serra do Mar
e a zona VPq, penetrando até Igaratá. A pastagem
predomina largamente sobre o cultivo que é muito
pouco. As cores são tão claras como no caso dos solos
do tipo 25.

           
Solos do Cristalino semelhantes ao tipo 26. A
37  diferença é a que distingue o tipo 36 do tipo 25. ‐  10  30  25  35 
Cultiva-se mais que o tipo anterior, mas a pastagem
ainda predomina largamente. O reflorestamento é
ainda mais raro que no tipo de solo anterior.

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Solos do Cristalino semelhantes ao tipo 27, porém não
38  há rochas alcálicas e prevalece a diferença que ‐  ‐  40  25  35 
distingue o tipo 25 do 36. O tipo 38 é mais cultivado
que os dois anteriores, mas a pastagem ainda
predomina por ser mais nutritiva que nos dois tipos
anteriores. Como nesta área não existem filitos e as
rochas alcálicas e gabros ainda não foram descobertos,
o tipo 38 torna-se pouco diferente do 27. E assim o
tipo 39 já pode pertencer à

           

           

           

           

           

           

           

           

           

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Nº  do 
Descrição do tipo de solo  Grupo Hidrológico
tipo  de 
solo 

  A B C D E
percentagens
   

  ZONA ECOLÓGICA BAIXADA LITORÂNEA BLq           
Solos arenosos das areias marinhas de antigas praias,
39  pois o mar já lambeu o sopé das serras do Mar e da 90  10  ‐  ‐  ‐ 
Paranapiacaba, bem como de todas as montanhas e
morros cristalinos existentes entre as praias atuais e as
serras marítimas. São solos de cor creme e
acizentadas, extremamente arenosos e pobres devido à
lavagem por precipitação abundante sem estiagem e
fortalecida por altas temperaturas. Mesmo onde houve
mangues centenas de séculos atrás, como a regressão
marinha ou elevação do continente (mais provável) do
alto teor de húmus apenas sobrou a cor acizentada e
por vezes minúsculos restos de conchas. As tentativas
de cultivo são muito raras.

           
Solos barrentos de sedimentação continental
40  flúviolacustre que cobrira as areias praianas por vezes ‐  20  60  5  15 
com camada tão delgada que a areia aparece na
profundidade de 1½ a 2 m. São os solos mais
cultivados da zona BLq, mas a ocupação humana é
fraca por ser o clima insalubre na Baixada Litorânea;
demasiadamente úmido e quente. Daí a quase
inexistência de pecuária.

           

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  ZONA ECOLÓGICA BAIXADA LITORÂNEA BLf           

           
Solos como tipo 40, porém afastados do mar ou atrás
41  de serras, de modo que sofrem menor pluviosidade e a ‐  15  60  5  20 
estiagem está bem esboçada, porém ainda sem
deficiência hídrica. São por isso os solos mais
cultivados de toda a Baixada Litorânea. Na região de
Registro a chuva média anual não atinge 1.500 mm,
enquanto no litoral N alcança o dobro. As cores são
alaranjadas com tonalidade entre acastanhada e
acinzentadas; topografia suave.

           
Tabela nº 1

Baseiam-se as avaliações das percentagens dos 5 grupos de solos nos 41 tipos no


conhecimento pessoal de todos os municípios e estudo das suas fotografias aéreas (quase
37 mil, inclusive faixa limítrofe dos Estados vizinhos; escala 1:25.000) em combinação com
as análises físicas e químicas de solos já publicadas (3 e segs.). Trata-se, portanto, apenas
de um ponto de partida, ou de hipótese de trabalho. Sendo necessário introduzir correções
toda vez que se obtenham para isto dados quantitativos.

4. NOMENCLATURA AGRONÔMICA DE SOLOS

Em 1960 o serviço agronômico federal publicou classificação dos solos paulistas (20)
enquadrada na mundial. Com isto um habitante dos antípodas obtém alguma idéia sobre
solos nossos, mas nós a miude perdemos a capacidade de reconhecer pelo nome de qual
dos nossos solos se trata. Os 41 tipos da Tabela nº 1 receberam 39 nomes, muitos dos
quais perderam significado local, tipos diferentes receberam denominação igual e tipos
semelhantes ficaram corn nomes completamente diversos só por terem cores algo
diferentes, não obstante esta diferença por vezes ser transitória e por isso com pouca
significação.

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O tipo 1, por exemplo, no terço mais continental e ocidental do Estado foi classificado na
sua maior parte como o 9, com o nome LEa = “latossol vermelho escuro arenoso”, e na sua
parte menor como Pln = “podzólico de Lins e Marília, variedade Lins”, só por que não
parecia bastante vermelho.

Latossol significa solo oxidado. cujas argilas foram em grande parte decompostas com
lixiviação de SiO2 e consequente concentração de AI2O3 e Fe203. Este último óxido, sendo
pigmento vermelho, comunica ao solo esta cor tanto mais forte, quanto maior a
percentagem de Fe203 no solo total, e quanto menor o teor de matéria orgânica, a qual
reduz o Fe203 a FeO, que é incolor em pequenas concentrações.

Solo vermelho arenoso de pastagem anualmente queimada pode passar a castanho


acinzentado se as queimadas forem suspensas por 6 a 8 anos. A classificação mudaria
então de LEa para Pln, coma foi mapeado (20) e seria erro grosseiro, pois solo podzólico
não apresenta alta percentagem de sesquióxidos livres AI2O3 + Fe203 na sua argila, fato este
que possui grande significação econômica, garantindo eficiência dos adubos fosfóricos,
maior retentividade hídrica por unidade de argila total, e outros fatores químicos e físicos
que especificam solos.

Seria neste caso necessário, dando ênfase à cor, abandonar a classificação LEa naquela
parte do Estado, substituindo-a por Pln, mas este símbolo induziria em erro por não serem
podzólicos os solos e sim latossólicos, apenas não vermelhos e muito menos vermelhos
escuros. Também Pln não indicaria que se trata de solos arenosos, fator este fundamental
no funcionamento do solo em engenharia tanto como em agronomia.

O solo Pml = “podzólico de Lins e Marília, variedade Marília” que é o tipo 2, ocorrendo por
vezes de permeio como o tipo 1, apresenta realmente características podzólicas. pois onde
é alto o teor de calcário no arenito ou a camada calcárea quase aflora, a presença dos
carbonatos conservou o ferro no estado de silicato e impediu a decomposição das argilas,
não tendo havido latossolização apesar do clima ser latossolizante. Comentários
semelhantes quanto ao tipo 3 e quase todos os seguintes.

O maior defeito da transplantação dos famosos nomes mundiais para o nosso uso regional
foi achar que todos os nossos solos que não são bem vermelhos ou fortemente alaranjados,
são podzólicos, não obstante apresentarem altas percentagens de sesquióxidos livres no
teor total de argila, que é característica fundamental, das mais permanentes, íntimas e

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indeléveis do solo. Outro erro foi chamar de latossolos apenas os fortemente avermelhados
ou alaranjados por que tonalidades mais ou menos fracas destas cores são típicas para uns
90% de todos os nossos solos fora das baixadas. Contudo, apesar de ser desagradável,
devemos então admitir que quase todos destes 90% são solos latossólicos. Este grave
defeito agrícola deve ser reconhecido para poder ser enfrentado e dominado: controlando a
acidez, procurando o máximo enriquecimento orgânico, abolindo as queimadas, não
plantando sem adubos, controlando a erosão, etc.

5. EQUAÇÃO DO ESCOAMENTO SUPERFICIAL

As curvas das Figuras nº s 4 e 5 são obtidas usando a equação:

(P - 0,2 S) 2
Q , (1)
P  0,8 S

na qual:

Q = escoamento direto em mm de chuva

P = chuva intensa em mm

S = diferença potencial máxima entre P e Q, em mm, no inicio da chuva intensa.

A equação (1) resulta partindo da proporção:

P-Q Q
 (2)
S P

onde (P - Q)/S é visualizado como a relação entre as diferenças real e potencial entre P e Q,
enquanto o quociente Q/P é tido como a relação entre o escoamento real e o potencial.

Da equação (2) extrai-se o valor de Q:

P2
Q (3)
PS

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A equação (3) é útil nas condições em que existe escoamento Q quando existe chuva P.
Quando Q = 0 e P > 0, é necessário admitir uma abstração inicial Ai (ver o diagrama no
canto superior esquerdo da Figura nº 4). Com a suposição que Ai não pode ser maior de P,
temos:

(P - A i )  Q Q
 (4)
S P - Ai

equação esta, da qual o escoamento superficial resulta:

(P - A i ) 2
Q (5)
P - Ai  S

Como S é sempre maior que Ai, uma relação empírica pode ser obtida para simplificar a
equação (5). Nos Estados Unidos bacias hidrográficas de todo tamanho e de regiões
variadas produziram Ai = 0,2 S. Substituindo este valor na equação (5), obtemos a equação
do escoamento superficial (1).

No gráfico de escoamento direto Q em função de chuva intensa P em bacias naturais,


observa-se que enquanto P aumenta, Q vai se aproximando a P. Os mesmos dados
mostram que enquanto P continua a crescer, P - Q aproxima-se a uma constante.

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NUMERAÇÃO DAS CURVAS DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL DE CHUVAS INTENSAS


CONFORME O COMPLEXO HIDROLÓGICO DO SOLO COM A SUA COBERTURA VEGETAL
Cobertura vegetal Defesa Situação
ou tipo de uso do contra a hidrológica de GRUPO  HIDROLÓGICO  DO 
solo erosão infiltração SOLO 
A  B C D E

Arado, quase sem SR Boas 65 80 88 92 95


cobertura vegetal C Boas 78 86 90 92
65 
Cultivos de ciclo SR Más 60 72 81 87 90
curto e arações SR Boas 52 66 75 82 86
frequentes C Más 56 65 78 84 87
C Boas 48 60 72 78 82
C-T Más 52 62 74 80 84
C-T Boas 45 55 67 75 80
Cultivos de ciclo SR Más 58 65 73 82 88
médio e arações SR Boas 54 62 70 79 85
anuais C Más 55 64 72 78 84
C Boas 50 60 67 75 83
T Más 52 62 70 77 82
T Boas 48 55 65 73 80
Semeação densa ou SR Más 56 64 72 80 86
a lanço; cobertura SR Boas 50 58 66 76 82
curta, mas densa, C Más 54 60 69 76 83
como a das C Boas 48 56 64 72 80
leguminosas e dos T Más 50 58 65 75 80
pastos em rodízio T Boas 45 52 60 70 76
Pastagem velha com Más 65 70 78 85 90
arbustos Médias 60 66 75 82 87
Boas 56 62 72 79 84
C Más 55 62 70 78 86
C Médias 42 59 67 75 82
C Boas 50 56 64 72 79
Reflorestamento SR Más 35 50 62 74 83
SR Boas 30 42 55 68 78
C Más 30 45 57 69 80
C Boas 25 36 52 64 75
Mata, Más 32 40 55 67 76
Capoeira velha Boas 18 25 42 58 70
Gramado tratados Más 65 72 78 84 88
Boas 59 67 74 81 86
Estradas de terra SR Más 80 85 90 93 95
C Boas 74 80 86 90 92
Tabela nº 2

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NOTA: SR = sulcos retos; C = cultivo em contorno, paralelamente às curvas de nível;


T = terraceamento. No caso de estradas de terra, SR é quando as águas pluviais são
alojadas ao pé de barrancos, e C quando não atravessam a estrada. A estimativa dos dados
numéricos baseia-se na condição I I das bacias hidrográficas o em Ai = 0,2 S.

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NUMERAÇÃO DAS CURVAS DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL PARA AVALIAÇÃO DE


CLASSE DAS SITUAÇÕES HIDROLÓGICAS CONFORME O COMPLEXO DA
COBERTURA VEGETAL DO SOLO

I – Matas naturais ou reflorestamento de bacias hidrográficas da condição de saturação II e Ai =


0,2S (Tabela nº 5). A figura nº 3 fornece as situações hidrológicas
GRUPO DE SOLO DO PONTO DE VISTA
Classes  das  situações  HIDROLÓGICO

hidrológicas 
A B C D E
- As piores 50 60 72 84 92
- Más 42 52 65 78 85
- Médias 33 44 57 70 78
- Boas 23 36 50 62 70
- As melhores 12 28 42 54 62

II – Vegetação comum, considerada pastagem, anualmente queimada, típica de mau manejo de


terras cansadas, em bacias hidrográficas de condição II e Ai = 0,2S (Tabela nº 5).
GRUPO DE SOLO HIDROLÓGICAMENTE 
Tipo de vegetação  estado atual

A B C D E
HERBÁCIA com alta percentagem (25- Mau 42 52 65 80 89
30%) de ervas não comestíveis para o Médio 36 47 60 76 85
gado Bom 30 42 56 72 80
CAMPO-SUJO: como anterior, mas Mau 39 50 62 75 85
com 10-15% da área ocupada por Médio 32 44 58 70 80
arbustos inúteis, além das ervas Bom 25 40 53 64 75
daninhas, cuja percentagem pode
baixar a 15-25%.
CAMPO CERRADO, também chamado Mau 36 46 58 70 80
cerrado: não passa de caso anterior Médio 28 37 50 64 74
com a maior parte da área ocupada por Bom 20 30 42 56 68
arbustos e árvores baixa e ralas, porém
de caráter xerofítico por se tratar de
solo seco e clima com estiagem forte.
Os capins comestíveis ocupam apenas
10-20% da área. A topografia é sempre
suave. Muito raro nos grupos D e E.
VEGETAÇÃO ARBUSTIVA: pasto Mau 33 44 54 66 75
abandonado, em transição para Médio 24 35 46 59 69
capoeira, não havendo quase capins Bom 15 26 38 52 63
aproveitáveis
Tabela nº 3

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NOTA: Ai – Abstração inicial = grau de saturação do solo no início da chuva intensa,


cujo escoamento superficial nos interessa. Supõe-se que o solo já contém um quinto do
máximo S que poderia se infiltrar.

Se figurarmos estes 3 valores na equação (2), fica claro que a constante S é a diferença
máxima P-Q que pode ocorrer qualquer que seja a bacia e a intensidade do aguaceiro.

Durante chuvas intensas o valor real de P-Q é limitado pela capacidade do solo de
armazenar água ou pelo ritmo da infiltração inferior ao ritmo pluvial. Estas duas
características delimitam o potencial máximo de P-Q ou S.

O pequeno diagrama na Figura nº 4 indica que Ai é igual à chuva antes do início do


escoamento. Fisicamente consiste de interceptação, infiltração e retenção na superfície. A
numeração das curvas das Figuras nºs 4 e 5 é relacionada ao valor.
CONVERSÕES E CONSTANTES PARA O CASO Ai = 0,2S

NUMERAÇÃO DAS CURVAS PARA AS valores de S valores de P onde


CONDIÇÕES DE SATURAÇÃO para a curva começa a curva
II II (Ai)
I II III
100 100 100 0 0
87 95 99 0,526 0,10
78 90 98 1,11 0,22
70 85 97 1,76 0,36
63 80 94 2,50 0,50
57 75 91 3,33 0,67
51 70 87 4,29 0,86
45 65 83 5,38 1,08
40 60 79 6,67 1,33
35 55 75 8,18 1,64
31 50 70 10,0 2,00
27 45 65 12,2 2,44
23 40 60 15,0 3,00
19 35 55 18,6 3,72
15 30 50 23,3 4,7
12 25 45 30,0 6,0
9 20 39 40,0 8,0
7 15 33 57 11,3
4 10 26 90 18,0
2 5 17 190 38
0 0 0 infinito infinito
Tabela nº 5

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S pela equação N = 1000/(10 + S). Assim com S = 0 não há infiltração e a curva 100 indica
que se escoa tudo o que chove (condições extremas, teóricas). Com S = 10, temos curva de
N = 50 nas condições de saturação II da bacia hidrográfica, mas N = 31 com solo seco e N
= 70 com solo umedecido por 5 dias de chuva, como mostra a Tabela nº 5.

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6. COMO USAR ESTE TRABALHO

A) Localizada a bacia hidrográfica no mapa, verifica-se de que zona ecológica se trata.

Pela Tabela n.º 1 deduz-se quais os tipos de solo envolvidos, sendo útil consulta do mapa
geológico do Estado. A cada tipo correspondem certas percentagens, em média, de alguns
dos 5 grupos de solos.

B) Na Tabela n.º 2, a cada grupo de solos, conforme o tipo de vegetação e o grau de defesa
contra a erosão, corresponde um número de curva que seria, em resumo, um parâmetro
relativo á percentagem do escoamento em relação a cada chuva intensa. As tabelas
auxiliares números 3-l e 3-II procuram facilitar a escolha da curva das Figuras n.ºs 4 e 5
para tipos mais particularizados de vegetação. No caso de mata ou reflorestamento, a
qualidade hidrológica desta formação florestal pode ser deduzida do ábaco da Figura n.º 3.

C) Conhecida a curva e a precipitação total da chuva intensa, a Figura n.º 4 fornece o


escoamento superficial mais provável. A Figura n.º 5 serve para avaliar as condições
mensais, sazoneis e mesmo anuais, evidentemente, com aumento da incerteza com o
período de tempo considerado.

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